comerciominho_09051878_784.xml
- conteúdo
-
COMMEHLCIAX<,
KE1L1GIOM
A
MS
^'ÍÈTIÍJÍOS.%.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA, RUA
NOVA
N.°
3
E.
^Bty^ag
L^glBgWS
gaqW
6.°
ANNO
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.....................
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
850
40
20
10
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil, 12
mezes,
.moeda forte. .
Folha
avulso
...............................
2&000
1&050
3&600
3&600
10
N.° 784
;ue
tinha a
infallibilidade
como
um ar
tigo
de
fé,
que
o
illustre
Melchior
Cano
poude dizer
com
razão
—
que a
opinião
contraria
seria
necessariamente
condetn-
nada como
heretica
por
um concilio
geral,
se
fôsse
levada
perante
elle.
O
que
é
pois
certo,
é
que
só
depois
das
grandes
perturbações
trazidas
á
Egreja
pelo
grande
schistna
do
Occidente
foi
que
se
começou
a
sustentar,
por
parte
de
alguns
theologos,
que
o
Ponliíice
Romano
definindo
em
matéria
de
fé
e
de costu
mes
pode
errar.
E
note-se
que esta
opi
nião
foi
assim
mesmo
apresentada
como
que
a
medo,
porque
os
seus
fautores
bem
sabiam
que
iam de
encontro
á
tradição
universal
da
Egreja.
Mais
tarde
as
cha
madas
escolas
jansenisla
e
gallicana
ado-
ptaram
essa
qjjinião
.
que
lambem
desde
logo
foi
condéímiada
pelos
Pontífices
Ale
xandre
Vil,
Alexandre
VIII,
Innocencio
XII,
Clemente
XI,
Innocencio
XIII,
Be-
nedicto
XIII
e
Pio
VI,
implícita
ou
ex
plicitamenle
D’
onde
se
conclue
que a
negativa
da
infallibilidade
do
Papa nunca
foi
uma
opinião livre
e
tolerada
na
Egre
ja; a
Santa
Sé
apenas
tolerou
aquelles,
que
a sustentavam,
ou
antes,
por diflfe-
rentes
circumstancias
que seria
longo
re
ferir,
deixou
apenas
de
os
fulminar
desde
logo
com
os
nltimos
anatheinas.
Por
tanto o'facto da negativa
de
um
ou
outro
lheologo,
e
mesmo
de
duas
es
colas
visivelmente eivadas
de
heresia,
nunca
podia
destruir
a
universalidade
da
tradição
calholica
sobre
a
inl
illibilida
le
doutrinal da
Santa
Sé;
assim
como
a ne
gativa
dos
arianos
não
destruiu
a
uni
versalidade da tradição
calholica
sobre
a
divindade
de
Jesus
Christo, nem
a
ne
gativa
dos
lutheranos
e
calvinislas
a
uni
versalidade
da
crença
no
dogma
da tran-
substanciação.
Terminando
pois
diremos
que
só
a
mais supina
ignorância
ou
a
mais
refina
da
má
fé
podem
teimar
em
chamar
novo
ao
dogma
da
infallibilidade
pontifícia.
d
.
m
.
s.
ara, principado
que,
com
a
plenitude
doI
«poder,
recebera
do Senhor
mesmo
na
«pessoa
do
Bemaventurado
Pedro, Prin-
«cipe dos
Aposlolos,
do
qual
é successor
«o
Romano
Pontífice;
e
assim
como
ella
«está,
mais
nenhuma
outra,
obrigada
a
«defender
a
verdade
da
fé,
assim
também,
«quando
se suscitam
questões relativas
«á
fé,
devem
ellas
ser
decididas
pelo
seu
ajuízo».
Finalmente
o
concilio
de Florença,
XVII
ecumenico,
em
1439,
definiu:
«Que
«a
Santa Sé
Aposlolica
e
o
Pontífice
Ro-
«mano
é
o
successor do B.
Pedro,
Prin-
«cipe dos
Aposlolos,
verdadeiro
Vigário
de
«Jesus
Christo,
Cabeça
de
toda
a
Egreja,
«Pae
e
Doutor
de
todos
os
christãos,
a
«quem foi
concedido
por
N.
S.
Jesus
«Christo,
na
pessoa
do
B.
Pedro,
o
pleno
«poder
de
apascentar,
reger e
governar a
«Egreja universal».
Ahi fica
pois
bem
claramente
estabe
lecida
a
edade
do
dogma
da
infallibilidade
do
Papa.
E’
coevo
da
instituição
do
Pon
tificado;
e
a
Egreja o
tem
reconhecido
em
lodos
os tempos.
Porque persistem
pois
em
chamar-lhe
novo
os
nossos
doutores
?
Será
por
que
elle
não
foi
desde
logo
definido
em
lermos
tão
claros
e
precisos,
como
o
fez ultimamente
o
concilio
do
Vaticano
?
Mas isso
tem acontecido com
todos
os
dogmas,
como já
observava S.
Vicente
de
Lerino
na
passagem,
que n
’
oulro
lugar
transcrevemos.
Se
tão
despropositado
critério
se hou
vesse
de
applicar
a todas
as
definições
dogmáticas,
os
contemporâneos
do
conci
lio
de
Nicêa chamariam
novo
ao
dogma
da
consubstancialidade
—os
do
concilio
de
Constantinopla
(VI
ecumenico)
chamariam
noto
ao
dogma
das
duas
vontades
e
das
duas
operações
em
Jesus
Christo;
e
assim
mesmo
chamariam
novo,
novíssimo
até,
ao
dogma
da presença
real de
Jesus
Christo
no
Sacramento
do
altar
os
contem
porâneos
do
concilio
Tridenlino!
A
verdade
porem é,
que em nenhuma
d
’
essas
definições apparece
uma
novidade;
é,
pelo
contrario,
a
doutrina
antiga
da
igreja;
é
a
affirmação
solemne
do
que
ella
sempre
créu;
é,
n
’
uma
palavra,
a
ver
dade
antiga,
embora
exposta
a
uma
luz
mais
clara,
para
que
todos
os
olhos
a
possam
ver
dislinctamente,
e lodos os
espíritos
a
abraçem
sem
duvidas
e
sem
hesitações.
«Mas—dizem os
sábios
adversários
da
infallibilidade
—
este
aitigo,
que
hoje
se
diz
de fé, teve
sempre
contradictores,
d
’
onde
se
segue
que não
foi
crido
sem
pre
e
por
todos,
ou
por
outra,
que
não
era
doutrina universalmente
ensinada,
co
mo
cumpria que fôsse,
consoante
aquelia
regra:
quod sem;
er,
quod
ubique,
quod
ab
omnibus
etc.»
Para
respondermos
a
esta
objecçao,
devemos estabelecer
primeiramente
certos
factos,
o
primeiro dos
quaes
é
—
que
nos
primeiros séculos
da
Egreja
nenhum
ca
tholico
ousou
contestar a infallibilidade
do
ensino
doutrinal
do
Pontífice
Romano.
Em
appoio
da
verdade
d
’este
facto
po
demos
citar
o
testimunho
do
celebre
Gerson,
insuspeito
na
matéria
subjeita,
o
qual
positivamente
aiíirma
que
«antes
do
«concilio
de
Constança
um
dogmatisador
«contrario
á
infallibilidade
do
1
apa
teria
«sido
notado
ou
condemnado como
he-
«relico».
Ou
ro
fado
lambem
digno
de
notar-se
é
_
que
nenhum
santo,
nenhum
doutor
da
Egreja,
nenhuma
escola
lheologica
ver-
dadeiramenle
reconhecida
como
tal,
ne
gou
jámais
a
infallibilidade
pcn
ilicia.
An
tes
era
tão
geral
e
corrente
a
opinião.
BRAG A—
SJC
IAT i-FEí HA 9 »B
MAIO
S9ÍÍ
1S58
A
íik
E
iv
a
SsafwSEsíaiãiilifcílc.
No século VIII,
e
no
concilio II
de
Nicèa
(VII
ecumenico),
depois
de lidas
duas
cartas
do Papa
Hadriano,
os
lega
dos
da
Santa
Sé
disseram:
«Que Thara-
<sio,
palriarcha santíssimo
da
cidade
«real
(Constantinopla)
nos
diga
se
sim
ou
«não
se
confirma
com
as
cartas de
Ha-
«driano,
Papa
da antiga
Roma».
A
mesma
pergunta
foi
feita
em
seguida
a
todo
o
con
cilio,
que
se
compunha
de
377
bispos;
e
Tharasio,
còm todos
os padres,
responde
ram:
«Nós
seguimos,
recebemos
e
admil-
«limos
essas
cartas».
—
E
logo
cada
um dos
bispos
recebeu,
admitliu
e
subscreveu
as
cartas
de
Hadriano.
E
o
que
diziam
ellas?
Ouçam
os nossos
doutores:
Diziam
que
a
Sé
de
Pedro
é
a
cabeça
de
todas
as
egrejas,
e
que
gosando
do
primado
em
lodo
o
universo,
sempre leve
e
terá o
principado
da
auctoridade
do
poder,
que
lhe
fòra
dado
pelo proprio
Pedemptor
do mundo,
em
consequência
do
qual
só
o
Papa
é
o
prelado
univer
sal
de
todas
as
egrejas.
Que
da
prégação
de
Pedro
irradiara
a
luz
a
toda a Egre-
ja, e
d
’ella
receberam
as
outras
Egrejas
de
Deus os
documentos da
fé.
E
depois
o
mesmo
concilio,
por
bocca
do
palriarcha
Tharasio,
reconheceu
com
S.
Paulo—
que
a
fé da
Egieja
Romana
e
do
Pontífice
Romano
cm particular
é
a
regra
da
fé
calholica.
O mesmo palriarcha
ter
mina
a
sua
segunda
carta ao
Papa
Hadriano
por
estas
palavras:
«Síc
nos
dccelo,
vir
san-
sctissime, sequi
Divinam
Scripluram,
el
tevangelica,
apostólica,
canónica
et
paterna
iprcecepta.
Ubedimus
enim
verbis oris
ves
tiria. Poderá
haver
um
reconhecimento
mais
explicito
da infallibilidade
do magisté
rio
do
Ponliíice
Romano?
O
IV
concilio
de Constantinopla
(VIII
ecuménico,
em
869),
subscrevia
a
pro
fissão
de
fé
dada
pelo
Papa
Hormisdas;
e
n
’esse
documento
ensinava
se
—Que a
pri-
«rneira
condição
para
a salvação
era
não
se
«affastar
das
constituições
dos
padres,
e
«guardar
uma
regra
de
fé
direita;
e
por
«quanto
se
não póde
pôr
de
parte
a
sen-
«lença
de
Nosso
Senhor
Jesus
Christo,
«que
diz:
Tu
és
Pedro
etc.,
a
verdade
«Testas
palavras
se
prova
pelo
efleito
das
«cousas,
por
que
na
Sé
Aposlolica
a
re
iligião
foi
sempre
conservada
sem
man-
«c/ia».
N
’
este
mesmo
concilio
foi
lida
e
ap-
provada
a
carta
synodal do concilio Ro
mano,
sob
Nicolau
I,
na
qual se
declara
va:
«Que só aquillo
que
a
Sé
de
Pedro
«approvára.
fòra universalmente ractiíicado
«e
recebido;
assim
como
só
havia
sido
«reprovado
o
que
a
mesma
Santa
Sé
re-
«provára».
E
ainda
no
mesmo
concilio
foi
lam
bem
lida
e
approvada
a
carta
de Santo
Ignacio,
palriarcha
de
Constantinopla,
ao
P,pa
Nicolau.
Por
esta
carta
o
concilio
declara:
«Que as
promessas
feitas
a
Pe-
«dro,
e
cs
poderes,
que
lhe
tmam
con-
«feridos
pelo
Senhor,
não
se
circumscre-
«veran
1
nem
limitaram só
ao
Príncipe
dos
l
'Aposlolos,
mas
que
por
elle
haviam
sido
«transmittidos
aos
seus
successores
os
«Pontífices
Romanos
—
os
quaes
teem
ar
rancado a
zizania
e
as
heresias,
propon-
'do
a
verdade mais
poderosa
que
ellas,
'c
que
tudo
vence com
armas
íorlissimas
e
'inexpugnáveis».
No
século XIII
o
II
concilio
ecume
Dico
de
Lyão
(1274)
definia
em
sua
pro
fissão
de
fé—
«Que
a Santa
Egreja
Roma-
<n
a
tem
o supremo
e
pleno
primado
e
'soberania
sobre
a
Egreja
Calholica
inici
Kx«q»ii«s por
Pio IX., e«n Viantsa
do
Castelio.
sava
a eça,
symbolisando,
pela
«ua
fórma
de
torre,
a
fortaleza
mystica
da
Egreja.
Em
cada
um
dos seus
ângulos
achava-se pos
tado
um
porta-machado.
Na
parte inferior
da
eça,
artisticamente
decorada,
lia-se,
em
campo
branco,
o
versículo—
ecce
sacer-
dos
magnus
qui
in
diibus
suis placuil Deo.
Na
parte
sobreposta
a
esta,
via-se a da
ta
do
fallecimento
do
immortal
Ponliíice,
e
no
cimo
poisava
uma
urna
funeraria
subposta
aos
emblemas
pontifícios
todos
velados.
Nas
columnas
da nave
central,
em
medalhões
elípticos,
symelricamenle
dis
postos
e
encimados
pelas
insígnias
ponti
fícias,
igualmente
ocladas,
liam-se
versos
allusivos
ao
acontecimento
que
se
comme-
morava;
de
columna
a
columna
corria
uma
balaustrada
toda
guarnecida
de
lumes
e
com
uma
abertura
ao
centro,
onde
se pos
tara
uma
senlinella;
do
tecto
pendiam
can
delabros.
O
templo
achava-se
illuminado
com
riqueza
e
profusão
aqui
nunca
vistas;
o
conjuncto
da armação era
surprehen-
dente.
No
dia
29
ás
4
horas
da
tarde
can
taram-se
vesperas
e
matinas a
instrumen
tal.
No
dia
30
ás 10
horas
da manhã
can
taram
se
laudes
pelo clero de todo
o
con
celho.
Para
a
solemnidade
d’
este
dia
foram
convidados
s.
exc.a revm.a
o
snr.
arcebis
po
Primaz,
que
se
fez
representar pelo
exm.°
snr.
D.
Manoel
Martins
Alves
No-
vaes,
deão da
Sé
Primacial,
os
exm.
os
snrs.
governador
civil
do
districto
vis
conde
da
Torre
das
Donas,
e
respectivos
oíTiciaes
e
empregados,
conselheiros
de
districto,
commissão
districtal,
camara
mu
nicipal,
administração
do
concelho,
todo
o
corpo
consular,
commandante
e
oíficia-
lidade
d
’
inlanleria
3,
juiz
de direito
e sub
stitutos,
delegado
do
procurador
regio,
es
crivães
de
direito,
corpo
docente
do
ly-
ceu
e
dos
collegios
Viannense e
de
Santa
Anna,
a
imprensa
local,
director
d’alfan-
dega e
empregados,
delegado
do
thesou-
ro e
empregados, escrivão
de
fazendo,
di-
recção
d
’
obras
publicas
do districto,
guar-
da-mór
de saude n’este
departamento,
delegado
de
saude,
direclores
dos
bancos,
director
do
correio,
direcção da
associa
ção
commercial,
chefes
de
secção
e esta
ção
telegrapliicas,
governador
do
ca^tello
e
ajudante,
olliciaes
reformados,
thesou-
reiro
pagador, recebedor
da
comarca,
to
dos
os
commendadores
das
diversas
or
dens,
e
muitos
particulares.
Foi celebrante
o
muito
revd.0
conego
Manoel
Joaquim
Gonçalves Vieira
de
Sá,
promotor
fiscal
da
relação ecclesiastica,
e
acolytos
os
revd.
0
”
abbades
de
Mujàes e de
Gardiellos.
Finda
a
missa,
fez
o
elogio fúnebre
de
Pio
IX
o
dr.
Luiz
Mina
da
Silva
Ra
mos,
lente
cathedratico
da faculdade de
Theologia
na
Universidade
de Coimbra,
que tomando
para
thenaa
as
palavras
do
Ecciesiastico
=
Corpora ipsorum
(homines
diviles
in
virtule)
in
pace
sepulta
sunt,
et
nomen
eorum
in
gencalionem
el
gene-
ra/ionem=»discursou largamente
e
com
to
da
a
proficiência
sobre
a
vida
e
virtudes
do
inclylo Pontifice.
O alticismo
da
frase,
a
elevação
dos
pensamentos,
e
a
erudicção
tão
variada
como
conscienciosa
que
o
snr.
dr.
Luiz
Maria
revelou
no
sen
discurso,
confirmariam,
se
carecessem
ainda
de
con
firmação,
a
reputação
de
um dos
mais
bri
lhantes
ornamentos
do
moderno
púlpito
porluguez.
Findo
o
discurso
e
antes das
absol
vições
tocou-se
uma
salva,
bella
composi
ção
do
snr.
Manoel
João
de
Paiva,
da
ci
dade
de
Braga.
Foram
absolventes
os
muito revi
oSar-
icecipreste
de
Ponte
do
Lima, desembar-
No
dia
29
e
30
de março
celebraram-
se
na
egreja
matriz
d
’
esta
cidade
solemnis-
simas
exequias
pelo
immortal
Pontififice
Pio
IX,
o
Grande.
Apoz
um
pontificado
de
32
annos,
epo-
pea
gigantea
dos
mais
sublimados
heroís
mos,
o
vulto
enorme
do
grande
sacerdo
te
caiu
aureolado
de
gloria
e
pujante
ainda
d
’
essa
força
moral
que
recrutava
crentes
e
era
o
assombro
dos
proprios
inimigos.
Aquelle
braço forte
que
defendera
a
,arca
sacrosanla
da
fé
nos
rud
o
s
assaltos
d
uma
revolução
sedenta
de
conquistas,
não fra
quejou
nunca,
abateu
luctando;
aquelia
1
mão
vigorosa
que
aspergira
tantas
gra
ças,
não
se contraiu
nunca,
e
o
seu
ul
timo
movimento
íoi
a ultima
bênção
Por
isso,
as
exequias
com
que
todo
o
orbe
catholico
cotnmemorou o
passamento
do
grande
Ponliíice,
não
são
apenas
um
suf-
fragio,
sã»
também
uma
apolheose.
Os
tantos'
e tão
grandes
benefícios
de
Pio
IX,
imposeram á
sociedade
um
dever,
e
esse
d
ever
—o
dever
augusto
da
gratidão
—aca
ba
de
cumpril-o
plenamente
o clero
do
districto
ecciesiastico
de
Vianna
do
Cas-
tello.
O
vasto
templo
da
egreja
matriz
es
tava
rigorosamente
coberto de
crepe.
Na
nave
central,
e
immediatamente
á
capeila
mór,
levantava-se
um
soberbo
estrado,
la
deado
por uma
elegante
balaustrada
e
por
uuatro fachos.
No
centro
do estrado
poi
gador
arcipreste
d’
este
districlo
ecclesias-
tico,
os
revd.os abbades
de
Perre
e
da
Meadella,
sendo
a
ultima
absolvição
le
vantada
pelo
snr.
desembargador
conego
Vieira de
Sá.
A
’
porta
do
templo
uma
força
d
’infan-
teria
3,
sob
o
cominando
d
’
um
tenente, fa
zia
a
guarda
d
’honra.
A
commissão que
promoveu
e
dirigiu
tão
imponente
solemnidade,
e que
se
com
punha
dos
’
revd.°
s
João
Cândido
da
Silva
encommendado
da
matriz,
Manoel
José
Fer-
nandes
da
Costa
e
Manoel
da
Resurreição
Sobreiro,
era
presidida
pelo
muito
revd
0
arcipreste,
dr.
Manoel
da
Silva
Vianna.
GAZETILKÀ
flictos
entre
os
parochos e
as
juntas
de
parochia.
III.
Secção
de
jurisprudência.—
Vários
accordãos
ou
decretos sobre consulta
do
supremo
tribunal
administrativo
e
do
tri
bunal
de
contas.
IV. Extraclo
do
Diário
do
Governo.
—
Noticia dos decretos
e
portarias
publica
dos
na
folha
oílicial
durante
o
mez de
março.
E<:ieiç3es
—
Consta
que
se
propõe
can
didato
governamental
por
Barcellos,
o
snr.
dr.
Adolpho
Pimentel,
por
Famalicão
o
snr.
dr. Bernardino
Machado, e por Gui
marães
o snr.
Bento
de Freitas
Soares,
director
da
alfandega
do
Porto.
Feira em Villa Nova «Se 5’iiina
líesso.
—
E’
hoje o
ultimo
dia da
grande
feira
annual
que
nos
dias
6, 7
e
8
de
maio se
costuma
fazer
em
Villa
Nova
de
Famalicão.
Não
obstante o
desabrido
do
tempo,
dizem
nos
d’
alli
que
ella tem
sido
muito
concorrida
de
feirantes.
La
Katuraleza.—
Recebemos
os
n.
os
19,
20,
e
2I
do
hebdomadario
«La
Nalu-
raleza»,
elegante
publicação
destinada
a
vul-
garisar
as
sciencias
naturaes.
Conteem
erudiclos
artigos
e
óptimas
gravuras
correspondentes.
O
escriptorio d
’
este
periodico
é em
Madrid,
na
rua
do
Pizarro,
n.°
15.
A
n
conciliações...
—
Diz
a
«Espe
rança»
que
os
príncipes
liquidadores
que
entraram
com gazúas
no
Quirinal
preten
deram
agora,
em
sua
profunda
devoção,
erigir
uma
capella canonicamente
n
’
aquel-
le palaci
>.
Foi-lhes
respondido
da
parte
de
Sua Santidade
Leão
XIII,
pelo
ern.m
°
Cardeal
Franchi, Non
licel,
que,
segundo
parece,
corresponde
perfeitamente
ao Non
possumus
de Pio
IX.
O
judeu
Arbib,
na
«Liberta»
de
23 de
abril,
diz
que
é
um
mau
signal
(1)
e to
da
a
liberalaria o
dirá
cotareile
Pois
o
que
esperavam?!
(1)
Che
giova
nasconderlo?
L
’
avere
ne-
galo
1
’
erezione di
una
capella
dentro
al
Quirinale
é
un
brutlo
indizio.
De
maneira
que...
quanto
a
concilia
ções,
lá
se
vae
quanto
Marlha
fiou!
Que
pena!...
Os
incolores
e
os
matutinos
vão-se dar
a
perros.
Elles
estariam
illudidos
um
mi
nuto
sequer?
Desejávamos,
mas
não
po
demos
crèl
o.
A
Opinião. —
E’
este
o
titulo
d
’
um
novo
jornal
que
começou
a
publicar-se
no
Porto.
Diz
no seu artigo
inaugurai
que
não
sae
de
grémio
algum político,
nem tão
pouco
pretende
filiar-se
n’
elles;
deseja
ser
da
nação
inteira.
Desejamos-lhes
prosperida
les.
Embaixada
marroquina. —
Che
gou
ha
dias
a
Lisboa
uma
embaixada
mar
roquina
que
se
compõe
do
embaixador
Sid
Taub
Renhuma,
do secretario
Abde-
leren EI Ghamonia,
do
alcaide
EI
Aarbi,
do
escrivão
Mohamel
Renhuma,
e
de
5
oíficiaes, 4
soldados, um interprete
e um
cosinheiro.
Publicações.
—
De
Ponta
Delgada
foi nos
remettido
um
opusculo intitulado
A
Ordem Terceira de
S.
Francisco
—
por
Mgr.
de
Segur
—
Traducção
da decima
ci
tava
edição
augmentada
e publicada
em
Paris
em
1876
—
Por
um
michaelense, com
um
appendice
pelo
mesmo.
Esta
obra
tem
entre
outras approva-
ções
a
do
iilu-tradissimo
prelado
d
’Angra
do
Heroísmo,
de
cuja
provisão
transcre
vemos os paragraphos
seguintes.
«Estimaríamos
que
na
falta d’
outra
obra
mais
desenvolvida sobre
este obje-
cto,
nenhum
Terceiro
deixasse
de possuir
este livrinho,
que
pode
suprir
outros
muito
mais
volumosos;
e
recommendamos
aos
revd.08
padres
Commissarios
da
mesma
Ordem—
que
não
admiltam
pessoa
alguma
ao
Noviciado
e
muito
menos
á
profissão
sem que
lhe
apresente
este
livrinho
como
propriedade
sua,
tendo-o
lido
e meditado,
afim de
que
saiba
o
que
é
a
Ordem
de
que
pretende
fazer
parte,
as
obrigações
a
que
se
sujeita,
e
as vantagens
que
delia
pode
tirar;
n
’
uma
palavra,
para
que
não
ande
de
leve
em
negocio
tão
grave,
e
não
considere,
como
cousa
indifferente,
uma
associação
tão
santa,
que
tem por
fim
a
perfeição
christã.
«Abençoamos
os
Irmãos
Terceiros
que
se
munirem
d’este
lhesouro,
pequeno
no
volume,
mas
grande
no
merecimento;
e
lhes
rogamos
queiram
lêl-o
e
medital-o
amiudadas
vezes,
afim
de
tirarem
a maior
abundancia
possível
de
fructos
espirituaes
da
Venerável
Associação
a
que leem
a
for
tuna
de
pertencerem».
Esta
seria
a
mais
valiosa
recommen-
dação d
’
este
livrinho,
se
para
lhe
incul
car
a
importância
não
bastasse
o
nome
laureado
de
Ségur.
—
Diccionario
de
Geographia
Univer
sal
—
por Uma
Sociedade
de
homens
de
sciencia.
Recebemos
os fascículos
n.
os
47
e
48
d
’
este
diccionario,
a
obra
mais
completa
que no
genero
se
tem
publicado.
Correm
estes
fascículos
de
pag.
737
a
768,
onde
começa
o
termo Celtas.
E
’
edição
nítida
da
respeitável
empreza
Horas
Românticas,
cujo
escriptorio
é na
rua
da
Atalaya,
42,
l.°
—
Lisboa.
A
mesma
empreza
tem
no
prelo,
en
tre
outras obras,
a
segunda
edição
do
romance
de
Ponson
du
Terrail
Os
cavai
leiros
da
noite,
de
que
Jse
acha
esgotada
a
primeira
edição.
—
Historia
de
Portugal,
illuslrada.
Está
publicado
o
fascículo
//do
quinto
volume
d
’
esta
publicação
da
Empreza
LU-
teraria de
Lisboa,
de
que
o
escriptorio
é
na rua
Nova
do
Almada,
n.°
21,
2.°
A
estampa
que
acompanha
este
fas
cículo
t.
Ilude
á
Batalha
de
Saragoça,
e
é
primorosa
como
todas
as antecedentes.
—
Temos
também
recebido
com
a
ma-
xima
regularidade
as
cadernetas
ultima
mente
publicadas
do Diccionario
Popular,
hislorico,
geographico, mylhologico,
biogra-
phic>
etc.,
editado
pela
Bibliollieca
dos
Dois Mundos.
Agradecemos.
—
Da
infatigável casa
editora
Chardron
recebemos
o
seguinte
annuncio:
No
dia
10 de
maio
estará
á
venda
a
obra
O
Direito
ao
alcance de
todos—
Ou
o
advogado de si
mesmo=
Diccionario de
di
reito
usual
contendo
as
noções
praticas
do
direito
e
modelos
e
formulas d’
alguns
aclos sobre
matéria
civil,
commercial,
ad
ministrativa,
criminal,
eccleshstica
e do
processo,
por
Francisco
Anlonio
Veiga,
juiz
de
direito
de
primeira
instancia.
A
obra
completa custará
2$000
reis.
A
neeca
eso
nnrte
«lo
Brazil.—
De
uma
carta
particular
extrahiu
o
«Jor
nal
do
Commercio»,
do
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
períodos:
...
De
Pernambuco
fomos
á
Parahyba
do
Norte,
onde
a
fome
occasionada
pela
secca
já
estendeu
as
suas
raizes
até
á
ca
pital,
havendo
alli,
além d
’
isso,
muita
fe
bre
lyphoide,
amarella,
intermiltentes
e
o
famoso
beri-beri.
Da
Parahyba
fomos
ao
Rio-Rrande do
Norte,
onde
existe
a
mesma
miséria.
D
’
ahi fomos ao Ceará.
Fundeamos
de
manhã.
De
bordo
já
se
avistava
o
povo
amontoado
na
praia
em
numero
de
mais
de
500
pessoas.
Depois
do
navio
visitado,
começou a
aífluir
grande
quantidade
de jangadas para
tomar
passageiros.
Fui
o
unico
passageiro
que desembar
cou,
chegando
em
terra,
como
é
de
costu
me,
completanoente
molhado.
N’esse
mesmo
estado
subi
um
morro
onde
está
situada
a
cidade.
Cheguei
ao
Ceará.
O
povo
que avistára
e
sempre
aos bandos de
cem,
offerecia
um
aspecto medonho,
pareciam
cadaveres
ambulantes.
Chegando
á
praça
da
Assembleia,
onde
está
o
maior
numero
de
retirantes
que a
sêcca
fez
e
está
fazendo
emigrar
do
ser
tão,
assisti
ao especlaculo
mais
horripilante
que
até
hoje
tenho
visto.
Famílias
inteiras
vivem
n
’
essa
praça,
quasi
nuas,
expostas ao
sol
por não
terem
onde
se
abrigar.
Ahi
mesmo
dão as
mu
lheres
á
luz,
ahi
morrem,
como
eu mes
mo presenciei
uma
vez.
A
um
caboclo
dei
eu
esmola,
de
manhã,
já
nem
tinha
forças
para
fallar;
riu-se
e
o
seu
riso
dizia-me:
<E
’
tarde,
mas
obrigado»!
Esta
va
completamente inchado.
A
s
duas
ho
ras,
quando
tornei
por
alli
a
passar,
esta
va morrendo.
Conservei-me
ao
lado
d
’elle
até
expirar.
O
povo aqui
já
está
indifferente.
Ima
gine
que
morre
na
capital do
Ceará,
onde
ou
estive,
de
100
a
150
pessoas
por
dia,
ametade
das
quaes
morrem
debaixo
de
cajueiros, onde
estabeleceram
suas
mora
das
por
não
haverem
encontrado
abrigo
em
outro logar.
E
’
triste
tanta
desgraça
!
Foi
para
mim
uma grande
emoção.
Com
vagar
escreverei
o
que
vi
no
Ceará;
só
em
uma
barraca
de
retirantes
vi
10
mortos,
que esperavam
enterro,
quasi
em
estado de
putrefação,
entre mais
de
100
doentes,
dos
quaes
poucos pode
riam
escapar.
Verdades
cuano
punhos.—
D
’
uma
serie
d
’
arligos
que
sob
o
titulo
de Bens
nacionaes
publica o
bem
redigido
«Diário
de
Portugal»,
trancrevemos
os
seguintes
2®.
Senhora
«li» R
om
.
—
No
pro-
xinao
domingo
festeja-se na Sé a
Santís
sima
Virgem sob a
invocação
de
N.
Se
nhora
da
Rosa.
lía
missa
solemne,
com
Exposição,
sermão
e
procissão
de tarde.
ile vitceíisação.
—
No
consul-
torio
medico
do
snr.
Alves
Passos,
no
campo
de
Sant’Anna,
n.°
37, acha-se esta
belecido
um
Posto
de
vaccinação,
todos
os
dias, desde as
7
ás 10 horas
da
manhã.
Ha alli vaccina
fresca
de
braço
a
braço,
e
também
de
novilho,
recolhida
cuidadosa-
meiite,
para
quem
perlender:
póde
ser
enviada
para
fóra
da
cidade
em
tubos
para
isso
apropriados.
Este
estabelecimento
é
um verdadeiro
beneficio
para
o
povo
desta
cidade, que
até
aqui
apenas
podia
recorrer
á
vaccina
da
Roda
dos
expostos,
onde
nem
todas
as
creanças
podem
ser
isentas
de
suspei
tas
a
respeito
de
temperamento
e
mo
leslias
herdadas.
Não se
descuidem
os
paes
emquanto
é
tempo,
para
depois se
não
arrepende
rem tardiamente:
aos
ricos
não
faz falta
o
reduzido
preço
da
vaccinação
—
e
aos
pobies
nada
póde
servir
de
desculpa,
por
que
o
snr
Alves
Passos
fez annunciar
para
estes
a vaccinação
gratuita.
al<a
Toilette «le Paris».
—
Rece
bemos
o
n.°
correspondente
ao
mez
de
maio.
Contém
a
descripção
minuciosa
dos
últimos
modos,
e respectivas
gravuras,
e
dois
figurinos
coloridos.
O
escriptorio
d’
esta
formosa
publicação
é
em
Paris,
rua
de
Lille,
25.
flaiide miai».-
-E’
o
que
dizemos
ao
erudiclo
anonymo
que
nos
brindou
com
dois
bons sonetos, que
publicámos
n
’ou-
iro
logar
e
de que
por certo
os
nossos
leitores
não
hão
de
desgostar.
Haspedes.
—
Estiveram
ha
dias
nesta
cidade
os
snrs.
conselheiro
Manoel
Bento
da-
Rocha
Peixoto,
dr.
Francisco
Pedro
Felgueiras.
José
Martins
da Costa
e
Fran
cisco
da
Costa e
Silva.
ítrtin.—
Refere
um
collega
do
Porto
que
no
sabbado
ás
7
horas
da
tarde
ca-
hiu
um raio proxuno
á
ponte
velha
da
Travage,
matando
instantaneamente
dois
trabalhadores
que
alli
se
achavam
e
as
sombrando
o
soldado
n.°
79
da
8.
a
com
panhia
dhnfanteria
18,
que
estava
de
sen-
tinella.
Obito.—
Falleceu
na
sua
casa
da
Car-
regoza
em
Oliveira
d’
Azemeis,
o
snr.
Bastos Pina,
pae
dos
snrs. bispo-conde
de
Coimbra,
e
encommendado
de
Cedo-
feita.
Um
«Sito «lo i:nperad«r Gui
lherme.
—
«Emquanto eu
viva,
apoiarei
meu
sobrinho
o
czar
em
tudo
e
por
ludo,
até
com
as
armas na
mão,
se necessário
fossei.
BieviHta «le
Direito
AdmiiliMtro-
tivo.
—
Recebemos
o
n.°
4
d
’
esla
impor
tante
revista,
de
que
é
redactor
o
snr.
dr.
José
Caetano
Preto
Pacheco,
e
cujo
escriptorio
é
na
rua
do
Calvario,
n.°
35,
Poito.
Este
n.°
contém
entre outras as
secções
seguintes:
I. Secção
doutrinal.
—
Codigo
adminis
trativo:
commentario.
Os
municípios
e
o
mandato
popular.
Legislação
eleitoral
em
vigor.
Novas
providencias
sobre
este
obje-
clo.
—
Parecer
da
commissão
de
administra
ção
publica
ácerca
do
projecto
do
Codigo
Administrativo
apresentado
ás côrtes em
sessão
de
23
de
jrneiro de
1877.
II.
Questões
diversas.
—
1?
Peças
e
meias
peças:
podem
ser
regeitadas?
qua|
a
legislação
correspondente?—
2.a
Moeda.,
de
500,
200,
100
e
50
reis:
que
quan
tidade
d
’
estas
moedas
ha
obrigação
de
re
‘
ceber
em
qualqner
pagamento
?—
3.
a
Fa‘
tricas
das
egrejas:
quaes
as
regras
observar
para
n’
esta
parle
evitar
os
cona
paragraphos,
por
onde
se
vê quanto
vi.
vemos
felizes
sob
o
systema
que
felizmen-
te nos
rege:
Não
ha
força
para
castigar
crimino
sos
quando
se
acham
escudados
com
a
égide
da
política;
sirva
de
exemplo, o
grande
roubo
que
ha
annos
se
descobriu
no
deposito
publico; o
estado
teve
que
embolsar
os depositantes,
mas
não
procu
rou
descobrir
os
criminosos,
ou
antes
não
tratou
de
os
fazer
processar, por
que
bem
conhecidos
eram
elles.
Ha
tres
annos descobriu
se
um des
falque
de
centenares
de
contos
nos
co
fres
da
junta
de
fazenda
de
Angola,
e
os
poderes
públicos
não
tiveram
meio de
saber
a
quanto
montaria
o
roubo,
nem
força
para
fazer
processar
os
delapidado-
res
da
fazenda
publica.
A
impunidade
é
certa
para
os
func-
cionarios
prevaricadores,
com
tanto
que
occuppem
altas
posições.
E
entretanto, não ha
commiseração
para
o miserável
que
rouba
um
pão
pa
ra
matar
a fome,
e o
rigor da lei
é
ap.
plicado
inexoravelmente
ao
amanuense
que
foi
arrastado
pelas
continuas
privações
a
rebater
duas
vezes o
magro
vencimento
do mez.
Aquelle
que
rouba
impudenlementegros-
sas
sommas
o
que
recebe luvas
para
não
se
oppôr
á
realisação
de fraudes
ou
de
roubos
valiosos
á
fazenda
publica,
es
se,
em
vez
da
demissão, do
processo,
ou
recebe galardão
pelos
seus
serviços,
oti
gosa
em paz
o
fructo
das
suas
gentile
zas
continuando
a occupar
o logar
queé
para
elle
mina
que
explora
impunemente.
Quando muito, par
satisfação
á opinião
publica
oílendida,
é
exonerado,
e
depois
collocado
em
logar
mais
pingue,
ou,
por
um
extraordinorio
excesso
de
rigor, é
reformado
com o
ordenado
por
inteiro.
Fxposição univerí»! de Paria.
—
Os
jornaes francezes
vem
cheios
de no
ticias
enlhusiasticas
relativas
á
inaugura
ção
da
exposição
realisada
do dia
1
de
maio,
pelo
marechal
de
Mac-Mahon
em
nome
da
republica.
Foi nm dia de
festa
nacional
em
que
a
população
de Paris intrepretando os
sen
timentos
da
França inteira,
quiz
glorificar
o
trabalho
e
as
artes
de
todo
o mundo.
No
palacio
da
exposição
estavam
reu
nidos
o
presidente
da
republica,
os
mi
nistros,
os
representantes
de
varias
asso
ciações,
principes e
repiesenlantes
estran
geiros.
Notam
ainda
as
folhas
estrangeiras
a
differença
que se deu no
espirito
da
po
pulação
de
Paris
n
’esta
inauguração
e
na
da
exposição
de
67,
realisada
pelo
impe
rador
Napoleão
pretendendo
tirar
d
’
aqui
uma
certa
manifestação
política.
O
príncipe Henrique
de
Luxembourg
está
hospedado
no
Grand-Hotel
e
occupa
no
primeiro
andar,
os aposentos
onde
es
teve
o
imperador
do
Brazil.
O
principe
Amadeu,
ex
rei
de
Hespa-
nha,
chegou
lambem
á
capital da Fran
ça
e
foi
para
o
Grand
Hotei.
Tanto
um
como
o
outro
já
foram
visitar
o
presiden
te
da
republica.
A
aílluencia
foi
enorme
o
que
não
era
um
simples
desejo
de curiosidade, nem
tão-
pouco
o
de
ver
os
innumeraveis
vi
sitantes
atlrahidos
ao
palacio da
exposi
ção;
esta
grande
assemblea
de
homens
de
todas
as
classes,
era reunida alli
por
um
mesmo
pensamento,
por uma
unica
ideia
e
por
uma
só
emoção,
admirar e
accla-
mar
o
progresso
das
sciencias
e
industrias
da humanidade.
Foi uma
festa
brilhante
e
digna
da
capital do
mundo,
diz
o
«Jornal
do
Nor
te».
Flor«8
n
.liaria. —
Estamos
no
mez
das
flores,
universalmente
consagrado
a
Maria; hymnos
e cânticos
de
louvor se
jam
pois
entoados
por toda a
parte
em
honra
d’
esse
casto
lyrio de
Israel,
d
’essa
mulher
bemdita
entre todas
as
mulheres,
d'essa
Rainha
dos
anjos, patriarchas
e pro-
phetas,
izempta
da
culpa
original.
Em
lodos
os tempos
as
grandezas
e
sublimes
prerogativas
de Maria teem
sido
objeclo
de
profunda
veneração
dos
lieis,
as
grandes
virtudes
de
que
foi
adornada,
motivo
da sua
admiração,
e
o
poderoso
valimento
de
terna
Mãe
para
com seu
Filho,
garantia
da mais
firme
esperança.
O
zelo
pela gloria
de
Maria
tem
sido
bastante
engenhoso
em
descobrir
modos
de a h
n
ar
e
dar
mais brilho
e
solemni
dade
ao
seu
culto.
Cada
século
tem
visto
estabelecer
na
Egreja
novas
praticas
para
animar
os
lieis
á
devoção
da
Mãe
de
Deus,
e
chamar
sobre
elles
enchentes
de
graças
vindas
dos
thezouros divinos
de
que
Ella
é
generosa
dispensadora.
A
instituição
das
diversas
festas
em
sua
honra,
o
estabelecimento do
rosário,
da
coroa, o
costume
do
—Angelus
—
pela
manhã,
ao
meio
dia
e á
noite,
as devo
tas
romarias,
as
ordens
e
congregações
religiosas,
e
outras
associações
pias
eri
gidas
debaixo da
sua invoção
e
patrocí
nio,
são
outros
tantos
fructos
de
devoção
a
Maria.
As
muitas graças
de
que
a
Egreja
tem
enriquecido
todas
essas
instituições
e pra
ticas
para
mais se propagarem,
prova
de
sobejo
quanto
ellas são
conformes
ao
espi
rito
da
nossa
Santa
Religião.
A
bella
e
tocante
devoção
do
—
me: de
Maria
—
tem-se
propagado
felizmente
por
todo
o
orbe catholico
com
grande apro
-veitamento
das almas.
Esta
excellente pratica
parece
que foi
reservada para
este
século
de
resfriamen
to
religioso
a
fim
de
reanimar
no cora
ção
dos
tibios
os
affectos
de
amor
para
com
a
mais
terna
das
Mães.
O
mesmo sentimento
de
devoção
que
desde
longo
tempo
havia
inspirado
os
ser
vos de
Maria
a
saudal-A tres
vezes
no
dia,
que
lhe
consagrou
um
dia
na sema
na,
o
snbbado;
e
lhe
dedicou
ama
festa
pelo
menos
em
cada
mez;
suggerio
nlli-
mamente
a
feliz
lembrança
de
lhe
consa
grar
um
mez
inteiro
no
anno.
E
o
mez
de
Maio
foi
escolhido
de
preferencia
a
outros,
por
ser
o
mez
mais
formoso
do
anno,
em
que peia
renovação
da
natureza
com
a
variedade
de
flores
com
que
a
terra
toda
se esmalta,
convida
as
almas
a
renascer
para
a
graça,
e
a
en-
íeilar-se
com
os
mais
bellos
aclos
de
pie
dade,
e
a
tecer
com
elles
uma
coròa
de
gloria
á
Rainha
do
universo.
Em
algumas partes
da
Italia
o
mez
de
maio
era
exclusivamente
dedicado
aos
prazeres
sensuaes,
vestígios
do
paganismo,
as quaes
a
primavera
favorecia,
e
para
obstar
a
elles
é
que
se
instituiu
lambem
a
pratica
do—
mez
de
Maria
—
para
attra-
hir
aos
pés
da
Virgem, especialmente
a
juventude
que
mais
se
entregava
a
esses
divertimentos
profanos
equasi sempre
pec-
caminosos.
Deus
abençoou
a
nova e
feliz
insti
tuição
de
forma
que
o
furor
pelos
diver
timentos
do
mundo
se
converteu
em
fer
vor
religioso
e
de
devoção
para com
a
Santíssima
Virgem
pelas cidades, villas
e
aldeias
de
toda
a
Italia.
Depois
se
communicou
á
França
e
a
outros
paizes,
até
que
chegou
também
ao
nosso Portugal,
e
tão
bem
vinda
foi
que
se
tornou inteiramente
popular
entre
o
nosso
povo,
sempre
muito
devoto
de Ma
ria.
Muito
conveniente
era que
n
’
aquelles
ligares
onde
se
não
estabeleceu
ainda
este
piedoso
exercício,
houvesse
alguma
boa
al
ma
que
o
promovesse
e
o
fizesse
conhe
cido
entre
os
seus
conterrâneos,
especial
mente sendo sacerdote
ou pastor
d
’
almas.
E
’
impossível
inumerar
os
benefícios
que
vem
do
céo
por
intermédio da
pra
tica
do—mez
de
Maria—
n'estes
tempos
de
ventos
tão contrários
para
se
chegar
á
Beinavenlurança.
E’ mesmo
um
exercício
encantador
a
que
os
fieis
de
todas
as
idades
concor
rem
sempre
com enlhusiasmo.
Como
é
bello
e
poético
ao
tocar
das
trindades
ouvir
o convite
mavioso
do
cam-
panario
da aldeia
para
o
povo
que
poz
termo
ao
trabalho
do
dia
ir
prostrar-se
aos
pés
da
Virgem,
collocada
sobre
um
thro-
no
de flores, como
a
mais
bella
de
to
das
ellas
!
(«A
Familia»)
Questão «In ©riente.
—
Os
ultimes
telegrarnmas
relativos
á
questão
do^Oriente,
são
os
que
seguem:
Paris
4-Entabolaram-se
negociações
entre
o
general
Totleben
e
Savfet
Pachá
pa
ra
a
evacuação
das
fortalezas pelos tur
cos
e
a
retirada
dos
russos de S.
Slefa-
nio.
Parece
que a Allemanha
se
offereceu
para
em logar
da
Rússia
apresentar
ante
o
congresso
o
tractado
de
S.
Stefanio.
Os
russos
occupam
Prawdy,
cortando
as
communicações
entre Shumla
e
Varna.
Annunciam
a
concentração de
25:000
austríacos
na
fronteira da
Bosnia,
e
as-
segura-se
que
os
russos
estão
prestes
a
evacuar
S.
Stefanio,
deixando alli apenas
Uns
regimentos
de
guarda
ás
provisões.
Londres
4
—
Diz
um
telegramma
de
S.
Petersburgo
para
o
«Times»
que
parece
s
e
fizeram
alguns
progressos
nas negocia-
çoes relativas
á
retirada simultânea da
esqualra
ingleza
e
tropas
russas.
Corre
o boato de
que
o gabinete
in
§lez
admittiu
como
principio
de
utilidade
a
troca
de
desígnios
ácerca
da base
do
congresso,
com tanto
que
sejam
aplanadas
as
difficuldades
que
actualmente
impedem
a
sua
reunião.
Ha
boas
razões para
acreditar
que
a
Rússia
está
disposta a
esta
troca
de
desí
gnios;
mas
a
Inglaterra
ainda não
respon
deu
em
pró
da
memória
do
príncipe
Gor-
tschakoff.
Vienna
4—
Produziu
bom
effeíto
em
S.
Petersburgo
a
resposta
ingleza
ás
ultimas
propostas
da
Rússia.
S.
Petersburgo
4
—
0
«Jornal
de S.
Petersburgo#
denuncia
energicamente
a
Inglaterra
por
alistar
tcherkesses.
Londies
6—
A agencia
russa
confirma
que
são
muito
melhores
as
impressões
ácer
ca da
situação.
Dizem
de
S.
Petersburgo
ao
«Times»
que
as
negociações
continuam,
mas que
é
guardada
a extrema
reserva
sobre
os
pro-
rnenores.
Despachos
da
Alexandria ao
«Daily
News» e ao
«Standard» annunciam
queé
esperado
sexta
feira,
em
Por Said,
o
almi
rante
inglez
Hornby,
com
vários
coura
çados.
Ha
gran
ie
emoção
no
Egypto
pois
acre
dita-se
que
em
resultado
de
qualquer
ac-
cordo
as tropas
indianas
desembarcarão
em
Suez
ou Port Said.
Constantinopla
5—
Parte
dos
habitan
tes
de
Batoum
ameaçam
incendiar a
ci
dade.
Paris
6—E’
esperado
domingo
em
San
Petersburgo
o conde
Schonwaloff,
embai
xador
russo
em
Londres.
San
Petersburgo
6
—
Corre
o
boato
de
que
a
vinda
a
S. Petersburgo
de
Schou
waloff,
embaixador
em
Londres,
é
moti
vada
pela
troca
amigavel
de
opiniães,
a
qual
tomou
desenvolvimento
em
resultado
das negociações
entre
o gabinete
inglez
e russo.
Londres
6
—
O
marquez
Hartington
in-
terpellou
o
governo
ácêrca
do
estalo
das
negociações
e
de
terem
sido
enviadas
tro
pas
indianas
para
Malta.
Sir
Stafford
de
Norlcoth
respondeu
que
as
negociações
continuam, mas
que
haveria
inconveniente
em
dar
explicações
com
respeito
ás
tro
pas
indianas acrescentou
que não
julgava
necessário
informar
previamenle o
parla
mento,
pois
que
a
questão
poderá
ser
examinada
quando
se
discutisse
o
pedido
de
créditos.
Vários
oradores
criticaram
a
ida
das
tropas
indianas
para
Malta.
Sir
Stafford
de
Norlcoth
explicou
dizendo
que
o
governo
desejou
sempre
a
solução
sa
tisfatória
e amigavel
e
não
póde
dissimu
lar
que
a
sua
esperança
poderia
ser
malo
grada, portanto
é
necessário
tomar
me
didas
de
precaução.
O
conde
de
Schou
waloff
assistiu
á
sessão.
Londes 7
—
Dizem
de
S.
Petersburgo
ao
«Times»
que
ha
razões
para
crer que
na
semana
próxima
serão
decididas
as
questões
de
mais alta
importância.
Entre
tanto
augmentam
os
desejos
da
solução
pacifica.
Washington 6—
Diz o
«Herald» que
o
vapor
«Germania»
conduz
agentes
russos
que
vem
escolher
vapores
de grande ve
locidade.
Despachas.—
Foram
utlimamente
ef-
fectuados
os seguintes
despachos:
O
presbylero
João de
Mendonça Vi
nhas
—
provido
na
serventia
vitalícia
da
thesouraria
parochial
da
egreja
de Nossa
Senhora
da
Graça
de
Moncarapacho,
na
diocese
do
Algarve.
O
presbylero
João
José do Conto
—
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja parochial
de
Nossa
Senhora
do
Rosário
da
Torre
de
Goelheiros, diocese
de
Evora.
Declarado
sem
effeito,
a
requerimento
do
interessado,
o
decreto
de
16
de se
tembro
de
1873
e
carta
regia
de
10
de
abril
de
1876,
que
apresentou
o presby-
tero
Manuel
de
Pinho
Guimarães,
parocho
collado
na
egreja de
S.
Miguel
de Ri-
beiradio, diocese
de
Vizeu. na
egreja
pa
rochial
de
Nossa
Senhora
dos
Milagres
de
Sindello,
da
mesma
diocese.
O presbylero Julio
Anlonio
Lopes
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Villa
Fernando,
diocese
da
Guarda.
O
presbylero
Manuel
Joaquim
Vaz
da
Costa
Alves—apresentado
na
egreja
pa
rochial
de
S.
Martinho
de Gondomar,
dio
cese
de
Braga.
Declarado
sem
effeito,
a requerimento
do interessado,
o
decreto
de
22 de no
vembro
ultimo,
pelo
qual
o
presbylero
Miguel
Antonio da
Fonseca,
parocho
col
lado
na
egreja
de
S.
Bento
de
Aldeia
Nova,
diocese
de Beja,
foi
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Martinho
das Amo
reiras,
da
mesma
diocese.
Declarado
setn
effeito
o
decreto
de
30
de
novembro
de
1876,
pelo
qual
foi
apre
sentado
parocho
da
egreja
do
Salvador
de
Paderne,
diocese
de
Braga,
o
presbylero
Antonio
Joaquim
Feijó,
parocho
collado
na
egreja
de Santa Maria
de
Villa
Fria,
da
mesma
diocese,
por
não
ter
o
agra
ciado
solicitado
a
respectiva
carta
da
mercê.
O
presbytero
João
Luiz
Pereira
de
Castro
Marinho, parocho
collado
na
egreja
de
Santa Maria
de
Gave,
diocese
de
Braga—
apresentado
na
egreja
parochial
do
Salvador
de
Paderne.
da
mesma
dio
cese.
O
presbytero
Frederico
Vaz
Martins,
parocho collado na egreja
de
Santo
An
tonio
de
Villa
Nova
de
Reguengos,
diocese
de Evora—apresentado na
egreja
parochial
de
S.
Mamede
da
cidade
de
Evora.
Preço
«los
eerenes.—
Na
terça-feira
ultima,
n
’
esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo................................................
860
Centeio
........................................
560
Cevada
.............................................
560
Painço.............................................
460
Milho
branco
................................
430
»
amarello
...............................
420
Milho
alvo.......................................
540
Feijão
branco...............................
800
»
vermelho.............................
920
» amarello.
....
670
»
rajado................................
620
»
fradinho...............................
480
Batata
..............................................
600
Azeite.
.
.
....
50200
2.020:1520263
Braga,
Banco
do Minho 3
de
Maio
de
1878.
OS
GERENTES.
Anlonio
José
Gonçalves Braga.
João
Marques da
Silva.
VARIEDADES
BANIU®
COnWI RCIAL 1)E BBACSA
E.W LIQUIDAÇÃO
Sociedade
anonyma — responsabi-
lidade
limitada
Resumo
do
aclivo
e
passivo
deste
Banco
em
30
de Abril
de
1878.
Activo
Caixa:
dinheiro
existente.
.
15:8920964
Papeis
de
credita.
.
.
.
571:5830875
Acções
de
c.
própria.
.
.
273:9680000
Agentes
no
paiz.
.
.
. 86:6780015
Ditos
no
estrangeiro.
.
. 51:2260539
Letras
descontadas.
.
.
.
55.0070563
Ditas
a
receber
.......................
4:8850870
Ditas
de
concordatas
a receber
24:1250030
Ditas
em
liquidação.
.
.
121:4970816
Contas
correntes
com
garan
tia........................................
475:9990222
Empréstimo sobre
penhores.
122:0040991
Diversos
devedores.
.
.
.
21
0750305
Accionistas
por
prestações
a
receber
.................................
1:2420500
Despezas
de
liquidação
.
.
930090
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:7220625
1.827:0030405
Passivo
Credores
privilegiados
OíTerta
a
um lente da nossa
Universidade.
Os
homens
nivelar e
os
brutos
q
’
rendo,
A
’
origem
tirar cunho
Divino,
Só
hypotheses
vãs
achas,
mofino,
Vogt,
Lamarck
Demaillet e
Darwin lendo.
Elles
affirmam
o
provir
horrendo
D
’asqueroso
macaco, e tu
sem
tino
Engolfado
em
prazer
entôas
hymno,
Delírios, sonhos
como
provas
lendo.
Em ti
busca
razão
de
mor
valia,
E
aos
mortaes
brada
com
entono
e gosto:
Dizei,
filando-me
em pleno
dia,
De
medonhas
feições
rude composto
Da
creação
rei
ser
como eu
podia,
Ou
como
a imagem
ter
de
Deus
no
rosto!
Arvoras o
brutal, louco
atheismo
Na
ponta
do
triângulo
especado:
Ou
não
sei se
será
mais acertado
Chamar
ao
teu
systema
pedantismo.
No
ridículo,
absurdo
transformismo
Prendeste
humana
origem,
estouvado;
Divina
creação
com
que
era
honrado,
Roubas
ao
homem,
das-lhe
o
darwinismo.
Escusa
tens. Ao vêres
n’
um
espelho
Tua
simiana,
hórrida
figura,
Regeitas
alma,
e
Deus,
e
ensino
velho.
Do
gorilha
te
crês
a
raça
impura
Do
asno
sendo irmão
e
do
escravelho,
Voltando
ao
nada,
ao
pó, na
sepultura.
BANICO
»O TI 1X1 IO
Resumo
do
Aclivo
e
Passivo
em
30
de
Abril
de
'1878.
Activo
Caixa:
existência
em
metal.
71:3290120
Agencias
no
paiz
....
131:6190368
Fundos
públicos
nacionaes
e estrangeiros
....
152:6890662
Acções de
Bancos.
. .
. 56:8210675
Acções
de c.
própria
.
.
64:8000000
Hypolhecas
de
raiz
.
.
.
127:7410979
Empréstimo
sobre
penhores
.
9:153076a
Empréstimos
a Gamaras
Mu-
mcipaes
e
á
Junta
Geral
.115:9320619
Letras
descontadas
. .
.
218:4330684
Leiras
a
receber
....
9:4390373
Leiras
em
liquidação.
.
.
53:3330620
Saques
e
remessas
de
n.
c.
62:3030070
Agencias
no estrangeiro.
.
115:3820615
Contas
correntes
garantidas
.
588:3410855
Diversos devedores. . .
.
36:9450630
Conlas em
liquidação.
.
.
70:7970809
Caução
da
gerencia.
.
.
.
12:0000000
Effeitos
depositados.
.
. .
69:1590960
Generos
recebidos
por
c.
de
penhores........................
17:1100085
Mobilia.......................................
1:8050025
Edifício
do
Banco.
.
34:6880339
2.020:1520263
Passivo
Capital
..............................
Fundo
de
reserva.
Reserva
para
decima.
.
Reserva
para liquidações.
Notas
em
circulação.
.
.
Depositantes á ordem.
.
Depositos a
praso.
. .
Dividendos
a
pagar
Diversos
credores
.
.
.
Deposito
publico
.
. .
Saques
e
remessas
das
agencias:
....
Letras
a
pagar.
.
.
.
Credores
d
’eff'eitos
depositad
Gerencia
do
Banco.
.
.
Agencias
no
estrangeiro.
Lucros
suspensos
.
.
Ganhos
e perdas
.
.
.
600:0000000
153 0000000
2:1330709
7:0000000
4050000
180
8120547
852:105
3542
1:1570444
64:4840286
15:1000072
4:9160430
7:4500000
69:1590960
12:0000000
12:6230785
16:3380890
19:4640598
Por
depositos
judiciaes
.
.
50955
Por
depositantes...................
1:8390145
Por
depositos
á
ordem
. .
1:0300275
Por
dividendos
a pagar.
.
7510480
Por
notas
a
recolher.
.
.
1800000
Por saques
do
Brazil.
.
.
3:4160544
Por
agencias
no
paiz.
. .
1200858
Por
diversos
credores
com
caução...................................
33:7640630
Por
letras
com
garantia.
.
111:0090000
Credores
chirographarios
Por obrigações
.........................
659:0610469
Por
juros a
pagar.
.
.
.
2:6610410
Contas
geraes
Capital
..................................
1:000:0000000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
53:0000000
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
28:4900384
Lucros
suspensos.
. .
.
32:6600755
1.827:0030405
Braga 4
de
Maio
de
1878.
Pelo
Banco
Cummercial
de
Bragi,
em
liquidação
A
commissão
liquidataria
Manoel
Simões
Braga.
Manoel
Joaquim
Gomes.
João
Luiz Pipa.
Manoel
Ignacio
d
’
Oliveira
Braga.
Manoel Antonio Pereira
da S.
a
Guimarães.
Anlonio
José
Antunes
Reis.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Sociedade
anonyma
—
Responsabilidade
li
mitada
Capital
3.000:000^00(1 reis
1.
*
emissão
—
reis
750:000^000
dividi lo
em
7:500
acções
de
1
00&000 reis
cada
uma.
Balanço em
30 de
1878.
Aetivo
Leltras
descontadas
e
a
receber.........................
Empréstimos
s.
penhores.
Contas
corrent.
com
caução
Effeitos
depositados
.
.
.
Papeis
de
credito.
.
.
.
Agencias
no
paiz.
.
.
.
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
Diversos
devedores
.
.
.
Mobília
e
utensílios.
.
.
Despezas
d
’installação
.
.
Caixa...................................
Valores
em
liquidação.
.
.
Contas
interinas
.
.
.
.
Abril
de
342:803$593
148:587^735
308:890$687
12:000^000
11:537^800
24:347^749
13:001$268
6:080$648
1:840$304
2:525$875
16:193$145
5:946$607
46$50
q
893:801^91I
Passivo
Capital
...................................
750:000$000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
7:543$715
Fundo
para
o
edifício
do
Banco.......
l:aOO$OOO
Deposites
á
ordem
.
.
.
18:943$222
Ditos
a
praso.
77:578$57a
Devidendos
a pagar.
.
.
1:555$000
Credores d
’
efleitos
deposi
tados
.........
12:000$000
Diversos
credores
.
.
.
4:049$754
Agentes
no paiz
.
.
.
1:838$3!0
Agentes
no
estrangeiro.
.
869$055
Letras
a
pagar
.
500$000
Ganhos
e
perdas
....
17:42
1$250
893:80
l$91l
Covilhã
30 de
Abril
de
1878
Os
Direclores
J.
d
’
A.
Vaz
de
Carvalho.
J.
T.
M.
Megne
Reslier.
ÃGHiDECIMEITOS
Anlonio
José
Gonçalves
Nogueira,
ex
tremamente
penhorado
para
com
todas
as
pessoas
da
sua
amisade,
que se digna
ram
visital-o
e
cumprimental-o
por
occa-
sião
do
fallecimenlo
de
sua
chorada
mãe,
vem
por
este
meio
agradecer,
tributando
a
todos
o
seu
indelevel
reconhecimento
e
gratidão.
(879)
A
K
tt RH
AT AÇÃO
0
conselho
administrativo
do
regimen
to
de
infanteria
8,
faz publico que
no
dia
24
do corrente
mez,
pelas 11
horas
da
manhã,
e
na
salla
das
sessões
do
mesmo
conselho,
tem
de
proceder
á
arrematação
de diííerenies
materiaes
que
se
tornam
necessários
para as
obras
do
quartel
do
Populo.
Os
materiaes
a
arrematar
são
os se
guintes:
ferros
dobrados
para
plainas,
di
tos
singelos
para
junlouras,
ditos
para
gar-
lopas,
formões,
verrumas,
telhões,
telhas,
vidros,
tejollos
e
cimento.
As
quantidades
e
condições
estarão
pa
tentes
no
dito
conselho
todos
os dias
não
santificados,
desde
as
9
horas
da
ma
nhã
até
ás 2
da
tarde.
Quartel
em
Braga,
8
de
maio,
de 1878.
0
secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio,
(880)
Alferes
d
’
infanteria
8.
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po,
d’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(713)
bijití
mimi
<2
27,27
A-PRAÇA
DO
BARÃO
DE
S.
MART1NIIO-27
B e
27 C.
José
Apparicio
dos
Santos,
participa
ao
publico
bracarense
que
no
proximo
dia
11
do
corrente
abre o
seu novo
estabelecimento,
onde se
encontrará
um variado sor
timento
dos
objeclos
seguintes:
Chapéus
modelos
para
senho-a
Chapéus
para
creança
Flores,
folhagens
e
plumas
Flores
e
plantas
para
adornar
salões
e ca
sas de
jantar
Manias
para
senhora
Ditas
para
homem
Leques
Livros
de
missa
Brincos, broches e pulseiras
Carteiras
e
bilheteiras
Álbuns
para
retratos
Botões
para
travesseiras
Escovas
de
differenles
qualidades
Babeiros
para
creança
Brinquedos
para
creança
Pentes
para
alizar
e
para
caspa
Ganchos
para
cabello
Agulhas
e
alfinetes
Dedaes d’
osso e
d
’
aço
Retroz
preto
e
de
côres
E
grande sortimento
de ferragens
e
quinquilharias
preços
convidativos
PREÇO FIXO
VENDAS A DINHEIRO.
Faqueiros
Facas,
garfos
e colheres
Thezouras
tinas
Bandejas
Garrafas,
copos
e cálices
Oleados
para
mezas
C'ndieiros
para petroleo
Ditos
para azeite
Jarras
de
vidro
e
prccelana
Castiçaes
de
vidro
e
procelana
Objeclos
para
escriptorio
Papel e
envelops
Bilhetes
de
visita
Botões
para
punho
e collarinhos
Coroas
e
ramos
para
cemiterio
Sapatos
de
liga
Tinta
para marcar
roupa
Perfumarias
Algodões de
diversas
qualidades
Siphões
para
fazer
gazosas
que
vende
para
revender,
por
(873)
LOJA
DE CERA
4 9,
Rua
Mov» Sousa, 41
BRAGA
Cera
em
ílôr
ou
grumo,
de
muito
su-
perior
qualidade;
vende-se
por
junto
n
0
estabelecimento
de
cerceiro,
por
preços
muito
commodos.
(878)
Associação do Monte
Pio de
S.
José
Por
ordem
do
presidente
e
mais vo-
gses
da
meza
da
assembleia
geral,
são
convidados
todos
os
socios
que se
acha-
rem
no
goso
dos
seus
direitos,
a
reunirem
em
assembleia
geral
extraordinária
no
dia
12
do
corrente
á
uma
hora
e
meia da tar
de,
na casa
n.°
8,
do
largo
de
Santo
Agos-
linho
onde
se
acha
estabelecido
o
escri
ptorio
da
mesma
associação,
afim
de
se
resolver
sobre
o
projecto
da
refórma doa
estatutos,
unico
assumpto
a
que
se refe
re
um
requerimento assignado
por
diver
sos
socios,
bem como
para
dar
cumpri-
mento
ao
conlheudo
do
officio de
3
de
corrente
da
respectiva
direcção,
dirigido
ao
presidente
da
meza.
Braga
4
de
maio de
1878
0
l.°
secretario
(875)
José
Anlonio
Peixoto
Braga.
Licor
e
pílulas
do dr. Laville
Esta
medicina
anli-gottosa e
anti-rheumatica
é de
justo
titulo
o
reputada
infalli
vel
desde
30
annos,
contra
os
ataques,
e
as recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E
’
a
unica
scienlifica
e
oflicialmenle
reconhecida
e
que
ufferece
Iodas
as
garantias.
Veja-
se
o
livrinho,
que se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
a
quil,
em
vista da
alta
repu
tação
de
nossos produdos
augmenla
cada
dia,
deve-se
exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville
e
o
sello
de
garantia (estampado
em
tinta
azul)
do
Governo Francez.
—
Venda
por maior,
F.
GOMAR,
28
rue
St. ClauJe
—
Deposito
no
Porto
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia
77
e
79.
(42
-yy)
Bem conhecidas
são
a
pontualidade e
economia
com
que as toma
em
Paris,
Lon
dres
e
demais
capitaes
da
Europa
e
America,
desde
1845,
A
AGENCIA FRANCO-H1SPAN0-P0RTUGUEZA
DE
C. A. SAAVEDRA, 55— Rua Taitbout, Paris.
Citemos
alguns
periódicos:
Charivari, Daily ATew», Debats, Figaro, France, Ctalignanie, ÍVIes
■nnger,
CJazette de Frunee, fáazette Jlédicale,
Gnzette rfes Ti-ibunaiix,
UluBtration
francttiae,
Hlustratian atlemanile,
Indépendanee belge,
Journal des
ecoiaosninteg, Liberté,
IVIoniteur <Ie 9a eoifure, Horning
Chrunicie,
iTIwming-IEerald, Word, Patrie, ítevue britanique, Sieele,
Spoi-t. Union, IJnivers.
Recommenda
também
os
amenos
e
uleis
jornaes
de
moda
Fleganee Parinieoine.
Primeira
edição:
dois
n.
os
cada
mez
com
numerosas
gravuras,
tres
bellas
aguarellas
e
moldes cortados
em
papel.—
Um
anno
100
rea-
les,
ou
4$500
reis;
seis
mezes,
56
reales,
ou
2$520.
Segunda
edição: um
n.°
cada
domingo,
iiluslrado
com
numerosas
gravuras,
se
le
a nove
bellas
aguarellas,
e
moldes
cortados
em
papel
cada
mez.
—
Um
anno 236
reales,
ou
10$620
reis; seis
mezes
108
reales,
ou
4$860
rs.
Modes nouveiles,
Conseiiler
des Dncnes
ANNO
XVI
ANNO
XXIV
0
melhor
elogio
que se
lhe
póde
fazer
é
referir
a
época
da
sua
fundação.
0
seu
preço
por
anno
é
de
2$100
rs.
Também se
encarrega
a Agencia
Franco-Hispano-Portugueza
da compra de
li
vros
estrangeiros
e
em
geral de
Ioda
a
classe
de
commissões.
Os
particulares,
Atlie-
neus,
Casinos,
Círculos, Gabinetes
de
leitura, encontrarão
n
’esla
tarifa
os títulos
das
melhores
folhas
periódicas
que
se
lêem
na
Europa.
Vendem-se
tres
moradas
de ca-
sas,
contíguas umas ás outras,
na
rua
Direita
da Cruz
de
Pedra.com
os
n.
os
22,
23
e
23
A.,
tendo
um
bom
e
grande
quintal,
poço e
outras
casas
no
fundo
do
referido
quinta!
com
frentes
pa
ra
o
Beco.
Quem
pertendêr
dirija-se
ao
vendedor, nas
casas
n.°
23
A.
(867)
MOBILíà AMIGA ”
Vende-se,
na
rua
do
Souto
n.°
39,
duas
mezas
de
jogo,
de
pau
prelo
com embu
tidos,
um
sola
e
oito
cadeiras
com
braços
e
assento
de
estofo,
e
onze
cadeiras de
pau
preto
com
assento
de palhinha.
(866)
VÁCCIiX
l
As
pessoas
que
pertenderem
vaccina
em
tubos
para
fóra
da
cidade
—
e
as
que
quizerem
vaccinar
seus
filhos,
podem
re
correr
ao
consultorio
do
snr.
Alves
Pas
sos,
no
campo
de Santa Anna,
todos
os
dias,
desde as
7 até
ás
10
horas
da
ma
nhã.
Para
os
necessitados—
grátis.
1’
IAX©
DE MEJEA
Vende-se
um
de 7
oitavas,
em
muito
bom
uso.
Trata-se
na
rua
Nova
n.°55,
em
Braga.
(872)
ATTENÇÃO
A
grande
exposição
de
quadros,
proce-
lanas,
crystaes,
bordados
para senhora
e
creanças,
objeclos
da
China
e suas
imi
tações,
no
campo
de
SanfAnna
n.
9
59,
estará
aberta
todos
os
dias
das
10
horas
da
manhã
ás
4
da
tarde,
e
das
6
ás
9
da
noite.
PREÇOS
FIXOS
E
EXCESSIVA
MENTE
REDUZIDOS.
Na loja
do mesmo
prédio
ha,
entre
outras
fazendas,
Armas
de
1
cano
a
3$000
rs.
Ditas
de
2
canos
a
6$000
rs.
Rewolvers
de
2$500
a
6$0o0
rs.
Chapéus
de
sol,
de
paninho,
para
ho
mem,
a
500
rs.
*
Marquesinhas
de seda e setim,
que eram
de 3$000,
4$000
e
5$000
reis,
a
500,
800
l$000
rs.
Chicaras
de
procelana,
para
café,
a
reis
2$0(J0
a
duzia.
(874)
Real
Sanctuano do Bom
Jesus
do
Monte
A
Commissão
Administrativa
faz
publi
co
que
acceila
propostas
em
carta
fecha
da
para
o arrendamen'o
do
Hotel
dos
Arcos,
com
seu
terreiro
do lado do
nas
cente, sito
no local
do
mesmo
Sanctua-
rio,
por
tempo
de
um
anno,
que ha
de
começar
no
dia
29
de
setembro
do
cor
rente
anno,
e
terminar
cm
igual dia e
mez
do
anno
de
1879.
As
condições
do
arrendamento
estão
patentes
a quem
as
quizer
vêr,
ou
del
ias tirar
copia
todos
os dias
não
santifi
cados
em
casa
do
illm.
0
snr.
João Augus
to
da
Cunha
morador
no
largo do
Barão
de
S.
Marlinho.
As propostas
devem
ser
assignadas
e
entregues
até
á
uma
hora
da
tarde
do dia
25
do
proximo
mez
de
maio,
ao
signa
tário
d
’
este
annuncio,
devendo
trazer
na
parte
exterior
a seguinte declaração:=Pro-
posta
para
o
arrendamento
do
Hotel dos
Arcos=.
No referido
dia e hora
serão
as
mes
mas
propostas
abertas em
sessão
publica
da
Commissão
Administrativa,
que
se
reú
ne
em
uma
sala
do
segundo
andar
do
Tribunal
Judicial,
sito
no
largo
de
San
to Agostinho.
Braga
29
de
abril
de
1878.
0
presidente
(868)
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
Vende-se
uma
morada
de
casas
, sita
na
rúa
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A, de 2
andares,
aguas
furtadas,
lojas, sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araojo,
morador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
contígua áqueila.
(862)
BRAGA,
TYP0GRAPHIA LUSJTAMA--Í878.
Parte de Comércio do Minho (O)
