comerciominho_09021878_748.xml
- conteúdo
-
I)
lo
O,
13
lo
1-
38
se
>e
18
ii
m
i-
18
lo
i-
)•
O
i-
e
i-
E
E
m
c-
'0-
10
10
>0
10
)0
e-
a-
MHB9I DO HUI
de Fevereiro
mez
Exc
dc
1878
Primaz
João,
Arcebispo
uiem
aeternam
dona
ei,
Domine;
ellux
perpetua
luceat
ei
lhe
mitigarem
as
suas
dôres
e
enxugar-lhe
as
suas
amaríssimas
lagrimas!
Sua alma
voou
oo
seio
do
Creador,
no
meio
dos prantos
de
todos
esses
milhões
de
catholicos,
que
tanto
o
amavam
e
estremeciam.
Sua
alma,
subiu
á
morada
celeste,
para
receber
o
prémio
das
suas
virtudes
e
da
sua
longa e martyrisada
vida,
que
elle
votou
á
defeza da
Religião
Catholica,
da qual
era
o Supremo
Pastor.
A luz
perpetua
o
alumiará
sempre, nas
regiões
celestes, e
o
descanço
eterno lhe
dará
Deus, de quem
era Vigário,
em
pa
ga
dos
seus
serviços
em
prol
da
Egreja.
ma
mandou
distribuir
a
seguinte Portaria
Deus
Nosso
Senhor
acaba
de
chamar
á
Sua Divina
pre
sença
o
Supremo
Pastor
da
Egreja
Catholica, o
Seu
Vigário
sobre
a
terra,
cuja
memória
será
indelevel nos
fastos
da
so
ciedade
christã
;
e para
dar testimunho
da
Nossa
dôr,
na
qual
certamente
seremos
acompanhado
por
todos
os lieis
d
’
esla
ar-
chidiocese
;
Havemos
por
bem
Ordenar,
que
em
tres
dias
successivos
as
torres
de
todas as
egrejas, sanctuarios
e
capellas
deem
os
signaes
do
estylo
;
que
nos
mesmos
tres
dias
os
tribunaes
ec-
clesiasticos
estejam
fechados,
e
haja
feriados
nas
aulas
do
Nos
so
Seminário.
Rogamos
a
todos
os
sacerdotes,
que
em
qualquer
d’
estes
dias
celebrem
o
Santo
Sacrifício
da missa pelo
eterno
descan
ço
da
alma
do
Sanctissimo
Padre
Pio
IX,
c
Nós
também
as
sim
o faremos,
ajudando-Nos
Deus
Nosso
Senhor,
do
corrente,
em
a
Nossa
Sé
Cathedral.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
8
de
Fevereiro
Falleceu
a
7
dc
fevereiro
de
1878.
com 83 annos,
8
mezes
dias
d'edadc;
e
31
annos,
7
mezes
e
20
dias
de pontificado.
A
voz
plangente
c
lugubre de
lodos
os
campanarios da
cidade
começou
na
tarde
d'liojc
a
annunciar
aos
braearenses
que o
orbe
cathoiico
eslá
orlao
de Pae.
PIO
IX,
0
MAIS
AMADO
DE
TODOS
0S
PONTÍFICES,
FALLE-
CERA
NO
DIA
7,
POR
5
HORAS
DA
TARDE.
Esta
infausta
nova,
que
não queríamos
acreditar,
começou
a
referir-se
na
manhã
dhoje;
e
foi
pouco
depois
confirmada
por
um
telegramma
da
Nunciatura
ao
ex.mo
e
revd.
mo
snr.
Arcebispo
Primaz.
Eis-nos,
pois,
orphãos de um Pae
sempre
sollicito
pelo
bem
de
todos
os
seus
estremecidos
filhos
!
Extremoso
por
elles,
dotado
de
uma
grande
alma,
sem
pre propensa
ao
perdão
das
injurias
feitas
pelos
seus
íilhos
in
gratos,
amigo
de
todos
nós,
Pio
IX
solfreu
sempre
as
maiores
amarguras,
quer
no exilio,
quer
em Roma, já
senhor
dos
seus
estados,
já
d’
elles
desapossado!
Que
grandeza
d
’
alma
a
sua,
que
Elle,
sempre
sereno
e
ri
sonho,
conservou,
não
obstante
as
perseguições
que
lhe
foram
movidas no
meio
das
tempestuosas
ondas
das revoluções,
que
leem
levantado
todos
os
estados
da
velha
Europa
n
’e.stes
tem
pos calamitosos
!
Escolhido
por
Deus
para
seu
Vigário
na
terra, nunca
dei
xou
de
ser
por
Elle protegido
com
aquella
protecção
especial
que
a
historia
nos
diz
que
Elle
dá
aos
seus
eleitos.
Trinta e
dois
annos
bem
angustiados
esteve
Elle
ao
leme
da
Rarca
de
Pedro,
sempre
impávido
nas
tempestades, que
o
vento
das
más
doutrinas
e
da
impiedade
levantou
em
seus
la
crimosos
dias
!
Mas
nunca
trepidou
ante
as
ameaças, os doestos,
as
in
jurias,
que
os
seus
íilhos,
transviados
na
senda do
vicio
e
das
ruins
paixões,
lhe atiraram
ás
faces
venerandas!
—
Nunca
!
—
por
que
a
sua
bella causa,
a
sua
doutrina, a sua
palavra,
eram
de
um
Deus!
A
historia
do
Supremo
Pastor
da
Egreja
Catholica,
de Pio
IX,
é
a
historia
do
christianismo
nos
trinta
e
um
últimos
annos.
Não
se
poderá
fallar do
christianismo
sem
faltar
de Pio
IX
; nem
tampouco
do
Vigário
de
Christo,
sem
referir
as
dou
trinas
da
nossa
religião;
porque
não
ha
dia
nenhum,
que
El-
1c
não
emendasse erros,
não
reprehendesse
vicios,
nao
definisse
dogmas
da
fé,
não
melhorasse os
costumes,
não
conservasse
pu
ra
a
doutrina do
Crucificado.
Digam
embora
os
sceptiCos
que
a
sua
vida
prolongada
no
meio
das
suas
torturas,
não
é
milagre
;
neguem-lhes
os
seus
filhos
desnaturados
a
protecção
especialíssima de
Deus
;
embo
ra
!
nem
esta
deixou
de
ser
menos manifesta,
nem
aquella
me
nos
duradoura
!
Coração
generoso
e
magnanimo
sentiu,
ainda
nao
ha mui
tos
mezes,
as
alegrias
e
consolações
mais
espontâneas
e sinceras,
que
nenhum outro
monarcha na
terra
tem
recebido.
Viu-se
rodeado
de
milhares
e
milharesde peregrinos,—íilhos
seus dedicados,
que
trocaram o
descanso
e
a
paz
de
seus
1
ires
pe
los
incommodos
d
’
uma
viagem
longínqua,
para
só,
e
unicamen
te
irem
felicial-O,
pelo
seu
50.°
anniversario
episcopal^
para
João
Maria
Maslai
Ferreli.
Pio
IX,
Nasceu
na
cidade
de
Sinigaglia,
legação
de
Lrbino,
a
13
de
maio
de 1792:
Tomou ordens
sacras
em 1818:
Celebrou
a
primeira
Missa em
dia
de
Paschoa de
1819:
Foi
sagrado
Bispo
de
Spolelo
em
1827:
Preconisado
Cardeal
em
dezembro
de
1839:
Eleito
Papa
a
17
de junho
de
1846, e
coroado
a
21
do
mesmo
bu
<
c
:
a
—
SABB4DO 9 OE
FEVEREIRO
DE E9V9
Por
falta
d
’espaço
retiramos o
artigo
d
’
esta
secção.
GAZETILS1
lUneo
Mercantil de Braga.—
No
dia
31
do
passado
houve
a
reunião
dos
accionista*
do
Banco
Mercantil de
Bra^a
á
qual foi
lido
o
Relatorio
e
Pa
recer
do
conselho
fiscal,
que
foram
ap-
provados,
sem
discussão,
por
unanimida
de.
Deliberou-se
o
pagamento
de
1$250
reis
por
acção, ou 2
1/2
por
cento.
O
pagamento
começou
no
dia
6
do
corrente.
g,i» Noturalrza.—
Recebemos
o
n.°
8
dVsta
elegante
revista
que-
semanal
mente
sie
em
Madrid
e
de
que
são
cor
respondentes
neste
paiz:
em
Lisboa
a
'
Nova
Livraria
Internacional, rua
do
Ar-i
senal,
b6; e no Porto a Livraria Portuen
se, ua
do
Almada.
123.
Contém
este n.°
12
bellas
gravuras,
e
os artigos
correspondentes:
O estelion
—
Nova navegação astronómica
—
-Historia das
minhas
ascenções
—
As aves
da
China-A
cegná—
A
expedição
noruegueza
para
os
estudos
do
fundo
do
mar
—
Misselanea—
As
diversas
machinas dos
hotéis de
S.
Francisco.
aí«-«sjr»ç».
—
Na
quarta-feira, estando
um
rapaz
d
’
uns 20
annos,
da
freguezia
de
Prado,
a
examinar
um revólver, este
disparou-se
indo
a
bala atravessar-lhe
uma
ilharga,
de que
lhe
resultou
a
morte,
passados
poucos
momentos
isi
hmvíms
perdido»,
—
Em
dezem
bro
de
1877
perJeram-se 46
navios
de
vela
inglezes.
21
allemães,
17
america
nos. 11
norueguezes,
8
franc
zes.
8
hol-
landezes,
5
italianos,
5
suecos.
4
dina-
marquezes.
1
hespanhol,
I
grego.
I
da
republica
de
Guatemala.
3
de
nacionali
dade
desconhecida,
e
14
vapores
inglezes,
1
allemão,
I
hespanhol,
I
hóllandez
1
norueguez,
l
sueco
—
Tola!
151.
Boletisu
eitrio»».—
A
«Uberdade»
de
Pmlimão
publica
o
seguinte
curioso
boletim
de
familia:
«Bua
da
Imperatriz
—
Marlillano
Per-
menuceno Rodrigues,
maxo, 56 annos,
estado
—saudoso;
relação
para
com
o
chefe
de
f
milia
—
o
moiral;
instrucçã»
—
de
car
pinteiro; circumstancias
especiaes-se
são
surdos,
mudos,
etc.
—
profeiso
é só
torto
d
’um
olho
de
nacença.
Izebo da
Cambra,
imposto 15
annos
cerve
a
casa,
fercoenta
escola
noílurnia».
Varia* noticias.—
Os
negocios
com
Roma
estão
sendo
encaminhes
pelo
go
verno
do
modo mais
satisfatório
para
Portugal
—
O snr.
conde
de
Thomar
já
não
ne
cessita sahir
de
Boma.
—0
Núncio
fez
uma
visita
pessoal
aos
snrs.
Fontes
e
Andrade
Corvo.
—
O
novo
quadro
dos
governadores
civis acaba
de
ser
organisado
da fórma
seguinte:
Aveiro,
Mendes
Leite;
Braga,
Joaquim
Cabral
de
Noronha
Menezes;
Bragança,
Moraes
Machado;
Caslello
Branco,
Bairaa
Bastos;
Coimbra,
Fernando
Mello;
Faro,
Ferreira
da Cunha; Guarda,
visconde
de
S.
Pedro
do
Sul; Lisboa,
Gama
Barros;
Portalegre,
José
de
Beires;
Porto,
conde
de Margaride;
Vianna,
visconde
da
Torre
das
Donas;
Viz
u,
visconde
do
Serrado.
Sao
conservados
os
governadores
civis
de
Beja, Evora,
Leiria,
Santarém
e
Villa
Beal.
—
0
snr. ministro
da fazenda
foi
fe
licitado
por
diversos
bancos
e
banqueiros
de Londres,
fazendo-lho
francos
oífereci-
metilos.
—
0 snr. Fontes tem sido
cumprimen
tado
por
diversos
telegrammas
e
cartas
de
estadistas
estrangeiros.
Falleeimenta.
—
No
dia
5
ao
anou-
tecer
o snr.
.Antonio
Joaquim
de
Oliveira
Leite,
natural
de
Ganfães
(Valença)
che
gado
do
Brazil
n
’
um
dos
últimos
paque
tes,
vindo
n
’
utn
bote
do
Laza'eto, onde
acabara
a
quarentena,
morreu
repentina
mente.
0
finado
estava
lysico.
0
cadaver
foi
depositado
na
Magdalena.
Nas
algibeiras
foram
lhe
encontradas
seis
libras
em
ouro,
23150
reis
em
prata,
um
relogio
de
prata,
cadeia
e
medalha
de
ouro.
Exon«r»fS(>*. —
Foram
exonerados
os
administradores
de
Villa
Nova
de
Gaya,
Valiongo,
Setúbal,
Coimbra,
Louzã,
Mon-
temór-o-Velho,
Oliveira
do
Hospital,
Pe-
nacova, Tabua, Carregai
e
Vianna.
A
síucím
fenitíiínt*.
—
Em
Vienna,
n’
nm
dos
bairros
mais
occidenlaes,
uma
tnulherinha
foi
ter
com
o
seu parocho
e
debulhada
em
pranto,
e
fazendo
feias
carêtas.
expóz
a
sua
triste
situação
ao
cura
d
’almas.
—
Era
casada
com
um
ouri
ves.
—
o
ourives
gostava do
summo da
uva,
—
e
quando
estava entre
as
dez
e
as
onze
tocava-lhe
a
pavana
—
e
a
respeito
dc
dinheiro
para
o
governo
da casa e
sustento
dos
tristes
íilhinhos
..................
nada.
A
’
vista
d’este
quadro
—mova
te
a
pie
dade
sua
e
minha.—O
parocho
enterne
ceu-se
e.
.
.
não sabemos
se
chorou.
—Olhe,
snr. prior,
acrescentou
a ex
positora;
meu
marido,
apezar
da
sua
vida
desregrada, tem
sentimentos
christãos:
se
vossa
revd.
nia lhe
desse
uma
reprehensão
severa,
talvez
se
emendasse.
—
Pois
sim, respondeu-lh«
o parocho,
mande-o
cá.
A
mulher
parte
d
’alli
para
casa
d
’nm
ourives,
apresenta-se
como
creada
do
pa
rocho,
d
z-lhe
que
o
snr.
padre
quer
com
prar
urna
caixa
de
rapé
das
melhores,
e
que
o
espera
no
dia
seguinte
ás
11
horas
para
escolher á sua
vontade
O
ourives,
á
hora
marcada,
apresenta-
se
em
casa
do parocho com uma
duzia
das
melhores
caixas
que
tmha no
esta
belecimento, e
encontra
no
corredor
a
supp
sta
creada
a
quem
entrega
o pa
cote.
Ella
entra
resolutamenle
no quarto
do
parocho
e
diz
lhe:
—
Meu
marido
espera
as
ordens
de
vossa
revd.,na
.
— Entre:
foi
a
resposta
do
parocho.
—
Agora
entenda-se
com
o snr.
prior;
disse
ella
ao ourives,
rnandando-o
entrar
e.
. .
safou-se.
Tableau
final.
—
Mandei-o
chamar
e
talvez
não
saiba
para
que.
—
Sei,
sim
senhor.
—
Que
maneiras
são
essas
de
proceder
com
sua
santa
mulher
a
quem
-espanca
todos
os
dias?
—
Eu peço
licença para
dizer
a vossa
revd.™*
que
sou
solteiro e
que
vim
aqui
para
vossa
revd.'
na
escolher entre as
cai
xas
que
trouxe
a
que
lhe parecer
mais
bonita.
.
.
Agor»
o
leitor
imagine
o
resto.
Xome<»çõea.
—
Foram nomeados
ad
ministradores:
de Amares
o
snr.
Manuel
Ferreira
d
’Almeida,
de
Villa
Verde
o
snr
José
Joaquim
Ribeiro,
de
Ponte
da Barca
o snr. Antonio
Lacerda de
Mello,
de
Ponte
do
Lima
o
snr.
Magalhães
Ramos,
dos
Arcos
de
Valle
de Vez o snr.
Castro
Caídas,
de Monsão
o snr.
Antonio
Cama
cho,
de
Sanlarom
o
snr
José
Dias, de
Braga
o
snr.
José
d
’Araujo
Correia,
de
Cabeceiras
de
Basto
o snr
Pereira
Leite,
de
Guimarães
o snr.
Leite
de
Magalhães,
da
Povoa
de
Lanhoso
o
snr.
Magalhães
Fonseca,
de
.Vieira
o
snr.
Menezes
de
Carvalho.
S. Vicente <le
Paulo. —
Este
santo
prestou
á
humanidade
maiores
serviços
da
que
teria
podido
prestar
qualquer
go
verno.
Por sua
morte
deixou
o
seu
espirito
á
sua
familia
e
esse
espirito
fez
cousas
ainda maiores
no
mundo
inteiro.
Em
toda
a
parte
estima
a
população
possuir
os missionários
viceminos
e
as
irmãs
da
caridade,
excepto
sómente
nos
logares
infestados
pela
revolução.
Na França
dirigem
os
Lazaristas
de
zoito
grandes seminários,
nove
pequenos,
e
algumas
instituições livres.
Na
Alegria
dirigem
trez
grandes
se
minários
e
um
pequeno;
administram
va
rias
parochias
e
fazem
missões.
Fóra
da
França
a
Congregação
vicen
tina
possue vinte
e
sele
casas
na
Italia.
dez
na
Hespanha,
quatro
e>n Portugal,
nove
na
Irlanda,
trez
na
Polonia
austríaca,
quatio
na
Áustria
quatro
na
Turquia,
trez
na
Pérsia,
quarenta
e
seis
na
China,
quatro
na
Manilha,
trez
na
Abyssinia,
duas
na
ilha
Mauricia
treze
nos Estados-
Unidos,
nove
no
México,
oito
na Ame
rica
central,
doze
no
Brazil
e trez
na
Re
publica
Argentina;
por
tudo
cento
e
setenta
e
cinco
casas.
As
missões
do
povo
são
o
objecto
prin
cipiai desta
Congregação.
Fóra
da França regem
os
Lazaristas
trinta
e
cinco seminários
grandes
e
onze
pequenos,
e
vinte
collegios.
As
escolas
populares
são
mui
frequentadas
em
mui
tíssimas das
residências
d
’
esses padres,
os
quaes
na
Pérsia
estabeleceram
uma
typo-
graphia,
fundaram
na
China
vários
asylos
para
orfãos
e
administram
na
America
do
Sul
doze
hospitaes.
«Prégadores,
diz
o
padre
Lesmayoux,
mestres
de escola,
enfermeiros,
protccto-
res
e
guardas
das creanças
sem
apoio,
elles
se
impõem
a
todo
o
sacrifício,
des
prezam
todos
os
perigos
quando
se
trata
de
soccorrer
os
desgraçados;
são
a
provi
dencia
de todos
aquelles
que
soflrem
onde
quer
que
se
acham
estabelecidos».
Movimento
do
Hospital de S.
Mareoe.
—
Doentes
existentes
em
27
de
janeiro:
80
homens
e
103
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
14
homens
e 1
1
mulheres.
Sahiram:
13
homens
e
12
mulheres.
Falleceram:
4
homens
e 1
mulher.
Ficaram
em
tratamento
em
2 de
Fevsreiro
77
homens
e
101
mulheres.
Cluerra d«» Oriente.
—Os
ullifflOi
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que seguem:
Londres
5—A
conferencia reunir-se-ha
provavelmente
em
Bruxellas.
O
«Standard*
publica
um despacho
de
Vienna
annunciando
o
boato
de
que
a
Rússia
concentra
120:000
homens
na Rou-
mania
para
defender
o
principado contra
a
Áustria
em
qualquer eventualidade.
O
«Daily
Telegraph»
insere
um
lele-
gramma
de Paris,
dizendo
que
existem
negociações
entre
a
Rússia
e
a
Turquia,
para
a
acqusição
da
esquadra
turca
como
indemnisação
de
guerra.
Noticiam
de
Belgrado
que
o
armistí
cio
é
por
tempo
iniifinido
até
a conclu
são
da
naz.
Um
telegrammi
de
Kars
para
o
«Daily
News»
dtz
que
os
russos
occuparam Erze-
roum.
Outro
despacho
de
Constantinopla
an-
nuncia
que
Baker-Pachá
partiu
para
a
Thesalia.
Constantinopla
5
—
Foi
suprimido
o
gran-
visiriato;
o
novo
ministério
ficou
composto
da
seguinte
fórma:
Anrede
VVeik.
interior.
Server,
estrangeiros.
Kiani,
finanças.
Vienna 5
•
—
Os
gabinetes
de
Roma
e
Londres
adheriram
á
conferencia.
Espera-
se
que
o
concurso
de Bismark decidirá
a
adhesão
da
Rússia.
A
Allemanha
acceita o convite
da
Áus
tria
pira
a
conferencia.
Athenas 5
—Os
representantes
das
po
tências
garantiram
Pireo
contra a even
tualidade
de bombardeamento,
se
não
fór
fortificado,
conservando
a cidade
aberta.
O
ministro
dos
exlrangeiros
teve
de
morada
conferencia
de Windham,
secreta
rio
da
legação
inglesa. Causou grande
pâ
nico
em
toda a
Grécia
o
boato dos
cou
raçados
turcos
conduzirem 8:000
ho
mens.
Londres
6
—Na
camara
dos deputados,
Hardy,
ministro
da
guerra,
respondendo
a
Gla
istone
disse
que
os
créditos
são ne
cessários,
pois
as bases
da paz
são
va
gas.
Apesar das
promessas
de Gortschakofl
a
questão
dos estreitos
continua
subsis
tindo.
A
Europa
está
armada
até
aos dentes
e
uma
faulha
pode
produzir
o
incên
dio. A discussão
foi
addiada
para
áma-
nhã.
•
Os russos
occuparao
Erzeroum
áma-
nhã.
Berlim
6
—
Foi
aberto
o reichslag.
O
discurso
do
throno
espera
que
a
paz
pró
xima
adiantará
a
pratica
dos
princípios
expressos
ni
conferencia
de
Constantino
pla
e
lhes
assegurará
uma
applicação
du
rável.
A
parle
relalivamenle
mínima que
a
Allemanha
lomou
na
questão
do
Oriente
permittiu-lhe contribuir desinteressadamen
te
para
restabelecer
o accordo
das
po
tências
a
respeito
das
desejadas
garantias,
tanto
contra
a
repetição
de
complicações
no
Oriente,
como
lambem
com
relação
aos
interesses
direclos.
Accrescenla que
já
o
resultado
con
tribue
em
grande
parte para
manter
a
paz entre
as
potências
europeias,
permit-
lindo
que
a
Allemanha conserve
com
to
das
as
potências
relações não
sómente
pacificas,
mas
complelamenle
amigaveis.
Paris
6'
—
Corre
o
boato
de
que
prova
velmente
será
Cauzanne
o
ponto
de
reunião
da
conferencia
das
potências.
Paris
7
—
Os
jornaes
ingleses
dizem
constar-lhes
que
os
russos
entraram
em
Constantinopla.
O
«Morning
Post»
sustenta
que
esta
nolicià
chegou
oílicialmente
ao
conheci
mento
do governo inglez,
e
pede
que a
honra
da Inglaterra
seja
vingada.
Parece
que Server-Pachá
declarou
em
Contanlinopla
ao
correspondente
do
«Daily
News»,
que
a
Turquia
fóra enganada
pela
Inglaterra,
e
por
isso
agora
adoplava
a
aliança
com
os russos.
Os
turcos
entregarão
á Rússia
os cou
raçados
do
Danúbio.
As
forças
turcas
estão
já
desoccupando
Varne.
Estas
noticias
produzem
grande
corn-
inoção
em
Londres.
Athenas
6
—Os embaixadores
assegu
ram
que
os
governos
protegeriam
as
pro
víncias
gregas
da
Turquia, e
submetteriam
a
questão
do
hellenismo
á
próxima
con
ferencia
das potências
Em
consequência
’
d'estas
aflirmalivas,
a
Grécia
parece
ler
sustado
a
marcha
das
tropas;
continuam
porém
os
preparativos
militares.
Ha
grande
enihusiasmo
JVotieias do eainpa,
—
D'um
jornal
de
Valença
transcrevemos
o
seguinte:
«Terminou
o
mez
de
janeiro,
e no
di
zer
dos
velhos
lavradores,
foi
este
muito
favoravel
para
q campo,
apesar
de muito
sensível
para
as pessoas, porque
o
frio foi
intensissimo,
e
as
geadas
continuadas,
e
estas
entre nós são
de
bom
effeito
n
’
esta
quadra
para
as
terras.
Ao
rigor
do frio e
da
neve
succedia
um
sol esplendido,
que
por
vezes
aquecia
de
mais,
e
este
calor
do astro brilhante
do
dia
vinha
reanimar
a
vegetação
entor
pecida pela
baixa
temperatura
da
noite.
Poucas
vezes
soprou
vento
que
nos
viesse
de
manhã
enregelar
as
fices
e
as
mãos,
e
era
espectaculo
digno
de
ver-se
todo
o
solo,
arvores
e
arbustos cobedos
de
geada
secca,
debaixo
de
um
céo
de
puro
crystal,
e alumia
lo
pelo astro
da
luz.
Sómente
os
gados
tem
soffrido
por
falta
de
pastagens
verdes;
mas
ainda
assim
peior
tem
stdo u
’
oiitros
annos.
Os diversos
trabalhos
da
cultura
tem
sido
adiantados, e
lodos
os
dias
aprovei
tados,
porque
sómente
no
espaço
de
2
a
3
dias
choveu
uma
chuva
branda
e
miú
da,
que foi
excellente
para
as
plantas,
já
quasi no fim
da
segunda
quinzena
do
mez
timlo;
pois
que
a
secca
já
se
ia
tornan
lo
bastante
duradoura,
e
alguns
lavradores
querem
prever
que
o
anno
será
escasso
de
chuvas,
o
que
nós
entregamos
á
Pro
videncia,
a
Deus,
em
cuja
misericórdia
e
bondade
infinita tanto
espera
e confia
o
trabalhador
do
campo,
fazendo
este
de
sua
parte
lodo
o
possível
para
regar
a
terra
com
o
suor
do
rosto»
—
Do
Algarve
escrevemos
o
seguinte:
<
Infelizmente
continua
a
falta
de chu
va
nos
campos,
e
as
sementeiras
quasi
que
já
nào
podem
resistir
á
secca.
Os
favaes
temporões
principalmente
es
tão
murchos
e
encostados
para a
terra
que
é
do
vêl-os;
as
cevadas
enfesadts
e
amarallecidas
por
esta
extem;toranea
série
de
dias
em
que o
sol
queima
como
fo
go,
e
as
geadas,
á
noite,
nem
consentem
ás
plantas
as
serenadas
tão
próprias
d
’
es-
te
tempo.
Calor
e
frio! Nem
uma
gota
de
agua.
Os
trabalhos
para
serodio
não
pódem
fazer-se;
tantos
e
tão
necessitados
braços
sem
trabalho,
e
a
mendicidade
para
uns
e
as
vesperas
da
fome
para
outros,
sus
tentam
em
angustiosa
aneiedade
os
po
bres
algarvios já
tão
faltos
de
recursos
pe
las
intemperies
passadas».
Eaiadt» actuKl
<lt»
aeeuio.
Na
hora
presente,
uão
ha
meio
algum
de
que
a
impiedade
rão
lance
mão
para
conseguir
seus
nefandos
planos.
De
todos
os lados
a
lucta
surge
en
carniçada,
ameaçando
arrojar-se
ao
fundo
do
cahos
revolucionário.
Por
toda
a
parte
e
em
lodos
os
lo
gares
os
apostolos
do
mal,
proclamando
fanlaslicas
vantagens
sociaes.
querem
ar
remessar
a
humanidade
frágil
contra o
terrível
escolho
da
desgraça,
para
depois
se
gloriarem
de
vêl-a
despenhar-se
com-
sigo
a
passos
de
gigante
e
quasi
irre
mediavelmente
no
barathro
hediondo
e
in
fame
da rnais
baixa
degradação
moral.
Ao passo
que
os
sistemas miseráveis
e
Ihrorias
extravagantes
que
ainda
hon-
lem
campeavam
altaneiras,
fazendo
guerra
de
morte
á
religião,
vão
evacuando
a
scena,
para
logo
entrarem
nos
vastos
do
mínios
da historia,
outras
igualmente
de
sastradas
e
irrealisaveis
utopias,
sustenta
das
pelos
espíritos
fortes
dos
tempos
actuaes,
começam
a
assomar
nos
horison-
les
do
campo
onde se
pelejará
a
ultima
e
decisiva
batalha do
homem
contra
a
Divindade.
Mas,
oh
desgraça
!
essa
nova
doutrina
tão
altamente
couclamada
pelos
evange-
lisadores
perversos
da ideia moderna não
•
reveste senão
apparencias illusorias,
bus
cando
tão
incançavel
quão
infructuosa-
mente
attrahir
novos
asseclas
para
debai-
~
'3
xo
da
sua
bandeira
de
rebellião. Porque,
felizmente, não nos
fallecem
decididos
athletas que
procuram
quanto
está
ao
seu
alcance,
rebater
a
furia
insensata
dos
apostolos
do
abysmo
com
a
força
dyna-
inica
da
verdade,
que clama
infinilamente
mais
alto
que
todas
as
considerações
e
interesses
individuaes.
Pela
nossa
parte,
todas
as vezes
que
fôr
necessário,
converteremos
a
penna
em
ctpada, correremos
ao
combate
de
braço
armado
e
viseira
erguida;
litanica,
pavo
rosa
seria
a
lucta. mas
seguro
o
exito
e
animosos
os combatentes;
opporemos
peito
a
peito,
combateremos
arca
por
arca
defendendo
a
santidade
da doutrina
que
professamos junto
do altar
e da
Cruz.
Ha
necessidade
de
peleja;
portanto,
avante,
guerreiros
da
cruzada
que
ca
minha
a
debellar
e
a
proscrever o
êrro!
E
’
necessário
pugnar,
trabalhar
incessan-
temente
com a
coragem
de
defensores
d’uma
ideia, espalhando
entre
os
povos o
germen
da
verdadeira
civilisação,
do
ver
dadeiro
progresso
da
humanidade.
E
’
necessário
oppor
um
dique
á
tor
rente
devastadora
do
século
Só
pela
união
de.
vontades
e
de forças
é
que se
póde
sustar
o passo
a essa
ruaz
tempestade
moral
que
apresenta proporções
descom-
munaes
e
começa
a
propalar
no
seio
dos
povos as
sementes
da
discórdia
civil
e
religiosa.
A
conjunclura
é
notavelmente
momen
tosa.
Não
é
tempo de
ficarmos
em
si
lencio,
—
será
em
toda
a
occasião,
menos
nesta.
Os
inimigos
da
religião,
da
Egreja
e
seus
ministros,
quando,
exhibindo
suas
objeções
a seus antagonistas,
não
acham
quem
tenha
a
nobre
coragem
de
lhes
responder,
jn'gam-se
victoriosos
e
come
çam
a
blasonar-se
de verem
baquear
o
perdurável
e
immorredouro
edifício
da
Egreja
e
da
unidade catholica.
A
um
lado reluctam
esbravejando san
gue
e
morte
iras e terrores
os
sanhudos
partidários
de
Vollaire;
os olhos
faiscam-
Ihe fogo;
no
coração,
que
está
conti-
nuamente
agitado
pela
vibora
do
remor
so,
dominam
a
irreligião
e
a
descrença;
as
armas
de
que
travam
são
de
barro,
e
a
pontaria
de tão pouco
alcanee,
que
não
póde attingir
o alvo
a
que
se
pro
põe.
Essas
luctas,
porém,
que
são
a
ex
pressão
genuina
da revolta do homem
contra
o Omnipotente,
passarão
como
o
fumo,
não
conseguindo nem
o
minimo
dos
planeados
eíleitos;
e a Egreja
Ca
lholica
que
tem por
cimento
o sangue
dos apostolos
e
dos
martyres,
e
por
co-
róa
a
constância
inflexível
de
Pio IX.
permanecerá
inabalavel
diante das
per
cussões
frenéticas
da impiedade e impá
ante o
vozear
dissoluto
da
populaça
frene.
Permanecerá.
Dizemol-o
nós
sem
recearmos
que
guem
nos
desminta;
porquanto
o
que
aflirmamos,
funda-se,
não no
terreno
mo
vediço da ficção
e
da
fabula,—
cujo
sy-
nonymo
é
mentira;
mas no testimunho
inconcusso,
isto
é,
na
terra
firme
da
historia
d’
alguns factos,
que,
apesar
de
se acharem
a
grande
distancia
de
nós
não
deixam
todavia
ainda
hoje
de ferirem os
nossos
ouvidos
com
o
accenlo
horrível
da
vez
que
ribomba
nas
voragens
do
passado
Permanecerá.
Para
confirmar
a
verdade
da
terrível
sentença
—as
porias
do
inferno
não
pre
valecerão
contra
ella—
que
alravez
de
19
séculos
d’
exislencia
jámais
frustrou
as
esperanças
da
christandade,
porque
é
a
voz
de
Deus.
vida
in-
al-
A.
G.
P.
VARIEDADES
Certo
ancião
dizia
a
um
mancebo,
que,
os
rapazes
pelas extravagancias
que
fazem,
muitas
vezes
obtêem
morte
re
pentina;
ao que
respondeu
o chistozo
joven.
—
E’
verdade que
o
moço
póde
morrer
logo; mas
não
podeis
negar-me,
que
o
velho
não
pode
viver muito,
tizer.
se
as
mesmas
P
R
P
R
R
P
Pergunta
—
Qual
é
a
cousa
Resposta
—
E
’
Deus.
—
Qual
é
mais
formosa
—O
Mundo.
—
Qual é
maior
?
—
O
espaço.
—
Qual
é
mais
veloz
?
—
O
pensamento.
—Qual
é
mais
forte
?
mais
antiga?
?
R.
—A
necessidade.
P.
—
Qual
é
mais doce!
R.
—
A esperança.
P.—
Qual
é
mais
facil?
R.—
O
dar
conselho.
P.
—Qual
é
mais
diflícil
!
R.
—
O
conhecer-se
a si
mesmo.
P.
—
Qual
é
mais
sabia?
R.
—
O
tempo.
P.
—
Qual é
a melhor!
R.—
A
virtude
Mudança
de
logar,
e não
de
estado,
Muda
um
coração
do
vil
cuidado.
P.
—
O que é
amor?
R.—
O
amor
é cuidado
d’
um
peito
ocioso.
Pejo
no moço.
Vergonha
na
virgem.
Furor na
mulher.
Fogo
no
homem.
Riso
uo
velho.
NECROLOGIi
SAUDADE
E R
CONHECIMENTO.
Maria
(1
b
*
(A’ Mentida morte da Irmã
Magdaleni*,
dn Congregação
Irnift*
>Ioapitaleira«, em
S. Patrício— Ijioboa).
na
vida
humana,
momentos
de
Ha,
verdadeira
mágoa!
um
d
’
esses
momentos
para
nós.
é
sem
duvida
aquelle
em
que
ançamos
mão
da
penna para
noticiar
o
lassamento
d’
uma
discipula
da
Cruz.
Ainda
com
o
coração
oppresso
pela
mais
viva
dôr,
e
as
pálpebras
humedeci
das
por
lagrimas«de
verdadeira saudade,
rrostrados
aos
pés
da cruz,
elevamos
uma
irece
ao
Altíssimo
pela
alma
(Faquella
que
ainda
hontem
vivia!
e,
resignados,
adoramos
os
insondáveis
decretos
do
Se
nhor.
Sim,
a
Irmã Maria
Magdalena, já
não
pertence
ao
rol
dos
vivos!
ella
morreu!
á
não
existe!. .
sua
alma
angélica
e
pu
ra
voou
á celestial
jerarchia,
para
a
com
panhia
de
suas
irmãs
lá
no
ceu
!...
A
ultima
pétala
d
’
essa
mimosa
e
de- <
içada
flôr,
sabida
da
mystica roseira,
im-
i
jlanlada
no
jardim
do
Patriarcha d
’
Assis,
acaba
de
ser
arrancada
pelo
sopro
da
morte á ordem
do
Eterno.
Mas.
acaso
poderemos
nós
lamentar
a
morte
(Faquella
venturosa
creatura?!
oh!
não; porque,
‘
a Irmã
Maria
Magdalena,
teve
uma
vida
cheia
de
mérito
chrislão,
e
amor a
Jesus!...
a
sua
morte
foi
per-
feitamenle
a do justo.
Ella
era
um
anjo;
e,
como tal,
devia
ir
fazer
parte
os
có-
ros anjelicos
junto do
throno
de
Deus,
onde
gosará
o prémio
de
seus trabalhos
n’
esta
vida
mortal.
A
sua
alma,
adorna
da
com
o
florão
d
’
uma
acrisolada
virtu
de,
desprendeu-se
do
involucro
terreno,
para
subir
á
suprema
e
eterna
felecida-
de.
0
justo
não
morre,
viverá
eterna
mente
No
verdor
dos
annos.
na
primavera
da
vida mas cheia
de
merecimentos, a
Irmã
Magdalena.
deixou
este
valle
de
mi
sérias,
tendo
passado
uma
vida
de
mor
tificação
e espinho*,
abraçada
á
cruz
e
com
os
olhos
em Deus.
A
cruz
era
o
escudo
impenetrável
que
havia
tomado
para
o
combale, a
que era
chamada
n
’
esse valente
exercito
do
qual
ella
foi
um
intrépido
e
corajoso
solda
do.
.
Contava
apenas
20
annos
incompletos,
e
era filha d’
uma
distincla familia
de
Cas
tello
Branco.
Tinha
dado entrada,
por
sua
vontade
própria
e vocação
especial
de
Nosso
Se
nhor,
na benemerita
Congregação das
Ir
mãs
Hospitaleiras,
e
n
’ella
estava
ha
per
to
de
cinco
annos.
Alli
havia feito
taes
progressos
em
virtude
que
os
seus
superiores
não
du
vidaram
acreditar
que
a
Irmã
Maria
Ma
gdalena
linha
um brilhante
papel
a
desem
penhar
na
Congregação
de
que
ella
era
uma
gloria!
o
seu
exemplar
comportamen
to,
edificava
a
todos
que
d
’ella
tinham
conhecimento.
Desde
tenra
edade
manifestou
sempre
pre
uma
siníera vocação
religiosa
que
só
mais
tarde
pôde
vêr
realisada
sendo cha
mada
para
a piedosa
Congregação
das
fi
lhas
seraficas.
N
ella exerceu
diversos
car
gos
que
lodos
desempenhou
com a
maxima
gravidade.
Quando
aquellas senhoras
de caridade
foram
chamadas
aos
diversos
estabeleci-
i
mentos
pios,
a
Irmã
Magdalena
foi
uma
i
das
escolhidas
para
o
serviço
dos
hospi-
taes,
attendendo
á
virtude
e
carinho
que
<
n
’aquella
alma
resplendeciam
naturalmen-
|
te.
-
;
Em
Braga
esteve
no
hospital
de S.
i
Marcos
como enfermeira
na
repartição
de
i
cirurgia
de
mulheres, aonde
deu
expansão
i
ao
seu
amor
caritativo,
e foi
admirável
no |
seu
carinho
para
com
os
pobrinhos
en
fermos
por
cujos
motivos
captou
bem
de-
i
pressa
as
syrtipathias
do
medico
respe-
ctivo
e
de
todos
os
que
a
conheciam:
talvez
que n
’
este
genero
de
trabalhos
be
besse
o germen
da
doença
que
mais
lar-
i
de
a
fez
baixar
ao
tumulo...
Foi
mandada
depois
para
a
cidade
do
|
Porto
para casa
dos
nobres
marquezes
de
Monfalim
para
tratar
d’
um
membro
d
’
a-
<
quella
familia
onde
foi
recebida
com
as
inequívocas
provas
da
mais
sincera
vene-
I
ração:
momentos
depois
da
chegada
(Fes
ta
heroina
de
virtude,
a
Irmã
Magdale-
i
na
já
era
o
ente idolatrado dos
exm
”
marquezes
de
Monfalim!..
.
é
que
o
anje-
I
lico
porte
d
’aquella
filha
do
ceu
captivava
a grandes e pequenos!...
i
Na
volta
d
’aquella
casa
foi
nomeada
superiora
do
Collegio
de
Sarna
Margarida
i
em
Braga e
em
seguida passou
a
exer
cer
o
mesmo
cargo
no
hospital
de
San-
i
ta
Cruz
na
mesma
cidade,
deixando
em
todas
estas casas a mais viva
aíleição.
1
Pouco tempo
depois
que
saiu do
hos
pilai
de
S.
Marcos
a
Irmã
Magdalena
co
meçou
a
acliar-se
doente,
c
os
»eus
pa
decimentos
aggravaram-se
a
ponto
de
re
sistirem
aos
esforços
da medicina empre
gados
por
um
zeloso
e
intelligente
me
dico.
Sendo
aconselhada a mudar
d
’
ares
e
lembrando
se
lhe
a
terra
natal,
ella
mostrou-
se com
isso
muito mortificada,
declaran
do que
desejava
morrer
na
Congregação
em
cujo
seio
tinha
entrado
a
fim
de
colher
a
palma
do*martyrio
na
religião
Francis-
cana.
Chamada
por
seus
superiores
com
es
perança
de
lhe
serem
prolongados
os
dias
da
existência
regressou
a
Lisboa
á
casa-
mãe
(Collegio
de S.
Patrício).
Os
padeci
mentos
foram
augmenlando,
ea
doença,
não
cedendo
aos
esforços
médicos,
a
Irmã
Maria
Magdalena
foi
viclima
sendo
colhida
no
ver
dor
dos
annos
e
qual rosa ainda
em botão
que apenas começava
a
desabrochar
á
luz
matutina d
’
uma
vida
toda consagrada ao
Bom
Deus e
Senhor
dos
exércitos.
Durante
a
sua
longa
enfermidade
com
a
qual
luclou
proximamente oito
mezes
a
sua
resignação
christã
e
conformidade
coin
a vontade
de
Nosso Senhor
era
uma
irova
authentica
de
quanto
ella
amava
a
Jesus
no
meio de
suas
dores.
Nenhuma
pena
mostrava
pelo
mundo
e
antes
parece
que
cada
vez
se
regosija
va
mais
e
mais
com
a
aproximação d
’
a-
quelje
momento
feliz
para
ella
em
que,
egando
o
corpo
á
terra,
a
sua alma,
mil
vezes
venturosa,
se
elevaria
até
ao
prémio
aguardado
de
gosos infinitos
e
eternos.
Algumas
vezes
manifestou desejos
de,
nas
horas
de
recreio,
ella
fazer
por
suas
mãos
a
grinalda
que
lhe deveria ciicundar
a
fron
te
ao
baixar á
terra!
sentia
prazer
em
vêr
aproximar-se
a
hora
em
que
devia
en
trar
na
Bemavenlurança
e aconselhava
ás
suas
irmãs
que
fossem
boas
e
prospe
rassem
na virtude.
No
dia
6 do
corrente,
de manhã,
tendo
recebido todos
os
sacramentos
da
Egreja
ficou em
uma
especie
de
somnolencia
e
como
que
em
amorosos
colloquios
com
Jesus
e
Sua
Santíssima
Mãe!
as
ultimas
palavras
que
disse
ao
ministro do
Senhor
que
lhe
assistiu
nos
últimos
momentos,
foram=Padre,
eu
queria
ir
para
o
ceu=»;
o
quanto é
feliz uma
alma
que
ama
ao
Senhor!
Depois,
com
um
sorriso
anjelico,
ficou dormindo
o
sotnno
do
justo,
entre
gando
a
alma
ao
Creador
! Eram
9
horas
da
manhã
do
mesmo
dia
6
de
fevereiro.
Feliz
creatura...
venturosa
alma.
Fevereiro
8,
de
1878.
D.
P. Dias
Ribeiro.
expe
»
be
DA
ASttlIMoTKtÇÃíi,
Vão
abaixo
publicados
os
nomes d
’
a-
queiles nossos
assignantes
que
tão
cava-
Iheirosamente
nos
leem
coadjuvado, dignan
do-se
enviar-nos
o
importe
das
suas
as-
signaturas.
A
lodos
os
nossos
cordeaes
agradecimentos.
Pedimos
aos
que
ainda
se acham
en»
debito,
aquetn
nos
temos
dirigido
por
cartas
particulares,
o
favor de
saldarem
contas
cotn
a
administração
d
’
este
jornal;
e
aos
que
não
queiram
cumprir
esse
dever,
rogamos,
que
ao
menos
nos
devolvam
os
jornaes,
indicando
por
qualquer
modo
aquelle
pro
—
posito.
Eis-aqui
os nomes
dus
cavalheiros
que
teem
pago
a
assignalura:
Rio
de
Janeiro.
—
Bento
Manoel
de
Car
valho, até 23
de
julho
de
1878.
Regua.
—
Antonio
Vaz
Pereira,
até
3f
de
dezembro
de
1877.
Penedo.
—Padre
Antonio
B.
G. de Cam
pos,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Prado.
—Revd.
0
Arcipreste
de
Villa
Ver
de,
até
30
de
agosto
de
1878.
Cabeceiras.
—Padre
Francisco
Falcão,
até
de
julho
de
1878.
Villa Pouca
d
’Aguiar.—
Antonio
V.
de
de
Sousa,
até
24
de
maio
de
1878.
Chaves.-
—
Padre
Rodrigo
de Campos
Sanches,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Vianna.
—
Caetano
Luiz
da
Silva,
até
I
de novembro de
1878.
Lisboa.—Padre
Antonio
Joaquim
Moura
Calvão,
até
30
de
junho
de
1878.
Angra.
—
Revd.'
1
Cura
de
Porto
Judeu,
até
31 de
outubro
de
1877.
Arcos.
—
Revi).0
Capellão
da
Peneda,
até
21
de
abril
de
1878.
Cabeceiras.
—
Padre
Domingos
Gonçal
ves
da
Silva Ramos,
até
12
de setembro
de
1877.
Villa
Real.
—
Reitor
de
Andrães,
até
31
de
dezembro
de 1877.
Caídas
da
Rainha.
—D.
Maria
Amalia
Gomes
Pinheiro,
até
30
de
junho de
1878.
Guimarães.
—
Padre
Bento
José
Men
les,
até
30
de
junho
de
1878.
—
Padre
José
Antonio Martins
Vi
na-
rananse,
até
3
>
de
abril
de
1878.
Lixa.
—
Reitor
de
Arnozella,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Carriça.
—
Coadjuclor
(1
’Alvarelho, até
31
de
dezembro
de
187?.
Penedo.—
Parocho
de
S.
João
da
Cova,
30
de
setembro
de
1878.
Mirandella.
—
Ignacio Antonio
de
Almei-
até
10
de
novembro
de
1877.
Coimbra.
—
Dr. Antonio
Bernarlino
Menezes,
até 15
de setembro
de
31
C.
até
da,
de
1878.
Os
nossos
assignantes
das
Ilhas
Adja
centes,
podem
pagar
suas
assignatoras
ao
nosso
correspondente
em S.
Miguei,
o
snr.
Albino
Augusto
Pessoa.
Covilhã,
o snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Porto,
o snr.
Carlos
das Neves
&
So
brinhos
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello,
o
snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Jumor.
BASCO B» MIXIIO
Resumo do
Activo
e Passivo
em 31
de
Janeiro
de
1878.
Activo
Caixa:
existência
em
metal
Agencias
no
paiz
.
Fundos
públicos
nacionaes
e
estrangeiros
.
.
.
Acções
de
Bancos
nacionaes
e
estrangeiros.
.
.
.
Acções
de
c.
própria
.
Hypoihecas
de
raiz
.
.
Empréstimo
sobre
penhores
Empréstimos
a
Camaras
Mu-
nicipaes
e
á
Junta
Geral
Leiras descontadas
.
.
Letras
a receber
.
.
.
Letras
em
liquidação.
.
Saques
e
remessas
de
n.
i
Agencias
no estrangeiro.
Contas
correntes
garantidas
Diversos
devedores.
Contas em liquidação.
Caução
da
gerencia.
Generos
recebidos
de
penhores.
Edifício
do
Banco.
99:708$88Q
119;740$282
160:633$378
56:778$73D
64:800
000
127:503
$098
8:792$265l
101:963$790
255:088$256
17:8
I7$531
55:238$838
116:27<>$636
5:417$77l
567:9v
'$920
18:388$032
70:784$30f>
12:000$000
16:819$62a
34:I98$735
por
1.910:925$
117
Passivo
Capital
........................
Fundo
de
reserva.
.
Reserva
para
decima.
Reserva
para
liquidações
iNolas
em
circulação.
.
Depositantes
á
ordem.
Deposilos
a
praso.
.
6W:000$000
155
000$000
3:2u0$
00
7:<
0
$
:()Q
43ú$'>00
1
65
74 í$718
896:685^34^
Dividendos
a
pagar
Diversos
credores .
Deposito
publico
.
Saques
e
remessas
agencias
:
.
.
Letras
a
pagar.
.
Gerencia
do Banco.
Lucros
suspensos
.
Ganhos
e
perdas
.
.
.
.
7:007$
H4
.
.
.
8
790$239
.
.
.
16:605$!31
das
.
.
.
13:757$f>55
.
.
.
7()0$000
. .
.
12:0(K)$000
.
.
.
14:836$82l
.
.
.
8:163$7O7
1.910:925$!
17
Braga, Banco
do
Minho
ode
Fevereiro
de
1878.
OS
GERENTES.
João
Marques
da
Silva.
Domingos
José
Soares.
Antonio José
Gonçalves
Braga.
A6UDECIMIIT0S
Cumprindo
um
dever
d»
mais
viva
gratidão,
vou
por
este
meio
agradecer
ao
distinclo
medico,
o
exc.
m
°
snr.
dr.
Vieira
da
Cruz,
os inestimáveis
serviços
que,
na
2uahdade
de
facultativo
do
Monte-Pio
ommercial,
prestou a
meu
íilho,
na
grave
enfermidade
que ultimamente
soíTreu.
Apraz-me
leslimunhar
que
o
snr
dr.
Vieira
da
Cruz é
um dos
mais
notáveis
membros
da
nobilissima
classe
a que
per
tence;—não só
pela sua reconhecida
scien
cia, mas
principalmenle pela
inexcedivel
dedicação
e
desinteresse
com
que
tracta
cs
doentes.
Serei,
pois,
mais
um
dos
muitos
que
devem
a
s. exc.* reconheci
mento
indelevel.
Braga,
5
de
fevereiro
de
1878.
(744)
Antonio
de Freitas
Guimarães.
Anna
Adriana
Rosa
de
Mello,
suas
filhas
e
íilho
padre João
Manoel
de
Car
valho,
agradecem, gratíssimos,
a
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
por
oc
casião
da
mo^te
do seu
bom
esposo
e
pae,
Antonio
José
Gomes
de
Carvalho,
e
especialmente
aos
snrs.
ecclesiasticos
que
disseram
missa
gratuitamente
e
as
sistiram
aos
olPicios
fúnebres.
A
todos o
nosso
mais vivo
reconhe
cimento.
(737)
Jos
mestres sapateiros
No
novo
armazém
de sola
na
roa
dos
Chãos
n.°
13,
encontra-se
um
variado
sortimento
de
sola de
todas as
qualida
des,
grande
sortido
de
altanados,
bezer
ros
írancezes
prelos
e brancos,
bernizes
prelos,
ditos
da Rússia,
magiz,
cliagrins,
pellicas,
capas, camurças,
pelles
de
cô-
res,
carneiras
pretas
e
de
cores,
couros
tamanca
elásticos
de
diversas
côres
e
qualidades,
linhol
francez,
ticoin
de
cô
res.
perzilhas,
carros
para macbina,
grai-
xa
e
prego
e
cravo
de
diversas
qualidades,
e
muitos
outros
generos
proprfos
do dito
estabelecimento,
o
que
tudo
vende
por
preços excessivamenle
baratos. (747)
ISEíT.AKiÇÃO
Thereza
da
Graça
Domingues
de
Li
ma,
moradora
na
rua
de
S.
Vicente,
af
firma
e
declara
ser falso
e
calumnioso
«
que
nos
jornaes
d
’
esta
cidade
veio
an-
nunciar
D.
Narcisa da
Sousa
Araújo
Me
nezes,
como
facilmente
se
provará no
tri
bunal
competente
Previne pois
o
publico
para
suspender
o
seu
juiso
até
que
os
tribunaes
decidam
da
validade
e legalida
de
do
acto
a
que
allude
a
dita
senhora.
ALVIÇARAS
Tendo-se
desencaminhado
em
2 do
cor
rente
mez, pelas 4
horas
da
lerd»,
uma
«goa
ao
parocho
da
freguezia
d
’
Armil,
concelho
de
Fafe,
a
pessoa que
da mes
ma
possa dar
relações
concorrendo
para
que
a
dita
egoa lhe
seja
entregue,
será
remunerado
do
seu
trabalho.
Fafe,
freguezia
d
’
Armil,
7
de
fevereirt
de
1878.
O
parocho,
(748)
Raymundo
de
Barros
Franco.
RF.ri»AR
AÇÃO
Antonio
Thomaz
Lopes
d
’
AzeveJo
Gui
marães,
labellião
na comarca de
Villa
Ver
de,
tendo
conhecimento
do annuncio
pu
blicado
no
<Commercio
do
Minho»
n.°
745,
em
nome
de
1).
Narc
sa
de
Sousa
Araújo
Menezes,
xíuva,
<ia
cidade
de
Bra
ga
insinuando,
que a
escriptura
feita
na
sua
Nota
aos
vinte
e
seis
de
fevereiro
de
1877,
contém
uma
doação
em
favor
de
D
Tbereza
da
Graça
Domingues
de Lima,
solteira,
'de
maior
elade,
da
mesma
cida
de,
em vêz
d’
uma obrigação
da
quantia
de
94$800;
protesta
contra
a
falsidade
de
si-
milhanle
matéria,
porisso
que
o
acto
foi
expressado
em
harmonia
com
a
formal
vontade
da
annunciante.
E
como
esta
pro-
metle
propor
àcção
em
juiso,
aguarda
o
respondente
essa
acção,
depois
da
qual,
ou
na
faha
da
qual,
usará
dos
meios
que
lhe
compel'
m
contra
similhanle
calumnia.
Villa
Verde
6
de
fevereiro
de 1878.
Antonio
Thomai
Lopes d
’
Azevedo
Guimarães.
(750)
ÉDITOS
i-E
30
DIAS.
Pelo
juiso
de
direito
d’
esta cidade
e
comarca
de
Braga, o
cartorio
do
escri
vão
do
quarto
ollicio,
Gaspar
Augusto
de
Oliveira Faria
Bastos,
correm
éditos de
30
dias,
a
citar,
chamar
e requerer
to
das
as pessoas
incertas
e
quaesquer
cre
dores
e
legatários
desconhecidos
ou resi
dentes
fóra d
’esta
comarca,
que
se
julga
rem
com
direito
ao
casal
do
fallecido
Ma
noel
Joaquim Vieira,
casado,
morador
que
foi
no
logar
do
Tojal,
freguezia
de
S.
iMa-
mede
d
’Este,
d
’
esta
comarca,
para
que
venham
deduzir
e
allegar
no dito
praso,
que
começará
a
correr
na
fórma que
a
lei
ordena,
assistindo
aos
termos
do
in
ventario,
a
que
por
seu
fallecimenio se
procede
por
este
juiso
e cartorio
do
re
ferido escrivão,
sob
pena de
revelia
e
não
mais
serem ouvidos.
■»
Braga de
janeiro
de
1878
e
oito.
O
escrivão
do 4.° oíficio
Gaspar
Augusto d
’
Oliveira
Faria
Bustos.
Verifiquei.
(7à2)
Antonio
Brandão
Pereira.
RAPAZ.
Necessita
se d’um n’esta
ci
lade
para
loja
de
DBUGAS
E
PHxRMAClA.
Falia
se
no
escriptorio
d
’
este
jornal
(741)
uissoluç
A
o
i
»
e
rocie
»<
de
.
Antonio
Martins
de
Oliveira,
rezidente
n
’
esta
cidade
de
Braga,
faz
publico,
que
por
escriptura
de
26
de janeiro
de
1878,
celebrada
no
escriptorio
do
Tabellião
An-
tonió
José
Gonçalves
da
mesma
cidade,
dissolveu
a
sociedade commercial
que
ti
nha
estabelecido
com
João
Correia
Braga,
ficando
o
aclivo
•
passivo
do
mesmo
es
tabelecimento pertencendo,
e
a
cargo
do
dito
João
Correia
Braga.
(743)
PREVENÇÃO.
O
abaixo
assignado,
tendo
em
12
de
abril
de
1876
prevenido
pelo
«Commer
cio do
Minho»
em
seu
n*
481,
de
que
nada
devia
por
letras,
tanio como
accei-
lante
ou
sacador.
n
’
esta
cidade
ou
fóra
d
’ella;
não
firmaria
quando
nào
fosse
elle
apresentanle,
e
prevenia
pois
as
Exc.
raa!
Direcções
de
Bancos
e
Companhias,
bem
como
aos
particulares
que
não
descontas
sem
letra
alguma
que
lhes
fosse
apresen
tada
por
terceiro,
pois
que
ficavam
sendo
consideradas
falsas.
Desde a
data
acima,
o abaixo
assignado
apenas
em
6
de
ou
tubro
de
1877
endossou
a Francisco
José
Vieira, a favor do
Monte-Pio
dos
artistas
uma
letra
de
200$U00
réis,
acceitou
em
21
do
mesmo
mez
e
anno
uma
outra
de
1:700$000
réis
a
favor
de
João
Antonio
Gonçalves
Braga, não tendo firmado
mais
que
estas,
nem
continuará
a firmar.
Qual
quer
letra
que
com
sua
firma
se
apresente,
será
considerada
falsa
e
porisso
procederá
contra
os
auctores
da
falsificação.
Braga
4
de
fevereiro
de
1878.
(740)
João
da
Cosia
Palmeira.
Solicitador
—
A. Lopes
da
Gama
Eaeriptorio
—
Taypaa
n.° & — Poria
(613)
CO.HPIXHII
TItÇ.iff 1)0
MIAHO.
Esta
companhia,
a
principiar
no
dia
2
de
fevereiro,
altera
o
serviço
de
dili
gencias
e malla-posla,
entre
Braga, Arcos
e
Monção,
da
seguinte
fórma:
Parte
de
Braga
a
l.
a diligencia
ás
6
h. da
manhã;
a
segunda
depois
da
chegada
do
primeiro
combeyo,
e
a terceira
e
malla-
posla
depois da chegada
do
ultimo
com-
boyo.
De
Monção para
Braga
a
I.'
ás
5
h
da
manhã,
a
2.
a
ás
5
h.
da
tarde, e
a
3.*
e
malla-posla
ás
8
da
noite.
Dos
Arcos
para
Braga
á<
6,
e
9
h.
e
15
m.
da
manhã
e
ás 9,
15 e
12
da
noite.
Tem
serviço
directo
para
Valença.
Porto 29
de
janeiro
de
1878.
Os
gerentes,
Antonio
Pereira
Cardoso.
(742)
Manoel
Silva
Neves.
VENDA DE
PROPRIEDADES.
Vende-se
a
casa
n.°
25
no
campo
de
Sant
’Anna, a
casa
n.
“
51 na
rua
de
S-
Marcos,
a
casa
n
•
14
na
rua
de
D.
Gual-
dim,
a
casa n.*
99
na
rua
das Aguas,
e
a
casa
n.°
125
e
126
na
rua
da Ponte
e
com
frente
para
o largo
de
S.
Lazaro.
Esta
casa,
pela
sua
situação
e
pelo
grande
quintal
e
abundancia
d’agua
que
tem,
é
muito
própria
para
um
estabelecimento
fa
bril.
Na
rua
do
Anjo
n.
9
6,
dão
se
escla
recimentos
e
trata-se
da
venda.
(745)
JOSÊ ANTONIO
FERREIRA
GOMES.
5, Run Nova, &
'
BRAGA
Gom
estabelecimento
de
pregagern
de
todas
as
qualidades,
mercearia,
papel
e
chá
—
cartonagem para
dezenho, floragem
e
aprestes
para
flores
—
slearina,
pós
finos
para
goram»,
etc.,
etc.
N’
esle
antigo
e
acreditado estabeleci
mento
se
encontra
um
completo
sortimen
to
de
livros
em
branco,
proprios para
escripluração
mercantil,
bem
como
papeis
e
artigos
para
escriptorio.
Também
se
encontra
um
sortido
de chá
liyson
desde
800
a
l$400
rs.
459
gram.,
e
muitos ou
tros artigos
proprios
de
seu
negocio
que
tudo
vende
por
preços
commodos.
(725)
3K
L1R AÇÃO.
0
abaixo
assignado,
casado, morador
no
logar
e
freguezia
de
Cerva,
declara
que
nada
deve
nesta
data
ao
snr.
Ana-
cleto
Gonçalves,
viuvo,
residente
nesta
mesma
freguezia,
e
como
herdeiro
que
ficou
de
João
Gonçalves
do Queiroal,
e
se
o
mesmo
snr.
Anacleto
tiver
alguma
reclamação
a
fazer,
queira
apresentar seus
títulos
no
praso
de
15
dias,
a
contar
da
data
deste,
para em
caso legal,
ser
inconlinenli
pagos, c dar
baixa aos
ma
nifestos
na
Fazenda
Nacional.
Cerva
31
de
janeiro
de
1878.
(734)
Manoel
Maria
Alves
Pereira.
VENDA
DE
MONTADO.
A
Companhia
Edificadora
e Industrial
Bracarense,
recebe
propostas
em
carta
fechada
até
o
dia
15
do
corrente,
para
a
venda
de
55,160
melros
quadrados, de
montado,
no
Monte
de
S.
João da
Ponte,
que
faceia
com
a estrada
de Guimarães,
até
meia encosta
do
monte
do
Picoto.
Para
mais esclarecimentos
no
escriptorio
da Companhia,
rua
da
Cruz
de Pedra
n.°
6
a
12.
Braga 1 de
fevereiro
de
1878.
(731)
DINHEIRO
A
JURO.
A
Irmandade
de Santa Maria
Magda-
lena, da Falperra,
tem
para
dar
a
juro
l:350$000
reis.
Braga 2
de fevereiro de
1878.
O
secretario
—
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(735)
SALLA
E
LOJA.
Aluga-se
junto
ou
em
separado
na
rua
do
Souto.
O
pretendente
falle
na
mesma rua
e
vestimenteria
Rocha.
(739)
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
do
Bmco
Commercial
de
Braga
afim
de
no
dia
II de
março proximo.
pelas
II
e
meia
horas
da manhã,
reunidos
em
as
sembleia
geral
extraordmaria
na
casa
do
mesmo Banco,
procederem
ás
eleições
de
2
secretários,
1
director,
3
supplenles,
e
I
membro
do
Conselho
Fiscal,
visto
acharem-se
vagos
estes
cargos
em
vir
tude
das recusas
apresentadas.
Braga
1
de
fevereiro
de
1878.
No
impedimento
do
presidente
O
vice
presidente
Antonio
Brandão
Pereira.
Banco Mercantil de
Braga
Des le
o
dia
6
de
fevereiro
por
dian
te
está
aberto
o
pagamento
do 2.°
se
mestre
de
1877, á
razão
de
2 f|2
p.
c.
ou
I
$250
por
acção
na
lhesouraria
d’este Ban
co,
em
todos
os
dias
desde
as
10
horas
da manhã
até
á uma
da
tarde,
e
no
Por
to
na sua
agencia
na
Praça
de
D.
Pe
dro.
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGR.
CA DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
socados.
j688|
CIRURGIÃO DENTISTA
DA
Escola
Americana
Consultono
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(687)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(706)
Quem
qnizer
arrendar
a casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes Alves,
na
rna
do Cam
po, d’
esla
cidade,
que está auclorisado
para
este
fim.
(713)
CAIXA PARA AZEITE
No
largo
de
S. Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para
vender
uma
caixa
em
muito bom
estado
que leva
cinco
pipas,
e toda
forrada
de
castanho.
(700)
MI1WM
Rua
dag Capellintau, 18
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes objectos abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível, a
saber: chitas largas
bem
sortidas,
finas em
côr,
e
bom panno.
a
80,
90.
100
e
110
o
cevado;
ha
linda
len-
çaria
de
seda e
setim,
lantp para
senho
ra,
como outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana; agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos crtís;
lenços
de
cambraela
de
linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
diííerentes
tamanhos;
adere
ços
e
brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgoião
largas, para
homem,,
modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção, cassa,
sarja,
melim,
e
d’
outras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama; pós
d
’
arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
este
estabelecimento
ha
um
sortido
completo
de
tudo
e
barato.
(606)
BRAGA,
TYPOGIíAPHIA LUSITANA—18 8.
Parte de Comércio do Minho (O)
