comerciominho_09031878_760.xml
- conteúdo
-
FOLHA.
COMMBHCIAL.
RELIGIOSA Hí WOT1C SOS
A..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.
. .
.
.
850
40
20
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUINTAS
E SABBADOS.
Repetição
10
Províncias,
12
mezes
.........................
2&000
»
6
»
.........................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Rrazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...............................
10
N.°
760
Et
manus
poouli
lerrce
con-
turbabunlur
Exeqiiiel
Cap.
VII
v.
27.
Como
é
triste
a
vida
1
Que
de
espinhos
e
abrolhos
nos
di
laceram
a
alma
n
’
este
transito
por
onde
caminhamos
do
berço ao
tumulo.
Quão
longos
são
os
dias
do
soífri-
mento,
e
que
breves
os
d
as
do
ephemero
gozo
terreno.
Quando
nos
julgamos
felizes
e nos
pa
rece
que
tudo
nos
sorri,
quantas
vezes
não
vem
uma
má
nova,
um cruel presenli-
menio
anuviar
o céo
que
tão
diaphano
e
bello
se
nos
apresentava.
O
dia
7
de
fevereiro
deu-nos
mais
uma
prova
de
quanto
isto
é
verdade!
Amanhecêramos
felizes,
porque
pa
recia
que
tudo
nos
sor
ia,
mas
o
astro
rei
que
despontára
com
todas
as
suas
gallas,
não
quiz
locar
o
seu
occaso
sem
nos
dilacerar
o
coração
com
a
mais
pun
gente
das
dores
—a
orphandade.
A
’
»
trez
horas
da
tarde d’esse
dia dei
xara
de existir
o
maior
Heróe
d’
este
sé
culo.
o
Glorioso
Marlyr
do
Vaticano,
o
Santíssimo Padre
Pio
IX.
Sua
alma
despiu
o
involucro
material,
para
ascender
em
ondas
de
eterna
luz,
até
ao throno d
’aquel!e
de quem
fora
Vigário;
porem
a
lembrança
saudosa
de
suas
muitas
virtudes
cá
ficou
na
terra
entre
os
mortaes,
como
um
perfume
de
sua
essencia
divina.
Já
não
existe
o
melhor
amigo
da hu
manidade.
A
humanidade
sobre
quem
derramou
os
beneíicios de
sua
inexgotavel
cari
dade.
Só
elle
a
salvou,
pugnando
pelo
di
reito
e
pela
justiça,
que
é
a
baze
dos
thronos.
Só
elle
elevou
a
voz
a favor
da
in
feliz
Polonia
e
ousou
dizer
ao coilosso
de S.
Petersburgo
—
Pára.
A
Europa
teria
já
cabido
no
immenso
abysmo
que
lhe
tem cavado
o
liberalis
mo,
se
esse
Venerando
Ancião lhe
não
tivesse
dado
a
mão.
Mais
d
’uma
vez
porem
cs seus
rele-
vantissimos
serviços
prestados
á
sociedade,
foram
mal recompensado»,
e
o
seu
co
ração
de
Pae,
teve
de
entristecer-se
vendo
a
negra
ingratidão
de
filhos
indóceis,
manchar
as
alvíssimas
vestes
do
seu
pa
ternal
amor.
E
apezar
d
’
isso
os
seus
sentimentos
continuavam
inabalaveis,
e
os
soífrimentos
alheios
encontravam
sempre
n
’
elle
uma
palavra
de
consolação e
mão
amiga
para
lhes
enxugar
as
lagrimas.
Todos
o
veneravam
—
amigos
e
ini
migos.
As
suas
incomparáveis
virtudes
a
sua
maneira
de
tratar,
o
seu
bondoso
caracter
haviam
lhe
de
ha
muito
grangeado
a
sim-
palhia
de
todos.
O
seu
rosio
venerável
infundia
res
peito
e
veneração,
os
seus
olhos
vivos
e
penetrantes
expediam
raios
de luz,
os
seus
lábios
onde
se
lia
nos
uitimos
annos
o
soQrimento
que
o
minava
e
que
o
devia
consumir,
desprendiam-se
em
mil
sorrisos
hceantadores;
para
tolos
tinha
um
sor
riso,
uma
graça,
um gesto, uma
palavra,
porisso
todos
o
proclamavam
o
melhor
dos
Papas.
E
a
sua caridade
!
Que
o
digam
os
chrislãos
da
Syria.
os
povos
inundados
da
Hungria,
os
ope
rários
d
’
America,
os
de Gand, os
de
Manchester
e
Lyon;
as
victimas
d’
um
incêndio
horrível
em
Glaris,
as
de
Li-
mogas,
de
Cracovia
e
Turim,
sobre
o-
quaes
entornou
o
suave
oleo
de
sua im
mensa
caridade!
Que
o diga
emtim o
mundo
inteiro
que
recebeu
d
’
elle
provas
inequívocas
de
sua
acrisolada
caridade.
Porisso
sotnmas
avultadíssimas
corriam
ás
suas
sagra
las
mãos,
do
rico
e do
pobre, do nobre
e
do
plebeu,
do
catho-
lico
e
do
iníiel, porque
dar
a
Pio
IX
era
dar a
todos
os
infelizes,
porque
aonde
havia
uma
necessidade
a
remediar
lá
es
lava
o
Amigo
da
humanidade
derramando
as
suaves
consolações
da
caridade.
Eis porque o
Samissimo
Padre
Pio
IX
hade
ser
sempre
chorado
por
todos
Marlyr da
religião,
edificava
com
a
sua
resignação
os
seus
proprios
inimigos,
os
quaes
pareciam
ver n
’
elle
renovarem-se
os
tempos
dos
primeiros
marlyres
do
Chris-
lianismo.
Já
não
existe
o
Predilecto
devoto
de
Maria
Santíssima;
ma»
a
sua
memória
fi
cará
eternamente
gravada
em
nossos
co
rações,
e atravessará
os
séculos,
tão
pura
como
a
veste
candida
da
creança
que
adormeceu
nos
braços
da
mãe,
para
não
mais
acordar.
Era
uma
exislencia
predestinada
aqual-
la,
e
um
espirito
cheio
de
elevação
e
de
sisudez.
A
sensitiva
murcha
ao
mais leve
contacto;
a
virtude,
flôr
mais casta
ain
da,
mancha-se
ao menor
olhar,
todavia,
para
Pio
íX, nem
a sciencia
lhe
despoe-
tisou
a
alma
nem o mundo lhe
perdeu
a
innocencia.
Perdemol-o:
que
resta’agora
?
A
saudade
!
Oh
!
e
essa
acompsnhar-nos-ha
até
á
campa
!
Será
a
primaira
entre
todas
as
que
nos
torturarem
a
nossa
curta passagem
por
este
arido
dezerto
da
vida.
No
meio de
nossas
attribulações,
sen
tiremos
um
allivio,
contemplando
o
he
roísmo
com
o
que
o
Santo
Marlyr
do
Va
ticano
encarou
e supportou o
seu
tão
longo
martyrio.
Christàos,
de
joelhos,
orae
pelo eterno
descanço
da
alma
do
Nosso
Santíssimo
Padre
Pio
IX.
Porlnguezes,
de
joelhos:
morreu
o
Ve
nerável
Ancião,
que
não
quiz
partir
d’
este
mundo,
sem
engastar
na
Coroa da
nossa
Padroeira,
a
pedra
de
mais subido
va
lor,
que
lhe
orna a sua fronte
de
Rai
nha.
E
vós,
Santíssimo
Padre,
cuja
1
ida
de
marlyr,
lemos
fé
vos
alcançou
já
a
posse
da
eterna
bemavenlurança,
pedi a
esse
Deus
de
quem
foste
Digníssimo
Vigário
sobre
a
terrra,
que
dê
ceio
o
triunfo
á
Santa
Egreja,
paz
e
concordia
entre os
príncipes
christàos,
que
traga
ao
redil
as
ovelhas
que
andam
transmslhadas
pelos
campos
da
impiedade.
Pedi
á Virgem
Santa de
quem
foste
tão
devoto
que
interceda
a
seu
Bctndito
Filho
por
nós todos, pelas
necessidades
das
Nações
Galholicas,
que
elle
derrame
as
suas
graças
sobre
o
novo Pontífice,
para que
seja
um vivo
compendio
de
vossas
virtudes,
um
declarado
inimigo
do
liberalismo,
e
em
tudo
um
perfeito
modelo
vosso,
afim
de que
a
Barça
de
Pedro
guiada
por
um tão hábil
Piloto,
faça
a
sua
derrota
com
ventos
favorá
veis,
e
destrua
lodos
os
obstáculos
que
se
ihe
anlliolharem
na
sua
passagem.
Fazei-o
assi
n,
alma
nobre
e
candida
que
passaste
sobre
a
lera
como
um
anjo
de fagueiras
esperanças.
Martyr
augusto
que
soubeste
com
a
tua
santa
resigna
ção,
confundir
os
teus
proprios
inimigos,
ínclito
Heróe
do
Século
XIX
que
era»
o
enlevo
e
a
alegria
de
lodos
quantos
te
conheciam,
Senhor
te
dê
em
recompensa
de
tua
attribulada
vida
a
paz
eterna.
fíeguiam
celernam dona
ei,
Domine,
e
lux
perpetua
luceat
ei.
J, M.
li. Valente.
Coimbr»,
S <le março.
(Do
nosso correspondente).
A
’
hora
em
que
lhe
mando
estas
li
nhas
soltam
nos
ares
as
suas
notas plan
gentes
os
sino»
de
Santa
Cruz,
avisan
do-nos que
devem
terminar
os
folguedos
do
carnaval,
e
que devemos lembrar-nos
do
pó,
que
somos.
Póde
pois
dizer-se
passado
este
sem-
saborão
carnavalesco,
que
todavia
não
passou
sem
o
seu
bofetão,
o
que
é
de
costume
em
Co
mbra.
Não
se
aponta
nesta cidade
um só
entrudo,
em
que
não
tenha
sido
mus
ou
menos
alterada
a
ordem publica.
Ordinariamente
estes
conllictos
dão-se
entre
estudantes
e
futricas,
produzindo
alguns
annos victimas
e graves
ferimen
tos.
Faz
hoje alguns
vinte
e
tantos
anhos,
que
os
académicos
em
numero
de
400
1
sairarn
de
Coimbra,
depois
d’
uma
grave
desordem, em
direcção
a
Lisboa
para
pe
direm
a mudança
da
Universidade,
diziam
elles,
irritados
contra
a
população
da
lusa
Athenas;
o
que não
conseguiram,
porque
erraram
a
estrada
entre Pombal
e
Tho-
mar,
ficando estropiados
nas
montanhas,
e,
mortos
de fome,
tiveram que
retroce
der
á casa
materna,
á
alma
mater.
Os fastos
académicos
rezam
de
muitas
outras
desordens graves
nesta
epoca.
Po
rém
depois
que
o
camjnho
de
ferro
poz
esta
cidade
em
communicação
raptda
com
Lisboa
e
Porto,
e
outras
terras,
os
es
tudantes
saem
quasi
todos
a
passar
o
entrudo
n
’aquelles
centros,
ou
com
suas
famílias,
e
só
ficam
os
do
ullramar,
os
de
longes
terras
e
os
borgas,
que
não
tem
vintém.
São
estes que
continuam
essas
briosas
tradicções.
Montem passavam na
rua
da
Calçada
uns
mascaras
com
quem
entenderam
al
guns
estudantes,
os
quaes
sendo
admoes
tados
delicadamenle
para
não
provocar
as
fuscas
creaturas,
que
se
divertiam
a
seu
modo,
não
quizeram
receber
a
lição
cor
data,
e
julgando-se
até
oífendidos,
des
carregaram
alguns
sôcos
em quem se
aveniurou
a
fazer-lhes
observações,
que
lhes
foram
correspondidos
do
mesmo
modo.
Trava-se
a
desordem,
acode
a
guarda
da
cadeia,
e
prende
os
desordeiros
estu
dantes,
que
lá
vão
dormir
nas
mofentas
prisões
de
Santa
Cruz.
Alguns
que
ficaram
livres pediam
a
soltura
dos
outros,
e
ameaçavam tirai-os
do
cárcere; mas
foi
em
vão.
No
quar
tel
estava
prevenida
uma guarda
a
ca-
vallo.
Passando
hoje em
frente
da cadeia
vimos
quatro
ás
janelias.
Que
pudor
o
d
’
estas
creanças
!
A’
hora
que
esta
escrevemos
consta-
nos
que
foram
soltos,
por
não
se
prevar
que
foram
elles
os andores
da
desordem,
ruas
por
estarem presentes,
e
para
admoes
tação
estiveram
na
cadeia
24
horas.
Tem
continuado
os processos
contra
outros
estudantes
que
espancaram
um
pobre
taverneiro,
na
Couraça
dos
Aposto-
los,
e
contra
os
cabeças
de
motim
das
algazarras
e
indecências
na
procissão
dos
Passos,
do
anno passado,
que
escandali-
saram
toda
a
gente,
e
porque
alguns
vão
ser
riscados
por do"is
annos,
pelo
menos.
E
’
justíssimo.
Os
cidadãos não
podem
continuar
a
viver
aqui
em
contínuos
sus
tos,
e sem
garantia
alguma
de
segurança.
Ha
noutes
em
que as ruas
são
intransi
táveis.
Quem encontrasse por
desgraça
d’
estes
grupos
desordeiros,
não
passaria
sem
ser
insultado
ou
espancado,
se
re
sistisse
e
respondesse
A
proposito
da procissão de
Passos
de
que
acima
falíamos,
dizem-nos
que
se
fará este anno
com
grande
apparato,
as
sim
como
também
ouvimos,
que se
pre
para
grande
chinfrim
para
essa
occasião.
O
que
nos
admira
é
os
jornaes
d’aqui
não
pedirem
que
se
não faça a procissão,
visto
que
não
ha
quem
faça
manter a
ordem,
decencia
e
respeito,
que lhe
é
devido.
Pois
não
se
lembram
já
das
scenas
escandalosas
do
anno
passado?
Querem
este
anno
a
repetição
do
mesmo
especta-
culo
?
Pela
nossa
parte
votamos
contra
a
procissão,
porque
nas
condições
d
’esta
terra
é impossível
havel-a.
Não
ha
lambem
este
anno
a
procissão
de
Cinza,
que
todavia
era
uma
das que
se
faziam
com
mais
seriedsde.
Está
já
publicado
um
grosso
livro
em
4.°
pelo
snr.
visconde
de
Villa Maior,
reitor
da
Universidade,
sobre
a
mesma.
E'
destinado
á
exposição
de
Paris.
Tem
photographias
de
lodos os estabelecimen
tos
universitários.
E
’
a obra
mais
importante,
que sobre
lai
assumpto
se
tem publicado
em
Por
tugal.
Acompanham
o
mesmo
livro outras
photographias
dos
costumes
dos estudan
tes,
lentes,
archeiros,
bedeis
etc.
E’
um
livro
ctiriosissimo
Morreu
envenenada
n
’
esta
cidade
uma
senhora
casada,
a
que se
fez
honlem
a
autopsia.
Parece
que
desgostos
a
levaram
a
tal
desespero.
Para depois
de
ferias teremos
no
Thea-
tro
Académico
a
insigne
artista
(ranceza
Luigini.
w
'
t^iaMw
—
cmbm
*
«wfiiwiirrwwTiw
w.Twiwmr
a
ir>i«w
6AZET1LHÍ
Imusperenn». —
A
’
manhã continúa
no
templo da
Misericórdia,
havendo
ma
tinas
solemnes.
No
dia
12
expõe
se
na capeíla
da
Penha.
Canferentiaa
de
S.
Vicente de
P
bu
I
o
.
—A
reunião
d
’estas
Conferencias,
que
até
agora
tinham
logar
em
casa dò
seu
Presidente,
ás
quartas-f-iras,
far-se-
hão
d
’
oravante
lodos
os
domingos,
ás
7
horas
da
tarde,
na
rua
de
S.
João no
palacete
ou
casa denominada
do
Passadiço.
Roga
se
a lodos
os
snrs.
associados
que
compareçam
á
hora
e
no
local
in
dicados.
KeUtiií-iti da C. A. da
IHieeri-
de
—
Recebemos
um
exemplar
do
Reialorio da
Commissãó
Ad
ministradora
da
Santa
e
R. Casa
da
Mi
sericórdia
d
’
esta
cidade.
Como
Irmão
d
’
aqu(4!a
Casa,
e
corno
jornalista,
abster-nos-hemos
pororâ
de
o
analisarmos;
porque
para
t<l
fazermos
im
parcialmente
precisamos
de
o
confronL
r
com
a
Exp
sição,
que,
segundo ms
con
sta,
a
Meza
transacta,
e
a
ullimamente
dissolvida
vão
lazer
ao
publico
e
aos Ir
mãos
em
particular.
Para
isso
andam
juntando
documentos,
d
’
alguns
dos
quaes
tendo
requerido
copias
ainda
estão
sem
as
obter,|
passados
já
mais de
15
dias.
Os
cavalheiros componentes
das
duas
alludidas
Mezas,
pedem ao
publico,
—
e
nós
igualmente
—
que
suspenda
o
seu
juizo até
á
apresentação
da Exposição
alludida.
Companhia Kquestre.—
Tem
lo
gar
hoje,
no
theatro de
S.
Geraldo,
a
primeira
das
únicas
3
representações
que
se
propõe
dar
nesta
cidade
a Companhia
eques
tre,
gymnaslica,
acrobalica
e cómica
do
Circo
Price
de
Lisboa.
Tomam
nella
parte
ires
notáveis
ele-
phanles,
amestrados
e
apresentados
pelo
celebre
domador
m
sler
Edmonds.
E
’
enchente
certa.
Chegada.—
Regressou
ante
hontem
a
esta
cidade,
no
comboio
das
11
da ma
nhã,
o
venerando
Prelado
d
’
esta
archi
diocese.
Não
obstante
não
se
haver
tornado
publica
a
chegada
de
s.
exc.
a
revd.
ma
,
foi
grande
o numero
de
cavalheiros que
o
esperavam
na
yare,
e que
depois
o
acompanharam, em
16
carros,
até
ao
palacio
archiepiscopal.
Damos
as
boas-vindas
a
s.
exc.*
'
Falleeimenio.—
Depois
de
longo
e
doloroso
padecer
falleceu
hontem
nesta
cidade,
ás
8
horas da-
manhã,
a
ex.
IIia
snr.
3
D.
Francisca
Jtiiia
Pereira
Gajo
de
Noronha,
esposa
do snr.
José
Antonio
Freire
de Andrade.
O
seu
enterro
tem
logar
h
je
no
ja
zigo
da
sua
família
no
cemiterio,
depois
dos
oílicios
fúnebres
que
hã
>
de
ler
lo-
gar
na
egreja
da
Misericórdia,
com
mo
déstia
e
sem
fausto,
como
ordenou
em
seu testamento
a
illustre
finada.
Ael»s»«So.—
Nos desaterros
a
que
se
está
procedendo
aqui em
Braga,
na
rua
aberta
de
novo
entre
a
antiga torre de
S.
Bento
e
a
rua
nova
da
Sé,
achou-se
uma
cotnmtJiiicação
soblerranea
de torre
a
torre,
pertencente
ás
fortificações
pri-
tnittivas
da
cidade,
devi
las
ao
reinado
d’
el
rei
D.
Diniz.
Eram
8
as portas
que
n
’
essa
epocha
tinha
Braga,
ligadas
um
s
a
outras
por
muralhas
fortes,
no
gosto
da epocha
a
que
pertenciam.
Nos
annos
de
1375,
reedificou estas
muralhas
cl-rei
D.
Fernando
enobrecen-
do-as
com
novas torres
vigorosas.
No
interior
d
’
esla circumvalação,
ha
via
um
forte
caslello,
que ainda
hoje
real
ça
donairoso
o
aspecto
da
cidade,
a
quem
a
observa
do
passeio
de Sant
’Anna
para
o
ocsidenle.
Este aqueducto
anda
se
limpando
n<
altura
de
um
homem,
e
tencionam
apro
veitai
o
para
o
escoadouro
das agoas
do
campo
de
8.
Sebastião,
e
mesmo
da
nova
rua
que
a
camara
vae ; linhar
para
o
largo
do
Coii-gio
de
S.
Paulo.
íj»gar vago.
—
Acha-se
vago um
lo-
gar
de
capeliào do
côro
da
R.
C.
da
Misericórdia
d
’
esta
cidade,
e
que,
segundo
a lei
por
que
se
rege o mesmo
côro,
de
verá ser
posto
a
concurso
embora
alguém
d>ga
que
a
exc 1,13
commissão tenciona
provei-o
sem
atlender
áqueila
determina
ção,
que não
deve
ser
mera formalidade.
Nós
é
que
não
acreditamos
tal;
porque
sabemos
quanto
a
digna
commissão
é
em
rigor
observante das
presetipções
estate
larias
d
’
aquella
respeitabilíssima
Irmanda
de;
e
porque
de certo
havendo,
como
nos
consta
que
ha,
vários
pretendentes,
seria
tal proceder
alem
do
formal
des-
preso
da lei,
uma
gravíssima
oflensa
dos
direitos
de
cada
um
Nem
a
digna
commissão ignora
aquelia
disposição
da
lei,
pois
que,
não
ha mui
tos
mezes,
lendo vagado
outro
logar,
a
cumpriu
á
risca,
e,
não
obstante
appa-
recer
um
só
pretendente, ter já sido
an-
teriormente
examinado
e
approvado,
ser
íilho
d
’
um irmão da
mesma
real
Irman
dade
e
um
ecclesiastieo
a
todos
os
res
peitos
digno,
nem
a
esse
poupou
novo
exame.
Praticar
hoje
o
contrario é,
alem
do
mais,
cair
em
manifesta
contradicção, o
que
de
certo
a
respeitável
commissão
ha
de
querer evitar.
itoísssisiíssiio de viação.—
0*
cava
lheiros
eleitos
para a
commissão
de
via
ção
foram
os
seguintes:
Jachinlho
de
Magalhães
Barros
de
Araújo
Queiroz,
Alfredo
Alves
Passos,
Ma
noel
Luiz
Ferreira Braga
e
Joaquim
Fir-
mino
da
Cunha
Reis.
Avtao
para eonetn-so pubEieo.
-
—
Os
revd.
os
opposilores
ás
egrejas
de
Ca-
vez,
Friande,
Parada, Possacos,
Salamon-
úe.
Sá,
e
Santa
Cruz
do
Lima,
em
con
formidade
do
aviso
aílixado
na
Camara
Archiepiscopal
devem
comparecer para
as
provas
escriptas,
no
dia
13
do
corrente
mez
de
março,
e
no
dia
14
para
as
pro
vas
oraes.
,VIeeting.--A
Associação
Commercial
d
’
esta
cidade,
reunida
em
assembleia
ge
ral
extraordinário,
resolveu
convidar to
dos
os
habitantes
d’
esta
cidade
e
conce
lho
para
um
meeling,
que
terá
logar
ámanhã,
por
9
horas
da
manhã,
no
thea
tro
de
S.
Geraldo,
para
se
tractar
do
assumpto
do
caminho
de
ferro,
que
a
Companhia
d>
caminho
de
ferro
do
Porto
á
Povoa
do
Varzira
pretende
construir
de
Villa
Nova
de
Famaiicão
a
Chaves, atra
vessando
Guimarães
e
Fafe.
Acção nebiSiMaima. — A
snr.*
D.
Mana
Joaquina
da
Silva
Bacellar,
da
casa
da
Custariça,
em
Cervães, offereceu
á
Junta
de
Parochia
d
’
aquella
freguezia
um
prédio
para
a
creação
d
’uma
escola
para
aluin-
nos
do
sexo
feminino.
A
familia dos snrs.
Bacellares,
de
Cervães,
é
uma
das
mais
iliustres
em
religiosidade
e
piedade,
que
conhecemos,
—
altas
qualidades
de
que
tão
opinios
fructos
leem
resultado
para
aquel
‘a
fre
guezia.
O
facto
acima referido
expõe-se,
e
não
se
encarece.
Cftnaeího
de dUstrieto.
—
A
lista
dos
doze
cavalheiros
propostos para
o
governo
escolher
o
Conselho
de dislri-
cto,
é
formada
dos
snrs:
Antonio
Gaspar
Teixeira
de
Magalhães
Carneiro,
José
Antonio
Rebello da
Silva,
José Borges
Pacheco
de
Faria,
Domingos
Moreira
Guimarães,
Jeronymo
<la
Cunha
Pimenlel,
Nicolau
de
Mello
Barata,
João
de
Barbosa
Mendonça
de
Magalhões,
Ma
noel Luiz
Ferreira
Braga,
Lourenço
da
Costa
Gonçalves Pereira
Bernardes.
João
de
Mello
Falcão,
Joaquim
José
Malhei-
ro
da
Silva
e
Anton
o
Cazimiro
da
Cruz
Teixeira.
<>
ultima earssaval
no 8*«
sm
-&
o
.
—Pessoas
que
estiveram
na
cidade
do
Porto,
e
que
viram
alli
o
carnaval
nestes
últimos
dias,
presencearam
um diverti-
mento,
que não
sabemos
como
qualificar.
Referimos-nos
ao
lançarem
milho
pelas
ruas,
o
qual
fazia
com que
muitos
trans
euntes
caissem,
especialmente
na
rua
do
Santo
Antonio.
Quando
acont
cia
cair
alguma
pessoa,
atiravam-lhe
também
das
janellas
grandes
porções
de
indho!
O
divertimento
será
muito
bonito;
mas
o
que
de
certo
não
póde
deixar
de
ser,
é—immoral,
e
um
ataque
á
pobre
za;-
—
isto
n
’
uma
epocha
em
que
já
al
guns
economistas
começam
a
receiar
que
a
Europa
<-m
breve não
terá
cereaes
suf-
íicientes
para o
seu
consumo;
porque,
pelo
menos
nos
dois
annos
proximos,
não
lhes
poderão
vir
do
Oriente.
E
é
esta
a
occasião
escolhida para
os
meninos
do
Porto
o
desperdiçarem
d
’aquelle bello
feitio
?
Deaiordeni
e
ferísttenl®.—
-Na
feira
de
Villa
Nova
de
Famaiicão
no
dia
6,
travaram-se
de
rasões
dois
oíliciaes
infe
riores
do
regimento
d
’mfanleria
8
e
uns
estudantes
At
questões
foram-se
ultimar
proximo
da
estação do
caminho
de
ferro,
onde foi
gravemenle
ferido
um
dos
estudes.
Os
aggressores
acham
se
presos.
Sícsgu-aiça
—
Um
operário
que
hontem
de tarde
andava
a
trabalhar
no
telhado
da
casa
da estação
do
caminho
de
ferro,
caiu
delle
abaixo,
ficando
em
lamentoso
estado.
Foi
recolhido
ao
hospital;
mas
ha
pou
cas
esperanças
de o
salvarem.
Subscripção.—O
«Univers»
abriu
em
suas
columnas
uma
nova
subscripção
para
o
dinheiro
de
S.
Pedro.
Publicou
já
a
primeira
lista no
valor
de
3:000^000
reis.
A
’
frente
dos
subscriptores
está
o
se
guinte;
S. Santidade
Pio
IX
16$000 fr.
Luiz
Vemllot
dá
a esta
subscripção
a
seguinte
explicação:
Quando Napoleão
creava
diíliculdades
ao
«Universo,
Pio IX
para
o
salvar
fez
lhe
diíferentes
donativos,
destes
existia
ainda
um,
que
agora
produziu
a
quantia
de
10:600
fr.
e
que
elle
reslilue
a
Leão
XIII.
Homenagem.—
O
Senhor
Dom
Mi
guel
de
Bragança
foi,
no dia
28
de
fe
vereiro,
apresentar
a
homenagem
da
sua
adhesão
filial e
profundo
acatamento
ao
Santíssimo
Padre
Leão
XIII.
recebendo
do
Summo Pontífice o
acolhimento
mais
cordeai e
affecteoso.
Um
dos primeiros
jornaes
da
Europa,
traz
textualmente
estas
palavras,
e
acres
centa
que
a
côrte
do
Vaticano
deu
ao
principe
numerosos
testimunhos
de
res
peito.
Via ferre» de
Vigo.—
Ha
dias
per
correram
o trajecto
da
via
ferrea
de
Vigo
a
Gnilharey,
povoação
próxima
de
Fuy,
os
snrs.
Sauz
e
Ballester,
acompanhados
por
o
pessoal
subalterno
da
linha.
A ex
cursão
fez-se
com
felicidade.
Um
trem
composto
de
oito
wagons,
alguns
d
’
elles
carregados,
doas
plata-fórmas,
também
carregadas,
e
um
coche
(urgon,
passaram
sem inconveniente
o
tunel
dos
Valos
e
mais
obras
importantes.
Folgamos
que
as
experiencias
conti
nuem a
ser
satísfactorias,
para
dissipar
o
receio
que muita
gente
tem
de
passar
por
aqoelle
tunel,
que,
ou
pela
natureza do
sólo,
ou
peia maneira
como
foi
constituí
do,
já
abateu
em
grande
extensão,
oc-
casmnando
os
temores
que
se
espalharam
no
publico,
e
que
hão-de
custar a
des
vanecer,
diz
um
collega
de Valença.
D
litro
em
pouco
será
aberto
á
ex
ploração
o caminho
de
ferro
de
Vigo
a
Guilharey
na
margem
direita
do
rio,
a
cinco kilometros
de
Valença,
onde
ha
de
ir
entroncar
o caminho
de
ferro
do
Mi
nho,
se
não
fôr
alterado
o
primeiro
tra
çado.
Esj»
»nt9»s»
lossgaviãade.—
O
caso
mais notável
de
longevidade
que
se
conta
nos
últimos
annos
é o
de
um
soldado
russo,
fallecid
>
em
1871
com
perlo
de
206
annos
!
Fizera a
guerra
de
30
an
nos.
Samit-Mong
e<cossez
viveu
18o;
Pe-
ter
Cartzem,
húngaro, outros
183;
Hen
rique
Sansen, inglez
169;
Thomaz
Dame,
inglez
155;
Draakenborg,
dinamarquez
146;
Jokal
Essingham,
allemão
135.
SJesgraç».—
Deu
se
na
noute
de
ter
ça-feira
uma
lamentável
desgraça no
fu
nesto
sitio
do
Samouqueiro,
proximo
da
estação
do
caminho
de
ferro
de
Eslar-
reja.
Tinha o
guarda
da
linha
n
’
aquelle
lo
cal
dois
filhos,
sendo
uma
menina
de
treze
annos,
encarregada
por
seu
pae de
fazer
os signaes
ao
comboio,
e
um
menino de
dez.
N
’
aqnel’a
noute,
estavam
os
pequenos
esperando
pelo
comboio
do
sul, mas
como
este
se
demorasse
seguramenle
tres
quar-
íos
de
hora,
adormeceram
sobre
um
dos
rails.
Passado
pouco tempo
acordou
a
pa-
quena
ao
presenlir
a
locomotiva,
e
lem-
bran
o-se
mais
do
seu
dever,
do
que do
infeliz
irmão,
correu
presurtsa
a
casa
para
trazer a
lanterna.
Recordando
se
porém, pouco
depois,
da
creança,
correu
á
linha para
a
tirar
para
fora.
Tudo
isto,
como
se
pode
imaginar,
foi
rápido,
mas
no
momento
em que
a
infeliz
menina
se
debruçava
sobre
o
ir
mão,
o
comboio
apanhou-os a ambos, e
lançou-os,
gravemenle
feridos,
a
grande
distancia.
À
menina
morreu
logo,
e
o
irmão
está
em
perigo
de
vida.
Diz-se
que
não
escapa.
ftlsaarra
«I»
Sírtwsst®.
—-Os
tillimos
telegraminas
relativos
á
guerra
do Oriente,
são
os
que
seguem:
Constantinopla
4—Ignatiefl
vai
partir
para
S.
Petersburgo,
acompanhado
por
um
delegado
turco.
As condições da
paz
são:
indemnisa-
ção
de
guerra,
da qual
tres
quartas
par
tes
pagas
pela
cessão
de
Batoum,
Kars,
Ardahan
e
o
districto
de
Bayasid.
A
questão
dos
estreitos
é
reservada.
«Statu
quo>
para
a
navegação
do
Da
núbio,
e
eguaimenle
para
o
lerrilorio
col-
locado
entre
a
Servia
e
Montenegro,
por
causa
das communicações
turcas
com
a
Bosnia
e
a
Herzegovina.
Londres
4
—Northcote
confirmou
na
camara
dos deputados
a
assignálura dos
preliminares
de
paz. Recebeu
as condições
da
paz,
mas como
estão
ainda
incomple
tas,
não
póde communical-as
actualmen
te.
Derby
fez
declaraçãe
analoga
na
ca
mara
dos
lords,
certificando
que
as
con
dições
não
faliam
do
tributo
egypcio,
nem
da
cessão
da
esquadra.
A
indemnisação
de
40
milhões
foi redu
zida
a
12
milhões
slerlinos.
Londres
5
—Hardy, disse
na
camara
dos
deputados
que
tem
sido
tomada
era
muita
consideração
a
questão
de
defeza
dos
portos
coramerciaes
da
In
glaterra.
Beaconsfield
indicou
que
a
eventuali
dade
do
emprego
de
voluntários
extran-
geiros
ainda
não
se
apresentou
e
espera
que
não
se
apresentará.
O
ministro
da
guerra
Hardy
disse
ter
esperança
que
o
exercito
não será
cha
mado
ao
serviço
aclivo,
mas
se
occorrer
tal
necessidade
proporá o
seu
augmento
numérico
até á
altura
da
missão
que
lhe
compete.
Constantinopla
4
—
Foi
reduzido
a
6
mezes
de prazo
a
occupação
da
Bulgaria
cujas
fortalezas serão
todas
arrazadas
O
principe
que
tem de ser
escolhido
para
governar
a
Bulgaria
não
deve
per
tencer
a
nenhuma
das
famílias
reinantes
da
Europa.
S.
Petersburgo
6
—
A
agencia
russa
confirma
que a
reunião
do
congresso
será
em
Berlim,
tomando
parte
n
’ella
os
pri
meiros
ministros
das
potências.
Os
gabi
netes
de
Berlim
e
Vienna
já
adheriram.
Espera-se
a
resposta
dzs
outras
potên
cias.
Constantinopla
6
—
Os russos
occuparão
a
Bulgaria
durante
2
mezes.
Os
estrei
tos
serão
livres
para
a
navegação
com-
rnercial.
O
tractado
de
paz
não
menciona
clausula
sua
da
ratificação
por
um
con
gresso
Não
se
tracta
da
alliança
entre
a
Turquia
e
a
Rússia.
A
evacuação
deve
á
terminar
no
praso
de
3
meses.
A
concessão
du
Danúbio
conserva
os
seus
direitos.
Não
se
falia da
Grécia
nem
de Creta.
A Bosnia
e Herzegovina
gosarão
dos
direitos
estipulados
na
primeira
sessão
da
conferencia.
Paris
7
—Os
periódicos
conserva
fores
partilham a
opinião expressa
em
u
<>a
carta publicada
hontem
pela
«
Répoblique
Française», dizendo
que
a
França
deve
abster-se
de tomar
parte
na
conferencia
ou
congresso das
potências.
Londres
7—
0
«Times»
publica
um
te-
legramma
de
S.
Petersburgo,
dizendo
que
nos
círculos oíliciaes d
’
aquella
capital
se
attribue
á ingl.terra
a
intenção
de
com
prar
ou
apoderar-se
da
ilha
de
Mytilene
para
estação
naval,
afim
de contrabalançar
a
influencia
russa.
Em
outro telegramma
de
Berlim
ai-
nuncia
que
Bismaik
consentirá
provavel
mente
em
presidir
no
congresso,
s> a
In
glaterra
acceitar
o
convite.
Constantinopla
6
—
0
gran-duque
Nico
lau
deve
entrar
em
Constantinopla
á
freute
de
20
>
afficiaes.
Activam-se
muito
os
perparativos
para
qual
quer
eveuluali
lade,
nos
arsenaes
inglezes.
Todos
os
transportes
de guerra,
e
muitos
vapores
particulares,
estão empre
gados na
conducção
de
munições de
guer
ra
do
arsenal
real
em
Woolwich.
Os
vapores «Earl
of
Elg>d»
e
«Secret»,
saíram
de
Wolwích
em
27
do
corrente
com
destino
para
Malta
conduzindo
com
bustíveis,
peças
e
mais
armamentos.
Eslão-se
fortificando
todas
as
fortale
zas
na
Grã
Bretanha,
e
a
maior
parte
dos
couraçados
que
estavam
em
conslruc-
ção
e
metlendo caldeiras
novas,
estão
com-
plelamente
promplos
pari
seguirem
via
gem.
Os
couraçados
turcos
«
Mendouhiye»
e
«Hnnidiche»,
que
o
governo
inglez
ulli-
raamente
comprou,
estão recebendo
peças
<ie
maior
calibre.
O
novo
couraçado
«Nelson»
da
força
de
6:500
cavallos
seguirá
em
poucos
dias
para
o
mediterrâneo
com
o
«Superb»
e
o «Beileisle»,
lambem
couraçado
de
pri
meira
classe,
para
se
unirem á
divisão
de
lord
John
Hay
que
consta
de
quatro
cou
raçados
e outras
tantas
canhoneiras.
Reforçou-se
também
a
esquadra
que
es
tá
na
bahia
de Besika.
Os
regimentos
de
voluntários oílerece-
ram-se para todo
e
qualquer
serviço
no
estrangeiro,
como
também
as
milícias.
Todos
os
regimentos
da linha
estão
com
pletos.
Meseubartn
—
Foi
ha
pouco
encontra
do
em
Saint
Jeaoe de-Muzols,
perto
de
Tour-
nou
(departamento
francez de
Ardeche),
n’umas
obras
a
que
se
procedia
para
a
construcção
do
caminho
de
ferro,
um
gi
gantesco
dente
de
mammuth,
períeitamen-
te
conservado,
mas
que
foi
infelizmente
dividido
em duas
partes pela
picareta
do
operário
que descobriu
tão
apreciável
an
tiguidade.
O mammuth
é uma
especie
de
elephan-
te
coiiossal,
podendo
mesmo
alling
r
6
me
tros
de
altura,
e
tendo
de
particular
umas
monstruosas
defezas,
curvas como
as
pon-
tas
de uma
cabra
e
que ás
vezes
appa-
recem
com
3
a
4
metros
de
desenvol
vimento.
Tem
apenas
quatro
dentes, collocados
no
fundo
da
maxilla,
ficando
dous
de
cada
lado,
e
sendo
todos planos
e
cobertos
com
uma
immensidade
de
riscos,
na
sua
superlicie
plana.
Póde
se
fazer
ideia
do
tamanho
do
raainmulh
se
se
atlender
a
que
o
dente
jque
foi
encontrado pesa 4
kilogrammas,
tem
39
centímetros,
10
de largura
e
13
de
espessura.
Um
beijo de
míe.-IJni
grande
ar
tista
inglez,
Benjamim
Waste,
dizia:
«Um
beije
de
mãe
fez de mitn
um
pintor».
—
Quando era
pequeno,
vivia
Benjamim
n
a
Pensylvania.
Ficara
um
dia
sósinho
em
casa
para
tomar conta
em um
irmão-
zilo,
que
dormia
no
berço.
Benjamim
con-
templava-o
meigamenle.
e
sentia-se feliz
ao
vel-o sorrir
no
seu
somno.
Lembrou
Sfi
de
fazer
o
retrato
do
pequeno;
e
ven-
do
sobre
a
raeza
uma folha de
papel, p-m-
na
e
tinta, traclou
de desenhar.
Quan
do
a
mãe voltou
pediu-lhe
que
nào
se
zangasse
por
elle
se ter
servido
da
pen-
na
e
do
papel
que eslava sobre
a
mesa,
e
moslon-lhe
o
seu
desenho.
A
mãe,
admi
radíssima
pela
parecença, e
encantada
com
o
retr-ato,
beijou seu
filho Elle
propoz
lhe
então
desenhar
algumas
dores
que
ella
tinha
na
mão.
Animado
por
esta
nova
ten
tativa
p
z
se
a
trabalhar
com
ardor,
até
que
se
tornou
um dos
mais
celebres
pin
tores
do
mundo.
Eis
n
’
este
fado
uma
prova
de
que
as
mães
teem
no
seu
coração
thvzouros
de
amor,
que mais
que
tudo
podem servir
de
ilicitamente
ao
homem.
PortugiaeErs faileeiil;•«.—
D.)
8
a
13
de
fevereiro,
falleceram
os
seguintes
súbditos
portuguezes:
Pedro
da
Silva,
25 a.
s.;
Braz
Mon
teiro
da Silva,
46
s.;
José
Rodrigues Por
to,
32
c.; José
Soares.
1
I
s.;
Joaquim
Peixoto,
29
s.; João Alves, 2í
s
;
José
Carn'iro
da
Silva, 17
s.; Mano
I
Tavares
de
Paiva,
24
s.;
Joaquim
José Gomes
Ferreira,
20 s.;
Maria
do
Rosário.
II
s.;
José
Leal
Monteiro. 11
s.;
Manoel
Gon
çalves
da
Costa,
21
s.;
Antonio
Thomaz
Dutra,
22
c.;
Joaquim
Martins
de Car
valho,
22
s.;
Manoel
Joaquim
Fcrreiri,
48
c.;
Alfredo
Emílio
Araújo
Pimenta,
11
s.;
Francisco
José
de
Almeida.
16
s.;
Manoel
do
Couto
Reis.
22
s
;
Manoel
Fer
reira
Pinto,
16
s.;
Manoel
Nogueira.
21
s;
tffonso
Moreira
Monteiro,
21
s;
Da-
vid
Simões
Banezinhos,
28
s.;
Emilio
Ber
nardo,
16
s.;
Antonio
de
Oliveira,
33
s.;
José
L
urenço
Nibella,
28
c.;
Maria
do
Nascimento.
30
c.;
Adelaide
da
tosta
e
Silva
32
c.;
José
Maria
Pereira
Michado,
13
s.;
José
Francisco,
27
c.;
Luiz
Perei
ra
do
Carmo, 29
s.;
Manoel
Martins
Mo
reira.
64
v.;
Francisco
Gregorio
Perei
ra,
56
s.;
Maria
Eúgenia,
21
s.;
Albino
Ferreira
Bregide, 51
v.;
Constância
Victo-
rina;
Agostinho
Alves
Vianna,
28
s.;
Fer
uan
io
Machado,
22
s.;
Maria
José
de
Pontes.
19
s.;
Antonio Guedes.
20
s.;
Pauiino
Teixeira,
20
s.;
Bernardino
de
Andrade,
36
s.;
Luiz
Carneiro
’
,
25
c.;
Joao
da
Cruz,
24
24
s.;
Francisco Cor
reia
da
Silva,
30
c.;
Damasio
Fernandes
de Mesquita,
39
s.;
João
de Mattos
da
Silva,
80
s.;
Manoel
José
Corvêdlo,
43
v.;
José
Antonio
Simões,
33
s.;
José
Lmz
Tinoco,
56
s.;
Manoel
Ma.hadi
Borges
5)
s.; Antonio
José
Fernandes,
69
s.;
Manoel
Pinto
Júnior,
17
s.;
Isidoro
Vieira
Mendes
de
Carvalho,
21
s
;
Domingos
Al
ves,
21
s.;
Antonio
de
Carvalho
Vieira
2
)
s ; João
Carvalho,
20
s.;
José
Fernan
tles.
26
s.;
José
Caminha,
28
c.;
Joaquim
da
Costa
Sampaio,
13
s.;
Maria
Jacinlha
64
v.;
Arsenia
Augusta
Escócia.
40
s.;
José
Fernanfes
Lucas,
26
s.;
João
Go
mes
Flores,
42
s.;
Francisco Joaquim
de
Sousa,
42
s.;
José Francisco
Cobreia
28
s.; José Antonio
Gouveia,
23
s.;
Maria
Tavares,
21
s.;
José
Araújo,
22
s.;
João
Vieira
Gonçalves,
21
s,;
Bento
Raposo.
33 s.;
Venancio
de
Oliveira,
33
s.; Joa
quim
Antonio
de
Barros,
28
c.; Francisco
José
Marques,
14; José
Ribeiro
Braga;
Alberlina
de Barros
Teixeira
de
Figuei
redo,
23
c.;
Francisca
de Jesus,
30
s.;
Manoel
Rodrigues
de
Sousa,
3'1
s
; José
Antonio
(Lourenço,
27
c.;
José
Correia
Pires,
23
s.;
Manoel
Fernandes,
23
s.;
Jeronymo Capa Rocho,
47;
Antonio
Ma
ria,
19
s;
Antonio
de
Sousa
Azevedo, 28
s-;
Domingos
Martins
Lopes,
16
a.;
José
de
Medeiros,
31
s
;
Antonio
Correia,
40
s.
ftovimentii
do
ãfoapitnl de S.
Marcos.
—
Doentes
existentes
em
24
de
fevereiro:
92 homens
e
101
mulheres.
Entraram
durante
a semana
finda:
18
homens
e
12
mulheres.
Sahiram:
25
homens
e
10
mulheres.
Falleceram:
1
homem
e
3
mulheres.
Ficai
ara
em
tratamento
em
2
de
Março
31
homens
e
100
mulheres.
alisas
caridosas.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
y
iuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n,° 18,
(solãoj.
Tendo 80
annos
d
’edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucla
com
a miséria
extrema.
A’
«
pessass
caritativas.
—
Na
rna
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de idade,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que
continuamente
solfre
dôres
tão
acervas,
que
só
as almas
bemfazejas
Ihe
^podem
dar
algum allivio,
soccorrendo
a com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
Appçlt» á caridade.
— Pedimos
ás
almas
caridosas
uma
esmola
para
o pobre
Antonio
Joaquim
da Moita,
oílicial
de
sa
pateiro, morador
nas
Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza, não
podendo,
pelo
seu
mau
estado
de saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher
e
filhos.
mesma.—
Recommendamos
á
ca
ridade
publica.
Antonio
de
Passos,
mo
rador
na
rua
das
Palhotas
n.°
57.
íb
I
ssss
»»
Jivaajss.—
Recom
mendamos
ás
almas
bem-fazejas
Manoel
Vicente,
cocheiro
(o
Trintanario),
casado,
entrevado,
que
está
iuctando
com
a
maior
das
misérias—
a
fome.
Mora
na
rua
de
S. Gonçalo
n.°
21.
SECÇÃO
D£
GOaMDiTOÃDOS
Ez."'a
Snr. ReJaclor.
E
n
o
n.°
759
do
seu
muito
lido
jor
nal «Commercio
do
Minho»,
de
7
deste
mez,
diz-se n’
uma local
que
eu
exorbi
tara
no
exercício
das
minhas
funcções e
ferira
com
o
terçado
um
individuo
sem
motivo algum.
Confio
que o
bom
senso
do
ju
so
publico
não acreditará
que
um
agente
de
policia,
qne
tem
immediata
responsabilidade
de
todos
os
seus
aclos,
se
divirta
ou
recreie
cm
aculilar
qualquer
ciladão,
e porisso
era
facil
de
vêr que,
se
usei
do
terçado,
foi
em
minha
defesa
propr
a. O
individuo
a
que
o
auctor
da
noticia
se
refere
desobedeceu-me
e inju
riou-me
em
publico,
verbalmenle,
com
frases
que
aqui não
posso
repelir:
preten
dendo
por
esta
facto
apresental-o ao
Com-
missariado, resisliu-me,
ferindo-me
e
ras
gando
me
o
uniforme. O
regulamento
de
policia
mundanos
proceder
com
prulen-
cia.
mas
com firmeza, e cm
defeza pró
pria
permilte
que
usemos
das
armas.
D’estes
faciosjá
tem
conhecimento
os
tri
la
inaes.
e
porisso nada devo
adiantar, por
que
só
nos
cumpre
aguardar
as
suas
decisões Em
nome
da
lei.
peço
a
V.
Exc.
a
Snr
redaclor.
se
digne
dar
publi
cidade
estas
linhas
no
seu
referido
j>r
ml.
Braga
8
de
Março
de
1878.
O
guar
da
Civií
u.°
iu
Manoel
José
de
Mello.
José
Antonio
Freire
d
’
Andrade.
Hen
rique
Freire
d
’
Andrade,
D.
Maria
Feli-
zarda
Pereira
do Lago,
Miguel
Eduardo
Pereira do
Lago.
Henrique
Carlos
Frei
re
d
’
Andrade e
D.
Ernestina
Freire
d
’An-
drad',
participam
a
todos
os
seus paren
tes
e
pessoas
de
suas
relações,
que
loi
Deus
servido
levar
da vida presente^
sua
presada
esposa,
nora
e
cunhad»,
D.
Fran
cisca
Julia
Pereira Gajo
de
Noronha,
e
que
os
responsos
por
sua
alma
devem
ler
logar
pe
as
11
horas
da
manhã
do
dia
J
de
março
na
egreja da
Misericórdia
d
’
es-
la
cidade.
iffiÀBscumnos
Os
abaixo
asnignados,
summamenle
pe
nhorados
pua
com
lodos os
exm.
oí
snrs.
que se dignaram assistir
no
dia 3
do
corrente
aos
oflicios
celebrados
na
capel-
la
de
N.
S.
Branca
por
alma
de
sua
Sem
pra
chorada
Tia,
D.
Sophia Frederico
Pin
to de
Sousa
Coatinho,
e
se
dignaram
acompanhar
o cadaver
da
mesma
á sua
ultima
m-rada,
e
bem
assim a
todas
as
pessoas,
que
por
esta
occasião
se
digna
ram
procural-os,
agradecem
por
esle
meio,
e
a
todos
protestam
sua
indevel
grati
dão.
Braga
7
de
março
de
1878.
Malhilde
de
Sousa
Kopke
Cardoso.
(790)
Manoel
Augusto
de
Mendonça
Bernardino
José
da
Cruz, não
poden
do,
em consequência d
’
uma queda
que
deu,
agradecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que o
obsequiaram
e
cumprimen
taram,
por
occasião
do
falleciinenlo
de
sua
cunhada,
D Maria
Angelina de
Mel
lo
e
Almeida,
serve-se
d
’
este
meio,
pro
testando
a
todos
sua
indelevel
gratidão.
Por
esta
occasião
agradece igualmente
a
todas
as
pessoas
que
se
tem
dignado
visital-o,
e
procurado
saber
de
seus
in-
commodos
de
saude.
(783)
Banco
Coinmercial de Bra^/a, em
mor ato
ria
Socieslaiíe Hiianynia — r«-«poa»aabi-
li.iacSe
linsitadi*
Não
tendo
vingado
ua assembleia
geral
dos
accionislas
do Banco
Commercial
de
Braga
no dia
4
do
corrente
a
eleição
de
todos
os
vogaes
que leem
de
compor
a
commissão liquidntaria do mesmo
ban
co,
é
indispensável
convocar
uma
nova
assembleia para
se
elegerem
os
vogaes
que
faltam,
assim
como
lambem
para a
eleição
da
meza
da
mesma
assembleia
em
virtude
de
terem apresentado
suas
demis
sões
o presidente,
vicc-presidenlc
e
se
cretários:
e
porisso
a direcção
do
dito
Ban
co
convida
os
snrs.
accionislas
a
reuiii-
erm-se
em
assembleia
gera!
no
dia
27
do
corrente
ás
11
e
meia
horas
da
ma
nhã
no
Thealro de
S.
Geraldo,
a
fim
de
se
proceder á
eleição
para
os
indicados
cargos.
Braga
7
de
março
de
1878.
Os Directores
Manoel
José
da
Costa
Guimarães
João Evangelista de
Sousa
Torres
e
Al
meida
Manoel
José
Lopes dos
Sàntos.
CASA.
E CAMPO
Premza-se
comprar
uma
pequena
pro
priedade
qie
conste
de
uma
pequena
casa embora
seja
terrea,
com
alguma
ter
ra
lavradia
e
alguma
agua,
em
voita
de
Braga,
preferindo-se
na
estrada
de
Bar-
cellos
ou
na
das
Caídas
das
Taipas. Quem
tiver
deixe
carta
no
escriptorio
d
’
este
jor
nal
a
L.
D.
dizendo
onde
é
a
proprieda
de,
para
se
ir
vêr.
(>9l)
Fabrica a
vapor
de fun
hção de
ferro
e metaes
Ta-avessa de
S. Joãa—ESraga.
Nesta
fabrica,
iinica
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o tem
conseguido,
pois
que no
seu estabelecimento se
fazem
obras
de
lodos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5,000
kiios,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
biixas
para eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pês
para
me-
zas
de
mármore
ou
de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
e comprimento,
grades
para
sacadas
ou jardins,
columnas
e consolas
para
lampeões,
prensas
para
copiadores,
fuzos
de
novo
systema
para
lagares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros,
tapetes
e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de todas
as
grossuras. Tam
bém
concerta todas
as
obras
deste
gene
ro.
—
Preços
do
Porto.
Braga,
Fundição
do
Minho.
O
Proprietário—
Antonio
Germano
Ferrei-
rinha.
■K
1EITT
ER
Ak.
r
JT
O
DE
MÃO
lííí
Acham se
á
venda,
em
ponto
peque
no,
e
cujo
producto
é
para
o
Dinheiro
de S.
Pedro,
em
casa
do
snr.
M. J. V.
da
Rocha,
rua
do
Souto.
Preço
200
reis.
A
COMMISSÃO
ADMINISTRATIVA
DO
REAL
S4NCTUARIO
DO
BOM
JESUS
DO
MONTE,
faz
publico
que
acce>la pro
postas
para o
arrendamento
por tempo
de
um
anno, que
hade
começar
em
29
de
Setembro
do
corrente
anno,
e termi
nar
em
igual
dia
e mez
do anno
de
1879,
do
Hotel denominado—
Boa
Vista
—
com
seu
quintal
e agua,
sito
no local
do
mesmo
Sancluario.
As
condições
do
arrendamento
e?lão
patentes
a
quein as
quizer
ver
ou
d’
ell(S
tirar
copia,
todos
os
dias
não
sanctificados,
em
casa
do
ill.1110
snr.
João
Augusto
da
Cunha, mo
rador
no
largo
do
Barão
de
S.
Marlinho.
As
propostas
devem
«er
assignadas,
e
remetlidas
até
o
dia
10
do proximo
mez
de
Abril
ao
signatário
d
’
este annuncio,
morador
no
Campo
de
SanfAnna
n.®
13.
O
Presidente
da
Commissão
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho
(789)
ew>.
Alguma
família
que
vá
para
o
Rio
de
Janeiro
e
que
precise
d
’uma
criada
para
ir
na
sua
companhia,
e
que
sabe
lavar,
engomar,
cosinhar
e
todo
o
mais
serviço,
pó
ie
dirigir-se
á
rua
dos Capellistas
n.°
4,
cn
Braga,
ou
no
Porto
á
rua
de
Mal
M
rendas
n.®
10.
SAI
j
AS.
Manoel Dias da
Silva, premiado
na
exposição
de
Braga
em 1863,
na
Inter
nacional
Portuense
em
1875,
na
de Vien-
na
de
Áustria
em
1873
e
na
de Phila-
delphia,
em
[876,
faz
publico
que
tomou
conta
do
estabelecimento
de esteiras
da
rua
do
Souto
n.°
40
e
49
A,
d
’
esta
ci
dade,
aonde
o
fabrico
das
esteiras
prin
cipia
a
ser
no
systema
de
Lisboa
e
Porto.
Também
lava
e
compõe
sendo
precizo.
No
mesmo
estabelecimento
ha
sortimento
de
capachos
de esparto.
(761)
A BELLEZA DAS
SENHORAS
Pomada
sympatbica,
para
destruir,
de
momento,
o
pello
da
cara
e mesmo
cabel-
lo
em
quantidade,
sem
causar
«o
menor
damno
á
peiie.
Xarope
peitoral de Rei
Empregado
com
os
melhores
resulta
dos
nas
moléstias
pulmonares,
tosses
an
tigas
e
modernas,
bronchites
agudas
e
chronicas.
broncorrhea.
catharro
pulmonar
seja qual
fôr
o
seu
estado,
pneumonia,
pleti-
resia. tisica,
catharro
suflocanle, angina
nervosa,
tosse
aslhmatica,
escarros
de
san
gue,
etc.
etc.
Os
efleitos
d
’esfe
verdadeiro
especifico
são
seguros
e rápidos
e
é
considerado
na
opinião
publica
o melhor
medicamento
pa
ra
taes
padecimentos. A’
venda
em
Braga'
nas
pharmacias
Pipa
&
Irmão, Oiphãos,,e
Alvim.
Em
Guimarães
na
pharmacia
de
Pereira
Martins.
Deposito principal
na
phar
macia
Lisbonense, Largo
do
Corpo
Santo
-LISBOA.
(762)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n
0
7,
no
ca.upo
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na ma
do
Cam
po, d
’
esta cidade,
que
está
anclorisado
para
este
fim.
(713)
CMBX.A
PAK.l AZEITE
No
largo
de
S. Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para vender
uma
caixa em
muilo
bom
estado
que
leva
cinco
pipas,
e
toda
forrada
de castanho.
(700)
DINHEIRO A JURO.
A
Iimandade
de
Santa
Maria
Magda-
lena,
da
Falperra, lem
para dar
a
juro
1:359^000
reis.
Braga
2
de fevereiro
de
1878.
O
secretario
—
Padre
Luiz
Gomes
da
S
Iva.
(735)
5
Bem
conhecidas
são
a
pontualidade
e
economia
com
qiie
as
loim
em
Paris,
Lon
dres
e
demais
capilaes
da
Europa
e America,
desde
184’
>,
A AGENCIA
FRANCO H1SP.A
NO-PORTUGUEZ
\
Dl
C.
A.
SAAVEDRA, 25-Rua
Taitbout,
Paris.
Citemos
alguns
periódicos:
Clinrivnri,
Daily Wvwu, Dohata, Figaro, í'r»sier, Galig-.mnta, TS
í
-*
isnger, Ge «et te
de
Franee, Gazette
méiBccale,
Cwsette «Ses Tribunaux,
1
Ilustra»i«n
franeuíae, 1 liustration alIemaM<íe, Enrtépxisd belge,
Journal
ttes ecoczomiatee, Liberté, Meniteur »íe Ia «oifure,
Morning
Chronieie,
Marning-llrrnld, N«r<l, Patrie, >-»vue briUnique, Siecie,
Sport.
InicB, Univero.
Recommenda
também
os
amenos
e
uteis
jornaes
de
mo.la
Kleganee
Perieieisne.
Primeira
edição:
dois
n.*
s
cada
mez
com
numerosas
gravuras,
tres
bellas aguarellas
e
moldes
cortados
em papel.
—Um
anuo
100
rea
tes, ou
4^500
reis;
seis
mezes,
56
reales, ou
2^520.
Segunda
edição:
um
n.
’
cada
domingo, illuslrado
com
numerosas
gravuras,
se
te
a
nove
bellas
aguarellas,
e
moldes
cortados
em papel
cada
mez.
—Um
anno 236
reales,
ou
10^620
reis; seis
mezes 108
reales,
ou
4^860
rs.
NSodes
nouvrlltn,
Conaeiller
des ISsiiic»
ANNO
XVI
ANNO
XXIV
O
melhor
elogio
que
se
lhe
póda
fazer
é
referir
a
época
da
sua
fundação. O
seu
preço
por
anno
é
de
2^100
rs.
Também
se
encarrega
a
Agencia
Franco-Hispano
Portugueza
da
compra
de
li
vros
estrangeiros
e
em
geral de
toda a
classe
de
commissões.
Os particulares,
Atbe-
neus,
Casinos, Círculos, Gabinetes de leitura,
encontrarão
n
’esta tarifa os
títulos das
melhores
folhas
periódicas
que
se
lèem
na
Europa.
O
L
E
O
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
GRANDE BROVCÇû DE FRfrÇDS NA 3.a
CLASSE.
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceilando também
passageiros
de
3.
a
classe,
com trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS, PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA.
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S. PAULO,
CANTOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do Brazil, ao
sul
de
Pernambuco.
PELO
MKS.MD FKKÇO PA KA O RI» DE JAKEI3SO
PAQULTKS
A
S
vlH
DL
LISBOA
TAGUS
.....................
13
de Março
l
NEVA
...............................
13 de
Abril
GUADIANA
....
29 de
Março
|
MONDEGO.
.
.
28
de Abril
PREÇOS
COMMODOS
©adrs
paquete
d
’esta
companhia
leva
a
bordo
criados
e
eo»inh*iro»
parIsaguescetí
comniodidade
dos
passageiros
de
toitfts
g»
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial, a conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
C
mipanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria gratuita
durante a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo
passageiros teem grátis cama, roupa de caans», co
mida
feita
por eosinheiros portuguer.es,
vinho duas vezes por dia,
assistenciis
medica, serviço
de
criados e outras despezsa.
A
EXPER1ENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança excepcional;
além d
’isso
pela limpesa,
boa
ordem, bom
tratamento e
accomodações
a bordo,
e
’
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygiene como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
.paraa
conducção
das
suas
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
HOGG
Farmacia
de HOGG, 2, rue
de Castiglione, Paris çUnico proprietário).
higados
’
frescos
Dl
BAGALAO
de
Prescripto
por
todos os medico» e empregado com o mayor succeso
contra
: as
enfermidades
do peito, aíTeiçâes escrofu
losas,
tosses clironicas,
rlieumatisnios,
magreza
crianças, das impigenies,
fleixos
brancos, debilidade geral, etc.,etc. HOCJCJ
Agradavel e
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
*
'
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que
encobro
a
capsulo de cada frasco de
feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia, que devera achar-se sobre
o rotulo.
Deposites
nas principaes Pharmacias e em Lisboa, nas casas de B
abbeto
,
rua
<lo
l.orclo, 28 e 30. A
zevedo
e
Filhos, B
arrai
,
e I
rmão
;
em
Porto,
nas*casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TAIT.
Para
esclarecimentos
em
Braga
o
snr.
João Manoel
da
Silva
Guimarães, rua
do
Souto.
(42-)
GOTTA
E
&HEUv
ATI
í
MG
Licor e pílulas do dr. Laviile
DA
COMPANHIA
FABRIL
SLNGER
17,
BUA
DE
S.
VIGE
;1'E, 17
BR
a
GA
(brande
reslueçõo He
prsços em lailai ns nueliinns de esgtura da
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
Os
únicos
fabricantes
de
machinas,
com casas
estabelecidas
em
Portugal,
para
fornecer
direclamentea
ao publico,
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia.
GRANDE
FACILIDADE DE PAGAMENTOS
PARA ADQUIRIR
AS
MELHORES
MACHINAS
CONHECIDAS
MAIS
®E
UM
AHflO
DE
PftAZÔ
Em prestações de £SOO ÊSP-i- s
emanaiii, em todas as maehinas
IISEM
ENTRADA ALGUMA!!
Ou
SW por eento dGvbatimento a prozaspto pagamento
EMSI1V®
«JK.1TES KJI CAS
i ESO CO.VÍ
PtãAMOR
Peçam
catalogas illuslrados
Com listas dos preços e condições
na SUB-SUCCURSAL
DA
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
sa®>
.
/'•
-i
Ã-
Asu4<
..
i .
V
C97
Esta medicina
anti-
golto.sa
e
anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde
30
annos,
contra
os
ataques,
e
as recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
on
tres pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E
’ a
única
scienliftca
e
officialmente
reconhecida
e que olferece
todas
as garantias..
Veja-se
o
livrinho, que se dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000
rs.
Para
evilar-se
os graves
perigos
da
falsificação,
deve-se
exigir
a
assignalura
do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em
Paris
:
pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
de
Jony.
JOSÉ ANTONIO'
FERREIRA
GOMES.
Kna Kova, ã
BRAGA
Com
estabelecimento
de pregagem
de
todas
as
quaiidad-s,
mercearia,
papel
e chá—cartonagem para
dezenho,
íloragem
e aprestes
para
ílôres—
stearina,
pós
íinos
para
gomma,
etc.,
etc.
N
’este
antigo
e
acred
tado
estabeleci
mento
se
encontra
um
completo
sortimen
lo
de livros
em
branco,
proprios
para
escripturação
mercantil,
bem
como
papeis
e
artigos
para
escriplorio.
Também
se
encontra
um
sortido
de chá byson
desde
800
a
l$400
rs.
459
gram.,
e
muitos ou
tros
artigos
proprios
de
seu
negocio
que
tudo
vende
por
preços
commodos.
(725)
VENDE-SE
Em
uma
das melhores
ruas
d
’
es-,
•;V ta
cidade
uma
morada
de
casas.
*.
em
muito
bom
estado.
No
escri-
ptorio
da
administração
d
’
este
jornal,
se
diz
com
quem
se trata.
(787
..
.
.. ...............
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem
dinheiro
para
dar
a 5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(706)
ultima
GANDARELLA ^C.a
Cumpo <5«
SanfAn»»»
Grande
sortido
para
a
Quaresma
e
Semana
Santa.
Acaba
de
chegar
a
este
estabeleci
mento
directamente
das
melhores
fabricas
de
Paris
um
grande
sortido
de
Brilhan
tinas
pretas
de
seda,
faiiles e
glacés,
bem
como
merinos
pretos
de pura
lã,
tornando-se
a
sua
boa
qualidade
e
os
seus
modicos
preços
dignos
da
altenção
publica.
________________ _______________
(780)^
A QUEM MAIS DER.
Vende-se
na
rua
da
Ponte
d
’esta
ci
dade
uma morada
de
casas
com
os n.os
70, 71
e
72, tem
poço
e um
grande
quintal
que
já
tem
rendido
uma pipa
de
vinho.
Trata-se
na
rua
das Palhotas n.°
2,
e
na
Senhora
a
B
anca
n.°
15.
(782)
ESTANTERIA
Vende-se
uma
e
vidraças
de
porta
na
veslimentaria
Rocha.
(788)
BRAGA,
lYPOGB.APEIA LUSITASA
-
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
