comerciominho_12111878_860.xml
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-
«rOSLMLak
RELIGIOSA,
POLÍTICA
?4C6TICIOSz^.
REDACTORES—D. Miguel Solto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIHECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
6.° ANNO
PREÇO DA
ASSIGNATURA
1
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
6
»
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição
....................................
10
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
............
2&00Ô
»
6
»
............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&6t
‘
O
Brazil,
12
mezes, moeda forte.
.
3&600
Folha avulso
...................... ....
.
íô
N.° 860
CONVITE
A
Commissao
que se propoz
realisar solemnes
exequias
pa
ra suffragar a
alma
do Senhor
D.
Miguel de
Bragança, no dia
14
do corrente, anniversario
do seu passamento, convida os
revd.
s
sacerdotes e amigos
do
Augusto Finado, a assistiram
ás
mesmas.
A solemnidade
terá logar no
dia
indicado,
na egreja
do Hos
pital de
S. Marcos, havendo de
manhã missas geraes, e
por 10
horas
missa solemne, e nc fim
«Libera me».
-
.
....
..
. i
B81GA-TERÇ4 FEIRA
ÚB
Ai®VEJÍB13«»
SÍE ÉfeJSS
Vae
para
meio
século,
que
o
liberalis
mo
se
apoderou
d
’
este
paiz,
illudindo
os;
povos
com a
esperança,
que lhes incutiu, I
de
um
novo
reinado
d
’
Asirea
Já
não
é
cedo
portanto
para
o
c!
a
,
mar
a contas,
afim
de
q*
t
od
s
possam;
ver o
modo
como
ha
realisado
soas
.
messas.
(*)
Chamam-se
potências
garantes,
as
nações que
assignaram o
tractado
de
Pa
ris, em
1856,
isto
é,
a
Inglaterra,
a
Al
lemanha,
a
Áustria,
a
França,
a
Italia
e
a
Rússia.
De
feito,
não
faltou
quem,
por
’
es
;
conhecer-lhe
a
procedência,
se
ckix
arrastar
pela
perspecliva-
de
um
fo.turoj
que
se
prometteu
tão
lisongeiro;
'e
a
o
[
phonia
das palavras
chegou
a
enganar!
muita
gente.
Nem é para
admirar
qus
assim
fo;.;f...;
O homem
ama
naturalrmnte o
que
.he
parece
melhor.
E,
sem
a
prudência
nem
o
critério
pre
cisos,
para
descernir
o
bem real, aconte
ce muitas vezes
ser
arrastado
pelas
ap-
parencias,
que
mais
tarde
lhe
são
amar
gas.
Com
o
nosso
estado
polilico
acontece
assim.
Para
muitos
o
liberalismo
ia
abrir
uma
nova edade
de
ouro,
até então des
conhecida.
Todos
seriam
ricos, todos iam ser
fi
dalgos,
a
todos
se
lhes
prometteu serem
reis,
porque
o
povo,
descansando
á som
bra
da
liberdade,
seria
o
unico
soberano.
Se
todos
pensassem
um
pouco
e
re-
ílectissem
no
absurdo
da
utopia,
o en
godo tornar-se-hia
bem
conhecido,
e
não
teriam
que
solfrer
hoje o
resultado
de
suas
leviandades.
Não aconteceu
porém
assim
infelizmen-
le.
Houve
enthusiastas
do
liberalismo,
que
o foram
na
melhor
boa
fé.
E
é para
esses
com
certeza
que o
desengano
das
coisas
deve ter
sido
mais
cruel.
Mau
foi
que
esse
desengano
se
tornas
se
preciso,
e
peior
ainda,
que viesse
tão
tarde;
mas
emfim chegou, e hoje as
ap-
parencias
fugiram,
para
só
nos
deixarem
a
realidade.
Estamos
convencidos,
e
dizemol
o
com
a
mão sobre a
consciência,
que
aclual-
mente
ninguém
se
daria
ao
incommodo
de
queimar
um cartuxo
em
defeza
d’essa
monstruosidade,
que
tanto
sangue
illustre
fez
derramar
para
a
sua
implantação
nes
tes
reinos.
E
não
o
affirmamos
sem
conhecimen
to
de
causa.
Haja
vista
o
modo
como
tractam
a
•ua obra,
aquelles
que
mais
n
’
ella traba
lharam.
Quarenta
e
quatro
annos
foram necessá
rios,
para
que
a
convicção
chegasse a.
;
oda
a
parte;
mas
todo
esse
tempo
não
correu
debalde;
e os
que
então nos
n
com
ora
sorriso
de
desprezo,
são
■
mesmos,
que,
talvez
sem
o
quererem,
vem
confirmar
nossas
velhas
apprehen-
sões.
De
feito
o
paiz
está
pobre,
está
desmoralisado,
está
perdido,
se
um braço
forte
não
chega
para
sustenlal-o.
Já
ninguém
se
atreve
a
contestar
esta
verdade
porque a
experiencia
a
todos
vae
chegando por casa.
Qual será
pois
a
causa
d
’este
estado
de
abatimento
a que
descemos?
Ainda
bem
que
ella
vae
sendo paten
te
aos
olhos
de
todos...
Assim
todos
acordem no
unico
e
ver
dadeiro remedio
a applicar-lhe, que a
nossa
vicloria
será
completa,
e
o paiz
levantar-se-ha
do
abysmo.
M. MARINHO.
lorresponiieneiii
piurtieialar
«Io
aComsneroio
de»
VSiiiitu»
Paris,
2
de
novembro
Reabriram-se na
segunda-feira
as
ca-
maras
fiancezas,
mas
esta
sessão
foi
des
tituída d
’interesse.
Parece
que
não
será
duradoura
a
sessão
parlamentar
de
1878.
Com
efleito,
tendo
de
se
efleituar
a
5
de
janeiro
as
eleições senatoriaes,
os de
putados
e
senadores
desejam
estar
livres
para
nos respeclivos
departamentos
se
devotarem
á
propaganda
e
usar
da
sua
influencia
sobre
os
eleitores.
Para
isso
a
maioria
republicana
apressar
se ha
no
exa
me
e
votação
do
orçamento,
que
de<erá
estar
terminada
antes
de
se
separarem.
Na
próxima
segunda-feira
serão
pois
apre
sentados
á
camara
os
orçamentos,
duran
te
cujo
exame
terminará a
verificação
das
doze
eleições
restantes. Calcula-se
que
a
discussão
do
orçamenio
começará
a
10
do
corrente
e
durará
uma dezena
de
dias.
A coinmissão
respectiva
está
de
ac-
cordo
com
a
maioria
dos
ministros
para
o estabelecimento
dos
créditos.
Parece
que
o
unico
debate
serio
versará
sobre
a questão
do desgravame d’imposlos,
ácer-
ca
do
qual
ha
dissenções
entre
a
com-
missão
e
o
ministro
das
finanças.
Conse
guintemente
a
discussão
do orçamento se
rá
breve,
e
estará
finda
a 25,
quando
muito,
sendo
este
no
mesmo
dia
da
vo
tação
transmiltido ao
senado,
o
qual,
segundo
cremos,
o
votará até
10
de
dezembro
proximo.
Elfeituada
a
votação,
o
governo
decretará
immediatamenle
o
encerramento
da
sessão
de
1878.
A
14
de
janeiro
será
aberta
a
de
1879,
e
os
negocios
retomarão
o seu
cur
so
ordinário.
N
’
esta
sessão
normal
serão
renovados
todos
os
negocios
pendentes.
Empenhar-
se-ha
a
campanha que
se
projecla
contra
os
padres
e
os
religiosos.
Na
sessão
de
reabertura,
apreseutou-se
uma
relação
que
determina
o numero
das
associações
exitentes
na
França;
e
naturalmente
es
ta
estaslislica
não
foi feita sem certos
fins.
Os
jornaes
radicaes
nos
dão
a
saber, ef-
feclivamente.
que
se
fará
entrar
«na
le
galidade
todas
as
associações,
communi-
dades,
e congregações que se
teem
in
troduzido
entre nós
por uma
culposa
tolerância».
Por
outro
lado,
allirmam
que
o
nosso
ministro
dos
cultos, M.
Bardoun.
acarinha
a
ideia
de
pedir
á
camara
a
suppressão
absoluta
de iodas
as
associa
ções
religiosas
devotadas
ao
ensino
dos
dois
sexos. Estas
disposições
não
presa-
giam
um
porvir aquielador. e
já
se
re
ceia
muito
que
a
França
tenha
a
pre-
sencear
a
perseguição
religiosa
modelada
pela
que
tem
lavrado
na
Suissa
e
na
Allemanha.
Emquanlo
isto
assim
prosegue,
os
indivíduos
que tomaram
parte
na
Com-
muna
estão
recebendo
descarada
protec-
ção
e
ajuda
por
parle
do
nosso
governo.
O ministro
do
interior
ordenou
expressa
mente
á
auctoridade
militar
que
faça
cessar
toda
a perseguição
respeitante
a
elles. E
assim
lodos
os
communardos.
cujos
negocios
os
não
releem
para
lá
da
fronteira,
indubitavelmente
se
darão
pres
sa
em
virem
apertar
a
mão
de
M.
M.
de
Marcere
e
Alberlo
Gigat,
prefeito
da
po
licia.
Bom
numero
d
’elles
teem
já
regres
sado,
e
mui
bem
se
denota
a
sua
pre
sença
na
frequência
d
’
aggressões
noctur-
nas
nas
ruas
da
nossa
capital.
Na
pro
víncia
igualmente
elles
agitam
a
opinião
e
não
cessam
de
promover as.
grèues em
vários
ponctos.
As
aggressões
comia
os
padres,
a rebelião
contra
os
gendarmes,
multiplica-se
d
’
entre
a escoria
republi
cana,
emquanlo
nas
altas regiões
conti
nua
de
foz
em
fóra
a
suppressão
uo
en
sino chrisião.
Os
Irmãos
arbitrariamente
desappossa-
dos
pelos
mandados
prefeituraes,
e
bani
dos
das suas
escolas,
appelaram
para
o
Conselho
d
’Estado.
Veremos
se o
governo
dará
ou
não
sentença
favoravel
à
justiça.
Mais
um
exemplo
da
tolerância
do
go
verno a
respeito
dos
radicaes.
Vende
se
Passados dous dias,
correu, na
Euro
pa,
que
Abdul-Azis
linha
aberto
as
vrias
Com
umas
tesouras.
E
’
ur.
poeto
que
ficará
sempre
ignorado,
com
vt
r'
de,
m
historia
A
opinião
dominante
cifrou-se
perfeitamente
n
’
este
dito
de
um
jornal:
«sui<idou-se
I»
*
O novo
réinado,
começou, como
to
dos
os
reinados,
por magnificas
promes
sas
Se
não
se
teem
cumprido,
não
póde
essa
falta
ser imputada
ao
infeliz
Monrad.
Este
triste
príncipe
não
pôde
supporlar
as
impressões
da
noute
em
que foi
a
la-
Diado.
Corrompeu-se-lhe
o
augue;
des-
vairou-se-lhe a
rasão;
os
médicos
íoiam
impotentes
para
a
sua
cura;
e
os
itncos
encontraram-se
na
situação
venl
tleira-
menie
pathetica,
depois
de
terem
buscado
a sua
salvação
n’
aquella
revolução,
de
nada
mais
terem
alcançado,
senão
substi-
i
luir
um
monarcha embrutecido,
por
um
|
monarcha
idiota.
Mourad
foi
destituido
Ires
mezes depois,
e
collocado.
em
seu
logar,
seu
irmão
Abdul-Hamid
II.
Conferencia
de Constantinopola
A
5
de outubro,
o
gabinete
inglez
ti
nha
suggerido
a
ideia de
procurar a
so
lução
das
questões
turcas
em
uma
con
ferencia
em
que tomassem
parte
as
po
tências garantes (»)
Estas,
receando
com-
promelter-sê,
haviam
declinado
a proposta,
e
lord
Derby
adoptou-a.
então;
e
a
alti
tude,
tomada
pela
Rússia,
fez
com
que
a
mesma
proposta
fosse
melhor
acolhida.
Todos
os
dias
se
tornava
mais evidente
que
se
a
situação
dos
chrislãos
se
não
regulasse peia diplomacia,
a guerra
era
inevitável.
A
12
ue
novembro,
o
impe
rador
da
Rússia,
recebendo
a
municipali
dade
de Moscou,
tinha
elogiado
publica-
mente
os
Montenegrinos,
que
se
haviam
«mostrado,
como
sempre,
verdadeiros
he-
roes»,
e
fallou
da
parte
vivíssima que
a
Rússia
tomava
nos
soffrimentos
de
seus
«irmãos de
religião
e
de
raça».
No
dia
seguinte,
uma
ciicular
do
prín
cipe
Gortschakofí
communicava
ás
potên
cias
que
a Rússia
acabava
de
dar
uma
saneção
material
aos
testemunhos
da
syin
palhia,
pelos chrislãos da
Turquia,
mobi-
lisando
uma
parte do
seu
exercito.
«Emquanlo
a
diplomacia
delibera,
ha um
anno—
escrevia
o
príncipe
—
para
traduzir
em
factos
o
accordo
da
vontade
da
Europa,
a
Porta
teve
vagar
de
con
vocar,
do
fundo
da
Azia
e
da
África,
a
melhoria
das
forças
menos
disciplinadas
do
islamismo,
de
sublevar
o
fanatismo
musulmano, e
esmagar
as
populações chris-
lãs
que
combatem
pela sua
existência.
Os
auctores
das
horríveis
matanças,
que
teem
indignado
a
Europa,
continuaram a
ficar
impunes,
e
presenleraente
o
seu
exemplo
propaga
e
perpetua,
em
todo
o
império
ottomano, e
em
frente
da
Europa
os
mestros
aclos
de
violência
e
de
bar
baria».
Foi
para assegurar
a
vida dos chris-
tãos,
por
todos
os
meios
ao seu
alcance,
que
o
czar
reunia
seis
corpos
d
’
exercito
em
Kicheueff.
Por
lodos
os
meios
ao seu
alcance; esta
phrase
pronunciada
precisamenle
paia
ex
plicar
uma
concentração
de
tropas,
si
gnificava
evidentemente
até
mesmo
meio
da
guerra.
Havia,
pois,
para
evitar
esta
lamentável
eventualidade,
urgência de
es
gotar
lodos
os
meios
paciticos.
Assim,
as
potências
garantes,
qualquer
que
fosse
sua
repugnância
por
esta
fôrma
de
ne
gociação,
associaram-se
ao
projecto
apre
sentado
pela
Inglaterra, e
a Conferencia
eflectuou
a
primeira
sessão
em
Constanii-
nopola,
a
23
de
dezembro
de
1876.
Os
plenipotenciários
eram:
pela
Tur
quia
Savíet-Pacha,
ministro
dos
negocios
estrangeiros,
e
Edhem-Pacha,
embaixador
de
Berlim;
pela Allemanha
o
barão
de
Werlher;
pela
Auslria-Hungria,
o conde
Zichy
e o
barão
de
Cálice;
pela
França
o conde
de
Bourgoing
e
o
conde
de
Chan-
dordy;
pela
Gran-Breianha o marquez
de
Salisbury
e
sir
Henrique
Elliolt;
peia
Ita-
lia,
o
conde
Corti,
e
pela
Rússia
o
conde
Ignatieff.
O
governo
ottomano,
nao
se
tinha
de
cidido
a
tomar
assento na
Conferencia,
senão
com
assaz
de
repugnância.
As
re-
em
Paris,
aetualmente, nos
quarteirões
mais
populosos,
os
retratos
dos
«rnartyres
da Communa», em
beneficio
d
’
uma
obra
radical.
Os vendedores
dos
retratos offe-
recem
aos
compradores
uma
photographia
,
que
discrectamente escondem
no
boiso.
a
qual
representa
o
marechal-presidente
pen
durado
d’
uma
forca,
tendo
era
baixo
as
insígnias
da
primeira
dignidade
do
exer
cito.
Por
aqui
vereis como
os
radicaes
veem
com
bons
olhos
a
Mac-Mahon,
que
na
realidade
é
muito
digno
para
o
sen
tir
d
’
elles. O presidente da
Republica
é
estimado
por
todos
os
partidos honrados.
Só
uma
cousa se
lhe
censura,
e é nào
ter
elle
comprehendido
de que lado
esta
ria
a
salvação da
França,
e
de
não
haver
impedido
o
estabelecimento
da
Republica,
quando
era
tão
facil
restabelecer
a
ino-
narchia.
E
’
uma falta
grave
que
não
lhe
podemos
perdoar,
e
de
que
o
proprio
marechal
está
bem
arrependido,
pois
que
hoje
está
reduzido, de
concessão
em
con
cessão,
a
um
humilde
servo
dos
minis
tros.
que
d
’elle
obteern
quanto
querem.
Preoccnpa
geralmente
as
altenções
a
renovação
do
senado
a
qual,
como
dis
semos.
lerá
logar
a
5
de janeiro.
Até
gora
os
conservadores
leem
tido
maioria
na
camara
alta;
e
os radicaes
da
camara
dos
deputados
não
teem
podido
conseguir
o
que pretendem,
porque
o
Senado
não ra-
tifica
as
suas
excêntricas
votações.
Com-
prehendereis
porisso
a importância
que
os
radicaes
ligam a
estas
eleições, que
de
verão,
elles
o
esperam,
dar-lhes
maioria
nas
duas
camaras.
Trabalham
afanosamen
te;
os
seus
agentes
percorrem
os
depar
tamentos
para
ahi
fazerem
a
propaganda
republicana;
os
jornaes
de
Paris
abrem
subscripçôes
de sommas
enormes
com
qne
serão
comprados
eleitores.
Desgraça
damente
o«
conservadores
vão
a
pouco e
pouco
deixando-lhes
o
campo
livre, e
é
de
recear
qne
a
victoria
final
lhes
sor
ria.
Toca o
seu
termo
a Exposição,
que
atraiu
a
esta
capital
o
mundo
inteiro.
Termina
por
uma
grande
loteria
nacio
nal.
em
que
certos
jornaes
fazem
con
sistir
para
ella
o
principal
titulo
de
glo
ria,
e
que
começa
a
suscitar
por toda
a
parte
os juizos
mais
severos. Faila-se
em
emittir
12
milhões de
bilhetes,
dos
quaes
estão
já
comprados
10.
Os
operá
rios querem os
lodos, na
esperança
de
ganharem
nos
lotes
comprados
pelo
go
verno,
e
assim
privam
suas mulheres
e
filhos
do
pão
que
consagram
á
loter
a.—
Porisso
a
miséria
aqui
é
grande.
Vede
que
benefícios
se
tiram
d
’esta
Exposição
e
d
’
esle
jogo,
destinados
a
fazer
gostar a
todos as
belesas
da
Republica
franceza
---------- ---------------------------------------------------------------------------
Ijisbww,
S
«Se
novembre rfe
185S.
Do
nosso correspondentej.
A
opinião
publica, mas
a verdadeira
opinião
publica,
tem
ha
muito
julgado o
ministério;
e
quando
não
houvera
super
abundância de outras
provas,
bastaria a
ultima
eleição
de
deputados
para
conven
cer
toda
gente
de
que o paiz repelle
a
situação.
E
repelle-a,
porque
não
acceha,
de
bom
grado,
a
dynaslia,
além
da incapaci
dade
voluotaria
dos
ministros.
Ninguém
ignora
que
o snr.
D.
Luiz
quer
perdidamente
ao seu
primeiro
mi
nistro,
o
snr.
Fontes;
que
o
julga
o
me
lhor
dos
ministros
possíveis,
e
que
só
obrigado
por
nina
força maior,
deixará
de
o
conservar
nos
seus
conselhos.
Mas,
o
paiz
não
póde
continuar
á
mer
cê de
uma
situação
infesta
á
cau-^a
na
cional,
só
porque
o
chefe
do
Estado
sym-
patbisa
com o snr.
Fontes
Pereira
de
Mello.
O
poder
moderador,
como
a
Carta
cha
ma
ao chefe do
listado,
está
no
seu
pleno
direito
chamando,
ou
demittindo
os
mi
nistros;
mas,
acima,
muito
acima,
da
Carla
está
a
causa
do
paiz;
e
desde
que,
por
teima,
ou
pirraça,
por
affeição,
ou
mero
oigulho, se
conserva
no poder um
ministério
palpavelmente
hostil
aos
verda
deiros
interesses
nacionaes;
desde
que
as
conveniências
do
povo
aconselham
a
elei
ção
de
um
ministério, qoe possa, e
queira
'
altender devéras
aos
negocios
públicos,
j
emendar
erros,
e
entrar no
caminho
das
í
reformas,
que
levem
a
cousa
publica
ao
j
estado,
a
que
é
mister
guindal-a
para
que
a
naçao se
desenvolva,
e
prospére,
quem
contrasta que
o
príncipe,
que
se
nega
a
immolar
a
sua
aíletção,
talvez
pueril, ao
dever
de
lhe
antepor
o
bem
geral,
não
conquista
a
boa sombra do
povo,
antes
acorda
os
despeilos,
e
a
má
vontade
da
nação !
«Mas,
quos
Deus vult
perdere,
prius
dementai
s
.
A
dynaslia
não
exprime
de certo
o
direito
publico nacional,
tal
qual
o
esta
beleceram
os
que
nos
deram
patria
e
li
herdade,
e
os
que noi-as restituíram
mais
tarde.
Não
se
radica,
pois,
neste
solo,
onde
as
plantas
exóticas
não
crescem,
nem
se
desenvolvem
a
ponto de nào
murcharem,
e
de
não
se
extinguirem
nunca.
O
liberalismo
proclamou
ha
cêrca
de
50
annos
a dynaslia,
que
o
imperador
do
Brazil
deu
de
seu
inotu
proprio,
sciencia
certa,
e
poder
absoluto,
ao
povo, que
não
quer
que o
reino
sáhia
nunca de
por-
tuquezes; todos
os
revolucionários
sauda
vam
o
throno, que
a
revolução
levantou so
bre
as
ruínas
do
legitimo;
e
todavia
hoje
ha
no
paiz
uma
pequena
facçào,
que
ain
da
queira
á
dynaslia
da
Carla.
Que
prova isto
senão
que a
existên
cia
da
dynaslia
actual
é
ephemera,
que
o abandono, ein
que
a
vae
deixando
a
immensa
maioria
do
partido que
a
defen
deu,
é
prenuncio
certo
da sua
infallivel
queda,
mais
ou
menos
próxima?
Não sou
inimigo
pessoal
do chefe
do
Estado;
estou
que
é
um
príncipe,
cujo
caracler
é
bondoso;
mas,
antes
de
tudo
o direito;
e
este
está
agora,
e
ha
muito
longe do
paiz.
Elle,
todavia,
resignar-se-hia,
até
cer
to
ponto,
se
vira
que
no
reino
linha
um
governo, que
realmente
pensava em
ci-
calrisar-lhe
as
feridas, que
a
revolução
lhe
abriu,
que
se
resolvesse
a
encetar
uma
serie
de
reformas, que fossem
afias-
lando
o
paiz
da
vereda
do
infortúnio,
em
que
o
liberalismo
o
collocou,
que
tratasse
sériamenle
de
curar
os
males, e
são
elles
muitos,
que
a
inépcia,
e
a
má
vontade
dos ministérios revolucionários,
tem
pro
duzido nestes
últimos
quarenta
e
quatro
annos.
A persistência,
porém,
no
caminho
de
tudo
quanto produz
a
morte, mais,
ou
menos
lenta,
de
qualquer
nação,
tira
ao
povo
toda
esperança
de
se poder
regene
rar
pelos
meios
pseudo-liberaes;
e
porisso
volve
os
olhos
para
o
exilio,
ergue
as
mãos para
o
ceu,
anceiando o dia,
em
que
possa dar graças
a
Deus
por
mais
um
beneficio
liberalisado
ao
povo portu-
guez.
E,
de feito,
meu
bom
amigo,
nada
de
profícuo a
nação
póde
já
esperar
do
liberalismo.
Se
consideramos
a situação
do
paiz
pelo
lado
moral,
a
dissolução
dos
costu
mes
públicos
vae
de
monte
a
monte.
Co
mo
amostra
basta
ver
que
nesta
cidade
em
1877
nasceram
quasi
tantos
filhos
na-
turaes,
como
legítimos. Se
pelo
material,
é,
em
geral, considerada
incurável.
A
monarchia
legitima
não
tinha
mi
nistros corruptos,
não
apertava
a
mão
aos
calumniadores
e
aos
diffamadores
con
victos,
aos
esbanjadores,
e
aos
concus-
sionarios;
a
monarchia
legitima
não
vivia
do
tributo
superior
ás
forças
pecuniárias
do
contribuinte,
não
se
nutria
de
em
préstimos ruinosos, não
galardoava o
con
trabandista, não
locupletava
de golpe
o
devasso proletário
da
vespera.
Gastava
de
ordinário na
proporção
dos
recursos
pró
prios,
e
porisso
legou á
revolução
o erá
rio
quasi
liberto.
Póde
o
liberalismo
dizer
o
mesmo
dos
governos,
que
leem
jierido
os negocios
públicos
sob
o regime
8
#
representativo?
Este
estado,
porém,
violento,
impos
sível,
não se
sustenta
muito
tempo. Não
é
só
no
paiz,
em
toda
parle,
onde
o
de
mónio
da
revolução
domina,
os povos
ma
nifestam
o
desejo
de
esmigalhar
a
obra,
que
os
tem
infelicitado.
E
hão
de
esmigalhar.
Depois,
os
governos,
que
leem
andado
ha
muito
cegos,
vão
conhecendo,
einíim,
a
necessidade
de
hoslilisarem
a
todo
transe
a
revolução.
E mal d'elles,
se
continuassem
a
dor
mir
!
E
’
tarde,
mas
antes
tarde
do
que
nunca.
—
Foi-se
o
general Grant.
O
homem
veio
ao
paiz
deliberado a
regeitar
tudo,
que
lhe ofierecessem
Qui-
zeram
fazel-o
gráo-cruz.
e
disse
que não;
o
coronel
do
1.°
de infanteria ofiereceu-
Ihe
do
rancho
do
regimento,
e disse
que
não
etc.
etc.
Era
iguaria
muito
vil
para
um
republicano
dos
quatro costados.
O
coronel, porém,
deu
lhe
uma
severa lição
provando
do
alludido
rancho.
A
despeito
de
não
ser
democrata,
desceu
a
comer do
frugal
alimento
do
pobre
soldado.
Perceberia
o
americano
o quinau?
Mas,
nào
admira
que
o nobre
coro
nel
de
infanteria
provasse
o
alludido
ran
cho,
porque
o Senhor
Dom
Miguel,
que
Deus
tenha,
o
fez
algumas
vezes
quando
yisilou
os
quartéis
desta
capital.
Mas
o
Príncipe,
que
falleceu
no
exilio,
era
Rei
de
uma monarchia
calholica,
e
o
snr.
Grani
ex-presidente
de
uma
repu
blica
protestante.
Aquelle
entendia
que
humilhando-se,
se
exaltava;
este
que
descendo
até
o
ponto
de
mastigar
um
ou
dous grãos-de-bico
da
marmita
de um
simples soldado,
fica
ria,
porisso,
logo
apeado
do
seu pedestal
de grandeza
republicana.
Cada qual
tem
o
seu
modo
de
ver
as
cousas.
Também
eu
tenho
o
meu,
que não
é,
decerto,
o
dos
descridos,
ou
dos
paxor-
rentos,
mas
dos
que
teem
fé
e
esperança
n
’
um
melhor
porvir.
Todo
vosso
A.
I
i
E V
í
ST
A
E
ST
í
i A
N
G
EI
R
Á
O
assumpto
que
ainda
tem
preoccu-
pado
mais
os
catholicos
n’estes
últimos
dias,
com
relação
ao
Vaticano, é
ainda
a
importante
e
magestosa
recepção
da
grande
peregrinação
hespanhola.
Já
pouco
podemos
accrescentar
ao
que
temos
communicado
aos
leitores
sobre
es
ta importante
manifestação
da
Hespanha
catholica.
Os
peregrinos
tencionavam
ser
recebi
dos
a
15
do
mez
passado,
dia
de
Santa
Thereza,
sob
cuja
protecção
se
tinham
posto
a
caminho
para
a
cidade
eterna.
Não
lograram
porém
o
seu
intento,
graças
ás
infamias
para
com
elles
prati
cadas
pelas
ilalianissimns
aucloridades
da
Civitta-Vechia.
Na
manhã
do
dia
17,
os
peregrinos
assistiram
a
uma missa
na
basihca
do
Vaticano,
onde
commungaram:
em
segui
da
ouviram
uma
eloquentíssima
allocu-
ção do
venerando
Prelado
hespanhol,
de
Seo
d'Urgel;
oraram
junto
do
tumulo
de
Pio
IX,
onde cantaram o
Miserere
e o
de
profundis,
e
dirigiram-se
para
o Va
ticano.
onde
encheram toda
a
sala du
cal.
Estavam presentes paiacima
de
2:030
pessoas.
A entrada
de
Sua Santidade
foi
sauda
da
com
as
mais
enthusiaslicas
e
respei
tosas
acclamações.
O
Santo Padre
vinha
acompanhado
da
sua nobre
côrte,
dos
eminentíssimos
car-
deaes
di
Pietro,
Lacconi,
Bilio, de
Ho-
henlohe,
Bonaparle,
Ferrieri,
Borromen,
Monaco
La
Valletta.
Martinelli,
Ledo-
chowski,
Simeoni,
Bartolini,
Franzelin,
Caterini,
Consolini,
Randi,
de
Falloux,
du
Conedray,
do príncipe
Ruspoli,
do
pa-
triarcha
de
Veneza,
do
arcebispo
de Cor-
(on,
dos
bispos
hespanhoes
de
Phcencia
e
de
Urgel,
dos
bispos
francezes
de
Cha-
lons
e
de
Vannes,
do
bispo
de
Portland
(Estados
Unid
s), dos
bispos
italianos
de
Assise,
de
Belune,
de
Lecce,
de Cassano,
do
vigário apostolico
da
Suécia
e
dos
prefeitos
apostolicos
de
Dinamarca
e
de
Schleswig
Holstein.
O
bispo
d
’
Huesca
leu
uma
mensagem,
que é
um
documento verdadeiramente
digno
d
uma
peregrinação
hespanhola.
O
Sanio
Padre
respondeu
n
’
um
elo
quente
discurso,
porventura
um
dos
mais
preciosos
e
commovenles
que tem saido
de
seus
lábios, depois
que
cingiu
a
thiara
pontifícia.
Os
delegados
dos
bispos
de
Barcelona,
d
’
Almeria,
de
Minorca,
de
Toriosa,
de
Vich,
de
Seo
d
’
Urgel,
de Sevilha,
bem
como
dos
cabidos
de
muitas
cathedraes,
de
muitas
associações
catholicas,
da
ju
ventude
catholica
de
Barcelona
e
da no
breza
de
Hespanha
depozeram
aos
pés
de
Leão
Xlll muitas mensagens,
acom-
publica, até
então
quasi
desconhecida
no
Oriente,
assim se creou e
desenvolveu,
rapidamente.
Uma imprensa
em
lingua
turca,
numerosa
e
ardente,,
influencêa
hoje
directamenle
na
população.
Os
jornaes
são
lidos e commentados.
Os
logares
de
reu
nião.
oulr
’
ora
mui pouco
frequentados
em
Stamboul, são occupados
todas
as
tardes,
por
turbas,
que
discutem
os negocios
pú
blicos».
O
governo
turco
não
era, pois, inlei-
ramenle
livre.
Era-lhe
preciso
contar
com
esta
opinião
publica,
tanto
mais
ardente
e
desvairada,
quanto mais
recente
e
irre
fleclida.
Todos
os
dias,
a
imprensa
invo
cava
o
fanatismo
religioso
e
o
patriotismo
cego;
e se
o governo, n
’
esse
duplo sen
timento,
linha
um
argumento
com
que
oppugnar
as exigências da
Europa,
por
outro
lado
também
isso
lhe
servia
de
es
torvo
ás
concessões
aconselhadas
pela
pru
dência.
O
partido
da
joven
Turquia,
po
derosamente
influente
nos
conselhos de
Abdul-Hamid,
cuidou
que
tudo
se
con
ciliaria.
precedendo
as
propostas da
Con
ferencia.
A
13
de
desembro,
seu
chefe
Midhat-Pacha
foi
investido no cargo de
gran-visir,
em substituição
de
Méhémed-
Ruchdi-Pacha
e
a
23
de
desembro,
no
mestno
dia
em
que
a
tferencia
cele
brava
a
primeira
sessão,
o
governo
pro
mulgava
uma
Constituição, que inaugu
rava
no império
o
regimen
constitucio
nal,
creava
um
senado
e
uma
camara
de
deputados,
e
dava
ao
povo
ottomano in
stituições
modeladas pelas diversas
consti
tuições
da
Europa
Occidental.
Todos
os
exforços
dos
plenipotenciá
rios,
para
alcançarem
da Turquia uma
sa
tisfação
á
Europa,
tornaram-se
inúteis
peraute
semelhante
constituição.
Os homens
qne
a organisaram
á
pressa,
preveniram
todas
as exigências
das
potências,
e a
cada
uma d’ellas
podiam
responder
com
um
ar
tigo
em
qne
já
estivesse
consignado
o
que
pedissem.
Habilidade
infantil,
que
consis
tia
em
crusar
os
braços,
e
exclamar:
«At-
tendei
a
que
não
somos
livres».
Exigiam-
lhes
qne
o
território conquistado
pelos
Montenegrinos
lhes
fosse cedido
e
respei
tado pelo
tractado
de
paz.
«Oppõe-se
a
constituição;
—
responderam
os
plenipoten
ciários
turcos—
o
artigo
l.°
diz:
O
im
pério
ottomano
fórma
um
todo
indivisível,
que
não
póde ser
desmembrado
seja
por
que
motivo
fôr».
Pediam-lhes
que,
nos
primeiros cinco
annos,
os
governadores
da
Bulgaria,
da
Bosnia,
e
da
Herzegovina,
fossem
nomea
dos
pela Porta
com
previa
annuencia
das
potências.
«A
constituição
prohibe» res
ponderam
elles,
citando
o artigo
7.°
que
regula
os
direitos
soberanos
do
sultão.
Indicavam-lhes
a
nomeação
de duas
commissões
de
inquérito,
eleitas
pelas
po
tências,
para
observarem
a
execução
dos
novos
regulamentos.
Repeliram
tal
no
meação
como violadora
do
principio
da
independencia
do império,
e
porque collo-
cava
o
governo
em
estado
de
suspeita
perante
os
súbditos
do
mesmo
império.
Assim estricamente encerrado
no
es
pirito
de
uma
Constituição
que
ainda
não
vigorava,
o
governo
turco
regeitou
as
pro
postas
das
potências,
embora
durante
a
discussão
houvessem
sido
modificadas
em
sentido
conciliador;
e
recusou
qualquer
ga
rantia
do
cumprimento
das
reformas
pro
clamadas
pela nova
Constituição.
Os
con
ferentes
não
tinham
mais
que
trabalhar
**
Celebraram a sua
ultima
sessão a
2)
de
janeiro;
e
as
potências,
para certificarem
a Turquia
de
que
não
contasse
com
o
seu auxilio
d
’ellas, retiraram os
seus
em
baixadores
de
Conslanlinopola.
cenles
deposições
de
Abdul-Azis
e de
Mou-
rad
faziam-lhe regeitar,
<
’
omo
perigo
de
morte,
tola
a
conces-ão ou
apparencia
de
concessão
ás
vontades
da
Europa, que
poderia
irritar
o orgulho
musulmano,
porque
o
povo
de
Conslanlinopola
tomava
gosto ás
revoluções.
D’
anles,
e
não
ha
ainda
quinze
annos,
bastava
que
o
sul
tão
e
seus
ministros tivessem
acqniescido
pessoalnienle
ao
que
lhes
era
pedido;
para
que
o
sticcesso de
uma
negociação
fosse
seguro.
Hoje, já
não acontece
o
mesmo.
«Sem enumerar,
por
.tniudo,
as
causas
de
que
dimanou
esta
mudança—
escrevia
M.
de
Chandórdy
ao
ministro
dos
nego
cios
estrangeiros,
—
pode-se
atlirmar
que
as
desordens
incendidas,
nos
últimos
ân
uos do
reinado
de
Abdul-Azis,
acabaram
por
provocar,
no
seio
da
população
mu-
sulmana,.
uma
reacção,
cuja
primeira
con
sequência
foi
a
deposição
do
sultão.
Desde
e-sa
occasião
o
accordar do
sentimento
publico
nã<-
fez
senão
accenluar-se
cada
v'Z
mais.
No
velho partido
turco,
como
no
da
jov
n
Turquia,
no
exercito,
como
na
classe
religiosa,
nasceu
o
desejo,
na
verdade
sincero,
de
acabar
com
a
deca
dência
do
reinado
precedente
e
de
re
viver
o
império.
Uma
especie
de opinião
I
C
linúa
)
Padre
por
Mgr.
de
ta
S.
de
panhadas
das
mais
valiosas
offerlas
em
,
dinheiro
e
objectos
preciosos.
A
19
d
’
outubro,
ainda
os
peregrinos
hespaohoes
tiveram
uma
segunda
audiên
cia.
D
’
esta
vez
os
peregrinos
estavam
divi-
.<
di
los e
enfileirados
por
dioceses,
e
Leão
i
XIII,
acompanhado
de muitos
cardeaes
e
dos
bispos
d
’Huesca
e
Barbastro,
de
Seo i
d
’
Urgel
e
de
Placencia,
percorreu
lenta- i
mente
essas
filas,
dirigindo
a
palavra
a
i
cada
um
d’
elíes,
distribuindo
medalhas
<
com
a
sua
effigie,
dando
a
mão
a bei-
I
jar
e
abençoando.
i
Durante
duas
horas,
o
Papa
foi
ob-
<
jecto
d’
um
enthiisiasmo
indescriplivel.
Ca-
<
da peregrino
recebeu,
por
ordem
do
Pon-
i
liíice,
um
opusculo,
em memória
da
pe
regrinação.
N
esse
opusculo contam-se
os
i
detalhes
da
audiência
solemne
de
17
de
outubro,
mensagem
do
bispo
d’
Huesca
e
i
a
resposta de
Sua
Santidade.
i
—
Acaba
de
chegar
ás
mãos do
Santo
<
uma
outra
mensagem,
assignada
<
Arneiros,
o illuslre
arcebispo
I
Buenos-Ayres,
que
enviou
uma oíler-
i
de
70:000
piastras para
o
dinheiro de
Pedro,
em
nome
da
sua diocese
e da
i
Cordova.
,
—
Passaram
as
feslas
a
que
deu
lo
gar
a
exposição
universal
em
Paris;
tbea-
tros,
bailes,
e
banquetes,
nada
d
’
isso
fal
tou
ao
encerrar-se
a
exposição.
Da
parle
dos
republicanos
mais
exal
tados
houve
provocações,
motins
e
larnen-
laveis
distúrbios
nas
ruas,
que
incutiram
sério
cuidado;
felizmente,
porém, ainda
d
’esla
vez
as cousas
não
passaram
de
manifestações ruidosas,
inconvenientes
e
provocadoras,
mas
sem
consequências
de
ploráveis.
A
ceretnonia
da
distribuição
solemne
dos
prémios
teve
logar
no
palacio da
in
dustria.
Os
presidentes do Senado
e
camara
dos
deputados estavam
á
direita
e
á
es
querda
do
presidente
da
Republica.
As
sistiam
também
seis
príncipes,
mas
ne
nhum
personagem
coroado-.
Nem
se
cantou,
nem se
tocou
o
hym-
no
revolucionário
da
Marselliesa;
e
a
en
trada
do
presidente
da
Republica, o ma
rechal
Mac-Mahon fez-se
ao
canto
d
’
um
excedente
Laudale,
Dominum
omnes
gentes,
com
que
se
deliciaram
os
ouvidos
dos
senhores
da
revolução.
Demais,
a
passa
gem do discurso, onde
o
marechal
de
clara
que se
devem dar
graças
a
Deus,
imprimiu
á
ceremonia
um
caracler sé
rio
e
um
tanto
clerical,
que
não
podia
agradar
muito
aos
radicaes.
—
Na
Allemanha,
emquanto na
Fran
ça
se
festejavam
os
successos
da
expo
sição,
Bismark
congratulava-se,
não sem
algumas
reservas—
de
vêr
altim
votado
pelo
Reichstag
o
seu projecto
de
lei
contra
os
socialistas,
projecto que
sempre
passou
na
sessão
de
19
d
’outubro,
por
221
votos
contra
149.
Votaram
pelo projecto
os
con
servadores,
os
conservadores
liberaes,
os
liberaes
nacionaes,
e
alguns
outros
libe-
raes,
que
não
formam
grupo
algum;
vo
taram
contra,
todos os
deputados
do
cen
tro,
os
socialistas
e
alguns
outros
mem
bros.
l
epois
d
’
isto,
Bismark
pronunciou
um
discurso.
Os
deputados
socialistas
levan
taram se
logo e
abandonaram
a sala.
O
disc
rso
terminava
assim:
«Em nome
dos
estados
confederados
e
do imperador
Gui
lherme
declaro
encerrada a
sessão.»
Tem
seu
interesse
este
discurso
de
Bismaik. Porisso
nos
apressaremos
a
dal
o
na
integra
aos
nossos
leitores,
logo
que
nos
seja
possível.
—
Emquanto
isto
se
passa
na
Allema
nha,
as
camaras
francezas
abriram
a
28
do
passado
as suas
sessões. Não
tarda
rá
muito
que
alli
se
vejam
recomeçar
a
guerra
da
invalidação
ás
eleições
dos
de
putados
conservadores,
as
propostas
e
vo
tações
de
projectos
de lei
atlentatorios
dos
direitos
da
Religião
e
da liberdade,
tão
preconisada
por
aquelles
mesmos
que
a
assassinam; competições
de
poder,
bata
lhas
de desmedida ambição,
scenas
vio
lentas
e
degradantes,
guerra
de
morte
ao
clericalismo^
leis
injustas,
decretos
tyran-
nicos,
e
desprezo
completo
dos
verdadei
ros
interesses
da
França,
tudo
isso,
e
mais
que
isso,
constituirá
o
objeclo das
sessões
das
camaras.
No
senado,
o
presidente
Audiífret-Pas-
quier,
tendo
feito o
elogio
dos
senadores
ullimamente
fallecidos.
ao
chegar
a
Mgr.
Dupanloup,
consagra-lhe
um
elogio,
digno
de
registrar-se.
Como
não
bastam
os
males
que
já
soiíre
e os
que pairam
sobre
a
França,
vem
aggraval-os
ainda
o
detestável catho
licismo
liberal, que
tenta
levantar
cabe
ça,
tendo
por
chefes o
conde
de
Tallotix
e Leopoldo
de Cyaillard,
conselheiro de
Estado,
meiro.
—
A
derar-se
seguição
vimenlo
n
’
uma
progressão
receia
todavia
dar
tholicos
e
tenta
ainda
debellar
aquelle
mal,
como
todos
sabem,
por
meio
da
força
bruta,
como
se
esta
podesse
ter
acção
sobre
as
almas.
Bismark
não
perdeu
um
dia
só para
perseguir
o
socialismo
depois
que
passou
no
parlamento
a
sua
miserá
vel
receita.
Muitas
associações
socialistas
dissolve
ram-se antes
da
lei,
outras
foram
dissol
vidas inmediatamente;
mas
o
mais
no
tável
é
que
’
no
meio da
enxurrada das
dissoluções
lá
foi
também
uma associação
de
negociantes catholicos, a
titulo
de
que,
occupando-se
dos
interesses
sociaes
e
re
ligiosos,
também
incorria
na
applicação
da
lei.
D
’
esl'arte,
nenhuma
associação
poderá
subsistir,
pois
todas
visara
a
interesses
sociaes
e religiosos.
E
’
isto
a
mais
eloquente
justificação
da guerra que os
deputados
do
centro
moveram
ao
decantado
projecto.
'
Depois d
’
islo,
não
tardará
muito
que
venham
a
ser,
se
já
o
não
forem,
mi-
moseados
com
o
epitheto
de
inimigos
da
liberdade!
Os últimos
acontecimentos
recentes
eram
já
bastantes
para
abrir
os
olhos
aos
governos.
Aos
assassinatos
perpetrados
pelos
ni-
hilistas
na
Rússia,
aos
dons
atlentados
successivos
dos
socialistas
contra
a
vida
do
imperador
Guilherme,
um
novo
atten-
tado
contra
a
vida
do
rei
d
’Hespanha,
a
tudo
isto
se
responde
cora
palhativos
e
com
medidas
da
mais
lastimosa
cegueira.
Qaos
Deus vull
perdere,
prius
dementai.
E
’
no
meio
d
’
esta
desordem
babelica
e
d
’eslas
agitações profundas,
que
mos
tram
bem
quanto
a
Europa
está
enferma,
que
a
questão
do
Oriente
reassume
toda
a
sua
gravidade.
Nunca
quizemos
crêr
que
a
paz
de
Berlim
fosse
ou
podesse
ser
mais
que
uma
trégua
ephemera.
A
insurreição
desenvolve-se
na
Rou-
melia
e
na
Macedonia;
os
Russos
ap-
proximam-se
de
Constantinopola
e
amea
çam
pôr
em
execução
o
tratado de
Santo
Estefanio
ra
e
o
emir
de
Cabul
já
ma!
póde
ad-
mittir
duvida.
Os
planos
de
a
Inglaterra
lera
ptos
a
entrar
Xaines
foi
nomeado
coramandante
em
che
fe.
0 Afghanistan
será
atacado
por
tres
lados
a
um
tempo;
ao
sudoeste,
pelos des
filadeiros
de Bholan e de
Quettali.
que
pertencem
ao
terrilorio
do
Belouíchistan,
mas
que
os
loglezes
tem,
segun
lo
um
tratado,
direito
a
occupar: ao
norte,
pe
lo
desfiladeiro
de
Kohat
que
vae
sair a
uma planície
que
vae
dar
directamente
a
Cabul;
e
finalmente
peio
norte
de
Peche-
wer,
atravez
dos
desfiladeiros
de
Kba ber,
que
são
os
mais
perigosos,
mas
onde
se
rá
empregado
o
corpo
mais
importante
do
exercito
inglez.
A
resistência
de
Chir-Ali
não
deixa
duvida
alguma
sobre
o
apoio
que
lhe
concede
a
Rússia,
cujos
jornaes,
por ou
tro
lado,
não
duvidam
declarar,
em
to
dos os
tons,
que as
difficuldades
da
Ingla-
•
terra
com
o
Afghanistan,
são
uma
excel
lente
occasiâo
de
fazer
executar
na
Eu
ropa
o
tratado
de
Santo
Estefanio.
que
ha
pouco se
uniu ao pri-
que
pareceu
reconsi-
celebres
leis
de per-
em
vista
do
desenvol-
que
ameaçava
avançar
geométrica
crescente,
muita
larga
aos
ca-
Allemanha,
quanto ás
religiosa,
socialista,
buição,
e
que
esta
se
deveria classificar
de
pessoal
e
não
industrial.
E
zás,
péga
do
aviso
e
muito ancha
mente
risca a
designação
de—industrial,
substituindo-a
pela de
—pessoal...
Óptimo
I
Então
o
cavalheiro
observou-lhe
de
licadamente
—
que
tal
não
podia
ser,
pois
que
elle
é
quem
pagava
a
contribuição
pessoal,
—
o que
provou
apresentando
os
recibos
respectivos
dos
annos
anteriores,
e
o
aviso
do
corrente.
—
Não
quero
saber
disso,
—
tornou
com
cenho
carregado
o
snr
escrivão—não
quero
saber
disso:
o
indivíduo
collectado
habitou
um andar
da
sua
casa; ha
de
pa
gar.
Ia o
cavalheiro
aventurar as
naturaes
reflexões,
quando
o snr.
escrivão
o
des
pediu
com
modos
grosseiros
e
inconvenien
tes,
fechando-lhe
a
porta
na
cara.
Os
leitores
commentarão
o
facto;
nós
limitamos-nos,
por
emquanto,
a
desenrolar
o
sudário.
Fechámos
hoje
esta
curiosa
tirada
com
alguns
paragraphos,
que copiamos
d
’
um;
artigo
da «Democracia»,
recebida
agora,
e
que
véem
muito
a proposito
Depois
de
mostrar
quanto
descrê
da
candura,
sciencia e
consciência
dos
exactores
lis-
caes,
que na
opinião
da
«Democracia»
são
«o
maior
flagello
que
Deus
ou
o
dia
bo
deitaram
a
este
mundo»,
escreve
aquelle
collega:
com
a
«Os
exactores
fiscaes de
todas
as
ca-
thegorias
lern
por
via
de
regra
a rapa
cidade
insaciável e
cruel,
que
sempre
os
caracterisou.
«Raros
são
os
escrivães
de
fazenda,
que saem das localidades
sem
o
acompa
nhamento
obrigado
do
foguetorio
sua
pedrada
á
mistura.
«E
devemos
dizer,
em
abono
dade,
que a
justiça
popular
nem
erra n
’
estas
manifestações.
«Quem
vive em Lisboa
não
que soiíre
o
misero
contribuinte
las
sertanejas.
O
contribuinte
boçal,
em
vez
de encontrar
no
empregado
fiscal
um
conselheiro
urbano,
delicado
e attencioso,
acha-se
em
frente
de
um
tyrannete,
com
modos sacudidos
e
insolentes,
que
não
raro
o
engana
de
proposito
e
caso
pen
sado,
só para
lhe
extorquir
a
multa
e
encher
a
bolsa
á
da
ver-
sempre
sa
be
o
nas
vil-
custa
do
desgraçado.
guerra
contra
a Ingiater-
campanha
estão
feitos;
60:000
homens
prom
eta
combate,
e
o
general
sistrs.
ministro
«8>»
Foaentfa,
.
e 'Sêeíe
«5o
Tf
I
itewíss
-
o
tá’
ea4e
;
aSis<ri<Bí,o.
—
As
repartições
da
fazenda
|
são
em
quasi
todos
os
districlos,
se
não;
em
todos,
um...
cahos
temível.
E’
o
que
começámos
a
provar
no
respeitante
á
de
este
concelho.
Continuem
a
fallar
os
factos:
Um
cavalheiro,
arrendalario
d’
uma
casa
no
campo
de
D.
Luiz
I,
dirigiu
se
ha
tem
pos ao
snr.
escrivão
da
fazenda
queixan
do-se
de
ser
indevidamente
tributado
um
indivíduo
a
quem aquelle
cavalheiro
sob-
arrendára
um
andar
da
mesma
casa,
—
porque
esse
indivíduo,
sendo
professor
de
iostrucção
primaria,
não
eslava
nos
casos
de
pagar
contribuição
industrial.
Replicou
o
snr.
escrivão
da
fazenda,
querendo resalvar
o
erro
d
’
oí1icio,—
que
houvera
engano no
lançamento
da
contri-
«Para
animal
de
deita
para
dade
que
d’
elie
se
tira.
«Mão
são
os
exactores
que
se
fizeram
para o
contribuinte;
é
o
contribuinte que
se
fez
para
os
exactores».
ftlon
*
<JesuM
«i»
Jffiosite.—
Está
aberto
concurso
para
um logar de capellão
do
Sanctuario
do Bom
Jesus
do
o
ordenado
de
200$000
reis
viver.
SermõeM «5s» Advento
«8o
tDolSegio.
—
Nas
domingas do
Adven
to,
na
egreja do
Collegio,
depois da Tercia
e
missa
conventual
do Seminário
haverá
sermões
pregados
pelos
Seminaristas,
e
no
fim
a
bênção
do SS. Sacramento,
na
fórma
do
costume.
No
primeiro
domingo
prégará
o colle-
gial,
Manoel
Anlonio Borges,
sobre o
as
sumpto
do dia, isto é,
o
segundo
Advento
do
Filho
de Deus.
No
seguulo
domingo,
coincidindo
este
anno
n
’
este
dia
a
solemnidade
da
Imma-
culada
Conceição,
e
sendo
a festa
na
ca-
i
pella
do
Paço,
por isso
não
haverá
sermão
no
Collegio.
No
terceiro
domingo
prégará
o colle-
gial
João
de
Deus da
Silva
Ferraz,
sobre
io
assumpto
tirado
do
Evangelho
do
dia
|
~a
penitencia=,
e
n
’
este
dia será
o
ser-
;
mão
mais
cedo
em
rasão da
publicação
da
j
Bulia
da
Cruzada.
No
quarto
domingo
não
haverá sermão,
porque
é
vespera
de
ferias.
Asyl®
«8e
».
JPedro
V.
—Na elei
ção,
a
que
ha
dias
se
procedeu,
da
recçào
do
Asylo
de
D.
Pedro
V,
ficou
condusida
a
mesma
Direcçãò,
que
louvavelmente
o tem administrado
hoje.
Anuiveroario
dos
âlsnas.—An
te
hontem
e
homem
teve
logar
na
egreja
de
S.
Victor
a
solemnidade
do
Aontver-
sario
das
Almas.
Foi um
acto
muito
pomposo.
iiâeagraça.
—
N
’
um
dos
dias
da
sema
na
passada
foi
morto
por
um tiro
de
pe
dreira
um
operário
que trabalhava
nas
obras
do
Bom
Jesus
do
Monte.
Obra
curios.a.
—
Publicou-se
ha
pou
co uma
obra
intitulada
—
Descripção
His
tórica de
Marrocos,
e
breve
rezenha
de
estes
snrs.
o
contribuinte
é
um
carga.
Quanto
mais
peso
se
lhe
cima
das
costas,
maior
é
a
utili-
Monte,
e
casa
Real
com
para
na
eçjríji*
Di-
re-
tão
até
suas
dynastias,
escripta
pelo
revd.
0
pa
dre
fr.
Manuel Paulo
Castellanos,
religio
so
franciscano
do
Collegio
das
Missões
para
a
Terra
Santa
e
Marrocos,
na
cida
de
de Santiago
de
Compostella.
Na
primeira
parte
se
contêm uma
exa-
Itnperio
marroquino:
segunda
a
historia
mais
completa
das
cta
descripção
do
na
i
differentes
dyriastias
que
tem
reinado
uo
Magreb, desde
a
propagação
do
Islamis-
mo
até
ao
actual Sultão.
E’
a
historia
mais
completa
de
quan
tas
se
tem publicado
até
hoje.
Obras como
a
do
padre Castellanos
merecem
o
favor
do
publico. Custa
10
reales
na
Livraria de
D.
Miguel
01 raendi,
Calle
de
la
Paz,
n.°
6,
Madrid.
Recommendamos
inaistentemente
esta
obra
aos
nossos
leitores,
pois n’ella
se
des
crevem
largamenle
os
triumphos
das
armas
portuguezas
no
Império Marroquino
BJeapacíaoa.
—
O
«Diário»
de
7
pu
blica os seguintes
despachos:
O
presbytero
Antonio
Homem
Cardoso
d
’
Almeida,
apresentado
na
egreja
paro
chial
de
Nossa
Senhora
da
Purificação do
Carapito,
do
concelho
de
Aguiar
da
Bei
ra, diocese
de
Vizeu.
O
presbytero
José
Cerveira
de
Al
meida,
bacharel
formado
em
(heologia
*
apresentado
na
de
de
de
de
egreja
parochial
de
S.
Salvador
de Meixomil,
no
concelho
de
Paços
de Ferreira,
diocese
do Porto.
0
presbytero
José
Mendes
Saraiva,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santo
Estevão
de
Passos,
no
cencelho
de
Alvaia-
zeie,
diocese
de
Coimbra.
0
presbytero
Henrique
de
Almeida
Barreiros, apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro do Sul,
do
concelho de
S»
Pedro
do
Sul,
diocese de
Vizeu.
0
presbytero
João
José
de
Mattos
Fer
reira,
apresentado
na egreja
parochial
S. Thiago
dos
Velhos, no
concelho
Arruda,
diocese
de
Lisboa.
Declarado
sem
efleito,
o decreto
12
de
setembro
e
carta
regia
de
21
outubro
de
1851, que
fez
mercê
ao
pres
bytero
dr.
Luiz
R
beiro Guimarães Drak,
da
apresentação
na
egreja
de
S.
Julião
da
viila
de
Constância,
diocese de
Lis
boa.
Faitnral
do
ex?.
1119
Prelade do
Pos-t®.—
A
incançavel
casa
editora
Char-
dron
obteve
do
exc.
mo
snr.
Bispo
do
Por
to
auclorisação para
fazer
uma
nova
edi
ção
da
sua magnifica Pastoral
sobre
a
protestantismo,
a
qual
apparecerá á
venda,
por
120
reis, no
dia
15
do
corrente.
Mais
uma
vez
recommendamos
enca-
recidamente
a
sua
leitura.
W«»vos
dínturbioH. —
A
nle-hontetn,
domingo,
deram-se
n
’
esla
cidade
inciden
tes
lamentáveis,
d’
ambos
os.
quaes
fomos
testimunha
occular.
Por
volta
das
cinco
horas
da tarde,
pouco
mais
ou menos,
repetiram-se
as
mesmas
scenas
de
pirraças
eleitoraes,
de
que
falíamos
no
numero
precedente.
Tudo
estava
su.cegado,
quando
no
cam
po
de
Sant’
Anna
appareceu
de
repente
um bando
de
populaça
e repazio,
dando
vivas
e
fazendo
uma algazarra, que
alar
mou os
habitantes d’
este
sitio
e
sobre-
sallou
as
pessoas
que
n
’essa
occasiâo
es
tavam
no passeio
publico
Esta
gente
descia
em
diversos
gru
pos
das
bandas
do
Campo
Novo
pela
rua
de S.
Gonçalo.
D
’
esla
vez, porém, não
vimos
que
o
tumulto
se
tivesse
traduzido
em factos
desagradáveis,
limilando-se
a
uma
manifestação
torpe
e nojenta
de
grilaria.
Os
soldados
de
guarda
ao
governo
ci
vil
foram
postos
em
armas,
sem
que
to
davia
fosse
mister
intervirem.
Um
grupo
de
policias,
que
appareceu
immedialamente,
foi
bastante
para
conter
em
respeito
os
desordeiros,
sem
que
aliás
empregasse
outros
meios,
que
os
da
pru
dência
e
da
admoestação.
,
Parece-nos
que
a
aucloridade
é
digna
de
louvor
peio
modo
prudente
e
vircum-
specto
porque
empregou as
providencias
necessai
ias.
Notamos
que
o
rapazio
tomava n
’
islo
uma
parte
muito secundaria,
e porisso
não
polimos deixar
de
lembrar
ás
cloridades d
’
esla
cidade
que
mais
prevenir
que
remediar.
—
Pelas
nove
horas
da
noula, na
Nova
de
Santa
Cruz,
travou-se uma
nhida
desordem,
que
podia
ter
produzido
sérias
consequências,
se
não
fôra
a
inter
venção
prudente
e
circumspecta
do
hon
radíssimo
negociante,
o snr.
Anlonio
Joa
quim Fernandes
Braga,
que
saiu
precipi
tadamente
de sua
casa
a
apaziguar
os
desordeiros,
logo
que
presentiu
a
grita
ria
na
rua perlo
da
sua
habitação.
Fomos
também
testimunha
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’esle
la-
au-
vale
rua
re-
O
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,
Rio
de
Janei
ro,
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e
Buenos-A
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passa
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de
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ço
que
para
o
Rio
de
Jane
iro
para
SAN
TOS,
PAR
ANAG
UÁ'
,
SANTA
CATH
AR1NA,
RIO
GRAND
E
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAM
PINA
S,
S.
PA
ULO,
CAMPO
S,
V1CTOR1A,
MACEIÓ
’
e
outros
pontos
do
lit
loral
e
interi
or
do
Rrazil,
ao
sul
de
Pernam
buco,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeir
o
e
incluindo
hosp
edar
ia
e
sus
tento
gratuito
durante
a
demor
a
prec
isa
para
obter
tras
bordo.
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A
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paquete
da
Companhia
Mala
lítal
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de
Lisboa
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Novem
br
o.
Par
a
mais
esc
lare
cim
ento
s
dirijam-
se
ao
snr.
Guilhe
rme
C.
Tail,
no
Porto,
rua
dos
íngle-
zes
,
23.
Em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silv
a
Guimar
ães
.
Rua
do
Souto,
CS
Ot
Parte de Comércio do Minho (O)
