comerciominho_10121878_872.xml
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-
FOLHA.
RHLI6IOSA,
A.
E32
XOTICIOSA.
REDACTORES
—D.
Miguel Sotto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—D1RECT0R—Antonio Joaquim |de
Mesquita Pimentel.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.° ANNO
______________
Braga,
12
mezes..........................
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repelrão....................................
1&600
830
40
20
10
PLBLIGA-SE
ÁS TERÇAS,
QL1ATAS E
SABBADOS.
FREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes......................... 2&G00
1
»
6
»
.........................
íçj050
»
sendo
duas
assignaturas
3&608
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte,
.
5^600
Folha
avnlso
10
N.°
872
TERÇA-FEIRA 10 DE DEZEMBRO DE
4878
Relanceando,
por
acaso,
os
olhos so
bre
a
correspondência
de
Coimbra para
o
«Jornal
do
Porto»,
de
13
de
novembro,
lemos
o
seguinte
periodo:
«N
’outros
tem-
«pos
a
instrucção
era unicamente
apana-
«gio
dos
grandes
e
poderosos.
Os pobres,
«os
humildes,
os
desvalidos,
embora en
cerrassem
uos
seus
cérebros
intelligen-
«cias
robustas,
vigorosas,
brilhantes,
que
«depois
de
facilmente
cultivadas
se
des-
«eniranhassem
em
fructos
sazonados,
bons,
«tileis
á
sociedade,
eram
esquecidos, des-
«prezados,
engeiíados,
e
tinham
de mor-
<rer
ignorantes,
obscuros, porque
a
so-
cciedade
os
eng<itava.
As
portas
do tem-
<plo
da
sciencia
fechavam-se
brutalmente,
«desapiedadamente
sobre
os
seus
olhares
«de
suppiicas
e
de
aspirações,
como
fa-
«ria qualquer
usurário
vendo
um
pobre,
«um faminto,
á
sua
porta».
Com
o
dedo
sobre
as
paginas
da
his
toria
lilteraria
de
todos
os
paizes.
e
no-
meadamente do
nosso, diremos
ao
cor
respondente
de
Coimbra
—
que
as
suas
as
serções
são
completamente
inexactas.
O
periodo,
que
acabamos
de
transcre
ver,
entra
na
ordem
d
’
essas
dectamações
tão
vagas,
tão
ocas,
tão infundadas,
com
que
os
adoptos
da
escola
liberal
preten
dem
denegrir
acintemente
o
passado
para
exalçar
o
piesente.
São reminiscências
de
um celebre
canon
voltaireano,
que
por
bem
sabido
não
precisamos
de
recordar
agora
aos
leitores.
Os pobres, os
humildes,
os
desvalidos
tinham
ontr
’
ora
abertas as portas
dos
conventos,
que
lhes
ministravam gratui
tamente
a
instrucção,
se
a
elles se
soc-
corriam
para implorai
a,
não
como
o
usurário—
hoje
tão
beneficiado
pela legis
lação
moderna
—
que
nega
brutalmente
a
esmola
ao
faminto,
mas
como
verdadei
ros
mananciaes
de
instrucção,
que
a
ne
nhuma
intelligencia sedenta
de
saber
re
cusavam
matar
a sede
Tinham
ainda
os
palacios
d
’
esses
mes
mos
grandes
e
poderosos,
a
quem
tama
nho
odio
vota
o
liberalismo,
muitos dos
quaes
facilitavam aos
menos
favorecidos
da
fortuna
os
meios
para
frequentarem os
estudos.
Tinham
emíim
os
proprios reis,
que
consignavam
pensões
aos
estudantes
pobres,
até
para
cursarem
universidades
extrangeiras, como repetidas
vezes
aconte
ceu
entre nós.
As
paginas
da
no<sa
historia
litteraria
abundam
em
nomes
de
sujeitos,
que
sa
bidos
das
mais
baixas
classes
sociaes,
con
quistaram
logar
eminente
na
republica
das
lettras.
A
quasi
todos
estes
suppriu
o
claustro
os
meios,
que
elles
não
ti
nham
de
si
proprios,
para
adquirirem a
sciencia. O
mesmo
testimunho
nos
dá
a
nossa
historia
ecclesiastica,
mostrando-nos
condecorado
com
as
honras
do
episcopado
mais
de um
varão,
cujos
paes
haviam
vivido
na
pobresa,
e
até
na
miséria.
Não
apontamos
aqui
esses
nomes,
por
que
de
nenhum
homem
illustrado,
nem
mesmo
do
correspondente
de
Coimbra
podem
elles
ser
desconhecidos.
Assertos
como
o
que
vimos
contradizendo,
podem
ser
inspirados
por
outros
motivos,
em
bora
menos desculpáveis
mas
não
pela
ignorância.
Reprodusiremos
apenas o
que
—
acerca
da
Real
Casa
Pia
de
Lisboa
escreveu
José
Bonifácio
de
Andrade
e
Silva
no
Elogio
Historico
da
rainha
D.
Maria I
—
d
’es-a
soberana,
a
quem
a
escola
liberal
vota
um
odio
implacável.—«Para
asylo
da
po
vbresa
(diz
elle),
para
desterro
da
men-
«dicidade
......
cria
no
castello
de
S.
Jorge
«uma
Casa
Pia,
onde
lambem
a
mocidade
«é
instruída
nos
elementos das
scientias
«e
das
bellas
artes,
e
d
’
onde
sahiram de
tpois
muitos
moços
de
talentos,
que
foram
tbrilhar
em Coimbra
*
.
—
E
alli mesmo
em
Coimbra,
onde
o
correspondente
do
«Jornal
do
Porto»
pa
rece
querer insinuar
que
só desde
1831
é
que
existe
um
estabelecimento
aberto
pela caridade á
instrucção
dos
pobres,
fora
todavia
fundado,
já em
1832,
por
D.
Pedro
Malheiro,
bispo
Amiclense,
um
collegio
e
hospital
para
estudantes indi
gentes. «N
’
este
collegio
(diz o snr.
José
«Silvestre
Ribeiro)
podiam
os estudantes
«assistir
por espaço
de sete
annos,
e
se-
«guir
os
estudos,
que
tivessem
por mais
«convenientes,
frequentando
as
aulas
da
«universidade».
Podíamos
multiplicar
estes
exemples;
mas
o
que
fica dicto
basta
para
conven
cer
de falso
o
que, impulsado
por
pre
conceitos,
e
menos
reflectidamenle aflir
mou
o
correspondente
de
Coimbra.
Terminando,
ousaremos
recommendar-
Ihe
que
d
’ora
avante
estude
melhor
as
questões,
sobre
que
houver
de
escrever,
que
seja
menos
bombástico,
mas
mais
exaclo
nas
suas
aílirmações,
e
que
escute
a
voz
da
razão
e
da
justiça
de
prefe
rencia
á
voz
da
paixão
partidaria,
para
que
o
seu
credito
não
perigue,
nem
se
manche
a
reputação
de serio,
de
que gosa
o
jornal
em
que
collabora.
D.
M.
S.
CorresponiSenòin
particular
«lo
«{.'ovsssMereie»
«lo
Minho»
Paris,
29
de
novembro
No
meio
das
tristezas
e
das
misérias
da
política
actual,
nós
tivemos ha
dias
uma
grande
alegria.
O
Senhor
Conde
de
Chambord
acaba
de
dirigir
ao
snr.
de
Mun
uma
ataria
notabilíssima.
Essa
carta
traça
o
programma
da acção
realista,
com
clareza
perfeita,
firmeza
necessária
e
gran
deza
incomparável.
Encerra
ao
mesmo
tempo aílirmações
tão
claras,
tão
leaes,
que
não
podem
deixar
de
terem commo-
vido
os
nossos
adversários.
Pondo
um
termo
a
toda
especie
d’
equivoco, o snr.
Conde
de Chambord
fixa
a
guerra
á
Re
volução,
como
o
fim
supremo
do
partido
realista.
Eis
uma
passagem d
’
este
docu
mento
real,
mui
commenlada
pela
im
prensa
republicana:
«Para
que
a França
seja salva, é
necessário
qtie
Deus
volte
a
ella
como
Senhor,
para
que
eu
possa
reinar
como rei». Se
tal
espera
o
sn>-.
Conde
de
Chambord,
dizem
em
côro
os
nossos
adversários,
nós
podemos
predi
zer-lhe
que
lem
d’
esperar
muito
e
muito.
Com
effeilo,
em
tempo
nenhum
como
hoje,
se
fez
mais
exforços
por
banir
Deus
de
nossos corações
e
de
nossas
escolas,
e
é
assim
que
os
republicanos
contam
impedir
o
advento
de
Henrique
V.
Mas
os
desígnios
da
Providencia
são
impenetráveis,
e
nin
guém
conhece
o
porvir,
se
exceptnarmos
os
nossos
políticos
republicanos.
No-en-
lanlo
estes
snrs.
esperam
aproveitar-se
da
carta
em
questão,
para as
eleições
de
3
de
janeiro.
Fazer
que
o
povo
opte
pelos
princípios
de
89
ou
pelo
«antigo
regí
men»,
tal
é
a
laclica do
partido.
Pela
nossa
parte
pensamos
que
os
republica
nos
se
illudem,
e
que
as
eleições
não
lhes
serão
tão
cór
de
rosa
como
esperam,
pre
cisamente
graças
á
carta
d
’
Henrique
V.
que
veio
reanimar
muitos
frouxos
e
in
decisos.
Effeclivamente,
as
novas
colhidas
pelo
«comité»
conservador
que
se
occupa
das
eleições
senatoriaes,
são
particularmenteIcomo
n
’
aquella
camara,
favoráveis
desde
ha
dias.
As
invalidações
J
— ----- ~
“
das
actas
eleitoraes,
assim
como
os
at-
tentados
socialistas
na
Allemanha, na
Hes-
panha
e
na
Ilalia,
muito
contribuem
para
persuadir
os
eleitores
a
votar
nos
can
didatos
da
ordem.
Os
republicanos
estão
longe de
viverem tranquillos,
pelo
con
trario;
e
a
sua
inquietação
augmenta
pro
gressivamente.
Os
seus
candidatos percorrem
azafamadamente
as
communas,
e
tratam
de
ganhar
os
delegados
municipaes
que
serão
encarregados
de
proceder
ás
eleições.
Em
vista
do
reviramento
geral
em fa
vor
das
ideias
conservadoras, começam a
comprehender
que não
podem
levar
as
coisas
até
ao
extremo
que desejam Resolve
ram
publicar
por
estes
dias
um
manifesto
des
tinado
a
reagir
contra
o
receio
que
o
Senado,
tornado
republicano
e
favorecen
do
as
reformas radicaes,
accrescente
um
perigo
exterior
ao
perigo
interior de
que
estamos
ameaçados.
Por
outro
lado
de
clararão
que
a
sessão
de
1879 não
será,
na aclual
situação
da
Europa, senão
uma
sessão
de
negocios.
Se
este
rumor se
confirma,
é
caso
de
nos
felicitar-nos,
pois
ao
menos
estaremos
seguros
de
perma
necer
no statu
quo,
—
o
que
é já
alguma
cousa.
Nós
não
teríamos,
com
effeito,
nem
contradança
administrativa,
nem
diplomá
tica.
não
contando
que
as
reformas
con
cernentes
á
magistratura
e
ao
clero
sejam
adiadas
para
uma
epoca
mais
opportuna,
isto
é indefinidamente.
Mas
persistirão
es
tas
disposições,
nascidas
sob
a
impressão
da
reacção prestes
a
operar-se
nos
con
selhos das
grandes
potências
em
proveito
das
ideias
conservadoras?
E
’ o
que
é
per-
millido
duvidar.
Começou
a
circular
anle-hontem
nos'
círculos
políticos
uma
notícia
grave.
Di
zia-se
que
o
marechal
Mac-Mahon
e
Gam
belta
estavam d
’
accordo
em
que
este
ul
limo
assuma
a
presidência
do
conselho
de
ministros
e
uma
pasta
no
proximo
ja
neiro.
E
’
forçoso
reconhecer
se
que
a
posse
do
ministério
por
Gambella
está
absolutamente
na
ordem
das
coisas.
Ha
sete
annos
que
o
chefe
das
esquerdas,
quer
na
tribuna, que
nos
banquetes,
quer
nos
artigos dos
programmas,
tem-se cin
gido
sómente ás
palavras,
deixando
a
ou
tros
a
responsabilidade da
acção.
Esta
si
tuação
anormal
não
podia
prolongar-se
mdetinidamenle.
Os
proprios ministros
não
teem
ido
além
do
papel
subalterno
que
estão
condemnados
a representar: oíli-
cialmenle
teem a
auctoridade,
mas
todos
sabe.u
que
elles
dependem
d
’um personagem
que
com
um
só
gesto
resolve
todas
as
questões.
Ninguém,
pois,
se
entristeceria
com
a
subida
de
Gambetta;
elle
não
tar
daria
mesmo
a
comprometer
a
sua situação
por
qualquer
extravagancia,
e
perderia
assim
todas
as probabilidades
de
substituir
o
marechal
de
Mac-Mahon,
—
o
que
consti-
lue
a
grande ambição
d’
aquelle
republi
co;
mas
apraz-nos
crer que
as
suas
es
peranças
serão
baldadas.
A
camara
dos deputados
terminará
em
breve
a verificação
dos
poderes.
Faltam
sómenle
cinco
deputados
para
invalidar,
o
que
fará
attingir
a
71
o
numero
das
viclimas
da
paixão
republicana.
N
’esta
se
mana
todas
as
sessões
foram
consagradas
ao
exame
do orçamento, cuja
discussão
se
prosegue
activamente:
é
uma pressa,
uma
azáfama
vertiginosa;
vota-se
orça
mento
sobre
orçamento,
artigo
sobre
ar
tigo,
sem
o
minimo
exame. Os nossos
deputados
desejam
terminar
quanto
antes
a
sèssão
afim
de
regressarem
aos respe-
clivos
departamentos,
para
ahi
fazerem a
sua
propaganda
eleitoral.
Assegura-se
porém
que
no
Senado
as
coisas
não
passarão
tão
vaporosamente
.
Os
nossos
sena-
dtres
propõem-se
neutralisar. como
de
vem,
as
decisões
dos
deputados.
Serão
pronunciados
vários
discursos
dos
meia-
bros mais
influentes do
Senado, que
pe
dirão
explicações
sobre
o procedimenjo
indigno
d’
alguns
prefeitos
relativamente
aos
instituidores
congreganistas, sobre
os
attaques
dirigidos
incessanlemente
á
ma
gistratura, e
sobre
a
execução
do tractado
de
Berlim.
Ernquanto
em
Versalhes
se
agitam
as
sim
todas
as
paixões,
os
catholicos acham-
se reunidos em
Lille,
n
’um
congresso
onde
teem
sido
tomadas
ntilissimás
decisões.
Elles
comprehenderam
emfim
que
o
momento
de
obrar
é chegado,
e
que
~a
inaeção
seria
uma
grande
falta.
Cortto
acima
disse,
a
carta
d’
Henrique
V
acaba
de
os
tirar da
apathia,
e
porisso
vão en
trar
resolntamente na
liça.
Preside
ao
congresso
Monsenhor
o
bispo
exilado
de
Genebra,
homem
de
combate,
com
o
qual
energicas
resoluções
serão
postas
em
pratica,
se
a
Deus pparou-
ver.
Trata-se
alli
também
de
obras
cari
tativas
e
uteis:
n‘este
momento occupa-
se elle
d
uma obra
capita]
em
todos
os
tempos-—
a
sanctificação
do
domingo,
ca
pital
sobretudo
para
este
paiz,
onde
a
lei
divina
do
repouso
dominical é
tão
geralmente
violada.
Bem
alto
lem
decla
rado
Monsenhor
Mermillod
que
á
ob
servação
do
domingo
é que
um certo
nu
mero
de
nações
protestantes
derem
a
prosperidade
material
de que
gozam.
Mas
infelizmente
n
’
este
paiz
da
França
ca-
tholica
mais
de
quinhentos
mil
empre
gados
estão
entregues
ao
trabalho
todo o
dia de domingo!
Quem
sabe
se
não
deve
remos
atlribuir
a
nossa
decadência
a
esta
inobservância
dos
preceitos
do
Senhor...
Redaerito
do
«Commereio
d>»
Minho».
Londres,
26
de
Novembro,
1878;
«P
arodia
»
em
P
rosa
.
Escrevi,
ha dias,
uma
parodia
poé
tica
a uma
cousa
que
o
Autor
;de
cujo
nome
só
conheço as
iniciaes,
que
elfe
se
dignou communicar-nos
—
e
por
signal
que
a
primeira
vem
de
candeias
ás
aves
sas,
d
’
esta
sorte
}].
A.,
não
sei
se
isto
tem
alguma
significação lá
na
sua
ge
ringonça) intitulada
«R
umores
T
empes
tuosos
»
(bem
sabia
elle
que um Burro,
e
sobre
tudo um
burro
philozophico,
nãb
pode
zurrar
senão
estrondosamenle).
Vem este primor
de
poesia
philoze-
phica
(cuidado
que
o
philozophica
venha
com
z,
para ser
legitimamente
derivado
do Grego
Zoros,
escuro,
sombra
igno
rância,
tolice}
no
Folhetim
do
um
pape-
luxo que
apparece
em
Coimbra,
com
o
titulo
bastante
superficial Partido
do
Povo_
jeomo
se
o Povo
não
fosse
verdadeira
mente
a
nação
toda!
O
nunero
do ditò
periodico
é
o
56,
de
3
de
outubro.
—
Irei copiando;
sextina por
sextina,
este
primor
da
presumpção
e
da
tolice;
e
fazendo-lhe
em
prosa
a
justiça
que
as
trovas
da poesia
não
permutem
de tão
plenamenle
exercer.
A
parodia
polica
—
nada
facil
de
fazer
pela
extravagancia
e
desconchavo
do
prototypo.
—
enviei-a
ao
novo
periodico
que
apparece
em
Co
m-
bra.
intitulado
A
Ordem
—
por
s<
r
aii
lambem
que
lêye
nascimento
a
preciosi
dade
que
parodio;
o
Commereio do
Mi
nho
póde
copial-a
d’
alli,
se
a
mesma
Ordem
a
publicar;
pois,
não
pelas
mmlias
mui
rasteiras
observações, m.;s peles
mé
ritos
do
original, não devem
privar-se
♦is
leitores
do
mesmo Commercio.
de
conhecerem
aquella
joya
lideraria,
poéti
ca,
e
scientitica;
e
de
verein
até que
ponto
avança
o
«Progresso» [retrogrado]
entre
os
nossos
jovens
illustradores da
humanidade.
Começam
os Rumores:
—
I
«O
tempo
já
findou
das
vãs
chitneras,
«E
o
Deus
das
escripturas
«Não
achando
logar
entre
as espheras
«Desceu
ás
sepulturas
«Com
passo
vacillante
allucinado,
«E
envolvido
nas sombras do
passado.»
Vejam
como,
Até
d
’
esle
sandeu
contra a
vontade
A
lingua
lhe
fugiu
para
a
verdade.
Findou
o
tempo
das
chimeras
vãs,
falsas,
das
não-chimeras, isto
é,
das
ver
dades.
Começa
pois,
o
das mentiras
e
da
tolice.
Faííou
o
saudei;,
disse a ver
dade,
como
a
hurra
de Balaan,
sem
sa
ber
o
que
dizia.
«E
o
Deus
das
escriptoras»—Ainda
aqui
lêz
este
material
a
Deus
o
favor de Lhe
escrever
o
nome
com
D
grande;
mas
deu
immediatamenle
patada,
pondo
o
das
es-
cfipluras,
ou
da
Bíblia,
com e
peque
no,
para
mostrar—
este
Insecto
—
o
seu
desprezo,
pelo
Livro dos livros,
respei
tado,
admirado,
venerado,
como
o
pri
meiro,
o
maior,
o
mais
importante
dos
livros,
por
todas
as
edades,
por
lodos
os
grandes
homens,
por
todas
as
nações il-
!ústradas
—
como
seu
proprio
nome — A
IS
iblia
,
O
Livro,
ou
Os Livros,
por
an
tonomásia, foi
e
é
conhecido, por
todos
o»
homens,
por
todas
as
nações
illuslra-
dasl...
Aprecie-se
hem
a ridiculissima
phi-
iaucia
e presumpção
d’
este verme
leite
cario
e
scíentiíico,
a
falar
das
«escri
pturas»,
como
do
Reportorio
do
Borda
cfagua, ou
do
Entremez
de
Manoel
Men
des
(em
que,
todavia,
ha mais
valor
e
bom-senso
que
em
tudo
quanto
escreve
este
toleirão).
«Não
achando
logar
entre
as
espheras»
—Se
o
pateta
soubesse
alguma
cousa
com
ggito,
havíamos
de
crer
que
tencionava
.tfludir
aqui á opinião
attribuida
a
Epi-
çuro,
de que
os
Deosos
moravam
e
se
deleitavam
nos
Inlermundios;
nada lhes
importando
o
que
se
passava
cá
n
’
este
ínun
io
sui>-onar!...
tudo
isto
é
miserá
vel
tanto
mais,
quanto
é
proferido
com
urua suííiciencia
que
faria
rir
um
de
funto!
«Desceu
as
sepulturas»
—jE
para
quê?...
ó
Que
foi
tá
fazer,
Toleirão?
—
«Com
passo vacillante
allucinado
«Envolvido
nas
sombras
do
passado».
Ora
vem
cá,
Miséria,
£que
significa
este
palavrório
chocho
sem
pés
nem
cabeça?...
JÈntão
só
agora
é
que
appareceu
a
luz?
^Àchaste-a
tu
em
alguma
chafarica ma
çónica;
onde
outros
mais
espertos
que
tu,
fazem
de
ti,
e
d
’
oulros
que
taes,
papalvos,
instrumentos
cégos
de
suas
pró
prias
vistas
e
interesses;
ernquamo
vos
vam
divertindo
e
embatucando,
com
en-
sinar
vos,
no
fim de
um
anno
de
estudo
e
pratica
de
cega
obediência
maçónica,
«o
sentido
da
letra
G.\;
revelando-vos
so-
lemnetneníe
(emquanlo
se
eslám
rindo
de
vós
em
segredo,;
que
a letra
miste
riosa quer
dizer
Geometria!
!!—
Depois
de
tantos
trabalhos
^quem
merca
dois
pães
alvos?!...
Fico
aqui
por
hoje;
dá
uma
depois
da
meia-noite,
quero
me
ir
á ca
ma.
—
(Gonlinuar-se-ha).
A.
R. SARAIVA.
*
de
dezembro
de
ISIS,
(
Oo
nosso correspondente).
Não
sei
se
lestes
a
noticia,
que
aqui
deu
uma
das
folhas,
com respeito
ao
preço
da
fachada
da
exposição portogoe-
za
em
Paris.
Diz
ella
que a
tal
fachada
custou
ao
thezouro
a
bagireila
de
qua
renta
contos
de reis
e
que
se acrescenta
va
que
a
propriedade
da
alludida obra
não
era
do
paiz!
Já
é
um
abuso,
que declina
a
escân
dalo,
gastar
aquella
quantia
para
um
ob
jecto
de
roera ostentação,
se
me
lembro
das
diíficoldades,
com
que
lucta
o
erá
rio,
e
do
*
sacriiicios
pecuniários,
a
que
o governo obriga
o
povo;
seria
porém,
inqualificável
que
se
dispendesse
a refe
rida
enorme verba,
superíluamente,
atlen-
tas
as
tristíssimas circumstancias
da na
galhada
das
multidões
os innocentes
pa
palvos,
que
lhe
deram
ouvidos
para
se
cruciarem
a
si
proprios.
Nem os
meelingueiros
pensavam
em
alterar
a
ordem
publica,
nem
pódem
al-
leral-a,
porque
lhes falta a
força,
embora
lhes superabunde
a
vontade
para ver
se
pescam
nas aguas
turvas.
O
tempo
ha-de
chegar,
porém,
quan
do o
povo,
mas
o
verdadeiro
povo,
con
citado
pela voz do sentimento
intimo,
ção,
no
simples
aluguer
do
mencionado
produclo
d
’arte.
Mas
do governo
liberal
tudo
se
deve
esperar
Junctae,
meu
amigo,
a
dieta
despesa,
á
que
se
fez
com
as
commissões,
que
foram
a França ultimamente,
e
tirareis,
de
certo,
o coroilario de
que
a actual
governação
do
Estado,
morrnente
no
que
respeita
á
administração
da
fazenda,
está
nas
mãos de
gente,
para
quem
a
causa
dos
interesses
mais vilães do povo
é in-
diíferenle.
—
E
’
de
crer
que já
saibais
das
occor-
rencias,
que
houve
na
semana
passada
no
Banco
Ultramarino.
0 alcance parece
ser de cerca
de
cento
e
sessenta
contos
de
reis!
0
facto
não
passou
de
uma
trivialida
de,
como
o
é
já e
são
os
suicídios.
São consequências muito
lógicas
das
licções do
liberalismo.
—
Realisou-se
no l.° do corrente
na
egreja
da
Sê
Patriarchal
a
festa
comme-
morativa
da
prodigiosa
restauração
de
1640.
Pregou
o
abbade
de
Santo
Ildefonso.
Poucos
oradores
sagrados
se
tem
ouvido
em
Lisboa,
nos
últimos
annos,
como
o
referido. Mas,
meu
amigo, parece
me
que
o
homem
está
um
tanto
eivado dos
princípios
liberaes.
Fallou
muito
da
liber
dade,
e
de
progresso,
bem
como
não
poupou
a
censura
previa.
Ora,
eu sou
parlidario
da
liberdade
da imprensa;
mas
não
acceito
a licença;
e
a licença é
o
que
ahi
existe.
E
entre
a
causa
previa,
e
a
liberdade
de corromper
o
povo,
de
difiamar,
e
calumniar,
de
fazer
dos
jor-
naes
praça
de regaleiras; de ensinar
a
devassidão, entre
o
trazer
para
o soalhei
ro
os
mais
recônditos segredos
do
lar
domestico,
não
hesito: prefiro
mil vezes
a
censura
previa.
No
fim
houve
solemnissimo
Te-Deum,
presidido
pelo
exc.'n
°
Cardeal
Palriarcha.
Via-se
entre
os
membros
da
commis-
são
central
o
Palmeirim, presidente
d
’
el-
la
!
E’
realmente
um
escarneo
aos
descen
dentes
dos
illuslres
conjurados,
que
nos
déram
liberdade,
e
independencia,
que
nos
restituíram
o
throno,
sessenta
annos
usurpado.
Mas
que
differença
entre
as
festas
do
l.
°
de
dezembro,
e
as
do
dia
24
de ju
lho
!
0
snr.
D.
Luiz
ficou
em
casa,
ou
foi
caçar
pombos;
o caslello,
e as
ou
tras
fortalezas,
e
navios,
mudos.
Nada
oílicial,
a
não
ser
a
força
armada
fazer
a
guarnição
de
grande
uniforme.
De
modo
que
para
o
liberalismo
o
24
de
julho é
immensamente
mais
digno
da
commemoração
da
capital,
do
que
o
dia
da
gloriosíssima
restauração
de
1640
!
Parece-me,-
com
tudo,
que
a
revo
lução
é
coherente.
Tem
havido
da
parte
dos
estabe
lecimentos
bancarios
ostentações
de
gran
de
medo,
desde
o
descobrimento
do rou
bo
no
Ultramarino.
Com
muita
dilíicul-
dade
o
commercio
tem podido
obter
al
gum
dinheiro,
as
transaeções
tornarn-se
cada
vez
mais
diíficeis;
nota-se
uma
cer
ta
desconfiança
que,
a
continuar,
poderá
produzir
graves,
e
íuneslissimas
conse
quências.
Não
acontece,
porém,
ao
Credito
Pre
dial
o mesmo.
Se
os
dons
últimos an
nos
foram
prosperos,
o
que
está
quasi
a
findar
não o
é
menos.
A
propriedade
não
desconfia
d
’
elle
e
os
possuidores
de
obrigações
não
as
deixam
sem
grande agio.
Embora
os
empréstimos
sejam muitos,
o
numero
dos
que
desejam
haver
os
allu-
didos
titulos,
é
lambem muito avultado;
o
que
de certo
mostra
a
confiança,
que
o
publico
põe
na
probidade
inconcussa
do
governo
da
referida
companhia,
e
com
razão.
Domingo,
1,
houve
aqui um meeling
dos amigos
do
registro civil.
Presidiu
Elias
Garcia,
o
republicanq,
candidato
da
regeneração.
Negam
o
simul
esse
et
non
esse;
ahi
leem
os
teimosos
que não
só
se
pódem
dar,
senão
que
é
ás vezes
urna reali
dade.
Com,
gente
liberal
tudo
póde
ser.
Ella
faz
do
branco,
preto,
e
do
pre
lo,
branco,
do
crime,
virtude,
e
da vir
tude,
crime,
do amor, odio, e
do
odio,
amor,
como
qualquer
ventoinha
gira
ao
mais
leaue
sopro.
O
governo
tiemeu,
receiou
outra
pa
vorosa,
e
fez
estar
era armas
grande
par
te
da
guarnição.
O
remorso
é,
effeclivamente,
muito
travêsso.
Cria
phantasmas
horrendos,
pa
pões
de
arrepiar,
e
por
fim
expõe
á
gar
que lhe
grite
a
opportunidade
de obrar,
diga
aos tyranetes,
que
ahi o
opprLnem
em
nome
da mentida
liberdade revolucio
naria:
logar
ao
direito,
logar
á
verdadei
ra
liberdade,
logar
á
moralidade,
logar
á
economia,
logar
ao progresso,
pela
es
trada
do
bem,
logar
a tudo
que
me pó
de
rehabilitar
aos
olhos
das nações
que
hoje me
escarnecem
!
Todo
vosso
A.
Achando-se
approvadas
as
contas
de
receita
e
despeza, que fez
a
Commissão
de soccorros
em favor
das
victimas
das
ipnundações,
organisada
n’
esta
cidade
de
Braga
e
já
dissolvida ;
e
tendo
a
mesma
Commissão,
a
que
presidimos,
determi
nado
que
estas
contas
fossem publicadas,
depois
de
serem
presentes
a
Sua
Mages-
lade
a
Rainha,
o
que
já
teve logar;
Havemos
por
bem
Ordenar,
que
as
predictas
contas
de
receita
e
despeza
sejam
publicadas
pela
imprensa,
para conhecimento
de
lodos
os
que
por
qualquer
fórma tiveram
parle
em obra
tão
humanitaria como
meritória,
não
devendo Nós perder
esta
opp
>rtunidade
de
lestimunhar
o
Nosso agradecimento
pela
sincera
e
efiicaz cooperação,
que
encontramos
em
moitas
das
Commissões conce
lhias e
nos
chefes das
repartições
das
Obras Publicas
e
da
Fazenda
n
’
este
Districto.
Paço
de
Braga
30
de
novembro
de
1878.
João,
Arcebispo
Primaz.
Thesouraria
da
Commissão central
promotora de soccorros
para
os que soffreram prejuízos com as inundações no dis-
tricto
de Braga, em
30 de Novembro e 1 de Dezembro de
1876.
(a)
RECEITA
Donativos
recebidos
dos
Exc.
,nos
Snrs.
:
Arcebispo
Primaz....................................................
Conde
de
Margaride..............................................
Visconde
de
Pindella
.........................................
Dr.
José Rodrigues
de
Carvalho ....
1005000
45500»
95000
405000
Conego
José
Gomes
Martins
.
.
9^009
Direcção
das
Obras
Publicas
(Documento n.
8
1)
SM885
Delegado do
Thesouro.......................
94000
Seus
subordinados
(Documento
n.°
2)
180^805
189,5805
r
ernando
Castiço
.......................
30,500®
Director
do
Collegio dos
Órfãos
de
S.
Caetano
.
.
.
•
•
9^000
Commissão
da
Povoa
de
Lanhozo
(Documento
n.°
3)
8101®
de
Cabeceiras
de
Basto
>
»
4
108045
de
Espozende
>
»
o
147020
>
de
Barcellos
>
»
6
2205305
>
de
Amares
>
»
7
65,5100
»
de
Guimarães
>
»
8
1605245
Deão
da Sé
Primaz
. .
.
9500®
Somma.
.
•
•
1:2765415
DESPEZA
Subsidio
a Bento
d
’
01iveira,
do
logar
da Ribeira
dos Moinhos,
freguezia
de
Santa Maria, concelho de Guimarães
(Do
cumento
n.°
9)
................................................................
30,5000
Idem a
Joaquim
Pereira,
do
mesmo
logar (Documento n.°
10)
60(5000
Idem
a
Antonio
Marques,
da freguezia
de
S.
Salvador
do
Mosteiro
do
dito
concelho.
(Documento n.°
11) .
.
80(5000
Idem
a
Custodio Gonçalves,
do
logar
de
Lamellas,
iregue-
zia de
S. Nicolau,
concelho
de
Cabeceiras
de
Basto.
(Documento
n.
8
12)
..........................................................
105000
Idem
a
Rodrigo Ferreira
Barboza,
da
freguezia
de Esme-
riz,
concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão.
(Documen
to
n.®
13)
..........................................................................
1505000
Idem
a
João
Baptista
de
Sousa,
da
freguezia
de
Areias,
concelho
de
Barcellos.
(Documento
n.°
14)
. . .
635000
Em
caixa para
entregar
a Antonio
José
d
’Aranjo,
da
fregue
zia
de
Joanne,
concelho
de
Famalicão
(1)
.
.
.
!50$000
Expediente.
(Documento
n.®
15)....................................................
55540
Saldo
em
caixa.................................................................................
7275875
Somma.
.
.
.
1:2765415
Braga,
31 de Janeiro
de
1878.
O
Thesoureiro,
Braga
15
de
Novembro
de
1878.
O
Thesoureiro,
D.
Manoel
Martins Alves
Novaes.
Está
conforme.
Paço
de
Braga,
30 de
Novembro
de
1878.
O
Secretario
do
Exc.
m
°
Arcebispo
Primaz,
Egydio Azevedt.
(a)
Foi
egual para
a
Commissão
Central
de
Lisboa.
(1)
Foi
pago
em
14
de Fevereiro de
1878.
(Documento n.®
14
a).
D.
Manuel
Martins
Alves
Novaes.
Distribuição
do saldo dos subsídios aos inundados, feita com
auctorisação
de
SUA MAGESTADE
da Commissão Central do
Reino:
A
RAINHA,
Presidente
1878
Julho
24 Hospital
de
S.
Marcos
de
Braga.
(Doc.
n.
”
1)
1005900
Agosto
19
»
de
Guimarães
(Doc.
u.
8
2)
76J.OOO
Novembro 11
»
de
Barcellos
(Doc. n.°
3)
765000
Julho
29
Asylo
de
S. José
de
Braga
(Doc.
n.°
4)
755875
Agosto
30
»
de Infancia
desvalida
de
D.
Pedro
V,
de Braga
26
»
de
Entrevados
de
Barcellos
(Doc. n.°
5)
4051
lOO
Agosto
(Doc. n.°
6)
405000
Agosto
17
»
de mendicidade
de
Guimarães
(Doc. n.°
7)
605000
Setembro
3
»
de
Santa Eslephania
idem
(Doc.
n.°
8)
505000
Agosto
2
Órfãos
da
Tamanca,
de
Braga
(Doc.
n.°
9)
7O5000
Agosto
16
Órfãos
de
S. Caetano,
de
Braga
27
Collegio
da
Regeneração
(Doc.
n.°
10)
405000
Julho
(Doc.
n.®
11)
505000
Julho
24
Conferencia
de
S.
Vicente de
Paulo
(Doc.
n.® 12)
505000
Somma
.
•
•
•
•
•
7275873
ioihlsà
Fexíws
«8
a Coneeiçfto.
—
Estiveram
imponentes
as
festas
que
em honra
da
Itnmacuhda
Conceição
tiveram
logar
no
domingo.
No
proximo
n.° diremos
mais
de
es
paço.
—
Acaba
de ser
presa
uma
mu
lher
que
foi
á
caixa
penhorista
das
Tra
vessas
empenhar
tres
massos
d
’
algodão,
que
linha
furtado
d
’uma loja
da
Senhora
Branca
Transferencia.
—
Ficou transferido
para
amanhã
o
especlaculo
que
anle-hon-
tem
devia
ter
logar
em
beneficio
d
’uma
familia
necessitada.
es
sair.
«í(»
fazenda.—
Prosigamos
a
tarefa.
Havemos
de
mostrar ao
publico,
aos
snrs.
delegado
do
thezouro,
e
ministro
da
fazenda,
que
o
snr.
da
sobredita
c
um
emprégado
que
á
mais
crassa
indigni
dade
reune
o
mais revoltante
cynisino.
Ahi
vae mais um
facto:
Um
cavalheiro
da
maxima
respeitabi
lidade.
o
esc ia
“ snr.
Luiz
do
Amaral
Ferreira,
veio
ao
nosso
escriptorio
quei-
xar-se
de
que liie
haviam
extorqui
do
a
bagalella de
vinte
oito
mil
oi
to
centos
e
dez
reis
(2)
No
documento
que
isto
prova,
e
que
temos
em
nosso
poder, dá-se
tal quan
tia
como
proveniente
do
foro
imposto
no
casal
de
Souto
Noval, na
freguezia
de
Lomar.
Mas
se
esse
casal
nunca,
pela
palavra
nunca,
pagou foros
á
fazenda,
—
como
o
snr
Amaral
Ferreira,
logo
que
lhe
foi
possível,
provou
documentalmente
na
reclamação
de
que
até
hoje
ignora
o
destino—
;
como
se
hão-de
tolerar
estas
patifarias?
E
se
foi
engano (dos laes
enganos
do
snr. da fazenda);
porque
se
não
restituiu
ainda
aquelle
dinheiro
ao
cidadão
lesado?
Intercalamos
acima
a
expressão
-logo
que
lhe
foi
possível,
referindo-nos ao
snr. Amaral Ferreira, porque
s. ex.
a
acha
va-se
enfermo na
occasião
em que
aquel-
la
quantia
foi
paga
por
um
seu
procura
dor,
e
só mais
tarde teve
conhecimento
d’
este
negocio,—
que
por
signal
foi bem
bom.
E
ainda
quereis
mais
provas,
irrecu
sáveis.
quaes
são
todas as
que
temos
apresentado?
Pois
bem:
até
ao n.° seguinte.
Cavalheiros,
de
cuja
seriedade
não
é
licito
duvidar,
asseveram-nos
que o
snr.
•da
fazenda
costuma
dizer
amiudadas
vezes:
-«VIM PARÃ BRAGA PARA
E
NÃO PARA ARRANJAR AMIGOS»-
Eis
o
homem!
fiâewbo
HaeriSfíg».—
Foi
ha
dias
rou
bada
a
egreja
de
Villafranca,
em
Sevilha,
levando
os
ladrões
todas
as alfaias
d
’ou-
ro
e
prata
que
alli
existem.
Empréstimo.
—
A
folha
oílicial pu
blica
o
seguinte:
Por
ter
sido publicado
no
«Diário
do
Governo»
n.°
193,
de
31
de
agosto
ul
timo.
com
uma omissão,
se publica
no
vamente
o
seguinte
decreto:
Pedindo
a
junta
geral
do
dislricto de
Braga
aucctorisação
para
levantar
um em
préstimo
de
100:000JNM0
reis,
para
ser
applicado
ao
desenvolvimento
da
viação
districlal,
e tendo-se verificado, em
vista
do
respectivo
orçamento,
que
os
encar
gos
do
novo empréstimo
e
os
do ante
rior,
auctorisado por
decreto
de
3 de
novembro
de 1873,
excedem
muito a
decima
parle
da
receita
ordinaria
do
res
pectivo
dislricto,
o
que consequentemen
te
compete
ao governo a
concessão
da
aucto-isação,
que
se
pede,
nos
lermos do
artigo
36 §
unico
n.
s
2
do
Codigo
Ad
ministrativo:
hei
por
bem
decretar
o
seguinte:
Artigo
!.°
E
’
anctorisada
a
junta
ge
rai
do
districto de
Braga para
tomar'
de
empresiimo
«a quantia
de
100:600^099
reis,
a
juro
que
não
excederá
a
6
1[2
por
cento
ao
anno.
Arl.
2.°
Para
pagamento
do
juro
e
amortisação
deste empréstimo
será
in-
scripla
annualmente,
no
orçamento
do
districto
a
quantia
de
10:296$000 reis,
a
qual
se
haverá
por
um
novo
imposto
de 3
por
cento
sobre
as
contribuições
j
geraes
directas
do estado,
na
conformi
dade
do
artigo
39
§
i.° n.°
6
do Co
digo
Administrativo,
e por
um
augraento
da
derrama
ás
camaras municipaes,
na
importância
de
3:196^000
rs.
§
unico.
O
orçamento do
districto
não
poderá
ser
approvado,
sem
que
n
’elle
se
inscreva
a
receita
precisa
para
os
encar
gos
d
’este
empréstimo,
nos
termos d
’este
artigo.
Art.
3.°
O
empréstimo poderá
ser
con
tratado com
qualquer
bancos ou
estabe
lecimentos
de
credito,
ou
levantado
por
meio
de
acções,
como
parecer
melhor
á
junta
geral,
e
por series,
precedendo
pa
ra
cada
uma
licença
do
governo,
que
só
será
concedida
em
vista do
adiantamen
to
das
obras
e
de
se
provar
que
em
or
çamento
se
acha
inscripta
a
receita
pre
cisa
para
o
pagamento
dos
encargos de
cada
serie.
Art.
1.°
O
empréstimo
será
applicado
pelo
seguinte
modo: Para as
estradas
dis-
trictaes
n.°
4,
de Vianna a
Villa
Verde,
6:000$090;
n.°
3,
de
Barcellos
a
Monta-
legre,
39:000^000 reis;
n.°
6,
de
Ama
res
a
Refojos
de
Basto,
28:000^000
reis;
n
0
10,
de
Paços
de
Ferreira
a
Faie,
6:000^9i)0
reis;
n.°
12,
(bis.)
de Mondim
pela
Lixa
a
Cabide,
e de
Mondim
a Ama-
rante,
30:000^000
rs.
§
unico.
As
sobras,
se
as
houver,
serão
applicadas para
a estrada districtal
n.°
6
Testímwnla»
insuspeito.
—D’um
artigo
do
«Jornal
da
Noite»
transcrevemos
os
seguintes
paragraphos:
11a
de
haver
uns 20
annos
que
Por
tugal
deu
á
Europa
inteira
um
teste
munho
da sua
covardia, ou
da
sua im
becilidade.
Estava
reservado
para este
pe
queno
paiz
expulsar
as
irmãs
de
cari
dade,
que
em
toda a
parle,
nos
hospitaes
e
nos
acampamentos
são recebidas entre
alvoroços
de
alegria
e
despedidas
entre
bênçãos
de gratidão.
Applaudimos
também
o
acto
com
a
leviandade
dos poucos an
nos,
que
então
tínhamos,
como o
po
vo o
applaudia
com
a
inconsciência
da
ignorância.
Haviam-nos
apontado
para
meia
duzia
de sotainas que acompanhavam
as
pobres
mulheres,
haviam-nos
acenado
mais
uma
vez
com
o
phanlasma
da
reacção,
foi
o
que
bastou
para
que
fossem
ellas
apedre
jadas
e
nós
nos
cobríssemos
de
ignominia.
Presidia
ao
governo,
cremos,
o
snr
du
que
de
Loulé.
D’
esta
vez,
como
d
’outras
lograra,
não
pô
le
o
seu
bom
senso ter
mão n’uns
desvairados,
e
lá
foram
ellas
escorraçadas
de Lisboa.
Além
da
leprovação
do
mundo
civi-
lisado,
incorre
nos
na
mà
vontade da
Fran
ça,
que
não
tardou
em
encontrar na ques
tão
Charles
el George, auxiliada
pelo
nos
so
desleixo,
ensejo
de
nos
desfeitear.
O
procedimento
dos
então
bistoricos,
hoje
progressistas,
consideram-n
’o
estes
um
titulo
de
gloria,
que
querem
tó
para
si.
Não
lh
’
o
invejamos.
Pela
nossa parte
preferimos
que
nos
chamem
reaccionarios,
a
que
nos
creiam imbecis
ou
covardes,
como
então
seriamos,
se
não
fôramos
ape
nas...
umas
creanças».
Ifovo
jí-avaito.
—
O
«Univers»
refere
que
Monsenhor
Schaetrer,
o
celebre
theo-
logo
allemão,
antigo
professor
de
theo
logia
na
universidade
de
Friburgo
(Bris-
gan)
e consultor
do Santo
Oflicio,
entrou
na
Companhia
de
Jesus.
Hospital
«le
S.
Mareos.
—
O
snr.
governador
civil
d
’
esle
districto
offere-
ceu,
pelo
cofre
de
beneíicencia,
60$173
reis
ao
hospital
de
S.
Marcos.
VARIEDADES
Envenenando-me
a
vida
Que
tanto
fel
contém:
Anda
a
meus
braços,
formosa,
Corre,
voa
pressurosa,
Verás
como
aqui
se
goza
Os
gosos
que
o
Douro
tem.
Dou-le
em dote
um
bom
cavallo
De
bronze
e
de
bom
dinheiro,
Se
queres
pódes
montaFo
Que
seu
dono
é
brasileiro.
Apesar
de
estar
na praça
Até
hoje
nem
de
graça
Teve
frete, e que
pirraça,
Se tu
o
montas
primeiro!
Tens
de
ferro
um bom caminho,
P
’
ra
te
poderes
transportar.
Só
com travessas
de
pinho,
Já pôdres
a
esfacellar:
Toma
cuidado,
querida,
Ou então perdes a vida,
Pode
a
maquina
perdida
Entre os
pinheiros
dançar.
Se
vieres na
carriola
Terei
grande
sentimento,
Podes
fazer carambola...
Sendo
assim,
faz
testamento;
Deixa-me
a antiga
nobreza
Que
não
tenho,
e
com
franqueza,
Só
tu, querida
princeza,
M’
a
darás
em
cazamento;
E,
se
resolves
cazar-te,
Não
será
nenhuma
asneira
Ao
sair
d
’ahi
montar
’s-te
N’
um
jumento
de
padeira;
Assim
tua
bizarria
Em
pouco mais
do
que
um
dia
Aqui
sern
p
’
rigo estaria
Trazendo
sã
a caveira.
Olha,
que
grande
especlaculo
Que
nem escapava
um
grillo,
Descarrilha
o tabernáculo
E
quebra
a cara
ao
Camillo!
O
nosso
bom
romancista,
Não
vendo já maquinista
Grita
aos
mortos;
«Peço
vista!
Basta
!
travem
o sarilho» !
Se
visses
tal
mastigada
Ficarias
commovida,
—
Tanta
perninha
quebrada,
Tanta
cabeça
partida!
Foi horrível
e
tocante
Esse
terrivel
instante
Que
deu
a
morte
ao Galante
Dando lhe
baixa
da
vida.
Porto
e
Braga
em
namoro
[Carla
do
Porto
a
Draga)
1
Querida,
formosa Augusta,
Imagem de
meu
sonhar,
Não
sabes
quanto
me
custa
Esta
vida
e
supporlar;
Para
mim será desdouro
Se,
rei
da
margem
do
Douro,
Tiver
de dar
um
estouro,
Sem
comligo
me
casar.
Ha
muitos
annos
que
choro
Esta
vida
solteirona;
Porisso é
que
te
imploro
Cases commigo,
matrona;
E
tu.
sempre,
sempre esquiva,
Desdenhosa,
fugitiva,
Sempre
ingrata,
repulsiva,
De
mim
foges,
maganona.
Não
sei
qual
seja,
querida,
A
causa
de
tal
desdem,
Em Portugal,
minha Augusta,
São
tudo
só
desvarios,
Viagem
que
vida custa
E
’ mandal-a
p
’ros
bogios;
Ir
em
wagon
é
dar
fundo,
Logo,
logo,
em
outro
mundo
Dar
um
arranco profundo
E
ficar
a
ver
navios.
Os homens
da
companhia
Sabem
segredo
guardar...
Quanta
gente
morreria?
E
’
o que
resta
averiguar.
Ulha,
queres,
feiticeira,
Que
le mande
uma
liteira
Em que tu,
virgem,
inteira,
Venhas
commigo cazar?
Responde, querida amiga,
Emquanto
no
Douro
impero;
Carla
tua,
ó
rapariga,
Muito
cedo
aqui
espero:
Escreve
me
em
boa
fórma
A
’
redacção da
«Reforma»
Que
vou
tomando
por
norma
O
credo
do
pae
Lulhero.
ÀHMCTKSTOS
Os
abaixo
assignados, julgam
ter
agra
decido
a
todos
os
illum.
os
e
exm.
os
snrs.
que lhes
fizeram
a
honra
de
os
cum
primentar
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
muito
presado
avô
e
sogro,
João
Pedro
Pereira
Pinto
Barreio, e se
digna
ram
assistir
ao
oflicio
de
sepultura
na
real
capella
da
Misericórdia
d
’
esta
cida
de;
mas
podendo
ter-se
dado
alguma
fal
ta
involuntária
no
cumprimento
d
’
esle
de
ver,
vem
por
este
meio
protestar
a
lodos
o
seu
profundo
e
indelevel
reconheci
mento.
Joaquim
Augusto Barreto
Pimentel
Joaquim
Manoel
Dias
Pinheiro
(2137)
Joaquim
José
Leite
Pereira
e
suas
ir
mãs,
não
lhe
sendo
possível
agradecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
e
prestaram
seus
ser
viços
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
presado
pae
o
bacharel
Pedro Leite
Pe
reira,
da
freguezia
de
Panoias,
fazem-no
por
este
meio
protestando
a
todas
o
seu
reconhecimento e
gratidão.
(2138)
ANNUNCIOS
ATTBiSÇÃS
Manoel
Pereira
Martins,
morador
n»
rua
de
D.
Pedro
V
n
0 23,
d
’
esta
ci
dade
de
Braga,
constando-lhe
que
ha
gran
de
falsificação de
vinhos,
pede
á
auclo-
ridade
competente para que
seja
exami
nado o
mais
breve
possivel
o
seu
arma
zém,
para que ó
povo
tique
desenganado
—
na
rua
acima
mencionada.
Braga
6
de
dezembro
de
1878.
(2116)
Manoel
Pereira
Martins.
Citação
edital
Pelo
juiso
de
direito
da cidade
e
co
marca
de
Braga,
e
cartorio
do
3.°
oífi-
cio,
de
que
é
escrivão
o
abaixo
assigna-
do,
corre
seus
termos
uns
autos
de
jus
tificação
e
habilitação
pelos
quaes
se
per-
tende
habilitar
Maria
Angelina,
menor,
impubre,
representada
por seu
pae, Pe
dro
Rodrigues
de
Carvalho,
d
’
esta mes
ma
cidade,
como
unica filha
de
sua
fal-
lecida
mãe,
I).
Elvira
Martins
Ribeiro
de
Carvalho,
e
de
que
foi
seu
padrinho
Jo
sé
Manoel de
Sá
Sequeira,
fallecido
na
cidade
do
Rio
de Janeiro,
do
império
do
Brazil,
tio
da dita sua
fallecida
mãe.
Cor
rem
éditos
de
3
’i
dias
desde
que
publi
cado
seja
na
folha oílicial
do
Governo,
e
a
contar
do
segundo
annnncio,
citando
todas
as
pessoas
incertas
afim
de
oppo-
rem
o
que
lhes
convier
ácerca da
mes
ma
habilitação;
o que
poderão
fazer
fin
dos
que
sejam
os
trinta
dias
dos
éditos
até
á 3.a
audiência
posterior
á 2.a
em
que
tem
de ser
accnsada
a
citação.
As
au
diências
n
’
cste
juiso fazem-se
todas
as
segundas
e
quintas-feiras de
cada
sema
na,
não
sendo
dia
santo
on
feriado, por
que
sendo-o,
se
fazem nos
unmeliatos,
pelas
10
horas
da
manhã,
no
Tribunal
Judicial
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esta
cidade.
Braga
2
de dezembro
de
mil
oito
cen
tos
setenta
e oito.
O
escrivão
do
processo
Antonio
Caries d’
Araújo
Moita.
Verificado.
P
orto
.
Os
abaixo
assignados
servem-se
d
’esle
meio
por
lhes
ser
impossível lazel-o
pes
soalmente como
muito
desejavam,
agra
decendo
a
todas as
pessoas
que
as
cum
primentaram
e
lhes
p
estacam
serviços
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
so
brinha
e
irmã,
e
em
3
do
corrente,
as
sistiram
aos
oíficios que por
alma
da mes
ma tiveram
lugar
na
capella
de
S.
Mi-
guel-o-Anjo
d
’esta
cilade. A todas
agra
decem
e
lhes
tributam
sua
gratidão
inde
level.
Manoel
José
Pereira Braga
(2132)
Cusíodto
José
Leite.
(2148)
A.
Carneiro
dt
Sampaio
Arrematação
O conselho
administrativo
do
regimen
to
d
’
infanteria 8,
faz.
publico,
que
no
dia
21
do
corrente
mez
pelas
11
horas
da
manhã,
e
na
sala
das
sessões
do
mes
mo
conselho,
tem
de
proceder
á
arrema
tação.
dos
generos
para
consummo
no
rancho
do
regimento
e dietas
dos
doen
tes
em
tratamento
no
hospital
militar.
Convida,
pois,
as pessoas
que
deseja
rem
concorrer
á «lita
arrematação
a com
parecerem
no
dia,
hora
e local acima
in
dicados.
Quartel
em
Braga,
6
de
dez
mbro
de
1878.
O
secretario
<
’o
c
mselha
Be>
nardo
Oz
rio,
(2149)
alferes
d
’
infmteria
8.
Arrema
ação
volúntaria
Na
rua
de
S.
Marcos
e
casa da
As
sembleia
Bracarense,
ha
para
vender
em
hasla
publica
um
magnifico
piano
verti
cal,
de
sete
oitavas,
da acreditada
casa
de
Paris,
Maugeot
Frères
&
C.
a
,
e
quasi
novo.
Póde
ser
visto e experimentado
to
dos
os
dias
até
15
do
corrente
mez,
em
que
terá
logar
pelas
doze
horas
do
dia
a
arrematação
na
referida
casa,
e
será
en
tregue,
quando
convenha
a
quem
maior
lanço
oflerecer.
(2147)
mniL
José
Borges
Pacheco
Pereira
de
Faria,
Bacharel
formado
em
Direito
pela Uni
versidade
de
Coimbra, Commendador da
Ordem
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Villa
Viçosa,
Commissario
de
policia
civil
de Braga,
por
Sua
Magestade
Fi
delíssima
que
Deus
guarde,
etc.
etc.
No
interesse
da boa
e
efficaz
fiscali-
sação,
relativa
aos estabelecimentos,
ou
casas
de
empréstimos
sobre
penhores,
que
em
virtude
do
art.
34
n.°
22
do
Regu
lamento
de
21
de
dezembro
de
1876,
com
pete
aos
agentes
do
corpo
de
policia,
determino
o
seguinte:
l.o
Os
donos dos
referidos
estabelecimen
tos
existentes no
concelho
de
Braga,
apre
sentarão
no
praso
de
oito
dias,
no
res-
pectivo
Commissai
iado
de
policia,
os
di
plomas legaes
de
habilitação,
afim
de
ahi
serem
inscriptos
nos
competentes
regis
tos.
«.°
Deverão igualmente
apresentar
no
fim
de
cada trimestre
no referido
Commis-
sariado.
os
livros dos
termos,
afim
de
que
seja
fiscalisada
a
observância
dos
reque-
sitos
mencionados
no
art.
274 do
Codigo
Penal.
3.®
Será
também
feita
participação
no
Com-
missariado
de policia,
dentro
de
24
ho
ras,
quando houver
transferencio do
es
tabelecimento
para
outro
local,
ou no
caso
de
creação
de
novo
estabelecimento.
4?
Proceder-se-ba
nos
termos
do
art.
188
do
Codigo
Penal,
contra
os
infractores
d
’
este
edital.
E
para que
chegue
ao conhecimento
dos
interessados
e
não
possam
allegar
igno
rância,
mandei
que
este
fosse
publicado
pela
imprensa
e aflixado
nos
logares
docos-
Uune.
Commissariado
de
Policia
Civil
em Braga
7
de dezembro
de
1878.
O
Commissario
de
Policia,
José
Borges
Pacheco
Pereira
de
Faria.
(2150)
attenç
A
o
A
pessoa que
por
engano,
no
domin
go,
8
do
corrente, levou
um
chapéu
tro
cado,
da
sachristia do
Populo,
roga-se-lhe
a
fineza
de o mandar
destrocar
no
Cam
po
de Sanl
’
Anna n.® 29.
(2153)
Constando
ao
abaixo
assigna
do, proprietário dò
armazém
de
vinhos
do
Douro,
na
rua
do Sou
to
n.°
2,
que
se
propala
por ahi
que no
seu
estabelecimento
fo
ram
encontrados
vinhos
adul
terados,
declara solemnemente
e
sem
receiai
contestações,
que
todos
os
st
us vinhos
maduros
foram
c<
nsit
t
rados
bons e sem
confeição
alguma,
sendo
unica
mente
de
uma
pipa
de
vinho
veide veho
tirada
uma
amos
tra
para
ser
devidamente
ana-
iysada.
O
bai.xc
assignado
nada
receia d
’essa
analyse:
a sua
con
sciência
permanece
tranquilla.
lO
vinho verde foi
comprado
n
’
uma
respeitável
casa
de
S.
;
Jeronymo.-
Braga,
6
de
dezembro
de
1878.
(2151)
Atdónio
José
Alves.
ATTENÇÃO
Quem
pretender
comprar uns
appa-
relhos
de
moinho
de
vento,
novos,
com
bons
panos
de
lona,
na Porlella de
Va
de,
comarca
de
Villa
Verde,
trata-se
com
José Anlomo Rodrigues
da
Porlella
de
Vade,
por
preço
muito comrnodo. (2143)
VENDE
SE
OU ALUGA SE
O
Kiosque situado
na
Praça
Munici
pal
Quem
o
pretender
falle com
Paulo
José
Themolheo,
morador
na
mesma.
(2145)
t au
rc
ras
diarias
Francisco
José
de
Barros
<&
Narciso
José Marques,
annunciam ao publico
que
abrem
duas
carreiras
diarias entre
Braga
e
Senhora
do
Porto
a
principiar
no
dia
6
do
corrente
inclusivè,
a sair
de
Braga
ás
6
horas
da manhã
e
2
da
tarde,
chega
á
Senhora
do
Porto
ás
9
da
manhã
e
5
da
tarde,
sae da
Senhora
do
Porto
para
Braga
ás
6
horas
da
manhã
e
1
da
tar
de,
e
chega
a
Braga
ás 9
da
manhã
e
4
da
tarde.
Preçosi
De Braga
ao
Pinheiro
160
De
»
á
Povoa
200
De
>
a
Simães
240
De
*
á
Snr.
a do
Porto
300
Escriptorios
em
Braga,
em
casa
de
Domingos
Alves Pereira,
Praça
do
Barão
de S.
Martinho;
na
Senhora
do Porto,
em
casa
de
Antonio
Joaquim Gomes
Bar
roso.
Braga
3
de dezembro
de
1878.
Francisco
José
de
Barros
(2142)
Narciso
José
Marques.
DECLARAÇÃO
O
abaixo
assignado
constando-lhe que
alguém
mal intencionado
anda
propalan
do que
elle
fizera
escriptura
de
divida,
vem
por este
meio
protestar
contra
si-
milhante
calumnia,
desafiando
o
calumnia-
dor
a
tirar
da
conservatória
qualquer
cer
tidão
que
possa
desmentir
a sua
aílirma-
tiva.
Braga
4
de
dezembro
de 1878.
Antonio
José
Cerqueira
da Silva
Braga.
(2140)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé da Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos
que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis
pan
cima; tem
grande
abatimento nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
I
toehç
Í
õ
Aluga-se
ou
vende-se o
magnifico
pa
lacete
do
fallecido
visconde
de
S.
Laza
ro,
sito na rua
de
S.
Lazaro
d
’
esta
ci
dade, com
frente
para
a
rua
do
Raio.
Tem
cocheira,
jardins, pomar,
quin
tal,
agua
em
lodos
os andares,
excellen-
tes
vistas e
commodos
para
uma
nume
rosa
familia.
Também
se
arrenda
ou
vende,
junta
ou
separadamente
d
’
este
prédio,
como
mais
convier,
o
prado
contíguo
ao
quintal d
’elle;
o
que
tudo
póde
ser
visto
a
qualquer
hora
do
dia.
Para
tratar
na
gerencia
do
Banco
do
Minho
ou na
rua
do
Alcaide,
n.®
23.
(2089)
ALUGA-SE
um excellente
pian-
110
P
or
^$p00
re*
s mensaes
por
tempo de
tres
annos, ficando
no
fim d
’esle
praso
proprietária
do
pian-
no
a pessoa
que
o
allugar.
Trala-se
na
rua
Nova n.°
5-
—
E.
(2092)
GRANDE
RIFA
LOTERICA
QUE SE EXTRAHIRÃ
POR MEIO DA
B®
23
B®
m
Os
prémios
annunciados
n
’este
prospeclo,
acham-se desde
já patentes
no
Es
tabelecimento
de
Loterias,
de
Lourenço Marques d’Almeida,
na
rua
das
Flores
n.
6
112,
para
onde
deve
ser
dirigida
qualquer encommenda
de
bilhetes.
Bf.
15.
A
quem
comprar
de
&
bilhetes
parn
eims»,
eoneede-se e>
Rbniiinento de
IO
por
cento.
(2100)
PROSPEGTO DOS PRÉMIOS
1
de
Um
piano,
novo
e
garantido,
do
conhecido
auctor
«Gaveau»,
modelo
n.°
1,
com
o
n.°
8612,
comprado
e
depositado
no
muito
acreditado
armazém
da viuva de
José
de
Mello
Abreu,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que sahir o
primeiro
prémio
de
2.500:000
pesetas.
1
de Uma
nova
e
excellente machina
de costura,
para
familia,
do
afamado
auctor
«Singer»,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que
sahir
o
segundo
prémio
de
1.250.000
pesetas.
1
de Um relogio d
’ouro,
experimentado,
para
homem,
do
fabricante
«Jnlien
Gene-
ve»,
com uma
excellente
caixa
d
’
ebano.
para o bilhete
que
contiver
o nu
mero
em
que
sahir
o
terceiro
prémio
de
750:000
pesetas.
2
de
Um
par
de
castiçaes
de
prata, para
cada
um dos bilhetes
que
contiver
qual
quer
dos numeros em
que sahirem
os
2
prémios
de
25i
’:000
pesetas.
4
de Uma
duzia
de
colheres
de
prata,
para
chá,
para
cada
um
dos bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em que
sahirem
os
4
prémios
de
125:000
pesetas
20
de
Um
talher de
prata,
composto
de
faca, garfo
e
colher,
com
a
competente
caixa,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer dos
numeros
em
que
sahirem
os
20
prémios
de
50:000
pesetas.
30
de
Uma
bolsa
de
prata,
para
homem
ou senhora, para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
30
prémios
de
25.000
pesetas.
40
de
Uma
entrada
para
a
Habilitação
Loterica,
com
direito
a
uma
cautela
de
600
reis,
em
séries
de
6
lolcrias,
no valor
cada
entrada,
de
3$6O0
reis,
para
çada
um dos bilhetes
que contiver
qualquer
dos
40
numeros
cujas
3
ultimas
lettras
sejam
iguaes
ás
3
ultimas
lettras
do
numero
em
que
sair
o prémio
de 2.500:000
pesetas
99
prémios.
CADA
BILHETE PARA. ESTA RIFA CONTÉM 20 NUMEROS
E
CUSTA
700 REIS
Os Krbuçadoii
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral e
ex-
pectoraníe, são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto, PHARMA
CIA CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS.
praça Municipal.
(2080)
wwaasM
C3
C
AITilllCIO
I
MILHEIRO
•
7,
Praça
do
Rarão
de
8.
jVIarti-
nho,
S7
Receberam grande sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr."
e
creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Tom-as
para
sephora
e
creança.
Colar
nbos
e
punhos.
C<
I
■
i
os
de
bretanha
de
linho
para
miltlare
duzia
a
1^000
e
1$200
rs.
Met
•
de
lã
em
cores.
Cep
cálices
e garrafas.
Jarras
de
dífferentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Mat
fiinas para
fazer
a barba,
a
700 rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para
raezas.
Serviço
para quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendas
a dinheiro.
JOSll
DA
SILVA
FU1\DÃO
Cnm
loja
de fato
feito
43—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
—
43
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
'íwTa
G
,iezes
-
tanto desta
cidade
como
c
*
as
Prov*
í,cjas 1ue
íem
u,n
bonito
lií
I
e
var*
a
^°
sortimento de
fato
fei-
to,
casimiras
para
fato muito
baratas, cortes
de
calça
a l$500.
2$000
e
2$500
reis; tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpa-
ques
mglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
booets de
gorgurão
de seda
e
de casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
806;
rnantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que lhe
seja
encommendada,
e
prompli-
fica-se
a
licar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do freguez.
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Baptista da Silva
BRAGA,
YPOGRAPHIA
LUSITANA—
4878.
Parte de Comércio do Minho (O)
