comerciominho_11071878_809.xml
- conteúdo
-
FOI
IIA
COMMBRCIA^ HjEIilOlOSA K
WOTMCMOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA COSTA,
RUA
NOVA
N.
3
E.
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes................. 1&600
»
6
SoO
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha.
,
.
.
.
20
RepetÇão
.......................
10
PUBLIC4-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.
.
.
.
.
2&000
»
6
......
U050
»
sendo
duas assignaturas
3&600
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
.
...........................
10
N.
#
809
BRAGA
—
QIT«KT<-FEIKA
1»
»F
JULHO
BK
iSl»
Mais
perto de
minha casa
passei
por
um
joven
sacerdorle, que
pausadamente
voltava
a
seu
aposento,
depois
de
dizer
missa,
sem
duvida, ás
Religiosas
da
Ado
ração
Perpetua
do
Santíssimo
Sacramen
to,
aqui
a
cinco minutos
de
caminho
distante
de
minha
casa—
onde
S.
Exc.
a
Revd.nia
o
Snr.
Bi-po
do
Pará,
foi
dizer
missa
e
dar
a
Communhão
a todas
as
Religiosas,
quando
por
aqni
passou
vindo
do
Concilio
Ecuménico.
Noto
porem
este
encontro
do
Sacer
dote,
para
referir
a
circumstancia
(que
não
é
singular,
pois
outros
padres
a
pra
ticam aqui),
de
irem
assim,
ao
voltarem
a
casa
depois
de
celebrarem
o
Santo
Sa
crifício,
marchando
devagar
e
tendo,
sem
dar
atlenção
a
mais
nada
—
isto,
já
se
entende,
de manhã,
e
emquanto
ha,
com-
parativamente,
menos
trafico
e baralho
nas
ruas.
Convém
todavia
notar
estes
particulares,
para
que
se
veja,
lá
em
nos
sas
terras,
que
se
têm
por
Cathoii.cas,
como,
geralinente,
aqui
se
toma
uo)
*Ga-_
tholicismo
e a
Religião
bastantettihaié^ao
sério,
do
que
modernamente
em
nossos
regenerados
—
ou
melhor
degenerados
—
pai-
zes.
A.
R.
SARAIVA.
herencia,
finalmente,
da
coriducta
com
as
profissões.
Imilam-sç
porem
ridiculamente
corridas
de
cavallos
e
‘de
bufrós;
adóptam-fee
no
mes
estrangeiros, sobre
tudo
Francezes,
e
estilos
caricatos;
chrisma desprezível
de
ruas,
com
o
nome
de
qualquer
João
Fer
nandos.
de quem
a
historia
nada
hade
querer
saber,
d
’aqui a
meia
duzia
de
an
nos.
E
toda
a
papalvaria,
muito inchada,
chama
a isso
«progresso»!!
Supponho
que
a
dita
familia
dos
pa
palvos
concede
á
Inglaterra,
neste
mo
mento mesmo,
a
honra
e
opinião,
de que
ella vai na
verdade
em
«progresso»
;E
que
vemos,
todavia,
associado
com
esse
progresso
verdadeiro?
Vemos o
mesmo
que
viamos,
ou
vimos que
Portugal
(de
quem
o
Brazil também
era
então
parle
integrante),
que os
nossos
Porluguezes
fa
ziam
e
fizéram.
Edificar
igrejas
e
conventos;
espalhar
missões
e
missionários
por
tres
Parles
do
velho e
novo
Mundo;
descobrir
uma
Quinta
Parte
ao
mesmo,
e levar
com
a
Fé
a
ci
vilização
a
regiões
immensas
e
longínquas
do
Globo.
jE que
observamos
aclualmente
na
Gram-Bretanha
?
A
mesma
cousa
que
Por
tugal
(e
depois
a
Hispanha também)
fez
então,
mutatis
mulandis,
no
que
a
civi-
lisação
progressiva
e
natural
dos
séculos
e
das
sciencias (physicas
e
experimentaes)
devia
necessariamente
ministrar.
Vemos
navegação
a
vapor
desinvolvida
mais
e
mais;
ferrovias
multiplicadas;
lele-
graphos
e
outras
maravilhas
Isto
porem
não
é
mais
que
o
fruclo
da
sementeira
feita
por
gerações
precedentes;
e que,
sem o
trabalho,
meditações
e
invenções
delles,
não se
conheciam
ainda
hoje.
Vemos,
por
outro
lado, a
Liberangada
fazer guerra de
morte
entre
nós
ás insti
tuições
religiosas;
tratando-as como obra
de
fanatismo
e
quasi
barbaridade;
destruin
do-lhes
os
vestígios
e
monumentos, pros
crevendo-os
como frutos
de
ignorância,
de
superstição,
de
impostura.
Se
tolices
semelhantes
deixassem
de
o
ser,
seguir-se-lna, que
a
Gram-Bretanha
estava
perdida;
pois
tem
neste
meio sé
culo,
desde
que
eu
proprio
estou
neste
paiz,
terrivelmente
retrogradado
á
barba
ridade,
á
superstição
e
ao
fanatismo.
Creando,
e
deixando
crear,
esses asylos
da
ociosidade
e
da
preguiça,
chamados
mosteiros
e
conventos;
que
nos
últimos
cincoenta
annos,
aqui
se
têm
multiplicado
com
rapidez
maior
do
que jámais
nasceram
e
cresceram
em
paiz
algum!
E
se
olhamos
á
França,
com
todas
as
suas loucuras
(que
também por
lá não
tèm
faltado),
vemos
igualmente
reviver^ e
multiplicarem-se de
novo
as instituições
religiosas
e
conventuaes;
sem
que
por
isso
ninguém
a
accuse
de marchar
á
ignorân
cia^
á
barbaridade: pelo
contrario,
sendo
sempre
olhada
pelos
mui ridículos
Libe-
rangas
Portuguezes
(e
Brazileiros)
como
o
verdadeiro
centro
das
luzes
e
da
scien-
cia
!
_
.
Suggeriu-me
todas
estas
reflexões
a
cir-
cumstancia
de
ler
encontrado,
esta
ma
nhã.
ao
voltar
da
missa,
poucos
minutos
antes
das
nove
como
disse,
primeiro
umas
poucas
de
meninas,
de
idades,
na appa-
rencia,
de
quinze
a
vinte
annos
indo
so-
sinhas.
em
muito
socego
e
recolhimento,
cada
uma
com
seu
livro
d’
igreja,
dirigin
do-se
para
a
igreja Catholica,
para
ouvir
a
missa
d
’aquella
hora.
Depois
encontrei
logo
outra comitiva,
que ia
na
mesma
dibgencia,
e
com
o
mesmo
comedimento,
na
companhia
de
uma
das
Freiras
do
Convento,
que,
com
seu
habito conven
tual,
as
presidia
e
guiava,
indo
também
assistir
ao
serviço
divino.
A
»
Redaefffo
do
«Commereio
do
Minhoto.
Londres,
28
de
Junho,
1818.
SUMMAR1O.
(Continuação)
HL
—
Varias
circutnslancias
tocantes
ao
culto
e
progresso
Catholico na
Ingla
terra.
IV.
—
Decrepitude
allegada
do
Velho
Ca-
tholicismo
(que
nasceu
homem).
V.
—
Algo a
respeito
do
Congresso,
de
quem
por
ora
se
não deve
saber
nada.
VI.
—
0
Governo
da
Bélgica
finalmente
nas
mãos
da
Pedreirada
anti
Chrislã.
—
Domingo,
23 de
Junho).—
Chego
da
missa
das
8 horas,
a
primeira
na Ca-
pella
Franceza,
Legilimista,
que
até foi
de
admissão
gratuita
até
1830,
antes
da
Revolução
de
Julho; porque
os
LegiUmos
Bourbons,
que
sabiam
representar
a
Fran
ça.
e
lazer
as
cousas
nobremente,
enten
diam
que
a
Nação
Christianisma
era bas
tante
rica
para
oflerecer
gratuitamente
a
casa
de
oração
ás
muitas
dezenas
de
mi
lhares de
Francezes
que permanente
ou
temporariamente
se
acham
sempre
em Lon
dres.
Desde a
«gloriosa»
revolução
mencio
nada,
aquelle
pobrezinho
de
Luiz
Filippe
não
pôde
dispensar
uma
ou duas
dezenas
de
mil
francos
que
o
Santuario
Franco
podia
custar
ao
Thesouro
Francez;
e
desde
então
houve
que
pagar,
nos
dias
de
obri
gação de missa,
meio xelim
por
logar,
para assistir
aos
oílicios Divinos;
afim de
poder
manter-se a
igreja
e
os
Sacerdotes.
Havendo ali,
todos
os
dias
de
semana,
tres
missas—
ás 8.
ás
9, e
ás 11
da manhã;
e
nos
Domingos
e
Dias
santos
ás
10
lam
bem.
No
fim
da
missa
que
ouvi,
commun-
gáram
25
pessôas
—
e
sem
duvida
ás
de
nove
e
dez horas
comrriungarám ainda
muitas
outras,
como
de
costume.
Quizera
que
os
B<azileiros
—
e
não
menos
os
Por-
tuguezes
—
podessem
todos
ver
o decoro,
o
silencio,
a devoção,
o
respeito
com
que
aqui
se
entra,
se está,
se
assiste aos
oílicios
divinos
nas
igrejas.
Não
se
olha
á
direita
ou
á
esquerda,
e
muito
menos
para
traz,
não
se
diz,
mesmo
a
outra
pessôa
ou
companheiro,
«ma
palavra,
senão
por
necessidade,
e
então
só
o necessário,
em
voz
a
mais
Baixa com
inteiro recato
e modéstia.
i
Será no
Brazil
assim?....
Em
Por
tugal
sei
que
não
é;
e
já
não
era
ha
50
annos;
que
fará hoje! De
exemplos que
for
cá
temos
observado,
forçoso
é
dedu
zirmos
consequências
mui
tristes,
sobre
a
differença
do
porte
religioso
da
gente
a
qui,
ou
no
Brazil—
e
em Portugal. Até
das
Auctoridades
e
Empregados,
parece
que
o
exemplo
não
é
demasiado
ediíican-
te,
segundo
oiço.
E
a
julgar
por
cousas
que
leio
no Apostolo,
parece-me
que
lá
«o
Brazil,
mesmo
muitos
dos
que
deviam
servir
de
baliza
ao
publico
em
geral,
que
re
gem,
tratam
isto
de
religião
e
deveres
delia
como
cousa
assáz indifferente!
Por
outra
parte
vejo
—
e
isto
creio
que
toais
ainda
em
Portugal
que
no
Brazil
—
«ma
ambição, tão ardente
quanto ridicula,
de
macaquear
tudo
o
qne
é estrangeiro
—
tudo
não,
pois
não
se
imita,
por exem
plo,
o
respeito ás cousas
sagradas,
a
de
voção
e
decoro
na
Casa
de Deos,
a
ob
servância
dos preceitos
da
Igreja,—
a
co-
Arl.
67.
Quando
a
junta
geral
deixe
de
votar
os
orçamentos
necessariosfao
re
gímen
do
districto,
ou
quando
n
elle
dei
xe
de incluir
despezas obrigatórias,
ou
quando
a
receita,
devidamente
calculada,
não
fôr
bastante para
occorrer ás
refe
ridas
despezas,
o
governador
civil,
em
conselho
de
districto,
supprirá
a
falta ha
vida.
Esta
resolução
só
póde
ter
effeito
de
pois
de
approvada
pelo governo.
Art. 68.
Quando por
qualquer
motivo
o
orçamento
não
se
achar
votado
antes
do
começo
do
anno para
que
tem
de
reger,
continuará
em
vigor
o
anterior
or
çamento,
mas sómente
quanto
á
receita
e quanto
ás
despezas
obrigatórias
de
exe
cução annual
e
permanente.
SECÇÃO
III
Da
contabilidade
da
administração
districtal
Art.
69.
Nenhuma
despeza poderá
ser
ordenada
sem que
esteja
votada
em
orça
mento
regularmente
organisado
nos ter
mos
d’
este
codigo.
Arl. 70.
O
serviço financeiro
dos
di-
strictos
executa-se
em
períodos
de
gerên
cia
e
de
exercício.
§
I.®
A
gerencia
abrange os
actos
fi
nanceiros
realisados
durante
um
anno
ci
vil.
■
§ 2.®
O
exercício
abrange
o
periodo de
mais
ties
mezes
além
do anno
de
geren
cia.
§
3.°
Findo
o
exercício
caducam as
auctorisações
do
orçamento,
e
ficam
sem
vigor as
ordens
de
pagamento
passadas
e
não
pagas.
Art.
71.
Dentro
do
praso
de
sessen
ta
dias,
depois’
de findo o
periodo do
exercício,
será
organisada
e
enviada
ao
tribunal
de contas a
conta
do
mesmo
exer
cício, na
qual
se
descreva
em
columnas
separadas
a receita cobrada
e
a
despeza
effecluada, pela
mesma
ordem
e
pelos
me
smos
dizeres
com que
as
respectivas
ver
bas
estiverem
descriptas
nos
orçamentos.
§
Unico.
Em
tudo
mais
que
fôr
rela
tivo
ao
processo a
seguir
na apresentação
das
contas
e
documentos,
com
que
estas
devem
ser
instruídas,
se
observará o
que
fôr
determinado nos
regulamentos
geraes
de contabilidade
publica
e
regimento
do
tribunal
de
contas.
Art.
72.
As
contas
do
districto,
an
tes
de
serem
enviadas
ao
tribunal
de
contas,
estarão
patentes
ao
publico
duran
te
oito
dias
uteis,
o
que
se
fará
constar
por
edilaes
e
annuncios
nos
jornaes da
séde
do
districto,
com
a
antecipação,
pe
lo
menos,
de
tres
dias.
§
unico. Todos
os
cidadãos
do
districto
teem
direito
de
apresentar
reclamações
e
observações
por
escripto
ácerca
das
con
tas,
afim
de
serem
presentes
com
o
rè-
speclivo
processo
ao
tribunal
do
julga
mento.
Art. 73.
O
ministério
publico
junto
dos
tribunaes
de
justiça
é competente
para,
como
parle
principal,
intentar
as
acções
necessárias,
afim
de
fazer
entrar
no
co-
Ire
do
districto
as
quantias
em
que
os
gerentes
forem
condemnados,
ou
por
que,
de
qualquer
fórma, sejam
responsáveis
pa
ra
com
a
fazenda
do
districto.
CAPITULO IV
Do
lhesoureiro
do
districto
Art.
74.
O
lhesoureiro do
districto
é
o
encarregado
de
receber
e
arrecadar
todos
os
rendimentos
districtaes,
e
de
p<gar to
das
as
despezas devidamenle
ordenadas.
Art.
75. 0
lhesoureiro
do
districto é
de livre
nomeação
da
junta
geral,
e
ven-
GODIGO
ADMINISTRATIVO
TITULO
IV
Das
juntas
geraes
«le
districto
CAPITULO
III
Da
/azenda
do
districto.
e
contabilidade
da
administração
districtal
[Continuação]
SECÇÃO
II
Do
orçamento
districtal
Arl.
62. O
orçamento
do
districto
com
prehende
o
calculo
da
receita
que
se
espera
arrecadar,
e
a
descripção
das
de-
spezas,
que
deverão
fazer-se,
para occor
rer
ás
necessidades da
administração
di
strictal.
Art.
63.
O
orçamento
districtal
é
or
dinário
ou
supplemenlar.
§ l.°
O
orçamento
ordinário é desti
nado
a
auctorisar
a
cobrança
e a
appli
cação,
durante
um
anno civil,
de todos
os
rendimentos
districtaes.
§
2.
’
O
orçamento
sopplementar
é
de
stinado:
l.o
A
crear
receita
quando
a
votada
no
orçamento
ordinário
lôr
insufliciente
para
occorrer
ás
despezas
auctorisadas;
2.
"
A
occorrer
a
despezas
urgentes,
que
não tenham
sido
contempladas
no
orçamento
ordinário;
3.
°
A
dar
applicação
aos saldos
de
contas
ou
á
receita
excedente
á
calculada
no
orçamento ordinário;
4.
°
A
alterar
a
applicação
da
receita
votada
no
orçamento
ordinário.
Art.
61.
Os
orçamentos
districtaes,
quer
ordinários
quer
supplemenlares,
não
pó-
dem
ser
organisados
de fórma que a
de
speza
seja
excedente
á
receita.
Art. 65. O orçamento
ordinário
do
di-
striclo
será
discutido
e
approvado
pela
junta
geral
na
sua
sessão
ordinaria
do
mez
de
maio;
os orçamentos
supplemen
lares
serão
votados
todas
as
vezes
que
a
urgência
das
circumstancias
o
reclamar.
°Arl.
66.
Os
orçamentos
districtaes, tan
to
ordinários
como
supplemenlares,
se
rão
lemetlidas
por copia
do governo,
que
(os
mandará publicar
na
folha
oflicial.
marcial,
que
nos
acompanha
i cova,
o
què também não
tínhamos:
já
traclam as
nossas
mulheres
e
fiifios
com
o
seu
dom
atriz,
e
se
os deputados,
e
os
vereado-
£
querem
ser
o
que
são,
depende
isso
grande
parte
dós
<ípate1r»S^
pedrei
ros,
e
carpinteiros,
e
albardeiros,
e
fer-
cé a
percentagem
que
lhe
fôr
arbitrada
nos
orçamentos districtaes.
*
Art. 76.
0 lhesoureiro do distíricto
prestará
fiança idónea
na importância
que
fôr
fixada
pela
junta
gtfaE,
g
unico. Os
procurafTorcS
a
junta gciuir
são
solidariamente
responsáveis
pela
falta
ou
insuíliciencia
da
fiança.
:
ferradores
e
«wlíireiutramei;
Art.
77.
0 lhesoureiro
pagador
do
districto
póde
ser
nomeado
thesoureiro
dos
rendimentos
districtaes,
e
n
’este
caso
vetf
*
cerá
a
gratificação
que a junta geral
lhe
arbitrar.
------
-----
e
sapatos;
ttas
horas
vagas
vae a
gente
patuscar:
o
snr.
dr.
que
.sabe
aprendeu,
tem
obrigaçlo
de recer
Ari;
78. A
caução
prestada
pelo
the-
soureiro
pagadoij
será
projWreíonkídfr
aó
acréscimo
de
responsabilidade
resultante
da
arrecadação
dos
dinheiros
districtaes.
Arí.
79
O
lhesoureiro
é
obrigado
a
remelter
á
commissão districtal.
no
prin
cipio
de
todas
as semanas,
e
extraordi
nariamente
quando
ella
ih
’
o pedir,
um
ba
lanço
do
respectivo
cofre,
referido
ao
ul
timo
dia
da
semana
linda.
VARIEDADES
O
letrado
e
•
sapateiro.
j i; íiiHqqiP
.(.itoiiPd» ob
odl
(
dialogo
)
Letrado.
Você,
mestre,
fez-me »s
bo
tas
muito
apertadas:
(1leve-as, e
meta-as
nas
encospias;
ou então
faça
outras, por
que
estas
não
me
servem.
Sapateiro.
0
calçado
quer-se
justinho
para
que
os
pés mostrem
graça
a
quem
os
vè, e
nos
não
chamem
pés
de
boi:
é
a
moda.
,
,<j
,
i,.,.-cu
.
Letrado. Eu
já
não
sou de
modas,
e
tenho
callos;
guarde
a
receita para
os
janotas.
Tenho
oito:
leve
as
botas.
Sapateiro.
Em
o
snr.
as calçando
meia
duzia
de
vezes logo alargam.
Veja
.. o
coiro
é
muito
macio...
Letrado
Guarde
a sua
rhelorica
para
as
eleições,
e
aprenda
a
tomar
melhor
a
medida
dos
pés
dos
freguezes.
Sapateiro.
Agora
porisso..-.
0
snr.
não
quer
ser
deputado?! 0
snr.
devia
propor-
se
por
este circulo:
conseguiria
a
maioria
dos
votos,
porque
todos
os
meus
fregue?
zes
faliam
no
seu
nome,
e
tem
pena
de
que o snr.
se
não
proponha.
Letrado.
Eu?! Para
que?! Não sou
clubista
nem
pertenço a
nenhuma
synago-
ga:
sou
portuguez
velho;
não
conheço
progressistas,
nem conservadores, nem
andarilhos;
e
só
conheço
portuguezes,
e
irmãos;
e
nunca
gostei
de
jogar
o
entrudo.
Sapateiro.
Jogar
o
entrudo
?!
Então
os
deputados
vao
jogar
o,entrudo?!
Letrado.
Pois
que
outra
coisa
é
isso
que
aln
está,
e
tem
estado,
senão
pulhas
de
entrudo?
!
Olhe,
mestre,
a Gana
foi
uma
pulha:
as
cortes
são outra:
as
elei
ções
são
a
pulha
das
pulhas ! 0
povo
não
pesca
nada
d
’
isto;
ouve
o
estalar dos
fo
guetes,
e
rapazes;
e
nhar
os
canudos
para
Não
percebe?!
Sapateiro.
V.
s.
a
é
letrado,
e
lá
sabe
o
que
isso
é:
entretanto
o
que
eu sei
dizer-lhe
é
que
nós
os
sapateiros
já
so
mos
cidadãos,
o
que
dantes não
éramos:
já
temos
o
nosso
theatro,
o
que
dantes
não
tínhamos: já
temos a
nossa
banda
d
’
islo;
ouve
o
estalar
dos
fo-
corre
a elles,
como
fazem
os
por
tim
contenta-se
com
apa-
íazer
esguichos
!
ros,
e
até
d
’aquelles,
a
que
chamam borra-
bolas.
Aqui
está
o
que
eu
sei.
u
Létrafltf.O® Jie^àist
•
dfistó;
Alio
sfetíSu
mais
nada?!
E
quanto
pagavam
vocês
de
decima aujeriormenle?
1
E
quanto
pa
gam
hoje?!
E
por
que
preço
compravam
o
necessário
para
viverem?
E
por
que
preço
o
comeram
hoje
?!
E
a
rçwUO?
mandões
obedeciam
dantes, e a
quantos
mais
conchas
da
balança
o pãO
de
na
outra
os
teinpéros
d
’hoje, e
vejam qual
pésa
mais! Miseráveis
cegos,
e
illudidos!
Sapateiro.
Nós
cá
os
artistas
náò
que
remos
saber
itie
desgraças.
tO
jconde
da
Taipa,
que
■
<ra
t»m
‘
Cartista
aios
qiiat.ro
costados,
disse:
que
tudo
isto
era
uma/
patuscada,
e
é assim
qqe nós entendemos
a,
coisa;
e
viver
ai
vida de
patusebs
é
fr
que melhor se dá
corn
a
natureza dos
sapateiros:
portanto
haja
patuscada,
e
pa
tuscos
in
Mernuin.
E
’
o
que
dizem
os
mestre-escolas.
Letrado.
Bravo, mestre
!
E
se
Deus,
ou
o
diabo
se
lembrar
um
dia
de bater
com
esta caranguejola
de pernas ao
ar,
e
os
patuscos
derem comsigo
na
lama,
que
dirá,
e que
fará
você,
e
os
seus
col-
legas?!
Sapateiro.
Melhor
o
hade
fazer
Deus.
.
mas, ou
sim,
ou
não,
nós
vamos
apro
veitando
as
hóstias
emquanlo
o
nosso
compadre
fôr
lhesoureiro;
e
depois
quem
vier
atraz
que
feche
a
porta:
por
em
quanlo
viva
a
patuscada
!!
Letrado.
Você
está
perdido!
Você igno
ra
que
nada
ha
eterno
no
mundo!
Você
não-tem.amor
ás
costellas,
nem
á
familia
!
Você
não
olha
para
o
dia
d
’
ámanhã!
Você
está
abandonado
da
Providencia
di
vina
!
Você não
se
lembra
de
que
póde
esticar
a
canella
de
uma
hora
para
a
outra
e...
Sapateiro.
Oh
snr. doutor
!
Então que
quer
que
eu
pense,
e
que
faça,
se
todos
assim
fazem,
e
pçnsam?
Ppis o snr.
não
tem
lldó
o
que
os
periódicos
dizem
da
vida
do
rei,
das
patuscadas
dos
ministros,
da
conducta
dos
deputados,
e
do
que
se
diz
de
fr.
Thomaz, que
diz
o
contrario
do
que
faz?!
Bem
vê
que
o
exemplo
vem
lá
de
cima,
e
que
assim
como fam,
fam,
segundo
cá
se
diz.
Letrado.
Tem
razão,
mestre.
.
nisto
tem
razão
J
Essa
é
a
nossa grande
des
graça.
Bem
se
vê
que
a
tal
Carta
foi
uma
pulha, e
que
os
patuscos
se
servem
d
’
ella,
como
de
môlho
de
pasteleiro
para
temperar
a
comida
das patuscadas
!
E
que
môlho!
E
que
caldaça
dissolvente!
E
que
estomagos!
Não
é
nada; tem
comido
em
quarenta
annos
mais.
do
que se
cometi
em quatro
séculos
!
Infantado,
património
regio,
comrnendas,
capellas
vagas,
heran
ças
jacentes,
os
conventos
de
frades,
as
freiras,
as
egrejas,
as
irmandades,
os
hospilaes,
as
misericórdias,
as
albergarias,
e
por
tim
vão-nos
comendo
a
nós;
e
nós
vamos;
deixando-nos!!
Você,
mestre,
não
pesca
d
’isto
nada.
Sapateiro.
0
meu
olficio
é
fazer
botas
be
porque
icekar
W#
esses
males
de
que
fall>,
e
par»
«sto
deve
pr.po.-se
a Jepeu
lo
porque
. .
não
pócte
ser
melhor.
não ha
cão,
nem
galo,
que
não
queira
ser
c;
snr.
tanta
gente,
deve
propor-se.
HHABrdtoÒl
AO]taiT:JjflNOh
‘
í)epoÍRc4®l
asno
morto
deitam-lhe
cevada
ao
rabo
!
!
A
boas
horas!!
Isto,
mestre, está
tudo
podre
!
Não
ha
côrtes,
nem
deputados
possíveis,
que
lhe dêem
remedio
*
Ofwmco
qup
:ôu
conheço
é
botar
abaixo tudo,
e
reconstruir
sobre
as
bas^s
a‘
ntigas'
um
novo
edifício
adaptado ás
necessidades
reaes
sem
Road
iréeeberam
no seio
da verdadeira
religião
o
snr.
Bennet,
filho
de
Lord
Tau-
kérvillo.
A
historia
da
sua
conversão
é
bella
e
cpwlaovente.
0 snr.
Bennet
estava
por
acaso
em
Rorna
quando
succedeu
a
i
M
om
I
«MSáÉto^Pontrfk»'Pio-
IX,
e
como
*1
Cl
.
doutor
que ensina
tanta
coisa,
e
a
raure
exposto
is
obedeeem hoje?
Popham.ftip
uma
das
novo
edifício
adaptado ás
necessidades
rea
ichas
da
balança
o
pão
de
'Ifonteime
de
paiz,
e 4e oonstrucção
simples,
se
labyrintos,
mas
solida.
Ot
Dêem
me
os
quarenta
homens
de
1610,
que
eu
lhes
farei
tudo.
Sapateiro. Como ?
Pois
ftãftiSão
muitos
Imais
os
pares,
e os deputados, que
no
seu
dizer
nada
leem feito?!
,.
!
I
,
p
Letratlo.
Como?
Comendo! Esse
é
o
imeu
segredo
!
, Quem
quizer
sabei
o,
adi
vinhe.
'
i
J
soliJM
•
Dr.
Barrpte,
Ub
s. tim t: :iit b ,10
GiZfiTIiifll
-£q
eoD
cdiriiíj
cJit»
£
&Op
OtinoqflUG
FeMtividade
do
SS.,
em
S.
Joáo
do
Souto.
—
Tem logar
no
domingo
a
pomposa
festividade
do
SS.,
na egreja parp-
chial
de
S.
João do
Souto.
No
domingo
ha de manhã massa
solemne
a
grande
instrumental
e
sermão,
e
de
tarde
pro
cissão que
percorrerá
o
giro
dos
annos
anteriores.
No sabbado
tem
de
tarde
vesperas
solemnes
a
instrumental,
e
á
noite
arraial
com
musica
e
illuminação.
Hospede.—
Tem
estado,
nesta
cidade
o
snr.
dr.
Anlonio
Alberto
da
Rocha
Páris,
distinclo
cavalheiro
de
Vianna
do
Castello.
,i
•
FxpoiiiçAo
zoologica.
—
Teem
sido
sempre
muito concorridas
as
funcções
da
curiosa
família
quadrumana,
no
barracão
da exposição
de feias,
á entrada da
rua
d
’Andrade
Corvo.
Realmente
passam-se
alli
algumas
ho
ras
bem agradaveis.
Como estes
bonitos
espectaculos
estão
em
vesperas
de
acabar,
recommendamos
aos
bracarenses,
que ainda
lá
não
foram,
que
não
deixem
esc.apar-se
o
ensejo
de
gosarem
d’
uma
diversão
inteiramenle
nova
para
esta
cidade.
Hoje
ha
alli
espectaculo,
que
princi
piará
ás
8
e
meia
da
noite.
Frineipio
d iiieeinlio.
—
Na segun
da
feira,
depois
das
trindades,
deram
as
torres
signal
d
’
incendio
na
circumscripção
de
S.
Victor,
onde se
d’
um
logista.
Foi
promptamente
Triuiiiphon
do
Durante
estes
últimos
mero
extraordinário
de
protestantes
tem
em Inglaterra entrado
no
grémio da
Egreja
Catholica.
Só
em
Brigliton
converleram-se mais
de
quarenta.
Na
semana
passada
os
padres
do
Ora
tório
de S.
Philippe
Neri
de
Brompton
manifestara
na
casa
extinclo.
Cathoticiamo.—
dois
inezes
um
nu-
muitos
outros
estrangeiros,
foi
lambem
a
■a
ver
o corpo do
Santo
(o
na
capella do
SS.
Sacra
mento.
O
viajante
inglez
não
linha
algum
pensamento
religioso
quando
atravessou
aquella
immensa
multidão
de
povo
que
invadia
a
Basílica,
e muito
menos
pensava
em
converter-se.
A
simples
curiosidade
e
nada
mais
o
conduziu
a
S.
Pedro.
Quan
do
porém
se
achou diante
dos
restos
ve
nerandos
dp
angélico
Papa,.
um
ineffavel
e
irresistível
impulso
o
obrigou
a
ajoelhar,
sé
e
a
beijar-lhe
q
pé.
Desde aquelle
momento
a
sua
mente
não
deixou nunca
dé
ser
agitada
por
esta
pergunta:
«E
’
a
Egreja
Catholica
a
verdadeira»?
Leu,
estu
cou
e
m-ou,
.
na
semana
passada
leve
a
felicidade
Be,/ptràc
no
vejd&deiro
ovil.
—
[
C.
de
Boina
j.
—
Eói sepultado
na
se
gunda-feira
um
iilhmho
dosnr
F.
J.
Vieira,
ourives,
que
ha
dias
ficou
muito
coniuso
ha occasião
em.
que.
como
noticiámos,
se
escangainod
junto
do
poriico
do
Bom
Jesus
do Monte
o
carro
que
cóndusia
a
familia
d
’
aquelle
snr.
Deaeaminh»;
—
Na
occasião
do
de-
«aslre que
no
dia
28
succedeu
ao
snr.
Francisco
José
Vieira, a que
alludimos
nà
noticia precedente,
este snr.
achou-se
çom
falta
de
ires
guarda
soes
de
seda,
e
uma
caixa
de
prata,
que
lhe saltou
do
bolso.
Estavam
no
local
bastantes
pes
soas,
que
vinham
para entrar
em
dous
americanos,
os
empregados
d
’
este,
e
dous
policias.
Se
alguém
tiver
conhecimento
dos
objectos
desencaminhados
pode
mandar
entregal-os
á
casa
do
queixoso.
Beggraça.—
Na
tarde
de
segunda-feira
caiu
das
novas
obras do
quartel
do
Po-
pnlo,
onde
estava
trabalhando
de
pintor,
e
ficou
instantaneamente
morto,
o
soldado
n.°
55
da
4.
a
companhia, Anlonio
Joaquim
Exposto.
Villaeondense.—
Com
este titulo
começou
a
publicar se
era
Villa
do
Conde
um novo
jornal.
Falleeimento.
—
Falleceu
hontem
na
sua
casa
da
rua
de
S.
Marcos, uma
irmã
do
revd.
0
prior
de.
Palmeira,
ao
qual
en
viamos
comprimentos
de
pezarnes.
Cippo.
—
Nas
escavações
a
que
se
anda
procedendo para
escoadouro
das
aguas
na
rua
da Misericórdia,
appareceu
um
gran
de cippo. a
prumo
sobre
base.
O
local
ficava
por
debaixo
das
casas
que
se
demo
liram
para
o
alargamento
d
’
aquella
—
o
que
prova
que
a
edificação
foi
feita sobre
base
antiga
e
muito
mais
baixo.
Falleei
mento
do
bispo
da.
—
Refere
a
«Union»
ter
Paris
a
infausta
noticia
da
morte
de
sua
excellencia
reverendíssima
o senhor D.
Vital
Gonçalves
d
Oliveira,
bispo
de
Olin-
da.
Depois
ifuma
enfermidade,
n.»
convento
dos
Capuchinhos,
sua
excellencia
entregou
a
alma
ao
Creador no
dia
4
do
corrente.
Foi
mais
um
valente
da
indicia
chri-
slã
que rareou
nas
fileiras
do
catholicismo.
Deus
chamando
a
si
o
seu
apostolo,
ha
via
de
engrinaldar
de
gloria
aquella
fronte
rua,
da
mesma
pavimento
de
Olin-
chegado
a
FOLHETIM
GOUSAS TRISTES
Ql
E FAZEM
RIR
E
ALEGRES
QLE
FAZEM
CHORAR
Quando
a gente
se põe
a reflectir
no
que
os
liberalinos leem dito
e
feito
des
de 1820,
e,
sobretudo,
desde
1831
para
ca,
não
temos remedio
senão
escangalhar-
m.-nos
com
riso, ainda
que
o
caso
é
mais
para
chorarmos lagrimas
de
sangue!
Senão é
vêr:
RELIGIÃO
Eu
bem
sei
que
tanto
se
póde
ser
ca-
tholico,
com
um
governo
absoluto,
como
com
o
representativo
ou
republicano;
por
que Jesus
Christo
disse—
0
meu
reino
não
ê
d
’este
mundo
—
mas,
o que
é
verdade
incontestável,
é
que
os
liberaes,
desde
1789
até
hoje,
teem
declarado
guerra
sem
tré
guas
ao
catholicismo.
Não
fallando
na
Ila-
lia.
França,
Bélgica,
Suissa,
Hespanha,
etc.,
tratemos
só
do nosso
infeliz
Por
tugal.
Em
1820
e
1826,
ainda
a
cousa
foi
tente-não-caias,
com
receio
do
povo,
e
por
não
poderem
arrancar
dos
corações
d
’
elle,
assim
logo
á
queima-roupa,
a
reli
gião
dos
portuguezes;
mas,
bem
me
lem
bra
que
em
1826
(apezar
de
eu
ter
en
tão
só
nove
annos) já elles
faziam guer
ra
de
morte
aos
padres
—
e
pi
incipalmen-
te
aos
frades
—
que
era
o
meio
de
che
garem mais depressa á religião.
Entre
muitas
cantigas
que
elles
diri
giam
aos religiosos,
ainda
me lembra
uma,
cantada
na
musica
do
hymno
da
carta,
e
era
assim:
Todo
o
homem
que
traz
saia
Cmgida
com
um
cordão,
E’
corcunda,
e
fogo
n
’
elle,
Que
não
quer
constituição.
Todo
o
mundo
sabe
a
maxima libe-
rasta
—enforcar
o
ultimo
rei
com
as
tripas
do
ultimo
padie.
Desde
que
esta gentinha
tomou
con
ta do
penacho,
tem
tratado
por
todos
os
meios,
ainda
os mais
ignóbeis,
de
dar
cabo
da
religião.
Todos
os
dias
é ella
insultada,
achincalhada
e desprezada
publi-
camente,
nos
livros,
nos
jornaes,
nos
thea-
tros
e
em
toda a
parte;
e,
se
qualquer
periodico
d'elles
se
linge
cathohco,
não
pó
de
conservar
a
mascara por
muito
tempo;
e,
se dá uma no
cravo,
dá
logo
outra
na
ferradura.
Grilam
que
são catholicos
liberaes
(is
to em
bom porluguez,
é
o
mesmo
que
dizer
que
são
de
Deus
e
do
diabo)
e
logo,
poucas
linhas abaixo,
dizem
—
Os
ca-
lholicos
perderam
as eleições,
que
ioram
vencidas,
na
Bélgica, pelos
liberaes. (!)
Outra
d
’elles—
«Bismark
parece
querer
virar
as
costas
aos liberaes e
fazer
varias
corfcessões
aos
catholicos para
os attrahir
ao
seu
partido».
Então
é
bico
ou
cabeça?
—
0
que
eu
digo
é
que
—
«quem
os
entender
que
os
compre».
A
carta
constitucional,
redigida
por
o
brazileiro
Francisco
Gomes,
o
Chalaça
(era
um
grande
pandigo,
este
Chalaça)!.,
e
impingida em
Portugal
pelo
inglez
Stuard
(o mesmo
que
tratou
da
separação
do
Brazil)
e
assignada
pelo
primeiro
imperador
brazileiro,
diz:
«A
religião
Catholica
Apostólica
Ro
mana,
continuará
a
ser
a
Religião
do
rei
no.
Todas
as
outras
religiões
serão
per-
miltidas
aos
estrangeiros,
com
seu
culto
domestico
ou
particular
,
em
casas
para
isso
destinadas,
sem
fôrma
alguma
ex
terior
de
templo
,
(art.
6.°;
Pois,
apezar
desta
lei
d
’
elles,
os
go
vernos
liberastas
deixam constanlemente
vilipendiar
a
religião
do
estado,
e consen
tem
que
os
ber
jes
tenham as
suas
si
nagogas, com
todas
as
exterioridades de
templos
!
Faz
arrepiar
os
cabellos
a
todo
ó fiel
christão, vêr, mesmo
ao
pé
da
egreja
matriz
de
Sanlos-o-Velho
uma
ca
pella
catholica,
com
a
sua
fórma primi
tiva
de
templo,
tranformada
em
egreja
protestante.
1
iraram-lhe
o
sino,
a
cruz
que
encimava
o
tímpano;
venderam-lhe
as
santas
imagens,
e
mais
nada
!
E,
pa
*
ra
que
todo
o mundo
saiba da
conside
ração
que
merece
aos
protestantes,
o
go
verno,
e
a
lei
fundamental
porque
elle
se
rege,
escreveram
na
verga
da
porta
principal,
em
letras
gordas—
presbyte
-
rien
ciiurcii
.
(!)
Junto
tudo
isto
ao
roubo
sacrílego
dus
conventos,
dos
passaes, dos
bens
das
ir
mandades, etc.,
etc.,
etc., parece incrível
que
os
liberaes
ainda
tenham
o
descôco
de
dizer
que são
catholicos!
Os
Philippes,
roubaram-nos
rnuita
cou
sa,
é
verdade, mas
fizeram
o
magestoso
co
tumultuosa,
'relativamente
aps
plenipo
tenciários
turcos
e
lord Beaconsfield,
—
es
creve
o
«D.
de
Portugal»:
—
Que
pretendeis
que
façamos
em
vos
so
favor? destes
nos
o exemplo
da
mais
amentavel desordem.
Apresentae-me
um
tomem,
um
unico,
em
que
eu
possa ter
confiança,
um
unic»
1 que
seja
capaz
de
dominar
a
situação.
Ha Midhat-Pachá. Por
que
o
exilaram?
Porque
elle
se
revoltou
Contra o
sultãov
nàas
Jreparae
bemf.excel-
lencia,
quenão>p«ss»
perder
o.meu
tem
po
com
todas
estas
intrigas.
Entre
vós
ha
sempre
dois
homens
«Testado que
re
presentam
Opiniões
opposta», sem que
a
çorôa
perigue?
Éntre
vós,
ha
apenas
cahos
espantoso
Na
realidade
nadá
mais
posso
fazer.
iO
plenipotenciário ottomano
objectou
que
erla precisamenrel
a
altitude
do
gabi
*
nele
de
S»
James
que
promovia
as
d
«sor
*
dens
de
Constahiinoplàij
'Um
povo
não^ó-
dei
assim
assistir
ao
seu anniquilanbeoto.
Lord
Beaconsfield foi»
dnexoravel.<J
—
Pois bem.
diz
Caratheodori-Pachá;
Os
turcos
ainda!
não
estão
completamenle
mortos.
A
Europa terá
ainda
de
se
oc
*
cupar
de
nós.
Não
acceitamos
as
decisões
do
congresso.
*
n
ic^id
>■
Beaconsfield
levantou-se
muito
pallido e
encolerisado;
.
1 d;
o
—
Gomo quizerdes! mas infelizes
de
de
vós,
porque
eu
não
darei
um
passo
mais
para
sustentar
a
Turquia.
A
Grã-
Bretanha
saberá
velar
pelos
seus
interes
ses.
Pio
IX
e NapoleAo.
—
A
«Ave
*
Maria»,
jornal
que
se
publica
nos
Esta-
dos-Unidos,
em
uma
serie
de
Reminiscên
cias
de
Pio
IX, conta
uma
curiosa,
en
trevista
qme
teve
Sua
Santidade
quando
simples arcebispo de
Spoleto,
com
Luiz
Napoleão.
No anno
de
1831,
um
bando
de
in-
surrecionados
entrou violentamente n
’a-
quella cidade,
alerrorisaudo
os
seus
pacífi
cos
habitantes;
porém,
"bem depressa fo»
ram
dominados,
e
tratados
sem
misericór
dia. Uma
tarde, quando
ainda
resoavam
as
;
fuas do
Spoleto
com
as
enfurecidas
amea
ças
do
povo'Tesenlido,
achava
se
o
arce
bispo
entregye
ao
estudo,
trislemente me
ditando
nos
fataes
resultados
das
paixões
humanas.
De
súbito
ouve
passos
no
quar
to
contíguo,
e
indo observar,
encontra-se
com
um
homem desconhecido.
Entretanto
o
estrangeiro
ajoelhou hu
mildemente,
e
disse:
—
Desejo
que
vossa
eminencia
me
olhe
com
compaixão
e
se
digne
amparar-me.
Sou
um fugitivo
a
quem
perseguem.
A
policia
anda
no meu rosto;
porém,
pu
de atravessar a
cidade
sem
ser
visto,
e
d
’esla
maneira
chegar
ao
palacio
arcebis-
pal.
Tenha
vossa
eminencia
misericórdia
de
mim;
salve-me
de
uma
morte
igno
miniosa.
Acabava
elle
de
pronunciar
estas
pala
vras,
quando
se
ouviu
o
grito
de
«morram
os
insurreccionados».
—
Ouvis
este
grilo
de
morte?
Exclamou
com voz
lastimosa. Estou
perdido
se
me
não
protegeis.
Commovido
o
arcebispo
com
as
ferven
tes
supplicas
do
joven
que
tinha
á vista,
e,
ardendo
em
santa
caridade pelo
proximo,
disse-lhe
com
doçura:
—
Entraste na minha
casa,
a
casa
de
um
servo
de
Deus;
o
Senhor
é quem
vos
qtie
não
se
curvou perante
os
potentados
do
século.
ivomeafifo.
—
Foi nortieado visitador
especial
para
examinar'
os
cartorioS'
dos
escrivães
e
tabefliães
n’este
districto
e no
de
Vianna do
Caslello,
o' snr;
Cârlôs
Joa
quim
Xavier
da Silva,
amanuense
d^rdjrec-
ção
geral dos
proprios,
nàtiotíaek.
-
Armada
portugíieza
—
Á
armada
portugueza
conta
áctuálment^ujh còúra-
qado.oito
corvetas,
nove canhoneiras
e
fres
transportes
a
vapor,
uma fragata
e
uma
corveta
de
véla.
navios escolas,
eumhia-
te,
um
cuter
e
um
cahique.
e
estão
em
construcção
quatro
canhoneiras,
duas
das
quaes
para
o
serviço
aduaneiro
do Algarfre.
Parabéns.
—
Na
tardte
de
Stegàndâ
1
*
feira
realisou-se
em
Lfsbõa
o
casamentò
do
nosso
presado
correligionário
ê
collega
o
exc.nl°
snr. Jorge
dê
Cabedo e
VàSCon^
1
'
cellos
(visconde
de
Zambujal)
com a
exc'.’
1**
Snr.’
D-
Thereza
Paes
deSwde
e
Castro.
Foram
madrinhas
as
exc.
mas
snr.
as
mar-
queza
de
Sabugosa
e
viscondessa
da
Asse-
ca,
e padrinhos
os
exc.
mos
sprs.
Antó
nio
da
Cunha
e Vasconcellos
e
D.
Sancho
Manoel
de
Vilhena. Assistiram
ao acto en
tre
outras
pessoas
as
exe
"
u
*
snr.al
1).
Maria
da
Purificação
José
de
Mello,
D.
babel
Pinto
da
França,
D. Anua.
D.
Ma
ria
Amalia
Machado, e,
os
e,xc,
riK,s
snrs.
Antouio
Pereira
da
Cunha,
Salvador
Paes
de
Sande
e
Castro,
marquez de$abugoqg,
Rodrigo
de
Mello,
D
José
Maçhadp
Cas
lello
Branco,
Antonia
Paçfi,
de Sande
e
Castro,
visconde
da
As^ecpu
Anlonio
de
Vasconcellos
Monteiro Cabral,
e
José
de
Carvalho
Daun
e Lorena. ,
,;■>
-
ú
Damos
aos
illustres
noivos
cordeaes
pa
rabéns.
t.xames
flnaes «Tinatrucç&o
ate-
eiindaría
—
Já está
publicado
o decre
to
nomeando
as
com
missões,
para
os
exa
mes
(inaes
da
iiístrucção
secundaria.
No
Porto
estas
cominissões
compõem-
se
da seguinte
fórma: Presidente geral Ma
noel
Maria
da
Costa
Leite;
presidente,
para
a
meza
de
portuguez
o snr.
Bernar
do Madureira;
vogaes,
Francisco Anlonio
Marques
e
Simões
Dias;
para a raeza
dp
francez os drs. Filippe
do
Quental
e
Pau-
lino
de
Oliveira como
presidentes,
e
como
vogaes
Telles
Menezes,
Eugênio
Fernan-
des.
Abilio
de Aguiar
e
Albino
Ladeira.
Para a
meza de
Inglez
o
dr.
Amorim
Vianna
como
presidente
e
Pinto
de
Aguiar
e
Northway
Valle como
vogaes;
para
a
meza
de
latim
e
lalinidade
o dr.
Silva
Ramos
como
presidente,
e
Dias
Cardoso
e
Almeida
Bibeiro
como
vogaes;
para ma-
thematicus,
1.
a
parte
o dr.
Magalhães
Aguiar
como
presidente
e
Patrocínio
Costa
e
Sousa
Montenegro
como
vogaes.
Para
o
curso
completo
de
mathemati-
cas
e desenho o
dr.
Viegas e
Pina
Vi-
dal
como
presidente
e
Adriano
Paiva
e
Miguel
Abreu
como
vogaes.
Para
historia
o
dr.
Emygdio Garcia
como
presidente,
e
A.
Luso
e
Sousa
Ma
cedo
como
vogaes.
Para
phiiosophia
Bernardo
Albuquer
que
presidente
e
Manoel
Teixeira
e
Pires
Villar
vogaes;
para
inlroducção o
dr.
Agostinho
Anlonio
Souto
e
Elias
Pereira
presidentes,
e
Costa
Allemão,
Santos
Vie
gas
e
Aguiar
Northvvay, vogaes.
Uma
amostra
do
congresso
de
Berlim.
—
Ahi
vae uma
amostra
do con
gresso
de
Berlim,
n’
uma
sessão
um pou
enviou
á
minha
presença,
e
é
Elle
quem
quer
que
eu
vos
proteja.
Eu
vos
ampara
rei
e
não
sereis
entregue.
Podeis
perma
necer
aqui
até
que
a
escuridade da
noite
possa
favorecer
a
vossa fuga.
O
fugitivo
com
os
olhos arraiados
de
lagrimas
agrad^gu
fervoròsamente
ao
ar
*
cebispo
tão
assignalada
protecção
em
mor
mentos
de
tanto
perigo.
Perguntqu-lhe
em seguida Q
prelado
se
linha
fome, e
recebendo
uma
resposta
af-
firmativa,
se
apressou
em
trazer-lhe
pão,
vinho
e
viandas,
dizenuo-lhe:
—
Gomei
e
cobrae
forças,
e orae se
podeis.
Tenho
que
me
retirar;
quando
for
noite fechada,
u<n
criado
fiel vos
acómpanhará
e
conduzirá
aos
arrabaldes
da
cidade.
'
(1
’
'
Ao
cabo de algutq
terppo
apresentou-
se
novamente
o arcebispo
ap fugitivo
.
di.-j
zêndo-lhe:
—
'São
horas,
deveis
marchar
já, pois
acabo
de
saber
que
corre
o rumor de
qué
alguns
fugitivos
es.fão
albergados
no
palacio
episcopal;
o
povo
começa
a
mqr;
murar.
Não
é o
medo
que
me
aconselha que
deveis
partir quanto antes, senão
a
incer
teza de
vos
poderdes
salvar
pm
rompendo
o
dia.
Peçq-vos
então
que
vos
escapeis
sem
perda
de tempo.
—
Quando
nascer
o
sol,
disse
o
fugi
tivo,
encohtrar-me-hei
nos
últimos
limites
do
território
papal,
e
poderei
considerar-
me
salvo.
Lembre-se
de
mim
vossa
eminencia
nas
suas
orações:
lembre-se
de Luiz
Na-
joleão.
Surprehendeu
se,
não
pouco,
o
arcebispo
com
o
nome
do
fugitivo; porém
conte.ve-se
e
acrescentou:
—
Logo,
sois
vós
um
d’
esses
mal
acon
selhados
e
desgraçados
príncipes
que...
—
Que
tem desembainhado
a
espada.,
contestou
o
joven,
em
defesa
da liberdade,
egualdade
e
fraternidade,
jou
effecliva-
mente
Luiz
Napoleão,
sobrinho d’aquelle
imperador,
que
em
uma
ocçasião...
—
Que
em
uma
occasião, interrompeu
o
arcebispo,
tratou
de
arrancar
Pio
VI
do
throno
pontifício e
encarcerou
na
cidade
de Fontainebleau
Pio VIL..
—
Também
sou
sobrinho
do
cardeal
Fiesch.
Receba
vossa
eminencia
o
solem-
ne juramento,
de
que
jamais
em
toda
a
minha
vida
me
olvidarei
de
vossa eminen
cia,
e
de que,
quando
se
cumprir
o
meu
destino,
e
segundo
espero
e
prevejo, che
gue
a
herdar
a
corôa imperial
de
meu
lio,
darei
a
vossa
eminencia
provas
de
agrade
cimento, por
me havar
salvo
a vida.
Em
taes
circumslancias,
teve
logar a
primeira
entrevista
entre
Pio
IX
e
o
fu
turo
imperador
dos
francezes.
O joven
Napoleão escapou-se
de
Spoleto,
chegou
a
Ancona,
onde
residia
sua
mãe,
a
rainha
Hortence.
Bonito
—Lemos
no
jornal
«Esperan
ça»;
Escrevem-nos
de
Macau
que
o
gover
no
de
Lisboa
ordenou
se
retirassem
da
ilha
de
Hainam
os
dous
missionários
por-
tuguezes
que lá estavam,
visto
não
lhes
poder
enviar passaportes
(írancezes?),
fi
cando
só
os
dous
chinas!
Ora,
deve-se saber
que
a
missão
de
Hainan
é
a unica
que
temos
actualmente
em todo
o
nosso
«padroado
da
China»
fóra
de
Macau,
e
que
abandonar
uma
missão
qo
Oriente
exclusivamente
a
pa
dres ipdigepas,
é perdel-a
e
perdel-os...
c,
Logo,
viva
o
Padroeiro
e
o
seu li
beralismo
!
Até
ás
ultimas
noticias
os nossos
pa-
drçs
retirado,
ainda
que
um
d
’
elles
havia
sido terrivelmente
espan-
0$
missiongrips
fiespanhoes
das
Filipi
nas
(os
frades
de
Santo
Agostinho)
ac-
ceitariam
de
boa
vontade
aquella
missão
espmjtpsa
por
certo,
e
que
exige não
pe
quenos
sacrifícios
para
ser
o
que deve;
e já
communicaram
ás
auctoridades
de
Ma
cau
este
seu
dqsejo..
Mas.,,
viva
o
Padroado,
que nem
faz
nem
deixa
fazer'
.,
Quando
terão
juízo
os
homens
públi
cos
em
Portugial?!
Jheoria
do
barometr».—
Segun
do
o snr. Lorente,
a
oscillação
diurna
do
barometro
é devida á
influencia
dos
dois
phenomenos seguintes. D
’
um
lado
o vapor
que
pelas
manhãs
está
em
estado
vincular,
em
virtude
do
calor
solar
transforma-se
em
vapor
propriamente
dito,
e
junta
sua
presspo
4
qP
e
4
própria
do
ar;
por
outro
làdo
o
mesipo
ar queplp
pelos
raios
do
sol
produz
correntes
ascendentes
originan
do-se
ao
fazel-o
sobre
a
terra
um
vacuo
relativo,
cujo
ultimo
resultado
é
o
des
censo
da
columna
de
mercúrio.
Semelhan
te
explicação
dá
o
mesmo
snr.
ás
oscil-
lações
nocturnas.
—J,
da
M.
Questão
ds»:
Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativo
*
á
questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Berlim
6
—
Os
delegados
inglezes
foram
informados
de
que
os
«lazes»
supplicam
a
Inglaterra
de assumir
o
prolectorado
da
Arménia,
e
de
não
ceder
Batouin
aos
rus
sos,
seja
por
que
preço
fôr.
Os
«lazesa
declaram
que
arvorarão
a
bandeira
bri-
tannica no
dia
13 do
corrente,
e que
en
trarão
em
campanha
contra
os
russos.
Desmenle-se
o boato
da
abdicação
da
rrincipe
Carlas
da
Romania.
S.
Pefersburgo
6
—Os
periódicos
rus
sos
atacam
vivamente
a Inglaterra,
e di
zem
que
é
um
acto
de
má
fé
contestar'
Batoum
á
Rússia.
Paris
6
—
Não
é
verdadeiro
o
boato
da
Prussia
ter
comprado
o
porto
de
Eroud
ao
governo
de
Marrocos.
Os
russos expulsaram
as
auctoridades
romanicas
de
Bolgrad,
na Bessarabia.
Dizem
de
Berlim
ao
«Temps»
que
ha
alli
convencimento
de
que
a
Turquia
po
derá
pagar
12
p.
c.
da
sua
divida,
com-
prehendidos
os
juros
atrasados
e
capita-
lisados.
Chegaram
á
ilha
do
Chipre
dous
cou
raçados
inglezes.
Londres
8
—O
<Dai'y
Te'egraph»
crê
saber
que
lord
Beaconsti
ld
aununcia
hoje
no
congresso
que
a
Inglaterra
concluiu
com o
sultão um
definitivo
pelo
qual
se
compromelle
a
proteger
com todas
as
suas
forças
e
recursos
as
possessões
otloma-
nas
na
Asii
(Menor).
Em
troca,
aPorta
concedeu
á
Inglaterra
o
direito
de
occu-
par
a
ilha
de
Chypre.
Berlim
8
—
Foi
desmentido
o boato
da
acquisição
pela Allemanha
d’
um
porto
de
Marrocos.
Londres
9—
0 ministro
Cross
respon
dendo
na
camara
dos
deputados
ao mar
quez Hartingten
annunciou
que
em
A
de
junho
foi
assignada uma
convenção
con-
mosteiro
de
S.
Vicente
de
Fóra; recon
struíram
outros,
e
não
lhes
venderam
na
da.
Tatnbem
respeitaram
os bens
das
Mise
ricórdias,
os
passaes dos
parochos,
e
o
Mue
pertencia
a
confrarias
e irmandades.
Os
francezes
roubaram nos
as
pratas
das
egrejas,
o
chapéo
de
S.
Jorge,
a
Bi-
“'•a
dos Jeronymos,
e
tudo
o
mais
a
que
Puderam
deitar
o
gatazio;
mas,
sequer
menos
não
nos
roubaram (porque
não
tlveram
tempo)
os
edifícios,
as
cercas
e
as
rendas.
E
os
liberaes
fizeram
mão baixa
a
tu
do!
Mataram a
gallinha que
punha
os
ovos
d
ouro
!
Mas,
os
Philipes,
e
os
soldados
do
Junot,
do
Soult,
e
do
Massena,
eram
es
trangeiros;
e
os
liberaes
são
portuguezes,
0
que
é
bem
mais
escandaloso.
O
que
eu
queria era
saber
uma
cou-
sa
—em
esles
diabos
acabando
de
vender
mosteiros
e
cercas
das
freiras,
os
pas-
saes
e
tudo
o
mais
a
que
deram
o
titulo
e
nacionaes,
o
que
venderão?
Decer-
0 v
endem-nos
a
nós,
por
30
dinheiros,
Os
castelhanos
ou
aos
inglezes.
O
REI
Os
liberaes
inventaram
para
seu uso,
um
vocabulário
pouco
intelligivel
aos
pro
fanos!
Entre
muitas
das
suas
esquipati-
cas
invenções,
uma
é
—o
rei
reina
e
não
governa.
(!)
Eu
sou
um
lapuz,
nascido
e
creado
no
malto, mas,
no meu humilde bestunto,
sempre
entendi
uma
cousa
—
e
é—
o
rege
dor,
governa
na
suaparochia:
o
adminis
trador, no
seu
concelho:
o governador
civil,
no
seu
districto.
Nos
outros
ramos
da
administração
publica,
segue
a
mesma
ordem,
mutatis
mutandis
—
e
o
rei,
gover
na
sobre lodos
estes
magistrados
—
isio
é
—
reinar
vem
a
ser
—
governar
como
rei,
em
toda
a nação, dominar.
Então
como se
póde
entender
—
o
rei,
reina
e
não
governa ?
Diz
o
art 71 da carta:
«O
poder moderador
é a
chave
(o
su
blinhado
é
meu)
de
toda
a
organisação
política,
e. compele
privativamente
ao
reii
como
chefe supremo
da
nação,
para
que
(a
grammalica
é
do
Chalaça)
incessante
mente
vele
sobre
a
manutenção
da
inde
pendência,
equilíbrio
e harmonia
dos
mais
poderes
públicos».
Pois
se
o
rei
só
reina,
e
não
governa,
como
diabo
ha de
fazer
isto
tudo?
Ah, já
sei!
A
carta,
mesmo parael-
les,
não
passa
de
Chalaça,
e
agora
é
que
dei
no
vinte.
Querem
saber
a
signi
ficação que
os
liberaes
dão
ao
verbo
rei
nar?
E
’
esta:
«Oh,
rapazes,
áinanhã,
que
é domin
go,
vamos
reinar»
?—«Valeu». —
Para
o
Collete
encarnado»
?
—«Não:
para
o
Zé da
Ann;
ca».—
«Eu
voto
pela Rabicha».
—
«Pois
eu
cá,
voto
pela
Cova
da
Piedade».
—
Todos
—
«Está
dito
!
Viva
a
Cova
da
Pie
dade
!
Ai
que reinação
nós
vamos
fazer
?
!
Viva
a
reinata
/»--E
lá
vão
reinar,
os
patuscos.
Pois confesso
que
foi
bem
pilhada.
Sim,
senhores.
—
O
rei
liberal,
serve
só
para
reinar (pandigar)
e
para
mais
nada
que
preste
!
Vê-se
todos
os
dias
insultar
pela
im
prensa
(Telles,
bem
entendido).
Vê-se
o
ofíicio
de rei
achincalhado
nos
theatros,
com a
«Pera
de
Salanaz»;
com
a
«Gran
duqueza
de
Gerolstein»;
com as
«Trez
rocas
de
crystal»,
etc.,
etc.,
etc.;
e
ain
da
mais
nas
«revistas
do
anno»;
mas é o
mesmo:
uma
vez que
elle
reine,
para
o
mais
é
impassível!
—
Vae
á
caça;
atira
aos
pornbos
(sem
attender
aos
artigos
que
sac-
ciooou
—
da
Sociedade
proteclora
dos
ani-
maes),
assiste
ás
touradas,
ás
regalas,
ás
corridas
de
cavallos, etc.,—tudo
isto
é
reinar.
De
modo
que
a
nação
paga
uma
lis
ta
civil,
de
mais
de
600
contos
de
réis,
além
dos
enormes
rendimentos
da
casa
de
Bragança;
dá
ao
rei vários
palacios,
quin
tas.
trens,
galeolas,
etc.,
sem
lhe
pedir
decima
sumpluaria,
pessoal,
predial,
in
dustrial,
e
com
todos os
mais
adjectivos
acabados
em
al
(ou
em
ais)!...
e
tudo
isto
para
que
?
—
Para
termos
um
soberano
reinadio
!
—
Sim,
senhores,
viva
a
patuscada.
Villa
do
conde,
1
de
julho
de
1878.
Augusto
de
Pinho
LeaL
(Contioúi)
dicional
com a
Porta,
obrigando-se
aln-lcustoso deixar
a
vida
na flôr
dos
annos;
glaterra
a
defender
a
Turquia
contratual-
abandonar
a
terra
no
verdor
da
edade;
quer
aggressão
futura,
cedqndo
a
Poeta.a
ilha
de
Chypre
á'
InglàtéVfâ, corffÔ,
á
/Rús
sia
obteve
a
posse
de
Ba
touro
;
JéHí
frc-
cupada
immédiatàmeme
a'ilha
de
Chypre,,
para
a
qual
foi
nomeado
administrádor Si?
Wolsley;
áccrescentou Cross
que
uma
das
estipulações
dá
convenção determina
que
se
em
qualquer
dià
a
Rnssia
restiÉtiiéá
Porta
o
território
que
adquiriu
na
Asia,
com
a
recente
guerra,
a convenção
ces
sará
de
vigorar
e
a
Inglaterra
evaebará
Chypre.
*
.
Os
jornaes
inglezes,
excepto
o
«Daily
News»,
approvaram
calorosamente
a con
venção
com
a
Turquia,
qualificando
a
po
lítica
franca
e
corajosa,
a qual
se oppõe
absolutamente
a
qualquer
aggressão
da
Rús
sia,
porque
proleje
os
interesses
britâni
cos na
índia
e
no
canal
do Suez.
O
«Morning Post»
annuncia que
sir
Wolselez
parte
para
Chypre em
pòticos
dias
com
um
contingente
indiano.
Berlim
8
—
0
congresso
’
atlribuiu
á
Pér
sia
a
cidade
de
Khoutal.
Regulou
difini-
tivamente
os
pontos
em
litigio
ácerca
das
fronteiras
da
Servia,
da
Bulgaria
e
da
Rou-
melia.
A
Servia
obteve Pirct
mas
Wránja
per
manece
ainda
asSim como
Port
Trajano.
0
desfiladeiro
de
Scktimadé
emquanto
Sofia
fosse
attribuida
á
Bulgaria.
‘
0 congresso
adiou
para
ámanhã
a dis
cussão
ácerca de
Batoum.
Pnrtuyueze
*
falleeidos.
—
Desde
loa
17
de
junho,
falleceram
no
Rio de
Janeiro,
os
seguintes
subdttos
p
‘ortúgue-
zes:
.
-
g
Manoel da
Costa
Maria,
49
annos, ca.
sado; Joanna
Maria
de Jesus
Mattos,
74
a.,
s.;
João
Ignacio
Quaresma,
36
a.,
c.;
José
Henrique
da
Silveira,
35
a.,
c.;
José
Valé,
50
a.,
s.;
Domingos
José
da
Costa
Braga,
21
a.; Domingos
José
Gonçalves,
71
a.,
c.;
Aluysio Augusto
Accioli,
50
a.,
c.;
Josefa
Rosa
de
Oliveira,
31
a.,
c.;
Manoel
Antonio
Vital,
26
a.,
s.;
José
Joaquim
Pedro, 51
a.,
c.; Narciso José
Ferreira,
16
a.,
s.;
Francisca
Ignacia Va-
lença,
49
a., c.;
José
de
Araújo,
89
a.,
s.
Testamento.—
Falleceu
a
16 de
junho,
no
Rio
de
Janeiro,
Domingos
José
Gon
çalves,
nascido
e
baptizado
na
freguezia
de
S.
Thiago
de
Guilhofrei,
concelho
de
Rouças,
comarca
de
Vieira,
logar
de
Villa
Boa
da
Roda
Portella
do Rego,
em
Por
tugal.
Era
filho
de
Manoel
Gonçalves
e
D.
Theresa Maria
Vaz,
já falleeidos; ca
sado
com
D.
Emilia
Maria
Vieira Torres
Gonçalves
de
quem
não houve
filhos.
Sua
mulher
é
herdeira
da
meação
que
a
ella
pertence,
dispondo
o
testador
da sua
parte.
Nomeou
testamenteiros:
1.° sua mu
lher
e
2.°
seu
compadre
Luiz
.
Antonio
Gonçalves
da
Costa,
sendo
feito o
seu en
terro á
vontade
da
primeira
e
seu
corpo
sepultado no
cemiterio
do
Carmo,
de
cuja
ordem
era
irmão.
As
legitimas
que
lhe
couberam
em
Portugal,
por
occasião
da
morte de
seus
paes,
cedeu-as
em
favor
dos
parentes
alli
residentes.
Deixou,
sem
condição,
quatro
apólices
da
divina
publica
de
1:000
cada
uma
a
Luiz
Antonio Gonçalves
Costa
e
sua
mu
lher D.
Carlota
Maria
Torres
Costa,
sendo
essas
apólices
de
n.
os
31546,
35560,
41498,
e
41499;
ás
menores
Emilia
Rei-
nalda
e
Carlota,
filhas
de
D,
Carlota
Ma
ria Torres
Costa,
a
cada
uma
200^000,
livres
de
imposto;
a
D.
Henriqueta
Ma
ria
de
Jesus
Silveira
50C$)00;
a
seu
so
brinho
Bernardo
José
Gonçalves,
em
Por
tugal,
3:000$o00.
moeda
deste
Império;
a
sua
sobrinha
D.
Maria
Gonçalves,
no
Terreiro
da
Lagôa.
em
Portugal,
1:000^000,
na
mesma moeda;
a
seu sobiinho
José
Gonçahes
Baptista.
2:001
’
^000,
idem;
a
sem
afilhado
Domingos
José
Dias
Pereira,
2.000^100;
a
Eduardo
José Dias Pereira,
Maria Thereza
Dias
Pereira
e
D.
Deolinda
Dias
Pereira,
tilhos
do finado
Domingos
José
Dias Pereira,
e
Antonio
José
Dias
Pereii a.
filho
do
mesmo,
a
cada
um
200^000,
livres
de
im|oslo.
Instituiu
sua mulher
herdeira dos
re-
jnanescentes
dos
seus
bens.
Marcou
o
praso
de
dous
annos
para
con
clusão
deste
testamento.
__ _ _ _ _ _ _
KTC10LCGIA
Porque,
Senhor,
do
cahos
lumulluario
Tão
I ella
e esj
erançosa
ergueste
a
vida
Se
ao
pé
da
vida
collocaste
a
morte?!
ALMEIDA
GARRETT.
Meu
Deus!
meu
Deus!
como
deve ser
jdesçren^e£-&e
do
mundo,
nomeio
da q£»|y).-
dáncia,
quando
a
Imaginàção,
rica
de
sèi-
vd
e'
opiiléncijt,
nOS
faz'entrever
um
thá-
laróo
de
rosas,
uni
futuro
de
felicidades!!
’
Quém não
’
recuària
db
horror
•
ante
á
‘
ideia
4^
morte
eih
tafes
condições'
e
em
tal
edade,
senão
fôra
a
certeza
d
’
uma
rtielhor
vida,
que
além
tumulo
espera
o
justo?'
Essa
certeza
que
a
luz
da
fé
faz
bri
lhar
em
todo
o
Ãeu
esplendor na alma
do
crente,
é
quem
lhe
ministra
a
resignação
no
leito
da
dôr, o
desprende
inteiramen
te dos
fementidos
encantos
do
século,‘
e
totàlmente
o
faz submetter
satisfeito
a
sua
vontade
á
vontade
divina.
E
então
a
morte,
longe
de
ser
um
mal,
é
um
gràndé
bem,
porque
é
o
prin
cipio
d
’uma
recompensa
eterna,
o
come
ço
d’
uma
vida
de
satisfação
plena
e
con-
atánté,
jamais
turbada
do
menor
desgosto.
Tal
foi
a
morte
de
D.
Atina
Augus
ta
Leite
da
Cunha
Vasconcellos,
senho:
ra
de
nobilíssimas
qualidades,
íallecida
no
dia
27
do
passado
na
casa
da
Mainha,
freguezíà
de
Pahoias
d
’
este
concelho
de
Braga.
Contava
apenas
24
annos
de
existên
cia,
todos
perfumados
das
mais
bellas
virtudes,
porque
a virtude
fôra
sempre
a
sua
divisa,
á
piedade
o
seu
brazão.
Ha
quatro
mçzes
que
uma
terrível
en
fermidade
lhe
ia
alquebrando
as
forças,
diminuindo
a
vida. Que
intenso
foi
o seu
softrer!
que
heroica
a
sua
resignação!
Que
me
importa
uma
vida
longa
cer
cada
de mil venturas,
ou
uma
existência
curta, trabalhada
de mil penares?!
Faça-
se
a
vontãde
de
Deus;
feliz
quem profun
damente
adora
seus
sapientíssimos
decre
tos, curva
a
fronte
ao
menor
aceno
de
seu
poderoso
braço,
e
n
’
elle deposita
sua
esperança!
Eis
a
sua
linguagem
nos
transes
mais
aíHictivos,
nos
soffrimentos
mais
dolorosos.
Em
extremo devota
do
SS.
Coração
de
Jesus,
permittiu
este Amantíssimo
Co
ração,
que,
munida
com
os
divinos
Sa
cramentos,
e
alentada
com
as
bênçãos
e
preces
da
Egreja,
esta
fiel
serva,
no
me
smo
dia da
sua
solemnidade,
deixasse
as
agruras
do exilio,
e
fosse
gõsar
as
ineffaveis
venturas
do
ceo.
Oh!
Inebrie-se
ella
nas
doçuras
inter
mináveis
da
bemaventurança,
e
lá, n
’
essa
mansão
de
paz
e
amor,
interceda
pela
inconsolável
familia
que
tão
do
intimo
a
amava,
por
todos
os
que,
conhecedores
de
suas
virtudes,
lhe estendiam
a
mão
d’
uma
verdadeira amisade,
e
lhe hume
decem
o
athaude
com
as
lagrimas
d
’
uma
saudade
profunda.
Braga
9
de
julho
de
1878.
(979)
L.
BANCO
DA
COVILHÃ.
•
Sociedade
anonyma
—
Responsabilidade
li
mitada
Capital 3.000:000^000
reis
í.a
emissão
—
reis
750:000^000
dividido
em
7:500
acções
de
100&000 reis cada
uma.
Balanço
em
30 de Junho
de
1878.
Aetivo
Lettras
descontadas
e
a
receber
.............................
336:356^250
Empréstimos
s.
penhores.
144:437^820
Contas
corrent.
com
caução 327:668^617
Eíleitos
depositados
.
.
.
12:0n0$000
Papeis
de
credito.
.
.
.
11:537^800
Agencias
no
paiz.
.
.
.
19:201$022
Ditas no
estrangeiro.
.
.
85$ÓIO
Diversos
devedores
.
.
.
11:744^295
Mobdia
e
utensílios.
.
.
1:8400304
Despezas
d
’
inslallação
.
.
2:5250875
Caixa...................................
27:7660884
Valores
em liquidação.
.
.
5:8730070
901:0370517
Passivo
Capital...................................
750:0000000
Fundo
de reserva. .
.
.
7:5430745
Funlo
para
o edifício
do
Banco.................................
1:5000000
Depósitos
á ordem .
.
.
35:9980767
Ditos
a
praso......................60:5120890
Devidendos
a
pagar.
.
.
7060000
Credores
d
’
effeilos
deposi
tados. ......
12:0000000
Diversos credores
.
.
.
1:1110795
Agentes
no
paiz
.
.
.
1:9)20609
Agentes
no estrangeiro.,
.
4;?84$365
Letras
a
pegar.
.
,
150O<K)
Contas
interinas
.
.
.,
7
2730606
Ganhos
e
perdas./ .
.
.
24:6880770
1
'
'
'
i
’
■ -
—_
-Jtí.
_
-
__
'•
90t.:Ò37$U7
'
‘
"
»
’
.
c=3 =x ==»====» =
*=»
Covilhã 30
.
de
Juobp
tle
4878.
.fino:
Os
Dirèbfores
A.
Baptista A.
Leitão.
J.
d'A.
Vaz
de
Carvalho.
AGRADECIMENTOS
Anua
Rosa
de
Sousa
Braga
Franquei-
ra,
Maria
das
Neves
de
Sousa
Braga
Fran-
queira, Theresa
de
Jesus
de
Sousa Bra
ga
Franqueira
e
Antonio
José
de Sousa
Braga
Franqueira,
agradecem
cordealmen-
le
a todas
as
pessoas
que
os
cumprimen
taram
pelo
fallecimento
do
seu
chorado,
e
nunca
esquecido pae;
e bem assim
aos
ill.mos
e
exc.
mos
snrs. que
se
dignaram
assistir
ao
oflficio
de
sepultura
que
pelo
mesmo
tiveram
lugar
na
parochial egreja
de Santa
Eulalia
de Tenões,
protestando-
lhe
o
seu
eterno
reconhecimento
e
inde-
level
gratidão.
(971)
D.
Catbarina
Thereza
de
Faria,
e
seus
filhos,
filhas
e
genro,
Antonio
José
Fer-
nandes
Braga, José
Fernandes Braga,
Joan
na
Fernandes
Braga,
Anna
Fernandes
Braga,
e
Antonio
Joaquim
Vieira,
da
fre
guezia
de
Prado, veem
por
este
meio,
por
lhe
não
ser
possível
fazeUo
pessoal
mente,
agradecer
a
todos
os
ill.
mos
e
revd.
mos
snrs.
ecclesiasticos,
e
leigos,
e
com
especialidade
ao
ex.
nà0
snr. Arcipres
te,
abbade
de
Cabanellas,
pela
fineza
que
fizeram
em
assistir
ao
officio
e
responsos
de
sepultura
de
seu
chorado
filho,
irmão
e
cunhado
Francisco
José
Fernandes
Bra
ga,
que
tiveram
logar
na
capella
do
Bom
Successo,
na
freguezia
de
Prado,
no dia
27
de
junho
passado,
protestando
a todos
a
sua
eterna
gratidão,
e
reconhecimento.
Catharina
Thereza
de
Faria.
Antonio
José
Fernandes
Braga.
José
Fernandes
Braga.
Joanna
Fernandes
Braga.
Maria da Trindade
Braga.
Anna
Fernandes
Braga.
Antonio
Joaquim
Vieira.
(964)
Arrematação
O conselho
administrativo
do
regimen
to
de
infanleria
8, faz
publico,
que no
dia
25
do
corrente mez
pelas
11
horas
da manhã,
e
na
salla
das
sessões
do
me
smo
conselho,
tem
de proceder
á
arrema
tação
do
fornecimento
de toucinho,
unto,
azeite
e pão
alvo
para
consummo
no ran
cho
do regimento
e
dietas
dos
doentes
—
tractamento
no
hospital
militar.
As
condições
para
a
dita
arrematação
estarão
patentes
no
referido
conselho
to
dos
os
dias
não
santificados desde
as 9
horas
da
manhã
até
ás
2
da tarde.
Quartel
em
Braga,
8
de
julho de
1878.
O
secretario
do
conselho
Berdardo
Osorio,
(977)
alferes d
’infanteria
8.
VENDEM-SE
duas
moradas
de
casas,
uma
na
rua
do
Anjo,
com
os
n.os
11
e
11
A,
e outra
na
rua
de
0.
Pedro,
com
o n.°
1;
quem
as
pertender
procure
o
dono
n’
esta
todos
os
dias,
(exceptuando
os dias sanclificados),
desde
as 8
até
ás
10
horas
da
manhã.
(978)
Banco Alliança
No
dia
16
do
corrente
principia
a
pagar-se
no
Banco
do
Minho
o
dividen
do
do
Banco
Alliança,
relativo
ao
l.°
semestre
do
corrente
anno,
na
rasão
de
2
1/2
0/0
ou 10500
por
acção,
continuan
do
este
pagamento
em todos
os
dias
não
sanctificados
desde
as 10
horas da
ma
nhã
até
á
1
da
tarde.
(980)
lendo-se
no dia
24
do
passado
desen.
caminhatjo
uma
jumenta,
côr castanha
com
um
juméntinho
d
’
um anno,
a
pes^
soa
que
a
entregar
na rua
Nova
n.° 49
receberá
alviçaras.
"
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21, n&
Campo
Novo
do
Reduto,
nóbres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
Banco de Guimarães
Desde
0
dia
8
do
corrente
em
dian
te paga-se
na
séde
do
Banco
de
Guima
rães
e
nas
suas
agencias
do
Porto
e
Braga
aos accionistas
do
mesmo
Banco
0
dividendo
do 1."
semestre
d
’
esle
anno
na razão
de 3
0/0
ou
2$400
reis
por
acção.
(975)
Nova carreira entre Braga
e
Povoa
do Varzim
José
Antonio
Duarte
Pregueiro
&
Ir.
mão,
annunciam
ao
publico
que
desde
0
dia
12
do
corrente
inclusivè,
principiam
Com
a
sua
nova
carreira,
como
nos
an
nos
anteriores,
a
sair
d
’
esta
cidade
ás
5
horas
da
manhã,
chegando
a
Barcellos
ás
7
e
meia
horas, e
á Povoa
ás
11
da
manhã;
da
Povoa
sae
ás
4
horas
da
ma
nhã,
chegando
a Barcellos
ás 6
e
meia,
dem'oran.do-se
alli
meia
hora
tanto
na
ida
como
na
volta, e
chega
a
Braga
ás
10
horas.
Os
bilhetes
acham-se
á
venda
nos
seus
antigos
escriplorios;
na
Povoa
em
casa
do
snr.
Manoel
Pereira
Barbosa,
rua
do
Rego,
e em
Braga
em
casa
do
snr.
An
tonio
Joaquim
Loureiro, rua
Nova
de
Sou
sa
n.°
2.
Preço
500
rs.
fóra
e
dentro.
Os
mesmos
continuam
com
as
suas
antigas
carreiras
entre
Braga
e
Barcellos.
Braga 5
de
julho
de 1878.
O
alquilador,
José
Antonio
Duarte
Pregueiro
8c
Irmão,
(966)
Quem
pretender
uma
casa,
junio
'•uj
W
do
Poço forte,
no
Gerez dirija-se
ao
p
a
dre
Antonio
Joaquim
da
Ro
cha,
capellão
do
Gerez
que
tem
ordem
para
a
alugar
com
as
camas
e
mais
moveis
que
n
’ella
estão.
(961)
q
a
Parte de Comércio do Minho (O)
