comerciominho_04111880_1152.xml
- conteúdo
-
viu
anno
QUINTA-FEIRA 4 DE
NOVEMBRO DE
1880
NUMERO
IJI52
KEEJOBOSA,
■*<>«^MTTB
C
>5 IVOTlCil«»SA..
REDACTOR, D. MIGUEL SOTTO-MAYOR.—DIRECTOR, JOÃO MARQUES SOARES DE AZEVEDO
i
bDÇU
DA AbSIGNAlUltA
11
mezes,
coiu
estampilha
2&4Uu
—
12
mezc», sciu eslaiupilha
1&8U0
—Brazil,
Li
mezes,
moeda
iorle
4&20U
—
Avulso
2(1
rs
..... ...
............
~
PUBLICA-SE ÀS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—Annuncios
cad
'
linti.
20
—
-Repetição
10
rs.
—
Assignantes,
20
p.
c.
d
’abatnncnto.
Aos nossos illustres assignantes
que
estão
em
debito pedimos que man
dem
satisfazer a importância de suas
assignaturas
O
«Commercio do Minho» sub
siste
unicamente pelo favor
de
seus
assignantes,
e se
estes lhe faltam com
os
meios necessários—a
pontualidade
do
pagamento,
— vê-se a empreza em
gravíssimos apuros.
Esperamos
que altendam a
esla
justíssima reclamação.
voltassem
á
vida,
ficariam
pasmados
da
descoberta!
—
O
pensar
do
homem
é
livre,
dizem
alguns
em
tom de oráculo,
como se
en
sinassem uma
novidade.
Todos
leem
0
direito
de publicar
os
seus
pensamentos;
0
contrario
é
escravi
dão; sem liberdade
não
ha
progresso das
sciencias:
dizem
outros
em
tom
dogmático.
Ora ouçam 0
que
escreveu
0
grande
Bacon:
<E
’
preciso não
ligar
pennas
ao en
tendimento
humano,
mas
chumbos,
pezos,
para
reprimir
seus
vôos e
saltos.
Ainda
o
não
fizeram;
quando
0
laçam, dever
se-ha
esperar
0
progresso
das
sciencias».
—
Não
ha
verdade que
não
conduza
directamente
ao
chrislianistno organisado,
desenvolvido,
aperfeiçoado,
isto é,
ao
ca-
tholicismo;
e
também
não
ha
erro
que,
em
ultima analyse,
se
nao
resolva
em
atheismo
ou deinencia.
Não
ha
verdade
mais
incontestável
e
evidente.
—
A
razão
do
numero.
0
voto da
estabelecer,
propagar
e continuar
0
chris-
tianismo:
Jesus
Chnsto
0
mandou
annuu-
ciar
a
todas
as
gentes
Se
esta
prégaçào
dovia
ser
feita
con»
assenso
dos
imperantes
civis,
debalde
pre
disse
Jesus
aos
Apostolos
as
perseguições
maioria,
a
opinião publica,
a
soberania
do.^r
imperanle
quer
e
furiosas
que
tinham
a
soilrer,
e
os
pre
parou
para
isso;
pois
é
certo
que.
quando
povo, a
aucloridade
universal,
não
são
sempre
siguaes
cerlcs
da
verdade;
e.
além
d
’isso, é dillicii
calcular
n’esta
matéria
BRAGA-
5 DE
NOVEMBRO
PenaariienteH
pliiloaophieoM,
reli-
gioaos e
«oeiara
II
No
século
aelual
proclama-se
altamente
a
liberdade.
■
Faz-se
consistir
n
’
ella
toda
a ventura.
Quando se
deixará
de
mentir?
Desenganemo-nos
por uma
vez;
a liber
dade não
é
um
íim,
é
um
meio.
Porventura,
quando
se
pede
a
liberda
de
para
os
povos,
é
só
para
que
as na
ções
sejam
livres?
Não;
é
porque
se
sup-
põe
que
sómente
por
este
meio é
que
serão
os
homens
felizes
no
mundo.
Por
consequência,
se
0
meio
não
cor
responde
ao
tim
intentado,
ou
correspon
de
’
a
um
tim
inteiramenle
opposlo
ao
que
se
deseja,
é necessário
proscrevel-o
como
inuntil
011
como
perigoso.
—
A
liberdade
é
a
graude
mania
do
nosso
século;
é
a
unica
deusa
que
mui
tos
adoram.
Os
seus
adoradores
estão
pos
suídos do
maior enthusiasmo
e
fanatismo.
Esla
loucura, esla
cegueira
tem produzido
e
produz
grandes
males
na
humanidade.
Os
antigos
heroes,
que
nós
respeita
mos
pela
sua
sabedoria
e virtudes,
se
FOLHETIM
Ninguém
tire
consequências
odiosas
d
’
este
principio,
que
serve
para abater 0
orgulho,
a
embo/la
e
ainda
a
ignorância
de
muitos
sabichões
modernos.
Bacon,
além
d
’
isso,
foi
um
sabio.
—
Os séculos
passados
cbamam-se
por
ahi,
a
proposilo
de
qualquer
cousa,
sé
culos
de
trevas. de ignorância,
de
obscu
rantismo,
e
sobre
tudo de
fanatismo.
Tudo
isto são
fanfarronadas.
para
não
dizer
agora
outra
cousa,
d
’
alguns
modernos.
Ora pois,
Cevemos
confessar
que os
séculos
passados tiveram
erros
e
muitas
puerilidades.
Coratudo 0
secuío
aelual.
esle
século
das
luzes, não
está
exemplo
de erros
e
tem
puerilidades
como
lodos
os
outros.
—A
tyrannia
tanto
póde existir
nos
governos
despóticos
e
aloolutos,
como nos
representativos
e republicanos.
Represen
tativo
era
o
governo
de
Buenos-Ayres
no
tempo
de Rosas,
e
não
póde
a
tyrannia
ir
mais longe.
—
Quando
se
trata
do mundo
social,
ba
cousas
que
parecem
incontestavelmente
demonstradas em
lheoria,
e
que,
comtudo,
não
passam
de
abslracçôes
sem realidade,
e
até
sem
applicaçào possível
na
praclica.
N
’
este
caso
a
sabedoria
e
a
prudên
cia
vè-se muitas
vezes
na
necessidade
de
repellir,
como
cousa
perigosa,
aquiilo
que
a
sciencia
e
0
engenho
reputa
mais solido.
Mas
0
que
é
diflicil
não
póde
servir
de
regra.
A
razão
do
numero
é
uma
monslruo
sidade
em
lógica:
nem
mesmo
vale
sem
pre
no campo
de batalha.
—
A
liberdade
não
é
0
resultado
de
doutrinas
abslractas
e
de
lheorias
pliilo-
sophicas;
as
boas
leis
são
filhas
da
expe
riencia
e
das
reflexões
que
nascem
da
attenta
observação
dos factos.
Nada
mais
facil
que
fazer
uma
osten
tosa enumeração
dos
direitos
do
homem
e
do
cidadão,
e
declarai
os
garantidos;
mas
nada
mais diflicil
que
fazer
que
esta
garantia
seja
uma
realidade
e
não
uiu
phanlasma
ou
decepção.
Gs modernos
arcuiteclos
da
sociedade
teem
feito
uni
vão
apparato
de
princípios
e
de
inaxima,
as
mais
das
vezes
desne
cessárias
em um
coligo
fundamental do
Estado.
Fruclo
iminaluro
de talentos
des
tituídos
da
experiencia,
um
presente
fre
nético
se
arrojou
irapeluosamenle
sobre
0
futuro,
sem
respeito
algum
ao
passado
que
sempre
deve
ler-se
em
consideração.
—
O
governo
secular
nao
tem
direito
algum
para
sugeitar
ao
seu poder
os
de
cretos
da
Egreja.
Isto
é
lao
claro
como
e absurdo
que
o
direito
humano
prevaleça
contra
o
direito
divino.
Cora
que
direito
podem
os
governos
calholicos
exercer si-
milhante
aucloridade?
nuncie
0
Evangelho
E
assim
vemos
que
cipe perseguidor
se
consente
que
se
an-
.
cessa
a
opposição.
logo
que algum
prin-
converleu
á
religião,
parou
inimed
lata
mente
a
torrente
de
san
gue
christão.
Os Apostolos
e
os
seus
successores
exerceram
todos
os
actos
públicos
da
re
ligião,
não só sem 0 prévio
consentimento
dos
imperantes,
mas
até contra
os
edictos
que
prohibiam,
debaixo
de
penas
gravís
simas,
0
seu
exercício.
Dizer
que
1'oraro
desobedientes
e
sediciosos,
é
uma
blas-
phemia
que
nenhum
calholico
póde pro
ferir
sem
horror.
O
systema
do
regalisino,
em
suas
ul
limas
consequências,
faz
a
Egreja
escrava
do
poder
temporal,
e
por
tim
a
reduz
a
ura
puro
protestantismo.
Ao
poder
temporal
calholico só
é
per-
mitndo
proteger
a
liberdade
da
Egreja.
sustentar
e
manter
a
observância
das
suas
Dizem
os regalislas
e
liberaes que to
das as
cousas
externas
da
religião
per
tencem
á
jurisdicção
do
Estado.
Mas que
graude
absurdo!
Não
fia
cousa
mais
ex
terna
que
a
progação
do
Evangelho,
e
ao
mesmo
tempo
é
a
mais
necessária
para
leis
e
regras,
e
alé
decretar
penas
contra
os
seus
públicos
transgressores
que per
turbam
a
ordem
da
sociedade.
E
’
,
além
d
’islo,
o
seu
dever,
porque
para
este
íim
é
que
gosam da
auctoridade,
como
disse
S. Leão
Magno.
—
Os impios e revolucionário
aborre
cem
ambos
os
poderes,
e
auctoridade
ecdesiaslica
e
a
temporal;
mas,
como
a
religiosa
é
a
mais
formidável
por
dominar
os
entendimentos,
a
esta
dirigem
0
pri
meiro
golpe,
acariciando
entretanto
a
ou-
ira,
e
dizendo-lhe
lodo
0
ma!
que pó
!
rir»
da
sua
antiga
alliadu,
para
que
lhe
não
acuda.
Mas
logo
que a
Egreja
estiver
debili
tada
até
o
ponto de
não poder soccorrer
a
aucloridade
civil,
esla é invadida
e
debellada.
Os
adversários
do
poder
religioso
são
Aveiro
antigo e moderno
O SENHOR
DAS BARROCAS
E
’
ainda
um
dos
monumentos que
allesla
a
nossa
passada
grandeza
recordando
a
lé
viva d
’outras
eras.
Quasi
que votado ao
abandono
tem
resistido
aos
estragos
do
tempo
e
dos
ho
mens.
A
tradicção
lem
agrupado
em
torno
do
formoso
templo
uma
infinidade
de
len
das
como succede
sempre
com
lodos
os
monumentos
cuja
origem
é
pouco
sabida.
Alguns
tem
levado
a
sua
credualidade, para
não
dizermos
ignorância,
a
pontos
de
la
zer
coeva
da
occupação
arabe
a
conslruc-
ção
d
’
esta capella.
Outros
dão
lhe
uma
origem
mais
poética,
que
é
a
que
passamos
a
transcrever
reproduzida
em verso
pelo
snr.
dr.
Augusto
C.
da
Silva
Mattos,
aelual-
mente
inlerrigimo e
illuslrado
juiz
de
direito
da
comarca de
Cantanhede,
quando
em
18b-
visitou esla
cidade.
«Para
mim
não
peço
nada.
Esmola
peço
para
meu
senhor,
Que
é
meu pae
e
pae
d’
amor,
E
sempre
bom
camarada.
Sua palavra
sagrada
E
’
meu
bem
e
meu
sustento,
Conversa
á noite
comigo.
Ao
pé
de
si
dá-me abrigo
Contra
a
chuva
e
contra
0
vento.
O
meu senhor
não
lera
cama,
Que
estão
velhas
as
palhinhas,
Que
me deram
as
visiuhas
N
’
uui
dia
da
outra
semana.
Dae-me
esmola,
que
me
chama
Meu
senhor
para
seu lado.
Ha
um
mez que
elle não janta
E eu, coiu
penúria
tanta,
Ando
muilo
amargurado.
Ha
dias
vejo-o tão
triste.
Que
mal
me
dá um sorriso;
O
gozo
do
paraizo
Parece
nos
não
assiste!
Ha
muito
que elle
presiste
Em não
cortar
0 cabello:
Encontro-o
ás
vezes
em
pranto;
E,
então,
conlrislo-me
tanto,
Que
morro
de
pena
ao
vel-o.
Quando
salii
disse: «amigo
»
Vae
me buscar
0
meu
pão,
«Almas
pias
te
darão
«Com
que repáita»
comigo:
«Eu
cá
íico,
e
vou
comtigo,
«Que
le
guia 0
meu
amor».
Obedeço
á
voz
sagrada.
Para
mim
não
peço
nada.
Esmola peço
para
meu
senhor».
D
Aveiro
nas
cercanias
Bem
conhecido
ermitão
Apparecia
alguns
dias
Encostado
ao
seu
bordão;
E
a
qualquer
por
quem
passava
Aquellas
falias
fallava,
Com
bem
pouca
alteração.
E
viu
que
se
escondia n'um
silvado
Onde
era
mui
diflicil
penetrar.
Corriam
grossas
aguas
lá
por
dentro.
Que
haviam
escavado
a
teira
bruta:
O
tonto
alli
se
esconde,
e
quem
0
segue
Lá marcha
cautelloso, espreita,
escuta.
Na
sempre
branca
sacola,
Que
das
costas
lhe pendia
Intacta
guardava
a
esmola.
Que a
piedade
lhe
offerecia:
E,
chegando
a
certo
ponto,
Retirava
se
de
prompto.
Nem mais
um
ceitil
pedia.
>
Para
a
aldeia
e
p’
r’a cidade
Era
louco
0
ermitão,
E
todos
por
caridade
Ouviam
sua oração;
Mas
nunca
ninguém queria
Prestar
fé
ao
que
lhe
ouvia,
Nem
sequer mesmo attenção.
—
Dae
lá
esmola
ao doidinho.
Que
pede
p
’
r’o
seu
senhor.
Que
alli
0
nosso
visinho
Ueu-lhe
de
Deus
0
favor.
Pegue
lá.
perdôe,
é
pouco...
—
Respondia
então o
luuco
«Deus
a
tudo
dá
valor».
Pedia
assim
0 louco
muitos
annos:
Lembrou-se
um dia
alguém de
0
espreitar
—Senhor
meu.
sanias
tardes.—diz
0
louco,
Responde estranha
voz==Bem
vindo
amigo»
—
Senhor sede contente,
o mar
é manso.
Não
deve
andar
por
lá
ninguém
em
pTigo—
Prodígio
novo
espanta
o
curioso.
Que
vae
a
nova
dar
cheio
de
susto.
Ò clero,
a
fidalguia,
e lodo
0
povo
Ouvem,
duvidam,
crèem
por tim a
custo.
Prelados
dos
conventos,
0
senado
E
lodo
0
povo
em
pia
procissão
Caminham
do
seu
guia
precedidos
A gruta visitar
do
ermitão.
Restava
outro
prodígio:
lá
no
fundo
Das
som
’
ras
fulgurava
clara
Inz:
No
centro
d
’
essa
aureola
resplandente.
Pendia
um
Santo
Christo
d
’
uma
cruz.
O
louco
penteava
lhe 0
cabello:
Fallava
a
santa
imagem brandamente.
Milagre! diz
o
clero
ajoelhando,
Milagre! diz
em
terra a
demais
gente.
Que
belh
cortejo,
tão
grande
e
luzido?
os
mais
promptos
etn
se
ligar
contra
o
poder
temporal.
Padre
João
Vieira
Neves
Castro
da
Cruz.
Os positivistas.
(Continuação)
E
qual
era
o
sentir
d
’estes
fundado
res
da transição philosophica?
Diderol,
Holbach
Gritnrn
e
toda essa
pleiade
de
encyclopedislas
que
boa
nova
espalharam?
Proclamaram
o sensnalismo puro.
Deus,
a
alma,
o
infinito,
a
virtude
desinteres
sada na terra,
sua
recompensa,
a
puni
ção
dos meios,
para
elles
não
passam
de
chimeras!
Que
taes
são
os
oráculos?
Pois
os
princípios
que
estabeleceram
são o
espolio
<le
que
a
«Escola»
e
seus
alumnos
se declaram herdeiros
legítimos.
Estes
lendo
os
alfarrabios
bolorentos
dos
encyclopedislas
do
século
passado
apre
sentam-se
no
mondo
das
teltras,
cheios
de
orgulho,
e forcejando
illustrar
a
mo
cidade
com
luzes
de
petroleo,
consideran
do inútil
a
methaphisica,
eis
como
reve
lam
sua
erudição
incomparável:
«Hoje
é muito
.differente
o
estado
da
sciencia;
a
neva
orientação
positiva
não
perinitte
que
divaguemos
em
busca
de
chimeras
pelas
regiões
do
sobrenatural,
que
a
nossa razão
coin
o
consentimento
de
quasi
todos
os
melliaphisicos nunca con
seguiu
atravessar».
Então
a
nossa razão nunca conseguiu
atravessar as regiões
do
sobrenatural?
—
Muito
nos
teem
enganado
as nossas in
vestigações
e
a
historia
de
todo»
os
tem
pos!!
Os
disparates
continuam.
Assim
o
me
rece
um artigo
epigraphado
«Responsa
bilidade
social».
«A
philosophia
positiva
regeilando
to
dos
os
conhecimentos.
todas
as nações
que
não
trazem
a
sua
origem
da,
obser
vação
exacla
dos
phenomenos naturaes
e
pietendem
ser
a
expressão
de
alguma
coisa
transcendente
(muito
bonito);
in-
clue
a
p-ycologia
na classificação
das
scienchs
desligada
de
quanto
linha
de
arbilrario
e
indeterminado.
O
logar
que era
occupado
pela
liber
dade
individual é
hoje
preenchido
pelo
determinismo
psycologico.
I)
livre
arbítrio,
que
guindava
o
homem
alé
a
superiori
dade divina
foi
mais uma
illusão que
a
personalidade
humana
perdeu.
E
’ actualmente
uma
verdade
incontes
tável
que
não
ha
essa faculdade
de
ca
da
um praticar
a seu
bello prazer,
con-
scienlemeuie,
um
acto
bom
ou
mão;
que
as
volições
são
sempre
determinadas
por
condições
mesologicas,
necessárias
para
a
realisação
d
’ellas».
E.
..
continúa:
«Os
actos
humanos,
explicam-se
pelas
suas
causas
iminediaias, pelos seus
ante
cedentes,
e
não
pela
actividade
livre de
agente
espiritual
a
que chamavam alma,
e
hoje
signiíica, na
acepçào
physiologi-
ca
o tudo
das
funcções
psychicas
do
ce-
rebro.
O
acto voluntário
é
tão
necessário
co
rno
o
facto
physico
ou
social.
Quando
qualquer
diz
que
poderia
ler
feito
o
con
trario
do
que
fez.
n'um
dado
momento,
mostra
que
desconhece
as energias, os
motivos
que o
moveram,
que
o
deter
minaram a
obrar
d
’
um
e não
d
’
outro
mo
do».
O
escrevinhador
comrnenta
o
qne
es
creve
como
quem
prevê
as
censuras
a
que
se
expõe,
allirma
que
a
virtude
será
sempre
recompensada
e
o
vicio
condem2
nado,
atraca
por
um
e
outro
lado, lim
pa
adiante,
suja
atraz,
manifestando
re
ceio
que
o desterram
para
Rilhafolles,
e
pespega
a
copula
no»1
seu
aranzel
com
o
seguinte:
«Não
se
póde
condemnar
um indiví
duo
pelo
seu
estado de consciência on
inconsciência
no
momento
em
que
atlen-
tou
contra
o
bem
estar
de
outrem,
por
que
uma
volição,
uma
resolução
é
sem
pre
determinada
por
um
certo
numero
de
condições
mesologicas
que
a
torna
ne
cessária,
inevitável,
inconsciente.
Já
em
muitos
julgamentos se exige
a
«analyse
medica do
estado
pathologico
do
delinquente
afim
de
formular
a
sentença
condemnaloría
de
accordo
com
a
maior
ou
menor
responsabilidade
d’
elle.
E
’
geralmente
conhecido
que
um doi
do,
um
somnambulo,
um ebrio
não
pó
dem
responder
pelos seus actos.
Ora
quem
n
’isto concorda deve admittir sem difi
culdade e
com
muna
cotierencia
qoe
em
nenhum
caso
ha
responsabilidade
morai;
porque
um
criminoso
é
sempre
um
ho
mem
doente»
Ninguém
quer
rir?
E
’
boa
a
occasião.
Ora
como
a
nova
orientação
positiva
não
permute
que
divaguemos
pelas
regiões
do
sobrenatural,
conclue
se
(elles)
que
não
existe
o
sobrenatural,
que não
ha
Deus.
Não
ousamos
objectar,
porque
—
como
lá
se
diz
— um
somnambulo
.
um
doido,
um
ebrio
não
pódem
responder
pelos
seus
actos;
e,
em
igualdadade
de
circumslan-
cias...
Como
a
nova,
orientação
positiva
não
permitte
que
divaguemos etc.,
não
ha
ceo.
■Também
não
objectamos, porisso que
nem
cremos
que
o
haja
para
os
doidos
—
se
estavam impeninentes
quando
perde
ram
a
razão
—
e
muito
menos para os
ébrios. Que
bebam
menos.
Segundo
a
tbeoria
dos
positivos o
li
vre
arbítrio
foi
mais
uma
illusão
que
a
personalidade
homana
perdeu.
Agora
concordamos:
um
somnambulo,
um
ebrio,
um doido
não
gosam tão
su
blime
faculdade. Exceptuando
estes,
to
dos
os
mais
a
gosam
— ainda
que
sejam
positivistas.
Como
esse
agente
espiritual
a
que
cha
mam
alma
é
hoje
conhecido
pelo
todo
das
funcções
psychicas
do
cerebro
con
cluem
os
positivistas
que
não
ha
alma.
Então
que
ha?
Já
nos lembra:
lia a
psychica
do
ce
rebro.
Cautela
não
se
esgueire
o
termo
da
memória;
é
um pouco
esquesíto.
Ora
os
positivistas
teem
alma,
afir
mamos;
mas
se lhe
não
accodem perdi
da
vae ella e ficarão
reduzidos, talvez,
a
cerebro
sem
psychica.
Nós,
como
leigos
na matéria,
não
que
remos
o
nosso
cerebro
forrado de
psy
chica:
trajamos
a
moda
velha.
Segundo
a
opinião
do
escrevinhador
em
nenhum
caso
ha
responsabilidade
mo
ral.
Propoz
como
pliilosoho
e
demonstrou
como
parlapatão.
Não
concordamos.
Supponha
se
que
quatro
positivistas
se
reuniram
em
sucia
no
Chiado,
iam
d
’ahi
a
um
armador
ou
a
uma
loja,
arranja
vam
um
andor
com
uma
figura
de
Sa-
tanaz
mais
alta
que
o
colosso
de
Rhodes,
e
marchando
a passo
grave
pelas
ruas
da
capital
eram
surprehendidos
por
dois
agen
tes
da
aucloridade
que
lhes
gritassem:
—
Senhores,
acompanhem-n’
os!
Deitem
a
caranguijola
ao
chão
e
vamos!
Para
onde?
perguntariam
os mordo
mos.
—
Para
o
hospital dos
alienados,
vá!
Seria
muito
divertido
ver
e
ouvir
co
mo
pugnariam
pela
sua
sensatez e
pela
sua
«liberdade,
isso
em
nome
da
Carta
e
até do
codigo
de
posturas
municipaes,
sendo
aliaz
dignos
de
indulgência
por te
rem
razões
lâ
da
sua
devoção;
mas,
at
lenta
a
proposição
philosophica de que
os
actos
humanos
se explicam
só
pelas
suas
causas
inimedialas
os
agentes
tinham
ra
zão.
Não
paremos
aqui.
Já
nos
ia
esca
pando outra
patacoada
que
por
si
só
é
bastante
para
grangear
aos
positivistas
os
mais
altos
conceitos.
«A
razão
dos
phenomenos
dos
seres
vivos
deve procurar-se
nas
propriedades
da
matéria
e
não
na
actividade
myste-
riosa
de qualquer
principio
superior*.
Querem-n’
as
mais
calvas?
Só carecas
de
lodo.
Responde
bem
a
uma proposição
as
sim
concebida
a
chistosa
plirase
popu
lar:
«Dizes
bem
palheiro,
mao
fogo
te
queime».
Visto
<jue
é
na
matéria
que
se
deve
procurar
a
razão
dos
seres
vivos, é
na
matéria
lambem
que
devemos
achar
a
causa de si
mesma,
não
obstante
ser
ella
insensível,
pois
não,
senhores
sabichões?
Que
grande
maravilha!
Esles
desalmados
de
nova
especie
ima
ginam,
talvez,
que,
positivamente
uma
serie
infinita
de
contingentes,
errantes
na
amplidão
do
espaço,
consolidan
lo-se,
for
maram esse
todo
que
compõe
o
mara
vilhoso
quadro do
Universo.
Eis ahi
a
matéria
on
ie
—
segundo
a
phrase
dos
po
sitivistas
—
se deve procurar
a
razão
dos
seres
vivos.
E
’
o
seu
deus-natureza...
João
Manoel
d'Abreu.
(Conlinna).
K’
verdade.
Como noticiamos
ha
dias
pediu
eíFe-
ctivamente
a
sua
demissão
de
presidente
do
centro
legitimisla
d
’
esta cidade
o
exm.»
snr.
dr.
Luiz Maria
da
Silva Ramos.
Acabamos
de
receber
de
sua ex.»
a
seguinte
carta:
Snr.
redactor
do
«
Commercio
do
Minho».
E
’
effectivamenle
verdade
o
ter
dado
a minha
demissão
de
Presidente
da
corn
missão
eleitoral
legitimisla
de Brãga.
O
facto de
não
residir
na
séde
da
corn
missão,
os graves
deveres
do
magistério
qne
me
absorvem
todo o
tempo,
além
q
’
outros
motivos,
que
não
veem
para
aqui,
determinaram
aquella
minha
reso
lução.
Apesar
de
tudo não
abandono,
e,
mer
cê
de Deus,
nunca
abandonarei
as
tra
dições
e
crenças
polilisas
que sempre
manifestei.
[Veste»
ponte
fez-me v. inteira
justiça.
Sou,
snr.
redactor
De
v.
etc.
Coimbra
30-10-80.
Dr.
Luiz
M.
S.
Ramos.
gazetilha
Blluntee
enferanis.
—
Acha-se
bas
tante
incommodado
Sua Ex.a
Revd.
ma
o
Senhor
Arcebispo
Primaz.
Depois
de
ter
assistido
ao Te-Deum
na
Cathedral
por
occasião
do
anniversario
na
talício
do
Senhor
D.
Luiz,
recebeu
uin
golpe
de
ar
ao
entrar
na
carruagem,
do
que
lhe
resultou uma
gravíssima
consti
pação.
Desejamos
as
melhoras
do illustre
Pre
lado,
e
pedimos
a
Deus o restabelecimento
da
saude
de
Sua
Exc.
a
Â<»
eorre«pondente
«Io
«Com-
mereio
Portug
tieas.
—O- illustre
cor
respondente
do
«Commercio
Portuguez»
avespinhou-se
um
pouco comnosco,
acre
ditando
que
lhe
fizemos insinuação quan
do
dissemos
que
como
o
Cóllegio do
Es
pirito
Santo
era
de
padres,
alguma
coisa
havia
de
ler
mau.
Sim. alguma
coisa
hade
ter
de
mau
para certa gente
que
vê
com maus
olhos
o
clero?
aqui
o
repetimos
ainda;
mas
fa
zendo
justiça
ao
"collega, não
dissemos
isto com
inlenóão
de
ofender
s.
exc.\
nem
o
lemos
em
conta
de
certos
besou
ros,
que
procuram
por
to
los
os
meios
desacreditar
uma
classe respeitável.
Temos
exuberantes
provas
da
religio
sidade
do illuslrado
correspondente,
assim
como
das
pessoas
da
respeitável
familia
com quem
esta
ligado.
Cremos
que
ficará
satisfeito
cora
esta
declaração,
que
fazemos
franca,
sincera
e
lealmente como
é nosso
dever.
Se o
collega
tem
razões
para
acredi
tar
que
a
alimentação
distribuída aos
Quem
é
que
merece
uma
tal
distineçãu?
Debaixo
do
pallio
de
lesta
vestido
O
bispo caramba,
e em
roda
o
cabido
Deanle
os
conventos
com
seu
guardião.
Atraz
muito
povo
se
apinha
e repele
Os
hymnos
sagrados
que
os
padres
entoam.
De
prata
nas
cruzes
a
luz
se
refleete
De
inúmeros
brandões
entre
os
quaes
se
inlromette
O
turno
do
incenso,
em
mil
nuvens
que
voam
Atraz
vae
um pobre
fazendo
esles
prantos:
—
Senhor,
que
me
foges,
Senhor onde vás?
Ai
luz
de
meus
olhos,
d
’
esta
alma
os
encantos,
Faltei-te
aos
preceitos
tão
justos, tão santos,
E
deixas-me
irado
sem
vida
e
sem
paz?
—
—
Quem
hade,
oh!
Senhor,
exorar-te
algum
dia
Se
os
mares
quizerem
tragar
os
baixeis?
Se os
nautas
se
virem
na
extrema
agonia
Lactando
co
’
a
morte?
Eu
d
’
anles
pedia
E
Vós
atnainaveis
horrendos parecia.
—
Senhor,
se
me
deixas,
não deixés
os
tristes,
Luctando
colas
ondas,
co’a
morte a
luctar!
Se
á
voz
do teu
servo,
Senhor,
tu
resistes,
Ao
menos te rogo
p
’
ra
li
só
conquistes
Os pobres
que gemem
perdidos no
mar.
O
pobre
que
assim chorava
Era
o
tonlinho
ermitão;
Que
o
seu
Senhor
lhe
levavam
Par,,
Aveiro
em
procissão.
A
nova
d
’
este prodígio
Montes
e
valles
correu.
Vem
ver todos
o Senhor
Que
por
milagre
appar
’
ceu.
Devotos de
moitas
terras
Começam
a
concorrer
Mil
valiosas
oífrendas
Vindo
humildes
ofrecer.
Esmerou-se
depois
a
arte
Em
elegancia
e
lavor
Para
fazer
casa
idónea
Das
Barrocas
ao
Senhor.
Cresceram
em
roda
casas
De pousada
p
’
ra
romeiros;
Mas
o
tempo
deixou d’ellas
Só
esbToados
pardeiros.
Arrefeceu
a
piedade,
Romeiros
poucos
lá
vão,
Mas
a
capella
que
existe
Mostra
a
antiga
devoção.
A
origem
e
historia
da
capella
descre-
ve-a
assim
o
pronolario
aposlolico
e
notá
rio
do
tribunal
do
santo
ollicio
José
An
tonio
da Silva
Pereira:
—
Lembrança
que
pode
servir
algum
dia.
«No
caminho,
que
vae
d'esta
villa
de
Aveiro para
a
villa
de Esgueira,
estavam
uras silvados
em
barrocas, ou
brejos,
lo
gar
deserto
e
tão
carregado
e
medonho,
qne
quando
alguém
queria
passar,
se
era
de
noite,
ou
de madrugada,
estava
cada
um
esperando
companhia;
e
no
cimo
da
lai
silveira
eslava
uma
cruz
de
pedra
com
uma
imagem
de
Christo
crucificado,
que
mal
se apparecia.
e
já
coberto
de
musgo
verde,
do
tempo
em
tal
despreso,
que
quem
por
alli
passava
nem lhe tirava
o
chapéu,
por
ser
áquelle
logar montoso;
e
mal
se
descobria
entre
áquelles
silvados
a
mesma
cruz:
o
que suposto.
=
Succedeu
em
trese do mez
de
setem
bro
do
anno
de
17
“21,
estando
Custodio
Fernandes.
morador
ua
rua
do Bento
fre
guezia
da Vera-Cruz
desta
villa,
homem
casado,
muito mal
e
ungido,
o
foi
visitar
uma mulher
sua
visinha,
vendo o em
tanto
perigo
lhe
advertiu
se
apegasse
com
muita
fé
com
u'm
Senlur,
que
eslava
nas
Bar
rocas
do
caminho
de
Esgueira,
porque a
ella
lhe
tinha
valido
em uma
grande
af-
flição; pelo que
áquelle
pobre
enfermo
estando
para
beber
ura
caldo
de
gallinba
lhe
fez
sua
oração,
e
lhe
prometteu
uma
vela
de cera,
que
pezasse
seis vinténs,
com
seu
laço
de
fila
encarnada.
Bebendo
o
caldo de galiiaha ficou
privado
de
io
dos
os
sentidos,
e
como
morto,
sem
ac
cordo
algum,
e
assina
ficou
por
oito
dias;
no
fim
dos
quaes
accordou
como
de
um
somno.
pérfeita
mente
bom,
e
sem
molés
tia
alguma;
aflirmando
que
n’aquelle
meio
tempo
fôra
levado aquellas
Barrocas,
e
es-
tiveia
no
meio
d
’aquellas
silveiras
fazendo
sua deprecação áqtiella
bemdita
imagem:
que
fôra
servido
ouvil-o,
e
livrai
o
d
’
aquelle
mortal
perigo;
e
d
’
aqui por
diante
foi
continuando
a fé
de
mais
.catholicos
quo
nos
seus
achaques,
e
trabalhos
experimen
tavam
o favor
divino:
e
sendo
visitado
por
mais
romeiros
da villa,
e
fóra
se lhe fez
uma capellinha
de
madeira,
em qoe
se
recolhiam
os
milagres;
que
vindo
a
cres
cer
se
depositaram
em
outra
casa
d
’
uni
devoto
no
logar
de
Sá;
e
como
as
es
molas foram
crescendo
em
tal
grandeza
se
lhe
mandou
fazer
um
magnifico
templo
Salomanico,
era
que
hoje
se
venera
por
lodo
este
reino;
-d’onde
serão
muito pou
cas
as
pessoas,
que
o
não
tenham visi
tado:
e
para esta
grande
egreja
foi
tras
ladado em
procissão
solemne.
com
triduo
de
festas
a
que
assistiu
o
M.
R.
conego
Manoel
Moreira
Rebelio
com
os poderes
do
ill
IUo
snr.
bispo
de
Angola
D.
Luiz
Simões
Brandão
que
então
era
governa
dor
d
’este bispado
de
Coimbra,
por
re-
commendação
da magestade
el-rei
D. João
V,
e
esta
trasladação
foi
feita
em
dezeseis
de
novembro
de
mil
e
sele
centos
e
trinta
e
dois
cnnos».
[ Continúa)
lutnnos
do
Collegio do
Espirito
Santo
não
é
boa,
nós
as
lemos
para aliirmar
0
contrario.
Cremos
também
que
a
alimentação
no
Collegio
de
S.
Caetano
é
boa,
boa
para
os
pobres
orfàos,
farta
e
solida
como
diz
0
collega;
mas,
apesar
de alli
se
rece
berem
pensionistas
por
menos
50
por
cenlo
que
n
’oulro
qualquer,
não nos
cons
ta
que
haja
actualmente
pensionista
algum
em
tal
estabelecimento.
A
comparação
do
collega
não
veio
muito a
propósito. O
soldado
lambem
tem
farta
e solida
alimentação;
tuas
hade
0
collega
concordar
que
seria
má
para
0
estoinago
que
não
dispensa
torradas ao
almoço,
nem
carne
de vacca
ao
janlar.
Eirdim
parece-nos
que
0
cllega
foi
mal
informado,
pois
na
sua
ultima
correspon
dencia
diz:
A
má
alimentação,'
se
não
existe
hoje,
existia
não
ha
ainda muito.
Ora,
se
não
existia
quando o
-
collega
accusou
de avaros
os
direclores
do
Col
legio
do
Espirito Santo,
é
certo
que acre
ditou em
falsas
informações
nem
nos
cabe
no
animo
que
0
illustre
collega
quizesse
gratuitamente
deprimir
aquelle estabeleci
mento
de instrucção tão
acreditado
no
paiz, e
ler
0
mau
gosto de
qnerer.
com
aguas passadas,
fazer andar
0
moinho.
■
msigmiA».
—
Sob
esta
epigraphe
lê-
se
na
«Religião
e
Patria»
qne
0
Ex.ino
e
Revd."‘
°
Senhor
Arcebispo
Primaz
con
cedera
aos
parochos
0 uso
de
murça preta
com
casas,
botões
e
lorio da
inesma eôr.
Não
é
exacta
esta noticia.
S. Exc.a
Revd.
“
u
concedeu,
é
verdade,
0
uso
de
murça
preta,
mas
sómente
ao
aclual
parocho
da
Sé
Primacial
e
aos
seus
successores
ca
nonicamente instituídos
n
’
ella.
Aos
outros
parochos.
do
Arcebispado
0
nosso
Vene
rando
Prelado
apenas
concedeu
por
mais
um
anno
a
prorogação
das
faculdades
e
licenças, que
já
lhes
tinham
sido dadas,
mas
nada
mais.
sauiíniie.—
Vimos
hoje um
primoro
so
trabalho.
E’
um
quadro
de
pau
preto
guarne
cido
a
prata,
destinado ao retrato
da es
posa
do exm.°
snr.
dr.
João
Carlos
Pe
reira Lobato, dedicado
por
este
cavalhei
ro
como
tributo
de
saudade.
Os
cantos
do
caixilho
são
ornados
com
delicados
florões
de
prata
em
cima
de pe
ças
guilhochadas.
Nos
quatro
frisos
do
caixilho
lê-se
em
algarismos
ornamentados
as
datas
do
nascimento,
casamento
e
fallecimento
da
finada
venhora,
tendo
no
friso
interior
a
inscripção
—
Saudade
—e por
baixo, em
um
escudeto,
o
monogramma
J.
C.
P.
L.
com
duas
palmas
aos
lados,
gostosamente
tra
balhadas.
Na parte
superior
do
caixilho
veem-
se
as
armas nobiliárias
«ia casa Lobato
em relevo
de
prata,
precedidas
ornato
de
folhagens
encimadas
capacete.
O
caixilho
foi
trabalhado
em
de
urn
por
um
madeira
pelo senhor Elias,
eutalhador,
e
póde
di-
zer-se
que
é
um
trabalho
perfeito.
Os
ornamentos
de
prata
são obra do
habil
artista
de ourivesaria
o
snr.
Manoel
Casimiro
da
Costa,
a
quem
foi
confiado
o
desenho
e
direcção
do
trabalho, o mais
primoroso
que
lemos
visto n’
este
genero.
E’ d
’
esta
fôrma
que
o
exm.°.
snr.
dr.
Lobato
legará
a
seu
terno
filho
o
mais
precioso
thesouro,
qual
é o
retrato
de
nina
mãe
querida
e
de
uma
esposa
ter
na
e
carinhosa.
KJta
de
FánaiSos.
—
Foi
extraordiná
ria
a
concorrência de fieis
ao
cemilerio
publico
n
’
este
dia
consagrado
pela
Egreja
aos
suffragios das
almas
dos
que
passaram
(i
”
este '
onde
se
mas
depois do
qual
fruimos
o
eterno
inio
da
virtude.
Que
de saudades
se não
mitigaram
n
’
aquelle
campo
de
igualdade!
Que
de
lagrimas
silenciosas
se
esconderam
alli!
•
Que
de
preces
a
Deus
por
os
entes
queridos que
alli
se
escondem
e
descan-
çam
no
seio
do Eterno!
Qaánias
esperanças
alli
se
deslolhararn
como
rosas
emmurchecidas.
e quanjas la
grimas
não
correram
em derredor
d
aquel-
las campas!
—
Falleceu
no
domin
go
á
noite
o snr.
Manoel
José
Fetnan-
des
Pereira, negociante
que
fôra
no
im
pério
do
Brazii
e
que
residia
lia
alguns
annos
n’
esta cidade.
O
finado
era
muito
estimado
e
bem-
quisto
n’
esta
cidade,
por
seu
excedente
coração
altamente
caritativo. Era
casado
em
segundas’
núpcias.
Não
deixou
filhos;
Tle
de
amarguras
—0
mundf—
não
encontra
felicidade
perfeita,
pre-
alli,
não
0
ultimo
d
’elles
morreu
haverá tres
an
nos.
passando
por
cima
d
’elle
n
’esta
ci
dade
um
carro
americado.
O
fallecidn
deixou alguns legados
sendo
contemplados
0
Hospital
de S.
Marcos,
Bom
Jesus
do
Monte
e Asvlo
de
S.
José.
«Sovo
Krhstri.
—
Com
este
titulo
principiou
a
publicar-se
era
Lisboa
ura
novo
jornal
catholico
legititnisla.
Folgamos
com
a
inesperada
apparição
do
novo
soldado
qne
vem
reforçar as
nos
sas
fileiras.
Do
programma
do novo campeão da
religião e da
legitimidade,
transcrevemos
as seguintes
linhas:
<Estaremos
sempre
na brecha
contra
os
abusos
e
escândalos dos governos li
beraes
que
são os principaes
inimigos
que
hoje
conta
0
christianismo.
Como
política,
terá
por
bandeira
a
que
ha
741
desfraldou
nos
plainos
d
’
Ourique
e
que
por
entre
«perigos
e guerras
es-
>
Christo
confins
a
cruz,
sempre
do
sa-
creança
que
hoje
de
Vizeu
cidade o
não
quer
forçados» l^voti
0
conhecimento
de
e
de
Portugal,
aos
mais
remotos
da
terra.
A par
da
espada
ia
sempre
atraz
dos gritos
guerreiros,
ouvia
0
suave
e
melancólico
murmurar
cerdote,
embalando
nos
braços
a
innocente
para
trazei a
á
verdadeira
fé,
lavando-a da
culpa
primitiva
com
as
aguas
pias.
A legitimidade será
pois
á
nossa
devisa
política,
assim corvo
a
religião
de
Christo,
será
a
nossa
divisa religiosa.
N
’
uma
palavra
seremos.
Calholicos
le-
gitimislas,
isto é,
sinceros
apostoles
e
de
fensores
do
throno
e
do
altar».
Folhetim.—
E
’
do
«Campeão
das
Pro
víncias»
0
excellente
folhetim
publicamos.
—
Queixa-se
um
joroal
de
que
0 j"go
tem
n
’
aquella
fôro
de
livre
industria.
Abra
os
olhos
a
policia se
que
digamos
0
mesmo
da
nossa
Braga,
onde
a
batota
se
joga
ahi
a
cada
canto.
Hloeila
falsa.
—
Deram
no
dia
26
do
passado
entrada
no
Limoeiro,
em Lisboa,
Paulo
Ignacio
Toste,
marchante do
con
celho
de
Belem,
e
Manoel
Marques
d
’AI-
meida,
cortador,
pelo
crime
de
fabricarem
e
passarem
moeda
falsa
do
valor
de
500
e
200
reis.
Cí
Hitmeiro
e
os
eaixeiroM
«le
Brago.
—
Foi
definiiivamente
decidido
pe
los
caixeiros bracarenses,
tomarem
parte
na
peregrinação
do
commercio;
mas
of-
ferecerein,
como
obolo particularmente
seu,
e
coin
dedicatória
privrtivainenie
sua,
umas ricas
sacras
encaixilhadas
em
prata.
Um
aclo
d
’
estes
é
digno
das
bênçãos
de
Deus
e
contrario
o
se
fará
luz
«Espectro»)
dos homens,
embora
diga
o
Espectro
granjolla.
«Quando
n
’
aquelles espíritos,
(nos do
dizemos
nós
lambem?!.
.
•
» *
<le,
VlnyenH.
—
Recebemos
o
n.
tes
no
.1
ornai
,°
75
d
’
esla
interessante publicação,
cujo
sutnmario
é
0 seguinte:
Texto:
Aventuras
de
terra
e mar:
Via
gem
ao
paiz
dos
Cabeças
Chatas.
Costumes
e
religiões dos
diversos
po
vos:
A
Abyssinia
e
a
recepção
do
Abona.
As
sete
melamorphoses
de
Vichnú.
África oriental:
Quiliraane
e
Zarabe-
zia.
Os
dramas
do
mar:
A
pirataria
ma-
laia.
Pelas
regiões
longínquas:
Os
elephan-
de
Sião.
Os
dramas
geographicos
:
Um
dratna
fundo
do
mar.
Os
heroes
portuguezes:
Anionio
Ten
reiro.
Os
dramas
do
mar:
O
rnufragio
do
«
Alcestro».
Chroníca: Grécia
—
Ainda
a
expedição
Sir
John Franklin.
Jamaica
—
Mr.
Charnay no
México.
llluslraçôes:
Viagem
ao
paiz
dos
Ca
beças
Chatas: Um
combate
de cavallos
e
lobos.
Dramas
no
mar: Fez-lhe
saltar
os
miolos.
Dramas
no
mar:
Fot
ras a
saltar
dentro
da
laia.
O
jaspe
e
a
pérola
de
uma
das
primei-
embareação
ma-
O
pavilhão
de
Ju-Kian
(vid.
«Joroal
de
Viagens»'
n.°
76.
xS«9iía
HUintra
J».
—
PublÍCOH-Se
O
n.°
45
d
este
excellente
jornal.
O
súrama-
rio
é
0 seguinte:
Gravuras:
Vestuário
de
noiva.
—
Vestuá
rio
para
missa
de
casamento.
—
fira
de
applicação para
cortinas
ou
mobília.
—
Renda
de
crochet
e
galão.-—Cipa
de
inveano.
Grande visite.
—
Corpo
casaqumho.
—
frajo
para
casa,
de
la,
e
seda
(írente
e
costas;.
—
Doze
figurinos
de
trajos
e
confecções,
para inverno.
—
Franja feita
com
forquilha.
—
Renda
de
crochel
e
galão de
phanlasia.
—
Renda
de
crochet
e
galão.
—
Entremeio
bordado
—
Trajo
curto
para passeio
(frente
e costask—
Vestido
justo
para
creança
(frente
e
costas).—
Vestido
fechado
ao
lado
para
creança
(frente
e
costas).
—
Vestido
inglez
com franzidos
(frente
e
costas).—
Quatro
figurinos
para
meninas
de
seis
a
treze
annos.
—
Lahyrintho.
Supplemenlos:
Figurinos
coloridos.
—
Fo
lha
de
molde< e debuchos.
Artigos:
Correio
da
Moda.
—Ao
fogão.
—
De
relance.
—Entre-actos
—
Pelo amor
de
Deus
(poesia).
—
O
ro
nance
da
Moda.—
Correspondência.
—
Passatempo.
A
’
s pessoas
que
assignarem
para
este
periódico,
oíferece
a
emprezi
como
brinde
o supplemenlo publicado
en
homenagem
a
Camões.
E
’
uma lindíssima
sonata
(mu
sica
e
versos)
de
Fernando
Caldeira.
Assigna-se
na
Empreza
Horas
Român
ticas,
rua
da
Alalaya,
42,
l.°
andar, Lis
boa
■*(iblícAçõe«i
litternriAM.—
Recebe
mos
e
agradecemos
as
seguintes:
ta
—
maravilhas
da
citEAÇÃo.
Caderne-
69.
E
—
NOVO DICCIONARIO INGLEZ-PORTUGUEZ
PORTUGUEZ
INGLEZ
FaSC. 11.• 20.
— DICCIONAR
O
DE DIREITO COMMERCIAL.
Fascículo n.°
12.
—
os
últimos
trinta
annos
,
por Ce
sar
Canlú
traducção
do
snr.
visconde
de
Castilho.
Fascículo
n.°
2
—
HISTORIA
DA AMERICA PORTUGUEZA.
Fascículo
2.u
—
A
CIVILISAÇÃO CATIIOLICA,
publicação
mensal,
redigida
pelo ex.“
1J
dr.
Luiz
Ma
ria
da
Silva
Ramos,
n.°
10
—
II
volume.
—
ItREVEt
E SALUTARES INSTRUCÇÕES
sobre
o
SYMBOLO,
traducção
do padre
M.
J.
Valente. 1 volume.
<}»
mareliante*.
—
Continuam
os
marchantes
a
vender
carne péssima a
240
reis
0 kilo.
estando 0
gado baratíssimo.
Os
diversos
talhos
em
Villa
Verde,
onde
se
vende
boa
carne
a
160
reis
0
kilo,
são
a
aílirinação
completa
do
raono-
polio
ilos
marchantes
de
Braga.
Pedimos
providencias,
e
não
petirare-
mos este
pedido
sem
que
sejam
dadas.
E’ ESTA
A
7.a VEZ.
careço
«lou
eerene».
—
Na terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
0
preço dos
cereaes
foi:
Trigo
.
.
.
Milho
alvo.
.
Centeio.
.
.
Milho
brarnco
Milho
amarello
Cevada.
•
Feijão vermelho
branco
amarello.
rajado.
fradinho
»
»
Balatas.
.
.
Azeite
(almude)
Vinho
.
.
.
.
800
750
460
440
420
ti20
900
.
800
.
670
.
600
.
450
.
320
. 55200
.
15000
Heelnano
n.(
9
SALiVA/b
.4S
pela
do
ce
Revalesciere
da
Birry
de
Londres.—
Por
toda
a
parle
se
deplora
qne a
creança
—
a alegria
da
família
e
a
esperança
da
nação—
é
muito
mal
tratada.
Sómenla
de
vido
á
igtiorancia
das
mães
e
das
amas,
morrem
ellas
no
primeiro
anno,
66:000
em
França
e
40:000
em
IngLderra!
Esta
miséria
é
devida
ou
a
uma
alimentação
de
leite
muito frequente
011
antes
ao uso
do
leite
de vacca
ou
de
cabra,
ou
á
açor
da
—
alimentos
inadmissíveis,
e
qne.
ordi
nariamente,
trazem
uma irritação
da
mu
cosa,
e,
como
consequência
inevitável,
a
escandescencia
ou
a
diarrhéa,
os
vomi-
tos
contínuos,
a
alrophia.
as caimbras,
os
espasmos,
á
morte.
Reconheceu
se que
a
digestão
de
uma creança,
uma vez
com-
prometlida,
as
drogas
mais
bem
escolhi
das
não
leeto
poder
de
reparar
0
mal!
E
’
um
ílagello
para a
familia
e
para
0
paiz
esta
cruel
destruição!
Ha-
comludo
uui
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de
0
conseguir,
e
que
tem
sido
provado
du
rante
32
annos;
é
sustentar
as creanças
de
peito
e
as creanças
doentes
e fracas
de
qualquer
e
la
le
com
a
Hewaleseier®
<lu
aiurry,
tres
vezes
ao
dia,
simples
mente
cosida
com
agua
e
sal.
I
li
’
,
ílttnliurntc-,
«>
Muatento
por
•xeelleneia
que,
elle
m
<4.
Citemos
algumas
das
provas
abundao-
sua
influencia
invariavelmente
sa-
mesmo
nos
casos
mais
desespe—
tes
da
lutar,
rados.
Cura
n.°
80:416
O snr.
doutor
F.-W.
Beneke, profes
sor
de medicina
na
Universidade,
refere-
se
da
seguinte
maneira
ã
clinica
de
Ber
ilo,
em
8
de
abril
de
1872:
«Nunca
esquecerei
que
devo
a
vida
de
um
de
meus
lilhos
á
RevalMeiere
a
duas amas
e
a
todos
os
tratamen-
«A
creança,
na
edade
de quatro
ân
uos,
soflria
sem causa
apparenie,
uma
alrophia
completa,
com
contínuos
votni-
los
que
resistiam
á
mais
cuidadosa
die
ta,
los
da
sciencia
medica.
A
H»vale«eie-
re
fez
parar
immedialamente
<s
vomitos
e
restabeleceu-lhe
completaraente
a satide
em
seis
semanas.
De
todas
as
minhas
experiencias
feitas
posteriortnenle
com
a
Kevaleaeiere
obtive
os
mesmos
resul
tados.
E’
quatro
vezes
mais
nutritiva
que
a
carne».
E
’
seis vezes
mais nutritiva
do
qne
a car
ne,
setn
esquentar, economisa
cincoenla.
vezes o
seu
preço
em reraedios
—Preços
fixos da
venda
em
toda
a
península:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
,
li
kilo,
500
reis;
de
,
/1
kilo
800
reis;
de
um
kilo.
I54OO
reis;
de
2
•/#
kilos,
35200
reis;
de
6
kilos,
65400;
de
12
kilos,
125000
reis.
Dt
BiHHY
4b
©.
’
LI1IITKB
—
Place
Veudôme,
26,
Paris; 77
Regen
Street,
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
DEPOSITOS.
—
i.íaboai
Serzedello
C.
a
,
largo
oo
Corpo
Santo,
16; Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31
e
32; Bar
rai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12.—fertw
John
Cassei
&
C?;
J.
rua
da
Banharia,
77.
D
epositos
n
’
esta
iirugwt
Antonio
Maia,
pharmaceutico.
Pipa
&
Irmão,
rua
do Souto;
Domingos
José
Vieira
Machado,
droguista, praça
Municipal..
17.
—
aarrrUosi
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharmaceutico,
largo
da
Ponte.
—
Vianna
do
CaMtnllot
Affonso, droguis-
ta,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros, dro
garia,
rua
Grande,
140.
—
<J
ui
mar
Sem
A.
J.
Pereira
Martins,
pharmaceutico;
An
tonio d
’Aianjo
Carvalho,
mercearia,
cam
po da
Feira,
1;
José
Joaquim
da
Silva,
droguista.
rua
da
Rainha,
29
e
33.—
roo-
te
<io
lUnint
A.
J.
Rodrigues
Barbosa.,
pharmaceutico.
—
Valenç»
do
Xlinhot
Francisco
JoȎ
de
Sousa,
pharmaceutico.
de
Sousa
Ferreira
província
:
Alexandre
Pereira.
rua
dos
Chãos,
31;
Antonio
Pereira da Silva
Braga,
ex-
tremamenle
penhorado
para
com
todas
as
exc.
inas
snr.
PS
e
cavalheiros
que
lhe
fizeram
0
favor
de
0
comprimentar,
por
occasião
do
fallecimento
de sua presada
esposa,
Angelina Rosa
da
Silva Braga,
bem
como para
,.com
os
revd.'
,,,s snrs.
ecclesia-licos
que
o
honraram
com seus
serviços
gratuitos, na
assistência
aos otfi-
cios e missa,
que
por
sua
alma
foi
cele
brada
21
do
testar
culpa
tencia
ser
tomada
á
conta
do profundo desgosto,
porque
acaba
de
passar.
(569)
na
egreja
dos
Congregados,
no
dia
corrente,
vem,
por
e-te
meio,
pro-
a
todos
a
sua
gratidão
e pedir
des
de
qualquer
falta
que
por
inadver-
tenha
cominellido,
a
qual
lhe
deve
João
Baptisla
Lopes, e
seus filhos,
João Fernandes
Granja,
João
Baptisla
Go
mes Ferreira, Simão
José
Gomes Ferreira,
João
Henrique
Pereira
Pinheiro,
José
Cân
dido
Pereira Pinheiro,
agradecem
por
esle
meio
na
impossibilidade
de
0
fazer, a io
das.
pessoalmente
como
era
de
seu
dever,
as
subidas
provas
de consideração
e
es
tima
que
receberam
das
pessoas
de sua
amisade
e
relações,
por
occasião
do
pas
samento
de
seu
presado
filho,
irmão,
cu
nhado,
sobrinho,
e primo*Guilherme, a
to
das
protestam
seu
reconhecimento
e
gra
tidão.
(51%)
AHUNC10S
José
Maria
da
Silva,
Conlrasle
«la
'prata,
compra
curo,
prata
e
pedras
pre
ciosas
em pequenas
e
grandes
quantida
des,
assim
como
compra
ouro
em
barra
^70)
MEDICINA
VETERIKARIA
Posta
ao
alcance
de
lotla
a
gente
ou
DICCIONARIO PRATICO
Das
doenças
e
curativo
dos
gados
Precedido
de
um
formulário
geral
dos
medicamentos necessários para
tratamento
das
doenças
dos
animaes
domésticos,
e
de
um
breve
tratado
da
maneira
de pra
licar
as
operações
a
que
mais
vulgarmente
se
recorre
na
cirurgia
dos
mesmos.
—
Obra
extremamente
u'il
a
lodos
os
lavradores,
olliciaes
de
cavallaria, curiosos
de cavallos,
possuidores
de
gados,
ferradores,
picado
res,
caçadores,
e
pharmaceulicos.—
Dedi
cada
a
s.
m.
el-rei
o snr.
D.
Fernando
Jl,
por
J.
J.
Víanna
de
Rezende.
Obra
dividida
em 3
volumes
Preço
600
reis
Remette-se
pelo
correio
a
quem
en
■wiar
a
sua
importância
a
Manoel
Pinto
Monteiro,
Calçada da
Estrella,
56
—
Lis
boa.
(535)
Arrematação
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia
faz
publico,
que
no
dia
7
do
cor
rente,
pelas
10
e
meia
horas
da
manhã,
na
aule
sala
da
Meza,
serão
de novamen
te
arrematados
os
foros e
pensões
em
generos
vencidos
no
S.
Miguel
do
pre
sente
anno,
segundo
as
condições
e
re
lações
dos
mesmos,
que
se
acharão
pa
tentes
no
acto
da
praça.
Braga
e secretaria da
Santa
casa
da
Misericórdia
l.°
de novembro
de
1880.
O
Provedor
|57l)
Domingos
Moreira
Guimarães,
NOVO
HORÁRIO.
A
antiga
Sociedade
Viação
Bracarense.
leva
ao
conhecimento
do publico, que
o
carro
que
d
’
esta
cidade
sae
para
os
Ar
cos e Monsão, ás
6 horas
da manhã,
prin
cipia
a sahir
no dia
l.° de
novembro
ás
7
horas,
chega aos
Arcos
ao
meio dia;
volta dos
Arcos
ás
6
horas
da
manhã,
chega
a
Braga
aó
meio
dia.
Braga
29
de
outubro
de 1880.
Pela sociedade
José
Luiz
Ferreira.
Visto.
—
Manso.
(568)
Quem
perdesse
na
praia
da Apulia um
"bom
lenço,
póde
dirigir-se
ao
Prior
da
mesma
freguezia,
que
sabe
quem
o achou
e
o
entrega a
quem
pertencer.
(565)
Jtgfea
Vende-se
um
piano-concerto,
em
boin
uso,
que
custou
reis
400$000,
e
vende-se
por
reis
4OO0OUO.
Quem
o
pretender
falle
no
lar
go
do
Barão
de
S.
Martinho,
n.°
26.
em
Braga.
(564)
Medicamentos homeopathicos
Na
pharmacia—
BRAGA—
no
Largo
de
Santa
Cruz, vende-se,
por
preço
convida
tivo,
uma
pequena caixa
contendo
103
medicamentos
homeopathicos diversos,
pre
parados
pelo
Dr..
VVillmar
Schwabe,
de
Leipzig.
(474)
FABRICA
DE TECIDOS DE SEDA
DB
«Boaé
Jonquim
d'Olivelra
20
—
Rua
do
Souto, 20—Braga
N
’
esta
fabrica
se
tecem
com
toda
a
perfeição
damascos
de
todas
as
qualidades
proprios
para
cobertores,
cortinados
e
para
mentos
d
’
egreja,
lustrina
e
sedas
matizadas
a
oiro,
selim
para
opas,
nobrezas
e
tafetá.^
N
’
esta
mesma
casa
se
fazem
paramen
tes
proprios
para
egreja,
por
preços
mui
to
rasoaveis,
garantindo-se a perfeição
das
obras
que
Lhe
sejam
encommendadas.
(431)
ISUI X AERIFLEG-AS
Esta
companhia
previne
o consumidor dos
generos
da
sua
fabrica
que,
para
não
poder ser
illudido
com
os
de
outras,
resolveu
mudar
os
desenhos
e
legendas
dos
invólucros
dos
seus
diversos
tabacos,
começando
pelo
rapé,
cujos
invólucros
te
rão
n
’uma
face
o nome
da
companhia
com
as
armas
reaes,
n’outra
o
desenho do
edifício
da
sua
fabrica,
na
terceira
o
facsimile
da
assignatura
do
seu
antigo mestre
de
rapé
J.
Joannis,
e
na
quarta
as
medalhas
que
tem
conquistado
em
todas
as ex
posições
a
que
tem
concorrido,
e
finalmente
n
’
um
dos topos
o
monograma
das
Icl-
tras
C.
N.
T.
X.,
e
no outro
a
designação
da
qualidade
do
rapé
e
seu respectivo
pezo;
isto
nos
volumes
de
500 e 250 grammas, e
nos
volumes
de
100,
50
e 25
grammas uma
cinta
com
o desenho
da
fabrica
e
a
referida
assignatura
J.
Joannsi.
Mais
previne
que
continuará
a
fornecer este
auigo
nos
mesmos
volumes
de
1:000,
500,
de
250, de
100. de
5<>
e
de
25
grammas,
e
a>nda
n’
oulros
de
menos
pezo,
posto
não
aconselhar aos
seus
agentes
a
requisição
d
’
estes,
porque
julga
não
estar
similhante
fabrico
nem
no interesse
do estanqueiro
nem
no
do
consumidor.
Lisboa
3
de
junho
de
1880.
(309)
►
Gran êxito
en Paris
VELOUTINE
GH'es
FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
Y
ADHERENTE, dá al cOtla fmoura / trasparancia.
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en las Farmaciís,
Perfumeriu, Beluqueríis y tiendas de quincalla.
Desconfiar
de
las
falsiflcaciones.
<
ÍOX>X>X>X>XX<X<S
BHÍ.SA3ZO
SA
CEWZ KOXA
Preparação
com
base
de
alcatrão
para
uso
externo
Grandíssimo
exito
nas
guerras
da
America,
Italia,
franco-allemã
e
do
Orien
te,
no
sitio
de
Paris,
e
ultimamente na Hollanda,
Bélgica
e índias
—
Numerosos
cer
tificados
dos
principaes
médicos
e
aitesiaçôes
dos
enfermos
curados.
As
chagas
mais
rebeldes,
as
uffecçôts
herpeticas,
escrofulosas e
cancerosas,
as
feridas,
queimaduras
e
ulceias
de
iodas
as
classes,
os
panarícios,
furunculos, etc.
curam-se rapidamente
com
o BALS
a
MO
DA
CRUZ
ROXA.
fesnação
intlEDIATA
dn
dor^Trntanieiito
INFAI.I.IVKL.
Vende-se
por
junto,
snrs.
H.
'anassche
&
C.a
em
Merxem-les-Anvers
(Bél
gica)
—
Em Madrid,
Agencia
franco-hispano-portugueza, Sordo.
31.
Venda
a
retalho
no
Porto,
snrs.
Ferreira
&
irmão,
Banharia,
77
e
79.
dos Carmelitas
Desconfiar
das
falsificações.
Unico successor
dos Carmelltai
«
FABIS,
14,
Rue
de 1’Abbaye,
14
FABI3
Contra a
Apoplexia, o Cholera,
Flatos, Desmayos, Indigestões, x-'1 V
Febre
ainarella,
etc. Veja-se
o
prospecto que deve envolver cada frasco.
Exija-se
o rotulo
branco
e preto
que
devem
levar
pegado,
os
frascos
de
todos
os
tamanhos,
e
a assignatura
inclusa
:
)
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77 e
79.
Unimanta BOYER-MIGHEL para caval-
los,
fazendo a> vezes
de fogo e nào deixando
vestígios
do »eu emprego
michbl
, pharma-
ceutico
em
Aix (na Provença) França. —
Preço
i.OOé rela.
—
Em
Lisboa, osur
Barreio, Lorelo. u.°8—30. (225)
SEM
COMPETÊNCIA
ALGODÕES
Pereira,
Aguiar
&
C.
a
,
tem
o deposito
da
fabrica
do
Bogio.
que
vende
por
jun
to
e a
retalho
(não
sendo
menos
de
meio
maço),
pelo
preço
da
fabrica.
Algodões
torcidos
de
todos
os
nume
ros.
Tramas.
Tramas cruas
e
branqueadas
de
todos
os
numeros.
Estes
algodões tornam-se
recommen-
daveis
a
todos
os
consummidores,
por
que são
os
melhores
até
hoje
conhecidos;
e
tanto
o
tem
mostrado
que
para
o Por
to tem
lido tanto
consummo
que
é
im
possível
cumprir
as
encommendas.
O
fim
da
fabrica
é tomar os
seus al
godões
conhecidos em
toda
a parle
do
paiz,
porque
tem
a
certeza
de
que
os
consummidores
lhe
darão
a
sua
preferen
cia.
(256)
BAGX
Vende-se
nas
Carvalheiras
n.°
9,
de
primeira
qualidade.
BRAGA.
(500)
INJECÇÃO
HYGIENICA
RAIrNAMIC»
PRRFHILATICO
Esta
injecção
é
a
unida
e
efficaz
que
cura
em
seis ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvitn, á
Porta
Nova. Em
Coimbra,
pharmacia Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barlholometi.
Deposito
principal
no
Porto
na phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.
a
742,
proximo
ao
Palacio
de Chrystal.
Preço
de
cada frasco
—400 reis.
ímís maus
Vendem-se
na
pharmacia Alvim,
Praça
d
’
Alegria,
aguas
de Vidago,
Verim,
de
Enlre-rios,
de
Seidlilz.
das
Caídas
da
Rai
nha,
do
Gerez,
das Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Alcalinas de Moura, de
Vichy,
de
Looclies,
e
de
Janos.
(333)
IMPÔS
a Ihi V.MiAtl
SUCCESSORES DO CÀCHAPliZ
Receberam
grande
sortido
de ferra
gens,
nacionaes
e
estrangeiras,
com gran
de
reducção
de
preços:
Grande
sortido
de
prego
de
arame
pelos
preços
das
fabricas
do
Porto
com
o
mesmo
desconto
de
10
por
cento,
sendo
porções
não
inferiores
a
20
k. de
cada
qualidade,
e
pagos
á
vista.
Cofres,
camas
de
ferro
e
fogões do
acrediladissimo
deposito
de
João
Thomaz
Cardoso,
preços do
Porto
;
bacias
esta
nhadas,
armas,
rewolvers,
ferros
a
vapor
de
novo
systema
muito
aperfeiçoado,
bombas
para
poços
que vendem
garantidos,
ferro
em
barra,
aço
e melaes.
Preços
sem competência.
(142)
I
hodra
!
i
—
I
Í
rua
des
.
MARCOS,
N.° õ.f
B
Vende papeis pinta- fe-
g dos
para guarnecer sallas, «
&
lindíssimos gostos,
a
prin-
&
cipiar
em
80 reis a peça.
8
'
S
&
Vende olio,
tintas e
vernizes para pinturas de &
casas,
tudo de boa quali-
p dade.e
preços
muito
resu- $
1
midos.
1
H
Vende
cimento roma-
g*. no para vedar aguas, ges- áj
Jg
so
para
estuques de ca-
V
sas, tudo de
primeira
qua- jA
JOSE
’
DA
blLVA
b
Ui\DÀ(J
Com
loja
de
fato
feito
Í5—
Largo do Barão
de
S.
Martinho
—
13
e
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
gnezes. tanto d esta
cidade
como
das
províncias
qne
tem
um
bonilo
e
variado
sortimento
de faio
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
1&500,
2$000
e 2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimita
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca, assim como
camisas
de
600
reis
para cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e meotes,
bonets de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
iodas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer obra
qne
lhe
seja
encommendada,
e
prompti-
lica-se
a
ficar
com
ella
quando não fique
á
vontade
do
fregnez.
(2249)
Cnixa penhorista Draearenae
n»
Travesaa
de
D.
Gualáiia
d
’
eata
eidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
airazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar, senão se
rão
vendidos.
Companhia
de navegação a
vapor
Messageries
Maritimes
Franceza
Os
abaixo
assignados,
agentes
n
’
esta
cidade,
annunciam
que tomam
passagens
poè
preços
mnito
reduzidos,
á
vista
e
a
praso.
Estes
paquetes
são
bem
conhecidos
por lodos
os passageiros,
e
o
seu trata
mento
é
superior
ao
das outras
compa
nhias.
Os
paquetes
sahem
de
Lisboa
em
8
e
23
de
cada
mez.
A
boa
ordem
e
commodidatle
dos
paquetes
tornam-se
re-
commendaveis
aós
passageiros,
e
para
mais
esclarecimentos
queiram
dirigir-se
aos
agen
tes.
Também
se
encarregam
de
embarcar
generos
para
os
portos
do
Brazil
por
conta
de terceiro.
Os
agentes
Francisco
Antonio
d
’Araujo Reis
Rua dos
Chãos
n.°
24.
José
da
Silva Maia
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho
n.° 18-
(475)
RESPONSÁVEL—
Dominges J. S.
Aguiar
BRAGA,
TTBOGRAPHIA
LUSITANA
—
1880
Parte de Comércio do Minho (O)
