comerciominho_08061878_797.xml
- conteúdo
-
COIHIIIERCKJLIL.,
Bí
NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°j
3
E.
x»
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»'.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
................................
N.°
797
D.
JOÃO
CHIlYSOSTOMO
DE
A
MORIM
Pessoa,
por
mercê
de
Dues,
ele.
Constando-Nos,
que
alguns revd.os
pa-
rochos
não
cumprem,
sem
motivo
conhe
cido.
o
rigoroso dever,
que
elles
têem,
de
fazer
a
catechese
nos
domingos
e dias
sanctificados,
em
que
não
ha
festividade
religiosa
com
sermão
nas
suas
egrejas;
e
sendo
do Nosso
dever
tomar
as providen
cias
necessárias,
para
que
este
preceito
do
S.
concilio
de Trento
e
esta obrigação
dos
revd.os
parochos
seja
cumprida
com
uma
exaclidão
egual
á
sua
grande
importância;
Havemos
por
bem
ordenar,
que
os
Nossos
muito
revd.flS
vigários
geraes
e
arcyprestes
Nos
informem,
se
nos seus
districtos
eccle-
siasticos os
revd.
os
parochos
deixam
de
fazer
a
catechese,
e
explicação
do
Evan
gelho
á
estação
da
Missa
conventual,
e
quaes
são
os
revd.às
parochos.
que
cum
prem
com
'este seu
rigoroso dever,
para
que
em
suas
pretenções
e promoções
Nós
possamos, como muito
convém,
avaliar
o
seu
merecimento,
como
Nossos
coope-
radores.
Paço
Archiepiscopal
de Braga,
29
de
Naio
de
1878.
João,
Arcebispo
Primaz.
BBAGA—SYHimm
8 DF.
JI VHO ȣ 1898
Vamos
hoje
dedicar
algumas
linhas
a
uma
occorrencia
que
no
dia
2
teve
logar
no
Bom
Jesus
do Monte,
e
ás
obras
alli
em
construcção pela
commissão
adminis
trativa.
Abstivemos-nos
de
fallar
n
’
aquella
oc
correncia,
em
que foi
insolentemente
ag-
gredido
o
snr.
dr.
Antonio Brandão
Pe
reira,
não
só
pelos
laços de
paren
tesco
e
amisade
que
nos
ligam
áquelle
cavalheiro,
mas
ainda
mesmo
por instante
recommendação
sua.
E
pelos
mesmos
mo
tivos nada
havemos
dicto sobre
as
obras,
que
o
snr.
dr.
Brandão
alli
tem
dirigido;
pois
qualquer
que
fosse a nossa
opinião,
alguém poderia
ler
o
descoco
de
a
attribuir
a
encommenda.
O
facto, a
que
primeiro
acima
allu-
dimos,
é já
do
dominio
do
publico;
e
porisso
que
elle
motivou o pedido
da
demissão
que
a commissão
acaba
de
en
viar ao
snr.
governador
civil,
não
pode
mos
deixar
de
o
narrar
tal
qual
chegou
ao
nosso
conhecimento.
Eil-o:
Um
indivíduo
que
estava, ou
se
fin
gia
estar,
ébrio,
lembrou-se
de
se
divertir
destruindo
a
relva
e
plantação
da
borda
do novo
lago
construído
na
antiga
malta,
e
sendo por
isso
reprehendido
pelo
respe-
clivo guarda,
não
só
não
obedeceu,
mas
continuou
com
mais
fogo
no
seu estúpido
divertimento.
Quando
o
snr.
Antonio
Brandão
foi
sabedor
d
’
islo,
dirigiu-se
para
alli,
e
quando
advertia
o
homem,
foi
por
este
aggredido.
Logo
appareceram
mais
uns
poucos
d
’individuos,
companheiros
d
’
aquelle,
que
com
vozerias,
e
ameaças
oífenderam
bruscamente o
snr.
Brandão.
Felizmente
o
conllicto
não
tomou
pro
porções
mais
sérias.
Como
pelo
quidam
que
capitaneava
estes
últimos,
e
cujo
nome
não
declara
mos
hoje,
o
snr.
Brandão
suspeitasse
que
neste facto
houvesse
manejo
político,
deu
a
sua
demissão de vedor
das
obras,
por
meio
da
seguinte
carta, dirigida
ao
snr.
presidente
da
commissão:
Jll.ra0
e
Exc.mo
Snr.
Constando-me
que
déra
origem
ao
con
flicto
que
leve
lugar
hontem
no
Sanctua-
rio
do
Bom
Jesus,
um
plano premeditado
de
provocação
com
intuitos,
que
n
’esta
occasião
não
classificarei;
não
tendo
eu
completa
certeza
ácerca
da efiicacia
da
protecção
legal
por
motivos
que
também
não
preciso
explicar;
e
não
nutrindo de
sejos
de
me
embrenhar
em
lutas
partida
rias
das
quaes
me
tenho
conservado
af-
fastado,
cumpre-me
participar
a
V.
Exc.
a
que
resolvi
deixar
de
fazer
parte da
Com
missão
Administrativa,
de
que
V.
Exc.a
é
digníssimo
Presidente.
Hesitei
por
algum
tempo
em tomar
esta
resolução
pelo
re
ceio,
de
que
se
tomasse
como
covardia
o
acto
de
me
retirar
diante
da
provocação
de alguns
díscolos;
deixei
porem
de
he
sitar
lembrando
me de
que
na
minha
vida
tenho
já
por
algumas
vezes
dado
provas
de que
não
é o
receio
pela minha
pes
soa
que
me
affasta
do
posto,
onde
a
desor
dem me encontra. Rogo portanto a
V.
Exc.
a
se
digne
convocar
a
Commissão
para
o
fim
de eleger
quem
me
substitua
no
cargo
que
insuílicientemente
exercia.
Aproveito
esta
occasião
para solemnemente
agradecer, em
extremo
commovido,
a
de-
ferencia,
affecto
e
consideração
immereci-
da,
com
que
V.
Exc.
a e
lodos
os
colle-
gas
me distinguiram.
Honrar-me-hei
sem
pre
de
ter
feito
parte
d’
esta
infatigável
Commissão,
e
permitta-se-me
que
não con
clua
sem
manifestar
também
aqui
o
meu
sincero
reconhecimento
ao
illustrado
pu
blico
bracarense,
que
na
sua
grande
maio
ria,
sempre
animou
com
o
seu
applauso
e
benevolencia
os
trabalhos
iniciados
pela
Commissão.
Deus
Guarde
a
V.
Exc.
a
Bom
Jesus
3
de
Junho
de
1878.
III
mo
e Exc.
ra
“
Snr. Presidente
da
Commissão Administrativa
do
Real
San-
ctuario.
O
Vedor
das
obras
Anlonio
Brandão
Pereira.
Em
virtude
d’esta
carta,
a
commissão
administrativa
resolveu
resignar
o
seu
man
dato,
como
se vê
do
seguinte
officio
en
viado
ao snr.
governador
civil:
III.
mo
e
Exc.
mo
Snr.
A
Commissão
Administrativa do
Real
Sanctuario
do Bom
Jesus
do
Monte,
re-
metlendo
por
cópia
um officio
do
vogal
da
mesma
commissão,
e
vedor
das
obras
dr.
Anlonio
Brandão
Pereira, tem
a
honra
de participar
a
V.
Exc.
a
que
acompanha
aquelle
cavalheiro
na
resolução
digna,
que
tomou,
e
resigna
o
mandato,
que
lhe
foi
confiado
por
alvará
do
Governo
Civil
d
’
este
districto.
A
Commissão
presla-se
a
fazer
a pró
xima
festa
do
Espirito
Santo,
—
se
a
V.
Exc.
a
não convier
determinar
outra
coisa,
—
visto
que
a
principal despeza
com
aquella
festividade
está
pelos
estatutos
a
cargo
do
presidente,
e
no
dia
11
do
cor
rente
mez
entregará
a
sua
administração
ás pessoas
que
a V. Exc.
a
approuver no
mear.
Brevemente publicará
a Commissão o
relalorio
da sua
gerencia.
Deus Guarde
a
V.
Exc.
a
—
Braga
e
sala
das
sessões
da
Commissão
Administrativa,
4
de
Junho
de
1878.
111.
m
.
’
e
Exc.
rao
Snr.
Governador
Civil
do
districto
de
Braga.
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho,-
-
Antonio Maria Pinheiro
Torres,—
Joaquim
Alves
Matheus,—
João
Carlos
Pereira
Lo
bato,
—
Nicolau
Barata
de
Mello Marinho
Falcão,
—
Bento
Miguel Leite
Pereira,
—
Manoel
José
Rodrigues
de
Macedo,
—
An
tonio
Esteves Cerqueira
Amorim,
—
João
Augusto da
Cunha,
—Manoel
José
d’
Oli-
veira
Guimarães,—
João
Augusto
d
’Oli-
veira
Braga,
—
João
Antonio
da
Silva Pe
reira,
—
Visconde
de
Negrellos,
—Antonio
Alves
dos
Santos
Costa.
Não
sabemos
com
certeza
a resolução
tomada
pelo
snr.
governador
civil
á
vista
d
’este
officio;
mas
como
a
commissão
de
clara
que
fará a
festividade
do
Espirito
Santo,
e é
d
’estatulo
proceder-se
a
nova
eleição
dentro
de
8
dias;
é
muito
natural
e rasoavel
que
esta
demissão
não
seja
acceite, e
que
á
nova eleição
presidam
al
guns
membros
da
actual
commissão,
ou
irmãos
nomeados
expressamente para
este
fim.
Não
fecharemos
estas
linhas
sem
tri
butar
os merecidos louvores
pelos
bons
serviços
que
o
snr.
Antonio
Brandão,
coadjuvado
pelos
snrs.
Nicolau
Barata, A.
dos
Santos
Costa
e
Manoel
José
Rodri
gues
de
Macedo,
tem
prestado
nas
obras
da malta
e
abertura
do
grande
lago,
as
quaes
infundada
e
menos
justamente
só
podem
ser
censuradas
por
quem
não
goste
dos
melhoramentos
deste
genero.
A
exploração
da
agoa
tem
dado
opti-
mos resultados. O
lago
é
cheio
em
qua
tro
dias,
e
estamos
persuadidos
de
que
mesmo nas
estiagens
terá
agoa sufficienle
para
evitar
a
estagnação.
Com
relação
aos
restantes
cavalheiros
que
compõem
a commissão
só
poderemos
dizer
alguma
coisa depois
de
publicado
o
relatorio
que
promettem
no
seu
officio
do
dia
4.
O
protesto de Boet.
Meu
caro redactor.
Ha dias
que
a
Agencia
Havas
tran-
smiitiu
á imprensa
de
toda
a
Europa
a
noticia
de
um
protesto
do
ex-general
car-
lista
Boet,
pretendendo
oífuscar
o
vulto
excelso
do
legitimo
successor
de S.
Fer
nando, S.
M.
D.
Carlos
VII
de
Hespanha,
a
proposilo
do
roubo
de umas
joias
va
liosas,
que se
diz
fôra
praticado
pelo al-
ludido
ex-generai.
Eu
não
conheço
pessoalmente o ex-
general
Boet,
porque
não
pertencia
elle
ainda
ao
exercito
carlista
do Norte,
quan
do
em
commissão
do
serviço
de
S.
M
eu
sahi
do
seu
quartel
real;
porém
tive
a honra
de
conhecer
de
perlo
e
de
ava
liar
no
maior apreço
o caracler
de
exem
plar
probidade
e
de singular
sizudeza do
rei
legitimo
de
Hespanha.
Não
carece
Sua
Magestade
de
quem
t
venha
defendel-o,
por
que o seu nome
assaz
venerado,
a
sua
educação
assaz
conhecida,
a
sua
honra
assaz
comprovada,
e
a
sua
coragem
nun
ca
escondida
estão
ao
abrigo
de toda
a
duvida
no
espirito
dos
que
despreoccupa-
damente
sabem
estudar
e
conhecer
os
ho
mens
grandes
da
sua epoca.
E’
porém
certo
que,
nos ânimos
me
nos
precavidos,
os
lermos
do alludido
protesto
leem
produzido uma
sensação
qual
quer,
embora
elemera
e
passageira.
Em
França,
onde
de encommenda
nas
ceu
o
horulero
boato,
existem no
curso
publico,
além de outras,
duas
versões,
que
posso
constatar
com
cartas
d
’aqueile
paiz,
d
’origem
fidedigna,
que
a
este res
peito
suílicientemente
me
illuminam.
Dizem
uns
que é
apocripho
o
protesto
de Boet.
Dizem
outros
que
effectivamente
aquelle
ex-general,
compromellido
em
um
crime
nefando,
buscára
de
modo
tão
os
tentoso sonegar
a
sua
deshonra.
Ha
para mim
como
fundamento
da
primeira
versão
as
visíveis
falsidades
que
povôam
o
alludido
protesto, no
que
res
peita
á
historia
dos
acontecimentos
do
Norte
de
Hespanha
de
1872
a
187o,
do
que
posso
dar
o
mais
cabal
leslimunho;
e
bem
assim o
ensejo em
que
tal
docu
mento
apparece.
E’
forçoso
fazer
notar
esse
ensejo.
1.
°
O
apparecimento
do
falsifico
pro
testo
Boet
coincide
com uma
ordem
que
recebeu
o
general
em
chefe
das
forças
aclualmente
destacadas
no
Norte
de
Hes
panha.
para vir
a
Madrid conferenciar
com
o
ministério
sobre
medidas
repressivas
de
uma
certa
agitação
carlista n’
aquellas
pro
víncias,
que
apavora
o governo.
2. °
Todos
os
jornaes,
que
transcrevem
ou
summariam
o
protesto,
o fazem
ao
tempo
que
dão
noticia
da
proximidade
de
um
novo
levantamento
carlista.
3
0 Tanto
é uniformemente
concerta
do
o
procedimento da
imprensa
liberal,
que
os
proprios
correspondentes
de
Ma
drid
para
as
folhas
de
Portugal
seguem
de
meta
a
meta aquelle
plano
de publi
cidade.
Ainda
em
29
de
maio
dizia
ao
«Diário
Popular»
o
seu
correspondente,
depois
de
fallar
do
celebre
protesto
Boet,
o
seguinte:
«O
protesto
causou
grande
impressão
«entre
os
carlislas.
—A
proposilo
de
car-
«listas,
corre
que
conspiram
na
Catalu-
«nha,
e
que
preparam
um
novo levanta-
<
mento
com o pretexto
dos
fueros.
Na
«fronteira
franceza
de
Bayonna
teem
ap-
«parecido
alguns
chefes
carlislas».
4.
°
Foi
a Agencia
Havas
que primeiro
iransmilliu
a
noticia
do
protesto.
Ninguém ignora
que
a
calumnia,
a
falsidade
e
o
escandalo
foram
a
arma
que
o
partido
liberal
mais
habil
e arrojada
mente
manejou
sempre,
e em
toda
a
parte,
contra
o movimento
carlista,
ainda
quando
a
multiplicidade
dos
seus
triurn-
phos
mais
acccentuado
desmentido
dava
ás invenções
insidiosas
da
imprensa
assa
lariada;
bem
como
todos sabem
que
a
Agencia
Havas,
vendida
em
corpo
e
alma
ao
governo
de
Madrid,
foi
sempre
a
ser
vidora
mais
fiel,
e a
alliàda
mais
ignóbil
da
causa liberal,
na
propagação
de
quan
tas fallacias
os
inimigos
do
throno
e do
altar
a
mandaram
publicar
para
desnor
tear
a opinião.
Posto
isto,
perguntará
o
bom senso
se
a
impressão
causada
pelo protesto
é
que,
segundo
o
«Diário
Popular»
move
os
carlislas
a levantarem-se
na
Catalunha
e
a
conspirarem
pelos fueros
provavel
mente
nas
Vascongadas,
allluindo
já
a
Bayonna
os
chefes (note-se,
a
Bayonna,
ao
mesmo
ponto
onde
se
diz
que
fôra
pu
blicado
por
Boet o
famoso
protesto)
ou
se
a
conspiração
e
o
receio
do
proximo
levantamento
carlista
são
que
deram orieem
ao
protesto.
°
E
se
passamos
da
hypotbese
de
que
é
apocripho
o
protesto
para
a
de
que
ef
fectivamente
o
ex-general
Boet
o subscre
veu,
ha
de
ainda
admittir-se que
se
esse
documento
tem
o
fim
de
salvar
uma
honra
perdida,
pode
simultaneamente
alteslar
que
assim
como
ad
hoc
um
protesto dos
l/
(
r-
rotos
se
chamou
um
dia
Cabrera,
também
nesta
conjunctura
em
que
o
partido
libe
ral
de
Hespanha
começa
a
tremer
um
protesto
dos Cabreras
se pode
chamar
Boet.
De
qualquer
dos
modos
o
que
está
bem
patente
é que
sob
a
mascara do
protesto
existe
um
facto
de
grande
impor
tância
talvez
para
o
porvir
das
realezas
legitimas,
do
catholicismo
e
da
paz
da
Europa,
cujas
victorias
parece
haver
a
Providencia
em
seus
desígnios imprescru-
taveis
concedido
ao
genio
forte
de
Carlos
VII.
Se
no
coração
dos
verdadeiros
legiti-
mistas
ao
lèrem
o
protesto Boet
um
sen
timento
instinctivo
de
indignação
para
logo
fulminou
aquelle
documento,
não
é
menos
certo
que
as
coincidências
que
venho
no
tar,
e
que
lerão
passado
desapercebidas
a muitos,
são
outras
tantas
esperanças
para
os
que
anhelam
poder
acceitar
á revolução
uma
lucta
gloriosa,
que
deve
prostrar
de
vez
esse
monstro
de
mais
de
meio
século,
que
estalando
todas
as
engrenagens
sociaes,
quer
lançar
n
’um
abysmo
de
corrupções
a
tudo
e
a todos.
Parece avisinhar-se o
momento
do
gran
de
combate.
Preparemo-nos
para elle.
Em
batendo
a
hora
descerá
sobre
nós
a
bên
ção
de
Deus,
e
ha
de erguer-se
para
todos
o
braço invencível
da
eterna
jus
tiça.
Lisboa, 3
de Junho de
1878.
Bernardino
J. de Senna
Freitas.
Ileducçáo do aCoiuiuercio do
Minho».
Londres,
31
de
Maio,
1878.
Ahi
vai a
cópia
da
minha
ultima
carta
ao
Apostolo,
que
me
parece
ainda
se
lerá
com
interesse,
não
obstante
os
dias
pas
sados
depois
de sua
data,
necessários para
ser
copiada
pelo
meu
Amigo qne disso
tem
a bondade
de
encarregar-se.
Para
ca-
thoiicos
sinceros,
comtudo,
é
mais
im
portante
a
íidedignidade
das
noticias,
em
matérias
assim
tocantes
á
Religião
e
á
Igreja,
do
que a
pressa de
communica-
ções
precipitadas,
e sujeitas a taes
in
convenientes
e
corrupções
como
os
que
aponta
o
sensato
correspondente
de
Roma
para
o
honrado
Weekly
Regisler.
De
quem eu
tenho grande lastima
é
do
triste
Padre
Curei,
que,
de
ser
um
heroe
de
eternas
luminárias
liberangas,
emquanto
desvairado,
e
allucinado
por
deslumbramento
passageiro,
passou logo
a
não
valer
dois
caracóes,
assim
qne
regres
sou
á
verdade,
á
razão,
e
ao
dever.
A.
R. SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—Receios
na
Prussia
do
desinvol-
vimenlo
Socialista,
resultante da
política
anti-religiosa
de Falk
e
de
Bismark.
II.
—
Mentiras
Liberangas
e
Maçónicas
—tão
perversas
como
todas
—
a
respeito
dos
Jesuítas,
e
de
Sua
Santidade
Leão
Xlll.
III.
—Enviado
do
Sultão
a
Roma,
a
comprimentar
Sua
Santidade
Leão
Xlll
por
sua
aceessão
ao Tnrono
Pontiticio.
IV.
—
A
visita
de
M.
Veuillot a
Leão
XIII;
sua
recepção
por
Sua Santidade.
V. —
Indiflerença
aífectada,
e
raiva
ver
dadeira,
dos
papéis
Italianos
e
Buzzurros,
pela
retractação
do
Padre
Curei,
e
seu
regresso
ao
dever
e
verdade
Catholica.
VI.
—
Noticias
concernentes
á
Questão
Oriental,
ou
da
Guerra.
*
I.
—
A senhora
Nemesis
parece
que
vai
fazendo
menos
mal
o seu
officio
na
Prussianizada
Allemanha.
Segundo
o
Cor
respondente do
Times
em
Berlim,
um
dos
mais
bem
informados e
judiciosos
desta
imprensa
periódica
Ingleza, vê-se
que
as
medidas
anti-catholicas
e
truculentas
de
Bismark
contra
a
Igreja,
vam
ajudando
a
produzir
os
frutos
qne
só
se podiam
es
perar
do
Liberanguismo
pedreiro
e
anti-
chrislão, que
faz
hoje o
fundo
da
política
Europea.
E
’
tanto
mais valioso
esse
tes-
timunho,
quando
o
dito
Correspondente
tem
sido,
Bismarkino
da
gema,
e
appro-
vador da
má política
anti-religiosa—
de
accordo
com
os
sentimentos
e
intuitos do
Times
Em
data
de
17
do
corrente,
escreve
elle:
—
«O
Dr.
Falk,
o
Ministro da
Igreja
e
dos Negocies
das
Escolas
oflereceu a sua
demissão,
em
consequência,
segundo
se
diz,
das
nomeações
orthodoxas
do
Con-
sislorio
da
Igreja
Protestante
do
Reino,
e
no
mesmo
Consistorio.
Sendo
o mesmo
Consistorio
contratado»
(isto
é,
regulado
auloritalivamenle
e
moderado]
«pelo
Rei,
não
em
sua
capacidade
Real, mas
como
Suinmus
Episcopus»
(se
isto
não
significa
um
Papa
Protestante, não
sei qne
outra
qualificação
attribuir-lhej,
«as
ditas
no
meações
são
constitucionalmente
do Mi
nistro; que, todavia
se
suppõe
ter
accon-
selhado
e
assegurado
prevalência
de
prin
cípios
idênticos
na
sua Repartição
e
na
Mesa
Ecclesiastica
Suprema.
«Parece
que
as
vistas
liberaes
adopta-
das
pelo Consistorio
Protestante quando
o
Estado
começou
a legislar contra
o esta
belecimento
Catholico»
(isto
é,
a
Igreja
Catholica),
«vam gradualmente
sendo
aban
donadas;
pensando-se
que
o
desinvolvi-
mento do atheismo
nas classes
operarias
exige
nm regresso
immediato
a
princípios
mais
estrictos.
«Uma
Commissão
mui
respeitável
em
Dusseldorf
propõe
que
se
celebre
um
dia
santo
ou
feriado nacional
para
comme-
morar
a
escapa
do
Imperador
ás
mãos
do
assassino.
«O
Governo Prussiano
submeteu
ao
Governo
Federal
um
projecto
de
lei
t para
reprimir
a agitação
Socialista».
Tudo
até
aqui
é
sensato
e
natural,
vendo-se
que
para
o
systema
anti-religioso
adoptado
pela
Prussia
sob
as
inspirações
de
Bismark
e
de
Falk,
g
produzir taes
frutos
como
os
que
ficam
já
mencionados,
não
é
mais
que
uma
consequência natu
ral.
O
que
segt;e,
porem,
pouco
depois,
nestas
palavras:
— «Graças
aos
incessantes
esforços
dos
Jesuitas,
as negociações en
tre
a
Allemanha
e
o
Papa
não têm
ulti
mamente
feito
progresso».
—
i
Eu
estimaria
saber,
por
minha
parte,
como
é
que
os
«esforços
incessantes»
têm
impedido
o
ne
gocio!
Parece,
que, com
certa
gente,
o
só nome
«Jesuita» possue
uma
virtude
slultificante,
que
faz
dizer
despropositos a
pessôas
alias
sen-atas;
por
uma
especie
de
inexplicável
antipathia;
como
a
de
um
ho
mem instruído em
estudos
clássicos
e
scientificos,
que eu
conheci,
o
qual,
á
vista
só
de
um
pequeno
murganho,
per
dia
todo
governo
de
si
proprio,
e
para
fu
gir
do
monstro,
saltaria
por uma
janella
fora
cegamente,
ou
por
uma
escada
abaixo
se
precipitaria
!
Maio
22.
—
Sua
Santidade,
Leão
XIII
foi
um
dos
primeiros
Príncipes
da
Europa
a
enviar um telegramma
congratulando
a
El-Rei
de
Prussia
pela
fortuna Providen
cial
de
ter
escapado
ao
assassinato.
II.—
A tolice
acima
citada
do habil
Correspondente
de
Berlim, que tem,
pro
vavelmente,
missão
bismarkina
e
Timesi-
na,
e
maçónica,
para
combater os
Jesui
tas
(como
os
mais
formidáveis,
por
isso
que
os
mais
haveis,
sustentadores da
Re
ligião
e
da
Igreja),
é
talvez
um
curioso
echo,
das
hypocritas
e
perversas
insinua
ções
mentirosas
da Buzzurra
Liberta
em
Roma.
O
seguinte extracto deste
ultimo-
mencionado
papel,
que
copio da
Corres
pondência
Romana
do
Weekly
Register,
manifesta
bem
o
mot
d
’
ordre geral
maço-
nico e
Protestante,
para fazer
sempre,
seja
como
fôr,
a
guerra
aos
Jesuitas.
Ca
tão
não
era mais
persistente
no
seu
De-
lenda
Carthago,
do
que
a
Liberangada
e
pedreirada,
em arreganhar continuamente
os
dentes caninos
á
Companhia
de Je
sus.
Maio
23.
—
Diz
o
mencionado Corres
pondente, em
data
de 4
deste
mez:
—
«Bem que
Leão
XIII
só
tenha
occupado
por
pouco
te.mpo
ainda
o
Throno
Ponti
fício,
os
jornaes
liberangas
principiam
já
a
exercitar-se
ácêrca
do
tslado
de
saude
de
Sua
Santidade.
Emquanto
era
Cardeal
estava
de
boa saude (isto,
é,
segundo o
que
diziam os
taes
papéis);
mas
agora
ob-
servam-n
’o
com
mais
cuidado
desde
que
é
Papa,
e eis
aqui
o
que
a
conscienciosa
Liberta
já
descobriu,
diz
ella: —
«Sentimos
de
ser
obrigados a
dizer
«que a
saude
do
Papa
Leão
XIII
não
é
«a melhor.
Todas
as
manhãs,
por
tempo
«considerável
Sua
Santidade tem
dito
Missa
«n
’
uma
capella
construída
de
proposito
nos
jardins
do
Vaticano.
«Por
algum
tempo
já
tem o
Papa
tido
«que
ser
levado
n
’uma
porlanlina,
não
«podendo sem
sério
incommodo
andar
a
«p^.
Leão
XIII
tem
precisão
de
ar
e
de
«movimento;
no
verão
especialmente
re-
«quer
um
clima
suave
e fresco.
Não
será
«pequeno
sacrifício
para
elle.
que
viveu
«tantos
annos
na
saudavel
Perugia,
o
pas-
«sar
o
verão
em
Roma.
«Porem
os
Jesuitas
assim
o querem,
«e
assim
por
tanto
deve
ser;
o
Papa
deve
«estar
preso
debaixo
da
custodia
delles
e
«de
seus
adherentes.
E
dizem ao mesmo
«tempo,
que
elle
é
homem
muito
resoluto
«e
energico,
nem
facilmente
dominado
seja
«por
quem
fôr».
«Como
coincidência
mui
curiosa, suc-
cedeu,
que
pouco
menos
de meia
hora
antes
que
estas
noticias
fossem
publicadas,
o
Santo
Padre
Leão
Xlll
recebia
em
au
diência
600
pessôas.
Todas
estas pare
ciam surpresas da rapidez
do
seu
passo,
da
sua actividade,
e boa
apparencia
de
boa
saude
que
se
notava
nelle.
I
«Na
precedente
audiência
publica,
no
taram-se
igualmente
signaes
de
vigor
e
força
em
sua
pessôa,
que
se
percebiam
bem
claras.
E
durante todo
este
tempo,
segun
do
a
Liberta,
não
podia
andar
nem
até
o
fim
do
jardim
do
Vaticano.
«Quanto
á
prisão,
o
dia
da
coroação
mostrou
bem quem
é
que
o
tinha
preso
—
e
poseram
aquelles
que
não souberam
officialmente
da
sua existência como
Papa.
Estes não
eram,
decerto,
Jesuitas
—
oxalá
que
fossem
!
—
mas
sim
os
«patriotas»
ins-
piradores
de
taes
noticias
nos
papéis;
de
que
a
gente
aqui fez
escarneo,
e
que
só
têm
algum
valor,
quando
um
vago
cor
respondente
telegrapha
ou
escreve
essas
mentiras,
d
’ahi
copiadas,
transmittindo-as
a
paizes
estrangeiros.
f
Ca
it
núaj
A.
R.
SARAIVA.
Dei «obre
a inntrueção primaria.
[Conlinu-çãoj
CAPITULO
IV
Das
commissões promotoras
de
beneficencia
e
ensino
Art.
28
As camaras
municipaes,
com
o auxilio
da
auctoridade
administrativa,
dos
parochos
e
dos
membros
da
junta de
parochia,
organisam
commissões
promoto
ras
de
beneficencia
e
ensino
nas locali
dades
onde houver
escola
primaria,
para
promoverem
a
frequência
das
creanças
e
adultos;
a
aequisição
e
distribuição
de
ves
tuário, livros
e
outros
objectos
de
ensi
no
ás
creanças
mais
necessitadas;
a crea-
ção
de
prémios
para
os
alumnos
dislinctos;
a
prestação
de
soccorros
e
subsídios
para
amparar
as
famílias
desvalidas
no
cum
primento
da
obrigação
do
ensino;
e
tudo
o
mais
qne
fôr conducente
á
diffusão
e
progresso
da
mstrucção
popular.
§
l.°
Estas
commissões
são
compostas,
pelo
menos,
de
quatro
cidadãos
e
de
tres
senhoras
residentes
na
freguezia.
§
2.° Quando não
fôr
possível
organi-
sar
as
commissões
promotoras
pelo
modo
determinado
no §
antecedente, as
cama
ras
municipaes,
com o
auxilio da junta
de
parochia, designam
tres
chefes
de fa
mília em
cada
parochia
para
auxiliar
a
escola
até
que
se
organisem
definitiva
mente
as commissões.
§
3.°
O
parocho
fará sempre
parte
das
commissões
de
que trata
este
artigo.
§
4.°
O
secretario
das
commissões
pro
motoras
é
escolhido
por
ellas
d’
entre
os
seus
membros
ou
outras
pessoas
idóneas,
que
residirem
na
parochia
ou
no
muni
cípio.
Art.
29.
As
commissões
promotoras,
como
administradoras
das
receitas
pro
venientes
das multas
e
de
subscripções,
donativos
e
subsídios,
prestam
annualmen-
te
contas
á
camara
municipal
do concelho.
CAPITULO
V
Do
magistério
primário
Art.
30.
Os
professores e
professoras
das
escolas
de
instrucção
primaria
são
no
meados
pelas
camaras
municipaes,
prece
dendo
concurso
documental,
e
sob
pro
posta
graduada
da
junta escolar,
de
entre
os
indivíduos
com
capacidade
legal
para
exercerem
as
funeções
do
magistério.
§
l.°
Constitue capacidade
legal
para
o
ensino primário
elementar:
I.
Diploma
de
approvação
no
ensino
normal
do
segundo
grau;
II.
Diploma
de
approvação no
ensino
normal
do
primeiro
grau;
III.
Diploma
de habilitação
para
o
en
sino
complementar;
IV.
Diploma
de habilitação
para
o
en
sino
elementar.
Em igualdade de
circumstancias
os
candidatos
serão
preferidos
pela
cathego-
ria dos
seus
diplomas
mencionada
no
§
antecedente,
e
em
cada
cathegoria
pela
antiguidade
de
serviço
no
magistério.
§
2.° Quando
não
houver
candidato
ha
bilitado
as
camaras
municipaes,
ouvida a
junta
escolar,
pódem
nomear
temporaria
mente
pessoas
que
julguem
idóneas,
me
diante
a
gratificação
que
estipularem.
N’es-
ta
hypothese
as
camaras
ficam obrigadas
a
abrir
lodos
os
annos concurso
para
as
cadeiras
assim
regidas,
até
apparecer
can
didato
habilitado.
§
3
0
Constituem
capacidade
legal
pa
ra
o
ensino
complementar
as
habilitações
exigidas pelos
numeros I
e
III
d’
este
ar
tigo.
§
4.°
A
primeira
nomeação de
professo,
res
de
ambos
os
sexos
é
temporária, e
só
póde
tornar-se
definitjva
ao
cabo de tres
annos
de
bom
e
effectivo
serviço.
§
5.°
As
disposições d
’
este artigo
S(j
começam
a
ter execução
á proporção
qu
e
o
encargo
dos
ordenados
fixos
dos
pro-
fessores,
nos
termos
d
’esta lei,
passar pj.
ra
as
respectivas
camaras
municipaes.
Art. 31.
Os
vencimentos
dos
professo,
res
de
ambos
os
sexos
de
instrucção
prj.
mario
elementar
são:
ordenado
fixo,
gra
tificação
de
frequência
e
gratificação
de
exames.
§ l.°
O
ordenado fixo
minimo
é
de
1000000
reis
nas povoações
ruraes,
reis
1200000
nas
povoações
urbanas,
e
reis
1500000
em
Lisboa e
Porto.
§ 2
0
A gratificação
de
frequência
é,
até
sessenta
alumnos,
de
50
reis
men-
saes
por
alumno
que
tiver
assistido
a
cinco
sextas
partes
da
totalidade
das
li.
ções
de
manhã
e
de tarde,
calculadas
em
relação
aos
dias
uteis de
cada
trimestre.
§
3.°
Considera-se
para
este
efleito
co
mo
havendo
ido
ás
aulas
os
alumnos
que
d
’
ellas
tiverem sido
dispensados,
segundo
o que
determina
o
§
3.°
do
artigo
17.
§
4.°
De
sessenta
alumnos
para
cima
metade
da
gratificação
por
alumno
é
pa-
ra
o
professor
e
a outra
metade
é para
o
ajudante.
§
5.°
A
gratificação
de
exames é
de
20Ot)O
reis
por
alumno que
obtenha
ap-
provação
no
exame
final
de
ensino
primá
rio
elementar.
Art.
32.
Os
vencimentos
dos
professo
res
de
ambos
os
sexos
de
instrucção
pri
maria com
ensino elementar
e
comple
mentar
são:
ordenado fixo,
gratificação
de
frequência
e
gratificação
de
exame.
§
1.°
O
ordenado fixo
minimo
é
de
1800000
reis.
Em
Lisboa
e
Porlo
é
de
2000000
rs.
§
2.°
A
gratificação
de
frequência
é
de
50 reis
mensaes
por
alumno
que
tiver
assistido
ás
lições,
segundo
o
que
fica
estabelecido
no
§ 2.°
do
artigo
31.
§
3.°
A
gratificação
de
exame
é de
reis
20000
por
alumno
que
alcançar
certidão
de
approvação
nas disciplinas
que
consti
tuem
o
ensino
complementar.
Art.
33.
Os
ajudantes
de ambos
os
se
xos
das
escolas
elementares
e
complemen
tares
são
nomeados
pelas
camaras,
sob
proposta
das
juntas
escolares,
de
entre
os
indivíduos
que
tiverem
a
necessária
ca
pacidade
legal
nos
termos
do
disposto
no
artigo
30.
§
l.°
O
exercício
como
ajudante
cora
manifesta aptidão
constitue
também mo
tivo
de preferencia
para
o
primeiro
pro
vimento
nos
logares
de
professores,
nos
termos
do
artigo
30.
§
2.°
Na
falta de
indivíduos
habilita
dos,
as
camaras
municipaes
pódem,
ou
vida
a
junta
escolar,
nomear
pessoas idó
neas
para
os
cargos
de ajudantes;
ufl,
sob
proposta
dos professores
e
approva
ção
da
junta
escolar,
arbitrar
gratifica
ções
a
alumnos
mais
adiantados,
que
se
jam
maiores
de
dezeseis
annos
de edade,
para
dirigirem
as
classes e
coadjuvaremos
professores.
Art.
34.
Os
vencimentos dos
ajudantes
dos
professores
de
ensino
elementar
são:
um
ordenado fixo
e
gratificação
de
fre
quência.
§
l.° O
ordenado
fixo minimo
é
de
450OOO
reis
nas
povoações
ruraes,
690000
reis
nas urbanas,
e
750000 reis
em Lisboa
e
Porto.
[j
2.° A
gratificação
da
frequência
é
a
que lhes corresponde
pelo
§
4.
”
do
ar
tigo
31.
(Continua)
GiZETILKi
Festividade
do
Fspirito Svaote.
—Na
Sé
tem
logar
hoje, na
fórina
do
costume,
a
Bênção da
agoa,
e
quasi
todos
os
actos
como
no
Sabbado
Santo,
por
ser
a
vigília
do
Pentecostes.
A
’manhâ
s.
exc.a
revd.
ma
não
celebra
Pontifical,
—
talvez
pela falta
que
ha
do
conegos
para
assistir
ao
solio,
e
lambem
porque
tenciona,
como
já
dissemos,
admi
nistrar
o
Ckrisma
geral;
porisso
assistirá
sómente
á
missa
de
circulo.
O
Chrisma
começa
ás
II
horas.
Festividade
no Stíoass
Jeaiio 4»
Monte.—
Começa
hoje o
triduo
da fes
tividade principal, no
Real
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte,
com
Exposição
e
vesperas
solemnes.
Continua
ámanhà
«
segunda
feira,
havendo
sermão
neste
ull>
‘
mo dia
de
manhã,
depois
da
missa,
p
r®
‘
gado
pelo
revd.
m
°
conego
Alves
Mateus.
No
domingo
á
noite
queimar-se-ha
alli
muito
fogo
do
ar
e
preso.
Segundo
consta,
este
anno
a
festi
vidade
é
feita
com
grande
esplendor,
á
custa
do
presidente
da
commissão
admi-
Distrativa.
Fallecinieiito.
—
Falleceu
na
madru
gada
de
hontem
a
esposa
do ex.mo snr.
Alves
Passos,
deputado
por
Villa
Verde,
depois
de
longa
e
penosissima
enfermi
dade.
A
fallecida contava
75
annos de
idade
e
42
de
casada:
era
senhora
de
muitas
vir
tudes.
Deixa
tres
filhos,
todos
casados,
o
snr.
dr.
Alfredo
Passos,
e
as
ex.
mas
snr.
as
D.
Maria
Julia
Passos
da
Costa
Re-
bello,
e
D.
Anna
Augusta
Passos
Esme-
riz.
Os
nossos
sentimentos
ás
illustres
ía-
milias
enlutadas,
especialmenle
ao
snr.
Alves
Passos, de
quem
ha
muitos
annos
somos
amigo especial.
Terão
logar
os oílicios
de
corpo
pre
sente
hoje
pelas 11
horas,
na
capella
da
Senhora
Branca,
Descance em
paz.
Amen.
Conclusa»
do
Wlex de
Tíari».—
Veriíieou-se
hontem,
no
Asylo
de
D.
Pe
dro
V,
a
festa
em
conclusão
do
Mez
de
Maria,
cujos
exercícios
alli
se
fizeram
com
grande
devoção
durante o
mez
findo.
Houve missa cantada,
celebrada
pelo
capellão
o
snr.
padre
Lima,
a
musica
instrumental
pela
capella
da
Sé,
a que
assistiu
parte da
commissão,
muitas
dire-
ctoras
e
pessoas
gradas
amigas
d
’aquelle
caridoso
estabelecimento.
Receberam
a
primeira
communhão
umas
dez
meninas
asyladas:
durante
este
acto
foram
cobertas
de
flôres
por
outras
que
vestidas d
’
anjo
sustentavam
as
tochas
e
pegavam
ás
toalbas.
Também
commun-
garam
as
directoras
e
restantes meninas,
assim
como
umas
30
pessoas
de
fóra.
O snr.
padre
João
Rebello
fez
uma
tocante
oração,
que
muito
commoveu
to
do
o
auditorio.
A
casa
achava-se
com
o
maior
aceio
e
decencia,
pelo
que não
podemos
deixar
de
louvar
muito
a ex.raa
directora,
cuja
sollicitude
é
incançavel.
Nomeação.
—
Foi
nomeado
1.®
bi-
bliothecario
da
bibliotheca publica d
’
esta
cidade,
o
nosso
illustrado
collega
do
«Ami
go
do
Povo»,
o
snr.
Cunha
Vianna.
Chegada e partida. —
Acaba
de
estar
n
’
esl
‘
a
cidade, e partiu
no
comboio
das
5.30
da
tarde
de
6
do
corrente, o
nosso
particular
amigo
e correspondente
ua
cidade da
Covilhã,
o
illtn.
0
snr.
Luiz
Antonio
de
Carvalho.
Desejamos
ao
nosso
estimado
amigo
muiio
boa
viagem.
Novo estabelecimento dourive-
saria.
—
Abre
hoje
ao
publico
o
seu
no
vo estabelecimento
d’ourivesaria,
o
dis-
tinctissimo
artista
d
’esta cidade,
o snr.
Anlonio
Casinnro da Costa,
ensaiador
vi
sual
e real
do
oiro.
Quasi
todas
as
peças
de
que
está sor
tido
este estabelecimento,
são
manufactu
radas
na
officina d
’
aquelle cavalheiro,
e
algumas
de
gostos
e
execução
admirá
veis
Recommendamos
o
annuncio
que
vae
na
secção
própria.
Coiíecção de feras.—
Deve
chegar
hoje
a
esta
cidade,
onde
será
exposta
n
’um
barracão
á
entrada
da
rua
de An
drade Corvo,
a collecção
de
feras
que
tem
estado
no
Palacio
de
Chrystal,
do
Porto.
Protesto. —
A
classe
typographica
d
’
esta
cidade
publica
hoje
nesta
folha
um
protesto
contra
uma
odiosa
calumnia,
com
que
pretenderam
manchar-lhe
o
seu
bom
nome e
a
sua honra.
E’ justo este
desforço,
dictado
pelo
brio
e
pundonor,
tão
rudemente
experimenta
dos.
O
protesto
vae
no
fim
d
’esta
secção.
Inauguração.—
Está
designado
O
dia
15
do
corrente
para o
da
inauguração
do
caminho
de
ferro
do Minho,
entre
as es
tações
de
Darque
e
Caminha.
'Xhesouro Myatico.—
Está
concluí
da
’
e
á
venda
na vestimentaria
Rocha,
a
segunda
edição
d'esle
utii
livro,
que
re-
íoramendamos ás pessoas
devotas.
Historia «le Portuga! {Ilustra
da.—
Temos
presente o fascículo ultima-
®eute
publicado
do
5.°
volume
da
His
toria
de
Portugal
llluslrada.
Corre
de
paginas
193
a
216.
A
primorosa
gravura
que o
acompa
nha
allude ao
Assedio
de Campo-Maior
—
defesa
heroica
da
cidade pelos
estudan
tes.
A
empresa
tem
o
seu escriptorio
em
Lisboa,
na
rua
Nova
do
Almada, 24,2.°
Collegio do Fspirito Santo.—
Por
occasião
da
festa,
do
seu Padroeiro, os
alumnos
do acreditadissimo
collegio do
Espirito Santo
dão
uma
recita,
n
’
um
theatrinho
do
mesmo
collegio,
com o
dra
ma
em
5
actos
á
10
quadros,
A
Maldição,
ou Um
episodio
da reconquista
d
’
Hespa-
nha
por Pelaio.
Os
inlervallos
são
pre-
henchidos
por
concertos
de
vários
instru
mentos
tocados
por
alumnos.
Cm livro «le oiro.—
Como
tal
apre
sentámos
o
recente
livro
do
grande escri-
ptor
trancez
Paulo
Féval, Jesuítas!
Divinamente
escripto,
este
magnifico
volume
é
em
tudo
digno d
’
aquelle
pere
grino
genio,
cuja
conversão
é uma
gloria
para
o catholicismo
A
traducção
portugueza
está primoro
sa.
E
’
um
livro
de
oiro.
Tal
será
a nossa
recommendação.
Mas
essa
recommendação
não vae
d
’
es-
ta vez directamente
á
bibliotheca
dosca-
tholicos; irá
primeiro
fazendo
escala
pe
lo
gabinete
dos jornaleiros matutinos, de
mocratas,
commercieiros,
progresseiros,
etc.,
e
d
’ahi
á
porta
d
’uns
certos
nossos
com
patriotas,
que
...
se
descompalriolaram
em
terras
di
la.
Este
livro
vende-se
por
500
réis
no
es
criptorio
da
administração
da
«Palavra»,
Porto.
Muis uma prenda.—O
colleguila
adivinha...
Até
adivinhou
que
os diccionarios tra-
sem a palavra
«dialectica»,=assim
uma
coisa
qne
para
o
pequerrucho
toma as
pro
porções
d
’
um
abantesma
chinez.
E’
finorio, não
tem
duvida.
Pois
veja
se
adivinha
outro passa-tem
po
que
se
compadeça
melhor
com
as
suas
dialecticas.
E
ha
tantos...
tantos... tanlissimos...
A
ver,
colleguinha.
iVopnsta.
—
O
snr.
Pimentel
apresen
tou
na
sessão da
Junta
Geral,
a
seguin
te
proposta:
«Proponho
para
se
ofticiar
ao
exc.
n,t>
governador
civil
a
.fim
de
ser
enviada
a
esta
junta
a
certidão
ou
cópia
authenti-
ca
do
testamento
com
que,
em
27 de
ju
lho
de
1825,
falleceu
José
Antonio
de
Se
queira Braga,
ou
pelo
menos
a
parle
d
’
aquelle
testamento
que se
refere
ao
le
gado
para
os
expostos
de
Braga.
Igual
mente
que
se
cilicie
também
pedindo
a
certidão
do
termo
da
junta
da
Santa
Casa
da
Misericórdia
de
Braga
de
28
de junho
de
1854, em
que
se
applicou
para
a
des-
peza
dos
expostos de
Braga
2:3606880
réis,
parte
do
legado deixado
por
Estevão
Francisco
de
Carvalho.
Proponho mais
que
os
legados
deixados
para
a
sustentação
dos
expostos
de
Braga
sejam
levados
em
conta
á
quota
que
para
o
districto
paga
a
camara
de Braga».
Esta
proposta
sendo
approvada,
fará
diminuir
a
quota
com
que
o
município
contribue
para a
sustentação
dos
expos
tos.
A.
F»rino«a Lusitania.—
Recebe
mos
a
nona caderneta
da
Formosa
Luzi-
tania, editada
pe
!
a
Livraria
Portuense,
do
snr
Álanoel
Malheiro.
Acompanha
esta
caderneta
uma
bella
gravura
representando
o
Castello
de
Mou
ros.
E’
já
occioso
encarecer
esta
brilhante
publicação.
Noticias «la Alleananha.—
Paris
5
—O
boletim
oílicial
dos
médicos
publica
do
hoje
de
manhã
em
Berlim,
diz
que
o
imperador
dormiu
bem,
e
o
seu
estado
é
satisfaclorio.
Entretanto,
os
despachos
ex
pressam
inquietação
ácêrca
das
consequên
cias
dos
ferimentos,
por
causa dos
grãos
qne
ainda
não
foram
extrahidos
das feri
das,
principalmente
do
pulso.
Parece
que
se
pensa
nomear
o
príncipe
imperial
para
o
logar de tenente
geral
do
reino.
Berlim
5
—
Nobiling
está
moribundo.
Fi
zeram-se
varias
prisões
nos
logares
públi
cos,
por ultrages
ao
imperador.
Artigos
oíficiosos
pubbcados
nos
jornaes,
presagiam
a
disposição
de
resoluções
energicas.
O
príncipe
de Bismark
teve
hontem
uma
longa conferencia
com
o
príncipe
imperial.
Em
Berlim,
á ultima
hora, esperava-sa
o
decreto,
nomeando
o
príncipe
herdeiro
logar-tenente
do
imperador,
para
o
ex
pediente
dos
negocios.
O
conselho
de
ministros
esta
actual-
mente
reunido.
Berlim
5—0
boletim
diz que
o
im
perador
Guilherme
continua
sem
febre
e
que
augmentou
o calor
do
braço
direito.
Tem
sido presos
em
Berlim
cerca
de
40
indivíduos.
Berlim
6
—
0 ultimo
boletim
diz
que
o
imperador
passou
a
noite
socegado;
as do
res
cessam
e
a Inflammação
diminuiu.
Diccionario
Popular.
—
Recebe
mos
os
últimos
fascículos
do
Diccionario
Popular,
editado pela
empresa
da
Biblio
theca
dos Dois
Mundos,
e
dirigido
litte-
rariamente
pelos
snrs.
Pinheiro
Chagas
e
Fernandes
Costa.
Agradecemos.
Presidente da relação da Nova
Goa.—
Por
decreto
datado
de
28
de
maio
foi
nomeado
o
conselheiro
Thomaz
Nunes
da
Serra
e
Moura, juiz
da relação
de No
va
Goa,
pira
o
cargo
de
presidente
da
mesma
relação,
vago
pelo
fallecimento
do
conselheiro
João
Ferreira Pinto.
Obras
reaccionaria».
—
A
subscri-
pção
para
a
Universidade
Calholica de
Paris
sóbe
já
a
2.259,880
francos.
Grande
naufrágio.
—
Consta
ter
naufragado
nos
fins
d
’
abril
ultimo,
nas
costas
do
Pará,
a
barca
«Latira»,
pro
priedade
do snr. Antonio
José
Soares,
da
cidade
do
Porto.
O
navio
ia
do
Ceará
para o Pará
com
carregamento
de
assu-
car
e
aguardente,
e
300
emigrantes
cea
renses,
dos
quaes
pereceram
170.
A
tri
pulação
e
os
outros
passageiros
salvaram
se
em
canoas.
Outro.
—
Um
telegramma de Londres
dá
como
confirmada
a
noticia
relativa
á
perda
da
fragata
couraçada
allemã
«Kur-
fuert».
O
sinistro
occorreu
em
consequên
cia
d
’uma
manobra
feita
pelo
navio
para
evitar um choque
em um
outro
mercan
te
que
linha deante,
cuja
manobra
foi
cau
sa
da
collisão
com
uma
fragata
da
esqua
dra.
-Diz-se que conseguiram saLar-se de
180 a
200
homens
do
navio
perdido,
pe
recendo
afogados
mais
de 300.
O
almi
rante
inglez
dispôz
que
se
auxilie
imme
diatamente
os
nanfragos
e
que
se
facilite
a
reparação das avarias
soífridas
pela
fra
gata
«Rei
Guilherme».
Novo periodieo.—
Diz
um
collega
que
deve publicar-se
até
15
de
agosto
proximo
o
primeiro
numero
de um jornal
litterario
luzo-brazileiro
intitulado
o
«Eccle
siasticum».
No
primeiro numero
sairá
o
retrato
do
Papa
Leão
XIII
com a auto-
biographia
em
verso latino e notas
em
portuguez,
e
o
plano
desenvolvido
da
pu
blicação.
O
proprietário
e
redactor
principal
é
revd.0
padre
Luiz
Bernardino
de
Carvalho
Pacheco,
proprietário
da
Livraria
Calho
lica
de
Lisboa,
e redactor
das
Leituras
Po
pulares.
Costumes hollandezes.—
D
um
fo
lhetim
que
comeste titulo
publicou
o
«J.
da Noite»,
fazemos
o
extracto
seguinte;
...Otferecem
sempre
algum
interesse
es
tes
estudos sobre o
caracter
e
usos
dos
diflerenles
povos;
e
na
Hollanda
ha
coisas
tão
caraterísticas,
que
não
podem
deixar
de
merecer
altenção.
Principiaremos
pelas habitações,
onde
vive
recolhida
a
familia
hollandeza.
As
por
tas
e
janellas
estão invariavelmente fecha
das.
Os vidros
são
limpos
e
polidos,
co
mo
se
não
andasse
no
ar
o
mais
leve
grão
de
poeira.
As
fachadas
dos
prédios
parece
que
foram
acabadas
de
pintar.
Uma
grade,
ou
uma cadeia de ferro, separa
as
habitações
do
movimento
da rua,
como
que
para
impedir
os
transeuntes
de
se ap-
proximarem daquelles sanctuarios
domés
ticos.
Tudo
isto
revela
a
viver
concentrado
das
famílias
na
Hollanda. O
chefe
sae
a
tractar
dos
negocios;
a familia
fica
ordi
nariamente
recolhida no interior
da
casa.
Como
se
os
vidros
não
bastassem,
ha
ain
da
nas
janellas
uma
réde
de
arame,
que
deixa
penetrar
a
luz
e observar
o
que se
passa
na
rua,
sem
que
d
’
esta
possa
vêr-
se
para
dentro.
Espelhinhos
redondos, mon
tados
n
’
um
braço
articulado,
na
hombrei-
ra
da
janella,
refletem
o
que
se
passa
na
rua
e
permittem
que
do
interior
da
ca
sa
se
observe
lodo
o
movimento
de
fóra,
sem
ser
necessário
approximar-se.
O
aceio
é
uma
das
primeiras
exigên
cias
dos
costumes
hollandezes. lodos
os
sabbados
as
fronteiras
dos
prédios
são
re
novadas
de
alto
a baixo.
As
criadas
tra
zem
bombas
para
a
rua,
e
com
a
agu
lheta
em
punho
lançam
jorros
de
agua
contra
as
paredes
e
janellas.
E
arrisca
do
transitar á
hora
da'
tarde
em
que
a
lim
peza
principia;
porque
a
agua
inunda
as
ruas
e
cae
muitas
vezes
em
chuva
gros
sa
sobre
os
passeantes.
Todas
as
manhãs
os
tapetes
e
capa
chos são
balid
s na
rua
com
grandes
va
ras
de
junco.
De
uma
pequena povoação
hollandeza,
a
aldêa
de
Bock,
contam-se
cousas
ex
traordinárias
sobre
o
aceio.
E
’
prohibido
o
transito
de
cavalgaduras,
que
não
se
jam
previamente
preparadas
conti
a
a
pos
sibilidade
de
enxovalhar
as
ruas
Não
se
permitte
fumar
fóra
de
casa,
porque
a
cinza
ou
as
pontas
de
charuto nãoappa
”
reçam
sobre
a
via
publica.
As
ruas
e
pra
ças
são
lavadas todas as
manhãs.
A
mu
nicipalidade
emprega
certo
numero
de
ra
pazes
em
apanhar
as
folhas
que
o
vento
possa
despregar
das
arvores,
ou
em
ar
rancar
as
parasitas
que
rebentam
nas
jun
turas
dos
ladrilhos
postos
a
cutello, ede
que
é formado
o
pavimento
das
ruas.
Se
em
todo
o
paiz
o
aceio
não
chega
á
exageração
da aldêa
a
que
me
refiro,
nem
porisso
deixa
de
ser
excessivo.
Po
vo
algum
da
Europa
póde
ser
compara
do
n
’este
ponto
á
Hollanda.
O
aceio
con-
stitue
para
os hollandezes
um costume ge
ral
e
tradiccional.
Questão de
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são os
que
seguem:
Constantinopla
4
—
Foi
destituído
o
gran-
vizir Raschid-Pachá,
sendo
substituído
por
Savfet-Pachá,
ministro
dos
extrangeiros;
este
e
Sadick-Pachá
serão representantes
da
Turquia
no congresso.
O
sultão
não
ousa
apresentar-se
em
publico
porque
receia ser
assassinado.
Sex
ta-feira
não foi, como
era
de
uso,
á mes
quita
Corre
o
boato
da
próxima
chegada
de
Midhat-Pachá.
Constantinopla
5—
Moud-Pachá
foi
de-
mittido
de
ministro
da
guerra,
e nomea
do
em seu
logar
Mustapha
Chesphoros
Pachá.
Sufet-Pachá
conserva
a direcção
do
ministério
dos
estrangeiros.
O
decreto
de
nomeação
recommenda
o emprego
das
me
didas
destinadas
a
manter
a
tranquilida
de
e
conliança,
salvaguardando
as
reformas
decretadas;
teve
também
recommendação
especial
a
continuação
das
relações
ami
gáveis
com
os
governos
estrangeiros.
S.
Petersburgo
5
—
0
estado
do
prín
cipe
Gortschakoff melhorou.
Deve
partir
segunda-feira
para
o congresso.
Londres
6
—
Diz
o
«Times»
que
o
con
gresso
lerá
duas
sessões
distinclas;
na pri
meira
discutirá e
talvez
assigne
e emende
as
bases
do
tractado
de
S.
Stefanioe
em
seguida
irão
as
commissões
fixar
os novos
limites
approvados;
por
ultimo,
o
tractado
final
receberá
a
approvação
definitiva.
Noticias
de
Constantinopla
denunciam
inquietações
Parece
que
se
esperam alli
acontecimentos
importantes.
Londres
6
—Segundo
um
despacho
de
S.
Petersburgo
ao
«Daily News»
diz
que
a
Inglaterra
e
a
Rússia
fizeram
accordo
de
não
deixar
os arredores
de
Constan
tinopla
até
ao
fim
do
congressa.
Noticias d«t Vaticano.—
Na
larde
de
26
do passado
maio desceu
Sua
San
tidade
Leão
XIII
aos
jardins do
Vaticano,
acompanhado
por
Monsenhor
Stonor
(o
pae
d’
este Prelado
é um
dos
camaristas
da
Rainha
de
Inglaterra)
e
seguido
ainda
de
outras
pessoas.
Era
alli
esperado
o
Papa,
segundo
as
ordens
de
Sua Smlidade.
por alguns
photographos
de
Londres,
idos
a
Roma
para
obterem
do
Soberano
Ponliíice
a gra
ça
de lhes
permittir
o
fazerem a
Sua
pho-
tographia;
então
poderam
realisar
seus de
sejos
e
com
oplimo
resultado.
Parecerá
não
muito
grande
argumento
aquelia
empresa
dos photographos
londri
nos;
pois
é-o
porisso
qne
bem
significa
por
sua
parte
como
o
Papa
se
vae
tor
nando
verdadeiramente
popular e amado
na
Inglaterra
!
Movimento «Io
Hospital rfe S.
Marco
*
.
—
Doentes
existentes
em
26
de
maio:
88 homens
e
117 mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
11
homens
e
15
mulheres.
Sahiram:
21
homens
e
30
mulheres,
Falleceram:
1
homem.
Ficaram
em
tratamento
em
1
de
junho
7í e
102
mulheres.
Preço
dos
cereaes.—
Na terça-feira
ultima, n
’esta cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Tngo................................................
990
Centeio
........................................
550
Cevada
..............................................
560
Painço
..............................................
500
Milho
branco................................
430
»
amarello
...............................
420
Milho
alvo.......................................
540
Feijão
branco................................
800
»
vermelho
..............................
900
»
amarello
...............................
700
»
rajado
................................
640
»
fradinho.
.
.
.
600
Batata
..............................................
600
Azeite.
...•.,
56OJO
M3.WMkMaBff>^
-*^W
PROTíZSTO
Tendo
alguém affirmado
que
a
classe typographica d’
esta
cidade
fò-
ra
COMPRADA
para
se
recusar
á
composição
d
’um
novo
jornal,
cuja
publicação
se
annuncia
para
breve;
nós
abaixo
assignados,
que
muito
nos
honrámos em
pertencer
áquella
clas
se,
vimos
protestar
solemne
e
ener
gicamente
contra
essa
vilíssima
as
serção,
que
só
póde
ser
propalada
por quem tenha
as
faces
estanhadas
pela
infamia.
E
’ o
que
nos
aconselha
a
nossa
honra,
que
sobre
tudo
prezámos.
Braga,
6
de
junho
de
1878.
João
Joaquim
Pereira
da
Silva
Luiz
Pinto
Martins
Leonardo
Pinto
de
Oliveira
Manoel
Maria
da
Graça
e
Silva
Bernardo
Antonio
de
Sá
Pereira
Antonio
Pimenta
d'Azevedo
Manoel
Joaquim
de
Lima
Antonio
Bernardo
da
Silva
Augusto
Clemente
da
Silva
Graça
Manoel
Ribeiro
Luiz
Joaquim
da
Costa
Lopes
Eugênio
Augusto.
Banco Commercial
de Braga em
liquidação
Soeietínde
aitonyma
— responsabi
lidade
limitada
Resumo
do
activo
e
passivo
deste
Banco
em
31
de
Maio
de
1878.
Aetivo
Caixa:
dinheiro
existente.
.
19:8145044
Papeis
de
credito.
.
.
.
414:2765837
Acções
de
c.
própria.
.
.
273:9685000
Agentes
no
paiz.
.
.
. 76:0715392
Ditos
no
estrangeiro.
.
.
30:198^860
Letras
descontadas.
. . . 42:9975953
Ditas
a
receber.............................
2:7175120
Ditas
de
concordatas
a
receber
24:1255030
Ditas
em
liquidação. .
.
127:892^389
Contas
correntes
com
garan
tia........................................
474:3755002
Empréstimo
sobre
penhores.
107:178510!)
Diversos
devedores.
...
22
3175732
Accionislas
por
prestações a
receber..................................
1:2425500
Despezas
de
liquidação
.
.
2305205
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:4755845
1.618:8815015
Passivo
Credores
privilegiados
Por
depositos
judiciaes
.
.
55955
Por
depositantes
.....................
1:8595145
Por depositos
á
ordem
. .
1:0005000
Por dividendos
a
pagar.
.
7515180
Por
notas
a
recolher.
. .
I8O5OOO
Por saques
do
Brazil.
.
.
2:1435594
Por
agencias
no
paiz.
.
.
1155938
Por
diversos
credores
com
caução...................................
23:5955265
Por
letras
com
garantia.
.
10:0005000
Credores
chirographarios
Por
obrigações........................
490:0965203
Por
juros a
pagar.
.
.
.
2:5005385
Contas geraes
Capital
.................................
1:000:0005000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
53:0005000
Lucros
suspensos.
.
.
.
32:6605755
Ganhos
e perdas.
.
.
.
9715995
1.618:8815015
Braga
5
de
Junho
de
1878.
Pelo Banco
Commercial
de
Braga,
em
liquidação
A
commissão liquidalaria
Manoel
Simões
Braga.
Manoel
Joaquim
Gomes.
João
Luiz
fipa.
Manoel
Ignacio
d
’
Oliveira
Braga.
Manoel
Antonio da
S.
a
Pereira
Guimarães.
Antonio José
Antunes
Reis.
CONVITE
Manoel Joaquim
Alves Pas
sos,
seus filhos
e genros. Alfre
do Alves Passos, Maria Julia
Passos
da Costa Rebello,
Anna
Augusta Passos Esmeriz, Ame
lia da Silva Passos, Joaquim
Maria
da Gosta Rebello e
José
de
Araújo Esmeriz, dão parte
aos seus parentes e
amigos que
foi
Deus servido
chamar á
sua
presença
Balbina Loureiro Al
ves Passos, sua esposa, mãe e
sogra, cujo cadaver se ha de
dar á
sepultura no cemiterio
publico,
sabbado,
8 do corren
te,
pelas 12 horas
da manhã de
pois dos officios de corpo pre
sente
na capella
da Senhora
Branca
pelas 10 horas
do mes
mo dia 8.
Rogam
ás pessoas de suas
relações, amigos
e parentes o
favor da sua
assistência a es
tes actos religiosos, e pedem
desculpa
da falta de convites
especiaes.
ÁGK
í
MCI
í
BKOS
Os
devotos
do
Santíssimo
Rosto
do
Se
nhor,
erecto
na
rua
de
Traz-da-Sé,
por
esle
meio veem
patentear
0
seu
reco
nhecimento
pela
coadjuvação
e
obséquios
recebidos
na
occasião
da
festividade
que
áquella
devotíssimo
Eíligie
promoveram
no
dia
2
do
corrente.
Especialisam
a
exm.a
commissão
administradora
que
lhes conce
deu
0
templo da
Misericórdia,
cnde
a
festividade teve
logar,
0
revm.0
capellão
do
mesmo
que
gratuitamente cantou
a
missa
e
0
Te-Deum, a
Irmandade
das
Al
mas
da
Sé
que
acompanhou a
procissão,
e
as
pessoas
que para
esta
deram
anji
nhos.
A
todos
Deus
recompensará
condigna
mente.
(922)
D.
Malhilde
de Jesus Salgado,
viuva,
e seus
filhos
agradecem
muito
penhora
dos
os grandes
serviços
que
as
duas
com
panhias
de
bombeiros voluntários
e
mu
nicipaes,
assim
como
vários
particulares,
lhes
prestaram
por occasião
do
incêndio
que
houve
na sua
casa,
no
dia
29
do
passado.
Agradece
igualmente
áquellas
que
lhe
offereceram as suas
casas,
e
se
prestaram
a
guardar
moveis, etc.
A
todas
0
nosso
reconhecimento.
OURIVESARIA
DE
INDUSTRIA
NACIONAL
DE
ANTONIO
CASIMIRO
DA
COSTA
ENSAIAD0R
VISUAL
E
REAL DO
OURO,
APPROVADO PELA
CASA DA MOEDA
5
—
Rua
Nova
de
Sousa
—
3
BRAGA
N
’este
novo estabelecimento
vendem-
se
e
compram-se
pedras preciosas e
ob-
jecto
de
ouro e
prata.
Concérta
e
encar
rega-se
de
mandar fazer toda
a obra
da
sua arte,
com
a maior
perfeição
e gos
tos
mais
recentes.
A
maior
parte
dos
objeclos
são
man
dados
manufacturar
com
toque fixo, e
ga
rantido
com
marca
especial,
particular,
e
pelo ensaio.real.
3, Rua Nova de Sousa, 3.
(923)
a
Quem
tiver
uma
casa que
queira
imprasar, annuncíe
pelo
«Diário
do
Minho».
(924)
THESOURO
MYSTiaO
PELO MISSIONÁRIO
APOSTOLICO
Padre
João Manuel
de Sousa
Teixeira
Segunda
edição
mais
correcta
e augmenlada
A
’
venda na vestimentaria
Rocha.
Em
brox.
por
240.
e
encadernado
360.
Vende-se
para
pagamento
de dividas,
uma
morada
de
casas,
edificada
de
novo-
na
rua
da
Sé,
antiga
de
Maximinos.
desi
gnada
pelos n.°s
16
e
17.
bem
como
lam
bem
se
vende,
em
Santa
isulalia de
Te-
nões,
subúrbios
d
’esta cidade,
uma
pro
priedade
rústica,
chamada
da
Herdade,
toda
morada
sobre
si;
trata-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
Associação
Alliança
Luso-Bra-
zileira de Soccorros.
Séde
—Porto,
Constando
á
Direcção
d
’esta
Associa
ção
que,
os
prospectos distribuídos
etn
Braga,
foram
em
diminuta
quantidade
para
as
assignaturas
alli,
deliberou patentear
cadernos
nas
casas
indicadas nos
prospe-
clos,
que
são:
Os
dlm.oS
snrs.
Antonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova;
Clemente
Jo
sé
Fernandes,
rua
de
S. Viclor.
e
João
José
Antunes,
Chãos,
para
qualquer
pes
soa
alli
se
poder
inscrever,
sem
para isso
ter de
angariar
um
prospecto.
Pede-se
para
ninguém
assignar
em
mais
de
uma
casa
e
mais
de
uma
vez.
A
Direcção
irá
installar
a
Associação
n’
esta
localidade,
quando
0
julgar
conve
niente,
fazendo-o
porém
constar
em
alguns
jornaes
d’
aquella
localidade.
Porto,
6
de junho
de
1878.
O
1.°
Secretario
da
Direcção
(920)
Julião
dos Santos
Henrique.
Associação Alliança
Luso-Brazi-
leira
de Soccorros.
SÉDE
—PORTO
Constando
á
Direcção
d
’
esta
Associa
ção
que,
as
casas
já
mencionadas
neu
tros
annuncios para
receberem as
assigna
turas
dos
socios
em
Braga,
são
poucas;
participa
para
os
devidos effeitos que
es
tão
devidamente
auctorisados
a
colherem
as mesmas
os
illm
03
snrs.
José
Appari-
cio
dos
Santos, Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho
e
dr.
Antonio
Casimiro
da
Cruz
Teixeira,
largo
de
N.
S.
Branca
n.°
13.
O1.°
Secretario
da
direcção
(925)
Julião
dos
Santos
Henrique.
Fallencia da Cai a Economica
Penhorista
Sociedade
anonyma de responsabi
lidade
limitada
FILIAL
EM
BRAGA
Tendo
de
proceder-se
a
inventario
do
resto
dos
penhores
que
ainda
existem
n
’
esta
Filial, são
pela
ultima
vez
preve
nidas
as
pessoas
que
até
agora
os
não
tenham resgatado, que
ainda
os
pódem
obter,
até 0
dia
15
do
corrente, e
que
lindo
este
praso
improrogavel,
ficam
con
siderados
abandonados
para
serem
vendi
dos
em
leilão.
Braga
8
de junho
de
1878.
Pela
curadoria fiscal
Narciso
José
Marques,
annuncia
ao
publico
que
continua
com suas carreiras
diarias
entre Braga,
Guimarães
e
Caídas
de Vizella,
e
vice-versa. Horário:
Sae
de
Braga ás
4
e
4
1/2
horas
da
manhã
e
2
da
tarde,
em
direitura
a
Vizella,
e
volta
de Vizella
ás
3
horas
da
manhã
e
ao
meio
dia,
e
de
Guimarães
para
Braga
ás
5
horas
da manhã e ao
meio
dia
e 2
da
tarde.
Preço
para
Guimarães
240
reis
e
em
direitura
a
Vizella
400
reis.
Escriptorio
em
Braga
em
caza
de
José
Antonio
.Mar
ques
&
C.a,
largo
do
Barão
de
S.
Mar-
tinho
n.°
5,
em
Guimarães
em
caza
do
snr.
João de
Mello,
no
Toural
e
em
Vi
zella
em
caza
do
snr.
Francisco
da
Costa
e
Silva
Guimarães.
Braga
6
de
Junho
de
1878.
(921)
VENDA DE CASAS
â
No
largo
da
Ponte
de
S.
Jo3o
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(|
a
.
do esquerdo) vendem-se as duas
moradas
de
casas
construídas
de novo
juntas
ou separadas;
trata-se na
rua de
s
’
Marcos
com
Antonio
Silverio
de Pajva
'
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos, 0
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto.
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
cou-
vento
dos
Remedios.
Prefere
se uma se-
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
«ecle
siástico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualqu
er
hora.
(916)
No
dia
23
de junho
proximo
futuro
pelas
onze
horas
da
manhã
no
Collegio
dos
Orphãos
de
S.
Caetano
e
perante
a
Commissão
Administradora
ou seu dele,
gado
se
tem
de
pôr
em
hasta
publica
e
entregar
a
quem
mais
dér,
os
arrenda
mentos
das
quintas
e azenhas, que 0
di-
cio
Collegio
possue
nas
freguezias
de
San
ta
Chrislina
de
Longos,
concelho
de
Gui
marães,
sendo
esta denominada
quinta
do
Loureiro,
azenhas
em
Carrazedo,
concelho
de
Amares,
e
quintas
de Dadim,
Nogueira
e
campos
de
Lomar,
concelho
de
Braga.
As
condições
serão patentes
no acto
da
arrematação.
Braga
e
Collegio
dos
Oifãos
de
S.
Caetano,
29
de
maio
de
1878.
O
secretario
Antonio
Francisco Pereira
de
Almeida
Coutinho.
(910)
AKmD.uiLvro
Quem
pertender
arrendar
a
Quinta
dos
Apostolos,
sita
na
freguezia
de
Ferrei
ros,
póde
dirigir-se
a
seu dono,
morador
na
mesma
quinta.
(914)
,
Vende-se
uma
morada de
casas
s
’
,a
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.
Q
a 0
a
.
de
2
andares,
a?
1138
furtadas,
lojas,
sotlo,
quintal
e
agua.
Trala-se
com
Francisco
Martins
da
Silva Araújo,
morador na
mesma
rua.
ca-
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
Vende-se
a
casa
n.°
5
da
rua
da
Sé.
Para
tratar
na
rua
dos
Capei
*
listas,
n.°
15.
(901)
_______________________________
_
—
-
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
da
Boa-Visla.
BRAGA,
TYP0GRAPHIA
LUSITANA—
Parte de Comércio do Minho (O)
