comerciominho_16071878_811.xml
- conteúdo
-
FOLU^
COMM-EWLCMAB-..
BjEliIGIOSA
E NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.° ANNO
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repelrão
....................................
10
. LI
PUBLICA-SE
ÃS TERÇÃS,
QUINTAS
E SABBÀDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
..........................
2&000
»
6
.......
1050
»
sendo
duas assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso................................
10
N.®
811
BBAGA—
TF.RÇ4-FEIRA
1®
DE
JULHO
DE 18ÍS
4
beatificação
de
Pio
IX,
o
Grnnáe.
0s
bispos
do
Veneto
acabam
de dirigir
a
S.
Santidade
Leão
XIII
a
seguinte
ex
posição
pedindo
que
o
Santo
Padre
se
digne
permittir
o
exame
das
virtudes de
Pio
IX,
o
Grande, para
em
seguida
co
meçar
a
causa
da
beatificação
do chorado
pontífice:
Beatíssimo
Padre.
A Providencia
que
todas
as
cousas
dis
põe
sapientemente
e
governa
com
admi
rável
sollicitude,
não
consentiu nunca
que
corressem
para
a
Egreja
epochas
de
pro
vas
especiaes,
sem
dar-lhe
homens,
os
quaes com
os
dotes
da
intelligencia
e
do
coração
tutellassem
com
animo
forte
a
sua
santa
causa,
mantendo
os
princípios
de
que
é
depositaria e
mestra,
e
ajudan
do-a a
salvar
por
meio de
seu
ministé
rio
a
sociedade,
a
qual
dividida
da
Egreja
deve
necessariamente
perecer.
A experien-
cia,
que
ha
diversos
lustros
temos,
posta
em
confronto
com
o
que
a
historia
nos
diz
do
passado
demonstra que
a
Egreja
está
presenlemente
n
’uma
condição
como
talvez
jámais
se
encontrou,
tanto
pelo
genero
de
guerra
que
se
lhe
faz,
já
que
os
seus
ini
migos
não
se
contentam
d
’atacar
este
ou
aqueile
ponto
particular
do
dogma,
mas,
abatido
o
principio d
’
auctoridade,
menos,
prezam
o
magistério
divino
da
Egreja,
con-
culcam
com
cynico
indiUerentismo
as
suas
leis,
e
ufanam-se
de querer
sublrahir-se
á
sua
materna
influencia;
como
pelo
modo
com
que
esta
guerra
se
combate,
porque
sob
os
litulos especiosos da emancipação
do
povo
das
exigências
clericaes,
de pro
gresso,
de
luzes,
de
civilisação,
e
de
li-
herdade,
se
vão
perpetrando
injustiças
e
iniquidades
de
toda a
especie
em
damno
da
Egreja,
corrompem-se
os
costumes,
dissolvem-se
os
vínculos que
ligam
reli
giosamente
a
sociedade,
semeando
o
mal
no
sacrario
da
familia, que
é
o
seu ele
mento,
e
tudo
isto
para
passar
depois
pouco
a
pouco
com
um
continuo
regresso
da
ignorância á barbarie;
e
finalmenle
esta
guerra
é
terrível
pelas
suas
proporções
vastíssimas, já que
com
o
abuso
das mo
dernas
descobertas, se propagam
no
mundo
com
a
velocidade
do
relampago
as
falaes
idéas
nascidas
da
desordem
e
proclamadas
pela
revolução.
Mas para oppor-se
a
tantas
calamida
des,
tinha
sido preparado
providencial
mente
o
homem
na
pessoa
do
grande
Pontífice
Pio
IX;
e
a
réspeito
d
’
elle,
vos
pedimos, Beatíssimo Padre, que
nos per-
mittaes
que
manifestemos
o
que
nos
dita
o
animo,
com
obediência
plena e
cega
e
com humilde
submissão
para
comvosco,
para
com
essa
Santa
Sé,
da
qual
sem
pre
e
em
tudo
queremos,
como
filhos,
in
teiramente
depender.
Dotado
elle
d
’
tima
vontade
propensa
a
todo
o
bem,
e
d
’um
coração
generoso
e
sensibilíssimo,
sempre
humilde,
mas
ao
mes
mo
tempo
firme
em
sustentar
as
rasões
da
verdade e da
justiça, soube conser
var-se,
como
escolho
forte
e
immovel,
contra a impetuosa alluvião
da
iniquidade
e
da
descrença
que
ha
um
século
vae
engrossando
cada
vez mais
e
ameaça
um
geral extermínio;
soube
resistir
sempre
com
peito
de
bronze
ás
prepotências
e
aos violentos
attentados;
fulminou
á
face
do mundo
com
aquella
voz franca
que
só
na
bocca
do
Vigário
de
Jesus
Christo
pode
soar
tão
viva
e
efficaz, os
erros
que
tanto
damno
tem
causado
á
familia,
e
ás
instituições
civis;
fallou
sem
respeito
hu
mano
como
pae
e
mestre
universal,
não
reparando
nunca
no
grau
e
na
potência,
ao
clero,
povo,
aos
príncipes,
ora
ins
truindo,
ora
admoestando, ora
até
amea
çando.
Cercado
primeiro
d
’
artificios hypo-
critas,
mais
tarde d’abertas
violências,
desprezado
até
dos
filhos das trevas.
que
perdiam
as
esperanças
de
poder
vencel-o
e
conduzil-o
aos
seus
perversos
desígnios,
feito
pobre
e
impotente
segundo
a
pru
dência
humana,
nunca
retrocedeu
um
pas
so
na
nobre
carreira,
mas
pelo
contrario,
como
santo, que
era,
muito
bem
mostrou
que
a
sua
confiança
não
eslava
nos
filhos
dos
homens,
dos
quaes
não
pode
vir a
salvação,
mas
sim
na
Virgem
Immaculada,
no
seu
puríssimo
Esposo,
e no coração
d
’aquelle,
que lendo-se
dignado
escolhel-o
para
seu
Vigário, o
enriquecera
de
tan
tas
graças
que
o
tornaram
imagem
viva
e
fiel
de
si
mesmo;
e
assim
pela
sua
íir-
missima
confiança
nos
auxílios
do
céu
e
pela
sua
correspondência
generosa
e
fiel,
se
avançou
sempre
como
gigante
no
ca
minho
da
perfeição,
devorando
amarguras,
soffrendo incoinmodos, supportando
espo
liações e injustiças
de
toda
a
especie,
com
aquella
paz
impertubavel
e
serena
de
es
pirito
que,
mantendo-se
constantemente
durante
a
sua
vida
atribulada,
devia
re
putar-se
indicio
certo
de
santidade,
não
podendo
proceder
senão
de Deus.
Quem
puzer alguma altenção na
vida
do
immor-
tal
Pio
IX, na
sua
conservação
prodigiosa
no meio
de tantos
perigos,
na
duração
do
seu
Poniilicado.
unico
na historia,
pela
qual
pode
aflirmar-se,
sem
receio
de ser
desmentido,
que
Deus quiz
dar
um
signal
visível da
sua
paternal
Providencia,
com
o fim
de augmenlar nos
bons
a
coragem
e a
confiança,
e
de obrigar os
maus a
confessar
que
existe
um
Deus
que
os
to
lera
e
espera
como
pae
paciente
para
não
ter
mais
tarde
de
tratal-os
como
juiz;
quem
considerar
os
seus
actos, que
bas
tariam
para
illustrar
a
vida de muitos
Pontífices,
e
que
se
verificaram
no
meio
de
tantas e
continuas
oppressões
d’
espi-
rito,
deve
confessar
que
Pio
IX
exercitou
as
virtudes
theologaes
e
moraes
em grau
tão
elevado
que
o
torna
merecedor
de
ser
proposto
para
exemplo
e
imitação
como
santo.
E já este
sentimento
se
manife
stava
a
seu
respeito
quando
todos
se
viam
obrigados
a confessar
a
necessidade d
’uma
força
sobrenatural,
para
que
um
homem
provado
por
laes
e
tão
graves
desventu
ras,
em
edade
tão
avançada, se
conser
vasse
sempre
plácido
e
sereno;
e
bem
as
sim
a
reconhecer
a
mão
invisível da
Pro
videncia
que
fazia correr
para elle,
com
um
manifesto
prodígio,
aquelles
thesouros,
que
elle
com
uma
caridade
de
santo
es
palhava
sem
limites
em
aliviar
as
misérias
de
todo
o
mundo;
corno
também
quanto
catholicos
e
heterodoxos,
bons
e
maus,
quem
por
amor,
quem
talvez
por
curiosi
dade,
anhelava
vel-o,
e ninguém
d’
elle
se
separava
sem
ser
tocado
por
aquella
au
reola
de
santidade
que
n
’
elle
brilhava,
co
mo
ao
vel-o
e
ouvil-s
muitos
acharam
im
pulso
efficaz
á
própria
conversão.
Mas
este
sentimento se manifestou
mais
vivo
e
forte
quando
agradou
a
Deus
cha
mar
Pio
IX
ao
eterno
repouso
Póde
di
zer-se
que
um
grito
universal
se
repetiu
então:
Temos
um
proteclor
no
céu,
Pio
IX
é
um
Santo.
Por
isso
foi
unanime
a
con
vicção
que
não
tivesse necessidade
de
suffragios,
mas sim nós
necessidade
do seu
patrocínio.
Então
se
excitou
por
toda a
parle
o
desejo
de poder
possuir
algum
objecto
mesmo
insignificante,
que lhe
pertencesse,
para
conserval-o
como
relíquia,
symbolo
das
grandes esperanças,
e
quasi como
pe
nhor
de ter
um
dia
de
venerai-o
sobre
os
altares.
Um
sentimento
tão
espontâ
neo,
promplo
e
universal
tem
o
cunho
da
FOLHETIM
é
sua
sobremesa,
o
Codigo penal o
seu
charuto.
Entretanto
a
ideia do diccionario
vi
ve
já
demasiado
d entro
d
’
elle,
para
con
sentir
laes
concorrências
Em
186Ôvemol-o
administrador
da
casa
do
Covo,
junto a
Oliveira de Azetneis,
e,
em
serviço
d’
aquel-
la
casa,
até
1856, correndo
todo
o
Mi
nho.
Por
entre
as
agitações
d’essa vida, ha
viam
cuidado os
camaradas
que
elle
se oc-
copava da guerra,
os orphãos
que
elle
lhes
curava das causas, e
a casa
do
Co
vo que
elle não tivesse
outros
disvellos
senão
a
Iministral-a.
Contam que,
quando
o
Rubens
foi
encarregado
peia
archidu-
queza
Izabel
de
uma
missão
diplomática
junto
de Jacques I de Inglaterra,
um
em
baixador,
julgando
lisongeal-o
com
isto,
lhe
dissera:
—
«Pelos
modos,
o
snr.
Rubens
na-
horas
de
ocio entrelem
se
com
a pin
tura»?
—
«Não,
senhor,
respondeu
o
artis
ta,
nas
horâs
de
ocio
entrelenho-me
com
a
diplomacia»... Para
o
snr
Pinho
Leal
a
peça
era
o
diccionario;
a
casa do
Co
vo,
os
orphãos,
e
a guerra,
eram
os
en
tre
actos;
e
o
politicO, o
funecionario,
o
administrador,
cederam
de
vez
todos
os
seus
lituios
diante
do trabalhador
infati
gável
da
obra
que se
intitula
Portugal
antigo
e moderno.
Faliam
de
livros
curiosos?
Não
ha
pu
blicação
mais
interessante
para
portugue-
zes,
mais
entretida
e
variada,
mais abun
dante
em noticias, dando
informações
de
toda
a
especie,
séria
e
alegre,
o
que
é
preciso saber
e
o que
é
agradavel
não
ignorar,
achados valiosos,
coisas pouco
sa-
Ibidas,
outras
que
só
agora
se
apuraram
a
poder
de
busca
e
fadigas; historia,
tradi-
ultima
batalha
dada
entre realistas e
libe
raes
em
maio de
1831,
exactamente
no
dia
em
que
fazia
dezesete
annos.
Vem
para
o
caslello
de
S.
Jorge;
é
solto
em.
junho,
pela
convenção
de
Evora
Monte.
A
esse
tempo iam
escassos
os
ha
veres de seus
paes;
sem
saber o
moço
a
que
tornar-se,
faz-se
mestre
escola.
Ao
fim
de
um
anno,
enfastiado
d
’
a
(uelle'olfi-
cio,
faz-se
pintor.
Accorda
n
’
elle,
ao mes
mo
tempo,
a
mania
de
lêr.
lèr...
Andan
do
no
verão
de
1840
a
pintar
a
egreja
de
Santa
Eulalia
de Arouca,
encontra
nos
alfarrabios do abbade,
o
Dialogo
de
varia
historia,
de
Mariz... Principia
para elle
n
’
essa
hora
e
por
aquella
leitura
a
vine-
ta
de
escriplor:
—Se
eu
conseguisse
la
zer ura
diccionario
geographico
de
Por
tugal!
Durante um
pouco
de
tempo
não
quer
saber
de
política.
Em
1816
namora
se
da
causa popular;
depois,
em
resultado
de
desavença
com
os setembrislas,
arma
á
sua
custa,
perlo
de cun
homens,
e
vem
unir-se
aoMacdonell,
que estava
na
quin
ta
de
Linhares
em
Caslello
de
Paiva;
marcham
d
’
alli
para
as
províncias
do
nor
te;
cae
depois
prisioneiro dos cabralistas
em
Traz-os-Montes:
mas,
na
R
*
goa,
ao
passar
o
Douro,
mesmo
no
meio
do
rio,
os
barqueiros
desarmam
a
escolta,
e
li-
vram-o.
•
Nomeado,
passado
tempo,
sub-delega-
do
do
procurador
regio no
julgado
de
Fer-
vedo, passa
de
capitão
a
curador
dos
or
phãos, depois
de haver
passado
de
pintor
a
caplão.
Compra
livros,
cultiva
a
Refor-
ma,
íai
a
corte
ás
Ordenações,
come
Pe-
gas
’
. bebe Corrêa
Telles,
Coelho
da
Rocha
O
1
PIKIO LEAL
O
«Diário
Illustrado»,
n.°
1906,
traz
o
retrato
do
nosso
presado
amigo
e
es
clarecido
collega
e
correligionário
o
snr.
Augusto
Soares
d
’
Azevedo
Barbosa
de
Pi
nho
Leal.
Acompanha-o
o
seguinte
folhetim,
do
snr.
Julio
Cezar
Machado,
que
passamos
a
trancrever
em
homenagem
áquelle
in
vestigador
indefesso,
um
dos
nossos
es-
criptores
mais
benemeritos:
Poucos
homens
haverão
tido
vida
tão
agitada,
procurando
edificar
a
sua
tenda
em
mais
movediça
areia,
do
que
o
auctor
do
Portugal
antigo
e
moderno, o
snr.
Au
gusto
Soares
de Azevedo
Barbosa
de
Pinho
Leal.
Vae
com
a
sua
familia
para
a
Bahia
em
1822,
na
esquadra
portugueza;
em
1826
assenta
praça
em
Castro
Marira.em
caçadores 4;
emigra
quatro
dias
depois
pa
ra
Hespanha
com o
batalhão.
Segue-se
a
campanha
de
26, e
27; emigração
em
Ar-
nedo:
regresso
para
L
sboa
em
1828.
Estuda
um
anno
no
coliegio
dos
No
bres;
obtem
passagem
para a
guarda
real
da
policia'
do
Porto
e
licença
para
es
tudar
malhematica
na academia
de ma
rinha
e
commercio
d
’
aquella
cidade,
hm
1833 é
do
regimento
de
caçadores
da
Bei-
ra-Baixa;
feri
lo
na
batalha
da
Asseiceira
por
uma
bala
que
lhes
atravessa
a
perua
esquerda,
fica
prisioneiro
do
Villa-Flor
na
ções,
legendas,
e
até
miussalhas
galan
tes,
que
fazem
com
que
as
famílias
pos
sam
também
recrear-se
em
ler a obra pe
los
chistes
e
curiosidades
d
’
ella.
Ha
muitos
annos
que
o
snr.
Pinho
Leal
trabalha
incessantemente
ne
Diccío-
nario,
cuja publicação,
interrompida
ul-
timamente
pela
doença
pertinaz,
cruel,
que
tentou
esmagar
esse
homem
de
uma
ro-
butez,
de
uma
aetividade,
verdadeiramen
te raras,
vae
de
novo
seguir
o
seu
cur
so
com
a
regularidade
antiga,
que
ne
nhum
obstáculo, esperamol-o,
virá
de
no
vo
empecer;
tanto
mais
que
se
acha
qua
si
completa.
Temos
grande
alegria
de
podermos
n
’
es-
te
artigo, que
o
«Diário
Illustrado»
nos
faz a honra
de publicar,
prestar
ao
snr.
Pinho
Leal a
justiça
que merece,
louvan
do
a
actividade d’
esse
inlelligenle
e
incan
sável
trabalhador,
que
empreendeu,
e
está
realisando
já
hoje
n’
uma
idade
avançada,
sessenta
e
tantos
annos
vividos
e
lidados'
uma
obra
sob
muitos
pontos
de
vista
interes
sante,
e
digna
da
gratidão
nacional.
As
pa
lavras
do
Evangelho
de
S.
João
—«Vtiu
a
este
mundo,
e
os
seus
não
o
conhe
ceram»,
são
applicaveis
a
muita
gente
e
a
muita
cousa
boa,
e
principalmente
o
são
em
Portugal
aos
que
trabalham
sincera
mente
em
obra
utii,
que
passam
sem
que
ninguém
os
conheça,
on
só
os
conheça
depois d’
elles
passarem.
Não
sej
rnos
as
sim,
d
’
esta
vez
ao menos, para
cora
o
au
ctor
do
Portugal
antigo
e
moderno, e
sau
demos
e exito
auspicioso
da
sua
apphca-
ção
e
das
suas
fadigas.
Julio Cesar
Machado.
verdade,
pois,
parece não
poder explicar-
se
sem
o concurso
da
Providencia
divina
que
o
infunda
nos
fieis,
como
para
mostrar-
nos
com
a
experiencia
d
’
um novo santo,
que
os
perseguidos
por
amor
da
justiça
são
os
seus
predilectos,
e
que
as
tribula
ções sustentadas
com
animo
resignado
se
tornam
semente
de
gloria. E já
parece
que
Deus
se
dignou confirmar
aquelle
sen
timento
e mostrar
a
sua
complacência
nas
graças
que
por
intercessão
do
seu
servo
fiel
foram
depois
da
sua morte obtidas
por
diversas
pessoas,
e
é
hoje
lambem
incontestável,
que
pessoas
de
toda
a
or
dem
e
condição
recorrem
nas
suas ne
cessidades
com
particulares
exercícios
de
piedade
a
Pio IX,
com
a
inteira
con
fiança
e
persuasão
de
dirigir-se
a
um
santo.
Mas
tudo
isto
ainda
não
póde
fazer-se
senão
em
particular,
e
ninguém
ousaria
arrogar-se
o
direito
de
pronunciar
senten
ça,
e fazer
formal
declaração
sobre
as vir
tudes
heroicas
e
a
santidade do
Servo
de
Deus,
sabendo
se
perfeitamente
que isto
sómente
pertence
á
Suprema
Auctoridade
da Egreja.
E’
pois
por
estes motivos,
Bealissimo
Padre,
que
nós
por
um
mo
vimento espontâneo,
como
interpretes
dos
nossos
filhos
em
Jesus
Christo,
com os
quaes
diante
de
vós
nos reconhecemos
igualmente
filhos, discípulos,
e
ovelhas
do
myslico
redil,
recorremos
a
vós,
Pae,
Mes
tre
e
Pastor
Supremo,
e
vos
fazemos
hu
mildes
supplicas,
para
que
vos
digneis
or
denar
que
sejam
examinadas
as
virtudes
de
vosso
illustre
e
santo
predecessor,
e
assim
possa
em
seguida introduzir-se
(co
me
esperamos)
a causa
da
beatificação.
Pio
IX
teve
a
gloria
de
elevar ás hon
ras
dos
altares
uma quantidade
de
santos,
com
o
que
de
novo
lustre
se adornou
a
Egreja
militante
e
novo
esplendor
se acres
centou
á
triumphante;
vòs,
Beatíssimo
Pa
dre,
seu
digoo
successor,
tereis
a
conso
lação
e
a honra
d
’exaltar
diante
do
cén
e
da
terra
aquelle homem,
ao qual o
céu
e
a
terra
são devedores. Muitos hão-de
ser
certamente
os
actos
illustres do
vosso
pontificado, pois
que
a
vossa
providencial
eleição
á
Cadeira
Suprema,
os
bellos do
tes
da vossa
mente
e
do
vosso
coração,
a
vossa
doutrina,
e
as
egregias
virtudes
que
vos
adornam,
nos
sáo
garantia
se
gura
tanto
do
especial
auxilio celeste,
que
se
proseguirá
sobre vós,
como
da
maior
vantagem
e
honra
da
Egreja Catholica;
mas
este
acto solemne
de
que
agora
fal
íamos,
Bealissimo
Padre,
será
de
certo
um
dos
primeiros
que
deixará
preciosa
e
immortal
memória,
e
por
elle
vos serão
gratos
o
mesmo
céu
por
uma nova
corôa
que
lhe
dareis,
e
o mundo
inteiro tam
bém. porque
dando-lhe
com
a
vossa
au-
cto.idade
um
novo
prolector
em
Pio
IX,
lhe
daes
modo de
satisfazer
em
parte
os
grandes
deveres
de
gratidão,
d
’amor
e
de
reverencia
que
todo o
mundo
professa
a
Pio
IX.
A
beatificação
de
Pio IX
além
de
que
produz
estes
efleitos
suspirados
e saluta
res,
dará também,
segundo
nos
parece,
uma
especial
glorificação
ao Pontificado
Romano,
porque
dará
sempre
mais
es-
plendidamente
a
conhecer,
que
em
sus
tentar
a
sua
dignidade, prerogativas
e
direitos,
aquelle
Papa
invicto
não
era
ins
pirado
nem
por tendências
humanas,
nem
por
menos
prudentes
conselhos,
mas pelo
lume
celeste,
e
pela
interior
virtude
do
Espirito
Santo.
Permuta
pois o
Senhor,
permittí
vós,
Bealissimo
Padre,
que
autorisados
pela
vossa
palavra
infallivel,
possamos
prostrar-
nos
publicamente
diante
da imagem
do
Pae
tão amado
que
admiramos inartyr
na
paciência,
apostolo
na
caridade,
anjo
na
vida;
agrade
a
Deus e
a
vós
que
nós
pos
samos
chamal-o
santo
com
voz
publica
e
solemne,
e
tenhamos d’
este modo
um do
cumento
irrefragavel
para
mostrar
ás
eda-
des futuras
que
não
erramos quando
no
meio das tribulações,
das
angustias,
das
ingratidões
d
’esta
edade
ingrata,
como
fi
lhos
sinceros
e fieis
á
Egreja,
reconhece
mos
em
Pio
IX
uma
bênção,
um
thesouro
que
Deus
concedeu
á
Egreja,
á
Italia,
e a
todo
o
mundo.
Supplices
vos
imploramos
esta
graça.
Bealissimo
Padre,
por
amor
da
Virgem Immaculada,
a qual
tanto
ama
va
Pio
IX, pedimol-a no
mez
em que to
do
o
orbe
honra
e
invoca
a
Mãe
amabi
líssima,
e
no
dia
de
jubilosa
memória
em
que
outro
Pio também e
d
’Ella
predile-
cto
a
coroou
saudando
a
Auxiliadora
dos
Chrislãos.
Santo
Padre,
atlendei-nos, vós
que
unicamente
o
podeis
fazer
Entretanto
nós
dispostos
a
receber,
a
venerar
e
a
appro-
var
qualquer
determinação
vossa,
nos
pro
stramos
beijando
os vossos
santíssimos
pés
O
correio
de Lisboa
trouxe-nos
uma
dolorosa
noticia.
Na madrugada do dia
13
do corren
te
subiu
ao céo,
onde
receberá o
prémio
das
suas esclarecidas
virtudes,
a
alma
do
muito
reverendo
padre Fr.
Baymundo
dos
Anjos
Beirão,
religioso
da Seraphica
Ordem
de
S.
Francisco,
e
da
casa
dos
Cardaes
de
Jesus.
Está
de
luto
uma
nascente
instituição
religiosa,
altamenle
humanitaria;
e
nume
rosas
famílias
pranteiam
hoje
o
passamen
to d
’
esse
varão
apostolico,
do
sacerdote
ze-
losissimo,
d’
aquella
grande
alma
que tan
tas
feridas
curou
e tantas
lagrimas
enxu
gou
caridosa.
Mais
tarde
alguém
mais
competente
de
que
nós
se
imporá
a
grata
empresa
de
re
latar
os
actos
e
virtudes
do
padre
Bei
rão;
nós
limitar-nos
hemos
agora
a
con
sagrar-lhes
poucas
palavras.
Vendo
este
zeloso
padre a
guerra
sur
da
que se fazia
ás
Irmãs
de
Caridade,
francezas,
filhas
do Instituto
de S.
Vicen
te
de
Paulo,
a ponto
de
serem
expulsas
de
Portugal,
o
reino
fidelíssimo
e
catho-
lico,
quando
são recebidas
em
todos
os
paizes,
sob
todas
as
religiões
e
fôrmas
de
governo;
vendo
e
conhecendo
os
intuitos
dessa
guerra,
o
padre Beirão
concebeu
o
projecto
de
crear
em
Portugal
uma
asso
ciação
religiosa
portugueza,
que
imitasse
nos
fins
aquelle
Instituto
Para
isso
con
seguiu
que
cinco
jovens,
alguma
da
nos
sa
mais
distincla nobresa,
fossem
para
a
casa-mãe
d
’uma
instituição
franciscana, da
França, afim
de alli receberem
a
educa
ção
e
inslrucções d’
aquella
associação
que
attinge
os
fins
das
Irmãs da Caridade.
Recolhidas
estas
a
Portugal,
aggregou-
Ihes
mais
trinta,
e
assim
constituiu uma
communidade regular, que
reuniu em
S.
Palricio
de
Lisboa,
para o
que
obteve
auctorisação
não
só
ecclesiaslica
mas
tam
bém
civil
por
alvará
d
’
approvação
passado
pelo
governo
civil de
Lisboa
a
28 de
maio
de
187
í,
debaixo
da
denominação
de—
Associação das irmãs
Hospitaleiras dos
pobres
pelo
amor
de
Deus,
e
sob
a regra
da
Ordem
Terceira
de
S.
Francisco.
O
altíssimo
alcance
social
d
’
esta
in
stituição
é
por
demais
reconheeido
de
lo
dos,
porisso
dispensa-nos
de
o
encarecer
mos.
O
inestimável
serviço
prestado
assim
pelo
padre Beirão,
cutnulou-o de
bênçãos
durante
a vida,
e
perpetuará
a
sua
me
mória.
Na realisação
d
’esta
obra
de Deus,
o
padre
Beirão
soffreu,
como
não
podia
dei
xar
de
ser,
muitos
desgostos
e
sarcasmos,
e
os
seus
sacrifícios
foram
até
ás
priva
ções.
Mas
permitiu
o Omnipotente
que
ainda
em
vida,
e u
’
uma
epoca
de
tantis-
sima
descrença
religiosa,
elle
visse
pros
perar
e
fructificar
a
sua fundação,—
pois
em
Portugal foi
elle
o
fundador
—a
ponto
contar
já
cêrca
de
200
Irmãs
espalhadas
por
grande
parle
do paiz,
e,
alem
"das
casas-mãe
ou
de noviciado,
muitos
hos
pícios filiaes,
onde ellas
exercem
a
cari
dade
ou
ministram
a
educação,—nos
hos-
pitaes,
asylos,
etc.
Dos que
de
promto
lemos
conhecimento,
existem
em
Bequiem
ceternam
dona
ei,
Domine,
et
lux perpetua
luceal
ei.
Amen.
e
pedindo-vos
que
vos
digneis
deitar
a
vossa bênção
apostólica
sobre
nós
e
so
bre
os
rebanhos
confiados
á
nossa solici
tude.
De
Vossa
Santidade,
etc.
Veneza,
no
Seminário
Palriarchal
em
24
de
maio
de
1878.
Seguem-se
as
assignaturas
do
patriar-
cha
de
Veneza, do
cardeal
Canossa
bispo
de
Verona
e
dos
bispos
de
Padua. de
Vicente
de
Treviso,
Caneda,
Belluno,
Con
córdia,
Adrie.
Chioggia,
Milta
e
auxiliar
de
Padua,
e
d
’Udine.
Lisboa
e
immediações.............................
6
Braga......................................................
4
Guimarães...............................................
2
Porto
...........................
1
Ha
outros
em Vianna
do
Castello,
Pe-
nafiel
Barcellos,
Caminha,
Unhão,
Ourem,
Campeã,
etc.
Era
o padre
Beirão
o
modelo
dos
sa
cerdotes
e
o
prolotypo
dos
homens
de
bem.
CODIGO ADMINISTRATIVO
[Continuação]
TITULO
VI
Daa
eamarai
mnnieipaei
CAPITULO I
Disposições
especiaes
sobre
organisação
,
reuniões
e
deliberações
Art.
98.
A
camara
municipal
é
com
posta
de
sete
vereadores.
§
unico.
Excepluam-se
a
camara
mu
nicipal
de Lisboa,
que
é
composta de
treze
vereadores,
e
a
do
Porto
que
é
composta
de
onze.
Art.
99.
Os
vereadores
eleitos
tomam
posse
no dia
2
do
mez
de
janeiro
im-
mediato á eleição.
§
unico. Se
a
eleição
tiver
sido
ex
traordinária,
ou
ordmaria,
mas
eífectuada
depois
do
referido
dia, a
posse
será
toma
da
immedialamente
ao
apuramento.
Art.
100.
A
camara
municipal
tem
uma
sessão ordmaria
por
semana,
e
as
extraor
dinárias
que
o
bem
do
serviço
exigir.
Art.
101.
O
administrador
do
concelho
tem
entrada
e
voto
consultivo
em
to
das
as
sessões
da camara,
e
toma as
sento
ao
lado
esquerdo,
junto
ao
presi
dente.
§
unico.
Nos
concelhos
de
Lisboa
e
Por
to
esta
attribuição
pertence
aos
admini
stradores dos
bairros,
que
a
exercerão
por
turno
designado
pelo
governador
ci
vil.
CAPITULO
II
Attribuições
Art.
102.
A
’
camara
municipal
per
tencem
attribuições:
1.
®
Como
administradora
e
promotora
dos
interesses
municipaes;
2.
°
Como
aucloridade
policial
do
con
celho;
3.
°
Como
auxiliar
da
execução
de
ser
viços
de
interesse
geral
do
astado
e
do
districto.
Art
103.
Como
administradora
e
pro
motora
dos
interesses
municipaes, compe
te
á
camara:
1.
°
Administrar
todos
os
bens
e
esta
belecimentos
do
concelho, e dar-lhes
a
ap-
plicação
a
que são
destinados;
2.
®
Deliberar
sobre a
acquisição
dos
bens
necessários
ao desempenho
dos
ser
viços
do concelho,
e
sobre
a
alienação
do#
’que
forem
dispensáveis
d
’esses
ser
viços;
3.
°
Deliberar
sobre
a
acceitação
de
he
ranças,
doações
e legados
deixados ao
concelho
ou
a
estabelecimentos
munici
paes;
4.
°
Crear
estabelecimentos municipaes
de
beneficencia,
instrucção
e
educação;
5.
®
Subsidiar
estabelecimentos
de
be
neficencia,
educação
e
instrucção.
que
não
estejam
a
cargo
da
sua administração,
mas
que
sejam
de utilidade
do conce
lho;
6. °
Mandar,
na
conformidade
das
leis
especiaes,
abrir, construir,
reparar
e con
servar as
ruas
e
estradas
do
concelho;
7.
®
Crear
partidos
para
facultativos,
boticários,
parteiras
e veterinários,
e
bem
assim
os empregos
necessários
ao des
empenho
dos serviços
da
administração
municipal
e
interesss
do
concelho,
arbi
trando-lhes
a
correspondente
remuneração
e
extinguindo-os
quando
se
tornem de
snecessários;
8
0
Nomear
os
empregados
da
admi
nistração
municipal,
cujos
vencimentos
estejam
a
cargo do
respeclivo
cofre,
su-
spendelos
e
demittil-os,
depois
de
ouvi
dos,
quando
pratiquem
faltas
graves,
ou
se
tornem
indignos
de
exercer
as
suas
funcções;
9.
°
Nomear
os
professores
de
instruc
ção
primaria,
cujos
vencimentos,
ou
a
maior
parte
d
’
elles,
estejam
a
cargo
do
cofre
municipal,
suspendel-os
e
demittil-os
depois
de
ouvidos, quando
pratiquem
fal
tas
graves
ou
se
tornem
indignos
de
exercer
os
seus
logares, tudo
na
con
formidade
das
leis
especiaes;
10.
°
Deliberar
acerca
dos
pleitos
a
in
tentar
e
a defender
por parle
do
concelho
e
das
transacções
sobre
elles;
11.
° Contrahir
empréstimos
para
a
rea
lisação
de
melhoramentos
municipaes,
esta
belecendo-lhes
a
doação
e
estipulando
as
condições
da
sua
amorlisação;
12.
° Contratar
com
emprezas indivi-
duaes
ou
coliectivas
a
execução
de
quae-
squer
obras,
serviços
ou
fornecimentos
do
interesse
do
concelho;
13.
°
Mandar
proceder
á
construcção
conservação
e
reparação
das
fontes, pontes
e
aqueduclos
do
concelho;
14.
°
Regular
o
modo
de
fruição
e
ex-
ploração
dos
bens,
pastos
e
fructos do
lo-"
gradouro
commum
dos
povos
do
conce.
lho,
ou
pertencentes
a
mais
de
uma
fre-
guezia,
podendo
estabelecer
pelo
seu uso
taxas
em
beneficio
do
cofre municipal-
15.
®
Deliberar
sobre
a
conveniência
de
serem
expropriadas
por
utilidade
publica
as
propriedades necessárias
aos melhora-
mentos
do concelho;
16
°
Lançar
nos
termos d
’este
codigo
contribuições directas e
indirectas
para
oc-
correr
ás
despezas
do concelho;
17.
°
Lançar taxas
pelas licenças
poli,
ciaes;
18.
°
Fazer
os
regulamentos
para
a
co
brança
e
arrecadação
das
contribuições
municipaes;
19.
°
Deliberar
sobre
a
aposentação
dos
empregados
municipaes;
20. ®
Conceder
pensões aos
bombeiros,
que se
impossilitarem
de
trabalhar por
desastre
soíTrido
no serviço
dos incêndios,
devendo
cessar
a
pensão,
quando
cesse a
impossibilidade;
21.
® Administrar
os celleiros communs-
22. ®
Deliberar
sobre
o
estabelecimenl
to,
duração,
suppressão
ou
mudança
de
feiras
e
mercados;
23. °
Organisar
serviços
ordinários
ou
extraordinários
para
a
extincção
dos
in
cêndios,
e para prevenir
ou attenuar
os
males resultantes
de
quaesquer
calamida
des
publicas;
24.
°
Celebrar
accordos
com
outras
ca
ntaras
municipaes
para
a realisação
de
me
lhoramentos
de
utilidade ■
commum
dos
re-
spectivos concelhos;
25.
°
Fixar
a
dotação
de
todos
os
servi-
viços
municipaes;
26. °
Organisar
os
orçamentos
da
re
ceita
e despeza
do municipio;
27. °
Estabelecer
cemitérios
municipaes,
tendo
em
vista
os
regulamentos
sanitá
rios;
28.
°
Determinar
a
denominação
das
ruas
e
logares públicos
e
a
numeração
dos
pré
dios.
OZETILO
Proeisíãa.
—
Ia
muito
apparatosa
a
procissão
que no domingo
ultimou
a festi
vidade
do
SS.,
na
egreja
de
S.
João
do
Sonto.
As
alas
eram
formadas
pelas ir
mandades
do
Carmo,
Santa
Cruz,
Trin
dade,
Santo
Anlonio,
confrarias
do SS.
e
Senhora
da
Apresentação
e communidade
dos
orfãos
de
S.
Caetano.
No centro
iam
64
anginhos
vestidos
ricamente.
Era aberta
pela
banda
de
musica
Phi-
larmonica.
e
fechada
por
uma
guarda
de
honra
precedida
da
banda
regimental.
Licença.
—
Foi concedida
licença
de
60
dias
ao
snr.
Oliveira
Pessa,
escrivãoe
tabellião
n’
esta
cidade,
e
cavalheiro
muito
estimado.
Exaneraçãa.
—
O
snr.
João
Feio
Soa
res
d
’
Azevedo,
administrador
substituto
d
’este
concelho,
foi
exonerado,
a
seu
pedido,
d
’
aquelle. logar.
Faitecimento.
—
No
dia
12,
por
6
horas
da
manhã,
falleceu
em
Barcellos,
depois
de
prolongado
padecimento,
o
exc.'
1”
Antonio
de
Lima
e
Miranda,
D.
prior
da
insigne
e
real
collegiada
d
’
aquella
villa.
O
cabido
lavrou
uma
acta
na
qual
nomeou
e
propunha
para
parodio
d
’aquella
villa,
logar
inherenle ao
D.
prior
emquanlo
não
for
provida
aquella
cadeira,
ao revd.”
Chantre
Antonio
Maria
de
Sousa
Caravana,
nomeação
que
foi
submettida
á
aprovação,
de
s. exc.
a
revd.ma
o
snr.
arcebispo
Pri
maz.
Outro
—
Falleceu
ha dias em Guima
rães o
nosso
amigo o
snr.
Francisco
Mar
tins
da
Costa
Guimarães,
negocainte
no
largo
da
Misericórdia,
d
’aquella
cidade.
Enviamos
á
familia
enlutada
os nossos
comprimentos
de
pezames.
Outro—
Também
falleceu
na
mesma
cidade
o revd.® conego
Antonio
de
Freitas
Costa.
Outro.—
Falleceu
ha
dias
a
snr.
a
con
dessa
de
S. Mamede,
sogra
do
exc-'
n0
snr.
Fernando
Castiço,
presidente
da
Associa
ção
Commerciai
d’
esta cidade,
e
vereador.
Os
nossos
sentimentos.
A
febre
eleitoral.
—
«Parece
gras
sar
enlre
nós
e
com
bastante intensidade
a
lebre
eleitoral. Vae
represenlar-se
pof
mais
uma
vez
essa
nojenta
farça.
Na
sua
representação
entra,
como sem-
o
peior
de
tudo
é
que
para
a
sua
reprc*
se
ntação
escolhem
em
logar
de
theatros
as
egrejas,
para
se
juntar
mais
esse
gran
díssimo
escandalo
a
todos
os
mais.
Se
os
verdadeiros catholicos
não
entrassem
alli
para
praticar
laes
aclos,
já ha muito
que
0
governo
teria
escolhido
outro
logar que
não fosse o
sagrado.
Na
verdade
quem
considerasse
bem
que
para
consummar
uma
obra
em que
entra
em
tão
larga
escala
a mentira
e
o
su
borno,
não
entraria
na
egreja,
que
é
um
logar
de verdade
e
respeito,
e
por
essa
occasião
entra-se
alli,
<-----
:
—
------
respeito
como
se
entra
Catholicos!
preslae
eate
acto,
consultae
a
e
pensae
no
respeito
de
Deus.
Obedecei
aos
isso
não
falteis
ao
que
deveis
a
Deus,
porque
acima dos
homens,
está
Elle».
Conformamos-nos
inteiramente
com
a
doutrina
expendida
pelo
nosso
collega
da
«Propaganda
Catholica»,
nas linhas
que
precedem.
Accrescentaremos que
o
pre
texto
com que se pretende justificar o
fazer-se
laes
actos
nos
templos,
não
colhe
aos
escândalos,
sacrilégios
e
profanações
que
por
vezes os
tem
acompanhado.
Pa
rece
que
ha
uma
portaria do
ministério
Saldanha
auctorisando
que
as
eleições
para
deputados
se
possam
lazer nas
casas
da
camara
Sabemos
d
’
um
certo
parocho
da
maior
probidade,
que
não
podendo conseguir
que
a
tal
votação
deixasse
de
ser
feita
na
sua
egreja,
depois
de
ter
celebrado
mais cedo
os
oflicios
divinos
e
commun-
gado
a maior parte
das
Partículas,
remo
veu
o
tabernáculo
com
os
crucifixos
para
a
sua
sachrislia,
onde
improvisou
um al
tar,
e
cobriu
as
imagens
como
na
quares
ma,
—
deixando
deste
modo
a
egreja
livre
para
actos
que não
são
religiosos.
Seria
muito
para desejar que
este
expe
liente
fosse
adoptado
pelos
revd.
os
parochos,
em
cujos
templos
tem
de
se
proceder
ás
votações.
Jtaizes
de direito
aubstitutos.
—0
«Diário
do
Governo»,
de
13
do
cor-
renta,
traz
a relação dos
juizes
de
direito
substitutos,
e
dos
juizes
ordinários
do
continente
do
reino.
Delia
extraclamos
o
seguinte:
Braga.—
Juizes
de
direito substitutos:
Bacharel
Anlonio Roberto
d
’Araujo
Queizoz.
Bacharel
Bacharel
Soares
d
’
Azevedo.
Bacharel
Jeronymo
da Cunha
Pimentel.
Juizes
ordinários
substitutos:
Maximinos.
—
Manoel
Dias
Ferreira
de
Araújo
João
Alves
da
Motta.
,$
’
. Vtclor.—
Feliciano
da Cruz
Vianna
Júnior.
Alevandre
José
Ferreira
Braga.
Sé.
—
Antonio
Domingues
Alvim.
Bernardino
José da
Cruz.
Swríeamenta.
—
Procedeu-se
hontem
no
edifício
da
camara municipal
ao
sor-
teamento
supplementar
para
supprir
p
n.°
de
faltas
dos recrutas,
que
foram
attendidos
nas
suas reclamações.
KSeições.
—
O
«Diário
do
Governo»
publica
o
seguinte:
«Para
remover duvi
das
que
se
teem
suscitado
ácerca
do
modo
de proceder
ao
apuramento
de vo
tos
nas
eleições
simultâneas
para
os
car
gos
municipaes
e
dislrictaes
a
que
se
mandou
proceder
pelo
decreto
de
27
de
junho
ultimo:
hei
por
bem
determinar,
em
declaração
do
disposto
no
artigo
3.°
do
referido
decreto,
que
nos
concelhos
aggregados
para
as
eleições
de
procura
dores
ás
juntas
geraes
de districto,
o
apuramento
dos
votos
se
elfeclue no
do
mingo
immedialo
ao
das
eleições
sómenle
pelo
que diz
respeito
ás
eleições
das
ca-
maras, devendo
fazer-se
o
apuramento
para
os
cargos
de procuradores
no
outro do
mingo
seguinte,
para
o
que
as
assembleias
de
apuramento
dos concelhos
aggregados
se
reunirão
na
séde
do
concelho
mais
po
puloso.
como
dispoz o
citado artigo.
O
minis
1
ro
e
secretario
d
’estado
dos
negocios
do
reino assim
o
tenha
entendido
e
faça
executar.
Paço,
em
10
de
julho
de
1878.
a
=ÍL,L==Anlonío Rodrigues
Sampaio.
Caminho
<Ie
ferro
«le
Bowgaõo
a
1
«íuniarSes.
—
Do
«Daily
Telegraph»,
de
24
de
junho
ultimo, exlrahimos
a
se
guinte
noticia.
E
’
interessante,
por
se
re
ferir
a
urna
companhia
que
conta crescido
numero
de
accionistas
porlugtiezes:
«Perante
o
chefe
da
repartição
dos
re
gistros
na
Gliaucery
Division em
22
de
junho,
foi
apresentado
um
requerimento
de
«r. J.
Denou G.
E.
que
era
o
empreiteiro
da
linha
pertencente
á
Gotnpanlra
Minho
quasi
com tanto
n
’uma
taberna
!
alguma
allenção
a
vossa
consciência,-
que
deveis
á
casa
homens,
mas
para
Pyramidesdo
Egypto:
Pretos.................................
172.000:000
e são:
Christãos...........................
Mahometanos
....
Judeus
.............................
Outras religiões
.
.
320.000.000
140.000:000
14.000:000
676.000:000
Os
christãos
dividem-se
em
Catholicos.......................
Das
egrejas
grega
e
orien-
taes
.........................
Protestantes.....................
70.000:000
60.000:000
90.000:000
As grandes
egrejas:
S.
Pedro
de
Roma
po
de
conter
.................
Cathedral
de
Milão.
.
S.
Paulo
de
Roma.
.
54:000
37:000
32:000
S.
Paulo
de
Londres.
S.
Petronio
de
Bolonha.
25:000
24:000
Anlonio
Brandão
Pereira.
João
Carlos
Pereira Lobato
District
Railway,
o
qnal
reclamava
o paga
mento
de
um credito
de
30:000
Ib.
O
re
querente,
que
tinha
tomado
contracto
de
mr.
Griflin
tinha
de construir
a
linha
por
166:000
Ib.
Em
Portugal tinham
sido
emit-
tidas
acções
no
valor
de
65:000 Ib.
que
estavam
em
atrazo
de prestações
e
tinham
sido
dadas
a
mr.
Griflin
25:000
1b.
de
acções
liberadas.
Os
accionistas
porlugue-
zes consideravam-se
desattendidos
e recu
savam-se
a
pagar emquanto a
direcção
não
fosse
transferida
de Londres para Por
tugal.
Declarou-se
que
mr.
Dinou
além
de
possuir
certificados
no
valor
de
24:000
Ib.
era
crédor
por
letras
vencidas
e
por
bonds.
A
companhia
parece
que
não
tinha
nem
escriptorio,
nem
caixeiros,
nem
dinheiro,
(hilaridade
no
audilorio)
comtudo
a
pri
meira
secção
da
linha
estava
aberta,
mr.
Chetty
O. C. e
mr.
Renshaid
representavam
o
requerente.
Mr.
Davey
Q.
C. e mr.
Denidas
Gard-
wer,
representantes
dos
directores,
disse
ram
que
tinham
sido feitas
ao
requerente
oífertas
razoaveis,
e
que
elle
era
um
crédor
perfeitamente
seguro
por
quanto
tinham
re
cebido
bonds com
garantia
na
linha,
na
qual
se
havia
dispendido
90:000
lib.
Mr. Ince
O.
C.
e
mr.
Ewret,
repre
sentantes
dos
accionistas.
oppozeram-se
ao
requerente,
dizendo
que
mr.
Dinou
não
era
um
crédor,
,
por
quanto
de
facto
elle
tinha
trespassado
os
bonds.
Mr.
Dinou
foi
chamado
e perguntado
ácerca
da
sua po
sição
relalivamente
á
companhia.
Elle
disse
que
não
linha
depositado
3:000
Ib.
nas
mãos
dos tres
directores,
como
garantia
dos
seus
ordenados.
Que
os
accionistas
portuguezes
não
tinham
confiança
na
di
recção
e
que
era
necessário
formar
outra
com
nomes
respeitáveis,
o
que
era
uma
dífficuldade
séria,
havendo apenas
3
1/2
d.
em
cofre
(prolongada
hilaridade)
que
2:000
1b.
em
bonds
tinham
sido
dadas
como
ga
rantia
á companhia
de
credito
e
a
um
mr.
Webster
por
letras descontadas e
um lote
de
2:000
Ib.
tinha
sido
entregue ao
syn-
dicalo
de Londres
a
titulo
do
seu interesse
contingente
no
contracto
Que
não
tinha
collocado
os
bonds
de
outro
modo
e
que
depois
d
’
isso
tinha
pago
letras
da
companhia
no
valor de
4:000
íb.
S.
exc.4
(o
juiz)
depois
de ouvidas
as
partes,
proferiu
a
sentença
de
dissolu
ção».
O
faileeúlo
biupn
«TOlintla.
—
Já
tínhamos
annunciado aos
nossos
leitores a
infausta
noticia
da
morte
do
exc.mc
snr.
bispo
d
’
Olmda;
hoje,
porém,
para que
to
dos
vejam
quanto
a
virtude
é
apre
ciada
pelos
homens
de
todas
as
côres
po
líticas
e ainda
mesmo
por
alguns
que,
por
vezes,
se
mostram
adversos
aos
ministros
da Santa
Egreja,
transcrevemos
gcstosa-
menle
o
que
se
lê
no
«Diário
Popular»:
«Monsenhor
Vital
Gonçalves
de
Olivei
ra,
bispo
d
’Olinda,
falleceu
no
dia cinco
1
á tarde
em
Paris, no convento
dos
Ca
puchinhos,
onde
eslava
residindo,
'
Nascera
em
Pernambumco
a
27
de
i
setembro
de
1814;
entrou
a
15
de
agosto
de 1863
para
o
convento
dos
Capuchi-
’
nhos
de Versailles,
professando
a
19
de
i
'
outubro
de
1864.
Voltou
para
o
Brazil
em
1868,
tornan
do-se
alli
bera
conhecido
e
apreciado
pelo
seu zelo e
virtudes.
Aos
27
annos
foi
nomeado
bispo de
Olinda,
grande
dioce
se
de
mais
de dois
milhões
de
almas.
São
notorias
as
discussões
que
sus
tentou
pela
defeza
da
religião
e
da
liber
dade
dos
catholicos.
O
joven
prelado
linha
vindo ha
pou-
'
co
tempo
de
fazer
uma
viagem
a
Ro
ma».
Proeesso
para
pratear
o
vidro.
—Tem-se
empregado
com vantagem
o
se
guinte
processo
para
pratear
o
vidro.
Põe
i
se
em
suspensão
na
agua destillada
lar-
trato
de
prata
reduzido
a
pó
muito
fino;
i
deita
se-lhe
depois
com precaução
uma
solução
d
’amoniaco
até
que
o
lartralo
es-
i
leja
completamente
diluido.
i
E’
preciso
ter
porém
o
cuidado
de
não
•
deixar dissolver
uma
pequena
por-
►
ção
do
sal
de
prata
e
que o
liquido
não
>
cheire
a
amoníaco.
Mergulha-se era segui-
i
da o
vidro
bem
limpo no
banho
assim
•
preparado, e
vê-se em
breve
aquelle co
berto
d
’
uma
camada
uniforme
de prata.
Por
este
processo
podem fabricar
espe
lhos
com
maior
ou
menor
camada
de
pra
ta,
conforme
o
numero
de vezes
que
se
submetle
ao
banho.
População
«lo
globo
e
curiosi
dades.
—
A
ultima
e
a
mais
completa
avalia
ção
da
população
da
terra dá
1.150:000:000
de
pessoas,
divididas
do
seguinte
modo:
_
Brancos.
Cobreados
Mulatos.
640.000:000
22.000.000
3
lo.
000:000
Base.
.
. .
69,21
metros
quadrados.
Altura
da in
clinação.
.
172,m
73
Altura
vertical.
137,m
26
Peso.
...
6
746:000
toneladas.
Falleeiniento.—
Falleceti
na
Euro-
o
snr.
visconde
de Porto-seguro, (Fran-
pa
o
snr.
visconde
de Porto-seguro,
(Fran- '
cisco
Adolpho
de Varnhagem)
ministro do
Brazil
em
Vienna.
Ponte
«obre
o
Minho.
—
Os
pon
tos
marcados
pelos
engenheiros
porlugue-
zes
e
hespanhoes
os
snrs.
Boaventura
Jo-
l
sé
Vieira.
Cordeiro.
Barros,
eJesuinodo
i
Valle,
de
um
lado,
e
Pelaio
Mancebo,
Aguir-
re,
e
Paredes,
do
outro,
para
eixos da
t
ponte dupla
que ha
de
ligar
sobre
o
rio
I
Minho
o
caminho
de
ferro
portuguez
do
i
Minho
ao
hespanhol
de
Vigo a
Orense,
i
determindos
de mutuo
accordo
a
13
de
<
junho
ultimo, entre
Valença
e
Tuy,
são:
>
o
Caes
do
Vapor,
na
margem
portugueza,
e o
Poste
Vermelho.
i
Kstntistiea
da
índia.—
O
territo-
rio
sujeito
á
administração
britanica
na
1
India
compreende
909:834 milhas
e
19.105:415
habitantes.
Comprehendendo
as
possessões francezas e
portnguezas
a
índia
toda
tem
uma
super
fície
de
1.481:150
milhas
quadradas
e
uma
população
de
239.978:595
habitantes.
Na
índia
ingleza
dos
191
milhões de
habitantes
são:
Índios,
139.343:820;
Sikks,
1.174:436:
Ma/iomelanos, 49 877:125;
flou-
dhistas, 2.832:851;
C/irislãos, 897:682;
varias
religiões, 5.417:304;
sem
religião
conhecida,
552:227.
Krthodo
Jeito
de
Beu».
—João
de
Deus,
odislinclo
vate
que
todos admi
ramos,
mais
feliz
de que
o
seu
confra
de,
já
fallecido,
o snr.
visconde
de Cas
tilho,
que, depois
de
tantas
lucubraçôes
e noites
mal
dormidas,
não
conseguiu
ver
adoptado
o
seu systema
de
leitura
rapida,
tem
lido
a
consolação
de
ver
abrirem
se
todos
os
dias
escolas, onde
se professa
o
seu
melhodo, que
está
dando
magníficos
resultados.—
E.
«9
rei de Sheva
e
Leão
XIII.
—
Me-
nélik,
rei de
Sheva,
na
Abyssinia,
escre
veu,
pelo
rvd.°
padre
Domingos,
dos Ca
puchinhos
de
França,
a Sua Santidade
Leão
XIII
uma
carta
authographa na
lín
gua
abyssina.
Esta
carta
toi
acompanha
da
de
ricos
presentes,
fazendo
o
elogio
dos
missionários
catholicos.
O
Santo
Pa
dre
respondeu
ao
rei
de
Sheva,
felicilan-
do-o
pela
sua
generosidade e oflerecendo-
Ihe
também
presentes.
Kleii-actação.
—
O
padre
scismalico
Pe
dro
Salodini,
assistente
do
cura
scismali
co
Orioh,
de Paludano
(Italia),
apresentou-
se
ao
snr.
bispo de Manlua, declarando
arrepender-se
de tudo
o
que
tinha
feito
e
prompto
a submetler-se
em
tudo
e
por
tudo
ao
seu legitimo
superior.
Tres
abjurações.—
Tres abjurações
,
na
alta
sociedade
ingleza
tiveram
ultima-
menle logar:
duas
priroas
da
duqueza
de
i
Norfolk;
uma,
mademoiselle
Chfton
de
Ly-
.
iham,
e
outra,
herdeira
de
100:000
li-
i
bras
esterlinas,
que
vae,
dizem, entrar
■
para
religiosa
da
Assumpção,
em
Hissin-
.
gton.
A
terceira
é
a do
respeitável
Jorge
Bennet,
o
mais novo
dos
condes
de
Tau-
hervilie,
ollicial
das
guardas.
Questão
«lo
Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
11
—
0
ministro
da guerra
disse
na
camara
dos
deputados
que a
ilha
de
Chypre
será
occupada
por
10
mil
ho
mens.
Bourke
annunciou
que
os cônsules
confirmam
as
atrocidades
commettidas
pe
los
búlgaros
no
monte
de
Rhodope.
Berlim
11
—
O
congresso
decidiu
que
cada
potência
encarregará
o
seu
embai
xador
e
cônsules
na
Turquia
de
vigia
rem
o
cumprimento
das clausulas
que
lhes
interessem especialmente,
por
isso
que
é
impossível
a
acção
collectiva
dos
Es
tados.
O
«Temps»
approva
a
convenção
an-
glo-turca
referente
á
ilha
de
Chypre.
Restabeleceu-se
a
tranquilidade na
ilha
de
Mytilene.
Londres
12—
Terminou
hontem
no
con
gresso
a
leitura
do
tractado
Foi decidi
da por
unanimidade
a
creação
em
Cons
tantinopla d
uma coinmissão
encarregada
de
receber
as
reclamações
do
*
possuidores
dos
valores
turcos,
supprimindo
o
tributo
de
suzerania
que
pagavam
a
Roumania
e
Servia,
sendo
rejeitada
a
proposta
pela
Rússia
para
que
as
potências
só
obrigas
sem
a
vigiar
e
assegurar
o cumprimen
to
do
tractado
feito
pela
Turquia
e
man
tido
a
praso
fixado
para
a
evacuação
dos
russos.
O
congresso
reúne
hoje.
Prepara-se
a
expedição
dos
exemplares do
tractado
que
será
assignado
ámanhã.
O
príncipe
Bismark
e
a
maior parte
dos
plenipotenciários
sahem
ámanhã de
Ber-
im.
Londres
13
—Sir
Slrafford
annunciou
na
camara dos
deputados
que
o
governo-
aedirá com
muita
brevidade
um
credito
supplementar
ao
orçamento
para
o
cum-
arirnento
da
convenção
com
a
Turquia.
Receia-se
que
tenha
havido
hoje
sérios
tumultos
em
Montreal
e
Qurbec,
no
Ca
nadá.
Londres
13
—Dizem
de
Berlim
ao
«Mor-
ning
Posl
que
por occasião
de
se
discu
tir,
na
sessão
de
quinta-feira
do
congresso,
a
questão
dos
Dardanellos,
Schouwaloff
tentou
coarctar
ao Sultão o direito
de
con
ceder passagem
aos
navios
de
guerra
es
trangeiros.
Salisbury declarou
que estando
modi
ficados os
tractados
de
Paris
e
Londres
a.
Inglaterra
julgar-se-ha
solemnemenle
pelos
compromissos
que
tem
com
a
Porta
a
respeitar
as
suas determinações
indepen
dentes.
O
«Times»
diz
que estão
em
bom
cami
nho
as
negociações
entre
a
Áustria e
a
Turquia
para
a occupação
da
Busnia
e
Her-
zegovina.
laiatrucção
primaria.
—
Foram pro
movidos
á
propriedade
da
cadeira
de
S.
Marlinho
de Travassos,
concelho
da
Po
voa
de
Lanhoso,
o
padre
José
Maria
de
Vasconcellos;
á
propriedade
da cadeira
de
Villa
Ruiva, concelho
de
Cuba,
Joaquim
Anlonio
Polvora;
á
propriedade
da
esco
la
de
meninas
de
S.
Matheus,
da
Magdalena,
da
ilha
do Pico,
Carmo
da
Silva
Vieira.
Exonerada
pelo
requerer
do
logar
de
professora vitalícia
da
escola
de
meninas
da
cidade
de Eivas,
Maria
Ernestina
do
Carmo
de
Verna
e
Bilsiem.
Dispensada da
falta
de
edade
legal
pa
ra
poder
ser
admittida
ao
concurso
aber
to
para
a
admissão
de
pensionistas
na
escola
normal
do
sexo feminino
estabele
cida
em
Lisboa,
Maria
da
Conceição, ór
fã
da Santa
Casa
da
Misericórdia
da
ci
dade
de
Coimbra.
Foram
transferidos:
padre Francisco
Correa
da
Cruz
e Faia,
professor
tempo
rário
da
cadeira
de
Alfrivida,
concelho
de
Villa
Velha
de
Rodam,
pelo
requerer,
para
a cadeira
do
Valle
de
Figueira,
con
celho
de
Santarém.
Gregorio
d
’
Almeida Raposo,
professor
vitalício
da
cadeira
da
villa
de
S. Pedro
do
Sul,
pelo
requerer,
para
a
cadeira
de
Ranhados,
concelho
de
Vizeu,
por
troca
com
o
respectivo
professor; Raphael
Ro
drigues
Correa,
professor
vitalício
da
ca
deira
de
Ranhados,
concelho
de Vizeu,
pa
ra
a
cadeira
da
villa
de
S.
Pedro
do Sul;
Josepha
Pereira
de
Magalhães,
professora
vitalícia
da
escola
de
meninas
de
Fornos,
:
concelho
de
Amaranle,
pelo
requerer,
pa
ra
a escola de
meninas
de
Villa
Meã, fre-
guezia
de Real, do
mesmo
concelho.
Foi
conservado
pelo requerer,
na
re
gência
vitalícia
de
ensino
primário
de
San
to
Estevão
de
Oldrões,
concelho
de
Pena-
fiel,
Anlonio
de
Lima
Barreio,
ficando
sem
efleito
o despacho
pelo
qual
fóra
transfe
rido
para
a
cadeira
de Eiró,
do
mesmo
concelho.
E
foram
auctorisados
a
estar
ausentes
do
magistério
por
50
dias
João Domin-
gues,
professor
da
cadeira
de
Villa
Nova
de
Anços,
concelho de
Soure;
e
por
60
dias
Anna
da
Conceição'
professora
tem
porária
da
escola
de
meninas
da
Villa da
Manteigas.
concelho
Maria do
O
piiylexera.—
Este
terrível
parasi
ta faz
infelizmente
grandíssimos estragos
nas
differentes
províncias
vinhateiras
do
paiz,
aonde
os
clamores
são geraes.
Eis
o
que
sobre
o assumpto
escrevem
de La-
mego,
em data
de
7
do corrente:
«Acaba
de
reunir-se
nos
paços
do con
celho
de
Lamego
um
meeling, imponente
pelo
numero
e
qualidade
das
pessoa,
com
o
fim
de
representar
aos
poderes
públicos
sobre
as
circumslancias
cada
vez
mais
afflictivas
dos
lavradores
do Douro.
A
reunião
leve
logar
a
convite
da
ca-
tnara
municipal,
a
quem
a
de
Sabrosa
pedira
que
em
concorrência
cotn ella
e
no
interesse
commum,
levantasse
também
um
brado n
’
aquelle
sentido.
Concorreram
os mais
importantes
la
vradores
do
concelho,
algumas
auctorida-
des,
commerciantes,
médicos,
advogados,
etc.,
ligados
todos
pelo
mesmo
pensa
mento
Presidia
á
sessão
o
snr.
visconde
de
Arneiroz.
Exposto
o fim da
reunião
e
gravidade
das
circumslancias
que
a
ter
minavam,
foi
assentado,
por proposta
do
snr. visconde
de
Guedes
Teixeira,
que
fosse
a
camara
municipal
quem
tomasse
a
iniciativa da
representação.
Seguei-se
o
snr.
dr.
Moreira
da
Fon
seca,
que,
depois
de
ler
exposto
d’
um
modo
commovedor
as
desgraçadas
circum
slancias
dos
viticultores
do
Douro,
pro-
poz
a
nomeação de
varias
commissões,
que
em
espheras
diversas,
mas
em
um
commum
eslorço,
dariam mais
eíficaz
ga
rantia
do
bom
resultado.
Foram unaoimemente approvadas
qua
tro
commissões:
uma de
agricultores,
ou
tra
destinada
a
advogar
na
imprensa
os
interesses
da
mais
rica
e
hoje
a
mais
desditosa
região
do
paiz; outra de
deputa
dos
e
inflnen-tes
que
perante
o
governo
tratem
d
’
este
assumpto;
outra
encarrega
da
de
pedir
ao prelado
da
diocese
que
ordene
preces publicas.
Fazem parte
d
’aquellas
commissões:
—
Viscondes,
d’
Alpendurada,
de
Arneiroz
e
Guedes
Teixeira,
Antonio
Cardoso
Aveli
no,
Lopo
Vaz
de
Sampaio,
Francisco
An
tonio Pinheiro.
Melcliior
Pereira Couli-
nho.
juiz
de
direito,
dr.
Dias
Vieira,
An
tonio
Teixeira
de
Sousa,
Antonio
José
da
Costa,
Francisco
José
da
Costa,
José
da
Costa,
José
Corrêa Pinto
da
Fonseca,
Jo
sé
Mendes
de
Magalhães,
Pedro
Antonio
de
Menezes,
Macario
Nunes
Ferreira,
Jo
sé
Velloso
Pinto
de
Carvalho,
e
os
ba
charéis
Miguel Moreira da
Fonseca,
João
Mendes
de
Magalhães,
Luiz José
da
Cunha,
José
Correia
da Silva
Menezes, Anlonio
Duarte
Perry,
Manuel
Cardoso
de Girão
Cassiano
das
Neves.
Estas
commissões
promettem
desempe
nhar-se
honrosamenle
do
encargo
que
tão
solemnen.ente
lhes
foi confiado:
é
pelo
menos
de
esperar que assim
succeda,
se
da
parte
do governo
houver
sincero
em
penho
de
mitigar
a
sorte
da
população
do
Douro.
O
mal
está
lavrando
d
’um
mo
do
que
não
é só
assustador;
é
já
uma
realidade
representando
a
ruina
de im-
mensas famílias,
e
a
ameaça
atroz do to
tal anniquilamenlo
da
mais
importante
pro-
ducçâo
do
reino.
itii ams
Francisco
José
Vieira
da
Silva
Carva
lho
e
sua
mulher
agradecem
muito
pe
nhorados
a
todos
os
seus
amigos
que
os
obsequiaram,
tanto
por
occasião
do
desa
stre
seu
e
de
sua
familia,
como
depois,
no
luneral
de
seu
saudoso
filhinho.
A
to
dos
se
confessam
sempre
reconhecidos.
(987)
Maria
do
Carmo,
em
extremo
penho
rada
para
com
as
pessoas
da
sua
amisa-
de
e
relações
que
lhe dispensaram a
fi
neza
de
a cumprimentar
por
occasião
do
fallecimenlo
de
seu
marido;
assim
como
a
todas
as
pessoas
que assistiram
aos
re
sponsos
de
sepultura
que tiveram
logar
no
dia
5
do
corrente
na
egreja
de
Nossa
Senhora
do
<
armo;
vem, por
este
meio,
tributar
a
iodas
seu sincero
agradecimen
to e
profunda
gratidão.
Braga
5
de
julho
de
1878.
(983)
Os
abaixo
assignados,
irmão,
sobri
nha
e
sobrinho
de
D.
Maria
Joaquina
da
•Conceição,
solteira,
fallecida
em
9
do cor-
rentr
na
rua
de
S. Marcos
d
’esla
cidade,
sun
mamente
agradecidos
pelos muitos
ob
séquios
e
cumprimentos
que
receberam
por
tal
occasião
das pessoas
de
sua
ami-
sade
e
relações,
e
se
dignaram
assistir
aos
ofTicios fúnebres
que-
por
alma
da
me
sma
snr.
a
se
rezaram
em
Santa
Cruz,
no
dia
11;
na
impossibilidade
de
a
todos
agra
decerem
pessoalmente,
servem-se
d
’
esle
meio
para
cumprirem
tão
sagrado
dever,
e
a
todos
se
confessam
summamente
gratos;
não
esquecendo
de
particularmenle
agra
decerem
a
todos
os
cevd.
08
ecclesiaslicos
que
se
dignaram
officiar
grátis.
Braga
12
de
julho
de
1878.
O Prior
de
Palmeira
—
João
Pereira
da
Silva
Padre
Joaquim
José
da
Costa
D.
Daria
de
Sousa
da
Silva
Oliveira
José da
Silva xMerelim.
(991)
BANCO MERCANTIL
DE BRAGA
José
Antonio da
Silva
Gomes, nego
ciante
d’esta
cidade,
na
qualidade
d
’
ad-
minislrador
da
massa
fallida
d
’
01iveira &
Filho,
firma
commercial
d
’esta
mesma,
faz
publico
que
por
despacho
do
respectivo
Juiz
Commissario,
está designado
o
dia
24
do
corrente
mez
de
julho por
10
horas
da
manhã, no
tribunal judiciário d
’esta
mesma,
situado
no
largo
de
Santo
Agosti
nho,
para
reunião
dos
credores
certos
do
fallido,
afim
de
se
tratar
da
verificação
dos créditos previlegiados.
Braga
13
de julho de
1878.
(993) José
Anlonio
da
Silva
Gomes.
í.°
Dividendo
de
4878
22
ás
J.
A
Direcção
d
’este
Banco
annnncia
estar
aberto
o
pagamento
do
dividendo
de
suas
acçôes,
a rasão de
2 0/0,
desde
o dia
em
diante,
e
das
10
horas
da manhã
2
da
tarde.
Em
Braga
na
thesouraria
do
Banco,
e
no
Porto
em
casa
do
seu
agente
o
snr.
dos
Santos,
largo
de
S.
Domingos,
39.
Braga
10 de
julho de
1878.
Os
Directores,
José
Atononio
Rebello
da
Silva
José
Joaquim
Lopes Cardoso.
voa
Nova
carreira entre Braga e Po
do Vurzim
Duarte
Pregueiro
&
Ir
ão
publico
que desde
o
José Antonio
mão,
annunciam
dia
12
do
corrente
inclusivè,
principiaram
com
a
sua
nova
carreira,
como
nos
an
nos
anteriores,
a
horas
da
manhã,
6
e
meia
horas,
manhã;
da
Povoa
nhã, chegando
a
Barcellos
ás
6
e
meia,
demorando-se
alli
meia
hora
tanto
na
ida
como
na
volta,
e
chega
horas.
Os bilhetes
acham-se
antigos
escriptorios:
na
do
snr.
Manoel
Pereira
Rego,
e
em Braga
em
tonio
Joaquim
Loureiro,
rua Nova
de, Sou-
n.°
2.
Preço, 500
rs.
fóra
e
dentro.
Oulro-sim
annunciam
que
desde
o
dia
do
corrente
inclusivè
terminam
com
sua
carreira,
que
tinham
entre
Barcellos
e
vice-versa.
sair
d
’esta
cidade
ás
chegando
a Barcellos
ás
e
á
Povoa
ás
11
da
sae
ás 4
horas da
ma-
a
Braga
ás 10
á
venda
nos
seus
Povoa
em
casa
Barbosa,
rua do
casa
do
snr. An-
sa
16
a
e
Brag
Braga
16
de
julho
de 1878.
Os
aiquiladores,
José
Anlonio
Duarte
Pregueiro
ã
Irmão.
(992)
111
Jlv
O Gerente
da
Succursal
da
Companhia
«União
Popular Penhorista
do
Porto»,
si
tuada
na
rua
dos
Biscainhos,
n.°
9,
faz
publico
a
todos
os
snrs.
que tiverem
pe
nhores
n
’
este estabelecimento
e
que
ha
mais
de tres
mezes
não
tenham
pagado
os
juros
dos
mesmos,
os
queiram
vir
sa
tisfazer
até
o
dia
26
d
’
este
mez;
e
quan
do
assim
o
não
pratiquem
serão
os pe-
1
nhores
consíderádos
em
abandono,
e
re-
mettidos á
séde da Companhia
para
alli
serem
vendidos
em
bazar
publico,
ficando
o
referido
Gerente
exonerado
de
qualquer
responsabilidade
que
lhe
possa
Ser
argui
da
por
esta
remessa.
Braga
10
de julho
de 1878.
O
Gerente
Fauslino
José
de
Sousa.
(982)
ARRENDA-SE
o
2.°
andar
da
casa
n.°
1
em
a
rua
das
agoas
d
’
esia
ci lade.
Tra
ta-se
com
seu
dono
na
mesma.
(984)
A,
30
e
30
A,
terreas
com
sa-
Veni/tz
de casas e terras de
matlu
Quem
quizer
comprar
as
propriedades
abaixo
mencionadas
póde
dirigir-se
á rua
do Souto,
casa
n.°
38,
onde
se póde
tra
tar
do
seu
ajuste.
2
moradas
de casas
de
um andar,
com
terreiro
e
bom
poço,
sitas
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.
os
29
e
29
lendo
no
fundo
2
casas
lida
para
a
rua
do
Beco.
8
ditas terreas
com
quintal
e
poço,
sitas
na
rua
da
Boa
Vista,
em
frente
da
Carreira da
casa
do
Fidalgo
das
Hortas,
n.68
117
a
124.
2
ditas de
dois
andares com
quintal
e
poço,
na
dita
rua
n.
os
127
a
127
B,
128
a
128 B.
8
leiras,
ou
bouças
de
matto
e
pinhei
ros,
sitas
no
monte de
Tibães,
na
fre
guezia
de
Mire
de
Tibães,
denominadas
do
Engenho,
do
Arco,
de Pividal,
do
Anjo,
e
ao
pé
da
capella
de
S.
Gens.
v
985)
e
QUEM
QUIZER
ARRENDAR
as
terras,
de
que
se
compõe
a
quinta
da
íreguazia
de
Dadim
e
Nogueiró,
pertencentes
ao
Collegio dos
Órfãos
de
S.
Caetano
d
’esta
cidade,
póde
tractar
o seu
arrendamento
com o
Director
do
mesmo
Collegio.
(988;
Collegio
dos Órfãos
de. S. Caetano
A Commissão
administrativa
do
Colle
gio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano
faz
publi
co
que
até
o
dia
21
do
corrente
mez
de
olho,
ás
onze
horas
da
manhã,
recebe
propostas
em
carta
fechada, para
a
adju
dicação
da demolição
e
apeamenlo
da
par
le
de
pedra
dos
edifícios
situados
nas
Carvalheiras,
onde
tem de
ser
erigido
o
novo
ediíicio
do
Collegio,
em
conformi
dade
com
as condições
patentes
na
secre
taria
do
mesmo
Collegio,
que pódem
ser
examinadas
todos
as
dias
não
santificados,
desde
as 9
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde.
As
propostas
deverão
conter
a
decla
ração
de
que
os
proponentes se
prestam
a
depositar
no
cofre da
administração
a
importância de 5
por
cento
do
preço da
adjudicação,
por
quanto
se offerecem
a
fazer
a
demolição
e
apeamenlo
indicado,
e
o
nome
do
concorrente.
As
cartas
devem
ser
subscriplas
do
seguinte
modo:
—Proposta
para
a
demoli
ção
e
apeamenlo
da
parte
de
pedra
dos
edifícios
das Carvalheiras,
pertencentes
ao
Collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano.
No
dia
e
hora
indicada
serão
postas
abertas
na
presença
dos
nentes, e
a
adjudicação
feita,
se
rem
os
preços
offerecidos.
Braga
12
de julho
de
1878.
as
pro-
propo-
convie-
(989
Associação
do Monle-Pio de
S.
José
Por
ordem
do
Presidente,
e
mais mem
bros
da
meza d
’
Assembleia
geral,
são
con
vidados
todos
os
socios
no
goso
dos
seus
direitos,
a
comparecerem
no
dia
21
do
corrente,
pela
1
e
meia
hora da tarde,
na
casa
n.°
8
do
largo
de
Santo
Agosti
nho,
onde se acha
estabelecida
a
secre
laria
d
’Associação, a fim
mento
ao
disposto
no
§
dos
Estatutos.
Braga
12
de
julho
de
de
dar
cumpri-
l.°
do
art.
41
1878.
O
l.°
secretario
(990)
José
Antonio
Peixoto Braga.
Vende-se para pagamento
de
dividas
uma
morada
de
casas,
edificada
de
novo,
na
rua
da
Sé,
antiga
de
Maximinos,
desi
gnada
pelos
n.°
s
16
e
17, bem
como
tam
bém
se
vende,
em
Santa
Eulalia
de
Te-
nões,
suburbios
d
’
esta cidade,
uma
pro
priedade
rústica,
chamada
da
Herdade,
toda
morada
sobre
si;
trata-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
D1XI.1KAÇÂO
Anna
Rosa
de
Sousa
Braga
Franqueira
Maria das
Neves
de
Sousa
Braga
Fran
queira, Theresa
de
Jesus
de
Sousa
Bra
ga
Franqueira
e
Antonio
José
de
Sousa
Braga
Franqueira,
filhas
e
filho
do
falle-
cido
Francisco
José
de
Sousa
Braga
Fnn-
queira,
proprietário
do
Hotel
da
Boa-Vis.
ta,
no
Bom
Jesus
do
Monte,
participam
ao
respeitável
publico
que continuam a
sustentar o
referido
Hotel
com
a
mesma
decencia
commodidade
e
regularidade
no
serviço;
pelo
que esperam
que
a
numero
sa
concorrência de
visitantes
áquelle
lo-
cal
possa
encontrar
o magnifico
traclamen-
toque até
hoje
tem
havido
n
’
aquella
casa.
Declaram
os
annunciantes
que
também
continuam
com
o
mesmo
serviço
d
’
alqui-
laria estabelecido
no campo
deSanl’
Anna,
d’esla
cidade.
(972)
M
<!
í!
©
©•
£
s
&
H
a
9
*
Q
tn
©
fa
I»
◄
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o
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©
53
pq
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o
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X3
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©
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o
”
©
tf
0
s
«
©
o
O
fi
-
fi
ctf
d
o
53
rt
í
»
©
©
©
o
s
N
e»
S
e
£
s
s
•
gcqczj
5 00
fe
s
~
S
.a
«0
cq
VENDEM-SE
duas
moradas
de
casas,
uma
na
rua
do
Anjo,
com
os
n.
os
11 e
11
A,
e
outra na
rua
de
D.
Pedro,
com
o
n.°
1;
quem
as
perlender
procure
o
dono
n
’esla
todos
os
dias,
(excepluando
os
dias
sanclificados),
desde
as 8
até
ás
10
horas
da
manhã.
(978)
Aluga-se
uma no
largo
do
Paço
n.°
6.
Quem
perlender
póde
fallar
na
mesma
casa.
(973)
AiSHfXI)
4H-SE
Desde
o
proximo
S.
Miguel,
tres
moradas
de
casas
de 2
andares, construí
das
de
novo,
com
quintal e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo n
0
18,
20
e
22
Trata
se
na
mesma rua
n.°
17.
(943)
AO PUBLICO BRACARENSE
Uma
senhora
pertencente a
uma
fa
milia
dislincla
e
bem
conhecida
no
paiz,
obrigada
pela
falta
de
saude
de
seu
pae
a
retirar da
capital,
acaba
de abrir
n
’es-
la
cidade
o
seu
atlelier
de
costura
no
largo da
Sé
(esquina
da
rua
de
D.
G«al-
dim),
n
°
I,
aonde.se
encontram
toillets
completos
para
senhoras
e
meninas,
as
sim como
se
encarrega d'enxovaes
para
noivas
e
creanças
recemnascidas;
também
se
fazem
casacos,
capas,
chapéus,
e
tudo
pelos
últimos figurinos.
A
casa
arfia-se
decentemente
mobilada
para
receber
as
senhoras
da
mais
elevada sociedade,
e
to
das
que
se
lembrarem
d
’
esla
casa.
conlrarão
n
’
ella promptidão
na
execução
das
obras,
bom
gosto,
elegancia,
e
econo
mia
nos
preços.
(974)
l
t
t
s
t
I
i
Parte de Comércio do Minho (O)
