comerciominho_20061876_507.xml
- conteúdo
-
4.
”
ANNO
1876
FOLHA
COMNIERCIAL RELIGIOSA
E HOTICIOSA
NUMERO 507
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria Dias
da
Costa,
rua
Novan.
’
3E,
para
onde
deve
»er
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=>
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas; assim
coroo
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PVBI»1CJL>S
S5
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
PEaTMCliii»
P
reços
:
Draga,
annol$600
rs.=Semestre
850
rs.=A-oun-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
í$000
rs.
—Semestre
1&256
rs.==
l?razí/,
anno
3&600
rs.—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4Ã500
reis
moeda fraca.—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os assignantes 50
0
;,
d
’
abatimètoto.
21
DE
JUNHO.
E
’ ámanbã
que
os
calholicos
de
todo
o
mundo
celebram
com o
mais
inlradusi-
vel
dos
júbilos
o
trigésimo
anniversario
da
coroação
do
immortál
Pio
IX.
E’
ámanhã
que
entre
as
volut»s
do
incenso,
ante
as
aras
do Deus Vivo,
ou
do
remanso
domestico
sobem ao
céo
mil
vozes
magnificando o Senhor
pela
conser
vação
do
gtande
Pontifice,
que
miracu-
losamenle
tem
visto
prolongados
os
seus
dias
de
pontificado,
avantajando-se
a
todos
os
seus predecessores.
E
’ justo,
é
santo
o
nosso
contenta
mento:
porque
o
Papado
é a
causa
de
Deus,
a
causa
do
direito,
a
causa
da
justiça.
E Pio IX
é
o
imperterrito mantene
dor
do
deposito
da
nossa fé, que
nos
dá
forças
para
combater
em
pró
d
’
essa
causa
Ires
vezes
santa.
Esqueçamos, pois, por
um
momento
as
dôres
que
nos
salteiam
de
toda a parte,
ao
contemplarmos
o espectaculo
doloroso
que
nos
cfferece
a
Barca
de
Pedro,
açoi
tada
rijamente
pelos
vendavaes
da
impie
dade,
que
vãrneute
faz
roçar
pelas
nuvens
a
corôa
d
’
espurna
das vagas
encapelladas.
Dêmos sim
largas ao
nosso jubilo;
mas
não
nos esqueçamos de
orar,
e orar sqmpr
afim
de
que
seja passado
o
tempo
das
provações,
e
brilhe
o
dia
do
triunfo
para
a
Egreja.
Para
festejar
o
30.°
anniversario
da
co
roação
de
S.
Santidade,
celebrar-se-ha,
na
Sé,
um
solernne
Te-Deum,
que
será
en
toado
por s exc.
a
revd.
ma
o
snr. arce
bispo
coadjutor.
Esta
soiemnidade,
que
começará
pelas
5
e
meia
horas
da
tarde,
é
precedida
pela
oração
gratulaloria,
prégada
pelo
snr.
pa-
die
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
Não
obstante
não
haver,
este
anno,
convites
especiaes,
é
d’
esperar
que
todos
os
fieis
bracarenses
concorram
ao
templo
para
ahi
bemdizerem a
Deus
por
tão
fe
liz
acontecimento.
A
esta
cidade
cabe a
subida honra
de
ler
sido,
depois
da
de
Roma,
a
primeira
a
celebrar
esta
data gloriosa,
o
que
se
deve
á
iniciativa
do
sempre lembrado
padre
Martinho:
hoje,
felizmente,
muitas
outras
terras
do reino
lhe
teem
seguido
o exem
plo.
Segundo
vemos
dos
joruaes
estran
geiros
também em
Madrid
se
prepara
para
este
dia
uma
manifestação
imponente.
A
Associação
Catholica
decidiu
com-
memorar
este
anniversario
com
missa
so-
lemne
com exposição
do
SS
,
practica
e
Te-Deum
na
egreja
do
Popuio,
ás
10
ho
ras
da
manhã:
de tarde terá
logar
na
ine-ma egreja
a
distribuição
dos
prémios
ás
creanças
da
doutrina.
7<
ffl
a
p.
j>wM»aM»
w
i
inMfl
iin
ríiiff
a
Mw
w
i
i
t
Mi
iM«rniv
,
r
'i«
lir
a
awwMBmBgw
nas
revolucionarias
a
gloriosa
bandeira
da
regeneração
hispanhola.
Assim
o
cremos,
e
assim
o
esperamos.
--------------------------------------
Londres,
S
de
Abril de
1816.
(A'
redacção
do «
Apostolo».)
(ConclusSoy
BKA<x<--TEEíÇ
A-FEIRA, 90
RE
JUNHO
Uma
nova
trovoada
está
prestes
a
desabar,
segundo
parece,
sobre
a
desditosa
Hispanha
Grossas
nuvens
se
encaslellatn
sobre
a
cabeça
do
inexperiente
filho de
D.
Izabel,
cujo
throno
elevado
sobre
a areia
movedi
ça
da
tevoiução,
oscilla ao
mais
pequeno
rugido
que
se
levante.
Conspira-se
de
novo.
E
embora
as
agencias
e a imprensa
tentem
fazer-nos
acreditar
qua
são
os
carlistas
os
principaes
agentes
da
conspi
ração,
a
verdade
é
que
estes,
por
em
quanto,
se
mamem
na expectaliva,
repel-
lindo
allianças
hybridas,
que
os
desacre
ditariam
aos
olhos
da
Europa.
Não,
não
são
os carlistas
os
que
agora
se
moiem
contra
a
obra
Jo
general
Mar-
tinez
Campos;
mas
a
mesma
revolução
que
sempre
devora
os
seus
proprios
filhos.
Era
previsto.
D.
Affunso,
que
só um
pronunciamento
militar poderá
elevar
ao throno,
não
era
garantia
bastante para
uma
paz
duradoira
na
Hispanha.
N
’
estas
contendas
sociaes
para
que
um
golpe
seja
decisivo,
é
necessário,
que
a
espada,
que o
fere,
não
esteja
conta
minada
pelo
vírus
revolucionário.
D.
Aílonso
congraçara-se
com
os
ini
migos
calumniadores
de
sua virtuosa
mãe,
na
doce
illusão
de
que
poderia
conservar
atreitos
a
si
es^es
elementos
de
desordem
e
ruina, que
fazem
sempre,
onde
se
en
contram, a
desgraça
das
nações.
Enganou-se.
A
revolução
só
eleva
sobre
as
aras
de
uma
mentida
dedicação
os
reis
que
se
lhe
facilitam,
mas
é
para
mais
depressa
os
precipitar
no
abismo
que lhe
vão
ca
vando.
D.
Aílonso,
se
a
edade
lhe
não
des
culpasse
a
leviandade,
poderia
>er na
his
toria
contemporânea
o
fim
que
espera
sem
pre
os
reis
revolucionários
e
precaver-se
a
tempo
contra
o
perigo,
que
agora
o
ameaça.
E
a
Hispanha
inteira
que
impassível
se
curvou
perante
a vontade
de
um
mi
litar
ousado,
terá
que
soflier
uma
vez
mais
as
tristes
consequências
de
sua
inércia.
Os
crimes
das
nações
é
n
’
este
mundo
que
se
pagam.
E
ella
que
deixara
o
numero
vencer
o
direito,
ella
que
não
acudira
ao
cha
mamento
de
um
príncipe catbolico,
em
cujas
mãos
tremulava
impoluta
a
bandeira
da
justiça
e
da
ordem,
ella
será
castigada
uma
vez
mais
ainda pela
sua
indiílerença.
E
’
para
nós
de fé, que
D.
Carlos,
fiel
ao
seu
dever de
príncipe
chrislão,
não
esquece
um
momento
a
sua causa,
que
é
a
de
Deus
e
a
de
todos
os
verda
deiros
hispanhoes.
Mas
lambem
hemos
por
certo,
que
saberá
esperar,
para que os acontecimen
tos
se
não
precipitem.
Se
os
carlistas
ensarilharam
as
armas,
se
derem
um
momento
de
tregoas
á
lu-
cta,
que
heroicamente
sustentaram
por
quasi
quatro annos,
foi
porque
entende
ram,
e
entenderam
bem,
que
não
valia
a
pena
sacrificar
vidas
para destruir
uma
obra,
cujos
obreiros
haviam
de
ser
os
primeiros
a
desliuil-a.
Os
factos
vem,
ao
que
parece,
confir
mar
estas
previsões,
e,
quando
soar
a
hora
que
por
ventura
não
estará
longe,
has-
tear-se-ha
de
novo,
mas
já
sobre
as
ruí
A
’
vista
das
considerações
preceden
tes,
creio
se
poderá
devidamente
apreciar
o
desejo,
o
empenho,
que
a
Inglaterra
ti
nha
em
fazer
do
Brazil regressar a
Por
tugal
a
Familia
Real
Portugueza
;
como
depois
fez
todo
seu
possível
para
con
seguir
a
separação
das
duas
nações
; co
mo
inspirou
e
promoveu
o
estabelecimen
to das
falsas
constituições,
imitados
da
sua
e
que
n
’
outros
paizes
não
sam
mais
que
um
dissolvente
da
força,
e
unidade,
e
concordia social
dos
mesmos.
Observe-se
o differente
empenho
da
Inglaterra
com relação
a
Portugal
e
Bra
zil
de
uma
parte,
e á Italia
da outra
:
em
relação
aos primeiros o
seu
desejo
e
acção
tendiam a dividir e
dissolver;
quan
to
á
Italia,
o
grande
interesse
Inglez
era
para
unil-a—mas
unil-a
sob uma
influen
cia
anti
catholica.
Os
effeitos
d
’
esse
em
penho
observam-se
no
estabelecimento
do
celebre
infame
Templo maçónico em
Ro
ma
—
na
reunião e
identificação,
annuncia
da
posilivamente,
não ha
muito,
pelo
no-
torio
Parkinson,
das
maçonarias
Ingleza
e
Italiana;
pelo
estabelecimento
de
toda
sorte
de
chafaricas
religiosas
de
varias
seitas
em
Roma ;
e
ultimamente,
pela
aber
tura
e
inauguração,
com
assistência
dos
Bisporios
Inglezes
e
Americanos,
da
no
va Egreja
de
S. Paulo, para «promover
á
união
Catholica»
com
guerra
a
Egreja
de
S. Pedro.
II.
—
Tem-se
aqui
continuado a
discu
tir
no
Parlamento e na
Imprensa,
o
no
vo titulo
da Rainha,
de
«Imperatriz»
da
índia.
Confesso
que
me
interessa
mm
pou
co
a
discussão
de cousa tão
fulil,
tão
hypocrita,
e
(na
minha
opinião)
tão
ri
dícula.
Ridícula
a chamo,
porqtle
quando
se
sabe que
a
Rainha
não
tem
aqui
voz
activa
alguma,
salvo
em
matérias
de
ce-
remonia
vazia,
e
ainda
n’
essas, é
muitas
vezes
obrigada
sua
acção;
um
titulo
que,
por
não
ir
mais
longe,
foi
gosado
por
Carlos
Magno
e
por
Napoleão
I,
applica-
do
a
uma
boa
Senhora
que
não
tem
se
não
que
responder
Amem
ao
que
o
Par
lamento
e
o
Ministério
lhe
ditam,
é
no
meu
entender
cousa
ridícula,
por
mais
voltas
que lhe
dèem.
O
que
porém
é
cu
rioso,
é
vêr
como
a opinião
aqui da
im
prensa
e
do
publico
leem
oscillado
sobre
o
ponto.
Ao
principio,
quando
a
cousa
primeiro
se
annunciou,
lodo
mundo
pa
recia
muito
satisfeito
da
lembrança; pas
sado
pouco,
e á
proporção
que
o
negocio
se
disculia no
Parlamento
,
começaram
a surgir
objecções,
e
o
mais bonito
é,
que
até
os
papeis
que
no
principio
ti
nham
applaudido a
lembrança
mudaram
de
opinião,
e
começaram
a
levantar-se
du
vidas,
a
proporem-se
variantes
de diver
sas
castas
De
maneira
que,
no
meu
en-
tender,
veio
o
negocio
a
tornar-se
uni
lan-
to,
ou um
muito,
ridículo.
Creio
que,
por
fim
de
contas,
S.
M.
sempre
ficará «Im
peratriz
da
índia»
—
o que
fará
em
sua
aucloridade pessoal
tanta
dilferença
como
se
a
tivessem
declarado
Imperatriz
da
Lua
ou
do Polo
Antártico.
Hl.
—Escreve-se
de
Roma
ao W.
Re-
gister o seguinte,
que
mostra,
como
a
Providencia
Divina
parece
não
quer
dei
xar
de
lodo
sem advertência
estes
desafia
dores
da
Religião. Eis
aqui
o
artigo :
—
iPelrocelli
d
’ella
Goltina.
—
Este
Depu
tado da
Esquerda,
bem
conhecido
como
escriptor
contra
a
Religião
e
contra
o
iPapa,
foi
atacado
de
apoplexia.
E
’
a
se
gunda
vez
que
esta
moléstia
o visita, e re
ceia-se
que
não
se
restabeleça.
Perdeu
a
falia.
No
mundo
litterario
é conhecido
co
mo
auclor
da
vida
de
Judas
Iscarioie,
on
de
falia do
archi-traidor
em
termos
os
mais
favoráveis, descrevendo-o
«como
um
genio
nobre
e
poderoso,
uma
alma
nobre
afer
vorada
em generosas
paixões,
e
um
gran
de
patiiota».
—
O
elogiador
parece
bem
di
gno
do
elogiado
!
IV.
—
Na
Gazeia
de
Colonia,
conheci
da
por anti-catholica, vem
uma
notável
relação
de
Roma,
que
merece ser
copiada,
pois
não
pode haver
suspeita
que da
par
le
d’ella
se
queira favorecer
o
Papa
e a
opinião
Cathólica;
eis
aqui o
paragrapho:
—
Quer
a
gente
goste
d
’
isso
quer
não,
deve
confessar-se,
que
Roma
deixou
de
ser
Roma. Está
degradada
esta
edade,
não
para
o
político, mas para
o artista,
para
o
homem de coração,
para
o
espi
rito
poético.
De
cidade
universal
como
era,
foi
constrangida
a
descer
a
capital
de
um
pequeno
reino,
que
perlende,
é
ver
dade,
dar-se
ares
de
Grande
Potência,
mas
que
nunca
pode
ser tal.
Quando,
tfôutro
tempo
a
gente
sahia
de
Roma
Papal, mesmo
com
a
certeza
de
lá
voltar
dentro de
pouco,
sentia-se
um
pezar no
coração.
A
Roma
de
hoje
deixa-se
de
boa
mente»
.
Eu
proprio
posso
dar
testimunho
da
verdade
d’
esta
apreciação
na
Gazeta
de
Co
lónia:
causa tal
tedio
—
e
quanto
a
mim,
direi,
tal zanga
e raiva
—
a
vista
de
Ro
ma
caibrada
de
adventícios
que
a revo
lução lá
trouxe,
que
Indo
parece
desvir
tuado
por
tal
presença
de
simples
usurpa
dores
e
ladrões,
que
alli
se
encaixaram
só
á
força
de
mentiras,
de
perfídias,
de
traições,
sem
ao
menos
isso
tudo
ser
de
alguma
sorte
compensado
por
uma
vi-
ctoria,
ou
guerra,
que de
tal
merecesse
o
nome.
Anda a
gente
por
meio
d
’
aquel-
les
adventícios,
a
maior
parte
com
caras
de
fome,
experimentando
continuamente
sensação
como
de
quem
se
acha
no
meio
de
uma
quadrilha
de
ladrões mal-encara
dos.
V.
—
Uma
novidade,
ou
exemplo
que
dá
gosto
é
o
ler
agora
'indo
aqui
em
Lon
dres ao
poder
dos
Calholicos,
e
de
novo
ir
dedicar-se
ao
culto
de
nossa Religião
uma
egreja
antiga
Catholica,
que
vae
tor
nar
a
ser
consagrada
ao
culto
de
que
foi
despojaria
ha
300
annos. E’
a
egreja
de
Santa
Ethelreda
em
Ely-place
aqui
era
Londres.
Dá
isto
muito
gosto,
porque,
até
agora,
bem
que
hajamos lido—
e
te
nhamos
todos
os
dias
—
uma
grande
quan
tidade
de
conversões do Protestantismo
á
nossa
Religião,
e ainda
que
tanto
se
te
nham
multiplicado
nossas
egrejas
e
con
ventos,
todos
esses
edifícios
teem
sido
fun
dados
novamente,
e nenhuma
de
tantas
egrejas
e
capellas antigas,
edificadas
pe
los
Calholicos
antes
da
chamada
Refor
mação,
e
que
nos
foram
roubadas,
linha
ainda
voltado
a
seus
verdadeiros
iLnos,
e
ao
culto
para
que
originariamente
fôra
destinada. Vae
de
novo
reparar-se
e em-
bellezar-se o edifício,
que
tinha
sido
mui
to
deteriorado;
e
não
tenho
dúvida
que
em breve
tempo
brilhará
tão
aceado,
e
digno
de
n
’
elle
se
ir
de novo
adorar
o
Santo
dos Santos,
e
venerar
a
Santa
bem-
dila
cuja
invocação dá nome
ao
templo.
Saudemos
este
facto
como
bom
agouro,
e
esperemos
que
outros similhantos
se
lhe
sigam,
como
desejamos.
A.
R. SARAIVA.
-------------------------------------- —
Imranjeira
—Pureza.
Sob
o
ceo
brilhante
do
meio
dia
a
a
laranjeira,
filha
do
sol,
se
de^çnvolve
com
majestade.
A
sua
folha
abundante
pa
rece
mais
graciosa
ainda
quando
a
seiva
generosa
que
a
anima
faz
dar
no
mesmo
ramo
ílôres
suaves e
fruclos
embalsama
dos.
quando
ao
verde
encantador
da
folha
se
mistura
a
brancura
pura da
corolla,
e
do
amarello
dourado
da
laranja.
Um perfume
penetrante
se
exhala
de
cada parie
d
’
esta
bella
arvore
ao qual
el
la presta
um
encanto poderoso.
Hi
já
séculos
que
a
poesia
fez
d
’
ella
o emble
ma
da
pureza,
que
suas
admiráveis
Ílôres
coroam
a joven
desposada e
compõem
o
ramalhete
virginal
repousando
sobre
o
seu
coração.
O
aroma
exquisito
da
laranjeira
persiste
por
muito
tempo,
ella
torna
mais
agra
lavei
tudo
aquillo
que
a
ella
se
jun
ta.
Assim
a
pureza
enóobrece
as
acçôes
a
que
ella
preside. Adorno
da
mulher
christã.
ella
guia
sua
vida
inteira susten
tando
à
sui
alma
e
fortificando
o seu
co
ração,
ella
communica
lhe
uma
graça,
uma
dignidade
incomparável.
Ella
dá
á
sua
palavra,
a
seu
respeito
uma
auctori-
dade
diante
da
qual
o
espirito
do
mal re
cua
estremecendo
de
raiva
por
se
vêr
vencido.
Similhante
á laranjeira
qur pro
duz
ao
mesmo
tempo
ílôres e írucios, a
mulher
christã cumpre
os
diveres
que a
Providencia
lhe
impoz santificando-os por
uma
obediência
inteira
á
vontade
de
Deus.
São
lhe
concedidos
filhos,
ella
os
edu
ca
christamente
e
amolda
seus
jovens
co
rações
pelo
amor
da bella
virtude
que
ella
tão
bem praDca.
Ellj
quer que
estes
que
ridos
peqoenos
seres
nunca
caiam
ititei-
ramente
sob
o
jugo
de
Satanaz.
Ella im-
prega a
alma
de
seus
filhos
com
a
sua
alma,
ella
os
consagra a Maria
a
mãe
subbme
e
terna,
que
os não
deixará
mor
rer
no
meio
das
tentaçõ-s
vergonhosas.
Seus esforços
são
no
futuro, impotentes
para
domar
uma
mocidade
muito
ardei-
te?
Oh!
como ella
orará,
como
ella
in
vocará
a
Mãe
das D ires,
como
se
lem
brará
da
perseverança
e
do
animo
da
adçr.iravel
Monica!
Suas
lagrimas,
suis
orações,
o
especíaculo
de sua
conducta tão
digna
não
poderão
deixar
de
reconduzir
o
coração
desvairado.
Deus
terá
piedade
<)e
sua
dor, e
ella
poderá,
em
fira,
como
Monica
recooduzir-Ute
um Agostinho ar
rependido
e
prompto
abedecer
a
tu
lo
para
expiar
a
sua
falta.
Que
persuasão
nas
palavras
de
uma
mãe
cuja
vida
inteira
é
um
modelo
de
virluJe!
Que
anctoridale
revestirá
seus
conselhos!
Que
respeito
ella
inspira! A
sua
vista
é
um balsamo
refrigerante
para
o
coração
cauçado
com
as
lutas
do
mun
do.
Com
que
amor seus
filhos
pronun
ciam seu
nome
!
que
suave
lembrança
el-
les
guardam
d
’
ella
se
a
morte
a
chama
para
Deus.
Mães
christãs,
que recompensa
!
Quan
to
deveis
ser
diligentes
em
a
merecer
!
Uma
protectora
invencível
abençoará
vos
sos
esforços.
Maria
a
Virgem
Immacula-
da,
Maria
a
ob-a prima
de
Deus, a
Mãe
sem macula
vos
tornará fáceis
tolos
os
sacrifícios
se iuvocaes
corn confiança.
Ella
a
quem
nenhuma
mancha offus-
cou
a
brilhante
gloria,
sabe
compadecer-
se
de
nossos"
males;
ella
entrega
a
nossa
guarda
aos
anjos,
seus
servos;
ella
com
bate
comnosco,
por
nós;
seu pé
virginal
esmaga
a
cabeça
da
serpente
que
nos
ameaça.
Ella
prodigalisa-n^s
as
suas con
solações,
espalha
na
nossa
alma
o balsa
mo
fortifica
for
da
sua
ternura,
solicita
para
nói
graças
cada
vèz
mais
abundan
tes.
Como um
perfume
exquisito
ella
traz
á
nossa
lembrança
as
acções
principies de
sua
vida
terrestre,
modelo
de
pureza,
el
la
nos
ensina
o
meio
de
não
ser
siir-
prehendidos
armando-nos
com
a
oração.
O
’
Marta
!
quantos
benefícios
!
nós
so
mos
mui
pobres
nas
nossas
obras
para
vos
provar
o
nosso
reconhecimento!
Mas
pelo
menos, vós
nos
permittis
de
suspen
der
no vosso
altar
uma
grinalda fresca
de
flores
da
laranjeira.
Estas
brancas
coiol-
las,
o
incenso
puro
que
ellas
exhahin,
a
poesia
que d
’elle
faz
ura
tão
tocante
sym-
bolo,
tudo
isto
vos
é
devido,
ó
Maria
!
Virgem
das
virgens!
Sanluario
adtniravel
do
Espirito
Santo!
Felizes
flores,
vôs
se
reis
recebidas
pela
Rainha do
ceo
e
da
terra,
offetecet-lhe
o
vosso
perfume
coma
una
emanação
do
amor que
nós
lhe
te
mos
dedicado,
como
uma
promessa
da
nossa
constância
em
ser
fiel
á
virtude
que
lhe
é
tão amavel,
e
pedi-lhe
que
ella
aben
çoe
as
nossas
resoluções.
—
[Direito].
--------
—■> M
»e«-«w—--------
Atheneu
arclieologico.
Está
marcado
o
dia
29
do
corrente
para
a inauguração d’
um
Alheneu
archeo-
logico,
que,
por
iniciativa
do
illustre
pro
fessor
do
lyceu,
dr.
Pereira-Caldes,
—
um
dos
nossos
antiquários
mais
justamente
considerados,
tanto
no
reino
como
no
es.
trangeiro
—
e
com
a
valiosissima
coadjuva-
ção
do
preclarissimo prelado
que
actual-
mente
preside
aos
destinos da
Egreja
bra-
carense, se
vae
estabelecer
n
’
esta
cidade.
A
inauguração
será
feita
n
’
um
dos
sa
lões
do
palacio
archiepiscopal,
e
presidida
pelo
exm.°
e
revtn.
0 snr.
arcebispo
coad
jutor.
Para
este
fim
começaram
a
ser
expe
didas
as
cartas
de
convite,
que
são
do
theor seguinte
:
Não
desconhece
V.
...
a
importância
e
utilidade do
estudo
das
antiguidades
em
geral,
e
com
muna
especialidade
as
da
nossa
palria memorável.
Até nos
assumptos
em
apparencia
tri-
viaes,
e
a
que
nós
com frequência
não
prestamos
toda
a
attenção,
vem
dar-nos
luz
muitas
vezes
o
estudo
das antiguidades,
pa
ra
a
intelligencia
cabal
d’
elles.
Será
bastante
o
descer
apenas
a
um
exemplo.
Não
ba quem
não
conheça
a
expressão
vulgar
—
levar
as
lampas
a
aiguem
—
co
mo significativa
de levar-lhe
vantagem,
e
de
conseguir
um
desejo
com
antecipação.
Os
que
se
acostam
ao nosso
Duarte
Nu
nes
de Leão, na
sua
Origem
da
Língua
Porlugueza, olham
a
palavra
lampas
como
substantivo
oriundo
do
adjectivo
lampo,
si
gnificativo
de lemporão
:
e
dão
como
exem
plo
comprovativo
os
fruclos
lampos,
coibi
dos
na
quadra
do
S
João.
Eis-aqui
as
próprias
palavras
de
Duar
te
Nunes
:
«
E
dizemos
lampeiro
o que
faz
alguma
«
cousa
anle
tempo,
tomado
das
figueiras
que
«
dão
figos lemporãos.
O que
parece
vem
de
t
lampas
por
relâmpado
».
Não
se
accommodam
de
certo
com
esta
explicação,
os
que
são
dados
ao estudo
das
antiguidades
em
geral.
E’
do
certame
das
lampadas.
jôgo publico
dos gregos,
que
deduzem
a
origem
e
explicação
da
phrase
alludida.
Eis-aqui
o
que
se
lê
a
este
respeito
nas
Annolações
ao
Traclado sobre
a
Unidade
da
Egreja,
composto
pelo
Bispo de
Carlhago
S.
Cypriano,
e traduzido do
latim
em
por-
luguez
pelo
nosso
Luiz
Anlonio
d
’
Azevedo
.
«
Chamaram
sempre
os
portuguezes
«
lampeiro
ao
homem
que
diz,
ou
faz
al-
«
guina
cousa antes
de
tempo, derivando
«
o
vocábulo
—
a
meuver
—
da
palavra
gre-
<
ga
lampadéforos
,
ou
como
nós
dizemos
«
lampadéforo,
que
significa o
que
leva
a
«
lampada,
tocha,
ou
brandão:
—alludin-
«
do
ao
jôgo
dos
gregos
Lampadefória
ou
«
Lampa
dedrómia,
isto
é,
certame
de
le-
«
var
lampadas—
de correr com
lampadas,
«
isto
é,
fachas accésas;
cuja descripção
a-
«
citará
o
leitor
na
Grécia Feriada
de Meur-
«
sio
no
jôgo
Lampas».
«
O
que
serve
pois
para
o
nosso
inlen-
<
to,
é
saber,
que
tíaquelle
certame
só
«
conseguia
a
victoria,
e
a
quem
se
não
«
apagava
a
facha
na
carreira
em
que
ia,
«
até o
logar
destinado.
E
por
que
ás
ve-
«
zes
corriam
mais
de
vagar,
para
que
a
«
agitação
da
carreira
lhes
não
apagasse
a
•
facha
—
motivo
por
que
davam
palmadas
<
uns
nos
outros
para
excitar
o
riso
entre
«
si
e
aos
mais
—
declarando
assim
ao
mes-
<
mo
tempo,
que
o
aflrouxar
na carreira
«
não
era
o
rigor
da lei,
ou
estilo
d
’
aquel-
«
le certame ».
«
D
’
aqui
vem
o
ser
provável,
e
eu para
«
mim
o
tenho quasi
por
certo,
que —
«
assim
como
no
referido
certame
natural-
«
mente
haviam
inuitos
por
brio
d
’
eslugar
o
<
passo,
mais accelerados
do
que
d
’
elles
«
se
requeria,
vindo
assim
a
perder
a vi-
<
ctoria ;
—
do
mesmo
modo
ao homem
que
<
se
antecipa
circumspecto
no
que
obra,
«
deram
os
portuguezes o
nome
de
lam-
«
peiro,
visto
adiantar-se
nas
coisas
mais
í
do
que
a
sua
obrigação
requer,
e
o
deco-
s
ro
o
permitle;
perdendo
também —
se
é
«
que
o
tinha
—
o
conceito
de
discreto
e
«
sisudo>.
«
A
mesma
phrase
porlugueza
—
levar
« as
lampas
a
alguém,
por
levar
vanla-
«
gem,
é
tirada
immediatamente
do
cerla-
«
me
que
acima
referimos,
onde
lam
pas
é
«
syncope
de lampadas:
—
e
esta
mesma
é
«
a origem
do
termo
lampos».
« A
este
jôgo
alludiram
os
andores
«
gregos
e
latinos,
fallando
dos
ascenden-
«
« tes
que
entregam
a seus
descendentes
«
bem
como
accesa
a
candea
da
vida,
para
«
se
perpetuarem
sobre
a
terra
:
—
como
«
se
póde
vêr
em
Platão
no
Livro
VI das
«
Leis
pag. 300
do
vol,
VIII
da
edição de
«
Duas-Ponles; Lucrecio
Livr,
II.
v. 78;
«
Pérsio
Sal.
VI v.
61
;
e
finalmente
Var-
«
rão
De
Re
Rústica
Livr.
III.
Cap. 16
—
«
onde Appio,
tendo discorrido
physica-
«
mente
da
natureza
e
economia
das abe-
«
lhas,
matéria
que
não
era
a
principal
«
de que alli
se
havia
de
tractar,
mas
só
<
do
fruclo
d'ellas,
sobre
o
qual
parece
<
que
esperava
com
impaciência
Axio
que
<•
já
se
entrasse
a
fallar,
e
querendo
dar
io-
<
gar
a
Merula
para
expor a
utilidade
e
o
<
fructo
das mesmas
abelhas,
diz
assim
:
« Sed,
o
Merula,
Axius
noster
ne,
dum
<
btec
audit,
physicam
arcessat
—
outros
<
lèem
addiscat,
achiscat, ou
accusel,
que
<
é
o
mesmo
que
arcessat —
quod
de fru-
«
ctu
nihil
dixi,
nunc
cursu
lampada
tibi
<
trado.
<
Vem
a
dizer
:
—
Mas
para
que
o
nos-
«
so
amigo
Axio,
em
quanto
ouve
estas
<
cousas,
não
se
impaciente
com
a
physi-
<
ca
— porque
não
tenho
dicto
nada
do
fru-
<
cto
das abelhas
—
agora,
na
mesma
car-
«
reira
que
levava,
te
entrego
a
minha
lam-
s
pada
nas
luas
mãos,
ó
Merula,
para
da-
«
res
principio ao
teu
discurso
».
Apesar
do
prometlimento
desenãodes-
cer
senão
apenas
a
um
exemplo
da impor
tância
e
utilidade
do
estudo
das
antigui
dades
;
descer-se-ha,
ainda
assim,
a
um
exemplo
mais
somente.
Far-se-lia
com
as
próprias
palavras
do
tradnctor
anonymo
do
Theologo
e
Orador
Christão,
instruído
sobre
as
regras
d
’
en-
tender
e expor
a
Sagrada
Escriplura,
nos
Quatro
Livros
da
Doutrina
Chrislan
do
inclito
Doutor da Egreja
Santo
Agostinho.
Eis-aqui
o
contexto
fiel
do
Padre
An-
tonio
Joaquim,
da
Congregação
do
Orató
rio de
Lisboa,
que
fôra
o
alludido
tradu-
ctor
anonymo.
Transcreve-se
do
Prologo
do
Tom.
I
:
«Todo o catholico
convêm,
em
quen
’es-
<
te
logar
de
S.
Mallheus, Cap.
XVI,
on-
«
deChrislo
Senhor
Nosso
diz a
S.»
Pedro:
«
—Tibi
daboclaves
regni
coelorum: et
quod-
«
cumque
ligaveris
super
terram,
erit
liga-
«
tum
et
in
cadis
:
et
quodcumque
solveris
<
super
terram,
erit
solulum
\et
in
coelis:
<
—
Eu
te
dou
as
chaves
do
reino
do céo :
«
tudo
o
que
atares
sobre
a
terra,
será
«
atado
no
ceo
:
e
tudo
o
que
desatares na
<
terra,
será
desatado
no
ceo.
< Todos
convém,
d>go,
em
que
n
’
esle
a
logar
se
falia
do
poder
que
o
Senhor
«
deu a
seus
ministros
sobre
as
almas,
as
«
quaes
podem
em
certo
modo,
por
meio
«
censuras
e
d
’
absolvição sacramental
. alar
«
e
desatar.
Esta
a intelligencia,
quanto
«
á
substancia
;
mas
a
propriedade
com
«
que
o
Senhor
fallou,
só
se
conhece
en-
<■
tendida
a
razão,
porque
disse
antes ala-
«
res
e
desatares
e
não
abrires
e fechares;
«
pois
é
certo,
que
com
as
chaves
só
se
<
abre
e
fecha,
e
não
se
ala
nem
desata
».
«
O
conhecimento
da
propriedade
d
’
esta
•>
expressão
só
se
póde
conseguir
pelos
mo-
«
numentos
antigos
e
historia
profana
».
«
E
’
pois de
saber,
que algum
dia
não
«
havia
nas
portas
o
que
chamamos
fecha-
«
duras
;
mas
faziam as
vezes
d
’
estas
uns
nós
<
de
corda
ou
de
couro
mui
artificiosos.
Cada
<
qual
tinha
o seu,
com
que
resguardava
o
a
sua
casa.
O artificio
estava,
em
terem
«
as
ponlasde
tal
sorte escondidas,
que
se
«
lhes
não
conhecia
facilmente
o principio».
«
D
’aqui
procedeu aquelle
nó
celebrado
n.
da
antiguidade,
que chamaram
Gndiano
«
ou
Cordiavo,
de
que
faz
menção Quinto
«
Curcio
no
Livr.
III:
—
Notabile
erat
vin-
«
culum
adstriclum
compluribus
nodis
in
se-
i
melipsos
implicatis,
celanlibus nexus
—
«
Onde
refere
Curcio
o
dicto
d
’Alexandre
:
<
—
Nihil,
iniquil, interest
quo
modo
sol-
<
vanlur
:—gladioque
ruplis
omnibus
loris,
«
oraculi
sortem
vel
illusil, vel
implevit».
i
Estava
este nó
em
um
famoso templo
«
da
Asia,
com um oráculo
que
dizia,
que
«
quem
o
desatasse
seria
senhor
da Asia».
« Nem
lodos
os
nós
seriam
lam
arti-
<
(iciosos
como
este
;
mas
todos
tinham
«
seu
artificio
maior
ou
menor
:
—
e para os
«
desatar,
serviam
ordinariamente
chaves
<
de
pau,
de
figura
mui
differenle
das
que
<
hoje
se
usam
;
porque
umas eram
recur-
«
vadas
como
foices,
outras constavam
i d'urna
haste
comprida
com
uma
pequena
<
curvatura no
fim
».
«
Consta
o
que
dizemos
d
’estas
figuras
«
de chaves,
d’
aigunias
estatuas
antigas
on-
« de
se
vêem
esculpidas,
principalmente
«
nas
á
’
Osiris
e
Isis.
« Dos
nós,
faz
menção
Homero
na
Odys-
«
sea,
VIII.
443
—
s
Refere
o
poeta
n
’
este
logar
os
pre-
«
sentes,
que
os
pheacianos
mandaram
a
<
Ulysses
em
um
cofre,
recommendando-
«
lhe
que elle o
fechasse
com
o
seu nó,
para
«
que
ninguém
os
roubasse
: —
e
que Ulys-
t
ses
assim
o
fizera,
com
o
nó
engenhoso
que
<
Circe
lhe
ensinára.»
«
O mesmo
se
comprova
d
’Eustachio,
«
pag.
1603.
vers.
50
—
«
Correndo
os tempos,
se
mudou
a
fór-
<r
ma
das
chaves
e
das
fechaduras
em di-
<
versas
figuras».
« Usou-se
muito
terem as
portas
um
«buraco,
por
onde
se
meltia
a
chave;
e
«
esta
corria
uma barra
de
ferro,
que
es-
<
lava
pela
parte
de
dentro
da
porta.
—D
’es-
«
te
modo,
deixava
fechada
a
sua casa,
quem
<
sahia
d
’
ella
para
fóra.»
«
Algumas
d
’
estas
chaves
imitavam
a
figura
d
’uma
Cruz».
•
Supposto
isto, claríssimo
jfica a
pro-
<
priedade
com
que Christo
fallou
na
so-
<
bredicta
metáphora,
explicando-se
por
alar
e
desatar,
e
não
d
’
outro
modo
».
^Continua}
GAZETILHA
Meihorns.
—
Por
carta
de Roma
sa
bemos
que o
nosso bom
amigo,
padre
Carlos Rademaker,
já
se acha
resiabele-
cido
do
grave
ataque que
ultimaniente
soflreu.
As suas
rapidas
melhoras são
de
vidas,
como
dissemos,
a
um
milagre
ope
rado
pela
agoa
da
gruta
de
N.
Senhora
de
Lourdcs.
Felicitamos
o
nosso
presado
amigo,
e
com
grande
contentamento
iransmitiimos
esta
boa
nova
aos
nossos leitores.
Chegada
—
No
dia
17
chegou
a
es
ta
cidade
o
ex.
mo
sor.
Gualdino
Alfredo
de
.
Gouveia
Valladares,
digno
secietario
geral
do
governo
civil
do
Funchal
Damos
as
boas-vindas ao
nosso
amigo
e
fazemos
votos
para
que
no seio
da
sua
família
encontre
algum
allivio
á dor pro
funda que
lhe
causou
a
recente
perda de
sua
ex.
rna
espoza.
síaxar
eu» beneíieio d<»
coilegio
<la
«Kegenertifiio».—
Nos
dias
23,
24
e
25
tem
de
se
proceder,
no
jardim
do
campo
de
Sanl
’
Ánna,
a
um
brilhante
ba
zar
cujo
producto
reverte
em beneficio
para
o
collegio
denominado
da
Regeneração,
instituição
allamenle
humanitaria
e carita
tiva
que merece
as
simpatbiase coadjuva-
ção
das
almas
bem formadas.
Em
lodos
os Ires
dias
dar-se-ha
prin
cipio
ao
bazar
pelas 5 horas
da
tarde,
e
alli
tocará
durante
a sua
duração uma
ban
da
de musica.
A
’
s
noites apparecerá iilu-
minado
o
centro
do jardim.
Todas
as
pessoas
que
ainda
quizerem
con
correr
com
prendas
para
tão
sirnpathico
fim,
podem
dirigir-se
á
exm.a
snr.a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Pérry,
no
campo
da
Fei
ra,
nesta
cidade,
até o
dia
22.
Tridw» «lo
SS.
—
Terminou
no
passa
do
domingo o
triduo
solemne
que em
lou
vor
do
SS.
Sacramento
celebrou
na
Sé
Primacial
a
confraria
respectiva.
Findo
o
4.’
sermão,
prégado
pelo
revd.
0
padre
Bar
roso,
do Porto,
que
conseguiu
satisfazer
o
numeroso
audilorio,
saiu
uma
esplendida
procissão,
que
este
anno
ia
extraordinaria
mente
pomposa,
pelo
grande
numero
de
anginhos
que
levava
e
pelas
corporações
que,
além
das
do costume,
e
por
espe
cial deferencia
para
com
os
exm.
os
juí
zes.
a
ella
concorreram
;
como
as
irman
dades
de
N.
Senhora
da
Ajuda
e
S. Sebas
tião
das Carvalheiras,
a
de
N.
Senhora
do
Carmo,
e
a
dos clérigos
de S.
Pedro
e
Santo
Thomaz
e
as
communidades
do
seminário
conciliar
de
S.
Pedro,
e
órfãos
de
S. Caetano,
em
numero
de
160,
todos
de
colas
e
tochas,—
o
que
era
d
’
excel-
lente
effeito.
S.
ex.
a
revdm.
a
.
o
snr.
arcebispo
coad
jutor,
pelo
duplo
motivo
de
não
haver sai-
do
a procissão
do
Corpus
Chrisli,
e
por
ser
juiz
ecclesiastico
da
confraria,
dignou-
se,
a pedido
da Meza da
mesma,
acom
panhar
a
procissão
conduzindo
o
SS.
Sa
cramento,
seguido
do
revd."
cabido.
Além da
banda
dos
Artistas,
que
abria
a
procissão,
e
da
do
regimento
d'infante-
ria
8
que
ia
no
couce,
levava
lambem um
coro
acompanhado
a instrumental
no
cen
tro
da confraria
do
SS.
Os
anginhos
iam
vislosamente
vestidos,
com ricos
vestuários
do
guarda-roupa
dosr.
João
Baptisla
Ribeiro,
armador
na
rua
Nova.
O
itinerário
da
procissão
foi
um
pou
co
diíferente do
dos
annos
anteriores,
em
deferencia
ao
exm."
snr.
conde
de
Bertian-
dos,
juiz
secular
da confraria
no
presen
te
anuo
O vasto templo
da
Sé achava-se
ador
nado
corn
damascos
e
bandeiras,
e
a
ca
pella
do
Santíssimo
elegantemente
decora
da
com ricas
armações
do
snr.
João Bap-
tista
Ribeiro.
E
’ digna
dos
maiores
louvores
toda
a
Meza
da
confraria do
SS.,
pelos esforços
a
que
não quiz
poupar-se
para
dar
toda a
pompa
a
esta
festividade.
C<»ncl«iHÃ<»
<lo
JIez de Maria.—
FeZ-
se
ante-honlem,
em
S.
Vicente,
a
festividade
da
conclusão
do
Mez
de Maria, havendo
missa
solemne
a
instrumental,
exposição
do
SS.
e
sermão
de
tarde.
Festa
do SS.
Cnraçfto de Je
sus.
—
Principiou
na
quarta-feira,
14
do
corrente, na
egreja
do
Collegio, a
novena
preparatória
para
a
festa
do
Coração de
Jesus,
promovida
pela commissão
da
de
voção
ao
Coração Agonisante.
Tem
sido
feita
com
o
maior
explendor
possivel.
Todos
os
dias
se
expõe
o
SS.
Sacramento
á
bocca
do
Sacrario,
e
depois
de canta
dos
pelo coro
Tantum ergo
e
Veni
Saneie
Spiritus
se
lêem
alguns
pontos
de
medi
tação
para
entreter
o
espirito
dos
devo
tos,
terminando
com
a
ladainha,
Genilori
e
bênção
do
SS.
Sacramento.
No
dia
23,
pela
manbã,
haverá
com-
munhão
geral e
missa
solemne
a
grande
instrumental.
De tarde sermão
pregado
pelo
muito
conhecido
missionário
padre
Luiz
Augusto
Rodrigues Vianna,
ladainha,
terminando tudo
com
a
bênção do
SS.
Sacramento.
São
dtgnos
de
louvor
os
aggregados
á
devoção ao Coração
Agonisante
de
Jesus,
pelo
seu
zelo
em
promoverem
o
maior
explendor
d
’
esta
solemni
iade,
e
os
illus-
ires
mezarios
da arebi-irmandade
pelo
acolhimento que
sempre
tem dado a
uma
devoção
que
tanto
tem
concorrido
para
se
tornarem
mais
frequentados
os
piedosos
exercidos
dos
primeiros
domingos,
convi
dando
pira
elles os
seus
aggregados,
e
auxiliando
o
quanto
tem
podido
os exfor-
ços
dos
mesmos
mesarios.
O
SS.
Coração
de
Jesus
jamais
olvi
dará
a
dedicação
d
’
nns
e
d
’outros.
Assim
o
esperamos.
Noticias de
Ronut.—
Da
correspon
dência
do
«Direito»
extraiamos
uma
no
ticia
das muitas
que
a
caria
momento
se
dão
nas
recepções
no
Vaticano:
«O
jornal
«Roma»
conta
hoje um des
tes
lados
que
são
mais
frequentes
do
que
se
pensa na
historia
de
Pio
IX;
mas
so
bre os
quaes
geralmente
se guarda
silen
cio.
O
facto
de
que falíamos
foi
revelado
publicamente,
e,
é
por
isso
que
o
jor
nal romano
o
conta:
U na
joveu
estran
geira, que se
acha
actualmente
em
Roma
com sua
família,
soilria
um
vivo
pezar
por
sua
governanta,
mulher
de
merecimen
to
e
dotada
de
virtudes,
ser
scismalica.
Não
se
atrevendo
a
disputar,
a
joven
ca
lava-se,
soflria e
orava.
Ella
orava
sobre
tudo
com
lagrimas,
e,
durante
es
te
mez
consagrado
em honrar a
Virgem,
mãe
do
Salvador,
ella
implorava ardente
mente a intercessão
de
Maria;
ella
queria
mais
que
uma
graça,
queda
um
milagre,
a
conversão de
sua
governanta.
No
dia
<3
do
mez
de
maio,
ella
tinha
commungado
pela
manhã
tfuin
santuario
de
Roma,
e,
pelo
meio
dia
foi
com toda
a
sua
familia
comprehendendo
a
governan
ta,
a
uma
audiência
do
Santo Padre.
Era
uma
d
’
estas
audi
encias
em
que
os
lieis
se
collocam
em
grupos
nas galerias
do
Vaticano.
Cada
um
se ajoelha; o Papa
passa
abençoando.
Muitas vezes
elle
pára
ao
pé
dos
grupos
e
ouve
os
seus
pedi
dos,
e
lhes
responde
com
palavras
de
con
selho
e
de edificação.
D’esta
vèz
elle
parou ao
pé
da
familia
estrangeira,
e
lixando
alternamente a
jo
ven
e
a governanta,
disse
a
esta
que
des
de
ha
muito
tempo,
a
graça
de
Deus a
procurava,
que
era
inútil
combatel-a
e fu
gir-lhe:
«Não
percaes
tempo,
obedeci
á
voz
interior que
vos
chama,
e sereis
abençoa
da.»
O
rosto
do
Papa
estava
suave
e
se
vero
ao
mesmo
tempo;
o
seu
accento
li
nha
de
supplica
e
de
mando.
Contemplou
por
um
instante
a
joven com uma
vista
de
ioeffavel
ternnra,
tocou
o
seu
rosto
e
os
seus
lábios
com a
mão,
que
também
estendeu
á
pobre
governanta,
que
apenas
podia comprimir os
seus
soluços.
.
.
Peio
fim
do
mez
de
Maria, a scis
malica,
tendo-se
preparado
por
piedosos
exercícios,
abjurou
e entrou
no
germio
da
Ugreja
catholica
apostólica
romana.
Dexamos
ao leitor
o cuidado
de
tirar
do
este
facto
as inslrucções
e consolações
que
elle contem.
Elles
poderarn
descoroar
o
augusto
Pon
tífice,
reduzil-o
ao captiveiro,
sacial-o
de
«Itrages,
e entregai
o
aos
sarcasmos
da
imprensa
aos
odios
da
seita;
elles
pode
rão,
se
Deus
o
permiite,
desencadear
con
tra
elle
furores
parricidas.
.
.
Mas
ha
uma
cousa
que
elles
não
podem
deter,
nem
supp<imir, é
esta
virtude
que
sahia
da
rou
pa
do
Christo,
e
curava
as
doenças
da
alma e
as
enfermidades
do
corpo.»
longevidade.—
Falleceu
no Chili
a
snr?
D.
Rosa
Verdejo,
com os seus
cen-
10
e quarenta
e
ires
annos
de
edade.
Deixou doze
filhos,
de
dezeseis
que
teve.
Uma
das
meninas
conta
cento
e
dois
annos
!
A
Profanação
do
Domingo.
—
A
França
deu
durante
longos
annos
o
exem
plo
escandaloso
da
profanação
do
Domin
go,
e
Deus
escolheu
o
Domingo
para
dar-
lhe
um
terrível
ensino.
Ao
recordar
os
principaes
aconteci-
tos
que occorreram
em
França
desde
o
principio da
guerra
com
a
Prussia,
en
contram-se
estas
notáveis
e
incríveis
coin-
dencias:
Anno
1870.—
No
Domingo
7 de
Agos
to
soube-se
em
França
das
derrotas
de
Reischoflen
e
de
Forbich,
e
a
proclama
ção
da
Imperatriz,
protestando
todos
os
bons
cidadãos sustentar
a
ordem
em
Pa
ris.
No
Domingo
14
de
Agosto
abandona
o
Imperador
Metz
e
o
exercito,
ao
qual
dirige
sua
ultima
proclamação.
No
Domingo
4
Septembro
soube-se
em
França
da
capitulação
de
Sedan
e houve
a
proclamação
da
republica.
No
Dommgo 18
de
Septembro
estabe
leceu-se
a
commissão
das barricadas, sob
a
presidência
de
Rochefort,
e
celebrou-se
a
entrevista
de
Julio
Favre
e
Bismark
em
Ferriéres.
No
Domingo
2
de
Outubro
soube-se
em França
da
rendição de
Slrasburgo.
No
Domiogo
16
de
Outubro
fez-se
a
capitulação
de
Soissons.
No
Domingo
30
de
Outubro
deu
Thiers
como
certa
a
rendição
de
Melz
e
a
toma
da
de
Bourges pelos
Prussianos.
No
Domingo
6
de Novembro,
annun-
ciou
o
governo
da
Defeza
nacional
que
rejeitava
o
armistício
proposto pelas
po
tências.
No
Domingo 27
de
Novembro
teve
lu
gar
a
capitulação
de
La
Fére.
No
Domingo
4
de Dezembro
perderam
os
Francezes
a
batalha
de Ghevilly, e
en
trou
o
príncipe
Frederico
Carlos
em
Or-
leans.
No
Domingo
18
Dezembro
deu-se a ba
talha
de Nuits.
Anno
1871.
—No
Domiogo
I
o de-ja
neiro
annunciou
o governo
da
Defeza
na
cional
que
persistia
ua
defeza á
todo
o
transe.
No
Domingo
8
de
janeiro
começou
o
bombardeamento de
Paris
pelos
quartéis
da
margem
esquerda.
No
Domingo
22 de
janeiro
houve
uma
manifestação
no
Hotel
de
Ville
em Pa
ris.
No
Domingo
29
de
janeiro
foram
oc-
cupados
os
fortes
de
Paris
pelos
Prussia
nos.
No
Domingo
26
de
fev.
firmaram-se
os
preliminares
da paz
e
em
Versailles,
e
o
ministro
annunciou
que
entraria
em
Pa
ris
uma
parte do
exercito
prussiano.
N<>
Domingo
19
de
março
apoderou-se
do
Hotel
de
Ville
a
commissão
central
da guarda
Nacional,
e
retirou-se o
gover
no
para
Versailles.
No
Domiogo
26
de
março
faz-se
elei
ção
da
Communa
em
Paris.
No
Domiogo
2 de
abril
teve
lugar
em
Neuilly
o
primeiro
encontro
entre o
exer
cito
de
Versailles
e
as
tropas
da
Commu
na.
No
Domingo
20
de
maio
rompeu
o
exercito de
Versailles
as
portas
de
Pa
ris.
No
Domingo
4
de junho
começaram
as
conferencias
entre
os
plenipotenciários
francezes
e
prussianos.
Qnestão «to Oriente. —
A
impren
sa
estrangeira
trouxe-nos
hontem
duas
noticias
de
importância:
a
que
se
refe
re
aos
lermos
da
amnistia
concedida
pelo
novo
sultão,
e a
que
falia
dos
proje-
ctos
constilucionaes
da
Turquia.
O
documento
de
amnistia
foi
expedi
do
em
fórma
de
inslrucções
aos
commis-
sarios
do.
governo
na
Bosnia
e
na
Her-
zegovina,
e
recommenda-lhes que
as tor
nem publicas,
no
idioma
turco,
para
que
os insurgentes
e
as
famílias
emigradas
te
nham
inteiro
conhecimento
d
’
ellas
e
pos
sam
aproveitar-se
dos benefícios,
que
lhes
são
concedidos.
A
proclamação
dos
commissarios
de
via
recommendar
que
fossem
suspensas
as operações
militares
por
seis
semanas,
exceptuando as
urgentes
para
o
abaste
cimento
da
praça
de
Niksick;
e
que
se
deixassem
aos
queixosos
e
descontentes
ampla
liberdade
para
irem
ás auctorida-
des
expôr
a
razão*
de
seus
aggravos
e
queixas,
confiando
em
que
lhes
será
fei
ta
justiça
e
se
adoplarào
todas
providen
cias
para
assegurar
a
paz
das
famílias
que'
regressem
aos
seus
lares;
além
d’
is-
so,
os
insurgents
ficarão
seguros
de
que
podem
lambem
enlender-se
com
as
au-
ctoridades
emquanlo
á
sua submissão
ao
governo
de
Constantinopla.
Os
projeclos
constilucionaes,
segundo
vivem
na
maior
penúria,
e
pelos
seus
padecimentos
privadas
de
ganhar
os
meio»
de
subsistência.
Habitam
na rua
de
Inflas,
n.®
8o.
se
dizia,
combinados
entre
o gran-vizir
e
Midhat Pachá,
chefe
do movimento re-
ormisla
devia
basear-se
nos
seguintes
pon
tos:
os
ottomanos,
ou
súbditos
do
impé
rio, de
todos
os
cultos
e nacionalidades,
serão iguaes
perante
a lei,
tendo
parte
igual
nos
direitos
e
deveres
dos
cidadãos;
laverá
abolição
de
privilégios,
e
por
con
sequência
nenhuma
distineção
se
dará
en
tre
conquistadores
e
vencidos,
sendo
os
impostos,
incluindo
o de
sangue,
distri-
auidos
com
igualdade
absoluta
;
haverá
também
abolição
do
gran-vizir,
o
poder
executivo
será
exercido
por
um mi
nistério,
cujos
membros,
solidários
entre
si,
lerão
a presidência
do
primeiro
mi
nistro;
cada
conselho
de notáveis
das
po
voações
da
monarchia
dos
Osmanlis
man
dará
dois representantes
a
Constantinopla,
)ara
formarem ahi
uma
assembleia
nacio
nal,
a qual
discutirá
a
receita
e
a
des-
teza
do
estado,
as
leis
que
lhes
forem
apresentadas
pelos
ministros,
e
as
refor
mas
que
mais convenham
aos
interesses
da nação e
ao
pacto
constitucional,
am-
rliando
os
seus
fundamentos.
De
7
para 8,
uma força
de
690
tur
cos
saira
de
Trebigne
para
Zegoraz,
para
recolher
os
mortos
uo
campo
da
ultima
jatalha.
Os
insurgentes
atacaram
aquelki
força,
que
leve que
bater-se
durante
muitas ho
ras.
Um
telegramma
de Roma
affirma, se
gundo
informações
diplomáticas,
que
o
me-
morandum
de
Berlim
não
será
apresenta
do,
porque
já
obtivera
satisfação do at-
tenlado
de
Salonica,
porque se
deu
em
seguida
o armistício,
e
porque,
em
fim,
apparecerão
as
reformas
promeltidas
pela
Porta.
Além
d
’
isso,
os
esforços
da di
plomacia
tendem
agora
a
conciliar
os di
versos
interesses,
accordando um
proje-
cto
commum,
que
assegure
a
paz
ge
ral
Dizem de
Berlim que
o
príncipe
de
Bismark
fora
chamado
áquella
capital
por
que
o
imperador
ainda
deseva
entender-
se
com
elle ácerca
dos negocios orien-
laes.
Os
esforços
da
diplomacia
allemã
con
tinuavam
a
ser
dirigidos
no
sentido
da
manutenção
da
paz,
e
nas
regiões
ofliciaes
de
Berlim
acreditava-se
que
taes
esforços
leriam
bom
exilo.
O
governo
italiano,
interrogado
na
ca-
mara
relalivamente
á
questão
do
Orien
te
e
aos armamentos
extraordinários
da
Italia,
declarou
que
não tinham funda
mento
as
noticias d
’
esses
armamentos
ex
traordinários,
porquanto
apenas
fôra
da
da
ordem
para
sair
uma divisão
nova
pa
ra
as aguas
turcas
por
causa
dos assas
sínios
em
Salomca.
O governo
italiano
não
adoplára
nenhuma
providencia
para
auginenlar
as
forças
de
terra
ou
de
mar,
e
não
podendo
os
ministros
entrar
em
política
de
aventuras,
as
suas
diligencias
seriam
para
manter,
com
a
influencia
da
Italia,
a
paz
a
todo
o
custo.
A
Italia
tem
necessidade
de
paz
e
o
governo
ne
cessidade
de
bem
cumprir
a
sua
missão
de civilisação.
Voltando
á Turquia
ainda
diremos:
O cheik-ul-islam prohibira
o
uso
de
quaesquer
armas aos
softas e
a
sua reunião
em
grupos nas
ruas
de
Constantinopla.
O
novo
sultão
Mourad
nomeou
para
seu
secretario
Zia-Bey.
E
’
o
mesmo
que
em
1868,
com
o
finado
príncipe
Musta-
pha-Fazil,
chefe
da
Joven
Turquia,
estu
dava os
elementos
da
revolução
no
paiz
ottomano,
e
preparava
a
vicloria
dos
re
formistas,
musulmanos e
christãos.
Mou
rad
procurou assim
um intermediário que
o
trará
ao
corrente
dos
propositos
dos
chefes
reformistas
e
em
boas
relações
com
elles.
Ha
outro
homem
junto
do
novo
sul
tão, que lambem gosa
de muitas
sympa-
thias
e
prestigio entre
os
partidários
da
Joven-Turquia,
e é
Aghia-EITendi.
—
CONSTANTINOPLA,
12.
—O sultão
convidou
o
gran-visir
a
entregar-lhe
por
toda
esta
semana
o
programma
do
gover-
-
no,
declarando-se
desde
já
disposto
a
ac-
ceital
o.
Midhat-pachá
foi
encarregado
de
elaborar
o
plano
de
um
conselho
nacio
nal,
o
qual
se
occupa
exclusivamente
das
finanças
e
discutir
o orçamento.—tHavas).
CONSTANTINOPA,
12.
—Midhat-pachá
propõe
a
convocação
immediala de
assem
bleias
populares
nas
províncias
turcas
da
Europa,
com
um conselho
central
forma
do
pelos
delegados
de cada
uma,
que
se
reunirão
em
Constantinopla.
—(E.
ameri
cana).
A
’
caridade publica. —
Na.rua
do
Alcaide n
0
22,
acha-se
entrevado
e
impossi
bilitado
de
poder
trabalhar
Joaquim da
Silva;
lendo
estado
no
hospital
8
mezes,
d
’
onde
saiu
por
ser
incurável
sua
doença.
Vive
na
maior
penúria.
MXPEiloaKXTK
Mais uma vez rogamos aos
snrs.
assignantes em atrazo
o
obséquio
de
nos remetterem
o
importe
da sua divida em aber
to
no escriptorio d’este jornal.
Já,
por
meio de cartas,
nos
temos
dirigido aos mesmos, e
esperamos
ser attendidos; aliás
ver-nos-hemos na necessidade
de lhes
sustar a remessa, o que
realisaremos para
com aquelles
que
até ao
fim
do mez corrente
não
tenham
satisfeito
os seus
débitos.
Aos
que se teem dignado at-
tender-nos,
agradecemos a sua
valiosa cooperação,
que espe
ramos
continuarão a
prestar-
nos.
Os
nossos
correspondente^
nas
seguin
tes
localidades
são
:
Porto,
o
snr.
José
Carlos
das
Neves—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello,
o snr.
Francisco
José
d’Araujo
Júnior.
Guimaraes,
o snr.
José Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a,
S.
Darnaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Todos
estes
snrs.
estão
munidos
de
recibos
devidamente
assignados.
Assignaluras
recebidas
Amares
—
Exm.°
snr.
José
Cândido
de
Magalhães,
até
12
d
’
abril
de
1876.
Arcos—
Revd.
9
abbade
de
Senharei,
até
15 de junho
de
1876.
—
Abbade
de Sania
Maria
de
Jolda,
até
5
de
Junho
de 1876.
Barcellos—
Francisco
Velloso
Miranda
?
erreira
de
Mattos,
até
9
de
setembro
de
876.
—Antonio
Pereira
da
Silva, até
15
de
junho
de
1876
—
Revd.°
Bento
José
da
Moita, até
31
de dezembro
<le
1876.
Coimbra
—
José
Diniz
Simões,
até
6
de
novembro
de
1876.
Castro
Daire —
Reitor
de
Picão,
até
19
(
e novembro
de
1876.
Cabeceiras—Benediclo
de
Moura
Cou-
tinho,
até
30
de
junho
de 1876.
Espozende
—
Revd.
9
José
Antonio
de
Sá,
até
30
de
junho
de
1876.
—
Reitor
de Curvos,
até
31
de
dezem
bro
de
1876.
Fafe
—
Gonlim,
Joaquim
Gonçalves
Vil
ela,
até
31
de
maio de
1877.
Lisboa
—
Exm.
9
e
revin."
snr.
Bispa
Commissario
da
Bulia
da
Santa Cruzada,
até
13
de
junho
de
1877
Mertola
—
Francisco
Antonio
da
Palma,
até
20
de
março
de
1876.
Oliveira
d’Azeineis
—
Revd.
0 ThomazGo
mes
’
Ferreira
de Pinho,
até
30
de
junho
de
1876.
Penedo—AntonioJoaquim
d
’
Araujo
Mar
tins,
até
3
de
outubro
de
1876.
Povoa
de Lanhoso
—
Bento
José
d’
Almei-
da,
até 22
de
outubro
de
1876.
Ponte do Lima
—Francisco de
Mello
Bar
reto
Pereira,
até
3i
de dezembro
de
1875.
—
José
Custodio
Fernandes,
até
7
de
junho
de
1876.
Villa
Real—Revd.
9 João Baptista Ro
drigues
da
Costa,
até
19
de
junho
de
1876.
Vianna—
Fr
João
dos
Despozorios
de
Nossa
Senhoia,
até
10
de
junho
de 1876.
—Abbade
de
Mazarefes,
até
15
de
ju
nho
de 1876.
Pezo
da
Regua—Antonio
Teixeira
da.
Macedo,
até
3Ó
de
maio
de
1876.
Lapa
—
Revd.0
José
Damião da
Eonseca
e
Sá,
até 13
de
junho
de
1876.
NECROLOGIA
A’ caridade publica. —
Imploramos
a çatidade
publica
para duas senhoras
que
Na
sua
casa de
Amêdo,
no
concelho
da
Carrasêda
d’
Aociães,
falleceu
o
ex.
ra®
snr. Luiz Bernardo
de
Sampaio
Mariz e
Castro,
fidalgo
illustre, e
cavalheiro
dis-
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