comerciominho_15061878_799.xml
- conteúdo
-
comiikkiiçi
.
ajl
,.
iíelmíiosa
e
xoticiosa
.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3 E.
6.°
ANNO
PHEÇO
DA
ÀSSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
....................................
850
40
20
10
PUBLICÁ-SE
ÃS
TERÇÃS,
QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso................................
N.
8 799
^^jjsvgtâsaceEasaii
BR4GA
S4BHA1ÍO 15 »E
JUNHO
1>E
1878
Solemnes
exequias a Pio IX., em
Louanda
Se
as
lagrimas,
orvalhando
um
tumu
lo,
erguido
entre sombras
de
pesado
lú
cio,
mostram
a
dôr
que
vae
no
coração
dos
que o
cercam, e
teslimunham
o
amor
senlidissimas
magnas,
o clero
do
arcy-
preslado
de
Barrozas,
arcebispado
de Bra
ga,
lendo,
durante
a
vida
do
Grande
Pio
|X,
dado solemnes
demonstraçães
de
fir
me
adhesão
e
dedicado
affeclo
áquelle
que
fóra
modesto
até á humildade,
caritativo
até
amar
os
inimigos,
clemente
até
per
doar as
injurias,
inquebrantável
até
pre
ferir
a
indigência
á
injustiça,
devia,
lam
bem,
manifestar
por
igual
o
quanttAen-
tia
a
morte
do chorado
Pontífice a quem
sempre
tributára
indelevel
veneração.
E
fêl-o.
Que
o
digam
as
pomposas
exequias
celebradas
na
egreja
de
Silvares, matriz
do
concelho
de
Lousada,
dia
26
e
27
de
maio,
O
que
havia
de
mais
rico
e
esplen
doroso
estava
alli,
para
que
as
demonstra
ções
de
sentimento
da
parte
dos
filhos
correspondessem
ás
augustas
qualidades
do
Pae
da
christandade.
Era
mageslosa
a
eça
onde
sobresahia
riquíssima
urna
de
talha
dourada,
tendo
o
retrato
de
Pio IX
ladeado
de jarras
de
cypreste,
servindo
de docel
um
formoso
baldaquino
sustentado
por
seis
columnas,
cujos
capiteis
eram
de primoroso
traba
lho
de
talha
dourada.
Dava-lhe
entrada
um
esplendido
portico
de
duas
columnas
por
cada
lado, cujas
cornijas
eram
encimadas
por
estatuas que
mostravam
as
insígnias
do
Pontificado,
Porta-machados
faziam
a
guarda
d
’hon-
ra
ao
cenotáfio.
O distincto
artista
do
Porto,
o snr.
Manoel
Vieira
Borges,
de
quem
era
toda
a
armação das
exequias,
esmerou-se
na
construcção do catafalco
e
no
adorno da
egreja,
aliando
em
tudo a
riqueza
e
o
bom
gosto.
O
templo
vestia
lodo
de
crepe;
e
das
paredes,
bem assim
das columnas
do bal-
daquino
e
do
portico,
pendiam,
distribuí
das,
por
ordem
chronologica,
33
quadras,
impressas, aureoladas
de
cypreste, que
eram a synlhese
do pontificado de
Pio
IX.
Esta
bella
producção
poética
é
do
snr.
Miguel
Baplista
da
Silva Freire, da
freguezia
de
Souzella,
habil
moço
que,
em
poucos
annos
de
sua
carreira
litteraria,
deu
provas
de
talento.
Por
falta
de
es
paço,
vão
ellas
publicadas
no
logar
do
fo
lhetim
d’
este numero.
Era
deslumbrante
a illuminação
do
mo
numento.
Nos
degraus do
mesmo,
na
base
das
columnas,
e
aos
pés da eça,
onde
se
viam
veladas
as
armas
de
Pio
IX.
em
camara
ardente,
para
cima
de
500
lumes
ardiam
em
castiçaes
e
serpen
tinas
de
prata. No
centro
da egreja,
e
suspensos
do
lecto,
allumiavam
dous
can
delabros fúnebres—
enormes
fogachos
des
pedindo
grossos
e
trémulos clarões.
Era
surprehendente
a orchestra
do
snr.
José
Cândido,
da
cidade do Porto,
no
desempenho
da
musica
dos
cilícios
fú
nebres.
No
dia
26,
em
que
se
cantou
Matinas
e
Laudes,
oito
responsorios eram
brilhante
composição
do snr.
José
Cân
dido,
sendo
o
nono
do
maestro
Velasco.
No
dia
27,
o
Requiem
e
Sequenlia
da
missa
eram
esmerado
trabalho
do snr.
Jo
sé
Cândido; o Offertorio,
Sanctus,
Benedi-
ctus
e
Agnus
Dei
composição do
famigera
do
maestro
Francisco
Pinto,
natural
de
Lisboa,
e
que
nos
deixou
obras
de
raro
merecimento.
Nas
absolvições, o
Subveni-
le
era
mimosa
producção
do
snr. José
Cândido;
o
Qui
Lazarum
e
as duas
se
guintes
do
maestro Marlini;
e
o
Libera
me do snr. Antonio da Silva.
Todos
os
artistas
d
’
esta
capella
executaram
inexce-
divelmenle
as
musicas,
sendo
dignos
de
honrosissima
menção
—
na
orchestra
os
snrs.
Albano
Landeau
e
doutor
Medeiros;
—nas vozes
a
snr.®
Segri
Msriotli,
e
os
snrs.
Ramos
e
Antonio
da Silva, auctor
do
Libera
me.
O
Requiem
e
a
Sequenlia,
assim
como
o
Libera
me, que
vivamente
impressionaram o
auditorio,
foram
exe
cutados
pela
vez
primeira,
e
quasi
ex-
pressamenle
escriptos
para
esta
solemni-
dade.
São
realmente
merecidos,
e
nunca
assaz
elogiados os indisputáveis
créditos
de
que
gosa
a
capella
do
snr.
José
Cin
dido,
que
n
’
esta
ceremonia fúnebre
real
çara,
até
mais
não,
o
aclo
religioso
com
escolhidas
musicas
e
optimo desempenho.
Era
imponente,
pelo numero
e
distinc-
ção, o
concurso dos
assistentes. Clero,
no
dia
26,
superior
a
60, e no
dia
27
a
100;
todas
as
auctoridades judiciaes
e
ad
ministrativas
da
comarca, a camara
munici
pal,
que,
para
abrilhantar
as
exequias,
oíTere-
cêra
uma
guarda
de honra
de
grande
unifor
me,
composta
de
30
praças,
um
alferes
e
porta-machados,
commandada
pelo ca
pitão o
snr.
Leiva,
e,
depois,
o
que
ha
via
de
mais escolhido
pela
nobreza
e
po
sição
,
tanto
em
senhoras
como
em
cavalheiros,
apresentando-se fardados
os
exm.°
s
snrs.
visconde
d’
Alenlem,
presi
dente
da
camara,
dr.
João
Manoel Pache
co
Teixeira
Rebello,
vice-presidente
da
camara
e
Miguel Vaz
Guedes
Bacellar,
ca
pitão
do
exercito
do
ultramar
e
hoje
te
nente
do
exercito
do
reino,
tudo
se
acha
va alli
para
associar-se
a
tão
grandioso
lestimunho
de
homemagem
prestado,
a
expensas
suas,
pelo
clero,
ás
virtudes
he
roicas
do
bondoso
e
magnanimo
Pio
Correra
edificante
o
acto
religioso
no
tocante
ás
ceremonias
liturgicas.
Oiliciára
na
vespera,
e
não
no
dia por ter
de
pré-
gar,
o
rev.m®
arcypreste
de Barrosas Jo
sé
Ferreira
Marnôco e
Sousa,
presidente
da
commissão
das
exequias,
e
acolytaram
os
revd.
os
frei
Francisco
d’
Ave Maria
Queiroz,
abbade
que
foi
de
Mesão-frio
e
o
bacharel
Porfirio
Coelho
de
Sousa
Leal,
todos
tres
companheiros
na peregrinação
porlugueza
que
fóra
a
Roma
anno
pas
sado.
No
dia
27
foi
celebrante
o reyd.°
Paulino
José
da
Costa
Magalhães,
reitor
de
Silvares,
e
acolytaram
os
mesmos da
vespera.
Foram
absolventes
ao tumulo,
além
do celebrante,
os
revd.os
abbades
de
Luslosa,
Idaes,
Villa-fria
e
Meinedo
do
bispado
do
Porto.
Este
foi
assim esco
lhido
para
representar
o clero
d
’esla
dio
cese
que
alli
se
achava.
Ceremoniou
o
revd.
0
Antonio
Teixeira
Pinto,
abbade
da
Borba
da Lixa.
Brilhante
de
imagens,
correcto
e
ele
gante
na
fórraa, vigoroso na argumenta
ção,
judicioso
nos
conceitos,
expressivo
e
insinuante na
exposição
foi
o
revm.
0 ab
bade
de
Sousella,
arcypreste
de
Barrosas,
José
Ferreira
Marnôco
e
Sousa,
na
ora
ção
fúnebre
que recitára.
O
orador
esbo
çou
em traços
rápidos
o
quadro
da mor
te
na
tela
da
vida;
porque
a
vida
que
não
tem
a
vida
do
amor
não
é
viver,
é
morrer
sempre;
e,
avultando
depois o
re
trato
da vida, esplendendo formosíssima
nas
trevas
da
morte,
erguendo
um
tu
mulo
como
se fóra
uni
throno,
porque
vem ahi
a
fidelidade d’
amigos,
a
honra
dos
inimiggos
e
a
homenagem
do
mundo
inteiro,
o
orador
assentou
os
triunfos
(fes
ta
vida
no
concilio
ecumenico
da
huma
nidade,
e
não viu a
morte
senão
como
uma
glorificação,
porque
morrer
assim é
viver,
e
viver
assim é reinar.
Fôra
d
’este
modo
a
morte
do
grande
Pio
IX,
repousando
nos braços
de
Ma
ria
Immaculada
quando
o
sino do
Vati
cano
entoava
o
cântico
da
saudação
an
gélica
e
desferia
logo
o
suspiro
d
’
amar-
gura
pela
morte
do
Pontífice,
unindo
em
todos
os
corações
dous
liymnos,
como
se
o
primeiro
fosse
em
sua
gloria
o
pre
nuncio
da
gloria
do
segundo.
N
’
esla
morte
que
era
a
glorificação
da
vida,
seu
triunfo
e
sua
corôa, depunha
o
orador
uma
inscripção,
um
nome,
que o
propheta
Baruch
traçára
na
mais
perfei
ta
exaclidão,
e
que
foi
o
seu
texto,
o seu
thema,
o seu pensamento, a
corôa
de
perpetuas
que
vinha
depor
sobre
o
cora
ção
do
Pontífice,
o
monumento
de
gloria
que
erguia
á sua
vida
sobre
a
sua
mor
te:
Numinabitur..
tibi
nomen
luum
a Deo
in
sempiternum:
Pax jusliliae
et
honor
pielatis;
—
o nome
que
por
Deus
te
será
posto
para
sempre,
virá
a ser: Paz
da
justiça
e
honra
da
piedade.
Depois
disse:
o
dia
d
’
ámanhã
é
de Deus,
o
dia
d
’
hoje
pertence
ao homem, o
dia
d
’
hontem
es
tá
na
historia;
vamos lêr esta pagina
de
hontem
com
a
independencia do historia
dor, com
a
serenidade
da
razão,
sem
re
volver
as
cinzas
dos
mortos,
nem
oílen-
der
o
coração
dos
vivos.
N
’
essa pagina,
alli,
só
lia
um
nome—
Pio IX,
e
em
fa
ce
de
Pio IX
a
sua
epoca,
o
seu
tempo
e
o
seu
século: as
tendências
d’este,
os
aclos
d
’aquelle
e
as
obras
d
’ambos,
eis
ahi
o
seu
assumpto
Procurou,
em
seguida,
na
circumstan-
cia
da
hora
da
morte
a
revelação
de
seus
destinos,
um
sol
de
verdade
que
só se
FOLHETIM
Que
foram
collocados
no
catafalco
e
ao
lon
go
das
paredes
na
Egreja
de
Silvares,
matriz
de Louzada,
por
occasião
das
exequias
alli
celebradas, pelo
clero,
a
Pio
IX
o
Grande,
nos
dias
26
e
21
de
maio
de 1878.
1846
Louvor
a
Deus
!
Subiu
Mastai
ao
solio
!
0
mundo
de
alegria
um
brado
ergueu
!
E
das
prisões,
que
Pio
abriu
magnanimo,
D
’amor
um
canto
férvido
nasceu
!
1847
Tem
lome
a
Irlanda
!
No paiz dos
santos
Ouvem-se
prantos
e
gemidos
só
!
Preces
a
Deus
o
bom
Pastor
ordena,
—
Um
povo
pena,—tende,
ó Christo,
dó
I
1848
«Não
posso»
!
brada
Pio
á
turba
insana,
Que
á sedição, á
guerra
o
mal
conduz;
E
ao
cântico
de amor,
ao
ledo «hosanna»
Succede
o
«tolle»!
e
do
desterro
a
cruz
!
184»
Roma !
Roma
!
Que
crimes
eque
horrores
!
Teu
Justo
esqueces,
barbara
Salem?
Mas
em
Gaeta,
elle,
entre
pranto
e dores,
Por
ti,
como
Jesus, ora
também
!
1850
Contra
a
revolta
uma
nação
peleja;
Triumpha
a Egreja,
alegre
a
paz
sorriu !
Lá
volta
Pio,
entre
orações
e
cantos,
Que
Deus
os
prantos
do Proscripto
ouviu
!
1851
O
mundo
agita-se;
arder
vai
a guerra,
—Incêndio
enorme,
universal,
voraz
I
Annunciando
um
jubileu
á terra,
eOrae—
diz
Pio—
orae
ao
Deus
da
paz!
1859
Nascem,
augmentam,
revigoram
férvidas,
As
adhesões
a
Pedro,
a crença,
a
fé
I
E,
contra
o
inferno
unida,
a
grei
catholica,
Em
torno agrupa-se
de
Roma
á Sé
!
185»
Hollanda,
que
deixaste a
fé
outr
’
ora,
A tréva
calvinista
já
findou?
Não
!
Mas
a despontar
vê
Pio
a
aurora;
—
De
novo
a
Jerarchia
em ti creou.
1854
«Maria
foi
sem
mancha
concebida»
Ao
mundo
Pio
Nono
proclamou;
E
essa
voz,
por
mil
vozes
repelida,
Fé
mais
viva
na
terra
despertou
!
1855
Novo
convénio
co
’o
romano
Exarcha
D
’Anslria
o
monarcha
celebrou então;
Em
bens
fecundo para
a
fé
catholica
Lá
(la
Apostólica
fiel
nação
!
1856
De
Pio
Nono
o
coração
magnanimo
Vem
novos
golpes,
nova
dôr
ferir;
Que
lá
no
Sena
no
congresso
tema-se
Dolozo
trama
contra
a
Egreja
urdir.
1857
A
’
Immaculada
um monumento esplendido
Pio
na
eterna
capital sagrou;
A
recordar
a
fulgurante
pérola
Com
que
elle a c
’
rôa
virginal
ornou
!
1858
Pio
á
viação
dá
um
impulso
energico,
E
cria
escholas.
e
a instrucção
derrama;
E
contra
a
Egreja,
e
a
Santa
Sé
retrograda,
A turba
incrédula
acintosa
clama
!
185»
Em
Bolonha, d
’
extranhos
excitada,
Contra
Roma
ílammeja
a
sedição;
Pio
Nono
protesta,
clama,
brada,
E
da
Europa
o
soccorro
implora
em
vão
!
1860
A
’
guerra
!
á
guerra
!
heroes,
em
prol
da
Egreja
!
Sois poucos?
o
temor
não
conheceis!
D
’
um
contra
dez
que
homérica
peleja
!
Embora!
Só
morrendo
é
que
cedeis
!
1861
Na
Italia, aos
Bispos,
aos
fieis,
á Egreja,
Feroz
braveja,
recrudesce
a
guerra
!
O’
Pio
!
O
cálice
das
tuas
dôres
Cruéis
travores,
negro
fel encerra
!
esconde
nas
sombras
da
morte,
um
mar-
tyr
que
só
caiu,
quando caiu
a
noite
so
bre
a
sua
vida, e
um
justo
que
só re
pousou,
quando
íindou
o
dia
do seu
li
dar
no
campo
do
pae
de
familia.
Estré
nuo
defensor
da justiça
nos
direitos
da
verdade,
que
sempre
esplendera
formosís
sima
durante
os
dias do
seu
pontificado,
no
heroísmo
da fortaleza chrislã,
havia
co
mo
recompensa
a paz
da
justiça;
justo,
que
enlhesourára
em
si
todas
as
virtu
des,
ganhou
a
honra da
piedade. O
ra-
ciotialisiro,
a
grande
herança
do
século
passado,
e
a
grande
heresia
do
século
pre
sente;
o
socialismo,
sob
todas as
fôrmas,
o perigo
imminenle
de
nossos
dias;
o
materialismo,
aspiração suprema
de
nos
sa
epoca,
ebria
de
deleites
e
avida
de
go-
so,
tal
foi
o
quadro
das
tendências
do
século
em
face
da
missão
e
destinos
glo
riosos
de
Pio
IX.
o
grande.
A
prova
foi
convincente,
viva
e
penetrante;
os qua
dros,
um
em
frente
do
outro,
eram
exa-
cios
de
virdade.
Terminou
com
o
magno
pensamento
com
que
principiara,
para
fraseando-o
nos
efíluvios
do
amor
que
vence
a
<n< rte:
«Por
fim
fugiu-nos
para
Deus,
deixando-nos
uma
bênção
como
um
beijo de
ternuras,
e em nossa alma e
em
nosso
coração
a
sua
imagem
formosíssi
ma
como
d
’
antes.
lembrada
como
sem
pre,
e
amada
como
nunca!»
Se
a
memó
ria
po
lesse
fielmente
reproduzir
todo
o
tecido
da
oração
que
ouvimos,
e
de
que
imos
fallando,
deixaríamos,
ao
exaral-o
aqui,
o
condigno
elogio
qne
um
traba
lho
de
tão
aquilatado
merecimento
de
si
vai.
Ainda
bem
que
os
rogos
de
lanlis-
simas
pessoas
illustradas
e amigas
ven
ceram
a
mvdefetía
do orador,
que
vae
pu
blicar
o
seu
brilhantíssimo
discurso.
E
como
toda
a
apreciação,
embora
devida,
mas
anlicipada,
fica
muito
áquem
do
va
limento
da
obra,
limitamo
nos
a
dizer
que
este
discurso
tem
elevação
de
vistas,
ras
gos
de
eloquência,
unidade
de
doutrina,
profundidade
de
ideias
que
lembram
a
to
dos
os
instantes
as
orações
fúnebres
da
immortal
aguia
de Mós.
Leiam-n
’
o,
quan
do
publicado,
e
desmintam-nos.
Levar-nos-hia
longe
uma
descripção
minuciosa
de
todo o
apparato local
e
pes
soal
que
revisti.
:>
aquelle
acto
religioso;
na
impossibilidade
porém,
attento
o
pou
co espaço
de
que
podemos
dispor,
e
so
bretudo
porque
sabemos
que
a
commissão
virá
á
imprensa
relatar
circumstanciada-
menle
toda a
solemnidade,
poremos
ponto
a
esta
breve noticia,
confessando
que
o
clero
do
arcyprtslado
de
Barrosas
houve-
se
n
esta
manifestação
calholica
d
’
um
mo
do
digno dos
maiores
encomios.
O
seu
zêlo,
dedicação
e
correspondência
gene
rosa
ao
convite
do
seu
não
menos
zeloso
e
dedicadíssimo,
como
talentoso
arcypres-
te, é
de
todos
reconhecido
e
por
lodos
louvado, grangeando
assim
a
sympalhia
e
estima
d
’
auctoridades,
cavalheiros
e
de
mais
fieis.
Honra ao
clero
d
’
aquelle
arcy-
preslado, que não
tem
uma
só
vez
des
mentido
a
nobre
missão
de
manifestar
condignamente
a
sua
veneração
ás
dou
trinas catholicas de
que
fóra
oráculo
in-
fallivei,
propugnador
incançavel,
o
immor
tal
Pio
IX.
Santo
Antonio (1)
Quem
ha,
ahi,
que se
não
recorde
com
saudade
da
terra que
lhe
deu o ber
ço
e
que
provavelmente
lhe
dará
a
se
pultura?
Terra
em
que
pela
vez primeira
sentimos
o
coração
palpitar
d
’
alegria ao
sentirmos
os primeiros
impulsos
d
’
amor,
em
que
pequenos
corríamos
pelos
prados
e de
singelas
boninas tecíamos
uma
gri
nalda,
que
d
’
essa
mulher,
angélica, en-
lançaramos
á
fronte, se
a
nossa debil
mão.
que
a
custo
vergara a
tenra
haste
da
mimosa
florinha,
se
a
nossa
mão
não tre
messe
pôr
em
desalinho
essa
trança
com
que folgávamos de brincar,
quando
can-
çados
de
correr
achavamos descanço em
seu
regaço
maternal,
terra
finalmente,
em
que
balbuciámos
a
primeira prece
infan
til, quando
nossa
mãe
nos ensinou
a
le
vantar as
mãosinhas
para
o
ceo
e a
orar
ao grande
Jehovat:
Quem,
quem
poderá
esquecer
a
terra abençoada
em
que
uma
pobre
lousa
tapa
os
ossos
d’
algum
ser
que
nos
foi
caro
durante
a
vida?
Patria
e
Deus,
—
eis os
dois
nomes
pelos
quaes
Antonio
Santo
se
prende
aos filhos de
Portugal.
Pelo
Deus
que
sagrou
a
coroa
do
heróe
d’Ounque,
pelo
Deus
a
quem
serviste,
pelo
Deus por
quem
morres
te, és nosso,
porque
o
teu
Deus
é
o
nos
so;
e
pela
toa patria,
porque
portuguez
nasceste
e
portuguezes
somos
nós
tam
bém.
Anlonio
é
a
flôr
mais
mimosa
d
’
este
bello
jardim
de Portugal.
Antonio
é
filho
da
arte.
Cora o
seu
abandono
das
ri
quezas,
comprava
bem
caro
o
sofiri-
mento.
Nas
horas
da
magna
-foliava
Deus
ao
seu
filho
predilecto,
e
Antonio
ganhiva
a
gloria,
conquistando
o
martyrio.
Exultae,
artistas,
porque
a
coroa
dos
tormentos
passageiros
da
vida é
a
pro-
pheliza
dos
bens
eternos,
porque
dentre
os
trabalhos
do
mundo
é
que
hão
de
re-
surgir
um
dia,
as
venturas d
’
alem
da
campa.
Ao diadema
que
cinge
a
fronte
dos filhos
da
arte,
hão
de
ceder-lhe
o
passo
as
corôas
dos
potentados
do
mun
do,
porque
a corôa
dos
que
padecetn
é
eguai
á
corôa
dos
marlyres
que
Deus
co
roou.
Exultae
porque
Antonio
é
o
vosso
santo.
E’
vosso
como
filho
do
mesmo
Deus.
E
’
vosso
como
filho
da mesma
patria.
O
mundo
foi
glorioso
para
Antonio,
porque
nasceu
n
’um
século
em
que
Portugal
co
meçava
a
estender
os
seus
vastos
do
mínios,
e
a
plantar
a
cruz
de
Christo
em
substituição
das
meias
luas
musulma-
nas.
D
’
um
lado
Affonso Henriques enrama
a
espada
de
Conquistador,
ceifando
corôas
ao
vento
destemido
das
batalhas:
e
as
Chagas
de
Christo,
que
reílectiram
na
ban
deira
portugueza,
são
como
raio
desespe
rado
de
contrários, como
aríete
furioso
d
'inimigos.
Era
o
século
da
gloria.
Do
outro
lado
a
luz
da verdadeira
crença
agiganta-se,
encorpora-se,
e
a
cruz
(1)
Ao
tempo
em que
recebemos
es
te
artigo,
já
elle
não
podia
ser
publica
do
em
o
n.°
antecedente,
porisso
o
da
mos
hoje.
é o leme
atravez
das
ondas
dos
povos
e
dos
reis.
Essas
crenças
scintillarem
mais
res
plandecentes
ainda
nas mãos d
’
uma
hu
mildade
creança
chamada
Eernando
(nome
de baptismo
de
Santo
Antonio).
Era
o
século
da
fé.
Nascida,
no
fastígio
da
grandeza,
foi
nos
braços
austeros
da
pobreza,
qne
sorriu
de
felicidade
pelas venturas celestias
que
an
tevia
já
na
terra.
Despido
Fernando
dos
vãos
ornamen
tos
do
mundo,
calcando
aos
pés
as vai
dades,
porque
se
tem
gravado
nas
espa
das
a
morte
dos
impérios,
ante o
altar
do Deus
Menino
pronunciou o
santo
voto
da
virgindade.
Contando
apenas
15 annos
eil
o
dei
xando
saudoso,
e
entre
lagrimas,
a
com
panhia
de
seus
paes
e
o
templo
que
lhe
fora
escola,
para
ir
viver
com
os
conegos
regrantes
de
S.
Vicente
de
Fóra.
A
vida
d
’
essa
caza
religiosa
era
orar
e
estudar.
Queria
Fernando
orar e
des
envolver
a
sua
viva
intelligencia,
mas
ain
da
alli,
vinham
os
parentes
e
amigos,
a
quererem
embriagal-o
com
o
veneno
trai
çoeiro
da
lisonja.
Foge-lhe
mais,
vae
para
Santa
Cruz
de
Coimbra.
Mas
ainda
não
são
passados
muitos
dias,
depois da
sua entrada tfaquella
caza
religiosa,
quando
accorda
um
dia
e
fica
espantado
do
que
ouvia.
De
todas
as tor
res
de
Coimbra,
mil
bronzes
enviavam
ao
longe
os
sons
mais
alegres,
e multi
dões,
enchendo
pressurosas
as
ruas e as
praças,
levantavam exclamações
do maior
jubilo.
Coimbra
recebia
as
relíquias
dos
Marlyres
de
Marrocos.
Estes
tinham
dado
a
vida
pelo
seu
Deus
como
maxima
prova
do
seu
amor.
Fernando
que
não
tinha
menos
amor, lam
bem
quer
morrer
martyr,
também
quer
par
tir
para
Marrocos.
Eil-o
a
caminho
d’Africa
onde
Deus
o
não
deixou
aportar,
porque
destinava
aquelia
grande
alma a destinos
mais
altos,
á
evangelisação
da
sua
divina
palavra.
Assim,
aporta
á Sicilia
e
alli
faz
ouvir
a
sua
eloquentíssima
palavra, d
’
aqui
passa
a
Bolonha,
a Padna
e a
outros
muitos
lu
gares,
onde
tudo
corre
a
ouvir
o
grande
missionário,
forte
e
tremendo
para
fusti
gar
o
vicio,
brando
e
amavel
para
persuadir
ao
arrependimento.
Era
Padna,
por
fim
estabeleceu
Anto
nio
a
sua
definitiva
morada.
O
eremiterio
de
Arcella
foi
o
ultimo
azilo
da
sua
tão
curta
vida,
tão
cheia
de
mortificações.
Quantas
vezes não iria
Antonio
Santo,
assentar-se
triste
e
solitário
sobre
os vi
sos
da
rocha
nos
formosos
alcantis
d
’Ar-
cella
com
o
pensamento
em
Deus,
e
os
raios
da
lua
e
a
briza
da
nome
lhe
não
trariam
ainda
as
vozes
falsarias
do
mundo.
Oh
!
quantas
vezes,
por
entre
os
co
pados
arvoredos, escutando
o murmtirio
do
regalo segredando
queixumes
aos
sei-
xinhos,
que
corria
mansamente pelos
ro
chedos
da
formoza
Padna,
não
iam
sus
surrar-lhe
ao
ouvido
os
sons
suavíssimos
das
harpas
portuguezas.
Quantas
vezes
não
foram
as
saudades
da
terra
que
lhe
deu o
berço,
e
dos
paes
que tanto
amára,
martyrisar
aquelia
alnaj
tão
pura
como
o
lyrio do valle
!
Soffria,
chorava,
e
morreu
de
saudade
aquelia grande
alma.
Amortalhou
na
desdita
um
saudoso
adeus
para
seus irmãos.
Mas
o
que
importava a
Antonio
o
ruid0
das
turbas
das cidades, o
amor
dos
pj.
rentes,
e
a
lembrança
saudosa
da
sua
tão
querida
Lisboa, se
elle
só
vivia
para
Deus,
e
impassivel
como
um
cedro
do
Líba
no,
nunca
soube
ir
ajoelhar
a
sua
alma
no
lodaçal
das
couzas
mundanas,
e
pren-
dendo
na
terra
uni
elo
da
corrente
da
sua
vida,
foi
prender
o
outro
ás
mãos
su
blimes
do
Creador
do
mundo.
Chegou finalraente
o
dia em
que
os
anj
>s,
seus
irmãos,
não
podendo
estar
mais
tempo
sem
a
sua
companhia
saudaram
nas
espheras
celestes
com
suavíssimos
cânti
cos a
entrada
da
alma
d
’
Antonio,
que
se
desprendera
do
involucro
material,
para
ir
gozar
alli
o
prémio
de
suas virtudes.
Porem
Antonio
não
morreu,
vive
ainda,
e
viverá
eternamenle.
A
sua
lembrança
está
viva
na
imaginação
de
todos.
0
seu nome
é tão
cheio
de
magos
encantos,
que
basta
pronuncial-o,
para o
que
soffre
sentir
logo desapparecer
os
seus
soffrimentos.
Para
solemnisarem
o
dia
do
maior
santo
portuguez
levantam-se
vozes
d
’
ale-
gria
por
toda
a
parte,
desde
a humilde
choupana
do
pobre
até
ao
mais sumptuoso
palacio
do
rico
Quem
ha
que
não tenha
assistido
a
esses folguedos
e
divertimentos
como
é
fes
tejada a sua
noite
e
o
seu
dia.
Noite de
12
de
junho!
Noite
de
religiosa harmonia
e
suave
regosijo,
festejada
no
campo
e
na
cidade,
no palacio
e
na
choça,
por
velhos
e
por
man^bos, noile
de
folias
em
que a don-
zella
*
sestendo
a
custo
a
agua
preza pelos
lábios, aguarda
silenciosa
ouvir
o
nome
do
que
hade
ser
seu
esposo,
ou
quei
mando
a
espinhosa alcachofra
anhela,
que
alvoreça
a
manhã
para
conhecer
pelo
seccar
ou
florir
d
’
uma
flôr,
se
a
Deus
apraz
ou
não
conceder-lhe
para
noivo
o
eleito
do
seu coração.
Noite de
santa
li
berdade
em
que
os
moços
galhofeiros
fóra
das suas
ponzadas e ao
som
de
cantares
alegres,
saltam
a
fogueira,
que debalde
alteia
as
chammas
para
os contrariar,
ou
tornando
a
praça
publica
em
salão
de
soirée
fazem resoar
musica
singela,
dan
ças
populares e
engraçadas
lôas,
(inalmente
noite
feliz
em
que
tudo
á
porfia
festeja
Anlonio,
a
ave
com
seu
canto
mais
har
monioso,
os
prados
com
as
flôres
mais
mimosas,
a
briza
com
o
seu
mais
bello
sussurrar,
o
povo
com o
seu
mais
poé
tico
cantar,
e
a
Egreja
com
as
suas
mais
surprehondentes
galas.
Exulta
pois,
ó
Portugal, despe
n
’
este
dia
os
negros
crepes
em
que
ha
tanto
tempo
andas
envolvido,
e
traja-te
de
galla
e
louçania,
porque o dia
13
de junho,
é
o
anniversario
mais
glorioso
de
todos
que
existem
na tua e
minha
heroica historia.
Alegra-te,
minha
pobre
e
desolada
patria,
porque
Antonio
é
digno
das
tuas
ale
grias.
No
meio
de
tanta
alegria
como
te
po
deria
eu esquecer,
oh
grande
Thaumaturgo
Portuguez.
isee
Em
Roma
ha
festa!
Do Japão
os
marlyres
Pio na lista collocou
dos
santos;
Novos
patronos temos
nós
no
Empyreo,
Entre
as
agruras
deste
vai
’
de
prantos.
1863
Geme
a
Polonia
escrava
!
O
povo
afllicto
De
dôr
um
grito
levantou
ao
céo
'
E
em
prol dos
crentes,
que
um lyranno
oppriíne,
A
voz
sublime
Pio
Nono
ergueu
!
1864
Publica
o
grande
Pio
ao
mundo
Syllabus
!
De
novo o
êrro
fulminou
então
!
Do
inal
a hydra
cae,
raivosa
estorce-se,
E
contra
Roma
brame,
ruge
em
vão!
18® 5
Contra
os
irmãos
de
associações
secretas.
Que
o mal
nas
trevas
contra
Deus
creou,
£io
do
análhema
dardeja
as
settãs,
Renova
o
raio
que
Leão
vibrou
!
«Roma
Ou
a
morte»
! furibundo, indomito,
Lá
brada, ruge
o
demagógo
atheu
!
Abandonado,
mas
tranquillo, plácido,
Confia
o
Justo,
sem
temor,
no
céo
!
1S6»
Bispos
!
correi
de
Pedro
ao
centenário
!
A
’
festa
ctllossal
da
fé,
do
amor!
Que
pompas
no
gigante
sanctuario !
Que
fausto
!
que
grandeza !
que
esplendor!
1868
Do
erro
pérfido
entre
a
sombra
densa,
Da
fé,
da crença
vai a
luz
brilhar
!
Pio um
Concilio
—
inspiração
superna
!
Na
Séde
Eterna
lá
mandou
junctar.
1869
Debalde
o
inferno
tráma,
grita
rábido
!
0
Episcopado
a
voz
de
Roma
ouviu
!
E o Grande
Ancião,
nacollossal
Basílica,
Da
fé
o santo
Areopago
abriu
!
189»
Lá
proclama
o
concilio
ao
mundo
inteiro
Infallivel
de
Pedro
o
successor!
Depois...
a
«cruz da
cruz»
o
captiveiro,
A
usurpação, as
lagrimas,
a
dôr
!
1891
Que
accordo
em
Roma
de harmonias
soa:
—
Da
Europa,
d
’Asia,
d
’
aléii)-mar
surgiu
?
E’
hymno
immenso
que
o
universo entoa,
—Que
Pio
os
annos de
S.
Pedro
viu !
189
«
Claustros,
da
fé,
da
paz, moradas placidas,
Confiscar
vossos bens,
em
Roma,
vão
!
Debalde
a
voz
de
Pio clama
energica,
Que
elles
da
Egreja,
elles
do
mundo
são !
1
*
893
Arrosta
o
clero d'Allemanha,
intrépido,
Guerra
feroz,
tribulações
cruéis
!
0
Papa
anima
do
dever
os
martyres,
Condemna
impávido
as
iníquas
leis
!
18 9 4
Lá
em
Vienna
as concordatas
rasgam-se;
Rebenta
a
guerra
á
Egreja
em
Santa
Cruz!
Pio
consola,
exhorta,
clama
energico,
E
a
Eterna
Barca
entre
os
parceis
conduz.
1895
Contra essa
seita,
que d’
um
credo
novo
No
solo
Helvetico o pendão
alçou,
Pio
exhortando
á
obediência o
povo,
Da
Egreja as
seitas outra
vez
vibrou.
1896
D
’
amor,
em
Lourdes,
testemunho
ingente
0
mundo crente
a
Pio
Nono deu;
Sagra-se
o
templo
que
ifagresle
altura
A’
Virgem
Pura
a
piedade
ergueu.
1899
A
Roma
!
A
Roma
!
Aos
pés
do
Prisioneiro!
Celebra
as
bodas
de
ouro
o
Bispo
Ancião!
Que
ardente testemunho
o
mundo
inteiro
D
’
amor,
de
crença
e fé
lhe
dá
então?
1898
Depois
da lucta...
a paz... a
eternidade!
Pio
Nono,
abençoando
a
humanidade,
A
grande
alma
txhalou
!
E
na
Europa
e no
mundo
consternado,
De
dôr
unanime
um
immenso
brado
Funéreo
resoou
!
•
Miguel Baplisla
da
Silva
Freire.
Porque
te
amo
eo tanto,
oh
grande
Antonio?
E’
porque
os meus olhosabrindo-
se
á
luz
do mundo, viram
as
mesmas
bellezas
que
tu viste, porque nas primei
ras preces
que
sahiram
de
meus
lábios
foi o
teu
nome
um
dos
primeiros,
depois
(j
e Jesus
e
Maria,
que elles
.
pro
nunciaram,
porque
o
ar
benifico
de
tuas
virtudes
foi
o
primeiro
alimento da
mi
nha
vida
e
finahnente
porque
as
tuas
fes-
tas
foram
os
primeiros brinquedos da
minha
infancia.
Amo-te,
oh Antonio,
porque
na
mes
ma
patria
que
te
deu
o
ser,
cresceu
o
meu
corpo,
e
ainda
mais
cresceu
a
mi
nha
alma,
porque
nas
suas escolas
apren
di
a
pronunciar
o
teu
santo
nome,
e
porque
alflm
me ufano
de
ser
teu
patri-
■cio.
A
li,
pois,
o
meu
coração
para
te
amar,
e
a
minha
humilde
penna
para
te
exaltar,
quanto
possível
fôr
em
minha
fraquíssima
e
pobre
intelligencia!
Lisboa
9
de
junho de
1878.
J.
M.
R.
Valente.
Asswcinçno Catltolicn. —
Ahnanhã,
16:
São
convocados
todos
os
snrs.
asso
ciados
e
associadas
para
assistirem
á
so
lemne
abertura
do
gabinete
de
leitura,
e
ouvirem
o
respectivo
regulamento
que
confere
novas
prerogativas
aos socios.
Pelas
8
horas
haverá
na
egreja
do
Populo
a
solemnidade
da
primeira
commu-
nbão
das
creanças
e
distribuição
dos
pré
mios
no
fim
da
mesma,
ás
que
frequen
taram
a Catechese
com
mais aproveita
mento.
Haverá
discurso
do
ex.mo
snr.
presi
dente
e
pratica
do
director
espiritual.
Ha
também
quarteto
musical
nesta
noite.
Dia
29
de
junho.
—
In
fulgência
plenaria
para
todos
os
associados
que
confessados,
commungarem
e
visitarem
a
egreja
do
Carmo,
rogando
a
Deus
conforme
as
in
tenções
da
Egreja.
Eleição
(!» fíeza do EBom Je-
«na do .TEoníe.—
Tem
de
proceder-se
átnanhã, em
conformidade
dos Estatutos,
á
eleição
da
Meza
que
deve
administrar
aquelle
sanctuario
no
anno
de
1878-1879.
JFestr» dts
SS.
Trindade.—
Tendo
precedido
novena,
festejr-se
ámanhã
com
grande
pampa,
no
magestoso templo
do
Populo,
a
SS.
Trindade,
havendo
missa
solemne
a
instrumental,
e sermão
prégado
pelo
snr.
conego
dr.
Figueiredo,
orador
notabilíssimo.
Penha.—
Aos
domingos
teem
ido
can
tar
á
Penha,
na
festa
do
Mez Eucharisti-
co,
as
asyladas
de D. Pedro
V.
Cantam
admiravelmente.
Santo
—
Foi
muito festeja
do
nesta
cidade
o
nosso
milagroso
Sinto
Antonio.
Em
qua-i
todas
as
ruas houve
festejos
em
innumeras
capeilmhas
improvisadas,
e
as
fogueiras, e
os
busca-pés
e
girasoes,
etc.,
queimados
pelo
rapazio
na
vesp ra
conservaram
cabalmente
as
ruidosas
tra-
dicções
da
noite
de Santo
Antonio.
Na
sua
capella
da
Praça
municipal
fez-se
a
festividade
com
a
deeencia
cos
tumada.
Orou
o
revd.
0 snr.
Luiz
Gomes
• da
Silva
Nos
claustros
da
Sé,
houve
Exposição
do
SS
,
rio
afiar
do
Santo, e sermão
pré
gado pelo
revd.m°
snr. conego
Figueiredo,
sendo
esta
festividade
feita
a
expensas
principalmente
do
snr.
Antonio
F.
Lopes.
■Imitar.—
Os membros
da
commissão
administradora
do
sanctuario
do
Bom
Je
sus
do
Monte,
oífereceram
ante-hontem
fio
local
d’aquelle
sanctuario
um opiparo
jantar
ao
seu
digno
presidente,
em
testi-
fflunho
de
gratidão
para
com
este
cava
leiro,
que
tizera
toda
a
deipeza
dos
es
plendidos jantares
alli
também
dados
nos
dias
9
e
10.
Theatro.
—
A
’manhã
e
segunda-feira
a
companhia
do
Baquet
vem
dar no
thea-
fro
de
S.
Geraldo
duas
recitas,
sendo a
primeira
com
o
drama
em
5
actos
Os
Filhos,
e
a
segunda
com
o
drama
cm
prologo,
5
actos
e
10
quadros
O
Tra
peiro
de
Paris.
Um
e
outro
são traduc-
íões
do
snr.
Borges
d’
Avellar.
L»
Jíatuj-atea».—
Recebemos
o n.°
da
Naturaleza,
magnifica
publicação
da
Madrid,
destinada
a
vulgarisar
as
scien-
Cias
naturaes.
Este
n.°, adornado de
20
®scellentes
gravuras, contém
o seguinte:
‘'Bômbice
normatido.
—
EI
parasilismo
vouiinuacion).
—
Los indígenas
de
la Nue-
va-Caledonia.
—
Gran
globo
cautivo
de
M.
Henri
Giffard.
—La
philloxera
—
Monstruos
artificiales.
—Triunfo
de
la
industria
y
del
trabajo.
—
Arbol
de
transmision
flexible.
E
’
occioso
recommendar
tão
bello
co
rno
importante
periodico.
Exames
no
Seminário
arehidio-
eeaano.
—
Começaram
no
dia
12
os
exa
mes
no
Seminário
archidiocesano.
Os
jurys
examinadores
são compostos
do
modo
seguinte:
Presidente
geral, D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes.
Portuguez
—
Comprehendendo
oratoria,
poética
e
litteratura=-Presidente,
dr.
Ma
noel
Joaquim
Vieira
de
Sá.
—
Examinado
res,
dr.
Manoel
Joaquim
Penha Fortuna,
padre
Julio
Celestino
da Silva.
Francez—
-Presidente,
dr.
Joaquim
Al
ves
Matheus.
—Examinadores:
dr.
José
Al
ves
de
Moura
e
João
Manoel
Moreira.
Latim
—
Presidente,
dr.
João
Dias
de
Araújo
—
•
Examinadores:
padre
Joaquim
Maria
Lamego
da
Maya
e padre Manoel
Alves
de
Castro.
Arithmetica
egeometria—
Presidente:
dr.
Manoel
da
Conceição e
Silva.—
Examina
dores:
José
Joaquim
Lopes
Cardoso,
e
dr.
João
Manoel
Correia.
Philosophia
—
Presidente:
dr.
José
Go
mes
Martins.—
Examinadores:
dr.
Manoel
Messias
Mendes
Fragoso
e
dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
Historia
e
Geographía
—
Presidente,
dr.
Antonio
Lopes
de
Figueiredo.
—Examina
dores:
padre Julio Celestino
da Silva e
dr.
Manoel
Messias Mendes
Fragoso.
Coliegio
<lo
Sasito.—Na
noite
do
dia
10
teve
logar
na
casa das
Hortas,
onde
está
estabelecido o
excel-
lente
coliegio
do
Espirito
Santo,
a
apre
sentação
scenica
pelos
alumnòs
do
mesmo
coliegio.
Levaram
á
scena o drama
em
5
actos
e
10
quadros
A
Maldição,
ou Um
episó
dio
da
reconquista d
’Hespanha
por
D.
Pe-
lagio.
Recitado
muito
bem
o
prologo
o
Alum-
no
pelo
menino
Alberto
Feio
da
Rocha
Páris,
deu-se
começo ao
drama,
que
na
verdade
teve
um desempenho
regularíssi
mo,
e
admiravel
se attendermos
á
edade
dos juvenis
representantes.
Os
papeis estavam assim
destribuidos:
D.
João
Torres
de
Padilha,
Luiz
Martins;
D. Alonso,
Antonio
Baptisla Lopes;
Ve-
lasco,
Alberto
Feio da
Rocha
Páris;
Ma-
riettd,
Alberto
Malheiro;
Sandio,
Christo-
vão
Leite;
Mendoza,
Antonio
Machado;
Pedro,
Joaquim
Maia;
Pedrilho,
João
Af
fonso
Barbosa;
Fabricio,
Joaquim
dos
Reis; Tarik, José
Perestrello;
Almanzor,
Francisco
Carvalho';
Otai,
Adolpho Madu
reza:
Bondordak,
Anlonio
Gonçalves
Fi
gueiredo;
Abdallah,
João
Herculano
Car-
valhaes.
Os
enlremezzos
foram
executados
bri-
Ihantemejte
no
piano, rebeccas
e
flautas
pelos
alumnos:
Miguel
Fonseca,
José
Mar
tins,
Joaquim Aguiar, Abilio
Miranda,
Luiz
Martins, Francisco
Carvalho,
David
Al
ves, Domingos
Moreira,
Adriano
Miranda,
João
Ilhão e Agostinho
Vianna,
e
os
pre
lúdios
por
Damião
Martins
e
Antonio
Ba-
ptista
Lopes.
Todos
os
espectadores
ficaram
plena
-
mente
satisfeitos
com
esta
encantadora
festa.
Fubllcafões.
—
Recebemos, e
agrade
ce
mos
as
seguintes:
—
Diccionario
de
geographia
universal
—
por
Uma
sociedade
de homens de scien-
cia.
Dislribuiram-se
os
fascículos
n.°
s
51
e
52
d
’
este
diccionario,
editorado
pela res
peitável
empreza Horas Românticas.
—
A
Mamã,
conto
para
creanças.
Pertence
este
conto
á
excellente
«Bi-
bliotheca
d
’
inslrucção
e
recreio»,
de
que
é
editor
o
snr. David
Corazzi,
proprietá
rio
gerente
da
empreza
Horas
Românti
cas. E
’
adornado
de
seis
lindas
gravuras
coloridas.
—Annaes
do
Coliegio de
N.
Senhora
da
Conceição,
-estabelecido
em
Lisboa, na
rua
da
Esperança,
n.°
224.
—
Director Joa
quim
Lopes Carreira
de
Mello.
®
Agriesilíor
«I® flfos-te d»
Per-
tugal.-
-Publicou-se
o n.° 8,
correspon
dente
a
maio,
d
’
este
utilíssimo
periodico
editorado
pela
infatigável
casa
Chardron.
Este
n.°
contem,
entre
outras
maté
rias,
as
seguintes:
A
agricultura
e a po
lítica
—
Os
prados naturaes no
districto
de
Bragança
—
A
producção
cava
liar no
dis
tricto
d
’
Aveiro
e
os
posios
officiaes
de
co-
Lrição
d’
Aveiro
e
Estarreja
—
Besouro
lis
trado
da
balata
—
Discussão
sobre
a
cultura
e
conservação dos
cereaes—
Veterinária
para
lavradores
—
Chonica—
Consultas
e
respostas
entre
os
assignanles
e
a
direcção
do
jor
nal.
A
fome na Chino.—
São
horroro
sos os
detalhes
sobre
a
espantosa
misé
ria
que
soffrem
as províncias
ao
norte
da
China.
Na província
de
Shan-Si
morrem
de
fome
metade dos
seus habitantes,
chegan
do
ao
ponto
de
sedarem
espantosas
sce-
nas
de
cannibalismo.
Em
vista dos
estragos
que
causa
es
ta
calamidade,
constituiram-se
varias so
ciedades
com
o
fim
exclusivo
de obter os
fundos,
que
se destinam
á
compra
de
tri
gos
para
soccorrer
os
famintos.
O
governo
cedeu
as contribuições
cor
respondentes
ás
tres
provincias
mais
pre
judicadas;
concordando
mais
em
lhe
en
viar
um
subsidio
de 2.625:000
francos.
Actualmente
chegaram
a
Tien
Tsin
dez
vapores
carregados
de
arroz;
a
falta
de
communicações
faz,
porém,
que
os
recur
sos
não
cheguem
a
tempo.
Segundo
diz
um despacho do
correspon
dente
do
Oaily-News,
em
Pekin,
póde
cal
-
cular-se
em
cinco
milhões
o
numero
dos
habitantes da
província
de
Shan-Si, que
soffrem os horrores da
fome,
tendo
sido
as
primeiras
victimas
da
calamidade
os fu
madores
do
opio.
Diariamente
afflue
uma
grande
multi
dão
á
capital
Thai-Yonam,
d
’
onde
a
mor
talidade
quotidiana
passa
de
400
pessoas,
morrendo
a
maior
parte
de
privações,
al
gumas
em
consequência
dos
excessos
que
seguem
uma
longa
abstinência, outros
mor
rem
de
frio
e
eutros
perecem
aos dentes
dos
lobos,
que
se
atrevem a
peneirar
até
o
centro da
cidade.
Calcula-se
que
a
pro
víncia
de
Shan-Si
perdeu
200:000
a
300:000
almas
desde
o
principio
do
inverno.
Nos
districtos
meridionaes
na
província
Pe-
Tcheli
soffreu
um
desastre
egtial
ao ci
tado.
ÇiseHtãa
«8®
©i-ieníe.—
Os
ullimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
11
—
O
«Times» diz
que
as
questões
que
principalmente
contendem
cora
os
interesses
inglezes
são
a
nova
de
limitação
da
America
ea protecção ao
go
verno
turco.
Se
a
Rússia
desistir
da
posse
de Baya-
zid,
a
Inglaterra não
se
inquietará
com
a
anexação
de
Kars
e Batoum.
O
«Daily
Telegraph» crê que as
úni
cas
difliculdades
que
se
apresentarão ao
congresso
serão
as
questões de
indemni-
sação
e
a
posse
de
Aulivari
pelo
Monte-
negro.
Raguzali
—
O
príncipe do
Montenegro
e
o governador
de
Sentari
estão
de
ac
cordo
para
evitar qualquer
conflicto.
Berlim
12
—
Continuam
as
impressões
pacificas. Lord
Btaconsfield
teve uma
longa
entrevista
com
Bismark.
E
’
provável
que
as
novas
eleições
para
o
reichstag
se
rea-
lisem em
fins
de
junho.
Londres
13
—
O
«Times»
publica
um
despacho
de
Constantinopla,
dizendo
que
Saofel-Pachá prepara
uma
circular
ás
po
tencias
denunciando
as
atrocidades
com-
meltidas
pelos
Búlgaros.
Um
despacho
de
Berlim
para
a
mes
ma
folha
assegura
que
a Porta
não
se
pppõe
á
independência
da
Roumania
e
Servia
nem
no
acrescentamento
territorial
do
Montenegro,
mas
fará
todos
os
esfor
ços
para
salvar
quanto
possível
o norte
da Bulgaria e faz
egual
objecção
contra
a
.cessão
de
Batoum
e
Karis.
Movimento
«1»
Hospital de
S,
BlareoM.—
Doentes
existentes
em
2
de
junho:
71
homens
e
102
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
20
homens
e
16
.mulheres.
Sahiram:
18
homens
e 18
mulheres.
Falleceram:
2
homens e
1 mulher.
Ficaram
em
tratamentaem
8
de
jqnho
74
homens
e
99
mulheres.
THEATRO
DE
S. GERALDO
Duas
recitas
d
’assignatura
pela
com-i
panhia
do
theatro
Baquet
do
Porto,
nos
dias 16
e
17
de
junho
de
1878.
Domingo
16.
A
representação
do
drama
em
5
actos,
de Ernesto
Rasetli,
traducção
do
snr.
Borges
d
’
Avellar
OS FILHOS,
Segunda-feira 17.
O
drama
em
1
prologo,
5
actos
e 10
quadros, traducção
do
snr.
Borges
d’
Avel-
lar
O
TUAPEIRO DE PARIS.
Principia
ás
8
horas
e
um
quarto.
BAJiCO HERCAXTIL
DE BRAOA
SOCIEDADE
ANONYMA DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo do
aclivo e
passivo d’
este
Eanco era
31
de
Maio
de
1878.
Aetivo
Caixa
...................................
18:514^318
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber
.
.
.
143:362^904
Empréstimos
sob
penhores
92:739^615
Créditos
caucionados
em
c/c
73:679^117
Operações
a
longo
prazo,
com
hypotheca
.
.
.
20:690^160
Agencias
no
Reino
e Ilhas
55:201^377
Agencias
no
estrangeiro
.
7:03l$716
Devedores
diversos.
.
.
7:042$!
15
Acções
recolhidas.
. . .
200:000^000
Valores íluctuantes.
.
.
81:012$090
Títulos
de
Divida
Publica
ll:40l$420
Effeitos
depositados
.
.
25:370$000
Installação.......................
4:000$000
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:413$500
Gastos
geraes
e
commissões.
2:679$93O
744:138$262
s=
==
=
==
..
•si
Passivo
Capital
....
Fundo
de
reserva
.
Depositos
a
praso
»
á
ordem.
Credores d
’elfeitos
dos
....
Leiras
em
deposito.
Letras
a pagar .
Credores diversos
.
Lucros
e
perdas.
.
.
.
600:000$000
.
.
.
3:509$127
.
.
8I:419$921
.
.
18:023$340
deposila-
.
. .
25:370$000
.
.
2
j
9$445
.
.
4:662$620
.
.
3:890$680
.
.
.
7:003$129
Brag
7i4138:$262
1
I
• 1
-
==
=
K'
"3
a 7
de
Junho
de 1878.
Os
Direclores,
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
João
da
Costa Palmeira.
»»
Sendo
tantas
as
manifestações
de com-
moção
e interesse,
e
tão
geialmente dis-
tinctos
os
obséquios,
dispensados
n
’esta
cidade
aos
abaixo
assignados,
paes
irmãos
e
cunhado
do
moço
Miguel Eduardo
Pe
reira
do
Lago
Freire
de Andrade
por
oc
casião
da
sua
doença,
e
no
dos
actos
religiosos
celebrados
em
serviço
de
sua
alma
na
egreja
da
Misericórdia,
e
na
ca
pella
do
cemiterio
no dia
16
do
passa
do,
’
e
sendo
aos
mesmos
diíficilimo
pro
curarem
a tantas
pessoas
que
todas as
classes
porfiaram
em
acompaniial-os
na
sua
immensa
dôr,
aproveitam
este
meio
para
lhes
confessar
suas
innumeras
obri
gações, protestando a
todos
o seu
pro
fundo
e
eterno
reconhecimento.
D.
Maria F.
Pereira
do
Lago
Porlo-Carrero
Henrique
F.
<l’
Andrade
Coutinho
Bandeira
Baroneza
de
Pombeiro
D.
Ernestina
A.
Freire
d
’
Andrade
José
Antonio
F.
d
’
Andrade
Pereira
do
Lago
Henrique
Carlos
Freire
d
’
Andrade
Barão
d
>
Pombeiro.
(930)
ÂNNUWCIOS
Arrematação
A
meza
da Santa
Casa
da
Misericór
dia
d
’
esta
cidade,
faz
publico que,
no
dia
22
do corrente,
ao
meio
dia,
se
hão
de
arrematar
em
praça
simultânea,
q
le
se
ha
de
effectuar
no
Ministério
da Fazen
da
e
na
repartição
de Fazenda
d
’
este
dis
tricto,
i.s
foros
seguintes:
Foro
pertencente
ao
Hospital de S.
Marcos
Foro
de
693,04
litros
de
meado,
mi-
lho
alvo
e
centeio,
cinco
gallinhas,
23,7
litros
de
vinho
e
29,376
kilogr.
de
mar-
rãa
e
um
molho
de
palha,
com
vencimen
to
annual
pelo
S'.
Miguel, imposto
no
ca
sal
do
Ribeiro,
que
se-,
compõe
de
casas
e propriedades
de
terra
lavradia
e
de
matto,
todas
sitaS
na freguezia
de
S.
Tliia-
go
d
’Esporões;
com
laudemio
da
quaren
tena.
Emphyteuta Custodio José da
Costa
Gomes.
Avaliado
em 501^185
rs.
Foros
pertencentes
á Real
Irmandade
da
Misericórdia
Foro
de
499,689
litros
de
milho
alvo
e
322,38 ditos
de centeio
e
um
frangão,
-com
vencimento
annual
pelo S.
Miguel,
imposto
no
casal da
Ramôa,
que
se
com
põe
de
casas sobradadas
e
terreas
e
mais
propriedades
de
terra
lavradia
e
de
mat
to,
sitas na
freguezia
de
S.
Pedro
de
Me-
relim
e
na de S. Miguel
de
Frossos;
com
laudemio
da quarentena. Emphyteuta Anlo-
nio
Fernandes
Ramôa.
Avaliado
em
reis
S09Í336.
Foro
de
1:273,401
litros
de
meiado,
milho
alvo
e
centeio,
com
vencimento
an
nual
pelo S.
Miguei,
imposto
no
casal
de
Fonte
Carrera,
que
se
compõe
de
casas e
mais propriedades
de
terra
lavradia
e
de
matto,
sitas
na freguezia
de
S.
Marlinho
de
Dume;
com
laudemio
da
quarentena.
Emphyteuta
José
Augusto
da Silva
Fer
reira.
Avaliado
em
747^070
rs.
Foro
de
636,7
litros
de
meiado,
milho
alvo
e
centeio
e
592,5
de
vinho
(no pri
meiro
transfego) e
duas gallinhas,
com
vencimento
annual
pelo
S.
Miguel,
imposto
no
casal do
Barredo,
que
se
compõe
de ca
sas
sobradadas
com
suas pertenças
e
mais
propriedades
de
terra lavradia
e
de
mat
to sitas na
freguezia
de
Santa
Eulalia de
Crespos;
com
laudemio
da
quarentena.
Emphyteuta,
o
padre
José
Antonio
da
Sil
va
Araújo.
Avaliado
em
690^406
rs.
Foro
de
193,428
litros
de
milho
alvo,
Í69.249
ditos
de
centeio,
592,5
ditos
de
vinho
aquatorzado
da
primeira
sangria
e
42,393
kilogr.
de
marrãa,
com venci
mento
annual
pelo
S.
Miguel,
imposto
em
metade
do
casal
das
Regadas,
que se
compõe
de
casas
sobradadas
e
terreas,
com
suas
pertenças
e
mais
propriedades
de
terra
lavradia
e
matto,
quasi
todas
uni
das
e
situadas
na
freguezia
de
Santa Lu-
crecia;
com
laudemio
da
dezena.
Emphy
teuta
José
Francisco
d’
01iveira.
,
Avaliado,
em
8l)J;5i7í7 rs.
Braga
e
secretaria
da
Santa
Casa
da
Misericórdia, 7
de junho
de 7878.
O
escrivão
Lourenço
da Costa
Gonçalves Pereira
Ber-
nardes.
(937
]
Companhia
Edificadora e
Indus
triai
Jdracarense
Soeiedade anónima, responsabili
dade
limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionislas
d
’
esta
Companhia
a
realisarem
as
18.3
e
19.
a
entradas
de
suas
acções
desde
o
dia
22
a
30
do
corrente,
no
Escriptorio
da
Companhia,
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
12.
Braga
12
de
junho
de
1878.
Os Directores
Francisco
da
Silva
Araújo
(936]
Francisco
Baplisla da
Silva.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa da
Misericór
dia,
d
’
esta
cidade,
tendo
em
consideração
a
avulladissima
despeza
que está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o curativo
de
feridas
no
Hospital de
S.
Marcos,
empenha
n'este acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O Escrivão
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira Ber-
nardes.
Na
secretaria
da
Santa
Casa
da
Mise
ricórdia
d'esta
cidade,
pertende
fallar-se
a
uma
mulher
chamada
Joanna,
que
foi
edu
cada
em casa
d’
um
relojoeiro francez,
cha
mado
Pedro,
morador
que
foi
na
rua
do
Souto,
d
’
esta
mesma
cidade.
No
caso
que alguém
possa
dar
infor
mações
da
referida
Joanna,
pede-se
por
caridade
para
o lazer
na
dita
secretaria.
O Escrivão
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Ber-
nardes.
1938]
DA
COMPANHIA FABRIL SINGER
■MAGASIN DES DEMOISELLES
Publicasse
a
iO
e
25 de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras de modas e modelos de tapeçaria coloridos; a ngua;
gravados
a
preto; novidades
para piano e
canto; álbuns de ia.vorea;
folhas de eonfecções; eroehet e rendas; riseos, ete.
O
Magaain
des
z>emoisellcs
inaugura,
com
importantes
reíórmas, o 34.0
anno
da
sua
publicação.
E’ hoje
0
mais
elegante,
0
unico que dá mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
reune
0
duplo
altractivo
de
um
periodico
litlerario
interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Preço
para Portugal
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anno principiando
no
í.°
de
janeiro)
4^000
rs.
Também se
acceitam
assignaturas
seplnadamente
de
cada
edição:
edição
do dia
10.
—
2^800
reis;
edição
do
dia
25,—
7
$700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
esle
periodico.
HOGG,
Pharmaceutico,
2,
rua de
Gastiglione,
Pariz, unico preparador.
p
IIW A
S
v
H
p
Ê
psin
Ã!
B10GG
DE
DE
Debaixo
desta forma especial a pepsina
he posta
inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta maneira esle precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e
a
sua efficacia
he
então certa.
As
Pilulas de lloog são de trez preparações difierentes :
1»
PILULAS DÉ HOGG com
pepsina
pura,
contra
as
mães
digestões,
as
azias,
os
vomitos
e outras affecções especiaes do estomago.
2o
PILULAS
DE HOGG com
pepsina
unida
ao
ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para
as
affecções do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são egualmenle
muito
fortilicantes.
3»
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida ao
iodureto
de
ferro inalterável
para
as doenças
escrofulosas,
lymphaticas e syphiliticas, na phthisica,
etc.
A
Pepsina
pela sua união
ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes preciosos
tinham
de muito excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
As Pilulas
de Hogg
vendem-se
somente,em frasco» triangulares,nas principaes pharmacías.
Deposito
em Purto,
Ferreira
&
Irmão, Banharia,
77 —
79.
(34»>
Já
proveniente
de
algum defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com.
plelamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.27,
rueMon-
thabor,
perto
Tolherias,
Paris. (39
-H-)
SALA
SEAL
INGLEZA
(INCORPORADA
POR
CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
GRAOE
REMUCÇÃK»
DE PREÇOS -VA 3.a CFASSE.
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
lambem
passageiros
de
3.
a
classe,
com
trasbordo
no
Bio
de
Janeiro, para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PEIiO
MESM» FREÇO
(JIJE PARA O
RIO DE JANEIRO
17, RUA
DE S.
VICENTE,
17
BRAGA
SINGER
— Vendeu
no
anno
de
1877
a
enorme quantidade
de
282:812
machi-
nas
de
coser!!!
mais
20:496
que
em
1876.
SINGER
—•
E
’
a machina
que
todo
o
mundo
reconhece
como
superior
a
quantas
invenções tem apparecido.
SINGER
—
E
’
a unica
machina
de
costura
que
tem
obtido
em
todas
as
expo
sições
os
primeiros
prémios
e
medalhas, não
só pela
sua
boa
construcção
e du
ração
como lambem
pelo
seu
bellissimo trabalho.
SINGER
—
E
’ a
machina
que
está
mais conhecido
e
introduzida
em
todas
as
parles
do
mundo
e
a
que
oflerece
maiores
vantagens
em
economia
de
tempo
e
di
nheiro.
SINGER
—
E
’
a
que
se
garante por
7
annos, fazendo
sempre
bom
trabalho
e
nunca
apresentando
difliculdades.
SINGER
—
E’
a
unica
machina
que
se
vende
a prestações
de
500
reis
sema-
naes,
sem
prestação
de
entrada,
para
assim favorecer
mais
as
classes
menos
abas-
tâíljS
*
SINGER
—
Tão
boa
tem
sido
que
mais
de
60
imitadores,
vendo
o
bom
re
sultado
d’esla
machina,
a
fabricam
e
a
vendem
como
legitimas
SINGER,
illudindo
assim
a
boa
fé
do
publico.
SINGER
—
Finalmente
é
a
machina
que
mais
acceitação
tem
tido,
devido
sem
pre
á
sua boa
costura;
tanto
na
fazenda fina
como
nas mais
encorpadas,
á
sua
rapidez
no
trabalho
e
a
sua
immensa
duração,
supportando
assim
todas
a
inven
ções modernas,
que jánoais
poderão
compelir
com a
machina
SINGER.
Não
se
illudam
com
essas
novas
machinas.
Peçam
catalogos
illustrados
com
listas
de
preços
na
COMPANHIA MTAjreBRMBL. SMTBfGdEM.
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
JB3AAOA
PAQUETES A SAIR
DE LISBOA
ELBE
.....................
13
de
Maio
I
TAGUS
.........................
14
de
Junho
MINHO.
.
.
.
28
de
Maio
|
GUADIANA
....
28 de Junho
PREÇOS GOMMODOS
Caria paquete
d’
esta companhia
leva
a
bordo
criados
e
eosinhesrâ»
portuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto ou
em
qualquer
Agencia
provinbial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo os passageiros
teem grátis eama, roupa de cama, co-
mida
feita
por cosinheiros portuguezes, vinho duas vezes por dia
*
assistência
medica, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes d
’esta
companhia
(a
mais
antiga na carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade, velocidade
e
segurança
excepcionai;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem, bom
tratamento e
accomodações
a bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a hygiene como para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos que ha
archivados
era
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para a
conducção
das
suas
maias do
correio, e por
este
serviço
recebe a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do Brazil,
como
também
S. A. o Infante
D.
Augusto.
I
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
oa
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TAIT.
Para
esclarecimentos
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do Souto.
11
■■■!■■
rcmmil
i
cw»
irwiiwrrmm
—
■
—
■
*
wwn
M
—
eosiMua©
Quem
tiver uma
casa
que
queira
imprasar,
annuncíe
pelo
«Diário
do
Minho».
(924,
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da rua
da
Boa-Vista.
-3^
(906)
Para
uma
casa
de
bastante
íamilia
pre
cisa-se
d
’
um que seja
diligente
e
ac
l.
lí0
'
No
escriptorio
d
’
este
jornal
se
ínOjca
*
rá
quem
é
o
pretendente.
(9<M
Parte de Comércio do Minho (O)
