comerciominho_06081878_820.xml
- conteúdo
-
COSUHKltCIJkl^,
»€
8f^K«
K IWOT S
tt7 3 OPÍ/a..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PH
ECO
DA ASSIGNATURA
6.° ANNO
Braga,
12
mezes.........................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
parlic.
cada linha
10
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição....................................
10
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS,
QUIETAS
E
SABBWOS.
Províncias,
12
mezes
................
2^000
»
6
»
...............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$60®
Folha
avulso
........................
*6
N.°
820
BK4(i4
—
TERÇA-FItIRA
«
UE
AGOSTO
OE
1HÍS
D.
JOÃO CIIHYSOSTOMO
DE
A
MORIM
Pessoa,
por
mercê
de
Deus,
etc.
'
A
quantos
o
presente edital
virem,
saude
e
paz
para sempre
era
Jesus
Chri-
sto
Nosso Divino
Salvador.
Fazemos
saber,
que
por parle
de juiz
e
mesarios da
irmandade
de
Nossa Se
nhora
d
’Ajuda, e
S.
Sebastião,
das
Car
valheiras,
d’
esta
cidade de
Braga,
Nos
foi
representado
que
desde
remotos
tempos,
costumam
festejar
ao
invicto
Martyr
S.
Sebastião,
no
dia
10
de
agosto,
preceden
do
a
toda
a
funcção
uma
procissão
em
volta
dos
antigos
muros
da cidade,
na
manhã
do
dito
dia,
com as
Imagens
dos
gloriosos
Martyres
S. Lourenço
e
S.
Se
bastião,
e
sua
relíquia,
em
acção de
gra
ças
a
Deus
Nosso
Senhor, que
por
in
tercessão
d
’
estes
Santos
Martyres,
livrou
os
habitantes
d
’
esta
cidade,
do
flagello
da
peste,
que
assolou
lodo
este
reino
no
an
no
de
1579,
á
qual
procissão
são
obri
gadas
a
acompanhar todas
as
confrarias
da
cidade. Em
vista
do
que,
e do
mais
que
os
ditos
mezarios
representaram,
os
auctcrisamos
para
celebrarem
no
presente
anno
a
dita
festividade
no
dia
10
de
agosto:
e
Mandamos
aos
confrades
de
todas
as
confrarias
erectas
n
’esla
cidade
acompanhem
a
mesma
procissão
na fórma
do
antigo
costume
e
sob
as penas
com-
minadas
na
Constituição
Synodal
d
’
esla
Archidiocese
Primaz
das
Hespanhas.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de to
dos,
Mandamos
passar
o
presente
edital
que
será
aflixado
no
ante-paro
da
Sé
Primacial.
Dado
em
Braga sob
Nosso
Signal
e
Sello
das
Nossas
Armas,
aos
2
de
agosto
de
1878.
E
eu
padre
José
Luciano
Go
mes
da
Costa,
secretario
da
Camara,
o
subscrevi.
João,
Arcebispo
Primaz.
-------------------------------------------------
A
*
Rediseçfio
do
tCominercio
do
ÍUillIlOD.
.Londres, 27 de Julho,
1878.
Envio
a
primeira
parte
da
minha
car
ta ao
Apostolo,
que
não
pôde
copiar-se
antes
para
ir
mais
cedo.
Os
leitores
do
Commercio
do
Minho
verám,
todavia, que
sua
matéria
não
perde importância
pela
demora.
Como
a
carta
inteira
é
muito
longa,
irá
em
seguida
o
resto,
que se
verá
valerá
também
a
pena
de
lêr-se,
co
mo
o
que
vae hoje.
A.
R.
SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—Entrega solemne, em
Paris,
da
pri
meira
Medalha
da
Sociedade
Geographica
franceza
a
Mr.
Stanley,
pelos descobri
mentos
ou
explorações
Africanas.
II.
—
Determinação
justificada
da
Áustria
em
occupar
a
Bosnia
e
Herzgovina—on
de,
em
grande
parte,
se
incubáram
os
germes
da
guerra
Turco-Russa.
III.
—Progressos
da
Educação
Calholi-
ca
do
Povo na Inglaterra,
como
nos
Esta-
dos-Unidos
da
America
do
Norte.
IV.
—
Resposta
do
Imperador
Guilher
me ao
Papa
Leão
XIII,
á
parte
que
este
lhe
deu
da Sua
eleição
ao
Throno
Ponti
fício.
—Resposta
do
Príncipe
Herdeiro,
que
preside
ao
Geverno
durante
o impedimen
to
do
Imperador,
a
uma
segunda
Carta
do
Pontífice,
desejando
modificação
das
Leis
Prussianas
em
relação
á
Igreja.
V. —
Chypre
cedida
á
Inglaterra
em
propriedade,
assim
como
também
virtual
mente
a
Turquia
Asiatica
(Creta
devia
se
guir).
VI.
—
Morte
do
Bispo
d
’
Olinda,
ante
honlem
á
noite,
em
Paris.
1.
— (Julho
1)
No
dia
28
do
passado
foi
entregue
a
Mr
Stanley,
em
Paris,
em
grande
e
solemne
Sessão,
a
medalha
prin
cipal
da
Sociedade
Geographica
Franceza.
em
reconhecimento
de
suas
desco‘
bertas
ultimas,
em
África,
já
bem
conhecidas.
Não
se
póde.
nem
se
deseja negar
o
merecimento
e
grande serviço
prestado
pelo
intrépido
Explorador;
e
bem
mere
cidas
sam
as
honras
e
os
elogios
que
tem
recebido
aqui,
na Bélgica,
e
agora
na
França.
Nos
encomios
porém,
sem
duvida
bem
merecidos
na
parte rasoavel
e
verdadeira,
entra
seu tal
ou
quê
de
estrambótico;
e
no
todo
uma circumstan
cia
deplorável
e
de mao
agouro.
O
estrambótico
está
no
comprimento
que
um
Mr.
Huber
fez
a
Mr.
Stanley,
ao
lêr
a relação
dos
prémios
concedidos
es
te
anno
pela
Sociedade;
quando
descreveu
o
intrépido
descobridor
como
sendo sem
pre
«um
homem de
trabalho
e
de
acção
igualmente,
completo
e
bem
succedido,
co
mo
mercador,
erudito,
missionário,
e
di
plomático».
Nenhuma
objecção
acho
ás ou
tras
qualificaçõ
s; mas
a
de
missionário,
confesso
que
me
soou
de
maneira ex-
quisita.
E
comtudo,
ainda
agradeço ao
homem
essa
unica
aliusão
ao
principal
interesse
civililisador,
o
da
Religião
do
Christianismo;
sendo,
na
relação
que
leio
no
Times, da
ceremonia d
’enlrega
da
me
dalha,
do
discurso
do
Presidente,
etc.,
a
unica
aliusão
que se
fez
ao
interesse
re
ligioso
ou
espiritual
das
populações
Afri
canas.
Semelhante
omraissão
é
o
mais deplo
rável
syraploma,
é
do
mais
triste
agou
ro,
pará
os
pobres
Africanos:
vê
se
que
o
empenho
civilisador
apregoado
tem
por
fito principal tirar
partido
material, au-
gmentar
a
riqueza,
os
gozos, a
importân
cia
da
Europa—
ou antes,
de
certas
na
ções
da
Europa,
—á
custa
dos
Africanos,
das producções
e
riquezas
do
seu
paiz;
e
se
trata
de
bagatella.
de velharia
ab
soluta,
o
civilisar
a
barbaridade
pelo
Evan
gelho!
H.—
(Julho
4).
O
que
eu
dizia
ulti-
mamente
a
respeito
da
Italia
e
da
Alba-
nia
em
geral—que
a
mesma
Italia
dese
ja
confirmar
e
exemplificar
mais
e
mais
o
provérbio
Franeez,
que
Tappélit vienl
en mangeant,
ou
como
o
nosso
Portuguez
o
traduz
comer
e
coçar
vae
do
começar,
—
applica-se
agora
particularmente
á Italia
a
respeito
da
Bosnia
e
da
Herzgovina.
Segundo
algumas
palavras
que
o
pro
prio
Times
deixa
escapar,
parece
que
a
Senhora
Flibusteira
Piemonteza teve
suas
cócegas
de
querer
ella
ser
a
encarregada
de ir
«pacificar» as
duas ultimas provín
cias
mencionadas
—
onde,
como
é
sabido,
começáram,
ha
4
ou
5
annos,
os
distúr
bios e
difficuldades
que
afinal,
estenden
do-se,
e
propagando-se,
acarretárama
guer
ra
Turco-Russa.
O
publico
deverá recordar-se,
de co
mo,
pelas questões
e bulhas
que
tiveram
logar
n
’
eslas
duas
mencionadas
províncias;
pela
repressão
demasiado
severa
e
cruel
exercida
pelos
funccionarios
Turcos;
e
em
razão
da
conducta,
muitas
vezes
dema
siado
cruel,
de
auctoridades,
ricos
pro
prietários, e
coramandantes
Mahometanos;
começáram,
de
um
lado,
as
resistências,
de
outro,
as
medidas
e repressões
exacer
badas,
as
crueldades
e
excessos,
de
que,
ha
cousa
de
tres
annos
tanto
se
falou
e
discutiu.
Por
via
de
regra,
os
paisanos
pobres
e
culva
lores
no
paiz,
eram Ghristàos; os
influentes
da população
e poderosos,
os
Governadores
e
auctoridades,
e
os
gran
des
e
ricos
proprietários, eram
Mahome
tanos.
Taes
circumstancias
déram
o
maior
azo
a
que
agitadores
revolucionários,
de
sejosos
de
turvar
as
agoas
políticas pa
ra
nellas
melhor
pescarem,
instigassem
(como
no
tempo
foi
notorio)
as massas
do povo
á
resistência, á revolta,
e
á
desor
dem,
contra
as
auctoridades e
grossos
proprietários
Turcos.
Estes,
sendo
a
raça
dominante,
possuindo
a
força
publica
e
a
auctoridade,
e
ao
mesmo
tempo,
anima
dos
do
rancor
sectário
religioso,
usáram
a
repressão
sem
nenhuma
ceremonia
ou
moderação.
D
’
ahi,
resistências
correspondentes,
ir
ritação
crescente,
perseguições
pelos
do
minantes,
uniões
armadas
dos
paisanos
e
opprimidos,
coníliclos,
combales,
mortan
dades,
incêndios,
perseguições,
crueldades,
tyramas;
e
uma
enorme
multidão
de
re
fugiados,
que
foram
procurar
salvamento
no
contíguo
território
Austríaco.
Chegou
isto
a
tal
ponto,
que
ainda
hoje
estes re
fugiados
(para
manutenção
da
maior
par
te
dos
quaes
leve
o
paiz do
refugio em
b»a
parte que
prover) montam
a
150:000
em
numero.
Como
bem se
póde
imaginar,
o
asy-
lar
e
sustentar, mesmo
pobremente,
por
vários
annos,
uma
tal quantidade
de
re
fugiados,
é
um
encargo
mui
pesado;
es-
pecialinenle
considerando-se
a
necessida
de de
consideral-os
em
ordem
e
tal
ou
qual
disciplina,
deslocados,
como
se
acha
vam assim,
de
suas
occupações
e
modos
de
vida
ordinários.
Quem
se recordar do
que,
já
por
al
guns annos
apparecia
frequentemenle nas
folhas
publicas a
respeito
da
Bosnia
e
Herzgovina,
de
continuados distúrbios,
perseguições,
desordens,
resistências
á
au
ctoridade;
e
ao
mesmo
tempo
repressão
e
castigos
de grande
severidade
—
cruel
dade
mesmo—
da
parle
das
auctoridades
Turcas civis
e
militares,
não
terá
muita
difliculdade
em
conceber
os
motivos
da
proposta
conducta
actual
da
Áustria;
de
ella
insistir
por
sua
occupação,
e
por
tempo
indeterminado,
das
duas provín
cias;
de se
preparai
para
esta,
e
de
que,
no Congresso
de
Berlim,
semelhante
pas
so
e meio
só
nos
Plenipotencios
Turcos
(como
no
seu
Governo
e
população
Mu-
sulmana)
esta
resolução
Austríaca
encon
tre
opposição
e
repugnância.
(Julho
5J. E
’
muito
importante
recor
dar
assim
os
factos
concernentes
ás
duas
províncias
que Áustria se
propõe
occu
par,
e com
aprazimento
do
Congresso;
porisso
deixo
apontadas
as
circumstancias
acima.
Porém
é
preciso
ainda
lembrar
também,
que
(como
nas
desordens
das
doas
províncias
em seu
tempo
foi
noto
rio,
e
repelidas vezes,
constando nas
fo
lhas
e noticias publicas), um
elemento
in
stigador (talvez
o
principal)
dos
distúr
bios,
com especialidade
na
Hengovina,
que
se estende
ao
longo
da costa
no
Adriático
defronte
da
italia, foi a
presen
ça e
influencia
e
instigação
de
agentes
revolucionários
estrangeiros, Garibaldinos
e
semelhantes.
Nos
últimos
dois
annos,
a
atlenção
publica,
sendo
principalmente
occupada
pelos
incidentes
da
guerra,
desde
que as
hospitalidades
começáram,
desprendeu
se
em
grande
parle
das
causas motoras,
das
agencias
instigadoras,
da
rebellião
e
des
ordem,
nas Províncias
Europeas
da Tur
quia.
Antes
que
a
Rússia
tivesse
declara
do
formalmente
a
guerra,
e sobretudo
antes
que
Midhat
se
sahisse
com a
sua
Constituição theatral;
a
opinião
aqui
era,
na maior
generalidade,
contra
a
Turquia;
que
se
olhava
como
uma
antigualha
já
sem
razão
de
ser
na
communidade
Etiro-
pea.
Apparece
o
ebxir
Midhat,
a
sua
con
stituição
de
papel,
e
como
era
ou
pre
tendia
ser
imitação
Ingleza,
lisongeando
aqui
o
amor
proprio
nacional,
creou-»e
logo
a
Turquia ás
partas
de
uma regene
ração
brilhante,
e
nas
vesperas
de
uma
prosperidade
florescente.
Não
quiz
ella
attender
aos conselhos
da
Conferencia
em
Constantinopla;
assim
as
Potências
retiraram
se,
e
deuararn-n’
a
que
lá
se
aviesse
e
justificasse
como
po
desse
as suas conias com a
Rússia.
Se
guiu-se
a
guerra,
como
é
sabido,
com
todas
suas
misérias
e destruição;
e
por
fim
veio
a
parte
Européa
do
Império
Turco
e
a própria Capital
d’
elle,
a
se
achar
á
mercê
do Czar,
se afinal
a
In
glaterra
não
interviesse,
para
impedir
a
completa
dominação
Russa
do
Mar-Negro,
do
Bosphoro,
e
dos
Dardanello
*
.
Não
era,
comtudo,
facil
desapossar
agora
a
Rússia
de
todas
as
vantagens
e
posições
que
tinha
ganhado
á
força
d’
iin-
mensos
gastos
e
sacrifícios
de
sangue
e
de
dinheiro.
Mas
lambem lhe
não
era
facil
a
ella
achar
novos
meios
para
su
stentar
uma
nova
lucta
com a nação
mais
rica
da Europa,
e mais
poderosa
nos
ma
res.
Ao
mesmo
tempo
que
uma
collisão
entre
as
duas
poderia
acarretar
a
todas
outras
nações
Europeas,
e
no
estado
actual do
mundo,
consequências
e
cala
midades
funestissimas,
e
impossíveis de
calcular-se.
D
’
ahi
nasceu
a
ideia
de
tratar
se
de
resolver
a
questão
por exame e
accor-
do
amigavel;
dando-lhe a
solução
de
com
promisso
que se
está tratando
de
effeiluar
em
Berlim.
E havendo
sido'
como
acima
disse,
a
Herzgovina
e
a
sua
visinha
Bosnia,
onde
primêiro
se
fomentou
a
faísca
de
que
veio
a resultar o
terrível
incêndio
da
guerra;
e
achando
se
aquella
parte,
orla
de
praia
do Adriático, tão
ázada
para
alli se
ino
cularem
os
germes
perniciosos
do
Gari
—
baldismo
Italiano
(que,
a
despeito
de
to
das
suas
pertenções
de paz e
amizade
com
a
Áustria,
tem
sempre
os cobiçosos
olhos
fitos
na Dalmacia, no
Triestino, e no
Trentino);
porisso
o Governo Austríaco
insiste
em
ir
impedir
alli
a
formação
de
outro
ninho
e valha couto
de
Garibaldisino,
de
anarchia
e
de
revolta.
Felizmente
o
mais
do
povo
alli
é
Calholico
e
atlende
ao
conselho dos
pastores
Catholicos,
que
farám
vêr
ao
mesmo
povo
a
occupação
Austríaca como
uma
medida
salutar
e
proteclora.
A. R.
SARAIVA.
(Continua)
O
Exc.
m0
e
Revd.m°
Senhor
Arcebispo
de
Tarso,
Núncio
Aposlolico
em
Lisboa,
acaba
de
remetter
ao
redactor da
Familia
os
seguintes
documentos:
«A
’
s varias
Ordens
Terceiras
Irmanda
des
e
Associações
religiosas,
e
aos
fide
líssimos catholicos
portuguezes,
que
se
di
rigiram
ao Santíssimo
1
‘adre
Leão
XÍ1I,
digno
successor
do sempre
chorado
Pio
IX,
congralulando-se
com
Sua
Santidade
por
occasião
de
ser
elevado
providencial
mente ao throno
Pontifício,
participo
com
sommo prazer,
quê
pelo
Exc.
ino
e
Revd.ni
°
Snr.
Cardeal
Fraochi,
secretario
d
’Estado,
em
data
de
21
de
Junho
proximo passado,
me
foi
enviado
um
despacho
(n.°
29,933),
agora
mesmo
recebido,
no qual, por
ordem
do
Summo
Pontífice
sou
incumbido, não
só
de
a
lodos agradecer
eu mesmo
as
demonstrações
de
aííecto,
respeito e
sub
missão
á
indefectivel
Cadeira
de
S.
Pedro
e
á
veneranda
pessoa
do
Supremo
Chefe
da
Egreja,
felizmente reinante,
de que
mais
uma
vez
deram
prova
nas
felicitações,
que
lhe
dirigiram
;
mas
também
de
publi
car
<>
dito
despacho,
no
qual
este
Pae
amoroso,
lastimando não
poder dirigir-se
a
cada
um de
persi, como ardentemente
desejava,
exuberanlemenle manifesta
o
contentamento,
gratidão e
paternal
afíecto,
de
que
está
possuído
ao lançar-lhes
do
fundo
do
coração
a
Sua
bcnção
Apostólica.
Lisboa.
—
Nuncialura
Apostólica, 23
de
Julho
de
1878.
D.
A
rcebispo
de
T
anso
,
Núncio
apostólica.
Despacho
n."
29,933,
dirigido
ao
Exc.
mr>
e
fíevd.
0
Snr.
Núncio.
«Passados
apenas
poucos
dias
depois
da
exaltação do
Summo
Pontífice
Leão
XIII, Nosso
Senhor, á
Cideira de
S.
Pe
dro,
começou
a
receber
Sua
Santidade
um
numero
extraordinário
de
exposições
gr
a-
tulatorias,
e
respeitosissiinas
cartas
não
só
da
italia,
mas também de
quasi tolas
as
dioceses
e regiões
do
Universo: de
Prelados
da
Egreja,
cabidos
metropolita
nos,
e
de
calhedraes,
institutos
religiosos
de
toda
a
especie,
associações
de caridade
e
de
benelicencia,
corporações
liderarias
e
scieutiticas.
personagens
illustres,
tanto
do
clero,
como
dos
leigos,
todos
rivalisaram
em
dirigir, on
por
via
t.elegraphica,
ou
por
via
ordinaria, as
mais sinceras
felicitações,
unidas
aos
mais
commoventes
protestos de
filial
e
profundíssimo obséquio
para
com
o
novo
Ponlíice.
Nestas
congralulalorias
exposições
que
bastantemente
revelaram o
espirito
de
unidade
e
de concórdia,
exis
lente
na
Egreja
de
Deus,
o
sentimento
de
dôr
pela
penosa
condição
do
Pae
Com
mum
dos
lieis era entrelaçado
ás manifes
tações
de
votos
e
de
esperanças,
corro
boradas
bastanies
vezes
por
generosas
e
pias olferlas
a
alliviar
a
pennria
e
as
angustias,
enr
que
se
encontra
desde
alguns
annos
a
Sé
Apostólica.
V.
S.
lliustrissima
e
Reverendíssima
póde
bem
comprehender,
que
impressão
produ/iriàm
taes
demonstrações
de
aííecto
no
coração
do
Santo
Padre,
o Qual,
con
f
rtado
desde
os
primeiros
instantes
da
sua
elevação
ao throno
Pontilicio
por
uma
espoolanea,
e ao
mesmo
tempo
imponente
manifestação,
quê
recebeu
do
seu
dilectis
símo
povo
de
Roma,
viu
reproduzir-se
de
modo
extraordinário
e
maravilhoso,
e
como
por
encanto
de
dia
em
dia
desenv lver-se
aquelle
sentimento
universal
de
respeito
e
de
amor,
qne
havia
acompanhado ate
ao
tumulo
o
chorado
Poritiliee
Pio
IX
de
glo
riosa
memória,
e
qne-
sempre
causou
a
admiração
não
só
do.
povo
christào,
mas
até
dos
proprios
inimigos
da
Egreja
e
do
Romano
Pontificado,
Reconhecido
o
Supremo
Jerarcbab tan
tas
e
tão
himnosas
provas de amor
e
de
devoção
do
seu
amantíssimo
Rebanho,
de
sejaria
ardentemente
corréspon
ler
a
esta
homenagem
com
palavras
de
gratidão
e
de paternal
afíecto,
dirigidas
a cada
um
dos
signatários
das
cartas
e
congratulações
que
lhe
foram
envndas.
Mas
o
seu
exces
sivo
numero
e
as
gravíssimas
occupaçõ
s,
que
são
naturalmente
inseparáveis
dos
começos
de um
Pontificado,
sobre
tudo
no
meio
das
diíliculdades
e
embaraços,
Cida
dia
mais
frequentes e
penosos,
tor
navam
quasi
impossível
pôr
em
pratica
tão
generoso
pensamento
com
aquella
prom-
pudão,
que
a devoção
dos
filhos
esperava
com
impaciência
da
bon
ade
do
amorosís
simo
Pae.
Sua
Santidade
por
tanto, na
impossi
bilidade
em
que
se
ha
encontrado,
e
ainda
se
encontra,
de
satisfizer directa
e
pes-
s
almente
a
este
-eu
paternal
desejo,
o
qne
lhe
teria
silo
gratíssimo,
quer
que,
ao
menos
indirectamente, tenha
sua exe
cução.
Ordenin-me
por
conseguinte,
que
me
dirigisse
a
V.
S
Uliístradissima
e
Reve
rendíssima,
convidando-o
a
valer
se
d
’a-
quelles
m
ios,
que
lhe
possam
parecer
mais
opportuoos,
afim
de
que se
tornem
ma-
tnl
stos
os
sentimentos
de
viva
compla
cência,
despertados
em
seu
animo pelas
ci-sequiosissimas
demonstrações
recebidas,
tinto
coliectiva
como
individualmente,
seja
de
pessoas
ecclesiaslicas,
ou
de
fieis
se
colares de'
Ih.rtugal
;
e
se
torne
também
manifesto o
paterna!
reconhecimento
a
que
todos
elles
adquiriram
direito
com
as
fe
licitações
e
bons
presagios,
expressos
na
sobredita
occasião.
Coníia
o
Santo
Padre,
que
a
Eé
e
a
piedade
dos
seus
filhos
encontrará
n
’
esta
manifestação
do
seu amor
todo
o
conforto
e
consolação,
que
esperavam,
e
muito
mais
a
encontrarão
na
bênção amplíssima, que
do
intimo
de
seu
coração
envia
a
cada
um
em
particular,
ea
todas
as
dioceses
a
que
pertencem,
pedindo
a
Deus
que
uma
tal
bênção
apresse
o
fim
das
tribulações
da
Egreja,
e
corrobore
as
preces
e
os
vo
tos,
que
os
filhos
amorosos
fizerem pela
liberdade
e tranquilidade
do
seu
Pae
e
Pastor.
Cumpridas
d
’
este
modo
as
ordens
do
Santo
Padre,
nada
mais
me resta
senão
confirmar-lhe
os
sentimentos
da
minha
par
ticular
estima.
Roma, 24 de
Junho
de
1878.
Assignado:
—
A. C
ard
.
F
ranchi
».
----
----
Coiciabrn
8
«Tngnsto
«le
187 8.
(
Do
nosso
*
correspondente».
Ainda
não
está
completo o corpo
de
policia
civil
d
’
esta
cidade,
mas
já
func-
ciona,
e
estreiou-se
esta
noite
com
uma
diligencia
bem
feita,
prendendo
mais de
uma
duzia
de
batoteiros,
qne
no
areal
«lo
rio
Mondego,
se
roubavam
mutuamente...
á
luz
da
lua
Os
jogadores
quizeram resistir
e
pti-
charam
por armas
prohibidas.
Foram,
po
rém,
desarmados,
e
postos
em
custodia.
Foi uma
excellente
estreia.
Oxalá,
qne a
policia
assim
continue,
e
corresponda
ao
fim
para
que
foi
errada.
A
policia
ha
de
ser a principio
com
batida
pelos
desordeiros
e incorrigíveis,
que
hão
de
querer continuar
a
campear
descaradamente,
como até
hoje,
mas
ha
de
ser betnquisia,
e
defendida
e
louvada
pe
los
pacíficos
habitantes
de
Coimbra
e
por
todos
os
bons cidadãos, que
desejam
a
ordem
e
a
moralidade.
Nós
estamos
sem
pre
pelo
seu
lado,
logo
que
ella
cumpra
desassombradamenle
os
seus
justos
deve
res.
Tem
mnilõ,
muito
que
fazer
n
’
uma
terra
que,
como
Coimbra,
está
habituada
a todas
as i
Ilegalidades
e
desordens;
mas
é
urgente
que
comece
já a
dar
caça
á
vadiagem,
aos
torpes,
que
eslaceiam
alli
pelo
caes,
proferindo
palavras obscenas,
e
taes
que
muitas
senhoras
e
familias
se
arreceiam
de
lá
passar.
E’
também urgen
te
fazer
entrar,
desde
já,
na ordem
e
ta
par
a
bocca a
umas
donzellas,
que
de
moram
alli
em frente
do
Coliegio
Novo,
porque
as
creanças d’
arnbos
os
sexos,
que
lá
se
asilam,
não
pódem
estar
ouvindo
lo
dos os
dias
a
linguagem
torpe
dos
pro
stíbulos.
Voltaremos
a
este
assumpto,
qne
bem
o
merece.
Terminaram
no
dia 30
as
formaturas
de
Medicina e
bem
trislemente.
Este
dia,
que
quasi
todos
os annos
costuma
ser
de
festa
para
Coimbra,
passou
desapercebido
n
’
este,
porque
os
estudantes
não
festeja
ram
a
sua
formatura.
Procedem
assim
por
espirito de
boa
camaradagem
e
fra
ternidade,
quando
algum
dos
condiscípu
los
fica
reprovado,
como
este
anuo
acon
teceu.
Todavia
tem havido,
muitos
janta
res
particulares;
e
as
musicas, que
neu
tros
annos percoiriam
as
ruas
da
cidade,
locando
á
porta
de todos
os
lentes,
teem
apenas
ido
topar
á
porta d
’alguns
estu
dantes
distinctos
e
das
suas
relações.
A
Universidade
está,
pois,
fechada por
este
anno, devendo
lazer acto
em
outu
bro
alguns estudantes do
l.°
anno
dal
gumas
faculdades,
aquem
falta
algum
exame,
ou
que,
estavam
envolvidos
em
pro'essos
académicos.
Ao
académico
Burnay,
do
2
°
anno
de
Medicina
e ao
quintanista
de
Direito, San
tiago,
foi
commulada
a
pena
d
’exclusão
da
Universidade,
a
que
tinham
sido
condem-
nados,
como
disse
n
’
uma
das minhas ul
timas
correspondências,
em
oito
dias
de
prisão,
podendo
fazer
os
seus
actos.
Nu
lyceu
continua
o
serviço
dos
exa
mes
d’
esta
circumscripção.
As
disciplinas,
em
que o
numero
de
reprovados é
igual
ao dos
approvados
ou
excede
são
Francéz,
Latinidade,
e
Lógica,
em
poucos dias.
Em
Francez
ha
duas
mezas.
N
’uma está
fa
zendo
serviço
o
nosso
amigo
dr.
João
Ma
noel
Correia,
d’
essa
cidade,
que
é
muito
estimado
aqui
pelos
seus
collegas,
e
por
lodos, que o
conhecem
peio
seu
espirito
esclarecido
e recto.
Nós
damos
os para
béns
ao
nosso
amigo
pela
prudência, que
tem
mostrado
em
circumstancias
melin
drosas,
em
que o
collocaram,
e
pelo
seu
opluno
comportamento, como
examinador.
U
snr.
Correia
é
dos
poucos
examinado
res,
que
sabe
interrogar
as
creanças,
e
qne
sabe do
que examina. Oxalá
que
to
das
as
nomea-ções
de professores
fossem
tão
acertadas
como
esta.
Até breve.
salubres,
incommodos
ou perigosos-, na
termos
dos
regulamentos;
3.
®
Exercer
a
fàscalisaçéo
necessária
sobre
os
estrangeiros
residentes
no
seu
districto;
4. ®
Conceder
passaportes,
nos
lermos
dos
regulamentos;.
3.®
Promover
a
sustentação
dos
presos
e
melhoramento
das
cadeias;
6.
®
Regular,
comapprovação
do
governo
a
policia
das
mulheres prostitutas;
7. ®
Conceder
licenças para
lheatros
e
espectaculos
públicos,
na
capital
do
di
stricto;
8.
®
Dirigir
o
serviço
sanitario
do<
di
stricto;
9.
®
Conceder
licenças para
as
casas
de
empréstimo
sobre
penhores,
não
se
comprehendendo na
disposição
d’este
nu
mero
os
bancos, monte-pios,
montes
de
piedade
e
sociedades
de soccorros matuos
e
outros
estabelecimentos, cujos
estatutos
são
approvados
pelo
governo;
10. ®
T
roar
providencias
policiaes
so
bre
as
loterias
&
rifas
auclorisadas,
casas
publicas
de
jogo,
hospedarias,
estalagens
e
similhanles;
11.
®
Tomar
providencias
policiaes
sobre
mendigos,
vadios
e
vagabundos;
12.
®
Tomar
providencias
policiaes
sobre
músicos
ambulantes,
pregões
nos
logares
públicos,
toques
de sinos,
fogueiras
e
fogos
de
artificio;
13.
®
Tomar
providencias
policiaes
ácer
ca
dos
estabelecimentos
onde
se
inculcam
quaesquer serviços;
E
em
geral
executar
e
fazer executar
todas
as
leis
e
regulamentos
de
pobeia.
Art.
183.®
O governador
civil,
ouvindo
o
conselho
de districtos,
póde
fazer
regu
lamentos
de
execução
permanente
sobre os
assumptos
de que
trata
o
artigo
antece
dente,
em
tudo
quanto
não
estiver
regu
lado por
lei
ou
pelos regulamentos
geraes
de
administração
publica.
Art.
186."
Ao
governador
civil
compete
a
tutela da
administração
das.
confrarias,
irmandades
e
institutos
de
piedade
on
de
benelicencia,
e
no
exercício d
’
eslas
func
ções
pertence-lhe,
precedendo
consulta
do
conselho
de
districto:
1.
®
Regular
a
sua
administração,
em
harmonia
com os
fins dos respectivos
esta
tutos;
2.
®
Approvar
os
seus
orçamentos;
3.
® Dissolver
as
mesas
ou
admimsira-
ções,
nomeando
commissòes
que
adinini-
strem
provisoriamente até
á
epocha
da
elei
ção ordmaria,
quando
não
julge
conveniente
antecipar a
eleição.
§
unico.
Não
são comprehendidos
iTeste
artigo
os monte-pios
nem quaesquer
outras
associações
exclusivatne.nie
de
soccorros
muluos.
as
quaes
todavia
ficam
sujeitas
á
vigdancia
e
inspecção
do
governador
ci
vil,
que
dará
parle
ao
governo
dos
abusos
que
notar.
CODIGO
ADMINISTRATIVO
TITULO
VIII
Doa
magistrados
e
empregados
administrativos
[Continuação]
CAPITULO
I
Do
governador
civil
e
dos
empregados
da
secretaria
do
governo
civil
SECÇÃO
i
Do
governador
civil
Art.
180.°
O
governador
civil
é
da
livre
nomeação
do
governo,
e
presta juramento
nas
mãos do
ministros
e
secretario
d
’estado
dos
negocios
do
reino.
Art.
181.°
O
governador
civil é
obri
gado
a residir
na
capital do
districto.
Art. 182.®
O
governador
civil
tem
sub
stituto
nomeado
pelo
governo.
§
unico.
Nas
faltas
e
impedimentos
simultâneos
do
governador
civil e
do
sub
stituto,
servem
interinamente
os
vogaes
do
conselho
de
districto
pela ordem
da
nomea
ção
Art.
183.®
Como
delegado
e represen
tante
do
governo, compele
ao
governador
civil:
1°
Mandar
proceder
ás
eleições
de
todos
os
corpos
e
auctoridades eleclivas,
nos dias
para
esse
fim
designados
peias
leis;
2
0
Abrir
e
encerrar
as
sessões
da
junta
geral
do
districto;
3. °
Fixar o
numero
dos
amanuenses
e
officiaes
de
diligencias
das
administrações
dos
concelhos, precedendo audiência da
camara
municipal;
4.
®
Transmittir
as
leis,
regulamentos
e
ordens
superiores
ás
auctoridades
subalter
nas,
dando-lhes
as
instrucções
convenientes
para a
sua
execução;
o.”
Exercer
inspecção
geral
e
superior
sobre
a
execução
de
todas
as
leis
e
regula
mentos
de
administração;
6
®
Mandar
orgamsar
a
estatística
e
ca
dastro
do
districto;
7.
°
Mandar
processar
as
folhas
dos
or
denados
e
outros
vencimentos
dos
emprega
dos,
uos lermos
dos
regulamentos;
8.
"
Nomear
para
lodos
os
empregos
de
administração
para
qne a
lei
dá
competên
cia.
ou
que
não
lêem
por
lei
modo
especial
de
nomeação;
9.
®
Dar
ou
mandar
dar
posse
a
todos
os
empregados que
estão
debaixo
da
sua
direcção.
e suspendel-os
do
exercício
e
vencimento,
dando
iminediatamente
conta
ao
governo;
10
0
Dernittir
os
empregados
de
sua
nomeação;
11. ®
Conceder
licença
aos empregados
seus
subordinados;
12. ®
Tomar ou
mandar
tomar
por
seus
delegados
o
juramento
aos
funccionaiios
públicos;
13.
®
Exercer,
a
respeito
dos
bens
e
rendimentos
da
fazenda
publica,
as
diver
sas
funcções qne
lhe
incumbem
as
leis
e
regulamentos
tiscaes;
1
l.®
Approvar,
ouvido
o
conselho
de
districto,
os
estatutos
das
associações
e
e
institutos
de recreio,
instrucção
publica,
piedade
e
benelicencia;
13.®
Superintender
os
estabelecimentos
de
instrucção
primaria
e.
secundaria,
nos
termos
das
leis
respeclivas, dando
annual-
mente
conta
ao
governo;
16.°
Examinar,
sempre
qu.e
o
julgar
necessário,
o
estado
dos
cofres,
quer
pú
blicos,
quer
das
corporações
e
estabele
cimentos
públicos,
e
verificar
a sua
es-
cripiuração;
í7.®
Vigi
«r
uo
exercício
da
auctoridade
ecclesitislica,
dando
conta
dos
abusos
que
notar;
18.°
Superintender
cm
lodos
os
ma
gistrados,
funecionarios
e
corpos
admini
strativos
do
districto, e
em
todos
os
obje
ctos
da
cmnpetencia
d
’elies.
.
Art
18i.° No
que respeita
á policia
do
districto
compete
ao
governo
civd:
1.
®
Dar,
executar
e
fazer
executar
to
das
as
providencias
necessárias
para
man
ter
a
ordem
e
segurança
publica,
auxi
liando-se
para
esse
fim
da
força
que
tiver
á
sua
disposição,
ou
requisitando
a
que
fôr
necessária;
2.
°
Concedei"
licença, ouvido
o conse
lho
de
districto,
aos
estabelecimentos
in
ORIENTE.
«I®
Síerlisn.
(CiMilinuaeàu)
A
parle
do Monlenegro
Art.
24.®
A
independehciâ
do
Mou-
tenegro
tica
reconhecida
pela
Sublime
Por
ta
e p>r
todas
as
altas
partes
contratan
tes que
não
a
tinham
ainda
aceeite.
Art.
23.®
As
altas
partes
contratan
tes
estão
de
açcordo
ácerca das
condições
seguintes:
No
Montenegro a
distincção
das
crenças
religiosas
e
das confissões
não
po-
derá
ser
opposta a
ninguém
como um
motivo
de exclusão
ou
incapacidade,
no
que
diz
respeito
ao
goso
dos
direitos
ci
vis
e
políticos,
á admissão
aos
empregos
públicos,
funcções
ou
exercício
das
difc
ferentes
profissões
e industrias,
seja
em
que
localidade
fôr.
A
liberdade
e a
pro
*
tica
exterior
de
tulos
os
cultos
serão
afiançadas
a
todos
os
emigrantes
do Mon
tenegro,
assun
como
aos
estrangeiros,
e
nenhum
estorvo
se
opporá,
quer
á
erga-
nisação
hierarchica
das
diílerentes
coininu-
nhões,-
quer
ás
suas relações
com
os
seus
chefes
espirituaes.
Art.
26.®
As
novas
fronteiras
do Mm-
tenegru
serão
lixadas
como
segue:
O tra
çado
que
parle
de Limobeddo,
ao
no'te
de
Klobuk,
ao
Tresbisnica,
desce
para
Grand-Carevo,
que
lica na
província da
Herzegovina,
depois
sobre
o curso d
es
se
rio até
a
um
ponto
situado
a
uni
k>
*
lomelro
agua
abaixo
do
confluente do
L0-
pelica,
e
d
’alli
alcança pela
linha
’
>WS
curta,
os
montes
que
bordam
o
Tresbis-
nica.
Dirige-se
em seguida
para
Pdatova,
deixando
esta
aldeia
ao
Montenegro,
de-
pois
continua pelos
montes
na direcção
nené,
conservando-se
tanto
quanto
possí
vel
a
unia
distancia
de seis kilometros
da
estrada
Bilek
Korilo-Gracko,
até
á
gar
ganta
situada
entre
o
Sarnina,
Plamina
e
0
monte
Curilo,
d
’onde
se
dirige
a
este
por
Vralkovick
deixando
esta
aldeia
á
Herzegovina,
até
ao
monte
Orline.
A
par-
tír
d
’
este
ponto,
a
fronteira, deixando
g
avno
ao
Montenegro,
avança
directamen-
ie
pelo
nor-nordeste,
atravessando as
grim
pas
do Lebe<nsnik
e
do
Volujak,
depois
desce
pela
linha
mais
curta
sobre
o
Piva,
que
atravessa,
e
alcança
o Tara, passan
do
entre
Orkvice
e
Noeline.
D’este
pon
to,
sobe
o
Tara
até
Rojkovac,
d
’
onde
se-
goe
a
cristã
da
barbacã
até
Siskjezero.
A
partir
d
’esla
lolcalidade,
confunde-se
com
a
antiga
fronteira
até
á
aldeia de Soku-
|
a
re.
D
’
ahi
a
nova
fronteira
dirige-se pe
las
cristãs
da
Mokra
para
o
Montenegro,
depois
alcança
o
ponto
2:166
do
mappa
do
estado
maior
austríaco,
seguindo a
ca
deia
principal
e
a
linha
divisória
das aguas,
entre
o
Lom, de
um
lado, e
o
Drin, as
sim
como
do
Cicova
(Zom),
do
outro
Con
funde-se
em
seguidacom
os limites
actuaes
entre
a
tiibu
dos
Kuaedrokalovici,
de
um
lado,
e
Kuela
Krajna,
assim
como
as
tri
bos
dos Klemasti
e
Gradi
do outro,
até
á
planície
de
Podgorica,
donde se dirige
sobre
Plawnica
deixando
á
Albania
as
tri
bos
dos
Gradi
e Holi.
D'aqui,
a
nova
fronteira
atravessa
o
la
go
proximo
da
ilhola
de
Gorica
Topai,
e
a
partir
de
Gorica
Topai alcança
dire-
eiamente
as
cumiadas
de Creta,
d
’
onde
segue
a
linha
divisória
das aguas
entre
Jlogurede
e
Kalmad,
deixando
Micovie
ao
Montenegro, e
reunindo
o
mar
Ariatico
ao
Drue.
Ao
m
roeste,
o
traçado setá
for
mado
por
uma
linha
passando
da
costa,
entre
as aldeias
Susanna
e
Zubei;
e
con
finando
com
a
ponla
extrema
sudoeste
da
fronteira
aclual
do
Montenegro sobre
a
Vrosisa
Plania.
Arl.
27.u
Aulivari
e
o seu
litloral
são
aiuipxados
ao
Montenegro
sob
as
condições
seguintes:
As
regiões
situadas
ao
sul
d
’
este ter
ritório,
segundo
a
delimitação
acima
de
terminada, até á
Boyana,
coraprehenden-
do
Dulçinja,
serão
restituídas
á
Turquia.
A
communa
de Spizza,
até
ao
limite
se-
plõntrionai
do
terrilorio
indicado
na
des-
cripção
circuinstanciada
das
fronteiras,
se
rá
incorporada
á
Dalmacia.
Haverá
plena
e
inteira
liberdade
de
navegação
no
Boyan-
na
pelo
Montenegro.
Não
se
construirão
fortificações sobre
o
percurso
d
’este rio,
á
excepçào das
que
forem
necessárias
para
a
defesa
locai
da
praça
Je
Scutari,
as
quaes
não
se
estenderão
além
de
uma
distancia
de
seis
kdomelros
d
’
esla
cidade.
0
Montenegro
não
podt
rá
ter
navios nem
bandeira
de guerra.
O
porto'
de
Antivãri
e
todas
as
aguas
do Montenegro
censervar-
se-háo
fechados
aos navios
de
guerra
de
todas
as
nações.
As
fortificações
situadas
entre
o
lago
e
o
litoral
montenègrino
serão
arrazadas,
e
não
se
poderá
erguer
outras
novas
n
’
esla
zona.
A
policia
marítima
e
sanilaria. tanto
rrn
Antivãri como
ao
|ongo
da
costa
do
Montem
gro,
será
exercida
pela
Austria-
Hutigria
por meio
de
navios
ligeiros
guar
da-costas.
O
Montenegro,
adoplará
a
legis
lação
marítima
em
vigor
na
Dalmacia
Pelo
seu
lado
a
Aulria
Hungria
coiiipro-
nieiie-se
a
conceder
a
sua
protecção
con
solar
á
bandeira
mercante
montenegrina.
O
Montenegro
deverá
enten.ler-se
com
a
Anstria-Hungria
ácerca do
direito
de
construir
e
conservar atrávez
do
novo ter
ritório
monlenegrino
uma
estrada
e
um
caminho
de
ferro.
Inteira
liberdade
de
coinmunicação
será
assegurada
nos
cami
nhos.
Art.
28.°
Os
musnlmanos,
on
outros
que
possuírem
propriedades
annexas
ao
Montenegro;
e que
quizerem
lixar
a
sua
residência
fóra
do
principado,
poderão
con
servar
os
seus
bens
immoveis,
arrendan
do-o,
ou
fazendo-os
administrar
por ter
ceiros. Ninguém poderá
ser
expropriado
senão
legalmente,
por
causa
de
interes
se
publico,
e
mediante
uma
indemnisação
antecedente.
Uma
commissão turço-m
mle-
nCg'ina
será
encarregada
de
lixar,
tio
es-
Paço
de
tres
mezes,
to
los
os
negocios
re
lativos
ao
modo
de
alienação,
de
explora-
Çao e
de
uso
por
conta
da
Sublime
Por-
ta<
das
propriedades
do
estado,
das
fun
dações
piedosas-
(vacoufs),
assim
como
as,
festões
relativas
aos interesses
dós
par-
bcuíares
que
alli
se
encontrassem
com-
Promeltidos.
O
principado
do
Montenegro
enténder-
St
ha
diréctamente
com
a
Porta
Otloma-
aa sobre
a
instituição
de agentes
monte-
negrinos
em
Constantinopla,
e em
certas
localidades
do império ollomano, onde
es
ta
necessidade fôr
reconhecida.
Os mon-
tenegrinos
que
viajarem,
ou
se
demorarem
no
império
ollomano,
serão
submettidos
ás leis
e
ás
autoridades
oltomanas,
con
forme
os
princípios
geraes
do
direito
in
ternacional
e
os
usos estabelecidos
com
respeito
aos
inontenegripos.
Art.
29.
e
As
tropas do
Montenegro
deverão evacuar,
no espaço de vinte
dias,
a
partir
da
assignatura
do
presente
tra
tado, ou
mais
cedo
se
possível
fôr, o
território
que
occupam
aciualmente
fóra
dos
limites
do
principado.
Ari.
30.°
Como
o
Montenegro
deve
fazer
face
a
uma parle da
divida
publi
ca
oltomana
respecliva
aos
novos
terri
tórios
que
lhe
são atlribuidos
pelo
tra
tado
de
paz,
os
representantes
das
potên
cias
em
Constantinopla
determinarão
a
somma
total,
de
accordo
com
a
Sublime
Porta,
sobre
uma
base
eqpitativa.
rw
ibi
mtiii
iwi
ramwMMKxaaMaMnBBEa
Festejos
para
a
entrada
da
sajjrada
imagem
<le
IV.
Senhora
«Sa
Coneeição.—
Tendo
a
Commissão
do
Monumento
do
Sameiro feito
um
convite,
que
nós
publicámos,
para
se
illuminarem
as
frontarias
dos
templos d
’
invocação
da
SS.
Virgem,
alguns
cavalheiros
da
rpa
Nova
constiluiram-se
em commis-ão
para
promoverem
os
festejos que
abaixo
indi
camos. Fizeram
para
isso
um peditório
pelos
moradores
da
Porta
Nova,
Praça
de
Alegria,
largo
de
S.
Miguel
e
Carvalhei
ras,
reunindo
cêrca
de
40&000
reis
d’
es-
molas. Não
mencionaremos
os
devotos
que
as deram,
para
não
ferir
susceplibilidades:
no-entanto
não
pudemos
deixar
de
de
clarar
que
o exc.mi* snr.
Jeronymo
Pi-
mentel deu,
por
si
e
em nome de
sua
sogra,
a exc.,na snr.a
D.
Maria
G'acinda,
a
quantia
de 9$000
reis.
Os
festejos
consistirão
no
seguinte:
il-
luminar
e
embandeirar o'arco
da
Porta
Nova,
dos
dois
lados,
por
se
achar
no
do
oriente
o
oralorio
de N.
Senhora
de,
Nazarelh;
embandeirar
toda
a
rua
d
’
An-
drade
Corvo,
alé
á
estação
da
via
íeirea,
pelo
qual
locará
uma banda
de
musica;
á
entrada
da
sagrada Imagem
serão
lan
çados
na
Praça
d
’Alegria
dois
numerosos
bòuquets
das cores
symbolicas
da
SS.
Virgem
da
Conceição.
Recebe
quaesquer esmolas
para
esle
fim o
snr.
Manoel
Casimiro
da
Costa, ouri
ves,
rua
Nova
n
0
3.
Consoante
augmentarem
os
donativos,
assim
augmentarão os
festejos.
Masiiva
hupurtante.
—
A
commis
são administradora
do
real sanctuario do
Bom
Jesus
do
Monte
recebeu
do
Rio
de
Janeiro uma
ordem
em
seu favor
da
quantia
de
réis
4:200$')00,
para
con
tinuação
dos
melhoramentos
d
’
a.quelle
lo
cal.
Esta
quantia
representa
parte
dos
ren
dimentos de
12:006^000
réis
que
ha
12
annos
foram
legados
ao
mesmo
sanctuario,
por um
indivíduo
de Caminha,
residente
por
muito
tempo
no
império do
Brazil,
e
sobre
os quaes
havia
um
liligio
por
par
te dos
herdeiros do
fallecido,
que
foi
de
cidido
a
favor
do
mesmo
sanctuario.
JHetliodo
de
Juáa
tio
E2ewa.—
Lê-se
na
«Civilisação»
de
Poeta
Delgada
que
o
snr. Henrique das Neves,
illustrado
tenente
de
caçadores
11,
indo
destacado
para
a
Ribeira
Grande
aproveitou
as
ho
ras
desoccupadas
dos
soldados,
endnando
a
lêr
aquelles
que
assim
o
desejassem,
pelo
tnelhodo de
João
de
Deus.
Em
vinte
e
tantas
ficções
7
soldados
ficaram
sabendo
lêr,
e
tres
d
’
elles
escrevendo
lambem
cor-
reçtamenle.
E
’
aliamenle significativo
esle
facto,
e
Gz
honra
tanto
ao
auctor
do
melhpdo,
como
ao
snr.
Henrique
das Neves,
oflicial
illustradissimo
do nosso
exercito.
G
resas-io.
—
Dizem
algumas
veses
que
o
rezar o
rosário
é
devoção
de
mu
lheres.
ides
'êr se assim
é:
O illtistre
Bossuet,
um
dos
maiores
génios
do século
de
Luiz
XIV,
nãosómen-
le
recitava
assidu
imenle
o
seu rosário,
mas
fez-se inscrever
nos
registros
da
con
fraria do
Santíssimo
rosário,
no
convento
dos Dominicos
da
rua
de
S.
Thiago,
em
Paris,
em
áata
de
10
d
’
agosio
de
16S
).
Ém
seguida a
elle
devemos
nomear
lodos
os
iiisiituidores
ou
relormadores
das
Con
gregações
modernas: S.
Francisco
de
Sai-
les, S.
Vicente
de
Paulo,
o venerável
João
Baptista
de
la
Silie,
o situo cardeal
de
Berulle:
o
piedoso Oiier, fanladir
e
primeiro
superior
do
seminário
de 8. Sul-
picio,
assim
como
muitos
outros.
Melhor
que
isto,
os
reis
e
os
grandes do
mundo
imitaram
estes
homens
celebres:
póde
ci
tar-se
Eduardo
Hl
rei
de
Inglaterra,
ó
im
perador
Carlos
V,
Sigismundo
e
Casimiro
reis
da
Polonia,
S. Luiz, Francisco
I,
Luiz
XIV,
Luiz
XVI
e
muitos
outros
reis
de
França
que
faziam profissão
publica
d
’
es-
la
devoção.
O
palre
Rua,
sabio reli
gioso
da
companhia
de
Jesus,
conta
que
um.
dia,
sendo
admittido
á
audiência
de
Luiz
XIV,
o
achou
recitando
o
seu
rosa-
rio.
O
religioso
snão
póde
deixar
de
se
mostrar
surprehendido.
«Pareceis
surpre-
hendido,
lhe
disse
então
o
rei,
de
me
ve
res
recitar
o
rosário;
eu glorio-me
muito
com isso,
é uma
gloriosa
pratica
que
me
ensinou
minha mãe,
e custar-me-ha
muito
passar
um
dia
sem
a
cumprir».
Não
nos
envergonhemos,
pois,
de
pra
ticar
uma
devoção
que
foi
a
de tão
gran
des
homens,
esempre
que
a
pratiquemos,
appliquemol-a
pelo
allivio
das
bemdilas
al
mas
do
Purgatório.
«Jue
esperSaíbsío!
—
Observa
a
«Es
perança»
que
um
jornal
revolucionário
disse
ha
dias:
<iOs
jesuítas
queimaram Joanna
d’
Arei.
O
velhaco
devia
lembrar-se
que
Joanna
d
’Arc foi
queimada
pelos
inglezes
em
1431,
cem annos antes
de
ser
fundada
a
ordem
dos
Jesuítas;
o
seu
fundador
Santo
Ignacio
de
Loyola
ainda
não
linha
nascido,
quando
morreu
Joanna
d
’Arc
Esta
é
mais
uma
calumnia
assacada
aos
jesuítas
como lantas outras que
os
ini
migos
da
verdade
e
da
justiça
teem
le
vantado
contra
o
Santo
Instituto
de Santo
Ignacio.
Qnem
são
os
inimigos e
calumniado-
res
dos
jesuítas?
São os
judeus
os
here
ges,
os
maçons, os
revolucionários,
os.
Ím
pios
e
tudo
quanto
é
revolucionário
e ami
go
do progresso
sem
Deus.
Nada
mais
se
ria
necessário para
justificar
os
jesuítas,
se
elles
o
não
bvessem
sido
milhares
de
vezes.
«Joiesíã®
<t<»
carãesrate.
—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são os que
seguem:
Londres
l—O
«Times»
censura
o
di
scurso
de
Gladslone
por
anti
patriótico.
As
ultimas
noticias de
Constantinopla
dizem
que
os
turcos
evacuaram
Batoum.
Diminue
a
insurreição
em
Serajevo.
Espera-se que
a
occupação
austríaca
se
realise
paciticamentò.
O
czar
chamou
a
S.
Petersburgo
o
mi
nistro
grego o
snr.
D-liamnys.
Os
russos
fazem
lodos
os
preparativos
para o
regresso
á
patria
por
mar
e
por
terra,
das
tropis existentes
na
Roumania
e
Bnlgaria.
Vienna 1
—
Passou
Ivje
a
fronteira
da
Dalmacia,
entrando
na
Herzegovina,
uma
divisão
de
tropas
austríacas.
As
populações
m
o
*
t
r
a
rn
-
s
e
f
a
v
ot
a
v
e
i
s
.
Parecem
melhores
as
disposições
da
Porta
para
cumprir
o
tratado de
Berlim.
Londres
2
—
Segundo
annuriciam
hoje
vários
jornaes
inglezes,
está
projeclada
uma
entrevista
de
conspiradores
da
Allemanha
e
Áustria,
em
Salzburgo.
Na
camara
dos
deputados
continua
a
discussão
ácerca
do congresso
de
Berlim.
A
opposição
mostra-se
muito
animada. O
deputado
Lorvc
concluiu
o
seu
discurso,
dizendo
que
se
deve
modificar
o
preroga-
tiva
que
a
rainha
tem
de
fazer
nos
tra-
ctados.
O
marquez.
Salisbury
respondeu
a
uma
deputação
e
affirmon
que
as ribações
da
França
e
da
llalia
com
a
Inglaterra
são
aniigaveis
como
eram
anler
da
convenção
relativa
a
Chipre.
Paris
2
—Diz
um despacho
de
Constan
tinopla
que
se
trama
alli
para
derribar
do
poder
Sâivel-Paçhá
afim
de
se voltar ao
tractado
de
S.
Stefanio
com
o
protectorado
da
Rrissia,
e
que
o
Sulião
parece
adherir
a
Totlében
na
recusa
das liopas
russas
se
retirarem
de
S.
Stefanio
antes
da
retirada
da
esquadra
ingleza.
A
Rússia
nega-se
a
entregar
o
resto
dos presioneiros
se
a
Turquia
não
reem
bolsar
as
despesas do
sustento.
A
Pérsia
pede
á
Turquia
a
cessão de
Rotouz.
Vienna
2-Os
austríacos chegaram
a
Banyalnks,
na
Bosnia.
Â
população
de
Sarajevo
expulsou o
cônsul
austríaco
Mrmãs
«Be.
©A»
’
5das5e.
—
Em
menos
A
irmã
Eynaud,
l.°
de
Março,
18
an
nos
de
vocação.
A
irmã
Fabre,
17
de
Março,
22
annos
de
vocação.
A
irmã
Durand.
23
de
Março,
43
an
nos
de
vocação.
A irmã
Lanli,
26
de Março,
29
annos.
de
vocação.
A irmã
Mayard,
2
d
’Abril,
25
annos
de
vocação.
A
irmã
Berleli,
9
d
’Abnl,
11
annos
de
vocação.
A
irmã
Leon, 15 d’
Abril,
28
annos
de
vocação.
A
irmã
Poissemux,
19
d
’
Abril,
28
an
nos
de
vocação.
A irmã Deschuystencer, 19
de
Maio.
A
irmã
Vazeiile,
30
de
maio,
22
annos
de
vocação.
O
martyrio
d
’
estas
irmãs
é
talvez o
quinhão
que
toca
á
França
da
historia
da
França
no
Oriente.
Estas
irmãs
moi-
reram
viclimas
da
caridade,
fieis
á
honra
do
Christo
e á
honra
do
seu
paiz.
Victoria
Larmenier,
nascida
n
’
uma pe
quena
villa
da
Bretanha,
d
’uma
antiga
familia
desde
ha
muito
tempo estabelecida
em
Rennes,
acaba
de
morrer;
era
uma
d
’eslas
almas
religiosas cuja
fé
dedicada
se
manifestava
por
obras
de
miserico;
dia.
A irmã
S.
Basi>io,
cuja
morte
na
eh—
de |de
cincoenla
annos será
piofund
mente
sentida
e
chorada
por
muitos que
a co
nheciam
e
consideravam
com
um
aflecto
filial,
—
veio para
Inglaterra em 1830,
en
carregada
da
missão
de fundar uma
casa
para
os
pobres
velhos
e
doentes, e
para
os
meninos
abandonados
e
incuráveis.
A
clareza
do
seu
juizo,
sua
firmeza
e
a
nobresa
de
seu espirito,
unidos
a
uma
fé
firme
na
divina
Providencia,
a
ajudaram
a
vencer grande
numero
de
difliculdades.
Ella
chegou a
estabelecer
a
instituição co
nhecida
sob
o nome
de Nazarelh
House
(casa
de
Narareth),
em
Hamersmilh,
sobre
bases
por tal
modo
solidas
que
os
bene-
ticios
tem
se
espalhado
até
Aberdeen
(Es-
cossia),
e d
’
alli
sucessivamenle
para
Gar-
diíf,
Oxford,
Soulhend,
Nor
thampton,
Belfasl,
e
Noltingham; nas
quaes
cidades
outras
casas,
sob
a
direcção
da
casa
màe,
foram
abertas
aos
doentes
e
afflictos.
canml «Be
S«se®.
—
O
numero
de
navios que atravessaram
o
canal
gigantes
co
de
Suez,
durante
os
quatro
primeiros
me
zes
do
presente
anno,
é
de
620;
durante
igual periodo
de
1876
foi
de
613,
e
de
576
durante
o
mesmo
em
1877.
As
en
tradas
da
companhia
durante
os
quatro
mezes
referidos
subiram
a 11.519.000
francos,
e
tendo sido
em 1877 de
12
139.700,
e
em
1876
de 11280.000.
ihíTvãío
iremur
<5e
terra.
—
No
anno
de
1581.
no
districto
de Chou-
guiano,
cidade
do
Per
ú,
mais conhecida
hoje pela
cidade
da
Paz,
sentiram-se vio
lentes
tremores
de
terra,
e
uma
parte
da
cidade
foi
deirnbaoa.
O
que
porém
houve
de
mais extraor
dinário
foi
o
vêr
a
aldeia
india
de Au-
goango
mudar
de
sitio.
Todo
o
terreno
sobre
que
existia
esta
aldeia,
elevado
pela
explosão
dos fogos
subterrâneos,
esmrre-
gou
sobre
a
terra
como
um
torrente, e
foi
parar
a
legoa
e
meia
de
<1
slancia
da
sua situação
primitiva,
assentando
sobre
o
leito
de um lago,
que
immediatamente sec-
cou.
A
descida
verificou-se com
tal
rapi
dez
que
caíram
grande numero
de
casas
e
grande numero
de
seus
habitantes
fo
ram
soffocados
on
pelos
vapores
sulphu-
reos
que
se
espalharam,
ou
pela
compres
são
do
ar:
muitas
casas,
porém,
ficaram
iniactas e
alguns
iudios
sobreviveram
a
tão
terrível
calaslrophe.
CHEG.WÃ
M
SÀCR1 Hl.íGEM
DE
H
SENKOllÀ
DA
COACEJÇÃÔ.
A
iiltisíre
Aommissão
do
Mo-
niioienlo
do
San
eiro fez
a
s.
exc
”
revdma
o
sar.
arcebispo
Primaz
o
seguinte requ mirneiito:
Kxc.
m>
e Revd.
nn
Snr.
de
quatro
mezes,
desde
27 de Fevereiro
a
30
de Maio,
onze
irmãs
da
cai
idade
morreram
tratando
dos
doentes
nos
hospi-
taes
pestil
nciaes
de
Constantinopla.
Os
Anuaes
da
Congregação da
Missão
publicam
os
nomes.
d
’
es.tas
martyres,
com
seus
estados
de
serviços.
São
as seguintes:
A
irmã
Guilhemand,
27
de
Fevereiro,
43
aunos de
vocação.
O
Presidente
e
membros
d.t
Coinmissão
do
.Vkimimeiil.o
de
Nossa
Senliora
da
C >ttc.
içãu
do
mOnte
Sameiro, le
ti
re>o.~
vido
iozer
conduzir
ro
propiso
caixão,
em
que
foi
remet
ido
do
Roma,
e
que
aqui
deve
chegar
no
comboio
da
tarde do
dia
7
proximo.
a
Sagrada
Imagem
da
Santíssima Virgem p ira
a
Egre
ja
do
Populo
ou
outra
qualquer
que
lhe
for
franqueada,
e
no
dia immediato
apresentando-a
á veneração
publica,
expor
o
Santíssimo
Sacramento todo
o
dia
com
missa
solemne,
sermão,
Te-Deum
e
bênção.
Pretendem
mais
conserval-a
alli
até
á
ma
drugada
do
dia
25,
na
qual,
pre
cedendo trez
dias
de
preces,
será
conduzida
em
peregrina
ção ao
Real
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte,
trasladando-se
d
’
ahi
para
a
sua capella
em
con-
strucção,
logo
que
se
ache
em
condições
de
a poder receber.
Os
supplicantes
desejam
que to
dos
estes
actos
se acompanhem
de
signaes
de
rcgosijo
publico,
ccmo
toques
de
sinos
e
outros,
fí
por
que
necessitam
de
licen-
sa,
por
isso
P.
a
V.
Exc.a Revd.
mi
se
digne
conceder-lha.
O
venerando
Prelado
deferiu
na
fórma
requerida
pelos sup-
piicantes.
Colleipo
dos Órfãos
de
S.
Cae/ano
Não
se
tendo
verificado
a arrematação
annunciada,
a
Commissão administrativa
do
Collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano
faz
publico
que até
o
dia
11
do
corrente
inez
ás
onze
horas
da
manhã,
recebe pro
postas
em
carta
fechada,
para
a
adjudi
cação
da
demolição
e apeamento
da
par
te
de
pedra
dos
edifícios
situados
nas Car
valheiras, onde
tem
de
ser erigido
o
novo
edifício
do
Collegio,
ein
conformidade
com
as
condições
patentes
na
secretaria
do
mesmo
Collegio, que
pódem
ser
examina
das
lodos
os
dias
não
santificados,
desde
as
9
horas
da manhã até ás
3
da
tarde.
As
propostas
deverão
conter
a
decla
ração
de
que os
proponentes
se
prestam
a
depositar
no
cofre
da
administração
a
importância
de
5
por
cento
do
preço
da
adjudicação,
por quanto
se
offerecem
a
fazer
a
demolição
e
apeamento
indicado,
e
o nome
do
concorrente.
As
cartas
devern
ser
subscriptas
do
seguinte
modo:
—Proposta
para
a
demoli
ção
e
apeamento
da
parte
de
pedra
dos
edifícios
das Carvalheiras,
pertencentes
ao
Collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano.
No
dia
e
hora
indicada
serão
as pro
postas abertas na presença
dos
proponen
tes,
e
a adjudicação feita,
se
convierem
os
preços
offerecidos.
Braga
1
de
agosto
de
1878.
(1013)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’esta
cidade,
tendo
em
consideração
a avulladissima
despeza
que
está
custan
do
o fornecimento
de
pannos ç.
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha n
’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Linimento
BOYEJ1-MICHEL para caval-
los.
fazendo as vt zes
de fogo-e não deixando
v<-sii«ios
do
seu emprego
M
ichel
,
pharnn-
ceuiao
em
Aix (na Provença) França. —
Preço l.iioo
reis. — Em
I.i.la.H
<>
snr
Barreto,
Loreto,
n
0
28
—
30. ^25)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.
u 7
v
no campo
das
Carvalheiras, falle com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do Cam
po.
d’
esla cidade,
que
está
auctorisado-
para
este
fim.
(1006)
z
.~
Vende-se
uma
morada
de
casas,
í
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.
a
g
a
g
4
de 2
andares,
aguas
furtadas,
lojas.,
sotlo,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
AKItHM)4Ti
SE
Desde
o
proximo
S. Miguel, tres
pioradas
de
casas
de
2
andares,
construí
das
de
novo,
com
quintal
e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo
n
0
18,
20
e 22
Trata
se na
mesma
rua
n.°
17.
(943)
,
Aluga-se
a
casa n.°
88
da
rua
fe
da
Boa-Vista.
(906)
ARRENDA-SE
o
2.°
andar
da
casa
n?
11
em
a
rua
das
agoas
d
’
esta
ci
lade.
Tra
ta-se
com
seu
dono
na
mesma.
(984)
ANNUNUW
è
»
Companhia dos
Banhos de Vi-
zella
Sociedade
nnonyma
—
responsabi
lidade
limitada
São
convidados
os senhores accionistas
a
pagarem n
’
esla
cidade,
a
Antonio
José
Ferreira Caídas
no
campo
do
Toural
n.°
38,
até o
fim
do
corrente
mez,
a
4.
a
pre
stação
de
10$()00
reis
por
acção.
Guimarães 1
de agosto de
1878
Os
directores
Antonio José
Ferreira
Caídas.
Joaquim
Ribeiro
da
Cosia.
Anlonio
Peixoto
de
Mattos
Chaves.
(1015)
Dr.
Domingos Moreira
Guimarães.
(1002)
VENDA
DE
CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na r.ua
do
Paemante (la
do esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou separadas; trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio
Silverio
de
Paiva.
DINHEIRO A JURO
Até á
quantia
de
230:000
réis
dá-se
sobre
hypoteca
na
confraria
de
Santo
Amaro
da Sé Primaz.
Trata-se
com
o
thezoureiro
da mesma,
padre
Francisco
Lobo,
na
rua
do Poço
d
’
esla
cidade.
1014
Companhia
Edificadora e Indu
strial
Bracarense.
Sociedade anonyma
de
responsa-
■
idade
limitada.
Por ordem
do
Exc.mo
Presidente
do
Conselho
Fiscal
são
convidados
os Snrs.
Accionistas
d
’
esla companhia a reunirem-
se
em
assembleia
geral
ordinaria
no
dia
8
do
proximo
mez
de
agosto
pelas
10
ho
ras
da
manhã,
no escriptorio
da
compa
nhia
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
s
6
a
12,
para
os
fins
designados
nos
art.
27
e 28
dos
Estatutos.
Braga
e escriptorio
da
companhia
25
de
julho
de
1878.
O
secretario
(1009)
José
Pinto
Barbosa.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos, o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
PHARMACIA
A.
I).
ALVIM
Tem
deposito, das
aguas
mineraes
do
Gerez,
em
garrafas
de
8/0
e
vidros
de
4/0;
para
collegas
fornecem-se
com
abatimento
rasoavel.
Pomada
sympalhica,
para
destruir
de
prompto
o pello
da
cara
e mesmo
cabel
lo
em
grande
quantidade, sem
causar
damno
algum.
AGUA
DE
LA
REINA
—
Especifico
por
excellencia
para
tirar
toda
a qualidade
de
sardas
e
panno do
rosto, seja
qual
fôr
a
sua
origem.
A
FLOR DA
MOCIDADE
—
Infallivel,
para
restabelecer
aos
cabellos
e
a
barba
a
sua cór
primitiva.
O
vigor
do
Cabello
de Ayer.
OLEO DA
PÉRSIA
para
fazer
nascer
e
crescer
o
cabello. fortificando-lhe
a
raiz
e
dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se
os
referidos
preparados
na
Pharmacia
A.
D.
Alvim.
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMICO
PROPHITATICO
Esta
injecção
é
a
unica e
eíTicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de purgações
tanto antigas
como
mo
dernas, ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz, rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia
Madureira, rua do
Triunfo
n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Christal.
Preço
de cada
frasco—
400
rs.
(861)
TOSSIS
Os
Rebuçados
naytiiieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral e
ex-
pectorante,
são o
melhor
dos
remedios
até
hoje conhecidos
nas doenças tossicolosas.
Caixa
200 reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico deposito
no
Porto.
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Anlonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Alunicipal.
(994)
.
ASSWFCM
Kua
dos
Copellistas, 13
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço possível, a
saber:
chitas
largas bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom
panno.
a
80,
90,
100
e 110
o cavado;
ha
linda
len-
çaria
de
seda
e
selim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros proprios
para assoar;
guardasoes
de seda,
para homem
e
se
nhora;
casliçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos para
homem;
madopolões; me
rinos
brancos;
pannos
crús;
lenços
do
cambraela
de
linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
diílerentes
tamanhos; adere
ços
e
brincos;
sapatos
de
borracha, pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgoião. largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de
cores
em
algoção,
cassa,
sarja,
melim,
e
d
’
oulras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos; livros
de
missa;
peitos de bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d
’
arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
este
estabelecimento
ha
um
sortido
completo
de tudo
e
barato.
(858)
BESíTIST
A
VENDEM-SE
duas
tjioradas
de
casas,
uma
na
rua
do
Anjo,
com
os
n.°
s
11
e
11
A,
e outia
na
tua
de
D.
Pedro,
com
o
n.°
1; quem
as
perteuder
procure
o
dono
n
’
esla
todos
os
dias,
(exceptuando
os
dias
sanctificados),
desde
as
8
até
ás
40 horas da
manhã.
(978)
AGUAS MINERAES
Vendem-se na
pharmacia de
Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça d’
Alegria—
de
Vidago,
Verim,
d
’
Entre-os-Rios,
de
Sei-
dlitz,
das
Caídas
da
Rainha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Al
calinos
de
Moura
e de
Vichy.
(996-T)
Vende-se
para pagamento
de dividas,
uma
morada
de
casas,
èdificada
de
novo,
na
rua
da
Sé,
antiga
de
Maximinos,
desi
gnada
pelos
n.°
s
16 e
17, bem como
tam
bém
se
vende,
em
Santa Eulalia
de
Te-
nões, suburbios d
’
esta
cidade,
uma
pro
priedade
rústica,
chamada
da
Herdade,
toda
morada
sobre
si;
trata-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
94,
RUA DE D. PEDRO V, 94 E
Tem
para
vender
cal
branca,
l.
a qua
lidade
a
600
rs.
cada
60
kilos
a
corres
ponder
um
quintal;
dita
de
2.
a
qualidade
(a que
alguém
chama
de
l.
a
)
a
550;
cal
parda.
1.®
qualidade,
a
480;
dita
de 2 a,
450.
Para
grandes
encommendas é
ne
cessário
os
snrs.
consummidores
fazerem
as
suas
requisições
com
8
dias
de
antici-
pação,
para serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido
ha
20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n
’esta
cidade
quem
possa
fazer
mais
van
tagens,
tanto
nos
preços,
como
na esco
lha
dos
generos,
por
ser
seu
domno
estuca
dor
com
pratica
de
32 annos.
Todos
os
generos
serão
postos
nas
obras,
n’
esta
cidade,
sem
augmento
de
preço, quando
os
snrs.
consummidores
gastem
mais de
600
kilos.
(954)
ALUGAM-SE
as
casas n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURG1
'
ÇA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
i9.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
soa
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—5
Rua
Nova
de
Souza
5
—
Com estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores
e
de
es
criptorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
Instrucção Primaria e Francez
Na
rua
Nova
de
Santa
Cruz.
n-°
acha-se
aberto
um curso
de
Instrucça
Primaria
e
Francez,
que
é
regido
pe
ordinando
Antonio
Joaquim de
Mesquij
Pimentel,
e
por
seu
pae,
bacharel
em
direito
pela
Universidade
de CoiniW
•
Parte de Comércio do Minho (O)
