comerciominho_17081878_825.xml
- conteúdo
-
FOLHA
R2<S.Sí.;
IE
I¥OTIC!1OS.%.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
.aasisse
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................
1^
*600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.....................
Repetição............................... .....
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&00Ô
í|050
3&600
3$6de
10
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso................................
N.° 825
BRAOAt-SABBADO
U
DE
ACOSTO
DE
1898
A
DEVOÇÃO
Á
IMMACULADA
A
graça
mais
singular
e
mais
precio
sa
que
Deus fez
a
Maria
SS.,
foi
sem
duvida a
de
a
crear
e
conservar
sempre
immaculada.
Esta
honra
e
esta
preroga-
tiva,
só
a
Ella
entre
todas as
filhas
de
Adão
concedida,
como
que
a
exalça
acima
da mesma
natureza
humana,
para
fazer
d
’
Ella
uma
creação
á
parte
e
distincta
de
todas
as
outras.
Ser
immaculada
na
vida, era uma
gra
ça
preciosíssima só a
poucos
concedida,
mas
que
podia merecer-se pela corres
pondência
á
graça;
o
ser
porém
imma
culada
na mesma
conceição,
sem
deixar
de
ser
filha
d
’Eva
e
sem
ser
comprehen-
dida
na
lei
da
transmissão da
culpa
da
primeira
mãe,
é
uma
excepção
e
uma
honra
incommunicavel,
e
inlransmissivel.
Assim
o
concebeu
e
acreditou
a
devo
ção
dos
filhos
da
Virgem,
que
por
isso
prezam
em
sua
Mãe
celestial
este
titulo
mais
que
nenhum
outro,
e
por
elle
se
lhe
dedicam
e
consagram
com
mais
fervente
amor.
•
E’
azada
a
occasião
para, com
factos
recentissimos
e
palpaveis.
demonstrar
esta
verdade.
Sabem
os
bracarenses,
que
a
devoção
especial
d
’um
nosso
compatrício
para
com
a
Immaculada
lhe
fez
conceber
o
arroja
do
pensamento
chrislão
de
erigir
um
Mo
numento para
perpetuar
em
todas
as
ida
des
a
memória
da
definição
dogmatica
da
immaculada
conceição
da
Virgem.
Foi
o
padre
Maninho
Antonio Pereira
da
Silva,
varão
insigne
na
piedade
e
nas
sciencias,
e
cuja memória
é tão
illibada
como
o
foi a
vida.
Foi
este
o
que
con
cebeu,
inspirou,
emprehendeu
, ampa
rou e realisou
a obra
monumental
do
Sa-
meiro.
Reaíisada
esta,
a devoção
não
se
deu
por
satisfeita, e
ahalançou-se
a
mais
arro
jada
empreza
—
á
fundação d
’
uma
capella.
Lança-se
a primeira pedra
;
acode
de
prompto
a
devoção
de
outro sacerdote, o
infatigável
missionário
padre João
Teixeira;
vem
apoz
elle,
e
excitada
por
elle a
de
voção
d
’
outros
muitos
lieis, e
a
capella
começa
a
surgir.
Está apenas começada
a
obra
e
ante
cipa-se
uma
mulher
piedosa,
uma
senho
ra natural
da cidade
do
Porto,
mas
bra
carense
por
escolha
e
por
affeição a esta
Ruma
portugueza,
e
entrega
uma
avultada
somma
para
desde
logo
se
esculpturar
a
imagem
da
Immaculada,
padroeira
do novo
templo,
cuja
edificação
completa,
nem
ella,
nem ninguém
póde
ainda
assegurar.
Não
imporia
;
a
devoção não
se preoc-
cupa
nem
detem com
tal
pensamento.
Faz-se
para Roma
a
encommenda
d
’uma
bella
estatua
pelo
modelo
da que
adorna
o
Monumento,
e
a
imagem
entrando
na
cidade
dous
annos depois, não
encontra
completo
ainda
o
templo que
a
deve
re
ceber.
Não
resistimos
ao
desejo
de
estampar
aqui
o nome d’
essa
senhora,
de
cuja
de
voção
falíamos.
E’
a
snr.
a
D.
Ermelinda
Augusta
Gon
zaga
Monteiro.
Quando
os
leitores
a
conhecerem
pes-
-soalmente, hão-de lêr-lhe no
semblante,
e
adivinhar
lhe
o
seu
constante
pensamento
—fazer o
bem—
agradar a
Deus,
sem
bus
car
o
louvor
dos
homens.
A
construcção
da
capella vae
vagarosa,
porque
os
recursos
não
são
sulficientes.
As
paredes
ainda
não
estão em meio,
e
sabe
Deus
quando
o
edifício
terá
propria
mente
o
nome
que
lhe
é
devido, e
que
só
a
bênção
da
Egreja
lhe
confere.
Quando
se
rematará
a obra? quando
se
erigirá
o
altar
consagrado á
Virgem
Im-
maculada
?
quando
irá
o
sacerdote
cele
brar
ali
o incruento
sacrifício?
Ainda
é
problema,
ainda
é
segredo,
mas
algumas
das
vestes
sacerdotaes
já
es
tão
promptas,
e
liveram
o
primeiro
uso
no
dia
da
festa
que
leve
lugar
ha
poucos
dias
na
egreja
do Populo.
Outra
mulher,
outra
senhora
sincera
mente
devota
da
Immaculada,
se
deu
ao
cuidado
de
as preparar.
Em
quanto
se
aguardava
a
imagem
que
viria
de
Roma,
ella
fiava,
córava,
tecia
e
burnia
o
pano
de
que
faria tres
amplas
al
vas
sacerdotaes
para
o
sacrifício,
e
traba
lhava
na
longa
renda
de
ponto
de
nó
com
que
as
havia
de
guarnecer.
Terminava
ella
o
devoto
trabalho
de
as
burnir,
quando
se
espalhou
na cidade
e
lhe
chegou
aos
ouvidos
a
noticia de
que
a
sacra imagem
estava no
Porto.
Não
occultaremos
também,
o
nome
d
’esta
outra
senhora,
embora
desagrade
á
sua
modéstia.
E’
a
snr/
D.
Felicidade
Maria
de
Jesus.
Graças
a
Deus.
O
sexo
devoto
não
es
queceu
ainda
a
piedade. E
quando
o
luxo,
a sensualidade e
os passsa-tempos
são
a
occupação
ordinaria
e
mais querida
para
muitas
senhoras
e
donzellas,
outras
ha
que
tomando
a
Virgem
por
modelo
evitam
to
da
a
casta
de
excessos,
e
se
occupam
den
tro
de
suas
casas
nos
misteres
de que
Ella
se
occupava—honrar
a
Deus e
servir o
pro
ximo.
Além
dos
factos
apontados
e
que
bem
provam
a
devoção
dos
fieis
á
Immaculada,
outros
ha de
que
devemos dar
testemunho.
O
parocho de
Santa
Eulalia
de
Tenões
levou
ultimamente
ao
lhesopreiro
da
Com
missão
a
quantia
de
50$0()0
reis
;
e
não
é a
primeira
oíferla
com
que
este
virtuoso
parocho
faz
conhecer a
sua
devoção.
Na
solemnidade
que
ha
pouco
teve
lu
gar
na
egreja do
Populo,
o
snr.
José
Esle-
ves
Antunes offertou
toda
a
cera
que
se
houvesse
de
gastar.
Os
músicos
da
capella
do
snr.
Luiz
Baplista
oflereceram-se
para
fazer a
festivi
dade
graluitamente,
e
este
offerecimento
foi
feito
com
elevada
generosidade,
por
que executaram
com
grande
orcheslra
uma
bella
Missa.
E
além
destes
se
poderiam
no
mear
outros
serviços
importantes
feitos
por
mera
devoção,
como
o dos
padres
as
sistentes,
do
prégador
e
outros.
Tudo
isto
fez
a
dovoção
á
Immacula-
da,
e
cremos
que
no futuro
teremos
de
re
gistrar
innumeros
outros
factos,
porque
esta
devoção
é
nacional,
como
o
Monumento
e
capella
que
se
erige
o
são.
Mais
um facto
em abono
da
justiça
com
que
os governos
chamados liberaes
tractam
a
Egreja.
O
cabido
de
Lamego,
ha
seis
mezes
que
não
recebe
a
diminutissima
côngrua
que o governo
é
obrigado
a
pagar-lhe.
Este
facto,
que não é
unico
na
histo
ria
do actual
snr.
ministro
dos
negocios
ecclesiaslicos,
é
mais
um
aviso
do
que
será
a projectada
dotação
do
clero,
quan
do
chegue
a
realisar-se.
Roubaram
á Egreja
os
seus
bens,
com
que
provia
ás
necessidades
do culto e
clero,
com
a
promessa
de se
responsabi-
lisar
o Estado
pela
satisfação
d
’
essas
ne
cessidades.
Apropriaram-se
dos bens ecclesiaslicos,
promeilendo
uma
compensação
pelos
co
fres
públicos.
E
agora que
a
Egreja
está
já
esbulha
da
de
tudo,
que já nada
tem,
que possa
despertar
a
cubiça
dos
seus
adversários,
fecha-se-lhe
o
erário,
e
o
governo
não
sabe
da
obrigação
que
para
com
ella
contrahiu.
Não nos surprehende que
assim
acon
teça.
Sempre
o
prevíramos;
e
o
desengano
só
o
é para
aquelles,
que,
possuídos de
uma
demasiada
boa-íé,
ainda
acreditavam
na
sinceridade
com
que
o
governo
pro
cedia nas
chamadas
leis
de
desamortisação.
Alguma
coisa
ha
porém
de
mais
ag-
gravante
no
que aclualmente
se
está
dando
com
o cabido
de Lamego.
O
venerando
bispo
da
diocese
officiou
por
duas
vezes,
sobre
o
caso,
ao
snr.
ministro
dos negocios
ecclesiaslicos;
e
este
com
a
mesma
delicadeza
com
que
uma
vez
fez
esperar
o
em.'nj
Cardeal
Patriar-
cha
por duas horas na
anle-sala
da
sua
repartição,
não
se
dignou
responder
a
nenhum
dos oíficios.
Isto
praticou-o
o snr.
Bajona
de Frei
tas;
e
tanto
basta
para
não
causar
admi
ração
a
ninguém.
O que
porém
admira
é
que
o
paiz
fidelíssimo
seífra
tão
pacientemente
estes
ultrages,
que
vão ferir
directamente
a
consciência
dos
catholicos.
O
que
admira
é
que o clero
ainda
se
deixe
arrebanhar
para as
eleições,
e
que
por
um
esforço,
tão
proprio
da
sua
dignidade
sublime,
não
procure
affirmar
de
um
modo
.positivo
e
claro
a
sua
in
dependencia,
fazendo
eleger
um
deputado
ca
lholico.
Clero
e
fieis
são
bem
culpados
neste
estado
de
abandono
completo,
a
que
estão
votados,
entre
nós,
os
interesses
religio
sos.
Mas
é
ao
clero
sobretudo,
que
maior
responsabilidade
pertence
neste
desmaselo
incomprehensivel.
Porventura
não
é
a
elle
que
o
povo
ouve
com mais
attenção?
Quem
pois
melhor
nos
casos
de
ini
ciar
e dirigir
um
movimento calholico,
que,
dentro
da lei,
fizesse
respeitar
a
li
berdade
e
os
direitos
da
Egreja,
a
cada
passo
conculcados,
sem
uma
vez
sequer,
que
se
levante em
sua
defeza?
Pensem
todos nisto,
que
é
tempo.
Lembrem-se
de
que
ôm
dia darão
con
tas
a
Deus,
não só
pelo
mal
que
não
fizeram,
como
pelo
bem
que
deixaram
de
fazer.
Que
o
escandalo
ultimamente
praticado
com
o cabido
de
Lamego
chegue
a
desper-
tal-os
d
’
esse
indifferentismo
para
tudo
o
que
occorre,
é
o
nosso
desejo,
afim
de
que
em
breve
não
tenhamos
que
lamentar
mais
duramente
o
tempo
que
agbra
per
demos.
CORRESPONDÊNCIA
lãaboa
13
<l
’
t»gosto
de
18 9$
Já que falíamos
da
inslrucção
publica,
vamos
continuar
essa
tarefa,
que
é
em
epoca
própria,
porque
se
trata de
colher
os
fructcs do
anno.
Os que
tem
seguido
esta
questão
sa
bem,
que
grandes
teem
sido
as
contradi
ções
em
matéria
de
ensino e
educação,
e
nós
cremos,
que
sem
o
ensino
religio
so
não
espereis
o
bem
da
sociedade
por
tugueza.
E
que
protegendo-se
as
seitas
heréti
cas,
chegareis
por ellas
ao
atheismo.
E
que se
poderá
esperar
do
atheismo
?
Maio
res
males
ainda,
do
que
os
que
já
se
observam
com os
princípios
segmdós
por
ahi
sem
rebuço,
porque
onde se
não
en
contra
a
guerra
declarada
contra
a edu
cação
catholica,
e
contra
a
moral, en
contra-se
o
indifferentismo,
que
nos
póde
abrir
um
vasto
pricipicio.
Os
estudos
no
nosso
paiz tem
estado
e
estão
na
maior
anarclna
e
na
maior
soltura de
consciência.
Os
professores pú
blicos
continuam
a
ser
juizes
e
partes
ao
mesmo
tempo,
fazendo
um
monopolio
escandaloso.
Nos
exames
de
inslrucção
primaria
foram
examinadores
professores
que
tem collegios seus;
nos
de
inslrucção
secundaria
alguns
examinadores
em
Lis
boa
exercendo
o
ensino
particular
foram
nomeados,
e
isto é
sabido na
direcção
geral
de
instrucção
publica.
As
leis
prohibem
que
os
professores
públicos
exerçam
o
professorado
particu
lar, e
nós
vemos
que
não
só
o
èxercem,
mas
que
até
leem
collegios
seus,
e
de
pois
julgam
os seus
proprios actos.
E
não
se
diga
que
com
a
formação
das
Mezas
se
evita
o
abuso:
não
é
as
sim.
Por
exemplo:
um
professor
de
San
tarém
é
nomeado
para
a
circumscripção
de Lisboa;
os
seus discípulos
vem
a
esta
fazer
o exame,
e
aqui
o
temos
juiz
e
parte.
O
mesmo
acontece
com
os
dos
ly-
ceus
de
Leiria,
Portalegre, Évora,
Beja
e Faro.
Dá-se
o
mesmo
caso
nas
outrçs
cir-
cumscripções,
e
assim
se
illude
a
lei
e
A
partir
deste
dia
o
socialismo
allemão
tem
ido
em
augmento,
engrossando
as
suas
filas
com
novos
e
numerosos
adeptos.
Para
auxiliar
tal
resultado muito
tem
con
tribuído o
denominado
socialismo
de cáthe-
dra,
isto
é,
as
perigosas
lheorias
da In
ternacional,
apresentadas
em
grande
apa
rato
scientiíico,
á
juventude que
frequenta
as
universidades.
O
dr Nobiling
é
um
dos
resultados deste mal.
Poiisso,
em
1877, os
socialistas
alenta
dos
cora as
circumstancias
apontadas,
e
ainda
com a
guerra
movida
pelo
principe
de
Bismark
ao
partido
catholico
e
em
vir
tude
da
qual foram
supprimidas
todas
as
associações
dos
operários
catholicos,
virara
crescer
mais
que ao
duplo,
em relação
ás
elei
ções
anteriores,
o
numero
dos
eleitores
que
votaram
nos seus
candidatos.
Conse
guiram
559:211
votos e levaram
12
deputa
dos
ao
parlamento.
Se
ao
que
deixamos
dito
se
accrescenta
que
teem
42
jornaes
filiados
nas
suas
ideias,
e
uma
publicação
litteraria
O
novo
mundo,
cujos
leitores
se
calcula
excederem
35:000,
cornprehender-se-ha
a robusta e
poderosa
organisaçào do
socialismo
allemão.
que
começou tão debilmente
como
vimos e
que
hoje
se
sente
já com
forças
para
atacar o
governo.
Acceitando
o
repto
que
lhe foi
lan
çado
pelo
principe
de Bismark,
o
partido
social
democrático
preparou-se
para com
bater
nas
eleições
de
que
o
telegrapho
ainda
nos
está
dando
os resultados.
Um
jornal
estrangeiro,
que
temos
pre
sente,
faliando
ácerca da
circular
ou
ma
nifesto
eleitoral apresentado
pelos
sociali
stas,
diz
que as
phrases
declamatórias
em
que aquelle
partido
envolve
a
exposi
ção
dos
seus
desejos,
são
ainda
mais
alar
mantes que
elle mesmo.
Vè-se
n
’
ellas
esse
espirito
de
rebeldia,
que
converte
a
escola
socialista n
’
úm
perigo,
e
que
explica,
já
que
as
não
justifica
sempre,
as
medidas
que
deseja
adoptar.
Vè-se
n
’ellas
essa
pai
xão
e
essa
exageração
que
revela
incapa
cidade
das parcialidades
extremas
para
toda
a
obra
duradoura,
pacifica
e
fe
cunda.
Os
socialistas
allemães dividem
as
so
luções
a que aspiram
em
duas ordens di-
stinctas.
A primeira,
aquellas
que
consti
tuem
o
seu
ideal;
a segunda
as
que
crêem
immediatamente
realisadas.
«Que
é,
dizem,
o
que
reclamamos
em
principio?
Vamos expol-o:‘
1. °
O
snflragio
universal,
com
direito
para
votar,
outhorgado a todos
os
cida
dãos
que
tenham
vinte
annos
completos
A eleição
deve
vereficar-se
a
um
domingo
ou
dia
de
festa.
2.
°
O
povo
lerá
o
direito
de
legislar
e
de decidir
entre
a
paz
e a guerra
3.
°
Estabelecer-se-ha
o
serviço obri-
gatorio
universal,
e
a
milícia popular sub
stituirá
os
exercitos
permanentes.
4.
°
Suppressão de
todas
as leis
que
li
mitem
a
liberdade
do
pensamento
e
da
palavra,
como
as
da
imprensa
e
as
que
regulam
o
direito
de
reunião
e
de
asso
ciação.
5.
°
Justiça
gratuita e
jury
para
lodos
os
crimes.
6.
°
Instrucção
publica
egual
e gratuita
para
todos.
As
egrejas
serão
independentes
do
estado,
que
em
coisa
alguma
intervirá
em
assumptos
religiosos,
abandonando-os
inleiramente
á
acção
privada».
E
’
essa
a
primeira parte
do
programma
democrático-soctalisla.
A
segunda
contém
os
seguintes
artigos:
!.°
Extenção
dos
direitos
e
das
liberdades
políticas
no sentido
de
reduzir
os
limites
que
possam impedir
o
seu
mais
amplo
des
envolvimento.
2.
° Imposto
progressivo
sobre
a
renda
para
o
estado
e
o
município.
Suppressão
dos
outros
impostos,
com especialidade-os
indirectos.
3.
°
Direito
limitado de
coalisão.
4.
°
Determinação
das
horas
do
dia em
que se
deve
trabalhar.
Prohibir o
trabalho
aos
domingos.
5.
°
Prohibrção
de
todo o
trabalho
ás
creanças
e
de
todo
o
trabalho
pouco
hy-
gienico
ou
contrario
aos
bons
costumes
para
as
mulheres
6.
°
Le>s
protectoras
da vida
e
saude
dos
operários.
Organisaçào de
commissões
<ie
vigilância,
eleitas
pelos
operários,
as
quaes
visitarão
as habitações
em que
elles
vivem,
as
minas,
as
fabricas.
7.
°
Regulamentação
do
trabalho
das
prisões
8.
°
As
caixas
de seccorros,
socieda
des
cooperativas,
etc., terão
liberdade
absoluta
para
administrar
os
seus
interes
ses.
São
estes
os
artigos
do
programma
dos
socialistas
allemães,
espalhados
em
enorme
s
melhores
disposições,
e
ainda
mesmo
óde
haver
valores
entendidos
nos
que
vem de uma
para
outra
circumscripção,
comtudo
já
isso
é
mais
difficil,
mas o
facto
póde
dar-se,
e talvez
se
tenha
dado.
O
jury
assim
constituído
ainda
apre
senta
duvidas
bem patentes da
sua
legi
timidade.
Appiovações
e
reprovações
de
escandalo
manifesto,
e
são uma
quasi
prova,
se
não
prova
inteira de
que
o
jury
examinador
precisa
outra
organisaçào, pre
cisa equilíbrio. Appellação
para
um tribu
nal
superior,
é
uma
necessidade
urgente,
porque
como
as
cousas
estão,
não
podem
continuar.
A
paciência
falta,
e
ella
esgotada
pro
duzirá
seus
effeitos.
E'
preciso
fazer
en
trar
em
ordem
estes
desordeiros
da
in
strucção
e
educação
publica,
que
tantos
males
tem
causado, e
estão
causando
á
mocidade do
paiz.
E
é esta
a
causa
primordial do
poqco
estudo
da
mocidade.
Não
se
estuda
e
quer-se
ser
approvado,
e para
isso
tudo
se
põe
em movimento.
Os
empenhos,
lícitos
ou
illicitos,
protecções
clandestinas,
não
ha
nada
que se
não
.ponha em
pra
tica
para se
conseguir
o
fim.
Isto
é
aqui
lançado
só
por amor da
verdade,
e
para
que
os
costumes
se
re
formem
nesta
tão
importante questão
so
cial,
que
tanto importa
ao
futuro
da so
ciedade
portugueza,
tão
abalada,
e
que
nós
desejamos
ver
purificada e
limpa
do
joio,
que
se
lhe
introduziu.
Deixamos
isto
á
consideração
do leitor
imparcial
e
justo,
mas
é
preciso que
nos
desenganemos,
que esta
sociedade
muito
materialista
continua
a
materialisar
os
fun
damentos
d
’ella,
na
educação
publica,
empregando
o
engano,
a
torpeza,
a
ca-
lumnia,
em
tudo
e
por
tudo
As
reformas
sem
critica, feitas
com
absoluta
falta
de
conhecimentos práticos,
tem
dado
causa
a
muitos
dos
abusos que
lastimamos.
A
confusão
substituiu
a sim
plicidade,
e a
liberdade,
que
sempre
devia
ser
a
norma
nestas
cousas.
Muito
despo
tismo,
muito
arbítrio, e
tudo
pago
em
cima
por
muito
dinheiro,
porque
quem
quizer
habilitar-se
com
um titulo
de
ap-
pròvação,
custa-lhe
bem
caro.
Esiaraos
n
’um
século
metálico,
e
a
instrucção
deve
ser
Lem
luzente.
Desde
muito
que
os
governos
parece
que
desejam
cohibir
o
ensino
particular
pelos professores
públicos
dos lyceus
on
das
escolas
d
’
onde
elles
possam
ser exami
nadores
das
disciplinas
preparatórias,
mas
nã
>
teem
tido
força
para
fazer
cumprir
esle
acto
de
moralidade
publica.
Por
outro
lado
lambem parece
que
o
governo
quer
fazer
o
ensino,
monopoli-
sando-o
a
seu
modo,
e
assim
centralisar
mais
esle ramo
de administração,
como
tem
feito
com
outros
Estes
factos
estão
ao
alcance
de
toda
a
gente,
e
é preci«o
que
no coração
dos
homens
de
bem
se
desperte
uma
vontade
energica para
pôr
fim
-i
um
tal estado
de
coisas.
Que
as
escolas se
moralisem,
que
o
ens
no
seja
livre,
que
a
admissão
aos
actos
públicos
das
disciplinas
preparatórias
seja
franca, ou
regularisada
com justiça,
livre
de peias,
que o
imposto
seja eliminado,
por grave
e
pesado
aos
chefes
de familia,
e ainda
mais,
para
que
se
não
diga
que
o
governo do
Estado
mente,
porque
fat
iando
sempre
nos
seus
pomposos
relató
rios
muito
em derramar
a
instrucção
no
paiz,
vende-a
caríssima,
arredando
os
po
bres
honestos,
que
são
os
melhores
estu
dantes,
e
assim
preparam
uin
futuro
de
ignorantes,
mais
atrevidos
ainda
com
o
dinheiro
herdado, e
sabe
Deus
como
ga
nhado
Os
auctores
das
leis de instrucção
pu
blica,
que
devem
ser
leis
de
moralidade
a
toda
a
prova,
devem
admittir
estes
prin
cípios
de
eterna
justiça
Observador.
A respeito
da
Hocialiumo
(Conclusão)
A
inferioridade
destes
últimos
sempre
em
augmento;
os progressos
cada
vez
maio
res
da Internacional;
a
similhança
das suas
aspirações contra
as classes abastadas
e
em
favor
dos
trabalhadores
e o
desejo
de
unir
e
reforçar
as hostes
socialistas
sob
uma
só bandeira,
para
marcharem
juntas
a
combarter
o
inimigo
commutn,
a pro
priedade,
pondo
termo
a
rivJidades
e
di
scórdias
que
as
debilitavam
eafflgjam,
fi
zeram
apressar
a
hora
da
fusão
de
iater-
nacionalistas
e
lassalianos
em
um
só
par-
iiii
>.
facto
sanccionado
pelo
congresso
de
Gctl.u
reunido
em
maio
de 1875.
profusão
por
todo
o
paiz
e
nos
quaes,
a
exceptuar
alguns princípios
acceites pelas
escolas
liberaes,
de
cuja
doutrina
o socia
s
lismo
os
copiou,
abundam
os
absurdos
economicos,
como
o
imposto
unico
sobre
a
renda,
a
regímen
da
democracia directa
e
a
suppressão
dos
exercitos
permanèntes.
Estes
absurdos
não
tem
também
o presti
gio
da
novidade
e
do
inesperado,
porque
o
seu
descrédito
é
tamanho
como
a
sua
antiguidade, e
nenhum
publicista
serio
af-
firma
qualquer
de
similhantes
soluções.
Durante
quinze
annos deixaram
os
so
cialistas
allemães
na
inteira
liberdade
de
propagarem
as
suas
doutrinas,
deram-lhes
tempo
para
cortarem
as
suas discórdias,
para
se estenderem
e
unirem,
e
agora que,
graças
a
tanta
benevolencia,
o
monstro
le
vanta
a
mão
para
ferir
mortalmenle
o
sy-
stema
que
lhe
deu vida,
é
quando os seus
fautores
se
horripilam
e
querem
retroceder
espantados perante
as
fataes consequências
da
sua
própria
obra.
Alea jacta
est.
Veremos
agora
em
ar
tigos subsequentes
o
resultado das eleições
a
que
acaba
de
se
proceder
e
que
garan
tias
de
triumpho
ellas
promeltem
ou
para
o
principe,
ou
para o
activo
desenvolvi
mento
do
partido
democratico-socialista.—
(R.
de
S.J
UOTILHÀ
nONlT.VIEIVTO
SAMEIRO.
A
Commissão
do
Monumento
do
Sa
meiro
reconhecendo
quanto
é
urgente
o
concluir-se
a
construcção
das
paredes
da
nova
capella que
se
está
edificando
no
cimo
do
monte,
e
que
hade
receber
a
Sagrada
Imagem
da Virgem
Immaculada.
que
lemos
entre
nós, appella
confiademenie
para
a
devoção
de
todos
os
fieis,
e
ousa
lembrar-lhes
esta
palpavel
necessidade,
a
que
de
prompto
devemos
acudir.
O
secretario--Padre
José Silverio
da
Silva.
Vsaít».
—
A
’
manhã,
ás
6
horas
da
tar
de,
vão
as
irmandades
da
Senhora
do
O,
e
da Senhora
do
Rosário
de
S.
Pedro de
Maximinos,
em
visita
á
egreja
do
Populo,
acompanhando-as
os
devotos
do
Rosto
do
Senhor, cuja festa
tem lugar
n
’
este
dia
na
capella
de 8.
Miguel-o-Anjo,
e
uma
banda
de
musica.
Na
visita
cantar-se-hão
as
ladainhas
lauteranas
com o
Tola
pulchra,
e
oração
pelo
Pontífice.
TV.
Senhora
das
JUTeveo.
—
Tendo
precedido
novena,
fe
i
tejou-se
na quiná-fei-
ra,
na
capella
de
N.
Senhora
Branca,
a
Imagem
de
N,
Senhora
das
Neves,
Padroei
ra
d
’aquelle
templo.
Teve
de manhã
missa
solemne
a
ins
trumental
e
Exposição
do
SS.,
e
de
tar
de sermão
prégado
pelo
distinctissimo
orador
sagrado,
dr.
Constanlino
Ferreira
d
’Almeida.
e Ladainha,
findando com a
en-
cerração
do
Santíssimo
Sacramenta.
Bfão
pod®
ser.—
Espalhou-Se
a
no
ticia
não
sabemos
com
que
fim,
de
que
a
Meza
da
Irmandade
do
Sanctuario
do
Bom
Jesus deixava collocar
a
Imagem
da
Virgem
Immaculada
n
’aquelle
templo,
mas
não
consentia
que
junto
d
’ella
se
recolhes
sem
esmolas,
ou
se
pozesse
caixa.
Isto
é
falso
e
impossível.
Não
se
attribua
áquella
Meza,
que
se
compõe
de
pessoas
tão
il-
lustradas,
um'
zelo tão
indiscreto,
tão
mesquinho
e
tão
pouco
esclarecido.
Camarn.
—
Toma
amanhã
posse
a
no
va
camara
ultimamente
eleita.
KCebate
—
Por
falsa indicação
de
haver
fogo
para
os
lados
de
S.
Je-
ronymo
de Real,
na
noite
de ante-hontem,
seguiram
para
alli os bombeiros
voluntá
rios
cora
a
respeeliva
bomba
e
aprestes,
e
uma
dos municipaes. A
meio
do
ca
minho
tiveram
de
voltar,
pois
felizmente
fôra
rebate
falso.
.TKonte-pío
«Se
S.
José.
—
Por
2
ho
ras da
tarde d
’amanhã
teem de
se
reunir
em
assembleia
geral
os
socios
do
monte
pio
de
S.
José,
para
resolverem
sobre
o
augmento
de
soccorros
aos
impossibilita
dos
de
trabalho.
Eleições da
Junta
de
pitroeliêa.
—
Teem
amanhã
logar
as
eleições das
Juntas
de paroehia,
era
conformidade
com
o
novo
codigo administrativo.
Falleeimento.—
Com
cerca
de
80
annos,
falleceu
ante-hontem
a
snr.
a
D.
Leo-
nor
Maria
Martins
d
’
Abreu
Camello,
da
casa
e
quinta
do
Armão,
d
’
esta
cidade.
O
seu
cadaver
foi
ante-hontem
á
noite
con-
dusido
para
o
templo
do
Carmo,
onde
hontem
ás
9
horas
houve
oílicios pomposos,
sendo depois
levado
para
o
cemiterio.
Vaticano.
—
Um
despacho de
Roma
diz
ter
sido
nomeado
secretario
de
esta
do,
o
exc.
mo snr. cardeal
Nina.
O
cardeal
Nina,
da
ordem
dos
Diáco
nos,
nasceu
em
Reconati,
em
1812.
F
o
j
preconisado
em
1877
sob
o
titulo
de
San
to-Anjo
em
Peschiera.
Foi
sempre
amigo
intimo
do
chorado
cardeal
Franchi,
cujas
altas
vistas
políticas
e
religiosas
elle
partilhava.
Obito.
—
Escreve
a "Nação:
Perdemos
mais
um
amigo,
um
ami»o
leal,
um
valente
soldado
do-campo
legip-
mista.
Hontem,
11,
depois
de
um
prolonga
do
padecimento
deu
o seu
ultimo
suspiro
o exc.m}
Snr.
Pedro
de
Alhumada
Quar-
tin,
coronel
do
exercito
legitimista.
Feita
a
convenção
d’Evora
Monte,
le
vou-o
a
dedicação
ás
terras
do
exílio
acompanhando
por
muito
tempo,
como
fiei
amigo, aquelle
que
jurara
Rei,
e
como
tal soubera
defender
com
a.
espada
nos
campos do
combate.
E
o
rei recompen
sava-lhe
essa
lealdade,
sendo sioceramen-
te
amigo de Pedro Quartiq.
Regressando
á
patria,
se
não
tinha
as
distineções
e
proventos
que
devia
ter,
por
pezar
sobre
elle
o analhema
de
mi-
guelista, encontrou
comtudo
a
estima
dos
seus
correligionários politicos, que nelle
respeitaram
sempre
o amigo
fiel, o
verda
deiro
homem
de
bem.
A
edade
e
os trabalhos
trouxeram-lhe
uma
impertinente
doença
que
ha
muito
o
torturava,
e
que,
como
dissemos,
lhe
rou
bou
a
vida
no
dia
11.
Oremos
por
elle
e possam
as
nossas
orações abreviar-lhe
o
periodo da
expiação.
Se
temos a
lamentar
a
perda
do ami
go,
consola-nos
a
idéa
de
que
se
deixou
bem
representado
em seus
filhos,
que
edu
cados
por
elle
e
sua
virtuosa
esposa
hão-
de
saber
conservar
o
seu
nome
tão
puro
como
o
herdaram. A’
viuva
e
filhos os
nossos
pesames,
Sonho
tureo.
—Um
collega
tran
screveu
o
seguinte:
«O
«Funny-Folk»,
folha
humorística
de
Londres,
dedica
ás
mutilações
que
experimentou
a
Turquia
uma
local
que
intitula
um
sonho
turco.
Trata-se
de uma
conferencia medica;
em
que
o
doutor
é
o sultão
e
os
médi
cos
são
representados
pelos
primeiros
mi
nistros
das
nações
que
mais
lucraram
cora
o
desmembramento
do
império'
ollomano.
O
doente,
despertando.
—
Allab! Allahf
onde
estou?
Os médicos.—
Sempre
era
Constantino
pla,
sublime
defensor da
fé!
O
doentp.
—Deus
seja
louvado, Allah
me
proteja!
Devo
ter
estado muito
doente?
Como
estou
magro!
•
Dr
Beaconstield.
—
Vossa
magestadeema-
greceu
eflectivaménte.
O
doente,
com voz
sumida.
—
Tragam-
me
um
mappa
geographico. (Dão-lhe
o
mappa,
o
enfermo
observa
por
bastante
tempo
com
anciedade),
Allah
me
prote-
a.
Tornei-me
a'sombra de
mim
mesmo,
jue
fizeram
do
meu pescoço.
Dr.
Gortschakoff.—
O
musculo
bessa-
rabico,
não sendo
de
utilidade
a
vossa
magestade,
fomos
obrigados a
cortal-o
O
doente.—Sim,
percebo,
mas
onde
está
o
meu
hombro
esquerdo?
Dr.
Andrassy.
—
Não se affliji. Vigio-o
com
o
maior
cuidado.
O
doente.
-Mas
cortaram-me
os
dois
braços.
Dr.
Rititch
e dr.
principe
Carlos.
—
Estavam
completamenle
paralyticos,
ma-
geslade!
Estão
confiados
ao
nosso
trata
mento.
O
doente.—
E
as
minhas
pernas
o
que
lhe
fizeram.
Dr.
Beaconstield.
—
Eram
um estorvo
para
vossa
magestade.
Cortei-as!
O
doente.—Basta!
que
alguém me
leve
d
’aqui e
me
enterre.
Dr.
Bismark
(ao
ouvido
do
dr. Bea-
consfiel).
—
E
plante-lhe
lambem
um
cy-
presle
junto
ao
tumulo.
E
saíram
todos
rindo.
A
gás» d
’
agua.—
Uma
gota
d
’
agua
caiu
das
nuvens no
meio
do mar,
e
vendo
agitarem-se
as
ondas
em
seus
profundos
abvsmós
disse
com
pena:
—
«Ai!
o
q.ue sou eu,
á
vista
d
’
esta
immensidade?!
Honlem
brilhava
em as
nu
vens,
e
hoje a
folha
ligeira,
que
íluctua
sobre
as
ondas,
é
muito mais do
que
eu»!
O
rei
dos
Céos
tocado
da
sua
hu-
miltfade e tristeza, a
depositou
no
fundo
das
aguas
dentro
de
uma
concha,
ella
veio
a
ser
uma
pérola
preciosa,
que
por
fim
brilhava
sobre
a
corôa
de
um
pode
roso
rei!
Esta
fabula
é
a
flor
dos
preceitos.
Deus
exalta os
humildes.
l'm
revolucionário.
—
Lebier, que
as
sassinou
ha
poucas
semanas
uma
mu-
lljer
em
Paris,
cortando-a
em
pedaços,
er
a
um
dos
mais
celebres
jornalistas
re
volucionarios
e livres pensadores.
Em
uma
reunião
publica,
poucos
minutos
depois de
cornmetter
o
crime,
disse:
«que
os
semi
nários
eram
o
asylo
de
todos
os
cobar
des,
que
se
tirasse
ás
congregações
re
ligiosas
a liberdade
do
ensino,
que
a
ins
trucção fosse
gratuita,
obrigatória
e
leiga»,
etc-,
etc.
E6egistre-sae.—
Um
dos
tres
Vicaria-
tos
aposlolicos
em que
foi
dividida
pela
Santa
Sé
a
África
centrai
ha sido confiado
á
província
da
Companhia
de
Jesus,
da
Inglaterra;
os outros
dous
aos
padres
de
unia
nova
congregação
de missionários
fundada
pelo
snr.
bispo
de
Alger.
E
Portugal?
Quando
teremos
governo
que
olhe
pelo
que
mais
nos
importa
como
potência
catholica
colonial?!...
Estavam
á
espera
os pretos
sujeitos
ao
nosso
dominio
de
cahirem
sob
o
domínio
dos
protestantes
inglezes
para
verem de
novo
os
seus
queridos
missionários
de
que
ainda
conservam
tão
gratas
recorda
ções?
E o
que
faz o snr.
ministro
da
marinha,
Thornaz Ribeiro,
já
que
os
mi
nistros
da
marinha
entre
nós
se arvoraram
quasi
em
papas
do
Ultramar?
Ha
dias
lémos
n’
um
jornal
de Lisboa:
«Os
trinta
contos votados pelas
côrtes
para
a
expedição
exploradora
d
’
Africa
jáse
tinham evaporado
quando
a
expedição
che
gou
a
Bengtiella;
depois
dhsso...
lem
ido
mais
dinheiro,
etc.,
etc».
Não
se
percisa
commentarios...
Missionários
e
missões
para
que?
Ex
pedições,
isso sim!,..
(P.)
tòs
iiasiirreelOH
hes
pimlmes.—
Communicam ao
«J.jja
Manhã»:
Eivas
14,
ás
4
e 58
m.
da t.
«A
partida
revolucionaria
levantada
em
Narvalmoral
de
la
Mata
e
não
em
Tru-
jillo,
província
de
Caceres,
foi
batida
e
dispersada
no
dia II
em
Guinalde,
na mes
ma
província,
pelas
tropas
que
a
perse
guiam,
tomando-lhe
dezenove
prisioneiros
e
feridos,
armas,
munições
e
cavallos.
O
resto
dos
dispersos
fogem
na
direcção
de
Ceclavin
e Serra da
Gala,
apresentando-se
jâ a maior
parte,
ás
auctoridades
locaes.
0
governo
mandou
abonar
etape
aos
es
quadrões
de
lanceiros
e
de cavalleria
3,
que
vigiara a raia portugueza».
Fhenonieno
>netereol<»«jien
—
Re
fere
o
«Aube»,
de
Troyes,
que
em
uma
das noites
da semana
passada
foi
presen
ciado
alli
um
phenomeno
notável.
Um
globo
de
fogo,
partindo
do norte
e dirigindo-se para
o
lado
de
oeste
il-
luminou
o
horisonle
por
espaço d
’
um
mi
nuto.
O
clarão
era
muito
intenso
e
o
phe-
tiomeno
melereologico
deixou
um
rasto
lu
minoso
na
sua
passagem.
Morte
<S’ogt8»
jesutía.
—
Diz
a
«Unità
Catholica»,
de
6
d'ag.osto,
que
falleceu
na
China, victima
da sua heroica
caridade
em
soccorrer os famintos, o revd.
0
padre
Luiz
Duveile,
missionário
da
Companhia
de
Je
sus.
Um
irmão d
’
este
padre
(Paulo
Du-
velle)
snotreu
em
1866,
victima lambem
da caridade,
soccorrendo
os
inundados
pelo
rio
Loir;
e
outro José Duveile) sendo
zuavo
pontifício
perlo
de
Civita
Vecchia
em
1869.
Que
santa
familia!
As
descobertas
«ia
Afriea
cen
trai.—
O
padre Durand,
professor
de
geo-
graphia
na
universidade catholica
de
Paris
(como
já
havia
leito
o
padre Braker,
je
suíta
e redaclor
dos
Eludes)
acaba
de
vin
gar
a
memória
do>
viajantes
porluguezes
e
de
outras
nações
(especialinenle
religiosos
franciscanos,
etc.)
que precederam Levin-
stone
e
Cameron
nas descobertas
da
África
central.
Ainda
bem! Agradecemos; gosta
mos:
isso é importante para
a
gloria nacio
nal
da
nossa
palr
ia.
Mas...
o
mais
impor
tante
não
é isso.
O
mais
importante
seria
que
não degenerássemos,
por
um espirito
estupidamente
hostil
á
Religião
que
nos
fez
grandes,
que
poderosamente
influem
em
to
das
as
nossas
glorias....
E
o
que
vemos?...
Deus
nos valha.
—
(P.)
Ponte
»obre
o
Bosphoro.
—
O
ca
pitão
James
B.
Eaedes,
o
celebre
constru-
ctor
da
grande
ponte
de
aço
sobre
o
rio
Mississipi,
em S. Luiz,
e
que depois
se
tornou
mais
celebre
ainda
pelo
feliz resul
tado,
que
alcançou
com
o
seu
systema
novo
de
dar
mais
quatro
para
cinco pés
de
fundo
ao
canal
da
foz do Mississipi,
de sorte que
agora
os
maiores
navios
po
dem
passar
sem
difficuldade a
barra que
®lti
se
formou
e
subir
até
a
cidade
de
Nova-Orleans,
submetteu
utlimamente
um
plano
para
construir
mm
ponte
sobre
o
Dosphoro
e
ligar Pera,
suburbio
de
Gon-
st
antinopla, com
a
costa
asialica.
Foi
ajudado
nos
seus
cálculos
e
estu
dos por A.
O.
Lambert,
engenheiro ci
vil.
A
ponte
designada
lerá
1:829
metros
de
comprimento e
30
Q1
,5
de
largura.
Te
rá
quinze
vãos,
e
será
quasi
toda
de
ferro.
A
altura
da
via
acima
da
superfície
da
agua
será
36
m
,5,
que
é
18m,3 menos
do
que
a da ponte
entre
Nova-York
e
Br.ooklyn.
O
vão
central
será
de
228'
n
,5
de
com
primento.
Os
pilares
cenlraes
terão
13
metros
de
grossura,
e
os
dois
pilares principaes
82
m
,2
de altura, desde
os
alicerces até
cima.
Deve
completar-se
em
seis
annos.
AntípattiiaB.
—
O
conde
d
’
Armstad
desmaiava
só
com
provar
um prato em
cuja
composição
entrasse
azeite
de
oli
veira.
O doutor
Prout
conta ler
assistido
a
um
indivíduo
para
quem
a
carne
de
carneiro
era
uma
especie
de
veneno.
Giranesio
sentia-se
atacado
de
palpita
ções de
coração
quando
via
apparecer
na
mesa
um
bocado
de
carne
de
porco.
O
cheiro
do peixe
produzia
em
Erasmo
a febre.
Lladislau
III,
rei
da
Polonia,
tinha
tal
anlipathia
pelas
maçãs,
que
não
só
não
podia
sentir-lhes o
cheiro
mas
até
vel-as
fazia-lhe
mal
Gretry
não
podia
soffrer
o
cheio d’
uma
rosa.
A
rainha Anna
d
’
Austra
anlipalhisava
tanto
com
esla
flor,
que
não
podia
vel-a
nem
pintada.
A
violeta
causava
horror
e
calafrios
á
princeza
de
Lamballe.
O
marechal
d’
Albiel
fugia dos
porcos,
e
Ticbo-Brahe senlia-se
indisposto á
vista
inesperada d’
uma
lebre.
Jacob
II,
rei
de
Inglaterra,
desmaiava
diante
de
uma
espada
nua.
Luiz
XIV,
em
seus
últimos
annos,
não
podia
supporlar
a
vista
do
campanario
de
S.
Dionysio; eíTectivamenle
foi
este logar
mais
tarde
a sua
sepultura.
Bacon,
e d
’
Escars
bispo
de
Langres,
caiam
n
’nma
syncope
ao
começar um eclipse
da
lua,
e
permaneciam
insensíveis
durante
o
phenomeno.
Verdadeira
euriosidade.—
Os
pe-
riodicos
estrangeiros
dão
conta
d
’
uma
ver
dadeira
curiosidade,
tão
util
como
econó
mica,
diz
o
«J.
da
Manhã».
Parece
que
os lavradores
e
camponezes
de
Tarbes
(Altos Pyrineus)
adoplaram
um
melhodo
simples
para
precaver
suas
fazendas
dos
effeilos
da
eleclricidade
athmospherica.
Para
isso
collocam
no alto de
suas
moradas,
graneiros,
viveres,
etc.,
um
pau
largo,
em
cuja
extremidade
atam
um
grosso
mó-
Iho
de palha.
Mais
de
18
municipalidades
d
’
aquelle
districto,
que
empregaram
este
systema
tão
simples
e
barato
de para-raios, se
viram
livres dos
destroços
occasionados
pelas
faíscas
eleclricas
nas passadas
tor-
inenlas,
sendo
castigadas
outras próximas
que não
o
haviam
empregado.
purificar
a»
habitaçãea
e
ob
quartos
dos
doentes.—
O
fumo
de
substancias odoríferas,
queimadas
laes
co
mo
o
alecrim,
a alfazema,
o
incenso,
o
assucar,,
etc.,
encobrem
por
momentosos
maus
cheiros,
mas
não
destroem
os
mias
mas
nem
purificam
o
ar.
Para
esse
fim
abram-se
as
janellas
de
quando em
quan
do,
colloque-se
no
quarto
uma
vazilha
com
13
grammas
de
chlorureto
de
cal
em 500
grammas de
agua.
Também
se
podem fazer aspersões
com
este
liquido
ou
com agua
de
Labarreque,, e
espalhar
na casa
serradura
molhada
em
agua
phenica.
4?oloraçs»«-
dos
suetaes.
—
Podem-se
colorir rapidamente
os
metaes
cobrindo
sua
superticie
com
uma camada delgada
de
aci
do sulphurico
em
dissolução.
Segundo
a
espessura
da
camada
e a duração
da
acção,
podem-se
obter
as
cores d’
ouro,
de cobre,
de
carmim, de moreno
castanho,
d
azul
de anilina
claro,
de
branco
avermelhado.
Todas
estas côres
são
brilhantes,
e
se
se
tem
o
cuidado
de
limpar
os
objectos
me
tálicos
antes
de os tratar
pelo
acido
sul-
phurico,
a
coloração
não
aflecta
em
nada
o
brunido.
Misturando
uma
dissolução
de
42,5
grammas
de
acetato
de chumbo em
225
grammas
d
’
agua,
se
se
aquece
a
mes
cla
a
88.
u
ou 93.°, esta
decompõe-se
dan
do
um
precipitado
de
sulphurelo
de
chum
bo
em
copos negros; se se
submerge
um
objecto
metálico
no
banho,
o
precipitado
deposita-se
debaixo,
a
coloração
pro
luz-se
coin
uma
tinta
que
depende
da
espessura
do
precipitado.
E
’
preciso
ter
o
cuidado
de
aquecer
d
’
uma
maneira
regular
os ob-
jectos
que
hão
de
colorar-se,
a
fim
de
que
esla
uniforme.
O
ferro,
tratado
d
’este
modo,
toma
o
aspecto
do
aço
azulado:
o
zinco,
pelo contrario,
faz-se
moreno.
Empregando
em
logar
do
acetato
de
chum
bo
uma
quantidade
egual
de
acido
sul
phurico
e aquecendo
os
metaes
um
pou
co
mais
que
no
primeiro
caso,
pode-se
colorir
o bronze
de canhão, em
magni
fico vermelho,
verde,
muito
estáveis.
Ob-
teem-se
preciosas
imitações de mármore
dando
aos
objectos
de
bronze
aquecidos
a
100.°
um
banho
com
uma
dissolução
de
chumbo
solidificada
com agommatra-
gacanto
e
submettendo-GS
em
seguida
á
acção
do
precipitado
de
que
nos
occupa-
mos
acima.
Movimento
«lo
líoBpiti&l
«le
S.
Mareos.
—
Doentes
existentes
em
4
de
agosto:
69
homens
e
118
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
22
homens
e 20
mulheres.
Sahiram:
19
homens
e
23
mulheres.
Falleceram:
3
homens e
2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
10 de
agosto
69
homens
e
113
mulheres.
&viso
aos bons
eBtwilstntes
*
e
aos
paes de
ftMnilit
*
.
Abre-se
novamente
no
anno
lectivo
1878-79
o
’
Quartel
de
8.
Luiz
Gonzaga,
na
rua
dos
Chãos
de
Cima,
n.°
22.
Es
te
quartel tem
por fim
oíferecer
aos
bons
paes
de
familia
e
aos
bons estudantes uma
casa
onde
possam
viver
chrislâmente
e
no
meio
de
bons
companheiros.
E
’
destinado
exdusivamenle
aos estudantes
que se
de
stinam
ao
eslado
ecclesiastico
e
será
vi
giado
principalmente
pelo
Direclor da As
sociação
de
S.
Luiz
Gonzaga, o
snr.
padre
Meli
e
por
outro
padre
que
viverá no
me
smo quartel.
A
pensão
que
n
’elle se
pa
ga
é
a
mesma que
se
costuma
pagar
nos
quartéis
mais
baratos.
Os
estudantes
d
’
es-
te quartel
hão
de
suhraetter-se
a
um
re
gulamento
do qual
os
pontos
principaes
são
—ter
bons
costumes,
recolher-se
a
ca
sa
a
horas
certas,
resar
em
commuin
pela
manhã
e
á noule,
frequentar
os
Sacra
mentos, não
incommodarem
uns
aos
ou
tros,
já
no
tempo
d
’
estudo,
já
fóra
d
’
elle.
Não
é
necessário
encarecer
a
impor
tância d’esla nova
instituição,
que
serve
para affastar
os
estudantes, que
se
dedi
cam
ao
estado
ecclesiastico,
da
desmora-
lisação
que
costumam
encontrar
nos mais
quartéis.
Quem
quizer
aproveilar-se
d
’
este
novo
quartel
poderá
dirigir-se
ao
snr.
padre
João
B.
Meli,
rua
de S.
Bernabé,
n.°
16.
Antonio
Casinaiso
da
Cruz Teixeira
e
sua mulher
Maria
Augusta
Ribeiro
Tei
xeira, tendo
de retirar-se
d’
esta
cidade,
onde
deixam
parentes
e
amigos,
e
dese-
janlo
despedir-se
de
todos, sem
que haja
omissão
alguma, servem-se d
’
este
tneio
para
sanar
qualquer
falta que
por
ventura
houvessem
corameltido
no
cumprimento
d
’
aque]le
dever.
Despedindo-se
de
todas
as
pessoas
da
sua
amisade
offerecem-lhes,
ao
mesmo
tempo,
o
seu
diminulissimo préstimo
em
Aviz,
onde
vão
residir.
Braga
13
—
8
—
78.
Sociedade
Democrática
Recreativa
De
ordem
do ill.mo
snr.
presidente,
são
convidados
os
snrs.
socios,
famdia
e
amigos
do
nosso
consocio
finado
Manoel
José
Gomes
da
Rocha,
a assistirem
a
uma
missa
de
septimo
dia, que
pelo repouso
de
sua
alma,
será
celebrada
segunda-feira
19
do
correrile
pelas
10
horas
da
manhã
na
egreja
dos
Terceiros.
Braga 16
d’
agosto
de
1878.
O secretario
Luiz
Barbosa
de
Mendonça.
ATTEUÍ
ç
AO.
Largo
de
8.
Miguel-o-Anjo,
n.°
13.
Aluga-se
um
solão,
proprio
para escri
ptorio,
onde
residiram
os
exc.
mus
snrs.
abb.ade
de
S.
Pedro
de
Maximinos
e
dr.
Santos.
Tracta-se
na
mesma
casa. (1035)
Mala-posta
do
correio de Villa
Nova
de
Fomalicão á
Povoa
do
Varzim.
Manoel
Joaquim
d
’
Oliveira
&
Primo»
annunciam
ao
publico
que
abrem
2
carrei
ras diarias
nos
carros
do
correio
de
Fa-
malicão
á
Povoa
do
Varzim no
dia
15
de
agosto inclusivé, a
passarem
bilhetes
de
Braga
em
direitura
á
Povoa
nos
comboyos
das
5
horas
e$
22
m.
da
manhã
e
2,36
da
tarde,
e
da Povoa passam
bilhetes
para
os
comboyos
que
partem
para
esta
cidade
de
manhã
e
de tarde.
Avisamos ao
pu
blico que
quizer
otilisar-se deste
bom
serviço
que nós
promeltemos
ser
feito
com
a maxima
regularidade.
Os bilhetes
vendem-
se
em
Braga
em
casa de
Domingos
Alves
Pereira,
Praça
do Barão
de
S.
Marlinho
n.°
1
e
na
Povoa
em
casa
de
José
da
Silva
Ferreira,
Largo
do
Pelourinho.
O
gerente
(1635)-
Alves
Pereira.
AVISO.
Tendo
si
lo
por
deliberação
da
commis-
são
districtal
de
soccorros
para
os
innun-
dados
de 1876
repartidas as
sobras
dos
donativos
pelos
estabelecimentos
de
bene
ficência—
hospilaes
civis
de
Braga,
Gui
marães
e
Barcellos,
asylos
de entrevados
de
Braga
e
Barcellos,
asylos
de
mendici
dade
de
Guimaiães,
asylos
dhnfançia
des
valida
de
D.
Pedro
V
e
de
Santa
Este-
phania,
collegios
dos
orlaos
de S.
Caetano
e
orfãs
da
Tamanca,
collegio
<la
regene
ração,
e
creche
de
S.
Vicente
de
Paulo
—
são
avisadas
as
direcções
dos
referidos
estabelecimentos,
que
a
pesar
de
particu-
larmente
prevenidos,
ainda
não
vieram
ou
mandaram
receber a
parte
que
lhe
diz
respeito,
o
façam
o mais
breve
para
se
fecharem
as
contas
e
publical-as.
E
’
thesoureiro
da
commissão,
o exc.
mo
snr.
D.
Manoel
Martins Alves
Novaes,
Deão
da
Sé.
Braga
12
d
’agosto
de
1878.
O
secretario
(1031) Domingos
Moreira
Guimarães.
Monte-Pio de S. José.
Por
ordem
do sor.
Presidente
e
mais
vogaes
da
Meza,
sjio
convidados
todos
os
socios
que se
adiarem
no
goso
de
seus
direitos,
a
reunirem-se
em
assembleia
ge
ral, ás
2
horas
da
tarde-do
dia
18
do
corrente,
na
casa
n.°
1 do
largo
de
Santo
Agostinho, onde
se
acha
estabelecido
o
escriptorio
do
mesmo
Monte-Pio,
e
em
harmonia
com
o
disposto no
artigo
44,
para resolver
sobro
o
artigo
56
dos
respe-
ctivos estatutos,
conforme
consta
de
um
requerimento
assignado
por
12
socios,
e
apresentado
ao
snr.
Presidente
da
Meza
em
data
de
12
do
corrente.
O
l.°
secretario
(1030)
José
Antonio
Peixoto Braga.
PREVENÇÃO
Luiz
Anlonio
da
Silva,
&
C.
a
,
da
ci
dade
do
Porto,
faz
publico
que
lem
pen
dente
em
Juizo
uma
acção commercial
contra
Francisco
Gomes
Barrote,
sombrei-
reiro,
da rua
de
S.
Victor,
freguezia
do
mesmo
nome,
d
’
esta
cidade—
para
paga
mento
da
quantia
de
seis
centos e
tantos
mil
reis
de
que
lhe
é
devedor
—
e porisso
previne o
publico
afim,
de
não
fazer
com
o
mesmo,
contrato
algum
sobre
a
proprie
dade
de
uma
morada
de
casas,
que
tem
e
possue
na
mesma
rua,
e
em
que
vive,
sob
pena de nullidade
na
conformidade
da
lei.
(1027)
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeilos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por
escriptnra
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com-
merciaí
d
’
esta cidade,
passou
procuração
com
todos os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
lambem
se
acha
registada
para
a
representar em
lo
dos
os
negocios
que
achar
convenientes.
(1026)
ULTIMA
DESCOBERTA
O
vinho
e oleo
«le
figa<?o
«le
bata
lhai!
creozotadoa
de
Cíinberi
e
Beuehard,
modificados.
São
hoje
applicados
com oplimo
rezul-
lado
por
médicos
de
todos
os paizes para a
cura
da
phtysica
pulmonar,
bronchites
chronicas,
tosses
rebeldes,
catarrhos
de
bexiga,
etc.,
etc.
Preparados
na
pharma
cia
de
H. J.
Pinto &
C.a
Largo
dos
Loyos,
36
—Porto
Deposito
em
Braga
—
pharmacia
dos
Ór
fãos.
(T.
1029)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’esta
cidade,
tendo
em consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital de
S.
Marcos,
empenha
n’
esle
acto
de
caridade
a
devoção de seus
concidadãos.
p:
'<.■
'V""'
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira Guimarães.
(1002)
COLLEGIO
ͻE
IV.
SIVHOBA
1JA
COXCKIÇÃO
Lisboa,
rua
da Esperança,
224
Estabelecido
n
’
um vasto
ediíicio,
bem
situado,
com
bom recreio,
e
quartos se
parados para os
alumnos.
A
recommendação
d
’
esta
casa
de
edu
cação
faz-se
pela
sua existência
de
qua
renta
annos,
com créditos
reconhecidos.
Os
Estatutos
e
mais
esclarecimentos
dão-se
no
Collegio.
No
proximo
anno
lectivo
precisa-se
d
’
um
ecclesiastico
para
o
internato, como ca-
pellâo
e
professor.
O
Director
Geral
(997-S)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
VENDA
DE CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se as
duas
moradas
de
casas
construídas
de novo,
juntas
ou
separadas;
trala-se
na
rua
de S.
Marcos
com
Antonio Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio Silverio
de Paiva, em
frente
ao con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de probidade com
creada,
ou
eccle
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto, nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
RcW,
(
>a
Boa-Vista.
éUf.Êà
ZQAR)
Arrenda-se
Uma
casa
de
dous
andares,
com
mui
tos
commodos, agoa,
bom solão e grande
armazém, tudo
com
limpeza,
na
rua
das
Agoas,
n.®
101. Para traclar
falla-se
na
rua
de
S. Vicente
n.°
56,
onde
está
a
chave
para se
mostrar.
(1019)
ATTEJÍÇÃO.
Passa-se
o
CaíTe AGUIA
D
’
OURO
tra
ta-se
com o
proprietário
do
mesmo
rua
das
Aguas
n.°
2.
(1032)
CAIXEIRO.
Pertende
arrumar-se
um n
’esta
cidade,
com
pratica
de
mercearia,
pode tomar-se
informações
do
mesmo
na
rua
de
S.
Do
mingos
n.° 38.
(1033)
DINHEIRO A JURO
Até
á quantia
de 250:000
réis
dá-se
sobre
hypoteca
na confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz.
Trata-se
com
o
secretario da
mesma,
padre
Francisco
Lobo,
na
rua
do
Poço
d
’esta
cidade.
1014
ARRENDA-SE
o 2.°
andar
da
casa
n.°
11
em
a
rua
das
agoas
d
’
esta
cidade.
Tra
ta-se
com
seu
dono
na
mesma.
(984)
-'U
HOGG,
Pharmaceutico,
2, rua
de
Gastiglione,
Pariz,
unico
prepara
dor,
----
— -
---
——
Debaixo
desta
forma especial a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta maneira
este precioso medicamento
nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e
a sua efficacia he então certa.
As
Pílulas de Hoog.são de trez
preparações differentes :
1»
PÍLULAS
DE
HOGG
com pepsina
pura,
contra
as
máes
digestões,
as
azias,
os
vomitos
e outras
aflecções especiaes do
estomago.
2"
FILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
íerro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para
as aflecções
do
estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são egualmente
muito fortificantes.
3»
PÍLULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida ao
iodureto
de
ferro
inalterável,
para
as doenças escrofulosas, lympliaticas e syphiliticas, na phthisica, etc.
À
Pepsina
pela sua união
ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos tinham de
muito’
excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
....
As
Pilulas de
Hogg vendem-se somente.em frascos triangulares, nas pnncipaes pharmacias.
Deposito
em
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77 —
79.
(34»1
KSHMUM.H MS
fflIMEE
Já
proveniente
de algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com-
pletamenle
pelo
tratamento de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das 3
ás
5.27,
rue Mon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris. (39
-H-)
MAGAS1N
DES DEMO1SELLES
Publica-se
a
10
e
25
de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras
de
anodus
e
modelos
de
tapeçaria
coloridos;
a
agua;
gravados
a
preto;
novidades
para
piano
e
canto;
álbuns
de
lavores;
folhas
de
confecções;
eroehet e
rendas;
riscos,
etc.
O
Magasin
des Bleanoiselles
inaugura,
com
importantes
refórmas,
o
34.°
anno
da
sua
publicação.
E
’
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de musica, e
retine
o
duplo
attractivo
de
um
periodico
litlerario interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Preço
para
Portugal
(as
assignaluras
fazem-se
por
um
anno principiando
no
l.°
de janeiro)
4$000
rs.
Também
se
acceitam
assignaluras
separadamenle
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,
—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,
—
7-3700 rs.
Subscreve-se
na
administração d
’
este periodico.
DA
COMPANHIA FABRIL SINGER
17,
RUA DE
S.
VIGENTE,
17
BRAGA
SINGffl
—
Vendeu
no
anno
de
1877
a
enorme
quantidade
de 282:812
ma-
chinas
de
coser!!!
mais 20:496
que
em
1876.
SINGW-
E
’
a
machina
que
todo
o mundo
reconhece
como
superior
a
quan
tas
invenções
tem apparecido.
—
E
’
a
unica
machina
de
costura
que
posições
os
primeiros
prémios
e
boa
construcção
e
duração
como
trabalho.
tem
obtido
em
todas as
ex-
medalhas, não
só
pela
sua
também
pelo
seu
bellissimo
—
E
’
a
machina
que
está
mais
conhecida
e
introduzida em
todas
mundo
e a que offerece maiores
vantagens
em
tempo
e dinheiro.
-E’
a
que se
garante
por
7
annos, fazendo
sempre
bom trabalho
e
nunca
apresentando
difliculdades.
SIIWGEIR.
—
E’
a unica machina
que
se
vende
a
prestações
de
500
reis
semanaes,
sem
prestação
de
entrada,
para assim
favorecer
mais
as
classes
menos
abastadas.
—
Tão
boa
tem
sido
que
mais de
60
imitadores,
vendo
o
bom
resultado
d
’esta
machina,
a
fabricam
e
a
vepdem
como
legiti
mas
SINGER, illudindo
assim
a
boa fé do
publico.
Finalmente
é
a
machina
que
mais acceitação
tem
tido,
devido
sempre
á sua
boa costura;
tanto nas
fazendas
finas
como
nas
mais
encorpadas,
á
sua
rapidez
no
trabalho
e
a
sua
immensa
duração,
supplantando
assim todas
as
invenções modernas,
jámais
poderão
competir
com
a
machina SINGER.
Não
se
illudam
com
essas
novas machinas.
Peçam
catalogos
iliustiados
com
listas
de
preços
na
as
partes
do
economia
de
que
compaiviiial ><éSk.iiss2s.ajsj sirçj<3-^201
17,
RUA
DE S.
VICENTE,
17
841
PROMISSÓRIAS
do Banco Com
mercial de
Braga
Compram-se
em casa
de
Valença,
Fi
lho
&
C.
a,
á
Galeria,
Braga.
(1022)
Quem
quizer arrendar
a
casa
n.°
7,
no campo
das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po,
d
’
esla
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(1006)
Vende-se
uma
morada
de casas
i
”
i|t
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A,
de 2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotlo,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva Araújo,
morador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
ALUGA-SE
a
loja
da
casa
n.°
33
da
rua
de
Souto a
qual
tem
commodos
para
um bom estabelecimento.
Trata-se
na
rua
de
Jano
n.°
4.
(1028)
JOSÉ ANTONIO
FERREIRA
GOMES
—
5
Rua
Nova
de
Souza
5—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores
e
de
es
*
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
JOSE
’
DA SIL VA FUNDÃO
Com
loja
«le
fato
feito
13
—Largo
do
Barão
de
S.
Mar
linho
—
13
t
Participa
aos seus
amigos e
fre-
guezes,
tanto
d
’esta
cidade
como
das
províncias
que
tem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2^000
e
23500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de casimira e
de
alpa-
ques
inglezes, roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis até 800,
de
panno
familiar,
e meotes,
bonets
de
gorgnrão
de
seda
e
de
casimira de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
80í);
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompu-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
CANÇÕES
DE
11.
PEDRO
I,
REI
DE
PORTUGAL
Edição
luxuosa
a
duas
côres,
em
pape!
cartão
superfino,
formato
de
foho
maxi"
mo,
tiragem
limitada
a
200
exemplares,
todos
numerados
e
rubricados.
Vendem-se
alguns
poucos
exemplares,
dos
que
restaram dos
snbscriptores, a
l$200
rs.
cada
um,
nas
livrarias
do
co
stume.
BRAGA,
TYPOGRAPSIA
LUSITANA—
-1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
