comerciominho_12101878_848.xml
- conteúdo
-
REDACTORES^-D.
Miguel
Solto-Major e Dr. Custodio Velloso.—DiRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentei.
57
T
PREÇO
DA ASSIGNATURA
6.°
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
0
».............................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.....................
Repetição
....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
..........................
2&600
»
6
»
..........................
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3^600
Folha
avulso................................
18
N.°
848
BRAClA-SABBADO
18
Í)E
OUT<JBR«6
ES8Í
189»
O
bmf
.
pailre
Sealtrti
e
a
*
exe-
qjwmes
«Se
ISereulanu
No
dia anniversario do
fallecimento
do
snr.
A. Herculano
fizeram-se
na
egreja
parochial
da
Encarnação,
jaqui em
Lisboa,
suffragios
públicos
pela
sua
alma, aos
quaes
concorreram
diversas
pessoas, e
entre
ellas
o
snr.
padre
Seabra,
na
qua
lidade
de
redactor da
«Nação»,
jornal
re
ligioso,
e
em
nome
da
sua
redacçào.
Estas
duas
circumstancias
causaram
assombro
n
’uma grande
parte
dos
cailio-
licos,
que deu
occasião
a
uma
carta
onde
se
lhe censurava
o
acto,
como menos
advertido
em
quem
tinha
duplicadamente
rigorosa
obrigação
de
zelar
as
tradições
do
seu
jornal,
e
mais
ainda
de
respeitar
as
leis
da Egreja.
A
esta
censura
respon
deu
tão
displicentemente
to
censurado,
que
ainda
mais
augmentou
a
indisposição.
Algumas
pessoas
foram
tão
dolorosa
mente
impressionadas,
que
se
me
dirigi
ram,
até
por
meio
de
cartas,
pedindo
me
que
refutasse
aquella
menos
bem
pensada
resposta,
e
mais
o
acto
de
que
pertendia
ser
a
apologia
Não
se pense,
porém, que
tenho a
enfatuada pertenção
de
refutar
os
funda
mentos
da sua
apologia;
não,
eu
só
as
piro
a
expor
o
que
penso
ácêrca d’elies.
Não
me
esquece
que
sou
um
leigo,
e
que
falio
a
um
padre,
e de
mais
a
mais
pre
gador
conceituado.
Invoca
em
primeiro
logar
o
snr.
Sea
bra
o
silencio
do
«eminentíssimo
prelado»,
que
não prohibiu
«aos
fieis
que
se
reu
nissem
no
templo
para
orarem
por
alma
do
finado»;
mas,
ou
esta
prohibição
tem
(le
repetir-se
a
cada
caso
particular, o
que
exigiria
que
antes
de
se
reahsar
fosse
levado
ao seu conhecimento,
sem o que
nenhum
ou
mui
pouco
valor
tem
o
si
lencio
invocado,
ou
regula-se
em
leis
ge-
raes
que
devem
ser
obedecidas
e
respei
tadas
em
quanto
não
são
modificadas,
devendo
essa
modificação
determinar-se
expressa
mente.
Do
contrario,
o
silencio
importa
a
mantença
d
’
essa lei,
em
vez
de significar
a
dispensa
d
’
ella,
como
pa
rece
suppor
este
snr.
ecclesiaslico.
Além
d
’
isso passou lhe
da
memória
que
por mais
de
uma
vez
tem
arguido,
bem
acrementel
o
silencio
dos
prelados
em
casos
que
exigiam
imperiosamente
que
fallassem
bem
alto
para
prevenir
aconte
cimentos
bem
deploráveis;
e
com essas
arguições
despedaça o
escudo
cora
que
pertende
agora
cobrir-se.
Ora
a
lei geral
que
regula n
’
este
e
n
’outros
casos,
existe.
Os
cânones
previ
nem
as
varias
hypotheses que ella
pre-
'ine;
e,
para só mencionar uma,
posto
que
outras
mais
poderiam
invocar-se,
ape
nas
mencionarei
o
cap.
12,
de
Poenit.
H
remiss.,
que
não
é
licito
a
um
sacer
dote,
que
é lambem um
slrenuo
defensor
das
leis
da
Egreja-,
ignorar,
ou passar
por
alto.
Em
vista
d’
esta
disposição
creio
que
nenhuma
duvida
póde
haver
sobre
a
in
conveniência
do
seu
acto;
mas
se
alguma
restasse, parece-me
que
seria mais
seguro
obedecer
ao
aphorismo
de direito
e
de
pbilosopíiia
—iVa
duvida
abslem-le.
Em
segundo
logar,
é
certo
que
deve
mos
«rogar
pelos
vivos e
defuntos»;
e
que
se
lê
no livro
2
dos
Machabeus,
que
<é
santo
e
salutar
o
pensamento
de
orar
Pelos
defuntos,
para
que
lhe
sejam
remit
idos
os
seus
peccados»;
mas
deve
adver-
lir-se
que
não
é por todos indislinctamen-
}
e
-
Não
queria
Judas
que
se
orasse
pelos
rôolatras,
que
lhe
faziam
a
guerra,
nem
pelos
judeus
apóstatas,
com os
cadaveres
dos
quaes
se acham ídolos;
mas
só
por
aquelles
«que
morreram
com
piedade».
Se
assim
não
fosse,
deveria
o
snr.
padre
Seabra
fazer
queimar
todos
os n.08
da
«Nação»
que
condemnaram
o
grande
es
cândalo das
exequias
de
Cavour.
Não lhe
imputo a
crime ter
perdoado
ao
fallecido
a
parte
que
pôde
vir
a to
car-lhe
na
descomposta
invectiva
do
Eu
e
o
Clero,
por
elle
escripta;
mas
nem
foi
só
este
folheto
a
sua
peior
obra;
nem
que
o
fosse,
poderia
deixar
de
applicar
sé
a
esta
rancorosa
manifestação
da
sua
descomunal
soberba
offeudida um
pouco
de
boa
critica
para
descobrir
se
não
ha
veria alii
mais
que
o
despeito,
perdoável
até
certo
ponto
da
parte
de
qualquer
in
divíduo
do
clero
oflendido.
Se
o
tivesse
feito,
veria
alguma
cousa
mais,
que
já
lhe
não
seria
licito perdoar
—a
expressão
do
odio e
de
hostilidade
irreconciliável
á
Egreja.
O
que
é
a
sua
Historia
da
Inquisição,
senão
um
reposilorio
de
falsidades
e ca
iu.unias
contra
os
Papas,
e
os
cardeaes
=algumas
das
quaes
estão
contradiclas
pelos
mesmos
escriptores
com
que
figura
abonar-se,
outras contrariadas
pelo
viver
dos
calumniados,
e
as
mais
dVllas
lendo
origem unicamente
na
sua
malevolência?
E o
que
são os
seus
Opusculos?
Eructa-
ções
de
odio
protestante
contra
a
Santís
sima
Virgem,
a
quem negara
o
singular
pri
vilegio
da
sua
Conceição
hnmaculada;
con
tra o
Concilio
do
Vaticano,
por quem
só
mostra
desprezo
brutal,
e
contra
a
Infallibilidade
do
Papa,
que
negou
acco-
sando
toda
a
Egreja-
desde
os
primeiros
séculos
de ignorância
e de
servilismo
!
Creio
bem
que
o
snr.
padre
Seabra
\lê
por
cima;
pertnitta-me
não
obstante
I
que
nutra
duvidas sobre
a
asserção
de
também
der
como
lição
os escriptos
do
grande
historia
ior»;
a
não
serem
os
seus
romances,
e
esses
mesmos
nem
todos
podem
ler-se
sem
perigo,
v.
g.
o
Eurico,
pois
exigem
grande
prudência
e
cuidado
para
não perverterem,
não
o
creio.
Não
me parece
que
venha
a
proposito
o
exemplo
que
citou
dos
padres
jesuítas,
sufifragando
em
Pombal
a
alma
do
seu
perseguidor.
Nisto
fizeram
uma
obra
de
caridade,
que
não foi
a
primeira,
e
que
muito
os
honrou
como
herdeiros
e
suc-
cessores
d
’
aquelles
que
pelo
marquez d
’
a-
quelle titulo
foram
tão
barbara
e
injusta
mente
exterminados.
E
não
me
parece,
porque
este
marquez
morreu
no
seio da
Egreja,
tendo
antes
obtido
o perdão do
bispo
de
Coimbra,
a absolvição
da
Egreja,
que
substituiu
o
perdão de Malagrida,
já
morto
por ter
sido
condemnado
a
garrote
e
não
ás
chammas, como
com
pouca
exactidão
suppõe.
Confesso
não
saber
dizer
qual
dos
dois,
o
marquez
de
Pombal, ou
A.
Her
culano
causou
maiores
males
á Egreja.
Sob
o
ponto
de
vista
material,
foi
aquelle;
mas
sob
o
moral,
só
Deus
o
sabe. Eu,
a
unica
coisa que
sei,
é
que
o
marquez
de Pombal exleriorraente morreu
dentro
da
Egreja,
e
A.
Herculano
fóra
d
’
ella.
Agora
duas palavras
só
ao
artigo
do
snr.
A.
de
Mendonça,
que me parece
te
ria feito
melhor
se
não
apparecesse
com
a
sua
producção.
A
fallar
a
verdade
não
cheguei
a
com-
prehender
bem
a
sua
doutrina
a
respeito
da
contricçâo;
mas
se,
sem
o
eu
saber a
percebi,
o
snr.
Mendonça
deve
orar
pela
alma
de
Mafoma,
e
inquestionavelmente
pelas
de Luthero,
Henrique
VIII
etc.
etc.,
para
estar
d’
acordo
com
ella.
Com
generosidade
puramente
sua
dis
pensa
aquelle
que
ensinou
doutrinas
er
róneas,
heréticas
e
blasfemas
(que
tudo
isto
se
encontra
nos
escriptos
de
A.
Her
culano),
de
fazer
uma
retractação
publica
d
’
ellas.
Infelizmente
para
s.
s.a
esta
sua
generosidade
é
repellida
pela
Egreja,
que
exige
neste
caso
a
retratação
publica.
Fel-a
elle?
Não,
e
mais
sobrou-lhe
o
tempo.
O
exemplo
que
cila
de
Dímas
é
con
traproducente.
Elle
«mereceu
ouvir
dos
iminaculados
lábios
do
Redemptor
as tão
consoladoras
palavras:
«Hodie mecum eris
in
paradiso»;
mas tinha-se
antes
arre
pendido
dos
seus
crimes,
e retractado os
impropérios que
lhe
tinha
dirigido.
Diz
S.
Lucas
que,
voltando
se
para
Giestas,
o
reprehendera,
dizendo-lhe:
«Neque lu
limes
Deum
qued
in
eadem
damnatione
es.
El
nos
quidem
juste,
nam
digna
faclis
recipimus:
hic
vero
nihil
mali
gessil».
E
lirigindose
ao
Redemptor
disse-lhe:
«Do
mine,
memenlo
mei. cum
veneris
in re
gnurn
luum».
Herculano
imitou
a
Dimas
quando
este
improperava contra
Chrislo
(S.
Math.
XXVII,
44);
póde
o
snr.
Mendonça
mos
trar-nos
que o imitou
quando
fez a
sua
j
retractação?
Não:
logo
de nada
serve
ai
multidão
de
palavras
em que
amortalhou'
a
sua
nebulosa
doutrina.
Não
lhe
disputo
o
gosto
que
mostra
pelos
discursos
recentes
e
praticas
do
revd.°
padre
Seabra;
desejaria,
porém,
de
ver-lhe
a fineza
de
mostrar-me
que uns
e
outros
estão
d
’
acordo
com
as
doutrinas
da
«Nação»
em
1861,
ou
a
razão porque
as
d
’
esse
tempo
se hão de
pôr
de parte
para
seguir unicamente as
d
’
agora.
Eu
ainda
estou
d
’
accordo
com
o
que
disse
no
«Bem
Publico»
em
1861,
e
não
mudei
a
respeito
da
opinião
em
que
desde
1836 tive
o
snr.
A.
Herculano;
não
posso
porisso
louvar
o
snr.
padre
Seabra
por
ler
concorrido
ás
exequias
d’
este escriptor.
Sousa
Monteiro.
EHeiSaeçAo
«9o «Conimereio
do
?SS3SE«(!I>.
Londres,
3
de
Setembro, 1878.
[Continuação]
SUMMARIO.
I. —
Importante
e
interessante
noticia
e
perspectiva
de
refórma
no
Egypto.
II.
—
•
Probabilidade,
ou
quasi
certeza,
de
que
Bismark
terá
de
emendar
a
mão
em
sua
estouvada
política
anti
Catholica.
HL
—
Cingregancia
(ou
«meeting»]
com
mercial
em
Paris
—
um Senador
a
babo-
sear.
IV.
—
Grande irritação
buzzurra
na
Ita-
lia,
contra
a
Áustria,
pela occupação
da
Bosnia
e
Herzgovina,
e
mesmo
contra
a
Inglaterra,
pór n
’ella
ter
consentido.
V.
—
Espirito
anti-calholico
Inglez,
mas
que
não
creio
seja partilhado
pelo
Gabi
nete
actual.
VI. —Mais
prova
da
parte
que
as
sym-
pathias
Italianas
e
Garibaldinas
têm
na
resistência
á
occupação
Austríaca
da
Bos
nia
e
Herzgovina.
A
Commissão
Europea,
que
de
accor-
do com
a
vontade
ou
consentimento
do
Kedive, tinha
paciente
e
miudamente. exa
minado
todas
as
circumstancias,
e
for-
malisado
um
relatório
e
parecer,
os
apre
sentou
ao
Baxá;
e este,
no dia
23
do
corrente,
n’
uma
entrevista cora Mr.
Ri-
vers
Wilson,
presidente
da
Commissão
examinadora,
fallou-lhe
da maneira seguin
te:
—
«Lia
Informação
ou
Relatorio
da Com
missão
de Inquérito
a
que
presidistes.
E
’
cheio
de
detalhes,
e
se
o
tempo
não
per-
miltiu
que
examinásseis
inteiramente
al
gumas
questões,
nem
por
isso
vos agra
deço
menos
cordealmente,
e
a
vossos
col-
legas,
cuja
ausência
sinto,
porque
dese
java lambem
agradecer-lhes
em
pessôa.
Quanto
ás
conclusões
a
que
chegastes,
eu
as
acceilo.
Não
é
isso
mais
que
na
tural;
fui eu
que
desejei
este trabalho
para
bem
do
meu
paiz.
Só
me
resta
pôr
em
execução
estas
conclusões.
Eslae
se
guros
que
o
farei sériameute. O
meu
paiz
deixou
de
ser
Africano;
formamos
agora
parte
da
Europa.
Convém,
pois,
abando
nar nossas
velhas
maneiras,
e
adoptar
novo
systema.
de
accordo com
o
nosso
progresso
social.
Creio
que
antes
de
mui
to
vereis
consideráveis
mudanças
e
que
se
effeituaram
mais
facilmente
do
que
se
podia
esperar.
Não
é
mais
que
uma
'ques
tão
de
justiça
e
respeito
á
lei.
«Sobre
tudo, não devemos
contentar-
nos
só
com
palavras,
e
por
minha
par
te
estou
determinado
a
provar
minha
in
tenção
por factos;
e
para
mostrar
quanto
estou
sériamente
determinado,
dei
instruc-
ções
a
Nubar-Baxá
para
formar
Ministé
rio.
«Esta
innovação
poderá
parecer
de
pou
ca
importância,
mas
vereis
que
d
’
esla in-
novação,
sériamente
concebida,
ha
de
nas
cer
a
independencia
ministerial,
e
não
é
isso
pequena
cousa;
porque
ta!
innovação
é
um
ponto
de
partida
para
mudança
ra
dical
de
systema,
e
da,
na
minha
opi
nião,
a
melhor
segurança
que
posso
pres
tar
da
sinceridade com
que
intento
levar
a
effeito
vossas
conclusões.
«Vós
ides
partir.
Espero
ver-vos
de
novo
entre
nós
brevemente;
mas
desejo
leveis
convosco
a
convicção
de
que, se
haveis
tido
tarefa
diilicil
e
enfadonha,
os
vossos
trabalhos
não
sefám
sem
frnclo,
porque
sabeis
que
tudo
toma
raiz
e
ama-
dura
depressa n
’
este
antigo
solo
do
Egy
pto. »
E
’
preciso
confessar,
que
o
discurso
do
Kedive
dá
mui diversa ideia
da que
ordinariamente
concebemos
de
um
Baxá
Turco,
occupando-se
muito mais
do
seu
serralho
e
do
seu
cachimbo
que
dos
in
teresses
públicos.
A
ultima reflexão
que
faz
ailudindo
á rapidez
da
vegetação,
da
crescença
e
madureza,
próprias do
paiz
e bem
conhecidas, tudo
indica
boa
capa
cidade.
Esperemos
que
os
trabalhos
da
Commissão
que
foi
examinar
as
circum
stancias,
as
faltas e
abusos
do
Governo
e
administração,
assemelhem
o
que
José,
n
’oulro
tempo,
tão
maravilhosamente.
veio
a
presidir
e
reformar.
Antes
quizera eu
vêr
o
Egypto
assim
tornar-se
por
si
mesmo
uuia
Potência
importante
e
forte;
que
vêl-o
talvez presa
da
Inglaterra,
ou
da
Buzzurria,
em
que
o
Protestantismo
Inglez,
por
seus
instrumentos,
Mazzini,
Cavour,
Garibaldi,
Napoleão
111,
veio
a
transformar
a
interessante
Península
Ita
liana.
O
paiz
d
’
onde
saiu
Moysés
com
o
Po
vo
que
tinha
de
conservar
o
deposito
da
verdadeira
Fé.
que
linha de
ser
instru
mento
para
se
promulgar
ao
Mundo
a
Lei
das
Leis, o DECÁLOGO,
nunca
póle
cessar
de
ser
dotado
do
mais
vivo
in
teresse para
a
grande
Communidade
Ca
tholica, Apustolica,
Romana.
II.
—
Os
leitores
do Apostolo
poderám
recordar
se,
de
como
por vezes,
e
ha
muito,
eu
tenho
insistido
na
loucura
e
palmar
êrro,
de
um
homem
que
não
é
tolo,
de Bismark,
na
cabeçada
estúpida
que
deu,
com
sua
perseguição
contra
a
Igreja
Catholica,
no
recente
Império,
que
Napoleão
Exiguo
lhe
deu
occasião
de
.fórmar.
•YWSST^SVWrxnnWÇnHBWWM^OTffliMMOIBW^ír^riRCTBIKKySZaCTreraiMWW^Wra
Milenários,
os
Monothelitas,
os Moscovi-
las,
os
Nasarenos,
os
Nestorianos,
os
Ni-
colatas,
os
Ophitas,
os
Paulos
de Samo-
satha,
os
Pelagianos,
os
Phocios,
os
Prn-
xeos,
os
Predestinatestas,
os
Priscilianos,
os
Prolomeos,
os
Quaquers,
os
Rebapti-
santes,
os Reformistas,
os
Sabolios,
os
Saturninos,
os
Sagarellos.
os
Semiplagia-
nos,
os
Sethianos.
os
Simons,
o Soci-
nianismo,
os
Storcoranistas,
os
Tanthel-
mos,
os
Tacianos,
os
Theodotos,
os
Va-
lentilianos,
os
Valderes,
os
Vigilantes,
os
Wiclefilas,
os
Zuinglos,
etc.
Vejam
os
leitores
que exercitos
em
combate
constante
com
a
Egreja!
Imagi
nem,
se
podem,
os
milhares
de
livros
escriptos,
e
publicados
em todos
os
lu
gares,
onde
havia
christãos,
e
quanto
loi
necessário
aos Defensores da
Religião
de
Christo
batalhar
para
vencer
as
forças
de tantos
inimigos
formidáveis
pela
posi
ção,
que
a
mór
parle
d’
elles
occupava
no
mundo,
e
pela
fama
de
sábios,
que
gosavam,
fama
ainda
hoje
abonada
pela
dialética
que
reluz
nos
seus
escriptos.
Não
é
um milagre
o
triunfo
completo
da
Egreja
sobre
tantos,
e
tao
formidáveis
adversários;
ou
tantos
triunfos,
quantos
os
combates?!
E
não
é esta
a
prova
mais
irrefragavel
da
divindade da
instituição,
da
infailibili
lade da
doutrim,
e
da
verdade
pronunciada
pela
bocca
do
seu
Instituidor
et
porloe
inferi
non
prevalebunt
adversas
eam
?
!
Agora
olhemos
para a
historia
profana
desde
os
dias
de
Roma,
para
náo subir
mos
mais
alto até
os
nossos
dias.
Que
vemos?...
Quantos
impérios
destruídos!
Quantos
codigos
rasgados!
Quantas
for
mas
de
governo!
Quantas
instituições
le
vantadas,
e
pouco
depois
abatidas !
Quan
tas
leis
nas differentes
edades,
e
para
as
gerações
successivas !
Quantos
esforços
da
política
!
Quantos
trabalhos
da
sciencia
para o
bom
regimen
dos
Estados!
Quan
tas
fadigas
!
Quantas
experiencias
!
E
quantos
sacrilicios
para conseguir
um es
tado
permanente
de
prosperidade,
e
de
descanço
1
Qual
tem
sido o
resultado
de
tantos,
e
tão
ímprobos
trabalhos?
A
perdição mo
ral,
e
a
perdição
fisica
;
a incerteza,
e
as
vacilações;
a
falta
de
fé
no
presente,
e
a
desconfiança
no
futuro!
E
’
o que
se
vê
em
todos
os
paizes,
porque em
todos se
trabalha,
e
barafusta
para
chegar
a
me
lhor
estado,
porque
ninguém
se
contenta
com
a
sua
sorte?
E
não
basta
isto
para
desenganar
os
povos
de
que não está no
mundo
a
felicidade, a que aspiram,
e
em
que
nada
tem
achado
que
os
satisfaça?!
Não
virá
um
dia,
em
qne
reconheçam
que
outra
é
a
sua
patria?
Não
virá
um
dia
que
os
desengane
de que
o amor
de
Deus,
e
do
proximo
é
o paraiso
do
mun
do,
e
a
chave
unica
para
lhes
abrir
as
portas
do
paraiso,
em
qne
não
ha
dores,
em
que não
ha
desejos,
nem
ambições
de
melhores
venturas,
e
aonde
não
ha
te
mores,
nem
receios
quanto
ao
presente
e
ao
futuro ? !
Amor?...
Que
sentimento
mais
doce
para
alimentar
o
coração
humano,
e
a
vida
do
espirito!
Amor
para
com
Deus!
Que
perfeição
mais absoluta, do
que
a
do
Creador
do
Universo,
e
de
tantos
mi
lhões
de
maravilhas,
que
se
veem
por
toda
a
parte desde o
insecto
mycroscopico até
ao
monstro
mais
corpulento;
desde
a
erva
humilde
do
campo,
até
ao
njais
alto
ce
dro
do
Lybano;
e
desde
a
estreiteza
do
pequeno
regato até
a amplidão
dos ma
res,
e desde
a
tagnlha
até
ao vulcão!?
Que
outro ser,
qne outro
objecto
ha
mais
digno
do
nosso
amor,
do
que
Aquelle,
a
quem devemos
a
vida,
o nascimento, a
existência,
e
tudo quanto
nos
lisongeia
os
sentidos?!
E
não
será uma,
e a
maior
honra
para
o homem
viver
na
amizade
de
Aquelle, que
tudo
póde, que
tudo
sabe,
a
quem
nada
falta,
cujas
riquezas
são
inexgo-
taveis,
e
que
é
infinito
em
todos seus
al-
tributos ?!
Amor
do
proximo!
Que
encerra
todas
as
leis
do
viver
da
faniilia,
e
do
viver
social!...
Que
afiança
a
consolação
ao
aiUicto;
o
amparo
ao
infeliz;
o pão
ao
pobre;
o
auxilio ao
fraco;
o
conselho
ao
ignorante;
o
descanço
ao
oprimido;
e
que
faz
de
todas as
sociedades
humanas
uma
só
sociedade
geral
de
irmãos,
'porque
fi
lhos
do
mesmo
Pie,
e
uma
só
commu-
nidade
para
os
bens,
e para
os
males!!
Oli
!
Estabeleçam
os
governos
da
terra
o
systema
político
sobre o
amor
de
Deus,
e
do proximo,
e
gosará
o
mundo
de
paz,
de
felicidade
permanente,
e
segura,
e
do
atrio
por
onde
se
entra
para o celeste.
Taes
são
os
resultados
infaíliveis
da
lei
do
amor
de
Deus,
e
do
proximo,
lei
que
só
a
sabedoria
infinita
polia fazer com
0 perturbar
assim,
como Bismark
fez,
o
syste.u
i
a
marcha,
os instrumentos,
da
e
lucaçãa.
do alimento
m
>ral,
de
um
terço,
pelo
menos,
do
novo
Império,
não
polia
falhar
de
produzir,
em seu
tempo,
e
não
mui
remoto,
consequências
analo-
gas ás
que
resultam
n
’om
bom
campo
de
que se
retira
todi
cultura
e boa
semen-
.e.
Não
tardam
a
brotar
os
espinhos, os
abrolhos;
toda
sorte
de
plantas,
umas
inúteis,
outras
venenosas.
O
medonho
progresso
do socialismo,
cujos
fructos e bellas
primícias
appare-
ceramjí
nos
Hoedels
e
Nobilings,
vêm
con
firmar
o
meu
prognostico.
—
Note-se,
que
é
na
sociedade,
principalmente,
que
tem
crescido
nos
sete
annos
de
esterilidade
moral,
creada
pelo
resultado
das leis
de
Falk
e
política
Bismarkina
com
ellas
le
gada,
que
os mesmos
Hoedels
e Nobilings
se
tem
creado
e
crescido
á
lei
da
má
natureza,
das
paixões
e
do
vicio.
A
minha
conjectura,
porém,
que aven
turei,
de
que
o
mesmo
Bi-mark era
ho
mem
também
a
voltar
pira
traz
sem
muita
ceremonia,
ao
perceber
que
tinha
ido errado,
parece
me
ha
de ser
igual
.
mente
verificada
pelos factos.
E
maravi
lha
seria se
Bismark
não
visse
os
in
ficios
de
como
a
opinião,
em
geral,
do
novo
Império,
começa
a
perceber
o
perigo,
e
a querer
ella
remediar
os
effeitos
da
louca
política
anti-calholica
do Falco
Bis-
markino.
Repare-se no resultado
das
novas
elei
ções
na Allemanha,
que
leio
em
um
pa
ragraplio,
datado
ante-hontem
de
Paris,
nas
noticias
do
Times:
—
«Em
Munich
prohibiu
se
aos
soldados
entrar
em
23
tabernas,
frequentadas
por
Socialistas.
«O
novo
Reich-slag,
ou Parlamento AI-
leinão
contém
103
proprietários
de
terre
no.
28
letrados,
21 clérigos
Catholicos.
um
ministro
Protestante,
13
professores
e
mestres,
14
jornalistas, 3
médicos,
2
fabricantes
de
cerveja,
e um
banqueiro.»
A.
11. SARAIVA.
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Ha
desenove
séculos
que
o
Filho
do
Eterno
Padre
estabeleceu
a
sua
Egreja
na
terra,
e
deu
aos
christãos
o
codigo
ftin
daniental
das
leis
que
deviam regular
esta
nova
sociedade até
á
consummação
dos
tempos.
Este
codigo,
e
estas
leis tão
sim
ples,
quanto
itnmuiaveis;
que
se
redu
zem
a
dois
preceitos
tão
claros,
quanto
fáceis
de
comprehender,
e
executar
:
ama
rás a
Deus e
ao
leu
proximo,
próprias
para
todos
os
tempos,
para
todos
os
ho
mens,
e
para
todas
as
Nações;
este
codi
go,
e
estas
leis provam
a
sciencia
infal-
livel,
e
a
bondade
inimitável
do
Legis
lador
divino.
Nenhum
sabio
da
terra,
ne
nhuma
escola,
nenhuma
academia
tem
a,lé
hoje
discutido a
verdade
d’
aquella
lei
fundamental
do christianismo,
para
cuja
execução
a Egreja
fez
os
regulamentos ne
cessários,
ou
as
leis
organicas
para
as
evoluções
da
grande
sociedade
christã, as
sim como
nos Estados
temporaes se pra
tica
para
regular,
e
determinar
a
conducta
dos povos na
sua
vida
civil.
Foi
então,
que
se
levantaram
as con
trovérsias,
e
as
disputas
da
falsa,
e
cor
rupta
filosofia,
contra as
leis
de execução
feitas
pela
Egreja,
contra
os
sacramentos,
contra
os
ritos,
contra
o
culto,
contra
Roma, e
contra
o
sacerdócio.
Apparece-
ram
os
Abadardes,
os
Albigeois,
os
Ana-
batistas, os
Andronicianos,
os
Angélicos,
Os
Antrophianos,
os Antimarianos,
os
An-
tiocos,
os
Antitactos,
os
Antilrinitarios,
os
Apollos,
os Apollinarios,
os
Apostoli-
cos,
os
Apotacticos,
os
Arabianos,
os
Arios,
os
Areuenios,
os
Arnaud,
os
As-
lotyriles, os
Ascophitas,
os Audies,
os
Baculaires.
os
Baianistas,
os Bardesanos,
os
Basilidos,
os
Begardos,
os
Berengers,
os
Bogomilos,
os
Cabaiistas.
os
Cainilas,
os
Calvinitas,
os Camisarios, os
Capucios,
os
Carloslados,
os
Carpocratas,
os
Cordons,
os Cerinlhos,
os
Chaldeos,
ou
Nestorianos
da
Syria,
os
Clemenlinos,
os
Cleobulos,
os
Colluthos,
os
Cophtas,
os
David
de
Dinan,
os
Donalistas,
os Dositeos,
os Duu-
listas,
os
Ebionitas,
os
Elcesetas,
os
Eonos,
os
Eunomos,
os
Eunuchos,
os
Euphratos, os
Eustathos,
os
Eutichianos,
os
Famílias,
os
Fanaticos,
os Felix,
os
Fraticellos,
os
Gilbertos,
os
Gnosticos,
os
Gomaristas,
os
Gregos,
os
Heuriquistas,
os Heraclios,
os Hermias,
os
Hermogenos,
os Hollandistas,
os
Hufsitas,
os Jacobitas,
os
Iconoclastas,
os
Joachim
de Calabria,
os
Lolardos,
os
Lutheranos,
os
Macedo-
nios,
os Manicheos,
os
Marcos,
os
Miri-
sonitas,
os
Materialistas,
os
Melchisedecia-
nos,
os
Menandros,
os
Messulianos,
os
tão
poucas
palavras.
DUige
Dominum
Deum
luum,
et
proximum tuum,
sicut
te
ipsum.
Respondam
a isio
os
reformadores
pro
fanos,
se
podem.
José
de
Freitas Amorim
Barbosa.
------
4J
Coiígresx®
E«roj»èu.
(Conclusão;
Mas
não
é
este
o
fundamento
das po
tências.
Lembramo-nos de
uma
palavra,
ou
antes de
uma
imprecação
prophetica
do
snr.
Thiers,
formulando,
com
uma
elo
quência que
não
lhe
era
ordinaria,
pensa
mentos
qne não
podia
produzir o seu
es
pirito
e
que
já
não
eram
para
o espirito
do
seu
tempo:
«Quando
a
Inglaterra
em-
prehender
resolver
por si
só
a
questão
do
Oriente, seria
melhor
para
o
ministro
ilos
negocios
estrangeiros
de então
nunca
ter
nascido
!>
Ah!
este
ministro
está
na
mesa
do
Congresso.
Inglez, protestante,
republicano,
não
se
lhe
dando mesmo de
representar
o
povo de S.
Luiz! Elle
é
um
d
’esses fracos
que
perdoam
ás
po
tências
dizerem
que
a
força
prima sobre
o
direito.
Elle
bem
o
sabe.
Nem
sua
theo
logia,
nem
sua
França
querem
fazer
op-
posição.
Caminha-se,
não
sem
qne
haja
alguma
inquietação.
A
força
prima sobre
o
direi
to,
mas
sente
se
que
o direito
fica,
se
bem
que
abatido E
’
preciso
organisar
a
força.
Organisar
é
restabelecer.
E’
preciso
ca
minhar
para
o
futuro. Lá,
os
fortes
se'ão
constrangidos
a ver
e
a julgar
sua
in
justiça.
A
força
poda,
corta,
arranca, dá
a
morte.
Porém
a
morte
só
não
produz
senão
a
corrupção.
Tudo
não
está
feito,
porque destruíram
tudo.
De facto
não
ha
mesmo
nada.
Como crear
o
direito supe
rior
qne
produziria
a
vida?
0
Congresso
parece
ler
pensado
que
a
corrupção,
fi
lha
da
morte,
produz
os
governos
e
os
povos
por
via
da
geração
espontânea,
e
que
não
podendo
ou
não
querendo
refa
zer
o
antigo Decálogo,
ella
póde
subsli-
luil-o
por um outro
em
que
a
sociedade
viverá
sem
supportar
o
incommodo
do
di
reito.
Este
milagre
é
improvável,
apesar
dos
annuncios
orgulhosos da diplomacia.
Póde-se
condemnar
a
humanidade
a
viver
sem
direito,
não se
pode condemnal-a
a
viver
contra
a
natureza
e
a
razão.
Estas
objecções
agora
e
d
’
aqui
em
diante
despidas
dos meios
militares
são
reenviadas
á
força
que bem
saberá
res
ponder
mais
tarde.
Adiando
importunos
alarmas,
o Congresso
precipita-lhes
a
exe
cução.
Elle
verá
em
breve
que
os
fortes,
não
são bastante
fortes,
ou
que,
bastante
foites
para
destruir,
elles
não
tem
o
prin
cipio
da
vida
e
não
pódem
nem
coserval-o
nem
prodnzil
o.
Deus
não deu a
força no
mundo
para
primar
sobre
o
direito
que
é
sua
ima
gem.
Elle
creou
o
direito
para
primar
e
reagir
contra
a força,
e
se
o
mundo
está
destruído não
é
a
força
que reconstruirá.
Destruída
ou
reconstruída
sob
uma
ou
tra
fórma,
mas pela
lei
primordial,
a
so
ciedade
não
terá
existência senão
pela
vontade
de
Deus
;
e
as
Potências
perderão
sua razão
de
ser.
0
que será este
Oriente,
primeira
con-
strucção da
força ambiciosa
de
mostrar
ao
mundo
o
que
póde
fazer
a
força pri
mando
sobre
o
direito?
Esse
Oriente
de
fabrica
será
o que
foi
o
Oriente
que,
elle
substitue,
mas com
povos
mais
perversos
e
praiicas
mais
civilisadas,
isto
é
peio-
res;
pois
nada
ha
mais
relutado por
toda
a
historia
que
a
primazia
da
força
e
o
aniquilamento
do
direito.
Alli
portanto
serão
reunidos
todos
os
restos,
todas
as
antigualhas
e toda
a
estupidez
que
tem
visto
passar
a
terra,
todos
os
abusos
da
força;
e
essas
nodoas
serão
guardadas
por
outras
pestes,
talvez
menos
selvagens
na
apparencia,
porém
mais
antigamente
anli-
chrislãs.
Os
Inglezes,
os
Russos,
não
que
rerão
e
não
poderão
disciplinar essas
mul
tidões
senão
para
ernpregal-as
na
guerra
sempre
imminenle.
Não
se vê
uma nação
prolectora
que
possa
se
propor
a
resta
belecer
a
moralidade
de
seus
súbditos.
E
’
mais
que
provável que
todas
se cor
romperão
mutuamente,
e
perderão
de
prompto
alguma
cousa
das
virtudes,
isto
é,
dos
bons
hábitos
que
lhes
possam
res
tar
uma
certa disciplina,
uma
certa
igno
rância.
A
Europa receia
o
cholera asia-
lico.
Os
Missionários
receiam
mais
a
irre
ligião
da
Europa.
A sentina da
Europa
e
a sentina
da
Asia
se
corromperam
mu
tuamente.
Açoutadas
com
o
mesmo
azor-
rague,
ellas não
farão
mais que
uma
im-
mensa
cloaca
de
infecção
cujos
fermen
tos se
espalharão
sobre
o
mundo
civili-
sado
que
os
aiigmentará.
Ver-se-ha
dimi
nuir
as
virtudes
de
Berlim,
de
Lon
Ires
de
S.
Petersburgo.
Quem
poderá
emprehender
sanear
es
sas
forças
quando
os
jornaes europeus
quizerem
ensinar-lhes
«o
mais
santo
dos
deveres?»
Sem
duvida
pretender-se-ha
ti
rar
lhes
o
direito
de
lêr. Mas os
jornaes
da
Europa
invocarão seu
direito
de
serem
lidos
;
(e as
grandes
potências
por mais
que
façam,
seus
escoadouros
militares
fi
carão
e
serão
promptámente instruídos).
Os
jornalistas
não se deixarão
privar
desse
gado.
Os
Indous,
os Tcherkesses e
os
Cossacos
serão
civilisados
por
Voltaire.
Não
faltarão
entre elles
os
Gambetlas,
e
dirão
com seu costumado
successo o
que
nunca
deixam
de
dizer.
Sempre
que
uma
lei
moral
qualquer
fôr o pretexto
moral de
qualquer
policia,
elles
dirão
que
é
ainda o c'eriealismo,
isto
é
Deus,
o
mal,
o inimigo
emtim
;
cousa
absolutamente
insupportavel
a
taes
pes
soas
de
bem.
Os
In
lous,
os
Cossacos,
bons
philosophos
por
natureza
se
porão
perfei-
lamente
de accordo sobre
este
ponto cotn
os
nihilistas
e os
neovoltairianos
e'se
lan
çarão
ao
ultimo saque
de
Roma.
Não ha
verá
mais
Papa,
antro
da
superstição;
em
uma
palavra
a
força
primará
sobre
o di
reito.
Taes
axiomas
não
se
perdem.
E
depois ? .
.
.
Direis
que
são
chimeras
aterradoras.
Chimeras,
sim;
aterradoras,
ainda sim.
Mas
emfim
são as
promessas d.i
força,
e
a política procurará,
bom
ou
mau
grado
seu, reter
a
força
pelos
mesmos
meios
que
empregaram-n
’
a.
Ella já
os
experi
mentou,
e
não
tem
outros.
0
mundo
será radicalmente
perverti
do.
Entre
os
ministros
e
os admmistrados
da
força,
muitas almas
sentirão
que
nada
lucrarão
e
não
tem
a lucrar
com
a
vida.
Elles
se
dirão què
melhor
lhes
seria
não
terem nascido.
Será
muito
tarde
Estando
completo
o
numero
dos
escolhidos,
a
mi
sericórdia
vendo
que
nada
tem
a
fazer,
porá
a
Egreja
na
posse
da Eternidade.
A
Egreja foi
feita
para
ver
passar
o
mun
do,
e
o terá
visto
passar.
0
ultimo
tes
temunho
do
seu
nascimento
terrestre
dis
se-lhe
que
não
amasse
o mundo, e,
sen-
lindo-se
morrer,
exclamou
propheticamen-
te: «Vinde,
Senhor
Jesus!»
isto é: Vin
de,
Justiça
eterna!
Livrae o
mundo
do
reino
usurpado
da
força
que
teve
o
poder
de
opprimir
o
direito!
Esta
palavra
constante
e
suprema
de
todos
os
fieis
que tem
vivido
será
a do
ultimo
fiel
que
morrer.
Elle levará
ni
purpura
do
seu martyrio
o
sonho
do
ultimo
forte
e
<Jo
ultimo
carrasco.
Esie
será
o fim
da
questão
do
Oriente,
começado
na terra
pela sciencia
de
Caim
e
pela
sabedoria política
dos
inventores
de
Babel.
Este
será
lambem
o
fim
da
ques
tão das
grandes
potências,
renovada
por
tantos
impérios
que
todos
nella
acharão
a
morte
;
o
fim
de
todas
as soberanias
terrestres
que
fizeram
a
questão
da
força
e
do
direito.
Jesus
virá
e
cumprirá as
promessas
de
Deus
dando
a
vida
eterna
aos
crentes
do
Decálogo,
que
desdenhando
do
poder
do
mundo
tiverem
observado as
leis
da
vida.
Assim
a
Egreja terá
recebido
do Es
pirito
lodo
seu
engrandecimento,
e
a*
po
tências
da
carne
e do sangue
perecerão
como
devem
perecer.
Ellas
terão
servido
para
advertir a
liberdade humana
de
que
a
tentação
da força
é
a
mais
louca
e
a
mais
criminosa das
illusões
do
orgulho.
Louis
Veuillot.
ta® í ísál.4 ISS
AGRADECIMENTO.
Profundamente
penhorada,
venho
por
este
nieio
agradecer do
intimo d’
alma,
aos
ex.
,nos
e
revd.
mos
snrs.
Arcebispo
Primaz
e
Bispo
d
’Angra
do
Heroísmo,
assim
como
aos
numerosos
ecclesiasticos,
anlo
d’
esta
cidade
como
de
iodo
o
reino,
que
celebraram
missas
por alma
do
meu
sempre
saudoso irmão,
José
Maria
Dias
da Costa. Igualmente
protesto
o
meu
re
conhecimento
ás
associações
Catholica
e
de
S.
Vicente
de
Paulo,
e
a todas
as
pessoas
que
realisaram
suffragios
com a
mesma
intenção.
Para
com
lodos
será
a
minha
gratidão
indelevel.
Maria
Clara
Dias
da
Costa.
Braga,
9
de
outubro
de
1878.
•pyyt-yryrci
GÀZETILBA
AOS
NOSSOS
ASSIÍS2ÍÍANTES
Dirigimo-nos
aos
nossos
assignantes
a
rogar
lhes o
obséquio
de
satisfazerem,
co
mo
lhes
cumpre, a
frnportancia
das
suas
assignaturas.
São
«litjnos
de louvor,
—
Consta-
nos
que
algumas
pessoas d
’esta
cidade
se
dirigiram
a
sua
exc.a
revd.
raa
o
snr.
ar
cebispo,
a
pedir-lhe
que
o
Santíssimo
Sa
cramento
seja
removido
dos
templos,
por
occasião
das
próximas
eleições,
para
local
onde
se
evitem as
irreverencias que,
in
felizmenle,
se
costumam
dar
por
eguaes
occasiões. E
’
desnecessário
encarecer
um
acto,
que
em
si
mesmo
tem
o
devido
elo
gio
e
louvor.
Sobre
este
assumpto
nada
dizemos
por
agora;
porque
esperamos,
logo
que
nos
seja
possível,
tractal-o
com
a
devida
extensão,
acompanhando-o das
re
flexões
a
que
se
presta.
4>
y«»v<Bs-si<»
não
pnign
o jarassi!
a
<í«Besa»
trabalha.
—
Ha
factos
que
de
balde
se
procuram
qualificar
como
mere
cem.
Entre
esses
está
o
procedimendo
do
governo
para
com
os
indivíduos
que
tra
balharam
no ultimo
recenseamento
geral
que se
fez da
população
do
remo.
Exara-
se
um
decreto
em
que
se
promettem
aos
pobres
agentes
do
recenseamento
a
quan
tia
de 5
reis por
cada
pessoa
que
assen
tarem
nos
boletins;
a
necessidade
de
ma
tar
a
fome
convida
muitos
desgraçados
a
esse
improbo
e
amargurado
trabalho;
e
por
fim
nem
se
lhes
galardoa
o
mesmo
trabalho,
nem se lhes dá
o
que
lhes
foi
promettido.
Nós sabemos
de
alguns
mise
ráveis
que
passaram
por
incommodos
inau
ditos
atravez
de montes, serras
e
sitios
perigosos
para
ganharem
alguns
reaes
;
e
ao
cabo
de tantas
fadigas,
recusa-lhes
essa
magra
e
mesquina
esmola
o
governo
da
nação.
E
’
na
verdade
um facto
inqualiíicavel
que
o
governo
d
’
um
paiz
tenha
dinheiro
para
toda
a
especie
de
esbanjamentos
e
compadrio,
e
não
tenha
algumas
migalhas
para
matar
a
fume
dos
que,
á
custa
de
sacrifícios
e
incommodos,
se
dedicaram
ao
penoso
mister
de
trabalhar
no
ultimo
recenseamento,
tendo-lhes
promettido
o
pagamento.
Hoje
o
governo
chama
os
nobres
fi
lhos
do
povo para o
trabalho,
promelten-
do-lhes
uma
renumeração mesquinha
que,
por
fim, lhes
recusa
com
o
máximo
cynismo
e
indifferença.
A
’
manhã
manda
entrar pelas
casas
dos
cidadãos
empregados
do
fisco
para
lhes roubar
o
ultimo
fructo
do
suor
e
das
lagrimas
I
Quando
o governo
d
’uma
Mação
se con
verte
assim
n
’uma
eschola
de
ladroeira,
de
desperdício,
de
devassidão
e
cynismo
quando taes
exemplos
descem
dos
pro
prios
governantes,
e
quando
á
beira
da
pia do
orçamento
se
vè
um
outro
par
tido
liberal
faminto
e sedento
que
quer
por
fas
e
por
nefas
empolgar
o
poder
e
cujas
intenções
são
manisfeslamente
si
nistras
e
diabólicas,
essa
nação
está
irre-
missivelmente
perdida,
se
Deus
lhe
não
acode.
Isto
está
pôdre
...........
ifíoviotenío
«lo Hospital
de
S.
Max-eo»,
—
Doentes existentes
em
29
de
setembro;
68
homens
e 102 mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
36
homens
e
22
mulheres.
Sahiram:
18
homens
e
18
mulheres.
Falleceram:
6
homens
e
3
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
ern
5
de outu
bro
80
homens
e 1U3
mulheres.
Fame eas» EEoma.
— Os
jornaes
de
Roma estão
publicando
a
cada
passo ca
sos
de
se
encontrarem
pobres,
caídos
nas
ruas
d
’
aquella
cidade,
extenuados,
. pela
inédia,
tendo passado
vários
dias
sem
comer.
Ainda
a
23
de
setembro
p.
p.
a
liberalíssima «Opinione»
narrava
um d es
ses
casos,
que
se
não
daria
por
certo
no
tempo
do
governo
ponldicio
e
quando
na
Cidade
Eterna
floresciam
as
Ordens re
ligiosas,
sempre
promptas
a soccorrer a
pobreza.
Porque
será
que
similhantes
fa
ctos
passam
desapercebidos
aos
nossos
«Diários
de Noticias
■>
por
excellencia?!
Será
por
quererem
zelar
a
honra
do
con
vento?
WloMssísaesato.
t»
ttot jestiíta.
—
Em
Termonde,
na Bélgica,
acaba
de
ser
eri
gida
uma
estatua ao
revd
0
padre
João
Pedro
de
Smet,
da Companhia
de Jesus,
missionário
nos
Estados-Unidos
da
Ame
rica,
o
amigo
dos
iadios
e
apostolo
das
Montanhas
Rochosas.
A
estatua
é
obra
prima
do
illustre
esculptor
Fraikm
(V.
«Umtá» de
2
de
outubro).
Notieias
eiternau.
—
As
noticias
da
Rússia mostram
quanto
o nihilismo
tem
progredido
n
’
aquelle
império;
apesar
da
actividade
da
policia
conseguiu
publicar
em
S.
Petersburgo
um
folheto
intitulado
o
Morto
vivo,
ameaçando
assassinar
todos
os seus perseguidores; o
mesmo
folheio
promelte que
em
outubro
será
publicado
um
periodico
clandestino
com
o
nome de
Terra
e
liberdade.
Além
d
’isso
muitos
dos
mais elevados
personagens
do
paiz
tem
recebido
cartas,
ameaçando-os
com
a
morte.
Tudo
isto
prova
que
a
revolução
tem
ganho
muito
terreno n’aquelle império;
mas
prova
egualmenle
a
culpa
d
aquelles
que
deviam
ser
mais
vigilantes para
evi
tarem
o
mal,
ou
para
o
extinguirem lo
go
na
sua erigem.
Hoje
mostram-se
vigilantes;
já
não
é
cedo,
mas irão
ainda
a
tempo se
se
não
limitarem
a
paliativos;
se
procurarem
cu
rar
o
mal radicalmente, isto
é,
declaran
do
guerra
á
revolução,
qualquer
que
se
ja
a
fórma
política
sob
que
esta
se
os
tenta.
E
n’
esle
empenho cremos que
a
Rús
sia
póde
contar
com
o
apoio
franco
e
leal
da Áustria, e
até
com
o
da
Allemanha.
E
’
significativa a modificação
que
n
’
es
ta
vão
tendo
as
relações da
Egreja
com
o
Estado,
e quando
para
o
dizermos
não
tivéssemos
outra
cousa,
bastava-nos
ver
quanto
com
ella
se
incommodam
os
re
volucionários.
«A
Republique
Irancaise»,
por exemplo,
que
tão
dedicada
era
ao
snr.
de
Bismark,
está
agora
furiosa
con
tra
elle.
não
poupando calumnias,
inve-
ctivas
e
ultrages
para
se
vingar
da
cruel
decepção
por
que
está
passando.
Chegou
finalmente
a
desengano
a
mui
tos
dos
mais
eminentes
homens
do
es
tado;
progridam
elles
na
estrada
que
en
cetaram,
nações
serão salvas,
e
os
po
vos
elevando
as
mãos
ao
Ceo
darão
ao
Senhor
milhões de
graças,
porque
os
li
vrou da
revolução,
e
bem-dirão
mil ve
zes
aquelles
de
que
o
Senhor
se
serviu
para
instrumentos
da
restauração.
—
Estão imminentes
duas guerras:
a
da
Inglaterra
no
Afghanistan,
e
a
da
Áus
tria
com
a
ilalia.
Fatiaremos
primeiro
d
’
esta:
Já
ha
dias correu
noticia
de
ter
o
governo
de
Humberto
mandado
recolher
todas
as
praças licenciadas,
e
esta
noti
cia
parece
confirmar
se,
pelo
que
dizem
hoje
os
jornae-.
Mas
se
a Ilalia
toma
as
suas
medi
das,
a
Áustria
não
dorme,
e
tem
já na
fronteira
um
corpo
de
exercito
de cem
mil
homens a
que
ha
pouco
passou
revis
ta o
Imperador
em
pessoa.
Não
passou
o
facto desapercebido
pe
los italianos,
que
viram
n
’aquella
revista
nada
menos
qne a
luva
arrojada
pelo
go
verno
da
Áustria ao
da
Ilalia;
pelo
me
nos
assim
o
avaliam
os
principaes
jornaes
d
’
aquella
península.
«II
Dovere»
escreve
as
seguintes li
nhas:
«A
Áustria
arrojamos
a
luva;
recupe
rou
a
sua
allaneria
e
os
seus
periódicos
otliciaes
nos
previnem,
de
que
a
revista
dos
106;!>00 homens que
o
Imperador
passou
ao
Tyrol,
nos
mostra
que se não
pensa
alli
em
ceder-nos
uma
polegada
de
terreno.
«Todos os
esforços
dos conservadores
são
inúteis
em
quanto
a
acalmar
os espí
ritos
na
Ilalia
e
na
Áustria,
como é
inú
til
fallar no
interesse
de
conservar
a
paz.
A
honra
de
um
paiz
está
acima
de
tu
do,
e
a honra
manda
que
nos arme
mos
a
Temos
pois
os
italianos
a
provocar a
Áustria,
sem
advertirem
que
d
’
esla vez
não
terão
os
exercitos
de
Napoleão
a pro-
legel-os,
e sem
essa
prolecção
que
teriam
feito?
O
que
farão
agora.
%
A
Italia
tem
grandes
crimes
a
pagar,
e
aproxima-se
talvez
a
hora
de cair
so
bre
ella
a
espada
da
justiça
divina.
Em
quanto
ao
conOicto
anglo-russo
as
noticias
que
encontramos
nos
jornaes não
adiantam,
mas
dizem
que
este
subsiste,
e diíficilmente
poderá
terminar
sem
ser
pela
força
das
armas.
homens
seientificos.
—
Em
Nova
Orleães occorreu
um
lacto
digno de
chamar
a
attenção
do
mundo
scientifico.
Um
homem
atacado
da
febre
amarella,
havia
24
horas,
achava-se
ás portas
da
morte
no
hospital
da
Caridade.
O doutor
Samuel
Ciioppin,
reconhecendo
que
os
melhodos
habituaes
do
tratamento
ordi
nário
não
alliviavam
o moribundo,
sub-
metteu-o
á
acção
da
agua
gelada.
O
pa
ciente,
estendi
lo
sobre
uma
especie
de
cama
ou
receplaculo
de
caulchouc,
soflreu
as
bornfadellas
da
agua
de
gelo,
e
pou
co
mais
de
duas
horas
e
um
quarto, o
calor
do
corpo
estava
reduzido
de
103
graus
a
58,
e
as
pulsações
não
eram
mais
que
90
ou
o
máximo
100
por
minuto.
Depois
que
cessou
a aspersão,
o
corpo
conservou
uma
temperatura
normal,
as
pulsações fizeram-se
uniformes,
a
febre
desappareceu
e
o
enfermo
ficou
entregue
a
um somno
doce
e tranquillo.
Notietas
«Ia
Hmleira.
—
Houve
um
pavoroso
incêndio
no
engenho
do
snr.
Jo
sé
Pinto
Corrêa.
Deu-se
tremenda
explo
são
produzida
por
mais de trinta
pipas
de
aguardente.
Calculam-se
os
prejuízos
em
mais
de
6:000$000
reis.
Ha suspeitas
de que o
fogo
não
foi
casual.
As
aucloridades
procedem
ás ne
cessárias
investigações.
Ciiminlio
de
ferro
euvopeit
asiá
tico.
—O
engenheiro
russo
Chodiko
pu
blicou
um
novo
projecto da
linha
ferrea
entre
a
Europa
e
a
índia,
indo de
Paris
a
Varsóvia,
a
Tiflis,
a
Pesha-VVer,
a
Cal-
cullá,
na
extensão
de
8:940
vertzs;
isto
é,
menos
720
que
o
projecto
do
snr.
Lesseps.
Com uma velocidade
de
5
mi
lhas
e
3|
i
por
hora podia
fazer-se
a
via
gem de Paris
a
Calcuttá
em
9
dias
por
990
francos
ou
seja
178$200
reis.
A
ilha
de
Ethnca.
—
Os
sahios,
e
até
os
simples
leitores
do
«Telemaco»
e
da
«llliada»,
souberam com
grande gáu
dio
que
na
formosa
ilha d’
llhaca
se
es
tavam
fasendo
importantíssimas
descober
tas.
Participa
o
«Times»
sobre
o
mesmo
assumpto:
«Sabia-se
já
que
fòra
descoberta
a
ca
sa
de Ulysses.
O
dr.
Schliemann
foi
mais
longe
nas
suas
explorações,
e
descobriu
também a
gruta
para
onde
as
pheacias
levaram
Ulysses
durante
o
seu
somno
(«lliada»,
XIII),
assim como as
posilgas
do
divino
porqueiro
Eumaios.
Diz
o
dr.:
«Junto á
extremidade
S.
E.
da
ilha,
encontra-se
um
certo
numero
de
posilgas,
que
em
gera! teem
35
pés de
comprimen
to
sobre
10 de
largura,
e
são
em
parle
abertas
na
rocha
viva
e
de
resto
forma
das
de muros
cyclopicos
com pedras
enor
mes;
sem
duvida
que
são
as
doze posil
gas
que
viu
Homero
e
que
foram
construí
das
por
Eumaios».
Quadrilha.
—
Diz
um
jornal
de Lis
boa:
Pelos
arredores
de
Queluz
de
Cima
e
de
Baixo,
Ponte
Pedrinha,
Carenque
e
outros
sitios
circumvisinhos,
vagueia
uma
quadrilha
de ladrões
que tem
feito das
suas.
Ullimaménle
assaltaram
um
casal,
roubando
mais de cincoenta ovelhas e
car
neiros.
N
’
uina
das ultimas
noites
vários
mo
radores
de
Queluz,
ouviram
martelar
na
capella
do
palacio
Avisado
o alferes
que
commanda
o
destacamento
de
caçadores
n.°
2
que
alli
está,
este
e
a
sua
força compareceu, e
afugentaram
os
larapios
disparando
alguns
tiros.
falleeinieities.—
Falleceu em
Lis
boa
o
snr.
conde
de
Castro,
vice-presi-
dente
da
camara
dos
pares, conselheiro
de
estado
e
antigo
ministro.
—
Falleceu
lambem
o snr.
Cyriaco
Lo
pes
Moreira
Freixo,
general
de brigada
reformado
na
arma
de
artilheria,
e
que
exercia
utlimamente
as
funeções
de 2.°
commandante da escola
do
exercito.
TELEGRAMMAS.
Paris
8—Annunciam os periódicos
que
o
marechal
presidente
assignará
hoje
o
decreto
fixando
para
5
de
janeiro
de,
1879
a
eleição
do
renovamento
d
’
um terço
do
senado.
O
parlamento
húngaro
reunirá
em
6
de
corrente.
Não
haverá
portanto
solução
algnma
de
crise
ministerial
antes
de 20
d
’
este
mez.
Os austríacos
tiveram
nos
dias 6
e
7
do
corrente
muitos
e
sérios
combales
com
os
msurgentes
da
Bosnia.
Foram
sensíveis
as
perdas das
tropas
austríacas.
O
Vaticano
prosegue nas
negociações
afim
de
que
sejam respeitados
os
direi
tos da
egreja
búlgara
e
reconhecido
o
Papa.
Londres 8—Diz
um
despacho
de
Bom
baim
que
foi
addiado
o
ataque
dos
ingle-
zes
contra
o
Afghanistan.
Os
afghans occuparam
Mousdjid
com
forças consideráveis
e
ameaçam
Jam-
sed.
Corre
o
boato de que
os
afghans
ata
caram
uma
tribu
amiga
dos
inglezes.
Diz
o
«Times» que
o
sultão
da
Tur
quia
recusa
assignar a
convenção
austría
ca
assim
como
não prometteu
animar
a
resistência
dos bosniacos.
Os
russos evacuaram
as
proximidades
de
Constantinopla
antes
do
cumprimento
das
disposições
do
tractado
de
Berlim
com respeito
ao
Montenegro.
Londres
9
—
A
quebra
da
casa
Sirnotis,
armadores
em
Renfreu,
forçou
a
casa
Co-
line Dunlop,
de
Glasgow,
a
suspender
os
pagamentos.
O
«Morning Posl»
publica
um despa
cho
de Berlim
dizendo que
o ministro
da
fazenda
reviu
o
orçamento
e
reduziu o
dé
ficit.
A
Allemanha não
contrahirá
pois
ne
nhum empréstimo.
«
O
«Standart»
diz
que
os
inglezes
es
peram
informações para atacarem
Alis
ai
uyd.
Madrid
9
—Segundo asseguram noticias
officiaes em
Marrocos,
Salli,
Mogador,
Ma-
zagão,
Kabat e Tanger
é
bom
o
estado
sanilario.
Em
Foz,
Mequinez
e
Casa
Blan-
ca
tem
diminuído metade
o
numero
de
doentes.
Paris
9
—
A «Folha
OlTicial»
publica
um
decreto
convocando
os
concelhos
muni-
cipaes
para
27
do
corrente,
afim
de
no
mearem
os
delegados
senatoriaes,
marcan
do
o
dia
3
de janeiro
de
1879
para
se
realisarem
as
eleições dss
senadores.
Constantinopla
8
—
Não
se
confirma a
noticia
de
ter
sido
assassinado perto
de
Fodgorilza
pelos
albanezes
o
delegado
turco.
Londres
9
—-Os
inglezes
reforçaram
a
guarnição
de Janrovod (India)
Por
determinação
do governo
das
ín
dias
as
tropas
do
Maharajah de
Cachemi-
ra
occuparão
os
desfiladeiros
que
condu
zem
ao
território
submettido
á
Rtissia.
New-York
9
—Dos
45
membros
do
congresso
federal
eleitos até ao
presente
são 25
conservadores, 27
pertencem
ao
partido
republicano
e
os restantes
são de
mocratas.
Um
comboio
de
recreio
composto
de
29
carroagens
encontrou-se
com
um
trem
de
mercadorias.
Do
choque
resultaram
mais
de
23
pes
soas
mortas e
150
feridos.
Madrid
9
—
0
súbdito hespanhol
assas
sinado
proximo
de
Tetuan
era
um
dele
gado
internacional
dos
consulados
euro
peus
para
o
estabelecimento
de
um
laza
reto
ein Tetuan.
O
governo
hespanhol
pedirá
uma re
paração
a
Marrocos.
Crê-se
que
os
demais governos
proce
derão
por
igual
fórma.
Resumo
do aclico
e
passivo do
Banco
Commercial, Agrícola e
Industrial
de Villa Real, em
30
de
setembro de
1878.
Aetivo
Caixa,
dinheiro existente
.
14:362$
433
Letras
descontadas
e a
rece
ber
.......................................
637:328$697
Letras caucionadas
com
hy-
polheca
sobre
bens
de raiz 57:012$000
Letras
em
liquidação.
. .
6:608$472
Letras
protestadas
.
.
.
3:176$810
Tilulos
e
obrigações
a
receber 646$1
42
Empréstimos
sobre
penhores:
De
acções
deste Banco. .
3:065$000
De
diversos
objectos
d
’
ouro
eprata...............................
230$000
Operações
a
longo
prazo
com
hypotheca
sobre
bens
de
raiz.
......
14:060$306
Acções
de
conta
própria
em
numero
de
325.
.
.
.
15:570$000
Contas
correntes
com garantia
De
acções
deste
Banco. .
3:533$000
De
letras
e
cartas
de
credito
5:232$485
De
vinhos
..............................
700$000
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
leiras
a
cobrar.
.
.
87:626$2I3
Agentes
no
estrangeiro
.
12:303$237
Diversos
devedores
.
.
.
3:88I$I3I
Moveis
e
utensílios
.
.
.
6I(l$4OO
Despezas
de
installação
.
i:600$000
867:606$326
Passivo
Capital do
Banco.
...
800:000$o00
Deposito
á ordem.
.
.
.
283$003
Deposito
a
prazo.
.
.
.
27:332^822
Dividendos
a pagar
.
.
.
1:4I8$(JOO
Fundo
de
reserva.
.
.
.
9:420$000
Quantia
destinada
para o
imposto
industrial.
.
•
5:300^000
Reserva
para prejuízos
even-
tuaes...................................
4:000^000
Ganhos e
perdas.
.
.
19:852^701
867:606^526
Villa
Real,
3 de
outubro
de
1878.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães.
João
Pinto
Ferreira.
AmDBCIMITOS
Os
abaixo
assignados,
por
não
pode
rem
agradecer
pessoalmenle
a lodos
os
amigos
que
os
cumprimentaram,
e
acom
panharam
os restos
mortaes
de
seu
mui
to
presado
marido, genro
e
conhado,
Ma
noel
José
Gomes
de
Sá,
o
fazem por
este
meio,
e
a
todos
testimunham
seu
eterno
reconhecimento.
Lodovina
Rosa Mendes
de Sá
Bento
José
da
Silva
Manoel
José
d
’
Abreu.
(2039)
Os
abaixo
assignados
extremamente
re
conhecidos
para
com
todos os
illrn.
os
e
excm.
os
snrs.
e
senhoras,
que se
digna
ram
cumprimentai
os
por occasião do
fal
lecimento
de
seu
presado
pae e sogro,
especialisando
o
muito
revd.0
parocho
de
Crespos,
e
bem assim
aos
que
assisti
ram
a
uma
missa
no
dia 9
do
corrente
para soflragar a
alma
do
finado,
veem
por
este
meio
agradecer
tão
dislinctos
obséquios
e
manifestar-lhes
sua
indelevel
gratidão.
Thereza
Augusta
de
A
ranjo
Machado
Manoel
Lourenço
d
’
Araujo
Braga.
(2040;
ANNUNGIOd
tOLLSGSD
IÍE X.
SENHOIU SJA
CONCEIÇÃO
Abriu
suas
aulas
no
dia
1
do
corren
te,
e
conlinúa
a
receber
alumnos para
todas
as disciplinas.
Tem
quartos
separa
dos
e
com
as
melhores
condições
hygieni-
cas. Tratamento excellente;
ensino
bem
regulado;
ordem
e
disciplina,
como
con
vém
á
boa
educação
e
instrucção
dos
alumnos.
Lisboa
6
de
outubro
de
1878.
O
Director
Geral
(997-S)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
Companhia Commercial e Viníco
la da
Bairrada
O
aperfeiçoamento
dos
vinhos
d
’
esla
companhia,
é
já
conhecido.
A
compa
nhia
quer
estabelecer
seus
deposites de
venda,
nas
principaes
terras
do
Minho,
principalmente
em
Braga,
Vianna,
Guima
rães,
Penaliel,
Villa
do
Conde,
Povoa,
Barcellos,
etc.
Recebem-se
propostas
garantidas
na
sua
séde
—
Mealhada.
(2037)
XOTICÍA
JIL1A
CAXDIBA DA COSTA
BRAGA
MODISTA
DO PORTO
Acaba
de
abrir
um attelier
de
costu
ra
n
’esta
cidade,
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
2,
aonde
se
executam
toilelts
completos
para
noivas. Vestidos,
capas,
platós
para senhora e
meninas,
tudo
pelos
últimos
figurinos
de
Paris.
Todas
as excm.
as
snr.
as
que
se
digna
rem
honrar
este
attelier
com
as
suas or
dens
encontrarão
bom
gosto
e
economia.
(2036)
ATTENÇÃO
Na
rua
das
Aguas
n.°
55
d’
esta ci-
de,
offerece-se comjnodos para poder
hos
pedar
2
ou
3
ecclesiasticos,
mediante
preço
convencional.
(2041)
Venda
cm
' hasla publica
Pelo
juízo
de
direito da
comarca
de
Braga
e
taftorio
«lo
escrivão
Gonçalves,
no
dia
tres de
novembro
proximo
seguin
te
por
dez
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
de
justiça
sito
no
largo
de
San
to
Agostinho
da
cidade
de
Braga, tem
de proceder-se á
venda em hasta
publi
ca,
a
propriedade
Ridinho
das Oliveiras,
sito
no logar
do
Corgo,
freguezia
de
Adau-
fe, da
mesma
comarca,
no
valor de
cento
oitenta
e
seis
mil
seiscentos
vinte
e tres
reis,
descripto
no
inventario
orphanologi-
co
do
finado
Antonio
Fernandes
Lopes,
morador que foi
no
logar
da
Pegada,
da
dita
freguezia,
em que
é inventariante
Joseía
da Silva, viuva
do
dito
finado,
moradora
no mesmo
logar
e
freguesia;
e
por
este mesmo
annuncio
são
citados
quaes
quer
credores
incertos
para
os
fins
designa
dos na
Lei.
Braga
8
de
outubro
de
1878.
O escrivão
Anlonio
José
Gonçalves.
Verifiquei.
(2038)
A.
Carneiro
de Sampaio.
CURSO
PRATICO
E
GRAMMAT1CAL
DA
LÍNGUA FRANCEZA
POH
Albiu»
Coelho.
Esta
nova
grammatica
franceza, que
ha
pouco
saiu
á
luz, está
approvada
pelo
go
verno
para
uso dos
lyceus
e
escolas
do
reino,
e
vende-se
por
500
reis
em todas
as
livrarias,
em
casa
do
auctor,
rua
da
Boa-Vista,
em
Coimbra, e
no
escriptorio
da
administração
d
’
este
jornal.
ou
ALMAAACI1
ECCLESIASTICO
PARA 1879
PELO
PRESBYTERO
JULIO
CELISTINO DA
SILVA
CelendariHta
«la
Dioeete
COM
APPROVAÇÃO DE S. EX a REV.ma
O
SNR.
ARCEBISPO
PRIMAZ
Já
se
acha
á
venda
em
Braga, na
rua
Nova
n.°
4,
e em todas
as lojas
e loca
lidades
do
costume.
—
Em
Villa
Pouca
d
’Aguiar,
encontra-se
em
casa
do
snr.
padre
Silvino
de
Sousa
e
Costa
Júnior.
Preço.................................
140
reis.
roôlG
Vende-se
um
de
ferro
em
muito
bom
uso
Para
tratar
com
Manoel
Antonio
Go
mes.
Rua
do
Souto
n.°
13.
(2032)
í1 % í?
U
í
4
d
d
Achando-se
vago
no
Hospital
de
S.
Marcos o logar
de segundo
capellão,
que,
conjunctamente
com o
capellão
mór,
tem
de
fazer
o serviço
alternadamente
por
se
manas,
convidam-se
os
revd.
oS
Sacerdotes
que
perlenderem
o dito
logar
a requere
rem
á*
Meza
da
Santa
Casa da
Misericór
dia
até
ao
dia
16
do
corrente.
Prestam
se
esclarecimentos
na
secreta
ria
do
mesmo
Hospital.
Braga
6
de outubro
de
1878.
O
escrivão
(2031)
Domingos
Moreira
Guimarães.
COMPRAM-SE
Acções
dos
Bancos
de
Villa
Real,
Dou
ro,
Commercial
de
Guimarães,
Mercantil
de
Braga,
e
do
Minho.
Rua
de
S. Victor
u.°
64.
(1087)
Na
rua
de
S. Vicente
d
’
esta
cidade
de
Braga,
vendem-se as
casas
n.
os
34
—
34
A,
e
as
de
n.°
35.,
com
seu
quintal, com
sa
bida
para
a
rua
da
Escoura.
<2016;
SORTIDO
COMPLETO
Nacionaes e estrangeiros
Vendnis »
retalho
e
por
groesso
eom
vau
tajosOM
descontos
NuVA
casa
havaneza
ES8IC
A
CAMPO
DE
SANT
ANNA
Esquina da rua das Aguas.
(2034)
LUIZ
HillVlYUKA
ESTEVES
4—
Rua
do
Castello
—
4
BRAGA
Além
do
seu estabelecimento
de mer-
ciaria
que já tem,
addicionou
lhe
mais
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados,
e
doce
de
diversas
qualidades,
que
tudo
vende
por
preços
muitíssimo
resumidos.
(2009;
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
efleitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por
escriplura
que se
acha
registada
no
Tribunal
Com
mercial
d
’
esta
cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves Braga,
que
também
se
acha
registada
para
a
representar
em
to
dos
os
negocios
que
achar
convenientes;
e
delara
mais que
já
abriu
o
seu
estabele
cimento
de
sola
e
cabedaes,
e
mais
ar
tigos concernentes
ao
mesmo
negocio,
o
que
tudo
vende
pelos
preços
mais resu
mido
possivel.
(Í026)
VENDA
DE
CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
a
ao
entrar
na
rua
do
Paernante (la
do
esquerdo)
vendem-se
as duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio
Siiverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de 8.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que habita
Anto
nio
Siiverio
de
Paiva,
em
frente
ao con
vento
dos
Remedios.
Prefere se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
NOVA CASA
HAVÀNEZA
CAMPO
DE SANT’ANNA
(ESQUINA
DA
RUA
DAS
AGUAS)
BRAGA
GRANDE
DEPOSITO DE
TABACOS
NACIONAES
E
ESTKAX4ÍEIHOS
Grande reducção de preços nos
rapés de
XADREGAS
Meio
grosso
em
250
grm'.
.
Cruz
de
Malta
»
»
.
.
Rezerva
»
»
.
.
Princeza
»
»
. .
Pacotinlios
de
25
grm.
.
.
350
reis
380
440
420
35
Da
Itenlilode
Meio
grosso
em
250
gram.
.
Vinagrinho »
»
.
.
Pacotinlios
de
25
grm.
.
.
280
reis
280
»
30
»
Grandes
descontos
aos
snrs.
ESTAN
QUEIROS.
(2018)
APROVEITEM-SE
Vemie-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos n.°
53,
bem
como
os
moveis que
a
adornam,
em
ra
zão
de seu dono
se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar com
a
ametade
do
preço
a
juro
de 4
p.
c.
com
hypolheca
na
mesma
casa,
por
tem
po
de
um
anno.
Para
vêr-se,
de
manhã,
das
9
ás
II
—
e
de
tarde, das 4
ás
6
—
podendo
tratar-
se
com
o
snr.
Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma rua,
que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do
Martyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia
de
'800^000
reis
para
mutuar
por
hypolheca
de raiz.
(1056)
ALÚG
a
M-SE
as
’
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
Vende-se
uma
morada
de
casas
-
'
sita
na
rua
da Cruz
de Pedra
n.°
g
a
a
,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva Araújo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contigua
áquella.
(862)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n'este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
JOSE’
DA SILVA FCNDAO
C»ni loja
<
*
e>
fato
feito
13—
Largo do
Barão
de
S.
Martinho
—13
t
Participa
aos seus amigos e fre-
guezes,
tanto
d esta
cidade
como
das
províncias
que
tem um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2$000
e 2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panuo
familiar,
e
meoles,
booets de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
mantas
de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompli-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
RESPOASAVEL—
Luiz
Baplisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITAJU-—
‘
878.
Parte de Comércio do Minho (O)
