comerciominho_08101878_846.xml
- conteúdo
-
SC
TtrOTr><TK<>ffiB A..
BEDACTOBES
—D.
Miguel Solto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOK—Antonio Joaquim de Mesquita Pimenlei.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
j
Repetição....................................
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
Províncias, 12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes, moeda forte.
.
Folha
avulso
................................
2&00Ô
W»
3&600
3&600
Í0
N.° 846
BHAGA
—
TEKÇ
A
FEBí
*
&
S
DE
OUTUBRU
DE
1ST8
Não
somos
d
’
aquelles
qne
facilmente
se
aterram
com
a
perspectiva
da
união
ibérica.
O
sonho
dourado dos hespanhoes
parece-nos
uma
utopia da tal
ordem,
que
mais
provoca
o
riso, do
que
excita
a
re
flexão
pesarosa,
que
mais
faz
zombar
das
bravatas
castelhanas,
do
que prantear
o me
donho
futuro
de
Portugal.
Bem
reconhecemos que
atravessamos
uma
epoca
de
profunda
transformação
po
lítica
e social,
que
inllue
poderosamente
no
caminho
dos
povos
e
no
destino pe
culiar
de uma nação. Bem
sabemos que
é
innegavelmente
verdadeiro
o
principio
de
que
um
povo, em
dec-idencia
continua,
marcha, a largos passos,
para
o
abysmo
da
absorpção
e
do
aniquilamento.
Bem
observamos
que
o
consectario
logico
e
infallivel
do
estado
essencialmenle
revo
lucionário e
cahotico
em
que
se
encon
tra
o
paiz, é
a sua
oblitteração
do
mappa
da
Europa.
Mas é
mister
meditarmos, primeiro
que
tudo,
sobre
o
estado
da
nação que
nos
apetece,
e
investigar
se as
suas
for
ças
são
de
tal
vitalidade
e
tensão,
que
nos
convençam,
em
verdade,
da
eíTicacia
de
nma tentativa
ambiciosa de
que
sejamos
o
objectivo.
A Hespanha
já
encerrou
o cyclo
das
suas
tumultuarias
agitações,
para
que
ve
nha
a
ser
fructuosa
á
sua
cobiça
qualquer
tenlamen
de
engrandecimento
por
terras
de
Portugal?
A
Hespanha
|á concertou
as
suas
desgraçadíssimas
finanças,
para
merecer
e
caplivar
as
sympalhias
dos
ga
binetes
europeus,
e inspirar
a
confiança
indispensável
a
quem
necessariamente
lhe
vigia
os
passos
e
lhe
ausculta
as
inten
ções?
Já
grangeou.
na
política
interna
cional,
a
preponderância que
uma
vez
perdeu,
por
suas revoluções
e
treslouca-
mentos, e,
uma
vez
perdida,
só depois
de
longos annos
de
expiação,
de ostra
cismo,
e
de provas de
alto
tino governa-
tivo,
póde
ser
reconquistada?
Já
pòz
bem
de
manifesto
que
encetou
os
melhoramen
tos
moraes
que
são
indeclináveis
como
fe
cundíssimos
prelúdios
da
verdadeira
liber
dade
e
sincera
civilisação
!
Já
não
dilace
ram
as
facçôes
o
seio da
patria, já
se
não
pleitea,
entre
os chefes
de
bandos
e par
cerias.
o
letigio
das
ambições
do poder,
já fluctua
triumphante no senado invile-
cido na
camara
popular
desvairada,
o
es
tandarte
do
direito,
da
justiça, das
econo
mias,
e
do
bem
estar
dos
povos?
Quem
poderá
responder
aífirmativa-
mente
a
esta
serie
de
ponderosas
interro
gações?.
...
Pois emquanto
a
Hespanha
não
des
terrar
de
si
esses
extremos
de
anarchia
em
que
fundamente
se
debate, jámais
po
derão
deixar
de tomar-se
como
delirio
de
enfermidade
grave
as
suas
pretensões
de
alargar
os
confins do
seu
dominio
até
ás
orlas
occidenlaes
de
Portugal.
E
a
Inglaterra
tem forçosamente
de
ser
citada para
fallar,
em
audiência,
no
pleito
que
se
denomina
—
a
Ibéria.
E
’
por
sobejo
conhecida
a atliança
de
interesses e
de
relações
commerciaes
en
tre
o
nosso paiz
e
aquella
nação.
Tam
apertados
e
estreitos
vínculos
financeiros
e
economicos
nos
ligam
á
poderosa
Al-
bioti,
que
quasi
se
torna
impossível
o
des-
liame.
senão
depois
de
transcorridos
sé
culos
de
grandeza
e
prosperidade
em
Por
tugal,
bafejada
por
nobre
e
uniforme
es
pirito
de
independencia
e
patriotismo.
O
organismo
da nação
deixaria,
só
d
essa
arte,
de
reger-se
indirectamente,
como
agora,
por
uma
lutella
argenlarea
a
que
obedecemos,
supplices
e
humildes.
Estas
melindrosas
condições
em
que
a
eschola revolucionaria
collocou
as
duas
nações
da península,
são
as
que
mais
plei-
leam em beneficio
da
sua
separação
e
in
dependencia.
A
Hespanha
não
merece a
confiança
da
Europa;
e
a
Inglaterra
não
prescinde
do
predomínio
já
enraizado,
já
vetusto,
já indeclinável
que
tem
exercido
em
Portugal.
Sem
embargo
da
anemia
patriótica
que
se
observa
em
o nosso
paiz,
derivada
das
decepções
consecutivas
em
que
o
povo
tem
quasi
perdida
a
sua
vitalidade
nacio
nal
no
meio
do
degladiar das
facçôes
di
tas
liberaes, Portugal,
em
um
momento
de
perigo
para
a
sua autonomia,
saberia
sacudir
o
antigo
despotismo
inglorio,
im-
prolífico
e
senil
dos
grémios
políticos
do
minadores,
para retomar,
em
um
arranco
de
patriotismo
inaudito,
o seu
posto
de
soldado
brioso,
intemerato,
e
valente,
fe
cundo
em
acções
heroicas,
rejuvenescido
nas lides da
sua
secular
independencia,
prestigioso
em
seu
alvedrio
e
galhardia
d
’
outras
eras,
consubstanciando
na
ideia
da
—
patria
—
toda
a
sua energia,
para
le
var
a victoria
pendente
do
seu
ferro
e
da
sua
força.
Levantando
a
sua
estatura
ás
elevações
de
heroe,
demonstraria
que
um
povo,
ainda
depois
de
cansado
de
tu
multuar
e
debater-se nos
paroxysmos
tre
mendos
das
luctas
intestinas,
póde
evocar
os
sentimentos íntimos da
sua
indepen
dencia,
e
não
reconhecer
absolutamenle
senão
um
dominador
—
o
direito,
senão
um
prestigio
—
o
da
justiça,
senão
uma voz
—
a
da
patria.
Mas
este
esforço
immenso
da
nação
seria,
ainda
assim,
talvez
infecundo,
e
não
teria
provavelmente
senão
o
valor
de
um
poderoso
auxiliar
secundando
a
acção
do
protectorado
inglez.
Embora.
Acceitaremos
de melhor
grado
a
lutella
morai
e
financeira
da
Inglaterra,
do
que
as
caricias
e
a
grandeza
autóno
ma
da
Hespanha.
Mais
queremos
á in
dependência
e
á
liberdade
bafejada pelo
espirito
interesseiro
mas
benefico
da
Grã
Bretanha,
do
que
á
absorpção castelhana,
embora
inspirada
nos
sentimentos
da
au
tonomia
e
grandeza
peninsular.
D
’
uma
se
riamos
quasi
apenas
nma
província,
sem
echo,
sem
valor,
sem
poder,
porque
só
se
attenderia
aos
nossos
produclos
e
á
nossa
riqueza
natural;
da
outra
podemos
ser
colonia financeira
somente, sem a
morte
total
da
esperança
de
emancipação futu
ra,
que
nos
é
dado
acariciar
e
alimen
tar.
Pode,
pois,
increpar
a
Epoca
ao Im
parcial,
periódicos
de
Madrid,
o
ter
este
chamado
a
attenção
dos
hespanhoes
para
os
dotis
pontos
de
sua
cobiça: Marrocos
e
Portugal.
Não
se assuste
a
Epoca
com
que
se descubra
o
sonho
querido
de
seus
compatriotas.
Ha
muitos
annos,
e
até sé
culos. que
Portugal
sabe,
por
amarga
ex
periência, que o engrandecimento
da na
ção
visinha
sempre
se delineou
á
nossa
custa;
mas
também
a Hespanha
sabe,
por
não
fáceis
licções,
que
quando
a
oppor-
tunidade
parece
chegada
para
se
objecli-
varem
as
ambições
castelhanas,
apparece
a voz
do
Destino
a
interpôr-se
e
a
fa
zer
emmurchecer
as
mais
bellas
flores
da
esperança
cobiçosa.
Também não
receamos
as
allianças
que
o partido
progressista possa
ler,
por
ven
tura,
com
o
republicanismo
hespanhol.
Se os tramas
dos
dous
partidos
não
são
uma
calumnta
do
partido
regenerador, se
na
desesperança de
alcançar
o
poder
pe
las
vias normaes
da
realeza
constitucio
nal,
o
partido
progressista portuguez
se
lançou
no§
escuros
caminhos
das
conspi
rações
republicanas,
auxiliando
os
eternos
conspiradores
da
nação visinha
para
fa
zerem
oblitterar do
mappa
da
Europa,
o
reino
de
Portugal,
lamentamos
o
seu
erro
e
o
seu scepticismo patriótico,
sempre
in
fecundo
e
irritante
para
os
povos.
Mas
da simples
fórma
de
um
pro-
gramma
ou
manifesto
eleitoral
de
um
par
tido
não
pode
advir
a crença
de
que
esse
partido
mina a independencia
da
patria.
Nem
encontramos
nas
palavras
do mani
festo
cheiro
de
iberismo,
nem
um acto
de
tam
somenos
valia,
pode
assustar
o
patriotismo.
Os
perigos
da patria,
se
os
ha
real
mente
para
a
sua
autonomia,
estão neu
tras
causas
assaz conhecidas, assaz
pal
padas
a
todo
o
instante,
assaz
visiveis
a
lodos quantos leem olhos
para
ver,
e
razão
para
meditar.
c.
v.
Curta
si
aSJação».
«Reichenau,
24
de
setembro.
«Teve
hontem
logar
o
Baptisado
do
Filho
Primogénito
do
Senhor
D.
Miguel.
«Pela manhã
reunimo
nos
todos
na
egreja,
e
ahi
assistimos
a uma
Missa
re-
resada.
Ern seguida,
os
porluguezes, di
rigimo-nos
em
carruagem
ao
palacio
on
de reside
a
Augusta
Senhora Dona Izabel
Maria
de
Bragança, aonde
fomos
buscar o
Recemnascido
Príncipe.
«No nosso regresso,
quando
nos
apeá
mos, á
porta
da
Egreja,
puz ao
pescoço
uma
títa
escarlate,
cujos
extremos
sus
tentavam
um
coxim
de
veludo
escarlate
e
oiro.
n
’este
foi
deitado
o
Augusto
Bapti
sado,—coberto
com
um
riquíssimo
véo
de
rendas
de
França;
o
conde
da
Azambuja
levava
uma
salva,
e
sobre
ella
um
riquís
simo
vaso
com
os
Santos
Oleos;
o
conde
de
S.
Martinho uma
bacia rica
pelo
va
lor
intrínseco,
e
mais
rica
de
certo pelo
seu exquisito
e
primoroso
lavor,
e
o
competente
jarro
com agua do
Jordão,
trazida
por
Sua'Alteza
Real,
a Senhora
Dona
Maria
das
Neves,
quando
lia
pouco
voltou
do
Oriente
Terminados
que
foram,
á
porta
da
Egreja,
as
orações
do
Ritual,
dirigimo-
nos
á
Capella Mór,
no
centro
d
’
esla
po-
zpram
um
genuflexório,
onde
ajolhei,
de
pondo
ou
antes
descançando sobre
este
o
coxim
em
que
eslava
deitado
o Prineipe.
E
alli
se
ultimou a
cerimonia,
con-
servando-o
sempre
nos
braços
durante
to
da ella.
Sua
Alteza
Real
recebeu
o
nome
de
Miguel
Maria
Sebastião Maximiliano
Ra-
phaei
Gabriel
Gonzaga
Francisco
de
Assis
e
de
Paula Eustaehio
Carlos
Affonso Jo
sé
Henrique Alberto
Clemente
Ignacio
Martinho
Anlonio Gerardo
Jorge
Etnmeran
Maurício.
Foi
Padrinho
seu
Tio
materno,
Sua
Alteza o
Prineipe de
Turn-Taxis,
repre
sentado
por
Sua
Alteza
Real,
o
Infante
de Hespanha,
o
Senhor
D.
Affonso de
Bourbon;
foi
Madrinha
Sua
Augusta Avó,
a
Senhora Dona Adelaide
de
Bragança.
Quando
chegámos
ao
palacio
tomei
no
vamente
em
meus
braços
o
coxim
e
re
clinado
n
’
elle
Sua
Alteza
Real o
Prineipe
o
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança,
fui
en
tregar
A
Sua Augusta
Mãe
o
precioso
deposito
que
me
linha
confiado.
Assistiram
ao
Baptisado
Sua
Alteza
Real
a
Senhora
Dona
Maria
das Neves,
Sua
Alteza
Imperial
e
Real
a
Senhora
Do
na
Maria
Thereza,
Sua
Alteza
Real
a
Se
nhora Dona
AÍdegundes
de
Bragança;
Sua
Alteza
Real
o
Senhor D.
Affonso,
Infan
te
de
Hespanha;
Sua
Alteza
Real
o
Se
nhor
Conde
de
Bardi.
O
Archiduque
não
compareceu
por
es
tar
em
Insprunk
e
Sua
Alteza
Real
a
Senhora
Dona
Maria
José
por
incommo-
do
de saude. Também
não
poderam assi
stir
os
Condes de
Chambord,
porque
ti
nham
saido
de
Fhorsdorf,
e
sendo
o
Ba
ptisado
no
dia
immediato
ao
Nascimento,
faltava-lhes
materialmente
<•
tempo
para
poderem vir a
Reichenau.
Mandaram com-
tudo
pelo
telegrapho
os
seus
parabéns.
O
Imperador
d’
Austria
e
a
Imperatriz
lambem
mandaram
pelo
telegrapho
os pa
rabéns
á
Sua
Augusta
Sobrinha.
Chovem,
pode-se
dizer,
os
telegrammas,
porque
chegam
a
lodos
os
momentos
e
de
to
das
as
parles
os
parabéns
pelo nascimen
to
e
baptisado
do
Prineipe.
Ao
jantar fizeram-se
os
seguintes
brin
des:
Eu,
o primeiro,
pela
prosperidade
do
Recemnacido;
A
Senhora
Dona Adelaide
de
Bragan
ça,
o
segundo,
por Portugal,
pelos
por
luguezes,
e pelos
Seus
bons
Parentes,
que
tinham
aqui
vindo
dar-lhe
e
a Seu
Augusto
Filho
e
Nora
mais.
uma
prova
da
sua
estima
e
dedicação.
O
conde da
Azambuja,
o
terceiro,
á
Senhora
Dona
Adelaide
de
Bragança
e
a
toda a
sua
Augusta
Familia.
Eu,
o
quarto,
ao
Senhor
D.
Miguel
de Bragança,
que,
se
um
dever
n
’este
dia tão
solemne
o
conservava
afastado
de
nós,
não
estava
comtudo,
nem
podia
es
tar
afastado
de nossos
corações.
O conde
de S.
Martinho,
o
quinto,
á
Senhora
Dona Izabel
'daria
de
Bragança,
e
ao
mesmo
tempo
agradecendo
á
Senho
ra
Dona
Adelaide,
em nome
dos
port.u-
guezes,
as
amaveis
expressões
com que
os
honrara.
Eu,
o
sexto,
pelo Archiduque
e
pela
Senhora
Dona
Maria
José
de
Bragança.
Finalmente
fiz
ainda
um
sétimo
brin
de
aos Sereníssimos Príncipes presentes.
A
’
noite
fomos
convidados
a
ceiar
pela
Archiduqueza.
O
Senhor
D.
Miguel, conhecendo que
lhe
era
desairoso
deixar
o
seu
corpo
que
se
acha
na
fronteira,
lendo
já
alguns
pi
quetes
do
seu
regimento
entrado
como
exploradores
na
Bosnia,
sacrificou
o que
o
seu
coração
lhe
pedia,
ao cumprimen
to
do
seu
dever
militar.
Ainda
antes
de
receber
o
telegramma
em
que
Sua
Mãe
Lhe
annunciava
qne
era
Pae,
recebeu
um
telegramma
do
imperador d
’Austria,
dan
do-lhe
com
tão fausta
noticia os
mais
cordeaes
parabéns.
Logo
que
termine
a
guerra,
o
Senhor
D.
Miguel
dará
a
sua
demissão,
e
virá
para
o
seio
da
Sua
Familia;
mas
entendeu
que
não
era
esta
agora
a
occasião
de
sair
do
exercito,
nem
de
pedir
uma
licença.
Adeus
—
etc.
Conde
da
Redin/ia.
gazetilha
AOS
JSfOSSOS
ASSIHx^ASÍTES
Dirigimo-nos aos
nossos
assignantes
a
rogar
lhes
o
obséquio
de
satisfazerem,
co
mo
lhes
cumpre,
a
importância
das
suas
assignaturas.
Lamentamos
sinceramente
que,
n
’
um
tempo
em
que
todos
os
catholicos
deviam
compenetrar-se
da
necessidade
que
ha
de
favorecer
e
ajudar
a
imprensa
que
defen
de os grandes
interesses
da Religião
e da
Patria,
vivam,
uns
submersos
na
mais
cri
minosa
indiíferença;
e
outros
sustentando
a
imprensa
libertina
e
assalariada!
Dizemos isto, porque
sabemos
que
ha
desgraçados,
entre
os
quaes
muitos
sacer
dotes,
que,
emquanto
são
ponluaes
e
sol-
f
licites
em
pagar
a
assignalura
dos
jor
naes
maus,
nunca
se
lembram
de
lazer
o
mesmo
para
com
a
empreza d
’
um
jornal
bom,
que
porventura
assignem. Estes
são
dos
que
põem
uma vela
ao
diabo
e
ou
tra
a
S.
Miguel,
mas
com
a
differença
de
accenderem
a
*
primeira,
deixando
a
segun
da
apagada.
Desejávamos introduzir
n
’
este
jornal
im
portantes melhoramentos,
que
o tornas
sem mais
interessante,
ameno
e
variado;
mas
como
fazel-o, se
os maus
as-ignan-
tes
nos
estão
creando
diííiculdades
que
nos
fazem
esmorecer?
E
’
,
na
verdade, sobremaneira
desalen-
tador
e
escandaloso
o
modo
porque tan
tos
estão procedendo
para
com
a
impren
sa
catholica!
Sendo
claro
que
se a
ninguém
obri
gamos
a
assignar
o
jornal,
lambem
o
não
é
menos
que
desde
o
momento
em
que
acceitaram
a
assignalura,
ficaram
consti
tuídos
na
rigorosa obrigação
de
a
satisfa
zer.
Não
pedimos,
portanto,
aos nossos
as-
signantes
actos
de
caridade
ou
abnega-
çãó
para
com
esta
empreza:
pedimos-lhes
simplesmente
o
cumprimento
d
’
um
dever
de justiça,
e
nada
mais.
Porque
não
hão
de
cumpril-o?
Pflanife»»o.
—
Recebemos
n
’
esta
redac-
ção um
manifesto
que
tem por titulo: «A
los
revolucionários
espafioles».
E’
assigna-
do
por
um
tal
Isidoro
Villarino
del Vil-
lar,
e
datado
de
Genebra
a
1
de setem
bro
do
corrente
anno.
Não
passa
d
’um
extenso
aranzel
da
mais estúpida
asneira
revolucionaria.
E
’
um
tristíssimo
symptoma
de
que
ha
sinistras
allianças
secretas
entre
os re
volucionários
hespanhoes
e
portuguez.es pa
ra
derrocarem
os
dous
thronos
da pe
nínsula
hespanica.
Se
nas
regiões
do
poder
não
tivésse
mos
um
governo
tão
immoral
e
infame
como
os
que
lhe
disputam
as postas
diriamos
mais
alguma
cousa
e
pediríamos
providencias.
Assim......
até
nos
envergo
nhamos
de
as pedir.
*
Isto vem
corroborar
a
asserção
de
muitos
catholicos,
que
alfirmam
que
a
humanidade
está geralmente atacada
d
’
um
mal
sul
generis,
como
as
vides
de
phy-
loxera.
E
de
feito, emquanlo se
criam
com-
missões
e
se
trabalha
com
lodo
o
afan
para
estudar
e
combater
o
phyloxera,
os
governos
corrompidos,,
immoraes
e pôdres
do
liberalismo,
como
que
despertados
d’
um
lelhargo,
procuram proceder
do
mesmo
modo
para com
o novo
mal
do
socialismo,
nihilismo,
etc.
Veja
se o
que
se
está
passando
em
Berlim!
«
%
A4a5»iss».
—
Esta
excellente
folha
catholica
e legitimista
que
se
tem
pu
blicado
em
Vizeu.
passa
agora
a
ser
pu
blicada
em
Coimbra sob
o
novo
titulo
de
«Ordem»,
e
tendo
á
testa
da
sua
re-
dacção
cinco
mancebos
intelligenles
e vir
tuosos
da
Universidade.
A
redacção
lica composta
dos
seguin
tes
senhores:
João
Paulino
d
’
Azevedo
e
Castro,
ba
charel
em
Theologia
—José
Pires
Antunes,
estudante
do
4.°
anno
Theologico
—
Ber
nardo
Heitor
do
Athayde, dito
do
3.°
de
Direito
—
José
Gonçalves
Lage,
dito
do
2.°
de
Theologia—Antonio Augusto
d
’
AI-
meida Silvano,
dito
do
2.°
de
Theologia.
Não
podemos
furtar-nos
ao
desejo
de
transcrever
para
aqui
alguns
períodos
da
falia
qne o
nosso
estimável
collega
dirije
aos
seus
assignantes.
Ouçamol-o:
«Espanta
vêr o
crescimento
constante
da
imprensa
jornalist-ca ao
serviço
da
im
piedade;
por
toda
a
parte,
em
cada
can
to
ptilliram
essas
pilulas
que
envenenam,
a
pouco
e
pouco,
a
sociedade.
As
crenças religiosas
abalam
se
e
es
carnecem-se;
aviltam-se
os
princípios
mais
sacrosanlos;
mofa-se
da
virtude
e
exalta-
se
o
vicio;
desfigura
se
e
adultera-se
a
verdade;
ridiculisam-se
e
calumniam-se
os
varões mais
prestadios
á
religião
pela
scien-
cia
e
pelas
virtudes.
Tudo
isto
é
tarefa
da
imprensa
impia
e
propagadora
do
livre-pensamento.
D’
a-
qui
deduz-se
necessariamente
a
necessi
dade
da
imprensa
religiosa.
A
existência
d’
esta
folha
foi
devida
a
essa
necessidade,
por
occasião
de
se
consumar
a
conquista
satanica
da
Revo
lução.
No
tempo
que
conta
de
vila
não
tem
deixado
de
consagrar
seus
dias
á
defeza
da
verdade
e
da
religião
Ora
sendo
certo que
a imprensa ir
religiosa
abunda
mais
qne a
religiosa,
isto
ha
de
trazer
como
consequência
necessá
ria
a
corrupção da
sociedade.
E
d
’
ahi
não
só
a
falta
de
protecção
á
imprensa
rei
giosa,
senão
também
a
falta
de
pennas que
se
dediquem
a
ella.
Desejamos
sempre
dar
o
maior
âm
bito
ao nosso
jornal;
desejávamos
que
as
forças
nos
levassem
até
onde
os desejos;
que
o
êrro
aqui
fosse
refutado
nas
mil
feições
que
reveste.
Alguma
cousa
temos
feito;
mas
agora
esperamos
fazer
ainda
mais.
A
«Atalaia»
vae
apparecer
sob
nova
forma,
impulsada
por
novos
princípios
de
vitalidade
Encontramos
em
Coimbra
alguns
brio
sos
académicos
universitários
que
volun
tariamente
se
associaram para
,
tomarem a
direcção
do
novo
jornal,
que
apparecerá
em
seguida
a
este,
exigindo
a
nossa mu
dança
para
aquella
cidade.
De boa von
tade
anntiimos.
Contamos,
pois,
que
os
assignantes
que
até
hoje
nos
teem
honrado
com
a
soa
assignalura,
continuem
a
dispensar-
nos
o
mesmo
favor e
protecção.
Assim,
concorrerão
para
o
bem
e
re
generação
da sociedade;
pois que
ao
pas
so
que
ajudam
a
sustentar
a
imprensa
religiosa,
necessária
hoje em presença do
mal
que
por
toda
a parte
nos
rodeia,
vão
também
promover
um
bem
de
não
me
nor
alcance
social,
e
vem a ser: fomen
tar
e
concorrer
para
o
desenvolvimento
das
crenças
religiosas
no
coração
da
mo
cidade
estudiosa,
hoje tão
mal
dirigida á
falta
de
solida
instrucção.
0 jornal
apparecerá
em
Coimbra
coin
cidindo
com a
abertura
solemne
da
Uni
versidade
»
Que
a
sacrosanla
causa da
Religião
e
do
direito
continue
a
ser
defendida
e
sustentada,
se
possível
lór,
ainda
com
mais
zêlo,
desassombro
e
firmeza
do
que
ha
sido
até
hoje;
que
os
catholicos,
e
o
clero
sobretudo
acabem
de
se
compene
trar
da
necessidade
que
tem
a
Egreja
e
a
sociedade
de
qne
se
guerreie
a
imprensa
revolucionaria
de
todos
os
matizes,
e
se
dê
o
máximo auxilio
e incremento
á
reli
giosa
e
scienlifica, e
que
o
nosso
collega
e
correligionário
possa contar
uma
longa
existência
gasta
na
defeza
dos
mais
sa
grados
interesses
da
Religião
e
da
Patria,
são
os nossos
mais
sinceros
e
ardentes
votos.
Iberíimo.
—
Lêmos no
«Commercio
Portuguez»:
Na
«Epoca»
de
Madrid encontramos
o
seguinte
artigo,
que
devemos
receber
como
aviso:
«0
«Imparcial»
está
perdidamente
ena
morado
dos
seus
ideaes
em
política
ex
terior.
A
missão
de
Hespanha
em
Mar
rocos
e
a
iníluencia
que
deve
exercer na
antiga
Luzitania
traz
preoccupado
o
dia-
rio
democrático.
Hoje
volta
a tratar
esse
assumpto
com
o
motivo
do pretexto
de
um
artigo
da
«Independencia
Belga»
relativo
á
política
hespanhola.
Não duvidamos
do
bom
desbjo
nem
do
espirito
palriotico
que
revela
o
«im
parcial»
nos seus
escfiptos
de
política
in
ternacional,
mas
occorre
nos
uma
pergun
ta.
Na
Allemanha,
em
Inglaterra,
em
Ita-
lia
e
França,
que
teem
também os
seus
ideaes,
diz-se urbi
et
orbi
<>
que
pensam
fazer,
<>s
procedimentos
que
devem
em
pregar-se
e
a
que
pontos
se
deve
diri
gir-se?
Não
observa
o
collega
a
reserva
que
guardam
os
governos
e
até
a
im
prensa
periódica
em
assumptos
de
cará
cter
internacional?
Se a
Hespanha
tem
missões
a
cum
prir
e
iníluencia
a
exercer
fóra do
pátrio
solo,
parece prudente
ao
«Imparcial»
sus
citar
receios,
avivar
desconfianças
e ali
mentar
rancores
nacionaes?
Já
sabe
o
collega
o
exilo
da
sua
pro
paganda
em
Portugal,
a qual tem
produ
zida
uma
ininterrompida
série
de protestos
individuaes
e
collectivos.»
Deve
notar-se
que
o jornal
que
pede
segredo,
é
orgão
principal
do
governo
hespanhol.
WbservaçSes
«ut-ãosaa.
—
Eis aqui
algumas
observações
feitas
por
aereonau-
tas,
n
’
uma
das
ultimas
ascenções
em
ba
lão
livre:
«Ouve-se
no
ar
o
silvo
de
uma
ioco-
motora
a
3:000
metros
de
altura
do
so
lo;
o
ruído
de
um
comboio
de
caminho
de
ferro
a
2:5'J0
metros:
um tiro
de
es
pingarda,
o ladrar
de
um
cão a
1:800
metros;
o
cantar do
galo,
o
som de
um
sino
a
1:600
melros;-a
voz
humana
chega
a 1:000 melros;
o
grasnar
das
rãs
a
900; o cantar
dos grilos a
900
melros.
A
palavra
de
baixo
para
cima,
per
cebe
se
claramente
a
500 melros;
e vi
ce-versa,
não
é
dislincta
a
mais de 100
metros.
Os
demais
plienomenos
de
sonoridade,
que
foram
observados
leem
menos
pre
cisão.
Apenas
se
comprovou
que o
éco
não
se
transmitte
bem.
a
não
ser
pela
su
perficie
dos
lagos,
quando
a
voz
vem
de
cima.»
EíiHíoria
pspular dos
Papas.—
Recebemos
e
agradecemos
o
ultimo
fas
cículo
da
Historia
popular
dos
Papas, de
que
é
editor
o
snr.
Teixeira
de
Freitas,
bem
conhecido
em
lodo
o
paiz
pelas mui
tas
e
valiosissimas
obras,
todas
orthodo-
xas,
que
tem
saido do
seu
importante
e
accreditado
estabelecimento
em
Guima
rães.
Não
obstante recebermos
a
obra
por
ser
enviada
a
esla
redacção,
também
a
rece
bemos,
como
assignante que somos
d
’
ella
desde
a
sua
publicação.
De
feito,
com
a
mão
na
consciência
aífirmimos
que
d’
entre
as
muitas assi-
gnaturas
que
lemos
feito,
em
nenhuma
lemos
dado
o
dinheiro
por
tam
bem
em
pregado
como
n
’
esta.
Quando
em
tempo
a
assignamos.
fomos atraz
do
nome do
seir
auclor
o
notabilíssimo
historiador
fran
cez
J.
Chanlrel,
e
na
verdade
confessa
mos
que
nunca
vimos
cousa
melhor
n
’
este
genero.
A
traducção,
trabalhada
com
pu
reza
e
correcção, honra
o
exc.
ia"
snr.
Antonio
José
de
Carvalho,
que
d
’
ella
se
incumbiu.
A
«Historia
popular
dos
Papas»
é d
’
a-
qnellas
ob.as
que
todo
o
catholico
deve
assignar
immed
atamente,
de
preferencia
a
qoaêsquer
outras.
Demais
accresce
a
circumstancia
de que
o
snr.
Teixeira de
Freitas,
no
intuito
por
certo
de que
ella
se
derramasse
por
toda
a
parte
como
pre
cioso
antídoto
contra
as
más
doutrinas,
collocou
a
sua
assignalura
ao
alcance
de
toJos
os
bolsos.
Coneurgo.—
Está
a
concurso
por
pro
vas publicas
a egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Piedade e
de
Oleseixe, con
celho
de
Lagos,
diocese
do
Algarve.
8>àvàda
fl«s®6asassite.
—
O
esiado
da
divida
lluctuante
em
39
de
setembro
ultimo
era
o
seguinte:
Escriptos
do
thesouro,
á
ordem
da
caixa
geral
dos
deposilos,
1.880
000$0')0
reis; idetn
á
ordem
de
bancos e
parti
culares
3.936:460^00»
reis;
letras
no
es
trangeiro
3.150:000^090
reis.
Total
reis
8.966:400^000.
Funerae».—
Ao
funeral
do
snr.
inar-
qtiez
de
Sousa
Holslein, qne
se
effectuou
quarta-feira
da
semana
próxima passada,
em Lisboa,
pelas 5
horas
da tarde no ce
mitério
Occidental,
assistiu
por parte
do
snr.
D.
Luiz,
o snr. conde
de
Ficalho,
e do
snr.
D.
Fernando,
o
snr.
conde
de
S.
Thiago.
O
ministério
estava
representado pe
los
snrs.
presidente
do
conselho,
Fontes
Pereira
de
Mello,
ministro
d
>
reino
Sam-
pa
o
e
ministro
da
marinha
Thomaz Ri
beiro.
Além
d
’estes
cavalheiros,
prestaram
o
ultimo
preito
de consideração ao (inado
os snrs.
duque
de Palmella,
con
le
das
Alcaçovas
(D. Luiz),
D.
Manuel de
Sousa
Coutinho,
Lupy,
Victor
Bastos
e
Annun-
ciação,
professores
da Academia
das
bellas
artes;
dr.
José
Julio
Rodrigues.
Rangel
de
Lima, conde
de Rio
Maior,
D.
José
Saldanha,
director
da
casa
da
Moeda;
marquez
das
Minas,
generaes
Gaula,
Pal
meirim
e Sousa
Pinto,
conselheiro
Ansel
mo
Braamcamp,
D.
Luiz
Mascarenhas,
Veríssimo,
Emilio
Brandão,
juiz
da
rela
ção;
Fernando
Pedroso,
Moraes
Sarmento,
commissario
geral;
Jayme
Larcher,
par
do
reino,
Lucas
Casteilo,
núncio
de
sua
santidade,
ministro
de
Áustria,
visconde
de
Algezur,
padre
Russell,
Basilio
Cas-
tello
Branco,
conde
da
Ribeira
Grande,
visconde
de
Seisal,
Manuel Lapa,
visconde
da
Lançada,
Silva
Guimarães,
Pereira
Caídas
e
Gualtar Cordeiro.
As
orações
foram resadas,
tanto
na
capella
da Luz,
onde
se
achava
deposi
tado o
ferelro
como
no
cemiterio,
pelos
padres
inglezes
da
congregação
de S. Pedro
e
S.
Paulo.
O
corpo
foi
conduzido
da Luz
n
’
um
coche
da
casa
real,
seguido
de
outro
em
que
ia
a
cruz
levada
por
um padre
in
glez
e
monsenhor
Pedro
Baynes,
superior
da
missão.
Atraz
dos
coches
seguiam-se
seis
car
ruagens
com
os
padres inglezes,
a
do
fi
nado
coberta
de
crepes,
outra
com
o
crea-
do
conduzindo
a
corôa,
e
as
dos
convi
dados.
A concorrência
de
povo
ao cemiterio
foi
numerosa.
O
corpo
ficou
depositado
no
jazigo
da
família
Palmella.
Terrível
iaeãdesxte.
—
Um
terrível
incidente
teve
lugar
no
tunel
de
S.
Gro-
hardo.
Incendiaram-se
tres
caixas
de
dina
mite
causando
morte instantanea
a mui
tos trabalhadores
e
maltratando
outros
mui
gravemente.
IVão
é
para
«Itivuíar.
—
Corre em
Berlim
com
a
maior insistência
a
noticia
de
que
Nobiling
foi
assassinado,
apezar
da
vigilância
que o
cercava,
por
ordem
da
internacional,
que
temia
que
elle
fi
zesse
algumas
revelações
durante
o
pro
cesso.
Ulitreesíe
bom
tananho.
—
.
N
’
uma
pequena
ilha
das
índias
Orientaes,
pouco
distante
de Mindanao, refere
uma
folha,
ha
uma
quantidade
prodigiosa
de
morcegos
maiores
do
que
patos.
Tem
as
azas tão
compridas,
que
um
homem,
por
mais que estenda os
braços,
não
póde
altingir
as
duas
extremidades
Estes
animaes, apenas
se
põe
o
sol,
tomam o vôo
em
tão
grande
numero
qne
parecem
enxame
de
abelhas:
sóbem
até
se
perderem
de
vista,
e no
dia
seguinte,
desde
o
amanhecer
até
ao nascer
do
sol,
vêem-se
descer
como
nuvens,
e
recolhe
rem-se
á
sua
ilha.
U«i»
prande
-Da
província
de
S.
Paulo
escrevera
ao «Apostolo»:
Estão
desapparecendo
da
scena
da vida
homens
que
parte
mui
proeminente
toma
ram
na conflagração
episcopo-maçonica,
que
sobresaltou
as
consciências
calholicas
e
poz
bem
patentes
os
planos
sinistros
da
Revolução
no império
da
Santa
Cruz.
Apoz
Zacarias,
o Marquez
de
S.
Vi
cente;
em
seguida
o
Visconde
de
Cara-
vellas;
hontem
apenas,
o Bispo
de
Olinda.
Algozes
e victimas
estão-se
sumindo
na
voragem do
tumulo
e
comparecem
pe
rante
o tribunal
do
Juiz Supremo,
tribu
nal
esse
indefectivel,
sem appellação.
O
eloquente
e
intrépido
defensor
dos
Athanazios brazileiros,
que
fez
ouvir
a
deslumbrante
palavra
da
verdade
a
um
poder
corruptor,
filho
do
Cesarismo,
—
assim como
o
ministro
prevaricador
que
maculou
a
pasta
dos negocios
estrangeiros
em
suas
relações
diplomáticas
com
a
San
ta
Sé;
e
tanto o
estadista
que
ergueu
o
pontificado
de
Cesar
contra
o
pontificado
de Roma,
que
imaginou
o
Estado
colosso,
escravisando
a
fé
ás
convenções
parlida-
rias
e
ás
estultas
exigências
do
poder
pessoal,
—como
o
heroico
sacerdote
que,
revestido
das
insígnias
de
príncipe
da
Egreja,
resistiu
aos
desmandos do
Poder
Civil
e
vingou
a
dignidade humana,
ultra
jada
e vilipendida:—
todos
já
cahiram
no
dominio
da
historia,
e
a
posteridade
ha
de
um
dia lavrar
o
seu
solemne
veredi-
ctum
ácerca
dos
tyrannos
e dos
que
mais
nobre
e
denoda lamente lutaram
pela
li
berdade.
succumbindo
na
luta
gloriosa
da
luz
contra
as trevas,
isto é,
da
Egreja
contra
a
barbaria,
contra
a
Revolução.
Countti
«f
Cr«»sm»iry4.—
Refere
o
«Diário
da
Manhã»
que
passaram
ha
dias
por
Lisboa,
seis
marinheiros
do
navio
in
glez
«Counth
ofCromaryt,»
que
saira
em
junho
com
destino
ao
Rio
de
Janeiro,
tendo
acabado
de
se
construir
e
sendo
esta
a
primeira
viagem
que
fazia.
Chegou ao
Rio
de
Janeiro,
descarre
gou e partiu em lastro
para
a Califór
nia.
Seis
dias
depois de
sair
do
Rio
de
Ja
neiro
dois
dos
oíliciaes cairam
gravemen
te
doentes
com
bexigas
de
um
caracter
contagioso,
e
o
capitão
decidiu
ir
para
Montevideo.
Não
lh
’
o
permittiram
os
ventos
con
trários
e
dirigiu-se
então
para o
Rio Gran
de
do
Sul.
A
60
milhas
de distancia
do
Rio
Gran
de,
naufragou
n’
oma
ilha
deserta.
O
capitão
foi
ao
Rio
Grande
pedir
soc-
corro
e
levar
para
o
hospital
os
dois
oíliciaes.
O
resto
da
equipagem
armou
barracas
e
esteve 29 dias na ilha
deserta.
Veio
o
capitão
com
um
rebocador,
mas
não
foi
possível safiar
o
navio.
Entretanto
recebia-se
noticia
que
mor
rera
um
dos
oíliciaes.
O
capitão
dirigiu-se
para
o
Rio
Gran
de,
foi
atacado
pela
mesma
doença
e mor
reu.
Sete
dos
marinheiros
desertaram,
e
o
resto
voltou
para
a
Europa
n’um
dos pa
quetes
do
Pacifico,
depois
de
uma
viagem
1'ertil
em
peripécias.
Um
ptienonieno.
—
Diz
o
«Courllerde
Bone»
que
nas
immediações
da
aldeia
de
Chausel,
proximo
ao
estabelecimento
ther-
mal
de
Hanaman-Meskoutine,
deu-se
um
pbenomeno digno
d
’
attenção.
Ha dias,
durante
urna
forte
trovoada
sentiram
se
tremores
de
terra
n
’
aqueíla
re
gião
e
uma
enorme
rocha
situada
perto
j
e
Clausel
desprendeu-se
da
montanha,
deixando
a descoberto uma
abertura
bas
tante
larga
similhante
á
entrada
d’
uma
gruta.
Alguns
aldeãos
atreveram-se
a pene
trar
n
’
esta
cavidade
e
depois
de lerem
andado
uma
distancia
regular,
deparou-
se-lhe
um
verdadeiro lago
subterrâneo,
cuja
extensão
e
profundidade
ainda
se
não
pôde
avaliar.
A
agua
é
d
’
uma
frialdade
exiraor
fina
ria
e
em
alguns pontos
está
completamen
te gelada.
Etaeuniento
curioso.
—
Entre
os
muitos
documentos existentes
no
archivo
da
Torre
do
Tombo,
existe
um,
do
rei
nado
de D.
José
I,
e
do
qual
consta
o
seguinte
presente
que
el rei
D.
José
I,
fez
ao
conde
de
Lipe.
6
peças
de
artilheria,
de ouro, de
6
arrobas
cada
uma,
com
os
ouvidos
cra
vejados
de
diamantes,
e bailas
de
ouro.
10
cartuxos
de
ouro
em
pó.
6
carreias
de
ébano
chapeadas
de
prata.
6
barras
de
ouro
de
10
arrobas
cada
uma.
1
boldrié
guarnecido
de brilhantes.
d
vestido
com
bordadura
de
ouro,
com
botões
de
brilhantes.
4
fivellas de
ouro
cora
brilhantes,
para
sapatos
e
ligas.
d
chapéu
com
presilha
de
ouro
com
brilhantes.
i
fivella de
pescocinho
de
ouro
com
brilhantes.
d
b
islão,
com
castão
de ouro
com bri
lhantes.
i
habito
de
Aguia
negra
com
740
bri
lhantes.
1 retrato
da
rainha com
brilhantes
e
outro
de
Sua
Mageslade.
d
dito do
conde
de
Oeiras—
mais
dois
caixões
sobre
dois
carros,
que
se
julga
ser
de
ouro
em
barra
para
cunhar moe
da.
Sahiu
para
Inglaterra
em
20
de
ou
tubro
de
1764
—
vencia
de
soldo
por
dia
200$000
reis.
A
<j«e»tiía
HociaíiNtn
na
Alte-
manSm
—
Berlim,
2.
—
Foi
approvado
em
segunda
leitura
pela
commissão
o
proje-
clo de lei
anti
socialista.
A
commissão
manteve,
apesar
da-opposição
do
minis
tro
do
interior,
que
seja
limitada
a
dois
e
meio
annos
a duração
da
lei.
Portnjjaezti«
falleeitíos
—
No
Rio
de
Janeiro,
falleceram desde
o
dia 7
até
12
de setembro, os
seguintes
súbditos porlu-
guezes:
José
Bibeiro
Coutinho, 34
a,
c;
José
Maria
da
Costa,
32
a,
s; Beruardmo
Ex
posto
Guimarães, 56
a,
s;
Clemente
Fer
reira
Dias, 16 a;
Anna
Rosa
de
Faria,
32
a,
c;
Francisco Domingues,
30
a.
s;
Manoel
Antonio
de
Lima
Migalhães,
40
a;
Claudina Atneiir
Rayth
da
Silva,
60
a,
v;
Manoel de
Birros,
33
a,
c;
Manoel
Joaquim
de Pinho,
26
a,
s;
José
Gon
çalves
Fernandes
Pinto,
40
a,
s;
Fran
cisco
Ferreira
Brandão,
18 a, s;
Manoel
Joaquim
Ferreira,
35
a,
s;
Francisco
Gon
çalves,
50
a,
s;
Albino
Francisco Gon
çalves,
40
a, c;
Justino
José
Ribeiro,
63
a,
c;
Bernardo
Gomes,
18
a,
s; Marian-
na
Emilia
da
Silveira,
60
a,
s;
Maria
Julia
da
Silva,
32
a,
s;
Bernardino
Mon
teiro,
38 a,
c;
Albino
Antonio
de
Mat
tos,
35
a,
s;
Antonio
Joaquim
José Vieira,
20
a,
s;
Francisco
Cardoso Ribas,
58
a,
v;
Antonio
Joaquim
de
Sousa
Estrada,
44
a,
c;
Antonia
Luiza
da
Silva,
31
a,
s;
Antonio
Coelho,
32
a,
s.
SSílÇÃO
D£ COJUWflSlBOS
Aos
jwofeasore»
de Braga.
Com
igual epigraphe
foi
publicado
em
o
n.°
84»
do
«Commercio
do
Minho»
um
communicado,
no qual
se
faziam
ao
col-
legio
de
S.
Luiz,
e
em especial ao
abai
xo
assignado,
accusações
feias,
torpes
e
injustas.
Para
que
o
publico
em
geral,
e
os
digníssimos
professeres
de
Braga
em
especial,
façam
da
accusação,
do
accu-
dor
e
do
accusado
uma
justa
apreciação,
entendo
nada
melhor
dever
fazer
do
que
transcrever
aqui texluaimente
uma carta
do
snr.
padre José
Joaquim
Gomes,
si
gnatário
d
’esse
communicado.
Se
esse
senhor
quizer
continuar
o
es
cândalo começado,
farei
então,
só para
minha
defeza.
os
coininentarios
a
que
o
seu
cammunicalo
se
presta,
e
reprodu
zirá
na
sua
integra
algunas
cartas
dos
snrs.
ex-professõr-es
lo
coliegio,
collegas
do
snr.
padre
Gomes.
A
carta
é caino
segue:
«A
resposta
injusta
de
V.
Revm.
a
ne-
gando-me
o
ordenado
de
10
libras
levou-
me
a
excessos.
Escrevi
um artigo
para
um
jornal
d
’
es-
sa
cidade
queixando-me
de
V.
Revm.
a
O
administrador
d’esse
jornal escreveu-
me,
a dizer,
que
me
conciliasse
com
V.
Revm.a
, porque
isso
ia
dar
grande es
cândalo
por ser
entre
padres;
mas
se
V.
Revm.a
não
quizesse
ser
justo,
com
um
novo
aviso
meu,
promptamenle
o
publi
cará.
Espero,
pois,
que
V. Revm.a
,
se
não
me poder
ou quizer
pagar
o
ordenado,
faça
com que
o
snr.
padre
Luiz me
pague;
quando
não
procedo
pela imprensa
e
de
pois
no
Tribunal.
V.
Revm.a
poderá
di
zer
que
não
me
chamou;
mas
para
que
me
acceitou?
Que
não
estipulou
nada
co
migo;.
mas
para
que
pagou
aos outros
sem
estipular?
Que
eu perdoei;
mas
não
perdo
o
agora
...............
Visella
22
de
setembro.»
Padre
José
Joaquim
Gomes.
O
accusado—
Padre
José
Maria Vieira
da
Rocha.
(Segue-se
o reconhecimento). (1027)
TELEGRAMMAS.
Madrid
3
—
Não houve
hoje
nenhum
caso
de febre
amarella
n
’
esta
cidade.
Paris
3
—
Tente
a
melhorar
o
estado
sanitario do Senegal
New-York
3
—
0
tempo
está
quente
em
Nova-Orleans.
A
febre
amarella
continua
a
propagar-
se
nos
campos
e augrnenta lambem
nas
cidades.
Tem
havido
vários
combales
das
tro-
pas
federaes
com
os
indios na fronteira
do
Kansus.
New
York
3
—
Assegura
um
despacho
de
Jamaica
que
rebentou
em
Santa
Cruz
uma
insurreição
dos
pretos, que
estão
se
nhores
da
ilha.
Londres
4—A quebra
do
Banco
de
Glasgow
fez com
que
suspendessem
os
pagamentos
as casas
Smilh
Heaning,
de
Londres,
Wiiliam Ridon,
de Bombaim,
e
Flainming, de
Kurrache.
O
passivo
da
casa
Smilh
e
Flamming
anda
por
dois
milhões
de
libras.
Receia-se
que
suspendam
pagamentos
outras
casas
de
Londres
e
de
Glasgow.
Segundo
consta
ao
»
Daily
News», o
movimento
das
Iropas inglezas
contra
Ca-
boul
começará
immediatamenle.
O
emir
está
reunindo
forças
de
todos
os
lados.
Algumas
forças
inglezas,
mas
em
pe
queno
numero
vão
já
avançando
para
lamrond.
Voltou
para
Gibraltar
o
governador
lord
Napier
Magdala.
S.
Petersburgo
4—
Os periódicos rus
sos
mostram-se muito
irritados
contra
a
Inglaterra.
Dizem
que
a
Rússia não
necessita
da
permissão
da
Inglaterra
para
enviar
em
baixadores a qualquer
soberano.
Pesth
4
-0
ministro
das
finanças,
o
snr.
Siell,
persiste ein
dar
a
demissão.
O
snr.
Tisza,
presidente
do
conselho,
deve
entregar
hoje
ao
imperador
o
pedido
por escripto
da
demissão
de
lodo o
mi
nistério
húngaro.
Madrid
5—
Segundo
o
relalorio
da
jun
ta de
salubridade publica
ha tres
dias
que
não se
manifesta
em
Madrid
nenhum
novo
caso
de
febre
biliosa.
E
’ excedente
o
estado
sanitario
de
toda
a
província.
Bombaim
4
-As
iropas
inglezas
estão-
se
concentrando
com
rapidez.
Suppõe-se
que
atacarão
iminedialamenle
o
valle
de
Kurukandahar.
Os algbanistans
tomam
disposições de
fensivas
e
avançam
áquem
de Alisuiusje,
ameaçando
passar
a
Khiber
e
estão
oc-
cupando
pequenos
desfiladeiros
com
ar-
lilheria.
Londres
5
—O
«Morning
Post»
diz que
Gorlscbakoff
deu
ao
embaixador
inglez,
lord
Loftus,
seguranças
mais
pacificas,
repehndo
a
ideia
de
qualquer
projecto
futuro sobre o Afghanistan.
Dizem
noticias
de
Constantinopla
que
o
portador
da ordem
do
governo
turco
determinando
a entrega
de
Podgorilza
aos
montenegrinos
foi
massacrado
pelos
alba-
nezes,
e
jtiniameiile
com elle 156
oíliciaes
e
soldados.
Banco Commercial de Braga em
liquidação
Sociedade
nnanyiii.a
de
respnnsa-
bitidade
limitada.
Resumo
do
aclivo
e
passivo
deste
Banco
em 30
de
Setembro de
1878.
Activo
Caixa:
dinheiro
existente. . 14:467^552
Papeis
de
credite.
.
.
.
367:897^256
Ditos
das
cauções
das
c.
cor
rentes
liquidadas.
.
.
.
223:742^949
Hypothecas de
Raiz
.
.
.
1:483^8000
Acções
de
c.
própria.
. .
273:968$000
Agentes
no
paiz.
.
.
.
53:960$!12
Ditos
no estrangeiro.
.
.
20:80l$115
Letras
descontadas.
.
.
.
30;607$475
Ditas a
receber
.......................
2:721$100
Ditas
de
concordatas
a
receber
25:083$350
Ditas em liquidação.
. .
136:754$393
Contas
correntes
com
garan
tia........................................
161:146$822
Empréstimo
sobre
penhores.
98:8I8$414
Diversos
devedores.
.
.
.
22
70l$280
Accionistas
por
prestações
a
receber
.........................................
l:242$500
Moveis
e
utensílios.
.
. .
I:475$8í5
Despezas
de liquidação .
.
123$040
1.436:99
4$203
Passivo
Credores
privilegiados
Por
depositos
judiciaes
.
.
5$955
Por
depositantes
...................
1:859$145
Por
dividendos
a pagar.
.
715$920
Por
notas a
recolher.
•
.
.
130$000
Por
saques
do
Brazil.
.
.
l:039$755
Por
agencias
no paiz
e
no
estrangeiro
.......................
159$2I8
Commissão 'liquidataria . .
4:797$973
Credores
por
encontros
a
fazer em
diversas
contas
activas
....................................
24:02l$969
Credores
chirographarios
Por
obrigações........................
343:888$848
Por
juros
a
pagar.
.
.
.
ll:882$045
Contas gsraes
Capital
..................................
Ganhos
e
perdas.
1:000:000$000
.
48:493$075
1.436:99
4$2o3
Braga
4
de
Outubro
de
1878.
Pelo
Banco
Commercial
de
Braga,
em
liquidação
A
commissão
liquidataria
João
Luiz
Pipa.
Manoel
Duarte
Goja.
Joaquim
Jeronymo
Ferreira.
Francisco
José
Vieira
de
Carvalho.
Manoel
Antonio
da
S.
a
Pereira
Guimarães.
Antonio
José
Antunes
Reis.
(2026)
O abaixo
assignado
manda
celebrar
no
dia
9
do
corrente
mez
pelas 10
horas
da
manhã
na
egreja
do Populo
uma
missa
para
suffcagar
a
alma
de
seu sempre cho
rado
pae;
roga
porisso
a
assistência
dos
seus
amigos
e
parentes
a este
tão
reli
gioso
acto.
Manoel
Lourenço
d
’Araújo
Braga.
(2028)
Dinheiro
a
juro
Para mutuar
por
hypotheca
de
raiz,
tem
1:000$000 rs. a
irmandade
de
Nossa
Senhora
Branca d’esta
cidade.
(2020)
ALUGAM-SE as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do Reduto, nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imtne-
diata
n.°
22.
(981)
VINHOS
DA
BAIttfADA
Manoel Martins Canellas,
proprietário
da
Bairrada,
acaba
de
abrir
um
armazém
nos
baixos
do tribunal
judicial, no
largo
de Santo
Agostinho
n.°
3, defronte
da
egreja do
Populo
d
’
esta
cidade,
onde os
snrs-
negociantes
de vinhos
encontrarão
d
’esles
generosos
vinhos
em cascos
ou
pi
pas,
assim
como
para
os
snrs. particu
lares
a
retalho
de
meio
almude
para
cima.
O
armazém
acha
se
aberto
todos
os
dias
das
6 horas
da
manhã
até
ás
8
da
tarde,
aonde
se
espera
a
concorrência
dos
respeitáveis
snrs.
consumidores.
(2024)
NOVA CASA HAVANEZA
GXMPO
DE
SANTANNA
(
esquina
da
bua
das
aguas
)
BRAGA.
GRANDE
DEPOSSTO
DE TABACOS
NAOIONAES
E
ESTRANGEIROS
Grande
reducção de preços nos
rapés
de
XABREGAS
Grandes
descontos
aos
snrs.
ESTAN
QUEIROS.
(2018)
Meio
grosso
em
250
grm.
.
350
reis
Cruz
de
Malta
B
B
. •
380
B
Rezerva
B
B . .
440
>
Princeza
B
»
•
.
420
»
Pacotinhos
de
25
g
rm.
.
.
35
B
Da
Meio
grosso em
Ijenldnde
250
gram.
.
280
reis
Vinagrinbo
B . .
280
B
Pacotinhos
de
25
g
rm.
.
•
30
B
COMPRAM-SE
Acções
dos
Bancos
de
Villa
Real,
Dou
ro,
Commercial
de Guimarães,
Mercantil
de Braga, e do Minho.
Rua
de
S.
Victor
n.°
64.
(1087)
Na
rua
de
S.
Vicente
d
’
esta
cidade
de
braga, vendem-se as
casas
n.°
*
34
—34 A, e
as
de
n.°
35,
com
seu
quintal,
com
sa
bida
para
a
rua
da
Escoura.
(2
rie;
EUIK
BOAVENTURA ESTEVES
4
—
Rua
do
Castello
—
4
BRAGA
Além
do
seu
estabelecimento
de
mer-
ciaria
que
já
tem,
addicionou
lhe
mais
vinhos
engarrafados
e
aquarlilhados, e
doce
de
diversas
qualidades,
que
tudo
vende
por
preços
muitíssimo
resumidos.
(2009)
<
TOURA
Perdeu-se
uma
em
Famalicão
Quem
souber
d
’ella,
•
roga-se
o
favor
avisar
em
Braga
José
Antonio
Ferreira
Gomes,
e em
Famalicão,
Joaquim
Fernandes
de
Souza.
(1078)
Declaração
D.
Maria
Julia da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
efleitos,
que
achando-se
habilitada para
negociar,
por
escriptura
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com
mercial
d
’
esta
cidade, passou
procuração
com
todos os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos José
Alves
Braga,
que
lambem se
acha
registada
para
a
representar
em
to
dos
os
negocios
que achar convenientes;
e
delara
mais
que
já
abriu
o
seu estabele
cimento
de
sola
e
cabedaes,
e
mais
ar
tigos
concernentes
ao
mesmo
negocio,
o
que
tudo
vende
pelos
preços
mais
resu
mido
possível.
(1026)
ARRENDA-SE.
Quem
quizer
arrendar
uma
morada
de
casas
reedificadas
de
novo
com
grandes e
decentes
accommodações
para
uma
fami
lia,
com
agua
e
excellentes
vistas,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
73.
Trata-se
na
mesma.
(1099;
VENDA DE
CASAS
No largo
da
Ponte
de
S. João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo) vendetn-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos, o
andar
superior
da casa
que habita Anto
nio
Silverio
de Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma se
nhora
de probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
APROVEITEM-SE
Vende-se
a
bonita casa
construída
de
novo,
na
rua de
S.
Marcos n.°
53,
bem
como
os
moveis
que
a
adornam,
em
ra
zão
de
seu
dono
se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar
com
a
ametade
do
preço
a juro
de
4
p.
c.
com
hypotheca
na
mesma
casa,
por
tem
po
de
um anno.
Para
vèr-se,
de manhã,
das
9
ás
11
—
e de
tarde, das
4
ás
6
—
podendo tratar-
se
com
o
snr. Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua,
que se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
ARREMATAÇÃO PEíIANTE
0 GOVERXADOR
Cl VIL DO DISTR1CT0 ABAIXO
DECLARADO
JSo «5 i»
5.1
de
Ouílibro de
4S9S
LISTA
N.° 337—B
DISTllICTO HE BRAGA
CONCELHO
DE
VILLA
NOVA
DE FAMALICÃO
Freguezia
de
S.
Julião
PROPRIOS
NACIONAES
Numeros
Avaliações
1
Uma
porção
de
terreno
da
antiga estrada
no
logar do
Bairral,
que
ficou
abandonada
pela
construcção
do
lanço
da
estrada
real
n.°
3,
entre
a
Trofa
e
Famalicão,
tendo
de
superfície
702
metros
quadrados
28$080
CONCELHO
DE BARGELLOS
2
Uma
porção de
terreno entre o
kilometro
12
e
13
situado
no
logar
da
Bouça,
que
ficou
abandonado
pela
construcção
do
lanço
da
estrada
real
n.°
4.
comprehendido
entre
Pegeiros
e
Bareellos,
tendo
de
superfície
2
J/
2
metros
quadrados
10$800
Segunda
Repartição
da Direcção
Geral
dos Proprios
Nacionaes,
12
de
Setembro
de
\87
8.^Marcelino
Augusto
Leite.
(2025)
Trata-se
com
Francisco Martins da
Silva
Araújo, morador
na
mesma
rua.
ea-
sa
n.°7,
contigua
áquella.
(862)
DINHEIRO
A
JURO.
A irmandade
do
Martyr
S.
Vicente
tem
em
ser
a
quantia
de
800$000
reis
para mutuar
por
hypotheca
de
raiz.
(1056)
MM
TOS®.
Os
Btebiaçad©»
nnytãlieog,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peiioral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos remedios
até
hoje conhecidos
nas
doenças
tossicoiosas.
Caixa 200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto.
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio
227.
Unico deposito~em Braga, PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(994j
DA
COMPANHIA
FABRIL SINGER
■
•
17,
RUA
DE
S. VIGENTE,
17
fiRÀGA
—
Vendeu
no
anno
de
1877
a
enorme
quantidade
de
282:812
ma-
chinas
de
coser!’
!
mais
20:496
que
em
1876.
SINGER-
e
—E
’
a machina
que
todo
o mundo
reconhece
como
superior
a
quan
tas
invenções
tem
apparecido.
a unica
machina
de
costura
que
posições
os
primeiros
prémios e
boa
construcção
e duração
como
trabalho.
tem
obtido
em
todas
as ex-
medalhas,
não
só
pela
sua
também
pelo
seu
bellissimo
SIWGEB
—
E
’
a
machina
as
partes do
economia
de
que
está mais conhecida
e
introduzida em
todas
mundo
e
a
que
offerece maiores
vantagens
em
tempo
e
dinheiro.
EílJEE.—
E’
a
que
se
garante
por
7
annos,
fazendo
sempre
bom
trabalho
e
nunca
apresentando diíiiculdades.
—
E
’
a
unica
machina
que
se
vende
a
prestações
de
500
reis
semanaes,
sem
prestação
de
entrada,
para
assim
favorecer
mais as
classes
menos abastadas.
.IUUO
Rua
de
Santa Margarida
(JUNTO
AO CAMPO DE N. SENHORA BRANCA)
BKACSA
Vende
cal
branca, l.
a
qualidade;
dita
de
2.
a
;
gesso
para estuque,
cimento
Port-
land,
l.
a
qualidade;
dito
de
2.
3
;
telha
de
l.a
,
2.
a
e
3.a qualidade;
tijolos,
tubos
pa
ra
fumo
e
encanamentos
d
’
agua,
e
mais
generos
proprios
d
’este
negocio.
Este
deposito,
estabelecido
ha 20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não ter
n
’
esta
cidade
quem
possa
competir
com
elle,
tanto
nos preços, como
na escolha
dos
generos,
por
ser
seu
dono
estucador
com
a
pratica
precisa
Para
grandes
encommendas
é
necessá
rio
que
os
snrs.
consumidores
façam
as
suas
requisições
com
8
dias
de
anticipa-
ção,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Declara-se
que
não
negoceia
em sal
por
ser
este prejudicial
estar
junto
á
cal;
declaração
que
se
faz,
para
que
não
ha
ja
confusão
com
outro
qualquer
estabe
lecimento.
RI
A WOS
('.tPELLIlTtS, M.° 41
BRAGA
Joaquim
Lino
Augusto dos
Santos.
Participa
a
to
los
os
seus
amigos
e
fre-
guezes
que
mudou
o
seu estabelecimento
de
sócos,
que
tinha na rua
de
S.
João,
para
a
rua
dos Capellistas
n.°
4,
e
que
vende
por
junto
e
a
retalho.
Também
tem
amostra
de gestos
mo
dernos,
e
se
encarrega
de
qualquer
obra
de
sócos que
lhe encommendem.
O
annunciante
garante
o
trabalho da
sua
arte,
como
o
garantia
o
seu
mestre o
fallecido
Villa
Real.
•
(2008—
T)
Tão
boa
tem
sido
que
mais
de 60
imitadores,
vendo o
bom
resultado
d
’esta machina,
a
fabricam
e
a
vendem
como
legiti
mas SINGER,
illudindo
assim
a boa
fé
do
publico.
SSaraiíGS-MSIUL
—
Finalmente
é a
machina
que
mais
acceitação
tem tido,
devido
sempre
á
sua
boa costura;
tanto
nas
fazendas
tinas
como nas
mais
encorpadas, á
sua
rapidez
no
trabalho
e
a
sua
immensa
duração,
supplantando
assim
todas
as invenções modernas,
que
jámais
poderão
compelir
com
a
machina SINGER.
Não
se
illudam
com
essas
novas
machinas.
Peçam
catalogos
illustrados
com
listas
de
preços
na
Í
r
UA
DE
& MARCOS,
N."
ã.g
Vende
papeis
pinta-
dos para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin- j
cipiar
em
80
reis
a
peça.
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
.ÉS
S
.
Ã
CjJ
.
À
Rua
<I
oh
Capellistag,
18
1
mbsibo
CliH RGJÃO UEISTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MED1CO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Bua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
peidados.
(801)
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento os
seguin
tes
objeclos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço possível, a
saber:
chitas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom panno.
a
80, 90,
100
e
110
o
covado;
ha
linda
len-
çaria
de
seda
e
setim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia; collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crús;
lenços de
cambraeta
de
linho para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
diflerentes
tamanhos;
adere
ços e
brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão.
largas,
para homem,
modernas;
lençaria
de côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e
d’
oulras qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos de
bertanha
de linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d
’
arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
este
estabelecimento
ha
um
sortido
completo
de tudo
e
barato.
(8õ8)
9^
ZiTX
Vende-se
uma
morada
de
casas
JRylL
sita
na
rua
<la Cruz
de Pedra
n.°
&&&<&
6
a 6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Vende
olio,
tintas
e
1
vernizes
para
pinturas
de
1
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu- $
mi
dos.
1
Vende cimento roina-
no
para
vedar
aguas,
ges-
ià
so
para
estuques
de
ca-
®
sas,
tudo de primeira
qua-
lidade.
a
RESPONSÁVEL—Luiz Baptista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
4878.
Parte de Comércio do Minho (O)
