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DO MM
UriUMOSA.
POLÍTICA NOTICIOSA.
REDACTORES—
D. Miguel Sôllo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Anlonio Joaquim de Mesquita Pimentei.
.'JSffiSSííEiíSSííSS!
6.° ANNO
PHEÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................1&600
»
6
n
.................................................................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição....................................
PUBLIGA-SE
PHEÇO
DA
ASSIGNATURA
850
40
20
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
Províncias, 12
mezes
.....................
O
6
».....................
*
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
................................
2^000
1&050
3&600
3&60»
10
N.«
862
BHtfcA
— SIBHADO 1« l»K
AOVEHHKO DE
19
*
9
Insta)lou-se,
em
Maiorca,
o
Apostola
do
da
oração
e
aggregação
do
SS.
Co
ração
de
Jesus. N
’
esta
obra
piedosa
não
houve
outros
operários,
mais
do
que
Deus,
e
depois
dous
digníssimos
missio
nários,
e
um
insigne
poeta
catholico,
cujo
nome
anda
decorado
em
todas
as
memórias
de gente
lettrada
e illelrada,
de
gente
que
sabe
acalentar ainda,
em
peito
portuguez,
os
altíssimos sentimen
tos da religião
e da patria,
e
que
vae
haurir
no
Cancioneiro
de
J
oão
de
L
e
mos
,
em
horas
de
desalento,
novos
aco-
roçoamenlos e
levantadas
inspirações,
pa
ra
o
combale
incessante
contra
os
pode
rosos
adversários
d’aquellas
duas
entida
des
mais
queridas
de
todo
o
homem
de
brios.
O
grande
poeta
e sua
exemplar
famí
lia promoveram
uma
missão
na villa de
Maiorca,
impulsionados
pela
fé
e
pela
ca
ridade,
na
esperança
de
conseguirem ex
traordinários
benefícios
espirituaes
para
si
e
para
os povos
seus
conterrâneos.
Os
reverendos
padres Luiz
Prosperi
e
José
Guerreiro
de
boamente
se devotaram
a
esta
tarefa
de incommensuravel alcance;
e
os
fructos
d’
este
manancial
de
todas
as
virtudes
para
logo
surgiram,
quantiosos
e
abundantes,
abençoados
por
Deus,
a
cuja
gloria
se
dedicavam,
e
cujo
nome
exalta
vam.
De
9
a
27
de
outubro
ultimo
corre
ram
os
piedosos
exercícios,
tendo-se,
a
<3
d
’
esse
mez,
annunciado
a
devoção
do
Apostolado
e
Santíssimo
Coração
de
Je
sus,
á
qual
se
aggregou
immediatainente
extraordinário
numero
de
fieis.
As
recon
ciliações operadas durante aquelle tempo,
passada
a
esponja do
esquecimento
por
sobre
velhas
inimisades
e
antigos
ranco
res,
—
a
communhão
dos
meninos,
para
a
recepção
da
qual marcharam
enfileiradas,
em
commovente
procissão,
as
creanças de
ambos
os
sexos, candidamente vestidas,
como
a
candura
de
suas
almas,
condu-
sindo
em
andor
as
imagens
do
Menino-
Deus,
e
de
Nossa
Senhora
da
Conceição,
—
o
jantar
depois
offerecido
a
esses
no
vos
e
innocentes
cidadãos
da
grey calho
lica, -as
esmolas
a
33
pobres,
os
mais
queridos
eleitos
de
Jesus,
em
memória
dos
33
annos
da
vida
do
divino
Redem-
pior
—
e
lodos
os exercícios
religiosos
pe
culiares
de uma
missão,
coadunando-se
entre
si
em
estreito
laço
de
harmonia.
—
tal
foi
o
conjunclo
esplendoroso
d’este
abençoado
e
prolífico
acontecimento.
Congraçam-se
inimigos,
emendam-se
costumes,
cflecluam-se
restituições,
peni-
tencèamse
delidos,
afogam
se
egoísmos,
calam-se
maledicências,
obliteram-se
an-
tipaihias,
reanima-se
a
fé,
afervora
se
a
piedade,
—
e tudo
isto
conseguem
dous
simples
apostolos do
Evangelho,
unicamen
te
com
as
armas
da palavra
e
da
cruz,
atando
com
os
vínculos
sagrados
de
sua
amoravel
fraternidade
christã,
as
turbadas
relações
dos
homens
entre si,
e
dos ho
mens
com
Deus
1
Confessemos, franca
e
desassombradamenle,
que
lam
magníficos
fructos
de
uma
missão
demonstram
até
á
saciedade,
e
poem
de
manifesto,
no
mais
subido
grau, que
é
da celeste Providencia
que
dimana o influxo
directo
para
as
<
bras
d
’
esta
grandesa e
proveito ao
bem
da
hu
manidade
1
Registemos,
porem,
um
incidente pos
terior
á
missão,
o
qual
assim como veio
acabar
de
encher
de honra
o
nobre
ini
ciador
d
’
ella
—João
de
Lemos=e
d
’
essa
honra
se
desvanece o
eximio
poeta,
—
as
sim
também,
ao
mesmo
tempo,
revela
a
depravação
moral
dos
espíritos
—
irmãos
professos
de
certa
communidade
bem
co
nhecida.
A
31 de outubro
recebeu
João
de
Lemos,
pelo
correio,
uma
caricatura,
feita
á penna,
com
diversas
figuras
allusivas,
mas
insultuosas
na
allusão
aos
persona
gens
que
mais
avultaram
nos
trabalhos
da
missão
de
Maiorca.
E
’
o proprio
consignatário
que
nos
conta,
em
a
«Nação»
de
5
do
corrente,
o
que
representa
o
desenho:
«um
homem
com
a
cabeça
de burro,
ajoelhado
aos
pés
de
um
Padre,
de
cuja
algibeira,
da
batina,
sahe
uma garrafa. A
figura
ajoe
lhada está
de
braços
abertos, e o
Padre
parece
ter-lhe
tirado o
freio,
que
conser
va
em
uma
das
mãos, e
vê-se
na
outra
um
chicote
alçado
em
acção
de despedir
o
golpe.
Por
traz
da figura
de
joelhos,
está
outro
Padre
com
o
braço
direito
estendido
e
a
mão
está aberta sahindo-lhe
da
boca
a
palavra
—
batia
—
emquanto
com
o
braço
esquerdo
encosta
ao
peito
um
mealheiro,
que
na
lampa
mostra
umas
garatujas
onde
se
quiz
descobrir
as
iniciaes
P.
L.
«Por
baixo
das
figuras
lê-se
em
lettra
garrafal:
«P
adre Jo.ío
a
figura
que
estás
fazendo
!...
isro
para
diante
anda
para
TRÁZ
É QUE
NÃO PODE SER !!....•
Este
parto artístico
serve
de
florão
de
gloria aos
que
tomaram,
activa
parte
na
missão.
Reflecte
n
’elle
a
raiva
infrene
que
atormenta
o
espirito
que
o
inspirou,
e
a
mordaz
inveja
da
plena
satisfação
que
povoa
a
alma
de
João
de
Lemos,
quando
se
recorda
da
obra
meritória
da
missão
que
promoveu,
tendo
por escôpo
unico
o
melhorar,
corrigir,
e
santificar
a
multidão
dos
fieis.
Estes
officios
de entranhada
fraternidade,
de que
advieram
ao
talen
toso
poeta
profundas
consolações, não
os
podem
prestar
os espíritos
mesquinhos,
que
acceitam,
como
uma
affronla,
a
pra
tica
do
bem,
que nunca
souberam
com-
prehender,
e
contemplam,
como uma
som
bra, a
serena
alacridade
que
nunca
poderam
alcançar.
João
de
Lemos
considera,
e
com
ef-
feito
deve
considerar,
como
uma
subida
honra,
o
insultuoso
desenho, a que
con
cedeu
reservado
e
distincio
logar;
mas
nós devemos também
reíkctir
e
ponde
rar
que
esse
é
um
symptoma
da
ultima
escaleira
a
que
teem
descido
os
senti
mentos
nobres
no
coração
de
degenerados
portuguezés
!
E
’
triste!
E’ triste,
porque,
se
por
uma banda
no
proprio
desenho
está
a vingança
do
insulto,
de
quem
n
elle
se
estampou
e
slereolypoii,
por
suas
mãos,
e
d
’ess’
arle
provoca
a
irrisão
e
gargalhada
que
se
desfecha
em
seu
desabono
—
por
ouira
banda
commove
ver denegrir-se
a
tal
ponto
um
homem
que
se
patenteia
como
dos
mais
impudentes
e
refeces
do
mundo,
capaz
de
affrontar
a
moral
publica
e
as
cousas mais
santas,
fazendo
ostentação
das
suas
syrnpalhias
pela
brutesa e
pela
depravação
!
Não
teve
coragem
de
se
des-
mascar,
porque
quando
os
espíritos
se
abaixam
ás
derradeiras
abominações
e ás
ultimas
torpezas,
sacrificam
nas trevas,
e escondem
cautellosamente,
á
luz
do
dia,
a
sua
parlecipação
nos
seus
predictos
mysterios
execrandos,
mas
comprovou
suflicienlemente
que
tem
uma
alma
que
pretende
pescar,
no
mar
morto
de
sua
corrupção,
a
celebridade
que
ficou
cara-
cterisada
pela
cabeça
da
principal
figura
que
esboçou no
seu desenho.
Semelhante
aos
gafos
da
edade
media,
devem
as
turbas
honradas evitar
o
seu
encontro,
quando
cheguem a
conhecer
um
indivíduo
de tal
raça,
—
e
a
gente briosa
e
recatada
tem
de
fugir
do
seu
commer-
cio,
receosa
do
contagio
que
anda
espa
lhando na
sua
corrompida
athinosfera.
Parabéns
e
gloria,
pois,
a
J
oão
de
L
emos
;
mas
pezames
e
dó,
a
nós mes
mos,
que
contemplamos
haver
em
Portu
gal
espirilos
tam
abjectos,
como
o
auctor
depravado do
desenho
a
que
se
allude!
c. v.
IjiNboa, 9 de uovemhra de 199 9.
(
í)u
uusao correspondente).
Tudo
aqui n
’
este
nosso
pobre
Portu
gal anda
em
maré
de
rosas.
Finalmente
a
commissão incumbida
de
averiguar
a
causa
dos
últimos
sinistros
na
via
ferrea,
disse
ao
governo o
que
enconlrára,
e
o
que
era
mister
fazer
para
evitar,
quanto
possível,
a
reproducção
das
catastrophes,
que
se
teem
dado.
Não
só
a
commissão
entendeu
que
o
serviço
tem
sido
dirigido
muito
inconve
nientemente,
senão
que
o
estado
das
linhas
carece
de
promptas
reformas.
As
traves
sas,
em
grande
parte,
estavam
podres,
tão
podres
como
tudo
que
cheira
a libe
ralismo.
O
pessoal
pouco,
para
as
exigên
cias
do
serviço,
e
o
governo das
machi-
nas
muito
deíliciente.
Em
vista
do
parecer
da
commissão,
que
admira,
que
as
vias
ferreas
tenham
sido
o
patíbulo
dos
passageiros,
mortos,
ou feridos ultimamente?
Que me
dizeis
ao credito, que
está
merecendo
na
praça
de Londres
o gover
no
do
snr.
D.
Luiz?
Os fundos portuguezes
foram
colados
ha
ires
dias,
a
pouco
mais
de
49,
e na
bolsa
d
’aqui
realisaram-se
Iransacções
lambem
a
pouco
mais
de
49.
Sabeis
que se
teem
levanlado
emprés
timos
de
grande vulto
sob
color
de
ma
lar
a divida flucluante,
e
ella
a
renas
cer,
como
a
Fenix
das
próprias
cinzas!
No
ultimo
de outubro subia
á
insigni
ficância
de
9:088,9a0$0ij0
reis
!
A
’
manhã
vem o
economico
governo,
que
fdizmente
nos
rege,
pedir
ao
povo
mais
alguns
milhares
de
contos
de
reis
para
pagar
o
juro
de mais
um
empres-
limo,
porque
convém
extinguir
a
divida
flucluante,
para
em
breves
dias
ella
nos
visitar
ainda
outra
vez;
e
semper
bene
!
Real
mente
o
liberalismo
sabe
da
cousa
!
Ninguém,
como
elle,
conhece
os se
gredos
da
economia.
Diga-o
a
situação
da
fazenda,
a
melhor
das
situações
possíveis.
Mas
não
expobrem
apenas
á
situação
o
misérrimo
estado
das finanças.
O
liberalismo
nasceu
prodigo,
começou
logo
por
pedir
de
chapéu
na
cabeça a
fortuna
enorme
das
corporações
regulares,
das
Mitras,
e
collegiadas,
das
casas
das
senhoras
rainhas,
e
do
infantado
etc.
etc.
e
dividiu
a
preza
pelos
amigos.
Conti
nuou
depois
vivendo
do credito,
e
dos
impostos,
os
quaes
subiram,
e teem
su
bido,
e
vão
subindo,
e
irão
subindo
até
que
Deus
se
condôa
d’
este
povo
soffre-
dor
como nenhum
outro.
Nenhuma
das
fraeções
do
partido
li
beral póde impunemente erguer
a
pedra.
Todas
teem
concorrido
fidalgamente
para
a ruina
da
fortuna
publica.
Esta
é
a
verdade.
•
E
isto
não
melhora, emquanto a
cousa
publica
estiver
em
mãos
revolucionarias.
São
lodos
optimos
calculistas.
Pro
messas
nào
faltam;
os alvitres,
são
a
monte;
mas
em
quanto
não
meltem
a
barba
no
calix.
Logo
que
empolgam
o
poder,
são ou
tros
tantos
estróinas,
gastam
do
alheio
sem
pezo,
nem
medida,
ostentam-se
na
pratica
incapazes
de
gerir
os
negocios
públicos,
como
os
antecessores.
O povo, todavia,
a
victima
expiatória
de
tamanha
demencia,
de
tamanha
ancia
de
perder
o
paiz,
de
tamanho prurido
de
arruinar
tudo,
paga
as tristes
conse
quências
das
quasi
permanentes
aberra
ções
do
bom
caminho
dos
homens,
que
o
liberalismo
chama
a
governar
a nação.
—
Como estamos
em
tempos,
em
que
o
cumprimento
do
dever
é um
aclo
de
agradecimento,
e de
applauso,
dir-vos-hei
que
os
capellães
militares
que
se
achavam
de
serviço
no
hospital
militar
da
Estrella,
negaram-se
a
acompanhar o
cada
ver
de
um
suicida,
cabo
d
’
esquadra do 16,
ao
cerni
leno
Occidental.
Honra
lhes
seja.
O
cirurgião
de
dia,
que
decerto
é
um
bom catholico,
não
permiltiu
que
o
ca-
daver
fosse
conduzido
ao
cemiterio
sem
a
assistência
de
um
ecclesiastico.
Não sei
como
a
auctoridade
superior
desatou
o
nó
gordio.
E
’
de crer,
porém,
que
tudo
se
arranjasse
de
modo
que
a
religião
levasse
mais
uma
bofetada.
Elles
dizem-se
cathohcos, mas
querem
uma
religião
a seu modo.
A Egreja
nega
honras
fúnebres
ao
suicida;
os
liberaes
não
estão
por isso,
e
querem
que
o
dís
colo, que
se
fina
suicidando-se, seja
igua
lado ao
que
morre
no
grémio
catholico.
Querem
as
regalias,
mas
repellem as
penas
!
Santo
Deus, que
gente,
e
que
tempos
!
Poique
se
nào
declaram
alheus, ou
scismalicos,
e
porque
teimam
em
deno-
minar-se
cathohcos,
elles
que
repellem
o
calholicismo,
elles,
que
regeitam os
do
gmas,
elles,
que
não
acceitam
as
reso
luções
dos
concílios
?
Governam
em
nome
de
um
codigo,
que
prescreve
a
manutenção
da
religião
verdadeira;
e,
todavia,
permitiem
que as
eschulas
protestantes
puilulem,
que
se
laça
publica
propaganda
protestante,
que
os
templos
protestantes
estejam
abertos
á
coucui
rencia
de
toda
gente,
que
os
ministros
protestantes,
padres
calholicos
da
vespera,
preguem e
ensinem
ao
povo
rude
os
falsos
princípios da
seita
de Lu-
thero,
e
de
Calvino
!
Os
verdadeiros
propagandistas
do
pro
testantismo,
porém,
são
os
governos
libe
raes. Elles,
elles só, são
os
responsáveis
das
conquistas,
que
as
seitas
heterodoxas
teem
logrado.
Que
infortúnio,
meu
amigo,
que
ver
gonha que
se conte
entre o
povo
fidelís
simo
um
bom
numero
já
de
protestantes!
Pois
ha-o
já,
ao
passo que
o
numero
dos
iudillerentes
vae
crescendo.
E
’
porisso
que
os
templos
do
Senhor
se
teem
convertido,
mormenle
em
dias
de
eleições,
n
’
oulras
tantas
praças
de re-
gateiras.
Deus
nos
acuda!
Isto
é
impossível.
E
emquanto o
paiz estiver á
mercê
do
poder
revolucionário,
tudo
continuará
como
caminha
para
a
dissolução.
Mas, cousa
admiravel
! Os
proprios
contumazes
na
vereda
do
erro,
e
que
se
dizem
calholicos
antes
de tudo,
não
que
rem
abrir
os
olhos
á luz
da
verdade!
Sentem
que
o libesalismo é
virtualmente
hostil ao
calholicismo, palpam
as
diligen
cias,
que ahi
se
fazem
ha
cerca
de
50
annos
para
desvirtuar
o
povo,
e todavia
defendem
a
bandeira
symbolo
de
todas
essas abominações, que
ao
mesmo
tempo
deploram
!
Sabem
que
o paiz
não
se regenera
moral,
e
materialmenle
sob
o
poder
actual;
e,
comtudo,
persistem
no erro; prelerem
ser precipitados
com
o
resto
da
nação,
no
temeroso
abysmo,
que
a
revolução lhes
cava,
a
abandonar a
origem
de
todos
os
males,
com
que
Ineta
o
povo
portuguez
!
Elle,
porém,
não
succumbira
!
Embora
muitos
tenham
aberrado
de-
ploravelmenle,
a
grande
maioria
nacional
surgirá
incólume
um
dia
deste
charco
ascoroso
de corrupção
moral,
que
todos
vemos,
para
recuperar,
pelos esforços ho
méricos
de
um
governo
verdadeiramenle
clirislão,
verdadeiramente nacional,
verda
deiramente
liberal,
a
posição,
que em
tempos
mais
prosperos
occupou.
Tenhamos
fé.
Constância,
e
Prudência,
e
o dia
da
regeneração
virá
dizer
aos
tibios,
e
aos
-incrédulos
que
a
verdade
prevalece
sem
pre,
mais,
ou
menos
tarde,
mais
ou
me
nos
cèdo.
Todo
vosso
A.
O SNR.
ESCRIVÃO
DE
FAZENDA
Do
exc."
10
snr
Delegado
do Thesouro
d
’
este
districto
acabamos
de
receber
o
seguinte
oíTicio.
e
conjunctamente
a
cópia
d’
um
outro
do
snr.
da
fazenda.
...
Snr.
Tendo
visto
no
jornal—
«Commercio
do
Minho»,—
que v.
dignamente
redige,
uma
local
em
que
era
chamada
a minha
at-
tenção
sôbre um
certo
facto
que se
di
zia
ter
sido praticado
por
or
lem
do
es
crivão
de fazenda d este
concelho,
lacto
alli
considerado
como
abusivo,
e
attenla-
torio
dos
direitos
e
da
dignidade
de
um
cidadão,
mandei immediatamente
ao
func-
cionario accusado
que
respondesse
sobre
a
arguição
que
lhe.
era feita,
o
que
elle
fez
com
a maxima
brevidade,
e
nos
ler
mos
constantes
de
um officio,
cuja
cópia
tenho
a honra
de
remelter
a
v.
Jornalista
ha
mais de
vinte
annos,
tenho
pela
imprensa
a
maior
considera
ção.
Por este
motivo,
e
desejosissimo de
que
ninguém tenha
que
queixar-se
da
indifferença
com
que
por
ventura
eu
dei
xasse
passar
qualquer
reclamação
no
sen
tido
d’
aquella
que
o
jornal
de
v.
publi
cou.
ou
n
’
oulro qualquer,
uma
vez
que
respeite a aclos
praticados
pelos
funccio-
narios
cujo
serviço
me
cumpre
superin
tender,
dei-me
pressa
em
colher
a
infor
mação
’
que me
habilitasse
a
mostrar
a
v.
que
não
era
em
vão
que
linha
appellado
para
a
minha
responsabilidade
como
De
legado
do
Thesouro
nesle
Dislriclo.
Sendo
mais
de
que
provável
que
v
, se tal
in
formação
o
satisfizer,
a
mande
publicar
no
mesmo
local
em que loi
feita a accu-
sação,
ousaria
pedir-lhe
que
a
antecedesse
d
’estas minhas
palavras,
para
que os con
tribuintes
se
convençam
de
que tem
para
onde
recorrer
com
a
segurança
de
que
encontrarão
justiça
sempre que,
nas
suas
queixas,
eUa
esteja
da
sua parle.
Deus
Guarde
a
v.
—
Repartição
de Fa
zenda
do Dislriclo
de
Braga em 13
de
novembro
de
1878.
...Snr.
Redactor
do—«Commercio do
Minho».
O
Delegado
do
Thesouro
Eduardo
Tavares.
(Copia)
Repartição
de
Fazenda
do
con
celho
de
Braga.
Numero
cento
noventa
e
sete.
Illustrissimo
e
Excellentissimo
Se
nhor.
Em
resposta
ao
oííicio
numero
mil
quatrocentos
e
quinze
de
hoje,
cumpre-
me
informar
a
Vossa
Excellencia
que
o
objeblo
de
que
se
occupa
o primeiro
ar
tigo
da
gazetilha
do
«Commercio do
Mi
nho» é
sem
duvida,
um
facto
passado
com
o
aulhor
do
artigo,
indivíduo
que
■
me
informam
ser
empregado
d’
aquella
re-
dacção
e
contra
o
qual
se
promoveu
ha
pouco
uma
execução
de
fazenda.
Mas
o
caso
passou-se
como passo
a
relatar:
em
oito
de
Fevereiro
do
corrente anno
foi
o
mesmo
intimado
para
pagar uma
verba
de
contribuição
de
renda
de
casas
rela
tiva
ao
anno
de
mil
oitocentos
setenta
e
sete,
pela
casa
que
habitou,
conformando-
se
porque
não
podia
ter
duvida;
por
essa
occasiâo
assignou
por
seu
proprio
punho
a
intimação,
e assim
dispensadas
as
for
malidades
que
a
lei
recommenda
para
quando
o
intimado
não
sabe
ou
não
quer
assiguar.
Nos
fins
de
Outubro
ultimo
pas
sai
am-se
diversos
mandados
e
entre
os
quaes
fôra
assignado
pela
aucloridade
com
petente
o
d
’
aquelle devedor;
e
os
empre
gados encarregados
da
penhora
dirigiram-
se
á
casa
do
executado
para
a
eílectua-
rem, este
lhes
pediu
que
lh’
a
não
fizes
sem
que
vinha
pagar
immediatamente
pois
se
tinha
esquecido
de similhante
di
vida,
ao que
annuiram
os
empregados
deixando
de
eflectuar
a
diligencia.
Em
se
guida,
no
dia quatro
do
corrente
mez,
veio effectivamente
a
esta repartição, di
zendo
que
nada
devia,
porque
um
seu
tio era
o
encarregado de
pagar
essas con
tribuições,
e
que
de
certo
a
não
deixaria
em
divida;
mas que
iria
procurar
o re
cibo
para
me
apresentar.
No
dia cinco,
como
não
encontrasse
o
recibo,
nem
po
dia
encontrar
porque
elle
se
achava
em
divida
na
recebedoria,
mandou
pagar
a
collecta
e
as
custas
feitas. Alli tem
Vossa
Excellencia
a
historia
deste
queixoso
e
o
modo
como
se
argúem
os
empregados
que
cumprem
com
os seus
deveres.
Deus
Guarde
a
Vossa Excellencia Braga
nove
de
Novembro
de mil
oito
centos e
setenta
e
oito.
liluslrissimo
e
Excellentissimo
Se
nhor
Delegado
do
Thesouro
do districto
de
Braga.
O
escrivão
de
fazenda
—
Antonio
da
Costa
Moraes.
Está
conforme.
Repartição
de
Fazenda
do
Dislriclo de
Braga
13
de
Novembro
de
1878.
O
official
Manoel
José
de
Moraes.
O primeiro
d’
estes
documentos
honra
sobremodo o
exc.
mo
snr.
Delegado
do
Thesouro.
Honra-o
como
funccionario,
e
como
cavalheiro.
Estamos
tão
desafeitos
a
ver
certos
cargos
exercidos
por
homens
verdadeira
mente
dignos,
que
mal
exprimiríamos,
se
o
quizessemos,
a
impressão
gratíssima
qu.
em
nós
produsiu a
recepção
d
’
este
officia
do
illustradissimo
funccionario.
Porisso
em
nosso
nome,
e
em
nome
da
imprensa de
que
somos
o
mais
obscu
ro
membro,
agradecemos
a
s.
exc.
a
a
subida
honra
que se
dignou
fazer-nos,
e
á
qual
não
podíamos
ficar
indifíerentes.
A
funccionarios
como
s.
exc.a.
o nosso
preito respeitoso,
sempre e
em
tudo.
Tomemos
outra
penna.
O
segundo
d’esles
documentos
avilta
o
snr.
escrivão
da
fazenda,
e
dá
a
justa
medida
para
se
aferir a
sua
dignidade,
como
homem
e
como
funccionario.
E’
uma
catrefa de
MENTIRAS
todo quanto
o
snr.
escrivão
diz,
desde
a
primeira á
ultima
linha.
Parece incrível
qoe
se
M1N
TA
com
um
descaro
assim.
Mas
ha
pau
para
toda
a
colher.
Oh,
se
ha...
Veremos
como
o
snr.
da fazenda
res
ponde
aos
outros
factos
que
lemos
rela
tado
aqui,
e
continuaremos
a
relatar.
Podíamos
limitar-nos
a
apontar
o
modo
como
aquelle
snr.
se
compromette a
si
mesmo
na
sua
nebulosa
e embrulhada
exposição;
mas
não:
vamos
a
inutilisar
algum
espaço.
Refere-se a
mim
o
snr.
escrivão
da
fazenda.
Sou effectivamente
o auctor
do
artigo
em
questão,
e
não
declino
a
sua
responsabilidade,
como
nunca
a
declinei
de
tudo
quanto
tenho
escriplo
no meu
já
longo
tirocínio
jornalístico.
Fui reda-
clor
ou
collaborador
d’
alguns
jornaes,
e
nunca tive
de
retirar
ou
rectificar
uma
só
palavra,
desde
o
artigo
directivo até
á
simples
noticia
local.
Appéllo
para o
testimunho
dos
meus
illustrados
collegas
do
«Imparcial»,
da
«Borboleta»,
do
«Jor
nal
Académico»,
da
«Atalaia
do
Vez»,
do
«Bracarense»,
do
«Commercio
do
Minho»,
etc.
Isto
quer
significar
ao
snr.
da fa
zenda
que respondo
pelo
conlheudo
d
’aquelle artigo,
em
qualquer
tribunal
que
s.
s.
a escolha.
Mas
vamos
a
contas.
Diz
o
snr
escrivão,—
que
eu
fui
in
timado
para
pagar
uma
verba
de
contri
buição
de
renda
de
casas
e que me
con
formei
e
que
não
podia
ter
duvida
e
que
assignei
por meu
proprio
punho
a
inti
mação.
Não,
meu
caro
senhor,
nada
d’
isso.
No
dia
que
o
snr.
escrivão
declara,
fui
procurado
por
um
indivíduo
(que
um
empregado
na
lypographia
d
’
esta folha,
o
qual
se
achava
em
minha
casa,
disse
ser
um
«esbirro da
fazenda»),
que
me
per
guntou
se
na
casa
por
mim
habitada
mo
raria
um
tal
Antonio
Dias
Freitas.
Res
pondi-lhe que
não;
que
eram tres
os
inquili
nos
d’
ella,
e
entre
os
quaes
eu=»Domingos
Maria
Dias
Pereira
de Freitas.
Pareceu
fi
car
contrariado
o
«esbirro»,
e
passados
momentos pediu-me para eu
escrever o
meu
nome
n’
um papel
loscamenle
do
brado,
dizendo-me
que
era
para
desfazer
um
engano
na
fazenda.
Como
eu
nunca
linha
pago contribui
ções,
pois
só
ha
pouco
(anno
e
tanto)
vivia
em
casa
alugada;
como desconhecia
uma certa
corja
que o
snr.
escrivão
tem
ao
seu serviço;
como não
havia
tomado
sobre
mim
o
aluger
integral
da
casa.;
co
mo era
da
mais
palerma boa-fé
(esta
já
bateu
azas,
snr. da
fazenda);
espalmei
o
meu
nome
e
appellidos sem.
faltar uma só
lettra
maiuscula
ou
minuscula.
E
fiquei
muito
satisfeito
commigo
mesmo,
por
ler
assim
conlribuido
para
desfazer
um
engano da
fazenda.
Prosigamos.
Diz
o
snr.
escrivão
que
os
emprega
dos
se
dirigiram
a
minha
casa
para
eíTe
ctuarem
a
penhora,
e
que
eu
lhes
pedi
que
não
fizessem, que
ia
pagar
immedia-
ta
mente.
Não,
meu
caríssimo
senhor,
nada
de
isso.
Estando
no meu
escriptorio
de
re-
dacção,
o qual
dista
da
minha
casa
mais
d
’
um
kdometro,
fui
ahi
procurado
por
um
indivíduo,
que
me
deu
a
nova
de
ler
de
fazer
uma
penhora
a
um
terceiro,
que
eu
não
conhecia,
dizendo-me que
esse
ter
ceiro
havia
de
ser
eu
(,??)
Isto
prova-se
pelo
testimunho
de
todo
o pessoal
da typographia
d’
este
perió
dico.
Dirigi-me
inconlinenti ao
snr.
da
fa
zenda, e
depois
de
varias
explicações
e
explicações
varias
que
me
deram, referi-
lhe
o
que
se
passara
com o «esbirro».
Pedi
depois
para ver a celebre
intimação,
que
se
dizia
assignada
por
mim.
Reconheci
o papel
que
o
tal
marau
me
apresentára,
e
sorri-me
com
gosto.
Exc.
*
1
"
0
snr.
Delegado:
Como
podia
o
snr.
escrivão
da fazenda
architectar
um
processo sobre
esta base:-—a
intimação
era
feita
a Anlonio
Dias
Freitas,
e
assignada
(pelo
ardil
já
dicto)
por
Domingos
Maria
Dias
Pereira
de Freitas?
Mande
v.
exc.
a
examinar
o
processo,
e
verá
se
eu falto
á
verdade.
E
se
elle
se
tiver
extraviado—
o
que não
admira
n
’uma
repartição
onde
ha
lauta
lufa-lufa—
,
eu tenho ás
ordens
de
v.
exc?
os
documentos
necessários.
Não ha que
ver,
exc.1110
snr.:
na
athmos-
phera
fazendaria
anda
o
gaz
oxy-hydrico
do
dr.
Ox,
como já
tive
occasiâo
de
dizer
e
verificar.
AnniverHario.—
E’
ámanhã O
4.°
anniversario
da
Confirmação
de
s.
exc.
a
rev.m
“
em arcebispo
de
Braga.
Exéquias.
—
Celebraram-se
anle-hon-
tem
solemnes exequias
pelo
eterno
des-
canço
da
alma
do
Senhor
Dom
Miguel
I,
no
magestoso
templo
do
Hospital,
con
soante
tínhamos
annunciado.
O
templo
estava
todo
decorado
de
Indo.
E
ainda
uma observaçãosinlia. Se
qnaesquer
empregados invadissem
a
minha
casa
para
fazerem uma
penhora
a
outro
que não
fosse
eu,
fique
certo
o
snr.
es
crivão
que
o
caso havia
de
ser
divertido,
muito divertido.
E
o
snr.
escrivão
póde
experimentar
quando lhe
approuver.
Assevera mais
o
snr
da fazenda que
eu
disse
que
ia
procurar
o
recibo
para
lh
’
o apresentar,
e
que,
corno
o
não en
contrasse,
nem
podia
encontrar,
mandei
pagar a
collecta
e
custas
feitas.
Aqui
só
ha
de
verdadeiro
a
ultima
parte,
isto
é
—
que
mandei
pagar
a
collecta
e
custas
feitas, collecta
e
custas
devidas
por
um
indivíduo
que
ainda
estou
para
conhecer,
e
que
provavelmente
jámais
conhecerei.
Disse
ao snr.
escrivão
que
se
tivesse
sido
collectado
e
avisado,
a
collecta
teria
sido
paga
por
um meu
parente
que
infelizmente
para
mim
e
para
muitos
já
não
é
d’
esle
mundo;
que
como não ia
prevenido,
man
daria
pagar
no
dia
seguinte.
Nem sequer
me passou pala
mente
a
ideia de
recibo,
e
appéllo
para
o
lesti-
munho
dos
empregados
e
outras
pessoas
que presencearam
a
minha
visita
ao
snr.
da
fazenda.
Ora
ahi tem o
público
«o
modo
como
«se
argúem
os empregados
que
cumprem
<tcom
os
seus
deveres». (Vid.
o
off.
do
snr.
escrivão).
Tola!
do oílicio
do
snr.
escrivão:
—
uma
catrefa
de
mentiras.
Só
mais
duas
linhas.
Cavalheiros,
de
cuja
seriedade
não
é
licito
duvidar,
asseveram-me
que
o
snr.
da
fazenda
costuma
dizer
amiudadas
vezes:
-«VIM
I
’4R1 BK4GA PARA AR
RANJAR dinheiro
,
e
viu
pa
ra
ARRANJAR
A
viigos
».
—Eis
0
homem.
Ponto
final,
por
hoje.
Domingos
Maria
Dias
Pereira
de Freitas.
GÀZETILE1
No
centro via-se erguido
um elegan.
te
calafalco,
em
volta
do
qual
ardiam
para
cima
de
sessenta
lumes,
e tocheiros.
Na frente
do
mesmo,
pela parle
su-
perior
destacava-se o
venerando
retrato
do
Rei-Martyr,
que
mais uma
vez
attrahiu
a
profunda
veneração
e
despertou
a
mais
sincera
saudade
de
todos
os fieis
portiu
guezes
que
se
achavam
presentes.
A
missa
de
Requiem
foi
cantada
pe
lo
revd.
0
conego
Francisco
Antonio
Ro
drigues
d
’Agtiiar,
de
Barcellos.
A
orchresta
que
tão
bem
desempenhou
a
sua missão,
era
da
capella
dos
snrs.
Luiz
Baptista
e
Esmerizes.
A
concorrência
dos
fieis,
se
não
era
numerosa,
era
todavia
regular, dislincta
e
respeitável
pelos
cavalheiros
que
assis
tiram
a
esta
fúnebre
solemnidade.
Os
legitimistas
bracarenses
pagaram
dignamente
á
saudosa memória
do
que
foi seu Monarcha
este
duplo
tributo
de
saudade
e
de fidelidade ao
augusto credo
político,
que
o Real
Proscripto
symbolisa
hoje
na
Excelsa
Pessoa
de
seu
Filho,
o
Senhor Dom
Miguel
11.
A
commissão
que
promoveu
as exequias
era
composta
dos
seguintes
cavalheiros:
Francisco
Marques
Soares
de
Azevedo,
Antonio
Joaquim
de
Mesquita
Pimentel,
Joaquim
José
Vieira
da
Rocha,
Joaquim
José
Gonçalves
Salgado.
Cândido
Augusto
Martins
Pinheiro,
José
Anlonio
Alves,
João
Ferreira
Torres,
,Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
José
Maria
Pereira,
Antonio
José
da
Silva
Mello
e
Domingos José
de
Sousa
Aguiar.
Desejávamos
acompanhar
esta
noticia
d’
algumas
reflexões,
mas
somos
forçados
a
reservarmo-nos
para
outra occasiâo,
em
que
possamos
dispor
d’
espaço
para
isso.
Nomeação.
—
Foi
nomeado aspirante
de
2?
classe
da repartição de fazenda
n
’
esla
comarca
o
snr.
José Leite
Ribeiro
F
reire.
Exoneração.
—
O
exc.mo
snr.
Henri
que
Freire
pediu
a
sua
exoneração
do
cargo
de Provedor da Misericórdia
d’esta
cidade.
Inqualifleavel.
—
Diz
um
cóllega
que
os
professores
primários
d’
esta
cida
de
ha
29
dias
que não
recebem
os
res-
pectivos
ordenados.
Brada
ao
ceo
um
tal desleixo.
Pois
não
basta
a
insignificância,
verdadeiramen
te irrisória,
que
lhes
dão,
e
ainda
em
ci
ma
os
trazem
pagos
com tão
soberana
ponctualidade!
Que
felizes
tempos!
Portaria.
—O
snr. ministro
das
obras
publicas
expediu
uma
portaria onde de
termina que
o direclor
da exploração
do
caminho
de
ferro
do
Minho
e
Douro,
to
me providencias
extraordinárias
para
a
mais
eflicaz
policia
das linhas.
Hatonelroa.
—
Andam
desaforados
para
as
bandas
de
Barcellos.
No
dia
10
roubaram
na
Gandra
d
’
A-
reias
um
lavrador
d
’Areias
de Vilíar,
e
to
do
o
dinheiro
qne
encontraram
n
’
uma
venda
da
freguezia
de S
o
Miguel
da
Car
reira.
Poucos
dias
antes
tinham
roubado
uma
mulher
de
Santa
Eugenia
e
outra
do
lu
gar
das
Necessidades.
Pri«ã».—
Por
cumplicidade
n
’
um
rou
bo
feito
no
logar
de
Felgueiras,
em
S.
Paio
de
Merelim,
foi preso, e
entregue
ao
poder
judicial,
Joaquim Ferreira,
da
fre-
guezia
de Adaufe.
Hospital
de
S.
ÍSareos.
—
Para
O
lugar
vago
n
’
este
hospital
foi
nomeado
o
snr.
Alfredo
Alves
Passos,
habil
facultati
vo
d
’
esta
cidade.
Nova
firma
eammereinl.
—
Os
snrs.
Ventura Malheiro
Reimao Telles
de
Menezes
e
Sá
e
José
Apparicio
dos
San
tos,
constituíram
se
em
sociedade
para
o
negocio,
n
’esla
praça,
de
quinquilherias,
porcelanas,
chrystaes
objectos
de
moda
e
papelaria,
sob a
firma
de
Apparicio
&
Malheiro.
Moçt
*
mbi<iue.
—
Noticias
de
Moçam
bique
dizem
que
o
governador
percorre
vários
districtos
e
que nas
terras
da co
roa
assistira
a
uma
revista
de
pretos
arma
dos.
Consta
que
os
indigenas
se
oppozeram
a que as
auctoridades
portuguezas
se
apossassem
da
ilha da
Ambaca,
do
do-
minio
do governo
de Lourenço
Marques.
Victimaa
da
dedicação.
—
O
jor
nal
«Medicai
Pressand
Circular»
refere
que
mais
de
cem
médicos pagaram
com
a
vida
os
cuidados que
prestaram
aos
ataca
íos de
febre
amarella,
na Luisiana.
Obito,
—
Falleceu
na
sua
casa
de
San
ta
Combadão
a
snr.
a
D.
Maria
Angélica
Corrêa
Cardoso,
na
edade
de
81
annos.
A
finada
era viuva
do nosso
illustre
cor
religionário
o
snr.
Joaquim
Augusto
Cor
rêa
da
Silva,
fallecido
ha sete
annos.
(Jma
prece
pela sua
alma
(
e
os
nossos
pezames
a
todos
os
seus.
invento.
—
Acaba
de
se
descobrir
o
papel
auto-luminoso,
para
forrar
salas
e conserval-as
iliuminadas
por
algumas
horas
com
a
luz
do
sol,
depois
da
desap-
parição
d’
este.
Edison
é o nome
do
inventor.
SPeeastfes
maritimos.—
Nos dias
23
e
24
de outubro,
houve
grande tem
poral na
America,
de
que
resultou
per
derem-se
o
vapor
«Expresso»,
morrendo
24
pessoas, e a
barca
«Davis»,
morren
do
18.
Suicidai.
—
O
suicídio,
com
raríssimas
excepções,
tem
sido
em
lodos
os
tempos
um
aclo
reprovado,
defêso
pela
religião,
pelos
costumes
e
pelas
leis.
Em
Zurich
enterravam
o
cadaver do
suicida
no
pavimento
terreo
da
casa
onde
se
déra
a
morte.
Se
se
linha
apunhalado,
punham-lhe
junto
da
cabeça
um
troço
de
madeira
em
que
se
cravava
o
punhal;
se
se
linha
afogado,
enterravam-no
na areia, a
cinco
■pés
da agua; se
se
linha
lançado
n’
um
poço,
sepultavam-o
n
’
um
monte,
ou
per
to
d
’
um
caminho,
pondo-lhe
uma
pedra
á cabeça,
outra
no
centro
do
corpo,
e
outra
aos
pés.
Na Sibéria
enterravam
os suicidas
de
lado,
sobre
a face,
mas
em
terra
não
sagrada.
Em
Metz
enforca
vam-os,
ou
lança
vam
os
em
toneis,
que
depois
abandonavam
á corrente
do
Mosella,
com
estas pala
vras
escriptas:
—
«Deixae
ir,
é
pela
jus
tiça».
Em
Strasburgo
faziam
o
mesmo,
e,
em
1584,
suicidando-se
um dos
seus
bis
pos
foi
lambem
mettido
n
’um
tonel
e
es
te lançado
ao
Rheno.
ilíovituento
tis
Ilogpitnl
8.
Jlareos.—
Doentes
existentes
em
4
de
novembro:
65
homens
e
103
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
22
homens e
14
mulheres.
Sahiram:
13
homens
e
14
mulheres.
Falleceram:
4
homens.
Ficaram
em
tratamento
em
9 de novem
bro
70
homens
e
103
mulheres.
SF.CÇÃO
Da «lOTICfâOS
ATTEJSÇî
Us
abaixo
assignados
declaram
que a
local
dó
«Diário
do
Minho», de
terça-feira,
em
que assevera
constar-lhe
que
os
es
crivães
dos
juizos ordinários
vão
reclamar
sobre
o
facto
de
continuarem
os
juízes
de
direito
a
tomar
conhecimento,
e
a
julgar
acções,
que
pertencem
ao
juizo
ordinário,
é
FALSA.
Francisco
d'Araujo
Esmeriz
(2101)
Serafim
José
Pereira
Borges.
TELEGRAMMÂS.
Londres
12
—
Diz
o
«G'obe»
que
Lof-
tus,
embaixador
inglez
em S
Pelersbur-
go, recebeu
no dia
9
do
corrente
um
te-
legramma
de Livadia,
assegurando formal
mente
que o czar
deseja
cumprir
fielmen
te
o
tractado
de
Berlim
para
concluir
assim
de
tão
desejada
pacificação.
Espera
que
nenhum
funccionario
falta
rá
aos
seus
deveres
a
este respeito.
Paris
12
—
Segundo
informações
de
di
versas
origens
confirmam,
que
melhorou
a
situação
dos
negocios orientaes.
Vários
periódicos
de Berlim
dizem
que
o
marquez
de
Salisbury recusou
a
con
ferencia
com
as
potências
a
favor
das
reclamações
da Grécia.
O
conde
Schouwaloff
está
actualmente
em
Pesth.
Bruxellas
12—
Eoi
aberto
o
parlamento.
O
discurso
da
coroa
certifica
que são
boas
as
relações com
todas
as
potências;
declara
que
a
inslrucção
dada
á
custa
do
estado
deve
ser
collocada
sob
a
di-
recção
da
vigilância
exclusiva
da
auclo-
ridade.
E
’
necessária
a
reorganisação
mi
litar
e
a
creação
de
uma
reserva
nacio
nal.
Confessa
que
não
está
assegurado
o
equilíbrio
do orçamento,
portanto
haverá
que
prover ás
necessidades
do
thesouro.
O
governo
submetlerá
á
camara
a
pro
posta
para
melhorar
a
legislação
eleitoral.
Berlim
13
—
0
imperador,
recebendo
a
municipalidade
de Wiesbaden,
disse
que
espera
reassumir
brevemente
a direcção
dos
negocios;
acrescentou
que
nutre
es
peranças
de
que
os
outros
estados
imi
tem
as
disposições
da Allemanha
contra
as
tendências
criminosas e
de que
o
pe
rigo, sendo
commum,
a
defeza
deve
ser
também
commum.
Londres
13
—O
«Daily
Telegraph»
pu
blica
um despacho de
Vienna,
disendo
que
a
Porta acceita
um
principio
de re-
ctificação
nas
fronteiras
da
Grécia,
e pro-
poz
ao
enviado
grego
a
nomeação
dos
delegados.
Paris
14 —
Fazem-se
diversos
commen-
tarios
ácerca
da
viagem
do
conde de
Schouwaloff
á Áustria.
Comtudo,
parece
certo
que
esteja
encarregado
de
alguma
missão
junto
de
diversas
potências, pois
que
passará
por
Berlim
e
em
setí
regres
so
por
Londres.
Teve
hontem
em
Pesth
uma
entrevista
com
Andrassy.
i
&
bidecimeitos
Manoel
Joaquim
Guimarães,
e
suas
ir
mãs, Anna
da
Luz
Guimarães
e
Maria
da
Torre
Guimarães,
não lhe
sendo possí
vel
agradecer
pessoalmente
a
todos
os
illm.
os
e
exm.
os
snrs.
que
tiveram
a
bon
dade
de
os
obsequiar, por
occasião
da
morte
de
seu
saudoso
Pae,
Bernardo
Jo
sé
Guimarães,
o
fazem
por
este
meio,
protestando
a
todos
seu
profundo
reco
nhecimento
e
eterna
gratidão.
(2096)
Rosa
Margarida
da
Silva
Carneiro,
sum-
mamente
'penhorada
para
com todas
as
prssoas
de
sua
amisade
e
relações,
pelos
obséquios
que
recebeu
por occasião
do
fallecimento
de
sua
muito
presada
Thia,
D,
Maria
Joanna
Carneiro,
serve-se
d
’
esle
meio,
por
lhe
ser
absolutamente
impos
sível
fazel-o
pessoalmenle
para
agradecer
a
todos tão
relevantes
serviços,
e
protes-
tar-lhe
sua
indelevel
gratidão. (2:102)
annuncios
Destacamento
de
cavallaria
n.° 6
Faz-se publico,
que
no
dia
22
do
cor
rente,
pelas
11 horas da
manhã,
se
ha
de
proceder
em
hasla
publica
á
arre
matação do
estrume
produzido
pelos
ca-
vailos do
destacamento
de
cavallaria,
es
tacionado
n
’
esta
cidade,
podendo
os
snrs.
concorrentes
saber, desde
já,
no
quartel
do
destacamento,
quaes
as condições
da
mencionada
arrematação.
Braga 13
de
novembro
de
1878.
O
commandante
do destacamento,
T/wmaz
Antonio
de
Moraes
Ferreira,
alferes.
(2099)
DINHEIRO
A
JURO
Na
Irmandade
das
Almas da
Sé
Pri
maz
ha
para
dar
a
juro
sobre
hypothe
ca
a
quantia
de
450$0<>0
rs.
O
Secretario,
(2103)
Antonio
Julio
Telles.
Arrematação
de
medidas
No
dia
17
do
corrente (domingo)
pe
las
11
horas
da
manhã,
no
largo
de
S.
João,
tem
de
ser
arrematadas
as medi
das
que
differenles
caseiros
pagam
á con
fraria
de
N.
Senhora
da Apresentação
e
Almas.
O
secretario da
confraria
Padre
Francisco José
Duarte
Macedo.
(2098)
ALUGA-SE
um
excellente
pian-
no
por
4$50U
reis
mensaes
por
tempo
de
Ires
annos,
ficando
no
fim
d’
esle
praso proprietária do
pian-
no a
pessoa
que
o
allugar.
Trata-se
na
rua Nova
n.°
5
—
E.
(2092)
CONVENIÊNCIA
No
Porto,
uma
casa
particular
recebe
hospedes
permanentes,
e
aos
dias,
a
500
reis.
Moinho
de
Vento,
37.
(2087)
ACHOU-SE
Na
romaria
de
S.
Torquato
do cor
rente
anno,
um
annel
de
ouro.
A
pes
soa
a
quem
pertença,
pagando
o
impor
te
d
’
este
annuncio,
e
dando o signaes
certos,
póde
procural-o
na
freguezia
de
Cabreiros,
suburbios
de
Braga,
na
mão
de Rosa
da
Cunha
Rocha.
(2095)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do
Marlyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia
de
8000000
reis
para
mutuar
por
hypotheca
de
raiz.
(1056)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto, nobres e
com
muitos
commodos.
Trata-se na casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
iTTWtó
Aluga-se
ou
vende-se o
magnifico
pa
lacete
do
fallecido
visconde
de
S. Laza-
ro,
sito na
rua
de
S.
Lazaro d
’
esta
ci
dade,
com
frente
para
a
rua
do
Raio.
Tem
cocheira,
jardins,
pomar,
quin
tal,
agua
em
todos
os
andares,
excellen-
tes
vistas
e commodos
para
uma
nume
rosa família.
Também
se
arrenda ou
vende, junta
ou separadamente
d
’
este
prédio,
como
mais
convier,
o
prado contíguo
ao
quintal
d
’
elle;
o
que
tudo
póde
ser
visto
a
qualquer
hora
do
dia.
Para
tratar
na
gerencia
do
Banco
do
Minho
ou
na
rua
do
Alcaide,
n.®
23.
(2089)
HOMEM
PAIH 0
BRAZIL.
Precisa-se
de um
homem
que tenha
40
a
50
annos,
mais
ou
menos, para
seguir
para o Pará.
Deseja-se affiançada a
sua
conducta,
e
que
entenda
de lavoura.
Quem pretender
terá todas
as
despezas
para
o seu
transporte,
grátis.
N
’
esta redacção
se
diz quem
é
o
pre
cisado.
(2078)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim, ao
pé
da Roda, dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
APPARICIO
27,
Praça
do Barão
de
S.
Mar
tin
ho,
27 C.
Recebeu
de
Paris: grande
variedade
de
flores, plumas,
íivellas e
formas para
cha
péus. Tudo
proprio
para
a
estação
de
inverno.
Preços
sem competidor.
CHAPÉUS
MODELLOS E
CASACOS
Apparicio,
previne
as
suas
exm
as
fre-
guezas
que
nos
primeiros
dias
do
mez
de novembro
recebe
de
Paris
grande
sor
timento
de
chapéus modellos
para
senho
ra e
creanças,
casacos,
e
muitos
objectos
de
novidade.
Coroas
e ramos
para
Cemiterio
Na
loja
de Apparicio,
ha
grande
va
riedade
de
coroas, ramos e medalhões
para
ornar
mausoleos.
Preços
de
300
a
40500
cada
um.
27, Praça do
Barão
de
S.
Mar
linho,
27
C.
(2053)
Arrematação
A
Meza da
Real
Irmandade
de
Santa
Cruz
d
’esta
cidade
laz
publico,
que
no
dia
17
do
corrente,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
logar
na ante
sala
das
ses
sões
das
meza
a
arrematação
dos
foros
e
pensões
em
generos
pertencentes
á
mesma
Irmandade,
vencidos
no
S.
Mi
guel
de
1878.
Braga
8
de
novembro
de
1878.
O
provedor,
(2090)
João
de
Paiva
Faria
Leite
Brandão.
|
VENDA DE
QUINTA
Vende-se
a
quinta
de
Cima,
na fre
guezia
de
Caires,
concelho
de
Amares.
Tem
montados
sufficientes,
e agua abun
dante
que
póde
regar
mais
propriedades.
Trata-se
em
Braga
no
Camoo
Novo
n.®
1.
(2063)
APROVEITEM-SE
Vende-se
a bonita
casa
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos n.°
53,
bem
como
os
moveis
que
a
adornam,
em
ra
zão
de
seu dono se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar
com
a
ametade
do
preço a juro
de
4 p.
c.
com hypotheca
na
mesma
casa,
por
tem
po
de
um
anno.
Para
vèr-se,
de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de
tarde,
das
4
ás 6
—podendo
tratar-
se
com o
snr.
Francisco José
Ferreira
Torres,
na mesma
rua,
que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
A
QUEM
INTERESSAR.
Sub-aluga-se
o primeiro
andar
da casa
n.° 32
do
campo
de
D.
Luiz
I,
o
qual
se
compõe
de
quatro
boas
salas
na
frente,
e
um
bom
gabinete
nas
trazeiras.
Quem
o
pertender
póde
dirigir-se
á
commissão
liquidataria
do
Banco
Commercia!
de Braga.
(2083)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
5000000
reis.
(2065)
mm
tm
»
Os
EEebuçades
inytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
peclorante,
são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos nas doenças tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico'
deposito
no Porto,
PHARMA
CIA CENTRAL,
rua
de Santo Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS, praça
Municipal.
(2080)
Muita
attenção
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
no
vo,
com
os
n.
os
27
e
28,
eitos
na
rua.
de
D.
Pedro
V,
com
quintal
ajardinado
todo
morado,
e
com
agua.
Tem
commo
dos para
numerosa
familia,
e
dos
2.0s
andares
gosam-se
os
pontos mais
impor
tantes
de
Braga. Passa
ao
pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu
pro
prietário
nos
baixes
dos
mesmos
onde
po
dem
ser
vistas
a
toda
a
hora
do
dia
o
podem
ser occupadas
desde
já.
(949-Q)
GRANDE BIFA
LOTERICA
QUESE
EXTRAHII1Á
POR MEIO DA
;;njrvE
triujmfho
maisí
!
A
COMPANHIA
FABRIL XNGBB
‘
DE
NOYA-YORK
Que
recebeu
pela superioridade de suas
machinas para coser
M
23
B£
BI
IWS
EM
VIENNA
1873
0 PRIMEIRO PRÉMIO E“paV6™
PROSPECTO DOS PRÉMIOS
1
de
Um
piano,
novo
e
garantido,
do
conhecido auctor
«Gaveau»,
modelo n.
1,
com
o
n.°
8612,
comprado
e
depositado
no
muito
acreditado
armazém
da
viuva
de José
de
Mello
Abreu,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que
sahir
o
primeiro
prémio
de
2.500:000
pesetas.
1
de
Uma
nova
e
excellente
macbina
de costura,
para
familia,
do
afamado
auctor
«Singer»,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que
sahir
o
segundo
prémio
de
1.250.000
pesetas.
1
de
Um
relogio
(1
’ouro, experimentado,
para
homem,
do
fabricante
<jolien
Gene-
ves,
com
uma
excellente
caixa
d
’ebano.
para
o
bilhete
que
contiver
o
nu
mero
em
que sahir
o
terceiro prémio
de
750:000
pesetas.
2
de
Um
par
de
castiçaes
de
prata,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qual
quer
dos numeros em
que
sahirem
os
2
prémios
de
25
*
':000
pesetas.
4
de
Uma
duzia
de
colheres
de
prata,
para
chá,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos numeros em
que
sahirem
os
4
prémios
de
125:000
pcsctds
20
de
Um
talher
de
prata,
composto
de
faca,
garfo
e
colher,
com
a
competente
caixa,
para cada
ura
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os 20 prémios
de
50:000
pesetas.
30
de
Uma
bolsa
de
prata,
para
homem
ou
seuhora,
para cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que sahirem
os
30
prémios
de
25.000
pesetas.
40
de
Uma
entrada
para
a
Habilitação
Loterica,
com
direito
a
uma
cautela
de
600
reis
em
séries
de
6
loterias, no
valor cada
entrada,
de
3^600
reis,
para
cada
um
dos.bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
40
numeros
cujas
3
ultimas
lettras
sejam
iguaes
ás 3
ultimas
lettras
do
numero
em
que
sair o
prémio
de 2.500:000 pesetas
99
prémios.
CADA
BILHETE
PARA
ESTA RIFA
CONTÉM 20 NUMEROS
E
CUSTA
700
REIS
Os
prémios
annunciados
n
’
este
prospecto,
acham-se
desde já
patentes
no
Es
tabelecimento de
Loterias,
de
Lourenço
Marques
d
’
Almeida,
na
rua
das
Flores
n.°
112,
para
onde
deve
ser
dirigida
qualquer
encommenda
de
bilhetes.
IV.
f?.
A
quem comprar
de
&
bilhete
*
para
time,
eoneede
se
o
•batimento
de
1®
por
eento.
(2100)
CUKA
PRO VBPTA K CEUTA
COM O
ELIXIR ANTI
*
B
H.E
CMAT1SMAD
DE
SARRAZIN
Os
rheumatisinos
chronicos
e
agudos, e lambem
a
golla,
lumbago,
scatica,
etc.
E’
bastante
um
fraeeo
PREÇO
—
1$ 150 RS.
No
Porto,
Ferreira à Irmão,
Banharia,
77
e
79.
Depositários
da
Agencia
Franco-Hispano-Porlugueza.
■coxx<>xx<xox>x»
Gran
êxito
en
Paris
<
VEL0UTINE
GH
,es FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
y
ADHERENTE,
dá al cútis
frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
ea
P
â
TX,
PARIS
Se
vende
en
las Farmacias, Perfumerias, Eeluquerias y tiendas de quincalla.
Desconfiar
fle
las
falsificaciones.
I1U REAL
INIilEZA
Nwn
e
terceira
carreira
mensal,
directa
entre
CARRIL,
VIGI), MONTEVIDEU
e
BUENOS-AYRES
Para
evitar quarentena
no
Rio
da
Prata
irá um
dos
excellentes paquetes
d’
esla
Companhia
directamente
para lá
depois de
locar em
Carril
e
Vigo
no
dia
29
ou
30
de
novembro
corrente.
Acceitam-se
passageiros
de todas as
classes.
Para
mais
esclarecimentos, dirigir
a:
Guilherme
C.
Tait, Porto,
Inglezes,
23
—
D.
Urioste,
Carril
—
D. Estanislao
Duran,
Vigo—e
aos
correspondentes,
em
todas
as
cidades
e
villas.
Unico
correspondente em
Braga,
João
Manoel da
Silva Guimarães.
(2091)
ACABA
DE OBTER
M
ÍB8SÍÇÃ0
Dl HMS Dl I8M
A MEDALHA
DE
OURO
Machinas
a
prestações de 500
reis
seinauaes, sem
presta
ção
alguma de
entrada,
ou
dez
por
cento
menos
a
pronipto-
pagamento.
Deposito
rua
de
S.
Vicente,
Braga.
SUCCURSAES EM
PORTUGAL
Aveiro,
rua
do
Caes-Beja,
largo
de Santa
Maria—
Braga,
S.
Vicente,
17
—
Bra
gança
—
Coimbra,
rua
do
Visconde
da
Luz
—
Évora,
Praça
do
Geraldes
—
Faro,
Santo
Antonio
do
Alto,
34—
Funchal,
rua
do
Aljube,
28
—
Fundão,
largo
do Terreiro
—
Guarda,
rua
Nova
da
Estrada
—
Leiria,
Praça
—
Lisboa,
Praça
do
Loreto, 6e 7
—
Porto,—
rua
Formosa,
355
—Ponla
Delgada,
Valverde.
61
—
Portalegre,
rua
da
Sé
—
Santarém,
S. Nicolau
—Vianna
do
Caslello,
Praça
da
Rainha,
44
—
Viila
Real,
largo
do
Conde
de
Amarante,
23
e
24
—
Vizeu,
rua
Formosa,
3
e
4.
MALA
BHAL INGLEZA
(INCORPORADA PnR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES
A
VAPOR
GRUVDE
ISEOUCÇî I>K PREÇOS ISA 8.3
CI
j
ASSK.
Para S. Vicente, Pernambuco,
Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceilando
também passageiros de
3.
a
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS, PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ, e
outros
pontos
do
litoral
e
interior do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
PÍÍLO
MESMO
PREÇO
QUE
P
ARA
O
8
*
1®
JAYVIH»
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
ELBE
..............................
13
de
Novembro I
TAGUS
................................
13
de
Dezembro
MINHO
..............................
29
de
Novembro
|
GUADIANA
.........................
28 de
broDezera
PREÇOS
COMMODOS
Catin
paquete
<S
’
ei«ta
eoinpanliia
leva
a
bordo
eriados
e eo®»nheâv-?-«
portugueses
para
commodidade
dos
passageiros
de
toitas as
elassea.
Sendo as
passagens
pagas
na Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo
o»
p»s»ngeiros
teem
grátis
cama,
K-osspt»
de
eamt»,
ea-
mida
feita
por
eoMinheiro
*
portuguez»
*
,
vinho
vezes
por
«lia,
as
*
i8teueia
medien,
serviço
de
criados
e
outras despezas.
A
EXPERIENC1A
de
mais
de
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d’esta
companhia
(a mais
antiga
na
carreira do Brazil)
sejam
conhecidos-
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança excepcional;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e'
pelos
melhoramentos
mais modernos
tanto
para a
hygiene como para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez
para
a
conducção das
suas
malas do
correio,
e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES
a
honra
de
conduzir Suas
Magestades
o
Imperador e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TAIT.
Para
esclarecimentos
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães, rua do Souto.
CURSO PRATICO
E
GRAMMAT1CAL
DA
LÍNGUA
FRANCEZA
POR
Albino
Coelho.
Esta
nova
grammatica
franceza,
que
ha
pouco
saiu á
luz, está
approvada
pelo
go
verno
para
uso
dos
lyceus
e
escolas
do
reino,
e
vende-se
por
500
reis
em
todas
as
livrarias,
em
casa
do auctor,
rua
da
Boa-Vista,
em
Coimbra, e no
escriplorio
da
administração
d
’este jornal.
RESPOASAVEL
—Luiz
Baptista da Silva.
BRAGA,
TYP0GHAPH1A
LUSITANA—187 8.
Parte de Comércio do Minho (O)
