comerciominho_15081878_824.xml
- conteúdo
-
FOL.HA COSUMEXCIAE,, RELIGIOSA SE j
*
hO
r
jrjic
s
oss
a
.
Einbna
11
d’
a<jos6o
de
fiSíS
Ha
nomeada
uma
commissão
para pro
por a
reforma
dhnstrucção
secundaria,
e
na
verdade
é
ella
composta
de
pessoas
muito
auctorisadas.
de
capacidades
muito
superiores,
mas
vê-se
que
querendo
de
clinar
uma
parte
do
seu
trabalho
e
da
sua
responsabilidade
apresentou
um
questio
nário
de
38 artigos,
que
o snr.
ministro
do
reino
mandou
distribuir
officialmente
pelos
commissarios
dos
estudos,
e
estes
pelas
escolas
publicas
e
particulares,
e
lambem por alguns professores,
e
nos
pareceu
o expediente
muito
bom,
porque
a
opinião
de
muitos
homens
de
saber
e
práticos
poderá
dar
Juz
bastante á orga-
nisação
do
importante
ramo
de
que
se
trata.
Consta-nos
jjorém que
foram
poucos
os
que
responderam
ao
questionário,
por
diversas
razões, e
principalmente:
1.
°
Porque
ha
quisitos
que
não
se
po
dem
discutir
conscienciosamenle
em
pu
blico,
e
ouiros
que
dariam
occasião
a
um
livro
in
folio,
e
porisso
é
nossa
opi
nião
que
os
illustres commissarios
teriam
feito
melhor
serviço
em
trabalhar
segundo
a
sua
consciência, do
que
recorrer
a
opiniões
varias,
que
lião
de
encontrar
nas
respostas
recebidas,
e
que
mais
ser
viriam
para
fazer
confusão.
2.
°
Porque
em
geral
os
pequenos
no
nome,
mas
que
não
o
poderão
ser
nos
conhecimentos,
não
querem
dar matéria
feita
áquelles
que estão
escarregados
de
fazer
a
obra
e
receber
depois os
elogios,
as
gratificações, e
até
as
graças
do
poder,
e
porque
os
desenganos
são
manifestos
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA NOVA
N.°
3
E.
4
ser,
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
gausMumuii
j
,
6.° ANNO
Braga,
12
mezes..............................
l§600
»
6
»
..........................
850
.
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição....................................
10
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS.
QUINTAS
E
SABRADOS.
Províncias,
12
mezes.............
2&000
»
6
»............
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3&609
Folha
avulso
...................
ÍO
N.° 824
BHUÍ4-
QUIIVTA-FEIUA
15 1>E
AGOSTO
»E
«SIS
I
VIRGEM
MACULADA
DO
SAMEIRO.
Emquanto
os jornaes
políti
cos rosnam, ralham, vociferam
e
se degladiam
por causa d’u-
mas
eleições,
exprobrando-se
reciprocamente as
tropelias, es-
camotagens, peitas, venalidades
e violências, nós amamos cha
mar a attenção dos leitores pa
ra
outro
assumpto bem mais
grato, e do qual póde resultar
maior bem para a mesma po
lítica.
Queremos
fallar da linda Ima
gem
da Virgem
Immaculada, e
dos cultos que todos os
dias
recebe dos fieis.
O
seu altar está sempre cer
cado
de
fieis
que
.
oram
por
gosto, por uma
complacência
filha
da mesma attracção que
os
chamou
alli e que os prende
docemente.
O
templo ainda or
nado
das
galas festivas,
e a
luz
coando-se
como que furti
vamente
pelas frestas, infunde
no
espaçoso
recinto uma
ma-
gestade
e uma
suave melanco
lia
favoravel á
meditação fer
vorosa.
A
Virgem,
languida d’amor
e de ternura, pediu os aromas
das
flores
para confortar-se —
«fulcite
me floribus»,
e as filhas
trouxeram-lhe
vasos de mimo
sas
florinhas que rescendem
em
torno d Ella. Que poesia e
que
encanto
tem as
rosas, os
lyrios
e os jasmins aos
pés da
Mystica
Rosa
que alli está re
presentada
tão íielmente quan
to é
dado ao poder
do
genio
eás forças
da
natureza humana!
Se a
arte é a imitação da na
tureza bella, e se o bello è o
esplendor
do verdadeiro, a Esta
tua
que alli
vemos è o subime
da
arte, e a copia da belleza
do prototypo
como póde ser
dado
ao
genio
reproduzil-a. Es
te conceito poderá
ser exage
rado na
apreciação dos homens
d
’
arte que
vêem as obras com
um
rigor e uma penetração mais
viva; mas
no sentir
dos que
tem
o
sabor do bello, e
o pre-
sentem
logo
que encaram o
^bjecto
que o traduz, a imagem
é para a arte um primor, para
os
olhos um enlevo e para a
alma piedosa uma seducção ir
resistível.
No
sabbado passado ao vir
da
noite
foram
á egreja as Fi
lhas
de
Maria rezar alli o Ter-
Ço
e entoar-lhe
louvores. Mal
soou
na torre
o
signal que as
chamava, encheu se logo o tem
Pio de
fieis.
Cantaram
se as
saudações
que
no dia da che
gada
o poyo dirigiu á SS.
Vir
gem, e qúe
são
tão próprias
Para
accender
o
enthusiasmo e
dissipar
a tibieza.
Na terça
feira o snr. arce
bispo Primaz foi visitar e orar
deante
da
Sacra
Imagem,
ou
vindo
a missa que mandou di
zer
pelo seu
secretario.
Este
exemplo attrahirá as outras au
toridades
e corporações.
.
As pessoas mais devotas do
S1
nguiarissimo privilegio
da im
maculada
Conceição que a Ima
gem
representa,
sahem,
de pro
posito, de
suas casas para
irem
passar defronte
da Senhora
al
gumas horas. Emquanto
estas
oram,
outras
compõem-lhe
o al
tar,
adornando-o de frescas
flo
res,
e offertando-lhe novas fra-
gancias.
A devoção
estuda meios de
agradar á
Immaculada,
e
não
descura as cousas minimas co
mo é
proprio de quem ama
extremosamente.
Narraremos
n’outra occasião
os
disvelos do sexo devoto e
da
piedade filial para com a
Imagem
da Virgem formosíssi
ma,
e
contaremos as santas
ousadias
que a devoção tem
feito
praticar
a algumas
almas
ardentemente
piedosas.
Aununcia-se
em
Guimarães o
proximo
aparecimento
de
uma
nova
folha
catholica,
que
será
chamada
o
Progresso Catholico,
destinada,
segundo
diz
o prospecto, a
fa
zer
brilhar
a
luz
das
verdades
religiosas,
e
a
dissipar
as
trevas
do erro,
que
as
obscurecem
Sancto,
e
louvável,
e
salutar
é
o
em
penho;
mas
se
as
palavras
não
forem
acom
panhadas
das obras,
e do
exemplo,
o
fructo
será quasi
nullo;
e
os
campeões,
que
se
apresentarem
arengando
ás
tur
bar,
serão
por
ellas
tidos
como
Phariseus
de
nova
especie.
Jesus
Christo,
os
Martyres,
os
San-
ctos,
e
Doutores
da Egreja
em
todas
as
epochas
accompanháram
a
doutrina
com o
exemplo,
exempluin
enim
dedi vobis. ut
sicul
et
ego
feci,
ila
et
vos
facialis disse
o
divino
Mestre
depois
de
ter
lavado
os
pés
aos
discípulos,
entrando
n’
este
numero
o
que
o
vendeu!
Não
ha
em
verdade
argumento
mais
persuasivo,
nem
mais
eloquente, do
que
o exemplo:
são
os
maus
exemplos
que
tem
perdido,
e
que perdem
o
mundo,
que
desacreditam
as
boas doutrinas,
e
aquel-
les,
que
as pregam,
e
que
não
as
pra
ticam.
Era
a
conducta
dos
Phariseus,
a
que
Jesus
Christo chamava
víboras.
Que
tem
aproveitado
os
esforços
de
tantos
escriptores
catholicos
em
França?
Que tem
feito
os
de
Hespanha,
e
os
de
Portugal?!
Em
França
predominam
os
princípios
dissolventes
da
sociedade,
pre
dominam
os
Gambetas,
os
Hugos,
e
os
apologistas
de
Voltaire!
Em
Hespanha fol
gam
os
Salamanqueiros,
e
os
hberastasl!
Em
Portugal,
os louristas, os
histriões,
os
bancarroteiros,
os
lafues,
os
commer-
cieiros
de tinta e
papel, os
agiotas
de
todo
o
genero
e
especie,
as
companhias
do olho
vivo,
e
d
’
olhos
mortos,
os
futri
cas,
e
fulriqueiros,
os
medalhões sem cru-
ses,
nem
cunhos,
os
velhacos
em
po
lítica,
e
em
moral,
os
corruptos,
e cor
ruptores,
os que
não
tem
caracter,
nem
vergonha,
os hypocritas,
e
os
tram-
pões
!!
Aos homens
religiosos,
que
se
não
en
vergonham
de
se
apresentarem
como taes
perante
todo
o
mundo,
alcunham
de su
persticiosos! Aos que cumprem
religiosa,
e
excrupulosamente
os
seus deveres
tor
nando-se indifferentes
ás
censuras
que
lhes
fazem,
chamam
fanaticos!
Aos que
con-
demnam
essa
vida
licenciosa,
doida,
e
desvairada,
em
que
a
maioria
portugueza
anda
involvida,
apelidam
de
transmonta
nos,
de retrógrados,
e
de
sectários
do des
potismo!
E
que tem
feito
o
episcopado,
e
o
clero
para
oppor
um
dique
a
essa
car
reira
desenfreada,
a
essa
torrente
devasta
dora?!
0
episcopado,
pouco, ou
nada: o
clero, com
raras
excepções,
tem
sido
mais
o
instrumento
da política,
do
que
da
re
ligião!
Dura,
e
pungente
verdade,
mas
verdade!
0
episcopado
não tem
dado
um
só
passo,
nem
tem
empregado
um
só
meio
para
sustentar
a
sua
independencia,
e
para
livrar-se
da
lutella
do
poder
tem
poral!
Não
fez
um
só
protesto
contra
a
usur
pação
dos
bens
ecclesiaslicos,
património
da
Egreja,
e
applicados
ao culto
religioso!
Tem
sido
indifferente á
ingerência
do
tem
poral
no
espiritual,
na
administração,
economia,
e
regimen
das irmandades,
e
confrarias
religiosas!
Tem
visto
impassível
o
exercício
do
intitulado
direito do
pa
droado;
direito que
acabou
desde
que
acabaram
as
razões,
sobre
que
assen
tava
!
E
o
clero?!
0
clero
tem-se
deixado le
var
na
torrente,
com
poucas
excepções;
e
nem
exemplo
dos Beirões,
dos
Vieiras,
dos
Seabras, e
priores
de
Santa
Justa
lhe
tem
aproveitado
para
se
ligar
como
um
só
homem
e para
em
união
intima,
e
il-
lustrada
batalharem sem
descanço
contra
os
inimigos
da
sociedade
christã!
Prefere
a
vida
dos
commodos,
á
de sacrifício,
e
a
conducta
de
muitos
de
seus
membros
tem
destruído
o
prestigio,
de
que
gosou
nas
eras passadas,
e
envenenado as
popu
lações
! Triste,
e
pungente
verdade
!
mas
verdade
!
Comtudo
o
mal
ainda
tem
remedio,
porque
Deus
ainda
não
voltou
as
costas
aos
que
Nelle
creem, e
esperam;
e
ainda
ha
muitos
que
Nelle
esperam,
e
creem!
Al
gumas
vozes
se
tem
levantado
para
des
pertar
os
soldados
da milicia
christã;
e
ahi
sôa
uma
nova
voz
de
muitas
boccas:
surjamos;
tomemos
os
nossos
postos,
vi
stamos
a túnica
inconsutil;
arvoremos
a
nossa
bandeira
branca
com
a
leltra
e
di
visa
do exemplo
e das
obras;
não
nos
meta
modo,
nem
temor
o
numero
dos
inimi
gos,
que temos
na
frente.
Se
elles se
for
tificam nos palacios de vidro
edificados
para
culto
da
vaidade;
opponharaos-lhes
os
re-
ductos
da
fé, da
esperança,
e
da
carida
de.
Se,
usando
das
suas
estratégias
para
distrahirem
as
nossas
forças,
e
nos
ven
cerem
divididoj,
atrahindo-nos
para
os
thea
tros,
para os
circos,
e para os
prazeres
dos
sentidos;
opponhamos-lhes
o
despreso,
e
o indifferentismo,
a
sobriedade
christã,
a
regularidade de
costumes,
a
puresa
da
vida,
e
as
doçuras
do
culto publico, sin
cero,
ardente,
devido ao Supremo
Crea-
dor,
e
conservador
do
universo.
Se
nos
injuriarem
de nomes feios;
perdoemos-lhe,
e
oremos
por
elles.
Se
continuarem
a
in
vadir,
e
a
pisar
o
campo sagrado;
defen-
damol-o
expondo
alegres,
e
esperançosos
de triunfar, a
vida,
e
a
fazenda.
Se
o
nosso
exemplo
os
não
convencer,
e
Deus
senão
apiedar
delles,
morram abraça
dos
com
o seu
erro,
stigma
de perdição
eterna.
Os
impios
trabalham
de
commum
ac-
cordo;
o seu
plano
de
campanha
é
sim
ples,
mas
de
execução
variada; levante
mos
paralellas:
dão o
exemplo?
oppomos-
Ihes
o
exemplo.
Destroem?
Edifiquemos.
Propagam
a
descrença^!
Propaguemos
nós
a fé.
Sopram
tempestades?
Semeemos
nós a
paz,
e
a
bonança.
Lançam-nos
em
rosto
as
nossas
fra-
quesas,
e
vícios
no
viver
social?
Mostre
mos-lhes
que
tem
sido,
e
são
elles
a
causa
desse
contagio.
0
exemplo!
O
exemplo;
é a
arma in-
deslructive!
do
triunfo;
e se
não
hade
ser
esta
a
nossa
arma,
é
melhor
emudecer,
e
entregar o mundo
a
Deus. Em
todo
o
caso
porem
bom
é,
que
á
maneira
dos
sanctos,
que
implantaram
entre
os homens
a
religião
do
Crucificado,
se
comece
pela
palavra
para
ser
seguida,
e confirmada
pela
conducta
dos
controversistas,
que
a
annunciam.
Eis
a
primeira
necessidade
da
nossa
epoca
e
da
nossa
cansa.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
Ao snr.
Julio
«le
Moraeg.
Cumpre-me dizer a v.
exc.
a
que li
o
communicado
que
publicou
n’
um
numero
da
«Nação»,
ha
já
algum
tempo.
Fiz-lhe
a
vontade,
já
que
a
isso
v.
exc.a
tinha
direito,
e
me
ameaçava
com
segundo
communicado
se
lh
’
a
não
fizesse.
Mandei
para
a
«Nação» um
artigo
acom
panhado
de
cincoenta
erros
da
traducção
de
Féval,
ou
mesmo
de
cincoema
e
tres,
para
não
ser
sovina,
e não
careci
de
pas
sar
da prmeira
metade
da dieta
traducção.
Este
artigo
já
foi remettido
á «Nação»,
ha
bem
quinze
dias,
e
era
assignado com
o
meu
nome
por
extenso.
Até
agora não
appareceu.
A redacção
da
«Nação»
não
o
publicou,
e
lá sabe
porque,
e
eu lam
bem...
Ignorava
que
fosse
v.
exc.
a o
auctor
da
famosa
traducção,
e
analysei-a
como
se
tem
o
direito
de
analysar
um trabalho
lilterario.
V.
exc.
a
, porém,
declarou-se, e
obri
gou-me
a
desdobrar-lhe
o
meu
juizo
cri
tico
synthetico.
Se
tem
vontade
de o
ler
esmiuçado
rogue
á
«Nação» que o
publi
que.
Estão dadas
as
necessárias explica
ções,
e salva
a
minha
honra.
Braga
—
0
assignatario
do ta)
artigo.
COHR
ES
2
’
0
ASSE-VCIA
neste
paiz,
onJe
tudo
se
faz
por compa-
drio
ou
espirito
de
facção,
e
nada
mais,
e
não
se premeia
o
verdadeiro
homem
de
trabalho
e
de
mérito.
A
reforma
da
instrucção
primaria,
que
ha pouco
se
publicou,
é
uma
cousa
mon
struosa, os doutores
estiveram
a
legislar
para
a
lua.
e
se
a
lei
é
absurda,
não
o
é
menos
a
parle
do
Codigo Administrati
vo, que
com
ella
joga.
O
governo
fará
melhor
não
lhe
dar execução,
e
antes
a
fazer
refundir
ou
reformar,
ou
fazer
ou
tra
nova.
Na verdade o
passado recorda
que o
.mal
vem
de
longe,
e
que
com
as
me
didas
actualmente
postas
em
execução
não
se
corrige
o
passado,
nem
se
melhora
o
presente,
e
que o
futuro
deve
ser
peior
ainda,
porque
não
ha
commissões
possí
veis
emquanto
predominarem
no
nosso
paiz
certas
influencias,
que
tem
posto
tu
do
n
’
uma
anarchia moral,
d
’
onde
tarde
se
sairá.
O
regulamento
de
1877
emquanto
a
exames
é
continuação
dos
absurdos
do
regulamento
de
1873;
se
lhe introduzem
uma
cousa
como
boa,
vem
logo
de
per
meio
umas
poucas
de
inconveniências;
tudo
assim.
Deixaram
que
nas
ilhas os
exames
se
façam
por
compadrio,
e
estes
exames
vem
depois
concorrer na matricula
para
as
escolas
superiores
em igualdade
com
os
que
se
fazem
em Lisboa,
Coimbra
e
Por
to.
Ainda,
ninguém
prestou
altenção
a
esta
circumstancia,
que
é
muito impor
tante.
Não
ha
razão
para
que
os estu
dantes
das
ilhas
não
venham
a
Lisboa
fa
zer
os
seus
exames,
ou
então
reunir
os
dos
Açores
em
Ponta
Delgada,
e
da Ma
deira
e
Porto Santo
no
Funchal,
mas
mandar
do
continente
os
examinadores
e
trazer
para
cá
os
ilheos,
mesmo
para
ver
se
estão
mais
adiantados
do
que
os
con-
tinenlaes,
que
alguns
é
lastimoso.
A
nomeação
das commissões
tem
con
tinuado
a
ser
obra
de
interesses,
e
os
examinadores
a
tirar
partido
da
sua
in
fluência
e
posição.
Fervem
os
empenhos,
e
tem-se
feito
desaforos
espantosos,
e
que não
se re
medeiam
porque
a
decisão
de
tal
jury
não
tem appelo
nem
aggravo.
Qualquer
insignificante
que
se
veja
em
tal
altura,
dá
a
si
uma
importância
que
quer
se
faça
acreditar
a
sério entre certa
ordem
de
gente.
K
’
preciso
biographar
estes
juizes das
novas
alçadas
e
mostrar
as
torpezas
que
se
leem
praticado,
e
fazer' desde
já
op-
pòsição
a
semelhante
syslema
de exames.
Pagar
taes
insígnilicanciãs
a
libra
por
dia.
para
reprovar
os
bons
e
approvar
os
maus,
é
demais.
E
tudo
se
fica.
A
imprensa
está
muito
occupada
com
as eleições
e tem-se esque
cido das
reprovações.
Nós
queremos
que se reprove,
mas
que
se saiba
reprovar
e
approvar
pelo
merecimento,
e
não
pelo pedido d
’
esle
ou
d
’aquelle, influente,
por qualquer
cir
cumstancia,
no
animo
do
examinador.
Até
a
política
tem
andado
nos
exames.
E’
uma
boa
coisa.
Esta
senhora
a
intro
duzir-se
em
tudo....
Tem-se
observado
que
a
certos exami
nandos
quasi
nada
se
pergunta;
é
isso
conveniente
ao Um,
e
ainda
se
deixa
pas
sar
o tempo
com
perguntas
banaes,
em-
quanto
que
a outros
se
apertam,
e
se
procura
por
todos
os
meios
empregar
um
rigor
—
que
seria
muito
justo
perante
uma
igualdade
conscienciosa.
O
governo tem
conhecimento
por
certo
das
inconveniências
d
’
èsles
exames,
e
que
a
pratica
tem demonstrado,
e
lerá
da
remediar
o
mal.
Entendemos
que
uma
appellação
para
um
tribunal
superior seria
conveniente,
e porque
estamos
convencidos,
que
aquelle
que tivesse consciência
de
que
linha
sido
bem
reprovado,
não
levaria o
recurso,
e
então
a
primeira
instancia
seria
mais
cau
telosa
nos
seus
julgamentos.
Observador.
Quem
seguir
attentamente
a curiosa
e
interessante
historia
do
socialismo
mo
derno
na
Allemanha,
conhece
que teria
talvez
sido
facil
conter
nas
suas
primei
ras
manifestações,
ou
aproveitando
algu
mas
das
grandes
crises
que tem
atraves
sado
a
detetaria
influencia
d
’
aquelle syste-
ma,
que
corrompendo
as
classes
obreiras
e
sublevando
as
contra as
classes
abasta
das,
negando
a
religião,
a
propriedade
e
a
familia,
ameaça
subverter de
lodo
a
or
dem
social,
deixando após
si
um
rasto
de
sangue
e
de
ruínas.
Os
primeiros
esforços sérios
do
socia
lismo
moderno
allemão
datam
de 1863,
e
o
primeiro
agitador
íoi
Lasalle,
israe
lita,
que
fundou
em
Leipzig,
em
23
de
maio
d’
aquelle
anno,'
a
Associação geral
al-
lemã
de
operários.
Relativamente
mode
rada
nas
suas
aspirações,
esta
associação
propunha-se
obter
o
suífragio universal;
inspirava-se
no
principio
monarchico;
que
ria
fazer desapparecer
o
antagonismo
en
tre
as
classes,
sem
destruir
nenhuma,
mas
melhorando
a
operaria,
e
tudo
isto
dese
java
conseguir
por
meios
pacifieos
e
le-
gaes,
cora
a
imprensa
e a .tribuna,
mas
não
com
as
barricadas.
A
’
’
frente
da
so
ciedade
havia um
comité
composto
de
um
presidente
e
vinte
e
quatro
delegados,
eleitos annualmente
em
assembeia
geral.
Contra
as
esperanças
de
Fernando
La
salle
os
operários
allemães
não
responde
ram
logo
ao
seu chamamento;
a sua
voz
pequeno
echo
teve,
e
só
popcos
partidá
rios
conseguiu
reunir
em
torno
de si.
Em
agosto
de
1863
a
sociedade
contava
apenas
uns
900
membros.
Não
desanimou
por
isso
o
celebre
agitador,
percorreu o
paiz
em
todas
as
direcções
agitando
as
massas,
escrevendo
sem
cessar, e
nada
despresava
para
diffundir
o
seu syslema;
tanto
que
só
no
inverno
de
1863 a
1864
publicou
mais
de
53
escriptos,
entre
fo
lhetos
e
outros
documentos
dé
propagan
da.
Apesar
de
tantos
esforços,
não
havia
adiantado
muito,
quando
a
morte o
snr-
prehendeu
na
sna
afadigosa
missão.
Nos
fins
de
1864,
caiu
mortalmente
ferido
em
Génova,
n
’
um
desafio.
Quando
occorreu
este
desgraçado in
cidente o
partido
contava
4:610 membros
e
dois homens
de
merecimento
que
po
diam tomar
a sua
direcção:
Schweizer
e
Liebkneht,
mas por
circumstancias
diffe-
rentes nenhum
foi
chamado
a
substituir
Lasalle.
Até
1867
o
poder
foi
successivamente
transmittido
a
tres presidentes
ineptos
que
puzeraro
em
perigo
a
existência
da
asso
ciação,
mas
n
’aquelle
anno,
encarregou-se
Schweizer
de
a
dirigir.
As
circumstancias
eram
então
mui
fa
voráveis: a
Prussia
victoriosa
na
sna
guerra
com a
Áustria,
acabava
de
conceder o
suf-
fragio
universal.
‘
Os
resultados
fizeram se
logo
sentir.
Nas
eleições
d’
aqueile
anno
os
socialistas
obtiveram
40:000
votos,
conseguindo
to
mar
assento
no
parlamento
dois
dos
seus
candidatos
da
Confederação
do Norte.
Ufano
Schwever
ao
ver
como
a
sua
obra
prosperava
convocou
em
setembro
de
1868
um
congresso
solicialista em Ber
lim,
ao
qual
assistiram
2:000
delegados
que
representavam
uns
140:000
trabalha
dores.
O
movimento,
como
se
vê,
tomava cada
dia maiores
proporções
e
parecia
progre
dir
sob
a
inspiração
das theorias
de
La
salle,
quando
a apparição
da
Internacio
nal
veiu
dar
outro
rumo
ás classes
ope
rarias.
sem
duvida
mais transcendental
e
perigoso.
Na
mesma
epoca
em
que
Lasalle fun
dava
a
sua sociedade
estabelecia
outra,
e,m
Francfort,
o
partido
progressista
allemão,
o
qual tinha
por
fim
contrabalançar
a
influencia
d
’
aquella.
Aconteceu
porém
que
esta
segunda
se
foi
afastando
cada
vez
mais
do seu
fim,
até
que
chegou
a
re
ceber com
enthusiasmo
as
predicas
da
Internacional.
Os
chefes d
’estes socialistas
foram
Liebknecht, antigo
lassaliano
que
durante
o
seu
desterro
em
Londres
tra
vou
intima
amisade
com
Carlos
Marx
e
o
torneiro
Bebei,
tribuno
popular
de
grande
prestigio,
entre
as
massas
opera
rias.
Taes foram
os
mais ferventes
aposto-
los
da
Internacional na
Allemanha,
os
que,
republicanos por convicção
e
julgando
de
masiada innocente
para
o
caso a
associa
ção
de
Lasalle, crearam
uma
nova
com
o
nome
de Partido
social
democrático
de
operários, declarando
crua
guerra
ás
insti
tuições
religiosas,
sociaes
e
políticas
exi
stentes,
julgando
as
contrarias
aos
princí
pios da justiça
Até
1878
tomou
esta ten
dência
forma
definitiva
e
completa.
N’
a-
quella
epoca
representadas
na assembeia
geral
de
Nuremberg 111
sociedades,
74
d
’
ellas
»se
pronunciaram
pela
Internacio
nal.
Ambas
as
associações,
a
antiga
e
a
moderna,
se
olharam
ao
principio como
rivaes;
mas
lisongeando
máis os
princípios
internacionalislas as
paixões
das massas,
não
era
diflicil
de
prevèr
qual
d
’
ellas
lo
graria
a
palma
do
triumpho.
Schweizer,
que
o
comprehendeu. retirou-se a
tempo.
As
eleições
para
o
Reichstag,
em
1874,
confirmaram
eloquentemente
o
progresso
da Internacional; dos
9
deputados
socia
listas
que
furam
eleitos, 6
eram
interna-
cionalistas
e
3
lassalianos.
fCo
itinía)
ílOVr.fl
SA
VEIRO.
A
Commissão
do
Monumento
do
Sa-
meiro
reconhecendo
quanto
é
urgente
o
concluir-se
a
construcção
das
paredes da
nova
capella que
se
está
edificando
no
cimo
do
monte,
e que
hade
receber a
Sagrada Imagem da
Virgem Immaculada,
que
lemos
entre
nós,
appella
confiademente
para
a
devoção
de
todos
os
fieis,
e
ousa
lembrar-lhes esta palpavel
necessidade,
a
que
de prompto
devemos
acudir.
O
secrelario--Padre
José
Silverio
da
Silva.
AMHumpçffo
da
SS.
Virgem.
—Ce
lebra
hoje
a
Egreja
a
Assumpção
da
SS.
Virgem,
uma
das
suas festas
principaes.
Em
Portugal
comraemura
esta
festa
um
alto
feito
nacional,
=>a
gloriosa
batalha
d’
Aljubarrolá,
em que
o
nosso
monarcha
D.
João
1
venceu
a
Hespanha.
Para
agra
decer á
SS.
Virgem
a sua
assignalada
prolecção,
á qual
se
attribue
o
bom
exi
lo
d
’
aquella
acção
brilhantíssima,
D.
João
1
ordenou
que
todas
as
cathedraes
a
to
massem
como
Padroeira
com
aquella
in
vocação.
Na
Gollegiada
de N.
Senhora
da
Oli
veira
de Guimarães,
ainda
hoje
esta
festi
vidade
é
feita
pelos
conegos
com grande
esplendor,
havendo
dois sermões. Na
nos
sa
Cathedral,
como
o reduzido
numero
de conegos
é
insulliciente
para
celebrar
Pontifical,
consta
que
s.
exc.
a
revd.
a
o
snr.
arcebispo
Primaz apenas
assistirá
á
missa
de
circulo.
Além
da
Sé,
ha
festa
nas
capellas
de
N.
Senhora
da
Abbadia,
na
Lapa,
e
Se
nhora
da
Gloria, na
qual
jaz
o
arcebispo
D.
Gonçalo Alvares Pereira,
progenitor
de
D.
Nuno
Alvares
Pereira
Na
egreja
do
Carmo
ha
Exposição
do
Santíssimo,
e
no
Popuio,
Bênção
papal.
Featívldade.
—
Nos
dias
17
e
18,
sabbado
e
domingo
do
corrente,
festejar-
se-ha
a
Imagem
da
Virgem
Dolorosa
da
Piedade,
que
se
venera
na
capella
de
N.
Senhora
de
Guadelupe.
Haverá
no
dia
17
. illuminação,
fogo
do
ar
e
bazar
de
prendas,
tocando
a
mu
sica nos
inlervallos
lindas peças,
e
no
domingo,
de
manliã
missa
solemne
a
grande
instrumental,
com
Exposição
do
SS.
todo
dia
e
de
tarde
sermão
com
Te-Deum,
e
bênção
do
Santíssimo.
Outra.
No
proximo
domingo
18,
celebra-se
no
mosteiro
do
Salvador
a
fes
tividade
ao
Santíssimo
Sacramento,
com
missa cantada,
exposição
e
sermão de
tar
de,
sendo
orador
o
re
vd.°
abbade
de
Sa-
bariz.
Fallecimento.
—
Depois
de
prolonga
dos
sofliimentos,
falleceu
lia
dias,
na
sua
propriedade de
Martim,
para
onde
tinha
ido
afim de alcançar
melhoras,
o
snr.
Ma
noel J- Gomes
da
Rocha,
honrado
artista
e
proprietário
d
’
esta cidade.
Contava
36
annos
d
’
edade,
e
deixa
viuva
cora
dois
fi
lhos.
Teve
honlem
pomposos
oflicios
no tem
plo
da
Ordem
Terceira,
para onde
veio,
e
d’
abi
foi
condusido
ao
cemiterio.
Outro.—
Falleceu hontem,
por
10 ho
ras
da
manhã,
o
exc.mo
snr.
Gaspar
da
Costa
Coutinho
de
Vilhena,
com
cerca
de
80
annos.
Era
um
cavalheiro
dos
mais
con
siderados
d
’esta
cidade.
Fez testamento,
em
que
recommendou
que
o
seu enterro
seja feito
sem fausto e
o
mais
simples
possível.
Hoje
á
noite
éo
seu
cadaver
condu
zido para o cemiterio, acompanhado
por
seis
irmãos
da
Misericórdia,
e amanhã
tem
responsos
na capella
do
mesmo.
Fuga
de
preso.
—
Ante-hontem
con
seguiu evadir-se
das
cadeias
d
’
esta
cidade
um
preso que
alli
se
achava
para
cumprir
degredo.
Fugiu
por
um
buraco
das
novas
obras
da
arcada
da
Lapa.
Ineendln.
—
Na esquina
do
lado esquer
do
da
rua
dos
Pellames
manifestou-se
ante-hontem
incêndio, que
foi
promptamen-
te
extinclo.
A bomba
e
aprestes
da
benemerita
com
panhia
de
bombeiros
voluntários
foi
a
pri-
meira
que
compareceu
no
local
do
incên
dio.
Diecionario
Popular.
—
Recebemos
o
fasciçulo
103 do
Dicciotiario
Popular,
editorado
pela
empresa
Bibliol/teca
dos
Dois
Mundos
Contina
as
lettras
COM
até
CON.
Agradecemos.
A
h
tragédias
<5s»
corte.
—
Recebe
mos o
volume
III
deste
interessantíssimo
romance
de
Augusto
Maqnet,
editorado
pe
la
empresa
Horas Românticas,
de Lisboa.
Agradecemos.
Historia
de
gs-og
rapliio
uni.
vernal
—
Estão
publicados
os fascículos
n.®
s
55
e
56
do
excellente
Diccionario
de
gèographia
universal, edição da
empreza
Horas
Românticas.
Correm de lettras
CLA
a
GOL e de
paginas
865
a
896
do vo
lume
III
—
Tomo I.
Agradecemos.
Partida
revolucionaria.—O
«Jor
nal
da
Manhã»
publica
o
seguinte
telegram-
raa
d’
Elvas:
Eivas 11—Levantou
se
em
Trujillio uma
forte partida
revolucionaria
que marcha
para Portugal
pelo norte
d
’
Elvas.
O
general
Maldonado
fez
já
marchar
de
Estremoz
para
Alegrelte
i
00
cava
lios
do
3,
coinmandados
peio
major.
O
general
Roque Mello,
governador
da
praça
d’
Elvas,
fez
lambem
immediatamnete
marchar
100
lanceiros
do regimento de
Victor
Manoel, para
Campo
Maior,
para
toda
a
força
sob
o
cominando
do
major
aprisionar
a
partida
e
inlernal-a.
Não
nos
surprehende
o
facto,
aceres-
cenla
o collega:
os
hespanhoes
são capazes
de
tudo,
os
que
não
teem
em
que
se
oc-
copar
e
que
precisam
de
provocar
con-
flictos
para
pescar
alguma
coisa
nas
aguas
turbas.
Mas
para
cá
veem
de
carrinho!...
Que
se atrevam e levarão
uma
terrí
vel
lição,
que
lhes
hade
lembrar
para
sem
pre!
Que
não
se
esqueçam
do punhado
de
bravos
que
os expulsou
de
cá
em
1649!
Portugal
antigo
e moderno.—
Recebemos
o
fascículo
127.°
do
dicciona
rio
Poilugal
antigo
e
moderno, do snr.
Pinho
Leal.
Já
é
occioso
encarecer
esta
obra
monumental.
Comprehende
as
folhas
2.
a e
3.
do
volume
VIII.
*
A.
respeito «lo
socialismo
Os
dois
ainda
recentes
attentados
con
tra
a
vida
do imperador
Guilherme
da
Allemanha,
praticados
por
Hoedel
e
No-
biling,
ambos
filiados
no
partido
socialista
d
’
aquelle paiz,
revelaram
que as tenden
cias do socialismo alli,
como
em
toda
a
parte,
são
essencial
mente anarchicas,
ini-
,
migas
juradas
da
auctoridade,
seja
quem
f,ôr
que
a
represente,
e
tanto,
quer sejam
perseguidas
sem
tréguas
quer
permiltida
a
sua
pacifica
propaganda
á
sombra da le
galidade
commum.
Agradecemos.
Historia
<!e Portugal
iH«>»tr«l-
da,
—
Recebemos
as
ultimas
cadernetas
pu
blicadas
d
’esta obra
muito
importante
que
a
esclarecida
Empreza
Lilleraria
de
Lis
boa
está
editorando.
Iodas as
gravuras
de que
é
adorna
da são
formbsas,
e
correspondem
perfei
tamente
aos
primores
com
que
toda a
obra
é
escripta
e
impressa
PJsylloxerí».
—
O
«Diário
do
governo»
traz
o
seguinte
decreto:
Tomando
em
consideração
o
relatorio
do
ministro e
secretario
de
estado
dos
ne
gócios
das obras
publicas,
commercio
e
industria,
hei
por
bem
decretar
o
se
guinte:
Artigo
I.®
E’
creada
uma
commissão
de estudo
e
tratamento
das
vinhas
do
Dou
ro,
a qual
será
composta
de homens
te-
chnicos
e
proprietarjos
e
viticultores
d
’
aqnella
região
e
d
’
ella
farão
parte
co
mo
lechnicos
o
visconde
de
Villa
Maior,
par
do
reino,
reitor
da
universidade
de
Coimbra,
presidente,
Manoel
Panlino
de
Oliveira,
lente
cathedratico
da mesma
universidade,
vice-pfesidenle,
Anlonio
Ba
talha
Reis,
agronotno,
Alfredo
CailosLe-
coq,
agronomo
do
districto
do
Porto,
An
tonio
Roque
da
Silveira,
intendente
da
pe
cuária
do
districto
de
Villa
Real,
e
co
mo proprietários
e
viticultores,
Francisco
José
da
Silva
Torres,
par
do
reino,
Lopo
Vaz
de
Sampaio
e Mello
e
visconde
de
Guedes
Teixeira,
deputados,
visconde
de
Alpendurada,
visconde,
de
Villar
d
’
Allen,
barão
de
Roeda,
Antonio
de
Barros
Pe
reira
Caídas,
José
Correia
de
Barros,
Ma
noel
Paulo
Teixeira de
Figueiredo,
e
Melchior
Pereira
Coutinho.
Art.
2.e
Esta
commissãoi
deverá
achar-
se
installada
no
mais
breve
espaço de
tempo
que for
possível,
e
estabelecerá
a
sua
séde
na
Regua,
devendo
communicar
a
este
ministério
a soa
installação
logo
que
ella
se
verifique.
Art.
3.®
Tem
esta
commissão
pof
fim:
1.°
Ensaiar
e
promover
a
applicaçao
dos
medicamentos
melhor
aconselhados
ao
tratamento
das
vinhas
aflectuadas pe
*
a
phylloxera,
estabelecendo
para
isso uni
ou mais
postos
experimentaes em cada
ufna
das Ires
regiões
vilicolas:
Douro
in
ferior,
alto
Douro
e
Douro
superior.
2.
°
Ministrar
ás
camaras
municipaes
e
aos
proprietários todas
as
informações,
esclarecimentos,
indicações ou
conselhos,
tobre
o
tratamento
das
vinhas
e
especial
mente
das
que
estiverem
affecladas pela
phyloxera;
e
bem
assim
recommendar
por
oílicio
ás
mesmas
camaras
e
ao publico,
por
meio da
imprensa
periódica
e
de
pu
blicações apropriadas,
todas
as
providen
cias
ao
alcance
das ditas
camaras
e dos
proprietários,
para
obviar
á
communicação
,
e
propagação
da
moléstia.
3.
°
Fornecer
ás
camaras
municipaes
ou
proprietários
que
os
solicitem
e
appa-
relhos
que
julgar
convenientes,
com
as
instrucções
apropriadas
ao
seu
emprego
eflicaz,
e
devendo
dirigil-os
no
trabalho
de
applicação
dos
mesmos medicamentos
e uso
dos apparelhos.
Estes
fornecimentos
serão
feitos
pelo
preço
por que
(içarem
nas
localidades
os
artigos
fornecidos.
4. °
Estabelecer
nos
conselhos
e
fre
guezias
aonde
julgue
conveniente
sub-cotn-
missões de
vigi-aucia composta de
proprie
tários
e
viticultores,
com
o
(im
de
obter
por
intervenção
das
mesmas
immedialo
conhecimento dos
factos
e
observações
que
digam respeito
á
moléstia
das
vinhas,
e
em
geral
quaesquer
informações
refe
rentes
ao
assumpto
e
objecto
do
seu
es
tudo.
5.
°
Entender-se
direclamente
com as
camaras
municipaes
e
autoridades
admi
nistrativos
em
tudo
que
julgar
convenien
te
para
melhor
satisfazer
aos
fins para
que
é
creada.
6.
° Solicitar
do governo
os
meios
e
recursos
que
julgar
precisos
para
o
bom
desempenho
dos
serviços
de
que
é
incum
bida,
sempre
que
isso se
torne
necessá
rio.
7.
”
Indicar
por este
ministério,
todos
as
providencias
que
sobre
o assumpto
de
viticultura
do
Douro,
e
em
geral
da
eco
nomia agrícola
d’
esta
região,
entender
con
veniente
que
sejam
adopíadas
pelos
poderes
públicos.
Art.
4.°
A
commissão dará
conta
suc-
cessivamenle a
este
ministério,
pela direc-
ção
geral
de
commercio e industria, do
estado,
andamento
e
resultado
dos
seus
estudos
e
trabalhos.
O
ministro
e
secretario d
’
estado
dos
negocios
das
obras
publicas,
commercio
e
industria
o tenha
entendido
e
taça
execu
tar.
Paço,
em
7
de agosto
de
1878.
—
Rei.
—
Lourenço
Antonio
de
Carvalho.
K.SÍO.
—
Na povoação
de
S.
Pedro
de
Moreiras,
distante
uma
iegua
de
Orense
(Galliza), caiu
um
raio,
occasionando
a
morte
d
’
uma
mulher
e
dois
filhos
de
tenra
edade
que
tinha
a
seu lado.
Gemer
o
«te
cuitiv»
desconheci
do.—
Os
chins,
muito
hábeis
na
agricul-,
tura,
e
estreitados
a
miude
por
uma po
pulação
excessiva,
discorreram
um
genero
de
cultivo
desconhecido
no
resto
do
mun
do.
Para
supprir
a
falta
de
terreno,
con
struem com
bambus
ou
outra
classe
de
madeiras,
almadias
ou
bolsas,
cobrem-n as
de
esteiras,
estendem
em
cima
uma
camada
de
terra e
plantam
n
’
ella
arroz.
Sitnilhante
cultivo
prospera
á
maravilha
n
’estas
ilhas
artificiaes
e
campos fluctiiantes,
e
não
ne
cessita rego, porque
as
raizes
passam
atra-
vez da
esteira
e
descem até
a
agua,
onde
tomam quanto
é
necessário
para
a
planta
vegetar.
•
marroq
uíhm
armados
—
Uma
commissão
franceza
e
alguns
ol-
ficiaes
inglezes
dedicâram-se
a
instruir
as
tropas
de
Marrocos
no
uso
das
armas.
Parece
que
já
existem
organisadas
duas
baterias
de
montanha,
que
serão
de
mui
ta
utilidade
nas
operações
militares do
sul
tão
contra
as
tribus
sublevadas e
um
ba
talhão
de
500
homens
d
’
artilheiros
de
praça,
que
já
estão
instruídos
na
taclica d
’
infan-
ieria.
Não deve
esquecer-se,
diz
um
jornal,
que
taes
aprestes
militares
nos interessam
tanto
ou
mais que
aos
francezes
e
ingle
zes,
que
dislrahem
seus ocios ensinando
por
caridade o exercício
aos súbditos
de
Marrocos.
Terrível
dewgrreçw.
—
Tal
é
a
que
occorpeu
no dia 6
na
estação
de
Robeldo,
Hespanha,
ficando interceptadas
as duas
vias
principaes
por
causa
de
haver
reben
tado
a
machina do
trem
n.°
111,
resul
tando
mortos
o
machinista
e
o
fogueiro
e
feridos
trez
operários
que
trabalhavam
na
'ia.
Tão
depressa
como
se
leve
noticia
em
Madrid
do
sinistro,
sahiram
d
’
alli
e
do
Escurial
os
trens
de
auxílios
com
tudo
o
necessário
para
a
cura
dos feridos
e
oc-
correr ás demais
necessidades
do
serviço.
Sorte
dos
imperadores.—
E
ha
quem
inveje
a
sorte
dos
monarchas!
Só
durante
o império
romano,
de
47
imperadores
34 morreram
de
morte
vio
lenta:
—
Julio
Cesar
foi
assassinado
por
Bru
to e
outros
conspiradores
ao sair do
se
nado.
—
Tiberio
foi
suffocado
entre
colxões,
por
mandado
de
Marco, amigo
de
Cali-
gula.
—
Caligula
foi apunhalado por
Cho-
reas
e
outros
conspiradores,
ao
retirar-se
do
sitio
onde
se
celebravam
os jogos
pa
latinos.
—
Cláudio
foi
envenenado
por instigações
de
sua
mulher
Agripina.
—
Nero
no
meio
de
uma revolta
geral,
foi
condemnado
á
merte,
pelo
senado,
e
ouvindo
ler
a
sua sentença
matou-se com
um
punhal.
—
Sérgio
Galba
foi
victima
da
conspi
ração
de
Otto,
cujos
partidistas
o
degola
ram.
—
Otto
matou-se
para
acabar
as
con
testações
com
o
seu
companheiro
Vitel-
lio.
-
—
Vitellio
foi assassinado pela po
pulaça,
que
lançou
o
seu corpo
ao
rio
Tibre.
—
Tito
ha
suspeitas
de
que
a
sua
mor
te
foi
apressada
por
seu
irmão
Darni-
ciano.
i
—
Domiciano
foi
assassinado
por
Stefa-
no e outros conspiradores.
—
Commodo
foi
afogado
por
Narciso
e
outros
conspiradores.
—
Pertinas
foi
m^rlo
pelos seus solda
dos.
—
Didio
Juliano
foi
degolado
pelos
sol
dados.
■
—
Caracala
e
Geta
—
que
governavam
juntos como
imperadores—este
foi morto
por
seu
irmão
Caracala
que
também
foi
morto
por Marcial.
—
Opillio
Macrino
fo-i
morto
pelos
par
tidários
de
Heliogabalo.
—
Heliogabalo foi
assassinado
pelos
sol
dados,
que
lançaram
o
seu
cadaver
no
Tibre.
—
Alexandre:
os
seus soldados
lhe
corta
ram
a
cabeça.
—
Maximine
foi
assassinado pelos
seus
proprios
guardas.
—
Maxime
e
Balbino
imperadores
ao
mesmo
tempo,
ambos
foram
foram
mortos
pelas
guardas
do
pretorio.
—
Gordiano
foi
assassinado
por
ordem
de Filippe,
a quem havia
associado
no
governo
do
império.
—Filippe
foi
assassinado pelos
seus
sol
dados.
—
Decio
suicidou-se
depois
de
haver
sido
derrotado
pelos Godos.
—
Gallo
foi
morto
em
uma
batalha
em
que disputava
o
império
com
o
seu
com
petidor
Emiliano.
—
Valerio
foi
feito
prisioneiro
por Sa-
por rei
da
Pérsia,
que
o mandou
esfolar
e
matar cruelmente.
—
Galliano
foi
morto
pelos
seus
mesmos
soldados.
—
Caro
e
seus
filhos,
Carino
e
Nume-
rio
ambos
imperadores
—o
pae foi
morto
por
um
raio, e
ambos
os
filhos
assassina
dos.
—
Diocleciano e
Maxiiniano,
imperado
res
ao
mesmo
tempo,
o primeiro
abdicou
o
império
e
ou
morreu
de
veneno
ou
lou
co;
e
os segundo
abdicou
lambem
sendo
finalmenle
condemnado
á
morte
por
Cons
tantino.
Pesca
da
baleia.
—
Os
14
navios
(
]
e
Dundee (Escossia),
que
foram
á
pesca
(ja
baleia, colheram, lanlo
em
Terra
No
va como
nas
demais
estações
80,130 pho-
cas
q
ue
produziram
1.120
toneis
de
azeite,
q
Ue
’
valem
1.410,000
frsncos. Este
resul
tado
é
superior
em 710.000
francos
ao
obtido
em 1^76, e
equivale
a
um
augmen-
to
de
metade.
Os mesmos
navios
colhe
ram
81
baleias,
das
quaes
tiraram
978
toneis
dazeite
e44
1
[2
de
ossos.
A pro-
ducção
total
d
’esla
pesca
em 1877
ava
liou-se
em
3.611,750
francos,
que
veem
a corresponder
a
257,982
por
cada
na
vio.
Os
resultados
obtidos
no
referido
an
no
proximo
passado
decidiram
a
compa
nhia de
Dundee
a
enviar
no
corrente
maior
numero
de
navios á
pesca.
Oriente.—
Últimos
telegrammas:
Vienna
11
—
Assegura
um despacho
de
Pera
que a
Porta
telegraphou
para
Sera-
jevo
que está
realisado o accordo
com
a
Áustria
*
sobre
as
bases
de
uma
convenção
ulterior,
que
toda
a
resistência
é
inútil
e
perigosa.
Londres
12
—
Dizem
de
Vienna
ao «li
mes»
que
é
completo
o accordo
entre a
Turquia
e
a
Áustria.
Vienna
11
—
Uma
brigada
austríaca occu-
pou
Stolatza.
Assegura-se
que
o
rei
dos
heléni
cos
enviou
um
oílicial
em
missão
secreta
junto
do
príncipe
do
Montenegro.
Paris
11—Diz
o«Post»de
Berlim
que
varias
potências
apoiaram
a
candidatura
do
príncipe
Jorge
Biberco
ao throno
da
Bul
garia.
Paris
12—
São
favoráveis
aos austríacos
as
noticias
da
Bosnia.
E’
provável
que
a
concentração
geral
das
tropas
austríacas
em
Serajevo,
se
realise
sefta-feira.
Confirma-se
que
a
Áustria
e
a
Inglater
ra,
recusaram
a
ceder
ao
pedido
da
Porta
para que
os
austríacos
suspendessem
a
sua
marcha.
Portuguezes fallecidos.
—
Desde
20 a
21
de
julho,
falleceram
no
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portugue-
zes:
João
Gonçalves
Ferro,
43
c.;
Manoel
Rocha,
32
c.;
José
Bernardino de
Moura,
32 c.;
José
Joaquim
Alves
Sequeira,
25
s.;
Manoel
Vieira,
21
c.;
Serafim
Leite
Lopes
25,
Anna
Vieira
e
Mello,
60
v.
Preço
«los
eereaen.—
Na terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo................................................ 800
Centeio
........................................
510
Cevada.............................................
480
Painço..............................................
480
Milho
branco
................................
430
»
amarello
...............................
430
Milho
alvo.......................................
550
?
eijão
branco
...............................
800
»
vermelho............................. 800
»
amarello
...............................
640
» rajado
................................
520
»
fradinho
...............................
440
latata
..............................................
560
Azeite. ...*..
5$600
Festividade,
—
Os devotos do SS.
losto do Senhor,
que
se
venera na
ca-
jella de
S. Miguel-o-Ânjo.
destinaram
fes
tejar
esta
venerável Effigie
nos
dias
17
e
18
d
’
agoslo,
da
fórma
seguinte:
No
dia
18
pelas
11
horas
da
manhã
taverá
missa
solemne
a grande
instru
mental
da
capella do snr.
Luiz
Baptista,
ficando
o SS.
exposto
todo
o
dia.
De
tarde
pelas
4
horas
subirá
ao
púlpito
um
distincto
orador
que
vem
pela primeira
vez
prégar
a
esta
cidade;
no
fim
do
ser
mão
haverá
um
solemne
Te-Deum,
fin
dando
a
festividade
com
a
bênção
do
SS.
Sacramento.
No
dia
17,
ao
romper d’afva,
e
ao
meio
dia,
a
banda
de musica
dos
«Ar
tistas
Bracarenses»-
percorrerá
algumas
ruas
d
’
esta
cidade;
á
noite
haverá
uma
vistosa
illuminação
pela
ruí
e
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
e praça
d
’
Alegria,
aon
de
estará
um
basar
de
prendas,
durante
o
qual, a mesma
banda
de musica
loca
rá
lindas e
harmoniosas
peças,
e
conti
nuará no
dia
seguinte
pelas
2
horas da
tarde.
DESPEDIDA.
Antonio
Casimiso
da
Cruz
Teixeira
e
sua
mulher
Maria Augusta
Ribeiro
Tei
xeira, lendo
de
retirar-se
d’
esla
cidade,
onde
deixam
parentes
e
amigos,
e
dese-
ando
despedir-se
de
todos,
sem
que
haja
omissão
alguma,
servem-se
d
’
esle
meio
para
sanar
qualquer
falta
que por
ventura
houvessem commeltido
no
cumprimento
d
’
aquelle
dever.
Despedindo-se
de
todas
as
pessoas
da
sua
amisade
oflerecem-lhes,
ao
mestno
tempo,
o
seu
8'nninutissimo
préstimo
em
Aviz,
onde
vão
residir.
Braga
13
—
8—
78.
AVISO.
Tendo
sido
por deliberação
da commis
são
dislrictal
de
soccorros
para
os
innun-
dados
de
1876
repartidas
as sobras dos
donativos
pelos estabelecimentos
de
bene
ficência—
hospitaes
civis
de
Braga,
Gui
marães
e
Barcellos,
asylos
de
entrevados
de
Braga
e
Barcellos,
asylos
de
mendici
dade
de Guimarães,
asylos
d
’
infancia
des
valida
de
D.
Pedro
V
e
de Santa Este-
phania,
collegios
dos
orfãos
de
S.
Caetano
e
orfãs
da Tamanca,
collegio
da
regene
ração,
e
creche
de S.
Vicente
de
Paulo
—
são
avisadas
as
direcções
dos
referidos
estabelecimentos,
que
a pesar
de
particu
larmente
prevenidos,
ainda
não vieram
ou
mandaram
receber
a
parte
que
lhe
diz
respeito, o
façam
o mais
breve
para
se
fecharem
as
contas
e
publical-as.
E’
thesoureiro
da
commissão,
o
exc.
raa
snr.
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes,
Deão
da
Sé.
Braga
12
d
’
agosto
de 1878.
O secretario
(1031)
Domingos Moreira Guimarães.
Monte-Pio
de S. José.
Por
ordem
do
snr. Presidente e mais
vogaes
da
Meza,
são convidados
lodos
os
socios
que
se
acharem no
goso
de
seus
direitos,
a
reunirem-se
em
assembleia
ge
ral,
ás
2
horas
da
tarde
do
dia
18
do
corrente,
na
casa
n.°
1
do
largo
de
Santo
Agostinho,
onde
se acha
estabelecido
o
escriptorio
do
mesmo
Monte-Pio,
e
em
harmonia
com
o
disposto
no
artigo
44,
para
resolver
sobro
o
artigo
56
dos
respe-
clivos
estatutos,
conforme
consta de
um
requerimento
assignado
por
12
socios,
e
apresentado
ao
snr.
Presidente
da
Meza
em data
de
12
do corrente.
O
l.°
secretario
(1030)
José
Antonio
Peixoto
Braga.
ATTENÇÃO.
Passa-se
o
Caffe
AGUIA
D'OURO
tra
ta-se
com
o
proprietário
do
mesmo
rua
das
Aguas
n.°
2.
(1032)
CAIWRO.
Pertende
arrumar-se
um
n
’esla
cidade,
com
pratica
de mercearia,
pode tomar-se
informações
do
mesmo
na
rua
de
S.
Do
mingos
n.° 38.
(1033)
ÉDITOS DE 30 DIAS
Pelo
juizo
de
Direito
d’eSta
cidade
de
Braga,
e sua comarca
e
cartorio
do
2.°
oíficio
de
que
é
ejcrivão
João
Marcos
de
Araújo
Ribeiro,
correm
éditos
de
30
dias
a
contar
de 25
de
Julho
ultimo,
a
citar
todos
os
credores
e
legatários
desconhe
cidos
e residentes
fóra
,da
comarca,
que
te
nham
direito
á
herança
e
espolio
do
fal
lecido
Francisco
José
de
Sousa
Braga=
Franqueira=morador
que
foi
no
Sanctua
rio
do
Bom
Jesus
do
Monte,
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
TenÕes
(Testa
mesma
co
marca,
para
que
no
predicto
praso
o ve
nham
dedusir
e
legar;
e
bem
assim
assis
tirem
a
todos
os termos
do
respectivo
inventario
processado
no
cartorio
do
predi
cto
escrivão
sob
pena
de revelia
e segui
rem
lodos
os
termos,
até ser
julgdado
por
sentença.
Braga
25
de Julho
de
1878.
O
escrivão
João
Marcos
d
’
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei a
exactidão.
(1023)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
Comanliia Edificadora e Indus
trial
Bracarense
Sociedade
anaiiym»
de responsa-
iidtnde
limitada.
Não
se lendo reunido
numero
legal
de
accionislas, para
assembleia
geral
or
dinária,
no
dia
8 do
corrente, são por
isso
convidados
novamente,
por ordem
do
exm.°
Presidente
do
Conselho
Fiscal, pa
ra
o dia
16
do
corrente
ás
10
horas
da
manhã,
no
Escriptorio
da
Companhia,
rua
da Cruz
de Pedra,
n.°
6
a
12,
para
os
fins
designados
nos
artigos
27
e
28
dos
Estatutos.
Braga 8 de
pgoslo
de
1878.
O
secretario,
(1024)
José
Pinlo
Barbosa.
Declaração
D.
Maria
Julia da
Silva
Braga, declara
para
os devidos
effeilos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por escriptnra
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com
mercial
d’
esta
cidade,
passou
procuração
com
lodos
os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
também
se
acha
registada
para
a
representar
ern
to
dos
os
negocios
que
achar
convenientes.
(1026)
PREVENÇÃO
Luiz
Antonio
da
Silva,
&
C.
a
,
da
ci
dade do
Porto:
faz
publico
que
tem
pen
dente
em Juizo uma
acção
commercial
contra
Francisco
Gomes
Barrote,
sombrei-
reiro,
da
rua
de
S.
Victor,
freguezia
do
mesmo
nome,
d
’
esta
cidade
—
para
paga
mento
da quantia
de
seis
centos
e
tantos
mil
reis
de
que
lhe é
devedor
—
e
ponsso
previne
o
publico
afim, de
não
fazer
com
o
mesmo, contrato
algum
sobre
a
proprie
dade
de
uma
morada
de
casas,
que
tem
e
possue
na
mesma
rua,
e
em
que
vive,
sob
nena de
nullidade
na
conformidade
da
lei.
MEDALHA
d
’
ouuo
SALUD
DEL.
HIGIENE
Elixir
y Polvos
Dentrificos
Preparacion
del
SJr.
JOHN
EVANS
BOCA
PARIZ
1875
ULTIMA
DESCOBERTA
O
vínl
*
®
e
oleo
de
ligado
de
baea-
lltau
ereozotadoa
de
Ginsber
*
e
Bouclinrd,
niodiíIeadoB.
São
hoje
applicados
com oplimo rezul-
lado
por
médicos
de todos os paizes para a
cura
da
phtysica
pulmonar,
bronchites
chronicas,
tosses rebeldes,
calarrhos
de
bexiga,
etc.,
etc.
Preparados
na
pharma
cia
de
H. J.
Pinto
&
C.a
Largo
dos
Loyos,
36—
Porto.
.
Deposito
em Braga
—
pharmacia
dos
Ur-
fãos.
<1029
>
NADA
mais
delicado
do
que estas
especialidades
destinadas
a
conservar
os
dem
”
e
«««.nu
...
pe.tó»
es.ado
O
nome
do
doutor,
gr.ço»
â
su.
versai
reputação,
oíferece
uma
segurança
indiscutível.
Agua,
frasco
gr.
600
reis;
frasco-peq.
300.
i
*
4
bm
cniXíi
sr.
600
reis;
caixs
P^l
*
^OO
...
No
Porto
Ferreira
irmãa,
Banharia,
77 e
79-DeposUanos
da agencia
franco-hispano-portugueza.
ZX-í"
»
l
I
eS
íí°
p
“
ab
“S
rVa
(W-7
’
licas.
Consubações das
3
ás
5-Rue
Monthebor,
2/,
perlo
Tulherias,
Pans.
(4U..)
Antonio
José
Ribeiro,
Director
da
M
a
la-posta
entre
Braga
e
Vieira,
faz
sab
*
ao
publico
que
desde
o
dia
16
do
corre/
te
fica
a
dita
mala-posta
a
sahir
d
’
esl'
cidade
sem
hora
certa,
por
causa
da
e/
trega
das
malas
do correio.
Braga
15
d
’agosto
de
1878.
O
gerente
—
Alves
Pereira.
Visto
—
Penha.
(1034)
Mala-posta
do correio de Villa
Nova de Famalicão á
Povoa ‘
do
Varzim.
Muita
altenção
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
no
vo,
com
os n.
os
27
e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro V,
com
quintal ajardinado
todo
morado,
e
com
agua.
Tem
commo
dos
para
numerosa
familia,
e
dos
2.
andares
gosam-se
os
pontos
mais
impor
tantes
de
Braga.
Passa ao
pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu
pro
prietário
nos baixos
dos
mesmos
onde
po
dem ser vistas
todos
os
dias,
das 4
horas
da
tarde
por
diante.
(949-Q)
•
______ ____ __ ________
—
■
S
e»
M.
a>
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval-
los.
fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do
seu
emprego
M
ichel
,
pharnrv-
ceutico
em Aix (na
Provença) França. —
Preço
1,000
reis.—Em
Lisboa
o snr Barreto, Loreto, u
0
28—30. f25)
aã
«
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ífa
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ca
<5
|
r
UA
DE
S.
MAftGOS,
N.° 5
||
Vende
papeis
pinta
is
dos
para
guarnecer
sallas,
B
lindíssimos gostos,
a
prin-
fi
cipiar
em 80
reis
a
peça.
VENDA DE
CASAS
No largo
da Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas construídas
de novo,
juntas
ou
separadas; trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa que habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva, em
frente
ao con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siasiico
idoso.
Póde ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
Vende-se
uma
morada
de
casas
fíijÈ
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
iOs&k
6
a
6
A.
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na mesma
rua.
ca
sa
n.°7, contígua áquella.
(862)
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
£
Manoel
Joaquim d
’
O!iveira
&
Primo
annunciam
ao
publico
que
abrem
2
carrei’.
ras
diarias
nos
carros
do
correio
de
Fa-
malicão
á
Povoa
do
Varzim
no
dia 15
de
agosto
inclusivé,
a
passarem
bilhetes de
Iraga
em
direitura
á
Povoa
nos
comboyos
das
5
horas
e
22
m.
da
manhã
e 2,36
da
tarde,
e
da
Povoa
passam
bilhetes
para
os
comboyos
que
partem
para
esta
cidade
de
manhã
e
de
tarde.
Avisamos ao
pu
blico
que
quizer
utilisar-se
deste
bom
serviço
que
nós
promellemos
ser
feito
com
a
maxima regularidade.
Os bilhetes
vendem-
se
em
Braga
em
casa
de
Domingos
Alves
Pereira,
Praça,
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
1
e
na Povoa em
casa
de
José
da
Silva
Ferreira,
Largo
do
Pelourinho.
O
gerente
Alves
Pereira.
(1035)
DINHEIRO A
JURO
Até
á quantia
de 250:000
réis
dá-se
sobre
hypoleca
na
confraria
de
Santo
Amaro,
da
Sé
Primaz.
Trata-se,
com
o
secretario
da mesma,
padre
Francisco
Lobo,
na
rua
do
Poço.
d
’esta
cidade.
1014
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
Rua
Nova
de Souza
5
—
estabelecimento
de
mercearia,
e
objectos para
flores
e
de
es-
Vende cimento
corna- g
no
para
vedar
aguas,
ges-
,
so para
estuques
de
ca-
g,
sas,
tudo de primeira qua-
a
liJade.
S
PROMISSÓRIAS
do Banco Com
mercial
de Braga
Compram-se
em
casa
de
Valença,
Fi
lho
&
C.
a, á
Galeria,
Braga. (1022)
Com
pregagens
criplorio.
Vende
pregos
de arame
de todas
as
dimenções.
(843)
Arrenda-se
Uma casa
de dous
andares,
com mui
tos
commodos,
agoa,
bom
sotão
e grande
armazém,
tudo
com
limpeza,
na
rua das
Agoas,
n.
0
101.
Para
tractar
falla-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
56,
onde
está
a
chave
para
se
mostrar.
(1019)
Fabrica a vapor d< fundação de
ferro
e
metaes
S.
Joílo
—
Braga.
unica
na
província
do
toda
a
qualidade
de
Travessa
de
ALUGA-SE
a
loja
da casa n.°
33
da
rua
de
Souto
a
qual
tem
commodos.para
um
bom
estabelecimento.
Trata-se
na
rua
de
Jano
n.°
4.
(1028)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes Alves, na
rua
do
Cani
no.
d
’esla
cidade,
que
está
auclorisado
para este
fim.
(1006)
Quem pretende comprar?
Uma pipa
de
vinho
verde
muito
supe
rior.
Diz
se
no
escriptorio
da
administra
ção
*d
’
este
jornal
quem
a vende.
(2023)
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia, d
’
esla
cidade,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que está
custan
do
o fornecimento
de pannos
e
fios
para
o
curativo
de feridas no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
meste
acto
de
caridade
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
(1002)
_________ _____
ALUGAM-SE as casas
n.° 21,
no
Campo
Novo do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
a
58
—
Bua
do Carvalhal—
58
Fazem-se
chapéus
de palha,
seda
e
vel-
ludo,
para
senhora,
e
vestidos
á
moda.
Preços
rasoaveis.
Nesta
fabrica,
Minho,
fabnca-se
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma não se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder elevar
este
melhoramento
de industria
á altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o
tem
conseguido,
pois
que no seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de todos os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
consolas
para
lampeões,
prensas
para
copiadores,
fuzos
de
novo
syslema
para lagares,
ferros para
alfaiates
e
chapelleiros,
tapetes
e
venti
ladores
para soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas
as
grossuras. Tam-
i
bem concerta
todas as
obras
deste
gene
ro.—
Preços
do
Porto.
Braga,
Fundição
do
Minho.
O
Proprietário
—
Antonio
Germano
Ferrei-
rinha.
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
da
Boa-Vista.
(906)
LECCIONACAO
EM BRAGA NA RUA DO POÇO
N.°
15
Ensina-se
—
Escripluração
commercial
por
partidas
simples
e
dobradas,
segundo
o
methodo
de Deplanque.
Câmbios
de
dinheiros
entre
as
diffe-
rentes praças
commerciaes.
Também
se
leccionam,
candidatos ao
magistério
primário
em
todas
as
disciplinas
do seu programma.
se
TYFOGRSPHIâ
Vende-se
a
typographia
UNIÃO, que
compõe
de
prelo e
tinteiro
de
ferro,
20
caixas
com
typos
de
diflerentes
cor
pos
—
8,
10,
12,
18
e
outros,
alguns
em
muito
bom uso,
lettras
de
phantasia, vi
nhetas
e
alguns
emblemas,
finalmente
do
necessário
para
poder
funccionar.
Tracta-se
no
largo
de
Santo
Agosti
nho,
com
o
seu
dono,
e
alli
póde
ser
vista,
desde
as
9
da
manhã
ao
meio
dia,,
e
das
3
da
tarde
á
noite.
ARRENDA-SE
o 2.°
andar
da
casa
n.°
11
em
a
rua
das
agoas
d
’
esta
cidade.
Tra
ta-se
com
seu
dono
na
mesma.
(984)
Instrucção
Primaria
e Francez
Na
rua
Nova
de
Santa
Cruz,
n.°
9,
acha-se aberto
um
curso
de
Instrucção
Primaria
e
Francez,
que
é
regido pelo
ordinando
Antonio
Joaquim
de
Mesquita
Pimenlel,
e por
seu
pae, bacharel
formado
em
direito
pela
Universidade
de
Coimbra.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITAIU—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
