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- conteúdo
-
COMMEttCMÚL» KEIjICrEOSA. JE-C <O'£F.u @J
EI «2?-í/ãu _
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.° 3
E.
íms
*
?
6-
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
1&600
850
40
20
10
PUBLICA-SE
»
0
».....................................
Correspondências
partic. cada
linha
Anmmcios
cada
linha
....................
Repeti';
Io
....................................
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2&000
»
6
»
............
í§950
»
sendo
duas
assignaturas
3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
. 3$60@
Folha
avulso...................
lô
N.° 822
iiiÍBaattaffÁswBwa^i^
SiiAClA
—
SABBADO
£O
EJE
ASOSTU
ME
A
VIRGE5I
MACULADA
D0
SAMEIRO.
Está
exposta
á
veneração
publica
dos fieis,
na
magestosa
egreja
dos
frades
gracianos,
a
beila
e
encan
tadora Imagem da Iminaculada.
Braga,
a
primaz
das Hespanhas,
exulta
de
jubilo
e
de
contentamento.
Os
fieis
não se cançam
de
ver
e
admirar
aquelle
primor
d
’
arte.
Na
quinta-feira
o
témplo
não
pôde
fe
char-se
senão
já
de
noite,
porque
os
fieis
não se
queriam
apartar
d.’
aquel-
le
logar,
nem afastar
os
olhos
d
’a-
quella
verdadeira
formosura.
Está
alli
o
iman
dos
corações.
Depois
de
se
contemplar
por
al
gum
espaço
as
feições tão graciosas
da
Imagem,
e aquelle
rosto
onde
transluz toda
a
bondade
e
ternura
d’
uma
mãe,
os
joelhos
dobram-se
naturalmente
e
ora-se
com um
fer
vor que
raras
vezes
se
sente.
Quem
quer
inebriar-se
das
delicias
da
ora
ção,
vá
alli
orar.
Quando
se acaba
uma
supplica e
se
fita
a
Imagem
que
tem
a
mão
levantada
a
aben
çoar,
diz-se
a
si
mesmo
o
que
orou:
—aquella
bênção
é
para
mim
—e
ergue-se
cheio
de
fé
e
de
esperan
ça,
mas
não
póde
ainda
sair
d
’
alli.
Os
rostos
dos
serafins
que
tem
aos
pés,
abrazados
d
’
amor
e
de
admiração,
parecem
animados.
Os
homens
d’
arle,
esculptores
e
pintores
e
todos
os
amantes
do bello
artístico,
vão
alli duas,
tres
e
qua
tro
vezes
ao
dia,
para
mirar
a
esta
tua.
e
estudar
aquelle
"primoroso
modelo.
Andam
da
direita
para
a
esquerda,
d
’
um
ponto
para
o
outro;
olham-n
’
a
de
perto,
de
longe,
de
mais
longe,
e
quando
é forçoso sair
d
’
aquelle
logar
as
pernas
ainda
re
sistem.
Vae
formar-se
um
jardim
em vol
ta
da
Senhora.
A
pia
Associação
das
Filhas
de
Maria,
d'esta
cidade,
quer-se
incumbir d’este
devoto
tra
balho.
E
’
um
culto
cheio
de poesia,
e
que
muito
hade
agradar
A
’
quella
que
lambem
é
jardim
fechado,
—
hor-
tus
conclusas.
Mas
não
são
somente
flores^
naturaes
que
lhe
offerecerão;
são
também
as
flores
d
’
alma,
as
saudações
e
as
preces
do
coração
que
irão
offertar-lhe
todos
os
sabba-
dos,
cantando
alli
ao
íim da
tarde
o
terço
da
Senhora.
As
irmandades
e
confrarias
que
a
lem
como
padroeira
ou
proteclo-
ra,
bem
como
as
corpor
.ções
e
in
stitutos
de
educação
e
de
caridade,
devem
ir
aquelle
templo
fazer
a
sua
visita,
como
se
não
a
Imagem,
uias
a
própria
Rainha
dos
ceos
e
da
terra
alli
estivesse
hospedada.
Em
verdade,
'
se
alli
está
uma
■Rainha,
a
Rainha
dos
anjos
e
dos
homens,
porque
se
não
praticará
com
Ella
ao menos
isso
que a
eti
queta
manda
praticar
a
respeito
das
rainhas
e
monarchas,
que
vem
ao
seio
d
’
uma
povoação
dos
seus
Esta
dos?
Será a Virgem
menos
que
elles?
A
força
militar
do
regimento 8
já
cumpriu
muito
religiosamente
este
dever.
Este
bravo
regimento
prestou
á
Rainha
Immaculada
as
honras
que
prestaria
ao monarcha
se
viera
a
esta
cidade,
e
o
seu
digníssimo
commandante,
que
já
de
ha
muito
gosa
as
sympathias de to
dos,
associando-se
agora
com
os
seus
subordinados
a
este
regosijo
publico
dos bracarenses, n
’uma
so-
lemnidade
que
participa
do
espirito
nacional,
pois
que
a
Virgem
Imma-
culada
é
a
Padroeira
do
reino
de
Portugal,
deu
não
sómente
prova
da
sua
religiosidade,
mas
também
da
sua
illustração;
porque
compre-
hende
que o
respeito,
e
o
amor
do
soldado
á
religião,
é
a
base
mais
solida
da
obediência
e
subordinação
á
auctoridade
que
os
commanda.
Venham
agora
as outras
corpo
rações
cumprir
este
dever,
e
colhe
rão
os
fructos
e
saborearão
as
de
licias
d
’
uma
tal
visita.
Amigo
Redaclor.
Visto
que
estão
sendo móda
entre
nós
as
commemorações,
permitla-me
que
eu
lhe
peça
urna
columna
do
seu jornal
para
com-
memorar
também
um
facto
occorrido
n’
esta
terra,
no
tempo
em
que
começava
a
raiar
a
aurora
da
liberdade
mindeleira
e
da
tole
rância constitucional.
Em
maio
de
1834, quando
a
causa
realista
eslava
irreraissivelmente perdida,
apparecia n
’
este
concelho
de Baião
o
Pes-
sôa
de
Amarante,
oflicial
do
exercito
mi-
guelista,
acompanhado
de
mais
alguns,
pou
cos,
militares;
e
dirigindo-se
ao
convento
de
Ansede
—
de
religiosos
dominicos
—
de
pois
de descançar
alli
alguns
momentos,
pedia
lhe
indicassem
o
caminho
mais
curto
para
se
transportar
á
margem
esquerda do
rio
Douro.
Foi-lhe effectivamente
indicada
uma
péssima
estrada,
que
de
Ansede
descia
até
ao sitio
de
Portozello.á
beira
mesmo
do
rio,
onde
não havia
barca
publica
de
passagem,
mas
alguns
barcos
de
pesca,
um dos
quaes
facilmente
transportaria
os
fugitivos
militares
ao
outro
lado do
Douro.
Mas
os
pa-sos do infeliz Pessoa
eram
espiados
mm
de
perto
por
alguns
liberaes
d
’esla
terra;
e
assim,
mal
que
elle
se ia
approximando
da
margem
do
rio,
alguns
tiros
disparados
das
alturas
o
advertiram
de
que
era
perseguido. Apressou o
passo,
tanto
quanto
o
permittia
a
asperesa
do
terreno,
e
chegou
ao rio;
mas
não encon
trou
quem
o
passasse
á outra
margem,
porque
os pescadores,
advertidos
também
da
approxirnação
dos sicários,
haviam
fu
gido.
N’este comenos
uma
baila,
partida
de
um
casebre
situado
a
pequena distan
cia
da
praia, roçou
por
um
dos
lados
do
corpo
do
infeliz;
e este, sentindo-se
fe
rido,
ainda
que
levemente,
esporêou
o
ca
vallo,
que
montava,
arrojando-o
por
uma
estreita
senda
aberta
entre
os
ásperos
ro
chedos,
que
bordam
n
’aquelle
local
o
leito
do
rio;
ao
passo que
a
sua
pequena
co
mitiva se
dispersava
em diíferentes
direc-
ções,
abandonando
o
seu
commandante,
e
procurando
salvar-se na
fuga
O
Pessoa,
dados
apenas
alguns
passos,
viu
surgir-lhe
pela
frente
um
homem
ar
mado
de
espingarda,
que
lhe
barrou
com-
pletamente
a
passagem,
o
que
não
era
difficil
attentas
as circumstanfcias
do
ter
reno.
Ao
mesmo
tempo
acercava-se-lhe
pelas
costas
a
alcatêa
de
assassinos,
com-
mandada
pelo
tristemente
celebre
Victo-
rino
de
Nogueira—
homem que, se ante-
riormenle
houvera
sido
pendurado
de
uma
forca,
como
os seus
bem
conhecidos
cri
mes o
mereciam,
occuparia
hoje
um
lu
gar distinctissimo
entre
os
martyres
da
li
berdade.
O
infeliz Pessôa
ainda tentou
desarmar
a furia dos
seus
aggressores,
offerecendo-
Ihes
dinheiro.
Mas
uma
descarga,
dispa
rada
á
queima-ronpa,
prostrou-o
por
ter
ra
ferido
mortalmeule.
Então
os
sicários
passaram
a
despojal-o
de tudo,
inclusiva
mente
dos
vestidos,
que
trazia,
deixando-o
ficar
apenas
em
ceroulas,
e
estorcendo-se
nas
vascas
da
morte,
no
proprio lugar
em
que
succutnbira.
O
Vietorino, cobrindo-se com
o
ca
pote,
pondo
o
chapéu
armado
e
cingindo
a
espada
da sua
victima, montou
o ca
vallo
d
’
esta,
e
veio
á
frente
da
sua
tropa
dando vivas
á
Snr.
*
1).
Maria
II
e
á
li
berdade,
disparando
tiros,
e
enchendo
de
horror
e
de
susto os
pacíficos
habitantes
de
Ansede,
cujo
território
atravessou
em
marcha
triumphal,
a
qué
servia
de
pen Ião
a banda
ensanguentada
do
infeliz
assassi
nado!
Assim
se
recolheu
o
Vietorino
á
sua
casa de
Nogueira,
onde
escusado
é dizer
que
-ficou
impune;
e
não
só
impune,
mas
honrado
como
um dos
liberaes
mais
cons
pícuos
d’
esta
terra,
onde
occupou
vários
cargos
públicos,
e
onde
a
sua
figura
pa-
tibular
e
os
seus
terríveis
precedentes
o
faziam olhar
com
terror
pelo
povo,
e
com
veneração
pelos
homens da
liberdade,
da
tolerância
e
do
progresso!
O
abandonado
cadaver do Pessôa,
re
colhido
depois
por
um
pescador,
e
trans
portado
á
margem
esquerda
do
Douro,
foi
sepultado
na
egreja
parochial
da
Er
mida.
Não
espere,
Amigo
Redaclor, que
eu
lhe
tome
mais
espaço
para
fazer
commen-
tarios
sobre
este
e
centenares
de
outros
factos
analogos
A
historia,
que
hade
escre
ver-se
um
dia
fóra
da
influencia
das
pai
xões
hodiernas,
dirá se os
algozes
do
Pes
sôa
são, ou
não,
mais
odiosos
do
que
o
João
Branco,
e
se
as
cinzis
da desgraçada
victima
do
arcabuz
do
Vietorino
e
companhia
não
valem
bem
as
cinzas
dos
justiçados
da
Praça Nova,
julgados
em
regular
processo,
e
condemnados
á
pena,
que
as
nossas
leis
impunham
aos
que
se
rebellavam
contra
o
governo
constituído.
Ansede
de Baião,
4 d
’
agoslo
de 1878.
D.
M. SOTTO-MAYOll.
------- C
"'“ “VCTKS
l
JI-----------
4’ SieílBeção
tio
«Coiiiiiiereio
tio
RKin
Ho».
Londres,
27
de
Julho,
1878
~{á
noite).
Eis
ahi
o
resto
da
minha missiva
ao
Apostolo,
que
contém
uma
das
noticias
de maior
transcendência
para
todo
o
Mun
do
Antigo.
Agora
sim,
que
a
Inglaterra
pó
de
dizer-se
jà
virtualmenle
na
posição que
o
Times
ha
mezes
lhe
augurava
para o
fim
do
século
presente—
o
estar
então
se
nhora
do
mundo
quasi
lodo.
O
que
eu
sinto
é que,
por instrumento
do
nosso
Liberangtiismo,
ella
destruísse,
de
1820
a 1826,
o
Império
que
melhor
podia
com
petir
com
ella,
o
de
Portugal
Brazil
e Al-
garves.
A.
R.
SARAIVA.
SUMMAR1O.
IV.
—Resposta
do
Imperador
Guilher
me
ao
Papa
Leão
XIII, á
parte
que
este
lhe
deu da Sua
eleição
ao
Throno
Ponti
fício.
—
Resposta
do
Príncipe
Herdeiro,
que
preside
ao
Geverno durante
o
impedimen
to do
Imperador,
a
uma
segunda
Carta
do
Pontífice,
desejando modificação
das
Leis
Prussianas
em
relação
á
Igreja.
V.
—
Chypre cedida
á
Inglaterra
em
propriedade,
assim
como também
virtual
mente
a
Turquia
Asiatica
(Creta
devia
se
guir).
VI.
—■ Morte
do
Bispo
d
’Olinda,
ante-
hontem
á
noite,
em
Paris.
[
Conlinuaçàoj
IV.
—
Achou
facilmente,
parece,
o Snr.
Bismark,
para
algum
fim
que
elle
lá
sa
be,
conveniente,
fazer
publica á
resposta
do
Imperador
Guilherme
(isto
é,
a sua
resposta
em
nome
do
Imperador)
á
carta
em
que
o
Santo
Padre
Leão
XIII
deu
parle
a
Guilherme
da
Prussia
(assim
como
a outros
Soberanos
e
Governos)
da
elei
ção
de
Sua Santidade ao
Throno
Ponti
fício.
A
resposta
é
datada
de
21
de
Março;
porque
motivo
só
agora
se
consentiu
ou
determinou
a
publicação,
não
é
facii
di-
zel-o
ao
certo;
Bismark lá
o
saberá;
mas
eu
aventuraria
minha
conjectura,
de
que
tal
publicação
agora
é
um
pregão
mais
de
triumpho
do Soberano
Chanceller,
no
momento
em
que
se
vê
Presidente
do
Conselho
das
Grandes
Potências
Europeas,
e
regulando
seus
debates.
Não sei
se
estou
’
enganado,
mas
a
a
mim
parece-me
que esta especie
de
aulhenlicação
da
Real
Assignatura
em
tal
documento,
é
um
tanto
insólita,
por lhe
não
dar
outro
nome. Eis aqui
o
documen
to,
que,
por
mais
de
uma
rasão, mere
ce
ser
archivado como
peça
histórica
e
ca-
racleristica
d
’
estes
tempos
tão
extraordi
nários:
—
«G
uliermus
.
Dei
Grafia
Imperator et
Rex, Leoni XIII,
Summo
Ecclesice
Roma
nce
Catholicce
Pontifici,
Salulem:
—
E
con
tinua
dizendo
—«Hei
recebido
por
meio
do
Governo
alliado
de
S.
M.
El-Rei
de
Ba
viera,
a
carta
de
20
do
mez
proximo
pas
sado,
em
que
Vossa
Santidade
benigna
mente
me
infórma
de
sua
elevação
á
Sé
Papal.
Agradeço-lhe
esla communicação.
Congratulo
o
de
haver
sido
eleito
pelo
voto
do
Sacro
Conclave, e
cordealmente
desejo
que
a
Igreja
confiada
a
vosso
regu
lamento
possa
florescer
durante
o vosso
governo.
«Vossa
Santidade
tem
razão em
dizer,
que
os
meus
súbditos
Catholicos
porfiam
com
todos
os
outros
em
mostrar
aquelle
respeito
ás
leis
e ao Governo inculcado
pelas
doutrinas
de
nossa
commum
Fé
Chrislã.
«Quanto
ao que
Vossa
Santidade
diz
do
passado,
ponderarei, que
graças
ao
es
pirito
chrislão
que anima o
povo
Allemão,
a
paz e obediência
ao
Governo
se
tem
conservado
por
séculos
n
’esle paiz. A
con
tinuada
posse
d
’esses
bens
inapreciáveis
é
garantida
pelas
mesmas
qualidades
uacio-
naes.
«Estimo
deduzir
dos
amigaveis
senti
mentos
exprimidos
por
Vossa
Sa.
lUade,
que
empregará
a
poderosa
influencia,
pa
ra
com
todos
os
servos
da
sua
Igreja,
que
constitucionalmente
lhe
pertence,
pa
ra
induzir aquelles
dos
mesmos que
até
agora
tem
sido
remissos
n
’
este
dever,
a
imilar
os
exemplos
de
suas
congregações
e
observar
as leis
do
paiz.
«Peço
a
Vo>sa
Santidade
queira accei-
tar
a
segurança
de minha
perfeita
es
tima».
O
documento
em
si
podia
olhar-se
em
boa
parte,’
como
uma
simples
formalidade.
A
assignatura
era
«G
ui
.
iermus
I
mpera
-
tor
»,
mas,
ao
mesmo tempo,
vinha
si
nistramente referendada, «
Von Bismark».
[Julho
Sj.
—
Por
minha
parte,
creio
que
ainda
devemos
agradecer
ao «Chanceller
de
ferro», o
não
ler
mandado
referendar
a
carta
do
imperador,
antes
pelo
Dotor
Falk,
o
auctor das amaveis leis
anti-câlholi-
cas
e
perseguidoras,
que
vieram
infligir
tanta
injustiça
e
perseguição
aos
Ministros
da
Religião de
um
terço,
pelo
menos,
da
população
do
novo
império
(formado
«por graça
de
Deus»
e
do zundnadel.
(
*
)
(*)
O
fusil
d'agulha
Prussiano
(então
novo
e
exclusivo
da
Prussia),
que
descon
certou
o
exercito
Austríaco
em Sadova.
A
respeito
d
’
esla
resposta
ao
Pontífi
ce,
reflexiona
o sensato
e
honrado
Re-
dactor
do
Catholico Weekly
Register;
—
«O
Santo
Padre,
accusando
a
rece
pção d
’
esta
resposta,
por
intermédio do
Governo
Bivaro,
exprimiu
a esperança
—
tão
própria
de
seu
sublime
cilicio
como
o
Director
Ecclesiastico da
Christandade,
—de
que
a
boa
inlelligencia
que
entre
a
Santa
Sé
e
o
Governo
de
Berlim
fos
se
restabelecida;
chegando mesmo
a
sug-
gerir o
modo
porque
isto
podia
effectuar-
se,
isto
é,
por
mudança fundamental
nas
leis e
Carta
da
Monarchia
Prussiana.
(Achando-se
o
imperador
impossibili
tado
de
escrever,
pelo
crime
de
Nobi-
ling,
e tendo
o
Principe
Successor
pre-
sumplivo
assumido
a
Regencia
durante a
impossibilidade
de
attender
o
Imperador
ao
Governo;
passando,
no
entanto,
este
dever
para
o
principe Imperial
e
presum-
plivo
Successor da
Corôa,
foi
elle
que
teve
de
responder
a
esta
segunda
.com
municação
do
Pontífice,
e
o
fez
no
dia
10
de
junho;
transmitlindo-se
no
mesmo
dia
a
resposta
ao
seu
destino».
Tal
resposta
é
de
considerável
impor
tância,
por
ser
a
primeira
publica
e
de
liberada
declaração
pelo
Principe
da
Co
rôa,
sobre
a
grande questão
existente,
das
relações
qne
devem
existir
entre
a
Igreja
e
o Estado.
O
principe
escreve:
—
«Sentindo
que
o
Imperador
meu
Pae
não
possa
ainda
agradecer
a
Vossa
Santi
dade
a
sympalhia
que
lhe
ha
manifesta
do,
em
consequência
da
bnlaliva
contra
a
sua
vida,
no
dia
2
do
corrente,
cum
pro
o
agradavel
dever,
de corresponder
agradecido
á
expressão
de Vossos
sentimen
tos
amigaveis.
«O
Imperador demorou
a
resposta-
á
carta de
Vossa
Santidade
de
17
de Abril,
esperando que
uma
communicação
mutua
de
opinião podesse
habihlar-nos
a
obviar
aquella
expressão
escripta
de
princípios
opposlos, que
linha
de resultar
continuan
do-se
a
correspondência.
Pela
carta
de
Vossa
Santidade
de
17
de
Abril,
sinto,
comtudo,
vêr,
que
acha
impossível
sa
tisfazer
a
esperança
que
meu
Pae ex
primia
em
sua communicação
de
24 de
Março,
para
que
recommendasseis
aos
Ser
vos
da
Vossa
Igreja
obedecerem ás
leis
do
paiz.
«Nenhum
Soberano
Prussiano
poderá
satisfazer
ao
pedido
apresentado
ngt
Vossa
carta
de
17
de
Abril,
de
que
a
Carta
e
Leis
da
Prussia
fossem
modificadas con
forme
ás
exigências
dos estatutos
da
Vos
sa Igreja.
A
independencia
do
Reino
seria
prejudicada
fazendo
a
sua
legislação
de
pendente do
consentimento
de
um
poder
estrangeiro.
O preservar
esta
independên
cia
é
um
dever
meu
para
com
meus
an
tepassados
e
o
meu
paiz;
mas,
ainda que
não
posso
esperar
a
reconciliação
de prin
cípios
oppostos,
cujo
antagonismo
tem si
do mais
severamente
sentido
na
Ailema-
nha
que
em
qualquer
outra
parte,
por
um
espaço
de
mais
de
1000
annos,
estou
di-posto a
tratar as dilíiculdades que
re
sultam
para
as
duas
partes,
desde
here
ditário
conllicto,
n
’um
espirito
pacifico
e
conciliatorio,
em
harmonia
com
minhas
convicções
Christãs.
«Presumindo
que Vossa
Santidade
se
acha
ammado
por
disposição
semelhante,
não
abandonarei
a
esperança
de
que,
ape
sar
da
opposição
dos
princípios,
os sen
timentos
concdiatorios
de
ambos
os
lados
abrirám
á
Prussia
um caminho
para a
paz,
caminho
que
nunca
foi
cerrado
a
outros
Estados.
«Rogo
a
Vossa
Santidade
queira accei-
tar
a
expressão
de
minha devoção
e
re
speito
pessoal,
(assignado)
«
Frederico
Gui
lherme,
Principe
da
Corôa».—
Ainda,
no
íim
da
carta
do Principe,
como
no
fim
da
do
Imperador seu
pae,
deixa
vêr
o
sinistro
signal!
—
«Referendada,
Von
Bis
mark».
Os
leitores
do
Apostolo deduzirám
des
tes
documentos as
conjecturas
que
enten
dem,
quanto
a
mim,
o
acto
de
Nobi-
ling
(sobretudo
seguindo
tão
de
perto
o
outro
attentado
contra
o
Imperador),
não
deixa.
de
ter
um
tanto
modificado
a
ca-
tholicophóbia
de
Bismark.
Como ninguém
o
qualificará
de
tolo;
é
provável
tenha
percebido,
que a
sua
perseguição
da
Igre
ja
Catholica;
a
expulsão
dos
Jesuítas,
das
outras Ordens Religiosas,
e
corporações,
o
desterro
dos
Bispos,
etc.,
algo
tem
con
corrido para
ajudar
a
diffusão do Socia
lismo,
e
os
perigos
d
’ahi resultantes.
A
consideração d
’
isso
tudo
communi-
cou
á
Carta
do
Principe
Imperial
aquelle
tom
mais
amigavel, não
obstante
a
força
da
protestação
pela
necessidade
de
man
ter
as
tradições
históricas
d’Allemanha, e
as
de
sua
própria
familia.
Uma
noticia
que
hoje
vejo lambem
nas
folhas,
de
que
a
policia
de
Vienna
descobrira
estar
a
tentativa
de
Nobiling
ligada
com relações
entre
os
Socialistas
Allemães
e
a
Seita
Russa
dos
Nihilistas,
poderá
lambem
ter
ajudado
a convencer
Bismark
da
patada que
deu,
elle
e
o
seu
Falk,
em perturbar, sem
necessidade
alguma,
a boa
convivência
religiosa
das
diversas persuasões
Christãs
no
paiz.
A.
R.
SARAIVA.
trun-io .A
■
x-L.Lij-n'ii-~
_
:
j
'^ii
—
li
li iiiii-i
nr~
i
.
iiji
»
11>
jub
i
■
n
ORIENTE.
íi>
tcatmlo «le
Herlini.
(Çonclusãoj
A
ilha
de
Creia
Art.
5o.°
A
Sublime
Porta
compromet-
te
se
a
applicar
escrupulosamente, na
ilha
de
Creta,
o
regulamento
orgânico
de
1868,
fazendo-lhe
as
modificações
que
foram
jul
gadas
equitativas.
Regulamentos
analogos,
adaptados
ás
necessidades locaes, serão
egualmente
introduzidos
nas
demais
partes
da
Turquia
da Europa,
para
as
quaes
não
foi
prevista
pelo
presnte
tratado
uma
organisação
especial.
A
Sublime Porta
en
carregará
commissões
especiaes,
no
seio
das quaes
o
elemento
indígena
será
lar
gamente
representado,
de
elaborar
os pro-
menores
d’
esses
novos
regulamentos
em
cada
província.
Os projectos
de
organi
sação
resultantes
d’
esses
trabalhos serão
submetlidos
ao
exame
da
Sublime
Porta,
que
antes
de
promulgar
os
actos
desti
nados
a
pol-os em
vigor,
tomará
o
parecer
da
commissão
européa
instituída
pela
Rou-
melia
Oriental.
Reservas
para
a
Grécia
Art.
56.° No caso
em
que o
accor-
do
relativo
a
uma
rectificação
de
frontei
ra,
prevista
pelo
protocolo
13,
entre
a
Sublime
Porta
e
o
reino
da Grécia,
não
podesse ser realisado,
as
potências
de
claram-se
promptas
a
offerecer
os
seus
bons oflicios
ás
duas
potências
otto-
mana
e
grega.
A
egualdade
religiosa
Art.
57.°
Tendo
a
Sublime
Porta
ex
presso
a
vontade
de
conservar
o princi
pio
da liberdade
religiosa, dando-lhe
a
mais
ampla
extensão,
tomam
as
parles
contratantes
nota
d
’
esta
declaração
espon
tânea
.
Em
todas
as
parles
do
império
otto-
mano, a
differença
de
religião não
pode
rá
ser
opposta
a
ninguém como
um
mo
tivo
de
exclusão
ou incapacidade
no que
respeita
ao
uso dos
direitos
civis
e
po
líticos,
admissão
aos empregos
públicos,
funcções
e honras,
e
exercício
de todas
as
profissões
e industrias,
seja
em
que
localidade
fôr.
Todos
serão
admiltidos,
sem distincção de
religião,
a
dar
teste
munho
perante
os
tribunaes.
O
exercício
e
a pratica
exterior
de
lo
dos
os
cultos
serão
inteiramente
livres,
e nenhum
estorvo
se poderá
pôr,
quer
á
organisação
hierarchica
das
diflerentes com-
munhões,
quer
ás
suas
relações
com
os
seus
chefes
espirituaes.
Os
ecclesiaslicos, os
peregrinos
e
os
padres
de
todas
as
nacionalidades
que
via
jarem
na
Turquia
da
Europa
e
da
Asia,
gozarão
dos
mesmos
direitos,
vantagens
e
privilégios.
Complemento
Art.
58.°
A
Porta
cede á
Rússia
Ardahan,
Kars,
Batoum
e
os
territórios
comprehendidos
entre
a
antiga
fronteira
e
uma
linha
partindo
de
Makrialos
sobre
o
mar
Negro
passando
por
Gadapia
e
Artwin.
Depois
d’
esta
cidade
faz
uma
cur
va
e
comprehende
Oiti, depois passando
por
Bardus, Ardost
e
sul
do
Kagisman,
alcança
a
antiga fronteira
Art.
59."
Batoum
fica
declarado
por
to
livre
e
essencialmenle
commercial.
Art.
60.®
Os
valles
de
Alasbgerd, e
de
Bayazid voltam
para
a
Porta.
A
Pér
sia
recebe
Katour;
os
limites
entre
a
Pérsia
e a
Turquia
serão
fixados por uma
commissão
anglo-russa.
Art.
61.°
A
Porta comprometle-se
a
realisar
reformas
nas
províncias
da
Ar
ménia,
que
ha
de garantir
contra
os
cir
cassianos
e
os
kurdos.
As
providencias
por
ella
tomadas
com
esse
fim
serão
communicadas
de
tempo
a
tempo
ás
po-
lenci
is.
Art.
62.°
A Porta compromette-se
a
conservar
uma completa liberdade
religio
sa
em
tddo
o
império
Os
peregrinos
e
os
padres
de
qualquer
nacionalidade,
que
viajarem
na
Turquia,
gozarão
do
mesmo
privilegio
e
da
mesma
protecção.
Os di
reitos
da
França
são especialmente reco
nhecidos;
fica
de
lodo o ponto
estendido
que',o stalu
quo
dos
Logares
Santos
não
será
modificado.
Art.
63.°
Os tratados de
Paris
e
de
Londres
são mantidos
integralmente,
exce-
pto
nos
ponlos
em
que
o tratado
de
Berlim
os
modifica.
Art.
64.
v
O
presente
tratado
será
ra
tificado
no
espaço
de
Ires
semanas, ou
mais
cedo,
se
possivel
fôr.
UOTIIiO
ML
Srnlinra
dtt
Caneeição.
—
Te
ve
logar,
anle-honiem, no
templo
do
Po-
pulo,
a
festividade
a
N.
Senhora
da
Con
ceição,
annunciada
pela
illuslre
Commissão
do
Monumento
do
Sameiro.
Foi
feita
com
grande
pompa.
Houve
de
manhã
missa
solemne
a gran
de
instrumental, Exposição
do
santíssimo
toda
o
dia;
e
de tarde
sermão,
e
Te-Deum,
lambem
a
instrumental.
O
sermão
foi
pregado
pelo
illuslradis-
simo
sacerdote
padre
João
Antonio
Vel-
loso,
que
teve,
por
largo
espaço, suspen
so dos
seus
lábios
o
numerosíssimo
e
selecto
audilorio.
Ao
sermão
e
ao
Te-Deum
assistiu
o
exc.
1
'10
snr
II
J.
Alves,
coronel
d
’
mfan-
leria 8,
a
olíicialidade
do
mesmo,
e
oili-
ciaes
d’outras
armas.
Os
porte-machados
estiveram
deguar
da
d’
honra
á
Senhora,
desde manhã
até
ás
dez
e
meia horas
da
noite.
Querendo
seguir
o
exemplo
do
seu
di
gníssimo
commandanle,
todos
os
olficiaes
su
balternos
e
praças
do regimento
se
presta
ram
da
melhor
vontade
a
honrar
em
tudo
a
Mãe de
Deus,
ella
a
lodos
recom
pensará
condignamente.
A
’ noite a
banda
regimental
tocou
em
frente
da
egreja
do
Populo
até
altas
ho
ras,
e
estiveram
illuminadas
a
parte
do
antigo
convento,
onde está
aquartelado
aquelle corpo,
e todos os
estabelecimen
tos
e
casas
particulares
do
campo
de
D1
Luiz
1.
Desde
a
madrugada
até cerca
das
11
horas
da noite
foi
sempre
,
immensa
a
con
corrência
de fieis
á
egreja
do
Populo.
H’
ublieação
brilhnntissisnn.
—
Co
mo
decano
dos
jornaes
d
’esta
cidade,
e
pela
muita
benevolencia
com
que
nos
tem
sempre
honrado
o
nosso
antigo
mestre e
bom
amigo,
o
sabio
professor
bracarense
dr.
Pereira-Caldas,
acabámos
de
ser
brin
dados
com
um exemplar
das
Canções
de
D. Pedro
I,
Rei de
Portugal.
E’
uma
publicação esplendida
da
re
speitável
Empreza
Editora
de
Obras
Clás
sicas
e
llljislradas,
em
papel
superfino,
formato
de
folio
máximo, a
duas
côres,
no
gosto
antigo.
Precede-a
um erudicto
e
magnifico
preambulo
escripto
pelo
snr.
dr.
Pereira-
Caldas,
no
qual
considera
D.
Pedro
1
co
mo
amador da
musica,
da
dança
e
da
poesia,
e
termina
em
relação
ao
mérito
político
d
’aquelle
monarcha
com
testimunhos
de
nacionaes
e
estranhos.
As
Canções
apparecem
alli
reproduzi
das
fielmente
como
se
escreveram
no
sé
culo
XIV.
Algumas d’
ellas
respiram
um
sentimentalismo
dulcíssimo
e
enthusiasta.
A
parle
artística
d’
esta
obra
é
luxuo
síssima,
e
comparada
com
as
Canções
d'Henrique
IV
de
França,
embora
publi
cadas
em
edição
apparatosa,
deixa
a
per.
der
de vista
a
edição
de
Paris,
a qual
é
feita unicamente
a
prelo
e
em papel
jn,
ferior
a
estas
Canções
d
o nosso
monarcha
Justiceiro.
O
preço
de
1$2')()
reis
por
cada
exem
plar
é
sobremodo
insignificante: correspon
de
a
67
reis
por
cada
duas
Lindas
d
im-
pressão.
Vieram
muito poucos
exemplares
avul
sos
pata
esta
cidade,
onde
se acham nos
logares
do
costume.
Fez-se
uma
tiragem
de
200
exempla-
res
apenas,
todos
numerados
e
rubricados
pelo
gerente
da referida
empreza
editora
o
snr.
José Antonio
Castanheira,
distin-
clo
cavalheiro do
Porto.
Agradecemos,
penhoradissimos,
ao
nos
so
amigo
dr.
Pereira
Caídas
a
sua
offerta
valiosissima.
Coia
fei-esscií»
de
S.
Wieente
de
Paulo.
—
São
prevenidos
os
socios
e
*
Ie-
divos e
honorários da
Conferencia
de
S.
Vicente
de Paulo,
que
achando-se esta
legalmente
instituída
pela aggregação
á
Conferencia
ou
sociedade
Central
de
Fran
ça,
tem
de. no
proximo
domingo
II
do
corrente, na
egreja
do
Salvador,
ás
8
horas
da
manhã,
celebrar
o
Director
es
piritual
da mesma o snr.
padre Senna
Freitas,
uma
missa
resada,
no
fim
da
qual
administrará
a
Sagrada
Eucharistia
aos so
cios
que
qurzerem
aproveitar-se
da
indul
gência
plenaria
que
lhes
é
concedida
por
ser
o
primeiro
dia
da sua
aggregação
pu
blica.
A
’
s
Trindades
haverá,
na
fórma
do
costume,
a
sua
sessão
ordinaria,
a
que
assistirá
o referido
snr. Director
espiri
tual.
Dãeeáosiarõo
3
*
;»
jssil.xv.
—
Recebemos
e
muito
agradecemos
os
fasciculbs
102?,
103.°,
e
104.°
do
Diccionario
Popular,
publicado
com
a
maxima regularidade
pe
la
«Bibliolheca
dos
Dois
Mundos»,
de
Lis
boa.
Partíeis».
—
Partiu
ha
dias para
a
praia
da
Foz
o
nosso
amigo,
o
exc.
,ni
’
snr.
dr.
Antonio
Brandão
Pereira,
acompanhando
a
sua
familia.
Festividade
de
Xossa
Senhora
dAgonin, em
Vianna.
—
Para
a ro
maria
de N. Senhora d’Agonia,
qtie tem
logar
nos
dias
18,
19
e
20
do
corrente,
na
cidade de
Vianna
do
Castelio,
a
com
panhia
e
direcção
dos
caminhos
de
ferro
estabeleceu
comboyos
de ida
e
volta
a
preços
reduzidos.
'rranfesreatcãí».
—
0
snr.
Joaquim
Vi
cente
Taveira Sarmento,
professor
de
Car-
razedo
de
Monte Negro,
’
foi
transferido
para
a
cadeira da
freguezia
de S.
Victor,
d
’
esta
cidade.
Falleeimento.
—
Falleceu
ha
dias
a
exc.
nia
snr.
a
D.
Anna
Dias
Peixoto, da
rua
do
Carvalhal,
irmã do
snr. padre Fran
cisco
Dias
Peixoto.
O
seu
funeral foi
pouco
concorrido
pe
lo
facto
de
coincidir
com
os
trabalhos
das
eleições.
Nestes
últimos
dias
teem
ha
vido
missas
geraes
por
alma
da
finada.
Ontro.
—
Falleceu
no dia 6, em
Gui
marães o
revd.ra°
snr.
Francisco
Car
doso
Rodrigues
d
’
Assis,
conego
da
Col-
legiada
onde
tinha
a
cadeira e
a
digni
dade
d
’arcypreste,
e
que
fôra
lambem
por
muito
tempo
arcypreste
do
julgado,
quan
do
occupava
a
Sê Primaz
o
sempre
cho
rado
cardeal
arcebispo
D
Pedro
Paulo.
A
seu
respeitável
irmão, o
snr.
cone
go
José
Antonio
Rodrigues
Cardoso, en
viamos
cordeaes
pezamés.
fwmebrc.
—
Recebemos
e
agradecemos
dois
exemplares
da
«Oração
fúnebre,
que
nas
exequias
do
immorlal
Pio
IX
foram
celebradas
na
egreja
de
S.
João
d
’
Almedina de
Coimbra,
pronunciou
o
lente
c
thedratico
da
Universidade,
o
snr.
dr.
Luiz Maria
da
Silva
Ramos.
E
’
um trabalho
formoso,
como
era
de
esperar dos
talentos
do
nosso
patrício
o
snr.
dr.
Ramos.
E
’
edição
nilida
da
incançalvel casa
Chardron.
«
írageelsas
de
5ãaí»®a».—
Assim
se
denomina
um
romance que
a
respei
tável e
acreditadissima
empresa editora
Horas
Românticas, de
Lisboa,
vae
proxi
mamente
dar
á
estampa.
E’
seu auctor
o
snr.
Leite
Bastos,
escriptor
de muita
e
justa
nomeada
Contra
a
asplísxis»
jís-oduziJ
*
j»eSa
agua.—
Lê-se
no «Diário
de
Por
tugal
».
E’
de toda a vantagem
generalisar
os
meios
aconselhados
pela medecina
para
fazer
tornar
a
si
as pessoas
apparente-
ménle
afogadas. A
ignorância
de muitos
a
este
respeito
é
causji
de
perecerem
,0
5
que
ainda
podiam
vo'tar
á
vida,
se-
guinde
se
as
seguintes
precauções:
®
(f.a
Obstar a
que
se
juntem
em
er-
jor
do
doente muitas
pessoasí
2.
a
Evi-
[ar
o
nocivo
costume
de
pôr
o
corpo de
c
oslas:
3.a
Não suspender o corpo
pelos
pés».
E
’
frequente
praticar-se
em
sentido
contrario
d
’esta
ultima
indicação.
Logo
que
tiram
a
victima
d’
agua
penduram-
n
’
a
pelos
pés,
alim
de
que
vomite
quan
ta agua
bebeu,
estreitando-lhe
ao
mesmo
tempo o
espaço
e
de
modo a
impedir
que
a
respiração
se
renove.
A
respiração
recupera-se, collocando
o
corpo
de
bruços
e com
uma das mãos
debaixo
da
lesta.
A
agua
engulida
sahirá
pela
bocca,
e
a
lingua,
pendendo
para
diante,
deixará livre à
entrada
do
ar
nas
guellas.
Auxilia-se
esta
operação
enxu
gando e
limpando
o nariz
e a
bocca
re
pelidas
vezes.
Se
não
fôr
bastante,
deita-se
rapida
mente
o
doente
sobre a
ilharga.
Excitam-
se
as
ventas
com
tabaco,
saes. ou
com
uma
penua.
Esfrega-se
o
peito
e
a
face
para
as
aquecer, e
torna-se
a
deitar
agua
Iria,
renovando
a
operação.
Se
ainda
não
fôr
sulficiente, torna-se
a
collocar o
doente
de
bruços,
apoiando-
lhe
o
peito
sebre
algum
fato
dobrado.
Revira-se
devagar
o
corpo
sobre
a
ilhar
ga
ou
mesmo
um
pouco mais, fazendo
depois,
e
repentinamente,
voltar
á pri
mitiva
posição.
Repete-se
isto
umas
15
veses
por
inioulj,
alternando
de
quando
em
quando
a
illurga
sobre que
se
volta...
Sempre
que o
corpo
é
collocado
de bru
ços
esfregam-se
as
costas
e entre
as omo
plalas.
Logo
que
esteja restabelecida
a
res
piração
natural
trata-se
de
recuperar
o
ca
lor
e
a
circulação
pelo
systeirta
que
se
segue:
1.
°
E>l'regando
as
pernas do
doenlee
depois
os
braços
com bastante
pressão
servindo-se
de
lenços
ou
de
(hnellas
aque
cidas;
i-lo
por
debaixo
do cobertor ou
do
fato
enxuto
que
tiver
vestido.
2. "
Applicando tijolos
quentes on bo
tijas
com
a
agua
a
ferver,
nas
plantas
dos
pés,
sobre o
estomago, nos
sovacos
dos
braços
e
entre as
coxas.
3.
°
Fazendo circular
bem
o
ar
em
vol
ta
do
doente.
Logo
que
tenha
voltado
á
vida,
da-se
lhe
uma
colher d
’
agua
quente,
uma
gota
de
vinho
ou de
aguardente,
café
quente,
etc.
Peixe-se
depois
dormir
conservando
a
necessária
vjgilancia.
CiosiTíiw
<le ítlis-i.tovão
Colombo.
—
No
dia
24
do
passado julho,
Luiz
Cam-
biaso,
cqnsul
de liai
a
em
S
Domingos
e
João
Baptista
Cambiaso,
cônsul
d
’esta
republica
em
Génova,
otlereceram
ao
mu
nicípio
d
’esta
ultima
uma
parte
dascin-
zas
de
Chrislovão
Colombo,
descobertas
na
cathedral
de
S.
Domingos
em 10 de
setembro
de
1877.
Estes
restos
estão
en
cerrados
em
uma
pequena
urna
de
crys-
tal,
a qual
tem
uma
inscripção
italiana
em
leitras
d
’
oiro,
que
diz
assim:
«Cinzas
do
immortal Chrislovão
Colom
bo,
descobertas
na
cathedral
de
S.
Domin
gos
em
10
de
setembro
de
1877.
—
A'
cidade
de
Génova,
seus
filhos
carinhosos,
João
Ba-
plisla
e Luiz
Canibiaso.
®ríc«»4e.
—
Últimos telegrarnmas:
Vienna
6-
-Os austríacos
occuparam
hon-
tem
Mostar.
Não
encontraram
resistência,—
pelo
contrario,
foram
recebidos
com
enlhusias-
nio.
Ali-Pacbá que
se
refugiara
em
Melro-
V|lch,
manteve-se
contra
os
insurgentes
á
chegada
das
tropas
austríacas.
Northcolhe
explicou
que
a
convenção
anglo-turca
tem
dois
Uns:
impedir
a
ag
ressão
da Bussia, e
occopar
Chypre
pa-
ra
vigiar
as
reformas da Asia
Ião
depressa
essas
reformas
estejam
execução os
regimentos
asialicos
re-
ressarão
ã
índia.
Londres
7
—
A
camara dos deputados
a
Pprovou por acclamação
o orçamento
Militar
supplementar,
apesar
das criticas
opposição
relalivamente
a
Chypre.
0
ministro
da
guerra
disse
que
as
tro-
P
as
indianas
regressarão
ao
seu
paiz
no
Prazo
de
4
ou
5
semanas.
A
guarnição
de Chypre
cotnpor-se-ha
,e
2
batalhões
e
uma
bateria.
Constantinopla
7
—
A
Porta
ordenou
8e
gUtida-feira a Caralhesdory
Pachá
que
ass,
guasse
a
convenção
da
Áustria.
3abe
se
de boa
origem
que
em
oito
dias
08
russos
devem
começar
a evacuação
ge-
•3|.
A
evacuação
dos arredores
de
Cons-
•a!»inopla
terminará
em
31 do
corrente.
Houve
no
dia
5
em
Graczanitza
(Bos-
nia)
um
combate
serio
entre
os insurgen
tes
e
as
tropas
austriacas,
sendo aquelles
repellidos.
Londres
8
—
3:000
montenegrinos
reu-
niram-se
aos
insurgentes
da
Herzegovina
e
da
Bosnia
e proclamaram
guerra
santa.
A
Porta
persiste
em
exigir
que
a
Áustria
fixe
o praso
da
occupação.
Crè-se
que
se a
resposta
da
Áustria
não
fôr favoravel,
o
embaixador
turco
par
tirá
para
Vienna.
Dizem
de
Constantinopla
que se
sabe
alli
dá
existência
de uma
junta
que
cons
pira
para reunir
a
Roumelia
á
Roumania,
com
um
governador
russo.
A
Bulgaria
favorecia
esta
ideia.
Movimento
do
Hospital
de
S.
Mareos.
—
Doentes existentes em
28
de
julho:
73
homens
e
100
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
20
homens e
33
mulheres.
Sahiram:
20
homens
e
12
mulheres.
Falleceram:
4
homens
e
3
mulheres.
Ficaram em
tratamento
em
3
de
agosto
69
homens
e
118
mulheres.
Preço
dos
eereaea.—
Na
terça-feira
ultima,
n
’
esta'cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo.
800
Centeio
.
* *
520
Cevada.
• ■ .
480
Painço.
.
...
480
Milho
branco
.
430
»
amarello.
440
Milho
alvo.
*
*
560
Feijão
branco
.
•
800
»
vermelho.
....
850
»
amarello.
•
•
650
»
rajado •
•
.
550
»
fradinho.
....
400
Batata.
.
....
580
Azeite.
• * •
.
54500
ÍJ
siir.
C
«niraste
do
onro,
Cae
tano
ESarbosa
da
Costa.
Snr.
redactor.
Era
proposito
meu
não
voltar
á
im
prensa
a
me
referir
a
contrastarias
e
con
trastes;
mas
visto
uma
affronta
que
me
foi
feita pelo
snr.
Contraste
do ouro,
n’
esla
cidade,
no
dia
2
do
mez
corrente;
não
posso
deixar
de
—
bem a
pesar
meu
—que
brantar
esse
proposito.
Passo
a
narrar
o
acontecido:
Os
abaixo
assignados,
constituídos
es
pontaneamente
em
commissão
para
effe-
ctuar
os
festejos,
que
por occasião
da
entrada
da
sacra Imagem de
N. Senhora
da
Conceição
se
fizeram
no
arco da
Porta
Nova,
rua
Nova,
Praça
d
’
Alegria
e
rua
d
’
Andrade
Corvo,
agradecem
cordealmente
ás
pessoas
que
os
coadjuvaram
com
do
nativos,
ou
serviços,
e
ás
que
acolheram
de
bom
grado
os
seus
convites.
Não
pu
blicam
nomes
para
não
melindrar
suscepti-
bilidades.
Por
esta
occasião
releve-se-nos
a
li
berdade
de apresentarmos o
resumo
das
nossas
contas,
que
são
como
seguem:
DESPEZA
Aluguel
de
bandeiras
a tres
indiví
duos.
sendo 24700 a
um,
14000
a
outro
e
240 reis
a
outro
Fog<>
34940
114000
134500
234000
14030
Musica
llluminação
Cera,
slearin a e
miudezas
•
Total
da
despeza
52447(4
RECEITA
De
diversos
donativos
514450
Déficit
que
foi
rateado
pelos
abaixo
assignados.
tendo
alguns,
além
dos
seus serviços
pessoaes,
concorrido
conforme
as
suas
posses
14920
Manoel
Casimiro
da
Costa
Manoel
Augusto
da Costa
João
Antonio
Maria
Louzada
José
Maria
Esleves
d
’Aguiar
Antonio
José
Gonçalves
Vieira
José
Firmino
d
’
Almeida.
Verifiquei,
e
estão em
meu
poder
para!
serem examidadas
por
que
quizer,
as con
tas
supra.
José
Maria
Dias da Costa.
SECÇÃO
Dfi COMMICADOS
No
dia
que
designei,
um
meu freguez
veio
ao
meu estabelecimento
queixar-se
de
que
tendo
ido
ao
Contraste
com
um
cordão
e
uns
brincos
a
mim
comprados,
aquelle
snr.
lhe dissera
que
o primeiro
d
’estes
objectos
era
de
lei,
mas
que
os
brincos
o
não
eram,-e
portanto
que
lhe
desse
eu
outros.
E
accrescentou
aquelle
meu
alludido
freguez
que
o
snr.
Contraste
dissera
mais:—que
os
brincos
não
tinham
marca
do
Contraste,
não
tendo
sido
re
cebidos
pela
sua
qualidade
e
que
por
esse
motivo
viesse
trocal-os,
dizendo-me da
sua
parte
que
eu
não
vendesse
gato
por
lebre.
Respondendo,
ao
meu
freguez
—que era
falso
o
que
o
snr. Contraste
avançára,
pedi que me
chamasse á
auctoridade
competente, perante
a qual
eu
provaria,
não
já
a
meus
collegas,
mas
até
a
quem
não
seja
rniope,
e
pelo
simples
ensaio
vi
sual,
que
O
CORDÃO
NÃO
ERA
DE
LEI,
E
QUE
OS
MEUS
BRINCOS ERAM MUITO
SU
PERIORES,
não
obstante
só
terem
a
mi
nha
marca,
e
não
a
official.
Como
o
meu
freguez
me
replicasse,
que
não
eslava
re
solvido
a
andar
pelas
estações
policiaes;
para
o
capacitar,
e
a
outras
pessoas
pre
sentes,
da
verdade
da
minha affirmativa,
toquei
visualmente
os
dois objectos em
questão,
e
o
acido,
atacando mais
depressa
o
cordão
do
que
os
brincos,
veio
assim
desmentir-me.
Mas
não
julgando
isto
suf-
liciente
para
a
illibação
do
meu
credito,
tomei
um
par
d'argolas
feitas
no
Porto
E
MARCADAS
PELO
CONTRASTE
DE
BlUGA,
e
confrontei-as,
no
loque,
com o meu
ouro...
O
resultado
foi-me
tão
desvanta
joso
que
o
alludido
freguez,
acto
contínuo
me
comprou
mais uma
gargantilha,
não
se
importando
se
ella tinha
marca
da lei,
ou
do
diabo.
Pedi
então
áqueile
meu fre
guez
que
tivesse
a
bondade
de
ir
ao
Con
traste
pesar
as
argolas
confrontadas,
e
que
ao
aílirmar-lhe
o
snr.
Contraste
que
ellas
eram
de lei,
lhe respondesse
em
meu
nome
que
não
o
eram,
e
que
eu
assim
lh’o contestava perante
quem
quizesse.
Aconteceu
tudo
como
eu
previa, e o
snr.
Contraste
não
quiz
proceder
contra
mirçi,
mandando-o
eu
convidar
a
isso.
E’
muito
generoso
!
Para
terminar
esta
questão
—
de
salvar
o
meu
credito—
e dar
a
conhecer
cabal
mente
ao meu freguez
o
que
são
as
con
trastarias
em
Portugal,
pedi-lhe
que
fosse
ao
snr.
Contraste
saber
o
verdadeiro
va
lor
dos
meus
brincos.
Passado
muito
tem
po,
trouxe-me
elle
um
bilhete declarando
que
valia a
gramma
422
reis,=»qne cor
responde
ao
toque
(segundo
a
falsa
ta-
boada-em
vigor)
de
771
milésimas;
—
lendo,
o
mesmo snr.
Contraste,
dado
ás
argolas,
de
ouro
inferior
,
o
valor
de
ãC>7
reis
a
gramma.
Inteirado
d
’
esta
patifaria,
o
meu
fre
guez
realisou
outra
compra,
com
a
ma-
xima
confiança,
— prova de
que
o
meu
credito
nada
tinha
soffrido no seu animo
Agora, snr.
Contraste
do
ouro, Caetano
Barbosa
da
Costa,
convido-o
a
que
pro
ceda
contra
mim;—
e
para
já:
1.
°
—
Contesto que
as argolas
a
que
acima
alludi
sejam
de
lei,
não obstante
terem
a
marca
de
v s.
a
;
2.
°
—
Contesto
o
toque
por
v.
s.
a
dado
aos meus
brincos;
3.
°
—
Contesto
que
seja
verdadeiro
o
valor que
os
Contrastes
esláo
dando
ao
ouro,
com
ou
sem
marca official.
Termino,
snr. redactor,
declarando
que
se não procedo
contra
a... indelicadeza
do
snr.
Contraste,
é
para
não
dar
occa
sião
a
que
me
altnbuam
fins
que
não
tenho
em
vista.
E
por
ultimo direi
ao
snr.
Caetano
Barbosa
da
Costa
que
te
nha
a
condescendência
de me
dar
uma
lição
mestra,
pois
para
isso
lhe ministra
rei
todos
os
dias,
todas
as
horas,
obje
ctos
de ouro
para
confrontar
com
os
que
levarem
a rainha
marca.
Sou
de
v.
etc.
Braga,
8
d
’agosto de
1878.
Antonio
Casimiro
da
Costa.
BAtfCO
KO
MH
tf HO
Resumo
do
Aclivo
e
Passivo
em 31 de
Julho.de
1878.
Activo
Caixa:
existência
em
metal.
71:173^109
Agencias
no
paiz
.... 111:376486?
Papeis
de
credito.
.
. .
212:020^775
Acções
de
c.
própria
.
.
64:800^000
Hypolhecas
de
raiz
.
.
.
124:8684948
Empréstimo
sobre
penhores
.
8:2814800
Empréstimos
a Camaras
Mu-
mcipaes
e á Junta
Geral . 109:7784378
Letras
descontadas
.
.
.
226:664^004
Letras
a receber
....
7:9414748
Leiras
em
liquidação.
. . 51:202^316
Saques
e
remessas
de
n. c. 34:7914211
Agencias
no
estrangeiro.
.
99:3304737
Contas
correntes
garantidas .
578:3974444
Diversos
devedores.
. .
.
95:3864035
Contas
em
liquidação.
.
.
67:1934759
Caução
da
gerencia. .
.
.
12:0004000
Effeitos
depositados.
.
.
.
86:861^960
Generos
recebidos por
c.
de
penhorés.
16:982^020
Mobília
..............
1:8054025
Edilicio
do Banco.
.
.
.
31:9954737
2.018:8544868
Passivo
Capital....................................
600:0004000
Fundo
de
reserva. .
.
.155
0004000
Reserva
para
decima.
.
.
2:1334709
Reserva
para
liquidações.
•
7:0004000
Notas
em
circulação.
.
.
.
4054000
Depositantes á
ordem.
.
.
187
1084984
Depositos a
praso.
.
.
797:9464164
Dividendos
a
pagar
j
.
.
2.7444444
Diversos
credores
....
8/
7294903
Deposito
publico
....
14:3614834
Saques
e
remessas
das
agencias
:.......................
28:2004748
Leiras
a
pagar
.......................
6i
4)4000
Gerencia
do
Banco.
. .
.
12:0004000
Credores
d’
effeilos
depositad. 86:8614960
Lucros
suspensos ....
17:3024975
Ganhos
e
perdas
....
19:4594147
2.018:8544868
Braga,
Banco do
Minho
6
de
Agosto
de
1878.
OS
GERENTES.
Dtmingos
José
Soares,
Antonio
José
Gonçalves
Braga.
João
Marques
da
Silva.
BWCO
MEBCANTIL
DE
BRACIA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
aclivo
e
passivo
d
’
este
Banco
era
31
de
Junlo
de
1878.
Aetivo
Caixa...................................
12:9634952
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber
.
.
.
130:2354442
Empréstimos
sob
penhores
74:7474500
Créditos
caucionados
em c/c 71:0524919
Operações
a longo prazo,
com
hypothefia
.
.
29:5754945
Agencias
no
Reino
e
Ilhas
64:4324
405
Agencias
no
estrangeiro
.
7:5644412
Devedores
diversos.
.
.
4:4354762
Acções
recolhidas.
. . .
200:0004000
Valores
ílucluanles.
.
.
80:7624090
Títulos
de
Divida
Publica
11:4014420
Effeitos
depositados
. .
24:5704000
Installação
.
.
.
...
4:0004000
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:4134500
Gastos
geraes
e commissões. 3:8774245
721:0324592
Passivo
Capital
...................................
600:0004.000
Fundo
de
reserva
....
3:5094127
Depositos
a
praso
.
72:4624561
»
á
ordem.
.
.
10:8214755
Credores
d
’
effeilbs
deposita
dos
....................................
24:5704000
Letras em
deposito.
.
.
4204415
Leiras
a pagar
.
.
.
5744540
Credores
diversos .
.
.
4:6914250
Lucros
e perdas.
. .
.
3:982-5944
721:0324592
s=
= =
=:==
=a
Braga
9
de
Agosto
de
1878.
■
Os
Direclores,
João
da
Costa
Palmeira
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
Resumo
do
aclwo e passivo do
Banco
Commercial, Agrícola e
Industrial
:le Villti Real, em
31
de julho de
1878.
Actã
vo
Caixa,
dinheiro
existente
.
15:0224264
Letras
descontadas
e
a
rece
ber........................................
662:3014886
Letras
caucionadas
com h\-
potheca
sobre
bens
de
raiz
53:4720000
Letras
em liquidação.
.
6:6080472
Letras
protestadas
.
. .
3:2440310
Titulos
e
obrigações
a
receber 3:6800783
Empréstimos
sobre
penhores:
De 103
acções
deste Banco
3:0150000
De
diversos
objectos
d
’
ouro
e
prata..............................
1000000
De
5:5^5
litros
d’
aguardente
1:0000000
Operações
a
longo
prazo com
hypolheca
sobre
bens
de
raiz......................................
15:2410982
Acções
de
conta
própria
em
numero
dq
325.
.
:
.
15:5700000
Contas correntes com
garantia
De
175
acções
deste
Banco
1:3030000
De
leiras
e
cartas
de
credito
5:1020485
De 33:516
litros
de
vinho
7000000
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras a
cobrar.
.
.
56:9230323
Agentes
no
estrangeiro
.
12:3030237
Diversos
devedores
.
.
.
4:0990253
Moveis
e
utensilios
.
.
.
6100
400
Despezas
de
installação
.
1:6000000
861:7810395
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
Deposito
á
ordem.
.
.
.
Deposito
a
prazo.
.
.
•
Dividendos
a
pagar
.
Fundo
de
reserva.
.
Quantia
destinada
para
o
imposto
industrial.
. .
Reserva
para
prejuízos
even-
tuaes...............................
Ganhos e
perdas.
.
.
800:0000000
2830003
27:6700636
3:3150500
9:4200000
5:3000000
4:0000000
11:7920256
861:7810395
Villa Real,
3
de
agosto de
1878.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez.
Agostinho
José
da
Costa.
MBâDBCimTOS
O
abaixo
assignado
summamente
pe
nhorado
para
com
todos
os illm.os
e
revm.
oS
snrs
que
no
dia
21
de maio
se
dignaram
assistir ao
cilicio
de
corpo
pre
sente
por
alma
de
seu
fallecido
chio
P.
José
Lopes
d’
Oliveira Pójeira,
que
teve
logar
na
egreja
de
Cabanellas;
e bem
as
sim
para
com
as
pessoas
de
sua
estima
e
amisade que
assistiram
e
se
dignaram
de
o
comprimentar
por
essa
occasião,
vem
por
este
modo
patentear
a
todos
a
sua
mais
reconhecida
gratidão
por
não
o
poder
fazer
pessoalmenle.
Cabanellas
6
de
agosto
de
1878.
(1016)
Constantino
Lopes
Pójeira.
Comanhia Edificadora e Indus
trial
Bracarense
Sociedade
anonyii»»
de
resposisa-
lidade
limitada.
Não
se
lendo reunido
numero
legal
de
accionislas,
para
assembleia
geral
or
dinária,
no
dia
8
do
corrente,
são por
isso
convidados
uovamenle.
por
ordem
do
exm.°
Presidente
do
Conselho
Fiscal,
pa
ra
o
dia
16
do
corrente
ás 10 horas
da
manhã, no
Escriptorio
da
Companhia,
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
6
a
12, para os
fins
designados
nos
artigos
27
e
28
dos
Estatutos.
Braga
8
de agosto
de
1878.
O
secretario,
(1024)
José
Pinto
Barbosa.
I
BOMISSORlASdo
Banco Com
mercial
de Braga
•J
Compram-se
em casa de
Valença,
Fi
lho &
C.a,
á
Galei
ia, Braga.
(1022)
Arrematação
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
de
infanleria
8,
faz
publico,
que
para
cumprimento
do
determinado
na
Ordem
do
Exercito
n.°
19
Je
2
do
corrente
mez,
tem'
de
proceder
á
arrematação
do forne
cimento
das
rações
de
pão e
forragens
para
a
tropa
que
existe, vçer
a
existir
n
’
esla
cidade
ou
por
ella
transitar
no
pe
ríodo
que
decorrer do
l.°
de
outubro
do
presente anno
a
30
de setembro
de 1879,
cuja
arrematação
terá
logar
no
dia
22
do
aclual
mez,
peias
11
horas
da
manhã.
As
propostas
para
a
dita
arrematação
serão
feitas
em
carta
fechada,
devendo
os
proponentes
á
mesma,
para serem ad-
mitlidos
á
licitação, fazer
os seguintes
depositos
em
diflheiro,
ou
em titulos
de
divida
publica
fundada
pelo seu
valor
no
mercado:
para
forragens
5000000 reis;
pa
ra
rações
alvas
500000
reis,
e
de
mistu
ra
30(10000
rs.
As condições
acham-se
exaradas
no
Re
*
gulamento
de
Fazenda
Militar
de
16
de
se
tembro
de
1864
e
Ordem
do
Exercito
aci
ma.
citada,
que
estarão
patentes
no
indi-
dicado
conselho
todos
os
dias
não
san
tificados
desde
as
9
horas
da manhã
até
ás
2
da
tarde.
,
íf
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
.•ctâ,
6
a 6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas, lojas,
sotlo,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Quartel
em
Braga,
6
de
agosto
de
1878.
O
secretario
do
conselho,
Bernardo Osorio,
(1021)
alferes
d
’infanteria
8.
CANÇÕES
DE
D. PEBKO
!,
REI
DE
PORTUGAL
Edição
luxuosa
a
duas
côres,
em
papel
cartão
superíino,
formato
de
folio
máxi
mo,
tiragem
limitada
a
203
exemplares,
todos
numerados
e
rubricados.
Vendem-se
alguns
poucos
exemplares,
dos que
restaram
dos
subscriptores,
a
10200
rs.
cada
um,
nas
livrarias
do
co
stume.
Quem pretende comprar?
Uma
pipa
de
vinho-verde
muito
supe
rior.
Diz-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’
este jornal
quem
a
vende.
(2023)
Narciso
José
Marques,
faz
publico
que
desde
o
dia
10
.em
diante
retira
o carro
que d
’aqui sae
para
Guimarães
ás
4
ho
ras
da
manhã,
continuando
com
a<
suas
corridas
d
’
aqui
para Guimarães ás 4 1/2
da
manhã
e
2
da
tarde,
e vice-versa.
Braga
9
d
’agoslo de
1878.
(1025)
Narciso
José
Marques.
SERRARIA,
CARPINTERIA E
MUAGEM,
A
VAPOR
DA
Companhia
Edificadora e
Indu
strial Bracarense
Sociedade
anonymn
de
re»i]u:isna-
bilidnde
limitada
RUA
DA
CRUZ
DE
PEDRA,
N.° 6
A 12
BRAGA
Esta
Companhia
encarrega-se
de
aprom-
ptar
no
seu machinismo a
vapor,
com
brevidade,
perfeição
e
barateza,
toda
a
obra
de
carpinteria,
como
são:
portas,
ja-
nellas,
sôcos,
alesores
ou
apilarados,
mol
duras,
etc.,
de
qualquer
qualidade
de
ma
deira.
Aprompla
solho
aplainado
e
rasgado,
de
pinho
da terra,
Flandres
ou
castanho.
Serra
toda
a
qualidade
de
madeira,
á
vontade
do
freguez.
Tem
sempre
um
bom
deposito
de
fari
nhas de diíferentes
careaes,
e recebe
os
mesmos
para
moer
por
conta
do
freguez.
(1018)
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7, conligua
áquella.
(862)
COMEGJ®
W. mHORA
CttSOKIÇÃO
Lisboa,
iua
da
Esperança,
224
'
Estabelecido
n
’um
vasto
edifício,
bem
situado, com bom
recreio,
e
quartos
se
parados
para
os
alumnos.
A
recommendação
d’esta
casa
de
edu
cação
faz-se pela
sua
existência
de
qua
renta
annos,
com
créditos
reconhecidos.
Os Estatutos
e
mais
esclarecimentos
dão-se
no
Collegio.
No
proximo
anno lectivo
precisa-se
d
’
um
ecclesiastico
para
o
internato,
como
ca-
pellão
e
professor.
O
Director
Geral
(997-S)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
Collegio
dos
Órfãos de S. Caetano
Não
se
lendo
verificado
a
arrematação
annunciada,
a
Commissão
administrativa
do
Collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano
faz
publico
que
até
o
dia
11
do
corrente
mez
ás
onze
horas
da
manhã,
recebe
pro
postas
em
carta
fechada,
para
a adjudi
cação
da
demolição
e
apeamento
da
par
te
de pedra dos edifícios
situados
nas
Car
valheiras.
onde
tem
de
ser
erigido
o
novo
edifício
do
Collegio,
em conformidade com
as condições
patentes
na
secretaria
do
mesmo
Collegio,
que
pódem
ser
examina
das
todos
os
dias
não
santificados, desde
as 9 horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde.
As
propostas
deverão
conter
a
decla
ração
de
que
os
proponentes
se
prestam
a
depositar
no
cofre da
administração
a
importância
de
5
por cento
do preço
da
adjudicação,
por
quanto
se
offerecem a
fazer
a
demolição
e
apeamento
indicado,
e
o
nome
do
concorrente.
As
cartas
devem
ser subscriptas
do
seguinte
modo:—Proposta
para
a
demoli
ção
e
apeamento
da
parle
de
pedra
dos
edifícios
das
Carvalheiras,
pertencentes
ao
Collegio
dos
Órfãos
de
S. Caetano.
No
dia e
hora
indicada
serão
as
pro
postas
abertas
na presença
dos
proponen
tes,
e
a
adjudicação
feita,
se
convierem
os
preços
offerecidos.
Braga
1
de
agosto
de 1878.
(1013)
Companhia
dos
Banhos
de Vi-
zella
Sociedade
anonyma
—
responsabi
lidade
limitada
São
convidados
os
senhores
accionistas
a
pagarem
n
’esta
cidade,
a
Antonio
José
Ferreira
Caídas
no
campo
do
Toural
n.°
38,
até
o
fim
do
corrente
mez,
a
4.
a
pre
stação
de
100000
reis
por
acção.
Guimarães
1
de agosto
de
1878
•
Os
directores
Antonio
José
Ferreira Caídas.
Joaquim
Ribeiro
da
Costa.
Antonio
Peixoto de
Mattos
Chaves.
(1015)
Arrenda-se
Uma
casa de
dons
andares,
com
mui
tos
commodos, agoa,
bom
solão
e grande
armazém, tudo
com
limpeza,
na
rua
das
Agoas, n.°
101.
Para
tractar
falla-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
56,
onde
está
a
chave
para
se
mostrar.
(1019)
VENDA DE
CASAS
No
largo
da Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paernante
(la
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trala-se
na
rua
de S.
Marcos
com Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silwerio
de
Paiva,
em frente
ao con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
bora.
(916)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves, na
rua do
Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(1006)
ALUGAM-SE
as
casas
n.° 21,
no
Campo
Novo
do
Reduto, nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
1
A
Meza
da Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’
esirf
cidade,
li
ndo
em
consideraçào
a
avultadissima
de-qieza
que
está
cus'an-
do
o
forneciment»
de
pannos
e
fios
p
ar;1
o
curativo de
feridas
no
Hospital de
S.
Marcos,
empenha
n
’
esie
acio
de
caridade
a
devoção
dè
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Dmningos Moreira Guinmràe</
(1002)
23
PÍLULAS
deProto
Cárbòiíató
de ferro
inalteravél
DO
DCBLAUD
Empregadas
com o
mais grão
successo,
depois
mais
de 40 annos por a maior parte
dos
médicos por
curar a
chlorosis (fluxo
tranco)
doança das mancebas filhas e to
das
as moléstias chloróticas.
Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem
experimentado:
«
Depois 35
annos
que exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas de
Biaud)
vantagems
incontesta-
«
veis sobre todos os outros ferreos e eu
«
o
miro como o melhor
anti-chlorótico. »
D>-
DOUBLE,
ex-présidente da Academia
de
Medicina.
« De
todas as preparações
ferreas que
«
nos hão dado
bons resultados no trata-
«
mento
das affeições
chloróticas, as pilu-
«
las de
Biaud
parece-nos devem
estar na
«primeira fila. » —
Diccionario univ. de
Medicina,
t. n,
page 99.
Como
prova
da
authentlcidade,
oj
nome
do inventor
está
gravado
sobrei
cada
pílula
como
aqui
junto
I
T
1
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.
“
28
—
30
(27
*)
Depositos:
Paris,
8, r.Payenne.
DINHEIRO A JURO
Até
á
quantia
<ie
230:0(0
réis
dá-se
sobre
hypoteca
na
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz.
Trata-se
com
o
íhezoureiro
da
mesma,,
padre
Francisco
Lobo,
na
rua
do
Poço
d
’
esla
cidade.
1014
VENDEM-SE
duas
mo/adas
Je
casas,
uma na
rua do
Anjo,
com
os
n.cs
He
II
A,
e
outia
na
rua
de
I).
Pedro,
com
o n.° 1;
quem
as
pertender
procure o
dono
n
’esla todos os
dias,
(exceptnando
cfs
dias
sanctificados),
desde
as 8 até
10
horas
da
manhã.
(9/8)
ARRENDA-SE o
2.°
andar
da
casa
n.®
11
em
a
rua
das
agoas
d’
esta
cidade Ha-
ta
se
com
seu
dono
na
mesma. (984)
_____________________________________
_
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
l ■■
da
Bca-Vista.
....
••
ÃS.
(906)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITARA-■
Parte de Comércio do Minho (O)
