comerciominho_15011878_737.xml
- conteúdo
-
FOGIIA
KIOS K K ^O
riCIOSA.
EDITOR
E PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA DIAS DA COSTA, RUA NOVA N.° 3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.°
ANNO
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6 »
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição
.
.
..........................
40
PUBLICA-SE
ÂS
TERÇÃS,
QIOTAS E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes....................
2&000
»
6
»
...................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso...................... ......
.
io
N.
‘
737
BRIGA
TEKÇA-FBI»*
»«
«IANEIHO
1>E
Elle sempre lis eoineideueias I...
Duas
linhas
apenas.
Os
acontecimen
tos
multiplicam-se
e
revelam-se
com
uma
solemoidade
tal,
que
mais
dão
vontade
de
meditar
que de
escrever.
Já
não
é
licito notificar
a
morte
de
Viclor
Manuel Sabe-a
hoje a Europa
e
o
mundo,
e
em
Portugal
a
grave
noticia
lavrou
com
a
rapida
publicidade,
que
era
bem
natural
a
uma nação
aflim
pelo
thro-
no
com
a
dinastia
dos
reis
de
Piemonte
A
que
vem,
pois,
agora
uma
senti-
nella
desgarrada,
surdindo
na
imprensa,
para
recordar, ao
que
parece,
a
mesma
noticia,
ainda
palpitante
como
a
actuali-
dade?
Nada
disso.
Só
levamos
em
mira
apontar
uma
singular
coincidência,
que
a
imprensa
ainda
não
indicou,
que
o
sai
bamos.
Não
sei
se
as
coincidências
impres
sionam
tanto
o
leitor
como
a
mim. Não
architecto
sobre
ellas
conclusões
lógicas,
não
lhes
ligo
alcances
preternaluraes,
não
laço
d’ellas
fogo
de
Bengala,
mas
em
tudo
o caso
assento-as
no
canhenho,
e
confesso
que ás
vezes
me parecem
de
um
a
proposito
deslumbrante,
que
faz
scismar
inslinclivamente
n
’aquella
mão
invisível
e
unica que...
sabe
escrever
di
reito
por linhas
tortas,
e
que
na
grande
távola
dos
Estados, ou
não
perde
jogo,
ou
perdendo
ganha.
Lá
vae uma coincidendia.
A
6
d
’
agosto
de
71
sabe,
por
ordem
de
Napoleão
III,
o
ultimo
soldado
francez
dos
Estados
Pontifícios;
e,
n
’
esse
mesmo
dia,
a
França
é
let
rivelmenle
derrotada
em
Wisembourg.
Lá vae outra
A
14
d
’
agosto
do
mesmo
anno
erigiu-
se
em Paris uma
estatua
a
Voltaire
e
esse
dia
foi precisamente
áquelle
que
com
as
decisivas
derrotas
do
exercito
francez,
acampado
ao
longo
do
Rheno,
despejou
sobre
a
pobre
França
imperial
o
fundo
da
boceta
de
Pandora.
E
agora
ahi
vae
outra
coincidência.
Viclor
Manuel
morre no
dia
9
de
janeiro
de
1878,
e
ha
5
annos,
no mesmo
mez,
no
mesmo
diae
quasi á
mesma
hora
morria
em
Cherbourg Napoleão
III,
que
com Victor
Manuel
se colligára,
para
a expoliação
dos
Estados
Pontilicios.
Não
será
celebres?
Elle sempre ha
coincidências!...
P.*
S.
F.
InetruefSo popular.
VI
Demonstramos
que
se
o
raio
ou
outro
qualquer phenomeno
era
uma
manifestação
das
leis
da
natureza,
era
também
ipso fado
necessariamente
um
mensageiro,
um acto,
uma
manifestação
(ou
o
que
lhe
quizer
cha
mar)
da
Providencia.
’
Fizemos
vêr
o
que
era
este
dogma
e
a
ideia que
lhe
devíamos
ligar.
Parece-nos que
fomos explícitos
de
fórma
a
fazermos
resaltar
o
èrro
crasso
do
articulista,
quando
diz
que n
’esse phe
nomeno
eleclricq
só
a
ignorância
e
a
má
fé,
e
não
sei
que
mais,
pódem
vêr
uma
manifestação
da
Providencia ou
um
men
sageiro
de
Deus!
E
’
manifestação
das
leis
da
natureza
que o
vegetal,
lançado á
terra
germine,
cresça,
eleve a haste,
lance
folhas,
pro
duza
flores
e
fructus;
e
comtudo
Jesus
Gliristo
diz-nos
que
os
lyrios
do
campo
crescem,
se
desenvolvem, e
se
adornam
sem
trabalhar,
mas
pela
virtude
de
Deus!
(S.
Math. cap.
6.°
v.
29
e
30).
E
’
uma
manifestação
das
íeis
da na
tureza
que
o
astro-principe
venha
allu-
miar-nos,
aquecer-nos
e
vivicar
os entes;
e
que
as
nuvens
do
ceu despejem
sobre
a
terra
a
agoa fertilisadora
e vivificante
que
encerram;
e
comtudo
Jesus
Gliristo
diz-
nos
que
amemos
os nossos
inimigos
e
oremos
pelos
que
nos
perseguem e
ca-
lumniam, afim
de
que
sejamos
filhos
do
nosso
Pae
que
está
nos
Ceus,
o
qual
faz
nascer
o sol
para
os
bons
e
para
os
maus,
e
faz
cair
a
chuva
para
beneficio
de
jus
tos
e
de
injustos:
Cl
silis
filii
Palris
ves-
Iri
qui
in
canis est,
qui
solem
suum
ori
ri
facil
super
bonos
et
maios
el
pluit
sú
per
justos el injustos!
(S
Math.
cap.
5.
v.
41
e
4o).
E
’
uma
manifestação
das
leis
da
na
tureza
que
o
nosso
cabello
nasça, cresça
e
por
fim
caia,
e
comtudo
Jesus
Chrislo
assevera-nos
que
todos
os
cabellos
da
ca
beça
estão
contados
e
nem
um
perecerá sem
permissão
do
Pae
Celeste!
(S.
Math.
Cap.
6,
v.
30).
D
’
est
’
arte
tudo
é regido e
governado
pe
lo
Deus
que
tudo
creou
e
que
continua
a
crear,
porque
a conservação e
o
gover
no da natureza
é
uma
creação
contínua,
permanente,
como
dizem
os
verdadeiros
philosophos
com
os theologos,
mas
só
o
raio
(notem
bem)
só
esse
está
ex-
ceptuado!
Hoje
que
todo
o
mundo
tira
privile
gio
de
invenção,
só
o
nosso
modesto
antagonista
atira
com
a
sua
peregrina
des
coberta
ao
campo da publicidade,
a
be
neficio
desinteressado do progresso
e da
civilisação!
Não
é também
menos apreciável
o
arrojo;
pois
nós,
a
fé, que
se
escrevera
mos
o
que elle
escreveu,
receávamos
fi
car
fulminado
pelo
mesmo
aqíiem
passa-
vamos
carta
de
emancipação
da
tutela
da
Providencia
Divina!
Mais
duas
palavras
O
nosso
adversário nunca
terá
dado
graças
a
Deus,
depois
de
ter
recebido
um
beneficio
qualquer,
depois
de
comer,
por
exemplo?
Cremos que sim.
E
que
signi
ficará
esse acto
praticado
em
lodos
os tem
pos (e
até
entre
o
paganismo),
praticado
pelo homem-Deus
e
por
todos
os
chris-
tãos?
Não é
um
preito
d
’
homenagem,
de
reconhecimento
e
veneração
para
com
a
Providencia
que
nos
prodigalisa
os
seuS
dons?
Não
móslramos
assim
que tudo
vem
das
mãos
de Deus,
tanto
os
bens,
como
aquillo
a
que
nós
chamamos
males,
como dizia
o
Santo
Job?
Não
serão
pre
sentes,
mensageiros, manifestações
d’
um
Deus
justo,
bom
e
sabio
infinitamente?
E
se
Deus
nos
mata
com o
raio,
onde
temos
nós
direito
á
vida perante
o
Auctor
da
vida
e
da
Morte?
E
onde
tem
este
a
obrigação,
de nos
conservar
a
vida,
vis-
io
que
a todo
o
direito
corresponde
uma
obrigação?
E,
porque
o
raio
mata,
destroe
e
faz
travessuras,
só
pode
ser
manifesta
ção
das
leis
da
natureza e não
uma
ma
nifestação
das mesmas
leis
dirigidas,
mo
deradas,
subordinadas
e submeltidas
á
Pro
videncia do
Auctor
e
Senhor
da
nature
za?
Tenha
paciência.
Só a
má
fé
e
a
igno
rância
tristíssima
e
singela
tem
o
pri
vilegio
(que
lhes
não
invejamos)
de
ra
ciocinai
como
raciocma.
Repetimos:
a
doutrina
do
Amigo
do
Povo importa a
nega
ção
da
Providencia
ou
a
asserção
d
’
um
c
n-
Irasenso Escolha.
Ditosos erros
de
grammatica,
que
pes
cam gordos raciocínios
caranguejos
de
phi
losophia!
Ah!
Agora
nos
lembra!
Talvez
o «Ami
go
do
Povo»;
emancipe
da
tutela
da
Pro
videncia
o
raio,
por
partir
da
convicção
de que
elles
se
fabricam ainda
nas
for
jas
de Vulcano
situadas
nas
ilhas
de
Lypa-
ro,
de
Lennos. no
fundo
do
Etna. De
pois,
como
elle
era
coxo, porque
tinha
levado
tamanho
pontapé
do
pae
que
veio
malhar
com os
costados
na terra
lá
das
alturas
do
ceu,
e como
os
Cyclopes,
que
eram
olliciaes
d
’
elle
só
tinham
um
olho
no
meio da
testa,
não
seria
de
estranhar
que
os
raios
fizessem,
contra
vontade
de
Vulcano,
o que
tinham
feito os ventos,
contra
vontade
de
Ulysses,
ao
rebenta
rem
os
odres
que
Colo
lhe
havia
dado!
Mas
então
não
sabia
que
Vulcano
tinha
feito
traspasse
da
ollicina
ha
perto
de
dezenove
séculos?!!
São
lapsos,
são
lapsos.
—
Bem,
bem;
enganos
quem
quer
os
8
FOLHETIM
A. DU VKLAY
0
CONDE
DE TKEAZEk
ROMANCE.
Versão
portugueza.
II
Um
original.
—
Estás
bem
seguro
de te
não
illu-
dires?
Tu
o
sabes,
os provérbios
teem
sempre
razão:
«Se
a
fortuna não
faz
a
felicidade,
todavia
ajuda-a
muito».
E pa-
rece-me
que
o
cuidado
do
pão
quotidia
no
deve
molestar um
pouco,
ensombrar
a
existência
e encaminhar ás
ideias
ne
gras.
-Repito-te,
meu amigo,
que
te
en
ganas.
Eu
só
tenho
ideias
negras
em
pen
sando
nas
catástrofes,
que
se
preparam,
para
as
quaes
a
loucura
burgueza
con
tribuirá
em
grande parte.
—
Tu
és
pavoroso,
meu
caro
amigo
1
Mas
que
catástrofes
imminentes
vês
tu
a
ameaçar-nos
?
—
Aquella
que ameaça
e
impende
so
bre
toda
a
sociedade
onde
o desprezo
e
mesmo
um
odio
atroz
substituem,
na
ca
beça e
no
coração das
classes
inferiores,
o
respeito
e
a
gratidão
que
devem
aos
seus
superiores:
—
estado
moral
resultante
da
perda
de crenças
religiosas,
e
que
deve produzir
falalinente
a
mais
horro
rosa
das
guerras sociaes.
—
As
sociedades
antigas,
reputadas
tão
illustres
a
ponto
de
nol-as
darem
para
modelos;
atravessaram
no entanto
as
mesmas
revoluções.
—
As
sociedades
antigas
estão mortas...
—
Tambetn
a
Escriplura
Santa
nos
diz
que
Deus
fez
as
nações
curáveis.
Trata-
se
de
saber se
nós
preferimos
morrer
a
sermos
curados.
—
Meu
caro
amigo!
falias
mirificamen-
te;
mas
conhecerás
tu
o
remedio
que
nos
possa curar
da
loucura
humana,
—
perguntou
o
conde
com
um
sorriso
sce-
plico.
—
Tenho
procurado
muito,
e
creio
tel-o
achado,—respondeu
Maurício
com
a
maior
seriedade.
—
Ah!
Então
lambem
inventaste
um
systema
social,
uma panaceia
universal!
Conta-me
pois
lá
isso, disse
o conde
iro
nicamente.
—
Seria precisa
uma
longa
dissertação
para
l
’o expor claramenle,
e
eu
recearia
na verdade
abusar
da tua
complacência.
Esta
nossa
causerie
já vae
prolongada,
e...
Ainda
não
dissemos
uma
só palavra
sobre
o motivo
que
aqui
me
trouxe,
caro
Roger.
—
O motivo
que
aqui
te
traz
não
pede
longa conferencia.
O
abbade disse
me
a
natureza
do serviço
que
de
li
espero
a
respeito
de
Roberto,
meu
filho
primogé
nito,
do
qual
espero
me
farás
o favor
de
'te
encarregar. Quanto ás
condições,
tu
mesmo
as
fixarás
o
mais
altas possível
no
tocante
a remuneração:
eu
o
exigo.
E'
pois negocio
feito,
e
assim
(icar-le-hei
obrigadissimo,
caro
Maurício.
Emquanto
á
nossa
causerie, se não
tens
outras
razões
pira
motivar
o
teu
desagrado
d’ella,
—afora
a longura
—
eu
não
sou
da
tua
opinião;
e,
como
tu me
vaes
dar o
gosto
de almoçar
comigo,
conlinual-a-hemos.
Queres?
—
Não se póde
ser
mais
amavel!
—
Fórça
pois
esta
amigavel
condes
cendência
até me expor
as
luas
ideias
mais
desenvolvidamente.
—
Estas
ideias
não
são
precisamente
minhas.
Eu
não
fiz
mais
do
que
reco-
Ihel-as.
Teem
uma
origem
mais
alta
e
mais
digna,
aliás
não
ousaria
fallar nel-
las.
—
Basta
de
modéstia,
e
conla-me
a
tua
historia,
pois
é
a
historia
da lua vida
que
eu
quero.
Dizíamos,
parece-me,
que
tu
perdêras
,a
lua
fortuna,
e
achaste a
sabedoria: a
perda
d
’
uma
te
conduziria
á
conquista
da
outra.
Tenho
grande
curio
sidade
de
saber
como
se
póde
produzir
este
acontecimento
pouco
commum.
—
O
acontecimento
não
é tão
raro
como
julgas, na
economia
cliristã,
na qual
o
maior
numero
de santos
obleem
a
sua
admiravel
sabedoria
abraçando a
pobreza.
Mas
para
que
buscar exemplos
de tão
afastada
proporção com o
que
me
diz
respeito?
Não
sei
se
te
recordas
que
eu
continuei
os meus estudos
aié
ao bacha
relato
em
sciencias.
Emquanto
tu
cursa
vas
o
direito,
para
obedeceres
a
teu
pae,
eu
trabalhava
por gosto
nos
laboratorios
da
chimica.
—
Prrfeitamenle,
eu me recordo:
mui
tas
vezes,
que
nos
encontrávamos
tinha-
mos
sempre discussões intermináveis:
eu
tinha
o
meu
fraco
pelas
antigas
tradições,
emquanto
que
tu
me querias
converter
a
não
sei
que
ideias
novas
de Conside
ram
ou de
Enfantin,
não
é
isso?
Tinha
tanto
prazer
em
provocar
o
teu
humor
herelico,
meu
caro
Maurício!
Depois
desappareceste-me
de
repente,
e
não
tor
nei
a
ter novas
luas.
Como
é
bom
re
cordar
estas
reminescencias
da
nossa
ar
dente juventude!
Onde
está
esse
tempo?
meu
velho
camarada.
-Lembro-me
de
te
haver
algumas
ve
zes
procurado;
mas
tu
não
estavas
em
Paris.
—Sim,
en
parti
em
1839
e
demorei-
me
muitos
annos
a
viajar
na
Inglaterra,
na
Allemanha,
até
no
Oriente,
um
pouco
por
toda
a
parte.
E
tu,
que
era
feito
de
ti?
{Cont
tua)
tem.
Ainda
assim,
devia
ler
procurado
inforinar-se
melhor.
4.
M.
A
peregrinação
portugueza
a
ESoma.
XXI
O
BOM EXITO DA
PEREGRINAÇÃO
No
da
26
de
Maio,
á
noite, estavam
em
Roma
todos
quantos
de
Portugal
ha
víamos
saído
com
tal
destino.
Logo
no
dia immediato
tivemos
uma
reunião
geral
em
Santo
Antonio
dos Por-
tuguezes,
na
qual
recebemos,
com
a
se
nha
para
a
nossa
admissão
no
Vaticano,
as
instrucções conducentes
ao
bom exito
da
romaria,
a
que
nos
proposèramos.
Para
a nossa
recepção
estava
designado
o
dia 29; e
como
preparação
para
este
grande
acto,
todos
os
peregrinos
com-
mungaram,
<>a
vespera,
etn
S.
Pedro,
pela
mão
do
em
n1'’
cardeal
patriarcha.
Pelas
11
horas
da
manhã
do
dia
se
guinte,
entravamos nós
na
riquíssima
praça
do
Vaticano,
e
momentos
depois
passa-
vamos
lodos
por entre
as
senlinellas
que
guardam
a
entrada
no
palacio
Aposlolico.
Percorrer
toda
a extensão
d
’
aquelles
claustros,
subir
todos
aquelles
magestosos
escadorios,
guardados
de
espaço
a
espaço
por
garbosos
soldados
pontifícios,
foi obra
ainda
assim
de alguns
minutos.
Chegamos
por
fim
a
um
vasto
salão,
onde
estacionava
um corpo
de
guarda,
e
ahi
inscrevemos
os
nossos
nomes,
para
serem apresentados
a
S.
Santidade.
Pelo
meio
dia
j) todos nos
apinhava-
mos na
sala
do
Consislorio.
Cerca
de
trezentos
e cincoenla por-
tu^uezes,
representando
todas
as
classes
d
’este povo
fidelíssimo,
ahi
aguardavam
com
anciedade
o
momento
feliz
em
que
devia
realisar-se
o
grande
desideralum
de
toda
a
sua vida.
Os
instantes
succediam-se
e
a
anciedade
era
geral.
Tudo
estava em
silencio
e
apenas
se
persentia
um sussurro vago
e
indefinido,
como
o que
precede
sempre as
grandes
commoções.
quando
de
repente
se
vê en
trar
na
sala
um lusidissimo
cortejo,
for
mado
por
bispos, cardeaes
e
a guarda
nobre
que
precediam
a
cadeira
em
que
vinha
o
Summo
Pontífice.*
Eu
não
sei
como
explicar
o
effeito
que
a presença
d
’
aquePe
Vulto
sympalhico
e
venerando,
produziu
na
multidão.
O
que
sei
é
que
um
grilo
de
enlhu-
siasmo.
brotando
simultaneamente
de to
dos
os
corações, echoou
prolongadamente
no
Vaticano.
Eram
os
nossos
sentimentos
de
entra
nho
affecto,
que
por
tanto
tempo
repre
sos
em nossa
alma,
faziam
explosão n
a-
quelle
momento
solemne.
Era
a
voz
da
patria,
que,
lallando
por
intermédio
de
seus
filhos,
protestava
ser
ainda
fidelíssima.
Pouco
depois
o
ern.m0
snr.
cardeal
pa
triarcha
lia a
felicitação
que
em
nome
de
Portugal
dirigimos
a
Pio
IX
Ao
recordar
algumas
de
nossas
glorias
passadas,
o
semblante,
sempre
risonho
e
affavel
do bondoso
Pontífice,
commoveu-se
súbito
e
as lagrimas
borbulharam
no»
olhos
de
todos
nós.
Quando
ao terminar
a
leitura s.
em.
a
>em
nome
de
lodos
os
porluguezes,
mani
festava
a
sua
adhesão
sem reservas
ao
Successor
de
S. Pedro,
o rosto
de
Pio
IX
inflamou-se
de
novo,
e
um
enthusias-
tico
—
bene —
se
Lhe
desprendeu
dos
lá
bios.
Em
seguida,
retomando
o
seti
habitual
aspecto,
cheio
de
serenidade
e
doçura,
com
aquelle bondoso
sorriso que
caracte-
risa
de
um
modo
singular
a
Sua
amabi
líssima
pessoa,
e
depois
de
havdr
lallado
particularmente
a
alguns
peregrinos,
prin
cipiou
o
grande
orador
do
Vaticano
o
seu
discurso.
Eu
nunca
na minha vida ouvi nin
guem
que
tanto
se
elevasse
na
grandeza
de
conceitos
e
nobreza
de
pensamentos
!
No
dom
da
palavra
Pio IX
é immi-
nente
;
e
tal
que não
sei, que
alguém
pos
sa
avantajar-se-Lhe.
S.
Santidade
manifestou
profundo
co
nhecimento
da
nossa
historia,
fez o
elo
gio
do
nosso
povo,
e
lamentou
a
acção
da
maçonaria,
prompta
sempre
a
com
bater
com
grande
impeto
todas
as
boas
obras.
Por ultimo,
levantando-Se
com
aquella
magestade
em
que
parece
descobrir-se
al
guma
coisa
de
sobre-natural,
deu-nos
a
sua
bênção,
e,
no
meio
de
ruidosas
accla-
mações,
relirou-Se,
aos
Seus
aposentos.
Estava
realisada
a
nossa missão;
mas
as
impressões,
que
ao
desempenhal-a,
se
produziram
em
meu
espirito,
guardal-as-
hei
eternamente n
’alma.
como
a
mais suave
recordação da
minha vida.
Apraz-me
ainda
hoje
reproduzir
na
pobreza
de
minha
imaginação,
as
formo
síssimas
imagens,
os
quadros
encantado
res,
que
por
vezes
me
arrebataram
até
ás
lagrimas.
E
quando n
’
esta
doce
contemplação
se
me
destaca
ante
os
olhos
d
’
alma
o
magesloso
Vulto
do
nosso
século,
o
He-
róe
do
Vaticano,
sinto
não
sei
que
pra
zer
ineflavel
em
admirar
uma
vez
mais
os
traços
d
’
aquella phisionomia
tão
bella,
animada
sempre
por
um
singular
sorriso
de
bondade.
E’
de
crer,
que
todos
os
que
fôram
a
Roma,
experimentem
eguaes
sentimentos.
Dizení-ine
que
sim
o
empenho
que
manifestavam
em
contemplar,
um»
vez
mais
que fosse,
a
mageslosa
presença
do
Augusto Prisioneiro,
e a
fervorosa
pie
dade
com que
todos
se
proposeram
apro
veitar
em
Roma
o
jubileu
concedido por
occasião
do
Seu
anniversario
episcopal.
M.
MARINHO.
FalleeimentoM.—
Falleceu
ha
dias
nesta
cidade,
sendo o
seu
cadaver
dado
á
sepultura
no
dia
13,
o
snr.
Antonio
José
Vieira,
antigo
capitão
de
ordenan
ças
da 5.
a
companhia
do
corçcelho
de
Bra
ga,
ou
de
S.
Pedro
de Maximinos
e
an-
nexas,
na
qual
íreguezía era
proprietário
e
cidadão
honrado.
Contava
91
annos
d
’
edade.
—Com 79
annos
d
’
edade
falleceu
no
dia
12, na
sua
casa
do
Rechicho,
o ex.
m
*
Antonio
Roberto
d
’
Araujo
Queiroz,
pri
meiro
juiz
de
direito
substituto
nesta
co
marca.
Serviu lambem
na
antiga
magis
tratura,
na qual
já
em
1834
era
corre
gedor,
epoca
em
que
teve,
assim
como
um
outro
seu
irmão
lambem
magistrado,
de
emigrar
para
a
Italia.
Foi
presidente
da camara
d
’
esta
cidade,
e
por
ella
lam
bem
eleito
deputado.
Era
cavalheiro
probo
de
inquebrantável honradez.
Teve
homem
pomposos
oflicios
no
templo
dos
Congre
gadus.
—
Na
tarde
d
’
hontem
foi
levado
para
o
cemilerio
o
filho
mais
velho
do
snr.
Antonio
Domingues
Alvim,
proprietário
e
pharmaceulico
d’
esla
cidade.
O finado
contava
apenas 11
annos.
—
Na
noite
de
domingo
succumbiu
a
prolongados
padecimentos
a
ex.
“
,a
D. Ma
ria
Pulcheria
da Costa
Rebello,
viuva,
com
cêrca
de
52
annos
d
’
edade,
e
mo
radora
na
rua
Nova
de
Souza.
Tem
hoje
oflicios
fúnebres
no
templo
da
Ordem
Terceira,
por
11
horas
da
ma
nhã,
para
assistência
dos
quaes
e
acom
panhamento
ao
cemilerio, seu
irmão
e
parentes
convidam
os seus
amigos.
A
finada
linha feito
testamento,
no
qual
iustilue
por
herdeiro
a seu irmão
Joaquim
Maria
da
Costa
Rebello.
Deixou
mais
a
sua
irmã
D. Maria
Ju-
lia
da
Costa
Rebello 3:000«?00<)
reis.
A
seu
sobrinho
Lourenço
i:000$000.
A sua sobrinha
Maria
200S000
reis.
A
seu sobrinho
José 1
000$00fl reis.
A
Paulino
Evaristo
da
Rocha
a
mo
rada
de
casas
onde
o
mesmo habita,
com
a
obrigação
de
dar
400^000
reis
a
duas
afilhadas,
filhas
do dr.
Daniel.
A
cada uma
de
suas
ires
creadas
160-3000
reis.
A
Maria
da
Conceição
e
sua irmã
Ma
ria
Joaquma 12^000
reis
a
cada
uma.
A
’s
familias
dos
finados,
por
gratidão
e
amisade,
enviamos
os
nossos
sentidos
pesames.
Posse.
—
Hontem,
por 11
horas
da
manhã,
tomou
posse
do
logar
de admi
nistrador
do concelho,
n’
esla cidade, para
que
acaba
de
ser
nomeado,
o
exm.°
José
Joaquim
Soares
Russel,
cargo
que
este
cavalheiro
já
exerceu
por
muitos
an
nos
Reunião no camara,
—
Hontem,
14,
teve
logar
na
casa
da
camara
mu
nicipal
a
reunião
dos
quarenta
maiores
contribuintes
pa<a
se
proceder
á
eleição
da
lista
da
commissão
do
recenceamento
para
o
corrente
anno.
Por
pequena
maioria
venceu
a
lista
da
presidência,
e
porisso
a
commissão
compõe-se
dos
seguintes
surs:
Dr.
José
Jorge
Soares Russel.
Antonio
Esteves
Cerqueira d
’
Amorim.
Dr.
Francisco Marinho de
Mello
Fal
cão.
Lourenço
da
Cunha
Velho
Sotlo-Maior,
da
lista
da
presidência.
Dr.
Adolpho
da
Cunha
Pimentel.
José
Joaquim
d
’Araujo Correia.
João
de Mello
Lobo
Falcão,
da
lista
da
opposiçào.
Ascenção perigosa.—
Wiener aca
ba
de
fazer a ascenção da mais
alta
mon
tanha
do mundo
—
o
monte
lllimani,
um
dos
da
cordilheira
dos
Andes.
Esta
montanha
offerece
um
aspecto
admiravel
contemplada
da
cidade
da
Paz.
Repulava-se
até
hoje,
a sua altura,
em
7:300
metros,
mas
Wiener
não
lhe
dá
mais
de
6:000
melros
aproximada-
mente,
einquanto
que
Mechin
marca
a
sua
altura
em
6:400.
Se
esta
ultima
cifra
é
exacta,
acredi
tamos
que Wiener
não
só
conseguiu
tre
par
á maior altura a
que
até
hoje
se
tem
subido
por
terra,
exceptuando
a Asia,
onde
Johnson,
ha
alguns
annos
chegou
a
subir
a
uma
altura
de
6:800
melros
no
reino
de
Gochemira
e Scnlagiulweei
que
em 1855
subiu
a
6:766
melros
no
Himalaya.
Mavio
aeeular.—
Diz
O
«Districlo
de
Faro»
que
está
aclualmenle
ancorado
no porto d
’
aquella
cidade
do Algarve, o
navio
mais
antigo
do
mundo.
OH
AÇÃO.
que
se
deve
resar
diariamente
durante
o
anno
de
1878,
pedindo
o triunfo
para
a
Egreja
e
a
conservação da
preciosa
vida
de
Pio
IX:
«Omnipotente
e
Clementíssimo
Senhor,
concedei á
Egreja
lodo
o
auxilio
e
bem
assim
ao
nosso Santíssimo
Padre
o
Papa
Pio
IX.
opprimido
por
tantas
e
>ão
graves i
necessidades.
Os
annos
e
as
dores
affligem
o
Santo
Pontífice,
concedei
lhe
pela
vossa
Divina
Providencia,
as
forças
necessárias
para
valorosamente
pelejar
contra
os
vossos
inimigos. Defendei
benignamente
a
Egreja
nas
luctas
que
sustenta
contra
o
erro,
e
contra
as
injurias
que
lhe
dirigem
os
seus
inimigos,
e
perdoando
todos
os
nos
sos
peccados,
glorificai
o
Vosso
Santo
No
me,
e
concedei-nos
o
dom de
uma
boa
vontade,
com
o
fructo
d’
aquella
paz
que
os
angélicos
coros,
por
occasião
do
nas
cimento
de
Nosso
Senhor
Jesus
Christo,
annunciaram aos
homens.
Amen».
N.
B.
Os
periódicos italianos
pedem
aos
periódicos
catholicos
de todo
mundo
que
reprodusam
esta
oração.
GAZETILBâ
S.
Santidade Pio IX,—
O
nosso
SS.
Padre
o
Papa
Pio
IX
é
o decano
de
todos os
soberanos
da
Europa.
Eis
a
sua
relação pela ordem
da
edade:
S.
Santidade
Pio
IX,
85
annos.
—
Gui
lherme
i,
imperador
da
Allemanha,
80
annos.
— Guilherme
111,
rei de Hollanda,
60
annos.
—
Christiano
IX,
rei
de
Dina
marca.
59
annos.—
Aledandre
II,
impera
dor
da
Rússia,
59
annos.
—
Vicloria,
rai
nha
da
Inglaterra,
58
annos.
—
Victor
Manoel,
rei
d
’
ltalia,
57
annos
(ha
dias
fallecido).
—Carlos
I,
rei de Wulemberg,
54
annos.
—
Alberto,
rei
de
Saxe,
49
an
nos.—Oscar
II,
rei
da
Suécia,
48
annos.
-
Francisco José,
imperador
d
’
Auslria,
47 annos.
—Leopoldo
II,
rei
dos
Belgas,
42
annos.
—
Luiz I,
rei
de
Portugal,
39
annos.
—
Abdul-Hami,
imperador
dos
Ollo-
manos,
35
annos.
—
Luiz
II.
rei
da Ba
viera,
32 annos.—
Jorge
I,
rei
dos Hel-
lenos,
32
annos.
—
Atfonso
XII,
rei
de
Hespanha,
20
.annos.
A
arehiduquezst
.Viaria Tliereza
•ie «ragança
-A
proverbial
caridade
da
Senhora
Duqueza
de
Bragança,
viuva
de
D.
Miguel
I,
tem
achado
dignos
imi
tadores
em
seus
filhos.
O
«Vaterland»,
de Vienna,
recebeu
dos
Alpes
de
Sonhneeberg,
onde
uma
das
(ilhas
da
Senhora
Duqueza
de
Bra
gança,
a
archiduqueza
D.
Maria
Thereza,
costuma
passar
habitualmente
o
estio,
uma carta
onde
se
lê
o
seguinte:
«Raras
vezes
os
habitantes
pobres
d
’aqui
festejaram
o
Natal
como
no
anno
cot
rente,
—grande
alegria
que
devem
á
sollicitude
maternal
da
Senhora
archidu
queza
Maria
Thereza.
Antes de
se
reti
rar
de
Wartholz
ella
mandára
chamar
ao
palacio
de
Reienheneu
doze familias
po
bres,
a
cada
das
quaes
deu
uma
tal
quantidade
de
viveres,
provisões d
’
inver-
no,
vestuários,
cafe
etc.,
com
que
algu
ma
u
’ellas
poude
carregar um
curro».
E
’
a
barca
ingleza
<True
Love»
con
struída
na
Philadelphia
em
1761, contando
portanto
113
annos
de
exislencia.
A
sepultura de Christovão Co
lombo.
—
Descobriu-se
nltimamente
na
ilha
Dominica
uma
sepultura,
que,
segun
do
as indicações,
parece
ser
a
de
Christo-
vão Colombo.
Eis
o
que
a respeito
d’
esta
desco
berta
encontramos
em
uma
folha
euro-
péa:
«No
dia
10
de
setembro,
procedendo-
se
a excavações na
cathedral
da
cidade
de
S.
Domingos,
capital
da
republica
do-
minica,
para
se
fazerem
alguns
trabalhos
de
reparos o
abbade
Billine encontrou
em
uma
excavação
praticada
no
sitio
em que
se acha
coilocada
a
cadeira
archiepiscopal,
uma caixa de
chumbo
de 49
centímetros
de
comprimento
por
20
de largo
e
21
de
alto.
«Esta
caixa,
na
qual
se
achavam
en
cerradas
ossadas humanas,
tinha
gravados
os
seguintes
caracteres.
«Exteriormente,
sobre a
tampa:
D.
de
la
A.
Per
Ate.
«Idem,
no
lado
esquerdo:
G
«Idem, na
face
anterior:
C.
«Idem,
no lado
direito:
A.
«Interiormente,
na
lampa:
Illustre
Es
lo
varon
D.
Christobal
Colon.
«O
que
se stippõe
dever
significar:
Descobrir da
America,
primeiro
almirante
Christovão
Colombo,
Almirante.
Illustre
e esclarecido varão
I) Christovão
Co
lombo.
«Esias inscripções são
em
caracteres
de
golhico
allemão.
«A
exhumação
verificou-se
em
pre
sença dos
cônsules
e
agentes
consolares
das diversas nações
representadas
em
S.
Domingos,
do
conselho de
ministéos
e
de
uma
grande multidão.
«A
tradicção
local
quer
que em
1789,
depois
do
tratado de
Bale,
quando
o
go
verno
hespanhol,
antes
de
entregar
á
França
a
parte
ésle
da
ilha de S.
Do
mingos,
ordenou
a
trasladação
das cinzas
de
Colombo
para
Havana,
um conego
sub
stituiu
por
outros
os restos
de
Christo
vão Colombo,
e
que aquelles
tivessem
sido
depositados
no
côro
da
cathedral,
á
es
querda
do
altar.
«Graças
ao
ardil
d
este
conego,
inspi
rado
quer
por
um
sentimento
de
patrio
tismo.
local,
quer
pelo
respeito
das ulti
mas
vontades
de
Colombo,
que
fixou
S.
Domingos
como
o
logar escolhido
para
a
sua
sepultura,
não
são
as
cinzas
do
grande
navegador
que
a
Hespanha possue
em
Havana,
mas
provavelmente
as
de
seu ir
mão.
•
«A
descoberta
de
10
de setembro
pa
rece
dar
razão
á tradicção.
E’
provável,
comtudo,
que
a
Hespanha
não
se
declare
convencida,
sem
discussão».
(ulierrA
do
Oriente.—
Os
últimos
lelegrammas
relativos
á
guerra do
Oriente,
são
os que
seguem:
Paris
11
—
Antivari
rendeu-se
hontem
sem
condições
aos montenegrinos.
As-
segura-se
que
a
Rússia
exigirá
occupar
as
fortalesas
turcas
de
Silistria
e
Rousts-
couch.
Belgrado
11
—
Depois
de
violentos
com-
jates
durante
cinco
dias,
os
servios
to
maram
as
alturas
que
dominam
a
praça
de
Viscb,
a
qual
capitulou
hoje
de ma
nhã,
depondo as
armas 8:600
turcos.
Constantinopla
11
O
gran-duque
Ni-
colau,
respondeu
a
Reonf-Pachá, que o
armistício
estava
acceite
em
principio,
mas
entretanto
era
necessário
accordar
nos
ireliminares
de
paz.
Faltrciinento.—
Falleceu
em
Lisboa
o
snr.
Augusto
So?omenho,
professor
do
curso
superior
de leiras
e
redactor
do «Jor
nal
do
Commercio».
O
snr.
Soromenho
era
homem
de
muito
estudo
e talento,
muito versado
em
listoria
e em
línguas
mortas, e
archeologo
notável.
Cenciino,
—
Está
a concurso a
egreja
de Nossa
Senhora
do Rozario
da
Torre
de
Coelheiros,
no
arcebispado
de
Evora.
ijivro
preeioHo.—
«
Gonsiderações so
bre
as
boas
e
más
leituras
;
pelo
Padre
Chrispim
Caetano
Ferreira
Tavares.
—
Livr.
Calhol.
Portuense, editora.
1876.
—
Preço
200'
rs.»
Eis
aqui
um
livro
que
devia
presidir
não
só
á
escolha
de lodos
os
outros
li
vros,
e
estar
como
guarda
á
perta
de
to
das
as
bibliothecas,
mas
encontrar-se
lam
bem
sobre todas as
mezas
de
leitura.
J£
’
solido,
é
bem
escripto
e
repleto
de
boa
doutrina.
Recommendamol-o
com
lodo
o
empenho. Jámais
alguém
se
arrependerá
de
o
haver lido.
Pelo
o
contrario,
bem
póde
ser
que
se
arrependa, e
Urde,
quiçá,
quem
o
houver
despresado.
Por
outra
parte,
o
livro
faz-se ler,
convida
a
que
o
leiam
até
á
ultima
pagina.
O
caso
é
que
se
principie.
Dizemos
isto,
porque
talvez,
ao ouvir
o
titulo,
alguém
o
julgue
pesado,
enfa
donho.
Não
é;
didactico
no
melhor
sentido
da
palavra,
o
precioso
livrinho
do
sr. Pa
dre
Chrispim
Tavares
é
ameno,
quanto
o
póde
ser um trabalho
do
seu
genero
;
e
o
estylo,
bastante
primoroso,
sem
ser
brincado.
O
revd.
0
auclor
das
Considerações so
bre
as
boas
e
as
más
leituras,
que
já co
nhecíamos
por
alguns
artigos
de
valia
em
jornaes
religiosos,
revela-se
nos
agora es-
criptor
de
primeira
plana
Continue
com trabalhos
didacticos
e
doutrinaes
d’
es«e
genero,
para
os
quaes
tem
uma
feliz
e
bem
pronunciada
vocação,
e, sem
sermos
prophetas
nem
filhos
de
prophelas,
lhe
predizemos
que
será,
no
campo
das
lettras,
<a
honra»
do
Clero
Portuense
ao
qual
damos
os
parabéns,
por
contar
em
seu
grémio
este
tão
valente
paladino
da
boa
causa,
depois
de
os
ha
vermos
dado
a
sua
reverencia e
á
bene-
merita
Livraria
Catholica Portuense,
edi
tora
.
«
Traçadas
no
papel
as
linhas
que
ahi
ficam
ha
já
bastantes
semans,
tivemos
pos-
teriormente
occasião
de
ler
na Palavra
vários
artigos
assignados
pelo
R.
Padre
Chrispim
Tavares,
sobre
o mesmo
assum
pto d’
este
livro
e
sobre
outros congene-
res,
em
briosa
e
elevada
polemica
com
um
jornal
do Porto (o
Commerci
o),—
ar
tigos
em
que
se
nos
revela,
além
de
um
escriptor
de
solida,
vasta
e fluente
dou
trina,
que
já
conhecíamos
um valente
e
destro
controversista,
como
se
precisam,
e
muito,
hoje em dia no
campo
catho-
lico.
Mais
um
motivo
para
d’
aqui
enviarmos
a
sua
rev.a
um
fraternal
ajerto
de
mão
e
um
affectuoso
abraço.
A’
vante
!
«Deus
o quer !»
EgrejnM
a eoiieuru».
—
Em
virtude
do
art
2."
do
decreto
de
9
de
dezem
bro
de
1862,
foram
de
novo
postas
a
concurso
por
provas
publicas
as seguin
tes
egrejas
do
arcebispado
de
Braga:
Cavèz
(S.
João
Baptista), Concelho
de
Cabeceiras
de
Basto.
Candedo
(Santa
Maria
Magdalena),
Con-
■celho
de
Murça.
Carvalhosa (SanCIago),
Concelho
de
■Paços
Ferreira.
Daião (S.
Pedro),
Concelho
de
Vianna
do
Caslello.
Fins
de
Parada
(S.
Pedro),
Concelho
de Coura.
Friande
(Santo
André),
Concelho
de
Lanboso.
Gondoriz
(8. Mamede),
Concelho
de
Terras
de
Bouro.
Larinbo
(N.
Senhora da
Purificação),
•Concelho
de
Monccrvo.
Mouçós
(Salvador),
Concelho
de
Villa
Real.
. Nogueira
(S.
Cláudio
e
S
João),
Con
celho
de
Vianna
do
Caslello.
Possácos
(N.
Senhora
das
Nevesy,
Con
celho
de ValpassO'.
Queijada
(S.
João
Baptista),
Concelho
de
Ponte
do
Lima.
Riba
Pinhão
(S.
Lourenço),
Concelho
de
Sabrosa.
Sá
(Santa
Maria),
Concelho
de Ponte
do
Lima.
Salamonde (S.
Gens),
Concelho
de
Vieira.
Samão
(N. Senhora
dos
Remedios),
Concelho
de
Cabeceiras
de
Basto.
St,a
Cruz
do
Lima
(Santo
André),
Con
celho
de
Ponte do
Lima.
Sobradello
da
Goma
(Santa
Maria),
Con
celho
de Lanhoso.
Valle Nogueira
(S.
Pedro),
Concelho
de
Peso
da Regoa.
Verim
(Santa
Maria),
Concelho
de
La
nhoso.
O
praso
de
30
para
as
habilitações
dos
concorrentes
conta-se
de
2
de janeiro
corrente,
data
do edital
de
convocação,
que
se
acha
aflixado
na
Camara
Eccle-
siastica,
no
qual
se
mencionam
os docu
mentos
necessários para
a admissão
ao
concurso.
A
’
Imploramos
a
carida
de
das
almas
piedosas
para
que
se
lem
brem
da
infeliz
Luiza
Ferreira
com
uma
esmola;
acha-se
gravemente
enferma,
e
vive
em
extrema
miséria.
Reside
na
rua
de
Guadelupe,
n.°
4.
Ajspelí»
í* earitlaile.
—
Pedimos
ás
almas
caridosas
uma
esmola
para
o
pobre
Antonio
Joaquim
da
Motta,
oílicial
de
sa
pateiro,
morador
nas Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no
ultimo grau
de
pobreza, hão
podendo,
pelo
seu
mau
estado
de saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher
e
filhos.
A
’«
peiioas
caritativas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de
paes
extremamente pobres,
que
conlinuamente
soffre
dôres
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem dar algum
allivio,
soccorrendo-a
com
uma esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A’« almaa earidoaas. —
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendo
80
annos
d
’edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a qualquer
trabalho,
lucta
com
a miséria
extrema.
JD
ANNIVERSARIO
00
FALLECIMENTO
DA
EX.
ma
SNR?
0.
MARQUEZA
MEXIA
DE SOUZA
CASTRO
«Dorme
o
corpo,
e
dos males
que
não
sente
«Alcança
a
paz
—
Depois
o
tempo
corre,
«Sem
achar
preza,
déspota
impotente
«Porque espirito
assim,
nasce e
não
morre.
Faz
hoje
um anno
!.
E
a
dôr
não
se minora
!
Morreu
1
Mas
que
digo..
.Só
se
escondeu.
Essa
que
o
vulgo
julga
a vida...
.mas
agora
?
Chorar
a
perda
d
’
um
anjo,
.é—Está
no
Ceu.
Vinte
e
dois
annos...que
sopro,
que
nada
que
viveu
!
Virtudes,
nobreza
d’
alma,
carinho
eaffeição.
Tudo
se
foi;
mas
a
saudade
revive
e faz
menção
Da
pureza
d
’um
anjo
que tanto
o
ceu enri
queceu.
Para
si
sómente
o
creou,
lá
o tem,
é
seu
:
E
cá
na
terra,
onde tudo
lhe
é
saudade
MARQUEZA
inda
goza
do
affecto
que
mereceu.
Se
é
longa
e
muito
longa
eternidade
Eterno
também
será
um
suspiro meu,
Penhor
que
me
deixou
a
soledade.
Penafiel
8
de
janeiro
de
1878.
C....
SiíDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
HEVALESCIÈ&E
DU
BARRY de
Londres.
SO
anno«
d’in>’upii>tel «
ummio
1
Combatendo
as
indegestões
(dispepsias)
gaslnca,
gastralgia
,
flegma
,
arroios,
amargôr
na
bocca,
piluitas.
nauseas,
vo,
mitos,
irritação
intestinal,
bexigas, diarrea-
disenleria,
collicas,
tosse, asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
ner»os,
diabethes,
debilidade,
todas
as
des
ordens
no
peito, na
garganta,
do
ahto,
dos
bronchites,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
uo
cerebro
e
do
sangue
85:000
curas
entre
as quaes con
tam-se
a
do duque
de
Pluskovv
das
ex.
ma
g
snr.as
marqueza
de
Biéhan,
duqueza
de
Casllestuarl,
dos
exm.
ts
snrs.
Lord
Sluart
de Decies, par
d
’
lngl.ilerra
o
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
N
0
49.842
M.
rae Mane
Jurie Joly,
de
cincoenta
annos
de
constipação,
indiges
tão,
nervoso,
insomnias, asthma,
tosse,
flatos,
espa»mos
e
nauseas.—
N.°
46:270:
M.
Roberts,
d
’uma
constipação
pulmonar,
com
tosse,
vomiios,
constipação
e
suriez
de
25
annos.
—
N.°
46:210:
O
doutoi
em
medicina
Martin,
d
uma
gastralgia
e
irrita
ção
de estomago, que o
faziam vomitar
15
a
18
vezes
por
dia,
durante
oito
annos.
—
N.°
46.218:
o
cotonel
Watson,
de
got-
ta. nevralgia e
constipação
obuinadu.
— N.°
18:744:
o
doutor
em
medicina
Shorland,
d
uma
hydropisia
e
constipação.
—
N.°
49:522:
M.
Bildwin,
completa
prostação,
paraly»ia
da
bexiga
e
dos
membros,
em
consequência
de
excessos
da
mocidade.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economiza
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/4 kilo.
500
; de
*/
a
kilo
800
rs
;
de um
kilo.
1^400
res;
de
2’
/j
kilos,
3^200
reis;
de 6
ki-
los,
6$l00;ede
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
ttevaleaeíère
ehoeoEuiatlM;
ella
res-
titue
o
appeitite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mai*
]ue
a
caioe,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
em
paus,
em
caixas
de
folha
d<
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
df
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cadi
chavena.
OU
HAKHY «fc C.»
LIUITED.
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Streef,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguislas,
mer-
eieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedeilo
<fc
C.
a
Largo
do
Corpr
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e miudo);
Azevedo Filhos,
praça
de D
Pedro,
31,
32,
Barrai
à
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por-
«o,
J
ie
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
<=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
siareelloa,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pliaun.. Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingo»
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos 31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
Vianna do t'a«-
tetlo,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog..
Rua'
graude
140.
—SuimarAes
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Caiwalbo,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva, drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Penafiel,
Miranda, pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Inuão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira, pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J. Pinto, pharm., Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva Desnè
Rahir,
Rua
de
í.edofeita,J60;
Fontes &
C.
a
,
drogs..
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108; Antonio
J.
Saldado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a
227.—
Ponte do Id-
m».
\. J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—
Povoo do
Varzím,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pbarma.
—
Valença
«9o
Hinho,
Francisco
José
de
Sousa, pharm.
—
Vills
d«
Conde,
a
.
L.
Maia
Torres,
pharm.
DESPEDIDA
Jeronymo
Pimenlel
lendo
de
partir
para
Lisboa,
e
não
podendo
despedir-se
pessoalmente
de todas
as
pessoas
das
soas
relações
e
aimsade,
recorre
a
este
meio
para
lhes
oflerecer alli
o seu
limitado
pré
stimo.
CONVITE
Tendo
fallecido
D. Maria
Pulcheria
da
Costa
Rebello,
os abaixo
assignados
pe
dem
a
assistência
dos
seus amigos aos
oflieios
fúnebres
que tem
de
celebrar-se
pela
sua
alma
na
egreja
dos Terceiros,
hoje,
15, pelas
11
horas
da
manhã,
acom
panhando
o seu cadaver
ao
cemiterio
pu
blico.
Joaquim
Maria da
Costa
Rebello
João Pereira
de
Castro
José
Antonio
d’Oliveira da
Costa
Gonçalves
José
Antonio
Rebello
da
Silva.
GRANDE
PECHINCHA
Imrgc*
do
liarão de
S. Uartinho,
ea«» d
’Alineira «fe
Pereira.
Tem
para
vender 3
machinas
de
co
ser,
do
melhor
auclor,
novas,
com
o
aba
timento
de 22$300 em
cada uma.
(699)
Grande
feira
annual
de
Santo
Amoro.
Costumando
festejar-se
annualmente
com grande
pompa
e
luzimento
a
devo
ta
imagem
de
Santo
Amaro,
na
capella
de S.
Roque,
na
freguezia de
Santa
Ma
rinha
de
Forjães,
concelho
d
’
Espozende»
no
primeiro
domingo
depois
do
dia
do
mesmo
Santo
(15
de
janeiro),
deliheraran»
este
anno
as
auctoridades
d
’
aquella
fre
guezia,
d
’accordo
com
os
mezarios
e
fes
teiros
de
Santo
Amaro,
em
vista
de
aos
sabbados
já
haver no
souto
de
S.
Roque
uma
pequena
feira «emanai,
que
desde
agora
em
diante
se faça
alli
uma
grande
feira
annual
no sabbado, vespera
da
fes
tividade
de
Santo
Amaro.
E
da
mesm»
fórma
deliberaram
que
por
occasião
de
tão
importante
feira
se
faça
este
anno,
vespera
da
dita
festividade,
sua
aparato
sa
inauguração
para
não
ficar
em.esque
cimento
tão
vantajoso melhoramento.
Será
porisso
no sabbado, 19
da cor
rente,
inaugurada
a
feira
de
Santo
Ama
ro
com
grande
pompa
percorrendo
aquel
le
vasto
souto
duas
bandas
de
musica
e
subindo
ao
ar
bastante fogo
etc.;
pelo
que
desde
já
se
pede obsequiosamenle
ao
publico
especiajmente
ás
pessoas
d'aquel-
las
proximidades que não
faltem
ahi
n
’
es-
se
dia
e
lodos
os
sabbados
seguintes
a
engrandecer
a dita
feira com
a sua assis
tência
e
além
d’
isso
com
seus
generos,
gados
e mercadorias.
Outro
sim
se
annuncia
que a.
feira se
manal
que até
aqui
se
fazia
aos
sabbados
de
tarte
continuará
para
o
futuro
a
fa-
zer-se
desde as
10
horas
da
manhã
em
diante
para
assim
dar
tempo
ás
pessoas
afastadas
comparecerem
a
tempo
e
vol
tar
a suas
casas
com
dia.
Também se
roga
ás
fregnezias
circum-
visinhas
que
concorram
áqnella
feira
se
manal
com
seus gados,
generos,
etc
Por
occasião
da
feira
(d>a
19;,
hão
de
haver
carros
de
Barcellos
e
Vianna
para
aquelle
vislosissimo
Souto. Preços
com-
modos.
Santa
Marinha
de
Forjães,
10
de
ja
neiro
de
1878.
(696)
João
Martins
Marinho.
Mudança
d'ourivesaria
Luiz
Joaquim
d
’Oliveira,
declara
que
mudou
a
oflicina
d’
ourives,
que
linha
na
rua
do
Souto
n.°
51,
para
a
mesma
rua
n.°
19, 2.°
andar
Outro
sim
declara
que contioúa
a
sa
tisfazer
com
a
maior
brevidade
e
perfei
ção
qualquer
encommenda
que
lhe
seja
feita
e
que
diga
respeito
á
sua
arte;
as
sim íomo
compra
objectos
de
ouro,
pra
ta
e
pedras
preciosas.
(698)
C1IX4
PAHI
AZEITE
No
largo
de
S.
Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para 'fender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva cinco
pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
(683)
Venda
de bens de raiz
Por
deliberação
da
Commissão
liqui
datária
do
casai
do exm."
Manuel
Gomes
da
Silva
Mattos,
creada
por
escriptura
em
7
de dezembro ultimo
feita na
Nota
do
Tabelião
João
Marcos d
’
Araujo
Ribeiro,
tem
de
ser
arrematadas
e
entregues
a
quem
mais
der,
convindo
os
preços,
a
casa
nobre
n.°
7
do
Campo de
Sant
An-
na,
as
tres
quintas
bem
conhecidas
de
Gualtar, proximo
á
estrada
de
Chaves
e
da
egreja
d’
aquella
freguezia,
com
a
de
nominação
de
quintas
da
Pia,
da
Bouça,
e
de Villar,
e
finalmente
o
campo
junto
ao
Lido
do
Padre
com frente
para
am
bas
as
ditas estradas.
Esta
arrematação
terá
logar
no
salão
do
Theatro
de S.
Geraldo ás
11
horas
do
dia
27
do
corrente
mez.
Em casa
do
snr.
Paulo
José
da
Cos
ta,
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
estão
patentes
os
esclarecimentos
que
foi
possível
obter
não
só
dos
encargos
de
cada um
dos
ditos
prédios,
como
dos
fo
ros
e
bens que
pertencem
a
cada
um.
Braga
7
de
janeiro
de
1878.
Henrique
Freire
d
’Andrade
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga
Antonio
dos Santos Azevedo
Magalhães
(693)
mlssagei
uo
Alxnanak
para
4878
Por
José
d'Oliveira
Cardoso.
A
’
venda
nas
principaes
livrarias
e em
casa
de
João
Ignacio
Bernardino,
em
Fol-
gosa
do
Douro.
Preço
50
rs.
c a
40
rs.
de
10 exem
plares
para
cima.
(674)
Banco
Commercial
de Braga
No
dia
25
do
corrente
pelas
li
ho
ras
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Ban
co,
tem
de
se
reunir a
assembleia
ge
ral
dos
snrs. accionislas
d
’
estg
Banco,
para
a
discussão
do relalorio
da
Direc-
ção
e
parecer
do
Concelho
Fiscal,
apre
sentados
em sessão de 10
do
corrente,
e
em
conformidade
com
o
que
alli
foi
resolvido,
e
em
virtude
do
arligo
33
dos
Estatutos.
Braga
11 de
janeiro
de
i878.
O
secretario,
Gonçalo
Anlão
de
Macedo
Sá
e
Abreu.
Attençào
Quem
quizer
arrendar,
ou
com-
C
Hft
prar
uma
morada
de casas,
sita
•fefaJsâ,
na
rua d0
s
out
o< (festa cidade,
de
n.
1
*
14-,
14
A
e
14
B, de
dous
an
dares,
com
boas
lojas, falle
com
seu
do
no,
Bernardo
da
Cunha
Pinto
Barbosa,
morador
na
rua
do
Corvo,
ou
Hortas,
n.*
1.
Deixa-se ficar
em
poder
do
com
prador
parle
do
seu preço, vencendo
ju
ros
de
5
por
cento.
(690)
VENDA
DE
CAS1S
r .
Quem
pertender
comprar
uma
írJiM.
,nora
^
a de casas
designadas
pelo
n.°
47 e 47
A,
sitas
na
rua
do
Sou
to,
d’esta
cidade,
falle com
José
Alves
d’
Araujo,
morador
na
roa
de S.
Marcos,
d
’
esla
mesma
cidade,
casa
n.°
10
e
10
A,
com
o
qual
se
pôde
conlraelar,
pelas
her
dar
por
disposição
lestamentaria
de
sua
fallecida
thia
Maria Josefa Alves.
(692)
Banco
Commercial Agrícola
e In
dustrial
de Villa Beal
(Soeiedade
nnonyma de responsa
bilidade
limitada)
São
convidados
todos
os
accionislas
d
’
este
Banco
a
concorrerem á
assembleia
Geral
que
ha
de
reunir-se
na
sede do
mesmo
Banco
ein
20
do
corrente
pelo
meio
dia,
para lhe
ser
presente
o
rela
tório
e
contas
da
Gerencia e
parecer do'
Conselho
Fiscal,
com
relação
ao anno dei
1877,
e se
proceder
á
eleição
da
meza
da
j
Assembleia
Geral
e Conselho
Fiscal.
Na
segunda
reunião,
cujo
dia
ha
de
ser
designado
na
primeira,
tem
de
discu-
tir-se
o
relalorio
da
Gerencia,
e-como
es
ta terminou
o
seu mandato, proceder-se
á
eleição
de
nova
Gerencia,
—
art.
os
42 a
46
dos
estatutos.
Villa
Real,
3
de
janeiro
de 1878.
Por
auctorisação do exm.°
vice-presidenle,
O
l.°
secretario,
Dr.
Augusto
Guilherme
de Sousa.
(685)
«■■■u
..«■
n
i
enw
«nq——
a—o———
RUA
DE
S.
VIGENTE
N.°
84
NOVO
ESTABELECIMENTO
DE
Domingos
Rodrigues
da Silva Braga
Primeiro bnrateiro de
Hrag».
Grande
sortimento
de
fazendas
de
lã,
seda,
e
algodão, assim
como
ratinas, pa
nos
sedões,
cazimiras
pretas
e
de
côtes,
guarda-chuvas
e
miudezas, damascos
de
diflerentes
côres
e qualidades;
que
tudo
vende
por
preço
o
mais
commodo
possí
vel.
(684)
CIItUBlCtlÃO DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRUKG1-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
i9.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(688)
Solicitador
—
A.
Lopes
da Gama
Eaeriptorio
—Taypns
n,° * — Porto
(613)
Sub
sucGursal da
\
FABIUL SINGER
17,
MJ
A
DE
S.
V
í
CE
n
TE,
17
BFUG
â
(■>-«■> de
rediieçâ» dr
jir-f-n
em
L>Ja<
m
« tiinehina«
de
e»»iur« d*
aOMP
xNÉÍIA
FABRIL
SINGER
Os
únicos
fabricantes
de machinas, com
casas
estabelecidas
em
Portugal,
para
fornect
r directamentea
ao
publico,
e
as que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição universal
de
Philadelphia.
GRANDES
FACILIDADES
DE
PAGAMENTOS
Para
adquerir as
melhores
machinas
conhecidas,
concedendo-se
mais
de
LÍM
ANHO
DE
PRAZO
a
pagar
em
pre^tuçõeM
«i»
ami
rs.
em todas
as
machinas,
quer
para
fundias,
quer
para
indusfriaès.
Não
se
exige
entrada
alguma,
ou
10
por
cento
de
abatimento,
a
prompto
pagamento.
•
t
VIM»
MilTIX Kit CASA DO COMPRADOR
Dão-se
catalogos
ilfus
rados.
com
listas
dos
preços na
sub-succursal
da
Com
panhia
ifesta
cidade, rua
de
S.
Vicente,
17.
(697)
de
Proto
carbonato
de
ferro
inalterável
DO
D
nBLAUD
Empregadas com o mais grão
successo,
depois
mais de
40 annos por a maior parte
dos médicos por
curar a chlorosie
(fluxo
branco)
doança das
mancebas filhas e to
das as
moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem
experimentado:
«
Depois 35
annos
que exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
« (Pílulas
de
Blaud) vantagems incontesta-
« veis
sobre todos os outros ferreos e eu
«
o miro como o melhor anti-chlorótico. »
Dr DOUBLE,
ex-prêsidente da
Academia
de
Medicina.
«De todas
as preparações ferreas que
<
nos hão dado
bons
resultados
no trata-
«
mento
das affeições chloróticas, as pilu-
«
las de Blaud parece-nos devem estar na
«
primeira fila. » — Diccionario univ. de
Medicina,
t. n, page 99.
Como
prova da
authentlcldade, o
nome do inventor
está gravado sobre
cada
pilnla como aqui junto
Depósitos:
Paris,
j, r.Payenne.
Em Lisboa, sur. barreio,
Loteio
FiLIÃL
C
m
'
Cala
EÇOAOMIC
*
PKYRORISTA
Sociedade
anónima
de responsabilidada
li
mitada
Cnpitni................
RUA NOVA DE SOUSA.
N.°
9
(Também
com
enfada
pela
r»a
■<»
i.ampo
BHAGA.
Empresta
<ti<■he<n>
-
bre
■
n
■
,
<
rata,
joias, papeis
■
!<*
en
gi
O»,
r<
upas,
movei-,
ierrami
ht
',
e
s«.b
e
»«•<»- e
qual
quer
objecto
do
saiof
não
ud
■<<•■>'
a
IO()
féis.
Recebe-se
dinheiro
-■«>
■
ít<-
<
pra-
so
<u
á
orqem
bouán.i"
conven
cionáveis
A
caixa
está
abe<t«
l
d
s
>■-.
da'
des
de
a>
9
h<>ra
da
m^ni.à
aié
ás
7
<la
noite,
e
nos
dias
sxn:;tii
ad>
s
e
la<á
■•!><
<t»
-ó
até
ao
meio
dià.
O
gerente
-A G.
Eerreirin
■
i.
ir
íPT
"h f
'ii u
Rua dos CapeliiBtí»a, iS
Defronte
da
Alfundegu.
T>m
no
seu estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
extrados
pelo menos
preço
possível,
a saber
cintas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom
patino,
a
80, 90.
100
e
110
o
corado;
ha
linda
len
çaria
de
seda
e
selim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para hoin
m
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
'idr<
;
jarras
de
procelana; agoas
de
colonia;
collariuhos
e
punhos
para homem;
madopolòes;
me
rinos
brancos;
pannos crús; lenços
de
cambraeta
de linho
para
bolso;
jarras
pra-
'
teadas,
em
diflerentes tamanhos;
adere
ços
e brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgoião.
largas,
para
homem, modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e
(Foutras qualidades;
lunetas
de
^rau
e
oculos;
sabonetes
sortidos; livros
lé
missa; peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pôs
d
’arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
este
estabelecimento
ha
um
sortido
completo
de
tudo
é
barato.
(606)
A
Os
iJtebuçadoM
luyííiicos,
de
na-
lureza
balsamica,
calmante, peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o melhor
dos
remedios até
iioje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
FHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(621)
DA
CASA
DE Vlfc&A POLCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazeno
se
encontram
a
retalho
as
seguintes qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza. (sem
garrafa)
150
»
»
P
>
190
»
Lagrima
....................................
200
»
Branco
de
meza
........................
210
i
tinto de
meza
fino.
270
>
de
prova
secca
.........................
300
»
Malvasia
de
2.“
.........................
360
»
»
velho................................
400
»
Malvasia, Bastardo
e Moscatel a
50(
»
Roncão ....................................
700
«
Alvaraihão....................................
560
#
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
par*
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco 120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(
tt
T!)
CIRVRCIIÃO DEWTISTA
DA
Escola
Americana
Consultono
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(687)
No
Deposito de Vinhos do
úFou-
ro
—
rua
de
S.
Marcos
n.°
15
—ha as
seguintes
qualidades
de
vinhos :
Palhete,
—
Meza
n.°
1. Estes
vinhos
teem,
augmento de 10
reis
e
garrafa.
Sem
uuginenlo de preço : —
F.
n.»
1
;
F.
n.«
2
;
F.
n.» 3;
F.
n.°
5.
=
V.
n.“
I
;
V.
n.°
2
;
V.
n.«
3
;
V.
n.°
4
=Bastardo
de
1863
=
Vinho
branco
n.°
1;
=
Vinho
branco
n.
9 2.
Vinho branco
de
1863.
=
Moscatel
n.°
I
; Moscatel n.°
2
;
Moscatel
secco
=
Malvasia
adamada
n.°
2=
Malvasia
secca.
=
Geropiga
loira
; Ge-
ropiga
branca.
=
Ligrima
branca n.°
1
;
Lagrima
loira.
ESPECIALIDADES
Vinho
de
1840=-
Alvaralhãode
1810—
Roncão
de
1820= Lacrimá-christi.
ViniioH de
diflerentes proeeden-
ciaa
t
Collares
;
Madeira,
de
diversos
pre
ços
e
muito
baratos
;
Xerez;
Moscatel
de
Setúbal
; vinho
de
Valdepena
;
Bordéus
;
Champagne.
NO MESMO
ESTABELECI
MENTO
HA
:
Doce
de
toda
a
qnalidade
de
fructa,
tanto
em
sêcco
como
em
calda
;
licoTes
francezes
;
massas
para
sopa;
farinha
de
diversos
legumes
; conservas
;
mostarda
;
peixe
d’escabeche
;
sardinhas
de
Nantes;
ostras
frescas
em
latas
;
amêndoas
de
di
versas
qualidades,
com
caixas
de
cartão
muito
bonitas
para
as
mesmas;
chocolate
hispanhol
;
chá
Hysson
e
preto
;
bolacha
ingleza
de
diversas
qualidades
;
biscoito
vallongense,
o
melhor
que
se
fabrica
;
quei
jo
londrino,
papel,
llamengo
e
suiço. E
muitas
outras
coisas
próprias
para
o
Natal.
NO
MESMO
ESTABELECI
MENTO
Ha
um
excellente
restaurante,
e
se
apromptam
consoadas
de
qualquer comi
da,
tanto
em
carne,
como
em
doce.
—
Tem
sempre
fiambre,
e
aos
domingos
fazem-se
alli
pastelinhos
de
massa
á franceza,
tanto
de
carne
como
de
diversos
doces
=
Mor-
ceilasde
lombo
de
porco
e
de
doce:
aprom-
tando-se
também
caixas
enfeitadas.
15
—RUA
DE
S.
MARCOS —
15
(643)
—
i
.
nw
m i —uurn
i
MMTMM
BagtaftMnw
iOTi ,ir •
—nurv.1,
BRAGA, TYPOGRAPHIA LUSITANA-—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
