comerciominho_09071878_808.xml
- conteúdo
-
foliia
.
1^1^,
■
ehch
^
hc
-
iojsa
.
íe
xot
sciosx
.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
6.°
ANPÍO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
.
1&600
850
40
20
10
Braga,
12
mezes.
»
6
» .
Correspondências
partic.
cada
linha
Ànnuncios
cada
linha
.....................
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
Folha
avulso
....
N.
9
808
BKA&A
—
TERÇt-FlIRA 9 DE
JULHO
DE
ÍS3S
A
’
Redacçõo
do
aCommercio
Minho».
do
Londres,
28 de Junho,
1878.
Remetto
a
minha
ultima carta
ao
Apo
stolo.
que
felizmente
pôde copiar-se
com
brevidade,
e
assim
vai
sem demora maior.
Parece-me
que
o
conteúdo
não
deixa
rá
de
interessar
aos leitores
catlholicos,
e
Portuguezes
—
de
uns
e
outros
creio,
que,
infelizmente,
já
sam
em
Portugal
muito
mais
escassos
que
«Barões»,
«Vis
condes»,
«Commendadores»,
e
outra bi
charia
do
mesmo
genero,
que
veio
com
a
moléstia
das
vinhas
e
das
batatas.
A.
R.
SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—Desejos
da
Albania
Catholica
de
incorporar-se com a Áustria,
e
esta
pa
recendo
preparar-se
para
isso.
—A
Italia
Flibusteira
querendo
d’
ahi
tirar
pretexto
pa
ra
se
apoderar
do
Tyrol
Trentino.
II.
--O Padre
Ratisbona
em
Londres;
recordação
de
sua
conversão
milagrosa.
III. —
Varias
circumslancias
tocantes
ao culto
e
progresso
Catholico
na
Ingla
terra.
IV.
—Decrepitude
allegada
do
Velho
Ca-
t/iolicismo
(que
nasceu hontem).
V.
—Algo a
respeito
do
Congresso,
de
quem
por
ora
se
não deve
saber
nada.
VI.
—
O
Governo
da
Bélgica
finalmente
nas
mãos
da
Pedreirada
anti
Chrislã.
—
I.
—
(Junho
19).
O
seguinte
paragra
pho,
que leio,
do
correspondente
de
Ber
lim
(no
Times), o
qual
não
escreve,
por
via
de regra, senão
sobre
boas
informa
ções.
merece
altenção
Catholica;
sobre-
|Udo,
pela
referencia
que
nelle faz
ás
im
putações
Italianas
contra
os
sacerdotes
Catholicos
da
Albania. Diz o
Correspondente,
com
data
de
hontem:
—
«Os
Baski-Bazouks
Turcos
que,
ha
dois
dias,
atacáram
os
Montenegrinos,
sam
Catholicos
Romanos
da Albania.
que
de
sejam
incorporar-se
com
a
Áustria e
ado-
ptam
assim meios
forçados
de
uma
in
surreição,
para
fazerem
ver
ao
Congresso
seus
cordiaes
desejos.
A
annexação
deste
lerrilorio
pela
Áustria
podia ser
um meio
de
compromisso
na
controvérsia
da
Au-
síria».
ílsto refere-se
a
quererem
os
Mon
tenegrinos
que
se
lhes
conceda
Antivari,
Para terem
um
porto
seu,
e
communi-
ca
ção
regular
assim
com
o mar,
o
qual
?gora
não
tem;
Áustria
porem objecta
'Dteiramenle
a
isso).
«Se
a
Albania
Catholica,
isto
é,
a
Albania
do
Norte,
se
tornasse
Austríaca,
Poderia
ceder-se
Antivari
aos
Monlene-
grinos,
sem que
resultasse perigo
algum
P
a
ra
a
Áustria
da
possessão
de
um
porto
Pelos
valentes
Montanhezes.
«Os
Albanios.
raça
sisuda,
industriosa,
e
bem
portada,
tão
valente
como
os
Mon
tonegrinos,
e
mais civilizada
que
os
ho
mens
dos
Montes,
podiam
lornar-se um
Coi)tra-peso
addicional
do
poder
adquirido
Polo
Príncipe
Nikita
(do
Montenegro).
«A
Italia,
sem
duvida,
que ha
muito
i
c
°fflmenta
sobre
os
padres
da
Albania,
diz
subsidiados
pela
Auslria,
objecta
a
tjue
esta
possua
a Albania;
ha
porem
fízào
de crèr,
que estas
imputações
sam
jneramente
um
preambulo,
para
a
mesma
la
l>a
exigir o
Trentino
para
si,
a
Áustria
^cupasse a Albania pelo
corpo
d
’
exercito
fla
Dalmacia».
Ora
vejam
como
para
a Italia
flibustei-
ra
rappelit
vient
en mangeant
I
Não con
tente
com
ler
usurpado
e
roubado
des
caradamente
todos
os
Soberanos
legítimos
da
Península,
e
o
mais
legitimo
de
lodos
—
o
Papa;
quer
também
roubar
á
Áustria
aquelle
pedaço
do
Tyrol
!
Está
cubiçando
ir
lambem saquear,
profanar,
destruir,
desmoralizar, descatholizar
aquelle
bom
e
devoto
povo;
roubar, descurar
os
Seus
templos
e
santuários,
installar
em
seu
lo-
gar
a maçonaria
descarada
e a
impieda
de.
O
seguinte
paragrapho
com
que
o
cor
respondente
conclue,
dá-me alguma
espe
rança
de
que
a Áustria
não
se
deixará
de novo
roubar
e
ludibriar pela Italia
Piemontizada:
—
«A
mobilização
das
tropas»
(Austría
cas)
nas
províncias
de
sudoeste
da
Monarchia
d
’Hopsburgo, vai-se
continuando
rapidamente.
Desta
vez
não ha
duvida
que
é devéras».
II.
—
[Junho
22).
—
Nestes dias
de
in
credulidade estúpida
a
que
seus adeptos
chamam
«illustração»,
e
«progresso»
(que
este
é
na
verdade, mas
da inlellectuali-
dade
para
a
materialeira)
,
não
será
inú
til
recordar
um
vivo
milagre
de
que
todo
o
mundo
soube e
sabe,
e
cujo
documento
irrefragavel
aqui
se
encontra
agora
entre
nós,
tratando de desinvolver
ainda
e
au-
gmentar
os fructos
da graça
que
rece
beu.
Acha-se
em
Londres
o
Padre
Ratis
bona,
o
Israelita
que
de
rico
banqueiro
Hebreu,
e
girista
de
prazer
que
era,
foi
convertido
instantaneamente, ha
35
an
nos,
ao
Christianismo;
e desde
então
tem
sido missionário
o
mais
devoto
e
zeloso,
principalmente
no
empenho
de
converter
ao
Calholicismo
a
raça
donde
elle
proprio
procede.
Ha
mais
de
20
annos,
aqui
tive
o
pra
zer
de
ouvil-o
pregar
na
devota
Capella
Franceza
antiga,
por
occasião
de
outra
visita
que
então
fez
a
este
paiz;
agora
vol
tou
cá,
com
o
hm
de procurar
esmolas
e
soccorros
para a
missão
e
instituições
religiosas
e
educacionaes
Catholicas
que
tem
fundado
e
promovido,
em
grande
parte
á
sua
custa,
e
de
todo
á
custa
de
seu
zelo
e
trabalho,
na
Terra
Santa;
e
que
já
se têm
ramificado
e
espalha
do por
outros
paizes
do Velho e
Novo
Mundo.
O
mui
zeloso,
habil
e
honrado
Reda-
ctor
do
Weekly
Regisler,
faz,
hoje
mesmo,
uma
recordação
e
resumo
desta
extraor
dinária
conversão
e
milagre,
que
tanta
sensação
produziu
em
seu
tempo.
E
neste
nosso
de
tão
superficial
e parva
incredu
lidade,
não
fará mal o
revivermos
lam
bera no
Apostolo
a
recordação
d
’aquelle
milagre,
cuja
prova
aqui
temos viva.
E
não
é
uma testemunha simples
e
igno
rante,
como os pacovios
liberangas
alle-
gam,
nos
casos
de
Nossa
Senhora
da
Sal-
lette,
ou
de
Lourdes;
mas
um
homem
do
mundo,
um
cavalheiro
illustrado,
rico,
acostumado
á
grande
e
mundana
socie
dade.
Espero
que
os
leitores,
não
só
me
desculpem,
mas
até
me
agradeçam,
o
sensato
resumo
que
nos
dá,
recordando
novamente
o
caso
milagroso,
a
excel-
iente
folha
semanal
Catholica;
e
eil-o
aqui:—
1
«O
Padre
Ratisbona
achando-se
agora
i
em
Londres,
não
pode
deixar
de ter in
teresse
a
recordação
dos
incidentes,
que,
<
ha
35
annos,
tivéram
logar,
de
sua
maravi- l
lhosa
conversão.
«Affonso
Ratisbona era
então,
em 1843.
t
um Judeu
e
um girista
(ou
viajante
de
i
prazer), que
se
andava
divertindo
em
visi-
i
lar
a
Italia.
,
I
«Mui
addiclo
á
sua
raça,
a
sua
idéia
.•
favorita,
seu
forte empenho
era
a
rege-jl
neração
da mesma antiga
raça
de
seus
coreligionarios.
Tudo
quanto
lhe
trazia
ao
espirito,
de
qualquer
modo,
a
recor
dação
do
triumpho
do
Christianisrao
lhe
causava
raiva;
pela
reflexão
da
praga
que
por toda parte
pesava sobre o
povo
d
’
Is-
rael,
ha
perto
de
vinte
séculos.
«Era
em
disposição
tal,
que no
dia
20
de
Janeiro,
ha
35
annos,
entrou
na
Igreja
(em
Roma)
de
Santo
André
deite
Fralle,
accompanhando um
amigo
que
fôra
seu
condiscípulo,
M.
de
Bussières,
emquanto
este
foi
á
sacristia
tratar
de ar
ranjos
para
um
enterro.
«Affonso
assim
deixado
só
na
Igreja,
foi
passeando pela
nave,
observado
com
vácua
curiosidade o que
em
torno
se
of-
ferecia; quando
subitamente
cahe
prostra
do
no
chão,
convertido
nada
menos
que
pelo
amante
e
misericordioso
coração
da
Virgem
Mãe
de
Deos.
«Voltando
a
buscar
Affonso, M.
de
Bussières
o
encontrou
de joelhos, banhado
em
lagrimas,
e
quasi deslumbrado.
A
to
das
as
perguntas
do
seu
amigo,
não res
pondia
outra
cousa senão:
—
«Vi
A
—
disse-me
tudo!»
«Eíla disse-me
tudo».
Dez
dias
depois
o
feliz
Neóphito
foi
baptisado
por
Sua
Eminência
o
Cardeal
Potrizi recebendo o
nome
de «Maria»,
pelo
qual só é
conhecido agora.
«Esta
graça
extraordinária
—
como
os
leitores
poderám
recordar-se
que
a
Madre
Benoni
de
Sião
recentemente
nos
escre
via,
e
como
então
mencionamos
—
foi
o
meio
empregado
por
Deos
para
chamar
o mesmo
são. —
Maria
este
filho
la, unido
doro,
fundou
a
Congregação
das
Eilhas
de
Sião,
para
a Conversão
dos
Judeus
e
Educação
da
Mocidade.
«Foi a
mesma
Instituição
solemne-
mente
aprovada
por
Pio IX,
e
em pou
cos
annos
se
estabeleceram
casas
delia
em
França,
^Inglaterra,
Turquia,
Romania,
Moldavia,
e
Asia
Menor;
mas
a
verda
deira
obra
de
reparação, comiudo,
sendo
continuada
—
como
já
o
tem
sido
por
vinte
annos—
pelo Padre
.Maria
Ratisbona
em
Je
rusalém».
Creio
que
os
leitores
do Apostolo
me
não
levaram
a
mal
novo
esta
authentica
gem
Santíssima,
em
vel.
(Co
itinua)
Ratisbona
a
uma especial mis-
tinha,
com
effeito,
dito
tudo
a
dTsrael,
e
por
inspiração
del-
com
seu irmão,
o
Padre
Theo-
o
recordar-lhes
de
manifestação
da Vir-
tudo
tão
admira-
A.
R.
SARAIVA.
O
mestre
e
o
diseipulo.
(
dialogo
)
Mestre.
Foi
ver
a
procissão
dos ossos
dos
susipliciados
em
1828
no
Porto?
Discípulo.
Sim,
senhor:
e
foi também
muita
gente!
Até
o
snr
bispo
lá
estava.
Mestre.
O
snr.
bispo?!
Então
o
snr.
bispo
foi
assistir
a
essa
mascarada
?!
Está
bem
certo d
’isso?
Discípulo.
Vi-o
eu
com estes
dois
olhos.
E
porque
não
havia
de
ir,
se
foi
tanta
gente?!
E'
verdade
que se
dizia
que elle
foi
contra
vontade,
mas
que
foi
para
não
ficar
mal
visto
Mestre.
Sim...
sim...
o
snr.
bispo tem
mais
de
palaciano,
do
que
de
catholico
romano;
serve
mais
a Cezar,
do
que a
Deus.
Desde
que
eu
vi
que
elle
não
pu
blicou
a
Bulia
de
indulgências
do anno
santo
sem
o
beneplácito
regio,
fiquei
sa
bendo
que
a sua
lheoria
é
a
da Egreja
anglicana.
E
que
se
dizia
daquella
func-
Ç3O
.
Discípulo.
Uns diziam:
que
aquillo
era
uma
divida
áquelles
martyres
da
liberda
de.
Outros:
que
era
uma
pouca
vergonha
e
um
insulto
a
lodos
que
professam
ideias
realistas!
Estes:
que
era
um
desaggravo
devido
á
memória
dos
enforcados.
Emeu
pae
disse
a
quem
quiz
ouvil-o
—que
era
uma
redonda
idolatria,
e
um
desafio
a
Deus
antepondo-se
ao
culto
que
lhe
é
devido,
o
culto
pagão
em
honra
dos
ossos
nao sancliíicados
pela
Egreja
Mestre.
Sim:
Seu
pae
é
christão crea-
do
com
bom
leite:
e disse
bem:
aquelle
acto
foi
uma
idolatria
calificada,
que
Deus
hade
punir
rigorosamente,
como
9
tem
pu
-
mdo
em
todas
as
idades.
Se o
snr.
bispo
conhecesse
melhor
os
deveres
do
*
Seu
mi
nistério,
ter-se-ia
opposto,
com
todas
suas
íorças
e
energia,
a
similhante desacato.
Se
elle entende que
bem
merece
aos
olhos
do
mundo
louco
e desvairado;
tenha
a
certeza
de
que
Deus
lhe
pedirá
contas
estre.tas,
e
mais
breve
do
que
elle
PeS
sa
.
se
entendeu
que o serviço
por
elle
prestado
aos
andores
da
profanação
lhe
hade
valer
o
chapeo
cardinalício,
esteia
certo
que
nunca
o conseguirá,
porque
na
Cadeira
de
Roma
assenta-se
Leão
XII!
O
snr.
bispo
devia
instruir-se
lendo a vida
de
D. ír.
Bartholomeu
dos
Martyres
e
a
de
muitos
dos
seus antecessores
desde
S.
Basilio
ate
D
Pedro da
Costa,
para
re
gular
por
esses
modellos
a
sua vida
e
deveres
de
pastor
do
rebanho confiadj
á
sua
guarda.
O
snr.
D.
Américo
devia
quando
menos, condemnar
por
uma
pasl
loral
publicada
em
todas
as
egrejas da
sua
diocese,
essa
expressão
de
martyres
da
liberdade
attnbuida
áquelles
justiçados
porque
nem
a
Egreja,
nem o
mundo
chri-
stao
conhecem outros
alguns
martyres,
além
dos que morreram
ás
mãos
dos
Ím
pios
pela
fé,
e
e
pela
doutrina
evangélica,
be lhes
chamassem
vichmas
das
suas
opi-
moes,
ou do
seu
fanatismo
político,
como
os
guellos,
os
gibelinos,
os lutheranos,
ainda
achariam
um
passe.
Chamar-lhes
martyres
da
liberdade,
é
o maior insulto
que póde
fazer-se ao
divino
Mestre
dos
chnstaos
por
ter
sido
Elle
o unico
Mar-
lyr
da
liberdade, que
deu ao
mundo.
Discípulo.
Então
n’
aquelle tempo
já
havia
a
Larla
Constitucional
?
J
Mestre.
Pois
que outra
coisa
é,
e
que
melhor
carta
querem, do
que
os
dez
man
damentos?
Que
melhor
traclado
para
en-
sinal-os,
do
que
o
Evangelho?!
Q
ua
me
lhores
e
mais
competentes
mestres
para
explical-os,
do
que
o
Decano da Cadeira
romana,
e
os
seus
Delegados?
'
Discípulo.
Então
o
snr.
bispo
’
não
sabe
íwologla?!
“ dc
ca
P
etl“
Mestre.
Dizem
que
é:
mas
isso
não
bas
a.
Que
vale
saber
a
sciencia
das
coisas
de
Deus,
quando se
não
possue
o
Espirito
de
Deus?
E
como
se
póde
fazer
a
von
tade
a
Deus,
e
aos homens
simultanea
mente
quanto
a
vontade
de
um
é
contra
ria
á
do
outro?!
Dos
que
assim
se
com
portam pode
dizer-se
o
que
o
poeta
disse
o
pin
oi
que
pintasse
o homem
com
meio
corpo
de
cavallo
!
Discípulo.
Mas
o
snr.
bispo não que
ria.
loi
porque
o
obrigaram,
e
neste
caso
merece desculpa.
Mestre
Obrigaram-no?!
Quem
o
obri
gou?
Pois
elie
tem
outro
superior
em
matérias
canónicas,
como
essa,
além
do
cheíe-cabeça
da
Egreja
Catholica?!
Diga
antes
—
que
quiz
conlemporisar;
diga
que
foi
um
pusilânime,
e
que
temeu
desagra
dar
ao
diabo,
desconhecendo
que
desagra
dava
a
Deus
!
Discípulo.
Mas
que
mal
se
seguiu,
ou
póde
seguir-se
do
que
fizeram no
Porto?
Mestre.
Que
mal?! Muitos:
e
senão
oiça:
Em
primeiro
logar
ressuscitarão odios
e
inimisades,
que
devem
ter
esquecido
para
sempre:
em
segunlo vão
dar
motivo
para
que
os homens
do
partido vencido
em 1834
lhes
relembrem
os
assassínios
e
crueldades
que
a
sangue
frio
praticaram
contra milhares
de
pessoas
pelo
unico
crime
de
serem
affectas
ao
governo
de D.
Miguel,
e
isto
sem
processo,
e
sem
sen
tença
judicial, coisa,
de que
não
poderam
apontar
aos realistas
mais
do
que
a
morte
do
capitão-mór
da
Gollegã,
peia
guerrilha
de
Condeço:
em
terceiro
logar,
porque
a
ressurreição
d
’
esses odios,
e
inimisades
é
uma
prova
palpitante
da
preversidade,
e
sentimentos
ferinos d
’
essa
gente:
em
quar
to,
porque
a
nação
deve
ser
considerada
como
uma
só,
e
mesma
familia,
salvo
o
gosto de
cada
um
no que
não
prejudica
a
terceiro:
em
quinto logar, porque
aquella
procissão
d
’
ossos
de
falsos
mariyres
foi
um
attentado
contra a
disciplina
da
Egreja,
e o
mais
formal
desmentido
á
tão
menti
rosa quanto
hipócrita
fraternidade
apre
goada
pelos discípulos
da
moderna
escola
e
seita
política.
E
finalmenle,
porque
póde
dar
logar
a
represálias
sangrentas,
e
a
reconvenções
desagradaveis;
e
a
alimentar
a
divisão permanente
entre
os
membros
da
grande
familia;
divisão qua
é
o
gran
de
peccado
da
epoca.
O
snr.
bispo
devia
pensar
nestes
in
convenientes,
devia illustrar aqnelles
si
cários
da
heresia
religiosa,
e
política,
e
refugiar
se
no
non possumus d
’
aquelle
que
o
fez
pastor,
dando-lhe o
báculo.
Discípulo.
Teve
mêdo,
e
muitos outros
o
tiveram,
porque
em
ceria
altura da
procissão
entraram
a
fugir
os
que
tinham
ido vel-a,
e
se atropellaram uns
aos
ou
tros, sem
que
ninguém
soubesse
o motivo
d
’
aquello,
terror
pânico
I
Meu
pae disse-
me:
que
foi o
anjo
da
motle,
que
cau-
tsára
esse
reboliço
por
ordem
de
Deus,
no
intuito
de
mostrar
ao
snr. bispo
a
desapprovação
divina,
e
aos
promotores
da trasladação
o
que
tem
a
esperar
da
sua
obra.
Mestre.
Seu
pae
disse
bem.
Queira
Deus
que a
lição
aproveite,
e
que
cidade
do
Porto
se
purifique do
desacato,
por
que.
se presislir
na
cegueira,
e
na
impie
dade,
ai
d
’
ella,
e
de
muitos!
José
de
Freitas
Amoritn
Barbosa.
Alijó
S
<te
juilio
de
1898.
(Do
nosso correspondente*.
Celebrou-se,
no
dia
20
do
mez pas
sado,
n
’esta
villa, a costumada solernnida-
de
de
Corpus
Christi.
O
templo achava-
se
decorosamente
adornado.
Em
duas
filas
de
cadeiras
a
todo
o
cumprimento
do
corpo
da
egreja
viam-se
todas
as
auctoridades
da terra.
Começou
a
funcção
cerca
de
11
horas
da
manhã.
Orou
ao
Evangelho
o
snr.
dr. Santos Mon
teiro,
conego
da
Sé
Calhedral
de
Lame-
go. O
seu
nome
como
ornamento
da tri
buna
sagrada é
bem
conhecido
no
paiz.
Limitar-nos-hemos,
por
isso,
a
dizer
que
a
dicção
correcla,
a
sã
doutrina, a
lógi
ca inflexível
com
que
demonstrou
as pro
posições aventadas,
agradaram
a
todos
e
caracterisaram
o
seu
discurso
pouco
vul
gar.
Não
é
s.
exc.a um
orador sagrado
dos
que
fazem
perder
nas
florestas
da
rhetorica
o
sentido
do
Evangelho,
o
mais
esplendido
codigo
da
civilisação,
é
um
ora
dor
que.
comprehende
a
espinhosa
missão
de
evangelisar,
que
argumenta
irrespon-
divelmenle,
que
sustenta
uma
linguagem
não
impolada,
mas
sempre
correcta.
A
Transubstanciação
foi
o
assumpto do
seu
discurso,
que
durou
quarenta
minutos,
du
rante
os
quaes
teve
um escolhido auditó
rio
suspenso
dos
lábios.
Finda
a funcção,
seriam 3 horas
da
tarde,
seguiu-se
a
procissão.
Abriam o
religioso
séquito
dezoito
cruzes
que
re
presentavam
as
dezoito
freguezias
do
con
celho
com
seus
respectivos parochos
e
dif-
ferenles
irmandades.
Atraz
do
pallio,
sob
o qual
ia
o
revd.0
parocho
da
egreja ma
triz
do
concelho,
conduzindo
a Sagrada
Custodia,
seguiam-se
auctoridades
judicia
rias,
administrativas,
camara, muitos func-
cionarios
públicos
e
diílerenles
cavalhei
ros.
O
préstito
era
fechado
por
uma
ban
da
de musica,
precedida
d
’um
destaca
mento
de infanteria
13
e
muito
povo.
—Consta-nos
que
em
setembro
será
levado
á
scena
n
’
esta
villa
—
O
Mario
—
drama
em
5
actos,
extrahido do
romance
de
igual
nome
do
fallecido
Silva
Gaio,
snr.
Cazimiro
Eugênio
de
Sousa
Cabral,
pelo
pharmaceutico de
*
f.
a
classe,
desta
villa
e
moço
de
bastantes
conhecimentos
littera-
rios.
Nada
podemos
dizer
por
em
quanto
do
drama,
porque
o
não
lemos, porem
o
valor
do
romance e
o
talento
do
snr.
Sousa
Cabral
leva-nos
quasi
á
convicção
de
que
o
drama
deve
agradar,
ainda
ás
plateias
mais
exigentes.
—
Uma
deputação,
composta
dosex.
raos
snrs.
dr.
José
Pinto
de Mesquita
Gouvea.
dr.
Antonio
Ignacio
Vieira
de
Sousa
Se
reno,
Augusto
Pinto
de
Mesquita
Gouvea,
Augusto Gomes
Ribeiro,
Antonio
Ernes
to
de
Magalhaes,
Antonio
Aoguslo Perei
ra
e
Sousa, parle
hoje
para
Villa
Real
em
carro
expresso
comprimentar
o
actua
presidente
de
ministros.
Incorporada
a es
ta
deputação
vai
também
a
camara
do
concelho,
presidida
pelo
snr. visconde
da
Ribeira
d
’
Alijó.
—
No ultimo do
mez
passado
constou
n
’esla
villa
que
n
’
uma
capella
da
Granja
d’
Alijó se
praticara
um
escandalo
de
que
não
ha memória.
Uma
rapariga,
natural d’
alli, que, ha
pouco,
chegou
do
Brazil;
lembrou
se
de ba
ptisar
uma
boneca,
que tinha
trazido, con
vidando
para
isso
os
competentes
padri
nhos,
assim
como
um
sacerdote
impro
visado.
Repicou-se
o
sino,
accenderam-
se
luzes,
e
o Sacramento
dobaptismo
que
nos
faz
chrislãos
e
filhos
de
Deus, foi
alli
allamente
ridicularisado.
Esta
noticia
indignou
seriamente
todas
as
pessoas
sensatas
d
’
esta
villa. O
parocho,
apenas
teve
conhecimento
do
facto,
quei
xou-se ao
snr.
administrador, o
qual
pro
cedeu
immediata
e energicamente
contra
um
tal insulto,
arremessado
ás
faces
da
re
ligião
do
Estado.
Na próxima
correspondência
daremos
os
promenores
de
similhanle
abuso.
Nada
mais
accrescentaremos
agora,
mas
ao
menos
deixem-nos ter
a
consolação de
dizer=»Ainda
temos
auctoridades
que
velam
pela
religião
de
nossos maiores.
—
O
snr.
V., bisonho
correspondente
d
’
esta
villa
para «A
Opinião»,
como
outro-
ra
Jeremias,
o
doce elegíaco
das
escriptu-
ras
carpia
em
nenias
senlidissimas
as
des
ditas
de
Jerusalem,
assim
elle
osnr.
V.,
que
pelo
nome
não
perca,
tangendo a
bandurra do
desconsolo,
foi
sentar-se
nos
píncaros
de
Villarelho
e
poisando o
olhar
macerado
sobre
Alijó. que
se
lhe desen
rolava
aos
pés,
disse...
para
alli
umas
coisas.
O
’
V,
st
vocem
non
haberes, nulla
eles
tibi
prior
eril.
O
snr.
V.
promette
continuar
dando
os
seus
benefícios
de
bandurra,
porém
nós,
que
não
estamos habituados
a
mu
sica
tão
desafinada,
proraettemos quebrar-
lhe
as
cordas
do
seu
instrumento favo
rito.
Até
breve,
snr.
V.
C.
M.
ções
administrativas
enumeradas
no
artigo
53 são
executorias,
independentemente
de
confirmação
de
qualquer
tribunal
ou
aucto
ridade.
§
unico.
São
excepluadas
da
diposição
d
’
este
artigo,
por
carecerem de
confirma
ção
do
governo:
1.
°
A
acquisição e
alienação de
bens
immobiliarios
e
as
transacções
sobre
plei
tos;
2.
°
O levantamento
de empréstimos,
quando
os
respectivos
encargos, só
de
per.
si,
ou
juntos
aos
encargos
de
emprésti
mos
já
contrahidos,
absorvam
mais
da
de
cima
parte da
receita
calculada
no
orça
mento
ordinário
do
respectivo
anno;
3.
°
A
demissão
de
empregados.
Art.
57.
As
deliberações
tomadas pe
la
junta
geral,
no
exercício
das
altribui
ções
administrativas
designadas
no
artigo
53,
e
que
não
estão
sujeitas
á
confir
mação
do
governo,
bem como as
delibe
rações
tomadas
no
exercício
das
altribui
ções
tutelares
declaradas
no
artigo 54,
não
pódem ser
revogadas
ou
alteradas
se
não
por
meio
de resolução
contenciosa
do
conselho
de
districto, e
sómente
nos
casos
seguintes:
1.
°
Quando
d’
esses
actos
ou
delibera
ções
resultar
offensa
de
direitos;
2.
°
Quando
as
deliberações
forem nul-
las
por
algum
dos
motivos
enumerados
no
artigo 33.
Art.
58.
São
competentes
para
recor
rer
das
deliberações
da
junta
geral:
nos
casos
de
que
trata
o n.°
1.°
do
artigo
antecedente,
as
pessoas
cujos
direitos
se
reputam
offendidos;
e
nos
casos
a
que
se
refere
o
n.®
2.°.
o
secretario geral
do
go
verno
civil
do
districto,
como
representan
te
dó
ministério
publico.
CAPITULO III
Da
fazenda
do
districto,
e
contabilidade
da
administração
districtal
SECÇÃO
I
Da
receita e
despeza
Art.
59.
A receita
do
districto é
or
dinária
ou
extraordinária.
§
l.°
Constituem
receita
ordinaria:
1.
°
Os
rendimentos
dos
bens
proprios
dislrictaes;
2.
°
Os
juros
de
créditos
e
fundos con
solidados
pertencentes ao
districto;
3
°
Os
dividendos de
acções
de
que
o
districto
seja
pos-uidor;
4.
°
O
rendimento
dos
estabelecimentos
dislrictaes;
5. °
As
quotas
derramadas
pelas
cama
ras
municipaes
para
as
despezas
do
di
stricto;
6.
°
O
produclo
da
percentagem
addi-
cional
ás
contribuições
geraes e
direclas
do
estado;
7. °
O
producto
das
multas
impostas
nos
regulamentos
de
policia
districtal
ou
de
outras
quaesquer que
por
lei
ou
re
gulamento
devem
reverter
em
proveito
do
dislricto;
8.
° Outros
quaesquer
rendimentos
ap-
alicados
por leis
para
as
despezas
distri-
ctaes.
§
2.°
Constituem
receita
extraordiná
ria:
1.
® As
heranças,
os donativos,
legados
e
doações;
2.
°
O
producto
dos
empréstimos;
3.
®
O
producto
de alienação dos
bens;
4. °
Os subsídios
do estado
para
auxi-
iar
melhoramentos
do
dislricto;
5.
°
Outros
quaesquer
rendimentos
in
certos e
evenluaes;
Art.
60.
As
despezas
do
dislricto
são
obrigatórias
ou
facultativas.
§
l.°
São
obrigatonas:
í.°
As despezas
com
estabelecimentos
dislrictaes
de
benelicencia,
instrucção
e
educação;
2.
®
As despezas
com
as
estradas
di-
slrictaes;
3.
° As
despezas
com
os
vencimentos
dos
empregados
e
funccionarios
pagos
pelo
cofre
districtal;
4.
°
As
despezas
com
a instrucção
pu-
alica
nos
termos
das leis;
5.
°
As
despezas
de
construcção
e
con
servação
das cadeias
e
mais
edifícios
dislri-
claes,
e
d
’
aquelles
em que funccionarem
as
secretarias
dos governos
civis, e
mo
bília
dos governos
civis
e
das
repartições
publicas
dislrictaes;
6.
°
As
despezas
com
os
expostos
e
creanças
desvalidas
e
abandonadas;
7.
°
O
pagamento
das
dividas
exigí
veis;
8.
°
As despezas
com
a
amortisação
dos
empréstimos
e
execução
de
contractos
le
galmente
celebrados;
CODIGO ADMINISTRATIVO
TITULO
IV
Uaa
juntas
geraes
de
distrieto
CAPITULO
II
Competência
e
altribuições
da
junta
geral
de
dislricto
[Contin
uaçào]
Art. 54.
Como
auctoridade
tutelar
da
administração
municipal
e
parochial
com
pete
á
junta
geral:
1.
°
Conceder
ou
negar approvação
a
todos
os
actos,
deliberações
e
accordos
das
camaras
municipaes
e
juntas
de
pa-
rochia, que
nos
termos d’
esle
codigo
ca
recem
d
’
essa
approvação
para
se
tornarem
executorios;
2.
°
Recommendar
á
iniciativa
das
ca
maras
municipaes
e
juntas de
parochia
os
melhoramentos
das
respectivas
admi
nistrações,
dando-lhes
todas
as
indicações
e
instrucções
necessárias
ao
bom
desem
penho dos
serviços
dependentes
da con
firmação
tutelar.
Art.
55.
Como
auxiliar
da
execução
de
serviços
de
interesse
geral
do
estado
in
cumbe
á
junta geral:
1.
°
Exercer
as
altribuições
que
lhe
são
commetlidas
por
disposições
das
leis;
2.
°
Propor
ao
governo
a
lista pliplice
para
a
nomeação
do
conselho
de
distri-
cto;
3.
°
Emiltir
voto
consultivo
em
todos
os
assumptos
sobre
que
fôr
consultada
pelo
governo.
Art.
55.
As
deliberações
da
junta
ge
ral
do
dislricto
no
exercício
das
attribui-
9.
°
As
despezas
com
a
sustentação
de
prezos
e
pobres
que
forem residentes
no
districto
ao
tempo
da
prisão;
10.
®
As
despezas
com
o
expediente
da
junta
geral;
11
0 Todas
as
outras
despezas
postas
por lei
a
cargo
dos
districtos.
Art.
61.
São facultativas
todas
as
de
spezas
não enumeradas
no
artigo
antece
dente,
que
forem
de
utilidade
publica
pa.
ra
o
districto, e
consequentes
do
exercício
de
altribuições
legaes
da junta
geral.
GAZETILHA
Delegado
do
tlieaouro.
—
Já
che
gou
a
esta
cidade
o
snr.
Eduardo
Tava
res,
ha
dias
nomeado
delegado
do
thesouro
n
’
este
dislricto,
em
substituição
ao snr.
Bizarro.
Festejos.
—
Os
liberaes
d
’
esta
cidade
festejaram
honlem
o
anniversario do
desem
barque do
Mindello.
Curso
d
iuiatrucçSo
primaria
e
franeez.
—
Chamamos
a
altençào
dos
nos
sos
leitores
para
o
annncio,
que
vae
na
secção
competente,
relativo ao curso de
instrucção
primaria
e
franeez,
que
vae
ser
aberto
no
dia
15 do
corrente
na
rua
Nova
da Santa Cruz, n.°
9.
Afiançamos
aos
paes
de familia que
pódem
confiar
des-
assombradamente
a
instrucção
de
seus
li-
lhos
áquelles
digníssimos
cavalheiros.
Kgrejas
o
concurso.
—
Por
resolu
ção
superior
acham-se a
concurso
docu
mental,
e
por
30
dias
a contar
desde 2
do
corrente,
as
seguintes
egrejas:
Agrella
(S.
Pedro),
concelho
de Santo
Thyrso, diocese
do
Porto.
Arege (Nossa
Senhora
da
Conceição),
concelho
de
Figueiró
dos
Vinhos,
diocese
de Coimbra.
Cezimbra
(SanlTago),
concelho de
Ce-
zimbra,
diocese
de
Lisboa.
Covão
do Lobo
(S. Salvador),
conce
lho
de
Vagos,
diocese
de Aveiro.
Crngeira
(Nossa
Senhora
das Neves),
concelho da Guarda, diocese
da Guarda.
Ervedal
(S.
Bernabé),
concelho
de
Aviz,
diocese
de
Evora.
Santa
Justa
(Santa
Justa),
concelho
de
Arraiolos,
diocese
de
Evora.
Travanca
(S.
Mamede),
concelho
da
Feira,
diocese
do
Porto.
Trofa
;S.
Salvador),
concelho
de
Ague-
da,
diocese
de Aveiro.
Velhos
(Sant’
lago),
concelho
de
Arru
da,
diocese
de
Lisboa.
Na
mesma conformidade
se
declara aber
to
concurso,
pelo
praso de
sessenta
dias,
para
provimento
da
egreja
parochia!
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
do
Machico,
no
concelho
do
Machico,
diocese
do
Fun
chal.
D
«ccideiite.—
Publicou-se
o
13.°
numero
d
’esta
revista
illustrada
de
Por
tuga! e
do
estrangeiro.
Traz
as
seguintes
gravuras:
Fachada
do
pavilhão
portugez na
rua
das
Nações.
A
lome
em
Madrasta,
na
ín
dia
ingleza.
Peloirinho
de
Bragança.
0
actor
Ribeiro,
no
avarento.
Os
regicidas
ailemães
Hoedel
e
Nobiling;
Enigma.
O
primeiro
inimigo do
mundo.
-
O primeiro
inimigo
que
houve
n
’esle
mundo
foi Lucifer.
Elle
o
primeiro
trai
dor,
que se
revestiu
da
serpente;
elle
o
primeiro
falsario,
que
enganou a
Eva;
elle o
primeiro
ladrão
e
homicida,
que
não
só
roubou
a
Adão
quanto
possuía,
mas
até
o
despojou
da
mesma
immorta-
lidade.
E
porque
quiz
tanto
mal
Lucifer
a Adão,
que
lhe
não
tinha
feito
nenhum
mal
?
Porque,
responde
Suarez,
tinha
Christo
revelado
ao
mesmo
Lucifer
que
se
havia
de
fazer
homem
e
não
anjo.
Bera
se
via
na
promessa
da
divindade Eslis
sicut
dii,
que
era
essa
a
espinha,
que
elle
trasia
atravessada
na
garganta;
e como
Adão
teve
aquella
fortuna
que
Lucifer
pretendeu
primeiro
e
não
ponde
alcançar,
claro
está
que devia ser seu
inimigo.
—
(«G.
P.»)
«H
asotM
TJ
uik
I
hh
-
Brilhantíssima
publicação
é
esta dos
Dois Mundos.
Das
primorosas
gravuras
que
embelle-
zam
o
n.°
que
temos
á
vista,
correspon
dente
a
31
de
março,
destaca-se
um
re
trato
de
S.
S.
Leão
XIII,
na
verdade
ad
mirável. Do artigo que
lhe
diz
respeito
co
piámos
o
seguinte paragrapho:
«Não
vão
agora
pensar
os chamados
liberaes
(que
não
são nem
chatholicos
nem
liberaes)»
—
apoiado
!
—
«que
o
Papa
transija
com
os
princípios
modernos.
Inganam
se
se
assim
pensarem.
Os
alicerces da Egreja
são os dogmas
por
ella
decretados.
Al-
luir
um,
é
alluir
lodos. O
Papa
de
certo
que
não
ha
de abalar o
edifício, P01S
sabe
melhor que
ninguém
que tocar
n’
uma
nedra
equivale
a
arrasal-o
todo.
Assim
os
Lê
não
forem
por
elle
serão
contra
elle.
.fXcepuiam-se
os
que
se
dizem
catholicos
e
que
não
teem princípios nem
crenças.
Esses
vivem
com
tudo
e
com
todos.
Ninguém
espera
nada
d’
elles».
E
que
dizem
a
isto,
snrs.
catholicos
liberaes
’
Alem
d
esta
gravura
este
n.°
contem
as
seguintes:
Maria
Sluart
—Uma
senhora
de
respeito
—
Ricardo
Wagner
—
Elias,
Achab
e Isabel
na
vinha
de
Naboth
—
O
correio
geral
de Chicago.
E
’
gerente
d’
esta publicação
o
snr.
Oavid
Corazzi,
proprietário
da
Empreza
Ho
ras
Românticas.
A
Formosa
Eusitnnia.
—
Recebe
mos
a
undécima
caderneta d’
esta
obra,
editorada
pelo
snr.
Manoel
Malheiro,
pro
prietário
da
Livraria
Portuense,
e
cava
lheiro
por
tantos
litulos
estimável.
Não
pode
ser
mais
regular
a
sua
publi
cação.
La
Aatiiraleza.
—
Temos
recebido
os
últimos n.
os
publicados
d
’
esta
brilhante
re
vista,
destinada
a vulgarisar
as
sciencias
naluraes.
E
’
dos
periódicos
mais
recommendaveis
de
que
temos
conhecimento.
Conteem
erudictissimos
artigos
e primo
rosas
gravuras.
0 seu
escriptorio é
em
Madrid,
calle
de
Pizarro,
15.
Historia de
Fortugal.
—
Continua
muito
regular
a
publicação
da Historia
de
Portugal,
illuslrada,
edição
da
Empreza lil-
leraria
de
Lisboa.
A
magnitica
gravura
que acompanha
o
íasciculo
que
temos
sobre
a
meza
allude
ao
Incêndio
do
Hospital
de
Todos
os
San
tos.
E
’
curioso.
—
Conta
o
«Figaro»
que
se
expedem frequenlemente
estampilhas
obliteradas
para
a
África.
Os
reis
negros
querem
também
um
rendimento
de
Cor
reio, mas, como
não podem
fazer
estam
pilhas,
compram
as
dos
outros
povos.
Ora
os
negros, não
sabendo
ler
nem es
crever,
não podem
ter
grande
correspon
dência.
Também
se
remediou
esse
incon
veniente,
tornando
obrigatórias
as
cartas
meusaes.
Os
negros estampilham
uma
fo
lha
de
palmeira
que
mandam
aos
seus
parentes
pelo
carteiro,
a
quem
dizem
o
que
querem,
e
o
carteiro
transmilte ver-
bahnente
a
noticia
aos
destinatários.
A
ponte
de
Vianna.
—
O
nosso
excellente
collega
do
«Ecco
do Povo»
publica
os
seguintes
dados
em referencia
a
esta
obra
d’
arte:
«E’
formada
por um
tabuleiro
de 563
metros
de
comprido
a
dupla
via
inferior
e
superior.
Entre
os
dois
ha
a
distancia
de
6
metros
e
975
centímetros.
0
inferior
é
destinado
á
passagem
dos
comboyos
e
o superior
ao
serviço
de
pé e
de
viação
ordinaria.
Do
lado
de
Darque
ha
um
viaducto
de
83
metros,
e
do
lado
de Vianna,
um
outro
do mesmo
comprimento
A
distancia
do
estribo
do
lado
de Dar
que
ao eixo
do 1.° pilar
é
de
47,75;
seguem
se-lhe
nove pilares
com
inlervallo
de
eixo
58
rnetros
e
44 centímetros
e
o
ultimo
inlervallo
de 47,74.
0
taboleiro
é
formado
por
duas
vigas
de
ferro
balido,
de
7
melros
e
50
cen
tímetros de altura
ligadas na parte supe-
n
or
e inferior por solidas
travessas
e
en
contradas
por
cruzeias
de
Santo
André.
Ao
taboleiro
superior dão
accesso
duas
ra
mpas,
mna
do
lado
de Darque,
com
2lõ
metros
de
comprido,
e
a segunda
do
lado
da
cidade,
com
135
metros.
A
largura
d
’
este
taboleiro
é
de
6
me-
tros
e
65
centímetros,
sendo: fechada em-
Pcdrada,
5
metros e
dois
passeios
de
825
ce
ntimetros
cada um.
A
via
inferior
tem
de
distancia
entre
as
vigas
5
metros
e
20
centímetros,
e
largura inferior
livre
4
metros
e
80
Centímetros.
A
profundidade
raaxima
de
fundação
foi
de
22
metros,
abaixo do
zero
hydro-
graphico,
e
a
minimaé
de
7
melros
e
20
centímetros.
A
aliura
do
carril
acima do
zero
hy-
drographico
é
de
9
metros
e
62,
e
altura
■ívre
enire
a
agua
e
a
chapa
inferior
das
v
'gas
na
occasião
das
maximas
cheias
é de
4
metros.
O taboleiro
foi
montado
sobre
uma
plata-fórma
de
200
metros
de extensão,
e
lançada
por
tres
vezes
por
um
systema
de
redoies
proprio
do constructor.
O
pezo
total da ponte
eleva-se
a
kilos
“
>062:000.
Os
caixões pesavam
de
300
a
400
toneladas.
O
maior
numero
de
operários
que
tra
balharam n
’esta
obra
subiu
a
300.
Assistiram
aos trabalhos, como enge
nheiro
representante,
mr.
Charles
Nou-
guier,
chefe do
trabalho,
mr.
Gaujareuques,
e
engenheiro
ajudante
Sautter.
O
custo das
obras
construídas
pela
casa
G.
ElíTel
à
C.
a,
é
de
322:940^259
reis».
Tem
graça.
—
Escreve
outro
jornal:
«Um
amigo
nosso
recebeu
ha dias
de
um
seu
cazeiro
uma carta com
o
seguinte
Post
scriplum:
«P.
S.
Peço-lhe desculpa
de
lhe
ter
escripto
esta
carta
em
mangas
de
camisa,
mas
faz
por
cá
tanto
calor
e
eu
tinha
tanta
pressa
de
escrever
ao
patrão-que
não
reparei
que
estava
assim.
Queira
descul
par-me».
Na
ortographia
(izemos
as devidas
cor-
recções».
Enàão ibérica.
—
Escreve
0 nosso
excellente
collega
do
«Diário
de
Portugal».
Na
Catalunha
sonha-se
com
uma
feli
cidade
espantosa
futura
para
a
Hespanha,
que
nos
ha
de
decerto,
dizem
os cata
lães,
altraír
por
tal
fórma
sympathias,
que.
realisada
ella,
havemos
de ficar a
suspirar
pela
união
ibérica,
sob
a
fórma
de
federação.
Consiste
o
novo
credo
po
lítico, que
faz
o
enlhusiasmo
de
toda
a
mocidade
catalã,
na
separação
das pro
víncias
hespanholas.
tendo
cada
uma
a
sua
respectiva
autonomia,
e
modo
de
ser
especial,
absolutamente
independente,
e
só
ligado
e
solidário
nas
questões,
que
digam
respeito
a
todas.
Alguém
perguntou
a
alguns
enthusias-
tas,
como
se
regularia
o
pagamento
da
divida hespanhola,
e
como
se
marcaria
a
cada
uma das
províncias
a
sua
quota
parte
no
encargo;
os
partidários
da
idéa
nova,
ou
melhor
ainda
os
propugnadores
da
idéa
renovadora;
responderam,
que o
pagamento
da
divida era
um
detalhe,
em
que
não
seria
necessário
fallar,
em
vista
de
tão
grandiosos
princípios,
como
os
que
revelava
o
novo
partido.
Com
esta
amostra
póde-se
fazer
idéa
da
pressa
com
que
nós
deveremos
fazer
coro
com
esta
idéa de
liquidação,
tão
bem
exposta,
e
que
tão
simplesmente
resolve
quaesquer
duvidas
financeiras.
Exposição
de
Paris.
—
Desde
O
dia
18
a
27
de
junho
chegaram
a
Paris
10:547
estrangeiros,
das
seguintes procedências:
De
Inglaterra
3:200,
Bélgica 1:503,
Allemanha
1:177,
Estados-Unidos
802,
Ita
lia
731.
Suissa 631,
Áustria
476,
Hes-
panha
385,
Hollanda
474,
Rússia
254,
Suécia
e
Noruega
144,
Luxemburgo
126,
Dinamarca
83,
Portugal 82, Brazil
75,
Poloma
67,
Algeria
56,
Turquia
52,
Gre
cia
37.
Roumania,
36.
Canadá
35,
Coló
nias
francezas
31,
Índia
29,
Egypto
27,
México
18,
Japão
15,
Chili 14,
Pérsia
14,
Venezuela 12,
Peru
11,
Colombia
6, Cos
ta-Rica
6,
China
4,
Oceania
4,
Equador
3,
Marrocos
3,
Bolivia
2,
Guatemala
2,
Paraguay 2,
Tunis
3,
e
de
diversos
141.
China.
—
O
rev.° padre Souchieres,
que
vive
nas
montanhas,
que
separam
a
província
chineza de
Quang-si
da
provín
cia
annamita de
Buang-ben,
escreve
pa
ra
a
excellente
folha
catholica
de
Hong-
Kong
uma
mui
interessante
descripção
dos
costumes
que estão
em
voga
entre a
tri-
bu
chamada
Pan-y
Failando
da
religião
d
’estes
barbaros
diz
elle,
que
na
ultima
analyse
vem
a
ser
um
medo
grande
do demonío.
Em
tudo
veem
o
dedo
do
diabo.
Se
alguém
tiver uma
enfermidade
corporal,
é
obra
do
diabo.
Um
dia
emquanto
o catechista
estava
recitando
as
preces,
observou-se
um
pa
gão
a
sair repetidas
vezes
da cápella.
Perguntando-se-lhe
porque
assim
fazia,
respondeu:
—Tenho
um
diabo
no
meu es
tômago,
e
tenho medo
de
que
elle
em
birre
comigo ao
ouvir
as
orações.
—
Monsenhor
Dnbar.
S. J.,
Vigário
Apostoiico
de
Petcheli
Oriental,
escreveu
ha
pouco
uma
carta
a s.
ex.
a revin.
a
o
snr.
bispo
Raimondi, de
Hong-Kong,
em
que
dá horripilantes promenores
dos
es
tragos
causados
pela
lome,
no
seu
vica-
rialo,
como nas
províncias
de
Shansi
e
Houan.
Todos
os dias se
encontram
nas
estradas
e
ruas
publicas
cadaveres
das vi-
ctimas
do
terrível
flagello.
—
Como só
na Egreja
Catholica
se
confunde
a
diversidade
de
nacionalidades
na
união
da
fé!
E’
reflexão que nos
oc-
corre
ao
ler
no
«Catholic
Register»
de
Hong Kong,
a
noticia de
que
na
quinta
feira
maior
estivera
o
snr.
bispo Raimon
di
rodeado
de
21
missionários,
dos
quaes
5
eram italianos,
2
belgas,
1
hollandez,
4 hespanhoes
(2
dominicos
e 2 francisca-
nos)
e
4
chinezes.
Catastrophe.
—
Telegrapham
de Bar-
men
(Prussia)
em
29
de
junho:
«O
gran
de
tunel
de
Scwelm desabou
hontem de
tarde
n
’
nma
extensão
de
21
metros.
Diz-
se
que
27
pessoas
foram sepultadas
sob
os
seus
escombros.
Encontraram
se
es
ta
manhã
sete
cadaveres,
e continuam-
se
excavações
para
encontrar
os
outros.
Converrôo.
—
O
presidente
da
cama-
ra
da
cidade
de
Baltimore
entrou no
gré
mio
da
Egreja
Catholica
no
domingo
de
pois
da
Paschoa,
depois
de
ter
recebi
do
o
baptismo das
mãos
d'um
padre
je
suíta!
Depois,
tendo
feito
uma
profissão de
fé,
o
neophito
teve
a
felicidade
de re
ceber
a
sagrada
communhão.
tausn
nojo.
—
Escreve
um
jornal:
Um
correspondente do
«Times»,
do
protestante
«Times»,
excita
a
indignação
publica
contra
o
seguinte
annuncio
pu
blicado
nos
periódicos
inglezes:
«Um
clérigo da
Egreja
de Inglaterra,
de
trinta
e
nove
annos,
cinco
pés e
nove
pollegadas,
passando
por
agradavel;
viuvo,
com uma
só
filha,
deseja
pôr-se
em
re
lações
(para
casar-se,
com uma
senhora
que
possua
de 6:000
a
12:000
libras
es
terlinas,
e
que
queira
empregar
cerca
de
5,000
na
acquisição
de
um
beneficio,
(is
to
é,
de
uma
egreja;
de um
presbyte-
rio
com
terras)
em
alguma
bonita
povoa
ção com
uma
renda
de
500
libras
por
anno.
Escrever
directamente
ao
reverendo,
pois o
annuncio
é
de
boa
fé».
E os
protestantes
a
declamarem
con
tra
o
clero
catholico,
quando
exhibem
mi
sérias
d
’
esta
ordem
!
Surdos
mudos.
—
Segundo o
ultimo
recenseamento
existe
no
império
do
Bra
zil
11,195
surdos
mudos.
Tres
reclamou
estupendos.—
Lê-
se
n’um
jornal
allemão
o
seguinte:
«No
dia
em
que
nos
chegar
de
Berlim
a
noticia
oflicial
de
que
a
saudedeS.
M.
o
imperador
lhe
permittiu
transportar
se
ao
seu
castello
de
Babeisberg,
venderei du
rante
uma
semana
todas
as
fazendas
e
no
vidades
da
minha
loja,
com
abatimento
considerável. Todos
os verdadeiros patrio
tas
devem
aproveitar esta
occasião
excepcio-
nal.
—
Durante tres
dias
um
jornal
publi
cou
a
noticia
do
desapparecimento
d
’
um
chefe
de
família.
Caso extranho
e inex
plicável
1
O
pobre
homem commettera
a
impru
dência
de
provar
o
molho
X...
no
campo,
longe
do povoado.
Desenvolvera-se-lhe
su
bitamente
um apetite
tal
que
o
desgraça
do,
sem ter
de
que
lançar
mão
para
di
gerir,
devorára-se
a
si
proprio.
—
A
scena
representa
a
praça
da
Ro-
quetle.
São
cinco horas
da
manhã
A
gui
lhotina
esta
prompla
para
trucidar
o
con-
demnado.
Este
vae
apparecer.
São
arque
jantes
as
respirações.
A
porta
da
prisão
abre-se.
Eil-o
que apparece,
amparado
pe
lo
padre.
Faz
signal
de
que
deseja
fallar.
—Sou
punido justamente
1
exclama
el
le.
Antes
de morrer
quero
em
face
do
céo
fazer
uma
ultima
confissão.
Toda
a
gente
escuta
anciosa.
E
então
elle,
palhdo:
—Juro!
juro....
que
a
melhor
tapio
ca
é
a
tapioca
da
mercearia
Maubel!
O
cutello
lampeja
e
cae.
Depois a
mu
dez
insondável
da
morte....
Questão
do
Oriente.—
Os
últimos
lelegrammas
relativos
á questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Paris
4
—
E
’
mais
conciliadora
a
altitu
de
dos
turcos
com
referencia
á
occupa-
ção
austríaca.
Corre
o
boato
de
que foi
proposta
á
Turquia
a
venda
da
Bosnia
e
Herzegovina
á
Áustria.
Berlim
4
—
A
sessão
do
congresso
du
rou
hoje desde
as
2
e
meia
até
quasi
ás
5.
As impressões
são
menos
boas.
Lord
Beascontield
não
admitte
a
ces
são
de Batoum á Kussia;
a
questão
de
Batoum
excita
as
preoccupações.
Os delegados
russos
pediram
ioslruc-
ções
de
S.
Pelersburgo.
Ha
grande
sobrexcitação
em
Athenas
A
imprensa
hellenica
convidou
o
rei a
col-
locar-se
á frente
do
exercito
ea
transpôr
a
fronteira.
Londres
4
—Na sessão
de
hoje
o
con
gresso
regulará
a
recliíicação
das
frontei
ras
da
Roumelia,
que
são
motivo
para
novas
difliculdades.
O
«Times»
diz
que
a
Inglaterra
deseja
assegurar
á
Turquia
a
linha
da
defeza
do
desfiladeiro
Schtiman
para
a Roumelia,
mas
os
russos
oppoem-se.
N
’
uma
entrevista
que
teve
com o
cor
respondente
do
«Times», o
principe
de
Bismark
disse
que
estava
assegurada
a
paz
e
que
a
questão
do Batoum
é
uma
verda
deira
difliculdade,
mas espera-se
que
es
sa
questão será
regulada
fóra
do
con
gresso.
Crê-se
que
a Turquia
cederá ás
exi
gências da
Áustria,
mas
não
ás
da Gré
cia.
Constantinopla
3
—
Reuniu-se
um
gran
de
conselho
sobre
a
presidência
do
sul
tão.
Tem
havido combates
sangrentos na
ilha
de
Creta.
Partiu
para
alli
com
instrucções
es-
peciaes
o
secretario
da
embaixada
ingle-
za.
Bucharest
3
—0
senado
da
camara
e
nação
são unanimes
em
preseverar
nos
protestos
contra
a
retrocessão
da
Bessa-
rabia.
Londres
5.—
Um
despacho
de
Berlim
para
o
«Times»
diz
que
se acredita
que
a
Rússia
obterá
Batoum
mas
que
as
for
tificações
ser-lhe-hão
prohibidas.
O
congresso aconselhará
a
Porta
a
realisar
um accordo
com
os
cretenses
e
com
a
Grécia
para
a
equitativa
reclifica-
ção
das
fronteiras.
Na
resolução
da
questão
do
Montene-
gro
a Áustria obterá Spilza.
Paris
5
—A «Répubhque
Francaise»
critica
vivamente
a
obra
do
congr sso
e
diz
que
conviria
aos
plenipotenciários
o
se
rem
mais modestos,
pois
que
os
seus
ac-
cordos
não
promettem duração.
Berlim
5
—
Os
delegados
da
França
e
Italia
proposeram
hoje
no
congresso que
seja
convidada
a
Porta
a
intender-se
com
a
Grécia
para
a recliíicação das
frontei
ras,
recliíicação
que
comprehenderia
cer
ca de
metade do
Epiro e
Thesalia.
O
congresso
espera
que
se
realise
es
se
accordo
e
no caso
contrario
oflerecerá
a mediação.
Todos
os
delegados
approvaram
a
pro
posta
excepto
os turcos
que se abstiveram
de
votar,
declarando
não
terem
instruc-
ções.
Foram
approvadas
as
garantias para
as
reformas
da
autonomia
a introduzir
na
ilha de
Creta
e
em
outras
províncias.
Os
eonsules
provavelmente
formarão
uma
commissão
íiscalisadora.
O
congresso
adiou a
sessão
paraáma-
nhã
afim
de
discutir
a
questão
turca
da
Asia.
Corre
o
boato
de que se
realisou
o ac
cordo
referente
a
Balaum
que
serà
cedida
à
Rússia,
mas
todas
as
obras
de
fortifica
ções
serão
destruídas.
Da outra parte
a
Porta
de
Trajanoe
desfiladeiro
de
Schtiman
no
Sandjak
e
de
Sofia
ficarão
pertencentes
á
Turquia.
Londres
6
—
0
«Morning Adverlisser»
annuncia
que
o
principe
Carlos
da Rou--
mania
escreveu
ao
principe
imperial
da
Allemanha,
declarando-lhe que
a
sua
ab
dicação
será
em
consequência
da
perda
da
Bessarabia.
Banco Commercial
de Braga em
liquidação
Sociedade
anoiiyina
—
responsabi
lidade
limitada
Resumo
do
aclivo
e
passivo
deste
Banco
em 30
de
Junho
de 1878.
Activo
Caixa:
dinheiro
existente.
.
17:011^256
Papeis
de
credite.
. . . 374:086^400
Ditos
das
cauções
das
z.
cor
rentes
liquidadas. .
. .
188:577^237
Acções
de
c.
própria.
. .
273:968^000
Agentes
no
paiz.
.
.
.
69:543^375
Ditos
no
estrangeiro.
.
.
22:462^519
Letras
descontadas.
.
.
.
43.221^598
Ditas
a
receber.
....
2:719^260
Ditas
de concordatas a
receber
24:125^030
Ditas
em
liquidação.
.
.
125:889^079
Contas
correntes
com
garan
tia.........................................
192:573^967
Empréstimo
sobre
penhores.
106:4(>5$80f>
Diversos
devedores.
.
.
.
22
405$732
Accionistas
por
prestações
a
receber
..........................................
l:242á500
Despezas
de
liquidação
.
.
349$754
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:475^815
1.466:066^252
Passivo
Credores
privilegiados
Por
depositos
judiciaes
.
.
5$955
Por
depositantes.....................
1:859$145
Por
dividendos
a
pagar.
.
751^480
Por
notas
a recolher.
1.466:066^252
Por
saques
do
Brazil.
.
.
1:413$765
Ppr
agencias no paiz.
.
.
116^938
Por
diversos
credores
com
caução
.......................
.
.
23:503^765
Credores
chirographarios
Por
obrigações. .
.
.
.
377:706^253
Por
juros
a
pagar.
.
.
.
1:932^010
Contas
geraes
Capital
............................
.
1:000:0000000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
53:0000000
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
5:5960641
decencia
commodidade
e
regularidade
no
serviço;
pelo
que
esperam
que
a
numero
sa concorrência
de
visitantes áquelle
lo
cal
possa
encontrar
o
magnifico tractamen-
to que
até
hoje
tem
havido
tfaquella
casa.
Declaram
os annunciantes
que lambem
continuam
com
o mesmo
serviço
d
’
alqui-
laria
estabelecido
no
campo
deSanUAnna,
d’
esla
cidade.
(972)
Braga
5
de
Julho
de
1878.
Pelo
Banco
Commercial
de
Braga,
em
liquidação
A
commissão
liquidataria
Manoel
Simões
Braga.
Manoel
Joaquim
Gomes.
João
Luiz
Pipa.
Manoel
Ignacio
d
’
Oliveira
Braga.
Manoel
Antonio da
S.a
Pereira
Guimarães.
Antonio
José Antunes Beis.
Instrucção
Primaria e Franeez
Na
rua
Nova
de
Santa
Cruz,
n.°
9,
será
aberto
no
dia
15
do
corrente
um
curso
de Instrucção
Primaria
e
Franeez,
que
será
regido pelo
ordinando
Antonio
Joaquim
de
Mesquita
Pimenlel,
e
por
seu
pae,
bacharel
formado
em
direito
pela
Universidade
de
Coimbra.
LOJA
Aluga-se
uma
no
largo
do
Paço
n.°
6.
Quem
pertender
póde
fallar
na
mesma
casa.
(973)
o
arrematante
que ficar
com
a
parte
da
quinta
da
Pia,
denominada—
O
Assento
da
Pia
—que
se
compõe
de
diversos
prédios
fechada
com
muros
e
unida á casa nobre,
fica
com
o
encargo
de pagar annualmenle
um
legado de
106$320
reis,
ficando em
seu poder
com a
quantia de
2:126^400
reis, que entregará,
á
morte
da
legata-
ria,
a
Dona
Maria
do
Livramento
Gomes
de Mattos, mãe,
curadora,
e
crédora
do
dito
Manoel
Gomes
da
Silva
Mattos;
e
aquelle
arrematante
que ficar
com
a
quin
ta
da Bouça,
tem
de ficar
com
o
encar
go
de
pagar
outro
legado
de
vinte
mil
reis,
também
annual
e
vitalício,
ficando
em
seu
poder
com
a quantia
de
400«5000
reis,
que
á
morte
da respectiva
legalaria
entregará
á
mesma
mãe,
curadora
e
cré
dora
do
devedor.
Todas
as
pessoas
que pretenderem
lan
çar
comparecerão
no
dito
dia,
hora
local
designado.
Braga,
1
de junho
de
1878.
O
escrivão
e
DESPEDIDA
i:
AGRADECIMENTO
Joaquim
Maria Alves,
chefe
da
estação
do caminho
de
ferro
em
Braga,
tendo
sido
transferido
para
idêntico logar
em
Vianna
do
Caslello,
para
onde
marcha
sem
demora,
e
não
podendo,
como
desejára,
despedir-se
de
todas
aquellas
pessoas
a
quem
deve
atlenções
e
gratidão,
vem por
este meio
cumprir aquelle
dever,
agrade
cendo
tantas
e
repetidas
distincções,
e
offerecer-lhes
os
seus
insignificantes
servi
ços
n’
aquella
cidade.
(963)
AGBÂDHCIWTOS
AO PUBLICO BRACARENSE
Uma
senhora
pertencente
a
uma
fa
milia dislincta
e
bem
conhecida
no
paiz,
obrigada
pela
falta
de
saude
de
seu
pae
a
retirar
da capital,
acaba
de
abrir
n
’
es-
la
cidade
o
seu attelier
de
costura
no
largo
da
Sé,
(esquina
da
rua
de
D.
Gual-
dirn),
n
0
1,
aonde se encontram
toillels
completos
para
senhoras
e
meninas,
as
sim
como
se
encarrega
d
’enxovaes
para
noivas
e
creanças
recemnascidas;
também
se
fazem
casacos, capas, chapéus,
e
tudo
pelos
ult'mos
figurinos.
A
casa
acha-se
decentemente
mobilada
para
receber
as
senhoras
da
mais
elevada
sociedade,
e
to
das
que
se
lembrarem
d
’
esta
casa,
en
contrarão
n
’
ella
promptidão
na execução
das
obras,
bom
gosto,
elegancia,
e
econo
mia nos preços.
(974)
João
Marcos
d’
Araújo
Bibeiro.
Verifiquei
a exaclidão.
(969)
A.
Carneiro
de Sampaio.
Nova carreira entre Braga
Povoa
do Varzim
José Antonio
Duarte
Pregueiro
&
lRKEXi)AnS!í
e
Banco de Guimarães
Anna
Bosa
de Sousa
Braga
Franquei-
ra,
Maria
das Neves
de
Sousa
Braga
Fran-
queira,
Theresa
de
Jesus
de
Sousa
Bra
ga Franqueira
e
Antonio
José
de
Sousa
Braga
Franqueira,
agradecem
cordealmen-
te
a todas
as
pessoas
que
os
cumprimen
taram
pelo íallecimento
do
seu
chorado,
e
nunca
esquecido
pae;
e
bem assim aos
ill.
mos
e
exc.
mos
snrs.
que se dignaram
assistir
ao
cilicio
de
sepultura
que
pelo
mesmo
tiveram
lugar
na
parochial
egreja
de
Santa
Eulalia
de
Tenões,
protestando-
lhe
o seu
eterno
reconhecimento e
inde-
level
gratidão.
(971)
Desde
o
dia
8
do
corrente
em
dian-
paga-se
na séde
do
Banco de
Guima
rães e
nas
suas
agencias
do
Porto
e
Jraga
aos accionistas
do
mesmo
Banco
o
dividendo
do
1.°
semestre d
’este
anuo
na
razão
de
3
0/0 ou 2$4i)0
reis
por
acção.
(975)
te
AO
PUBLICO
Já
se
acham
abertos
em
S.
^nte,
os
banhos
quentes,
a
100
da
um.
João da
reis
ca-
(976)
D.
Catharina
Thereza
de Faria,
e
seus
filhos,
filhas e
genro,
Antonio
José
Fer-
nandes
Braga,
José
Fernandes
Braga,
Joan-
na
Fernandes
Braga,
Anna
Fernandes
Braga,
e
Antonio
Joaquim
Vieira,
da
fre
guezia
de
Prado,
veem
por
este meio,
por lhe
não ser
possível
fazel-o
pessoal
mente,
agradecer
a todos os
ill.m
‘
s e
revd.
mos
snts.
ecclesiasticos,
e
leigos,
e
com
especialidade
ao ex.
m°
snr.
Arcipres
te,
abbade
de
Cabanellas,
pela fineza
que
fizeram
em
assistir
ao officio
e responsos
de
sepultura
de
seu
chorado
filho,
irmão
e
cunhado
Francisco
José
Fernandes
Bra
ga,
que
tiveram
logar
na capella
do
Bom
Successo,
na
freguezia
de
Prado,
no
dia
27
de
junho
passado,
protestando
a
todos
a
sua eterna
gratidão,
e
reconhecimento.
Catharina
Thereza
de Faria.
Antonio
José Fernandes Braga.
José
Fernandes
Braga.
Joanna
Fernandes
Braga.
Maria
da
Trindade
Braga.
Anna
Fernandes
Braga.
Antonio
Joaquim
Vieira.
(964)
Arrematação voluntária
José Antonio
Duarte
Pregueiro
&
Ir
mão,
annunciam
ao
publico
que
desde
o
dia
12 do
corrente
inclusivè,
principiam
com
a
sua
nova carreira,
como nos
an-
nos
anteriores,
a
sair
d’
esta
cidade
ás
5
horas
da
manhã,
chegando
a
Barcellos
ás
7
e
meia
horas,
e
á Povoa
ás
1
1
da
manhã;
da
Povoa sae
ás
4
horas
da
ma
nhã,
chegando
a Barcellos
ás
6
e
meia,
demorando-se
alli
meia
hora
tanto
na ida
como
na
volta,
e chega
a
Braga
ás
10
horas.
Os
bilhetes
acham-se
á
venda
nos
seus
antigos
escriptorios;
na
Povoa
em
casa
do snr.
Manoel Pereira
Barbosa,
rua
do
Rego,
e em
Braga
em
casa
do
snr.
An
tónio
Joaquim Loureiro,
rua
Nova de
Sou
sa
n.°
2.
Preço
500
rs. fóra
e dentro.
Os
mesmos
continuam
com
as
suas
antigas carreiras
entre Braga
e
Barcellos.
Braga
5 de
julho
de 1878.
O
alquilador,
José
Antonio
Duarte
Pregueiro &
Irmão.
(966)
«
MMK'
<D
O
S
9
>
a>
a
o
ô
ÍH
•rH
o
a
85
«
9
»•
8
&
63
a
a
63
«
>3
Q
a
9
£
£
a
9
Desde o proximo
S.
Miguel, (
res
moradas de
casas
de
2
andares,
construi,
das
de
novo,
com
quintal
e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo
n
0
18,
20
e 22 Trata
se
na
mesma
rua
n.°
17.
(943)
oq
s
S
M
a
S
8
w
a
CT4
s
«
<Z>
£
.8
Linimento
B.IYER-MICHEL para caval-
los. inzcndo as vezes de
fogo e não deixando
vestimos
do seu
emprego
M
ichkl
, phítrmv
ceiiiu-.o
em
Aix
(na Provença) França. -
Preço
t.iioo reis. — Ern
Lisboa
o
snr
Barreto,
Loreto,
n
0
28—
30.
(25)
■ .a
DECLARAÇÃO
Anna Rosa
de
Sousa
Braga
Franqueira,
Maria
das
Neves
de Sousa Braga
Fran
queira,
Theresa
de Jesus
de
Sousa
Bra
ga
Franqueira
e
Antonio
José
de
Sousa
Braga
Franqueira,
filhas
e
filho
do
falle-
cido
Francisco
José
de Sousa
Braga
Fran
queira,
proprietário
do
Hotel
da
Boa-Vis-
ta,
no Bom
Jesus
do
Monte,
participam
ao
respeitável publico
que continuam
a
sustentar
o
referido
Hotel
com
a
mesma
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
2.°
officio,
de
que
é
escrivão
João
Marcos
d
’Araujo
Ribeiro,
no
dia
14 do mez
corrente, pelas
10
ho
ras
da manhã,
á
porta
do
tribunal judi
cial
sito
no largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
esta
mesma,
aonde
se
costumam
fazer
as
arrematações,
se
tem
de
vender
em
hasta
publico-voluntaria
os
bens
perten-
centas
ao
casal
de
Manoel Gomes
da
Sil
va
Mattos,
d
’esta mesma
cidade,
a
reque
rimento
dos
exm.
os
Henrique
Freire
d’
An-
drade,
Antonio
dos
Santos
Azevedo
Ma
galhães,
Manoel Luiz
Ferreira
Braga,
d
’
es-
ta
mesma,
na qualidade de
membros
da
commissão
liquidalaria
de
todo
o
passivo
que
onera
o
casal
e
bens
do
dito
Ma
noel
Gomes
da
Silva
Mattos,
creada
por
escriptura
publica
de
7
de
dezembro
de
1877, celebrada nas
notas
do
predicto
escrivão,
cujos bens
a arrematar
são
os
seguintes:
A
quinta
da Pia,
toda
ella,
ou
em
grupos;
a
quinta da
Bouça;
a quinta
de
Villar,
todas
sitas
na
freguezia
de
Gual-
tar,
d
’
esta
comarca;
a
casa nobre
do
cam
po
de
Sant
’Anna,
com
o n.°
7;
e
bem
as
sim
diversos
foros
situados
no
concelho
de
Villa Verde:
indo
o
primeiro prédio
no
valor
de
5:689^80(1
reis,
que são
a
somma
dos
diversos
grupos
que
a
consti
tuem:
o
segundo
prédio
no
valor
de
reis
4:612$I75
reis:
o
terceiro
prédio
no
va
lor
de 2:108^650
reis:
e
o quarto prédio
no
valor
de
12:000^000
reis;
e os
foros
no valor de
2:()00$000
reis; tudo
liquido
de
encargos,
foros
e
de
contribuições
de
registro,
e
mais
despezas.
Declarando-se
que
os
predictos
prédios
serão
entregues
a
quem
mais
der,
ou
a
quem
os
accei-
lar
pelos
valores
supra
declarados
porque
vão entrar
em
praça,
e
pagar
á
dita
com-
missào,
no
prazo de
quinze
dias
depois
do
dia
d
’
arrematação;
declarando
se
mais
que
MUITA ATTENÇAO
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante,
prédios
recentemente
reconstruídos
de
novo,
com
os
n.
os
27
e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro V
com
quintal
ajardinado
todo
murado, e
com
agua.
Tem
commo-
dos
para
numerosa
familia,
e
dos
2.
0S
andares gosam-se
os
pontos
mais
impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao
pé
da porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu
pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos
onde
po
dem
ser
vistas todos
os
dias,,
das
4
horas
da
tarde
por
diante.
(949)
2
AGUA DO GEREZ
Vende-se na
Drogaria
de
Domingos
José
Vieira Machado,
praça
Municipal
n.°
17
—
a
60
reis—
com garrafa 100
reis.
Quem
comprar
de
20
garras
para
sima
tem o
disconto
de
10 por
cento,
garante-se
a
qualidade.
"
(962)
ARRENDA-SE
Quem
pretender
arrendar
uma
morada
casas apalaçadas,
sitas
no
campo
de
Sebastião,
d
’
esta
cidade,
que
se
acha
, falle
com
de
S.
dividida
para
dois
inquilinos,
Manoel
Ferreira
d
’
Azevedo
e
Castro,
mo
rador
no
campo
das
Carvalheiras,
que
se
acha
habilitado
para
arrendal-a
no todo
ou
em
parte, com
as
condições
que
no
acto
apresentará.
(934)
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra n.°
6
a 6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas, lojas,
sotlo,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7, contígua áquella.
(862)
M
0)
í-
t»
<!
m
o
fl
<D
ffl
<u
o
o
pq
d
o
3
42
s
cB
9
<0
&
d
a
0)
Q
G (/)
? s
K
c/i
Q
tes
<75
a
’
ã
O
Q
>3
£
£
Vende-se
para
pagamento
de
dividas,
uma
morada
de
casas,
edificada
de
novo,
na
rua
da
Sé,
antiga
de
Maximinos,
desi
gnada
pelos n.°
s
16 e
17,
bem
como
lam
bem
se vende, em
Santa Eulalia
de
Te-
nões,
suburbios
d
’
esta
cidade,
uma
pro
priedade
rústica, chamada
da
Herdade,
toda
morada
sobre si;
trata-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
ALVIÇARAS
Quem achasse
uma
corrente
de
oiro,
com
medalha
do mesmo
metal,
que
se
per
deu no
dia
29, desde
esta
cidade
até ao
Bom
Jesus
do
Monte,
e
a
queira
entregar
no
escripiorio d
’
esta
redação
;
receberá
al-
viças.
(959)
Quem
pretender
uma
casa,
junto
do
Poço
forte,
no
Gerei dirija-se
..íixia
ao
p
a(
i
re
Antonio
Joaquim da Ro
cha,
capellão
do
Gerez
que
tem
ordem
para
a
alugar
com
as
camas e
mais
moveis
que
n
’
ella
estão.
(961)
VENDA
DE
CASAS
No largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante (la
do
esquerdo)
vendem-se as
duas
moradas
de casas
construídas de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar superior
da
casa
que habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente ao
con
vento
dos
Remedios. Prefere se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
mra.
(916)
«er.
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—
«■rnnw
QhMonaam
*
i
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITARA
—
-1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
