comerciominho_11051878_785.xml
- conteúdo
-
BTOtíHSEA.
CWMMEffilClíAJL, KEEIGIOSAL
B3 rWOTICIOSJk.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3 E.
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................
1&G00
»
6
»..........................
Correspondências
partic. cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBÀDOS.
PREÇO
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
...............................
DA
ASSIGNATUBA
2&000
lãOoO
3&600
3&G00
10
N.°
785
BBA®A
—
SABBAD» 11 DSC
MA3O
DE
m»
Isto
está
mau
—
é
o
que
por
ahi
se
0U
ve
a
cada
passo
Isto
eslá
mau
—
repelil-o-hemos
nós
lambem,
embora
sem
fazer
côro
com
cer
tos
jornaes
que
julgam
não
desvirtuar
a
missão
da
imprensa,
convertendo-a
de
fa
rol
que
illumina, em
azorrague
que
fere.
O
perigo
porém
que
agora
todos
pa
recem
ver,
já
vem
de
longe;
não
é
uni
camente
mal de
occasião.
Se
o
fò'a
?
menor
diíliculdade
haveria
por
certo
em
remediai-o.
Mas
para
que
nos
illudiremos?
O
vicio
tem outra
causa,
que
não
esta
ou
(Taquelia
situação.
E
erradamente
pensam
os que
altri-
buem
exclusivamente
a
tal
ou
qual
grupo
político,
o
que
só
é
filho
de
um
syslema.
Quando
a
arvore
produz
fructos
vene
nosos,
de
que
serve
cortar-lhe
os
ramos?
Os
melhor
intencionados
sentem-se
muito
impeilidos
a
certos
actos
que
des
toam
do
seu
caracter, para
obedecerem
a
força
maior
que
os
domina.
Todo
o
mundo
sabe
que
não somos
partidários
do
ministério
Fontes, nem
da
monarchia
do
Senhor
D.
Luiz,
que
para
ahi
vemos
arrastados
a
cada
instante
ao
posta
da
ignominia
e
da affronta.
Magoa-nos
comtudo
o
ver assim
des
prestigiado
o
principio
monarchico
á
som
bra
do
qual
medraram
e
cresceram
todas
as
nossas
passadas
glorias.
Pôde ter
errado
o
chefe
do
Estado;
mas
nem
porisso
nos
parece
que
devam
ser enlameados os
arminhos
da
dignidade
real.
A
instituição
não
se
macula
nunca
com
os
êrros políticos
de
quem
a
não
representa bem.
Os
nossos
maiores
ensinaram-nos o
modo
como fazer entrar os reis
nos
seus
deveres,
sem
lhes
embaciar
nunca
o bri
lho
da corôa.
Melhor
fariam
se
lhes
tomassem
o
exemplo
aquelles
que,
depois
de
terem
proclamado
inviolável
a
pessoa
do
mo-
narcha,
não
lhe
pompam
as
injurias
mais
affronlosas.
Repelimos;
não
somos
partidários
do
Senhor
D.
Luiz, nem
pretendemos, de
fôrma
alguma,
defender
os
seus actos;
mas
desejávamos que
fosse acatado
o prin
cipio
monarchico,
e
que se
não
despresti
giasse
nunca
a
dignidade
real.
São
estes
os
nossos
desejos,
que
nin
guém terá por
suspeitos.
Havia
antigamente
uma
classe
respei
tabilíssima
que
se
dividia
em
regular
e
se
cular.
A
regular
produziu
varões
sapientíssi
mos
e
santos, como Fr.
Bartholomeu
dos
Martyres,
Fr.
Luiz
de Sousa
e
Fr.
Caeta
no
Brandão;
e
muitos
outros
varões cu
jos
nomes ornam as
douradas
paginas
das
Chrouicas
Religiosas.
A
secular
apresenta
nos
seus fastos
os
eloquentíssimos
nomes
de
D.
Jerony-
n!
o
Osorio,
D. Jorge
da
Costa,
Jacintho
Freire,
e
innumeraveis
outros.
N’
aquelle
viçoso
jardim
de
claustros
nasceram
formosíssimas
Dores,
que em
balsamaram
o
mundo
com
o
suavíssimo
perfume
de
suas
virtudes.
A
extincção
das
ordens
religiosas
dei
xou uma
lacuna,
que
ainda
se
não preen-
obeú,
nem
se
preencherá,
porque
isto
vae
<le mal
a
peior.
Mas,
para
que
serviam as ordens re
ligiosas?
perguntam
os
modernos
espiritos
fortes.
Não
ihes
responderemos
nós,
mas
sim
as
derrocadas
paredes
do
convento;
e de
baixo
d
’essas
paredes
levantam-se
treze
séculos,
e
mostram
as
mãos
mirradas
dos
monges que as
cimentaram.
Mas,
dizem
elles
ainda,
não
podemos
nós
fazer
o
que
ellas
faziam?
não somos
homens
sirailhantes
a
elles?
Sim,
senhores
padres
mestres;
mas
heis
de
notar
que
os
zangões
são
também
si-
milhanles
ás
abelhas,
e
comtudo
estas fa
zem
mel,
e
aquellas
não.
Sejamos
sinceros,
e
confessemos
que
ninguém
poderá
prestar os
sei
viços
que
as
ordens religiosas
prestaram
á
socie
dade.
A
impiedade tem
crescido,
porque já
se
não
ouvem aquellas
vozes de trovão,
animadas
pelo Espirito
Santo,
únicas
que
são
capazes
de
despertarem
os
espiritos
endurecidos
do
seu
lethargo.
Os
homens
de
hoje,
tremem
e
blasphe
mam
das
ordens
religiosas,
porque
os
acom
panha
o remorso
de
as
haverem
pro
fanado;
faz
lembrar
aquelle
imaginário
som de
trombetas, que
turbava
o animo
do
parricida Nero.
Os
conventos
pela
santidade
de
seus
princípios
e
viver
de
seus
íiihos,
era
o
alvo
dos
tiros
da
maçonaria.
Porisso
era
necessário
calumnial-a,
pa
ra
mais
tarde
se
destruir.
Mas
o
que
os
revolucionários
principal
mente
tinham
em
mira,
era
roubal-as,
antes
de
as
extinguir.
Tal
projecto foi
posto
em
execução
no
malfadado
atino
de
1834.
As
portas
dos
conventos
foram
inva
didas
por
essa
sucia
dos
modernos vânda
los,
as
pratas
e alfaias
roubadas,
as livra
rias
destruídas,
os
seus
moradores
mal
tratados,
os
aliares
derrubados,
e...
mas
basta;
esta
narrativa
enternece.
Que
ex
cedentes peitos
os
dos
liberaes
para
se
fazerem patacos
íalsos,
como
diz
o
notável
escriptor
Pedro Diniz,
na
sua
obra
intitu
lada
As
Ordens
Beligiosas
em
Portugal.
A
cruz
que se
levantava sobre
o
alto
campanario,
e
servia
para guiar o
viajan
te
perdido, foi despedaçada, e
com
eila
anniquilada
em
parte
a
ideia
religiosa
que
andava
ligada
a
esse
emblema;
o
proscri-
pto,
voltando
á
pobre
aldeia
em
que
pela
vez
primeira
balbuciou
a primeira
prece
infantil,
cuidará
que
andou errado
em
seus
caminhos,
porque
essa
cruz
que d
’antes
era
a
primeira
recordação
da
infancia
e
lhe
recordava aquelles
santos
varões
que
lhe
ensinaram os
primeiros
conhecimentos
lillerarios,
foi
derrubada
pela
mão
do
mo
derno
vandalo
—
chrismado
com
o nome
de
—
revolucionário.
A
pobre
mãe
de familia,
que
com
o
coração
contristado
via
os
pobres
íiihos
devorados
pela mais
cruel
das privações—
a
fome
—
,
recebia um
allivio
á
sua
dôr,
com
a
consideração
de
que
encontrava
na
por
taria
do
convento
pão
com
que
satisfazer
a
necessidade
de
seus
fflhos;
hoje, porém,
a pobre
infeliz
pede
uma
esmola,
e
os
mo
dernos
pliariseus,
com
o
rosto
muito
en
joado,
respondem
a
essa
supplica
com
uma
palavra
cynica
e
atrevida,
inspirados
pe
los
péssimos sentimentos que se
abrigam
no
peito dos
que as
proferem.
O
pobre
velho
que,
já
sem
forças,
em tar
de
amena
do
estio,
pede
que o
levem
em
braços
aos
degraos
do
templo,
para
sentir
a
suave
viração
da tarde
erguer
seus
poucos
e
embranquecidos
cabellos,
não
achará
i-enao
ruinas
em
que
sentar-
se!
e
destruição
em
que pensar!
O
tan
ger do sino
que
tres
vezes
antes
se
ouvia
áquella
bora,
deixou
de
ouvir-se.
O templo
jaz
em
terra!
a
pedra
do
altar
em
que
eram
celebradas
as
mais
au
gustas
ceremonias
da
Christandade,
serve
D
de
meza
aos
banquetes
dos
bandidos
e
de
leito
á
prostituição.
Parecerá isto exagero nosso,
mas
infe
lizmente
não
é
mais
do
que
a
expansão
da
verdade;
que o
diga
o
convento
de
S.
Francisco,
em
Santarém,
transformado
boje
em
p'aça
de
touros;
o
dos
Loios,
em
Lisboa,
servindo
de
quartel
á
guarda
mu
nicipal
de
Lisboa;
o
da
Trindade,
arraz.a
do,
e
em
seu logar,
erecto
um
theatro
com
a
mesma
denominação;
e
finalmente,
ainda
ha
bem pouco
tempo, o
histórico
convento
de
Nossa Senhora
dos
Remé
dios,
vulgo,
convento
dos
Mariannos,
a
Santos,
em
Lisboa,
vendido
á
Sociedade
Biblica Ingleza, para alli
estabelecerem
o
seu
nefando
templo,
sendo
por
esta
occa
sião
profanadas
tão
sacrilegamente
as
se
pulturas
que
alli
existiam,
que
proceden
do-se
á
exhumação
das
ossadas
do
grande
porluguez
Salvador
Correia
de
Sá
e
Bene-
vides,
o
intrépido heróe
de
Pernambuco
e
da
Bahia,
foram
encontradas
pelo
chão
grande
quantidade
de
cascas d
’
ostras
e
es
pinhas
de
peixe,
signal
evidente
de
que
alli
se
tinha
comido
em
bachanal
e
infa
me
orgia!
Isto
custa
a
crer;
se
eu
proprio
não
fosse
testiraunha
ocular
d
’
este
facto, com
certeza
duvidaria
de
que
houvesse
gente
tão
miserável,
e
de tão
baixa condição
que
não
duvidando
oílender
os
vivos,
le
vasse
o
seu
arrojo
a
ponto
de
ir
profa
nar as
ossadas
d
’esses
varões
illustres,
que
ha
muito dormiam
o
somno
da
morte.
Eis
os fructos
que tem
espalhado
o
li
beralismo.
A
falta
dos
conventos
tem
concorrido
não
pouco para
a
pouca
seriedade
d
’
uma
grande
parte
do
nosso
clero.
Infelizmente
vêem-se
por
ahi
sacerdo
tes,
que
na
sua
pessoa
já
não
conservam
vestígio
algum do
habito
eccLsiaslico;
ap-
parecem
em publico, nos
campos
e
nas
cidades
como
os
seculares,
e
juntamente
com
os
vestuários,
adoplarem
lodos
os
seus
aderaanes;
outros
vêmos
que
conser
vando
as
fôrmas
do
habito
clerical,
lhe
acrescentam
uma
affectação
de
luxo,
e de
vaidade
humana,
tão
opposta
áquellas ce
lebres
palavras da Epistola
de S. Filip-
pe
—
Modéstia
vestra
nota
sit
omnibus
horni
nibus.
A
vossa
modéstia
seja conhecida
de
todos
os
homens.
O
sacerdote
que se
encontra
á
meza
do
jogo
e
ás
portas
do
theatro
perde o
seu
prestigio,
os
outros
homens
o
consi
deram
seu
igual,
e
ninguém
poderá
vêr
n
’
elle,
a
luz
do
mundo,
e
o
verdadeiro
sal
da
terra,
como
o
Salvador
do
mundo
cha
ma
aos
seus verdadeiros
ministros.
O
sa
cerdote
assim
faz diminuir
o
santo
esplen
dor
da Religião
de
que é ministro.
Quan
do um
homem
d
’
esses
sobe
á
cadeira
da
verdade,
a
fantasia
n
’ol-o
traz
á
memória,
assentado
no
banco
do
theatro, onde o
vimos
misturado
com os orgulhosos
e frí
volos.
E
quando no
Santo
Sacrifício
da
Missa,
as
suas
mãos
se
erguerem
com
o
Santo
das
Santos,
não
haverá
quem
se
lem
bre
de
ter
visto
algures
essas mesmas
mãos
com
um
baralho
de
cartas?
Não serão
es
tas
e
outras
considerações
o
que
tem
con
tribuído
para
a
inlifTerença
que
geralmen
te
se
observa
a
respeito
da
religião
e
de
seus
ministros?
Mas
sabeis
porque
do
convento
sabiam
sacerdotes
respeitáveis
e
virtuosíssimos?
Porque
alli,
o
mancebo,
destinado
á
vi
la
sacerdotal,
segregado do
mundo
antes
da
edade
cm
que o
fogo
das
paixões
se
atea,
e
vivendo
entre
exemplos
de vir
tude,
o seu
coração
ainda
tenro
se
affa-
zia
ao
molde em
que o haviam
apertado.
A
’
maneira
que
ia
aprendendo
os
co
nhecimentos
das sciencias
nalnrae»
e
mys-
ticas,
ia
adquirindo
o habito
do
solfri-
me
nto
e
da
penitencia pela
pratica
do
je
jurn,
e
da oração.
Eis a
escola
dos
ver
dadeiros
padres!
Um
sacerdote
assim
en
trava no
seu
ministério,
sem
ser
conhe
cido
de
ninguém,
e
ninguém
se
lembra
ria
de
o
vêr
em
logares
profano-.
Um
sacerdote
assim,
quando
subia á cadeira
da
verdade
e prégava
um
sermão
algumas
ve
zes
singelo,
mais
cheio
de
verdade
que
de
palavras
inchadas,
não
se
via
nos
cir-
cumstantes
aquelle
sorriso
de
incredulida
de
que
hoje em
dia
se
observa,
principal
mente
quando
o orador
é
conhecido
do
auditorio
por
actos
públicos
de
pouca
edi
ficação
Um ministro
assim,
collocado
depois
n
uma
freguezia
rural,
era
o
primeiro
mes
tre
da infancia para lhe
formar
o
cora
ção
e
a
instruir
nos
preceitos
da
Religião
de
Jesus.
A
verdadeira
educação
começa
no
ber
ço,
e
p
ra
se
formarem
bons
sacerdotes
é
necessário
educal-os
desde
a
sua entra
da
na
vida.
Era
assim
que na
Grécia,
costumavam
os
sábios,
para
formarem
bons
cidadãos,
receberem
as
creancinhas
nos
braços
da
republica,
para
serem
educadas
pelo
Es
tado;
e esse
costume
seguido
em
Lace-
demonia,
foi
talvez
o
que produziu
aquel-
la
rigidez
Espartana
que
ainda hoje
espan
ta.
A
infancia
é a
edade
que
mais
se
avi-
sinha
da
perfeição
christã;
é
a
edade
dos
nsos,
das
esperanças;
os
coros
angélicos
são
outras
tantas
legiões de
meninos,
e
linalmente,
quando
nas
grandes
afflicções
as
almas
atribuladas
recorrem
á
Virgem,
a
Religião
a
apresenta
a
sorrir
com
uma
creancinha
em
seus braços.
Felizmente
ainda
ha
no
nosso
querido
Portugal,
muitos
e
muitos
sacerdotes,
tal
vez
mais do
que
os
que
apontei, que são
a
felicidade
e
edificação
de
quem
os
co
nhece,
e
o
ornamento
da
Religião
a que
pertencem.
Esses
que
por
ahi,
infelizmente, nos
dão
o
máo
exemplo,
pertencem
a uma
escola inimiga
declarada
do
Christianis-
ino
—
a
maçonaria.
Pois
lambem
haverá padres
maçons?
Ella
que
tem
por
principal
maxima
matar
o
ultimo
rei
com
as
tripas
do
ultimo
pa
dre!
Infelizmente ha
espiritos
desvairados
que,
seduzidos
por
loucas
promessas,
e
correuio
apoz
loucas
ambições,
com o
maior
descredilo
da
nossa
Santa
Religião
tem
inscripto
os
seus
nomes
nos
livros
negros
d
’
aquella
in
!
’
ame
seita.
Deus
se
amerceie
de taes almas!
Sabeis
quaes
são
os verdadeiros
sacer
dotes?
São
os
que
teem
por norma
de
sua
vida—
o
Syllabus
—
,
legado magnifico
e va
lioso
que
nos
deixou
o
nosso
sempre
cho
rado
Pontífice,
o
Santíssimo
Padre
Pio
IX,
de
saudoAssima
memória.
Elle
peça
a
Deus
pelas
prosperidades
da
Santa Egreja,
e
ediíicação
da
vida d
’
esses pobres
desgra
çados
que
por
ahi
vivem
escandalisando
com
os
seus
actos
essa
grande
parte
do
clero
virtuosíssimo, que
ainda
por
graça
de
Deus
abunda
em nosso outr
’
ora
tão
catholico reino.
J.
M. B.
Valente.
Transcrevemos da
«Diário da
Manhã»
o
seguinte
artigo:
As leis tle
183 8
São as
seguintes as
leis
que
se
vo
taram
na
sessão
parlamentar
de
1878
nas
duas
casas
do parlamento:
Leis
de
augmento
de
despe.
ó
.—Reor-
ganisação
da secretaria
da escola polyte-
clinica
de
Lisboa;
auctorisação
ao
go
verno
para construir
o caminho
de
ferro
da
Beira-AIla;
pagamento
da
annuidade
de
6
contos
ao
Palacio
de
Chrystal;
lei
de
reforma
dos
operários
dos
estabeleci
mentos
fabris
de
artilharia;
reforma
da
secretaria
da
jn-tiça;
concessão
de um
subsidio
para
a
policia
civil de Coimbra;
augmento
dos ordenados
dos
commissarios
de
policia;
melhoramento
da
aposentação
do
oílicial
do
correio, Augusto
Rolla;
o
mesmo
ao
secretario
geral
do
estado
da
índia
Cunha Rivara;
augmentando
o
sub
sidio
dos
deputados; auctorisação
ao
go
verno
para gastar
200
contos
com
a
com
pra
de
canhoneiras; auctorisação
para
le
vantar o empréstimo
de
1
706
contos
para
os
caminhos
de
ferro
do
Minho e
Douro;
auctorisação
para
o
governo
poder
pagar
994$000 reis
aos
herdeiros
de
José
Tavares
dos
Santos;
auctorisação
para
a
emissão
das
obrigações
necessárias
para
obras
dos
portos
artificiaes
nos Açores;
creação
dos
logares
de subdelegado
de
saude
e pharmaceulico
na
ilha
das
Flo
res;
estabelecimento
de
uma
só classe
de
contínuos
das
camaras;
auctorisação
de
um
empréstimo
de
800
contos
para obras
publicas
nas
colonias;
elevação
a
000^000
reis
do ordenado
do
escrivão
interprete
do
Funchal;
auctorisação
para
o
governo
gastar
680
contos
com
a
compra
de
ar
mas;
augmento
dos
soldos
dos officiaes;
augmento
do ordenado
do
guarda-mór
da
estação
de
saude
de
Ponta-Delgada;
au
ctorisação
para
o
governo reformar
os
quadros
dos
operários
do
arsenal
de ma
rinha
e
cordoaria;
auctorisação
para
gas
tar
180
contos
com
as
fortific
ções
de
Lisboa; reorganisação dos
regimentos
de
artilharia;
organisação
da
escola
de
ci-
vallaria;
fixação
em 360$000
reis
do or
denado
do
escrivão interprete da
estação
de
saude
de
Setúbal;
concessão
de
um
melhoramento
pecuniário
aos
veteranos
da
liberdade;
concessão
de
um
auxilio
ao
monte-pio
geral das
alfandegas;
permissão
para
se
accumularem
as pensões
do
es
tado
com
as do
monte-pio do
exercito
e
armada; organisação
da escola
e serviço
de
torpedos;
melhoramento
de
reforma
do
major
Urbano
da Fonseca, e
do
coronel
Talaya,
e
reformando
em
cor
nel
o
ma
jor
Moraes
Sarmento;
creação
de
uma
praça
de
guerra
de
l,a
classe
na
forta
leza
da
serra
de
Monsanto; melhorando
os
museus
de
Lisboa
e
Coimbra;
conces
são
de
uma pensão
acs
filhos
do conde
de
Farrobo;
auctorisação
ao
governo
para
emittir inscripções
de
assentamento
a
fa
vor
do
banco Lusitano,
pela
importân
cia <le
20
bonds
extraviados
de
100
li
bras
cada
um;
auctorisação
para o
le
vantamento
de
um
empréstimo
de 36
contos
para
obras
da
escola
polylechnica;
concessão
da
reforma ao actor José Car
los
dos
Santos
e
a
outros
a
quem fora
tirada em
1868;
creação
em
varias
ilhas
dos
Açores
e
em
Porto
Santo
de logares
de
sub-delegado
de
saude
e
de
pharma
ceulico;
creação
de
uma
cadeira
de
phi-
lologia
comparada
no
curso
superior
de
leiras;
organisação
do
observalorio
astro-
nomico;
aposentação
dos
empregados
de
saude das
e-tações
marítimas.
Além
d
’isso
ha
numa
lei
de
substi
tuição
de
receita
misturadas,
n’
uma
mayon-
naise
incrível,
auctorisações
para
muitas
despezas
como a
de
pesquiza de
aguas,
compra
de
editicios
á
camara
municipal,
etc.
Leis
de augmento
de
receita.—
Altera
ção
do
real d
’agua;
ampliação do
imposto
de
sello;
elevação
do
imposto
sobre
me
lro
cubico
de
ostras
exportadas
a
369
reis.
Leis
de
substituição de
receita.
—
Adju
dicação
dos
caminhos
de
ferro
do
sul e
Algarve.
(Deixa-se
de
se
receber
o
ren
dimento
da
linha,
em
troco
de
uma
pres
tação
lixa
dada pela
companhia
adjudica-
taria).
Substituindo
o
imposto
de
60
reis
em
decalilro
de
vinho
entrado nas
bar
reiras
do
Porto e Gaya
por
um
imposto
de
2
0/0
ad
valorem
sobre
lodos
os
vinhos
exportados
pelas
diversas
barras.
Leis
de
diminuição
de
receita.
—
Reduc-
ção
a 6 0/0 dos
dividendos
das
companhias
de
viação.
Concessões
de
propriedades
publicas.—
Ao
asylo
de
D.
Pedro
V
em Braga
o
convento
de
Nossa
Senhora
da
Penha,
á
camara
de
Villa
Franca
o
chão
e
rumas
de
uma casa, de
um
edifício
ao
asylo
montemorense,
o
estabelecimento
ther-
mal
do
Banho
á
camara
de
S.
Pedro do
Sul.
Leis
de
regulamentação
eleitoral.—Crea
ção
de urna
assembleia
eleitoral
em AI-
piarça.
Leis
de
interesse
particular,
sem
au
gmento
de
despeza.—
Lei
applicando
ao
of-
ficial
inslructor
de
cavallaria
na
escola
do exercito
as
disposições
do regulamento
para
remonta
dos
cavallos
dos
ofiiciaes,
lei
permittindo
a
Luiz da Silva Mousi-
nho
de
Albuquerque
matricular-se
na
es
cola
do
exercito,
independentemente
do
exame
do
2.°
anno
de
desenho.
Leis
de
regulamentação
financeira.
—
Addicionamento
aos
direitos
de importa
ção
dos cereaes
do
direito
estabelecido
pela
lei
de
31
de
março
de
1827,
esta
belecimento
de
tabellas
de
valores
médios
para
os direitos
ad
valorem,
applicando
a
prescripção
de
30
annos
ao
julgamento
das contas
dos
exactores
da
fazenda
pu
blica.
Leis annuaes.—
Orçamento
de
receita
e
despeza para
1878
1879;
fixação
das
forças
de
mar
e
terra
e
dos
contingentes
de
recrutas;
fixando
a
contribuição
pre
dial,
approvando
o orçamento
rectificado
do
anno corrente.
Leis
sobre
assumptos
de
justiça.
—
|
Transferencia da
séde
do
julgado
de Santo!
Aleixo
pa^a
Sáfara na
comarca
de
Mou
ra;
mandando
observar,
com
modificações
em
Cabo
Verde,
o
cod'go
de justiça
mi
litar;
fixação
da legislação
penal
e
com
petência
de
tribunaes
para
o
regimento
de
infantaria
do
ultramar;
alterações
no
codigo
de justiça
militar.
Leis
sobre contractos.—Auctorisação
ao
governo para
modificar
o
contracto
para
a
navegação
a
vapor
para
os Açores
e
Madeira;
approvação
do
contracto
da
ca
mara
de
Belem
com
o
snr. Freitas
e Oli
veira
para
a
construcção
de
um
merca
do;
approvação
do
contracto
para
a
illti-
mmação
a
gaz
da
Ponta-Delgada,
proro-
gando por 29
annos
a
concessão
das
os-
treiras
do
Tejo,
approvando
o
contracto
de
i
187!
com
a empresa
do
caminho
americano
do
Braçal.
1
Audorisaçôes
ás
camaras
municipaes.
-
A
’
de
Faro
para
restituir
ao
cofre
de
viação
em prestações
de
300^000
reis
a
somma
que
lhe
tirou
em 1864-, á
de
Al
cácer
do
Sal
para
applicar
3
contos
á
construcção
de
uma
ponte
e reparação
de
caminhos municipaes.
Convenções
internacionaes. —
-Tratados
de
cotnmercio
com
a
Hespanha
e a
Grécia,
de
extradição
com
a
Italia e
os
Paizes-
Baixos.
accordo
internacional
relativo
ao
faro!
do
cabo Spartel
Diversas.
—
Approvação
do
regulamento
de
pilotagem,
auctorisação
para
a
reforma
da
secretaria
da
marinha
sem
augmento
de
despeza, lei
para
que
o
governo
possa
nomear
director
do
Conservatorio
qualquer
membro
da
Academia
ou
de
outra corpo
ração
litteraria, transferindo
para
o
con
tinente
os
coronéis
do
exercito
do
ultra-
mar
e
regulando-lhe
o
accesso,
relevando
o
governo da
responsabilidade
em
que
incorreu
por
ter criado
uma
cadeira
de
sanscrito
no
curso
superior
de
le
iras.
Reformas
geraes.
—
Leis
de
reforma
elei
toral,
reforma da
camara
dos pares,
re
forma
de
instrucção
primaria.
Estas
duas
ultimas
augmentam
de
um
modo bastante
pesado
os
encargos
dos
municípios,
e
a primeira
augmenta
o
nu
mero
dos
deputados
e
portanto
a
despesa
do
subsidio.
Expomos
o
factos
sem commentario.
Ha aqui
despesas
uteis e
despezas
inúteis,
mas
o
facto
mais
importante
que
se
nos
impõe,
é
o
seguinte;
Augmentou se
es-
panlosamente
a
despesa,
e pouquíssimo
a
receita.
Senhor no« entrevado
*
.
—
Ama
nhã
sae
com
toda a
pompa, da
egreja
de
S.
Victor,
o
Senhor
aos
entrevados
d
’
aquella
freguezia.
xTKonte-pio de S.
Joné.—
Segundo
vemos
annunciado,
ámanhã
hão
de
reunir-
se
em assembleia geral extraordinária
os
socios
do
Monte-pio
de
S.
José,
para se
resolver
sobre
o
projecto
da
reforma
dos
estatutos,
consoante
fôra
requerido
por
vários
socios.
Este
assumpto
dizem-nos
ser
da
mais
alta
importância
para
os
in
teressados
e
famílias
dos
mesmos,
pcrisso
é
de
crer
que elle fique
nesta
sessão
plena
e
convenientemente resolvido,
pondo
de parte
quaesquer dissidências,
que
só
podem
prejudicar
aquelia utilíssima
insti
tuição
e
os
benefícios
que
d’
ella
devem
resultar.
aíMeições.—
Consta
que
pelo circulo
de
Barcellos
se
propõe
candidato
opposicio-
nista
o snr. conego
dr.
Lopes
de
Figuei
redo.
lAvro.
—
O
snr.
conego
dr.
Alves
Men
des acaba
de
publicar
nm
livro
que
in
titulou
Italia.
Os jornaes do
Porto
dizem
maravilhas
desta
recente
publicação
d
’um
dos
mais
alevanlados
talentos
do
clero
portoguez
Auiliencistâ geraew. —
No
dia
8
do
corrente
foram
julgados
Francisco
Velloso
Pires,
casado, ferreiro, da
freguezia
de
S.
Jeronymo
de
Real,
e
Telles,
da
mesma
freguezia,
accusados
por
insultos
e
inju
rias
feitas
ao
regedor
de
Semelhe,
es
tando
este no
exercício
das
suas
funcções:
absolvidos.
Extraefãe de baia.
--Na
tarde
do
dia
8
foi
extraída
uma
das
duas
balas
com
que
foi
ferida
a
filha
de
Manoel
Joaquim
Rodrigues,
de
S.
Mamede
d
’Éste,
como
noticiámos.
A
operação
foi
feita
com
a
maior
pe
rícia
pelo
snr.
dr.
Luiz Cândido
do
Valle,
sendo
medico
assistente
o snr. dr.
Vieira
da
Cruz.
Chegada.
—
Chegou
ha
dias
a
esta
!
cidade,
onde
se
demora
por
algum
tempo,
o
nosso
antigo
collega
e illustrado
sacer
dote
Manoel
Ferreira
Marnoco
e
Sousa.
Aparelhoi
demugie»
moiSes-nas.
—
Recommendamos
ás
famílias
d
’
esta
ci
dade
o
annuncio
que
sob
esta
epigraphe
publicamos
no
logar
propiio.
Ctoiaoelho de
distrieto.
—Na ses
são
de
1
do
corrente
foram
resolvidos
os
seguintes
negocios:
Foi
de
parecer
que
estavam
nos
termos j
de
ser
approvados
os
orçamentos
das
se
guintes
corporações
respeitantes
a
1877-
1878:
No
concelho
de Barcellos,
do
Santíssimo
Sacramento,
das
freguezias
d
’
Al!reu
e
S.
Romão
de
Fon
e
Coberta;
Senhora
do
Ro
sário,
das
freguezias
d’
Aguiar
Martim
e
Perelhal; Senhora
da
Victoria,
da freguezia
de
Santa
Eugenia
de
Ricovo,
e
Almas
da
freguezia
de
Perilhal.
—
No
concelho
de
Guimarães,
da
Ordem
Terceira
de
S
Francisco
e
supplementar
da
Misericórdia
de
Guimarães.
Foi
mais
de
parecer
que
se
mandasse
passar alvarás
de
licença
a
Manoel Gon
çalves
Branco
e
Manoel
Baptista
Teixeira,
para
construírem
fabricas
de
fogo
d
’artificio,
em
Guimarães
e
Fafe,
visto
mostrar-se
dos
respeclivos
processos
que
foi
comprida
a
lei
de
2!
de
outubro
de
1763.
Deliberativos:
—Approvou
as
contas
da
camara
de
Cabeceiras
de
Basto;
respeitante
a
1873-
1871
até
1873-1876.
— Approvou
as
contas
do collegio
de
S.
Caetano,
d
’
esta
cidade, respeitante
aos
annos
de
1873
1871 até
1876-1877.
—Approvou
o orçamento
da
camara
de
Vieira,
para 1878-1879.
—
Approvou
as
arrematações
feitas pe
rante
a
camara
de Braga,
da obra de
re-
calcetamento
do
muro
do
cemiterio
publi
co
e
da
venda da
casa
que
faz
parte
do
tribunal.
—
Approvou
as
arrematações
feitas
pe
rante
a
camara de Vieira
da
reforma d
’um
pontão
no
sitio
de Paigens, limites da
freguezia
de
Soutello;
arrematação
d
’
um
caminho
que
da antiga
estrada
de Braga
a
Chaves,
segue
para o
logar do
Valle
da
freguezia
de
Ruivães
e
outras.
Denega
approvação
ao
aforamento
feito
pela
camara
municipal de
Celorico
de
Basto
a
José
da
Costa Cardoso, da
freguezia
do
Congo.
—Confirmou
o
aforamento
feito
pela
camara
municipal
de
Villa
Verde
a
Joa
quim
Jeronymo
Ferreira,
da freguezia
da
Lage.
Larynge
—
A
cirurgia
vae
alcançando resultados
cada
vez
mais
sur-
prehendentes.
Já
se
não
tracta
sómente
da
substituição
de
um
nariz
por
outro
artificial,
ou
de
ossos
inteiros
destruídos
por
feridas ou
tirados
em
virtude
de
ope
rações
cirúrgicas; ^gora
trata-se
nem
mais
nem menos
do
que da
ablação
total
da
larynge
por outra
artificial, formada de
um
tubo
com
cordas
vocaes
de
borracha
que
produzem
a
voz e
o
canto
como
a
larynge
natural.
Foi
no hospital
de
Glasgoxv
que
esta
operação
foi
feita
pelo
dr.
Fotilis,
com
bom
resultado.
Não
é,
porém, a
primeira
d
’
este ge
nero
que
se
tenha
tentado,
e
algumas
vezes
com
egual
resultado;
mas
o
que
lhe
dá a preferencia
sobre
as
outras
é
o
apparelho
de
que
se
serviu
agora
o
dr.
Fouiis,
que
parece
superior
aos
que
ser
viam
anteriormente,
e
tão
perfeito
que
a
voz
do
paciente
apenas
se
distingue
da
voz
natural
por
ler um
timbre
mais
mo-
notoao.
Seces» no Ceará.—
Do Ceará
escre,
vem
o
seguinte:
As
chuvas
tinham
cessado
e
consi^.
rava-se
como
illusorio
o
inverno,
que
Se
julgara ter
começado.
Do
centro
rece.
biam-se
tristíssimas
noticias.
Para
a
«C
oq
.
stituição»
escrevem
da
Boa
Viagem:
E’
tal
o
estado
d
’
esta
infeliz terra
q
tle
já creio
que não escapará
ninguém
I
Qu^
não
morrer
de
fome,
que
é
tremenda,
ha
de
morrer
do
maldito
beri-beri,
que
é
ainda
mais
horroroso
que
a
fome.
Este
terrível
mal
te
n
feito
mais
vi.
ctimas
do que a
terrível
secca
que
assola
este
termo
como
em
parte
alguma,
poj
s
nem
do
governo
tem
sido
lembrado. Só
da
familia
do
tenente
coronel
José da
Silva
Bezerra
teem morrido para mais
de
13
pessoas
de
beri-beri.
Que
terrível
|]
a
.
gello
!
Estou
disposto
a
emigrar
com
toda
a
minha
familia
e
amigos
que
me
quizere®
acompanhar,
pois
plenamente
estou
coo.
vencido
de
que,
comendo-se
cachorro,
gato
e
hervas
bravias,
ninguém
escapará!
As
chuvas não
possam
de uma
illusão
para
mais
marlyrisar-nos.
Na
hi
mais
espe-
rança
de
inverno;
está
tudo
perdido
Morre
tanta
gente
por dia,
que
nem
lhe
posso
dar
o
numero.
Uovo
aparelho.
—
Em
França
re
petem-se
as
experiencias
com
um
novo
aparelho
para a paragem
súbita
dos
com
boios
de
caminho
de
ferro.
Este aparelho,
que
já
figurou
na
Ex
posição
da
Philadelphia.
acha-se
adopta-
do
em
mais
de
430
linhas
americanas,
e parece
por
isso
resolver
um
proble-
ma, que
por
muito
tempo
se
considerou
insolúvel.
Consiste
o
aparelho
intitulado
—
freio
automático
Westinghouse
—em
um
reserva-
torio
principal,
collocado
por
baixo
da
plataforma
do
raachinista,
recebendo
o ar
comprimido
por
meio
de
uma
bombi
cujo
motor
aspira
o
vapor
da
caldeira.
D
’esle reservatório,
que
mede
pouco
mais
ou
menos
230
litros,
parte
uma
li
nha unica
de tubos, as
quaes
atravessam
o
comboio
em
toda
a
sua
extensão,
e
que
communicam
com
os
freios
das
carrua
gens.
A
menor
ou
maior
pressão
exercida
sobre
o
ar
comprido
do reservatório
com-
munica-se
simultaneamente
aos
freios
da
locomotiva.
Eptaodi'» <9re
entastrophe -lo Can-
êahrico.—Um
dos
episodios
mais
notá
veis,
sem
duvida
alguma,
diz
«La
Patria»,
do
lugubre
drama
que
no
dia
20
teve
logar
no
mar,
é
o
da
lancha
denomina
da
«Laureana»,
que
commandava
o
bra
vo patrão
João
Rodrigues,
tripulada
por
oito
pescadores
tão bravos
como elle.
Com
a
fé
no coração,
posta
sua esperança
em
Deus,
corria
o
temporal
a
«
Laureana»
en
volta
no
turbilhão
que
a
acossava
furioso;
abordada
a
proa
por
grossas marés;
vendo
aberta
nos
abysmos
das revoltas
vagas
a
triste
sepultura
que
no
embravecido
mar
punha ante
os
olhos
d
’aquelle
punhadode
homens
que n’
uma
frágil
barquinha
lacta
vam valorosas
com os
elementos desenca
deados.
Mas
os
valentes
tripulantes
da
«Laureana»,
sem
desconhecer o
quanto era
critica
a
situação
em
que
se
encontravam
rodeados,
estreitados
pelos
braços da mor
te,
luctavam
com
o
valor
e
consciência
que
poucos
sabem
empregar
como
o
ma
rinheiro
hespanhol. Parallelo a
S.
Pedro
do
Mar,
encontraram-se
coin
uma
barca
tripulada
por
nove
homens,
sem
esperan
ça
de
salvamento;
e
o
patrão
João
Rodri
gues
e
seus
dignos
companheiros,
esque
cendo-se
dos
riscos
que
corriam
e
do im-
minenle
perigo
que
os
ameaçava,
só
pen
saram
em
auxiliar
e
soccorrer
aquelies in
felizes;
e fazendo titânicos
exforços de
pe
rícia
e
de
valor,
tiveram
a
fortuna
de
salvar
dois
d
’
elles:
Paulo
Gandra,
patrão
da
bar
ca,
e
José A
rias
Rey,
um
dos nove pesca
dores
que
a
tripulavam.
Os
sele restan
tes
que
a
força
do temporal fez de
todo
o
ponto
impossível
recolher,
foram
traga
dos por
aquelle
mar
embravecido
de
vi-
ctimas
insaciável.
O
heroico
comportamen
to dos
valorosos
tripulantes
da
«Laurea-
na»,
só podem com
prebendei
o
bem
os
ho
mens
do
mar
que
sabem
que
a
maio pn-
quena
olhadella.
o
mais
leve
desvio
do
rumo
que
se
segue
em
taes
circiimstancias
póde
ser
causa
para
soçobrar e
perecer,
mas
os
tripulantes
da
«Laureana»,
esta
vam
dispostos
a immolar
sua
vida
por sal
*
var
a
de
seus
companheiros.
lIHinia
*
peregs-ina^&es e <l«n#‘
tsv«a
a
Sua Santtdailc I*
ie»
Francezas:—
duas de
Marselha,
a
prime
1'
ra
levando
a
S.
Santidade
Pio IX
uma
ma
gnifica
e
rica
poltrona,
e
a
outra
um
tlu
-0
'
no
de
ouro
massiço;
uma
de
Amien
s>
presenteando
Pio
IX com
umas
chaves
e
e
a
e
a
a
s
õ
a
e
i-
a
a
i.
o
l
S
a
'e
o
o
!•
i-
u
0
I.
la
ir
B
:o
i-
n
e
i-
la
i-
la
i-
a-
t,
;e
a-
i-
ar
m
m
i-
a;
lo
a
ar
le
i-
a-
la
ra
m
r-
ia
a-
ro
:a
n
*
i-
e-
a-
i-
a-
e-
ar
r-
a-
»•
lo
a-
;i>
n-
a*
0'
e-
lo
1S
r,
a-
»•
!Í-
a-
a-
s.
es
de
ouro massiço
no
valor
de
1:6204000;
uma
de
Cherimont, guiada
[pelo
viscon
de
de
Damas,
que
lhe
offereceu
12:6004000
em
uma
bolsa
de
seda
bordada
a
ouro;
uma
de Leão
levando
um
riquissitno
cá
lix
no
valor de
3:6004000;
duas
de
Rourgls
e
Poiiiers,
offerecendo
muitos
e
ricos
pre
sentes;
de
Aix,
Nantes
e
Sain-Ethiene,
dando
a
Pio
IX
muitas
prendas
riquíssi
mas;
de
Avinhão.
guiada
pelo
arcebispo,
muitos e
ricos
paramentos
de
egreja.
Os
condes
de
Chambord
offereceram-lhe 20:000
francos;
o
duque
de
Nemours
uma cruz
e
urn annel
cravejado de
brilhantes; o
du
que
de
Magenta
ricos
presentes
e
uma
tapeçaria, representando a Familia
Santa
no
valor
de
10:000:000; o
conde
de
Saint-
Amour
todas
as
joias
de
sua mulher
e
um
riquíssimo serviço
de
altar
de
ouro
cra
vejado
de
brilhantes,
diamantes,
pérolas
e
esmeraldas;
o príncipe
Napoleão
o
seu
re
trato guarnecido
de
brilhantes.
Inglezas:
uma
guiada
pelo
duque
de
Norford,
marquez
de Ripon
e
conde
de
Denbigh,
levando-lhe
grandes
sommas
de
dinheiro
e
um
solideo
de
ouro
guarneci
do
de
brilhantes
e
pedras
preciosas,
pe
dindo
a
Pio
IX
o
solideo
de
uso
como
relíquia; outra
guiada
pelo
cardeal
Heward,
bispo
de
Clipton
e
duque
de
Norpelk, ofT->-
recendo-íhes
400:000
francos
e ricos
pre
sentes;
duas
irlandezas presenteando-o
uma
com
63:0004000
alem
de
200:00?'4000
que
lhe
manda
anncalmente;
outra
que
deu
a
S.
Santidade
360:000
francos;
e
uma
de
Escócia
offerecendo-ihe
9:0004000
e
muitos
paramentos
de
egreja.
Italianas:
duas
de Nápoles,
dirigida
uma
pelo
cardeal
Riario
Sforza,
offerecendo
a
S.
Santidade
uma
bella
capa
bordada
a
ouro
e
a
prata,
feita
no
azylo,
dirigido
por
irmãs
de
caridade,
e 7:000
libras;
e
outra
que
Ibe
levou presentes
valiosos,
uma
cadeira
de
ouroe
320:000
francos. O
prín
cipe
Amadeu ollereceu-lhe um calix
de
ouro
cravejado
de brilhantes;
Francisco
II
ricos
presentes;
o gran-duque
da
Tosca-
na
10:000
florins.
Hespanholas:
uma
que
offertou a
Pio
IX
180:000(3000;
outra
de
Piacencia,
Al-
meria, Zamora
de
Olivedo
e
Tarragona,
que
o
presenteou
com
19:0004090,
Affon
so
VII oflereceu-lhe por
intervenção
do
palriarcha das
índias
8:000
duros.
Belga:
uma
guiada
por
um
padre
je
suíta,
que
lhe
levou
de uma
subscripção
nacional por
occasião
do jubileu
100:000
libras,
27
cálices
de prata
e
muitos
ou
tros
presentes.
Suissa:
uma que
lhe
offereceu
8:32"437O
e
2
estojos
de 59
relogios
cada
um.
Porlugueza: uma
que
oflereceu
a
S.
San
tidade
munas
prendas.
(Uma
senhora
da
alta
aristocracia
desapertou
as
suas pulsei
ras
e
ricos
aderesses
e
depositou-os
aos
pés
de
Pio
IX).
Austríacas:
a
da
Lombardia,
que
pre
senteou
S.
Santidade
com
4:5004000,
a
da
Croacia,
que
lhe
offertou
2.5004000.
Turca:
a
de
Rodes,
que
levou
65:000
francos.
Americanas:
a
do
Canadá
e
America
de Norte,
que
lhe
oflereceu
400:0004000;
a
de
Buenos-Ayres,
que
presenteou
S.
Santidade
com
muitos
mil
pezos;
a
do
Chili
qoe
lhe
levou
2:500400
).
Os
camaristas
de
S.
Santidade
oflere-
ceram-lhe uma
rica
Pax
ornada
de
pe
dras
preciosas;
os
ofliciaes
civis
uma
es
tatui
de
Santa Ignez
de
prata
ornada de
brilhantes;
os
protonotarios
uma
cruz
pei
toral
ornada
de pedras
preciosas;
os ca
pellães
uma
banquela
bordada
a
prata
com
o
fundo
de
ouro.
«So
Oriente.—
Os
últimos
lelegrarnmas
relativos
á
questão
do Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
7
—0
«Temps»
commentando
a
missão
do
conde
Sçhouvalofl,
diz
que
a
Inglaterra
não
acceitará
os
compromissos
sobre a
questão
de preponderância
da
Rus-
sta
na Turquia,
mas
ouvirá
com
mau
gra-
do
alguma proposta
de
qualquer
contra-
solução
na
questão.
Os
turcos
oppoem
novas
difliculdades
“
evacuação
das fortalezas.
Londres
8—
Os periódicos inglezes di
zem
que
o
conde
Scheuvaloff
conduz
a
ultima
palavra da
Inglaterra. O fim
da
viagem
é
conhecer
precisamente
os
desí
gnios inglezes
afim de
tentar
conciliai
os
®om
o
modo
de
vêr
do
czar.
O
governo
inglezexamina
actualmente
as
ultimas
pro
postas
communicadas
pelo
czar.
Lma
circular
austríaca
explica
as
me-
mtlas
militares
tomadas
na
fronteira
do
Sm,
as
quaes
não
foram
ditadas
pela
am-
tçao
nem
pelo
desejo
de
conquista,
a
Áustria
operará
segundo
o
melhor
inleres-
Se
dj
Europa.
Constantinopla
7
—
0
sultão
inspeccio-
nou
as
tropas
estacionadas
em
volta
da
capital.
Está
organisada
a
defesa.
As
guar
das
civicas
recomeçaram
os
seus exercí
cios.
Paris
8
—
Os
russos
occupam
na
Rou-
mania
a
linha
do rio
Argischa
e d
’
esta
fórma
cortam
as
communicações entre
o
exercito
roumanico
e Bucharest.
Está
traclado
o
armistício
entre
os tur
cos
e
os
insurgentes
da
Macedonia.
Os
insurgentes
do
Creta
não
querem
armistício
e declararam
que só
depois
da
sua
annexação
á
Grécia
é
que
deixarão
de
combater.
Todos
os
periódicos
russos vêem na
viagem
do
conde
Schotivaloff syptomas
de
ter
melhorado a
situação.
Londres
8—O
embaixador da
Rússia
o
conde
Schouvaloff
partiu
hoje
de
ma
nhã
para
S. Petersburgo.
Londres
9
—
Dizem
de
Vienna
ao
«Stan
dard»
que
reina
a
anarchia
nos districtos
annexados
ao
Montenegro.
Os
albanezes
recusam
submelter-se.
De
Berlim
dizem
ao
mesmo
periodico
que
sómente
no
seu
regresso
de
S.
Pe-
lersburgo
o
conde
de
Schouvaloff
vi-ita-
rá
o
príncipe
de
Bismark.
A
Rússia recusa
entregar
60:000
pri
sioneiros
turcos.
O
«Times»
em
um
telegramma
de
S.
Petersburgo
diz
que
se
reaviram
as
espe
ranças
pacificas
em
consequência
da
via
gem
do
conde
Schouvaloff.
As negociações
recomeçarão se
elle
pu
der
convencer
a
Rússia
de
que a
Ingla
terra
se
incumbe
do
melhoramento
da
sorte
dos
chrLlãos
na
Turquia.
Annuneio
euriaso.
—
No
átrio
da
egreja
d
’
uma
aldeia
em
Hespanha, lia-se
ha tempos
o
seguinte
annuncio:—
Por
dei
tar
um
par
de
ferraduras
a
cada
freguez
300
réis.
—
Por
metter
a
relha
na forja,
120
réis.
—
A’s
viuvas,
80 réis.
—Por
dei
tar
um
par
d
’
orelhas
a
cada
freguez
240
réis.
Enatigurafões e
factos oeeorri-
dos
es»»
18»?.
—Inaugurados
em
Fran
ça:
o
novo
hospital
além
do
Sena;
a
universidade
catholica
com
a
invocação
de
S.
Thornaz
de
Aquino
em
Leão,
um
novo
templo
israelita
em
Paris;
um
mo
numento
em
Paris
ao
arcebispo Darboy,
fuzilado
pela communa.
Inglaterra:
uma
escola
de
medicina
pa
ra
senhoras
em
Londres:
o
novo
Thea-
tro
em
Londres
chamado
Theatro Nacio
nal;
a
ponte
que
atravessa
o
estreito
de
Tayport
(Escócia),
que
é a
ponte
mais
cumprida
da
Europa,
pois
tem
85
arcos.
Hespanha:
uma
egreji
catholica
sob
a
invocação
do
Coração
de
Jesus,
em
Ba
dajoz;
a
nova
ponte chamada
de
Santo
Anlão em
Bilbáu; um convento de
religi
osos
bernardos
era
Madrid;
um hospital
para
danças
creado
pela
caridade
pu
blica
em
Madrid;
a
egreja
dos
asylos
del
Prado.
Italia:
o
observatorio
meteorologico
no
seminário
de
Friescole
(Florença)
pelo
pro
fessor
Nardi.
Turquia:
uma
escola
de economistas
em
Constantinopla.
África:
a
abertura do
canal
que
liga
o
Cairo, Zagazio,
e
districtos
do
Delta
com
o
canal
do
Suez
no
lago
de Timsak.
Foi abolida
a
escravatura
em
Mada-
gascar
por
um decreto lido
no
dia
20
de
junho,
pelo
ministro
em
presençi da
rai
nha.
America:
eleito
Hayes
presidente
da
republica
dos
Eslados-Unidos;
estabeleci
mento
de
uma
fabrica de
fiação
e
teci
dos
com
120
lusos
e
2:112 teares
nos
Estados-Unidos;
creado
o
hospital de
D.
Luiz l.°
pertencente
á
sociedade
de be
neficência
porlugueza,
no
Pará;
um
institu
to para
meninos
e
meninas
com
o
pa
trimónio
de 2:000
contos
no
Rio
de Ja
neiro.
Asia: acclamação
em
Delhi
(índia) da
rainha
de
Inglaterra
como
imperatriz;
em
Riste
Osaka
(Japão);
—
aberto
á
circulação
e
caminho
de
ferro;
aberta
ao
publico
a
no
va
capella
catholica
em
Sanguim
(Goa)
creação
de
um
estabelecimento
de carida
de,
como
filiação
do de
Pangim
em
Ve-
Iha-Goa,
com
a
invocação
de
Nossa
Se
nhora
de
Lourdes.
t^otíeia iswjios-taMte.—O
correspon
dente
de
Lisboa
para
a
«Independencia
Porlugueza»
escreve
o
seguinte:
O
governador geral
de
Cabo
Verde
enviou
ao
ministério
da marinha
um
ex
tenso
relatório
da sua
viagem á Guiné
porlugueza. E
’
curioso
tudo
que
o
snr.
Vasco
Guedes
escreve
ácerea d
’
aquella
nossa
possessão
africana,
e
principalmen
te
a
respeito
de
Bolama,
que,
pelas
suas
condições
climatéricas
e
por
muitas ou
tras
circunstancias,
está
destinada
a
ser
capital
de
Guiné.
Segundo
refere
o
snr
Vasco Guedes
no
seu
interessante
relato-
rio,
Bolama
assimi!ha-se
a
nm encantador
jardim,
onde
a
vegetação
é
luxuriante, a
temperatura
amena
e
sadia,
a agua
abun
dante
e
magnifica.
Dão-se
aHi
os
fructos
da
Europa
juntamenle
com a
manga, a
banana,
o
ananaz
e
todos os
demais
fru
ctos
dos
tropicos.
As
manhãs e
as
tardes
teem
a serenidade
de nosso
outono.
Os
passeios
são
assombrados
de
copadas ar
vores.
Em
suinraa, segundo
as informa
ções
do
governador
gerai
de
Cabo
Verde,
que
é como
quasi
todos
sabem, um
ca
valheiro
muito
serio,
Bolama
é
um
ver
dadeiro
paraizo.
Convém
que
estas
coisas
não
sejam
ignoradas,
porisso
creio
que
o
snr.
mi
nistro
da
marinha
vae
mandar
publicar
o
relatorio
do
snr.
Vasco
Guedes.
Parece
impossível
que
offerecendo a
nossa
África
tantas
vantagens,
o
povo
por-
tuguez
prefira
emigrar
para
o
Brasil
Pa
ra
África,
onde
ha
pontos
muito salubres,
terrenos
ferocíssimos,
o
porluguez
pode
ir
ser
proprietário
—
porque
o
governo
ce
de-lhe
terras
para
cultivar—
e
em
pouco
tempo
enriquecer;
para
o
Brazi!
que
está
doentio
e exploradissimo,
vae
ser
creado
de servir
ou
caixeiro, soffrer
maus
tra
tos
e
acabar
os
seus
dias n’
um
hospital,
quasi
que
ao
desamparo.
A
’ ignorância
do
que
nós
lemos
de
bom, o
que
os
estrangeiros
teem
de
mau,
se
devem
estes
e
outros
inales.
Exploraçã»
sie
cí
*
i»»int!
*
<»s
de fer
ro.—
Ha
no globo
presentemente
390.000
kilometros
de
via
ferrea,
distribuídos
como
segue,
pelos
cinco
continentes:
Europa......................................... 141:000
Asia
(mormente
na
índia
in
gleza)
...................................
11:000
África
(principalmente
na
Al-
geria
e
no
Egypto)
.
.
.
2:500
America
..................................
143:000
Oceania
(especiaimente
na Au
strália)
................................
2:500
De
todas
as
partes da
Europa,
cin
co
sextas
partes são
exploradas
por
com
panhias
e
uma
sexta
apenas
pelo estado,
figurando
a
Bélgica
com
2:105
kilome
tros,
a
Allemanha
com
17:606
e
a
Au-
slria-Hungria
com
2:274.
A
Asia,
e
a
Oceania
offerecem alguns
exemplos
d
’exploração pelo
estado.
A
Ame
rica,
porém,
diz espirituosamente
Mr.
Jac-
qmin
no
seu
estudo
sobre
o
assum
pto
parece
ter elevado
á
cathegona
do
dogma
que o
estado
não
póde encarre
gar-se
da
construcção
e
exploração
d
’a-
quelles caminhos.
Mjogarea
«Be
snsb-deBegados «5e
isautle.
—
O«Diario»
publicou
uma
por
taria
em
que
se
mandou
declarar
aos
ma
gislrados
superiores
administrativos
de
lo
dos
os
districtos,
que
os logares
de sub
delegados
de
saude
são
gratuitos,
como
se
deprehende
do decreto com
força de
lei
de
3
de dezembro
de 1868,
o
qual
sómente
auctorisa
estes
funccionarios
a
re
ceber
emolumentos
quando,
como
peritos,
concorrem
a
algum
exame,
vistoria ou
di
ligencia,
e
não
quanfio
intervem
nos
pro
cessos
preliminares
de
licença.
do
Hospital
d®
8.
Hareos.
—
Doentes existentes
em
28 de
abril:
90
homens
e
102
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
linda:
24
homens
e
15
mulheres.
Sahiram:
18
homens
e
10
mulheres.
Falleceram: 2
homens e
1 mulher.
Ficaram
era
tratamento
em
4
de maio
94
homens
e
106
mulheres.
Resumo
do
activo
e
passivo do
Banco
Commercial,
Agricola
e
Industrial
de Villa
Real,
em
30
de
abril
de
1878.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
•
Letras
descontadas
e a
rece
ber...................................
Letras
caucionadas
com
by-
potheca
sobre
bens
de
raiz
Letras
em
liquidação.
.
.
Letras
protestadas
.
.
.
Titulos
e
obrigações
a
receber
Empréstimos
sobre
penhores:
De
103
acções
deste
Banco
De
diversos
objectos
d
’
ouro
e
prata..........................
De20:668
litros
d
’aguaiden-
te e vinho
...................
13;
1054644
661:1234596
48:3224000
6:6084472
3:5414310
5:3074470
3:0154000
1224-500
1:5004000
Operações a
longo
prazo
com
hypotheca
sobre
bens
de
raiz..................'
.
.
.
Acções
de
conta
própria
em
numero
de
325.
.
.
.
Contas
correntes
com garantia
De
175
acções deste
Banco
De
leiras
e
cartas
de
credito
De
33:516
litros
de
vinho
Agentes
no
paiz, dinheiro
e
letras
a
cobrar.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos devedores
. .
.
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de
installação
14:9664982
15:5704000
3:5534000
4:5224760
7004000
63:0684805
12:3034237
6:906483
4
6104100
1:6004000
866:4514010
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0004900
Deposito
á
ordem.
.
.
.
1:8304718
Deposito
a
prazo.
.
.
.
22:8844920
Dividendos
a
pagar
.
.
.
1:8984250
Fundo
de
reserva.
.
.
.
9:1204000
Quantia
destina
la
para
o
imposto
industrial.
.
.
5:3004000
Reserva
para
prejuízos
even-
luaes....................................
4:0904000
Ganhos
e
perdas.
.
.
21:1174122
866:1514010
Villa
Real,
3
de
maio
de
1878.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d
’
Oliveira
Guimarães.
Agostinho
José
da
Costa.
As
irmãs,
sobrinhos
e cunhados
do
lãllecido
abbade
de Santa
Eulalia
de
San-
de,
do
concelho
de
Villa
Verde, em
ex
tremo reconhecidos
para
com todos
os
snrs.
ecclesiasticos
e
seculares,
que
se
dignaram
assistir
aos
funeraes d
’aquelle
seu
estremoso
irmão,
thio
e cunhado,
a
todos
agradecem
cordealmente, e
com
es-
lecialidade
aos
snrs.
ecclesiasticos
pelas
muitas
finezas
que
d
’
elles
receberam
por
occasião
do
enterro
d
’aquelle seu saudo-
sissimo
parente.
(882)
Antonio José
Gonçalves,
serve-se
deste
meio
para
agradecer
a
todas as
pessoas
de
sua
amisade
e relações,
tanto eccle
siasticos
como
seculares,
os obséquios
que
he
dispensaram
por
occasião
do
falleci-
mento
de
sua
irmã
Joaquina Maria
da
Conceição,
e
assistiram
aos officios
fú
nebres
que
por
alma da
mesma
se
cele-
araram
no
real
templo
de Santa
Cruz
no
dia 7 do
corrente.
A
todas
protesta
sua
gratidão.
Braga
10 de
maio
de 1878.
(881)
Anlonio
José
Gonçalves
Nogueira, ex
tremamente
penhorado
para
com
todas as
aessoas
da
sua
amisade,
que se
digna
ram
visital-o
e
cumprimental-o
por
occa
sião
do
fallecimento
de
sua
chorada
mãe,
vem
por
este
meio
agradecer, tributando
a
todos
o
seu
indeleve!
reconhecimento
e
gratidão.
(879)
RELOGIOS
BARATOS
DE 4^200
A
5^000
REIS.
Ch
p
gou
novo
sortido
ao
estabelecimen
to de Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga.
Praça
d
’
Alegria,
n.°
II.
(885)
Rapaz
para mercearia
Offerece-se
um com
tres
annos
de
pratica
de
mercearia
e
tem
bom desem
baraço
para
retalho;
não
exige
outro
qual
quer
ramo
de
negocio.
Quem
preiender
falle
com
o
caixeiro
do
snr.
Manoel
José
Gomes
de
Sá,
na
rua da
Boa
Vista
n.°
4.
(883)
Apparelhos de
magica
modernos
lESTiOTLIbiDE
BBS SWB
Já proveniente
de
algum
defeito
de constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.
27,
rue
Mon-
thabor,
perlo
Tulherias,
Paris.
(39
-H-)
IMITA
iTTINÍh
PIANO
E5E
1HEEA
Vende-se
um
de 7
oitavas,
enj
muito
bom
uso.
Trala-se
na
rua
Nova
n.°
55,
em
Braga.
(872)
LOJA
DE CERA
I
sto
é,
magica
pa
ra
fazer apparecer
e
desappai
ecer
os cha
rutos
das charutei
ras
e
cigarreiras
á
vontade,
muito
sur-
prehendentes
para
fumadores,
900
a
10500
reis.
Cartas
dançantes,
o
baralho 500
reis.
ias
dançantes
desde
200
a
300
reis.
Dados que atravessam
qualquer
raesa,
chapéu
ou
espelho,
800 reis.
Algibeiras
milagrosas,
bonito
presente
para
senhoras, 600
e
900
reis.
Quadros
dissolventes,
90000
reis.
Caixinha
de
escamolagem,
500 reis.
Bolas magicas
de
400
a
500
reis.
Corda
magica,
200
reis.
Algibeira magica,
100
a 200
reis.
Os
auneis,
10600
a 20800
reis.
Os
copos, 600
reis.
Caixinhas
completas
para
creanças,
de
80000,
100000
e
120000
reis.
Dedo
do amor
do japão,
bonito prezente
para
senhoras.
Caixinhas
para
fazer
desaparecer
cartas
á
Hermann
600.
Dá-se
um
impresso
dos
preços
,
cor
rentes.
N. B.
Dá-se
a
explicação
de
cada
obje-
clo.
São
estes brinquedos
muito
interes
santes
para
as
creanças
e
famílias.
Jcan Kieling
do
Wornies A
i&hiai—
Fornecedor
de
muitas
famílias
da
nobreza
estrangeira.
27,
27
A-PRÀÇA
DO BARÃO DE S.
MART1NHO-27
B
e
27
G.
José
Apparicio dos
Santos,
participa
ao
publico
bracarense
que
no
proximo
dia
11
do
corrente
abre
o
seu
novo
estabelecimento,
onde se encontrará
um
variado
sor
timento
dos
objectos
seguintes:
Chapéus
modelos
para
senhora
Chapéus para
creança
Flores, folhagens
e
plumas
Flores
e
plantas
para
adornar
salões
e
ca
sas
de
jantar
Manias
para senhora
Ditas
para
homem
Leques
Livros
de
missa
Brincos,
broches
e
pulseiras
Carteiras
e
bilheteiras
Álbuns
para
retratos
Botões
para
travesseiras
Escovas
de
differentes
qualidades
Babeitos
para
creança
Brinquedos
para
creança
Pentes
para alizar
e
para caspa
Ganchos
para
cabeilo
Agulhas
e
alfinetes
Dedaes d’
osso
e
d
’
aço
Betroz
prelo
e
de
cores
Faqueiros
Facas, garfos
e
colheres
Thezouras
finas
Bandejas
Garrafas,
copos
e cálices
Oleados
para
mezas
Cindieiros
para
pelroleo
Ditos
para
azeite
Jarras
de
vidro
e procelana
Casliçaes
de
vidro
e
procelana
Objectos
para
escriptorio
Papel
e
envelops
Bilhetes
de
visita
Botões
para
punho
e
collarinhos
Coroas e
ramos
para
cemiterio
Sapatos de
liga
Tinta
para
marcar
roupa
Perfumarias
Algodões
de
diversas
qualidades
Siphões
para
fazer
gazosas
HOTEL
BEAL,
QUARTO
N.°
24-RUA
DE
S.
JOÃO.
DEMORAM-SE
APENAS
TRES
DIAS
NESTA
(IDADE.
E
grande sortimento
de
ferragens
e
quinquilharias
que vende
para revender,
por
preços
convidativos
PREÇO FfiXtt
VENDAS A DINHEIRO.
(873)
Associação
do Monte-Pio de
S.
José
Por ordem
do
presidente
e
mais
vo-
gaes
da
meza
da
assembleia
geral,
são
convidados
todos
os
socios
que
se
acha
rem
no
goso
dos
seus direitos,
a
reunirem
em
assembleia
geral extraordinária
no dia
12
do
corrente
á
uma
hora
e
meia
da
tar
de,
na casa
n.°
8,
do
largo
de
Santo
Agos
tinho
cnde
se
acba
estabelecido
o escri
ptorio
da
mesma
associação,
afim
de
se
resolver
sobre
o
projecto
da
refórma
dos
estatutos,
unico
assumpto
a
que
se
refe
re
um
requerimento
assignado por
diver
sos
socios,
bem
como
para
dar
cumpri
mento
ao
conlheudo
do
cilicio
de
3 do
corrente
da
respectiva
direcção,
dirigido
ao
presidente
da
meza.
Braga
4
de
maio
de
1878.
0 1.°
secretario
(875)
José
Anlonio
Peixoto
Braga.
8
Em 13 í
INCORPORADA
POR CARTA REAL
41,
Stua Novo
de Sousa, 41
BRAGA
Cera
em flôr
ou
grumo,
de
muito
su-
perior qualidade;
vende-se
por
junto no
estabelecimento
de
cereeiro,
por
preços
muito commodos.
(878)
Vende-se
uma
morada
de casas
1
’
Í
’
ML
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
.-N-.lása
g
a g
a
,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trala-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araojo,
morador na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7, contigua
áquella.
(862)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes Alves,
na
rua
do
Cam-
po,
d
’
esta
cidade,
que
está
atictorisado
para
este
fim.
(713)
INJECÇÃO HIGIÉNICA
BALSAMICO
PROPHITATICO
Esta
injecção
é
a
única
e
eflicaz que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de
purgações
tanto
antigas como mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz, rua
de
S.
Barlliolomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.°
142,
proximo ao
Palacio
de
Christal.
Preço
década
frasco
—
400
rs.
(861)
JOSÉ
ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5 Bua
Nova
de
Souza
5—
Com
estabelecimento
de mercearia,
pregagens
e
objectos
para flores e
de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de arame de
todas
as
dimençôes.
(843)
LÍNGUA
franceza
.
Ensina-se
na
rua
de S.
Viclor
n.°
I
v
em
Braga.
(828)
CURSO
PRATICO
E
GRAM1IATICAL
DA
A
grande
exposição
de
quadros,
proce-
lanas,
cryslaes,
bordados
para
senhora
e
creanças,
objectos
da
China
e
suas
imi
tações,
no
campo
dé
Sanl
’
Anna
n.°
59,
estará
aberta
todos
os
dias das
10
horas
da
manhã
ás
4
da
tarde,
e
das
6
ás
9
da
noite,
PREÇOS
FIXOS
E
EXCESSIVAMENTE
REDUZIDOS.
Na
loja
do
mesmo prédio
ha,
entre
outras
fazendas,
Armas
de
1
cano
a
30000
rs.
Ditas
de
2
canos
a
60000
rs.
Rewolvers
de
20500
a
60OuO
rs.
Chapéus
de
sol,
de
paninho,
para
ho
mem,
a
500
rs.
Marquesinhas
de
seda
e
selim,
que
eram
de
30000,
40000
e
50000
reis,
a
500,
800
10000 rs.
Chicaras
de
procelana,
para
café,
a reis
20000 a
duzia.
(874)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
GRANíJE REBUCÇÃO DE PREÇOS NA 8.a CLASSE.
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
3
classe,
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
PELO MESMO PREÇO QVE PARA «S 1SI4J 1>E JANEIRO
Segundo o plano do professor Ahn
POR
ALBINO A. COELHO
Vende-se
em
Coimbra,
e
no escriptorio
d
’
este
jornal,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino.
Preço......................
500
rs.
As
pessoas
que
pertenderem
vaccina
em
tubos para
fóra
da cidade
—
e
as
que
quizerem vaccinar seus
filhos,
pódem
re
correr
ao
consuitorio
do
snr.
Alves
Pas
sos,
no
campo
de
Santa
Anua,
todos
os
dias,
desde
as
7
até
ás
10
horas
da
ma
nhã.
Para
os
necessitados
—
grátis.
14
de
Junho
28 de
Junho
13
de
Maio
í
TAGUS
.
.
28
de Maio
|
GUADIANA
.
PREÇOS
COMMQDOS
I
Carta paquete
d’esía
eompunhia
leva
a
bordo
eriadeai
e cosiiifceiros
portííyíiexfH
para
commodidade
dos
passageiros
de
toiSa»
a»
«lasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
toem
sustento
e
hospedaria gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo o» passageiros leem graêss eama, roupa
de
eama,
eo-
inidn feits» piir
eosinbeiros
portugssezes,
visilio
(Jusa vezes
por
dia,
I
assistência
nsediea,
serviço
«Se criados e
outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
j
a
bordo,
e"
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygiene
como
para
a
commodidade
Sdos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
s
meros
agradecimentos
que ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção das
suas
(
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe-
'
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
®
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TAIT.
Para
esclarecimentos
em Braga
o
snr. João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto,
s
. °
ELBE
MINHO.
CIRURGIÃO
DENTISTA
DA
Escola Americana
Consuitorio
a
toda
a
hora, tanto
de
fia
como de
noite.
Rua
do
Campo (antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(845)
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MÉDICO-CIRÚRGI
CA DO
PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.°
19.
BRA
G
A.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
■irte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
toldados.
,801)
BRAGA, 'iYPOGRAPHIA
LUSÍTAAA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
