comerciominho_18051878_788.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA N.
3
E.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
» .
.
.
•
•
•
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
....................................
SASSBAO»
18
»E
HA1O
BE ISIS
Bedttcçõo do «Commereío
SlillIlOB.
do
Londres,
4
de
Maio, 1878.
(Conclusão)
SUMMARIO.
PUBLIGÀ-SE
850
40
20
10
ÁS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
O
Pontífice
é
uma parte,
a
Cabeça,
da
I
Igreja;
os
Estados
d
’
esta,
os
«Estados
da
1
Igreja»,
eram
lambem
chamados
«Estados
do
Papa»;
por
ser
o
Papa
Cabeça
da
Igre-
'
ja
cá na
Terra;
eram porém
um
morgado,
que
o
possuidor
não
podia
alienar,
um
vinculo,
que
o possuidor
vitalício
morgado,
tinha
de
deixar
intacto e
inteiro
ao pro
ximo Successor
electivo.
Isto
é
matéria
tão
corrente,
que
só
admira
a
simplicidade
com que
os
revolucionários
imaginavam
que
bastava
um
abraço
do
Pontífice
ao
Usurpador do
Quirinal,
para sanar tudo;
e
para
que
o
Mundo
Calholico
acquiesces-
se,
contente
como
umas
paschoas,
no
rou
bo
que
a
usurpação
e
a
maçonaria,
instru
mentos
e
agentes
do
Protestantismo, ti
nha
feito á
maior
e
mais
respeitável
So
ciedade
existente no
Mundo!
Era
curioso
e
divertido
vêr,
como,
logo
que se declarou
a nada
menos
que
Providencial
e
milagrosa
eleição
de
Leão
XIII,
a
liberalada
pensou
poder
applau-
dir-se
de
ter
um
Papa
a
seu
geilo
d
’ella;
que
viesse
ajudal-a
a
matar
o «Catholi
cismo
expirante»,
segundo
a
prophecia
de
um
dos
oráculos
do
ala<iroado
Citorio!
Não quero
dizer
com
que
cara
devem
ter ficado
os
taes
propbetas
liberangas,
ao
lerem
na
Allocução
de
Leão
XIII
taes
palavras
como
estas:
«De
outro
lado, pois,
profundamente
nos
aífligiu
a
triste
condicção
em
que
ao
presente
não
só
a
sociedade civil,
mas
;
e
com
especialidade
esla
Aposlolica
Sé,
que
>
despojada
por
violência
de
seu
dominio
tem
poral,
foi
reduzida
a
tal
estado,
que
ndo
:
póde
gozar
do
pleno,
livre e
independente
|
uso
do
seu
poder.»
Como
sua Santidade
•
se
exprime
na
primeira
e
solemne
Alio-
,
cução
ao
Sacro
Coliegio,
em
28 do
pas
sado.
Pódem
estar
certos os
immtgos
da
Igreja,
de
que
não é este o
ultimo
desapon
tamento
que
hão
de
soílrer
em
suas fá
tuas
prophecias e
expectações em
relação
á
Igreja
de Christo.
IV.
—
Os telgrammas
do
Times
de
ho
je
annunciam
de
Roma,
era
data
de
hon
tem,
a
morte
do Cardeal Berardi, de
apo
plexia.
Tinha 68
annos,
e
occupara
varias
funcçôes
importantes
durante
o
Pontificado
de
Pio
IX.
Dos
mesmos telegrammas vèmos
que,
lionlem
de
manhã,
recebera
Sua
Santida
de
uma
Deputação
de Catholicos
da
I
o-
lonia,
em
numero
de uns
60,
clérigos
e
leigos,
presidida
pelo
Commendador
D
Ocsy-
ka
Também
os
mesmos
telegrammas
men
cionam
se
estava
esperando
chegaria
a
Roma
na
próxima
semana
Monsignor
Ca
pei
(o
Reitor
e
principal
instituidor
do
Coliegio
Universitário
em
Londres,
como
em
seu
tempo
noticiei
ao
Apostolo),
que
ia
a
Roma
acompanhado
de vários
Estu
dantes
do
mesmo
Coliegio.
Não ha.
duvida;
ha 3
ou
4
dias,
aqui
se
annunciou,
que
o
mui
habil
e digno
Chefe
partira
para
a
Cidade
Eterna,
acom
panhado
por
seis
estudantes
do
mesmo
Coliegio.
,
,
,.
.
No
ultimo
paragrapho
dos
ditos
tele
grammas,
vem,
como
se
vê,
meio
em
buçada,
unia
confissão,
de
que
com
ef
feito,
o
novo Papa,
ia
voltar
com
o
debaixo
para
cima
—
ou antes
de
cima
.ara
baixo—
todas
aquellas
perrices
anli-
íiberangaes
do
seu Predecessor,
parecen
do
não
querer
absolutamente marchar
se
não
pelas
pégadas
de
Pio
IX.
Eis
aqui
o
artigo
fielinenle
copiaqo
«os
leiegram-
«Informam
se
que
nao ha
fundamen
to
para
a
noticia,
de
que
as
solemntda-
des
Paschaes,
descontinuadas desde
18/0,
H.—
O
Cruzado (The Crusader),
orgão
da
Liga
de S.
Sebastião.
IIP—
A
primeira
excellenle
Allocução
do
Santo
Padre
Leão
XIII,
desmentindo
as
prophecias,
insinuações,
e desejos da ma
çonaria
e
da liberangada. Leão
XIII con
tinuação
de Pio
IX.
IV.
—
Últimos
telegrammas
de
Roma.
Fallecimento
do
Cardeal
Berardi.—
Depu
tação Polaca
recebida
pelo
Santo Padre.
—
Visita
esperada
de
Momignor
Capei,
com
Estudantes
do
Coliegio
de que
é
Reitor.
— Resposta
do
Imperador
Germânico á
car
ta
do
Papa,
dando-lhe
este
parte
de
sua
elevação
ao
Pontificado.
V.
—
Sobre
a
questão
Anglo-Russa.
Para
que
os
leitores
do
Apostolo vejam
como
cá se
tomam
ao
sério
as
cousas
Calholicas,
e
os
interesses
da
Religião,
aqui
lhes
copio
o
indice do
contendo
de
um
oeiiodico
que
se
começou
a
publicar
ir
kpodenois
da
pérfida
e
patifa
usurpação
j
igualmente
a Igreja Catholica,
se
encontram
Piemonteza,
Napoleonica,
e
pedreira.
dos
c
—
»da
Awdnliea.
.<?«.
aue
Estados
da
Igreja
e
da
Capital
do
Mundo
i
Calholico.
O
titulo
The
Crusader
(O
Cru
1
tado). e
o
objecto indicado, nas palavras: t
—
aDedicado
á
Restauração
do
Poder
Tem
poral
do
Papa»
.
—não
disfarça o
fim
dis
tincto
e
directo
que
tem
em
vista
a
So
ciedade,
intitulada
A
Liga
de
S.
Sebas
tião,
da
qual
é orgão.
Pelas
epigraphes
de
seus
diversos artigos,
cujo
índice
vou
copiar,
em
o
Numero
20
da
série,
ultimo
que
appareceu,
poderá
julgar-se
do
inte
resse
que
contém;
eil-o
aqui,
artigo
poi
artigo:—
«Pio
IX.—
Roma.
—
Oíficio
de
Requiem
solemne
por
Pio
IX.
—
O
Rei
Humberto.—
Reunião
Annnal
da Liga.
—
Alexandre
II
e
a
Santa
Sé.
—
Leão
XIII,
Rei,
e
Prezo.
-Moderação
Pontifícia.
—
Depois
da
Elei
ção.
—
Coroação do
Summo
Pontífice.
Regra
da
Fé
Catholica
e
Protestante.
—
Suspensão
de
La
Croix
(jornal
na
Be>-
gica).—
Manifesto do
Sacro
Coliegio.
—
An-
nuncios
da
Liga.
—Appendice
»
III.—
Os
revolucionários
e
maçons,
que
se
têm
esforçado
por suscitar
desconfian
ças na
firmeza
do
Santo
Padre
Leão
XIII
em
sustentar
fortemenle,
como
seu l
re-
decessor,
os
protestos
contra
a
usurpação
infame
dos
Estados
da
Igreja
e
da
Auclo-
ritlade
Temporal
do
Pontífice,
devem
co
meçar
de
reconhecer
a
fululidade
de
suas
mentiras
d'elles.
As palavras
de
Sua
Santidade,
na
Al
locução primeira
e
solemne
ao
Sacro
Col
iegio,
pronunciada
no
dia
28
de
Março,
deve
lel-os
convencido,
de
que
Leão
Xllí,
mulato
nomine,
não
é,
nem
mais nem
me
nos
que
a
continuação do
seu
Predeces
sor,
na
essencia,
na
doutrina,
nos
princí
pios, no
direito,
na
aucloridade,
na
fir
meza.
A
escandalosa
e
violenta usurpação,
pois,
que
o Protestantismo,
a
maçonaria,
e
a
revolução
pralicáram
contra
os
di
reitos
sagrados
do
Pontífice, e
contra
os
da
Igreja
Universal,
que
sam
os mesmos,
podia
ser
sanccionada
por
approva-
Çèo
voluntária
ou
acquiescencia, senão
lo:-
i
í
â
da
e
de
facto
injusta,
que
nem
mesmo
£ssa
acquiescencia
(impossível)
de
um
Pon
tífice
podia
legitimar.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.
»
»
_
___
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha avulso
................................
6
»
.....................
sendo
duas
assignaturas
2§000
1&050
3&600
3|600
10
N.° 788
teriam
logar
este
anno, celebrando-se
na
Capella
Sistina. Até
o
momento
actual,
Leão XIII
não
ha
manifestado tenção de
se
desviar
da
conducta
de
abstenção
ado-
ptada,
por
seu
Predecessor
a
este res- |
peito.
'
Outro
telegramma de
Roma,
de
diver
sa
Agencia,
datado
de 6,
diz:
—
«A res-
|
posta
do
Imperador
da
Germania
á
carta
do
Papa
Leão
XIII annunciando
a
sua
eleição
ao
Pontificado,
é
em
tom
extrema
mente
cortez.
Sua
Magestade
agradece
ao
Papa
a
communicação,
e
expressa
a
sua
boa
vontade
de
entreter
relações
amigáveis
com
o
Vaticano;
mas
não
diz
uma
palavra
que
possa interpretar-se como
indicando
base
para
negociações».
—
Não
é isso
mais
nem
menos
do que
se
podia
e
devia esperar
nas circumstaneias existentes.
V.
—
Da
complicada
questão Oriental
vou
fallar pouco;
isto por duas razões:—
Primeiramenle
porque
interessa pouco ao
Brazil;
e
quanto
a
suas
relações
com
os
interesses
Catholicos,
nada
por ora ha
de
positivo
por
onde
nos
podessemos
guiar
em
tirar
consequências
ou
conjecturas de
proveito.
Direi,
com
tudo,
que
me
pare
ce
virá
de
toda
a
bulha
o
Catholicismo
a
ganhar;
porque, na
presença
de
perigo
de
guerra,
a
nenhum
Governo
convém
alienar
opinião
e
sentimentos
de commu-
nidade
tal
como
o
Mundo
Calholico.
E’
provável,
pois,
que
a
Rússia
abrande
em
seu
duro
e
injusto
tratamento
da
Polonia;
e
que
Bismark comece
a
perceber
a
as-
1
neira
que
fez
em
indispor
contra si um
bom
terço,
pelo
menos,
da
população
do
novo
Império,
a
que
deu
nascença
a
in-
fatuada
loucura
do «Napoleão
Pequeno
*
.
A
mudança
aqui de
Ministro
dos
Ne
gocios
Estrangeiros
pela sahida
de
Lord
Derby,
e
entrada
de
Lord
Salisbury,
pou
ca
diíferença, por
fim
de
contas,
hade
fazer
na
política.
Este
Governo
continua
é
verdade,
fa
zendo
os
mais
formidáveis
preparativos
guerreiros,
para mar
e
terra.
A
Rússia
parece
não se intimida
muito
com
isso.
As
terríveis
consequências,
porém,
que
uma
guerra
entre
as
duas
Potências
póde
acarretar
a
elias
ambas;
e
os
prejuízos
que
o
conflicto
entre
taes
Potências
bei-
ligerantes
poderia
occasionar
a
outras
na
ções;
fará,
creio
eu,
que,
por
interven
ção
amigavel destas,
venha
a prevenir-se
tal
conílicto.
,
Espera-se
com
curiosidade
a
resposta
da
Rússia
á
Nota
de
Lord
Salisbury,
por
este
remeitida,
também
circularmente,
a
outras
Poieucias.
A
minha
persuasão
é,
que a
Allemanha
fará
por
mediar
entre a
Inglaterra
e
a
Rússia;
com o
fim
de
prevenir
o
conflicto
entre
as
duas;
e
Áustria
fará
também
da
sua parte
o
pos
sível
para
que
se
busque
solução
paci-
fica.
A
Turquia,
é
que,
por
fim
de
contas,
i
ficará
sempre
perdendo,
provavelmente
por
i
ambos
os
lados:
pois a
Rússia
tomar-lhe-ha,
pelo
menos,
algum
território
na
Asia,
e
a
Inglaterra,
talvez
aproveite
a
occasião
para
se
metter
em
Creta,
e
ler
assim
mais
um
posto
importante,
agradavel,
e
lucrativo,
no
Mediterrâneo.
O
Brazil,
no meu
entender,
já
ganhou
—até
perdendo
—
com
estas
circumstan-
cias;
pois
entendo
aproveitou
em
descar
tar-se
do
couraçado
monstro
que aqui
tinha
mandado
construir; supponho que
para
fazer
ganhar
uma
boa
soturna
aos
constructores
Inglezes
e
talvez
a
mais
al
guém. Para
que o Brazil
precisava,
ao
menos
por
ora,
de
semelhante
dispendio
sa importura,
não
posso
eu,
em
minha
ignorância,
imaginar.
GAZETILHA
A.
R.
SARAIVA.
Associação
Catholica. —
A
’
manhã
pratica
do
director
espiritual
ás 8
horas
da tarde.
Catechese
popular
na
egreja
do
Hos
pital
ás
4
horas
da
tarde.
Continua
a
catechese
ás
creanças
na
egreja
do
Populo.
e
preparação
para
a
primeira
communhão.
A tropel lamento.
—
Ante-hontem
de
tarde
foi
alropellado
por
tira
americano,
na
curva
da
rua
d
’Andrade
Corvo,
um
pobre
velho,
creado
dos
snrs.
Pimenteis.
Felizmente
não
ficou
muito
maltractado,
o
que se
deve
á
pericia
do
cocheiro
que
guiava
o
carro
Theatro.
—
Na
segunda
e
terça-feira
a companhia
do
Baquet
tenciona
dar
duas
recitas
no
theatro
de
S.
Geraldo.
Levará
á
scena
os
dramas
O cunhado,
e
os
Fi
dalgos
da
Casa
Mourisca,
este
ultimo
ex
traído
do soberbo
romance
do
mesmo
ti
tulo,
do
finado
e
saudosissimo
Julio
Di-
niz.
Fallecimento.—
Acaba
de fallecer
na
freguezia
de
Gontim,
d
’
onde
era
natu
ral,
o nosso amigo
o
snr.
Joaquim
Gon
çalves
Villela.
Pedimos
as
orações
dos
leitores
pela
alma
do
finado
Circulou eleitoraes no «liHtri-
cto
de Braga.—
Os
círculos
eieitoraes
d
’
este
districto,
segundo
a
nova lei,
são
os
seguintes:
N.®
7
Espozende: Espozende, fregue-
zias
do
concelho
de
Barcellos: Aborim,
Santa
Lucrecia
de
Aguiar,
S.
Thiago
de
Aldreu,
Villa
Cova,
Banho,
Birqueiros,
Crislello,
Creixomil,
Palme.
Feitos,
For-
nellos,
Fragoso,
Paradella,
Perechal,
Quin-
tiães,
Villa
Secca,
Faria,
Gueiral,
Milha-
zes,
Balugães,
Durrães,
Tregosa,
Villar
de
Figos,
e
Courel—8
Barcellos:
Barcel
los,
menos
as
freguezias
que
passam
para
o
circulo
n.°
7
—
9
Villa
Nova
de
Fama-
licão:
Villa
Nova
de
Famalicão
—
10
Gui
marães:
Guimarães—
11
Braga: Braga
—
12
1
Villa Verd
•
Povoa
1
Terras
Vieira
Fale,
Rego,
—
16
Celorico
de
Basto:
Celorico
de
Basto,
menos
a
anterior
freguezia
e
Mondim
de
Basto.
O Occidente.
—
Recebemos
o
n.°
10
do
Occidente, revista
illuslrada
de
Portugal
e
do
estrangeiro.
O
summario
do
presente
n.°
é
o se
guinte:
Chronica
Occidental,
—
José
Estevão
Coe
lho
de
Magalhães,
—
A princeza
1).
Maria
Francisca
Benedicla,
filha
de
D.
José
I,
—
A
escola,
—
A
exposição universal
de
Paris,
—
Gabriel.
Gravuras
—
José
Estevão
Coelho
de
Magalhães,
—
Inauguração
da es
tatua
do mesmo,
—A
princeza
D.
Maria
Francisca
Benedicta,—
À viagem
á
lua,
opereta
fantastica,—
Custodia
do real
asylo
dos inválidos
em
Runa,
—Enigma.
ConiiniHfi&et
reeentiendnras. —
Foi
publicada
no
«Diário
do
Governo»
uma
portaria
do
ministério
do reino
na
qual
se
diz
que,
devendo
em execução
do
artigo
20.°
da
nova
lei eleitoral de
8
do
corrente
mez,
ter
logar
no
praso
;
de 8
dias
depois
da
promulgação da
mes
ma
lei,
a
reunião das
commissões
recen
seadoras
para
darem
principio
á
organi-
sação
do
recenseamento
supplemenlar
dos
cidadãos
não
inscriptos,
que
por
effeito
da
mesma
lei
são
eleitores;
manda
sua
magestade
el-rei
pela
secreta;ia
de
estado
dos
negocios
do
reino,
que
os
goverua-
Villa
Verde
e
Amares
—
43
de
Lanhoso:
Povoa
de
Lanhoso
e
de
Bouro
—
14
Cabeceiras
de
Basto:
e Cabeceiras
de
Basto
—
15
Fafe:
freguezia
de
S.
Barlholomeu
do
do
concelho
de Celorico de
Basto
de
Almeida
Júnior,
e, como
désse
todos
os
signaes
certos,
promptamenle
lhe
foi
entregue
pelo
referido
trabalhador,
a
quem
o snr.
Almeida Júnior
recompensou
dan
do-lhe
'réis 9^000
Quests»
*
»
do
Oriente.—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
14
—Diz
o
«Times»
que
depen
de
das
concessões que
faça
a
Rússia a
modificação
das
suas
acquisições
na
Asia.
0
«Daily News»
annuncia
que
foi
fei
to
á
Rússia o
primeiro
adiantamento
de
50
milhões
de rublos por
um
grupo
de
banqueiros
allemães.
Teem
ido muitos
albaneses
reforçar
os
musulmanos
da
Romelia.
E’
horrível
o
estado
sanitario
do Phi-
lipoli
e Andrinopla.
Vienna 14—
Discutindo
honlem
a
com-
missão
do
orçamento
o credito
de
60
mi
lhões
de
florins,
o ministro
das
finanças
disse
que
póde chegar
o
momento
da
acção
ainda
que
o
governo
continue
e
trabalhar
a
favor
do
congresso,
que
ella
julga
realisavel.
O
príncipe
de
Abursperg,
responden
do
á
interpellação
ácerca
do
projecto
da
occupação
da
Bosnia
e
Herzegovina,
dis
se
que
o
governo continua
julgando ne
cessário
que
a
questão
seja
resolvida
de
accordo
com
as
potências,
e que todas
as
intenções contrarias
que
'he
attribuem
não
passam
de puras invenções.
Constantinopla
14—Mallogrou-se
a
ten
tativa
de accordo
para a
evacuação
das
fortalezas,
pois
o
governo
russo não con
sente
na
retirada
das
suas
tropas
para
An
drinopla.
Londres 15-Dizem
de S.
Petersbur
go
ao
«Daily
News»
que
corre
alli
o
boa
to
de
ter
a
Inglaterra
enviado
30:009
ho
mens de
tropas
indianas
para
o
lago
de
Van,
afim
de
ameaçar
os
russos
do
Cau-
caso.
Um
telegramma
de
S.
Stefanio
para
o
«Times»
diz
que todas
as
tropas
alli
exis
tentes
irão
brevemente
acamparem
Solo-
luselerees,
a 2
milhas
e
meia"
de
Constan
tinopla.
O
«Standard»
diz
saber
de Hong-Kong
que
a
esquadra
ingleza
da
China
partiu
para
Yokoharama,
afim
de
vigiar
a
esqua
dra
russa
nas
aguas
japonezas.
Londres
15
—
Segundo o
«Times»,
o
general
Tolleben
declarou
que
os
commis-
sarios
turcos
não
conseguissem
depár as
armas
dos
insurgentes
de
Rhodope,
elle
adoptará
medidas
energicas.
Um
despacho
de
Batoum
annuncia
a
concentração
de
7:000
lazes armados
no
districto
de
Ardjamuh.
A
concentração
des
tes
bandos armados,
é
facilitada
pela
re
tirada
dos
russos
que
tornará
insustentá
veis
as posições dos
russos
na Livana
e
Aovrok.
Paris
15—Correu
hoje
em Londres
o
boato
de haver
fallecido
Gortschakoff,
mas
até
ao
presente
ainda
não
houve
confir
mação.
Londres
16—Diz
o
«Times»
que
o
conde
Schouvaloff
tem
visitado frequente
mente
em S.
Petersburgo
o
director
dos
negocios extraugeiros. As influencias
pa
cificas
prevalecem
contra
os
obstáculos
que
impedem
o accordo
entre
a
Inglaterra
e
a
Kussia.
Os
ministros
das
finanças e
da
guerra
pedem
um
credito
supplementar
de
10 milhões
de
libras
para
o
orçamen
to
da
guerra.
O
«Standard»
publica
um
telegramma
de
Calcutá,
annunciando
que
estão
sendo
estudados
por
uma
commis-
são
os
meios
de
proteger
Calcutá
em
ca
so
de
guerra.
Vienna
16
—
Os
insurgentes
da
Roma-
nia
occupam
2
passagens
dos
Balkans.
CftBtigo
«los
culumuitr.lares.—
Ha
algum
tempo
que
o
snr. bispo
de
Santander foi
calumniado
por
alguns pe
riódicos
liberaes
da
Bélgica. O
illustre
pre
lado
recorreu
aos
tribunaes,
obtendo
justa
reparação.
Eis
aqui
o
que
diz
o
«Courrier
de
Bruxelles»:
«O
tribunal
sentenciou esta
manhã
o
processo
instaurado
contra o «Precurseur»,
o
«Journal
de
Gand»
e
a
«Opinione
Li
beral»
de
Namur,
pelo
snr.
bispo
de
San
tander.
O
«Precurseur» foi
condemnado
a
4:000
francos
de indemnisação,
o
«Jour
nal
de Gand»
e
a
«Opinione
Liberale»
a
200 francos.
«O
«Precurseur»,
deverá
álém
d
’
isso
publicar
duas vezes
a
sentença,
e
os
ou
tros
periódicos
uma
vez,
sob pena
de
uma
multa
de
50
francos
por
cada
dia
retar
dado.
«A
sentença será
lambem
publicada
a
expensas
dos
ditos periódicos
em
cinco
diários
belgas
e
em tres
estrangeiros».
dores
civis
dos
districlos
do
continente
e
ilhas
adjacentes,
logo
que
tenham
conhe
cimento d
’
esta
portaria,
caso
o
não
te
nham
já
feito
em
vista
da
publicação
da
lei
na
folha
official,
expeçam
ás
auclori-
dades
suas
subordinadas
as
ordens
e
inslrucções
que
julgarem
necessárias
para
que
se
verifique
impreterivelmente
no
pra
so
indicado
a
reunião
das
respectivas
commissões
recenseadoras,
afim
de
que
estas
procedam
á
orgamsação
do
recen
seamento supplementar,
observando
fiel
mente
as
disposições
da
citada lei,
e
«uardando
os
prasos
n
’ellas
estabelecidos
não
só
em
todas
as
operações
e
actos
subsequentes
do
mesmo
recenseamento até
;i
sua
conclusão
definitiva,
mas
também
com
relação
á
nova
divisão
dos círculos
em
assembleias
eleitoraes
a
que
se
refe
rem
os
artigos
6
0
e
7.° da
referida
lei.
A«uliencias gernes.—
No
dia
lo
foi
julgado
Manoel
Anlonio
P.reira,
ou
Ma
noel
Fernando,
carpinteiro,
da
freguezia
de
Adaufe,
accusado
pelo
crime
d
’offensas
corporaes:
absolvido.
lloviniwnto «lo EKospitiai de S.
.Tíssrcos.
—
Doentes
existentes
em
5
de
maio:
94
homens
e
106
mulheres.
Entraram durante a semana
finda: 19
homens
e
31
mulheres.
Sahiram:
17
homens
e
13
mulheres.
Falleceram:
1
homem.
Ficaram
em
tratamento
em
II
de
maio
93
e
124
mulheres.
Luiz
Vetiillo
*
.
—
No
dia
4
d
’
este mez
foi
recebido em
audiência
por Sua
Santi
dade,
Luiz
Veuillot, que se
fazia
acompa
nhar
de
sua
familia.
Apresentou
n
’essa
occasião
ao
Santo
Padre
os
dons
de
feliz
advento
ao Pon
tificado,
reunidos
na redacção
do
«Univers».
Leão
XIII,
recebendo a oíferta,
lhe
disse:
«Acceito
este
dom
de feliz
advento,
como
lhechamaes,
e
vos peço, snr.
Veuillot,
que
publiqueis
no
«Univers»
que o
Papa o
recebe
commovido
e
cheio
de
gratidão,
abençoando
a
todos
os
que
concorreram
para
elle».
Diz
mais
o referido jornal,
que
o
seu
direclor
foi
honrado
com
um
demorada
audiência.
«Não
estamos, diz
elle,
auctorisados
a
puolicar
a
carta
que
a
ella
se
refere;
diremos comtudo
que
Leão XIII,
depois
de
ler
manifestado
ao
snr.
Luiz
Veuillot,
que
se
felicitava
muito
pelo ver,
fallou
da
imprensa
religiosa,
que
é
uma
neces
sidade
absoluta,
e
felicitou-o
pessoalmente
pelos
serviços
que
tinha
prestado
e
estava
prestando
hoje
á
Egreja.
«0
«Univers»,
que
eu
leio,
accrescen-
tou
Sua
Santidade,
está
completamente
dedicado
a
servir
a Egreja
e
tem
presta
do
grandes serviços».
Ineentlio
tera-ivel.—
Na noite
de
14
houve
em
Paris,
na
rua
de
Béranger,
um
terrível
incêndio, em
que
arderam
dois
prédios.
Das
ruirias
tinham
já
sido
tirados,
no
outro
dia,
5
cadaveres,
mas
crê
se
que
alli
estarão
ainda
uns
15
a
20. Ha
grande
numero
de
pessoas
feridas.
Folheto.
—
Recebemos
um
folheto
in
titulado
Tudo
por
agoa abaixo!
1
Ao
paiz
e
ao
parlamento.
Fazem-se
neste folheto
as
mais
graves
accusações
á
administração
denominada
dos
Proprios
Nacionaes,
de
que
é
dire-
ctor
o
snr.
José
Luciano
de
Castro.
0
auctor
do
folheto,
o
snr.
Anto-
nio
Dias
Pedrosa,
assevera
possuir
docu
mentos
aulhenticos
que
p'ovam
as
suas
formaes
accusições.
E
o que
tem
feito
e
faz
o
governo?
As revelações
do snr.
Pedrosa
são
o
melhor
encarecimento
á
felicidade
que
va
mos
gosando
sob
o
sistema
que
nos
rege.
Grande
desgraça.
—
Andando
na
manhã
d
’ante-honlem
uns
pedreiros
a
prin
cipiar
um
alicerce, no prédio
n.°
74
da
rua
da
Cruz
de Pedra,
desabou
o
oulão,
de
que resultou
ficar
um d’
elles
instan
taneamente
morto,
esmagado
sob as
pe
dras,
e
um
outro
bastante
contuso.
0
infeliz
que
ficou
morto
chamava-se
Francisco
Anlonio
da
Silva, e
era
da
freguesia
de
Doçãos,
do
concelho
de
Villa
Verde.
iSasgo
de
probidade.
—
Sob
esta
epigraphe
diz
uma
folha
do
Porto:
Na
sexta-feira
ultima
o
trabalhador
da
alfandega
Bernardo
Augusto
Ferreira,
quan
do,
depois
da alfandega
fechada,
se
reco
lhia
para sua
casa,
encontrou
na
rua
da
Nova Alfandega
uma
sacca
com
77$150
réis
em
dinheiro;
no
dia
seguinte
deu
parte
do
achado
ao
seu
fiscal,
pedindo
licença para o
annunctar,
pondo
um
es-
cripto
na
porta
da
alfandega
e
assim
o
fez.
Apresentou-se
a
declarar
que
tinha
per
dido
aquelle
dinheiro
osnr.
João
Anlonio
reiras
para
a
cobrança
do imposto
do
real
d
’agua sobre os
generos
a
elles sujei,
tos,
nas
capitaes
dos
districlos
adrni-
nistrativos, em
todas
as
cidades, nas
po-
voações
de 4:000
ou
maior
numero de
habitantes;
e
ainda
nas
de
menor numero,
quando as
respectivas
camaras
municipaes
assim
o
requeiram.
§
unico.
As
camaras
municipaes
pode-
rão
fazer cobrar nas
barreiras
os
seus
impostos
de
consumo,
pagando
a
parte
das despezas
de fiscalisação,
correspon
dentes
ás
receitas
que
auferirem
dos
im
postos
cobrados
por
esta
maneira.
Art.
3.° A
cobrança
do imposto
do
real
d
’
agua,
na
cidade
do
Porto
e
em
Villa
Nova
de
Gaya,
continuará
a
ser
feita
conforme as
disposições
do
decreto
de
30 de
setembro
de
1871.
Na
cobrança,
porém,
do
imposto
do
real
d
’agua
sobre
o
vinho, aguas
ardentes e
outras
bebi
das
alcoólicas,
será
encontrado
o que
es
tes
generos
porventura
tenham já pago
na
circulação.
Art.
4
0
O
encontro
de
que
trata o
artigo
precedente
será egoalmenle
applicado
na
cobrança
dos
direitos
dos
mesmos
ge
neros
pagos
na
alfandega
de
consumo
de
Lisboa.
Art.
5.°
As
despezas
com
o
serviço
especial
do
real
d
’agua
não
poderão
ex
ceder
12
por
cento
do
rendimento
do
mesmo
imposto
no
ultimo
anno.
economico
de
1876
1877.
Art.
6.°
O
governo
fará
os
regulamen
tos
necessários á
execução
da presente lei,
determinando
a
epocha
em que
deverá
começar
a
executar-se,
fixando
penas
e
multas,
não
superiores ás
prescriptas
na
legislação
fiscal,
e
estabelecendo
o
pro
cesso
das
apprehensões
dos
generos
des
caminhados.
§
unico.
Não
poderão
ser
exigidos
manifestos
e
declarações
dos
productores
dos
generos
sujeitos
ao real
d
’
agua
ex-
cepto
quando
.elles
tiveram
casas
ou lo
jas
de
venda
dos mesmos
generos,
as
quaes
ficarão
sujeitas
á
legislação
e
regu
lamentos geraes.
Art. 7.°
O
governo
edificará
n
’
um
só
diploma
todas
as
disposições
da
legislação
vigente
sobre
real
d’
agua.
Os
martyres «I® instrueçAo pri
maria.—
Do
nosso
illustrado
collega
do
«Jornal
da Manhã»
transcrevemos
os
se
guintes
paragraphos,
a
qite
subscrevemos
inteiramente:
Temos
por
differentes
vezes
levantado
nossa humilde
voz em
prol
d
’esses
marly-
res
da
ardua
tarefa do
ensino
primário,
d
’
essas
guias
do
espirito
infantil,
d’
esses
aperfeiçoadores
das
faculdades
mentaes
ainda
em
embryão, d’
esses segundos
paes,
emfim,
que
arrancam
os
que
hão
de
ser
um
dia
homens
das
trevas
da
ignorância
e
lhe
abrem
os
olhos
á
luz esplendorosa
da
verdade
e da
razão.
Se
ha
com
-
efleito
quem
mais
mereça
ser
remunerado
con
dignamente,
é
o
pobre
professor,
que,
cuidadoso
e
solicito,
passa
os
melhores
tempos
da
sua
vida
aperfeiçoando
o que
o
Creador
deixou no
mundo
com proprieda
des
de
se desenvolver,
mas
que
pode
per
manecer
elernamenla
igual
aos
brutos,
se
desde
a
tenra
idade não
lhe
cultivarem o
espirito
e
o
rociarem
com o
orvalho da
instrucção
proveitosa.
Nas
outras
nações
que
vão na
van-guarda
do progresso e da
civilisação,
o
professorado
é
considerado
como
o
primeiro alicerce,
a
primeira
e
fundamental
pedra
ou
baze
do
edifício so
cial;
porque
está
mais
que
provado que
um
povo
sem
instrução,
isto
é,
sem
luz,
não
pode
progredir,
por
mais
exforços
que
faça
para
sahir das
trevas. Mas entre nós,
é
triste dizel-o, o
professorado
está
con
demnado
a
arrastar
uma
vida
miserável,
elle,
que é o
pedestal
augusto,
sublime,
magestoso
d
’onde
se
erguem
esses
monu
mentos
immorredoiros
chamados
civilisação
e
progresso
!
E’
já
tempo
de
remediar
um
mal,
ou
melhor,
de
fazer
justiça,
levantando
d’
um
esquecimento
e
d
’
um
abandono
imperdoá
veis
esses pobres
e
desgraçados
operários
da
derramação da
luz.
llntança «Se kiuigurooH na Au
strália.—
O
«Merburne
Argus»
refere
que
uma
invasão
de kanguroos
semeou a
con
sternação
em
vários
condados
da Austrá
lia,
principalmente
nas
costas
de
Quien-
sland.
Parece
que
a
sécca
que
reinou
no
verão passado,
e a
falta
d’alimentação
que
é
sua
consequência
lógica,
obrigaram
estes
quadrúpedes
a
abandonar a
parle
interior
do
paiz,
desceram
aos
milhares
a»
território
dos
seltlers,
devorando
tudo
o
que
encontravam
em
sua
passagem,
desde
a
herva,
até
o trigo,
sendo
assim
que
03
gados estavam reduzidos
a
alimentar-s®
com
folhas
sêccas.
Os
colonos
não
tarde-
Eis
um
exemplo
que
devia
ser imita
do,
se
podessemos
contar
com
a
justiça
dos
nossos
trihunaes,
diz
muito
bem
a
«Esperança».
Esplendida
oíTerla.—
Diz
a
«Defen-
se»
que
o
marquez
de
Bote, ha
poucos
annos
convertido
ao
catholicismo, oflere-
ceu
milhão
e
meio
de
liras
para
se
fazer
o
pavilhão
central
da
Universidade
Calho-
lica
de Glasgow.
Cultivo dou
girasoes.—
Na
Ingla
terra
dedicam-se
agora
com grande afin
co
ao
cultivo
dos
girasoes
dos
quaes
se
extraem
resultados
valiosos.
As
folhas
da
flor
conteem
grandes
quan
tidades de
mel
e
cera,
as
sementes
dão
um
azeite
exquisito
e são
um
alimento
excellente
para
pavões,
faizões,
capões,
etc.
O
azeite
é
empregado
com
bom
exito
pelos
pintores
na
preparação
das
côres
azul
e
verde.
Da
semente
póde-se
também
ex
trair
uma
boa
farinha
para
pão
e para
doce;
Finalmente, do tronco desprende-
se
um
material
que na China se
applica,
pela
sua qualidade filamentosa,
muito
pa
recida
á
seda,
aos
teci
los
d’esta classe,
explorando-se
lambem para a
fabúcação
do
papel.
Todo o ananr deseja ser conhe-
eído.—
Que é
o
que
mais deseja
e
mais
estima
o
amor,
vêr-se
conhecido
ou
vêr-
se
pago
?
E
’
certo
que
o
amor
não
póde
ser
pago
sem
ser
primeiro
conhecido:
mas
pó
de
ser
conhecido
sem
ser
pago;
e
con
siderando
divididos
estes
dois
lermos,
não
ha
duvida
que
mais estima
o
amor
e
me
lhor
lhe
está
vêr-se
conhecido
que
pago.
Porque
o que o
amor
mais
pretende é
obri
gar:
o
conhecimento
obriga,
a
paga
de
sempenha:
o conhecimento
aperta
as obri
gações,
a
paga e o
desempenho
desata-
os: logo
muito
melhor
lhe
está ao
amor
vêr
se
conhecido
que
pago.
Na
satisfação
do
que
communica,
não póde
ser senão
liberal: logo
mais deve
estimar
o
amor
ter
segura
no
conhecimento
a
satisfação
da sua
liberalidade,
que vêr duvidosa
na
paga
a
fidalguia
do
seu
desinteresse.
O
mais
seguro
credito
de
quem
ama
é
a
confissão
da
divida no
amado. Mas co
mo
hade
confessar
a
divida,
quem
a
não
conhece?
Mais lhe
importa
logo
ao amor
o
conhecimento
que
a
paga:
porque
a
sua maior
riquesa
é
ter
sempre
individa-
do
a
quem
ama. Quando
o
amor
deixa
de
ser
acrédor
só
então
é
pobre.
Final
mente,
ser
tão
grande
o
amor
que
se
não
possa
pagar,
é
a
maior
gloria
de
quem
ama:
se
esta
grandeza
se
conhece,
é
glo
ria manifesta:
se
não se
conhece,
fica es
curecida
e
não
é
gloria.
Logo
muito
mais
estima
o amor
e
muito
mais
deseja
e
muito
mais
lhe
convém
a
gloria
de
conhe
cido
qoe
a
satisfação
de
pago.
—
(«Do
Chry-
soslomo
Portuguez»}.
Imposto
«lo
real
d'agua. —
O
«Diário do
Governo»
publica
o
seguinte
decreto
que
regula
a
cobrança
do
imposto
do
real
d
’
agua,
segundo
as
disposições
dos
corpos
legislativos:
Artigo
1.°
O
imposto
do
real
d
’
agua,
sobre
o
vinho
e
o
vinagre,
continuará
a
ser
de
7
reis por
cada
litro
fóra de
Lis
boa, Porto
e Villa
Nova
de
Gaya;
e
será
cobrado
nas lojas,
casas
e
logares
de ven
das
ou
nas
barreiras
das
povoações,
po
dendo
também
ser
uma
parte, 2 reis
por
litro, cobrado
na
circulação,
conforme
de
terminarem
os
regulamentos.
§
l.°
E
’
applicavel
o
mesmo
systema
de
cobrança
ás aguas
ardentes
e
ás
outras
aebidas
alcoólicas.
§
2.°
Serão
em
todo
o
caso
exceptuados
do
imposto
de circulação:
1°
Os
generos
acima
mencionados
que
se
destinarem
á
exportação;
2.
®
Os
vinhos
ou vinagres
que
transi
tarem
dos
logares
para
as adegas,
de
umas
tara outras
adegas
e
depositos
do
mesmo
troprielario
e
para
as
fabricas
de
destil
ação;
3.
°
As
aguas
ardentes
que
se
desti
narem
para
o
fabrico
e
beneficiação
de
vinhos;
4.
°
As
quantidades inferiores
a
20
li
tros.
§
3.’
São
exceptuados
do
pagamento
do
imposto
nas
barreiras:
l.°Os
generos
acima mencionados
que
se
destinarem
á
exportação
pela
raia
secca
ou
portos
marítimos,
nas
terras
em
que
louver
barreiras;
2-0
Os
generos
que
forem
em
transito
telas mesmas
terras;
3.°
Os
vinhos
destinados
ás
fabricas
de
destillação,
quando
estas
existam
dentro
das
referidas
terras;
4?
As
aguas
ardentes
destinadas
ao
fa
brico
e
beneficiação
dos vinhos
preparados
nas mencionadas
terras.
Art.
2.°
Poder-se-hão
estabelecer
bar
ratn
em
declarar
aos
invasores
uma guerra
encarniçada.
Em
muitas
partes
aitrahifam
tão
terríveis
roedores
a
sitios
cercados,
onde
os
matavam
a
tiros;
além
d
’isso,
or-
«anisaram-se
expedições
que
constavam
de
mais
de cem
caçadores.
Em uma
batida
mataram
se
mais
de
4000
kangoroos
no
espaço
de
quatro
ditas.
O
kanguroo
gigan
tesco
da
Nova
Hollanda,
chega
a
ter
a
estatura
d
’
um
carneiro
e
pesa
123
libras;
sua
pelle de
côr
escura;
com
o
rabo
f
a
z-se
um
caldo
muito
exquisito
e
nutritivo,
e
o coiro
emprega-se na
fabrica
do
cal
çado.
Documento.
—
Acta
da
Palavra
—
Con
ferencia diplomaiica
entre
o
governador
ge
ral
da
província
de
Cabo
Verde
e
os
re-
sulos
dos gentios
fulas e fula-fulas
dos
territórios
de Forriá
(Terra
da Liberda
de),
R>°
Grande de
Boloia, Guiné portu-
gueza.
>'o
dia 1
de março da
era
de
Chris-
to
de 1878,
no
Rio
Grande
de
Boloia,
Guiné
portugeza,
e
no
porto,
em
que
es
te
rio
deixa
de
ser
navegavel,
denomina
do
vulgarmente
Cabeceira,
e
casas
de
mo
rada
e
commercio
do
negociante
portuguez
Ernesto
Augusto Simas,
se
reuniram
de
unia
parte
o
cons°lheiro
governador
ge
ral
da
província
de Cabo
Verde,
Vasco
Guedes
de
Carvalho
e
Menezes,
acompa
nhado
de
seus
ajudantes
de
campo e
co
mitiva,
bem
como
do
governador
do
dis-
tricio
da
Guiné
o
coronel
Antonio
José
Cabral
Vieira,
do
juiz
de
direito
da
co
marca
o
dr.
Francisco
Antonio
Duarte
de
Vasconcellos, do
administrador
do
conce
lho de
Bolama
e
Rio
Grande o tenente
Pedro
Moreira da
Fonseca,
e
de
muitos
negociantes
e
proprietários
estabelecidos
com
feitorias nas
pontas
(margens)
d
’
es-
te
rio,
e
da
outra
parte,
ecomo
repre
sentante
do
Sory
(o
maior
regulo
de Fu
la),
seu
filho
Ackibú,
e
o
governador
dos
fulas,
Sambel Tombon,
ambos
acompanha
dos
.dos
seus séquitos,
guardas
e
cabecei
ras
(grandes
e
conselheiros),
todos mon
tados
em
soberbos
cavallos
bem
arreados,
e
armados
de
macheies (espadas),
rewol-
vers,
punhaes e
carabinas.
Recebidos
ao
som
do
hymno
da
car
ta
constitucional da
monarchia,
arvorado
o
pavilhão
nacional
nas
topes
dos
mastros
de
todas
as
embarcações alli
ancoradas,
e
trocados os cumprimentos do
estylo
com
a
maxima
cordealidade
de
ambas
as
partes,
se
deu
principio
á palavra
(con
ferencia),
que
durou
cerca de
tres
horas,
reinando
sempre
em
toda
ella
a
melhor
ordem
e
boa
cortezia,
servindo
de
inter
prete
de
s.
exc.’
o governador
geral
o
negociante
portuguez
alli
residente César
Carlos
de
Medina,
e
da
parte
dos
fulas
e
fula-fulas
o
conselheiro
do
prineipe
Ackibú
Bakarconle.
Começaram
por
declarar
que
exulta
vam
de
contentamento
e
alegria
rem
entre
si
n
’estas
paragens
e
pela vez
primeira
o governador
geral
da
provín
cia,
representante
do
monarcha
portuguez,
a
quem
sempre
elles
e a
sua
gente
ti
nham
tributado
e
queriam
continuar
a
tributar preito
e respeitosa
homenagem,
porque
tinham
encontrado
sempre
sob
a
bandeira
portugueza
protecção
e
abrigo
nos
lances
mais arriscados
e
difficeis
das
suas
guerras
com
os
biafores
e
mandin
gas,
seus inimigos,
e
que
entre
os
mui
tos
rasgos de
lealdade
e
boa
camarada
gem
dos
portuguezes não
esqueceriam
nunca
o
auxilio
que
no
principio
da guer
ra
com
os
mandingas
lhes
foi
prestado
pelo
então
governador
geral
da
província,
o
exc.m° snr.
José
Guedes
de
Carvalho
e
Meneses, que,
achando-se
da
visita
na
Guiné,
os
mandou
transportar
em
embar
cação portugueza
desde o
presidio
de
Gê-
ba,
onde
se
haviam
refugiado,
até
ao
rio
Nunes, onde
foram pedir
soccorros
ao
Sory
de
Fula,
e
que
tendo
permittido
0
grande
Iran
(Deus)
que
por
uma
sin
gular
coincidência
sejam
irmãos
os
dois
únicos
governadores
geraes
com quem
se
teem
encontrados
n
’
estas
regiões
se
o au
xilio
prestado
pelo
primeiro
em
tempo
de
guerra
era
um dos mais
caros
penhores
de
sua
gratidão
para
com
Portugal,
a
vi
sita
do
segundo
no
seio
da
paz
era
um
dos
mais
poderosos
motivos do seu
con
tentamento
e
da
sua
muita
syinpalhia
e
affeição
para
com
quem se
digna
visital-os.
Disseram mais
que,
reconhecendo nos
territórios
por
elles occupados
unicaeex-
clusivamente o
dominio
da
coroo
portu-
gueza,
todos
os
seus
desejos eram
de
que
as
boas
relações
de
paz
e
amisade
entre
elles
e
os
brancos
(denominação
especial
íuedão
aos
portuguezes)
estabelecidos
alli,
;
nas
differentes
feitorias
do
Rio
Gran-
contmuasem a
manter-se
sem
pertu-
baçào,
nem
quebra
de
benevolencia,
pois
por
ve-
bem
reconheciam
quanto
um
tal
harmo
nia
e
união
era
necessária e
concorria pa
ra
o
desenvolvimento
do
commercio
e
da
industria
agricula
cuja
riqueza
era incalcu
lável
n
’
este fertilíssimo
solo,
sendo
incal
culável
também,
e
por
isso
mesmo,
a
prosperidade
que
póde,
n
’
um
futuro mui
to
proximo,
attingir
esta
parte
da
Guiné
portugueza,
a
avaliar
pelo
engrandecimen
to
e
progresso que
ha
pouco
mais de
cinco
annos
para
cá
(depois
da
reinvin-
dicação
e
posse
de
Bolama
pelos
brancos)
se
tem manifestado
entre
todos
os
seus
habitantes, tanto
naturaes
como colonos.
Accrescentaram
mais,
que
eram
estes
os
seus
proprios
sentimentos,
e
os
de
todas
as
suas
gentes,
e
que
pediam
a
s.
exc.
a
se
dignasse
fazei-os
transmittir
e
significar
a
Sua
Magestade
o
Rei
de
Portugal,
como
testemunho
do
preito,
devoção
e
vassala
gem
que
tributam
á
corôa portugueza.
Em
seguida,
cabendo
a
palavra
a
s.
exc.
a
o
governador
geral
da
província,
disse
s.
exc.
a
,
que se
sentia
sobremaneira
satisfeito
e
contente
por
ver
as
boas
dis
posições
e
sentimentos
de que
aquelles
povos
se
achavam
possuídos
para
com
os
portuguezes,
senhores
d
’aquellas
regiões,
e
que
em nome d
’esses
mesmos portu
guezes
e
do
Rei
de Portugal
lhes
decla
rava
também
que
os
maiores desejos
e
mais
ardentes
votos
dos
brancos
consis
tiam
no
engrandecimento
e
civilisação
da
África
para
bem dos seus
filhos
em
es
pecial
e
da
humanidade
em geral, pois
que
são
as
conquistas
da civilisação, que,
aroduzindo
a
felicidade
dos
povos,
con
stituem
a
gloria
das
nações
mais
adianta
das;
mas
que
para
o
conseguimento
de
tão
grande
bem
não
bastavam
os
esfor
ços e
bons
desejos
dos
europeus,
mas
que também
era
mister
o
leal
concurso
dos
africanos, porque
só
da
reunião
de
todas
as
vontades
e
dos
exforços
de
to
dos
podia
resultar
esse
grande ideal,
que
é
a
maior e
mais
nobre
aspiração
d’este
século.
Que
exultava
de
alegria,
pois,
por
ver
que
sendo
esta
parte
da
África
nas
possessões
portuguezas
susceplivel
de
tan
tos
e
tão
grandes
melhoramentos
mediante
o
trabalho
applicado
ao
commercio
e á
agricultura
do
seu
feracissimo
solo,
via
em todos
que
o rodeavam
tanto
chrislãos
como
gentios,
tanto
naturaes
como
colo
nos,
as
melhores
disposições
e
tendências
para
a
boa
harmonia
e
para
a
paz,
con
dições
iudispensaveis
para
a
producção da
riqueza
pela
aciividade
licita.
E,
por
tanto,
que
com o
maior
con
tentamento
agradecia
aos
grandes
das
tri
bos
Fulas
e
Futa-Fulas,
habitantes
d
’a-
quella
parte
dos
domínios
portuguezes,
as
suas expressões
de
preito
e
vassalagem
á
corôa
de
Portugal, e
que
as faria
trans-
mitlir
ao
monharcha,
por
estar
certo de
que
ellas seriam
muito
do
real
agrado
de
Sua
Magestade
Fidelíssima
e
Senhor
de
Guiné.
E esperava que
da
sua
parte
fizessem
com
que
as
suas
gentes
não
vexassem
os
negociantes,
porque
alguns
se
lhe
ha
viam
queixado
com
bastante
desgosto
e
desalento
de algumas
tropelias e
pedidos
forçados.
Ao
que
elles,
continuando
a
palavra,
responderam
por
intervenção
do
velho
Mariete,
conselheiro
do filho
do
Sory
de
Futa,
que, se
alguns
dos
seus
têem
com-
meltido algumas
violências
e
extorsões
contra
alguns
negociantes,
não tem
sido
por
sua
auctorisação
nem
vontade,
e
que
teriam
sido severamente
castigados
se
ti
vessem
sido
descobertos,
mas
que
pediam
a
s
exc.
a
lhes
não
lembrasse
agora
o
passado, porque
o
grande
Iran
(Deus)
não
havia
de
permittir
que
taes
factos
se
re
petissem
de futuro,
e
que
d
’
aqui
em
diante
reinaria
sempre
paz
e
amisade
entre
elles,
as
suas
gentes
e
os brancos.
Em
seguida s.
exc.
a
o
governador
ge
ral
da
província,
tomando
de
novo
a
pa
lavra,
disse
que
não
lhes
lembrava o
pas
sado para magoal-os,
mas tão
sómente
para
poder
significar-lhes
que
muito
o
li
sonjearia
que
aquella
fosse a
vez
derra
deira, que
tivesse
de
trazer-lh’
o
á
memó
ria
que
eram
elles os
que
mais
tinham
a
lucrar
com
isso.
E
ponderando
que
sendo
o
nome
d
’a-
quelle
porto
demasiadamente
vulgar
e hu
milde
para
significar
uma
povoação,
que,
tendo
principiado
apenas ha
dois
annos,
era
já
tão
florescente,
e
que
em
breves
tempos,
por um
tal
progredir,
poderia
vir
a
ser
urna
grande
villa, e um dos
maiores
centros commerciaes
da Guiné
Portugueza,
e tendo
havido
perto
d
’
alli,
nos
princípios
das
nossas
descobertas,
um
mosteiro
da
ordem de
Santa
Cruz,
e
sendo
o
nome
gentílico
do
dito
porto
Buba, pro
punha
que
aquella
nascente e
tão
esperan
çosa
povoação,
cuja
inauguração
se
podia
contar
d
’
aqueile
dia,
ficasse
de futuro
com
o nome
de
Santa
Cruz
de
Buba.
O
que
ouvido
foi
unanimemente
approvado
por
acclamação
da assembleia,
tanto
de
chris
lãos, como
gentios.
E
assim
se deu
por
ajustada
(concluída)
a
palavra,
com geral
satisfação
de
todos
os
presentes,
rompendo
por
esta
occasião
o
hymno
da
carta constitucional
da
mo
narchia,
tocado
pela banda
marcial,
ao
som
de calorosos
vivas
á
nação
portugue
za,
ao
Rei
de
Portugal
e
ao
exc.
‘
nu
go
vernador
geral
da
província,
que
alli
re
presentava
o
Monarcha.
Do
que
para
constar
mandou
o
con
selheiro
governador
geral
lavrar
a presen
te
acta
em
quadruplo,
que
por
todos
foi
assignada
e approvada,
depois
de
lida
por
mim
Francisco
Antonio
Duarte
de Vas
concellos,
juiz
de
direito
da
comarca
da
Guiné
portugueza,
que servindo
n
’
este
acto
de
secretario
a
subscrevi
e
assi-
gnei.
Santa
Cruz
de Buba,
1
de
março
de
1878.
—
Francisco
Antonio
Duarte de
Vas
concellos.
—
(Assignados)
Vasco
Guedes
de
Carvalho
e Menezes,
governador
geral
—
Antonio
José
Cabral
Vieira,
governador
da
Guiné—Francisco Antonio
Duarte
de
Vas
concellos,
juiz
de
direito
da
Guiné
portu
gueza—
Pedro
Moreira
de Faria, admi
nistrador
de
Bolama—Henrique
de
Almei
da
Leite,
capitão ajudante
de campo—
Guilherme
Eloysio
Alvares
Fortuna,
alfe
res
ajudante
de
campo
—
D.
Alexandre
de
Lencastre,
guarda
marinha
—
José
Fernan-
des da Silva
Leão,
chefe
de serviço de
saude
reformado
da
provincia
de
Cabo
Verde
—
Cesar
Augusto
da
Silva,
comman-
dante
da
escuna
do
estado
Bissau—
Akibú
—
Bacar
Dembó—
Sambel
Tombom
—Ma-
riette
—
Bacar
Contê
—
Ernesto
Simas,
chefe
de
Belola—
F.
Macedo—Cesar
Carlos
de
Medina
—
J.
J.
Vasconcellos
—Severino
A.
Vicente—
Caetano
Carlos
de
Medina
—
Ma
nuel
de
Araújo
—
Romualdo
C. Pinto
—
Ru-
fino
A. Barreto—
Annibal
Barbosa Vicente
—
Felizardo
Fortes
S.
Thiago
—
João
Anto
nio
Lopes da
Costa.
fissionario,
o
ensino gratuito
ás
creanças
pobres,
o
exercício
da
prégação,
o
desen
volvimento da
devoção
dos
SS.
Corações
de
Jesus
e Maria,
a
visita
dos
enfermos
e
a
esmola
eram
suas
occupações
quoti
dianas.
Quanto
ahi
ganhou lá
o
gastou.
Foi
um
parocho
modelo.
Nos
exercícios
espirituaes,
que
fezera
no
exlincto
convento
de
Villar de
Frades
e
no
mosteiro
de
Nossa Senhora
Apparecida,
havia
elle
aprendido
as lições
de piedade
que
ensinava
com
o
exemplo
e
com
a
palavra.
Ha tres
mezes
que uma
terrivel
enfer
midade
lhe
minara
a existencial
Soffreu
muito,
mas
sempre
com
resignação
ver
dadeiramente
christã.
Conhecedor
do
seu
fim
proximo,
pediu os
sacramentos
da
egreja,
que
recebeu com
sentimentos
de
verdadeira
devoção,
e
expirou,
piamenle
o
cremos,
no
osculo
do
Senhor.
O
grande
numero de
sacerdotes
que
generosamente
concorreram
a
prestar-lhe
as
ultimas homenagens,
e
as
lagrimas
e
sentimento
do
povo
de
Cabanellas,
que
inconsolável
o
pranteava
no
dia
do seu
enterro,
confirmam
a
verdade
de
quanto
levamos
dito.
E
’ de
crêr
que
o
Altíssimo
lhe
tenha
já
perdoado
as
imperfeições
que
necessa
riamente
como
homem
commetteu;
como
porem
os
divinos
juizos
são
imprescruta-
veis
e
por
forma
alguma
se podem
aqui
latar
pelos
juizos
dos
homens,
oremos
por
sua
alma;
suppliquemos
ao
Deus
de
quem foi
ministro
lhe
dê
o
eterno
des
canso
entre
os esplendores
da
luz
per
petua.
Requiem
ceternam
dona
ei,
Domine,
et
luso
perpelua
luceal ei.
NECROLOGIA
Braga, 15
de
maio
de
1878.
CONVITE
Os
amigos de Miguel Freire
desejando
suffragar
a
sua alma
com
uma
missa, que se hade
rezar
na egreja
do Hospital de
S. Marcos no dia 22 do corren
te pelas
11
horas
da manhã,
convidam
para assistir a ella
todos
os que queiram prestar
á
sua memória aquelle tributo
de
saudosa amisade.
Braga 16 de maio de 1878.
Visconde
de Pindella
Joaquim
Firmino da Cunha
Reis
Jeronymo
Pimenlel
Joaquim
Maria
da Cosia
Rebello
João
de
Paiva
de
Faria
Leite
Brandão
José
Borges
de
Faria
Adolpho
Pimenlel.
(898)
Tributo
dainisade.
Falleceu
no
dia
8
do
corrente
pelas
5
horas
da
tarde,
viclima
d
’
uma
lesão
interna,
o
muito
revd.
0 padre
Francisco
José
Fernandes
Gomes,
da
freguezia
de
Santa Eulalia
de
Cabanellas.
concelho
de
Villa
Verde,
d’
esla
diocese
de
Braga.
Con
tava
apenas
36
annos
!
Fora
o
finado
um
sacerdote
virtuoso e
mui
zeloso
da salvação
das
almas.
Filho
de
paes
pouco abastados
de
bens
de
fortuna,
Francisco
Gomes,
a
despeito
de
muitas
difficuldades,
provenientes de
falta
de meios, poude
levar
a
cabo
a
sua
ordenação.
Como
estudante,
se
não
era
um ta
lento
vigoroso,
era
um
moço
applicado,
e
isto,
acompanhado do
seu
botn
proce
der, grangeara-lhe
a
estima
de
professores,
condiscípulos
e
companheiros.
Exerceu
quando
sacerdote o
encargo
de capellão
do
coro da
real
capella
de
Santa
Cruz,
n’
esta
cidade,
que
sempre
desempenhou
com
dignidade.
Convidado para
capellão
do
exc.
m
°
vis
conde
de
Ruães teve
que
ausenlar-se
de
Braga
com
grande
magua
dos
que
lhe
eram
companheiros
no
exercício
co
ral.
Do
seu
procedimento
e
do
quanto
tra
balhara
em
Roães
nas
afanosas
lides
do
seu
ministério
dá
pleno
testimunho
todas
as
pessoas
que
alli
com
elle
tractavam
e
conviviam.
O
ministério
parochial
é
aquelle
em
que
o
sacerdote mais
gloria
pode
dar
a
Deus,
e
melhor
concorrer
para
a salvação
dos
lieis.
Escolhido
pelo
muito
revd.
0
arcypresle
de
Villa
Verde,
e
nomeado
parocho en-
commendado
da
freguezia
de
S.
Marlinho
d
’
Escariz,
despediu-se
da
capellania
con
fiada
a
seus
cuidados,
e
foi
assumir
o
logar
de pastor
junto
d
’
aquelle
rebanho, que
o
Senhor
lhe
entregara.
Pouco
tempo
exerceu
em
Escariz
o
munus
pastoral.
Conhecedor
de
seus
mé
ritos,
o
mesmo
virtuoso arcypreste
o
trans
feriu
para
a
egreja
de
S. Miguel
de
Car
reiras,
onde
se
conservou
até
ha
poucos
mezes,
quando se
collara
n’
aquelle
bene
ficio
o
actual
revd.
0
abbade, sacerdote vir
tuoso
e
extremamente
illustrado.
Aqui
foi
que o
padre
Gomes,
mais
patenteou
o seu
zelo
sacerdotal.
—
O
con-
THEATRO
DE
S. GERALDO
Duas
recilas
d’
assignalura
pela
companhia
do
theatro
Baquel
do Porlo,
nos
dias
20
e
21
de
maio
de
1878.
SEGUNDA FEIRA
20
DE
MAIO
O
drama
em
5
actos,
traducção
do
snr.
Borges
d
’
Avellar
<» cimiiAuo
A scena
cómica
pelo
actor
Foito
Revista Theatral
apresentando algumas
transformações
in-
sianlaneas
e
á -vista
do
publico,
imita
ção
de
Mr.
Cascabel
O
HOMEM
CAMALEÃO.
Terça
feira
21 de
maio
O
drama
em
5
actos
e
6
qualros,
extrahido
do
romance
de Julio Dioiz,
pe
lo
snr.
Carlos
Borges
Os
fidalgos da casa
Iflíourisen.
Preços
d’
Assignalura
Camarotes
de
l.
a
ordem,
frente,
2$000
rs.
—
Lados,
i$800.
—
2.
a
ordem,
frente,
1^700—
Lados, 2^250.-3.
’
ordem
e
bi
lhetes
de
plateias,
10
por
cento
d
’
abali-
mento.
Preços
avulso
Primeira
ordem,
frente,
2$200
—
Lados,
2$()00
rs.—
Segunda
ordem,
frente,
3$000
rs.
—Lados,
2^500—Terceira
ordem,
l$000
rs.—
Superior,
500
rs.
—
Geral,
300
rs.
A.
FERREIRA C. PASSOS
AGRADECIMENTOS
As
irmãs,
sobrinhos
e cunhados
do
fallecido
abbade
de
Santa
Eulalia
de
San-
de,
do
concelho
de
Villa
Verde,
em
ex
tremo
reconhecidos para
com
todos
os
snrs.
ecclesiasticos
e seculares,
que
se
dignaram
assistir
aos
funeraes
d
’
aquelle
seu
estremoso
irmão,
thio
e
cunhado, a
todos
agradecem
cordealmente,
e
com
es
pecialidade
aos
snrs.
ecclesiasticos
pelas
muitas
finezas
que
d’
elles
receberam
por
occasião
do
enterro
d’
aquelle
seu
saudo-
sissimo
parente.
(882)
COLLEGIO
ACADÉMICO
BRACARENÍSE
(Antigo
Collegio Minerva)
Rua
de
S.
Faustino
n.°
2
Relação
dos
alumnos
d
’este
collegio
que
ficaram
approvados
no
exame
de
in
strução primaria:
DA
COMPANHIA
FABRIL
SLNGLR
17, RUA
DE S. VIGENTE, 17
BRAGA
Grande
redueçãa
Se preços
em
todas as macliinas de
eoatura da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
Os
únicos
fabricantes
de
machinas,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal,
para
fornecer
direclamentea
ao
publico,
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição universal
de
Philadelphia.
GRANDE
FACILIDADE
DE
PAGAMENTOS
PARA
ADQUIRIR
AS
MELHORES
MACHINAS
CONHECIDAS
MAIS
DF.
UM
ANNO
DE
PíUZO
E
íu
prestações de £SOO
JHLJS- semanais, em todas
as naaehinas
!!
SEM ENTRADA ALGUMA!!
Ou IO
por eent.t d’abatimento
a prompto
pagamento
E.VSIVO
eiS
ITIS EM
CAS4
»O lOMPRAHOH
Peçam
catalogas illuslrados
Largo do
iâariío
de S.
MartinIiOj çj
(
em
frente
á
senhora
d
’
abbadia
)
Chama a
altenção
do respeitável p
u.
blico
d
’
esta
cidade,
para
o
novo
sorti-
mento
de
fazendas de
novidade
que
aca
ba
de
receber,
taes
como:
Lãs
para
vestidos
de senhora.
Lindíssimos
linhos
com
risca
de
seda
Cortes
de cretone,
e
linho,
em
caixa.
Guarda-lamas
d
’alpaca e
precale.
Golas
e
mangas
bordadas,
o
que
ha
de
mais
cliic.
Fichuz de
renda
de
seda,
louquim, me
rino
prelo bordados,
de
malha,
de
lã
e
fio
d
’
Escossia.
Grande
e
variadíssimo
sortimento em
chailinhos
de
malha.
Colleles
d
’
espartilho
para
senhora.
Lindíssimas
mantas
para senhora
e
ho
mem.
Casacos
de alpaca e
cachemira,
para
senhora.
Rob-de-chambres
e
guarda-pós
de
li.
nho
para
senhora.
Uma
variadíssima
collecção
de
meias de
fio
d
’Escos-ia
e algodão,
para
senhora,
ho
mem
e
creança — o
que tudo
vende
por
preços
muito
rasoaveis.
(896)
lM@usi.-y
fí1
A
JRUA
DE S. MARCOS, N.° 5.
B
Vende papeis
pinta- §
g dos para guarnecer
salías, ’
B lindíssimos gostos, a prin-
cipiar
em 80 reis
a peça.
4A
Agostinho José
Domingues
Antonio
Brandão Amado
Antonio
d
’
Azevedo
Nunes
Antonio
Gaspar
d’
Oli
veira
Antonio
Lopes
Pereira
Antonio
Manoel
Ramos
Antonio
Pereira
Pimenta
Sousa
e
Castro
Augusto
Cesar
Correia
de
Carvalho
Bento
Luiz
Gomes
Carlos
Machado
Paes
Custodio
José
de
Faria
Tinoco
Domingos
José
da
Costa
Felix
de
Barros Lira
Solto-Maior
Francisco
da
Costa
Carneiro
Francisco
de Gabriel
Francisco
Leandro
Alves
de
Magalhães
Gaspar
da
Silva Ribeiro
Gaspar
José
Rodrigues
Barbosa
Henrique
Ferreira
Machado
Ignacio Correia
Carneiro
de
Sá
João José Ferreira
Joaquim
Alves
Torres
Joaquim
Justmiano Leão
Martins
José
Antonio
da Silva
José
Bento
Ribeiro
José
Francisco
d
’Amorim
José
Joaquim
da
Silva
José
Maria
de
Moura
Machado
José
Maria Pereira
Pimenta
Sousa
e
Castro
Julio
José da
Maia
Lino
Antonio
Esleves
Luiz
Alves da
Cruz
Luiz
Gonçalves
de
Sousa
Manoel
da
Graça
Villas
Boas
Manoel Ferreira
Loureiro
Manoel
José
Gonçalves Dias Arraes
Manoel
Perés Fernandes
de
Carvalho
Rodrigo
Monteiro
d’
01iveira
e
Sousa.
N'este
collegio,
onde
se
ensinam
todas
as
disciplinas
professadas
nos
lyceus,
aca
ba de
se
abrir
um
curso
para
os
candi.
datos
ao
magistério
primário.
(895)
BfflPUBCM»
Pretende-se
um
mancebo
de
13
até
15
annos
d
’edade
para
uni emprego
forense
a
10
liilometros
ao norte
do
Porto.
Exi
ge-se
caligraphia e
orthographia
regula
res,
agihdade
e
irreprehensivel
compor
tamento.
Para
mais
esclarecimentos
carta
a
Abílio
Augusto
Monteiro.—
Maia.
(888)
Vende-se
uma
morada
de
casas
Ej;
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trala-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
n.orador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
conligua
áquella.
(862)
Com
listas dos
preços e condições na
SUB-SUCCURSAL
DA
JELA.BSSS.EIL.
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
imo
,
ID
fjJifiíí
ilS MS WIBQS
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de repoiso
nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
pai-teira,
das
enfermidades
das
mulheres,
inllammações,
úlceras,
consequên
cias
do
parto,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás
vezes ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis—Os
meios
de cura
que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infaliiveis,
são o
resultado
de
assiduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Consuhações
das
3
ás
o—
Ruc
Moulhebor,
27,
perto
Tolherias,
Paris.
(40-H-)
MS fflUMBES
Já
proveniente
de
algum
defeito
de constituição, já
de
accidente, curada
com
pletamente
pelo
tratamento de
Mad. Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.27,
rue Mon-
thabor,
perto
Tulherias, Paris.
(39
^-)
L-.i:
ipi
-,.:,>
1 i>
com t>
mms uláo successo.
depois
niiiis
de 4u annos por a
maior parle
dos
médicos por curar
a chiorusis (fluxo
branco) doança
das
mancebas íilhas c to
das
as
moléstias chlorõticas. Eis
aqui a
opinião
dos mais eminentes
médicos que as g
tem
experimentado :
« Depois 35 cimos que exerço a medicina,
« tenho
reconhecido a este
medicamento g
« (Pílulas de
JSí
vantaeeins incontesta-
«
veis
soore todos os outros feri-vos <• eu |
«
o
miro
como o meihor anti-chiurótico. » |
D>
DOUBLS, ex-preeiileute da Academia g
de Medicina.
|
« De
todas as preparações ferreas que á
< nos hão
dado bons resultados ao
tr.n.t- p
«
mento das
atTeições chiorolaas,
as ,>ii.;- ç?
« las de Iam! parece-no'-
devem
<— ar i. , H
« primeira
tila.
» — Dcceiimario «n ■
q
Medicina,
t, n. page 99.
Como prova
<ta aulheniieulaJe . £~, ' ;
nome
do inventor
eslâ gravado »ubr< ?.\ <
cada
pílula como anui juino
Depósitos:
l‘aru,
h
,
r.
Paytune.
:j
Era
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto n.°
28—30
(27
*
)
JOSÉ
ANTONIO FERREIRA
GOMES
—5 Rua
Nova
de Souza
5
—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores
e
de
es
criptorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(813)
697
PB
I
ara
que ninguém faça trans-
acção alguma cora
2
letras por
mim
acceites
de
100^000 reis
cada uma, vencíveis a- 1.” a 27
junho, 2?
a
20 julho do corren
te
anno, sem
indossante
ou
sa
cador,
Ousarei
dos meios precisos
perante
a lei, todo e qualquer
que as achasse faça delias uso,
não as
restituindo.
Estas
letras foram lançadas
no
Correio de Braga- e fecha
das
em enveloppe,
com
direc-
ção
a Pividem, concelho de Gui
marães,
cujas se desencaminha
ram.
Braga
13
de
maio de 1878.
(894)
Joaquim d’Assumpção.
LÍNGUA FRANCEZA.
Ensina-se
na
rua
de
S. Victor
n.°
1,
em
Braga.
(828)
a
1?
Vende olio, tintas e
vernizes para
pinturas de
casas, tudo de boa quali-
dade.e
preços muito resu
midos.
&
Vende
cimento roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para estuques de ca
sas, tudo de primeira qua
lidade.
ÊõKBâ
MSB
Os
Kebuçndes
niytílieog,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227, no
Porto.
Em Braga: PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(814)
CIMUR6IÃO
VEajTBSTA
VPPROVADO
PELA ESCOLA MED1CO-CIRURGI-
CA DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
Í9.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
A
AUCTuRIDADE
E
A
LIBEKDAtsE
POR
Mgr. Landriot
Traducção
de
M.
de
C.
Acha-se
á
venda
este
livro
no
escri
*
ptorio
d
’
este
jornal
e
no
largo
de
S.
Francisco
n.«
6.
................................
300
rs.
BRAGA,
YI-OGF
là
PHIA
LUSITÀ«
à
.-
“-'Í878.
Parte de Comércio do Minho (O)
