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- conteúdo
-
€JOTSlElE8ECr^'6L,
E3/2£Z,ICJg®S.5L
í5-2
TUbO'rSÍMOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
ó
E.
«»•'
6/
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QliiNTÁS E
SÁBBÁDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
Ú050
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes
.....................
»
(i
»
....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
tnezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso...............................
N.’ 759
BRA.C1A—QUKJVTA-FESRzl
t
.T1AKÇS
I>K
ISSS
SSomt»
91
de
fevertD».
(Correspondência
da
«Palavra»)
Annuntio
vobis
gaudium
magnum
!
Já
não
somos
orfãos.
As
supplicas
do
angélico
Pio
subiram
ao
throno
do
Altíssimo,
e
a
Nhgestade
de Deus
omni
potente
amerceou-se
consolar
a
Egreja
desolada
dando-lhe
um
novo
Pastor digno
successor
do
Pontifice
da
Immaculada.
e
com
um
facto
quasi
unico
na
historia
fez
abrir
rapidamente
as
portas
d
’
aquelle
con
clave
que
parecia
que
«levia
ser
o
mais
longo
e
diflicii
de
todos.
Hdbemus
Papam!
Foi
este
o
annuncio
íaustissimo
que
o
primeiro
cardeal
Diá
cono
deu
a
Roma
e
ao
mundo do
alto
da
varanda
de
S.
Pedro
hontem
á
1
hora
e
15
minutos
da
tarde
no
momento
em
que
ninguém
esperava
semelhente
acon
tecimento
O
que
foi
hontem
Roma
não
é
possí
vel
explical-o.
Poucos
dias
terão ficado
tão
memoráveis
nos
fastos
da
Egreja,
pois
nunca
se
viu
um
triunfo
tão
com
pleto
do
Papado
e
uma
confusão
maior
dos
seus
inimigos.
Quando
na
tarde
de
segunda-feira en
traram todos
os
cardeaes
n<>
conclave
parece
que
uma
negra
nuvem
de
tristeza
cobriu
a
cidade
de
Roma,
e
todos per
guntavam
com
a
maior
desanimação
qual
seria
o
resultado,
e
quando se
veriam
de
novo
abertas
as
portas
do
palacio
Apos
tole
o.
Os
mesmos
cardeaes
estavam
conven
cidos
de
que
não
sairiam
da
clausura
seuào
depois
de
muito,
tempo
e
o
car
deal
Vigário
tinha
ordenado
preces
em
todas
as
egrejas
até
18
de
março.
Com
piedoso
pensamento a
aristocracia
romana
tinha proposto a
todos
os
calholicos,
que
dariaraente
«e prostrassem
junto
do
se-
pulchro
do Príncipe
dos Apostoles,
im
plorando
a
sua protecção
n'estes
momen
tos
tristíssimos,
e
as
listas
que se
faziam
circular
comprehendiam
muitos
dias
em
que
se
calculava
que
tivesse de
du
ar
o
conclave.
Não só
os bons
catholicos
cón
lavam
com
esta
longa duração;
também
os
revolucionários
fazim
os
mesmos
cál
culos,
e
para
melhor
disporem
as
sus
perversas
intrigas
tinham
adiado
para
7
de
março
a
abertura
do
parlamento
ita-
lianissimo.
Com
esta
geral convicção
de
que
só
tarde
e
muito tarde
appareceria
na
ca
deira
de S.
Pedro
o
seu
novo
successor,
ninguém
pensava
hontem
que
as
portas
do
Vaticano seriam
abertas,
e
que á
agi
tação
e
á
anciedade
succederia
de
repente
a
alegria
e
s
paz.
Muitos
tinham
ido
ao meio di'a
á
Praça
de
S.
Pedro,
e
parecendo-lhes
ler
"Visto
o fumo
que annuncia
que
o
escru
tínio
não
deu
resultado,
retiraram-se
sem
poder
suppor
de
que ifaquelle
mesmo
momento o
novo
Papa
recebia
as
pri
meiras hom«nagrns
do
Sacro
Collegio.
Dentro
mesmo
do
Vaticano
fóra
do
re
cinto
do
conclave
não
se
pensava
em
tal
coisa;
e na
Basílica
continuavam
tran-
qnillos a
sua adoração
os
fieis
que
ha
viam
escolhido
aquella
hora,
e
que
foram
tealmente
os
destinados
a ter
a
fortuna
de
ser
os primeiros
a
ouvir o
faustíssimo
annuncio.
Era
1
hora
e
um
quarto
quando
ao
tepicar
festivo
dos sinos
de
S
Pedro
coirem
fóra
da
egreja
os
que
alli
estavam
orando,
toda
a
geute
que
eslava no
pa
lacio
corre
ás
janellas,
o
povo
que
por
aceaso
atravessava
a praça
pára
de
re
grande
janella
e
um immenso grilo
sau
dou
Leao
XIII;
mas
á
universal
alegria
segue
logo uma extraordinária
confusão.
O
Papa
em logar
de
dirigir
se
á
janella
externa
dirigia se á
interna
e
as
quatro
portas
da Basílica foram
tomadas d
’
as-
salto.
Em
pouco
mais
d
’
um
minuto
a
Egreja
estava
apinhada
de
povo,
mas
a
maior
parte
da
gente teve
de
•esignar-se
a
ficar
de
fóra,
porque
era
impossível
que
todos podessem
entrar.
U
Santo
Padre
appareceu, mas foi tal
o
alai
ido
de vivas,
ta!
o
delirio
com
que
íoi
acclamado,
qu«
só
depois
d
’alguns
mi
nutos
poude
entoar
o
Sit
nomen
Domini
benedictum
e
dar
a Bênção
Aposlolica,
depois
da qual
novamente foi
saudado
com
enthusiasticas
acclamações.
Foi
uma
scena
commovenlissima que
é
impossível
descrever-se!
Os
mesmos
inimigos,
que
por
curiosidade
tinham
en
trado
na
egreja não poderam
resistir á
impressão,
e
a
poucos
passos
vi
eu
com
os
meus
olhos
um
ofliciaI
do
exercito
ita
liano, que tendo
estado
immovel
como
uma
pedra ás
primeiras
acclamações.
não
pôde
afinal
conter
se,
e
exclamou:
Oh
eu
nào
posso
mais:
—
Viva
Leão
XIII!
Foi
um
dia
que
ficara
sempre
vivo
na
memória
de
quem
tevs a felicidade
de
achar-se
em
Rena.
A
’
noite
todos
os
sinos
repicavam
fes
tivamente
e os
jornaes
catholicos
appa-
teceram
adornados
em signa! de
festa.
Roma
appareceu
innondada de
biograplnas
do
novo Papa,
até
alta
noite
aos
vendi
Ihões
d#
jornaes
e
impressos,
que
todos
se
tinham
feito
catholicos
de
rapente, não
se
ouviam
senão
apregoar
os
nomes
dos
jornaes
catholicos
e
de
Leão
XIII.
Esta
nunhã
appareceu
logo
ao
ama
nhecer o
annuncio
do
Cardeal
Vigário,
convidando
os
fieis
ao solemne Te-Deum
que
deve
ter
logar
ámanhã
ás
IO
horas
em
todas
as
egrejas
de
Roma.
As
litographias
trabalharam toda
esta
noite,
e
os
retratos
do
novo Pontifice já
esta
manhã
se
vendiam
por
toda
a parte
em
grande
quantidade.
Ninguém
esperava
que
se
suscitasse
um
tal
enlhusiasmo
pelo novo
Papa,
pa
recendo
impossível
que
depois de
Pio
IX,
o
Grande,
pudesse
grangear
tanta
popti
laridade
o
seu
successor.
Mas
aqui se
vê
o
poder
de
Deus,
para
confundir
a
im
piedade,
a qual
julgava
que
o
povo
ca-
tholico
amava
Pio
IX
e
não
o
Vigário
de
Christo, e calculava
poder
offender
com
menor
pengo
o
nevo
Pontifice
que
lhe
suí
cedesse.
Mil cálculos tinham feito
os revolu
cionários,
mas
Deus
prostrou
os
impios
desígnios
dos
filhos
das
trevas.
Espera
vam
que
depois
d
’um
longo conclave
fos
se
eleito um
Papa
que
em
seguida
ás
vi
vas
sympalhias
de
que
gos-’va
o
grande
Pio,
no
meio
do grande
desalento
dos
ânimos
produzido
pela
sua
morte,
não
podesse
ter
principalmenle
em
Rotna
al
guma
influencia;
mas
Deus
confundiu
os
cálculos
da
impiedade,
e
dentro
de
pou
cas minutos
o
novo Papa,
ainda
sem
ser
visto
nem
conhecido,
ganhava o
coração
de
todos,
e
Roma
despovoou-se
para
ir
acclamal
o.
E
não
foi necessário
que
alguém
ani
masse
o
povo romano, porque
o
Senhor
dispoz
tudo de
modo
que
o
facto
de
sua
eleição
extraordinariamente
rapida
e
inex
perada
produzisse
uma
impressão
immen-
sa
em
toda
a
cidade,
e suscitasse
a
ale
gria
nos
fieis
e
a
confusão
nos
impios,
os
quaes
á
improvisa
m>va
ficaram
assombra
dos.
Com
effeito
era
recordada
como
um
caso
extraordinário
a
exaltação
de Pio
IX,
verificada em
48
horas e depoiâ
de
pente,
e
vê-se no
alto
da
varanda
de S.
Pedro
o
cardeal Caterici
com
a
cruz
al
çada
ao seu
lado
e
circundado
de
diver
sos preladoí
que
agitand»
os
lenços
bran
cos
chamavam
o
povo
a
ouvir
a
alegre
nova. Apenas
se
chegaram
a
reumr
no
atrio
cerca
de
60 pessoas
ás
quaes
o car
deal
Diácono
annunciou
a
eleição
do
car
deal
Joaquim Pecci
para
Pastor supremo
da
Egreja
Universal:
Annuntio
vobis
gaudium
magnum:
ha-
vemus
Papam
Emminenlissimum
et
Beve-
rendissimum
Dominum
Joachim
Pecci,
gui
sibi
nomen
impossuil
Leo
XIII.
Uma
salva
d
’applausos
acolheu
a faus
tíssima
nova,
que
correu
mais
veloz
do
que
o
raio
d
’um
extremo
ao
outro
de
Roma.
E
’
impossível
descrever-se
o qne
se
passou
em
toda
a
cidade
n
’esle
mo
mento.
Ao
ouvir
os
repiques
de
S.
Pe
dro
n
’
esta
hora
insólita,
todos
pensaram
quv
havia
novo
Papa
e
ao
mesmo tempo
instinctivamente
se
repetiam
por
todas
as
ruas
de
Roma
as
mesmas
alegres
pala
vras
do cardeal
Diácono:
havemos
Papam.
Haviam decorrido
apenas
poucos
minutos
e
o
nome
de
Pecci
e
de Leio
confun
diam-se
com
os gritos
de
jubilo
e
com
o
som
festivo
de
todas
as
torres
da
ci
dade.
O
telegrafo
de
Borgo
Nuovo
mandava
a
noticia
a
todos
os
pontos de
Roma,
mas
aquelles
qne
tinham
tido
a
felicidade
de ser
os
primeiros
a
recebel-a,
procu
ravam
emular
a
rapidez
do
telegrafo
pre
cipitando-se
em
carruagens
e
correndo
por
toda
a
parte
a
espalhar
o
annuncio
inesperado.
Suscitou-se
p
r
toda a
cidade
um
movi
mento,
um
borborinho
incrível:
os
omni-
bus
foram
tomados d
’
assallo,
disputavam-
se os
logares
nas
carruagens
por preços
exorbitantes,
e
os
que não
podiam
che
gar
a
conseguir
um
canto
incommodo
ou
qualquer
vehiculo.
corriam
sem
ceri
monia
como
doidos
pelas ruas,
tomando
a direcção
do
Vaticano.
A
’
s
duas
horas
já
a
praça
de
S.
Pe
dro
era coberta de
povo,
e
as
ruas
que
conduzem
ao
Vaticano
eram
intransitáveis.
Nos
dias
solemnes
d
’
outros
tempos
não
se
tinha
visio
nunca
um
espectaculo
igual.
As
carruagens
eram
tantas
que
nào
podei
am
em
grande
parte chegar
nem
mesmo
á
Ponte de S.
Angeo,
estacav
m
immo-
veis
em
longa fila
até
S.
Antonio
dos
Portugueses.
Na
ponte
de
ferro
de
S.
João
dos
Floreminos
tiveram
de
postrar-se
as
guar
das para impedir
desastres.
Eu
qne
não
tive
a fortuna d
’
encontrar-me
na
occasiáe
do
annuncio,
fui
comtudo
um
dos
pri
meiros
a
entrar na
praça
do
Vaticano,
mas
debalde
tentei
atravessar
as
ruas
para
ir
ao
telegrafo
conrtnunicar-
’
os
a
noticia.
Sómente
o
pude
conseguir
perto
das
Ave
Marias,
mas
quando
cheguei ao
telegrafo
não
pude
também ter
ingresso
pela
grande
multidão de
gente
que
alli
se
achava.
A
praça
esteve
sempre coberta de po
vo
esperando
que
Leão
XIII
apparecesse
na
varanda
de
S.
Pedro a
abençoar
o
po
vo;
mas
ignorava
se
se elle se
mostrava
na
varanda
que
deita
sobre
a
praça
ou
na
interna da
Basílica.
Por
este
motivo
seguiu
se
grande
confusão,
por que
por
mais
d
’
uma vez
o
povo
se
precipitou
na
egreja,
e
foi
um
grande
prodígio
que
não
tivessem succedido
desgraças.
Nin
guém
tinha
a
certeza
se
o
Suberano
Pon
tífice viria ou
não
á
varanda,
mas
a
in
certeza não
desanimou
ninguém,
e a
mul
tidão
esteve constantemente
immovel
até
que
finalmente
as
esperanças não
foram
de
todo
baldadas
I
Com
efleito
ás
4
e meia
abriu-se
a
quatro
escrutinio»;
mas
maior
admiração
causou
a
eleição
do
novo Stunmo
Pon
tifice,
que
como
exemplo
quasi
unico
na
historia
se
verificou
em
36
horas,
e de
pois
de
dois escrutínios
sóinenle,
e
isto
em
um
momento
em
que
maior
ponde
ração
exigia
a
eleição pontifícia,
e em
um
conclave
que
é
o
mais
numaroso
que
talvez
se
tenha
retinido,
e
cercado
de
cir-
cu
instancias
excepcionalissimas.
O
cardeal
Pecci por
não ser
romano
e estar
governando
a
diocese
de Ptru-
gia
ha
32 annos,
era
em
Roma pouco
conhecido,
havendo
apenas
alguns mezes
que
se
estabeleceu
em
Roma,
por
ler
si
do
nomeado
Camerengo
da
Santa Egre
ja.
Era portanto
pouco
natural
que
o
an-
nnticio
da
sua
eleição produzisse
tanto
enthusiasmo
que
não
póde
ter
a
menor-
sombra
de
pessoal
;
mas
o
povo
ao ouvir
que
nos momentos
mais
difliceis
as
por
tas
do
conclave
se
abriam
quasi,
quando
ainda
apenas
acabavam
de
fechar-se,
e
que sobre
a
inabalavel
rocha
do
Vatica
no já existia
um
novo
successor
de
S.
Pedro, viu n
’
este
facto
o
dedo
de
Deus
e por
toda parte
realmente
se
repelia
:
digitus
Dei
esl
hic.
Muitos
recordaram
a
celebre
prophe-
cia
de
S.
Malaquias,
segundo
a
qual em
seguida
a
Pio
IX
devia
vir
o
Lumen
in
corlo,
e
a
achavam
já
verificada
em
Leão
Xlíl,
em
cujo
brazão
se
distingue
um
fulgido
cometa,
que
estende
seus
raios
sobre
um
campo
azul.
E*ta
coincidência
nào
podia
deixar
de
produzir
uma
grande
impressão,
e lodos
repetiam
: eis aqui
o homem,
o
lumen
in
coelo
qne
vem
dissipar
as
trevas
d
’es-
te
borisonte
medonho
d
’
este«
nossos
tris
tes
dias.
Outros não
viam na exaltação
do car
deal
Pecci
ao
Pontificado
uma
verdadei
ra
eleição,
era
unicamente
a
confirmação
da
eleição
feita
por
Pio
IX
poucos
mezes
antes
de
abandonar
este
mundo.
De
facto
muita
importância
se
deu
á
eseidha
que
fez o
Pontifice
Angélico
do
cardeal
de Perugia
para
Camerlengo.
por
ser
este
que
na
morte
do
Pontifice
to
ma
as '
redeas
do
governo,
e
faz
até
£
creação
do
successor
as
vezes
de
Papa.
Todavia
ninguém geralmente
acreditava
que
fosse
elle
o
escolhido
pelo Sacro
Col
legio.
e
dizia-se
até
que
dilficilinenle
os
cardeaes
votariam
n
’
elle. Mas
o
Espirito
do
Senhor
linba
inspirado
o
Pontifice
da
Immaculada,
e
quiz
que
elle
mesmo
fosse
que escolhesse o
seu
successor.
De
fado póde
dizer-se
que
a
Egreja
não
esteve
viuva, porque
aquelle
mesmo
que
recebeu
das
mãos
de
Pio
IX
no
leito
da
morte
o
deposito
sagrado,
não
leve
de iransmittil-o
a
ninguém,
e
era
elle
o
escolhido
do
E-piriio
Santo, era
elle
o
Papa,
já
antes
de
ser
acclamado,
O
que
porém
mais
do
que
tudo
cau
sou grande
sensação,
o
que
principalmen
le
alegrou
os
bons e
perturbou
os
maus
foi
o
nome
que
elie
tomou.
Ao
ouvir-se
que
a
Pio
IX
se
succedia
Leão
XIII
foi
geral
a
voz
:
ao
pio
e
manso
cordeiro
suc-
cede
o
lerrivel leão.
E
tanto
os
calholicos
como
os
revo
lucionários
consideram
a
escolha
d
’
este
nome como
altamente
significativa.
E
com
razão
se
póde
allribuir
lhe
uma grande
significação
Os
filhos
perversos
que
por
trinta
e
dois
annos
não
fizeram
senão
abu
sar
da
mansidão,
da
clemencia,
da
bonda
de
do
mais
indulgente
des
Pontífices,
ca
recem
de
ser
dominados
pela
força e
se
veridade
do
successor de
S.
Leão
Ma
gno,
e que
como
este
será
o
terror
dos
barharos, e
expulsará das
terras
d
’ítalia
os Atilas modernos.
Leão
XIII
declarou
que
tomava
este
nome
em
honra
e
memória
do
Santo
Pa
dre
Leão
XII
pelo qual
teve
sempre
suin-
ma
veneração,
e
entre
o
povo
romano du
ra
ainda
viva
memória
da
torça,
da iner-
«ia
e
da
coragem
d
’este
glorioso
Pontí
fice.
Leão
XIII
será
portanto
a
imagem
vi-
va
de
Leão
Magno
e
de
Leão XII.
Vaquelle
famoso
obelisco
que
surge
no
centro
da
praça
de
S.
Pedro
defron
te
da
rocha
valicana,
sobre
este
celebre
monolilho
tropheu
das
viclorias
da
Egreja
sobre
a idolatria,
está
esculpido
em
gran
des
caracteres:
Vicit
Leo
de
tribu
Judá.
Estas
palavras lêr-se-hão
um
dia
escri-
ptas
em
leltras d
’
oiro na
pagina
gloriosa
que
deixará
na
historia
o
successor
de
Pio
IX.
o
Summo
Pontífice
Leão
XIII;
que
se convençam
d’
islo
os
modernos
civilisa-
dores,
que esperavam
que
depois
de Pio
IX
viria
um
Papa
que
se
conciliaria com
a
barbara
civilisação
do
século XIX,
mas
que não
se
lembravam
de
que
está
es-
ci
ipio
—
deúderia
peccnlorum
peribunt.
Meditem bem
os
amigos
da
«civilisação»
que
ao
Pontífice
piissimo
não
quiz
o
Se
nhor
que
succedesse
senão
o
Pont.fice
da
fortaleza,
e que
quem
tomou
o
nome
de
Leão
não
se. prestará
a
representar
o
pa
pel
do
cordeiro
deanle
dos
lobos
da
so
ciedade
moderna.
E
como
os
libertadores
de
Roma, que
se
preparavam ante-hontem
para
saudar
com
as salvas do
castello
de
S. Angelo
a
apparição
de
Leão
XII!
na
varanda
de
S.
Pedro, ficaram
solemnemente
burlados
e
tiveiatn
de
resignar-se
a
um
tremendo
desengano
;
assim
também
receberão
uma
lição
severa
os
civilisadores
da
Europa
que
julgavam
que
deanle do
hodierno
pre
domínio
da f'ianc-maçonar>a o
Papado
de
via
curvar
se.
logo
que
Pio IX
abando
nasse
a
cadeira
de
S.
Pedro
O
Papado
que
a
revolução
dá
por
mor
to
na
morte
de cada
Papa,
pelo
contra
rio
se
levanta
sempre mais
cheio
de
vi
da
e
robustez;
e
hoje
mais
do
que
nun
ca
teve
um
triunfo
esplendido
na
assum
pção
do novo
Pontífice, que
surge
no
alto
do
Vaticano
e
impávido como
o leão
em
face
da
revolução
dominante e ameaça
dora.
Os
revolucionários
são modestíssimos.
Até
hoje
o
poder
temporal
era
o
cavai-
lo
de
batalha,
e
agora, como
a
Italia
pe
las
complicações
do Oriente
não
acha
op-
pórtuno
o
momento
de
abrir
o
fogo con
tra
o
Vaticano,
contenta
se
de
lhe
propor,
em ver
do
reconhecimento
da
unidade
italiana,
o
da sociedade
moderna
com
to
dos
os
seus
absurdos
e
iniquidades,
e
o
governo
usurpador
manda os
seus
jornaes
oííiciaes
e
otliciosos
proclamar
este
edifi
cante
desinteresse,
este grande
sacrifício
pelo
bem
e pela paz
universal.
Mas como
sempre
do
alto
do
Vaticano
trovejará o
eterno—
Aon possumus.
e
a
Egreja
de
Je
sus
Christo
immutavel
como
seu
Divino
Fundador
não
apagará
uma
syllaba
nas
suas
leis dogmáticas e
moraes.
não se
curvará
nunca
ante
os
seus
inimigos,
não
será
nunca
a
escrava
dos
seus
servos,
e
será
boje,
como
era
hontem,
como
será
em
tods
os
século*.
A
’
s
estultas
pretenções
da Italia
revo
lucionaria
já
respondeu
suílicientemente
Leão
XIII,
deixando
os
salvadores
de
Ro
ma
boquiabertos,
com
os
canhões
calados
e
as
bandeiras
enroladas,
quando,
consi
derando-se
sub
hostili dominationc
consti
tuías
como
o
s
ti
antecessor,
se
recusou
a
apparecer
na
varanda
externa
de
S.
Pe
dro:
e aos
civilisadores
do
mundo
respon
dem
já
os
seus
aclos
precedentes
no
mi
nislerio
episcopal,
e
o
resto
vel-o-hão
den
tro
em
pouco,
e
saberão
então
se o
novo
Papa
é
differente
do
Pontífice
do
Syllabus,
do
Concilio
do
Vaticano
e
da
Infallibilida-
de,
se
Leão
XIII
é
diverso
de
Pio
IX.
Os
amigos
da
moderna
civilisação
pro
curam
mostrar
no
successor
de
Pio
IX
um
Ponlitice
amodernado
e
esfalfam-se
a
proclamar
que
eile assignará
um
tratado
de paz com
o
progresso
do
século
XIX.
Deixae-os fallar
até
que
se
cancem;
Leão
XIII é
conhecido
pelo
seu
caracter
firme
e
energico,
e
podeis
sem
receio
di
zer
bem
alto
que
a
providencia
divina
deu
a
herança
de
Pio
IX
a
um
Papa
que
se
rá
o
seu
perfeito
imitador,
e
só
será
d’
el
•
e
differenle
em substituir
á mansidão
e
á
intolerância,
a
força,
a
energia
e
o ri
gor.
Dizei
aos
ímpios
que
a
historia
do no
vo
Ponlitice
já
está escripta,
e
que
pódem
ièl-a
no
livro
dos
Machabeos.
Podeis
fa
zer-lhes
essa
prophecia
e o
tempo
a
con
firmará.
A
historia
escrevendo
os
fastos
do
pontificado
de
Leão
XIII
não
fará
mais
que tomar
d
aquelle
livro
divino
as
seguin
tes
palavras:
«Foi
similhante
ao
leão
nas
suas
ac-
ções;
perseguiu
os
malvados, procurando-os
por
toda
a
parle, e
reduziu
a
cinzas
os
que
perturbavam
o
seu
povo.
O
terror
do
seu
nome
fez
fugir
os
seus
inimigos
e
todos
os
obreiros
da
iniquidade
foram
con
fundidos,
e
a
salvação
do
seu
povo
foi
posta
nas
suas
mãos.
Muitos
reis
se
en
fureceram
contra
elle, mas
elle
foi
a
ale
gria
de
Jacob
e
o
seu
nome
tornou-se
immortal
e
atravessará
os
séculos
entre
as
bênçãos
de
todas
as
gerações».
A.
Braz.
Hnnco Comniereinl áe
Braga.
—
Realisou-st
no
dia
4, como dissemos
em o n.®
passado,
a
reunião
dos
accio-
nislas
do
Banco
Commercial
de Braga,
para
elegerem
os
membros
da
commissão
líquidataria.
A
extração
dos votos
só
se
concluiu
depois
das
7
horas da
noite.
Foram mais
votados
pa<a a commis
são.
os
snrs:
Manoel
Simões
Braga
252
votos
Manoel
Joaquim
Gomes
131
>
João
Luiz Pipa
128
>
Manoel
José
Lopes
dos
Santos
128
>
Antonio
na
Silva
Peieira
de
Magalhães
121
>
E
para
supplentes
o
snrs:
Antonio
dos Santos
Azevedo
Magalhães
124
votos
Francisco
José
d
’
Araujo
124
Manoel
Jo-é Fernandes Pereira
123
Forlnnalo
Jorge
Guimarães
123
Como
se
tinha
deliberado que
a
com-
missão
fosse
constituída
de
3
membros
effeclivos
e 2
supplentes,
e
havendo
ap-
parecido
7
listas a
maior do
que
o
nu
mero
das descargas;
assentou-se
que
es
ses
7
votos
seriam
diminuídos
a
lodos
se
fosse
necessário.
Ponderou
o snr. presidente que
em
vista
d
’
esta votação,
e
sendo
precisa
para
ser
eleito
maioria
legal
de
124
votos
de
clarava
como membros
effeclivos
os
dois
primeiros,
mas
que se
não
animava
a
proclamar
o
terceiro,
pelo
motivo
de lhe
faltarem
ainda
3
votos,
e
terem
ficado em
patados
os
snrs.
Pipa e
Santos,
com
128
ou
129
votos
cada
um.
Bradaram
então
muitos
snrs.
accioms-
tas
que
o
preferido
devia
ser
o
snr.
Pi
pa,
por
ser
mais
velho,
e
porque
era
praxe
proceder-se
assim
em
casos
analo-
gos.
Sentimos
do
fundo
d
’alma
que
se des
sem
os casos
lumultuarios
alli
presencea-
dos,
e
que
a
proposta
com relação
ao
snr.
Pipa
não
fosse
tractada
com
mais
calma,
pois
sem
se
recorrera
nova
elei
çào
Indo
poderia
ficar logo
decidido
á
vontade
de
todos.
Na
occasião
do tumulto
foi
a
sala
abandonada
por
uma
grande
parte
dos
accionislas,
com os
quaes
também
nos
re
tiramos; porisso
não podemos
aílírmar
se
os numeros
dos
votos
acima
mencionados
são
exactos,
ou
se
ha
dififerença,
que,
a
havel-a,
será
de um
a
dois
votos.
Diz-se
que
o snr.
presidente
lèra
um
proesto
d’
um
snr.
accionista
contra
a
illegalidade
da
eleição,
era
virtude
do
qual
e
para
acabar
com
o
tumulto
levan
tou
a
sessão.
SuíTragi®»
pelo
SS. Padre Pio
ZX
em CSuimttrãeH.
—
As Filhas
de
Maria
de
Guimarães,
no
dia 27 de
feve
reiro,
na
egreja
da
Misericórdia
d
’aquella
cidade,
mandaram celebrar
umas
devo
tíssimas
exequias
pela
alma
do
SS.
Padre
Pio
IX,
commungando
para
cirna
de
qui
nhentas pessoas n’
esse
dia,
e
ás
10
ho
ras
houve
missa
cantada
com
um
res
ponso
no
fim.
O
concurso foi
immenso.
Não
podemos
deixar
de
louvar
as
se
nhoras vimaranenses
que
por
esta occa
sião
da
morte
do
uosso
amado
e chorado
Pontífice
tomaram todas
luto
rigoroso,
mostrando
assim
os
seus
religiosos
sen
timentos.
Sermões Je
Quaresma em S.
Franei»«a.
—
Este
anno
lambem haverá
no
magestoso
templo
do
extinclo
conven
to
de
S.
Francisco sermões
em
todos
os
domingos
da
Quaresma, que
serão
pré-
gados
pelo snr.
padre
João
Rebello.
Xlelliaras
—O
snr.
Alfredo
Passos
tem
ultimamente
sentido
consideráveis
melhoras,
na
impertinente
doença
que
o
íllige.
Damos lhe
parabéns.
SctfTragiog
pelo
SS. Paire
F6o
Si
«m tíraga.—
Conforme
noticiamos,
celebraram-se
no
dia
4,
a
expensas
das
Filhas
de
Maria,
no
templo
dos
Remé
dios
solemnes
exequias.
O
templo
estava decorado
de
luto,
e
no
centro
d
’elle
erguia-se
um
catafalco,
na
frente do
qual
se
via
o retrato
do
chorado
Pontífice,
rodeado
de
luzes.
Fin
ta
a
missa, que
foi
a
instrumen
tal,
celebrada
pelo
re»d.°
padre
Luiz
Go
mes
da
Silva,
este
digno
ecclesiastico
subiu
ao
púlpito
e
ahi
pronunciou a
ora-
çao
fúnebre,
memorando
os
principaes
fa
ctos
da
vida
de Pio
IX,
sendo
escutado
com
religiosa
allenção
e agrado
pelo au
ditório,
que
era
numeroso.
Seguiu-se,
tam
bém
a
instrumental,
o
Libera
me e
de
pois
as
absolvições.
Assistiram parte
da
direcção da
devo
ção
do
SS.
Coração
de
Maria,
e
do
Col-
legio
de
S.
Luiz
Gonzaga.
—
N
>
dia
o
os
capeilães
da
S.
e
R.
Casa
da
Misericórdia celebraram
no tem
plo
do
Hospital de
S.
Marcos
missa
can
tada.
com
responsos.
Chega*».
—
Chegou
ha
dias
a
esta
cidade
o
ex.
Uil
snr.
conselheiro
Manoel
Justíno
Marques Murta.
S
exc.a veio
bastante
incommodado
de
saude.
Deseja
mos-lhe
cordealmenle
prompto
e
completo
restabelecimento.
PortmtMeo
el® 9.S.
X.IÍS.
—
O
Santo
Padre
Leão XIII tem
tres
ir
mãos
de
mais
edade
que
elle.
O
mais
velho
conta
84
annos. O
se
gundo
7ú
e
tem
quatro
íilhos,
dos
quaes
dois
são
jovens.
Um
d’elles
acaba
de
cum
prir
o
seu
anno
de
serviço
como
volun
tário
no
exercito
italiano.
O
terceiro
ir
mão
do
papa é
sacerdote
e
foi
jesuíta;
porém
sahiu
da
ordem
e
aclualoiente
é
professor
de
Ideologia.
Leão
XIII
tem
duas
irmãs
casadas. Al
guns
parentes
do
novo pontífice
estão
já
em
Roma.
E
,or4®» svisg»eit®8.—
São
considera
dos
suspeitos
de
febre
amarella,
desde
30
de
janeiro
ultimo,
o
porto
de
Santos,
e
são
considerados
suspeitos
da
mesma
molés
tia,
e
desde
a
mesma data,
os
demais
portos
da
província
de
S. Paulo.
Kàis
para <» q«ae serve a gsísli-
eia.--Ha no
corpo
da nossa
policia
civil
indivíduos.
—ainda
que
em
diminuto
n.°
—
-
que
nos merecem
a
consideração que
se
dá
ao
empregado
zeloso
e urbano
;
mas
também
ha
outros.
e
estes
constituem
a
maioria
—
que
estão
absolutamente
desloca
dos
alli :
=■
são malcreados,
são
estúpidos,
são
um
descrédito
permanente
para
aquel-
la
instituição
creada
para
a
manutenção
da
ordem, e
conseguintemente
para
utilidade
de lodos.
Está
nesta
ultima
classe
o
policia
n.°
16.
conhecido
vulgarmente
pelo
cabo
Mello,
cujos
precedentes
são
bem
notorios.
Vamos
relatar
um
facto,
passado
na
tar
de
de domingo,
para
o
qual
chamamos
a
attenção
do
exm.°
snr.
comtnissario
da
po
licia,
de
cuja
illustraçào,
sollicitude
e bello
caracter
não
é
licito
duvidar.
Segundo
informações,
que
temos
por
verdadeiras,
o
caso
deu-se
assim
:
Um
artista
da
Cruz
de
Pedra,
moço
de
bom
comportamento,
eslava
a
divertir-se
inoffensivamente
com
a
sogra,
que
mora
abaixo
da
casa
por
elle
habitada,
quando
o
tal
snr.
policia
passou.
Como
este
mantene
dor
da
ordem
não
viesse
muito
satisfeito
corn uma outra
gentileza
que
momentos
antes
piaticára com
um
caseiro
do
exm.°
snr.
Cunha
Reis,
quiz
desabafar,
e
filou
o
artista
allu
iido
peio
crime de ter este na
mão
um
cartuxo
de
polvilhos
Não
lendo
commetlido
deiicto
algum,
o aggredido—é
o
termo
—
retirou-se
para
dentro
da
porta
da
suaofiicina, junto
da
qual
estava,
disen-
do mansamente que em
nada
se
via
culpa
do
e que
igtioran
io a
rasão
porque
era
prezo,
não acompanhava
o
sor.
policia.
Entrou
este
pela
poria
furioso,
desem
bainhar
a
espada, e descarregar um
golpe
que
derrubou
o
superciho
do
pobre
moço,
foi
tufo
obra
de
in-lanles.
O
pobre
artista
vendo-se
assim
acom-
meltido
procurou
como
poude
defender-se.
Neste
entrementes
acudiu
a
mãe
do
artista,
quando
o
heroe ia
a
descarregar
novo
e
mais
fatal
golpe
que
aqueila
suste
ve,
gritando
por soccorro.
Eis
o
facto.
Mas
o
policia
está
forçosamente
prezo
e
processado,
—
dirá
quem
nos ler.
Não,
senhor
;
quem
está
prezo
é
o
ferido,
e
a
mãe
d
’elle,
uma
pobre
e
hones
tíssima
viuva de
60
annos,
que nunca
en
trara
na
menor
desordem,
como
toda
a
vi-
sinhança
testimunha
!
Dizem-nos
que
o
facultativo
que
pro
cedeu
ao
exame
da ferida,
deu-lhe oito
a
dez
dias
de
curativo,
sendo bem
tratada.
Veremos
o
que
sae
deste
negocio.
»
» *
IVotieiMS tie Koma.
—
A
coroação
do
Papa
realisou-se
com
grande
solemoidade
no
dia 3
pela
manhã
na
capella
Sixtina.
Era
considerável
a
multidão. Finda a
ceremonia
o
Papa
voltou
aos s«us
aposentos
conduzi-
do
sobre a
cadeira
Papal, e
abençoando
a
multidão
na
sua
passagem.
Alguns
edilicios
d
’
esta
capital
apparece-
ram
illuminados.
Occorreram
porém
algu
mas
demonstrações
tumultuosas
e
gritos
auti-papisias.
Um
grupo
de
populares
foi
quebrar as
vidraças das
casas
de
vários
sujeitos
conhecidos
por
suas idéas
exage
radas
a
favor
do
Vaticano.
A
policia
interveiu,
dispersou
os
grupos
e
restabeleceu
o
socego.
Effectuaram-se
algumas prisões.
ííaiergiss
«1<»
eisrtiesil
iPeessâ.
—
-Para
se
fazer
ideia
da
energia
do
cardeal
Pec-
ci,
reproduzimos
aqui
o
seguinte
que
se
couta d
’elle:
Quando
monsenhor
Pecci
começou
a
administrar
a
província
de
Benevenlo,
era
eila
infestada
e
oppressa
por
ladrões
e
contrabandistas,
de
maneira
que as
famí
lias poderosas
da
província
eram
obriga
das,
para
evitar
os
resgastes
e
os
as
sassinatos,
a
pactuar
cotn
os
ladrões.
Então,
monsenhor Pecci,
em presença
das
difficulda
íes
e
óbices
de
toda
a
es-
pecie
que
as
populações
aterradas
punham
á
acçào
da
justiça,
resolveu
pôr
um termo
a
isso.
Depois
de
ter
reorganisado a força
publtc;
e
o
corpo
dos
aduaneiros,
entrou
em
accordo
com
o
rei de
Nápoles,
que
lhe
emprestou
tropas;
e
fez
dar
aos
la
drões
uma
caça
tal,
mandando
atacal-os
nos
casiellos
e em
toda
a
parle onde
se
occultavam,
ordenando
que
tossem
pre
sas
as
famílias
que
forneciam
viveres
e
mun
çàes
dos
malfeitores,
que
em
14
mezes
a
província
eslava
livre
de
ban
didos.
Restava,
porém,
um bando
de vinte
e
oito
salteadores
dos
mais
corajosos
e
célebres.
Um
dia
um
marquez
rico
po
tentado
da província
e
proteclor
d
’estes
scelerados,
procurou
monsenhor
Pecci
e
disse
lhe:
—
Parlo
para
Roma,
onde
vou
pedir
a vossa
expulsão
da
nossa
província,
e
se
isto
não
bastar
eu
vos
farei
sair
d’
ella.
—
Muito
bem,
—
respondeu
monsenhor
Pecci—
mas
antes
de
partirdes
eu vos
entregue
aos
carabineiros
que
lenho
aqui
á
minha
disposição,
e
a
quem
dou
ordem
para
vos
deter
em
prisão
tres
mezes,
a
pão
e agua.
Emquaotao
marquez
eslava
preso,
mon
senhor
Pecci,
na
própria
noule
em
que
effectu u
a prisão,
fazia assaltar-lhe
o
cas-
lello,
onde
lodos
os
vinte
e
oito
ladrões
íoram
mortos
ou
presos.
Monsenhor
Pecci
vivia no
seio
da sua
diocese
como
verdadeiro
patriarcha
'sem
jamais
consentir
que
as
auctoridades
in-
husas,
tnotae
que
a
sua
Diocese
perten
ce
aos
Estados
pontifícios),
lhe
transpo-
sessem o
liminar
do
seu
paço; não
dei
xavam apesar
disso
de
o considerar
e
respeitar.
Foi elle
que
fundou
a
celebra
acade
mia
de
S.
Tnomaz. em
Perugia,
onde
uma
vez
por
semana
reunia
os
seus
discípulos
tornando
parte
nas
grandes
discussões
theo-
logicas
e
discorrendo
com elles,
como
se
fossem
seus
confrades.
Asxaasittat».
—
Escrevem
do
Porto
ao
«D.
de
Noticas»
em
2:
Em
Villa
Boa
do Bispo,
proximo
a
Marco
de
Canavezes,
um
amante
despre-
sado,
desvairado
pelo
ciume, vendo
que
a
rapariga
que
amava
iigára
a
outro
o
seu
destino,
assassinou-a
cruelmente
na
noite
do
noivado.
O
assassino
chama-se
Manoel
Barrai.
Evadiu-se.
fcjwes-ra
«io
ffiriant».
—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que seguem:
Paris
3
—
0 «Journal
des
Débats»
pu
blica
um telegramma
de
Vienna,
dizen
do que.
se
depois
do
inquérito
a
que
se
vae
proceder,
se confirmar
que
os
rus
sos
massacraram
na
Roumelia
vários
po
lacos,
a
Áustria exigirá
uma
satisfação.
Constantinopla
2—São
consideráveis
as
concessões
feitas
pelos
russos. Foram
ap-
provados
os limites
da
Bulgaria
e
aban
donada
a exigencia
da
esquadra
turca.
Eslá-se
discutindo
hoje a indetnnisação.
A
assignatura
do
tractado
de paz julga-»®
imminente.
Londres
5
—
Corre
o
boato de
que
foi
assignada
a
paz e que
são
muito
duras
as
suas
condições.
Até
agora
porem
es
te
boato
não teve
confirmação.
E’
tal1
-
s
r
r
-
s
a
-
-
-
-
e
a
s
-
e
o
a
-
e
o
a
e
s
,
-
-
e
-
o-
.
s
-
*
a.
.
e
oi
s
*
i
exasperação
publica
contra
Gladstone
etn
Inglaterra,
que
foi
necessário
duplicar
as
esquadras de
policia postadas
em
volta
da
sua residência
afim
de evitar
desordens.
Constantinopla
3
— Está
assignada
a
paz-
0
grau-duque
Nicolau
annunciou
aos
soldados
na
revista
russa
que
renunciou
ao
tributo
do Egypto e
da
Bulgaria.
Londres
4
—
begundo
um
despacho
de
Contantinopla
foi
assignada
a
paz.
Mas
condições
não
se
tracta
da
ces
são
da
esquadra turca.
Dizem
que
con
siste
sobretudo
na
acquisição
de
territó
rio»
na Asia,
incluindo
Kars
e Batoum,
mas
não
Erzeroum.
Na
Bulgaria
não
couiprehenderá Salonica
nem
Andrinopla.
Os
jornaes
inglezes
acolhem
com
mui
ta
frieza
a
assignatura
de
paz.
O
«Times»
diz
que
é
necessário
que
a
Rússia
regule
agora as
suas
contas
cem
a
Europa.
O
«Morning
Post»
sustenta
que
é
che
gado
o
momento
de
vèr
se
não eslào
le
sados
os
interesses
da
Inglaterra.
O
«Dayh Telegraph» reclama
o
bloqueio
dos
Oardanellos
e
a
occupação
do
Egypto.
TV®tiesaa
d'Angeta.
—
D’
uma
carta
publicada
pelo
«J.
da
Noite»
fazemos
o
extracto
seguinte.
Sabe
que
a
lei
de
29 d’
abril
de
74
tornou
livres
todos
aqnelles
que
ainda
se
denominavam
libertos.
Desde
então
tem-se
permittido
a
saída
de
gente para
S.
Thomé devidamente
con-
tractada
por
engajadores
auetorisados
e
alfiançados
em
navios
que
prestam
fiança
e
que
só pódem
metter
a
bordo
um
co
lono
por
cada
duas
tonelladas.
Isto
tu
io
está
legislado,
e
muito
re
gulamentado
pelo
governador
geral
da
província;
e
não
ha
duvida
que
até
hoje
não
se
tem
abusado,
porque
se
não
póde
abusar,
e
porque
os interessados
são
os
primeiros
que
lhe
convém
não
sonsraar
a
lei
com
receio
que
ella
se
modifique.
Em S.
Thomé
paga-se
religiosamente
aos
pretos;
dá
se-lhe
passagem quando
acabam
os
contractos;
diligenceia-se
emfiin
que
náo
haja
motivo
para
que
o
governo
prohiba
os
engajamentos,
que
não
são
outra cousa
do
que
promover
a
emigra
ção
—e esta
como
se
sabe
é livre
em
lodos
os
paizes.
Não
o
entendem
assim
os
nossos
lieis
alliados,
ou
quem
os representa
n
’
e-ta
costa.
O
porque
sabem-n
’o
elles,
e
não o
ignoram
aquèiles
que estudam a
política
ingleza.
Parece
que
miram
a
destruir
todos os
nossos
elementos
de
riqueza.
Vêem
que
das
nossas
possessões
ainda,
em
um
tempo
mais
ou
menos longo,
poderíamos
obter
os
meios
de
saccudir
a
pezada
totelía
de
que officiosaniente se
encarregaram,
e por
meios
directos
e
indirectos
mão
cu
ram
senão
de nos
destruir
as
colonias.
Gôa
—a
velha
Gôa
—
a
capital do
Orien
te, é hoje
uma
cidade
em
ruínas,
que,
com
Damão,
e
a
nobilíssima
Diu
formam
um
estado
qne não
vale os
bairros
mais so
menos
das altivas
Bombaim,
Calcutá
e
Madrasta.
Macau,
a
leal
cidade,
que
soubemos
sustentaar
ás portas
do
collosso
chinez
vae
definhando
da
dia para dia
porque
nunca
nos
lembramos
de
Hong-Kong—
len
do
tido
boas
occasiões
—
e
vimol-a
de
pôs
passar
para melhores mãos.
Agora
damos-lhes
caixeiros
de
commercio
por
não
haver
em
que
empregar
os macaistas.
Os
coolies,
o
fam-tan
e
tantas
outras
immoralidades
que
o
governo
portuguez
consentiu
em
Macau lambera
se
consen
tem hoje
em
Hong
Kong.
A
das coolies
foi
questão
magna.
Dei
xava
dinheiro
em
Macau,
e
isso
não con
vinha.
Agora
pendem
outras
questões
com o
império
—
sabe
Deus quem
as
promove.
E
’
a
velha
pendencia dos Hopús
que dará
um
result
do
senão
a
perda
de colonias,
porque
nós
lambera
sabemos
fazer
sacrifícios
qnan-
do
são
precisos,
mas
um
desfalque
nos
cefres públicos
que
terão
dd
subvencionar
novametue
Macau.
Angola tem
jí
ao
sul,
por
23.°,
o
estabelecimento
—
Wolwich bay —
cujn
com-
mercio
se
estende muito
para
o
interior
e
para
o
norte.
Vem
alli
navios do
Cabo;
mas
não
vem
nenhum
d
’
alli
para
a
nossa
costa.
Perto
do
Cunene
—
no sertão
—
ha
noti
cia
dd
uma
colonia
ingleza,
com
aucto-
ridade
reconhecida
pelos
indígenas.
Para
além
do
Loge
mina-se
coiistan-
Umente.
No
Zayr trabalham
francezes
e
ihglezes,
mas
não
em
nosso
proveito.
Em
Cabinda,
se
ainda
não
entraram
devéras
no
Btiiuio
do
Beirão,
pelo
menos,
em
Porto-
Rico
ha
já
um
partido
inglez.
No
Ambrizette
davam
se
presentes
va
liosos
a
uma
velha
negra
qeu
intitulavam
rainha,
Agora
morreu
sua
rnagestade e
é
provável
que
o
novo
rei
seja
presenteado
com
coroas, mantos
reaes
etc.
S.
Thomé
que
póde,
em
poucos
ân
uos,
tornar-se
uma
importantíssima
colo
nia
não
lhe
faltando
braços,
está
ha
muito
tempo debaixo
das vistas
dos
nossos
bons
amigos.
Saiam
para
alli
da
republica
da Ibéria
homens livres que se contractavam por
dois
annos
e
recolhiam
ás
suas
terras
com
boas
economias.
A
corrente
de
emi
gração eslava estabelecida,
mas está
sus
pensa,
não
sei porque...
Foi tomado
o
Ovarense
com collonos
de
Libéria
como
se fôra um
navio
negrei
ro
1
E
mais
levava
todos
os
seus
papeis
legaes.
E
’
verdade
que
foi
julgado
má
presa;
mas
não
foram
aqnelles
braços
pa
ra
S.
Thomé,
e
mostra.se
aos
Liberianos
que
podiam
ser
prisioneiros
se
intentas
sem
emigrar
para
a
nossa
possessão.
Questionam
agora
com
os
engajamen
tos
feitos
em
Novo
Redondo.
Chamam-lhe
tratic.o
de escravos.
O
brigue
Pensamento
foi
regeitado
por
uma
canhoneira
ingleza.
Houve
correspondência
com o
governo
ge
ral
sobre
este
assumpto,
e
se
não
fôra
o
modo
energico porque foi
conduzida
es
la
questão,
talvez
o
brigue
fosse
delido,
ao
sair
de Loanda.
Teimara
em que
os
pretos
são com
prados
no
interior.
Qu
m
duvida
Tisso?
O
resgate
em
terras
gentílicas
é permit
tido
pr
lei,
com
tanto
que
os resgata
dos passem
ao
estado
de
livres;
e
nin
guém
dirá
que
elles
vão
para
S.
Tbotné
como
escravos;
visto
que
são
devidamen
te
contractados,
perante
o
curador
geral,
dos
indivíduos
sugeitos
á
tutella publica
e
os navios
que
os
transportam
só
levan
tam
a
pesada
fiança,
que
dão
em
Loan
da,
depois
de
apresentarem
documento d»
governador
(Taquella ilha
em
como
des-
embar
aram
alli
os
colonos,
os
quaes
são
distribuídos
por
quem
os
contratou.
li
is
lhe
queslion,
e
não ha
sofis-
mal-a.
Itnaíim
veremos
ecu
que
tudo
isto
dá.
Depois
da questão
—
Lourenço
Marques
n
‘
da
haverá
que
me
pareça
extraordi
nário.
A.
’a
alsna*
foem-fazej*s.—
Recom-
mendamos
ás
almas
bem-fazejas
Manoel
Vicente,
cocheiro
(o
Trintanario),
casado,
entrevado,
que
está
luctando
com
a
maior
das
misérias
—a
fome.
Mora
na
rui
de
S.
Gonçalo
n.°
21.
Appel®
á enridiMte. —
Pedimos
ás
almas
caridosas
uma
esmola
para
o
pobre
Antonio
Joaquim da Moita,
olíicial de
sa
pateiro,
morador
nas
Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no ultimo
grau
de
pobreza, não
podendo,
pelo
seu
mau estado
de
sXude,
ganhar
meios
para sua subsistência,
de
sua
mulher
e
filhos.
mesma.—
Reeommendamos
á
ca
ridade
publica,
Antonio
de
Passos,
mo
rador
na
rua
das Palhotas
n.°
57.
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
83:000
curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow, da
ex.
raa
snr.
a
marqoeza
de
Biehan,
Lord
Stuart
de
Dicies,
par
dTn-
glaterra,
o
doutor
e piofessor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
nP
65:311.
—
Vervant,
28
de
mar
ço,
1866.
—
Senhor.
—
Bemdilo
seja
Deus!
4.
sua
Kcvalescãèr®
salvou
me
a
vida.
O
meu
temperamento,
naturalmeoie
Oaco,
estava
arruinado
em
consequência
de
uma
horrível
dispepsia
que
du<ava
ha
oito
an
nos,
tratado
sem
resultado
algum
favorá
vel
pelos
médicos, que
declaravam que
al
guns
mezes
de
vida
me
restariam,
quan
do
a
eminente virtude
da
sua
Hevales-
cière
me
.restituiu
a
saude.
—A.
B
rune
-
lière
,
cura.,
Cura
n.°
78:364.
—
Mr.
e
m.me
Leger,
de
doença
do
figado,
diarrliea,
tumor
e
vo
milos.
Cura n.°
68:471.
—
Mr.
Pierre
Castel-
li,
abbade,
de prostração completa
<>a
edade,
de
83
annos; a
HevaJeacière
re-
raoçou-o.
«Prégo,
confesso,
visito
os
doen
tes,
dou
grandes passeios a
pé,
e
situo
o
espirito
lúcido
e
a
menioria
fresca.»
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
veze»
o
seu
preço
em
retnedios.—
Preços
uxos
da
venda
por
miudo
em
toda
a pe
nínsula
:
Em
caixas
dé
folha de
lata,
de
*/
4
kilo.
500
; de
kilo 800
rs
;
de
um
kilo
1$400
res;
de
2
Q
s
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$(J0Ó
rs.
Os
biscoitos
da
llevalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendera-se
em
caixas
a
800
e
i$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaieseièr® eli®eola3aá« j ella
res-
tuue
o
appettite,
digestão,
somtso,
energ-a
e carnes duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
raatt
:
ue a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
300
reis; de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas, l$400;
dt
20
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cadf-
chaveoa.
K93J
®.a
líB.VSITEB.
Piaee
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regt-nt-
Sireet, Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir os seus pedidos ao deposito
Central
snr.
Serzedeilo
&
G.
a
Largo
dc
Torpe
Santo
16,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31.
32;
Barrai
& Irmão»,
rua
Aurea, 12
—
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
d«
oharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.==«
Aveír»,
F. E. da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Harcwlíos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Rr«siw,
Domingos
J.
V. Machado,
drog.,
praça
Municipal, 17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
rmão,
rua
do
Souto.
—
Wiaiaaia
«í®
í)a»-
teáí®,
Aftonso
drog.,
rua
da
Picota; J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande
140.
—
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
bilva,
drog..
iua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Fe»»®®!,
Miranda,
pharm. —
í"orto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
& Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
_,oyos,
36; Viuva
Desirè
Ralnr,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes &
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Anionio,
225 a
227.
—
í*®n4®
d®
Id-
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
d® Varxim, P.
Machado
dt
Oineira,
pharma.—
Valença
«S«
Mini»®,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—Viií»
tS«»
A.
L.
Maia Torr<s
pharm.
ÀfiBÀDSCUttElíTOS
peasoas caritativas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de S
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que
continuamente
solfre
dores
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
alliyio,
soccorrendo-a com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A
s alas»:»» earidosas.—
-Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
18,
(solão). Tendo 80 annos
«fedade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com
a miséria
extrema.
Mte
à
TOíías
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
30
sê»»®®
dPínvariaw®! sweeesse*
2
Combatendo
as
indigestões
(despepsiaj
gaslr ica
,
gastralgia, Regma, arrotos,
amargo,
na
bocca,
pituiias,
nauseas, vomilos,
irrita
ções
intestinaes, bexigas,
dizenteria, cólicas-
Por
esta
occasião
agradece
igualmente
a
todas
as
pessoas
que
se
tem
dignado
visital-o,
e
procurado saber
de
seus
in-
Fabrica a
vapor dfan I
çã) de
ferro
e
melaes
Travena
d©
S. «Bodío—Braga.
Nesta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho, fabrica-se
toda
á
qualidade de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário da
mesma não
se
tem
pou
pado
a
sacrilicios
para
poder elevar
este
melhoramento
de industria á altura de
poder
competir
em tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parle
o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os tamanhos
e qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de 5,000 kilos,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se já muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pes
para
me-
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para
jardins,
boinbas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
consolas
para
ampeôes,
prensas
para copiadores,
fuzos
de
novo
systema
para
lagares,
ferros para
alfaiates e chapelleiros,
tapetes
e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas
as
grossuras.
Tam
bém concerta
todas
as
obras
deste
gene
ro.—
Preços
do
Porto
Braga,
Fundição
do
Minho.
O
Proprietário
—
Anionio
Germano
Ferrei~
rinha.
A
COMMISSÃO
ADMINISTRATIVA
DO
REALStNCTUARlO
DO
BOM
JESUS
Í)O
MONTE,
faz
publico
que
acce>ta
pro-
jostas
para
o
arrendamento
por
tempo
um
anno, que
hade
começar
em
29
Setembro
do
corrente
anno,
e termi
nar
em igual
dia
e
niez
do anno
de
1879,
do Hotel denominado—
Boa
Vista
—
com
seu
quintal
e agua,
sito no
local
do
mesmo
Sanctuario. As
condições
do
arrendamento
e-lão
patentes
a
quem
as
quizer
ver
ou
d'eli-s
tirar
c<qi:a,
todos
os
dias não
sauctiíi
'ados,
em
casa
do
l.'lw
snr.
João
Augusto
da
Cunha, mo
rador
no
largo do
Barão
de
S.
Martinho.
As
propostas
devem
ser
assignadas,
e
remettidas
até o
dia
10
do
proximo
mez
Je
Abril
ao
signatário d
’esle
annuncio,
morador
no
Campo
de
.
ant’
Anna
n."
13.
O
Presidente
da
Gomtnissão
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho
(789)
As
Verdadeiras
|
çlLULAS
I
SÃO AS
ÚNICAS
@APPROVADAS
PELA
ACADEMIA
DE
MEDICINA®
®
DE
PARIS
@
jg» Por sua Pureza
e inalterabilidade
@
®
CURAM
as
escrófulas,
a insuíTiciencia do
(íb
;\
sangue,
a anemia paludosa,
*
FORTIFICAM
as
constituições fracas
V
ou
arruinadas,
®
AJUDAM
a formação das jovens, etc., etc. ®
A
Exigir
nossa
firma,
JO.r
Cp
®
Xaqid
juncta,
posta
na
g
®parte
inferior
de
um
ar,,
®
rotulo
verde.
**
ga
Ptamacien, 4
0,
r. Bonaparw, lans
Beraardino
José
da
Cruz,
não
poden
do,
em
consequência
d’
uma
queda
que
deu,
agradecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas que o obsequiaram
e
cumprimen
taram,
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
cunhada,
D
Maria
Angelina
de
Mel
lo
e
Almeida,
serve-se
d
’
este
meio,
pro
testando
a
todos
sua
indeleiel
gratidão.
E£
r
H'
W
,-W
r
JT
O
DE
líiô xm
Acham
se
á
venda,
cm
ponto
peque
no,
e
cujo
produclo é
para
o
Dinheiro
de
S.
Pedro,
em
casa
do snr.
M.
J.
V.
da
Rocha,
rua
do
Souto.
Preço
200
reis.
MALA
REAL
INGLEZÁ
(JK
i.X
OE
HE
MI
ÇÇî
DE
í»H
EÇ
««
S
l
S.
’
CE
.4SSE.
S.
Vicent
e,
Pernambuco,
Bahia
,
Rio
de
Janei
ro,
Montevideo
e
Buenos
-Ayres
Aceit
ando
també
m
pass
ageiros
de
3.
3
classe
pelo
mesmo
preço
que
para
o
Rio
de
Janeir
o
para
SAN
TOS,
PARANAGUA
’
,
SANTA
CATRARINA,
RIO
GRAND
E
DO
SUL,
PORTO
ALE
GRE
,
CAM
PINAS,
S.
PAULO,
CAMPOS,
V1CTORIA,
MACEIÓ
’
e
outros
pontos
do
lit
loral
e
inter
ior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco,
com
tras
bord
o
no
Rio
de
Jane
iro
e
incluindo
hospedaria
e
sudenlo
gratuito
durant
e
a
demora
preci
sa
para
obter
trasbor
do.
Este
paquete
da
Companh
ia
SlsSa
Re
al
Inglez
a
sah
irá
de
Lis
boa
em
13
«Se
ÍTEurç®.
Para
mais
escl
arec
imentos
dirija
m-se
ao
snr.
Guilherm
e
C.
Tait,
no
Porto,
rua
dos
Inale
-
zes,
23.
_
y
Em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães
,
Rua
do
Souto.
Parte de Comércio do Minho (O)
