comerciominho_12011878_736.xml
- conteúdo
-
MTO1L.OLA.
COMMEKCI.AL, EilíI^KilOSX
TVOT1C IO?»A.<
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.°
ANNO
Brasa,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios cadajinha
....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes......................... 2&000
»
6
»......................... U050
»
sendo duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso...............................
m
N.®
736
BRAGA—
SABB1BO 1» DE
Jl.VFSRO
DE
ISIS
Abriram-se
as
camaras.
Este
facto
que
já
não
é
novidade
para
ninguém,
leve
a
importância
que
lhe
mar
ca
a
historia
de
quarenta
e
quatro
annos.
Salvaram
as fortalezas, formou
a
guar
nição,
e
o
rei
foi
a
S. Bento
ler
um
papel
que
lhe
depositaram nas
mãos.
tNão
lhe
faltaram,
pois,
as
formalida
des
prescriptas
no
ritual do
liberalismo;
e
Lisboa
teve
màis
esse
dia de
pagode.
Se
a
festa
não
fosse
de todos
os
an
nos,
alguém
imaginaria
talvez
que
ella
inaugurava
uma
nova
epoca
de
rejuvenes
cimento
para
este
velho
e
carcomido
Por
tugal.
Mas
como
a
experiencia
tem
sempre
acompanhado
a
usança, já
nem
os
pró
prios
que
são
chamados
a
tigurar
n
’
ella,
a
querem
ver
sequer.
Assim
foi que de
pares
e
deputados
quasi
nenhums compareceram.
Verdade
é
que
affluiram
mais tarde;
e
em
tal
numero
que
já
são sem conta
as interpellações
annunciadas.
As
explicações
pedidas são
tantas,
que
não
sabemos
para
onde
o governo
hade
voltar-se;
e algumas
de
transcendência
tal
que hão
de
por certo
fazer
suar
os
respectivos
ministros.
Entram
nas d’
esle
numero
as
annun-
ciadas
sobre
a
peregrinação
a
Roma,
o
preenchimento
d’
a
guns
canonicatos,
e
não
sabemos
bem
quantas
outras
d’
esle
ge
ne
ro.
Ora
supponhamos por
um
pouco,
que
os
ministros
interpellados
respondiam aos
senhores
deputados inlerpellantes,
dizen
do-lhes
que
os
peregrinos
foram
a
Roma,
porque
quizeram,
e
que
os
canonicatos
se
preencheram
porque
estavam
vagos,
quanto
tempo
e
quantas
lucubrações d
’es-
pirito
não
demandariam
estas
respostas?
Sempre
nos
pareceu
que
a
actual
ses
são
de
camara
havia de
manter-se
á
al-
tuia
das
que
a
tem precedido,
e
vemos
agora
que
nos
não
enganavamos.
E
ninguém
uiga
que isto
é
malbara
tar
o
tempo.
Não,
não
é.
Com estes
escândalos
a impiedade me
dra
e
folga,
que
tanto
é
o
que se pre
tende.
Se
os
catholicos
sinceros
attenlassem
um
pouco
no
que todos os
annos
se
diz
nas
camaras,
se
o
clero sobretudo
não
fosse
tão
facil em
se
deixar
illudir
por
occasião
das
eleições,
os
paes
da
palria
haviam
de
sentir
a
necessidade
de mode
rarem
um pouco mais
o
seu
odio a tudo
quanto
é
religioso.
Mas
porque
áquelles
o
não
fizeram
em
tempo,
quem
sabe
se
o
snr. marquez
d
’
Avila
estará
disposto
a
fazel-o
agora?
Talvez.
Pela
nossa
parte,
apesar
de bem sa
bermos
que
nào
é
o
actual
governo
que
hade
levar-nos
a
porto
de
salvamento,
confessamos
todavia
que
nos
deve
algu
mas
simpalhias.
Deus o
conserve
para
que
não venha
outro
peor.
Enstrueção
popular.
V
A
sã
philosophia
proclama
igualmen
te
o
dogma
da Providencia
Divina
e
do
mesmo
modo
que
a
Religião,
assim
ella
o
entende.
Se
Deus
não
provesse
a
Iodas
as
coi
sas,
com
razão
perguntaríamos
porque
dei
xa
de assistir
a
tudo
com a
sua
Provi
dencia?
Será
por
lhe
faltar
o
poder?
Mas
nada póde ser
dilficil
ao
Omnipotente.
Será
porque
não
quer, embora
possa?
Um
Deus
infinitamente
sabio
e
justo
não
pó
de
abandonar
aquillo
que
creou.
Faltar-
lhe ha
a
sciencia?
Nada
lhe
é
occulto.
Assim
raciocina Theodoréto (liv.
2.°
de
providentia)
e
com
este
lodos
os theo-
logos
e
phiiosophos
christãos
Santo
Ambrosio
no
seu
livro
de
officiis,
cap. 13,
diz:
«Onde
está
o
obreiro
que
despreza
o
cuidar
de
sua
obra? Se
é
injurioso
o
go
vernar.
não
será
porventura
mais . injuria
ler
creado?
Mas se
nào
ha
injustiça,
nem
mal
em
deixar
de
crear, ha
stimma
incle
mência
em
deixar
de
cuidar
d
’
aquillo
que
se
creou.»
O
proprio
Cicero
(liv.
1.°
de
nat.
deor.)
zomba com
irrespondiveis racio
cínios
da
doutrina
de Epicuro
que
ad-
millia
a
existência
de Deus,
negando
absur
damente
a
sua
Providencia,
que
é,
como
definem
lodos com
Laclancio,
áquelle
at-
tributo
de
Deus
por
força e viriude
do
qual
se
rege
e
governa
ludo
quanto
vê-
mos
e
quanto
succede
no
mundo:
<Esl
igitur
Divina
Providentia,
cujas
vi
ac
p>-
lestale omnia quae
videmus et
fida
sunl,
reguntur
(Liv.
de
ira Dei, cap.
10)
»
Basta
porém.
Deus nos defenda de cairmos
em
amon
toar
provas
sobre
provas
para
demon
strar
este
dogma
tão
inconcusso em
fa
ce
da
Revelação
e
da
Razão, como o
da
exis
tência
do proprio
Deus.
Quando
isso
nào
venha
na
cartilha,
qualquer
vulgar
calhecismo ou
compen
dio
de
philosophia
satisfaz
plenamente.
Seria
pois
abusarmos
dos
nossos
leito
res.
Demais
ha
pontos
Ȏrios e
que
repu
tamos
até
por
tão indiscutíveis
em
face
da
Revelação, da
razão,
do
consenso
una
nime
dos
povos
e
dos ensinos
da
Mestra
Infallivel
da
Verdade
que
receiamos
of-
fendel-os, ainda defendendo-os.
Este
é
um
d
’
elles.
Por
outro
lado
sincera
meu
te
confes
samos que
não
crèmos
o nosso
antago
nista,
quem
quer
que
seja,
em
estado
de
p*re-
tender
negar
deliberadamenle
e
de caso
pensado
o dogma
da
Providencia.
Enten
demos
de
justiça
fazer
esta
declaração.
Mas
lambem crêmos. sem
embargo
d'isso,
que
a sua
doutrina
leva
a
essa
lastimosa
aberração,
a
esse
èrro
deplo
rável.
Esse
o
motivo
porque
recordamos
ape
nas
em
breves
traços
a
doutrina
catho-
lica
c
philosophica
sobre a
Providencia,
pondo-a agora em
contraste
com
a
dou
trina
do
articulista,
que
o
leitor
deve
re
cordar
(ielmenle.
Com
effeito,
como
nos
ensina
o
Espi
rito
Santo,
(e
com o
Espirito
Santo a
Egreja
Calholica
e
a
verdadeira
philoso-
phia) Deus
governa
todas
as
coisas
desde
o
principio
do
mundo: lua,
Paler,
provi
dentia
ab
initio
cuncla
gubernat
(Sapien-
tia,
cap.
14,
v.
3).
Agora
perguntamos: aquillo
s
que
são
manifestações
das
leis
da
natureza
não
são
lambem
manifestações
da Providen
cia
Divina?
Medite
bem.
Não
é
isto
me
ra
questão
de
palavras?
Não são
as
leis
da
natureza
a
manifestação
da
lulelligen-
cia
e
Vontade
de Deus
e
por consequên
cia
a manifestação
da
sua
Providencia?
E’
evidente
que,
se
os
entes são,
vivem
e
apresentam
phenomenos
ou
modos
de
ser,
é
porque
Deus
o
quer
ou
o
vennit-
te
pois
não
encontram
em
si
mesmos
ra
zão
de
nenhuma
d
’
essas
cousas
e
Deus
é
o
unico
ente
que
é.
Os
outros
só
o são
e
o
são
de
di
versos modos, porque
eile
o
quer
ou
per-
rnitte
e n
’
este
acto
puro
e
simples
da
sua
Vontade
subordinada
á
sua
Infinita
Intel
ligencia
estão,
digamol-o
assim,
inplicitas
todas as
leis,
em
virtude das
quaes
os
entes
existem,
vivem
e manifestam phe-
nornenos.
Eis
a Providencia,
o
acto
pelo
qual
Deus
governa
todas
as
cousas.
Nada
são
as
manifestações ou
pheno
menos
sem
as
leis,
estas
nada
sem
a
natureza
ou
entes,
esta
ou estes nada
sem
Deus;
tudo é
nada sem Elle ou
sem
a
sua
Providencia.
Mas o raio
é
uma
manifestação
das
leis
da
natureza.
Pois,
sé
o
articulista
concorda
n’
isto,
como
é
que
o
raio,
ao contrario
do
que
aílirma
(talvez
menos
pensadamente
i
pó
de
deixar
de
ser
um
mensageiro
de
Deus?
Ou
como
póde
deixar
de
ser
uma
mani
festação
da
Providencia
Divina?
E com
que
bulia
se
julga
também
auctorisado
a
aflirmar
a
punhos
cerrados
que
o
raio
nunca
póde
ser
um
castigo
de
Deus
on
ou
um
castigo
da
sua
Providencia?
A
inépcia
ou
antes
a
falsidade
d
’esla
ultima
asserção
provai
a-hemos
mais deti-
damente
em
outro
artigo.
Limilamlo-nos
por
agora
ás
duas pri
meiras,
já
vê
o
«Amigo
do
Povo-
que
não
tem
razào
plausível
para
asseverar
’
que
o
raio
nào
é
um mensageiro
de Deus
ou
uma manifestação
da
Providencia
Divina
pelo
facto de
ser
uma
manifestação
das
leis
da
natureza.
Dizer
isto
é
negar a
Providencia
ou
proferir
um
contrasenso.
Escolha.
Poderia
dizer-nos
que
assim
será,
em-
quanto
considerarmos
o raio
on
este
phe-
nomeno
da
natureza
como
uma
manifes
tação
da
Providencia na ordem material,
porisso
mesmo
que
ps leis da
natureza
com
seus
phenomenos
,
na
realidade,
nos
obrigam
a
vêr
o
dedo
da
Providencia
go
vernando
e
dirigindo
a
matéria
consoante
lhe
apraz, mas
que
efe
deixa
de
ser
uma
manifestação
da
Providencia, um
mensa
sageiro de
Deus na
direcção
que
tomar.
Ficaria
então
a
emenda
peiur
que
o
soneto,
como
costumamos
dizer;
o artigo
em
questão
nào
teria
concerto
nem
de
meias
solas
para
poder
correr mundo.
A. Aí.
O
telegrafo
acaba
de
nos
communi-
car,
que
o
rei
da
Italia,
Viettir
Manoel,
fallecèra no dia
9,
por
2
e
meia horas
da
tarde,
tendo,
nos
últimos
paroxismos,
mandado
pedir ao SS.
Padre
Pio IX
a
bênção
apostólica,
que
lhe
foi
concedida
in
articulo
rnorlis,
e
que
também
rece-
bêra
os
ul-imos
sacramentos
da
Egreja.
Nào
é
esta
a
occasião
própria
para
abrirmos
o
livro
da
biografia d’
aquelle
soberano,
que
é
mais
um
dos
muitos
que
subiram
ao
throno
e
baixaram
ao
tumulo
durante
a milagrosa
vida
do
Im-
niorlal
Pio
IX.
Quando
pensariam
os
seus
sectários que
por
toda
a
parle
tanto ce
lebraram
a
sua primeira entrada
publica
em
Roma,
em
julho
de
S87I,
que
áquelle
rei
havia
de,
poucos
annos
depois,
pre
ceder
o
augusto
Prisioneiro do
Vaticano
na viagem
da
Eternidade?
—
Communicou-nos
lambem o
telegra
fo
que
depois
do
lailecimento
fôra
pro
clamado
rei
o
príncipe
Humberto, que na
fôrma
do
estylo
contirmfou
os
cargos a
todos
os
ministros.
Em
virtude
d
’
este
triste
acontecimento
o
«Diário» de
10
insere
o
aviso
decla
rando
que
o
sobérano
se
encerra
por
8
dias;
e
que
seja
tomado
luclo
por dois
mezes,
sendo
o
primeiro
de
luclo
rigoroso
para
os seus cread«s
e
côrle.
GAZETILHA
Conferenciai»
de
S. Virente de
Paulo.—
São
convidados
todos
os
asso
ciados
a
comparecerem,
na
segunda-feira,
I4
do
corrente,
por
6
1/2 horas
da tarde
em
casa
do
exc.
mo
Presidente,
dr.
An-
lonio
Maria
Pinheiro
Torres,
campo de
S.
Sebastião.
Partida.
—
Partiram
ha
dias
para Lis
boa
os
snrs.
deputados
Jeronymo da
Cu
nha
Pimenlel
e
M.
Joaquim
"Alves Pas
sos
Manto
Amaro—
No
dia
7
do
cor
rente
reuniu-se
a
meza
da
confraria
de
Santo
Amaro,
da
Sé
Primaz, sob
a
pre
sidência
do
cartorário
padre
Antonio
José
da
Silva
Rosa,
no
impedimento
do
juiz,
para
dar
cumprimento
ás
determinações
do
estatuto
no
que
diz
respeito
á
festi
vidade
do
mesmo
Santo.
Por
unanimidade
foi
resolvido
que
a
festividade
se
fizesse
no
proprio
dia,
15
do
corrente,
com
pompa
e
esplendor.'
No
dia
14
haverá
vesperas
solemnes
a
instrumental,
e
no
dia
seguinte
será
cantada
a
missa
acompanhada
também a
instrumental.
De tarde recitará
a
oração
panegyrica
o
revd.
0
José
Gonçalves
Vian-
na,
secetário
da
dita
confraria.
No
fim
do
sermão
será cantado
um
solemne
Te-Deum,,
concluindo
a
festivi
dade
com a
bênção'do SS. Sacramento.
A
estes
actos
assistirão
lodos
os
membros
da
meza
como
é
de
estylo.
Os
fieis,
que
com suas
esmolas
con
correrem
para
o
culto
de
Santo
Amaro,
nào
ficarão
sem
recompensa;
pois
todos
sabem
as
maravilhas
que
pela
intercessão
<t
’
este
glorioso
Santo
o
Senhor tem
ope
rado
na cura
de
doença
de
pernas e
braços,
de
que
é
particular
advogado
diante
de
D.eus.
Fieis
bracarenses:
não
deixeis
n
’
este
dia de
manifestar a
vossa
devoção
com
a
homenagem
das vossas orações e
olle-
recendo
o obulo
da
vossa
esmola,
con
forme
a
piedade
vol-o
aconselhar.
Fulleeiniento.
—
Falleceu
ante-hon-
lem
o snr João
José
da
Silva
Braga,
que
durante
muitos
annos
foi
oíTicial
ty-
pografo
na
oflicitia
onde
se
imprime
este
jornal.
O
seu
enterramento
tem
logar
hoje
ás
3
horas
da
tarde,
no
cemilerio
para onde
o
ca
laver
é acompanhado
pela
Irmandade
das
Almas
da
Sé.
Pedimos
aos
leitores
um
P.
N.
pela
sua alma.
MétoaçiEw financeira
«la Buropu.
—
O
jornal
«Fmance»
publica
um
artigo,
no
qual inclue
o
seguinte
quadro
das
dividas
contractadas pelas
diversas
nações
europeias.
—
comparativamente
á
cifra
dos
seus
habitantes:
DIVIDA
TOTAL DIVIDA POR IIABIT.®
(Milhões
de francos]
(Francos)
Respanha
40,481
3.453
França
20.0t»0
548
Inglaterra
19,253
■
592
Italia
8,770
327
Áustria
7.882
221
Turquia
4,977
230
Rússia
3,682
47
Portugal
2.134
485
Bélgica
1,127
224
Prussia
1,170
60
Paizes-Baixos
926
243
Suécia e Noruega
586
35
Dinamarca
148
74
Nào
é
licito
completamente
inferir-se
d'esias
cifras uma conclusão
absoluta.
Nào
são
áquelles
Estados
que
te<
iu
di
vida menor os qne
devem
ser
conside-
rados
como
os
mais
solvaveis.
Assim, a
Rússia
tem
uma
bem
pequena divida
re-
lativamente
á
cifra
dos
seus
habitantes,
47
francos
por
cabeça;
é
mui
pouco na
apparencia,
mas
é
enorme
na
realidade,
atlento
o
restricto
numero dos
russos
que
podem
supportar
o
imposto.
A
Rússia,
esta
grande
nação,
é
um
pobre
paiz
commercial
e
induslrhhnente,
e
com
pou
cas
probabilidades
de
melhorar
a
sua
si
tuação
economica.
A
Turquia
tem
uma
divida
collossal,
posloque
ella seja
quasi
ametade, por ha
bitante,
da
divida
franceza.
A
Inglaterra,
que
deve
mais
que
a
França,
não
é
menos
o
paiz
cujo credito
está
melhormente
estabelecido
e
firme.
A
sua
divida é leve
com
relação
aos
seus
recursos.
A
divida franceza,
tão
consideravel
mente
augmentada
pela
guerra
e
pelas
divisões
interiores,
é
facilmente
supporta-
vel,
podendo-se
este
paiz
collocar, em-
ouanto
ao
credito,
a
par
da
Inglaterra
e
da
Bélgica.
A
divida
d
’
Hespanha
é
esmagadora,
e
indica
assaz
o
que
o
futuro
reserva
aos
credores
d
’
esle
paiz,
comquanto
nos pa
reça
um
pouco exaggerada
a
cifra
acima
indicada.
Portugal
não
está
mais
favorecido.
A
divida
da
Ilalia
corresponde
melhor
aos
seus
recursos,
mas
é
bem pesada
ainda.
•'aneo
€nniin«reial de
Bragn.
—
Teve
Iogar
ante-hontem
a
primeira
reu
nião
dos
snrs.
accionislas
d
’
este
Banco,
na
qual
foi
lido
o
relalorio
da
direcção
e
parecer
do
conselho
liscal,
procedendo-
se
em seguida á
eleição
da
meza
e
con
selho
fiscal,
sendo
eleitos
por
unanimi
dade
os
seguintes
cavalheiros:
Presidente
da
assembleia geral
Conselheiro
Francisco
de Campos
d
’Aze-
vedo
Soares.
Vice-presidenle
Dr.
Antonio
Brandão
Pereira.
Secretários
Narcizo
de
Magalhães Vascoireellos.
Antonio
José
Pereira
de Magalhães Júnior
Concelho
fiscal
Domingos José
Ferreira
Braga.
Francisco
José
de
Souza
Lobão.
Antonio
Baptista Gonçalves.
Antonio
Joaquim
Correia
d
’
Arauji.
Supplentes
José
Antonio
d
’
Oli
veira
da C.
Gonçalves.
Antonio
Polycarpo
Cardoso
Cruz.
Antonio
Manoel
Ayres
d'Oliveira.
Foi
marcado
o
dia
25 do
corrente
para
a
segunda
reunião,
na
qual
terá
logar
a discussão
do
relalorio e
parecer
do
conselho
fiscal.
Stwnlcy.
—
O
grande
explorador,
que
regressa
da
sua
viagem
ao
centro
da
África,
deve
chegar
brevemente
a
Mar
selha.
A
sociedade
geographica
d’
aquella
ci
dade
ollerecer-lhe-ha
um
grande
banquete.
Em
seguida.
Stanley
tenciona
dirigir-
se
a
Paris,
onde
fará diversas
conferen
cias
sobre
as
suas
interessantes
e aven
turosas
viagens.
Ednde dou
Cí»»nã»iio«i de ferro.
—
A
nota
estatística,
em seguida publicada,
serve
para
conhecer
a
epoca
em
que
alguns
paizes
começaram
a gozar
do
be
neficio
da viação
accelerada.
«Na
Inglaterra
em 1821;
em
França
em
1823;
na
Áustria em
1826;
na
Bél
gica
e
na
Baviera
em 1831; na.
Saxonia
em
1835;
na
Prussia e
Sicília
em
1837;
no
Wurtemberg
em
1843;
na
Hollanda
em
1845;
na
Hespanha
em
1847; na Dina
marca
e
na
Suissa
em 1818;
na
Suécia
em
1849;
em
Portugal
em
1853;
na
Gré
cia
e
na
Turquia
em
1857».
O telephono.
—
Acaba
de
ser
expe
rimentado
entre
a
Inglaterra
e a
Irlanda.
Serviram
se
do
cabo
sumarino
que
liga
Dublin
a
Holyhead,
alravez
do
canal
de
S.
Jorge.
A
distancia
é
de 67
milhas,
isio
é
mais
do
dobro
da
que
separa
Calais
de
Oouvres.
Trocaram-se
conversações
en
tre
as duas
margens, e
esta
nova
tenta
tiva
do
apparelho
do
doutor
Bell
pareceu
satislactoria.
W
prssStlesna
tureo.
A
questão
turca
que
hoje
é
e
ponto
para onde con
vergem
todas
as al eiições,
remonta
ao
O
ponto
desconhecido
é
sempre
o
mesmo;
é
a posse
de Constantinopla, quer
dizer,
a
livre navegação sobre
o Mediter
râneo
e
o
ponto
de
partido
para
as
ín
dias.
E
’
para
este
pensamento
que
bos-
nios,
herzegovinos,
monlenegrinos,
ser-
vios,
roumanos,
albanezes,
gregos,
búl
garos
e
russos luctain .de
novo
contra
este
império
turco,
de
que*
lodos
elles
fizeram
um
inimigo
com
mu
m.
Qual
deve
ser
o
restibado
d’
esta
lu-
cla
'!
E
’
o
problema
que
ainda
hoje
oc-
cupá
a
diplomacia
Européa.
—(«Diário
de
Portugal»)
Eipiosdo. —
Do
«Jornal
do
Havre»
extractamos
a
seguiq.le
noticia:
«Um
despacho de'
New-York
anntineia
que
foi
completamente desunida
pelas
chammas
uma
fabrica
de
biscouto
e
con
servas,
accidenle
motivado
pela
explosão
de
uma
caldeira. Na
occasião
do
desas
tre
trabalhavam
nos
andares
superiores
da
fabrica
duzentos
operários,
a
maior
parte
rapazes
e
.raparigas.
«Muitos
d
’esles
indivíduos lançaram-se
á
rua
pelas
janeHas, ou
saltaram aos
pre
dios adjacentes.
«O
sinistro
e
a
p-mea
conveniência
dos
meios
de
salvação
que
aloptaram
fo
ram
causa
de
grande numero
de
ferimen
tos
em
diversos
operários, que
foram
con
duzidos
ao
hospital.
Pareceram
50
indiví
duos».
CoícEieideneiA
f.utal no Hrazil.—
O
revd.
“
‘°
Vigário
de
Santa
Rita,
o
snr.
dr.
Urbano
da
Silva
Monte,
remetleu
nos
a
seguinte
communicação.
«N
’
este
anno
tomei conhecimento
com
uma
família de
minha
fregtiezia
e
mora
dora
na rua
da Saude.
a
qual
composta
de
seis
pessoas
já
adultas,
iodas
catholi-
cas
e muito
religiosas.
Por
uma
fatal
coincidência
o
ultimo
membro
d
’
esta
des
ditosa
tumilia
acaba
de
finar-se
no dia
6
de
novembro
d
’
este
anno.
Compnnha-sq
de
um pae
chefe
de
fa
mília,
3
filhos,
um
sobiinha
e uma
lia.
Todos
um
a um
foram
morrendo
e
reli
giosamente
sendo
sepultados.
A
primeira
pessoa
que
falleceu
foi
Emilia
Benicia
dos
Anjos,
tia,
em
4
de
janeiro
d
’
este
anno;
a
segunda
pessoa
foi
Manuel
José
de
Sant
Anua.
um
d s
filhos,
que
falleceu
repenlmamenl
•
a 9
de
junho;
a
terceira
loi
João José
Fernandes
de
SanfAnna,
século
XVI,
anno
de
1524,
data
de
posse
da
antiga
capital
do
império
grego
pelos
Turco-Ottomanos.
Então,
como
hoje,
o
problema
tem
tres
termos,
que
pedem uma
solução.
O
islamismo,
representado
pelos
Turco-
Ottomanos.
o hellenismo,
á frente
do
qual
se
achava
o império
grego,
emfim
o
sla-
rismo,
do
qual
o
império
servto
era
a ex
pressão.
Durante
os
dois
séculos
seguintes,
o
islamismo,
só,
reinou
como
soberano
en
tre
todos
os
povos
formando
a
peninsula
dos
Balkans,
e
parte
da
bacia do Danú
bio,
levou
os seus
exercitos
vicloriosos
até
á
extremidade
do Peloponeso;
fazendo
tremer
pela base
o velho throno
da Áu
stria.
O
termo
das
suas
glorias
eslava
porem
terminado.
No
começo
do século XVIII,
os
suc-
cessos
da Áustria tinham já
repellido
os
turcos
para
a
margem
direita
do
Danúbio;
a
decadência
da
Sublime
Porta
começa
n
’
este momento
para se
aggravar
de
anno
para
anno.
Em
1809.
perde
as
ilhas
Jonhs,
em
1812,
cede
a
Bessarabia
á
Rússia;
em
1829,
cede
ainda as
bôcas
do
Danúbio,
o
protectorado
das
provincias Danubianas
e
a
maior
parte
da
Arménia;
étn
1830,
é
obrigada
a
reconhecer
a
independên
cia
da
Morêa,
que
fôrma
o
novo
reino
da
Grécia;
em
1833,
é
forçada
a abrir
o
estreito
do
mar
de Marmara
aos
navios
da
Rússia,
afim
de
obter
a
protecção
d
’
esta
contra
o Egypto.
de
que
não
pos-
sue
mais
que
a
vassallagem
nominal
de
pois
de
1841,
em
1854,
não
póde
resis
tir
á
Rússia, que com
o
concurso
da
França, da
Inglaterra
e
de
Italia,
e,
pelo
tratado
de
1851,
a
força
a
consentir
na
independcncia
quasi
absoluta
dos
princi
pados
da
Senia
e
da
Roumania;
em
1875,
é
incapaz
de
apaziguar
a
insurreição da
Herzegovina,
e
vê
levantar-se
contra si
os povos
que
ella
dominava
ao
lado
dos
que ha
dois
séculos
são
seus inimigos
hereditários.
Os
tres
lermos
do
problema,
apresen
tam-se
hoje
como
no fim
do
século
XV,
é
ainda
o
islamismo, que
permanece
im-
mntavel,
o
panhellenismo
de
que
a
Gre
cia
hasteia o
pendão,
emfim o
panslavis
mo,
do qual
a
Servia
é
a
guarda
avançada
e
o
grosso
do
exercito, a
Rússia.
pae,
a
29
julho;
a
quarta
foi
Luiza
Rosa
de
SanfAnna,
filha;
a
4
de
setembro;
a
quinta
foi
Amélia,
sobrinha,
a
6
de
se
tembro e
finalmente
a
ultima
Francisco
Luiz de SanFAnna,
filho,
a 6
de
novem
bro.
Todos
foram
sacramentados e
encom-
mendados,
excepto
o
que
morreu
repen
tinamente que sómente
foi
encommen-
dado.
Na
occasião
em
que
eu
procedia
a
en-
commendação
da moça
Luiza
Rosa,
foi
preciso
sacramentar
a menina
Amélia
que
fóra
de
si
assistia
e
quasi
sem saber
áquella
scena
consternadora.
Por
achar
que
é digna
de
nota
tal
coincidência
é
que
lhe
remotto
esta
lembrança
para
pu-
blical-a
se
achar conveniente.
—
(«Apos
tolo»;.
A
peregrinnçfto n
,VIee<» e
os
seus
reeursos.—
Todos
os
peregrinos
que visitam
Meca
depositam
uma
offeren-
da
em
moeda
sonante
nos tres
sepulcros
do
propheta,
para
a
defeza
da
religião
ma-
hometana.
Calcula-se
que
esta
contribuição an-
nual,
será
de
3
milhões,
devendo ac-
crescentar-se
que
d’
um dos
sepulcros,
que
foi
aberto,
em
1829, se tirou
uma
grande
somma.
Durante
a guerra
da
Criméa
abriu
se
outro
dos
referidi
s sepulcros,
e
agora
o
Sherkul
Islam foi a
Meca
para
tirar
fun
dos
do
terceiro
tumulo,
que
não
se
tinha
aberto
desde
1415.
plaiitn
de
snlão.—
Appare-
ceu
uma
nova planta
de
salão,
destmada
a
obter
um
exilo
admiravel,
não
só
como
ornamento,
mas
como
curiosidade physica
recreativa:—
é
a
phytolacea
electrica
da fa
mília
dos
phylolaceaes.
A
sua
folhagem
é
de
um
verde
brilhante
no
verão,
e
de-
um
encarnado vivo
no
oulomnõ.
A
phytolacea
electrica
appareceu
agora
em Paris,
na
ctalage de
um florjsta
do
grand
Hotel,
que
a
recebeu da
America,
e está
a
ponto
de
a
reproduzir
por
meio
de
gommos
que
se
já
se
acham
desenvolvidos.
Os
effeitos
produzidos
por
esta
planta
são curiosos: quando
se
lhe
corta
um
ramo
senle-se
uma
commoção
tão
viva
como
se
se tocasse
na
bobina
Rumford,
—
a
influencia
faz-se sentir
na
bússola
a
oito
ou dez
passos
de
distancia,
a
agu
lha
magnética
desvia-se.
e
quanto
mais
se
lhe
approxima,
tanto mais bruscos
são
os
seus
movimentos,
tornando-se
em
ro
tação
continua,
quando
se
colloca
a
bus-
sola
no
centro
da planta.
A
intensidade
do
phenomeno
varia
com
as
horas
do
dia:
é
quasi
nuila
de
no
te,
adqure
o
m ximuin
da
1
para
as
2
ho
ras
da
tarde,
augmentando com
a
proxi
midade
das tempestades.
Não
ha
um
passaro
que
se
atreva
a
pousar
nos
seus
ramo-p
nem
um
insecto
na
sua
folhagem.
E’
esi|»*t*to»o.—O
capitão
de
um
navio
inglez
mediu
ha
pouco
a
profun
didade
do
Atlântico, a
36.° 69
de
longi
tude
de
Greenvvich.
A
sonda
gastou
no
descendimenlo 9
botas
e
25
minutos.
Quanto
á profundidade em
questão
excede
13:000
metros,
e
ultrapassa
por
con
sequência
a
montanha
mais
alta
do
Hi-
malaya
!
OeHaMtres
nsarilimoí.
—
Na
ulti
ma
semana
de
1877 houve
38
naufrá
gios,
o que perfaz o
total
de
1:809 con
cernentes
ao
anno,
e
um
excesso
de
106
sobre
os
que se
deram
em
1876.
O
valor das
cargas
e
embarcações
per
didas
na
citada
semana sobe
a
5.300:000
fr.,
dos
quaes
pertenciam
á
Inglaterra
dois
milhões
e
meio.
EJeições eas» Erasxçt».—
A
agitação
eleitoral porque
passou
toda
a
França
até
15 de
outubro,
ultimo,
demonstrou
ao
mundo
a
que partido político
pertence
a
grande
maioria
do
povo
francez,
(?)
sus
citou
á imprensa
artigos
e
estudos
de
to
da a
especie.
Entre
outros,
lêmos
na
«Patrie»
uma estatística respectiva
das
abstenções
que
houve n
’aquelle
paiz
desde
1793
nas
grandes
eleições.
Em J793
(republica)
houve
2:000,000
de
abstenções
4;0()0,
(l
00
de
eleitores.
Em
181'1
(voto
peio
império)
houve
800,000
abstenções em
4;20Ó,0iX) eleito
res.
Em
maio,
1815
(restauração
dos
Bour
bons)
votaram
32,538
eleitores
de
66,550
(qualificação
censitária).
■
Em
agosto
de
1815 houve
5,000
ab
stenções
em
20,000
eleitores.
Em
1816
deram-se
6,000
abstenções
em
20,000 eleitores.
Em
março
de
1824
registaram-se
14,000
abstenções
em
125,000
eleitores.
1830
(Carlos
X)
o
mesmo
algarismo.
Em 1831
(Luiz
Felippe)
40,000
ab
stenções,
em
f25.t'00
eleitores.
Em
1837
e
1842 houve ainda
50,000
abstenções
em
200.000
eleitores.
Em
1816,
41,000
abstenções
em
240,000
eleitores.
Em
1818,
(republica) com
o suffragio
universal
na
eleição
para
a
constituinte
houve
1.000,000
de
abstenções
em
9.000,
de eleitores
e
para
eleger
o
presidente
da republica
2.006,600
abstenções.
Em
1851
(golpe
de
Estado)
1.700
000
abstenções
em
9.883,000
eleitores.
Em
1852
(império
bouve 3.600,000
abstenções
em
9.883,000
eleitores.
Em
1870
(plebiscito)
houve
1.700,000
abstenções.
1876
(republica)
houve
2.337,871
ab
stenções
um
quinto
dos eleitores
—
(«Apos
tolo»).
Ciuerra do
Oriente.-—
Os últimos
telegrainmas
relativos
á
guerra do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
9
—Chegou
a
esta
cidade
Mid-
hat-Pachá.
O
«Dayli
Telegraph»
publica
um tele-
gramma
de
Pera,
dizendo,
que
chegaram
a
Constantinopla
communicações
inglesas
aconselhando
a
Porta
a
dirigir-se
dire-
clamente
ao
quartel
general
russo.
A
Porta
está
disposta
a acceitar. O
«Morning
Post»
diz
que
o
governo
inglez,
afim
de
pres-
crular
os
disignios da
Rússia
foi
que
acon
selhou
á
Porta a dirigir-se ao
commin-
danle
em
chefe
do
exercito russo.
Constantinopla
8
—
E
’
esperada
hoje
a
resposta
da
Rússia
acerca
do
armistício.
Espera-se
que
conceda
o
armistício
por
um
mez.
os
turcos
de
Widdim
tentaram uma
sortida mas
foram
repellidos.
Paris 10—A
«Gazeta da
Colonia»
pu
blica
um
despacho
de
Constantinopla,
an-
nunciando
que
Mehemet-Ali,
munido
dos
mais
amplos
poderes
para
a
conclusão
eventual
do
armistício,
partiu
para
o
ex
ercito
da
Roumelia.
Um
telegrainma
de
origem
russa
diz
que
o
commandanle
em
chefe
turco in
formou que
o
commandanle
russo
está
auctorisado
a
entrar
em
negociações.
Par
ticipou-se isto
para
S.
Petersburgo.
Parece
que as
condições
russas de
armistício
serão
negociações
de
paz im-
mediatas,
sol)
a
base
Uli
possidenlis,
e
do restabelecimento
minimo
das
fortalezas
turcas.
S.
Petersburgo 9
-O
«Golos» publica
um
telegramma
de
Vienna,
annunciando
terem
melhorado
as
relações
da
Rússia
com a
Inglaterra;
esperando-se
proximo
accordo,
pois
a
Porta
devia
decidir-se
a
enviar
os
pachás
Reouf,
Mehemete
e
Seue
para
começarem
as
negociações
Constantinopla
9
—
Confirma-se
á
Porta
o
pedid
>
do
armistício,
o qual
está
re
solvido
em
p
incipio.
U
ministro
da
guerra
dispõe-se
p>ra
ir
tomar
parle
nas
negociações
do
ar
mistício.
Os
russos
occuparam
Kasanbk,
cor
tando
as
communicações
com
a
Inglater
ra
(?)
As forças
turcas estão
entrincheiradas
na
vertente sul
Chipka.
A’ eariíJade.—
Imploramos
a
carida
de
das
almas piedosas para
que se
lem
brem
da infeliz
Luiza
Ferreira
com
uma
esmola;
acha-se gravemenle enferma,
e
vive em
extrema miséria. Reside
na
rua
de
Guadelupe-,
n.°
4.
Appelo á caridade. —
Pedimos
ás
almas
caridosas
uma
esmola
para
o
pobre
Antonio
Joaquim
da Moita,
ollicial
de sa
pateiro,
morador
nas Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza,
não
podendo,
pelo
seu mau estado de
saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua mulher
e
filhos.
A
’
m
gjemsoas caritativas.
—
Na
rua
Direita,
da
fregtiezia
de
S
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma entrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que
continuamenle
soffre
dores
tão
acervas,
que só as almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allixio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amôr
de
Deus.
A’s
nSsstus esís-idiMiss, —
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de S. Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendo
80
annos
d
’edade,
e porisso
sem
poder
applicar-se
a qualquer
trabalho,!
lucta
com
a
miséria
extrema.
-
——
—
—--
-
Resumo do
actiuo e passivo do
Banco
Commercial;
Agrícola e
Industrial de Villa Real,
em
31
de
dezembro
de
1877.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Letras descontadas
.
.
.
Letras
caucionadas
.
.
Leiras
em
liquidação. .
.
Letras
protestadas
.
.
.
Obrigações
a
receber.
.
.
Empréstimos sobre
penhores
Operações
a
longo
prazo
.
Papeis
de
credito
.
.
.
Acções
de
c.
própria
.
.
Contas
correntes
com
gara
ntia
.......
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
leiras
a
cobrar.
.
.
Agentes no
estrangeiro
.
Diversos
devedores .
.
.
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de installação
Accionistas............................
10:9275125
678:6795618
48:1425000
6:6085172
4:2155310
95Í5733
3:1225500
15:9185148
1:0795120
15:5705000
7:7755760
54:2265'245
12:2935740
7:8395870
6IO5400
2:0005000
1005000
870:0635571
Passivo
Capital
do
Banco.
Deposito
á
ordem.
Deposito
a
prazo.
Dividendos a
pagar
Fundo
de reserva.
Ganhos
e
perdas.
.
800:0005<i00
1:7175718
.
22:8375784
1:7215950
7:0205000
.
36:7465119
870:0635571
Villa
Real, 3
de
janeiro
de
1877.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d’
Oliveira
Guimarães.
Francisco
Ferreira da
Cosia
Aqarez.
SALVAE
AS CREANÇAS
p
eia
doce
Revalescière
du
Barry
de
Londres.
—
Por
toda
a
parte se
deplora
que
a
creança
—
a
alegria
da
familia
e
a esp rança
da
na
ção
—
é muito
mal
tratada.
Sómenle
•
ievi-
do
â
iguorancia
das mães
e
das
amas,
mor
rem
ellas
no
primeiro
anuo,
60:000
em
França
e
40:000
em
Inglaterra
!
Esta
mi
seria
é
devida
ou
a
uma
alimentação
de
leite
muito
frequente,
ou
antes
ao
uso
do
leite
de
vaeca
<>u
de
cabra,
ou
á
açorda
—
alimentos
inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente.
trazem
mm
irritação
da
mucosa,
e, como
consequência
inevitável,
a
escan-
descencia
ou
a
d<arréa,
os
vomitos
contí
nuos,
a
atrophia,
as
caimbras,
os
espas
mos,
a
morte.
Reconheceu
se que
a
di
gestão
de uma creança,
uma
tez
com-
prómellida,
as
d
ogas
mais
bem
escolhidas
<>ão teem
poder
de reparar o mal
!
E’ tim
llagello
para
a
familia
e
para o
paiz esl
>
Cruel
destruição!
Ha
comtudo
m»
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de o
conse
guir,
e
que
tem
si
lo
provado durante
vin
te
e
oito
annos;
é
sustentar
as
creanças
de
peito
e
as
creanças
doentes
e fracas
de
qualquer
edadecom
a
Hevaleseière
Du
Síariry,
tres
vezes
ao
dia, simplesmente
cosida
com
agua
e
sal.
le.
’
,
íiiialnifiile,
o Huatentn por
exeellenei»
<lu*'
elle
consegue
evitar
toiiot»
os «ceitlenteH da in-
faneia.
Citemos
algumas
das
ptovas
abundan
tes
da
sua
influencia
invariavelmente salu
tar,
mesmo
nos
casos mais
desesperados.
Cura
n.°
80:416.
—
O
snr.
doutor
F.
W.
Beneke,
professor
de
medicina
na
Uni
versidade
de Marboti
g,
refere-se
da
-e
gumte
maneira
á
clinica
de
Berlin,
ern 8
de abril
de
1872:
«Nunca esquecerei
que
devo
a
vida
de
um de meus
filhos
á
Revalescière
Du
Barry.
«A
creança,
na-
edatle
de
quiito
an-
nos,
solina
sem
causa
app.rrenle,
uma
atrophia
completa,
com
contínuos
vomitos
que
resistiam
á
mais
cuidadosa
tliria
a
duas
amas
e
a
todos os
tratamentos
da
scieucii
medica.
A
Revalescière
fez
parar immediatamente
os
vomitos
e
res
tabeleceu-lhe
completamente
a
sruie
em
seis
seuauas.
De
todas
as
mit>b>s evpe-
(ieucias
feitas
posleriormente
com
a
s?e-
waleBelére
obtive
os
mesmos
resultados.
E’
quatro
vezes
mais
nutritiva
que
a
caine».
Cura
n.°
70:410.
—
Fabrica
de
Gran-
villars
(Alto
Rheno)
12
de
julho
ee
1868.
Senhor.-—
Considero-mo
feliz
por
poder
di-
zer-lhe
que
o
meu
primeiro
filho,
muito
definhado,
foi
alimentado
durante
um
au
no
pela
sua
sSevaScscíére,
e
que
a
sua
sâude
e o
seu
desenvolvimento
são uma
maravilha
para
lodo o
mundo.
Não
ha
na
aldeia
creança
tão
forte
como
o
men
fi
lho
em
relação á
sua edade. —
M
ercier
.
Cura
n.°
87:421.
— Bruxellas,
23
de
junho
de 1874.—O meu filho
mais novo,
abandonado
ua
edade
de quatro para
cin
co
mezes
pelos
médicos,
não
queria
to
mar
nem
digeria
alimento
algum,
e acha
va-se,
por consequência, i>
’
um
estado
de
fraqueza
que
punha
em perigo
a
sua exi-
-lencia;
f.i
então que
lhe
fiz
preparar
um
caldo
de
Revalescière
fraco,
que
elle
comeu
com
apetite,
e
de
que
continuou
a
ali-
menlrr-se
excluMvamente
durante
alguns
mezes.
H
je, que
tem
ooze
annos
de eda-
de,
é
forte
e
gosa
saude.
—D
eswert
.
E’
seis vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
econotnisa
cincoenla
vezes o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula :
Em caixas
de folha de
lata,
de
*/*
kilo.
500
; de */, kilo
800
rs
;
de
ura
kilo,
15406
res;
de
2‘
/t
kilos,
35200
reis;
de
6
ki
los,
65400;
e
de
12
kilos,
125000
rs.
Os
biscoitos da
Revalescière
que
se po
lem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a 800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate para
a
saúde
é
a
«evaJeaeière
ebeeolatada 5
ella
res-
titue
0
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creançat
as
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mair
jue
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Era
pó
e
em
paus,
em
caixas
de
folha
dt
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
800 reis;
de
48
chavenas,
15400
;
di
•120
chavenas,
35200
reis,
ou
25
reis
cad;
chavena.
DU
«1HRT 4! C.a
EI.TIITED.—
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaCeuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Centra!
;
snr.
Serzedello
&,
G.
a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
Uísboa,
(por
grosso
e
miudo)
:
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32.
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por
í«, J
de. Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPÓSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NHO.=
Aveír«»,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm. —-
Hareelloa,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
«rag»,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos Chãos
31
—
Pipa
à
Irmão,
rua
do
Souto.—
Viarnaa
doCa»-
«eis»,
Aflonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande.
140.
—CuimApSea.
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1; José,
J.
da
silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
4*ens»fiel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Lmão,
Rua
da
Banha
ria, 77,
J.
R. de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto, pharm., Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
& C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108; Antonio
J.
Salgado,
Pha<macia
Central,
Rua de
San
to Antonio, 225
a
227.—
Pasxt® d» 14-
m«».
i.
J.
Rodrigues
Barbosa,
•
pharm.
-
—
do
Vws-zsesa,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Vnlenfa
do
TlinB»®,
Fiancisco
José de
Sousa,
pharm.—
Viíla
d« Conde,
a
.
L. Maia Torres
pharm.
DESPEDIDA
Jeronymo
Pimentel
tendo
de
partir
para
Lisboa,
e
não podendo
despedir-se
pessoalmente
de
todas
as
pessoas
das
suas
relações
e
ainisade,
recorre
a
este
meio
para
lhes
oílerecer aiii
o
seu
limitado
pré
stimo.
ÀSBàDECiraiTOS
D.
Antia de
Jesus
Leite,
D
Amélia
Leite
Machado,
e
marido
João
Vicente
Machado,
e
0
Bacharel
Manoel
José
Lei
te
Braga,
agradecem
do
coração
a
todas
as pessoas,
que
os
cumprimentaram
por
occasião do
lallecimenlo
de
sua sempre
chorada mãe
e
sogra
D.
Narcisa
Eflige-
nia
Leite
Braga,
e,
extremamente
penho
rados,
aos
cavalheiros,
que
assistiram aos
respectivos oílicios
fúnebres,
tributando
a
todos
profundo
reconhecimento.
(689)
■
ANNUNOIÔS
Banco Commercial de Braga
No
dia
25
do
corrente
pelas
11
ho
ras
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Ban
co,
tem
de
se
reunir
a
assembleia
ge
ral dos
snrs.
accionistas
d
’
este
Banco,
para
a
discussão
do
relatorio
da Direc-
ção
e parecer
do Concelho Fiscal,
apre
sentados
em sessão de
10
do
corrente,
e
em
conformidade
com o
que
alli
foi
resolvido,
e
em
virtude
do artigo
33
dos
Estatutos.
Braga
11 de
janeiro de
1878.
O
secretario,
Gonçalo Anlão de
Micedo
Sá
e
Abreu.
ArYemalaçâo
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
de
infanteria
n.° 8,
faz
publico, que
para cumprimento
das ordens
do
minis
tério
da
guerra
de
22
de
dezembro
fin
do,
e
por
já
se
acharem
promptas
as
respeclivas condições que estarão
paten
tes
no
mesmo conselho lodos os
dias
não
santificados desde
as
9
horas
da manhã
até
ás
2
da
tarde,
lem
de
proceder
á
arrematação
em basta
publica
das
obras
de
reparação
de
que carece 0
hospital
regimental, cuja arrematação
terá
logar
no
dia
27
do
corrente,
por
assim
ser
devi
damente
requisitado,
por II
horas
da
manhã
e
na
salla das
sessões
do
refe
rido
conselho.
Quartel
em
Braga,
10 de
janeiro
de
1878.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio,
Alferes
d
’
infanteria
8.
Outro
sim
0
concelho
administrativo
do
regimen
to
de
infanteria
8,
faz
publico,
que
no dia
28
do
corrente
lem
de
proceder
á venda em
hasta
publica, de
uma
machina
de
costura
julgada incapaz
para 0
serviço
do casão
dos
alfaiates
d
’
esle
regimento.
Quartel
em
Braga,
10
de
janeiro
de
1878.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio,
(695)
Alferes
d'infanteiia 8.
Atlençào
Quem
quizer arrendar,
ou
com
prar
uma
morada de casas,
sita
na
rua
do
Souto,
d
’
esla
cidade,
de
n.
os 14,
14
A
e
14
B,
de
dous
an
dares,
com boas
lojas,
falle
com
seu do
no,
Bernardo
da
Cunha
Pinto
Barbosa,
morador
na
rua
do
Corvo, ou
Hortas,
n.°
1.
Deixa-se
ficar
em
poder
do
com
prador
parle do seu preço,
vencendo
ju
ros
de
5
por
cento.
(690)
Banco
de
Guimarães
São
convidados
os
snrs.
accionistas
do
Banco
de
Guimarães
a
reunirem-se
na ca
sa do
mesmo
Banco, no
dia
15
do
cor
rente
pelas
10
horas
da
manhã,
para
os
fins
do
art.
41 dos
estatutos.
Banco
de- Guimarães,
7
de
B
janeiro
de
1878.
O
Presidente
da
Assembleia
Geral
(691)
Barão
de
Pombeiro.
VKIOA
DE CASAS
„„
Quem
perlender comprar
uma
;;
morada
de
casas
designadas
pelo
n
.o
47 e 47 A,
sitas
na rua
do
Sou
to,
d
’
esla
cidade,
falle com José Alves
d
’
Araujo,
morador
na
rua
de
S.
Marcos,
d
’esta
mesma
cidade,
casa n.°
10
e
10
A.
com
0
qual
se
póde
contractar, pelas
her
dar
por
disposição lestamenlaria
de sua
fallecida
thia
Maria
Josefa
Alves.
(692)
CAIXA
PAItA
AZEITE
No
largo
de
S.
Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para
vender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva cinco
pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
(683)
Venda de
bens de raiz
Por
deliberação
da
Commissão
liqui
datária
do
casal
do
exm.°
Manuel Gomes
da
Silva
Mattos,
creada
por
escriptura
eu*
7
de
dezembro
ultimo
feita
na
Nota
d(>
Tabelião João
Marcos
d’
Araujo
Ribeiro»
lem
de ser
arrematadas
e
entregues
a
quem
mais der,
convindo
os
preços,
a
casa
nobre
n.°
7
do
Campo
de Sant
An-
na,
as
tres
quintas
bem conhecidas
dft
Guallar,
proximo
á
estrada
de
Cliaves
e
da
egreja
d
’
aquella
freguezia,
com
a
de
nominação
de
quintas da
Pia, da
Bouça,
e
de
Viilar,
e
finalmenie 0
campo
junto
ao I'ido
do
Padre
com
frente
para am
bas
as
ditas
estradas.
Esta
arrerrfhtaçâo
lerá
logar
no
salão
do
Theatro
de S. Geraldo
ás 11
horas
do
dia
27
do
corrente
mez.
Em
casa
do
snr. Paulo
José
da
Cos
ta,
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
estão
patentes
os
esclarecimentos
que
foi
possível
obter
não
só
dos
encargos
da
cada
um dos
ditos
prédios,
como
dos
fo
ros
e
bens que
pertencem
a cada
um.
Braga 7
de
janeiro
de
1878.
Henrique
Freire
d
’Andrade
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga
Antonio
dos
Santos
Azevedo
Magalhães.
(693)
RUA
DE
S.
VIGENTE
N.°
84
NOVO
ESTABELECIMENTO
DB
Domingos
Rodrigues
da
Silva
Braga
Prtiuriru bnrateiro «te
Hr»ga.
Grande
sortimento
de
fazendas
de
lã,
seda,
e
algodão,
assim
como
ratinas,
pa
nos
sedões,
cazimiras
pretas
e
de
côies,
guarda-chuvas
e
miudezas,
damascos
de
diflerenles
côres
e
qualidades;
que
tudo
vende
por
preço
0 mais
commodo
possí
vel.
(684)
Banco
Commercial Agrícola e In
dustrial
de
Villa Real
(Sociedade
an:>nyma de reHgtanoa-
bilidade
limitada)
São
convidados
lodos
os
accionistas.
d
’esle
Banco
a
concorrerem
á
assembleia
Geral
que
ha
de
reunir-se
na
sede
do
mesmo
Banco em
20
do
corrente
pelo
meio
dia,
para lhe
ser
presente
0
rela
torio
e contas
da
Gerencia e
parecer
do
Conselho
Fiscal,
com
relação
ao
anno
de
1877,
e se
proceder
á
eleição
da
meza
da
Assembleia
Geral
e
Conselho
Fiscal.
Na
segunda reunião, cujo
dia
ha de
ser
designado na
primeira,
lem
de
discu
tir-se
0
relatorio
da
Gerencia,
e
como
es
ta
terminou
o
seu
mandato,
proceder-se
á
eleição de
nova
Gerencia,—art.
08
42
a
46
dos
estalulos.
Villa
Real,
3
de
janeiro
de
1878.
Por auclorisação
do
exm.° vice-presidente,
O
l.°
secretario.
Dr.
Augusto
Guilherme
de
Sousa.
(685)
BANCO
DO MINHO
Por
ordem
do
exm.°
presidente
são
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
este
Ban
co
a
reunirem
se
em
assembleia
geral
or
dinária no
dia
15
do
corrente
pelas
11
horas
da manhã,
para
os
fins
consigna
dos
no
artigo
34 dos
Estatutos.
Braga
7 de-janeiro
de 1878.
O secretario
da
Meza
(686)
João Gonçalves
Pereira
Bastos.
CIKUHC1IÃO
DKATISTA
APfROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
00 PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á sua
arte
e
conlinúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados. *
(688;
4MBEÍ8SSBE
FABIIICÃ
l)>; TABACOS
POHIIÍM
DE
MIGUEL
AUGUSTO,
FONSECA
& CARDOSO
FABRICA:
Poço
das
Palas,
118
POHTO.
«EPOSITOS
FILIAES:
R.
das
Flores,
298
PORTO.
Rua
Áurea,
208
LISBOA.
Premiados eom medalha
de fi.
aclesse na Exposição Internacional
Portuense
de 18SS,
e na Philadelphia de
1870.
Tendo
os
proprietários
d
’
esta
fabrica
sido
victimas
das
mais
cruéis
e
vis
fal
sificações.
fazem
saber
aos snrs.
consumidores
de
seus
produclos.
que
leem
altera
do
a
inscripção
e
desenho
dos
invólucros
ou
cintas
que cingem
os
seus
bem
con
ceituados
e
conhecidos=Ci«arros
espeeiaes
havanos=>,
ein
massinhos
de
8
cigaros;
e
por
isso
chamam
a
attenção
dos
mesmos
snrs.
consumidores,
para
que
jaão
sejam
illudidos
na
sua boa
fé.
scientiíicando-os
de
que
os
rotulos,
além
d’
um
leão
(dislinclivo
e
marca d
’
esla
fabrica)
em maiores
proporções,
legenda
da
firma
dos
proprietários
—
Miguel
lugustn,
Eonoeea
Cardoso-,
levam
ao
lado,
escriplo
em
caracteres
bem
legíveis
e
em
sentido
transversal
MAKCA
EEÃflj
e
pe
dindo
lhes
para
que se dignem
bem
altentar
na
inscripção
e
marca
que
acima re
produzem,
evitando
assim
o
serem
ludibriados.
Não
encarecem
os
proprietários
a
excellencia
da
qualidade
d
’
estes
cigarros
e
mais
productos
sahidos
da
sua
fabrica, porque
os
snrs.
consumidores
os
conhecem
de
sobejo
para
os
poderem avaliar;
e
ao
que
visam,
lendo
feito
a
alteração
na
tn-
.scripíão
e
servindo-se
da publicidade,
é
evitar
o
descrédito da
sua
fabrica
em
de
trimento
seu
e
dos snrs.
consumidores
que
os
obsequeiam
com
a
sua preferencia,
a
qual
diligenciarão
fazer
sempre
por
merecer,
primando
cada
vez
mais
em
aper
feiçoar
os
seus
produclos.
(694)
Miguel
Augusto,
Fonseca
&
Cardoso.
17
- RUA
DE
8.
VICENTE
- 17
3Ê3»
3E&
dSr
jRàiu
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
MMMl
HM
SIAtiH!
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com casas
estabelecidas
em
Portugal
para fornecer
directamenfe
ao
publico
e
as
qtiaes
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de Philadelphia
MALA
REAL INGLBVZ
(INCORPORADA
POR
CARTA
REAL)
LINHA QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
GRASBE
HEUIJCÇÃO
|>E CRI ÇOI V A 3,a Cl, <gSE.
Para S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
3
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS, PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA.
RIO
GRANDE DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S. PAULO,
CANPOS,
VTCTORÍA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul de
Pernambuco
PELO MESHO PKEÇ®
VAKA
Hlt»
|»E JANEIRO
PAQUKTLS
A
SAIK
DE LISBOA
NEVA
..........................
13 de
Janeiro
I ELBE
.....................
13
de
Fevereiro
MONDEGO.
.
.
38
de
Janeiro |
MINHO
....
1
de
Março
PREÇOS COMMODOS
Cada paquete d’esta eoiupanbin
leva
a
bordo
criados e eosinheiros
portuyuezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
a» elassea.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a conducção
para
Lisboa é
por
conta
da
C
mpnnhia.
Os
passageiros
com trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento e
hospedaria gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo
os
passageiros
teem grátis cama, roupa de eama, co
mida
feita por cosinheiros portuguezes, vinho duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPER1ENCIA
dê
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com que os paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e pelos
melhoramentos mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem de
passageiros
e
pelos innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em varias agencias.
SÀO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez para a
conducção
das
suas
ma'as
do
correio,
e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Mageslades
o
Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes, 23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias nas
agencias
e correspondências estabelecidas
em
todas
as
principaès
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva Guimarães,
rua do
Souto.
I I GRANDES
FACILIDADES
DE
PAGAMENTOS
!
!
EM
P»ESTAÇ'»ES »E
40»
RS S EM W
4 ES
UM
ANNO
DE
PB&Z3
Sem augnirnto algum noa preços, ou dez por eento de KbaUiuento
por
promplo pagamento
EiVSIVO
GKS.TIS EM CAS
i »«J COMPIKAH4Í8S
Dão-se
catalogos
illuslrados,
com
listas de
preços,
e
as
condições
de
vendas
a
prasos
na
Sub-succursal da Companhia,
rua de
S.
Vicente,
17,
Braga,
ou
na
sua
Succtidjeal,
rua
Formosa,
357,
Porto.
(586)
(««)
CDTfAE
HH£'J
AATISMO
Licor
e pílulas do dr. Laville
Esta medicina anti-gotlosa
e
anti-rheumatiça
é
de
justo
titulo o
reputada
infalli-
vel
desde
30
annos.
coutra
os
ataques,
e
as recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
on
ires
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E
’
a
única
scienlifica
e
officialmente
reconhecida
e
que
elferece
todas as garantias.
Veja-se
o
livrinlio,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias. Preço
2$000
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação, deve-se
exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em
Paris
:
pharmacia
central
ile França,
7.
Rua
de
Jouy.
CliqiKKlio IIE3ÍT1MT*
DA
Escola
Americana
Consullono
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua do Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(687)
ÁIIWII
llli
VIMillS
l
DO
ALTO
Douao
1>A
CASA
BE
VILLA P«l'CA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
•N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
is
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
MESSAGLlBO
Almanak
para
1878
Por
José
d
’Oliveira
Cardoso.
A
’
venda nas
principaès
livrarias
e em
casa
de
João
Ignacio
Bernardino,
em
Fol-
gosa
do
Douro.
Preç.o
50
rs.
e
a 40
rs.
de
10
exem
plares para
cima.
(674)
FILIAL
Da O
ECWtmiCA FEAHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
juartilho
tinto,
e
branco
120.
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
5
D
>
19o
»
Lagrima
....................................
200
9
Branco
de
meza
........................
210
»
tinto
de
meza
fino.
270
»
de
prova
secca.........................
300
«
Malvasia
de
2/
.........................
360
s
9
velho.
....
400
»
Malvasia,
Bastardo e
Moscatel
a
50<'
»
Roucão.............................
.
700
s
Alvaralhão....................................
560
v Velho de
1854
....
600
s
a
retalho
parti
meza
50
e
80
> o
OLEO
co
HOGG
I armaoia de HOGG, 2, rue de Castiglione, Paris
(Unico
proprietário}.
........
DR
HIGADOS
FRESCOS
Dl
BAGALAO
de
Prescripto
por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
: as enfermidades do
peito, aíTeicôes
escrofu
losas, tosses chronleas,
rheumatismos,
magreza
crianças,
das Impigemes, Jpjí
fluxos
brancos,
debilidade geral, cie.,etc. 3 IiOCTCT
Agradavel
e
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
3
&
Exigir-se-ha
a
marca
da Fabrica juntó que encobro
VÉ
a
capsulo de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e
Cia,
que
devera achar-se sobre o rotulo.
Depositos
nas principaès Pharmacias e em I.ishoa, nas casas de B
arreto
,
rua
do I.oreto,
«8 e 30. A
zevedo
e
Filhos, B
arral
e I
rmão
; em
Porto,
nas*casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra, Salvador F
erraz
.
Capital................
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.° 9
(Também
com entrada
pela rua do Campo
BllAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis
de credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferrament-s,
e
solve
io6<>
e
qual
quer
objecto do
valor
não
inferior
a
iO(>
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a
pra-
so ou
á ordem
abonando
juros
conven
cionáveis.
A caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos dias santificados
estará aberta
só
até
ao
meio
dia.
0 gerente—
A.
G.
Ferreirin i i.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa qualidade de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(
t
?4
!)
DINHEIRO dá
-se
sobre
qualquer
obje-
clo
dt:
valor.
Rua
das
Palhotas
n.
“
83.
68
1
)
Solicitodor
—\.
Lopes
da
Gani;-
E^ersptos
Í4»
—
Tayp»«i
u.°
ã — ê’ortvs
__ ___ __
(613)
PADRE
SENNA FREITAS
lyALilí lua
Fs-4ȍt>
....
reis
A
’ venda
na Livraria
Catholica
Portuen
se, praça de D.
Pedro,
131.
Parte de Comércio do Minho (O)
