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-
FÍ&I.S8A
BSIÍKIÍÍIOSA,
K3
NOTICIOSA
REDACTORES—
D. Miguel Solto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—D1RECT0R—Anlonio Joaquim de Mesquita Pimeutel.
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
6
».............................
Correspondências
partic. cada linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Í
Aununcio:
Repeti-;
ão
SoO
40
20
10
PUBLICA-SE
AS TERÇAS,
QUINTAS
E SARBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3^600
10
Províncias, 12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha avulso
................................
N.°
859
8RA6A-SA3B
iSÍJ®
»
»E
KOVEUBR»
ME
18ÍS
Acha-se
finalmente
armado
o
snr. de
Bismaik
com a
tão
fallada
lei
contra
o
socialismo,
que
apesar
de
soffrer algumas
modificações,
foi
effeclivamente
votada
e
sanccionada.
Amargos
fructos
começou
já
a colher
o
grande
chanceller
da
discussão
desta
lei;
pois
que
os deputados
socialistas
re
velaram
á
Europa
as
provas,
ainda até
hoje
não
desmentidas,
de que
Bismaik
provccára
e
suslentára
em
tempo na
Al
leraanha
o
movimento
socialista
De
maneira
que
agora
o
grande
es
tadista arma-se
até
aos
dentes
contra
aquelles
mesmos,
que d
’
antes
empregára
como
seus
instrumentos,
e
como execu
tores
dos
seus
ambiciosos
planos,
tanto
dentro
como
fóra da Allemanha!
Depois
de
desencadear
os
ventos, trata
hoje
de
premunir-se
contp a
tempestade!
Resta
saber
se
a
lei
por elle
engen
drada
será
bastante
a
remediar
os
ma
les,
que
elle
mesmo
provocára.
E
’
muito
de
letner
que o
não
seja;
e
foi
n’
este
supposto
que
os
deputados
catholicos
com
bateram
o
projecto,
allegando que
as
leis
de
excepção, longe
de conterem, impel-
lem
as
seitas
anti-christãs aos extremos,
isto
é
á
rebellião
com
mão armada.
Nós
já
aqui
dissemos,
e
tornamos
ago
ra
a
repetir,
que
não
é
dado
ao
libera
lismo
anniquilar
e
vencer
o
socialismo.
Este
grande serviço
á
humanidade
só
poderá
prestar-lho
a
educação
christà
dos
povos
substituída
á
educação
athêa
e
impia,
que
a
revolução
e a
maçonaria
lhes
tem
até
agora
ministrado.
Tudo
o
que não seja isto,
será
um
bater
ao
ar,
um
esgrimir ás
escuras
e
com
risco
de
se
ferir
com
a
própria
es
pada.
E
tanto
o
conhecem
os
proprios
socialistas,
que
ainda
ha
pouco
lançavam
em
rosto
a
Bismaik
a
impotência
das
suas
bayonetas
e
a
improlicuidade
do
seu
systema
de repressão.
Um jornal
da
sei
ta
—
o
«Dresder
Volkszeitung»—
escrevia o
seguinte:
«A
democracia
social
aguarda
r
perseguições
mais
ferozes
do
que
ha
sof-
«frido
até
agora;
e
será
feito
tudo
quan
do
um Estado
pode
fazer
para
extirpar
«ura
partido.
Isto
porém
só prejudicara
«aos
propagandistas
da
nossa
causa,
mas
«não á
própria
causa,
porque
essa
é
in
vencível!
»
E
o
grande agitador
do
socialismo
al-
lemão
—
Liebknechet
—
enviava
desde
o
con
gresso
de
Gani
este
cartel
de
desalio
ao
omnipotente
chanceller
prussiano:
«Bis-
«raark
arroja-nos
ás
prisões,
não
ha
du-
«vida. Mas
isto
altrahe
as
vistas
sobre
«nós,
faz-nos engrandecer,
coadjuva-nos.
«Nem
as
bayonetas,
nem os canhões
são
«instrumentos
que
uos
anniquilem.
O
exer-
«cilo
é
composto
de
filhos do povo, e
«nós
o
vamos
conquistando
com a
nossa
«propaganda
revolucionaria.
Escusa
o chan-
«celler
de
fazer
uso
das
espingardas
e
de
«apontar
contra
nós os
canhões.
Quando
«chegar
o
dia
marcado,
espingardas
e
ca-
«nhões
se
voltarão
todos
por
si
mesmos
«a
fulminar
os
inimigos
do
povo
socia
lista».
«E
na
verdade»
(observa
a este
propo-
sito
uma
revista
estrangeira)
«que
uso
«fará
Bismark
dos
poderes extraordinários,
«de
que
quiz
ser
investido?
Impedirá
que
■
os
socialistas
se
retinam?
Elles
acharão
«mil
maneiras,
legaes
e
illegaes, para
se
intenderem
entre
si.
«Cobrd-os-ha
de
multas?
Supprirão
a
«isto
as
oflertas
espontâneas,
as
colle-
«ctas
clandestinas,
a
caixa
de
guerra,
«nunca
exhausta.
Lançal-os-ha
nas
pri-
«zões?
Mas
a
prisão
na
Prussia
tornou-se
«gloriosa
desde
que
o
imprevidente
chan-
«celler
teve
o
desacordo
de
a
santificar
«com
a
reclusão
de
tantos
martyres
da
«fé;
os
quaes,
cumprida
a
pena,
sahiam
«tfalli
em
meio
das
ovações
do povo».
Será pois
inútil,
repelimos,
essa
lei
de
excepção
com
tanto
custo
arrancada
por
Bismark
ao parlamento
allemão,
e
de
que
os
proprios
socialistas
talvez
se
ap-
plaudem
em
segredo
n
’
este
momento,
com-
quanto
a
imprensa
liberal
de todos
os
paizes
a
haja
reprovado
em
altos
brados;
essa
mesma
imprensa que,
por
uma
in-
coherencia
muito
vulgar em
similhante
gente,
applaudiu
a perseguição
feroz
mo
vida
pelo
chanceller
contra
Egreja
Calho-
lica!
E
todavia
—digâmol-o
ainda
uma
vez
—
só
n
’
esta
Egreja
existe
a verdadeira
for
ça,
que
póde
rebater,
vencer
e anniquilar
o
socialismo.
«E’
claro
(escrevia
já
em
1853
uma
«penna
jllustre)
que
em
frente
de
tal
«adversário
só
póde
collocar-se
com
espe-
«rança
de
victoria
a
Egreja
de
Jesus
Chris-
«to;
porquanto
a heterodoxia
universal
«náo
póde
ser
vencida
e
debellada
senão
«pela universal
orthodoxia.
A
um
princi-
«pio,
que arruina
e
deturpa
toda a
ordem
«de
verdade
e
de
justiça
não
póde
efli-
«cazmenle
oppor-se
senão um
principio,
«que
restabelece
e
santifica
todas
as
or-
«dens.
Um
systema,
que partindo da
negação
«de
Deus
vicia
radicalmente
a
própria
«natureza
da associação,
só
pó
ie
ser
con-
«traslado
por
um
systema,
que
partindo
«da
aífirmação
de
Deus,
firma
inabalavel-
«menle
o verdadeiro
conceito
de socieda-
«de,
alevantando-o
sobre
um
fundamento
«divino.
A
um
motor,
que se
appoia
na
«humanidade
em
quanto
corrompida,
só
«póde
resistir
um
motor,
que
abraça
a
«humanidade
em
quanto
restaurada.
Con-
«tra-
quem
se
faz
fórte
de
quanto
se
«origina
da terra
só
póde
fazer
frente
«quem
se
avigora
com
quanto
se
origina
«do
céo.
Em
stimma,
o
universalismo
sa-
«tanico
só
póde
ser vencido
pelo Catholi-
«cismo
divino.
Todo outro
combatente,
■
que
fosse
menos
universal,
e
munido
«de
armas
menos
poderosas,
empenharia
«a
lucta
não
já
com
duvida
de
vencer,
«mas
com
inteira
certeza
de
ficar
ven-
«eido».
Prouvera a
Deus que
os
governos,
compeneirando-se d’eslas
verdades,
des
sem
á
Egreja
inteira
liberdade
de
acção.
que
só
ella
debellaria
dentro
em
pouco
tempo
a
formidável
hydra do
socialismo.
Não esperamos
isto
porém
dos
gover
nos
bastardos
da
revolução,
dos estados
filiados no
liberalismo
e
na
maçonaria,
que
—
quaesquer que
sejam
as
suas
diver
gências
sobre outros
pontos
—
se
acham
todos
de
accordo
no
odio
ao calholicis-
mo.
Játnais
a
acção
d
’
estes
homens
será
eilicaz
contra
uma
seita,
que
não
é
se
não
a
consequência
lógica
dos
princípios
por
elles
sustentados;
e o
socialismo
vi
rá
dar
emfim
a
esta
sociedade
corrom
pida
e
depravada pela
revolução,
o
cas
tigo,
que
ella
merece.
D.
M. S.
5
k
GUERRA
DO
ORIENTE
«
87<S- a 878
Uma
revolução em Gonstanti-
nopola
Desde
a entrada
de
Mahomed
II
em
Constantinopola,
nunca
o itnperio
otto-
mano
se
havia
approximado
tanto
da
sua
ruína.
A bancarola
estava declarada
ha
via
dous
mezes;
duas
províncias
insurrec-
cionadas;
a
Bulgaria
eia
assassinada
pelos
acelerados;
a
Serbia
e o
Montenegro
es
tavam em
vespera
de
declarar
a
guerra;
e
as
potências,
convencidas
da
impotên
cia
da
Turquia
para
sustentar,
por
si
só,
a
ordem
em
sua
casa,
offendiam e
irritavam
cruelmente
o
orgulho
musulma
no
diclando-lhe
o
seu
procedimento
para
com
os
chrislãos.
Em
onze
annos (1862-
1873;
o
inepto
Abdul-Azis
tinha
elevado
a
divida
de
375
milhões
de
francos
a
mais
de
quatro
milhares,
despresando
ainda
quasi
um
milhar
de
divida
íluctuante.
E
«Pestes
empréstimos
fabulosos,
apenas
um
decimo
tinha
sido
applicado
em
utilidade
publica
O
resto tinha sido
esbanjado
em
fantasias
caprichosas
de
um
sultão
em
brutecido
pelos
prazeres
do
serralho,
e
dementado
pelo
exercício
de
uma
aucto-
ridade
sem
limites. Despendiam-se
som-
mas
prodigiosas
por
uma
mulher
de
nova
raça
que
completasse
a
collecção
ethno-
graphica
do seu
harem,
ou
por
um
ani
mal
raro
que
juntava
á
sua
collecção
zoologica,
seu
predileclo
divertimento.
Tur
bas
de
ociosos,
e milhares
de parasitas
engordavam,
em
redor
d
’elle,
as
monstruo
sas delapidações.
N’
esse
tempo,
uma
parte
das
tropas
esperava,
de balde, o
seu
soldo
dos
annos
anteriores.
A parte
inlelligente
da
população
mu-
sulmana,
e
especialmente
os
estudantes
(softas)
atterravam-se
perante
a
escavação
do
abysmo
em
que
ia
sepultar-se
o
im
pério.
Uma
primeira
revolução
produsiu
a
queda
de
gran-vizir
Mahmoud,
o
im
becil
adulador
de
Abdul-Azis,
o auctor
responsável
das matanças
da Bulgaria;
mas
o
mal devirava
de
mais
alto,
e
tor
nava-se indispensável para
a
salvação
da
Turquia,
uma
medida
mais
radical.
A
30
de
maio
de
1876,
a
cidade
de
Constantinopola foi
bruscamenle
acordada,
ás
6
horas
e
meia da
manhã,
por
salvas
d
’
artilheria
Os
vasos de
guerra
ancora
dos
no
Bosphoro
e
as
baterias
de
terra
atiravam
ao
mesmo
tempo. Pregoeiros
a
cavallo,
que
percorriam
as
ruas
a galo
pe,
dissiparam as
inquietações
levantadas
por
aquellas
descargas
d
’arlilheria, annun-
ciando
a
deposição
de Abdul-Azis, e
a
ascenção
de
Mourad
V.
Esta
revolução,
por todos apetecida,
não
foi
prevista
por
ninguém,
tanto
foi
o segredo
da
conspi
ração
1
Eis o
que se
havia
passado:
Hussein-Avni-Pacha,
ministro
da
guer
ra,
e
Méhémet-Ruchdi-Pacha,
o
gran-vi
sir,
havia
algum
tempo
que
estavam
re
solvidos
a
depor
o
sultão.
A
deposição
de
Mahmoud
tinha
sido
uma
advertência,
para
o
caso
de
que
Abdul-Azis
fosse
ca
paz
de
reformar
seus
costumes;
mas elle
não
o comprehendeu,
e
depois
de
ler
ce
dido
um
tanto,
movido de
terror,
reani
mou-se
e
ameaçou
o
paiz
com uma
vio
lenta
reacção. Os
conjurados
deviam
obrar;
e
segundo
o
costume
da
nação,
dirigiram
ao
Cheik-ul-islam,
chefe
dos
ulemas
en
carregados
de
interpretar
o
Koran,
uma
consulta
ácerca
da
orthodoxia
do
seu
pro-
jecto.
E
’
este
o
texto
de
semelhante do
cumento
curioso,
e
da sua
resposta:
«.Pergunta: Se
o
chefe
dos
crentes
pro
cede
insensatamente,
e
se
não
possue
os
conhecimentos
políticos
indispensáveis
para
governar; se
faz
despesas
pessoaes
que
o
império
não
comporia;
se
a sua
manu
tenção
no throno
pode
ter
funestas
con
sequências;
é
necessário
desthional-o,
ou
não
?
Resposta:
O
Cheri
’
at (lei
religiosa) res
ponde
affirmativamenle.
Assignado:
o
Cheik-
ul-islam-Hassan
Kaíroullah
—
a
quem
Deus
conceda
sua
misericórdia».
Fortalecido
com
o auxilio religioso,
Hussein-Avni-Pacha
tomou
todas
as me
didas
preparatórias.
Os
commandantes
dos
corpos
receberam
instríicções
para
esta
rem
promplos
a
cercar
o
palacio imperial
do
lado
da
terra,
emquanto
os
vazos
de
guerra
vigiavam
as
avenidas
do lado
do
mar.
A
revolução
devia realisar
se
no dia
30. Mourad,
o
successor
designado, só
foi
prevenido
a
29.
Precisamente
n
’este
dia,
o
sultão,
per
turbado
por
ver
um
navio
carregado de
tropas
ancorar
debaixo
das
janellas
do
seu
palacio,
mandou
chamar
Hussein,
e
este respondeu
que
estava
occupado
no
ministério
da guerra;
á
tarde
mandou
cha-
n.ial-o,
de
novo;
e
Hussein
respondeu
que
estava
doente;
e
receando
que
estivesse
descoberta
a
conspiração,
correu
á
casa
do
gran-visir
para
lhe
apressar
a
execu
ção.
Méhémet-Ruchdi-Pacha
congregou,
sem detença,
no
ministério
da
guerra,
to
dos
os
membros
do
gabinete,
e
lodos
os
eminentes personagens
no
segredo
da
obra;
e
ordenou
que
dessem
ás
tropas
e
á
ma
rinha
a
voz
de
tomarem
as
posições
que
lhes
haviam
si
lo
determinadas
Hussein-Avni-Pacha
marchou
a
casa
de
Mourad.
e
apresenloo
se
diante
d
’
elle,
empunhando um revolver.
«Bateu
a hora
—
lhe
disse
elle
—
é
mister seguir-me». O
príncipe, timido,
hesitava;
mas
Hussein,
que
arriscava
a
vida,
fallou-lhe
cora
im
pério;
e
o
príncipe,
intimidado,
sahiu com
elle
para
o
mini
teno
da
guerra,
onde
foi
saudado,
sultão,
pelos conspiradores
reunido
*
.
Redif-Pacha,
presidente
do
conselho
de
guerra, foi
o
encarregado
de
notificar
a
Abdul-Azis
a
revolução
que
se consum-
mava.
Eram
duas horas
da
noute
quando
chegou
ao
palacio
de Dolma-Bagtché.
O
sultão
dormia
a
somno
solto.
Foi
preciso
accordal
o.
O
chefe
dos
eunucos
traosmit-
liu-lhe
a
terrível
mensagem:
«Um de
creto
do
sultão
manda
que
abandoneis
o
palacio,
e
que
vos
transporteis
com
to
dos
os
vossos,
ao
serralho
de
Top Ca
pou».
N
’
um accesso de
furor, Abdul-Azis
quebrou
tudo
que
lhe
estava ao alcance
da
mão,
mas
o
eunuco
certificou
lhe,
mos
trando-lhe
as
tropas
que cercavam
o
palacio:
«Toda
a
resistência
é
inútil,
o
palacio
está
cercado».
O
soberano
deposto,
subitamente
socegado,
curvou
a
cabeça
murmurando
a
ultima
palavra
do fatalismo
oriental:
«Faça
se
a
vontade
de
AHah!»
Mandou
acordar
sua
mãe
e
seus filhos,
e
trans
feriu-se
para
o
cahique
que o
esperava.
Todavia,
ao embarcar,
deixou-s..
dominar
pelo
furor,
e
exclamou:
«Se
eu
soubera
que
qualidade
de
planta
era
este
Moura
I,
tel-a-ia
regado
com
veneno!»
(í uiltillÚtt)
ir?
•4:»eçÃ0
cl®
(it
omnicreio cio
■??jlBÍSO».
Londres,
22
de
Outubro, 1878.
Essa
infame
quadrilha
que
o
mar
e
o
Diabo
despejaram no
Mindeilo
pira
reina
e
desgraça
de
nossa
pobre
Patria,
em
ne
nhuma
cousa,
talvez
veio
a
infligir
ao
paiz
que
teve
a
desgraça
de
dar-lhe
nas
cimento,
damno mais
grave,
mais fatal,
mais
irreparável, que
em
frustrar-nos,
por
ordem
da
maçonaria,
da
incapacidade,
da
tolice,
e
da
Inglaterra,
um
riquíssimo
Império, que
hoje
teríamos
em África
—
talvez
muito
superior
em
vantagens
para
nós, ao
que
os
mesmos
agentes
infer-
naes a
Portugal
roubáram
além
do
Atlân
tico.
Só
bestas
—
como sám
em
realidade,
com
toda
sua
framalha
de palav-orio,
tão
altisonante
c<>mo
chocho
(sám
chochos
o
tambor,
a
buzina,
e
o
sino)—
só
jumen
tos,
digo
—
e
dos
manhosos,
que
para
pou
co
mais
servem
que
para
zurrar
e
dar
coices,
—
eram
capazes
de
regeitar
o
meio
que
a
própria
mão
e
bestunto que
isto
escrevem
tinham
sido
instrumento
para
preparar
e
proporcionar,
faz
agora
mesmo
Cincomla
annos,
á
nossa
pobre
Patria.
Esse
instrumento
—
que a
França,
que
a
Inglaterra,
que
os Estados-Unidos
da
America,
etc.,
tem
aproveitado
hoje,
co
mo
Portugal
—
quando era
Portugal—
o
sou
be
aproveitar,
era
a
C
ompanhia
de
J
esus
,
eram
os
JESUÍTAS.
Sim,
os
JESUÍTAS,
senhor
Liberalis
mo
chocho
Portuguez!
Ahi
tem
um
the-
ma
sobre
que
zurrar
alvarmente
á
sua
vontade
e
gosto!
Vomite
para
ahi
o
seu
chorrilho
de
mentiras
e
de
inveclivas
igno
rantes.
estúpidas,
stiperficiaes, calumniosas,
e ridículas!
Ora
venha
cá,
diga-me: ^Os
Inglez.es,
os
Francezes,
os
Americanos
do
Norte,
serám
gente
de
alguma
capacidade
e
tino
político?...
Responda
que
não, para
po
dermos
fazer
idéia cabal da
sua
verdadei
ra
capacidade
de
V.
mcol...
Ah!
não
se
atreve
a
proferir a
atfirmaiiva
ou
a
san
dice,
receiaido
que
todo
mundo
sensato
lhe
chame
besta,
e
se ponha
a
rir.
Mas
a
França,
os
Inglezes,
os
Americanos,
ad-
mittem,
estimam,
acolhem,
animam,
res
peitam, empregam na
instrucção,
na
edu
cação, na
moralisação, na
civilisação
do
seu
povo,
e
principalmenle
de
suas
pos
sessões e colonias,
os
Jesuítas.
Vossas
Mer
cês.....
perdão,
Vussus
Excellencias
—
es
quecia-me
que na
Lnsitama
liberangada
até
os
burros
têm
Excellencia,—
fazem e
prégam
o
contrario;
e
se
alguém
lhes
fila
em
Jesuítas,
ou
em
Fraies
quaesquer
mes
mo,
ahi
começam
Suas
Liberanguices
a
zurrar,
a
epinolear,
a
escoucinhar,
que
vae
tudo
razo;
e
sçhe
uma
tal
desentéria
de
chocbices
que cheiraria mal
e
melteria
nojo
a
um
bezouro!
Mas
voltemos
ao
principio.
Tendo
eu
reflectido
que,
desde
o
pontapé
(scilicet
couce)
que
os
grandes
«patriotas»
deram
no
Brazil para o
deitarem
a
fugir,
ainda
tínhamos, ali
muito
mais perto,
outro
Brazd
nada
somenos;
para
o
qual
não
precisávamos de importar
pretos
nem
tra
balhadores
comprados, porque
lá
os
tí
nhamos
em abuudancia;
não
faltando
.se
não
quem
os
domesticasse
e
ensinasse a
trabalhar—
ensinando-lhes ao
mesmo
tem
po
a
doutrina chrislã.
Puz eu
proprio as
cousas
em
caminho
de
termos,
o
mais
de
pressa
possível,
nas
circumstancias,
esses
ensinadores
necessários.
E
fui
buscai-os
onde
a
experiencia
incontroverlida
e
in-
controvertivel
dizia
que
se
encontravam
sem
comparação
os
mais
babeis
mestres
e
civilisadores
de
semelhantes
populações
—
isto
é,
na
Corporação
dos
Jesuítas.
A
despeito
de
bastantes difliculdades,
mas
lendo
a
fortuna
de
encontrar
então
á
testa do
nosso
Governo um
homem
de
cabeça
e
de
coração
—
assim como
era,
depois da
Família
Real
a primeira
Per
sonagem
do
Reino,
—
um
homem que
só
poucos
podéram
apreciar,
o
Duque do
Cadaval,
e
lambem
outra
Personagem
de
muito
merecimento,
a quem
nunca
se
quiz
fazer justiça
mui de
proposito, a
I
mperatriz
e
R
ainha
D.
C
ahlota
J
oa
-
quina
,
— conseguiu-se,
que
o
mais de
pressa
possível,
se
lançasse ao
campo
a
semente;
para
lambem,
o
mais
de
pressa
possível,
poder-se
colher
o
fruclo
da
ceara,
ou
a
arvore
plantada.
Começava
a
planta,
que
já
linha lan
çado
raizes
vigorosas,
a
iruciifiear,
e
pro
meti
ia
brevemente
colheita
progressiva
e
abundante;
eis
que
chega
a
praga
in
fernal
do
Mindeilo
—ajudada e
secundada
por
negligencias,
êrros, incapacidades
inau
ditas
e
abusos
dos
cultivadores.
Então
a
mão
fatal,
que á ordem da
Maçonaria
(de
quem
se
deixou
fazer
cego
e
vil
in
strumento),
cortára
os vínculos
fraternae
*
que
prendiam
Portuga!
ao Brazil,
cortou
também,
arrancou,
destruiu
brutalmente,
o
viveiro das
plantas,
cuja
semente
devia
mui
breve
produzir
em
África,
como
es
lava disposto;
e
tudo
promeltia,
cento
por
um.
Imagine-se
o
que
uma
duzia,
um
cento,
talvez
um
milhar,
de
Livin-
gslones
de
Portugal, conhecidos,
ha
300
annos,
como os
mais
hábeis,
mais
intré
pidos,
mais
activos,
mais devotos,
mais
zelosos descobridores,
cathequisadores,
in-
structores,
civilisadores
de povos
bárba
ros,
teriam
feito
em
África
desde
1834,
só
mesmo até
1854;
antes
que
se
so
nhasse
com
as
operações
de Livingsto-
ne,
de
Gameron,
de
Stanley!...
Mas não;
não
quiz
a
Maçonaria
in
fame,
e
seu
infatnissimo
e
docil intru-
mento,
que
Portugal
fosse,
dentro
de
pou
co, uma Potência
de segunda ordem,
e
de
primeira
dentro
de um
pouco
mais
Pelo
contrario, quizeram
todos
esses
infames
Mindellos,
collocar
a
patria
de
tantos
heroes,
o theatro
de
tantas
glo
rias,
no
infimo, no mais
abjecto
grao,
na
escala
das
nações
Europeas!
—
e
se
não,
apontem-me
o
paiz
Europeu
que
esteja
abaixo
do
Portugal
Mindeilo n
’
este
mo
mento....
Inspirou-me,
incitou-me
esta
azada
ti
rada,
em
que
ha
muito
mais
de
verda
de
que de
cortezia,
a
leitura
de
um
pa-
ragraphito
que
hoje
no
Times
apparece
como
cousa insignificante,
comparativamen
te;
mas
que
para
nós
significa a
perda
de
um
immenso
e
riquíssimo
Império
em
África; a
transferencia
d’
elle
á
inglater
ra,
e
o
provável
e
proximo
aniquilamen
to
de
Portugal.
a
.
a.
saraiva
.
—-------
JLíBboa,
A
de
nevembr»
«le
1898.
(Do
nosso correspondente).
Que vos
direi
eu
hoje,
que
mais
possa
alegrar
os
homens
que deveras
querem
a
esta
pobre, e
infeliz
terra
de
Portugal,
outr’ora
invejada
nação
dos
povos
mais
civilisados,
senão
que
a
descrença
do
sys-
terna,
que
a prepotência
de
tres governos
extrangeiros
irnpoz
ao reino
fidelíssimo
ha
mais
de
quarenta
e
quatro
annos,
é
geral?
Acredilae:
hoje
só
um
imperceptivel
numero
de
egoistas,
que
engordam
á
costa
do
suor
do
povo,
defendem
a
actualidade.
A
revolução
moral
está
realisada.
Uns
querem
a
dynastia.
que
veio
do
império
brazileiro,
mas
reinando, e
gover
nando
mais,
ou
menos
despoticamente.
Esses
sáo
relativameute
poucos.
Outros
desejam
a republica;
não
soffrem,
pois,
impunemente
o
snr.
D.
Luiz,
nem accei-
lam
nenhum
outro
Príncipe.
A
maioria
da
nação,
lodos,
que
se
não
illudem
com
a
belleza
dos
nadas
revolucionários,
e
se
não deslumbram com
o
explendor
das
lheorias
de
Danton,
de
Proudhon,
e
que
jandos,
antes
sentem
que
não
ha
governo
propicio
aos
povos, senão
o que
symbo-
lisa
a
estabilidade,
e
a
ordem
que
tiram
a
sua
origem, e
o
seu
alimento
do
genuino
direito,
a
cuja
sombra
os
povos viveram,
e
se
desenvolveram
prodigiosamente,
não
podem desejar,
nem
desejam
certamente,
que
este
caminhar,
mais
ou
menos
lento,
para
a
ruina
do
'paiz
se
prolongue,
e
entendem
que
faz mister
um exforço
he
roico
de
todos
os
homens
honestos,
e
devéras
porluguezes,
para
evitar
a
queda
no abysrno.
A
desillusão,
pois,
relativa á
actual
situação,
ás
cousas,
e
aos
homens,
que
a
sustentam,
é
quasi
completa.
Poucos
julgam
que
não
é
urgente
uma
mudança
radical.
E
a
razão
é
obvia:
o
estado
do
paiz,
moral,
e
material,
é
o
mais
eloquente,
o
mais
persuasivo
pregoeiro
contra
os actos
do
liberalismo.
A
nação
vê, palpa
as
consequências
de
quarenta
e
quatro
annos
de
inépcias,
de desatmos,
de
pertinaz
propaganda
con
tra
a
religiosidade,
e
a
moralidade publica,
de inqualificáveis vexames,
de
revoltantes
aberrações
do
justo,
e
do
honesto,
de
incríveis
dilapidações
na fortuna
nacional,
de
mentidas
promessas,
de
violências
in-
supportaveis
contra
a algibeira
do
povo,
de
subornos,
de
concussões,
de
burlas,
de
intolerâncias,
de
mesquinhas
vinganças,
de
pirraças facciosas,
de
ullrages
ao
sa
cerdócio,
de
oppressão
contra
os
venci
dos,
de subserviências
ignóbeis,
de
leis
iníquas,
de
permanentes
abusos,
de
tudo
que póde
lever,
e
leva
de
feito,
qualquer
povo
ao
cemiterio,
onde
a
historia
nos
diz
teern
sido
soterradas muitas
nações,
e
acaba
por
sentir
que não
ha
salvação
possível
senão
fóra
do campo
revolucio
nário.
Crêde,
meu
excellente
amigo,
o
edi
fício,
que
ahi
lodos
vemos fundado
sob
a
arêa
da
negação
pratica
da
justiça,
e
do
direito
publico
nacional,
tem
a força
de
qualquer
castello
de
cartas, que
o
le-
nue
sopro
de
uma
criança
desmancha
de
golpe.
Mantem-se,
porque
um
tôrpor
in-
comprehensivel
colla
os
lábios nacionaes
para
que
elles
não
pronunciem
ainda
a
ultima
palavra
dos
povos opprimidos.
A
revolução
vive
ainda,
porém
man
tida
peia
apathia nacional,
inconcebível
deante do acervo
de
vexames,
que
tra
balham
o
povo
desde
1834.
A
dynastia, comludo,
e
os
seus ami
gos, não
ouvem
as
extranhezas
do
povo,
ou
ouvem-nas,
e
desdenham-nas,
porque
aos
servos
da
gleba
diz-se-lhes
que
obe
deçam,
e trabalhem,
não
se
lhes
promet
te,
nem
se
lhes
faz
justiça.
Fal-a-hão,
porém,
elles
nm
dia
que
brando
os
ferros,
que
lhe
roxeam
os
pul
sos,
para
bem
ainda
dos
seus
carrascos.
—
Já sabeis de
certo que
o
Tamberlik
fez
/lasco
em
S.
Carlos.
Coitado,
a
má
porta
veio
bater!
E’ a
triste
sorte
do
artista.
Hontem
ovações
ruidosas,
hoje
a
in-
differença, a
peior
das
penas, decerto,
para
o
que
conquistára
a
boa
sombra,
e
a
admiração
das
multidões
entliusiasmadas.
Succeder-lhe-ha
o
mesmo
em
qualquer
outro theatro?...
—
Não desejo terminar, sem que vos
noticie
mais
uma
das
muitas
invenções
hberaes.
Toda
a gente
acreditava
qne
quan
to
mais
provasse a
sua
habilidade
qual
quer
examinando,
tantos
mais
valores
obteria
do
respectivo
jury.
Puis
ullima-
mente
provou-se
o contrario
—
porque
um
dos
dous
concorrentes
a
ura
emprego
pu
blico,
que
obtiveram
mais
valores, res
pondeu,
no
exame,
a
mais
(palavras
do
jury),
foram
outros
candidatos,
que
ti
nham
respondido
a
menos,
envolvidos
no
rol dos
dous dignos
de
exercitarem o
emprego,
a
que
todos
aspiravam
!
Isto
só
neste
tempo
de
rasgada
illustração,
e
não
menor
espirito
de
imparcialidade
se
faz,
e
se
tolera.
E
fez-se
!
E
tolerou-se
!
Veremos
agora
se
algum
dos
que
res
ponderam
a
menos
pesca
nas
aguas
tur
vas,
e
nos
convence,
ainda
mais.
de
que
estavamos
em plena epocha
de
nepotismo.
Mas,
o
mal
já
vem
de
traz,
embora
em
tempo
regenerador.
Conhecemos
um
empregado,
a
quem
tim
dos
ministros
dis
se,
quando
requeria
o
logar:
— «Vá
ao
con
curso»
—
«Mas,
snr.
mioisto,
eu
estendo-
me,
sem
duvida,
porque
me
faltam
as
habilitações».
—«Vá
ao
concurso,
e
se
não
sabe,
responda
a
tudo
com
o
silencio.
Mas
vá».
E
o
pretendente
foi
ao
concurso,
e
obteve
o
emprego!
E’
assim
a
moralidade
liberal,
meu
amigo
!
tv
assim
que
elles
observam
e
fazem
cumprir
as
próprias
leis,
que
promul
gam !
—
Tivemos
no
dia 31
d
’
outubro
luz
eleclrica
no Chiado;
mas
a
maior
parle
dos
curiosos
não
viram
a
luz.
A
electri-
cidade
está
eflectivamente
em
moda,
co
mo
o vapor;
e
porisso
não surprehende
que
vejamos até
a
fortuna publica
ir
emigrando,
com
a
presteza
do
raio,
para
a
algibeira
da agiotagem
de
fóra,
que,
afinal,
se
isto
continua
assim,
ficará
se
nhora
feudal
d
’esle
povo,
que
nasceu
li
vre,
e
viveu
livre,
e
o liberalismo
tem
feito
escravo,
embora
o
enfeite
com
a
libré da
liberdade...
lá
d
’
elles.
—
Realisou-se
eflectivamente
hontem
a
eleição
do
deputado
no
circulo 95.
Ven
ceu
o
candidato
da
opposição
o
snr.
Bar-
ros
e
Cunha,
eílicazmente
secundado
pelos
legitimistas.
Elles ainda
podem muito.
O
candidato
do
governo
é,
dizem,
re
publicano.
A
situação
é
monarchica,
e
protegeu
um inimigo
da monarchia!
E
já
que
alludi
á
referida
incoheren-
cia
do prolector,
e
do
protegido,
vem
a
pello
fazer
sentir
também
a
triste,
senão
mysteriosa
conlradicção
dos homens
da
Granja,
era
relação
ao modo
como
ar
gúem,
e
incensam simultaneamente
o
rei
dos
liberaes.
Hontem
o
snr.
D. Luiz
era, na
phrase
do
«Diário
Popular»,
do
«Progresso»,
e
outros
orgãos
do
progressismo,
o
chefe
de
um
partido
devasso,
e
elle mesmo
um
capitão
de
ladrões,
e
mil
outras cousas
feias;
a
31 d’
oulubro,
dia dos
annos
do
augusto
chefe
do Estado,
o
edifício
da
redacção,
e
lypographia
do
«Diário Popu
lar»,
apparecia
á
noite
vistosamente
illu-
minado
exleriormenle
!
Não
commeuto,
como
não
commento
a
bacchanal que
houve
domingo
na
egreja
do
Soccorro.
E
’
a
que
o
liberalismo
destina
os
tem
plos de
Deus
I
Elle
tenha
dó
do
pobre
Portugal
!
Todo
'vosso
A.
A
7 S
«F f T S M
C
&
ii
L í £
ii
u
Á
Ao»
einrs.
ministro
dn
Fuzetiãa,
e
BSeBegsssSo
d®
Thexsuro
dístríeto.
—
As
repartições
da fazenda
são
em
quasi
lodos
os dislriclos, se
não
em
lodos,
um...
cabos
teraivel.
E’
esta
a
expressão
mais
branda, e de todo
em
todo
imprópria,
para
significar
o
que
nos
vae
na
itiênle.
O
povo
odeia
d
um
modo
inexprimível,
desde
o
escrivão
até
ao
san-
guesuga
que
elle denomina «esbirro
da
fazenda».
Odeia
os;—não
p>rque
não
re
conheça
a necessidade
de
contribuições;
mas
pelo
despotismo
cru, pela
violência
atroz,
pelo ardil
mfamissimo com que
lhe
esterquem
o
magro
estipendio
de
muitos,
de
muitíssimos
dias
de
penoso
trabalho,—estipendio
grangeado
para ma
tar
a
tome
e
vestir
a
nudez
dos
filhos
de
quem
não
medra
á
cevadeira
fazenda-
ria.
Aquelle despotismo,
aquella
violência,
aquelle
ardil,
são
um
crime.
Puni
o,
ou
cohibi
o
a
tempo; se
não
quereis
que
fa
talmente
se
desencadeiem
as horrorosas
tempestades
formadas
pelos ventos que
semeaes,
ou
consentis
qne
sejam
semea
dos
E
a
vós outros,
que
vos
locupletaes
com
o
suor
das
desditadis
classes
opero
sas;
a
vós,
que
vos
banqweteaes
largamen
te,
orgiacamente,
sobre
toalha
rendilha
da
que
humectam
lagrimas
do
pobre;
a
vós,
d’oravante
a nossa
penna
de
ferro,
cora
que
raríssimas
vezes,
com
que
tal
vez
nunca,
escrevemos.
A
imprerpa
de
ve
ser
um
baluarte
contra
todas
as in
justiças, contra
todos
os
despotismos,
contra
todas
as
infamias.
E
é
mister,
que,
em
beneficio
de
todos,
o
jornalista
abafe
a
própria
repugnância
á dureza
da
phraze,
e
mais
ainda
á
dureza
da
verda
de.
Assim
faremos.
Mas por emquanto
fallem
os
factos.
Ahi vae
um
de
data
recente,
que
subraellemos
á
consideração
do
snr.
De
legado
do
(besouro,
e também
offerecemos
ao
publico
para
lição
proveitosa.
Narral-o-hemos
assim:
Em
certo
dia
foi
o
indivíduo
A pro-
curado
pelo
indivíduo tí
(esbirro
da
fazen
da), o
qual lhe perguntou
se na
casa
habitada
pelo
primeiro
morava ou
mora~
ria
o
indivíduo
C.
O
perguntado
chama-se (por
suppos-
to) Thoraaz
Augusio
Ferreira
Abren
da
Cruz,
e
C,
o
procurado,
Manoel Ferrei
ra
da
Cruz
(por
supposto);
porisso
A
respondeu qne
nenhum dos
tres
inquilinos
da casa
que
habitava,
tinha
este
nome
e
appellidos,
e
declinou
bem
claríssima
mente
o
seu
proprio
nome.
Passadas
instantes,
B
pediu
a
A
se
lhe
escrevia
esse
nome
n’
um
papel
em
branco,
que
lhe
apresentou,—
Porque
era
da
melhor
boa-fé
e
ainda
inexperiente
n
’estés
tramas
verdadeiramente
crimino
sos,
(pois
que
só
ha mezes
vivia
ern
ca
sa
alugada),
e
porque
lhe
foi
dicto
que
era
para
desfazer
um
engano
na fazen
da;
A
exarou
o
nome,
sobrenome
e
appelli
dos,
sem
suspeitar
coisa
alguma:
l.° porque
nada
havia de
commurn
entre
o
seu
nome
e
o
do
indivíduo
C; 2.°
porque
não
havia
toma
do
sobre
si,
nem
de per
si,
o
arrenda
mento
da
casa;
3.°
pela
rasão suprema
de
teimar
em
crer
que
u
’
este
mundo
ainda não
é
tudo
paiifarias
e
infamias.
Transcorridos
mezes,
o
indivíduo A,
isto
é Thomaz
Augusto
Ferreira
Abreu
da
Cruz,
é
coagido
violentamente
a
des
embolsar
uns
puxados
tostões,
que
o
in
divíduo
C.
isto
é
MANOEL
FERREIRA
DA
CRUZ
devia á
nacional-fazenda,
ao
escrivão-fazenda,
ao processo-fazenda,
aos
sellos
fazenda,
ao
esbirro-fazenda, ao...ao
diabo-fazenda.
Ora,
se
era
uma
intimação
o
que
o
indivíduo B
pretendia
fazer
ao indivíduo
A,
porque
não
o declarou a
este;
limi
tando se
a
perguntar
pelo
indivíduo
C?
E
se
era
um
mandado d
’
intimação
o
papel
em
branco
e
dobrado
toscamenle,
onde
A
inscreveu
o seu
nome;
como
serviu
elle
para
o
tal
processo,
tendo
entre
os
di-
zeres
<la intimação o
nome
do
indivíduo
C,
isto
é
Manoel
Ferreira
da
Cruz,
e
sendo
no
verso
subscripto
pelo
indivíduo
A,
isto
é
Tlimniz
Augusto Ferreira Abreu
da
Cruz?
E
como
ponde
B
ío
esbirro)
cer
tificar
a
identidade
do
intimado:
identida
de
de
A
ou
de
C?
Quem
foram
as
tes-
timunhas
que
assistiram
á
pretendida
in
timação,
e
que
d’ella
dão
fé, quando
é
certíssimo
que o facto
acima
escrupulo-
satnenie
narrado
se
passou
apenas
entre
os
indivíduos
A
e
B,
no
patamar d
’
umas
escadas?
Finalmente,
como
se arranjam,
dentro
da
lei,
processos
com
laes
bases?
Que
cabos,
ou
que...
Não
ha
que
ver:
a
altimosphera
fazen-
daria
anda
saturada
de
gaz
oxy-hydrico
d
’
um
dr.
Ox
aperfeiçoado.
O
nome
do
indivíduo
B,
o
esbirro
com
que
se
deu
o
facto,
é
Antonio
José
Gonçalves
Pereira, e
o de
A
nenhu
ma
duvida
temos
em
o espalmar
aqui,
quando
assim
o
exijam.
Continuaremos,
que
não
nos
faltará
matéria
para
um
anno
bem
contadinho.
A
’
qu
elies
dos
síeweos
eolllegas
na
imprciiaa,
que
quizerem
e
souberem
pôr
o
bem
gerai
acima
de
todas
as
con
siderações,
pedimos
que
nos^
secundem
n’
esla
crusada
tão
justa quão
de
necessi
dade
instante.
Quando
natjp
consigamos,
restar-nos-ha
a
consolação
de
ter
cum
prido
um
dever,
que
nos
impõe
a
nossa
posição
especial
e
o
sacerdorcio
a
que
nos
dedicamos.
aSiatwrJíâas
n’osta
eidade.
—
Infor
mam-nos
que
na tarde
de
domingo
pro-
ximo
passado se
deram
no
campo de
SanUAnna
e
rua
das
Aguas
alguns
factos
laméntaveis,
provenientes
do
rapazio,
que
em
grande
numero
descia
de
Guadelupe,
onde se
reunia
a parodiar
com visos
de
seriedade
o
acto
das
eleições
de
deputa
dos.
Informam-nos que
por
occasião das
ebições,
que
tiveram
logar
n’esta
cidade,
alguns
grupos
de
garotos
principiaram
era
vários
ponctos
a
fazer
o
mesmo
que
vi
ram fazer.
Constituíram
mezas,
compra
ram
votos
e
procederam
a
eleições,
i
i.i-
tando
a
seu
modo,
tanto
quanto
podiam
e
sabiam,
a
comedia
liberal
das
eleições,
cujo
espectaculo
iam
preseneeando.
Até
aqui,
transeat.
Mas
a moda
foi
se
propa
gando
com
tal
enthusiasmo,
que no
do
mingo
passado
era
uma
reunião
numero
síssima
de
rapazes
a
que
em Guadelupe
representava
essa scena.
No
meio
do
acto
surgiram
desordens
entre
elies,
o que
deu
origem
á
interven
ção
da
policia,
que foi maliraetada
e
re
cebida
com
insultos
e
pedradas.
i)a
captura
d'alguns
rapazes resultou
a
intervenção
dos
paes,
e
outras
pessoas
do
povo,
a
poncto
de
ter
de intervir
uma
força
armada para
manter
a
ordem e
conter
em
respeito
os
desordeiros.
Dizem-nos
que
andam
n
’islo
mãos se
cretas
que
fornecem
o dinheiro
aos
ra
pazes
e
os
influenceiam
para
estes actos.
Parece
incrível,
que
a
paixão
política
cégue
a
poncto
de
fazer
esquecer
aos
paes
a
sua
posição
e
os
seus
deveres,
e
a
pessoas
que
deviam,
por todos
os
tí
tulos,
ter
juízo
e
dar
bom exemplo,
fa
zei
as
descer
a
misérias
d
’
esta
ordem.
Pedimos
ao
digno
cõmmissario
do
cor
po
de
policia
civil,
que
se
digne
provi
denciar
de modo que
sejam itnpedidos
esses
conventiculos
escandalosos
e
immo-
raes
do
rapazio,
que
pódem
trazer
com-
sigo
maiores
consequências;—
para
que
a
auctoridade
seja
respeitada,
a
ordem
man
tida
e
os
habitantes
d
’
uma
terra
civilisada
não se
vejam
obrigados
a
presencear es
sas
scenas
nojentas
e
miseráveis.
Varttda.
—
•Partiram
para
Lisboa o
snr
Jeronymo
da Cunha
Pimentel,
de
putado
por
este
circulo,
e
o
snr.
dr.
An
tonio
Maria
Pinheiro
Torres,
dislincto fa
cultativo d’
esta
cidade.
juigninento
—Ficou
adiado
para
os
dias 11
e
12
do
corrente
o
julgamento
na
comarca
de
Barcellos
dos
réos
da
fre-
guezia
de Viila
Cova,
pronunciados
como
auctorcs
do
assassinato
de Manoel José
do
Valle
Rozendo,
da
mesma
freguezia.
Por
parle
da
accusação
particular
é
ad
vogado
o
snr.
dr.
Alexandre
Braga,
e
por
parte
da
defeza o snr.
dr.
Penha
For
tuna.
O
jury
é especial
e
será
formado
de jurados
d'aquella
comarca
e
das
de
Braga
e
Famalicão.
Commíssõssa.
—Na
sessão
de
o,
da
junta
geral,
foram
nomeadas
as
seguintes
comraissões:
Fazenda
e
expostos —
Alv
es
Passos,
Ro
drigo
de
Menezes
e Antonio
José de Bar
ros.
Administração
e
viação
—Peixoto,
Quei
roz
e
Salazar.
Orçamentos
e
petições
—
Rodrigo
de
Me
nezes,
Alves Passos
e
Jeronymo
Pacheco
Cholera.—
Cessou
felizmenle
o
cho-
lera
em varias
localidades
de
Salsete. Já
os
facultativos
encarregados
de
seu
trata
mento
nas freguezias de Colvá,
Velsão,
S.
Thoraé,
Curtorira,
Loutolim
e
Benau-
lim
deram
por
terminadas
as
suas
func-
ções.
Miasa
fúnebre.
—
Em
cumprimento
do
estatuto
do
Asylo dTnfancia
Desvalida
de
D.
Pedro
V,
a
direcção
manda
ce
lebrar
no
dia
11
do
corrente,
na
egreja
da
Penha,
ás
II
horas
da
manhã,
utna
raissa
por
alma
do
chorado
monarcha
o
Snr.
D.
Pedro
V,
por
ser
anniversario
do
seu
fallecimento.
A
esta
missa
assiste
a direcção
e
asy-
ladas.
ProgreHS
Cathwlico.
—
Tal é
O
titulo d
*
um
jornal
que
o
snr.
Teixeira
de
Freitas,
bem
conhecido
editor
de
Guima
rães.
acaba
de
publicar.
E’
magnificamente
escrípto,
como
era
de
esperar
das
pennas
que
se
encarre
garam
da
sua redacção,
á
frente
da
qual
se
postou
o
snr. padre
Senna
Freitas.
Damos
as
boas-vindas
ao
novo e
va
lente
campeão,
e
desejamos
lhe todas
as
prosperidades.
Agua
inMcctieidi»
—
O
snr. D.
Fran
cisco
Valverde,
súbdito
hespanbol, conse
guiu
arranjar
um
liquido
que
extermina
immediatamente
todos
os
insectos.
Procedendo-se
ha
dias
á
primeira
ex-
periencia
diante de
um
considerável
nu
mero
de
pessoas, previamente
convidadas,
reconheceu-se
a
grande
acção da
agua,
devidamente
preparada,
poisque,
sendo
dei
tada
sobre
uma
grande porção
de
reptis
e
insectos,
como
lagartixas,
formigas,
mos
cas,
etc., morreram
instantaneamente.
A
agua
é
applicada
por
meio
de
uma
pequena
bomba
portátil
O
snr.
Valverde,
teve
em
vista
conse
guir
um
preparado
que
extinguisse
com-
pletamente
o
gafanhoto
que
constantemen
te
damniíica
os campos
e
ponde
conse-
guil-G,
segundo
o
declara um
periódi
co hespanbol.
A
segunda
experiencia,
destinada a
mostrar
a
acção
da agua
sobre
o
gafa
nhoto, produziu
também
optimos
resul
tados.
O
snr.
Valverde arranjou
alguns
exem
plares d’
estes
orlopteros,
em
estado
de
salião,
que
morreram
immediatamente,
lo
go
que
sobre
elies
caiu
o
liquido.
O
auctor do
preparado
tem
sido
mui
to
felicitado,
e
a
imprensa
hespanhola
é
unanime
em
applaudil
o
pelo
seu
magnifico
invento.
A
©atBiolses».
—
«La Ci
viltà
Cattolica
>
é tão conhecida
de
todos
os
catholicos que
ocioso
serii
quanto
po-
deramos
dizer
em
louvor
da
primeira ou
d’
uma
das
primeiras
publicações
calholi-
cas
do
mundo.
Mas
a
«Civiltà»
é
escri-
pta
em
italiano,
e
este idioma não
é
tão
conhecido,
como
merecia,
era
Portugal
e
na
Hespanha,
o
que
t
rnava rara a
lei
tura
de
tão
util
publicação.
Este
incon
veniente
está
felizmente
remediado,
por
que
sob
o
titulo
«Civilisação
Calholica».
publica-se
todos
os
mezes
em
Madrid,
um
folheio
de
mais de
duzentas
paginas,
em
quarto,
contendo
uma traducção
exacta
e
esmerada
dos numeros da «Civiltà
Catto
lica»,
publicados
durante
aquelle
inez.
E
’
muito
para
louvar
quem
metteu
mãos
á
empreza;
mas nós
desejamos que
d
’
ella
tire
a
Religião
o
maior
proveito,
e
porisso
lemos
o maior interesse em
que
a
«Civilisação
Calholica
»
seja
muito
lida
em
Portugal.
E
não
é
diflicil
poder
ter
uma tão
util
leitura,
porque
o
seu
pre
ço
é
realmente
barato
—
24
reales por tri
mestre.
A
correspondência
deve ser
dirigida
ao
Administrador
da
«Civilisação
Calholica»
calle
de
Lope
de
Vega,
n.° 55
—
Madrid.
«aribaldi
toasad»
!—
Como
é
sabido,
Garibaldi
escreveu
ha
pouco
uma carta
em
que
chamava
ao
Santo
Palre
Leão
XIII
«chefe
da
impostura».
Um
dos
mais
illustres,
se
não
o
mais
iliustre
advogado
de llalia,
Giacome
Tassoni,
juntamenle
com
o
seu
«obolo
de
S.
Pedro»
enviou
á
«Uai-
tá>
uma
carta
na
qual
diz
entre
outras
cousas:
«Por
mais
que
faça
e
diga
(o
heroe
de
Câprera),
o
Romano
Pontífice
nunca
fará o que fez
Garibaldi,
que,
desprezan
do
os
milhões
do
governo
cora
a
voz,
os
aceitou com a
mão,
e os possua
muito
contente,
e gosa
d
’
elles, não obstante
custarem
lagrimas
de
sangue aos pobres
italianos,
e
apezar
de
fazer continuameale
gala
de
solTrer
por
elies
mui
terna
com
paixão.
Ora
não
é
isto
impostura? E
ou
sa-se
dar
a
outrem
o
appellativo
de
im
postor!
Medice, cura te
ipsum».
Bem
merecida!
Arbos-sisaçi»o.
—
E
’
para
lamentar
que
uma
grande
parte
de
superfície
do
nosso
paiz
esteja
escalvada
e
nua
sendo a
arbo-
risação
riquesa. belleza, saude
e
vida!
Do
coração
pedimos,
pois,
ao
governo,
ás
juntas
geraes
dos
districtos
e
ás camaras
municipaes que
prestem
a
este
assumpto
a
attenção
que merece; que
façam des-
apparecer
a
nudez
dos
pantanos,
charne
cas,
dunas
e baldios;
que
guarneçam
as
nossas
vias
publicas
d
’arvoredo
como
se
vê
ao longo
da
estrada
da
Figueira
á
Lou-
zan,
a
estrada
mais
formosa
do paiz;
e
que
opponham
ura
dique
ás areias
do li
toral
que
bem
podia
estar
todo
coberto
de
pinheiros,
como
vemos
por
excepção
um ponto
ou
outro,
semelhando
oásis
no
deserto.
Confrontem
as
nossas
dunas
e
char
necas
com
as
inatlas
de
Leiria,
que
já
foram
também
dunas
e
charnecas,
as
pro
víncias
do
sul
com
as
do
norte,
nomea
damente cora
o
Minho,
e
vejam
que
con
traste!...
E
que
grande
exlenção
de
terreno
baldio
e
inculto
se
vê
nas províncias
da
Beira
e
Traz
os
Montes
que
podia
facil
mente
transformar
se
em
olivaes
e
vinhe
dos
?!
Façamos,
pois, votos
porque
as
pes
soas
e
corporações
a
que
isso
incumbe
se
determinem
a arborisar as
dunas
e
char
necas,
os
pantanos
e
baldios,
padrões
de
vergonha, focos
d
’inlecção
e
prova do
nosso
atraso
agrícola
podendo e devendo
ser
fontes
de riqueza,
de
vida e
padrões
de
gloria!...
E
nunca
foi
para
nós
tão
facil
a
ar-
borisação,
porque,
graças
ao rei
lavrador,
só
os
pinhaes
de
Leiria podem
fornecer
penisco
para semear todas
as
nossas
du
nas,
baldios
e
charnecas,
e
as
maltas
do
Mondego
e
Bussaco
plantas
para
guarnecer
todas as
nossas
vias
publicas;
e
o
governo
não
se recusa
a
dar
o
penisco
e
plantas
que
as
camaras requisitarem.
No
anno
economico
ultimo
de
1877
-
1878
só da
malta
do
Choupal
forneceu
gratuilamente
4:729
plantas,
sendo 9ò
para
a
camara
de
Coimbra,
134
para o
jardim
botânico
da
Universidade,
2:298
para
a
Casa Real,
40
para
a
camara
da
Figuei
ra,
174
para
a camara
d
’Ilhavo,
103
pa
ra a
de
Lantaohede,
100
para
a
de
Sou-
re,
1:0
>0
para
a junta
de
parochia
da
Vera
Cruz, 500
para
as
maltas nacionaes, 200
para
a
barra
da Figueira
e
84
para
diverso
*
particulares.
E
mais
forneceria
se
mais
fossem
pe
didas.
Providenciem
por
tanto o governo
e
as
juntas
geraes dos
districtos
como
lhes
cumpre, obriguem
as
camaras
a consignar
nos
seus
orçamentos
todos
os
annos
urna
verba
para
tira
tão
justo,
e
com
o
tempo
tudo
se
conseguirá.
Nos
archivos
de
diílerentos
camaras
temos
nós
encontrado
providencias im
portantes
sobre
o
assumpto,
desde
o
rei
nado
de
D.
Diniz
até
os
fins
do
século
passado.
Não
seja
por isso
menos
providente
o
século
das
luzes
porque
la noblesse
oblige...
Lembraremos
por
ultimo
a
sementeira
e
plaulação d
’
eucaliptos
nos terrenos
palu
dosos,
por
ser
evidente
que
estas
arvores
alem
de
crescerem
quatro
vezes
mais do
que os pinheiros,
dão
madeira
magnifica
e
são
ura
verdadeiro
antídoto
contra
as
febres
intermiltentes,
a
maior
epidemia
que
hoje
açouta
Portugal,
principalmente
nas
margens
do
alto
Douro
e
os
districtos
de
Aveiro,
Coimbra,
Leiria, Beja, Faro
e
San
tarém.
E
v.,
snr.
redaclor,
muito
me
penho
rará
dignando-se
dar
publicidade
a
estas
rudes
linhas
e
advogar
com
a
sua
aucto-
risa la
voz
uma
causa
tão
santa
e
justa.
—
P.
A.
F.
Invenção.—
Um collega de
Madrid
dá
a
seguinte
noticia:
D.
José
Valle y Castillo,
visinho
da
viila de Rivadeo
(na
província
de
Logo)
é
auctor
d
’um
processo
especial
de
im
pressão
de
photographias monocromas
so
bre
pano
de
seda,
linho, algodão,
papel
comraum
etc.,
sendo
n
’esse
processo
ver
dadeira
a
supressão
dos saes
de prata
e
de
oiro,
circilmstancia
que
representa
uma
grandíssima
economia
para os
pho-
tographos,
Os
exemplares
que
temos
á
vista
na
da deixam
a
desejar,
sendo d’
uma barate
ia
tal
que dará
logar
a
numerosas
appli-
cações, entre
as
quaes
lembramos
uma
de
não
pequena
importância.
Servirá
de
timbre
em infinidade
de
documentos,
correspondências
particulares
e
de
commercio,
evitando-se
consideráveis
enganos,
dando a
conhecer
os
correspon
dentes
pela
impressão
dos
seus
retratos.
As
photographias
de
grande
formato
são
d
’
admiravel
efleito,
porque
o
tecido
do
pano
dá
um
tora
de verdade
ás
car
nes e
ás
roupas,
impossível d’
obter
pelo
papel
albtiminado;
podendo
serem illumi-
nadas,
á
imitação
de
pintura
a
pastel,
dan
do
a
qualquer retrato d’esla
especie
incom
parável
belleza.
.Vloviniento d«»
de
S.
vSarcoss
—
Doentes
existentes
em
27
de
outubro:
55
homens
e
103 mulheres.
Entraram
durante a semana
tinia:
23
homens
e
17
mulheres.
Sahiram: 9
homens
e
15
mulheres.
Falleceram:
4
homens
e
2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
3
de
novem
bro
65
homens
e
103 mulheres.
Portuguezes
falleehlns.
—
No
Ri»
de
Janeiro,
falleceram desde
o
dia
13
até
16
de
outubro,
os
seguintes
súbditos
porlu-
guezes:
Vidal
Ignacio
Bittencourt,
23
a.,
s.;
Eduardo
da
Silva
Barros,
22
a.,
s ;
Ju
liana
Pereira,
25
a.,
s.;
Joaquim
Nunes
Payol,
29
a.,
s.;
Manoel
José
Rodrigues,
25
a.,
s.;
Emilia,
filha
de
F.
Teixeira
Aragão,
3
1/2
a.;
Servnlo
Pereira
da
Silva,
57
a.,
v.; Joaquim
dos
Santos
Oliveira,
32 a
,
c.;
José
Rodrigues
Men
donça,
39
a.,
s
; Antonio
Gonçalves
Mo
reira,
40
a.,
s.;
Joaquim
Dias
da
Cunha,
52
a.,
v.;
João
Alexandre
de Sonsa.
42
a.,
s.;
Anlonio
Monteiro
Braga,
26
a.,
s.;
Antonio
da
Cruz, 38
a.,
s.;
José
da
Cunha,
c.;
José
Teixeira
de
Barros,
26
a.,
s.;
e
João
Vieira
da
Costa,
11
a.
Junlo ao
ferelro
de Custodia
Baplista
Correia.
Morta,
aos
22
annos
!
Vidrada
a
ce
leste
limpidez
d’
esses
olhos
onde
se
es
pelhava
a
pureza
da
tua
alma;
desalinha
da
essa
trança
que
te
emmoldurava pe
regrinamente
o
rosto
mimosíssimo
;
fechada
essa
bocca em
que
preludiavam
as
primei
ras
notas
do
psalterio
do
viver
pritnave-
ral
;
empolgada
pelo
grypho
sem
entra
nhas
da
morte,
tu
pobre
creança, que
apenas
recortavas
na
imaginação
a túnica
alvíssima
da
romagem
da
vida
!
Pois
que?!
Assim
abandonas
o
mundo,
que
não
conhecias,
quando ao
longe,
no
extremo
horisonte,
se
avolumava, doiran
do-se
esplendido,
o
d
sco
do sol
dos
teus
dias
melhores
!
quando nasciam
as
pri
meiras
virações
do
teu
abril
opulenlado
d
’
esperanças
ridentissimas!
quando ainda
não
loirejava
o
plantio
dos
teus
folgares
de
menina
e
moça
!
Accaso,
na
candidez
da
tua
alma
suspeitaste
o
travor
amarís
simo
do
calix
da
exislencia,
quando
ella
se
approxima
das
primeiras
horas
da
sesta?!
Accaso
temeste
rasgar
os
pés
nos
estre
pes
que
eriçam
os
accidenlados
caminhos
d
’
esta
peregrinação,
ensopados
em lagri
mas
?
!
Porventura
foi a
nostalgia
do
ceo que
te
alou
ás
paragens
luminosas
da
eterna
Palria
?
Oh,
sim!
Foram
as
saudades
d
’
essa
região
sem
sombras
que
velaram
os
teus
olhos ás
misérias,
ás
dôres,
ás
tribula
ções
d’
este
oceano
tormentoso.
Sustemos
pois
as
nossas
lagrimas,
e
os
nossos
lamentos.
Que
a
lua
alma
rejubile
enire
os
res
plendores
da
luz perpetua,
e
que
as
nos
sas
preces
vão
estrellar
o
teu
manto
de
bemavenlurada.
Descança
em
paz.
6
de
novem
bro.
Manoel
Joaquim
de
Lima.
telegrammas
.
Londres
o—N
’
um
banquete
em
Abin-
gton
o conde
Loyd
Londasay,
empregado
superior
no
ministério
da
guerra,
annun-
ciou
que
o
ultimatum enfiado
ao
emir
do
Afghanislan
reclama
que
a
missão
rus
sa
se
retire
de
Caboul
e
que
o
emir
não
seja
alliado
da Rússia, mas
que
perma
neça
neutral.
O
snr.
Simth,
primeiro
lord
do
almi-
rantado
e
o snr.
Llemley,
secretario
da
guerra,
partiram
de Chypre
para
Malta
Dizem de
Bombaim
que
a
resposta
do
emir
a
lord
Litton
aílirma
os
seus
sentimentos
amigaveis
para com
a
Ingla
terra
que
foram
contrariados
pelas
mu
danças
políticas
do
governo
da
índia..
Declara
que
está
prompto
a negociar
o
tratado
com
a
Rússia protestando
que
jámais
convidou
o
embaixador da
Rússia.
S.
Peteisburgo
5
—Respondendo
aos
boatos
dos
russos
tomarem parte
na
re
volta
dos búlgaros, o «Jornal
de
S.
Pe-
tersburgo»
desmente
que
as
authoridades
e
oíficiaes
russas
animem
ou
tomem
parte
na
insurreição.
O
commandante
em
chefe
ordenou
que
se
obste
á
agglomeração
dos
insurgentes
e
que
seja
vigiado o
procedimento
das
untas
búlgaras.
Reina
ordem
na
Bonmania.
Versalhes
5
—
0
ministro
dos
estran
geiros,
o snr.
Wadington,
apresentou na
camara
do
senado o livro
amarello,
con
tendo
os documentos
relativos
ao
Orien
te
e ao congresso de Berlim, os quaes
na
maior
parte
já
são conhecidos.
Entre
elles
ha
uma
circular
do
mi
nistro
dos
estrangeiros,
de
22
de
agosto,
insistindo pela
execução
não
de
tal
ou
tal
clausula
especial
do
tractado
de
Ber
lim,
mas
de
todo
o tractado;
um
despa
cho
de Wadington,
em
27
de
setembro,
indic
ndo
o
desejo
de
que a
Pona
pro
ceda
com
mais
firmeza
na
direcção
dos
espíritos,
afim
de não deixar
perpetuas
as
desordens,
cujas
consequências
seriam
fataes;
os últimos
despachos trocados
en
tre
Wadington
e
o marquez
de
Salisbu-
ry confirmam o
accordo
da
França
e
In
glaterra
ácerca
da Syria
e
Egypto, e
que
as
duas
potências
estão
resolvidas
a
ope
rar
cordealmente
unidas
para
assegurar
o
desenvolvimento
do
Egypto.
Querem
a
dynaslia
do
Kediva,
a
manutenção
e
pros
peridade do
povo
do
Egypto
e o pagamen
to
de
suas
dividas.
Constantinopla
5
—
Os
russos
aprisiona
ram
um
bando
de
500
búlgaros
que
pro
curavam
entrar
na
Macedonia.
Em
consequência das
medidas
que
a
Porta
tomou,
é
menos
vstensivamente
que
os
russos
animam
os
búlgaros.
Espera-se que abortará
a
insurreição
da
Macedonia.
A
commissão
europêa
de
Plnllipoli
re
cusou
aceder
ás
petições
dos
búlgaros.
Londres,
6.
—
Dizem
de
Constantino
pla que
reinam
ideias
bellicosas
entre
as
tropas
russas.
Alguns
officiaes
faliam
da
probabilidade
de
uma
campanha
de
in
verno
contra
Constantinopla.
Paris,
6.
—A
commissão
da
organisa-
ção
da
Romelia approvou
honlem
a
reso
lução
convidando as auctoridades
russas
a
entregarem a
administração
financeira
da
Romelia
ao
snr.
Smith,
director
no
meado
pela
commissão.
Crê
se
na
annuencia
dos
russos.
Madrid, 6.
—
Esta
noite,
pelas
8
horas,
defronte
do
café
suisso,
um
antigo
mi
litar disparou 2
tiros
de
rewolver
con
tra
o
general
Sanchez
Brigoa,
que
foi
ministro
da
guerra
com
Eo-ilio
Castellar.
Apesar
de
uma
bala
ter
atravessado
a
capa
do general,
não
ficou
este
ferido.
O
criminoso
foi
prezo
e
confessou
o
crime.
Madrid, 7.
— Obedeceu
a
uma
vingan
ça
particular
o
auclor
do
altentado
con
tra
Sanchez
Brigoa,
pois
que
odiava
mor
talmente
o
general
desde
que
elle
havia
dez
annos
desmentira
o
exercito.
Bombaim, 6.
—
Espera-se
que
o
emir
de Afghnislan
se
submetia
sem
condições
á Inglaterra.
A
febre
continua
entre
as
tropas
aíghanas
de
Ali
Mmsdjia,
nas
quaes
tem
havido
deserções.
Os
oíficiaes
soli
citam
vivarnente do
emir
que
ordene
o
ataque
immedialo
ou
retirada.
AGHAD^CiraTOS
Os
abaixo
assignados,
extremamente
penhorados
para
com
as
pessoas
de
suas
relações
e
amisade,
que
lhes
prestaram
.serviços
poroccasião do
fallecimento
e en
terro
de
sua
presada
mãe
e sogra,
Anna
Joaquina
Candida,
no
dia
24
d’
ontubro
findo,
agradecem
por este
meio,
na
impossihi
lidade
de
o
fazer pessoalmente, como
mui
to
desejavam,
tributando-lhes
sua
eterna
gratidão
e
reconhecimento.
José
Cardoso
da
Silva
Guimarães
Emitia
d
’Ascensão
Joanna
de
Jesus da
Costa
Guimarães.
ANNUNCIOS
Pelo
juizo
de
direito
d’
esta
comarca
e cartorio
do
6.°
oílicio
Pessa,
correm
e
pendem
seus termos
uns
auctos
d
’
in-
venlario orfanologico,
a
que
se
procede,
por fallecimento
do
reverendo
Anlonio
Vicente
de Sousa Dias,
abbade que
foi
na
freguezia
de
Nogueira, concelho
da
Ponte
da
Barca,
em
que
é
invenlarian-
te
seu
irmão
João Vicente
de
Sousa
Dias,
viuvo,
da
Villa
dos
Arcos
do
Vai
de-Vez;
porisso
pelo
presente
são
chamados
e
ci
tados
todos
os credores
iusertos
e
legatá
rios,
residentes fóra
da
comarca,
para
que
no
praso
de
30
dias,
a
contar
do
2.°
annuncio,
venham
ao
mesmo
inven
tario
deduzir
seus
direitos,
ou
mesmo
assistir
aos
lermos
d
’elle,
sob
pena
d
’
is-
so
lhe
não
ser
admiltido
findo
o
referi
do
praso. E
para
que conste
se
aflixa-
ram
edilaes.
e
vae
haver
o
presente
an
nuncio
na
fórraa
da lei.
Braga
2
de
novembro
de
1878.
O escrivão
do
processo
José
Luiz
d’
Oliveira
Pessa.
Verifiquei.
(2086)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
COTEWIMIa
No
Porto,
uma
casa
particular
recebe
hospedes
permanentes,
e
aos
dias,
a
500
reis.
Moinho
de
Vento,
37.
(2087)
■?
Aluga-se
ou
vende-se
o
magnifico
pa
lacete
do
fallecido
visconde
de
S.
Laza
ro,
silo
na
rua
de
S.
Lazaro
d’
esta
ci
dade,
com
frente
para
a
rua
do
Raio.
Tem
cocheira,
jardins,
pomar,
quin
tal,
agua
em
todos
os
andares,
excellen-
tes
vistas
e
commodos para
uma nume
rosa
família.
Também
se
arrenda
ou vende,
junta
ou
separadaraente
d
’
este
prédio,
como
mais
convier,
o
prado
contíguo
ao
quintal
d
’
elle;
o
que
tudo
póde
ser visto
a
qualquer
hora
do
dia.
Para
tratar
na
gerencia
do
Banco
do
Minho
ou na
rua
do
Alcaide,
n.°
23.
(2089)
Companhia
dos
Banhos
de
Vi-
zella
Sociedade
anonyma
de
resjionsik-
bilidade
limitada
São
convidados
os snrs. accionistas
apagarem
n
’
esta
cidade ao
l.°
ou
2.°
si
gnatário,
ou
em
Vizella
ao
3.°,
até
o fim
do
corrente
mez, a
quinta
prestação
de
10$000
reis
por
acção.
Guimarães
1
de
novembro
de 1878.
Os
direclores
Anlonio
José
Ferreira
Caídas
Anlonio
Peixoto
de
Mallos
Chaves
Joaquim
Ribeiro
da
Cosia.
(2079)
APROVEITEM-SE
Vende-se
a
bonita
casa construida
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos n.°
53,
bem
como
os
moveis
que
a
adornam,
em
ra
zão
de
seu
dono
se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar
com
a
ametade
do
preço
a
juro
de
4
p. c.
com
hypotheca
na
mesma
casa,
por
tem
po
de
utn
anno.
Para
vèr-se,
de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de
tarde,
das 4
ás
6
—
podendo
tratar-
se
com
o
snr.
Francisco
José Ferreira
Torres,
na
mesma
rua,
que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
Gran
êxito
en
Paris
VELOUTINE
GH
1" FAY
POLVO
DE
ARROZ ESPECIAL
PREPARADO
CON BISMUT
INVISIBLE X
ADHERENTE, dá al cútis frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en
las Farmacias,
Perfumerias, Peluquerias y tiendas de
TSxWxfr
Desconfiar
de
las
íalsificaciones.
MAGASHM
DES DEMO1SELLES
Publica-se
a ÍO e
25
década
mez.
por
fascículos
in-8.° grande
Gravuras
de
mod»g
e
modelou
de
lapefaria
eoloridoa;
a
agua;
gravados
«
preto;
novidadea
para
piano
e
cnnto;
álbuns
de
lavores;
folhas
«Ir
eoikfeeções; erochet
e
rendas;
riseos,
etc.
O
Magaain
«ies
Wemoiselles,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmente um
trecho
de musica,
e
retine
o
duplo
attractivo
de
um periodico
litterario
interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Preço
para
Portugal
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anno principiando
no
l.°
de
janeiro)
4$000
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente
de cada
edição:
edição
do
dia
10,
—
2$800 reis;
edição
do
dia
25,
—1^700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
PREVENÇÃO
AOS
PASSAGEIROS
DA
Tendo
por
varias
vezes
acontecido
que
alguns
passageiros
pagando
as
suas
passagens
como para
embarcar
nos
paquetes
d
’
e-ta
companhia,
são
depois
enga
nados
sendo levados
para
outras,
recommenda
se
em
especial
que tenham
o
maior
cuidado
em
tractar
sempre
só
com
pessoas
de
probidade
e
credito
e
que
exijam
sempre
um
bilhete
onde
se leia o
nome
d
’
esla
Companhia
e
d
’um
dos
vapores
que
a
mesma
emprega
na
carreira
para
o
Brazil
que
são
presentemente: «NEVA»
«MONDEGO»,
«ELBE»,
«MINHO», «TAGUS»,
e
«GUADIANA».
Porto
30
de
outubro
de
1-878.
Agente
Antonio
Manoel
Nunes
Lopes,
acaba
de estabelecer-se
na
rua
dos
Chãos n.°
34,
com objectos
de
ouro
e
prata,
e
lambem
faz
toda
e
qualquer obra
que
se
lhe
encommende,
com a maior
perfeição
e
por
preços
muito
economicos.
(2073)
A
QUEM
INTERESSAR.
Sub-aluga-se
o
primeiro
andar
da
casa
n.°
32
do
campo
de
D.
Luiz
I,
o
qual
se
compõe
de
quatro boas
salas
na
frente,
e
um bom
gabinete
nas
trazeiras.
Quem
o
perlender
póde
dirigir-se
á
commissão
liquidataria
do
Banco
Commercial
de
Braga.
’ (2083)
(assignado) Wdliam
C.
Tail.
HIIES
l’
ARl 0 BRAZIL.
Precisa-se
de
um
homem que
tenha
40
a
50
annos,
mais
ou
menos, para
seguir
para
o
Pará.
Deseja-se
aíliançada
a
sua
conducta,
e
que
entenda
de
lavoura.
Quem
pretender
tmá
udas
as
despezas
para
o
seu transporte,
grátis.
N
’
esta
redacção
se
diz
quem
é
o
pre
cisado.
(2078)
0
Empregadas
com o mais
grão successo,
i depois
mais de 40 annos
por
a
maior
parte
g
dos
médicos
por
curar a chlorosis [fluxo
g
branco)
doança das mancebas
filhas e to-
■
das as moléstias chloróticas. Eis aqui a
|
opinião dos mais eminentes médicos
que as
Item
experimentado
:
«
Depois
35
annos qué exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este
medicamento
«
(Pílulas
de
Biaud) vantagems incontesta-
«
veis
sobre
todos os outros
ferreos e eu
«
o miro como
o melhor anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE, ex-présidente da Academia
I
de
Medicina.
«
De todas as preparações ferreas que
«
nos
hão
dado
bons resultados no trata-
«
mento das
affeições
chloróticas, as pilu-
«
las
de Blaud parece-nos devem estar na
«
primeira
fila. » — Diccionario univ. de
Medicina,
t.
n, page 99.
—
|
Como
prova da
authenticidade, o
nome
do
Inventor está gravado sobrei
g
cada
pílula como aqui junto
■
Depositos:
Paris,
8, r.Payenne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
zS
—
30
(27
*)
VENDA
DE
QUINTA
Vende-se
a
quinta
de Cima,
na fre
guezia
de
Caires,
concelho de
Amares..
Tem
montados
sufficientes,
e
agua
abun
dante
que
póde
regar
mais
propriedades.
Trata-se
em
Braga
no
Campo Nova
o.®
1.
(2063)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do
Martyr S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia de
800$000
reis
para mutuar
por
hypotheca
de
raiz.
(1056)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
500$000
reis.
(2065)
RESPONSÁVEL-Luiz Oaplista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPSIA
LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
