comerciominho_14111878_861.xml
- conteúdo
-
e.°
w.°
1
4
DE
NOVEMBRO
Soldado obscuro,
mas
fiel
da
legitimidade,
não
podemos'
deixar
de
vir,
n’
este
dia
de lugubre
recordação,
pagar o
nosso|
preito
de saudade
á
memória
do
Principe, que
havendo
occu-
pado
o
throno
portuguez, tanto
pelo
direito
hereditário,
como
>
pela
vontade
quasi
unanime
da
nação,
foi
depois
pelo
vento
revolucionário
arrojado
ás
terras
do
exilio,
para
alli
se
finar
—
|
faz
hoje
12
annos
—
chorado
por
todos os
seus
amigos,
e
res-|
peitado
até
por
muitos
dos
proprios
adversários.
Quem
estas
linhas
escreve
sahia
apenas
das
faxas
infantis
I
quando
o
rei,
que
na
série
dos descendentes
de
Affonso
Hen-|
riques se
chamou
D.
Miguel
I
do
nome,
cedendo
á
força
dosl
acontecimentos,
embarcava
em
Sines para
não
mais
voltar
as
vêr o
sol
da
sua
patria.
Bebêramos
porém
com o
leite o
amor!
e
o
respeito
ao desventurado
Principe;
e
depois
o
desenvolvi-f
mento
da
razão,
o
estudo da
questão
dynastica,
e
mais
que!
tudo
a
meditação sobre
o
estado
de
progressiva
decadência
do!
nosso
paiz
sob
o
funesto regimen da
Carla
e da
dynastia
bra-1
zileira,
cada
vez
nos
avigoraram
mais
na
alma
a
convicção
de!
que
da
parte
do
Snr.
I).
Miguel
de
Bragança
estava o
direito,!
e
na sua
Augusta
Pessoa concentrada
a unica
esperança
da
|
regeneração
futura
d
’esla
nossa
malfadada
terra.
Os
erros,
que
o
Snr.
D. Miguel
commettêra
como
rei,
havia-os
remido
todos no
atroz
martyrio
de
trinta
e
dous an
nos
passados
no
exilio
em
terra
extrangeira
;
e
o
seu
vulto,
engrandecido pela
adversidade
supportada
com
resignação
e
honra,
afigurava-se-nos
mais
respeitável
ainda
do
que
quando,!
fluctuando-lhe
dos hombros juvenis
o
manto
da
realeza,
incli-1
nava o
sceptro
de seus
maiores
sobre
alguns
milhões
de
sub-g
ditos.
Foi
por isso
que
derramámos
sincero
pranto
quando
a!
súbita
e
infausta
nova
do
seu
passamento
nos
perpassou
peloÈ
ouvido. E
’
ainda
por
isso
que
o
dia
14
de novembro
não
póde|
passar para
nós
desapercebido,
e
sem
que,
com
os
olhos
ai
marejarem-se-nos
de
lagrimas e
o
coração
oppresso de dôr, en
viemos
ao
Altissimo
uma
fervorosa
prece
por alma
do
rei-mar-.
tyr, que
em
igual
dia de
1866
foi
dar
contas ante
o
Juizo
Di
vino
da
sua
não
longa,
mas
sempre
atribulada
vida.
Insondáveis
Decretos
da
Providencia
!...
Dicla-os
irrevoga-
velmenle
Aquelle,
de
cuja
Mão
poderosa
pendem
os
destinos
dos
povos
e
dos
reis!
E
nós, como christãos, devemos
con
formar-nos,
e
humildemente
nos
conformamos
com
elles
!
Mas
junto
do
tumulo,
que
guarda as
cinzas venerandas
do
que
foi
nosso
legitimo
rei,
ergue-se
cheio
de
vigor
e
de
vida,
seu
Filho
e
herdeiro...
herdeiro
dos seus
incontestáveis
direi
tos,
das
suas
régias
virtudes
e
do
seu
sympalhico
e
adorado
nome.
Para
elle
convergem
hoje
as
nossas
vistas
;
e
se
o
luto,
que
trajamos
n
’
este
dia,
lhe
attesta
a
indelevel
saudade
e
o
profundo
respeito, que
dedicamos
á
memória
de
seu
Augusto
Progenitor,
também
serve
de
provar-lhe
ao
mesmo tempo
que
continúa
a
ter
em
nós
súbditos
fieis,
dedicados
amigos
e
man
tenedores firmes
e
indefèssos
da
sua
causa,
que
é
simultanea
mente
a
causa
da
Religião
e
da
Patria.
Que
o joven Principe,
exul
como
seu
Pae
em
longiquas
plagas,
mas
sempre
presente
em
espirito
aos
que
nos
consi
deramos
seus
vassallos,
acceite,
com
toda
a
sua
Regia
Família,
esta
sincera
expressão
dos
nossos
sentimentos.
Vem
do
fundo
d’alma
os
nossos
preitos;
proferidos
junto
de um
tumulo,
che
gariam
a
ser sacrílegos se
não
fossem singelos e
lealdosos.
Não se
lisongêam
os
mortos,
nem
se
lisongêam
os
vivos
quan
do
lhes
não
sorriem
as
auras
da
ventura.
Podemos
pois erguer
affoutamente
a
nossa
voz,
que
é
um
ecco
fiel
de
muitos
mi
lhares
de vozes
portuguezas, e
repetir
ainda
as
palavras,
que
ha
doze
annos estampava
o
principal
dos
jornaes
legitimistas
d
’
esta
terra
:
«
Confiamos
que
Vós,
Senhor,
se
o
Omnipotente vos desi-
«
gnar
um
dia
para
realisar nossos
desejos, como permittio
que
«
em
Vós
recahisse
felizmente
o
direito, sabereis
manter
sem-
«
pre a
Religião
Gatholica
;
conservar
a integridade
da
Patria
;
«
respeitar
as
leis;
e
fazer
do
Filho
do Proscripto
uma
ban-
deira
de
paz,
de
amor,
de
conciliação
e
de
verdadeira
liber-
;«
dade».
I
D.
M
S.
te
dos
altares,
os
crepes
luctuosos
em
que
se acha
registada
aquella
dacla,
desfolhamos
sobre
ella
os
goi
vos
da
saudade,
e
endereçamos ás
alturas
as
ferventes orações
que
aproveitam
aos
que
já
não
são d
’
es-
te
mundo.
C.
V.
Ltaboa,
S
de
novembro
de
1#Í8.
fDo
nosso correspondente).
A
situação
está
julgada.
A
ultima
eleição
de
domingo, foi
a
de
monstração
mais
cabal
da
an
*
?ipathia
da
capital
ao governo,
a
quem
o
snr.
D.
Luiz,
quer
perdidamente.
O
ministério
envidou
todos
os
esfor
ços possíveis,
no
intuito
de
vencer
o
can
didato
da
opposiçào;
os
eleitores,
porém,
não por méra
sympalhia
a
favor
do
snr.
Barros
e
Cunha,
senão
por espirito
de
dar uma
bofetada
mestra
na
face
do
go
verno,
dérara
a
victoria
ao
candidato
op-
posicionista.
Foi
mais
uma
manifestação
solemnis-
sima,
e
de
todo
ponto
persuasiva
dada
pela
capital
contra
os homens, que
es
tão
a
escarnecer
da
paciência
publica pro
tegidos pela
Ajuda,
que
continúa
a
os
tentar-se
surda
aos
clamores
populares,
talvez
para
expiar
em
breves
dias,
a in-
differença,
com que
attende
á voz da
nação
faminta
de
justiça,
sequiosa
de um
governo,
que
deveras
a furte
ao
acer
vo
de
infortúnios,
que
a
trabalham.
Deus
escreve
direito
por
linhas tor
tas.
A dynastia talvez
abra
os
olhos
d
’
al-
ma
ainda,
mas,
quem sabe?
será
tarde.
—
Do
estrangeiro
não
são
muito
paci
ficas
as
noticias.
A
Rússia
parece não
desistir
das
suas
vistas
de
chegar
a
braza
á
sua
sardinha,
inulilisando
o
accordo
da
conferencia
de
Berlim, que
afinal
tudo
diz
que
não
foi
senão
uma
simples
tregoa,
embora
com
alguma
vantagem immediata
da
Inglater
ra, pela
aequisição
da
ilha
de
Chypre.
Mas,
não
soílre
duvida;
os
horisontes
políticos
toldam-se;
as
nuvens,
precurso
ras
de
terrível
tempestade, agglomeram-
se;
tudo
presagia
que
a
paz,
ha
pouco
firmada
entre a
Rússia
e
a
Turquia,
não
foi
senão
prenuncio
da
guerra
colossal,
que
ha
muito
ameaça
revolver
as
grandes
potências
n
’uma lucla
gigante,
cujo
ter
mo,
estou,
será
íunestissimo
á
causa
da
revolução.
Que
significa
a
permanência
das
forças
moscovitas
no
império
russo, a
despeito
do
tratado
de
Berlim?
A
Inglaterra
não
póde
vêr
impune
mente a
Rússia
zombar
da
obra
britâni
ca,
e
porisso
asseverava-se
em
Londres
que
o
governo
inglez se dirigira
ultimamente
ás
potências
exigindo que
interviessem,
para
que
o
alludido
tratado
fosse
uma
realidade.
Farão
as
nações
ouvidos
de merca
dor
ás
instancias
da
machiavelica
Gram-
Bretanha?
Não
me
parece
que
a
Prussia,
e
a
Áustria
se
inquietem
com
os
esforços
da
Inglaterra
tendentes a
obrigar
o
governo
do
imperador Alexandre
a
desistir
do
in
tento
de
annullar
o
accordo
de
Berlim,
em
tudo,
quanto
elle
possa
obstar
á
rea-
iisação
do
pensamento do
Czar,
em
pro
veito
do
seu vasto
império.
E
a
Inglaterra
sem
o
appoio
da
Prus
sia,
mormente,
que
póde
influir
na
polí
tica
do
Oriente,
e
europea
lambem?
E
’
de
crer
que
a
diplomacia
ensaie
todos
os
meios
possíveis
para
conjurar
a
tempestade;
não
julgo,
porém,
que
el-
les
sejam
efficazes.
O
labyrintho
de
dif-
liculdades
creadas
pelos
que
leem
preten
dido
pescar
nas
aguas
turvas,
ou
que
imprudentemenle
leem
permittido
o
desen
volvimento
prodigioso das
forças
dos
di
versos
partidos
infestos
á
causa
da ordem,
e
do
direito
aqui,
e
alli,
diflicilmente
po
derá
desappareçer
sem
um
ultimo
esforço
das
potências
contra
os que
ha
muitos
annos
parecem
apostados
a
banir
Deus
da
sociedade,
e
estabelecer
sobre
as
rui
rias
de
todos
os
princípios
de
verdadeiro
isocego
publico,
e
de
moralidade,
o
im
pério
da anarchia
com
todo
seu
cortejo
Ide
abominações.
—
Da
capital
não
vos posso
dar
outra
novidade
hoje,
senão
que não
ha
nada
de
novo.
Os corrilhos
liberaes sustentam
a
mes
ma
guerra de
arguições,
e
denuncias,
que
14 DE
K0VMB80
Curvemos
hoje
a
fronte
em
pre
sença
de
um
tumulo
que,
em
14
de
Novembro de
1866,
se
abriu
pa
ra
encerrar,
para
sempre,
os
últimos
despojos
de um
rei.
Luctuoso
anni
versario,
que
em terras
do exilio
faz
orvalhar
de
lagrimas
esse
tumulo,
e
em
terras de
Portugal
revive
pun
gentes
saudades
do
passado
!
Este
saudar
do
passado
não
é a
desesperança
do futuro, é a fé
que
se
consagra
ao
porvir
;
—
não
é
o
apê-
go
infecundo
e
intolerante
do
que
só
a
historia
póde conservar;
é
o
meditar
solemne
da razão allumia-
da
pelos
ensinamentos
que
offerece
a
biographia
de
um
homem
que
tez
uma
epoca,
e
cujo
nome,
bem
que
rido
até
o delirio
por
uns,
e
abor
recido
até
o odio
por
outros,
pas
sado
o
tormentoso
cyclo
da
sua exis
tência,
foi
saudado
por
todos quan
tos
toem
coração
portuguez,
sem
des
vios
de
eschola,
nem
preconceitos
de
educação.
E
’ que
pela
fronte
d
’
aquelle
ho
mem,
que
era
portuguez
em
tudo,
havia
roçado,
com
a
sua
aza
temí
vel,
o
genio
da
desventura, e
o
seu
coração
havia-se
patenteado
grande
e
generoso,
e
a
sua
alma cerrada
a
toda
a
ruim inspiração
do odio
ou
da vindicta. E
’
que elle
tinha
sido
rei
de
Portugal,
o ultimo rei
legitimo
que
occupou
o
throno,
e,
coagido
pela
força
a
ir
amassar
o
pão
negro
do
exilio
com
as
lagri
mas
de
saudade
pela
palria,
soube
alçar-se
de
rei
deslhronado
a
heroe
do
martyrio,
e
de
chefe
infortunado
de
uma
nação
a
modelo
e
parady-
gma dos
grandes
espíritos
que
anhe-
lam
á
perfeição.
Depositário
da
fé
nacional,
no
que
ella
póde
ter
de profícuo,
verdadeiro
e
efíicaz, soube
transmittil-a, como
herança
inviolável
a
seu
Filho,
para
que
este
lidasse
em
objectival-a
no
futuro,
que
desde
o instante
do
seu
passamento,
ia
pertencer
á
sua
pos
teridade
e
á
patria.
A corôa
do
seu
martyrio
legou-a
esmaltada
com
a
lealdade
do
seu
proceder,
cora
a
no
bre
firmeza
dos princípios,
com
a
pureza
dos
dogmas
politipos
que são
absolutos
em
todos
os
tempos,
quan
do são
a
verdade
indeclinável
que
dimana
da
justiça
divina,
base
de
toda
a
prosperidade
social.
Quando
no
livro
das
existências,
a
mão
de
Deus
voltou
a
pagina
dou
rada
da
vida
extraordinária
d’
este
grande
Príncipe,
e appareceu
o
seu
nome
em
pagina
de
lucto,
eclypsou-
se,
para
sempre,
o
sol
de
uma
gran
de
memória,
e
a surpresa d
’este
acon
tecimento
infausto
fez
gemer
de
pranto
e
dôr
a
quantos abrigam no
pei]o
os
sublimes
sentimentos
que
honram
uma
nação,
e
a
quantos
guardam
na consciência de
portu-
guezes
fieis
o
deposito
das
crenças
inabalaveis,
que
constituem
o
penhor
da
regeneração
futura de
Portugal.
O
Príncipe
soubéra
conservar,
inte
merato,
o
symbolo
d
’
essas
crenças,
e
as
phases
extraordinárias
da
sua
vida,
lidando,
com
esforço
quasi
so
bre
humano,
no
interesse
d
’
essa
con
servação,
captaram-lhe
tão
compa
cta
admiração
e
veneranda
memória,
que
por
longos
tempos
se reviverá
nos corações
o
anniversario
fúnebre
de
D.
Miguel I.
E
eis
porque,
estendendo,
cm
fren
dão
a
exacta
medida
do
que
são
os
ho
mens, que pretendem
escalar
a
cidadella
do
poder, ou defeudel-a
a todo
transe.
O
espectador
attento d
’
esta
pugna,
mais
ou
menos
indecente,
mais
ou menos
inglória,
tira
o
logico
corollario, e
acaba
por
vendar
os
olhos,
para não
continuar
a
vêr
tantas,
e
tamanhas
misérias.
Todavia,
«ralham
as
comadres,
desco
brem-se as verdades>.
Todos
elies
gritam,
por seu
turno,
que
a
temerosa
decadência
do
paiz,
pro
cede
do modo inhabil,
como
os
governos
liberaes
teem
dirigido
os negocios
públi
cos.
Todos
elies
dizem
a
verdade.
Os
filhos
da
revolução
médram,
por
que
a
bolsa
do
povo
tem
dado,
e está
dando
para
as
orgias,
e
pagodes
da
li
berdade;
mas
a
nação
sente-se
anémica,
e
começa
a
descoroçoar.
Ella
sabe
que
poderia surgir
do
leito
da
agonia,
onde
se
estorce,
para
a
vida,
e
prosperidade,
se
lhe
pozessem
á
cabe
ceira
outros
médicos;
porém,
saidos
da
escola,
onde
se
aprende
a
curar
radical
mente,
em vez
de
matar,
mais,
ou me
nos
lentamente;
é,
comtudo,
incompre-
hensivel
que se
resigne,
e
vá
soffrendo
os charlatães,
que
ahi
lhe estão
appli-
cando,
com
tanta
frequência,
largas
san
grias,
embora
a
vejamos
já
quasi
exan
gue.
E
toda
gente
espera
que
o prurido
de
haver
dinheiro,
muito
mais
dinheiro
ainda,
para
gastar liberalmenle,
se desen
volva
de janeiro
em diante,
e
se
vá
á
porta
do povo
pedir
lhe
mais
alguns
mi
lhares
de
novos
tributos
para
as
urgên
cias
liberaes.
'
Prestar-se-ha a
nação a mais
ainda
o
referido
sacrifício?
Estou
que
sim, porque este
nosso
bom
povo
sofTre
tudo.
Se
elle
soílre
o
liberalismo!...
Mas
emquanto
a
justiça
divina
não
está
satisfeita,
porque depois...
O
sangue dos
portuguezes
de
1640,
de 1808,
e
1828
pulsa
ainda
nos
filhos
de
Portugal.
Crede
que
virá
o
dia,
em que a
na
ção
diga
á
revolução
:
BASTA
!
Todo
vosso
A.
ro
andar
era
elle
e
sua
esposa;
que
sua
esposa
nunca
fôra
modista.
—
E’
cora
a
do
primeiro
andar,
já
o
disse;
use
dos
seus
meios,
—
atalhou
o
snr.
da
fazenda.
U
honrado
e
probo
militar
retirou-se
indignado
com
o
modo
medianamente...
cortez
com
que
fôra
acolhido.
Usou
dos
seus
meios,
recorreu ao
tri
bunal
competente,
e
foi
attendido,
como
era
dinteira justiça.
Poderão
observar-nos
que
o
snr.
da
fazenda
andou
em
tudo
isto
da
melhor
boa-fé.
Pois
não
andou,
não,
senhores.
Logo
que
soube
que
o
alludido
cavalheiro
ob
tivera
provimento
no
seu
recurso, o
snr.
escrivão,
incendido
em
zelo
pelos
interesses
do...
Estado,
mandou
um
seu empregado
informar-se
com
os
visinhos
do
distincto
militar.
Fez
mais.
Vendo
que esse
empregado
não
colhera
senão
a
verdade,
=
—
que
a
se
nhora
em
questão
nunca
íôra
modista,—
■
foi
elle
proprio
em
pessoa,
inteirinho
em
carne
e
osso,
confessar
novamente
aquelles
visinhos.
—
Não
é
modista,
nunca
foi
modista,
—responderam-lhe
una
voce
os
visinhos
Em
vista
disto,
não
lhes
parece
que
o
snr.
da fazenda
devia
colher
as
velas
de
sua iu-ta
impaciência,
e
ficar
satisfeito?
Pois
não
ficaste...
Nem
podia ficar.
Na
verdade
custa
muito ser
a
gente
um
poço
de
zèlo
em
qualquer conjunctura,
e
virem-nos
barrar
a
bôcca
assim
com
toda
a
sem-ceremo-
nia...
Porisso
o snr.
escrivão
lembrou
se
de...
indeferir
o deferimento
do conselho
de
districto;
mas
debalde,
positivissima-
mente
debalde.
Fique
isto
archivado
para
honra
d
’
aquelle
tribunal,
composto
d
’
ho-
mens
illuslrados
e
íntegros.
Continuaremos.
B.arajíso».-
-Na
terça-feira
á
noite
os
larapios
assaltaram uma
casa
da
rua
de
S.
Victor, pertencente
a
um
commerciante
da
mesma
rua.
O
roubo
foi
insignificante.
Sova
jornaR.—
Recebemos
n
’
esta
re-
dacção
a
ainave! visita
do
snr. E.
Gui
marães,
redactor d
‘
um
novo
jornal,
que
com
o
titulo
de
«Echo
do
Brasil»
vae
começar
a
sua publicação diaria
no
l.°
de
janeiro
proximo.
Será
coinpletaraente
estranho
á
política
o
novo
jornal,
e,
segundo
o
prospecto
que
temos
á
vista,
dedicar-se-ha
exclu-iva-
mente:
l.°
—
A
advogar
os
interesses
da
colo-
nia
portugueza
no
Brasil
e
a tratar
de
todos
os
assumptos
que,
directa
ou
indi-
reclamente,
digam
respeito
ás
relações
entre
os
dois
paizes:
—
2.°
—
A
’
parte
no
ticiosa
do
que
occorrer na
capital e
em
todas
as
províncias
d
’
aquelle
império,
para
o
que
já
está
habilitado
com bons
cor
respondentes:
—
3.®
—
Ao
movimento
com-
mercial,
industrial
e
financeiro dos
dois
paizes:
—4.°
—
A
tratar
lodos
os
assumptos
(Tinleresse geral
para
Portugal
com
ab
soluta independencia
e
imparciliadade:—
5.°
—
A
’
parte
noticiosa
geral
e
especial
do
paiz:
—6.°
—E
finalmente
á
difusão
da
sciencia
pratica,
sobre
todos
os
seus
ra
mos,
dando desenvolvimento a
todas as
ideias
que
possam
concorrer
para
o
pro
gresso
inlelleclual
e
material do
paiz.
A
correspondência
deve
ser
dirigida
a
E.
Guimarães,
—Lisboa
Ohíto.
—
Falleceu
ha
dias
no
Porto, no
hospital
do
Terço,
o
snr.
Manoel
José
da
Silva
Araújo,
amanuense
da
camara
de
Viila
Nova de
Famalicão, o
qual
havia
ficado
horrivelmente ferido
em
resultado
do
des-
carrilamento
do dia
11
do
mez
passado
no
caminho
de
ferro
do
Minho.
O
finado
havia
soífrido
com
a
maior
coragem
a
amputação do
braço
e
perna
direita. A primeira
operação
fez-se
no
dia
seguinte
ao
do
desastre
e
a
segunda
no
dia
27,
apresentando
depois
o
estado
ge
ral
do doente um
caracte: satisfactorio,
até
que
na
quinta-feira
ultima
lhe
sobre
veio
o
tétano,
que
o
victimou.
O
snr.
Araújo
deixa
viuva
e
qaalorze
filhos, que
teem
como
únicos
areparos
os
dous
irmãos
mais
velhos.
PublieafõeH.
—
Continuamos
a
en-
numerar
as
publicações
que
vamos
rece
bendo, e
cuja
offerta
muito
agradecemos
a
auctores
e
editores:
Exoaerafãe.
—
Ao
exc.
mo
snr.
José
Rebello Cardoso
de
Menezes
foi
concedi
da
a
exoneração,
que
pedira,
do
logar de
director
do
correio
d
’
esta
cidade.
Yaqiaidcvçíio.
—
Diz-se
que
por
causa
da
pouca
ponctualidade
nas
entradas
de
vidas
pelos
snrs.
accionístas,
vae
liquidar
a
companhia
dos
carris americanos
d
’
es-
la
cidade.
FalEeciraento,
—
Por 6
horas
da ma
nhã
d
’
ante-hontem,
falleceu
n
’
esta
cidade
o
snr.
João
Pedro
Pereira Pinto
Barreto,
honrado
legilimista
e
cavalheiro
muito
considerado.
O
finado
exerceu
vários
cargos,
entre
elies
o
de
sargento-mor
d
’
ordenanças,
e
almotacé
de
Braga.
Foi
hontera sepultado no
cemiterio
pu
blico,
depois
dos officios que
teve
no
tem
plo da
Misericórdia.
A
seu neto, o
nosso
amigo snr. Joa
quim Augusto
Barreto
Pimentel,
enviamos
comprimentos
de
pesames.
Aos
snrs.
ministro
da
Fazenda,
e
SSeieyado
do
Theznuro
<l’
este
«tistrieto.
—
As
repartições da
fazenda
são
em
quasi
lodos
os
districtos,
se
não
em
lodos,
um...
cahos temível.
Continuem
os
factos
a fallar
da
d
’esle
boníssimo
con
celho.
A
uma
mulher
que
habitava o
ultimo
andar
d
’
uma
casa
do
campo
da
Vinha,
mandaram-lhe,
ha tempos,
de
presente
um
aviso
declarando-a
collectada
por
exercer
a
profissão
de
modista.
Esta
mulher
vivia
só
com
uma
(ilha,
e
provia
á
sua
subsistência
d’
uma exigua
mezada
que
uns
seus
parentes
lhe
man
davam.
O
indivíduo
que
tomára
sobre
si
o
arrendamento
total
da
casa,
foi
ter
com
o
snr.
escrivão
da fazenda,
e
fez-lhe
ver
que
havia
manifesto
engano
no
lançamento
de
tal
contribuição.
—
Tem
razão,
conclue
peremptoria
mente
o snr.
da
fazenda,
essa
colleela
entende-se
com
a inquilina
do
primeiro
andar.
O
indivíduo,
um
honrado
militar,
fi
cou
estupefacto,
e
explicou
ao
snr.
es
crivão
—
que
quem
habitava
o
tal
primei
—La
Naluraleza—Revista
de
ciências
y
de su
aplicacion
á
las
artes
y
á
la
in
dustria.
Temos presente
o
n.°
49
d
’esla
for
mosa
e
interessante
revista,
que
sae
em
Madrid
semanalmenle.
Tem
por fim- esta
publicação,
pôr
ao
■^Icance
de
todos
os
progressos
realisados
nos
múltiplos
ramos
do
saber humano.
Contém
este
n.°
vários
artigos
scien-
tificos
e
32
excedentes
gravuras.
—
Atravez
d
’Africa
—
Viagem
de
Zan-
zibar
a
Benguella.
—Por V.
L.
Cameron
—Traduzido
do
inglez
por
Francisco
de
Lencaslre.
numero
normal,
o
rendimento
annual
se
ria pouco
mais
ou
menos
de
2,779:875$900!
E note-se
que
o «Times»,
apezar da
sua
enorme
tiragem,
não
faz
pagar
a
linha
de
annuncio
por
mais
de
400
a
600
reis,
lermo-medio.
Nos
jornaes
americanos
o
preço
de
cada
linha
é
em
geral
de
um
dollar
ou
920
reis. Muitos
domingos dá
o
«New-York
Herald»
vinte
paginas
de
impressão, isto
é,
120
columnas,
das
quaes
80
são cheias
de
annuncios.
Segundo
o
«Anglo-Amarican
Times», só
a
cidade
de
Nova
York gastaria á sua parte
em
an
nuncios
para
cima
de
4,500:0o0$900.
E
para
confirmar
isto,
accrescenta
este
ul
timo
jornal:
A
casa
Steward
ha
algum
tempo
gasta
450:000^000
por
anno
em
annuncios;
Lorel
Taylor,
200:000^000;
Babitti,
200:000^000;
Robert
Bonner,
180:000$; Arnold
e
Constable,
137:000$;
e
o
famoso
Barnum,
pelo
menos
360:000$.
CongregaçfieM
religiosas.
—
Em
França
contam-se
5
congregações
de
ho
mens,
nas
quaes
estão
filiadas
2:418
pes
soas;
e
4
coramunidades
de
indivíduos
do
mesmo
sexo,
que
contam
84
membros.
Ha
528
associações
religiosas
de
mulheres
dedicadas
ao
ensino,
e
que
dirigem,
10:591
escolas
publicas e
5:537
escolas particu
lares
Em
resumo
existem
em França
200:000
religiosos
comprehendendo
homens
e
mu
lheres.
Terrível
naufrágio.—
Fallase
de
um
terrivel
naufragio
que
se
deu n’esles
últimos
dias
entre
New-York
e
Anvers.
Lm
navio
pertencendo
a uma
das
grandes
casas
francezas
virou-se.
Trezen
tas
pessoas
afogaram-se.
O
capitão
e
dous
marinheiros,
recolhidos
no mar por
um
navio
inglez,
foram
os únicos
que esca
param
a
esta
terrivel
calastrophe.
Diz-se
que
o
filho
do
proprietário
do
navio,
e
que
voltava
dos
Estados
Unidos,
é
uma
das
vi-
climas.
Faltam
detalhes.
O
Catholieisino
nõo
morre.
—
A
aristocracia
russa
começa
a
vol.ar
os
olhos
para
Roma.
Em
S. Petersburgo
são
in-
numeras
as
famílias
que se
teem
feito
ca-
tholicas.
Metade
da
aristocracia já
se
con
verteu,
conientam-se
sómente
com
prati
car
em
segredo
os
deveres
do
catholicis-
tno, para
evitar
perseguições.
Este
movimento
não
se limita
á
aris
tocracia:
em
Kiew
ha
famílias
de
popes
que
abraçaram
o
catholicismo,
as
quaes
não
tardaram
em
seguir
os
mesmos po
pes.
Cardeal Cutten.
—O
Cardeal
Cullen,
uitimarnente
fallecido,
nasceu
em
Dublin,
no
anno
de
1803 e
pertencia
a
uma
il-
lustre
familia
catholica.
Estudou
em
Ro
ma,
sendo
nomeado
por
Gregorio
XVI
reitor do
collegio irlandez
que
levantou
ao
maior
grau
de prosperidade. Em
1850,
Pio
IX
preconisou-o
arcebispo
de
Arenagh,
transferindo
o
depois
para
Dublin.
Foi
uma
perda
muito
sensível
para
a
Egreja d
’
In-
glaterra
e
para
toda
a
christandade.
Preço ds»
eereae».—
Na
terça-feira
ultima,
n
’
esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Publicou-se
o fasciculo
5.
*
d
’
esta
obra,
cuja
curiosidade
já
lemos
feito
conhecer
ao
leitor.
São primorosas
as
gravuras
que
a
adornam,
e
nitidíssima
a
parte
typogra-
phica.
As
requisições
devem
ser
feitas
aos
editores
Mattos
Moreira
&
C.a
, Lisboa.
—
Revista
de
direito
administrativo
—
Redactor
Caetano
Prelo
Pacheco.
Recebemos
o n.°
11,
correspondente
a
novembro.
E
’
na
sua
especialidade
uma
das
mais importantes
revistas
que
vèem
a
luz
publica
ern
Portugal.
—
O
Mensageiro
do Coração
de
Jesus.
Boletim
mensal
do
Apostolado
da
Ora
ção.
Este
excellente
boletim
é
publicado
sob
a
direcção
intelligentissima
do rev.
mo
dr.
José
Rodrigues
Cosgaya, de
cuja
vas
ta
erudicção,
piedade
e
zèlo
apostolico
dão
alto
testimunho as
obras
em
hespanhol
e
em
porlugez
devidas
á
sua
penna
incan-
çavel.
—
Reacção
e
propaganda,
por Francis
co
Manique.
D
’este
precioso
livrinho
limitamos-nos
agora
a noticiar
o
seu
apparecimento,
e
a recommendal-o
com
todo
o
empenho.
D
’
elle
diremos
brevemente
mais
d
’
espaço.
—
Sentido
litteral,
moral
e
historico
dos
ritos
e
ceremonias
da
Missa—
Vertido
e
resumido
por
Anlonio
Fernandes
Cardo
so,
presbytero
do
bispado
da
Guarda.
Muito
importante
para
todos
os
catho-
licos
é
esta obra,
que
a
casa
Chardron
acaba
de
editorar.
Recommendando-a
como
a
antecedente,
sobre
ella
faremos
menção
especial.
—
O
procurador
de
si
mesmo,
—
pelo
dr.
Narciso
de
Monte
Leão,
e
Coda
Pe
reira.
Está
publicada
a
4.a
parte
d’
esse
li-
'vro,
—
guia
indicador
das
diligencias
a
se
guir
em
lodos
os
tribunaes
e
instancias
do
fôro
commercial,
civil,
criminal,
eccle-
siastico,
ou
administrativo.
Continua n
’
esta
4.
a
parte
a
tractar
do
processo
no
foro
civil
em
harmonia
com
o
novo
codigo
administrativo,
contendo
trinta
e
ires
fórmulas
de
requerimentos.
—
Historia
de
Portugal
illuslrada
(Fas.
21).
E
’
editorada
pela
Empreza
Litteraria
de
Lisboa
esta
publicação.
A gravura
que
acompanha
este
fasciculo,
allude
á
corte
poética de
D.
Diniz.
—
Diccionario
de
geographia universal
—
Por
Uma
sociedade
de
homens
de
scien-
cia.
Recebemos
os
fase.
n.°
’
61 e
62
d
’
es-
te
diccionario.
que
tem
merecido
o
mais
lisongeiro
acolhimento
de
toda
a
impren
sa
portugueza,
e
d
’alguns
importantes
pe
riódicos
estrangeiros.
Corre
de
lettras
COV
a
CUL.
Tres
verbos.
—
Dizia O cardeal
D.
Veríssimo
de
Alencastre,
que
em
todos
os
negocios
havia
de
haver
estes
tres
verbos
^escolher,
suppor
e
acceitar.
=Isto
é=-
escolher
o
melhor;
suppôr e
acceitar
o
que
vier.
JPwra
si
historia
«las
eleições.
—Lemos
em
a
«Nação»;
j^Diz
hoje
um
collega
que
n’
uma
con
ta
de
despezas
apresentada
á
opposição
em
um
concelho
do
circulo
de
Guadiana
appareceram
163
navalhas
.distribuídas
aos
eleitores.
Parece-nos
ferros
de
mais.
® resaslen»
ansitmeiot.
—
Um
correspondente
do
«Graphic»
poz-
se
ha
i
res annos
a calcular
o que
deviam
render
as
67
columnas
de
annuncios
de
um
numero
normal,
o
rendimento
do
«Times»,
que tinha
presente, e
chegou á
cifra
do
7:92L$30J).
Se
esse
fosse
um
Trigo.
........................................
800
Centeio
........................................
520
Cevada.............................................
560
Painço.............................................
480
Milho
branco
................................
520
»
amarello
...............................
520
Milho
alvo.......................................
600
Feijão branco...............................
800
»
vermelho.............................
800
»
amarello..............................
600
» rajado................................
500
»
fradinho...............................
480
Batata.........................................
480
Azeite.
...'..
6$000
Portuguezes
falleeirlos.-
—
No
Rio
de
Janeiro,
falleceram
desde
o
dia
17
até
22
de
outubro,
os
seguintes
súbditos
porta-
guezes:
c;
José
Manoel
José
da
Silva,
49
a.
Lopes,
62 s;
José
Ramos,
48
s
;
Domin-
gos
Antonio
da
Silva,
30
s; Domingos
Antonio
Moita,
2!
s;
Antonio
Ferreira,
50
s;
Albino
J.
Alves.
24
s;
José
Anselmo
da Silva, 33
s;
Anua
Coelho
12;
Anna
Coelho
da
Silva, 92
v;
João Ferreira, 41
s;
João
Ferreira
de
Sequeira,
42
c; Er-
uestina
Ramos de
Sousa,
33
s;
Anlonio
José
Ferreira,
31
s;
Francisco
José
dos
Santos
Júnior,
33
s;
Marianna
do
Carmo
e
Sousa,
43 v;-
Anlonio
José
da
Silva,
s;
José
Maria
da
Rosa,
49 c;
José
dos
Santos
Neves,
33
s;
Anlonio
Paiz
Duarte,
28
s;
Francisco
José
Pereira, 19 s;
João
Gonçalves.
Loyos,
58 s;
José Bento
Dias
Pereira,
33
s;
Theotoneo
Bittencourt,
17
c;
João
Affonso
Batalha,
19
s;
Domin
gos
Fernandes,
21
s.
Durante
os
mezes
de
fevereiro
a
agos
to
do
corrênte
anno,
falleceram
no Ma
ranhão os
seguintes:
Manoel
José
Martins
Ribeiro
Guima
rães,
60
a.
v;
Manoel
Fernandes
Feijó,
30 s;
Vicente
Barroso
Dias,
49 s;
Anto-
nio
da
Silva
Queiroz,
43
s;
Joaquim
Vi
cente
Rodrigues, 50
s; João
José
Rodri
gues, 32 s;
José
Maria
Dias
Ferreira,
40
s;
Francisco
José
Gonçalves,
48;
João
Ba-
ptista
da
Silva
Guimarães,
40;
Manoel
Tavares
da
Silva.
75
v;
Albino
de
Souza,
35;
Francisco
Ferreira
Marques,
36 v;
Antonio
Affonso
da Silva,
39
c;
Anlonio
Alves
da Silva,
48; David
Gonçalves
de
Azevedo 62
v;
João
Ribeiro
Bragança,
41
v;
João
Gonçalves
Maino, 41.
reiam-se
frequenlemente.
Comtudo
a
raça
dos Kaffirs é
attendivel
pelo
numero,
pois
não
é
inferior
a
500:000
habitantes.
Os
arabes
formam
uma
população
com
pacta
na
província de
Konar,
ao
norte
do
Cahulistan;
mas
andam
também
alguns
dispersos
pelos
outros
districtos,
onde
se
en
contram
também
bastantes
arménios
e ju
deus.
(Contiaúa)
TELEGRAMMAS.
Paris
9—
Nos
círculos
diplomáticos
acredita-se
que
a
viagem
do
conde
de
Schouwaloff
exercerá
grande
influencia
so
bre
os
acontecimentos
futuros.
Londres
9
—
Diz
o
«Times»
que
o
conde
de
Schouwaloff
voltará
a
Londres
para
apre
sentar
as
suas
credenciaes.
Constantinopla
9
—
E
’ muito
energica
a
nota
entregue
pela
Porta
ao
embaixador
russo,
general
Labonoff,
ácerca
da
insur
reição
búlgara.
Paris
11—E’
positivo
ter
a
Rússia
de
clarado
que
a
execução
completa
do
tra-
clado
de
Berlim
é a
base
de
política
que
por
consequência
appoiará
o
procedimento
de
Wadington
relalivaraente
á Grécia.
Dizem noticias
de
Pera
que
a Porta
está
resolvida
a negociar
a
sua proclama
ção
e
reclificação das
fronteiras,
mis in
tende
que
deve
conservar
a
Turquia as
fronteiras
militares
da
Thessalia
e
Epiro.
Londres
10—
Lord
Beaconsfield
pro
nunciou
um
discurso no
banquete
do lord
maire
em
Guinddall.
Disse
que
a invasão
das
Índias
é
physicamente
impraticável,
mas ainda
assim
tomam
se medidas para
impedir
qoaesquer
difficuldades
nas
fron
teiras.
Que
os
preparativos
milhares
nas
In
lias
são
destinados
a
proteger
a
fron
teira
do
Afghanistan.
A
convenção
de
Chypre
foi
feita
para
proteger
a
Turquia.
Recusa
acreditar
em
que
qualquer
potên
cia
queira
faltar
á
execução
do tractado
de
Berlim.
Terminou
declarando
que
a
Inglaterra
vela
pela
execução
d
’
esse
tra-
clado
e
de todas
essas
disposições.
Vienna
10
—
O
imperador
assignou
uma
amnistia
para
as
províncias
oecupa
las
pelas
tropas
austríacas.
Vienna 10—O
imperador,
respondendo
á
allocução
do
presidente
das duas lega
ções,
disse
que
a
Áustria
cumprirá
leal
mente o
tractado
de
Berlim;
lastimou
que
a
occupação
da
Bosnia
não
tivesse sido
amigavelmente,
mostrando
as vantagens
que
para
as
províncias
resultam
a
oc
cupação.
Affirraou que
são
amigaveis
as
relações
da
monarchia
com
as
potências,
e
conta
com
o
concurso
d.\s delegações.
O
«Times
of
índia»
diz
que
se
espera
solução
pacifica ás
difficuldades do
Afgha
nistan;
crê
mesmo
que
a Rússia
exerce,
pressão
sobre
o
èmir n’
este
sentido,
confiando
nos
resultados
militares
dos
afghans.
Os
insurgentes
da
Bulgaria
aproxi
mam-se
de Salonica.
A
Porta
enviou
re
forços.
Londres
II
—
'Os
periódicos
approvam
a
discussão
de
Beaconsfield.
O
«Times»
diz
que
a
honra
da
Ingla
terra
exige
restricta
execução
do
tractado
de
Berlim.
Londres
12
—Um
despacho
de
Roma
para
o «Standard»
annuncia
acreditar-se
alli
em
que
a missão
no
conde
Corti
ena
Paris
e
Londres
é
estabelecer
bises
para a
acção
commum
do
Oriente.
Dizem
de
Paris
ao «Daily
Telegraph»
que
o czar
respondeu
á
ultima
Circular
do snr.
Wadington
exprimiu
lo
a sua
re
solução
em
cumprir
o
tractado
de
Ber
lim.
0
embaixador russo
em
Paris
terá
uma
entrevista
com
Gortschakoff
em
Ba-
den.
Affirraam de
Vienna
ao
«Times»
que-
os
russos estão
dispostos
a
acceitar
em
logar
do
tractado
definitivo
uma
simples
declaração
do
sultão reconhecendo
como
validas
todas
as
clausulas
do
tractado
de
S.
Slefanio
que
não
foram
abolidas
pelo
tractado
<le
Berlim.
O
governador
russo
na
Romelia
entregou
a
administração
ao
director nomeado
p
la
commissão da
administração
financeira
da
Romelia.
Os russos parecem
preparar-se
para
in
ventar
ein Mangha
e
Kus
ends
h)
na
Du-
broudscha.
O
governo
chinez
ordenou
os
russos
que
occup
m
Kasghar
a
sua
evacuaçà
.
Constantinopla
11
Mulhal-PaUiá
foi
nomeado
governador
de
Syria.
O
conselho
de
ministros
K
U.te-se hoje
para
examinar
a
questão
grega.
VARIEDADES
®
AFGHWNISTAJT
O
Afghanislan
—
Território
—
População
—
Tribus
—
Contingente
militar
das
diversas
tribus —
Exercito
irregular
—
Exercito
re
gular—Força
—
Armamento
—
Organisa-
ção —
Defesa
do
paiz
—
Fortificações
—Im
portância
do
Afghanislan—
As
suas
lu-
das
com
a
Inglaterra.
O
Afghanistan,
n
’este
momento
cha
ma
a
si
as
attenções
da
Europa,
porque
parece
destinado
a
ser
o
terreno
dos
pri
meiros
conflictos
anglo
russos
na
Azia,
depois
ou
mesmo
em
consequência
do
tractado
de Berlim.
Por
isso
vamos
dar
d
’
este
paiz,
noti
cia
resumida,
mas
segura,
pois se
baseia
nos
relatórios
feitos
uitimarnente,
e
com
o
máximo
cuidado
pelos
olliciaes
de
esta
do maior
do
exercito
russo.
A
superfície
do
Afghanistan
é
tão
grande
como
a
da
Allemanha,
mas
a
po
pulação
rareia,
pois
não
excede
6
milhões
de
habitantes.
A
divisão
territorial
faz-se
por
provín
cias,
que são
9,
algumas d
’
ellas
com
re
gímen
semi-independente.
A
província
de
Caboul
é
a mais
im
portante.
A
população
divide-se
em
raças
ou
tri
bus; são
9;
os
Afghans,
os
Tadyks,
os
Kizilbachis,
Hezarchs,
os
Usbechs,
os
Hin-
dous,
os Djals,
os
Kaffirs
e
os
Árabes.
São os
Afghans
que
dominam,
entran
do com
3
milhões
no
total
da
popula
ção.
A
raça
dos
Afghans
está
mais
ou
menos espalhada
por
todo
o
terrilorio,
mas
habita
de
preferencia,
nas
províncias
de
Leste
e Sueste, as
altas
montanhas
da
fronteira
indiana.
Alguns
são
nómadas,
e
vivem
parle
do
anno
em
terrilorio
in
glez.
Como
n
’estes
povos,
a
bem
dizer,
to
dos
os
homens
validos
são
combatentes,
os
exercitos
aqui
são
maiores
do
que
na
Europa,
com
relação
á
população.
Assim
os
Afghans que
habitam
nas
proximidades
do
rio
Pendjkor
fornecem
10:000
homens
de guerra.
O
clan
de
Ysoufzai,
que
reside
no
an
glo
formado
pelo
rio
de Caboul
e
pelo
Indus,
occupando
72
aldeias,
fornece
20:000
soldados.
Os
Khvadazai,
que
habi
tam
a
margem
direita
do
rio
Swat.
on
de
leem
54
aldeias,
dão
17:000
soldados.
Os
da
margem
esquerda
do
mesmo
rio
povoam 130:000
aldeias,
e
dão
23:000
homens.
As
outras
tribus,
que
em
diversos
territórios
se
avisinham
do
terrilorio
inglez,
podem
pôr em
armas 120:000
ho
mens.
Ao
sul
de
Gabul-Daria
e
dos
montes
do
Pendjab,
ao
longo
do
va
le
do
Indus,
as
diversas tribus não
fornecem
menos
de
80:000
homens,
alguns dos
quaes
afa
mados
por
seus
hábitos
de
guerra,
como
são
os
das
tribus
Khaibery
e
Chaivary;
outras conhecidas
pelas
enormes
depre
dações
e
ladroeiras que
praclicam
regular
e
quotidianamente,
ora no
terrilorio
inglez,
ora
no
terrilorio
Afghan.
Das
tribus
Afghans
que habitam
a
par
te
Occidental
do reino, sabe-se
pouco.
A
dos
Berdurani
é a
mais
numerosa.
A
dos
Barckssi
é
a
mais notável;
tem
60:009
famílias,
e
é
d
’ella
que
procede
o
emir.
Muito
misturados
com
os
Afghans,
os
Tadjiks
são
lambera
numerosos,
e
constituem elementos importantes
na
po-
pulição.
Uma
grande
parte
d
’esla segunda
ra
ça
lera
hábitos
sedentários;
porém a
maio
ria
são nómadas. Consi
ieram-n
’os
como
bons
agricultores,
e
dão
ao
exercito
inglez
da
Asia
muitos
e
bons
.soldados.
As
outras
raças
que
habitam o
Afgha
nistan
leem
um
papel
secundário,
são
quasi
todas nómadas,
vivem
com bastan
te
independencia,
e
os
seus
clans
guer
BASCO
MESICAWTID
BE
BRAGA
SOCIEDADE AN0NYMA
DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
activo
e
passivo
d
’
este
Banco
em
31
de
Outubro
de 1878.
Activo
Caixa...................................
12:5350982
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber
.
.
.
120:8510783
Empréstimos
sob
penhores
74:5670490
Créditos
caucionados em
c/c
69:6680596
Empréstimos
com
hypotheca
34:3140896
Agencias no Reino
e Ilhas
61:2280391
Agencias
no
estrangeiro
.
7:8280877
Devedores
diversos.
.
.
3:9260138
Acções
recolhidas.
.
.
.
200:0000000
Tilulos
de
Divida
Publica
11:4010420
Valores
íluctuantes. .
.
80:7620090
Effeitos depositados .
.
24:5700000
Gastos geraes e
commissões.
5:2140862
Installação.......................
4:0000000
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:4100500
712:281^025
712:2810025
Paaaivo
Capital
................................... 600:0000000
Fundo
de reserva
.
. .
.
3:5090127
Depositos
a praso
.
.
64:5440859
>
á
ordem.
.
.
8:8020508
Credores
d
’
efTeilos deposita-
dos
...................................
24:5700000
Letras
em
deposito.
.
.
9400855
Letras
a
pagar . .
.
5420000
Credores
diversos
.
.
.
1:2430000
Lucros
e
perdas. .
.
.
8:1280676
Braga
8
de
Novembro
de
1878.
Os
Directores,
João
da
Costa
Palmeira.
José Joaquim Lopes Cardoso.
Resumo do
activo
e
passivo
do
Banco
Commercial,
Agricola
e
Industrial
de
Villa
Real,
em
31
de
outubro
de
1878,
Aetivo
BANCO
DA
COVILHÃ.
Sociedade
anonyma—
Responsabilidade
li
mitada
Capital
a.OOOtO»O0OOÍ» reis
l.a
emissão—
reis
750:000^000
dividido
em 7:500
acções
de
100^000
reis
cada
uma.
Balanço
em
31 de Outubro de
1878.
Aetivo
Leltras
descontadas
e
a
receber
.............................
317:6840603
Empréstimos
s.
penhores.
139:2650320
Contas
corrent.
com
caução
332:3000809
EBeitos
depositados
.
.
.
12:0000000
Papeis
de
credito.
.
.
.
17:387,8800
Agencias
no
paiz.
.
.
.
27:75^0863
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
6:8590835
Diversos devedores
.
.
.
6:0428977
Mobilia
e
utensílios.
.
.
1:8400304
Despezas
d
’
installação
.
.
2:5250875
Caixa
..........................................
15:1160584
Valores
em
liquidação.
.
.
6:6988755
885:4800723
Passivo
Capital.................................
750:0000000
Eundo
de
reserva.
.
.
.
7:5430745
Fundo
para
o
edifício
do
Banco................................
1:5000000
Depósitos
á ordem
. .
.
44:8850417
Ditos
a
praso.....................
39:0030965
Devidendos
a pagar.
.
.
1:7730500
Credores
d’
effeitos
deposi
tados.
......
12:0000000
Diversos credores
.
.
.
5:5360795
Agentes
no
paiz.
.
.
.
1:0180168
Agentes
no
estrangeiro.
.
630240
Letras
a
pagar
...................
4:5000000
Contas
interinas
....
3810106
Ganhos
e
perdas
....
17:2740789
885:4800725
Covilhã
31
de
Outubro
de
1878
ARREMATAÇÃO
PERANTE 0 GOVERNADOR
CIVIL DO DISTRICTO ABAIXO
DECLARADO
No
dia
88
de
Novembro
de
1398
LISTA
N.° 1891
BISTMCTO
J>S BRAGA
CONCELHO
DE
BARGELLOS
FÍ4E
í
-UE»1.A
»E ABCUZEIÍLO
Fóros
pertencentes
ao
passal
do
parocho
da
freguezia
de
Arcuzello
Numero»
Avaliaçôe»
4
Foro
annual
de
840 reis
e
um
frangâo,
imposto
em
um praso
que
se
compõe
do Casal
do
Assento,
lerras
denominadas
a
junta, si
tas
na freguezia
de Arcuzello, de
dois
campos
unidos,
de
terra
lavradia
com arvores
de
vinho
e fructa,
e
uma
divisão
ao
meio
por
uma
pequena parede, denominados um
do
Meio
e
o
outro
do
Arjão,
tudo
tapado
sobre si,
confrontando
do
norte
com
terra
de
Manoel
Lopes
de Albuquerque,
nascente
com
terra
do
passal,
poente
com a
estrada
e
terra
de
José
Joaquim
Rodrigues,
e
sul
com terra
de José
Lopes
Monteiro;
com
laudemio
de
quarentena.—
Emphyleuta,
Manoel
Lopes
Monteiro
550050
5
Fôro
annual
de
400 reis,
imposto
n’um
praso
que se
compõe
das
seguintes
propriedades:
Dois
campos
denominados
de
Artoelho,
de
terra
lavradia, com ar
vores
de
vinho e
fructa;
O
campo
do
Cangado,
n’
uma
leira
de
terra
lavradia
e de
mato,
denominada
Eirinha;
De
um
corlelho
no
Campo
das Vinhas,
no
logar
da
Adega,
de
terra
lavradia;
O
campo
denominado
da
Agua;
Uma
leira
no
Campo
dos
Pardinheiros,
com
arvores
de
vinho;
com
laudemio
de
quarentena.
—
Empbyteula,
Maria
Josefa,
viuva,
e
filhos
370300
(2097)
Os
Directores
I.
T.
M.
Megre
fíijisler.
J.
d
’A.
Vazde
Carvalho.
uu
iiil
umu
Caixa,
dinheiro
existente
.
17:8770472
Letras
descontadas
e a
rece
ber
......................................
633:2990414
Letras
caucionadas
com
hy
potheca
sobre
bens
de
raiz
57:6120000
Leiras
em
liquidação.
.
.
6:6080472
Letras
prolpstadas
. .
.
3:1760810
Tilulos
e
obrigações
a
receber
6460142
Empréstimos
sobre
penhores:
De
acções
deste
Banco.
.
3:3650000
De diversos
objectos
d
’ouro
e
prata
..............................
2500000
Operações
a longo
prazo
com
hypotheca sobre
bens
de
raiz.............................
14:0600506
Acções
de
conta
própria
em
numero
de
325.
.
•
.
15:5700000
Cpnlas
correntes
com
garantia
De
acções deste
Banco.
.
3:5530000
De
leiras
e
cartas
de
credito
5:7520485
De
vinhos
......
7000000
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
86:6180177
Agentes
no
estrangeiro
.
12:3030237
Diversos
devedores
.
.
.
7:7940937
Moveis e
utensílios
.
.
.
6100400
Despezas
de
installação
.
1:6000000
871:4280052
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0000000
Deposito
á
ordem.
.
.
.
2830003
Deposito a
prazo. .
.
.
26:3950217
Dividendos
a
pagar.
. .
1:2050000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
9:4200000
Quantia
destinada
para
o
imposto
industrial.
.
.
5:3000000
Reserva
para
prejuízos
even-
tuaes
....................................
4:0000000
Ganhos
e
perdas.
.
.
24:8240832
871:4280052
Villa Real,
4
de
novembro
de
1878.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d
’
Oliveira
Guimarães.
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez.
AmDECiraTOS
Manoel
Joaquim
Guimarães,
e suas
ir
mãs,
Anna
da
Luz
Guimarães
e
Maria
da
Torre
Guimarães,
não
lhe
sendo
possí
vel
agradecer
pessoalmente a
todos
os
illm.
03
e
exm.
ns
snrs.
que
tiveram a
bon
dade
de
os
obsequiar, por
occasião
da
morte
de
seu saudoso
Pae,
Bernardo
Jo
sé
Guimarães,
o
fazem por
este
meio,
irotestando
a
todos
seu
profundo
reco
nhecimento
e
eterna gratidão.
(2096)
ANNUN
CIOS
Arrematação
de
medidas
No
dia
17
do
corrente (domingo)
pe
las
11 horas
da manhã,
no
largo
de
S.
João, tem
de
ser
arrematadas
as medi
das
que
diííerentes
caseiros
pagam
á
con
fraria
de
N. Senhora da
Apresentação
e
Almas.
O secretario
da
confraria
Padre
Francisco
José
Duarte
Macedo.
(2098)
ACHOU-SE
Na
romaria
de S.
Torquato
do
cor
rente
anno,
um annel
de
ouro.
A
pes
soa
a
quem
pertença,
pagando
o
impor
te
d'este
annuncio,
e dando
o
signaes
certos,
póde procural-o
na
freguezia
de
Cabreiros,
suburbios
de
Braga, na
mão
de
Rosa
da
Cunha Rocha.
(2095)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade do
Marlyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia de
8000000
reis
para
mutuar
por
hypotheca
de
raiz.
(1056)
Nova
e terceira
carreira
mensal,
directa
entre
CARRIL,
VIGO, MONTEVIDEU
e
BUENOS-AYRES
Para
evitar
quarentena
no
Rio
da
Prata
irá
um dos
excellentes paquetes
d’
esla
Companhia
directamente
para
lá
depois
de
tocar em
Carril
e
Vigo
no
dia
29
ou
30
de
novembro
corrente.
Acceitam
se
passageiros
de
todas as
classes.
Para
mais esclarecimentos, dirigir
a:
Guilherme
C.
Tait,
Porto,
Inglezes,
23—
D.
Urioste,
Carril
—D.
Eslanislao
Duran,
Vigo—e
aos
correspondentes,
em todas
as
cidades
e
villas.
Unico
correspondente
em
Braga,
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(2091)
0 WDIGíl
PfflL
M
FGRI.H
ou
A
CONSTITUIÇÃO
APOSTOLO SEDIS
DO
SS.
PADRE PIO IX
Publicada
em
outubro
de
iSB»
Commentacla
e annotada
PELO
PRESBYTERO
João
Rebello Cardoso de Menezes.
Está
concluída
a
impressão
d
’esta obra
importantíssima.
Do
seu
mesmo
titulo avul
ta
quanto
elía
se
torna
indispensável pa
ra
o
clero,
especialmente
para
os
paro-
chos
e
confessores.
O
produclo
d
’
este
trabalho é applica-
do
em
beneficio
dos
collegiaes
pobres
do
Seminário
Conciliar
de
Braga.
Preço
260
reis.
Brevemente
aununciaremos
os logares
onde
ella
se
expõe
á
venda.
Ar/ematação
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
de
infanteria
8, faz
publico
que no
dia
26
do
corrente
mez
pelas
11
horas
da
manhã
tem
de
proceder
á
arremata
ção
da
obra
de
vários
arranjos
que
tem
de
fazer-se
nas
cazernas
das
companhias
e
arrecadações
do
respectivo
quartel.
Convida, pois,
as
pessoas
que
dese
jarem
concorrer
á
referida
arrematação
a
comparecerem
no
dia
e
hora
indicada
na
salla
das
sessões do
mesmo
conselho,
onde
terá
logar
a
licitação.
O orçamento
e
respectivas condições
estarão
patentes
no
mesmo
conselho
to
dos
os
dias
não santificados
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde.
Quartel
em Braga,
10
de
novembro
de
1878.
O
secretario
do
conselho,
Bernardo
Osorio,
(2094)
alferes
de infanteria 8.
Arrematação
A
Meza da
Real
Irmandade
de
Santa
Cruz
d
’
esta
cidade
faz
publico,
que
no
dia
17
do
corrente,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
logar
na
ante
sala das
ses
sões
das
meza
a
arrematação
dos
foros
e
pensões
em
generos
pertencentes
á
mesma
Irmandade, vencidos,
no S.
Mi
guel de
1878.
Braga
8
de
novembro
de
1878.
O
provedor,
(2090)
João
de Paiva
Faria
Leite
Brandão.
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem para
mutuar,
a
quantia
de
5000000
reis.
(2065)
RESPONSÁVEL^Luiz~Baptisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—-1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
