comerciominho_17121878_875.xml
- conteúdo
-
I&EI^I®SOS
í
%
9
SS
ilEDACTORES
—D. Migue! SoUo-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita feeutel.
e.” ANNO
PHEÇO
DA ASSIGNATURA
1&600
850
íO
20
10
Braga,
12
mezes..........................
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
PUBLICA-SE
ÁS TERÇÃS,
QUINTAS
E SAUDADOS.
PREÇO
Províncias, 12
mezes.....................
»
6
»........................
»
sendo
duas
assignaluras
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
Folha
avulso
................................
DA
ASSIGNATUBA
2&G09
1&0S0
3^600
10
i
í
N.°
875
B
B A. & A.
TERÇA-FEIRA 17 DE
DEZEMBRO DE 1878
Desejando celebrar do melhor modo,
que
Nos
é possível,
o
faustíssimo
anni-
versario
natalício
do
Verbo
Divino
feito
Homem,
e
dar á
pobresa,
que Jesus
Christo
quiz
honrar,
aparecendo
n’
este
mundo
na
humilde
qualidade
de pobre
junto
da
cidade
de Bethlem
no descon
fortado
albergue
de
um
presepio,
algum
auxilio
per
occasião
d
’
esta
grande
so-
lemnidade;
Havemos
por
bem
Ordenar,
que sejam
dadas
dê
esmola as
quantias
abaixo
designadas.
E
como
no
presente
anno
de
1878
têem
sido
mais
numerosas
e
mais
avultadas
as
esmolas,
qne
temos
mandado
repartir
por famílias
honestas
e
indigentes, o
Revd.
*
Secretario
da
Ca
mara
Ecclesiastica
dará
aos
Reverendos
Parochos
(ia
cidade
uma
relação
nominal
de
lodos
os indivíduos,
que
leem
rece
bido estas
esmolas
mensalmente
ou
por
uma
só
vez,
pela
forma
do que
se
acha
determinado
em
a
Nossa
Portaria
de
8
de
Dezembro
de
1877.
Convento
de
Santa
Thereza
20á000
Convento
das
Capuchinhas de
Guimarães
12^100
Hospital
de
S.
João
Marcos
4a$000
Asylo
de
S.
José
de
S.
Lazaro
36$000
Collegio
da
Regeneração
20^000
Hospital
da
Villa
de
Caminha
20^0(10
Asylo
dos
orfãas da
cidade
de
Vianna
20^000
Conferencia
de S.
Vicente
de
Paulo
2lá00)
Asylo da
Infancia
de
Guimarães 20$900
Asylo
de Mendicidade
de
Gui
marães
12^000
Asylo
de
S.
Domingos
da
Ta-
manca
125080
A
cem
pessoas
pobres
da
fregue
zia
de S. Victor
2'^OtiO
A
noventa
ditas
da
freguezia
de
S.
Lazaro
18'5000
A
noventa
ditas
da
freguezia
de
S.
João
do
Souto
18^000
A
noventa
ditas
di
freguezia
da
Sé
Primaz
185000
A
noventa
ditas
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Maximinos
18^000
A
sessenta
ditas
da
freguezia
de
S.
Thiago
120000
Aos
Reverendos Parochos
serão
envia
das
as
cédulas
para a
repartição
das
es
moías
na
forma
dos
annos
anteriores.
Paço
de Braga,
8 de Dezembro
de
1878.
João,
Arcebispo
Primaz
Polttiea elss-ísSíl
Eis
como
o
nosso
grande
Vieira
ex
punha,
em
presença
d’
el-rei
D.
João
IV.
qual
deva
ser
a
política
de
um
príncipe
christão
—«Senhor!
A
verdadeira
publica é
o
temor
de
Deus
o respeito
de
Deus,
a
dependencia
de
Deus
e
a
ainisade
de
Deus;
e
a
verdadeira
arte
de reinar
é
guardar
a
sua
lei...
Toda
a
política
sem
a
lei
de
Deus é
ignorância,
é
engano,
é
desacerto,
é
erro, é
desgoverno,
é
ruina.
Pelo
contrario
a
lei de
Deus
só,
sem
nenhuma
outra
política, é
política,
é
sciencia,
é
acerto,
é
governo,
é
con
servação,
é
seguridade.
Toda a política
de
um
rei
christão
se
reduz
a
quatro
par
tes
e
a quatro
respeitos
do
rei
para
com
Deus;
do
rei
para
comsigo;
do rei para
com
.os
vassallos;
do
rei
para
com
os
cido
fundador,
o
Monsenhor
José
Gonçalves
Ferreira.
E
’
,
porém,
necessário
o auxilio
e
co-
adjuvação
de
assignanles,
sem
o
que
em-
prezas
d
’
esta
ordem
não podem
prose-
guir.
Espero
que
o
revd.
0
clero
e
os
lieis
do
Brazil,
principalmente
d’
esta
diocese,
não
deixarão
de
coadjuvar
a
publicação
de um periodico,
que
tem por fim de
fender
a
santa
causa
da Egreja,
dar no
licias
do
movimento
religioso
de
todas
as
dioceses
do
Império
e
de
outros pai-
zes,
além
de
artigos
de
menor
monta,
mas
que
poderão
satisfazer a
curiosidade
do
leitor.
Os
que
tiverem
a
bondade
de
atlender
a
esta
rainha
recommendação
poderão
dirigir-se
ao
mencionado
Monse
nhor
Ferreira
na
typographia
do
«Apo
stolo».
Concluo
agradecendo
desde
já
a todos
o
favor
esperado.
estranhos.
Tudo
isto
achará
o
rei
na lei
de Deus.
De
si
para com
Deus
a
Religião:
de
si
para
comsigo
a
tempe
rança;
de si
para
com
os
vassallos
a
justiça;
de
si
para
com os
est>
anhos
a
‘
prudência.
Para
lodos
estes
quatro
rumos
navegará
se
gura
a
monarchia,
se os seus
conselhos leva
rem
sempre
por
norte
a
Deus,
e
por
le
me
a
sua
lei:
Consiliorum
gubernaculum
lex
divina
—
Aissc
S.
Cypriano Os
con
selhos
são
o
governo
da
republica,
e
a
lei
de
Deus
ha
de
ser
o
governo dos
con
selhos.
Conselho,
e republica
que se não
governa
pela
lei de
Deus, é
nau
sem
le
me.
Príncipes,
reis, monarchas do
inun
de.
se
vos
quereis
conservar
e a vossos
j
estados;
se
não
quereis
perder
vossos
reinos,
e
monarchias,
seja
o
vosso
con-|
selho
supremo
a
lei
de
Deus
—Todos
os
outros
conselhos
se
reduzam
a
este,
e
estejam
sujeitos
e
subordinados
a
elle.
Tudo
o que
vos consultarem
vossos
con
selhos e
vossos
conselheiros,
ou
como
ne
cessário
á
conservação,
ou
como
util ao
augmento,
ou como
honroso ao
decoro,
á
grandesa
e
á
magestade
das
vossas
co
roas,
seja
debaixo
d
’esta
condição
infalli-
vel:
se
for
conforme
á
lei de Deus
ap-
prove
se,
confirme-se,
decrete
se
e
exe
cute-se
logo;
mas
se
contiver
coisa algu
ma
contra
Deus e
sua
lei,
reprove-se,
detes-j
le-se,
abomine
se,
e
de
nenhum
modo
se
ad-1
mitta
nem
consinta,
aiuda que
d
’ella
depen
I
desse
a
vida, a
coroa,
a monarchia».
!
Esta política
christão,
se
a
pozessem
hoje
em
pratica
(mas infelizmente
succe-
de
o
contrario),
espancaria
para
sempre
as
trevas
do
socialismo,
e
refaria
a
so
ciedade
prestes
a
esphacelar-se.
Outro
re-j
medio
ao
mal.
que
nos
está imminente,
não o
conhecemos,
nem
podemos
aduait-
til-o.
. .
-....
•
jf?’—
A
excellente folha calholica
do
Rio
de
Janeiro, o
«Apostolo»,
que
em
se
tembro
d
’
este
anno
linha
suspendido
a
sua
publicação,
acaba
agora
de
reappa-
recer
sob
a
zelosa
e
sabia
direcção
de
Monsenhor
José
Gonçalves
Ferreira.
E’
para
nós
tanto
mais grata esta
noticia,
quanto
é
certo que
muito
receávamos
que
as
circumslancias
íizessem
desappa-
recer
do
grande
e
glorioso
campo
da
im-
nrens.i
calholica,
esse
denodado
atbleta
do
calholicismo.
Feiizmenle,
porém,
a
interrupção
pou
co
lena
excedido
a
um
mez,
e
demais,
temos
da
los
para
crèr
que,
durante
essej
curtíssimo
prazo,
o
slrenuo
campeão
foi
I
retemperar
torças
e
preparar
solidos
ele
mentos
para perseverar
na
lucta
da
ver
dade
contra
o
erro,
do
bem
contra
o
mal
e
da
luz
contra
as
trevas,
com
mais
indefesso
ardor
e
valentia,
se
é
possí
vel.
N’
um
dos
seus
u
timos n.'!>
traz
uma
circular
do
preclaro
bispo
do
Rio
de
Ja
neiro,
a
qual
por
si
mesma
íaila
mais
alto
que
quaesquer
commentarios
de
que,
por
ventura,
a
quizessemos
acompanhar.
Eil-a
:
Altento
venerador,
t Pedro,
bispo
de
S.
Sebstião
do
Rio
de
Janeiro.
IjíHbua,
13
cie
dezembris
«Se
tSÍS.
CIRCULAR
Palacio
Episcopal
da
Conceição,
aos 31
ide
outubro
’de
1878.
Novamente dirijo-me
aos revd.
08
vigá
rios
e
mais
sacerdotes
e
lieis,
principal
mente
d
’
esta
diocese
de
S.
Sebastião do
Bio
de
Janeiro,
para
lhes
recommendar,
como
foi-n e pedido,
o
periodico
intitu
lado
«Apostolo»
cuja
publicação
tem
es
tado
interrompida desde
o
fim
de
setem
bro
passado,
mas
que
agora
reapparece
debaixo
da
direcção
de
seu
muito
conhe
(Do misso correspondenteí.
Foram
pronunciados
os
quatro
prezos,
a
quem
a
policia
levára
ao
Limoeiro,
em
virtude
do
roubo
do
banco
Ultramarino.
Aos
tribunaes
incumbe
conhecer
se
os
prezos
são,
ou
não
delinquentes.
O
que
não
soffre duvida
é
que
n’
a-
quelle
estabelecimento
houve
um
roubo
importantíssimo,
e
isto
nos basta
para
que
se
saiba até
que
ponto
a
moralida
de
tem
descido
i/estes
tempos,
em
que
reina
a
dynaslia,
que
nos
enviaram
do
Brazil,
Todos
se
queixam,
meu
bom
amigo,
da
dásmoralisação,
que
lavra temerosa.
Todos,
mas
nem todos pensam no
reme
dio
elTicaz,
e
só
elle,
que
póde
curar
ra
dicalmente
a
doença.
O
liberalismo quer a
sociedade
sem
Deus,
e
ella sem Elle é o
que
estamos
vendo.
Póde
o
paiz continuar
assim?
E’
impossível,
por
mais
alguns
an
nos.
Chamam-nos
fanat
eos;
mas
feliz fana
tismo, que
repelle
o
roubo,
o sacrilé
gio,
o
adultério,
o
abuso
de conlian-
ça,
o
luxo,
a
propaganda
materialis
ta,
a
prevaricação
das
aucloridades,
as
orgias,
os
lupanares, as
quebras
fraudu
lentas,
as
sentenças
iniquas,
as
delapida
ções da
fortuna
alheia,
as diffamações,
mais,
ou
menos
syslernaticas,
as
torpe
zas,
e
deploráveis
aberrações
de
todo
ge-
nero!
E
tudo
isto
a
liberdade
dos
liberaes
tem
semeado
n
’este
solo,
outfora.
quando
existia
o
governo
legitimo,
safaro
para
tudo
quanto
se
oppunha
á
corrupção
da
sociedade.
E
a
seara
dos
crimes
é
a
agora
fe-
racissima,
e
ameaça
converter
este
paiz
n
’
um
povo
de
selvagens,
mais bruto
ain
da
do
que
o
mais
bruto
d
’elles.
Deus
:i
s
valha!
—
Cotno vos
lallei
na
minha
ultima
cor
respondencia das
festas
da
Immaculada
n
’
esta
capital,
não
posso
prescindir
de vos
dizer que
na egreja
das
religiosas
Salle-
sias se
fesl
jou a
Conceição de
um
mo
do
tão
devoto,
como
soiemne.
Cantaram
as
educandas,
alli,
tanto á
missa,
cuiaj
de
tarde ao Te-Deuin.
Nada
ha de comparável com
o
modo
como
aqueilas
meninas
executaram
as
muzicas
sacras.
O templo
esteve
durante
as
fes
tividades, a regurgitar
de
fieis, os quaes
se
conservaram
sempre
devolarnente
res
peitosos.
Oh! oxalá podessemos dizer o
mesmo
dos
outros
templos!
—
Já havereis
de saber
se
publicou
o
almanak
legitimista.
E’
em
menor
forma
to,
mas,
no meu
humilde
sentir,
superior
ao dos
outros annos.
Vem
opulento de
bellos
artigos
de
litteratura
amena,
e
dfe
licções
moraes,
e
instructivas
E’,
devéras.
um
livrinho
digno
de
figurai na
bibliolhe-
ca
dos
que
real
nente
querem
a
boa edu
cação,
e
illusiração das
famílias,
F
’
um
optimo
serviço
que
D.
Jorge
presta
á
causa
da
moralidade,
offereeen-
do a
triaga
dos
bons
princípios
aos
que
ahi
estão
bebendo
a cicuta
das
ideias
subversivas
e
deieterias,
das
ideas
impits
e corruptoras.
Bom
seria
que
o
almanach
legitimista
podesse
ser
mais
barato,
para
que
che
gasse
á
mão
do
maior numero
possível.
Com
producções,
cotno
o
alludido,
e
bons
exemplos
semeados
vastamente,
é
que a
sociadade
se
iria
desenl
rrando
do
lodaçal
immundo,
em
que
o
liberalis
mo
a
traz
mergulhada.
D
’
envolta, porém,
com
as
novas
tris
tes.
que abundam
ifesta
epocha
lugnbre,
e
de
transicção
lambem,
annuncia-se
uma
boa
noticia
para
os
que
amam
as
boas
lettras
patrias.
Pereira
da
Cunha
vae
pu
blicar
nma
collecção
das
suas
mais
se-
lectas
poesias.
E
’ mais
um
bom
serviço
qne
o
refe
rido
inspirado,
e
mavioso
escriplor legi-
timisla,
virá
prestar
á
causa da lilteratu-
ra
nacional.
Dizem
os
libertes
que
somos
um
par
tido
em
divorcio
com a
«Ilustração,
e
com
a
sciencia, e
todaãa
temos João
de
Lemos,
Pereira
da
Cunha,
D.
Sancho
Ma
noel,
dr.
Gusmão,
Castro
Neves.
Beirão,
Pedroso,
e
outros;
tivemos
Gomes
de
Abreu,
Malhão,
Eruschy,
Francisco
Jero-
nymo,
Ferieira
da
Cunha, Galio,
Abrancbes,
Marquez
de
Abranles,
ó,
Francisco
Lobo,
José
Agostinho,
D.
fr.
Furlunato,
José
Acurcio
das
Neves
etc,
etc.
Aqui
tem
havido
a
sciencia,
em
lodos
os
seus
ramos,
e
ainda
ha;
mas
a
scien
cia, não
o
mero
verniz,
sob
que
se
es
conde
a simples
fatuidade,
que
ahi
tem
os
foros
de
ititelligeneia
superior
e
os
basbaques
applaudein,
e
o
espirito
parti
dário
festeja
eslrondosamenle.
—A
doença
tem
ultimamente
visitado
alguns
membros
da
verd
deira
arisl<
eracia,
pois
tem
estado
enferma
a
virtuosa
viscon
dessa
de Azarara;
s.
ex.
a
porém,
está
melhor.
O
estado
de
uma
das
iilustres
íilhas
dos
condes
de
Almada
dá muito
cuidado;
partiu
para
a
Madeira,
por
con
selho
de
medicina.
Uma
das
filhas
dos
raarquezes
d
ángeja,
está
perigosamente
doente,
e
tanto
que
já
foi sacramentada
duas
vezes.
Deus
os
restabeleça.
—
Uma
nova
que
de
certo
interessa
mui
to
aos
leitores
do vosso
estimável
jornal,
é
a
qne
n
s
deu
o
impagavel
«Diário
de
Noticias»
.
Alegrem
se!
Vão
diminuir
os
impostos?
Melhor!
Desceu
o
preço
dos
generos alimen
tícios?
Melhor!
Estão
as
casas
mais
baratas?
Melhor!
Veio-uos
alguma nau
dos
quintos?
.Me
lhor!
Henrique V,
e
Carlos
VII
vão
em
bre
ves
dias
occupar
o throno de
S.
Luiz,
e
S.
Fernando?
Melhor,
muito
mi
lhor!
D.
Migti;
I
II
vem
caminho
de Portu
gal?
Ainda
muito
melhor!
—
O
snr.
D.
Luiz
v»e
caçar;
alguns
dias,
na lapadá
de Mafra!
Agora
as
alviçaras
ao
jornal
dos
Ca
lafates.
Elle
não
as
dispensa,
e
merece-as,
raalmente,
porque
de
certo
cahistes
das
nuvens,
e
mal
podereis
acreditar
uma no
ticia
de
tal
momento.
Deu-lhe
para ser
cortezão,
e
aturem-
n
’
o,
como
os
vossos numerosos
leitores
não
leem
retnedio
senão
ir
soífrendo
as
massadas
do
Vosso
importuno
___
AJ___ !!!L
.
—
—
GAZETILHA
Tluteria
retirada.
—
Por
abundan-
ch
de
matéria
retiramos
alguns artigos
(iUe tínhamos
escripto
ácérca
da
Assem-
nteia
geral da Conferencia
de S.
Vicente
de
Paulo,
da solemne
publicação
da
Bulia
la
Cruzada,
e
da Academia
que
em
honra
da
Immaculada
Conceição, sua
Padroeira,
realisou
ante-hontem
a
Associação
Catho-
líca,
d
’esta
cidade.
Awsoeiaçfto
Commereial.
—
Ficou
transferida
para amanhã,
ás
5
horas
da
tarde,
a-reunião
da assembleia
geral
pa
ra
os
fins que
indicámos
em
o
n.°
an
tecedente,
isto
é
—
pedir
providencias
e
preparar
o
meeting
contra
o escrivã#
de
fazenda.
Quaesquer
dilações
n
’
este
negocio
são
prej
n
dici
alissi mas.
Pnblienffiea.—
Temos
em
nosso
po
der
varias publicações,
cuja
recepção
não
tftmos
accusado
por
absoluta
falta
d
’espa-
ço.
Começaremos
a
ennumeral-as no
pro
ximo n.®
D
’
esta
demora
involuntária
pedimos
vé
nia
aos
andores
e
editores.
Sa.S5o
Americano.
—
Visitamos
hon-
t.ejm
a
galeria
de
vistas
stereoscopicas
em
chrystaí,
que na rua
Nova,
n.°
24,
tem
exposta o
snr.
Ramiro
Machado
Guima
rães.
Cremos
poder affiançar
que
é
uma
cftllecção
digna
de
ser
vista, e
que
quem
lá
fôr
não
hade
sair
arrependido.
Jiiigamcnto.--
Na
sexta
feira
passa
da
foi
julgado
no
tribunal
judicial
d’
esta
cidade
o
reu
José
da
Rocha, da
fregue
sia
de
Sequeira
d’este
concelho,
accusado
do
crime
de
homicídio
voluntário:
foi
eondemnado
na
penna
de
6
annos de
prisão
maior cellular,
seguidos
de
de
gredo
por
12 annos
em
uma
das
posses
sões
de
primeira
classe
em África; e
na
alternativa
com 10
annos
de
prisão
maior
com trabalhos.
Atowesaí
*
».
—
Principiaram
hontem
as
lovenas
do
Natal,
nas
egrejas
dos Ter
ceiros,
Santa
Cruz,
e
capella
dos
orphãos
de S.
Caetano.
São
de
tarde.
—
Falleceu
na
sexta-feira
n’es-
ta
cidade o
snr.
Manoel
José
Dias, major
reformado
de
infanteria
vi»
ario capitular,
—
.Foi
eleito vi
gário
capitular
da
Guarda o
reverendo
conego
Martins
Manso, sobrinho
do
falle-
cido
bispo
d’
aquella diocese.
Roubo
e
itssaasinato.
—
O
portu-
guez
Joaquim
Pinto
de
Caídas,
de 48
annos,
residente
em
Pernambuco,
foi
ata
cado na
noite
de
27
do
mez
passado,
es
tando
a
dormir, em
sua
casa
por
dois
fácinoras,
que
o
assassinaram
para
o rou
bar,
levando fáO^OOO reis
fracos,
que
era
quanto
o
desgraçado possuia.
Os crimi
nosos
evadiram-se.
Vuriao
noticiau.—
Circula
0
boato
de
que a
30
de
novembro
se
travara
um
serio
combate
entre
o exercito
do gene
ral
Roberts
e
as
tropas
afghans: ignora-
se
o resultado.
—
S.
em.
a
o
cardeal
Caverot, arcebis
po
de
Lyon,
foi nomeado
pelo
suffragio
dos
bispos,
no
dia
4 do
corrente,
mem
bro do
conselho
superior
d
’
instrucçào
pu
Rica,
em
substituição do
finado
Monse
nhor
Dupauloup.
—
Um
despacho
lelegraphico
de
Goa
refere
que
por occasião da
festa
de
S.
Francisco
Xavier,
o corpo
do
santo foi
exposto,
no
dia
3 do
corrente,
na
ca-
ttyedtal d
’
aquella cidade.
Era
numerosa
a
arséistencia
de catholicos.
reinava
grande
eníthusiasmo.
houve magnificas
ceremonias.
—
Cessou
a
epidemia
da
febre
amarel-
ía no
Senegal.
—
Os roumanios estão
definitivamente
de
posse
da Dobrouchta.
Parece
completo
o
accordo entre o
príncipe
Carlos
e
o
Ckjir.
Melhoramento
postal.
—
Foram
hontem
collocadas
exteriormente
nos
car
ros
que
conduzem
as
malas
do
correio
entre
esta
cidade,
Monsão,
Villa
Verde,
Pico
de
Regalados, Barca,
Arcos,
Ponte
do
Lima,
Guimarães,
Vieira,
e
a
estação
do caminho
de
ferro,
caixas ambulantes
para
receberem
as
correspondências
nas
paragens
e
mudas.
E
’
realmente
vantajoso
para
o
publico
este
melhoramento
postal,
que
lhe propor
ciona
mais
este
meio
para
expedir
as
suas correspondências
até
á
ultima
hora;
e mais
ainda
para
os
habitantes das
fre-
guezias ruraes
por
onde
passam
os
refe
ridos
carros.
Ao
reconhecido
zê<o
e
acti-
vidade
do exc
ino
snr. Guelhermino
de
Barcos,
devemos
este
e outros melhora
mentos
postaes.
Pela
nossa
parle e
em
nome
dos
habitantes
d’
esta
cidade
agra
decemos a
s. exc.a
e
confiamos
em
que
s.
exc.
a
saberá
elevar
á
ultura
devida o
importantíssimo
serviço
postal.
Uocumento
eurioao.—
Tal
é
a
se
guinte
copia
liei
da
patente
de
tenente
coronel
conferida
a
Santo
Antonio,
por
el-rei D.
João
VI:
«D.
João,
por
graça
de
Deus,
prínci
pe
regente
de
Portugal e
dos
Algarves,
de
áquem
e de
álem
mar
em
África Se
nhor
de
Guiné
e
da
conquista,
navegação
e
commercio
da
Elhyopia,/
Arabia,
Pérsia
e
da
Índia,
etc.
Faço
saber
aos
que
esta
minha carta
patente
virem,
que,
sendo da
minha
par
ticular
devoção o
glorioso
Santo
Antonio,
a
quem
o
povo
d
’
esla
côrte
incessante
mente
e
com a
maior
fé dedica
os seus
votos,
e
tendo
o
céo
abençoado
os
exfor-
ços dos
meus
exercitos,
com
paz
que
se
dignou
conceder á
monarchia
portugueza,
crendo
eu piamente
que
a
eflicaz inter
cessão do
mesmo santo
tem
concorrido
para
tão
felizes
resultados:
Hei por bem
que
se eleve
ao
posto
de
tenente
coronel
de
infanteria,
e
com
elle
haverá o
respecti-
vo
soldo,
que
lhe
será
pago
na
fórma
das
minhas
reaes
ordens,
pelo
que
o ma
rechal
de
campo
Ricardo
Xavier
Cabral
da
Cunha,
que
na
qualidade
de
ajudante
general
e
encarregado
interinamente
do
cominando
das armas d’esta
côrte
e
ca
pitania,
assim
o cumpra; e
o
soldo
refe
rido se assentará
nos
livros
a
que
per
tencer,
para
lhe
ser
pago em seus de
vidos
tempos.
Em
firmeza
do
que
lhe
man
dei
passar
carta,
por
mim
assignada
e
sellada
com
o sello
grande
de
minhas
armas».
Converiião.
—
Uma
conversão
ao
ca-
tholicismo acaba
de
produzir en? Ingla
terra um
ecco
formidável.
E
’
a
de
M.
Orby
Ship'ey,
o
mais
celt-bre
e
o
mais
sabio
de
todos
os
ritualislas
inglezes. M.
Shipley,
tem, além
disto,
uma
bella
situa
ção
de
fortuna.
Esta
conversão acendeu
nos jornaes
inglezes
e
sobretudo
no
«Ti
mes»,
uma larga
contenda
de
correspon
dências.
Crê
se
que
a
conversão
de
M.
Shipley
arrastará
na
egreja
anglicana
numerosas
defecções.
Reunifto
dos
soberanos.
—
A
Or
dem recebeu
de Berlim
uma
correspon
dência
em
que
se
trata
de
um
projecto
inesperado
do
imperador
Guilherme,
cuja
importância
não
carece
de
ser
commen-
tada.
«S.
M
o
imperador Guilherme teve
depois do
altentado
de
Oliva
Moncasi, a
intenção
de convidar
logo
que
sua
cura
o
permitta,
todos
os
soberanos
aclualmente
reinantes na Europa
a
reunir-se
n’
uma
grande
cidade
central
para
uma
troca de
ideias.
Que
ideias?
Parecem
que
isto
não
sera
mui
diíiicil
de
adivinhar.
Mas
parece
que
este
projecto
encon
traria
mesmo
no
espirito de
Sua
Mages-
tade
alguma difficuldade
de
execução
que
impediria
de
lhe
dar
uma
sabida
imme-
diala.
«O
atlenlado
de
Passavanti
leria
dado
um
novo
impulso
ao
pensamento
impe
rial,
e,
desde
muitos
dias,
quaesquer
pes
soas
mui alto collocadas
faliam quasi
com
certeza
da
execução
d
’esta ideia. Dão-se
já
alguns
detalhes, como,
que o
convite
seria
dirigido
aos
soberanos
reinantes
e
a
seus
successores eventuaes,
que
fossem
de
maior
edade.
E
para
guardar
o
cará
cter,
exclusivamente
de
reunião particular
das testas
coroadas,
nenhum
ministro ahi
seria admiUidot.
Quero,
senão
os
soberanos
são
os
prin-
cipaes
culpados
da revolução
ter
crescido
ao
ponto
em
que
a
vemos? Se
Deus
lhes
abrisse
ainda hoje
os
olhos
que
tão
fecha
dos
estão!
Não
foram
elles
que
deixaram
consummar
o roubo
sacrílego
dos
Estados
pontifícios?
O
primeiro passo
que
deve
riam
dar,
devia
ser
obrigar
os
usurpadores
a
entregar
a
seus
legítimos
soberanos
os
Estados
que a
revolução
lhe
roubou.
Sem
isso,
caminha-se
no
mesmo
terreno.
Esse
deveria
ser
o
primeiro
golpe
dado
na re
volução.
Mas
isso
não
lhes
faz
conta,
e
então
não
farão
cousa
que
geito
tenha,
porque não
são
capazes.
Mas
lá
está
a
justiça
de
Deuspara
os
castigar.
A
’
«nudnsa
memorin
<ie
D.
liaria
das
Stores
Slenriqueg.
O
que
é
a
vida, senão
fumo
que
se
esvae
na
briza,
viração
que passa
ligeira,
lyra,
que ao
mais
pequeno toque
se
par
le,
e
uma breve
peregrinação
sobre
a
terra
?
Para
uns,
é
a vida,
uma
estrada
real,
cheia
de
poeira,
desassocegada,
similhante
ao
caminho
para
um
mercado,
onde
a
ambição
e
os cuidados
são
os motores
que
guiam
lodos
os
passos.
Para
outros,
essa
mesma
estrada,
apresenta-se
aos
nossos
olhos
como
uma
breve
passa
gem
para
a terra
da
promissão,
em
<|ue
os
anjos vão adiante para guiar os
via
jantes,
e
em
que
as
estrellas
do
ceo
der
ramam
a
sua
luz
sobre
elles.
Assim
foi
a
vida
de
minha para
sempre
chorada
tia.
D.
Maria
das
Dores
Henriques,
pas
sou
por
sobre
a
terra como
um
anjo
das
mais
fagueiras
esperanças;
a
sua
vi
da
merece, qual
flor
mimosa,
ser
encas
toada
na
coroa d
’honra
d’essas
mulheres,
que
comprehendem
bem a
sua
nobre
missão, sobre
a
terra.
Aureolada
com
a
dupla coroa da
ma
ternidade,
era
um
perfeito
e
bem
aca
bado
modello d’esse nobre sentimento,
chegava
ás
vezes
a
locar
o
exagero.
Es-
poza
soliicila, era
a
alegria,
do
lar do
mestico,
e florescia
á
luz
d’
este
nobre
e puro
amor,
assim
como
a
roza,
cujo
botão desabrocha
ao
raio
beneíico
da ma
nhã.
Boa
irmã,
era a alegria,
da
que
tinha
ficado
na
mais
prematura
orphan-
dade;
íinaimente
era
uma
boa
alma.
No
seu
bondoso
rosto, notava-se
ha
um
lem
po
para
cá,
uma
certa
tristeza,
que
de
dia,
para
dia
ia
augmentando,
e
que
fa
zia
desconfiar
aos seus
que
algum
mal
interior
a
afligia.
Era o
cruel presenti-
menlo
da
crphandade
em
que
breve
iria
deixar
os seus.
No
dia
1
do
corrente
mez,
adoeceu
com
uma
pneumonia,
que
em
breves
dias
fez
desconfiar
da
sua
vida; chegou
o
dia
10
e
conheceu
que
a
sua
ultima
hora
era
chegada,
resignou-se!
Oh!
que
cruel,
não
havia
de
ser
o
seu
passamento!
Dei
xar
os
filhos
queridos
que
estremecia,
com um
carinho
não
vulgar,
o esposo
que
amava,
com todas
as
veras
da
sua
alma,
e
todos
a
quem
consagrava
todos
os
seus
affeclos,
renunciar
a
tantos
pla
nos
e projectos,
cuja
execução
e
cum
primento
tinham
por fim
a
ventura
e
o
bem
de
todos
os
seus
!
Oh
!
não
é
fá
cil, deixar
tudo
isto
1
Para
isso
é
pre
cisa
a
coragem
energica
da
fé, e
a
mais
completa
resignação
a
uma
vontade
supe
rior.
Depois
de
receber
os
soccorros
da
religião,
e de
se
ter
despedido
de
todos
os
seus,
entregou
a
alma
a
Deus,
na
madrugada
de
11
do
corrente,
pelas
fi
e
meia
horas
da
manhã.
Partira-se
a
ultima
corda
da
harpa
eólia
1
O
cysne
soltara
o seu derradeiro
canto
!
Que
resta
agora? Pedir
a
Deus
que
se
aquella
alma
ainda
não
está
na
sua
divina
morada,
elle
permitta
que
o
mais
breve
possível
ella vá
gozar da visão bea
tífica.
E
tu
oh,
alma
candida
e
boa,
pede
a
Deus
pelos
filhos
que
deixaste
na
or-
phandade,
pelo
espozo
que
deixaste
immer-
so
na
mais
profunda
saudade,
pela
irmã,
que
chora
a
perda do
unico
enle
que
amava
sobre
a
terra,
e
pelo
sobriniio,
que
te
paga,
todos
os
obséquios
que de
11
recebeu,
consagrando-te
eslas
mal
ali
nhadas
palavras,
que
teem
por
unico
mo
tor
a
cruel
saudade
e
pungente
dôr
que
me vae
na
alma!
Requiem
aternam
ei,
Domine.
J.
Maria
Rodrigues
Valente.
SECÇÃO
DE
COMMUNICADOS
Correspondência
de
Famaliedo
Não
ha
alegria,
que
não
traga
tris
teza;
não
ha gosto,
que
não
arraste
dis
sabores.
X
Assim
tem
sido
de
todos os
tempos.
Com
effeito,
a
opposíção
progressista
de
Villa
Nova
de Famalicão,
de
cabisbaixa
e
triste
que
andava antes
do
dia
treze,
praticando
actos
pouco
decentes,
des
esperada por ver
que
lhe
ia
fugindo
o
anho
das
unhas,
pregando
ás turbas a
moralidade
e
a
sconomia
progressista,
prometiendo páncadas
aos
eleitores
do
governo,
e
ameaçando
com a
Maria
Ber
narda,
(que
bem
cabido
lhe
é
o
nome
de
Bernarda)
accusando
o
governo
de
esbanjador
e louco (e
não
sei
se
até
de
la
lrão);
tornou-se
depois
do
dia
treze
al
tiva,
e
gloriosa;
satirisante,
e
bombástica
e
paleta.
E
porque?
porque
os
snrs. da
opposíção
venceram
a
eleição;
porque
le
varam
á
tribuna um
seu deputado.
E
nem
porisso
se
lembram
de quem
foi
que lh
’o
levou, que
foi
uma
hora infeliz do
snr.
Fontes;
— consequência talvez de
algum
ataque
cerebral
que
lhe
deu; não
se
póde
attribuir
a
outra
cousa.
Com
os
eleitores
do
governo
é
que
portanto
ven
ceram.
Mas,
de
logares,
a
logares,
segundo
a
indole
dos
influentes,
variavam
os
pro
cederes.
Assim,
por
exemplo,
em
Re-
quião.
Como
terra
abastada
de
certos
figu
rões
e
cavalheiros,
e
celebres por
suas
proezas,
e
acçôes, levaram
tudo
á urna.
Na noute
do
dia
vinte,
arrazaram
tudo
com
fogo;
mas
com
um
fogo
de
encom-
menda,
que
parecia
feito
em
Paris.
Mui
tas
risadas, muitas
palavradas,
e
até (se
me
não
engano)
algumas
orneadellas.
O
logar
era
proprio
para
isso;
era
n
’
u<n
monte
dos
soltos......
Segundo
o
genio
•
do
planeta
Marte,
que
regula
n’
esle
anno,
não me
admiro
nada
do
occorrido.
Muitas
desgraças
—
umas
procedidas
dos
descarriiamentos
da
via
ferrea,
outras
de
construcçôes
e
desaterros
de
obras,
e
até
de
mordeduras
de
caes
damnados e
cou
ces
de
asnos.
Segundo
diz o Reportorio
dos
meus
dez
reis,
os
homens
dotados
da
com
pleição
que
tem relação
com
Marte,
são
cálidos,
seccos, proraptos
na
ira
e
faltos
de
quietação; costumam, na
maior
parte,
ser
enganosos,
infiéis
e
amigos
de
pra
ticar
aventuras
engraçadas.
Com pouco
que desse ao
planeta
Marte,
dava
tudo
quanto
era
mau
aos
taes
Bernardos
da opposíção.
Não
está
má
a graça.
Eu
como
não
sou
astronomico.
por
que
não
estudei
para
isso
(e
infelizmente
para nada)
nem tão
pouco
para
liberal,
não
percebo
as
revoluções
dos
astros,
e
menos
as
dos
liberaes.
D’
esles
só
direi
que
sendo
todos
fi
lhos
do
mesmo
pae,
sahiram
bem
diffe-
renles
nos
génios; não
falto
de
indole,
porque
creio
ser
em
todos
a
mesma
com
poucas
excepções.
Juntos
todos
n’um
monte,
se
lhes
perguntar
o que
são
em
política,
respondem
commumente:
somos
liberaes.
Da
mesma
côr
não.
Eu
sou
re
generador,
diz
um;
o
outro,
progressis
ta;
outro, constituinte,
outro ainda,
re
publicano.
E
até
já ouvi
a
um
que
di-
zendo-se
liberai,
perguntado
de
que
côr,
respondeu:
communista.
Este felizmente
já
morreu.
Todas
estas
côres
matisadas
n’
uma
colcha
faziam-na interessante.
E
não
será
a colcha
com
que
se
co
bre
o
chamado
chefe
do
Estado?
De
certo
que
é:
dormirá
elle
com
satisfação
de
baixo
d’
ella
?
Se
me
não
é
diíiicil
o
aprdcial-o,
todavia deixo
isso
ao
mesmo
chefe
Ha
de
chegar
o
tempo
de
lhe
ser
necessário
seguir as
pisadas do
ajui
zado
D.
Amadeu,
no
reinado
hespanhol.
E
se
assim
o
fizer,
provará
o
seu
juizo.
Batem-se
como
leões
uns
contra
os
outros,
chamam
esbanjadores
e ladrões
uns
aos
outros,
e,
indo-se
a
vêr,
tão
bons
são
uns
como
outros. De
economia
publica
não
entendem
patavina.
E era com
o
que
eu
lhe
dava aos
meus
amigos Bernardos
d’
aqui
quando
me
diziam:
—votas
no
governo?
No
que
me
parece
são
concordes
é
na desmora-
lisação.
Olhem
se
fizeram
assám
opposi-
ção
ás
expoliações
dos
bens
dos
frades
e
da
Egreja
?
Isso
é
progresso,
dizem
elles.
O
negocio
mais
serio
é
o
da
algi
beira.
Termino aqui
porque
vae
já
longa
a
minha
digressão.
E
mesmo
porque
é
vasta
e
difficil
a
matéria
para
a
razão
e
ortho-
graphia
de
um
rústico
lavrador
como
eu.
A
minha
mente
era
só
regeitar
os fogue-
lorios.
III.
rao
snr.
redaclor
do
«Commercio
do
(
Minho».
Muit«
me
obsequeia em
dei
xar
publicar
esta
minha
humilde corres
pondência
no
seu muito
lido
e
accredi-
lado
jornal, pelo que
lhe
ficarei
perpe-
tuamenle
grato.
De
v.
etc.
muito
attento
e
criado
obrigado
Requião, Quinta
da
Ribeira
30
d
’
ou-
tubro
de
1878.
João
Carneiro
de
Araújo
Telles.
(1170)
BANCO
DA
COVILHÃ.
Sociedade
anonyma
—
Responsabilidade
li
mitada
Capital
3.000:000^000
reis
í.»
emissão
—
reis
750:000^000
dividido
em
7:500
acções
de
100$000
reis
cada
uma.
Balanço
em
30
de
Novembro
de
1878.
Aetivo
Lellras
descontadas
e a
receber .............................
316:O79$7I6
Empréstimos
s.
penhores.
139:306$820
■Contas
corrent.
com
caução
332:765^149
Efíeilos
depositados
.
.
.
12:000$000
Papeis
de
credito.
.
.
.
17:387^800
Agencias
no
paiz. .
.
.
23:247$547
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
7:898$141
Diversos
devedores
.
.
.
5:815$933
Mobília
e
utensílios.
. .
l:840$304
Despezas
d
’
installação
.
.
2:525$875
•Caixa...................................
16:528^121
Valores
em liquidação.
.
.
6:698$755
882:094$ 161
=er==
=s
=
=
=s
Passivo
Capital
..................................
750:000$000
Eundo
de
reserva.
.
.
.
7:543$745
Fundo
para o
ediíicio
do
Banco.................................
1:509$000
Depositos
á
ordem
.
.
.
41:724$827
Ditos
a
praso......................
39:238$140
Devidendos
a
pagar.
.
.
1:332$500
Credores
d
’
efleitos
deposi
tados....................................
12:000$000
Diversos
credores .
.
.
5:051
$820
Agentes
no
paiz.
1 .
.
l:056$141
Agentes
no
estrangeiro.
.
268$645
Leiras
a
pagar
.....................
4:000$000
Contas
interinas
....
332$606
Ganhos
e
perdas
....
18:045$737
882:O94$I6I
Covilhã
30
de
Novembro
de
1878
Os
Directores
Visconde
de
Morão.
I.
T.
M.
Megre
Rijisler.
Resumo
do
aetivo
e
passivo
do
Banco
Commercial,
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real,
em
30
de
novembro
de
1878.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente .
20:541$875
Letras
descontadas
e
a
rece
ber.......................................
636:035$322
Letras
caucionadas
com
hy-
poiheca
sobre bens
de raiz
59:9I2$000
Leiras em
liquidação.
.
.
6:608$472
Letras
protestadas
. . .
3:176$810
Titulos
e
obrigações
a
receber
646$1
42
Empréstimos
sobre
penhores:
De
acções
deste Banco.
.
3:305$000
De
diversos objectos
d
’
ouro
e
prata..............................
250$000
Operações
a
longo prazo com
hypotheca
sobre
bens
de
raiz
......................................
13:526$506
Acções
de
conta
própria
em
numero
de
325.
.
.
.
15:570$000
Contas
correntes com
garantia
De
acções deste
Banco.
.
3:553$000
De
letras
e
cartas
de
credito
5:752$935
De
vinhos
......
700$000
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
86:320$455
Agentes
no
estrangeiro
.
7:196$857
Diversos devedores
.
.
,
11:937$299
Moveis
e
utensílios
.
.
.
610$400
Despezas
de
installação
.
1:600$000
877:243$073
Passivo
Capital
do
Banco. .
.
.
800:000$000
Deposito
á
ordem.
.
.
.
283$003
Deposito
a
prazo.
.
.
.
26:207$267
Dividendos a
pagar
.
.
.
l:170$500
Fundo
de
reserva.
.
.
.
9:420$000
Quantia
destinada para
o
imposto industrial.
.
.
5:300$000
Reserva
para
prejuízos
even-
tuaes
....................................
4:000$000
Ganhos
e
perdas.
.
.
30:86!f$303
877:243$073
Villa
Real,
3
de
dezembro
de
1878.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d
’
Oliveira
Guimarães.
Agostinho
José
da
Costa.
SAÍ5E
i TODOS
sem medicina,
pur
gantes,
nem despezas, com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DL
BARRY
de
Londres.
30
annos
«TinvariaveB
svic»e®s®
6
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia) gasliica,
gastralgia,
flegma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vo
mitos,
irritações
iutestinaes,
diarréa,
di
senteria,
cohcas,
tosse,
asthma,
bexigas,
falta
de
respiração,
oppressào,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
to^as
as
de«ordens
no
peito,
na
gargan
ta,
do alito, dos
bronchios,
da
bexiga, do
ligado,
dos
rios,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:00
curas,
comprehendendo n’
ellas
as
da
duqueza
de
Castlestuart,
do
duque
de
Pluskow,
da
marqueza de Brehan, de
Lord
Stuart,
par
d
Inglaterra,
do
doutor
e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
65:811.
—
Mr.
A.
Bruneliére,
cura,
de
uma
dispepsia
de
oito
annos,
e
depois
dos
médicos
lhe
darem
só
pou
cos
mezes
de
vida.
Cura
n.°
62:476.
—Sainte-Romaine-des-
lles
(Saône
et-Loire.
—
Senhor.
—
Bemdito
seja Deus!
A
Revalescière
du
Barry
poz
lim
aos
meus
18
annos de sollrimentos do
estomago
e
dos
nervos,
de
fraquezas
e
de
suores
nociumos.—
J.
C
omparet
,
cura.
Certificado
n.°
69:719.—
H
ydropsia
,
retenção
.
—
Tres
d
’
estes casos
foram
ra-
dicalmenle
curados.
Para
as
tosses
adqui
ridas
por
um
resfriamento,
produz
a sus
pensão
repentinamente;
para
as
retenções
de
ourina
e
doenças
de
estomago,
pro
duz
o melhor
efleito
e
dissipa a
melan
colia.
—L
angevin
, cura.
Cura
n.°
48:816.—
Certificado
do
ce
lebre doutor
Redolpho
Wurzer.
Bonn,
19
de
janeiro
de
1855.
—
A
Revalescière
substituiu
admiravelmente
toda
a
medici
na
em
muitas
doenças,
sobretudo
nas dia
bethes,
constipações
obstinadas
e
habituaes,
assim
como
nas diarréas
nas
afLcções
dos
rins
e
da
bexiga,
nas
contracções
e
nas
hemorihoidas,
assim
como
nas
doenças
pulmonares
e
dos
bronchios,
nas
tossesre
na
tísica.
—
Doutor
R
ud
.
W
urzer
,
Membro
de
varias
sociedades
«cientificas.
E
’
seis vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoeuta
vezes
o
seu preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata, de
*
/
4
kilo.
500 ;
de */
s
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1$400
reis;
de
2
*
/
t
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$00Ó
rs.
Os
biscoitos
da Revalescière
quê
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e
l$400
reis.
0
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Hevalescière
ehoeolatad»
;
ella
res-
titue
o
appeltite, digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e sustenta dez vezes
mait
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e em paus,
em
caixas
de folha
dt
iata
de
12
chavenas,
500
reis; de
24
cháve
nas,
800 reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
{20
chavenas,
3$200
reis,
ou
25 reis
cads
chavena.
B1KRT
C.a LiniTED
-
place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a Largo do
Corpc
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31,
32;
Barra!
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por-
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO E
MI-
NH0.
=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa
pharm.
—
Hi^rceBio»,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Brsiga, Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17 — Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
ru>
do
Souto.
—
Visnna
do
Cou
tei»^,
Afionso
drog
,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—®saâmarâ®0.
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penaftel,
Miranda,
pharm
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira &
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R.
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm:, Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes &
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pha<macia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a 227.
—
Posate
do
IA-
ma.
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoa
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Valeaça
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—
Villa
de
Conde,
A.
L.
Maia
Torr
s
phrrm.
àsmdimiítos
Antonio
José
Ribeiro
Parada, resi
dente
na
estrada
de
ferro
de
Cantagallo,
estação
de
Macuco,
Província
do
Rio
de
Janeiro,
agradece
penhoradissimo,
as
dis
tintíssimas
provas
de
interesse e
aflecto,
que recebeu
de
muitas damas
e
cavalhei
ros
d’
esta
cicade,
quando
em princípios
de
setembro
do
corrente
anno,
se
divul
gou
infundadamente
a
sua
morte,
e
por
esta
occasião
offerece
a
essas
pessoas
o
seu
limitadíssimo
valimento
n
’
aquclla
Pro
víncia.
(1168)
Antonio José
Ribeiro
Parada.
ANNUNCIOS
O
abaixo assignado
deseja
saber
como
se
chamam
os
irmãos
de José
Maria
de
Souza
Aratqo,
tenente
que foi
do
exer
cito
de
Angola,—
fallecido
em
1858
ou
1859.
Este
official,
que era natural
de Bra
ga,
e
filho
de
Custodio
José
de
Araújo
e
de
D.
Agueda
Thereza
de
Araújo,
tem
parentes
em
Braga?
Quem
der
esclarecimentos,
para
o
Ho
tel Dous Amigos,
obsequeia
o
annun-
ciantp.
Braga,
15
de
dezembro
de
1878.
(1167)
Luiz
Maria
de
Souza
Araújo.
ASSOCIAÇÃO
COMMERCIAL
São
convidados
os
snrs.
socios
da
Associação Commercial,
a
riunirem-se
em
assembleia
geral
extraordinária,
no
dia
18
do
corrente
mez
pelas 5
horas
da
tarde,
para se
deliberar
conforme
o
requeri
mento
assignado
por 12
socios,
para
se
representar
ao
governo
de
Sua
Magesta
de.
contra
as
elegalidades
praticadas
pelo
escrivão
de
fazenda
d
’
esle
concelho,
e
para
que o
assumpto
se
torne
bem
es
clarecido,
pede-se
a
concorrência
de
todos
os socios.
Braga
16
de dezembro
de
1878.
0
secretario
da
assembleia
geral
(1169)
José
Antonio
Rodrigues
Braga.
Arrematação
voluntária
Na rua
de
S.
Marcos e
casa
da As
sembleia
Bracarense,
ha
para
vender
em
hasta
publica um
magnifico
piano
verti
cal,
de
sele
oitavas,
da acreditada casa
de
Paris,
Maugeol
Frères à
C.
a
,
e
quasi
novo.
Póde
ser visto e
experimentado
to
dos
os
dias
até
15
do
corrente mez,
em
que
terá
logar
pelas
doze
horas
do
dia
a
arrematação
na
referida
casa,
e
será
en
tregue,
quando
convenha
a
quem
maior
lanço
oflerecer.
(2147)
CONTRA A
TOSSE
0
Progressivo consummo,
que
diaria
mente
vão
obtendo
os
rebsçadM pei-
toraee
balcamieoa,
é
a
mais
evidente
prova
da
sua elficacia.
Preço:
—
caixa,
100
reis—
pelo
correio,
140.
Deposito
principal.
Phamnaeia-Hie-
ca
—
rua
do
Bomjardim,
370,
á
Cancella
Velha
—
Porto.
(1166)
LECCIONACÃO
Na
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
38
lecciona-se
PIUL0S0PH1A,
RHETO-
R1CA
e
FRANCEZ.
Habilita-se
para
exame.
MÁCH1NAS
PANA
COSER
E.
B5
S TT H
IWÍ .^k. Si
DA
Companhia fabril
SINGER
BRAGA
t
9
—
rua
tle
!S.
Vicente—
II
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877, »»»:»!«
machinas
de costura!!!
mais
30:496
que
em
1876.
A
Companhia Fabril
Vende
as suas magnificas e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as fortunas,
a
prestações
de
soo reis
semannes
sem
prestação
de entrada
ou
10
por
cento
a
menos a prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
A
COMPANHIA
FABRIL
vi
/ss
/W
1!
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria garantia.
Avisamos o
publico
que te
nha
todo o
cuidado
para não
ser enganado com as machinas
imitações,
como algumas pes
soas,
por infelicidade d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
smtER
s$
se
encontram
á
venda
na
Sub-succnrsal
da
COMPANHIA
FABRIL SIMER
17, RUA DE S. VICENTE,
17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
districtos
de
Portugal
e
His
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador.
Peçam
calhalogos
illustrados
com
lisla-
de
preços,
que
se
enviarão
GRÁTIS.
SIHGBB
Gv
ANDE BIFA
LOTERICA
José
Borges
Pacheco
Pereira
de
Faria,
Bacharel
formado
em
Direito
peta
Univer
sidade
de
Coimbra, Commendador
da
Ordem
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Villa
Viçosa,
Cornmissario
de
Policia
Civil
de
Braga, por
Sua
MagesladeFidelís
sima
que
Deus
guarde
etc.
ele.
Faço
saber
que
em conformidade
de
determinações superiores,
foram
expedidas
por
este
Commissariado
de
Policia
as
ordens
necessárias
para
serem
fielmente ob
servadas
as
disposições
do edital
de
11
de
julho
de
18'7.
QUE SE EXTRAIIIRÁ POR MEIO DA
D.
José
de
Menezes
da Silveira
e
Castro. Marquez
de
Vallada
e Conde
de
Cupari-
ca,
do
Concelho
de
Sua
Mugeslade.
Par do
Reino,
O/ficial-mór
da
Casa
Real
Gram
Cruz
da
Ordem
de Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Villa
Viçosa,
Grani
Cruz
e Balio
da
Ordem
Hospitaleira
e
Soberana
de S
João
de
Jerusalem,
Com
mendador
da
Ordem
de
Christo,
da
Antiga
e
Esclarecida
Ordem
de
Sanl
’Iago,
do
Mérito Scienlifico,
Lilterarío
e Arlislico
e
Governador
Civil
do
Districto
de
Braga.
Tendo
sido
muitos
os
sinistros
causados
pelo
fogo
do
ar,
e
sendo insufficiente
a
medida
preventiva
que
se
tem
adoplado
da
fiança
ás
perdas
e
damnos. porisso
que
muitas
vezes
seria
difficil
ao
dono
d
’
um
prédio
incendiado o
justificar
e
pro
var
todos os
damnos e
perdas
occorridas
pelo
incêndio,
e
sendo
possível
reparar
outros
damnos
causados
na
existência
ou
na
saude,
lauto
na
d
’alguns
habitantes
da
casa
incendiada,
como
nas
pessoas
que,
ou
por
obrigação, ou
pela
mais
louvável
dedicação
concorrem
a
prestar
os
convenientes
e
necessários
soccorros;
e lornan-
do-se
porisso
urn
dever
da
aucloridade
adminislractiva
o
providenciar
de modo que
se
evite
tudo
quanto
possa
pôr
em
risco
a propriedade
e
a
segurança
de
seus
ad
ministrados
e o
alarme
que
sempre causam
em uma
povoação
similhantes
occor-
rencias;
pelo
presente alvará
determino,
que
fica
d’ora
em
diante
prohibido
o
lan
çar
fogo
ao
ar
dentro
das
povoações
d’
este
Districto,
ou
nas suas
irnmediações,
quando
não
seja
a
uma
distancia
tal,
que
não
haja
justificado
motivo para
receiar
algum
sinistro
na
próxima
povoação,
e
que
ainda
n
’
este
caso,
não
será
permitti-
do
sem
que
previamente
se
tenha
prestado
a
competente,
fiança
aos
damnos
que
se
causarem,
visto
que ainda
assim
os
póde
haver.
E
constando-me
oulro-sim
que
a
dynamite
está
tendo
muito
emprego na
fabri
cação
do
fogo
do
ar e
de
bombas,
e
podendo
muitas
vezes
resultar
gravíssimos
prejnisos
da
applicação
de
similhanle
explosivo,
porisso fica
absolutamente
prohibi
do
que
se
queime
fogo
do
ar
ou
bombas
em
qualquer
local, dentro
ou fora
de
povoado,
quando
se
empregue na
sua
composição
a
dynamyle;
e
do
mesmo
mo
do
fica absolutamente prohibido lançar
se ao ar
balões.
A dynamite
está
lambem
sendo
muito
usada
na
pesca do
peixe
nos
rios,
cau
sando
immenso
damno
á
criação,
pois
que
a
deslroe completamenle,
e
não
“
sendo
permitlido
pelo artigo 255 n.os
2
e
3
do
Codigo Penal
não
só
pescar
com rede
varredoura,
mas
além
d
’
isso
lançar
nos
rios,
ou
lagôas
em
qualquer
tempo
do
an
no,
trovisco, barbasco,
cóca,
cal,
ou qualquer
material
com
que
se
mate
o pei
xe,
prohibo
que
com a dynamite
se
pesque
nos
rios
ou
lagôas.
Para
constar
mandei
passar
o
presente
alvará, cuja
observância
e
execução
é
commetlida
debaixo
da mais
rigorosa responsabilidade
aos
administradores do
con
celho do
Districto
a
meu cargo,
ficando
os
transgressores
sujeitos
ás
penas
iegaes.
Dada
e passada
sob
o
sello
das armas
d
’esle Governo
Civil
em
Braga,
aos 11
de
julho
de 1877. (Assignado)
Marquez
de
Vullada.
PEiOSPECTO DOS PRÉMIOS
1
de
Um piano,
novo e garantido,
do
conhecido auctor «Gaveau»,
modelo n.°
1,
com
o
n.°
86'2, comprado
e
depositado
no
muito
acreditado
armazém
da
viuva
de
José
de
Mello
Abreu,
para o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que sahir o
primeiro
prémio
de>
2.500:000
pesetas.
1
de
Uma
nova
e
excellente machina de
costura,
para
familia,
do
afamado
auctor
«Singerí,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero em
que
sahir o
segundo
prémio
de
1.250.000
pesetas.
1
de
Um
relogio
d
’ouro,
experimentado,
para
homem,
do
fabricante
«Jnlien
Gene-
ve»,
com
uma
excellente
caixa
d
’
ebano,
para
o
bilhete
que
contiver
o
nu
mero
em
que
sahir
o
terceiro prémio
de
750:000
pesetas.
2
de
Um
par
de
castiçaes
de
prata,
para
cada
um
dos bilhetes
que
contiver
qual
quer
dos
numeros
em
que
sahirem
cs
2
prémios
de
25<>:000
pesetas.
4
de
Urna
duzia
de colheres
de prata,
para
chá,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que sahirem
os
4
prémios
de
125:000
pesetas
20
de
Urn
talher
de
prata,
composto
de
faca,
garfo
e
colher,
com
a
competente
caixa,
para
cada
ura
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
ern
que
sahirem
os
20
prémios
de
50:000
pesetas.
30 de
Uma
bolsa
de
prata,
para
homem
ou
senhora,
para cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
cs
;.O
prémios
de
25.000
pesetas
40
de
Uma
entrada
para
a
Habilitação
Loterica,
com
direito
a
uma
cautela
de
600
reis,
em
séries
de 6
loterias,
no
valor
cada
entrada,
de
3^600
reis,
para
cada
urn
dos
bilhetes
que contjyer
qualquer
dos
40
numeros
cujas
3
ultimas
lettras
sejam
iguaes
ás
3
ultimas
lettras
do numero
em
que
sair
o
prémio
de
2.500:000 pesetas
99
prémios.
CADA
BILHETE
PARA. ESTA RIFA CONTÉM 20 NUMEROS
E
CUSTA 700 REIS
Os
prémios
annunciados
n’este
prospecto,
acham-se
desde
já
patentes
no
Es
tabelecimento
de
Loterias,
de
Lourenço
Marques
d
’
Almeida, na
rua
das
Flores
n.°
112,
para
onde
deve
ser
dirigida
qualquer
encommenda
de
bilhetes.
W.
8
*
.
A
comprnr
de S
bilhetes
pnrn
sbatimeuto
«Se
1«
par
cento.
®ímu,
cattcerflese
®
(2100)
Está
conforme.
Secretaria
do
Commissariado
de
Policia
zembro
de
1878.
O
Cornmissario
de
em
Braga
aos
9 de
De-
Polieia,
(2155,
José
Borges
Pacheco
Pereira
de
Faria.
PH
i,
«fí
I
s
PER1ODICO
O MAIS
ELEGANTE E
í.
a
Edição—Dois
numeros
por mez:
numeros
gravados,
aguadas
e
moldes.
—
Um
anno,
5$200 reis
—seis
mezes,
2$900
reis.
MAIOR
DE
TODOS
OS
DE
MODA
2.®
Edição
—
Cincoenta
e
dous
nume
ros
por
anno:
numerosos
gravados,
aguadas
e
moldes
cada
mez.
—
Um
anno,
ll$30'J
reis
—
seis
mezes,
5$700
reis.
NOTA
—
Edição
especial p®ra
ccstureirag:
96
figurinos
e
numerosos
moldes
coitados
de
tamanho
natural.
—
Um anno, 11$300
reis
A
administração do Commercio
do
Minho
recebe
as
assignaturas.
ÂITdllÚO &
luliM
91,
E®r«ça
«Sn»
3-J'arS®
d<e 8. SSarti-
Bíll®,
91
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modeios
para
snr.®
e
creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas para senhora
e
creança.
Colar.nhos
e
punhos.
Colarinhos
de
bretanha
de
linho
para
militares,
duzia
a
1-3000
e
l$200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
C>
p
s,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
lendas
u
tlinlteirei.
Pianos
de
mesa
construcção
a
mais solida,
e de
7
oitavas
completas,
tendo
sido seu
cus
to
vindos
da
fabrica
a
80
e
100
libras;
quem
pretender
comprar
falle
com
o
ser
vo
do
Sacramento
da
Sé
que
indica
quem
os
vende, hoje por muito
menos
de
metade.
(2161)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria de
Santo
Amaro da
Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
500$0t)0
reis.
(2065)
COSKvHEIRO
No
Collegio
dos
Orphãos
precisa-se
de
um
cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no
mesmo
Collegio.
2124)
àRUA
lh
:
s
.
marcos
,
N
6
õ.W
Vende papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
||
lindíssimos
mostos,
a
prin-
W
cipiar
em
80
reis
a peça,
qg
fe
,
--
f
Vende
olio,
tintas
e
:ò. vernizes
para
pinturas
de
B
’
casas,
tudo
de
boa
quali-
úade.e
preços
muito
resu- V
V
mi dos.
'S
Venue
cimento
ronn- c®
<
no
para vedar
aguas,
ges- §4
A
so para
estuqoes de
ca-
fg
;
sas,
tudo
de
primeira
qua-
i
i
d
a
(
’
W
ALUG
a
M-SE
as
casas n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos. Trata-se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
COFRE
DE
FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
jua
Nova
n.°
4.
Dinheiro
a
juro
Ha
na
confraria
de
Santo
Antonio
da
Praça
Municipal
a
quantia
de
650^000
reis
para
mutuar.
O
secretario—-Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
PURO
VINHO
DO
DOURO
Luiz
Pinto da
Cunha
e
Sousa,
tem
á
venda
a
60
e 70
reis,
na
rua
do
Farto
n.°
9
e 9
A.
(Traz da
Sé).
(2169)
Os
B
!
;ebsnç«sdlos
«ssytsíie®»,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectoranle,
são
o
melhor
dos remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia caixa
100
reis.
Unico
deposito no
Porto.
PHARMA-
CIA
CENTRAL,
rua de Santo Antonio
227.
Unico
deposito
em Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2080)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos
que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mi!
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manha
até
ás
8
da noite.
RESPONSÁVEL
—
Luiz Baplisla da
Silva.
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
