comerciominho_08011878_734.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA N.°
3
E.
6.° ANNO
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição....................................
10
i
PUBLICA-SE
ÀS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.
.
...
2&000
» 6
»
.........................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas 3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...............................
io
N.’ 734
BRAGA
—
TERÇA-FEIRA S BE
JANEIRO
BE
ISIS
A
Conspiração no Porto.
Deu
nos
ha
dias
a
imprensa
no
Porto
noticia
de uma conspiração tramada
por
alguns operários
de
um
estabelecimento
industrial,
por
certo
imbuídos
das
perni
ciosas
doutrinas
da
internacional,
e
des
vairados
pelas
péssimas leituras,
que
ahi
estão
olferecemio
ás
massas
populares
al
guns
jornaes
petroleiros,
que
para des
graça nossa
se
publicam
n’
este
paiz.
Nenhum
caso teem
até agora
feito
os
podêres públicos
do
envenenamento
mo
ral,
que
uma
imprensa
corrupta
e
des
bragada
ahi
está
diariamente
commeltendo
entre
o
nosso
povo.
Agora
apparecem
os
effeitos,
que
já
de
ha
muito
se
podiam
ler
previsto
e
evitado
pondo
um
dique
á
torrente
de
irreligião
e
de
immoralidade,
que
corre
dos
immundos
prélos
da
«Lu-
cta»,
do
«Serrote»
e
d
’
outros
quejandos
escriptos
inspirados
pelo espirito
das
tré-
vas.
Nada
porem se
tem
feito
em
desaf-
fronta
da
moral offendida e
da religião
altrajada.
Consente-se
que
se
proclamam
abertamente
os princípios
mais
obnoxios
e
as
mais deleterias
doutrinas;
e
só
de
pois
que
esta
pestífera
semente,
espa
lhada
ás
mãos
cheias
por
entre
o
povo,
começa
a
produsir
os seus
fructos
de
morte,
é
que
a
policia
se
põe
em
cam
po, é
que se
abrem
as
devassas,
é
que
se
proraette
castigar
o crime,
que melhor
fôra
ter prevenido
e
estorvado
a
tempo,
removendo
as causas, que o
prepará-
ram.
A
verdade
porem
é
que a
punição
de
uma
duzia de
miseráveis,
que
illudidos
e
desvairados
pelos
agentes
da
propaganda
internacionalista,
começam
a
tradusir
na
pratica
as
nefandas
theorias,
que
lhes
teem
ensinado,
não evitará
o
mal,
não
cortará
o
concro
pela
raiz,
mas
deixal-o-
ha
subsistir
e crescer,
até
que se
tornem
contra
eile
impotentes
todas
as
medidas
poltciaes, todos
os
rigores
do
codigo,
to
dos
os
exforços das auctoridades.
Casti
gam
se
os
efleitos,
mas
deixa
se
impune
a
causa;
estende-se
a
teia
de
aranha,
que envolve
os
debeis
inseclos
e é
rompida
pelos
fórtes. E
’
o
velho
defeito
do
liberalismo,
que
só
sabe
empregar
meias
medidas,
e
para
o
qual
só
são
crimes
os
pequenos crimes, realisando
quasi sempre
o gracioso
dicto
do
Tolen
tino:
Pelas
manhas
da
bêsla
pune
a
albarda.
No
nosso
caso
a
verdadeira
bêsta
é
o
liberalismo
mesmo;
pois
das
suas
besliaes
entranhas
tem
sahido
o
socialismo,
o
eom-
munismo,
o inlernacionalismo, e
lodos
esses
monstruosos
partos,
de
que
elle
agora
tinge
arreceiar-se, mas que
em
ver
dade
alimenta aos seus
peitos,
nutre
com
a
própria
substancia,
e
encaminha
pela
mão
á
conquista
do
mundo.
E
como
vem
aqui a
proposilo,
oife-
receremos
ao leitor
os
seguintes extraclos
de
uma
revista
extrangeira,
nos
quaes
lucidamente
se
prova como
o
liberalismo
é
lolalmente
incapaz
de
sustar
a
marcha
do
mal,
que
nos ameaça,
e
de
que a
conspiração
agora
descoberta
no
Porto
é
apenas
um
ligeiro
preludio.
Depois
de mostrar
como
as
doutrinas
socialistas
são
filhas
legitimas
das
doutri
nas
professadas
pela escola
liberal,
que
ha
proclamado
a
mais
ampla
liberdade
de
imprensa,
deixando
impune
a
blasfémia
contra
Deus,
a
calumnia
e
o insulto
con
tra
a
Egreja,
a obscenidade
e
o ataque
á
moral
publica;
que
ha
affrouxado
o
rigor
das leis
contra tcda
a
especie
de
deli
dos;
que ha
pintado
a
Religião como
inimiga
do
genero
humano,
e
os
seus
ministros
como
inimigos
da
patria;
que
ha
desconsagrado
o
matrimonio,
o
cemi
tério,
supprimido
o ensino
religioso nas
escolas
publicas,
e
com
o
enterro
civil
aílirinado
publicamente
o
principio
do
mais
hediondo
materialismo;
que
ha
finalmente
imbuído
o
povo
de
paradoxaes theorias
de
egualdade,
deixando-o assim
concluir
que
sendo
todos
os
homens
iguaes
por natu
resa,
iguaes
devem
ser
também
na
vida,
iguaes
no
trabalho, iguaes
nos
gósos,
e
por conseguinte
que
a
sociedade
actual,
fundada sobre
os
tilulos
da
propriedade,
do
capital
e
da
intelligencia,
é,
em
vir
tude
de
uma
tal
desigualdade,
uma
so
ciedade
iniqua
e cheia
de
maldades
—
a
al
ludida
revista
termina
do
seguinte
modo:
«De
tudo
isto
se
segue
que
é
total-
meote
impossível
ao
liberalismo
oppôr-se
cora
alguma
etlicacia
ao
socialismo
que
fréme
e
ruge.
E com
eífeito,
o
que poderá
oppôr-lhe
?
Não os
princípios:
porque
os princí
pios
que
servem
de
base ao
socialismo,
são
os
mesmos
exactamenle
que
o
libe
ralismo
tem
espalhado
com mão larga
por toda
a
parte.
Não
os
costumes:
por
que
da
corrupção
d
’
esles—obra do
libe
ralismo—é
que
nasceu o
socialismo.
Não
a
maneira
franca
e
leal
de
obrar,
usada
pelo liberalismo
para
subir
ao
poder
e
sustentar-se n
’
elle:
por
que esta
serve
per-
feitamente
de ensino
ao
socialismo
para
diffundir-se
e
enthronisar-se».
Ao
liberalismo
résla
pois
um
só
meio,
que
vem a
ser
a
policia
e
a
força.
Mas
este
será
também
impotente
para
conter
os
progressos
do
socialismo.
Tem-no
en
saiado
já
na
Allemanha
o
férreo
Bis-
marck;
e
os
princípios
socialistas
e co
munistas
medram
alIi
a
olh.
s
vistos
e
um
dos lidadores do terrível partido
ati
rava ás
faces
do
chanceller,
ainda
ha
pouco
tempo,
com
este
cartel
de
desatio:
—
«Em
«vão
apontarás contra
nós
os teus
fusis
«e
os
teus
canhões;
o
exercito
é
filho
do
«povo,
e
nós
o
iremos conquistando
com
«a
nossa
propaganda
revolucionoria.
Quan-
«do
chegar
o
dia
aprazado,
fusis
e
ca-
«nhões
se
voltarão
per
si
mesmos
para
«fulminarem
os inimigos
do
povo
socia-
«lista».
Ora se Bismarck
vè frustrados
os
seus
rigores na
Allemanha
contra
o
socialismo,
o
que
poderão
fazer
nos
outros
paizes
os
governos
iiberaes,
ainda
quando
ser
vidos
por
chefes
de
policia
taes como
o
do
Porto,
cuja
actividade
e
zêlo
já
não
são
problemáticos
depois
da
captura
de
umas
pobres irmãs hospitaleiras
e
da re
pressão
da
assuada
promovida
pelos
petro
leiros
e
comunosus
á
porta
da
cathedral
da
mesma
cidade
?
Andastes
semeando
ventos, haveis
de
colhèr
necessariamente
a
tempestade.
Contra o
socialismo
ha
só
um
meio
eílicaz
—
diremos
nós
com
o
jornal
a
que
acima
nos referimos:
—E’
o
catholicismo.
«Só
este
póde
oppor
princípios
a
prin
cípios
costumes
a
costumes,
obras
a
obras.
Só
este
pode
oppor
as
mais
lú
cidas
verdades
aos estranhos
erros
dos
socialistas;
só
este
póde oppor-lhes
os
preceitos
do
decálogo,
e
centenas
de
mi
lhares
de
exemplos
luminosos
de
um
vi
ver
reclissimo,
e
o
seu
energico
obrar
fundado
na
experiencia
de 19
séculos.
No
entretanto
os
governos
Iiberaes
per
seguem
o catholiscismo
!
Pois
bem;
apla
nam
assim
o
caminho
ao
socialismo!
—
»
Bismarck
(dizia
o
lidador
comunista
Lieb-
knechet
no
congresso
de
Gand)
persegue
os
ullramonlanos,
e
d
’esl
’
arte
trabalha
a
nosso
favor.
Os
ultramontanos
dispula-
vam-nos
vantajosamente
o
espirito
do
povo;
o
chanceller
vem
livrar-nos
ó
’estes
inimigos.
Veja-se
o
resultado:
em
1871
tínhamos
140:000 adeptos;
em
1877,
de
pois
de
quatro
annos
de
lucta
civilisa-
dora
contra
o
ultramontanismo,
contamos
já
600:000 !=-
Vêdes
o
que
pó
iem
os
exforços libe-
raes
contra
o
monstro,
que
nos
amea
ça?...
Alguns
annos
mais de
regimen
li
beral,
e
a
sociedade
terá cahido
toda
sob
as
garras
e
os dentes
da
interna
cional.
D.
M. S.
—
—
—
I
nstrueção popular.
III
Antes
de
proseguirmos
na
senda
que
encetamos,
abrimos
um
parenlhese
para
fazer
algumas
observações
()
«Amigo
do
Povo»,
de
domingo
penúltimo
passado
pu
blica
uma
local
em
resposta
ao
nosso
primeiro
artigo, concebida
nos seguintes
termos:
•
«Um
tal
snr.
A.
M.
que
não
temos
a
honra
de
conhecer
começou
hontem
a
publicar
no
«Commercio do
Minho»
o
1.°
artigo
dos
muitos
que,
naturalmente,
ten
ciona
escrever.
O
tal
A.
M.
que
consoan
te
elle
mesmo
aflirma,
é
de
baixa
condi
ção,
revela-se grosseiro
e
ignorantíssimo.
Do
seu
artigo
não
transluz
nem
bom
senso,
nem
grammalica,
e
todavia,
apesar
de tão desgraçados
auspícios,
proraette
criticar uns
certos
artigos publicados
nesta
folha!
Aguardamos
anctosos
o
caricato
Vacquerie.
O
homem
promelle».
Podíamos
fazer
outro
tanto; mas
nem
nol-o
permilte
o jornal
em
que
escreve
mos,
nem
talvez
as
crenças
que
profes
samos
e
muito
menos
ainda a
intenção
com
que
viemos combater
o
«Amigo
do
Povo».
Se
dos
bicos
da
penna
nos
escor
regou
alguma
frase
injuriosa, estamos
prouaptos
a
retirar
as
nossas
expressões;
mas
o
«Amigo
do
Povo»
deve
lembrar-se
que
para se
julgar
da grosseria
d
’
uma ou
mais
frases,
é
mister
examinar
não
tanto
essas mesmas
frases,
como
aquillo
a
que
se
dirigem,
e
os
motivos
que
as origi
nam.
Ninguém
poderá
negar
que
é
licito,
dadas
certas
circumstancias,
chamar
hy-
pocrita
a
um
indivíduo
sem
se
lhe fazer
injuria
D
’
isso
nos
dá
exemplo
o
proprio
Evangelho.
Também
podemos,
portanto,
apodar
um
jornal
d’
isto
ou
d
’aquillo com-
lanto
que
não
faltemos á
verdade.
O
«Amigo
do
Povo»,
parece-nos
que
deve queixar-se
de
si
e
não
de nós, lem
brando-se
d
’aquelle
nosso
rifão,
que
resa
assim:
«Quem
não
quer
ser
loba, não
lhe
veste
a
pelie».
Emquauto
a
bom
senso, entendemos
que
existe
em maior
quantidade
no
es
cripto
que
nos
censura,
do
que na
maior
parte
dos
escriptos
do
«Amigo
do
Povo»
A
respeito
de
falta
de
grammalica,
já
o
esperávamos.
E
’ boça
estafada
do
articu
lista,
que
não
tem
sequer
vergonha de
arremessar
essa
vaia
a
outras pessoas,
a
cujos
calcanhares,
em
poncto
de
sciencia,
ha
de chegar
quando
forem
verdadeiras
as
fabulas de
Phedro
ou
de
Esopo
Risum
tenecttis
amici....
Por
que grammalica
aprenderia
o
nos
so
amigo?
Só
elle
sabe
grammalica.
Ha
vemos de
pedir-lhe para
que
dê
á
luz
uma
edição:
talvez
o
não
tenha
feito,
porque
não
sabern
apreciar
os
homens
de
talento,
ou
porque,
qual outro Hegel,
ninguém
o
comprehenderia
!
Pelo
que
respeita
aos apódos
de
gros-
seiro
e
de
ignorantíssimo
com
que
nos
mimoseia,
somos
a
dizer
lhe que
d’
isso
terá
muito,
á
mingoa de
argumentos
e
de critério.
Póde
continuar;
mas lembre-se
ainda
d’
aquelle
rifão:
«Pensa
o
ladrão que
todos
o são».
Ernfim...
temos
conversado.
Agora
attenle
bem.
Quando resolvemos
ir
á
mão ao
«Amigo
do
Povo»,
foi
na
ruais
firme
intenção
de
nunca
descer
ao
insulto,
nem
gastar
tempo
com
banalida
des
e
tolices,
fal
foi,
é
e
será
a
nossa
norma
de proceder.
Princípios e
não
in
sultos, raciocimos
e
não
asneiras,
doutri
nas
e
não
pessoas,
argumentos
e
não
palanfrorio.
Isto
não
exclue
as
figuras
de
Rheloiica,
nem
o
eslylo
humorístico,
quan
do
tudo
isso
seja
empregado
com
solido
fundamento,
e
nao
oflenda
individualida
des
O
mais
ieservamol-0
para
as
crean-
cinhas
impias
do papá Voltaire,
que jul
gam
ser
uns
sábios
consummados
e
re
solver
todas
as
questões
com
quatro pa-
iav>ões
ou
com meia
duzia
de
chocarri-
ces
inspiradas
inler
pocula.
Entendamo-
nos
pois
bem
e
d
’uma
vez
para
sempre.
Não queremos
saber
que
política
o
«Amigo
do
Povo»
defende;
não
temos
a
honra
de
conhecer os
seus
redaclores,
aos
quaes,
aliás,
atuamos
como
nosso
proxi-
mo
que
devem
ser,
e
para
isso
basta-nos
saber
que
são
homens,
como crêmos.
Tão
pouco
ninguém
nos
pediu
para
escrever
mos.
Adregou esse
jornal
de nos
vir
á
mão:
lèmol-o,
analysamol-o,
e
da
sua lei
tura
e
analyse
colligiu
a
nossa
curta
ca
pacidade
que
elle
.continha
muita
inépcia,
muita
inconveniência e,
(o
que
mais
nos
*
eriu
e
!los
demoveu
a
vir
á
arena)
muita
irreligião
hypocrila e
insidiosamente
dis
farçada,
filha
da
má
fé
de
braço
dado
com
a
ignorância.
Alguém
nos
chegou
a
dizer
que
o
desprezo votado
a
esses
aleijões
era
o
me
lhor
meio
de
os
curar.
Mas achamos
mais
logico e
acertado
aquella
conhecida
maxima:
Principiis
obsta: seio
medicina
paralur, cum
mala
per
longas inval
uere
moras,
(sao
reminiscências
de eschola)
Assestamos
portanto
a
nossa bateria
contra
o
jornal
e
não
contra
a
pessoa
ou
pessoas de
quem
o redige,
e
convidamos
esta ou
estas
a
proceder
com
igual honra
e lealdade. E
’
o
que
esperamos
da digni
dade,
para
não dizer
da
educação de
quem
escreve
para
o publico,
embora
os pre
cedentes
do
periodico não
sejam
dos
mais
adequados
a
alimentarem essa
nossa
es
perança.
Mas
fiquemos
bem
entendidos
de
que
é
a
primeira
e
a
ultima
vez
que
fazemos
esta
solemne
e
terminante
decla
ração,
na certeza
de
que
votaremos
ao
mais
completo
desprezo
quaesquer
verri-
nas
ou
insultos
indignos
de
quem
preza
a
sua
dign>dade,
a
não
ser
que
julgue
mos conveniente
archivar
simplesmente
alguma
coisa
para
em
todo o tempo
con
star.
E
laclica
entre
os
jornaes
ímpios
dislrahir
a attençào
dos
que
os
combalem
com
coisas
alheias ao
assumpto
de
que
se
tracta,
porque,
na
verdade,
isso
lhes
é muito
conveniente.
Mas
nós
prometle-
mos-lhe
continuar
no
que
mais
importa,
rematando
com
outro
rifão
que
diz;
A
palavras
loucas,
orelhas
moucas.
Filho
do
povo, continuaremos
a
instruir
os com
panheiros
sobre
os soi-disanl
amigos.
P.
S.
ReJisou-se
o
que
prevíamos!
Depois
de
já
composto
o
que fica
es-
cripto,
chegou-nos
á
mão o
ultimo
n.°
do
«Amigo
do
Povo»,
que
publica
umas
descabelladas
diatribes
contra
nós
por
cau
sa
da
nossa
ultima
lição.
Desculpe-nos
o
antagonista,
mas
é
tão
MíHBt» de
Cireo.—
S.
exc.
a revd.
ma
o
snr.
arcebispo
Primaz
assistiu
ante-
hontem
na
Cathedral
a
toda
a
festa
dos
Reis,
na
qual
houve
Missa
de
Circo,
—
sendo
este
pequeno
por
n
’
elle
só formarem
quatro
conegos.
Fez-se,
na
fórma do
estylo
a
publi
cação
das
Festas
moveis que
devem
re
gular
o
presente anno
ecclesiastico.
—
O
mesmo
ex.
mo
Prelado
também
assistiu
na tarde
de
31
do
passado ao
Te-Deum que
na
Sé
se
costuma
celebrar
em
acção
de
graças
a
Deus por nos ter
concedido
a vida
até
fim
do
anno.
Não
nos
recordamos
de,
nos
últimos tempos,
os
prelados
terem assistido
áquelle
acto,
que
assim
se
tornou solemnissimo.
K4nh:t
telegráfica
pura
o
JcHtia.—
A
Meza
adrainstradora
do
San-
ctuario
do
Bom
Jesus projecia coPocar
uma
linha
telegráfica
d
’
esta
cidade
áquelle
local.
SnlAo Americano.
—
Continuamos
a
recoinmendar
a
visita
a
este
salão,
onde
já
foram
novamente
mudadas as
vistas,
que
são ciiriosissimas,
priocipalmente
as
da
Palestina,
os
horrores
da
communa
de
Paris,
e
varias
da
Turquia.
nesenrrilhnmenlo.—
Na
sexta-fei
-
ra
da
semana
passada
o
comboio
que
desta
cidade
parle
ás
2
h.
e
22
m.
da
tarde
descarrilhou
entre
S.
Romão e
Ermezinde,
não chegando a
tombar nenhuma
das
car
ruagens.
O
desastre,
—
de
que
felizmente
só
resultou
ficar
um empregado
bastante
maltractado,
e
muito susto
e grandes
ca
beçadas
soffridas
pelos
paaageiros,
ao
en
terrarem-se
as
rodas
dos
wagões
em
terra
molle,
—
deu
se n
’
um
trajecto
em
linha
recta,
indo
a todaa
força
a machina,
que
só
tarde
ponde
ser
reprimida.
Deu-lhe
causa o
estarem
já
podres
algumas
das
travéssas,
e
porisso
terem
aberto os
rails.
Dizem-nos
que
n’
aquella
viagem
ia
lambem
um
dos
chefes
empregados
na
companhia;
porisso
é
de
esperar que
elle
requisite
as
providencias
precisas
para
que
haja
numero
sufficiente
de
empregados
que
fiscalisem
a
linha, alirn
de
evitarem
d
’estes,
e
mais
fataes.
desastres.
Consta-
nos
que
o
pessoal
respectivo
foi
ha
pou
co,
por
mal
entendida
economia,
dimi
nuído,—
o que
é
de
lodo
o
ponto...
im
prudente.
Que
seja
redusido
o
pessoal
das
estações,
d
’
accordo;
mas
do
trajecto,
não
nos
parece
nada
acertado.
K&evíHtn
de Theelogia.
—
Recebe
mos o n.°
7
d'esta
revista
scientifica,
moral
e
litteraria.
Este
n.°
contém:
—
A
unidade
da
es-
pecie
humana,
pelo
snr. bacharel José
J
de
Abreu
do
Cotilo de
Amorim
No-
vaes
—o clero
calholico. continuação,
pelo
snr.
dr.
Menezes
—
O
catholicismo,
conti
nuação,
pelo
snr.
dr.
França
Beltencourt
—
O
estado
morai
da sociedade,
continua
ção.
pelo snr.
dr.
Uno.
4» Penafl
telense.—
Com
este
nome
se
começou
a
publicar um
novo jornal em
Penafiel.
©HíiMart» «uunieipa!.
—
O
governo
denegou
approvação
ao
orçamento
pro
posto
pela
vereação
d
’
esta
cidade,
para
o
biennio corrente.
iVlorte
repentina. —
Falleceu
ha
dias
repenlinamente
a snr.
a
D.
Maria
Luiza
da
Luz,
lia
da
esposa do
snr.
Antonio
José
Pereira,
abastado commerciante d’
esta
praça.
Comprimentamos
a
família
anojada.
Casmnento.—
No
dia
3
uniram-se
pelos
vínculos matrimoniaes o snr.
Gas
par
Bisto
e a
exc.'
na
snr.®
D.
Adelaide
de Miranda
Calheiros.
A
ceremonia
effe-
etnou-se
no
templo
do
Bom
Jesus do
Monte,
e
serviram
de padrinhos
os snrs.
drs.
juiz
de
direito,
e
delegado
do procu
rador
regio.
Sá
de
IVEirandn. —
Assim
se
deno
mina
um
theatrinho que
brevemenfe
vae
inaugurar-se
na
villa
de Amares,
e
para
cuja
fundação
tem
feito os
maiores
ex-
forços
o snr. J.
A.
de
Sousa
Arantes,
moço
illustrado
e
estimável.
Calhandra.
—
No
proximo
domingo,
por
5
horas
da
manhã,
haverá
na
egreja
de
S.
Pedro
de
Maximinos
calhandra
a
instrumental
em honra do
Menino
Deus,
e
a expensas
d
’
um devoto.
Informam-nos
que
o
promotor
d’este
acto
é
o
snr.
Joaquim
Barbosa d
’Araujo,
a
quem
se
deve
também
a eílectuação
d
’outros
igualmente
honradores
do
culto
religioso.
CoueufHos.
—
O
«Diário» n.°
1
de
2
de janeiro
publica:
Aviso
declarando
aberto
concurso
para
provimento
das
seguintes
egrejas
paro-
chiaes:
nauseabundo,
incoherente
e
insultante
0
que
ahi
se
escreve,
que,
se
nos
restara
alguma
duvida,
acabavamos
de
ficar
per
feitamente
convencidos de
que
urge
com
bater
um
periodico,
que gagueja
muito
bem
a lingoagem
das colarejas, n’
uma
terra,
onde,
felizmente,
predomina
a
vir
tude
e
a illustração.
Em
pouco
perdeu
a
transmontana!
A
falta de
argumentos
e
de
razões atira-nos com
o
tinteiro
na
cara,
acompanhando
este
acto
de corlezia
com
os
ejithetos
de
parvo,
velhaco,
tolo,
villão,
couces
etc.,
para
não
desmentir a
nobre
prosapia
dos
Lutheros
e
outros
ejusdem
furfuris.
Ai do
povo com
taes
mestres
!
Póde
arregaçar
as
mangas
até
aos
hom-
bros,
as
calças
até
o
joelho e
enterrar as
■mãos
na
lama
á
vontade. Já o
dissemos
e
repelimos:
não
o
acompanhamos.
No
campo
da discussão
séria
e
honesta
por
motivos
de
religião,
que o
«Amigo do
Povos
tem
a
ousadia
de
conspurcar
em
face
d’
um
povo
essencialmente
calholico,
conte
comnosco.
Afiançamos lh’o.
A.
M.
GAZETILHA
A’ imprensa.—
Agradecemos
cor-
dealmente
áquelles dos
nossos
presados
collegas
na
imprensa,
que
se
dignaram
felicitar-nos
pelo
nosso
sexto
anniversario
jornalístico.
Medidt»
exeellente.—
O
novo
di
rector
geral
dos
correios,
o
snr.
Guilher-
rnino
de
Barros,
acaba
de
publicar
o edi
tal
que
abaixo
damos,
e
para
o
qoal
chamamos
a
atlenção
dos
leitores.
O
sur.
arcebispo
Primaz,
por sua
portaria
de
28
do
passado,
muito
o
recommenda
aos
pa-
rochos
para
a
sua
respecliva
aííixação
e
leitura
á
missa
conventual.
Eii
-o:
EDITAL
Tendo-se
apprehendido
em
dinheiro,
joias
e outros
objectos
de
oiro
e
prata,
como
aneis,
cordões
e
brincos,
valores que
sobem a
alguns
contos
de
réis,
incluídos
dentro
de
cartas
que
mandam
de
uns
para
outros
pontos
do
paiz
pessoas
pela
maior
parte
pertencentes
ás
classes
me
nos
abastadas do
povo,
e
sendo
realmente
inconveniente
que
se
repitam
similhantes
factos
de
que
a
fazenda
lira
lucros
le-
gaes,
ma<
que
nem
por isso
deixam
de
representar
os suores,
trabalhos
e
priva
ções
da
gente
pobre,
a
qual,
ignora
as
disposições das
leis
e
regulamentos
do
cor
reio,
e
por
isso
melte
em
cartas
oiro
ou
prata
em
dinheiro
e objectos
preciosos,
que
perde
irremissivelmente
;
e
sendo
também
notorio
que
da
ignorância
de outras
leis
e
regulamentos
do
correio
resultam
a
miudo
transtornos
igualmenle
importan
tes;
por
isso
a
Direcção
Geral
dos
Cor
reios chama
a
atlenção
do
povo
para
as
seguintes
indicações,
que
pedirá
aos
Re
verendos
Parochos
leiam
á
missa conven
tual
e
fará
alixar nas parochias,
e
bem
assim
nas
salas onde
se
professa
a
in-
strucção
primaria
:
1.
“
E
’
prohibido
por
lei
incluir
em
cartas
não
seguras
dinheiro,
joias
ou
quaesquer
outros
objectos de
oiro
ou pra
ta.
As
cartas
não
seguras, as
quaes se
conhece
que
conlêem
qualquer
d
’
estes
objectos.
não
«ão
expedidas,
abrem-se,
e
os
referidos
objectos
ficam
perdidos
para
os
que
os
enviarem ;
2.
°
Os
sobrescriptos
das correspon
dências
devem
ser
formulados
de
um
mo
do
claro
e
em
letra
intelligivel,
mencio
nando-se
em primeiro logar
o
nome
da
pessoa
a
quem
se
escreve,
e depois a lo
calidade
da
sua residência,
que
convém
ser
escripta
por
extenso;
3.
° As
estampilhas
devem
ser
colloca
das á
direita
do
sobrescripto, havendo
o
cuidado
de
as fixar
bem,
porque,
se
ellas
se
descollarem,
ficarão
os
que
têem
de
as receber
sujeitos
ao
pagamento
do
dobro
do porte ;
4.
°
As
pessoas
que
requisitarem
vales
do
correio
devem
ter
todo
o
cuidado
em
declarar
nas
requisições
com
exactidão os
nomes
das
pessoas
para
quem
são desti
nados
os
vales,
pois
assim
evitarão
a
de
mora
do
pagamento,
que causa
qualquer
engano
na
designação
dos
mesmos
no
mes.
Direcção Geral
dos
Correios,
era 7
de
Dezembro
de 1877.
O
director
geral,
Guilhermino
Augusto
de
Barros.
Avellar
(Espirito
Santo),
concelho
de
Figueiró
dos
Vinhos,
e
Capello
(Nossa
Se
nhora
da
Graça)
do
mesmo
concelho, dio
cese
de
Coimbra.
Cedofeila
(S.
Martinho),
do
bairro
Oc
cidental
do
Porto.
Freigd (Santa
Maria),
do
concelho
de
Rezende,
diocese
de
Lamego.
Gouveia
(S.
Pedro),
do
concelho
de
Gouveia, diocese
de
Coimbra.
Grijó
(Salvador)
concelho
de
Gaya,
dio
cese
do
Porto.
Guilhafe
(S.
João
Evangelista)
concelho
de Penafiel,
diocese
do
Porto.
Marinha
Grande
(Nossa
Senhora
do
Rosário)
concelho
de Leiria,
diocese
de
Leiria.
Means
(S.
Sebastião)
concelho
de
Monte
Mór-o-Velho,
diocese
de
Coimbra.
Mosteiro
(Santo
André)
concelho
da
Feira,
diocese
do
Porto.
Oleiros
(S.
Paio)
idem,
idem
Paranhos
(S. Veríssimo) bairro
oriental
do
Porto
Garvão (Santa
Luiza)
concelho de
Ode-
mira,
diocese
de
Beja.
Serrazes
(S.
Salvador)
concelho
de
S.
Pedro
do
Sul,
diocese de Vizeu
Sobrado
de
Paiva
(Nossa
Senhora
da
Assumpção)
concelho
de
Castello
de Paixa,
diocese
de
I
amego.
Torre
do
Pinhão
(S.
Thiago)
concelho
de Sabrosa,
diocese
de
Braga.
Villa
Cova
(Sarna
Maria)
concelho
de
Barcellos, diocese
de
Braga.
Vinho (Nossa
Senhora
da
Assum
pção)
con
elho
de Gouveia,
diocese
de
Coimbra.
Credito extraordinário. —
Por de
creto
de
27
de
dezembro
e
publicado na
folha
ollicial
de 3,
foi
aberto
um
decreto
extraordinário
pela
quantia
de
45:000^000
réis,
que
se
calcula
necessário
para se
dispender até
fim
do
mez
de
janeiro,
com
as
fortificações
de
Lisboa,
e
seu
lorto.
ESelogio enrioiso.—
Será
presente
na
próxima
exposição
de Paris
um
relo-
gio
que
marcará
as
horas,
os
minutos,
os
segundos,
os
dias,
as semanas,
os
me-
zes, os
annos,
as
phases
da
lua e
as
va
riações
atmosphericas
Publicações.
—
Recebemos
as
seguin
les:
— O Occidente,
—
Revista
illustrada
de
Portugal
e
do
estrangeiro.
N.°
1.
E’
uma
bella
publicação,
que
rivalisa
lerfeitamente
com
as
do
mesmo genero
lublicadas
no
estrangeiro.
Contém
cinco
gravuras
representando
—
4.
Herculano,
Mem
Bugalho
Pataburro
na
tavolagem
do
deserto
(passagem
do
«Monge
de
Cister»
de
A.
Herculano),
Ca
sa
na
quinta
de
Valle
de
Lobos,
onde
mor
reu
A.
Herculano.
Egreja da
Azoia
onde
jaz
Herculano.
e
Tumulo
onde
foi
deposi
tado
o
cadaver
de
A.
Herculano.
Os
artigos
são
firmados
por
Antonio
ínues,
Pinheiro
Chagas, Bento
Moreno,
uuciano Cordeiro,
Charles
Monselet,
e
Gui-
herme
de
Azevedo.
—
Almanach
illustrado
da
Empreza
«Ho
ras
Romanticasi,
para
1878.
E
’
um
pequeno
e
mimosíssimo
volume
adornado
de
graciosas
caricaturas do fino
apis
de
Manoel
de
Macedo,
e
com
varias
aoesias,
annedoctas,
artigos
recreativos,
etc. devidos
a
alguns
dos
nossos
escripto-
res
festejados.
Traz
alguns
artigos, e varas
allusões
simplesmente...
liberaes: no
entanto
é
di
gno
de
não
ser
despresado.
O
seu
preço
é
de 120
reis,
—
quer
di
zer
—
um
ovo por
um real.
Operação
gorada.—
Um
medico
da
marinha
franceza,
de
nome
Drouct.
pro
cedia
na semana
passada,
em Rochefort,
á incisão
da
trachea
de
uma
rapariga de
quatorze
annos
que
tinha
o
croup.
Durante
a
operação,
como
ella
desem
baraçasse
a
dextra,
pegou
vivamente n’um
nstuii,
cravando-o
em seguida
quatro
ve
zes na
cara
do
facultativo.
Foram
dolorosissimos
os
ferimentos
que
d
ahi
resultaram,
bem
que
não apre
sentassem
gravidade.
O
corajoso
medico
reatou
em breve
a
operação, mas,
infe-
izmente,
a
operada succumbiu
no
dia se
guinte.
Peasinxo
Him[it»ma.—
Communica
um jornal
de Montevideu
que
desde
os
últimos
terremotos
do
littoral
do
Pacifico,
vae-se
submergindo
pouco
a
pouco
a pro
víncia
de
Catamarca,
situada
na
parle
Oc
cidental
da
republica
Argentina.
E
ao
mesmo
tempo,
o grande
lago
que
d
’essas
convukões
lerraqueas
se
originou,
augmenta
cada
vez
mais.
(Jiitrvn
du flSrienie.—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
guerra do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Pariz
4. —
A
cavallaria
russa
corton
as
communicações
de
Sofia.
A
Porta
protestou
contra
o
pedido
da
Grécia
em
tomar
parte
no
concurso
eu
ropeu
que
ha
de
regular
os
negocios
do
Oriente.
S.
Pelersburgo
4.
—
Sabe-se
por
noti
cias
particulares que sobe
a 40:000
turcos
o
exercito
do
quadrilátero, que passou
os
Balkans
para
a
Roumelia.
Na
Btilgaria
ain
da ficaram
70:000.
Londres
4.
—
Na
ultima
edição do
<Mor-
ning-Post»
vem
publicado
um
telegram-
ma
de
Constantinopla,
annunciando
que
Cakir-Pacha
e
Baker
obtiveram
uma
bri
lhante
victoria
contra
os
russos
e
mar
cham
para
Tatar
e
Bazardschuk.
Londres
5.
—
Gorlschakoíf teria
res
pondido
ao
embaixador
inglez
Sofflus
que
não
acceita
mediação
alguma,
parta
d
’
on-
de
partir.
A*
earídade.—
Imploramos
a
carida
de
das
almas
piedosas
para
que
se
lem
brem
da
infeliz
Luiza
Ferreira
com
uma
esmola;
acha-se
gravemente
enferma,
e
vive
em
extrema
miséria.
Reside
na
rua
de
Guadelupe,
n.°
4.
Appelo
á caridade.
—
Pedimos
ás
almas
caridosas
uma
esmola
para o
pobre
Antonio
Joaquim
da
Motta,
olíicial de
sa
pateiro,
morador
nas
Carvalheiras.
n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza,
não
podendo,
pelo
seu
mau
estado
de saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher
e
filhos.
A’s pessoas caritativas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Ma
ximinos,
n.°
18, existe uma
entrevadinha,
de
16
annos de
idade,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que
continuamenle
sofTre
dores
tão
acervas,
que
só
as
alraas
benifazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A’»
almas caridosas.—
Recommen-
damos
ás almas
caridosas
uma infeliz
viuva, moradora
na
rua
de
S. Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendov
80
annos d
’
edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com
a
miséria
extrema.
SESÇia D£ COMMUSKABOS
Ao «Amigo «lo i*»vo».
Do
leito,
onde
tenho
estado
a
braços
com
uma dolorosa doença,
tomo
a liber
dade de
perguntar
ao
estimável collega
do
«Amigo
do
Povo»,
»e
—
consoante
alguém
alfirma —
se
entendem
comigo,
política,
itteraria,
ou
pessoalmente,
quaesquer
allu
sões
contidas
nas
linhas
referentes a
uns
ar
tigos que
o
«Commercio do
Minho»
pu
blica,
e
que
foram
inserias
em
o
n.°
94
d
’
aquelle
jornal.
Dias
Freitas.
Continuação
esnintas « dona
tivos
reeebibos nn
Asylo de S.
José
«le
S. ILazaro, no issisao
eeo-
nomico de 1876 a
1877, das
ex«n.
a
*
snr.
as e
iltís*,os aaer8. abai
xo ceferidoat
Commendador
Fulgencio
José
da
Cos
ta Guimarães
uma grade
de
ferro
para
o
altar
de
S.
José.
José
Pinto
Barbosa
237
litros
de
vi
nho.
Dr.
João
Dias
d
’
Araujo
1
paramento
verde.
Dr. João
Joaquim
Gomes d’
Araujo
Al
vares
um
jantar
aos asylados.
Anonymo
4
cobertores.
Antonio
Ignacio
Marques
80,595
litros
de
feijão.
Dr.
Antonio
Joaquim
da
Silva
Cer-
queira
1
peça
de
panno
cru.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira,
idem.
Antonio
Lopes
Granja
32,238
litros
de
feijão.
Domingos
José
Vieira
Machado
6
len-
çoes,
3
manias
e
3
cobertas
de
chita.
D.
Dorolhea
de
Noronha
de
Menezes
Portugal
5
lençoes, 2
cobertores,
2
tra
vesseiros,
2
guardanapos,
2
toa!lias
de mãos
e
2
cobertas.
João
Antonio
d
’
Oliveira
Braga
2
peças
de
panno
cru.
D.
Maria
Aguiar
e
sobrinho
1
dita.
D.
Maria
José
Brandão 1
dita.
João
Pereira
de
Castro
9
melros
de
panno
de
linho.
Mathias
Dias
da
Fonseca
2
lençoes.
Manoel
João
de
Paiva
50
pares
de
chinellos.
Manoel Joaquim Gomes
62
pães
de
trigo.
D.
Maria
Lobo
6
lençoes
e
3
travessei
ros.
D.
Maria
Julia
Vieira
d
’Araujo
9,9
me
tros
de
estopa.
D.
Marianoa
Barbosa
1
lençol.
D.
Rachel
Araújo
e
Castro
1
lençol.
Vicente
Francisco
da
Silva
Braga
1
lençol.
Manoel
Falcão
Cotta
Menezes
2
toalhas,
2
travesseiros,
4
lençoes
e
2
cobertas
de
chita.
M
M.
L
L.
6
lençoes
e
3
travesiei-
ros.
Anlonio
Lopes
da
Silva Granja
11,850
litros
de
vinho.
José
Antonio
Gomes 1
carro
de
lenha.
Anonymo
1
carro
de palha
e
6
len
çoes.
Cerqueira
da Siba
e
Gonçalves
3,672
kilos
d
’
assucar.
Commendador
Fnlgencio
José
da
Cos
ta
Guimarães
15,800
litros
de
vinho, 2
ramos do
flores arlificiaes
e
3
jarras de
procelana
douradas.
Francisco
Joaquim
Garcia
23,700
litros
de
vinho
e
17,080
melros
de
panno de
linho.
[)r.
João
Dias
d’
Araujo
um
paramento
prelo.
A
commissão
administradora
um
pa
ramento
branco.
Anonymo 2
cobertores.
Asylo,
30
de
junho
de
1877.
O
secretario,
Domingos Moreira
Guimarães.
SAÚDE A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DL
BARRY
de
Londres.
30
RnnííM
d’isxvai*iavel
huííssim
5
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gasiric.a,
gasiralgia,
flegma,
ai
rotos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
oauseas,
vomitos,
irritações
inteslinaes,
bexigas,
diar-
réa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asthina,
fal
ta de
respiração,
uppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
to
das as
desordens
no peito,
na
garganta,
do
ahto,
dos
bronchios.
da
bexiga,
do
fí
gado,
dos
rins,
dos
intestinos
da
muco
sa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:0(10
curas
entre
as
quaes
coniam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da
exm.
a
snr.a
tnarqueza de
tíre-
han,
de
Lord
Stuart
de
Decies,
par
d
’ln-
gialerra,
do doutor e
professor
Wurzer,
eic.,
etc.
Cura n.°
63:476.
—
Mr.
Comoaret,
cu
ra,
de
dezoito
ânuos
de
gasiralgia,
de
sof-
frimeutos
d
’eslomago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
noclurnos.
Cura
n.°
74.422.
—
Prostração.
—
Bald-
vvin,
da
mais
completa
decadência
de
saú
de,
de
paialysia
dos
membros
por efteito
e
excessos da
mocidade.
Cura
n.°
76:448.
—
Vei
’
du
n,
16
de
ja
neiro
de
1872.
—
Havia
citico
annos que
soflria
graves
incommodos
no
lado
direilo
e
na
cavidade
do
estomago,
más
diges
tões
etc.
Não hesito
em
certificar
que
a
sua
SXevaieseière
m?
salvou
a
vida.
—
E
rnesto
C
atté
,
musico
do 63
de linha.
Cura
n.°
62:986.
—
M.‘e
Martin,
de
amenorrhea.
Suppressão
de
menstruação
e
dança
de
São
Goido,
declarada
incurá
vel.
perfsitameote
curada
pela
ESevales-
cière.
E
’
seis
vezes mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caiias
de folha
de
lata,
de
*/
4(
kilo
500
; de
kilo
800
rs
;
de um
kilo.
1$400
res;
de 2
‘
/j
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$4O0;
ede
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revsvíeseière eíw»®Iat»«Ba j
ella
res
titua
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
susleaia
dez
vezes
mair
que
a carne,
e
que
o
chocolate ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chaveoass
1^400;
df
120
chavenas,
3^200
reis,
oh
23
reis
cads
chavena.
1>XJ SB5.KHX <®
MHITBD..
-
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regenl-
Street,
Loed-res.
Valvecde,
,
1,
Madrid.
Os
phanmeetitieos-,
(féogtstslâí.
raer-
cieiros,
etc., das províncias
devem
diri
gir-
os
seus
■
pedidos- a®,
deposito
Central
:
snr.
Serzedéllo
ác
C.
a
Largxr
do
Cõrpc
Santo
16,
Xiisba»,
(por
gross- e roind-.)
:
Azevedo
Fillios,
praça de
D Pedro,-
31,
<32,
Barrai
&
Irmão»,
rua
Auréa,
12—i?br-
4»,
J
de
Sousa
Ferreira
dt
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
OEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=».4veiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Hai-eeSIo», Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm,.
Largo
da
Ponte.—
Sraga,
Domingos
J. V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão, ru-i
do
Souto.
—
Viannn do €?aa-
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog..
Rua graúdo,
140.
—daimarfiek.
A. J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Antonio d
’Araujo
Carvalho.
Cam
po
da
Feira, 1;
José,
J.
da
s»i
’va,
drog.,
Rua
da Bainha,
29
e
33.
— Petu-wS®!,
Miranda,
pharm.
—Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
bruão.
Rua
da Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J Pinto, pharm.,
Largo
rios
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.. Pra
ça
de
D. Pedro,
105
a
108;
Antonio J.
Salgado,
Phaunacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a
227.
—
Poaiíe
s2®
IH-
m».
A.
J.
Rodrigues Barbosa, pharm,
—
Povoa
do
Varzím,
P.
Machado
de
01>*eira, pharma.
—
Valeaf» do
.Víinho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
d®
Conde,
a
.
L.
Maia
Torres, pharm.
ÀfâiDECiraTOS
D.
Anna
de
Jesus
Leite,
D.
Amélia
Leite
Machado,
e
marido
João
Vicente
Machado,
e
o
Bacharel
Manoel
José Lei
te
Braga,
agradecem
do
coração
a
todas
as pessoas,
que
os
cumprimentaram
por
occasião
do fallecimenlo
de
sua sempre
chorada
mãe
e
sogra
D. Narcisa
Eflige-
nia
Leite
Braga,
e,
extremamente
penho
rados,
aos
cavalheiros,
que
assistiram
aos
respectivos
oflicios
fúnebres,
tributando
a
lodos
profundo
reconhecimento.
(689;
RUA DE
S.
VICENTE
N.°
84
NOVO
ESTA
BELECIMEN
TO
DE
Domingos Rodrigues da
Silva Braga
Primeiro bstn-ateiro tle iiírajja.
Grande sortimento dç
fazendas
de
lã,
seda,
e
algodão,
assim
como
ratinas,.
pa
nos
sedões, cazimiras
pretas e
de
côies,
guarda-chuvas
e
miudezas, damascos
de
diflerentes
côres
e
qua.idádes;
que tudo
vende
por
preço o
mais
commodo
possí
vel.
(684)
BANCO
DO
ALEMTEJO
^oeiedade
nnonyma <le responsa-
bilidnde
limitada
Capital
Rs.
1.200:009^000
A
direcção
d'esle
Banco
annuncia
que
em
virtude dos
artigos
5.°
e
44.°
dos
estatutos
e
em
harmonia
com
os
annun-
cios
publicados
no
«Diário
do
Governo»
em
20
de
novembro e
21
de
aezembro
últimos,
foram
annulladas
as
acções
n,os
15:350,
15:357,
21:038
e
23:375
a
23:384.
Em
vista
do
que
se
declara
nulla
qualquer
transferencia
ou
cessão
dos tí
tulos
acima,
quando
não
seja
effectuada
ou
a
não
preceda
endosso
d
’
esle
Banco.
Evora
31
de
dezembro
de
1877.
(682)
Pelo
Banco
do
Alemlejo
os Directores
João
Lopes
Marcai
Eduardo
d
’Oliveira
Soares.
CAIXA
PABA A 3 EI TE
No
largo
de
S. Miguel-O-Anjo; n.°
14,
ha
para
vender uma
caixa em
muito
bom
estado
que
leva
cinco
pipas,
e toda forrada
de
castanho.
(683)
BANCO
DO
MINHO
Por
ordem
do
exm.°
presidente
são
convidados
os
snrs.
accionislas
d
’esle
Ban
co a
reunirem
se
em
assembleia
gerai
or
dinária
no
dia 15 do
corrente
pelas
11
horas
da manhã,
para os
fins consigna
dos
no
artigo
34
dos
Estatutos.
Braga
7
de
janeiro
de
1878.
O
secretario
da Meza
(686) João Gonçalves Pereira
Lobato.
Banco Commercial Agrícola e In
dustrial
de Villa Real
(Sociedade
anonyma de responsa
bilidade
limitada)
São
convidados
todos
os
accionislas
d
’
este
Banco
a
concorrerem
á
assembleia
Geral
que
ha
de
reunir-se
na
sede
do
mesmo Banco
em
20
do corrente
pelo
meio
dia,
para lhe
ser
presente
o
rela
tório
e
contas da
Gerencia
e
parecer do
Conselho
Fiscal,
com relação
ao anno de
1877,
e
se
proceder
á
eleição
<la
meza da
Assembleia Geral e
Conselho
Fiscal.
Na
segunda
reunião,
cujo
dia
ha
de
ser
designado
na
primeira, tem
de
discu
tir
se
o
relalorio
da
Gerencia,
e
como
es
ta
terminou
o
seu mandato,
proceder-se
á eleição
de nova Gerencia,—
art.
os
42
a
46
dos
estatutos.
Villa
Real, 3
de
janeiro
de
1878.
Por
auctorisação do
exm.°
vice-presidente,
O
l.°
secretario,
Dr.
Augusto
Guilherme
de
Sousa.
(685)
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Tendo
a
administração
do
lheatro
de
S.
Geraldo resolvido arrendar
o
mesmo
para
bailes de
mascaras, ou para
ou
tro
qualquer
genero
de especlaculos
per-
irillido
pelos
estatutos
do
mesmo
thea-
tro
desde
o
dia
20
de
janeiro
de 1878
até
ao
dia 6
de março
do
mesmo
an
no
previne
os
interessados,
afim
de
que
dirijam
as
suis
propostas
em carta
fe
chada
até
ao
-ha
15
do
corrente
a qual
quer
dos
administradores
d
aquel
e
lhea
tro
para
os tins
convenientes.
Braga
1
de janeiro
de
1878.
Os
administradores
Visconde
de
Pindella
José
íiorges de
Faria
(679)
José
A.
F
eire
de
Andrade.
Pertende-se
fallar,
para
sua
utilidade,
com
Francisco
da
Cunha
Abreu,
filho
na-
tutal
de Joaquina Rosa,
da
cidade
de
Guimarães,
aonde
nasceu,
mas
residiu
em
Braga
desde
creança, e
d
’aqui
foi pa
ra o
Porto
para
um
armazém
de
solla
ha
cerca
de
10
annos
Pode
dirigir-se
a
Luiza
Marta
Gomes,
largo
de
8.
Sebas
tião,
Braga.
(677)
Banco
Commercial de Braga
Por
ordem
do
exm
0
presidente
da
as
sembleia
geral
convidam-se
os
snrs.
ac-
cionistas deste
banco
a
reunirem-se em
assembleia
geral
no
dia
10
do
corrente,
pelas
10 horas
da
manhã
na
casa
do
mesmo
banco
para
os
fins
designados
no
artigo 25
dos
estatutos.
A
lista
dos
snrs. accionislas
acham
se
á
disposição
dos
mesmos
snrs.
na
lhe-
souraria
do
banco,
e
na
sua
caixa Filial
no
Porto.
Braga
2
de
janeiro
de
1878.
O
secretario,
Gonçalo
Anlão
de
Macedo
Sá
e Abreu.
DINHEIRO
dá-se. sobre qualquer
obje-
clo
de
valor.
Rua das
Palhotas
n.°
83.
(681)
Cirande
deposito de
bolaeha e
biseoutoa da Fabriea Níaeional a
vapor, em Idsboa
DE
Eduardo
Conceição Silva &
Irmão
Deposito
no
Porto, rua
dos Inglezes,
38—
42
N
’
este
grande
deposito
se
vendem
as
bem
conhecidas
qualidades
de
bolacha
e
biscoutos, qualidades
estas que
rivalisam
com
as
inglezas, e
teem
a
vantagem
de
serem
sempre
frescas
e
muito
mais
bara
tas,
tanto
em
caixas
como
avulso;
porisso
chamamos
a
attenção
dos snrs.
consum-
midores.
N
’
esle mesmo
deposito
se
vendem
fa
rinhas
das
principaes
fabricas
de
Lisboa:
de Bento
Antonio,
João
de
Brito
Caramujo,
Manoel José
Gomes, &
Filhos,
e
da
NACIONAL,
EM
SANTO AMARO.
(664)
.....
............ ......... ............... ..
Jeronymo
José
Pereira
Pinheiro
&
Fi
lhos,
participam que
admittiram
para
so-
cio
da sua
casa commercial
desde
o
dia
1.°de
outubro
de
1877,
seu
irmão
Ma
noel
Cândido
Pereira
Pinheiro, e
que
a
firma
social
passa
a
ser
d
’
aqui em
diante
(676)
Pinheiros
&
Irmão.
MESSAGEIRO
Almanak
para
1878
Por
José
d'Oliveira
Cardoso.
A
’
venda
nas
principaes
livrarias
e
em
casa
de
João
Ignacio
Bernardmo,
em
Fol-
gosa
do
Douro.
Preço
50
rs.
e
a
40
rs.
de
10 exem
plares
para
cima.
(674)
No
Ueposito
de Vinbos do Elowt-
ro
—
rua
de
S.
Marcos n.°
15
—
ha
as
seguintes
qualidades de
vinhos
:
Palhete,—
-Meza n.°
1.
Estes
vinhos
leem,
augmento
de
10
reis
e
garrafa.
Sent
a«sment» de preço
t — F.
n.°
1
;
F.
n.°
2
; F.
n.«
3;
F.
n.°
5.
=
V.
n.«
1
;
V.
n.°
2;
V.
n.»
3
; V. n.°
4
=Bastardo
de
1863
=
Vinho
branco
n.
ft
1
;
=
Vinho
branco
n.°
2.
Vinho branco
de
1863.
—
Moscatel
n.°
1
;
Moscatel
n.°
2
;
Moscatel
secco
=
Malvasia
adamada
n.°
2
=
Malvasia
secca.
=■
Geropiga
loira
;
Ge-
ropiga
branca.
=
Ligrima
branca
n.°
1;
Lagrima
loira.
ESPECIALIDADES
Vinho
de
1840
=
—
Alvaralhão
de
1840—
Roncão
de
1820
=
Lacrima-chrisli.
Vinhos de «tifTerentee proeeden-
i
Collares
;
Madeira,
de diversos pre
ços
e
muiio
baralos
;
Xerez;
Moscatel
de
Setúbal
;
vinho
de
Valdepena
;
Bordéus
;
Champagne.
NO
MESMO
ESTABELECI
MENTO
HA:
Doce
de
toda
a
qnaiidade
de
fructa,
tanto
em
sêcco
como
em
calda
;
licores
francezes
;
massas
para
sopa
;
farinha
de
diversos
legumes
;
conservas ;
mostarda
;
peixe
d
’
escabeche
;
sardinhas de
Nantes;
ostras
frescas
em
laias
; amêndoas
de
di
versas
qualidades,
com
caixas
de
cartão
muito bvnilas
para
as
mesmas
; chocolate
hispanhol
;
chá
Hysson
e
preto
;
bolacha
ingleza
de
diversas
qualidades
;
biscoito
vallongense,
o
melhor que
se
fabrica
;
quei
jo
londrino,
papel,
flamengo
e
suiço.
E
muitas
outras
coisas
próprias para
o
Natal.
NO
ME^MO
ESTABELECI
MENTO
Ha
um
excellenle
restaurante, e
se
apromplam
consoadas
de
qnalquer
comi
da,
tanto
em carne,
como
em
doce.
—
Tem.
sempre fiambre,
e
aos
domiugos
fazem-se
alli
pasielinhos de
massa
á
franceza,
tanto
de
carne
como
de
diversos
doces
=Mor-
cellas
de lombo
de
porco e
de doce:
aprom-
tando-se também
caixas enfeitadas.
15
— RUA
DE S.
MARCOS
—
15
(643)
Solicitador
—
\.
Lopes
da
Gama
Eseriptori»
—TaypaB
m
.°
S
—
Port&
(613)
axrjsymíai^
Escola Americana
Consullono
a
toda
a hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de S. Francisco) n.°
22.
ISSWClOe
Ruis
dos Capellistas, 43
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível,
a
saber:
chitas
largas
bem
sortidas,
tinas em
côr,
e
bom
panno,
a
80,
90,
100
e
110
o
covado;
ha
linda
len-
çaria
de
seda
e
selim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos
para homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crtís;
lenços
de
cambraeta
de
linho
para
bolso;
jarras
pra
leadas,
em
differeules
tamanhos;
adere
ços
e
brincos; sapatos de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
oureílo;
gravatas
de
seda, ou
gorgoião,
largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
naelim,
e
d
’outras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d’
arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N’
este
estabelecimento
ha
um
sortido
completo
de
tudo
e
barato.
(606)
AilMAZKM lltí «
DO ALTO DOURO
DA
CASA
DE VI&I
j
A
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
—Braga.
N
’
este
armazém se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
>
»
.
190
»
Lagrima
.........................................
200
>
Branco
de
meza
.............................
210
» tinto
de
meza
fino.
. .
.
270
>
de
prova
secca.............................. 300
#
Malvasia
de 2.a
..............................
360
»
»
velho....................................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
>
Roncão.........................................700
»
Alvaralbào.........................................560
>
Velho de
1854
....
600
>
a
retalho
par*
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo chymico.
(
tt
^I)
Os
Hebuçndos mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante, peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecdos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—Meia
caixa
100
reis.
Unico deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça Municipal.
(621)
CIKUR6Iû DEMTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
COADJUTOR
Quem
quizer
ser
coadjutor
em
S.
La-
zaro,
falle
com
o
parocho.
.
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém
todos os princípios balsâmicos e aromáticos
de Alcatrão de Noruega. Noa
fortes
calores
e
nas mudanças de estação, impede que a agua se corrompa : é uma bebida hygie-
nlca
e
preservadora de moléstias
epidemlcas. — Dó se : uma colherzinha n*um copo <ragua
accrescentada a bebida
ordinaria. —
Preço 400 reis. '
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON
,
Com
chlorhydrophosphato
de cal.
Consumpção,
moléstias
do peito,
tisica, anemia, dyspepsla, raohftismo, moléstias dos
ossos,
das mul
heres e das crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO BARBERON.
com
chlorhydrophosphato de
ferro. — Recon
stituo
o
sangue sem causar o
estomago. Muito
sgradavel, digestivo • tonloo.—Preço : 800 r*.
FOGO
BARBERON
PARA
OS CAVALLOS.
Substitue
o ferro candente soa
destruir
o pello.
Exito infalíivel e facil
applicação. — Preço : 050 reis.
Deposito»:
BARBERON & C‘«, en Ghâtillon-sur-Loire (Loiret),
França. Em LisDoa,
Barreto,
rua do Lorêto,
n.° 28
—30.
(;|;—
23;
|
r
UA
II!.
S.
MARCOS.
N
õ
.|
p
vende
papeis
pinta-
$
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
«estos, a
prin-
cipiar
em 80 reis a peça.
CÊ
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito resu-
l
$
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
No
Asylo
de
S.
José
de S. Lazaro
ha
dinheiro
para
dar
a
juro
por
escriptura
com
hypolheca.
Quem
pertender
dirija
o
seu
requerimento
á
junta
administradora
do
mesmo
Asylo.
(678)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das Carvalheiras, falle
com
Joa
quim Antunes Alves,
na
rua
do
Campo,
d
’esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(680)
FILIAL
D
a
CftlXÃ
JKCil.Vl.TÍHA
PENHORISTA.
Sociedade anónima
de
responsabilidada li
mitada
CiipUi....................
3OOiOOO$OOO
BUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com entrada
pela r»a
do
Campo)
BRAGA.
EmpreMa
dmlieiro
sobre
ouro, praia,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
•oovei-,
íeriamtmi
s,
e solhe
iodo
e qual
quer
objecto
do
lalor
uáo
inferior
a tOO
réis.
Recebe-se
dinheiro
t-m
deposito
a
pra-
so
ou
á
moem
;■
bima <•<!<> juros
conven
cionáveis
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
uos
dias
santificados
e>lará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirin't
i.
PROFESSOR
DE
COMMERCIO
Acaba
de
chegar
a
esta
cidade
um
professor
com
muitos
ânuos
de
pralica
de
ensino
do
curso
completo,
etc.
Também
lecciona
só
qualquer
das dis
ciplinas.
como;
escnpluraçào
mercantil
ge
ral ou
especial,
contabilidade
commercial,
systema
monetário
e
cambial,
metrologia
universal;
geographia,
historia
e direito
commercial;
algebra, economia
política,
dezenlio,
callygraphia,
litiguas,
etc.
Está
aberia
a
matricula até
ao
1.°
de
dezembro,
dia
em
que se
inaugurará
o
curso.
Preço
em
classe
—
2$500
j
Curso
diurno
Particularmeiile
—
-i$5001 e uoctuino.
Rua
do
Conselheiro
Januario,
31.
(622)
FLUIDE
IATIF
DE
JONES
Por
auas propriedades bene/tcae, goza este
pro-
ducto de
alta e
merecida reputaçSo.
Suacisa e ama
cia
a
pelle, allivia as irritações causadas
pelas mu
dança*
de
clima, pelos banhos do mar, impressSes
desagradaveis
do
vento ou do
calor,
etc, etc.
Uma
simples
applicaçso faz
desapparecer as ra
chaduras
das mios e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
t
muito
digno de ser
recommandado ó
Sabão
latir,
que possue
todas as propriedades suavizan-
tes
do Fluide,
e um aroma delicadíssimo.Preço500
r*.
23, Boulevart
des Capucines,
Paris,
De
Fronte
da
entrada
do
Grand-Uotel.
Fabricante
de Escovas
Inglesas
Perfumeria,
Loja
de
papel,
Objetos
de
Fantasia,
Estojos
diversos,
Cutelaria,
Artigos
de
Luxo,
Luvas,
etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28—
30
(26
•)
JOSE
EA aí
LV
a
EEEEÀO
C<>m
iojn U«- f*sS«n feit<»
13
—
Laigodt
’
Barão
de
S.
Mailinho
—13
Pariicipa
aos
-eus
amigos
e fre-
,i
gue>r.s. lanio
d
esta
cu)>de
comn
da
p<
oviocias que
|em
um
bonito
ill í p V:í,
’a
sortimento
de
faio fei-
UK
j
A* to,
casimiras
para faio
muito
baratas,
c-nes
de
<alç*
a
I$
j
()D.
2$000
e
25500
reis;
lud
fazendas modernas.
(riiarda
pós
<íe
casimiia
e
de
alpa-
que-
Higlezes,
roupa
branca,
assim
c<>mo
camisa
de
fjp()
reis
para
cima,
ceroulas
de
4Uí) rei*
até
800,
de
patino
familiar,
e
m< olé*,
boneis
de
gorgurão
.le
seda
e
de casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feni
*.
Encarre
;a
•
se
de
(azer qualquer
obra
que
lhe
seja
e-
eommendada,
e
mompti-
fica-se a
ticar
cem
ella
quando não
lique
á
vontade
do
fieguez.
(583j
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA EDIÇÃO
Novamente
correcla
e muito
augmentada
com
novas
orações
e
devsções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima Raccolta.
Com approvação
de
8.
Exc.
&
Rev.
ma
o Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
3
E,
e
nas principaes
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria
Catholica,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de
Manuel
Malheiro.
rua
do
Almada.
Preço
em
brochura.
. .
.
160
reis
»
encadernado
....
240
»
L1VKARIA BORDA LO
Travessa «la Vietorii» n.° 49, t.°
andar, Lisboa
N
’
este estabelecimento ha
um
variado
sortimento de
differentes
obras,
Roman
ces,
Historias,
Comedias,
Dramas,
Scenas
Cómicas
e
Almanachs
para
1878,
e
faz-se
abatimento
para
negocio,
e
remeltem-se
os
catalogos
grátis,
e
qualquer
das obras
abaixo
mencionadas
são
remetlidas francas
de porte
aquem
enviar
o
seu
importe em
estampilhas.
MANUAL
DAS
DAMAS,
tratado
de
fa
zer
flores
arlificiaes
ornado
de estampas
500,
MANUAL
DO
COSINHEIRD,
modo
dè
preparar
as
melhores
iguarias
da
cosi-
nha
portugueza
e
franceza,
arte
de co
peiro e
pasteleiro
240,
MANUAL
DO
PRESTIDIGITADOR,
livro
de
sortes
di
vertidas
tanto
de
mãos como
de
cartas
e
physica
recreativa,
ornader
“
de
'80
estam
pas
500,
manual
do
conserveiro
e
CONFEITEIRO,
modo
de
fazer
bollos pas
teis,
doces,
gelados,
240,
MANUAL
DE
DANSA,
arte
de
aprender a
dansar
sem
mestre
120,
MANUAL
DAS
SINAS,
ex
plicação
das sinas
e
sonhos
120.
I
IVR4KIA
D
’
E»fo
€114
WON
BRAGA
Ultimas
publicações
(OBRAS
COMPLETAS)
PADRE
R1VAUX
Historia
Ecclesiastica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida
da
6
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
hra,
3.
vol
...............................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
chrislão,
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol.................................................
l$200
BALMES
0 Protestantismo
comparado
com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol. 2$400
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
500
cart..............................................
$600
Ancora
de
Salvação, I
vol. br.
5<
>0
cart
..............................................
$600
D.
MARIA DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go.
1
vol
...................................
$500
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade de
Nosso
Se
nhor
Jesus
Chrislo,
recitado
na
Sé Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço..................
200
rs.
DISCUP.SU
deputa'S«s
francez catbolito
O
CONDE
ALBERTO DE MUN
Pronunciado no eneerrniuento da
assembleia geral dos nEenbros
da
obra «los círculos catholicos
de
operários
TRADUZIDO
PELO
P.4»O S RNrarA FMErrAS
Dedicado
ás
Associações
Catholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
ifesla
redacção
por
60
rs.
Parte de Comércio do Minho (O)
