comerciominho_10101878_847.xml
- conteúdo
-
gríííLKl.V
TVOTMCMOSA.
REDACTORES—
D. Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.-DIRECTOR-Anlonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
l"" 1 U
6.° ANNO
l&U -.^T-^jãtí^fiUasãw»
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
...............................
1&600
»
6
SoO
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição....................................
PUBLIGA-SE
ÁS TERÇAS.
QUATAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.
»
»
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
Folha
avulso
...............................
6
»
.....................
sendo
duas
assignaturas
2&000
1^050
3&600
3^600
10
N.° 847
OHXtíS
n^xcaorâiKiâKãê
BK.&GA
—
QUINTA líJKi i<» »E
wi n mw
i
»
e
1933
formas
socialistas.
Elle
opprime cruelmente
o
povo
com
tributos
sempre
crescentes,
pezando
desigualmente
sobre
as
classes
menos abastadas
;
elle
solta
lodos os
di
ques
á usura, á
agiotagem,
para
que
esta
possa
especular
sem
dó nem
consciência
com a
miséria
pubfica;
elle
cria
uma
no-
bresa
argentaria,
que o
povo olha
com
despreso
e
com
inveja,
incitando
assim
a
cobiça
das
massas
que
desejam
locuple-
lar-se
á
custa
da
escandalosa
riquesa
de
esses
ridículos
nababos
descamisados
da
vespera,
hoje
millionarios
por
artes
e
meios,
cuja
investigação
nada tem de edi
ficante.
Do
que fica ponderado
se
conclue
que
o
verdadeiro
perigo
para
a
sociedade
existe
no
liberalismo,
do qual
o
socialismo
não
é
senão
a ultima consequência.
Posto
islo,
nós
temos
um unico
reme-
dio a
oppor
aos
progressos
do
mal
tre
mendo,
que
nos
ameaça.
Vejamos.
As
nações
modernas
são
iodas
filhas
do
Chrislianismo.
Do
cume
do
Calvario
irradiou
pelo
mundo a
civilisação,
que
com
lodo
o
direito se
chama
christã
;
a
civilisação
que,
depois
de
espancar as
trevas
do
paganismo,
teve
ainda
o
poder
de
converter as
hordas
semi-selvagens
do
Norte
em
povos
cultos
e
policiados.
Deus
estava
no
vertice
da
pirâmide
social;
todo
o
poder,
lodo
o
direito se
derivava
d
’
elle;
e
o
maior
potentado
da
edade
media—
Carlos Magno
—
não
duvidava
assignar-se
servo
de
Jesus
Cristo
e
defensor
da
sua
Egreja.
Veio
depois
a
revolução,
que
abalou
a
socieJade
em seus
fundamentos. O
mun
do
actual,
na
phrase
de
um escriplor
distincto,
atravessou
o
Chrislianismo,
e
pizando
aos
pés
o
sangue
esparzido
no
Calvario,
volta
as costas
ao
Redemptor.
Divinisa-se
o
homem,
e
Deus
fica
redu-
sido a uma
palavra
vã!
De
erro
em
erro, de
mentira
em
mentira,
d’
impiedade
em
impiedade
a
sociedade
aciual chega
até
á
orla
de
um
abysmo,
e
ahi
ouve
ainda
esta blasphemia
horrível
:
«Negar
«a
Deus
é
afiirmar o
homem
unico
e
«verdadeiro
soberano
dos
seus
destinos.
«A
negação
da
Divindade
é
o
homem a
«confirmar-se
na sua
liberdade e
na
sua
«força»
!
(Palavras
do communista Vési-
nier).
Que
fazer pois?
Avançar
no
mesmo
caminho?
O
abysmo
nos
tragará em
bre
ve
1
Seremos
ahi
arrojados infallivelmente
pelo
liberalismo,
que
nos
impelle.
Se
elle
é
o
pae,
ó
collaborador,
o
recrutador
do
socialismo!
Como
esperar d
elle,
pois,
a
salvação
da
sociedade?
Affaste-se
para
longe
este
conductor
pérfido
e
traiçoeiro.
Reconstrua-se
a
so
ciedade
sobre
bases verdadeiramente
chris
tãs,
voltando
Deus
a occupar
o
lugar,
que
lhe
pertence,
no viver
social
dos
po
vos.
Eliminem-se
dos
codigos
das
nações
os princípios
revolucionários;
proclame-se
a liberdade, a igualdade,
a
fraternidade,
mas
segundo
o
espirito
do
Evangelho,
e
não
consoante o
liberalismo
atheu
tem
definido
e
applicado
estas
cousas.
Deixe-
se
á
Egreja a
plena
liberdade
de
acção,
reconhecendo-lhe
lodos
os
seus
direitos,
que só
ella
é
capaz
de
arcar
com
o
monstro
do
socialismo
e
debeilal-o.
I
ros-
screvam-se as
sociedades
secretas,
e
á
sua
propaganda
deleleria
opponha-se
a
acção
conservadora
e
moralisadora
das
associa
ções
chnstãs,
das
ordens
religiosas,
deanle
das
quaes
a
impiedade
recuará
espavo
rida.
Finalmente
distribua-se
a
instrucção
pelo
povo;
mas a
instrucção
repassada
do
espirito catholico,
e
tolham-se
á
im-
prensa
corruptora
os
meios
d
envenenar
os
espíritos
e
de
preverter
os corações.
Tal
é
o
programma
a
oppôr
ao
pro-
O
Socialism»
II
Que o socialismo seja uma
emanação,
ou
melhor
diremos,
uma
consequência
do
liberalismo,
é
cousa que.
para
nós
e para
lodos os espíritos
imparciaes
e
despreoc-
cupados, não pode
adrnittir
a
menor
som
bra
de
contradicção
ou
de
duvida.
Comparemos
os
princípios,
ou
af
irmações
de uma e
de
outra
escola,
e
acharemos
entre
ellas
taes
relações,
tanta
conformidade
mesmo,
que,
contemplando
uma
apôz
d’
oulra
estas
duas
manifesta
ções
da
ideia
revolucionaria,
não
podere
mos
deixar
de
exclamar:
esta é
o
com
plemento
d’
aquella.
Com
effeito
o
liberalismo diz-nos
:
«A
consciência
do
indivíduo
é
livre;
cada
um
pode
seguir
a religião
que
quizer;
afiirmar
ou
negar
uma,
ou
todas
as
ver
dades
religiosas;
discutir
o
dogma;
des
prezar
e
mesmo
escarnecer
o
culto
e
sub
stituir
ao
ensino
da
Egreja
o
dictame
da
sua
razão
individual. O Estado
deve
ser
igualmente
indifferente entre
as
diversas
crenças;
não
haja
religião
do
Estado;
o
Estado
não
tem
Deus».
—
O
liberalismo
proclama
isto;
sustenta
isto
na theoria e
na
pratica.
E
o
socialismo,
em
nome
d’
estes
prin
cipies,
inscreve
no
seu
codigo
o
seguinte
artigo
:
E
’
abolida
toda
a
religião,
todo
o
culto
como
um objecto
vão.
Deus é uma
l
mentira; é
o
inal
!
O
verdadeiro, o
unico
deus
é
o
homem
!»
Diz
mais
o liberalismo:
«A
soberania
reside
essencialmentte
no
povo. O
povo
é
a
unica
fonte,
d’
onde
dimana
toda
a
aucloridade».
E
o socialismo,
á
guisa
de corolla-
rio.
accrescenta
:
«Não
ha poder
nem
jus
tiça
acima
e
fora
do
homem
;
negar
a
Deus
é
afiirmar
o
homem
ucico
e
ver
dadeiro
soberano
dos
seus
destinos.
O
povo
não
precisa de
ler
razão
para
va
lidar
os
seus actos.
A
vontade
do
povo
—
justa
ou
injusta—
é
a
unica
lei».
Do
liberalismo
partiram
também
os
primeiros
ataques
á
propriedade
;
elle des
pojou
a
Egreja
dos
seus
bens
legitima-
menle
adquiridos,
e condemn-u-a
á
po
breza
em
nome
das
urgências
do
Estado.
Expulsou
os
frades
dos
seus
conventos, e
pôz
em
almoeda
quanto
estes
possuíam
em
bens
immoveis,
entregando
os
moveis
í
mais
desenfreada pilhagem.
Até
a pro
priedade
particular
tem
sido
por
mais de
hma vez
desacatada
e
invadida
sob
espe
ciosos
pretextos.
Tudo
isto
tem
feito
o
liberalismo
em
nome
da
nação.
Que muito pois
que~
o
socialismo,
tambem
em
nome
da
nação,
ou
do
povo
soberano,
decrete
a
abolição
(la
propriedade
individual
e
da herança,
c
declare
a
communa
a
unica
proprietária
®a
unica heideira
universal?
O
liberalismo
redusiu
o
matrimonio
a
um
contrato
civil,
com
a
unica condição
ía
perpetuidade.
O
socialismo
dá
apenas
toais um
passo
no
mesmo
caminho,
e
diz; «Fica
abolido
o matrimonio
como
contrato
perpetuo,
porque
esta
condição
f
contraria
á liberdade
e
independeucia
do
indivíduo».
E
ahi
temos
substituído
>o matrimonio
o
amor
livre
do
program-
socialista,
que
pouco
diífere
do
con-
^binalo
legal
sanccionado
pelos
codigos
bberaes.
Emfim
o
liberalismo, praticamente
fal
ado,
instiga
por
todos
os
modos
o
povo
1
lançar-se
na
senda
abominável
das
re
Ajustou-se,
pois,
com o
Baxá,
ou
Ke
dive,
que
uma
Commissão
de hábeis
fi
nanceiros Euiopeos
fossem
examinar
mi
nuciosamente
a condição
financeira
e
re
cursos
do
Egyplo,
de
concerto
e
consen
timento
com
o
Baxá,
vêr
que
remedio
podia
ter
aquella
desordem—
aquella
mi
séria
no
meio
de
tanta
riqueza
natural.
Depois de
paciente
exame,
encontrá-
ram, que,
com grandes
rendimentos
e
productos,
desque as
propriedades
e
re
cursos
do
paiz fossem
bem
aproveitados,
desenvolvidos,
e
administrados,
possuia
o
Egypto
meios
de
sobejo
para honrar
to
dos
seus
créditos,
vir
a
pagar
suas
di
vidas,
e
lornar-se
um
Estado
rico
e
flo
rescente.
A
primeira
condição
porém
para
isto
era,
que
á fazenda
e
sua
administração
se
pozesse
ordem, fiscalisação,
e
econo
mia
regular;
o
que não
podia
verificar-se
com o
systema
pessoal,
de
ser
todo
o
Egypto,
por
assim
dizer, simplesmente
a
casa
mal
administrada
de
um morgado
dissipador
e desordenado.
Parece
que o Kedive teve
o
bom
sen
so
de
vêr,
que
aquillo
não
podia
conti
nuar
assim,
sem
que
acarretasse gran
díssimos inconvenientes e
perigos; e
que
resolvera
de
radicalmente corrigir
e
re
mediar
um
tão
perigoso
estado
de
cou
sas.
A.
R.
SARAIVA.
(Continua)
<>
CoBigcesM»
Europeu,
O
homem,
formado
por
Deus
e
desti
nado
a
viver
em
sociedade,
tem
o
direit
*
de
honrar
a
Deus
e
de
não
prejudicar
a
seu
semelhante.
E
’
a
base
de
sua
vida
e
de
sua
conservação.
Este
direito
é
um
dever.
O
homem o tem achado sempre
incommodo.
Sendo
livre,
condição
neces
sária
do
seu
mérito,
elle
emprehendeu
logo
modificar seu
direito
e
modificar
seu
dever. Soube
logo
que
a
empreza
era
vã.
A
lei
fica
e
torna-se
mais
incommoda.
Ella
lornar-se
dolorosa,
insustentável,
ho
micida.
Ampliada,
ella
deixa cahir
a
so
ciedade
no abysmo;
restringida,
affoga-a.
A
grande
moda
é
ampliar
o
direito
con
tra
Deus.
Mas
o
homem
sente
logo o
que
perde
com
isso.
Reclama.
Respon
dem-lhe
que
a
força
prima
sobre
o
di
reito.
E’
a
formula
de
uma revolução
que
mudaria
tudo
sobre
a
face
da
terra.
Ella
está
agora prestes
a
realizar-se.
Ha
trinta
annos disse um
homem
bru
talmente:
«A
propriedade,
é
o
roubo!
Deus,
é
o
mal»
!
Então
pareceu
temerá
rio.
Seus axiomas
muito
novos,
fructos
do
século
passado, não
tinham tomado
raiz.
Fallou-se
em
enforcal-o.
Mas o
mun
do
caminhou
Persemeado
de
heresias,
só
esperava
o
sol
da
força
para
dar
sua
sea
ra.
A
força
prima
sobre
o
direito!
Foi
‘
fninistro
de um
poderoso
estado
da
Eu
ropa,
hoje
talvez
o
mais
poderoso,
quem
disse
eàla
palavra, em
que
revivem
os
axiomas
de
Proudhon,
agora
acceitos
pelo
mundo
político.
Não
ha,
pois,
mais di
reito: nem
direito
de
propriedade,
nem
direito
das
gentes,
nem
mais
outro
di
reito
algum.
O
Deus
anligamente
conhe
cido,
que
fez
o
mundo
para
o
direito
e
a justiça não
é
mais
Deus. E
’
a
força
que,
creando-se
a
si
mesma, creou de
pois
o mundo
para
ser
seu dominio
e o
objecto
de
sua
justiça.
O
mundo
ouviu
islo
e
curvou-se.
O
mundo
é
daqui
em
diante
do
partido
da
força.
O
mundo
está
em
estado
de
crer
em
tudo,
mesmo
em
sua
divindade.
Agora é
só dizer-lhe
a
um
tempo
que
elle
é
Deus
e
que
não
ha
joulro
Deus.
gramma
do
socialismo.
Tal
é
o unico
meio
de
lhe sustar
os progressos,
de o
evitar,
de
o
vencer.
Se
assim
se
não
fizer,
dentro
em
poucos
annos
será
elle
o
vencedor,
e
en
tão
ai
da
Europa,
e
ai
do
do
mundo in
teiro
!
d
.
M. s.
-----
------------------- —
MEé
aEWW
---------- -
----------
V
filedacçÃo
«5«»
«Coiumercio
do
Ninho».
Londres,
30
de
Setembro,
4878.
Com
profundo
pesar
li
no
Commercio
do
Minho
a
noticia
do
fallecimento
do
Snr.
José
Maria
Dias da
Costa,
a quem
pessoalinenle nunca
tinha
visto,
mas
com
elle
havia
mantido
relações
intimas,
ha
muitos
annos,
por correspondência;
rela
ções
cimentadas
pela
analogia
de
nossos
princípios
políticos,
moraes
e religiosos.
Agradecido
sempre á
sua
honrada
me
mória,
rogo
mui
cordealmente
ao
Todo-
Poderoso
lhe
perdoe
alguma
falta
em
que,
como
descendente
de
Adão,
haja
incorri
do;
e
lhe
tenha
recompensado
suas vir
tudes na
Bemaventurança
Envio
ao
jornal
a
primeira
parte
de
uma
correspondência
ao
Apostolo, que
ti
ve
de
retardar
na
remessa,
por
causa de
occupações
urgentes,
e alguma
tardança
do
copista;
creio,
todavia,
que
ainda
se
lerá
com
interesse.
Breve enviarei
o res
to,
de
que
terei
de
fazer
eu
proprio
a
copia,
pois
teve
de
ausentar-se
de
Ingla
terra
o
Amigo
que
costumava
trasladar
do
copiador
maquinal.
A. R.
SARAIVA.
Londres, 3
de
Setembro,
4878.
SUMMARIO.
L
—
Importante
e
interessante
noticia
e
perspecliva
de
refórma
no
Egyplo.
H.
—
Probabilidade,
ou
quasi
certeza,
de
que
Bismark
terá
de
emendar
a
mão
em
sua
estouvada
política
antí
Catholica.
IH.
—
Congregancia
(ou
umeeling»)
com
mercial
em
Paris
—
um
Senador
a babo-
sear.
IV.
—
Grande
irritação
buzzurra
na Ila-
lia,
contra
a Áustria,
pela occupação
da
Bosnia
e
Herzgovina,
e
mesmo
contra
a
Inglaterra,
por
n
’ella
ter
consentido.
V.
—
Espirito
anti-catholico
Inglez,
mas
que
não
creio
seja
partilhado
pelo Gabi
nete
actual.
VI.
—Mais
prova
da
parte
que
as
sym-
palbias
Italianas
e
Garibaldinas
têm
na
resistência
á
occupação Austríaca
da
Bos
nia
e
Herzgovina.
Agosto
27)
—
Sem
duvida,
os
lei
tores
do
Apostolo
haverám
visto n
’outras
folhas
(e
talvez
no
Apostolo
mesmo
—
bem
que não
creio
haja
eu
proprio
noticjado
o
facto),
que
tendo
os
credores
do
Egr
*
pio—
paiz
tão rico
naturalmenie,
—
e
os
Governos
da
Europa
(também interessados
no
socego
e
boa
ordem
n’aquella
notável
região,
hoje
tão
ligada
com
interesses
Eu-
ropeos),
visto
os
embaraços
da
Fazenda
do
Kedive (senhor,
ou,
proprietário
des
pótico,
até
agora,
por
assim
dizer
do
Es
tado);
resolveram
tratar
de
applicar
um
remedio
a
semelhante
condição
de
cou
sas.
Viu-se
que
nem
os
milhões
esterlinos
tão
promptamenle
pagos
pela
Inglaterra
para
se
apropriar o
Canal
de Suez
feito
e
promplo
(bem
que
não
tivesse conlri-
bnido
ella
com
um
penny
mesmo
para
a
sua
construcção), foram
mais
que
uma
gôta
d
’agoa
lançada
no
grande
tanque
vazio
das
dividas Egypcias.
0
Congresso
de Berlim
não
tem
ca
tecismo
senão o
que
elle
mesmo
fez
para
si, e que modiíica a
seu
arbítrio,
isto é,
segundo
a
occasião.
Dahi os
muitos
erros
em
que
cahe
arrastando
comsigo
o
mon
do.
Elle
falia,
ou
pelos
menos
deixa
de
bom
grado
que
se
falle no
direito
da
força.
A
força
não
é
o
direito
do
homem
mesmo
em
congresso
das
Potências.
Ella
não
é
senão
o
direito
do
dever
do
ho
mem que
deve honrar
a
Deus
e
não
pre
judicar
aos
homens
impedindo-os
de
ser
vir
a
Deus;
pois
taes são
as
condições
absolutas,
ás
quaes
elle
não
póde
faltar
sob
pena
de morte
para
a
spciedade
e
para
si
mesmo.
Nada
prima
sobre
este
direito,
e
a
força não
é instituída
senão
para
de-
fendel-o
e
vingal-o.
A
política
pretende
transtornar
legili-
mamente
esta
ordem
eterna. Ella
falia
claramente
em
prol
de toda
a
força
con
tra
todo
direito: direito
primado,
direito
opprimido, direito
supprimido!
A
lingua
das
Potências
admilte
estes
synonimos
arrogantes
e
extravagantes
;
breve
todas
as linguas
os receberão,
e
os
farão pas
sar
a todas
as
camadas
da
sociedade.
Se
os
fracos protestarem,
não
farão
mais
que
um
surdo
rumor.
Os
fracos
formam
a
massa,
mas
não
passam de
alguns.
Elles
se
habituam,
motejam,
enfraquecem.
Or
dinariamente
elles
mesmos
se
acham
ri
dículos.
Em
breve se
contentam
com
a
liberdade
que
o poder
do
mundo
lhes
deixa
contra
elles
mesmos
e
conlra
Deus.
Deus
desarmado
conlra
a
liberdade
dos
fracos
de boa
vontade
quer
sel-o
também
contra
a
liberdade
dos
poderosos.
Elle
tem
as
mesmas
paciências
diante
das
mes
mas
paixões;
mas
não
são.
em
summa,
senão
as
mesmas
ignorâncias.
Os
peque
nos
deixam
opprimir
a Deus,
os
podero
sos
o
opprimem.
Desgraça
do
mundo
in
teiro
que
marcha
para a
negação,
e
para
o
esquecimento
do
direito,
face
visivel
de
Deus!
Deus
é
opprimido
ha
tanto
tempo!
O
mundo não quer crer que
as
leis
de
Deus
são
immortaes
e
o
vingam
sempre
O
Congresso
de
Berlim
guia
a
marcha,
sob
a
presidência
do
seu mais
forte
phi-
losopho e
do
seu mais
rude
soldado.
As
grandes Potências,
que
são
ainda
as
gran
des
imprevidências
e
as
grandes
obstina
ções,
tem
o
concurso silencioso das
ou
tras.
Todas
allegam
um interesse.
Ne
nhuma
falia
do
maior,
nem
talvez
o
co
nhece. Por
toda
a
parte
desapparece
o
ca
tecismo.
Calam-se
unanimemenle
sobre
o
in
teresse
coramum
da
civilisação
chrislã,
ameaçada
de
uma
suppressão
total
da jus
tiça.
Deve-se
admirar
esses
raros
deputa
dos
da Allemanha
catholica,
que
faliam
ainda
tão
nobremente
de
sua
divisa: Jus-
tília
fundamentam
regnorum.
(Continua)
Carta
á
«Vação».
Reichenau 23
de
setembro
de
1878.
Meu
caro
D.
Jorge
Já
deverá saber
que
chegámos
aqui no
dia
22 pela
manhã
ceio,
e
que
n
’
esse
dia
o
Ceo
nos
raimoseoii
com
um
robusto
Principe,
que
se
baptisou
no
dia
imine-
diato,
23,
na
capella
de
Santa
Barbara,
perlo da
residência
de
Sua Augusta
Mãe.
Assistiram
ao
Baptisado
a
Senhora
Do
na
Adelaide
de
Bragança,
Suas
Altezas
a
Senhora
Dona Maria
das
Neves
e
o Se
nhor D.
Affonso de
Bourbon
e
Este,
In
fantes
de
Hespanha;
Suas
Altezas
os
Se
nhores
Conde
e
Condessa
de Bardi;
a
Archiduqueza
d
’Auslria
Dona
Maria
The-
reza
e
sua
enteada
a
Archiduqueza
Mar
garida
.
O
Archiduque
Carlos Luiz
não
assistiu,
porque
as
suas
obrigações
militares
o re
tiveram
em luspruck,
e
os
Duques
de.
Baviera,
porque
a
Duqueza
espera
a
to
dos
os momentos
ser
novamente
mãe
O tristíssimo
acontecimento da morte
do
Duque
de
Cadaval,
privou-nos
de
o
contarmos
e
a
seu irmão o
Senhor
D.
Jayme,
no
numero
dos
porluguezes
que
aqui
se acharam
A
’s
1
1
horas
celebrou-se
Missa
resada
na
dita
capella.
a
que
assistimos
todos.
Era
meio
dia
quando
entrou
o
Principe,
conduzido
sobre
uma linda
almofada
de
veludo
encarnado,
bordada
a
ouro.
A
’
porta
tomou-o
em seus
braços
o
Conde
da
Redinha;
á
direita
ia
o
Conde
da
Azambuja,
levando
um
cofre
de
ouro
com
os
Santos
Oleos,
e
á
esquerda
ia
eu,
le
vando
um
jarro
e bacia
também
de
ou
ro,
indo
o
jarro
cheio
de
agua
do
Jordão,
e
foi com
esta
que se
fez
o
Baptismo.
Assistiram
também
ao
Baptismo,
reu
nindo-se
aos
portuguezes
de
que
já
fallei,
Nnno
José
Sebastião
de
Mendonça
Rolim
de Moura Barreto
e
Fr.
João
d
’
Ordaz
Caldeira
de
Valladares,
assignando
todos
nós,
como
testimunhas,
o
auto
do
nasci
mento
do
Principe.
Foi
Padrinho
o
Principe
herdeiro
de
Turn-Taxis,
representado
pelo
Infante
de
Hespanha, o Senhor D.
Affonso
e
Madri
nha a
Senhora
Dona
Adelaide
de Bra
gança.
Assistiram
também ao
Baptismo
a
Exc.ma
Senhora
Condessa
da
Azambuja
e
Sua
filha
a
Exc.
ma
Snr.
a
D.
Antonia
José
de
Mendonça
Rolim
de
Moura
Barreto;
a
Exc
ma
Snr.
a
D
Maria
Rita d
’
Almeida
Portugal Correia
de
Sá,
Dama da
Senho
ra
Dona Adelaide
de
Bragança,
a
Exc.me
Snr.’
Baroneza
de
Leichenfeld,
Dama
da
Senhora
Dona
Izabel
Maria
de
Bragança;
a
Exc.
ma
Snr.
a
Condessa de
Sclunfeld,
Camareira
Mór
de Sua
Alteza
Imperial
e
Real,
a
Archiduqueza
Dona
Maria
There-
za;
o
conde
de
Sclnnfel,
eslribeiro
mór
de
Sua
Alteza
Imperial
e
Real,
o
Ar
chiduque
d
’
Austria
Carlos
Luiz,
e a Exc.ma
Snr.
a Baroneza
de
Hertling,
Dama de
Sua Alteza
Real
a
Senhora
Condessa
de
Bardi.
Eram
tres
horas
da
tarde quando
se
serviu
ura magnifico
jantar
a
que
assis
tiram
to
las
as
pessoas
que
nomeei.
Fizeram-se
os seguintes
brindes:
U
conde
da
Redinha
ao
Senhor
D.
Miguel
e
ao
Recemnascido
Principe;
A
Senhora
Dona
Adelaide
agradeceu
muito
amavelmente
aos
seus
parentes
e
mais
porluguezes
tanta
prova
de amor e
dedicação;
O conde
da
Azambuja
fez
um
brinde
á
Senhora Dona
Adelaide.
E
finalmcnle
eu
á
Senhora
Dona
Isa
bel
Maria
de
Bragança.
Em seguida
agre-
deci,
em
nome
do
partido legilimista
portuguez,
as
delicadas
expressões
que
a
Senhora
Dona
Adelaide
de
Bragança
nos
linha
dirigido.
Fomos
todos
convidados
para
ir
pas
sar a
noite
a
casa
de Sua
Alteza
Impe
rial
e
Real
a
Archiduqueza
Dona
Maria
Thereza,
onde
se
serviu
uma
ceia
magni
fica.
Escusado
é dizer
que
o
novo
Princi
pe
se
chama
Miguel.
Adeus—
etc.
Conde
de
S. Martinho.
AGRADECIMENTO.
Profundamente
penhorada,
venho
por
este
meio agradecer
do
intimo
d
’
alma,
aos
ex.mos
e
revd.
mos snrs. Arcebispo
Primaz e Bispo
d
’
Angra
do
Heroísmo,
assim como
aos
numerosos
ecclesiasticos,
tanto d’
esta
cidade
como
de
iodo
o reino,
que
celebraram
missas
por alma do
meu
sempre
saudoso
irmão,
José Maria Dias
da
Costa.
Igualmente
protesto
o
meu re
conhecimento
ás
associações
Catholica
e
de
S.
Vicente
de
Paulo,
e
a
todas
as
pessoas
que
realisaram
suílragios
com
a
mesma
intenção.
Para
com
todos
será
a
minha
gratidão
indelevel.
Braga, 9
de
outubro
de
1878.
Maria
Clara
Dias
da
Cosia.
uniuii
AOS
MOSSOS
ASSI8MAMTES
Dirigimo-nos
aos
nossos assignantes a
rn?xr
lhes
o
obséquio
de
satisfazerem,
co-
láes
cumpre,
a
importância
das suas
assignaturas.
Eleição em
Vêlls
*
Verde,—
Chama
mos a
attenção
dos
leitores
para
o
com-
municado,
que
n
’
es(a
folha
publica
hoje
o
exc.
IUJ
snr.
Manoel
Joaquim
Alves
Pas
sos,
no
qual
é
desmentido
o
boato,
que
tem
circulado,
respeitante á desistência
d
’
aquelle
cavalheiro,
como
candidato a
deputado
pelo circulo
de
Villa
Verde
e
Amares.
Agua!
Agua
1—Não
a
pedimos
ás
nuvens,
mas sim
á
exc.
ma
camara.
Quasi
todas
as
fontes
publicas
da
cidade
apenas
deitam
um
fio
tenuíssimo,
quando
é certo
que
vários particulares
são favorecidos
com
verdadeiras innundações.
E
’
uma
grande
patifaria,
que
deve
ler
um
termo.
E
para
isso
recommendamos
muito
especialmente
á
vigilância do digno
vereador
do
pelouro das aguas o
proce
dimento
do
agueiro,
—
causa
unica
d
’
esta
estiagem
forçada.
Motieiaa
«lo
Oriente.
—
A
questão
do
Oriente
continua
agitada,
nebulosa
e
prenhe
de
novas
tempestades.
A
Áustria
lá
tem
ido
dominando
os
povos
da Bosnia
e
da
Herzegovina:
e
apesar
do
isolamento
em
que
a
deixaram,
dos manejos
secretos
da
Turquia, e
dou
tras
sérias
dissidências
surgidas
no
Seu
proprio
seio,
parece
que
vae
dominando
a situação
nas
terras
conquistadas,
graças
aos
grandes
sacrifícios
de
sangue
e
di
nheiro
de que tem
disposto.
A
Grécia,
essa
parece
não
ter
olhado
com
muito
bons
olhos
para
o
movimento
que
as
cousas
tem
tomado.
A
Turquia,
como
era
de esperar, se
se tem
deixado
amputar
pelas
outras
na
ções
depois
da
guerra
e
do
congresso
de
Berlim,
tem
por
outro
lado
despresado
as
reclamações
energicas
da
Grécia,
que,
segundo
o
Congresso,
não
foi
das
menos
contempladas
na
distribuição
da
preza;
e
por sua vez, as
potências,
se
não
appro-
vara
o
procedimento
do
desgraçado
im
pério
otlomano,
tem,
todavia,
ido
acal
mando
as
iras
gregas
com
mais ou menos
violência,
consoante
a
impaciência
que
por
vezes
tem
manifestado
em
reclamar
o que
de
direito
lhe
pertence. A
corda
quebra
sempre
pelo
mais fraco.
Por
fim,
o
que se
póde
deduzir
do
estado
em
que
tudo
se
acha,
é
que
o
Congresso
de
Berlim
não passou d
’
um
remedio
ineficaz
e
sem
valor
algum
para
assegurar
a
paz
europeia.
Nem
podia
dei
xar
de
ser
assim,
desde
o momento
em
que.
como
é
sabido,
presidiram
a
elle
a
ambição,
o orgulho,
a
avareza, o
odio,
a
força
bruta
e
tudo
quanto
ha de
peior
no
coração
humano,
excepto
Aquelle
que
dá a
paz
e
a
guerra,
e
que
tem
nas
suas
mãos
os
destinos
dos
indivíduos,
das
fa
mílias
e
das
nações!
Tudo
quanto ha
de
mau,
alli
teve
representantes;
só
os
não
teve
a
Divindade:
e
porisso boas
contas
faz
o
preto,
mas....
O
odio
e
a má
von
tade
entre
as
nações, longe
de diminuir,
progride
todos
os
dias
e
nunca
elle
se
manifestou
por
actos
mais
frisantes
e
pal
páveis.
Vem
corroborar
isto
esse
grave
inci
dente,
de
que
se
tem
occupado
o tele-
grapho
e
a
imprensa
n
’
estes últimos
dias,
ilado entre a
Inglaterra
e
o
Afghanistan.
Chir-Ali,
emir
do
Afghanistan
recusou-se
a
receber
em
Cabul
uma
embaixada
in-
gleza,
enviada
pelo
governador da
índia,
para
contrabalançar
a
influencia
da
Rús
sia,
á qual o
emir
consentia ter
junto
de
si
um
embaixador.
Já
se
tinha
posto
a caminho a em
baixada
ingleza,
quando
o
emir
lhe
fez
saber
que
se
dignasse
tornar
a
transpor
as
fronteiras
para
o
logar
d
’
onde
se
atre
vera
a
sair.
Era
na
verdade
uma
affronta
directa
á
Inglaterra,
embora
manifesta
mente
vibrada
pela
Rússia.
D
’aqui
as iras;
e
segundo
as
noticias
até
hoje
recebidas,
parece-nos
imminente
a
guerra
entre
a
Inglaterra
e
o
Afghanis
tan
A
Rússia
havia
de
procurar
vingar-
se;
e quem
sabe
se
n
’
isto
anda o
dedo
de
Bismark, levado também
da
sua
má
vontade
para com a
Inglaterra.
Que dirão a
isto
certos
palelas
que
ainda
não
ha
muito
sonhavam
com a
paz
universal
entre as
nações,
e
com a
extinc-
ção
das
guerras, graças
ao
progresso
e
á
civilisação
dos povos.
Estes
abandonaram
a
Divindade;
mas
Esta
não
os abandonará
jamais;
e
seguil-
os-ha
sempre,
ou
com os
thesouros
da
sua
bondade
e
misericórdia, ou
com
a
vara
da
sua
justiça.
Xovo
pinhal
<!a
Azambuja.
—
Lê-
se
no
«Jornal
do
Commercio»,
da capital:
«Chamamos
a
attenção
dos
leitores
para
uma
recommendação
que
publica
hoje na
secção
dos
annuncios
um
amigo
nosso
ácèrca
do
modico
juro
que
exige
a
«Caixa
Lealdade»,
de
alayaia
aos
incautos,
na
rua
da
Atalaya
n.cs
5,
7
e
9.
Sendo
de
bom
oiro
os
objectos
que
forem
levados
áquella
casa
de
«prégo»,
o
juro
exigido
é
apenas
de
50
p.
c.
ao
anno».
Os sectários
do
liberalismo são sempre
assim:
os
mesmos
em
toda a
parle e
em
lodo
o tempo.
Distingue-os
a mais
refi
nada
perversidade
a
par
da
mais
pasmõsa
insensatez.
Fazem
o mal
e
a
caramunha
ao
mesmo
tempo.
Miseráveis
!
A
proposito:
lembra-nos
também
que
o
«Jornal
da
Manhã»,
do
Porto,
publicava
ha
dias
uma
horrorosa
tragédia
d
’assassi-
natos, e
stigmalisava
por
fim
o
assassino
com
este
impagavel
epiphonema:
«Muito
patife
come
o
pão
de Deus»!
A
dizer
isto,
era
melhor não
ter
dito
nada.
Mas agora
perguntamos:
se
assim
stigmatisa
o
crime
monstruoso
d
’
esse
homem,
de
que
expres
sões
nos
devemos
servir
para
qualificar
devidamente
o
proceder
das
folhas
ímpias,
verdadeiro
fóco
e
incentivo
da
maioria
dos
crimes
horrorosos,
que
se
estão
com-
mettendo
lodos
os dias
por
toda
a
parte?
Os
maiores
criminosos
não
são
aquel-
les
que
a
sociedade
actual está punindo.
Não
são
os que tiram
as consequências;
mas
os
que.
põem
as
premissas.
Congresso
europeu. —
Não será
por
certo
sem
interesse
que
os
nossos
esti
máveis
leitores
receberão
os
artigos
que
debaixo
d
’
esta
epigraphe
escreveu ha
tem
pos
a
brilhante
penna
do
mais
eminente
dos jornalistas calholicos
da
França,
Luiz
Veuillot.
Refere
se
ao
congresso
das
po
tências
ultimamente
celebrado
em
Berlim,
por
causa
da questão
do Oriente.
A
su
blime
philosophia
com que
o insigne
es-
criptor
analysa
esse
facto,
impede
que
o
seu
escripto
deixe
de
conservar
sempre
imteresse
para
os
verdadeiros
pensadores.
Um
teatiniunh» insuspeito.—
Lê-
se
nos
Apologistas involuntários
de
Me-
rault,
que
o
incrédulo
Diderol
arrancara
das
mãos d
’
uma
sua
filha
uma
obra
pés
sima,
que
elle
mesmo
havia
composto!...
E’ este
por certo
um
exemplo
bem
írisanle
para
muitos
paes
christãos,
que
deixam
lêr
á sua familia
todos os
livros
sem distincção!...
Diderot
era
mau,
mas
era pae,
e
co
mo
tal,
não
desejava
destnoralisados
os
seus
filhos;
ao
contrario, muitos
paes,
não
são
paes,
são
traidores
dos
seus
filhos!.,.
E
depois?...
O
remedio tardio,
raras
ve
zes
approveila!
e
bem
melhor
fôra
para
uns
e
para outros
o
não
haver nascido.
*
*
»
S;A«»
bem
pareeidog eoin w
pae.
—O
diabo,
para
perder
os
nossos
primei
ros
paes,
e
com
elles toda a humanida
de,
serviu-se
da
mulher,
pois
sabia
muito
bem
que
ella
representa
o
primeiro
logar
na familia
(copio
educadora).
Para
encobrir
a
malicia
da
tentação,
tomou
a
fórma
da
serpente,
lançou
mão
do
fructo,
cuja
vista
era
diliciosa,
e
usou
d
’uma
linguagem
seductora.
Pois
o
mesmo
fazem
os
propagandis
tas
fio êrro.
Como
a
mulher
é
aífeiçoada
á.
leitura
mais
agradavel
do
que
ulil,
ser
vem-se
do
romance,
encobrem
as
suas
doutrinas
immoraes
er
perniciosas
debaixo
d
’
um estylo
seductor
e
d
’
um
enredo
in
teressante,
e
assim
vão
espalhando
pela
sociedade
a semente que
mais
tarde
vae
produzir
fructos
amargurados!
..
Parecem
a
molde
para
estes
as
palavras
do
Sal
vador
dirigidas
aos
Phariseus
=-
Vós
sois
fiLlios
do
diabo!
..
*
*
*
Os torpe«los.
—
Quem
não
conhece
a origem dos torpedos,
cuida
que
a
sua
invenção
pertence
á
nossa epoca,
quando
o
seu
uso
remonta
ao
ultimo
terço
do
século
passado,
conhecendo-se
jáa
es
se
tempo
os
efleitos
destruidores
dos
canhões
submarinos,
que se empregaram
com
grandes
vantagens
para
a defeza
dos
rios,
portos,
etc.
Nos nossos
dias,
só
se
tem
chegado,
como
em
todas
as
demais machmas de
destruição,
a
um
grau
de
perfeição
sus-
ceplivel
ainda
de
maior
adiantamento.
Em
1777
foi
pelos
ares
por
primeira
vez
um
bote,
que
ficou
feito
em peda
ços,
perecendo
toda a
tripulação,
em
con
sequência
da explosão
accidenlai
de
um
torpedo
que
os independentes
americanos
haviam
preparado
.para dar
cabo
de
uma
fragata
de
guerra
ingleza.
Em
1797
apre
sentou-se
o
modelo
de
uma
machina,
cu
jos
efleitos
destruidores
eram
considerá
veis.
Em 1805,
em
presença
do
celebre
ministro
inglez
Pitt,
e
de
numerosa
con
corrência,
fez
se
ir
pelos
ares
um
ber
gantim,
por
meio de
um torpedo
que
continha
170
libras
de
polvora.
Em
1807
exprimentou-se
em
Nova
York
outra
ma
china,
que
deu
cabo
de
ura
navio
Na
guerra
civil
dos
Estados-Uni
los
ficaram
desiruidos
sele navios couraçados
e
onse
de
madeira, lodos
de guerra. Na
recente
guerra
do
Oriente
foram
empregados
lam
bem
os
torpedos.
Mova
eataraeta.—
A
«Revue
Brita-
nique»
publica
uma
noticia
transmitlida
pelo
medico Colmahe, dos Estados
Uni
dos,
que
assegura ler descoberto n’
uma
penosa
viagem
por
terras
inhospitas,
po
*
voadas
de
grande
numero
de
feras,
um
salto
d
’agua
de
200
pés,
n’
um
rio
de
mais
de
150
metros
de
largo,
cu
jo
especlaculo
é
superior
ao
que
oíle-
rece
a
nomeada
cataracta
do
Niagara.
Esta
nova
cataracta;
chamada
de
Sho-
$one,
produz
um
ruido
perceptivel
a
15
milhas
de
distancia,
e
como
por
essas
re
giões
atravessa
o
caminho
de
ferro
do
pacifico,
grande
numero
de expedições
se
realisam
para
visitar
o surprehenden-
le
espectaculo
que
alli
offerece
a natu
reza.
5[<!
ío
planeta.
—
Mr.
Walson.
astro-
nomo
americano
do
observatorio
de
Ann
Arbor,
observou,
durante
o
eclipse
do
sol
de
29
de
julho
ultimo,
outro
novo
pla
neta
á
roda
do
sol,
como
o
que
ha pou
co
descobriu
o
celebre
Le
Vernier.
Durante o
ultimo
eclypse,
o
citado
astronomo
não
pôde
determinar
de um
modo
concreto
a
situação
do
novo pla
neta,
por
não
haver lido
tempo
para
fa
zer
todas
as
observações.
Só
averiguou
que
era
de
quarta
magnitude.
Venuvio.
—
O
Vesuvio está
em
eru
pção. Segundo
noticias
de
Nápoles
uma
parte
da
cristã
do
cone foi
derrubada.
Depois
de
algum tempo de
descanso
a
erupção
tomou
uma
grande
actividade
na
noite de
2a
de
setembro, e
um
novo
co
ne
começou
a
formar
se.
.4-4
viaçjetí»
á
rola
tio mundo.
—
D
iferentes
emprezas
consagram-se
á
or-
ganisação
de
viagens
scientilicas,
propor
cionando
bilhetes que
permillem
aos
via
jantes
utilisar
os
meios
de
locomoção
existentes,
ou
pondo
á
disposição
dos ex
pedicionários
navios
nas
condições
próprias
para
as
viagens
projectadas.
A
cmpreza
Cook,
que
funcciona
ha
alguns
annos,
facilita
esta
qualidade
de
viagens,
contando
para
esse
efleito
com
zelosos correspondentes
em vários pontos
do
globo,
que
auxiliam
os
viajantes,
que
os acompanham
e
mostram
tudo
quanto
lhes
possa interessar.
A ultima
viagem
em
projeclo
deve
durar
sete
mezes,
segundo
um
itinerário
organisado
e
quasi
siinilhante
ao
do
ce
lebre
livro
de
Júlio
Verne
A
volta
do
mundo em
80
dias.
O
preço
do
bilhete
está
fixado em
8:375
francos,
ficando, também,
a
cargo
dos
viajantes as
despezas
extraordinárias,
isto
é,
as
propinas,
carruagens,
guias,
etc.
Mediante
um
itinerário
muito
parecido
ao
antecedente,
propoz
o
padre
Stangen
emprehender
outra
viagem
durante
oito
mezes,
fixando-se
o
custo
do
bilhete
em
14:650
francos,
e
incluindo
n’
elle
todas
as
despezas,
menos
as
bedidas.
A
«Sociedade
organisadora
de
viagens
de
estudo
á
roda
do
mundo»,
orgamsa
também
expedições
instructivas
e
de
re
creio,
podendo
fixar
se
por
termo
mediu
o
preço
do
bilhete
em
17:000
francos,
para
uma
viagem de onze
mezes
de du
ração.
São
sete
as
emprezas
em
projecto
ou
que
funccionam,
organisan
lo
viagens
á
ro
da
do
mundo:
tres
na
Inglaterra,
duas
em
França,
uma
na
Allemanha
e outra
nos
Estados-Unidos.
Para
a
Companhia
«Se
Jesus.
—
0
filho
do
general
Sherraan,
secretario
do
thesouro
dos
Estados-Unidos
e
antigo mi
nistro
plenipotenciário
em
Paris,
entrou
para
a
Companhia
de
de
Jesus.
fiiraxií»
hospitaleiras.
—
Em
Coréa
(Sénegal)
foram
viclimas
da
febre
amarel-
)a
sete
irmãs
hospitaleiras,
assim como
o
padre
William
Que
dirão
a
isto
os
sarnentos
que tan
to
por
ahi
grasnam
contra
ellas?
WíTertw.—
O
Santo
Padre
por
inter
médio
do
cardeal
Nina,
offereçeu
50:000
francos
para
as
despezas
da
egreja
de
S.
Thiago
da
praça
Navona,
comprada
pelos
missionários
francezes
do
Sagrado
Cora
ção.
Kovo apparellao
cie
saiViição no
mar.
—Em
Anvers
faia-se
muito
dos
fe
lizes
ensaios
que
se
fizeram por
um
hes-
panhol
do
appanelho
de
sua
invenção,
cha
mada
baila
bote,
cujo
ohjecto
é
a
salvação
dos
naufragos.
Ante
o
pessoal
do consu
lado
de
Hespanha,
as
auctoridades
de
ma
rinha, commissões
oíliciaes e
grande
nu
mero
de
damas
e
amadores,
navegantes,
engenheiros
e
cominerciantes,-
especialmen
te
marinheiros
de
todas
as
nacionalidades,
figurou-se
o espectaculo
d
’
um
navio
com
passageiros,
que
se
ia
subitamente
a
pi
que,
salvando-se
estes
pela tripulação
por
meio
do
apparelho.
Os marinheiros
que
«ffectiiaram
a
manobra
eram
todos
hespa-
nhoés.
No
acto
de
lançar-se
a
bandeira
de
soccorro
a
bordo
do
navio
naufragado,
viram
-se
voar
de
sua
coberta
umas
es-
pecies
de
paraventos
ligeirissimos.
dobrados
longitudinalmente
em
quatro
folhas,
que
a
n
cahir
á
agua
ficavam
estendidos
como
u
ma
mama.
Os
marinheiros
subiam sobre
s
»as
planas
superfícies
e
puxavam
d'uma
c
orda
que
levantavam
as
cabeças
e
bandas
das
bailas
ficando
os
suppostos
naufragos
dentro
d
’
uns
botes
insumergiveis
de va
rias
formas.
Desprendiam
logo
um
par
de remos
sujeitos
ás
bandas,
vogavam
velozmente
para
dar
auxilio
aos
demais
naufragos na
agua,
ou
pouco
destros
em
armar
seus
botes
salva-vidas.
Uma
vez
inslallados
todos n
’elles,
desparafusavam
as
cabeças dos remos
e
tiravam
dos
ocos
estandartes
uns
tubos
de
folha, cheios
de
alimentos
condensados e bom
vinho hes-
panhol.
Desastre.
—
No
dia 30 do mez
pre
térito, saiu
d
’
esta
villa
em
direcção
a Ca
bide,
um
carro
fretado
por
vários
passa
geiros
a
Pedro
Vasques,
que
tem
estabe
lecimento
de
diligencias
e
carros.
A
’
s
9
horas da
noite
encontrou-se
es
te
carro
com
alguns outros
tirados
por
bois
e
que
seguiam
pelo
meio
da estrada,
nas
proximidades
de
Anciães.
O
cocheiro,
em vez
de
parar,
visto
que
estava
escuro, e
era
chegado
a
um
sitio
perigoso,
desvion-se
a
um dos
lados,
com
o
intuito
de
continuar
viagem.
Foi então
que
o
carro
se despenhou
por
uma
encosta
Tres
passageiros
ficaram
gravemente
feridos
e
eulre
elles
uma
senhora
que
ahi
teve
um
aborto
etu
consequência
da
queda.
O
carro
ficou
despedaçado,
e dos
ca-
vallos
ficou
um
morto
e
dois
feridos.
O
cocheiro
e conductor
fugiram.—
(«Commeicio
de
Villa
Real»).
CJuerri»
dn
Anstrin
com
a
Bos
nia.
—
Pode-se
felizmenle
dizer
terminada!
a
guerra
da
Áustria
com
a
Bosnia,
á
vista
do
seguinte
telegramma
enviado
pelo
feld-marechal
Ivanowitch
ao
Imperador
em
28
de
setembro:
«Depois
de
um
bombardeamento
de
cinco
dias,
Klobuk,
o
ultimo refugio
dos
insurgenles,
foi
occupado
esta
manhã
pe
las
tropas
imperiaes,
depois
de
uma
de
sesperada
resisleocia.
«Em Klobuk tinham-se reunido
to
dos
os
insurgenles,
successivamente
ar
rojados
de Stolap,
Jãsen
e
Grankarewo,
fazendo
um
total
de
uns
4:809
homens
que
se
renderam
á
discripção,
depois
de
terem
soffrido
graves
perdas e
de
se
le
rem
sustentado
com
grande
heroismo.
«As
nossas
perdas
são
insignificantes,
attendendo
ao
exilo
que
tivemos,
que
produziu
grande
satisfação
no
paiz;
o
comportamento
das
tropas
tem
sido
ad
mirável
desde
o
principio
da
expedição,
mas
especialmente n
’
esles
cinco
dias,
em
que
tiveram
que
proseguir as
operações
no
meio
de um
temporal
desfeito
de
aguas
e
ventos.
phyiexera.—
Consta
que
o
governo
recebeu
communicação
de
que
se
mam-
festára
o
phyloxera
na
freguezia
dos
Ar
cos,
perto
de
Macedo
de
Cavalleiros.
Parece"
que
é
o primeiro
ponto
fóra
da
região
propriamente do
Douro,
onde
o
terrível
mal apparece.
As
propostas
leitas pela
commissão
encarregada
de
propôr
os
meios
de
de-
bellar
o
phyloxera,
foram
apphcadas
já
pelo
governo,
e
de
accordo
com
ellas
au-
ctorisada
a
commissão
executiva a
fazer
as
despezas
com
o exercício
da
missão
que
lhe
foi
confiada,
taes
como
aequisi-
ção
de material,
pagamentos
a
emprega
dos,
etc.
O
governo auctorisou
também
a
com
missão
a
subsidiar
com
a quantia
de
4000000
réis
o
indivíduo
que
sirva
de
guarda
livros
na Regua,
e
a
pagar
2900000
reis
a
cada um
dos
tres
indivíduos
que
se
empreguem
como
chefes
de
trabalhos
práticos.
Preço
«Sos
eereaea.—
Na
terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo
...............................................
800
Centeio.......................................
550
Cevada.............................................
560
Painço.............................................
440
Milho
branco...............................
550
»
amarello
...............................
540
Milho alvo
......................................
580
Feijão
branco
...............................
800
»
vermelho............................. 900
»
amarello
..............................
600
»
rajado
................................
560
»
fradinho............................... 560
Batata.....................................•
•
480
Azeite.
...••■
50000
SECÇÃO
D£ G0MMUSICÀD3S
Snr.
redaclor.
Das
candidaturas
de
Villa
Verde
con
ta-se
cada
dia
uma
novella,
e
para
que
o
meu
nome
não
sirva
em
novos
assum
ptos,
vou
rogar
a
v.
o
favor
de
publi
car,
no
primeiro
n.° do
seu
muito
lido pe
riódico,
a
seguinte
declaração:
Não
é verdade
que
eu
abandone
a
candidatura
por
Villa
Verde, antes
solici
to
dos
meus
amigos
e
illustrados
eleito
res
o
favor
e
honra
da reeleição.
Tam
bém
é
falso
que
a
minha
saude
tenha
peorado,
antes me
acho
restabelecido da
doença,
que
me affligiu,
tendo
encontra
do
no
favor
de
Deus e
nas
aguas
do
Ge
rez
o remedio
seguro
contra
ella.
Por
esta
declaração
ficará muito
agra
decido
a
v.
o
que
é
De
v.
etc.
S.
C.
no
campo
de
SanfAnna,
7
de
se
tembro
de
1878.
(2029)
Manoel
Joaquim
Alves
Passos.
■BcaanmwggBBMmaBaanagMCMMHMMi
TELEGRAMMAS.
Londres
5
—A
«Pall-Mall
Gazetle»
não
crê
que o
governo sanccione as
opera
ções
immediatas
contra o
Afghanistan
Os
afghas
agglomeram tropas
em Kan-
dahar.
,
Os
insurgenles
da
ilha de
Santa
Cruz
destruíram
metade
da
cidade
de
Frede-
rikslad
São esperados
alli vários navios
americanos,
inglezes
e
francezes.
Paris
5
—
Dizem
de
Roma
que
o
no
vo
núncio
apostolico
no
Brazil partirá
brevemente
para
o
Rio de
Janeiro,
e
será
portador
das
cartas
do
papa e
do
cardeal
Nina,
agradecendo
ao
imperador
e
ao
governo
brazileiro
os
seus
esforços
para
aplanar
todas
as
diíliculdades.
A
ex-rainha
Izabel
de
Hespanha
pas
sou
o
dia em Ferrières,
na
residência
do
barão
de
Rotschild.
Madrid
5—A
«Gacela»
publica
a
au-
ctorisação
para
separar
no
dia 1
de
no
vembro
os
coupons
consolidados.
Londres
6
—
A Porta expediu
uma
cir
cular
convidando
as
potências
a
que
obri
guem
a Áustria
a
conformar-se
com
as
suas
declarações
no congresso
de Berlim.
O
sultão
escreveu
á
rainha
Victoria
dizendo-lhe
que
vai
applicar na Azia
(menor)
as
reformas
propostas
pela
Ingla
terra.
Paris
6—
Dizem
de Vienna ao «Jour
nal
des
Débats»
que
o
conde Andrassy
sómente
por
um
voto
de desconfiança
das
delegações apresentaria
a
sua
demissão.
Pesth
6
—
Foi acceite a
demissão
do
ministério
húngaro,
mas
ha
difficuldade
na
formação
de
novo
gabinete.
O
ministro
lisza
ficará
dirigindo
o
expediente até
á
abertura
do
parlamento.
New
York
6
—Uma
fragata
franceza
desembarcou
tropas
na
ilha
de Santa
Cruz.
Foram queimados
40
proprietários
de
plantações
d
’assucar.
Teem
sido
fuzilados
muitos
insurgen
tes.
A
febre
amarella continua
Oagellando
os
districtos
ruraes
na Nova-Orleans.
Londres
6—
Diz
um telegramma
de
Berlim,
publicado
pelo
«Mornmg Adveri-
ser»,
que
o
conde
de
Moltke
deu
a
sua
demissão.
Resta
saber
se
tal
demissão
é
adiada
ou
acceite,
até
que
o
imperador
retome
as
releas
do governo.
Dizem
despachos
de
Bombaim
que
as
tropas
de
Khiber
pronunciaram-se
em
favor
dos
inglezes.
Os
jornaes
indianos
annunciam
a
to
mada de
Mruvusóji.
Os
inglezes
occuparam
já
Amrod.
Todo
o
Afghanistan
acudiu
ao
chama
mento
do
emir.
O
emissário
ing(ez
que foi
enviado
a
Caboul
volta
trazendo
resposta
do
emir
ao
vice
rei
das
Índias.
Não é
provável que
o
emir
acceite
as
condições
inglezas.
E
’
certo
a
marcha
das tropas sobre
Kandahar
e
valie
de Carvun.
Paris
7
—
Na
eleição
para conselho
mu
nicipal
de
Paris
sahiu
eleito
o
snr.
Ma-
ret,
candidato
radical
anti-gambetista,
con
tra
o
snr.
Risbe,
republicano
gambetisla.
Belgrado
6
—
Foi
encarregado
de
for
mar
novo gabinete o
snr.
Rtslich
Nadrid
7
—
O
plenipotenciário
hespanhol
em
Constantinopla
foi
transferido
para
Vienna.
Para
Constantinopla
foi
D.
Anlonio
Muntilly.
O
ministro brazileiro
em
Madrid
acom
panhou D.
Aífonso
nas
revistas
militares
da
província
de
Alava.
O
rei já
está
de volta
a
Valladolid.
O
estado
samlario
de Madrid
é
bom.
Vienna
7—
0
imperador
acceitou a de
missão
dos
ministros
austríacos.
Foi
aprisionado
em Nadjiloga
o
chefe
dos
insurgentes
da
Bosnia.
New-York
8—
A
insurreição
dos
negros
em
Santa
Cruz
foi
suffocada.
Bucharest
8—
A
camara
dos
deputados
nomeou
uma
commissão
encarregada
de
examinar
o
tractado
de Berlim.
A maioria
da
commissão
é
favoravel
ás
conclusões
do
mesmo
tractado.
Vienna
8
—
Uma carta
do
imperador
Guilherme
ao
príncipe
Auspey
diz que
foi
acceite
a
demissão
do gabinete
de
estado
e
que
os
ministros
ficaram
unicamente
encarregados dos expedientes
de
seus
mi
nistérios
até
á nomeação de
novos
minis
tros.
B4XCO
T1EBCANTIL
DE
BKAOA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
activo
e
passivo
d
’
este
Banco
em
30
de
Setembro
de 1878.
Aetivo
Caixa...................................
Letras
descontadas, toma
das
e
a
receber
.
.
.
Empréstimos
sob penhores
Créditos
caucionado»
em
c/c
Empréstimos
com hypotheca
Agencias
no
Reino
e
Ilhas
Agencias
no
estrangeiro
.
Devedores
diversos.
. .
AcçÕes
recolhidas. .
.
.
Valores
llucluantes.
.
.
Títulos
de
Divida
Publica
Effeitos
depositados
.
.
Gastos
geraes e
commissões.
Installação........................
Moveis
e
utensílios.
.
.
Capital
....
Fundo
de
reserva .
Deposites
a
praso
á
ordem.
Passivo
.
.
600:0000000
.
.
3:5090127
68:6920984
18:6850045
»
Credores
d
’
effeitos deposita
dos
....
Letras
em
deposito.
Letras
a
pagar
.
Credores diversos
.
Lucros
e
perdas.
17:6610449
125:5660641
74:5820500
71:4970801
34:6940890
63:2650802
6:9180552
6:5890200
200:000^000
80:7620
190
11:40
i
0420
24:5700000
4:5190523
4:0000000
1:4100500
727:4400174
727:4400174
. 24:5700000
2400855
7230749
3:4970778
7:5200645
Braga
8
de
Outubro
de
1878.
Os
Directores,
João
da
Costa
Palmeira.
José
Joaquim Lopes
Cardoso.
BANCO
DA
GOV1LHÀ.
Sociedade
anony
ma
—Responsabilidade
li
mitada
Capital
3.©í>Os®»O0O®»
reis
í.a
emissão
—reis
750:000^000
dividido
em
7:500
acções
de
100&000 reis
cada
uma.
Balanço
em
30
de
Setembro
de
1878.
Aetivo
Lellras
descontadas
e
a
receber........................
Empréstimos
s.
penhores
Contas
corrent.
com
caução
Efleilos
depositados
.
.
Papeis
de
credito.
.
.
Agencias
no
paiz.
.
.
Ditas
no
estrangeiro.
.
Diversos
devedores .
Mobília
e utensílios.
Despezas
d’installação .
Caixa.............................
Valores
em
liquidação.
.
328:8540133
138:2610320
321:2250724
12.0000900
17:3870800
25:1790643
2:4530»99
7:0070978
1:8490304
2:5250875
16:0380711
6:5360770
879:3110357
Passivo
Capital..................................
750:0000000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
7:5430745
Fundo
para
o
edifício
do
Banco................................. 1:5000000
Deposilos
á
ordem
.
.
.
43:7580997
Ditos
a
praso
.......................
42:2970205
Devidendos
a
pagar. .
.
2:6o60OOO
Credores
d’
effeitos
deposi
tados........................................ 12:000000(4
Diversos
credores
.
.
.
3:3795325
Agentes
no
paiz
...
-
7885305
Agentes
no
estrangeiro.
•
8375585
Contas
interinas
....
4295606
Ganhos
e
perdas
....
14:1705589
879:3115357
Covilhã 30 de
Setembro
de
1878
Os
Directores
A.
Baplista
A.
Leitão.
J.
d
’A.
Vazde
Carvalho.
NECROLOGIA
Soou
no
relogio
incorruptível
do
tem
po
a
hora fatal que
poz
termo
a
uma
existencial
Debaixo
da
fria
lapide
do
sepulcro
re
pousa
mais um
cadaver!
t
Foi
no
dia
23
de
setembro,
que
a
terrível
foice
da
morte,
descarregou seu
golpe
sobre
Julio
Cesar
Martins
Calvão!
foi
n
’
esse
dia, que
sua
alma
innocente,
candida
e
pura,
paitindo
os
laços
que a
ligavam
ao
corpo,
e
deixando
as
dôres
e
mizerias
d
’
esta
passageira
vida,
subiu
á
presença
do
Altíssimo!
Joven,
contando
apenas
treze
prima
veras,
e
tão
cedo
a
tiranna
e
cruel
mor
te
te
veio
cortar
o
fio
da
vida!
Quem
sabe?
talvez
fosse
Deus
a
chamar
este
an
jo
d
’innocencia,
que
a senda
da
virtude
trilhou
e
a
lei
de
Jesus
Christo
seguiu.
Tu,
sempre
docil e
grato
para
com
teus
companheiros, sempre
obdiente
e hu
milde
para
com
teus
superiores,
se
foi
muito
o
que
n
’
esta
frágil vida soífreste,
vaes
já de
Deus receber a corôa
glorio
sa
de
teus
trabalhos,
e
o
prémio
immor-
tal
de
tuas
virtudes.
Descança
em paz
na
presença
do
teu
Deus,
escuta
as
preces
que
teus
amigos
te dirigem,
e
não
te
esqueças
d
’
este
teu
primo
e amigo
o
mais
sincero,
que
em
tributo
te
dedica
esta
saudade.
Chaves 26—
9—78.
Albano
Alvares
de Moraes Guerra.
(2033)
ÀfiBOECIMUTOS
Carlota
Joarquina Gonçalves Vieira
de
Sá,
tendo
de
retirar-se
d
’
esla
cidade
pa
ra
Monsão,
e
não
podendo
agradecer
pes
soalmente
a
todos
os
exm.
oS
snrs.,
que
se
dignaram
tomar
parte
no
sentimento
doloroso
porque
acaba
de
passar,
tanto
na
moléstia
como na
morte
de
seu
in
feliz
irmão,
o
conego
Manoel
Joaquim
Gonçalves Vieira
de
Sá.
e
bem
assim,
a
todos
os
muito
revd.°
s snrs.
ecclesiasticos,
que
se dignaram
celebrar
graluitamente
por
alma
do
finado e
assistir
ao
oíficio
de
corpo
presente,
a
todos
agradece
por
este
neio
tantas
provas de
dedicação,
e
protesta
indelevel
gratidão.
(2035)
ou
ALMANACH
ECCLES1ASTIC0
PARA
1879
PELO
PRESBYTERO
JULIO
CELISTINO DA
SILVA
Calendarista
«la
Diocese
COM
APPROYAÇÃO
DE
S.
EX
a REV.ma
O
SNR.
ARCEBISPO PRIMAZ
Já
se
acha
á
venda em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
4,
e
em
todas
as
lojas
e
loca
lidades
do
costume.
—
Em Villa
Pouca
d
’Aguiar,
encontra-se
em
casa do
snr.
padre
Silvino
de
Sousa
e
Costa
Júnior.
Preço
................................
140
reis.
FOGÃO
Vende-se
um
de
ferro
em
muito
bom
.uso
Para
tratar
com
Manoel
Antonio
Go-
jnes.
Rua
do
Souto
n.°
13.
(2032)
ARREIIATACÃO
PERANTE 0 GOVERNADOR CIVIL DO DISTRICTO ABAIXO
DECLARADO
NJo
«lia
2?
de
Outubro de
ISIS
LISTA
N.° 1:782
6.
a
FORMA
Reforma da
lista
n.°
4:466
IIISTÍ4ICTO DE
ilRAGA
CONCELHO DE
GUIMARÃES
Pensões
da
confraria
do
Santíssimo
Sacramento
da
freguezia
de
S.
da
cidade
de
Guimarães
Numeros
1
Pensão
annual
de 1,936
de
azeite,
imposta
n
’umas
casas
ter-
reas
que
hoje são de
sobrado,
sitas
no
Guardai,
e
de
que
é
actual
pensionario
Manoel
José
de
Freitas
—
75600
reis
2
Pensão
annual
de 2,904
de azeite, imposta
nas
casas
que
foram
de
Pedro
Fernandes
Carvalinho,
sitas
nas
Lagens
do
Toural,
e
de que
é
actual
pensionario o
dr.
José
Nepomuceno
da
Silva
Ribeiro
—115100
reis
3
Pensão
annual
de
3,872
de
azeite,
paga
pelo
legado
que
deixára
Ignez
Mendes,
viuva, moradora
que
foi
na
rua
Nova
das
Oli
veiras.
—
Pensionaria,
a
irmandade
do
Senhor
Jesus,
da
fregue
zia
de
S.
Sebastião
—
15^200
reis
4
Pensão
annual
de
0,968
de
azeite, imposta nas
casas
que
foram
de
Francisco
Dias,
sitas
na
rua
Nova
das
Oliveiras,
e
que
de
pois
foram
possuídas
por
Francisco
da
Costa,
sombreireiro.
—
Pensionario,
o
dr. João Anlonio
d’Oliveira
Cardoso
—
3^800
reis
5
Pensão
annual
de
11,616
de
azeite,
imposta
nas casas
que
foram
de Gaspar
Gomes
e
Maria
de
Freitas,
sitas
defronte
do
chafariz
do
Toural.—Pensionaria,
a
baroneza
do
Almargem—
455600
reis
6
Pensão
annual
de 100 reis,
imposta
nas
casas
que
foram de
Diogo
Marinho
e
mulher,-
sitas
na
rua
Delraz
dos
Oleiros,
e
de
que
é
hoje
pensionario
Gaspar Pinto
Teixeira
de Sousa e
Silva
—
2$'i00
reis
7
Pensão
annual
de
300
reis,
imposta
nas
casas
sitas
na
rua
da
Caldeirôa,
que
foram
de
Antonio Ribeiro
Tecelão,
e
depois do
padre
Thomaz
Ribeiro.
—
Pensionarios,
os
herdeiros
de
Maria
Rosa
Gomes
—
65000
reis
8
Pensão
annual
de
0,968
de azeite,
imposta
n
’
uns
aloques
e em
umas
casas
sitas
na
calçada
da
rua
dos
Couros,
que
possuiu
Gaspar
Alves,
e
depois Anlonio
Nogueira
e
de
Luiz
Pintotelho,
e
de
que
.hoje
é
pensionario
Luiz
Anlonio
Gonçalves
—
3-5800
reis
9
Pensão
annual
de
0,968 de azeite,
imposta
nas
casas
sitas
na
rua
dos
Couros,
que
foram
de
Mathias Ribeiro.—
Pensionario,
Jacinto
de
Oliveira
—
35800
reis
Freguezia
<Ie
S.
Jorge
de
15
iSisa
VigelSn
10
Pensão
annual
de 97,09
de
meiado,
imposta
nas
herdades de
Subsella, da
freguezia
de S. Jorge de
Riba
Visella,
e
que per
tenceram
a
Catharina
de
Freitas
e
de
que
é
actual
pensionario
Joaquim
Vieira,
de
Santo
Adrião—505500
4.
a FORMA
Numeros
11
Fôro
annual
de
130
reis,
imposto
em uma
morada
de
casas,
sitas na rua
Nova
do
Muro,
da
freguezia
de
Nossa
Senhora
dà
Oliveira,
com
o
n.°
47,
e
outra
morada
de
casas
com
o
n.®
48,
que
faz
esquina
para
o
Ourado
do
Forno,
da mesma
fre
guezia;
com
laudemio
de
quarentena.
—
Emphyteuta,
João
Chry-
sostomo
da
Silva
Basto
—
215800
reis
“
12
Censo
annual
de
200
reis,
imposto
em umas casas
na
rua
Nova
do
Muro,
da
freguezia
da
Oliveira,
e
de
que
é
actual censuario
0
conde
da
Azenha
—
45OOO
reis
13
Fôro
annual
de
100
reis,
imposto
em
uma
morada
de
casas
com
0
n.®
24,
sitas
na
rua
Nova
do
Muro,
da
freguezia
de Nossa
Senhora
da Oliveira;
com
laudemio
de
quarentena —
Emphvleuta
Anlonio
Monteiro
Guimarães
—
115950 reis
‘
’
14
Fôro
annual
de
120
rtis
e
14,688
de
cera branca;
com
laudemio
de
quarentena, imposto
em
umas
casas
sitas
na
rua
Nova do
Muro,
da
freguezia de
Nossa
Senhora
da Oliveira —
Emnhvtpnia
Bento
José
da
Silva-235540
reis
1
’
Somma
reis.
.
255250
Fóios
pertencentes
á
confraria
do
hospital
e
capella
do
Anjo
da
Guarda
em
Guimarães
Segunda
Repartição
da
Direcção
Geral
de
1878.
=Marcelino Augusto
Leite.
CAPEI
«LAO
Achando-se
vago
no
Hospital
de
S.
Marcos
0
logar
de
segundo
capellão,
que,
conjunctamente
com
0
capellão
mór,
tem
de fazer 0
serviço
alternadamente
por
se
manas,
convidam-se
os
revd.
*
s
Sacerdotes
que
pertenderem
0
dito
logar
a requere
rem
á
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia
até
ao
dia
16
do
corrente.
Prestam
se
esclarecimentos
na
secreta
ria
do
mesmo
Hospital.
Braga
6
de
outubro
de
1878.
O
escrivão
(2031)
Domingos
Moreira
Guimarães.
Sebastião
Avaliações
com
abatimento
de
50
por
cento
3580u
55700
7-5600
15900
225800
15000
35000
15900
15900
Avaliações
cotn
abatimento
de
30
por
cento
155260
25800
85365
165478
1175733
dos
Proprios
Nacionaes,
20 de
Setembro
(2030)
SORTIDO
COMPLETO
DkPoSHO
DE
TABACOS
Nacionaes
e estrangeiros
Vendas
a
retalho
e por
grosso
com
vantajosos descontos
NOVA
CASA
HAVANEZA
BRAGA
CÀMPO
DE
SANT
’ANNA
Esquina da rua das Aguas.
(2034)
VINHOS
DA
BAIRBADA
i
Manoel
Martins
Canellas,
proprietário
da
Bairrada,
acaba
de abrir um armazém
nos
baixos
do tribunal judicial,
no
largo
de
Santo
Agostinho
n.°
3, defronte
da
egreja
do Populo
d
’esta cidade, onde
os
snrs- negociantes de
vinhos
encontrarão
d
’estes
generosos
vinhos
em cascos
ou
pi-
pas,
assim
como
para
os
snrs. particu-
lares
a
retalho
de
meio
almude
para cima.
O
artnazem acha-se
aberto
lodos
os
dias
das
6
horas
da
manhã
até
ás
8
da
tarde, aonde
se
espera
a concorrência
dos
respeitáveis
snrs. consumidores. (2021)
COMPRAM-SE
Acções
dos
Bancos
de
Villa
Real,
Dou
ro,
Commercial
de
Guimarães,
Mercantil
de
Braga,
e
do
Minho. Rua de S.
Victor
n.°
64.
(1087)
Na
rua
de S.
Vicente
desta
cidade
de Braga, vendem-se
as
casas
n.
os
34
—34
A,
e
as
de
n.°
35,
com
seu
quintal,
com
sa
bida
para
a
rua da
Escoura.
f2oi6>
LUIZ
BOAVLKITUBA
ESTEVE»
4
—Rua
do
Castello—
4
BRAGA
Além
do
seu
estabelecimento de
mer-
ciaria
que já
tem,
addicionou lhe
mais
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados,
e
doce
de diversas
qualidades,
que
tudo
vende
por
preços
muitíssimo
resumidos.
(2009)
Declaração
D.
Maria
Julia
da Silva
Braga,
declara
para
os devidos
effeitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por
escriptura
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com
mercial
d
’
esta
cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes
a
seu
marido Do
mingos
José Alves Braga,
qu&
também
se
acha
registada
para
a
representar
em
to
dos
os
negocios
qne
achar
convenientes; e
delara
mais
que
já abriu
o seu
estabele
cimento de
sola
e
cabedaes,
e
mais
ar
tigos concernentes
ao
mesmo
negocio,
o
que
tudo
vende
pelos
preços
mais
resu
mido
possível.
(1026)
CAMPO
DE SANT
ANNA
(
esquina
da
bua
das
aguas
)
BRAGA.
GRANDE
DEPOSITO DE TABACOS
XAOI9NAES E KSTKASfcEIROS
Grande
reducção de preços nos
rapés de
XABREGAS
Meio
grosso
em 250
grm.
.
350
reis
Cruz,
de
Malta
»
»
. .
380
a
Rezerva
»
»
.
.
440
>
Princeza
»
»
. .
420
»
Pacolinhos
de
25
grm.
.
.
35 »
BJa
5««si!díide
Meio
grosso
em 250 gram.
.
280
reis
Vinagrinho
»
»
.
.
280
»
Pacolinhos
de
25
grm. .
.
30
»
Grandes descontos
aos
snrs.
ESTAN-
QUEIRÓS.
(2018)
APROVEITEM-SE
Vende-se
a
bonita
casa construída
de
novo,
na
rua
de
S. Marcos
n.°
53,
bem
como
os moveis
que
a
adornam,
em
ra
zão
de
seu dono
se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
0
comprador
ficar
com
a
ametade
do preço
a
juro
de
4
p.
c.
com
hypotheca
na
mesma
casa,
por
tem
po de
utu
anno.
Para
vêr-se,
de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de
tarde,
das
4
ás
6
—
podendo
tratar-
se
com
0
snr.
Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua,
que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
RESPONSÁVEL—Luiz Baplista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
