comerciominho_16041878_775.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
o«M3acnagw.
g^cassaitK •ftTa.ffirKZKjK.ata u
m
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
í
Erraga,
12
mezes
................................................
'
PUBLICA-SE
6.°
AMNO
»
6
»
...........................
NóO
ti
j
Correspondências
ipartic.
cada
linha
40
ij
íg
i
Annuncios
cada
ífeaha....................
20
i
I
TERÇÃS, QUimS E SABBÀDOS.
j Repetição
....................................
‘
0
j
PREÇOJ
jjDA'
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes..........................
2&000
»
l»
»
..............
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
3§fi0l)
Folha
avulso..................
10
N.° 775
realisar
ião
promptameute
a
eleição
do
Soberano
Pontiíice.
Peasámos
pois
que
devíamos
acceilar
o cargo
do
Supremo
Apostolado
e
obede
cer
á
vontade
de Deus,
pondo
toda
a
Nessa
confiança
no
Senhor,
e
esperando
íirmemente
que Elle,
que
nos
itnpoz
esta
dignidade,
dará
á
Nossa
fraqueza
a
força
de
que
necessitam
>s.
E
-por
isso
que
hoje pela
primeira
v&t
Nos
é
dado,
Veneráveis
Irmãos,
di
rigir
d
’
este
logar
a
palavra
á
vossa
ordem
■tão
iliustre, declaramos
primeiro
que tudo
solemneme.nte
ante
vós
que,
n
’
este
cargo
<de
serviço
da
Egreja,
nada
teremos
lauto
a
peito
como empregar
com
o
soccorro
de
Deus
todos
os
Nossos
cuid.dos
em
■conservar
santamente
o
deposito
da
Fé
catholica,
em vigiar
fiel
rente
sobre
os
direitos
e
imeresses
da
Egreja
e
da Séde
Apostólica,
em
prover
á
salvação
de
to
dos;
prompto
para
tudo
isto
a
não
evitar
fadiga
alguma,
a
não
fugir
a
qualquer
in-
commodo,
e
a não
Nos
expôr
a
que
se
•creia
que
a
Nossa
vida
Nos
é
mais preciosa
que
o
Pontificado.
Contamos
todavia,
que
no
comprime
ito
d
’
estes
diflerentes
deveres
<1o
Nosso
mi
nistério,
o
soccorro
dos
vos
os
conselhtí
■e
da
vossa
sabedoria
tiêo
Nos
faltará, de
sejando
e
pedindo
insia
níerneu
te
que
nun
ca
Nos
fatie.
E
estas
palavras
peias
quaes
Nós vos
formeiamos
os
Nossos
desejos,
queremos
que as
considereis
não
come
ditas
em
razão
de
Nosso
cargo,
mas
que
as
tomeis
come
a
expressão
solemne
de
■Nossa vontade.
Temos
proifcsdamente
gravado
no
Nos
so
espirito
<s
q>«e
as
-Sínlas
Escripturas
•Nos
contam
fiaeira
Moyses
por
ordem
de
Deus,
quando,
aterrado,pela
grave
respon
sabilidade
de
governar
lodo
o
povo,
reu-
nia
setenta
anciãos
de Israel
para
que
com
elle suppontassem
o
pezo do
gover
no,
e
lh
’o
tornassem mais leve
pelos
seus
conselhos
e
cuidados
na
direcção
do
povo
deferael.
Tendo,
poás,
este exemplo
d
an
te
<los
olhos,
Nás
que,
de
certo
sem o
merecer,
iômos
constituído
«Chefe
e Pastor
de
-todo
o
povo
christão,
não
podemos
deixar
de
buscar
em
vós,
que
oc
cup&es
A.llGfução
do SS. Padrô & Papa
Leão
XIII,
no
consisterio de
28
de
Março.
Veneráveis
Irmãos
!
Quando,
no
mez
passado,
Tômos
cha
mados
pelos
>vossos
veies
a
tornar
o
go
verno
da
Egreja
Universal,
«occupando
na
terra
o logar
d®
Priacipe
de
todos
os
Pastores,
q»e é
Jesus
Chíóslo,
sentimos
opprimir-semos o
cw-ação,
perturbado
e
agitado
prdfundarnemte
; ipwque
por
uma
parte,
nos -aterrava
o
^rOfmido
conhecimen
to
da
Nossa
indignidade,
a
debilidade
de
Nossas
forças,
insu&cierttiesimas
para
sup-
porlar
tão
grande
pezo,
debilidade
que;
ainda
se
toma
irstós
manifesta
pelo es-
p'endido-e
formos®
nome
do
nosso
Pre
decessor, Pio
IX, dedtfKDorlal
memória.
-
Este
insigne
P&stor
da
grei
catfe<jlica«
tendo
sempre
co®sèali<ds
com
uma
cora
gem
invencível peia
vstxlade
e
peta
jus
tiça,
e
lendo
ultimado
-os
mais
gloriosos
trabalhes no
govec®o de
republica cíirislã,
não
sóciente
ilhistrou
a
Ladeira
Aposto-
dica
peio
esplendor
de
-suas
virtudes,
mas
adquiriu
em
toda
a Egreja çanto
amor
e
admiração,
que
assim
cemo
excedeu
todos.
<s Pontífices
Romanos
pel
a
duração do
seu
pontificado,
la-mbsm
obteve
maí-s qire
iodos
os outros
amplos
l<
istimunhos
de
veneração
publica
e oenstante
sympatliia.
■Por
outro lado,
inquieta-nos
proftin-
damenle
a
triste
situação
em
que
iper toda
a
parle
se
acha,
n
’
eete
moiuento.
não
só
a
sociedade
civil,
mas lamloetn
a
Egreja
Catholica,
e
sobretudo
a
.Sé
Apostólica
que,
tendo
sido
violeaíameiate
despojada
do
seu poder temporal,
foi
levada
á
con
dição
de
não
poder -ecercer
cora
plena e
completa independência a
sua.
missão.
Veneráveis Irmãos, -senlind
o-Nosstodavia
i«i,pellido
por todas
estas
causas
a
regeitar
a
honra
que
Nos tinha
sido
decretada,
não
podémos
comtudo
resistir
á
Vontade
Divina,
que
brilhou
com
um
tão
vivo es
plendor a
Nossos
olhos
no
ticcordo
dos
vossos
votos,
e
n
’esla
religiosai
solicitude
j
fez
que,
preoccupados unicamente
pelo
|
bem
da
Egreja
Eathohca,
chegásseis a
na
Egreja
de
Deus o logar
dos
setenta
anciãos
de
Israel,
auxilio
para os Nossos
trabalhos,
e
aliivio
para o
Nosso
espirito.
Além
d
’
isso,
Nós
sabemos, como
o
de
claram
os
Livros
Santos,
que
a
salvação
está
onde
estão
muitos
conselhos
;
Nós
sabemos
;
como
o
ensina
o
Concilio
de
Trento,
que
o
Pontiíice
Romano, no gover
no
da
Egreja
universal,
se reforça
com
o
conselho
dos Cardeaes;
sabemos
íinalmente
que
os
Cardeaes.
pela
bocca
de
S.
Ber
nardo,
são
chamados
assistentes
e
conse
lheiros do
Pontiíice Romano,
e
por
isso
Nós
que, durante
perto
de
vinte
c cinco
aunos,
tivemos
a
honra
de
fazer
parle
do
vosso
Gollegio,
ao
subir
a este
throno
não
só
temos o
maior
affeclo
e
syinpalliia
por
Vós
mas
a
persuação
de
ter,
no
de
sempenho
dos negocios
da
Egreja,
como
companheiros
e
collaboradores
de
Nossas
fadigas
e
del
berações,
especialmente
aqnel-
les
com
quem antes
compartilhávamos
esta
honra.
Entretanto,
Veneraves
Irmãos,
é
para
Nós,
muito
grato
e
parecenps
a
proposito
fazer-vos
participantes
da
alegria
de uma
obra
que
felizmente
vimos
realisar-se
para
gloria da
nossa
Religião.
Tinha
ella
sido
emprehendida
pela
alma
ardentíssima,
pelo
bem
do
Catíi-lieismo,
d’
aquelle
que foi
Nosso Predecessor,
de
santa memória,
Pio
IX.
e
linha
sido
deliberada
por
aquel-
les cTeutre
vós
que
forma
s
parte
da
Sagra
da
Congregação da
Propaganda
do
Chrislia-
nismo,
esta
obra
é
ter-se
restabelecido
no
'reino
da
Escócia
a
jer-rchia episcopal;
i
tendo
Nós
tido,
por
graça
do
Céo,
a
boa
Ifortuna
de
completar,
e
prover
totalmenle
lá
dita
obra com
a
Bulia que
íizemos
pu-
Ibiicar
no
dia
4
d’
esle
mez.
De
grande
con
olaçào
Nos
foi,
Vene-
j.raveis
Irmãos,
termos
podido
por
tal
mo
ldo
satisfazer
a
ancia
ardente
do
clero
e
lieis
da
Escócia. Nossos queridos filhos
>em
Jesus
Chrtslo,
tendo tido
muitas
e
grandes
provas
da
devoção
de
que
estão
animados
para
com
a
Egreja
Catholica
e
a Cadeira
de
S.
Pedro,
e
Nós
alimen
tamos
a
intima
confiança
de
que
esta
obra,
reahsada
pela
Santa
Sé,
se
verá
ccroada
de
optimos
fructos
e
que mediante
as ora
ções
dos Santos
1
’rotectores
da
Escócia,
n
’aqneile paiz
de dia
a
dia
os
montes
se
revestirão
de paz
para
aquelle
povo,
e
as
colinas
de justiça.
Em
quanto
ao
mais,
Veneiaveis
Ir
mãos,
não
duvidamos
de que
vós,
unidos
em uma só
vontade
cemnosco,
l
abalha-
reis
ardentemeole
pela
defeza
e
integridade
da
Religião,
pela manutenção
d
’esla
Santa
Sé
Aposlolica
e
pelo
augmento da
gloria
de
Deus,
estando
convencidos
de que
será
coinratim
no
Céo
a recompensa,
se
cotn-
muns
lôrem
os
n<ssos
trabalhos a favor
da
Egreja.
—
\ós,
no
entanto,
interpondo
a
effleacissima
mediação
da
Virgem
Maria
Irnma,
‘
ulàda,
do
celeste
Patrono
da
Egreja
S.
José
e dos
Santos
Apostolos
Pedro e
Paulo,
rogae conjunctamente
comnosco
áquelle
Deus,
rico
em
misericórdias,
aíitn
de que
Nos
aju ie. sempre
benev
lo, com
a
sua
graça;
guie
para
o
bem
Noisos
pensamentos
e
obra.-;
melhore
esta
epo-
cha do
Nosso
Pontificado,
e
íinalmente,
socegado
o
vento,
e restabelecida
a
bo
nança,
conduza
ao
desejado
porto
da
trin-
quillidade
e
da
paz
a
barça de
Pedro,
que
Elle, no
furor
<ia tempestade
se
dignou
confiar
ao
Nosso
governo.
--------------------------------------
D.
JOÃO
CH/lYSOSTOMO
DEA
VOHDI
Pessoa,
por
mercê
ãe
Deus,
etc.
Sendo
chegada
a
grande
solemnidade
da
Paschoa
da
Resurreição, esse
dia tão
memorável
e
que
Dens
tem
feito
para
nossa
alegria
e
consolação;
e
achando-
Nos
auctorisa
'o
pela
Santa
Sé
Romana
para
n’
esle
dia
dar
aos
fn-is
d
’
esta
Dio
cese
a
Bençam
Apost.
lica,
temos
delibe
rado,
aju
latido-Nos
Deus
Nosso
Senhor,
celebrar
por
esta occasião
Missa
de
Pon
tifical
em a
Nossa
Sé
Calhedral pelas
1
1 horas
da
manhã,
e
no
fim
us
r
da
faculdade,
que
benignamente
Nos
foi
con
cedida,
dando
na
forma
costumada
a
Ben
çam
Aposlolica
a
todos
os
que
estiv.erem
presentes,
ou
que
legitamente
se
acha
rem
impedidos
de
vir
á
Nossa
Sé,
como
são as
pessoas,
que
vivem
em
clausura,
os
enfermos e
os
encarcerados.
PALAVRÕES
[Contiim-çàu]
Ioda
isso
não
é
nada;
o
palavrão
sinistro,
0
que
sempre
retumba
em
meio
de
terrores
E
’o...SyllaMH...
Ai!
Reis,
nações,
Imperadores!
iremei!
vossa
arca
santa
abana
n
’
uin
momento...
A
sombra
insulta
ao
dia,
o
dogma
ao
pensamento,
Roma
quer
outra
vez
a
seu
jugo
safado
Jungir
o
mundo leigo,
o
mundo
emancipado.
A
’s
armas,
cidadãos!
da
sua
campa fria,
-Magro
espectro
surgiu!..
Eis
a
7
/teocracia!..
Patriotas,
vereis
com
esta
reacção
A
Egreja
soberana,
o
Estado
sacristão.
Quereis
entre
aguazis
ir-vos
a
confessar?!
E
que
ouse
o
Vaticano
ainda
em
tal
sonhar
!..
Que
a
um
jesuíta
assim se
transtornasse
a bola!..
Salvemos
o
Progresso
e
guerra
aos
de
Loyola.
Rem
haja
o
escriptor que
com
penna
erudita
tma esperança vã,
ura vão temor
excita,
E
faz
estremecer
co’um
chocho
palavrão
Ora
do
medo a
fibra,
e
ora
a
da
ambição.
Venturoso
escripto
cuja
inclyla
destreza
Revolve
de
alto
abaixo
a
nossa
natureza.
Rem
nos
pode
porisso
ás
barbas
desprezar,
Que
de
ocos palavrões
não ha
onde
appellar.
Aj
sua
mão
gentil,
aos
ares
seus
tão
bellos,
(«unca
Moliére
achou tão
dóceis
Sganarellos!)
Sugeitamos
o
rosto
a
ser
esbofeteado,
E
gentileza
tal
pagamos
de
contado.1
!..
Gostamos
da
illusão;
é
celebre
manird..
Quereis
ivel-o
? pois
vêde
a
vã
Philosophia
Filha de pae
ignoto
(éaborto
de
um
tal
ComteJ:
Nasesquiíias
lereis
annuncios
d
’ella
em
monte.
Nunca
á
razão
humana
insulto
tão
cruel
.Se
fez,
corno
lhe
faz
tão
sórdido
papel.
Dos
seres
não
lhe
imporia
a
erigem,
nem
o
fiml
'('Philosophia.de
hoje
ha de
ser
toda
assim)
£
o
nobre
dessocego
aqui
no
fundo
da aisia,
E
a
sède
que
do
berço
á
campa
não
acalma?
Ce.ntinua expectação
de
uni
bem
que
está
porvir,
Causas,
destino,
fim,
são
cousas
para
rir,
indignas
de
occupar
cabeças
positivas.
Já oopio
tem
assaz
de
forças
dormitivas.
O hosiem é
porque
é;
razão
melhor
não
ha
Céo,
adeus! o da
terra
basta
e
sobra
cá.
De
frascos,
pedra e
giz
o
sabio
se
recheia,
De
alguma
Academia
o
nome
trombeteia
E
decreta
que
o
branco
ha
de
hoje'
prelo
ser,
Que
olhos que a gente
tem,
são feitos
p
’
ra
não
ver.
Não
se póde
explicar?
pois
nega-se o
problema;
A
mais
crassa
ignorância
é
a
sciencia
extrema.
«E
demais,
dizeis vós,
pois
que
brutal
antojo
Póde hoje
afreguezar
tão
insensato
arrojo?
Filae
sobre
este
sec/lo,
amigo, a
vossa
vista.
Uma
vez
que
se
chama
esplendida conquista
O
direito
infernal
de
blasphemar
a
Deus,
E
um
tareio
qualquer escriplos mil sandeus
Venenoso
elixir,
que
chama
illustração,
Impune
vende
á
turba apoz
impio
pregão,
Affouto
co’
a
victoria
ousa
calcar
aos
pés
Como
a vil
sevandija
o
espirito
francez!
A
ruins do
bom
senso
ha muito que a preparam.
;
.Primeito
da
verdade
as fontes
nos
vedaram:
|
.Fé
e
razão.
Sem
Fé
o li,no
pouco
dura,
jí.E
o.êrre
presumido
entorna
a
veia
impura.
[kSe
a
meehia
lingua
até,
leal
e
tão
valente,
jliUns
char.laiães
sem
fé
corrompem
lentamente!
iGnde
havia
fraqueza,
ha
hoje
aleivosia
£
infiltra-se
o
veneno
ena
linda
algaravia,
Tudo.ao.eenluío
serve,
o
opusculo
volante
Dium
sopEisma
qualquer vehiculo
flammante;
O
Jornal,
quer
anão, quer
o
«serra-madeira»,
(1)
O
equivoco
infernal,
a
peta
sorrateira,
Tudo
um
laboratório
arranja
e
alambica;
Romance,
hisioria,
drama,
assim feito nos
fica!
Tal
fornilho
.prepara a
lenda
fabulosa
E
uns
livrinhos
azues, dourados,
côrde
rosa...
Se
aténoA
B-C
se
ataca
a
innocencia!
«O
ataque,
roe
dizeis,
é
forte: e
a
resistência?»
,
Que
força
milagrosa
e
qual agilidade
■
Cobrirá
contra
taes
ataques a
verdade?
O
inimigo
é
poltrão;
investe
e
logo
escapa;
Ora
o
bote n
’
um
termo
equivoco
solapa,
Ora
cm
sophisma
vem soez e bandoleiro,
Qual atomo
apertado
em
crasso
nevoeiro.
«Refulae,
dizeis
vós, saia
a resposta
a
lume»
Para aclarar
um
termo
escreva-sé um
volume!
Seja
assim;
mas
emquanto
eiu
suo noule e
dia,
E
de
babeis distineções assesto
a
bateria,
Qual
corre
ao
alvo
seu
veloz
setta
farpada,
Tal
no
oco
palavrão
corre
a
mentira
alada...
Tarde
é; devia já
do
aieive
em
poz
partir.
(I)
Assim
chamava
A.
Uerculano
ao
«Times»
e
quejandos em
proporções.
Quão
fácil
profissão não é
a
de
mentir!
Por
isso
é
que
járaais
repousa
a
vil
mentira,
E
ousando
sempre
mais,
mais
seu
dominio
estira,
E
atraz do
palavrão
que
sempre
se
repele
De
mil
simplórios
n
’alma
a
peta
se
intromette.
Luthero
apostalou,
chamaram-lhe
reforma
f!)
E
a
tal
tolice
ouvir
o
ouvido
se
conforma.
Blasphema
a Deus
um
parvo, e
tal
é o
heroísmo,
Que
o
grau
de
pensador
lhe
dá
o
Philosophismo.
i
E
catholicos ha
da
moda
tão
escravos,
I
Que se fazem
vil
echo
a
tantos
desconchavos.
«Cumpre
fallar, dirão, qual
falia
toda
a gente
!
Que
culpa
temos
nós?
a
lingua
essaé que mente
»
i
Sim;
o
erro estragou,
da
lingua
o
ouro.fino
E
com
a
lingua espera o
charlado
ladifo<t>
O
espirito enervar,
a
honra e
a
mora,'
Tomando
o
palavrão
por
cumphce
infernal
Lm
cathohco
quer
(alludo
aos
de
hoje
em
dial
Cobrir
de
honrado
véo
a
própria
cobardia
’
Ifots
venha
um
palavrão
que
é
facil
ca'ui<
t
’a-
-Condescender-nliás
a
Egreja
se
malquista
Política
rasteira
e
uns
laivos
de
traição
Chamem-se
—animo
vaslo~e~vastâ
-
Nada
de
irrilaeões.
fora
co
n
inUo
zelo
tlUSl,aea
°-
C01
,
tra
°
i
ecl°
vae’
faz
ítl<io
»
contranello
l e.-ta
aite
o palavrão
nos
logra
e
nos
adida
'
E
como cada
vez
melhor
se
dissimula
Inda
o
veremos
nós,
patrono
insfofosj
Ocrime
pa
liar
maisvil,
mais
odioso. ’
Lin
Iddiõo
dos
de
arinjpho
pn
f»Y
x
Erm^ida
ao
repouso
o^;Íi;ra^:;;íX
,,,Í,d0’
E
que
em
meios
moraes
baseia seus
direitr
E
descobre
(a
canhão;
vassallos
<atC",__
’
Amados
a
canhão, saudaeorei
'herôdifo
’
1
'"’
Victoria!
ensarilhar!
só
resta
o
plebiscito.
Preparai-vos,
pois.
Meus
Filhos
em
Jesus
Ghrislo,
com
os Sacramentos
da
Penitencia
e
<ia
Sagrada
Coinmunhão;
preparai-vos para
que digna
e fructuosa-
menle
possaes
receber
esta
Bençam,
e
lucrar
as
muitas
graças
e
indulgências,
que
a
Egreja
por
meio
d
’
ella
vos
con
cede.
Não
despreseis
esta occasião
oppor-
tuna
de rimitter
uma
parle
da
pena
tem
poral
devida
aos
vossos
peccaios;
e
lem
brai-vos,
que aquelles,
que
despresam
os
dons
de
Deus
durante
a
vida,
serão
des-
presados
por
Deus
na
hora da
morte
Nas
torres
da
Nossa
Gathedral
serão
dado
os
signais
do
estylo;
e Nós
reno
vamos
as recommendações,
que
por
va
rias
vezes
já
temos
feito
ás
pessoas,
que,
legitimamente
impelidas, não
podérem
as
sistir
ao
acto
solemne
da
Bençam
Apos
tólica,
que
terá
logar no tiin da Missa de
Pontifical.
Dada
e
passa
la
sob
o
Nosso
signal
e
sello
das
Nossas
armas
em o
Paço
Ar-
chiepiscopal
de Braga
aos
15
de
abril de
1878.
Logar
do
£8 Sello.
João,
Arcebispo Primaz,
«niGA — TEHÇA-FF1RA 1«
ABKIL O!: 1878
A
’ ítedacçãn ito aCommereio
«lo
ninho».
Londres,
30
de
Março, 1878.
SUMMARIO.
(Conclusão./
I.
—
Insidioso
artigo
do
Times,
ado
çando,
na
primeira
parte a
boca
aos
Ca-
Ihohcos,
com
dizer
verdades,
incontestá
veis,
a
respeito
do
Catholicismo
e
do
Pa
pa;
isto
para
fazer,
na
segunda
parte,
sobresahir
mais o triumpho
Protestante
(triumpho
que
é
mais da
Inglaterra
que
do
Piemonte),
evidentemente
applaudindo-
se
de
que
o
Pontiíice
d
’
ora
em diante
não
é
já
Soberano,
mas
súbdito
ou
vas-
sallo.
II.
—
Conclusão
do
importantíssimo
ar
tigo
de relações
aulhenticas
sobre
o
Ma
çonaria—
sobre
que,
provavelmente
corn-
memarei
um
tanto
na
minha
próxima
e
ultima
carta.
No
qne
deixo
sublinhado
está
resum-
brando
já
o
regozijo
Protestante
Angli
cano;
por
entender
o
escriptor,
que
che
gou
linalmente,
ou
está
mui
proximo,
o
desideralum
constante
do
Anglicanismo,
de
pôr
o
Pontiíice
ao
nivel do
chamado
«Ar-
cebispo»
de
Canterbury;
e
para
saborear
já
por
anlicipação
o
gostinho,
distilla
ainda
o
escorpião
no
extremo da
cauda,
a
se
guinte
bonita
rellexão,
por
onde o
ceie
bre
artigaço
conclue:
—
«Esta
distincção»
(de
não
ser
já
So
berano,
Independente,
ou
não,
o novo
Papa)
«terá
cerlamente
influencia
nas
re
lações
com
o
Estado
em
que
lixe a
sua
residência,
com
o
povo
que
por
tanto
tempo
obedeceu
ao
seu
pred-
cessor,
e
com
os
Governos
da
Europa».
Recommendo
aos leitores
do
Apostolo
que
leiam
e
meditem
com
altenção
este
celebre
artigo.
II.
—(Londres,
17
de
Dezembro],—
E
’
tão
allamenle
importante
a
sessão do
Grande
Oriente
Maçonico
Inglez,
de
que
dei
a
primeira
parte
na
minha
carta de
8
do
corrente,
que
não
quero
tardar
mais
em
completar
a
relaçã
•
que
delia
se
pu
blicou
authenticamenle
no
Times.
Não
nu
lembro
(e
não tenho
aqm
agora
a
copia
de
minha
ultima
carta
-haven
lo-a
dado
a
trasladar
para
o
Commercio do
Minho];
por
isso
é
repetição,
talvez, alguma
por
ção
no
principio do
que
agora
vou
es
crever.
Não
fará
isso
grande
prejuízo
ao
assumpto
tão
transcendente
de
que
se
trata.
Continuo
pois:
—
«Nada
menos»
(diz
Lord Carnarvon)
«de
76
lojas
em
França protestáram
con
tra
estas
mudanças;
e por
tanto,
marca
ram
sua
maneira
de sentir,
que
não
eram
mudanças
de
nome
sómente,
mas
de
dou
trina
e
princípios.
Os
irmãos
destas
76
lojas
tinham
sido
constituídos
em
posição
mui
penosa
a
de
se
acharem
separados
da
Grande
Loja
do
seu
paiz;
e
o
seu
modo
de ver
sobre
o
proceder
do
Grande
Oriente
recebeu
o
assentimento
de
outra-
c
rporaçÕes
.Maçónicas.
«
\
Grande
Loja
d
Irlanda
não
hesitou
em
passar
uma
resolução,
redigida
sem
reserva,
lamentando
o
acto
do
Oriente
Francez;
e
a
respeito
delle:
«Com todo
o desejo
de
conservar
nesta
matéria
um modo de
ver
moderado,
não
podia
dar
outra
inteligência
a
tal mudança
na
constituição
da
Maçonaria
Franceza,
senão que
ella
abale na irmandade
a
crença
em Deos
e
na
immorlalidade
da
alma,
e
o
tomar
a
mudança n
’ouiro
sentido
se
ria
dar-lhe
um
que
naturalinente
não
tem.
«Que
não
era
cou<a
leve
para
umi
corporação
de
homens o
fazer
mu
lança
tal
em
seus
princípios
fun
iamentaes
—o
declararem
que não
criam
em Deos,
nem
tão
pouco
na
immo
talídade
da
alma
—
e
separarem-se
de
dois principios que
ti
nham
sido
as
duas
primeiras
bases
da
ci
vilização—
principios
que
tinham leito mais
para
elevar
e
exaltar
o genero
humano
em
todos
os
tempos;
e
nos
mais
negros
dias
do
mundo
foram
os
princ
pios
guia
dores
donde
lodo nobre
pensamento
e
toda acção
generosa
derivaram sia força.
«Em
casos
ordinários
nã
i
leria
a
Grande
Loja
direito
de
intervir;
mas
este
era
um caso
que
precsava
attender-se, e
o
Grande
Oriente
Franez
não
polia
ef-
feituar
taes
mudanças,
sem
aífectar
toda
corporação
Maçónica
por
lodo
o inundo.
«Que
a
Ingleza
era
a
Grande
Loja
Ma
triz
de
todo
o
mundo,
e
seria
olhado
com
um
grande
erro
e
falta
nella,
se
fosse
negligente
em
occupir-se
deste
assumpto.
A
historia,
as
tradições,
os
cargos,
e
sym
bolos
da
Ordem,
pelos
principios
que
o
Grande
Oriente Francez
adoplou,
torna
ram-se
peiores que
sem
sentido
—
tornáram-
se
quasi
olfensivos,
e
nada
elle
sabia
que
tanto
justificasse
as
correntes
accusações,
e
caluinmosas
imputações
que
se faziam
á
Ordem: como
sanccionar
ella com
o
silencio
taes
mudanças
como
o
Gran
le
Oriente
Francez
tinha
acha
lo
a
proposilo
fazer
nos
principios
da
irmand.de
.
«Que
os
limites
da
Maçonaria
eram
mui
largos,
incluindo
neles
Catholicos
Romanos,
P.otestante
—
tanto
da
Igreja
Anglicana
como
Dissidentes,
—
Mahometa-
nos,
Galvinistas,
Lulheranos,
e
Hebreus,
e
lodos
se
acha-ain
ligados
pelos
prin
cipios
de
religião,
e
não
podia haver
principio
tal
sem a crença
em
Deos.
«Em
conclusão
propunha,
que
se
no
measse
uma
Commissão
d
’
inquerito
e
in
formação;
devendo
essa Commissão inclu
r
o
Pro-Grão-Mestre»
(elle mesmo
Lord
Carnarvon;
«e
Lord
Skelmerdale,
Lord
Leigle. Lord
Donoughmore,
e
Lord
Ten-
terden.
Lord Limerick
segundou a
moção,
que
foi
votada
nem<ne
discrepante.
«Depois
disto, 8.
A.
R.
(o
Principe
de
G.iiies) fui
unanimemenle
re-eleito
Grão-Mestre
para
o
anno seguinte
com
grandes
acclamações.
Expediram
mais
alguns
negocios,
e
encerrou-se
a
Grande
Loja».
Ahi
têm
os
leitores
um
documento
como,
lalvez,
outro
tão
importante
e
so
lemne
se
não divulgou
assim
ás
claras,
por
aucloridade
das
duas
Grandes
Gabeças
Ma
çontcas,
a
de espalhafato
e
nominal
(o
Principe),
e
a
eflecliva
e
importante,
o
Con
le
de
Carnarvon, Ministro
das
Coló
nias
Inglezas,
e Membro
de
Grande
im
portância
no
Gabinete.
Já
escusa
ninguém
de fazer
conjecturas
sobre
o que
seja em
si
a
Maçonaria
Ingleza,
pois
ella
ahi
está
bem
declarada; assim
como,
que
a
In
glaterra é
o seu
centro,
o
seu
Quartel-
General
-a
sua
tfíomat.
As
consequências
lógicas
e irrefragaveis
que
d
’aht
d
manam,
importantíssimas para
toda
a
Europa e
todo
o Mundo,
eu
as
deduzirei.
A.
R.
SARAIVA.
Questão
«lo
Oiriente.
«
Despacho
de
lord
Salisbury
ás
potências
da
Europa
(Conclusão^
Acrescentaram-se estipulações que
es-
len
lerão
sua
influencia
mais
alem
dos
limi
tes
da
nova
Bulgaria.
A
estipulação gran
demente
recommendavel,
de
dar
institui
ções
á
Thesalia
e
ao
Epiro,
vae
acom
panhada
da condição
de
que a lei a
que
hão
de
estar
submetlidas
será
redigida
sob
a
vigilância
do
governo
russo.
Se-
guem-n
’
a obrigações
de
proteger
os
mem
bros
da
Egreja
russa,
que
não
estão
cer
tamente mais
limitadas
que
os
artigos
do
tractado
de
Kainardji,
que
foi
abrogado
em
1836.
Semelhantes
estipulações
não
podem
ser
bem
olhadas
pelo
governo
da
Grécia
e por
todas
as
potências
que
leem
interesses communs
com
o
império
olto-
mano.
O
efTeito
geral
d’
esta
parte
do
tra-
|
ctado
será
augmentar o poder
do
impé
rio
russo
nos
paizes
e
nas
costas
em
que
'
predomina
a
povoação
grega,
não
só
em
jprejuiso
d’
esta nação,
mas
também
de
to
ldos
os
paizes
que
teem
interesses
no Este
do
mar
Mediterrâneo.
/V diminuição ter
ritorial
das
províncias
gregas,
Albania
e
Thesalia,
que
se
deixam debaixo
do
go
verno
da
Porta,
seria causa
de
que
sua
administração
encontrasse
difliculdades cons
tantes,
e
ainda
conllictos; e
não
só
pri
varia
a
Porta
da
força
política
que
po
deria
tirar
de
sua p
>sse,
mas
exporia
seus
habitantes
ao
serio perigo
da
amrchia.
Por
outras
parles
do
tractado,
analogos
resultados se
obteem
nas
demais
frontei
ras
do
império
ottomand.
A
forçada
ces
são
da
Besarabia
pela
Roumania,
a ex
tensão
da
Bulgaria
até
ás
costas
do
mar
Negro,
que são
principalmente
habitadas
por
musulmanos
e
gregos,
e
a
aequisição
do
importante
porto
de
Batum,
faria
ilu
minante
a
vontade
do
governo
russo
so
bre
todas
as
cercanias
do
mar
Negro.
A
aequisição
das fortalezas da Arménia col-
locaria
a
povoação d
’
esta
provincia
debai
xo
da
immediata influencia
da potência
que
a
possuísse,
e
o
grande
commercio
europeu
qne
agora
se
faz
desde
Trebison-
da
á
Pérsia
se
veria,
em
consequência
das
cessões
no
Khordistan.
exposto
a
ser deti
do
á vontade
dos
russos
pelas barreiras
prohibidasde
seu
systema
comimrcial.
C<
m
bina-se
uma
indemnisação
que
manifes-
tamenle
a
Turquia
não
poderá
pagar,
nem
ainda
no
caso
de
não achar-se
hypolheca-
das
parte
de
suas
rendas a
outros
credo
res,
e o
modo
de
pagar-se
deixa,
em
va
gas
palavras,
para
ulteriores
negociações
entre
Rússia
e
Turquia. O
pagamento po
de-se
exigir
immediatamente,
como
se
po
de
manter
a
divida
pesando
sobre
a
in
dependencia
da
Turquia
por
annos
e
annos.
Pode
também fazer-se
por
uma nova
e
ampla
cessão
de
lerrilorio,
como
pode
to
mar
a
forma
de
um
compromisso espe
cial
que
subordine
á
íiscalisação
da
Rús
sia
toda
a
administração
da
Turquia,
e
é
impossível
não
ver
n
’este
accordo
um
instrumento
de
formidável
efficacia
para
exercer
coacção
sobre
o governo
ollo-
mano,
sempre
que
a Rússia
o julgue ne
cessário.
Também
poderia
arguir-se
contra
aquel
las varias
estipulações,
demonstrando
que
são
incompatíveis
com o
objecto
que
diz
se
propõe
o
tractado
de
paz,
toda
a
vez
que
nio
pode trazer
a
estabilidade
que
constitue
o
alto
objecto
das
negociaç
ies
presentes,
respeito
as
províncias
lurc«s
da
Asia e da Europa.
Mas
não
é
isto
o
que
por
mais
defendivel
que
sejt,
cha
ma
principalmente
a
attençao
das potên
cias
signatarias.
Seu effeito combinado,
áparte
os
resultados
sobre
a
povoação g-e-
ga
e
a
balança do
poder
marítimo,
é
o
de
deprimir,
até
o
ponto
de
fazel-aillu-
soria
completamente,
a
in dependencia
po
lítica do
governo
de
Constantinopla,
e a
jurisdição
positiva
desse
governo se
es
tende
sobre
posições
geogralicas
que
em
todas
as
circumstancias
interessam
pro
fundamente á
Grã-Bretanha. Fica
á
mer
cê da Turquia
o
fechar
e abrir
os
Es
treitos
que
formam
o
camnho
nacional
das nações
desde
o mar
Egco
até
o
Eu-
xino;
reconhece-lhe
dominio
sobre
as
mar
gens
do golpho
Pérsico,
do
mar
de
Le
vante
e
proximo
ao
canal
de
Su z
E
’
,
portanto,
matéria
dextrem»
inte
resse
que
o
governo
a
quem
t?ca
tal
jurisdição, se
veja
livre
de
toda
a
pres
são
extranha
e
d
uma
potência
superior
com
a
qual
sua
independencia
e
até
sua
existência
sejam
impossíveis.
E
tudo isto
resulta,
não
do
texto
d’
esles
ou
d
’oulros
artigos
do
tractado,
mas
de
toda
a
ordem
de
seu
conjuncto.
Assim,
uma
discussão
limitada
aos
artigos
que
eleja
uma
potên
cia
no
Congresso,
seria
um
remedio illu-
sorio
para
os
perigos
dos
interesses
ingle-
zes
e
para
a
paz
permanente
da
Europa,
que
o
tractado
se
propõe afliançar.
O
obje
cto
do
governo
de S.
M.
na
Conferencia
de
Constantinopla,
foi
o
de
fizer
eflecti-
vas
as
reformas
que
deviam
mudar a
Turquia
e
resguardar
o
império
durante
lodo
o tempo
que devia
conceder-se
lhe
para
as
mesmas
reformas.
Era
obvio
que
isto
só
podia
conseguir-se
fazendo
que
os
diíferentes
povos se
conformassem
com sua
posição,
infundindo-lhes
um
espirito
pa
triótico
que
os
movesse
a
defender
o
im
pério
como
súbditos
leaes
do
sultão.
Esta
política abortou
pela
desgraçada
resistên
cia do
mesmo
governo
ottomano, e
nas
diflerenles
circumstancias
d
’
este tempo
não
pode
obter
se
o
mesmo
resultado
com
a
mesma extensão
e
com
os
meamos
meios.
Grandes
mudanças
podem te
devem
sem
duvida ser
requeridas
nos
tractados
pelos
quaes
se
regeu
o
Oriente
da
Europa:
mas
o
bom
governo,
a
paz
e
a
liberdade
para
povos
que
não
conhecem
taes
beneíicios
são
ainda objectivos
que a
Inglaterra
vi.
vamente
deseja
conseguir.
Ao
lixar toda
a
sua
consideração
nos
interesses
geraes,
aos
quaes
os
novos
ac-
cordos
ameaçam
ou
affeclam,
o
governo
de
S.
M.
crê
que
segue
o caminho
mais
seguro
para
lograr
esses objectivos.
Gos.
toso
teria
entrado
n
’
um Congresso
no
qual
as
estipulações
de
que
se
tracla
houves
sem
sido examinadas
em
conjuncto
e
em
sua relação
com
os
tractados existentes,
reconhecendo-se
os
di
eitos da
Grã
Bretã-
nha
e
das
outras
potências, e
os
beneficos
íins
que
a
acção da
Europa
unida
quiz
sempre
assegurar.
Mas
nem
ainda
aquelles
interesses
de
que
o
governo
de
S.
M é
especialíssimo
guarda
nas
regiões a que
o
tractado
se
refere,
seriam
consultados
nas reuniões
d
’um
Congresso
cujas
deliberações
houves
sem
de
ser
restringidas
ao theor
das
re
servas assignaladas
pelo
principe
Gorls-
chakofl
em
sua ultima
communicação.
S.
E.
lerá
este
despacho
ao ministro,
deixando
copia
d
’elie.
Sou,
etc.
—
Salisbury».
SlemnnatraçõeH ale
Bentiiaiento pe
la
m«>rte
do SSI. a“a<l«-e í
’i«»
IX.
Ponte
do
Lima.
—
No
dia 15
de
Março
celebraram-se
na
matriz
solemnes
exequias
por
alma
de
Pio
IX, premoviiLs
pelo
revd.0
arcypreste,
prior
de
Refojos
e
a
expensas
dos
revd."
s
parochos
e
clero
do
arcyprestado.
O
templo
estava
forrado de
crepe,
e
no centro
da
capella-mór levantava-se
utna
eça
com
os
emblemas
pontifícios.
Orou
o
revd.‘n’ abbade
de
Santo
lldefonso,
do
Porto,
dr.
Freire.
Assistiram
além
de
gran.
de
numero
de
tieis, quasi
lodos
os
pa
rochos,
muitos ecclesiasticos,
camara
mu
nicipal,
administrador, juiz
de
direito,
escrivães
e
as pessoas
mais
gradas
da
villa.
Monsão.
—No
dia
27
de
Março celebra
ram-se
a espensas
esclusivameule do
clero
do
arcyprestado
de
Monsão,
áfrente
do
qual
se
collocou
o
revd.°
arcypreste,
solemnissimas
exequias, por alma
do
Im-
raortal
Pontiíice
Pio
IX,
na egreja matriz
d
’
esta
villa
O
templo
eslava
riquissimamente
orna
do,
sobresahindo
no
centro
um
magestoso
catafalco.
O
celebrante
foi
o revd.
0
parodio
de
Riba de
Mouro
por
incomodo
de
saude
do
benemerito
arcypreste,
que
ainda
assim
quiz ser
um
dos
absolventes.
Uma
numerosa orchesla,
composta
dos
melhores músicos
de
Tui,
Valença
e
Mor.,
são,
executou
o
grande
officio de
David
Peres,
no tim do
qual
o
bem
conhecido
revd.
0
snr. conego
Figueiredo,
d’esla
ci
dade,
fez
uma eloquentíssima
oração fú
nebre,
que
se
tornou
notável
pela
ele
vação dos
pensamentos,
traduzidos
n
’
uma
tina e
sentidissima
lingoagem.
Assistiram
além de
80
clérigos,
todas
as
auctoridades
e
immenso
povo
;
que,
não
só
da
villa,
m.;S
também
de
todo
o
con
celho,
correu
a
dar
a
ultima
prova
do
grande
affecto
que
sempre
tributou
ao
mais
Heroico
dos
Pontiíices.
I-
à
ZETILH
à
Seiiinn»
Ssvssta
nn
Sé.—
ComeçOU
ante-honlem
a
Semana
Santa,
chamada
Hebdos
magna,
pelos
altos mysterios
nella
celebrados.
Houve,
na
fórma
do costume,
a
Bên
ção
dos Ramos
na
Sé,
S.
Vicente,
—
onde
eslava
exposto
o
Sagrado
Lauperenne,
e
o
templo
ricamente
adornado
—com mati
nas
a
instrumental
neste
dia
e
na vés
pera;
e
no
Bom Jesus
do
Monte,
aonde
aflluiu
grande
concorrência
de
povo.
Quarta-feira
de Trevas.—
Começarão
as
Matinas ás
4
horas
da
tarde,
com
res-
ponsorios
cantados
a
musica
da
capella,
e
o
psalmo
Miserere
a
intrumenlal.
Quinta-feira
Santa.
—
Haverá
Pmililical
e
Bênção
dos
Santos Óleos.
A
’
s
tres
horas
e
meia
da
tar
ie
terá
logar
a
ceremoma
do
Lava-pedes, que será
feita
aos
presbyteros
qne
assistirem
á
Bênção
dos
Santos
óleos:
lindo
este
acto
terão
es
mesmos
na
sala
dos
arcebispos
um lauto
jantar,
servida
por
s.
exc.
a
revd.
m3
e
diáconos
da
missa;
Para
continuar
o
louvável
costume
de
repariir
um
f:ta
completo
a
doze
pobres,
por
esta
occasião,
o
venerando
Prelado
escolheu
este
numero
d’
enlre
21
que
lho
fora-n
apresentados
em relação dada
pelos
reVJ.
0S
p
rochos
das
fregueziís.
Seguir-se-
o sermão
do
Mandato,
e
depois
as
]filinas,
cantando-se
com
acompanhamento
^instrumental
o
Miserere
chamado
das
Violetas.
No
íim
sae
do
templo
da
Mise
ricórdia
a procissão
das
Endoenças,
na
qual
é conduzida a
veneranda Imagem
do
guuíior
Ecce
H>mo.
Sexta-feira
Santa.—Depois da
missa
(
|os
presantificados
e
adoração
da Cruz.,
terá
logar
a
procissão do
Enterro
na
Sé,
conforme
o
flito
Bracarense.
De tarde
no
iim
do
Miserere
haverá
o
sermão
da
So
ledade.
j>roc;sí(ão
tio
Gnterro
em
Snnta
Ousa.
—
Se o tempo
o
perinittir
está des
tinado
veriticar-se
na
tarde
de
sexta-feira
Santa
saindo do
templo
de
Santa
Cruz,
a
tocante
e
commovedora
procissão
do
Enterro,
na
fórma
do Hito
Romano,
pro
cissão
que de ha
muitos
annos
sómenle
se
faz
duas
vezes.
Sairá
pelas 5 horas
da
tarde
passando
pelo campo
dos Reme
dios,
e
seguirá
pela rua de
S.
Marcos,
largo
do
Barão
de S. Marlinho,
rua
do
Souto,
rua
Nova, campo
das
Hortas,
S
Miguel-o-Anjo,
rua
da
Sé
e
Traz
da
Sé,
e
rua de
S.
João, recolhendo
em
seguida
á
própria
egreja
ííxe«iui!«s
na
I.nyc.-Escrevem-nos
d
’
esta
localidade:
Tiveram
L>gar no
dia
10
do
corrente
as
exequias
solemnes,
que o clero de
Villa
Verde
mandou
celebrar na egreja
da
Lage,
para
suífragar
a
alma
do inclito
Pontifice
o
Papa
Pio
IX.
Cremos
que
fôra
a
solemnidade
mais
pomposa,
que
é
possível
fazer-se em
uma
egreja
d
’
aldêa.
Foram
presididas
pelo
muito
digno
ar-
cypreste
de
Villa
Verde, o
snr.
abbade
de
Cabanellas,
tendo por
acolitos
<s
abbades
de
Barbudo
e
o
de
Carreiras.
Foram
absolvenles
os abbades
de
No-
vegilde,
de
Pedregaes,
de
Goães,
e
de
Rio
Mau,
e dirigiu
as
ceremonias
o
exc.
‘
n
°
commendador
dr.
abbade
de Soulello,
des
embargador
da
Relação.
0
numero
dos
padres
attingiu
a
quasi
cem.
0
armador,
que
foi
o
snr.
Bizarro
ti-
llto, houve-se com
a
maior bizarria.
A
muzica
foi
a
do
snr. Domingos
Pai
va,
regida
pelo
digno
abbade
de
S Mi
guel
de
Prado, desempenhando
com to
da
a
mestria
o
oííicio
grande
de
Ignacio,
e
os
cinco
responsos
de
David
Peres
nas
absolvições. A
egreja
na
Lage
poucas
ve
zes
ou nunca
metera
dentro das
suas
pa
redes
melhor
orchestra,
concorrendo
para
o
bom
eíleito
a
grandeza
do
templo,
que
é
conhecido
por
todos
os
músicos
como
o
melhor
de
lodo
o
concelho
em
con
li
ções
acústicas.
Resta-nos
fallar do
sermão,
que foi
recitado
pelo
ex.“
10
conego
Figueiredo.
Quizeramos
dizer
muito
e
minuciosamente
sobre
este
notável
discurso;
mas
com
que
difficuldades
luctariamos,
se
o
tentássemos
fazer?
O
snr
conego
Figueiredo
teve o
audilorio
prezo
dos
seus
lábios
por
espaço
de
5
quartos
d'liora.
Cremos
que
fôra
o
discurso
mais alto
que
s.
exe.
a tem
pré-
gado, e
no
qual
pozéra
em
acção
a
gran
deza
do seu talento.
Assistiram
as
auctoridades
da
comar
ca,
principiando
pelo ex.
,no
conselheiro
juiz
de direilo
e
seus
escrivães;
camara,
administrador
e
seus
subalternos,
e
mui
tos
outros
cavalheiros
que
haviam
sido
convidados.
A
commissão
houve-se
com o maior
desvelo,
e
sobretudo
os
snrs.
abbade
da
Lage
e
de
Doçãos,
que
foram os que
presidiram
a
tudo,
e
fizeram
observar
a
ordem,
que
em
verdade
se
tornou
digna
de
lodos
os
elogios
serniào.
—
0 prégado
nas
exequias
de
Pio
IX,
no
dia 23
de
março,
na
egreja
parochial de S.
Julião
de
Lisboa
peio
eminente
orador
cathoiico
padre
Sea-
Bra,
vende-se
no
escriptorio
da
adminis
tração
d
’
este
jornal peio
preço
de
100
reis.
Kssdaeaiçag.—
A
direcção
do
asylo
de
0.
Pedro
V,
que
ha
poucos
dias
tomou pos
se
deílinitiva do
convento
e
egreja
da
Pe-
nha,
querendo
que
n
’aquelle
templo
se
continuem
a
celebrar
todas
as
solemni-
dades
que eram
de
costume
no
tempo
das
edigiosas,
resolveu que
ua
quinta-feira alli
se
expusesse
o
SS.
Sacramento, com
mis
sa
solemne,
como
determina
o
rito
da
egre-
JL
e na
Sexta-feira
Santa,
pelas
10
horas
manhã se procedesse
á
encerração
das
c«reiuonias
da
adoração
da
Cruz
e
outras
Próprias
d’esle
dia.
a
íy
—
O
«Jornal
da hygie-
ntí
»
publica
um
relatorio
do
tratamento
e
cora
de
differenles
casos
de
hydrophobia
pelos médicos
russos
Schmidt,
e
Lehedew,
pela
inhalação
do
oxigénio.
Uma
creança
de
12
annos
foi
mordida
em
uma
mão
por
um
cão
damnado.
A
ferida interessando
a
pelle e o
tecido
subcutâneo,
foi
cauterisada
pelo
nitrato
de
prata. No fim de
oito
dias
estava
a
ferida
cicatrisada.
Dezesete dias depois do
ferimento
ma-
nileslarain-se
os
primeiros
symptomas
de
hydrophobia.
Os
dois
médicos
ru<sos
prescreveram a
inhalação
de
Ires
pés
cu-
bicos de
oxigénio.
Os
resultados
foram
ião promptos
que no
fim de duas
horas
e
meia
a
doente
estava
em
completo
so-
cego.
No
dia
seguinte
novos
symptomas
de
raiva,
dysphagia,
dyspnéa,
convulsões
to-
nicas
de
dorso
e
extremidades, spasmo
dos
músculos
respiratórios,
ausência
com
pleta
do
semimento
da
exislencia.
Uma
nova
inhalação
de
oxigénio,
continuada
durante
45
minutos,
dissipa
lodos
estes
symptomas.
Fica uma
ligeira
dyspepsia, que
é com
balida
pelo
monobromureto
de
camphora,
continuado
por
ires
semanas.
Um
mez
depois
havia
uma certa atonia
da
enervação
das
pernas,
symptomas que
se
dissiparam
em poucos
dias,
conquistando
a
doente
uma
perfeita
saude.
Portuguezes fttlleeidos.—
No
Rio
de
Janeiro falleceram
os
seguintes:
Em
21
de
março,
João
de Sousa e
Azevedo,
31
anno-;
José
Cardoso
de
Car
valho, 43;
Justino
Venancio
Rodrigues,
20; Maria
Izabel,
52;
José
Marques,
26;
Manoel
Joaquim
de
Araújo
e
Silva,
12;
José
Luiz
da
Fonseca, 36;
Manoel
de
Souza
Mello,
36;
Francisco
Correia
Coe
lho,
19;
Francisco
José
de
Medeiros
Ca-
nejo, 63;
Domingos
Antonio
de
Sousa,
43.
Em
22,
José
Joaquim
Pimenta,
4
4;
Manoel
Gomes
de Carvalho,
23; Manoel
Fernandes,
24;
João
Francisco
Pinto
de
Magalhães,
38;
José
Cardoso
do
Amaral,
34;
Marianna
Leal
do
Coração
de
Je
sus,
49.
iUaiH
usiia
cura attribuida
á
intercessão de Pio IX.—
O
«Divino
Salvador»,
semana
religiosa
de
Roma,
sob
a
data
de
16 de
março,
diz
o
seguinte:
»Uma
dama
de
condição,
soíTria
desde
ha
quatro
mezes,
grandes dôres
de
cabe
ça
e
d
’
eslomago.
acompanhadas
de
vomi
tos
e
de
syncopes.
Os remedios da
arte
não
conseguiram
allivial-a.
No
dia
16 do mez
jde
fevereiro
ulti
mo,
ella
transportou-se
a
S.
Pedro
do
Va
ticano,
esperando
com
uma grande
con
fiança
que
obteria,
pela
intercessão
de
Pio
IX.
o
que
inutilmente
tinha
esperado
dos
meios humanos.
Tendo
chegado
ao
pé
do
tumulo do
grande
Pontifice
que
o
mundo
chora,
prin
cipiou
a
pedir
com
fervor;
e
comtudo,
durante
estes
intervallos,
seus
soflrimen-
tos
faziam
sentir-se
mais
vivos.
A’
vista
d’
isto,
nos
impulsos
da
soa fé,
ella
expri
miu-se
assim:
«E’
verdade,
Santo
Padre,
eu
não
mereço
que
vós
me
obtenhaes
a
graça
que
sollicito;
mas,
como
tendes
si
do tão
bom para
iodo
o
mundo,
não
me
recusareis
o
interessar-vos
por mim».
Apenas tinha
pronunciado
estas
pala
vras,
esta
piedosa doente
senlou-se e
achou-
se
perfeitamenle
curada.
Desde
ha
um
mez
que
o
facto
se
deu
e
continua a achar-se
muito
boa.
Ella
quiz,
em
testimunho
do
seu
reco
nhecimento,
suspender
um
coração
de
prata sobre
o
tumulo
de
Pio
IX;
mas,
como
as
prescripções
da
Egreja se oppõem
em laes
casos
a
honras
d
’este
genero
a
respeito
dos servos
de
Deus mortos
em
cheiro
de
santidade,
teve
de conten
tar-se
com
o
fazer
publicar
pelas
folhas
rei
giosas
e
favor
insigne de
que foi
ob-
jecto».
Envenenanaeiiitu peio pliospho-
ro.
—O
«Droit»,
jornal
de
Paris,
conta
um
envenenamento
digno
de
ser
apresentado
ao
cuidado
das
famílias.
Um
casal
e
seus
filhos
sentiram-se
ata
cados
de
violentas
dôres
de
estomago. O
medico chamado
reconheceu
logo sympto
mas
de envenenamento,
que
tractou
de
combater,
mas
sem
bera
poder
precisar
a
causa.
Depois
lembrou
se
de
inspeccionar
a
cosinha,
e
a
sua
bateria
de
caçarolas,
pa-
nellas,
etc.
Como
fosse
de
noite
e
esti
vesse
aberta
uma
janella, a luz
apagou-
se,
e
viu
logo
uma
larga
phosphorescen-
cia
n
’
uma
meza
alli
collocada.
Esta
meza
fôra
trazida
para
alli
n
’
a-
qttelle
dia, mudada
de
um
quarto,
onde
.havia
o mau
habito
de
accenderem
sobre
ella
os phophoros. Foi o contacto
da car
ne
com
esta
superfície
qne
determinou
oi
envenenamento,
que
podia
ser fatal.
Quegttão «lo
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do Oriente,
são
os
que seguem:
Londres
11
—
O
«Times»
pensa
que
do
memorandtim
de
Gortschakolf
e
da
dis
cussão
no
parlamento
inglez
não
pode
resultar
melhor
solução
do
que
a
esperança
na
mediação.
O
mesmo
jornal
annuncia
que
a
Ailema-
nha
intenta
resolver
a
Rússia
a
apresentar
no
congresso
o
tractado na
integra e
a
ou
vir
sem reserva
as
objecções das
potên
cias.
Em uma nova
circular,
o
príncipe
Gortschakoíf
pede á Inglaterra
que
faça
uma
contra-posta
com
relação
a
que
o
tractado
seja
submettido
ao
congresso.
O
chanceiler
russo
mantém
as
suas
de
clarações
precedentes.
Bucharest
11—
0
exercito russo agglo-
mera-se
nos
arredores
de
Bucharest,
em
differentes
communas
do
districto.
Beceia-se
um
golpe
de mão
do
exercito
russo.
A
situação
da
Roumania
é
muito
grave.
S.
Pelersburgo 11
—
N’
uma
circular
dirigida
á
Áustria,
Gortschakoff
explica
que
os
interesses contidos
no
tractado
de
Paris
tocam
cada
ora
isoladamente
tal
ou
tal
potência ao praso que
todos
tocam
directamente
á
Rússia,
que
por
conse
quência julga
que
o
accordo
de
potência
a
potência
é
a melhor
base
para
o
con
gresso
afim
de modificar
o
tractado
de
Pa
ris,
deixando-lhe
o
caracler
d
’
uma
garantia
collecliva.
O
imperador
da
Rússia
solicitará
de
cada
potência
que
especifique
os
proprios
interesses;
lastimará
que
qualquer
d’ellas
recuse,
impedindo
assim
a
unica
base
para
o
bom
resultado do congresso.
O
imperador
repelle
de
si
a
responsabi
lidade
das
consequências
que
similhante
recusa
póde
trazer.
Londres
12—
Diz
o
«Morning
Post»
que
a Allemanha
intervirá
se a
Russ
;a
impe
dir
a
Áustria
de
defender
os
seus
inte
resses
Affiança
um
despacho
de
Berlim
para
o
«Times»
que
o
imperador
Guilherme
es
creveu
á
rainha
Victoria.
O
«Daily
Telegraph»
insere
um
tele-
gramtna
de
Berlim,
dizendo que
o
príncipe
de
Bismark
considera
possível uma
confe
rencia
de embaixadores
em S.
Pelers
burgo.
Annuncia
o
«Daily
News»
que
sahiram
de
Hamburgo
deus
vapores
com
cartas
de
prego.
Londres
12
—
Hoje
ao
meio dia
reu
niu-se
na residência de
lord
Beaconsfield
um
conselho do
gabinete
extraordinário.
O
«Times»,
commenlando
a
circular
do chanceiler
Gorlschakiff,
chega
á
con
clusão
que
o
tom
moderado
da
circular
dá
motivo para
esperar que
seja possível
a
solução
favoravel
do
condido, se
a
In
glaterra
resolver
suavisar
a
forma
da
sua
exigencia.
N
’
esse caso,
a
questão
será re
solvida
pelas potências
da
Europa.
Constantinopla 11
—
O
grau
duque
Nico-
iau
visitou
as
fortificações
turcas
do
Oeste
de
Constantinopla.
Bucharest
12
—
O
governo
roumanio
pro
testará
junto
das potências
contra
a en
trada
dos russos
na
Roumania.
Crê-se
que
o
parlamento
emittirá
egualmente
um voto
de protesto.
S.
Petersburgo 12—
A
agencia
russa
diz que
é
apocrypha
a
pretendida
circu
lar
do
príncipe
Gorslschakoff,
em
respos
ta
ás objecções
da
Áustria
Negociações
amigáveis
continuam
directamente,
e gra
ças
aos
bons oílicicios
da
Allemanha,
es
pera-se
um
resultado
satisfatório.
Londres
13
—
0
«Standard»
diz
saber
de
boa
fonte
que
os
exforços
da
Allema
nha
para
levar
a
accordo
a
Inglaterra
e
a
Rússia,
lena
sido
bem
acceiles
por
am
bos
os governos.
A Allemanha
insta
pe
la
solução
pacifica
e
breve.
Bucharest 12—
Occupam
Bucharest
dois
mil
russos
no
undécimo
corpo.
Londres
13
—
0
«Daily
Telegraph»
pu
blica
ura
telegramma
de Constantinopla,
dizendo
que
os russos
vão
avançando
pou
co
e
pouco
para
o
Bosphoro
e
exigem a
evacuação
immediata
de
Schumla,
Varna
e
Bataum,
mas
a Porta
ainda
não
res
pondeu.
Os
russos
preparam-se
para
'bloquear
as
boccas
do
Danúbio.
a
&
rídecimewtos
O conselheiro
Manoel
Justino
Marques
Murta,
não
lhe sendo
possível
agradecer
individualmente a
todas as
pessoas
que
se
dignaram
saber
da
sua
saude,
e
o
com-
primentaram
no
seu
regresso
de
Lisboa
a
esta cidade,
o
faz
por
este
meio,
de que
pede
disculpa
assignando
a
todos
a
sua
indelevel
gratidão
pelas
novas provas de
estima
que
assim
lhe
deram.
Braga
9
d
’
abril
de
1878.
Os
abaixo
assignados,
summamente
reconhecidos
pelas distinctas
provas
de
consideração
e
estima,
com
que
os
hon
raram
innu
neraveis
cavalheiros
deste
con
celho
de
Villa
Verde,
do
d
’
Amares
e
da
cidade
de
Braga, que
se
dignaram
não
só
cumprimenial-os
por
occasião
da
in
fausta
morte
de
sua
presada
esposa,
ir
mã,
prima
e
cunhada,
D.
Anna
Ventura.
d’
Afnorim
Soares
d
’Azevedo, e
da
de sua
filha
e
sobrinha
D.
Anna
de Campos
d
’
Aze-
vedo
Soares,
mas
lambem assistir
aos
seus
funeraes;
penhorados
arada
pela
muita
dedicação,
com
que
um
subido numero
de
revd.
os
ecclesiasticos
generosamenie
concorreu
a
celebrar
os
respectivos
oíli-
cios,
que
no
dia
21
de
março
findo
e
no
l.°
do
corrente
mez
tiveram
logar
na
egreja
de S. Paio do
Pico;
e
não
lhes
sendo
possível
dirigir-se a
cada um,
par-
licularmenle,
aproveitam
este
meio
para
darem
a
lodos
um
testimunho
claro
da
sua
eterna
gratidão
e
profundo
respeito.
Antonio
de
Campos
d'Azevedo
Soares.
Antonio
d
’Amorim
Soares
d
’
Azevedo.
O
Padre
João Xavier
de
Campos
d
’
Azevedo
Soares.
Francisco
de
Campos
d
’Azevedo
Soares.
(842)
Domingos
José
Dias e
sua
mulher
Maria
da
Conceição Pinheiro
Dias,
summamente
penhorados
pelos
obséquios
que
recebe
ram
de
todas
as pessoas
tanto
seculares
como
ecclesiasticos,
que
os cumprimen
taram
e lhes
prestaram
serviços
por
oc
casião do
fallecimento
de
sua
cunhada
e
irmã
Maria
Rosa
Pinheiro,
servem-se
deste
meio
para
agradecer
a
todas
e
protesla-
rem-lhe
sua
gratidão
indelevel.
(846)
ÉDITOS
»E
I» DIAS.
Pelo juizo
de
direito
desta
comarca
de
Braga, e
carlorio
do
escrivão
Freitas,
a
requerimento
de
Custodia
Maria
Gomes,
viuva,
e
sua
filha
Maria
Gomes
d
’
Araujo,
auclorisada
por
seu
marido
Manoel
d
’
Arau-
jo,
da
freguezia
de Santa Maria
de
Fer
reiros,
desta
comarca,
correm
éditos
de
dez
dias
citando e
chamando a
todas
as
pessoas
incertas
que se
considerem
com
direilo
e acção
a
duas
inscripções
d
’assen-
lamenlo
do
valor nominal de
500^000
reis
cada
uma,
designadas
com
os
n.
os
57:504
e
57:505, pertencentes ao
expolio
do
fi
nado
José
Lourenço
Gomes de
Castro,
morador
que
foi
na freguezia
.de
Ferrei
ros,
desta
comarca,
e
que
averbadas
se
acham
ern
nome
de
seu irmão
e
ihiti
dito
José
Lourenço
Gomes
de Castro,
para
na
2.
a
audiência
deste
juizo,
posterior ao
praso
dos
éditos, que
começará
a
correr
depois
do 2.° annuncio
na folha
odicial,
ver
accusar-lhes
as
citações
e
assignar
o
termo
de
duas
audiências
para
opporem
o
que
tiverem
á
dita habilitação sob pena
de
revelia
e
lançamento.
Declarando
que
as
referidas
audiências
se
fazem
ás
se
gundas
e
quintas-feiras
de
cada
semana,
excepto
nos
dias
sanclificados
ou
feriados
que
se
transferem
para
os
seguintes,
quando
o
não
sejam
lambem.
Braga
4
d
’
Abril
de
1878.
O
escrivão
do
1.
’
oííicio
José
Firinino
da
Coda
Freitas.
Verifiquei
a
exaclidão.
(852)
Pereira
Lobato.
A
QUEM CONVIER.
y-.
Aluga-se
até
o
proximo
S.
Mi
guel
na
rua
das Aguas d
’esla
ci-
-
dade
uma
morada
de
casas
com
2
andares,
tem
o
n.°
85
e
trata-se
na
rua
Nova
de
Santa
Cruz,
com
Magalhães
Júnior.
(^17)
i
.
ivros
tchsi
e
s
uta
As
Verdadeiras
Estrada
districlal
n.°
5.
de
Barcellos
a MonfAleqre
LANÇO
DO
BICO
A
AMXRES
Pela
Repartição
Distridal
de Obras
Publicas
de Braga,
annuncia-se
que
no
dia
24
de
abril
pelas
12
horas
da
manhã
na
administração
do
concelho
d’
A
mares,
perante
o
respectivo
administrador
e
d
’
um
empregado
da
Repartição
supra
menciona
da
se
procederá á
arrematação
por
licita
ção
verbal
em
hasta
publica
de
duas
ta
refas
de
servidões
no
lanço
da estrada
dis-
trictal
supra
mencionada,
comprehendida
|
entre o
Bico
e
Amares,
sendo
a
bazedei
licitação
a
quantia de
5755000
réis.
Ascondiçòes
para
a
arrematação
e
execu
ção
dos
trabalhos
acham se
patentes
na Re
partição
Districlal
de
Obras Publicas,
todos
os
dias
não
impedidos,
desde
as 9
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde,
para
quem
as qui-
zer
examinar,
bem
como
se
acharão
pre
sentes
no
acto
da
arrematação.
Repartição
Districlal
de
Obras
Publicas
de
Braga
8
de
abril
de 1878.
O
l.°
engenheiro,
Antonio
Plácido
de Vasconcellos
Pe'xolo.
(835)
Arrematação
de
bens de raiz
Por
deliberação
da
commissão
liquida
tária
do
Casal
do illm.®
snr. Manoel
Go
mes
da
Silva
Mattos, da rua
d
’
Agua
d
’es-
ta
cidade, creada
pela
escriptura
publica
celebrada
na
nota
do
Tabellião
Ribeiro,
aos 7
de
dezembro
de 1877,
tem
de
ser
vendidos
em
praça
no
salão
do
theatro
de
S.
Geraldo
ás
11
horas
do
dia
28
do
corrente
mez,
a
casa
nobre
numero
7
do
Campo
de SanCAnna,
as
quintas
e
bens
situados
nas
freguezias
de
S.
Victor,
e
de
Guallar,
e
bem
assim
os
fóros
pertencen
tes
ao
mesmo
casal.
Em casa
do
snr. Paulo
José da
Costa,
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinho
podem
ser
examinados
os
mappas
descriptivos
com
os
esclarecimentos precisos
e
respeitantes
aos bens
do
casal
em
liquidação.
O
pagamento
dos
bens
e
foros
que
fo
rem
arrematados
deverá
ser
feito
dentro
de
oito dias, mediante
um
recibo
interino,
com
dedução
do
importe
dos
laudemios
re-
lalivamenle
áquelles
bens,
que
tendo
a
na
tureza
de
praso,
a
commissão
não
te
nha
podido
distinguir dos bens
allu-
diaes,
devendo
celebrar-se
as
escriptura
cTissas
compras
dous
mezes
depois,
den
tro
de
cujo
periodo
os
re-pectivos
dire-
ctos senhorios são
convidados
a designar
aos
compradores,
á
face
dos títulos, os
bens
de
cujo
valôr
tenham
direito
a
lau-
demio.
Os directos
senhorios
suppõe
a
com
missão
serem o
Arcediago
de
Braga, a
Casa
dos
Bravos,
a
exm.
a
Camaia,
a con
fraria
de
Nossa
Senhora da
Abbadia
da
Porta
do
Souto,
a
confraria
do
Subsino
da
freguezia
de Guallar,
e
o
exm.°
snr.
Francisco
Falcão,
a
exm.
s
snr.a
D.
Ma
ria
Ignacia
de
Faria
Machado,
e
o
snr.
João
Leite
de
Magalhães
da
freguezia
de
Lamaçães
d
’
esle
concelho.
Braga
3
de
abril
de
1878.
A
commissão
liquidataria
Henrique
Freire
d'Andrade
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga
(837)
Antonio
Santos
d
’
Azevede
Magalhães.
JOSÉ
ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Bua
Nova
de
Souza 5
—
Com estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para flores
e
de
cs-
eriplorio.
Vende
pregos de
arame
de
todas
as
dimençôes.
(813)
Vendem-se
os
prédios
20
a
20
B,
21
a 21
A,
22
a
22
C,
sitos
na
rua
dos
Ca-
peilistas.
Para
tractar-se,
entrada
da
mes
ma
rua,
22
C.
(838)
Grande
e
variado
sortimento
com ca
pas
de
maríitn,
madre-perola,
tartaruga,
ébano,
massa,
veludo
e
couro
da
Rússia,
de
700,
1$»(i0,
15209-
1510-'
I58OO-
2$000
25500,
2^8' 0,
35000-
4-500u
5$<00
—
65000,
655L0,
75200, 85OOO
—95000
125000,
145090
e
165000
reis
ca
la
um.
©
27—
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho
—
27
(831)
PIANO DE MEZA
Vende-se
um
de
7
oitaras
de
.çífidSW
muito
bom andor.
Trata-se
com
Antonio
Fernandes
Gomes
de
Campos,
no
campo
de
SanfAnna
d
’
esta
cidade.
(824j
A
QUEM SE QUIZER ESTABE
LECER
Lucro
certo
PASSA-SE
um
estabelecimento
situado
no
melhor
sitio
de
Braga,
muito
amplo
com
armação
nova
qne
serve,
sem
fazer
mais despesa
alguma,
para loja
de
fazen
das,
de rnodas, de
quinquilherias
ou
para
o
ramo
de
negocio
que
actualmente
tem.
Está forrado exteriormente
a
pedra már
more
e
é
o
mas
vistoso
da cidade.
Fa
cilita-se o
pagamento a
praso
por
letras,
que
oílereçam
solbabilidade.
Em
Braga
carta
com
as
eoiceaes
G C.
rua
de
Jano
n.°
2,
no
Porto
á redação do
jornal
«Pri
meis
o
de
Janeiro».
(849;
Na
rua
das
Aguas
n.°
—70,
fazem-se
roscas
de
pão
de ló
da
mais
superior
qualidade,
e
de
todos
os
tamanho;
e
em-
eitadas
á
vontade
do
freguez.
(835)
Vende-se
uma
morada
de
casas
de
dois
andares
na
rua do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco),
disignada
peio n.° 21
e
21
A.,
é
alu
dia),
pode
ser
vista
a
qualquer
hora
do
dia
trata
se
no
Banco
Mercantil.
(830)
DINHEIRO A
JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem
dinheiro
para
dar
a 5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(706)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvaihheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rna
do
Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(713)
©
O
©
X
SÃO
AS ÚNICAS
@
©APPROVADAS
PELA
ACADEMIA
DE MEDICINA®
e
DE
PAUIS
Por
sua
Pureza e inalterabilidade
CURAM
as
escrófulas,
a insufíleiencia do
sangue,
a anemia paludosa,
FORTIFICAM
as constituições
fracas
ou
afl-umadas,
AJUDAM
a formação das jovens, etc., etc.
©
Phannacien,
40, r.Bonaparte,Paris
c,-
e
Exigir
nossa firma,
^^aqui
juncta,
posta
na
Aparte inferior
de
um
rotulo
verde.
íSwss
«Sois
Capei!
írírii
,
£3
Defronte
da
Alfandega.
Tem no seu estabelecimento os
seguin
tes
objectos abaixo
exarados
pelo menos
preço
possível,
a
saber;
chilas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom panno,
a
80,
90,
100
e
110 o
covado; ha
linda
len-
çaria
de
seda
e selim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de seda,
para homem
e
se
nhora;
casliçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de coionia;
collarinhos
e punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crtís;
lenços
de
cambraeta
de
linho
para
bolso; jarras
pra
teadas,
em
diííerentes
tamanhos;
adere
ços e
brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
otireilo;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão,
largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de cores em
algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e
d
’
outras qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para cama;
pós
d’
arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
esle
estabelecimento
ha
um
sortido
completo
de tudo e
barato.
(606)
CSRURCtlAo
OE1STISTA.
DA
Escola
Americana
Consullono a
toda
a
hora, tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n,°
22.
(845)
DINHEIRO
A
JURO.
A
Irmandade
de
Santa
Maria
Magda-
lena,
da
Falperra,
tem
para dar
a
juro
1:3505000
reis.
Braga 2
de
fevereiro
de 1878.
O
secretario
—
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(735)
VENDE-SE
,
Uma
morada
de
casas
de
um
pri-
meiro
andar
com
muitos
commodos
vsAíá®
para
familia, boas lojas,
poço com
muito
boa
agua,
e
grande
quintal,
já
bem
plantado
e muito
a
vmhado, na rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra
n.°
55.
Para
tratar
no
n.°
57
C.
(851)
«TM
TOS®.
Os
S5myíilieos,
de
na.
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectoranle,
são o
melhor
dos
remedios
até
tioje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.
—
Meia
caixa
100
reis,
Unico
deposito:
PHARMACIA (
EN,
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Fm
Braga:
PHARMACIA
DOS
0R.
PHÃOS,
praça
Municipal.
(811)
CiniLRCSIî*
REKTJ8TI
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRURGR
CA
DO
PORTO
Bua
de
S.
Marcos
n.°
49.
BR
a
GA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801j
Fab
ica a vapor
d’ fund ção de
ferro
e metaes
Travessa
«íe
S. J!«ão
—
Sraga.
Nesta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda a qualidade
de
obra,
tanto de
ferro
como
de
melai.
0
proprietário da
mesma
não se tem
pou.
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o
tem
conseguido,
pois
que no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que possam ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou de madeira, bancos
para
jardins, bombas
de
qualquer
pres
são e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
consolas
para
lampeões, prensas
para
copiadores,
fuzos
de
novo
systema
para
lagares,
ferros
para
alfaiates e
chapelleiros, tapeies
e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas
as
grossuras. Tam
bém
concerta
todas
as
obras
deste
gene
ro.
—
Preços
do Porto
Braga, Fundição
do
Minho.
O
Proprietário
—
Antonio
Germano
Ferrei-
rinha.
t
(
i
t
1
(
I
í
d
1
I
c
e
I;
n
RETRATOS
DE
S. SANTIDADE
LEAO XIII.
No
escriptorio da
administração
d
’
este
jornal
vendem-se
duas
magnificas
foto
grafias
de
S.
Santidade
Leão
XIII.
Própria
para quadro
—
209
reis.
Miniatura—
140
reis.
RETRATOS
DE
PIO IX.
ri
r;
st
Na
administração
d’este
jornal
ven
dem-se
bellos
retratos
oleograficos, em
ponto
grande,
do
fallecido
Pontifice
Pio
IX.
Com
caixilho
em
preto
com
friso
doi
rado
—
700
reis.
Só
o retraio—
200
reis.
O
CHHYSOSTOMO
P<
H1TU-
GUi£Z
ou
O PADRE ANTONIO
VIEIRA
Da Companhia
de
Jesus
NTim ensaio
(1’
eloquencia
compilado
dos
seus
sermões
segundo
os
princípios
da
oratoria
sagrada
PELO
p jumE ASiTftSjao sso.tioía iti
Da
mesma
Companhia
SERMÕES
DE
QUARESMA.
Um
volume
de
667
paginas
15800.
Vende-se
em
Lisboa,
na
Livraria
Eli’
tora
de
Mattos
Moreira
8c
C.
’—Praça
de
D-
Pedro, n.0 68.
n
u
r<
(1;
n;
cl
11
o
Sl
11!
11.
ht
si
di
a
co
dt
te
hr
pe
ai
te.
ta
Parte de Comércio do Minho (O)
