comerciominho_13081878_823.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
l§600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha....................
Repetição....................................
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes.
....
2&000
»
6
»
.........................
í$050
»
sendo
duas
assignaturas 3»600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
3&60®
Folha
avulso
................................
10
N.°
823
BHiGA- TERÇA-FEIRA
13
DE
AGOSTO
DE
ISIS
A
’
RedacçAo
do
iCnininereio
do
Minho».
Londres,
27
de
Julho
,
1878
(á
noite].
SUMMARIO.
V.
—
Chypre cedida
á Inglaterra
em
propriedade,
assim
como também
virtual
mente
a
Turquia
Asiatica
(Creta
devia
se
guir).
VI.
—
Morte
do
Bispo
d’
01inda,
anle-
hontem
á
noite,
em
Paris.
(Cu
nclusào)
V.
—
O
nosso
provérbio
popular:
«Quem
dinheiro
tiver
fará
o
que
quizer»,
pou
cas
vezes,
creio,
se exemplificou
em
tão
grande
escala
e
de
maneira
tão
conspícua,
como
neste
momento
a
respeito
da
Que
stão
Oriental, Turco-Russa,
e
do
Oriente
em
geral.
Ha
dias,
uma
carta
particular
appa-
receu
no
Times,
de maneira
muito
im-
pretenciosa
na
apparencia,
onde
o
escri-
ptor
dizia, em
linguagem
mui
sacudida:
Que,
para
a Inglaterra
não
estar
com
cui
dados
a
re
peito
do
Canal
de
Suez
e
da
passagem
livre
e
sempre
segura
para
a
Índia,
o
que
devia
fazer
era
tomar posse
da
Ilha
de
Chypre,
e de
algum
ponto
alli
perto
no
Continente Asiático;
con
struir
linha
ferrovial,
atravessando das
margens
d’
aquelle
extremo
do
Mediterrâ
neo
até
o
valle
do
Euphrates;
seguir
por
este
até
o
Golfo
Pérsico;
e d
’ahi
para
a
índia,
facil
faria seu
caminho,
já
por
mar,
já
por
terra,
on
de
ambas
as
maneiras,
etc.,—como
lhe
conviesse
melhor.
Eu dei
logo,
cá
de
mim
para
mim,
este
projecto
como
não
tardando
a
rea
lizar-se;
e
quanto
a Chypre
por
ora
(e
mais
tarde
Creta),
entendi
não
deixariam
por
muito
tempo
de
ser
Inglezas;
ajudando
a
tornar
mais
agradavel
o
caminho
d
’aqui
para a índia.
,
Appareceu
lambem,
quasi
ao
mesmo
tempo
uma
notável
série
de
longas cartas,
e
mui
habilmente
escriptas,
com
assigna
tura
anonyma,
«A
Tuveller»
(Um
Viajan
te),
descrevendo
miuda,
substancial
e
de-
talhadamente,
a
Turquia
Asiatica,
em
suas
divisões,
raças,
localidades,
caracter,
nu
mero
de
habitantes, circumstancias
geo-
graphicas,
etc.;
fazendo
admiração,
de
co
mo
uma pessoa havia
tomado
tarefa
se
melhante,
dispendiosa, sem
duvida,
tra
balhosa,
e
até
não
isenta
de
seu
risco.
O seguinte
annuncio,
que
appareceu
esta
manhã
no
Daily Teleyraph,
jornal
agora
dedicado
aos
interesses
do
Governo
(havendo
até
quem
diga,
que
elle
pertence
a
pessôa
ligada
com o
mesmo
Governo),
explicará
muito
dessas attenções
dadas
á
Tu.quia
Asiatica.
Eis
aqui o
Annuncio,
que,
em
lettras
maiusculas
no
titulo,
triuin-
phantemente,
com
razão,
annuncia,
o
que
eu
chamo
um
dos maiores
acontecimen
tos
de nosso
tempo,
e
mais
fértil
em
conse
quências
transcendentes:
—
INGLATERRA
E
TURQUIA
.
«T
ratado
D
efensivo
«Protectorado
da
Asia Menor
«Occupação
Britanica
de
Chypre.
(Por
telegrapho
Submarino—Do
nosso
Correspondente
Especial).
«Berlim,
7 de Julho.
«Concluiu
a
Inglaterra
um
Tratado
De
fensivo
com
a
Turquia,
para
manutenção
de
estricta
integridade
dos
Domínios
Asiáticos
do
Sultão.
«Em
vista
deste
facto,
a
Porta
con
cedeu
á
Gram-Bretanha
o
direito
de
oc-
cupar
a
Ilha
de
Chypre,
e
este
direito le
vará
o
Governo
de
Sua
Magestade
immedia-
tamente
a
effeito.
«Este
arranjo
entre
a Inglaterra
e
a
Porta
será formalmenle annunciado
ao
Congresso ámanhã;
quanto
as
questões
relativas
a
Batoum
e
á
Arménia
tem
de
ser
apresentadas
para discussão
final.
«E
’
desnecessário
indicar a
significan-
cia
deste
passo,
e
seria
obviamenle
dif-
ficil
o apreciar
demasiado
a
sua
impor
tância.
«A
Asia
Menor
estará,
d
’
ora em
dian
te
em
tudo
e
por
tudo,
sob
o
directo
Protectorado da
Inglaterra,
e
o
Governo
Britânico
se
tornará
responsável
pela
justa
e
effectiva
administração
de
ura
paiz
que
é
rico
e
variado
em
recursos,
e
vasto
na
extensão
geographica.
«Não
serám
mais
possíveis
usurpações
Russsas
nesta
direcção.
No
que respeita
á
Asia,
a
Inglaterra
e
a
Turquia
for-
marám
d
’aqui
em
diante
uma
só
Potên
cia.
«A
posição
de
Chypre, por
sua
pro
ximidade
de
Antiochia e
de
Alepo, dará
á
Inglaterra
conlrol,
ou
governo
absoluto
do
Valle
do
Euphrates,
e
assim
se
asse
gurará
deste
caminho
para
a
índia.
Vai
construir-se
na
terra
firme ali
uma linha
ferrovial
com
este
objecto
«Este
Tratado
defensivo
não
entra ne
cessariamente
no
objecto
das
deliberações
do
Congresso.
E’
um
contrato
indepen
dente
entre as
Potências respectivas.
e
cuja
validade
se
não
pode
disputar
senão
á
custa
de
uma
guerra».
Eis
ahi
um dos
mais
transcendentes
acontecimentos deste
meio
’
século.
E
’
mais
uma consequência
das
loucuras
dos
Fran-
cezes,
que deixarám
mui breve
de
gozar
no
Levante,
até
do
nome
que
ali
repre
sentava
o
poder
e
a
influencia,
da
Europa
e
Occidenle.
Agora
é
que
o Mediterrâ
neo
acabou
inteiramente de ser
um
«lago
franeez
í
.
O
tempo
em
que
a
França
ia
vingar
sua
dignidade
oífendida
em
África,
e
oc-
cupar
Argil; quando,
a despeito
de Can-
ning e
da
Inglaterra,
ia abater
na
Hispa-
nba
a
revolução
que
a
mesma
Inglaterra
ali
inoculara,
para
desorganizar
e
debilitar
os
Reinos
da
Península
e
prival-os
de
suas
Possessões;
esse
tempo
já
passou,
e
a
França
dos Gambettas, dos
Victor
Hugos,
etc.,
não
é hoje
mais
que
uma
aduladora
e
pagem
da Inglaterra
(que
delia se
ri,
festejando-a).
Quasi
que
estou
desejando
já
ver Creta
cedida
igualmente
á
Inglaterra;
e
melhor
fóra
que
esta
se
installasse
também na
Sicilia. Seria o
meio
de
livrar
a
palria
de
Archimedes
dos
ladrões
de
varias
castas.
VI.
—
Com
verdadeiro
e
grande
pesar,
leio
nas
folhas
desta
manhã,
que, ante-
hontem
á
noite,
fallecera,
em Paris,
o
Prelado
de
Olinda,
a quem
o
Liberanguis-
mo
em.
geral
detestava,
pelas mesmíssi
mas razões
que
elle
era
amado
e
respei
tado
pelos
verdadeiros
Catholicos.
Tel-o-ha
Deos
á
Sua
Vista.
A.
R.
SARAIVA.
fiAZBTiliHl
cimo
do
monte, e
que hade
receber a
Sagrada
Imagem
da
Virgem
Immaculada,
que temos
entre
nós,
appella
confiademente
para
a devoção
de
todos
os
fieis,
e
ousa
lembrar-lhes
esta palpavel
necessidade,
a
que
de
prompto
devemos
acudir.
O
secretario--Padre
José
Silverio
da
Silva.
IV.
Senhora
da
Boa
Morte.—
No
domingo
festejou-se
no
inagestoso
tem
plo
do
Collegio
de
S. Paulo a
Imagem
de
N. Senhora
da
Boa
Morte,
com
tertia,
missa
cantada,
Exposição
do
SS.
e
sermão
de
tarde.
Este
anno
não
houve
a
costuma
da
procissão
por causa
da
falta de
meios;
comtudo aquella
devota
Imagem
esteve
exposta
na
sua
barquinha,
debaixo
do
baidaquino.
ProcíHsdo.
—
Por
6
horas
da
ma
nhã
de
sabbado,
saiu
da
capella
das
Car
valheiras
a procissão
vulgarmente
denomi
nada de S.
Lourenço,
que
em
razão
d
’um
antigo
voto cerca
os antigos
muros
da
cidade.
Costumam
e
são
obrigadas
a
acompa
nhar
esta procissão
todas
as
confrarias
da
cidade;
mas
este
anno
sómente
as
do
Sa
cramento
compareceram,
das
outras
um
pe
queno numero.
No
tetnpo
em
que a auctoridade
ec
clesiastica
linha
os
seus
empregados
e
fo
ro,
eram
apontadas pelo
meirinho
eccle
siastico
as
faltosas,
que
soffriam
multa.
Na
frente
do
cerco
ia
uma
banda
de
musica,
seguindo-se
as
confrarias,
as
ir
mandades
de
N.
Senhora
da
Boa
Morte
que
levava o andor
de S.
Lourenço,
ador
nado
consoante
imineraorial
costume
com
parreiras
e
cachos d’
uvas,
e a
de
N.
Senhora
da
Ajuda
e
S.
Sebastião
que
le
vava
o
andor
d
’esle sancto,
e
a
commu-
nidade
dos
orphãos
de S.
Caetano: de
baixo
do palio
era
levado
o
Santo
Lenho:
no
centro
das alas
iam
muitos anginhos
com emblemas allegoricos:
fechava
o
uma
guarda d
’honra
precedida
da
banda
regi
mental.
Passando
junto
do
Populo,
entrou
todo
o
préstito
neste
templo,
para
visitar
e
reverenciar a
N.
Senhora
da Conceição
do
Sameiro,
que
alli
está
exposta
até
ao
dia
23 do
corrente
Outra.
—
Tendo
precedido
vesperas
a
instrumental,
e
á
noite
arraial,
com
illu-
minação,
musica
e
fogos d’artificio,
no
sabbado,
e
missa
solemne
e
sermão
no
domingo
de
manhã,
saiu
na tarde
deste
dia
a
procissão
do
Santíssimo,
da fregue
zia
de
S.
Victor.
Como
tinha
oblido
bom
exilo
o
convite feito
pela
confraria
de
S.
Lazaro ás
demais
confrarias
do
SS.
da
ci
dade,
a
de
S.
Victor
quiz
seguir
aquelle
exemplo;
porisso tomaram
parle
no
prés
tito
as
da
Sé,
S. João
do
Souto
e
S.
Lazaro,
—
a
qual
se
apresentou com
talvez
maior
numero
de
confrades, que
a
sua
antiga
rival
lhe tinha
apresentado.
As
qua
tro
confrarias,
com
cerca
de
300
confra
des
lodos
de
opas
de
setim
camerzim,
indo
no
centro grande
numero
d
’
anginhos,
ricamente
vestidos, produzia um
bellissimo
effeito.
Seguia
se lhes
a
coinmunidade
dos
orphãos,
numeroso
clero
de
capas,
e
o
palio.
Abria
a
procissão
uma
banda
de
mu
sica e
fechava-a
a
banda
regimental
e uma
respeitável
guarda
(1
’honra.
Festividade.
—
Os
devotos
do
SS.
Rosto
do
Senhor,
que
se
venera
na ca
pella
de
S. Miguel-o-Anjo,
destinaram
fes
tejar
esta venerável Lfligie
nos
dias
17
e
18
d
’
agosto,
da
fôrma
seguinte:
No
dia 18
pelas 11
horas
da
manhã
haverá
missa
solemne
a grande
instru
mental
da capella do
snr. Luiz
Baptisla,
ficando
o
SS.
exposto
todo
'o
dia. De
tarde
pelas
4
horas
subirá
ao
púlpito
um
dislincto
orador
que
vem
pela
primeira
vez prégar
a
ésta
cidade;
no fim
do
ser
mão haverá um
solemne
Te-Deum,
fin
dando
a
festividade
com
a
bênção
do
SS.
Sacramento.
No
dia
17,
ao
romper
d
’alva,
e
ao
meio
dia,
a
banda
de
musica
dos «Ar
tistas
Bracarenses»
percorrerá
algumas
ruas
d
’esta
cidade;
q
noite
haverá
uma
vistosa
illuminação
pela
rua
e
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
e
praça
d
’
Alegria,
aon
de
estará
um
basar
de prendas, durante
o
qual,
a
mesma
banda
de
musica
toca
rá
lindas
e
harmoniosas
peças,
e conti
nuará
no
dia
seguinte
pelas
2
horas
da
tarde.
Acçáo
infamante.—
Um
certo
in
divíduo,
casado,
homem
sem
consciência
nem
pundonor,
conseguiu illudir
ahi
uma
pobre
rapariga,
com
quem
se
conservou
por
algum
tempo
em
publico
adultério,
duplamente
criminoso.
A illudida,
ou
por
que
fosse
tocada
pela
graça,
ou
porque
receasse
as
fataes
consequências d’aquelle
viver
escandaloso,
fugiu
ha
dias
ao
mal
vado,
e
foi
procurar
abrigo
no Collegio
de
Regeneração,
cujas portas
lhe
foram
abertas,
quando
com
lagrimas
ella
pro
testou
a
sinceridade
do seu
arrependi
mento.
Em
vez
de
agradecer
a
caridade
daquelle
estabelecimento,
o
indivíduo
co
meçou
a
esbravejar
contra
os
superiores
e
direcção
do
mesmo, querendo
forçar
as
portas
do
collegio:
depois
leve a
pouca
vergonha
de
se
ir queixar
ao
snr.
com
missario
da
policia,
dizendo
que
lhe
ti
nham
roubado a sua
amante,
e
que
que
ria
que
lh
’
a
entregassem.
Até
onde
chega
a
falia
de
sentimentos
dignos!
Sabemos
que
o
digno
commissario,
logo
que
obteve
as
informações devidas,
dispensou
áquelle
collegio
toda
a
protecção
—
o que
em nome da
respectiva
Direcção
e
em
nosso nome
agradecemos.
O
snr. commissario,
sabendo
que o
criminoso
eslava
alojado
n
’uma casa
de
pasto
do
campo de
D.
Luiz
1, mandou
lá
um
policia
para
o
prender, mas
quando
este chegou,
já
elle
se
tinha
evadido.
Se
hoje
não
publicamos
o
nome do
malvado,
é por
caridade,
e
não
por
con
templação
de
qualidade
alguma.
Mas
se
conlinuar
no
seu proceder
infamante,
ha
vemos
de
entregal-o
bem
espalmado
á
execração
publica.
Romagem.
—
E
’
na próxima
quinta-
feira a
grande
romagem
de
N.
Senhora
da Abbadia,
em
Santa Marlha
de
Bouro.
Desde
a
quinta-feira
passada
tem
cruzado
esta
cidade numerosos
bandos de
romei
ros
que
para
alli
se
dirigem
Fabrica
de
papel
de
lluães.
—
Communicam
a
um collega:
Tendo
o snr.
visconde
de
Fragozella
feito
penhora
na
fabrica
da companhia
de
papel
de
Ruães,
a
assembléa
geral
aeunida
no
dia
9
resolveu
sujeilar-se ás
consequências
da
penhora, do
que
resul
tará
a liquidação forçada
da
companhia,
visto
ella
não
ter
dinheiro para
pagar
o
credito
do
exequente.
Doença.
—
Acha-se
gravemente
enfer
mo,
tendo
já
sido sacramentado, o
exc.mo
snr.
Gaspar
da
Costa
de Vilhena,
anceão
honrado
e
respeitável
d
’
esta
cidade.
De
sejamos
o
prompto
restabelecimento
de
s.
exc.
a
Deapacfoos
ecclesiasticos.
—
Por
decretos
de 2o
de
juiiio
e
3
de
agosto
corrente
foram
feitos
os
seguintes
despa
chos:
O
presbytero
Manoel de
Matos
Couti-
nho,
apresentado na
egreja
parochial
de
S.
João
da
Ribeira,
no
concelho
de
Rio
Maior,
do
patriarchado.
O
presbytero
José
Beruardino
da
Sil
va,
parocho
collado
na
egreia
de
Salva
dor,
de
Villa
Pouca
de
Aguiar,
diocese
de
MONUMEBIT©
MÔ
SAMEIRO.
A
Commissão
do
Monumento
do Sa-
meiro
reconhecendo
quanto
é
urgente o
concluir-se
a
construcção
das
paredes
da
nova
capella
que
se
está
edificando
no
Braga,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Bragado,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
João
Ignacio
Tavares,
parocho
collado
na
egreja
de S. Pedro,
da
cidade
de
Faro, da
diocese
do
Algar
ve,
apresentado na
egreja
parochial
de
S.
Maninho
de Estoy,
no
concelho
de
Faro,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
João
Cândido
da Silva,
apresentado
na
egreja parochial
de
Santa
Maria
de
Gemeos, no
concelho
de
Guima
rães.
O
presbytero
Pedro
Manoel
Nogueira,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da Graça,
da villa
da
Móra.
O
presbytero
Agostinho
Tavares
de
Carvalho,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Boças,
no
concelho
de
Arouca,
diocese
de
La
mego.
O
presbytero
Luiz
Marques da
Gama
Oliveira,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Cypriano,
no
concelho
e
diocese
de
Viseu.
O
presbytero
Manoel
Antonio de Car
valho,
parocho
collado
na
egreja de
S.
Marcos
da
Serra,
da
diocese
do Algarve,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Maria
Magdalena do
Turcifal, no
concelho
de Torres Vedras,
da
diocese
de
Lisboa.
O
presbyteroAntonioTeixeira
da Silva,
apresentado
na egreja
parochial
de
S.
Mi
guel
de
Urró,
no
concelho
de
Arouca,
dio
cese
de
Lamego.
O
presbytero
Antonio
José
de Sousa
Machado, apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Iria
de Valoura, no
concelho
de
Villa
Pouca de
Aguiar,
diocese
de
Braga.
O
presbylo
José
da
Cunha
Gouveia,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Miguel
iie
Carregueiros,
da
diocese
de
Lisboa,
apresentado
na egreja
parochial
de
S.
Pe
dro
deArrifana
de Manique
do
Intendente,
do
concelho
de
Azambuja,
da
diocese
de
Lisboa.
E
foi
declarado
sem
effeito o
decreto
de
22
de
novembro
do
anno
proximo
pre
térito,
que
apresentou
na
egreja
parochial
de
Santa
Iria
de
Valoura,
da
diocese
de
Braga,
o
presbytéro
José
Joaquim
Alvares
Guedes.
E,a
Naturaleza
—
Recebemos
o n.°
36
d'esta
interessante
publicação.
O
seu
summario
contém:—A
linguística
ou
scien
c>a
da linguagem,
com
uma
gravura
de
caracteres
geroglyphicos egypcios.
—Novo
thermometro
para
medir
a
temperatura
do
fundo
do
mar.
—Temperatura
do
corpo
humano e
suas variações
nas
diversas
en
fermidades.—
Grande
globo,
caplivo
de
M.
Henry
Giffard.
— Telephono dê
mercúrio.—
Quadros
de
historia
natural.,—
Miscellaneo.
—
E
9
bella
gravuras.
Buli»
da
Sanla
C
’
r«»za«ia.
—
No
d. .
conseguiu
attrahir
raãis
de
700homens
para
as
escolas
da
noite.
anno
de
1876-1877
o
rendimento
da
Bulia
da
Santa
Cruzada
nas
dioceses
do
conti-
nente
do
reino
e
ilhas
foi
o
que
consta
da
seguinte
labella,
extrahida
dos
dados que
a
este
respeito
publicou 0
«
Diário
do
Go-
verno»
de
8
do
corrente:
Algarve
1
:9095908
Aveiro
2:1405373
Beja
5865455
Braga
29:6155608
Bragança
4:8265469
C
Branco
7945175
Coimbra
5:3605495
Eivas
1895205
Evora
8195290
Guarda
3:7155686
Lamego
4:5965825
Leiria
2:0725675
Lisboa
,
5:7295820
Pi
n
hei
1:9045010
Portalegre
3605833
Porto
10:3825835
Vizeu
2:8565050
Angra
4:7165664
Funchal
2:1105362
Total
84:7175740
Esta
quantia
é:
Produclo
da
Bulia
81:8565149
Das caixas
2:8615394
Hatatistica.
—
0
«Bureau
Veritas» in-
forma
que
durante
o mez de
junho
se
perderam
os
seguintes
navios-—
de vela:
tnglezes 30,
francezes 10.
americanos
6.
aíleraães
4
italianos
4,
suécos
3,
norue-
guezes
1.
hollandez
1,
portuguez 1,
e
5
nacionalidades
não
conhecidas
ainda;
to
tal
65;
vapores
inglezes
2,
americanos
2;
total
4.
ESoa
iaiwtiiuiífão
—
Acaba
de
esta
belecer-se
em
Hespanha
uma
instbuição
si-
niilhante a
dos
Irmãos
<
a
doutrina
chrislã
em
França.
E’
a
obra
dos
Irmãos
da
Sagrada
Fa-
Diilia,
fundada
ha
cinco mezes
era
Segorbe
e
oue,
além
de
todos os meninos da
ci-
Os
Irmãos
da
Sagrada
Familia
dão
a
pri
meira
e segunda instrucção,
insistindo
em
primeiro
de tudo
no ensino
religioso.
A
casa
principal que se
estabeleceu
na
ci
dade
em questão
está
habilitada a fornecer
o pessoal
para
todas
as
províncias
de
Hes
panha
que
o
pedirem.
A
obra foi
fundada
pelo
bispo
de Segorbe.
A
instituição
não
tem
outros
recursos
que aquelles
forneci
dos
pela
Providencia,
e
sobretudo
por
S.
José
seu Padroeiro.
Os
Irmãos
fazem vo-
los
perpetuos
de
pobreza,
de
caridade
e
obediência.
Que bens
não
produzia
entre
nós
uma
instituição
analoga?
Ha
tantas
pessoas
ricas
e
não haver
nma
ou
algumas que se promptiliquem
a
crear
um
tão
grande
bem para a
nossa
sociedade
?
Deus
lhes
toque
o
coração.
Conversão.
—
Uma
familia
inteira
de
protestantes
inglezes
acaba
de
abjurar
o
er
ro
e
de receber
o
santo
baptismo no
colle
gio
de
la
Seyne,
(França) dirigido
pelos
RR.
PP.
Máristas.
A
mãe
foi
a primeira
que
entrou
no
divino
aprisco
e
pouco
depois
Deus
chamou-a
para
si.
O
pae,
M.
Wardroper,
era
ministro
anglicano.
Elle
exercia
o
seu
emprego
de
pastor
com
a
'consciência
d
’
uma
alma
re-
cta;
lia
e
estudava
muito.
Finalmente
nma
duvida
appareceu
no
seu
espirito, e esta
d-uvida
teve lugar
ao
lêr
a
vida
do
vene
rável
cura
de
Ars.
Elle
estava
alli
havia
6
annos,
quando
a
sua
saude
o
obrigou
a
procurar
outro
clima;
veio
tom
a
sua
familia
para
a Provença.
Deusjpol-o
em
relação
com
um padre
marista
inglez,
e
depois
de
muitas
conversações
elle
aca
bou por
dizer:
«Creio
o
que
crê
e
ensina
a
nnica verdadeira
Egreja,
que
é
a
Egreja
romana».
Foi
a
30
de
maio.
Testa
da
Ascenção,
que
elle
abjurou
a
heresia
e
recebeu
o
bàptísmo.
No domingo
seguinte,
seus
qua
tro
filhos
tiveram
a
mesma
felicidade.
No
sabbado, vespera
do
Pentecoste,
o
senhor
bispo
de
Fréjus
foi
presidir
á
primeira
com-
mtinhão
dos
jovens
discípulos
dos
niari-
stas
e
dar-lhes
a
confirmação. M.
War
droper
fez
n’
este
mesmo
dia
a
sua
pri
meira
communhão
e
depois
foi
ajoelhar-se
em
seguida
aos
meninos
do
collegio
para
receber
com
elles
o
sacramento
que
faz
os
prefeitos
christãos.
Que dirá
a
isto
a nojenta
Reforma?
Hc-apundam
—
Desafiamos um
liberal
conservador,
moderado,
não
socialista,
a
responder ao
seguinte
trecho
da
Civillá
faseie,
de
15
de junho
de
1878,
pag.
650):
«Affastada
a lei divina,
não
resta
na
lei
humana
senão
arbítrio
e
violência, dous
factores
de
barbane:
O
beneplácito
de
uma
maioria que
se
apossa
do
poder
legislativo,
muda
0
bem
em
mal,
o
justo
em
injusto,
e
vice-versa.
A
espada
do
poder
executivo
vos
força
a
submetter
vos,
diga
vos a
consciência
o
que
disser.
E
’
este o direito
dos
gover
nos
liberaes,
promotores
de
civilisação
fóra
da Egreja.
E
é
este
exactamente
o
cami
nho
pelo
qual
Lasalle
(ura
dos
fundado
res
do
s
‘
ocialismo
na Allemanha)
chega
a
justificar
o
socialismo
em
sua
obra=>Sy-
slema dos
direitos
adquiridos.
Elle
esta
belece
que
«a
legislação
segundo
concedem
os
liberaes,
depende
dos
conceitos
que
o
povo
forma
no
andamento ou
variedade
dos
tempos
a
respeito
da
legitimidade
e
da
moral.
Eis.
diz
elle,
a
rasão
porque
quando
uma
plena
transformação
de
novas
idéas
ha
tido logar
em uma
nação,
o
seu or-
gão
legislativo
tem
pleno
poder
de
abolir
todas
as
instituições
legaes
e
lodos
os
titnlos
de
posse,
sem
ser
obrigado
a
ne
nhuma
.
compensação
(ouçam!). E
assim
como um
decreto
do
congresso
dos
Esta
dos
Unidos
da
America
pôde
abolir
a escra
vatura
em
todos
os
paizes da União (nós
accrescentaremos:
e
assim
como
um
de
creto
pôde
abolir
em
Portugal e
n
’outras
pãrtes as
Ordens
religiosas e
a
proprie
dade
ecclésiastica);-de
egual
modo
um de
creto
legislativo
poderá
abolir
a
proprie
dade
particular
e
o
direito
hereditário,
onde
e
quando
os
conceitos
sobre
estas
idéas
se
mudarem
(no
maior
numero)
com
o
progredir
dos
tempos.
Nem
deve
dar
grande
cuidado
a
força
material,
que
por
emquanto
defllen
!e
a
propriedade;
pois
que
ella
pode
e ha
de
mudar de
mãos, como,
em
parte,
já
tem
mudado.
O
suffragio
universal
uma
vez
obtido
(continúa
Lasalle,
e
são
palavras textnaes)
a
revolução
so
cial se
fará
por si
mesma no
nosso
sen
tido
(socialistico),
isto
é, com
plena
lega
lidade,
com todas
as
bênçãos
da paz,
que
ro
dizer
só
corn
destruir
todas as
barrei-
elevadas
contra
ella,
a
qual
se
apresentará
então
com
a cabeça
desgrenhada
e
tendo
nos
pés
sócos
de
bronze».
Eis
a
civilisação
que
será
certamente
a
dos
povos
que
persistirem
no
aflastamento
da
Egreja,
—o
socialismo».
—
(E).
Carlos
V
no
retiro.—
Fatigado de
fazer
a
guerra,
ora
cotn
a espada,
ora
com
a
penna,
Carlos
V
deixou
o
throno
e
foi
refugiar-se n
’uma
cella
do
convento
de
S. Justo.
Elle
ia
alli procurar
a
paz
e
achou-a;
a
pequena
horta,
que
cultivava
com
as
suas
mãos,
lhe
dava
mais prazer
que
outr’
ora
o
campo
de
Pavia.
O
tempo
que
não empregava
na
horta,
passava-o
em
fazer
ensaios
e experiencias
mechanicas.
Ajudado
por
o genio
de
Turiano exe
cutou
ao principio
algumas
figuras
de
ma
deira
que
se
moviam
por
si
mesmas
(au
tómatos):
depois deu
se
lodo
á
relojoaria.
Manejava
os
seus relogios,
como
antes
o
estado.
Desmanchava-os, experimenrava
as
rodagens,
e
queria
á
força
que.
elles
regu
lassem
em
perfeita harmonia
Por
muito tempo
insistiu
no
empenho
de
dar
a
dois
relogios um
movimento
uni
forme;
porém
n
’
islo
os
seus esforços foram
sempre
vãos.
—
<Oh!
exclamava
elle.
emfim,
rindo-
se;
ora
eis
aqui:
eu
não
tenho
podido
fa
zer
regular
dois
relogios
perfeilamente,
e
melteu-se-me
oulfora
na
cabeça
fundir
no
mesmo
molde
a
rasão
e
a
consciência
de
tantos
milhões
de
homens».
O
que
diiia
Carlos
V
se
vivera
hoje,
em
que
a
politica,
e
uma
seita
maldita
saida
do
inferno, semeoa
no
coração
dos
povos, a
desobediencia
e
de
respeito,
o
egoismo e
a
ambição,
o desamor dos
po
vos
a
seus
soberanos
e,
emíim,
a
desunião
entre
irmãos
e
entre príncipes
do
mesmo
sangue?—
(E.)
Como
lá
por
fóra
ie
respeita
o
epioeopado!—
Falleceu
de
uma
con
gestão
Cerebral
D.
Raphael
Valdevieso
e
Zanart,
arcebispo de
SantTago,
tão
cele
bre
pelas
suas
virtudes
como
pela
sua
illiístração.
A
«Republica», faltando
do
infausto
successo
que
cobriu
de
luto
aquella
por
ção
do
rebanho
de
Jesus
Christo,
diz:
«Nunca
Sanflago
linha
presenceado
nma
manifestação
de
pesar
como
a
que
presenceou
hoje,
pois
n
’ella
tomou
par
te
toda
a
capital,
sem
dislincção
de
sexo,
idade,
posição social,
partido
político,
em
uma
palavra,
sem
dislincção alguma.
A
concorrência
que
invadiu
as
ruas
duran
te
ó
trajecto
do
cortejo
fúnebre
excedia
de
60:000
pessoas».
E
’ assim
que
entre os
povos
civili-
sados
se
presta
culto
á
virtude
e
aos
seus
apostolos!
Oito
do
imperador
Tlieodomio.
—
Como
este
imp
rador
concedia
sempre
o
perdão
a
lodos
os
réos
sentenciados á
morte,
que
a
elle
recorriam, Pulcberia sua
irmã,
vendo-lhe
nm
dia assignar o
perdão
de
tres
criminosos,
entendeu
representar-
lhe
os perigos
que
poderiam
seguir-se
de
uma
clemencia
excessiva:
—
«Ah!
minha
irmã,
lhe
respondeu
o
imperador;
mui
facil
nos
é
fazer
morrer
um homem:
mas
não
ha
senão
Deus,
que
o
possa
resuscitar».
Conventos.
—
A
Hespanha
catholica
acolheu
com satisfação
a
noticia
da
crea-
ção
de
Ires conventos
de
franciscanos,
um
em
Avenas
(Avilo)
outro
em
Montaban
(Toledo)
outro
em
Almagro
(Ciudal
Re
al).
Foi
o governo
que tomou
a
iniciativa
d
’
essa
fundação, no
intuito
de
assegurar
(1) a
conservação
e
a
prosperidade
das
colonias
do
archipelago
das
Philipinas,
para
onde
os
capuchinhos
serão
enviados.
Desde
que
as
municipalidades
das ci
dades
escolhidas tiveram conhecimento
do
projecto,
ellas
se
mostraram cheias
de
satisfação,
e
se
apressaram
a
oflerecer
lo
do
o
seu
concurso
para
a
sua
execução.
A
inauguração
dos
tres
conventos
foi
lixada
para
os
dias
13,22
e
31 do
mez
passado.
O
Núncio
de
Sua Santidade
foi
convidado
para
estas ceremonias.
Os
catholicos
hespanhoes
que,
depois
do
estabelecimento
do
governo
liberal,
sof-
frem
o interdiclo
das
ordeens
religiosas,
ligam
uma
certa
importância
a
este
fa
cto,
por
causa
do
precedente,
e
também
por causa da influencia
benefica,
que
es
ses
conventos
exercerão
certamente
so
bre
os
costumes
do
paiz.
Qundrumnno
raro.
—
O
padre
Poz-
zi, missionário na
America
meridional
mandou
para
o
museu
de
Paris
um
mal
caco
desconhecido
pela
sciencia,
e
per
tencente
ao
genero
dos
vestidos.
Esta
casta,
que
Milne Edward
deno
minou
Medas triparlitus,
encontra-se
nas
florestas
limitadas
pelo
rio
Napo,
na
re
publica
do Equador.
Deve
o
nome
por
que
a distinguem,
á
distribuição
particu
lar
das
suas
côres;
porque
tem
a
cabe
ça
preta,
as
costas
amarellas,
o
peito e
os
braços
cinzentos,
e
o
resto
do
cor
po
verde
escuro.
Não
parece
senão
que
traz
um
bar
rete
preto na
cabeça,
e
que
veste
um
jalleco
amarello
com
mangas
escuras.
A
cauda
é
acastanhada
na
base
e
negra
em
toda
a sua extensão.
Tem
os
lábios guar
necidos
de
pellos
brancos,
que
imitam
o
bigode.
E
’
ura
dos
mais
bonitos
exem
plares
dos
Tamarinos,
que
conta
muitos
representantes
notáveis,
pelo
brilho
e
va
riedade
das
suas côres.
ri
n
ç
ti
r
s
r
a
c
s
(
1
c
l
É
c
Feeta
pela
restnuraçfto de
unin
egreja.
—
Nas
proximidades
d
’
Evora,
cer
ca
de
5
kilometros
d
’
esta
cidade,
em
uma
das
propriedades
do
snr. Francisco
Lopes,
cidadão
abastado,
calholico
e
legilimista,
existe
um
primoroso
templo
dedicado ao
glorioso
patriarcha
S. José, Pae Putativo
de Jesus
christo,
esposo
preddecto
de Ma
ria
Santíssima,
mãe
de
Deus,
e
padroeiro
da
Egreja
Universal
Este
templo,
que
se
achava
em
um
estado
de
ruinas,
foi ullimamente
recons
truído.
restaurado
e aformoseado
a
ex-
pensas
do
mesmo
snr.
Francisco
Lopes.
Honra
lhe
seja.
A
restauração
de
um
templo
n
’
esla
epoçha
tão
funesta
e
tão
atribulada para
a
Santa Egreja
Catholica,
é
um
facto
al-
lamente
glorioso
nos
Annaes
do
Christia-
nismo.
Em verdade,
quando
ao
lado
d
’
esses
famosos
templos
de
outras
eras,
que ora
cahem
desmoronados
ou
assaltados
pela
profanação,
que
os
converte
e
transfor
ma
para
fins
muito
alheios
d
’
aquelles
pa
ra
que
foram
creados,
nós
vemos
surgir
ou
renovar
um
velho templo, destinado
para
a
continuação
do
culto
calholico, as
almas
piedosas
alegram-se
e
exultam,
por
que
na
renovação
d
’este templo
vae
si
gnificada
a
renovação
da
verdadeira
fé.
O
dia
cinco do
corrente
mez
de
agos
to foi o destinado
para
a
bênção solem-
ne
da
referida
egreja
de
S.
José.
A
pedido
do
mesmo
illustre
devoto
e
restaurador
da
egreja
e por
commissão
do exc.
mo
e
revd.
raj
snr.
arcebispo
Me
tropolitano,
a bênção
foi
feita
pelo
exc."
10
e
revd.
n
‘
°
snr.
thesoureiro-mór
—doutor
Manoel
Joaquim
Barradas.
E
foi
também
elle
quem
logo
em
se
guida
cantou
a
missa.
H»uve
sermão
analogo
ao
aclo
religio
so,
de
que
se
tratava;
e
o
orador
sagra
do
elevou-se
á
altura
do
assumpto.
Terminou
esta
solemnidade
religiosa
com
um
Te-Deum.
A
musica
vocal
e
instrumental
foi
pri
morosamente
executada.
Os
fieis
concorreram
em
grande
nume
ro
a
esta
edificante
festividade;
e
era
to
dos
se
divisava
uma
santa
e piedosa ale
gria.
No
meio
do
mais
santo
e
religio
so
enthusiasmo,
diziam
elles
—
«Ainda
ha
«poucos
tempos
esta egreja
era
um
raoo-
«tão
de
ruinas,
e
já hoje
louvamos
a
Deus,
«por
que
suscitou
uma
mão
bemfazeja,
«que
cicatrizando
aquellas
feridas,
abertas
«pelo
tempo
nas paredes d
’esta
mesma
«egreja,
conseguiu
vel-a
reedificada
e
res
taurada»!
—
«E».
Assim
discorriam
os
catholicos,
que
concorreram
aquelle
acto
solemneda
bênção
e
festa
da
dedicação da
egreja.
E
nós
no
fundo
de
nossa
alma
dizíamos
também:
«
—
bem haja essa
mão,
que
tão
santa
obra
fez»...
Depois
de
concluída
a
funeção
da
Egre
ja,
seguiu-se
um
lauto
e
abundantíssimo
jantar
na
casa da
quinta
do mesmo
snr-
Francisco
Lopes.
#
Para
este
cidadão
prestante
e
para
aquelles
que
o
acompanharam,
jámais
es
quecerá
o
dia
5
de
agosto de
1878,
—
dia,
em
que
o
templo
de
S.
José foi
resti
tuído
ao
seu primitivo uso,
e
de
novo
começa
a
ser
o
sanctuario
do
Deus,
vi
vo,
para
n’elledehora
a
hora,
de
momen
to
a
momento
receber
os
louvores
e
ado
rações,
que
convém
á
sua
grandeza
e
ma-
gestade.
—«E».
i
’
©rÊeraíe.—
Últimos
telegrammas:
Vienna
8
—
As
tropas
austríacas
occu-
I
param
Maglay (Bosnia)
no
dia
5
depois
|de
terem
brlido
os
insurgentes.
í
A
Porta
mostra
disposições
conciliado-
(1)
O
governo
porluguez
ver-se-ha
for-
çado a lançar
mão
d
’igual
medida,
sem
perda
de
tempo,
se
tem
realmente a
pei
to
a
conservação
e
prosperidade
das
nossas
colonias.
11.
°A
policia
das festas
e
divertimentos
públicos;
12.
°
A
concessão
de
licenças
para
theatros e quaesquer espectaculos
públicos
fóra
da
capital
do
districto e
a
policia
respectiva;
13. °
As
providencias
para
impedir
a
di
vagação
de
pessoas
alienadas
e
de
animaes
malfazejos;
14.
°
A
policia
rural;
15.
°
As
providencias
necessária
nos
casos
de incêndio,
inundações, naufrágios
e
similhantes,
e
promover
a
distribuição
de
soccorros
no caso de
calamidade
pu
blica;
16.
°
A
protecção
da
liberdade,
pro
priedade
e
segurança
dos
habitantes
do
concelho;
17.
®
A
execução das providencias
de
se
gurança
publica;
18.
”
A
adopção
das
medidas
de preven
ção
e
repressão
contra
quaesquer aclos
contrários
á
ordem
e
tranquillidade
publica,
requisitando
a
força
armada
que
julgar
ne
cessária;
19.
° As
licenças
aos
estabelecimentos
insalubres,
incommodos
ou
perigosos,
nos
termos
dos
regulamentos;
20.
°
A
fiscalisação
sobre
pesos
e
me
didas;
21. °
Vigiar
pela
execução das
posturas
e
regulamentos
de
policia
municipal;
22.
° A formação
de
autos
de
investigação
de
todos
os
crimes
que
chegarem
ao
seu
co
nhecimento
e
remettel-os, com
informação
sua,
ao
ministério
publico;
23.
°
Participar
ao
ministério
publico
as
contravenções
de
que
tiver
noticia;
24.
° Capturar
ou
mandar
capturar
os
culpados,
nos
casos
em
que se
não
exige
a
previa
formação
de culpa,
pondo-os
im-
mediatamente
á disposição
do
juiz
compe
tente;
25. °
Prestar
auxilio
aos
empregados
fiscaes
e
de
justiça
quando lh’
o
requisi
tarem;
26. °
Dar
buscas
e proceder
a
appre-
hensões,
guardadas
as
formalidades
pre-
scriptas
para
estes
actos
ás aucloridades
judiciaes.
Art.
205.°
Nos
concelhos
de
Lisboa
e
Porto
a
concessão
de
bilhete
de
residên
cia.
licenças
para
uso
e
porte
de
armas,
para
hospedarias
e
estalagens,
para
jogos
e
similhantes,
pertence
ao governador
ci
vil.
Art.
206.°
Compete
ao
administrador
do
concelho:
1.
°
Abrir
e
registar
testamentos
nos
ter
mos
do
codigo civil;
2.
°
Receber
as escusas dos
testamen
teiros,
nos
termos
do
mesmo codigo;
3.
°
Tomar
conta
dos
legados
destina-
ras:
lastima
.
que
os
orgãos turcos
da
Bos-
fl
ia
não
tivessem
aconselhado
as
popula
res
a
não
opporem
resistência
aos
aus
tríacos,
e
mantém
o
seu
ponto
de
vista
relativamente
aos
accordos
coma
Austna.
Londres
9
—
Respondendo
a
Faucet,
8ir
Stford de
Northecote
disse
na
cama
ra
dos
deputados
que
o
governo
negoceia
aC
tualmenle
com
a Porta
um tratado
au-
ciorisando
a
Inglaterra
a
pôr
em
execu
ção
na
Asia
(Menor)
as
reformas
neces
sárias.
Dizem
de
Vienna
ao
«Times»
que
Carathadory-Pachá
recebeu
novas instruc-
ções
que
se
aproximam
das
exigências
da
Áustria.
Paris
9—
Dizem
de
S.
Petersburgo
que
o
principe
de Gorlschakofl
parte
brevemen-
le
para
WiMbad.
O
czar
irá
para
Lwadia.
Os
russos
começaram
a
occupar Varna
e
preparam-se
para evacuar os
arredores
de Constantinopla.
•
-
Vienna
9—
Depois
de. 9 horas
de
com
bate
contra
os
insurgentes,
os
austríacos
occuparam Zaice (Herzegovina)
no
dia
7.
Londres
10—
20:000
montanhezes
dos
arredores de
Batoum
estão
armados
para
resistirem
á
occupação
dos
russos.
Poi-tuijuezes
fallecidos.
—
Desde
17
a
19
de
julho,
falleceram
no
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portugue-
zes:
Francisca
Luiza,
70
annos,
solteira;
Antonio
da
Costa
Gomes,
46
a.,
s.;
Do
mingos
Carvalho
d'Araujo,
53 a
,
s.;
José
da
Costa
Leite, 28
a.,
c,;
Cornelio
José
Vieira,
60
a., c.;
José
Joaquim
de Car
valho,
28
a.,
s.;
José
Maria
Rodrigues,
43
a.;
s.;
Albina
Maxima,
60
a.,
v.;
Pa
dre Antonio
Maria
Chaves de
Mello, 65
a.,
s.; Joaquim
José
Pinto
de
Lima,
66
a.,
v.;
Adelaide
Sophia
de
Veiga
Cabral,
25
a.,
c.; João
Barboza,
36
a.,
s.;
João
José
da
Luz 38
a.,
c.
CODIGO
ADMINISTRATIVO
Art.
210.
”
Nos
casos
omissos
e
ur
gentes
o
administrador
do
concelho
é
au-
ctorisado
a
dar
as
providencias
que
as
circumstancias
exigirem,
dando
immediata-
mente
conta
ao
governador
civil.
Art.
211.°
Tudo
quanto (ica
disposto
a
respeito
dos
administradores
de
concelho
é
applicavel aos
administradores
dos
bair
ros
de
Lisboa
e
Porto,
salvas
as
disposi
ções
especiaes.
Art.
212.®
Em
Lisboa
e
Porto
os
ad
ministradores
dos
bairros
não
têem
as attri-
bujções
policiaes
que
as
leis commeltem
aos
corpos
de
policia
civil.
ASYLO S»l> I».
PEHRO V.
Donativos
recebidos
desde
1 de
janeiro
até
30
de
junho
do
anno corrente.
Donativos
em
dinheiro
Dos
ill.
mos
e
ex.
mos
snrs.
Testamenteiro
do
fallecido
abbade
de
Santa
Maria de
Moure,
es
mola
por
elle
legada
858860
Dr.
José
Maria
RodHgues
de
Car
valho.
para
suffragar
a alma
de seu
fallecido
irmão, uma
in-
scripção
nominal
de
1008000
508000
Padre
José
Luciano
G.
da
Costa
68400
João
Luiz
Pipa
58000
João
Raio
4$500
Anonymas
18100
Joaquim
José
Fernandes
48500
Esmolas
da
caixa
do
asylo
198560
1768920
Donativos
em generos
Dos
ill.raos
e
ex.
mos
snrs.
José
Pinto
Barbosa,
cinco
almudes de
vinho
Padre
José
Luciano
Gomes
da
Costa,
vinte
arrateis
de
rebuçados.
D.
Gabriella Raio, seis
alqueires de
milho.
Um anonymo, uma
sacca
d
’
arroz
e
cento
e
quinze
frigideiras.
D.
Maria
Carolma
de Carvalho
Braga,
cinco
peças
de
panno
crú
Joaquim
José
da
Silva
Pipa,
um
almude
d’azeite.
Antonio
Joaquim Moreira,
uma
abun
dante
merenda
de
doce
e
vinho.
D.
Maria
Josefa d’
Araujo
Carvalhaes,
tres
arrobas
d
’
arroz,
uma
de
figos
e uma
merenda
de
doce.
Dr. José Maria
Rodrigues
de Carvalho,
uma
abundante
merenda
.de
doce.
dos
a
alguma
fundação
ou
applicação
pia
ou
de
utilidade
publica;
4.®
Fazer
o registo
civil.
Art.
207.®
E’
das
altribuições
do
admi
nistrador
do
concelho:
1.
°
Suspender
e
demittir
com a
ap-
provação
do
governador
civil, os empregados
de
sua
nomeação;
2.
° Suspender
os
outros empregados
administrativos,
que
lhe
estiverem
subor
dinados;
3.
° Tomar
juramento
aos
empregados
do
concelho e
fazer-lhes
dar
posse
dos
res-
pectivos
empregados;
4.
®
Conceder
licença
aos
empregados
administrativois
seus
subordinados;
5.
°
Delegar
nos
seus
subalternos,
com
auclorisação
do governador
civil, algumas
das suas attribuiçôes,
quando
as
necessi
dades
do
serviço
assim
o
exigirem;
6.
°
Prestar
á
camara municipal
e
ao
seu presidente
a
coadjuvação
que
lhe
fôr
requisitada
para
execução
das
deliberações
legaes
da
mesma
camara;
7. ®
Promover
o
cumprimento
de
todas
as
obrigações
da camara municipal
e
das
juntas
de
parochia,
dando
conta
ao
go
vernador
civil
das
faltas
e
abusos
que
no
tar,
e
interpondo
os
recursos
competen
tes
nos
casos
designados
no
artigo
35.®
§ unico.
Nos concelhos
de
Lisboa
e
Porto
são
coflpetenles
para
o
exercício
da
atlribuição de
que
trata
o
n.°
7.
“
,
com
relação
ás
camaras municipaes,
todos
os
administradores
de
bairro,
dentro
da
área
da
sua
jurisdicção,
ou
aquelle
que
o
go
vernador
civil
designar,
quando
o acto
ou
a
ommissão
da
camara
respeitar
a
lodo
o
concelho.
Art.
208.°
O
administrador
do
con
celho
exerce
na
execução
dos
serviços
de
interesse
geral
do
estado
as
funcções que
lhe
estão
determinadas
nas
leis
e
regu
lamentos
especiaes.
Art.
209.®
O
administrador
do con
celho
é
juiz
nos processos
de
execução
ad
ministrativa
nos
lermos
dos
regulamentos
respectivqs.
D.
Thereza
de Jesus
Simas,
sobremeza
de
doce.
Manoel
Fernandes
Monteiro,
cincoenta
undos
de
charão
para copos.
Braga,
secretaria
do
asylo
em
10
de
agosto
de
1878.
O
secretario—
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Misaa
fúnebre.
Para suílragar
a
alma
do ex.m
°
viscon
de
de
S.
Lazaro,
bemfeitor
do
asylo
de
J.
Pedro
V,
a
direcção
do
mesmo
asylo
manda
celebrar
uma
missa de
requiem
ua
egreja
da
Penha,
no
dia
14
do
cor
rente,
ás
11
horas
da
manhã,
a
que
as
sistirá
a
mesma
direcção
e
asyladas.
para
a
qual
convida
a
familia
e
amigos
do
fi
nado.
Braga,
secretaria
do
asylo
12
de
agosto
de
1878.
O
secretario--Padre
Luiz Gomes
da
Silva.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Sociedade
anonyma—Responsabilidade
li
mitada
Capital
3.O»»:ai»i»8OOí> reis
í.
a
emissão
—
reis
750:000^000
dividido
em
7:500 acções
de
100$000
reis
cada
uma.
Balanço
ein
31
de
Julho
de.
1878.
Activo
Leltras
descontadas
e a
receber .................................. 332:7818468
E.tppresiimos
s.
penhôres.
144:4538820
Contas
corrent. com
caução
331:3168202
Efieitos
depositados .
. .
12:0008000
Papeis
de
credito.
.
Agencias
no
paiz. .
Ditas
no estrangeiro.
Diversos devedores
.
Mobília
e
utensílios.
Despezas
d
’
inslallação
Caixa
.....
Valores
em
liquidação.
11:5378800
20:6008206
858610
11:8488783
1:8408304
2:5258875
21.7478565
5:8958875
896:6338508
Passivo
Capital
...
Fundo
de
reserva
Fundo para
o
edifício
do
Banco
..............................
Depositos
á
ordem
.
.
,
Ditos
a
praso.......................
Devidendos
a
pagar.
.
.
Credores
d
’
eíTeitos
deposi
tados
...............................
Diversos
credores
.
.
.
Agentes
no
paiz.
.
.
.
Agentes
no
estrangeiro.
.
Leiras
a
pegar.......................
Contas
interinas
.
.
.
.
Ganhos
e
perdas
....
750:0008000
7:5438745
1:5008000
27:8168647
60:462^960
19:456^000
12:0008000
5:1288065
1:5484610
2:4538850
158000
4428606
8:2368025
896:6338508
Covilhã
31
de
Julho
de
1878
Os
Directores
A.
Baptista
A. Leitão.
J.
T.
M.
Megre
Restier.
ÉDITOS
DE
30 DIAS
Pelo
juizo
de
Direito
d
’
esta
cidade
de
Braga,
e
sua
comarca
e
carlorio
do
2.
“
ofíicio
de que
é
escrivão
João
Marcos de
Araújo Ribeiro,
correm
éditos
de
30
dias
a
contar
de
25 de
Julho
ultimo,
a
citar
todos
os
credores
e
legatários
desconhe
cidos
e
residentes[fóra
da
comarca,
que
te
nham
direito
á
herança
e
espolio
do
fal
lecido
Francisco
José
de Sousa
Braga=
Franqueira=-morador
que foi
no
Sanctua
rio
do
Bom Jesus
do
Monte,
freguezia de
Santa
Eulalia
de
Tenões
d
’esta
mesma
co
marca,
para
que
no
predicto praso o
ve
nham
dedusir
e
legar;
e
bem
assim
assis
tirem
a
todos
os
termos
do
respectivo
inventario
processado
no
cartorio
do
predi
cto
escrivão
sob
pena
de
revelia
e
-segui
rem
todos
os
termos,
até
ser
julgdado
por
sentença.
Braga
25
de
Julho
de
1878.
O
escrivão
João
Marcos
d
’
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei a
exactidào.
(1025)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
Declaração
D.
Maria Julia
da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos effeitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por
escriptnra
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com-
mercial
d
’
esta
cidade,
passou
procuração
com
lodos
os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves Braga,
que
lambem se
acha
registada
para
a
representar
em
to
dos
os
negocios
que
achar
convenientes.
(1026)
PREVENÇÃO
Luiz
Antonio
da
Silva, &
C.
a,
da
ci
dade
do
Porto,
faz
publico
que
tem
pen
dente
em
Juizo uma acção
commerciat
contra Francisco
Gomes
Barrote,
sombrei-
reiro,
da
rua
de
S.
Victor, freguezia
do
mesmo
nome,
d
’
esla
cidade
—
para
paga
mento
da
quantia
de
seis
centos
e
tantos
mil
reis
de
que
lhe
é devedor
—
e
porisso
previne
o publico
aíim,
de
não
fazer
com
o
mesmo, contrato
algum
sobre
a
proprie
dade
de
uma
morada
de
casas,
que
tem
e
possue
na
mesma
fua,
e
em
que
vive,
sob
pena
de
nullidade
na
conformidade
da
lei.
(1027)
ALUGA-SE
a
loja
da
casa
n.°
33
da
rua
de
Souto
a
qual
tem
commodos
para
um
bom
estabelecimento.
Trala-se
na rua
de
Jano
n.®
4.
(1028)
ALUG\M-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos. Trala-se na casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
TITULO
VIII
lio»
naagiHtrados
e
empregadoM
adauinist
rati
vou
[Continuação]
CAPITULO II
Do
administrador do
concelho
e
empregados
da
administração
SECÇÃO
I
Do
administrador
do
concelho
Art.
203.°
Ao
administrador
do
concelho
compele:
1.°
Vigiar
pela
execução
de
todos
os
serviços
e
de
todas
as leis
e
regulamen
tos
de
administração
publica,
que são
des
empenhados
e
executados na
área
da cir-
curascripção
do concelho;
2°
Superintender
a
administração
das
irmandades,
misericórdias,
confrarias,
hos-
pitaes e quaesquer
outros
institutos
de
pie
dade
e
de
beneficencia,
dando
conta
ao
governador
civil de
todas
as
irregulari
dades que encontrar,
e
das
providencias
que
convier
adoptar
para melhorar
os
ditos
estabelecimentos;
3.
°
Superintender,
nos
termos
das
leis
especiaes,
as
escolas e
estabelecimentos
de
inslrucção
e
educação;
4. °
Fiscalisar
o
modo
por
que
são cum
pridos
os
regulamentos
ácerca
da
admini
stração
dos
expostos.
Art.
204.°
E’
da
competência
do
ad
ministrador do
concelho
como
auctoridade
policial:
1.
"
A
execução
das
leis
e
regulamentos
de
policia
geral;
2.
®
A concessão
de
bilhetes
de resi
dência;
3. °
A
vigilância
pela
segurança
das
ca
deias
e
sustentação
dos
presos;
4. °
A
concessão
de
licenças
policiaes
que
por
disposição
legal
não
compelir a
outra auctoridade;
5»°
A
policia
relativa
ás
casas
publicas
de
jogo,
hospedarias,
estalagens e
simi
lhantes;
6.
°
A
concessão
de
licenças
para
uso
e
porte
de
armas
e a
policia respectiva;
7. ®
A
policia
relativa
ás
mulheres
pro
stitutas;
8.
°
A
policia
sobre
mendigos,
vadios e
vagabundos;
9.
°
A
policia
sanilaria,
nos
termos
dos
regulamentos;
10.
°
A
manutenção
da
boa
ordem
nos
templos
e
em
todas
as
solemnidades
re
ligiosas;
ULTIMA
DESCOBERTA
O
vinho
e oiço
de íl(ja
lo
de
b»ea-
II
ihu
ereozotados
de
Ctinsbert
e
Bouehard,
modifieade
*
.
ALUGAM-SE
a
começar
do
S.
Mi
guel
em
diante, as
casas
n.°
16
e 17,
na
rua
de
Santo
Anlonio
das
Travessas,
com
boas
accommodações,
construídas
de
novo; tem
saida
para
a
nova rua
das
Carvalheiras.
Trata-se
com
João da
Costa
Palmeira.
(1017
T.)
São
hoje
applicados
com
oplimo rezul-
lado por
médicos
de todos os paizes
para
a
cura da
phtysica
pulmonar,
bronchites
chronicas,
tosses rebeldes,
calarrhos
de
bexiga,
etc.,
etc.
Preparados
na
pharma
cia
de H.
J.
Pinto
&
C.
a
Largo
dos
Loyos,
36
—Porto
Deposito
em
Braga—pharmacia
dos
Ór
fãos.
(1029)
Comanhia Edificadora e Indus
trial
Bracarense
Sociedade
anonyma
de
responsa-
lidade
limitada.
Não
se
tendo
reunido
numero
legal
de accionistas,
para assembleia
geral
or
dinária,
no dia
8
do
corrente,
são
por
isso
convidados
novamente,
por
ordem
do
exm.°
Presidente
do
Conselho
Fiscal,
pa
ra
o
dia
16
do
corrente
ás
10
horas
da
manhã,
no
Escriptorio
da
Companhia, rua
da
Cruz
de Pedra, n.°
6
a
12,
para
os
fins
designados
nos artigos
27
e
28
dos
Estatutos.
Braga
8
de
agosto
de
1878.
O
secretario,
(1024)
José
Pinto
Barbosa.
SERRARIA,
CARPINTERIA
E
MUAGEM,
A VAPOR
DA
Companhia
Edificadora
e
Indu
strial
Bracarense
Sociedade anonyma
de
responsa
bilidade
limitada
RUA
DA
CRUZ
DE PEDRA, N.°
6
A
12
'
BRAGA
Esta
Companhia
encarrega-se
de
aprom-
ptar
no
seu
machinismo
a
vapor,
com
brevidade,
perfeição
e
barateza,
tòda
a
obra
de
carpinteria,
como
são:
portas,
ja-
neilas,
sôcos,
alesores
ou
apilarados,
mol
duras,
etc.,
de
qualquer qualidade
de ma
deira.
Aprompta
solho
aplainado
e
rasgado,
de
pinho
da
terra,
Flandres
ou
castanho.
Serra
toda a qualidade
de
madeira, á
vontade
do freguez.
Tem
sempre
um
bom deposito
de
fari
nhas
de differentes cereaes,
e
recebe
os
mesmos
para
moer
por conta
do
freguez.
(1018)
PHARMACIA A.
D.
ALVIM
Tem
deposito,
das
aguas
mineraes do
Gerez,
em
garrafas
de
8/0
e
vidros
de
4/0;
para
collegas
fornecem-se
com
abatimento
r
asoavel.
Pomada
sympathica,
para
destruir
de
prompto
o
pello
da
cara
e mesmo
cabel
lo
em
grande quantidade,
sem
causar
damno
algum.
AGUA
DE
LA
REINA
—
Especifico
por
excellencia
para
tirar
toda
a
qualidade
de
sardas
e
panno
do
rosto, seja
qual
fôr a
sua
origem.
A
FLOR
DA
MOCIDADE
—
Infallivel,
para
restabelecer
aos
cabellos
e
a barba
a
sua
côr
primitiva.
O
vigor
do
Cabello
de
Ayer.
OLEO
DA
PÉRSIA
para fazer
nascer
e
crescer
o
cabello,
fortificando-lhe
a
raiz
e
dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se os referidos preparados
na
pharmacia
A.
D.
Alvim.
AGUAS
MINERAES
Vendem-se
na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d
’
Alegria
—
de
Vidago,
Verirn,
d
’
Ent-re-os-Rios,
de
Sei-
dlitz,
das
Caídas
da
Rainha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Al
calinos
de
Moura
e
de
Vichy. (996-T)
MM! W' Himras
Já
proveniente
de
algum defeito de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo tratamento
de Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.27,
rue
Mon-
lhabor,
perlo
Tolherias,
Paris. (39
44)
■
.
GOTTA
E
BIEUfiATISBO
Licor
e pílulas do dr. Laville
Esta
medicina
anti-gottosa
e
anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli
vel
desde
30 annos, coulra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores mais
agudas.
E
’
a
unica
scienlifica
e
officialmenle reconhecida
e
que
oflerece
todas
as
garantias.
Veja-
se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
a
qu
il,
em
vista da
alta
repu
tação
de
nossos
productos augmenta
cada
dia,
deve-se
exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville
e
o
sello
de
garantia
(estampado
em
tinta
azul)
do Governo
Francez.
—
N
enda
por
maior, F.
GOMAR. 28
rue
St. Claude—
Deposito
no
Porto
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia
77
e
79.
(42
44)
Quem
pretende comprar?
Uma
pjpa
de vinho
verde
muito
supe
rior.
Diz-se
no
escriptorio
da administra
ção
d
’
este
jornal
quem
a vende.
(2023)
l1
R0MISS0R1AS do Banco Com-
mercial
de
Braga
Compram-se
em casa
de
Valença.
Fi
lho
&
C.a
,
á
Galeria,
Braga.
(1022)
VENDA DE CASAS
No largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de novo,
juntas ou
separadas;
trata-se
na
rua
de S.
Marcos
com Antonio
Silverio
de Paiva.
Arrenda-se na rua
de
S.
Marcos,
o
andar superior da casa que
habita
Anto
nio
Silverio
de Paiva,
em frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde ver-se
a
qualquer
hora.
,
(916)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves, na
rua
do Cam
po,
’d’
esta
cidade,
que
está auctorisado
para
este
fim.
(1006)
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
Áx.táiM
6
a
6
A, de 2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e agua.
Trala-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°
7,
contígua
aquella.
(862)
ARREADIHSE
Desde
o proximo
S.
Miguel,
tres
moradas
de
casas
de
2
andares, construí
das
de
novo,
com
quintal
e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo
n
0
18,
20
e
22
Trata
se
na
mesma
rua
n.°
17.
(943)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—5
Rua Nova
de Souza
5
—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores
e de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
Arrenda-se
Uma casa
de
dous
andares,
com
mui
tos
commodos,
agoa,
bom
solão
e grande
armazém,
tudo
com
limpeza,
na
rua
das
Agoas,
n.® 101.
Para
tractar
falla-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
56,
onde
está
a
chave
para
se
mostrar.
(1019)
PEBIBO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia, d
’esla
cidade,
ttndo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o fornecimento
de pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
rneste
acto
de caridade
a
devoção
de
seus concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
(1002)
DINHEIRO A
JURO
Até
á
quantia
de
250:000
réis
dá-se
sobre
bypoleca
na
confraria
de
Santo
Amaro
da Sé Primaz.
Trata-se
com
o
secretario
da
mesma,
padre
Francisco
Lobo,
na
rua do
Poço
d
’
esla
cidade.
1014
VENDEM-SE
duas
moradas
de
casas,
uma
na
rua
do
Anjo,
com os
n.°
s
11
e
11
A,
e
outra
na
rua
de
D.
Pedro,
com
o
n.°
1;
quem
as
pertender
procure
o
dono
n’
esta
todos
os
dias,
(exceptuando
os
‘dias
sanclificados),
desde
as 8
até
ás
10
horas
da
manhã.
(978)
ARRENDA-SE
o
2.°
andar
da casa n.°
11
em a
rua
das
agoas d
’esta
ci.lade.
Tra
ta-se
com
seu dono
na
mesma.
(984)
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
'
da
Boa-Vista.
(9Q6)
fôilâ
TOS®.
Os
Mebuçados
mytilieos,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectoranle,
são o melhobidos remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças tossicolosas.
Caixa
200 reis.—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL, rua
de
Santo
Anlonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga, PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(994)
58
—Rua do Carvalhal—
58
Fazem-se
chapéus
de palha,
seda
e
vel-
ludo,
para
senhora,
e
vestidos
á
moda.
Preços
rasoaveis.
INJECÇÃO
HY6IENICA
BALSAMIGO PROPHITATICQ
Esta
injecção
é
a
unica
e
efiicaz
qna
cura
em
seis
ou
oito
dias toda
a qualida
de de
purgações
tanto
antigas como mo"
dernas,
ainda as
mais
rebeldes.
Vende-sê
em.Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar.
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.°
142
proximo
ao Palacio
de
Christal.
Preço
de cada
frasco
—
400
rs.
(861)
94, RUA DE D. PEDRO
V, 94 E
Tem
para
vender cal
branca,
1.®
qua
.
lidade
a
600
rs.
cada
60
kilos a
corres,
ponder
um
quintal;
dita
de
2.
’
qualidade
(a
que
alguém
chama
de l.a
)
a
550;
cal
parda.
l.
a
qualidade,
a
480; dita
de
’
s
a
450.
Para
grandes
encommendas
é
ne
cessário
os
snrs.
consummidores fazerem
as
suas
requisições
com
8
dias
de
antici-
pação, para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Este
deposito estabelecido
ha
20 an
nos,
acha-se
nas
condições
de não
ter
n
’esta cidade
quem
possa
fazer mais van
tagens,
tanto
nos
preços,
como
na
esco
lha
dos
generos,
por
ser
seu
domno
estuca
dor
com
pratica
de
32 annos.
Todos
os
generos
serão
postos
nas obras,
n
’
esta
cidade,
sem
augmento
de
preço,
quando
os
snrs.
consummidores
gastem
mais
de
600
kilos.
(954)
CIRURCilÃO
OEATTISTA
1PPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
CANÇÕES
DE
D. PEDIU)
I,
REI
DE
PORTUGAL
Edição
luxuosa
a duas
cores,
em
papel
cartão
superfino,
formato
de folio
máxi
mo,
tiragem
limitada
a
20t)
exemplares,
todos
numerados
e
rubricados.
Vendem-se
alguns
poucos
exemplares,
dos
que
restaram
dos
subscriptores,
a
l$200
rs.
cada
um,
nas
livrarias do
co
stume.
Kua
dos
CapeSliatag,
£3
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível, a
saber:
chilas
largas
bem
sortidas,
tinas em
côr,
e bom
panno. a
80,
90,
100
e
110
0
covado;
ha
linda
len-
çaria
de
seda
e
setim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me-
rinos
brancos;
pannos
crus;
lenços
d®
cambraeta
de linho para bolso;
jarras
pra
teadas,
em
differentes
tamanhos;
adere
ços
e
brincos;
sapatos
de
borracha,
pelii-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão,
largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e
d’
outras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
de
missa;
peitos
de
bertanha
de
linho,
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d’arroz
em
caixinhas
de
vidro.
.,
N
’
este estabelecimento ha um
sorlt®
0
completo
de tudo
e
barato. (858)
'■*
-----
-
•
—
'
—
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITAWA—'1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
