comerciominho_12091878_835.xml
- conteúdo
-
COUMERCIALL,
IWOT.®CIOSA.
TODA
A
CORRESPONDÊNCIA DEVE
SER
DIRIGIDA
FRANCA
DE
PORTE
PARA
A
RUA
NOVA N.° 4.
6.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
.
. 1&600
.
.
850
40
20
10
Braga,
12
mezes.
»
6
»
Correspondências
partic. cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição....................................
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇÃS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
..........................
í
»
ti
»
.....................
»
sendo
duas assignaturas
I
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
I
Folha
avulso................................
2&000
1&056
3^60®
ínfiáftssj
N.°
835
BRAfiA-<?UINTA-FEI8<A
i«
DE
SETEHBRC»
BE
A
’
HSedaeçíúo
<£o
«Commereio
«lo
’
fEi
Kn
lin».
Londres,
28
de
Agosto,
1878,
á
noite.
Chega-me, agora mesmo, o
Commer-
cio
do
Minho, n.°
828,
de
21 do
corren
te,
e n
’
elle
encontro
um breve
artigo,
encabeçado:
—
O
Trombeta
Francez, que
felizmente
me
traz
á
meinoria
o
paralle-
lo
de
um
Trombeta Porluguez
não
menos
notável,
de
que
estimo
assim se
me
ex
citasse
a
memória,
para
que
não
íique
no
esquecimento,
como
aliás,
em toda
probabilidade,
ficaria,
o
facto
verdadeiro
e
notável
do
nosso
humilde compatriota.
E’
preciso ser
agente
do
século
passa
do,
como
eu,
para
poder-se
recordar
de
cousitas
assim.
Lembro-me
perfeilamente,
(ainda
que
então
tinha
apenas 8
annos
para
9)
de correr a
noticia,
juntamente
com
a
da
tomada
de
Badajoz,
que
um
Trombeta
do
nosso
exercito,
logrando
in-
troduzir-se
(dizia-se
pela
brecha,
mas
é
possível
fosse
pela
escalada
que
Sir
Thomas
Piekton
efeituou)
atraz
da
força
Franceza
que
obstmadamente
se
oppunha
de den
tro
á
entrada
dos nossos
pela
brecha;
locava
a
retirada Franceza,
que
conhecia;
que
isto (izera retirar
aquella
força,
e
facilitara
o
levar-se
a
fortaleza
por
aquel-
le
terrível
e
mortal
assalto.
Vim a
saber
casual
e
authenlicamen-
te
deste
caso,
e
de
quem
foi
este
Trom
beta, cujo
nome,
d
’
elle
proprio não
me
lembra,
mas
sim
o
de
sua
mãe,
e
o
de
sua
naturalidade.
Era
de
Paços
de
baixo,
a
terra
de
meu
Pai,
em
Serra
d
’
Estrela,
filho de
uma
paisana, fiadeira
de
lã,
occupação
ordiná
ria
das
mulheres
da
povoação,
e
chamada
Maria
do
Ervedal
(sendo
talvez
oriunda,
ou
ella
mesma
ou
a
fatnilia,
da
povoa
ção
d
’
aquelle
npme,
perto
de
Oliveira
do
Conde).
Talvez
lá
em
Paços
ainda
reste
alguém
da
família
—
e
que
provavelmente
nada
sabe
da
proeza
do modesto
Trom
beta!
Eis
aqui
agora
como eu
vim
a
saber
do
caso:—
Chegando
a
Lisboa,
no
meio
de
julho,
de
1814,
estava
se
reunindo
e
preparando a
Divisão
escolhida,
que então
foi
de
Portugal
para
o Brazil,
comman-
dada
pelo General
Lecor;
e
n
’
ella
entra
va
um
contingente
de
caçadores
n.°
1,
3
cujo
batalhão
pertencia
o
Trombeta,
outro
soldado, lambem
de Paços,
amigo
d
’
elle,
e
remoto
parente meu,
segundo
me
diziam,
chamado José
Simões.
Emquanto
não
partiu
para
o
Brazil
s
expedição, José
Simões vinha
visitar-
nos,
jantar
em
nossa
casa,
lêr
comigo,
o
com
o
maior
interesse,
as
notabilíssi
mas
Peregrinações de
Fernão
Mendes
Pin-
lo-
E
tanto
eu
como
meu
Irmão, saudo
sos
da
nossa
Beira,
muito
nos
deleitáva
mos
na
companhia
do
conterrâneo,
e
pa
rente
—se
o
era.
Tanto
elle
como
o
Trombeta,
que
am-
b
°s
tinham
feito
as campanhas
todas
da
celebre
guerra,
lendo
ido
até
França,
e>c„
tinham,
naluralmenle,
muito
que
contar
de
interesse
grande
para
rapazo-
les
como
nós.
Foi
no
decurso
d
’
estas
conversações,
que
J.
Simões referiu
o
fa
cto
de
Badajoz,
praticado
pelo
Trombeta,
mho da
Maria
do Ervedal.
Dizia ao
mesmo
tempo,
que
no dia
Se
guinte á
tomada
da
praça,
se
deitara
Kegào,
por
ordem
de
Wellington,
di
zendo:
—
«Que
se
desejava saber,
quem
fôra
dos
nossos,
que tocava
a
retirada
crauceza,
na
occasião
do
assalto
da
pra-
etc.?»
—
Mas
que o Trombeta Erve
dal,
como
tinha
procedido
sem
ordem,
não
sabendo
se
era
para
prémio
ou
castigo
que.se
queria
conhecer
o
nome,
calou-se.
Assim,
foi
para
o
Brazil como um
ob
scuro
Trombeta,
em
vez
de
ler
menção
nominal,
honrosa e
histórica.
Estimo
eu,
porém,
ler-me
o
Commercio
suggerido a
occasião de
fazer
esta
tardia
justiça.
Nem
de
J.
Simões,
nem
do
camarada
tornei
a
ter
nolicia.
A.
R. SARAIVA.
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA.
(Continuação)
O
periodo politico,
iniciado
ao
fechar
das guerras
civis,
e
que prosegue
hoje,
é
de
transição,
segundo
uns,
e
de
rege-
ração
social,
segundo
outros.
Transição
para
os espíritos
avançados;
regeneração
para
as
especulações
conservadoras.
Adoptando
uma
ou
outra
calhegoria
de princípios,
esta
ou
aquella
classificação
histórica,
é
certo
que
encontramos
no
es
pirito geral
do
paiz
duas
correntes
diver
gentes
de
opiniões
e
de
pensamentos
—a
opéra
e
a
que
resiste,
a
força
que
marcha
para
o
futuro,
e
a
inércia
que se
pren
de
no
passado.
O
especlaculo
de
todos
os
dias,
o
ca
minho
percorrido
a
todas
as
horas,
o
al
garismo
lançado,
firme
e indelevel,
no
quociente
da
liberdade,
o cartel
estendi
do
por sobre
o
oceano
dos
princípios
li-
beraes,
não
deixam
duvidas
sobre
o
re
sultado
da
lucta,
nem
hesitações
sobre
a
rapidez
do
seu
desenlace.
O
combate
que
por
muitos
annos
se
conservou
equilibrado
entre
a
força
da
auctoridade,
da
tradição
histórica, e
o
deslumbramento
do
porvir democrático
e
industrial,
accentuou
se
rasgadamente
em
favor
dos
campeadores
do
progresso,
de uma
lórma
demorada
e lenta,
verdade é,
mas
firme,
denodada,
mabalavel.
O
corpo
da
vanguarda robusteceu-se
com
a
leva
de
uma
geração
moderna;
inoculou-se
nas suas
fileiras
o
sangue de
tantos
bravos
que pereceram
de
encon
tro
ás baterias;
recrutou
na
escola
da
aclualidade
a
generosidade
da
juventude
e
a
sciencia
da
civilisação Do
outro
la
do
não
engrossaram
a
fileiras,
nem
se
le
vantaram
novos
contingentes,
e
o
partido
que
não recuou
diante
das
bayonetas,
que
se
conservou
cheio
de fé
e
de
coragem,
affroniando,
de
sobrecenho
carregado,
as
conquistas
da
liberdade,
teve
de
ceder
em
face
da
luz
moderna,
porque
os
logares
vagos
pela
queda
dos
seus
gigantes,
que
os
leve,
não eram
occupados
por outros
vultos
que
se parecessem
com
elles
na
austeridade
de
caracter,
na
inviolabilida
de
das
convicções,
e na
honradez
da
sua
vida
exemplar.
O
real partido feneceu
assim. Estio
lou-se
á
falta
de
novo
auxilio;
desmem
brou-se
com
o
desabar
da
metaphysica,
onde
assentava
a sua
base,
e
d’
onde
er
guera
a
sua
esperança.
Durante
a
nossa
curta
e
obscura
vida
jornalística
temos
estado
sempre
de
fren
te
contra
esses
gigantes
do
passado,
e
vimos
muitas
vezes
cahir
com
ruido,
le
vantando nos
ares
a
poeira da sua
glo
ria passada,
mais
que
um
varão corajoso
e
valente.
E
admiramo-nos
sempre
d
’a-
queile
garbo
inflexível,
d
’
aquella
serenida
de
de
rosto,
d’
aquelle
sangue-frio
d
’alma,
d
’
aquella
esperança
sempre
viva,
embora
ao
redor
d
’
elles
se
fosse
desfazendo
em
pó
todos
os
elementos
que
constituem
o
seu
poderio.
resia
alguma,
ahi se
estão
publicando
des
caradamente
na capital.
Para
dar um
testemunho
publico
á
Di
vindade
de Jesus
Christo
nosso
Senhor
e
Redemptor,
e
á
Santidade
de
Maria
Vir
gem
sempre
Immaculada,
declaramos
e
protestamos
que
do
coração
cremos
íir-
missima
e
indubitavelmente,
e
com
a boc-
ca
confessamos
alta
e
animosamente
que
Nosso
Senhor
Jesus
Christo
é
o
Unigéni
to Filho
de
Deus,
não
por
graça
sómente
e
adopção,
como
lodos
os homens
que
com
verdadeira
fé
creem
na Divindade
do
mesmo
Jesus
Christo, mas
por natureza
e graça
divina
desde
loJa
a
eternidade,
nascido
do Pai
antes
de
todos
os
sécu
los,
e
não
crealura
de
Deus,
luz
de
luz,
resplendor da
gloria
do
Pai.
imagem da
sua
bondade,
Deus
verdadeiro,
de
Deus
verdadeiro,
não
por
similhança,
mas
con
substanciai
ao Pai,
e
cora
elle
e
com
o
Espirito Santo
um só
Deus.
Cremos e
confessamos
que
este
Filho
de
Deus,
Verbo
Divino,
por
nosso
atnor
e
por causa
da
nossa
salvação
baixou
dos
ceos
sem
deixar
o
seio
do
Pai,
e
sem
ces
sar
de
ser
Deus,
fez-se homem
verdadei
ro,
assumindo
e unindo
hypostaticamenle
á
sua
Pessoa
Divina
a
naíuresa
humana
no
ventre
sempre
puríssimo
da
Santíssima
Virgem
Maria
concebida
sem
macula
da
culpa
original,
nasceu,
habitou
entre
os
homens
cheio
de
graça
e
de
verdade,
pré-
gou a Divina
Religião
segundo
a
doutri
na
recebida de
seu
eterno
Pai,
e
a
con
firmou
com
verdadeiros
milagres,
padeceu,
morreu
e
resuscilou
ao
terceiro
dia, im-
morlal,
glorioso
e
triumpbante,
fundou
a
Santa
Egreja
Catholica,
a
única verdadei
ra,
fóra
da
qual
não
ha
salvação,
e
con
tra
a
qual
nunca
prevalecerão
as
portas
do
inferno.
Tudo
isto
e
tudo
o
mais
que relati
vamente
á
Divindade
de
Nosso
Senhor
Jesus
Christo
e
á
Santidade
de
sua
pu
ríssima
Mãe
prégaram
e
escreveram
os
Santos
Apostolos
e
Evangelistas, definiram
e
confessaram
os
Sunimos
Pontilices
e
Concílios
ecuménicos
e
unanimemente
ensi
naram os veneráveis
padres
e
doutores
da
Santa
Egreja
Catholica
com firmissima
fé
acreditamos, altamente
confessamos,
e
n
’es-
ta
fé
protestamos
viver
e morrer.
Com
grande
dor,
indignação
e
horror
detestamos,
e
com a
Santa
Egreja
Ca
tholica,
colurana
e
firmamento
da
verdade,
com
o nosso
SS. Padre
o
Papa
Pio
IX,
verdadeiro
Vigário
de
Jesus Christo.
na
terra,
e
com
todo
o
Episcopado
Catholico
que
íielmenle
apresenta
o
rebanho do
mesmo
Jesus
Christo,
Pastor
Eterno,
re
provamos
e
anathematisamos esses infa
mes
escriptos,
producções
infernaes.
e com
maior
magoa
lamentamos
que
taes obras
venham
manchar
o
paiz
porluguez,
e
que
o
sordido
interesse
e
a
fatraiica
impiedade
cheguem
ao
extremo
de
prostituir
a
bella
lingua
portugueza
a
repelir
tão
horrorosas
blasfémias
e
monstruosos
erros.
Pedimos
pelo amor
de
Deus
e
utilidade
das almas
aos
Veneráveis
Prelados
d
’
este
reino
que
unam
seus
esforços para
remo
verem tamanho
escindalo,
e
retrahirem
suas
ovelhas d
’esses
pastos
venenosissi-
mos».
Physicamente
José
Maria
Dias
da
Costa
era
um
velho
de
setenta
annos. um
tanto
curvado
pela
edaíe
e
pelos
desgostos,
de
face sympathica
e
cabeça coberta de
ca-
bellos
brancos,
de prata.
Tinha
um
olhar
limpido
e
frio,
concentrado,
ouvindo
só
as
phrases
que
lhe
eram
agradaveis,
e pa
decendo
de uma
surdez
intermitlenie,
cheia
de
finura
e
astúcia.
Matrmooiara-se
pela gnn
’
•
voz,
tendo
viva a
actual esposa, senhora
Jas
.i.ais
acrisoladas
virtudes.
Acabada
a lucta
da
espingarda,
muitos
d
’
elles,
acceitando
o
repto
moderno,
pre
cipitaram-se
no
meio da
peleja, arrancan
do
lagrimas
aos adversários, pelo
comba
te
jornalístico
dos
seus
princípios.
Com
as
mãos ainda chamuscadas
pela
polvora,
esses
valentes
da
era antiga,
tra
çaram
em
prophecias
terríveis
o
advento
do
proletariado,
da grève,
do
socialismo,
da
communa,
e,
amontoando
uma grande
pilha
de
cadaveres,
gritavam
lá
do
ver-
tice:
«Vede,
vêde
o
castgo
de Deus»!
Eram
poucos,
mas
corajosos
e
sinceros
e
cheios
da
grande virtude
que
faz
heroes
—a
fé.
Tinham
o
pulso duro, no
com
bate,
e
o
estylo
ríspido
no
jornalismo.
Um
verdadeiro exemplar
do
typo que
temos
descripto
até
aqui,
foi sepultado
hontem
nas trevas
da
eternidade:
era
Jo
sé
Maria
Dias
da
Costa.
Não
é
um
nome
desconhecido
que
apre
sentamos
aos
nossos
leitores; por
vezes,
no
emaranhado
das
questões
sociaes
ou
políticas,
a personalidade
recentemente
ex-
tincta
foi
apanhada
no
circulo
das
nossas
argumentações
despretenciosas.
Antes
de
nós,
todos
os jornaes liberaes
do
paiz
tiveram
de
arcar
com
as
barreiras
levan
tadas
por
José
Maria Dias
da Costa,
es
se
indefesso
redaclor
da
«Atalaia»,
da
«Semana
Religiosa
Beacarense»,
do
Com'
mercio
do
Minho».
Verdadeira
incarnação
do
espirito lu-
ctador
de
Luiz
Veuillot,
José
Maria
Dias
da
Costa,
se
não
linha
como
o
escriplor
francez
o
profundo
golpe
de vista,
pos
suía
o
mesmo
pulso
forte,
incisivo,
mor
daz e
incansável. A maior parte
dos seus
artigos,
se não
todos,
eram firmados
pe
lo
seu
nome,
o que
denota
uma
grande
probidade jornalística,
virtude
e
exemplo
este
tão
pouco
seguidos
entre
nós.
Na
religião
—
velho
catholico
intransi
gente,
na
política
—legitimista, auclorita-
rio,
absolutista,
o redactor
do «Commer-
cio
do
Minho»
era
a
primeira
individua
lidade
que
iniciara
todas
as
manifestações
religiosas
da
cidade,
todas
as peregrina
ções,
todas
as
festividades de
grande
ap-
parato.
A
ultima
em
que
elle
tomou
a
parte
principal
foi
na
acquisição
da
nova
imagem
da
Virgem
para
o
monte
do
Sa-
meiro,
que
ainda ha
bem poucos
dias
fez
a
sua
entrada
solemne em
a
velha
cida
de
do
catholicismo
portuguez.
Ha
quaren
ta annos
que
José
Maria Dias
da
Costa
encetou
a
sua
carreira
jornalística
e
o
comba
le
sem
tréguas
contra
o
que
elle
chamava
«liberdade».
Quando
o
snr.
Ernesto
Renan,
o
sabio
e
erudito
auclor
da
Vida
de
Jesus,
dos
Apostolas, do
Anlichrislo,
publicou
a
sua
primeira
obra
christologica,
ia
no
XI
vo
lume
o
jornal
de
José
Maria
Dias
da Cos
ta
—
«A
Atalaia
Catholica».
A
redacçãoda
folha legitimista,
associando-se
a
um
pro
testo
do
Bem
Publico, formulou
na pri
meira
pagina
do
seu
jornal
a
seguinte
«Pofissão
de
fé,
protesto
e
reparação
á
Divindade
de Nosso Senhor
Jesus
Christo,
e
á Santidade da
Sacratíssima
Virgem
Ma
ria
íiossa
Mãe», artigo
que
transcrevemos
para
aqui
por
ser
a exacta
expressão
do
espirito
do finado:
«Entrando
no
XI
anno
de publicação
da «Atalaia
Catholica»
vamos dar
princi
pio
a
nossos
trabalhos
por
um
solemne
protesto
contra
os
detestáveis
livros,
a
in-
tulada
Vida
de
Jesus
por
Ernesto
Renan,
e
o
Maldito,
execrandas
producções
de
dois
miseráveis
apóstatas,
a
que
a seita
inimi
ga
de
Deus,
da
Egreja
e
da
humanida
de,
tem dado
uma
triste
celebiidade,
es
palhando-os
por
toda a parte,
e que
para
vergonha
e
desgraça
da nação fidelíssima,
que
contava
entre
os
titulos
de sua
maior
gloria
nunca
dar
o
berço nem
asylo
a
he
0
cadaver
do antigo
convencionado
d
’Evora
Mmte,
do ousado
escriplor
calho-
lico
que
por tantos
annos combateu
frente
a
frente
com
os
evatigelisadores
da liber
dade,
do
progresso
e
da
civilisação,
foi
hontem
para
o
campo
do
silencio
e
da
sombra,
onde
se applacam
as
paixões
e
terminam
odios.
Referindo-se
a
nós
dizia algumas
vezes
o
bom do
José
Maria
«Que
terá
fulano
para
embirrar
tanto
comigo»?!
Pobre
José
Maria!
Como
te
enganavas
no
juízo
que
fazias
a
nosso
respeito!
Se
tu
seguias
o caminho
da
autocracia,
e
nós
a
estrada
que conduz
á
liberdade;
se
tu
com
os
olhos
fitos
no
passado jul
gavas
poder
levantar
das
cinzas uma
so
ciedade
que
foi,
emqiianto
que
nós
con
fiamos
no
futuro
como
no
advento
da
grande
luz,
clara
e
limpida
e
puramente
evangélica,
nem
por
isso
deixamos
de
res
peitar
a
tua
crença,
a
tua
honestidade,
e
principalmente,
a firmeza
solida
dos
teus
princípios
e
das
tuas
convicções.
—
(Corres
pondência
de
Braga para
a «Actualidade»).
Ego sum ressurrectio
et
vi-
ta:
qui
credil
in
me,
eliamsi
morluus
/uerit.
vivei,
(S.
J.
cap,
11,
v.°
25).
Eu
sou
a
ressurreição
e
a
vida, aquelle
que
crê
em
mim,
embora
tenha
morrido,
viverá.
0
anjo negro da
morte
acaba de
ar
rebatar
do
numero
dos
vivos
um
cidadão
integro
e
probo,
um dos
mais
denodados
campeões
do
Catholicismo,
um
lidador
stre-
nuo
e
indefesso
da
Legitimidade.
Jo<é
Maria
Dias
da
Costa
era
um
de
esses
caracteres
de
rija
tempera
que
não
vergam.
d
’
esses corajosos soldados
da
Egreja
que
não
cançam,
d
’
esses
propugna-,
dores
da
justiça
e
da
verdade que
não
transigem,
d
’essas
almas
fortes
e
privili-
giidas
que
não succumbem
ao-
ruJes
golpes
da
adversidade.
Pesada
fôra
a
cruz
que a
Providencia
lhe
impoz;
mas
supportou
a
cora
a
forta
leza
de
verdadeiro
ehristão;
bem
amargo
o
cálix
que
lhe
foi destinado;
mas
esgo
tou-o
até
ás
fezes
com
os
olhos
em
Deus:
bem
semeada
de
pungentes
espinhos
a
estrada
da
sua
vida;
mas
trilhou-os
com
inexcedivel
coragem
e
inquebrantável fir
me
za.
Sua
vida
foi
um
lidar
incessante,
um
combale
sem
tregoas,
uma
lucta
continua,
já
como
homem
particular,
já
como
soldado
da
Egreja,
já
como
esteio
tir,ne
do
vene
rando
partido
legiiimista.
D
’
isto
podia
dar pleno
testimmiho.
Não
vim
porém
á
imprensa
traçar,
nem
de
leve;
uma
biographia
que
recla
mava
outro
logar
e
uma
penna
mais
au-
çlorisada
e
competente.
Venho
tara só-
meule
prantear
a
morte do amigo,
cum
prir
um
indeclinável
dever
d
’amisade
e.
de
gratidão
e
prestar
uma
sincera
homena
gem
á
meimria
d
’
um
homem
que
me
captou
a
mais
profunda
admiração
e
res
peito.
N
’um
século,
como
este
tão
esteril
de
caracteres
rectos
e
firmes,
como
abun
dante
de
nullidades,
de
miseráveis
e
cri
minosos,
é
força
chorar o
desapparecimen-
to
d
’
um
d
’
esses
homens
de
bem
que
por
altos
jnizos
de
Deus
vão
rareando
de
dia
para
dia.
Como
particular,
poucos
haverá,
que
ccrao
elle,
melhor
houvessem
arcado
com
as
rajadas
do
infortúnio.
Como
legilimiata,
nenhum
soube
ser
mais
fiel
e dedicado
á bandeira
sob
que
militou.
Como
calbolico,
sua
vida
inteira é
transumplo
fiel
d
’um
coração,
onde
pe-
rennemente
ardeu até ao
ultimo
momento
uma
fé viva
e
ardente, uma
piedade
fervo
rosa
e
uma dedicação singular
pela
Egreja
Catholica
Seus
actos
e
serviços
são
tão
paten
tes
como
illibados
de
maculas
que
mui
tas
vezes
ennodoam
o caracter e
a
vida
d
’
i::n
homem.
Ainda
ha
pouco,
em
resposta
a
umas
arguições
que
se
faziam
ao
nobre
e
leal
partido
legitimista escrevia
elle
no
n.°
817
do
«Commercio
do
Minho»,
de 30 de
julho,
o
seguinte:
«Somos
realista,
per
tencemos
á
velha
guarda
do
Snr. D.
Mi
guel,
a
quem
temos
servido
com
fidelida
de
desde.
1828
até
hoje;
somos
cathoiico
e
portuguez;
e
assim
pela
Religião
e
pe
ia
Cairia
combateremos
até
o
u
timo
alento»
.
Ajoelhemos
todos
os
que
tios
presa-
ii)ú.í
de
catholicos
sobre
a
sua
sepultura
e
na
prece
que
dirigirmos a
Deus
pelo
eterno
descanço da
alma
d
’
este
valente
não
nos
esqueçamos
de pedir-lhe
também
que
se
amerceie
de
Portugal,
que
nos
conserve
algum
resto
de
portuguezes,
que
nos
não
falte
de
todo
com a
luz,
porque
a
cerração
vae
crescendo,
o
combate
re-
crudesse.
as
fileiras dos
homens
de
bem
vão
rareando
e
as
legiões
satanicas
dos
abutres da Revolução
devoram
já
as
entra
nhas
da
Patria
.......
0
Senhor
tenha
a
sua
alma
em des
canço.
,
Requiem
aelernam
dona
ei. Domine,
et
lux
perpetua
luceat
ei.
Braga. 3
de
setembro de
1878.
Anlonio
Joaquim
de
Mesquita
Pimentel.
Expirou
em
Braga o
decano
dos
jor
nalistas
bracarenses
o
snr. José
Maria
Dias
da
Costa,
proprietário
e
redactor
do
«Com
mercio
do
Minho».
Pertencia
ao
partido
realista.
Era
pessôa
intelligente e
dotada
de
grandes qualidades
de coração,
e
por
isso
bemquisto na
cidade
e
província.
A
’
sua
familia
e
collegas,
os
nossos
pesames.
—
(«Democracia»).
Tudo
o
que
for
negocio
da
re-
dacção do
«Commercio
do
Minho»,
deve
ser
dirigido
èxclusivamente
para
a
REDÀCÇÃO.
Os
negocios
concernentes
á
ad
ministração do
mesmo
jornal, devem
dirigir-se
á ADMINISTRAÇÃO,
como
até
hoje.
Suffrngio
p:»ir
ítíeseu»
«2«» Miar.
«S«»Bé
Maris»
Bíias
«la
Costa.
—
Uma
commissão
de
cavalheiros
d
’
esta
cidade
mandou
celebrar
uma
missa e
responso,
—
acto que
teve
logar
hontem,
por
10
ho
ras
da
manhã,
no templo
do
Populo.
Assistiram
muitas
senhoras e.cavalheiros
de
todas as
classes.
Foi
celebrante
o revd."
10
conego Rodri
gues
<i
’
Aguiar.
Além
dos
promotores
da missa,
esti
veram
os
seguintes
surs:
Conego
Costa,
drs. A.
Pimentel,
Pe
dro Barbosa,
José Brandão,
M
noel
de
Brito
e
Nicolati
Barata,
Vasco
Avellar, Ma
galhães
Júnior,
Reitor
de
Frossos,
capellão
do
Bom
Jesus
padre
Custodio,
Vieiras Macha
dos,
José
Maria da
Silva,
Domingos
Azevedo,
Vicente
F.
da
S.
Braga,
Manoel
Loureiro,
Luiz
Baplista, Luiz
Esimriz,
Salgado
Braga,
Antonto
Casimiro,
Correia
Júnior,
Ve-
nancio Rego,
Michado
Moreira,
Manoel
da
Silva
e
S.usa,
Joà
Vieira,
João
Baptis-
la
Braga,
João
Baptista
Ribeiro,
Domin
gos
Diis,
Manoel
Lourenço,
e
pessoal
da«
lypographia
Lusitana.
—
0
exc.
mo
snr.
D.
Miguel
Sntto-Mayor
mandou
hontem
celebrar
uma missa,
na
sua
capelia,
em
Baião.
6'eistiviiSísiMe.
—
No
proxiuio
domingo,
15.
festeja
se,
no teisiplo
do
Populo,
a
gloriosa
Santa
Rita
de
Cassia,
havendo
missa
solemne
com
Exposição,
e
sermão
de tarde
pregado
pelo
nclivel
orador
sa
grado
padre
João
Anlonio
Velloso.
Livro.
—
Vae
ser
publicado
em
livro
o
romance A
Hospedaria
do
Anjo
da
Guarda,
traduzido
íivremenle
peio snr.
I pa
ire Jeronymo
José
do
Amaral,
e
que
;
está
saindo
em
Jolheliiis
na
«Palavra».
E’
moralíssima
a
leitura
d
’
esle
roman-
'
ce,
escripto
pela
condessa
de
Ségur.
Custará
por
assignalura
400
reis,
e
avulso
5l)0
reis.
Deve
estar
á
venda no
fim
do mez
cor
rente.
Curtida.
—
Partiu
para
a
Povoa
do
Varzim
o
s:>r.
dr.
João
Lobato
e
sua
exc.
ma
familia.
Aovo
«ilut.u'.—
Passa
por
certo que
o snr.
commendador
Silva Neves,
de
Vianna
do
Castello,
vae
ser
agraciado
com
o
titulo
de
visconde.
Folgámos que
assim
seja.
O
snr.
Silva
Neves
deve
a
sua
posição
ao
trabalho.
E
*
a
nobreza
a
que
nus
curvamos.
Universo
REBcisteaâo.
—
Publicotl-se
o
n.°
ui
d
’
este
semmiario
que se
acha á
venda
nas
principaes
livrarias.
Com
este,
numero
completa
o
8.°
fas
cículo
pertencente ao
mez
de
agosto;
con
tem 4
fo
bas
<ie
muito variada
leitura
e
adornadas
com
8
excellenles
gravuras.
Roga-se
aos
snrs. subscriptores
cuja
assignatura
termina
com
este
numero,
se
dignem
mandal-a
renovar, para
não
soffrerem
interrupção
nas remessas
seguintes.
Toda
a correspondência
deve
ser diri
gida,
FRANCA
DE
PORTE, a João
de
Campos
Silva,
rua
de S.
José,
15,
3.°,
direito.
Vinhos
feitos.
—
Chamamos
a
atten-
ção
da
auctoridade
para
as
criminosas
patifarias
de
bom
numero
de vendeiros,
que
a
pequenas
dóses estão
propinando
veneno
aos consumidores, em vez de
vi
nho.
Toda
a
cidade
conhece
a
verdade
des
tas
palavras,
e
nós lamentámos
que
se
não
tenham
adoptado
as
indispensáveis
providencias
para
obviar
e
cohibir este
crime.
Ainda
hontem,
um
respeitável
cava
lheiro
veio
ao
nosso
escriptorio lembrar-
nos a
necessidade
de
bradar
hem
alto
contra
esse
desleixo da
respectiva
aucto
ridade.
Pedimos
pois
em
nome
de
todos
que
se
tomem
as medidas
precisas
no
negocio
em
questão.
Para
ílagellos bastam-nos
aquelles
com
que
nos
tem
ferido
e
está
ferindo
a
Justiça
divina.
Bíiceioiian-iss
Litives-sal
Portu-
gue®.
—
Recebemos
as
duas
primeiras
ca
dernetas
do
Diccionario
Universal
Porta-
guez,
a
publicar-se
em
Lisboa.
Por
um
rápido exame
aíigura-se-nos
ser
obra
monumental,
e
completa
quanto
possível.
As
condicçôes
typographicas
são
ma
gnificas.
E
’
adornado
de
primorosas
vi
nhetas.
<I5>
svasMísíiiete
«9»
tPssvt».—
Rece
bemos
o fascículo
25
d’
esta
publicação
que
sae
todas
as
vezes
que
tem
logar
a lo-
teria
da
Santa
Casa da
Misericórdia
(regula
3
vezes
por
mez).
ConlmÚJ
n
’esle
fascículo
o
romance
intitulado
Os
estróinas
de
Lisboa.
Alem
de
leitura
amena,
offerece
o
Ramalhete
do
Povo
matéria
de
utilidade
geral. A
empreza
dá
diversos
brindes
aos
seus
assignates.
Caaa
«le
banhas.
—
Ouvimos
que
se
vae
construir
junto
ao rio
Este,
que
corre
nos
aros
d
’
esta
cidade,
uma
casa
própria
para
banhos,
com
as
precisas
commodi-
dadeíf?
Diz-se
que
será
construída
por
uma
sociedade de cavalheiros
do
Porto.
■3J.
SeBíJarorsa «ít»
$5®ts
Memorire.
—
Festeja
se
no
proxirno domingo,
na
sua
capelia
da
Sé,
a
devotíssima
Imagem
de
N. Senhora
da
Boa
Memória,
com
missa
solemne
e
sermão.
NSs»
fusudssmen.t®.
—
Não
tern
fundamento
a
noticia, ha
dias
publicada,
da
nomeação do snr. ir.
Narciso
Aí
beato
de
Sonsa
para
o
logar
de
1.°
aspirante
da
repartição
de
fazenda
d
’
esia
cidade.
íPariáiSa,—
Partiu
ante
hontem
para
o
Porto, o nosso
distincto
amigo,
o
snr.
dr.
Patrocínio
da
Costa,
illuslrado
pror
essor
de
mathemalica
em
Lisboa.
8
T
ss«
livro
õ«»«g»®rtt»nte. —
A
Livra
ria Calholica
Portuense
acaba
de
edito-
rar
um
livro
que
muito
recommendamos
pelo nome
do
andor,
pela
matéria
que
versa
e
ainda
pelo nome
do traductor.
Eis
o seus titulo:
A Revolução—
-Invés
-
ligações históricas
por
MONS
G
a
UME,
Prolonolario
apostolico, dmlor
em Theolo-
gia.
—Revolução
Eranceza.—
Traducção de
ANT0N10
MOREIRA
BELLO.
E
’
este o
primeiro
dos
doze
volumes
que
Motis.
Gaurne
deu
á
luz
com
o
ti
tulo
4
Revolução,
obra
que,
segundo
as
próprias
palavras
do
auctor,
se resume
n
’esle pensamento:—
restauração
da
ideia
chrislã,
e
guerra
ao
pagamismo
mo
derno.
Da
fidelidade
da
traducção
não
é
li
cito
duvidar
desde
que
se
aponta
o
nome
de
A.
Morreira
Bello.
E’
um
livro
de
187
paginas,
e
custa
apenas
120
réis!
Agradecemos
a
ofierta
d
’um
exemplar.
aíov«»
ewnvent®
Japã®.
—
De
Hoeg-kong
partiu no
meado
de
pilho
para
Japão,
a Madre
Benjamin,
com
mais
duas
Irmãs
da
Caridade,
para
reforçar
o
nu
mero
das
Irmãs
para
ahi
foram ha
dous
mezes
com
o
fim
de
fundar
um
estabe
lecimento ■
Casíeãerss
a
eotecssz-sso.
—
Pela
di-
recção
geral
de
instrucção
publica
estarão
a
concurso
por
espaço
de
20
dias,
a con
tar
do
dia
30
do mez
findo,
as
seguintes
cadeiras
de
instrucção
primaria,
nos distri-
ctos
abaixo
designados:
Para
o sexo
masculino—
Aveiro
9.
Beja
9, Braga
1,
Bragança
44,
Castello
Bran
co 2,
Coimbra
1,
Evora
6,
Faro
1.
Guarda
10,
Leiria
5,
Lisboa
28,
Portalegre
1,
Porto
18,
Santarém II,
Villa
Real
Viseu
19.
Sexo feminino:
Districto
de
Aveiro
1.
Bragança
2
Castello
Branco
1,
Faro
2,
Guarda
1
*
Lisboa
2,
Porto
1
e
Santarém
2.
—
Nas ilhas,
para
o
sexo
masculino,
no
districto
de
Angra
5.
Funchal
13,
Hor
ta
1,
e
Ponte
Delgada
6.
Para
o
sexo
feminino
—
No
districto
de
Angra 1,
Funchal 4,
Horta
2,
e
Ponta
Delgada 1.
A
cusa
de
Abs-aSasío.—
Fernando
de
Lesseps,
o
iniciador
do canal
do Suez,
participou á
academia das
sciencias
fraa-
ceza
uma
descoberta
interessantíssima.
E
’
relativa
a
Abydos,
não
a
cidade
da
Asia
menor
situada
no
Hellesponto.
e
famosa
não
só
pela
aventura
de
Leandro
e
Hero,
como
também
por
causa
da
ponte
de
em-
barcaçôes
que
Xerxes
lá
deitou
sobre
o
mar,
mas
a
do Alto
Egyto,
que
demora
na
margem
esquerda
do
Nilo,
ao
noroeste
de
Thebas
e
ao
sul
de Ptolemais,
e que é
a
cidade
mais
antiga
do
paiz
dos
Pharaós
depois
(1
’
aqueila.
Esta
cidade de
Abylos,
(Madlounch,
que
quer
dizer,
a
«cidade
enterrada»),
foi
ha
longos
séculos
submergida
na
areia,
e
já
no
tempo
de
Strabão
era
urna
aldeola
apenas.
Tem
hyeroglyphicos
e
pinturas
notá
veis; e
foi
n
’ella
que
em
1818
se
desco
briu
a
lista
genealógica
dos
antigos
Pha
raós.
chamada
a
«Lista
dos
cognomes
de
Abydos».
O
francez
Marietle,
procedendo
a
es
cavações
recentes,
deu
com
umas
ruinas,
que
reconheceu
serem
os alicerces
d
’uma
caza
egypciaca
do
grão-senhor.
Com
os
seus
profundos
conhecimentos
archeologicos
<lo
Egypto,
Marietle
recon
stituiu
esta
caza.
assim
como
Cuver
re
constituía
os
fosseis,
como
um só
fragmento
<io
esqueleto.
E
’
um
edifício
vetustissimo,
remon
tando
á
uodecima
dyna-tia,
e
sendo
por
consequência
anterior
a
Abrahão,
que
só
chegou
ao
Egypto
sob
a
dynastia X1IL
Reetiticada
esta
casa
de
Abrahão
por
álariette,
foi installada
no
Trocadero,
onde é conhecida
por
aquella
denomina
ção.
Nos
seus
diversos
compartimentos,
es
tão
expostos
os
planos
e
documentos
de
toda
a
especie
á
cerca
do
canal de
Suez
e
a
Afnca
equatorial,
e
sobre
a
escrava
tura
dos negros
que
n
’esse
ponto
se
af-
fectua
ainda,
e
que
'provocou
a
Asso
ciação Internacional,
baleada
na
sua
abo
lição.
N
i
jardim,
acham
se
todos
os
produclos
agrícolas
dó
Egypto.
&
futuro
«sas-íJfail
<Ja
3n‘.3âi». — A
proposito
da elevação
ao cardinalato,
de
s.
exc.
a
revd.
ma
o
snr.
arcebispo
Pri
maz
do
Oriente,
diz
o
«Jaíina
Cathoiic
Guardian»;
—
«Os
jornaes
cajholicos
da índia,
o
«ludo-European»
«Correspondence»
e
o
«Boinbay Catholic
Examinar»,
leem,
como
nós,
acolhido
com
jubilo
a
novidade
res
peitante
a
próxima
creação
d
’
um
cardeal
na
Índia,
na
pessoa do
venerando
arce
bispo de Goa,
e
a
«índia
Catholica»
de
18
do
mez
passado
confirma
a
fausta
nova,
notando,
comludo,
que
a sua
rea-
lisação
será
questão
de
tempo.
MMVsuxeníí»
«S®
SEosgeÈitaí
$•
—
Doentes
existentes em
1
de
setembro: 69
homens
e
102
mulheres.
Entraram durante
a
semana
finda:
19
homens
e
20
mulheres.
Sabiram:
14 homens e
16
mulheres.
Falleceram:
4
mulheres.
Ficaram em tratamento
em
7
de
setem
bro
70
homens
e
1
íi
6
mulheres.
Fut
lecásoiseut«.
—
No
Hospital
de
S.
Marcos
finou-se
ante-honlem
um
homem»
do
concelho
de
Vieira,
a
quem
deram um
tiro
no
ventre.
:
rvtnenores.
—
O
«Times»
chegado
no domingo
traz
uma larga
descripção
do
terrível
naufragio
que
na
noite
do
dia 3
do
corrente
fez
perecer
no
Tamisa
6a0
pessoas.
O
vapor
«Princesse
Alice», uin
dos
barcos
de recreio
que consiantemen-
le
sulcam
aquelle rio, ia de
Gravesen-
de
para Londres
levando
numerosas
la
*
milias,
que
haviam
ido
aproveitar
a
bei'
leza
do
dia.
Era
tudo
alegria a
bordo.
Tocavam-se
provavelmente
as
musicas
cona
que
tantas
vezes são
acompanhadas
estas
viagens.
Mas
ao pa§sar
em
frente de
Woolvich,
o «Bywell
Caslle»
metteu-o
quasi
subitamente
no fundo, sem
que
se
podesse
salvar
a
maior
parle
das
pessoas,
apesar
dos
numerosíssimos
navios
e
'
a
*
I
pores
que
a
toda a
hora
enchem
o
inglez
A
noite
era
escura,
poucos
se
aper
*
Iceberatn
da
catástrofe.
A
bordo
do «Pn
11
*
cesse
Alice»
houve
apenas
cinco
minutos
de
uma
aíflicção
estupenda,
de
uma
ago
nia
inunensa, de
uma
desesperação
hor
rível.
Depois
apenas
se ouviram os
ge
midos
isolados
de
alguns
dos
náufragos,
que
haviam podido
sobrenadar,
ou
ser
recolhidos
a bordo
de
alguns
pequenos
barcos,
e
de
um
vapor
da
mesma
com
panhia
que
lambem passava
cheio
de po
vo,
vindo
de
oulras partes.
O
resto
su
mira-se
no abysmo
das
aguas.
Ficaram
só
mulheres
sem
marido,
maridos
sem
mulher,
e
orphãos
desgraçados!
A
impres
são
que
o
naufrágio
causou
em
Londres
foi
tal
que
os espectaculos
e
divertimen
tos
foram
desde
logo
suspensos.
Veloei
lade da
propaçgaçã»
das
impressões
nervogni.
—
Graças
ao
emprego
dos apparelhos chronometricos
mais
aperfeiçoados
e
aos methodos
gra-
phicos
de
que
a
phisiologia
tirou
tão
grandes
resultados,
M.
Chauveau
chegou
a
medir
o tempo
necessário
para
que
uma
excitação
se
transmitia
por
mu nervo.
Elimina
a maior
parte
das
causas
d’
er-
ros, fazendo
duas
experiencias
nos
pon
tos
d
’
um
mesmo nervo
separados
por
uma
longitude
conhecida
e
d
’ahi
conclue
a
ve
locidade da
força
nervosa
em
seu trajecto
entre
os
dois
pontos. Analysando
rapi
damente
ssu
trabalho,
não
encontramos
nada
que
nos
deixe
suppor
os
resultados
numéricos
obtidos
pelo
auctor.
Feha-e
amurelía.
—Noventa
e
oito
casos
de
febre
amarella
e
16
fallecimen-
tos se
annonciaram
no
dia
15
do
passa
do
em
Nova-Oileães;
33
e 6
respectiva-
mente,
em
Memphis,
Tennesee,
e
outros
em
menor
numero
em
diversos
pontos
proximos
aos mencionados,
assim
como
era
alguns
do
Estado
do
Mississipi. Quasi
todos
os
casos
de
febre
apresentados
em
Grenada
são falaes, e
o
pânico
que
reina
é
immeaso.,
Os
habitantes d
’
aquelia
loca
lidade fogem espavoridos,
desde
que
na
mesma
familia
fitam
invadidas
oito
pes
soas!
Mas
não
leem onde
recolher-se
por
que
todos
os
povos
cotnarcãos
lhes negam
albergue.
Os
trens das
linhas
férreas,
que
se
cruzam
no
dito ponto,
não
transitam.
Pediu-se ao
governo
lendas
para
estabe
lecer
aia
acampamento,
onde
se
reúnam
as
pessoas
pobrés
que
vagueiam
pelos
campos.
O
secretario
da
guerra
respondeu
favoravelmente.
CONVITE
Os
typographos
da
imprensa
Lusitana,
mandando
celebrar
uma
missa
por
alma
de
seu
faliecido
companheiro
Francisco
Maria
da
Costa,
a
qual terá
lugar
no
sab-
bado
14, na cãpélia
de
-
8.
Miguel-o-Anjo,
convidara
os
seus
collegas,
família e
ami
gos
do
(inado
a
assistirem
áquelle
acto.
■ :
'
... ;..
BA MC
O
MBRCAlSTtli
SRA6A
SOCIEDADE
ANOMYMA DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
activo
e
passivo
d
’
esle Ranco
em
3í
de
Agosto
de
ISIS.
Activo
Caixa...................................
14:968$365
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber
.
. .
126:667$004
Empréstimos
sob
penhores 74:682$5()0
Créditos
caucionado^
em
c/c
70:590^989
Operações
a
longo
prazo,
com
hypotheca
.
.
.
29:575$945
Agencias
oo
Reino
e
libas
66:601^105
Agencias
no
estrangeiro
.
8:139$412
Devedores
diversos.
.
.
2:999$422
Acções
recolhidas. .
.
.
200:00ó$000
Valores
fluctuantes.
.
.
80:762$990
Titulos
de
Divida
Publica
ll:40l$420
Eífeitos
depositados
. .
24:570$000
Installação
........................
4:00()$000
Gastos
geraes
e
com
missões.
4:200$298
Moveis
e
utensílios.
.
.
l:413$500
720:572$050
í’a«si
ia
Capital
......................................
60Ó:000$0d0
Fundo
de
reserva
.
. .
.
3:5Ó9$I27
Depósitos
a
praso
.
73:829$464
»
á ordem.
.
.
8:32)$I85
Credores
d
’
effeilos
deposita
dos
........................................
21:570$900
Letras
em deposito.
. .
233$695
Letras
a
pagar
.
. .
7I6$76O
Credores
diversos
.
.
.
4:692$382
Lucros
e
perdas. .
.
.
5:100$437
720:572$050
Braga
7 de
Setembro de 1878.
Os
Directores,
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
José
A.
Rebello da
Sitva.
BANCO
DA
COV1LHÀ.
Sociedade
anonyma
—
Responsabilidade
li
mitada
Capital
3.0®0:000$00»
reis
í.
a
emissão
—
reis
750:000^000
dividido
em
7:500
acções
de
100&000 reis
cada
uma.
Balanço
em
31
de
Agosto
de
1878.
Aetivo
Leltras
descontadas
e
a
receber.........................
Empréstimos
s.
penhores.
Contas
corrent.
com
caução
Effeitos
depositados .
.
.
Papeis
de
credito.
.
.
.
Agencias
no
paiz.
.
.
.
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
Diversos
devedores
.
.
.
Mobília
e
utensílios.
.
.
Despezas
d
’
inslallação
.
.
Caixa
...................................
Valores
em liquidação.
.
.
Passivo
Capital...................................
Fundo de
reserva.
.
.
.
Funlo
para
o edifício
do
Banco.................................
Depositos
á
ordem
. .
.
Ditos
a praso.......................
Devidendos
a
pagar.
.
Credores
d’
effeitos
deposi
tados
...............................
Diversos
credores
.
.
.
Agentes
no
paiz
.
.
.
Agentes
no
estrangeiro.
Contas
interinas
....
Ganhos
e
perdas
.
.
. .
323:998^41
I
138:460$320
333:779$975
12:000$000
17:3875809
28:170$635
325$784
9:063$918
1
:840$3í)4
2:525$875
19;238$932
6:249$230
893:041^184
750:0000000
7:543$745
1:5000000
37:509$827
57:8540540
11:2880000
12:0000000
4:0340335
685$159
2:4530856
4
I20606
9:448$187
893:0410184
Covilhã 31
de
Agosto
de 1878
Os
Directores
J.
T.
M.
Megre Reslier.
J.
d
’A.
Vazde
Carvalho.
Resumo
do activo e
passivo do
Banco Commercial, Agrícola
e
Industrial de
Villa Real, em
31
de
agoslo
de
1878.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
12:4970319
Letras
descontadas
e a
rece
ber.......................................
646:9880217
Letras
caucionadas
com
hy
potheca
sobre
bens
de
raiz
58:8120000
Leiras
em
liquidação.
. .
6:6080472
Letras
protestadas
.
.
.
3:1760810
Titulos
e
obrigações
a
receber
3:0340695
Empréstimos
sobre
penhores:
De
acções
deste
Banco. .
3:065$000
De
diversos
objeclos
d
’ouro
e
prata............................. 1000000
De
d
’aguas
ardentes.
.
.
1;000$000
Operações
a
longo
prazo com
hypotheca
sobre
bens
de
raiz.
......
14:4610256
Acções
de
conta
própria
em
numero
de
325.
.
.
.
15:570$000
Contas
correntes
com
garantia
De
acções
deste
Banco.
.
3:5530000
De
letras
e cartas
de
credito
5:077$485
De
de
vinhos.......................
7000000
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar. .
.
72:5310136
Agentes
no
estrangeiro
.
12:3030237
Diversos
devedores
.
.
.
3:0460326
Moveis
e
utensílios
.
.
.
6100400
Despezas
de
installação
.
1:6000000
864:738$353
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:000$000
Deposito
á
ordem.
.
.
.
283$003
Deposito
a
prazo.
.
.
.
28:0t)7$577
Dividendos
a
pagar
.
.
.
l:790$G00
Fundo de
reserva. .
.
.
9:420$000
Quantia
destinada para o
imposto
industrial.
.
.
5:300$000
Reserva
para
prejuízos
even-
luaes....................................
4:000$000
Ganhos
e
perdas.
.
.
15:937^773
864:738$353
Villa Real,
3 de setembro de
1878.
Os gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez.
Agostinho
José
da
Cosld.
Penhoradissimas
para
com todos
qs
cavalheiros
que nos obsequiaram
por
oc-
casiào
do falleciraento
do
nosso
sempre
lembrado
esposo,
e
irmão,
o
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
vimos
por
este
meio
significar-lhes
a
nossa
gratidão
indelevel.
Maria
Felicíssima
de
Jeuis
Magalhães
e
Vasconcellos.
Maria
Clara Dias
da
Costa.
Thereza
Philomena
Pinto
d
’
Oliveira,
Leonardo
Pinto
d
’Oliveira e
Joaquim
Ma-
riano
Pinto
d
’
Oli
veira, agradecem
ás
pes
soas
que
por
occasião do
passamento
de
sua
tilhinha
e sobrinha
Candi
!a
os
obse
quiaram,
quer
tomando
parte
no
acom
panhamento
e
assistindo
ao
responáo
de
Gloria,
ou
por
qualquer
modo
significan
do-lhes
os
seus
sentimentos.
Já
Já
Já sá lá lá
Já
iá Já Já -a Já sá.
m
Na
caixa
penhorista
Bracarense,
da-se
dinheiro
sobre
penhores d
’ouro,
prata,
joias,
moveis
e
roupas, e
outros
mais
objectos;
lodos
os dias desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
nove
da
noite.
A
t
;
‘RO
V
Í£1T
EM-S
!£
Venle-se
a bonita
casa
construida
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
53,
bem
como
os moveis
que
a
adornam,
em
ra
zão
de
seu dono
se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar com
a
ametade
do
preço
a
juro
de
4
p.
c.
cora
hypotheca
na
mesma
casa,
por
tem
po.
de
um
anno.
Para
vêr-se,
de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de tarde,
das
4
ás
6 —
podendo
tratar-
se
com
o
snr.
Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua, que
se
acha
an-
ctorisado.
(1061)
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga, declara
para
os
devidos
eífeitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar, por
escriptura
que
se
acha
registada
no Tribunal
Com
mercial
d
’esla cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes
a
seu
marido Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
também
se
acha
registada
para
a
representar
em
to
dos
os
negocios
que
achar
convenientes;
e
delara
mais
que
já
abriu o seu
estabele
cimento
de
sola e
cabedaes,
e
mais ar
tigos concernentes
ao
mesmo
negocio,
o
que
tudo
vende
pelos
preços
mais resu
mido
possível.
(1026)
ARRLNDA-SE
Uma
casa
com
bastantes
commodida-
des,
quintal
e
agua,
na
rua
dos
Chãos
n.°
29.
Trala
se
na
mesma
casa.
(1060)
PROMISSÓRIAS
do Banco Com
mercial de Braga
Compram-se
em
casa
de
Valença,
Fi
lho
&
C.
a
,
á
Galeria,
Braga.
(1022)
VENDA DE CASAS
No largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendetn-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S. Marcos,
o
andar
superior
da casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Reraedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Pôde
ver-se
a
qualquer
hora.
•
(916)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se na
casa
imrae-
diata
n.°
22.
(981)
CAIXEIRO
OU
UARÇAXO
Precisa-se
um com
o
tempo
aíindar,
ou
para
dar
tempo.
Rua
de
D.
Pedro
V.
n.°
24
—
Braga.
(1068).
Vendem-se
ires
acções
do
Banco
do
Minho,
no
campo
de
Sanl
’
Anna
n.°
41.
(1052)
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Aranjo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
conligua
áqnella.
(862)
DINHEIRO A
JURO
Até
á
quantia
de 250:000
réis
dá-se
sobre
hypoteca
na confiaria
de
Santo
Amaro
da
Sé Primaz.
Trata-se
com
o
secretario
da
mesma,
padre
Francisco
Lobo,
na
rua
do
Poço
d
’
esla
cidade.
1014
ARRENDA-SE
o
2.° andar
da
casa n.°
11
em
a rua
das
agoas
d
’
esta
cidade.
Tra-
la
se
com
seu
dono
na
mesma.
(984)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do
Martyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia
de
800$000
reis
para
mutuar
por
hypotheca
de
raiz.
(1056)
Aluga-se
a
casa
n.°
17
da
rua
■
a
í
dos
Sapateiros
trata-se
na
rua Nova
'
n.° 5
E.
Vende-se
um
par
de
bons
rewolvers,
grandes
e baratos
nas
Palhotas
n.°
83.
(1053)
Alnga-se
a casa
n.°
88
da
rua
da Boa
Vista.
-
(906)
Muita
atlenção
Alluga-se
do S.
Miguel por diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
no
vo, com
os
n.
os
27
e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V,
com
quintal ajardinado
todo
morado,
e
com
agua.
Tem
commo
dos
para numerosa
familia,
e
dos
2.°
s
andares
gosam-se
os pontos
mais
impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao
pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu
pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos
onde po
dem ser
vistas
todos
os
dias,
das
4
horas
da tarde
por
diante.
(949-Q)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—5
Rua
Nova
de
Souza
5
—
■
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para flores
e
de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
diinenções.
(843)
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
bndo
em consideração
a
avultadissima
despeza
qne
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha n
’
este
acto
de caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães»
ARREMATAÇÃO PERANTE O
GOVERNADOR CIVH DO DISTRICTO ABAIXO
DECLARADO
Rfo
<Iía
18
de
Setembro,
de
LISTA
N.°
1:706
3.
a FORMA
Reforma
da
listei
n.°
1:505
BMSSTOR-BCZTTO E»»í
aCK.^fiíA
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
Fóros e
censos
pertencentes á
santa
casa
da
Misericórdia
da
cidade
de
Guimarães
Numeros
1
Censo
annual
de 130,80
de
milho
alvo
e
65,40
de
centeio,
imposto
no
campo
do
Ourado, na
aldeia
de
Penedo,
situado
na
freguezia
de
Santa
Maria
de
Ayrão.—
Censoario, Ballhasar
Joaquim
Machado—
92$IOO
reis
2
Fôro
annual
de
50,86
de milho
alvo
e
14
53
de
centeio,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
em
diversas
propriedades
chamadas
da
Portella,
no
logar
de
Gavim, da freguezia
de
Vermil.—
Emphiteuta,
Bernardino
de
Azevedo
—
4f$I55 reis
3
Censo
annual
de 261,60
de pão
meiado,
imposto
nas terras
chamadas
do
Covello,
sito
na
Ireguezia
de
S.
Thiago
de
Roufe.
—
Censuario,
João
José
de
Magalhães
—
12I$2OO
reis
4
Censo
annual
de
87,020 de
milho alvo
e
43,60
de
centeio,
im
posto
em
metade
do
campo
do
Castello,
no
campo
da
Porta,
campo
da
Charneca,
um
comoro,
uveiras,
na
terra
da Lameiri-
nha,
e cinco
sortes
de mato, tudo
sito na
freguezia
de
S.
João
de
Brito.
—Censoarios, Mana Rosa
e
Custodia
da
Silva
—
6I$400
reis
5
Fôro
annual
de
43,60
de
milho
alvo e 21,80
de
centeio,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
na propriedade
do
Paço e
pertenças, sita
na
frezia
de
S.
João
de
Brito.—Emphyleuta,
o
reverendo
padre João
Mendes
Cardoso
—49$194 reis
6
Fôro
annual
de
43,60
de
milho alvo
e
21,80
de
centeio,
im
posto
na
propriedade
do
Castello,
sito
no
logar
de
Loureiro,
da
fieguezia
de
S.
João
de
Brito,
com
laudemio
de
quarentena.
—Emphyleuta,
Domingos
Pereira
Macedo—
44$932
reis
7
Censo
annual
de
15
reis,
imposto
no
casal
de
Ayrães,
da
fre
guezia
de Santa
Eulalia
de
Pentieiros.
—Censuario,
José
Pinheiro
Caídas
—300
reis
8
Fôro
annual
de
360
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
em
dois
quartos
do
casal
de
Soutello,
sitos
na freguezia
de
S.
Mamede
de
Cepães.—
Emphyteuta,
Manoel
Joaquim
Antunes
Moreira—30$270
reis
9
Fôro
annual
de
250,
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
em
dois quartos
do
casal
de
Soutello,
silo
na
freguezia
de S.
Mamede
de
Cepães.
—Emphyleuta,
Antonio José
da
Silva
e
Castro
—13$975
reis
10
Fôro
annual
de
145
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal
de
Soutello
e
Outerello,
sito
na
freguezia
de
S.
Ma
mede
de
Cepães.
—
Emphyleuta,
Antonio
José
da Silva
e Castro
—
4$327
reis
11
Fôro
annual
de
180
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal
de
Suiro
e
Soutello,
silo na
freguezia
de
S.
Mamede
de
Cepães.
—
Emphyleuta,
Manoel
de
Castro
Leite
—9$5IO reis
12
Fôro annual de
10
»
reis,
com laudemio
de
quarentena,
imposto
no
campo
de
Metade,
no
campo de Pereirinha
e
no
campo
da
Leira
de Garcia,
tudo
sito
na
freguezia de
S.
Mamede
de
Ce
pães.
—Emphyteuta,
Manoel
de
Castro
Leite
—
6$á00
reis
13
Fôro
annual
de
700
reis,
com laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal
das
Nogueiras,
da
freguezia
de S.
Mamede
de
Cepães.
—Emphyleuta,
Manoel
de
Castro
Leite
—42^415
reis
14
F
ôro
annual
de
210
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
terço
do casal
da
Lage, sito
na
freguezia
de
S.
Mamede
de Cepães.
—
Emphyleuta,
Antonio
José
da
Cunha
—
12$680
reis
15
Fôro
annual
de
205
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal
da
Fonte,
sito
na
freguezia
de
S.
Mamede
de
Cepães.
Emphyleuta,
João
de
Sampaio
Marinho—35$122
reis
16
Fôro
annual
de
540
reis,
com laudemio
de
quarentena, imposto
no
casal
da
Fonte, silo
na
freguezia
de
S.
Mamede
de
Cepães.
—
Emphyteuta,
Antonio
de
Sampaio
Marinho—
16^530
reis
17
Fôro annual
de
8tf
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
campo da
Veiga,
situado
na
freguezia
de S.
Mamede
de
Cepães.
—
Emphyleuta,
Manoel
Joaquim
Antunes
Moreira —
13$a60
reis
Somma
reis.
.
.
Avaliações
com
abatimento
de
30
por
cento
73$680
32$925
96$960
49$120
39$356
35$946
$240
2i$2l6
lf$!8l
3$
*
63
7$608
4$960
33$933
10$144
28$098
13$224
10$8í0
475$888
Segunda
Repartição
da
Direcçào
Geral dos Proprios Nacionaes, 16 de Agosto
de 1878.=
Marcelino
Augusto
Leite.
(1069)
58
—
Rua
do
Carvalhal—
58
Fazem-se
chapéus
de
palha,
seda
e
vel-
lodo,
para senhora,
e
vestidos
á moda.
Preços
rasoaveis.
TYPOGRÃPHIA
Vende-se
a
typograpliia
UNIÀO,
que
se compõe
de
prelo
e
tinteiro de
ferro,
20 caixas
com
lypos
de
diflerentes
cor
pos—
8,
10,
12,
18
e outros,
alguns
em
muito
hom
uso,
lettras
de
phantasia,
vi
nhetas
e
alguns emblemas,
íinalmente
do
necessário
para
poder
funccionar.
Tracta-se
no
largo
de
Santo
Agosti
nho,
com
o
seu dono,
e
alli
pôde
ser
vista,
desde
as 9
da
manhã ao
meio
dia,
e
das
3
da
tarde
á noite.
LECCÍONÁCÀO
o
EM
BRAGA NA RUA DO POÇO
N.° 15
Ensina-se
—
Escripluração
commercial
por
partidas
simples
e
dobradas,
segundo
o
methodo
de
Deplanque.
Câmbios
de
dinheiros
entre
as
diffe-
rentes
praças
commerciaes.
Também
se
leccionam
candidatos
ao
magistério
primário em
todas
as
disciplinas
do
seu
programma.
DE
Primeiro,
segundo, e terceiro anno
de Porluguez (Rhetorica) e
Francez
O
ordinando
Antonio
Joaquim
de
Mesquita
Pimenlel,
habilitado
com
o
curso
de
preparatórios
pelo
Lyceu Nacional
do
Porto
e
com
triennio
de Theologia
pelo
Seminário
Episcopal
da
mesma
cidade,
tendo tomado a
resolução
d
’
abrir
no
pro
ximo
outubro
um
curso
de
Rhetorica
e Francez
no
Campo
de
Sant
’
Anna,
n.°
44,
oíferece,
n’
esle
sentido,
o
seu humilde
préstimo
ás
famílias que quizerem
coníiar-
Ihe seus
filhos
e
aos
alumnos
que
quizerem frequentar as mencionadas disci
plinas.
O
annunciante,
inteiramente
dedicado
por
gosto
e
vocação
ao
ensino
da
mo
cidade,
desprelenciosamente
declara
que
está
devéras
empenhado
a envidar
lodos
os
exforços
e
a
mais
desvelada
sollicilude
assim
pelo
adiantamento
inlellectual
e
moral
de
seus
discípulos,
como
pela boa
ordem
e
regularidade
da
sua escola,
aíim
de
corresponder
em
tudo
e
por
tudo
á
confiança
que
n
’elle
se
dignarem
de
positar.
Porisso
espera
lambem
encontrar o
apoio
e
prolecção
de
que
carece
pa
ra
levar
por
diante
a
sua
empreza.
As
mensalidades
são de
1$000
rs.
por
disciplina.
O
curso
abrir-se-ha
impre
terivelmente
no
i.“
do
proximo
mez
d
’
oulubro.
As pessoas
que
quizerem
quaesquer
esclarecimentos,
pódem
procurar
o
an
nunciante
na casa n.°
44 do Campo
de
Sant
’
Anna, desde
as 10 até
ás
12
da
manhã.
Fóia d
’
estas horas, só
póde ser
procurado
na
rua
Nova
de Santa
Cruz,
n
®
9.
(1072)
íJissi»
dos
Cagieliistas,
£8
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes
objeclos
abaixo
exarados
pelo
menos
jreço
possível, a
saber;
chilas
largas
bem
sortidas, tinas
em
côr,
e
bom panno.
a
80,
90,
100
e
110
o
covado;
ha
linda
len-
çaria
de
seda e
setim,
tanto
para
senho
ra,
como outros proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda, para homem
e
se
nhora;
casliçaes
de metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crús;
lenços de
cambraeta de
linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
diflerentes
tamanhos;
adere
ços
e
brincos; sapatos
de
borracha, pelli-
ca;
trança,
oureílo;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão. largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e
d
’
outras
qualidades;
lunetas de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos de bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d’
arroz
em
caixinhas
de vidro.
N
’
este
estabelecimento
ha
um sortido
completo
de tudo
e
barato.
(858)
94, RUA DE D. PEDRO V, 94 E
BRAGA.
Tem
para
vender cal
branca,
l.
3
qua
lidade
a
600
rs.
cada
60
kilos
a corres
ponder
um
quintal; dita
de
2.a
qualidade
(a
que
alguém
chama
de 1.a
)
a 550;
cal
parda.
l.
a
qualidade,
a
480;
dita
de
2a,
450.
Para
grandes
encommendas
é
ne
cessário
os
snrs.
consummidores
fazerem
as
suas
requisições
com
8
dias
de
antici-
pação,
para serem
bem servidos
com
a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido
ha
20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n
’esta
cidade
quem possa
fazer
mais
van
tagens,
tanto
nos
preços,
como
na esco
lha
dos
generos,
por
ser
seu
domno
estuca
dor
com
pratica
de
32
annos.
Todos
os
generos
serão
postos
nas
obras,
n’
esta
cidade,
sem
augmento
de
preço,
quando
os
snrs.
consummidores
gastem
mais de
600
kilos.
(954)
ALUGAM-SE
a
começar
do
S.
Mi
guel
em diante,
as
casas
n.°
16
e
17,
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas,
com
boas accommodações, construídas
de
novo; tem saida
para
a
nova
rua
das
Carvalheiras.
Trata-se
com
João
da
Costa
Palmeira.
(1017-T)
Fabrica
a vapor dj. fundtção de
ferro
e
metaes
Travessa
de
S.
João
—
Braga.
Nesta fabrica,
unica
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
0
proprietário da
mesma
não
se tem
pou
pado
a sacrifícios
para
poder elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em parte
o tem
conseguido,
pois
que no seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de pezo
de
5,000
kilos, e maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer tintas,
pés
para me-
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são e comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
consolas
para
lampeões,
prensas
para copiadores,
fuzos
de
novo sysiema
para
lagares, ferros
para
alfaiates
e chapelleiros,
tapeies
e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas
as
grossuras.
Tam
bém
concerta,
todas
as
obras
deste
gene
ro.—Preços
do Porto.
Braga,
Fundição
do
Minho.
0
Proprietário
—Antonio
Germano
Ferrei*
rinha.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—1878.
a
l
s
i
l
i
<
i
i
r
r
c
r
a
S
d
l;
\
I
i
I
f
t
1
I
(
r
1
i
t
s
<
t
8
i
l:
Parte de Comércio do Minho (O)
