comerciominho_18061878_800.xml
- conteúdo
-
arOBLMA.
RELIGIOSA.
XOTIC1OS1..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Ânnuncios
cada
linha
.....................
Repetição
....................................
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇÃS, QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas assignaturas
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso................................
N.®
800
D.
JOÃO
CHflYSOSTOMO
DE
AMORIM
Pessoa.,
por
mercê
de Dues,
ele.
Tendo Nós deliberado, ajudando-Nos
Deus
Nosso Senhor,
fazer
uma
Ordenação
geral
por
occasião
das
têmporas
no
pro-
xirao
mez
de Setembro
;
Havemos
por
bem
Ordenar:
1.
°
Que todos aquelles.
que,
para
ser
viço
de
Deus
e
da sua
Egreja,
quizerem
entrar
n
’esta
ordenação,
Nos apresentem
os
seus
requerimentos devidamente
docu
mentados
até
ao
dia
13
do
proximo
futuro
mez
de
Julho.
2.
°
Que
nos
dias
18,
19
e
20
do
mesmo
mez
de
Julho
serão
feitos
os
exa
mes
na
sala
da
Relação
Ecclesiastica,
na
forma
do
estylo.
3. °
Que
todos
os
ordinandos
farão
seus
exercícios
espirituaes
dentro
do
Nosso
Se
minário,
entrando
para
elle
no
dia
8
do
predicto
mez
de
Setembro.
4.
°
Que
as
Ordens
Menores
serão
con
feridas
no
dia
15 de
Setembro
pelas
9
ho
ras
da
manhã,
e no
dia
21 á mesma
hora
serão
conferidas
as
Ordens
Maiores de
sub-
diácono,
diácono
e
presbytero.
5.
°
Que
ficam
em
vigor
todas
as
de
mais disposições
da
ultima
ordenação,
exa
radas
em
a
Nossa
Provisão
de
12
de
No
vembro
do
proximo
passado
anno
de
1877.
Dada
e
passada
sob
Nosso
signal
e
sello
das
Nossas
armas
no
Paço
Archie-
piscopal
de
Braga
em
8
de
Junho
de
1878.
Logar
do gg
Sello.
João,
Arcebispo
Primaz.
EDITAL
Manoel
da
Conceição
da
Costa
e
Silva,
Vigário
Geral
do
Arcebispado
de
Braga,
etc.
Faço
saber, que
na tarde
do
dia
20
do
corrente
mez
de
Junho
ha
de
sair
da
sé
cathedral de
Braga
a procissão
do
Corpo
de
Deus
Sacramentado,
e
que
em
virtude
dos
Sagrados
Cânones,
concilio
Tridenti-
no,
constituições Synodaes
d’
este
Arce
bispado
e
leis
civis,
são obrigados
todos
os
ecclesiasticos d
’
esta cidade e
seus
ar
rabaldes
a
tomarem
parte
na
mesma
pro
cissão,
para
o
que
S.
Exc.
a
Rev.
ma
o
Snr.
Arcebispo
Primaz
determina
:
l.
°
Que
os muito revd.
os
desembarga
dores da
Relação
Metropolita
se
encor-
porem
na
procissão
pela
íórma
e
manei
ra
determinada
da
Const.
2.
,
tit.
2.°
§
2.°
*
2?
Que
a
obrigação
de
tomar
parte
na
procissão
em
quanto
aos
revd.
s paro
chos
de
fóra
da
cidade
fique
limitada ás
egrejas
do
arcypreslado
de
Braga,
e
são
as
seguintes:
S. Thiago
de
Fraião,
Santa
Maria
de
Lamaçaes,
Dadim
e
Nogueiró,
Santa Eu-
lalia
de
Tenões,
S.
Martinho
d
’
Espinho,
Santa Maria
de
Sobreposta,
S.
Marnede
(TEste, S. Pedro
d
’
Este,
S.
Miguel
de
Gualtar,
S.
Paio
de
Parada,
Santa
Eu-
lalia
de
Crespos,
S.
Lourenço
de
Navarra,
S.
Thiago
de
Santa
Lucrecia,
Santa Maria
d
’
Adaufe,
Santa
Maria de Palmeira,
S.
Martinho
de
Dume,
S. Jeronymo
de
Real,
S.
Miguel
de
Frossos,
S. João
Baptista
de
Semelhe, S.
Paio
de
Merelim,
S.
Pe
dro
de
Merelim,
Santa Maria
de
Panoias,
Tibães e
Mire,
Padim
da
Graça,
S.
Miguel
de
Cabreiros,
S.
Julião
de
Passos,
Santa
Alaria
de
Sequeira,
Santa
Maria
d
’Avelleda,
Santa
Cecilia
de
Villaça, Santa
Maria
de
Ferreiros,
S.
Pedro
de
Lomar,
S.
João
Baptista
de Nogueira,
S.
Thiago
d’
Espo-
rões,
Salvador
de Trandeiras,
S.
Miguel
de
Villa
Cova da
Morreira,
Santo
Estevão
de
Penso,
S.
Pedro
d’
Escodeiros,
S.
Vi
cente
de
Penso,
S.
Miguel de Guizande,
Santa
Maria
de
Lamas,
Salvador
de
Fi
gueiredo,
S.
Lourenço
de
Celeirós,
Santa
Anna
de
Vimieiro,
S.
Pedro
d’
01iveira,
Salvador
de
Tebosa,
S.
Thiago
de
Priscos,
S.
Bartholomeu
de
Tadim, S.
Paio
de
Rui-
lhe,
Salvador
d
’Arentim
e S. Miguel
de
Cunha.
3.
°
Que
os
revd.
os parochos
e
a
sua
clerezia
deverão
ir
na
procissão
com
as
cruzes
das
suas
respectivas
egrejas,
como
se acha
determinado
na
citada
Constitui
ção,
§
3.°
4.
°
Que
os
revd.os
parochos
que
não
tiverem
cruz
alçada
na
procissão
não
po
derão
usar n’
ella
de
estola, porque
n
’este
caso
só
representam
a sua
pessoa
como
ecclesiastico
e
não
como
parocho
d
’uma
freguezia.
5
o
Que
todas
as
confrarias
e irman
dades
assistam
também
á
procissão
com
suas
cruzes,
na
fórma
que
ordenam
as
Constituições
Synodaes
d
’
esta
Archidiocese
Primacial.
6.
°
Que
nas
cidades
e
villas d
’
este
Arcebispado,
onde
houver
camaras
muni
cipaes,
os
muito
revd.
os
vigários
geraes
e
arcyprestes
ordenem
a
dita
procissão
na
fórma das
Constituições
Synodaes.
7
°
Que se algum ecclesiastico,
por
doença
ou
outra
causa
grave, não poder
tomar
parte
na
procissão,
requeira
para
ser
dispensado,
provando o impedimento
que
tem
para
o
cumprimento
exaclo
d
’esta
obrigação
rigorosa.
8.°
Que os revd.
05
parochos, irmanda
des
e
confrarias
lerão
na
procissão
o
lo
gar
que
lhes
compete,
tendo a
preceden-
cia
entre
as
irmandades
e
confrarias
do
SS.
Sacramento, exceptuando
a
irmandade
cha
mada
de
S.
Thomaz
;
porque,
sendo
com
posta
de ecclesiasticos,
tomará
logar logo
adiante
do
clero
parochial,
e
a
Ordem
Terceira
da Penitencia
que
seguirá
logo
adiante
da
corporação
do
Seminário
Dio
cesano
—
a
qual
por
ser
considerada
em
Direito
Canonico
a
familia
dos
prelados
—
quer
S.
Exc.
a
Revd.
ina
que ella
preceda
todas
as
confrarias
e
irmandades
secula
res.
E
’
intenção
do
mesmo Exc.
m0
e
Revd.'n
°
Snr. Arcebispo
Primaz,
que
os
ecclesias
ticos d
’ordens
sacras,
que
no
dia
da
pro
cissão
do
Corpo
de
Deus
Sacramentado
estiverem
n
’
esla
cidade
e
nas
freguezias
já
mencionadas e não
tomarem
parte
na
pro
cissão,
incorram
na pena
d
’excommunhão
ipso
facto.
Braga
11
de
junho
de
1878.
Manoel
da
Conceição
da Costa
e
Silva.
BRAGA—
TERÇA-FEIRA IS
DE
JIJMHO
DE
ISIS
Estabelecido
no
Estado
o
fundo
pu
blico
para occorrer
ás despezas
da
sua
administração,
compete
aos
seus
cnefes
administral-o,
porque
isto
faz
parte
do
governo, se não
sempre
com
força
igual,
de
certo
essencial mente:
esta
influencia
augmenta
á
medida
que
a
dos
outros
meios
diminue,
e póde
dizer-se
:
que
o
governo loca no
ultimo
grau
de
corru
pção quando
não
tem
para
que
appellar,
senão
para
o dinheiro;
e
como
não
ha
na
terra
governo
algum,
que
não
tenda
a relaxar-se, esta só
rasão
basta
para
provar,
que
nenhum
Estado
póde
sub
sistir,
sem
que
as
contribuições
augmen-
lem
successivamente.
A primeira
ideia
da
necessidade
d’
es-
te
augmento,
é
lambem
o
primeiro
signal
da
desordem
interior
do
Estado.
Um
ad
ministrador
sabio,
pensando
nos
meios
de
achar
dinheiro
para
occorrer
ás
neces
sidades
presentes,
não
deve
deixar
de
in
dagar
as
causas
d
’essas
necessidades,
co
mo
faz
o
marinheiro
que,
vendo
o na
vio
fazer
agua,
faz
trabalhar
as bombas,
e
tapar
os
rombos.
D
’
esta
regra
decorre
a
mais
importan
te
maxima
da administração
das
linan-
ças;
a
qual
maxima
consiste
em
trabalhar
applicada,
e
cuidadosamente
mais
em
pre
venir as
necessidades,
do que
em
augmen-
tar
os
tributos;
porque,
e
por
maiores
diligencias
que
se
empreguem, o
remedio
para curar o
mal causa soffrimentos
no
Estado:
emquanto
se
procura remedio
pa
ra
um, apparece
logo
outro,
e
os proprios
recursos
produzem
novos
inconvenientes,
de
maneira
que
a
nação
empenha-se,
o
povo sente-se opprimido, o
governo
per
de
a
sua
força,
e
quanto
mais
dinheiro
tem,
menos
faz.
A’
importante
maxima,
que
acabamos
de
lembrar,
deveram
os governos
antigos
grandes
prodígios
alcançando
com
a
sua
parcimónia,
o que
os
modernos
não
con
seguem
com
os
seus thesouros,
e
largue
zas.
E
’
d
’ahi
que se
deriva
a
ideia
vulgar
ligada
á
palavra
economia,
a
qual
consiste
na sciencia de
bem
applicar
a
riqueza,
que
ha,
e
não
em
adquirir
novas
riquezas:
esta
aequisição
é
effeito,
e
não
causa
da
economia
propriamente dita.
Examinando-se
como
crescem
as ne
cessidades
de
um
Estado,
conhece-se
fa
cilmente
que
acontece
o
que aos
indiví
duos,
em
que
essas
necessidades
tem
mais
que
tudo
a
sua
razão
de
ser
no
augmen
to
de
desejos
inúteis, e
que
de
ordinário
augmenla-se
a
despeza
para
haver pre
texto de
augmentar
a receita. Póde
es
perar-se
conservar
os
povos
em
mais
es
treita
dependencia
tirando-lhes
com
uma
mão
o
que
se
lhes
dá
com
a
outra,
po
lítica
seguida
pelo
valido
de
Putifar,
e
outros
Egypcios,
mas
este
sofisma
será
tanto
mais
funesto
ao
Estado,
quanto
é
certo
que
o
dinheiro não reverte
ás
mãos
de
que
saiu,
nem
em
sua
utilidade
im-
mediata;
e
portanto
que
com
similhante
maxima
somente
se
enriquecem
os
occio-
sos
com
os
despojos
tirados
aos
homens
uleis.
Mas
subamos
á
origem das
coisas.
Qual
é
o pacto
social
em
todos
os
estados
constituídos?
Podemos
resumil-o
n
’
estas
poucas
palavras
escriptas
por
um
philo-
sofo
illustre
do
século
passado:
«Vós
ten
des
necessidade
de
mim,
por
que sou ri
co,
e
vós
sois
pobres;
façamos portanto
um
concerto
entre
nós: eu
permittirei-
vos a
honra
de
me
servirdes,
com
a
condição
de
me
dardes
o
pouco
que
tendes,
em
compensação
do
trabalho
de
vos
commandar».
Combinando-se
cuidadosamente
todas
estas
ideias
e
coisas,
achar-se-ha
que
pa
ra
repartir
as
contribuições
em
equidade,
e na
verdadeira
proporção,
o
imposto
nao
deve
referir-se
sómenle
aos
bens
do con
tribuinte,
mas
sim,
e
mais
que
tudo,
em
attenção
á differença
das suas
condições,
e
ao
supérfluo do
seu
rendimento.
Opera
ção
de
primeira
ordem,
e dillicilima
en
tre
as
difliceis,
cujo
só pensamento
faz
tremer
os
Piatões,
e
os
Monlesquieus,
mas
de
que
essencialmente
depende
a
justiça
do
imposto!
Sem
duvida;
porque,
sendo
o
primei
ro
fim
dos
governos
a
manutenção
da
vida
dos povos,
elles
desmentem
esta
missão,
e
contrariam
este
fim
impondo,
e
exigindo tributo
da
propriedade
do
po
bre,
a
quem
ella
não
dá
de
comer:
exigin
do
do
artista
carregado de
familia,
que
mal
póde
sustentar
pelo
producto
da
sua
arte,
o
tributo indusliial: e fazendo
elevar
os
preços
dos
generos
de
primeira
neces
sidade
por
essa
chuva
de
direitos
de
tran
sito,
de consumo,
e
evenluaes,
que
co
brem
todo
o
paiz!
Iniquidade
das iniqui
dades!
Emquanto
que
a
mesma
mão
que
as
espalha,
cria
novos
empregados
inúteis,
eleva
os
soldos
e
ordenados,
concede apo
sentações
a
muitos,
que
pódem
servir,
gasta
rios
de
dinheiro
em
fortificações
apparatosas
e
inúteis,
em
commissões
pa
ra
descanço dos commissarios;
em
susten
tar
um
exercito, que não
faz
nada,
nem
é
preciso
para
nada;
em
tirar
milhares
de
braços
á agricultura,
em
edificar
peniten
ciarias
modeladas pelos
cárceres do
Santo
OlTicio;
em
comprar
armas,
e
navios
a
estrangeiros,
tendo
ahi
o
arsenal
da
ma
rinha,
e
do
exercito;
em
campos
de ma
nobras,
e
outras
demasias,
gulas,
enfei
tes,
e
misérias
d
’
esta
natureza!
Estouvados!
Porque
não estudaes
me
lhor
a
arte
de
governar?!
Porque
não
aprendeis
a
conhecer
as
necessidades
reaes
do
paiz?!
Para
que
vos occupaes tanto
em
levantar
novas
necessidades
em
vez
de
vos
occupardes
em diminuir
as exis
tentes,
e
de
prover
ás
indispensáveis?!
Pa
ra
que
sacrificaes
uma
nação
inteira aos
vossos
caprichos
e
fantasias?!
Que
tendes
ganhado
entre
os
naturaes
e os
estranhos
com
as
vossas
innovações,
transformações,
mundança
de
nomes
e
de
postos?!
Con-
frontae
o
preterito
como
presente...
o
pre
sente,
obra
vossa;
o
preterito,
obra
dos
reis quando
governavam,
e
mostrae-nos
as
vantagens
do
vosso
syslema,
e
da
vossa
conducta,
dentro
e
fóra
do
paiz!
Fallae:
discutamos
ponto
por
ponto,
palavra
por
palavra,
e
lettra
por
leltra,
e
veremos
quem
fica
vencido.
(Co
itínia)
José
de
Freitas
Amorim Barbosa,
O
mez
Eueharistieo
Tão
rápido
decorreu
o
mez
de maio,
especialmente
dedicado
á
Santíssima
Vir
gem,
pois era
louvável
qne
a
piedade
dos
fieis
escolhesse
uma
epocha
do
anno,
es
sa
em
que
a
natureza
se
achasse
reves
tida
de
todas
as
suas
graças e ataviada
com
todos
os seus
mais
explendidos
en
feites,
para
render
cultos
e
prestar
obsé
quios
A
’quella
que
é
também
a
Mãe
das
graças,
e
que
jámais
olvidou
as
humildes
supplicas
de
seus
predileclissimos
filhos.
E
na
verdade:—
que
milhares
de
gra
ças
não
espalharia
com mão
larga
e
bem-
fazeja por
toda
a
parte
do
orbe
catho
lico
onde está
implantada
tão
terna
como
poética
devoção?...
Que
de
preces
nasci
das
d
’
um verdadeiro
coração,
não
eccoa-
riam
em
seus
ouvidos,
e
encontrariam
acolhimento
n'aqueile
coração,
manancial
perenne
do
mais santo
e
puro
amor!...
O
sentimento
religioso,
porém,
nunca
esfriado totalmente,
apezar
dos tiros
que
á
impiedade
incessantemenle
dispara
con
tra
elle,
a
fim
de
vêr
se
póde conseguir
derrocal-o
pela
base,
escolhe
e
consagra
ao
Filho
o
seguinte
mez, em
que
a
na-
turesa,
egualmenle,
ostentando
galas
e
sor
rindo
júbilos, nos
encanta
e
surprehende
com
a
perspectiva
de
muitos
produclos
de
seus
fecundíssimos seios.
N
’
esta
epocha,
milhares de crentes se
apinham
em volta
dos
altares
do
Deus
Vivo,
suas
orações,
bem
como
espiraes
de
incenso,
sobem
até
ao seu
throno
e ahi
alcançam
para
elles
o perdão
do
suas
cul
pas,
com que
tantas
vezes
teem
oflentjido
a
Sua
bondade, e
desafiado
os
rigores
da
Sua
justiça;
desaggravam-n
’o
de
tantos
de
sacatos
e
irreverencias
praticadas
nos
seus
templos,
e
na
Sua
presença
mesmo,
o
que
tem
merecido
a
repetição
d
’
aquellas
(remendas
mas
justíssimas
palavras
de
Je
sus,
quando
entrando no
templo, o
viu
inVadido
pelos
vendilhões:-
«Sahi:
a
mi
nha
casa
é
a
casa
da
oração,
e
vós con
verteis
l
’a em
espelunca
de
ladrões»
L..
E
’ por
estas
e
muitas
outras
razões
que
muitos
dos
Summos
Pontífices tem
aberto
os
inexhauriveis
thesouros
da
Egre
ja,
concedendo
indulgências
aos
fieis
que
frequentarem
tão
piedoso
exercício.
Zombe,
embora,
de
nós
a
impiedade;
esforce-se
com
todas
as
véras
para
nos
desarraigar
do
coração
estas
crenças;
na
da
conseguirá:
poderá,
quiçá,
illudir
mais
a
sua
pretendida
sciencia
e com
as
suas
ridículas
capciosidades
alguém,
em
cujo
peito
não
arda
viva
a
chama da
fé;
pois
sem
ella,
como
muito
bem
diz
o
apostolo
«é
impossível
agradara
Deus»;
porém
aba
ter
pelos
fundamentos
a
Esposa
de
Jesus
Christo,
isso nunca,
por que
Elle
mesmo
n
’
ol-o
diz
pela
bocca
de
S. Malheus,
cap.
16
v. 18:—Et
porlce
inferi non
prcevale-
bunl adversus
eam, «e
passarão
os céos
e
a
terra,
porém
a
palavra
de
Deus
não
passará»;
como
elle
lambem
diz
em outro
logar.
Encham-se,
portanto,
d
’
um
santo
ju
bilo
todos
os
verdadeiros
catholicos,
unam-
se
nos
mesmos
sentimentos
de piedade e
devoção,
e
aproximando-se
mais
de
Jesus
n
’
este
mez
em
que
Elle tão
benignamen
te
inlorna sobre
nós
o
flux
das suas
gra
ças
e
misericórdias,
munidos
das
verda
deiras
disposições, recebamol-o
em
nosso
peito
pela
Santa
Commnnhão,
e a recom
pensa
de
tudo
indubitavelmente
nos
será
dada
na
patria
celeste,
termo de nossos
trabalhos,
e
motivo
de
nossos
desejos e
aspirações.
Padre
A.
de
C.
&ÀZI7IL2Ã
Em íjsie tem» vivemos nós? —
Alguns
dos snrs. marchantes, sem
que
precedesse
annuncio
ou
o
costumado
ban
do,
levantaram,
por
sua
conta e
risco,
10
reis
ao
preço
da
carne.
E’
um
desaforo que
não
deve
íicar
impune.
Pois
não
bastava
que
cerceassem
ao
pezo, como
alguns teem
feito...
Esperamos
que
se
dèem providencias
que
cohibam
estas
ladroeiras, ou
que
me
lhor
nome
tenham.
ssniburiltc».
—
Depois da meia
noite
de
ante-hontem
houve
n
’
uma casa
da
rua
do
Campo,
onde
se
diz
que
reina
a
batota,
grande balbúrdia,
e
gritos
de
á
del-rei.
Não
apparecen
um
só
policia... Sim,
senhor,
saiu
um
da
mesma
casa,
no
meio
dos
qne
se
divertiam,
e, pelo
visto, ejus-
dem
furfuris.
Magnifico.
jiSonBtivo.
—O
ex.
m0
commendador
Fulgencio
José
da
Costa
Guimarães,
deu
mais
denovamente
ao
Hospital
de
S.
Marcos
a
quantia
de
50$000
reis
para
ajuda
da
limpeza
da
frontaria.
Em signal
de
gratidão
por
este
donativo,
o
ex.mu
provedor
mandou
áquelle
cavalheiro
a
se
guinte
carta:
«III.
mo
e
Ex.
ma
Snr.
—
A
Meza
d’
esta
Santa
Casa
tendo
conhecimento
da
esmola
por
V.
Exc.
a
oflertada
para
custeamento
das
despezas
já
feitas e
a
fazer
com
a
limpeza
da
frontaria
do Hospital
de
S.
Marcos, sente
intimo
prazer
em
significar
a
V. Exc.
a
a
sua
gratidão em
nome
da
Irmandade
que
representam
e
dos
pobres
a
quem
eila
é
util,
prestando-lhe
assim
a
devida
homenagem.
—
Deus
Guarde
a
V.
Exc.
a
Braga,
lo
de
junho
de
1878.
III.
n
’°
e
Ex
n
'°
Snr.
Commendador
Ful
gencio
José da
Costa
Guimarães.
—O
Pro
vedor,
Henrique Freire
d’
Andrade
d
.
declaração
<te vots». —
Bento
Joa
quim
de
Sousa
Mello
Pinto,
parodio
de
S.
Lazaro,
em
Braga,
offerece
o
seu
vo
to imparcial,
e
d
’
alguns
amigos
seus
nas
futuras
eleições
a
qualquer
candidato
elle-
givel
que
se
comprenietta
a advogar a
causa
esquecida,
da
Religião
d
este
paiz,
que
é
a
catholica
Apostólica
Romana,
ga
rantida
na
Carta
do
Senhor
D
Pedro ÍV;
a
qual,
todos
os
dias,
está
sendo
açou
tada
pelo braço
ntí
dos verdugos da
im
piedade,
e
do
desaíôro,
na
imprensa
por
tugueza;
arrastando
assim
os
povos
ao
in-
differentismo,
e
á lepra
esphacelanle
do
socialismo,
que
tantas
barreiras
vai
sal
tando!
!!
Pedem-se
leis
repressivas,
e
que
não
embaracem
os
magistrados
!...
Associação CaihoSiea.—Em
rasão
da muita
abundancia
de
matéria,
não
da
mos hoje,
o
que
faremos em
o
n.°
de
quinta-feira,
noticia
circumstanciada,
da
solemnidade
da
primeira
communhão ás
creanças,
que
teve
logar
ante-hontem,
no
Populo,
e
da
distribuição
dos prémios
ás
mesmas,
na
casa
da
Associação
Catholica.
Confrarias de IV. Senhora da
Apresentação
e Almas.—
Foi
aucto-
risada
a
confraria
de N.
Senhora
da
Apre
sentação
e
Almas,
da
freguesia
de
S.
João
do
Souto,
a
levantar
um
fundo
de
600$000
mil
réis
para
a restauração
do
altar
res-
pectivo.
Jffieza do
Bom
Jesu» do ÍVIonte.
—
Procedeu-se
ante-hontem,
no
salão do
tribunal
judicial,
á
eleição
da Meza que
deve
administrar
o sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte,
e
ficaram
eleitos,
sem
op-
posição,
os
seguintes
cavalheiros:
Juiz
—
Dr.
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
Cartorário—
Conego
Joaquim
Alves
Ma-
theus
Secretario
—
Dr.
Manoel
José
d
’01iveira
Guimarães,
abbade
de
Maximinos.
Ministro
do
Culto
—
Dr.
João
Manuel
Correia.
Vedor
da
Fazenda
—
Dr.
Nicolao
Ba
rata.
Dito
das
obras
—
Dr.
Antonio
Bran
dão
Pereira.
Thesoureiro
da
Casa
—
Dr.
João
Carlos
Pereira
Lobato.
Dito
das
esmolas—
Manoel
José
Rodri
gues
Macedo.
Dito
das
estampas
—
João Augusto
da
Cunha.
Dito
dos
legados
—João
Augusto
d
’
01i-
veira
Braga.
Mordomo
da
egreja
—
Dr.
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres.
Dito
das
capellas
—
Bento
Miguel
Leite
Pereira.
Procurador
—Antonio
Alves dos
Santos
Costa
Achamos
digníssimos
estes
cavalheiros,
e
fiamos
do
seu
zelo
e
aclividade que
concluirão
as obras
encetadas,
assim como
continuarão
as
do
escadorio.
para
o
qual
já
lhes
ficou
aparelhada
grande porção
de
pedra.
Auctorisação.
—
O
snr
governador
civil
d
’
este
districto
foi
auctorisado
a
le
vantar
a
2.
a
serie
do
ernprestimo
para
o
ramal
da
estrada
de
Peredo
a
Mogadouro.
Tlteatro.
—
No
domingo
subiu
á
scena
o
drama
em
o
actos,
d
’
Ernesto
Rasetti,
traducção
primorosa
do
snr.
Borges
d
’
A-
vellar,
Os
Filhos.
Já
vimos,
ha
não
muitos
annos, este
mesmo
drama
desempenhado
pela compa
nhia
do
Baquet,
quando
d
’
ella
fasiam
parte
os
notabilíssimos artistas
Lucinda
Simões,
seu
pae
e
outros.
Agradou
então
muitíssimo,
como
agora
não
podia
deixar
de
agradar
lambem,
porque
o
desempenho
foi
muito
regular.
Amélia
Garraio,
que
fez
o
papel
do
Malhilde, se
não
conseguiu deslembrar essa
esplendida
creação
de
Lucinda Simões,
andou
comtudo
muito
bem,
e
sempre
re
gularíssima.
Soller
(visconde Luciano),
Amaral
(Qiraud),
Gama
(
conde
de
Caze-
lard
des
Haumes),
Belmira
(barão
Theo-
doro),
Emilia
Eduarda
(condessa
Cazelard
des
Haumes),
e
Sanguinetti (Antonio],
bem,
muito
bem.
Os
restantes actores
satisfizeram.
A
’
hora
em
que
vae
para
a
machina
esta
folha,
deve
entrar
em scena
a
ce
lebre
Estudantina
Figaro,
que
a
empreza
do
Baquet acaba
de
contractar
com
o
snr.
Juan
Molina.
Hoje
terá
logar
o 2.°
dos
dois
únicos
espectaculos
dados
pela
Estudantina.
A
recita
d
’
assignxtura
que
estava
an-
nunciada
para
hontem,
com
o
drama
O
tra
peiro
de
Paris,
ficou
transferida
para
a
próxima
semana.
■Impede.-
Chegou
no sabbado
a
esta
cidade, e
no
mesmo
dia partiu
no
com
boio
das
2
horas,
o
snr.
Anselmo
José
Braamcamp,
chefe
do
partido
progressista.
Terrível
exptasão.-
Telegrapham
de
Manchester,
em
7
de
junho,
que
uma
explosão
terrível
teve
logar
n
’
aquelle
dia
n
’uma
fabrica
perlo
de
Sain-Hêlene
(Lan-
cashire).
Haveriam
200
a
250
mortos.
SJiiesíãe
do
Oriente.
—
Os
últimos
lelegrammas
relativos á
questão
do
Oriente,
são
os que
seguem:
Berlim
14
—
Reuniram-se
no
local
que
foi
preparado
para esse fim
no
novo
pa-
iacio
de
Bismark
os
delegados
das
potên
cias
para
o
congresso.
O
conde
Andrassy,
em
nome
do
con
gresso,
exprimiu
as
suas
felicitações
ao
imperador
da
Allemanha.
Em seguida
propoz
e
foi
approvado
a
nomeação
do
príncipe
de
Bismark
para
a
presidência.
O
príncipe
de
Bismark
agradeceu
to
mando
assento
na
cadeira
da presidência,
e
fez uma
exposição
summaria
do
assum
pto
que o
congresso
é
chamado
a
dis
cutir, mencionando
a
esperança
de
que
os
seus trabalhos
conduzirão
á
paz,
e
pro
poz
o
adiamento
por
2
ou
3
dias
das
sessões, afim
de
que
os diversos
membros
possam
conferenciar
entre
si para
melhor
andamento
do
congresso.
Resolveu-se
adiar
para
segunda-feira
a
primeira
sessão,
que
será
a
mais
impor
tante.
O
príncipe
de
Bismark apresentará
um
memorandum
para
deliberação
do con
gresso
com
respeito
á
delimitação
da Bul
gária.
Paris
14
—Corre boato
acreditado
de
que
Wadinglon,
ministro
dos
negocios
estran
geiros
de
França,
será
o
vice presidente
do
congresso
das potências.
Londres
15
—
0
«Standard»
diz
constar-
lhe
que Salisbury
antes
de
partir para
o
congresso,
consultou
os
principaes
ban
queiros
ácerca
da
capacidade
financeira
da
Turquia,
afim
de
estabelecer
em
Constan
tinopla
uma
commissão
financeira egual
á
do
Egypto.
Dizem
de
Berlim
ao
«Morning
Post»
que
Beaconsfield
falou
sexta-feira
no
con
gresso
ácerca
da
stiluação
perigosa, creada
pela
proximidade
em
que
se
acham
os
turcos
e
russos
na
Romelia
e
manifestou
a
esperança
em
que
os
delegados
da
Rús
sia
possam
annunciar ao
congresso
segun
da-feira
a
retirada
dos
russos.
Berlim
14
—
Realisou-se
o
accordo
ácer
ca
da
Bulgaria,
mas
ainda
não
se reali-
sou
com
referencia
ao
engrandecimento
da
Servia
e á cessão
de Antivari
ao
Monte-
negro.
Nos
círculos
allemães
espera-se
fir-
memenle
que
se
chegue
a
um
accordo.
A
Grécia
será
admitida
mais
tarde
no
congresso,
mas
ha
a certeza
de que
será
re
gulada a
questão do engrandecimento
even
tual
do
seu
território.
S“
onte
sobre
oliíma,
—
Ficou
trans
ferida
para
o dia
27
do
corrente
a
inau
guração
da ponte
metalica
sobre
o
rio
Lima,
em Vianna do
Castello.
Uma
commissão
de
indivíduos d’àquella
localidade
preparam
para
essa
occasião
magníficos
festejos.
Entre
elles
conta-se
o
projecto
de
or
namentar
com
bandeiras
e
galhardetes
to
da
a
extensão
da
referida
ponte,
600
me
lros
aproximadamente,
avenidas
da
esta
ção, praça
do
Pombal,
etc.
N’
estes
pontes
tocarão
diflerentes
ban
das
de
musica,
e na
occasião
da
ceremo-
nia
subirão
ao
ar
innnmeros
foguetes.
A
’
noite
será
vistosamenle illuminalo
o alçado
da
ponte,
avenidas
da
mesma
e
praça
do
Pombal,
esperando-se
produza
um
efleito
deslumbrante.
Será
queimado
grande
quantidade
de
fo
gos de
Bengala,
fabricados
pelos
artistas
portuguezes
Torres,
Gonçalves
e Alves,
que
se
empenham
deveras
para
demon
strar
com
os
seus
trabalhos
que
a
arte
pyrotechnica
em Portugal não é inferior
á
des estrangeiros.
Ha n
’
islo
como
que
um
desejo
dc
so-
bre-elevar
os
artistas
francezes
que
fize
ram
o
fogo
de
artificio
para
a
inaugura
ção
da
ponte
sobre
o
Douro,
que
como
se
sabe, foi
uma
completa
burla.
E’
um
confronto
artístico,
no
qual
esperam
os
nossos
fabricantes
pyrolechnicos,
levar a
palma.
As
diflerentes
peças
de
fogo
são
quasi
as
mesmas
que
foram
queimadas
por
oc
casião
da
inauguração
da
ponte
sobre
o
Douro.
Os
fogos
serão
lançados
da
seguinte
fórtna.
1.
a
parte:
—
Salva
de
21
tiros; 21
fo
guetes
de
estrellas
cadentes,
24
de
cores
variadas,
12
morteiros
com
lindas
cores,
12
foguetes
representando
a
lua
do
Occi-
denle,
12
com
fogos
de
Bengalla,
12
com
a
lucta
das serpentes,
12
a
chuva
d’
ou-
ro,
e
12
a
mudança
dos
planetas.
2.
a
parte:—
Salva
de
21
tiros,
12
fo
guetes
rubins,
12
saphiras,
12
a
coroa
de
Marte,
12 morteiros
de cores
variadas,
12
valverdes,
12
a
chuva
d
’ouro,
12
a
lucta
das
serpentes,
e
1
bouqet
de
40
dnzias
de
diflerentes cores
3.
a
parle:
Salva
de 21
tiros, 48 ra
malhetes
portuguezes,
12
com
fogos
de
Bengalla,
12
estrellas
cadentes,
12
mor
teiro
de
cores
variadas,
12
foguetes
re
presentando
as
forjas
de
Vulcano,
12 val
verdes,
12
a
fuga
dos
amores,
12 a
lucta
das
serpentes,
12
a zanga
das regateiras.
4.
a
parte:
—
72
ramalhetes
portuguezes,
12
a
lucta
das
serpentes,
12
as
estrellas
da
manhã, 12
saphiras,
12
a
lua
no oc-
cidente, 12
valverdes,
12 morteiros
de
co
res
variados,
12
a chuva
d
’
ouro,
12
a
zan
ga
das
regateiras,
12
a
fuga
dos
amores,
12
com
fogos
de
Bengalla,
1
bouquet
de
180
dúzias
de
foguetes,
terminado
com
uma
salva
de
21
tiros.
O
Villão.—
Uma
folha
de
Coimbra,
dá
os seguintes
importantes
pormenores
da
mallograda
prisão
d
’
esle
criminoso,
ha
pouco
evadido
da
relação
do
Porto:
O
fugitivo
preso das
cadeias
da
re
lação
do
Porto,
denominado
por
alcunha
Villão,
pôde ser
final
mente
encontrado
ha
dias
pelos
guardas
do
commissariado da
policia
nos
arredores
de
Tabtiaço,
vindo
este
para
se
dirigir á
villa,
attraido
tal
vez
pela
força moral
d’
uma amazia,
com
quem
se dizia
sustentava
relações de
in
timidade
durante
o
tempo
da
sua prisão
no
Porto,
o
que
foi
n
’este seu
primeiro
lance
a
sua salvaguarda, n
’este
encontro
que
podia
ser
de
lodo
fatal,
a
esses
em
pregados
da
policia
e
que,
pouco
expe-
rienles
n
’
esta
qualidade
de capturas,
o
seu
desmedido
arrojo
fez precipitar.
Eis
o
caso.
Quando
uns
e
outros
se
encontraram
casualmente
proximos
á
en
cruzilhada
já
fóra
da
villa,
foi
ao
desca-
hir
da tarde,
e
já
proximo
ao
anoitecer,
porém
ao
encararem-se,
uns
e
outros
li-
caram
immoveis,
e
sentiram
esses
sobre-
saltos
que o coração costuma
dar
n
’estes
lances
rápidos
e
arriscados
nos
quaes
as
armas mettem
medo, infundem
terror
pâ
nico,
quer
estejam
ou
não
carregadas.
Na
passagem
já
suspeita
de
Villão,
os
guar
das
policiaes,
que
antes
tinham ob
*
servado
alguns acenos
de
lenços
brancos,
dados
como
signal
certo, e atlirmativo
de
segura
passagem,
por
duas
mulheres
para
o lado
opposto
do rio
Tavora,
sentiram
esses
presentimentos certos,
de
que
era
chega
da
a
hora
de
caçarem
o
melro,
que
tão
dextra e habilmente se tinha
evadido
de
uma gaiola
tão
segura
e
apertada.
Soou
finalmente
a hora
de se travar
a
lucta,
e
de
começar
a
acção.
O
primeiro dos
guardas
que
ia adiante
deixou passar
o
melro,
fazendo-se
desconhecido:
o
segundo
guarda,
precepitando-se
logo
sobre
elle,
leve
a
fortuna
de
o lançar
a
terra
e
sus
pender
o
Villão que
se
conservava
de
baixo
e
exforçava
o
seu
inimigo,
e
ten
tava
levantar-se
ajudado para isto
por
uma
das
mulheres
qne,
vindo
em
auxilio
do
criminoso,
arrastava
um
dos guardas
pelas
pernas,
conseguindo
por
esta
fórtna
fazer levantar
Villão,
qne ainda
se
con
servava
agarrado
pelo
guarda.
Villão,
co
nhecendo ultimamente
os
effeitos
ardis
d’
esta
espera,
mettera
a
mão
a
um dos
bolsos para
puxar
pelo
rewolver,
pelo
cano;
mas
foi
n
’
esla
occasião
de
accessos
aflli-
clivos
que
o
mesmo
guarda
que
a
elle
se
conservava
abraçado
pôde
lançar-lhe
uma
das
mãos
á
coronha
do
mesmo
re
wolver
e
estorval-o
de disparar
a
ultima
arma
de
que
anda
munido.
Emquanto esta
scena
se
passava
a
um
dos
lados
da
esirada,
já
a
este
tempo
o
outro
guarda
procurava
ferir
o
criminoso
com
outro
rewolver;
mas
não
o
podia
fa
zer
em
consequência
de
temer matar o
companheiro;
além
disso
era
embaraçado
por
uma
mulher
que
se
lhe
oppunha
por
diante,
companheira
inseparável
do
fugitivo
Villão.
Emquanto
uma
das
mulheres
luctava
como
uma
brava
féra,
a
outra,
que
era
íilha,
fazia
exforços
de
heroe no
valor
para
defender a
existência
do
seu
aman
te.
Ha
mulheres
assim
em
Tabuaço,
que, não
temendo
os
coníliclos,
não
ba
armas
nenhumas,
que
lhes
infundam
ter
ror.
Apezar
mesmo
d
’
estas
barreiras
defen
sivas
do
criminoso,
um
dos
dois
guardas
sempre
pôde
desembaraçar-se
d
’esse
tigre
que
lhe
impedia
a
acção
e pôde
disparar
ura
tiro,
até
mesmo
por
entre
as orelhas
do
companheiro.
Ao
que
o
Villão
respondeu
sentindo-se
erido:
—
Então
assim
se
mata
um
homem?
Foi á
imprudência
d
este tiro que
se
deveu
a
fuga
do
criminoso
que
já estava
cahido
na
rede.
Este
tiro
dado
assim
imprudentemente,
jor
entre
as
orelhas
do
outro
guarda,
ez-lhe
tal
e
tão
viva
impressão
na caixa
opaca
da cabeça
que se
julgou
de
todo
morto,
e
grilou
afllicto:
—Ai,
que
me
mataste
I
Foi
n
’
este
tempo
que,
desagarrando
as
mãos
de
Villão,
as
lançou
á
cabe
ça,
para
cerlificar-se
se estava
ferido ou
não.
Porém, o
criminoso,
apezar
do
seu
fe
rimento,
aproveitou
a
occasião,
e
dando
dois
saltos
de
corsa
se
poz
em
ablativo
de viagem,
apezar
mesmo
de
receber,
segundo
consta,
mais
dois
ferimentos
em
seguida.
A
noite
protegeu
emfim
o
fugitivo,
porque
desceu
sobre
esta
scena
o seu
es
pesso
e
escuro
inanlo.
H
Agora
consla-nos
á ultima
hora
que
pma das
mulheres
está
presa
e
que
se
irada
de
procurar
a
outra,
que
é
de
pre
sumir
acompanhasse
o
seu
amante
na
fu-
m
.
Também
nos
escrevem
da
Foz
do
Tua,
informando-nos
que
o
famigerado
Villão
passa
o
seu tempo,
gosando
as
delicias
amorosas
a
par
da
sua
amante,
meltendo-
Se barqueiro
na
Foz do Tua;
e que dias
depois
do
seu leve
curativo,
andava
ca
çando
muges
e
barbos,
para
mimosear
com
um
grande
presente
o
snr.
commissario
de
policia
I
Maerobía.—
Diz
o
«Diário
do
Gran
Pará»
que
fallecera
no
dia
15
de
maio
ultimo,
na cidade
do
Pará
uma
mulher,
por
nome
Lourença,
parda,
viuva,
com
}30
annos
de
edade.
líorrivel aasaisHincito.—
Refere
um
correspondente
de
Carrazeda
de Anciães,
que
em
Freixo
de
Nunão
foi
cominellido
no
dia
1
do
corrente
um
horrível
assassi
nato
na pessoa
de
uma
mulher.
Estavam
homem
e
mulher
para
se
ca
sarem
n’
aquelle
dia,
e
quando
estavam
para
irá
egreja,
ou muito
proximos
d’
isso,
recebeu
o
assassino
noticia
de
que
a
noiva
não
queria
já.
O
homem
ficou
já
petrificado,
em
vista
de
tal
recusa,
e
mandou
chamar
a
toda
a
pressa a
noiva.
Ella
accedeu
aos
rogos,
e
no
momento
em
que
ia
fallar-lhe,
elle
cravou-lhe
um
punhal
no
coração.
SECÇÃO
D£
COMUIIGADÔS
Leio
na
«Opinião
Publica»,
jornal
que
ha
dias
começou
a
sair
nesta
cidade,
um
communicado
assignado
pelo
snr.
Manoel
Ribeiro
de
Carvalho Júnior,
onde se
pre
tende
responder
a
um protesto
que eu
e
os
meus
eollegas
publicámos
contra
a
infamissiina
asserção
de
ler
sido
comprada
a
classe
lypographica
para
se
recusar
á
composição
d
’aquelle
jornal.
Vou
dizer duas
palavras
com
vista
áquelle communicado,
declarando
desde
já
que
o
laço
unicamente
para
o
publico,
e
não,
e
por
modo
nenhum,
para
o
snr
Carvalho, enlilade
a qne
não
ligo
im
portância.
Na
sua
replica,
mandam
dizer ao
snr.
Carvalho
que
este
snr.
não
se
queixa
senão
de
dois íypographos, dos
quaes
eu
sou
um,
«que
por
intervenção
de
tercei
ras
pessoas
se
comprometleram
a
traba
lhar
na
sua
typographia».
Pelo
que
me
respeita,
digo
alto
e
bom
som
que
isto
é
falso,
falsissinao,
porque
não
lenho
tutorias,
e
os
meus
negocios
são
tractados
commigo
mesmo.
Nunca
me
compiomelli com
ninguém
para
sirnilhanle
honraria, qual
a de
entrar
a
casa
do
snr.
Carvalho.
Antes
de
passar
adiante, quero
fazer
uma
pequena
observação
pela
qual o pu
blico
avaliará
o
como
se
escreve
a histo
ria
lá
pelos inlermundios...
do snr.
Car
valho.
Disseram
pelo
snr.
Carvalho
no
pri
meiro
n.°
d
’aquelle
jornal:
«Abandonaram-nos
os
íypographos,
quando
já eslava
composta
a
primeira
pa-
gina,
e
vimos-nos
obrigados», etc
No
aranzel
a
que
estou
replicando,
fizeram
dizer
ao snr
Carvalho:
«Queixo-me apenas
de
dois
íypographos
qne
por
intervenção
de
terceiras
pessoas
se
comprometleram
a trabalhar
na
minha
typographia,
e
que
sem
motivo ou
mesmo
pretexto plausível
faltaram
á
ultima
hora,
causando-me
d
’
esse
modo
prejuízos».
Como
se combina
isto?
Então
os
ly-
pograplios
abandonaram
o
snr.
Carvalho,
quando já
eslava
composta
a
primeira
pagina
do
jornal;
ou
apenas
se
linha
n
Wnpromeltid
>
a
irem
trabalhar
na
lypo-
gfaphia
do
snr.
Carvalho?
Isto
seria
risível,
se
não
fosse
simples
mente
nojento.
Que
estúpido
papel
o
obrigam
a
re
presentar,
muito
alto
e muito
baixa
snr.
Carvalijo!
Continuemos.
Mandam
diser
a este snr. que
eu
fóra
v
*
slo a
passear
nas
horas
de
trabalho,
e
Parec:
querem
concluir
d’
ahi que...
eu
*ôra
comprado.
Pois
tique
sabendo
que
eu
não
dou
satisfações
das
meus
actos
ao
snr.
Car
alho,
nem
a
quantos
Carvalhos ha
por
esse irundo
de
parvalheiras. E
se
do
fa-
de
eu
andar a
passear
quanlo
e
como
quiser,
pretendem
violentar
a
conclusão
a
1Q
dicar
qm>
eu
fóra
comprado,
digo
ao
snr.
Carvalho
que
é
um
infame
e
um
mi
serável.
Antes
de
concluir,
não
deixarei
de
di
ser
duas
palavras
a respeito
d
’
outras
que
precedem a
gratuita
e
calumniosa
declaração
do
snr.
Carvalho.
Diz
este
snr.
...«não
tive
intenção
de
offender
uma
classe
(a typographica) de
cujos
serviços
me
approveito
para
o
exercício
da
minha
profissão».
Ora eu
ignoro,
e
toda
Braga
ignora,
que a
profissão
do
snr.
Carvalho
seja
a
de
typographo;
parece-me
que
este
snr. a
aproveitar
serviços
d’
alguem
para
o
exer
cício da
sua profissão, deveria
ir
procu
rar
esse alguém entre
os
commerciantes
de vinho
e
iscas.
Tenho
concluído.
De
V.
etc.
Braga
16—
G
—
78.
Bernardo
Anlonio de Sá
Pereira.
A’
referencia
que
a
mim faz
o
snr.
Manoel
Ribeiro
de
Carvalho
Júnior,
no
seu
communicado
inserlo
em
o n.°
3
da
«Opinião
Publica»,
declaro,
sob
minha
palavra
d
’
honra,
que não
é
verdade
ter-
me
eu
compromettido
por
terceira
pes
soa
a trabalhar para
aquelle jornal,
as
sim
como
não recebi,
nem recebo,
impo
sição
de
ninguém para
ir
ou
deixar
de
ir
á
typographia
do
snr.
Carvalho.
Braga,
17
de junho
de
1878.
João
Joaquim
Pereira
da
Silva.
banco
no uivai»
Resumo
do
Aclivo
e
Passivo
em
31
de
Maio
de
1818.
Activo
Caixa:
existência
em
metal.
91:9170085
Agencias
no paiz
....
158:3370617
Fundos
públicos, nacionaes
e
estrangeiros. .... 154:1710878
Acções
de
Bancos.
. . . 56:8210675
Acções
de
c.
própria
.
.
64:8000000
Ilypolhecas
de
raiz
.
.
.
126:6010314
Empréstimo
sobre
penhores
.
9:3890300
Empréstimos
a
Gamaras
Mu-
nicipaes
e
á Junta
Geral
.
120:9630289
Leiras
descontadas
.
.
.
221:9470445
Leiras
a
receber ....
6:7850792
Leiras
em
liquidação.
.
.
50:9490583
Saques
e
remessas
de
n.
c.
12:4420480
Agencias
no
estrangeiro. . 84:9890672
Contas
correntes
garantidas . 583:9190770
Diversos
devedores.
.
.
.
51:6060524
Contas
em
liquidação. .
.
70:1440755
Caução
da
gerencia.
.
.
.
12:0000000
Eíleitos
depositados.
.
. .
69:1590960
Generos
recebidos
por
c.
de
penhores............................
17:1100085
Mobilia......................................
1:8050025
Edifício
do
Banco.
.
.
•
34:7980959
2.000:6620208
PaHBÍVO
Capital
.............................
Fundo
de
reserva.
.
.
Reserva
para decima.
.
Reserva
para
liquidações.
Notas
em
circulação.
.
.
Depositantes
á
ordem.
.
Depositos
a
praso.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
.
Diversos
credores
.
.
.
Deposito
publico
. . .
Saques
e
remessas das
agencias
:
....
Letras
a
pagar.
.
.
.
Credores
d
’
effeitos
depositad
Gerencia
do
Banco.
.
.
Lucros
suspensos
.
.
.
Ganhos
e
perdas
.
.
.
600:0000000
155 0900000
2:1330709
7:8000000
4050900
188
1010418
812:4330286
1:1300444
57.8
1
40829
14:5410634
33:0920359
10:0960260
69:1590960
12:0000000
16:3330670
21:4190639
2.000:6620208
Braga,
Banco
do
Minho 5
de
Junho
de
1878.
OS
GERENTES.
Anlonio
José
Gonçalves
Braga.
João
Marques
da
Silva.
Domingos
José
Soares.
BANCO DA COVILHÃ.
Sociedade anonyma—Responsabilidade
li
mitada
Capital
3.000:0000000 reis
7.
a
emissão
—
reis
750:000^000
dividido
em 7:500
acções
de 1008000
reis
cada
uma.
Balanço em 31 de
1878.
Aetivo
Letlras
descontadas
e
a
receber
.........................
Empréstimos
s.
penhores.
Contas
corrent. com
caução
Eíleitos
depositados
.
.
.
Papeis
dè
credito.
.
.
.
Agencias
no
paiz.
. .
.
Ditas no
estrangeiro.
.
.
Diversos
devedores
.
.
.
Mobilia
e utensílios. . .
Despezas
d
’installação . .
Caixa
...................................
Valores
em
liquidação. .
.
Maio de
336:4910795
148:3170235
315:5830385
12:0000000
41:5370800
21:1270913
13:9300261
7:3020608
1:8400304
2:5250875
14:3160336
5:8710270
890:8440782
Passivo
Capital...................................
Fundo
de
reserva.
.
.
.
Fundo
para o edifício
do
Banco
.............................
Depositos
á
ordem
.
.
.
Ditos
a
praso
.......................
Devidendos
a
pagar.
.
.
Credores
d
’
eífeilos
deposi
tados
...............................
Diversos credores .
.
.
Agentes
no
paiz.
.
.
.
Agentes
no
estrangeiro.
.
Contas interinas
.
.
.
.
Ganhos
e perdas
.
.
.
.
750:0000000
7:5430745
1:5000000
26:3460782
70:2750110
1:0450000
12:0000000
1:2380075
1:4190234
8690955
2830606
18:3210175
890:8440782
Covilhã
31
de
Maio
de
1878
Os
Directores
A.
Baplista
A.
Leitão.
J.
d'A.
Vaz
de
Carvalho.
Resumo
do activo e
passivo do
Banco Commercial, Agrícola
e
Industrial de Villa Real, em
31
de
maio de 1878.
Activo
Caixa,
dinheiro existente .
15:0580393
Letras
descontadas
e a
rece
ber.......................................
665:1470947
Letras
caucionadas com
hy-
polheca
sobre
bens
de
raiz
47:3220000
Leiras
em
liquidação.
.
•
6:6080472
Leiras
protestadas
.
.
.
3:5440310
Titulos
e
obrigações
a
receber
6:3920020
Empréstimos
sobre
penhores:
De
103
acções
deste
Banco
3:0150000
De
diversos
objectos
d
’
ouro
e
praia..............................
1000000
De
20:668
litros
d
’aguarden-
te
e
vinho.......................
1:5000000
Operações
a
longo
prazo
com
hvpotheca sobre
bens
de
raiz......................................
15:4410982
Acções
de
conta
própria
em
numero
de
325.
.
. .
15:5700000
Contas
correntes
com
garantia
De
175
acções
deste
Banco
3:5530000
De
letras
e
cartas
de
credito
5:0970760
De
33:516
litros
de
vinho
7000000
Aaenles
no
paiz,
dinheiro
e
letras a
cobrar.
.
.
58:9340594
Agenles
no estrangeiro
.
12:3030237
Diversos
devedores
. .
•
5:7640425
Moveis
e
ulensilios
.
.
•
6100
400
Despezas
de
installação
.
1:6000000
871:2630540
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0000600
Deposito á
ordem. .
.
.
9-800718
Deposito
a
prazo.
.
.
.
24:4110170
Dividendos
a
pagar
.
.
.
1:0260000
Fundo
de
reserva. .
.
.
9:4200000
Quantia
destinada
para
o
imposto
industrial.
.
.
5:3000000
Beserva
para
prejuízos
even-
tuaes
................................
4:0000000
Ganhos
e
perdas. .
.
26:1250652
871:2630540
Villa
Real,
3
de
junho
de
1878.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez.
Joaquim
José
d
’Oliveira
Guimarães.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Terça-feira,
18
de
junho
2.
a
e ultima
recita
em
que
toma
par
te
a
Estudanlina Fígaro.
A
comedia
em
2
actos
Mortos
ambulantes.
Principia
ás
8
e
meia.
ANNUNCIOS
ATTWÃO
Achou-se
um
aunei
d
’ouro no
dia
7
de
junho;
quem
der
os signaes
certos
e
quei
ra
pagar
a
despeza
d
’
este
annnncio,
quei
ra-o
procurar
em
casa
de
José
Maria
da
Silva,
rua de
S.
Vicente
n.°
82.
(939)
pintura
Vende-se
alguns
painéis sacros;
origi-
naes
de
bons
mestres.
Rua
do
Anjo,
n.°
/5,
das
1'1 ás
6
da
tarde.
(910)
Arrematações
J
A
meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia
d
’esla
cidade,
administradora
do
Hos
pital
de S.
Marcos,
faz
publico,
que
no
dia
23
do
corrente,
ás
horas
abaixo
in
dicadas,
eíTectua'-se-hão
na
ante-sala
das
sessões
da meza,
as seguintes
arrema
tações,
a
saber:
A
’a t®
Isoras «In tasnEtbíít
A
do pão
trigo
e
de
mistura;
A
de
carne
de
boi
e
de vilella;
A de
arroz,
assucar e
bacalhau.
A’s
3 I
iofr
» «Sa tstrtlei
A
de
palha
de centeio,
por
pezo
para
os
enxergões
dos
doentes;
A
de
cera
para
as
festividades
e
ser
viço
quotidiano
das
egrejas
da
Misericór
dia e
Hospital;
A
de
mortalhas
e
lençoes
para
os
fal-
lecidos;
A de
reparos
dos
telhados
e
branquea
mento
das
paredes interiores
e
exteriores
do
mesmo
Hospital.
Convida,
portanto,
todas
as pessoas que
queiram licitar
nas
ditas
arrematações a
examinarem
as
respeclivas
condiçõos, qne
se
acharão
patentes
no
acto
da
praça
e
nos dias
21
e
22
na
secretariado
referido
Hospital
de
S. Marcos.
Braga
Í4
de
junho
de
1878.
O
Escrivão,
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Ber
nardos.
(941
]
APROVEITAR
AOS
MESTRES
SAPATEIROS
João
Baplista
da
Silva
Gomes,
com
armazém
de
cabedaes,
participa
aos
seus
freguezes
que
tem
no
seu
estabelecimen
to
nm variado
sortido
dos
seguintes
ge
neros:
Boas
partidas
de sola,
que
vende
cada
459
gram.
(antigo
arraiei),
desde
160 até
320
reis;
bezerros
brancos
e
pretos, francezes,
das melhores fabricas,
desde
10700
a
20750
rs. o
kilo;
vernizes
de
vilella
de
primeira
qualidade,
de
130500
a
240900
rs. a
duzia;
magizes
desde
reis
150000
a 330000 reis
a
duzia;
vernizes
da
Rússia, ditos
moutoens,
chêvres,
o
que
ha
de
mais
novidade;
chagrins
pretos,
fran-
cezes
e
nacionaes,
desde 7
$200
a
22$5(J0
rs
a
duzia;
ditos
de
côres,
camursas,
pel-
licas-capas,
carneiras
ptetas
e
de
côres,
moutoens
rouge,
couros
seccos,
ou
atana-
dos
de
todos
os pezos, desde
320
a
460
reis;
couros
para
tamancos,
de
sumagre
e
casca,
brazil
ou terra,
carneiras
em
su
magre,
ditas
acapadas,
capados
de
excel-
lente
qualidade; elásticos
inglezes
de
se-
tim,
seda
e
algodão,
de
diversos
gostos,
e
o
que
ha de
mais
moderno;
ditos
de
algodão
e
seda, nacionaes;
formas
france-
zas,
prezilhas
forradas
para
homem
e
mu
lher, ditas
lisas,
laços
para
sapatos
ou
botas
de
snr.
a
,
fivellas, biqueiras
de
me
tal,
fio
de
côres,
dito
branco,
de
todos
os
numeros,
carrinhos
de
algodão
brancos,
pretos
e
de
côres,
ditos
de
troçai,
cravo
de
ferro,
zinco,
cobre, broxa,
carda,
taxa
de
arame,
graixa,
e
muitos
outros artigos,
que
tudo
vende
por
preços
consideravel
mente
favoráveis,
tanto
por
junto
como
a
retalho.
13
—
RUA
DOS
CHÃOS
DE
BAIXO—13
(942)
ARílEXlS in SE
Desde
o
proximo
S. Miguel,
duas
moradas
de
casas
de 2
andares, construí
das
de
novo,
com
quintal
e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo n 0
18
e
22
Trata-se
na
mesma
[rua
n.°
17.
(943)
ATTENÇÃO
A
meza
da
confraria do
SS.
Sacra
mento
de
S.
João
do
Souto.
d
’esta
ci
dade,
tendo
de mandar
proceder
á
pintu
ra da
capella-mór,
bem
assim
ao doura-
mento
da
tribuna
e
retábulo
da
mesma,
convida
porisso
os
artistas
que
quizerem
incumbir-se
da mencionada
obra,
a
apre
sentar
as
suas
propostas
em
carta
fechada
até
ao dia
18
do
corrente.
As
condições
acham-se
patentes
na
respectiva
secretaria.
O
secretario,
(944)
Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
EXPOSIÇÃO DE FERAS
Esta
exposição
ficou
interrompida
até
ao sabbado
22,
por
causa
dos
prepara
tivos
para
as
funcções
da
familia
quodru-
rnana,
que
começam
n
’
aquelle
dia.
Por
meio
de
programmas e
cartazes
se
darão
detalhes.
COMPANHIA GERAL BRACA-
RENSE
Tendo
o revd.
0
José
Alves
Vicente
Corrêa
do
Lago,
parocho
de
Viclorino
dos
Peães,
concelho
de
Ponte
do
Lima,
re
querido
a
esta
direcção para
que se
lhe pas
se
segunda
via
da
acção n.°
752,
uma
das
quatro (752
a
755)
que
lhe
foram en
cabeçadas
na
herança
do
fallecido
bacha
rel
Francisco
José
Alves
Vicente,
d
’
esta
cidade,
assim
se
faz
publico,
para que,
se
alguém se
julgar
com
direito
a
ella,
o
venha
declarar
n
’este
escriptorio,
no
prazo
de
30
dias,
contados
da data
d
’
esle
annun
cio.
Depois
d
’
esle
prazo,
e
não
havendo
re
clamação,
tem
de
passar-se
a segunda
via
requerida
e
proceder-se
ao
averbamen
to
difinitivo
de
todas.
Braga
5
de Junho de 1878.
Os
Directores.
João
Fernandes
Valença
(917)
José
Ferreira
de
Magalhães.
Ccntpanhia
Edificadora
e Indus
trial
Bracarense
Sociedade
anónima, responsabili
dade
limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
Companhia
a
realisarem
as
18.
*
e
19.
a
entradas
de
suas
acções
desde
o
dia
22
a
30
do
corrente,
no Escriptorio
da Companhia,
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a 12.
Braga
12
de
junho
de
1878.
Os
Directores
Francisco
da
Silva
Araújo
(936)
Francisco
Baj lista
da
Silva.
AlUiE-WAMEJVW
Quem
pertender
arrendar
a
Quinta
dos
Aposlolos,
sita
na
freguezia
de
Ferrei
ros,
póde
dirigir-se
a
seu dono,
morador
na
mesma
quinta.
(914)
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17, RUA
DE
S.
VIGENTE, 17
BRAGA
SXNGER—
Vendeu
no
anno
de
1877
a
enorme
quantidade
de
282:812
ma-
chinas
de coser!!!
mais 20:496
que
em
1876.
SINGER-
E
’
a machina
que
todo
o mundo
reconhece
como
superior
a
quan
tas
invenções
tem
apparecido.
SINGER—
E
’
a
unica
machina
de
costura
que
tem
obtido
em
todas
as
ex
posições
os
primeiros
prémios
e medalhas,
não
só
pela
sua
boa
construcção
e
duração
como
lambem
pelo
seu
bellissimo
trabalho.
SINGER
—
E
’ a
machina
que
está
mais
conhecida
e
introduzida em
todas
as
parles
do
mundo e
a
que
offerece
rnaiores
vantagens
em
economia
de
tempo
e
dinheiro.
S»
4
IV
<5-
>32
X.
—
E’
a
que
se
garante por 7
annos, fazendo
sempre
bom
trabalho
e
nunca
apresentando
diflliculdades.
SINíGrER—
E
’
a
unica machina
que se
vende
a prestações
de
500
reis
semanaes,
sem
prestação
de
entrada,
para
assim
favorecer
mais
as
classes
menos abastadas.
g^»
aTW<»
B< BC—
Tão
boa tem
sido
que
mais
de
60
imitadores,
vendo o
bom
resultado
d
’
esta
machina,
a
fabricam
e
a
vendem
como
legiti
mas
SINGER, illudindo
assim
a
boa
fé
do
publico.
SJã.F&KjJ-JEHa—
Finalmente
é
a
machina
que
mais
acceitação tem
lido, devido
sempre
á
sua boa
costura;
tanto
nas
fazendas
tinas
como
nas
mais
encorpadas,
á
sua rapidez
no
trabalho
e
a
sua
immensa
duração,
supplantando
assim
todas
as
invenções
modernas,
que
jámais
poderão compelir
com
a
machina
SINGER.
Não
se
illudam
com
essas
novas
machinas.
Peçam
catalogos
illustrados
com listas
de
preços
na
CO1HUPATWIIIA. FAS8
SSPV
G-432
EE
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
GOTTA
E
BHEUIATISIO
Licor
e pílulas
do dr. Laville
Esta
medicina
anti-gottosa
e
anli-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde
30 annos,
contra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
eíficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E’
a
unica
scientifica
e
officialmente
reconhecida
e que
offerece
todas
as
garantias.
Veja-
se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000
rs.
Para
evilar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
a
qu
il,
em vista
da
alta repu
tação de nossos
productos
augmenla
cada
dia,
deve-se
exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville
e
o
sello
de
garantia
(estampado em
tinta
azul)
do
Governo
Francez.—Venda
por maior,
F.
GOMAR.
28
rue
St.
Claude
—Deposito
no Porto Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia
77 e
79.
(42
-H-)
SANCTUARIO
DE
S. TORQUATO
Aviso
roh
mestres pedreiros
No
dia
23
do
corrente
mez, por volta
das
onze
horas
da
manhã,
na casa
do
despacho
da
irmandade
de
S.
Torquato,
será
posta
em
praça,
e
entregue
a quem
por
menos
a
fizer,
uma
empreitada
de
obra
de
cantaria
lavrada,
e
de
alvenaria
de
grande
apparelho,
conforme o
projecto
e
as
condições
que
desde
já podem
ser
examinadas
na
referida
localidade.
Os
licitantes
no
acto
da
arrematação,
farão o deposito
de
cincoenla
mil
reis.
As
propostas
serão
feitas
em
carta
fechada,
indicando
quantos
por cento
o
licitante
propõe
abater
ao
orçamento.
S.
Torquato
10
de
Junho
de
1878.
O
Secretario
(931)
José
Ferreira
de
Abreu.
Vende-se
para
pagamento
de dividas,
uma
morada
de
casas,
edificada
de
novo,
na
rua
da
Sé,
antiga
de
Maximinos,
desi
gnada
pelos
n.
(iS
16
e
17,
bem como
tam
bém
se
vende,
em
Santa
Eulalia
de
Te
nões,
suburbios
d
’
esta
cidade,
uma
pro
priedade
rústica,
chamada
da
Herdade,
toda morada
sobre
si;
trata-se no
Banco
Mercantil.
(927)
841
RETIRA-SE
O
abaixo
assignado participa
ao
res
peitável
publico
que
regressa
para
o Rio
de
Janeiro
e
julga
nada
dever a
pessoa
alguma,
mas
se
alguém se
julgar
seu
credor
apresente
suas
contas
no
praso
de
seis
dias
para
serem
pagas. Braga
13
de
Junho
de 1878.
Antonio
José
da
Costa Duro.
Rua
Direita
da Cruz
de Pedra
57
C.
(933)
SELLOS PARA GOLLECÇÕES.
FatiUinn
Antonio
Alartins
52
—
Rua
do
Lorelo—
-52
LISBOA.
N
’
este
estabelecimento,
o
primeiro
na
sua
especialidade
em
Portugal, encontram
os
snrs.
colleccionadores
grande
sortimen
to
de
sellos
antigos
e
modernos
de
todos
os
paizes do
mundo,
a
preços
muito con
vidativos e
sem
competência.
Pacotes
para
os
principiantes,
com
30,
40,
50, 60, 70,
100
e
150 sellos differenles a
100,
200,
300,
400,
500,
10000 e
20000
reis,
de
muita
conveniência e novidade.
Recebem-se
encommendas
de
todos
os
pontos,
sendo
acompanhadas
de sua
importância
em
sellos
ou
valles
do
correio.
(929)
Arrematação
A meza
da
Santa
Casa
da
Misericor.
dia
d
’
esta
cidade,
faz
publico
que,
no
dià
22
do
corrente,
ao
meio
dia,
se
hão
(
je
arrematar em praça
simultânea,
que Se
ha
de
efifectuar
no
Ministério
da
Fazen.
da
e
na repartição
de Fazenda d
’
este
dis
tricto,
os
foros
seguintes:
Foro
pertencente
ao
Hospital
de
S.
Marcos.
Foro
de
693,04 litros
de
meado,
tni-
lho
alvo
e centeio, cinco
gallinhas,
237
litros
de
vinho
e
29,376
kilogr.
de
mar.
rãa
e
um molho
de
palha,
com vencimen^
to
annual
pelo
S.
Miguel,
imposto
no
ca-
sal
do
Ribeiro,
que
se
compõe
de
casas
e
propriedades
de
terra
lavradia
e
de
matto,
todas
sitas
na
freguezia
de
S.
Thia-
go
d’
Esporões;
com
laudemio
da
quaren-
tena.
Emphyteula
Custodio
José da
Costa
Gomes. Avaliado
em
5010185
rs.
Foros
pertencentes
á Real
Irmandade
da
Misericórdia
Foro
de
499,689
litros
de
milho
alvo
e 322,38 ditos
de
centeio e
um
frangão,
com
vencimento
annual
pelo
S.
Miguel'
imposto
no
casal
da
Ramôa,
que
se
com
põe
de
casas
sobradadas
e
terreas
e
mais
propriedades
de
terra
lavradia
e
de
mal-
to,
sitas
na
freguezia
de
S.
Pedro de Me.
relim
e
na
de
S. Miguel
de
Frossos;
com
laudemio
da
quarentena.
Emphyteula
Anto.
nio Fernandes
Ramôa.
Avaliado
em
reis
5090336.
Foro
de
1:273,401
litros
de
meiado,
milho
alvo
e
centeio,
com
vencimento
an’
nual
pelo
S.
Miguel,
imposto
no
casal
de
Fonte
Carrera,
que
se
compõe
de
casas
e
mais
propriedades
de
terra
lavradia
e
de
matto,
sitas
na
freguezia
de
S. Marlinho
de
Dume;
com
laudemio da
quarentena.
Emphyteula
José
Augusto da
Silva
Fer
reira.
Avaliado
em
7470070
rs.
Foro de
636,7
litros
de
mtiado,
milho
alvo
e
centeio
e
592,5
de
vinho
(no pri-
meiro
transfego)
e
duas
gallinhas,
com
vencimento
annual
pelo
S.
Miguel,
imposto
no
casal do Barredo,
que
se
compõe de
ca
sas
sobradadas
com suas
pertenças
e
mais
propriedades
de
terra
lavradia
e
de
mat
to
sitas na
freguezia de
Santa
Eulalia
de
Crespos; com laudemio
da quarentena.
Emphyteula,
0
padre José Antonio
da
Sil
va
Araújo.
Avaliado
em
6900406
rs.
Foro
de
193,428
litros
de
milho
alvo,
169,249
ditos
de
centeio,
592,5
ditos
de
vinho
aquatorzado
da
primeira
sangria
e
12393
kilogr.
de marrãa,
com
venci
mento
annual
pelo
S.
Miguel,
imposto
em
metade
do
casal
das
Regadas, que
se
compõe
de
casas
sobradadas
e
terreas,
com
suas
pertenças
e
mais
propriedades
de
terra
lavradia
e matto,
quasi
todas
uni
das
e
situadas
na
freguezia
de
Santa
Lu-
crecia;
com
laudemio
da
dezena.
Emphy-
teuta
José
Francisco
d’
01iveira.
Avaliado
em
801$717
rs.
Braga
e
secretaria
da
Santa
Casa
da
Misericórdia, 7
de
junho
de 1878.
O
escrivão
•
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira Ber-
nardes.
(937)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da Misericór
dia,
d
’esta
cidade, tendo
em
consideração
a
avultadissima despeza
que
está
custan
do
0
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
0
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O Escrivão
Lourenço
da Costa
Gonçalves
Pereira
Ber
nardos.
Na
secretaria
da
Santa
Casa
da
Mise
ricórdia
d
’
esta
cidade,
pertende
fallar-se
a
uma
mulher chamada
Joanna,
que
foi
edu
cada
em casa
d’
um
relojoeiro
francez,
cha
mado
Pedro,
morador
que
foi
na
rua
do
Souto,
d
’
esta
mesma
cidade.
No
caso
que
alguém
possa
dar
infor
mações
da
referida
Joanna,
pçde-se
por
caridade
para
0
lazer
na
dita
secretaria.
O Escrivão
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Ber-
nardes.
(938J
Vende-se a
casa
n.°
5
da
rua
'
da
Sé.
í
A
a
.
a
para
t
ratar
na
lua
(
]
os
Qpel-
listas,
n.° 15.
(901)
Parte de Comércio do Minho (O)
