comerciominho_14091878_836.xml
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-
FÓLIIA
CímSlEIKCÍ
Aí., HEFLBíSttOSA.
NOTICIOSA.
TODA
A CORRESPONDÊNCIA DEVE
SER
DIRIGIDA
FRANCA
DE
PORTE
PARA
A
RUA NOVA N.° 4.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATUBA
6.°
ANNO
Braga,
12
mezes................... 1&600
»
6
»
.................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha............
20
Repetição
........
10
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇÃS.
QUIETAS E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes..........................
2&000
»
6
»......................... 1&950
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3^(i0®
Folha
avulso................................
10
ssseHsasâer
*
)
N.° 836
BRAGA
—
SAÍBBAB0
DE
SEVK&BR0
DE
mg
A’
íledsscçiio
tio
iíoiuiuereio
do
Minho».
Londres,
l.°
de
Setembro, 4878.
Mostráram-me
aqui, ha
dias,
uma
car
ta,
escrita
das visinhanças do Porto, on
de
o escritor
mencionava,
que
algum
philologo
ali,
falando,
não
sei
a
que
pro-
posito,
da
minha
insignificante
pessôa,
ti
nha
dito,
que
eu
não
falava
(nem,
por
consequência,
escrevia),
poi
tuguez
de
lei,
ou
bom
portuguez.
Como
a
pessôa
que
me
leu
a
dita
carta era
ligada
coin o
papel
bimensal
The
Foreign
Times
(«O
Times
Estrangei
ro»);
escrevi
ao
dito
papel a
seguinte
car
ta,
que
fielmente traduzo,
em
meu
mao
portuguez,
pois
que não
sei outro;
estan
do
como
o
filho
(ou filha)
da
Saloia
(quan
do
os
havia—
pois
hoje
creio
se
acabou
a
raça,
pelo
menos
das
do
carapuço
bi
cudo),
que
cantava:
—
«Minha
mãe
era
Saloia;
Eu
com
ella
me criei;
Quero
cantar
a
Saloia,
Já
que outra moda não
sei.»
Ahi
vai
pois,
no
Portuguez
Beirão,
que
aprendi
quando
era
pequeno,
a
traducção
da
minha
epistola,
que
no original é
tam
bém.
provavelmente,
em Inglez
#
macar-
ronico:—
«PORTUGUEZ PURO,
E
PORTUGUEZ BAS
TARDO.»
(Esta
epigraphe
é
do
Redactor
do
papél.)
Ao
Redactor
do
n
Foreign
Times».
Senhor Redactor.
—
Na
carta
que
teve
a bondade
de
mostrar-me. escrita
perto
do
Porto,
dizia-se
que alguém ali
me accu-
sava
de
escrever
mao
portuguez
—a
mi
nha própria
língua.
Eu
pensava
que
o
Dr.
Gama
de
Ras
tro,
.4. Fe
iciano
de
Castilho,
o Dr.
Ro
drigues
d
’
Azevedo,
A.
J.
Viale,
o
Dr.
Ro
drigues
de
Gusmão,
C.
J.
Caldeira,
etc.,
eram soffriveis
juizes
da
lingua;
e
de
to
dos
estes
(e de outros
que
podia
mencio
nar),
tenho testemunhos
e
opiniões,
a
respeito de meus
escriptos,
que nada
concordam
com
a
do
philologo
refe
rido.
Eu
appellaria
confiadamenle
até
para
a
autoridade
—
que
não
é
das
peiores—
do
Snr.
Thomaz
Ribeiro, o
actual
Ministro
da
Marinha
e
das
Colonias.
n
’aquelle
es
trangeiro
Governo
que
actualmenle
go
verna
—
isto
é
desgoverna
—
Lusitania.
Nasceu
elle
Ministro
não
mui-longe do
meu
logar natalício;
e
já
falava
portu-
pez
soffrivel
mesmo
antes
que
«tivesse
'isto
Lisboa»,
como
elle
proprio
nos
in
forma
iQue
pensa
o
meu
critico
descon-
lentadiço
do
Porto,
da
linguagem
de
Tho-
®az
Ribeiro?
Se
o
mesmo critico
escrevesse
algu
ma
cousa, não
me
admiraria
o
fizesse
do modo
porque
em Coimbra
gracejava-
mos com os
condiscípulos
naturaes do
Minho,
e
lhes recitávamos,
que
o
Senhor
Arcebispo
de
Fraga
ia
acaôallo
n
’uma
turra
vranca
com alvarda
noôa,
e
com
s
uas
esporas a
vater
a
valer
na
wrriga
da
vurra.
Mas,
por
fim de
contas,
o
pôr
um
” por
um
b,
ou
vice-versa,
não
é
falta
grande
—
os
Hispanhoes
o
fazem
conlinua-
mente.
Não
é
mais
que um
bilium
pa-
trice.
O
eminente
critico
que
torce
o
nariz
ao
meu
portuguez
devia
apontar os
defei
tos.
Recenlemente
escrevi
um
volume
—
Saraiva
e
Castilho
(II);
no
Porto
poderá
encontral-o,
ou,
se
me
der
o
seu
ende
reço,
lhe
farei
presente
de
um
exem
plar.
Que
demonstre
ahi
o
meu
mao
Portu
guez.
Como
estou
fóra
de
Portugal
ha
meio
século,
deve
a
minha
linguagem
achar-se
grandemente
viciada.
Muito
lhe
agradecerei as
correcções;
e
em troca
lhe
farei
presente
de
um
par
de
orelhas,
que
ham
de
até
desbancar
as
do
Rei
Mi-
das
Londres, 26
de
Agosto.
A.
R. SARAIVA.
Como
não
sei
o
nome
nem
o ende
reço
do
meu
Censor,
espero
leia
elle
no
Commercio
do
Minho estes meus
agrade
cimentos
pela lição.
SARAIVA.
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA.
(Continuação)
Depois do fallecimento d
’
estas
duas
respeitáveis
senhoras,
passarei
com bem
pena a
dar
conta
d
’um
outro,
que
é
ura
pouco
notável
por dizer
respeito
a
um
ho
mem
que Braga
inteira
conhecia.
Foi
o
sm^
José Maria
Dias
da
Costa,
que falle-
ceu
hontem
quasi
repentinamenle. Era
sua
s.a
o
proprietário
e editor
do «Commer
cio
do
Minho»
e
«Semana
Religiosa»
e
dono da
typographia
Lusitana, a
mais
bem
montada
que
havia
n
’esla
cidade.
Para
traçar
uma
especie
de
biographia
relativa
a
este
homem
notável,
direi
em
resumo,
que
era
elle
trabalhador
como
poucos,
e
com
a
sua morte
alguns ope
rários
da sua
officina
ficarão
por
algum
tempo sem
pão.
O
partido
das
velhas
tradições perdeu
um
correligionário
fiel,
a
religião
um
esteio
firme
e
a
sociedade
dos homens
de
bem um cidadão
honrado
e
serio.
Não
havia
um
melhoramento
n
’
esta
terra,
um
commeltimento
religioso
em
que
José Maria
Dias
da
Costa
se
não
apresentasse
á
frente
para
lambem
ser
obreiro.
A
imprensa
bracarense
deve
ir
ámanhã
junto da
cruz render
o
ultimo
preito
aos
restos
venerandos d’este
homem
que, posto
não
ser
liberal, era tolerante
e
consti
tucional
nas
ideias
com
differença
de
dy-
nastia.
Tinha
o
finado
amigos
não
só
em
Braga
como
em
todo
o
paiz e
até
nas
cidades
mais
notáveis
da Europa.
Morreu
pobre,
mas
com
um bom
nome
e
sempre
com
os
olhos
fixos
na
terra
onde
via
expatriado
o
príncipe
que
considerava
o
seu
rei.
Afinal,
depois
das
excruciações do
tra
balho, passadas
n
’uma
vida
activa,
seguiu,
inesperadamente,
o
caminho
da
terra
da
promissão,
da sua
verdadeira
patria,
a
morada
dos
justos
junto
do
throno
de
Deus.
—(Correspondência
de
Braga
para
o
«Jornal
do
Porto»).
Falleceu
em
Braga
o
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
convencionado
de
Evora
Monte
e
direclor
político
do
«Commercio
do
Minho»
e
editor
da
«Semana
Religiosa
Bracarense»
Era
legitimisla
de
inabala-
veis
convicções
e
cavalheiro
respeitável
pela
sua
inconcussa
probidade.
Ao
nosso
collega
do
«Commercio
do
Miho»
signi
ficamos
aqui
o
nosso
pezar
pela
perda
sensível
que
acaba
de
soffrer.—
(«Campeão
das
Províncias»).
Na terça-feira
3
do corrente
mez
fal
leceu
na
sua
casa,
em
Braga, o
ill.mo
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
editor
e
proprietário
do
«Commercio do
Minho» e
da
«Semana
Religiosa
Bracarense».
O snr.
José
Maria Dias
da
Costa
era
homem
de
bem em
todo
o sentido; por
mais
de
trinta
annos
vivemos
na
sua
ami-
sade,
e
podemos
avaliar
bem
o
seu
me
recimento.
Era
calholico
decedido
e
pertenceu
sempre
ao
partido
legitimisla
ao
qual
fez
muitos
serviços em
ioda
a
sua
vida.
A
sua
morte
deve
ser
muito
sentida
por
todos aquellesqueo conheciam,
pois
era
exlremamente
bondoso
e
parece-nos
que
podemos
assegurar
que não
tinha
um
unico
inimigo
mesmo
no
campo
adverso.
Que
a
sua
alma descance em
paz.
Rogamos
a todos
os
nossos
assignantes
e
leitores
rezem
um
Padre
Nosso
e
Ave-
Maria,
pelo
descanço
eterno da
alma
de
José
Maria
Dias
da
Costa.
—
(«Propaganda
Catholica»).
A«
escolas
religiosas e
as eseolas
leigas.
CARTA
Á
NAÇÃO
Quinta
d’
Anta,
7
de
selemhro
de
1878.
Meu
caro D.
Jorge
Já
tive
occasião
de
dizer
algures
que
as estalislicas demonstravam
irrecusavel
mente
a
extraordinana
vantagem
que
as
escolas
religiosas
levavam
ás
leigas.
Não
me
dei,
então,
ao
trabalho
de
colligir
algarismos
para
evidenciar
o
as
serto.
porque
tal
não era
o
meu
fim
es
pecial.
e
porque
o
leitor
curioso
póde
facilmente obter
essas
provas,
onde
se
desengane ou
confirme
de
que
as
esco
las
com Deus
vencem
em
toda
a
parte
as
escolas
sem Deus,
e
os
mestres de
congregações religiosas
sabem
sempre
vi-
ctoriosos,
por
seus
discípulos,
dos
mestres
seculares.
Entretanto,
não
resisto
hoje
á
tenta
ção
de
lhe enviar
uma
pequena
recente
amostra
dos
triumphantes
citados
algaris
mos,
que
me
trouxe
de
França,
o
cor
reio
de
hontem,
e
que
me
parece
con
veniente
archivar.
Veja,
pois,
o
que acabo
de
ler n
’uma
correspondência
de
Auch
que
publica
o
«Univers»
de
tres
do
corrente:
«Esleanno,
como
no
ultimo
anno,
co
mo
ha
dez
annos, como
ha
vinte, trinta,
quarenta,
cincoenta
annos,
coroo
desde
que
os discipujos dos
Irmãos
Congrega
dos
tomam
parte
nos
concursos
públicos,
aquelles
discípulos
venceram
todos
seus
rivaes
das escollas seculares.
Eis
o
resul
tados
officiaes
dos
últimos
concursos
que
tiveram
logar
em
Paris.
Os
788
discípulos
de
todas
as
escolas
tomaram
parle
no
concurso para
as
pen
sões
gratuitas
(bourses)
de
externos, nas
escollas
municipaes
superiores.
D
’
este
nu
mero,
339
foratn
declarados
admissíveis.
Ora,
242
pertencem
ás
escolas
dos
Irmãos.
Os
14
primeiros
numeros pertenceram
aos
discípulos
dos
Irmãos.
Sobre
os
50
primeiros,
43 sahiram
das escolas
dos
Irmãos.
Sobre
os
100
primeiros,
os
Ir
mãos
tiveram
83;
e sobre
os
150
primeiros,
tiveram
119.
No
concurso
de
desenho,
foram
con
cedidos
9
prémios
e
23
accessits.
D
’estes
9
prémios,
os Irmãos
ganharam
5;
e
dos
23
accessits,
obtiveram
16.
Em
Marselha,
em
Versailles,
em Leão,
em
Rouen,
em
toda
a parte
onde con
correram
os
discípulos
dos
írmãos,
os
re
sultados
foram
similhantes,
obtendo
os
discípulos
dos
Irmãos
muito
mais
prémios
que
os
outros».
Cuido
que
não
ha
commentario que
possa
tornar
mais
significativa
a eloquên
cia
d’
estes algarismos.
Engano-tne;
ha
um commentario. E
’
o
da
revolução
ou dos revolucionários.
A
lógica
exigiria
e
o
simples
bom
sen
so
comprehenderia
que,
em presença de
laes
resultados,
as
municipalidades
e
o
governo
da Republica, só
tractariam
de
conservar
e
augmentar
taes
mestres.
Isso
era
bom
se
o
ensino
fosse
sem
Deus,
e
com
o
fim
real
de
instruir
o
povo
e
fa
zer
bons
e uteis
cidadãos.
Como o
fim
é
outro,
como
o
fimé,
com
a
apparen-
cia
de
ensino,
tendo
sempre na
bocca
as
palavras
—
illuslração,
progresso,
adianta
mento,
sciencia,
etc.
ir
conservando
o
po
vo
na
ignorância,
criando
uns
novos
ser
vos
da
glebe
da
liberdade
(em
itálico
bera
intendido),
machinas
eleitoraes,
instrumen
tos
cegos
de desordem;
como
o
fim
é
este,
e
não
a
instrucçâo,
que
os
revolu
cionários
detestam,
em
vez
da conserva
ção
e
augmento
das
escollas
religiosas,
decretou-se
a
abolição
do ensino das
con-
gregrações
em
Marselha,
em
Agen,
em
Versailles,
em
Leão
e
em
quasi
todas
as
comraunas
e
conselhos
municipaes,
que
se
adornam
com
o
titulo de
republicanos.
E
hão-de vir-nos fallar
em
seu amor
pelas
leiras
os
revolucionário!?
Tomaram
elles
o
povo
bem
embrutecido
para
me
lhor o
levarem
more
pecudum,
e
o
es-
cravisarem
á
vontade.
A
lógica
da
revolução
é
esta:
«as
es
colas
religiosas
deitam
mais
e
melhores
discípulos,
do
que as
leigas;
fóra
com
us
escolas religiosas,
e
propaguem-se
as
lei
gas.
Vé
se,
portanto
innegavelmente que a
revolução,
sem
embargo
de
seus
sonoros
palavrões,
que
lhe
servem
de
mascara,
o
que
pretende,
o
que
procura,
o
que
se
esforça
por
conseguir,
é
guerrear
a
instrucçâo
do
povo,
para
melhor
guerrear
a Egreja,
no
que,
a
seu
pezar,
confessa
a
intima
li
gação
d’
ellas,
e
as
calumnias
revolu
cionarias.
Adeus.
J. de
Lemos.
6AZETILHA
Suffragio
por
alma
do
snr.
•José
Uariu
Dias
«Da
Costa.
—
O
nos
so
antigo
collega
e
amigo,
o snr.
padre
Manoel
Ferreira
Marnoco
e Sousa
cele
brou
uma
missa, no
dia
immediato ao
em
que
leve
noticia
do
fallecimento.
Falleeimento.—
Falleceu
ha
dias
o
snr.
Antonio
Emílio
da
Fontoura,
pae
do
snr. tenente Fontoura,
a
quem
cumpri
mentámos.
Conselho
de
distrieto.
—
Em
ses
são
de
31
d
’agosto,
o
conselho
de
distri-
cto tomou
as
seguintes
deliberações:
No
concelho
de
Barcellos,
aimullou
a
eleição
da junta
de
parochia
da
freguezia
de
Gaiiegos (S.
Martinho,;
approvon
a
de
S.
João
de Villaboa,
e
mandou
informa:
acerca
da de
Palma
e
Feitos.
No
concelho
de
Braga,
annullou
as
eleições
parochiaes
das
freguezias
de
San
ta
Enlalia
de
Tenões,
e Gualtar;
appro-
vou
a
de
Nogueira,
e mandou informar
o
administrador
acerca das
de
Panoias,
e
S. Viclor,
contra
as
quaes ha reclama
ções.
No concelho
de
Cabeceiras,
annullou
as
das
freguezias
de
Buços
e Riodouro.
No
concelho
de Fafé, mandou
infor
mar
o administrador
ácerca
das
eleições
parochiaes
das
freguezias
de Silvares
e
Tra
vassos.
No
concelho
de
Guimarães,
annullou
as
eleições
das
freguezias
de
Lordello,
Santa
Maria d
’Airão, Mascotellos
e
Athães.
devendo
só
mandar-se proceder-se
á
nova
eleição
da
freguezia
de
Lordello,
no
dia
29
do
corrente.
Approvou
a
de
Moreira
de Conegos
e
mandou
informar
o administrador
quanto
á
de- Gonça.
No
concelho
da
Povoa
de
Lanhoso,
ap
provou
a
eleição
da
junta
da
freguezia
de
Geraz.
despresando o
protesto
de Miguel
Antonio
Velloso.
No
concelho de Famalicão,
annullou
a
eleição
da
junta
de Casiellões,
approvou
á
de
Joanne e
mandou
onv<r o
administra
dor
ácerca
da
de
Ribeirão.
No
concelho
de
Villa
Verde,
appro
vou
a
de
S.
Miguei
de
Carreiras,
annul
lou
a
de
S.
Paio
de
Pico,
e
mandou
informar
o
administrador
ácerca
da
de
Es
cariz.
O
dia
designado
para
as
novas
elei
ções
parochiaes
loi
o
dia
22 do cor
rente.
©
numero
4.
—
Quatro
cousas
trazem
o
homem
a
casa
muitas
vezes:
o
amor
da
mulher,
o asseio
da
casa,
o
não
achar
por
fóra
com
quem
fallar
e
o
mau tem
po.
Quatro cousas
essenciaes
faz
o homem
no
mundo:
nasce,
ajunta,
representa e
foge.
Quatro
cousas
mudam
a
condição
do
homem:
a
natureza,
os cargos,
a
mu
lher
eo
vinho.
Quatro
cousas ha
em
qne
o
homem
não
deve
fazer
firmeza,
porque
mudam
muito:
a
mulher,
a
sorte,
a
pro-
secção
e
o
vinho.
amaveta
vSoinha».—
Escreve
collega:
Sobre
15
pescadores portogtiez.es
que
se preparavam
para
pescar
no
rio
Minho,
foram
disparados
da
Galliza
muitos
tiros
de
baila,
forçando-os
a
retirar.
Não
hou
ve
ferimentos.
A
no
Tamisa,
—Os
jornaes
ingleses recebidos no
dia
12
trazem
mais
pormenores do
terrível
nanfragiodo
vapor
«Princeza
Alice», que
foi
abalroa
do
pelo
«Bywell
Caslle».
Não
é
verdade
a
noticia
de
que o
«Bywell
Caslle»
se
safasse
sem
prestar
auxilio;
pelo contrario,
n’
uma
declaração
do
capitão
do
«Bywell
Caslle»,
publicada
no «Times»,
diz
elle
que
assim
que
viu
que
o
abalroamento
era
inevitável,
porque
a
«
Princeza
Alice»
quiz
atravessar
a
sua prôa
com
a
forte
cor
rente
que
fazia
então,
elle
deu
logo
or
dens
para
recuar
a
machina,
arrear
os
escaleres
e
lançar
cabos
para
a
«Prmce-
za
Alice»,
salvando-se
assim varias pes
soas e
elle
conservou-se
no
logar do
si
nistro
por
algum
tempo
a salvar
as
vidas.
0
choque
foi
tão
violento
que
a
«Prin
ceza
Alice»
ficou
irnmediatamente
corta
do
em
dois.
Muitos
'los
passageiros
fica
ram
esmagados
entre
a
prôa
do
«Bywell
Castlee
os tombadilhos
do
«Princeza
Alice».
Mais
de
20(1
cadaveres
já
foram trazidos
paca
terra,
a
maior
parle
de
mulheres
e
creanças,
alguns traziam
ricos
adereços,
atineis,
relogios
e
joias ao
pescoço e
no
peito.
Em
Woolwich, onde havia
festejos
n'aquelle
dia,
n
’
uma
quinta
próxima
da
praia,
onde
havia
arraial e
romaria
poucas
horas
antes
reinando
a
maior
alegria
e
enthusiasmo,
estava
convertido
em
um
re
cinto
mortuário,
recebendo
os
cadaveres
das
viclimas
que
numerosos barcos
traziam
para
terra.
Etna
dama
ingleza,
mrs.
Lee,
que
linha
ido
com
seu marido a
passeio
a
Sheernesse,
n
’aquelle
dia,
e
como íôra,
oelo
assim dizer,
milagrosamente
salva
de
um teirivel
desastre
havia
poucos
dias
no
caminho
de
ferro
em
Siltingbourene,
não
quiz
regressar
a Londres
com
seu
marido
por
terra
e
preferiu
o
«Princeza
Alice» e
foi
uma
das
viclLnas
a
bordo.
Outro
passageiro
o
snr.
Vernon
Hammonds,
logo
que
viu
que
o
abalroamento
era
inevitável,
lançou-se
ao
mar
e
nadou
pa
ra
terra,
A
rainha
Victoria,
assim
que
soube
d
’
este
triste
acontecimento,
telegra-
pltou
para
que
lhe mandassem
os
prome-
riores
e
expressando
o
seu
profundo
sen
timento.
,
í
t
asai.—
Participam ao
«Diário
de
No
ticias»
a
seguinte
desgraça:
Consta que
na
noite
do
dia
8,
caiu
um
raio
na
egreja
da
villa
de
Ponte
de
Sôr,
arruinando
a
torre
e
matando
qua
tro
pessoas
que
estavam
na egreja.
0
acontecimento
produziu
verdadeiro
terror
na
população.
Coustam
de Maeaii.—
Trancrevemos
da
correspondência
de
Lisboa
para
o
«Commercio
Portuguez»
o
seguinte:
Segundo
nos
consta
o
governo
já
re
cebeu
participação oflicial relativamente
ao
que
se
passou em
Macau,
conforme
o
referi
na
minha
correspondência
e
man-
I
dou elogiar
o
governador
pela
altitude
digna
que
elle
logo
tomou
em
face
do
procedimento
e
da
linguagem
das
aucto
ridades
da
colonia
ingleza de
Hong-
Kong.
0
nosso
domínio
em
Macau
creio
que
não
póde
ser
disputado
nem
mesmo
pos
to
em
duvida
pela
própria
diplomacia
chi-
neza,
que
é,
segundo
penso,
mais fina
e
velhaca,
que
a
diplomacia
do governo
ot-
tomano.
Quando
não
houvesse
documentos
ou
tratados,
bastava
o
direito
da longa
pos
se
e
o
exercício
absoluto
da
nossa
sobe
rania
n
’
aqueda
paragem
para
provar
de
sobra
os
nossos
direitos.
Se,
hypothetica-
menle
fallando,
houve
até
certa
época
alguma
dependencia
dos
mandarins
chine-
zes,
essa
ligação
de
ha
muito
qne
se
par
tiu,
e
os
porttiguezes
dão
as
lêis
em
Macau
sem
se
importar que
ellas
sejam
ou
não
contrarias
á
vontade
do
Celeste
Império.
Contra
e.stes
factos
não
ha ar
gumentos
e
só
pela
força
é
que
os
chi-
nez.es
nos
poderiam
expulsar
de
Macau,
se
por ventura o
tentassem.
No
entanto,
o
governo
creio que
es
tá
disposto
a
empregar
todos
os
meios
para
que
a
nossa
soberania
em Macau
seja
reconhecida
por
tal
fórma
que não
possa
oflerecer
a
menor
duvida,
não
só ás
auctoridades
da
China,
mas aos
represen
tantes
de
qualquer
nação
sobretudo
aos
inglezes,
que tem
sempre
duvidas
d
’esta
natureza
quando
a
coisa
se
não
refere
a
elles.
Iforto»
gujos.
—
Foram
declarados
inficcionados
da
febre amarella
desde
15
de
julb.o
ultimo,
os portos
dos Estados-
Unidos
no
golpho
de
México.
E
9
®rías
*
àa
explicativa.
—No
«Dia-
rio
do
Governo»
de
10
foi publicada
a
seguinte
portaria
explicando
alguns
pontos
do
novo
codigo
administrativo,
os
quaes
teem
dado
logar
a
duvidas:
Tendo-se
suscitado
duvidas
ácerca
do
tempo
e
modo
porque
deve
fazer-se
a
transição
da
gerencia
dos
corpos
adminis-
tractivos
de
annos economicos para annos
civis,
segundo
se
acha determinado
no
co
digo
administrativo vigente;
e
sendo
cer
to
que
os
orçamentos das juntas
geraes,
das
camaras
municipaes
e
das
juntas
de
parochia
foram
organisados
para
o
anno
economico
de
1878-1879;
que
a maxima
parte
desses
orçamentos
foram
approvados
para
regerem por
lodo
o
anno
para
que
eram
destinados,
e
que
qualquer
altera
ção
que
se
faça
com
respeito
aos
orça
mentos,
que
são
a
base
da
administração
d
’
aquelles
corpos administrativos,
trará
uma
grave
perturbação
na
sua
contabilidade,
e
dillicultará a
execução
do novo
codigo:
manda
sua
magestade
el-rei
declarar
aos
governadores
civis
dos
districtos
do
reino
e
ilhas adjacentes,
que
parece
mais
con
veniente
e
regular
que
os
orçamentos
do
anno
economico
de
1878-1879
sirvam para
por
elles
se
regular
a
gerencia
e
contabi
lidade
dos
corpos
adminis
1
rativos
até
30
de
junho
de
1879;
que
depois se
organi-
se
um
orçamento
para
um
semestre
para
o
praso
de.
tempo
que
decorrer
de
julho
a
dezembro
de
1879,
por
fórma
que
em
1880
se effeclue a
transição dos
annos
civis por via
de
orçamentos
annuaes
que
opporttinamente
se
façam.
Os
governadores
civis
convidarão,
pois,
as
juntas
geraes
ou
as
commissões
exe
cutivas
para
que
n
’
esle
sentido dêem
as
instrucções
ás
corporações que
lhes
estão
subordinadas.
MeíIiinSo
ríe
JJ»t
*«»
d» líeis». —
Está
ha
dias
em
Lisboa
a
ensaiar-se
nas
ex
plicações
da
Cartilha
Maternal,
com
o
seu
auctor,
o snr.
Antonio
dos
Reis,
habil
professor
régio
de
instrucção
primaria
em
Torres
Novas.
A
camara d
’
esta
villa,
tendo noticia
dos maravilhosos
resultados
obtidos
com
o
novo
methodo
de
leitura e
zelosa
por
todos
os
interesses
do
concelho,
deliberou
subsidiar
este
digno
professor para vir
a
Lisboa
aprender
o methodo
suiidaniente,
aíim
de
o
introduzir
na escola
que
tão
habilmente
rege
e
que
é
a
primeira do
concedio.
Logo
qne
tenha
conhecimento
de
toda
a
matéria
da
Cartilha propÕe-se
o
snr.
Antonio
dos
Reis
explical-a
na
sua
atacados
pela
phyloxera
e
pela
pyralc
uma
vaga
esperança
de recuperação
das
pro
priedades
perdidas;
não
produz
uma
cura
insianlanea,
mas
sim segura,
n
’um
tempo
determinado,
graças
á
persistência
dos
ef-
feitos
insecticidas,
durante
mais de
um
anno
Tenhamos
confiança
no
futuro
das
nos
sas
vinhas; a
sciencia,
assim
como
o
em-
pyrismo,
occupam-se
já d’
ellas; e,
tarde
ou cedo,
este
flagello
ha
de
ser
vencido.
Perseveremos
na
senda
da
experiencia
que
é o
nnico
caminho
que
nos
póde
in
duzir
a
resolver este problema, que
prende
tão
intimamente
com um dos
ramos
mais
importantes da agricultura
geral.
B3aBao8»ri»s
bwí
Síéas-es.—
Em
França
preparam-se
grandes
manobras
militares
no
corrente
oulomno,
nas quaes
devem
tomar parte
279 batalhões,
151
esquadrões
e
170
baterias,
o
que
representa um
mo
vimento
de
93 regimentos
de
infanteria,
38
de cavallaria
e
15
de
arlillieria.
A
maior
parte
das
nações já
nomearam
delegados
militares para presenciarem
estas
manobras.
furitsa-i
ees-nsEsaB»
i?s.
—
Em
Sião
aca
ba
de
haver uma
curiosa
cerimonia
por
occasião do
fallecimento
do
decano
dos
elephantes
brancos,
um
dos
idolos
que
se
adoram
n
’aquelle
paiz.
O
animal nascera
em 1770 e
falleceu
no
seu
templo
em
Bankok.
Todos
sabem
que
esta
divindade,
perante
a qual
todo
o
povo
se
inclina
respeitoso,
é
o
emblema
do.
reino
de
Sião.
Os
siamezes
offerecem
ao
elephanie
branco,
em
certas épocas
do
anno, brin
des,
e obulos
de grande
valor,
porque,
possuídos
como
estão
da
edade
da
tne-
lempsycose,
creem
que
um animal
de
tão
magesioso
volume,
não
póde
deixar
de
ser
animado
senão
pelo
espirito
de
algum
deus
ou
imperador.
Cada
elephanie
branco
tem seu
pala-
cio, e
os
arreios
são
de
ouro
cravejados
de
pedras
preciosas.
E’
tratado
por
vários mandarins,
que
o
alimentam
com
bolos
e cannas
de
as-
sucar.
O rei
de Sião é
o
nnico
personagem
ante
o
qual
o
elephante
dobra o
joelho
sendo-lhe
a
reverencia
correspondida
egnal-
mente
peio
monarcha.
Fizeram-se
ao
defunto
idoio
os mais
esplendidos
funeraes.
Mais
de
cem sacerdotes
budhistas
to
maram
parte
na
cerimonia
fúnebre.
Os
tres
elephantes
brancos
que sobre
viveram ao
decano,
precedidos
de
musica
e
seguidos
d
’immensa
multidão,
acompa
nharam
o
carro
mortuário
até
á
margem
d«
Menom,
onde
o
rei
e
os
grandes
di
gnitários
vieram
receber
os
restos
mor-
taes,
que
foram
trasladados
para
a
margem
opposla
e
alfi
enterrados.
L
’
ma
esquadra
de trinta
navios
em
bandeirados
figura
na
curiosa
cerimonia.
Todos
os
pavilhões
que
se
viam
por
esla
margem
do
Menom,
cujo
numero
se
elevou
a
sessenta
mil, estavam
adornados
de
da
masco
de
todas
as
cores
e
emblemas
sym-
bolicos.
Cada
terra
com
seu
uso...
®
jsylloxm-í»
em
fiVançís.—
O
«Mo-
nileur
Vinicole»,
de
Paris,
refere
qne
o
departamento do
Heraolt,
o
mais
produ-
clivo
de toda
a
França,
está
sendo
vi-
cliraa do
phylloxera
por
um
modo
assom
broso.
Junto
de
uma
vinha
de Béziers, o
dislricto menos
assolado,
que
dará
189
hectolitros
por
hectare,
vê-se
um»
outra
que
não
produzirá
mais
de
40
ou
50
he
ctolitros.
Não
obstante,
a
opinião
geral
é
defender
energicamente
a
vinha
franceza,
e
não admitlir
a
cepa
americana
senão
como um recurso
desesperado
D
’
isio
se
vè
o
apreço
em
que
alli
são
lidas
as
ce
pas americanas,
sem
embargo
dos
encare-
ciíhenlos
de
seus
propagandistas.
Nas
mais
regiões
do
meio-dia
e do
sudoeste
não
se
apresenta
a
colheita
muito
promelledora.
Tresenlas
e
sessenta
e
seis
communas
da
Gironde
estão
invadidas do
phylloxera,
e
sem
embargo
de
terem
pas
sado
dez
annos
depois
do
apparecimento
da
praga,
não
perdeu
mais
de
20:000
he
ctares,
dos
169:000
que
tem.
Os
vinhe
dos
das Charentes estão
mais
ameaçados,
|
atacados
ha cinco
annos.
Os de
Cognac
estão
quasi
a
morrer.
Suppõe-se
que
a
vindima
de
1378
.será
pouco
abundante,
e
de
inferior
qualidade.
É?.»í-4wgssea»a
—
No
R
(®
de
Janeiro,
falleceram
desde
o
dia
18
ate
21
de
agosto,
os
seguintes súbditos
portu-
guezes:
Antonio
José
Burros,
33
a., s.;
J’
ja
*
quim
dé
Magalhães
Basto,
37 a.,
s.;
Ma
noel
Anlomo
Penaíiel
33
a.,
s.;
Marta
aula,
convidando
a
camara
previamente
todos
os
professores
que queiram
assistir
á
explicação,
os
quaes
vendo
os
resulta
dos
obtidos
applical-a-hão
a
seu
turno
nas
escolas
que
regerem
—
(«Democracia»).
O
eatholieo
confin.
—
Por
mil
pro
vações,
perseguições
mil,
faz
Deus passar
os
justos;
mas essas provações e essas
perseguições
são o crysol
para
depurar
o
ouro
que,
sem
brasa, nem
seria luzidio,
nem
consistente.
A
guerra de
morte
que se
faz
contra
a
Egreja,
não
tem provado
senão
isto.
A
fé cada
vez
mais
vivificada; a
es
perança
animada
e corroborada; a
cari
dade
medrada
e fructificada,
echôam de
ignotas
plagas
em
harmoniosa toada.
A
barca
de
S.
Pedro
afronta
os
es-
carcens
do
mar
encapellado
de
paixões,
e
segue
a
derrota
sem
medo
nem
apprehen-
são.
Os olhos
de
seus
tripulantes
não
se
fixam
na
medonha
tempestade
que vem
rugindo de
longe
para
assaltal-os
de
perto.
E’ que confia n
’
Aquelle
que
do
nada
erigiu
o universo,
e póde desfazel-o
quan
do
Lhe
aprouver.
Persigam-na
com
furôr,
firam-na
de
todos
os
lados,
que
sua
equipagem
não
baixará
os
olhos
para
filar
os
abysmos,
mas erguel-os
lia
ao
alto,
para pedir
A
’quelle
que
disse:
—Ha
mister
nasçam
escândalos;
mas
ai!
de
quem
os
occasiona
—venha
fa
zer
a
justiça,
Hade
raiar
este
dia,
e
quem
o
diz
ago
ra
é
um
protestante.
Fis
as
suas
palavras
com
que
termi
na
um
artigo
ao
«Valerland»
de
Lucerna,
na
Suissa:
«A
Egreja Catholica
tem
por
si
um
Deus
vivo
e
eterno,
o
qual
saberá
vingal-a
a
seu
tempo
e
castigar,
como
merecem,
os
Carterét,
os
Teuscher,
e
outros
Gessler
do
mesmo
lio».
Allude
aos
perseguidores
que
desde
1871
estão
apurando
por
modos
vergonho
sos
e
cobardes
a
paciência
dos
citholicos
de
Suissa,
especialmente
dos
cantões
de
Genebra eJura.
Não
nos
admira, comtudo. Do
alto
do
Phasga
leem-se
ouvido
da
bocca
do
falso
propheta
Balaão:
«Como
são
bellos
teus
tabernáculos,
ó
Jacob!
e
quam
brilhantes
tuas
tendas,
o
Israel!
«Bemditos
os,
que
te
bemdizem;
mal
dito
o,
que
te
amaldiçoar».
«A
estrelia
de
Jacob
vingará dos
Moa-
bitas».
E
era
justamente
o
propheta
angaria
do
para
amaldiçoar
o
povo
de Deus,
quem
prorompia
naquellas
bênçãos
e
dizia
aquel
las
futuras verdades.
Nós esperamos
esla
justiça.
Tarde
ou
cedo
hade
amanhecer
o
dia em
que
será
vingada
a
nos
novos
Moabilas
e
reniten
tes
Balaães.
— «índia
Catholica».
IHatrweção
sobre
i»
piiyloxera,
—
D
z
o
«Jornal
oflicial de
Agricultura-:
«Hoje
já ninguém
põe
em
duvida,
di
zem
os
snrs.
de
la
Leyere
e
Muntze,
a
efficacia,
como
insecticida,
dos
princípios
sulfurados,
sulfo
carbonatos,
sulíureo
de
carvão
etc., cujo
emprego
tem
sido
acon
selhado
pelas auctoridades
mais
competen
tes; segundo
as
experiencias,
que tem
sido
feitas
e
que
continuam
actualmenle
n
’
uma
escala
mais desenvolvida,
os oleos sulfu
rados.
que fazem
o
objecto
d
’esta
cora-
municaçào,
gozam
das
mesmas
proprieda
des.
Teem
estes
oleos
parlicularmente a van
tagem
de
desenvolver,
lenta
e
conlinua-
menle,
os
vapores
sulfurados; é
a
isto
que
se
deve
attribuir
a
sua
acção.
O
emprego
d
’
esles
oleos
contra
a
phy-
loxera é
uma
das
mais commodas,
ser
vindo
como
excipientes
do
proprio
mine
ral,
de que
este
oleo
é
extraído,
e
que
é
formado
principalmente
de carbonato
de
cal,
contendo
pequena
quantidade
de
sul
fúreo de
carboneo,
com
alguns
milliesimos
de
phosphato
de
poiassa.
E
’
vantajoso
incorporar
com
este
mixto
ammoniacaes,
que
se
produzem durante
a
dist
Ilação
e
que
conteem
quantidades
im
portantes
e
sulphyorite
de
ammoniaco,
e
combinações
organicas
sulfuradas.
Este
mixto, que
tem
uma
forma
polvorulenta,
applica-se
ao
redor
da
cepa
da
vinha,
a
uma
profundidade
de
10
a
15
centíme
tros.
Eslres
productos
podem
ser
obtidos
com
abundancia
em condicções de
fabricação,
muito económicas.
As
diversas
experiencias
já
feitas
não
I
deixam
duvidar
da
effiiaciâ
do
novo
in-
!
secticida;
a
sua acção
repentina
faz
o
es-
i
panto
dos
cbimicos, que
lera
comprovado
[os
seus
efleiios
e assegura
aos
campos
(]
e
Mattos
22
a., s.;
Antonio
Alves da
Costa
54
a„
c
;
Francisco
Figueira
Ser-
r
ij
0
36
a.,
s.;
Antonio
José
Espínola
38
a
_;
João
José
Ferreira,
30
a
,
s.;
José
Soares
dos
Santos,
18
a.,
s.;
Izabel Villa
^
ova
de
Senna
24
a.,
c.;
Antonio
José
(je
Araújo
Júnior. 14
a.;
Albano José
Alves,
18
a..
s.; Manoel
Joaquim
Teixeira,
33
a.,
s.;
José
Maria
Ayres, 23
a
,
s.;
Antonio
Miguel
Dias,
23 a.,
s.
Prdenii
nienoret.
—
ATnanhã,
sua
e
x.
a revm.
a
o
snr.
arcebispo Primaz,
ce
lebrará
o Santo
Sacrifício
da
missa,
na
capella
do
Paço
Archiepiscopal, e
confe
rirá
ordens
menores
aos
ordinandos
por
essa
occasiào
Bsecionario
de
gengraphis».
—
Recebemos
os
fascículos
57
e
58
do
Dic-
cionario
de
geographia
Universal,
por
uma
sociedade
de
homens
de
sciencia.
Agrade
cemos.
,%otscí«a
de
Ylacati.
—
No
ultimo
«Boletim
da
Província»
de
Macau e
Ti
mor.
o
secretario
da
legação
portugueza
na
China,
Japão
e
Sião,
declara que
o
governo
de Hong
Kong
aflirmára
á
dita
legação
que
não
confirmava,
nem
oíficial,
nem
pirlicularmenle, a
pretensão
das
au-
ctoridades
chiuezas
offensiva dos direitos
porluguezes.
A
feht-e
amaretla
n»M
Estados-
Unidos.
—
E
’
assim
concebido um
lele
gramma
de
Nova-York,
em
9:
Houve
hontem
em
Nova
Orleans 223
casos
de
febre
amarella
e f.illecer.im
81
pessoas
das
atacadas,
cuja
situação
é
hor
rível;
íizeram-se
hontem
100
enterros,
e
morreram
já oito
médicos.
A
circulação
dos caminhos'
de
ferro e
dos
bircos
a
vapor
está
parcialmente
suspensa,
e os
negocios
acham-se
completaraenle
paraly-
sados.
Nos dislriqtos
atacados
pela
epide
mia ha 90:000
pessoas
sem
trabalho
e
em
absoluta
pentiria.
Os
homens
políticos
de
New-York
pe
lem
que
se
organisem
prom-
ptamente
soccorros
contra
a
fome,
que
se
receta
em seguida
á
febre.
tVoticiniíi
da
Cbissa.
—
Parlicipações
recebidas
da
China
com
respeito á
fome
que
lavrou
no
império
e
que
desola
ain
da algumas
províncias,
são
realmenie
es
pantosas.
O
numero
das
victirnas
que
expiraram
nas
torturas
da
fome
eleva-se
a
uns
7
000:0001...
O
governo
imperial
não tomou me
didas
algumas
para
aplacar a
miséria, á
excepção
de
ordenar
invocações
publicas
aos
diversos
deuses de
que
a
religião
de
Confucio
offerece
uma
collecção
variadís
sima.
O
excesso
do
soíTrimenlo
levou
a
com-
inetter
horrorosos
excessos
em
grande
nu
mero
de
povoações.
Houve
batalhas
de
sesperadas
por
causa
de
alguns
saccos
de
arroz,
e
até
se
falia
em
muitos
ca
sos
de
inlropophagia.
ítíerotmno.—
Na
celebração
do
Mez
de
Maria
em
Paris
sob
o
governo
da
Com
mu
na
—1871
:
Durante o
governo
infernal
da
Gom-
mum de
Paris,
que
tanto
se
desenfreou
em
perseguições
contra
os ministros
da
Religião,
e
contra
os
bons
catholicos,
a
perseverança
de
Hamon,
cura
de
S.
Sul-
picio,
dos
seus
parochianos,
e
outros na
celebração
do
Mez
de
Maria
foi
um dos
aclos
mais
brilhantes
entre
as
densas
trévas,
que
então
pesavam
sobre
a
capital da
França.
Apesar
de
odios
despregados
contra
Deus
e
contra
a
Santíssima
Virgem,
o
cura não deixou
de
começar
os
exercí
cios
religiosos
do
Mez
de Maio,
notando-
se
a
circumslancia
de
serem
muito
mais
concoí
ridos,
que
em
outros
annos.
Até
ao
dia 11
tudo
coire bem;
os
communeiros
todavia
não
deixaram de
progredir
em attentados,
e
n
’este
dia e
seguinte,
um
club
dos
revolucionários
se
fez
substituir na
egreja
á
mesma
hora,
sele
para
as
oito da
noite,
em que
co
meçava
o
culto
em honra
de
Maria,
can
tando
a
Marselheza.
Não
satisfeitos
com
estes
desacatos,
protestaram
apossar-se
da
egreja,
mirando
por
este
meio
acabar
inteiramente
com
o
cultor
e
mórmenle
com os
exercícios
do
Mez
de
Maria.
Reclamações
bem
altendi-
veis
foram
despresadas.
Não
obstante,
os
catholicos
iam in
sistindo,
dando
largas
á
sua
devoção,
quando,
no
momento
em
que
esta
co
meçava
pelo
cântico
Migm/ical,
uma
tur
ba
de
mulheres
e
obreiros
invade
a
egre
ja
rompendo
em
voserias
e
blasphemias.
Em
presença
de
altenlado
tão
brutal,
os
catholicos
muito
mais
numerosos
en
tenderam,
que
não
deviam
ficar
de
bra
ços
crusados,
responderam
aos
gritos
sel
vagens
e
ás
blasphemias
com
rigorosos
protestos.
O
tumulto
foi
extremo;
e
fe
lizmente
não
durou
muito
tempo,
porque
os
catholicos
puzeram
fóra
da
egreja
os
desordeiros.
Os
exercícios
do
mez
con
tinuaram,
sem
que
houvesse
n’
aquelle dia
algum
outro
incidente
em contrario
O
triunfo
correspondeu
á
deliberação;
era
porém
acompanhado
de
perigos
mui
fáceis
de
prever-se.
Com
effeito
no
dia
se
guinte
á
mesma
hora,
que
os
fieis
esta
vam
já reunidos,
a
egreja
foi
invadida
por
força
amada,
que
os intimou
de aban-
donal-a.
Os
catholicos
desejavam
ainda
oppôr-se,
os
resultados
porém
seriam
fu-
neslissimos:
o
logar
santo
seria
innunda-
do
de
sangue.
Em
prova
de
tanto perigo
vingou
a
prudência:
cederam
á
força
mas
não
ao
zêlo,
porque
sahiram
da
egreja
oantando
os
mesmos
hymnos,
que
n
’
ella
lhe
recusavam.
Apesar
desta
contradicção
o
cura
de
S. Sulpicio
não
suspendeu os exercícios
religiosos;
mudou-os
para
as
4
horas
da
tarde,
e
assim
continuaram
concorridos;
satisfeitos
os
revoliicionarioios
de
lerem
a
egreja
livre ao
anoitecer
onde
concor
reriam
a
ouvir
as
declamações
de
seus
oradores.
Por
este
modo
os parochianos
de
S.
Sulpicio
com
o
seu
excellente
cura
á
frente
deram
exemplo
de perseverança
admiravel
em
tempo
de
perseguição
aber
ta,
e não
concorreriam
pouco para,
pela
intercessão
da
Santíssima
Virgem
brandar
a
ira
de
Deus,
que tanto se
pronuncia
va
sobre
a
capital
da
França.
Estiveram quasi á
beira
do
martyrio,
e
se
não o
experimentaram,
Deus
náo
lhes
terá
tido
em
pouco
a
sua
boa
von
tade.
ÀGMàDiCIMWTOS
Penhoradissimas
para
com
todos os
cavalheiros
que
nos
obsequiaram
por
oc-
casião
do
fallecimento
do
nosso
sempre
lembrado
esposo,
e
irmão,
o snr. José
Maria
Dias
da
Costa,
vimos
por
este
meio
significar-lhes
a nossa
gratidão
indelevel.
Maria
Felicíssima de
Jesus Magalhães
e
Vasconcellos.
Maria
Clara
Dias
da
Cosia
.
Thereza Philomena Pinto
d
’Oliveira,
Leonardo
Pinto
d
’
Oliveira
e
Joaquim
Ma-
ri.no Pinto
d
’Oliveira,
agradecem
ás
pes
soas
que
por occasiào
do
passamento
de
sua
(ilhinha e
sobrinha
Laura
os
obse
quiaram,
quer
tomando
parte
no
acom
panhamento
e
assistindo
ao
responso
de
Gloria,
ou
por
qualquer
modo significan
do-lhes
os
seus
sentimentos.
m
ó
.w
o
w
o
Y
/ ! V- i
; .
Ai
hí ;S
> "tiv Á
F
■'
-
’
*
',1 rfÁ; E. W
h- tí-A.o
LECCIONiSTA
Desde
o
dia
15
d
’
oulubro
proximo,
o
abaixo-assignado
lecciona Francez, Rheto-
rica
e
Philosophia.
Habilita
para
exame.
Para
Francez
vae
a
casas
particulares.
Dias
Freilas.
Banco
Commerciai de Braga em
liquidação
Por
ordem
do
exin.0 vice-presidente,
e
em
virtude
da
resolução
uilimamente
tomada
pela
Commissão
liquidataria,
são
convocados todos
os
accionislas
d’
este
Banco
a
reunirem-se
em
assembleia
ge
ral
extraordinária
no
Edifício
do
mesmo
Banco
no
dia
28
do
presente
mez,
pelas
11
horas da
manhã,
afim
de
elegerem
Commissão,
que
substitua a
demissa,
e
ao mesmo
tempo
apreciarem
o relalorio
apresentado
pela Commissão
Syndicanle.
Baaga
13
de
setembro
de
1878.
(1073)
Manoel
Duarte
G.ja,
O
Secretario,
ATTENÇÃO
Vende-se
na
rua Nova
n.°
29
uma
estada
de
columna.
Trata-se
na mesma.
(1074)
ARREMATAÇÃO
PERANTE
0 GOVERNADOR CIVIL
DO
DISTRICTO ARAIXO
DECLARADO
Sfo
dia
31
de
Setembro,
de
1818
LISTA
N.° 1:712
2.
®
FORMA
Reforma
da
lista
n.° 7:577
ejixtbskíto
braga
.
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
Fóros
e
censos
perlencenles
á
confraria
do
hospital
e
capella do
Anjo
da
Guarda
Numeros
1
Censo annual
de
10
reis,
imposto
em
umas casas
juntas
á
ca
pella
do
Anjo
da
Guarda,
da
parte
de
baixo,
e tem quintal,
de
que
é
actual
censoario
o
bacharel,
Francisco
Leite
Pereira
da
Costa
Bernardes
-
200 reis
2
Censo
annual
de
20
reis,
imposto
em
umas
casas
sitas na rua
da
Sapaleira,
freguezia
da
Oliveira,
de que
é actual
censoaria-,
Custodia
Maria,
viuva
—
400
reis
3
Fôro
annual
de
85
reis,
imposto
no
casal
de
Gorpelhares ou
casal
do
Sardoal,
situado ao
pé
de
Santa Cruz,
na
freguezia
de
Nossa
Senhora
da Oliveira;
com
laudemio
de
quarenta.
—
Em-
phytenta, D.
Joanna
Emiha
Felgueiras--54$239
*
/»
rC'
s
4
Censo
annual
de
28 reis,
imposto
no
casal
de
S.
Gião,
sitio
na
freguezia
de
S.
Pedro
de
Polvoreira,
do concelho
de Guima
rães,
de
que
é
actual
censoario,
António
Vieira
—
560 reis
5
Censo
annual
de
150
reis,
imposto na
leira da
Torre,
mixta
ao
campo
da
Vinha
da
Pedra,
siia
na
freguezia
de S.
Martinho
de
Fareja,
do concelho
de
Fale,
de
que
é
actual
censoario,
José
Anlonio
—3$000
reis
6
Censo annual
de 30
reis,
imposto
no
casa!
de
Tarrio, sito
na
freguezia
de
Santa
Maria de
Corvete, do
concelho
de
Guima
rães,
de
que
é
actual
censoaria,
Anna
Joaquina
Moreira—
600
reis
7
Censo
annual
de
1O0
reis,
imposto
no
casal
de
S.
Gens,
na
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Fermentões,
do concelho de Gui
marães,
de
que
é
actual
censoario,
Thomás
Antonio Mendes
Rodrigues
—
2$000
reis
8
Fòro
annual
de
230 reis,
imposto
no
casal
da
Ribeirinha,
silo
na
freguezia de
Santa
Eulalia
de
Fermentões,
do
concelho
de
Gui
marães;
com
laudemio
de
quarentena.
—
Emphyteuta,
Pedro
de
Sousa
Guedes
Aguiar
—
66$457
ij
i
reis
9
Fôro
annual
de
350
reis
em
dinheiro
e
um
carro
de lenha,
imposto
no
casal
do
Outeiro
da
Revoreda,
na
freguezia
de
Santa
Eufemia
de
Prazeres;
com
laudemio
de
quarentena.
—Em-
phyteuta.
Joaquim
de
Sousa
—
65^917 1
/2.
reis
10
Censo
annual
de
18
reis,
imposto
na
casa
e
campo
da
Varzea,
na
freguezia
de
Santo
Thyrso
dos
Prazeres,
do concelho
de
Guimarães,
de que é
actual
censoario,
Pedro
de
Barcos
Faria
e
Castro
—
360
reis _____________
Avaliações
com
abatimento
de
10
por cento
$180
$360
48$816
$504
2$700
$540
1$800
59$812
29$326
$324
3.a
FORMA
Reforma
da
lista
«.° 7557
CONCELHO
DE
FAFE
Cen
Q
o perlencenles
á
egreja
de
Sanla
Eulalia de
Revelhe
Numeros
11
Censo
de
9,769
de
trigo,
pago
pelo
S.
Miguel, imposto
no
campo
de
Sanoane,
pertença
do
casal
de
trás
a
Porlella. sito
na
fre
guezia
de
Revelhe.
—
Censpario,
Antonio
Gonçalves
de
Louredo
—
9$333
reis
12
Censo de 7,326
de
trigo,
pago
pelo
S.
Miguel,
imposto
no
campo
iio
Lagar,
pertença
do casal
de trás
a.
Porlella,
sito
na
fre
guezia
de
Revelhe.
—Censuario,
Domingos
Gonçalves—
7$000
reis
13
Censo
de
4,885
de
centeio,
pago
pelo
S.
Miguel,
imposto
em
um
terreno,
sito
no Outeiro
da
Fonte,
freguezia
de
Revelhe.
—
Censuario,
Anlonio
Joaquim da
Cunha
Guimarães—
4$66O
reis
14
Censo
de
36
reis,
pago
pelo
S.
Miguel,
imposto
em um
ter
reno
chamado
Trás da
Deveza,
silo
na
freguezia
de
Revelhe,
Censuario,
Manuil
Ferreira
Mendes
—
600
reis
15
Censo
de
240
reis,
pago
pelo
8.
Miguel,
imposto em
um
ter
reno
«a
Deveza
de
Fóra,
sito
na
freguezia
de
Revelhe.
—
Cen
suario,
Domingos
Pereira
—
4$800 reis.
16
Censo
de
10
reis,
pago
pelo
S.
Miguel,
imposto
em
uns
ter
renos
no
sitio
de
Cumieiras,
freguezia
de
Revelhe.
—
Censuario,
Anlonio
Joaquim da
Cunha
Guimarães
—
200
reis
Avaliações
com abatimento
de
20 por
cento
7$469
5$600
3$728
$480
3$840
$160
Fóros e censos
pertencentes
á
egreja
da
freguezia
de
S.
Martinho
de
Quinchaes
17
Fôro
de 175,842
de
trigo,
19,538
de
meiado,
milho
alvo
e
centeio,
um
carneiro e
uma gallinha,
pago
pelo
S.-Miguel,
imposto
no
primeiro
casal
da Lavandeira, que
consta
de pré
dios
rústicos
e
urbanos,
sitos
na
freguezia
de
S. Martinho
de
Quinchães;
com
laudemio de.quarentena. —
Emphyteuta,
Anlonio
Gonçalves
Multa
—214$760
reis
18
Fôro
de 175,842
de
trigo,
19,538
de
meiado,
milho
e
centeio,
um
carneiro
e
uma
gallinha
e
<iez
ovos,
pago
pelo
S.
Miguel,
imposto
no segundo
casal da Lavandeira,
que
se
compõe
de
prédios
rústicos
e
urbanos,
sito
na
freguezia
de
Revelhe;
com
laudemio
de
quarentena.—
Emphyteuta, João
de
Oliveira
An-
17í$808
19
drade
—
22l$287 reis
Censo
de
39,076
de
trigo,
pago pelo
S.
Miguel,
imposto
no
casal
de Corlegaça,
que
se
compõe
de
prédios
rústicos
e
ur
banos,
silo
na
freguezia
de
S.
Martinho
de
Quinchães.
—Cen
suario,
Manuel
Gonçalves
Corlegaça
—37$340
reis
177$031
29$872
Somma
reis.
.
.
.
574$3af)
Segunda Repartição
da Direeçào
Geral dos Proprios Nacionaes, 12 de Agosto
e
1878.
—
Maicelino Augusto Leile.
(1071)
r
_____
_
Grau
êxito
en
Paris
VELOUTINE
GH
les
FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
Y ADHERENTE, dá a/ cútis frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
, PARIS
Se
vende
en
las Farmacias,
Perfumerias, Eeluquerias y tiendas de quincalla.
Rua
de Santa Margarida
(
junto
ao
campo
de
n
.
senhora
branca
)
BKAG.4
Vende
cal branca,
l.a
qualidade;
dita
de
2.
11
;
gesso
para
estuque, cimento
Porl-
land,
l.
a
qualidade;
dito
de
2.
a
;
telha de
1.
a
, 2.
a
e 3.a
qualidade;
tijolos,
tubos
pa
ra
fumo
e
encanamentos
d
’
agua,
e
mais
generos
proprios
d’
este
negocio.
Este
deposito, estabelecido ha
20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n
’
esla
cidade
quem
possa
competir
com
elle, tanto
nos
preços,
como
na
escolha
dos
generos,
por ser
seu
dono
estucador
com
a
pratica
precisa.
Para
grandes
encommendas
é
necessá
rio
que
os
snrs.
consumidores
façam
as
suas
requisições
com 8
dias
de
anticipa-
ção,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Declara-se
que
não
negoceia
em
sal
por
ser
este
prejudicial
estar
junto
á
cal;
declaração
que
se faz,
para
que
não
ha
ja
confusão
com
outro
qualquer estabe
lecimento.
iCTiramMH
mmmk
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente, curada
com-
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.27,
rue
Mon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
(39
-H-)
60m
I
MIM1TI81Ô
Licor
e pilulas
do dr. Laville
Esta
medicina anti-gottosa
e
anti-rheumatica
é
de
justo titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde
30
annos,
contra
os
ataques,
e
as
recaidas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas ou
Ires
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
É
’
a unica
scienlifca
e
officialmente
reconhecida
e que offerece
todas as
garantias.
Veja-
se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias. Preço
2$000
rs.
Para
evitar-se
os graves
perigos
da
falsificação,
a
qu
d,
em
vista
da
alta repu
tação
de nossos
productos
augmenta
cada
dia,
deve-se
exigir
a
assignalura
do
dr.
Laville
e
o sello
de
garantia
(estampado
em
tinta
azul)
do
Governo
Francez.—
Venda
por
maior,
F.
GOMAR
28
rue
St.
Claule
—
Deposito
no
Porto
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia
77 e
79.
(42
-H-)
VENDA
DE CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
J
0à0
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(|
a
.
do
esquerdo)
vendem-se
as duas
moradas
de
casas
construídas
de novo
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
s'
Marcos
com Antonio Silverio
de
Paiva
*
Arrenda-se
na rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente ao
conl
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siasico
idoso.
Póde ver-se a qualquer
hora.
DIKHEIKO
SOBISB
PENHOBE
s
~
Na
caixa
penhorista
Bracarense,
da-se
dinheiro
sobre
penhores
d’
ouio.
prata
joias,
moveis
e roupas,
e
outros
mais
objectos;
todos
os
dias
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
nove
da
noite.
CAIXEIHO «r MARÇO®
APROVEITEM-SE
Vende-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
53,
bem
como
os
moveis que
a
adornam,
em
ra
zão
de
seu
dono
se
ausentar para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
íicar
com
a
ametade
do
preço
a
juro
de 4
p. c.
com
hypotheca
na
mesma
casa,
por
tem
po
de
um
anno.
Para
vêr-se,
de
manhã,
das
9 ás
11
—
e
de
tarde,
das
4
ás
6
—
podendo
tratar-
se
com
o
snr.
Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua,
que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avulladissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
DA
COMPANHIA
FABRIL SUNGER
17,
RUA
DE
S.
VIGENTE,
17
BRAGA
OGER—
Vendeu
no
anno
de 1877
a
enorme quantidade
chinas
de
coser!!!
mais 20:496 que
em
1876.
SINGEB—
E’
a
machina
que
todo
o
mundo
reconhece
como
las
invenções tem
apparecido.
SIBGEB
—
E
’
a
unica
machina
de
costura
que
posições
os primeiros prémios
e
boa
construcção
e duração
como
de
282:812
ma-
superior
a quan-
tem
obtido
trabalho.
em
todas
as ex-
medalhas,
não só
também
pelo
seu
pela
sua
bellissimo
E
’
a
machina
as
partes
do
economia
de
SBA’ÍÍ
E£Ea~E'
a
que
se
que
está
mais
conhecida
e
introduzida
mundo
e
a
que
offerece maiores
vantagens
tempo
e
dinheiro.
garante
por
7
annos,
fazendo
sempre
bom trabalho
e
nunca
apresentando
difliculdades.
a
unica
machina
que
se vende
a
prestações
de
500
reis
semanaes,
sem
prestação
de
entrada,
para
assim
favorecer
mais
as
classes
menos
abastadas.
S2SKS»
E-df
8.
—
Tão
boa tem
sido
que
mais
de
60
imitadores,
vendo
o
bom
resuliado
d
’
esta
machina,
a
fabricam
e
a
vendem
como legiti
mas
SINGER,
illudindo
assim
a
boa fé
do
publico.
inalmente
é
a
machina
que
mais acceitação
tem
tido,
devido
sempre
á sua
boa
costura;
tanto
nas
fazendas
finas
como
nas
mais
encorpadas,
á
sua
rapidez
no
*
trabalho
e
a
sua immensa
duração,
supplantando
assim todas
as
invenções
modernas,
que
jámais
poderão
compelir
com
a
machina
SINGER.
Não
se
illudam
com
essas novas
machinas.
em
todas
em
Peçam
catalogos
illusttados com
listas
de
preços
na
17,
RUA
DE S.
VICENTE,
17
&
y
«&■
<jsr
.
U.
,n
.
ARRENDA-SE
Uma
casa
com
bastantes commodida-
des,
quintal
e
agua,
na
rua
dos
Chãos
n.°
29.
Trata-se
na
mesma
casa.
(1060)
PROMISSÓRIAS
do Banco Com
mercial
de Braga
Compram-se
Cm
casa
de
Valença,
Fi
lho
&
C.
a,
á
Galeria,
Braga.
(1022)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto, nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se na
casa imme-
diata
n.°
22.
(981)
Declaração
D.
Maria
Julia da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeitos,
que
achando-se
habilitada para
negociar,
por
escriptura
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com
mercial d’esta
cidade,
passou
procuração
com todos
os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
lambem
se
acha
registada
para
a
representar
em to
dos
os
negocios
que
achar convenientes;
e
delara
mais
que
já
abriu
o
seu estabele
cimento
de sola
e
cabedaes,
e
mais ar
tigos concernentes
ao
mesmo
negocio,
o
que tudo vende
pelos preços
mais
resu
mido
possível.
(1026)
Precisa-se
um com
o
tempo aíindar,
ou.
para
dar
tempo.
Rua
de
D.
Pedro
v
’
n°
24—
Braga.
(1068).
’
Vendem-se
Ires
acções
do
Banco do
Minho, no
campo
de Sanl
’
Anna n.°
4|
(1052)
-C'^.
Vende-se
uma
morada
de
casas
Jjj
JSL
sila
na
rua
d
a
Cruz de
Pedra
n.u
6
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quinta'!
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da,
Silva
Araújo,
morador
na
mesma rua. ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
,
(862)
DINHEIRO A JURO
Até
á
quantia
de
250:000
réis
dá-se
sobre
hypoleca
na
confraria de Santo
Amaro
da
Sé
Primaz.
Trata-se
com
o
secretario
da
mesma,
padre
Francisco
Lobo,
na
rua
do
Poço
d
’
esta
cidade.
1014
ARRENDA-SE o 2.°
andar
da casa
n.°
11
em
a
rua
das
agoas
d
’
esta
cidade.
Tra
ta-se
com
seu dono na
mesma.
(984)
DINHEIRO A
JURO.
A
irmandade
do
Martyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia
de
800$000 reis’
para
mutuar por
hypotheca
de
raiz.
_______________________________(1056)
Aluga-se a
casa
n.°
17
da
rua
dos
Sapateiros
trata-se
na
rua
Nova
n
o
5 E
UEWOLVEr.»
Yende-se
um
par
de
bons rewolvers,
grandes e
baratos
nas
Palhotas
n.°
83.
_____________________________
(1053)
Aluga-se
a
casa
n.° 88 da rua
da
Boa-Vista.
_________ _________
(906)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Bua
Nova
de
Souza
5
—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens e
objectos
para
ílores
e
de es-
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
COLLECS1O »E
IV. SI
VHOKk SJA
CONCEIÇÃO
Lisboa,
rua
da
Esperança,
224
Este
collegio
está
estabelecido
n
’
um
vasto
ediíicio,
bem
situado,
com
bom
re
creio,
e
quartos
separados
para
os
alum-
nos.
A recommendação d
’
esta casa de edu
cação
faz-se pela
sua
existência
de
qua
renta
annos,
com
créditos bem
reconhe
cidos.
E
’ um estabelecimento
completo.
Os
exames
d
este
anno
fôram,
como
sempre,
bem
succedidos.
A
direcção
con
tinuará
zelosa,
no
cuidado
dos
seus
a
I
tira
nos
e
na
admissão dos seus
professores
e
empregados.
Os
Estatutos
e
mais
esclarecimentos
dão-se
no
collegio.
No
dia
1
de
outubro
abrem-se
as
aulas
para
o
novo
anno
le-
clivo.
O
Direclor
Geral
(997-S)
Joaquim
Lopes
Carreira de Mello.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITAMA
—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
