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- conteúdo
-
RH2L.1Q1OSJL,
POLÍTICA
K2 NOTICIOSA..
REDACTORES—D. Miguel Sotlo-Mayor
e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
JSSSSÍ15K:'!
7.° ANNO
PREGO DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...........................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha....................
Repetição
..........................
8a0
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS E SABRADOS.
PREGO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes............
2^000
»
6
»
............
1&050
»
sendo duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3^600
Folha
avulso...................
10
N.° 928
IF2U
TERÇA-FEIRA 29 D
ARRIL DE 1879
A
Virgem
Immaeulada do Santei
ro e
o
Mez de
Alaria.
A’
inanhã
começa
na
egreja
do
Populo
a
bella
e
poética
devoção
do
Mez
de
Ma
ria,
deante
da
formosíssima
Imagem
da
Virgem do
Sameiro.
Na
quadra
das ílores, quando
a
na
tureza
se
veste
de encantos
e
nos
mostra
nos
campos,
nos
prados,
nos
jardins
e
nos
valles
tantas
imagens,
tantos
symbo-
los
da rosa
myslica
dos
jardins do
céo,
tantas
açucenas
candidas
que
relembram
a
candura da
Virgem
sem
mancha,
tantas
rosas e
boninas,
tantos
lyrios
e
tantas
ílores
que
pela
sua
graça,
mimo
e
fres
cura
despertam
a
lembrança
d'aquella
rosa
de
Jericó,
d’
aquelle
lyrio
entre
os
espi
nhos
que
por
sua
belleza
e
fragrancia
de
virtudes
atlrahiu e
captivou
o
coração
de
Deus:
nesta
quadra
louçã
em
que
a
na
tureza
sorri
ao
homem, e nas suas
galas
e
esplendores
nos
traz
incentivos
d
’amor,
não
podia
o animo
christão
e
devoto,
fi
car
mudo
observador
de
todas
estas
sce-
nas
que
a primavera
renova
em
cada
anno,
e
permanecer frio
e
insensível
para
com
o
Creador, quando todas
as
outras
creaturas
no
seu
remoçar,
reflorescer, e
germinar
louvam
e
bemdizem
o
Ente
que
fez
os
tempos,
e marcou
as
estações.
Se
a
natureza
se
enfeita
das
suas
mais
vistosas
galas,
surgindo
para
uma
vida
nova;
no
homem
dá-se
alguma
cousa
de
similhante
quando
elle
despe
seus hábitos
peccaminosos
e resurge
para
a
vida
da
graça,
sem
a
qual eslava
como
morto,
como
as
arvores
na
estação
dos
frios
e
das
tempestades.
Na
ordem espiritual
ha
tantas
prima
veras
para
a
alma, quantas
são
as vezes
que
ella, locada
dos
raios
do
sol
divino,
começa
a
reflorescer
e
fructificar
para
a
vida
eterna.
Passou
então
o
inverno
em
que
a alma
eslava
como
sepultada
no
ge
lo. inerte e
quasi
sem
vida,
e
brilha
a
primavera
com
seus
sorrisos
de
pureza
e
de
innocencia.
Sem duvida
que
a
vida
temporal
e
sensível
tem
analogias profundas com
a
vida
espiritual,
pois
o
seu
auctor
poz
nas
creaturas
phisicas
um
exemplo
e
uma
li
ção
para
o
homem,
a
mais
excellente
de
todas.
A
natureza
relembra
nossa
renovação
espiritual,
a
primavera
d’
alma,
a
passagem
do
inverno
com
seus
dias
nebulosos
e
tristes, e
a
renascença
produzida
pelos
raios
vivificadores
do
sol
divino.
Que
vida
nova
não
traz
a
primavera
á
natureza
I
A
terra
abre
o
seio
fecundo
e
ostenta
uma luxuriosa
vegetação.
As
plantas
rebentam
vigorosas
e multiplica
das,
as
arvores
pullulam,
e
vestem-se
de
verdejante
folhagem;
as flores
desabrocham
e
alcatifam
os
jardins,
os
montes, e
as
carapinas,
as
aves
redobram
os
cânticos,
e
os
animaes
folgam
com
a
abundancia
dos
pastos.
Tudo
sente
a
influencia
d
’esta
quadra;
tudo
se
reanima
e
revigóra;
só
o
ho
mem
para
quem
o
Creador
varia
estas
scenas da
natureza
e
dispõe
estes
tem
pos,
ficará
insensível?
Não póde
ser;
elle
partilhará
d’
esta
influencia, •
sentirá
igualmente
a
acção
da
primavera,
e
se
o
corpo
não
póde
subtrahir-se
ao
influxo
d
’
esta
quadra,
a
alma
sentirá
igual
mente
os
efleitos
d
’esta
agitação
univer
sal.
O
libertino
sentir-se-ha
mais
inclina
do
aos
vicios,
mais
propenso
á
sensua
lidade.
e
dirá
aos
companheiros das
suas
dissoluções
—
«Vinde,
coroemo-n
’
os
de
rosas
antes que murchem»;
o
virtuoso
extasia
do
deante dos
quadros
risonhos
que
por
toda
a parte
lhe
mostra
a natureza,
ar
derá
em
desejos
de
ver o
auctor
de
tan
tas
bellezas,
contemplando
a
magnificên
cias
das obras
divinas.
Amará
o
christão
frequentar
mais
a
casa da
oração,
cantar
no
templo,
medi
tar
nos
attributos
e mysterios
divinos,
e
alegrar-se
com
Deus
na pureza
da
sua
consciência
e
na reforma dos seus
costu-i
mes.
O
-dissoluto
correrá
na
eslrada
do
vicio,
consumirá
o
tempo
na
iniquidade,
e
definhar-se-ha
inutilmente
para
suffocar
o
remorso
de
uma
vida
gasta
nos
pra-
zeres
e
nos
vicios.
A
Egreja
ea
piedade
convidam
aos cas
tos
prazeres
da
oração
e
meditação
que
fortificam
a
alma
e
a
enleiam,
e
nos
exercicios
do
Mez
de
Maria
nos
oíferece
um
meio de
passar
alegre
e
sanctamente
o
mez
de
maio.
O
mez
das
flores
deve
ser
o
mez
dos
pra
zeres
castos
e
Íntimos,
dos
cânticos
gratula-
torios
e férvidos,
das
meditações
calmas
e
preces ardentes.
E
que
entretimento
mais
suave e di
gno
do
que
meditar
deante
dos
altares
as
perfeições,
as
graças,
e
os dotes
sin
gularíssimos
de que
o
Creador
enrique
ceu
a
mais
formosas
das
Virgens?
Que
occupação mais
grata
para
as
almas
de
votas
do
que
oflerecer
a
Maria
as
flores
das
virtudes
na
oração quotidiana
deante
da
Imagetn
formosíssima
da Virgem
hnma-
culada?
O
mez
de
maio
é
o
mez
que
a
na
tureza
fez
apellidar
das
flores,
e
que
a
devoção
quiz
chamar
Mez
de Maria.
Dê-
se
pois
aos
cultos
da Mãe
o
mez
mais
formoso do
anno,
e
Ella
saberá
recompen
sar-nos
com delicias
ineífaveis
e com
fa
vores
especiaes.
A Egreja
nos
aconselha
a
orar assi
duamente
pela paz
e
pela
conversão
dos
perseguidores
da
Egreja;
porque
a
socie
dade
está
abalada
nos
seus
fundamentos
e
os males crescem espantosamente.
A
medianeira
entre
Deus
e
os
homens
é
Maria,
e
Ella
póde
tudo
como
seu
Filho
no
Céu
e
na terra.
Liaboa, Stt de abril de 1&99.
(Do
nosso correspondente). •
Ha
muita
escaceza
de
noticias,
que
deveras
interessem
aos
vossos
leitores. O
chaveco da
política
liberal,
á
falta de
vento
fresco
e
de forças
nos
remeiros,
que
lhe
vão
a
bordo,
parece
agora acor
rentado
a
qualquer
d’
essas
boias
fluctuan-
tes,
que
também
povoam
o
Tejo.
Toda
via,
parece
que
o
nobre
presidente
do
conselho
de
ministros começa
a soffrer,
outra
vez,
dos
dentes.
Quarta
e
quinta-feira
correu
esta triste
nova
pela
cidade,
receiando-se que
ella
se
realisasse ainda
antes
de
se
fecharem
as
camaras.
Não
creio.
Isto, porém,
não
quer
dizer
que
o
ministério
se
sustente,
pois estou na
minha terra,
e
porisso não
soo
propheta.
Todos
os
estancos
elevaram
já
o
preço
do
tabaco,
embora
não
haja
motivo
plau
sível
para
que
as
fabricas
vendara
mais
caro
o
referido
genero,
pois
teem
supe
rabundância
d
’elie
para
muito tempo
an
tes
de
que
comecem
a
pagar
o
tributo,
que lhes
pede
a
nova
lei.
Com
tudo
pe
dem
ao
consumidor
um
augmento
de
12
*/
2
°/
0,
e
reduziram
a
commissão
dos
es
tanqueiros
a
10
%.
isto
é
a
metade
do
que
dantes
era.
Isto
chama-se
ganhar
a
dous carri
lhos,
além
de nos
venderem
gato por
lebre,
dando-nos,
em
grande
parte,
papel
pardo
em
vez
de
tabaco.
E’
mais
mna
das
bellezas da
liberdade
ampla
do
commercio,
que
ahi
campeia
infrene
á
sombra
do
feliz
systema,
que
nos
rege.
Continúa
a
princeza de
Saboia
melho
rando,
e
o
«Diário
de Noticias» com
os
seus
boletins
das
10
da
manhã,
e
das
I
I
da
noite,
e
annuncios
de
missas.
e
fes
tas
em
acção
de graças.
E
’
inútil
dizer-
vos. o
fim,
a
que tendem
os
pregões
do
arauto
da
rua
dos
Calafates;
mas
emquanto
a
mim,
são
de
ura
resultado
negativo.
As
preces,
que
houve,
e
as
missas,
e
hym-
nos,
que
tem
havido nos últimos
dias
pelas
melhoras,
e quasi
restabelecimento
da
snr.
a
D.
Maria
Pia, não provam, de
certo,
a
popularidade
da
dynastia,
que
os
jornaes
cortezãos
d
’ella
pretendem de
monstrar;
pois
ha
em
Lisboa
cerca
de
0 CAPITÃO ANGELO
MOMANCE
ORIG1NAE
POR
J. B. da Silva
Ramos.
OFFERECIDO
E
DEDICADO
A*
EXC.
raa SNR.
a
D.
Anlonia Augusta
T. de
Vasconcellos,
DA CASA
DE MARBON, EM CELORICO
DE BASTO.
IV
Paulo:
Ora...
vós
sabeis
muito
bem como
me
desfiz
d
’
elle.
Quem
podia
aturar
o seu
beate-
rio?!
Demais,
eu
temia-o,
porque penso
que
elle
contava
tudo
ao
patrão,
e
este
queria-lhe
tanto
como
á
própria
filha:
além
d
’
isso, aflligia-
me
com
os
seus santos
conselhos.
—Quem
sabe
se
o
teu
patrão
veria
n
’
elle
um
futuro
genro...
Paulo:
Tão
certo
como
dois
e
dois serem
quatro:
eu
transtornei-lhe
os
planos,
e
agora,
o
snr.
João
d
’
Oliveira,
que
me
crê
um
santo,
não
deixará
de
pôr
em
mim seus
olhos
mise
ricordiosos:
ora...
vós
bem
me
intendeis...
—
Bravo!
bravo!
senhor negociante de
fer
ros
velhos
em
perspectiva!...
—
Contas gallego, disse Paulo, mas não as
do
meu
patrão;
e
toca
a
pôr no
andar
da
rua,
porque estão
próximas
as
horas
do
córo.
—Então
não
appareces
logo?
Podiamos
irá
noite
acolá!...
—disse um.
—Isso
é
contingente,
respondeu
Paulo.
Es-
perae
até
ás
nove;
bem
sabeis
que
não
posso
sair
sem
ter
o
patrão
seguro.
—
São
vinte
oito
tostões,
que
lhes
faça
muito
bom
proveito
—disse o
gallego, entrando.
Pagaram
pro
rata e
sairam
com
grande
es
trépito.
João
d
’
Oliveira,
respirando
então
á sua
von
tade,
erguidas
as
mãos
para
o
ceo
exclamou:
—
Bemdito
seja
Deus!
—
Que
é
isso,
snr.
Oliveira?
—
Perguntou
Ma
chado.
—Não é
nada...
lamento
o
mundo,
que
está
uma
desgraça.
E
Oliveira
mostrava-se
afUicto
e
provocador.
—Isso
é
verdade...
Pois,
senhor,
queria
con
cluir hoje
aquelle
negocio,
porque
ámanhã
te
nho
muito
que
fazer,
e
quero
estar em
casa
terca-feira,
se
Deus
quizer.
Éra uma
duvida
sobre
contas,
que
desfize
ram
em
meia
hora,
retirando-se
em
seguida
João
d
’Oliveira.
V
Em
casa
do
conego
Mascarenhas
passava-se
uma
scena
muito
differente.
Angelo, cançado de
descanço,
e
perdidas
as
esperanças
de
entrar
de
novo
na
vida
com-
mercial,
tinha-se
decidido
a
assentar
praça: o
conego
esforcou-se
por
dissuadil-o,
mas,
em
vis
ta
da
impossibilidade
de
o
arrumar
no commer-
cio,
cedeu
afinal.
N’este
mesmo
dia,
conhecendo
o
conego
a
vontade
inabalavel
d
’Angelo,
lhe
disse:
—
Pois
finalmente,
rapaz,
tu
não me és
pe-
zado,
mas
também
conheço
que
isto
não
é
vi
da.
Uma
vez que não
perdes
essa
scisma,
irei
ámanhã
comtigo
para
assentares
praça.
Eu
já
conversei
com
o
general
a
esse
respeito,
e
es
pero
farás boa
figura,
achando
a fortuna
que
te
voltou
as
costas
na
vida
commercial.
—
V.
s.
a,
snr.
conego,
bem
vê
que
são
pas
sados quatorze
mezes,
desde
que
sai
de
casa
do
snr. João d’Oliveira,
e
até agora
não
foi
possível
abrir-se-me uma
loja
de
negocio.
—
Pois bem;
descança...
ámanhã
trataremos
d
’isso.
E
tua
mãe?...
—
Minha mãe,
coitadinha,
custa-lhe
muito,
mas
não tem remedio
senão
conformar-se.
Voltemos
a
casa
da
João
d
’Oliveira.
Logo
que
este
chegou
a
casa,
contou
o
acon
tecido
a
sua
mulher,
declarando-lhe
que
estava
torturado
de
remorsos
pelo mal que
tinha
feito
a
Angelo,
mas
que
ia incontinente indemni-
sal-o
de
tudo
quanto, por sua
culpa
tinha
sof-
frido.
A
noite tinha
avançado
bastante, e Oli
veira
deixou
para
o
outro
dia
a
realisação
do
que
promellera.
Depois
de
cear
desceu
á
loja,
e,
contra
o
costume,
levou
para
cima
as
chaves
das
por
tas.
De
noite
não
tinha podido
dormir.
Tinha
principiado
algumas
cartas para
o
conego
Mas
carenhas,
mas
não
poude
concluir
nenhuma;
tal
era
a
excitação
de
seu
espirito.
Antonio Martins
Priscos,
que
era
caixeiro na
casa
fronteira, vendo,
contra
o
uso,
Oliveira
abrir as portas, admirou-se; cumprimentou-o, e
ficou
em
observação.
Oliveira
chamou-o
logo;
e
como elle
era
um
dos
maiores
defensores
de
Angelo,
contou-lhe
a
descuberta,
que
tinha
feito
no
dia
antece
dente,
declarando-lhe
que muito
desejava
fal-
lar
com
Angelo, o
mais
depressa
possível;
pois
que
sentia
o
coração,
como
que
esmagado
de
remorsos.
Que
ia
immediatamente
pôr
Paulo
fóra
de
casa,
mas
que
achava
diflicultoso fazer entrar
de
novo
Angelo,
porque
este
devia
estar,
e
com
justa razão,
escandalisado
contra
elle.
Priscos ficou
saltando
de
contente, e
affian-
çou a
Oliveira
que
Angelo
nunca
pronunciou
uma
só
palavra
contra seu
patrão;
pelo
con
trario,
dizia
sempre
que
seu
amo
era
justo,
e
que
só
uma
grande intriga
o
teria
obriga
do
a
proceder
assim;
e concluiu
por
se
prom-
ptificar
a
ir
fallar
logo
com Angelo,
c
trazel-o
á
sua
presença.
—
O’
meu
amigo!—
exclamou
cheio
d
‘
alegria
João
d
‘
Oliveira
—
então
não
se
demore,
parta
quanto
antes.
N
‘
este
momento
entrava
Paulo
na
loja,
e
os
dois
separaram-se.
Priscos
correu
á
Batalha,
e dirigindo-se
a
Angelo
lhe
diz:
—
Principio
por
te
dar
um
apertado
abraço.
E
estreilou-o
entre
seus
braços
com
mostras
de
viva
alegria.
—
Então
que é?...
—
Estás
reconhecido
innocente para
com
o
snr.
João
d
‘Oliveira, e
descoberto está
também
o
auctor
da
calumnia.
—Que
dizes,
meu
amigo?
—
A
verdade,
e
nada
mais. Chegou
íinalmenle
o
dia
do
teu
triumpho
e
da
minha
maior
ale
gria...
Vem,
vem
já
comigo
a
casa
do
snr.
João
d
‘
01iveira,
que
ancioso
te
espera.
(
Continúa).
■rfg
Mn
raga
quarenta
parochias,
e
apenas
etn
cinco
ou
seis
houve
preces,
e
raros,
relativa
mente,
teem
sido
os
festejos
ecclesiasti-
cos.
E
nas
províncias,
o
mesmo.
Como tudo
lhes
serve
para
illudir
os
crédulos,
é
for
çoso
desmascarar
a
hypocrisia,
para
que
não
logre
enganar
os
de
fóra,
porque
aos
de
casa não o
consegue ella,
salva
uma,
ou
outra
excepção.
E
’
muito
notável
a
carta
do
vice-con-
sul
portuguez
de Granada,
sobre
o
fusi-
lamento
do
infeliz
Costa,
na parte,
em
que
se
refere
ao
conde
de Valbom;
o
qual,
atlenla a
notoriedade
da
sentença,
que
levou
ao patíbulo
um
portuguez
em
Hespanha,
devia necessariamente,
na
opi
nião
do
signatário,
saber
que
o
reu
es
tava
em
imminente perigo
de
soffrer
a
terrível
pena,
que
soffreu.
«Ralham
as
comadres, descobrem-se
as
verdades».
Quem
terá
razão?
Talvez
ambos,
e
talvez
nenhum.
E
’
caso
mui
diflicil de
averiguar.
Dom
Carlos
saiu
de
Roma.
Leão
XIII
recebeu
o
representante
da
monarchia
le-
gitimista
hespanhola,
sua
augusta
Esposa,
e
Filhos com todas
as demonstrações de
affectuosa
amizade.
A
agencia Havas
desmentiu
ha
pouco
a
nova
da
abdicação
de
D.
Carlos
VIL
Teve
as honras
de
um
desmentido,
em
bora
supérfluo,
porque
ninguém
acreditou
aquella
boa
nova, nem ainda
pela
própria
referida
agencia.
Se
elles
são
filhos
de
tão
bom
mes
tre!...
A
camara
dos
deputados,
embora
lhe
não
falte que
fazer,
e
nada
tenha
feito
de
profícuo,
não
pôde
trabalhar,
n
’
um
dos
últimos dias,
por
falta
de
numero.
Mas,
nem
por
isso,
deixarão
todos os
paes
da
patria
de metter,
integralmen'e,
na
algibeira
o
subsidio
mensal.
São,
eílectivamente,
de
ura zelo,
de
uma assiduidade
admiráveis!
Na
egreja
dos
Martyres
haverá
breve
mente
um Te-Deum, pela
associação
dos
mtisicos,
em
acção
de
graças
pelo
res
tabelecimento
da
illustre
filha
de
Victor
Manoel
A
tal
associação
deixou-se
de
festejar
a
sua
Padroeira,
Sancta
Cecilia,
e
de
suffragar as
almas
dos
irmãos
defunc-
tos;
mas o
seu
espirito
de
devota
pie
dade
acordou,
despertado
pelos
prantos
nacionaes
arrancados
pela
doença
da
snr.
a
D.
Maria
Pia
de Saboya.
E’
um
dos
milagres
d
’esta
epocha,
em
qne
o
espiritualismo
fórte
se
ri de
todos
os
prodígios
possíveis.
Não vos
contarei
da
festa,
porque
só
mente
serão
admitlidos
os
felizes,
qne
ob
tiverem
bilhete,
e
eu,
de certo,
propha-
no
dos
quatro
costados,
estou
muito
lon
ge
de
merecer
tamanha,
e tão
honrosa
fineza.
Meus
caros
amigos,
esta
calmaria
po
dre
é
prenuncio,
emquanto
a
mim,
de
grande
tempestade.
E
crêde,
quando
ella
se
manifestar
não
me
lembrarei
de San
ta
Barbara.
A
grandes '
males,
medicina
heroica.
A
camara
baixa
não
permittiu
que
progredisse
o
processo
de
policia
correc-
cional
contra
o
deputado
Pedro
Corrêa,
responsável
do
«
11lustrado
j
»
.
E
’
mais
um escandalo
d
’esta epocha
d
’
escandalos.
Os
legisladores
deveriam
de
ser
os
primeiros
a
dar
exemplos
salutares;
os
li
beraes
entendem,
porém,
que
o deputado,
porque
o
é,
póde
commelter
qualquer
crime
impunemente.
Os
tribunaes
de
jus
tiça
pronunciam;
mas
se o
pronunciado
ê
um
legislador,
os
collegas
põem
o
veto,
e
o
deliquente
é
absolvido
sem
ser
jul
gado!
Se
não
fôra
de liberaes
não
se
acre
ditaria,
meus
amigos.
Como eu
não
posso
crer,
embora
o
palpe,
que
o
paiz tenha
descido
tanto
que
tolere
a
imintnoralidade,
e
o
espirito
de
converter
a
nação
n’um
povo de
mendi
gos
ao
leme
da
nau
do
Estado.
Todo
vosso
A.
SLBTTE O.
A.T
«jas.
A.
pelos
arredores
da
villa, sem
se
atrever
a
atacar-nos.
(1)
Os
povos
d
’
estes
sitios queriam
que
Macdonell
lhes
desse
pelo
menos
200
ho
mens
do
meu
regimento,
comprometten-
do-se
a
derrrotarem completamente
as
forças
do
Vinhaes;
mas
elle
recusou-se
óbstinadamente
a
esta
exigencia.
Por
fim,
contentavam-se
em
lhe»
da
rem
algumas
centenas
de
maços
de
car
tuxos;
mas elle
nem
a
isto
annuiu. De
ram-se-lhes
apenas
50 ou
60
maços
sem
que
o
general soubesse.
Em
30
de
janeiro,
resolveu
o
Mac
donell
marchar
sobre
Chaves,
com
o
fim
-dizia
elle
—
de
tomarmos
posse
da
praça,
que
só tinha
de
guarnição
alguns vete
ranos,
e apoderarmo-nos
de
grande
nu
mero
de armas,
mochilas,
cantis
e
outros
petrechos
de
guerra,
que
o
13
de
infan-
teria
havia
deixado no
castello.
(2)
Pelas
11
horas
da escuríssima
noite
de
30
para
31
de
janeiro,
sahimos
de
Villa
Real,
debaixo
de
um
temporal
des
feito,
de
chuva
e
vento,
não
tendo
os
in
felizes soldados,
capotes
nem
patronas,
nem
guardas-fechos,
nem
ao
menos
bor-
naes.
Alagados
em
agua,
foram
ficando
pe
las
aldeias
que
estanciavam
pelo
caminho,
de
maneira que
quando
Macdonell chegou
no
dia
31 a Villa
Pouca
de Aguiar,
não
levava
400
homens.
O resto
foi-se-lhe
reunindo
aos
gru
pos,
cada
um
por sua vez. Todos
alli
chegaram sobremodo
cançados,
molhados
e
mortos
de
fome.
Vinhaes,
sabendo
logo
da
retirada
dos
realistas,
marchou
em
seu
seguimento,
mas
entretendo-se
os
seus
soldados,
du
rante
a
marcha, a
praticarem
as
atroci
dades
do
costume.
Em
Villa-Sêcca,
assassinaram
o des
graçado
e
velho Pacheco,
que
tinha
si
do
olficial
convencionado
era
Evora-Mon-
te.
Em
Zimão,
na
Gralheira
e em
Villa
Pouca
de
Aguiar,
lambem
aculilaratn
al
gumas
pessoas;
e
até
algumás
mulheres
e
creanças!
Os
realistas
haviam
passado
a noite
de
31
em
Villa Pouca:
mas
na
manhã
do
dia
seguiute,
ouve-se
o
grito
aterrador
de
—
Os
Cabraes!
—Foge
tudo,
na
maior
de
sordem,
na
direcção
de
Chaves, mas
a
uns
9
ou
10
kilometros
da
villa,
mudou
de
rumo,
torcendo
para
Ribeira
de
Pena.
Macdonell,
chegando
a
um
cabeço,
cha
mado
Tapada
do
Ervedeiro,
na
descida
da
serra
do
Mação,
proximo
á
aldeia
de
S.
Payo,
freguezia
de
Villa
Pouca
de Aguiar,
apeia-se
e
põe-se
a
observar
os
movimen
tos
do
inimigo,
que
se
descobria
per-
feitamente
em uma
planície
á
nossa
re-
ctaguarda.
Ao
lado do
Macdonell
estava o
seu
eslado
maior,
que se
compunha
dos se
guintes individuos:
—
Victorino
José
da
Sil
va
Tavares,
brigadeiro, servindo
de
quar
tel-mestre-general;
Sebastião
de Castro
Lemos
Magalhães
e
Menezes,
commandan-
te
do pequeno
batalhão
de
voluntários
rea
listas
de
Estarreja—seu
irmão, Antonio
Carlos
de
Castro
(os
fidalgos
do
Côvo)
—
José
Maria
d
’
Abren,
(de
quem
já
fallei)
ajudante
d’ordens
do
general—
Manoel
Ne
grão
(filho do desembargador Negrão)
ajudante
d’ordens—e
Ferreira
Rangel
[o
escrivão
fidalgo)
idera
—
todos
.
montados.
As
forças
realistas
já
hiam
longe,
e
toda esta
gente—
que,
como
se
vê,
era
a
principal—eslava
separada
da
sua
tropa.
Debalde
expunham
ao
escocez
o
pe
rigo
em
que
estavam, elle
teimava
etn
conservar-se
no
mesmo
sitio,
e
respondia
—
-Eu
sei
o que
faço».
—
Talvez
não
soubesse
muito bem,
por
que
nunca
sahia
do
seu quarto
de
cama,
sem
ler
bebido
uma
boa
porção
de
aguar
dente.
Os
cabralistas
avançavam
sempre,
e
quando
o
séquito
do
Macdonell
viu
que
elles
estavam
apenas
a
alguns
passos
de
distancia,
fugiram
a
toda
a
brida.
Antonio
Carlos
de
Castro,
que
ainda
se
demorou
alguns
momentos,
a
ver
se
convencia
o
general
a
retirar,
deveu
á
velocidade
do
seu
cavallo, .escapar
a
uma
morte
tão
horrível
como
inglória.
Só
o infeliz Ferreira Rangel,
levado
de
uma
mal
entendida
quanto
mal
empre
gada
abnegação,
dissera
aos
que
lhe
pe
diam
que
fugisse
—
«Hei-de
morrer onde
morrer
o
meu
general».
—
Um
sargento
e
tres
soldados
de
ca-
valleria,
cabralistas,
são
os
primeiros
que
chegam
ao
pé
do
Macdonell,
e
este
offe-
rece
a
sua
espada ao
sargento,
que
lhe
responde
com uma
cutilada.
O
general
diz-lhe:—
Oh, eu
sou
o
general
Macdo
nell».
—
Outra
cutilada.
—
«Eu quero
fallar
ao
general Vinhaes».
—Uma
estocada,
que
o
mata.
O
desgraçado
Rangel
ainda se defen
deu por
alguns
momentos,
mas
o
que
po
dia
fazer
um
velho, (3)
contra
quatro
ca-
valferias
e
elle
apeado?
Teve
a
sorte
do
Macdonell.
O
sargento,
oocupou
se
logo
em sa
quear
o
general,
roubando-lhe
33
peças
em
ouro,
que
linha
recebido
ein
Amaran
te, e o
mais
que
já
trazia;
o
collete,
que
era
bordado a
ouro,
e
as
esporas que
eram
de
prata.
(São
os
prós dos
carras
cos).
Os
tres
soldados
lhe roubaram
o
resto, assim
corno
ao
Rangel, deixando-os
a
ambos apenas
em
camisa
e
ceroilas.
O
povo
os
enterrou
(diz-se que
por
ordem
de
Vinhaes)
na
ermida de Santo
Amaro,
da aldeia de Sabroso,
a
9
kilo-
metros
de
Villa Pouca,
e da
Varêia
de
Bórnes,
concelho
de
Villa
Pouca.
(Em
Sabroso
ainda
ha
outra
capella,
da
invo
cação
de
Nossa
Senhora
do
Lorèto,
par
ticular).
Assim
terminou
a
existência,
um
ho
mem
que,
se
não fosse
traidor
nem
be
bado, talvez
n
’
aquella
conjunclura
tivesse
feito
alguma
cousa
a
favor
do partido
legitimista,
pelo
menos,
obter
uma
capi
tulação
vantajosa
para
os
realistas.
(4)
O
séquito do general, foi
reunir-se
á
força,
que
esperava
na
Ribeira
de
Pena,
e
o
Vinhaes
não
se
atreveu
a
atacar alli
os
realistas, apezar
de
estarem
bem
pio-
ximos,
e
ainda
no
concelho
de
Villa
Pou
ca
d
’
Aguiar.
Da
Ribeira
de
Pena, marchou
a lorça
para
Cayêz (concelho
de
Cabeceira
de
Bas
to)
e
d’
alli
se
foi reunir
ao
general
Soa
res
de
Moura,
que
estava
em
Guimarães,
e
já
tinha
feito
a
juncção
com
as
tropas
republicanas.
Assim
acabou
a revolta
miguelista
de
1846,
tão
mal
prinçipiada,
como
pessi
mamente
dirigida;
porém
o
fim
do
Salda
nha e
dos
cabralistas
eslava
conseguido
—
era
a intervenção
da
Hespanha,
França
e
Inglaterra,
allegando
para
o
consegui
rem,
que
os
revoltosos
tentavam
collocar
no
throno
o
monarcha exilado.
obra
como envelhecida, accusando-se
de
imperfeitas
as
traducções
em
Iodas
as lín
guas
cultas
da
Europa
e
as
duas
prece-
denlemente feitas
em
Portugal.
Não
co
nheço
estas,
porque
me
não
foram
com-
múnicadas
nem
pelos
editores,
nem
pelos
traductores;
e
se
é
verdade
que
a
minha
obra
é
indispensável
nas
bibliolhecas
dos
estudiosos,
as
correcções
e
os
supplemen-
tos
deviam
ser
pedidos
ao auctor, ainda
vivo.
Ha
mais
e
peior.
O
traductor
quer
modificar
as minhas
apreciações
de
ho
mens
e
de
factos: libertar
a
minha
cri
tica,
com
quanto
imparcial
e
desapaixo
nada
da influencia
das
minhas
opiniões
religiosas
e
políticas,
e
do
ideal
italiano
da
unidade politica e unidade
religiosa.
N
’uma
palavra o
meu
nome
cobriria
as
opiniões,
quaesquer
que
sejam,
do
tra
ductor.
Grato
pelo
penoso
encargo
que
assu
miu
e
pelas obsequiosas
expressões
que
me
dirige,
devo
porém declarar
que
sem
rasão
alguma
affirma
que
as
edições
fran-
cezas
e
italianas
(e devia
accrescentar
as
hespanholas)
que
àpezar
de
se
dizerem
correclas
e
augmenladas
em
nada impor
tante
alteram
o texto
primitivo,
tendo
eu,
nas
que
foram
feitas com
a
minha
par
ticipação,
aproveitado,
de
todos
os
aucto-
res
que
elle
aponta
e
dos
descobrimen
tos.
Em
seguida
pergunto
a
elle
e
aos
honestos
portuguezes
e
brazileiros como
se
deva
qualificar
uma
semelhante
remo-
dificação
de obra de
auctor
ainda
vivo,
o
qual
se
póde
descurar
o
seu interesse,
não
assim
o
seu
nome
e
a
integridade
das
suas
convicções políticas
e religiosas,
ciosamente conservadas atravez
de
ruido
sos
acontecimentos públicos
e
de
vivas
contrariedades
pessoaes.
Assignado
Cesar
Cantu.
Qui
timenl Dominum
et
qui
diligunt
eum,
santificabunt
animas
suas;
custodiunl
man-
dala
illius
et patienliam
ha-
bebunt
usque
ad
inspectio-
nem
illius.
(E
ccl
.
cap
.
2.”
v.
20
e
21).
Aquellcs que
temem
o
Se
nhor
e
que
o amam,
santi
ficarão as
suas
almas; guar
dam os
seus
mandamentos
e
conservarão
a paciência
até
o
momento
em
que
Elle
os
chame
á
sua
Divina Pre
sença.
No
dia
2!
do
corrente
mez
d’
abril,
cerca
das
tres
horas
da tarde",
voou
á
santa
morada
dos
justos
a
alma
da
ex.
”*
1 1
2
3
4
’
snr.
a
D. Maria
Benedicla
de
Mesquita
Montenegro,
residente
em
S.
Vicente
de
Tougnes,
freguezia
do
concelho
de
Villa
de
Conde.
Um
treelio de historia eoutempo-
ranen.
I Conclusão]
Emquanto
estivemos
em
Villa Real,
andava
o
Vinhaes,
comjjuns
500
homens,
(1)
As
forças
de Vinhaes
eram
com
postas
de
contingentes
de
caçadores 3,
in-
fanteria
3
e
15,
um
pequeno
batalhão
de
empregados
íiscaes,
e
uns
40
cavallos
(quasi todos
estropiados)
de cavallaria
n.°
7.
(2)
Era
a unica
cousa
ern
que
o
es
cocez
não
mentia.
Com
effeito,
em
abril,
a
brigada
de
Soares
de
Moura
(da
qual
eu
commandava
então
a guarda
avançada)
alli
foi
encontrar,
dentro
de
uma
cister
na
enxuta,
grande
quantidade
de utensí
lios militares,
e
até
a
espada
que tinha
sido
do
general
Macdonell,
que
Soares
de
Moura
me
deu.
(3)
Macdonell
tinha
quasi
80
annos
e
Rangel,
60.
Estes
dois assassinatos
foram
ppis estupidamente cobardes
e
infames.
Só
cabralistas
seriam
capazes
de
praticar
um
acto
tão
deshpnroso
para
uin militar
portuguez!
Quanto
mais,.
era
evidentissi-
mo
que
o
escocez
se
queria entregar,
vis
to
estarem
conseguidos
os
fins
a
que
veio
—
a
intervenção
estrangeira.
(4)
Foi
a
primeira
vez
que
se viu
mor
rer
ferido,
o
general
de uma
força qual
quer,
sem
ser
ferido
ou
prisioneiro
um
só
dos
seus
soldados.
ATTESTÇÃO.
Cesar Cantei e o snr. Ennes.
Lê-se
no «Jornal
do
Commercio»
de
Lisboa:
Publicamos
em
seguida
um
protesto
do
eminente
escriptor
Cesar
Cantu
con
tra
uma
nova traducção
portugueza
da
sua
Historia
Universal.
Não
fazemos
o
mais
ligeiro
commen-
tario
ao
justo
reparo
do illustre
historia
dor.
A
consciência
publica
dirá
se
'elle
lem
ou
não sobejo
motivo
para
o
seu
protesto.
Milão,
1
de abril
de
1879.—
Por
aca
so
vi
annunciada
uma
nova
traducção
em
portuguez da
minha
Historia
Universal.
Se
a
lei
não
tutela
a
propriedade,
eu
devo
defender
o
que
me
é
mais caro —
o meu
bom
nome.
O
traductor
propõe-
se
reformar
a
obra
em
harmonia
com
os
progressos
realisados
pelas
sciencias histó
ricas
desde
1838, data
da
primeira
edi
ção
italiana.
Ignora
elle
portanto que,
depois
d’essa
data,
muitas
edições
se
fi
zeram
até
á
de
Paris
de
1869,
sempre
levadas
pelo
auctor
ao
ultimo
estado
das
doutrinas
e
dos
factos.
E
’
conseguinte
mente
sem
rasão
que
se
faz suppor a
Na
edade
de
16
annos
contraíra
ma
trimonio
com oexc.
in0 snr.
Manoel
Antonio
de
Mesquita
Pimentel,
viuvando
aos
21;
n
’este
estado
se
conservou
sempre,
consagrando-se
com
maternal
desvelo
á
educação
de
dois
únicos
filhos
que
teve,
a
exc.'na
snr.
a
D.
Anna
Amalia
de Mes
quita
Montenegro,
fallecida
ha
annos
e
o
ex."
30
sr.
dr. Bento Joaquim
de
Mesquita
Pi
mentel
de Carvalho,
meu
estremecido
Pae.
Fiel
herdeira
e
guardadora
zelosa
e
inquebrantável
d
’
uraa
educação austera e
profundàmcnte
christã,
legou-a
intacta,
co
mo
o mais estimável
dos
lhesouros,
a
uma numerosíssima progenie
que hoje
pranteia
a
ausência
d’
essa
mulher
forte,
cujo
corpo,
alquebrado
pelos
annos e pe
las
dores
acaba
de
resvalar
na
sepultura.
Sósinha, no
triste
e
ermo
remanso
d
’
uma
aldeia, retirada
do
bulicio
do
mun
do,
foi.
durante
perlo
d
’
um
século,
typo
perfeito
e
augusto
das
mais alevantadas
virtudes
christãs
e
produziu
a
edificante
admiração,
no
decurso
de
tão
longo
pe
ríodo,
de
quasi
tres
gerações,
que viu
passar
e
que
sempre
unanimes
e
reve
rentes
lhe
prestaram
sinceras
homenagens
de
profunda
veneração e
amor.
De
seus lábios
puros
sempre
se
des
prenderam
até
o
instante
em
que
exha-
iou
o
ultimo
alento
palavras
de conso
lação.
de
doçura,
de
sabedoria
e
de
bên
ção para
os
seus,
para
o
orphão,
para
o
desvalido,
para
o
aíllicto,
para
lodos!
Porque
seu
coração puro,
nobre
e
itnmaculado
era
altar
consagrado
onde
ardia
perennemente o
amor
de Deus e
o
amor
do
proximo!
Também
pulsaste
muitas
vezes
com
verdadeiro genio a lyra christã, d
’
onde
desferiste
hymnos
repassados
da
mais
terna
suavidade
e
candura!
E eu
guarda
rei
sempre
como
uma
recordação
vene
randa as
poesias
que
pude
colher
te
dos
lábios,
já
quando o
ergástulo
carnal
por
fiava
em
reter
no
mundo
teu
espirito
an
gélico!
Vergada
ao
pezo
dos annos
e
alque
brada
por ingentes
dores
e
fadigas
que
formam
uma
epopeia
sobrehumana,
viveu
nos
seus últimos
annos
inleiramente
alheia
ás
mil
mudanças
e
vicissitudes
que agi
tam
o
mundo,
prostrada
no
leito
da
agonia,
onde
frequentemente
recebia
os
Sacramen
tos,
cheia
de
fé
e
de
amor!
Alli, depurada
no
crysol
de
longos
e
atrozes
soflrimentos,
soffreu-os
com
uma
resignação
indisivel
e
ainda
teve,
até
ao
fim,
palavras
de
amor
e
de
bênção,
que
as
ouvi
eu
ainda
nos últimos
dias juncto
de
meu
Pae,
que,
semelhando
a
estatua
viva
da dôr,
velava á
cabeceira
do
leito
da
Mãe a
quem
idolatrava!
Tu
encarnavas
em
ti
o
cumprimento
rígido e
austero
do
dever,
a
firmeza
das
crenças
e
o
fervor
da piedade d’outras
eras,
que
não
são
estas
em
que predomina
a
descrença
e
a
immoralidade.
A
Deus
offereço
as
lagrimas
de
dôr
e
de
saudade
que
tua
morte
me fez
ver
ter, e
d
’
envolta
com
ellas
te
supplico
ores
a
Deus
por
mim
para
que
cumpra o
protesto
que
sempre fiz
e
hoje
renovo de
trilhar
inquebrantavelmente
a
senda
de
meus
Paes
na
firmeza
das
crenças
e
no
cumprimento
do
dever.
Aos
leitores
peço
um
Padre
Nosso
e
uma
Ave
Maria
pelo
eterno
descanço
da
finada.
Braga
25
d
’
abril
de 1879.
Antonio
Joaquim de Mesquita. Pimentel.
Prevenimos os nossos
esti
máveis
assignantes de
todo o
arcyprestado
de Barcellos que,
pódem satisfazer suas assigna-
turas ao
rev.'
110
snr.
padre Ma
noel
Sebastião d’
Almeida Pei
xoto, muito
digno
secretario do
snr. Arcipreste,
e
os dos Arcos
de
Valle-de-Vez
e da Barca,
ao
ex.'
no
snr. Manoel Marinho,
que
teem
já em
seu poder, todos
os
recibos,
não só
os do «Com
mercio
do Minho»,
como tam
bem
os da «Semana
Religiosa».
Porisso
lhes
rogamos a fineza
de se
dignarem satisfazer os
seus
débitos, com a possível bre
vidade,
áquelles
referidos
snrs.
Toda a correspondência di
rigida
ao
director e administra
dor
d’este
jornal, Antonip Joa
quim
de Mesquita Pimentel.
GAZ1TILIÀ
Conferenein de S. Vicente de
Paulo, no Porto.—
Já
demos
aos nos
sos
leitores
a gratíssima
noticia
de
ter
havido no
Porto
uma
reunião
preparató
rio
para
se
implantar
n
’
aquella
cidade
a
sublime
instituição
da
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo.
Acrescentaremos
hoje
que
ella
já
se
acha
definitivamente
inau
gurada,
o
que
leve
logar
no
dia
immediato
ao
d’aquella
reunião.
Felicitamos
por
este
motivo a cidade
do
Porto.
XomeafAn.—
Para o
logar
d
’
escrivão
de
direito
d
’
esla
comarca,
vago
pelo
fal-
lecimento
do
snr.
Penha
Fortuna,
foi
no
meado
o
snr. Antonio
José
Gonçalves.
Felicitamos
este
cavalheiro.
Kecein-nnscidoa.
—
A
policia
pren
deu
duas
mulheres
que saiam
d
’
uma
casa
da
rua
dos
Chãos,
onde
tinham
idó
ex
por
um
recem<-nascidq.
Soube-se
que
este
pertencia
a
Dellina
Julia,
caeada
de
ser
vir.
—
Foi encontrado um
outro
recem-nas-
cido
no
corredor
da
casa
em
que
habita
o
snr.
Domingos da
Costa
e
Silva.
lirsculpa.
—
Ao
nosso
presado
amigo
o snr. dr.
Pereira-Caídas,
pedimos
des
culpa
da
interrupção
que
soffreu
a
pu
blicação
do
interessante
escripto
que
nos
enviou.
Aífiançamos a s.
exc.
a
que
será
completado
nos seguintes
n.
os
.
Vestividade em WareeIBos.—
No
dia
3
de
maio
ha
na
formosa
villa
de
Bar
cellos
a
grande
festividade
das
Cruzes,
e
ao
mesmo
tempo
a
feira
annual,
que
cos
tuma
ser
das
mais concorridas
do
dis-
tricto.
Haverá
comboios
de
ida
e
volta
a
preços reduzidos.
Atravez «la província.—
No
dia
vinte
e
um
do
corrente
ás
4
hòras da
tarde,
appareceu
afogado
junto á telheira
da
freguezia de S. Pedro
da
Torre,
do
concelho
de
Valença,
José Sanches,
sol
teiro.
—
O
infeliz
estava
a
cavar
barro de
uma
barreira,
e
sendo
accommetido
da
gota
caiu
n
’uin charco que
estava
proxi
mo,
no
qual
morreu
asphyxiado.
—
Dizem de
Valença:
—Mais
uma
pro
va
de
quanto é
prejudicial
aos
povos
do
alto
Minho a
demora
na conclusão
do
lanço
do
caminho de
ferro
entre
S.
Pe
dro
e
Valença.
Alguns cavalheiros
que
de
Villa
Nova
de Cerqueira vieram
as
sistir
ao
enterro
do
infeliz
moço,
pagaram
500
reis
pelo
percurso
de
S.
Pedro
a
esta
villa,
o
que,
sommado
com 150, impor
tância
do
transporte
de
Villa
Nova
áquel
la
freguezia
perfaz
a
quantia
de
650
rs.
Antes
da
viação aceelerada um logar
na
diligencia
custava
de
Valença
a
Villa
Nova
240
rs.
De
modo que
retrogadamos,
e
que
o
caminho
de
ferro
longe de
ser
vantajoso
foi
prejudicial.
—Nos
Arcos
do
Valle
do
Vez
vae con
struir-se
um hospital.
Para
auxiliar
a
sua
conslrucção
deu
o
snr.
conde
de
Porto
Côvo
a
quantia
de
2003000
mil
reis.
—
No
domingo
teve
logar
na
fregue
zia
de
Santa
Martha
de
Portuzello,
a
5
kilometros
de Vianna, a festividade do
Senhor
dos
Passos.
Foi
feita
com
toda
a
poiupa.
—Na
primeira
quinzena
do corrente
mez,
o
preço da carne
de vaccá, nos
talhos
de
Vianna,
foi
de
240
o
kilo:
da
carne
de
porco
de
320
reis,
e
de
car
neiro
120.
—
Ante-hontem
houve
na
egreja
da
Misericórdia,
da
villa
dos
Arcos
do
Valle
do
Vez,
pomposa solemnidade
em
honra
das
Dôres da
Mãe de
Deus.
Orou
o
revd.
0
padre
José
Maria
de
Barros,
prior
da
freguezia
de Monserrale,
da cidade
de
Vianna.
Uernnrdette
Soeibírons. —
Falle
ceu
em
Nevers,
no
collegio
das
Irmãs
da
Caridade
e
da
Instrucção
Christã,
a
Irmã
Maria
Bernarda,
ou
Bernardette
Sou-
bírons,
a
celebre
pueella
de
Loordes,
a
quem
a
Virgem Maria
se
dignou
appare-
cer
por
18
vezes,
e
que foi
a
cansa
pri
maria
d
’
esse
concurso
fabuloso
de
pere
grinos
que
todos
os
dias
accodem
ao
Sanctuario,
e
á
Bocha
Massabielle.
Havia
nascido
a
6
de
janeiro
de
1844,
e
era
filha
de
Francisco
Soubírons
e
Lui-
za Cartérot,
da
diocese
d'e Tarbes.
O
dia
16
do
corrente abril foi
o
da
visão,
não já
em
Lourdes,
mas na
celes
tial
Jerusalém, onde
Bernardette
(cremos
piamente)
irá
gosar
o complemento
d’esse
góso
que
começára
a
fruir
n
’este
mundo
no
dia
11
de
fevereiro de 1858....
Se
estás
junto
do
throno do
Senhor,
pede
"pela
França,
que
bem
o
carece,
e
pede
também
por
nós!
Cezttr
Cantw
e o
snr. Antonio
Ennes
—
Escreve
o
nosso
collega da
«Na
ção»:
O
celebre
historiador
italiano
protesta
—
e
quem
dirá
que
não
tem
razão?
—
con
tra o sor.
Ennes
que
pretende fazer da
sua
Historia
Universal,
espiritualista,
chris
tã
e
catholica,
uma
historia
impia,
anti-
christã
e
materialista.
O
nosso
calumniador dos
lazaristas
e
das
Irmãs
de Caridade
teima,
porém,
e
diz
que
ha
de levar
a
sua
ávante!
Quç
nome
se
ha
de
dar
a
um
tal
prece
fimento?
O
que
nos
parece
impossível é
que
haja
quem
auxilie
similhante
empreza.
Em
lodo
o
caso
estejam
prevenidos
os
calholicos.
Perseguição religiosa.
—
Na
Prus-
sia
continua
a
perseguição religiosa.
No
convento
das
irmãs
de
S.
CSrlos
em
Braun-
sberg
estava
uma
religiosa
que
tinha, vindo
de
Treves
para ajudar
as
suas
co-irmãs
no
tratamento
dos
numexõ^os. doentes
ata
cados
dó
typho.
A
áuctòriaawf
juigôti
cer-
taraenle
a
monarchia
em
perigo
e
orde
nou
a
expulsão
da
religiosa dentro
em
vinte
e
quairo
horas,
intimando-lhe
a
or
dem
de
partir
para
Treves,
isto
era
de
ir
d
’
um
fim
da
Prussia
para
o
outro.
Já
tratavam
de
violência
quando
chegou
nova
ordem
de
que a
irmã
podia
estar
proviso
riamente.
Dizem
que
a
fraeção
do
centro
tem
a
intenção
de
interpelar o
governo
sobre
este
caso
revoltante
e
illegal.
E
é
quando
se
passam taes
cousas, que
se
ousa
fallar d
’amor e
de
paz!
Conversões.—
Em
Hespanha houve
algumas
apostasias,
durante
a
recen
te
orgia
revolucionaria,
em
consequência
da
Propaganda
protestante.
Ora,
em
ge
ral,
estas
conversões
de
pessoas pertencen
tes
ás
famílias
catholicas e
levadas
pela
paixão
política
a
renegar a sua
fé,
não
prosperam
n’
uma atmosphera
inteiramen
te
catholica.
Com
effeilo,
dez
abjurações
solemnes
acaba de
ter
lugar
em
Bar
celona,
na
Egreja
do
Santo
Anjo
da
Guar
da,
perante
uma
numerosa
assistência.
Ou
tras
já
tinham
lido
lugar
em
Alcoy
no
Ferrol,
e
n
’outras
localidades
d'Hespanha,
onde
os
pastores, os
impostores,
protes
tantes
tinham
aberto
chafaricas.
servou
attento
ás
supplicas humildes de
seus
filhos.
Oh!
bendita seja
a
fé
dulcíssima
do
Christianismo,
que
vem,
como
orvalho
da
aurora,
nas
pétalas
da
flôr
emmurchecida,
cair,
balsamo
celeste, no
coração
fatiga
do
dos
fieis,
que,
alentados por ella,
se
embalam aos
bafejos
suaves
da
espe
rança,
da paz
e
do
amor.
A
festa
d’
Endoenças
offerece
sempre
aos
catholicos
monsanenses
a
sumptuosi
dade
digna
do
grandíssimo
mysterio
que
representa;
mas
quando,
como
este
anno,
é
celebrada
sem
o
apparalo
ruidoso que,
mais
ou
menos,
exhibe
o
cunho
da vai
dade,
sóbe
de ponto
a
magnificência,
por
que
só
alli
transparece
a
devoção
piedo
sa,
a
crença
intima,
a
humildade
santa
dos
iadividuos
que
promovem
a
celebra
ção
do
mais
commovente
de
todos
os
myslerios,
qne
a
Egreja
proclama
nos
seus
dogmas
infalliveis.
Gostei
d
’
ella,
Candida,
muito,
muito!...
A
falta
d
’
um
figurado
infantil,
a
quem a turbulência
natural
não
permitte
momentos
de
quietação
n
’
um
io-
gar
que
exige
respeitoso socego
e
o aca
tamento
mais
alio,
contribuiu
grandemen
te
para
a
meditação
profunda dos
espíri
tos
religiosos,
que
se
inclinam
perante
os
altares
da
nossa
antiga
matriz.
Bem
ha
jam
os
devotos
que
tão
bem souberam
dirigir
os
cultos sacrosantos
da
passada
solemnidade.
Eu
sei
que
tu
és
em extre
mo
amadora
das
minhas
cartas,
embora
nunca
deixem
d
’
apparecer-le impregnadas
da
semsaboria
do
monotono;
esta
convic
ção
leva-me
a tornal-as
extensas,
e
a
exigir
de
li
a
maxima
correspondência.
Adeus: nunca te
esqueças de
cingir
mais
e mais os
laço*
da
amisade
que
nos
une,
que
eu
prolongarei
os
dias
de
ven
tura,
proporcionados
ás nossas
almas
pela
sinceridade
das
nossas
relações
e
pela
constância
do
nosso
affecto.
Beija
teus
fi
lhos
e
apresenta
os meus respeitos
a
teu
esposo.
Zulmira
E.
A.
de
Sá.
VARIEDADES
AfilADECIBSEUTOS
Os
abaixo
assignados.
mais
uma
vez
gratos
a
todas as
pessoas
que os
cum
primentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
filha,
sobrinha, e
irmã
Maria
Adelaide
Tinoco
d
’Azevedo, veem
por
este
meio,
para
evitar
qualquer falta,
significar a
todos
o
mais
sincero reconhe
cimento
e
indt-level
gratidão,
com espe
cialidade
a
todos
áquelles
snrs.
que
se
dignaram
assistir
aos
responsos
de
sepul
tura,
qne
por
alma
da
mesma
se
rezaram
na
capella
do
cemilerio.
Manoel
José
Tinoco
d’
Azevedo
Maria
do Carmo
Pinto
Tinoco
Rosa
Maria
T
n
>co
Maria
do
Carmo
T
noco
d
’Azevedo
Luiz Maria
Tinoco d
’Azevedo.
(2390)
Os
abaixo
assignados
extremamente
pe
nhorados,
agradecem
cordealmente
a
to
das
as
pessoas
que,
por
occasião
do
fal
lecimento
de
sua
presada
filha
e
irmã
Latira
Olinda
Leite
Braga,
se
dignaram
assistir
ao
officio
de
corpo
presente
na
egreja
dos
Terceiros,
e
que
acompanharam
o
cadaver
ao
cemilerio.
Pedem
ao
mesmo
tempo
desculpa
de
alguma
falta
que
hajam
commetlido para
com
as
pessoas que
os
visitaram
por
tão
doloroso
acontecimento.
Braga 20
de abril
de
1879.
Rita
Olinda
Lei'e Braga.
José
Rodrigues
Braga.
(2382)
Antonio
Augusto
Leite
Braga.
Extremamente
penhorados,
agradecem
a
todos
os
illm."s
e
exm.
os
snrs.
eccle-
siaslicos
e
a todos
os
illnri.os snrs. e
exm.as
senhoras
que
no
dia
28
de março
as
sistiram
ao
funeral
de
sua
extremosa
e
sempre
chorada irmã e
cunhada;
bem
como
a
lodos
os
revd.
os
snrs.
que
por
sua
alma
celebraram,
e
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
acompanhal-os
na
justa
dôr
que
tanto
os
opprime. A
todos
a
sua
eterna
gratidão.
S.
C.
—
Marinhas
20
d
’
abril
de
1879.
O Parocho
de
Santa
Marinha
do
Pedreiro—
Padre
Francisco
Alves
Morgado
Júnior.
José
Alves
Morgado
Júnior.
Padre
Francisco
Alves
Morgado
Sénior.
IMonção,
80 «fabril de
1ST9.
Querida
Candida.
Recebi o
leu
bilhete
de boas
festas,
quando tu, sem
duvida,
lias outro
igual,
que
eu
não
me
esqueci
d
’enviar-te.
Esta
reciprocidade
dos
nossos
sentimentos foi
mais
um
incentivo de
júbilo para
o
meu
coração,
n
’esse
dia
de
bênçãos,
em que
a
Egreja,
nossa Mãe,
commemorava
a
redem-
pção
do
genero
humano,
e
triunfo
do
Marlyr
do
Calvario,
a
Besurreição
do
Fi
lho
de
Maria
e
a
gloria
do
Unigénito
de
Deus!
Na
verdade,
amiga,
quem poderá
suffocar
no
seio
as
expansões
do
vivo
en-
thusiasmo,
que
simultaneamente irrompem
d
’
a!ma,
quando
se
curva,
reverente
e
en-
leiada,
perante
o
august-issimo
mysterio
da
Besurreição
de
Jesus!
O
drama
san
guinolento
predicto
nas
lamentações
de
Jeremias,
e
executado
n’um
requinte
de
crueldade maxitna,
nas ruas
da Jerusa
lém
deicida,
em
todo
o
rigor
do
marly-
rio
mais
inconcebível, até a pronnnciação
do
Consummatum
esl,
precisava
d
’
uma
vi-
ctoria
proporcionada
á
grandeza
do
sacri
fício!
erguida
á
altura do
Victimádo!...
Teve
a! porque
o Ecce
homo
do
gover
nador da Jndea
destacava
de
todos
os
homens
o
Açoitado
da
columna;
e
a
sau
dação
traidora do
Escariotes
annunciava
n’
Elle
o
Meslre
a
todas
as
gerações;
no
mestre
a
sabedoria,
na
sabedoria
a
vida,
ua
vida a
immortalidade!
Oh! sim,
os
ultrages,
os sarcasmos
e
as calumnias
dos
perseguidores de
Je
sus,
deram ao mundo o testimunho mais
claro, mais
evidente
e
menos
refutável
da
sua
Divindade.
O
dia
de
Paschoa,
Candida,
tem
sem
pre
para mim
o encanto
do
novo,
a
at
tracçào do
bello,
o
esplendor da
pompa,
a
imponência
da
magestade,
a
magnificên
cia
da
grandeza,
o
enlevo do
sublime, e
a
veneração profundíssima do omnipotente,
do
sobrenatural,
do
divino!
As
harmonias
fúnebres
e
pungitivas
que
ha
pouco
se
diffumfiam
pela
nave
augusta
do
templo,
subindo
como
efflu-
vios
de
puríssimo
incenso ao throno
do
Legislador
Supremo, a
implorar-lhe
um
olhar
da
sua
misericórdia
infinita,
segui
das
agora
pelos
cânticos
altisonos
de
ju
bilosa
«alleluia», parece
annunciarem-nos
que
o
ouvido
do
Todo-Poderoso
se
con
®
nosso n.°
—
Em
rasão
de
ser
costume
guardar-se
n
’
esta
cidade
,
o
dia
de
S.
Pedro
de
Bates,
primeiro pre
lado
da
Egreja
bracarense,
não
tendo
porisso
os
nossos
typographos
trabalhado
»o
sabbado,
reservamos
para
o
n.°
se
guinte
parte
da
matéria
que
era destinada
ao
presente.
Mez
«Se
Marin
—
Começa
ámanhã
pelas
6
horas
da
tarde, na
egreja
do
Po-
pulo
o
exercício
d’
este
mez
de
bênçãos,
deante
da formosíssima
imagem
da Vir
gem
do
Sameiro
Quando
esta
devoção
se
pratica
em
varias
egrejas.
como
nos
Bemedios,
S.
Vicente,
S.
Victor,
Tamanca
e
outras,
não
podia
n
’
este
anno
deixar de
praticar-se
na
vasta
egreja
do
Pop.ulo,
onde
a
piedade
vepera
a
mais
admirada
imagem
da
SS Virgem qne possuímos.
No fim
do
mez haverá
uma exposi
ção
das
prendas
e
ollerlas
que,
durante
o
mez
lhe
preparam
as
pessoas devotas,
que
se
oceupam desde
já
em
fornecer
as
roupas
e objeclos
necessários
para, o culto
da
Senhora,
quando
esteja
na
sua nova
Capella
do
Sameiro.
Pastoral.—
Recebemos
uma
magni
fica
Pastoral
do
illuslre
Bispo
do
Porto,
anntiiiciando aos
fieis
da
sua
diocese
o
Jubileu
exiràord-inario
concedido
por
Sua
Santidade
Leão
XIII.
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga
fau-
zente),
Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za
de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga (aúzenle), Ma
noel
Simões
Braga.
José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e
João
Trindade
de Freitas,
nora,
filhos
e
genros
da
fallecida
Antonia Ma
ria
Simões,
não
o
podendo
fazer
pessoal
mente,
agradecem
por este
meio
a
todas
as
pessoas
da sua amisade
o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do,
da
sua
casa á
egreja,
e
cemiterio,
o
corpo
de
sua
sempre
presada
mãe e
so
era,
bem
assim
a
todos
ps
que
lhes
de
ram
seus
sentidos
pezames,
confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março
de
1879.
(2316;
ANNUNC10S
AOS PROPRIETÁRIOS DOS HOTÉIS E
HOSPEDARIAS
•
Na
Typographia
Lusytana,
rua
Nova
n.°
4,
vende-se
participações
das
que
as
hospedarias tem
obrigação
de
entregar
to
dos
os
dias
na
repartição
policial,
e
se
gundo
o
modelo
do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada
100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
A
Camara
Municipal do
Conce
lho dos
Arcos de
Val-de-Vez
Faz
saber
que
se
acha
aberto
concur
so
por
espaço
de
30
dias
a contar
do
l.°
de
maio
o
parlido medico.
O
faculta
tivo
perceberá
o
ordenado
annual
de
reis
3005000,
recebendo
pelas
visitas
as
la
xas
que
estão
fixas
e
que
pódem
ser
exami-
nadas
na
secretaria d’aquella
municipali
dade.
Declara-se
que
ao
parlido
medico
anda
junto
o
do
hospital
da
mesma
villa
com
o
ordenado
de
87$500
rs.
Arcos
de
Val-de-Vez,
25
de
abril
i
1879.
,
„
O
Presidente
da
Camara
José Maria
d’Azevedo
Araújo
e
Gama.
(2388)
de
VENDE-SE
No
largo
da
Ponte
n.°
9
e 10,
d
’
esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo;
tracta-se
com
Antonio
Silverio
de
Paiva,
na
rua
de
S.
Marcos.
(2389)
ÉDITOS
DE 50 DIAS
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
2.°
ofiicio
que
é
es
crivão
Ribeiro, correm
éditos
de
30
dias
a
citar
todas
as
pessoas incertas e quaes-
quer
credores
ou
legatários
desconhecidos
e
residentes
fóra
da comarca
que
por
ventura
tenham
algum
direito
e
acção
ao
espolio
e
herança
do
fallecido
Francisco
José
Rodrigues,
morador
que
foi
no lu-
gar
d’
Agrinha,
freguezia
de
Celleirós,
de
esta
mesma
comarca,
para
que
no
pre
dito
prazo
o
venham
deduzir
e
allegar
no
respectivo
inventario
a
que por
íalle-
cimenlo
do
mesmo
se
anda
procedendo,
sob
pena
de
revelia,
e
de
se
seguirem
todos
os
mais
Braga
19
termos
até
final,
de
março
de
1879.
O
escrivão
Marcos
d
’
Araújo
Ribeiro.
João
Verifiquei
a
exatidão.
(2386)
Adriano
C.
Sampaio.
Em
conformidade
com
a
deliberação
do
snr.
juiz
commissario
da massa
fallida
de
João
d
’
Assumpção,
negociante
que
foi
d
’
esta
cidade,
são
convidados
todos
os
credores
a comparecerem
no
tribunal
com
mercial
d
’
esta
mesma pelas
dez
horas
da
manhã
do
dia 7 de
maio
proximo
futuro
para
se
proceder
á
verificação
de
crédi
tos
e
ser
ouvida
uma
proposta
do
fallido.
Os
curadores
fiscaes
Pinheiros
&
Irmão.
(2381)
A
Torre,
(2203)
BISJHEIBO
a
juro
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
lem
330^000
rs.
para
dar
a juro.
O
secretario
Padre
Luiz Gomes da Silva.
Mapttó»
em
todos
os Hospitoes.
(FERRO
DIÃLYSADO
BRAVAIS)
Recommendad.)
por
todos
os
Médicos.
Contra a
ANEMIA,
CHLOROSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA. PERDAS
BRANCAS,
etc.
q Ferro Bravais
(fervo
liquido
em
gottos
concentrddcis)
é
o
unico
exemplo
de
qualquer
acido:
não
tem
cheiro
nem
sabor,
não
produz
prisão
do
ventre,
diarrhea, irritação
nem
cança o
estomago;
alem
dhsto
e o
unico
que
ndo
faz
os
dentes
pretos.
E’
o mais economico de
todos os ferruginosos,
pois qne nm frasco dura nm mez.
Oeposito geral
em
Pariz,
13,
rue
Lafayette
(Perto
da
Opera),
e
em
Iodas
as Pharmacias.
Desconfiar-se
das
imitações
perigosas
cexijir
a
marca
de
fabrica
que
vae
jnncta.
Envia
se
grátis
a
quem
o
pedir
por
carta
franqueada,
um
interessante folheto
sobre
a Anemia.
e
o seu
tratamento.
«
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Lmão,
e
nas
principaes
pharmacias
do
reinno.
»
Gran
êxito
en
Paris
M
VELOUTINE
GHIes FAY
I POLVO DE ARROZ ESPECIAL PREPARADO CON BISMUTO
5
INVISIBLE
X
ADHERENTE,
dá
al
cOtia fnscura
/ traspannoia.
KX<X<X<XOXXOXXL
KX<XOXX<X<X<X<X<
£
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
RUE
de
la
P
aix
,
PARIS
♦
s«
vende en
las Farmacias,
Perfumerias, Beluquerias y tlendasdequmcalla^^^^
DescQIlíiar
de
las
lalsiíicaclones.
4x+x»x*x»xfxf>^;
te,
os
prospeclos,
a
todas as
pessoas
que
desejarem ser informadas
dos
prémios
de
que
se
compõem
as
loterias
e
dos
dias
em
que
as
mesmas
se
teem
de extrahir;
assim
como
remelle
no
fira
das
exlrac-
ções,
as
respeclivas
listas
geraes
dos
pre
mios.
X
X
GÃNOARELIJ
& C.‘
CAMPO
BE SANT’AStNA.
Acabam de
receber
um
variadíssimo
sortido
de
fazendas
nacionaes
e
estran
geiras, próprias
para
a
estação,
que
ven-
(
em
por
preços
muito
baratos
como
se
ara,
fatos
completos a
vestir,
9$000,
105000,
125000,
135500, 155000,
e
mais
treços, camisas
brancas
e
de côr,
cerou
las,
grande
variedade
de
gravatas
de
côr
e
pretas,
que
tudo
vendem
por
preços
sem
competidor.
Ver
para crer.
(2383)
MASSA
FAILEIWA
BE ANTB
j
SSB
JOSÈ
FÉRJWAAÍ1JES
BRAGA
Por
ordem
do
illm.
0
snr.
Juiz
Com-
missario, são convidados
os
snrs.
credo
res
a
comparecerem
no
tribunal
do
com-
mercio d
’
esla
cidade
no
dia
9
do
proxi
mo
mez
de
maio
pelas
10
horas
da
manhã,
para
constiuir
o
contracto
d
’
união,
e
votar
sobre
qualquer
concordata
que
jorventura
se
apresente
visto
se
acharem
resolvidas
as
contestações
que
se
levan
taram por occasião
da
verificação
de
cré
ditos
e
mais
formalidades
prescriptas
no
Codigo Commercial. Lembra-se
snrs.
credores
que
quando
se
jresentar
sado
com
)óde
ser
Braga
porém
aos
façam
re
vir
aucto-
a
qual
não
por
procurador
deve
procuração
bastante,
feita a
outro
credor.
25
d
’
abril
de
1879.
O
curador
fiscal
provisorio
Domingos
Pereira d
’
Azevedo.
(2381;
João
Lopes
ex-2.°
sargento
do
regi
mento
de
infanteria
n.°
8, faz
publico
que
adoplou
os
appellidos
de,
da
Silva
Fer
reira
em
addicionamento
ao nome
João
Lopes
que
linha
n
’aquelle regimento.
(2387)
João
Lopes
da
Silva
Ferreira.
PAPEIS
IMPRESSOS
PARA
ARRENDAMENTOS
Vendem-se
na
rua Nova
n.°
2,
casa
de
Antonio
Joaquim
Loureiro.
(2385)
em
DE
Joao
Marques d’Almeida Castro
327,
rua
de
Santa
Calhar
ina,
331
PORTO
estabelecimento,
que
por
grande
de pessoas
lem
sido
preferido
a
não só
por
os
prémios
que
no
constantemente
estão
saindo,
mas
Este
numero
outros,
mesmo
por
a
promptidão
com
que
executa
as
encommendas
que
lhe
são
dirigidas,
con
tinua
a
ter
á venda
para
todas as
lo
terias,
bilhetes
inteiros,
meios
ditos,
quin
tos,
quartos,
décimos,
oitavos
e
fraeções
de
600, 500,
300, 250,
200,
130,
100
e
40
reis.
Satisfaz
para as
províncias
todas
as
encommendas (de
bilhetes
ou fraeções
em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
as
mesmas
acompanhadas
da
sua
importân
cia,
em
ordens,
vales
do
correio
ou es
tampilhas
do
mesmo,
—
Envia
gratuitamen-
AOS
PRETENDENTES
Apesar
do
grande numero
de corres
pondentes
que
este
estabelecimento
tem
nas
proviricias
para
a
venda
de
bilhetes
e fraeções
de
todas
as loierias,
o
mesmo
recebe
ainda propostas
das
pessoas
que ,
pretenderem
vender
este
genero
á
com-
]
missão.
Os
pretendentes
que
quizerem
en
carregar-se da
venda
d
’esta
fazenda,
po
dem
com
ella
negociar
sem
risco,
porque
se
acceila
de
novo
até
ás
vesperas
das
extraeções,
toda
a
fazenda
que
os
mesmos
não
tiverem
vendido. Além
d
’isso
teem
a
vantagem de
poderem
negociar
sem
em
pregar
capital
porque a
importância
de
qualquer
remessa
qne
lhes
seja
feita,
po
de
ser
enviada
depois
da
fazenda
vendi
da,
bastando
para
isso
que
o
pretendente
dê
como
conhecimento
um
negociante da
cidade
do Porto.
A
commissão
é
vantajosa
e
os
mais
esclarecimentos'
dão-se
a
quem os pedir.
(2330:
Empreza
editora de Francisco Artliur da
Silva
—
Lisboa.
BRINUE
A
TODOS
OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA
UNIVERSAL
POR
Cesnr
Cantu
Desde
a
creação
do mundo
até
1862
—
con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMES1O
FERNANDEZ CUESTA;
Com
a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
E BRAZIL
Traduzida
da
edição
franceza
de 1867
e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas
e
latinas,
e
annolada
por
Manoel
Beriiardfg
Branco
Da Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
das linguas
grega
e
latina, etc.
2.
a
edição,
illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
43
volumes
in-4.° grande.
O
editor proprietário
d
’esta
publicação,
grato
aos
favores
do
publico,
e
compre-
hendendo
a
necessidade
de
publicar
um
13.0
volume
para
que
esta
2.
a
edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
fique mais
com
pleta,
resolveu
oíferecer
aos snrs.
assignan-
les
que
o
auxiliaram
n
’esta
empreza
e
áquel-
les
que
de
hoje em
diante
o
continuarem
a
coadjuvar,
como
BHINTBE
o
decimo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e cin
co
capítulos,
seis
gravuras e dois
indices,
sendo
o
primeiro
chronologico
e
remissi
vo
de
toda
a
Historia
Universal, servindo
para
a
procura
dos
íaclos
que
n
’ella vem
exarados,
e
o
segundo
alphabelico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na
historia,
e
os
títu
los
geraes
de
todas
as
matérias,
servin
do
de
auxilio
ao
primeiro
Comprehendendo
a narração desenvol
vida
dos
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
desde
1851
até
1879,
escriptos
em
hespanhol
por
D.
Nemesio
Fernandes
Cues
.
ta,
e
accrescentados
na
parte
que
diz
res.
peito a
.Portugal
e
Brazil,
por
Manuel Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a
segunda
edi
ção
da HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes
in-4.°
grande
e
custará:
Brochada ....
205000
reis
fortes
Encadernada.
.
.
275000
»
»
Para
facilitar
a
aequisição
d’esla
tã
0
importante
obra
ás
pessoas
menos
abasta-
das
que a não
possam
comprar
de
uma
só
vez, o
editor
deliberou
conservar
aber
ta a
assignatura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de
16
paginas
a duas
colum»
nas,
50
rs.—
Cada
gravura
primorosamen-
te
executada,
40
rs.
Condições
da
assignatura
:
—
A
assigna.
tura
póde
fazer-se
por
entregas
de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier
—
por
fascículos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura
e
por volumes
brochados.—
Cada
entrega
de
32
paginas
e
1
gravura,
140
rs.
—
Cada
fascículo
de
80
paginas
e 1 gravura, 290
rs.
CADA
VOLUME:
1.° vol. br. orn. de
9
grav.
1$870
2.o
>
j
>
>
» 6 »
1^665
3.»
D
>
>
»
7
»
M605
4.°
>
*
>
»
5
»
1$525
5.°
D
>
0
» 6
»
1^615
6.°
>
>
D
»
6
»
1,5690
7.o
> >
D
»
6 »
1,5640
8
o
D
T>
»
6
»
1^615
9.°
o
»
»
6 »
1,5565
10.°
>
»
>
>6
>
M615
H.°
>
»
D
s
6
j
1$i
10
12.°
D
»
>
>
6
>
1^815
13
.
”
K
ULTIMO,
ornado de 6
gravu-
ras,
brinde
a
todos
os assignanles,
no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das
81
gravuras
de
que
consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos
vol.
1 a 7.
Este
decimo
terceiro
volume
será
dis
tribuído
depois
de
completo
e brochado
a
lodos
os
assignantes
que
tenham
pago
o
decimo
segundo volume.
Os
assignantes teem as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra,
e
poder
receber
como
e quando
qui-
zerem,
por
entregas,
por
fascículos ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignatura póde fazer-se
por
entregas,
fascículos,
e por
volumes.
0
assignante
receberá
uma
entrega de
duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços acima
marcados,
pagando
ao
distribuidor
no
acto
da
entrega a
sua
importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:
—A
assignatu
ra
póde
fazer-se
por fascículos e
por
vo
lumes.
O
assignante
receberá
o
primeiro
fascículo
ou volume
franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará
satisfazer
a
sua
importância
em
estampilhas,
valles
do
correio
ou
ordens,
na
certeza
que
não
re
ceberá
o
segundo
sem
que
tenha
sálisfeito
o
primeiro,
e
assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de
Lisboa
como
das
províncias
e
ilhas que
angariarem
DEZ
AS-
SIGNATURAS
RE
a
I.ISAVEIS
terão DMA
GRATUITA,
dirigindo^se
directamente
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio
do
editor-
rua
dos Douradores,
72,
LISBOA
;
me
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de Eu-
i
genio
Chardron,
e
nas principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Francisco
Artliur da Silva—editor
72, rua
dos
Douradores,
72—
LISBOA.
ATTENJÇÃO
Quem
tiver
uma
casa
de
pouco
dinheiro,
que
queira
vender
ou emprasar,
dirija
car
ta
pelo
correio
com
as
iniciaes
A. J.
T.
M.
(2372)
DINHEIRO
A JURO
A
confraria
de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
tem
reis
400^000
para
mutuar.
(2305)
de
Fabrica de
papel de Ruães
Papel
de impressão
e
de embrulhos
diflerenles
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
Hracarense
—
27,
Rua do
Souto
21
—
(2340)
nrif
Wi
iMgg»
RESPONSÁVEL
—Luiz Baptista da Silva
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1879
Parte de Comércio do Minho (O)
