comerciominho_13061878_798.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
....................................
PREÇO
DA ASSIGNATURA
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QCINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
.........................
2&000
»
6
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
................................
10
N.° 798
Blltta
QITIST
*
-FEI»%
13
DE
JUNHO
DE
1M7H
que
tinha
de conduzir
á
efleituação
da
nova
Utopia,
pensou
melhor
de
sua po
sição,
e
para
melhor
a
mudou.
Eis
ahi
por
que
a
relractação
fez
tão
pouca
bu
lha
nos
papéis
Italianos,
que
aflectam
surpresa
de
que
as
folhas
estrangeiras
fi
zessem
tanto
caso
do
acontecimento.
VI.
—
Bem
que não
professo
nem de
sejo
metter-me
no
labyrinlho
da
Questão
Oriental
—
que
já
se
pode,
em
grande
par
le,
chamar
Europea
—
convirá
dizer alguma
cousa
sobre
sua phase
actual;
até
pelo
maior
interesse
que
a
conducta
do
Sul
tão
para
com o
Santo
Padre
deve
inspirar
aos
Catholicos.
Acaba
de
chegar
Schowaloff
voltando
de
S.
Petersburgo,
onde
foi
conferenciar
com
o
seu
Governo
e
Soberano,
e
infor
mal-os
plenamente
das
circumstaneias
e
disposições
aqui
concernentes
á
grande
questão
Russo-Turca.
E
sem
duvida,
foi
ao
mesmo
tempo
tomar
o
pulso
á
opinião
mais geral
na
Rússia
mesmo;
para
for
mar
seu
proprio
juizo,
e
melhor
poder
assim
argumentar e
discutir
aqui nos
pon
tos
do
grande
negocio.
Hoje
mesmo
é
que
só
poderia
come
çar sua
conferencia
e
discussão
com
o
Ministro
dos
Negocios
Estrangeiros,
sobre
o
grave
assumpto,
de
guerra,
ou não-
guerra,
de Congresso
ou
não-Congresso.
Bem
que
hontem
á
noite
o
Embaixador
e
o
Ministro
se
encontráram
e
saudáram
na
grande
recepção
e
baile
no
Paço;
ahi
não
se
disse,
bem
entendido,
entre
elles
uma
palavra
do
grande
negocio
que
hade
eslar-se
agora
examinando,
pensando,
e
discutindo
no
Gabinete
—
nem
é
provável
que
se
saiba
posilivamenle
o
resultado
das
discussões
e
negociações;
as
quaes
teram
que
ser
referidas
a
S.
Petersbur
go, a
Berlim—
a
Constantinopla
mesmo,—
antes
que se
assente
n
’
uma resolução
de
finitiva.
Inclina-se
a
opinião
agora
a crer,
que
se
acabará
pela reunião
de
um
Congres
so: mas,
no
entanto,
Todleben,
que
agora
commanda
na
Turquia
os
exercitos
Rus
sos,
faz
movimentos
e disposições
que
dam cuidado,
como
se
tomasse taes
me
didas
com
intentos
guerreiros
de
proximo
rompimento
de hostilidades.
Por
outro lado,
fala-se
muito de
pre
paros
navaes,
á
conta
da
Rússia,
nos
Es
tados
Unidos;
compra
de
vapores,
apresto
de
corsários,
etc.
Aqui
continua
se
igualmente
em pre
paros
e
habilitações
guerreiras.
Revistas,
exercitos,
concentração,
movimento
de
tropas.
Tudo
isto
porem,
de
uma
parte
e
de outra,
.não
é
mais
do
que
o
natu
ral,
emquanlo
a
questão
de guerra
e de
paz
está
oscillando
ainda
na balança.
Esta
parece,
é
verdade,
tender a
preponderar
do lado
da
paz,
e
do
Congresso,
onde
os
termos
desta
se fixem.
Por
minha
parte,
inclino-me
muiio
á
probabilidade
do
arranjo
da
questão
por
negociação
e
Congresso.
Concordo
muito
com
a
opinião,
bem
que
ainda
hesitativa,
do
Daily
Telegraph desta
manhã,
que,
referindo-se
aos
annuncios
de
movimentos
intentados
pelas
personagens
mencionadas
dizia:—
«Bem
que
nada se
pode
aflirmar
com
certeza,
vendo
nós
que
se
annuncia:
—
«O
Czar
vai
a
banhos,
o
Imperador
d’
Alle-
manha,
dillo; Gorthekoff,
dillo;
Bismark,
dillo,
não parece
á
vista
disto,
provável
a guerra» —
tendo
ido a
banhos
todos
esses
personagens
com
quem
a
gnerra tanto
havia
de
entender.
A.
R. SARAIVA.
Raça Portugueza
especialmente,
que
foi
a
primeira
a
levar
o
Evangelho
aos
mais
afastados
confins
do
Globo,
e
é
hoje
a
mais tola
e
mais
soez
e superficial,
a
mais
anli-catholica
que
cobre
a
rosa do
Sol!
IV.
—
Os
serviços
inapreciáveis
que
aquelle
vigoroso athlela do
Catholicismo,
M.
Veuillot,
tem
prestado
e
presta
ao
Catholicismo
e
á
Igreja,
merecem
o
ex-
tractar-se
da
correspondência
de
Roma
do
Weekly Reyisler
o
seguinte
paragra-
pho:
—
Annuncia,
que
Luiz
Veuillot,
do
Uni-
vers,
teve
com Sua
Santidade
uma
au
diência
no
sabbado
ultimo,
descripta
n
’
a-
quelle
jornal
pela seguinte maneira:—
«Ao
receber
os
donativos
«por
sua
feliz
exal
tação»,
disse
o
Santo
Padre:
—
«Recebo
este
donativo
na
minha
feliz exaltação,
como
vos
lhe
chamais,
e
vos
peço,
M.
Veuillot,
de
dizer no
Univers,
que
o
Papa
recebeu
essa
dadiva
com
grato
e
aflectuoso
coração;
e
que
o
Papa
cordialmente
aben
çoa todos
os
subscriptores».
A
somma
offerecida na
occasião
passou
de
74,00<>
francos.
O
Papa
conversou
com Mr.
Veuillot
e
falou
da
imprensa religiosa
como
uma
necessidade
absoluta,
e
o
congratu
lou
pessoalmente
pelos
serviços
que
estava
prestando
á
Igreja».
O
Apostolo
pode
a
bom
direito
apro
priar-se
uma
porção
de taes
congratula
ções;
ainda
que estou
certo
não
presumirá
considerar-se
na
altura
em
que
a
capa
cidade
jornalística
rara,
e
quasi
unica,
de
M.
Veuillot
não
encontra
facilmente
competidor.
V.
—Outro assumpto
de
tanto maior
interesse
para
a
Igreja,
para
nós
Catho
licos,
quanto
mais
a
liberangada
maço-
nica
parece
desdenhal-o,
é
o
que
res
peita á
mui
louvável
relractacção
do
Padre
Curei.
E’
já
bem
conhecida a
carta
em
que
elle
tão
honradamente
se retraclou de
uma
triste allucinação
temporária:
a
seu res
peito
nada
mais
temos
que
dizer,
senão
louval-o
por
sua
coragem;
e
dar
louvores
a
Deos
por
lhe
ter
feito
a
Graça
do
ar
rependimento,
e
de
abrir-lhe
os
olhos da
razão,
por
um
breve
tempo
offuscada.
Convém
porem
reparar na
má
fé
li-
berangal,
que
fez tantissimo
caso
do
homem
quando
desvairou,
e
tão
pouco
affecta
fazer
de
sua relractação. que
quasi
nem
a quer mencionar.
O
seu
livro
erroneo
era
applaudido
e
celebrado
por
ioda
a
liberangada
como
um triumpho
do
Libe
ralismo na
Igreja,
e
como
a
expressão
de
um
sentimento geral
muito
mais
coin-
mura
do
que
geralmente
se
cria.
O
escripto
do
Padre
Curei,
todavia,
lem estado
ha
cinco
mezes
(diz
o
cor
respondente)
á
vista
do
mundo
e
não
houve
ainda
um
padre
que
publicamente
o
ap-
provasse.
O
jornal L
’llalie
diz,
que
a
re-
tractação
do
Padre
Curei
passou
quasi
des
percebida
na
Itaha,
e
pergunta:
i
«Acaso
é
á
indiflerença
Italiana
por
tudo
o
que
respeita
ao
Vaticano
que
este
silencio
se
deve
altribuir» ? Segundo
este
jornal,
a
relractação
do
Padre
Curei
parece
ser
cousa
de
nenhuma
importância, e
deixar
o
Padre
Curei na
mesma
posição
em
que
eslava
antes
d
’este
seu
aclo.
«O
fado
porem
é,
que
um
sentimento
de
raiva
contra
o
Padre
Curei
parece
ler-
se
apoderado
das
folhas
liberaes»
(isto
é
liberangasj
«na
Italia,
por causa
da
sua
submissão
á
Santa
Sé.
«A
esperança
de
que
o
Summo
Pon
tífice viria
a
termos
de
conciliação
com
o
partido
do
Governo,
que
se
poderiam
fazer
concessões
e
sacrificar
princípios
—
esperança
eminentemente
disparatada
e
louca
—
foi
rudemente
dissipada;
e
o
campeão
Hedaeção
do
aCommereio do
Minho».
Londres, 31
de
Maio, 1878.
(.Conclusão.)
SUMMARIO.
III—
Enviado
do
Sultão
a
Roma,
a
comprimentar
Sua
Santidade
Leão
XIII
por
sua
accessão
ao
Throno
Pontifício.
IV.
—
A
visita de
M. Veuillot a Leão
XIII:
sua
recepção
por
Sua
Santidade.
V.
—Indiflerença affectada,
e
raiva
ver
dadeira,
dos papéis Italianos
e
Buzzurros,
pela
relractação
do Padre
Curei, e seu
regresso
ao
dever
e
verdade Catholica.
VI.
—
Noticias
concernentes
á
Questão
Oriental, ou
da
Guerra.
HL
—
Entre
os
milagres do
Liberan-
gnismo
e
da
maçonaria—
que
até
os
faz
assim
sem
querer
—
podemos
contar
o se
guinte;
o
qual
devia envergonhar
mais
de
um
Soberano
e
Governo
dos
que
se
dizem
Christãos
e
Catholicos,
e
manifes
tam
apenas
uma
attenção,
e
deferencia
insôssa
e
forçada
ao
Chefe da
Igreja
Uni
versal,
e Cabeça
visivel
delia
neste
globo
terráqueo.
No
dia
9
do
corrente
Maio,
depois
do
meio
dia,
Sua
Excellencia,
Bedros
Eífandi
Kujumgiam,
Arménio
Calholico.
Membro
do
Conselho
d’Estado,
Enviado
Extraordinário
do
Sultão da Turquia,
che
gou
a
Roma. A
sua
missão
é
apresentar
a
Sua
Santidade
Leão XIII
as
congratu
lações
do
seu Soberano
pela
occasião
da
subida
do
mesmo
Papa
ao
Throno
Pon
tifício.
O
enviado
vem
acompanhado
por
seu
filho,
Ohannes
Bey,
Empregado
no
Ministério
dos
Negocios
Estrangeiros
da
Sublima
Porta,
em
qualidade de
Secreta
rio
da
Missão
Imperial.
Na
tarde
de
sexta-
feira,
o
Enviado
fez
a
sua
visita
ao
Car
deal
Franchi,
o
Secretario
d
’Eslado
de
S.
Santidade.
O
Xá
da
Pérsia, não
ha
muitos
an
nos,
enviou a
Roma
um
Senhor
(se
bem
me
lembro,
grande
personagem
militar)
Calholico,
e
bem
Catholico,
apresentar
a
Sua
Santidade
Pio IX
as
mais
expressivas
e
rendidas
protestações
de
affecluosa
ve
neração
e
respeito.
O
Soberano
da Pérsia
que
vem
já
em caminho
para
a
Europa,
e
por
segunda
vez,
para
visitar
a
Expo
sição de
Paris, quasi
me
inclinaria
a apos
tar,
que
irá
visitar
em
pessôa
ao
Summo
Pontífice
actual.
Os
notáveis
progressos do
Catholicismo
na
índia
Ingleza,
o
respeito
que
ahi
-
se
mostra,
estima
e
acolhimento
aos
Prela
dos
e
missionários
Catholicos,
e
aos
Je
suítas
especialmente;
—o
progresso
admirá
vel
e
tão
rápido da
Fé
e
das instituições
Catbolicas
nos
Estados
Unidos,
—o
desin-
volvimento
tão
considerável
que
aqui
mesmo
na
Inglaterra
vai
tendo
a
verda
deira
Religião
—
achando-se até,
por
assim
dizer,
a
meio
caminho
para
ella,
uma
immensa
porção
da
Igreja
Anglicana, os
Puseyistas,
ou
Ritualistas,
como
agora
se
chamam;—
restabelecimento
da
Hierarchia
Catholica
regularmente
na
Escossia
—até
agora
o
paiz
mais Protestante do mundo;
—
-urr
progresso
no
mesmo
sentido,
não
menos
notável
na
Hollanda,
que tão
Pro
testante
era
e
Calvinista.
Tudo isto
me
parecem
cousas
e
sym-
ptomas
o
mais
extraordinários
e
notá
veis.
Mas
que
vergonha e
deshonra
não
é
para as
duas
nações
da
Península,
para
a
Eei «obre a
inatrucfAo primaria.
CAPITULO
V
Do
magistério
primário
Art.
35.
Os vencimentos
dos
ajudan
tes
dos
professores
de
ensino
complemen
tar
são:
ordenado
fixo
e
gratificação
de
frequência.
§
1.
’
O
ordenado
fixo
minirno
é
de
reis
7O$UUO.
Em
Lisboa
e
Porto
de
90$000
reis.
§
2.°
A
gratificação
de
frequência
é
metade
da
que
pertence
ao
professor
com
relação
ao
numero
de
alumnos
exceden
tes
a
sessenta.
Art. 3G.
Os
vencimentos
de
que
tra
tam
os
artigos
34
e
35
ficarão
a
cargo
das
camaras
municipaes desde
que
por
estas
forem
estabelecidos
os
logares
a
que
se
referem,
e serão
para
lodos
os
efleilos
legaes
considerados
como
despeza
obrigatória
das
mesmas
camaras.
Art.
37. Os
ordenados
fixos
dos
pro
fessores
e
ajudantes
são
pagos mensalmen-
le.
As gratificações
são pagas
nas épo
cas
do
seu
vencimento.
As
folhas
das
gra
tificações
serão
conferidas
pelo
administra
dor
do
concelho.
Art.
38. As
camaras
municipaes
pó-
dem
em
cada anno
conceder
aos
profes
sores
e ajudantes licenças
com
vencimen
to
que
não
excedam
na sua totalidade
a
trinta
dias.
Além
d
’
este
limite
a
licença
faz perder
o
vencimento.
§
l.°
Os
professores
de
um e
outro
sexo
que,
sem auclorisação
e
molivojusti-
ficado,
deixarem
de
dar
aula
em
algum
dos
dias
marcados
no
horário
da sua es
cola,
pagam
uma
multa
imposta
pela ca
mara,
que
não
poderá
exceder
de
400
rs.
por
falta.
§
2.°
A
mesma disposição
se
applica
aos
ajudantes
que
faltarem
ao
serviço
es
colar,
não
devendo
a
multa
exceder
de
150
reis
por
cada
falta.
§
3.°
O producto das multas
impostas
aos professores
reverterá
a favor
da
in-
strucção
primaria nas
respeclivas locali-
d
ades.
Art. 39.
O
professor
ou professora,
que
por
doença
faltar
cada
anno
mais
de
quarenta
dias
úteis
á
escola,
perde
metade
do
vencimento
total
dos
dias
ex
cedentes.
§
l.°
Se o
impedimento
se
prolongar
além
d’
este
praso
o
professor
será
sub
stituído
por
indivíduo
com
capacidade
le
gal,
e
na falta d
’
este
por
pessoa
reco
nhecidamente
apta,
a
qual
recebe
metade
do
professor impedido
e
as
gratificações
a
que
tiver
direito
durante
o
tempo
da
re
gência
§
2.°
Provando-se
que
o
impedimento
provém
de
doença
grave
e
havendo
boas
notas
do
desempenho
do
r.especlivo
pro
fessor
ou
professora,
poderá
ser
alliviado
da
perda
de
metade
do
ordenado de
que
trata
este
artigo
pelo
mais
tempo
que
pa
recer
justo.
Art.
40. As
penas
disciplinares,
a
que
estão
sujeitos
os
professores
e
professo
ras
de
instrneção
primaria,
são:
admoe
stação,
reprehensão,
suspensão
com
per
da
parcial
ou
total dos
vencimentos,
e
demissão.
§
l.°
A
admoestação,
reprehensão
e
suspensão
até
um
mez
são
impostas
pelas
camaras
municipaes,
ouvida
a
junta
es
colar
e
admittida
a
defeza
do
accusado.
§
2.°
A
suspensão por
mais
de
um
mez
e
a
demissão
são
lambem
impostas
pelas
camaras municipaes,
precedendo
audiência
do
accusado, voto
conforme
da
junta escolar
e
parecer
affirmalivo
do
in-
spector
da
circumscripção.
§
3.°
A
demissão
dos professores
não
se
tornará exequível sem
previa
auctori-
sação
do governo.
Art. 41.
Os professores
vitalícios
de
instrucção
primaria
de
um e
outro sexo
são aposentados
pelas
camaras
munici
paes
com
o
ordenado
por
inteiro,
tendo
pelo menos
trinta
annos
de
bom
e
effe-
clivo
serviço,
e
sofTréndo
impossibilidade
physica
ou
moral,
verificada
por exame
de
peritos,
de
continuar
a
servir.
§
1/
Verificada
a
impossibilidade
men
cionada
n
’
este
artigo,
póde
a
camara
apo
sentar
com
metade
do
ordenado
os
pro
fessores
que
tiverem
vinte
ou mais
an
nos
de bom
e
etTectivo
serviço,
e
com
um
terço
do
ordenado
ps
que
tiverem
quinze
annos
ou
mais
de
serviço.
§
2.°
O
tempo
de
serviço
no
profes
sorado
primário é
levado
em
conta
para
a
aposentação
na instrucção secundaria
ou
superior
na relatão
correspondente.
CAPITULO
VI
Dos
escames de
instfucçSo
primaria
Art.
42.
Ha
annúalmente nas cabeças
dos
concelhos
exames
públicos
de
instruc
ção primaria,
abrangendo
as
disciplinas
do
ensino
elementar
e
complementar.
§
1.®
Os
jurys
d
’estes
exaures
são com
postos
de
um
inspector
ou
professor
por
este
designado,
de
um
membro da
jun
ta
escolar
ou
outro
qualquer
cidadão no
meado
pela
camara
municipal,
sob
pro
posta
da
junta
escolar,
e
do
professor
ou
professora
das
escolas
complementares
da
séde
de
concelho,
ou
da
povoação
mais
próxima,
e sendo
presente
ao
acto
o
pro
fessor
ou
professora
dos
alumnos
exami
nados sem
voto,
mas
com a faculdade
de
os
interrogar,
dirigir,
elucidar
e
for
necer as
notas
do
seu
aproveitamento.
§
2."
0
methodo
e
programou
d
’estes
exames,
tanto
para
o
ensino elementar
como
para
o
complementar,
são
determi
nados
em regulamentos
•
approvado»
pelo
governo,
§ 3.° Os
resultados
dos exames
são
lançados
em
livros especiaes,
que
serão
conservados
nos
archivosdas
camaras
mu-
nicipaes.
I)’esses
resultados
mandam
as
camaras
passar
graluitamenle as
certi
dões
que
lhes
forem
requeridas.
Arl.
43
Os
alumnos
das
escolas
ecol-
legios
particulares,
e
os
educados
na
fa
milia
são
admittidos
aos
exames
de
que
trata
o
artigo
antecedente
Art.
44.
Para
a
matricula
nas
escolas
primarias
complementares
é obrigatória
a
apresentação
de certidão
de
approvação
no
exame
de
ensino
primário elemen
tar.
§
unico.
A approvação
das disciplinas
de
ensino
complementar
dá
direito
á ad
missão
nos
lyceus nacionaes
sem
novo
exame
perante
estes.
(Coulinúa)
DECE4KAÇÃO
Em
vista
de
alguns
equívocos
que se
teem
dado,
entendo
dever
declarar
não
ser
eu o
auctor
da
traducção
anonyma
do
livro—
Jesuítas
—
de
Paulo Fèval,
edi-
torada
na
lypograpbia da
«Palavra».
A
honra
a
quem pertence
a
honra.
Contractei,
verdade
seja,
com o
snr.
Ernesto
Chardron
traduzir
a
obra alludi.
da,
e
a minha
traducção
acha-se
já
as
saz
adiantada.
Uma
viagem forçada
qu-
tive
de
fazer
á
ilha
da
Madeira,
obrigou-
me
a suspender
por
dous mezes
aquelle
trabalho,
mas
vou
concluil-o
com a
pose
sivel
brevidade,
e
a
minha
traducção
sahi-
rá
á luz
antes
do
fim
do
corrente
anno-
Padre
Sentia
Freitas.
S
'0''jsr JE .50tA.Tr UMLA.
DEUS
A’ memória cio
exe.mí snr. Con
de
de
Azevedo em tegtemunho de
profunda amiiade
e atta eonsi-
deração
Quis
ut
Deus.
PSAL.
Milhões,
milhões
de
mundos
se
encadeiam
No
azul
do firmamento
immensuravel,
E
em
vapor
d
’aureos
átomos
tornados
De
Deus
similham
o hálito beneíico
A
transformar-se
em
altas
maravilhas.
E
’
noite
funda
no
ermo.
Alto
silencio
Domina
o
monte, o
valle,
os
campos er
mos,
E
a vasta
povoação,
em
somno
immersa.
Só
além
o
gigante das tormentas
Uiva
truncadas
phrases,
qus
se
côam
Pelos
surdos,
aspérrimos
desertos.
E
’
tudo
solidão, mudez
é
tudo
!
Mas
o homem
não
é
só,
que
a
alma
despren
de-se-lhe
N
’um
vôo
a
contemplar
a
mão
sublime
Que
traçou
obra
tal,
onde
se
perdem
0
numero,
o
limite,
e
a
rasão
do
homem.
Fonte
de
lodo
o
sêr,
ente
ineffavel,
Se
do
abysmo
da
tua
omnisciência
Teu
Verbo
a
revelar-te não
baixara,
Nunca
o homem
rastrear-te
lograria
Da
myope
rasão
ao
baço
lume.
Mas
o hoqjem,
que da
fé
á
luz
divina
Entrevê
do
infinito
a
mage-tade,
Dá
em
toupeira
vil,
se
os
olhos
cerra
P
’
ra
do
Immenso
não
vêr
a
obra
assom
brosa
D
’
Aque!le
que deu
língua
ao
firmamento,
Aos
abysmos.
ao
mar,
a
natureza,
Que
a
Sua
gloria
apregoam
no
Universo:
Do
que
aos
dias
deu
voz,
em
que
faltassem
De
seu nome
ineffavel,
dando
ás
noites
Sublime
a
explicação
d’
esta
palavra,
Palavra
que
n
’
um exlasis
repele
Da
creação
inteira
o
ecco
enorme.
Não
é
isto
ficção;
se
tens
ouvidos,
Se
tens
olhos, mortal,
e
ainda
conservas
Coração
p
’
ra
sentir;
se
as
azas
d
’
alma
Te
não
crestou
de
lodo
o
sceplicismo,
Abre-o,
abre-o
ao
harmonico
concerto
Da
natureza...
escuta,
vê
e
pasma
!
Olha...
lá
manso
e
manso
se
aproxima
A
aurora,
irmã
do
sol,
com
dedo
ebúrneo
Da
noite
descosendo o
veu
sombrio.
Erubesce...
beijou
a
o
sol
nascente
Ao
perpassar,
toucando-a
de
violetas.
Cahem
do
firmamento
as
igneas
rosas,
Pois
surge
a flor
dos
máximos
fulgores.
Douram
se
ao
longe
os
monles
azulados.
Nas
selvas
accordou
o
eterno
hossana,
Em
lúcido
crystal o
mar
alisa-se;
Palpita
em
cada
insecto o
enthusiasmo;
E
em
sons,
em
côr,
em
luz revoa o
im
menso
Te-Deum
universal
da
natureza!
Manjar
celestial,
por
Deus
temperado,
De
seu
disco
explendente
o
sol
entorna
Vida, calor,
prazer,
eaflor,
e
o
fructo
...
Mas,
do
roble ao
sopé,
a
sombra estira-se,
Recordando
o.morrer,
chave
que
fecha
0
tempo,
eá
eternidade
as
portas
abre!
Oh!
eil-o,
d’
esla
ideia
na
miragem!
Eil-o,
fonte
da vida,
e
élo. e
ultimo
Alvo, a
que
visa inteiro
este
universo !
E’ Elle
o
Alpha
e
o Omega
escondido,
Que
em
sua
obra
estampou
seu
nome
au
gusto.
Elle
por
excellencia
o
Sêr,
que
aos
sêres
Deu
o
sêr
que
não
tinham,
e
latente
Jazia
em seu
querer
incontrastavel.
Sua lei immortal,
immaculada
Em si
absorve
as
almas,
que
a
contemplam.
Seu
testemunho
é
tal, que
o
idiota
Em
sabio
se
tornou,
se o
escuta humilde.
Sua
recta Justiça
empéga
o
espirito
Em
prazer
ineffavel;
seus
preceitos
Vem
de
luz inundar
os olhos
nossos.
Tendo
no
sol
seu throno
explendoroso,
Similha o esposo
erguendo-se
do thalamo
Que
d
um
polo
do
céo
ao
polo
extremo
Percorre
infinda
via,
qual
gigante
Immenso
em
duração,
em
gloria
immenso.
A
um
nuto seu
a
natureza
abala-se,
Desloca-se
dos
polos
o universo;
Rasgam serpes
de fogo um
céo
medonho,
.Assombroso
trovão
estalla,
brame,
E
nas
fauces
do
escancarado
abysmo
Por
entre
as
sombras
.pallidas
da
morte
Negreja
a
cerração
da
eternidade!
Quem
a
Deus
teme
os
homens
não
receia.
0
que
teme
o
Senhor
encontra
a
chave
Da
sapiência
onde
o
sêllo sempiterno
Das
divinas
verdades
se
gravára.
Os
Juizos
de
Deus
tem
em
si
mesmos
D
’
essa
verdade
o
cunho inextinguível.
São
mais
doces
que
o
mel
de
Louro
Hymeto,
Tem
mais
valor que
o ouro que
se
occulta
Da
Lybia
nas
entranhas;
mais
que
os rubros
Carbúnculos
d
’
Ophyr,
que
banha
o
Ganges.
Systemas
vãos
da vã
philosophia,
Que
o
Verbo
eterno
aos homens
não
revelia,
Ao
nada
que
os brotou
alfim
se
tornam.
Os
sec
’
los
mutuamente
contradizem-se.
D
’
este
o
sim
é
o
não
do
precedeute.
Gallileo
ao
sol
a fixidez
concede.
Que
á
terra
concedeu
a
antiguidade.
Luz
é
hoje
o
que
foi
outr
’
ora
a
treva.
0
biblico
torreão,
que
ás
mãos
do
orgulho
Se
erguia
ousado
a
devassar
o
Einpyrio,
Das
éras
atravez
deixou
somente
Um
vestígio
—o
do
nada
que
o
homem vale
!!
Só
Deus
é
grande,
é
bom,
é
verdadeiro,
E’
bello!
Tudo
o mais
é
fumo
ou
cinza,
Louca
illusão
ou
triste
desengano.
Vianna
do
Castello.
Ballhasar Werneck.
61ZETIII4
Espirito Santo do Monte. —
No
proximo
domingo
tem
logar
na
freguesia
de
Nogueira
a
romagem
e
festividade
do
Espirito
Santo,
com
missa
cantada,
Ex
posição
do
Santíssimo lodo
o dia,
sermão
e
procissão.
Durante
o
arraial
tocará
uma
banda
de
musica.
Santo
Antonio.
—
Festeja-se
hoje
o
nosso
popular
Thaumaturgo,
em
S. Vi-
ctor,
S.
Vicente,
na
sua
capella
da
Praça
Municipal,
na
das
Beatas,
e
na
dos Es
quecidos,
junto
a
S.
João
do
Souto.
Enterro.—
Teve
logar no
sabbado
o
enterro
da
exc.ma D.
Balbina
Alves
Pas
sos,
esposa
do
snr.
Alves
Passos,
ha
dias
fallecida.
Da
capella
de
N.
Senhora
Branca,
onde
leve
pomposos
officios,
foi
o
cada-
ver
acompanhado por
um
cortejo
nume
rosíssimo
e grado.
No
cemilerio
pegaram
ás
borlas
do
caixão os
snrs. drs.
Alves
de
Moura,
Anlonio
Maria Pinheiro Torres,
J.
J.
Malheiro
da
Silva,
Joaquim
Rodri
gues
Valle e Miguel
M.
da Cunha
Mon
teiro. Fechou
o
caixão
o
snr.
dr.
Jeronymo
Pimenlel.
Delegado
do
theaouro.—
Foi
trans
ferido
para Beja
o snr.
delegado
do
the-
souro
d
’
este
dislricto,
e nomeado
para
o
substituir
o
snr.
Eduardo
Tavares.
Toques d’ineendio.—
Por 10
ho
ras
da
noite
de
doiningo
deram
as
lorres
os
signaes
dhnceudio
na
circnmscripção
de
S.
Vicente.
Tinha-se
o
fogo
manifes
tado n
’
uma
casa
da
rua
de
S. Gonçalo;
mas
foi
promptamenle
exlincto, tendo
ape
nas ardido
um
bocado
do.
leclo do
2.°
andar.
Espirito
Santo.—
Não
obstante
o
mau
tempo
das
vesperas,
foi concorri-
dissima
a grande
romaria
do
Espirito
Santo,
no sanctuario do
Bom Jesus
do
Monte.
Não
houve
desordens que
exijam
men
ção.
Toda
a festividade
correu
em
tudo
ma
gnifica.
Expotsiçúo
do zooioyíet».
—
Abriu
no
domingo
ao
publico,
uma
numerosa ex
posição
de
feras,
n
’
um
barracão
expres
samente
para
ella
construído
á
entrada
da
rua
de
Andrade
Corvo.
A concorrência
não tem sido
muito
considelravel, segundo
nos
aíirmam.
«A
Opãnifta
Eublicn».—
Na
semana
passada
começou
a
publicar-se
n
’
esta
ci
dade
um novo
jornal
intitulado
a
«Opinão
Publica».
E
’
orgão
do
partido
progressista.
EalSeeimento.
—
No
dia
5
do cor
rente
falleceu
o
revd.0 Antonio
Affonso,
vigário
das
Alturas
de
Barroso,
ecclesias-
tico
fervoroso,
que
parochiou
aquella
fre
guezia
sessenta
e
tantos annos:
poucas
pessoas
ha
nella
que não
fossem
por
elle
baptisadas.
Notável
é,
—
que
este
parodio
e
o
seu
antecessor
parochiaram
a
freguezia 12a
annos!
Pedimos
aos leitores
um
P.
N.
pelo
finado.
fiiov»
etliçdo do» Eiiziarlas.—0
illustrado
editor
de
Lisboa,
snr.
David
Corazzi,
vae
fazer
uma
nova
edição,
do
admiravel
poema
epico
de
Luiz de
Camões.
E’
procedido
de
um
juízo
critico
pelo snr.
José
Maria
Latino
Coelho.
Será
esta
edição
commemoraliva
do
terceiro
centenário
do
príncipe
dos
nossos
poetas,
e
constará
apenas
de
cincoenta
exemplares.
Em
junho
de
1880,
terceiro
centenário
da
morte de Luiz
de
Camões,
deve
estar
completa
a
distribuição
do
poema.
As
condições
das
assignaturas
são as
seguintes:
Será
distribuída
semanalmente
em
Lis
boa
uma
folha de
4
paginas,
in-folio,
im
pressa
a duas
còres,
em
magnifico
papel
egual
ao
do propeclo e em
lypo
elzevir
para
este fim
expressamente
encommen
dado,
sendo
os começos
dos
cantos
illus-
trados
com
vinhetas
delicadamenle
dese
nhadas
e gravadas.
Preço
de
cada
folha
500 réis
pagos
no
acto
da entrega.
Para
as províncias
e
estrangeiro
são
as
remessas
feitas
aos
fascículos
de 4
folhas,
cuidadosamente
acondicionados
para
que
cheguem
em perfeito
estado
ao
poder
dos
snrs.
assignanles.
O
pagamento
n
’
esle
cj.
so
é
adiantado,
Os
snrs.
assignantes
que
desejem re-
ceber
a obra
depois
de
completa,
terão
de
enviar
adianladamenle,
pelo
menos,
me
,
tade
da
respectiva
importância
que é cal.
culada em
32^000
réis.
Assim
no
acto
da
assignatura
deverão satisfizer
26$000 réis,
e
egual quantia
no
fim
da
obra.
Toda
a
correspondência
dirigida
a Da.
vid
Corazzi,
proprietario-gerente
da
em
presa
Horas
Românticas,
Lisboa,
rua
da
Atalaya,
42.
Notieias «la Allemanha.—
Berlim
6
—
O
imperador
Guilherme
comeu com
algum
appelite
ás
4
e
meia
da
tarde.
Desde pela
manhã
não
houve
mudança
alguma
no
estado
geral
do
enfermo.
O
«Moniter»
publica
um
escripto
im-
perial,
encarregando
o
principe
herdeiro
da
direcção
dos
negocios
até
o
restabe
lecimento
do
imperador.
Berlim
7
—
0
imperador
dormiu
bem,
não sentindo
calor
nem
dôres
no
braço.
Idem
10
—
0
imperador dormiu
soce-
gadamente
toda
a
noite.
Idem
11
—
0
conselho
federal
liade
discutir
hoje a proposta
da
dissolução
do
reichslag.
Considera-se
como
certa a
ap.
provação
O
imperador
continúa melhorando.
Crê-
se
que
logo
depois
do seu
restabelecimen
to
se
realisará
outra
entrevista dos
tres
imperadores.
Para
o centenário «le Voltaire
deus d«is vermelhos.—
Morrerei
dentro
em
pouco
e morrerei
detestando
a
Fran
ça,
terra
dos
macacos
e
dos
tigres,
onde
a porca
e
tola de minha
mãe
me
fez
nascer.
Asssignado
—
Vollaire
(
Carta
de 7 de
agosto de 1766
a
d
’
4-
lembertj
«Ide
meus
Welches
(Francezes)
vós
sois
a
escoria
do genero
humano»!
(Discurso
de
Voltaire
aos
Welches)
«Paris
é
um
grande gallinheiro
com
posto
de
perus
que
se
pavoneam
e
de
papagaios
que
repetem
as
palavras
sem as
comprehender.
Assignado
—
Vollaire
(Carta
de
Chabanon,
Í776
’
/
«O
nniforme
prussiano
só
deve
servir
para
fazer pôr
de
joelhos
os
francezes!
Assignado
—
Voltaire
(Carta
de
maio
de 1775 a
Frederico
II
da
Prussia]
«O
enviado
de
Vossa
Magestade
póde
dizer
agora:
Os francezes
são
todos
Prus-
sianos.
Sire, estou
em
Paris; é, assim
o
creio,
a
vossa capital».
(Carta
ao
rei
da
Prussia)
«Cada
povo,
a
seu
turno,
tem
reinado
sobre
a
terra.
Pelas
leis,
pelas
artes
e
sobretudo
pela guerra.
O
século
da
Prussia
chegou
afinal..
«Quem
!
é pois
este
feliz
vencedor.
Da
Áustria e
da França
».--(«Esperan
ça»).
<>
porvir «In obra italianiaaima.
—
E
porque
por sobre
as
misérias
do pre
sente
se
entrevejam
as
do
provir,
eis
ahi
o que
publica
um
jornal
de
Roma,
so
bre
um manifesto
de
estudantes
da Uni
versidade
official d‘aquella cidade:
«Alguns
estudantes
da Universidade
de
Roma
promovem
na academia
a
for
mação
de
um
—
Circulo
racionalisla
1
«O
seu
fim
é:
■ «Combater
o
dogma
em
nome da
ra
são
—
a
superstição
em
nome
da
scienciu
—
o
Papado
em
nome
da
civilisação».
E
nós
diremos
a cada
um d’
estes ca
bulas,
(que de
certo são,
que
em Italia
pouco
se estuda hoje)
que
a
sua
rasão
é
de cabo
d
’esquadra,
a
sua
sciencia
de
contrabando
e
a
sua
civilisação
avariada
e
corrupta
e
com
ellas
darão
com
a
Italia
em
pauta
na.
Mas
não
admira
que
se
dê
o
facto
significativo
contido
no
extracto
que
fica
feito,
tirado
de
um
jornal
italianissúM
—
II
Diritlo;
um
jornal de
Génova
II
ladino
publica
o
seguinte
thema
e
seu
desenvolvimento
dado para
exercício
uma escola
technica
d
’aquel!a
cidade.
£
assim:
«
Um
pae
de
familia
salva
esta
da ães
’
honra.
—
Um
pae
tinha
um
filho
discolo
desde
tenra
edade. A
principio
o
pae
foi-lhe
acu
*
dindo,
comprando
o perdão
dos
juizes,
Q
u3
lhe
deviam
julgar
os
malefícios. Por
fim
fez
um
de
tal
enormidade
que
foi
con-
demnado
á
morte.
O
pae,
a
peso
de
ouro,
consegue
introduzir-se-lhe
na
prisão
e
apresentando
ao
filho
em
pathetico
discurso
a
vergonha
e deshonra
da
familia,
sendo
elle
suppliciado,
lhe
fornece
veneno,
com
que
o
filho
se
suicida.
O
pae
accusado
em
joizo
é
absolvido
em rasão
da
novidade
do
caso».
Aqui
lemos
recOmmendada
á
mocidade
a
corrupção
dos
empregados
públicos
e,
como
meio
de
saldar contas,
o
suicídio.
Não
é um
bello
thema
?
E
a
absolvição
pela
novidade
do
caso
?
Em conclusão,
a
Italia una
não
é
uma
sociedade
de
homens;
é
um
pande
mónio....
O
liberalismo
é por toda a parte
o
mesmo
—
corruptor e esbanjador.—(«Espe
rança»)-
Questão d® Oriente.—
Os últimos
telegraminas
relativos
á
questão
dò'
Oriente,
são
os que
seguem:
Londres 6
—
Negam
de
Constantinopla
a
volta
do
gran-mestre
de
artilheria,
o
qual será
substituído por
Mouktar
Pachá.
Londres
7—
Dizem de
Vienna ao
«Dai
ly
News»
que
a Áustria
declarou
que
con
sidera
«casus
belli»
a ánncxação
de An-
tivari
ao
Montenegro.
Bncharest8
—
A
camara
roumanica,
con
sultada
hontem
em
sessão
secreta
pela
snr.
Bratiane,
decidiu
que
os
delegados
roumanios
no congresso
não
deverão
to
mar
em
consideração
quaesquer ameaças
ou
supplicas, cingindo-se
a
protestar
até
ao
fim
contra
a
extorsão da
Bessarabia.
Londres
9
—
O «Observer»
diz
que
Bis
mark
convidou
as
potências
para
empre
garem todos
os
meios
de reprimir
a ac
ção
dos
socialistas
e
iriternacionalistas,
dan
do
aos
plenipotenciários
enviados
ao
con
gresso
as
instrucções relativas
ao
assum
pto.
Dizem
de
Constantinopla
ao
«Daily-
News»
que
está
imminente
a
deposição
do
sultão Abdul
Arnid,
mesmo
talvez
a
mudança
de dynaslia.
O
duque
de
Cambridge
parte
ámanhã
para
inspecciooar
as
tropas
aquarlelladas
em
Malta. Um
telegramma
de
Vienna
pa
ra
o
«Daily-News»,
diz
que
Gortsçhakofl
tenciona
propor
ao
congresso
a
adopção
de
medidas para a
extincção
do socialismo
na
Europa.
S. Petersburgo
10—Partiu
hoje
para
Berlim
o
príncipe
Gorlschokoff.
Berlim
1!
—O
gran
duque
Nicolau
mos
tra-se
descontente
com
a
paz.
SEiseria
s»o
Algarve.—
Diz
um
col-
lega
que
é
tal
a
miséria
no
Algarve, que
na
aldeia
da
Luz
os
habitantes vivem
de
lapas
cruas,
unico
alimento
que
podem
adquirir.
^luuiflcencia.—
Lêmos
na «índia Ca-
tliolica»
de
8
de
maio:
«Ura
rico
gentio,
Baboo
Kalí
Kissen
Tagore,
acaba
de
dotar os
orphanatos
Ca-
tholicos
do
Vicariato
Apostolico
de
Cal-
cuttá
cora
a
grinde
somma
de
réis,
20,000
(2,000
libras
slerlinas). A
quantia
foi
en
viada
ao
revd.
0
padre
Lafont,
S. J.,
rei
tor
do
Collegio
de S. Francisco
Xavier,
emCalcuttá,
que
por
suas prelecções scien
titicas
tem
grangeado
a
estima
e
respeito
de
todas
as
classes
da
população
d’essa ci
dade.
Os
liberaes
da
Europa
tomem
nota
d
’
is-
tOí.
Crograinma.
—
Eis
O
programma
do
novo
jornal
que
com
o titulo
de
«Eccle-
siasterium»,—
e
não
Ecclesiaslico,
como
por
descuido
saiu
em o
n.°
antecedente
—
vae
publicar
o
snr.
padre
Luiz
Pacheco,
redact'r
das
«Leituras
Populares»:
E.ii
meio
do
grande
movimento
uni
versal
que
se
está operando,
todos temos
direito
de
concorrer
a
elle,
para
tomar
cada
um
a
parte
que
lhe
compete;
por
isso
não
será
merecedora
de reparo,
mas
antes
digna de
acceitação
a
ideia
de abrir
um
congresso,
onde
possam
apparecer
os
indivíduos
que
se prezam
de
professar
a
religião
catholica,
apostólica
romana,
ou
sejam
ecclesiasticos
ou
simples fieis,
com
os
seus
retratos
e
biographias,
e
com
os
seus
escriptos.
E
como
a cpocha
é
de
progresso,
não
haverá
por
certo
quem
nos
leve
a
ma!
<|ue
o acompanhemos,
uma
vez
que
não
sigamos
o
caminho
opposto
á
senda
que
nos
está
traçada.
Além dos
retratos
e
biographias
que
constituirão
a
parte
obrigada
do
jornal,
íar-se-ha
a
maior
diligencia
por
construir,
et«
ur
lume
tão
varia
lo
e ameno,
quanto
Possível,
ura
contexto
de
artigos
substan
ciosos
e
aprazíveis,
combinando
sempre
o
u
'il
com
o
agradavel.
Luiz
Bernardino
de
Carvalho
Pacheco,
presbytero,
offerece
o seu
nome,
como
unica
garantia
do bom
desempenho
de
tão
ardua
e
difíicil
empresa:
não
porque
em
si
confie,
mas porque
tem
como
certo
o
concurso
dos
collegas
e
não
collegas
que quizerem
com elle
formar
uma
plêia
de
de
operários na
vinha
do
pae
de fa
mílias:
tem tanto
de
singelo
quanto
é
franco
o
convite,
e é
por
isso
mesmo
que
desde
já
se
contam
certos,
muitos
collaboradores
competentes,
reservando-
se
o
direito
de
publicar
ou
deixar
de
pu
blicar
qualquer
artigo.
O
primeiro numero
deverá
apparecer
brevemente,
contendo
o
retrato
do
Santo
Padre Leão
XIII
feito
recentemente,
com
a
sua
autobiographia
em
verso
latino
e
notas em porluguez,
e o
plano
desenvol
vido
da
publicação.
As
assignaturas fazera-se
por
nume
ros;
e
o
preço
de
cada
uma
será
como
o
dos
outros
jornaes
do mesmo
genero,
1^200
réis
por
12
numeros.
Não
se
re
cebem
assignaturas
por
menos
de
6
nu
meros,
6H0 réis;
assignando
por
12
nu
meros,
1$000
réis;
numero
avulso.
410,
em
todo
o
caso paga
adiantada.
Para
o
Brazil
accresce
o
porte do
correio.
Quan
do
por
torça
maior haja de suspender-se
a
publicação,
os
snrs.
assignantes
que
tiverem
pagas
adiantadas serão indem-
nisados,
recebendo outras
quaesquer
pu
blicações,
de commum
accordo.
Toda
a
correspondência
concernente
á
administração
dirigida
a
Silvestre
Cas
tanheiro, Lisboa,
«Leituras
Populares».
Os
snrs.
responsáveis
por
10
assigna
turas
serão
considerados
nossos
corres
pondentes
e
receberão
12:
os
snrs.
assi-
gnanles
dos
«Sermões vários»
terão
o
aba
timento
de
20
p
c.,
assim
como
os
snrs.
correspondentes
das
«Leituras
Populares»
responsáveis
por
-10
assignaturas.
Recebem-se
assignaturas,
em
Lisboa,
«Leituras
Populares»,
calçada
do
Carmo,
6,
1.";
no Porto,
rua
do
Almada,
121;
em
Braga,
botica
de
S.
Marcos; em
Pon-
ta
Delgada, no
escriptorio
da
«Civilisação»;
Funchal, na
Associação
Catholica;
no
Rio
de Janeiro,
Livraria
Catholica, rua
nova
do
Ouvidor, n.°
16.
Ministros
maritimos.—
A
direcção
da sociedade
Vsjritas
publicou
ultimamen
te
a
eslalislica
seguinte
dos
sinistros
ma
rítimos,
que
se
deram
durante
o
mez
de
abril
de 1878, com
relação
a
todas
as
bandeiras:
Navios
de
véla
perdidos—
41
inglezes,
19
americanos,
9
francezes,
8 hollande-
zes,
8
noruegueses,
6
allemães,
5
italianos,
2
gregos,
1 chileno,
1
dinamarquez,
1
hespanhol
e
1 russo.
Constitue
um
total
de
102
vasos,
algarismo
em
que
entram
10
navios,
cujo
naufragio
não
se póde
certificar,
visto
as
noticias
serem
diffe-
rentes.
Navios
a
vapor
perdidos—11
inglezes,
1
austríaco,
um
chinez,
1
francez 1
no-
rueguez,
Total
16.
Julio
Verne.—
Esteve
ha
dias
em
Lisboa,
d onde
seguiu
para
Cadix,
o gran
de
romancista
francez Júlio
Verne.
O
famigerado
visitante
andou
acompa
nhado
do
editor
das
suas
obras
em
Por
tugal,
o
snr.
David Corazzi.
Dizem os
jornaes
da capital
que
o
il
lustre
sabio
se
mostrou
muito
agradado
das
inconstestaveis
bellezas
da
nossa Lis
boa.
Chegou
alli
no
dia
5
a
bordo
do
seu
yacht
de
recreio
«S. Miguel».
Da
noticia
que a
proposilo d
’esta
vi
sita
de
Juiio
Verne
dá o «Jornal da
Noite»,
transcrevemos
os
paragraphos
seguintes:
Julio
Verne
viaja como «lourisle»
no
seu
hiate
de «plaisance». Está
n’
aquelle
hotel
llucluante
tanto
á
sua
vontade
como
em
qualquer
dos
melhores
hotéis
de Pa
ris.
Só
o
muito calor que
se
está
sen
tindo
no
porto
de Lisboa
por
falta
da
vi
ração,
o
incommoda
em
extremo.
A
viagem
do
capitão
Halteras
ás
re
giões
circumpolares,
por
elle
phantasia-
da,
ser-lhe-hia
agradavel
tornando-se
uma
realidade.
A
’
mingua
de
frio
prefere
não
sahirdo
seu
«nautilius».
Deixou
partir
os
seus
companheiros para
Cintra,
com
bastante
pezar
seu,
para
evitar
os
eíTeitos
d’
uma
«soalheira
mestra».
Fomos
encontrai
o
a
bordo,
em
«toi-
letle»
tropical,
gosando
a
sombra
d
’um
enorme
chapéo
de
«senhor
de roça». Re
cebeu
com
agrado
a
nossa
visita
e fez con
versação
variada
e
instruída.
Fallou
a
respeito
da machina
do va
por
e
de
navios,
como
homem
experimen
tado nas
lides do
mar.
O
Tejo
e
o
amphitheatro
da
cidade
surprehenderam-no.
Se o
Sena
podesse
transformar-se
n’
este
magestoso
rio,
disse
elle,
a
capital da
França
seria
o
paraiso
do
mundo.
O
hiate
acha-se
preparado
com
muita
simplicidade;
mas,
com
todos
os
commo-
dos
que
constituem
o
bem
estar
a bordo.
Na
camara
da
ré
encontram-se
dois so-
phás,
onde
Julio
Verne
recebe
as
suas
visitas.
Segue-se
a camara
de
dormir,
com
dois
beliches
ás
amuradas,
lavatórios,
etc.
A
machina
é
do
systema
«compound»,
alta
e
baixa pressão,
com
a
força
de
100
cavallos,
dando
ao
barco
uma
velocida
de
de
nove
milhas
por
hora.
A
saia
de jantar
acha-se
guarnecida
por
dois sophás
ás
amuradas,
lendo ao
centro
uma mesa
qlaslica.
Na
antecamara
de
avante
gira
uma
ro
da,
como
a.
dos
expostos,
por
onde
pas
sam as comidas da
cosinha
para
a
casa
do
jantar.
A
tripulação
do
hiate
consta
de
um
piloto,
um
machinista,
dois
fogueiros
qua
tro
marinheiros e dois
moços.
SECÇÃO
D£
COMMUIICiDOS
Meu caro
redaclor.
O
requerimento
publicado
no
nosso
ornai
n.°
796,
produziu
prompto
resul
tado;
nem
podia
esperar-se
outra
cousa
do
illustre
administrador
d
’este
concelho
o
snr.
dr. José
Joaquim
Dias.
O
bibiiote-
queiro
lutherano
foi
posto
fóra
da
cidade,
e
do
concelho
logo
no
dia seguinte;
e
não
se
lhe
fez
o
processo criminal,
nem
jerseguição
corporal
alguma,
porque
o
auctor
do
requerimento,
o
promotor
do
seu
expediente
entendeu
que
a
caridade
christã
deve estender-se
aos proprios
ini
migos,
e
declarando-o
assim
áquella
au
ctoridade,
pediu
que
o
procedimento
se
imitasse
ao
que
se
limitou.
Não
digam
agora
os
inimigos
da
nossa
religião,
que
nós
os
christãos
somos
in
tolerantes, confundindo
a
tolerância
com
o
desavergonhamento. O
homem
que co
nhece,
e
sabe
ser
christão,
é
indulgente,
soffredor
das
fraquezas
do proximo,
e
perdoador das
oílensas
que
lhe
fazem; mas
quando
se
tracta
da honra
de Deus, e
da
sua
Egreja,
põe-se
em campo, arrisca
a
vida,
combate o
escandalo,
mas
não
exerce
vingança,
deixando
a Deus o
di
reito
de
punir
os
que
o
oflendem.
Nós
os christãos,
não
podemos
con
sentir
que
se
introduzam
no
nos«o
gré
mio
quinquilheiros
de
chocalho na
mão
a
apregoar
fazenda
regeitada,
nem
alchimis-
tas
a
impingir
pechibeque
por ouro,-que
são
outros
tantos
passadores
de
moeda
falsa:
enxolamol-os
como
se
enxotam
os
pardaes
das
searas
em
grão,
mas sem
usar
de
pau,
nem
de
pedra,
nem
d
’arma
alguma
offensiva.
O
mundo
é
grande,
cor-
ram-o á
vontade:
nós
estamos
no
direito
de
os pôr
fóra de
casa
para
que
não
preveriam
as
nossas
famílias;
mas
se
in
sistirem
abusando
da caridade,
nesse
caso
usaremos
da
misericórdia
que
manda casti
gar
os
que
erram.
Os santarenos
deram
o
exemplo;
bom
será
que
não
seja
perdido
pelas
povoa
ções,
que
forem investidas da
praga dos
nossos
dias.
Somos
os
guardas
da torre
de
David;
não
nos deixemos
adormecer
para
que
nos
não
aprisionem
. ..
Senti-
nella
álerla
!
Tal
deve
ser
a
voz
de vi
gilância
para
segurança
commum.
Se
fi
zerem
ouvidos
de mercador,
e de
indifle-
rentistas,
não
se
queixem
do
que
lhes
fôr
acontecendo
!
Ponham
os
olhos
na
Allemanha
e
vejam
o
que por
lá
vae
pro-
dusindo
a
perseguição
feita
ao
christia-
nismo,
e a prolecção
aos
inimigos
de
elle.
E
a
proposilo
disto
ahi
vae uma pro-
phecia:
o
Imperador da
Prussia
não
es
capará
de
terceira tentativa:
com
elle
mor
rerá
o
império;
e
o
seu
chanceller,
pro-
pheta
do anli-christo,
cairá
para nunca
mais
se
levantar.
E’
réo
de
peccado
con
tra
o
Espirito
Santo,
que
não
tem
perdão
neste
mundo,
nem
no
outro.
Deus
tenha
piedade d’
elle,
e
de
nós
lodos.
Santarém,
7
de
junho
de
1878.
José
de Freitas
Amorirn
Barbosa,
No
comboio
das
5
horas
e
30 minu
tos
da
tarde
de domingo,
ficaram
em
terra
uma
40
pessoas,
muitas das quaes
já
tinham
bilhetes,—
pelo
facto
de
se
ha
ver
mandado
fechar
as
salas
d’
espera.
Para aquelle
dia
esta
causal
não
tem
justificação,
quando
é certo
que
se
tira
ram
2
carruagens,
indo
lambem
uma
com-
pletamente
vasia:
além
d’
rsso deveria,
quando
se
quizesse
usar
de
tal
rigorismo,
ter
prevenido
os
passageiros
de
que aquelle
era
o
ultimo
comboio
a
sair.
Quando
loi
a
inauguração da
ponte
metallica
sobre
o
Douro
os
passageiros
tiveram
de
esperar horas; iguaes
factos
se
teem
dado
assim
em
casos
extraor
dinários:
não
era muito
que
por
occasião
das
grandes
festas
do
Espirito
Santo, a
que
concorreram
nos comboios
milhares
e
milhares
de
pessoas,
houvesse
n
’
nma
linha
de
ramal
uma
demora
de
3
ou
4
minutos,
—
o
tempo
preciso
para
que
as
pessoas
que
estavam
á vista
e
pediam
em
altas
vozes
lhes
fosse
concedida
a
entra
da
a
podessem
realisar.
Tornou-se
tal
facto
mais
eslranhavel,
porque
n
’
oulros
dias
não
tem
havido
o
mesmo
rigorismo,
quando
ainda
as cir
—
cumstancias
que
no
domingo
se
davam
isso
não justificam.
Um
espectador.
AtUBSCBÍMÍTOS
Os
devotos
do
Santíssimo
Rosto
do
Se
nhor,
ereclo
na
rua
de
Traz-óa-Sé,
por
este
meio
yéem
patentear
o
seu reco
nhecimento
pela
coadjuvação
e
obséquios
recebidos na
ócéasião
da
festividade
que
áquella
devotíssimo
Elligie
promoveram
no
dia
2 do
corrente.
Especialisam
a
extn.
a
commissão
admimstradora
que
lhes
conce
deu
o
templo
da
Misericórdia,
onde
a
festividade
teve
logar, o
revm.
0
capellão
do
mesmo
que
graluilamenle cantou
a
missa
e
o Te-Deum,
a
Irmandade
das
Al
mas
da
Sé
que acompanhou
a
procissão,
e
as
pessoas
que
para
esta
deram
anji
nhos.
A
todos
Deus
recompensará
condigna
mente.
(922)
D.
Mathilde
de
Jesus
Salgado,
viuva,
e
seus
filhos agradecem
muito
penhora
dos
os
grandes
serviços
que
as duas com
panhias
de bombeiros
voluntários
e
mu
nicipaes,
assim
como
vários
particulares,
lhes
prestaram
por
occasião
do
incendi.»
que
houve
na sua
casa,
no
dia
29
do
passado.
Agradece
igualmente
Aquellas
que
lhe
offereceram
as
suas
casas,
e
se
prestaram
a
guardar
moveis,
etc.
A todas
o
nosso
reconhecimento.
Sendo
tantas
as
manifestações
de com-
moção
e interesse,
e
tão
geralmente
dis-
tinclos
os
obséquios,
dispensados
n
’
esta
cidade
aos
abaixo
assigna
los,
paes
irmãos
e cunhado
do
moço
Miguel
Eduardo
Pe
reira
do
Lago
Freire
de
Andrade
por
oc
casião
da
sua
doença,
e
no dos
actos
religiosos
celebrados em
serviço
de sua
alma
na
egreja
da
Misericórdia,
e
na
ca-
pella
do
ceraiterio
no dia
16
do
passa
do,
e
sendo
aos
mesmos
diíficilimo
pro
curarem
a
tantas
pessoas
que
todas
as
classes
porfiaram
em
acompanhal-os
na
sua immensa
dôr,
aproveitam
este
meio
para
lhes
confessar
suas innumeras
obri
gações,
protestando
a
lodos o
seu
pro
fundo
e
eterno
reconhecimento.
D.
Maria
F. Pereira
do
Lago Porto-Carrero
Henrique
F.
d’
Andrade
Goutinho Bandeira
Baroneza
de
Pombeiro
D. Ernestina
A.
Freire
d
’
Andrade
José
Antonio
F.
d’
Andrade
Pereira
do
Lago
Henrique
Carlos
Freire d
’
Andrade
Barão
de
Pombeiro.
(930)
Na
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Mar
cos
ha
deposito
d
’
aquellas
aguas,
das
quaes,
se
garante
a
genuidade
e
pureza,
por
se
rem
colhidas
na
presente
estação
pelo pro-
prio
pharmaceulico.
Preço
de
cada
garrafa
(com
garrafa),
100
rs.
Sóraente a
agua,
60
rs.
De
6
dúzias
para
cima,
desconto
de
10
1/0.
Além d’estas
se encontram
á
venda,
na
mesma pharmacia,
as
seguintes
aguas mi-
neraes
todas
chegadas
recenienm
ite,
e
co
lhidas,
n
’
esta
quadra,
por
emprezas
aucto-
riosadas
—
de
Vidago,
Verim,
Pedras
Sal
gadas,
Entre-os-rios, e outras.
(928)
cosmos
Para
uma
casa
de
bastante
familia
pre-
icisa-se d
’
um
que
seja
diligente
e
activo.
No
escriptorio
d
’
este
jornal
se indica
rá
quem
é
o
pretendente.
(93o)
SELLOS PARA
GOLLEGÇÕES.
FaiiMtino
Antonio Martins
52
—Rua
do
Lorelo
—52
LISBOA.
N’
este
estabelecimento,
o primeiro na
sua
especialidade
em
Portugal,
encontram
os
snrs.
colleccionadores
grande
sortimen
to
de
sellos
antigos
ij
e
modernos
de
todos
os
paizes do
mundo,
a
preços
muito
con
vidativos
e
sem
competência. Pacotes
para
os
principiantes,
com
30,
40,
50,
60, 70,
400
e
160
sellos
differenles
a
100,
200,
300,
400,
600,
10000
e
20000
reis,
de
muita
conveniência
e
novidade.
Recebem-se
encommendas
de
todos
os
pontos,
sendo
acompanhadas
de
sua
importância
em
sellos
ou
valles do
correio.
(929)
SANGTUARIO DE S. TORQUATO
Aviso
mos
mestres pedreiros
No
dia
23
do
corrente
mez,
por
volta
das
onze
horas
da manhã, na
casa
do
despacho
da
irmandade
de S. Torquato,
será
posta
em
praça,
e
entregue
a
quem
por
menos
a
fizer, uma
empreitada
de
obra
de
cantaria
lavrada,
e
de
alvenaria
de
grande
apparelho,
conforme o
projecto
e
as
condições
que
desde
já
podem ser
examinadas
na
referida
localidade.
Os
licitantes
no
acto
da
arrematação,
farão
o
deposito
de
cincoenta
mil
reis.
As
propostas serão
feitas
em
carta
fechada,
indicando
quantos
por
cento
o
licitante
propõe
abater
ao orçamento.
S. Torquato 4
0
de
Junho
de
1878.
O
Secretario
(931
José
Ferreira
de
Abreu.
Collegio
de Nossa Senhora da
Conceição
em Lisboa, rua da
Esperança
224.
N’este
estabelecimento se
precisa
de
um
ecclesiastico,
que
seja
instruído
e
sé
rio,
para
occupar
o
logar de
capellão,
regencia
do
estudo,
e
talvez
d
’
alguma
cadeira.
E
’
para
começar
em
1
de
ou
tubro.
O
director
geral—
J.
L.
Carreira de
Mello.
(932)
RETIRA-SE
O
abaixo
assignado
participa
ao
res
peitável
publico
que
regressa
para
o
Rio
de
Janeiro
e
julga
nada
dever a
pessoa
alguma,
mas
se
alguém
se
julgar
seu
credor
apresente
suas
contas
no
praso
de
seis
dias
para
serem
pagas.
Braga
13
de
Junho
de
1878.
Antonio
José
da
Cosia
Duro.
Rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra
67
C.
(933)
ARRENDA-SE
Quem
pretender
arrendar
uma
morada
de
casas
apalaçadas,
sitas
no
campo
de
S.
Sebastião,
desta cidade,
que
se
acha
dividida
para
dois inquilinos, falle com
Manoel
Ferreira
d
’
Azevedo e
Castro,
mo
rador
no
campo das
Carvalheiras,
que
se
acha
habilitado
para arrendal-a no
lodo
ou
em
parte,
com
as
condições
que
no
acto
apresentará.
(934)
VENDA DE
CASAS
No largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rna
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio de Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
HIGIENE
Y SALUD DE
LA BOCA
'
■ ■ ' f ■. • , ■, ,
;
<j 'r
i} l t '■ ■)
■ ' ' • ■ . > ‘) t
Elixir
y Polvos
Dentrificos
MEDALHA
■
>•
”
í
•
PAR1Z
'•
DouitO
Preparacion
dei
l»r.
1875
JOHN EVANS
NADA
mais
delicado
do
que estas
especialidades
destinadas
a
conservar
os
dentes,
bocca
e
garganta
em
perfeito
estado.
O
nome
do
doutor,
graças
á
sua uni
versal
reputação,
offerece
uma
segurança
indiscutível.
Agua,
frasco
gr.
600
reis; frasco
peq. 300.
Póa,
caixa
gr. 600
reis;
caixa
peq.
300
No
Porto,
Ferreira <fe
Irmfio,
Banharia,
77
e 79
—
Depositários
da
agencia
franco-hispano-portugueza.
MS
TOMSTO
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repoiso
nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das
mulheres,
inllammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parto,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,.
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades reputadas
incuráveis
—
Os
meios
de
cura
que
emprega
Mad. La
chapelle,
simples
e
infalliveis,
são
o
resultado
de assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Consubações
das
3 ás
5
—
Rue
Monthebor,
27, perto
Tulherias,
Paris.
(40-^-)
MilMILlIMM MS
fflJLKlES
Já
proveniente
de algum
defeito
de constituição,
já
de
accidente, curada
com-
plelamente
pelo
tratamento de Mad.
Lachapelle.
Consultas
das 3
ás
5.27,
rue
Mon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
(39
-H-)
depui» m.us
de 4o ânuos pur a maior parle
dos médicos
por
curar a ch nr.htiu íflur"
branco
1 doança
das mancebas Ilibas e to
das
as moléstias
chiorólicas. Eis aqui a
opinião dos
mais einincul.es
médicos que as
tem
experimentado :
« Depois 35 annos que exerço
a
medicina.
«
tenho
rcconbuculo a este med.,amenb>
« (Pílulas de Blmiil' vantagems
iiieontesta-’
«
veis
sobre lodos
os outros ferreos e eu
« o
mi o como o melhor anli-chlon>iico. -
Dr
DOUBLE, ex-presidcMe da
Academia
de
Medicina.
«
De
todas as preparações ferreas que
« nos hão
dado
bons resmlados
tio traia
«
mento das atfeições chiorotíi as, as
pibi-
«
las
de
parece-tios
deveu
<.<
primeira
tila. » — Diccionaric
Medicina,
t. 11. pape 99.
Coino
prova da aulhHutiCHladf
*
<
nuu«<>
do
inventor
ei»iâ g>avjí«R«
cada
pílula como aqui jun.o
Deixjsitos:
Parts,
ò.
r
. Payennr
Era
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèto
n.°
28—
30
(27
•)
Linimento
Bv>'i EK-MIG1IEL para caval-
los.
aizendo as vezes de fogo
e não deixando
vestiam*
do seu
emprego
MlCHHl., pharma-
ceul.ico em
Aiv (na l'rovença, França. —
Preço
1
.
i
«
hi
reis.— Em
Lisboa
o
snr
Barreio,
Lorelo,
n
0
28
—
30.
f25)
Associação Alliança
Luso-Bra-
zileira
de
Soccorros.
Séde
—
Porto.
Constando
á
Direcção
d
’esta Associa
ção
que,
os
prospectos distribuídos
em
Braga,
foram
em
diminuta
quantidade
para
as
assignaturas
alli,
deliberou
patentear
cadernos
nas
casas
indicadas
nos
prospe-
clos,
que
são:
Os illm.°
8
snrs.
Antonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova;
Clemente
Jo
sé
Fernandes,
rua
de S.
Victor.
e
João
José
Antunes,
Chãos, para
qualquer
pes
soa
alli
se
poder
inscrever,
sem
para
isso
ter
de
angariar
um
prospeclo.
Pede-se
para
ninguém
assignar
em
mais
de
uma
casa
e mais
de
uma
vez.
A
Direcção
irá
installar
a
Associação
n
’
esta
localidade,
quando
o julgar
conve
niente,
fazendo-o
porém
constar
em
alguns
jornaes
d
’
aquelia
localidade.
Porto,
6
de
junho
de 1878.
O
1.°
Secretario
da
Direcção
(920)
Julião
dos Santos
Henrique.
Vende-se
uma
morada
de
casas
s'
la
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotlo,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva Araojo,
morador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
0LR1VESÃRIÀ
DE
INDUSTRIA
NACIOML
DE
ANTONIO
CASIMIRO
DA
COSTA
1
ENSAIAD0R VISUAL
E
REAL
DO
OURO,
APPR0VAD0
PELA
CASA
DA
MOEDA
3
—
Rua
Nova
de
Sousa
—
3
BRAGA
N
’este
novo estabelecimento
vendem-
se
e
compram
se
pedras
preciosas
e
ob-
jecto
de
ouro
e
prata.
Concérla
e
encar
rega-se
de mandar
fazer
toda
a
obra
da
sua
arte,
com
a
maior perfeição
e
gos
tos
mais recentes.
A maior
parle
dos objectos
são
man
dados
manufacturar
com
toque fixo,
e
ga
rantido
com
marca
especial,
particular,
e
pelo
ensaio
real.
3,
Rua Nova de Sousa, 3.
(923)
COMPANHIA
GERAL
BRAGA-
RENSE
Tendo
o
revd.0
José
Alves
Vicente
Corrêa
do
Lago,
parocho
de Victorino dos
Peães,
concelho
de
Ponte
do
Lima,
re
querido
a
esta
direcção
para
que
se
lhe
pas
se
segunda via
da
acção
n.°
752,
uma
das
quatro (752
a 755)
que
lhe
foram
en
cabeçadas
na
herança
do
fallecido
bacha
rel
Francisco
José
Alves
Vicente,
d’
esta
cidade,
assim
se
faz
publico,
para
que,
se
alguém
se
julgar
com direito
a
ella,
o
venha
declarar
n
’este
escriptorio, no
prazo
de
30
dias,
contados
da
data d
’este
annun
cio.
Depois
d’
este
prazo, e não
havendo
re
clamação,
tem
de
passar-se
a
segunda
via
requerida
e
proceder-se
ao
averbamen
to
difinitivo
de
todas.
Braga 5
de
Junho de
1878.
Os
-Directores.
João Fernandes
Valença
(917) José
Ferreira
de
Magalhães.
Vende-se para
pagamento
de
dividas,
uma
morada
de
casas,
edificada
de
novo,
na
rua
da Sé,
antiga
de
Maximinos,
desi
gnada
pelos
n.°
s
16
e
17,
bem
como
lam
bem
se
vende,
em
Santa Eulalia de
Te-
uões,
subúrbios
d
’esta
cidade,
uma
pro
priedade
rústica,
chamada da
Herdade,
toda
morada
sobre
si;
trata-se
no Banco
Mercantil.
(927)
Vende-se
a casa n.° 5 da
rua
da
Sé.
p
ara
t
ra
tar
na
rua
d
os
Capel-
listas,
n.°
15.
(901)
.
Narciso
José
Marques,
annuncia
3
0
publico
que
continua
com suas
carreiras
diarias
entre
Braga,
Guimarães
e
Caídas
de
Vizella,
e vice-versa.
Horario:
Sae
de
Braga ás
4
e
4
1/2
horas
da
manhã
e
2
da
tarde,
em
direitura
a Vizella,
e
volta
de
Vizella
ás
3
horas
da
manhã
e
ao
meio
dia,
e
de Guimarães
para
Braga
ás
5
horas
da manhã
e
ao
meio dia e
2 da
tarde.
Preço
para
Guimarães
240 reis
&
çm
direitura
a
Vizella
400
reis.
Escriptorio
em
Braga
em
caza
de
José
Antonio
Mar
ques
&
C.
a
,
largo
do
Barão
de
S.
Mar
linho
n.°
5,
em
Guimarães
em
caza do
snr.
João
de
Mello,
no
Toural
e
em
Vi-
zella
em
caza
do
snr.
Francisco
da
Costa
e
Silva Guimarães.
Braga 6
de
Junho
de
1878.
(921)
Fallencia da Cai a Economica
Penhorista
Soeietlade anonyma
de reapongabt-
lidade
limitada
FILIAL
EM
BRAGA
Tendo
de proceder-se
a
inventario do
resto
dos
penhores que
ainda
existem
n
’
esta
Filial, são
pela
ultima
vez preve-
nidas
as
pessoas
que
até agora
os
não
tenham
resgatado,
que
ainda
os
pódem
obter,
até
o
dia 15
do
corrente,
e
que
findo
..este
praso
improrogavel,
ficam
con
siderados
abandonados
para
serem
vendi
dos
em
leilão.
Braga
8
de
junho
de
1878.
Pela
curadoria
fiscal
(926)
Antonio
José
Gomes
Martins.
Associação
Alliança Luso-Brazi-
leira de
Soccorros.
SÉDE
—PORTO
Constando
á
Direcção
d
’
esta
Associa
ção
que, as
casas
já
mencionadas
neu
tros
annuncios para
receberem
as
assigna
turas
dos
socios
em Braga,
são
poucas;
participa
para
os
devidos
effeitos
que
es
tão
devidamenle
auctorisados
a
colherem
as
mesmas
os
illm °
s snrs.
José
Appari-
cio
dos
Santos, Praça do
Barão de
S.
Marlinho e
dr.
Antonio
Casimiro
da
Cruz
Teixeira,
largo
de
N.
S.
Branca
n.° 13.
O
1.°
Secretario
da direcção
(925)
Julião
dos
Santos
Henrique.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITAKA—4878.
Parte de Comércio do Minho (O)
