comerciominho_13071878_810.xml
- conteúdo
-
FOI.SI
V CZOJMÍJMIEW.CÍA.M-., BR
B-2Bf^B«i BOJhi.^ SS IWOTBOOSA..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA,
RUA
NOVA
N.
3
E.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes.............................. 1&600
»
6
................................
8o0
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada linha....................
20
Repetição.........................
10
BBAGA-SABBABO *
8
DE
JULHO
DE
18»»
O
prineipio
<
*•»
auctoridade.
1
Não
ha sociedade
possível, sem
aucto-
ridade
que
a
reja
e
governe. _
'
Sejam
quaes
forem
as
condições
de
um
povo,
a
aucloridade
constitue
o
seu
primeiro
elemento
de
organisação.
r
E
não
póde
haver
ordem
nem
justiça,
onde
esse
elemento
fôr
despresado.
Em
toda
a
parle,
como
em
todos
os
tempos,
houve sempre
superiores
e
súbdi
tos.
E
embora
o
orgulho
humano
se
te
nha
por
vezes revoltado
contra
esta
distinc-
ção,
nem
porisso
ella
perdeu nunca
a
sua
razão
de
ser.
Nunca a
anarchia
ponde
ser
conside
rada
como
um
principio
de
ordem. E
a
anarchia
não
é
mais
que
a
falta
da
au-
ctoridade.
Este
axioma,
tão
claro, que
até
os
mesmos
selvagens
o
reconhecem, parece
todavia
ignorado
por
certa
escola
mo
derna
que
capricha
em
estabelecer
o
cahos
social.
Não
é
que
os
atlentados
últimos
con
tra
o
imperador
d
’Allemanha,
nem
ainda
aquelles
de
que acaba
de
ser
viclima
uma
das
nossas primeiras
auctoridades
de
di
stricto,
nos venham
denunciar
tão
peri
gosas
tentativas;
que
bem
conhecida
é
já
de
todos
a
corrente.
n’este
sentido, ha
muito
estabelecida
entre
os
povos.
Quem
ha
porém,
que
á
luz
d
’esses
fa
ctos
não
vejo
a
profundesa do
abysmo
para
onde
o
esquecimento
de
Deus
arrasta
1
a
sociedade?
De
feito,
se
o
maior
dos
males
que
hoje
atrophiam
a
vida
social,
está
n
’esta
incertesa
constante,
n
’
esla
oscilação
per
manente,
n’esta
falta
emlirn de
mutua
se
gurança,
que
nos traz
sempre
receiosos
pelo
dia
de
árnanhã;
quem
póde
negar
que
tudo
seja
apenas
effeito
do rebaixa
mento
de
principio
d
’
aucloridade
no espi-
I
rito
dos
povos?
Conspirações, desordens,
repetidos
as
saltos
contra
a
ordem
publica,
eis
o qua
dro que
o
século
actual
vae
traçando
na
historia.
E
tudo
isso
é
consequência
precisa
do
abandono
a que
foi
votado
esse
grande
principio,
estabelecido
por
Deus,
como
unica
base
segura
para
sustentar
o
gran
de
eddicio
da
sociedade
humana.
Não
devemos
esquecer-nos
de
que
não
ha
povo sem governo,
e
que
este
seja
qual
fôr
a
sua
fórma. hade
por
força
ter
delegados
seus,
que
façam
respeitar
as
'eis,
manter
a
ordem,
e
obviar ás
inju
stiças.
Assim
o
exige
não só
o
interesse
ge
ral
da sociedade,
mas
até
o
bem
parti
cular
dos
indivíduos,
que
todos
lucram
em
que
haja
uma
aucloridade
com
a
lorça
necessária
para
bem
desempenhar
a
sua
missão
civilisadora
entre
os
povos.
Infelizmente,
com os sentimentos
reli
giosos
que uma
pretendida
sciencia
lêem
destruído
pouco
a pouco,
vão-se
que
brando
os
laços
que
devem
ligar
os
ho
mens
constituídos
em
aucloridade,
com
nquelles
que
tem
por
dever
a
obedieucia.
0
odio dos
segundos está
em
perfeiti
relação
com
o
desprestigio
dos
primei
ros.
E
emquanlo que
estes,
sem
a
con
sciencia
precisa
dos
deveres
impostos
pela
Posição
em
que
se
encontram,
descem
na
opinião
publida,
aquelles,
instigados
pelo
uiio
que
ihes
inspira
a inferioridade
em
que
se
vêem
collocados,
mais
procuram
a
'illar
o
principio
d
’auctoridade
que
os
subordina.
PUBLIGA-SE
AS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Isto
é
grave,
mas
não
deve
surprehen-
í
der-nos.
'
Que
outra
coisa
era
d
’
esperar
depois
que
acostumaram
os
povos
a
viver
sem
1
Deus?
Os
governos que
primeiro
se
revoltaram
contra
a
aucloridade
da
Egreja,
poderiam
acaso
esperar
que
o exemplo
não
progre
disse?
Pois
se
é
licito
desacatar
a
Divinda
de, principio e fonte
de
toda
a
auctori-
dade,
porque
motivo
hão-de
ser
respei
lados
os
homens,
em
cujas
mãos
o
ca
pricho
depoz
a
vara
do
governo?
Quem,
senão
a
ideia
religiosa,
tem
po
der
bastante
para
garantir
os
que
gover
nam, contra
o
odio
e
a
inveja
dos
que
são
governados
?
Haverá
porventura consideração
que
possa
conter
o
homem,
quando
não vê
acima
de
si
mais
que
a
força
bruta
dos
que
o
dominam?
Por
certo
que
não.
0
odio á
aucloridade
nasce
do
despreso
da
Relig
ão.
E
venham embora
os
tribunaes,
os cár
ceres,
as
bayonetas;
nada
chegará
a con
ter
um
povo
descrente,
no caminho
de
seus
atlentados
contra
os
seus
superiores
na
ordem
hierarchica.
0
Catholicismo,
revestindo
a
auctori-
dade
de
um
caracter
sagrado, pela ori
gem
que
lhe
assignala,
cerca-a
de
vene-
1
ração
e
respeito;
e fazendo-a
suave,
lorna-a
1
estimada
e
querida
dos
povos.
A obediência,
em
tal
caso,
é
um
aclo
espontâneo
da vontade,
que
só
perante
)eus se
curva
livremente.
Não
assim
de
outra
fórma.
0
bomem
revolta
se
naturalmente
con
tra
o
seu
similhante,
quando
não
vê
n
’
elle
mais
que
um
motivo
humano
da
superio
ridade que
se
arroga.
E
por
mais que
se acumulem
os
meios
de
fazer
preponderar
essa
superioridade,
ella tem
sempre
contra
si
o
odio
dos
são
designados
como súbditos.
E
’ a
historia
das
revoluções,
tão
quentes
n’
esle
século.
V Kedacçíío
do
aCoauitiereio
Minho».
Londres, 28
de
Junho,
4878.
SUMMARIO.
que
fre-
<lo
que
a
^Conclusão}
IV.
—
Decrepitude allegada do
Velho
Ca-
tholicismo
(que
nasceu
homem).
V. —
Algo a
respeito
do
Congresso,
de
quem
por
ora
se
não
deve
saber
nada.
VL
—
O
Governo
da
Bélgica
finalmente
nas
mãos
da
Pedreirada
anti
Chrislã.
]V_
—O
«Velho Catholicismo»,
(tão
ve
lho
que
nem
os
dentes
ainda
lhe
nasce
ram,
e só
as orelhas
lhe
cresceram
de
maneira
descommnnal)
vai
se
achando
mui doente,
e crê
se
que
não
viverá
muito. Entre outras
consequências
da
sua
morte
próxima,
murcharám as esperanças
do
Anglicanismo,
que
já
contava
com
o
ia!
menino
velho
para
o
reconhecer
como
irmão,
quando
ambos
viessem
a
herdar
a
fortuna
do
Catholicismo
movo»
(o
nos
so;.
que
nasceu
ha
1878
annos,
segun
do
a
conta
vulgar,
mas
que
em
realidade
parece
nascer alguns
quatro
annos
an-
les
.
Espero
que
a
tal
criança
velha
Alie-
mã faça
testamento,
e
deixe
as
dislin-
ctas
orelhas
aos irmãos
Anglicanos
que
fôram
fralernizar
com ella
ao
célebre
Con
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
U050
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso................................
gresso
que
Doeilinger
|
manha
ha dois
ou
Ires
annos.
O
mesmo
Doeilinger,
se
tiver
juizo,
a
melhor
cousa
que
pode
fazer
é
imitar
o bom
exemplo
<
de
Curei,
que
foi
afinal
recebido
carinho-
i
samente
pelo
Papa, depois que
a
Graça
1
de Deos lhe
abriu
os
olhos,
dissipou
as
névoas
que
o
diabo
do
liberalismo
e
do
amor
proprio
nelles
lhe tinham diffundido.
Eis aqui
o que
encontro a
respeito
do
tal
velho
novo
a quem
nem
os dentes
tinham
ainda
nascido,
e
todavia
linha
já
o
mais
pertinaz,
instiucto
de
morder: —
«Agoura-se
fim
proximo
do
novo
scisma
Allemão,
pelo
facto,
de
que
uma
solitá
ria
congregação
da
Seita, na
Baviera,
a
de
Mering,
perto
de
Augsburgo.
acaba de
mandar
uma
deputação,
presidida
pelo
Maire
do logar, ao Bispo d
’
Augsburgo,
abjurar
os
seus
erros,
fazer delles repara
ção;
e
supplicando
ser
de
novo
recebida
no
seio
da
Igreja
Calholica».
Quanto
a
mim,
Doeilinger,
a
estas
ho
ras,
ainda
que
o
não
confesse,
hade
co
meçar a
sentir
a respeito
do
seu
«velho
Catholicismo»,
como Bismark
a
respeito
da
sua
cabeçada
mestra,
de
offender
no
,
que
tinham
de
mais
precioso
moralmenle,
.
um
terço
dos
habitantes
do
Império.
V.
—
O
negocio
do
Congresso,
que
tem
•
toda
a
Europa
d
’alcatea, possue
no
meu
•
conceito,
pouquíssimo
interesse
para
o
.
Brazil.
Pode
todavia,
involver
muito
para
i
o Catholicismo,
segundo
o
que
o
Areo-
pogo
de
Berlim
venha
a
decidir.
E
’
preciso
porem
deixarmos
isso, nas
mãos de
Deos,
para
que
ELLE
ali
tome
conta
e cuide
dos
nossos
interesses
e
dos
da
Sua
Igreja.
Pois
não
creio,
na
verda-
de,
que
haja
quasi
om só
em toda a
cam
panha,
que
pense
em taes
interesses,
a
não
ser
para hostilizai-os.
Das
duas
Potências
que
deviam
ser
mais
Catholicas;
uma a
França
envia
para
represental-a
um
Protestante.
A
senhora
Italia
Buzzurra,
envia
os
seus
Buzzurros
—
e
não
é
preciso
dizer
mais
a
seu res
peito.
Nos
Snrs.
Andrassy
e
Caroliyi,
te
nho
pouca
fé como
Catholicos-oxalá
que
esteja
enganado.
Dos
Russos
nada
digo;
e
de
Bismark
nada
é preciso
dizer.
Os
em
que
tenho
alguma fé
de
me
nos
hostilidade,
e
até
de
algum
favor
aos
interesses Catholicos,
sam
primeiro,
os
Turcos,
e depois
os
Inglezes.
Os
Turcos;
porque
o Sultão
crê em Deos
e
n
’
outro
mundo,
onde
se
Iara
justiça;
e
não
quer
como
os
falsos
Chrislàos,
que
só o
sam
de nome
e
assim
mesmo
do
nome
se
envergonham),
minar
os
princípios
e
as
instituições Catholicas.
Os
inglezes,
por duas
razões
princi
palmente—
1
a
,
Porque
os
Catholicos
do
Império
Britânico sam,
pelo
menos,
um
bom
terço, senão metade
da
população
delle
Chrislã;
e
por tanto
é
preciso
ler
por
ella
sua
contemplação.
Porque
não
creio que
Lord
Beaconsíield,
o só,
que
eu
saiba,
dos
Ministros
Inglezes,
que
denunciou
e
condemnou
publicamenle
a
praga
das
Sociedades
Secretas,
pertença
a semelhante
peste,
cujo
fito
é
combater
o
Catholicismo,
e
mesmo
o
Christianisino.
Fehzmente,
não
vejo
nos
objeclos
do
Con
gresso
em
que
os
Representantes
Buzzur
ros
possam cevar sua
raiva
anti-calholi-
ca.
O
Protestante Francez
lambem
hade
ter
cuidado
de
náo
deitar
muito
de
fora
as
unhinhas
semi-Anglicanas,
porque
isso,
anual
de
contas,
podia
não
agradar
em
casa.
Nada
mais
digo
do Congresso,
por
que.
se
é
verdade que
elle
tomou
as
mais
estreitas
precauções
para
que
se
guardas
se
o
segredo
de
suas
deliberações,
tudo
o
que
delias
se
diz,
é
para
nutrir
e
eu-
N.° 810
presidiu
em
Alle-lcher,
seja
como
for,
as
columnas
dos
pa-
e
~
-----
pé
ls
.
VI.
—
Uma
cousa,
um
facto
moi
sério
e
pernicioso,
é
a
mudança
de Ministério
na Bélgica,
em consequência
de
novas
eleições,
e
estas
maçónicas
e liberangas,
por
culpa
da
frouxidão
e
pusilanimidade,
e
pastelaria
do
Governo
Catholico.
O
novo
Governo
maçonico
vai fazer estrepolias
per
niciosas.
O
só
fundamento
de
alguma
es
perança
é
o
Catholicismo
Povo
Belga.
da
maioria
do
R.
SARAIVA.
GODIGO
ADMINISTRATIVO
[
Continuação]
TITULO
V
lía
eommigtAo
díMlrietal,
tuia
com-
petencia
e
atlribnições
Art.
80.
A
junta
geral
de districto,
na
sua
primeira
reunião
depois
de
eleita,
ele
ge tres
dos
seus
vogaes,
os
quaes
con
stituirão
a
commissão
districtal.
§
l.°
Na
mesma
occasião
nomeará
a
junta
outros
tres
vogaes,
os
quaes,
pela
ordem
da
nomeação
serão
chamados
a
snp-
prir
as faltas
e
impedimento
dos
vogaes
effectivos.
§
2.°
Na
falta
e impedimento
de
uns
e outros,
poderão
lambem
ser
chamados
como
supplentes
os
procuradores
que
re
sidirem
no concelho
da
séde do
distri-
clo,
preferindo
os
mais
velhos.
Art.
81.
A
junta
geral
designará
os
vogaes
que hão
de
servir
de
presidente
e
de
secretario
da
commissão districtal,
servindo,
na falta
d
’
essa
designação,
de
presidente
o
mais
velho e
secretario
o
mais
novo dos
procuradores
nomeados.
Art.
82.
A junta
geral,
sempre
que
o
julgar conveniente,
póde
substituir
os
vogaes
da commissão
districtal.
Art. 83.
A
commissão districtal func-
ciona
na
séde
do districto, no
edifício
em
que
estiver
estabelecido
o
governo
civil,
e
reunir-se-ha todas
as vezes
que
o
julgar
necessário
para
o
desempenho
das
suas
funeções.
Art.
84.
A
commissão
districtal
func-
ciona
permanenlemenle.
Art.
83.
O expediente da commissão
districtal
está
a
cargo
da
secretaria
do
governo
civil,
nos
termos
do
Art.
86.
Das
sessões
da
districtal
se
lavrarão
actas
em
’
ciai.
§
unico.
São
applicaveis
ás
•
liberações
da
commissão
districtal
as
di-
'
sposições
dos artigos
36,
37,
e
38.
i
Art.
87. Sem
que
haja
conformidade
’
de
d
is
votos,
não
são
validos
nem
exe-
cutorios
os
accordos
e
resoluções
da
com
missão
districtal.
Art.
88.
A
dotação
da
commissão é
de
900^000
reis.
§
unico. Esta
dotação
será
distribuída
aos
membros
da
commissão
pela
junta
ge
ral,
em
harmonia
com
os
princípios
de
equidade,
e
allendendo
ao
Cacto
de
ter
ou
não
cada
um
dos
membros
residên
cia
permanente
na
séde
do
districto.
Art.
89.
A
commissão
districtal cor
responde-se
com
todas
as
auctoridades e
repartições
publicas, nos termos
do
arti
go
49.
Ait.
90.
A’
commissão
districtal
com
pete:
1.
°
Executar e fazer
executar
todas
as
deliberações
e
accordos
tomados
pela
junta
geral;
2.
°
Representar
o
districto;
3. "
Propor
o
orçamento
districtal;
artigo
48.
commissão
livro
espe-
actas
e
de-
4.°
Na
ausência
da
junta geral
exercer
as
attribuições
que
competem
á
mesma
junta
em
todos
os
negocios,
cuja
reso
lução
não
possa ser
adiada sem
prejuízo
para
a
administração,
e
cuja-
importância
não justifique a
convocação
extraordinária
da
junta
geral.
§
unico.
Serão sempre da
exclusiva
com
petência
da
junta
geral
as
deliberações
ácer-
ca
dos objectos
de
que
tratam
os
n.
os
2,
3,
5,
6,
8,
12,
15,
16,
17,
18,
19
e 21
do
artigo
53.
Art.
91.
Em
todas
as
reuniões,
quer
ordinárias
quer
extraordinárias,
da junta
geral
do
districto,
a
commissão districlal
lhe
dará
conta
circumslanciada
de todas
as
providencias,
que
tiver
adoptado,
e
resoluções
que
houver
tomado
desde
o en
cerramento
da
ultima
sessão.
Art.
92.
As
resoluções
da commissão
districlal
resultantes
das
attribuições desi
gnadas
no
n.°
4.°
do
artigo
90,
vigoram
provisoriamente
até
que a
junta
geral
de
libere
sobre
a sua
approvação
ou
repro
vação.
§
unico.
A
junta
gtral
póde revogar
as
resoluções
da
commissão
districlal,
quan
do
da
revogação
não
resulte
damno
irre
parável
ou
prejuízo
de
direitos
adquiri
dos.
Art.
93.
Os
vogaes
da commissão
di-
strictal
são
solidariainente responsáveis
pa
ra
com
a
fazenda
do districto
pelas
re
soluções
que
tomarem
em
desaccordo
com
as
deliberações
da
junta
geral
e
com o
disposto
nas
leis e
regulamentos
de
admi
nistração
publica.
Art.
94.
A'
commissão dislrictal
com
pete
ordenar
todos
os
pagamentos.
§
unico.
Os
mandados,
para serem exe-
culorios.
carecem
de
ser
rubricados
por
dois
vogaes,
pelo
menos,
da
commissão
dislrictal.
Art.
95.
Dos
actos da
commissão
di
striclal
só
póde recorrer-se
para
a
junta
geral
do
districto.
§
unico.
Se a
junta
geral
não
estiver
reunida
ou
não
quizer
revogar
o
aclo
da
commis-ão,
póde
recorrer-se
para
o
con
selho
de
districto,
se
houver
offensa
de
direitos
ou
violação
da
lei.
Art.
96.
Quando
a
commissão
distri-
c.tal
julgar
necessária a
convocação
ex
traordinária
da
junta
geral,
assim
o
leva
rá ao conhecimento
do
governo
com
a
exposição
dos motivos
que
justifiquem
a
convocação
solicitada.
Art.
97.
As
contas
de
que
tratam
os
artigos
71
e
72,
são
prestadas
pela
com
missão
dislrictal,
como encarregada
da
ge-
reucia
dos
rendimentos
do
districto.
GAZETILHA
Caídas
de
Vêsella.
—
A
estação
le-
chnica
competente
approvou o
novo
plano
do
estabelecimento
thermp-mineral
das
Caídas
de
Visella.
Conielho
de
Wistríeto.
—
Em
ses
são
de
3
do
corrente
o
conselho
de
distri
cto
resolveu,
entre outros, os
seguintes
negocios:
Foi de
parecer
que
estavam
nos
ter
mos
de
ser
approvados
os
seguintes
esta
tutos:
—
Da
confraria
do
Santíssimo
Sacra
encontram
no
valle
de
Cariry;
o especta-
culo
é
horrível,
os
cães
devoram
os
ca
dáveres insepultos.
O governo
e
particulares
enviam
soc-
corros,
mas
são
insufTicientes, diz
o
«Par
tido
Popular».
Cá
e
lá...
—
Lê-se
na
«Correspondên
cia
da
Figueira»:
«A
superstição
popular é
a
minainex-
golavel
que
estas
creaturas
perigosas
(mu
lheres
de
virtude)
estão
continuamente
explorando.
Ha-as
por
toda
a
parte,
até
nas
cidades
mais
civilisadas.
Entre
nós
existem também,
como
já
por
vezes
temos
dito.
Prophelisas
de
má
morte,
alchymistas
ignorantes
e
perversas,
o
seu
filo
é
especular
com
a
credulidade
parva dos
que
vão pedir-lhes
a
predicção
do
futuro,
ou os
mysteriosos
remedios
que
devem
renovar
os
obstáculos
que
lhes
em
pecem
sonhadas
venturas.
Muitas
vezes
também
são ellas
que
destroem
com
hor
ríveis
beberagens
o
resultado
fatal
das se-
ducções
a
que
anda
exposta
a
fraqueza
feminil.
Não
se
calcula
bem
toda
a
funesta
in
fluencia
d’
estas
creaturas
perigosissimas
na
sociedade.
Dissenções
domesticas,
doen
ças incuráveis,
crimes
horríveis
tem
por
únicas
auctoras
estas
miseráveis
embustei
ras.
Todo
o rigor
das
leis
é
pouco
ainda
contra ellas. O
snr.
administrador
do
con
celho
mandou
ultimamente
chamar
e
re-
prehendeu
severamente
algumas
que
por
ahi fazem
profissão
d
’
este
mister condem-
navel.
Oxalá
que
o
zêlo
d’
este
fuuccio-
nario
nos
livre
d
’
esta
praga,
que
é
um
triste
symptoma
do
atfazo
e
ignorância
da
so
ciedade
em que se manifestam aberra
ções
d
’
esta natureza.»
Das
de
perto
de
casa,
recommenda-
mos
ao
exm.®
administrador
deste
con
celho uma
tal
Mathilde
Palmas,
morado
ra
no
logar
da
Estrada,
na freguezia de
Ferreiros,
da qual sugeita
se
contam
va
rias
maravilhas.
Raro fenometirt.
—
Lê-se
no «Re-
jublicain
de
Finistere»:
Segunda-feira,
pelas
Ires
horas
da
tar
de,
produziu-se,
em
Brest,
um
phenome-
no
bastante
raro
nas nossas
paragens,
e
desconhecido
até
hoje.
Uma
tromba
enor
me
se
elevou
subitamente
á
altura da
ilha
Redonda
e
veio,
com
uma rapidez
vertiginosa,
atravessando
o
ar,
quebrar-se
na
parte
do
Oeste.
Os
barcos
de pesca
que
se
encontraram
na
travessia
d
’
esla
lâ
mina
colossal,
só
tiveram
tempo
de
car
regar
suas
velas
e
de
tomar
precauções
de
conservação
que
necessitava
a
apro
ximação
do
perigo. Não ha
nenhum
ac-
cidente
a
deplorar,
bem
que os
abalos
se
fizeram
sentir
até
nas
bacias do
Porto
de
Commercio.
I>»vro
precioso.—
Trata-se
do
«So
cialismo
perante
a sociedade»,
pelo
insi
gne
orador
jesuíta
o
rev.’
padre
Felix.
Eis o
seu
titulo
no
original,
com
as
de
mais
indicações
convenientes:
«Le
Socielisme
devant la Societè,
par
«le
R.
Pere Felix
de
Ia
Compagnie
de
«Jesus.
—Paris.
—
Roger
et
Chernovitz,
rue
«des
Grands Auguslins,
7.
—
In
8,
de
«plus
de
300
pages.»
mento,
da
freguezia
de
S.
Nicolau,
do
concelho
de Cabeceiras
de
Basto.—
Da
confraria
da Senhora da Conceição,
da
freguezia
de
Ferreiros,
do
concelho
da
Povoa
de
Lanhozo.
—
Da
irmandade
das
Almas,
da
freguezia de
Louredo,
do
con
celho
de
Vieira,
visto achar-se
reformado
segundo a
portaria
do
ministério
do
rei
no,
de
6
de
dezembro
de
1872.
Foi
mais
de
parecer
que
estavam
nos
termos
de
ser
approvados os
orçamentos
das
seguintes
corporações
respeitantes
a
1878-1879:
—No
concelho
de
B>rcellos,
do
Menino
Deus,
da
freguezia
Abbade
de
Neiva,
e
Almas
da
freguezia
de Creixomil.
—
No
concelho
d
’
Espozende,
do Santíssi
mo
Sacramento,
da
freguezia
de
Forjães,
e
Almas
das
freguezias d
’
Apulia
e
Geme-
zes.
—
No
concelho
de
Fafe,
do
Santíssimo
Sacramento,
das
freguezias
de
S.
Gens,
S
Miguel
do
Monte,
Regadas,
Fafe,
Santa
Ghristina
d
’
Arões,
S.
Francisco da
fre
guezia
de
Regadas,
Santo
Ovidio
e
Se
nhora
das
Dores,
.
de
Fafe.
Almas
das
freguezias
de
Medelios
e S. Gens;
Senhora
do
Rosário,
das
freguezias
d
’
Arnil
e
Quei-
madella.
—
Approvou
a
arrematação
feita perante
a
carnara
de
Braga,
da obra
da
construc-
ção
d
’
tima
prtiça
entre
a
alameda
e
jardim
do
campo
de
SanCAnna.
Auctorisou
a
carnara
d'Espozende
a
fazer
por
administração
o rendimento
das
contribuições
indirectas.
—
Approvou
o
con
tracto
feito
entre a
carnara
de
Lanhozo
e
Manoel
Antonio Vieira
Martins,
para
le
vantar
um
empréstimo
de
5:00’
^000
reis.
Publicações,
—
Recebemos
e
agrade
cemos
as
seguintes:
—A
collecção
de
manuscriptos
do
snr.
padre
Aguilar,
director
da
escola
de
sur
dos-mudos
do
Porto,
e
a
Junta
consultiva
d
’instrucção
publica
—
Analyse
critica
ofle-
recida
ao
professorado portuguez
—
por
um
obscuro
collega
.
Preço
100
reis.
—
Regulamento
interno
da
Escola
gra
tuita
da
freguezia
de
S.
Pedro de
Lomar,
nos
subúrbios
de
Braga,
fundada
em
1874.
—
A
’
sesta—
contos
—
por
Alfredo
Sar
mento
—
Lisboa,
1878.
ExpoMiçâu
zoologien.—
Hoje
e
ama
nhã,
ha
espectaculos
pela
família
quadru-
mana,
no
barracão
da
exposição
de
feras,
á
entrada
da
rua
d
’Andrade
Corvo.
São
quasi as
ultimas.
E
’ aproveitar.
Fromofio
e
concurso. —
O
snr.
Antonio
Roberto
Cândido
Moreira,
aspi
rante
de
2.'
classe da
repartição
de
fa
zenda d
’esta
cidade,
foi promovido
a
as
pirante
de i.
a
classe.
Está aberto
con
curso
para
o
logar
que
por
esta
promoção
fica
vaga.
Boa
noticia
para
oh
que
pre
tendem
emigrar!
-Os
jornaes
do
Rio
dc
Janeiro
dão
detalhes
horrorosos
sobre
a
fome que
desola
urna
grande
parte
d'a-
quelle
império.
—
50:000
desgraçados
vindos
do
interior,
estão
agglomerados
em Ar-
catry,
onde
a mortalidade
vae
augmen-
tando.
As
mortes, que
eram 60
a
70 por dia,
elevam-se
a
100.
Em
Barbalha,
os desgra
çados
esfomeados
devoram
pelie
crua, de
gato,
assim como
dos animaes
mortos
que
Agora
vejamos
o
resumo
d
’
este
volu
me
magistral:
—1.°
A
ideia
socialista ou
o
socialismo
como
ideia;
—
2.°
O
odio
so
cialista,
ou
o socialismo
como
paixão;
—
3.»
A
comparação
socialista,
ou
0 socialismo
como
acção;
—
4.°
Primeiro
êrro
radical
do
socialismo,
—
0
êrro
no
ponto
de
partida;
—
5.
°
Segundo
êrro
radical
do
socialismo,—
0
êrro
no
ponto
de chegada,
ou
0
paraízo
sobre
a
terra;
—
6.°
Origem e
genealogia
do
socialismo.
Todos
os
que
faliam
d
’
esta
obra
do
illustre
conferenciador
de
«Notre
Dame»
são concordes
em
reconhecer
n’
ella gran
de
eloquência
e
profundos ensinos.—E.
Mais
triumplios
para o
eatho-
lieismo.
—
Uma
familia
inteira
de
protes
tantes
inglezes
abjurou
0
erro
e
entrou
no
seio
da verdadeira
Egreja
em
França
no
collegio
da
Seyue
(Vrr).
dirigido
pe-
los
padres
Maristas.
A
mãe
entrou
antes
de
todos
no
divino
ovil,
e
pouco depois
Deus
a chamou para
si.
O
pae, 0
snr.
Wardroper,
era
minis
tro
anglicano.
Ha muitos annos emprega
va
no
seu
otficio de
pastor
todo
0
zelo
d
’um
animo
recto;
liae
estudava
muito.
Finalmente
surgiu
uma duvida
no
seu
seu
espirito,
e poz-se a ler
a
vida
do
ve
nerável
abbade
de Ars.
Passaram
assim
seis
annos, quando
a
sua
saude, exigin
do
um
clima
melhor,
0
obrigou
a
ir com
sua
familia para
a
Provença.
Deus
lhe
abriu
alli
relações
com
um
padre
Maris-
ta inglez,
e
depois
de
varias
conferencias,
terminou
dizendo:
«Eu
creio
tudo
0
que
crê
a
unica
verdadeira
Egreja, que
é
a
calholica
romana»
—
Um venerando
sacerdote
escreve
de
Paris
em
13
de
junho:
«Volto
da
Inglaterra.
E
’
este
certamen-
le
0
paiz
que
dá n
’
este
momento
maio
res
consolações
á
Egreja.
As
conversões
ao
catholicismo
multiplicam
se.
Em
Brigh-
ton
mais
de
duzentas
pessoas
abjuraram
os
seus
erros.
A
pequena cidade
de VVarh-
tmgh
onde se
acha uma egreja
das
Irmãs
de
Nossa
Senhora
de
Sion,
não
contam
se
não
uns
dez calholicos,
e
agora
conta
perto
de
quatrocentos.
O
revd.® padre Maria
Ra-
tisbone
encontra
se
n’
este
momento em
Inglaterra
e
anda
attonito
pelas
boas
cou
sas
que
ouve
dizer,
e
que
vê
com
os
proprios
olhos».
Revista
de
direito
administra
tivo.
—
Recebemos
0
n.°
6
da
«Revista
de
Direito
administrativo,
cujo
summario
é como segue:
Secção
doutrinal.
—
Novo
codigo
admi
nistrativo:
suas
fontes;
lei
que
0
appro
vou;
quando começa
a
vigorar
e
qual
a
legislação
que
por
elle
foi
revogada.--Re
latorio
da
commissão
de
administração
pu
blica.
de
11
de
fevereiro
de
1878,
que
contêm
as
emendas
feitas
no
projeclo
do
codigo
administrativo.
—
Responsabilidade
das
empresas
de
caminhos
de
ferro
e
ou
tras
similhantes.
Questões
diversas
—
La
Podem
ser
re
muneradas
as
funcções
dos
presidentes
das
camaras
municipaes?
—
2.a
Como
se
reno
vam
os
vogaes
dos
corpos
administrativos,
nos
termos
do
artigo
9.° do
codigo?
—3?
Os
escrivães
das
administrações
dos
con
celhos
podem
ser
vogaes
das
juntas
de
pa-
rochia?—
4.
a
E
os
escrivães
das
camaras
municipaes?
—5.
a
A
legislação
relativa ás
FOLHETIM
COUSAS
TRISTES QUE
FAZEM
RIR
E
ALEGRES
QUE
FAZEM
CHORAR
(Conclusão)
OS CACETES E
AS FORCAS
Por
dá
cá
aquella
palha,
vem
logo
os
hberaes.
com
as forcas e
os
cacetes!
Custa
a
crêr
que
homens
que
teem
tan
tas
e
tão
grandes
borbulhas, tenham
ain
da
0
desejo
de
faltar em sitnilhanle cou
sa!—Quem
principiou
as
perseguições
por
crimes políticos?
Não
foram
as
cortes
de
1820,
prendendo
e
desterrando
muitos
realistas,
incluindo-se
no numero
dos con-
demnados,
0
conde
de
Palmella,
que de
pois
virou
a
casaca?
Quem
inventou
0
uso
do
cacete?
Não foram
os
liberaes,
em
1826,
ma
lhando
com elle
no
espinhaço
de
todos
quantos
lhe
cheirassem
a miguelislas?
Ain
da me
lembra
perfeitamente,
andarem
em
Lisboa
soldados
e
oíliciaes,
com
cacêtes,
nos
quaes
se
lia,
sobre uma espiral azul
ciara,
em
letras
brancas
—
rainha
e
car
ta
.
Que
sangue
correu
primeiro
em
Por
tugal,
por
opiniões
políticas?
Foi
0 realista.
Em
princípios
de
1827,
constando
ao
general
Saldanha
que
0 2.°
batalhão
de
infanteria
7
se
queria
unir
I
ao
l.°,
que
estava
com 0
marquez
de Cha
ves,
mandou
ordem
ao governador
da
praça
d
’
Elvas,
para
assassinar
todo
0
ba
talhão,
e
0 governador
mandou
formar 0
corpo,
na
praça
d
’armas;
e
alli
á fuzi
laria
e
á
‘ metralhada,
deu
cabo
de
um
grande
numero
de soldados, cujo
crime
era
não
pensarem
do mesmo
modo
que
0
futuro
duque;
e
se
não
fossem
algumas
senhoras
da
praça,
que,
horrorisadas
com
tão
monstruosa
carnificina,
se
lançaram
aos
pés
do
governador, todos aquelles
in
felizes
seriam
trucidados.
Por grande favor
,
os que
escaparam,
foram
dizimados,
e
levaram
tantas
vara
das
que
alguns
morreram
no
quadrado,
outros
no hospital!
O
mesmo
Saldanha,
então
ministro
da
guerra,
desligou
e
desterrou
muitos
oíliciaes
do
exercito
(mais
de metade)
por
suspeitos
de realistas, sem
a
menor
fór
ma
de
processo.
Quem
deu
principio
ás
perseguições
e
carnificinas,
desde
a
revolta de
16
de
maio
de
1828?
Foram
os
liberaes
prendendo
e
desterrando
muitos
realistas,
assassinan
do
alguns,
e
mettendo
em
um
navio des
mantelado,
grande
numero
de outros,
e
levados
a
reboque
pela
barra
do
Porto
fó-
ra,
de
modo que,
se
não
fosse
um
navio
inglez,
que
por
fortuna
se
encontrou
com
0
tal
navio
arrombado,
em
poucos
minu
tos os
desgraçados
realistas
seriam
en
golidos
pelas
ondas,
sem
escapar
um
uni
co.
Durante
0
reinado
do
Senhor
D.
Mi
guel
1,
foram
justiçados
por
liberaes,
63
indivíduos
—
foram
0
brigadeiro
Moreira
e
mais
4
cúmplices,
que
quizer
>m
revoltar
a
brigada
real
da
marinha:
isto
em
Lis
boa
—Na
Praça
Nova,
do
Porto,
12
—Em
Lisboa, pela
tentativa de
revolta,
de
8
de
fevereiro
de 1831,7
—
Em
Lisboa,
final
mente,
39
praças
do
regimento
de
infan
teria
n.
’
4,
por causa da
revolta
d
’
este
corpo.
Sem
entrar
na
apreciação
da
justiça
ou
injustiça
com
que
foram
condemna-
dos
estes infelizes
allucinados,
só
direi
que
foram
legalmente
julgados,
dando-
se-lhes
defensores,
e
adraittindo-se-lhes
todos
os
recursos
que
a
lei faculta
va.
E,
por
estas 63 execuções,
é que os
liberaes
deram
ao
Senhor
D.
Miguel
I,
0
cognome
de
Nero
portuguez.
Vejamos
durante
0
mesmo
periodo,
0
que
fizeram
os
liberaes.
Os
açore-mos,
eram
na
maxima
parle
realistas,
pelo
que não queriam
pegarem
armas
pelo partido
contrario.
Então
na
daram
em
sangue
as
ilhas
do
archipelago!
Grande
numero
de
insulanos
foram
fusi-
lados
ou
enforcados;
e
não
menor
nume
ro
morreram
no
feroz
supplicio
das
vara
das,
ou
(içaram
arruinados
para
os
resto
de
seus
dias.
Foram
tantas
as
atrocida
des
praticadas
por
esta
gente,
nos
Aço
res,
que
até
horrorisavam
os
proprios
li
beraes,
menos cruéis.
Mais.de
500
desgraçados
assim
foram
assassinados,
sem
fórma alguma
de proces
so;
e
além d’
isso,
seus
filhos
reduzidos
á
miséria,
porque
tudo
lhes
roubaram.
E
depois,
em
Portugal? O
Pitta
Be
zerra,
e
João
Branco,
0
Telles
Jordão,
0
Remechido,
e
com
elles
20 mil
realistas
(alguns
dizem
mesmo
40
mil)! morreram
a
punhal
e
a
bacamarte,
por
todo
esse
reino;
e
ainda
hoje
continuaria
a
carnifi
cina,
se
os
liberaes
se
não
desaviessem
nas
partilhas!...
E
a
lei
ignóbil,
mon
struosa
e
absurda
das indemnisações?
E
ainda
esta
gente
tem
cara
que
fal-
le
em
forcas,
cacêtes,
e
sequestros!...
denuncias
de bens
vagos
para
a
fazenda
nacional
está
alterada
pelo
codigo
civil?
Secção
de
jurisprudência.—Notável
sen
tença
do
juiz
de
3.
a
vara
civil
do
Porto
ícerca
da
responsabilidade da
companhia
(Carris
de
ferro
do Porto®,
pela
desastro
sa
morte
de
José
Augusto
de
Vasconcel
os
Arthayete.
Exlracto
do Diarto
do
Governo.
— Re
sumo
de
todas
as
leis,
decretos
e
porta
das
publicados
durante
o
mez
de
maio.
Decretos
e
portarias
ácerca
dos
objectos
seguintes:
Impostos do sello e
sobre
as
opera
ções
da
Bolsa
em fundos
estrangeiros;
—
Recrutamento
militar,
—
Regras
para
a
in
strucção dos
processos
de
aposentação;
—
Emissão
de
valles
do
correio;
—
Boletim
mi
litar
do
ultramar;—
Annexação
d
’
um
logar
t
uma freguezia;
—
Eleições
e
dispoóções
relativas
ao
novo
codigo
administrativo.
Noticias
diversas
tanto nacionaes
como
estrangeiras.
Bibliogravhia—
Noticia das obras
oflfe-
recidas
á
redacção da
<
Revista
de
Direi
to Administrativo»,
incluindo
a Collecção
completa
da legislação
sobre a
contribuição
de
registro,
annotada
por
J
C.
Preto Pa
checo
advogado
nos
auditórios
do
Porto.
DewaMtres
na
ilha
de
Taguland.
—
Os
periódicos de
Batavia
publicam
de
*
-
talhes
da
grande calamidade
occorrida
na
ilha
de
Tagúland,
no
arcliipelago
Malayo,
50 milhas
ao
nordeste
das
ilhas Célibes.
O
vulcão
de
Burrang,
apagado
ha
mui
to
tempo
voltou
repeolinamenie á
aclivi-
dade,
por
causa
de
um
letramoto
que
fez
abater
em
um
momento
os
tectos
das
ca
sas
e até
grandes
parte
das
paredes.
A
erupção
foi
das
mais
violentas
abrin
do-se
ao
mesmo
varias
crateras, produ-
lindo
um
ruido
surdo
que
se
ouviu
em
todas
as
ilhas
visinlias
Este
phenomeno
foi acompanhado
de
grandes
pertubações no
mar.
Uma
onda,
de
altura
desmesurada,
avan
çou
com.
a rapidez
do
relampago,
arras
tando
na
sua
passagem
casas,
homens e
animaes
em
toda a
superlicie
da
ilha.
Ca
da
cratera vomita
chammas de
luz
electri-
ca
e
imménsas
columnas
de
fumo.
Pedras
roburescentes
pela
acção
do
fo
go;
fragmentos
de
rochas e
outras
maté
rias
incandescentes
eram
lançadas
a
gran
de
altura,
formando-se
na
terra
grandes
fendas
em
redor
do
vulcão...
Em
alguns pontos
a lava
accnmulada
formou
columnas de mais
de cem
pés
de
altura.
Durante
a
erupção
surgiu
do
fundo
do
mar
uma
ilha,
que
desappareceu
em
pou
cas
horas.
A
ilha
de
Tagúland
(icou
completa
mente
deserta.
MoviBtienlo
«lo
Hospital
de
S.
Mareos.
—
Doentes
existentes
em
30 de
junho:
60 homens
e
98
mulheres.
Entraram
durante a semana
finda:
19
homens
e
21
mulheres.
Sahiram:
19
homens
e
10
mulheres.
Falleceram:
1
homem
e
5
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
6
de julho
©homens e
104
mulheres.
Queatão
dn
Oriente.
—
Os
últimos
lelegramrnas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Pa
is
9
—Crê-se que
o
congresso
re-
gulará
definitivamente
a
questão de Ba-
toum.
Tem
havido
muitas
conferencias
en
tre
o
príncipe
Gortschakoff
e
o
marquez
de
Salisbury.
Os
russos
receberão
Batoum,
mas
não
o
terrilorio occupado
pelas
po
pulações
lazes.
Os
periódicos austríacos
approvam
a
annexação
da
ilha
de Chypre
á
Inglaterra.
Berlim
9—
A
sessão
do
congresso co
meçou
hoje
ás
2
1/4
e
terminou
ás
5
da
tarde.
O
projectado
jantar em
honra
dos delegados
do
congresso,
na
sala
bran
ca
do
palacio
real
foi lixado
para
do
mingo.
Os
círculos
russos
não
se
mostram
surprehendidos
com
o
negocio
de
Chypre
e
disem que
o
conde
SchouwalolT
conhe
ceu
ha
tres
semanas
a
convenção
anglo-
lurca.
Paris
10—A
«Republique
Française»
diz
que o
procedimento
da
Inglaterra
fe
riu
a
dignidade
de
lodos
os
membros
do
congresso. Accrescenla
que
nas
margens
do
Mediterrâneo
Ita
vários
estados
que
estão
resolvidos
o
assegurar
as
suas
ban
deiras
de
liberdade
na
vingança.
Londres
10
—
Sir Wolseluy
deve
par
tir
sabbado
para
receber em
Malta
as
tro-
pas
do
contingente
que
o
acompanha
para
Chypre.
Constantinopla
9—
Regressou
o cônsul
inglez
que
fôra
em
missão
a
Rhodope;
prepara
ácerca
da
triste
situação
dos
re
fugiados
um
relatório
que será
enviado
a
Inglaterra
e
Áustria.
Hamik-Pachá
partiu
em
missão
para
Creta.
Berlim
9
—O
congresso
discutiu
a ques
tão
de
Batoum
mas
não
accordou
detini-
tivamente
coisa
alguma
ácerca
das
fron
teiras;
no
congresso
não
se
falou
na con
venção
anglo-turca.
Londres
10
—Noticia
o
«Daily
Tele-
graph» que
a bandeira
ingleza
foi
içada
em
Chypre.
segunda-feira
ultima,
pelo
almi
rante
Hay.
Annuhciam as
ultimas noticias
de
Ber
lim
que a
sessão
de honlem foi
agitada
O
marquez
de Salisbury
exigiu
que
fossem
marcados
em
Batoum
limites
dif-
ferentes
d
’
aquelles
que
haviam
sido
com
binados
entre
lord
Beaconsfield
e o
prín
cipe
Gortschakoff
nas
suas
conferencias
particulares.
O
príncipe
de
Gortschakoff
reclamou.
Foi
geral
a
surpreza
dos
membros
do
congresso.
O
príncipe
de
Bismark
então
addiou
a
sessão,
afim
de
que se
reunisse
a
commis
são
dos limites.
Crê-se
que
o
accordo
se
estabeleceu
de
pois
e
que
hoje
terminará
a questão.
Estão embarcando
em
S
Stefanio nu
merosos
doentes
do
exercito
russo.
Dizem
de
Berlim
ao
«Times»
que
o
go
verno franeez
teria
intenção de
consultar
a
Rússia sobre
se
não
queria
antes renun
ciar
ás
anexações
na
Asia
do
que ver cum
prir
a
convenção
anglo-turca.
Crê-se
que
em
tal
caso
a Rússia
res
ponderia
negativamente
á
França,
e
pa
rece
disposta
a
seguir
a
política
mais
acliva.
Berlim
10
—
Affirma a
«Correspondên
cia
provincial»
que
os
trabalhos
do
congresso
se
aproximam
de
um
termo
feliz.
A
convenção anglo-turca não
póde
de-
morar
o
congresso
pois que
não
toca
no
tractado
de
8.
Stefanio.
O
tractado
deve ser
assignado
domingo
e
será
o
ponto
de
partida
de
uma
nova
era
de
paz
para
a
Europa.
Paris
11
—
O
congresso
terminou
a
de
limitação
da
Asia.
Oiti
fica pertencendo
á
Rússia
e
Batoum
será
porto
franco
com-
mercial.
O
congresso
terminou
as
reclamações
dos
arménios,
as
quaes
serão
satisfeitas
pela
Porta
e
examinou
lambem
a
questão
de
evacuação
na
Turquia
pelos
russos,
mas
deixou
a
commissão
de
redacção
do
en
cargo
de
modificar
a
evacuação,
sendo
necessário.
Em
seguida
o
congresso
ouviu
a
lei
tura,
dos
artigos
dos
traclados
referentes
á
Bosnia
e
Herzegovina, Montenegro,
Rou-
mania.
Servia,
Bulgaria
e
Roumelia
orien
tal.
E
’
provável
que
sabbado
seja
a
assi-
gnatura
do tractado,
mas
a
sua
publicação
sómente
se
realisará
depois
de
ratificado
pelos
chefes
dos
estados.
GAMARA
MUNICIPAL
Nomes dos
cavalheiros
de
que
se
compõe a
lista
para
a
nova camara,
apoiada
pelos
amigos
do
governo:
Bacharel Antonio
José
Pimenta
Gon
çalves
Júnior,
advogado
e
proprietário.
Bacharel
Joaquim
José
Malheiro
da Sil
va,
medico,
e
professor
no
lyceti.
Antonio
dos Santos Azevedo
Magalhães,
proprietário.
Manoel
José
da
Rocha
Velloso,
capi
talista,
e
um
dos
7
maiores
contribuin
tes.
João
dos
Santos
Minho,
capitalista
e
proprietário.
AntonioJosé
Antunes
Reis,
proprietário.
Bento
Gonçalves
dos
Santos,
negociante
e
proprietário.
Antonio
de Faria
Figueiredo
Mattos,
proprietário.
João
Antunes
Machado
Moreira,
um
dos
40
maiores
contribuintes.
Domingos
José
Gomes, negociante
e
proprietário.
Antonio
Peixoto Braga,
proprietário.
João
Baplista
Lopes,
negociante
e pro
prietário.
Antonio
Luiz Gomes
Moreira,
um dos
40 maiores
contribuintes.
Antonio
Joaquim
Moreira,
proprietá
rio.
Procuradores
á
Junta Geral
Bacharel
Micoiau
Barata.
Bacharel
Antonio
Roberto
de
Araújo
Queiroz.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
IHVCII
MERCAWTIL
DE
BRAGA
SOCIEDADE
AN0NYMA
DE
RESPONSABILIDA
DE LIMITADA
Resumo
do
aclivo
e
passivo
*
d
’
este
Banco
em
27
de
Junho de
1878.
Activo
Caixa
...................................
16:162^552
Letras
descontadas,
toma
das
e a
receber
.
.
.
132:164534^
Empréstimos
sob
penhores
75:193506®
Créditos
caucionados
em
c/c
71:037524®
Operações
a
longo
prazo,
com
hypotheca
.
.
.
30:041
$855
Agencias
no
Reino
e Ilhas
72:053$568
Agencias
no
estrangeiro .
7:288$626
Devedores
diversos.
.
.
6:930$037
Acções
recolhidas.
. . .
200:0005009
Valores
fluctuantes.
.
.
80:7625090
Titulos
de
Divida
Publica
11:4015420
Effeilos
depositados
. .
24:5705000
Installação...................... 4:0005000
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:4135500
Gastos
geraes
e
commissôes.
3:0765770
736:0955076
=
= = =x=£==a
Passivo
Capital...................................
600:000$000
Fundo
de
reserva
.
.
.
.
3:5O9$I27
Depositos
a
praso
.
78:564581
1
»
á
ordem.
.
.
15:2275190
Credores
d
’
effeitos
deposita
dos ........................................
24:5705000
Letras
em
deposito.
. .
1:1335'095
Letras
a
pagar
.
. .
2:385$000
Credores
diversos
.
.
.
8155750
Lucros
e
perdas.
.
.
.
9:8895503
736:0955076
Braga
11
de
Julho
de
1878.
Os
Directores,
José Antonio d
’Oliveira
da Costa
Gonçalves.
José
Joaquim Lopes
Cardoso.
Resumo
do aclivo e
passivo do
Banco Commercial, Agrícola e
Industrial
de Villa Real, em
31)
de junho
de
1878.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
.etras
descontadas
e
a
rece
ber...................................
.etras caucionadas
com hy
potheca
sobre bens
de
raiz
.eiras
em
liquidação.
.
.
.etras
protestadas
.
.
.
Titulos
e
obrigações
a
receber
Empréstimos
sobre
penhores:
)e
103
acções
deste Banco
)e
diversos
objectos
d
’
ouro
e prata...........................
)e
20:668
litros
d
’agoarden-
te
e
vinho
....................
Operações
a longo
prazo
com
hypotheca
sobre
bens
de
raiz. ......
Acções
de
conta
propiia
em
numero
de
325.
Contas
correntes
com
garantia
)e
175
acções
deste
Banco
De
letras
e
cartas
de
credito
De
33:516
litros
de vinho
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
23:0315189
665;
1735473
52:720$
150
6:6085472
3:2445310
3:7975783
3:015$000
1005000
1:5005000
15:2415982
15:570$000
2:5535000
3:727$135
700$000
63:4115253
OS LIBERTADORES
Na
minha
humilde
opinião,
é
o
unico
sdjectivo
com
alguma
propriedade,
dojor
?ao
liberal
São libertadores;
senão
é
ver
/~
aP
j
nas chegaram
ao
Porto,
libertaram
l0o°>
e
armaram,
todos
os
salteadores,
as-
ssssmos,
adúlteros e
falsarios,
que
esta-
na
relação.
O
mesmo
fizeram em
hishoa a
24
de
julho
de 1833;
e
era
a
Perneira
cousa
que faziam
assim
queche-
?svatn
a
qualquer
terra
onde
houvesse sce-
er
ados
para
libertar.
A
lei SERA’
equal
para
to
LOS,
QUER
proteja
,
quer
castigue
,
e RECOMPENSA.-
LA’EM PROPORÇÃO DOS ME
RECIMENTOS DE CADA UM.
(Carta
Const.,
art.
145
§
12.°)
Li
que
isto
é
muito
bonito,
ninguém
Pôde
negar: tem só
o
contra
de
ser
es-
JP1
»
peio Chalaça,
que
é o
mesmo
que
*
er
—
Não
façam
caso,
que
isto
é
brin-
j
eir
<i: e
olhem
que
é.
Todos
os
dias
e
lOl|
a
a
hora
estamos
a
ter
exemplos
e provam
esta triste
verdade.
Ahi
vão
’
“
s
poucos__
do p'
n P:,
^
re
>
que
foi alrozmente
insulta-
da
meia
duzia
de
lambadas
no
in-
sullador?
Lá
vae para
as
costas
da
Áfri
ca,
por
uns
poucos,
de
annos.
Lm rico
é
convencido
(ás
vezes
pela
sua
própria
confissão)
!
d
’
e
adultero,
es-
pancador,
ou
assassino ?
É
absolvido.
Cm
escrivão
de juiz
eleito
faz
qual
quer
insignificante
falcatrua?
Demittido
e
processado.
Um
juiz
de
direito
pratica
toda
a
cas
ta
de patifarias
e
ladroeiras?
Transferido
para
outra
comarca
(muitas
vezes
melhor
do que
a
antecedente) e se
os
crimes
são
da
tal gravidade,
que
não
seja
bas
tante,
para
castigo,
a
tranferencia
—apo
sentado
com
o
ordenado
por
inteiro,
e
o
desgraçado
tem
de
resignar-se
a
passar
o
resto
dos
seus
dias
com
a miséria
de
600$000
réis
por
anno,
sem
a
minima
obri
gação do
mais
insignificante
trabalho!
Um
desgraçado,
vê
a
mulher
e os
fi
lhos
sem
pão:
rouba
cinco
ou
seis
vin
téns
d’
elle
a
um
padeiro,
para
matar,
por
aquella
vez,
a
fome á
sua
familia
—
África
no
caso.
Um
figurão
rouba
uns
poucos
de
con
tos
de réis?
—
Visconde.
E
’
por
isso
que
o
povo
diz
e diz mui
to bem.
—
«Quem
furta
pouco,
é
ladrão:
Quem
furta muito é
barão».
Não
se
assustem,
que lhes
não
fallo
na
padaria
militar,
no
acampamento
de
Tancos,
no
asylo
dos
filhos
dos
soldados;
na
penitenciaria,
etc.,
etc;
—
isso
são
con
tos
muito
largos:
não
é
para
aqui.
Querem agoram
saber 0
que
significa
0 resto
do
tal
§
12°, do
art 145
—
(«e
recompensará
em
proporção
dos
merecimen
tos
de
cada
um»),
eu
lh
’
o
digo:
Antes
que
0
í.°
Imperador
do Bra
zil
nos
impingisse’
para
cá a
carta
adora
da,
e
no
tempo
que
os
reis
de
Portugal
eram
Neros,
Caligulas,
Vitelios, Sardana-
palos,
etc.
sentava
praça 0
filho
de um
sapateiro,
ferrador,
ferro-velho,
ou
de
outro
qualquer humilde
operário.
Se
era
b
m
comportado
e
saiba
ler
e
escrever,
ia
subindo, subindo,
e
não
poucos,
saídos
das
ultimas
camadas
sociaes (como
hoje
se
diz)
chegaram
a
ler
os primeiros
pos
tos
no
nosso
exercito.
Eu
conheci
soldados
de
leva,
que
apren
deram
a
ler
e escrever,
nas
escolas
re-
gimentaès,
e
que
chegaram
a generaes.
E
hoje
0
que
vemos?
—O
pobre que
senta
praça,
por
mais bem comportado
que
seja,
póde,
quando
muito
chegar
a
1°
sargento,
e
se
quizer
sair
alferes ha-
<1e
ir
por
cinco
annos
para
os
mortífe
ros
climas africanos,
d
’onde
nem
a de
cima parte
regressa.
Bello
futuro,
não
tem
duvida.
Os
filhos
dos
ricos,
esses
vão
para
a
escola
do exercito, e
em
breves
audiên
cias
estão
oíliciaes.
Ora,
temos
conversado!
Não me
digam
cá
que
os
novos
oíli-
ciaes
são melhores
militares,
que
os
an
tigos.
Dos
nossos
officiaes
da
guerra
pe
ninsular,
nem
a 8.
“
parte
tinham
estudos
militares, e
nem
por
isso
deixaram
de
fazer
morder
0
pó
das
batalhas aos
exer
cites
de
Buonaparle.
Finalmente,
muito
e muito
ha que
di
zer
sobre
as differentes
materias
de
que
trátei,
e
que
dariam
assumpto
para
en
cher
dtisias
de
infolios;
e
então
julgo
a
proposito
terminar
aqui
0
artigo.
Se
Deus me
der
vida
e
saude,
tal
vez
venha
a
publicar
um
livro
(que
já
te
nho
alinhavado)
no
qual
provarei
com
do
cumentos
authenlicos,
0
proveito
que os
portnguezes
leem
tirado da
carta
consti
tucional
e
dos
seus
adeptos.
Villa
do
Conde,
1
de julho
de 1878.
Augusto
de
Pinho
Leal.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores .
.
•
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de
installação
Passivo
Capital
do
Banco.
.
. .
Deposito
á
ordem.
.
.
.
Deposito
a
prazo.
.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
.
Fundo
de
reserva.
.
.
.
Quantia
destinada
para o
imposto
industrial.
.
.
Reserva para prejuízos
even-
tuaes
...............................
Ganhos
e
perdas. .
.
880:222009
Villa
Real,
3
de
julho
de
1878.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d’
(Jliveira
Guimarães.
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez.
AÍIÀBECUKUOS
Francisco
José
Vieira
da
Silva
Carva
lho
e
sua
mulher
agradecem
muito
pe
nhorados
a
todos
os
seus
amigos
que
os
obsequiaram,
tanto
por
occasião
do
desa
stre
seu
e
de sua
familia,
como
depois,
no
funeral
de
seu saudoso filhinho.
A
to
dos
se
confessam
sempre
reconhecidos.
(987)
Maria do
Carmo,
em
extremo
penho
rada
para
com
as
pessoas
da
sua
amisa-
de
e relações
que
lhe
dispensaram
a
fi
neza
de
a
cumprimentar
por
occasião do
failecimento
de
seu marido;
assim
como
a
todas
as
pessoas
que
assistiram
aos
re
sponsos
de
sepultura
que
tiveram
logar
no
dia
5
do
corrente
na
egreja
de
Nossa
Senhora
do
Carmo;
vem,
por
este
meio,
tributar
a
todas
seu
sincero
agradecimen
to
e profunda
gratidão.
Braga
5
de julho
de
1878.
(983)
Os
abaixo
assignados,
irmão,
sobri
nha
e
sobrinho
de
D.
Maria
Joaquina
da
Conceição,
solteira,
fallecida
em
9
do
cor
rente
na
rua
de
S. Marcos
d’esta
cidade,
summamente
agradecidos
pelos
muitos
ob
séquios
e cumprimentos
que
receberam
por
tal
occasião
das
pessoas
de
sua
ami-
sade
e relações, e
se
dignaram
assistir
aos
oílicios
fúnebres
que
por
alma
da
me
sma
snr.a
se
rezaram
em
Santa
Cruz,
no
dia
11; na
impossibilidade
de
a todos
agra
decerem
pessoalmente,
servem-se
d
’esle
meio
para
cumprirem tão
sagrado
dever,
e
a
todos
se
confessam
summamente gratos;
não
esquecendo
de
particnlarmente agra
decerem
a
todos
os
revd.
cs
ecclesiasticos
que
se dignaram
ofliciar grátis.
Braga
12
de
julho
de
1878.
O
Prior
de
Palmeira
—João
Pereira
da
Silva
Padre
Joaquim
José
da
Costa
D.
Daria
de
Sousa
da
Silva Oliveira
José da
Silva
Merelim.
(991)
ANNUNCIOS
O
Gerente
da
Succursal
da Companhia
«União
Popular
Penhorista
do
Porto»,
si
tuada
na
rua
dos Biscainhos,
n.°
9,
faz
publico
a
todos
os
snrs.
que
tiverem
pe
nhores n
’este
estabelecimento
e
que
ba
mais
de
tres
mezes
não
tenham
pagado
os
juros
dos
mesmos,
os
queiram
vir
sa
tisfazer
até
o
dia
26 d’
este mez;
e
quan
do
assim
o
não
pratiquem
serão
os
pe
nhores
considerados
em
abandono,
e
re-
mettidos
á
séde
da
Companhia
para
alli
serem
vendidos
em bazar
publico,
ficando
o
referido
Ger»
nle
exonerado
de qualquer
responsabilidade
que
lhe possa ser
argui
da
por
esta
remessa.
Braga 10
de
julho
de
1878.
O
Gerente
(982)
Fauslino
José
de
Sousa.
12:30303?
5:614025
610000
1:600000
880:2220
09
800:000000
283003
29:042081
995050
9:420000
5:300000
4:000000
31:181075
HIGIENE
Y 8ALUD
DE
Li BOCA
Elixir
y Polvos Dentrificos
MEDALHA
PARIZ
d
’
ouho
Preparacion
dei
Ur.
1875
JO
HN
EVA
NS
NADA
mais
delicado
do
que
estas
especialidades destinadas
a
conservar
os
dentes,
bocca
e
garganta
em perfeito
estado.
O
nome
do
doutor,
graças
á
sua
uni
versal
reputação,
oílerece
uma segurança
indiscutível.
Agua,
frasco
gr.
600
reis;
frasco
peq.
300.
Pós,
caixa gr.
600
reis;
caixa
peq.
300
No
Porto,
Ferreíra
«fe Irmão,
Banharia,
77 e
79
—
Depositários
da
agencia
franco-hispano-portugueza.
HOGG,
harmaceutico,
2, rua
de
Castiglione,
Pariz,
unico
preparador.
PEPSINA
WOGG
Debaixo
desta forma especial a pepsina he posta inteiramente ao
abrigo do contacto do
ar;
desta
maneira
este precioso
medicamento
nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e a sua efficacia he então
certa.
As
Pílulas de lioog
são
de trez preparações differentes:
1®
PÍLULAS
DE
HOGG com
pepsina
pura,
contra
as
máes
digestões,
as
azias,
os
vomitos e
outras affecções especiaes do estomago.
2°
FILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida ao
ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para as aflecções do
estomago
complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são
egualmente muito fortificantes.
3®
PÍLULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
iodureto
de
ferro
inalterável
para
as doenças escrolulosas, lymphaticas e syphiliticas, na phthisica, etc.
A
Pepsina
pela
sua união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos tinham
de muito excitante sobre
o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
H
As
Pilotas de Hogg
vendem-se somente,em frascos triangulares,nas principaes pharmacias.
SL
Deposito
em
Porto,
Ferreira
&
Irmão, Banharia,
77
—
79.
(34..)
g
MAGASIN DES DEMO1SELLES
Publica-se
a
10
e
25
de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras
de
inodiis
e modelos
de tapeçaria
coloridos;
a
agua;
gravados
a
preto;
novidades
para
piano
e
eanto;
álbuns
de
lavores;
folhas
de
eonfeeções;
eroehet
e
rendas;
riseos,
ete.
O
Magasin
des
tiemoiselles
inaugura,
com
importantes
refórmas,
o
34.°
anno
da sua
publicação. E’
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica, e
reune
o
duplo
atlractivo
de
um
periodico litlerario interessante
e
um
periodico
de modas
completo,
inteiramenle
independentes
um do
outro.
JPreço
para
Portugal
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando no
í.°
de
janeiro)
4000
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente
de
cada edição:
edição do
dia
10,
—2000
reis;
edição
do
dia
25,—
7000
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
qmw
W
ffliminss
TRATAMENTO
(sem necessidade
de
repoiso
nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora parteira,
das
enfermidades
das
mulheres,
inllammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parto,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—
Os meios
de
cura
que
emprega Mad. La
chapelle,
simples
e
infalliveis,
são
o resultado de
assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Cônsul
ações das
3
ás
5
—
Rue
Monthebor,
27,
perlo
Tolherias,
Paris.
(40-^-)
ffiWIMM
BIS WMBE
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das 3
ás
5.27,
rueMon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
(39
^F)
ARRENDA-SE
o 2.°
andar
da
casa
n.°
11
em a
rua
das agoas
d
’
esla
cidade.
Tra
ta-se
com
seu
dono
na
mesma.
(984)
Venda
de
casas
e
ierr s de
mattu
Quem
quizer
comprar
as
propriedades
abaixo
mencionadas
fióde
dirigir-se
á
rua
do
Souto,
casa
n.°
38,
onde
se
póde
tra
tar
do
seu
ajuste.
2
moradas
de casas
de
um
andar,
com
terreiro
e
bom
poço,
sitas
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.
os 29 e
29 A,
30
e 30
A,
tendo no
fundo 2
casas
lerreas
com
sa-
hida
para
a
rua
do
Beco.
8
ditas lerreas
com
quintal
e
poço,
sitas
na
rua
da
Boa
Vista,
em
frente
da
Carreira
da casa
do
Fidalgo
das Hortas,
n.
os
117
a
124.
2 ditas
de
dois
andares
com
quintal
e
poço,
na
dita rua
n.
os 127 a
127
B,
e
128
a
128 B.
8
leiras,
ou
bouças
de
matto
e pinhei
ros, sitas
no
monte
de
Tibães,
na
fre-
guezia
de Mire
de
Tibães,
denominadas
do
Lngenho, do Arco, de
Pividal,
do
Anjo,
e
ao
pé da
capella
de
S. Gens.
(985)
QUEM
QUIZER
ARRENDAR
as
terras,
de
que se compõe a
quinta
da
íreguazia
de
Dadim
e Nogueiró,
pertencentes
ao
Collegio dos
Órfãos de
S.
Caetano
d
’esta
cidade,
póde
tractar
o
seu
arrendamento
com
o
Directer
do
mesmo
Collegio.
(988
Collegio
dos Órfãos de S.
Caetano
A Commissão
administrativa
do
Colle
gio
dos Órfãos
de
S.
Caetano
faz
publi
co
que
até
o
dia
21
do
corrente
mez
de
julho,
ás
onze
horas
da
manhã,
recebe
propostas
em
carta
fechada,
para
a adju
dicação
da demolição e
apeamento
da
par
te
de pedra
dos
edifícios
situados
nas
Carvalheiras,
onde
tem
de
ser
erigido
o
novo
editicio
do Collegio,
em
conformi
dade
com
as condições
patentes
na
secre
taria do
mesmo
Collegio,
que
pódem
ser
examinadas
lodos as
dias
não
santificados,
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde.
As
propostas
deverão conter
a
decla
ração
de
que
os
proponentes
se
prestam
a
depositar no
cofre da
administração
a
importância
de 5
por
cento
do
preço
da
adjudicação, por
quanto
se
oílerecem
a
fazer
a
demolição e
apeamento
indicado,
e
o
nome
do
concorrente.
As
contas devem
ser
subscriptas
do
seguinte
modo:—
Proposta
para
a
demoli
ção
e
apeamento
da
parte
de pedra
dos
edifícios das Carvalheiras,
pertencentes
ao
Collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano.
No
dia e hora
indicada
serão
as
pro
postas
abertas
na presença dos
propo
nentes,
e
a
adjudicação
feita,
se
convie
rem
os
preços
oflerecidos.
Braga
12
de
julho
de
1878.
(989)
Antonio
Augusto
do Carmo
Lopes
de
Amares,
casado
com
D.
Rosa
Isabel
de
S.
Francisco Sarmento,
d
’esta
cidade
previne
o publico
de
que
entre
ambos
corre
acção
de
separação
de
pessoa
e
bens;
e
porisso
ninguém
faça
contracto
com
a
dita
mulher
sobre
30 acções do
Banco
Portuguez,
designadas
pelos
n.
08
4:924
a
4:953,
bem como
sobre
49
ac-
çôes
do
Banco
do
Porto,
designadas
pe.
los
n.
os
283
a 331,
attendendo
a
que
lhe
foram
entregues
provisoriamente
e
teem
de
entrar
em
partilha,
findo
o
inventaria
(986)
Associação
do Monte-lio de S.
José
Por
ordem
do
Presidente, e
mais mem
bros
da
meza
d
’Assembleia geral,
são
con-
vidados
todos
os
socios
no
goso
dos
seus
direitos,
a
comparecerem
no
dia
21
do
corrente,
pela
1
e
meia hora
da
tarde,
na
casa
n.°
8
do
largo
de
Santo
Agosti
nho,
onde se
acha
estabelecida
a
secre
taria
d
’Associação, a
fim
de
dar
cumpri,
mento
ao
disposto
no
§
l.°
do
art.
41
dos
Estatutos.
Braga
12
de
julho
de
1878.
O
l.°
secretario
(990)
José
Antonio
Peixoto
Braga.
Banco
Alllança
No dia
16
do
corrente
principia
a
pagar-se
no
Banco
do
Minho o
dividen
do
do
Banco
Alliança,
relativo ao
l.
u
semestre
do
corrente
anno,
na
rasão de
2
1/2
0/0
ou
1000 por
acção,
continuan
do
este
pagamento
em todos
os
dias
não
sanctificados
desde
as
10
horas
da
ma
nhã até
á
1
da
tarde.
(980)
ARRENDA-SE
Quem
pretender
arrendar
uma
morada
de
casas
apalaçadas,
sitas
no
campo
de
S.
Sebastião,
d
’esta
cidade,
que
se
acha
dividida
para
dois
inquilinos,
falle
com
Manoel
Ferreira
d
’Azevedo
e
Castro,
mo
rador
no
campo
das
Carvalheiras,
que
se
acha
habilitado
para
arrendal-a
no todo
ou
em parte,
com
as
condições
que no
acto
apresentará.
(934)
8
N
O
85
a
Q. o
g
to >2 ”
S
ê-« CQ
s
ti
«
o
S
VENDEM-SE
duas
moradas
de
casas,
uma
na
rua
do
Anjo,
com os n.°
s
II
e
II
A,
e
outra
na
rua
de
D.
Pedro, com
o
n.°
1;
quem as
pertender procure
o
dono
n
’
esla
todos os
dias,
(exceptuando
os dias
sanctificados,),
desde
as
8
até
ás
10 horas
da
manhã.
(978)
Parte de Comércio do Minho (O)
