comerciominho_12021878_749.xml
- conteúdo
-
ros,EE./K
commiercial
,
k
iwoticiosa
.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA
N.° 3
E.
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..................l^GOO
»
6
»..............
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada linha.
....
20
Repetição
........................
10
ÁS
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PUBLICA-SE
TERÇÃS, QlIXT1S
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
............
2-3*000
»
<>
»
............
1ã0o0
»
sendo
duas
assignaturas
3â600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
...................
|()
N.»
749
D.
JOÃO
CHHYSOSTOMO
DE
A
UORIM
Pessoa, por
mercê
de
Deus,
etc.
Ao clero
e
fieis
d
’
este
Nosso
Arcebispado,
saude, paz
e
bênção
em
Jesus
Christo,
Nosso
Divino
Salvador.
O
lhelegrapho,
com a
velocidade
do
raio,
acaba
de
communicar
a
todo
o
mun
do
conhecido
a
infausta
e
tristíssima
noticia
de
que
ji
não
é
contado
em
o
numero
dos
vivos
o
Santíssimo
Padre
Pio
IX,
Supremo
Pastor
da
Egreja
Catho
lica,
Vigário de
Christo
e
Pae
Carinhoso
de
lodos
os
fiéis,
espalhados
sobre
a
su
perfície
da
terra.
O
milagre,
até
agora
permanente,
da
vida
d
’este Pontífice tão
grande,
e que de
um
modo
admiravel,
presidindo
á
Egreja
de
Deus,
soube
sempre
sustentar-se
con
tra
o
vento
impetuoso
das
revoluções
na
altura própria
da
sua
suprema
dignidade,
deixou
de
ser
já um
objecto
das
nossas
esperanças.
Humilhemo-nos,
Meus
Filhos
em
Jesus
Christo,
sob
a
poderosa
mão
de
Deus,
que
assim
quiz
provar
a
firmesa
da
nossa
le;
e
que
devemos
louvar
e
bem
dzer
como
nosso Consolador
em
todas as
nossas
amarguras.
(1
)
Acha-se,
pois,
em
grande
tribulação
o
mundo
cathoiico.
A
morte
do
Santíssi
mo
Padre
Pio
IX
tem
posto
em
grande
sobresalto
lodos
<
s
íiéis, e
ainda
mesmo
também
aquelles,
que
infdizmenle
não
pertencem
á
verdadeira
Egreja
de
Deus,
fundada sobre
a
terra
por
seu
Filho, Jesus
Christo,
nosso
Divino
Salvador.
.
A
impressão,
causada
por
este
funesto
acontecimento,
tem
sido
em
toda
a
parte
tão
grande,
como
dolorosa.
A
consterna
ção
é
geral
e
publica
;
mas
ella
é
muito
mais
intensa
e
manifesta
por
um
modo
muito mais terminante
em
todos
aquelles,
que
tinham
visto
a
sua
face,
ouvido
a
sua
voz,
recebido
pessoalmente
a
sua
bênção,
e
que,
assim
como
Nós, se
podiam
cha
mar
seus
Íilhos
predilectos.
E
assim
devia
ser.
Temos
visto,
Meus Filhos em
Jesus
Christo,
correr
abundantes
lagrymas
de
saudade
sobre
a
face
de
muitos
íiéis,
que
n
’
esta
triste
conjunctnra
de
Nós
se leem
aproximado,
e
elias
se
têem
misturado
e
confundido
com
as
Nossas; porqne
todos
seminus
auiargamente,
e
todos
chorámos
a
perda
d
’
um
Pontífice,
que
será
singular
na
historia
da
Egreja
Catholica,
pelo
muito
que
trabalhou,
e
ainda
talvez
mais,
pelo
muito
que
soffreu
em
favôr
d’
ella.
Possuído
de
uma
fé
ardente
e
viva,
o
Santíssimo
Padre
Pio
IX
era
inabalavel
no
cumprimento dos
seus
deveres,
como
Pas
tor
Supremo
da
Egreja,
e
como
Vigário
de
Christo
na terra; mas
dotado
de
um
grande
coração,
quantas
jvezes,
Meus
Fi
lhos
em
Jesus
Chrisro,
quantas
vezes
não
lhe
rebentavam
as lagrymas
dos
olhos,
quando
era
obrigado
a
pronunciar
o seu
inquebrantável
—
Non
possumus
—
?
E
Nós
podemos dar
testimunho
d
’
esla
verdade.
Quando
em
uma
das
salas
do
Vaticano,
e
na
presença
do
Ministro Plenipotenciá
rio
de
Sua
Magestade
Fidelíssima,
o
Se
nhor
D.
Luiz
1,
Nós,
ajoelhado
junto
do
Santíssimo Padre Pio IX,
orvalhavamos
com
as
Nossas
lagrymas
as
suas
mãos
sa-
(1)
Benedictus Deus
et
Pater
Domini
Nos-
Iri J.
Christi,
Pater misicordiarum,
et Deus
totius
consolationis,
qui
consolatur
nos
in
tmni
tnbulatione
nostra
ut
possimus
et
ipsi
conso-
lari
eos,
qui
in
omni
pressura
sunt. II
Cor.
I
—3
e
4.
gradas,
pedindo
uma
graça
especial
para
a
Egreja
de
Gòa, o
grande
Ponlifice,
sen
sivelmente
commovido,
e
as lagrymas,
ma
rejando-lhe
o
rosto
incendiado,
pronun
ciou todavia
o
seu
Non
possumus.
A
lucta
entre
o
seu
dever
de juiz
e
o
seu coração
magnanimo
de Pae
fôra
n
’aquella
hora
muito
grande;
mas o
bem
da
Egreja
venceu
o
sentimento
da
compai
xão,
cujos
eífeitos
só
tiveram
logar,
e não
se
demoraram
muito,
quando
a
verdade
se
encontrou
com
a
misericórdia,
e
a
jus
tiça
e
a
paz
em
santo
abraço
poderam
viver
unidos.
(2;
E
assim
foi,
e
assim
até
agora
tem
sido.
Humildes
e
resignados, adoremos,
Meus
Fihos
em
Jesus
Christo,
os
juizos
de Deus
que
conservou
a
vida
ao
Santíssimo
Padre
Pio
IX
o
tempo
necessário
parj
perdoai
áquclies,
que
julgaram
necessário
pedir-lhe
perdão,
para
assegurar
a
sua
salvação
eterna;
adoremos
os
juizos
de
Deus,
que muitas
vezes
são
incomprehensiveis
á iutelligeocia
humana
sobre
os
destinos
'dos
homens,
e
conliêmos
na sabedoria
da
sua
Providencia,
sempre
admiravel
aos
nossos
olhos.
(3)
Confiemos,
que
o
Altíssimo,
em
crise
tão
momentosa,
não faltará á
sua
Egreja,
porque
Ella*é
obia
das
suas
mãos
e
não
pçderá
ser
desprezada.
(4;
,
Confiemos
que
a
Esposa
de
Jesus
Christo
será
sempre
livre
de todos os
perigos,
e
triumphante
de
lodos
os
esforços,
que
os
seus
inimigos
lhe preparem
e
desejem
fazer
contra
ella,
e
contra a
promessa,
que
ella
tem da
sua
duração
e
da
pureza
da
sua
douctrina.
(5)
Confiemos,
e
oremos
fervorpsamenle,
porque
a
Oração
de
um
coração
humilde
e
compungido
ó sobre maneira
agradavel
a
Deus.
(6)
De
hoje
em diante
não
será
dada a oração
—
Pro Papa
—
Deus omnium
fidelium
Pas
tor;
e
na
coílecta
e
canon
da
Missa
será
omillido
o
seu
nome,
emquanlo
não
aprou
ver
a
Deus
Nosso
Senhor
dar
á
sua Egreja
novo
Pastor Supremo.
Nos
primeiros
tres
dias
depois da
rece
pção
d
’
esta
Nossa
Carta
Pastoral,
em
to
das
âs
Egrejas
parochiaes,.
Mosteiros,
Ca-
pellas,
e
Sancitiarios
d
’
este
Nosso Arce
bispado
serão
feitas
preces publicas
em
tres
i
dias
successivos,
na
fórma
do
estylo,
pro
\eligendo
Summo
Ponlifice,
e
na
Missa,
ain-
;
da
mesmo
solemné,
e nos
dias
de
segunda
classe.
Manda
>
os
que
seja dada
a
oração
Supplici,
Domine.
Esperamos,
Meus
Filhos
em Jesus
Ciris-
lo,
e
esperamos
confiadamente
que
n
’esta
Nossa
Ai
chidiocese,
que
o
Santíssimo Pa
dre
Pio
IX
tanto
amava,
como
mostrou
sempre
e
principalmente
por
occasião
da
perigrinação
a
Roma,
feita
no
rnez
de
Maio
do
proxirno
passado
anno
de
1877,
se
ce
lebrem
exequias
solemnes
no
maior
nume
ro
d
’Egrejas,
que
fôr
possível,
e
que
o
Clero
e
lieis
d
’esle
Nosso
Arcebispado
mos
trem
por
estes
obzequios
religiosos,
que
era
sincero,
que
era
verdadeiro,
que
era
ge
neroso
o
seuamor,
tantas
vezes
manifes
tado
para
com
o
grande,
e
nunca
assás
chorado
Ponlifice,
que
a
Egreja
militante
da
terra
acaba
de
perder;
mas
que
a
Egreja
(2) Misericórdia
et
veritas
obviaverunt
sibi,
justitia
et
pax
osculatae
sunt
Ps.
LXXXJV
—
H.
(3)
A
Domino
factum
est
istud,
et
est
mirabile
oculis nostris,
Ps.
CXVII—23.
(4) Operam manuum tuarum
ne
despidas.
Ps.
CXXXVH-8.
(5)
Portae
inferi
non
prcevalcbunt
adversas
eam.
S.
Math.XvI
—18.
(6)
Sacrificium Deo
spiritus conlribulatus-,
cor
contrictum
et humiliatum.
Deus
non
despi-
cies.
Ps.
L
—19.
triumphante
do
céu
já
possue,
segundo
piamente
deveu
os crêr.
Os Rd.
oS
Parochos
deverão
ler
uma
vez
á
Estação
da
Missa
Conventual,
e
ou
tra
vez
no
dia
das
preces
publicas
esta
Nossa
Carta
Pastoral.
Dada
e
passada
sob
o
Nosso
Signal
e
sello
das Nossas
Armas
no
Paço
Archiepis-
copal
de
Braga
em
9
de
Fevereiro
de
1878.
Logar
do sello.
João,
Arcebispo
Primaz.
Constando-Nos
que
era
algumas
egre
jas
d
’
este
nosso
Arcebispado a
devoção
dos
fieis
no
ornato
dos altares não
é
mui
tas
vezes
praticada
com
o
recaio
e
de
cência devida
á
Casa
de
Deus,
e
que
na
presença
mestne
do
Santíssimo
Sacramen
to
se
fazem
conversas e
vozerias
impró
prias
do logar,
e pouco respeitosas
de
tão Augusto
Mysterio,
ainda
que
essas
con
versas
e
vozerias
não
sejam
feitas
com
animo
deliberada
de
offender
a
Deus;
e
sendo
do
Nosso dever
tomar as
providen
cias
necessárias
para
evitar
quaesquer
abu
sos
que
possam
introduzir-se
no
culto
da
religião
catholica
n
’
esta
Nossa
archidioce-
se
primaz;
e
ao
mesmo
tempo
afervorar
o
zèlo
prudente
tanto
dos
revd.°
s
paro
chos,
como
lambem
a
piedade
e
a
devo
ção dos
fieis,
que
felizmente
ainda
é
gran
de
e
muito
digna
de
louvôr;
Havemos
por
bem
Ordenar
que
os
revd.
os
parochos,
sempre
que
lhes
seja
possível,
assistam
por si, ou
encarreguem a
sacerdote
da
sua confiança
a
direcção
do
ornato
dos
al
tares,
feito
peia
devoção
dos
ti-is,
evitan
do,
quanto
seja
possível,
a
falta
de
de
cência,
e
as
conversas
inúteis
cu
pouco
próprias
da
casa
do
Senhor:
o
que
tu
do
lhes
havemos
por
muito
recommen-
dado.
Paço
Archiepiscopal de Braga,
4
de
Fevereiro.de
1878.
joào.
Arcebispo
Primaz.
BRACA
—TERÇA-FEIRA
18
BMÍ
FEVEREIRO
BE
ÍS1S
A
peregrinação
pot-luguesa
a
XXHI
O
NOSSO
ADEUS
A ROMA
Era
concluída
a
nossa missão,
e
nós
estavamos
livres
para
voltar
á
patria.
Mas
deixarmos
Roma,
sem
vêr,
de
relance
ao
menos,
todas
as
suas princi-
paes
maravilhas,
seria
duro e o
animo
não
nol-o
soffria.
Deve
saber-se
que
ha
na
Cidade
«los
Papas
quatro
ordens
de
notabilidades,
sem
eguaes
com
certeza,
em
todo
o
mundo
Em
ruinas,
templos,
palacios
e
fontes,
Roma
leva
por
ceilo
a palma
ás
cidades
mais
afamadas.
E
o
viajante, quem
quer
que
elle
«eja,
não
costuma
pedir
licença
á
sua
bolsa,
para
vêr
e admirar
todo
este luxo
de
sumptuosidades.
Quem
teria
a
coragem
de
abandonar
a
grande
capital
do
orbe
cathoiico,
sem
haver subido
as
rentum
eschalce
do
Ca
pitólio,
descido
ao
forum,
visitado
S.
Pau
lo,
S.
João
de
Latrão
e
a
Rotunda,
an
tigo
Pantheon
dos romanos,
sem nada
poder
dizer
dos
arcos
de
Tito
e
Conslan
tino,
do
obelisco de Trajano, ou
dos
pa
lacios
Barberini
e
Quirinal?
Tal
foi
o
motivo
da
nossa
demora
por
mais
alguns
dias,
que
não
temos
como
os mais
mal
empregados
<Ja
nossa
vida.
E
ninguém
pense,
que esta
curiosi
dade
seria
porventura
indifferenle
ao
fim
da
nossa
peregrinação.
•Em
Roma
cada
pedra
é
um
documento
da giande
sabedoria
dos
Papas
e
um
mo
numento da
sua incomparável
sollicitude
pelas
sciencias
e
pelas
artes
Vê-se
alli
bem
o
que
é
o
Papado;
e
os
grandes
interesses
que
esta
instituição
de
19
séculos representa
na
sociedade,
manifestam-se de
um
modo
claro
tanto
no
empenho
pela conservação de
todas
as
grandes
ruinas,
que
representam
o
the-
souro
do
sabio, coiro
na
munificiencia
gasta
com os
emprehendimentos
gigantescos
que
formam
a
eschola
do
gerrio.
U
o
crescido
numero
de
Pontífices
im-
inorl
alisar
a
m
por
esta
fóima o
seu nome,
transmillindo-o
ás
gerações
por
vir
em
paginas
de
mármore
e
bronze.
Outros,
mais
modestos
pelas
circnm-
stancias,
conlenlaram-se
em
escrevd-o
com
o
seu
proprio
sangue
no
grande
livro
da
civilisação christã.
A
historia
poiém
bem-diz
-uns
e
ou
tros.
E
nós,
percorrendo
Roma,
relíamos
a
historia
em
seus principaes elemeRios,
behiamol-i
em
suas
incorruptíveis
fontes
’
.
D’
esla
fórma robusteceu-se
mais
á
nossa fé,
firmaram-se
melhor
as
nossas
crenças,
e
a
piedade
que
nos animava,
avivou-se
mais
em
nosso
espirito.
São
estes
os
grandes
beneficios
que
Iioma piodigalisa
ao
viajante,
e
que
inú
til
será
procural-os
em qualquer
outra
das
grandes
ei
fades.
Os
que
fingem
ignorar
para
que
siiva
aos
Papas
o
poder
temporal,
vão lá,
qne
de
sobejo
encontrarão
nos
factos,
motivos
que
os esclareçam. E
quando
virem
os
nomes dos
Poutilices
inscriptos
no
alto
dos
grandes
edifícios púb
icos,
ou
ao
lado
das
grandes
ruinas
na
muralha
que
lhes
serve
de
baluarte
contra
a
acção
destrui
dora
do tempo,
terão
a
razso
de
ser
do
Papado
na
ordem
das
coisas
humanas.
Foi
depois
de
termos
visto
e
admirado
o
que
em
nenhuma
outra
parte
é
dado
vêr-se
e
admirar-se,
que
nos
resolvemos
deixar
a
cidade
das
sete
collinas.
Nem
tidos
seguiram
o mesmo
itine
rário,
como
tiiuiles
houve
que
quizeram
prolongar ainda
por
mais
tempo
a
sua
visita
á
eterna
capital
do
mundo
cathoiico.
E
assim
em
quanto
que
uns
destina
ram continuar
a
peregrinação
até
ao
Lo-
relo, oulios,
obrgados
por
diflerentes
circumstancias
a
encurtar viagem,
toma
ram
logo
a
linha
ferrea
do
Mediterrâneo.
Então,
ao
passo
que
o
rodar
do
com-
boyo nos
ía afastando de
Roma,
a
ima
ginação
retomava
a
sua
actividadè
na
re-
producção
do
que
viramos
e
que
jamais
quizeramos
esquecer.
A
grande
abobada
que
o
inspirado
cin
zel
de
Miguel
Angelo
suspendera
sobre
a
bazilica
do
Vaticano,
dizia-nos
o
ultimo
adeus,
recordando-nos
a
magnifica
praça
de
S.
Pedro, toda
ladeada
de
extensas
ga
lerias, coroadas
de
soberbas estatuas,
pa
recendo
mostrar-
nos
ainda,
ao
somir-se
para sempre
á
nossa
vista,
as
gigantes
cas
columnas
de
bronze
que
sustentam
o
dvcel
sobre
o
tumulo
dos
Apostolos.
Um sentimento
vago,
indefinido,
como
o
echo
perdendo-se
nas
montanhas,
apo
derou-se
então
de
minha
alma,
que
eu
via
refleclir n
’esse
momento
toda a
grandeza
moral
da
nossa
peregrinação.
C
omo
Lourdes,
Roma
não mais se
me
riscará
da
lembrança.
Bem
gravada
a
consrrvo
na
memória,
como
uma
doce
recordação
que
ha-de
suavisar-me
as
agruras
da
minha
vida.
E
quando
tudo
para
mim
fôr
acabado
no
tempo,
a
lembrança de Roma
dar-me-
ha
ainda
novas
forças
para
a
minha
pas
sagem
á
eternidade.
M.
MA.UINHO.
O roubo do eorreio
geral.
Deram-nos
os
jornaes
a noticia
de
que fallecera
em
Paris,
n’
um
hospital
de
alienados,
Eduardo
Marlinez,
que
foi
the-
sonreiro
do
correio geral.
Ainda vive
na
America
o
seu
fiel,
Barros
de Seixas.
Ambos estes
indivíduos
se
ausentaram
por
causa
do
grande
roubo
do
correio,
o
qual
depois de se
publicar
um
desfal
que
a
mais
de
setenta
contos,
se
poz
pedra
em
cima;
consta
porém
que o
rou
bo
não
anda longe
de
trezentos
contos.
E
foram
Marlinez
e
Barros
de
Sei
xas
os
únicos
cúmplices?
Não póde
ser
sem
que
outros
entrassem
no
conloio,
e
esses
figurões
ficaram
no paiz,
como
coniventes
ou
relaxados
nos
seus deveres
de fiscalisação.
Consta
que
Marlinez
e
Barros
de
Sei
xas estiveram
muiio
tempo
escondidos
nas
praias
e que
um
navio
os
foi
levar
a
bordo
d
’
nm
piquete,
e
quem
porven
tura
teria
tanto
empenho
em
salvar
os
dois
desgraçados
que
perderam a
honra
e a
palria para
talvez
servir de
capa
a
outros
?
Grandes
mistérios.
E
porque
não
se
apresentaram elles
á âuctoridadé
a
confessar
tudo?
Ainda
os
grandes
mistérios a
encobrir
a
verdade
dos
factos.
Se
Barros
de
Seixas
fosse
um
homem
de
coragem,
podia reconquistar
até
certo
ponto
uma
parle
da
sua
antiga
e reco
nhecida
honra,
apresenlando-se no tri
bunal
e
diz-r
a
verdade,
e os ladrões
seriam
desde
logo
desmascarados,
e
co
nhecidos
de
todos.
A
corrupção
é
espantosa.
A
sède
de
honras
e
de
riquezas
cega,
e
faz correr
para
o
crime.
A
impunidade
anima
a praticar
novos
crimes.
A
polilica
e
os clubs
protegem
os
grandes
criminosos.
A
justiça
é
severa
com
a
ruslicidade
que
cómmelle
um
ciime.
Para
estes
a
Costa d
’
África,
para
aquelles
a
nobiliarchia
ou
a
fuga.
E
quem sabe
se
a
fuga
dos
dois
se
ria
para
nobilitar
alguns
dos
que
por
cá
ficai
am
?
Póde
ser.
Pois
o
snr.
Barros
e Cunha
que
an
dou
a
basculhar
as
ladroeiras
da
peniten
ciaria
e
dos
caminos
de
ferro
do
Douro
e
Alinho,
não
viu
que
estava
por li
quidar o
roubo do correio?
E
que
este por
sua antiguidade
devia
ter
preferencia
no
julgamento
?
E
porque
não
se
deita
agora
o
snr.
Lourenço
de Carvalho
por
uma
vez
a
fazer
julgar
o
roubo
do
correio?
E’
bom
fazel-o,
antes
que
Barros
de
Seixas
vá
para
algum hospital
de
aliena
dos,
ou
para
debaixo
da
terra
Que
desgraçado
paiz
!
*
*
*
LUTO
PELA
MORTE
DO
SS.
PADRE
PIO
IX.
Como
já
dissemos
no
nosso
n.°
ulti
mo, começaram
na
sexta
feira
de
tarde
os
signaes
em
todas
as
torres
fúnebres
ifesla
cidade,
principiando
por
espaço
de
uma
hoia
as
badaladas
no
sino
do
relo-
gio
da Sé,
que
é
n
’
esta
o
sino
reputado
real,
e
no
grande
da
capella
do
Paço.
No
sabbado,
o
revd.
0
vice-reitor
do
Seminário
Conciliar
pelas
9
horas
da ma
nhã
celebrou na
capella
do
Paço
Archie-
piscopal
ff Santo
Sacrifício
da missa
pela
álma
do
nosso
sempre chorado
e
adorado
Pontífice
o
SS.
Padre
Pio
IX,
assistindo
o
exc.
mo
e
revd.
m
°
snr.
arcebispo
Pri
maz
na sua
tribuna,
e alguns dos
revd.
Os
superiores
e profe-ssores,
e
todos
os
col-
legiaes
e
estudantes
externos
do
dito
Se
minário.
No
domingo,
a força
militar
e
o
mui
digno coronel d
’
infanteria
8, foi
assistir
á
missa com
o
seu
regimento,
de
grande
uniforme,
bandeira
,e
armas
em funeral.
E
’
louvabilíssimo
o procedimento
d’
este
Lravo
militar,
dando
assim
um
teslimu-
c.lio
publico
de
sentimento
pelo
passa
mento
do
chefe da
Egreja e
Pae
com-
mum
dos
fieis.
Honlem
s.
exc.’
revi.
1*
’ foi
dizer
missa
á
Cathsdral, que
principiou
por
10
horas
da
manhã,
por
alma
do
Summo
Pontífice. O templo
estava
para
e»le
fim
convenientemente
preparado.
Emquanto
s. ex?.a
se
preparava,
a
orchestra
tocou
uma
marcha
fúnebre
tão
commovente e
tão bem desempenhada,
que
muitas
lagrimas
arrancou
aos
assis
lentes.
Finda
a
missa,
em
que
serviram
de
assistentes
a
s.
exc.®
os snrs.
Deão
e
conego
Martins,
seguiram-se
os
respon-
sorios
a
instrumental,
sendo
depois
dada
pelo
snr.
arcebispo
a
absolvição.
A*sslir.iin
a
este
acto
os
seminaristas
de
S.
Pedro,
collegiaes
de
S.
Caetano,
su
periores
e
alumnos
dos
collegios
do
Espi
rito Santo
e
S.
Luiz,
e
numeroso
concurso
de pessoas.
No
supplemento
do <
Diário
do
Gover
no»
de
9
foi
publicado
o seguinte:
«Sua
magestade
cl-rei,
em
demonstra
ção
d.»
sentimento
pela
morte do
Summo
Pontífice
Pio
IX,
ha
por
bem
ordenar
que
nos
dias
8,
9
e
10
do
corrente
mez
de
fe
vereiro
se
suspanda
o despacho
nos
tri-
bunaes,
e
que
pelo
mesmo
espaço
de tem
po
se
suspendam
os
espectâculos públicos».
—
«Sua
magestade
el-rei,
em
deifions-
tracçãa
de
sentimento
pela morte
do
Sum
mo
Pontífice
Pio
IX,
resolveu
encerrar-se
por
ires
dias,
a começar de
hoje,
8
do
corrente,
e
tomar
luto
por
tempo
de
um
mez,
sendo
os
primeiros
quinze
dias
de
luto
pesado;
e
ha
por
bem
ordenar
que
a
côrte tome
o
referido
luto».
—
«Ex."
”
e
rev.m*
sr.
—
Sua
magestade
el-rei,
em
demonstração
de
sentimento pe
la
morte
do
Summo
Pontífice
Pio
IX,
en
cerrando-se
por
ires
dias,
que
começam
hoje,
e tomando
luto
por tempo
de
um
mez;
lia
por
bem
significar
a
v.
em.*,
que
com
esta
fúnebre
occasião
deve
v.
em.’
mandar
fazer
em
todas
as
egrejas
da
sua
jfirisdicção
os
mais
fervorosos
vo
tos a
Deus Nosso
Senhor
pelo
descanso
da
alma
do
mesmo
Santo
Padre,
que o
Omnipotente
chamou
á
sua
santa
gloria,
e
pelo
acerto
e felicidade
da
eleição
de
um novo
successor
de
S.
Pedro,
que
edifique
a
Egreja
com o
seu
governo,
e
consolide
n
’
ella
a
santa
paz
e
união
christà.
Deus
guarde
a
v.
em.
raa
Paço, em
8
de
fevereiro
de
1878.—
Ex.
mo
e
revd.m"
snr.
cardeal
patriarcha.—Augusto
Cezar
Barjona de
Freitas.
Na
camara
dos deputados
foi
lançado
um
voto
de sentimento pela morte
de
Sua
Santidade
o
Papa
Pio
IX, e
deliberou-se
encerrar
a
sessão
por
ires
dias:
o
snr
Carlos
Testa
fez
a apologia de
Sua
Santida
de
Pio
IX.
A
camara
dos
pares
também
se en
cerrou
por
Ires
dias.
Foram
prohibídos
os
espectaculos pú
blicos
por
tres dias
e suspensos
os
despa
chos
dos
tribunaes
nos
dias
8,
9
e
10.
Chcgtvtla
e
partida
—
De regresso
de
Lisboa
chegou
no
dia
9
a
esta
cida-
dade
o ex.
mo
snr.
conde
de
Margaride.
S. exc.®
foi
espersdo
na
gare
por sua
ex.
nia
esposa
e
cunhados.
Durante
a sua
estada
aqui
foi o
illustre
titular
visitado
por grande
numero
dos
seus
amigos.
S
exc.
” partiu
honlem
para a
sua
casa
em
Guimarães,
d
’
onde
brevemente
segue
para
o
Porto
tomar
conta
do
governo
civil
d
’
aquelle
districlo.
Ponte.—
Tomou
honlem
posse do lo
gar
de adinin
slrador
do concelho, em
que
fóra
reintegrado,
o
snr.
Araújo
Cor-
teia,
bemquisto
cavalheiro
d'esta terra.
Parabéns.
horrores «íe 1934. —
Passos
Manuel,
elevado
a
mnistro
do
reino
pela
revolução
de
setembro
de
1836,
poucos
dias
depois
de
ter
entrado
no
po
der,
asando
da
sua
habitual
franqueza,
disse:
<E’
necessário tomar
medidas
para
tranquillisar
o
reino;
pois das
participa
ções
e
relações
das
auctoridades
de
todo
o
paiz
consta
que
até
hoje se teem
com-
mettido
dezeseis
mil
e
tantos
assassínios,
e
teem
sido
roubadas
mais
de sele
mil
casas».
E
accrescentou
que «as
relações
eram
ainda
pouco
exactas,
pelo
pouco
escrupulo
que
n
’
isso
havia».
Isto
consta
do
«Diário
do Governo»
de
outubro
de
1836.
O inimigo «la
iiuninnidade.—
Manifestou-se
o cholera
entre
os
peregri
nos
reunidos
em
Mêca
e no
Hedjaz.
0
numero
dos
mortos
é
bastante
con
siderável. Partiram
médicos
francezes
para
aquelles
logares
afim
de
tomarem
medidas
preventivas.
Os
n.vios carregados
de peregrinos
são
submettidos
a
quarentenas
de
10
di
as
em
todos
os
portos
do
Mar Vermelho.
Asaemhleia
Gieral do Aseaeiaçiin
do Ylonie-Pio
de
9. Jo»é.—
Teve
logar
no
dia
10
do
corrente,
ás 2 horas
da tarde, nos
baixos
do
edifício
do lyceu
d
’esta
cilade,
a reunião
da maioria
dos
socios
em Assembleia
Geral.
Foi pela
mesma
nomeada
uma
Meza
administradora
provisória,
ticaiçlo
composta
dos
snrs.
Antonio Domingues
Alvim,
presidente;
Antonio
José
da Silva
Mello,
vice-presi-
dente;
José Antonio
Peixoto
Braga,
I.®
secretario;
Antonio
Luiz
Rodrigues, 2.°
secretario.
Depois
de
constituída
a
Meza,
consultou
o
snr.
presidente
a
Assembleia,
para
se
de
signar
o
dia em
que
devia
ter
logar
a
eleição
definitiva para
os
ddferentes cargos da
administração.
De
harmonia
com
as dis
pôs
ções
dos
nspectivos
Estatutos,
foi
designado o
dia 17
do
corrente,
como
será
devidamenta
annunciado.
Disse
o snr.
presidente,
que,
tornan
do-se
necessário
providenciar
sobre
o
pagamento
do<
soccorros
dos
socios, pro
punha
se
nomeasse
provisoriamente um
thesoureiro
pira
receber
as
quotas men-
saes
dos
associados,
e iguahnente
fosse
auctorisado a
pagar
os
soccorros
que
legalmente sejam
exigidos
pelos
socios.
Ficou
para tai
cargo
nomeado
o snr.
José
Bento
de
Barros.
Foi
presente
ern
Meza
um
requeri
mento
assignado
por
quatro
socios, os
quaes
allegavam
terem
sido
excluídos
pela
direcção
linda,
sem
motivo
justificado.
Consultando
o snr.
presidente
a
As
sembleia
sobre
o
assumpto, foi
pela
mes
ma
reprovado
e
repellido
similhanle
pro
cedimento
de
exclusão,
considerando
tal
facio
como
um
acto
de
arbitrariedade
da
parte
da
direcção;
tanto
mais
porque
esta
se
tinha
negado
a
receber
no
devido tem
po
as
quotas
dhiqu
lles socios, chegando
alguns
d
’
elles
a
fazer
deposito
judiciai
das
réspectivas
quotas,
em
consequência
d
’
a-
queile
proceder
da
direcção,
tendo
sido
preciso
intimar
judicialmente
o
presidedte
da
mesma
para
o
recebimento
d
’
essas
quotas.
De
tudo
se
lavrou
a
coippelenle
acta,
em
papel
seiladoj
a
qual loi
assignada
pela
meza e
socios
presentes.
A
sessão correu sempre com
a
melhor
ordem.
0
snr.
Fernando
Castiço,
servindo
de
administrador
do concelho,
mostrou-se
altamente
satisfeito
pelo
modo como
a
numerosa
Assembleia
se
houve
Guerra
do
@s*ÈasBí®.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que
seguem:
Londres
8.
—
Northcote
expoz
na ca
mara
as
condições
do
armistício
as
quaes
compreheudem
a
evacu-çm
dos
turcos
da
linha de
defeza
de Constantinopla,
Accres-
cenlou
que
isto
torna
a
situação
grave.
Disse
que
em
vista
das
desordens
possíveis,
a
esquadra
recebeu
ordem
de
ir
a
Con
stantinopla
afim
de
protegerjas
vidas e
pro
priedades;
se
fôr
necessária
esta
medida
será
notificada
por outros
governos,
instan
do-associar-se
á
Inglaterra;
terminou
di
zendo
que
a
medida
será
notificada
pela
Rússia (applansosj.
Paris
9.—
A
«Gazeta
da
Colonia»
publica
um
lelegramma
de
Pesth,
8.
dizendo que
ha grande excitação nos
círculos
govejma-
mentaes,
pois
que
a
Rússia
exige
se
lixem
as
condições
previas
para
a
confe
rencia
e
declara
alguns
pontos
indiscutí
veis.
libertudcr.—
O
senhor
D.
Pedro
IV,
por
carta
patente
de 30
de
dezembro
de
1822
concedia
aos seus
súbditos
bra-
sdeiros
faculdade
de armarem corsários
contra
as
propriedade
e pavilhão
portu-
guez,
conferindo-lhes
as
seguintes
vanta
gens:
«O
valor
da
embarcação
aprisionada.
«200^000
reis
por
cada
peça
d
’
arti-
Iheria.
«50$000
reis
por
cada
soldado.
<400$0íJ0
reis
por
cada
oílicial
até
capitão.
«800^000
reis
por
major até
coronel.
«2:0ó>0$000
de
reis
por
cada
general.
Guerra da
Cafraria. —
As
noti
cias
da
África
são
cada
vez
mais
desagra
dáveis
para
os
inglezes.
Teme-se,
dizem
os
telegrammas,
uma
lucta
mortal
entre
os
colonos
e
os
indígenas.
N
’
um telegramma
lido
no
parlamento
por mr.
Lowther,
confessa
o
governador
que não
póde
reprimir
a revolta
com
as
forças
de que
dispõe.
Quasi
todas
as
propriedades
inglezas
entre
o
Kongha
e
o
Kei
foram
queima
das.
Os
Giikas
estão
em
plena
revolta, os
Tshambis
revoltaram-se
e assassinaram
tres
cavalheiros
inglezes.
um
dos
quaes
era
magistrado,
Richard
Tainton, John
Taiuton
e
Villiam
Brown.
K«:nt>i
as.
—
Na
occasião
competente
registramos
nas columnas d’este
jornal
um
facto
que
honra
sobremodo
o
exc."1'’
snr.
Joaquim
.Manuel
Rodrigues
Valle.
Refe
rimos
nos á iniciativa
tomada
por s.
exc.
a
para
serem
recolhidas
no convento dos
Remedios
quatro
senhoras
sexagenarias
que
por
occasião
da
extincção
do
convento
da
Penha
ficavam
ao
desamparo. O
snr.
dr.
Valle, que
é
um
crente
fervorosíssimo
e um
cavalheiro
por
todos
os
titulos
res
peitável,
conseguiu
que
aquellas
senhoras
fossem
abrigadas
no
referido
convento,
e
que
se
lhes
desse
um
subsidio
de
doze
mil
re'S
por
mez.
Só
Deus compensa
dignamente
acções
d
’asta
naturesa.
Damos
em
seguida a
Belação
de
lodos
os
ea;c.mi>s snrs. que se
dignaram
subscrever com
suas
esmolas
para
subsidiar,
com
a
quantia
de
doze
mil
reis
por
mez,
a
quatro
senhoras
sexagenarias,
que
por
occasião
da
extin
ção
-do
convento
da
Penha
foram reco
lhidas no
convento
dos
Ilemedios
d
esta
cidade.
Exc.
mos
Snrs:
Arcebispo
Primaz,
com
57(5600
Conego,
Deão
da
Sé
Primaz
6$000
Conego
Antonio
Lopes
de
Fi
gueiredo
6$000
Conego,
Vieira
de
Sá
Márquez
de
Vallada
12^000
Conde
de
Breleandos
B^iOO
Conde
de
Margaride
9$090
Fernando
Castiço
6$0'J0
Manoel
Joaquim Palbares
6^)00
Felix
da
Rocha
6^900
Padre
Mestre
Alves
6$ft09
Francisco
Joaquim
Garcia
6^000
Joaquim
Manoel
Rodrigues
Valle
6á00()
Antonio
José
Pereira
4$000
Visconde
de
Pin.lella
2$OJO
Dr.
Bento
Leão
da Cunha Car-
valhaes
2^230
Francisco
Baplisla
da
Silva
1^000
Anonyma
3$i)00
Abbade
de S.
Lazaro
600
148^450
Gastou-se em
mezada
liLjíiOO
Saldo
que
fica
existindo
para
o
anno
de 1878
4á450
Pablde cei-t«>s eri»aeiB.
—
A
’
cêrca da publicidade
dada pela
im
prensa a
certos
crimes,
escreve
o
snr.
J.
de
Lemos
o seguinte,
que
tran
screvemos
do
Almanak Legitimista:
Não
sei
se
em
Portugal se
tem
já re-
íleclido,
como
em
outras
nações se
co
meçou
a
reflcctir,
sobre
as
consequências
desastrosas
da grande
publicidade
promo
vida
por
alguns
jornaes
acerca
de
certos
crimes,
deleitando-se
com
lhes
descrever
as
mais pe
juenas
cireumstancias,
e
aguçando
a
curiosidade
do
seu
publico,
do
qual
extra-
bem
pingues
lucros, sem
lhes
importar
os
resultados
moraes,
ou
antes
immo-
raes.
São
sempre
funestos
os
elfeilos
da má
leitura.
Mas
os
jornaes
de
'baixo
preço
e
negociosos
estão
sendo,
em
toda
a
parte,
agentes poderosos de
insalubridade
moral.
Não
me
refiro
agora
senão
á
avidez
com
que
taes
folhas
indagam,
sollicitam,
fare
jam
qualquer
crime
e
se
apoderam
dYlle
para o
engrandecer,
romantisar, dessecar
até
á
ultima
fibra,
e
oflerecel-o
aos
seus
habiluaes
leitores,
que, alli
preparam
o
espirito, estudam
os
lances
e
muitas
ve
zes
afiam
o
ferro
ou
manipulam
o ve
neno
com
que irão
talvez pôr por
obra
malfeitorias
mais
acautelladas
e
que
dêem
ainda
mais que fallar,
porque no
ciime
ha
grande
força
de contagio
e
nos
crimino
sos
certo
desejo
e
ciume
vaidoso
de re
tumbante
fama.
Se
os
jornaes
a
que
me
refiro
pen
sassem
um
momento
nos
effeitos
deleté
rios
da
sua triste
mercancia,
cuido
—
quero
fazer-lhes
essa
justiça
—
que
leriam
remor
sos
de
se
locupletar
por
similhanle
modo.
Mas
que ba
de ser
se
ha
um
corrompido
publico,
que
é
do
que
gosta,
e
como
que
os
incita
isso.
Quanto
mais atroz,
mais infame,
mais
tenebroso
é
o
caracter
do
crime;
quanto
mais
cruelmente
variados
e
escandalosos
os
in-
cidentes d
’
elle,
tanto
mais
soflfregamente
é
procurado
e lido o
jornal
que
o
publica
em
primeira
mão.
Assim
como
os
jornaes
fazem os leitores,
assim
também
os
lei
tores
fazem
os jornaes.
Desde
que
a
im
prensa
desceu a
simples
objeclo
de
com-
mercio
ha
de
seguir
as
leis
que regulam
este.
A
procura
do
genero
é
quem
abas
tece o mercado.
Que
vergonha,
e
sobre
tudo,
que
desgraça!
O
facho de
luz
con
vertido
em
facho
de
incêndio
por
miserá
vel
lucro!
Não ha
muito
tempo
que
um
noti
ciarista,
em
França,
estreian
Jo-se
n
’um
jornal,
tratava
de
se
inculcar
e
altrahir
para
a
folha, que
o
tinha
alugado,
o
favor
do
seu
publico
da seguinte ma
neira:
«Ficai
certos
de
que
me
desempenharei
«do
meu
cargo.
Logo que appareça
um
«crime,
levantarei
vôo
como
um
corvo, e
«poisarei
primeiro
que
ninguém
no
thealro
«do
malefício.
Nenhuma
minuciosidade
me
«escapará».
Ora,
jornaes
d
’este
e
outros
similhan-
tes
noticiaristas,
produzinlo-se
por
mi
lhares
de
exemplares,
ainda
augmentados
por
outros,
que
os
copiam,
e
que
só cui
dam
em encher
as suas columnas,
atiram
com os
crimes
aos
quatro ventos
da
terra,
sem
esquecer
o
mais pequeno
ponto
que
os
torne
a-petitosos para o
paladar estra
gado
da
multidão,
fazendo,
por esta
fórma,
uma
propaganda
maléfica
das mais
perigo
sas
para
a
sociedade.
Os
jornaes
dos
corvos
pizam
e
repizam,
ás
vezes,
por
dias
successivos,
o
succeso
criminoso, se
despertou
a
allenção,
com
prazendo-se
em o
apresentar
em
toda
sua
nua e
crua
realidade;
exagerando-lhe 'fre
quentemente
a original
hediondez,
dilluin-
do-o em
typo
cerrado
de
muitas
columnas,
e
tractan
io
o
rtpugnantc
assumpto
com
a
triste
e
grosseira
arte
de
fazer
chouriços
de
sangue no
quinto
aclo
de
dramalhõís
tétricos, que,
felizmente,
já
passaram de
moda.
Que vemos
nós
seguir-se
d
’
esla
publi
cidade
mephitica
?
Que
os
crimes
se
reproduzem
de uns
logares
em
outros
com
um
caracter
de
imitação
singular,
sem
faltar
muitas
vezes
nada
n
’
estes
plagiatos
monstruo
sos.
Vemos
ainda
que
os
registros
crimi-
naes
denunciam,
em
muitos casos,
estas
leituras
insulubres
como
preparação
e
in
citamento
de ncv< s
crimes.
Creio
que
valeria
a
pena
pensar,
entre
nós,
nos
meios
de
remediar
este
mal,
se
porventura
estes
são
avisos
que
mere
çam
occupar
o
pensamento
dos
que
go
vernam.
Quanto
a
mim
o verdadeiro
remedio,
se
não unico, está
na
moralisação
da
imprensa
pelos
leitores
e
dos
leitores
pela
imprensa,
ou
por outros termos, na
difusão
e
pratica
dos
sãos
princípios
reli
giosos.
Adeus.
Apjsel»
á
caríiíasSe.
—
Pedimos
ás
almas
caridosas
uma
esmola
para
o
pobre
Antonio
Joaquim da
Motla, oíficial
de
sa
pateiro,
morador
nas
Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no ultimo
grau
de
pobreza,
não
podendo,
pelo
seti
mau estado
de saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher
e
filhos.
A
’
mcscna.
—
Recommendamos á
ca
ridade
publica,
Antonio
de
Passos,
mo
rador
na
rua
das
Palhotas
n
0
57.
petente
eu
promovera
contra
o snr.
Fran
cisco
da
Silva
Mengo.
Está
na
lembrança
de
muitas pessoas
o
facto
que deu
logar a
essa
policia.
No dia seguinte
áquelle
em
que esse
facto
succedeu,
a
«Palavra»
(n?
de 29 de
julho
de
1876)
publicava
a
seguinte
nar
ração
sob
a
epigraphe
de desaforo
inqua
lificável
:
Descia
hontem
por
volta
das
1!
ho
ras
da
manhã
a
calçada dos
Clérigos
o
snr.
padre
Manoel
Joaquim
de
Mesquita
Pimentel,
e
quando
entrou
na
praça
de
D.
Pedro,
aa
passar
pela
livraria
Moré,
foi
assaltado
e
espancado
por
Francisco
da
Silva
Mengo,
proprietário
da
mesma
livraria.
O
aggressor
dirigiu
se
ao
aggredido
do
modo mais
infame
e
cobarde,
atacando-o
pelas
costas,
sem
lhe
dizer
palavra,
nem
pedir-lhe
satisfação
alguma.
O
snr.
Mesquita
Pimentel,
que
passa
alli com
muita
frequência, seguia
seu
ca
minho
tranquillo
e pacifico,
e
ia tão
des
prevenido
para
a
investida
que
inopina
damente
lhe
era
feita,
que
só
conheceu
que
era
aggredido,
quando
o
aggressor
che
gou
junto
d
’
e!le e
começou
a espancal-o.
A
consciência
não o
accusava
de
ha
ver
offcndido
em
coisa alguma o
aggres
sor,
e
portanto
não
esperava soffrer
da
parte
d
’
esle
tão
enorme,
procaz
e escan
daloso
insulto.
Esta
acção
criminosa
obedece
ao
pen
samento
de
vingança
por
parle
do
pro
prietário
da
livraria
Moré
em razão
das
apreciações
que
n’
este
jornal
acabam
de
fazer
se
a
um livro
obsceno
e
perversis-
simo
editado
por
elle.
Esse
livro
foi offerecido
ir
enviado
a
esta
redacção,
por
elle.
ou
por
outra
pes
soa
interessada
para ser
por
nós
apreciado,
nem
para
outro
fim
nos
enviam
suas
pu
blicações
os
andores
ou editores d
’
ellas.
O
malévolo,
insolente
e
cobardissimo
editor,
que
nunca
ousaria
proceder de
igual
modo
para
cora outro
redaclor
ou
empregado
d
’esla casa,
escolheu
para vi-
clima
de
sua sanha
um
ecclesiastico
inof-
fensivo,
por
lodos
os
litulos
respeitável,
e
que
elle
bem
sabia
não
poder
facilmen
te
defender-se.
O
snr.
Mesquita
Pimentel refugiou-se
n
’
uma
loja próxima,
até
cuja
porta
o
ag
gressor
o
foi
espancando,
e
este
retirou-se
também
em
seguida
para
o
seu
estabeleci
mento.
A
aggressão foi
publica
e
presencea-
da
por
todas
as
pessoas
que se
achavam
n
’
aquelle
ponto,
que
é,
mórmente
aquella
hora,
um
dos mais concorridos
da
ci
dade.
Protestando
desde
já
contra o
altsn-
tado
de
que
foi
alvo o
nosso
digno
coile-
ga,
limitamo-nos
hoje
a
narra!-o,
mesmo
porque
são esses
os
desejos
que
elle
nos
manifesta,
reservando-nos
para commen-
tal-o
devidamente,
mencionando então
cir-
cumstancias
aggiavantes
que
omiltimos
agora
».
As
coisas,
com
-effeito,
passaram-se
como
fica
dito
na
noticia
lianscripla;
de
vendo
eu
sómente
agradecer,
mas
recu
sar
como
immererecidos
alguns
dos qua
lificativos empregados
para
comigo,
por
deferencia
e
amisaile.
Apoz
alguma
hesitação resolvi
chamar
aos tribunaes
o
snr.
Mengo.
Por
um lado,
se
devo
ter
era
allenção
meti
caracter
ecclesiastico,
e
se, ou
por
isso,
cu
por
outro
qualquer
motivo
não
quizer
ou
não
puder
repellir
a
força
com
a
força,
claro
é
que
me
uão
fica
algum
outro
recurso
legal,
não
tanto para cas
tigar,
como
principalmente,
para
prevenir
e
evitar insultos
d
’esla
natureza.
Por
outra
parle,
embora
nenhuma
pes
soa de
senso possa, a
sangue
frio,
ap-
provar o
procedimento
do
snr.
M
ngo, era na
tural
capacitarem-se
muitos de
que
elle
uaò
romperia
em
tal
excesso,
a
nao.
ter
para
isso
gravíssimos
motivos.
Estes motivos
não
o
isentariam de
culpabilidade,
mas
allenuar-lh
’
a
iam
muito.
Pois
a
verdade
é
que
o
snr.
Mengo
não
linha
da
minha
parle
motivo
algum
de offensa,
para
esmurrar-me
no
meio
da
rua;
e
eu,
anles
de
proval-o
perante
o
publico,
esperava
proval-o
no .tribunal
Tinha,
portanto, duas
coisas
em
vis
ta
ao
exigir
pelas
vias
legaes
condigna
re
paração da
injuria, que
se
me irrogou.
Quanto
á
primeira,
obtive
alguma jus
tiça,
porque
ao
menos se
declarou
prova
do
que
o snr.
Meugo
praticou
uiu aclo
mau
e
punível
pelas
leis.
Quanto
á
se
gunda,
não
só
não
obtive justiça,
mas
até
se
provou
que
o
culpado
fora
eu!
Quei
xara-me
de
que
nao
havia
provocado
o
snr.
Mengo,
de que
elle me batera
pe
las
costas
sem
me
dirigir
palavra,
nem
peoens
caritativa*.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S
Pedro de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma entrevadinha,
de 16
annos
de
idade,
e filha-
de
paes
exlrernamente
pobres,
que
continuamente
soffre
dôres
tão
acervas,
que só as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor de
Deus.
A
s
nlaiiM
caridoiwts.
—
Recommen-
damos ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendo
80
annos
d
’
edade,
a
porisso
sem
poder
applicar-se
a qualquer
trabalho,
lucta
com
a
miséria
extrema.
í
(H5
kí
:
sí
‘
om
>
í
:
v
(
ia
Explicação
no
publico
No
dia
30
do
proximo
passado
janei
ro
veriftcou-Si no
tribunal
do l.°
distri-
clo
criminal
do Porto
o
julgamento
da
policia
correccional
que
em
tempo
com
ganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da bexi
ga,
do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
83.000
curas
entre as
quaes
contam-se
a do
du
que de
Pluskow,
da
esm.
’
snr.
a
marque-
za
de
Brehan,
de
Lord Stuart
de
Decies»
par
(Finglateira.
do
doutor
c
professor
Wurznr,
etc.
etc.
Cura
n.°65:31í.
—
Vervanl,
28
de
mar
ço
de
1866.
—
Senhor.
—Bendito
seja
Dem!
a
sua
XXevHleasière
salvou-me
a
vida-
O
meu temperamento,
mluralinete
fraco,
estava
arruinado
em
consequência
de
um-
horriveí
dispepsia
que
durava ha
oito
an
nos.
Iralado
sem
resulta
Jo
algutn
favora»
vel
pelos médicos,
declaravam
que
algum
mezes
de vida me
restariam,
quando
a
eminente virtude
da
sua
Revalescière
me
restituiu a
saude.
—
A.
B
iujxeliére
,
cura.
Cura
n.°
45:270.
—
Tísica.—
M.
Bo
beeis,
d
’
uma
constipação
pulmonar
com
tov«e,
votnotos,
constipação
e
surdez
de
25
annos.
Cura
n.°
74:442.—
Courmes,
por
Ven
ce
(Alpes-Marilimos),
julho
de
1871.
—«De
pois que
tiz
uso
da
sua
beuefica
Rtsvii-
icHcíèr»,
sinto
novo
vigor;
a
laryngite
de
que
soffro
ha
dois
annos
tende
a desap-
parecer
assim
como
os
incominudos
que
sentia
em
lodos
os
membros.
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cir>coenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
tixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
En
caixas
de
folha de
lata,
de
li
n
kilo,
500
;
ãellt
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
lsí400
res; de
2
kilos, 3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$100;
e
de
12
kilos,
12$00Ó
rs.
Os
biscoitos da Revalescière
que
se
po-
lem
comer
a
qualquer
hora,
vencem-se
em
caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalescière
elxseolaíavd»
5
ella
res-
titue
0
appettile,
digestão,
somuo,
energia
e carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
crtanças
as
mais
fracas,
e sustenta
dez
vezes
mais
]ue
a
carne,
c
que
0
chocolate o
dirario,
sem
esquentar.
Em pó
8
em paus, em
caixas de
folba
dg
laia de 12
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400
;
da
120
chavenas, 3$200
reis,
ou
25
reis
cada
c
haven».
Í>SJ
BARBY
«ír
C.a
1,8.TIITBSB.
—
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres. Valverde,
I,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros, etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os seus
pedidos
ao deposito
Central
;
ánr. Ser/edello
&
C.
a
Lsrgo
do
Corpo
Santo
16,
8
jís
1»®
a
,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Fdbos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—Fee-
í®,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
t
M[-
NH0.=
Avelí-4», F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
sBas-eeli©»,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—-Pipa
&
rmào.rua
do
Souto.—
Viaasia
do
€Us«-
iello,
Àtionso drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua grande >40.
—
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Antonio d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
tua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penuttel
K
Miranda,
pharm
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Lr&ào,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R, de
Sequeira,
pharm., Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
<
edofeila,
160;
Fontes
&
C.a
,
dregs.. Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Saldado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
Sac
io
Antonio,
225
a 227.
—
Fonte do
M-
rís
®
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
«So
VaMsi»,
P.
Machado
de
í)li
’
e'ra,
pharma.—
Valendo do.Tlinhe,
Fiancisco
José
de Sousa,
pharm.
—
Vlil»
A.
L.
Maia
Torres
pirarin.
pedir-me satisfação
ou
explicações algumas;
porém
elle
foi
dizer
no
tribunal
o
contra
rio,
e
o
contrario
disseram
tres
teslimunhas
que
lá
o
defenderam,
as quaes
depozeram
sob
juramento
que
elle saira
da sua
loja
e
viera para
mim com
o jornal aberto; —
que
eu,
que
ia andando,
parara;
—
que
elle
conversou
commigo
(o
que
se
conhe
cia
pelos gestos
que
elle
fazia,
mas
as
teslimunhas
não
ouviram
as palavras),
que
eu
levantara o
guar<ia-sol,
que
o
puzera
em riste
(uma das
teslimunhas
disse
que
não
sabia
se
isto
fôra
ameaça
de
resis
tência,
ou
simples
movimento
natural...),
—
e
que
só
depois
o
virara,
bater-me.
O
snr.
Mengo,
pela
sua
boeca
e
pela
de
seu
advogado, disse
que
se
dirigira
a
mim
em
terinos
muito
carteies;
me
pergun
tara
se
eu
era
o
aoclor
do
artigo;
—
que
eti
respondera
insolências
e
inconveniên
cias
(uma
inconveniência
disse
elle:
in
solências,
disse
e
repetiu
muitas
vezes
o
advogado);
—
e
que
só
então
me
batera.
D'esle
modo ficou
provada,
e
como
tal
consignada
na
sentença,
contra
mim
e a
favor
do snr.
Mengo
uma
attenuan-
te
importantíssima!
Com
pouco
mais
que
dissessem
as
tes
limunhas
devia
o
snr.
Mengo
ser
de
lodo
absolvido,
e
eu
condernnado
nas
custas!
Mas
o
facto
não
se
passou as<im.
Passou-
se
como eu
o relatei
ao magistrado
que
o
julgou,
como
a
«Palavra» o
narrou
no
dia
seguinte,
e
como
o
historiou
no tri
bunal
uma
das
minhas
teslimunhas,
que
presenceara
tudo
do
principio
ao
fim.
Eu
appello
para
o
teslimunho
de
bas
tantes
outras
pessoas que o
p^esencearam
também;
appello
para
a
consciência
do
mesmo
snr.
Mengo e
para a das
suas
tes
limunhas,
para
a
d’
estas,
principalmente,
porque
desde
que
se
deixaram
arrastar
a
fazer aquelle depoimento,
e
ousaram
fa-
zel-o
invocando
solemnernente o nome
de
Deus
pelos
Santos
Evangelhos
como
pro
va
de que
iam dizer
a
verdade
desde
es
se
momento,
digo,
cada
um d
’
esses
ho
mens,
por
mais
que queira,
não
póde
ser
de
lodo
insensível
aos
remorsos
de
sua
consciência,
não
póde.
ser
completa
mente
surdo aos
brados
d’essa
consciên
cia,
que
constaiitemente
o
reprehende,
o
condemna e
o
intima
a que pague
a
Deus
e a
mim
a
divida
contrahida,
divida
gran
de,
de
facil
pagamento
n
’
este
mundo,
mas
que no
outro
se
não
paga
tão
facil
mente
!..
Admirar-se-hão
os
leitores
de
que,
ten
do
bastante
gente
presenceado
a
desor
dem,
eu
não
pudesse
apresentar
em
jui-
so
ao
menos
tres
teslimunhas
que
hou
vessem
visto tudo.
Pois
não
pude.
Das
que
apresentei,
as
quaes
todas,
a
iás,
juraram
a
verda
de,
só
uma
presenceara
tudo,
outra
par
le,
e
a
terceira
nada vira,
e
só ouvira
o
que
lhe
contaram,
ao
passar
pouco
de
pois
pelo local da occorrencia.
A
algumas
das
pessoas
que
assistiram
a toda
ella
me
dirigi eu
Lgo
em
duas
dislinctas
occasiões,
pedindo-lhes
muito
corlezmente
se dignassem ser
minhas
tes
limunhas.
Da
.primeira
vez
ninguém
me
attendeu;
da
segunda,
longe
de
-ser
at-
tendido,
fui
ainda
em cima
insultado.
Das
teslimunhas apresentadas,
só
uma
foi
ar
ranjada
por mim;
as
outras
havendo
nar
rado
o
que
viram
ou
ouviram
furam-me
indicadas
por
pessoas
com
quem
fallaram
sobre
o
successo.
Indicações
mais
pro
veitosas
que
me
fiz
rara
posleriormeuie
já eram tardias,
pois
nenhuma
das
tes
limunhas
dadas
podia
já
ser
substituída
por
outra.
7
de
fevereiro
de
1878.
(
Çonltnúa)
Padre
Manoel Joaquim
de
Mesquita
Pi-
mentel.
5AÍDE A TODOS
sem
medicina,
pur-
gaulês,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
l)U
BARRY
de
Londres.
trtnvariavel Hueeeaus*»
3
Combatendo
as
indigestões (despe-
psias)
gastrica,
gastralgia,
Hegma,
ar
rotos,
ventos,
Halos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intes-
tinaes,
bexigas,
diarrea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressào,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na gar
ÀG-1ÍDSCIKIT0S
M
Us
H
Uí !s&
João
Maria
Araújo Esmeriz,
e
sua mu
lher
agradecem
em
extremo
a
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
por
oc
casião
do
fallecimento
de
sua
innocenle
filhinha
Lucinda,
e
bem
assim
a
todas
as
pessoas
que
a
acampanharam,
e
assistiram
ao
respondo
de
gloria
que
teve
logar
na
noite
de
9
do
corrente
no
real
templo»
de
Santa Cruz,
protestando
a
todas
o
seu
indelevel
reconhecimento.
(756)
sajt
D.
Thereza
de
Jesus
Vieira
Machado,
achando-se
quasi
restabelecida, dos in-
cornmodos
de
sua
saude
porque
tem
pas
sado;
Bem
por
este
meio
agradecer
a
to
dos
os
exc.
,nos
snrs.
e
exc.
iua8
snr.as
e
mais
pessoas,
que
tiveram
o
incommodo
de
por
muitas
vezes
saber
de
suas
me
lhoras,
e
a
lodos
protesta
seu
vivo
reco
nhecimento.
(755)
José
Narciso
da
Silva,
morador na
rua
dos
Pelames, e seus
filhos,
agradessem
por esta
fórma,
a
todas
as
pessoas
que
lhe prestaram
serviços
e
os
cumprimenta
ram
por
occasião
do
fallecimento
e
interro
de
sua
sempre
saudosa
esposa
e
mãe.
A
todos protestam
seu
indelevel
reconheci
mento.
(757)
■LMWNGÍOS
agradecimento
e
decla
-
RAÇAO.
Bernardo José
de
Faria,
morador
na
do
Conselheiro
Januario d
’
esta
cidade
agra-
desse
por
esta
fórma,
a
todas
as
pessoas
que. por occasião
do
incêndio que
soffreu
na
noiite
de
7 do
corrente
concorreram
ao
local
do
mesmo
para
o
extinguirem
e
protestar
a
todas a
sua
indelevel
grati
dão.
Por
tal,
occasião,
devido
ao
susto
em
que
se
achava, queixou-se
que
lhe
fal
tava
uma
ceila quantia de
dinheiro,
cuja
mais
tarde
encontrou
guardado
em uma
gaveta
do
que,
na
occasião
era
impossi
vel
lembrar-se.
Faz
pois
esta
declaração
em
abono
da
verdade.
(753)
DINHEIRO
A
JURO.
A
Irmandade
de
Santa
Maria
Magda-
lena, da
Falperra, tem para dar
a juro
1:350$000
reis.
Braga
2
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario
—
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
_
___
(735)
S>EVLAK
AÇ1®.
Antonio
José
Gonçalves
•
Nogueira,
de
clara,
para
todos
os
cffcilos,
que
por
escriptura
publica
feita
em
24
de
janeiro,
na
rota
do labelhão
Bastos,
d
’
esla
cidade,
foi
dissolvidada
a
sociedade,
<fue
havia
formado
entre
si,
e
os
snrs.
Joaquim
Au
gusto
de
Carvalho
e
João
Augusto d
’Oli-
veira
Braga,
sob
a firma
de
Carvalhos
&
C.
a
da
qual
era
.primeiro
socio
capita
lista,
recebendo,
e cada dos referidos
snrs.,
o
que
lhe
pertencia
nos
haveres
da
refe
rida
sociedade.
E
declara
mais,
que
continua
com
o
mesmo
ramo
de negocio,
e com
as
mesmas
■garantias
como
até
hoje,
sob
a
sua
unica
responsabelidade
e
firma
de seu
nome,
na
sua
casa
da rua
do
Souto n.°
9,
Braga
9
de
feveriro
de
1878.
_________
(758)
A £8
E6 E
VíA T A ÇÁO,
No
dia
24
do
corrente,
p.las
II
horas
da
manhã,
uo
adro da
egreja
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
d
’
esla
cidaie,
será
arre
matada
a
consliucção
da fronlaria
da
dita
Egreja,
segundo
o
desenho,,
á
vista
na
secretaria
«ia
junta
de
parochia,
resi
dência
parochial.
Braga, 9
de
fevereiro
de
1878.
O presidente
da
junta,
Manuel
José
d
’Oliveira
GUimarães.
(754)
VENDA
DE
PROPRIEDADES.
Vende-se
a casa
n.°
25
no
campo
de
SanCAnna,
a
casa
n.°
51
na
rua
de
S.
Marcos,
a
casa
n
•
14
na
rua
de I).
Gual-
dim,
a
casa
n.
8 99
na
rua
das
Aguas,
e
a
casa
n.°
125
e
126
na
rua da
Ponte
e
com
frente
para
o
largo
de
S.
Lazaro.
Esta
casa,
pela
sua
situação
e
pelo
grande
quintal e
abundancia
d
’
agua que
tem,
é
muito
própria
para
um
estabelecimento
fa
bril.
Na
rua
do
Anjo
n.®
6,
dão-se
escla
recimentos
e
trata-se
da
venda.
(745)
(42
44)
GiTFAE RHHU'UTLM3
Lic<m
c pihdas
do dr. hiritde
Esta
medicina
anli-gottosa
e
anti
rheumatica
é de
justo
titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde
30
annos.
coutra
o«
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
eílicacia
é tão
grande,
que
duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E’
a
unica scienlifica
e
officialmenie
reconhecida
e que oílerece
Iodas as
garantias.
Veja-se
o
livrinho,
que
se
dá grátis
em
todas
as
pharmacias,
Preço
2$000
rs.
Para
evilar-se
os
graves perigos
da
falsificação,
dere-se
exigir
a assignulura
do
dr.
Laville.
Deposito
gerai
em
Paris:
pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
d-Jouy.
Farmaoia
de
HOGG, 2, rue de Castiglione, Paris (Unico proprietário}.
IHIGADOS’
FRESCOS
I
I
Dl
’
I
BACALAO
de
I
OLEO
Prescripto por todos os medico»
e empregado com o mayor succeso
contra
:
as enfermidades do
peito, aíTeiçôes escrofu
losas,
tosses
chronicas,
rheumatismos,
magreza
crianças, das impigemes,
iluxos
brancos, debilidade geral, etc.,etc.
3
410CJCT
V
Agradavel
e
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
4
r
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que encobro ip*'
JF
a
capsulo de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia, que devera
achar-se sobre o rotulo.
•JlffllT’
Depositos nas principaes
Pharmacias e em Lisboa, nas casas de
B
arreto
,
rua
do Enceto,
38 e 30. A
zevedo
e Filhos, B
arral
e I
rmão
; em
Porto,
nas*casas
de
A
lbàno
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
___
Aos
mestres sapateiros
No
novo
armazém
de sola na
roa
dos
Chãos
n.°
13,
encontra-se
um
variado
sortimento
de
sola de
todas
as
qualida
des, grande sortido
de
altanados,
bezer
ros
írancezes
pretos
e
brancos, hernizes
pretos,
ditos
da
Rússia,
magiz,
cliagrins
pellicas,
capas,
camurças,
pelles
de
cô-
res,
carneiras
pretas
e
de
cores,
couros
tamanca,
elásticos
de
diversas
côres
e
qualidades,
linho!
francez,
ticom
de
cô
res,
perzilhas,
carros
para machina.
grai
xa
e
prego
e
cravo
de
diversas
qualidades,
e
muitos
outros
generos
proprios
do
dito
estabelecimento,
o
que
tudo
vende
por
preços excessivamente
baratos.
(747)
BECLAKAÇÍO
Thereza
da
Graça
Domingues
de
Li
ma.'
moradora
na
rua de
S.
Vicente,
af
firma
e
declara
ser
falso
e
cakimniosu
o
que
nos
jornaes
d
’
esta
cidade
veioan-
nunciar
D. Narcisa da
Sonsa
Arauj-,
Me
nezos,
como
facilmente
se-
provará
no
iii-
bunal compelento- Previne
pois
o
publico
paca suspender
o
seu
i
is>>
até
que
os
tribunaes
decidam
da
validade e.
legalida
de
do
acto
a que
allude
a’
;dila
senhora.
A
L
VIÇ ARA
S
Tendo-se
desencaminhado
em
2
do
cor
rente
mez
pelas
4
ho-ras
da
térde,
uma
egoa
ao
parocho
da
freguezia
d
’
Armil.
concelho
de
Faie,
a
pessoa-
que
da
mes
ma
possa
dar
relações
concorrendo para
que a
dita
egoa
lhe
seja entregue, será
remunerado do
seu
trabalho.
Fafe,
freguezia
d
’
Armil,
7
de
fevereiro
de
1878.
0
parocho,
(748)
Raymundo
de
Rarros
Franco.
ÉDITOS
DE 30
DIAS.
Pelo
juiso
de direito
d
’
esta cidade
e
comarca
de
Braga,
o
carlorio
do
escri
vão
do
quarto
cfílicio,
Gaspar
Augusto
de
Oliveira
Faria
Bastos,
correm
éditos de
30
dias,
a
citar,
chamar
e
requerer
to
das
as
pessoas
incertas
e quaesquer
cre
dores
e legalarios
desconhecidos
ou
resi
dentes
fóra
d
’esta comarca,
que
se
julga
rem
com
direito ao
casai
do
fallecido
Ma
noel
Joaquim
Vieira,
casado,
morador
que
foi
no logar
do
Tojal,
freguezia
de
S.
Ma
mede
d'Este, d
’esta comarca, para
que
venham
deduzir
e
allegar
no
dito
praso,
que
começará
a
correr
na
fórma
que
a
lei
ordena, assistindo
aos
termos
do
in
ventario,
a
que
por
seu
fallecimento
se
procede
por
este
juiso
e
carlorio
do
re
ferido
escrivão,
sob
pena
de
revelia
e
não
mais
serem
ouvidos.
Braga
de
janeiro
de 1878 e
oito.
0
escrivão
do
4.®
oflicio
Gaspar
Augusto
d
’Oliveira Faria
Bastos.
Verifiquei.
(752)
Antonio Brandão
Pereira.
Antonio
Martins
de
Oliveira,
rezidente
n
’
esta
(idade
de
Braga,
faz
publico,
quer
por
escriptura
de
26
de
jmeiro
de
1878,
celebrada
np
escriptoiio
do
Tabellião
An
tonio
José
Gonçalves
da
mesma
cidade,
dissolveu
a
sociedade
commercial
que
ti
nha
estabelecido
com
João
Correia
Braga,
ficando
o
aclivo
e
passivo
do
mesmo es
tabelecimento
pertencendo,
e a
cargo
do
dito
João
Correia
Braga.
(743)
JOSÊ
ANTONIO
FERREIRA
GOMES.
&,
Km» Novit,
ã
BRAGA
Gom
estabelecimento
de
pregagem
de
todas
as
qualidades,
mercearia,
papel
e chá
—cartonagem para
■
dezenho,
íloragem
e
aprestes
para
llôres
—
stearina,
pós
finos
para
gomma',
etc.-,
etc.
N
’
este antigo
e
acreditado
estabeleci
mento
se encontra
um
completo
sortimen
to
de livros
em
branco,
proprios
para
escripturaçào
mercantil,
bem
como
papeis
e
artigos para
escuiptorTo. Também
se
encontra
um
sortido
dé
chá
hyson
desde
800
a
1^100'rj.
459 gram.,
e
muitos ou
tros
arljgos
proprios
de
seu
negocio
que
tudo
vende
por
preços
eommodos.
(725)
BANCO
GOMMERCIÀL DE
BRAGA.
*São
convidados
os
snrs. accionistas
do
Bíuco
Commtrcial
de
Braga
afim
de no
dia II
de
rmirço
proximo,
peias
11
e
meia
horas
da
manhã,
reunidos
em
as
sembleia
geral extraordmaria
na
casa
do
mesmo
Banco, piocederein
ás
eleições de
2
secretários,
1
director,
3 soppíeiites,
e
1
membro
do Concelho
Fiscal,
visto
acharem-se
vagos
estes
cargos
em vir
tude das recusas apresentadas.
Braga
I
de
fevereiro
de
1878.
No
impedimento
do
presidente
0
vice-presidente
Antonio
Brandão Pereira.
Bétneo
Mcrcmlti
de Braga
Des
ie
o
dia
6
de
fevereiro
por
dian
te
está
aberto
o pagamento
do
2.°
se
mestre
de
1877,
á
razão
de 2
1|2
p. c.
ou
l$250
por
acção
na
thesouraria
d’
este
Ban
co,
em
lodos
os
dias
desde
as
10
-
horas
da
manhã
até á
uma
da
tarde,
e
no
Por
to
ua
sua
agencia
na
Praça
de
D.
Pe
dro.
Quem
quizer
arrendar a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle com
Joaquim
Antunes
Alves,
na rna
do
Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que está
auctorisado
para
este
fim.
(713)
CAIXA
l
’
AKi AZEITE
No
largo
de
S.
Miguel-0-Anjo,
n.°
14,
ha
para
vender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva
cinco
pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
(700)
CIKVHCIIÃO WENTISTA
APPROVADO PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRLP.GI-
CA DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
i9.
braga
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres
e
soldados.
688
CilaUKClIÃi» UEAíTASTA
DA
Escola
Americana
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta de
S.
Francisco)
n.°
22.
(687)
RAPAZ.
Necessita
se
d
’
um n’esta
cidade
para
loja
de
DROGAS
E
PHARMACIA.
Falia-se
no
escriptorjo
d
’
este
jornal
(741)
Solicitador—
A.
Lopes
da
Gama
EgcriptOi?is>—Taypn»
«.° &
— Pnrlo
(613)
SALLA E
LOJA.
Aluga-se
junto
ou
em separado
na
rua
do
Souto.
0
pretendente
falle
na
mesma
rua
e
veslimenleria
Rocha.
(739)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(706)
Os
5%«ba»ç»ás»a
n»yíííi®og,
de
na
tureza balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
peclorante,
são
o
melhor
dos
remédios
até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA CEN
TRAL, rua
de Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(621)
Parte de Comércio do Minho (O)
