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-
FOJLHA
RELIGIOS.%, POMTICA 1E NOTICIOSA.
REDACTORES—
D. Miguel Sotto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—-DIRECTOR—Aulonio Joaquim -de Mesquita Piiuenlei.
PREÇO DA ASSIGNATURA
6?
ANNO
.
1^600
850
40
20
10
Braga,
12
mezes.
»
6
»
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
PUBLIGA-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
N.°
873
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
3&6Ô0
Folha
avulso
................................
16
■
QUINTA-FEIRA
12
DE DEZEMBRO DE 1878
Carta
«Fllenrique
V
dirigida
aa
«inr.
Conde
de
Mun.
«Frohsdorf,
20
de
novembro
de
1878.
Acabo
agora
mesmo,
meu
caro
de Mun,
de
ler o
vosso
admiravel discurso
de
16
de
novembro,
e
quero
felicitar-vos
sem
perda
de
tempo.
Aguardava-o
com
impaciência,
bem
certo
de
que serieis digno
de
vós e da
causa
que
servis
com
tanto
afan.
Ainda mais
uma vez, a
honra
veio
collocar-se
ao lado
do
vencido.
A
verdade
põe
na
bocca
dos
seus apologistas
não
sei
que
força
de
persuasão
que
engran
dece,
irradia
fulgores
e
impõe respeito,
porque
tem
em
si
o
germen salutar
da
emancipação.
Acredito,
como
vós e com-
vosco, que só
a
verdade,
mas
a
verdade
em
toda
a sua
amplitude,
poderá
trazer-
nos
a
salvação. Eis
o
que
é
mister
que
se
comprehenda e que ninguém na
aclua-
lidade
comprehende
melhor do
que vós.
Fazeis
luz
no
mundo
das
questões
re
ligiosas
e
políticas, que
agitam
a
Europa
e
dilaceram
a
nossa pobre
França;
por
que
não
temeis
accentuar
desapaixonada-
mente,
e
com
toda
a
hombridade
e
va
lentia,
as
verdadeiras
cansas
da
nossa
decadência
e
das
nossas
humiliações.
Sim,
o
porvir
é
dos
homens
de
fé,
com
tanto
que
sejam
homens
de
valor,
que
não
receiem,
que
não
tenham
medo
de
dizer,
face
a
face,
á
Revolução
triumphante,
o
que
ella
é
na
sua
essencia
e
no
seu
es
pirito,
e
á contra-Revolução
o
que
deve
ser
na sua
obra de
reparação
e
de
paz.
Agradeço-vos
de
todo o
coração por
haverdes
pulverisado
mais
uma
vez
essas
odiosas
mentiras,
mil
vezes refutadas e
sempre
reproduzidas,
esses
miseráveis
so-
phistnas
acerca
do
passado,
como
se
não
losse
rematada
loucura,
para
reformar
abusos inadmissíveis,
ter
destruído
garan
tias
protectoras.
Egualmenle,
vos agradeço
p,or
haver
des
insistido
com
tanta
auctoridade
e
franqueza
nas
bases
fundamentaes,
nas
verdades
eternas
e
nos princípios
neces
sários
para
qualquer
sociedade,
que
de
seja
viver
vida
pacifica
e
assegurar
o
seu
futuro.
Graças
a
Deus,
tenho
conservado
in
lacto
o
deposito
das
nossas
tradições
na-
cionaes
e
das
nossas
grandezas. E,
se
guindo
o vosso
exemplo,
devem todos
consagrar
a
sua
actividade
e
a
sua
vida
a
religarem
os
élos
da
cadeia
secular.
Regressae
sem
temor
ás
nobres
e
ge
nerosas
povoações d’Oeste,
que
tantas
provas
e
tão
consoladoras
me
teem
dado
d
’
inquebrantavel
fidelidade.
Á
Revoiução,
correndo
após o seu
ideal, que
é
o Estalo
sem
Deus,
ou
an
tes
o Estado
contra Deus,
tem
inscripto
nas
suas
listas
de
proscripção
o
humilde
educador
dos
filhos
do povo
e
a
heroica
irmã
da
caridade;
soou,
pois,
a
hora
em
que a
indifferença
e a
inacção
devem
ser
consideradas
como
opprobrio
e
traição
por
todos
os
homens
de
generosas
aspira
ções.
Vós,
melhor
do
que
ninguém,
podeis
servir-me
dinterpete
perante
as
classes
laboriosas,
que
me
preoccupam
de
con
tinuo,
perante
esses
queridos
operários
cercados
de
tantos
aduladores
e
de tão
poucos
amigos
verdadeiros.
Sou
feliz
sempre
que
ouço
os
seus
brados
de
fé
e
d
’
esperança.
Fazei-lhes
saber,
claramente
e
sem
rodeios,
qne
os
prézo
muito
para
que
os
lisonjeie e.
n
’u-
ma palavra,
repeti
lhes
incessantemente
que
para
a
França
se
salvar é
necessá
rio
que
Deus
volte
a
ella
como
Senhor,
para
q»e
eu
possa
reinar
como
rei.
Confiança,
meu
caro de
Mun,
e
não
vos
esqueçaes
de que
o
futuro
é
dos
ho
mens de fé
e
de
valor.
H
enrique
».
A
este
importantíssimo documento,
di
gno do
descendente
de
S
Luiz,
e
a
que
os
Annales
Calholiques
dão
o
seu
logar
d
’honra,
em
o
n.°
de 3> do
passado,
acrescenta
o
grande
escriptor J.
Chantrel
algumas
reflexões
das
quaes
vamos
ira-
dusir
as
seguintes:
Esta
esplendida
carta,
tão
franceza
e
tão
christã,
é
a
um
tempo
um
manifesto
ao
povo e uma
resposta
ás
desgraçadas
cartas
do
snr.
de
Falloux,
apoiadas pelo
snr.
Leopoldo de
Gaillard,
que se
diz
franc-maçon.
Ella
mostra
aos
calholicos
que
elles
teem
um
chefe
tão
esclarecido
quanto firme
nos
seus principio», e
que
a
contra-Revolução
não
é
o
retôrno
aos
abusos
do
antigo
regimen.
Todo
o homem
honrado,
qualquer
que
seja o
partido
a
qoe
pertença,
reconhe
cerá
nLella
uma
palavra
verdadeiramente
real,
e aquelles
mesmos que
preferem
hoje a
fórma republicana
sem
que
se
sintam
desanimados
ante
o
especlaculo
que
nos
offerece
a
republica,
se
dirão
comsigo
que
ha
no
principe que
escre
veu
a carta
de
20
de novembro,
um re
médio
supremo
para a França e
para
a
sociedade,
se
a
experiencia acluai pende
para
a
ruina
do
paiz
e
para a
anarchia
dos
corações
e
das
intelligencias.
Devemos
accrescentar
que
a
carta
do
Conde
de Chambord
excita
a
cóleras
e
os
vituperos da
imprensa revolucionaria;
—as
cóleras
e
os
vitupérios
parecem-nos
aqui
duas
fôrmas
diflerentes
d
’
um
mesmo
sentimento,
—
a
desconfiança
nos
successos
da
empresa
republicana.
Ktisboa,
S de
tlez.emtor»
de
(Do
nosso correspondente).
A
montanha
depois
de
muito
berrar,
e
de
muito
sofirer,
deu
á
luz...
um
po
bre
ratinho!
Está
a
patria
salva!
Venha
o
hytnno!
Temos
ministro
da
justiça!
O snr.
Couto
Monteiro,
foi.
emfim,
o
escolhido.
Appareceu
mais uma
fornada
de
pa
res,
ou
antes,
de nones,
porque
são
se
te
os
agraciados.
E
’
supérfluo
dizer-vos
que
são outros
tantos
defensores
da
situação,
e
por isso
outros
tantos
amigos
do
povo.
Alem
das
referidas
novidades,
que,
de
certo
muito
devem
de
alegrar
a na
ção,
nada
vos
posso
dizer
hoje,
que
real
mente
satisfaça
a
curiosidade
dos
nossor,
leitores.
—
Não
lhes
é,
sem
duvida,
já
novo
o
que
Henrique
V
disse
ao
conde
AiberLn
de
Mun,
em
virtude da
inqualificável an~
nullação
do
seu
diploma
de
deputado.
O
conde
de
Chambord
nunca
deixa
de
se
ostentar
tal qual
é.
sempre
grande,
sempre
um homem verdadeiramente
de
bem;
os
indivíduos, que
lhe
secundam
a
cansa,
mostram,
porém,
á
França
que
são
dignos
de
um
rei,
como
Henrique
V
e
da
nação
christianissima, cuja
liberda
de
só
poderá
surgir
quando
o
nobre
des
cendente
de
S. Luiz
occupar
o
throno.
N’
uma
das
minhas
cartas
disse-vos
que
a athmosphera política
não
eslavs
demasiadamente límpida
nas
terras
de
Hespanba;
e
eílectivamente
as
noticias,
que
nos
chegam,
confirmam
o
asserto.
Nas vascongadas
parece
haver
alguma
cou
sa,
que
incommoda
o
governo
de
D.
Affonso;
pois constava que se
tinhat®
elfeituado
alli
algumas
prisões.
Em
Bar
celona
lambem
as
aucloridades
sentem
m
oi
ro
na
costa.
Revela-o
o
facto
de
terem
sido
amordaçados alguns
jornaes
d
’aquella
importante
povoação.
Nada d
’
isto me
snrpreheude;
o qu«
deveras
é para
maravilhar
é
ainda
se
conservar
em
Madrid o
filho de
D.
Iza-
bel.
Mas
sahirá.
As nuvens
vão-se
agglomerando
cada
vez
mais,
os
horisonles
toldam-se
alli
de
modo
que
presagiam
a
tempestade,
que
o
governo
intruso
nao
poderá
con
jurar,
embora
ponha
lodos
os
esforços
possíveis.
Contra
a
onda,
que
sóbe,
impellida
pelo
vento
da
impaciência, e
da
desespe-
j
ração
de
um
povoem
lucta
com
a
oppres-
são,
e
entregue
ao
depotismo
de
um
[governo
symbolo
de
lodos
os
infortúnios
i
públicos,
não
se
reage
vantajosamente.
E’
possível
que a
nobre
patria
de
Pelaio
seja ainda
alrozmenle açoutada
com
o
terrível
látego
da
anarchia
dos
centralistas,
e
communislas,
legítimos
fi
lhos
do
liberalismo;
mas,
depois,
o
so|
da
legitimidade
surgirá
explendido
no
vi-
sinho
reino.
FOLHETIM
A
GUERRA
D0
ORIENTE
■S
Annunciou-se
ao
mesmo
tempo
que
o
Czar
ia
partir
para
Kicheneff,
a
revistar
o
exercito
antes da sua
entrada
na
Rou-
mania.
Esse
mesmo exercito
já
estava
a
pôr-se
em
movimento.
As
tropas
ausen
tavam-se
dos
quartéis
de
inverno;
a
ca-
valleria
concentrava-se
ao
sul
da
Bessara-
bia,
o
mais
perto
possível
do
Danúbio,
do qual
tratava
de
occupar
rapidamen
te
os
pontos
estratégicos
logo
que
fosse
declarada
a
guerra.
A
infanteria
concentrava-se no
entroncamento das di
versas
estradas
que
vão
para
Roumania,
Chotin,
Skulani,
e
Ungheni.
A
artilberia
estava
inteiramenle
reunida n
’êsle
ultimo
ponto,
para
que
podesse
embarcar
imme-
diatamente
na
unica
linha
ferrea
que
existe
entre
a
Rússia
e
o principado.
A
guer
ra,
que
eslava
determinada
pelo
governo
russo
em
conselho
celebrado
a
12
de
abril
em
São
Petersburgo,
estava,
assim,
virtualmente
declarada.
Os
cônsules
russos
estabelecidos
no
interior
do império
ottomano
receberam
ordem
de
se
retirar
A
13,
o vapor
/7«-
raclilo poz-se
á
disposição
da
embaixada
russa.
Nelidoff,
encarregado
dos
ncgocios
desde
a
partida
do general
Ignatiefl
pre
parou-se
para
embarcar. A
22, o hiate
imperial
—-Argonauta
-levou-lhe
as
ulti
mas
instrucções.
Nelidoff
mandou
trans
portar
os
seus archivos
para
a
embaixada
da
Allemanha,
e
collocou
os
sob
a
guarda
do
potente
alliado
do
czar.
As
mallas,
caixas
e
outros
objeclos
foram transpor
tados
furtivamenle pelo jardim
da
casa,
para
não
atrahir
a
allenção,
nem
amo
tinar
as
turbas
na grande
rua
de
Pera.
Na
manhã
de
23,
Onon,
primeiro
drogman
da
embaixada
russa,
foi
á
Por
ta,
e
communicou
a
Savfet-Pacha
a
«ul
tima nota
ou declaração
que
devia
ser
a
constatação oíficial
da
ruplura.
Em
resu
mo,
dizia-se
n’
ella
que
o
governo impe
rial
tinha
exhaurido
todos
os esforços
de
conciliação,
que
a
Porta
tinha
opposto
recusa
pertinaz
a
todas
as
representações,
a
lodos
os
pedidos,
a
lodos
os
conselhos,
e que,
por
consequência,
já
não
reslava
a
s.
m.
o
imperador
senão declarar
con-
sumraado
o
rompimento
das
relações
di
plomáticas,
e
que
elle
estava
determinado
a
fizer
retirar
todos
seus
representantes
diplomáticos
e
consulares,
acreditados
junto
do
governo
ottomano.
Algumas
horas
depois,
o
Heraclito
e
o
Argonauta sahiam,
a
todo
o
vapor,
atravez
do
Bosphoro,
levando todo
o
pes
soal
da
embaixada,
emquanto
a
turba
es
pessa
e
irrequieta,
só contida
por
um
esquadrão
de
gendarmes,
se
apinhava diante
da
grade do
palacio
que
a embaixada
aca
bava
de
desoccupar.
Todos
queriam
ver
apear o
escudo
imperial
que
dominava
a
fachada.
A
aguia
das
duas
cabeças
teve
eclypse
semelhante
em
julho
de
1853,
e
mais
de
um
habitante
de Pera se
re
cordava d’esle
memorável
acontecimento
succedido ha
24
annos.
A
aguia
russa
moldada
em
bronze,
quasi
de
dous
me
lros
d
’altura,
tem
na sua dtípla cabeça,
uma
coroa
fechada
e
encimada
de
uma
cruz.
A
garra
esquerda pouza,
encres
pada, num
globo
terráqueo,
e
a
direita
sustenta
um
sceptro;
os
raios tradiccio-
ttaes
parecem
lançados
pelas
duas
garras
ao
mesmo
tempo,
e
dardejam
inflamados.
A
’
s
quatro
horas,
oito fiamals ou
traba
lhadores
appareceram
no
terraço,
e en
traram,
com
actividade e
ardor,
a des
truir
os
assentos
em
que
se
lixava
a
al
tiva
ave
dos
cezares.
Esie
trabalho
durou
muito
tempo,
e a
multidão
crescia
sem
pre.
Observavam-se
nas
suas
fileiras^
mui
tos
gregos
e
europeus,
proprietários
ou
empregados
dos armazéns
vizinhos,
soflas
de
grande turbante, soldados
veteranos,
e
derviches:
populaça
confusa,
de
diver-
sissimos
sentimentos,
musulmanos odien
tos,
christãos
irrequietos
e
receosos
das
terríveis
explosões
das
turbas,
e
das
amea
ças
que
leem
caraclerisado
o
começo
de
todas
as
guerras turcas.
No
entretanto,
levantou-se
um
sus
surro
confuso,
e
todos
olharam de
re
pente
para
o palacio. A
aguia
russa,
despegada
do
telhado, suspensa
em
gran
des
cordas,
descia lenlamenle,
magesto-
samente,
e
desappareceu
á
vista
das
tur
bas.
Depois
fechou-se
a
grade, abaixaram-
se
os slores,
como
uma palpebra,
nas
janellas
do
palacio,
atravez
das
quaes
es
plendiam
os
lustres illominados, no pe
ríodo
brilhante
da
conferencia;
e
o
vasto
edifício,
ficando
silencioso e
deserto,
to
mou o
aspecto
de
um
gigante
que
dor
me.
O
ceti
appareceu
chuvoso;
a
popu
laça
dispersou-se,
agitada por
o
senti
mento
vago
das
consequências
lamentáveis
que
se
derivariam
do que
se
acabava
de
effectu
ar
Até
então as
relações
diplomáticas
es
tavam
simplesmente
interfompidas.
No
dia
seguinte
recebia
se
em
Constantinopola
a
declaração
de
guerra.
(Comi mia)
A imprensa
britannica
não
faz,
actual-
tiente,
rasg»d»s
corlezias
á
Rússia,
antes
parece
um
tanto
ainu
ida;
mais
ainda,
ac-
rmsa
o
governo
do
Czar,
nada mais,
e
nada
menos,
de
pérfido,
fundando-se
nos
documentos,
qne
se
leem
no
livro
azul,
com
relação
á guerra
contra
o
Afgha-
náslan.
E
’
um
desabafo
como
qualquer
ou
tro.
Não
achaes?
Inlelizmente,
meu bom amigo,
quasi
nunca
vos
posso
dizer
bem
da
gente,
que
nos
domina;
mas
nào
se
diga
que
só
o
espirito partidário me
obriga
a
censurar
08
aclos
do
governo,
ainda
quando
elle
é
digno
do
louvor publico,
porque
sem
pre
que
elle
trilhe o
caminho,
que
faz
mister
trilhar,
para
que
corresponda
ca-
halmeute
ao
tim
da
sua
ardua
missão,
eii, em
vez
de
o
vituperar,
louvai
o-hei,
sem
a
menor sombra
de
repugnância.
E
para
que
me
não
acoimem
de
dis
cípulo
de frei
Tbomaz,
dir-vos-hei que
hem,
muito
bem,
andou
o snr.
Sam
paio,
ministro
do
reino, ha
pouco,
na
questão,
que
se
levantou
entre
a
empre
sa
d-o
theatro
de
D.
Maria,
e
a
actriz
Anna Pereira.
Figurava
esta no
elenco
da
compa
nhia,
que
Unha
de
figurar
nCquelle
lhea-
rro,
quando
o
governo
tractava
de
con-j
cedei
o á
actual
empresa.
Mas,
qual
foi
j
a
surpresa da actriz quando
se
viu
ex
cluída da
lista
dos
adores,
que
haviam
dg
compor
a
companhia
do
l.°
theatro
nacional! Dirigiu-se, pois, Anna
Pereira
.to
governo,
contra
o
modo
insolito,
co
mo
a
empresa
linha
procedido;
e
o
go
verno,
sentindo que
a
actriz
se queixava
com
toda
razão
contra
os
qne
haviam
tbusado
d
’aquella
maneira,
com muito
•tamno
de
ntna
actriz
de
incontrastavel
mérito
artístico,
ordenou
que
não só
ella
fosse
inscripla
uo
rol
dos
adores
do
ihea-
ito
de
D.
Maria,
senão
que
a
empresa
lhe pagasse
o
ordenado
de
lodos
os me
zes,
em
que
deixara
de
o
receber.
Con-
sta-me
que
a
empresa
desobedecera,
e
qne
o
governo
a
intimára
a
abandonar o
theatro.
visto
que
se
negava a cumprir
a
ordem
ministerial
a
favor
da
mencionada
actriz
Não
sei
o
que
a
empresa
resolverá,
saas entendo
que
o
governo
procedeu
justa
e*
mui louvavelmente defendendo
os
interes
sas
de
uma
actriz,
como
Anna
Pereira,
e
cas
tigando,
ainda
que
mui suavemente,
a
deslealdade
da
empresa.
Continua
a
opinião
publica
a
stygma
usar
a
gerenesa
do
Banco
Ultramarino,
e
o
estado
de
desmoralisação,
a
que
o
li
beralismo
tem
feito
chegar
uma grande
parte
da
sociedade,
demonstrada
mormen-
te
pela
frequência
dos
crimes,
que
oulr
’
o-
ra
eram
raros
entre
os
indivíduos
das
cias-
ses
mais elevadas.
Não
é,
pais
a
mera
illustração,
nem
o
mero nascimento,
que
pódem
conter o
homem
dentro
dos
seus
limites,
dos
seus
deveres
domésticos,
e
sociaes.
Arranquem-lhe
o amor, e
o
temor
de
Deus;
eduquem no
na
escola
da
indifleren-
ça,
ou
do odic
religioso,
e
vel-o-heis
lo
go
familiarisado com
o
vicio,
immolando
a honra
própria,
e
os
mais
caros
inte
resses da
familia
ás
mais
abjectas
pai
xões,
sempre
ambicioso,
sempre
sofrego
de sacial-as.
Deus
nos
acuda!
O
liberalismo,
meu
amigo,
protector
nato
da
inslrucção
publica,
em harmonia
com
as
bellas lheorias,
paga
ás
professo
ras
ofiiciaes,
a
quem
concede
a
reforma
com
o estupendo vencimento
annual
de
330000
reis!
E
’ um
optimo
meio
de
agradecer
os
sacrifícios,
a
que
se resigna
uma
senho
ra,
que
se dedica
toda
vida
ao
ofiicio
de
ininistrar
o
pão
do
espirito
ás
crenças,
mais. ou
menes
desvalidas.
Não
vos
pa
rece?
Mas.
em
compensação
de
tamanha
ge
nerosidade.
qual
a
que
venho
de
annun-
oar-vos, deram
ao
snr.
Heredia
a
mara
valha
de
60 >$000
reis
de
gratificação,
sobre
o
que
o
alludido
tunccionario
já
recebia,
e
era
muito,
do
thezouro, isto
é
da
algibeira
do
povo.
E
assim
vai
tudo,
e
irá,
emquanto
os
senhores
fendaes
d
’
este
grande castello,
que
se
chama
Portugal,
nos
não
favore
cerem
com
a
sua
ausência.
Todo
vosso
E
’
esí'.-i*
ifn
7
íí
»
'.ascess!
.
íí
9«
£««neoi-
çia,
ess»
Kíraaa.—
Foram
verdadeiramen-
I
te
dignas da
Virgem
Immaculada
as
fes
tividades
que
celebrou
em
sua
honra
a
Augusta
cidade
de
Braga.
Na
capella
do
Paço
Archiepiscopal
as
sistiram
á
missa
cantada,
em
que
foi
ce
lebrante
o
rev.
mo
Deão,
todos
os alum
nos
do
Seminário
de
S.
Pedro,
os
orfãos
de
S.
Caetano,
os
lentes
do seminário,
funccionarios
ecclesiasticos
e
muitas
pes
soas dislinctas.
Sua
exc.
3
rev.
ma
também
assistia
da
sua
tribuna.
Orou
o
exc."
10 snr. dr.
Al
buquerque,
professor de
Theologia
dogmá
tica
no
Seminário.
O
seu
eloquente
discurso
versou
sobre
a
necessidade
que
nos nossos
tempos
ha
via
de
educação
moral,
porisso
que
o
progresso
de
matéria
era
de
terríveis
effeitos
e
lastimosas
consequências
para
a
familia
e para
a sociedade,
todos
as
ve
zes
que
existisse
divorciado, como
suc-
cede
no
nosso
século,
com
o
progresso
mo
ral,
base
e
pondo
de partida
de todo
o
verdadeiro
progresso.
Muito desejaríamos
que
se
realisasse
a
perfeita
conversão
de
Bismark; «esse
homem
notável
do
nosso século,
que,
na
ex
pressão
do
orador,
aterrado
com
o
medo
nho
quadro que
lhe offerecia o
socialis
mo.
fruclo
da
ausência
do
progresso
mo
ral,
se
lançou
nos
braços
da
Egreja
Ca
lholica
ou
do
Pontífice
Romano,
pedindo-
lhe
que
o
salvasse
a
elle,
ao
seu rei
e
ao seu
império».
Acabada a
festividade,
leve
logar
no
salão
dos arcebispos
a
bella
e
edificante
ceremonia
da
distribuição
dos
prémios
aos
alumnos
que
se
tornaram
distiuctos
durante
o
ultimo
anno
leclivo
pela
sua
applicação
e
comportamento
moral.
Os
alumnos
premiados
foram
os
seguintes:
f.°
ANNO
Accessil
(pela
ordem
da
matricula],
José
Joaquim
Rodrigues
Peixoto,
fi
lho
de
Manoel
Antonio
Rodrigues,
da
fre
guezia
de
Valbom,
concelho
de
Villa
Verde.
Manoel
Joaquim
da Costa
Faria,
filho
de
Bernardino
da
Costa,
da
freguezia
da
Junqueira,
concelho de
Villa
do
Conde.
José
Augusto
Ferreira,
filho
de
José
Lopes
dos
Anjos,
da
freguezia
da
Sé,
concelho de Braga.
Distinctos.
1.
Manoel Antonio
Borges,
coliegial,
filho
de
Antonio
Joaquim
Borges,,
da
freguezia
de
Athei, concelho
de
Mondim
de
Basto.
*
2.
"
Antonio
Lopes
Casavedra,
filho
de
José
Lopes
Casavedra,
da
freguezia
de
Bagunte, concelho
de
Villa
do Conde.
2.
»
ANNO
Accessil.
Joaquim
Antonio
da
Silva,
coliegial,
filho
de
paes
incógnitos,
da
freguezia da
Sé,
concelho
de
Braga.
Distinctos.
1
o
Francisco
Augusto Martins
Vicen
te, coliegial,
filho
de Antonio Martins
Vi
cente,
da
freguezia
de S.
Cypriano,
conce
lho
de Villa
Nova
da Cerveira.
2.
°
Manoel
José
Antunes
Barbosa,
fi
lho
de
Antonio
Antunes
Barbosa,
da fre
guezia
de
Rendufinho,
concelho
da
Povoa
de
Lanhoso.
3.
°
Alfredo
José
Ferreira,
coliegial,
filho
de
José
Ferreira,
da
freguezia
de
Cur
ros,
concelho
de
Boticas.
4.
°
Manoel
José
d
’
Araujo
Faria,
filho
de
Bernardino
Antonio
d
’
Araujo,
da
fre
guezia
de Monsul,
concelho
da
Povoa
de
Lanhoso.
3.
-
ANNO
Accessil
[pela
ordem
da
matricula].
Pedro
Gonçalves
Sanches,
coliegial,
filho
de
Antonio Gonçalves Sanches,
da
freguezia
de
Canedo, concelho
de
Boticas.
Porphyrio
Antonio
da
Silva,
filho
de
João
Antonio
da
Silva,
da
freguezia
de
Rendufinho,
concelho
da
Povoa
de
La
nhoso.
Isaac
José
Pereira
Bacellar,
filho
de
Antonio
José
Pereira
Bacellar,
da
freguezia
de
S,
Jorge,
concelhos
dos
Arcos.
Distinctos.
l.
°
Antonio
Fiúza
da
Rocha,
filho
de
João
da
Rocha
Fiúza,
da
freguezia
d
’
Ar-
cozeilo,
concelho
de
Ponte do
Lima.
2.
°
João
de
Castro
Meirelles,
filho
de
José Antonio
de
Castro
.Meirelles.
da
freguezia
de S.
Sebastião
de Guimarães.
Antes
da
distribuição
dos
prémios,
s.
exc.
a
revcl.
ml
recitou
um
extenso
discur
so,
que
foi
um
verdadeiro
monumento
de sciencia
e
erudição,
tendente
a pro
var
a
necessidade de
premiar
os
rnance
bos
appiicados
e
virtuosos,
para
estimular
e
fomentar,
o
mais
possível,
o
talento
e
o
bom
comportamento
n'estes
tempos
em
que se
accumulavam
systemas
sobre
systemas e
as
mais
densas
e caliginosas
nuvens
do erro
e
da
falsa
sciencia
para
derrocar
a
verdade
christã.
O
venerando
Prelado,
ao mesmo tempo
que
insufflou
o
estimulo,
ardor
e
incen
tivo
para
o
estudo
nos
briosos
académi
cos
que o
escutavam,
justificou
mais
uma
vez
o
elevadíssimo
coflceilo
em
que
é
tido,
como
profundamente
erudito e
zeloso.
Era
muito
numerosa
a
concorrência
dos
assistentes
a
este
acto
realisado
com i
todo
o
explendor.
Nos
pateos
do
Paço
!
archiepiscopal tocou, á
passagem
de s.
exc.
a
revd.
ma
uma
banda
de
musica,
que
depois
locou
lambem
no
recinto
do
sa
lão
durante
a
distribuição
dos
prémios.
--Na
egreja
dos Terceiros celebrou-se
a
Immaculada
Conceição
da
Virgem
Ma
ria
com uma festividade,
em
cujo
esplen
dor
se
esmerou
a
devota
irmandade.
Foi
orador
de
manhã
o
revd."
dr.
Moreira
Guimarães,
que
failou
com
aquelia
pro
ficiência
qne
todos
lhe
reconhecem.
— A
Conferencia
de S.
Vicente
tam
bém
commemorou esse
dia
na Egreja
do
Salvador,
onde
teve,
logar uma
edificante
communhão
geral
de
todos os
associados.
—
Em
outros
templos
ainda
tiveram
logar
as
mais piedosas
e
devotas
demons
trações
em honra
da
Immaculada Con
ceição.
—Onde,
porém,
esta
festividade se
rea-
lisou
com
um
explendor e
luzimento
inex-
cediveis
foi
no
magesloso
templo
do
Po-
pulo,
no
qual
se
acha
ainda
a
formosíssima
Imagem da
Virgem
que
veio
da
cidade
Eterna
com
destino
ao
templo
que
se
anda
erigindo
no
monte
Sameiro.
A
egreja
eslava
ricamente decorada:
ardiam
centenares
de
lumes
e
a
imagem
da»
Virgem,
rodeada
de muitas luzes,
ti
nha o
andor
adornado
d
’
um
modo
deslum
brante
e
surprehendente.
A
concorrência
dos
lieis
foi.
durante
lodo
o
dia,
enorme,
a
ponclo
de
que
não
era
facil
entrar
no
templo.
De
tarde
subiu
ao
púlpito
o revd.
0
dr.
conego Figueiredo,
que
n
’
um elo
quentíssimo
discurso
demonstrou
o
dogma
da Conceição
Immaculada,
por
modo
a
sa
tisfazer
aos
espíritos
mais
exigentes.
O
snr.
conego
Figueiredo
deu
mais
uma
vez
provas
inequívocas
do
seu
bri
lhante
talento
e
dos
seus
dotes
oratorios;
e
o
seu discurso deixou as
mais
saluta
res
impressões
n
’
um
numerosíssimo
audi
tório,
que
o
escutou
comtnovido
e
com
a
mais
profunda
atleoção.
Era
já
de
noule
quando
terminou
a
imponente
festividade
na egreja
do
Po-
puio.
Também tinha
sido muito
concorrida
a novena
que
alli
leve
logar.
e
que
annun-
ciamos
em tempo
competente.
No
ultimo
dia
d
’
ella
tiveram logar
vesperas
solemnes,
que
se
fizeram
com
proporcionado
explen
dor:
Não
podemos
deixar
de
registrar
o
facto
de que
a
ellas
assistiu
em grande
uniforme
e
de
seu
motu-proprio
toda
a
ofii-
cialidade
do
regimento
estacionado
n
’esla
cidade.
—
A
’
noute,
houve
no
Collegio
do
Es
pirito
Santo,
n
’esta
cidade,
uma
esplen
dida
academia
recreativa,
promovida pelos
esperançosos
e
appiicados
alumnos
d
’
aquel-
le
inimitável
estabelecimento
de
educação
e
ensino, sob
a
sabia
e circumspecta
di-
recção
do
revd."10
padre
Superior
e
dos
outros
revd.
1,108
padres.
Assistiram
muitas
famílias
dislinctas
d
’
esta
cidade,
e
todas
as
pessoas
retira
ram
cheias
das
mais
agradaveis
e
jubilo
sas
impressões.
Foram
algumas
horas
de
perenne jubilo
e
expansão,
principalmenle
para
perto
de
duzentos
educandos,
que
qusi
são
os
que conta
aquelle
inexcedi
vel
estabelecimento. Quanto
era commo-
vedor
e palhetico
ver
aquelia
esperançosa
mocidade,
cheia
de
vida,
de
vigor,
de
esperanças e
de
virtudes
manifestar
d
’
urn
mo >o
tão
brilhante
e
surprehendente
o
seu
talento,
o seu estudo e
a
sincera
devo
ção para
com a
Virgem
Immaculada!
Como
era
bello e
fascinante
vel-os
recitar
com
lodo
o
fogo
propiio
da
edade primorosas
poesias,
ouvil-os
cantar
mimosas
compo
sições
ao
som
d
’uma orchestra por elles
mesmos
composta,
e
presencear as
expan
sões,
os
sorrisos,
o
enthusiasmo.
a
inno-
cencia
e
a
alegria com
que
outros
ap-
plaudiam
os papeis
representados
por
seus
companheiros.
A
muitas pessoas
qne re
tiravam
ouvimos
nós
sairem-lhes
espontâ
nea
e
irresistivelmente
dos
lábios e^-tas
palavras: «Isto
é
inexcedivel:
esta casa
é
inimitável»,
E
todavia
quer-nos
pa
recer
que
as
pessoas
que
assim íailavatn
ainda ignoravam
muitas
circumstancias,
que
sabemos,
assim como
também estarão
bem
longe de
posstirem
uma
ideia
per
feita
do
que
é
o
Collegio
da
Congrega
ção
Religiosa do
Espirito Santo.
Nós
sa
bemos,
porém,
que
magoamos
aquelia sa
bia
e
virtuosíssima congregação
com o
na
da
que
acabamos
<ie
dizer
e muito
mais
ainda
se
outras
cousas
de
maior
impor
tância
deixássemos
aqui
consignadas.
Remateremos
dizendo
que
a
geração
nova
está
muito
longe
de
perder-se
e
muito
perlo de
salvar-se,
emquanto
exis
tirem
collegios,
onde
ha
padres
tão
sá
bios,
tão
profundos
em
todos
os
ramos
dos
conhecimentos
humanos
e
sobretudo
tão
virtuosos,
tão
prudentes
e
tão
abiili-
sados
e inexcediveis,
como educadores
da
mocidade.
<i»
..
eKho»
íaKensJario.
—
Continuem
os
factos
a
provar
que
o escrivão
de
fa
zenda
do
concelho
de
Braga
é
um
func-
cionario
impossível,
pelo
menos.
Em 1869
o
honrado
e
berníjuisto
ne
gociante
d
’
esta
cidade,
o
snr.
João
Baplista
Gomes
Ferreira, comprou
dois
pré
dios,
que depois
reedificou
n
’
um
só.
An
tes
da
reedificação
pagavam
esses
prédios
a
collecta
de
reis, que desde
en
tão
até o anno
passado
foi
elevada
a
60$000
reis,
em
rasão
das
obras
iíelles
feitas.
Pois
agora
o
snr.
da
fazenda
enten
deu,
escutando
o
seu...
bestunto
e
a
mais
odiosa ARBITRARIEDADE,
que
aquelia
quantia
devia
ser
avultada
um
pouco
mais,
e
arruma
sobre
ella
com nada
menos
de
CENTO
E
QUARENTA
E
OITO
MIL
REIS
a
maior!!I
Isto
sem
motivo
plausível-,
isto
fóra
da
lei,
isto
anarchico,
isto
tumultuario,
isto
incrível!
Até
quando
abusareis
da
nossa
pa
ciência,
ó...
Catilina
de
nova especie?!
E
vós
outros, que
ainda
não
estaes
convencidos
da
justiça
com que
bradamos
contra
os despotismos,
vexames
e
illega
—
lidades
do
snr.
da
fazenda;
quereis
mais
factos?
Até
ao
n.°
seguinte.
Cavalheiros,
de cuja
seriedade
não
é
licito
duvidar, asseveram-nos
que
o
snr.
da
fazenda
costuma
dizer
amiudadas
vezes:
-«Via
PARA BRAGA PARA
iimbí
)
E'NÃO
PARA ARRANJAR AHIGOS»-
Eis
o
homem!
<J
heroe da
Arada.
—
Pedem
nos
alguns
cavalheiros
que
não
deixemos
de
todo
no
escuro
o
celebre heroe
da
Arada.
Será satisfeito
esse
pedido.
Se
não
tivermos
geito
para
escrever
tragédias,
iremos
pedil-o d
’
emprestimo
aos
cartorios
d
’
Ovar,
ou
ás reminiscên
cias
do
snr.
Luciano
de
Castro.
©
Hiir.
da fazenda.
—
O
illustrado
correspondente
d’est#
cidade
para
a
«Ga
zela
do
Norte»,
de
Valença, escreve o
se
guinte,
em
o n.°
162
d
’
aquella
folha:
«E
’
grande
a
indignação
que entre
o
povo
d
’
esla
comarca
lavra
contra
o
actual
escrivão
de
fazenda,
o
snr.
Antonio
da
Costa
Moraes. pelo
seu
procedimento
ve
xatório
e
despotico
com
que
tem
oppri-
mido
os
contribuintes
d’
esle
concelho.
O
«Commercio
do
Minho»,
em
viva
guerra
com
o
snr.
Moraes,
tratando
de
lhe
pôr
a descoberto, em
face
de
docu
mentos,
todos
os
seus
abusos
e
vexames
repugnantes,
diz
que
devia
ler
logar
hontem
uma
grande
reunião
da
maioria
do
respeitável
corpo commercial,
d
’
esta
cidade,
como
preparatória d
’
*.im
meeting
popular
para
se
representar contra
as
arbitrariedades e
illegalidades
flagrantes
do
snr.
de
fazenda
*
.
Jfw&lieaçãí»
cita
?í?w!!a
«ía
Cr«-
zaiía.—
Tem
logar no proximo domingo
a
publicação
solemne
da
Bulia
da
Cru
zada
A
orocissão
sairá
do
templo
do
Collegio
de
S.
Paulo,
e
recolherá
á
Ca-
thedral,
onde
ha sermão.
Sm.t-cjem
da
Ooneeáçâo. —
Da
foto-
graphia
dos
snrs.
Pinto
&
Reis,
do
Por
to,
acaba
de
sair
um
bello exemplar
fo
WWW
tographico
representando
a
imagem
da
Jmmacnlada
Conceição do monte
Samei-
ro,
nos
suhurhios
de
Braga.
«L«
JVwíitrKieza».
—
Recebemos
o
n."
53
d
’esta bella
revista
de sciencias.
Contêm:
Investigações
experimenlaes
so
bre as
futicções
do
balaticím
nos
insec
tos
dipteros.
Locomotiva
sem
fogão,
svs
*
tema
E
Lanim e
L.
Francq.
Processo
d
exlincção
rapida
dos
fogos
das
chaminés.
Miscelânea.
Voltámetro
detonante.
Julgamento.—
Eoi
julgado
no
tribu
nal
d
’
esta
cidade,
Antonio
da
Costa
Ri
beiro, da
freguezia
de
Priscos,
accusado
de
espancamento:
absolvido.
C$>bit<».
—
Falleceu
em
Terras
de
Bou-
ro
o snr. Araão
da
Silva,
ex-adminislra-
dor
d’
aquelle
concelho.
Cusifcícncm
de Vicente
de
as«us«.
—
Hoje
tem
logar
no
Paço
ar-
chiepiscopal
a
primeira assembleia
geral
da
Conferencia
de
S.
Vicente
de Paulo,
a
que
se
digna
presidir
o
exc.mo
e
revd.
mo
snr.
arcebispo
Primaz.
í
’
crtugsie®«!>s
f\&i9eci<ão8.—
No
Rio
de
Janeiro,
falleceram
desde
o
dia
11
até
16
de
novembro,
os
seguintes
súbditos
por-
ttiguezes:
José Joaquim da Silva,
41
a.,
c.;
João Martins,
29
a
; Zeferino
José
Al
ves,
26
a.;
José
Silvestre
Machado.
17
a.;
Anlonio
Custodio
Pereira,
32
a.;
Francisco
José
Dias,
65
a.;
Antomo
Fer
reira
dos
Santos,
19
a.;
José
Marques
Prata,
38
a.;
João
Fernandos
França
Jú
nior,
27
a
;
ílachel
da
Costa
Aurora
da
Conceição,
30
a.;
José Marques
Prata,
38
a.;
José
Luiz
da
Silva.
16
a.
Lyeeus
eineion:«eg
d«»
««ntineii-
ie.—
No
anno
lectivo
de
1877-78
foram
examinados
nos
lycetis
nacionaes
do
con
tinente
do
reino
e
ilhas
2:935
alumnos
do
sexo
masculino
e
380
do feminino.
Foram
approvados:
com
louvor,
do
se
xo
masculino
3;
feminino
2;
com
distinc-
ção,
211
do
masculino
e
|83
do
femini
no;
simplesmente,
2:093 do masculino
e
241
do
feminino.
Total dos
approvados,
2:307
do
sexo
masculino
e 320
do
femi
nino; addiados. 628
do
masculino
e
54
do
feminino.
A
«Crença
Keltgioca».
—
Com
este
titulo começou
a
publicar-se
semanal
mente
em
Lisboa
uma nova
folha.
São
seus
redactores
os
snrs.
Pires de
Lima,
vigário geral
da
diocese d
’Aveiro,
Garcia
Diniz,
prior
da
Encarnação,
e Santos
Vie-
gas,
prior
da
freguezia
dos Martyres,
de
Lisboa.
Damos
as
boas
vindas
ao
collega,
por
cujas
prosperidades
fazemos
sinceros
vo
tos.
17Eetl
*
ad<»
Joí»
d«
Deu».
—
Breve
mente
vae ser
installada
uma
escola
pelo
methodo
João
de
Deus
na
bateria
destacada
em
Vianna
do
Castello.
A
«Ifoda
Sllustrada>.—
Assim
se
sntitula um
novo
periodico de
modas,
que
o
snr.
David
Corazzi
vae publicar
nos
dias
1
e
15
de
cada
mez.
Será
im
presso
com
superior
nitidez. Do
seu
pro
gramma
que
temos
presente,
copiamos
o
seguinte
paragrapho:
«Não
se
assustem
os
chefes
de
familia.
A
«Moda
lllustrada»
não
é
um
Attila
batendo
ás
portas
de
Roma;
é
simples
mente
um
jornal
que
pede para transpôr
os
humbraes
do
lar
domestico.
Não é
um
hospede
importuno
que
pretende
dar leis
na
casa
alheia,
que tencione
pôr
em crise
a
bolsa do chefe
de
familia,
instigando
os
appetites
luxuosos
da
esposa
e
dos filhos;
é
uma
visita
de sala
que conversa
ácerca
do fausto e
do
luxo
como
o confessor
discorre
ácerca
do
peccado,
isto
é,
para
doutrinar
nas virtudes
contrarias; que fala
de
modas
para
ensinar como
a elegancia
pode
ser
mais
economica
que
o desenxa-
bimento;
que
aconselha e persuade
o
bom
tom.
revelando
os
segredos
da
tesoira
mo
derna,
verdadeiia
varinha
de
presligiador,
que
tudo
transforma sem
maior
custo do
que
um
tanto
de
engenho
e
arte».
Fceço
d®B
eercaea.—
Na terça-feira
ultima,
n
’
esta cidade,
o
preço
dos
cereaes
A6MMWT0S
Os
abaixo
assignados servem-se
d
’este
meio
por
lhes
ser
impossível
fazel-o
pes
soalmente
como
muito
desejavam,
agra
decendo
a
todas
as pessoas
que
as
cum
primentaram
e
lhes
p-estaram
serviços
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
so
brinha
e
irmã,
e
em
3
do
corrente
as
sistiram
aos
olficios
que
por alma
da
mes
ma
tiveram
lugar
na
capella
de
S.
Mi
guel
o-Anjo
d
’
esta
cidade.
A
todas
agra
decem
e
lhes
tributam sua
gratidão
inde-
level.
u
u m m 3 a 4 n i U I
José
Borges
Pacheco
Pereira
de
Faria,
sidade de
Coimbra,
Commendador
da
Viila
Viçosa.
Commissario
de Policia
sinta
que
Deus guarde etc.
etc.
Faço
saber
que
em
conformidade
de
por
este
Commissariado
de
Policia as
r
servadas
as
disposições do
edital
de
11
I
>acharei formado
em
Direito
pela
Univer-
Ordem
de
Nossa
Senhora
da
Conceição de
Civil
de
Braga, por
Sua
Magestade
Fidelis-
determinações
superiores,
foram
expedidas
•dens
necessárias para
serem fielmente
ob-
de
julho
de
1877.
Manoel
José
Pereira
Braga
(2152)
Custodio
José
Leite.
AnUNCIOS
VE1ÍDA
»E
«JUSBfT.l
Quem
quizer
comprar
uma
quinta
na
freguezia de
S Pedro
d
’
Este
d
’
este
con
celho,
falle
com
João
Augusto
da
dita
fre
guezia;
e
situada
junto
á
estrada
Nova.
(2I54)
fssevje
^
ç
A
o
São
prevenidos
lodos
os concorrentes
legaltnente habilitados
na
presente
epocha
aos
exames
de
candidatos
ao
magistério
primário,
de
que
as
provas
escriptas
pa
ra
os
do
sexo
feminmo terão
logar
no
dia
13
pelas 10
horas
da
manhã,
e
para
as
do
sexo
masculino
no
dia
14
pelas
mesmas
horas.
Braga
10 de
dezembro
de
1878.
O secretario
do
jury.
(2156)
Joaquim da
Silva Barros.
AITAHICIi»
ÍI
51U.iif.iilO
SÇ,
Praça d»
®arão
de
S.
.Tíarti-
nho,
S?
D.
José de
Menezes
da
Silveira
e
Castro.
Marquez de Vullada
e
Conde
de
Capari-
ca,
do
Concelho
de
Sua
Magestade, Par
do
Reino,
Oficial
mór
da
Casa
Real
Gram
Cruz
da
Ordem de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de Viila
Viçosa.
Gran
Cruz
e Balio da
Ordem
Hospitaleira
e
Soberana
de
S
João
de
Jerusalem,
Com
mendador
da
Ordem
de
Ckrislo,
da
Antiga
e
Esclarecida
Ordem
de
SanClago,
do
Mérito
Scienlifico,
Litlerario
e
Artístico
e
Governador
Civil
do Dislriclo
de
Braga.
Tendo
sido
muitos
os
sinistros causados
pelo
fogo
do
ar,
e
sendo
insuíficiente
a
medida
preventiva
que
se
tem
adoptado
da
fiança
ás
perdas
e
damnos.
porisso
que
muitas
vezes
seria
diflicil
ao
dono
d
’
um prédio
incendiado
o
justificar
e pro
var
lodos
os
damnos
e
perdas
occorridas
pelo incêndio,
e
sendo
possível
reparar
outros
damnos
causados
na
existência ou na
saude,
tanto na
d
’
algnns
habitantes
da
casa
incendiada,
como
nas
pessoas que,
ou
por
obrigação,
ou
pela
mais
louvável
dedicação
concorrem
a prestar
os
convenientes
e necessários
soccorros;
e tornan
do-se
porisso
utn
dever da
aucloridade
adminislractiva
o
providenciar
de
modo
que
se
evite
tudo quanto
possa pôr
em
risco
a
propriedade
e
a
segu-ança
de
seus ad
ministrados
e
o alarme
que
sempre
causam
em
uma
povoação
similhantes occor-
rencias;
peio
presente alvará
determino,
que
fica
d’ora
em
diante
pndiibido
o
lan
çar
fogo
ao
ar
dentro
das
povoações
d
este
Dislriclo,
ou
nas
suas immediações,
quando
não
seja
a
uma distancia tal,
qne
não
haja
justificado
motivo
para
receiar
algum
sinistro
na
próxima
povoação,
e
que
ainda n
’
este
caso,
não
será
perrnitti-
do
sem
que
previamente
se
tenha
prestado
a
competente
fiança aos
damnos
que
se causarem,
visto
qne
ainda assim
os
póde
haver.
E constando-me otilro-sim
que
a
dynamile
está
lendo
muito
emprego
na
fabri
cação
do
logo
do
ar e
de
bornbas,
e podendo
muitas
vezes
resultar
gravíssimos
prejuisos da
applicação
de
similhante
explosivo,
porisso
fica
absolutamenle
prohibi-
do
que
se
queime
togo
do
ar
ou
bornbas
em
qualquer
local,
dentro
ou
fóra de
povoado,
quando
se
empregue
na
sua
composição
a
dynamyte;
e
do
mesmo
mo
do
fica
absolutamenle
prohibido
lançar
se
ao
ar
balões.'
A
dynamile
está
também
sendo
muito
usada
na pesca
do
peixe
nos rios,
cau
sando
immenso
damno
á
criação,
pois
que
a
destroe
complelammite.
e
não
sendo
permitlido
pelo
artigo
255
n.
os 2 e
3
do
Codigo
Penal não
só
pescar
com
rede
varredoura,
mas
além
d’
isso
lançar
nos
rios,
ou
lagoas
em
qualquer
tempo
do
an
no,
trovisco,
barbasco,
cóca,
cal,
ou qualquer
material
com que
se
mate
o pei
xe,
prohibo
que
com a
dynamile
se
pesque
nos
rios
ou
lagôas.
Para
constar
mandei
passar
o
presente
alvará,
cuja
observância
e
execução é
commettida
debaixo
da
mais
rigorosa
responsabilidade
aos
administradores
do
con
celho
do
Dislriclo
a
meu cargo,
ficando
os
transgressores
sujeitos
ás
penas
legaes.
Dada
e
passada sob o
sello
das
armas
d
’
este
Governo
Civil
em
Braga,
aos 11
de
julho
de 1877.
(Assignado)
Marquez
de Vallada.
Está
conforme,
zembro
de
1878.
Secretaria
do
Commissariado de
Policia em
Braga aos 9
de
De-
O Commissario
de
Policia,
(2155)
José
Borges
Pacheco
Pereira
de
Faria.
■■
Ta»-—
—
—
t
-
t
--
*rTVTTTii —
rjrmTTnin
mantiwi>r
i
wiw»vw«niMriir.-~yi
y«wvwr^..-.■ m
-rw
*
»»-.»
MAG
a
SÍN
i)ES
DEMOiSELLES
Publica-se
a 10
e
25
de
cada
mez.
por
fascículos in-8.°
grande
Gravuri»»
de
mod»ii
e
«ni
o si
elo
a
de
tfvpeçsvrin
eelerídog;
a
íigun;
gra
vo
;:.
oh
a
preto; nnvidadeB
parn pínno e
nlbunts
tíe
iavorex,
fo!8»esB de cwrsfeeções; ereehet e
ren<t>i>g; ri»eo»i, etc.
O
Magnisin «íes Denioiseltcs,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante, o
unico
que
dá
mensalmente
una
trecho
de musica,
e
retine
o
duplo
attractivo
de
um
periodico
litlerario
interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
JPreço
pi
*
í-«
R
s
5»rt««gal
(as
assignaturas fazem-se
por
um
anno
principiando
no
l.°
de
janeiro)
4$'
I00
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,
—2^800
reis;
edição
do
dia
25,—
7-3700 rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
foi:
Tngo................................................
780
Centeio........................................
510
Cevada.
........................................
560
Painço.
.
•
•
■
•
500
Milho
branco................................
520
»
amarello
...............................
500
Milho
alvo
.......................................
600
Feijão
branco
................................
800
»
vermelho.............................
800
»
amarello
...............................
600
»
rajado................................
520
»
fradinho
...............................
520
Batata..............................................
560
Azeite.
...•••
63OOO
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.®
e creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de
bretanha
de
linho para
militares,
duzia
a
13000 e 13'200 rs.
Meias
de
lã
em cores.
Copos, cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
Lzer
a barba,
a
700 rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendas
ss dinheiro.
ÔLEO
HOGG
Depósitos nas
principaes
Pharmacias
e em
Lisboa,
nas
casas de B
arreto
,
9
rua
do Loreto,
88
e
30.
A
zevedo
e Filhos, B
arral
e I
rmão
;
em
Forto,
nas*casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
___
Farmaoia de HOGG, 2, rue de Gastiglione, Paris
{Unico
proprietário).
niGADOS^FRESCOS
DI
BACALAO de
Prescripto por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as
enfermidades
do
peito,
aHeiçôes
escrofu
losas,
tosses chronicas,
rheumatlsmos,
magreza
crianças
,
das inipigemes
,
_
„
fluxos
brancos,debilidade
geral,
etc.,etc.
3
HOQCT
Agradavelefacil de
tomar.—Desconfiar das falsificações.
*
Exigir-se-ha
a marca
da Fabrica juntó que
encobro
a
capsulo de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia, que aevera achar-se sobre o rotulo.
PERIODICO
O
MAIS
ELEGANTE
E MAIOR DE TODOS 0S DE MODA
í.
a
Edição
—
Dois
numeros
p<-r
mez:
numeros
gravados,
aguadas
e
moldes.
—Um
anno,
5^200
reis
—
seis
mezes.
23900
reis.
2.
a
Edição
—
Cinec-t
nts
e
dons
nume
ros
por
anuo:
imrcermcs
gravados,
aguadas
e
moldes
cada
mez.
—
i
m
anno,
1
^oOO
reis
—
seis
mezes
5370(1
reis.
NOTA —
Edição
e»pe©íwS
para
e®atwr<‘iranst
96
figurino-.-
e
numerosos
moldes
cortados
de
tamanho
natural.
—
’
m
anno,
113300
reis
A
adn
inislração
do
Commerçio
do
Minho
recebe
as
a>.stnras.
ARREMATAÇÃO PER4NTE
O
GOVERXADOR
CIVIL
DO
DISTRICTO
ABAIXO
DECLARADO
Jío
tlía S©
<Iv
dezembro
de
í8JS
LISTA
N.°
1931
8.a
FORMA
Reforma
da
lista
n.°
1:813
DISTRICTO
DE
SfcRAGA
CONCELHO
DE GUIMARÃES
foros
e
censos
pertencentes
á
Santa
Casa
da Mizericordia
da
cidade
de
Guimarães
■Jiumero»
1
Foro
annual
de 380
reis,
laudemio
de
quarentena,
em diversas ter
ras
que
sairam
do
casal
de
Oulerello
e
do casal
da
bonte,
suo
na
freguezia
de
S.
Mamede de
Cepães.
—
Emphytheula,
Jo
sé
Joaquim
da
Silva Pereira
—
90160
reis
2 Foro
annual
de
63
reis,
com
laudemio de
quarentena,
imposto
em
diversas
terras
no
logar
de Soutello, sito
na
freguezia
de
S.
Mamede
de
Cepães.
—
Emphyteuta, Francisco
José
Nogueira
—
30867
reis
3
Foro
annual
de
20
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
na
leira
de
Sub-Torre,
sita
na
freguezia
de
S.
Mamede
de
Ce
pães.
—
Emphyteuta,
Manuel
Soares
Leite
—
20800
reis
4
Foro
aunual
de
73
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
campo
dos
Talhos, sito na
freguezia
de
S.
Mamede
de Ce
pães.—
Emphyteuta,
João Antonio
da
Silva—30712
reis
5
Foro
annual
de
40
reis,
com
laudemio
de
quarentena, imposto
no
campo
do
Cancello ou
Alem
silo
na
freguezia
de
S.
Mamede
de
Cepães.
—
Emphyteuta
Josefa
Maria
da
Costa
—
10780
reis
6
Foro
annual
de
30
reis,
com
laudemio
de
quarentena, imposto
no
Eido
e
campo
da
Casa
Nova,
pertença do
casal
do
Carva
lho,
siio
na
freguezia
de
Santo Estevão de
Vinhos.
—
Emphyteuta,
Manuel
José Antunes
—
50475
reis
7
Foto
annual
de 480
reis,
imposto
no
casal
do
Salgueiral,
sito
na
freguezia
de Creixomil;
com
laudemio
de
quarentena
—
Emphy
teuta,
Luiz
Martins
da Costa
—
390360
reis
8
Censo
annual
de
100
reis,
imposto
na
quebrada
de Sub-Carreiro,
de
que
é
actual
censuaria
a
marqueza
de Terena—2$
00
reis
9
Censo
annual
de
100
reis,
imposto no
casal
das
Quintas,
da
fre
guezia
de
S.
Cypriano
de
Tabuadello,
de
que é
actual
censuario
ihomaz
Guilherme
—
200
reis
40
Censo
annual
de
34 reis,
imposto
no
casal
de Aleno,
na
fregue
zia
de
Tabuadello,
de
que
é
censuaria
D.
Izabel
Julia
—
10080
rs.
41
Censo
annual
de
13
reis,
imposto
no
campo
do Pombal,
na
fre
guezia
de
S.
Pedro
de
Polvoreira,
de
que
é
actual censuario
An-
tcnio
Peixoto
—260
reis
12
Foro annual
de
330
reis,
imposto
no
casal
da
Mouta,
sito
na
freguezia
de
S.
Pedro
de
Polvoreira,
com
laudemio
de
quarentena.
—
Emphyteuta.
Henrique
Cardoso
de
Macedo
—
650201
reis
13
Censo annual de
70
reis,
imposto no
casal
do
Tojal,
da
freguezia
de
S.
Paio
de
Visella,
de que
é
actual censuario José
de
Oli
veira
—10400
reis
Somma Rs.
Avaliações
com
abatimento
de
70 por
cento
20748
10164
0840
10114
0334
10463
110808
0600
0060
0324
0078
190361
0430
400714
Segunda
Repartição
da
Direcção
Geral dos
Proprios
Nacionaes,
27
de
Novembro
de 1878
=
Marcelino
Augusto Leite
(2137)
A
b
Verdadeira»
®
3
?\LULA$ •
5
IDE
£
flanca
W
*:
£
SÃO
AS
ÚNICAS
£
•APPROVÂDAS
PELA
ACADEMIA
DE MEDICINA®
£
DE
PARIS
@
A
Por
sua
Pureza
e inalterabilidade
£
A
CURAM
as escrófulas, a insufflclencia do ©
6
sangue,
a anemia paludosa,
«j,
FORTIFICAM
as constituições
fracas
ou arruinadas,'
®
AJUDAM a formação das jovens, etc., etc. ®
£
Exigir notsa firma,
sTf Gg ®
•aqui
juncta,
posta
na
parte
inferior de
um
..........
SI,
©
rotulo verde.
1
“
*
WP
A
Fharmaeien,4),r.Eoaapane,
Paris
@
••®®®c®
•
® ® ® e® • ® ® ®
4
. -
ALUGA-SE um excellenle
pian-
1)0
por
40500
reis
mensaes
por
tempo
de
tres
annos,
ficando
no
íim
d
’esle
praso
proprietária
do
pian-
no
a
pessoa
que
o
allugar.
Trala-se
na
rua
Nova
n.°
3
—
E.
(2092)
ÊOOM TôiSISe
Os
l?e
btiçatluH
mytiiíeoH,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o melhor
dos
remedios
até
hoje conhecidos nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—Meia
caixa
100
reis.
Umco
deposiio
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
LOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2080)
Aos
snrs.
contribuintes
O
abaixo
assignado
secretario
das
jun
tas
dos
repartidores,
lembra
que
se
acha em
reclamação
a
matriz
industrial
do
corrente
anno
para
os que
tiverem
motivo
para
lhes
ser
annullado
algum
trimestre
em
que
não
tenham
exercido
a
sua
industria,
profissão,
arte
ou
oílicio; e com
respeito
á
contribuição
predial
d’
este
mesmo
anno
lambem
o
hão
de
estar
as
respeclivas
matrizes
e
mappa
de
repartição
desde
13
a
20
do
corrente mez
para
os
que tive
rem
devolucta
alguma
casa,
por
cujo
mo
tivo
podem
reclamar para
a
annullação
da
verba
da correspondente
contribuição.
Braga
9
de
dezembro
de
1878.
(2158)
Antonio
da
Costa
Moraes.
PURO
VINHO
DO
DOURO
Luiz Pinto
da
Cunha
e
Sousa,
lem á
venda
a
60 e
70
reis,
na
rua
do
Farto
n.°
9
e 9
A.
(Traz
da
Sé).
(2160)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista Bracarense,
rua
de D.
Gualdim, ao
pé da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e outros
mais
objectos que tenham
va
lor
de cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
ATTENÇÃO
Quem
pretender
comprar
uns
appa-
relhos
de
moinho
de
vento,
novos,
com
bons
panos
<ie
lona,
na
Portella
de Va-
de,
comarca
de
Villa Verde,
trata-se
com
José
Antonio
Rodrigues da
Portella
de
Vade,
por
preço
muito
commodo.
(2143)
declaração
Constando
ao
abaixo
assigna
do,
proprietário
do
armazém
de
vinhos
do
Douro,
na
rua
do
Sou
to
n.°
2, que se propala por
ahi
que no
seu
estabelecimento
fo
ram
encontrados vinhos
adul
terados, declara
solernnemente
e
sem receiar
contestações,
que
todos
os
seus
vinhos
maduros
foram
considerados
bons
e
sem
confeição
alguma,
sendo
unica
mente
de
uma
pipa de
vinho
verde
velho
tirada
uma amos
tra
para
ser
devidament.e
ana-
lysada.
O
baixo
assignado
nada
receia
d
’
essa
analyse:
a
sua
con
sciência
permanece
tranquilla.
O
vinho
verde
foi
comprado
n
’
uma
respeitável
casa
de S.
Jeronymo.
Braga,
6
de
dezembro
de
1878.
(2151) Antonio José
Alves.
José
Borges
Pacheco
Pereira
de
Faria,
Bacharel
formado
em
Direito
pela
Uni'
versidade
de
Coimbra,
Commendador
da
Ordem
de
Nossa Senhora
da
Conceição
de
Villa
Viçosa,
Commissario
de
policia
civil
de
Braga,
por
Sua
Magestade
Fi
delíssima
que
Deus
guarde,
etc. ele.
No
interesse
da
boa
e
efficaz
fiscali-
sação,
relativa
aos estabelecimentos,
ou
casas de
empréstimos
sobre
penhores,
que
em
virtude
do
art.
34
n.°
22
do
Regu
lamento
de 21
de
dezembro
de
1876, com
pete
aos
agentes do
corpo de policia,
determino
o seguinte:
1.»
Os
donos
dos
referidos
estabelecimen
tos
existentes
no
concelho
de Braga,
apre
sentarão
no
praso
de
oito
dias,
no
res-
pectivo
Coramissariado
de
policia,
os
di
plomas
legaes
de
habilitação,
afim
de
ahi
serem
inscriptos
nos competentes regis
tos.
».°
Deverão
igualmente
apresentar
no
fim
de
cada
trimestre,
no
referido
Commis-
sariado,
os
livros dos
termos,
afim
de que
seja
íiscalisada
a
observância
dos
reque-
sitos
mencionados no
art.
274
do
Codigo
Penal.
».®
Será
lambem
feita
participação
no
Com-
missariado
de
policia,
dentro de
24
ho
ras,
quando
houver
transferencio
do es
tabelecimento
para
outro
local,
ou
no caso
de
creação
de
novo
estabelecimento.
a.»
âTTHWM
Aluga-se
ou vende-se o
magnifico
pa
lacete
do
fallecido
visconde
de
S.
Laza-
ro,
sito
na
rua
de
S.
Lazaro d’esta
ci
dade,
com
frente
para
a rua
do
Raio.
Tem
cocheira,
jardins,
pomar,
quin
tal,
agua
em
todos
os
andares,
excellen-
tes
vistas
e
commodos para
uma nume
rosa
família.
Também se
arrenda
ou
vende,
junta
ou
separadamente
d
’
este
prédio,
como
mais
convier,
o
prado
contíguo
ao
quintal
d
’
elle;
o
que
tudo
póde
ser
visto
a
qualquer hora
do
dia.
Para
tratar
na
gerencia
do
Banco
do
Minho
ou
na
rua
do
Alcaide,
n.®
23.
(6805
WTHP
Manoel Pereira
Martins,
morador
na
rua
de I).
Pedro
V
n.°
23,
d
’esla
ci
dade
de
Braga,
constando-lhe
que
ha
gran
de
falsificação
de
vinhos,
pede
á
aucto-
ridade
competente
para
que
seja
exami
nado
o
mais
breve
possível
o
seu
arma
zém,
para
que
o
povo fique desenganado
—
na
rua
acima mencionada.
Braga
6
de
dezembro
de
1878.
(2146)
Manoel
Pereira
Martins.
Citação
edital
Pelo
juiso de
direito
da
cidade
e
co
marca
de
Braga,
e
cartorio
do
3."
oíli
cio,
de
que
é
escrivão
o
abaixo
assigna
do,
corre
seus
termos
uns
autos
de
jus
tificação
e
habilitação
pelos
quaes
se
per-
tende
habilitar
Maria Angelina,
menor,
impubre,
representada
por
seu
pae,
Pe
dro
Rodrigues
de
Carvalho,
d’
esta
mes
ma
cidade,
como
umea
filha
de
sua
fal-
lecida mãe,
0.
Elvira
Martins
Ribeiro
de
Carvalho,
e
de
que foi
seu
padrinho
Jo
sé
Manoel
de
Sá
Sequeira,
fallecido
na
cidade
do
Rio
de Janeiro,
do Império
do
Brazil,
tio
da
dita
sua
fallecida
mãe.
Cor
rem
éditos
de
3o
dias
desde
que
publi
cado
seja
na
folha
official
do
Governo,
e
a
contar
do
segundo
annuncio, citando
todas as
pessoas
incertas
afim
de oppo-
rem
o
que
lhes
convier
ácerca
da
mes
ma
habilitação; o
que poderão
fazer
fin
dos
que
sejam
os
trinta dias
dos
éditos
até
á
3.a
audiência
posterior
á
2.a
em que
tem
de
ser accusada
a
citação.
As
au
diências
n
’
este
juiso
fazem-se
todas
as
segundas
e
quimas-feiras
de
cada
sema
na,
não
sendo
dia santo
ou
feriado,
por
que
sendo-o,
se
fazem
nos
immediatos,
pelas
10
horas da
manhã,
no
Tribuna!
Judicial
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d’
esta
cidade.
Braga
2
de
dezembro
de
mil oito
cen
tos
setenta
e
oito.
O
escrivão
do
processo
Antonio
Carlos
d
’
Araújo fylotta.
Verificado.
(2148)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
Mmi
si vm
DO
ALTO
DOUEO
»« CASA DE VILLA FeiCA
Proceder-se-ha nos
termos
do
art.
188
do
Codigo
Penal,
contra
os
infractores
d’
este
edital.
E
para
que
chegue ao
conhecimento
dos
interessados
e
não
possam
allegar
igno
rância,
mandei
que este
fosse
publicado
pela
imprensa
e
aflixado
nos
logares
do
cos
tume.
Commissariado
de Policia
Civil
em Braga
7
de
dezembro
de
1878.
O
Commissario
de
Policia,
José
Borges
Pacheco
Pereira de
Faria.
(2150)
Ar
rema
ação
voluntária
Na
rua
de
S.
Marcos
e
casa
da
As
sembleia
Bracarense,
ha
para
vender
em
basta
publica
um
magnifico
piano
verti
cal,
de
sete
oitavas,
da
acreditada
casa
de
Paris,
Maugeot
Frères
&
C.
a,
e quasi
novo.
Póde
ser
visto
e
experimentado
to
dos
os
dias
até
15
do corrente
mez,
em
que
terá
logar
pelas
doze boras
do
dia
a
arrematação na
referida casa,
e
será
en
tregue,
quando convenha
a
quem
maior
I
anço
oflerecer.
(2147)
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto
de
meza. (sem
garrafa)
»
»
»
»
>
•>
9
9
9
9
9
9
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(-H-4!)
150
190
200
210
270
300
360
400.
500
700
650
600
9
Lagrima
.
.
.
Branco
de
meza.
tinto
de
meza
fino,
de prova
secca.
Malvasia
de
2.
a
.
9
velho.
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
Roncão
....................................
Alvaralhão...................................
Velho
de 1854
....
a
retalho
paru
meza
50
e 80,
o
RESPOXSAVEL
—Luiz Baplisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPIUA LUSITANA—1878.
»
Parte de Comércio do Minho (O)
