comerciominho_06091878_833.xml
- conteúdo
-
6.’
amo
I
BRAGA, 6 DE SETEMBRO
,
I
«.’ 833
Está
de
lucto
a
imprensa
legitimista,
com
a
perda
quasi
subitanea
do snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
director
do
C
ommercio
do
M
inho
,
6
editor
da
S
emana
R
eligiosa
B
racarense
.
E
’
grande
e
irreparável
esta
perda,
que
será
sempre
la
mentada
com
doloroso
sentimento de
quantos
amam
e
pre
zam
os
luctadores
de
convicção
íntima
e
profunda.
Na
terça-feira
3
do
corrente,
ficou
pertencendo
á
terra
o
cadaver
d
’
este
cidadão
illustrado,
e
reconhecido
varão
pres
tantíssimo,
estimado
de
correligionários
e
d
’
adversarios
na
política
d
’
acção
entre nós.
A
bondosa
alma
do
fallecido
—
candida
como
a
virtude,
•nas
crenças
da religião
de
nossos
maiores—
essa,
cremol-o
piamente,
alçou-se
nos
vôos
da
contricção ao
throno
do
R
e
-
demptor
da
humanidade
,
a
receber
o*
merecido prémio
das
excellencias
que
a
exornavam.
Quasi
desde
o
alvorejar
dos seus
dias
da
juventude,
mi
litou
o
nosso
saudoso
amigo
nas
luctas
políticas da
sua
pa-
tria,
laborando
n’
ellas
com
fervor
inexcedivel
e
dedicação
inimitável.
Os
serviços por
elle
prestados,
tanto
na
qualidade
de
cidadão, como d
’
official
d
’
ordenanças,
até
ultimar
a
sua
car
reira
como
funccionario do governo
das
armas
na
província
do
Minho
; demandariam remanso
que
não
temos,
nem
quie
tação
d
’espirito,
para os
esboçar
ainda
nos traços
principaes.
Â
dor que
nos
mortifica,
é
pungitiva
de
mais
para
nos
permittir
accôrdo
nas
ideias, e
desafogo
plácido
no
coração.
Não
perdemos
sómenle
um
amigo,
na
morte
inespera
da
do snr.
José Maria
Dias
da
Costa. Perdemos
ainda
um
ente
respeitável,
a
que nos
vinculavam
laços
estreitos de
consanguinidade: —
ente
a
que nos
uniam
ainda a gratidão
e
o
reconhecimento,
que
a
educação e
protecção
d’
elle
re
cebidas,
e
sempre
de
nós
confessadas,
jámais
apagarão
do
recondito
da
nossa
memória.
Receba
a
sua
alma,
na mansão celestial,
as preces
e
orações
de
christãos,
que
os
seus
dedicados
não
cessam
de
enviar
ao
Altíssimo
:
e
sirvam-lhe
ellas de
linitivo
á purga
ção
d
’
algumas
faltas,
que
porventura
commettesse
em sua
peregrinação
transitória
de
mortal,
como
eivado
da
culpa
originaria
dos nossos
primeiros
paes.
Aos nossos
collegas
da
imprensa, qualquer
que
seja
o
matiz
das suas
opiniões políticas,
pedimos
como
confrade
nas
lides
das
lettras,
que
junctem
ás
nossas as
suas
súp-
plicas
ao
Eterno
pelo
descanço
do
finado
decano
da
typogra-
phia
bracarense.
,
Merece-lhes
este
acto
de
crentes
o
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
e
recommenda-lh
’o
ainda
a illustração
que
os
caracterisa,
em
homenagem
á
luctuosa
sentença
do
vate
de
Venusa,
que
o
nosso
vernáculo
exprime:
<i
Pallida
morte
por
egual destroça
«
os
altos
torreões
e
a
humilde
choça.
José
Maria
Dias
da
Costa
passou,
fazendo
o
bem.
Paz
á
sua
alma,
—
honra
á
sua
memória.
Deus
chamou
á
sua
presença
o
nosso
sempre
chorado
amigo
—o
snr.
José
Maria
Dias
<>a
Cosia!
Finou-se
quasi
repentinamente
no
meio
do
pranto
da
sua
familia,
que
o
amava,
e do
desalento
dos
seos
amigos, que
o
estimavam
e
respeitavam!
Vinte
e
sele
mezes de convivência
com
aquelle
honesto e
honrado
cidadão
foram
mais
que
suílicientes
para me patentear
a
sua
alma generosa, os seus sentimentos
profundamente
christãos
e
a
sua
probidade
assás
reconhecida!
A
sua
vida agitada
de jornalista ca-
tholico.
a
sua
dedicação
extrema
á
Ca
deira
de
S.
Pedro,
os
seus
serviços
presta
dos
á
Religião,
a
sua
desinteressada ab
negação,
com
que
servia
os
seus
nume
rosos
amigos,
tudo
concorria
para
vene
rarmos n
’
aquelle
respeitável
ancião as
suas
crenças
firmes
e
o
seu
amor
á
ver
dade.
e
para termos
em
grande
estima
a
amizade
de
tão excellente
cavalheiro!
Graciosoj
e
algumas
vezes
jovial,
re-
cebia-nos sempre
com
amabilidade
extre
ma,
e
traclava-nos
com
a
delicadeza,
do
çura
e
agrado
de
um
homem,
sob
todos
os
pontos
de
vista, respeitável.
Pobre
amigo!
As gélidas
ventanias
da
morte,
convertendo
se
em
furacão terrí
vel,
vieram
crestar-le
a
existência,
e ar-
rojar-le
ao
medonho
sorvedouro
do se-
pulchro!
Quando
todos
criamos,
que
a
lua
vida
teria
ainda
longa
duração,
quando todos
esperávamos
anciosos
pela lua convales
cença,
foi então
que
a
morte,
—
esse
cruel
e
savoroso
coveiro
da
humanidade,
—te
baldeou
no
fundo
de
uma
rasa
sepul
tura!!
A tua
exislencia sobre a
terra
já
foi
«'iscada
no
livro
do
destino
pela
mão om
nipotente
de Deus
—
Pae
amorosíssimo
dos
peccadores;
a
luz da
vida,
que
Elle
em
ti
havia
accendido. apagou-se na lerra,
para
continuar
mais
brilhante,
entre
os
justos,
na mansão
celeste!
Mas
que
nos
importa,
que
o
devasta
dor
furacão
gelado
da
morte
te
reduzisse
o
corpo
a
um
punhado
de
cinza,
que
es
palhou
por
de
sobre
a
terra,
se
foi elle
mesmo que
te arrebatou,
d’enlre
o
meio
das
lagrimas
e
das
dôres
do
mundo,
para
o
seio
das
alegrias
e
dos
cânticos
ce
lestes?
Que
nos
importa,
que
terminasse
já
a
tua angustiada
exislencia n
’esla
lerra
d
’
enganos
e
de
misérias,
se ella
foi
con
tinuar-se
Iranquilla
lá
na
patria
dos
justos e
dos
eleitos
do
Senhor?!...
Seja-me
permittido,
porem,
ao
menos,
prantear
a
tua
memória,
que
indelevel-
mente
ficará
gravada
no
meu
grato
co
ração
de
amigo;
derramar sobre
o
teu
ataúde
sentidas
lagrimas,
que brotam ex
pontâneas,
sinceras,
do
intimo
do
meu
coração,
dolorosamente
ferido por
esta
irremediável
perda;
e
desfolhar
por
de
sobre
a
lua
campa as amargas
saudades,
que a
lua
memória
nos
deixa
em
penhor
das
luas
virtudes!!
Por
entre
os
crépes
e
luto,
que
ves
tem
hoje
os
teus
amigos,
por
entre
o
pranto
e
dó,
que
são
bem
visíveis
nos
rostos
d’
aqueHes,
que eram
teus
aífeiçoa-
dos,
eu
leio,
eu
vejo
uma
acalentadora
esperança,
—esperança
doce,
terna
suavís
sima,
como
aquellas
que
só
a
Religião
Christã sabe
in<pirar—
,
esperança,—
digo
—
,
de
nos
encontrarmos
ainda
um
dia
na
presença de
Deus,
—d
’
esse
Deus,
que
é
todo
Amor
e
Misericórdia
para
com
os
seus
filhos
respeitosos
e
obedientes!
Para
li,
pobre
amigo,
raiou
já
a
es-
plendissima aurora
de
sorridentes
ventu
ras;
o
leu
cadaver
desceu,
frio e
gelado,
a
um tenebroso tumulo, mas lua
alma
subiu,
alegre
e
satisfeita,
á
luminosa
pa-
tria
dos
justos,
—
voou,
purificada
no
cry-
sol
do
soffrimento
e
lavada
nas lagrimas
do
desconforto,
ao
ceo
a
gosar
da supre
ma
felicidade
e
da
radiante
gloria,
que
nunca
teve
na
terra,
como
piedosamente
devemos
acreditar.
E
nós...
ficamos para derramar
amar
gas
lagrunas
de saudade
infinda,
que
nos
legou
o teu
bom
nome;
ficamos
para orar
peio
t-?u
eterno
descanço;
ficamos
para
que,
imitando
a
virtude
dos
justos
e
exer
cendo
a caridade
christã,
Deus
nos
dê
um
logar
entre
os
seus eleitos!
E nós, que
éramos
todos teus
dedica
dos e
sinceros
amigos,
—
nós,
que
nos
sen
timos
prostrados
por
esta,
dôr
immensa,
ao
despedirmo-nos
até
á
eternidade,
diri
gimos
uma
fervorosa
supplica
e
uma
ar
dente
prece
ao
Altíssimo,
para que, em
sua
infinita
misericórdia, te
conceda
o des
canço
eterno
dos
justos,
e
goses
perpe-
tuamente
da
brilhante e
resplandecente
luz
da
bemaventurança!
Requiem
adernam dona
ei,
Domine; el
lux
perpetua
luceal
ei.
Braga
3
de
setembro
de
1878.
Ejydio
Azevedo.
Falleceu
o
editor e
proprietário
d
’
este
jornal
!
A
dôr
profunda
que
nos
vae
n
’
alma,
Deus
a conhece,
que
palavras
mal
a
po
dem
exprimir.
Não
vimos
tecer o
elogio do finado,
não,
que
bem
alto
faliam por
elle
não
menos que
os
seus
actos,
as muitas
vir
tudes
que
o
distinguiam
e
nobilitavam
;
mas
se
é
permittido
a
um
amigo
sin
cero
e
dedicado
dar
expansão
á
sua
má
goa,
releve-se-nos
este
pobre
tributo
de
saudade
que
hoje
pagamos
á
memória
do
que
nos
honrou
com
a
sua
amisade.
As bellas
qualidades
que
adornavam
o
nobre
coração
do
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
elevaram-n
’o
por
tal
fórma
no
conceito publico, que, conhecidissimo co
mo
era
o
seu nome,
póde
afoitamente
dizer-se,
não
contava
inimigos.
Lhano,
affavel,
obsequioso para
com
lodos,
a
sua
vida
deslisou-se limpida,
por
este
valle
de
lagrimas, sem
que
a
macu
lasse
nunca
a
mais
leve
sombra
de
im-
puresa.
Fiel
sempre
aos
sentimentos
religiosos
em
que
uma
educação
esmerada
lhe
em
bebera
o
espirito,
os
seus
valiosissimos
serviços,
prestados
á
causa da
Religião
que
o
embalara
no
berço e
agora
o
ador
meceu
no
tumulo,
conquistaram-lhe
um
logar dislincto
entre
os
bons
servidores’
do
Evangelho.
E
nós
somos
lestimunha dos
sacri
fícios,
que
se
impunha,
das
difficuldades,
com
que
tropeçava,
quasi
sempre
que
o
ardor
de
suas
crenças
o
nnpellia
até ar
rojados
acommettimenlos.
A
sua
alma,
temperada
pela
fé, cur
tida
pelos azares
de uma
vida
política,
tão
infeliz.,
como honrada
e
leal,
não
sabia
trepidar,
todas
as
vezes
que
as
suas
inspirações christãs
lhe
exigissem
um
es
forço da
vontade,
que
sempre
conservára
fiel
aos
grandes
interesses
da
Egreja.
Ahi
estão
quasi
todas
as
emprezas
re
ligiosas
d’
esta
cidade,
para
altestarem,
quanto
valia
a
sua
dedicação,
e
do
que
era
capaz
a
sua
iniciativa.
De
feito,
era
um
soldado valente,
um
compeão denodado,
para
o qual
nada
ha
via
que
lhe enlibiasse
a
coragem ou
lhe
esfriasse
o
animo
sempre
que fosse ne
cessário
combater
pela
integridade
da fé,
que
herdara
de
seus
maiores.
Espirito
claro,
soube
comprehender
as
necessidades
do
século
em
que
vivia
;
e
para lhes
valer,
não
se
poupou
a fa
digas.
Trabalhou
muito,
e
trabalhou sempre.
Deus
era
o
seu
norte,
e
por
Deus
empenhava
todas
as
suas
forças.
O
seu
logar
foi
sempre
ao
lado
dos
que
melhor
pelejavam.
E
nunca
ninguém
lhe levou
a
palma-
em
zelo
e
dedicação.
O
seu
passamento foi
o
do
justo.
Morreu,
abraçado
á
cruz,
que
prezidira
sempre a
todos
os
actos da
sua
vida, e
a
cuja
sombra
repousa
agora na
morte.
A
misericórdia
divina terá
galardoado
já
o
calholico
fervoroso,
o servo
fiel,
que
expirou
com
o
sorriso
da
celeste
confi
ança
nos
lábios.
Nós,
porém, que
fomos
honrados
com
a
sua
amisade,
não o
esqueceremos
nun
ca
em
nossas
orações,
que são
a
melhor
homenagem
á
saudosa
memória
de
um
amigo.
M.
MARINHO.
A
redacção
do «Gommorcio do
Minho»,
com o
pessoal da typo-
graphia Lusitana, convidam «ca
da um»
os seus collegas, para na
segunda feira, 9 do
corrente, as
sistirem a uma
missa na capel-
la de S.
Pedro de
Rates na Sé,
pelo eterno descanço
do sr. José
Maria Dias da Gosta.
Terá
logar
este acto religioso
ás
10 horas
da manhan.
CONVITE
O Padre João Rebello Cardoso
de
Menezes celebra, no domingo,
8, por 8 horas da manhã, no
templo
do Populo, uma
missa
por
alma
do snr. José Maria Dias
da
Costa.
Convida para
este
acto
os
seus amigos e
os
do fallecido.
(OXVSTF,
Os abaixo
assignados
mandando cele
brar,
na
quarta
feira,
11
do
corrente, uma
missa
e responso
por
alma
do
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
convidam
os
seus
pa
rentes,
e pessoas
das suas
relações
e
das
do
finado
a
assistirem
á
mesma.
Este
acto
terá
logar
no
templo
do
Po
pulo
ás
10
horas
da
manhã.
Braga
6
de
Setembro
de
1878.
Manoel
hjnacio
da
Silva
Rragi.
Francisco
Marques
Soares
d'Azevedo.
Joaquim' José.
Vieira
da
Rocha.
José
Maria
Pereira.
Joaquim
Leal.
João Ferreira Torres.
Domingos
José
de
Sousa
Aguiar.
José
Anlonio
Alves.
A’
Virgem Santissima
do
Samei-
ro.
O
’
Virgem
pura e
santa,
immaculada
Desde
o
primeiro instante
da
exislencia;
Fonte
de
piedade,
de
clemencia,
De
dons
especiaes
de
graça ornada:
Por
Deus foste ab
aelerno
destinada
Para
serdes Mãe
sua;
essa
excellencia
Te
deu
poder junto
da Trina
Essência,
Fez-te
na
terra
—
Bemaventurada.
Pois
que
de
te
gosar
temos a
dita,
Da discórdia
entre
nós
o
collo
esmaga,
E
em nós teus olhos
piedosos
fila.
As
nossas
preces
em
teu
peito
afaga;
E
de lá
do
Sameiro, ó
Mãe bemdila,
Abençoa e protege
a
augusta
Braga.
Pelo
seu
devoto
e
indigno
filho
Braga,
30
d
’agosto de 1878.
Correia Júnior.
O
«Commercio
do Minho»
continúa
a
publicar-se regular
mente, sem alteração
alguma
na
redacção, nem na
adminis
tração.
Qualquer
resolução
posterior
será
opportunamente communi-
cada
aos nossos assignantes.
Festividade.
—
Tem
logar
depois
d
’
a-
manhã,
domingo,
na
sua
capella
do
con
vento
de
Salvador,
a
festividade
de
Santa
Philomena
e
do
Senhor
dos
Trabalhos,
com
missa
cantada,
e de
tarde
sermão
e
Te-Déum.
E
’ orador o
revd.
0
Carlos
Pi
nheiro d’
Almeida.
—No
mesmo
dia
festeja-o
N.
Senhora
de
Nazarelh,
erecla
no
arco
da
Porta
No
va.
A
’
noite
da
vespera estará
o
arco
il-
luminado,
e
haverá
leilão
de
prendas,
to
cando
durante
este
uma
banda
de
musica.
Afosisi
*
Senhortt
d® Fort®
d’Ave,
—E
’
no
domingo
a
romaria
de
N.
Se
nhora
do Porto
d
’Ave,
proximo
da
Povoa
de
Lanhozo.
Já
leem
passado
n
’esta
ci
dade
numerosos
bandos
de
romeiros
que
para
alli
se
dirigem.
Falteeimento.
—
Depois
de
pomposos
offrcios,
no
templo
da Ordem
Terceira,
foi
(
sepultada
no
cemiterio
publico, hontem,
a
'exc.
ma
snr.
a
D Narcisa
de
Lima Pi
menta,
virtuosa
esposa
do
snr.
dr. An
lonio
José
Pimenta Gonçalves
Júnior,
di
gníssimo
presidente
da
camara
d
’esta
ci
dade.
Os
nossos
sentimentos.
Outro.
—
Na
quarta-feira,
ás
2 horas
da tarde,
falleceu também n’esta cidade,
em
todo
o
vigor
da
juventude,
o
snr.
Francisco
Maria
da
Costa,
antigo
empre
gado
na
typographia
d
’esle
jornal.
Deus
tenha
a
sua
alma
entre
os
resplendores
da luz
perpetua.
Bomiiria.
—
Nos
dias 14
e
15
do
corrente
tem
logar
a
grande
romaria
de
N.
Senhora
do
Allivio,
na
freguezia
de
Soutello.
E’
das
mais
concorridas
d
’
esta
província.
lia
Toilette
de
Paria----
Recebe
mos
o
magnifico
jornal
de
modas
La
«Toi-
lette
de
Paris»,
correspondente ao
mez
de
setembro.
E
’ dos
mais
notáveis
no
seu genero,
porisso
o
recommendamos
ás no>sas ele
gantes.
Juizado.—
Na ausência
do
sr.
Carnei
ro
Sampaio,
que
se
acha
em
uso
de li
cença,
está
com
a
vara
de
juiz
n
’
esta co
marca
o
tsr.
Jeronymo
Pimenlel.
Partido.
—
Deixou esta
cidade,
para
passar
algum
tempo
na
Povoa
do
Varzinã,
o
nosso
poeta
humorista
o
sr.
João
Penha.
Egualmente
partiu
para
alli
lambem
o
sr
Cunha Vianna, director
do
«Amigo
do
Povo».
Acha-se
ainda
na
mesma
estação
de
banhos
o
sr.
Fernando
Castiço.
Chegada.
—
Chegou
a
esta
cidade.com
pouca
demora,
o sr.
dr.
Antonio
Alberto
da
Rocha
Paris,
de
Vianna do
Castello.
HeeepçAo.
—
Foi
recebido
oíficialmen-
le,
na
republica
do
Uraguay,
na
America,
o
sr.
visconde
de S.
Januario.
líiMtrihutçfto.
—
Aos
ofliciaes
d
’
in-
fanteria
foram
distribuídos
50
cartuchos
para
os
rewolvers
Abbadi.
SubmiHMã®.
—
O
chefe
Dahma,
dos
insurgentes
do
Cabo da
Boa-Esperança
con
tra
os
inglezes,
acaba
de
se
render a
el-
les,
com
28
pessoas
do
seu
bando.
Ftaileeimento.
—
Morreu em
Berlim
um
dos
mais
celebres
artistas
dramáticos
da Allemanha.
Foi Theodoro Doring,
que
se
eslreára
em
1843,
no
Carlos
Eoor.
com
os
Bandidos
de
Schiller.
Citoiern.—
Grossa
na
Suécia
cotn
in
tensidade,
conforme as
ultimas
noticias.
Visais®
eontrnfeitn.—
São
geraes os
clamores
contra
o vinho
contrafeito,
que se
diz
ser
fabricado
no
concelho
de
Lanhoso.
Imputam-se
lhe
as doenças
graves,
que
estão
grossando aquém
e
alem
no
mesmo
concelho.
Casamento
m
ãngsiJras-.
—
Teve
cífei-
lo
em
Pariz,
entre
um
noivo de
81
an-
nos
com uma
noiva
de
66.
Coneui-goa
«-eclesiástico».
—
Foi
mandado
abrir
concurso
para
provimento
das
egrejas
parocbiaes
constantes
da
relação
seguinte :
Santo
André
(Santo
André),
concelho
de
S.
Thiago
de
Cacem,
diocese
de
Beja.
Aranhó (S.
Lourenço),
concelho
de
Ar
ruda,
diocese
de
Lisboa.
Cativellos
(S.
Sebastião),
concelho
de
Gouveia,
diocese
de
Coimbra.
Couto
(S. Pedro),
concelho
dos
Arcos,
diocese
<!e
Braga.
Diaxere
(Nossa
Senhora
da
Conceição,)
concelho
de
Lagos,
diocese
do
Algarve.
Penei
la
(S.
Miguel),
concelho de
Pe-
nella,
diocese
de
Coimbra.
Setúbal (S.
Sebastião),
concelho
de
Se
túbal. diocese
de Lisboa.
Roma.
—
As noticias
do
Vaticano
são
boas,
na
aclualidade.
Sua
Santidade
contimía
gosando
saude,
e
empregando
no
governo
da
Egreja
a
àcltvidade,
intelligencia
e
energia de
que
tanto
se
necessita
n
’
estes
tempos.
As
relações
da Santa
Sé com
a
Alle
manha
e
Rússia
progridem
consideravel
mente,
o
que
prometle
melhores
dias
aos
calholicos
d
’aquelles
paizes e aos
seus
go
vernos.
Vírttjem,
—
Andam
no
Minho,
em
via
gem
de
recreio,
os
srs.
Anlonio Nobrega
da
Camara
e
dr.
Josê
Maria
Gonçalves
aelins.—
Fizeram-se
os
seguin
tes
despachos
peia
direcção
geral dos
ne
gócios ecclêsiaslicos
do
ministério
da
jus
tiça:
O
presbytero
Joaquim
Maria
Ribeiro
Cavaca-
—
apiesentado
na
egreja
parochtal
de
Nossa
Senhora
de
Monte
Virgem,
do
concelho
de
Redondo,
arcebispado de
Evora-
O
presbytero José
Cândido
Xaxier
Va
lente
Machado
—
apresentado
na
egreja
pa-
rochial
de
S. Gens,
do
concelho
de
Mon-
temór
o novo, arcebispado
de Evora.
O
i
resbytero
José
Antonio
de
Almeida
—
apresentado
na
egreja
parochial
de San
*
ta
Justa, do
concelho
de
Arrayollos,
bis
pado
de
Evora.
0
presbytero
Antonio
Teixeira
—
apre
sentado
na
egreja parochial
de
Nossa
Se
nhora
do
Rosário
de
Travancinha,
do con
celho
de
Ceia,
bispado
de
Coimbra.
O
presbytero Joaquim
Francisco
Ribei
ro
—
apresentado
na
egreja
parochial do
gspirito
Santo
do
Carregai,
do
concelho
de
Sernancelhe,
diocese
de Lamego.
O
presbytero Manoel da
Fonseca
Mo
reira
—
apresentado
na
egreja
parochial de
Nossa
Senhora
das
Neves
da
Crugeira,
do
concelho
e
diocese
da
Guarda.
O
presbytero
Joaquim Alberto Pinto
Reimão
—
apresentado na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Ferreiros
de Tendaes,
do
concelho
de
Sinfàes,
da mesma
dio
cese.
O
presbytero
João Gil Pereira
Pinto
Cardoso,
parocho
collado
na egreja
de
Santa
Maria do
Tropeço,
diocese
de
La
mego—apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Maria
de
Freigil,
do
concelho
de
Rezende,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
José
de Sousa
Barroso
—
apresentado
na egreja
parochial
do
Sal
vador
de
Grijó, do
concelho
de
Gaia,
dio
cese
do
Porto
O presbytero
Antonio
Miguel
de
Al
meida
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Lourenço
de
Maiorga,
do
concelho
de
Alcobaça,
diocese
de
Lisboa.
O presbytero Francisco
Antonio
de Ara-
gão,
aposentado
da
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
de Assumpção de
Queren-
ça,
do concelho
de
Loulé,
diocese
do
Al
garve.
O
ordinando
João
Baptisla
Salles
Vel-
loso
da
Horta,
provido
na
thesouraria
pa-
rochial
da
egreja
de
S.
Leonardo
de
Alhou-
guia
da
Baleia,
diocese
de
Lisboa,
com
o
tiin
de
n
’ella constituir o
seu
património
ecclesiaslico.
Declarados
sem effeito,
a
pedido
do
interessado,
o
decreto
de
16
de
setem
bro
e
carta
regia
de
14
de outubro
de
1856.
que apresentou
o
presbytero Anto
nio
Maria Palma
na
egreja
parochial
de
S.
Barlholotneu
de Villa
Viçosa,
arcebis
pado
de
Evora.
O
presbytero
José
Joaquim
Marques,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Consolação
de
Arrentella,
do
concelho
do
Seixal,
diocese
de
Lisboa.
O
presbytero
Francisco
Martins
Paulo,
parocho
collado
na
egreja
de
Nossa
Se
nhora
do
O
’
da
Olaia,
diocese
de
Lisboa,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora da
Purificação
de
Aveiras
de
Ci
ma,
do
concelho
de
Azambuja,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
José
Bernardo
Soares,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Cortiço,
do
concelho
de
Celorico,
diocese
da Guarda.
O
presbytero Manuel
Martins Monteiro,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S. Paió
de
Guimarei,
do
concelho
de
Santo
Thyrso,
diocese
do
Porto.
O
presbytero
Lucas
José
Nunes,
pa
rocho
collado
na
egreja
do
Espirito
Santo
de
Caslello Melhor, diocese
de
Pinhel,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S. Mi
guel
de
Leça
da
Palmeira,
do
concelho
de
Bouças,
diocese
do Porto.
Ô
presbytero
Manuel
Duarte
de
Macedo,
parocho collado
na
egreja
de
Santa
Miri-
n'ha
da
Pedroça,
diocese
primaz
de
Braga,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Maria
da
Sobreposta,
do
concelho
e
dio
cese
de
Braga.
O
presbytero
Cesar
Correia
da
Costa,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pe
dro
do
Sebal
Grande,
do
concelho
de
Con-
deixa
a
Nova,
diocese
de
Coimbra.
O
presbytero
Henrique José Antunes
Dinjz,
apresentado na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da Assumpção
do
Vinhó,
do
concelho
de Gou^êa,
diocese
de
Coim
bra.
■WBMiKJtjxoniwiTiwnwii
*
hw
»■
■■»
hmmb
—
wmb
—
I
rTn—
nuwm Mtrw
S5CÇÃ0
D£
COMMnMGlBflS
Digam embora
os
cynicos
o
que
qui
serem
contra
as
missões;
o resultado d
’
el-
las
desmente-os
completamenle,
e
são
tes-
timnnhas
d
’
isso
todas
as
freguezias,
qne
tem
tido
a
ventura de recolher
em
si
esses
homens
devotados
ao
bem
da
huma
nidade,
chamados
missionários:
e tem
d
’
is-
so
prova, quem
viu
Rebordello
ant.es
d
’el-
las,
e
quem o
observa
hoje,
em
que
aquella
egreja é
bem
mais
frequentada:
sem
fallar
nos
dias
de
preceito
quanto
mais
até
nos
de
semana,
sempre
o
sino
convi
da
ao
alvorecer
e
ao
caltir
da
tarde a
reunirem-se
em
volta
do
seu
pastor,
e
elles
dóceis
obdecem,
elevando junto
com
elle
suas
preces
até
ao
throno de
Deus.
Tem
exemplo do
bom
resultado
das
mis
o
vezitaram varias
e
repetidas vezes,
por
occasião
da
gravíssima
e
longa
enfermi
dade
que
o
prostrou
no leito
da
dôr,
e
da qual,
pela sumtna
bondade
de
Deus,
se
encontra
ainda
em
convalencencia;
mas
podendo
acontecer
que
involuntariamente
deixasse
de
cumprir esse
dever
para
com
alguns,
lhes
agradece
por
este
meio,
ma
nifestando
a
uns
e
ouiros
indelevel
re
conhecimento,
e
protestando
que
jámais
esquecerá
tão
distinctos
obséquios,
e
tão
geraes
demonstrações
de
interesse,
que
lhe
dispensaram.
Braga
30-8-78.
Francisco Jacome
de Sousa
Pereira
de
Vasconcellos.
(1057)
sões
quem viu
a
casa
de
Deus,
em
Re
bordello,
antes,
e quem a vê
hoje;
se
até
então
estava
decente,
está agora
com
muito aceio
e
tanto
como
em
poucas
ou
nenhumas
aldeas
se
verá,
devido
ao
gé
nio
prestimoso e
dedicado de muitas pes
soas
devotas,
a
quem
são
devidos
muitos
parabéns.
E
tem
por
fim
uma
prova
da
vanta
gem
das
missões
quem
vir
a
compostu
ra,
recolhimento
e
devoção
com
que
se
está
agora
em
Rebordello,
como
fomos
testimunhas
no
dia
10
d
’
agosto
em
que
alli
se
celebrou
a
festa
de
S.
Louren-
ço,
patrono
da freguezia,
e
em
que
o
mui
digno
abbade
se
esmerou
porque
em tudo
correspondesse
com
a
grandeza
do acto.
Depois
do
Evangelho
subiu
á
cadeira
da
verdade
o
revd.0
Agostinho
de
Sousa
Gon
çalves,
a quem
esta
fregvezia
em
fins
d
’
Abril
e
maio
admirou
como
missionário,
e não
menos
no
dia
10
d
’agosto
como
pane-
girista da
milagrosa
Imagem
de
Nossa
Senhora
da
Penha
de
França,
a
que
os
moradores
de Rebordello recorrem
como
a
poderosa
intercessora
nas
suas
necessi
dades,
principalmente
nos
tempos
de gran
de
secca
para
obterem
agua
e
nos
d
’inver-
nia
para
alcançarem
temperança,
e
não
é
debalde
que
a
ella
recorrem.
Em
tes-
limunho da
sua
dedicação
para
com
ella,
deram-lhe
parle
na
festa
do
Patrono
da
freguezia,
como
dissemos;
e
faltando
d
’
es-
ta
não
deixaremos
de annunciar
uma
fes
ta grandiosa
e
sublime
como
esta
fregue
zia
ainda
não
presenciára:
queremos
fallar
d’
uma
communhão
de
creanças,
que
alli
teve logar
no
dia
18d
’
agosto,
feita
não
só
com
decencia,
mas
avançamos,
até
com
magnificência.
O
vasto
templo,
por
ser
lambem
uma
das
mais
vastas
freguezias
do
bispado,
eslava
muito
aceada
e
litéral-
mente
cheia.
Como
era
bonito
e
encan
tador
o
ver
duas
alas
de
creancinhas
d
’am-
bos
os
sexos,
e
que attingiam
a
perto
de
cincoenta
e
em quem a
candidez
tran-
splandecia
nas
coroas
que lhes
ornavam
a
fronte
e
nas
roupagens
que
vestiam
albas
como
a
neve.
Estavam
muito
bem
preparadas,
como
também
tive
occasião
de
ver, e
nem
outra
cousa
era
de
espe
rar,
pois
que
o revd.0
abbade,
é
um
dos
parochos
zelosos e
que
bem
sabe
cum
prir
com
os
deveres
de
seu
ministério,
e
n
’
esse
caso
não
se
poupou
a
trabalhos
para
ter as
creanças
bem
instruídas
quan
do
chegou
o
revd.0
Agostinho
de
Sousa
Gonçalves,
que
inda
assim
teve
muito
trabalho
nos
dias
16
em
lhes
fez
tres
praticas
para bem
as
dispor
a chegarem
pela
primeira
vez
ao
sacramento
da
pe
nitencia:
no
dia
17
continuou
fazendo-líies
duas
praticas
ainda
sobre
o
mesmo
as
sumpto,
até
que
passou
a
ejtaminal-as
dando
muitos
parabéns
ao
revd.0 abbade
pelos,
conhecimentos
que
nellas
encontrou,
atenta
a
sua
pouca
edade;
e
eu
d
’aqui
lh
’as
reitero
lambem.
Passamos
depois
a
ouvil
’
as
de coníissão
e
no
dia
18
con
tinuou
padre
Agostinho
antes
da funeção
instruindo-os
ainda
e
convidando-os
a
vol
tarem
ao
tribunal
na
penitencia
os
que
d
’
isso
precisassem,
antes
de
se
aproxima
rem
da
sagrada
mesa.
Principiou depois
a
funeção
um
pou
co
mais
tarde
em
razão
de
ser
também
aquelle
dia
o
destinado
para
a
eleição
da
junta
de parochia e
não
poder
adiar-se;
mas
concluída que
foi,
deu-se
começo á
funeção,
que
não
duvidamos
asseverar
esteve
muito linda,
edificante
e
commo-
vente.
Padre
Agostinho
é
incançavel,
sabe
li
dar
com
as
creanças
e
fazer-se
por
ellas
amado:
quatro
vezes
subiu
á
cadeira da
verdade,
depois do
evangelho,
antes
e
de
pois
de comtnungarern
e
no
lim
da
missa:
houves-se
sempre
a
altura
do
asssumpto,
foi sublime por muitas
mais,
e
leve
um
auditório
illuslrado,
largo
tempo
preso
de
seus
lábios;
e
por
muitas
vezes
vimos des-
lisar
lagrimas, que
davam
não
sei
que
certo
realce
áquella
festa,
que
jámais
se
olvidará
da
lembrança,
e
esses
são os nos
sos
mais
puros
desejos;
padre
Agostinho
alli
e
habilmente
repartiu
o pão
da
divi
na
palavra,
qne
chegou
a
todos
e
a
todos
póde
robustecer
Valle
das
Fontes, 22
d
’
agoslo
de
1878.
Vendem-se
tres
acções
do
Banco
do
Minho, no
campo
de SanCAnna n.°
41.
(1052)
ARREMATAÇÃO
O
conselho
administractivo
de infan-
teria
8,
faz
publico,
que
no
dia
17
do
corrente
mez, pelas
11
horas
da
manhã
Padre
José
Bernardo
da
Cosia
Leão.
A6&ÀDMEUT0S
O
abaixo assignado,
julga
ter
agrade
cido
pessoalmente
a
todas
as pessoas
d
’
esta
cidade
e
fóra
da
mesma,
que
por
elle,
direcla
e
indirectamente,
se
interessaram
e
e na
salla das
sessõés
do
mesmo
conse
lho;
tem
proceder
a
arrematação de
5026
kilograntmas
de
palha
senteia
para
enchi
mento
de
enxergas
do
dito
corpo.
Quartel
em Braga
1
de setembro
de
1878.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio.
(1063)
Alferes
de
infanteria 8
ANHUNGIOS
oruto-siTi
O
conselho
administrativo
do
regimento
de
infanteria
8,
tendo
de
proceder
á
ar
rematação
de
feijão
branco,
encarnado,
amarello,
mistura
e
grão de
bico
para
consummo
no
rancho
do
regimento;
con
vida
as
pessoas
que
desejarem
concorrer
á
dita
arrematação
a comparecerem
na
salla
das
sessões
do
dito
conselho,
pelas
11
horas
da manhã do
dia
23
do
corrente
mez.
Quartel
em
Braga
6
de
setembro
de
1878.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio.
(1065)
Alferes
de
infanteria
8
ARREMATAÇÃO
PERANTE 0
GOVERNADOR CIVIL DO DISTRICTO ARAIXO
DECLARADO
ISO
BIA
14
BE
SETEMBRO
DE
181S.
LISTA N.° 1673
3.a
FÓRMA
Beforma
da
lista
n.°
1551
Bistrieto
<le
Bragu
CONCELHO
DE VIEIRA
Foros
pertencentes
ao
passal
do
parocho da
freguezia
de
Bossas
Numeros
1
Fôro
annual
de
130
reis
e
25
homens
de
geira,
com
laudemio
de quarentena,
imposto no
casal
do
Caal,
silo
em
Celleiro,
freguezia
de
Bossas,
e
que se
compõe
de seis
propriedades
rústicas.
—
Emphyteuta,
João
Baptista
Gonçalves
da
Costa
—
97$760
reis
2
Fôro
annual
de
100
reis
e
uma
marrã,
com
laudemio
de
qua
rentena
e
vencimento
pelo
Natal,
imposto
no
casal
do
Ribeiro,
sito
no
logar
de
Lamedo, freguezia
de
Rossas, e
que se com
põe
de
umas
casas
e cinco propriedades
rústicas.
—Emphyteuta,
Antonio
Mendes
Vieira
—
122$638
reis
3
Fôro
annual
de
40
reis, um carneiro
e
1,912
de manteiga,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal
de Santa
Christina,
sito
no
logar
de
Barreiros,
freguezia
de
Rossa
*
,
e
que
se
com
põe
de
seis
propriedades
rústicas.—Emphyteuta,
o
reverendo
Domingos
José Martins
Barroso—43$36O reis
4
Fôro
annual
de 40
reis,
com
laudemio de
quarentena,
imposto
no
praso
da
Vessada
de
Garcia,
sito
no
logar
de
Calvos,
fre
guezia
de
Rossas.
—
Emphyteuta,
Vicente
Martins
Barroso—
7$080
reis
5
Fôro annual
de 100 reis
e
duas
gallinhas, com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal
de
Funde
Villa,
silo
no
logar
de
Mós,
freguezia
de
Aboim,
e
que sé
compõe
de
umas
casas
e
seis
propriedades
rústicas.
—
Emphyteuta,
Manoel
Carvalho—
23$328
reis
6
Fôro
annual
de
260
reis,
um carneiro,
e
duas
gallinhas,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casa!
denominado
de
Avinhó,
silo
no
logar
de
Mós,
freguezia
de
Aboim,
e
que se compõe
de
umas
casas
e
oito
propriedades
rústicas.
—
Emphytheulas,
José
Ribeiro
e
outros—
51^325
reis
7
Fôro
annual
de
20
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
praso
do
Valle
Covo,
freguezia
de
Aboim
—
Emphyteuta
Manoel
Marques—
4&540
8
Fôro
annual
de
100
reis
e
um
carneiro,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal
de
Funde
Villa,
sito
no
logar
de
Agra,
freguezia
de
Rossas,
e
que se
compõe
de
oito
proprie
dades
rústicas
e
umas
casas.
—
Emphytheuta,
Benta
Fernandes
—55$367
reis
9
Fôro annual
de 200
reis
e
um carneiro,
com laudemio
de
qua
rentena,
imposto
no
casal
do
Chão
do Baireiro,
silo
no
logar
de
Agra,
freguezia
de
Rossas,
e
que se
compõe
de
umas casas
e
dezenove
propriedades ruslicas.
—
Emphyleuta,
Manoel
Dias,
de
Leandro
—
121 $892
reis
10
Fôro
annual
de
160
reis
e
oito
homens
de
geira,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal denommado
do
Cabo de
Bou
ças,
sito
nós
limites da
freguezia
dos
Anjos,
e
que
se
compõe
de umas
casas
e
oito
propriedades
ruslicas.
—
Emphyteuta,
Do
mingos
Luiz Rebello
—
50$205
reis
11
Fôro
annual
de 160
reis, duas gallinhas
e
1,942
de
manteiga,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal
de
Carude,
sito
na
freguezia
dos Anjos,
e
que se
compõe
de
umas
casas
e
qualorze
propriedades
rústicas.—
Emphyteuta, Bento
Barroso,
de
Carude
—79$961
reis
12
Fôro
annual
de
100
reis
e
duas
gallinhas,
com
laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal
de
Magos,
sito
na
freguezia
do
Mosteiro,
e
qne
se
compõe
de
quatro
propriedades
ruslicas.
—
Emphyteuta,
Manoel
Joaquim
da
Cruz
—17$078
reis
AvaliaçSo
com
abatimento,
de
20
por cento
78$208
98$112
34$688
5$664
18$664
41$06I
3$632
44$29a
97$514
40$163
63$969
13$664
Segunda
Repartição
da
Direcção
Geral
dos
Proprios
Nacionaes,
12
de
Agosto
de
1878.
=Marcelino
Augusto
Leite.
•
(1059)
>
Gran
é>xito
en Paris
VELOUTINE
GH'“
FAY
POLVO DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
X ADHEREHTE, dá al cútis frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en
las Fannacias,
Perfumerias, Peluquerias y tiendas d<- quincalla.
Desconfiar
fle
las
falsificaciones.
wkkieo
bâs
ihumiw
TRATAMENTO
(sem
necessidade de repoiso nem regimen) por Mad. Lachapelle,
professora
parteira,
das enfermidades
das mulheres, inllammações, ulceras, consequên
cias
do
parto, desarranjo dos orgãos, causas frequentes e ás vezes ignoradas da es
terilidade,
languidez, palpitações, debilidade, doenças nervosas, enfraquecimento e
muitas
enfermidades reputadas incuráveis—
Os meios de cura que emprega Mad. La
chapelle, simples e infaliiveis,
são o
resultado
de assíduos estudos e observações pra
ticas.
Consultações das 3 ás
5—Rue
Monthebor, 27, perto Tulherias, Paris. (40-H-)
Já proveniente de algum defeito de constituição,
já
de
accidente, curada com
pletamente
pelo tratamento de
Mad.
Lachapelle. Consultas das 3 ás 5.27, rue
Mon-
thabor,
perto Tulherias, Paris. (39 -H-)
DA COMPANHIA FABRIL SINGER
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
BRAGA
SINGER
—
Vendeu no
anno de 1877 a enorme quantidade de 282:812 ma-
chinas
de
coser!!!
mais 20:496 que em 1876.
SINGER
—
E
’ a
machina que todo o
mundo reconhece
como superior
a quan^
tas
invenções tem apparecido.
SINGER—
E’
a unica
machina de
costura
que tem obtido em todas as ex
posições os primeiros prémios
e medalhas, não só
pela sua
boa
conslrucção e duração como também pelo seu bellissimo
trabalho.
SINGER—
E’ a machina que está mais conhecida e
introduzida em todas
as
partes do
mundo e a
que oíferece maiores vantagens em
economia
de tempo e dinheiro.
SiIÍ¥C«F!K
—
E
*
a
que se garante por 7 annos, fazendo sempre bom trabalho
e
nunca
apresentando
diíliculdades.
fmXíJV.H—
E
’ a unica machina
que
se vende a prestações de 500 reis
semanaes, sem
prestação de entrada, para assim favorecer
mais
as classes
menos abastadas.
—
Tão boa tem
sido
que mais de 60 imitadores, vendo o bom
resultado
d’esta machina, a
fabricam e a vendem como legiti
mas
SINGER,
illudindo assim a boa fé
do
publico.
—Finalmente é
a
machina que mais acceitação
tem tido, devido
sempre á sua
boa costura; tanto nas fazendas tinas como nas
mais
encorpadas, á
sua rapidez no trabalho e a sua immensa
duração,
supplantando assim
todas
as invenções modernas, que
jámais
poderão competir com a machina SINGER.
Não
se
illudam com
essas novas machinas.
Peçam
catalogos illustrados com listas de preços na
COMPAIWIIIA FAHIlir Sl.VííKK
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
B1LIGÃ
1041
JOSE’
DA
SILVA
FUNDÃO
C
mm
l«j«
4e f
*
te
fcit»
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
—13
Participa
aos
seus amigos e fre-
goezes,
tanto d’esta cidade como
das
províncias
que tem um bonito
e
variado
sortimento de fato fei
to,
casimiras para
fato muito
baratas,
cortes
de calça a 14500, 2$000
e
24500
reis; tudo fazendas modernas.
Guarda
pós de
casimira e de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca, assim como
camisas de 600 reis
para cima, ceroulas
de 400
reis até 800, de panno
familiar,
e meoles,
bonets de gorgurão de
seda
e
de
casimira de
todas
as qualidades, de
500
rs.
até 800; mantas de seda de to
dos
os feitios.
Encarrega-se de
fazer qualquer obra
que lhe
seja encommendada, e prompti-
fica-se
a
ticar com ella
quando não fique
á vontade do freguez.
LECCIONACÀO
EM
BRAGA. NA RUA DO
POÇO
N.° 15
Ensina-se
— Eseripluração commercial
por
partidas
simples e dobradas, segundo
0 methodo de Deplanque.
Câmbios
de
dinheiros entre as diffe-
rentes
praças
commerciaes.
Também
se leccionam candidatos ao
magistério
primário em todas as disciplinas
do
seu programma.
Instrucção
Primaria e Francez
Na
rua
Nova de Santa Cruz, n.° 9,
acha-se
aberto um curso de
Instrucção
Primaria
e Francez, que é regido pelo
ordinando Antonio
Joaquim de
Mesquita
Pimentel,
e por seu pae, bacharel formado
em direito pela Universidade de
Coimbra.
(INCORPORADA
POR CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL DE PAQUETES
A VAPOR
GR4VDE REBUCÇÃO 1IE PREÇOS XA 3.a CLASSE.
Para S. Vicente, Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceilando
lambem passageiros
de
3
*
classe, com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
nara
SANTOS,
PARANAGUÁ. SANTA CATARINA, RIO
GRANDE DO
SUL PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS, S. PAULO, CANPOS, VICTORIA, MACEIÓ,
'
e
outros
pontos
do
litoral e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de Pernambuco.
PELO
MESIHO PREÇO
QUE
PARA O RIO BE JANEIRO
PAQUETES
A SAIR
DE
LISBOA
TAGUS................................. 13 de Setembro
I NEVA......................................13 de Outubro
GUADIANA
............................28 de Setembro
|
MONDEGO............................ 28 de Outubro
PREÇOS
aOMMODOS
Cada
paquete
d’eM<a
eompanhia leva a bordo eriadog e
eostnheiros
portuguezea
para
commodidade
dos
passageiros de
toda» elassea.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção
para Lisboa
é por
conta
da
Companhia.
Os passageiros com trasbordo no Rio de Janeiro, teem
sustento e hospedaria gratuita
durante
a demora precisa
para obter trasbordo.
A
bordo os passageiros teem grátis eama, roupa de eama, eo-
mida
feita por eosinheiros portugueses, vinho duas vezes por dia,
assisteneia
mediea,
serviço de eriados e outras despesas
*
A
EXPERIENCIA de
mais de um
quarto de século tem feito com que os paquetes d’esta
companhia
(a mais antiga na carreira do Brazil) sejam
conhecidos pela regularidade, velocidade
•
segurança excepcional; além d’isso pela limpesa, boa ordem, bom tratamento e accomodações
a
bordo,
e pelos melhoramentos mais modernos tanto para a
hygiene como para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É COMPROVADO
pela grande concorrência que teem de passageiros e pelos innu-
meros
agradecimentos que ha archivados
em varias agencias.
SÂO ESTES OS
PAQUETES preferidos pelo Governo
Inglez para a conducção das suas
malas
do correio, epor este serviço recebe a companhia um importante subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES a honra de conduzir Suas Magestades a Imperador e Impe
ratriz
do Brazil, como também S. A. 0 Infante D. Augusto.
TODAS
AS INFORMAÇÕES e bilhetes
de passagem podem ser obtidos no PORTO na
rua
dos Inglexe», 83, de GUILHERME C. TAIT.
Para esclarecimentos
em
Braga 0 snr. João Manoel
da Silva. Guimarães, rua do Souto.
A
Y»rdadeira«
i
?U.ULA$ ?
0
«Ao
k»
UWCA8
0
©APPR8VADÃS
PELA
ACADEMIA
DE
MEDICINA®
0
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0
0
Par
z«a P«reza
• iaalterakilidada
0
0
CURAM
as oocrofubu, a InAiilBclencl» do ©
sangue,
a aaemla paltulosa,
FORTIFiDAM
«
s
constituições fracas
•
o<
arruiaadaa,
• AJUDAM
a formado das jorena, etc., etc. Ç
•
®
0
Exigir
oosm
firma,
SIS____ €
•
Janota,
jMata na yfj/í&TtSZUZ'/
parte
m/orwr de um
£.
1 ■1 - y/*?- jn
9
rotula verte.
' "
a
®
0
PUmohe.
41,
r. Bônxperu. fins
0
Linimento
BOYBR-MICHEL
para
caval-
U>*.
faaendo
a»
rezei
de
fogo
e
não deixando
vusligiú»
do
s»u
emprego
M
ichbl
,
pharinv
ceutics
exu
Aíx
(na
Provença)
Franca.
—
Prece
i.ooo
reis.
—
Era
Lisboa
a
snr.
Barreto, Loreto,
a.° 28—30. (25>
CIRURGIÃO
DENTISTA
Fabiica a vapor
de fundição
de
ferro
e
metaes
Travessa de 8. J
m
*
m
—
Braga.
Nesta
fabrica,
unica na província do
Minho,
fabrtca-se toda a qualidade de
obra,
tanto
de ferro
como de metal. 0
proprietário da
mesma não se tem pou
pado
a sacrifícios para poder elevar
este
melhoramento
de industria á altura de
poder competir em tudo
com as fabricas
de igual genero
do
Porto
e
outras loca
lidades,
e
em parle o tem conseguido,
pois
que
no seu estabelecimento se
fazem
obras
de todos os tamanhos e qualidades
pelos
preços que possam ser encontrados
no Porte.
Nesta fabrica
fundem-se peças de
pezo
do 5,000 kilos,
e
maiores, sendo preciso,
acbande-se já muitas
obras fundidas, co
mo são: buxas
para eixos de carruagens,
moinhos
para moer
tintas, pés para me
ias
de
mármore ou de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas de qualquer pres
são
a comprimento, grades para sacadas
ou
jardins,
columaaa e consolas
para
iampeõH,
prensas para copiadores, fuzos
de
novo syslema
para
lagares, ferros para
alfaiates
e chapelleiros, tapeies e venti
ladores
para
soalhos,
canos e tubos para
agua,
joelhos de
todas as
grossuras. Tam
bém concerta
todas as obras
deste gene
*
ro.
—
Preços do
Porto.
Braga,
Fundição do Minho.
O Proprietário—
Antonio
Germano
Ferrei-
rinha.
58—-Rua do Carvalhal—
58
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRURG1-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos n.°
19.
BRAGA.
Faz tudo
quanto diz
respeito á sua
arte e continúa operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
Fazem-se
chapéus
de
palha, seda e vel
*
lodo, para senhora, e
vestidos á moda.
Preços rasoaveis.
-^
m
—
a
—
m
—
h
■■
i
ii
—
ui"
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITAKA
—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
