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REDACTORES—
D. Migue! Solto-Mayor e Dr Custodio Velloso.—DIRECTOR—Àntonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
PREÇO
DA ASSIGNATUBA
7.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGN
ATURA
Braga,
12 mezes
...............................
1^600
»
6
»..........................
'8o0
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
AS TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes......................... 2&600
»
6
»
.........................
1&050
»
sendo
duas
assignaluras
3&60C
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3§600
Folha
avulso
................................
10
N.°
931
S
H.
o-
TERÇA-FEIRA
6 DE
MAIO DE 1879
Correspondência
particular
do
eCooiniereio do iVliuliu»
Madrid
30
de
abril.
O
resultado
das
eleições
foi
o
que
se
esperava,
e
o
que
não
podia
deixar
de
ser.
Triumphou
o
governo
por
uma gran
de
maioria, que,
segundo se
assegura,
per
tence
mais
ainda
a
Canovas
del Castillo
e a
Romero
o
Robledo
do
que
a
Marti-
nez
Campos.
Poucos
amigos
particulares
do
general
conseguiram
a
victoria,
e
pou
cos
enthusiastas
do
gabinete
anterior
pe
receram
na
demanda,
se assim
posso
fal-
lar. Não podia
acontecer
d
’
outro
modo,
continuando no
poder
alguns
dos
minis
tros
do
gabinete
anterior,
tendo
a
actual
dicto
que
não
mudaria.de
systeraa,
ne
cessitando
continuar
o
chamado
jogo
das
instituições
com o
baralho
que
seu
ante
cessor
lhe dera, etc.,
etc.
Já
lhes
disse
que
tinham
começado
as
pelejas
ou
escaramuças
entre
os
ho
mens
da
situação
anterior
e
os
da
pre
sente.
Antes
das
eleições,
não
obstante,
os
defensores
de
Cánovas
del
Castillo
fi
zeram
o
possível
para
não
desgostar
o
novo
sol
que
entrou
no
horisonte.
Con
seguido o seu
fim,
—
serem
deputados,
al
guns principiam
a
tirar
a
mascara,
e
dei
xam
transluzir
que
os d’hontem
e
os
de
hoje
transformarão
em
breve
a
política
em
um
cámpo
de nigromantes. Servindo-se
do
periodico
«EI Imparcial»,
os
amigos
de
Canovas
leem
procurado
persuadir
que
a
retiraria
de
Martinez
Campos
é
inevitável
e
naturalíssima
dentro
d
’um breve
prazo.
Alguns
dos diários
que
mais
calorosamente
defendem
o
gabinete
anterior
chegam
a
suppor
o
mesmo,
e
tal
indica
«EI
Acta»,
diário
que
appareceu
na
tablado
da
im
prensa
com o
proposito
especialíssimo
de
impedir
que
Martinez
Campos
se
sustenha
muito
tempo
no
poder.
Que
succederá
por
conseguinte?
Impos
sível ou
mui
ditlicil
é
predizel-o,
mor-
mente
se
se
considera
que
não
conhece
mos bem
as
condições
políticas,
nem
as
pessoaes
do
ministro
da
governação.
Se
o
snr.
Silvela
é
um pohtico
inexperto,
como
se
deve
suppor,
attendendo
aos
seus
poucos
annos, com
dilíiculdade
po
derá
destruir
as
solapadas
machinações
que
contra
elle
urdam
Cánovas
del
Cas
tillo
e Romero
Robledo,
conhecedores
ás
mil
maravilhas
das
malas-artes próprias
dos
parlamentares
que
procuram
desacre
ditar
e
ridicularisar os
que
lhes
fazem
sombra.
Se
manifesta
qualidades
extraor
dinárias,
que
não
poucos lhe
atribuem,
poderá
continuar
mais
tempo
no
poder,
e
desbaratar
os
planos
dos
seus
adversa-
rios
alludidos,
dispostos
a
demonstrar
que
Montalembert teve
razão
para
dizer
que
era
nossos
dias
se
perdeu
o
sentimento
da
publica decencia. O
gabinete
actual
tem
a
seu
favor
o
poder,
que
permitte
contentar
a
muitos,
e
impedir
que
se
desgostem
os
que
rendiam
culto
fervoro
so
ao seu
predecessor;
tem
também
a
cir-
cutnstancia
de
que D.
Affonso
se
tinha
já
cansado
de
Canovas, não
sendo
provável
que
para
logo
lhe
outhorgue
de novo a
sua
graça. Tem
além
d
’
isso
o
facto
de
se
manifestar continuador
da
própria
po
lítica
liberal-conservadora
ou
conservado
ra-liberal,
não
podendo,
por
conseguinte,
hostilisal
o
com
decoro
os
políticos
indi
cados,
se
procura
seguir
suas
pisadas,
com
leves
variantes.
Tem
também
a
van
tagem
de
ser
sympathico
ao
exercito
pela
pessoa
de Martinez
Campos,
e
ainda
a
muitos catholicos,
porque
o
suppõem
animado
d
’
intenções
louváveis
relativamen-
le
á
Egreja.
Tem
por
ultimo
as
corren
tes
geraes
hoje
na
Europa
era
favor
d’
uma
política
de
resistência
que
esqueça
se
são
mister
as
constituições
ou
a
legalidade
estabelecida.
Não
se
deve
esquecer
tam
bém
o
adiantado
da
estação,
que
permit-
tirá
suspender
em
breve
as
côrtes,
sem
peririttir
que se
discutam
questões
que
produziriam
decisões
gravíssimas
no
seio
da
maioria
das
côrtes
e
do gabinete
mesmo,
considero,
portanto,
mui
fundada
a no
ticia
de que
os deputados
e
os
senadores
se
limitarão
por
agora
a
discutir
o
dis
curso
da
coroa
e
um
projecto
de
lei
re
lativo
ao
enlace
não
remoto
de
D.
Af
fonso
com
Maria
Chrislina,
Henriqueta
Reniero,
filha
do
archiduque
austríaco
Carlos
Fernando.
Este
matrimonio
é
hoje
mais
que uunca
provável,
por ter
falle-
cido na
segunda-feira
ultima
a
infanla
D.
Chrislina.
Que Deus
tenha recebido
o
seu
espirito
no ceo!
Emquanlo
estão
fechadas
as
côrtes,
os
ministros
aproveilando-se
dos
recursos
que
occorram,
poderão
mais
facilmente
dispor
as
coisas
para
impedir
que
de
novo
ganhem
o
poder
os
que
ainda
ha
pouco
o
deixaram.
E
’
ditlicil
predizer
quem substituirá
Martinez Campos, se
elle
tiver
de
aban
donar
o
poder.
E
’
coisa
muito
sabida
e
provada
que
a
ultima
crise se pronunciou
quasi
exclusivamente
com
o
fim
de
cha
mar
os
constitucionaes
dirigidos
por
Sa-
gasta.
No-entanto
é
possível
e
até
pro
vável
que
este
continue
afastado
do
po
der,
comquanto
não
possa
seguir
o
ga
binete actual,
por
outra
questão
que
se
suscitou
quanto
leve
de
retirar-se
Cano
vas
del
Castillo.
Refiro-me
á que
chamam
militar.
Em
virtude
d’
uma
lei
recente,
defen
dida
com tenacidade pelo
ministério
cai-
da,
D.
Affonso é
o
chefe
do
exercito,
correspondendo
lhe porisso
todas
as
no
meações
militares, sem
excluir
as
da me
nor
importância.
Pois
bem.
Sagasta
e os
seus
não
creem poder
viver
sem
collo-
car
á frente
das
capitanias generaes
pes
soas
de
sua
confiança,
que
participam
das
suas
ideias
e
sentimentos.
Como o
proposito
dos
que
formularam,
defende
ram
e
votaram
a
dita
lei
foi
collocar,
por
assim
dizer,
o
exercito
acima
de todos
os
partidos,
não
é
facil
resolver
a
espe-
cie
de
conílicto
a
que
alludo. Accrescente-
se
a
isto
a
circnmslancia
de
que
alguns
dos
generaes
amigos
de
Sagasta
são
pou
co
dynasticos,
e
veriam
com
indifferença
ou com
gosto
o
desenlhonisamento
de
D.
Affonso.
A
’
sua
frente
figura
o du
que
de
la
Torre,
que,
por
ter
sido
re
gente
do
reino,
e
por
outras
circumstan-
cias
que
se
não
podem
referir,
se
julga
mui
superior a
el-nino
que
occupa
hoje
o
throno de
S.
Fernando
por obra e
graça
da
revolução
de
setembro.
Vereis
como,
se
se
apresentar
occasião
favorá
vel, põe
de manifesto
a
sua
hostilidade,
bem minha
conhecida,
ao
filho
dTsabel.
Voltando
ás
eleições,
ainda
que
o
governo
tenha
obtido
uma
maioria
extraor
dinária, as
opposições
conseguiram
a
vi
ctoria
d
’alguns
dos
seus
principaes
ade
ptos.
E
’
impossível
desconhecer
que
de
esta
vez
se
concedeu
maior
liberdade
que
em
outras,
e
que
não
occorreram as
desordens
próprias
do
periodo
eleitoral.
Os
radicaes,
que
procuram
conciliar
as
suas
ideias
democráticas
com
o
seu con
vencimento
de
que
não
se
póde
porora
prescindir
da
monarchia,
terão
nas pro-
13
1MET0J
0
CAPITÃ
J
A.íSELO
POR
J.
B. da
Silva Ramos.
0FFERECID0
E DZDICADO A*
EXC.ma SNR.a
D.
Anlonia Augusta T. de
Vasconcellos,
o
DA
CASA DB MARBON, EM CELORICO DE BASTO,
VI
Paulo
ficou
como
petrificado.
—
E
nem
ao
menos
—
continuou
Oliveira
—
uma
palavra
de
perdão
para mim
e para
An
gelo.
—
Eu
perdôo-lhe
de
todo
o
meu
coração—
disse
este.
—Também
eu—disse
Oliveira
—
porque,
como
tu,
sou
christão,
e
desejo
que
Deus
me
per
doe
a
mim.
Depois
d
’
algum
silencio,
continuou:
—
Pois
bem,
já
que o
teu
orgulho
te não
deixa
dobrar
o
joelho
e
te não
desprende
a
lingua,
ao menos
aprende tu
de mim.
E
voltando-se
para
Angelo
lhe
disse:
—Fiz-te
soífrer
realmente
muito;
fiz-te
ver
gar,
innocente,
sob
o
pezo d
’uma
grande ca-
lumnia!
Devo-te,
pois, uma
reparação.
Dos
pre-
juisos
materiaes
que
te
causei,
breve
te
in-
demnisarei;
mas
dos
moraes
nunca
poderei.
Para
que
o
Senhor
me
perdoe,
é
preciso
que
eu
te
peça perdão.
E
levantando-se,
ajoelhou
aos
pés
d
’
Ange!o,
dizendo-lhe:
—
Perdoa-me
todo
o
damno
que
te causei...
Angelo
levantou-se
d
’
um
pulo,
todo
humi
lhado, e
disse:
—
Snr.
Oliveira,
este
momento
é
para
mim
mais
horrível
do
que
tudo
o
que
tenho
sof-
frido
até
hoje!
O
negociante
visinho
levantou-se
indignado
e
exclamou:
—isso é uma
baixeza
indigna,
só própria
de
quem
não
reconhece
a
sua
posição,
quer
como
homem,
quer
como
amo...
E
ia
a
sair todo
indignado,
quando
frei
Do
mingos
o
detém,
dizendo
lhe:
—
Não,
senhor!
aquillo não
é
baixeza!
E
’
um
acto
de
justiça;
é
um
dever
imposto
pela
consciência
do
homem
que
quer
ser
justo, para
ser
perdoado
no
ceo.
Poder-lhe-ha
chamar
hu
mildade;
mas
esta é uma
grande
virtude,
pro
clamada
pelo
Salvador, quando
disse:
Aquelle
que
se
humilha
será
elevado.
O
negociante
nemeou
a
cabeça,
mostrando
por
esta
fôrma
que
não
acreditava
na
doutri
na
do
frade.
.
Oliveira
é
que não
desistia,
e lançando
um
olhar de
firmeza
e
desgosto
para
Angelo, lhe
disse*
__
Pois
bem,
se me
não
queres
perdoar,
levautar-me-hei
com a
satisfação
de
ter
cum
prido
um
dever,
que
Deus
e
a
minha
consciên
cia
me
impõe.
_
—
Perdoo,
sim,
senhor...
mas
nao
posso
vel-o
n
’
esse
estado
humilhante!
eu,
que não
sou
di
gno
de
desatar-lhe
as
correas
dos
sapatos!...
Oliveira
ergueu-se,
e
voltou
a assentar-se no
seu
lo^ar, cheio de
dignidade
_e
respeito.
Frei°
Domingos
levantou então
a
voz
e
fal-
lou
assim:
—
Este
facto,
senhores,
offerece-nos
uma li
ção
salutar para
a
conducta do
homem n esta
vida-
primeiro,
mostra-nos
o grande
cuidado,
aue devemos
ter
cm
condemnar
e
julgar
o pro-
ximo-
pois
que
muitas
vezes,
somos
enganados
neIas
,
apparencias
d
um
crime,
tornando-nos
cri-
minosos
pela
injustiça que
commettemos;
se
gundo,
que
nunca
devemos
desesperar
da
Di
vina
Providencia,
porque
ella
está
sempre
ve
lando
cuidadosamente
pela
innocencia
e
pela
virtude,
e
por
meios, que
alguns
reputam
aca
sos,
faz
a
verdade
patente
e
triumphadora
da
mentira.
Peço
ainda
se
não
esqueçam
que
o
homem
sinceramente
christão,
não
sê
envergonha,
qual
quer
que
seja
a
sua
posição,
se
descer a
pe
dir
perdão
e a
perdoar
facilmente:
só
o
orgu
lho,
esse
filho
querido
de
Satanaz,
nem
sabe
nem
quer
dar
perdão.
Desgraçado
século,
era
que
se
olha
a
humildade
como
uma
degrada
ção!...
Maldito
orgulho!...
—Paulo
—disse
João
d'Oliveira
—
a
minha
se
veridade
para
com
Angelo
tornar-me-ha,
d
’
hoje
em
diante,
mais circumspecto
e
mais
benigno
para
com
os
culpados.
O
teu
crime
ficará se
pultado
entre
nós,
para
que
te
não
seja
cor
tada
a
carreira
commercial:
oxalá
o
arrepen
dimento
te
rehabilite
para
entrares
de
novo
no
numero
dos
homens
de
bera.
O
esquecimento
dos
teus
deveres
para
com
Deus,
fez-te olvidar
os
deveres
para
com
os
homens, lançando-te
no
resvaladouro da
devassidão,
que
tem
por
ter
mo a
desgraça
e a
perdição:
pensa
devéras
sobre
isto,
e
segue
o
caminho
que Deus
e
a
tua
cosnciencia
te
apontar.
Tu
não
pódes
continuar ao
meu
serviço;
e
acho
difScil
que
n
’
esta cidade
encontres
uma
casa
commercial,
porque,
se
me
pedirem
in
formações,
eu não
saberei
mentir.
O
que
acho
mais
rasoavel
é
que
tu
embarques
para
o
Bra
zil;
se
fôres
honrado,
pódes
lá
encontrar a
tua
felicidade:
seguindo
este
conselho,
conta com
a minha
protecção.
Paulo
hesitou
um
pouco,
mas
alinal conveio
em
partir
para
a
America.
Todos
se
retiraram satisfeitos,
menos
Paulo,
e
o
visinho
negociante,
implacável
inimigo
de
Angelo,
e
occultamente
de
João d
’Oliveira,
ou
melhor,
das
bellissimas
qualidades
de
ambos.
N
’este
tempo
já
o
odio
ao
catholicismo
se
tinha
derramado
bastante sobre
a
terra;
con
tentando-se
era
publico,
em
desvirtuar
as me
lhores
acções
dos
que,
por
seu
procedimento,
manifestavam
amor
e
respeito
ás tradicções
glo
riosas
de
Portugal
político
e
religioso.
’
A
estes
desvirtuavam-se-lhe
os
factos
para
os
descreditar,
destruindo
o
respeito
e
a
conside
ração,
alcunhando de
beatas
todas
as
pessoas
de
religiosidade
franca e
sincera.
Nas
trevas
minava-se
o
altar e
o
throno,
com o
mesmo
odio
e
teimosia,
com
que
hoje se
faz
publica
e
descaradamente.
Este
negociante,
que
aspirava
a
homem
de
bem,
no
sentido
da
maçonaria,
publicou
logo
tudo,
mas
de
tal
fórma,'desfigurando
tanto
os
factos, que muita
gente
se
persuadia
que
João
d
’
Oliveira,
frei
Domingos
e Angelo,
não
eram
mais
que
vis
hypocrilas,
e
Paulo
apenas
um
rapaz
patusco
e
inimigo
dos
sotainas.
Se
Oliveira se affligiu
com isto,
não
o
sa
bemos,
porque
não
o
deu
a
conhecer.
E
’
cer
to
que
conservou
em
sua casa,
ainda
que
bem
vigiado,
a
Paulo,
que
embarcou
para
o
Rio
de
Janeiro,
quinze
dias
depois
Angelo,
pelo
seu
sofTrimento
corajosamente
paciente,
e
pelas
suas
grandes
virtudes, que
Ião
brilhantemente se
patentearam
no
tempo
da
sua desgraça
e
depois
d
‘ella, tornou-se,
por
assim
dizer,
o
amigo
intimo,
o
filho
predile-
cto
de
João
d
‘Oliveira,
e
objecto
de
respei
to
e
veneração
de
quantas
pessoas
honradas
o
conheciam.
Oliveira
determinou-se
a
fazel-o
fe
liz.
O
conego Mascarenhas
e
sua
irmã
aben
çoavam
o
dia,
era
que o
admittiram no
grémio
de
sua
familia,
e
Joanna
não
cessava
de
agra
decer a
Deus
o
conceder-lhe
tamanhas
recom
pensas
á
sua
caridade, pagando-lhe
largamente
os
cuidados,
que
teve
na
infancia
d‘Angelo,
com
os
ternos
afTectos
d
‘
este
bello
mancebo.
Joanna,
por
ordem
d
‘
este,
deixou
o
officio
de
lavadeira,
para
o
qual
lhe
iam
ja
faltando
as
forças, e
vivia mais commodamente
com
uma
mesada,
que
Angelo
lhe
estabeleceu.
(Continha].
ximas
cortes
representantes
habilíssimos,
entre
os
quaes
se
acha Martos;
oalro
tanto
se
não póde
dizer
dos
defensores
da
republica conservàdora
persoinlicados
principalmente por
D.
Emilio
Castellar.
Os
catholicos defensores
de
D.
Affonso
conseguiram
eleger
D. Alexandre
Pidal,
o
irmão d
’este,
e
o
marquez
de
Casa
Irujo;
foram
derrotados
D.
Xavier
Caste-
jon
y
Elio,
catbedratico
auxiliar
da
Uni
versidade
de
Madrid,
D.
Henriqué
Perez
Hernandez
e
D.
Cláudio
Moyano
Sama-
niego,
que
se
oppoz
com valor
ao
enla
ce
de
D.
Affonso com
sua
prima D.
Mercerdes
(que
Deus
tenha
em
gloria),
e que
posteriormente
declarou,
em
nome
do partido moderado
historico,
que
res
tabeleceria
a
unidade
catholica.
se
conse
guisse
o
poder.
Parece
que
a
sua
derrota
se
deve
sobretudo
á circumstancia
de
não
terem
querido
votar
os
carlistas
do
seu
districlo.
M
Pelo
que respeita
aos defensores
do
augusto
Duque
de
Madrid,
apesar
da
de
ploravel
questão
surgida
sobre
as
eleições,
póde-se
dizer
que
venceram
na
unica
provincia
onde
experimentaram
fortuna.
Refiro-me
á
de
Guipuzcoa,
por
cujo
dis-
tricto
de
Azpeilia
triumphou
D.
Ramon
Altarriba
y Villamera,
barão
de
Sangarren,
marquez
de Villalegre,
etc.,
etc
E
’
fi
lho
do
illustre
snr.
conde
de
Robres,
que
falleceu
ha
annos.
e a
quem
reconheciam
por
chefe
os
verdadeiros
monarchicos
do
Aragon. O seu
filho
pensa
e
sente como
o
auctor
de
seus
dias.
Pelejou
na
guer
ra
d
’
Africa,
e
na
ultima
obteve
em
cer
ta
occasião
o
commando
d
’
alguns
bata
lhões
realistas.
E
’
uma
das
pessoas
mais
queridas
do
Rei
legitimo das
Hespanhas.
Alguns
carlistas
de
Madrid
propõem
sair
do
retrahimento,
dar
uma
organisa-
ção
ás
forças
vivas
do
paiz,
e
oppor
um
dique
ás
demasias
dos
que,
por
obseca-
ção
deplorável,
procuram
conduzir
os
..tradicionalistas»
por caminhos
em
extre
mos
perigosos.
Poderia
facilmente
accres-
centar
detalhes,
porém
premelli
callar,
ou
o
que
se
tem
feito
não
será
ainda
na
presente
carta
que
verá
a
luz
publica
no
estrangeiro.
Quando
desapparecer
o
motivo
do
meu
silencio
forçado,
contarei
o que
se
passa,
que
tem,
a
meu
ver,
sum-
ma
gravidade.
Não
passarei
a outro
assumpto
sem
accrescemar
que,
desgraçadamente,
se
con
firma
a triste
noticia
de
ter
caido
en
ferma
em
Roma
a
illustre
Duqueza
de
Madrid,
aindaque,
graças a Deus,
está
muito
melhor.
Por
este
motivo
leve
de
suspender-se
a
Confirmação
de
seus
filhos
os
príncipes
I).
Jayme,
D.
Blanca,
e
1).
Elvira,
os
quaes,
segundo
assegura
«La
Fe»,
serão
apadrinhados
respectivamente
pelo
Conde
de
Chambord.
pela
Duqueza
Parma
e
pela
imperatriz Maria
Anna
de
Áustria.
Pelo
que
toca
aos
embustes
que
cir
cularam
sobre
a
entrevista
do
Duque
de
Madrid
com
o Santo Padre,
melhor
é
callar,
repetindo
a
famosa
phrase
dirigi
da
por
Virgílio
a
Dante
Alighieri,
na
sua
Divina
Comedia,
nunca
bastantemente
ponderada:
Non
ragionam di
lor,
ma
guarda
e
pas
sa.
A
Real
Academia
da
Historia
celebrou
no
dia
20
do
actual
sessão
publica
para
receber
D.
Francisco Codeva,
joven
ca-
thedralico
de
arabe
da
Universidade
cen
tral. O seu
discurso
versou
sobre
a
«Do
minação
arabica
na
fronteira
superior,
ou,
pouco
mais ou menos no
Ebro
e
na
Gal-
lisa
meridional,
desde
o
anuo
de
711
a
81o».
E’
nma
obra
notável
e
deslrue
não
poucas
asseverações
de
publicistas
fa
mosos.
referentes
á
dominação
em
nos
so
paiz
dos
sectários
de
Mafoma.
O
no
vel
académico brilha
não
só
pela
sua
sciencia
corno
também
pela
sua
grande
religiosidade.
Respondeu-lhe,
em
nome
da illustre
Academia,
o
snr.
Lafuente,
que
deu
ter
ríveis
bordoadas
nos
que,
como
dizia
o
conde de
Maistre,
teem
transformado
a
historia
dos
Ires últimos
séculos,
em
uma
conspiração
manisfesta
e
descarada
con
tra
a
verdade.
Afastou-se
perfeitamente
dos
maus
críticos
que
desprezam
os
tes-
limunhos
dos auctores
mais
respeitáveis
se
são
catholicos.
considerando
ao
mes
mo
tempo
artigo
de
fé tudo
o
que
asse
guram
os
escrevinhadores
vena-es,
vendi
dos
em
alma e corpo
ao
demonio
da
Re
volução.
No
dia
23
a
Real
Academia
dispoz
a
celebração
de
solemnes
exequias
por
al
ma de
Cervantes
e
dos
demais
escriplo-
res
que honraram
com
suas
obras
as
let-
ti
'
s
patrias.
OíTiciou
o
em.1110
snr.
Gar-
deal
Patriarclia
das
Índias,
pronunciando
depois
a
oração
fúnebre
o
snr.
D.
Nar-
cizo
Martinez
Izquierdo,
bispo
de
Sala
manca.
Tractando-se
do
orador
insigne,
que,
como
deputado
carlisla,
tanto
bri
lhou
nas
côrles
de
1872,
não
maravilha
que
elle
pronunciasse
um
discurso
estu
pendo, que
deixou o
auditorio
admirado.
Poz
bem
em
relevo
a
superioridade
da
litteratura
catholica
sobre
os
que
não
se
inspiram
da
Religião
santa.
Sinto
que
os
limites naturaes
d
’
uma
correspondên
cia
me
vedem
o
dar
alguns promenores.
Quasi
todos
os
académicos
concorre
ram á
fúnebre
solemnidade,
e
poucos
litleratos
de
Madrid
faltaram.
Cantou-se
a
celebre
missa
do
defuncto
Eslava.
No
dia
27,
o
snr.
D.
Aureliano
Fer-
nandez-Guerra
y
Orbe
recitou
na
Ju
ventude
Catholica
de Madrid
uma
confe
rencia
publica
mui
notável sobre
Pedro
I
de
Caslella, chamado
por
uns
o
cruel,
e
por
outros
o
justiceiro.
Demonstrou
que
se
commetteram
na
sua epoca
crueldades
muito
maiores,
poz
em
relevo
as causas
da sua severidade,
e
fez
ver
quão jus
tos
e
convenientes
foram
não
poucos
dos
actos
que
mais se
lhe
criticam.
Realmen
te
aquelle
príncipe deu
a
primeira
ba
talha
contra
os
senhores empavonados
em
demasia
com
os
seus
privilégios,
e
comquanto
o
não
podesse
conseguir,
alha-
nou,
por
assim
dizer,
a
senda
que pos
teriormente
havia
de
percorrer
com
maior
fortuna
a
inconparavel
Izabel
a
Catholica.
O
snr.
Fernandez-Guerra
é
um
dos
litleratos
mais
insignes
do
nosso
paiz.
O
seu
renome,
já
extraordinário
na Hespa-
nha, é
ainda
maior
em algumas
nações
estrangeiras.
Não poucos sábios
da
Ilalia,
da
Prussia
e
da
America
sabem até
que
ponto elle
é
um escriptor
illustre,
e
ap-
preciam
também
os
seus
sentimentos
pro
fundamente
catholicos.
No
ultimo domingo
afundiu-se
uma
parte
do
pavimento
da
capelia
levantada
não
ha
muitos
mezes
na
rua
de Isabel
a
Catholica.
Estava
cheia de
gente:
uma
senhora
ficou
ferida
gravemente
e
outras
pessoas
receberam
contusões de
leve
im
portância.
Não
poucos
dos
edifícios
recentemen
te
levantados deixam
muito
a
desejar
sob
o
ponto
de vista
da
solidez.
O tribunal
de
Contas,
por
exemplo,
preocupa
com
razão
a
muitos,
e
lambem
a
não
poucos
o
collisseu
de
Apollo.
Em
Religião
co
mo na
moral, nas sciencias
como
nas
lettras,
em
as
nobres
como
nas
bellas
ar
tes, em
tudo,
para
o
dizer d’
uma só
vez,
a
decadência
é
noloria,
visivel,
palpavel,
digam
o
que
quizerem
os defensores
do
imaginário
progresso
indefinido.
Os nos
sos
contemporâneos
frequentemente
nem
chegam a
competir
com
os
nossos
antepas
sados.
e
nãos
abem
sequer
copiar
as
suas
obras
immortaes.
Teem-nas
á
vista,
pódem
estudal-as
no
seu
conjtincto
mesmo
como
que
em
seus
detalhes,
dispõem
de
muitos
elementos
que
os
antepassados
não
podiam
utilisar,
e
comtudo
não
conseguem
produ
zir
ohras
sequer
semelhantes.
Os
povos
que
se
apartam
da civilisação
catholica,
longe
de chegarem
ás
alturas sublimes
do
pogresso, acabam
por
afundir-se
com
estrepito
no
mais
fundo
do
abysmo.
L.
AB1DENSE.
O
SENHOR
NN.
Parturient
montes,
nascetur
ridículos
mus.
Elle
é
enfesadinho,
rachitico,
peque
nito:
tão
curto
no
corpo,
como
no
en
genho:
tão
falto
de
barba,
como
de en-
céphalo:
tão
insignificante, como orgulho
so:
tão
insípido,
como
petulante!
Não
tendo
qualidade
nenhuma
que
o
recommende,
nem
no
physico
nem
no
moral,
aspirou
á
celebridade
.......
e
lor-
nou-se
celebre.......
na
asneira.
Tornou-se
conhecido
—
mesmo
muito
co
nhecido
—
por
um
drama,
e
que drama!
—
Não é
comelia,
não
é
farça, não
é
tra'
gedia.
E’
apenas
um
extenso,
obtuzo e
descabellado
folhetim,
que
causaria
o
mais
profundo
somno,
se
não
provocasse
a
mais
profunda
indignação.
E
nada
d
’aquillo
é
d
’
elle!
—
Juntou
vá
rios
alfarrabios,
dos
atheus
d
’
este
século
e
do
passado,
copiou
d’
ei!es
todas
as
sé-
diças
diatribes
contra
a
religião
catholica
e
contra
o
clero, e
pespegou
com aquil-
lo
no
palco!
Arrebanhou uma
sucia
dos
seus
—
que
os
ha,
e
muitos
—
porque,
stullorum
infi-
nilus
esl
numerus
—
e
creon
uma claque,
que lhe
deu
palmas
e
bravos,
e
sic
ilur
ad
aslra!
Pouco
satisfeito
com
os
seus
triuraphos,
tão
mentidos
como ephemeros,
em
Lisboa
como
no
Porto,
metteu-lhe o
diabo
na
bola,
levar
aquillo
á
religiosa Braga—
e,
o
que
foi ainda mais
escandaloso,
fazelo
re
presentar
no
theatro
que
tem
a
invocação
de
um santo
arcebispo!
E
achou
quem
lhe
emprestasse
aquelle
theatro,
e
o
deixasse
exhibir
ao
publico
aquelle
sudário
de torpezas e desconchavos,
que
obtiveram
um
successo!
E
’
verdade
que,
se
quiz
ter expecta-
dores
que
o
escutassem
e
applaudissem,
levou-os
do
Porto,
escolhidos a
dedo,
e
que
não
só
lhe
déssem
palmas,
mas
tam
bém lhe
livrassem
o
espinhaço
de
algu
ma
sóva,
tão
pesada
como
merecida.
Outro
qualquer,
que
não
fosse
o
snr.
NN.,
mettia
a
viola
no
sacco,
deixava
as
boas
almas
em
paz; mas
elle
sim!—Aquil
lo
não
se
rende,
nem
á
5.
a facada!
—
Cheio
de
embófia
com os emboras
de
ou
tros
tão
bons
como
elles,
estendeu
mais
as
suas
azas
(de
morcego)
e
pretende na
vegar
em
oceanos
mais
amplos,
e
em
mais
vastos
horisontes
aspirar
novos
ares.
Os
di
lá,
não
deram
entrada
ao seu
famoso
drama,
e
vae
o
snr.
NN.
disse,
lá
com os seus
botões
—
Ah,
pois
elle
é
isso?
Ora
esperem,
e
vae
arrumar-lhe
com
uma
historia
universal
!!!
Oh,
homem
de
Deus,
ou
do diabo!
Pois o
snr.
ouviu
o
que
do
seu
drama
disseram
Camillo
Castello-Branco
e
Rama-
Iho
Ortigão (que
a
sua
pessoa
não
póde
alcunhar
de
carolas)
e
vae
metler-se
em
uma
camisa
de
11
varas,
sem
temor
de
dar ao diabo
a
cardada?
— Non
capisco
niente!
Veja
lá—
Quando
a cousa
ainda
está
apenas
em
projecto,
e
já
vae
ouvindo
o
que
ouve,
o
que
será
quando
sahir
á
rua
aquella
monstruosidade!
Cypriano
Jardim,
foi-se
a
um
roman
ce
de
Amadeu
Achard,
traduziu
o
que
lhe
pareceu,
e
impingiu-o ao respeitável
como original
seu;
mas, se
quer
ao
me
nos,
não
o destemperou
ou
adulterou;
foi
um
traductor
de
consciência.
Fez
uma
mania,
de
retalhos
alheios,
e
mais
nada.
Mas
o snr.
NN.
quer
pescar
uma
ba
leia sem
ler
o
incommodo
de molhar as
niveas
plantos,
e
com
os
anzóes
e
a is
ca
dos outros?
Não
receia
que
a
gente
lhe
diga
—
Tu
qui
es,
el
unde venis?
Ora
venha
cá
o
snr. NN.—
diga-me,
se
faz
favor
—
quando
é
que
mentiu
ao
publico
’
—
Quapdo
publicou
o programma
da sua obra,
á
qual
dá
o
titulo
de
—
his
toria
UNIVERSAL,
POR CESAR
CANTU,
etc.,
etc.,
etc.,
traduzida
por
antonio
ennes
—
ou
quando
no
«Jornal
do
Com-
mercio»,
n.°
7:628,
diz com a
mais
arro
jada
sem-ceremonia
—
«0
livro
que
vae
ser
publicado,
não
é
do
snr
Canlu
(!!!)
etc.,
etc.,
etc.
E
’
um
livro
novo.
E
’
meu,
etc.,
etc.,
etc.
—
Devemos
confessar
uma
cousa
—
o
snr.
NN., é
leve
como
uma palha,
imponde
rável
como
o
vapor:
á
mais
tenue
vira
ção,
preciza
encostar-se
a
uma
esquina,
para não
ir
por
esses
ares;
mas tem
a
coragem
de
um
gigante.
Se
é
um
pigmeu
no
corpo, na
alma
(se
a tem...)
é
um
Adamastor,
um
Centimano,
um
Bria-
reu! —
Mas,
pelo
amor
de Deus,
snr.
NN.,
tenha a
bondade
de
me
dizer
—
Quem
lhe
deu
a
aucloridade
de
reformar
(!)
isto
é—adulterar
o
que
disse
Cesar
Cantu
na
sua
obra
monumental
—quer
dizer
como
diabo
se
lhe
metteu
na cabeça, mudar
as
selas
em
grelhas?
Porque
não
imitou
o nosso
primeiro
romanisla,
na sua
traducção
da
Formosa
Lusitania. e
Francisco
de
Lencastre
quando
traduziu
V.
L.
Cameron?
Estes
conscienciosos
escriploies,
traduziram
com
a devida
fideli
dade
tudo
o
que
acharam
no original, e ano-
taram-o
nos
pontos
que
lhes
pareceram
me
recerem
rectilicação,
ou
censura.
Porque
não fez o
snr.
NN.
o
mesmo?
Assim,
nin
guém
tinha
que
lhe
estranhar.
Diz
o
snr.
NN.,
que
a sua
probidade
litleraria
não
permitliu
apresentar
a
obra
como
sua
(!)
(Pois
apresentasse
e
veria,...)
Continua
a dizer
o
meu
amigo—
«Redi
gi-o
(o
livro
do
snr.
NN.)
segundo
o
pla
no
do
snr.
Cantu,
e
inclui
n
’
elle
—
usan
do
do meu
direito de traduzir
e
de
citar
—a parte da obra
ifeste
escriptor,
que
me
pareceu
digna
deter
curso
na
língua
porlugueza.»
(!)
0
snr.
NN.,
ainda
está
em
tempo;
ponha
á
sua
obra
este
titulo
—
Notfo
sys-
lema
de
plagialo,
correclo,
augmenlado
e
reformado
por
Antonio
Ennes,
ou
paio
dia
da
Historia
Universal
de
Cesar
Can
!
tu.
A
semelhante
titulo
é
que
não
havia
I
que
dizer.
Mas
asseverar
o snr.
NN.
que
o
tra-
i
duclor
tem direilc
de
reformar
o
origi
nal,
obrigando
o
auctor
a
dizer
o
que
elle
não
disse, nem
pensou,
é
uma
fal
catrua
de genero até agora
desconhecido:
gabo-lhe
a descoberta!
Se
o
snr.
NN.
chegasse
a
um mu
sico,
e
lhe
dissesse—
«Faça
favor
de
me
transportar
este
hymno
da
carta, para
a
clave
de sol» — e
elle
lhe apresentasse
o
Dei
chegou,
que
diria
o
meu
amigo?
Provavelmente o
mesmo
que
o
mundo
hade
dizer
quando
vir
a
sua
obra,
que,
pela
sua
própria
confissão,
nem
fica sen
do
original,
nem
traduzida.
E
’ um
pro-
ducto
hybrido,
sui
generis,
inqualificável:
uma
detestável
mastigada
litteraria,
e
mais
cousa
nenhuma.
De
mais
a
mais,
foi
tão
infeliz
e
in
consequente,
que
disse
ao
respeitável
pu
blico
—
que.
a
Historia
Universal
de
Cantu,
preciza
ser
refundida, para
representar
o
estado
actual
das sciencias
históricas.
Pois
se o
snr.
NN.
julga
isto,
na
sua
elevadíssima
inlelligencia,
para
que
esco
lheu
a
l.
a
edicção,
de 1838, em
logar
de
escolher
a
ultima,
de 1869,
muito
mais
correcta e
augmentada
pelo seu
au
ctor?
Ainda
outra
incoherencia
do
snr.
NN.
—
Depois
de
fazer
varias
zumbaias
a
Ce
sar
Cantu,
chamando-lhe
respeitável
an
cião;
douto
escriptor;
illustre
historiador;
etc.,
etc.
—
diz
—«0
snr.
Cantu,
não
póde
receiar
que
o
seu
bom
nome
(o
subli
nhado
é
do
snr.
NN.) de
escriptor
ca
tholico,
soffra por
se
lhe
attribuirem
opi
niões
minhas,
políticas,
religiosas
e
litle-
rarias.
»
Não soffre,
não.
senhor.
0
nome
de
Cesar
Canlu,
tão
universalmente
conhe
cido,
e tão
justamente
respeitado,
está
tanto
acima
dos
NN,
e
dos
LL,
que
po
dem estes rabiar
á
sua
vontade,
que
lhe
não
fazem
móça.
E’
verdade
que
Cesar
Cantu.
tem
um
grande
defeito
para
os
NN.
de
todos os
tamanhos
e
feitios
—
é
ser
catholico!—Mas,
para
que
foi
o snr.
NN.
liquidar d’a-
quelie
esclarecido
escriptor,
só
o
que
lhe
fez
conta,
e
vem
todo
ufano
dizer
que
fez
ura
livro
novo? —E,
como
lhe
foram
á
mão,
como
ninguém
póde,
nem
quer,
acreditar
que seja
do
sor.
NN.,
o
que
é
ha
40
annos
de
outro,
do
seu
legiti
mo
dono,
grita
aqui
d
’
elrei,
e,
á
falta
de
razões,
insulta.
E
’
a
maneira
de
ar
gumentar
de todos os
NN.!
Olhe
cá—
eu
não
sou
aguazil
clerical,
nome
feio
que
o
meu
amigo
pôz
aos
que
não
gostam
de que
lhes
impinjam
gato
por
lebre
(mas
nome
feio
que
nem
mes
mo
foi
capaz
de
inventar,
porque
é
al
cunha
que
os
atheus
pozeram
aos
calho-
íicos.—
Até
nisto
plagiou!,..)
Não
perten
ço ao
sacerdócio,
e
até
nem
sou
beato.
Nasci no
grémio
da Egreja
Catholica,
e
catholico
espero morrer;
mas
nunca
an
dei
ás aparas
d’
hoslias pelas
sachrislias;
não
vou á
missa,
senão
aos
domingos
e
dias
sanctificados;
nem me confesso
se
não
uma
vez
por
anno.
Não
é
pois,
só
por
o
snr.
NN.
ser
atheu,
ou
reforma
dor
ou
[reformado?)
que
eu
tenho o
máu
gôslo
de
embirrar
com
a
sua
microscópi
ca
pessoa;
é
por
o
meu
amigo,
sendo,
como
é.
livre
pensador,
querer
apropriar-
se
dos
escriptos
de
um
catholico,
e
ter
a
estólida
pretenção
e
a
basofia
ridícula
de
querer
por
força
impingil-os
ao
pu
blico,
como
producto
da
sua
inlelligencia.
Oh,
homem
—
pois o
snr.
NN.,
que
se
tem
por
tão
esperto,
não
póde
fazer
uma
Historia
Universal,
tirada
lá
dos
seus
miolos esquentados, sem
ser
preci-
zo
hir
desamortisar
o
que
é
de
um
po
bre
italiano
que
nunca
lhe
fez
mal,
e
cuja
obra
não
é
roupa
de francezes,
nem
ainda
foi
julgada
bens
nacionaes?
!
0
senhor,
já
se
deu
a
conhecer
co
mo
dramaturgo;
já
sabemos,
pouco
mais
ou
menos,
o que
hade
sahir
da sua
His
toria
Universal,
reformada;
mas
o
que
ainda
não
nos
deu
a
conhecer
foram os
seus
talentos,
como
geologo,
como
paleon-
thologo,
como
archeologo,
etc.,
e
lai.
Não
lenho
tenção
de
gastar cinco
reis
na
sua obra,
mas
sempre
queria ver co
mo
o
snr.
NN.
descreve as
primeiras
edades
do
munlo;
a
formação
dos astros;
a
creação
das
aves,
dos
peixes,
dos
ani-
maes
terrestres;
das
arvores,
dos fructos,
das
plantas,
das
flores:
e
de todas as
ou
tras
cousas,
que
o
meu
amigo
hade
for
çosamente,
como
tivre
pensador, aitribuir
ao
deus
Ateado.
Também
queria
ver,
como
o
snr.
NN.
nos
retrata
(porque
a
sua
obra
é
illus-
trada
com gravuras)
o
masthodoníe,
o
icthiosauro.
o
megaterio
e
todos
os
mais
bixarocos
antediluvianos.
Deve ser
obra
curiosissima.
E
a
creação
do
homem?
—
O
senhor
é
darwinista?
—
Tamhem
julga
que
nós
des
cendemos
dos
gorillas,
dos chipanzés,
dos
homens
dos
bosques,
dos
saguins,
dos
mo
nos,
e
de
ioda a
mais
macacaria?
E
’
muito
provável. Mas
olhe
que
nem
n’
essa
lumi
nosa descoberta
são
originaes
os
maca
queiros.
Até
n
’isso
são plagiários!
Teem
apenas
a
honra
de
transformar
os
cães
em
macacos:
o
que não
é
motivo suffi-
ciente
para
tanta bulha. Já
no principio
do
século
XVII,
dizia
o
nosso
Faria
e
Souza—
Da
peguana
gente,
Lá
na
Asia
se
publica,
Que
lem um
cão
por
unico
ascendente.
Se
entre
ella
prolífica
Alguma
casa
nobre,
Não
queres
tu
que
o
riso
então
me
sóbre,
Quando
saiba,
se
présa
De
origem
tão
nefanda,
tal
nobreza?
Ora pois,
snr.
NN., temos
conversa
do.
E
’
meia
noite, e
não
estou para
mais
cavaco.
Seu
pasmado
admirador
Paulino
Lourenço.
liiaboa,
3 de maio de 1&99,
(Do
nosso correspondente).
«Acabam
as
freiras», noticia
o
jornal
dos Calafates,
apregoando
aos seus
cem
mil
leitores
o
fallecimento
de
uma
das
Religiosas
do
convento
das
Francezinhas.
Triumpha
o liberalismo!
Triumpha o
partido,
que
sustenta
o
Genro
do
carras
co
do
poder
temporal
dos Papas,
embo
ra
para
resuscitar infallivelmente,
c,
tal
vez,
mais cedo do
que
pensam
os
apos
tados
inimigos
da
Egreja.
Elles,
os livres
pensadores,
embuça
dos,
ou
desmacarados,
auctorisam
a
pros
tituição,
e prohibem a protissão
religiosa.
Abrem, de
par
em
par,
as
portas
dos
lupanares
ás pobres
raparigas,
a
quem
o
amor
do luxo seduz
a
ponto
de
descerem
á
ultima
degradação
possível,
e
não
con
sentem
que
as
donzellas
christàs,
resolvi
das
a
abandonarem
o mundo
pelo
servi
ço
de
Deus,
vivam
em
religiosa
commu-
nidade!
São
coherentes.
Ha
quasi
completa
paralysia
no com-
mercio,
e
nos estabelecimentos
bancarios.
Os
armazéns
das alfanJegas
regorgitam,
não
teem
já logar
para os
generos,
que
leem
entrado,
mas
não
teem
sahida
por
que
o
consumo
é
de
todo
ponto
exiguo.
Se
o
não fôra,
os
logistas
não se lamen
tariam
como
se lamentam.
Tenham
pa
ciência.
Muitos
d
’
elles
beijam
esponta
neamente
a
mão,
que
os
fere,
não
se
desenganam;
e
porisso
colham
os
resul
tados.
Passou-se
o
dia
29
de
abril
sem
a
minima
demonstração
de
regosijo
popu
lar.
Recepção
na
Ajuda,
salvas,
musicas
nos
quartéis,
e
luminárias
nas
secreta
rias
e
arsenaes;
isto
é,
tudo
exclusiva
mente official.
Depois diga
o
liberalismo
que
a
nação
quer
a
obra do
avô
do
snr.
D.
Luiz.
Tem
continuado
a perseguição contra
os
vendedores
ambulantes
de
cautellas
hespanholas, mas
os
cambistas
vendem
livremente
o
tal
genero
de
contrabando,
sem
que
a
policia
os
veja,
embora
tenha
olhos
de
lynce.
E
’
a
egualdade d
’estes
liberaes
das
dú
zias,
que
nos
vão
esfollando,
para
que
a
meza dos
nepotes
seja
farta,
e
os
seus
saraus
deslumbrantes.
Terça-feira
mandou
d’
aqui
para
Londres
um
estrangeiro
a
bagatella
de
16
mil
li
bras.
Elias
a deixarem-nos
pela
nossa
fml
alliada,
e
ella
a
enviar-nos,
em
com
pensação,
rolhas
de cortiça, e diversas
maravalhas,
que
nos
não
custam
nenhuns
10
reis de mel
cu
a
lo.
Elles,
que
protegeram,
coma
vimos,
a
arrojada
ernpreza
dos
aventureiros
de
1832,
lá
sabiam
porque.
Já
fd
condemnado
a
septe
annos
de
prisão
o
fabricante
de
notas
falsas
Gruder.
6s
cimplices
porém, ainda
estão
no
Limoeiro,
e
não
consta
quando
serão
jul
gados.
Tudo
assim
anda
n
’
esle piiz
go-
'ernado liberalmente.
O
ministério
da
guerra
ordenou
que
Sa
licenciasse
o
maior
numero
possível
<e
praças
de
pret.
E
’
um
bom
meio
de
tornar
mais violento
ainda
o
serviço,
es-
P
8ctaknente
para
as
guarnições
de
Lisboa,
e Belem,
onde
os
soldados
mal
folgam
U(U
dia, quando
não
ha
serviços
extraor
dinários,
que
são
muito
frequentes
aqui.
Mas
a
que
applica
o
governo
o
pret
da
soldadesca licenciada? O
povo
não
é
de
certo
dispensado
de
pagar
a
mesma
con
tribuição
para
o
ministério
da
guerra
com
a
referida economia.
Elles
lá
sabem
o
que
fazem,
e
eu
sei
o
que
o
paiz
faria
se
acordasse
do
lethargo.
Se
assim
continua
temo
que desperte
já
tarde.
Dias
Ferreira esfollou
completamente
na
camara
o
governo
regenerador.
Elle,
porém,
com
cynismo
peculiar
do
libera
lismo,
acceitou
a
correcção
como
se
nada
fôra
com
elle.
São
incorrigíveis.
Todos
lêem
pelo
mesmo
breviário.
Exprobam
aos
adversários
os
êrros,
que
realmente
com-
mettem,
olvidando
que
todos
teem
con
tribuído
assaz,
com
o
seu
obulo
de
des
varios,
e abusos, mais ou menos
inqua
lificáveis,
para
a
temerosa
situação
do
paiz.
Todavia,
as
recriminações
são
uteis,
porque
dão ao
povo
testimunho
insuspeito
da
incapacidade
revolucionaria
para
a
governação
publica.
O
que
não
é, corn-
tudo,
preciso,
porque
hoje
já
ninguém
vive
illudido.
Não
falta quem
annuncie
urbi
et
orbi
qualquer
legado de
algum
argentario
para
que
se
estabeleça
uma
eschola
a
favor
da
infancia
desvalida;
mas
não
se
publicam
os
rasgos
de amor
dos pobres
innocentes
filhos
do
povo,
que
encontram
gratuita
mente
o
pão
do
espirito,
offerecido
por
quem
mal pôde
haver
o
alimento quoti
diano
para
si,
e
para
a
familia.
Pois
não
serei
eu, meus
caros
redactores,
um
des
ses,
que
endeusam
os
opulentos, que
se
lembram
de
fazer
ministrar
o sustento
<lo
espirito
aos desvalidos,
e
guardam
si
lencio
quando
algum nobre
caracter,
em-
hora
de
tenues
recursos,
se
dedica
a
instruir,
sem
ideia de
retribuição,
a
in
fancia
proletária. Sabei,
pois,
que
ha
um
artista,
que
o
é
porque
a
liberdade
o
afas
tou,
á força,
da
nobre
carreira
das
ar
mas,
seguida por
seu
pae,
official
supe
rior
do
exercito
realista,
que,
nas
horas
que
póde furtar
ao
trabalho,
que
lhe
pro
duz
os
meios
de
subsistência,
recebe
em
sua
casa,
de
graça,
alguns rapazitos po
bres
a
quem
ensina
a
doutrina christã,
e
as
primeiras
lettras.
Quantos
liberaes,
e
nas
circumstancias
do
artista, a
que
me lenho
referido,
fazem
o
mesmo ?
Es
tou
que
nenhum.
Por
hoje
basta. Até
quarta-feira,
se
tiverdes
paciência
para
soílrer
o
Vosso
amigo
correspondente
A.
Cesar
Cantu.—
Momentos antes
do
nosso
jornal
entrar
na
machina,
recebe
mos
d
’
este eminente
historiador,
uma
carta
acompanhada
d
’
um
protesto,
em
italiano,
contra
a
torpe
e
cynica
audacia
do
pe
dante
auctor
do
drama-calumnia
os
La-
zarislas.
No numero
seguinte
daremos
pu
blicidade
a
esse
documento.
Desgraça
—
Consta
que
no
sabbado
o
comboio
despedaçára
um
pobre
lavrador
que
passava
com
uns
bois na estação
de
S.
Bento,
cujas
cancellas
estavam
abertas.
Estação
telegraphsea.—
Já
lunc-
ciona
a
estação telegraphica do
Bom
Je
sus
E’
dirigida
pelo
snr.
Monteiro,
habil
telegra
phista
d
’
esta
cidade.
Audieneins
geraei.—
Foram julga
dos
no tribunal
judicial
d
’
esta
cidade,
o
réo
Luiz
Antonio,
solteiro, da
rua'
de
S. Vicente,
accnsado
do
crime
de
ferimentos,
sendo
absolvido,
e o
réo
An-
tonio
Huertos,
natural
de
Saragoça
(Hes-
panha),
pelo
crime
de
ferimentos:
con
demnado
em
3
mezes
de
prisão.
Cesar Cantu, e o
snr. A. Eranes.
—
Lemos
na
«Correspondência
de
Roma»;
O
illuslre
commendador
Cesar
Canto
dirigiu
á
«Voce
delia Veriíà»
a
seguinte
nota,
que
traduzida
publicamos,
porque
o
seu
assumpto,
é
assaz importante
para
os
catholicos
portuguezes:
Por
artigo
do
jornal
calholico
«A
Pa
lavra» de
22
de
março
de
1879
tive
no
ticia da
nova tradncçáo
di
minha
Histo
ria
universal.
Quanto
ao proposito
do
tra-
ductor
de
modificar
os
meus
juízos so
bre
as
pessoas
e
factos
relativamente
á
religião,
o
mesmo
jornal
já me
fez
jus
tiça.
E na
verdade
os
sentimentos
e
as
ideias
são
’
a
mais
preciosa propriedade
d’
um auctor.
Mas
onde
o
snr. A. Ennes
accusa
a
minha
obra
de
ter
necessidade
de
refor
mas
e
de ampliações,
porque de
1838
em
que
começou
a
imprimir-se, a his
toria lem
feito
tantos
progressos,
mostra
ignorar
que
além
de
tantas
edições, que
nem eu conheço, em
varias linguas, al
gumas
se
fizeram até
1869
com
o
meu
consentimento
e
direcção,
e
n
’
ellas
segui
o
movimento
social
e
litterario,
e
me
soc-
corri
de
todos
os trabalhos
que
o
mes
mo
snr.
suggere
e
muitos
outros.
E
em-
quanto
um
auctor vive,
parece
que
elle
só
tem
o
direito,
como
o
dever,
de
emen
dar,
e
completar
o
proprio
trabalho
e
que
é, senão lei de
justiça,
regra
de
ur-
banidade
fazer-lhe
conhecer a
mercadoria
que
se
quer
fazer passar
por debaixo da
sua
bandeira.
—
c.
cantu
.
ULTIIUAS RÍOTICIAS
Lisboa
2
—Aberto
concurso para
o
lo
gar
de
guarda
do
Gabinete
de
physica
e
chimica
do
lyceu
do
Porto.
Idem
3
—
Foi provido
por
3
annos na
cadeira
de
Alfundão,
concelho
de
Ferrei
ra,
o
snr.
Antonio
Augusto
Janeiro.
Foram
transferidos
mutuamente
os pro
fessores
de Villela do
Tamega,
concelho
de
Chaves,
e
o
de
Cervos,
concelho
de
Por
talegre.
Foi
transferida
a
professora do
Campel-
lo,
concelho de
Baião,
para
Areosa,
con
celho
de
Vianna
Carta
de
lei
ordenando
que
a
moeda
legal
da
Madeira
seja
a
mesma
do
conti
nente.
—
Na
bolsa
venderam-se
2
acções
do
banco de
Portugal
a
537$000;
20
obri
gações da
companhia
das
aguas
a
835300;
22
ditas
a 825000;
20
ditas
a
835300;
3
ditas prediaes
a
92-5750;
20
ditas a
925800; 12
ditas do
empréstimo
para
a
compra
de
navios,
de
coupons
a 865300;
2
contos
em
inscripções
a
50,75.
Não
eífecluado:
2
acções
do
banco
Lu
sitano,
offerta
655500, pedido 695000;
10
ditas
do
banco
Ultramarino,
of. 505900,
p. 535000;
12
ditas
do
banco
de Lisboa
e
Açores,
of.
855000,
p.
875000;
20
000
escudos
de fundos
hespanhoes,
of. 14,80,
p.
14,85.
Os fundos portugnezes em
Londres
regularam
a
52 3/
t
e
52
7
/8
;
os
hespanhoes
a
14*/
g
e
15
*/*
e
os
consolidados
ingle-
zes a
98
5
/
8
e
98
3
/
4
.
A
alfandega
rendeu
hoje a
quantia
de
15:0775440
reis.
Ilha
da
Madeira,
30—
Dizem
noticias
da
cidade
do
Cabo
que
as
tropas
colo-
niaes
inglezas atacaram
sem
resultado,
no
dia 8
de abril,
Kraal,
chefe
dos
bassu-
tos,
perdendo
26
homens mortos
e
feridos.
Sir Barlle,
chegou
a
Pretória no
dia
10
de
abril,
depois
de
ter
ent-evista
sa
tisfatória
com os
Boers.
Roma,
1
—
Diz
0
«Avenir
del
Italia»
que
ao
contrario
do
que
dizia 0 «Journal
des
Debals»
de
hontem, que
Schonwalofí
tinha
obtido
0
consentimento
da Áustria
para
a
occupação
da
Bulgaria
pelos
russos.
O
«Morning Post»
alfirma que
as
po
tências
consentiram
na
occupação
sem
accordo
da
Inglaterra
nem
da
Áustria.
Londres,
2—Lord
Argil
annunciou
que
chamará
a attenção
no
dia
16
de maio
para
os
resultados
políticos
que
0
gabine
te
tem
tirado na
Asia
e
na
Europa.
Uma carta
de
Salisbury
diz
que
aquel-
le recusa
receber
os
delegados
da
Roume-
lia,
porque
estando
a situação
da
Roiune-
lia
definitivamente
arranjada
a
Inglaterra
não
tem
0
direito
de
intervir.
Roma
3—
A
policia
de Nápoles,
Ro
ma
e
Florença
prohifnu
que fosse
affixado
0
ultimo
manifesto
de
Garibaldi.
Londres, 2
—
0
«Times»
diz
que
é
provável
que
Yakonb
Kham
viesse
hon
tem
a
Gundamnk conferenciar
com
Cava-
gnari.
Apesar
dos
desejos
dos
ministros
da
Birmania,
a
massa
do
povo birman
exige
guerra
contra
os
inglezes.
SSCÇ10
M
C0»MUfflC19l)S
O
eicrivSo «8e
fazenda, IVKoraes.
Snr.
redaclor.
Não lenho
sido
estranho
ás
accusa-
ções
que
o
excellente
jornal
0
«Corn
eio
do
Minho»
tem
feito ao
snr.
Anto
nio
da
Costa
Moraes,
escrivão
de fazenda
d
’
este
concelho,
e
que
por
nossa
des-
i
graça
está
á
frente
d
’
aquella
repartição,
onde
polia
conciliar
os
interesses
da f.-
zenda
com os dos
pobres
contribuintes,
isto é,
ter
cumprido
com os seus
deve-1
res,
tornando-se
assim
sympathieo
e
bem
visto.
Mas,
desgraçadamenle,
0
contrario
acontece,
porque o
snr.
Moraes, além
de
ter
uma
alma
pequeníssima,
é
dotado
d’
uma
avareza
de
tal
ordem
e
figados
ti-
grinos,
que
0
levam
a
cravar
as
suas
aduncas
unhas
na
miséria
mais
visível
e
palpitante;
pois
nada 0
sacia, ainda
mes
mo que
vestidos
e
calçados
nos
mettesse
no
cofre
do
fisco.
São
sempre
assim
as
almas
tacanhas,
como
a
do
snr.
Moraes,
que
só
está
sa
tisfeito
á sua
luxuosa
meza
quando
vê
alli
0 suor
e
as
lagrimas
do
pobre.
E
diga-se,
em
abono
da
verdade,
que
todas
as
accusações
feitas
pelo
seu
jornal
leem
base
solida
e
segura
em
que
se
estri
bam;
honra
lhe
seja,
porque
teve
a
abne
gação
e
coragem
precisa
para
se
pôr
do
lado
dos
opprimidos,
stigmatisando
o
mo
do
irregular,
vexatório
e
espoliador que
0
snr.
Moraes
empregou
e
tem empre
gado
para arrebatar
dos
bolsos
dos
in
felizes
contribuintes
a
ultima
migalha
d
pão
que
lhes
ficou
d
’
hontem.
Mas
no
meio
de
tudo
isto,
ainda
te
mos,
felizmenle,
para onde
se
possa re
correr
dos despotismos
e
vexames,
que
sem
dó
nem
pejo
0
snr.
Costa
Moraes
nos
lera
feito; pois,
sendo
eu
uma
das
vi-
ctimas
do
seu
furor,
para
me
livrar
de
seus
agudos
dentes,
tive
de
oppor
em
bargos
á
execução,
que
me
moveu
injus
tamente,
levando
a
questão
para
0
tri
bunal
judicial,
e alli,
graças
a
Deus,
en
contrei
quem
sabe
administrar
justiça,
obtendo
eu
sentença
favorável; no
mesmo
sentido
tiveram
muitas
outras
viclimas
do
snr.
Moraes de
me
seguir
os
passos,
aon
de
também
foram quebradas
as
cadeias
com
que
nos
tinha
arroxeado
os
pulsos.
E
que
torturas
não
passamos!
Penho
res,
mandados
de
prisão;
esconde
aqui,
esconde
alli; embargos
para
0
poder
ju
dicial;
despezas
avulladissimas;
0
espirito
desassocegado,
e
0
serviço
da
lavoura
per
dido:
tudo
isto
porque,
e
para
que?
Para
saciar
0
snr.
Moraes
da
fome
canina
que
0
devora,
pois só quer
dinheiro
e mais
dinheiro,
venha
d
’onde
vier.
Levou-me,
snr.
redactor, a
escrever
estas
doas
linhas,
tamsomente
demon
strar
que
as
accusações
feitas
por
v.
não
foram
vãs
como alguém
diria,
quando
viu
0
sabio
parecer
da illustrada com-
missão,
que
d’
um
si
jacto
lavou toda
a
morrinha
de
que se
achava
affectado
o
dorso
do
snr.
Moraes;
e
porisso
agora
pó-
de-se
lhe
dizer
affontamente, que lim
pem
as
mãos
á
parede,
porque
um
re-
cto,
imparcial
e
sabio
juiz,
leu
e
exami
nou
as
provas
e
documentos
dos
proces
sos
fiscaes
(das
vexações),
e
pegando
na
penna,
não
só
libertou
os
oppnmidos
fa
zendo-lhe
justiça,
mas,
de
mais
a mais,
condemnou
0
asqueroso
modo
de
proce
der
do
snr.
Moraes,
e
correu
uma
es
ponja
molhada sobre
o
parecer da
cele-
lebre
comichão,
que desappareceu
diante
d
’
aquellas
conscienciosas
sentenças,
como
0
mais
pequenino
mosquito
no
meio
do
oceano.
Parabéns
á
magistratura
e
a
essa
illus-
tre
redacção, escudos
fortes contra
as
pre
potências
do
escrivão
de
fazenda Moraes.
Tadim
1-5-79.
___________
M.
Snr.
redaclor.
Sinto,
realmente,
que tenha
de
vir
pela
vez
primeira
á
imprensa para
diri
gir-me a
um
cavalheiro,
que
não
conhe
ço.
Tomo
este
expediente,
porque
a
isso
me
obriga
a
minha
dignidade.
Dizem-me
que
0
pintor
decorador
do
templo
do
Bom
Jesus
do
Monte,
0
snr.
Lefevre,
está
al-
lamente
indignado
contra
a minha
ob
scura
humildade,
por
eu
ter
menospre-
sado
os
seus trabalhos.
Calumniaram-me.
Para
eu
depreciar
os trabalhos
do
snr.
Lefevre,
feitos
no
Bom
Jesus,
era
neces
sário
que elles existissem. Lamento,
pois,
que 0
snr.
Lefevre
dissesse
aos
illustres
e
digníssimos
mezarios d’
aquelle
sanctua-
rio
que.
por
aquelles motivos não
podia
admittir
me
ao
seu
serviço.
Esta
minha
confissão,
franca
e
sincera,
não
tem
vislumbres
de
lisonja, que
eu
perfeitunente conheço
que
0
snr.
Lefe
vre
me não
reputa
apto
para
executar
aquelles
trabalhos.
Trabalhador
por
indole
e
discípulo
sinceramente
admirador
dos
grandes
mestres,
aguardo
ancioso
os
tra
balhos
do
snr.
Lefevre,
certo
de
que,
a
julgar
pelas
informações
que
recebi
do
distinclo
cidadão,
0
snr.
dr.
.L>sé
Car
valho, hei
de
ter
que
aprender
com
aquelle
artista.
Oxalá
que
os
trabalhos
do
snr.
Lefevre
possam,
como
espero, servirem
de
estimulo
e
de
estudo.
Isto
espero
íirme-
inenle.
por saber que
cavalheiros
do
ta
lento
e
da illustração
dos
dignos
meza
rios
não
mandariam
para
0
Bom
Jesus
ura
charlatão qualquer.
Pela
inserção d’eslas
linhas,
snr.
re-
dactor,
se
confessará
muito
grato
o
De
v.
etc.
■(2400)
Joaquim
da
Cosia
Carvalho.
l&UDECIMmOS
Andreza
da
Costa Bezerra Braga
(au-
zente),
Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za
de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga (auzente),
Ma
noel
Simões
Braga.
José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e
João
Trindade
de
Freitas,
nora,
filhos
e
genros
da
íallecida
Antonia Ma
ria
Simões,
não
o
podendo
fazer
pessoal
mente,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisade
o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do,
da
sua
casa
á
egreja,
e
cemiterio,
o
corpo
de
sua
sempre
presada mãe
e
so
gra,
bem
assim
a
todos os
que
lhes
de
ram
seus sentidos pezames,
confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março
de
1879.
(2316)
ANNUNCIOS
PROFESSOR
Precisa-se
d
’
um
competememente
ha
bilitado
para
leccionar
primeiras
lettras
na
escola
Briteirense, sita na
freguezia
de
S.
Salvador
de
Brileiros,
do
concelho
de
Guimarães,
perto
das Caídas
das
Taypas.
A
casa
é
especialmente feita
para
au
la,
tendo
accommodações
para
morada
do
professor,
e
está
mobilada.
O
ordenado
é
de
1200000
reis an
nuaes.
Quem
pretender dirija-se
ao
fundador
da
escola,
João
Antunes
Guimarães,
cor
reio
das
Taypas,
Donim.
(2398)
HOSPEDES
Na
casa,
n.°
64,
da
rua
de
Santa
Margarida,
recebem-se hospedes.
Preços
modicos.
(2397)
MANOEL
DA
COSTA
ALVES
ALFAIATE
RUA DE
SANTO
ANDRÉ
N.° 18.
Acaba
de
receber
um
bonito
e varia
díssimo
sortido
de
cachemiras
para
a
es
tação,
que
vende
por
preços
limitados,
taes
como:
factos
completos
a
vestir
por
80500,
100000,
120000
e
130000
reis,
e
mais
preços.
Palelots
de
melton
a
vestir
de
60500
e
mais
preços.
Guarda-pós
de esguião de linho
a
reis
20000.
Calças
de
cachemira
a
vestir
de
30000
reis
e
mais
preços.
(2393)
banco
mercantil
de
BRAGA
Sociedade anonynia de
responsabi
lidade
limitada
A Direcção
d’
este Banco
convida
to
dos
os
snrs.
accionistas
do
mesmo para
uma
assembleia
geral extraordinária, no
dia
31
do
corrente,
onde
tem
de
ser
apresentada
e
discutida
a
refórma
dos
Es
tatutos,
organisada
por
deliberação
da
ul
tima
assembleia
geral.
Os
accionistas
que
ainda
não
tenham
recebido
exemplares
da
refórma
d
’Estatu-
tos,
pódem
procural-os
no
edificio
do
Banco
cu na
agencia
do
Porto,
rua
do
Almada
n.°
244.
Braga
e Banco
Mercantil 2
de
maio
de
1879.
Os
Directores
João
da
Costa
Palmeira
José
Joaquim
Lopes
Cardoso
(2394)
José
Antonio
d
’Oliveira
Gonçalves.
DINHEIKO A JIIIO
A
confraria de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
tem
reis
4000000
para mutuar.
(2305)
Ali
líEMATHAfi
Simultânea
no
ministério da
fazenda e na repartição de fazenda do districto de
Braga, no dia <7
de
maio (ao meio dia), das propriedades abaixo descriptas,
pertencentes
á
Santa Casa da Misericórdia da cidade do Porto.
FREGUEZIA DE GUIZANDE
A quinta
denominada
do
Ribeiro,
que
se
compõe
das
seguintes
propriedades:
1
Umas
casas
nobres
e
terreas,
cobertos,
quinteiros,
eira
de pedra,
tanque
com
agua
de
bica,
lojas para gado,
adega, lagar
de
pedra
completo,
latadas,
ter
ra,
a
horta
com
arvores
de
vinho
e
Iructa,
lendo
juntos
os campos
denominados
dó
Casal,
Linhares.
Rodolho, Pereira,
Eira,
Corteltio,
Carral,
Cova,
Seara,
Colii-
rellos,
Novo, Cuturellos da
Lamella,
Vinha Velha
de
Baixo,
Esmoutada,
Arco
de
Baixo,
Arco
de
Cima,
Seara Comprida,
Seara
das
Vides,
Torre,
Cortelho,
casa
e
eido
de
Villa
Pouca;
quatro
prados
unidos
chamados
da Bicainha,
Prado
da
Vinha
Velha
e do
Rodolho.
Todas
estas
propriedades
são
de
terra
lavradia
coin
arvores
de
vinho,
algumas
arvores
de
fruta e oliveiras,
com
agua
de
rega
e
lima,
que
vem
das
poças do
Cabo
da
Ribeira.
Sernadello
e
Ribeiro
de
Xides,
além
de outras
dentro
das
mesmas
propriedades.
Um
campo
denominado
de
Souto
Lizão,
terra
lavradia, com
arvores
de
vi
nho,
agua
de
rega
e
lima,
tendo ao
sul
em
toda
a sua
extensão
uma
testada
de
matto
com
pinheiros,
carvalhos
e
sobreiros.
Uma
bouça
chamada da
Cachada,
terra
de
matto
e
pinheiros,
dentro
da
qual
e
do
lado
do poente existe
uma
leira
pertencente
ao
padre Joaquim
José
Gomes
Ribeiro.
Um
montado
solto
chamado
do
Outeiro
de
Meias,
terra
de
matto,
carvalhos,
pinheiros
e
ameciras.
Uma
leira
de
terra
de
matto
e
carvalhos,
chamada
a
Bouça
Nova
e
Picoto
de
Cima.
Uma
bouça chamada
de
Meias,
terra
de
matto
solta,
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma
bouça chamada
da
Chã,
terra
de
matto
solta,
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma
leira
de
terra
de
matto
solta,
chamada
de
Portas
do
Sol,
sita
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma
leira
chamada
do
Campello,
terra
de matto
e
carvalhos,
solta,
com
alguns
penedos,
sita
no monte
de
S.
Mamede.
Uma
bouça
chamada
da
Porta do
Sol, terra
de
matto
solta,
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma leira
de
terra
de
matto
solta
com pinheiros,
denominada
da
Cruz.
Uma
leira
de
terra
de
matto
e
carvalhos
solta,
chamada
Cova
de
Deveza.
Uma
deveza
chamada
do
Matheus
ou
Fonte
do
Frade,
terra de matto
solta.
Uma
bouça
chamada
do
Trigo,
terra
de
matto
com
carvalhos
e
castanheiros,
toda
tapada
por
parede.
Uma
bouça
de
terra
de
matto
e
carvalhos
solta,
chamada
dos
Folechos.
Uma
leira
de
terra
de
matto
e
carvalhos, solta,
chamada
da Cova
da Deveza,
sita
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma
leira
de
terra
de matto
solta,
chamada
Gardinheiras,
sita
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma bouça
de
terra
de
matto solta,
chamada
de
Meias,
sita
no monte
de
S.
Mamede.
Uma
leira
de
terra
de
matto
solta,
conligua
á
da
Porta
do
Sol,
chamada
da
Bouça
Nova, sita
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma
leira
de
terra
de matto
solta,
chamada
dos
Penedos
Pintos, sita no
monte
de
S.
Mamede.
Tem
alguns
terrenos
esta
propriedade, foreiros
á
camara municipal
de
Braga
em
10985
réis
annuaes,
a
José
Pereira
em
6,042
de
pão
terçado
e
ao
padre
Joa
quim
José
Gomes
Ribeiro
em
50
réis
annuaes;
com
laudemio
de
quarentena.
Lou
vação 10:8660176
réis.
Porto
e
Santa
Casa
da Misericórdia,
23
de
abril de
1879.
NOVO
HORÁRIO.
Manoel
Rodrigues
Santa
Marinha e
An
tonio
do Couto,
da
cidade
de
Guimarães,
fazem publico,
que
as
suas diligencias
que
sahem
de Braga
da
casa
do
snr.
Ribeiro
Braga,
para Guimarães
e
Basto ás
5
e
6
horas
da
manhã, desde o
dia
6
em
dian
te
ficam
saindo ás
4
e
5,
e
de
tarde con
tinuam
ás
mesmas
2
horas.
Braga
1
de
maio
de 1879.
(2395)
Polos
annunciantes
Ribeiro
Braga.
AOS
PROPRIETÁRIOS DOS HOTÉIS E
HOSPEDARIAS
Na
Typographia
Lusytana,
rua
Nova
n.°
4,
vende-se
participações
das
que
as
hospedarias
tem
obrigação
de
entregar
to
dos
os
dias
na repartição
policial,
e
se
gundo
o
modelo
do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada 100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de
S.
Geraldo
n.° 18.
Tralase
no
cam
po
de Sanl
’Anna, n.°
68.
(2298)
O
ofíicial
maior,
Manoel
Gonçalves
da
Costa
Lima.
GAHDftRELLA &
C.
a
CAMPO »E MAVTAASA.
Acabam
de
receber
um
variadíssimo
sortido
de fazendas
nacionaes
e
estran
geiras,
próprias
para
a
estação,
que
ven
dem
por
preços
muito
baratos
como
se
jam,
fatos
completos
a
vestir,
90000,
100000, 120000,
130500,
150000,
e
mais
preços,
camisas
brancas
e
de
côr,
cerou
las,
grande variedade
de
gravatas
de
côr
e
pretas,
que
tudo
vendem
por
preços
sem
competidor.
Ver
para
crer.
(2383)
WBKDE-SE
No
largo da
Ponte
n.°
9
e
10,
d
’
esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo;
tracta-se
cem
Antonio
Silverio
de
Paiva,
na
rua
de
S.
Marcos.
(2389/
ATTEKÇÃO
Quem
quizer
comprar
uma
mo-
jpilc rada
de casas, na
rua
do Poço
designada
pelo
n.°
8,
bem
como
algumas
vaziihas
para
vinho,
póde
dirigir-
se
ao revd.
0
capellão-mór
do
Bom
Jesus.
(2391)
Fabrica
de
papel de Ruães
Papel
de
impressão e
de
embrulhos
de diflerenles
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
Braearense
—
27,
Rua
do
Souto
27
—
(2340)
cmiiffliTO
n
loterias
DE
Joao
Marques
cTAlmeida Castro
327,
rua
de
Santa
Catharina,
331
PORTO
Este
estabelecimento,
que
por
grande
numero
de pessoas
tem
sido
preferido
a
outros, não só
por
os
prémios
que
no
mesmo
constantemenle estão
saindo,
mas
jor
a
promptidão
com
que
executa
as
encommendas
que
lhe
são
dirigidas,
con
tinua
a
ter
á
venda
para
todas as
lo-
terias,
bilhetes
inteiros,
meios
ditos,
quin
tos,
quartos,
décimos,
oitavos
e
fraeções
de
600,
500,
300, 250,
200, 130,
100 e
40
reis.
Satisfaz
para
as
províncias
todas
as
encommendas
(de
bilhetes
ou
fraeções
em
jequena
ou grande
quantidade)
vindo
as
mesmas acompanhadas
da
sua
importân
cia,
em ordens,
vales do
correio
ou
es
tampilhas
do
mesmo.
—Envia
gratuitamen
te,
os
prospeclos,
a
todas as
pessoas
que
desejarem
ser
informadas
dos
prémios
de
que
se
compõem
as
loterias
e
dos
dias
em
que
as
mesmas se
leem
de extrahir;
assim
como
remelle
no
fim
das
exlrac-
ções,
as respeclivas
listas
geraes
dos
pré
mios.
AOS PRETENDENTES
Apesar
do
grande
numero
de corres
pondentes
que
este
estabelecimento
tem
nas
províncias para
a venda
de bilhetes
e
fraeções
de
todas
as
loterias,
o
mesmo
recebe
ainda
propostas
das pessoas
que
pretenderem
vender
este
genero
á
com-
missão.
Os
pretendentes
que
quizerem
en
carregar-se
da venda
d
’esta fazenda,
po
dem
com
ella
negociar
setn
risco,
porque
se
acceita
de novo
até
ás
vesperas
das
extraeções,
toda
a
fazenda
que
os
mesmos
não
tiverem
vendido.
Além d’
isso
leem
a
vantagem
de
poderem
negociar
sem
em
pregar
capital
porque
a
importância
de
qualquer
remessa que
lhes
seja
feita,
po
de
ser
enviada
depois
da
fazenda
vendi
da,
bastando
para
isso
que
o
pretendente
dê
como
conhecimento
um negociante
da
cidade
do
Porto.
A
commissão
é
vantajosa
e
os
mais
esclarecimentos
dão-se
a
quem
os pedir,
(2330)
BILHETES
DE VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmenlo
de
preço.
APPAHICIO
«fc
mALHEIBO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e 240 reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de S.
Martinho,
21
1HTOSM
IBi
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
99,
Praça
do SSarão de S. Ifllarti-
nho, 99
A1TÀIUCI0
&
MALHEIRO
BílAGA
Caixa
penhorista
Sraearense ns
Travessa
de
O. Gualdini d’est»
eidade.
Continua
a
emprestar dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as 8
horas
da manhã
até
ás
9 da
noute na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a todos
os
mutuários
que
U*
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
tres
roezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
RESPONSÁVEL
—Luiz Raptista da Silva-
BRAGA,
TYPOGRAPIIIA
LUSITANA
—
1879
Parte de Comércio do Minho (O)
