comerciominho_17091878_837.xml
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-
>3
NOTICIOSA.
REDACTORES—
D. Miguel Solío-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Auloiiio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
------------- -
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSÍGNATURA
6.°
ANNO
Braga,
12
mezes...............................
1&600
»
(1
»..........................
8õ9
Correspondências
partic.
cada
linha
49
Annuncios
cada
linha
.....................
29
Repetição
....................................
19
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBÀDOS.
Províncias,
12
mezes............
2^009
»
6
»............
1&05C
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3^690
Folha
avulso...................
0
N.° 837
BRAGA—-TESSÇ.4.-FEI 1€ %
O
BSE
SETEMR»
SÍE
Í8J8
0
COMMERt IO DO
MíMIO
Atravessada a
dolorosa
conjunctu-
ra
oriunda
do
surprehendente e
ino
pinado
passamento
do
seu
sempre
saudoso editor
e
proprietário,
o
«Commercio
do
Alinho»
vae
conti
nuar sua
vida
normal
no
mundo
da
publicidade.
Sob
nova
redacção
e direcção,
se
guirá
inalterável
o
seu
programma.
0 seu
lernma
fica immutavel
a
re
grar
e
a indicar
o
caminho
que
teem
de percorrer
e
o alvo
a
que
teem
de
mirar
as
pennas
que
se
collocam
ao
seu
serviço.
A defesa
e
a
propagação
de
toda
a
doutrina
ensinada pela
Egreja
Ca-
Iholica,
Apostólica,
Romana,
sem
restricções
algumas,
e
sem
a míni
ma modificação, tendo por
Mestre
o
Supremo
Jerarcha
da
mesma
Egre
ja, Vigário
de Jesus
Christo
na
ter
ra,
eis
o
primeiro
ponto
culminan
te
de
sua
lida e
combate.
Na
parte
política
tem
por
norte
a
legitimidade que,
em
Portugal,
está
identificada na
pessoa de
um
Rei
proscripto,
verdadeiro
symbolo
dos
direitos da
nação,
e esperança'
e
garantia
unica
da prosperidade da
patria, da
verdadeira
e
possível
li
berdade,
do
progresso
legitimo,
da
pura
civilisação,
consentâneos
com
a
moral,
com
a
ordem
e
com
a
se
gurança
social.
E
’
por
estes
dous
maiores
thesou-
ros
— a
religião
e a
patria
—
que
es
te
periodico
tem
de
pelejar as pe
lejas
da
fé
e
da rasão,
—da
fé
que
gera
a
crença,
a esperança
e
a
con
fiança;
e
da
rasão
que
estuda,
que
verifica,
que
discute,
que ensina,
e
prega,
e
convence.
Não
póde,
sem
grave
injustiça,
duvidar-se
da
pureza
dos
sentimen
tos
que
animam
e
fortalecem lodo
o
pessoal
que
ora
constitue
a
redac
ção e direcção
do
«Commercio do
Minho».
A
integridade
de caracter
Miiançada
a
essa
pureza
é
a
maior
caução
que
se
offerece
aos
assignan-
tes e
leitores,
a
par
da
hombrida
de
e dignidade
com
que
serão
tra-
otados
todos
os
assumptos.
Cumpre-se,
assim,
uma
nobre
as
piração
em
que
anda
incendido
o
fração
de
todos
os
que se
devotaram
a
esta
espinhosa,
mas
satisfatória
Apresa,
prestando
um
serviço
á
cau
sa
religiosa
e
ao partido
legitimista;
e
uma
homenagem
á honrada e
glo
riosa
memória
do fundador d’
este
Periodico,
seu
proprietário
e
seu
edi
tor,
e
cujo
nome
—José
Maria
Dias
d®
Costa
—
jamais se
apagará-do mais
ln
timo peito de
todos
quantos
pre-
as
gratas
recordações
e
os
ser
viços
beneméritos
dos
grandes
ho
mens
da
patria.
------ ---------------------------
Ainda
bem qne
se
lembrou
o
go
verno,
de que era tempo
de
tomar
em
consideração
a
grande
crise,
de
que
está
ameaçada
a
principal
fonte
da
nossa
ri
queza
publica.
A
commissão
ultimamente
nomeada
pa
ra
estudar
os
meios
com
que porventura
possa
atalhar-se
aos
progressos
do
phyl-
loxera
é
uma
medfda
acertada,
e que
só
tem
o
inconveniente
de
vir
um
pouco
tarde.
De
facto,
os
estragos
são
já
grandes.
E
se
ha
remedio
que
a
sciencia
possa
ap-
plicar
com alguma
vantagem,
já
mais
cedo
deveria
ter-se
ensaiado.
Ainda
a<sim,
porém,
mais
vai
tarde,
do
que
nunca.
E
se
a
commissão,
em
que
figuram
intelligencias
esclarecidissimas,
rfão
descu
rar,
como
se
espera,
o
objeclo
da
mis
são
importantíssima
que
lhe
foi
confiada,
muito
póde
ainda
fazer,
se
a misericór
dia
divina
auxiliar
os
seus
esforços.
Convém,
não
obstante,
ter
em
vista
que
os
meios
humanos,
só por si,
bem
pódem
ser
insuíficientes.
Todos
os
males
que accommettem actual-
mente
a
agricultura
em
seus
differentes
ramos,
não
são
com certeza
alheios
á
suprema
vontade
do
Creador
do
univer
so,
que
muitas
vezes
os
permitte,
para
castigo
da
malicia
humana.
E
contra
a
justiça
divina,
qne
assim
obra em
pleno
uso
da
sua
liberdade,
não
terão
força
alguma
os
mais
efficazes
re
medio
que
porventura
a
humana
sciencia
possa
descobrir.
Deus é
o
senhor
absoluto
de
todo
quanto
ha
creado.
De
Sua mão
omnipotente
pendem
os
destinos
de
todas
as creaturas.
Mal
iremos
portanto
se
esquecermos
a
Sua supremacia
e
o
despresarmos.
quan
do só
a
sua
misericórdia
nos
póde
sal
var.
Confiamos
muito
no
que
os
homens
pódem
fazer;
mas
é
preciso não
nos
il-
ludirmos,
suppondo
que
elles
serão
capa
zes
de
conseguir
o
que
Deus
não
quer.
Porque
temos
esquecido
estas
verda
des,
é
que
justamente
somos
agora
pu
nidos,
vendo sumir-se n’
um instante,
com
as
nossas
mais
belias
esperanças,
o fru-
cto
de
tantos
e
tão
dispendiosos
traba
lhos.
E ainda
bem
que
o
castigo
é apenas
uma
advertência!
Proverá
a
Deus,
que
agora
ao
menos
reconheçamos
o
caminho
errado,
que
he
mos
seguido,
para
que
de
futuro
não
te
nhamos
que
solfrer
males
ainda
maio
res.
Deus
attende
sempre os
que o
pro
curam
confiadamente.
5e,
pois,
devéras
nos
voltarmos
para
Elle,
teremos
certo o
melhor
e
mais
ef-
íicaz
remedio
que
de
outra
fôrma
será
inútil
procurar.
Repetimos:
louvamos
o
governo
pela
iniciativa
que
tomou
para debellar
o
mal,
que ameaça
destruir
toda
a
nossa
prin
cipal
riqueza.
Mas para
que
tantos
esfor
ços
não
sejam
perdidos,
necessário
se
tor
na
que a
bênção
de
Deus
os
anime.
Para
isso
o
remedio
é
facil,
e
está
na
mão
de tolos
o applical-o.
Mobilíssimo
exemplo
«Se caridade.
E
’
conhecido
em
Portugal
como
um
dos
mais
celebres
corypheus
do
liberalis
mo
José
Xavier
Mousinho
da Silveira,
o
audaz
reformador
das
instituições
vigen
tes
até
á
extineção
da
monarchia
legi
tima.
Empenharam-se
dous
grandes
vultcs
da
lilteratura
contemporânea,
Almeida
Gar-
retl e Alexandre Herculano,
em trasmit-
lir
á
posteridade, cercado
de
brilhante
aureola,
o
nome
do
aventuroso
estadista.
Continuáram
depois
a
resoar
as trom
betas
da
fama,
embocadas
por
turbas
de
louvaminheiros
exaltando
até
aos astros
os
méritos
do
antigo
director
da
alfandega
de
Lisboa.
Concorreu
ainda
para
ajudar
aquelles
pregões
altiloquentes
uma selecta phalange
de
seus
admiradores,
erigindo
sobre
a
sua
sepultura,
na
freguezia
da
Margem,
concelho
do
Gavião,
um monumento
fú
nebre,
que
perpetuasse
a
sua
memória.
Não
temos
pelo ministro da dictadura
de
D
Pedro
a
veneração,
que
lhe
con
sagra
a
escola
política,
de
que
foi
pro
fessor;
nenhum
respeito
nos
merecem,
também,
as
virtudes
espartanas,
que
lhe
attribuem.
Se
as
teve,
mareou-as
um
vi
cio
execrando,
a ingratidão. Ofiendeu
em
seu
testamento
(corre impresso)
com
al-
lusões
torpes
o bemfeitor
e
amigo, que
em
varias
situações
da vida
o
recebera
em
sua
casa,
e
lhe prestára hospitaleiro
abrigo
Lamentamos, ainda
assim,
que
as
an-
tiphonas
cantadas
incessantemente
na
egre
ja
liberal,
commemorando
o
famoso
san-
tão,
não
valessem a
salvar
das
angustias
e
desconfortos
da
indigência
a
mulher,
que
mais
amou
n
’
este
mundo,
a sua
querida
Therezinba.
Lamentamos,
que
os fervorosos
enthu-
siastas
de
Xavier
Mousinho
consintam,
que
a
sua
viuva
receba
o
pão
e
o
agaza-
Ihado
da
caridade
de
um
adversário
po
lítico.
Deu nos
informação
publica,
solemne
d
’
este
grande
infortúnio
o
digno
par
do
reino
Miguel
Osorio.
«Quando
ha
dous
annos
estive
em
Paris,
soube
que
a
viuva
de Mousinho
da
Silveira
estava
entrevada, definhando-se
no
leito
da
dor,
e
achando-se
ás
sòpas
de
ura
honrado porluguèz.
Tristíssima
situa
ção!
Não
mendigaram
nem
ella,
nem
seu
filho,
emquanto
viveu,
porque
os
ampa
rou
um
soldado
de
leva,
que
tinha
ser
vido
o
Snr.
D.
Miguel,
e
que
com o
tra
balho,
com o
esforço
de
sua
grande von
tade
e
immensa probidade,
estabeleceu
em
Paris
um
hotel,
que
é
conhecido
de
todos
os
porluguezes
pela
bizarria
do
seu
proprietário
em
receber
os necessitados,
e
prestar-lhes
auxilio, repartindo
alguma
fortuna,
qne
adquiriu,
com
os indigentes.
Este honrado homem,
modesto
em
tudo
é
também
modesto
no
nome:
chama-se
ape
nas
José
Domingues. Vive
ainda,
conhe
ci-o
em
Paris,
e
honro-me
de
lhe
estender
a
mão».
Honra
e
gloria,
dizemos
nós
também,
ao soldado legitimista, que
nobilita
com
taes
acções o
proprio
nome
e
o
do
seu
paiz.
Honra
e gloria
ao
caritativo
hospedei
ro
da malaventurada
viuva de
Xavier
Mousinho,
o mais ardente
e
implacável
inimigo
da legitimidade portugueza.
Ser
pelo
vencido
socorrida
a
familia
do
vencedor é
um
espectaculo sublime,
di
gno
da contemplação
de
lodos
os
homens
generosos.
Folgamos
de
apresentar
á
vista
de
nossos
leitores,
de
altos
espíritos
e
sen
timentos
elevados,
este
formosíssimo
qua
dro,
em
que
figura
o modesto
soldtdu
de
leva,
vencido
e
expatriado,
sqccorrendo
a
viuva
do
ministro
de
D. Pedro,
vencedor
e
glorificado
até
á
apolheose.
F.
A.
Rodrigues
de
Gusmão.
Constiluisti
términos
ejus,
gui
proeteriri
non
pote-
runt
(
job
.
cap
.
14).
Por
melhor
que
seja
o
estado
de
saude,
por mais
robustez
e
vigor
que
o
homem
appresente,
lá, no
grande
relogio
da
Pro
videncia,
está
marcada
a
sua ultima hora,
e,
quando
menos
o pensa,
a
inexoraveí
parca,
com
sua
fouce
de
aguçado
gume,
vem
cortar-lhe
a
existencial
O
que
é
este
mundo
e
quanto
vão
errados
os que,
esquecidos
da
eternidade,
n
’
elle
põe
todas
as
suas
esperanças?!
Quem
tal
disse, quem
se
havia
de
lem
brar
que
o
meu intimo
amigo,
o
ill.mo
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
ainda
cheio
de
energia
e
actividade,
tão
de
repente
havia
de
deixar
este
mundo,
e
seu
corpo
ser
mettido
debaixo
d
’
uma
fria lousa?!
Ingenuamente
confesso
que
a
noticia
do
fallecimento
d
’este
varão
prestante
me
causou
uma
comrnoção
tão
vehemente,
como
se
soffresse
a
perda d’um
irmão,
ou
de
pessoa
de familia, a
mais
estimada.
De
longe
datâm
os
vínculos
da mais
sincera
amisade
que
se
déram entre mim
e
elle.
Sim,
desde
1846
é
que
eu
princi
piei
a
poder
avaliar
a
nobresa
d
’
alma,
e
outras
eminentes
qualidades de que era
adornado,
e
no correr
de
tantos
an
nos
sempre
de
mais
em
mais
continua
ram
a
estreilar-Mj
nossas
relações
—
tanta
era
a
probidade,
a honradez, a
religiosi
dade
que
o
distinguiam,
e tornavam
syin-
patico
a
todos
que
de
perto
o
trata
vam.
Oflicioso
por
índole,
a
ninguém,
qual
quer
que
fosse
o
seu
partido,
negava
to
dos
aquelles
serviços
que podessem
estar
ao
seu
alcance, prestando-os
da melhor
vontade,
e
com um cuidado
e
zelo inex-
cediveis.
Tenho
a
este
respeito
a experiencia de
tão
longo
tempo,
e
porisso
a
sua
morte
não póde
deixar
de
ser
chorada
por
todos
os
que
o
conheciam,
e
se
aproveitaram
do
seu
préstimo.
Homem de firmes
crenças,
herdadas
de
seus
antepassados,
—
que
irreparável
perda
não
acaba
de
soffrer
o
partido
legitimista
pela
morte
d
’
um
de
seus
membros
o
mais
dedicado?!
Verdadeiro
christão,
toda
a
sua
vida
foi
um
continuo
lidar
em
defesa das saè
dou
trinas
do
catholiiismo.
Senão
digam-no
esses
jornaes
religiosos,
que,
em
grande
parte,
devem
o
seu
apparecimenlo
á sua
iniciativa
e esforços.
Entre
estes,
cabe
o primeiro
logar
á
«Atalaia
Catholica»,
que,
no
anno
de
1854,
principiou
a derramar
por
todas
as
clas
ses
as
saudavtis
doutrinas
do
christianis-
mo,
combatendo
desassombradamente,
por
espaço
de
onze
annos,
as
perniciosas
má
ximas
da impiedade
Depois
veio
a
«Revista
Ecclesiastica»
—
mais
adiante
a
«União
Catholica»
com
os
seus
7
annos
de
vida
—
e,
emfitn,
o
«Com
mercio
do
Minho»,
e
a
«Semana
Religio
sa»,
hoje
em
campo
em
pió
das
mesmas
doutrinas,
que
aquelles
tão
denodadarnente
defenderam.
Todos
estes
serviços,
praticados
em
de
todos
os
que,
com o maior
empenho,
o
coadjuvaram,
não
temendo arrostar
as
difficuldades
que
se
apresentavam,
e
que,
a
homens
de
menos
coragem, poderiam
fazer estremecer
e
aflastar
do
intento.
Mas
para
que
esta
obra
fosse
bem
dirigida,
não
hesitou
em
tomar sobre
si
esse
encargo
um
digníssimo
ecclesiaslico,
de
nome
padre
Manoel
Luiz Ferreira
Mon
teiro,
secretario
da
commissão,
a
quem
Deus
dotou
d
’
um
tino
superior
para
tudo
o
que se
chama
obras
de gosto,
o qual,
sempre
que
lhe era
possivel,
vinha
da
freguezia
de
Santa
Euphemia
de Prazins,
aonde
está
parocho
encommendado,
obser
var
o
estado
em
que
iam
os
trabalhos;
não
concorrendo
menos,
pela
sua
parte,
para
o
mesmo
fim,
um
homem
competen
tíssimo,
o
illm.
0 snr.
Francisco
José
Tei
xeira,
ha
annos
existente
n
’este
sitio,
e
que,
pela
sua
larga
experiencia
em
obras
d
’
esta
natureza,
empenhado
de
véras
no
augmento
d
’este
bello
local,
relevantes
ser
viços
tem
prestado,
não
só
n
’
esta,
senão
também
em
varias
outras
obras
do San-
ctuario,
cuja
direcção
se
tem
dignado
ac-
ceitar,
vigiando
assiduamente
os
trabalhos
para
que tudo se
execute
na
melhor
or
dem,
e
em
conformidade
com
a
planta
do
terreno,
ha
pouco
tempo tirada
pelo
exm.°
engenheiro,
o snr.
Cruz,
assisten
te
na
cidade
de Braga,
para
que
doravan
te
todas
as
obras
do Sanctuario sejam fei
tas
segundo
o
desenho
alli
indicado;
—
serviço
este
mui
importante,
promovido
por
um
membro da commissão,
proprie
tário (festa freguezia,
o
illm.0
snr.
Anto-
nio
Joaquim Baptista
Vieira.
Iria
muito longe se
intentasse
referir
aqui circumstanciadamente
os
serviços
de
cada
um
dos
membros
da
commissão,
principiando
desde
o
presidente,
e
vice-
presidente
o
illm.
0
snr.
Antonio
Narciso
Alves
de
Brito
Júnior
até
o
ultimo,
e
porisso, omittindo,
por
brevidade,
os no
mes
de
cada
um,
contento-me
com
dizer
que
todos
contribuíram, e
fizeram
quan
to
lhes
era
possivel
fazer,
para
que a
obra
emprehendida chegasse
a realisar-se;
pelo
que não
posso
deixar
de
tecer-lhes
os
devidos
elogios,
fazendo-os
extensivos
a
todos
os
que,
de
differentes
pontos,
contribuíram
para
o
bom
exito
d
’
esta
obra,
não
esquecendo
serviços,
aliás
valiosos,
prestados
gratuitamente
pelos
lavradores
e
proprietários d
’
esta freguezia com
seus
bois
e
carro,
sempre
que
era
preciso.
E
erafim,
antes
de
terminar,
não
pos
so
deixar
no
silencio
o
nome
d
’
um
bra-
ziieiro
d
’
esta
terra, que,
a
pedido
do pre
sidente
da
commissão,
se
dignou mandar
do
Rio
de
Janeiro
uma
grossa
quantia
para
ajuda das despezas
da
indicada
obra:
chama-se
ede
José
João
Ferreira,
joven
esperançoso,
a
qttem
toda
a
commissão
envia
os
seus
cordeaes
agradecimentos,
desejando-lhe
um
sem
numero
de
ventu
ras.
Depois
de
todos
estes
augmentos
que
tanto
concorrem
para
o
em
bei
lesa
meu
to
d
’
este
pittoresco
e
aprazível
sitio,
o
que
é
de sentir
é
o
vêr
parada
a estrada
que
deve
ir tocar
na
margem
direita
do
rio
Ave,
afim
de
que
este
adiantamento
sirva
de
estimulo
á
exm.
a
camara
de
Fa-
fe, terra de progresso,
chamando-lhe
a
attenção
para
este
lado,
de
não
menos
importância
do
que
qualquer outro.
Bem
haja
o
illm.°
snr.
Bernardino
Jo
sé da
Cruz,
primo
do
rev.®
capellão,
ne
gociante da
cidade
de
Braga,
pelo
inte
resse
que
tomou em
que se
não
demo
rasse
a
conslrucção
da dita
estrada até
o
ponto
em
que
se
acha, certo
de
que
o
real
Sanctuario
de
Nossa Senhora
do Por
to
d
’
Ave,
por
sem
duvida
um
dos
mais
magestosos
d
’
esta
província
do Minho,
es
tava
como
que esquecido
pela
falta
de
vias
de
communicaçào.
Agora
duas
palavras
ácerca
da
roma
ria.
No
dia
30
do
pretérito
agosto
princi
piaram
as novenas,
feitas
com
a
decên
cia
dos outros
annos,
divisando-se em
todo
o
povo
que a ellas
assistia,
fervo
rosa
devoção
á SS.
Virgem.
No
dia
6,
já
de
grande
affluencia
de
povo,
perto
das
cinco
horas
da
tarde, es
tando
presentes
os
membros
da
commis
são,
leve
logar
o
aclo
da
inauguração,
principiando
a correr
a
agpa
no
espaço
so
lago, cercado
«le
immensos espectado
res
que
para
ai
i
tinham
convergido;
e
isto
ao
som
de
musica,
e
estrondo
de
foguetes
que
subiam ao
ar,
tudo
bem
si
gnificativo da
alegria
com
que
todos
ap-
plaudiam
a conclusão
d
’
uma o
ra
de ta
manho
gosto
e
utilidade.
Depois, em
sitio
para
isso
preparado,
foi
assiguada
petos membros
da
commis
favor
da religião,
que.
cotno
deixo
dito,
foram,
em
grande
parte,
devidos
aos
es
forços
do
illustre
finado, durante
a
sua
la
boriosa
vida
n
este
valle
de
lagrimas,
por
certo
hão
de
ter
sido
pezados
na balança
divina,
e
piamente
creio
que
Nosso
Se
nhor
não
quiz
por
mais
tempo
demorar-
lhes
o
merecido
prémio,
despenando-o
das
fadigas
d
’
este
mundo,
para
lhe
dar
no
céo,
entre
os bemaventurados,
um
descanço
e
felicidade sem
fim.
Estas
sublimes
ideias,
estes
celestes
pensamentos
devem
servir
de
conforto,
não
só
aos amigos
que
tantos
tinha,
mas
mui
principaimente
á
consternada
irmã,
a exc.
ma
snr.
a
D.
Maria
Clara
Dias da
Costa, que
extremaruente
amava
aquelle
bom
irmão,
por
todos
os respeitos,
digno
do
seu
amor
e
affecto;
e
também
á
exc.
ma
viu
va,
cujos
sentimentos,
por
egtial,
a
hão
de
ter
proslado
n
’
uma
melancolia
profunda,
vendo-se
sem
um
esposo
tão
cheio
de
bon
dade,
e
que
tantas
provas
lhe
havia
dado
do
muito
que
a
estimava
e
estremecia.
Não
é
preciso
que,
a uma
e
outra,
eu
lhes
recommende
a
devida
conformidade
e resignação
com os
decretos do
Altíssimo,
porque,
dotadas
de
elevadas
virtudes,
bem
conhecem
que
só a
religião
é
que
pode,
pouco
a
pouco,
mitigar-lhes
a
saudade,
e
servir-lhes
de
consolação
e
ailivio.
Quanto
a
mim,
lembrado
da
affabili-
dade
com
que
era
recebido
e
tratado na
sua
casa, para
a
qual,
com a
maior
fran-
quesa,
era
convidado
sempre
que ia
á ci
dade
de
Braga,
mal
posso
exprimir
a
in
tensa
dor
que
me punge ,ao
considerar
que
já
não
me
é dado
ler
a dita
de
ver
e
abraçar,
quando
alli
vá,
aquelle
bondoso
cavalheiro
que,
por
tantos
annos,
não
ces
sou
de
penhorar-me
com
os seus repetidos
obséquios.
Que
a
sua
alma
esteja
na mansão dos
justos,
gosando
da
vista
de
Deus,
são
os
meus
maiores
desejos;
e
porisso,
logo
que
me
chegou
a
noticia
d
’
um
tão triste acon
tecimento,
não
demorei
celebrar
o
santo
sacrilicio
da
missa pelo
seu
eterno
des-
canço.
Terminando,
envio
d
’aqui
em
meu
no
me,
e
no
de
todos
d’
esta
casa
de Santo
Amaro,
áquella
virtuosa
e
consternada
fa
milia
os
nossos
sentidissimos pezames,
pe
dindo
aos
leitores
d’
este jornal
um
Padre
Nosso pela
alma
do
illustre
finado.
Requiem
ceternam
dona
ei.
Domine.
13
de setembro
de
1878.
Dr.
Fr.
Florenlino
de S.
Thomaz
Alaide
e
Brito.
.
"w
«Ujru»
real
!$aiictu>«r io
de
Sossa
S«nhora do Exorto
d
*
Ave.
Entre as
varias
obras
de
reconhecida
utilidade
e
aformoseamento,
que
o
digno
capellão
o
revd.°
padre
Caetano
José da
Cruz
Barros,
tem
emprehendido
e
leva
do
a
effeito,
nenhuma,
por certo, pode
rá
fazer
mais
lembrado
o
seu
nome,
do
que
aquella
que,
»
’este
anuo
de
1878,
auxiliado
por
uma
commissão,
instituída
ad hoc,
acaba
de
completar.
Tal
é
a
obra
do
encanamento
d
’uma
agua
para
o
ultimo
terreiro,
chamado
do
fogo.
Não
faltava
quem
julgasse
este
em-
prehendimento como
inexequível,
altentas
graves
difficuldades a
vencer,
já
para
pro
curar
a
agua
em
sitio
assaz
distante,
já
lambem
pela
falta
de
meios
para
custear
as
despezas
de tamanho
vulto.
Todas
essas
difficuldades,
porém,
fo
ram
vencidas, e o que
é
certo
é
que
hoje
o dito
terreiro
se
acha
com
um
jorro
d
’agua,
formando
no
centro
um
lin
do
e
espaçoso
lago,
que não
cessam
de
admirar
todos
os
que
d
’elie
se
aproxi
mam.
Muitos
foram
os
trabalhos
e
serviços
prestados
pelos
membros
da commissão
para
adquirirem
os
meios
indispensáveis,
afim
de
levar
a
cabo uma
tal
empreza,
escrevendo
cartas
aos
seus
amigos,
pe
dindo-lhes
a
sua
cooperação,
e
sugeitan-
do-se
até
a
andar
pelas portas
dos
ha
bitantes,
não
só
d
’
esta
freguezia,
mas
dos
das c
rcumvisinbas
para
o
mesmo
fim;
—trabalhos
que
não
deixaram
de
pro
duzir
o
desejado
resultado, pois
que
to
dos
os
que
estavam
em
circumstancias
de
se
olfertarem
com
os
seus
donativos,
o
fizeram
da
melhor
vontade;
—
tal
é a de
voção
que
este
povo
tem
á
milagro
sa
imagem
de
Nossa
Senhora
do
Porto
d’
Ave
Eis
ahi,
pois,
uma
obra
que,
como
fi
a
dito,
ha
de eteruisar a
memória
não
só
do
referido
capellão,
senão
também a
são
uma acta, para
memória
do
princi
pio
e acabamento
da
dita obra.
No
dia
7,
em que
os
terreiros se
acha
vam
cheios
de gente, por volta das
4
ho
ras
da
tarde, saiu
do
templo
uma appa-
ratosa
procissão,
na
qual
iam
dous
carros
triunfaes
esplendidamente
adornados,
e
n
’
um
d
’
elles
seis
tneninap
decentemente
vestidas
de
branco,
cantando,
em
diffe
rentes
pontos,
versos allusivos
á
Nativida
de—
dança
de
pastorinhos,
cantando
tam
bém,
por
sua
vez.
versos
no mesmo
sen
tido
—anjinhos
ricamente
ataviados,
levan
do
nas
mãos
emblemas
proprios
d’
uma
tal
festividade. Assim
foi
caminhando
pe
la
nova
estrada
até
o
ultimo
terreiro,
d’
on-
de
voltando
pelo mesmo caminho,
e
atraz
uma
guarda
de
soldados,
tornou,
na
me
lhor
ordem,
a entrar
no
templo
quasi
ao
anoitecer.
No
dia 8,
estando
o
templo
magnifi-
camente
decorado,
houve
missa
solemne,
a
grande
instrumental.
Depois
do
Evan
gelho
subiu
ao púlpito
o
joven
dr.
Con-
stantino
Ferreira
d
’Almeida,
da
cidade
de
Braga, que,
pelo
bem
que
desenvolveu
o
assumpto
que
se
propoz
tratar,
mais
uma
vez
corroborou
a
fama
que
gosa
de
distin
cto
orador.
No
fim
da
missa
houve
a
pro
cissão
do
costume
em
volta
do
templo,
indo
debaixo
do pallio
o
SS.
Sacramento
Assim terminou
esta
grande
e
apparatosa
festividade.
Se,
pois,
snr.
redactor.
poder
dispensar
um cantinho
do
seu
mui
lido jornal,
pa
ra
dar cabimento
a
esta ligeira
descripçáo,
com
isso
muito
obsequiará
ao
seu
con
stante
leitor
F....
Toda
a
correspondência para
a
redacção,
administração
ou
outra
qualquer
que tenha
de
haver
com
o
«Commercio
do
Minho»,
será
en
viada
ao seu
director
Antonio Joa
quim
de
Mesquita
Pimentel,
rua
Nova
n.° 4
—Braga.
Swffragjio
por
otnia
do
snr.
«José
iVíaría
Kias
.!»
Costa.
—
O
abaixo
assignado
pede
aos
dignos
membros da
imprensa,
aos
seus
amigos
e
do finado
escriplor
bracarense
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
o
favor
de
assistirem
á
missa
que no
dia 16
do
corrente
mez
de
se
tembro
pelas
9
horas
e meia
da
manhã
se ha
de
dizer
na egreja
párochial
de
S.
Pedro
em
Alcantara,
por alma
d
’
aquelle
honrado
escriplor.
—
(«Esperança»).
J.
A.
Machado
Júnior.
FestíviilasSe.—No proximo domingo,
22
do
corrente,
festeja-se,
no
templo
do
Hospital
de
S.
Marcos, a
Imagem
de
N.
Senhora
das
Dores,
com missa
cantada
de
manhã,
exposição do
Sanctissimo, todo
o
dia,
e
sermão
ás
4
horas
da
tarde.
E
’
orador
o
revd.m
®snr.
padre
Domingos
Pereira
de
Albuquerque.
A
festa
é
feita por
devotos,
e
porisso,
aquellas
pessoas que
quizerem
auxiliar
esta
devoção
com
suas
esmolas,
podem
fa-
zêl-o
entregando
qualquer
quantia
ao
ca
pellão
do mesmo
hospital.
Egualmente
se
pedem
algumas
flores
para
adornar
o
templo e
altar
da
Virgem
Dolorosa:
estas
deverão
ser
entregues,
ao.
servo
da
dita
egreja,
até
á
próxima
sexta-feira,
ou
sabbado.
Todo
e
qualquer
donativo,
que
seja
offerecido,
será
recompensado
condigna
mente
peia
Mãe
do
Ceu,
que jámais
esquece
seus
filhos
cá
na terra.
Sant’
Anisa.
—Festejou-se
ante
hontem
a
glorliosa
Sant’Anna,
na
egreja
parochial
de S.
Thiago
da
Cividade,
com
missa
so
lemne,
Exposição
do
SS-
todo
o
dia,
e
sermão
prégado
pelo
distincto
orador
o
snr.
desembargador
Oliveira
Guimarães,
abbade
de
S.
Pedro
de
Maximinos.
Foi
esta
festividade
feita
a
expensas
dos
devo
tos d’aquella
freguesia.
Falleeimento.—
Na
tarde
de sabbado
falleceu,
na
sua casa.da
Mainha,
em
Pa-
noias,
a
exc.
“
la
snr.
’
D.
Maria
Candida
Ferreira
Carmo,
mãe
do
snr.
Francisco
Augusto
Leite
de
Vasconcellos.
Comprimeníâmos
a
illustre
familia
ano
jada.
Cadeia
eivil.
—
O
snr.
dr.
Rodrigo
Lobo
d’
Avila,
digno
delegado
do
procura
dor
regio
nesta
cidade,
oílertou-nos
(ln
J
exemplar
do
Regulamento
do
trabalho
v
0
.
luntario
na
cadeia
civil
de
Braga.
Já
em
tempo
dissemos que
por
inj.
ciativa
do
snr.
dr.
Avila
se
haviam
crea-
do
oílicinas
na
cadeia
d’
esla
cidade,
—
-
me
.
dida
louvabilíssima
quanto
salutares
são
os
seus
resultados.
Prende
com
esta
obra
grandiosa o
regulamento
que
lemos
p
re.
sente.
Agradecendo
ao
snr.
dr
Avila
a
re
messa
d
’
este
regulamento,
não
recusare
mos a s. exc.
a
os
louvores
a
que
tem
jus
quem tão
denodadamente
trabalha
pela
regeneração
dos
delinquentes.
Substituições.
—
Os
cargos
de
pro.
fessores
vagos
no
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro,
por
exoneração
dada
aos snrs.
conegos Gome
Martins,
Lopes
de FigueL
redo
e
Alves
Matheus,
ficaram prehenclii-
dos pelos
revd.°
s drs.
Francisco
José
Ri.
beiro
Viejra
de
Brito,
Manoel d
’
Albuquer-
que,
e
Luiz
José
Dias.
Goveruftdor
civil.
—
Está
exercen
do
o
logar
de
governador
civil
d
’
este dis
tricto,
o
exc.ul°
snr.
Anlonio
Gaspar
Teixeira
de
Magalhães Carneiro,
na
ausên
cia
do
snr.
governador
effeclivo.
Nomeação
—
S.
exc.
a
revd.
ma
o
snr.
arcebispo
Primaz
nomeou
Chanceller-mór
da
corte
e
Relação
ecclesiaslica
de
Bra»a
o
revd.
,n
°
snr.
conego
José
Gomes
Mar
tins.
Bnstrueçõo
publica.—
Foram
ulli-
mamente
assignados
os
seguiules
decretos:
1.
°
Mandando
proceder a
exames
de
instrucção
secundaria
em
outubro
pro
ximo.
2.
°
Creando
duas
escolas
primarias
pa
ra
meninas,
uma na
freguezia
de Pedro
de
Villa
Real;
outra
na
freguezia
de
Lor-
dello,
concelho
de
Villa
Real.
3.
°
Agraciando
.com
o
augmento
do
terço
o
professor
de
latim
de
Estremoz.
José Fernandes
Pereira
Deville.
Ca
teeis eia<»
Síxetuj#
5?
ficado.
—
Eis
aqui
um livro
rico
de
comparações, pa-
rabolas
e
factos
históricos
que
põe
ao
alcance
das
mais
vulgares
iuteliigeneias
a
sciencia
do
Catecismo.
Esie
melhodo
do
ensino,
praticado
por
Jesus
Chrisio
na
explicação
de
sua doutrina
celestial
e
di
vina,
e
vantajosamente
empregado por
muitos
dos
que
leem
»
seu
cargo a
ca-
lechese,
não
tinha
ganho
entre
nós
lodo
o
terreno,
por faltar
em
nossa
lingua
uma
colleção
de
factos
que
habilitasse
o
cale-
chisla
a
um
ensino
facil
e
profícuo
0
Catecismo Exemplificado, de
Pral-
mans,
reformado
pelo
padre
Mach,
iradu-
sido
pelo
snr.
dr. Seabra
e
nitidamente
im
presso
pelo
snr.
Chardron,
é
um
admirá
vel
compendio
do
dogma
e
moral,
onde
a
substancia
do
Evangelho
é ensinada
d
’
um modo
simples
e familiar,
e
as
ver
dades
n
’
elle
expostas
se
gravara
no
espi
rito
dos
que
as
aprendem.
Os
exemplos
que
confirmam
a
doutrina, além
de
tor
narem permanente
a
ideia,
fazem-n
’
a
des
cer
ao
co'ração
para
què a
alma
abrace
o
que
se
reconimenda,
e
desprese
o
que
se
reprova.
As
fontes
histéricas
d
’
onde
foram
co
lhidos
os
factos,
que
servem
de
luminosa
comprovação
da doutrina
expendida,
são
de
judiciosa
critica
e
portanto
isemptos
'de
absurdos
e
extravagancias.
O
Catecismo
Exemplificado,
além de
ser
um
abundante e
selecto
arsenal para
o
catechista,
é
lambera,
como
diz
o
exc.mo
snr.
arcebispo
de Braga
Primaz, na Por
taria
de
approvação
e
recommendação do
mesmo,
um
livro
muito
proprio
para
o
ensino
dos fieis,
tanto
pela
sua
clareza,
como
pelos
exemplos,
que
refere.
A
melhor
recommendação
que
d'elle
se
póde
fazer,
são
os
abundantíssimos
fru-
cios
que
os
calechistas
teem
auferido do
seu emprego
e
applicação
Entre
nós
abun
dam
exhuberanlemenle
os
teslimunhos
que
exalçam
a
excelleucia
do
Catecismo
Exem
plificado.
Oxalá
que
os
parochos,
os
mestres
es
colas,
e
os
paes
de
familia,
aos quaes
o
Concilio
Tridentino
na
sess.
XXIV
pre
screvera
o ensino
do
Catecismo, fizessem
aequisição
de tão
preciosa
obra,
e
para
logo
se
veria
mais
adiantamento
na
ins
trucção
religiosa
e bem
intendida
reforma
nos
costumes.
EJ®sa»ae!i®H.
—
O
«Diário
do
Governo»
publica
os
seguintes
despachos:
O
presbytero
Francisco
de
Paula
da
Fonseca
Neves,
apresentado
na egreja
pa-
rochial
de
Nossa
Senhora
da
Assumpção
de
Alie,
no
concelho
de
Loulé,
diocese
do
Algarve.
O
presbytero
José Marques, apresenta
do
na
egreja
parochial
de
S.
Justo
do
Amial,
no
concelho
e
diocese
de
Coimbra.
O
presbytero
José
Antonio
Esteves,
pa-
rocho
collado
na
egreja
de
Santa
Eulalia
de
Gondomar,
diocese
primaz
de
Braga,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Natividade
de
Cossourado,
no
concelho
de
Coura,
da
mesma
dioçese.
O presbytero
José
Simões
Dias,
apre
sentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Luzia
de
Pomares,
no
concelho
de
Arganil,
dio
cese
de
Coimbra.
O
presbytero
Nicolau
Luiz
Damião,
apresentado na
egreja
parochial
do
Salva
dor
de
Serrazes,
no
concelho
(de
S.
Pedro
do
Sul,
diocese
de
Vizeu.
Ci«ln<le
destruída
por
um
dilu
vio.
—
A
cidade
de Mikolze, perto
de
Pesth.
na
Hungria,
cidade
pouco
populosa,
foi
destruída
quasi
lotalmente,
ha
poucos
dias,
por uma
tromba
de
agua
que rebentou
durante
a
noite.
Trasbordaram
dois rios,
e
inundaram
a
cidade
e
os
terrenos
que
a
circundam.
Referem
os
jornaes
que
as
victimas
se
contam
aos centos.
Pltennmen»
meteorologieo.
—
Durante
a
noite
de 21
a
22 d
’
agosto,
alguns
aldeãos aliemães
divisaram
uma
es-
pecie
de
estrella
errante,
que cahiu
so
bre
o
teclo
de
uma
casa
nas
cercanias
de
Butzbach,
cidade pouco
populosa,
sG
tuada
em
Hesse.
Procedendo-se a
investigações,
eneon-
trou-se
um
fragmento
de
pedra cujas
ex
tremidades
estavam
desgastadas, em
con
sequência
do
seu
curso
vertical
atravez
da atmosphera. Era de
cor
anegralhada.
O
meteoro
irá
enriquecer
provavelmen
te
o
museu
de Berlim,
sendo
alii
submet-
lido
a
uma analyse.
tExpiosã®.
—
Londres 12—
Houve
ex
plosão
nas
minas
de
carvão
de
Abercorn,
proximo
de
Newport.
Dos
370
mineiros
que
tinham
descido
ás
minas antes
da
ex
plosão,
salvaram-se
por
emquanto
apenas
80.
Receia-se
que
os
outros tenham
mor
rido.
Stavios
perditloH.
—
Segundo
a
es
tatística
da
direcção
do
Hureau
Veritas,
houve
no
mez
de julho
ultimo
os
seguin
tes
sinistros
marítimos:
Na.ios
de
vella
perdidos:
inglazes26,
americanos
15,
norueguezes 6,
francezes
4,
aliemães 3,
italianos
3,
russos
2,
da
Bolívia
1,
dinamarquez 1.
hespauhol
1,
grego
1,
hollandez
1,
porluguez
1,
e
5
de
bandeiras
desconhecidos.
Total
70.
N
’
esle
numero
comprehendern-se
4
navios
que
se
suppõe
perdidos
por
falta
de
no
ticia.
Navios a vapor:
inglezes
9,
america
no
1,
mexicano
1.
Total
11.
N
’este nu
mero
comprehendem-se
2
vapores
que se
julgam
perdidos
por
falta
de
noticias.
A
h
obras
da
iraiBandade
de
Xosats
Senhora
dia Lapa.
A
Meza
da
irmandade
dos
Clérigos
de
Nossa
Senhora da
Lapa,
d
’esta
mesma
ci
dade,
constituída
na
urgente
necessidade
de
fazer
obras
nas
casas, e
faltando-lhe
os
meios pecuniários
para
as poder
con
tinuar
e
concluir,
appella
para
a
piedade
dos
lieis,
e
especialmente
dos
seus
irmãos,
na
esperança
de que não
deixarão
de
concorrer
para
o
indicado fim
com suas
esmolas,
as quaes serão
entregues ao
respeciivo
lhesoureiro
o
muito
revd.
0
snr.
José
Luciano
Gomes
da
Costa.
Braga
19
de
agosto
de
1878.
O
secretario da irmandade
'
Padre João Luiz
Affonso da
Mouleira.
GODIGO ADMINISTRATIVO
TITULO
X
33
uh
eíesçííetv
dos
corpos
adtasiini-
BtrtaíivoH
CAPITULO
IV
Votação uas
assembléas
primarias
[Continuação]
Arl.
291.°
Nas
assembleas
eleiloraes
não
se
póde discutir
ou
deliberar,
sob
pena
de
nullidade,
sobre
objeclo estranho
ás
eleições.
Arl.
292.° Aos
presidentes
das
mesas
incumbe
manter
a
liberdade^s
eleitores,
conservar
a
ordem
e
reguls^B
policia
da
assembléa.
§
único.
Todas
as aucloridades
darão
inteiro
cumprimento
ás
requisições
que
as
mesas,
em
observância
d
’
este
artigo,
lhes
dirigirem,
e
são
sob
sua
responsabilidade
obrigadas
a
evitar
que
por
qualquer mo
do
se
attenle
contra
a
segurança
dos
eleitores.
Art.
293.°
Nenhum
indivíduo
póde
apresentar-se
armado
nas
assembleas
elei-
toraes,
e
ao que o
fizer
ordenará o
presi
dente
que
se
retire.
Arl. 294.°
Se
o
presidente
da
assem-
blea
eleitoral
o
julgar
conveniente
para
a
ordem
da
mesma
assemblea,
poderá
man
dar
sahir do local, onde
ella
se
achar
reunida,
lodosa
ou
algum
dos
indivíduos
presentes
não
recenseados.
Art. 29a
0
A
nenhuma
força
armada
é
permittido apresentar-se
no
local
onde
estiverem
reunidas
as
assembleas
eleilo
raes,
ou na
proximidade
d’elle, excepto
em virtude
de requisição feita
em
nome
do
presidente.
§
1.®
A
força
só
poderá
ser
requeri
da
quando
seja
necessário
dissipar
algum
tumulto,
ou
ob«tar
a
alguma
aggressão
den
tro
do
ediíicio
da
assemblea,
ou
na
pro
ximidades
d
’
elle,
no
caso
de ter havido re
sistência
ou
desobediencia
ás
ordens
do
pre
sidente.
§
2.° Apparecendo
a
força
armada no
ediíicio
da
assemblea,
ou
na
sua
proxi
midade,
suspender-se-hão
os
actos
eleilo
raes,
e
só
poderá
proseguir-se n’elles
meia
hora
depois
de se
haver
retirado
a dita
força.
3 3.°
Nas
terras
onde
se
reunirem
as
assembleas eleiloraes, a
força
armada
conservar-se-ha
nos
quartéis
e
alojamentos
durante
os actos
das
ditas
assembleas.
§
4.°
As
disposições
d
’
este artigo
e
dos
seus
§§
não
comprehendem
a
força
indispensável para
o
serviço
ordinário,
nem
individualmente
os
militares
que
estiverem
recenseados.
Art.
296 0
A
nenhum
cidadão
é
per
mittido
votar
em
mais
de
uma
assem
blea.
Art.
297.°
A
votação
é por escrutínio
secreto,
de
modo
tal que de
nenhum
eleitor
se
conheça
ou
possa
vir
a
saber
o
voto.
§
l.°
Não
são admittidas
listas
em
papel
de
cores
ou
transparentes,
ou
que
tenham
qualquer
marca,
signal
ou
numera
ção externa.
§
2.°
Considera-se
lambem
signal
ex
terno
a designação
do
cargo.
Art.
298.°
Cada
lista
deve conter,
em
separado
e
com
a competente designação,
os
uomes
dos
cidadãos
escolhidos
para
vo-
gaes
effectivos
e
os
nomes
dos
escolhidos
para vogaes
substitutos.
§ unico.
Qualquer
lista
a
que
falte
este
requisito,
será
annullada.
Art.
299.°
Nas
eleições
parochiaes
ou
municipaes
devem
as listas conter,
tanto
a
respeito
de
efiectivos
come
de
substi
tutos,
ura
numero
de
nomes
igual
ao
dos,
membros
do
corpo
administrativo,
de
cu
ja eleição
se
tratar;
na
eleição
de
pro
curadores
á
junta
geral
conterão
as
listas
lautos
nomes
quantos
foram
os
procuradores
e
respeclivos
substitutos,
que o
concelho
tem
a
eleger.
§
unico. O
presidente
da
mesa
assim
o
annunciará
á assembléa
antes
de
acceitar
as
listas.
Art.
300.°
Quando
a
eleição
se
fizer
simultaneamente
para
mais de
um
corpo
administrativo,
na parte
interna
da
lista
e
no
alto
d
’
ella irá
escripto
o nome
do
corpo
administrativo
para
'cuja
escolha
fór
destinada.
§
unico. E’ nnlla
qualquer
lista
a
que
falte
este
requisito.
Art.
3O1.U
São nullas
as
listas inin-
lelligiveis
c
as
que
não
forem
mauus-
criptas
ou
lithographadas
com
tinta preta.
Ari.
302.°
Para
o apuramento
de
vo
tos e
para
o
calculo
da
maioria
não
se
contarão,
nem
as
listas
nullas,
nem
as
listas
brancas, as
quaes
serão
tidas
como
não
existentes.
Art.
303.°
Sobre
a
mesa estarão tan
tas
urnas
quantos
forem os cargos
para
que
se
tratar
de
eleger,
e
cada
uma d’
ellas
terá
ura
dislico
que
indique
a
eleição
a
que
é destinada.
§
unico.
Durante
as
operações
da
as
semblea
estarão
sempre
patentes
os cader
nos
de
recenseamento
dos
eleitores ele
gíveis,
que
devem
ter
sido
recebidos
das
commissões
recenseadoras,
em
virtude
do
disposto
no
artigo
277.®
Art.
304.°
Os
vogaes
das mesas
vo
tam
primeiro
que
todos
os
eleitores;
e
lendo
elles
votado,
mandará o
presiden
te
fazer
a
chamada dos
outros,
principian
do
pelas
freguezias mais
distantes.
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
HEUALEsaiÉaE
DU
BARRY
de Londres.
30 emnoM
d’invariavel aueeeaso
1
Combatendo
as
iudegestões (dispepsias)
gaslrica,
gastralgia, flegma
,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vo,
mitos,
irritação
intestinal,
bexigas,
diarrea-
disenteria,
collicas, tosse,
asthma, falta
de
respiração,
oppressão,
congestões, mal
dos
nenos,
diabethes,
debilidade,
todas
as des
ordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchites,
da
bexiga,
do
íigado,
dos
rins,
dos
intestinos, da mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue, 85:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
das
ex.
raas
snr.
as
marqueza de
Bréhan,
duqueza de
Casllestuart,
dos
exm.
cs
snrs.
Lord
Stuart
de
Decies,
par
d
’lnglaterra
o
doutor
e
professor Wurzer,
etc.
etc.
N.®
49.842:
M.me
Marie
Jurie
Joly,
de
cincoenta
annos
de constipação,
indiges
tão,
nervoso, iosomnias,
asthma,
tosse,
Gatos,
espasmos
e
nauseas.—N.°
46:270:
M.
Roberts,
d
’
utna
constipação
pulmonar,
com
tosse,
vomttos,
constipação
e
surdez
de
25
annos.
—
N.°
46:210:
O doutor
em
medicina
Martin,
d'uma
gastralgia
e
irrita
ção de estomago,
que o
faziam
vomitar
15
a
48 vezes
por
dia,
durante
oito
annos.
—
N.® 46.218:
o
coronel
Watson,
de
got-
ta,
nevralgia
e
constipação
obstinada.— N.®
18:744:
o
doutor
em
medicina
Shorland,
d
’
uma hydropisia e
constipação.
—
N.®
49:522:
M.
Baldwin, completa
pro
tação,
paralysia
da
bexiga
e
dos
membros,
em
consequência
de
excessos
da
mocidade.
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa cincoenta
vezes o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por raiudo em
toda
a
pe-
ninsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/ t
kilo,
500
;
de
*
/i
kilo
800
rs
;
de
ura
kilo,
16400
reis; de 2
*
/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6^400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Sevaíeseière eíio®«latía«5a
j ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Era
pó
e
em paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24 chave
nas,
800 reis;
de
48
chavenas,
4
$400
;
de
120
chavenas,
36200
reis,
ou
25
reis
cads
chavena.
OU
UARSIT
C.
a
LlJÍITEá».
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Streeí,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid,
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Sjãsboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro.
31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
Po®-
t®,
J.
de
Sousa
Ferreira
à
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
XSareeHws,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da Ponte.
—
Breag®,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
■
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Viajam»
do
C
mi
-
teElo,
Affonso
dróg.,
rua
da
Picota;
J.
A. de
Barros, drog.,
Rua grande,
140.
—
SSvaimarâeei,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho, Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua da
Bainha,
29
e
33.
—
Miranda,
pharm.
—
Pos-í®,
M.
J.
de
Sou
sa Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
dfi
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
195
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio, 225 a
227.
—IPosite
d©
mu..
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
S?®v®a
do
Varziin,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharmá.
—Valença
<3o
Alinho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—
Vtll»
4-a
Coade,
A.
L.
Maia
Torres,
pharrn.
------------ -
g
*
------ —
AGBADECIMEMTOS
Penhoradissimas
para
com
todos os
cavalheiros que
nos
obsequiaram
por
oc
casião
do
fallecimento do
nosso
sempre
lembrado
esposo,
e
irmão,
o
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
vimos
por este meio
significar-lhes
a
nossa gratidão
indelevel.
Maria
Felicíssima de Jesus
Magalhães
e
Vasconcellos.
Maria
Clara
Dias
da
Cosia.
TOURA
Perdeu-se
uma
em
Famalicão
Quem
souber
d
’
ella,
roga-se
o
favor
avisar
em
Braga
José Antonio
Ferreira
Gomes,
e
em
Famalicão,
Joaquim
Fernandes
de Souza.
(1078)
LECCIONISTA
Desde o dia
15
d
’
outubro
proximo,
o
abaixo-assignado lecciona
Francez,
Rheto-
rica
e
PJiilfsophia.
Habilita
para
exame.
Para
Francez
vae
a
casas
particulares.
Dias
Freitas.
Banco
Commercial
de Braga em
liquidação
Por
ordem
do
exm.°
vice-presidente,
e
em
virtude
da
resolução
ultimamente
tomada
pela
Commissão
liquidataria,
são
convocados
todos
os accionistas
d
’
este
Banco
a reunirem-se
em
assembleia
ge
ral extraordinária
no
Ediíicio
do mesmo
Banco
no
dia
28
do
presente
mez,
pelas
11
horas da
manhã,
afim
de
elegerem
Commissão,
que substitua
a
demissa,
e
ao
mesmo
tempo
apreciarem
o
relalorio
apresentado
pela
Commissão
Syndicante.
Baaga
13
de
setembro
de 1878.
O
Secretario,
(1073)
Manoel
Duarle
Goja.
ÀrR9VEITEM-SE
Vende-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos n.°
53,
bem
como
os
moveis que
a
adornam,
em
ra
zão
de
seu dono se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar
com
a atnetade
do
preço a
juro
de
4
p.
c.
cora
hypotheca
na
mesma
casa,
por
tem
po
de
um
anno.
Para
vêr-se, de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de
tarde, das
4
ás
6
—
podendo
tratar-
se
com
o
snr. Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua, que se acha au-
ctorisado.
(1061)
Declaração
D.
Maria Juiia
da
Silva
Braga, declara
para
os devidos effeitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por
escriplnra
que se
acha
registada
no Tribunal
Com
mercial d’
esta
cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes
a
seu marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que também
se
acha
registada para
a
representar
em
to
dos
os
negocios
que
achar
convenientes;
e
delara
mais que
já
abriu o
seu
estabele
cimento
de
sola
e
cabedaes,
e
mais
ar
tigos
concernentes
ao
mesmo
negocio,
o
que
tudo
vende
pelos
preços
mais
resu
mido
possível.
(1026)
VENDA
DE
GASAS
No largo
da Ponte de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la-
ífâsaib do
esquerdo)
vendem-se as duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar superior
da
casa
que habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento dos
Remedios.
Prefere
se
unia
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siasiico
idoso.
Póde
ver-se
a qualquer
hora.
(.916)
ALUGA-SE
um
bom solão
no
Campo
de
D. Luiz L
esquina
da
rua
do
Salva
dor.
(1080).
Instrucçâo
Rua
de
Santa
Margarida
(
junto
ao
campo
de
n
.
senhora
branca
)
Vende
cal
branca,
l.a
qualidade;
dila
de
2.
a
;
gesso
para
estuque, cimento
Port-
]and,
l.
a
qualidade;
dito
de
2.
a
; telha de
l.a,
2.a
e
3.a
qualidade; tijolos, tubos
pa
ra
fumo
e
encanamentos
d’agua,
e
mais
generos
proprios
d
’
este
negocio.
Este
deposito,
estabelecido
ha 20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n’
esta cidade
quem
possa
competir
com
elle,
tanto
nos
preços,
como
na
escolha
dos
generos,
por
ser
seu
dono
estucador
com
a
pratica
precisa.
Para
grandes
encommendas
é
necessá
rio
que
os
snrs.
consumidores
façam
as
suas
requisições
com
8
dias
de
anlicipa-
ção,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Declara-se
que
não negoceia
em
sal
por
ser
este
prejudicial
estar
junto
á
cal;
declaração
que
se
faz,
para
que
não
ha
ja confusão
com outro
qualquer
estabe
lecimento.
PHARMACIA
A. 1).
ALVIM
Tem
deposito,
das aguas
mineraes
do
Gerez, em
garrafas
de 8/0
e
vidros
de
4/0;
para
collegas
fornecem-se
com
abatimento
soavel.
Pomada
sympalhica,
para
destruir de
promplo
o pello
da
cara
e
mesmo
cabel
lo
em
grande
quantidade,
sem
causar
damno
algum.
AGUA
DE LA
REINA
—
Especifico
por
excellencia
para tirar
toda
a
qualidade
de
sardas
e
panno
do
rosto,
seja qual
fôr
a
sua
origem.
A
FLOR DA
MOCIDADE—
Infallivel,
para
restabelecer
aos
cabellos
e
á
barba
a
sua
côr primitiva.
O
vigor
do
Cabello
de
Ayer.
OLEO
DA
PÉRSIA
para
fazer
nascer
e crescer o cabello.
fortificando-lhe
a
raiz
e
dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se
os
referidos
preparados
na
Pharmacia
A.
D.
Alvim.
AGUAS
MINERAES
Vendem-se
na
pharmacia de
Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d’Alegria—de
Vidago,
Verim,
d
’
Entre-os
Rios,
de
Sei-
dlitz,
das
Caídas
da
Rainha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Al
calinos
de
Moura
e
de
Vichy. (996-T)
COHBâ
TOS»
Os
HehuçnâM
mytilicoH,
de
na
tureza
balsamica,
calmante, peitoral
e
ex-
pectofante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.—Meia
caixa
100 reis.
Unico
deposito no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(994)
<JIKUK«Ié BE.mm
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos. Trata
se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
Esta
aberta
no
Coliegio
de
S.
Luiz, Campo
de
S.
Thiago,
a
matricula
das
disciplinas
que,
no
proximo
anno
lectivo,
hão
de ser
ensinadas
no mesmo
coliegio,
a
saber:
Disciplinas
Corpo
Docente
Mensalidades
.__ _ .
)
Luiz
Antonio da
Costa
primaria
ee
n
r
Ordinando
João
Antonio
Fernandes
d
’
Azevedo
»
complementar—
Padre
Antonio
Acacio de
Castro Valente
—
Padre
Pedro Gonçalves
Sanches
—
Francisco
da
Conceição
Pereira
l.°
e 2.
u
anno
Portuguez
Francez
Latim
Latinidade
Rhetorica
Geographia
Geometria
Philosophia
Desenho,
curso
completo
e
Historia
(1079)
ARREMATAÇÃO PEDANTE 0 GOVERNADOR CIVIL DO DISTRICTO ABAIXO
DECLARADO
As
aulas
abrir-se-bão
no dia
l.°
d’
on(ubro.
Ke»
dia
«»
de
SetetnbF» de
LISTA N.° 1719
BISTãHCTO
BG
BRAGA,
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
Fôro pertencente
ao cabido
da
insigne
e
real
collegiada
de
Nossa
Senhora
da
Oliveira,
em
Guimarães.
Numeros
Avaliações
1
Fôro annual
de
630 reis
e
tres
gallinhas
e
meia,
imposto
em
uma
casa
na
rua
da
Caldeiroa,
com
rocio
e
leiras
de
terra no
campo
das
Hortas,
com
laudemio
de
quarentena.
—
Emphyteuta,
José Pereira de
Azevedo
340187
(1075)
mkbw
bis
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repoiso
nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das mulheres,
inílammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parto,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
.ás
vezes
ignoradas
da es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades reputadas
incuráveis
—
Os meios
de
cura
que emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis,
são
o resultado de
assíduos
estudos
e observações
pra
ticas.
Consuliações
das
3
ás 5
—Rue Monlhebor,
27, perto
Tolherias,
Paris.
(40-H-)
PROMISSÓRIAS do Banco
Com-
mercial
de
Braga
Compram-se
em casa
de
Valença, Fi
lho
&
C.a
,
á
Galei
ia,
Braga.
(1022)
Aluga-se a
casa
n.°
17
da
rua
dos
Sapateiros
trata-se
na
rua
Nova
q
.O
5
{£_
Cabral
—
Dr.
Luiz
José
Dias
—
Dr.
José
Alves
de
Moura
—
Padre
Pedro
Gonçalves
Sanches
—
Dr. Luiz
José
Dias
—Abbade
Manoel
José
Pereira
—
Engenheiro
Joaquim
Pereira
da Cruz
800
1^000
1^000
1^
'00
yooo
1$20b
U200
10200
10200
10200
10500
Rua dog
CajieSttíBtaH,
fl3
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço possível, a
saber:
chitas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom panno.
a
80, 90,
100
e 110
0
covado; ha
linda
len-
çaria
de
seda
e
setim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora;
casliçaes
de metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana; agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões; me
rinos
brancos;
pannos
crús;
lenços de
cambraeta
de
linho
para
bolso;
jarras pra
teadas,
em
diflerenles
tamanhos;
adere
ços
e brincos; sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
oorello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão.
largas,
’
para
homem,
modernas;
leuçaria
de
côres
em
aigoção, cassa,
sarja,
metim,
e
d
’
outras
qualidades;
lunetas
de
grau
e oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
inissa;
peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pôs
d’
arroz
em caixinhas
de
vidro.
N’
este
estabelecimento ha um
sortido
completo
de tudo
e
barato.
(858)
JOSÉ
ANTONIO FERREIRA-
GOMES
—
5 Rua
Nova
de
Souza
5
—
Com
estabelecimento de
mercearia,
pregagens
e objectos
para
flores
e
de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de arame de
todas
as
dimençôes.
(843)
Vende-se
uma
morada
de
casas
s
’
!a
)|a rua
da
Cruz
de
Pedra
n."
6
a 0
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo, morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
Aluga-se
a
casa
n.°
88 da rua
da
Boa-Vista.
(906)
ATTENÇÃO
Vende-se na rua
Nova
n.°
20
uma
estada
de
columna.
Trala-se
na
mesma
(1074)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do
Martyr
S.
Vicente
tem
em
ser
a
quantia
de
8000000
reis
para
mutuar
por
hypolheca
de
raiz.
(1056)
Na
caixa
penhorista
Bracarense, da-se
dinheiro
sobre
penhores
d’ouro,
prata,
joias,
moveis
e
roupas, e outros
mais
objectos;
todos
os
dias desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
nove
da
noite.
1RUA
DES.
MARCOS,
N.° 5
$
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
g
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar
em
80
reis
a
peça.
Vende
olio, tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços muito
resu
midos.
Ô-
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so para
estuques de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
-
® ® ® ® ® © 9
® ® @ ® © ® O d.
)
As
Verdadeiras
j
|
SAO AS
‘UNICAS-
@
èáPPROVADAS
PELA
ACADE/ÍIA
DE
MEDICINA®-;
0
DE PAUIS
'
Por
sua Pureza 3 inalterabilidade (
Ã
CURAM as
escrófulas,
a
insufficlencla
do
(
sangue,
a anemia
paludosa,
<
-.
X
fortificam
as
constituições fracas
õu
arrumadas,'
j*
®
AJUDAM a formação das jovens, etc., etc.
©
z
/
Exigir
nossa
firma, yí,/
Ci-
©
aqui
juncta, posta na
parte
inferior
de um
rotulo
vei’de.
'—
———
tó.
’
Hitimuien
, 40,
r. Bonaparic,
l’arv.
®
@
®
®
© ©
® © © ® (y ® @
Lúmmento BOTKl-t-MICHEí. para
cavítl-
lo>. i.ízmitío vezes de fogo e não deixando
w's
,
s.s
do
seu mnprego M
jchel
,
pharir
t-
ceud-.-.o e:n (na
1’rovença)
França. —
I're;o
I.onereis.— Em
Lisboa
o
snr.
Barreto,
L<
reto,
n.°
28
—
30.
(25,)
PEBÍBO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga, tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
t
O
Escrivão
'igos
Moreira
Guimarães.
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITÀWA
—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
