comerciominho_07051878_783.xml
- conteúdo
-
folha
commehcíal
,
religiosa
e
^o
rií:io?íA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.° 3 E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.°
ANNO
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
................................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes......................... 2&000
»
6
»
.........................
1&050
N.° 783
»
sendo
duas assignaturas
3§60()
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3§600
Folha
avulso
...............................
10
lhe
augmentar
a
miséria,
arruinar
o
gosto
do
trabalho,
e
excitar
seus
irmãos
pobres
e
redusidos
a
apoderar
se
da
bolsa
dos
seus
visinhos;
oiço
o
appelo
á
humanidade,
e
sou
testimunha
de
scenas
brutaes
que
me
enchem
de
horror
e
d
’espanlo
1
Mas
ha
um
meio,
um
unico
meio de
realisar
aquellas
sublimes
ideias,
cujas
palavras
exprimem
uma
verdade
fecunda,
uma grande
missão
imposta
ao
homem
pelo
Creador,
e
a
signiticação
verdadeira
e
completa
das quaes
só
o
catholicismo
nol-a
revela;
—esse
meio
é
dirigirmos-nos
de
novo
áquelle
que
os trouxe
ao
mundo,
é
tornarmos-nos
a
Jesus
Chr
sto.
Com
Jesus
Christo,
que é
a
via,
a
verdade
e a
vida, a
humanidade
pode
tu
do,
nenhum ideal
lhe
é
inaccessivel; po
demos
transfigurar
a
terra
n’
um
verdadeiro
paraiso,
enxugar
pi-a
sempre as
lagrimas
de
nossos
irmãos
desgraçados,
fundar
d
’uma
maneira
completa,
no
amor,
na
união
e
na
concordia
a
verdadeira hu
manidade;
podemos
até
inaugurar
o
reino
da
paz
perpetua
e
crear
ao
mesmo
tempo
as
melhores
instituições
políticas
e
sociaes.
Sem
elle,
nós
pereceremos
na
vergonha,
na
deshonra
e
na
miséria;
nós seremos
o
escarneo
e
o
oprobrio
da
posteridade.
Este
discurso
Li
muito
e
juslamente
applaudido.
Seguiu-se
o
desembargador
da
Relação
Patriarchal
de
Lisboa,
José
de
Sousa
Ama
do,
que
começou
por
mostrar
qual
o
sentido primitivo
da
palavra
civiltsalion,
em
portuguez
civilisação,
a
qual não
fora
adoptada
pelos
revolucionários,
senão
para
indicar
um
ideal de
praticas
e
costumes,
em
que
não
entrasse
noção
alguma
de
Deus,
ou
de
religião; disse que
d
’
esta
palavra
se
póde
usar na
liugua
porlugue-
za,
porque
não
exclue
a
providencia
de
Deus
ácêrca
dos
homens;
todavia
affirmou
de
si,
que
não
a
emprega senão
acom
panhada
do
adjeclivo—
boa
(civilisação)
para
se
não
confundir
com
a
má
civili
sação,
ou sentido primitivo
em
que
ainda
hoje
é
empregada
pelos
revolucionários,
ou
inimigos
da
religião
e
da
sociedade.
Passou
depois
a
tocar
no
diluvio
de
males,
que
inundavam
por
toda
a
parte,
quasi
que acobertados
pela
referida
pala
vra,
e
fez
ver,
que
este
proceder
era
da
falta
do ensino
catholico,
o
qual
fizera
rebentar
a
primeira
revolução
de
Paris,
BRAGA—TiE»Çt-FKI»i 1 BE
baio
sn:
im
»
3,
a
e ultima sessão «lo
congresso
catltolieo,
em
Braga, no dia 3
do
corrente.
Como
em
rasão da
falta
de
tempo
e
d
’
espaço
não
podémos
dar
em
o
n.°
pas
sado
a
resenha
de
lodos
os discursos
pro
nunciados
na
3.
a
e
ultima
sessão
do
congresso
catholico,
vamos
hoje
desempe-
nhar-nos
d
’
t»te
trabalho.
Ao
snr.
D.
Antonio d
’
Almeida, cujo
discurso
resumimos,
seguiu-se
o
revd."
1
'
snr.
Antonio
Joaquim
d
’
Azevedo
Couto,
sacerdote
digno
por
todos
os
litulos.
Recapitulando
o
que
havia
dicto
nas
sessões antecedentes
sohre
o
christianis-
mo
em
face
da
sociedade
civil
e
di
civi
lisação,
passou
a
demonstrar
que
fóra
do
chrislianismo
não
é
possível
realisar-se
essas
sublimes
ideias
de
progresso,
civi-
lisação,
liberdade,
igualdade
e
fraterni
dade
que
tanto
agitam
o
mundo
mo
derno.
Eu
vejo
no
mundo,
disse
o
orador, d’
um
lado
poderosos
esforços,
energicas
tenta
tivas
para
altingir
o
mais
bello
ideal
que
o
espirito
humano
possa
conceber;
do
outro
germinar paixões
as
mais
ignóbeis;
oiço
o
appelo
que se faz
á
paz
univer
sal.
mas
vejo
a
divisão, o
odio
e
a
dis
córdia
estender
incessantemente
seus
es
tragos
entre
os
homens;
oiço
o appelo
á
liberdade,
e
vejo calumniar,
perseguir
e
até
assassinar
cobardemente
homens
que
leem
tido
a
coragem
de
propugnar
pela
verdade
e
pela justiça
no
mundo;
oiço
invocar
entre
os
homens
a igualdade
que
o
Evangelho
nos
ensina,
e
vejo
os
ex-
forços
insensatos
de
cada
um
para ele
var-se
a
cima
de
todos;
oiço
o
tocante
appelo
que se faz
ao
amor e á frater
nidade,
e
vejo o odio,
a
calumnia, e a
mentira
propagar-se
mais
e
mais:
oiço
o
appelo
á
unidade,
e
vejo
uma porção
do
povo
separada
do
outro
por odios cegos
e
irreconciliáveis;
oiço
os
gritos
d’
angus-
tia
pelos quaes nossos irmãos pobres
e
soffredores
imploram
soccorro; mas
vejo
a
cubiça, a avareza,
o
egoísmo,
o
amor
dos
praseres
alargar
diariamente
seu
im
pério;
vejo
homens
que,
intitulando-se
amigos
do
povo, não
trabalham
senão
em
da
qual
tantos
males
provieram
para
ou
tros
povos.
Deixando
theorias
de
educação,
deter
minou-se
pela
pratica,
mostrando
que
era
preciso
ter
em
muita conta
o
logar
do
Evangelista
S.
Lucas
nos Aclos dos
Aposto-
los
cap.
l.°,
e
que
fòra o
programma
de
Jesus
Christo:
facete
et docere.
Disse
que
a
educação religiosa
deve
ser
prece
dida
de
aclos,
ou
obras
n
’
aquelles,
que a
ella
se
dedicam,
porque
são
estes
que a
tornam
mais
acceitavel.
e
mais
digna
de
apreço. E
como
se
referia
á
educação
da
familia,
querendo
mostrar
a importância
d
’
ella,
apresentou
o
exemplo
de
Jesus
Christo,
que,
em
quanto
consagrou só os
últimos
tres
annos
da
sua
vida
a
ensinar
os
homens,
passára
os
trinta primeiros
em
praticas
de
humildade
e
obediência,
tendo
por
fim
mostrar
de
quanta
neces
sidade
era
o altender
miudamenle
â edu
cação
da
familia.
E
para
mostrar
que
não
ficava
só
em
theorias,
adduziu
um
bello exemplo de
piedade
filial,
que
se lè no
jornal
que
acabava
de
publicar
em
Lisboa, tendo
por
titulo
—
«A
Familia»,
o
qual
obtida
licença
do
ex.
mo
e
revd.1110
snr.
D.
João
arce
bispo
Primaz,
offereceu
aos
membros
pre
sentes
do
congresso,
sen.lo
primeiro
apre
sentado
por elle
um
exemplar
ao
mesmo
snr.
arcebispo,
outro
ao
snr.
governador
civil,
e
em
seguida
aos
snrs.
administrador
do cone
lho,
J
A.
Rebello da
Silva e dr.
Manoel Joaquim
Penha
Fortuna,
presiden
te
da
Associação
Catholica,
que
alli
se
achavam.
Feito
isto
procedeu-se
á distri
buição
pelos
assistentes,
em
numero
perlo
de
duzentos.
Por
fim
mostrou
que no
plano
do
jornal
«A
Fainilia»
entrava
a
doutrina
ácêrca
do
respeito
devido
ás
aucloridades,
tanto
ecclesiasticas
como
seculares:
que
no
primeiro
n.°
se
occupára
do
respeito
devido
ás
primeiras,
e
nos
seguintes tra
tará
do que
se
deve
ás
segundas.
O
ora
dor
foi
muito
applaudido,
concluído
o
discurso.
Tomou
em seguida
a
palavra
o
revd.
nw
dezembargador
M.
J.
Oliveira Guimarães,
abbade
de
Maximinos.
No
seu
discurso
tratou
a
passos
rá
pidos
a questão
da educação
fazendo
a
si-
milhante
proposilo
diversas
considerações
philosophicas,
moraes
e
religiosas.
Considerou
a
educação
como
proble
ma
mais importante
para
o
indivíduo,
pa
ra
a
familia
e
para
a
sociedade,
mostran
do
que
não
havia pessoa que
podesse
ser
indiflerente
a
uma
questão
de tanta
ma
gnitude,
e
da
qual dependia
o
futuro
da
humanidade,
bom
ou
mau,
segundo
aquel-
la
fosse
boa
ou
má.
Provou
depois
que a
educação
para
ser
boa
devia
ter
por base
a
religião,
e,
para
ser
religiosa,
devia
ser
dada
por-
quem
fosse
verdadeiramente
religioso.
Fez
lambem
diversas
considerações
ácêrca
da
importância
e
influencia
da
imprensa
periódica
no
ensino
e educação
popular,
encarecendo
a
necessidade
de
se
vulgarisar
mais
o
ensino
e
as
boas
practicas
religiosas
por
este
meio
de
ma
nifestação
do
pensamento,
sendo
precso
contrapor
á
imprensa
que
ensina
o
erro
a
imprensa
que evangelisa
a
verdade.
E
a
proposilo
de
tudo
isto
citou
au-
ctoridades
e fez
diversas reflexões,
que
mereceram
o
applauso unanime
da
assem
bleia.
Depois
o
ex.
mo
snr.
arcebispo
Primaz
levantando-se,
fechou
estas
sessões
com
uma
chave
de
oiro.
Principiou
por
dar
graças
a
Deus e
a
Maria
Santíssima
Imma-
culada
pelo
bom
exito
dos
trabalhos
do
congresso.
Dirigindo-se ao
snr.
governa
dor
civil
agradeceu-lhe
e
a
todas
as
au-
ctoridades
a
honra
de
haverem
assistido
a estes
actos,
no
que
tinham
contribuído,
não
só
para
o
seu
esplendor,
como para
o socego
e
boa
ordem, desviando assim
qualquer
suspeita
d
’
algum
mal-intenciona
do
que se
lembrasse
de
lhes
altribuir
caracter
político.
Agradeceu
aos oradores
o
terem
abrilhantado
tão
esplendidamenle
estas
reuniões, assim
como
a
todos
os
que
d
’
alguma
sorte
concorreram para
a
realisação
d
’
este
congresso,
principalmenle
o
ex.
mo
snr.
D. Antonio d
’
Almeida, se
cretario do
mesmo.
S.
exc.
a
foi
sublime
quando
disse:=
somos
poucos,
é
verdade,
mas
só
doze
eram
os
aposlolos
e
apesar
da
exiguidade
do
numero
regeneraram
o
mundo;' somos
poucos,
é verdade,
mas
as
grandes
em-
prezas
ordin-.riamente
se
leem
levado
a
cabo
não
por
muitos,
mas
por
poucos
homens;
somos
poucos, é
verdade, mas
Braga
felizmente
ainda
tem
crenças,
e
não
vira
até
hoje as
scenas
que
por
des-
FOLHETIM
CONSOLAR
CS
TRISTES.
I.
—
Helena,
formosa
menina
de
dez an-
nos,
vivia
no
seu
logar,
em casa
de
seus
paes,
no
regaço de
uma
abundancia
que
fazia
a
felicidade
de todos.
A
boa me
nina
tinha
o
feliz
condão
de
levar
a
ale
gria
a
toda a
parle.
Em
casa
de
seus
paes
era
ella
o
sol
vivilicador
d
’aquelle
pequeno
mundo.
Não
linha
irmãos
nem
irmãs,
era
só.
Criados
e
criadas,
todos, ao vel
a,
embora
que
o pezo do trabalho lhes
amargurasse
o
vi
ver
e
lhes fizesse
entristecer
o
semblan
te,
todos
sentiam
desapparecer-lhe
do
ros
to
a
tristesa
e
do
coração
a
mágoa.
Parece
que presentia
onde
havia
cui
dado
ou fadiga,
porque,
mal queumactia
da
se
via
amofinada com
um
trabalho ou
serviço,
parece
que
adivinhava,
e
eil-a,
mãos
á
obra.
Muitas vezes
desapparecia,
como
que
Por
encanto,
de
junto
de
sua
mãe; esta,
assim
que
dava
pela
falta,
corria
logo
em
sua
procura,
e
quando
a
encontrava
era
quasi
sempre
alhviando
com
o
seu auxi
lio
o
trabalho
de
alguma
criada,
e
sempre
dizendo a
todas
palavras de
consolação.
De
maneira que,
em
presença
da
boa
me
nina,
não
havia
diíliculdades
nem
triste
zas.
II.—N
’
este
mundo
em
que
vivemos,
to
dos pedimos esmola: uns
pedem ventura
e
«loria;
outios
pedem
dignidades;
outros
o
"pão
de
porta
em
porta;
outros
pedem
consolação
para
a
sua
magoa;
outros,
ale
gria
para
a
sua tristeza.
°
Por
um
caminho
solitário
e
tristíssi
mo
e
por atalhos difficeis,
caminhava
um
joven
virtuoso,
que,
apesar
da
sua
enér
gica
vontade,
ia
profundamente
magoado.
Levava
a
mão
coilocada
sobre o peito pal
pitante,
suas lagrimas corriam
em
abun
dancia;
e
se
não
fosse
pelo
temor
de des
prezar
a
voz
e
o
conselho
de
sua
mãe,
te
ria
tornado
para
a
casa,
que,
horas
antes,
tinha
deixado
com grande
pezar
da sua
alma.
N
’aquella
casa
estava
sua
mae,
que.
antes
da
partida,
em
presença
de
Helena,
que
jí
é
de nós
conhecida,
lhe
dissera:
—
«Meu
querido
filho,
é
forçoso
que
de
|mim
te
apartes
por
alguns
annos.
Depois,
se
Deus
o permittir,
tornarás
para
a
mi
nha
companhia.
Entretanto
Helena,
esta
boa
menina
será
a
consolação
da
minha
tristeza,
a companhia
na
minha
soledade.
Se
não
fòra
esta
esperança, que
me ani
ma
de
que
ella será
allivio
da
minha
sau
dade
nem
eu
te
deixaria
partir.
Mas,
as
sim
é
preciso,
vae.
Aqui,
no
lar
da
tua
infancia, ficarei
aguardando
por
ti,
bem
certa
de
que
procurarás
o
bem
estar
de
tua
mãe na sua velhice.
«Bem
quizera
eu,
meu
filho,
poder acom
panhar-te,
porque
bem
vejo
quanto
é
triste
e
difficil
para
o
homem,
e
principalmen
te
para
uma
criança
como
tu
és ainda,
emprehender
nina viagem
tão
longa
e
só;
mas
tu
bem
vês,
meu
filho,
que
eu
não
posso.
Procura
algum
amigo
que
te
acom
panhe.
«Tem
sempre presente
que a
juventu
de
é
facil de se
deixar
atrahir
para
lhe
preverterem
os
bons
instinctos,
desvirtua
rem
os sentimentos
nobres
e
corrompe
rem
os aflectos puríssimos
dTima alma
christã.
«Procura que
o
amigo
que
haja
de
acompanhar-te,
seja
para
li
como
o
anjo
que
guardou
o
innocente
Tobias
e
o
con
duziu
até
junto
de
seus
velhos pae
e
mães.
—
Diga-me,
querida mãe,
qual
é o
no
me
do
amigo
que
quer que
me
acom
panhe
?
Então
a
mãe,
abraçando
pela
ultima
vez
o
seu filho,
repetiu
lhe
muitas
vezes
ao
ouvido
o
nome
d
’
aquelle
amigo.
O
joven,
com
o
som
da
voz da
mãe
vibrando-lhe
no
coração,
com
as
lagrimas
de
Helena
cahindo-lhe
n
’
alma,
seguia
seu
caminho.
Eram
sua
luz
e
sua
companhia
a
sua
mesma
alma e
a
sua
energica
von
tade.
Seguindo
por uma
aspera
e
difficil ve
reda,
vê
pela
primeira
vez
um relampe
jar luminoso,
e
ao
mesmo tempo ouve
uma voz
que
lhe
diz:
—
Queres-me
por lua
companheira
na
tua
viagem
?
—
E
como
te
chamas
tu?
pergunlou-
Ihe
o
viajeiro.
—
Eu
sou
a
gloria.
—
Não
é
esse
o
nome
que
me
disse
minha
mãe: vae-le,
segue
o
teu
cami
nho.
Mais
adiante sente
um
agradavel
estre
mecimento
em
todo
o
seu
corpo;
ouve
uma
voz
agradavel
dmilhante
á
do
pas-
lorzinho
do
ameno
valle,
que Ih •
diz:
í
—
Joven
e
solitário
viajante,
queres-
graça
se
teem
dado
ein
outras
terras,
isto
é
—
os
enterros
civis,
os
casamentos civis,
e
os
baptismos
civis—,
aliás todos,
estava
certo, se
reuniriam
para
defender
a
reli
gião
calholica;
somos
poucos,
é
verdade,
mas
poucos eram
os
companheiros
de
Pelagio
para
reconquistar
toda
a
penínsu
la,
no entanto
esses
poucos
libertaram
a
sua
patria do
jugo
sarraceno;
somos
pou
cos,
é verdade,
mas
Portugal
ainda
não
está
acostumado
a
estes congressos,
que
tão
necessários se
tornam
nos
paizes
onde
a
religião
catholica
é
perseguida.
Elle,
pois,
que
em nome
de
Deus
e de
Maria
Santíssima
havia
aberto
este
congresso,
em
nome
de
Deus
e
de
Maria Santíssima
o
fechava
lambem,
abençoando
a
lodos.
----
-
—
Ainda
a
Infallibilidade.
Continuam
ahi
uns
certos
escriptores,
grandes
theologos,
sobre
tudo
calholicos
(dizem
elles)
illustrados,
a
teimar
em
qualificarem
de dogma
novo
a
infallibi-
lidade
do
Papa,
definida
pelo
Concilio do
Vaticano.
Tem-se-lhes
dicto
que não
ha
dogmas
novos,
e
sobretudo
tem-se-lhes
repelido
mil
vezes
as
celebres
palavras,
que
se
lêem
no
precioso
livro
de
Vicente de
Lerins
—
o
Commundorium
—«O
que
tem
«feito
a
Egreja?
Ella
quiz
que
o
que se
«tinha
já
antecedentemente
crido,
fosse
«simplesmente
proferido
com
mais
exa-
«clidão;
que
o
que
linha
sido
prégado
«sem
reparo,
fosse ensinado
com
mais
«cautella;
que
se
explicasse
mais
dislin-
«çlatnenle
o
que
anleriormenle
se
havia
«tratado
de passagem
com
uma
inteira
«segurança. Tal
foi
sempre
o
destino
da
«Egreja;
ella
não
fez
outra
cousa
com
«os
decretos
dos
concílios
do
que
pôr
«por
escriplo
o
que
já tinha
recebido
por
«tradição»
.
Tem-se-lhes
dito,
tem-se-lhes
repelido
tudo
isto
aos
taes
sábios
da
sciencia
da
moda;
mas
debalde;
por
que
fechando
os
ouvidos
a todas
as
nossas
reflexões
e
argumentos,
vão
sempre repetindo:
o
novo
dogma
da
infallibilidade
!
Pois
bem
Vamos
exeavar
atravez
dos
séculos
a
certidão
de
edade
do
novo
dogma.
Vamos
mostrar
aos
doutores,
que
faliam
de
cadeira
de
omni
scibili,
como
a
in
fallibilidade
do
Sumrno
Pontífice
se
en
contra
nos
documentos
da
mais remota
antiguidade
chrislã.
Abramos
primeiramente
o
Evangelho
de
S.
Lucas,
no
capitulo
XXJI,
e
lêamos
o
verso
31
e
seguintes:
«Simão,
Simão
(diz
Jesus
Christo)
eis
«ahi vos pediu
Satanaz
com
instancia
«para
vos
joeirar
com
o
trigo;
mas
eu
«roguei
por
li
para que
a
tua
fé
não
«chegue
a
desfallecer;
e
tu,
depois
de
«convertido,
confirma
a
teus irmãos».
Eis
aqui
pois
a
infallibilidade
conce
dida
a
S.
Pedro;
pois
que,
se
elle
não
fòra
infallivel
nos
seus
ensinos,
mal
po
deria confirmar
na
fé
a
seus
irmãos.
Reconheceria
porem
a Egreja
esta
mesma
infallibilidade
em
Pedro
e
nos
suc-
cessores
do
Chefe
do
Apostolado,
isto
é,
nos
Pontífices
Romanos?
Vejamos.
Celebra-se
o
concilio
de
Jerusalem,
a
que
assistem
os
Apostolos
e
os
Pres-
byteros,
presididos
por
Pedro.
Este
le
vanta-se
e
diz:
«Varões irmãos,
vós
sa
«beis
que
desde os
primeiros
dias
orde-
«nou
Deus
entre
nós
que
da
minha
boc-
«ca
ouvissem
as
nações
a
palavra
do Evan-
«gelho,
e
que
a
crêssem»
....
N
’
estas
palavras
Pedro
aflirma
explici-
tamente
a
própria
infallibilidade,
e
de
clara
que
Deus
o escolhêra entre todos
para
mestre
e
doutor
das
nações;
depois
passa
a
definir
o
dogma
da
salvação de
lodos
os
homens
em
lodos
os tempos
pela
só
graça
de
Jesus
Christo:
Sed
per
qratiam
Domini
Jesu
Chrisli
credimus
sal-
vari,
quem
admodum
et
illi.
—
A
estas
palavras
ninguém
oosa
con
testar.
Fallára
a voz
de
Christo
pela bocca
do
seu Vigário
infallivel;
ninguém
se
op-
põe,
ninguém
discute,
ninguém
contradiz;
pelo
contrario
todos
se
calam:
Tacuil
au-
tem
omnis
multiludo
! A
causa
eslava
irrevogavelmente
terminada.
Logo
no
li
século
suscita-se
a
que
stão
sobre
a
celebração
da Paschoa.
Era
bispo
de Smyrna S. Polycarpo,
discípulo
de S. João, e
ordenado
pelos
Apostolos.
A
sua
auctoridade
era
pois
de
um grande
pezo.
Pois
bem.
Elle
emprehende
a
jor
nada
de
Roma,
e
sem
submeller
a ques
tão
á
decisão de Santo
Anicelo,
o
undéci
mo
successor de
S. Pedro
!
Multiplicam-se
ainda
n
’este mesmo II
século
os
lestimunhos
e
os
factos,
que
por
brevidade ommitiimos, mas
que
au-
ctorisam
sobejamente
um
escriplor distin-
cio
a
fazer
a
seguinte
observação:
«Não
«se
póde
de modo
algum
duvidar
que
no
«segundo
século
não
fosse
o ensino
da
«Egreja
Romana
olhado
como
o
typo
do
ensi-
«no
catlioiico,
e
orthodoxo,
como um
ensino
«infallivel
e
sem
apeilação.
/Blanc,
Cours
«d'hisl.
eccles.
tom.
I,
p
501)».
No
IV
século
o
concilio
Surdicense
ordena
que
lodos
os
bispos
levem
as
suas
causas
perante
a
cabeça,
isto
é,
pe
rante
a
Sé
de
Pedro.
O
primeiro
concilio romano
(ann.
337)
confirma
esta
decisão
na
sua epistola
sy-
nodal
aos
bispos
do
Oriente,
e
diz
mais:
«Assim, esta
Egreja
(de
Roma)
consa-
«grada
pelo
seu
nome
(de
S.
Pedro)
tor-
«nou-se
pela
instituição
do
Senhor
a
pri-
«meira
e
a cabeça
de
todas
as
outras,
«e
a ella,
como
a
mãe
e
ápice,
recor-
«rem
as
causas
maiores
da Egreja
e
os
«juizos
dos
bispos,
terminando
pela
sua
«justa
sentença:
e nenhuma
d
’
estas
cau-
«sas
póde
ser
decidida
fóra
do
Pontífice
«
Romano»
.
N
’
este mesmo
século
são
celebres
as
palavras
de
Santo
Agostinho:—«Roma
fal-
«lou;
está
terminada
a
questão».
E
S.
Jóão
Chrysostomo,
e
Santo
Ambrozio
com
o
concilio
de
Cápua,
e
S.
Jeronymo
se
guem
a
mesma
doutrina.
No
V
século,
exigindo-se
dos
Padres
do
concilio
de
Calcedouia
(IV
ecumenico
uma
exposição
da
fé, elles respondem
que
—
uma
regra
de
fé
havia
sido
dada
pelo
arcebispo
de
Roma,
e
por
conseguinte
que
não
era
permittido
fazer
outra
expo
sição:
—
Su/ficiunt
que
exposila
sunt:
al
teram,
exposilionem
non
licel
fieri.
(Lab.
concil.
IV, 337).
E
depois
de lidas as
epistolas
do
Papa
S.
Leão
a
Flaviano,
em
que
elle
estabelecia
a
verdadeira
doutrina
sobre
a
Encarnação
contra
Eulychio,
os
Padres
do
mesmo
concilio
respondem:
«Nós
to
ldos
assim
o
cremos;
analhema
ao
que
«assim não crêr.
Pedro
faltou
pela
bocca
«de
Leão.
Este
é
o ensino
dos
Aposto-
«los».
No
VII
século
o
concilio
III
de
Con
stantinopla
(VI
ecumenico) approva
e
sub
screve
a
carta
dogmalica
do
Papa
Aga-
Ihão,
em
que
este se
exprimia
do se
guinte
modo:
«Todo
o
universo
catholico
«reconhece
esta
Egreja
(de
Roma)
por
«mãe
e
mestra
de
todas
as
outras
..........
«Tal
qual
ha
recebido
a
fé
dos
seus
fun-
«dadores,
os
príncipes
dos
Apostolos,
as-
«sim
a
lem
conservado
sem
mancha,
con-
«forme
a
promessa
feita
a
Pedro
pelo
«Salvador:
Eu
roguei
por
li
para
que a
«tua
fé
não desfallêça;
tu
pois,
quando
«te
houveres
convertido,
confirma
a
teus
«irmãos.
Em
virtude d’
esla
promessa
di-
«vina
os
Pontífices
Romanos,
de
quem,
«apesar
da
nossa
indignidade,
somos
suc-
«cessor,
leem
sempre
sustentado
a
causa
«da
fé».
Não
ha affirmação
mais
terminante
e
positiva da
ine<rancia
dos
Suinmos
Pon
lifices
em
matérias
de
fé.
E
o
concilio
recebendo-a,
conformando
se
com
ella
e
tomando-a
por
base
da
sua
sentença
fi
na!
contra
os
hereges
Monothelitas,
póde
afloitamenle
dizer-se
que
definiu
como
um
dogma a
dita inerrancia
ou
infallibili
dade
ponlificia.
Proseguiremos
em
outro
artigo.
D.
M. S.
O
primeiro
dos
deveres
de
lodo
o go
verno
é
harmonisar as
leis com
a
vontade
geral;
e
assim
a
economia
publica
deve
na
sua
administração
conformar-se
com
as
leis.
Para
que
o
Estado
não
seja mal
go
vernado
será bastante
que
o
Legislador
tenha
provido,
como
deve,
ao
que exigem
os
logares,
o
clima,
o
solo,
os
costumes,
a
visinhança,
e
a
todas
as
relações
do po
vo
para
quem
lera
de
legislar;
e
ainda
assim
terá
de
altender
a
uma infinidade
de
detalhes,
de policia, e de
economia,
empregando
os recursos
da sciencia,
sem
nunca
perder
de
vista
duas
regras, que
são
essencialissimas
para
bem
se
haver
na
sua
gereucia:
uma,
a
que
está
no
espiri
to
da lei,
que
deve
servir
á
decisão
dos
casos
não
previstos
na
leltra
d
’
ella:
a ou
tra,
a
da
vontade
geral,
origem,
e
sup-
plemenlo
de
todas
as
leis,
e
que
deve
ser
sempre
consultada
nos
casos
obscuros,
ou
duvidosos.
Perguntar-me-hão:
como
se
ha
de
co
nhecer
a
vontade
geral
nos
casos,
em
que
ella
se não
explicou
’
Será
necessário
jun
tar
toda
a
nação
a qualquer
acontecimen
to
imprevisto?
Se o
governo fôr
justo,
e
bem
intencionado,
não
haverá
essa
neces
sidade,
porque
o
chefe,
ou
chefes não
pó-
dem
ignorar
que
a
vontade
geral
está
sempre
da
parte mais
favoravel
ao
inte
resse
publico,
ou
da
equidade,
de
manei
ra
que
basta
ser
justo
para
conhecer,
e
seguir
a
vontade
geral.
Muito faz
quem
faz
reinar
a
paz,
e
a
ordem
em
todas
as parles
de
que
se com
põe o
Estado:
muito
faz
o
que
consegue
a
tranquilidade
publica,
e
que
as leis
se
jam
respeitadas,
mas
se
se
limitarem
a
is
to
só,
não
haverá
em
tudo,
mais do
que
a
apparencia, e
o
governo
achará
em
to
da
a
parle
diíficuldades
em
se
fazer
obe
decer,
se
só
quer
ser
obedecido.
Se con
vém empregar a
homens
taes,
quaes
ek
les são;
convém
muito
mais
fazel-os
taes
quaes
devem
ser:
a auctoridade
mais
abl
soluta
é
aquelia
que
penetra
no
interior
do
homem,
e
não
se
exerce
menos
sobre
a
vontade,
do que
sobre
as
acções.
Os p0
.
vos
tornam-se
no
que
os
governos
os
fa-
zem
ser—
guerreiros,
cida
lãos,
homens,
populaça,
canalha
etc.,
e
por
encurtar
palavras, lodo aquelle monarcha que des
preza
os
seus
súbditos,
deshonra-se
a
si
mesmo.
Formae
homens,
se
quereis
governar
homens
e
que
elles
obedeçam
ás
leis. Foi
esta
a
grande
arte
dos
governos antigos,
e
n’
aquelles
tempos,
em
que
os
philosofos
davam
leis
aos
povos,
empregando
toda
sua
auctoridade
em fazel-os
sábios,
e
fe-
lizes,
e
porisso
elles tinham tantas
leis
sumptuarias,
tantos regulamentos
sobre
cos
tumes,
tantas
maximas
publicas
aJmitli-
das,
ou
regeitadas
com
o
maior
cuidado.
Os
proprios
lyrannos não
esqueciam
esta
parte
importante
da
administração!
em-
quanto
que os
governos
modernos,
cren
do
que
f zem tudo
em
arranjar
dinheiro,
descuram
de
tudo
o
mais!!
Uma
segunda
regra
essencial
da econo
mia
publica,
e
não
menos
importante
do
que
a
primeira,
consiste
era fazer
com
que
todas
as
vontades
particulares
para
ella
convirjam,
o
que
nunca
se
consegui
rá
sem
que
a
virtude
impere.
Se
esses
políticos
de
corrilho,
e
de
soa
lheiro
estivessem
menos
cegos d
’ambição,
veriam
a
impos-ibili Jade,
que
ha
em
fa
zer
que
qualquer
estabelecimento,
seja
de
que
natureza
fôr,
marche
segunlo o
es
pirito
da
sua
instituição sem
ser
dirigido
pela lei
do
dever;
conheceriam
que
a
gran
de
molla
da
auctoridade publica
está
no
coração
dos
cidadãos,
e
que
por
mais
que
um
governo
se conserve, não é
d
’
es-
se
facto
que
nascem
os
costumes.
O
peior
abuso
de
quantos
possam
com-
metter-se
éslá em
fingir obediência
á
lei
pa
ra
infringil-a
com
segurança;
é
então
que
as
melhores
leis se
tornam
as
mais fu
nestas,
e bem
melhor
seria que
não
as
houvesse:
dada
uma
tal
situação,
baldada
coisa
será
accumular
edictos
sobre
ediclos,
e
regulamentos
sobre
regulamentos,
pois
que
tudo
isso
servirá
sómente
para
intro
duzir
novos
abusos
sem
corrigir
os pri
meiros.
Quanto
mais
se
multiplicarem
as
leis,
tanto mais serão despre-iveis,
e
os
guardas
que
se
instituírem
não
passarão
de
outros
tantos
novos
infraclores
desti
nados para
partilharem
com os
primeiros,
ou
a
fazerem
a
pilhagem
por
sua
conta.
Bem
depressa
se
converterá
então
o
pre
ço
da
virtude
em
prémio da
ladroeira,
e
os
homens
mais
vis
serão
os
mais
acre
ditados,
e
quanto
maiores
forem,
de
maiot
desprezo
serão
dignos,
pois
que
as
hon
ras
os
deshonram.
Temos
o
exemplo
em
casa;
e o
povo,
que
desconhece
que
a primeira causados
seus
vicios
está
n
’
elle
mesmo,
grita
con
tra
os
males
que
lhe
vem
d
’
aquelles,
a
quem
elle
paga para
o
garantir.
E
’
então
que
á
voz
do
dever
que não
falia
aos
corações,
os
chefes
do poder
se
vêem
forçados
a
substituir
o
grilo
de
ter
ror,
ou
a
astúcia
do
interesse
apparenle
para
enganar
as
ruas
crealuras:
é então
que
se
vêem
na
necessidade
de
lançar
mão
de
pequenos e
miseráveis
rodeios,
queal-
me
por
companheiro
na tua
jornada?
—
Como
é
o leu
nome
?
—
Eu
sou
o prazer.
—
Esse
não
é
o
nome
que
deve
ter
o
amigo
que
devo
escolher
para
meu
companheiro,
vae-te,
segue
o leu
cami
nho.
O
caminho
andado
era
já
longo, o
ca
minhante
sentiu
que
os seus
pés,
parecia
que
pizavam
uma
branda
alcatifa,
e
de
re
pente
os
seus
membros
cessaram
de
ex-
peiimenlar
cançasso
ou
fadiga alguma,
quando
uma
voz
suave,
como
a
briza
da
manhã
e doce
como
a
palavra
de
uma
ter
na
mãe,
quando acaricia,
lhe
diz:
—
Bom
moço,
queres-me
por
leu
com
panheiro
?
—
Como
é o
teu
nome?
— Eu sou
o
amor.
—Esse
não
é
o
nome
que
minha
mãe
me
repetiu
muitas
vezes.
Era
já
tarde,
a
noite
se
aproximava,
e
o
joven
e
virtuoso
viajanlesentia-se
mais
triste
do
que
pela
manhã,
em
consequên
cia da
soledade
em
que
viajara o
dia to
do. De
repente
experimenta
um
movimen
to
de
força;
readquire animo
e
ouve
logo
em
seguida
uma
voz
meiga que
se
ex
pressa
d
’
este
modo:
—
Queres-me
a
mim
por
companheiro,
mancebo
?
—
Como
te
chamas?
—
Eu sou
o
dever.
—
Oh
!
vem,
aproxima-te
de mim.
Que
ro-te
por
companheiro,
sim
quero.
O
leu
nome
é aquelle
que
minha
mãe
me
disse.
O
viajante
continuou
as
suas viagens
durante
alguns annos
por terras
estranhas;
mas
sempre
acompanhado
do
seu
fiel
ami
go o
dever.
III
—
Deixal-o
andar,
o
filho
d
’
aquella
boa
viuva,
que
anda
bem acompanhado.
Que faz
sua
mãe ?
Teria morrido de
tristeza,
se
não
fos
se
Helena
que,
a
todo o
custo, passava
em
sua companhia
todo o
tempo
que
lhe
era
possível.
Queria
a
sensível
donzella
que
a
sua
acção benefica
de
consolar
os
tris
tes
recahisse
com
to
la a sua
força
sobre
a
desolada
viuva,
que tinha
longe o
seu
Felizardo,
a
sua
unica
esperança.
Já
o
pae
da
donzella,
algumas
vezes,
tinha
observado
a
sua mulher
que
a
au
sência
da
filha,
fora
da
casa
paterna,
tão
repetida
e
ás vezes tão longa,
não
èra
muito
conveniente.
—
«Bem sei,
dizia
elle,
que
a
mulher
é
incapaz
da
menor
maldade;
gosto
que
a
nossa
filha
vá
consolal-a
muitas
vezes
na
sua
tristeza
fazendo-lhe
companhia;
mas
comtanto
que
eu
não
sinta
a
sua
falta.
Não
quero
oppôr-me
a
que
a
nossa
querida fi
lha
pratique
aquelia
obra
de
misericórdia.
Quem
exerce
a
caridade
por
força que
le
rá
as
bênçãos
do
céo».
—
Deixa
estar, homem,
disse
a
mãe de
Helena;
a
nossa
filha, com
a
sua
grande
bondade
e
com
a
sua caridade
sem
limi
tes,
chega
para
nós e
para
todos.
A
po
bre
viuva
não
tem
ninguém;
também
nós
praticamos
uma
boa
obra
repartindo
com
ella ,os ternos
carinhos
da nossa filha.
—
Pois
sim;
mas
é
que,
ás
vezes,
é
de
mais.
Venho a
casa
e
saio
sem
a
ver,
e
eu
não
gosto
d
’isso. ..
faz-me
mal.
Hoje
então
é
de
mais,
já
tão
tarde
e
ella
por
lá!...
IV.
—
Bons dez
annos já
lá
vão
depois
que
Felizardo
anda
por
esse
mundo,
com o
seu
companheiro
inseparável e
por
isso
con
servou ô
seu
coração reclo
e
puro;
sua
alma
não
perdeu
a
sua nobresa,
e
a
sua
vontade
firme
e
constante
não
descançou
nunca
de
procurar
o
que
pretendia Lo
grou
com
eíleito,
como
resultado
do
seu
trabalho e
em
prémio
da sua
probidade,
reunir
o
necessário
para
amparar
e sus
tentar
a
velhice
de
stta
mãe,
que
o
espe
rava
anciosa
na
solidão
da
sua
casinha,
onde, aquelia mesma
noite
em
que
o
pae
de
Helena
se
queixava
da ausência d
’
esta,
a
saudosa mãe
apertava
em
seus
braços,
e
cobria
de
beijos
e
de lagrimas o filho
das
suas entranhas.
Helena,
que
assidíra
á
partida,
presenciava
a
ch-gada de
Fe
lizardo,
absorta,
exlatica,
sem bocejar
nem
pestanejar, esquecida de
que
estava
au
sente
de
seus
paes
e
fóra
da
sua
casa:
eis que
entra
o
pae da donzella
e fica
es
tupefacto
em
presença
de
um quadro
tio
agradavel
e
commovente.
Os
paes
de
Helena
morreram; o
dono
da casa
é
Felizardo,
cuja
mãe,
em
extre
*
ma velhice,
ainda
participa da
ventura
de
seus
filhos
Felizardo e
Helena,
e
muito
bem
sabe
arrulhar
o
seu
nelinho.
Taes
são
os
fructos
que
resultara d°
cumprimento
do
dever
e
das
boas
prált»
cas.
Helena
é
como
mãe
o que
foi coraoíi”
lha,
tão
boa
como
agradavel para
todos-
Onde
vê
tristeza
ou
afilicção
lá
corre
apres
-
sada
a
levar
soccorro
e
consolação.
A
s°a
casa
é
uma
casa
de
benç.ão,
porque
soo
*
be
consolar
os
tristes.
cunham
de
maximas
do
Estado,
mysterios
de
gabinete;
e
que
tudo quanto
fica
de
vi
gor
no
governo, é
empregado pelos
seus
Membros
a
se
perderem,
e
se
suplanta-
rem
uns
aos outros,
ao
passo que
os ne
gócios,
ou
ficam
abandonados,
ou
cami
nham
á
medida
que
o
interesse
pessoal
o
exige,
e
segundo
o
d
’
aquelle,
que
os
di
rige.
•
i
.
•
,
..
Temos
este
quadro
debaixo
dos
olhos,
e
estamos
vendo
que
toda
a
habilidade
d
’
estes
pigmeuspolilicos
é fascinar
as vis
tas
d’
aquelles,
de
quem
necessitam, de
paneira
que se
creia que
trabalha no
seu
proprio
interesse,
sem
conhecer
que
tra
balha
para
o d
’
elles!
Quando
porém
os
cidadãos
amam
os
seus
deveres,
e
os
depositários
da
au-
ctoriJade publica se
applicam
sinceramen
te
em
alimentar
esse
amor
pelo
seu
exem
plo,
e
pelos
seus
cuidados,
todas
as
dif
iculdades
desapparecem,
a
administração
toroa-se
facil,
e
dispensa-se-lhe
essa
ar
te
tenebrosa,
cujo
negrume
faz
o
raysle-
rio.
Os
espíritos
vastos,
tão
perigosos,
e
tão
admirados,
todos
esses grandes
minis
tros,
cuja
gloria se
confunde
com
as
des
graças publicas
não
deixam
saudades
aon
de
os
costumes públicos suprem
o
genio
dos
chefes;
por
certo
que
aonde
mais
rei
nar
a
virtude,
menos
necessários
serão os
talentos;
a
própria ambição
é
mais bem
servida
pelo
dever,
do
que pela
usurpa
ção.
0 povo
convencido
de que
os
seus
chefes
sómente
trabalham
para
fazer-lhe
a
sua
felicidade,
absolve-os de
trabalha
rem
para
firmar
o
seu
poder,
e
a
histo
ria
mostra-nos
em
suas mil
paginas que
a
auctoridade
conferida
áqnelles,
a
quem
o
povo
ama
é
cem
vezes
mais
absoluta
do
que
toda
a
lyrannia
dos
usurpadores.
Isto não
quer
dizer
que
o
governo
deva
receiar-se
de
usar
do
seu
poder,
e sitn
que
o
use de maneira
legitima.
Na
histo-
toria
não custará muito
a
achar
centena
res
de
exemplos
de
chefes
ambiciosos,
ou pusbanimes,
que se
perderam
pela
mo
leza,
ou
pelo
orgulho;
mas
nenhum,
por
falta
de
perfeita
equidade; não confunda
comtudo
alguém
a
negligencia
com
a
mo
deração,
nem a doçura,
com
a fraqueza:
é
necessário
ser severo
para
ser
justo;
porque
aquelle,
que
tolera
a
maldade
ten
do
o
direito
de
familia torna-se mau
en
tre
os
maus,
como
bem
disse
Augusto
isicul
enim
est
aliquando
misericórdia pu-
niens,
ila
est
crudelilas
parcens.t
Não
basta
dizer
aos
homens=sêde
bons; é
necessário
ensinal-os
a
serem
n
’
o
0
exemplo,
que
é
para
isto
a
primeira
licção,
não
é
o
unico meio, é o amor
pátrio
mais
eflicaz
do
que
elle,
porque
to
do
o homem
é
virtuoso
quando
conforma
a
sua
vontade
com
a
vontade
geral,
e
nin
guém
ha
que
não queira
de
boa
mente
o
que
querem
aquelles
a
quem
amamos.
Do
que
lemos
dito,
e
continuaremos
a
dizer,
dependem iodas
as
soluções
da
eco
nomia
política, como se
verá
quando
lá
chegarmos.
(Continua)
José
de
Freitas Amorim
Barbosa.
GAZETILHA
contribuído
para a moralisação
dos
prezos.
assim
como
o
esplendor
com
que
foi
feito
este
aclo
imponente.
0
recolhimento
e
reverencia
cora
que
os
prezos
receberam
o
Santíssimo,
devida
também
aos
esforços
do
snr.
padre
João
Rebeilo
que durante
toda
a
semana os
visitára
e
os
predisposera
por
meio
de
tocantes
praticas,
a
lodos
os assistentes
commoveu
profundamente.
Toda
a cadeia
achava-se
adornada
com
damascos
e
festões
de
murta
c
flores,
e
tudo
com
muito
aceio,
pelo
que
não dei
xaremos de
louvar
o
actual
carcereiro,
que
se
esmerou
no
cumprimento
das
or
dens
recebidas
do
snr
dr.
delegado.
Na
vespera
esteve
a
cadeia illuminada
e
queimou-se
muito
fogo
durante
o
qual
tocou
uma
banda
de musica.
Falieeimentn.—
Na
madrugada
de
sabbado
falleceu
nesta
cidade
o
ex.
‘
“
°
snr.
Lourenço
Magalhães
d
’
Araujo Pimentel.
Era
um ancião
venerável,
a
quem
Braga
deve
muito. Na
provedoria
do
Hospital
de
S
Marcos,
cargo
que
exerceu
do
modo
mais
digno
e com
zelo
e
dedicação
inexce-
diveis
por
espaço
d
’uns
cincoenta
annos,
prestou
o
illustre
finado
os
maiores
ser
viços
áquella
casa.
Lourenço
Magalhães nasceu
na
quinta
da
Corriea,
proximo
a
S.
João
da
Ponte
nos aros
da
cidade,
em
7 de
junho
de
1789,
filho
de
D.
Atina
Jozepha
da
Affon-
seca
e
Castro e
de
Manoel
Alvares de
Magalhães
d
’
Araujo
Pimentel.
Era
um
cidadão
benemerito,
e
como
tal
é
mui
sentida
a
sua
morte.
Aos
officios
fúnebres
que
tiveram lo-
gar
no
templo
dos Congregados,
assistiram
muitas
pessoas, as
Irmãs Hospitaleiras
e
a
irmandade da
Misericórdia.
0
cadiver
foi
depois
acompanhado
para
o
cemiterio pela
irmandade
de
*
N.
Senhora
das
Dôres.
Parece-nos
que
a
irmandade
da
Mise
ricórdia,
embora por
uma
excepção,
de
veria
ler
acompanhado
lambem
os
restos
morlaes
d’
aquelle
cavalheiro,
em allenção
aos
inapreciáveis
serviços
que
elle
em
vida
prestára
áquella
Casa.
A
’
nobre
familia
enlutada
por
esta
do
lorosa
perda
enviamos
os
nossos
compri
mentos
de
pezames,
e
por
alma
do
finado
pedimos
aos
leitores
um P.
N.
Osatro.
—
Falleceu
hontem,
com
83
an
nos
d
’
edade,
a
snr.
a
Joaquina
Maria da
Conceição, irmã
do
honrado
commercian-
te
de
cera,
o snr.
Antonio
José
Gonçal
ves, o
qual
mandou
dizer
por
alma
da
fal-
lecida
missas
geraes
durante
estes
tres
dias,
na egreja
de
Santa
Cruz,
onde
o
cadaver
se
acha
hoje
depositado.
BtoaMeação.
—
Foi
nomeado,
por
dois
annos, guarda do
gabinete
de
physica
e
chymica
do
lyceu
nacional
d
’
esta
cidade,
o
snr.
João
Augusto
Ferreira
Braga.
Encycliea
<le S. Sanliiiado I.eão
Xiíl.
—
N
’um
dos
proximos
n.
os
publi
caremos
a
memorável
Encyclica de
S.
Santidade
o Papa
Leão
XIII,
na
qual
se
encerra
o mais
solemne
desmentido
e
des
engano
do
liberalismo,
que
fingia
acre
ditar
que
Leão
XlH não
seria
a continua
ção
de
Pio
IX.
Muito
ingénuos
são
os
liberaes...
EaeerrsmeBta das
cortes. —
En-
cerraram-se
no
sabbado
as
côrtes
geraes
ordinárias.
Voltam
os
snrs
deputados
ao
seio
dos
seus
constituintes,
e
devem
vir
muito
satisfeitos
com a sua
consciência,
porque
realmenle
se
desempenharam
ás
mil
maravilhas
do
mandato
que
os
rege
dores
lhes
confiaram.
Vae
agora começar
a
farçada
das
elei
ções.
Se o
povo
tivesse olhos
para
ver....
Partida. —
Partiu
ha
dias
para o
Poito,
o
snr.
governador
civil
d
’
este
dis-
tricto.
Exume».—
Tem
sido
considerável
o
numero
dos
concorrentes
a
exames
de
admissão
aos
lyceus.
Até
hoje
houve
ape
nas umas
dez
ou
onze reprovações
na
parte
escripta.
Soenfn.
—
Continua
doente
o
snr.
Alfredo
Passos,
illustrado
facultativo
d
’esla
cidade,
filho
do
snr.
M.
Joaquim
Alves
Passos, o
qual
tem
soffrido
ultimamente
crudelíssimos
desgostos
pela enfermidade
d
’
aquelle
cavalheiro
e
pela
da
sua
própria
esposa.
Fazemos
votos
pelas
melhoras
dos
il-
lustres
enfermos.
Vaeeittn.—
Recammendamos
a leitura
do
annuncio
que
sob este
titulo
publica
hoje
nesta
folha
o
snr.
Alves
Passos.
A» obras
de mimericordiB
oh
a
caridade.
—
E
’
d
’esle
bello
livrinho
0
fo-
ihelim
do
nosso
n.°
dhoje.
FeaíivíJrtde.—
-No
domingo,
dia
em
que
a
Egreja
celebra
a
festa
da
Mater
nidade
de
Maria
Santíssima,
festejou-se
no
amplo
e
magestoso
templo
do
Collegio
de
S.
Paulo, a
Padroeira
desta
cidade,
N. Senhora
da
Torre. Toda
a
funcção
correu d
’
um
modo
esplendido.
0
altar
da
Senhora
achava-se
adornado
com gosto e
riqueza.
Depois
do
sermão,
prégado
pelo
snr.
padre
João Rebeilo,
saiu
uma
bonita
pro
cissão
em
volta do
campo
de
S.
Tbiago.
Cosussttiiiiiã»
aos prezo».—
Por
I
I
horas
da
manhã
de domingo
saiu
da
Sé
procissionalmente
o
Sagrado
Viatico
aos
prezos
da
cadeia.
A
procissão
ia
com
toda
a
magnifi
cência,
e
era
formada
por
gran
le
numero
de
irmãos
da
confraria
do
Santíssimo
e
communidades
de
S.
Pedro
e
S.
Caetano,
entre
cujas
alas
se
viam
muitos
anginhos
ncamente
vestidos:
fechava-a
uma
nume
rosa
guarda
d
’
honra
de
capitão,
precedida
da
banda
regimental.
Nas
cadeias
achavam-se
as
auetorida-
des
e crescido
numero
de cavalheiros
e
pessoas
gradas,
que
alli
compireceram a
convite
do
ex.
ino
snr.
dr.
Rodrigo
Lobo
d
Avila,
digno
delegado
do
procurador re-
g|0
nesta
comarca,
ao
qual
se
deve
a
adopção
de
varias
medidas
que tanto
leem
de
Celorico
da
Beira,
diocese
da Guarda.
Escarigo
(S.
Miguel), concelho
de
Fi
gueira
de Castello
Rodrigo,
diocese
de
Pi-
nhel.
Fundão
(S.
Martinho), concelho
de
Fun
dão,
diocese da
Guarda.
Granja
(S. João
Baptista),
concelho
de
Trancoso,
diocese
de Pinhel.
Liceia
(S.
Miguel),
concelho
de
Mon-
temór
o
Velho,
diocese
de
Coimbra.
Pedreira
(Santa
Marinha),
concelho de
Felgueiras,
diocese
de
Braga.
S.
Cypriano
(S
Cypriano),
concelho
de
Vizeu,
diocese
de
Vizeu.
Thó
(Santa
Maria Magdalena),
concelho
do
Mogadouro,
diocese
de Bragança.
Trovisco
(S. MigueQ,
concelho
de
Mon-
são,
diocese
de
Braga.
Questão do Oriente.—
Os
últimos
telegrarnmas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os que seguem:
S.
Petersburgo
2
—Um ukase
imperial
ordena
a
formação
de 40 novos batalhões
e
3
brigadas
de
arlilheria.
O «Jornal
de
S.
Petersburgo»
faz
notar
as
contradições
da
política
da
Inglaterra,
reclamando
a execução
dos
traclados
que
ella
está
violando,
e
acrescenta
que
a
Rússia
considera
se
desligada
dos
com
promissos.
Londres
2—
Dizem
de
Berlim
ao «Daily
Telegraph»
que
corria
o
boato
de que
a
Rússia
linha
enviado
um
ultimatum
á
Porta,
exigindo
a evacuação
de
Varna
e
Schumla.
A
Áustria
prohibiu
a
exportação
de
torpedos.
Vienna
2
—
Assegura-se
que
o geueral
Totleben
tem
instrucções
para
intender-
se
directamente
com
o
comm
ndante
da
esquadra
ingleza.
O
almirante
Hornby
Tagblatt
diz
que
a Rússia
concentra
forças
junto
de
Bu-
charest
e proximo
á
fronteira
de
Tran-
sylvania.
S. Petersburgo
3
—
Segundo
a
Agencia
Russa,
as
noticias
são
relativamente
me
lhores.
Continuam
as
negociações
ácerca
da
re
tirada
simultânea
das
tropas
russas
e
es
quadra
ingleza.
Os
gabinetes
de Londres
e
S. Peters
burgo
admilliram
em
principio
a
troca
das
ideias
sobre
os
intuitos
que interessam
á
Inglaterra.
Londres
3
—
Dizem
de
S.
Petersburgo
ao
«Times», que
não
é
provável
que
os
russos tenham enviado
um
ultimatum
á
Porta.
A
Rússia
não
pratica
cousa
alguma
que
possa
impedir
as
probabilidades
da
paz.
Os
despachos
de Vienna e Bucharest,
para
o
mesmo
periodico.
annunciam
que
os russos
tomaram
disposições
necessárias,
afim
de
transportarem
as
tropas para
a
Rússia,
e
abandonaram
o
projecto
do
em
barque
em
Buykdere.
Paris
3
—
Um despacho
diz
que
são
sa
tisfatórias
as
noticias
a
Enlabolarain-se
negociações
directas
en
tre
o generalTollebeu
e o
almirante
Horn
by-
'
Assegura-se
que
começou
a
retirada
dos
russos
sobre
Tchataldje.
Constantinopla 2
—Foram
enviados
a
Varna
alguns
navios
afim
de
trazerem
tro
pas
a
Constantinopla.
Berlim
3
—
Foi
desmentido
o
boato
pu
blicado
pelos jornaes,
dizendo
que
os ma
rinheiros
de
reserva
tinham
recebido
or
dem
de
estar
promptos
para
serem
cha
mados
proximamente ao
serviço.
New-York
3—
Asseguram
que
o
vapor
«Cimbriack»
desembarcara
os
oíliciaes
e
marinheiros
russos,
os
quaes
se
dirigiram
a
S.
Francisco.
Londres
4
—
Uma
memória,
contendo
17:000
assignaturas,
muitas
das
quaes
de
personagens
importantes,
lastima
o
chama
mento
das reservas
e
pede
á
rainha
que
apasigue
o
conflicto
facilitando a
reunião
do
congresso
S
Petersburgo
4
—
A
agencia
russa
diz
que
não
é
esperado facto
algum
novo
an
tes
de
5 ou
6
dias.
Fazem-se
actualmente
novos
exforços
para
um
accordo.
A&AÃDECIMIITOS
CatholieoH,
alerta!—
N
’
um
jornal
hespanhol
encontramos
o
seguinte
que
pas
samos
a
traduzir:
«0
encarregado
da missão
escocesa
em
Lisboa, escreveu
ultimamente
assim:
«A
obra
a meu
cuidado,
prospéra
gran-
«deraente.
Temos
uma
congregação
d
’uns
«100 membros
e
outros
tantos
ouvin-
«tes.
«Celebram-se
reuniões
semanaes
em
«casa
dos
primeiros,
em
diíTerentes
pontos
«da
cidade,
e
temos
aberto tres
escolas
«para
meninos
e
adultos:
até
agora
acham-
«se
inscriptos
eir
seus
livros
mais
de
«100.
«A
liberdade
civil
que
disfructaraos
«faz
que
possamos
dar
um
lestimunho
mui
«franco
á
verdade.
«Sobretudo,
quando
dirigimos
um
en-
«terro,
é
quando
o
novo
melhodo faz
im-
«pressão;
as
cerimonias
tão
singelas
quan-
«lo
solemnes
chamam
a
attenção.
O apa-
«rato
simples,
ou
melhor
a
ausência
com-
«pleta
de todo o
aparato;
um
homem
«vestido
á
paisana,
sem ornamentos
vem
«vestidos
sacerdotaes,
a
leitura
da
Pala-
«vra de
Deus,
os
hymnos entoados
pelos
«amigos
e a
singela
exhortação
dirigida
«aos
concorrentes,
tudo
os commove,
—
«quanta
diflerença entre isto
e
os
ritos
«romanos! Sim,
e
quanto
melhor
é
isto!
«O
direclor
d’um
dos
cemitérios
comrao-
«veu
se
de
tal
maneira
que
se
abeirou
«do
evangelista
em
uma occasião
e
o
«louvou muito,
pedindo
ao
mesmo
tempo
«um
exemplar
da
Palavra
de
Deus».
«Em
toda
a
parte
está
a
gente
muito
bem
disposta
para
ouvir
a
palavra
do
Evangelho,
porem
alli
como
aqui
a
falta
está
em
não
haver
quem
a
prégue.
Pe
dem
as
orações
dos
filhos
de
Deus».
Repetimos:
Calholicos,
álerla
!
Si
egoiHxio é o maior impedi
mento
«St
*
regeneração.
—
Apresenta
mos o
segunte
fado
á
apreciação
do
governo
regenerador.
Era
certo
dia
um
proprietário,
preci
sando
de
um
creado,
dirigiu-se
a
uma
aldeia
próxima
da
Villariça.
na
província
de
Traz-os-Montes,
e
alli
fallou
cora
um
homem
pobre,
que
linha
sele
filhos,
já
lodos
capazes
de
trabalhar,
afim
de
que
lhe
assoidadasse
um,
julgando
nisto
fazer-
lhe
esmolla,
e
prestar-lhe
prolecção.
Porém
o
homem
respondeu:=que
ti
nha
sele
filhos,
e
que
tomára
elle
ler
outros
sete;
mas que
nem
elle,
nem
os
seus
filhos
serviam
a
ninguém,
nem tra
balhavam
para
ninguém.
Porque,
logo
que
chegava
o
tempo
da
azeitona,
sahia
cora
seus
filhos
ao
rebusco,
e
que
recolhiam
mais
azeitona
e
colhiam
mais
azeite,
do
que
o maior numero
de
proprietários de
oliveiras,
e
sem
pagarem
tributo
algum.
Que
no
tempo
das
segadas,
das
vindimas,
da
colheita
das
batatas,
e
das
castanhas
faziam
o
mesmo,
e
que
recolhiam de
pão.
e
dos
outros
generos,
não só
para
se
manterem
com
fartura,
mas
que
ainda
vendiam.
Que
no
tempo, que
mediava
entre
umas
e
outras
colheitas,
iam
para
o
Ribeiro
Grande,
(ribeiro que
desagua
na
Villariça,
e
cujas
margens
estão
cheias
de
salgueiros,
freixos,
e
amieiros,
mas
que
uada
deixam
para
os proprietários) a
fazer
madeira,
que
recolhiam,
e
muito
bem
ven
diam
aos proprietários
de
vinhas.
E
por
isso
que
nem
elle,
nem
seus
filhos
ca
reciam
de
trabalhar
para
ninguém.
Como
este
ba
por
ahi
muitos,
que
sómente
se
occupam
em
saber o
que
ha
nas
propriedades dos outros.
E
isto
é
que
é
saber
viver sem pagar tributos.
Estes
taes
nada
fazem
para
o
bem
commum
da
sociedade;
mas
se
porventura
algum
contribuinte
lhes
loca,
invocam
logo
a
prolecção
das leis,
e
da
auctoridade.
Bastava uma
unica
lei
com
dois
ar
tigos.
1.
°
Prohibir
o
rebusco até
o
fim
da
colheita.
2.
° Tornar
as
auctoridades
locaes
se-
veramente
responsáveis
pela
execução
d’
ella.
« *
*
«Sbâtu.—
No
sabbado
falleceu
no
Por
to,
o
snr.
Francisco
Pmto
Bessa,
presi
dente da
catnara
d
’aquella
cidade,
e
de
putado
ás
cortes.
Audiências
geraes.—
No
dia 4
foi
julgado
o
réo
Sebastião
Barbosa,
filho
de
Manoel
Barbosa,
di
freguezia
de S.
Victor,
accusado
pelo
crime
de
attentar
contra
o
pudor
d
’uina
menina
de
quatro
annos:
condemnado
em dois
annos
de
prisão
e
custas
do
processo.
Ctoneuraas.
—
Por
decreto
de
dois
do
corrente
foi mandado
abrir
concurso
do
cumental,
dentro
do
praso
de
30 dias, pa
ra
provimento
das
egrejas
parochiaes
se
guintes.
Girrapichant
(S.
Lourenço).
concelho
Os
abaixo
assignados,
proínndamente
penhorados
com
os illm.
0’
e
exm.°
s
snrs.
que
se
associaram
á
sua
dôr
e
se
digna
ram
acompanhar
ao
cemiterio.
na
occasião
da
inorle de
seu
muito presadissimo (ihli-
nho, sobrinho
e
neto,
José
Maria
de
Faria
Guimarães,
de
edade
de 4
aunes
e
meio.
que
teve
logar
no
dia
29 d
’abril; a
lodos
protestam
o
seu
reconhecimento e
grati
dão.
Braga
2
de
maio
de
1878.
Francisco
José
de
Faria
Guimarães
Maria
de
Jesus
Natividade
Guimarães
Margarida
Francisca
Custodia
Maria
de
Faria
Guimarães.
(870)
«
*
>
Sftjt
«sf
m
sg»
sa-.
ssg
íst
'tas
ANNUNCIOS
Associação
do Monte-Pio de
S.
José
Por
ordem
do
presidente
e
mais
vo-
gaes
da meza
da
assembleia
geral,
são
convidados
todos
os
socios que
se
acha
rem
no
goso
dos
seus
direitos,
a reunirem
era
assembleia
geral
extraordinária
no
dia
12
do
corrente
á
uma
hora
e
meia
da
tar
de,
na casa
n.°
8,
do largo
de
Santo
Agos
tinho
onde
se
acha
estabelecido
o
escri-
ptorio da
mesma
associação,
afim
de
se
resolver
sobre
o
projecto
da
refórma
dos
estatutos,
unico
assumpto
a
que
se
refe
re um
requerimento
assignado
por
diver
sos
socios,
bem como
para dar cumpri
mento
ao
conlheudo
do officio de
3
do
corrente
da
respectiva
direcção,
dirigido
ao presidente
da
meza.
Braga
2
de
maio
de
1878.
0
1.°
secretario
(875) José
Antonio Peixoto
Braga.
âTTEIÇÃO
A
grande
exposição
de quadros,
proce-
lanas,
cryslaes,
bordados
para
senhora
e
creançss,
objeclos
da
China
e suas
imi
tações,
no
campo de
SanfAnna
n.®
59,
estará
aberta
todos
os
dias
das
10
horas
da manhã
ás
4
da tarde,
e
das
6
ás
9
da
noite.
PREÇOS
FIXOS
E
EXCESSIVAMENTE
REDUZIDOS.
Na loja
do
mesmo
prédio
ha,
entre
outras
fazendas,
Armas
de
1
cano
a
3$000 rs.
Ditas
de
2
canos
a
6$000
rs.
Rewolvers
de
2$500
a
6$0u0
rs.
Chapéus
de sol,
de
paninho,
para
ho
mem,
a
500
rs.
Marquesinhas de
seda e
selim,
que
eram
de
3$000,
4$000
e
5$000
reis,
a
500,
800
1$000
rs.
Chicaras
de
procelana,
para
café,
a
reis
2$000
a
duzia.
(874)
VACCIN
As
pessoas que pertenderem
vaccina
em
tubos
para
fóra
da cidade
—
e
as
que
quizerem
vaccinar
seus
filhos,
pódem
re
correr
ao
consultorio do
snr.
Alves Pas
sos,
no
campo
de
Santa
Anna,
todos
os
dias, desde as
7
até
ás
10
horas
da
ma
nhã.
Para
os
necessitados—
grátis.
Succursal
da Companhia
União
Popular
Penhorista
do Porto
Rua
dos
Biscainhos,
n.°
9
BRAGA
Constando
á
Direcção d’esta
companhia,
que
a'guem
tem
propalado
que
vae
ser
fechada
esta
succursal,
declaramos:
1.
®
Que esta
succursal está
habilitada
a
effecluar todas
as
operações
de
credito
com
penhor,
por
juro
modico, e
com
a
maxima
descrição.
2.
®
Que
esta
Direcção
está
resolvida
a
proceder
pelos meios que
a
lei
lhe
facul
ta
contra
quem
tentar
desacreditar
este
estabelecimento.
Porto, e
Companhia
União Popular Pe
nhorista,
aos
4
de
maio
de
1878.
Pela
Companhia
União
Popular
Penhorista,
Os
Dircctores,
João Luiz
da
Cunha
e Silva
Francisco
José
Eugênio
Felix
Hilário.
O Gerente
da
Succursal,
Fauslino
José
de Sousa.
(876)
27,
27
A-PRAÇA
DO
BARÃO
DE
S.
MART1NIIO-27
B
e
27
C.
José
Apparicio
dos
Sautos,
I
I
do
corrente
abre
o
seu
novo
estabelecimento,
timento
dos
objeclos seguintes:
Chapéus modelos
para
senhora
Chapéus
para
creança
Flores,
folhagens
e
plumas
Flores
e
plantas
para
adornar salões
e
ca
sas de
jantar
Manias
para
senhora
Ditas
para
homem
Leques
Livros
de
missa
Brincos,
broches
e
pulseiras
Carteiras
e
bilheteiras
Álbuns
para
retratos
Botões
para
travesseiras
Escovas
de diflerentes
qualidades
Babeiros
para
creança
Brinquedos
para
creança
Pentes
para
alizar
e
para
caspa
Ganchos
para
cabello
Agulhas e
alfinetes
Dedaes
d
’
osso
e
d’
aço
Relroz
prelo
e
de
cores
E
gran
le
sortimento
de
ferragens
e
quinquilharias
que
vende
para revender,
por
preços
convidativos
PÍUÇO FIXO
VENDAS A
DINHEIRO.
(873)
VEL0UTINE
GH1" FAY
1
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO CON
BISMUTO
M
INVISIBLE
Y
ADHERENTE, dá al cútis frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES
FAY, 9,
rue
de
la
P
aix
, PARIS
M
Se vende
en
las Farmacias, Perfumerias, Peluquerias y tiendas de quincalla. ^!xi
^♦x»W»^?xfr
Desconfiar de
las falsificaciones. 4^»x^>x»>^»%F
NOVO
HORÁRIO
Francisco
José
de
Barros (de Simães),
faz
publico
que
a
carreira
que
tem
diaria
de
Simães
a
Braga
e
de
Braga a Simães,
a
sair
de
Simães
ás
5
horas
da
manhã,
e
de
Braga
a
Simães
ás
2
da
tarde,
fica
sain
do
desde
o
dia
7
de
maio
inclusivè
a
sair
de
Simães
a
Braga
ás
mesmas
horas,
e
de
Braga
a
Simães
ás
3
horas da
tarde,
chega
a Simães
ás
6. Preços
e escriptorios
os
já
annunciados.
Braga 7
de
Maio
de 1878.
(877)
O
gerente
Alves
Pereira.
G
©
©
©
O
A
b
Verdadeiras
ç\LULA$
©
SAO AS ÚNICAS
©APPROVADAS
PELA
ACADEMIA
DE
MEDICINA®
DE
PAUIS
Por
sua Pureza e inalterabilidade
CURAM
as
escrófulas,
a insufflciencia do
sangue,
a anemia paludosa,
fortificam
as constituições fracas
ou
arruinadas,"
AJUDAM
a
formação das jovens,
etc., etc.
&
9
€
©
Q
Exigir
nossa firma,
CG ©
•
'
s*
aqui juncta, posta na
í
ú/77tZl/ZG )
parte
inferior
de um ,----
—
1
5■.
® rotulo verde.
ç
Ã
Pharmacien,
40,
r.Bonapana,Paris
@
Pelo
Tribunal
do
Commercio
de
l.
a in
stancia
d
’esta
cidade
de Braga,
e
cartorio
do respectivo
escrivão
Freitas,
no
dia
26
do
proximo seguinte
raez
de
maio, pelas
10
horas
da
manhã,
na
praça
publica
do
Tribunal
Judicial,
collocado
no
largo
de
Santo
Agostinho, se
tem de proceder
á
arrematação
dos
seguintes
bens
de
raiz,
e
foros
pertencentes
á
massa
fallida
de
Joaquim
José
Gonçalves
Loureiro,
d’
esta
cidade,
e
são
os
seguintes:
A
quinta
denominada
a
Cerca
do
Po-
pulo,.que
produz
pão
vinho
e
fructa,
de
natureza
alludial,
que
se
acha
avaliada,
parlicia
a>
publiio
hracarense
que
no
proximo
dia
nJe
se
encontrará
um
variado
sor-
Faqueiros
Facas,
garfos
e colheres
Thezouras
finas
Bandejas
Garrafas,
copos
e cálices
Oleados
para
mezas
C^ndieiros
para petroleo
Ditos para
azeite
Jarras
de
vidro
e
procelana
Castiçaes
de
vidro
e
procelana
Objeclos
para
escriptorio
Papel
e
envelops
Bilhetes
de
visita
Botões para punho
e collarinhos
Coroas
e
ramos
para
cemilerio
Sapatos
de
liga
Tinta
para
marcar
roupa
Perfumarias
Algodões
de
diversas
qualidades
Siphões
p:
ra
fazer
gazosas
com
todas
as
suas
pertenças,
e
pelo
seu
rendimento,
na
quantia
de
3:500$000
rs.
A
quinta
denominada
do
Bacello,
sita
na
freguezia
de
Ferreiros,
d’
esta
comarca,
que
se
compõe
de
casas,
terra
lavradia,
vido-
nho.
matto,
lenha
de pinho
e
carvalho,
e
algum
azeite,
de natureza
de
praso,
fo-
reira
á
Camara
Municipal
d
’esla
cidade,
a
quem
se
paga
de
foro
annual
a
quantia
de
300
reis,
e
laudemio
da
quarentena,
avaliada,
livre
de
todos
os encargos,
na
quantia de
2:256$000
rs.
Uma
morada
de
casas,
sita
no
campo
do
Salvador,
com
seu
quinta!
e
poço,
de
natureza alludial,
avaliada
pelo
seu
rendimento,
livre
de
to
dos os encargos,
na
quantia
de
1:600$000
reis.
Duas
moradas
de casas
terreas,
si
tuadas
no
caminho
que
vae
para
a
cerca
do
Populo,
com
seu
quintal,
de
nature
za
alludial,
avaliadas
ambas
pelo
seu
ren
dimento
na
quantia
de 320$000
rs.
Umas
moradas
de
casas
nobres,
sobradadas,
d’
um
andar
e
aguas
furtadas,
com
suas lojas
e
e
baranda,
e
escadas
de pedra, com
seu
quintal
e
poço,
e
com
todas
as suas
per
tenças,
que é
outra morada
de
casas
no
fundo
do
quintal,
de
natureza
de
praso,
foreiras
á
exm.
a
Mitra Primaz,
com
o
fôro
annual
de
100
rs.
e
designadas
pelo
n.®
29,
avaliadas
pelo
seu
rendimento na
quan
tia de
7:863^1'50
rs.
A
quinta
chamada
de
Maciel,
toda
circuitada
por muros,
sita
proximo
do
monte
de
Crasto, que
produz
pão,
vinho
e
fructa,
compõe-se
de
casas
de
habitação,
cortes,
lojas,
terreiro
e
ser
vidões,
de
natureza de
praso,
foreira
ao
Santíssimo
Sacramento
da
freguezia
de
S.
João
do
Sonto
d
’esta
cidade, a
quem
se
paga de fôro
annual
a
quantia
de
300
reis,
avaliada
pelo seu
rendimento
na
quantia
de
2:392$650
rs.
Um
montado
solto,
sito
no
monte
de
Crasto,
da
freguezia
de
S.
Marlinho de
Dome,
que
produz
matto
e
lenha
de
sobreiro,
de
natureza
de
praso,
a quem
se
paga
de
fôro
annual,
á
casa
de
Berliandos, a
quantia
de
2$400
reis,
avaliada
pelo
seu
rendimento
na
quantia
de 733$200
rs.
O
fôro
annual
de
193.399
de
milho
alvo
e centeio
e
2$140
reis
em
dinheiro,
que
annualmente
pagam
diver
sos
caseiros
da
freguezia
de
Adaufe, ava
liado
tudo
na
quantia
de
162$800
rs.
O
escrivão
do
commercio,
(871)
José
Firmino da
Cosia
Freitas.
PI1X9
»E .TSKIEl
'
Vende-se
um
de
7
oitavas,
muito
bom
uso.
Trata-se
na
ru
a
Nova
n.° 55,
em Braga.
(872)
Vendem-se
tres
moradas
de
ca.
■
■ sas,
contíguas
umas
ás
outras,
n
a
rua
E>j
re
jt
a
d
a
Quz
de
Pedra,
com
os
n.
os
22,
23
e
23
A.,
tendo um
bom
e
grande
quintal,
poço
e outras
casas
no
fundo
do
referido
quintal
com
frentes
pa.
ra
o Beco.
Quem
pertender
dirija
se
a
ft
vendedor, nas
casas
n.°
23
A.
(8671
MUB1LIA
ANTIGA
Vende-se, na rua
do
Souto n.°
39,
duas
mezas
de
jogo,
de
pau
preto
com
embu.
tidos,
um
sofá
e oito
cadeiras
com
braços
e assento
de estofo,
e
onze
cadeiras
de
pau
preto
com
assento
de
palhinha.
(866)
Real
Sanctuario
do Bom JestR
do
Monte
A Commissão
Administrativa
faz
publi
co
que
acceila propostas
em
carta
fecha
da
para o
arrendamento
do
Hotel
dos
Arcos,
com
seu
terreiro
do
lado
do
nas
cente, silo
no local
do
mesmo
Sanctua-
rio,
por
tempo
de
um
anno,
que
ha
de
começar
no
dia
29
de
setembro
do
cor
rente
anno,
e
terminar
em
igual
dia
e
mez
do
anno
de
1879.
As
condições
do
arrendamento
estão
patentes
a
quem
as
quizer
vêr,
ou
del
ias
tirar
copia
lodos
os
dias
não
santifi
cados
em
casa
do
illrn.0
snr.
João
Augus
to
da
Cunha morador no
largo do
Barão
de
S.
Marlinho.
As
propostas
devem
ser
assignadas
e
entregues
até
á
uma
hora
da tarde
do
dia
25
do proximo
mez
de maio,
ao
signa
tário d
’
este
annuncio,
devendo
trazer
na
parte
exterior
a
seguinte
declaração:=Pro-
posta
para o arrendamento
do
Hotel dos
Arcos=.
No referido
dia
e
hora
serão
as
mes
mas
propostas
abertas
em sessão publica
da
Commissão Administrativa,
que
se
reú
ne
em uma
sala
do
segundo
andar do
Tribunal
Judicial,
sito
no largo
de
San
*
lo
Agostinho.
Braga
29
de
abril de
1878.
O
presidente
(868)
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7
no
campo
das
Carvaihheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rna
do
Cam
po,
d’
esta
cidade,
que
está
auctorisad®
para
este
fim.
(713)
Parte de Comércio do Minho (O)
