comerciominho_17101878_850.xml
- conteúdo
-
KKI
j
IGIOSA,
6Ӓ9ffJ1Ir
rSíIL% ><: WOT1CÍOSA
.
REDACTORES—D. Miguel Sollo-Mayor
e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
:ran
sm?saa»CT
6.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
1&600
S50
40
20
10
Braga,
12
mezes
..........................
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUIETAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
».....................
»
sendo duas
assignaluras
1
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
'
Folha
avulso................................
2&000
1&050
3&600
3&600
10
N.° 850
BtUGA-
Ql
lVr
i-FJf.IVJ
4
1»
OUTUBRO
BE
IStS
E’
um
privilegio
exclusivo
do
Christia
nismo
esla
força
de
vida
que
o
tem
acom
panhado
sempre
desde
a
sua
apparição
no
mundo,
e
que,
tornando-o
victorioso
em todas
as luctas, o
tem
sustentado
incólume
atravez
das
vicissitudes
de
19
séculos.
Quem
percorrer
altentamente
a
sua
iiistoria, enriquecida
de
viciorias e
trium-
phos,
de
glorias
e
heroismos,
facilmente
se
convencerá de
que contra
elle
serão
sempre
impotentes
todas
as
tentativas
e
exforços.
Ha
porém
uma
circumslancia
que
mais
revela
a
sua
origem
divina.
Emquanlo
que todas
as
demais
insti
tuições
baqueam
e
caducam
ante
a
guerra
de
seus adversários,
só o
Christianismo
parece
tirar
vida
nova
das
perseguições
que
lhe
movem
os
que
o
hoslilisam.
Em
todos
os tempos
os ataques
da
impiedade,
longe
de lhe
diminuírem
a
influencia,
pelo
contrario
contribuíram
sempre
a
augmentar-lhe
o
poderio
e
a
dilatar o
seu
império.
Desde o
amphilheatro
e
o circo,
onde
o
sangue
dos
martyres
se
tornava
semente
fecunda
de
novos
christãos,
até
á
guerra
que
o
século
XIX
lhe
move
por
lodos
os
meios
e
por
todas
as
formas,
uma
só
verdade
apparece constatada
na
historia,
e
é, que
a
lucta,
bem ao
contrario
de
lhe
abater
as forças,
lh
’
as
duplica
sempre.
E
para prova
ahi
está
o
nosso
século.
Poucos
haverá
na
historia
com
acon
tecimentos
tão
audaciosos
contra
o Chri
stianismo.
O
co
r bate
é
geral
em
toda
a
linha.
Nas
sciencias,
na
política,
e até
na
litteratura
e
nas
artes
peleja-se
com
en
carniçamento
para
destruir
a obra
cimen
tada
com o
sangue
derramado
no
Calvario.
Emprehendem-se
trabalhos gigantescos.
A
discussão
e
a
critica
vão até
ao
amago
das
questões
sociaes;
e
lá
no
fun
do
vê-se
a
religião, como
servindo
de base
a
todas
as
grandes
ideias,
de
motivo
aos
mais
sublimes
sentimentos.
Rasga-se
a
terra. O
escalpello
da
ana-
lyse
penetra-lhe
até
ás
entranhas,
pro
curando
um argumento
contra o
Christia
nismo;
e
a
terra
descobre
no
seu
seio
a
edade
do mundo
e
a
epocha
do
diluvio.
Estudam
se
os
hierogliphicos.
Todos
os
povos
são
chamados
a depor
sobre
as
suas tradições;
e
o
Christianismo
vê
con
firmada
a
sua
veracidade
por
um
sem
numero
de
testimunhos,
que
passavam
desapercebidos.
Conspira
a política
para
acabar
com
o reinado
da
Cruz.
A
sociedade
agita-se,
revolve-se
n
’um
pélago
de revoluções
Armam-se
os
grandes
Estados
contra
a
Egreja.
E
os
maiores
impérios
desapparecem,
a
política
cança-se,
a
sociedade
desmo-
rona-se, deixando
á religião
o
trabalho
de
refazel-a.
E
’
porísso
que
a
perseguição
faz
re
viver
a
esperança,
e
que
os
catholicos,
no
meio
da
guerra
que
estão
soffrendo,
como
que
sentem redobrarem-se-lhe
as
forças para o
combate.
A
revolução passará
com
todo
o
seu
cortejo
de
crimes
e
iniquidades;
mas
Jesus
Christo
hade
triumphar,
e
com
Elle o
direito
e
a
justiça,
que
aié
agora
tem
vivido
opprimidos.
M.
MARINHO.
«I
Papa
Leão
XIBI
(1)
......
Como
homem
de
palavra, vou
cum
prir
a
promes-a
que
vos
íiz
ao
deixar a
capital
de França; fallar-vos-hei,
portanto
do
snccessor
de
Pio
IX;
e
desde
que
co
meço
por
estas
palavras
a
fallar-vos
de
Sua
Santidade
Leão
XIII.
por
ahi
mesmo
vos
provo que
não
receio,
como alguns
espíritos
pouco
rellectidos, collocar
o
Pon
tífice
aclual
ao
lado
do
seu
glorioso
pre
decessor,
como
o
proprio
Deus
o
collocou
d
’
hoje
em
deaute
em face
da
catholicida-
de inteira
e
em
face
da
historia.
Na
verdade
a gloria
com
que
a
Pro
videncia
qtiiz aureolar
o grande
vulto
de
Pio IX era
tal que
alguns temeram
e
não
sem
uma
tal ou qual
apparencia de
fundamento
pelo
prestigio
da
pessoa
do
seu snccessor.
Disse,
não
sem
algum fundamento,
porque,
humanamente
fallando,
ninguém
parecia
poder
medir-se
com
esse
grande
e
magesloso
vulto, que,
durante
um
ter
ço
de
século
encheu
de
sua
gloria o
universo inteiro. Mas
sendo
a causa
da
Egreja
a
do
proprio
Deus,
o
Senhor
quiz
uma
vez
mais
confundir
os
juízos
huma-
nos
e
feio
em
face
d
’este
século, que
mostra
tam
grande
empenho
em desco
roar
a
razão
humana,
roubando-lhe
a
sua
maior
força, a
sua
unica
verdadeira
for
ça,
a
luminosa
força
da
rasão divina.
Pois
bem!
Deus
confundiu
mais uma
vez
o
orgulho
humano
e
novamente
pro
vou,
não que
a
sua
Egreja nao
tenha
ne
cessidade
de forças humanas,
mas
que
el
la
as
possue
sempre
á
sua
disposição,
segundo
as
suas
necessidades,
que
são
no
fundo as
necessidades
de cada
epocha da
humanidade.
Assim,
posso
affirmar-vol-o.
Leão
XIII
está
já postado
d
’
um
modo
admiravel
no
vertice
d’
esse
rochedo
eterno
contra
o
qual
embatem
as
ondas,
sem
jámais
po
derem
submergil-o;
e
elle
occupa
essa
Sé
soberana,
essa
Sé indefeclivel
de
Pedro
ao
lado
no
nosso
saudoso e
grande
Pio
IX.
De
mais,
Deus
que
vê de
longe
e
que
de longe
dispõe o
que
pretende
lazer
no
futuro,
dotou
Sua
Santidade
de todos
os
dons,
que
se
tornavam
necessários
a
um
Papa
dos
nossos
dias
e
a
um
Papa
sue-
cessor
de
Pio
IX.
a
um
Papa
tal
como
só
Deus
o
podia fazer.
Para
que
bem
comprehendaes
as
mi
nhas
palavras
permitti
me
que
trace em
duas
linhas
a
synlhese
do
reinado
do
Papa defuncto.
Que
fez
Pio
IX?
Elle
não
somente
disse
á
maré
crescente
da
revolução
socialista
:
Não
te
receio
:
mas
provou-o.
Como o
fez?
Estreitando
e
unindo
o
mundo
catholico
a
Roma
e
dilatando
os
effeitos
do
poder da
Sancta
Sé
até
ás
regiões
mais ionguiquas
do
orbe
catholico.
Que
resultado
colheu?
Um
amor
a Roma
como
jámais
se
viu
em epocha
alguma
da
historia
e
para
a
Egreja
uma
invencível
força
com
que
d
’ora
ávante
devem
contar
todas
as
potências
conjuradas
contra
o
calholicismo.
Este
triumpho
da
unidade
da
fé,
não
tem
podido
operar-se,
como
todos
os
mais,
sem
combate
e
os comba
tes
não
se
travam
sem
feridas.
O
Papa
aclual
com
sua vista
daguia,
depressa
reconheceu
esta
situação;
com-
prehendeu
que, para
serem
legítimos os
combates,
mesmo
aos
olhos
dos
indiífe-
renles
e
para
ser
duradouro
o triumpho,
era
mister
provar
ao mundo
que
a
Sé
Apostólica
não
fez
mais
que
defender-se
e
que
jámais
representou
o
papel
d
’aggres-
(1)
Correspondência
dirigida
de
Roma
ao
«Monde».
voráveis
á
Áustria.
Imprimem-se com avidez
telegrammas
de Triesle. Os
orgãos
minis-
leriaes
guardam
silencio
sobre
os
últimos
acontecimentos,
mas
transcrevem
as
nar
rações
e
conimentarios da
Neue-Freie-
Pres-
se
e
da
Deulche
Zeilung,
em
preferencia
a
outras»
(porque
estas folhas sam libe-
rangas
e
maçónicas).
«A
Opinione, da
Opposição,
orgáo
da Direita,
expressa-se
da
maneira
seguinte:
—
«A
Áustria
entrou na
Bosnia
para
restabelecer
a
ordem,
e
a
restabelecerá
superticialmente
pela lógica
das
armas.
Mas
no
coração
do
paiz
ha
de
a desor
dem
reinar
emquanlo
restar
vestígio
do
■lominio Austríaco.
A
entrada
Austríaca
na Bosnia
produziu
já
um
eífeito
sin
gular que
merece
de
ser
observado.
Existia
no
paiz
odio
grande
entre
as
duas
raças dominantes
—
a
Turca
e a
Síava.
Es
ta
ultima
tinha,
é
verdade,
feito
a
in
surreição
que
veio
a
dar
na
guerra
Tur-
co-Servia,
e
terminou
pela
Turca-Russa,
afinal. iQuem
fala mais
hoje
de
Slavos
ou
Turcos na
Bosnia?
Estas
duas
raças
ameaçadas
pelo
mesmo
perigo,
fralernizá-
ram,
e
tomáram
armas
em
commum,
e
combatem
valentemente
ao
lado
uma
da
outra
para repellir
o estrangeiro inva-
vasor.»
Note-se
bem,
que
esta linguagem
é
do
orgão
da
Opposição
aclual
no
Parla-
torio
Huzzrro,
a
qual
se
olha
como
me
nos
violentamente
revolucionaria
—
isto
é
anti-calholica
(que
é
contra
a
Igreja
em
ultima
analize,
e
tiradas
todas
as
masca
ras,
que
o
Liberanguismo
e
a
revolução
se
dirige);—
e
portanto
calcule-se
qual
se
rá
no
mesmo
sentido
a
opinião
do
parti
do
governai.
O
que
agora segue, da mesma corres
pondência
no
Times,
é
mais
bonito
e
di
vertido;
ao
ver
como
a
Bnzzurrada
esque
ce
que
deve
principalmente á Inglaterra
(de
accordo
com o Napoleão
Exíguo)
a
descarada
usurpação geral
commetlida;
e
de
que
está
gozando
na
Italia
Mazzini,
Garibaldi,
Cavour
e
companhia,
foram
prin-
cipalmenle
instrumentos
mui voluntários,
é
verdade
—
do
Protestantismo
Inglez.
Do
bigolismo
Protestante,
e
do
mesmo
espi
rito
que
na
occasião
do
Concilio
do
Va
ticano,
ajuntou
em
Lambelh
(palacio do
Arcebispo
de
Canterbury)
algumas
dúzias
de
Bispos
(e
Bispas)
Protestantes;
e
ago
ra
congregou
o centro
de
Pan-Anglica
nos,
que
alli conciliaram
de
novo
ha
pou
cas
semanas;
é
que
nasceu,
se
animou,
se
promoveu,
se
subsidiou,
se
protegeu,
se
auxiliou
a
usurpação
geral
Italiana,
de
que
o
Piemonte
foi
mais
instrumento
que
auctor.
Esta
é
a
verdade,
e
as
correspondên
cias
e
despachos
do
Foreign
Office, dos
últimos
50
annos
(que
se não
deixam
vêr),
o
provariam
incontestavelmente—
assim
co
mo outros
vatios manejos
secretos
da
po
lítica
Ingleza,
que
a
maior parle da
gen
te
nem
suspeita.
As observações
que
acabo
de
indicar
farám
melhor apreciar a
seguinte
citação
que
vou
ainda
fazer
da
mesma
correspon
dência
de Vienna
no
Times:
—
■
«Mas
o azedume
geral»
(diz
o
corres
pondente),
«na
Italia
não é
só contra
a
Áustria;
a
Inglaterra
tem
n’elle
lambem
seu
largo
quinhão.
Diz
a
Opinione:
—
«Os
Ministros
Inglezes
lornáram-se
in-
teiramente
munificos;
muito
estimarám»,
declaram
elles,
«que
a
transformação
da
Asia
Menor que
tratam
de
effeiluar
seja
também
fonte
de
vantagens
para
a
Italia
e para
a
França—
como
se ellas
o
podes-
sem
impedir!»
«Este
tom
de
zangados
entende-se
fa
cilmente. A
Italia
contou
pouco,
em
seus
cálculos,
com
a
Inglaterra.
Entendeu,
que
sor.
Por
consequência,
o
seu
ponto
de
partida
foi a
justificação
da
Sancta
Sé,
a
defeza
de Pio
IX
no
proprio
terrno
em
que
a
má
fé e
ignorância
mais
a
atacam
e
por
esse
meio
provou
que
não
só
era
o
verdadeiro
snccessor
do
grande
Ponti-
fice
falleçido, mas
também
que
era
um
conlinuador admiravelmente
intelligente
e
zeloso
de
sua obra.
Ora,
onde
o
Santo
Padre
patenteou
ao
mundo
uma
prova
inequívoca
da
sua
im-
mensa
superioridade
e
de
seu raro
talen
to,
foi
precisamente
ahi
que
soube
en
contrar
o
nnico
caminho que
conduzia
a
este
fim.
Antes
que
o
obrigassem
a combater,
quiz
primeiramente
curar
as
feridas
das
luctas
acluaes
e
para este
fim
offereceu
a
todos
os
seus adversários, não
um
si
mulacro
de
paz,
sob
a
forma
d
’um
armis
tício
ephemero,
mas
uma
paz
verdadeira,
grande,
larga,
segura,
digna
de
seu co
ração
docemente
paternal.
Segurando
com
suas
mãos
do
Pontífice
supremo,
e,
por
assim
dizer,
com
toda
a
sua
alma
profun
damenle sacerdotal
a
occasião
propicia e
unica do
seu
advento
ao
throno,
a
lodos
estendeu
a
mão sem
dislincção
dos
cri
mes
qne estes
ou
aquelles
tivessem po
dido
commetter
em
detrimento
da
Egreja
e
do
Papado
;
e
a
todos
disse:
E’ este
o
instante
supremo, talvez
o
unico instante
durante
muito
tempo,
em
que
se
deve
procurar fechar
o
abysmo que
a
revolu
ção
política
e
social
abriu
entre
a
Egreja
e
o
Estado
; porque,
passado
este
mo
mento,
logo
que
tenha
de
me
ver
obri
gado
a
ferir,
como
fez
meu
predeces
sor
immedialo,
como
o
tem
feito
e
farão
em
todos os
tempos
os
Vigários de
Chris
to,
a
lucta
deverá
recomeçar,
e,
o
que
é
peior,
o
amor
proprio
de novo
ferido
obstará
a
toda
e qualquer
harmonia.
Desde
então
a
sociedade
poderá
ser
condemnada
a
longos
soffrimentos,
de
que
o
Papado
não
sera
responsável,
de
fórma
alguma,
porisso
mesmo
que,
lendo visto
que
a sua
doutrina,
a
unica
capaz
de
poupar
desgraças
á
sociedade,
não
tinha
ainda
sido
anreciada,
como
devera
sei-o,
recorreu ao perdão,
á
indulgência,
á
ca
ridade
para
espancar
as
trevas
da
igno
rância,
destruir
as
discórdias
e
extinguir
os
odios.
(Conitnúa)
----------------------------------
SUdaeçâo
do
do
ininliOB.
Londres,
3
de
Setembro,
4878.
[Continuação]
SUMMARIO.
IV.
—
Grande
irritação
buzzurra
na
lia-
lia,
contra
a
Áustria,
pela
occupação
da
Bosnia
e
Herzgovina,
e
mesmo
contra
a
Inglaterra,
por
n
’ella
ter
consentido.
V.
—
Espirito
anli-catholico
Inglez,
mas
que
não
creio seja partilhado
peio
Gabi
nete
aclual.
VI.
—Mais
prova
da parte
que
as
sym-
pathias
Italianas
e
Garibaidinas
têm
na
resistência
á
occupação
Austríaca
da
Bos
nia
e
Herzgovina.
Em
prova
do
que
acabo
de ennunciar,
leiam-se
as
seguintes
noticias
de
Roma,
em data
de 19
d’
este
mez, transmittidas
ao
Times
pelo
seu
correspondente
em
Vienua:
—
«As
noticias
da
Bosnia
dadas
ao
pu
blico
pelos
papeis
Italianos
de
todas
as
côres,
excepto
os
Clericaes,
sam
invaria-
[velmente
as
que
se
encontram
menos
fa
esta
se
achava
isolada;
que
seus
conselhos
estavam
divididos
e
embaraçados;
que
seu
exercito
era
insuficiente; e
seu
poder
ef-
fectivamente cessara.
Ressente
agora a
Italia
em
si
própria
o
engano
era
que
cahira.»
A.
R.
SARAIVA.
A®S
KOSS®S
ASSI^XAIVTKS
Dirigimo-nos
aos
nossos
assignantes
a
rogar
lhes
o
obséquio
de
satisfazerem,
co
mo
lhes
cumpre,
a
importância
das suas
assignaturas.
stleíção.—
Na
eleição
a
que
se pro
cedeu
no
domingo,
saiu
eleito
deputado
por
este
circulo o
exc.
mo
snr.
dr.
Jero-
uytno
da Cunha Pimentel, por
uma
maio
ria
de
738
votos.
Falleeimenstw.
—
Ha
dias falleceu
na
sua
casa
de
Miai,
da
freguezia
de
Meia-
della
era
Vianna
do
Castello,
a
exc.
,n
®
snr.a
D.
Antonia
Amalia
d
’
Abreu
e
Lima,
virtuosa
irmã
do
nosso
amigo
o
snr.
Leo
nel
d’
Abreu
e
Lima,
a
quem
comprimen-
tamos.
Aos
nossos
leitores
pedimos
um
P.
N.
por
alma
da illustre
finada.
Peregrinará».
—
Em
peregrinação
a
Jerusalém,
partirá
de
Chambery,
no
dia
1(5
de
fevereiro
de
1879,
uma
caravana
em
direcção
do
Santo
Sepulchro.
A
duração aproximada
da
viagem
se
rá
de
setenta
a
oitenta dias.
Principaes
paragens:
Turim,
Roma,
Nossa
Senhora
do
Loreto,
monte
Cossino,
Nápoles,
Cairo,
Jerusalem e
Palestina,
Da
masco,
Beyrouth,
Smyrna
e
Constantino
pla.
Volla a
Marselha
pelos vapores
das
<i
Messageries
ma
ri
times».
Despezas: 2
600
francos,)
468-5000
reis).
Pódem-se
dirigir
os
pedidos
até
ao
dia
15
de
fevereiro
de 1869
ao
revd.° padre
Albowy, director
do
jornal
«A terra
Santa»,
rua
Vavin,
12,
Paris
.<
»•«•««»»
*
—
0 cone-
go
Scliorderete,
aclualmente
em
Roma,
pro
põe-se
fundar
uma
obra
pia
sob
a
protec-
ção
do
Apostolo S. Paulo, com o
(im
especial de
propagar
a
imprensa
calholica
por
toda
a
terra,
em
opposição
á imprensa
libertina.
Cuincideneit
*
».
—
Entre
Pio
IX
O
Grande e
o
Conde
da
Conceição
Bispo
de
Marianua
deram-se
as seguintes:
Pio
IX nasceu
a
13
de
maio
de
1792
e
D.
Antonio
a
13
de
maio
de
1787.
Pio
IX
governou
a Egreja
Universal
32
annos e ,32
annos
governou a
Egre
ja de
Marianna
D.
Antonio.
O
Pontífice
da
Imrnactilada
morreu
a
7
de
fevereiro
de
1878
e
D.
Antonio
morreu
a
7
de
julho
de
1875
Mordedura
«Se eobr».
—
Na
Aus
trália
tem-se
utlimamente
verificado a
elli
cacia
do
remedio
do
professor
Halford
(injecção
subcutânea
do
ammoniaco)
em
mais
de
ura
caso
de
picadas
de
cobras.
A
14
de
dezembro,
era
Seymour, um
moço
de
26
annos, Dwyer,
foi
mordido
por
uma cobra
entre o
pollegar
e
o
in-
dex
da
mão
direita.
Deu-se o
caso
ás
nove horas
da
noi
te,
e
o
primeiro
curativo
foi
feito
ás
11
1[2
horas,
quando
o
paciente
já
se
achava
paralytico
e
qnasi sem
sentidos.
Praticou-se
uma injecção de
amonía
co em
seu
braço
direito, e
elle
voltou
a
si.
Foi
accommetido
<le
nova
syncope,
mas
uma
segunda
injecção
ammoniacal
pol-o
de
lodo
bom.
Em Bungaric,
uma
moça
foi
também
mordida
por uma
cobra e
pouco
depois
caiu
em
lethargo.
Duas
horas
e
meia de
pois
do
accidente
praticou-se-lhe
uma
in
jecção
de
ammoniaco,
que
foi
seguida
de
allivio,
e
depois
de
completa cura..
Choque
«le
trens.
—Um
trem
de
recreio
composto
de 2
>
carruagens,
que
se
dirigia
a
Boston,
chocou
com
outro
de mercadorias,
resultando 25
mortos
e
150
feridos em
consequência
da catastro-
phe.
Fríietos
«Ir»
Visita
Pastoral.
—
O
exc.rao
e revd.
m°
snr:
D.
Manoel
Agos
tinho
Barreto,
bispo d
’
esta
diocese,
deixou
entre
as
flores
que
lhe
decoraram
o
tran
sito
por
toda
a
parte
onde
passou,
abun
dantes
fructos
de
bênção
e
de
salvação.
A
par
de
grande
renascimento
de
que
se
nota, teem-se
effectuado
muitos
matri
mónios,
legitimando-se
filhos
havidos
de
uniões
illicitas,
apparecendo
lambem gran
de
número
de
conversões
e
reparações
de
toda
a
especie.
O
céo
hade
abençoar os
trabalhos
evan
gélicos
do
douto
varão
que cinge
a
mi
tra
e
empunha
o
báculo
pastoral
d
’esta
diocese
A
dedicação e
zelo
de tão
bom
pre
lado hade
ser
poderoso
incentivo
para
que o
clero
empregue
todas
as
suas for
ças
a fim
de
alargar
os
campos
férteis
da
piedade
christã,
para que
floresçam
todas
as
virtudes; e
a
coroa
principal
de
tão
zeloso
pastor será
ver
para
o
futuro
uma
pleiade
de
novos
clérigos,
que
hade
encher
os
jardins
da
egreja
de
mimosas
flores.
Quando
o
chefe
trabalha
tão
des
interessadamente no
desempenho
dos
seus
importantes
deveres,
os
subalternos
enchem
sede
animo
para
emprehenderem
os
traba
lhos inhereutes aos
combates
da
fé.
Em
vão
clamarão
os ímpios,
^debalde voci
ferará
a descrença.—(«Verdade»,
do
Fun
chal).
IVotielas
d»
—
As seguintes
alcançam
a
7
do mez passado:
<E’
pouco
lisongeiro
o
estado
sanitá
rio
do districto
de
Goa,
diz
o
«Ultramar».
Não
é
só
na capital,
que
grassam
fe
bres
e
moléstias
de
outros
generos,
co
mo
ha
por
ahi
empenhados
em
fazer
crer.
N
’ootros
pontos
do concelho
das
Ilhas,
era
todo
o
concelho
de
Bardez, e
no
de
Salsete,
laboram
ellas
com
não menor
intensidade.
Interrnillentes
que
facilmente
degene
ram
em
perniciosas,
typhoides,
dysenle-
rias,
cholera-morbum,
etc.,
etc.,
teern
feito
muitas
victiraas.
A
mortalidade
do
anno
corrente,
com
parada
com
a dos
annos passados,
ha-de
deixar
um notável
saldo
para
mais.
Pelo
que
respeita
á
cholera,
estamos
informados
de que,
em
alguns
pontos,
são
desamparados
pelas
respeclivas famílias
os
doentes
accommettidos
d
’
aquelle
terrível
mal,
apenas
seja
diagnosticada
a
molés
tia.
Em
uma
das
freguezias,
pertencente,
felizmente
para
nós,
não
a
este
concelho,
o
regedor
da
parochia foi
encontrar
um
cholerieo,
abandonado
ás
garras da
morte
havia
24
horas!
Procurou
se
ministrar-lhe
um
alimen
to,
e
o
doente
expirou
immediatamente!
Tratado
a tempo
e
horas,
teria talvez
escapado.
Isto
é
barbaro,
é
deshumano»!
—
Fallecerom:
o ved.°
Joaquim
Anto
nio
do
Rosário, José
Joaquim do
Carmo
Lourenço,
filho
do
sor.
José
Ignacio
Lou-
renço,
a
snr.®
D.
Maria
da
Annunciação
da
Cunha
e
Rebello,
José
Salvador
Car
doso,
e
Joaquim
Antonio
Pereira
Bacellar,
coronel
reformado.
Pariitgiiezfx faJleeiiíos.—
No
Rio
de
Janeiro,
falleceram
desde
o
dia
19
até
22
de
setembro,
os seguintes
súbditos
portu-
guezes:
José,
50
a.;
Luiz
Rodrigues.
44 c.;
Maria
Joaqnina,
30
s.; Manoel
Cabral,
19
s.;
José
Ferreira
da
Silva,
23
c.; Abilio
Ribeiro,
25
c.;
Manoel
Joaquim
de
Aze
vedo
Feio,
75
c.;
Rufo
Augusto
dos
San
tos,
35
s.;
Adão
da
Rocha
Lemos,
27
s.;
Anlonio
da
Rocha Campos, 23
s.;
José
da
Silva Jorge, 34
s.;
Francisco
Anlonio
Lobo, 15;
Antonio
Francisco
de
Oliveira,
21
s.;
Maria Emilia de Jesus
e
Silva,
55
c.;
José
F.
de
Mendonça.
29
s.;
Anlonio
José
da
Cunha, 18.;
Ma
noel F.
<le
Vasconcehos,
30
s
;
Manoel
Pereira,
25
s.;
Francisco
da
Ponie,
40
s.;
Antonio
Lopes
da
Costa
Guimarães,
28 s.;
Julia
Izabel
dos
Santos,
27
c;
Anlonio
da
Costa.
50
s.
Em
Pernambuco
falleceram
em
18
de
setembro
os
seguintes:
Manoel
José
Pereira,
19
s
;
Francis
co
Ferreira
da
Cruz,
61
s
;
José
Ignacio
do
Nascimento,
40
v.
Motieit»»
externas»».
—
Lê-se
nos
jor-
naes
francezes:
«Circulam
graves
noticias
a
respeito
do
conselho
de
ministros
convocado
por
lord
Beaconstield.
«Aílirma
se
que
os
ministros inglezes
resolveram
por
unanimidade:
1.®
Não
con
sentir
que a
Rússia
sustente,
nem
indi-
rectamenle,
o
emir
de
Afghanistan;
2.®
No
caso
de
apoio
dado
pela
Rússia, o
embaixador
britannico
etn
S
Petersburgo
seria
immedialamente
chamado
e
a
guer
ra
declarada;
3,®
Uma
mesagem
real pe
dirá
subsídios
ao
parlamento.
Assegura-se
mais
que
o
snr. II. Staf-
forel
North
Gotta
partira immedialamen-
le para Baimorai
para
ir
apresentar
á
rainha
a
resolução
do
conselho».
E’
,
corno
se
vè,
da maior
importân
cia
a
noticia
que deixamos transcripta;
parece-nos
todavia,
que a
não
podemos
ainda
aifiançar
aos nossos
leitores.
Mas
se
não
é
hoje
exacla,
pode-o ser
ámanhã,
e
tudo
induz
a
acredital-o;
co
mo
os
nossos
leitores
verão
pela
leitu
ra
das seguintes
noticias.
Simla
7
—
E’
certo
que
ainda
não
to
mamos
Alimuajid;
porém
ha
quem
asse
gure
que
uma
colnmna
nossa (ingleza) pas
sou
já
o
Jamrood.
Outros
sustentam
que
já
leve
logar
um
combate,
e
que
as
nos
sas
forças
occupam
uma
excellente
posi
ção
perto de
Alimusjid.
Crlcutá
7—
O
ataque
a
Altnusjid foi
adiado
por
algum
tempo,
em
consequên
cia
das
giandes
forças
que o
emir
reu
niu para
defender
aquelle
ponto.
Seis
mil
infantes
afghans,
incluindo
quatro
regimentos
de
tropas
regulares
e
18 canhões,
ameaçam
Jamrood,
e
todas
as
forças
que
ha
em
Penhawer
são
ne
cessárias
para
avançar
sobre
Khyber.
Ulballa
7—Segundo as noticias
chega
das
aqui
esta
tarde,
já
houve
um
com
bate
nos
desfilladeiros
de
Khyber,
entre
as tropas
do
emir
e
os
afridis.
Depois
de
transcrever
estas
noticias
faz
o
«Standar»
os
seguintes
commenla-
rios:
A
vã
esperança
de
que o
emir
de
Ca-
bul
se assustaria
e
pediria
a
paz
com
a
Inglaterra, desappareceu
em
frente
das
no
ticias
dos
últimos
dias.
O
emir apparece
não
só disposto
a
defender-se,
mas
também
disposto
a
ata
car.
Esta
resolução
corta todas
as
espe
ranças
de
paz,
mostra
que
não
pode
ha
ver
adiantamentos
nos
preparativos
de
guerra.
Não
é
necessário
que cheguemos
até
Cabul,
porém
é
absolutamente
indispen
sável
que
façamos
retroceder
immediata
mente
os afghans, que com
tanto
atrevi-
mento
nos
ameaçam;
é absoiutaraente
in
dispensável
que
nos
apoderemos
de
Ali-
mnsjid
e
avancemos
até
ao
limite
norte
do
destilladeiro
de
Khyber.
Só
isto
e
nada
mais
póde
attenuar
o
effeito
que
produz
o
espectaculo das
tropas
afghans
ameaçando
Jamrood.
A
rapida
concentração
das forças
do
emir
surprehendeu.
não o
podemos
negar,
o
governo
das
índias».
Até
aqui
o
que
dizia
o «Standard»
do
dia
9,
vejamos
agora
o
que
diz
o mesmo
jornal
do
dia
10:
«Allahabad
8
-Enviaram-se
reforços
de
Peshawer
a
Jamrood,
logo
que
houve
noticia
de
que
uma
forte
columna
de
afghans
ameaçava aquelle
ponto.
O
gene
ral
Ross reuniu alli sele
regimentos dè
infanteria
e
tres
baterias,
cuji
força
con
siderava
suíliciente
para
atacar
os
desfil
ladeiros
baixos
e
atacar
o
forte
de
Ali
musjid;
porém
quando
se
estava
preparando
para
avançar,
recebeu
ordem
de espetar
novos
reforços, porque
devia
evitar
a
todo
o
custo
o
mais
pequeno
risco
de
um
revez
em
Alimusjid,
onde
necessita
mos muita arlilheria
para
os
desalojar.
0
facto
de
estarem
já comnosco
os Klybe-
ris serve-nos
de
muito
para
esta
opera
ção.
Não
ha
noticias
de
terem
avançado
as
nossas
columnas
de
Vera-Ghazi-Khan,
mas
ha
dois
dias
que
se
lhes
deu
ordem de
se
pôr
em
movimento.
Não se
sabe
se
tem
já os
transportes
necessários
para
o
poder
fazer.
De
todas
as
partes
accodem
numerosas
tropas
á fronteira.
Ainda
se
não
receberam
noticias
do
6
J
11
í
1*
JL
AGÚERRÃ
00 ORIEHTE
Vamos
transcrever
para esta
folha
as
parles
mais
importantes
que
encontrarmos
na
va>iosa
publicação,
que
aclualmente
se
vae
fazendo
em
Paris, sob
o
titulo
—
Russos
E
T
urcos
—
,
e
que, como
facil
mente
se
comprehende,
se
occupa
da
fa
tnoza
guerra
travada
entre
os
dous pode
rosos
impérios
que, de
ha
muitos
e
mui
tos
annos,
disputam
entre
si
as
primasias
do
predomínio
no
Oriente,
tendo
o
recente
cot gresso
de
Berlim
posto
p
into
a
essa
lucta
armada,
em
nosso
entender,
até
que
de
novo
surji
outra
ensejo
e
opportuni-
dade de
recomeçarem
as
hostilidades,
que
só
acabarão
quando
desapparecer,
de
vez,
o
império
dos
Osmanlis.
Os
leitores,
por
estes
pedaços
de
his
toria
contemporânea,
que
lhes
vamos
des
enrolar
sob
os
olhos,
poderão
ajuisar
das
causas
da
guerra,
forças
dos
contendores,
progresos
da lucta, batalhas
principaes,
incidentes
notáveis,
productos
importantes,
e,
emíim,
o que
se
nos
aligure
digno
de
menção, até
o
termo
da
pendencia
pelo
congresso
de
Berlim.
A
poderosa
influição,
que
este
grave
acontecimento da
guerra
do
Oriente
teve
oos
negocras
da
Europa,
excitou
e
pro
vocou
a
altenção
dos
homens pensadores,
que
addusiram
d
’
ahi
óptimas
licções
para
a
historia
e para
o governo dos
povos.
Atlendam
lambem
os
leitores,
e
ex
traiam
do
que
vão ouvir
contar
o
pro
veito
necessário.
Cauzas
da Guerra
A
guerra
ultimamente
travada entre
a
Rússia
e
a
Turquia
foi
uma
nova
pe
ripécia
da
lucta
renovada
periodicamente
ha
dusentos
annos,
e
cujo
termo
pre
visto
e fatal será,
mais
cedo
ou mais
tar
de,
a
aniquilação
do
poderio
político
dos
turcos
na
Emopa.
A cobiça da Rússia,
impellindo-a
a
consecutivos
engrandecimentos
terriloriaes,
e
a
protecção
que
esse
império
dispensa
aos
povos
christáos
opprimidos
pelos
mu-
sultnanos,
são
as causas
que
o
constituem
o
adversário
irreconciliável
e
encarniçado
da
Turquia. Já
de longa
dacla que o im
pério
turco
finca a
sua
resistência
no
apoio
das demais
nações
europeas,
que.
ex
vi
de
seus
peculiares
interesses,
se
leem
contraposto
ás invasões russas,
e
estorvado
que d’
ellas
grangeem
todos
os
proveitos.
A
decadência do
império
ottomano
é
das mais
rapidas
de
que
a
historia
offe
rece
exemplo.
Ha
dous
séculos
apenas
era
um
dos
mais
vastos
impérios
do mumo.
Comprehendia
m
is
de
cinco
mil
léguas
de
fronteira.
O
mar .Negro,
o
mar
Egeo
eram
lagos turcos,
e desde o Gaucaso
até
Algeria não
se
conhecia
outro domi
nador
alem
do
sultão.
Tinha
de
cincoenta
a
sessenta
milhões
de súbditos. A
sua
influencia
ampliava-se até
o
seio
da
Rús
sia
e
da
Polonia,
pelas
relações
que
man
tinha
com os
cosacos.
Era
o sultão
que
elegia os
reis
da
Hungria
;
e
a
Europa
tremia
do
seu
exercito,
que
se
arrojava
a
batalhar
até
ás
muralhas
de
Vieima.
Agora
é
outra
cousa.
O
Caucaso,
a
Crirnêa,
a
Bessarabia
são
províncias
rus
sas.
A
Algeria
é
uma
colonia
franceza
; a
Grécia
está
independente;
a
Serbia
e
a
Roumania
reconquistaram
a
sua
autono
mia;
Tunis
só
é
vassalo nominativo;
o
Egypto
esta
sómenle
ligado
ao
resto
do
império
por
liames
que
quebram
todos
o-
dias;
e
o
soltão
já
não
tem na
Europa
mais
do
que onze
a
doze milhões
de
súb
ditos propriamente
dictos,
cuja
maioria
ainda
aguenta
o
seu
predomínio,
mas
com
manifesta
impaciência
revelada
na
perma
nente insurreição
de
certas
províncias.
São
tres
causas
que
tem
principalmente
operado
esta
tragica
deslocação:
os
re
pelidos
ataques
da
Rússia
; os
perseve
rantes
esforços
dos povos
christãos
para
readquirirem a
sua
liberdade;
e
a
inépcia
dos
turcos
na
organisação
e
administração
de
suas
conquistas.
Como
a
guerra
ultima
se
derivou
de
todas
estas
ires
causas,
egualmente,
é
mister
reflexionar,
embora
perfunctoria-
mente,
sobre
ellas, para
melhor
se
coai'
nrehender
o
caracter
da
lucta
em
que
andaram
travados
os
dous
impérios
ri-
vaes.
As Guerras turco-russas
Os
imperadores da
Rússia
facilmente
se
convenceram
de que
deviam
transpor
tar
seus
exércitos
para
a
Crirnêa.
Os Tar-
taros
que
de
lá
sahiam
fr
iqucnteóienie
para
invadir
o
território
russo proporei®
*
naram-lhes
a
opportunidade
;
e
a
direcção
dos
grandes
rios
russos,
que
derivara
to
*
dos
para
o
sul,
constitnia-os
em
a
ne
cessidade
de
ahi
se
estabelecerem
podo
*
rosaménte.
Foi
Pedro
Grande
o
priraeuo
que
concebeu
a
ideia
de
se
apoderar
de
um
ponto
da
costa
marítima
d
’
onde
se
podesse
lançar
uma
frota
ao
mar
Negro-
Este
projeçto
tinha
o
duplo
alcance
coto
*
mercial
e militar.
E,
de
feito,
esse
por10
deveria
abrir
aos
Estados
de
Pedro
Gran
de
uma
sabida
que
lhe
era
indispensável
nosso
enviado
Nabale
Hassain.
e ha
muitos
receios
ácerca
da
sua
pessoa».
Diz
um
jornal:
A
guerra
da
índia
ingleza
parece
que
já
está
ateada.
O
«Standard»
diz que
o
exercito
britânico
distinado a
operar
con
tra o
Afghanistan
já
tomou
a
oflensiva.
Osman-Pachá
irá
provavelmente
com
1500'0
homens
a
Novilbazar
onde se
acham
já
71 batalhões
turcos
e 12000
al-
banezes.
Afovo
eos»ve«ato.
—
No outono
do
an
no passado
Sua
Eminência
o cardeal
Man-
njng,
assistido
de
numeroso
clero,
entre
o
qual
se
notava
o
parocho de Magdale-
na,
ido
expressamente
de
França,
collo-
cava
a
primeira
pedra
do
novo
conven
to
das
Carmelitas,
na
Praça
de S. Car
los,
Notting
Hill.
No
domingo,
29
de setembro,
lendo
terminado
os trabalhos, teve
logar a
bên
ção
solemne
da
egreja
e
do
convento
que
lhe
fica
contiguo.
Foi ainda
o
eminente
arcebispo
de
Westminter
que
officiou
n
’
es-
sa
occasião.
As
religiosas
tinham chegado
na
ves-
pera,
de
Paris,
conduzidas
pela
sua
su
periora,
que
é
nada
menos
do
que La-
dy
Minna
Howard,
irmá
mais velha do
duque
de
Norfolk.
Este
ultimo
assim
como
sua
joven
e
sympathica
esposa,
assistiram
á
ceremo-
nia
da
inauguração.
Isto
é
na protestante
Inglaterra!
C®«ui
ís
»
vb
«1».
—
Puidicamos
hoje
o
que
nos foi
enviado
pelo
revm.0
snr.
padre
José
Joaquim
Gomes,
de
Visella.
em
ul
tima
resposta
a
um
outro publicado
n'es
te
jornal
pelo
revm.®
snr.
padre
Rocha,
director
do
Collegio
de
S.
Luiz.
Devéras
folgamos
que
o
signatário
po-
zesse
termo
a esta
questão
d
’uma
manei
ra
tão nobre
e
christã;
nem outra
cousa
era
de
esperar
d
’
um sacerdote
tão
ilius-
trado,
quanto
virtuoso;
e
qne
foi
sempre
inimigo de
questões,
de
qualquer
nature
za que
fossem.
Sentimos
amargamente
o
ella
ter
prin
cipiado
nas columnas
d’
um
periodico,
que,
mercê
de Deus,
se
tem
sempre
conser
vado á altura da dignidade, que
convém
a
um orgão
do
Catholicismo
e
da Legi
timidade:
e
sinceramente
confessamos
que
nem
d
’uin,
nem
d
’outro
acceitariamos
os
communicados,
se
não
mantivéssemos
de
ha
muito
a
convicção
de
qne
deve
haver
no
campo
da
imprensa
liberdade
franca
para
todos,
desde
o momento
em
que
ne
nhum
dos
contendores
ultrapasse
os
li
mites
da
decenca,
do
decoro
e
da di
gnidade, ou
não
abuse
de
tão
sublime,
instituição.
A
questão,
porém,
terminou:
e
ter
minou
d
’um
modo honroso
e
digno,
o
mais
possível,
para
ambos;
com
o
que
nos re-
gosija
mos
O
revra.®
snr. padre
Rocha,
se
qui-
zer
escutar-se
a
si
proprio
e os
conse
lhos
d
’um
amigo,
esperamos
que
se
dê
por
satisfeito.
Se
por
mal
seu
e
de
mais
ninguém
quizer
continual-a,
terá
de
escolher
ou
tra
folha
que
não
seja
esta.
Como
o
revm.
’
snr.
padre
Gomes
ap-
pella
para
o
testimunho
dos seus colle-
legas, não
terminaremos
sem
que
da
nossa
parte
cumpramos
um
duplo
dever
d
’amizade
e
de
rigorosa
justiça,
aílirman-
do
com
juramento,
se
necessário
fôr,
sem
offensa
ao
snr.
padre
Rocha,
que
o revm.
0
padre
Gomes é
inteiramente
incapaz
de
faltar
á
verdade
ou
de trahir
a
sua
con
sciência
no
ininimo
ponto,
e
que
é
o
sacerdote
mais
virtuoso
e
inoffensivo que
temos
conhecido
em toda a
nossa vida.
Podemos
ainda
accrescentar,
sem
o
mí
nimo receio
de sermos
desmentido
em
parte
alguma,
e
em
tempo
algum,
que
nem
entre
os collegas
do
revm.
0
padre
Gomes,
nem entre
os
que
o
não
são,
nem entre
os
seus
proprios
inimigos,
se
é
que
os
tem, existe
um
só
que possa
ferir
sua
reputação
invulnerável.
Antonio Joaquim
de
Mesquita
Pimentel.
Aos
professorea «lo
ESragn.
Ao
lêr
o
comtnunicado
do
snr.
padre
Rocha
em resposta
ao
meu,
fiquei
ad
mirado,
por vêr que
nenhuma
prova,
nem
documento
jurídico apresenta
ou allega
em
sua
defeza; antes
pelo
contrario
se
condemna
por
sua própria
bocca,
como
o
mau
servo
do
Evangelho,
dando-me
di
reito
a
dizer-lhe:
De
ore
tuo
te
judico
ser
ve
nequam.
(S. Lucas,
cap,
19,
v.
22.)
Ameaça-me
com
as
cartas
particula
res (?)
dos
ex-professores
do
seu
collegio,
meus
collegas,
quando
eu
abrigo
a
certe
za
(e
o
snr.
pa
lre
Rocha
deve
dizer
ou
tro
tanto,
se
quizer
fallar
verdade)
que
de
meus
bons collegas
nem
um
só
podia
escrever,
nem
de
facto escreveu
um i
ou
um
j
sequer
que
podesse
d
’
alguma
ma
neira
compromelter-me. E
’
uma
injustiça
que
lhes
faz
e
que
eu
d
’
este
logar
lhes
supplico
que
lhe
perdoem
pelo
amor
de
Deus e
lambem
pela
sincera
amisade
que
immerecidamente
me
consagram.
Transcreve
no
seu
communicado
uma
carta
minha
(sem
minha
auctorisação),
á
qual
me
não
havia
respondido
pelo
cor
reio,
revelando
assim
um
procedimento
que
não
sei
qualificar,
pois, se
me
ti
vesse
respondido,
tinha-se
evitado
este
es
cândalo;
e
bastava
que
me escrevesse
duas
leltras e dizer cale-se,
e
eu
obedeceria;
logo quem tem
a
culpa
n
’elle?
Na
minha
carta
ITanscripta
nomeia-se
uma
pessoa
respeitabilíssima
que eu
tanto
não
queria qne viesse
á
scena!
e
levanta
um tribunal
que
o
condemna
a
si
pro
prio.
Que
queria
eu
dizer?
Que
podia
per
doar,
mas
que
não
cedia
do
meu
direi
to.
E
porque?
Por
muitos
motivos
que
o
publico ignora
e
que
oxalá
ignore
pa
ra
sempre.
O
snr.
padre
Rocha
póde envergo
nhar-se,
offender-se
nunca,
porque
sabe
perfeitamente
que
tudo
isto
é
verdade;
e
que
é
verdade
ainda
o
ter
podido
dar
á
questão
uma
face
inteiramente diíferente,
pôr
os
pontos
nos
ii,
estender
a
meada
pelo
fio:
e
tudo
isto
sem
que
a
minha
reputação
ficasse
a verter
sangue
Até
nem
posso crêr que
o
snr.
padre
Rocha
es
crevesse
o que
escreveu,
sem
que
tives
se
depositado
em
mim
uma
grande
con
fiança,
esquecendo-se
do que
diz
a
Es-
criptura:
Maldito
o
homem que
confia
em
outro
homem.
Podia
também
appellar
para
o
tribu
nal
competente
e
obrigal-o
a
pagar-me
os
trabalhos
que
tive
e
os
prejuízos
que sof-
fri;
mas
appello antes
para
o
testimunho
dos
meus
collegas,
que
por
ahi
estão
pa
ra
fallar
e
para a
opinião
publica
de
Bra
ga,
onde
préguei
seis vezes.
A minha
consciência
não
me
repre-
hende
de
ter
feito
ao
snr.
padre
Rocha
accusações
feias,
torpes
e
injustas,
como
diz: mas
se
em
algum
tempo
lh
’
as fiz,
peço
perdão;
e
peço-lhe
que
me
conceda
o
perdão
com
a
mesma
sinceridade,
com
que
lh
’o
peço.
Antes
quero
ser
mil
vezes vencido
na
imprensa, perder
as
dez
libras
e
mesmo
o
pouco
que
possuo,
do
que voltar
a
ella,
ir
aos
tribunaes,
dar
escandalo
e
fazer
rir
os
impios!
Sou padre,
e
a
minha
patria
não
é
d
’esle
mundo.
Tudo
lhe
perdo-o.
Acabou
para
mim
a
questão.
Visella,
10
d
’ouiubro
de
1878.
Padre
José
Joaquim
Gomes.
TELEGRÀMMAS.
Berlim
12
—
0
reich<tag
rejeitou
por
200
votos
contra
167
uma
emenda
ao
artigo
5.° do
projecto
de
lei anti-socia-
lisla,
que
pretendia
que
a
lei
não
fos
se
applicada
ás
reuniões
eleiloraes
para
o
reichslag
e
Landlage.
O
artigo
5,®
foi
em
seguida
approva-
do
tal
como
fôra
redigido
pela
commissão.
A
discussão
do
projecto
continua
na
segunda-feira,
14
Paris
13
—
Aíim de
pacificar
prompta-
menle
a
Nova
Caledónia,
o ministro
da
marinha
ordenou
ao
governador
da
Co-
chichina
que
mande
para
Noumeia
duas
companhias
de
infanteria
de
marinha.
O
cruzador
«Hugon»
vai
abandonar
os
mares
da
China.
O
contra-almirante
Peti
Thouars
deve
sahir
em
25
do corrente de
Toulon
para
Noumeia.
Roma
16
—
Os
peregrinos
hespanhoes
hão-de
passar
3
dias
de
quarentena
em
Givita
Vechia.
New-York
13
—
A
casa
Mercants
Bank
de
Charlottelmo
suspendeu os
pagamen
tos.
Madrid
13
—
Todos
os
soldados
que
veem
de Cuba
passam
por
quarentena ri
gorosa
assim
que chegam
a
Hespanha.
Ha
uma
semana
que
não
foi diagnos
ticado
caso
algum
de
epidemia
em Ma
drid
nem
no
resto
da
península
hespa-
nhola.
O
rei
foi
recebido
sympathicamente
em
Victoria
hoje
pela
manhã.
Paris 14—Na
eleição
do
desempate
em
Moalms ficou eleito deputado
o can
didato
republicano
Segundo
asseguram informações
rece
bidas
de
Constantinopla,
os
russos
prose-
guiram
sem
movimento
a
retirada
para
Andrinopla.
Vem
caminho
de Marselha
2
lords
do
almirante
inglez,
os
quaes
vão
visitar
Zoulon
Sppezzia
e
Chympreem.
O
conde
SchouwaloíT
embaixador
da
Bussia, volta
a
Londres ainda
esta
sema
na
a
occupar o
seu
posto.
O
Montenegro
declarou
que só
entre
garia
os prisioneiros de
guerra aos otto-
manos depois
da execução
do
tratado
de
Berlim.
Paris,
14
—
O senador,
bispo
Dupan-
loup
morreu
hontem
de
repente.
Vienna,
14i —
A
«Nova
Imprensa
Li
vre»
diz
que
o
governo
austríaco
ordenou
a
mobilisação
de
parle do
exercito
de
oc-
cupação
da Bosnia,
que
vae
ser
au-
gmentado
com
quatro
divisões.
Madrid,
14. —
Os
plenipotenciários
de
Inglaterra
e
Áustria vão
dirigir
aos
seus
governos
um
relatorio
ácerca
do
assassínio
do
agente
consular, coraraellido nas
pro
ximidades
de
Tetuan.
O
general
Grani,
ex-presidente
da
re
publica
dos
Estados-Unidos,
chegou
hou-
tem
a Victoria, onde
vae
assistir
em
com
panhia
do
rei,
ás
grandes
manobras
do
exercito
do
norte
que
hão de realisar-se
hoje.
Constantinopla,
14.
—
X
Porta
otloma-
na
e
Russa
chegaram
a
um
accordo
a
respeito
da
cordilheira
do
Rhodope.
Madrid
15.
—
O
governo
demittiu
o
re
presentante
de
Hispanha
em
Tanger,
e
reprovou
o seu
procedimento
a
proposito
do
assassinato
commetlido em
Tetoam.
Deve
partir
quanto
antes
pessoa
que
o
vá
substituir.
O sultão de
Marrocos
man
dou
supprimir
immediatamenle
o
cordão
sanitário
do
Lazareto
estabelecido
em
Tan
ger,
para
obstar que as populações
do
interior
de Marrocos
levem
o
cólera
a
Tanger.
Os
jornaes
de
Madrid
protestam
con
tra
isto
e
pedem
que
se
tomem
medidas
rigorosas
contra
as
proveniências
de Tan
ger.
O
«Imparcial»
publica
uma
carta
de
Tanger
em
data de
8
do
corrente
dizen
do
que
foi
o
plenipotenciário
inglez
quem
inspirou
ao sultão a
suppressâo
do
cor
dão
sanilario
e
Lazareto.
Berlim,
14.
—
0
parlamento
allemão
re-
geitou
o
artigo
6.°
da
lei
contra
os
so
cialistas.
A
discussão
do
artigo
14."
não
deu
resultado.
Todos
os
artigos
até
ao
15.
°,
inclusive,
foram
approvados.
Ro
na,
14.—
Os
peregrinos
hespanhoes
que desembarcaram
em
Givita
Vechia
de
vem
chegar
eta
noite
a
Roma.
*
Londres, 15.
—
Suspendeu
os
pagamen
tos
com
um
passivo
de
200:000
libras
a
casa Findly &
C.
a
,
de
Glasgow,
que
fazia
o commercio
com
as índias.
Os
abaixo
assignados
extremamente
penhorados
com
lodos
os
reverendíssimos
ecclesiasticos
e
entre estes
os
dignos
ca
para
as
ricas
regiões
do
meio
dia,
e
a
frota
devia
permittir-lhe
o
auxilio
das
expedi
ções
que
desenvolvia
no
litloral,
e facili
tar-lhe
a
conquista.
Escolheu
Azof,
no
mar
d
’
este
nome;
e
sacrificou-lhe
30:000
homens
em 1695,
sem
que
se
podesse
assenhorear
d’
esse
ponto.
N
’
esse
tempo,
os
turcos
tinham soldados
melhores
que
os
russos,
melhor
disciplinad
s,
e princi
palmente
melhor
armados.
No
anno
seguinte,
tendo
organisado
suas
tropas,
modelando-se
pelos exercitos
dos
outros
paisês
europeus,
e
recebendo
engenheiros
e artilheiros
do
imperador da
Allemanha
e
da
Hollanda, cercou
aquella
cidade
novamenle,
e
tomou-a
apoz
dous
mezes
de
cerco.
Foi
como
uma
cunha'
entalada
no
império ottomano;
e
depois,
elle
e
seus
successores,
lidaram
incessan
temente
em
alargar
a
brecha
que
acabavam
de
abrir.
No
mar
d’Azof
ha
um
clima
dulcís
simo;
e
sadio,
se
fiem
que
os
antigos
o
tenham
capitulado
de enfermiço O
in
verno.
que é
muitíssimo
rigoroso
nas mes
mas
latitudes,
nas
províncias
do
Dniesler
é
curto.
Quando
Pedro
Grande resolveu
estabelecer
e
fundar
uma
capitil
«hesitou
muito
tempo,
diz
Catharina
a Vollaire,
se
construiria
Petersburgo
no
Biltico, ou
uma
cidade
em
Taganrock»
ms
visinhan-
ças-
de
Azof.
Mas
então
o
seu
mais
ter
rível
inimigo
era
o
rei
da
Suécia,
e
para
lhe
fizer
frente,
decidiu-se
por
S.
Peters
burgo.
Ha
quem
muitas
vezes
pergunte o
que
teria
succedido
se
elle
escolhesse
Ta
ganrock.
E’
provável
que
já
agora
não
houvesse
questão do
Oriente; os
rus
sos
teriam
esgotado
toda
a
sua
aetividade
contra
o
império
ottomano,
e
a
Turquia
seria
agora
christã.
Mas
voltêmos
aos
fa
ctos.
Nova guerra,
começada
em 1709.
teve
desastrozãs
consequências
para
os russos.
O
czar,
sitiado
nos
lagos
do
Pruth
pelo
vizir
Baltagi,
estava prisioneiro.
Havia
perdido
toda
a
cavallaria
e
infanteria,
estava
sem
agua
potável
e
sem
viveres,
tudo
perecia,
em
redor
de si,
de
fome
e
sede,
e
dos
ataques
dos
turcos
que
perseguiam
sem
descanso, e
esmagavam
tudo
com
o
fogo
de
quarenta baterias.
A
imperatriz
Catharina
acercou-se
do
vi
zir,
e
por
suas
supplicas
alcançou
um
tratado,
pelo
qual
Pedro
Grande
remia-
se
do
captiveiro,
com a
condição
de
res
tituir
todas
as
suas
conquistas
do
mar
Negro.
Quando
exprobaram,
mais
tarde,
a
Baltagi
por
não
se
apoderar
do
czar,
deu
esta
singular
resposta:
«E
quem
havia
de
governar
os
seus
estados?
A
final,
o
imperador
que tudo
promet-
lêra
para se
desembaraçar
d
’
aquella
ter
rível
situação,
naia
restituiu, e
quando
morreu,
Azof
ainda não tinha
deixado
de
ser
russo.
Durante
cincoenta annos
se
fallou
muitas
vezes
da
conhecida
peça
cha
mada
o
testamento
de
Pedro Grande, cu
jos
mais famozos
trechos
são
estes:
«O
grande
Deus,
a
quem
devemos
a
existência
e
a
corôa
permitte-nos, segundo
nossos
fins que
pensamos
ser
os
da Pro
videncia,
que
consideremos
o povo russo
como
chamado,
de futuro,
ao
dominio
ge
ral
da
Europa.
E’
porisso
que
deixo
a
meus
successores
as
seguintes
instrucções:
Estender-se
incessantemente
para
o
Norte,
ao
longo
do
Báltico,
assim
como
para
o
sul
ao
longo
do
mar
Negro.
Approximar
se
o
mais possível
de
Con-
stantinopola
e
das
Índias;
aquelle
que
ahi
reinar
será
o
verdadeiro
soberano
do
mundo.
E consequenlemente suscitar
con
tinuas
guerras,
ora
ao turco,
ora
aos
per
sas;
estabelecer
estaleiros
no
mar
Negro
para
se
assenhorear
pouco
a
pouco
d
’
este
mar».
Supposto
esteja
hoje
quasi
demonstra
do
que
foi
Napoleão
quem
inventou
este
documento
por
necessidade
de
sua
causa,
antes
da
lamentável
campanha
de
1812,
reproduzimol-o,
porque,
se
o
texto
é apo
crypbo,
o
espirito
é
exaclamente o
que
tem
inspirado
a
política
russa
durante
cento
e
cincoenta
annos.
Todos
os
suc
cessores
de
Pedro
Grande
teem
cobiçado
Constanlinopola,
e todos
tentam
assegurar
sua
posse,
ou
pela
conquista
immediala
ou
por
uma
especie
de
protectorado.
Este
sonho
ainda até
hoje
se
não
realisou,
mas
no dnello
impiedoso
que
iravam
entre
si,
a
Rússia
tem
lucrado
em
grandesa
tudo
o
que
a
Turquia
tem
perdido,
e
tem-se
augmenlado
com
immensos
territórios
ar
rancados
ao seu
adversário.
A
imperatriz
Anna Ivanowna
foi
a
pri
meira que
se apoderou
da
Crimêa
;
mas
foi
coagida
a
resiituil-a.
Recomeçaram
as
conquistas
em
tempo
de
Catharina
11.
O
longo
reinado
d
’esla
imperatriz
(1762-1796)
foi
preenchido
de lulas
contra
os
sultões,
e
póde-se
afTirmar
que
é
de
então
que
dacla
o
enfraquecimento
de que
vae
tal-
lecendo
o
poder
dos
turcos.
Foi
ella
que
claramenle
annonciou
a
intenção
de
to
mar
Constanlinopola
para
capital
;
baptisou
um
de
seus
filhos com o nome de Con-
stanlino, que
sempre
se
tem
conservado,
desde
então,
na
familia imperial, e
deu-
lhe
uma
ama
grega.
Foi
ella
que
fez
surgir
a
primeira
frol-
ta
russa
no
Mediterrâneo.
Esta
esquadra
partiu
do
Báltico,
tomou
ura
ollicial
in-
glez
para commandante, bateu a
esquadra
turca
em
Chio
(5
de
julho
de
1770),
e
obrigou
a
a
refugiar-se
no pequeno porto
de
Tchesmé
onde a
perseguiu.
(Continua)
pellães
da
Real Irmandade
de
Santa
Cruz,
e illm.
08
e
exm.
os
snrs.
e
senhoras,
que
não
só
se
dignaram cumprimental-os
por
occasião
do
fallecimenlo
de
sua
muito
presada
<e
estremosa
esposa,
e
mãe,
e
assistiram
no
real
templo de
Santa
Cruz
aos
officios
de corpo
presente,
e
o acom
panharam
junto
com as
irmandades
e
con
frarias
ao
cemiterio
publico,
vem
por
es
te
meio
agradecer
a
todos,
tão
dislinctas
provas
de
amisade
e
consideração
e
pres
tar-lhes
a
sua
indelevel
gratidão.
Braga
7
de
outubro
de 1878.
João d’
OIiveira e
Silva
Maria
Rosa
da
Silva
Rosa
Maria
da
Silva
(2042)
Maria
da
Purificação
e Silva.
Os
abaixo
assignados,
por não
pode
rem
agradecer
pessoalmente
a
todos
os
amigos
que
os
cumprimentaram,
e
acom
panharam
os
restos
morlaes
de
seu mui
to
presado
marido,
genro
e
conhado,
Ma
noel
José
Gomes
de
Sá, o
fazem por
este meio,
e
a lodos
testimunham
seu
eterno
reconhecimento.
Lodovina
Rosa
Mendes
de Sá
Bento
José
da Silva
Manoel
José
d
’
Abreu.
(2039)
Os
abaixo assignados
extremamente
re
conhecidos
para
com
todos
os illm.os
e
excm.°
s
snrs.
e
senhoras,
que se
digna
ram
cumprimentai
os
por
occasião
do
fal
lecimento
de
seu
presado
pae
e
sogro,
especialisando
o
muito
revd.
0
parocho
de
Crespos,
e
bem
assim
aos
que
assisti
ram
a
uma
missa
no
dia
9
do
corrente
para
soffragar
a
alma
do
finado,
veem
por
este
meio agradecer
tão
dislinctos
obséquios
e
manifestar-lhes
sua
indelevel
gratidão.
Thereza
Augusta
de
Araújo
Machado
Manoel
Lourenço
d
’
Araujo
Braga.
ASYLO
DE
D.
PEDRO
V
São
convidados
todos
os
snrs.
associa
dos
e
bemfeitores
a
comparecerem
na
sa
la
das
sessões d’
este
asylo, na
rua
do
Alcaide, no
domingo
20
do
corrente,
ás
11
horas da
manhã,
para
se
proceder
á
eleição.
Braga
11
de
outubro
de
1878.
O
secretario,
Padre
Luiz
Gomes
da Silva.
DECLARAÇÃO
Os
abaixo
assignados
fazem
saber
que,
por
escriptura
publica, lavrada
nas
notas
do
Tabellião
João
Marcos d
’
Araujo
Ri
beiro,
dissolveram
de
commum
accordo a
sociedade
que
girava
n
’
esta
praça sob
a
firma Rocha
&
Martins,
ficando desde
29
de agosto
proximo
findo
lodo
o activo
e
passivo
a cargo
do
socio
Joaquim
Ma
ria
Martins, que
continuará
com
o mesmo
ramo
de
negocio
debaixo
de
sua
firma
in
dividual.
Braga
12
de
outubro
de 1878.
D.
Maria
da
Conceição
Gomes
Pereira
da
Rocha
(viuva
de
Manoel
José
Gomes
da
Rocha).
(2046)
Joaquim
Maria
Martins.
Companhia
Commercial e
Viníco
la da
Bairrada
O
aperfeiçoamento
dos
vinhos
d
’
esla
companhia,
é
já
conhecido.
A compa
nhia
quer
estabelecer
seus depositos
de
venda,
nas principaes
terras
do
Minho,
principalmente
em
Braga,
Vianna, Guima
rães,
Penaíiel,
Villa
do Conde,
Povoa,
Barcellos,
etc.
Recebem-se
propostas
garantidas
na
sua
séde—
Meai
liada.
(2037)
ATTEMÇÃO
Na
rua
das
Aguas
n.° 55 d’
esta
ci-
de,
tfferece-se
commodos
para
poder
hos
pedar 2
ou
3
ecclesiaslicos,
mediante
preço
convencional.
(2041)
JULIA
CÂNDIDA DA COSTA BRAGA
MODISTA
DO
PORTO
Acaba
de
abrir
um
attelier
de
costu
ra
n
’esta cidade,
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
2,
aonde
se
executam
toiletts
completos
para
noivas.
Vestidos,
capas,
platós
para
senhora
e meninas,
tudo
pelos
últimos
figurinos
de
Paris.
Todas
as
excm.as snr.
as
que
se
digna
rem
honrar
este
attelier
com
as
suas
or
dens
encontrarão
bom
gosto
e economia.
(2036)
Na
rua
de S.
Vicente
desta
cidade de
Braga,
vendem-se
as
casas
n.
0’
34
-34
A,
e
as
de
n.°
35,
com seu
quintal, com
sa
bida
para
a
rua
da
Escoura.
SORTIDO COMPLETO
I)EI»
g
SH
’
0
|)E
TABACOS
Nacionaes
e
estrangeiros
Vendas
»
retalho
e por
grosso
eom
vantajosos
cleBcoutos
NOVA
CASA
HAVANEZA
imWA
CAMPO
DE
SANT
’
ANNA
Esquina
da rua das Aguas.
(2034)
Declaração
D.
Maria
Juiia
da
Silva Braga,
declara
para
os devidos
efleitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar, por escriptura
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com
mercial
d
’
esta
cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes
a
seu
marido Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
lambem
se
acha
registada
para
a
representar em
to
dos
os negocios
que
achar
convenientes;
e
delara
mais
que
já
abriu
o
seu
estabele
cimento
de
sola e
cabedaes,
e
mais ar
tigos
concernentes
ao
mesmo
negocio,
o
que
tudo
vende
pelos
preços
mais resu
mido
possivel.
(1026)
APROVEITEM-SE
Vende-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na
rua
de S.
Marcos
n.°
53,
bem
como
os
moveis
que
a
adornam,
em
ra
zão de seu
dono
se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar
com
a
ametade
do
preço
a
juro
de
4
p.
c.
com
hypolheca
na
mesma
casa,
por
tem
po
de
um
anno.
Para
vêr-se,
de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de
tarde,
das 4
ás
6
—
podendo
tratar-
se
com
o
snr.
Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua,
que se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
ma
litHn.VTtRl
ESTEVES
4—
Rua do
Castello
—4
BRAGA
Além
do
seu
estabelecimento
de
mer-
ciaria
que
já
tem,
addicionou
lhe
mais
vinhos
engarrafados
e
aquartiihados,
e
doce
de
diversas
qualidades,
que
tudo
vende
por
preços
muitíssimo
resumidos.
(2009)
Os
Kebufadog
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no Porto, PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(994)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto, nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
CAMPO
de
santanna
(
esquina
da
HUA DAS
aguas
)
BRAGA
GRANDE DEPOSITO
DE TABACOS
XACI«SAES E EST3SAX4-EUSOS
Grande
reducçao de
preços nos
rapés
de
XABREGAS
D
»
»
Meio
grosso
em
250
grm.
Cruz
de
Malta
Rezerva
Princeza
Pacotinhos
4
4
»
de
25
grm. .
ealdntle
Meio grosso
em
250
gram.
.
Vinagrinho
»
»
.
.
Pacotinlios
de
25
grm.
.
.
Grandes
descontos aos snrs.
QUEIRÓS.
350
reis
380
440
420
35
280
reis
280
»
30
»
ESTAN-
(2018)
íll
A
»OS
CAPEEEI8TAS,
At."
BRAGA
Joaquim
Lino
Augusto
dos Santos.
Participa
a
todos
os
seus
amigos
e
fre-
guezes
que
mudou
o
seu
estabelecimento
de
sócos,
que
tinha na rua
de S.
João,
para
a
rua
dos
Capellistas
n.°
4,
e
que
vende
por
junto e a
retalho.
Tauíbem
tem amostra
de
gosTos
mo
dernos,
e
se
encarrega
de
qualquer
obra
de
sócos
que
lhe
encommendem.
O
annuncianle
garante
o
trabalho
da
sua arte, como
o
garantia
o
seu
mestre o
faílecido
Villa
Real.
(2008-T)
COEILEeiO
S>F. X. SEXIIORA ÍÍ.-A
CONCEIÇÃO
Lisboa,
rua
da Esperança, 224
Abriu suas
aulas
no
dia
1
do
corren
te,
e
continúa
a
receber
alumnos
para
todas
as
disciplinas. Tem qoartos
separa
dos
e
com
as
melhores
condições
hygieni-
cas.
Tratamento
excellente;
ensino
bem
regulado;
ordem
e
disciplina, como
con
vém
á
boa educação
e instrucção
dos
alumnos.
Lisboa
6
de
outubro
de
1878.
O
Director
Geral
(997-S) Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
Muita
attenção
Ailuga-se
do
S.
Miguel
por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos de
no
vo,
com
os
n.
os
27
e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V, com
quintal
ajardinado
todo
morado,
e
com
agua.
Tem
commo
dos
para
numerosa
familia,
e
dos
2.
0s
andares
gosam^se
os
pontos mais
impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao
pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com o
seu
pro-
prietario
nos
baixos
dos
mesmos
onde
po
dem
ser
vistas
a
toda
a
hora
do
dia
e
podem
ser
occupadas desde
já.
(949-Q)
«tf
/L
RUA
DE
S.
MARCOS, N.°
5.S
Vende
papeis
pinta-
dos para
guarnecer
saiías,
lindíssimos gostos, a
prin-
cipiar
em 80
reis
a
peça.
S
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas, tudo
de
boa
quali
dade.©
preços
muito resu
midos.
8
Vende
cirnento coma-
no
para
vedar
aguas,
ges-
Sb
so
para
estuques
de
ca-
sas,
tudo
de
primeira
qua-
á
lidade.
f
DINHEIRO
A JURO.
A
irmandade
do Martyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia
de
800^000
reis
para
mutuar
por
hypolheca
de
raiz.
(1056)
Vende-se
uma
morada
de casas
sita na
rua
da
Cruz
de Pedra
n.°
6
a
6
A,
de 2
andares,
aguas
furtadas,
lojas, sotlo,
quintal
e
agua.
Trala-se
com
Francisco Martins
da
Silva Araojo.
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
CIBUBGlA»
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
oldados.
(801)
ou
ALMANACH ECCLESIASTICO
PARA
1879
PELO PRESBYTERO
JULIO CELISTINO
DA
SILVA
Calendarista
«Jta
2'si«ee»e
COM
APPROVAÇÃO DE
S. EX.a REV.ma
O
SNR.
ARCEBISPO
PRIMAZ
Já
se
acha
á
venda
em
Braga, na
rua
Nova
n.°
4,
e
em
todas
as lojas
e
loca
lidades
do
costume.
— Em
Villa
Pouca
d
’
Agtiiar,
encontra-se
em casa do
snr.
padre
Silvino
de
Sousa
e
Costa
Júnior.
Preço
.................................
140
reis.
RESPONSÁVEL—Luiz Baplisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
-l878.
Parte de Comércio do Minho (O)
