comerciominho_11041876_480.xml
- conteúdo
-
4.°
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
480
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBLIC
A.-S
«S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.==Proom-
cias,
anno
2&Í00
rs.
e
sendo
duas
4&000
rs.^Semestre
l§250
rs.=Bnm/,
anno
3$600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
Í&500
reis moeda fraca.=Annuncios
por
linha
20 rs.,
repetição 10 rs.
Para
os
assignantes
Í0
®/
8
d
’
abatimento.
BRAGA-TERÇA-FEÍRA
11
DE
ABRIL
Disseram-nos
ha
dias
que
a
actual
ca
mara
municipal havia
lavrado
nas
actas
das
suas
sessões
um
considerando
—
voto
de
Icensura,
ao
presidente
da
commissão
administradora do
collegio
dos
ortãos
de
S.
Caetano,
que
a
cidade
inteira
sabe
que
é
o
exm.°
e
rev.° snr.
arcebispo
coadju
tor.
Não
obstante
a
seriedade
das
pessoas
que
nos
affirmavam
o
facto,
era
elle
de
tal
eslranhesa
e
magnitude,
qoe
só
lhe
demos
pleno
credito
quando
o
vinms
relatado
na
correspondência
d’
esla
cidade
para
o
Jornal
do
Porto,
do
dia
7 do
cor
rente;
pois
que
em
assumptos
camará
rios
é
mui
auctorisado
o auctor
da
cor
respondência
referida.
Escreve
o
correspondente:
«Sendo
certo,
pois,
que
a exhumação
dos
restos
mortaes
do
venerando arcebis
po
de
Braga, D. frei
Caetano Brandão,
foi
um
acto
publico
de
que
teve
conhecimento
a
cidade
inteira
e
a
que
assistiram
certos
funccionarios,
que
oão
podiam consentir
que
tão
extraordinário
facto
passasse
des
apercebido,
a
camara
municipal
d
’
esta
ci
dade magoada um
pouco por não
ser
ua
pessoa
do
seu
digno
presidente
represen
tada
n
’
aquelle
acto,
approvou
por unani
midade o
seguinte
considerando, que
na
ultima
sessão
ordinana
foi
apresentado
pe
lo
snr.
Fernando
Castiço
:
«Tendo-se
procedido
na
igreja
prima
cial
d
’
esta
cidade
á
exhumação
solemne
dos
ossos
do venerando
prelado,
que
foi
d’es-
la
archiediocese,
o
snr.
D.
frei
Caetano
Brandão
;
e
achando-se lavrado
o compe
tente
auto
para
que
em
todo
o
tempo
haja
memória certa
d
’
este
acontecimento
;
e
não
tendo
sido
convidada esta
camara
para
assistir
na
pessoa
do
seu
digno
pre
sidente,
como
é
de
uso
invariável
em
to
dos os
actos,
cuja
veracidade
no
futuro
depende da
solemnidade
com
que
foram
fei
tas,
faltando
por
isso
n
’esse
documento,
que
um dia
a
historia
terá
de
consultar,
a
assignatura
do presidente
ds
camara
de
Braga
;
e
considerando
que foi
feita
a
ex
humação
para
em
tempo
competente, se
rem
guardados
condignamente
esses
pre
ciosos
restos
no
novo seminário dos
or-
phãos que
se
projecla
fazer
para
maior
gloria do
mesmo
venerando
arcebispo;
e
sendo membro
n?to
da
commissão
que
tem
de realisar
essa
piedosa ideia
o
pre
sidente
da
camara
municipal,
que
nenhum
conhecimento
tem
do
dia
do
acto
da ex
humação
;
a
camara
sente
vêr-se
assim
esquecida,
embora
sem
intenção, e
resolve
que
sejam
lançadas
na
acta de
suas ses-
sõos
estas
palavras
de
sentimento,
e
que
d
’
ellas
se
dê
conhecimento
ao
exm.°
snr.
presidente
da
commissão
administradora
dos
orphãos
de S.
Caetano.
>
O
correspondente
accrescenta
que
este
considerando fôra
unanimemenle
approva-
do, e
que
por
tal
facto
devia
constituir
o
digno
presidente
da commissão
adminis
tradora
dos
orfãos de S
Caetano
e
até
o
respeitável
chefe
do
corpo
capitular
da
Sé
na reslricla
obrigação
de
repararem
uma
tão
grave
como involuntária
falta,
etc.
Ha
o
’
este
negocio
pontos
que
convém
desenvencilhar,
e
é
o
que
pretendemos
fa
zer,
expondo
singela
e
verdadeiramente
ao
publico
o
que
a
esse
respeito
sabe
mos.
Foi
publicada
no
Commer
cio
do
Minho
uma
local
nossa,
onde
lembramos
a
oppor-
tunidade
de
se
proceder
á exhumação
da
ossada
do venerável
arcebispo
D
Fr.
Cae
tano
Brandão,
—
opportunidade
offerecida
pelo
facto
de
se
andarem
a
fazer
obras
na
capella-raór
da
Sé,
onde
esianceavam
os
restos
mortaes
do
immortal
prelado.
A
nossa
lembrança
foi
tão
bem
rece
bida,
que
a
commissão
do
collegio,
reu
nida
para
esse
fim,
a approvou
unanime-
mente.
A
’
reunião
a
que
alludimos
assistiu
também o
snr. visconde
de
Pindella,
qoe
na
qualidade
de
presidente
da camara é
membro
nato
da
commissão
administra
dora.
Por
deliberação
d
’
esta
foi
encarrega
do
de
dar
os passos
competentes
para
le
var
a
effeito
a
exhumação
da ossada
o
rev.°
direclor
do
collegio,
que
serve
de
secretario
da
mesma.
Para dar
cumprimento
a
esta
delibe
ração,
o
rev.°
director fez, na
conformi
dade
da
lei,
os
dois
requerimentos:
um
á
primeira auctoridade
ecclesiastica,
e
ou
tro
á
primeira auctoridade
administrativa
do
districto e
localidade,
obtendo
ambos
os
respectivos despachos.
Além
do
que
deixamos
dicto
consta-
nos
que
a
mesma
commissão,
fundada
em
mui
rasoaveis
motivos,
accordára
e
recom-
mendSra
que
o acto
da
exhumação
se fi
zesse
a
portas
fechadas
e
sem
o
caracler
de
solemnidade,
ficando
esta
reservada pa
ra
a
trasladação.
Assim
se
effectuou,
não
comparecendo
ao
acto,
como
auctoridades,
senão
as
pessoas
que
a lei
ordena—
o
snr.
vigário
geral
e
seu
escrivão,
que
lavrou
o
auto,
o
administrador
do
concelho
e
delegado
de saude.
Todos
os
demais
assis
tentes
achavam-se
alli
como
particulares.
Se não
foi
mera
illusão
optica,
vimos
lá
dois
funccionarios
da
camara,
sendo
um
d
’
elles
o snr.
secretario
da
mesma :
ora
este
ultimo
podia
quando
escreveu a pa
lavra
solemne,
na
acta,
dar
alguns
escla
recimentos
sobre
a
tal
solemnidade
;
pois
deve
saber que
os
actos
religiosos
so-
lemnes
nunca
se
fazem
a portas fechadas.
«Solemnidades»
(sic)
ás
occultas
só
as
fazem
as
sociedades
secretas,
ás
quaes
não
é
dado assistirem
os
profanos
.......
Se
pois
o
acto
se tivesse
eflectivado
solemnemenle,
como
pretendem
os
do
con
siderando,
as
pessoas que
forçosamente
alli haviam de
comparecer
seriam
os
mem
bros da
commissão
administradora,
que
se
compõe
dos
snrs.
:
arcebispo, governa
dor
civil,
presidente
da
camara,
reitor do
Lyceu
e
delegado
de
saude.
Do
que
dei
xamos
dicto
se
deprehende
que o acto
foi
solemne.
Agora
mais
duas
palavras.
Se
o
snr.
presidente
da camara
não
quiz
ou
não
se
dignou
comparecer
no
acto
da
exhumação,
como
membro da
commissão
administradora,
para
que
assignou
uma
acia
de
censura
ao
presidente
da
mesma
commissão
de
qne
faz
parte?
E
’
notável
e
digno
de registrar-se.
Um
presidente
d’oma
corporação
assigna
uma
acta
de censura
ao
presidente d
’uma
ou
tra
commissão,
de
que
elle
também
é
membro (!!!),
por
uma
resolução
que,
se
gundo
consta,
sanccionou
com
o
seu
vo
to,
e
que
foi
dos
mais
calorosos
a
lou
var
!!!!
Não
comprehendernos.
Diz-se
na censura
que
o
presidente
da
camara
nenhum
conhecimento
tem do
dia
do
acto
da
exhumação
;
e
na
correspondên
cia,
de
que
fielmeote
extractamos
o
con
siderando,
aflirma-se
que
a
exhumação
foi
um
acto
publico
de
que
teve
conhecimento
a
cidade
inteira.
Que
uos
dizem
a isto?!
Toda
a
cidade
soube
do
facto;
só
o
ignora
o
snr.
presidente
da
camara
d’
essa
mesma
cidade,
e
que
é
membro
da
com
missão
que
mandou
proceder
á
exhuma-
ção
!
Decididamente
estamos
na
época
dos
fenomenos
e
das
raridades
ultra-incriveis.
Diz-se
na correspondência do
Jornal
do
Porto
que
o
voto
de
censura foi unani
memenle
approvado
e
que se
resolveu
que
d
’elle
se
desse
conhecimento
ao
sor.
pre
sidente
da
commissão
administradora
do
collegio dos orfãos.
Isto
causou-nos
estranheza.
ST
€3>
E
O
LIBERALISMO CATHOLICO
SEGUNDA
PARTE
Valor
practico do sistema.
I
Determinam-se
com toda
a
precisão
e
clareza
as
posições
dos
combatentes.
[Continu-ção]
Não
é
ser
liberal, por
conseguinte,
o
buscar
nas
aspirações
das
sociedades
mo
dernas
o
que
elles
tem
de
generoso,
e
mostrar
que estas
sociedades
não
poderão
encontrar
a
satisfação
de
seus
nobres
in-
stinctos
senão em
sua
reconciliação
com
a
Egreja.
Como
todos
os
erros, o
libe
ralismo
contém
uma
parte
de
verdade
que
elle
desnaluralisa,
e
com
ajuda da qual,
se
duz
grande
numero
de espíritos
sinceros.
Ha
pois
duas
maneiras
de
o
haver
ás
mãos
e
de destruir seu prestigio.
Podemo-nos
apossar
do
que elle
contém de
verdade,
e
mostrar
a
identidade
d
’
esta
com a
dou
trina
catholica;
ou
se
não,
atacar
o
que
n
’elle
ha
de
contrario
á
doutrina
catho
lica,
e
provar-ihe
a absurdidez
(peimitia-
se-nos
a
expressão).
Pelo
primeito
d
’
estes
dous melhodos,
attrabem-se
os
espíritos
sinceros
;
pelo
segundo,
confundem-se
os
sofistas. Portanto,
ambos
elles
são
bons
e
completam-se
mutuamente.
Só
a
exage
ração
é
perigosa,
e
o
é
nos
dous
senti
dos;
porque,
se
ha
algum
perigo
em
le
var
a
conciliação
até
ao
ponto
de
pal
itar
o
êrro,
não
o
ha
meuor
em
reves
tir
a refutação
do
êrro
de
fôrmas
que
tornem
a
verdade
odiosa.
Aquelles
a
quem
seu
temperamento
leva
a
tal
excesso,
de
boa
mente
accusarão
de
fraquesa
os
con-
troversistas
que
adoptam
processos
menos
repulsivos.
Mas
basta
considerar os
exem
plos
de
Jesus
Christo
e dos
Aposlolos
para cada
um
se
convencer
de
que não
é
impossível
aliar
fôrmas
conciliadoras
com
uma
inabalavel
firmesa
de
doutrina.
Em
fim
seriamos
injusto
se
accusasse-
mos
de
liberalismo
aquelles
que
esperam
que
a
Egreja
sahirá
triunfauie
da prova
a
que
a
submettem
as
sociedades moder
‘
nas,
assim como
triunfou
das
crises igual
mente
perigosas,
a
que
foi
submeltida
no
seio
do
mundo
pagão e
durante
certos
períodos
da edade
media.
Esta
esperança
é
a
vossa,
e
partilhamol-a,
ou
antes
pos-
soimol
a
de
cornmum
com
illustres
per
sonagens
que
estão
mui
longe
de
ser
li
beraes.
CretdDs
que
ens
lodos
os
aconte
cimentos que
ordena
ou
que
permitte,
Deus só
tem
em
vista
o
triunfo
de sua
Egreja,
e
que
este
triunfo
não
deve
ter
por
ibeatro
sómente
o
ceo,
mas
também
a
terra.
A
Egreja
passou
nos
séculos
pre
cedentes
por
dous
estados,
e
foi
submet
lida
em
suas
relações
cora
a
sociedade
civil
a
dous
regimes,
—o
regimen
da
per
seguição,
e
o
da união. Sem
collocar
na
mesma linha,
ou
submelter
ao mesmo
nível,
estes
dous
regimes, deve-se
reco
nhecer
que o
segundo
não
tem
exposto
a
Egreja a
menores perigos
que
o
pri
meiro.
Jamais
ella
se
encontrou sob os
perseguidores
n
’
um
estado
peior
do que
no
começo do
XI
século.
Dizer
isto
é
simplesmente
assignalar
uma
applicação
do
velbo
adagio, que
os
peiores abusos são
os
das
melhores
coisas. Já
os
latinos di
ziam
:
corruplio
optimi,
péssima.
A
Egreja
tem
triunfado
de
lodos
es
tes
perigos
;
sahiu
victoriosa,
tanto
das
violências
e
das
perseguições,
como
dos
abraços
e
da
protecção,
trocada em
tiran-
nia.
Cremos
que
ella
sahirá igualmente
victoriosa
do
regimen da
separação.
Mas
de
quem
esperamos
este
triunfo?
Não
é
da
virtude
inherente
á
liberdade.
Esta
mos
pelo
contrario
persuadidos
—
e
é
n
’
is-
lo que
nos
differençamos
dos
liberaes
-
que,
vista
a
corrupção
natural
do
homem,
a
liberdade
do
êrro
é
mortífera,
é
faci
norosa
por
si mesma,
mais
mortífera
e
inais
facinorosa
que
a perseguição
vio
lenta.
Mas
esperamos
que
Deus
se
servirá
dos
desastres
causados
por
esta
funesta
liberdade,
como
se serviu
das
violências
da
perseguição,
para
reconduzir a
Jesus
Christo,
seu
unico
Salvador,
as
nações,
das
quaes
lhe
prometteu
o
império.
(1)
Qual é
pois
era
resumo
o
êrro que
combatemos
sob
o
nome de
liberalismo
catholico
? E
’
aquelle
que,
sem
ousar
sus
tentar
a
necessidade
e
a
excellencia
ab
soluta
da
separação
das
duas
sociedades,
o
que seria
o
liberalismo
puro,
oão
oc-
culta
todavia
suas
preferencias por este
(1)
Os
jornaes
catholicos
trouxeram-
n
’
os ultimamente em
utn
magnifico
Breve,
dirigido
aos
Bisbos
da Sicilia,
a
expres
são das
mesmas
esperanças,
appoiadas
so
bre
os
mesmos
motivos.
O
Santo Padre
agradece
aos
Prelados
Sicilianos
as demons
trações
de
sua
dedicação, e accrescenta
.
«Estes
teslimunhos,
ao
mesmo
letnpo
que
demostram
Deus estar
comuosco, devem
fortalecer
nossa
coragem
e
dar-nos
a
es
perança
de
um
soccorro
que
se
não
pode
ria
pôr
etn
duvida,
e
d
’uma
victoria
bri
lhante
e
certa.
Não está
porventura
acos
tumada
a
Egreja
a
sair
do
combate
com
uma aureola tanto
mais
brilhante
quanto
tem sido
atacada
com
mais
violência
e
tem
estado
sujeita a maiores
perigos?»
regimen
; e, reconhecendo
aliás
que
elle
oão
passa
de
uma
hipolhese,
o
colloca
acima
da própria
these,
declarando
que
é
o
unico
appropriado
ás
necessidades
da
humanidade
adulta,
ao
passo
que
o
regi
men
da
união
dos
dous
poderes
oão
tem
podido
ser
util
(oo
seu
dizer)
senão
du
rante a
infancia dos
povos, e
mesmo
en
tão
foi
acompanhado
de
inconvenientes
su
periores
á
sua
utilidade.
Se
se
contentas
se
de
buscar
para
as
sociedades
democrá
ticas
do
futuro
oma
fórma
de
alliança
com
a
sociedade
espiritual diflerente
das
que
adoptararn
as
monarchias
do
antigo
regimen,
nada
teríamos
a
dizer.
Tendo
mudado
um
dos
termos,
é
natural
que
a
relação
se
modifique
igualmeoie.
Mas re
conhecer
a
independencia
d
’
estas
socida-
des
a
respeito
do
Jesus
Christo
e
de
sua
Egreja,
os
catholicos
não
o
podem
sem
renegar
os
direitos
essenciaes
d
’este
di
vino
Rei:
é
esta
negação,
se não
expres
sa,
pelo
menos
implícita, que
constitue
o
êrro
e
o
perigo
do
liberalismo
catholi
co.
(2)
{Continua)
(2) A
«Nação*,
diário
catholico
de
Lis
boa,
tratou
bastante
bem
este
ponto, quan
do
(haverá
utn
anuo
pouco
mais
ou
me
nos),
lhe vieram com o falso
principio
regalista ou
cezariano
(e
actualmente
libe-
ranga
puro)
de
que
na
collisão
de
leis
civis
e ecclesiasticas,
eram
aquellas
e
não
estas
que
deviam ler
a
preferencia,
sen
do
obedecidas.
A
identidade
entre o
cezarismo
e
o
li
beralismo
está
provada
pelo illustrado
Ra-
raière
etn
mui
notáveis
e
profundos
arti
gos
que
serão
publicados
ao
Liberalismo
Desmascarado.
Pois
quem
é o presidente
da
referida
commissão,
senão
o inclito
prelado
qne
foi
primaz do oriente, e
hoje
se
senta
oa
—
consoante
é
tradicção
—
segunda
cadeira
archiepiscopal
do
mundo, erecta
pelo
Apos
tolo
S,
Thiago;
senão
o venerando
succes-
sor
dos
Senhores
de
Braga,
e
d’
aquelles
qne mandaram
construir
duas
terças
par
tes
da
própria
casa
da
camara, onde
os
nossos
edis
lhe
votam
censuras?!!
E
censuras
porque
?
Porventura
não
hoove
ninguém,
que,
antes de
assignar a
acta
em
qoestão,
se
lembrasse
de
indagar
se
os
motivos
da
censura
eram
realmente
verdadeiros
;
se
procederiam
d’um
esquecimento,
embora
sem
intenção
(oh
I
!);
ou
se
realmente
o
acto
não
foi solemne
por
previa
resolu
ção,
como
supomos
que
fôra.
Costa
a
acreditar.
Lavra
se
levianamente
um
voto
de
cen
sura ao
proprio prelado
;
con(ia-se
a
acta
respectiva
á imprensa,
para
esta collabo-
rar
no
desprestigio
do
respeitabilíssimo
pastor
de
tantos
milhares
d
’
almas
?!...
E
tudo
isto
porqne
?
Por
uma veleidade
inqualificável.
Ah
Catões!...
J.
M.
D.
da C.
-------
CBWH
I
-------------------------------------------
Sermões de «guoresma na eidade
do
S
’orto.
Quando
vemos
o
povo
entrar
na
casa
de
Deus,
orar prostrado
aos
pés
da
Cruz,
e
ouvir
a
palavra da
vida
eterna
dos lá
bios
do
sacerdote
christão,
não
cremos
na
perd
;
ção
do
povo.
Cotumovem-nos as
lagrimas
d
’
arrepen-
dimento.
e
o fervor
da
oração; e
se
nos
perguntamos
a
causa de
tal
concorrência
ao
templo
do
Deus
verdadeiro,
só
a en
contramos
na
sede
de
verdade,
que
o
ho
mem,
apesar
de
todas
as
luzes
do
século,
não tem
podido
apagar.
Os
sermões
que
escutamos
na
egreja
dos
extioclos
carmelitas,
no
Porto,
vieram
de
molde
a
produzir
sensação
profunda
nos fieis,
que,
nos
domingos da
presente
quaresma,
ouviram o
ensino
da
Egreja
dos
Irbios
do
rev.mo
Senna
Freitas,
honra
do
clero
portuguez.
Tomando
o
lexto=Ê’t
Verbum
caro
fa-
ctum
esl—
(aliou
no
primeiro
domingo
so
bre
a
encarnação
do Verbo, e,
compa
rando
a
palavra
humana
com o
Verbo
de
Deus,
esmagou
o
racionalismo
orgu
lhoso
que,
fingindo
illutniuar
as
intelli-
gencias,
limita
infinitamente
as
aspirações
da
humanidade para
a
verdade eterna.
Baseado
no lezlo
—Ecclesia Dei...
co-
lumna
et
firmamenlum
verilatis=demoo-
strou,
no
segundo
domingo, que
o
magis
tério da
Egreja
é certo
e
constante; com
parou-o
ao
protestantismo,
que
varia
de
indivíduo
para
indivíduo,
e concluiu
pela
divindade
do
primeiro,
estabelecido
pelos
caracteres
acima
apontados.
No
terceiro
domingo
discursou ainda
sobre
o magistério
da
Egreja;
e desenvol
vendo
o
texto
—eunles
in
mundum
uni-
versurn,
predicale
Evangelium
omni
crea-
turoe=,
demonstrou
a
universalidade
d’es-
se
magistério
na
sua natureza
e
na
sua
acceitação,
refutando
ainda
o
protestan
tismo.
Explicou,
no
quarto
sermão,
o aforis
mo
da
Egreja
Catholica=fóra
da
Egreja
não
ha
salvação=l'undado
nas
palavras
do
Divino Mestre—
Ego
sum via,
verilas
et
vila,
nemo
venil ad
Palrem
nisi
per
me.
Applicou,
no
quinto
sermão,
a
pará
bola
de
samaritano=
curam
illius
habe=
á
Egreja
Catholica,
demomtraodo
que
nem
os
judeus,
nem
os
(ilosofos
poderam
jámais
curar
as
enfermidades da
humani
dade,
porque
o
unico
remedio para ellas
efficaz
são
o
Evangelho
e
o
sangue
do
Redemplor,
dos
quaes
só
a
Egreja
é
a
íiel
depositaria.
Expostos
aqui, em
resumo,
os
assum
ptos
escolhidos
pelo
benernerito
orador,
que
foram
desenvolvidos
com
a
proficiên
cia
que
amigos
e
adversarias
lhe reconhe
cem,
nada
mais
diríamos,
se a
consciên
cia
nos
não
obrigasse
a
fazer
algumas
considerações a
proposito
d
’
esles
sermões.
Algumas pessoas
do
Porto,
cujos
sen
timentos
religiosos
estão
acima
de
todo
o
elogio,
promovendo
estes
sermões
dese
javam
que
elles
tivessem
logar
na
egreja
dos
Congregados,
por
ser,
talvez,
a mais
concorrida
da
cidade.
Respondendo-lhes negativamente
a
ir
mandade
respectiva,
foram
bater a
porta
do
templo da
Ordem
da
Santíssima
Trin
dade, de quem obtiveram
resposta
idên
tica,
allegando ambas
que
haveria
sermões
nas suas
egrejas
Se
esta
era
a
verdade;
se,
com
effeilo,
tinham
ambas
as
irmandades
deliberado
o
que
disseram,
nada
lemos
que
censurar,
e
de
todo
o coração
louvamos
a
sua
de
voção
manifestada
na
presente
quaresma.
Causa-ncs,
porém,
bastante
surpresa
e
reparo que
fosse precisamenle
n
’
esta
quaresma
que
accordasse
nas
referidas
ir
mandades
o feliz
alvitre de
que
nas
suas
egrejas
fosse
prégada a
palavra
de
Deus,
por
isso
que
nos
annos
precedentes
não
tem
alli havido exercício
algum d
’
aqoella
naturesa.
Augmenla
o
nosso
justo
reparo
o
asseverar-nos
pessoa
de
lodo
a
confian
ça,
que
o
convite
feito
aos
prégadores
que
oraram
nas
egrejas
das
mesmas
ir
mandades,
só
fôra feito depois da recusa
a
que
o
proposto
o
ellas
prégasse.
D
’aq<ii,
portanto,
se
poderia
concluir,
que
as
verdadeúas
rasões
eram de
outra
especie,
que
não a
méra piedade
dos
il-
lustres
mezarios,
isto
é
os sentimentos
reaccionarios
do
prégador
incompatíveis
com
as
ideias
liberaes. E’ o que
nos
affir-
mam
indivíduos, que
nos merecem o
maior credito.
Nós,
porém, não
podemos
crer,
apesar
do
respeito
que devemos a
essas
pessoas,
que
sentimentos
d
’este
modo
aoti-catho-
licos
sejam
os
das
duas
illustres
corpo
rações,
e
parece-nos
que
deve haver
exa
gero
ou
qui
pro
quo nas
explicações
das
dignas
irmandades
a
que
nos
referimos...
Em
duas
palavras
justificamos
nossa
duvida:
Nioguem póle,
com justiça,
alcunhar
de
reaccionario
(como
liberalmente
se
diz;
o
sr.
Senna
Freitas;
porque
nem
como
padre,
nem
como
cidadão
ha
defendido,
em
tempo
algum,
principies anti-progressistas.
A cir-
cumstancia
de
ter
andado
a missionar
pelos
sertões
da
America,
onde
arruinou
a
saude,
prova
que
lem
muito
amor
ao
Evangelho,
e
o
Evangelho
é
a
base
da
liberdade
e
a
fonte
de
lodo
o
verdadeiro
progresso.
Ora
as
illustres
iimandadas
crêem
n
’
es-
ta
liberdade
e n
’
esle progresso,
e
por
tanto
de
modo
algum fechariam
suas
egre
jas
a
um sacerdote, que,
como
o
snr.
Senna
Freitas,
marcha
na
vanguarda da
verdadeira
civilisação.
Demais,
se
por
liberdade
se
entende
constituição,
e
pela
palavra
reacção
se
quer
significar
—
miguelisino—
,
o
snr.
pa
dre
Seuna
Freitas
nasceu
depois
que em
Portugal
houve
essa
desastrada guerra ci
vil,
que
lautos
filhos
roubou ã
sua
e
nos
sa
patria,
e,
por
tanto,
nem
é
miguelista
nem
deixa
de
o
ser.
E
’
lei
do
paiz
a
constituição?
Pois
muilo
bem.
Ella diz
que
é
religião
do
Estado
a
catholica
aposiolica
romana,
e
elle
nada
mais pretende
do
que prégar
essa
mesma
religião,
como já
por
vezes
o
tem
declarado
em publico.
Em polilica
não
se
envolve.
O
púlpito
não
é
tribuna
aonde suba
qualquer
demagogo
para insultar
quem
te
nha
ideias
adversas, nem
logar
azado
para
combater
a fórma de
governo
por
que
se
rege
actualmenle
ou
venha
de futuro
a
reger-se
a
oossa
patria.
O
pulpilo
é
a
cadeira
da verdade,
que
não
muda,
e
a
política
varia
com
os
tem
pos,
porque
nào
tem privilegio
de
verdade
A
missão
do
padre
não
é
preparar
o
caminho
da
republica,
ou
do
absolutismo;
sua
missão
é
mais
nobre,
porque
se
li
mita
a
encamiuhar-uos
para
a
felicidade
eterna,
que
não
repugna
ás
variadas
fôr
mas
políticas,
inocular
no
coração
do
ho
mem
o
Evangelho,
e
o
homem
que
o
ap-
plique depois
á
sua
vida
na
terra.
Os
púlpitos
dos Congregados, e
da
Trindade
uão
são
para
liberaes ou
migue-
listas;
são
para
os
padres
calholicos,
por
que
só
estes
comprehendem
a
grandesa
de
sua
missão
divina.
Se,
porém,
as illustres
irmandades
fe
charam
seus
templos
ao
padre calholico...
Deus
tomará
contas
um
dia a quem
con
tunde
polilica
com
religião
para
insultar
a
verdadeira
liberdade
em nome
da
men
tida
libeidade,
e,
n’
esse
dia,
não
valerão
as
desculpas
de
sermões
prégados
por...
padres
liberaes,
ou
por
prégadores
da
mo-
da,
que
gostam
mais
de
offerecer flores,
do
que
o
pão
substancial
da doutrina
cbrislã.
GONÇALO
D
’
à
TIIAYDE.
Carta
pastoral
de monsenhor o
Bispo de
Montreal a
respeito do
liberalismo eatliolieo, dos jor
naes,
ete.
Ignacio
Bourget,
pela
graça
de
Deus
e
da
Sé
aposiolica,
Bispo
de
Montreal,
etc.
Ao
clero
secular
e
regular, ás
comncuni-
dades
religiosas
e
a
todos
os
fieis
da
nos
sa
diocese, salvação
e
bênção
em Nosso
Senhor.
Nossos
caríssimos
irmãos,
A
nossa
intenção,
n
’esta
carta
pasto
ral,
é
indicar-vos
alguns
dos
signaes
pelos
quaes
podereis
reconhecer
o
liberalismo
calholico,
de que
vos
é
necessário
fugir
a
todo
o
custo,
a
fim
de
pôr
a
»ossa
salvação
em
segurança.
Porque
lemos
o
pesar
de
vêr
que se
fazem
incríveis
es
forços para
vos
abalar
nos
vossos bons
sentimentos,
apesar
de
todas
as
instruc-
ções
que
vos
teem
sido
dadas
sobre
es
te
grave
objecto.
Também
é
nossa
inten
ção
premunir-vos
contra certos
escândalos
que
poderiam
enfraquecer
os
«ossos
sen
timentos religiosos n’estes
maus tempos.
Nós
não
somos
surprehendidos, e,
é
precisamenle
o
que
nos
penetra d’
uma
«iva
dôr
escrevendo-vos
a
presente.
Pres
tae
pois
muita
attenção
ao
que
vos
vamos
dizer,
no
interesse
de
vossas
almas,
dos
diversos
objectos
que
fazem
a matéria
d
’
es-
ta
carta.
Principiaremos
pelo
liberalismo.
§
l.°
Que
vem
a
ser o
liberaliomo
catholica
?
O
liberalismo
calholico
é
uma
união
de
doutrinas
riligiosas
e
sociaes
que
tendem
a
libertar mais
ou
menos
os
esperitos
na
or
dem
especulativa,
e
os
cidadãos
na
ordem
pratica, da regra
que a
tradição
lhes
«ti
nha por
Ioda a
parte
e sempre
imposto.
Ou
melhor
ainda
:
Que é
o
liberalismo
calholico ?
Que
é
o
calholicismo
liberal
?
E
’
um
sentimento
falso
e
perigoso; é
um
partido
revolucionário,
que
conspira
de
facto
conta
a
Egreja e contra
a
so
ciedade
civil.
Em
calholico
liberal
é
um
homem
que
participa
n’
um
grau
qualquer
d’
esle
senti
mento,
ou
d
’este partido,
ou
d’
esta
dou
trina,
tanto
mais mau
quanto
elle
é
mais
liberal,
e
tanto
melhor
quanto
elle
é
mais
calholico.
O
liberalismo
tende
sempre
para
su
bordinar
os
direitos
da
Egreja
aos
direi
los
do Estado,
por
medida
de
prudência
e
de
alia
sabedoria, e
mesmo
para
sepa
rar
a
Egreja
do
Estado,
era
que
elle
quereria
uma Egreja
livre no
Estado
li
vre.
0
liberalismo
pretende
que
só
o
clero
é
chamado
a
defender
a
religião;
e
que
os
leigos
não
teem
esta missão,
emquanlo
que o
Papa
declara,
na
sua
Encyclica
de
1853,
que
os
leigos
cumprem
n
’islo
um
dever
filial,
desde o momento
ern
que
el
les
combatem
sob
a
direcção do
clero.
0
liberalismo
moderno pretende
que
a
religião
não
deve
sair
da
sacristia,
e
nem
passar
os
limites
da
piedade
particular.
Mas
o
Papa delara
que
os
calholicos
não
podem
defender
efficazruenle
os
seus
di
reitos
e
as
suas
liberdades
senão
entran
do
aclivamente
em
lodos
os
negocios
pú
blicos.
Por
estes
signaes
caracleristicos
reco
nhecereis
o
liberalismo
calholico.
E
’
pa
ra
isso
que
temos
julgado
dever
chamal-os
á
vossa
seria
attenção,
para
que
melhor
possaes comprehender
a
definição
que
d
’el-
les
vos
temos
dado.
Para
vol-o fazer
conhecer ainda
mais
claramente,
vamos
aqui
reproduzir
o
que
d
’
elle
disseram
os
padres
do
quinto
con
cilio
de Quebec.
aO
liberalismo
calholico,
dizem
elles,
«inlrodoziu-se
pouco
a
pouco
na
santa
Egre-
«ja
e
ahi
se
escondeu
usando
de
astúcia
<e
de
mentira,
como
a
antiga
serpente
no
«paraiso
(terrestre),
a fim
de
seduzir
as
’
«almas
imprevidentes, levando-as,
por
ar-
«tificios,
a
comer do
fructo
da
arvoro
da
«sciencia
do
bem
e
do
mal.»
Deixamos
ás
vossas serias
reflexões
to
das
e
cada
uma
das
palavras
d
’
esta
defi
nição,
que
vos
faz
notar
que
o
liberalis
mo
não
é outra
coisa
senã#
o
demonío
que,
escondido
sob
a
fórma
da antiga
ser
pente
e
armado
da
sua
raiva,
da
sua ma
lícia
e
da
sua
astúcia,
se
acha
agora
no
meio de
nós
para
nos
perder,
cotno
per
deu
desgraçadameote
nossos
primeiros
paes,
despindo-nos
do
vestido
da justiça
e
da
inuocencia,
e
fazendo-nos
perder
es
ta
fé
pura
e
simples
que
não raciocina
com
Deus
nem
com
a
Egreja
;
ai
!
é
para
nos tornar culpados
de
orgulho
e
de
desobediência
e
nos
merecer
o
mais
ter
rível
dos castigos
de vingança
divina,
e
de
ser vergosamente
expulsos
d
’este
san-
ctuario
de
todas
as verdades
reveladas,
perdendo
a
fé,
e
de
ser
mergulhados
no
abismo
dos
maiores
males.
Para
bem
o
compreheuder,
basta
olhar
para
os males horríveis
que
desolam
os
governos
e
as
nações europeas, feridas
de
uma
incomprehensivel vertigem,
em
cas
tigo
do
seu
liberalismo.
Portanto,
meus
caríssimos
irmãos, a
certeza de
que
o
liberalismo
calholico
está
escondido entre
nós
e
o
temor que
este
monstro
medonho
aqui
canse
todos
os
males
que
elle
arrasta
necessariamente
com-
sigo,
tem
muito
de
qoe
nos
fazer
tremer
e
obriga-nos
a
levantar a
voz
para de
clarar
bem
alto
o
perigo.
[Continua]
EXTRACTO
Recordações» «le Jerusalém
(Luiz
Enault)
OS
LOGARES
SANTOS
Só
uma
vez
fiz
a
peregrinação
aos
Lo-
gares
Saotos.
Vou
ver
se
posso reproduzir
as
cou
sas
—
sem
rethorica
e
sem
frazeado—
ou
mostrar
em
logar
de
as
descrever,
por
modo
que
cada
um
possa
imaginar que
fez
pessoalniente
esta
maravilhosa
viagem,
e
julgue,
ao
ler
estas
palavras
que
tem
presentes
as
suas
próprias
recordações.
Primeiramente
algumas
poucas
palavras,
a
respeito
da
cidade
que
serviu de
thea
tro
á
grande
tragédia
divina.
E’
difficil
formar,
sem
a
ler
visto,
uma
ideia
exa-
cta
de
JERUSALEM
quando,
depois
de
haver
andado
dois dias
atravez
do
campo
árido
que
separa
a
an
tiga
capital da Judéa
do
porto
de Jjffa,
onde
desembarcam
os
peregrinos,
que
vão
da
Europa,
se
chega
á entrada
d
’um
val-
le
estreito,
sinuoso
e
profundo,
ao
qual
uma floresta
de
terebintbos
deu,
com
o
o
seu nome,
um
caracter
de austeridade
melancólica.
Pouco
a pouco
o
valia
vae
ascenden
do
até
desembocar
n’
uma
cumeada
des
igual,
semeada
de
rochedos,
cobertos
uns
de
musgos,
outros
de
manchas
de
rôxo
escuro
e pardo
avermelhado.
Uma
outra
ondulação
de
terreno
é
transposta,
e os
brancos
muros
da
cidade
se erguem
em
frente
de
vós.
A
primeira
ideia
que se apresenta
á
vossa
alma,
é
a
ideia
do
respeito
em
pre
sença
d
’
essa
belleza
austera,
mas gran
diosa. Vista
atraz
dos
seus
parapeitos,
cingida
de
torres,
coroada
de
arnêas,
do
minada
pelas
suas mesquitas
e
minaretes,
com
a
sua
ondeante cabelleira
de
pal
meiras
com
cachos
de
ouro,
Jerusalern
é
sempre
a
cidade
rainha,
e
nós
compre-
hendemos
aquella especie de fascinação
que
ella
exerce
sobre
os
Árabes
do
deser
to.
Quando faliam
d
’
ella, chamam
lhe
sem
pre
a Santa,
a
Bella.
E redor da
cidade,
nem
um
campo
cul
tivado,
nem
jardim,
horta,
nem
uma
ar
vore
sequer;
o
deserto,
o
deserto
sempre
com
a
melancolia
da esterilidade.
A
cida
de que
matou
o
Homem-Deus
está iso
lada
n
’
uma
completa
solidão,
na
qual
na
da
distrahe
a
vista
de
suas contempla
ções,
nada
desvia
a
alma
de
soas
cotntnu-
ções.
As
muralhas
coroadas
de
amêas
estão
intactas
e
delimitam
claramente
o
recin
to fortificado
em
meio
perfil
os
recor
tes
das
arestas
vivas
sobre
um
fundo
du
ro
e
informe
d’
om
azul
insondável.
N’om
bello
dia de
verão
sob
a
reverberação
ar
dente
dos
rochedos
brancos
esta
primei
ra
vista
vos
produz
as
osciilações
da
ver
tigem.
Sómente
na
aproximação
é
que se
percebem
as
ruinas
do tempo
e
dos
ho
mens,
e
que
se
vê
a obra
da
mão
impla
cável d
’
aquelle
e
das
mãos violentas
d
’
es-
tes.
As
ruas
escuras,
tortuosas,
escalavra
das,
obstruídas, se
prolongam
por
entre
descombros
oo
medonhos
casarões.
Os
religiosos
Franciscanos,
guias
obri
gados
dos
viajantes,
vos
conduzem
atra
vez
de
taes
desolações,
e
vos
encaminham
para o Calvario,
fazendo-vos
seguir
A VIA
DOLOROSA
que
Jesus
seguiu,
carregado
com
a
cruz,
entre
uma
escolta
de
algozes,
desde
a
Ca
sa de
Pilatos
até
ao
cimo
do Golgotha.
(Continua)
Doeumenio
mui
curioso.
Extraio
de uma
carta
d
’ElBei
a
D. Fran
cisco
da
Gama,
da
Vtdigueira,
do
seu
conselho,
Almirante
e
Viso-Rei
da
Ín
dia
em
5
de
Março
de 1598,
na
qual
se
duvida
da
capacidade
de
Diogo
do
Couto
para
escrever
as
Décadas e
para
ser
archivisla,
accrescendo
n
’elle
até
o
defeito
do
nascimento
por
descendente
de
mulato,
e
se
ordena
que, tratado o
ca
so
entre
o
Viso-Rei
e
o Arcebispo,
a
ser
verdade,
não
enganando
o
historiador
até
EIRei
mandar
o
que
fôr
servido.
Conde
Almirante,
Viso
Rei,
Amigo.
Eu
EIRei
vos envio
muito
saudar
como
aquelle
que amo.
Diogo
de Coutto
que
tem
a
cargo
a
casa do tombo de Goa,
e
a
istoria
dessas
partes
me escreveu
nas
náos
do
anno
passado
que inda
que
o
V.
Rei
Mattias
de
Albuquerque
lhe
não
ti
nha
dado
os
papeis
e cartas
necessárias
para
a
istoria
da
india
conforme
a
minha
provisão me
enviava
o
primeiro
livro do
tempo
do
Governador
leroão telles e do
em
que
foi
V.
Rei
dessas
partes
o Con
de
de
Santa
Cruz,
e
que
hia
proseguindo
a
istoria de
joão
de barros fazendo a
quar
ta
década
do
tempo
dos governadores
lo-
po
vaz
de
sampaio
e
nuno da
cunha,
e
tinha
começado
a
quinta
que
continha os
tempos
do
V.
Rei
dom
Gracia
de
noro-
nha,
e
do
governador
dom
Estevão
da
Ga
ma,
e
que
este
aono
enviaria
duas
déca
das
e
dahi
por
diante
cada
anno
hum
vo
lume,
e
me
enviava
hus
apontamentos
to
cantes
a dita
casa
do
tombo
em
que
trata
va
das
cousas
de
que
vos
deve ter
dado
conta,
e
se
inda
o
não
tiver
feito
lhe
direis
que
vollos
apresente.
E
o
V. Rei
Mattias
de
Albuquerque qoe
me
escreveu
em
carta
de
Dezembro
de 96,
que
a
casa
para o
dito
tombo
estava
acabada
e
as
chaves
delia
entregues
ao
dito
diogo de
coutto,
e
que
também
lhe
erão
entregues
pello
Secretario
do
estado
os
livros
das
messagens
e dos
acordos
que
tinha em
seu
poder
acabados,
e
que
sobre
a
entrega
dos
mais
papeis,
instrucçoens,
cartas
e
pro
visões que
coslumavào
estar
em
poder
do
V.
Rei,
se
ordenou
por
assento feito
na
Relação
de
Goa
que
sobre
estivesse
por
que
em
algumas
delias,
poderia
elle
tra
tar
de
matterias
que
inda
que
estivessem
dadas
á
execução
seria
em
segredo,
ou
se
deixarião
de pôr por
obra,
por
algumas
pessoas
serem
ausentes
ou
por
outros
res
peitos
de
meu
serviço,
as
quaes
parecia
que
não convinha
serem
publicas,
nem
irem
á
mão
de diogo
do
coutto
e
que
devião
estar
em
poder
do
V.
Rei,
ou
do
secre
tario
andando
por
entregua
de hum
suc-
cesser ao outro,
e
que
lambem
convinha
mandarem
dar
regimento
a
esta
goarda
do
tombo
pera
ella
saber
como
avia
de
pro
ceder
com
os
livros
e
papeis
que lhe
fos
sem
entregues,
e
em
cujo
nome
avia
de
passar
as
certidões,
em
que
parecia
gran
de
inconveniente
serem
em meu
nome
co
mo
o
fazia
o
goarda
mór
da torre
do
tombo
deste
Reino.
E vendo
eu
tudo
is
to
por bua
e
outra
parte
me parece que
esta
malteria
se
deve regular
pelo
inten
to
que
n
’ella
se
tem,
sem
de
hum
extre
mo,
se
vir
ao
outro,
como
seria
de
não
avendo alegora goarda
de
papeis
nesse
estado,
vir
se
a
formar
huma
torre
do
tombo
como a
de
lixboa,
e
se
melterem
n
’ella
os
papeis que ali
não
tem
lugar
que
são
os
que
se
entendeo
na
Relação
que
não
convinha
que
ali
estivessem
confor
me
ao
que
me
escreveu
mattias
dalbuquer-
que
que
íica
nesta carta
referido,
pello
que
vos
encommeudo
que
ouçais
o
dito
diogo
de
coutto
aquem
mando escrever
que
vos
lhe
dareis
a
ordem
de
como
ha
de
preceder,
e
vejais
os
seus
apontamen
tos,
que
já
vos
deve ter
dado
conforme
aos
que
me enviou
e
pratiqueis
os
indivi-
dos
destas
matérias
com
o
Arcebispo
de
Gôa
e
com
quem
mais
vos
parecer
ven
do
também
a
provisão
que
mandei passar
ao dito diogo
de
coutto
e lhe
façaes
en
tregar
todas
aquellas
escrituras
que
não
forem
cartas
das
vias,
nem
instrucçoens se-
nàooutras
cousas
perpetuas,
que convém
estarem bem
guardadas
assim
pello
que
to
ca
a
meu
serviço,
como ao
bem
das
par
tes
das
quaes
quando
se
ouverem
de
dar
al
guns
treslados
ou
certidoens
será
por
vosso
expresso
mandado
e
vereis
se
as deve
pas
sar
o
dito
diogo
de coutto,
ou os
officiaes,
qua
nao
avendo
casa
do
tombo,
ouverião
de
ter
as
ditas
escrituras
em
sua
mão
e
ordenareis
regimento
ao
dito
diogo
de
coutto
de
que
usará, em
quanto
lhe
não
fôr
por outro
assinado
por
mim,
e
pera
isso
me
enviareis
nas
primeiras
náos
a
copiar
do assi
lhe
derdes
escrevendo-me
sobre
tudo
isto
mui
particularmeote,
para
isso
vos
ir reposta
do
que
ouver por
meu
serviço.
E
as
instrucçoens
e
Cartas
que
vos
escrevo e
tiver
enviado
aos
V.
Reis
e
governadores
antes
de
vós,
estarão
a
bom
recado e fechadas
em
mão do
secretario
desse
estado
o
qual
as
entregará
por
in
ventario
ao
secretario
que
lhe
succeder
de
maneira
que
andarão
sempre
a
todo
bom
recado
na
secretaria lugar decente
para
similhanles
matérias,
e
quando
para
a
escritura
da
istoria
que
está
encarrega
da
ao
dito
diogo
de
couto
elle
tiver
ne
cessidade
de
alguns
capítulos
das
ditas
cartas,
ou das que
vos
escreverem
meus
capiiaeus
vollas
pedirá,
e
vereis
se
se
lhe
devem,
e
podem
dar,
e
se
fará
n
’
isso
o
que
assentardes
com
o
Resguardo
e
con
sideração
que
estas
matterias
pedem
por
que
cousas
averá
que
ioda
que sejão
de
escrever,
não
seria
inda
chegado
o
tem
po
de
se
averem
de
revellar
em
istoria,
e
em
tudo
dareis
toda ajuda
e
favor
ao
dito
dyogo
de
coutto
para
bem poder
pro-
seguir
esta
istoria
da
india,
e
tereis
cui
dado de o
fazer
aplicar
a
ella
de
modo
que
sempre
todos
os
annos
se
me
envie
o
mais
que
n
’
isto
puder
fazer sendo
primeiro
vis
ta
por
vos,
cuja
curiosidade
que
sou
in
formado
que
tendes
da
istoria
da
india
será
lambem
de
efíeito
para
procederdes
com
o
dito
dyogo
de
coutto
no
modo
que
convém,
e
o
livro
que
me escreveu
que
mandava
não
veo
nas
náos
do
ano
pas
sado.
>
«E
porque
sou informado
que o dito
dyogo
de
coutto
não
he
tam
sóíiciente
como
ho
entendi
pella primeira
informa
ção
que
t
del!e
me
foi
dada;
e
que
tem
fal
ta em
seu nacimento,
o
que
tudo
deveis
já
ler
sabido depois
de
chegardes
á
india,
pollo
que sobre
esta
malteria
vos escre
vi
nas
vias
do
anuo
passado,
adverlirvos
eis
nestes
particulares
que
^praticareis
com
o
Arcebispo
de
Goa,
e
achando
ambos,
que não
convém
entregar-se
nem a
casa
uo
lombo
nem
a
escritura
da
istoria
ou
pello
menos
algumas
destas
duas
cousas,
ao
dito
dyogo de
coutto,
ireis
desimulan-
do
com ella
uo
melhor modo
que
vos
pa
recer
este
me
avisardes,
e
vos
mandar
o
que
ouver
por
meu
serviço,
e.
avendo
elle
de
ter
o
cargo
de
goarda
da
casa
do
lom
bo
vereis, se
na
provisão
que
lhe
foi
deste
Reino
para
isso
falta
o
juramento,
que
foi
avisado
que não
tinha,
e
lho
fareis
dar
em
forma
e
obrigação do
cargo,
«
escrita
em
lisboa
a sinco
de
março de
1598—
Prmcepe
—
miguei
de
moura.»
Original
que
está
no
Arch.
da
T.
do
M.
S.
da
Saiia do
Guarda
Môr.
(«J.
da Noite»)
GAZETILHA
seravelmente
a
uma
resposta
cathegorica,
leal
e
franca,
e
escorregar
d
’
um
apêrto
em
que
os comprime quetn
se
présa
de
homem
de
bem com
toda
a sua
hombridade e
no
bresa
de caracter.
Fica,
portanto,
ainda
de
pé.
em
toda
a
sua
força
e
amplitude,
o
nosso
empraza
mento,
dirigido ao
proprietário
do Jornal
do Minho,
uuico
que vemos
subscrever
a
responsabilidade legal
e moral d
’
aquella
fo
lha.
Quem
pretender
fazer
acreditar
que
não
é
elle
o
responsável
por todos os
eíTei-
tos
desta
questão,
e
que
elle
não
presta o
seu
nome
a
arremetidas
ineptas ou
petulan
tes,
ou
á
responsabilidade
destas; — sub
screva
o
seu
nome, ponha
os
pontos nos
ti,
e
d
’aqui
ninguém
fugirá,
fazendo
negaças
de
rabula
e
estolido
chicaneiro.
Emquanto
assim não
succeder,
e
em
quanto
nos
aprouver,
repetiremos:
Emprasamos
o Jornal
do
Minho,
na pes
soa de
seu
proprietário,
a
que nos
diga
franca
e
cathegoricamente o
que
sabe
das
referencias
contidas
na
local
epigrafada
Tra
balho de
Hercules,
publicada
na
3.
a
pagina»
3.
a
columna
do
seu
n.°
129,
de
31
de
março
:
«.
.
.
.
o
compadre
Commercio
do
«
Minho.
Pobre
compadre,
tinham-lhe pro-
«mettido
um
osso.. .»
etc.
A
ahobora
e
a bolota.—
(GmtO
de
Schrnid).
—
Descançava um
camponez
á
sombra
de
um
carvalho
secular,
e en
tretinha-se comteinplando
um
pé
de
abo-
boreita qoe
pelo
chão
se
estendia, A’
vis
ta
d
’
isto
poz-se
o
camponez
a
meneiar
a
cabeça,
dizendo
lá
de
si
para
comsigo:
—
Hum!
não
acho
lá muito regular
que
uma
hastea
tão
delgada
dé
tamanho
fru-
cto, quando
este
soberbo
carvalho
o
pro
duz
tão
pequeno.
Se
eu
fosse
Deus, ao
crear
o
mundo,
tioha
feito
nascer
as gran
des
e
formosas abobaras do
passante
car
valho,
e
antes
teria
querido
que
as
bolo
tas crescessem da
rasteira plaota.
Mal
tinha
proferido
estas
palavras,
quaudo
uma
bolota
que se depreodeu da
arvore
cahiu,
e
veiu
bater-lhe
juslameute
sobre
o
nariz,
e
até
lhe
fez sangue.
—
Apre!
disse
assustado
o
nosso
filo
sofo; é
bem
feito
para
eu
não
ser
ton
to.
Olha
se
em
vez
da
bolota
fosse
uma abo-
bora,
como não ficaria achatado
o
meu
po
bre
nariz.
Safa!
—
(Extr.)
Inundações.—
Participam de
Pesth,
oa
Hungria,
em data
de
29 do
passado:
As
noticias
que
se recebem
da
Baixa
Hungria,
são
conlristadoras.
0
Danúbio
e
o Theiss
crescem
rapidamente.
0
con
dado
de
Torontal
está
horrivelmente
de
vastado.
As
aguas
em
Szegedm
chegaram
a
uma
altura
de 22
pés.
Na
cidade
e
nos
arredores
acaba
de
ser
proclamada
a
lei
marcial.
—Parte
da
cidade
de
Belgrado
está
bebaixo
de agua.
0
bairro
de
Sasse;
on-
está
concentrado
o
commercio, Suffreu
muitíssimo.
Ha necessidade
de
atravessar as
ruas
em barcos.
Varias
casas
ameaçam
ruina.
Entre
Semlin
e
Belgrado
todas
as
ilhas
estão
debaixo
de
agua
e
os
barcos
a
va
por
passam-lhes
por
cima.
Os
terrenos
en
tre
Pontchewo
e
Belgrado
estão
inteira
mente
inundados.
Em
Semlirn, os
prejui-
sos
são
enormes.
No
paiz
não
ha
lem
brança
de
uma
inundação
similhante.
ma
costumada.
A
Paixão
cantou-se
na
capella-mór,
para
o
que
trabalhosamente
se
rematou
parte
das
obras
que
n
’
ella
se
estão
fazendo.
Pelos
trabalhos
alli
concluídos,
vê-se
de quanta vantagem
não
é
a
reconstrucção
a
que
se
procede.
Os
praguentos
estão
á
desenganados do
erro
dos seus
cálculos.
Kxposição na Philadelphin.—
O
preço
de
iim
bilhete
de
admissão
ua
expo
sição
de
Philadelphia
será
de
meio
dollar
(450)
pagos
n
’
uma
nota.
Os
recebedores
nada
terão
a
fazer
com
as
notas,
senão
ver
se são boas
ou
más
e
deila!-as
para
dentro
das
caixas.
Ao
pé
de
cada
entrada
estará
estabele
cida
nma
agencia
do
Cénlennial
National
Bank
que
trocará
o
dinheiro
dos
visitan
tes em
notas
de
50
cêntimos.
A
commissão
da
Exposição, depois
de
muito inquérito
e
cuidadosa
consideração,
concluiu
qoe
este sistema
simples,
com
ausência
de
bilhetes
permanentes
e
de
qualquer
modificação, era o
mais
barato
e
mais
seguro
contra
a
fr»ude.
Nas
portas
nem sequer se
receberá
uma
nota
de
dólar
para
admissão
de
duas pes
soas
nem
duas
notas
de quarto de
dollar
para
admissão
de
uma
só.
Seiunna
Santa.
—
Sua
exc.* rev.'
na
o
snr.
arcebispo
coadjutor,
não
podendo
assistir
na
Sé
Primacial
ás
grandes
sole-
mnidades
da
Semana
Maior,
tem
delibe
rado
fazer
na capeila
do
Paço
Archiepisco-
pal a bênção
dos
Santos
Oleos,
que
come
çará
pelas
9
horas
da
manhã
de
quinta
fei
ra,
13
;
e
pelas
3
horas
da
tarde,
fará
na
mesma
capeila
a
edificante
ceremonia
de
lavar
os
pés
a
doze
ecclesiaslicos,
para
este
fim
convidados.
Na
Sé far
se-hão
os
mesmos
oflicios
sagrados na
forma
do
costume: só
não
ha
vendo
—
Lava-Pedes,
nem sermão
do
Man
dato.
.4o
Jornal <lo Minho.—
0
Jornal
do
Minho
em
vez
de
responder
franca
e
lealmenle
ao
emprazamento
que solemne-
mente
lhe
dirigimos
em
o
n.°
477
d
’
es-
ta folha,
esconde-se
nas sinuosidades do
rnas
dislincções
parvas,
pompeando
de
sabichão
e
solista
d
’
alla
polpa,
o
que
mo
tivaria a
gargalhada,
se
não
movesse
a
dó.
Porque
na
verdade
mete
pena
o
es-
pectaculo
que
muitas
veses
offerece
a
im
prensa jornalística,
como
a
que
se
espelha
no
Jornal do
Minho,
aviltada
por uns
rabu-
los
covardes,
que,
para
se
darem vulto
entre
gente,
se
abalançam
a
morder
a
honra
<ie
qualquer
cidadão
probo
;
e quan
do
e-tc,
no
justo
desagravo
de
sua
re
putação
illibada,
lhes
sae
a pedir-lhes
con
tas
precisas
e
cathegoncae,
respondem
gaguejando
uma-
burrundangas, que
fa
zem
tédio
e
compaixão
simultaneamente,
se
bem
que
ha
lambem
quem
sinta
von
tade
de os
enxotar
com
o
bico
da
bota
para
a
carroça
do lixo dos
ribeirinhos.
Fallemos
claro
sobre
o
ponto,
snrs.
do
Jornal
do
Minho.
Não
façam
dislinc
ções
tolas por
uma banda, e
embrulha
das
pela outra.
Não
queiram
fingir
que
desviam
os
seus
tiros
do
editor
d’
esta
fo
lha,
para
os alvejar
aos redactores. se
parando
e
extremando
as responsabilida
des,
e
agravando
mais
a
sua
situação
quando
suppõem,
injuriosamente,
o
mesmo
editor
a subscrever e
a sustentar
com
o
seu
nome,
mas
sem
consieucia
nem con
vicção,
o que
não
agrada
aos
snrs.
do
Jo>nal
do
Minho.
Todos
entendem
e
comprehendem
que
as
agonias
raivosas
manifestadas
no
Jornal
do Minho
se
disparam
no
editor
do Com
mercio
do
Minho
pela fórma
gralica
das
insinuações
insultuosas
que
lhe
dirigem.
Não
pensem
que
illudem
quando
afa
gam
com
luva
branca
José
Maria
Dias
da
Costa, editor d’esta
folha,
e
hipocri
tamente
o
fingem
separar
da
questão,
—
iara,
com
outra
mão
enlameada
no
char
co
das
infatnias,
atacarem
uma entidade
ornalistica,
que
todas
vêem
scr
nem
mais
nem
menos do
que
o
mesmo
José
Maria
Dias
da
Costa.
E
’
n
’
este
fundamen
to
que
está
o
seu
direito
de
inlerpellação
,
reconhecido
por
quantos
leem
olhos
para
er,
itilelligencia
para entender,
e
critério
para
derimir
o
falso
do
verdadeiro.
0
Jornal
do Minho
de
7
diz :
«Não
falíamos
em
secretaria
ou
repartições
pu
blicas
para
que
o nosso
adversário
nos
per
gunte
quando
requereu
o
osso,
ou
em
que
repartição
se
acha
a
supplica
;
negocios
ent<e
compadres
tralam-se
doutro
modo.
.
.
Tiramos
uma
illação lógica
do
seu
proce
dimento
;
não
achamos
outra explicação
pa
ra
a
sua
mutação
política
..........
»
Isto
nada
explica.
Deduzir
uma con
sequência
ou
facto
injurioso
de
hipotheses
inteiramente
imaginarias
e
injuriosas,
é
es
crever
na
areia,
ou
então
subtrair-se
mi
Latujierenme
em
S. Vicente.—
A
meza
da
irmandade
de
S.
Vicente cele
brou
este
anno a
soletnnidade
do
Latis-
perenne,
com
toda
a
pompa e
magnificên
cia, não se
tendo
poupado
a
despezas e
trabalhos,
pelo que
a
julgamos
credora
de
louvor
especial.
Desde
o
anteparo até
ao throno,
no
qual
sobresaia
um
lindo baldaquino,
onde
pela primeira
vez
foi
exposto
o SS.
Sa
cramento,
tudo era
surprehendente
e
bello.
Todo
o
templo
estava
adornado
com
muito
esmero
e
gosto,
e
de
tal
arte
se
acha
vam dispostos
os
lumes
que
produziam um
efleilo
excellenle.
Os
lustres,
substituindo
as
luzes
que
era
de
costume
collocar-se
nas
janellas
e
frestas
—
costume
que
deve
acabar
em
ra-
são
dos
inconvenientes
e
perigos
a
que
pode
dar causa
—
eram
igualmente
de
bom
eífeito,
e
davam
margem
a
lamentar
qne
eiles
fossem
suspensos
do
zimborio,
e
não
fixos
na
parede,
—
o
que
deveria
elfecluar-
se
quando
ultimamente
aquelle
templo
foi
decorado
com
o
azulejo.
Anniversario natalieio <1© E*io
IX.—
Seguindo
o
louvável
costume
dos
an
nos anteriores,
os
alumnos do
curso
trien-
nal
do
Seminário
de
S. Pedro,
tencionam
festejar no
dia
13
de
maio
proximo
o
an-
ntversario
natalício
do
immortal
Pio
IX.
A
commissão
constituída
para
levar
a
effeito
os
festejos
é
composta
dos
snrs.
:
Joaquim
Domingues
Mariz,
Manoel
Ribei
ro
de
Castro,
André
Gonçalves
Vasco, An
tonio
de
Sousa
Pereira,
Miguel
Baptista
da
Silva,
Manoel
Vieira
Reis Júnior, Eduar
do
José
de Sá
Carvalho,
Custodio
Lo
pes
Vieira
dos
Santos, João
de
Castro
Meirelles,
Domingos Adelino d
’Almeida,
José
Joaquim
d
’
Araujo e Manoel
Gomes
de
Andrade.
Dizem-nos
que
o
orador
será
o
exc.mo
dr.
Moreira
Guimarães.
Bênção <lo» ramos.—
Celebrou-se
no
Real
Santuario
do
Bom
Jesus
do
Bom
Jesus
do
Monte
a
bênção dos
ramos,
que
foi,
como
nos annos
precedentes,
feita
com
explendor.
A
concorrência
de
pessoas
que
affluiram
áquelle
bellissimo
local
era
mui
numerosa.
Na
Sé
foi
a
soletnnidade
feita
na
fór
SECÇÃO DE COMMUNICADOS
Ao publico
Em
virtude
d
’
alguma
demora na
entre
ga
d’
utna encomtnenda,
que d
’
Evora
foi
enviada
ao
professor
do
Lyceu d
’
esta
ci
dade
nas
cadeiras
de
malhemalica
;
ditam
pábulo
a
suas
línguas
tnaledicentes
alguns
invejosos do
nome
pondunoroso
de
que
prezamos.
Para
os
confundir,
e
mostrarmos ao
pu
blico
o
que
somos,
e
sempre
nos
presa-
ternos
de
ser,
oflerecemos-lhe
a
cópia
do
documento
que
transcrevemos
:
Snrs.
Campos e
Oliveira.
Ao
chegar
hoje
de
tarde
a
casa, achei
a
encommenda
que
eu
esperava d’Evora»
e
a
lodos
nós nos
dera cuidados.
Agradeço-lhes
a sollicilude
com
que
de
senvencilharam este
negocio,
empregando
n
’
isto
o
pondunor
e
brio
de
quem
préza
o
seu
nome,
e quer merecer
do
publico
a
confiança
a
que
tem
jus.
A falta de
clareza na
expedição,
como
acabo
de verificar, foi
o
motivo da
pro
crastinação
da
entrega da
mesma
encom
menda; e
nâo
teve
n’isto
causa,
nem
fal-
ta
de
solicitações
da parle dos seus
agentes
no
Porto.
«A
este
ineu
testimunho
de
dar
o
seu
a
seu
domno»,
podem
dar
a
publicidade
que
lhes
aprouver,
para
que
ninguém
ouse
maculai
os
a
este
respeito,
e
os
tenha
na
consideração
a
que
aspiram.
Pagalhes
o
que
lhes deve
n’
esle
desenlace
Braga,
8
d
’
Abril
de
1876.
O
Prefessor
Pereira
Caídas.
Campos
éc
Oliveira.
ILTITiOS
TILtt.RATIHVS
I»A
AGENCIA
ÍIAVAS
e
funeral
de
sua
presada
mulher,
mãe.
sogra
e
cunhada,
Monica
Maria
do Esoito
Sanio
da
Cunha,
que
teve
logar
no
1.°
do
corrente
mez,
na
venerável
Ordem
Terceira,
d
’
esta
cidade,
e
bem
assim
aos
reveren
dos snrs.
ecclesiasticos que gratuitamente
assistiram
ao
oíficio
de
corpo
presente,
protestando
a
todos
indistinclamente
o
seu
eterno
reconhecimento
e
indeievel
grati
dão.
(3078)
ANNUNOIOS
Companhia Edificadara e indus
trial
Bracarense
LLOYW
DE
BRENIEN
NORDDEUTSCHER LLOYD
HOHENZOLLERN...
3:100
tonel.
HOIIENSTAUFEN...
3:100 »
MADRID
7.
—
O
ex-ministro
Alonso
Mar
tioez,
combateu
no
congresso as
doutrinas
de
Castelar,
defendeu
o
projecto
da
cons
tituição,
e
fez
a
apologia da
monarcbia
hereditária
constituicional.
VERS
a
LHES 7.—
A
eamara
dos
de
putados
annullou
a
eleição do legitimista
Cheneslong
pelos
Baixos
Pyreneus.
O
cardeal
arcebispo de
Paris,
mgr.
Guibert,
recusou-se
a
acceder
ao
convite
da
commissão
encarregada
de
proceder
a
um
inquérito sobre
o procedimento
do
cle
ro
na
eleição
do
conde
de
Mons
por
Pon
tivry.
A commissão
convidará
o
cardeal
ar
cebispo
a faser
perante
ella
o seu
depoi
mento.
PARIZ
7.
—
Os
prefeitos
receberam
or
dem
de sómente deixar
partir
os
interna
dos
carlistas
que se
achem
munidos
de
documentos
de
indulto,
passados pelos
côn
sules
bespanhoes.
Os jornaes
de
Poitiers
publicam um
aviso
de
prefeitura
disendo
que
as auclo-
ridades
foram
prevenidas
de
lerem
os
re
fugiados
carlistas
recebido
cartas
annun-
ciando-lhes
que
{certos
carlistas
que
accei-
taram o indulto
haviam
sido
fusilados
Esta
noticia
é
falsa;
fo>
espalhada
com
o íim
de
impedir
que
os
internados re
gressam
a
Hespanha.
Os propagadores
de
taes
bualos
serão
entregues
aos
tribunaes.
ROMA
7.
—No
coosistorio
de
hoje, o
papa
nomeou
sete
cardeaes, tres
dos quaes
para a
America
do
Sul.
MADRID
9.
—
Morreu
hontem
o
almi
rante
Lobo. A
«Gazeta»
diz
que
o
mi
nistro
de
obras
publicas
propoz
ao
con
gresso
uma
lei
concedendo
um
adiantamen
to reembolsável
de
3.250.000
pesetas
aos
caminhos
de
ferro
do
norte,
de
Sarago
ça,
Barcellona,
Pamplona,
Lenda,
Rtus
e
Tarragonp.
Os
jornaes
louvam
a
decisão
do
governo
de
convocar
os
delegados
da
Biscya
para
Madrid
em
1
de
maio e
os
de
Navarra
em
15
do
mesmo
mez,
a
lim
de
discutirem
a futura
administração d
’
a-
quellas
províncias.
NEW-YORK 7.—
Continua
a
insurrei
ção
no
México,
sobretudo
nas
províncias
de
Oaxaca
e
Vera
Cruz.
AGRADECIMENTOS
H
lá
jbU/ »
Antonio
José
da
Silva
Melo,
Anna
Be-
nedicta da Conceição Mello,
Maria da
Con
ceição
Paiva e
Matilde
Lopes
Cardoso,
agradecem
por esta
forma
a
todas as
pes
soas
de
suas
relações
e
amisade,
lodos
os
obzequios
que
de
qualquer
forma
se
dig
naram
dispensar-lhe
por
occasião
da
doen
ça
e
fallecimeoto
de
sua
presada
filha,
so
brinha
e
afilhada,
Lucinda
Matilde
da
Silva
Mello, cujo
fallecimento
teve
logar no
dia
30
de
março
p.
p.,
e
bem
como
egualnoen-
te
agradecem
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
assistir
na
real
capella
da
Mi
sericórdia,
á
missa
e
responsos
de gloria,
no
dia
1.°
do
correnie,
não
esquecendo
de parlicularmente
agradecerem
aos
reve
rendos
capellães
da
mesma
casa,
as
provas
de
benevolencia
que
lhes
dispensaram,
e
ao
muito
reverendo abbade
de S. João por
todos
os
serviços
que
lhe prestou
graloitamente.
A
todos
tribulão
seu
reconhecimento
e
gra
tidão.
(3076)
Bernardo
José da
Cunha,
Manoel
José
da
Cunha,
José
Antonio
da
Cunha,
Rosa
Maria
da
Cunha
Braga,
Maria
da
Concei
ção
da Cunha,
João
Baplista
Braga,
Padre
Antonio
da
Cunha,
agradecem,
por
este
meio,
a todas
as
pessoas
que se
dignaram
obsequial-os,
por
occasião
do fallecimento
Soeiedade
«nonyrna de
respon
sabilidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas,
a
fazer
a
5
a
entrada
de
5
p.
c.
ou
l$250
por
acção, do
dia
10
a
20
d
’
abril,
desde
as
10 horas
da
manhã
ás
2
da
tarde,
no
escriptorio
da
Companhia,
no
campo
de
Saul
’
Anna,
n.°
71
D
2.°
andar.
Os
direclores
João
Carlos
Pereira Lobalo
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de
Moura.
(3082)
Pão
de
ló
do
mais
superior,
na
rua
das
Agoas,
n.°
70.
Recebem-se
encommendas.
(3u82)
CONFEITARIA
CENTRAL
15,
Rua de
9.
Nlarcog, 15
Recebeu direclamente
de
França
um
variado
sortimento
de
amêndoas,
caixinhas
e
cartonagem,
próprias
para
amêndoas
e
queques,
e
pão
de
ló,
rebuçados
de
ovos
e
mais qualidades,
e
muitas
outras
cousas
próprias
do
seu
estabelecimento,
que
tu
do
vende
por
preços
rasoaveis.
(3083)
Manoel
Ignacio da Silva Braga
Com
estabelecimento de mercea
ria
e cera
11
—
PRAÇA
DE ALEGRIA—II
BRAGA.
(3084)
Tem
á
venda
bolacha
doce.
. .
.
a
120
>
» miuda
.
.
.
a
120
>
» D
Luiz.
.
.
a
180
>
ingleza.
. .
a
180
>
> agoa
e
sal.
.
a
180
>
requife.................. .
a
160
>
doce
de
chá.
.
.
. .
a
200
>
paciências
.............. .
a
240
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
d
’
infanteiia
8,
faz
publico,
que
no
dia
21
do
correnie
mez,
por
1! horas
da ma
nhã,
na
sala das sessões do
mesmo
con
selho,
tem
de
proceder
á
venda,
em
hasta
publica,
de
uma
porção
de
madeira
velha
proveniente
das
obras
de
melhoramentos
do
quartel.
As pessoas
que
desejarem
concorrer
á
licitação
podem
ver a mesma
madeira,
to
dos
os
dias
não
santificados
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde,
diri-
dindo-se
para
esse
fim
ao
sargento
de
en
genharia
apontador
das
mesmas
obras.
Quartel
em
Braga 11
d
’abril
de
1876.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Ozorio,
(3085)
Alferes
d’
infanteria
8.
VENDA
DE CASAS
a
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na rua
das
Aguas
n.°
91;
po
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã, até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
Ajunta
de parochia da freguezia
de
S.
Martinho de l)ume,
Faz
publico,
que
tem a derramar
pelos
parochianos
da
dita
freguezia, a
quantia
de
832^180
réis
;
para
as
despe
zas
da
egreja da
sua
freguezia,
segundo
o
orçamento
existente
no
exc.
m°
conse
lho
de
districto.
Todo
aquelle
contribuin
te
que
tiver que reclamar,
o
póde fazer
dentro
do
praso
da lei,
perante
o
dito
conselho
de districto.
(3075)
Carreira
mensal
Para
Pernambuco,
Bahia, Rio de
Janeiro, Monlevideu
e
Buenos-Ayres
O
segundo
paquete d’
esla Companhia
a
sahir o
’esta
nova
carreira
é
o
«Salier»
de
3:100
tonelladas
de Lisboa
em
10
d
’
abril
para
os
portos
acima
mencionados.
Estes
paquetes
já
tão
acreditados
na
carreira
qne
a
Companhia
tem
sustenta
do
durante
alguns
annos
entre
Bremen
e
Nova-York.
vão
lendo
em
Portugal
a
pro-
tecção
que
merecem,
pois
teem
os
mais modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
ac-
commodações
para
passageiros
de
todas as
classes.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a prestar
seus serviços
gra
tuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
todos
os
medicamentos
necessários. Também
tem cosinheiros
e
criados
portuguezes.
Quaesquer
informações
ou bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos agentes
Rawes
«fe
C.a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
2
0
andar—Porto—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias, na
lhesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de S.
Miguel
O
Anjo n.°
20.
<
6
*)
NOV#
HORÁRIO
Ai
TENÇÃO
No
largo
de
D.
Gualdim
n.°
1
casa
de
José
Maria
Torres
Machado vende-se
milho
branco
a 580,
e
550
reis
a
reta
lho,
por
junto
á
abatimento,
pelo
mesmo
preço
se
vende
nas casas
do
annuncian-
Vende-se
na
Povoa
de
Lanhoso
e
lo
gar
d
’
Arrifana
o casal
denominado
d
’«Alern»
com
todas
as
suas
pertenças,
livre
de
fôro
ou
penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
alli,
ou
nos
Chãos
de
Baixo,
n.°
6
.
(3055)
Aforam-se ou
vende-se
Quatorze
terrenos
com
30
palmos de
Sente
e
170
p.
de
fundo,
na
rua Nova da
senhora
A
Branca.
Para
tratar,
á
rua
do
Conselheiro
Januario,
n.°97,
com
seu
do
no
João Manoel Pereira.
(3013)
MTli
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membros
do
clero
e
magistrados,
lo
do
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
pódem
di
rigir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jersey (Inglaterra).
(3070)
Manoel José
Teixeira
e
Joaquim Alves
Vinagreiro, levam
ao
conhecimento
do
pu
blico,
qoe
os
carros
que
d
’
esta
cidade
saem
para
a
Povoa
de
Lanhoso
ás
7 horas
da
manhã
e
2
da
tarde,
principiam a
sair
no
dia 9
do
correnie
ás
6
horas
da manhã
e
3
da tarde,
e
chega
á
Povoa ás
8
da ma
nhã
e
5
da tarde,
e
da
Povoa
para
Bra
ga
ás
6
horas
da
manhã
e
3
da
tarde,
e
che
ga
a
Braga
ás
8
horas da
manhã
e
5
da
tarde.
Braga
5
d
’Abril
de
1875;
Manoel
José
Teixeira.
(3079)
Joaquim
Alves
Vinagreiro.
Venda
de bens
de raiz em
S. Thia-
go
de
Carreiras, concelho de
Vilia
Verde.
No
dia
20
do
proximo
mez
d’
Ahril,
ao
meio
dia.
no
adro
da
egreja
parochial
de
S.
Thiago
de Carreiras
do
concelho
de
Vilia
Verde,
tem
de
arrematar-se
o
campo
do
Rio,
o
campo
do
Arieiro,
e
a leira
da
Veiga,
situados
na
mesma
freguezia,
e
per
tencentes
ao
casal em liquidação
do
fallecí-
do
exc.
mo
Manoel
de
Magalhães
d’
Araujo
Pimentel,
isto
por
deliberação
da
commis
são
liquidataria
do
mesmo
casal.
Braga
29 de
Março
de
1876.
Henrique
Freire
de
Andrade
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
João
Evangelista de Sousa
Torres
e
Almeida.
(3058)
ARMADOR
João
Baptista
Ribeiro
56—rua Vova—56
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes
que
o
seu
estabelecimento
se
acha
augmen-
tado,
com grande porção
de
damascos para
forrar
egrejas,
cortinas
bordadas, etc.
Riquíssimos
vestidos
para
anjos,
em nu
mero
muito
abundante;
o
mesmo
em
corti
nados pretos
para
enterros,
lendo
para
os
mesmos
um
dos
melhores
carros
^vnera-
rios.
Faz
caixões
e
hábitos
de
tonos
os
preços,
seja o
mais
rico
que
lhe
que..am
encommendar,
promptificando-se
como
é
do
seu costume,
a
desempenhar
tudo
o
me
lhor
possível
e
por
preços
muito
baratos.
No
mesmo
estabelecimento se
vende
uma
eça
com
tudo
que
lhe
pertence,
em
muito
bom
estado.
(3037)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
