comerciominho_14031878_762.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3 E.
6.° ANNO
PBEÇO DA
ASSIGNATUBA
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
i
G
................................
8
d
0
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Bepelição....................................
PUBLIC A-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS
E SARBÁBOS.
PBEÇO
DA
ASSIGNATUBA
2&000
lâO.at)
3S600
30600
10
Províncias, 12
mezes
.....................
»
6
».....................
»
sendo duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
................................
N.° 762
nado
é o
reviramento
de
toda
a
justiça
natural,
e
social.
A
soberania
não
resid?
portanto,
nem
póde
residir,
no
povo,
porque
o
povo
tem
sempre
necessidade
de
quem
o
governe.
O
poder
legislativo
é-lhe
estranho
por
falta
de
sciencia:
a
forçs
publica
não
póde
estar
nas
suas
mãos,
porque,
se a
tivesse,
nenhuma
outra
podia
reprimil-o.
O
principio
quo
combatemos
é
por
tanto
um
sophisina redondo,
porque fi
gura
de causa,
o
que
é
apenas
eíleito
de
uma
irapassa
política
aventada
pelos
ambiciosos
do po
ter.
das
riquesas,
das
honrarias,
e
dos
interesses
promovidos,
e
adquiridos
á
cu-tada ignorância
do
maior
numero.
Temos
em
casa
milhares
de
ex
em
pios
E
’
demasiada
cegueira
não
ver
que
o
povo nunca
é tão
escravo,
como
quando
tem
querido
ser
soberano
!
Essencialmente
inhabil
para
se
governar
per
si
mesmo
elle
vê-se
forçado
a
resignar
o poder
nas
mãos
de
um
punhado de
facciosos,
de
intrigantes,
e
de
ambiciosos,
que,
conhe
cendo
a inconstância
do
senhor
a
quem
servem,
aproveitam
a
occasião
em seu
proprio
favor,
e
proveito:
mandam
em
nome
do
povo,
e
é
o
povo
que
obedece;
muda-se
de
ministros, mas
o
jogo
é
o
mesmo,
e
lodos
os
banqueiros
ganham
n
’
elle.
Temos
em
casa
muitos
exemplos.
A
soberania
do
povo
é
o
trage
com
que
os
arlequineiros
infeitáram
os
macacos,
de
que
se
servem
para
os
seus
espectaculos,
em
ordem
a
sangrar
as
bolsas
dos
con
correntes
ao
circo
!
Quem
o
não
vê
e
o
não conhece?!
Povo
soberano
?
!
Soberania
do
povo
como
base
fundamental
dos
poderes
pú
blicos?!
O
poder
tem
só Ires
elementos
natu
raes
—
a
força
física,
a
sciencia,
e
a
ri
queza,
porque
o
f.aco
interessa
em
obe
decer,
e
ser
protegido
pelo forte:
o
igno
rante
interessa
em
submetter-se,
e
se-
gu
r
o
conselho
do
sabio:
e
o pobre
em
traba
har
para
o
rico.
Poder
hereditário
é
coisa
que
a
na
tureza
não
conhece
nem
admitte;
fóra
destes
elementos
todos
os
poderes sup-
põem
pactos
e c
nvenções
reciprocas
en
tre
governantes
e
governados,
e
quando
uma
das
partes
deixa
de cumprir
aquillo
a
que
se
obrigou,
a
outra está
no
direito
incontestável
de
o rescindir
desligando-se
d
’
ellc.
Diga-se
portanto
que
o
direito
de
ele
ger
deputados
deriva-se
de
uma
conven
ção
ofierecida
e
aceeita
pelos
membros
d;
sociedade,
mas
não
da
soberania
po
pular,
porque
nem
as
duas
palavras
so
berania,
e
povo,
podem
estar
juntas;
nem
as
duas
ideias
cabem
na
cabeça
de
um
prego
!
Ora
sendo
esta
a
doutrina
sustentável,
segue-se
que
os
deputados
são procura
dores
do
povo,
e
como
taes
constituídos
pela
procuração
que
elle
lhes
dá:
segue-
se
que
o
constituinte
conserva
o
direito
de examinar a
conducla
d
’
aquelles
a
quem
confiou
a
missão
de
promover
e
de ze
lar
os seus direitos
e
interesses: segue-
se
que
se o
constituído
abusa
dos
pode
res
conferidos,
ou
deixa de
cumpril-os
como
deve,
os
constituintes
estão
no
direito
(imprescriptivel,
porque
é
direito
natural)
de
revogar
as
procurações,
e
de
declarar
como
niiilos
todos
os
actos
que
pecearem
no èrro,
no
abuso,
e
no
excesso
dos
poderes
do mandaio;
conclusões
es
tas
todas,
que
o
proclamado
direito
da
soberania
aperta,
visto que, como
dizem,
a
soberania
nasceu
ho
povo,
e vive
com
elk,
e
nelle.
Bem
se
vé,
do
que
deixamo» escriplo
BB.
4LG A—
QUINTA-FEIRA £â DE
MARÇO
RE
Se
o
direito
da
soberania exis
isse
no
povo,
como
querem
os
politiqueiros
da
nova
escola,
será
necessário
pro-
cural-o
nas massas
populares,
e
contar
lhes
os
votos. O
nascimento,
a
posição
social,
as
riquezas,
a
educação,
e
a sciencia
se
riam
litulos
vãos,
e
inúteis.
Esias
vantagens
p liticas
ou
naturaes,
suppõe
um
governo
constituído,
cuja
in
fluencia
se
faz
sentir
no
silencio
da
or
dem
e
da
paz.
Os
que
admillem
a
soberania
do
p
>vo,
collocam-a
na do
grande
numero;
e
isto
não
é
mais
nem
menos do
que
pôr
a
força
lisica
no logar
da
força
moral,
ou
a
violência
no do
direito.
D
’
aqui
tem
resultado e hade resultar
sempre
uma
torrente perpetua
de
revoluções,
a
insta
bilidade
dos
governos,
e a
fraqueza
e
veleidade
«las
leis.
A prova
lemol-a
em
casa.
Xào
ha
sociedade
política
em que
não
txisla
uma
guerra
surda
entre
os
pobres
e
os
ricos:
uns
queriam
mudar
o
gover
no,
emquanlo
os
outros
se
exforçam
por
siisleutal-o;
mas
logo
que
a
revolução
perturba
todas
as
fortunas,
e
desloca os
limites
da
propriedade,
o
numero
dos po
bres
augmenla,
e
o
partido
dos
descon
lentes
põe
a
culpa
nos
que
desejam
a
nova
ordem
de coisas.
Neste combate
permanente
de
todas
as
paixões,
de
todos
os
interesses,
as
deliberações
da
multidão
nunca
poderão
cenverter-se
em
leis,
no
rigor
da
ex
pressão,
a
que
todos
os
membros
do
Es
tado
devam
submelter-se.
Quando
um
povo
destroe
o
governo,
o
pacto
social
rompe-se,
e
não
fica
ci
dade
nem
cidadão
porque
todos
entendem
que
ficam
na
sua independência,
e
todos
se
persuadem
que
não
podem
ser
sugei-
los
ás
opiniões
e
vontades estranhas.
Nos
governos
regulares a
maioria das
opiniões
e
dos
suilragios
couatilue
um
direito
verdadeiro
a
que
a
minoria
deve
sugeitar-se,
porque
o
estado
social
sup-
pôe
necessariamente
a
união
das
vonta
des.
Não
acontece
porém
assim
nas
épocas
d’
anarchia que
preced-
m
a
instituição
de
um
novo
governo,
ins
quaes
ninguém
póde
atacar
a
minha independencia
e
a
minha
liberdade,
forçando-me
a
viver
su-
geito
a
leis
que
eu
não
consenti,
e para
que
não
concorri.
E
’
este
um
dos
grandes
vicios
dos
i
governos
revolucionários
apresentados
por
afinidade
com
a
soberania
supposta
do
povo.
Estabelecem
a
corrupção
na
esco
lha
dos
procuradores
que devem promo
ver
os
seus
direitos
e
os
seus
interesse»:
a
irmandade
divide-se
em
gregos
e
tr<
ia-
nos,
aspirando
uns
e
outros
ao
mesmo
fim:
o
bollo
é
de
um
e
não
admiile
par
tilha.
Se
a
carta
eleitoral
cae
na
direita,
I
o
proveito
é
para
o
banqueiro
e
socios;
se
cae
na
esquerda,
o
cavalleiro
tem
de
apear-se para
montar o arrieiro,
eliam
gens
sunl,
mas
a
besta
segue
seu ca
minho,
e
os
espectadores
ficam
a
olhar!
Que
illusão
!
!
Que
escarneo
!
!
Que
borundanga
!
!
Que
nojo, e
que
paralo
gismo
!
Que
soberania
!
!
Que
soberanos
!
!
Que
sociedade
de
arreatados
I
O
povo
considerado
em
massa, não
leni
moralidade
se
não
é
contido
por
leis
justas,
e
equitativas:
este
freio,
aliás
ne
cessário
para
todas
as
classes
da
socie
dade,
é tanto
mais
necessário
para
aquel-
J
a<
a
quem
a
indigência,
e
a
inveja
su
blevam
contra
a
ordem
publica,
o
povo
•jue
não
obedece,
manda;
e
o
seu
rei
io
correr
da penna,
e
do
mais,
e
do
nuito
que ainda
escreveremos, que
estes
governos
chamados,
por
irrisão
e
abuso
de
palavras,
representativos, ou
pseudo-
eon-titucionaes,
são
governos
de sofisma,
de
illusão,
e
de
comedia,
e
de
fanfarri-
ce,
e
<ie
mascarada,
e
de oppressão.
e
de
engano
!
!
Um
jogo
de berlinda, em
que
os
mui
tos
pagam
prendas
pira
os
poucos
apro
veitarem.
Sed
(juta
cavai
lapidem,
lapi
dem que vetusta...
e
a
galhofa
hade
mor
rer
da
cachexía,
em
que
vae
entrando.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
Acerca d«» Conclave.
A
queslã
»
da
liberdade do
Conclave,
que
os
liberangas
e
revolucionários
que
rem
atribuir
ao
rei
Humberto,
acaba de
ser traclada
no
congresso
hispanhol.
Alli
o
orador
republicano
E.
Castel
lar
se
esforçou
por
mostrar
que essa li
herdade
se
deve
ao
rei da Balia, que
o
governo
hispanhol não
só
não
linha
usado
do
velo,
mas
ainda
influeneiára para
que
nenhuma
potência
d’
elle
usasse,
e
que
os
cardeaes
hispauhoee
andaram
mal.
A res
posta
do ministro
Cáuovas
que
rebateu,
com
satisfação
de
todos
os
cath
licos,
a
asseveração
de
Caslellar,
veiod
’
algum
modo
corroborar
a
crença
em
que
estamos:
—
■
ie
que nunca o Dedo de
Deus
se
moslrí-
ra
tão visível
na
prolecção
á
sua Egreja,
como
n
’aqueila
eleição,
perante
a
qual
até
as
potências
não
catholicas,
e o
pro
prio governo
da
Ilalia se contiveram
nos
devi
los
termos.
Chamamos agora
a
attenção
dos
lei
tores
para
o
seguinte
exlracto
da
corres
pondência
de
Madrid para
a
«Palavra»:
«Entrando
logo
com nobre franqueza
na
questão
do
conclave,
o
presidente do
conselho
nos fez
saber
com
grande
con
tentamento
dos
catliolicos,
que
effectiva-
mente
a
H
spanha
havia
sustentado
a
sua
opinião,
conseguindo
que
fosse
allendi
la
para
que
este
sole
une e transceadenta-
iissimo acto
fosse
libérrimo,
sem influir
para nada
em
pró
d'esle
ou
iFaquelle
príncipe da
Egreja,
da
mesma
fórma
que
defendia
com
vigor
a
absoluta
liberdade
de
eleger u’
aq;ielles
que
leem
para
isso
um direito
incontestável;
que o
governo
eslava
satisfeito
dã
sua
conducla,
approvada
e
applaudida
pelos Prelado-,
primeiros
e
irrecusáveis
chefes n’
esla
ardin
contenda;
e
que
o
gabinete
do
rei
Humberto,
ainda
que
digno de
gratidão
peia
sua
conducla,
não havia
feito
mais
do
que
cumprir
nrn
solemne
com,>i
imisso,
porque,
accreseen-
lou
o
presid.me,
o
Pontificado
existe
em
Roma sob o
amparo
e
garantia
não
só
das
potências
catholicas,
mas
de todas
as
nações
cultas
em
que
predomine ainda
um
resto
de sentimentos
de
honor
e
de
civilisação.
Valiosas phrases estas, que
foram
saudadas
por
acaloradas
acetama-
ções.
Emquanlo
á
conducla
dos
Cardeaes
hespanhoes no
conclave,
o
presidente do
conselho
ignorava-a
e
não
queria
nem
devia
averiguai-a,
disse
elle,
porém, bas
tava-lhe
saber
que
haviam
concorrido
em
cumprimento
de um
honrosissimo
dever
e
para exercer
o
maior
dos
direito»
q
uo
o
homem
póde ter,
que
é o
direito
de
emillir
o
seu
voto
na
eleiçá
.
do
mais
augusto
e
respeitável
d
os
po
leres
que
existem
na
terra;
e
que
haviam
concor
rido
levando
a esse
grandioso acto
o
con
curso
da
sua
patria,
d
’
esta
Hespauha
sem
pre
calholicaj por
cuja razão o
governo
havia
renunciado
ao direito
de
nomear
embaixador
extraordinário,
como
se
coslu
ma
nas
vacantes,
confiando-lhes
a
sua re
presentação
absoluta
e
sem
condições,
se
guro
de
que
mu
ca
podia
ser
mais
no
bre.
digna
e
elevadamente
representado.
E
tinha
razão
em
tudo
o
snr
Canovas,
especialmente
em
dizer
que
ignorava
e
não
pretendia
averiguar
a
conducla
dos Cardeaes
no
acto
do
conclave.
Porém
se
esta
conducla
foi
a
que
lhes
altribuiu
o
deputado
republicano;
se
na
necessidade
de
dotar
immediatamenle
a
Egreja
de um Pontífice
partiu
d
’
elles
o
movimento
de
adoração
que
acclamava
Leão
XIII;
que gloria
e
que honra
para
os Car
deaes
hespanhoes,
que
assim
resolveram
o
problema
da eleição
d
’uma
maneira
tão
rapida
como
unanime
!!
Já
agora
fallarei
d
’
um
ponto
do
de
bate,
que teve
algum
tanto de
chisto
so.
Encomiando
o
sr.
Castelar
a
indepen-
dcncia
de
que
havia
gosado
este
concla
ve,
em
comparação d
’outros,
para
d'esie
modo
fazer
a
apologia
do
governo
do
rei
Humberto,
disse,
que
o conclave
que
pro
duziu
a
eleição
de
Gregorio
XVI cortou
a
\ida, á
força
de
desgostos,
ao
cardeal
Jusliniani.
Este
facto
f
i
immediatamenle
negado
pelo
presidente do
conselho,
que
afliimou
ter
tido
lugar
a morte
do dito
cardeal
oito
annos
depois
da
eleição
referida
pelo
sr.
Castelar;
e como
este
insistisse
ironi
camente
na
sua asserção,
o
snr. Cano
vas,
acostumado
a
esta
classe
de
debates
e
segmo
<ia
sua
opiieão,
ofiereceu
ao
ex-
cathedratico
d
’
hislo>ia
um
livro, que
lhe
mostrou,
para
que
se
certificasse
da
ver
dade
e
ratificasse
o
erro
em que
havia
incorrido.
Esta
lição
de
exaclidão
históri
ca.
dada
oppoilunamenle
a
um
mestre,
desafiou
francas
gargalhadas
em
que
pro-
romperain
os
circumstanles.
Agora
passarei
a
trancrever
lextualmen-
te
o
telegramma
em
resposta
á felicitação
que
o
congresso
dos
deputados
hespanhoes
dirigiu
a
Sua
Santidade.
Diz
assim:
«Dada
conta
ao
Santo
Palie,
em
cum
primento do
dever,
recebi
de
Sua
Santi
dade
o
honroso encargo
de
dirigir-me
a
V.
E.
rogando
lhe se digne fazer
presente
ao
exc."10
snr.
presidente,
e
por
seu
in-
tremedio
ao
congresso,
todo
o
sentimen
to
do
paternal
complacência
e
vivíssima
gra
tidão
que
inspira
ao
Santo
Padre
a
com-
movedora
e
solemne
homenagem
tributa
da
pela
representação
nacional
á
auclori-
dade
Pontiiicia».
E<aii8perenne.
—
Expõ-se
hoje na
Senhora
da
Lapa,
e
sabbado
no
convento
das Therezinhas:
ProrEuctosi
«
exjsosíçiiu
«íe
ParU.—Para
a
exposição
universal
de
Paris,
foram
remeltidos
do
districto
de
Braga,
os
seguintes
productos:
Chapeos de lã,
pelo
snr.
Custodio
Bahia.
Chapeos
de
f
llro
de
differentes
t y >os,
pela
Fabrica
Social
Bracarense
de
Taxa,
Bahia
&
Pacheco
10 pares
de
calçado
para
homem
e
senhora
pelo snr.
José
da
Cunha Alves
de
Souza.
Sedas
matisadas
e
bordadas
a
ouro
e
prata,
expostas
peio
snr.
Anlonio
Jose
Barbosa d
’Araujo
Reis,
de
Ceileirós.
Seda
malisada,
peio
snr.
Manoel
José
Francisco
da
Silva.
Pi
egos
diífereoles
e
laxas,
peio
snr.
Francisco
Gomes
Pacheco.
Linlios,
pelo
snr.
Guimarães.
Ditos,
pelo snr. Manoel Mendes
Ri
beiro
Guimarães.
Cutilaria,
pelo
snr.
Augusto Mentes
da
Cunha.
Couros,
pelos snrs.
Chaves
e
Chris-
tovão
Cidade.
Bordados,
pela escola
d
’
instrucção
pri
maria
de Barcellos.
Amostras
de
maleriaes
de
conslrnc-
ção,
madeiras,
pedras,
tijolos,
tubos
de
barro,
pedra britada,
cal,
saibros,
cymen-
tos. pela
Direcção
das
Obras
Publicas
do
districto.
Por
conta
do
governo
foram
expostos
mais
os
seguintes:
Pholographias
de
praças,
edifícios,
egfe-
jas,
ruas,
pontes
e
passeios
desta
cidade
e
obras
d’arle
construídas
neste
districto.
Sedas,
damascos
e
velludos,
fabricados
nesta
cidade.
Tamancos,
fabricados
em
Guimarães.
Chap
os
de
cortiça,
fabricados
em
Bar
cellos.
Doce
secco
de
laranja,
em
caixas
en
feitadas,
manufacturado
en
Barcellos.
Diíferentes
utensílios
domésticos
de
louça
de
Prado.
Colchas
de
crochel,
d
’algodão,
fabrica
das
nesta
cidade.
BtxequSw»»
j»o«- nlm«
«Se
í*«o
ÍX,
ns*
«*<jrej:»
s3
ia
Katt-eí
I®,
e»w»
EUíMbos».
—
No
dia
i
do
corrente,
monsenhor
San-
guigni,
núncio
apostolico
em
Portugal,
fez
celebrar,
na
R.
Basílica
do
Santíssimo
Coração
de
Jesus,
vulgo
egreja
da Es-
trella,
solemnes
exequias
por
alma de Pio
IX,
de
gloriosíssima
e
santa
memória.
O
templo
achava
se
ricamente
adornado.
Do
lado
do
Evangelho,
junto
ao
altar
mor.
erigiram-se
dois
solios,
om
para
a Famila
Real
c
oul'o
para
o
ex."
1
’
Núncio.
Er
guia-se
no
cruzeiro
uma eça
magestosa,
em
cuja
face
anterior
sobresaia
o retrato
de
Pio
IX.
lendo
em
baixo
a
seguinte
epígrafe latina
em leltras doiradas:
Ilave
Itave
el-vale
—Paler-Sanclissime
—
víve-in-coelis
metnor
Legal
i
tvi
—
et
gentis
fidelissimoe
Nos
lados
do
pedestal
liam-se
as epí
grafes:
Na face anterior
Pivs
IX—
Ponlifex
Maximvs-Periler-
pte
forlder
tradoclar
vilce-prcemivm-mo-
riens
tvUl-spem-coeleslem
Na
face
do
lado
do Evangelho
Aluir
is-Dei
■
òlarice
Conceplvm-lmmacvla-
tvm
—
tanxil —
donvm-dei-Divinilvs
ni>n-
aliis-dalvm
— conciliem-
Valicanvm-coegil
—
quud
—
i
onlijices-
Alaximos-in-/idei-norvrn-
q
ve-docl ri
na
—
i
nerranl es
■
decrevit
Na
face
do
lado
da
Epistola
Vna-iUi-voluplas
—
religionis
incremen-
tvm
—
omnivm-ditalvs-opibvs —
pavpervm-
svppleud-inoptum
Na
face
posterior
Om
ni
vm-ponl
i/icvm
-
romanor—
obslvpen
-
le-oi
be—annos-petri — in-romana-sede—vi-
dil
—
in
Anliochena
—
pene
—
exejil
Sobre
a
porta
da
entrada do
vestíbulo
havia
esta
epígrafe:
Pio
IX
—
Ponli/ici-Máximo
—
quem
orbis-
chrislianvs
—
svvm
sibi-patrem — abreplvm-
lugcl
—
fidelissimi-adeste-filii
—
amorem
re-
pendile
—
pacem-clernam
—
freqventes-adpre-
ca
mini
Aquellas
cinco
primeiras
são
do
snr.
dr.
Averardi,
Auditor
da
Nuneialura,
e
a
ultima do
snr.
padre Caleri.
Começou
aquella
fúnebre
soiemnidade
pelas nove
e
meia
da
manhã,
achando-se
presentes
o
Snr.
D.
Luiz
I,
D.
Fernando,
e
D.
Augusto,
arcebispo
de
Mitylene
e
vigário
geral
do
palriarchado,
bispo re-
signatario,
e
bispo diocesano
d
’Angola,
bispo
de
Bragança
e
Miranda,
corpo
di
plomático,
aucloridades
civis
e
militares
de
Lisboa,
deputação
das
camaras
legis
lativas,
deputação
da
camara
municipal,
cabido
patriarchal,
juizes
da
Secção
Pon
tifícia
de
Recurso,
e
da
Redação
eccle-
siastíca,
parochos
de
todas
as
freguezias
da
cidade
com
o
clero
do
seu
districto,
as
collegiadas
da
Santa
Casa
da Miseri
córdia
e
da
egr
ja
de
N.
Senhora
dos
Martyres,
collegio
de
S.
Pedro e S.
Paulo
dos
missionários
inglezes,
as
irmandades
dos
clérigos
de
S.
Pedro
e
S.
Paulo,
e
Antonio
da
Costa
a dos
clérigos
pobres,
padres
Lazaristas
de
S.
Ltnz, jornalistas
catholicos,
e
va-
rios
personagens
e damas
da
primeira
nobreza.
0
numero
dos
ecclesiasticos
su
bia
a
duzentos.
Depois
do
oflicio seguiu-se
a
missa
de
Pontifical pelo
ex.
mo
snr.
Núncio,
fin
da
a
qual
o
clero
cantou
os
responsorios,
dando
os
bispos
as
absolvições
ao
tumulo,
pelo
modo
prescripto
pelo
Ritual.
#-V
b
4
í
nn
esBesniwt* eyn-cji*
essa
acçâ» de groças
peta exalSa-
çA®
<to
Paps»
E.eãw
—
Teve
lu
gar
alli
no dia
2
a
festividade
e
n
acção
de graças
pela
exaltação
do
novo
Pontí
fice
á
Cadeira
de
S.
Pedro. Pela»
u
ho
ras
da tarde,
exposto
o
Smtissimo
e
cantada a
primeira
parle do Tanlum
ergo
entoou
o
ex.
1110
Núncio
o
Te-Deum.
que
foi
cantado
a
dois
coros,
um por
musica
e
outro
pelo
clero.
Depois
das
orações
pro graliarum
aclione,
cantou
se
o
Geni-
lori,
e
no
fim
o snr.
Núncio
deu
a bên
ção
com
o
Santíssimo.
Como
a
Família
Real
não
podesse
as
sistir
a
este
acto.
fez-se alli
representar
por
pessoas
da
corte:
assistiram
também
os
snrs. arcebispo
de
Milylene,
bispos
de
Angola,
Porto
e
Bragança,
corpo
diplo
mático,
deputações
do
cabido
patriarchal,
camaras
legislativas,
camara
municipal,
la Junta
da
Buba
di
Cruzada,
e
de to
das
as corp
rações
ecclesiasticas
que
ti
nham
assistido
ss
exequias
do
dia
ante
cedente;
assim
como
muitos
fieis
e
pessoas
de
distineção.
A
’
noite
iiluminaram-se
as
jinellss
do
zimborio
da
egreja,
e
repica
ram
os
sinos.
S^rsnõe»
—
Conti
nuam
a
haver
es sermões
de
Quaresma,
todos
os domingos,
no
real
templo
de
Sinta
Cruz,
prégados
pelo
snr.
padre
Al
buquerque,
no
do
Bmn
Jesus
do
Monte,
pelo rev.°
doutor
Nobrega,
abbade
de
Lou-
zada,
havendo
miserere
a
mtizica
de
orgão,
e
no
de S.
Francisco
pelo
snr.
padre
João
Rebello.
Panic-ii.—
Hontem
de
manhã
tim
gran
de pânico
sobresaltou
os
habitantes
d
’
esla
cidade.
Tendo um
cão
penetrado
no es
tábulo
onde
se
acham
os
tres
elephantes
que
traz
a
companhia gymnastica
do
cir
co
Price,
a
qual
tem
funecionado
n
’esta
cidade;
estes
animaes, ordinariamente
tão
pacíficos,
espantaram-se,
e
forçando
a
por
la
desfilaram
pela
rua
despedaçando
tudo
na
sua
passagem.
Por
grande
felicidade
não
houve
desgraças
pessoaes.
0
domad<r
mister
Edmonds compare
ceu immedialamente;
á
sua
vista,
e
gra
ças
aos
seus
esforços
os
elephantes
aquie
taram-se
e
o
seguiram
tranquiílamenle
pa
ra
o
estábulo.
Todos
os
prejuisos
causados
já
fo
ram
pagos
pelos
direclores
da
compa
nhia.
Kefórma eleit«»s*al. —
No
parecer
da
commissão
da
nova
reforma
eleitoral,
o
districto
de
Braga
deve
ficar
com
10
deputados
pelos
seguintes
círculos:
Braga.
Espozende
e
as
freguezias
do
conce
lho
de
Barcellos,
que
já
formavam
cir
culo com
Barcellos,
antes
da
divisão
de
1869.
Barcellos,
menos
aquellas
freguezia-.
Villa
Nova de
Famalicão.
Guimarães.
Villa
Verde.
Povoa
de
Lanhoso,
Amares
e
Terras
do
Bouro.
Vieira e
Cabeceiras.
Fafe.
Celorico
de
Basto
e
MonJim
de
Basto.
Cig-Aiide
gulla.—
0 «Diário»
diz
que
hoje
é
dia
de
grande
galla por
ser
o
ju
ramento
do
príncipe
real,
que
deve
eife-
ctuar-se
no pilaeio
das
côrles.
Haverá
Te-Deum
na
Sé
Patriarchal
e
grandes
funeções
nos
theatros.
0
programma
é
apparaloso.
Opinião insuspeito
»o!sre o po
der temporal.—
São
do
snr.
dr.
Julio
de
Vilhena,
ilustrado
jurisconsulto
liberal
as
seguintes
palavras
ácerca
do
poder
tem
poral
do
Papa:
«0
poder
temporal
do
Papa
é uma
con
dição
'indispensável
para
a
independencia
da
Igreja,
disse-o
Comle
e
com
elle
toda
a
escola
que
o
reconhece
por
mestre
e
que
ninguém
póde
accusar
de
reacciona-
ria.
A
Egreja
é
antes
de
tudo
um
facto
historico,
uma
instituição
positiva,
nm
or
ganismo
vivo,
agitando-se
no
seio da
hu
manidadé.
0
seu
fim
espiritual
não
lhe
destroe
a
sua
existência
temporal.
Tendo
uma
administração
própria,
uma
hierarchia
sua,
carece
como
todas
as
instituições
d’
es-
ta
ordem
de
um
elemento
fundamental
—
o
lerritorio.
Se
os
governos
lh
’o
não
concederem,
falta-lhe
a
liberdade
de
acção
e
com
ella
a
responsabilidade
perante
a
opinião.
A
phrase
—prisioneiro
do Vatica
no
—
nãoé
simplesmentenma figura
de
relho-
rica,
no
estylo
bíblico
das
pasloraes;
é
a
expressão
verdadeira
da
situação
actual
do
pontificado.
Em
Italia,
ou
fóra
da
Italia,
o Papa
carece
de
estar
livre
de
qualquer
pressão
exercida
pelo
poder
secular.
A
lei
das
garantias,
contra
a
qual
se
insurge o
ra
dicalismo
italiano,
é
o
reconhecimento
im
perfeito
d
’
este
principio
que
está
vincu
lado
á
natureza
da
Egreja.
Oriundos
da
doação,
os
seus
estados
formaram-se,
como
muitas nações
da
Eu
ropa lat.ua
Os
vicios
de
origem
não
jus
tificam
a annexação
dos
povos
Se
uma
falsa interpretação
do
evangelho
condem
na
o
poder
temporal,
não
são
de
certo
os
exercitos triumphanles
que
devem
exe
cutar
a
lei
divina.
Podem
as cavillações
da
diplomacia
justificar
o
facto,
mas
a
cri-
lica philosophica
tem
de
reconhecer,
em
principio,
a necessidade
do
poder
tem
poral».
«fio
íSs-iesste.
—
Os
ultimo»
telegrammas
relativos
á
guerra
do Oriente,
são os
que
seguem:
Vienna 9—Andrassy, ao
fazer
nas de
legações
a
exposição
da
situação,
diz
que
os preliminares
de
paz
assignados
em
San
Stefanio,
não teem
caracter
de
tractado
diliuitivo,
pois
que
necessitam
da
saneção
■da
Europa.
Recordou
que
a
Rússia
havia
declarado
querer unicam
uite
melhorar
a
sorte
dos
christãos,
por
iss
>
espera
que
ella
.será
liei
a
este programmi,
de
accor-
do
com
o congresso
europeu.
Informações
de Londres, publicados
pe
la
«Correspondência
Politica»
de Vienna,
fazem
presentir
que
lord Lyon
substituirá
lord
Derby
no
gabinete inglez,
se
ar
diver
gências
entre
a
Russia
e
a
Inglaterra
de
generarem
m
guerra.
Alhenas
li)
—
Derby
fez
notificar
oliiei
almenle
por
Wyrdharn
que
o
governo
accrescentou
as
propostas
di
Grécia
para
ser
representada
no
congresso
da
Euro
pa.
Londres
9
—
Acreditam
vários
periódi
cos
inglezes
na
existência
de
um accor-
do
entre a
Russ
a
e a
Áustria,
por
isso
o
seu
receio
é
que
a
Inglaterra
tique isola
da
na
conferencia.
Londres
11
—Um
despacho
de
Vienna,
publicado
pelo «Dayli
News»
diz
que
o
congresso
abrirá
em
31
de
março.
Constantinopla
1<)—
Ignatieff
e
Reouf-Pa-
chá
partiram
pua
S.
Pelersburgo.
Riouf
é portador
de
uma
carta
do
sultão.
Pedi
ra
que
seja
reduzi
la
a
indemnisação
a
300
milhares de
rublos.
Estio aplanadas as
dif
fieuldades
da
entrada
dogràduque
Nicolau,
em
Constantinopla.
Paris
8—Assegura-se
que
An
Irassy
declarou
que
a Áustria
não
oc
uparia
a
Bosnia
e
Herzegovina
se
os servios
e
os
moutenegrinor
não tivessem
recomeçado
as
hostilidades.
Parece
que
a
Russia
está
disp >sta
a
perdoar á Turquia
300
milhões
de
rublos
contra
condição
de
ser
conced
do
á
Bul
gária
o
porto
de
Kavala.
Os
turcos
desmentem
que
a
deputação
dos
mosulmanos
fosse
a
Vienna
pedir
a
annexação
á
Áustria.
As
informações
recebidas
do
extran-
geiro
são
geralmente
pacificas.
E
’
provável qoe
não
haja
decisão
al
guma
importante
antes
da
chegada
de
ignatieff
a
S. Pelersburgo.
Londres
li —
Northcote
declarou
na
camara
dos
deputados
que ainda
ignora
as
condições
de
paz.
Confirma
se
que
a
Inglater
a
pediu
a
admissão
da
Grécia
ao
congresso
das
po
tências.
Vuícões »uh
—
Dizem
de
West
Cow.-s
(ilha
de
Wight),
em
3
do
corrente,
que
o capitão
do
«D.
iM.
B
Park»,
chegado
alli
da
Batavia,
refere
que
a 29
de
janeiro
ultimo,
ás
7
horas
da
manhã, na
latitude
de 4
graus,
20
mi
nutos
Norte,
e
longitude
21
graus;
43
minutos
Occidental,
viu
diverms
vulcões
sub-marinos
lançando
grossas
coltimnas
de
agua
a
cerca
de
100
pés
no ar,
estando
o
mar
em
grande
agitação,
havendo
alli
uma forte
corrente
sob
as
aguas,
atmos-
phera
carregada
de nuvens, chuva,
ouvin-
do-se
ti'0'ões
a
distancia.
slittíaxros
BMariíãme».
—A
direcção
do
Burceati
Verilas acaba
de publicar
a
estatística
seguinte
dos
sinistros mariti
mos
durante
o
mez
de janeiro
de 1878,
concernente
a
todos os
pavilhões:
—
Navios
de
vela
perdidos.
—67
inglezes, 24 ame
ricanos,
9
francezes, 8
allemães,
7
ita
lianos,
6
dimarquezes,
6
norueguezss,
4
austríacos,
4
hollanJezes,
3
hespanhoes,2
russes,
2
suecos,
1 mexicano,
1
porluguez,
10
pavilhões
desconhecidos:
total,
134.
N
’
este
numero
são
comprehendidos
13
na-
vios
suppo-tos
perdidos
em
consequência
de
falta
de noticias.
Navios
a
vapor
per
didos.
—6
inglezes,
3
hespanhoes.
1 alie-
mão,
um
americano,
1
francez;
total
12,
N’
este
numero
são comprehendidos 2
va-
pores
suppostos
perdidos
pelo
mesmo
mo-
livo
supra.
Superstição
popultar. —
Uma
das
superstições
populares
mais arreigadas
na
Europa
é a
que
consiste
em
olhar
a
sexta-feira
como
um
dia
em
que não
póJe
haver
felicidade
alguma.
A
acreditarmos
o
«New-York-Times»,
a
sexta-feira
seria para
os
americanos
um
dia
privilegiado
que
os romanos
te
riam
inscripto
nos seus
fastos,
ent
e
os
mais
felizes.
Foi
n
’
uma
sexta-feira.
3
d’
agosto
de
1492,
que
Chrislovão
Colombo
se
fei
á
véla,
no porto
de Paios
para
o
Novo
Mundo.
Foi
n
’
uma
sexia-feira,
12
de
outubro
de
1192, que
elle
a«iston
terra
depois
de
63
dias
de
navegação.
Foi
n
’
uma
sexta-feira,
4
de janeiro
de
1493,
que
elle
reg
essou á Hespanha,
afim
de
annunciar
aos
reis
catholicos
a
sua
glo
riosa
descorberta.
Foi
n
’
uma
sexta-feira, 15
de
março
de
1493,
que
elle
desembarcou
na
'An
daluzia.
Foi
n’
uma
sexta-feira,
13
de
junho
de
1 194,
que
elle
descobriu
o
continente
americano.
Foi
n
’uma sexta
feira,
5
de
mirço
do
1397,
que Henrique VII,
rei
da
Inglater
ra,
deu
a João
Cabol
a
missão
de
que
resultou
a
descoberta
da
America
do
Norte.
Foi
n
’
uma
sexta-feira,
7
de
setembro
de
1563,
que
Melendez
fundou
Santa
Agostinha,
a
cidade
mais
antiga
dos
Es-
lados-Unidos.
Foi n’
uma
sexta-feira
10
de
novem
bro
de 1620,
«pie
o
«Mayfloe.tr»
desem
barcou
os
emigrados
no
porto
de
Priu-
cetown
.
Foi
n
’
uma
sexta
feira,
22
de dezem
bro
de
1620, que
chegaram
a Plymouth
Rock os
últimos
emigrados.
Foi
n’
uma sexta-feira,
22
de
fevereiro,
que
nasceu
Jorge Washington.
Foi
n
’
uma
sexta-feira,
16
de
junho,
que
foi
prezo
Bunker
Hill.
Foi
n’
uma
sexta-feira,
7
de
outubro
de 1777,
que
teve
logar
a
rendição
de
Saratoga.
Foi
n
’
uma
sexta-feira,
22
de setem
bro
de
1780,
que
se
descobriu
a
traição
d
’
Arnold.
Foi
n
’
uma
sexta-feira
de
outubro
de
178I,
que
se
rendeu
Yorklown.
Finalmente,
foi
n’
uma
sexta-feira,
I
7
de
junho
de
1776,
que
Richanl
Henry
Lee
leu no
congresso
a
decla-
ção de
independencia
dos
Estados-Uni-
do».
Vê-se
por
estes
exemplos
que
os
americanos podem
começar sem
medo
á
sexta-feira
as empretas
mais
arris
cadas.
Notseina
«1e
«»n»a.—
O
nosso
col-
loga
da
«Esperança»
recebeu
de
Roma
as
noticias
que
seguem:
Sua
Santidade
não
descança,
pois,
ao»
trabalhos
proprios
da
alta
missão
que
Deus lhe
confiou,
reune
uma
não
inter
rompida serie
de audiências,
que
concede
aos
mais distinclos
personagens
que
de
toda
a parle
acodem
a
pôr
a
seus
pés
os
seus
respeitos
e
reiteração
dos
seus
protestos
de submissão
ao
Vigário
de
Christo.
Entre
estes occupa
um
dos
primeiros
logares
o Senhor
Dom
Miguel
de
Bra
gança,
que
no
dia
28
foi
admittido
em
audiência particular
por Sua
Santidade.
Com o
Senhor
Dom
Miguel
vinha
seu
Cu
nhado,
S.
A.
R.
o
Conde
de
Bardi.
Es
tiveram
os
dois
Augustos
Senhores
pof
muito
tempo
com
o
Pontífice,
que
se
di
gnou
conceder-lhes
provas
da
mais
ulu
e
benevola
distineção. Sua
Santidade
di
gnou-se
depois
admittir
á
sua
presençi
as
pessoas
que
compunham
o
séquito
do»
Príncipes.
Já
antes
tinha
sido
recebido
peb
Pontífice
S. A. R. o
Senhor
Duque
de
Parma
comas
mais
evidentes
demonstra
ções
de
estima
e consideração.
E’
espe
rada
S.
A.
R.
a
Senhora
Duqueza
de
Parma.
Muitos
outros
Príncipes,
em
quanto
não
podem vir
pessoalmente depor
aos
pés
do
Santo
Padre
os
testimuuhos
do
seu
respeito
e
adhesão,
leem
cumprido
por
escripta
este
dever
filial,
mandando
enviados
especiaes
apresentar
as
suas
cartas
ao
Santíssimo
Padre
Leão
XIII.
s
1
i
s
3
e
i
j
o
e
e
n
o
o
e
e
e
o
o
a
i-
i-
li
ie
■o
le
i-
io
le
i,
d
>•
■
i-
JS
lo
S-
d-
as
os
je
r-
de
le
és
tis
de
os
a-
■m
8.
iu-
,$-
■ar
li-
Ha
li
ça
los
jlo
de
ra-
.
ae-
de
ato
10$
do
ido
ido
II
J$
0
Usservatore
romano
já
deu
noticia
de terem
chegado
os
encarregados
de
apresentar
a
S.
Santidade
as Cartas de
Sua
Migestade
Henrique
V
e Sua
Augusta
Lsposa.
Também
partiram para
Roma
com o
mesmo
lim
os
enviados
de
Carlos
VH
e
de
Sua
Augusta
Esposa
a
Senhora
Dona
Margarida
de
B
mrbon,
do
Senhor
Infante
Dom
AlTonso
o de
Sua Esposa
a
Senhora
Dona
Maria
das
Neves
de
Bragança,
da
Senhora
Dona
Izahel
de
Bourbon, do
Se
nhor
Conde
de
Caserla,
e
da
Duqueza
de
Foscana.
O
Senhor Dom
Miguel
de
Bragançs
e
o
Senhor
Conde de
Cambord,
que fo
ram
dos
primeiros
a
fizer
celebrar
exé
quias
pela
alma
de
Pio
IX, não
podiam
ser
dos
últimos
a
felicitar
Leão
XIII
pela
sua
exaltação
ao
throjio
pontifício.
e
a
renovar
aos
pés
do
Vigário
de
Christo os
seus
protestos
de
adhesão á
Egreja
Ca-
tholica.
Também
apresentou,
por meio
de
uma
carta,
a
mais reverente
homenagem
a
Sua
Santidade,
S.
M.
a
Senhora
Dona
Maria
Beatriz,
Mãe
do
Senhor
Duque
de
Madrid.
b
&
sci
»
.«EnCAvrit
í
>
k
bsiuia
SOCIEDADE
AN05YMA
DE
KESPONSABILIDA-
DE
LIMITADA
Resuno
do
aclivo
e
passivo
d’esle
Lanço
cm
28
de
Fevereiro
de
1878.
letivo
Caixa......... 13:7465917
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber
.
.
.
139:5965843
Cartas
de credito
.
.
.
4005000
Empréstimos
sob
penhores
93:8885265
Créditos
caucionado-» em
c/c
73:
í-825873
Operações a
longo
prazo,
com
hypotheca .
.
.
21:0845330
Agencias
no
Reino
e
libas
53:05o5204
Agencias no
estrangeiro
.
4:1065009
Devedores
diversos.
.
.
8:2335677
Títulos
de
D.vida
Publica 11:4015420
Valores
lliicluanles.
.
.
81:0125090
Effeitos
depositados
.
.
23:370^000
Installação........................
4:0005000
Moveis
e
utensílios
.
.
1:4135500
Gastos
geraes
e
commissões.
1:0615142
Liquidações....................................
1:1965930
Acções
recolhidas
....
200:000^000
735:0305164
í
’
a»sst
v«
Capital
...................................
Fundo
de
reserva
.
. .
.
Depósitos
a
praso
»
á
ordem.
Credores d
’
eífeitos
deposita
dos
...............................
Letras
em
deposito.
Leiras
por
pagar
.
.
.
Credores diversos
.
Dividendos
a pagar.
Lucros
e
perdas.
.
.
.
600:00(^000
3:5095127
81:9935186
12:7275970
23:370^000
1:3365900
5905000
2:3045423
4:9925700
2:1135836
735:0305'64
Braga
9
de Março de 1878.
Os
Directores,
José
Joaquim
Lopes
Cardso.
João
da
Cosia
Palmeira.
BANCO
DÃ
COVILHÃ.
Sociedade
anony ma
—
Responsabilidade
li-
m
iladi
Capital
reis
/.a
emissão—reis
750:000^000
dividido
em
7:500
acções
de
100$000 reis
cada
uma.
Balanço
em
28
de
Fevereiro
de
1878.
.letivo
Lellras
descontadas
e
a
receber
...................
Empresiimos
s. penhores
Contas
corrent. com caução
Efleitos
depositados
.
Papeis
da
credito.
.
Agencias
no
paiz.
.
Ditas
no
estrangeiro.
.
Diversos
devedores
.
Mobília
e
utensílios.
Despezas
d
’
installação
.
Caixa
.............................
Contas interinas
. . .
Valores
em
liquidação.
.
.
6:2305197
Passivo
Capital
...................................
Fundo de
reserva.
Funlo
para
o
edifício
do
Banco
.................................
Depositos
á
ordem
.
. .
Ditos
a
praso.
....
Devidendos
a
pagar.
Credores
d
’efTeitos deposi
tados
...............................
Diversos
credores
Agentes
no
paiz.
. .
.
Agentes
no
estrangeiro.
Letras
a pagar
.....................
Ganhos
e perdas
....
917:261^427
730:0005000
7:343-5743
1:3005000
32:5375607
85:2605610
11:6125000
12:000500(1
5:0215045
4:5455022
7835575
4995130
5:9385693
917:2615427
Covilhã
28
de
Fevereiro
de
1878
Os
Directores
J.
T. M. Megne
Reslier.
J. d
’
A.
Vaz
de
Carvalho.
Resumo
do aclivo e
passivo do
Banco
Commercial,
Agrícola e
Industrial
ie Villa
Real, em
I
28
de fevereiro de
1878.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Leiras
descontadas
.
Letras
caucionadas
.
Leiras
em
liquidação.
Letras
protestadas
.
.
.
Obrigações
a
receber.
.
.
Empréstimos
sobre
penhores
Operações
a
longo
prazo .
Papeis
de
credito
.
.
.
Contas
correntes
com
gara
ntia
..............................
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores
.
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de installação
9:3425221
639:8135251
49:0925000
6:6085
472
3:54
45310
4:0965774
4:1375500
15:5665982
15:5705000
8:0755/60
59:8085103
12:303-5240
7:1605869
6105400
1:6095000
857:3295882
P
mkbívo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0005600
Deposito
á
ordem.
. .
.
2:9805718
Deposito
a
prazo. . .
.
20:1495834
Diviilendos
a
pagar
.
4:4945650
Fundo
de
res-
rva.
.
Quantia
destina
la
para
0
9:
42O5OOO
imposto
industrial.
.
.
Reserva
para
prejuízos
even
5:3005000
to a
es
....................................
4:0005000
Ganhos e
perdas.
.
.
10:9845680
857:3295882
Villa
Real,
4
de
março
de
1878.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d’
Oliveira
Guimarães.
Agostinho
José
da
Cosia.
saíím
;
a
todos
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
0
uso da
delicio
sa
farinha
de saúde,
DL
BARRY
de
Londres.
O
meu
temperamento,
natuialmete
fraco,
estava
arruinado
em
consequência
de
um-
horrível dispepsia
que
durava
ha
oito
ân
uos,
tratado
sem
resultado
algum
tavoras
vel
pelos médicos,
declaravam
que
alguna
mezes
de vida
me
restariam,
quando
a
eminente
virtude
da
sua
SievaJesetès-e
me
restituiu
a
saude.
—
A.
B
runeliéhe
,
cura.
Cura
n.
9
45:270.
—
Tisica.
—
M.
Ro-
berts,
d
’uma
constipação
pulmonar
com
tos>e,
vomolos,
constipação
e
surdez
de
25
annos.
Cura
n.
n
74:442.
—
Courmes,
por
Ven
ce
(Alpes-Maritimos),
julho
de
1871.
—
«De
pois
que
fiz
uso
da
sua
benetica
iíleva
Sescíère,
sinto
novo
vigor;
a
laryngite
de
que
solfro
ha
dois
annos
tende
a
desap-
parecer assim
como
os incommodos
que
sentia
em
todos
os
membros.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
0 seu preço
em
remédios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4 kilo,
500
; de*/
s
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
15400
res;
de
2
kilos,
35200
reis;
de
6
ki
los,
65100;
e
de
12
kilos,
125000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800'
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
SSevsaEessièr»
e?i®®»?8»«aitíÍ8a
j
ella
res-
titue
0
appetlite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de
folha df
ata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
15400
;
de
120
chavenas, 35200
reis,
ou
25
reis
cad«
chavena.
EíU
ãJAKSKV
«fe
®?
E.S.Via-ffEE».
-
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Streel,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os seus
pedidos
ao deposito
Central
;
snr. Serzedello
&
C?
Largo
do
Corpo
Saoto
16, Sjisísaa,
(por
grosso
e
miudó)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D. Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
2®®r-
4®,
J.
de Sousa
Ferreira
&
irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
EiNTRE DOURO
E
MI-
N11O.
=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
c
Costa,
pharm.
—
Antonio João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal, 17
—
Aotonio
A. Pereira
Maia,
Pharm.,
iua
dos
Chãos
31
—
Pipa
óc
Irmão,
rui
do
Souto.
—
«'iurrana
do
cas-
teta®,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—
A.
J.
Pereira
Martins,
iharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
bilva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
— ^eas^
3ei,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir, Rua
de
Cedoleila,
160;
Fontes
& C?,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a 227.—
Poiat®
d®
I<i-
ma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povo»
«fl®
Vnrzim,
P.
Machado
de
Oíiseira,
pharma.—
VaBcraça
d®
iVSinho,
Francisco
José
de
Sousa, pharm.—
ViiSa
de
Caade,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
3
l-i.
v
i iíi
L;
éfi
340:188562
I
160:6645785
297:2015452
12:0)05000
9:4675800
29:77358
)
4
10:4465625
21:209-5358
1:840530
4
2:5255875
25:6875096
235300
30
anttoz
«Tinvariavel Bueceice
3
Combatendo
as
indigestões
(despe-
psias)
ga>lrica,
gastralgia,
flegma, ar
rotes,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
inles-
tinaes,
bexigas, djarrea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração,
oppressào,
congestões,
mal
dos
nei
vos,
diabethes,
debili
dade, todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexi
ga,
do ligado,
dos rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e,
do
sangue.
83.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de
Plnskow,
da
exm?
snr?
marque
sa
de
Brehan,
de
Lord
Stuart
de
Decies,
par d’
inglalerra,
do
doutor
e
piotessor
Wurz
r,
etc.
etc.
Cura
nP
65:311
.
—
Vetwni,
28
de
mar
ço
de
1866.
—Senhor.
—
Bendito seja
Deu?
a
sua
SJeval^sesès
’
®
salvou-me
a
vida*
parlimento
e
rocio,
sita
no
lugar dito
do
monte da
freguezia
da
Morreira,
alodial,
confronta
donascenle
com
caminho
do
Monte,
do
poente
com
os
Eidos
de
José
Ferreira
Mendes,
e
norte
com Eido
e
cazas
de
José
Bernarlo
Gonçalves.
Um
Eido
lavradio que produz
hortas
vinho
e
fructa
sito
00
mesmo
lugar
e
freguezia,
que
confronta
do
poente
e
sul
com ca
minho
do
monte
nascente
com
a Bouça
do
Rio,
norte
com
Francisco
Rodrigues,
com
2
dias
de agua em
cada semana
da
poça da
Bouça,
e
parle
para
0
norte
é
alodial
e
0
restante
é de
natureza de
prazo.
Por
este
mesmo
annuncio
e
Edt-
laes,
que
se aflixarão
são citados todos
os
Credores
incertos
do mesmo
cazal
in
ventariado
para
assistirem
á
dita
Praça
e
requeierem
0
que
lhe
convier.
Braga
9
de
março
de 1878.
Verifiquei.
Antonio
Rrandão Pereira.
O
Escrivão
(793)
J.
L.
d’
Oliveirt
Pessa.
Bcdlencia
de Joaquim
José Gmi-
çalves Lutireiro.
Por
ordem
do
snr.
Juiz
Commissario
são
convocados
todos
os
snrs.
credores,
a
reunirem-se
no dia
27 do
corrente
mez,
pelas
10
horas
da
manhã
no
Tribunal
do
Conimercio,
d
’
esta
cidade,
para
se
delibe
rar
sobre
a proposta
de
concordata,
apre
sentada
pelo
fallido,
ou
formar
contracto
de
união-e
nomearem
os
administradores,
á
massa.
Braga,
12
de
março
de
1878.
J
ão Fernandes
Valença.
Curador
fiscal provisorio
(794)
ARREMATAÇÃO.
No
dia
17
do
corrente,
pelas
11
ho
ras
da
manhã,
serão
arrematadas
a
de
molição da
obra
de
pedra e
a
reconstruc-
ção
da
frontaria
e
paredes
lateraes
da
egreja
de
S.
Pedro
de
Maximinos, d
’
esta
cidade,
no anro
da
mesma
egreja.
A
planta
e
condições
da
obra
estão
patentes
na
residência
do
respectivo
pa-
rocho.
O
presidente
da
junta
(795) Manoel
Jo>è
d'Oliveira
Guimarães.
CARREIRAS
DIÁRIAS.
Manoel
Antonio
de
Castro
Teixeira.
d
’
esta
cidade,
fiz
publico
que
vae montar
ma
s
uma
carreira
diaria
de Braga
a
Sa-
lamonde,
tendo
seu
principio
no
dia 20
do
corrente,
saindo
de Braga
ás
6
horas
da
manhã
e
de
Salamonde
ás
2
da
tarde.
Continuando
com
a
mesma carreira
que
já
tem,
a
sahir
de
Braga depois
da
che
gada
do
comboio
das 11
horas,
e
que
volta
de
Salamonde
ás
5
horas
da ma
nhã.
O
escriptorio
do anntincianle
é no
Largo
do
Barão
na
casa
do
snr.
Ribeiro
Braga
e
em
Salamonde
no Hotel do
snr.
José
Rodrigues
Fufú.
Braga
14
de março
de
1878.
Pelo
annunciante
—
Ribeiro
Braga.
(802)
IMPORTANTE.
ARREMATAÇÃO.
Pelo
juizo
de
direito d
’esta
comarca
de
Braga
e
escrivão
do
6?
oflicio
Passa,
no
dia
31
do corrente
mez
de
março
pe
las
19
horas
da
manhã
na Praça
das
ar
rematações
á
porta
do
Tribunal
do
dito
juizo
no
largo
de Santo
Agostinho
d
esta
cidade
de
Braga,
se
hão-de
arremartar
e
entregar
a quem
mais
der
e lançar
sobre
a
quantia
de
1005000
reis,
as
proprieda
des abaixo declaradas
descriptas
e man
jadas arrematar
no
inventario a
que se
procede
por
fallecimento
de
José
Anto-
nia
e
mulher
Ànna
Maria,
moradores
que
foram
00
lugar
do
Monte,
da
freguezia
da
Morreira
d
’
esta
comarca, para
paga
mento
de
dividas do cazil
dos
mesmos
fallecidos,
cujos
bens
são
os
seguintes.
Uma
mora la
de
cazas
terreas
com
re-
Na terça
feira
19
do
corrente,
achar-
se-ha
á
venda no
campo
da
feira do
gado
uma
Vacca
Turina,
com
um touro
de
criação, na
manhã
do
mesmo
dia
pode
ser
vista
na
estalagem
da
Luzia
nos
Chãos
de
Baixo. E
’
ainda
nova
e
poderá
ser
tratada
a
venda
com
seu
dono.
(803)
Domingos
José
Dias
d’
Araújo.
DE
1B0 IHI
Acham
se
á
venda,
em
ponto
peque
no, e cujo
producto
é
para
0
Dinheiro
de
S.
Pedro,
em
casa
do
snr.
M.
J.
V.
da
Rocha,
rua
do
Souto.
Preço
200
reis.
a
ifx'T.^
.....
DE
S.
GERALDO
Em
conformidade
com o
artigo
8.°
do
Estatuto
da
associação
do
theatro de
S.
Geraldo
são
convidados
os
socios
da
mesma
para
comparecerem
no
salão
do
theatro ás 12
horas
da manhã
do
dia
17,
do
corrente
para
se
tratar
da eleição
da
nova
Administraçãe,
e
bem assim da
ar
rematação
dos
camarotes 8
de
1.
a
ordem
e 17
da
segunda,
e
dos arrendamentos
do
café
e
loja do
dito
theatro.
Braga 10
de março
de
1878.
O
presidente
da
assembleia
geral
(792)
Jeronymo
da
Cunha
Pimenlel.
RETRATO E BIOGRAPHIA
D2
Tabacaria Bracarense.
Banco
Commercial dc Brcif/a, em
moraloria
Soeiedade aiiRiiyina
—
responsabi
lidade
limitada
Não
tendo vingado
na
assembleia
gera!
dos
accionistas
do
Banco
Commercial
de
Braga
no
dia
4
do
corrente,
a
eleição
de
lodos
os
vogaes
que
teem
de
compor
a
commissão liquidataria
do
mesmo
ban
co,
é
indispensável
convocar
urna
nova
assembleia para
se
elegerem
os
vogaes
que
faliam, assim
como
lambem
para
a
eleição
da
meza
da
mesma
assembleia
em
virtude
de
terem
apresentado
suas
demis
sões
o
presidente,
vice-presidenle
e
se
cretários:
e
porisso
a
direcção
do
dito
Ban
co
convida
os
snrs. accionistas
a
reuni-
errn-se
em
assembleia
geral
no
dia
27
do
corrente ás
11
e
meia
horas
da
ma
nhã
no
Theatro
de
S. Geraldo,
a
fim
de
se
proceder
á
eleição
para
os indicados
cargos.
Braga
7
de março
de 1878.
Os
Directores
Manoel
José
da
Cosia
Guimarães
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Al
meida
Manoel
José
Lopes
dos
Santos.
Fabrica a vapor de
[un
i çào
de
[erro
e metaes
Trtmss» de S.
J«áo —
Bra^a.
Nesta
fabrica,
única
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de metal.
O
proprietário da
mesma
não se
tem pou
pado
a
sacrifícios
para
poder elevar
este
melhoramento
de
industria
á altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte o
tem
conseguido,
pois que
no
seu
estabelecimento se
fazem
obras
de
lodos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
i orl.i.
Nesta
fabrica fundem-se
peças
de
pezo
de
5,000
kilos, e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés para
me-
zas
de
mármore
ou
de madeira, bancos
para
jardins,
bombas de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
colurnnas
e consolas
para
lampeões,
prensas
para
copiadores,
fuzos
de novo
syslema para
lagares, ferros
para
alfaiates
e chapelleiros,
tapetes
e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua, joelhos
de
todas
as
grossuras.
Tam
bém
concerta todas
as
obras
deste
gene
ro.
—
Preços do
Porto
Braga,
Fundição
do
Minho.
O
Proprietário
—Anlonio
Germano
Ferrei
rinha.
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.° 7,
no
c.i.i.,
0
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po,
d
’
esta cidade,
que
está
auctorisado
paia
este
fim.
•
(713)
LE
COVSEILLER
0BS
DAMÃS
ET
DKS
pF.MOISELLES.
ANNO
XXIX.
IPes-iódie»»
sísísíí
-
m
to.
AN
NO
XXIX
Publica-se
no dia
I."
de
cada
mez.=Não se recebem
assignaturas por
menos
de
um
auno.
Graças
aos
innumeravei>
melhoramentos successivatnenle introduzidos,
é hoje
este
jornal
de
modas
uma
verdadeira
inciclopedia
de todos
os
lavores
proprios
para
senhoras
A
utilidade e esmerado
eslillo
de
sua
redacção.
as
preciosas
gravuras
de
figurinos,
já
em
prelo,
já
a
côres,
os padrões
riscados
em
lamanho
natural,
de modo
a
permittirem
a
qualquer
pessoa
executar
todos
os toilelte-
publicados;
os
modelos
de
tapeçara,
coloridos com
admiravel mestria,
e
de
la.
d ret
ruducção;
grandes
liras
de bordados
com
as
inieiaes
d
is suas
assignanles; numerosos traba
lhos
de
crochet,
guipure,
trieol,
etc.;
penteados, chapéus, rouparia
musicas,
agua
relas,
rendas,
enigmas
pittoresc s, guarnições para
vestidos,
e
desenhos
de
passama-
ne>ia, tornam
esta
publicação
a
mais
sedutora
e
completa,
que
uma
senhora
ou
uma
menina
po
tem
desejar
Le
Conseiller
des Dames
et des
Demoiselles
é o
unico
periodico que
póde,
pela
ex
tensão
de
seu
texto,
dar
uma
explicação
minuciosa
dos
desenhos
e
padrões, com
tal
clareza,
que
possam
copiar-se
com
a
maior facilidade.
PBEÇO
PARA
PORTUGAL,
POR ANNO
2^100
REIS.
Para
facilitar
as
assignaturas,
o director
do
Le Conseiller
des Dames et
des
Demoiselles,
entendeu-se
com a
administração
d’
este
jornal,
em
Braga, rua
Nova,
3,
para
onde
podem
ser
dirigidas,
acompanhadas do
seu
importe.
Também
se
encarrega,
mediante
pequena
retribuição,
de remetter
ás
senhoras
assignanles
os
brindes
que
escolherem.
A BELLEZA
DAS SENHORAS
ULTIMA
HOViOAOE
GANDARELLA.
^G.
a
«íe
Sanfina*
Grande
sortido
para a
Quaresma
e
Semana
Santa.
Acaba
de chegar
a
este
estabeleci
mento
direclamente das
melhores
fabricas
de
Paris
um grande sortido
de
Brilhan
tinas
pretas
de
seda,
failles
e
glacés,
bem
como
merinos
pretos
de
pura
lã,
tornando-se a
sua
boa
qualidade
e
os
seus
modicos
preços
dignos
da
attenção
publica.
(780)
ernoruw-»-11
■■
1
B
C-c
r-Bu
-jBCBTXODc.
ii
ari
«ai
-
ibwi
ii
***«
»wuv
ESTEIRAS FARA
FOKKAR
S
IL.AS.
Manoel
Dias
da Silva,
premiado
na
exposição
de
Braga
em
1863,
na
Inter
nacional
Portuense
em
1873,
na
de
Vien-
oa
de
Áustria
em
1873
e
na de
Phila-
delphia,
em
1876,
faz
publico
que tomou
conta
do
estabelecimento
de
esteiras
da
rua
do
Souto n.°
40
e
40
A,
d
’esta ci
dade,
aonde
o
fabrico
das
esteiras
prin
cipia
a
ser
no
syslema
de
Lisboa
e
Porto.
Também
lava
e
compõe
sendo
precizo.
No
mesmo
estabelecimento
ha
sortimento
de
capachos
de esparto.
ç7Gl)
b-.nr>
r
j
:
ui
ir
—
■
tila
r-rm»~rr
nn
-
-
•
r-.
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i
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i
i«
M
i
nu
-
-r—
,-nrw
■■
JOSÊ
ANTONIO
FERREIRA
GOMES.
&,
JTovr»,
5
Pomada
sympalhica,
para
destruir,
de
momento,
o
peito
da cara
e
mesmo
cabel-
lo
em
quantidade,
sem
causar
o
menor
damno
á
pelle.
Xarope
peitoral de Rei
Empregado
com
os
melhores
resulta
dos
nas
moléstias
pulmonares, tosses
an
tigas
e
modernas,
bronchites agudas e
cbronicas.
broncorrhea,
calharro
pulmonar
seja qual
fór o
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
resia.
tisica.
calharro
sufiocante,
angina
nervosa,
tosse
aslhmatica, escarros
de san
gue,
etc.
etc.
Os
effeilos d
’este
verdadeiro
especifico
são
seguros
e
rápidos
e é
considerado
na
opinião
publica
o melhor
medicamento
pa
ra
taes
padecimentos.
A’
venda
em Braga*
nas
pharmacias Pipa &
irmão,
Orphãos e
Alvim.
Em
Guimarães
na
pharmacia
de
Pereira
Martins.
Deposito
principal
na
phar
macia
Lisbonense, Largo
do
Corpo
Santo
-LISBOA.
(762)
B
11
AG
A
Com
estabelecimento
de
pregagem
de
todas as
qualidades,
mercearia,
papel
e
chá—cartonagem
para
dezenho, lloragem
e aprestes
para
llôres
—
stearina,
pós
finos
para
gomma,
etc.,
etc.
N
’este antigo
e
acreditado
estabeleci
mento
se
encontra um
completo
sortimen
to
de
livros
em
branco,
proprios para
escripltiração
mercantil,
bera
como
papeis
e
artigos
para
escriplorio.
Também
se
encontra
um
sortido
de chá
byson desde
800
a
l$400
rs.
459
gratu.,
e
muitos ou
tros
artigos
proprios
de seu
negocio
que
tudo
vende
por
preços
commodos.
(725)
Escola
Americana
Consnltono
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de noite Rua
do
Campo
(antiga
Porta de
S.
Francisco) n.°
22.
(800)
CAIX.4
MRA
A&EBTE
DINHEIRO
A JURO.
A
Iimandade
de
Santa
Maria
Magda-
lena, da Falperra,
tem
para dar
a
juro
1:350^000
reis.
Braga 2
de fevereiro
de
1878.
O
secretario
—Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(735)
No
largo
de
S.
Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para
vender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva
cinco
pipas,
e toda forrada
de castanho.
(700)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria de
Santo
Amaro da
Sé
tem dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(706)
i
’
i:i
Au
(
ii
.
i
I
ruveiiçu;
Erança.
—
l
■■•
‘ÇO *
' "n
”
Em
l.isb
a
n
snr
Birreto.
T.< relo, n
°
28
—30/25)
)••©•••••••••••••
fll
A
b
Verdadeiras
g
í çrtLULAs |
•de
___ 2
SAO
AS ÚNICAS
©APPROVADAS
PELA
ACADEMIA
DE MEDICINA®
@
DE
PARIS
@
Por
sua Pureza e inalterabilidade
íS
CURAM
as
escrófulas,
a insufflciencla do @
X
sangue,
a anemia paludosa,
<2
FORTIFICAM
as
constituições fracas
Í3
ou arruinadas,
;
®
AJUDAM
a formação das jovens, etc., etc. ®
®
®
@
Exigir
nossa
firma,
Gt? @
@
aqui
juncta,
posta
na
\
parte
inferior
de
um
rotulo
verde.
Phamacien, 48,
r.Bouaparte, Paris @
ESTANTERIA
Vende-se
uma
e
vidraças
de
porta
na
veslimentaria
Rocha.
(788)
VENDE-SE
-s
Em
uma
das
melhores
ruas
d
’
es-
la
cidade
uma morada
de
casas,
?.
em
mu
it
0
(
?on)
eS[
a(
t
Oi
pjo
escri-
ptorio
da
administração
d
’este
jornal, se
diz
com
quem
se
trata.
(787'
BREVE
COMPENDIO
DE
0
R
A
C
Õ
E
S
E
1) E V 0
Ç
Õ
E
S
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
conecta
e
muito
augmenlada
com
novas
orações
e
deveções
indul-
genciadas, e
concedidas
posterior-
mente
á ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.
&
Rev.
m&
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na tua
Nova
n.ft
3
E,
e
nas
principaes
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria Caiholica,
Ihaça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de
Manuel
Malheiro,
rua
do
Almada.
Preço
em
brochura.
. .
.
160
reis
»
encadernado
....
240
»
RAPHAEL
OU
0
Seaiisaa
«SevssSo
e
ígastruisSo
Collecção
de
orações
e
meditações,
com um
dialogo
entre
um
sacerdote e
aquelle me
nino; exlraclos
das
tibras
de
rarios
aucto-
res sábios e
piedosos,
COOtlDENADOS
PLLO
PADP.E
J.
J.
C.
DE
SEQUEIRA
Acha-se
á venda
unicamente
no
escri
plorio
da
«Palavra»,
Cima de
Villa
n.°
25.
Preço,
120
reis
—pelo
correio,
140.—
Encardernado,
220
—
peio
correio,
240
rs.
E
’
pago
adiantado.
GISCCKS
a
<tepu
<
a
íSÍírawecs
©$
íí
O CONDE ALBERTO DE MUN
é
9
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áe
ojpei-aí-S«s
TRADUZIDO
PELO
Dedicado ás
Associações
Cutholica»
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’esla
redacção
por
60
rs.
BRAGA,
TYPOGi
ÀPulA
LUSJTAI
Á
—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
