comerciominho_06071878_807.xml
- conteúdo
-
jETOBLSffAu
COMME»CiEU-,
REI
j
IGIOSA
>S
IWOTICIOSA..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA DIAS
DA COSTA,
RUA
NOVA
N.
3
E.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
...............................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios cada
linha. ....
Repetição....................................
PUBLICA-SE
850
40
30
10
ÃS TERÇAS.
QIOTÃS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASS1GNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600
;
10
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
................................
arau
N.°
807
g
BBA«A—SABBAW© 6 ©E
JULHO
»E
189»
A
A«s©®i»çS«»
Comaaereial
de
Br#-
ga
e o
horário do
caminho
de
ferro.
Reuniu
ante-honlera
a Associação
Com-
mercial
d
’esia cidade
para
requerer
a
quem
compete
ácèrca
do
horário
do caminho
de
ferro,
a
qual
nomeou
uma
commissão
para estudar
convenientemente
o
respe-
ctiw
assumpto,
e
procurar
interessar no
mesmo
a
classe
do
commercio
da
cidade
do
Porto,
e
outras
corporações.
Tomou
a
iniciativa
d
’
esla
reunião o
snr.
Francisco
José
Vieira
de
Carvalho,
cavalheiro
que muito
honra
a
classe
com-
mercial,
a
que
já
pertence
por
seu
pae,
e
avô,
sendo a
sua casa,
vulgarmenle
denominada Cackapuz, sem
contestação
a
mais
antiga
de
Braga, como
estabelecimen
to
permanente,
pois
conta
mais.
de
120
annos,
segundo
esclarecimentos
que pos
suímos.
Lembraremos
á
commissão
nomeada
e
á
Associação:—que para levar
a effeito
esta
ou
qualquer
empreza,
é
necessário
que
se
abslráia
totalmenle
da
maldicta
política,
tendo-se
apenas
em
vista
o
in
teresse
local
e
commercial:—
que
sejam
mais
as
obras
do
que as palavras;
—
que
não
deveriam
trazer
para as
suas
sessões
nomes
de
indivíduos,
aliás respeitáveis
mas
que
não pertencem á
Associação,
nem
com
ella
se
relacionam;
pois
isso vem
fe
rir
susceptibilidades,
o
que
é sempre
desagradavel
e prejudicial.
Passemos adiante.
Emquanlo
a
linha
do
Minho
não
es
lava
concluída
e aberta
á exploração,
co-
mo
hoje
o
está
desde
o
Porto
a
Caminha,
pareceram-nos intempestivas
as
reclama
ções
para
a
fixação
do
horário
que
mais
convém
a
Braga.
Essas
reclamações
são
agora
justas.
Mas
devemos
confessar
que
exigir
ura horário especial para Braga,
seria uma loucura. Pedir
que
elle,
com
binado
com
os
das
outras
terras
da li-
i
oha,
nos
seja
o
mais
conveniente
e
fa
vorável,
é
da
maxima
razão e
justiça.
Mas
o
que
nós
lodos
devemos
repre
sentar
é
a
respeito da
baldeação
de
pas
sageiros
e
objectos
em
Nine.
Temos
já
viajado
alguma
cousa,
e
até no
estrangeiro,
e
sabemos
que
as
baldeações,
quando as
ha,
o
que
raras
vezes
acontece,
são
sem
pre
em
logares
cobertos.
Em
Nine,
pela
fórma
da
collocação do
entroncamento,
—
em
triângulo—nunca
as
baldeações
poderão
ser
feitas
senão
a
des-
cuberto.
São
obvios
os
grandes
inconve
nientes
que
d
’ahi
resultam,
mormente
na
estação
invernosa,
e
supérfluo seria refe
ri!
os.
Ora
é
sobre
este
assumpto
que
nós
chamamos
a
altenção
do commercio,
e
<!e
todas
as
classes
da
sociedade,
pois
a
todas
affecta.
Deveremos
pedir
e
instar
Para
que
não
haja
tal
baldeação,
o
que
«
facílimo
d
’
evitar,
pois
as carruagens
W
de
Braga
forem
para
o
Porto,
ou
dallí
vierem
para
esta
cilade,
pudera
vir
«nidas
e
collocadas
de
fórma
qtm
possam
Ser
engatadas
ás que
veem
de
Caminha,
ou
vice-versa.
•gualmenle deverá represemar-se
para
flue
em
certos
e
determinados
casos
os
chefes
das
estações
centraes
estejam
au-
otorisados
a
meter
mais
carruagens
e
ma-
chaia
de
reforço,
—
quando
sej
a
grande
a
dlltiencia
de
passageiros.
Ainda
ha
dias
Villa
Nova
de
Famalicão
se
deu
o
‘Hio
de
ser
preciso
meter
mais
outra
^achitia, e
para
isso
o
chefe
teve
de
pedir a
,es
pectiva
auclorisação,
que
só
pelo
tele-
Etaplio
levou
para
cirna
de
30
minutos!
o da
residência; na
falta
d
’esta aquelle
em
que
tiver
obtido
o
maior
numero
de
votos; e
em
igualdade
de votos
o
que
a
sorte
designar.
§
unico.
A
eleição para
o
logar
de
procurador effectivo
prefere
á
eleição
para
o
logar
de
substituto.
Art.
41.
A
junta
geral
do
districto
lerá
duas sessões
ordinárias
em
cada
anno,
uma
que
começará
ern
1
de
maio e
outra
em
1
de novembro,
e
que
poderão
durar,
segundo
parecer á
mesma
junta,
até
ao
ultimo
dia
dos
referidos
mezes.
§
unico.
Poderá
além
d
’
isso a
junta
gerai
reunisse
extraordinariamente,
quan
do
por
motivo
urgente fôr
convocada
pelo
governo,
ou assim
estiver
determinado
por
disposição
de
lei.
Art.
42.
As
sessões
da
junta
geral,
que,
segundo
o
disposto
nas
leis,
devem
abrir-se
em
dias
ou
épocas
determinadas,
não
carecem
de
convocação.
Art. 43. As sessões
da
junta
geral
são
abertas
e encerradas
pelo governador
ci
vil
do
districto
em nome
do
rei.
Art.
44.
As
sessões
da
junta
geral
poderão,
a
pedido
da mesma junta,
ser
prorogadas
pelo governo;
porém
só
por
causas
urgentes
e
extraordinárias
poderá
o
governo
transferir
a
abertura das
mes
mas
sessões.
Art.
43.
As
sessões
extraordinárias con
sideram-se
terminadas
com a
resolução
dos
negocios
que
determinaram
a
convocação.
Art.
46. A junta geral
de
districto
reu-
.
ne-se e
funcciona
no
edifício
do
governo
civil.
Art. 47.
O
governador
civil
póde
as
sistir
ás
sessões da junta
geral, será
ou
vido
quando
o
pedir,
e
toma
assento
ao
lado
direito
do
presidente.
Art.
48.
O
expediente
da
junta
geral
está
a
cargo
da
secretaria
do
governo
ci
vil.
§
unico. Poderá
todavia a junta
geral,
quando
occmram
trabalhos
extraordiná
rios,
nomear
empregados
para
esses
ser
viços,
e
arbitrar-lhes
a
correspondente
gra
tificação.
Art.
49.
A
junta
geral
corresponde-se
com
todas
as
aucloridades
e
repartições
publicas
dos
districtos.
§
unico. Com o
governo porém
e
com
os
tribunaes
e
repartições
superiores
do
estado
só
poderá
corresponder-se
por
in
termédio
do
governador
civil.
Art 50.
Na
primeira
reunião
de
cada
anno
a junta
geral
constitue-se
debaixo
da
presidência
do
mais
velho,
servindo
de
secretario
o
mais
novo dos procuradores
presentes;
e
procederá
em
seguida
á
elei
ção
do
presidente,
e
vice-presidente,
se
cretario
e
vice-secretario.
§
unico.
Nas
faltas
ou
impedimentos
simultâneos do
secretario
e
vice-secreta
rio
o
procurador
mais
novo.
Art.
51.
Da
eleição
da meza
e
consti
tuição
definitiva
da
junta
se
lavrará
acta,
que
será
enviada
por
copia
ao
governador
civil.
•
CAPITULO
II
Competência
e
atlribuições
da
junta
geral
de
districto
Art.
52.
A
’
junta geral do
districto
pertencem
attribuições:
1.
°
Como administradora
e
promotora
dos
interesses
dislrictaes;
2.
°
Como
anctoridade
tutelar
da
ad
ministração municipal
e
parochial;
3.
®
Como
auxiliar
da
execução
de
ser
viços
do
interesse
geral
do
estado.
Art.
33.
E
’
da
competência
da
junta
geral
do
districto
como administradora e
promotora dos interesses
dislrictaes:
l.°
Administrar
todos
os
bens
e
esal-
seria
melhor
obtel-o
por
meios
indireclos
do
que
restringir
as vantagens do
transporte
ferrovia!
?
Ao
inaugurar
se
a linha
que
passa
perto
da
propriedade
e
obras
da
Com
panhia,
fui
eu quasi o
primeiro
a me
apro
veitar da
mesma
linha;
mas
brevemente
encontrei
o
manejo
delia
tão
contrario
ao
interesse
real do
paiz;
vendo
se
exigia
uma
tarifa
que
subia
a
5(1 O/O
mais do
que
eu
estava
acostumado
a
pagar;
que
não
tive
remedio
senão
voltar
aos antigos
e
costumados
carros,
de
bois
vagarosos
e
pesados.
Se
isto
é
o
que
os
Porluguezes
chamam
progresso,
confesso
que
o
não
en
tendo.
«Outro
grande
erro
dos
engenheiros é
o
de
collocarem
as
linhas
e suas
estações
o mais
longe
que
podem
das
povoações
e
de
trabalhos públicos; depois
de
terem
commeztido
erros
taes,
têm
vergonha
de
pôr
moniadouras
ou
carregadouras
laleraes
em pontos
onde
houvesse
que
carregar,
ou
quem
tomasse
logares
Até
agora
não
tenho
podido
convencel-os
disso,
mas
te
nho
esperanças
de
que
por
fim
a
neces
sidade
hade
obrigal-os
ao
verdadeiro de
ver.
«Dois
annos
levei afazer
petições
para
que
me
deixassem
atravessar
com carris
uma
estrada
ordinaria,
para
commodidade
de
nossos
embarques;
obtive
afinal
o
con
sentimento,
mas
até
já tenho
duvida
da
economia,
porque
os
nossos
homens
es-
lam
já
tão
habituados
a
esse
trabalho,
que
tal
serviço
vem a
custar muito
pouco.
Pode
isto
ver-se
pelas
contas
annuaes
nesta
verba».
Não sei
se
no
Brazil
também haverá
exemplos
de inconvenientes
semelhantes
aos
que
o
Engenheiro
Inglez
das
pedrei
ras
de
ardozia
em
Vallongo aponta
e des
creve
nas paginas
do
seu
breve
Relato
rio:
suspeito
porem,
por
cousas
que,
te
nho
ouvido,
não
deixarem
de
por
lá
se
dar
lambem
seus
exemplos
de cousas
as
sim.
Não
será,
pois,
talvez, inútil
o
enviar
eu
esta
copia
do
que
me
suggeriu
a
lei
tura
do
breve
e
sensato
relatorio.
Em
al
gum
canto
do
Apostolo
achará
logar
quiçá,
e
já
que
tanta
cousa,
não
só
desneces
sária
mais
prejudicial,
nossa
raça Porlu-
gneza
se empenha em
arremedar
cá
de
fora,
aponte-se-lhe
alguma
que
seria
de
proveito.
A.
R.
SARAIVA.
______ ------------------------------------------------------
—
CODIGO
ADMINISTRATIVO
[Continuação]
TITULO
IV
ÍJa»
juntns
geraei
de
diBíríeío
CAPITULO
I
Disposições
especiaes
sobre
organisação,
reuniões
e
deliberações
Art.
39.
A junta
geral
do
districto
é
composta
de
procuradores
eleitos
directa-
mente
pelos concelhos
§
1.®
Pelo
districto
de
Lisbaa serão
eleitos
vinte
e
cinco
procuradores;
pelo
districto
do
Porto
vinte
e tres;
e por
cada
um
dos
outros
districtos vinte
e
um.
§
2.®
A’ junta
geral
do
districto
per
tence
designar
o
numero
de
procuradores,
que
compete
a
cada
concelho,
na pro
porção
do
numero
total
fixado
no
artigo
antecedente.
Art.
40.
O
procurador eleito
por mais
de
ura
concelho
representará
o
da
sua
na
turalidade;
na
falta
d
’
esla
circunstancia
Com
mais
vagar, e á
vista
do
novo
horário,
que
geralmente
nos
parece
van
tajoso,
diremos
mais
algumas
palavras
a
este
respeito.
A’
K®dacçSo «i®
«Cotssiweruire
«fo
NEinlao».
Londres,
20
de
Junho, 1878.
SUMMARIO.
(Conclusão)
VIII.
—Mina
de
Ardozia
em
Portugal
aproveitada
por
Inglezes.
—
VIII.
—
Examinando
o
breve
Belatorio
dado
a uma
Companhia
Ingleza, que
ad
quiriu
e
trabalha
em
Portugal
uma
pe
dreira
ou mina
magnifica
de
Ardósia
(que
em
Portugal abunda,
mas
só
mui
pouco
e
mui
rude
uso
delia
se
fazia);
traduzi,
substanciando,
o
dito
Relatorio,
do
sen
sato
engenheiro
que
dirige
os trabalhos
por
conta
da
Companhia.
Tendo
esse
trabalho
feito,
aqui
o
incluo
com esta
correspondência;
parecendo-me
representar
em
miniatura,
como
Portugal,
e
mais
ainda
o
Brazil,
tem
deixado
e
dei
xam
levar
a
estrangeiros
o
melhor
de
tanta
riqueza
de
que
os
verdadeiros donos
não
sabem
aproveitar.
O
fortunalos
nimium
sua
si
bona
no-
rint
!
U
ma
exploitação
I
ngleza
em
portugal
Emquanto
a
nossa gente,
e
tanto
em
Portugal
como
no
Brazil,
parece
princi
palmente
occupar-se
com
arremedar
es
trangeiros
em
formas
políticas mal adapta
das á
indole
e
circumstaucias
dos
dois
paizes;
os
estrangeiros,
mais sensatos,
vam
tirar
partido
e
lucro
do
que
nòs
des
cuidamos
loucamente.
E devemos
agradecer-lh’
o,
pois não
só
nos
dam
com
isso
bom
exemplo,
mas
nos
proporcionam
commodidades
e
melho
ramentos
em que
de
outra
sorte
a nossa
gente
uão
pensava
nem
tirando partido
de
produclos
que
a
natureza—
isto
é,-que
a
Providencia
em Sua bondade
nos
do
tara.
Occorreram-me
estas
ideias
ao
ler
um
breve
Relatorio,
datado
do
1deste
mez
de
Maio,
onde
o
Engenheiro
assis
tente
da
Empreza
em Portugal, dá
sua
conta
annuai
aos
Directores,
em
Londres,
da
Companhia
de
Vallongo,
de
Ardozia
e
Mármores,
Limitada.
Depois
de
referir
o
estado
da
empreza
e
das
obras
em
Portugal,
e
de
trabalhos
que
fora
necessário
emprehender
e
exe
cutar
para
exlrahir,
e preparar,
os
pro
duclos;
e
annunciando
não
ter
a
empreza
deixado
de
razoavelmente
prosperar;
acres
centa
as
observações seguintes,
que
me
parecem
dignas
de
altenção
Porlugueza,
e
a
que
conviria
praticainente
remediar
no
sentido
indicado
pelo inlelligente
obser
vador.
Diz
elle
(em
resumo):
—
«Algo
mais
se
carecia
para
o
pleno
desinvolvimenlo
de
nosso
negocio.
O
Go
verno
Porluguez
tem
ultimamente
dado
mais
energia
ao
desinvolvimenlo
do
paiz
por
meio
de
linhas
ferro
viaes.
Porem,
ao
mesmo
tempo,
não
percebe,
que
o
seu
verdadeiro
interesse
não
consiste
em
ti
rar
das
ferrovias
em
si
ganho commer
cial; mas
ern
dar
facilidade
para
o desin-
volvunento
dos
valiosos recursos oo
paiz,
e
d
’alii
derivar o rendimento.
«E’
verdade
que
estas
linhas
foram
feitas
com
empréstimos
a
juro elevado,
para
que
é
preciso
dinheiro:
i
mas
não
Posse.
—
Já
tomou
posse
do
logar
de
commissario
da
policia
civil,
o
exc.mo
snr.
dr.
José
Borges
Pacheco
de
Faria.
Damos
cs
parabéns
a
s.
exc.
a
Segundo
nos
consta
já
foram
exonera
das algumas
praças,
e
devidamente
pre-
henchidas as
vagas
SComarin
de
S.
Torqimto.
—
Hoje
e
amanhã
tem
logar
a
romaria
de
S.
Tor-
quato,
a
uma
hora
de
Guimarães.
Costuma
ser
muito concorrida.
Theatro.
—
A’
recita
dada
ante-hon-
tem
por
M.
me
Luigini
não
houve
a con
corrência
que
era
d
’
esperar,
se
grande
parte das
famílias
d
’
esta
cidade
não ti
vesse
saido
para o
campo.
Os
diversos
trechos
cantados
pela
ele
gante
e
distinctissima artista provocaram
os
mais
calorosos applausos
da
plateia,
pouco
numerosa
é
verdade,
mas selecta.
Luigini
canta
e
declama
admiravelmente.
Senlior
dos
»<‘
Hain|)nrail<is.
—
Fe
steja-se
ámanhã,
com toda
a
pompa,
a
Imagem
do
Senhor
dos
Desamparados,
que
se
venera
no
i>gar
da
Ribeira.
Esta
solemnidade
será
feita
na
capella de
S.
João
da
Ponte,
havendo
missa
cantada
e
Exposição
lodo
o
dia.
Hoje
á
noite
haverá
arraial,
fogo
de
artificio
e
bazar
de
prendas.
Eleições
eamnrariao,
—
Está
mar
cado
já o dia
4
d
’
agoslo
para
as
novas
eleições
camararias.
A
«Opinião
Publicai
dá em supplemento
a
seguinte
lista:
Visconde
de
Pindella
— proprietário,
e
actual
presidente
da
camara
Bacharel
Manoel
Joaquim
Penha
For
tuna
—
advogado,
professor
do
lyceu
e
actual
vice-presidente
da
camara.
Fernando
Crstiço
—
capitalista,
proprie
tário e actual
vereador.
Antonio Bernardino Pinto
de Madurei-
ra
—
proprietário
e
actiul
vereador.
Estevão
da
Costa
Ribeiro
da Cruz
—
proprietário,
actual vereador
e
unr
dos
quarenta maiores
contribuintes.
Manoel
Antonio de
Faria
Bibeiro
—
ca
pitalista,
proprietário,
e
actual
vereador.
Custodio
José Rodrigues
Bahia
—
indu
strial,
proprietário
e
actual
vereador.
Bacharel
Daniel
Fernandes
da
Silva
—
proprietário.
Antonio
Pinlo
de
Mendanha
Arriscado
—
proprietário.
João
Esleves
Barbosa
d’
Amorim
Cerqnei-
ra—
proprietário,
e
um
dos
quarenta
maio
res
contribuintes.
Domingos
José
Ferreira Braga—
capita
lista
e
proprietário.
Domingos
José
Soares
—capitalista,
pro
prietário,
direclor
do
banco
do
Minho,
pre
sidente
d’
Associ<ição
Commercial
de
Be
neficência,
e
um dos
quarenta
maiores
con
tribuintes.
Francisco
Augusto
Leite
de
Vascon-
cellos
proprietário
e
um
dos
quarenta
maiores
contribuintes.
Antonio
Jeronymo
da Silva Geraldes
—
proprietário.
Catawtrofe.
—
-Succedeu na população
de
Villebois
‘
(Ain).
Domingo,
23
de
junho
pelas
6
horas
da
tarde,
nove
pequenitos
d
’esta communa,
faziam,
n
’uma pequena
barça,
um
passeio
sobre
o Rhodano. Ten
do-se imprudeniemente
aventurado
do la
do
do
Sault,
onde
o
Rhodano,
apertado
entre
rochedos,
corre
n
’
um
leito
de
50
melros
apenas
e
fôrma
uma especie
de
queda
que
os
barqueiros
mais
experimen
tados
não
aflrontam
sem receio, uma
falsa
manobra
fez
virar
a
barca,
e
os
nove
im
prudentes foram
precipitados
no
rio.
Dois
d
’
estes
foram
salvos
por
um
mancebo
de
16
annos,
chamado
João-Maria
Gros,
do
Sault-Breynat,
que.
testimunha
do
catás
trofe.
não hesitou em
se
lançar
á
agua
com risco
de
sua
própria
vida;
tres ou
tros
poderam,
depois
d
’
exforços
sobrehu-
manos,
chegar
á
margem
a
nado.
Mas
o
rio
guardou
quatro
victimas
que
desappa-
receram
arrastados
pela
corrente, e
cujos
cadaveres
ainda
não
foram
encontrados.
Eleições
<I
uh
eorpo«
ailininistrn
-
«
èvom
.
-O
«Diário»
publica
o
seguinte
decreio:
Devendo
proceder-se
á
eleição
de to
dos
os
corpos
administrativos,
para
que
possa
ter
plena
execução
o
novo
codigo
administrativo,
approvado
por
carta
de
lei
de
6
de
maio
ultimo:
hei
por
bem.
na
conformidade
do
disposto
nos
artigos
388.°
e
289.°
do
mesmo
codigo, decretar
o
seguinte:
Artigo
1.®
E
’
lixado
o domingo,
4
do
do
proxiino
mez
de
agosto,
para as elei
ções
dos
procuradores ás juntas geraes
dos
districtos
e
para as
das
camaras
mu
nicipaes,
e
o
domingo,
18
de
agosto,
para
as
eleições
das
juntas de
parochia.
Alt.
2.°
Nos
trabalhos
preparatórios
d
’estas
eleições,
nas
operações
eleitoraes
belecimentos
do
districto,
e applical-os
aos
usos
e
fins a que
são
destinados;
2.
°
Deliberar
sobre
a
acquisição
dos
bens
necessários
ao
desempenho
dos
ser
viços
districtaes, e
sobre
a alienação
dos
que
forem
dispensáveis
d’esses
serviços;
3.
°
Deliberar sobre
a
acceilação
de
he
ranças,
legados
e
doações
feitas
ao
distri-
cto,
ou
a
estabelecimentos
districtaes;
4.
°
Regular
e
dirigir a administração
dos
expostos
e
creanças
desvalidas
e
aban
donadas;
5.
°
Crear
estabelecimentos
districtaes
de
beneficencia,
instrucção e
educação;
6.
°
Subsidiar estabelecimentos
de
be
neficência, instrucção,
e
educação, de
que
não
seja
administradora,
uma
vez que
es
ses
estabelecimentos
sejam
de
reconheci
da utilidade
a
alguma
povoação
importan
te
ou
a
alguma
classe
digna
da
prolecção
publica;
7.
®
Mandar
proceder,
na
conformidade
das
leis
respeclivas,
á
abertura,
construc
ção,
reparação
e
conservação
das
estradas
districtaes;
8.
°
Crear os
empregos
necessários
ao
desempenho
dos
serviços
da
administra
ção
e
interesse
do
districto,
arbitrando-
lhes
a
correspondente
remuneração,
e ex
tinguindo-os
quando
se
tornem
desneces
sários;
9. ° Nomear
os
empregados da
adminis
tração
districtal,
cujos
vencimentos
este
jam
a
cargo
do
respectivo
cofre,
sus-
pendel-os
e
demiltil-os,
depois
de
ouvidos,
quando
commettam
faltas
graves
ou
se
tornem
indignos
de
exercer
as
suas
func-
ções;
10
0
Nomear
e
demitlir
os
professo
res
pagos
pelo
cofre
districtal na
confor
midade
do
que fôr
disposto
nas leis es-
peciaes;
11.
° Deliberar
sobre
os
pleitos
a
in
tentar
e
a
defender
por parte do
distri
cto
e
transigir
sobre
elles;
12.
'
Contrahir
empréstimos
para
a
rea-
lisação
de
melhoramentos districtaes,
es
tabelecendo
a
respectiva
doação e
estipu
lando as
condições
da
sua
amortisação;
*
13. °
Contratar
com
emprezas
indivi-
duaes
oo
collectivas
a execução
de
quaes-
quer
obras,
serviços ou
fornecimentos
de
interesse
para
o
districto;
14.
°
Celebrar
accordos
com
outras
jun
tas
geraes para
a
reahsação
de
melhora
mentos
de utilidade
commum
dos
respe-
clivos
districtos;
15. °
Fazer
regulamentos
para
a
exe
cução
de
todas
as
providencias
e
servi
ços
permanentes;
16.
°
Fazer
regulamentos
de
policia
so
bre
todos
os
assumptos
de
policia
muni
cipal,
que convenha
regular
uniforme
mente
em
todos
os
conselhos
de
distri
cto;
17.
°
Nomear
a
commissão districtal
en
carregada
de
executar
as
suas
deliberações,
e
substituir
os seus
membros
quando
o
julgar
conveniente;
18.
®
Fixar
as
quotas
com
que as
ca-
maras
municipaes
devem
concorrer
para as
despezas
districtaes,
e
a
percentagem
ad-
diccional
ás
contribuições
directas
e
ge
raes
do estado, que constituo
a
receita
do
districto;
19. °
Fixar
a
dotação
de
todos
os
ser
viços
e
regular
todas
as
despezas
da
ad
ministração
districtal;
20.
°
Deliberar,
na
conformidade
das
leis
respeclivas,
sobre
a conveniência de
serem
expropriadas
por
utilidade
publica
as
propriedades
necessárias
aos
melhora
mentos
do
districto;
21.
°
Approvar
o
orçamento
districtal.
Fcsti
v
idades.
—
A
’
manhã
celebra-se
no
convento
da
Penha
a
conclusão
do
Mez
Eucharislico
com
exposição,
missa
solemne,
sermão
e
Te-Deum
de
tarde.
E
’
orador
o
snr.
dr.
Gonstanlino
Fer-
reira
d
’
Almeida.
—
E’
feita
pela Direcção do
Asylo de
D.
Pedro
V,
a
qual muito
tem
concorrido
para
o
seu
explendor.
—
Na
Sé
festividade
ao Senhor
da
Pie
dade,
com missa
solemne
e
o
SS.
expos
to.
A
musica
destas
festividades
é
da
ca-
pella
dos
snrs.
Luiz
Baptista
e
Estnerizes.
—
Na
egreja
dos
Remedios,
festa
á
con
clusão
do
Mez
Eucharislico,
havendo
ho
je
vesperas,
e
ámaohã
missa
solemne.
ex
posição
e
sermão
de tarde.
E
’
orador
o
revd.°
Luiz
Gomes
da
Silva.
A
musica
d'esla
solemnidade
é
da
ca-
pella
do
snr. Oliveira.
e
nas
de
apuramento,
observar-se-hão
as
disposições
do
novo
codigo
administrativo.
Art.
3
0
Nas
eleições
de
procuradores
á junta
geral,
para
que
concorrem
os
elei
tores
de
mais
de
um
concelho,
o
apura
mento
geral
da
votação
far-se-ha
na
séde
do
concelho
mais
populoso.
Art.
4.°
As
eleições,
de
que
trata
este
decreto, serão
feitas
pelos
recensea
mentos
eleitoraes
revistos no
presente
anno,
addicionados
dos
recenseamentos
supplementares
a
que
mandou
proceder
a
carta
de
lei
de
8
de
maio
ultimo.
Art.
5.°
Os
corpos administrativos
elei
tos
em
virtude d’
este
decreto
conslituir-
se-bão
e
tomarão
posse
no
domingo
im-
mediato
ao
do
apuramento
das
respeclivas
eleições.
Art.
6.®
As juntas
geraes
do
districto
conservar-se-hão
reunidas
em sessão
ex
traordinária
durante
oito
dias,
afim
de
verificarem
a
validade
das
eleições
dos
procuradores,
e
resolverem
ácerca
das
re
clamações
contra
ellas
apresentadas,
co
mo
determina o
artigo
388.° do
citado
codigo.
Art.
7.°
Na
mesma
sessão,
a
que
se
refere o
artigo antecedente,
as juntas
ge
raes
elegerão a commissão
districtal e
fa
rão
a
proposta
dos
vogaes
dos
conselhos
de
districto,
nos
lermos do
disposto
nos
artigos
88.°,
91.
°,
231.®
e
232.”
do
novo
codigo;
podendo
outrosim
tomar
as
de
mais
deliberações
que forem
necessárias
para
que
o
mesmo codigo
comece
a
ter
inteira
execução.
B^arís.
—
Paris tem
1.831:800
habi
tantes, 7:450
hectares
de
superticie,
3:300
ruas, cujo
desinvolvimenlo
seria
de
850
kilomelros;
comprehende
20 districtos
den
tro
do
seu
perímetro,
que é
de
34
kilo-
metros.
A
sua
egreja
cathedral
é
Notre-Dame,
cujas
fachadas
se
compõem
de
tres
anda
res
distinctos,
indicando
as
divisões
lon-
giludinaes
do
plano.
O
orgão
tem
5:246
tubos,
12
regis
tros,
22
pedaes para
os
vários
elleilos
da
harmonia.
Nenhum
orgão
conta
hoje
taes
dimensões.
O
jogo
dos
folies
alimenta
ao
orgão 600
litros
de
ar
por
segundo;
os
reservatórios
contém
conjuntamente
litros
de
ar
26:000,
ministrado
por
484
motores
pneumáticos.
Este
orgão
deixa
atraz
de
si
os
celebres
orgàos
de
Fribourg
Harlem
e
Dresde.
O
sino
maior
acha-se
na
torre
do
sul
e
pesa
16:000
kilogrammas,
e
o
badalo
488 kilogrammas;
o diâmetro
é
de
2™,75
e a
espessura
de
0
m,25.
D
’
este
sino
foram
jadrinhos
Luiz
XIV
e
Maria
Thereza d
’
Au-
slria,
que
lhe
deram
o
nome
de
Manuel
Luiza
Thereza
—
«Etnmanuel
Ludovica
The-
resia,
vecor
a
Ludovico
Magno
ao
Maria
Theresia
ejus cônjuge»...
A
agulha
do
zimborio
pesa 750:000
lilogrammas,
e
mede
45
melros
de
altu
ra.
exceptuando
ainda
a
cruz
que
tem
no
alto.
O
Arco
do triumpho,
no
largo
da
Es-
trella,
importou
em
1.620:000^000
reis
tem 49
metros
de
altura,
45
de
largura
22
de
espessura.
E
’
o
maior
que se
conhece.
No
tempo
da
communa
recebeu
2:000
obuzes.
tíespavtios
eeclestagtieos. —O
«Dia-
rio»
de
3
publica
os
seguintes
despachos
ecclesiasticos:
O
presbytero
Manuel
José
de
Castro
Azevedo,
parocho
de
Santa
Maria
do
Bei
ral do
Lima
—
apresenta
lo
na
egreja
de
S.
João
Baptista
da Portella,
diocese
de
Braga.
O
presbytero
Bento
José
de
Araujo
de
Souza
Gama,
parocho
de
S.
Pedro
do
Valle, diocese primaz
de Braga—apresen
tado
na
egreja
de
Santa
Eulalia
de
Rui
vos,
da
mesma diocese.
O presbytero
Custodio
José
Tavares
—
apresentado
na
egreja
de
S.
Bartholomeu
da
Castanheira,
diocese
de
Lisboa.
O
presbytero
José
Luiz
de
Gouveia
Rabasco,
parocho
de
Nossa
Senhora
de
Assumpção
de
S.
Gonçalo,
diocese
da
Guarda
—
apresentado
na
de Nossa
Senhora
da
Purificação,
de Sacavem,
diocese
de
Lis
boa.
O presbytero
Manuel
Francisco
dos
Santos—
apresentado
na
egreja
parochia!
de
S.
Cosme
e
Damião de
Gemunde,
diocese
do
Porto.
O
presbytero João
Soares
de
Azevedo,
parocho
de
Santo
Izidoro
de Romariz,
diocese
do
Porto
—
apresentado na
egreja
parochial
de
S.
Veríssimo
de
Paranhos,
da
mesma
diocese.
Cireo
monstro.
—
Está-se
construiu
do
no
angulo do
boulevard
Exelmans
e
do
caes
d
’
Auleuil,
em Pariz,
um
grande
circo,
que
poderá
conter
um
milhão
d
’
es-
pecladores.
Heroísmo
de uma
filha
a
fa,
vor
de
seu
pa«.
—
A
boa
educação
dj
família,
em
geral,
produz
muito,
muito:
os
fructos
d
’
ella glorificam
os
paes,
e
as
bênçãos
enobrecem
os
filhos.
Dias
correm
tranquillos;
annos passam
venturosos;
e
se
noite
veiu
escurecera
vida, a
trévas
não
chega
nunca, porque
a virtude
se
mostra,
refulge
e
a
dissipa.
Quando
Salomão
disse:
Prov.
cap.
li)
t
v.
4,o
filho judicioso
é
a
alegria
de seu
pae, manifestou
o
estado
da
boa
familia,
bem rico
de
consolações,
e
solidos
pra-
zeres
A
divida
é grande,
insolúvel
até;
ha
porém, ás
vezes,
brios
de
dedicação
nos
filhos,
que
a
satisfazem
compietamente,
aventurando-se
ao
maior
extremo
a favor
de
seus paes.
Vejamos:
Uma
lei
ifigente
na
China
estabelece
pena
de
serem
cortadas
as
mãos
a todo
o
empregado
publico,
que
roube
alguma
quantia
dos cofres
do
Estado.
E
como
n’
este
império
as
leis
não
são
pu
blicadas,
para ficarem
a
dormir
logo; acon
tecendo.
que
um
Mandarim
foi
encon
trado
réo
d
’
este
crime,
a
pena
lhe
ia pa
ra
logo
ser
applicada.
Tinha
uma
filha,
nova
ainda,
formosa
e
bella,
que
afflicla
sobre maneira pelo
castigo
a
seu
pae,
concebe
o
pensamen
to
de
evital-o,
alcançando lhe
perdão.
E
ella
ahi
vae,
caminho
do
paço,
e
pede
para
fallar
ao Imperador.
Conse
gue-o,
e
perante
elle
diz:
«não
posso
ne
gar,
poderoso
Senhor,
que
meu
pae
me
rece
a
pena
determinada
por
lei;
todavia
supplico-vos
com
a
rnfior
humildade,
que
para
satisfazer
á
justiça,
em
logar
das
mãos
de
meu
pae,
sejam
cortadas
as
mi
nhas:
eil-as
aqui,
accrescenton ella,
des
calçando
as
luvas,
e
mostrando-lhe os
bra
ços
nús.
Sim,
grande
príncipe,
estas
mãos
pertencem
a
meu pae;
por
elle
eu
faço
este sacrifício.
Oh
!
príncipe
o
maior
da
ter
ra,
conservae
as
mãos
a
meu
pae,
porque
foram
ellas,
que
grangearam
o
sustento
para
meu
avô,
minhas
irmãs,
meus irmãos,
e
para
mim».
A
supplica
era
sincera,
e
o despacho
d’ella
intimamente
desejado; todavia
o
Imperador
confundido
em
presença
de
tão
heroica
dedicação,
perdoou
ao
pae
o
cri
me,
e
indeferiu
á
filha
a supplica.
que
lhe
fez.
Por
este
modo
uma
filha,
solidamenle
educada,
poupou
a
seu
pae
soílrimentos
cruéis
e
deshonra
perpetua, expondo-se
ao
sacrifício,
porque
elle
teria de
passar.
Que
mais podia
ella
fazer?
I.
Ev.
Schmid.
T.
2.
pag.
258.
Bem
póde
applicar-se
o
seguinte
logar
de
Salomão
capitulo
31.
v.
10.
Quem achará
mulher
forte?
Seu
valor
e
preço
encerra
Mais,
do
qne
as
pérolas
finas
Da
extremidade
da
terra.
F.
Questão
<io
Oriente.
—
Os
últimos
lelegrammas
relativos
á questão do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
2
—
Annuncia
o
«Times»
que
o
governador
da
Bosnia
arma
a
população
em
massa
para
oppor-se
á
occupação
au
stríaca.
O
congresso
regulou
hontem,
segundo
o
modo
de
ver
da
Áustria, a
questão
Mon-
tenegro.
Berlim
2
—0
congresso
decidiu
que
o
tractado
não
mencionará
a
indemnisação
de
guerra,
ainda
assim
fica
intendido
que
o
pagamento
da
indemnisação
não poderá
prejudicar
os credores da
Porta. A
Rnssia
não
exigirá
indemnisação
territorial,
e
é
provável
que
as
bocas
do
Danúbio
serão
neuiralisadas.
O
Epiro,
Thessalia,
Macedo-
ma
e
Creta
receberão administração au-
thonomica,
mas
não
lhes
será concedida
a
sua
anoexação
á
Grécia.
A
questão da
Asia
(Menor)
parece
regulada
por
accor-
do
da Rússia
com
a
Inglaterra.
O
congres
so
não
terá
sessão
amanhã.
Berlim
3
—
-A
«Correspondência
Pro
vincial»,
orgão
semi-ollicial,
diz
que
a
unica
questão
decisiva
que resta
para
o
congresso
discutir
é
a
que se
refere á
Arménia,
ácêrca
da
qual
o accordo
está
quasi
estabelecido.
A
«Correspondência»
crê
que
está
pró
xima
a
paz.
Paris
3--Honlem
o
delegado
russo
affirmou
solemnemeute
ao
congresso
que
a
Rússia
não
reclama prioridade
sobre
os
credores
da
Turquia
para
o
pagamento
da
indemnisação
de
guerra.
Paris
4—Assegura-se
que
os
russos
renunciaram
a posse
de
Belatim.
Tambein
se
afiirma
que
a
questão
da
Grécia será
>osta
de
parle
dando
ao
congresso
só-
iijente
uina
,ar
»
a
autonomia ás providen
cias
da
Thesalia,
Epico
e
Creta.
Crê-se
ue
se
rá
segunda-feira
a
ultima
sessão
do
congresso
para
o
accordo
da fórma
do
pactado.
1
famoso
«avalio.
—
Foi o
cavallo
in-
glez
Thurio
que
alcançou
o
grande
pre-
flío
de
109:009
francos
nas
ultimas
cor
ridas
de
cavalios em
Paris,
produzindo
pa
ra
o
seu
proprietário,
o
principe
deSol-
tvkoff, tde;n
do
prémio,
50:0
10
libras de
apostas
que
este
cavalheiro
contrahira
em
Inglaterra.
1:000
francos
que
apostou com
o
presidente
da
republica
franceza
e
egual
quantia
com
o
shah
da Pérsia.
Total
215
contos
de
réis. Houve apostas
entre
ou
tros
indivíduos
no
valor
de
1:800 contos
de
réis.
BeHeiaaa
da»
touradas.
—
Quando
gbegavam a
Vizeu os
touros
para
uma
corrida
qoe
alli
houve,
ao
entrarem
na
praça,
fugiram
em
varias
direcções
pela
cidade,
causando
susto
e
uma
grande
des
graça.
Proximo
ao
convento
das freiras
um
touro
arremeteu
com
um
pobre
homem,
espetou-lhe
uma
das
armas
no
ventre e
atirou
com
elle
ao
ar.
O
desgraçado
fi
cou
em
miserável
estado
e
no dia
seguin
te
e
ra
cadaver.
Deixou
mulher
e
filhos.
Quando
terminará
o
repugnante
es-
pectaculo
das
touradas,
que
tantas
des
graças
tem
causado
?
°
Ceí»
monstro.
—
Lê-se
O
seguinte
no
«Observador»
:
«Por
occasião
da
inauguração
em
Lis
boa,
da
estatua
equestre
do
rei
D.
José,
deu
o
marquez
de
Pombal
festas magnili-
centes;
e
entre
as
sumptuosidades
com
que
assombrou
a
rainha
do
Tejo,
é digna
de
chronica
a
ceia dada
na
casa
do
despacho
da
alfandega
do
assucar.
Um
mez
antes
já
se
trabalhava
com
toda
a
actividade
nos preparos
do
ban
quete, com o
qual
se
dispendeu
a
som-
nia
de
40:703^053
reis
—
quantia
que
equi
valeria
hoje
a
cento e
tantos
contos,
pois
o
preço
da farinha
que
serve
de
padrão,
e
que
era
então,
de
29
reis
por
arratel,
custa
hoje
de
80 a
100
réis.
Por
ser
muito
e
muito
curiosa
vamos
dar
a
lista
das
coisas,
que
se compraram
para
essa
monstruosa
ceia.
2:992
barris
d
’agua;
46
canadas
e
meia
d
’aguardenle;
5:470
reis
de
agua
de
flor; 19 arrobas e7 arrateis de
amêndoas;
ãO
arrobas
e meia
de
arroz; 338
arrobas
e
2
arrateis
de
assucar;
726
canadas
e
meia
de
azeite,
5
barris
de azeitonas fran
cesas
e
cordovis;
55
e
meia arrobas
de
bacalhau;
16
arrateis
de
baunilha; 8
ar
robas
e
um
arraie!
de
cacau;
5 arrobas
de
café; 21.680 réis
de café
coberta;
nella;
39
arrobas
e
29
e
meio
arrateis
de
carneiro;
9
e
meia
arrobas
de
chocolate:
■5:440
reis
de
cidra;
2
10
cocos; 156
coe-
Ihns
e
lebres;
34:920
réis
de
especiarias
varias; 79
arrobas
e
13
arrateis
de
fari
nha; 1 moio
de
feijão
secco;
291
fran-
•gas; 191
frangos;
48:449
réis
de
gomma
de
peixe;
10:430
reis de
grangeios;
22.800
réis
de
granela
de
fructas;
253:810
réis
de
hortaliças
e
mais
plantas;
952
1
12
ca
nadas
de
leite;
28
leiloas;
132
frascos
e
50
garrafas
de
licores;
I
arroba
e
19
ar
rateis
de
macarrão;
16
arrobas
e
24
ar
raieis
de
manteiga
de
porco; 62
arobas
e
2 arrateis
de
manteiga
de
vacca; 9:466
réis
de
marmellada;
621
arrobts
de
neve;
26:700
réis
de
natas;
2:049
réis
de
obreias
para
doce;
1:400
ostras;
4:154
dúzias
de
oves;
24:725
pães;
10:000
réis
de pasti
lhas
para
adorno
de pratos;
62 patos;
18 p
rdizes:
170
perus;
26
peruas;
346:09o
réis
de
peixe;
82:600
de pistache;
312
pombas;
4
porcos;
112
arrobas
e 1 ar
raiei
de
presunto;
17:675
réis
de
queijo;
1
onça
e
5
oitavas de
quinta
essencia;
9
■nois
de
sal;
25:640
réis
de
salchichões;
81:415
réis
de
sustento
para
engordar
a
creação;
4
arrobas e
10
arrateis
de
tou-
cltinho;
266
arrobas
e
28
arrateis
e
meio
de
vacca;
30:390de
vinagre;
réis 2:068:130
de
vinhos
nacionaes
e
estrangeiros;
118
arrobas
e
24
l|2
arrateis
de
vitella;
19
arrateis
e
meio
de
chá
etc.
etc.»
E
«Uls»
t
*
naeeírnr.
—
Diversos
jor-
n
aes faliam
da
presença
de
commissarios
especiaes
mandados
da
Allemanha
á
Suis-
s
a
para
se
occuparem das conspirações
socialistas,
e
saber
se
estes
estão
unidos
c°tn
os
con
piradores
allemães,
ou com
Os
cúmplices
presumidos
de
Nabiling.
0
verdadeiro rem
)
lio
contra
o
terri-
Vg
l
socialismo
não
está
nas
bayonetas,
™as
sim
na
soiobra
da
cruz.
S'.-stií
s-tííjoS
vi
(Ho
s»
—
çarece
que
afind se encontrou
a
solução
(
ura
grande
problema
de
chimica;
um
UOS
[
com
a
vida
humana.
Sabe-se
o
continuo
perigo
em
que
viveram
at
*
5
aqui
os
operá
rios
empregados
nas
minas
de carvão,
pela
producção
nas
mesmas
do
gaz
grisú.
O
illustre
chimico
Humphry
Davy inventou
a
lampada
de
segurança;
mas calastrophes
posteriores e
recentes
demonstraram
que
não
ha
garantia
sufliciente
contra
o
inimi
go
das
infelizes
toupeiras
humanas,
como
tão
pouco
a
modificação
de
que
foi
obje-
cto
o
invento
de
H.
Davy.
Hoje
parece
que
se
chegou
a
obter
uma lampada
que
satis
faz
todas
as
condições
de
segurança
ape
tecíveis. Seu
inventor, Boullenot,
chama-a
antóxida. O
ar
que a
alimenta
procede
do
ar
puro exterior,
o
qual
se
comprime
e,
por
meio
de
conductos
subterrâneos, chega
até
á
mecha, não
intervindo
na
combus
tão
o
ar
da
mina,
que
fica
por
este
meio
mais apto
para
a
respiração
dos
operários.
Com
este
novo syslema
obtem-se
um
trí
plice
fim,
segundo
seu
auctor:
a
segurança
completa
da vida, desapparição
de
explosões
que
destroem
as
obras
de
mineria
e
ob
tenção
d
’
uma
luz
clara
sem
viciar o
am
biente.
—
f«J.
da
M.»).'
Cultos
na
Turquia.
—
No
Oriente
o
que constitue
sobretudo
a
nacionalida
de
de
em
é
a
religião,
e debaixo
d’
este
ponto
vista
os
súbditos
do
sultão
dividem-se
4
cultos
principaes.
Os
musulmanos
são
na Europa
3,890,000;
Asia
12,230.000;
na
África 3,800,000.
Total
20,530;000.
Os
gregos
reúnem
1
1,140,000
na
Euro
pa,
e
2,370,000
na
Asia.
Total 13,510.000.
Os
catholicos
são
260,000
na
Europa,
e
610,000
na
Asia.
Total
900,000.
Os
judeus
são
70,000
na
Europa,
100,000
na
Asia-
Total
170,0’
0.
Assim
o
império
turco
compõe-se
35
milhões
de
habitantes.
O
tractado
do S.
Slefanio
vem
alterar
completamente
este
estado
de
cousas,
por
que
feitos
os
cálculos
sobre
as
pretenções
da
Rússia, aquelle
império
perde
seis
mi-
dhões e
meio
de súbditos
e
ires
milhões
e
meio
de
vassallos.
Phenomeno.—
Lê-se
no «Courier
de
l
’
Eure»:
Um
facto
curioso
se
passa
actualmen-
te
em casa
de
M. Duval,
antigo
tabellião
em
Veron.
Ha
cinco ou
seis
annos,
um
raio
caiu
n
’
um cercado plantando
de
grosselhos
e
de cerejeiras:
fez
ura
buraco
profundíssi
mo,
cujo
orifício
não
tinha
10
centímetros
de
diâmetro.
Desde
então,
tudo
alli
morre
em
re
dor,
o
circulo
dos
mortos
alarga
se
to
dos
os
annos;
hoje
tem 7
metros
de
dia-
metro
e
acaba
de
alcançar
uma
cerejei
ra
que tinha
12
annos,
de
plantação,
que
morreu
como
as outras.
Qual
é a
causa
do
mal
e
como
de-
tel-o?
Eis
duas
questões
muito
graves.
A
causa do
mal é
evidentemente
o
raio;
então
como
é que
a sua
acção
ma
léfica
persiste
e
ganha
terreno?
Progresso
e
eiviSisação
«Sa
lía-
gía
Uii».—
Lemos
na
«Esperança»:
1
A
Italia,
que
pelo consenso unanime
de
lodos
os
povos
linha
merecido
o
no
me
de
berço
do
genio, séde
das
artes,
e
i
rainha
das
sciencias;
agora, depois que
foi
regenerada
pela
revolução,
é
obrigada
a
mudar
estes litulos
gloriosos
nos
de ter
ra
desgraçada,
antro
de delictos,
sentina
i
d
’
immoralidades.
A
chronica
quotidiana dos
crimes
que
i
se
commeltem
com
horrenda
assiduidade
|
em
Italia,
é
espantosa,
e
faz
doer
o
co-
■
ração
a
quem
quer
que se
interessa
pe
los
destinos
d’
esta
bella
península,
esco
lhida
por
Deus
para
séde
do
seu
Vigá
rio
na
terra.
A
revolução,
sempre
hypocrita
e
men
tirosa, cumpriu
a
sua
obra,
e
proclamou
aos
quatro
ventos
que queria
civilisar
a
Europa
e
restabelecer
nella
a
ordem
mo
ral.
Vejamos
pois
em
que consiste
esta
ordem
moral
e
esta
moderna
civilisação.
Os
limites
do
nosso
periodico
não
permil-
tem
de
occupar-nos
em examinar
os
fru-
ctos
da
obra
civilisadora
da
revolução
em
toda
a
Europa, mas
bastará
que
mostre
mos
os
que
brotam
debaixo
dos
nossos
olhos
em
Italia,
onde
a
revolução
esta
beleceu
o
seu
quartel
general,
e
onde
convergem
os
esforços
dos
revolucionários
de
todo o mundo,
como
o
centro
onde
reside o
coração
da
Egreja
catholica,
e
portanto
o
alvo
natural
dos
odios
impla
cáveis
dos
inimigos
de
Deus.
Aqui
certamente,
onde
com
maior
afan
e
com
o
apoio
e concurso
universa!
se
j trabalha
n
’
esta
obra
regeneradora
e
civi-
ilisadora,
devem
os
fructos
ser
maiores
e
mais
abundantes, e
por
elles
poderá
me-
oiiis
importantes
por
estar
relacionado
ihur
avaliar-se
o
que
é
a moderna
ci-
na
e
de
e
caneila
13
arrobas
e
2
arraieis
de
ca-
vilisação
e
o
que
pretendem
os
modernos
civilisadores
e
regeneradores da
humani
dade.
E
com
effeito
assim
é.
Os
fastos
da
Italia
regenerada
são
uma
continua
suc-
cessão
de
furtos,
de rapina,
d’
enganos.de
extorsões,
d
’
agressões,
d
’
honaicidios,
d
’
as-
sassinios,
das
infamias
as
mais
revoltantes,
de
crimes
os
mais
atrozes
que
deshonram
a
humanidade.
E
estes
fastos
não
somos
nós
que
os
escrevemos,
são
os
jornaes
liberaes,
são
os
periódicos
que
applaudem
e
proseguem
com
terrível
enthusiasmo
a
obra
revolu
cionaria. A
enormidade
e
a
tremenda
fre
quência
dos
delictos
conslringem
não
pou
cas
vezes estes
mesmos
jornaes
a
levan
tar gritos
d’
espanto
pelo futuro
social
se-
riamente
ameaçado.
Mas
não
conhecem
ou
fingem
não
conhecer que
a
corrupção,
a
immoralidade,
a ferocidade,
a
tendencia
para
toda
a
especie
de
delictos,
não
são
senão
a consequência
natural
e
necessá
ria
das
maximas
revolucionarias
esplanadas
entre
o
povo.
A propriedade
não
se
respeita
por
que
os
primeiros
a
não
respeital-a
são
os
que
governam.
A plebe
rebella-se
contra
as
auctoridades
publicas
porque
estas
se
rebeliaram contra
a
Egreja, que
é
o
mais
forte
sustentáculo
e
o
mais
solido
funda
mento
de
toda
a aucloridade.
A
corrupção
espraia-se
impetuosa
por
toda
a
parte,
porque
é
tolerada,
permittida,
auctorisada
por
quem
devia
impedil-a
e
refreai
a.
Os
delictos
crescem,
porque
é
protegida,
fa
vorecida,
diífundida,
e
até
premiada
a
ir
religião
e
incredulidade.
Os
delinquentes
dão-se
mais livremente
a tolos
os
exces
sos.
porque
se
tem
eliminado
a
suprema
sansão
moral
que é
o
Evangelho.
Compendiaremos,
quando
podermos, as
noticias
dos principaes
delictos
que
tu-
nestam
as
terras
dTtalia,
tirando-os
sera-
>re
dos
jornaes
revolucionários,
para que
a
nossa
chronica
não
seja
suspeita
de
exa
geração;
e
protestamos
que
nada diremos
que não
tenha
sido
dito
por
alguma
folha
italianissima.
Não
é
sem
grande
repugnância
que
tocaremos
n
’
este
lodo
prestilento,
e
man
chamos
com
a
negra
chronica
de
tantas
iniquidades
as
paginas
do
nosso
jornal,
mas
fazemol-o
para
mostrar
aos
nossos
leitores
qual
o
estado
a
que
reduziram
esta
terra
os
inimigos
do
Papa,
e
para
que
se veja
á
luz
dos
factos
innegaveis
o que
deve
intender-se
nos
nossos
dias
por
progresso
e
civilisação.
Mão
nos
foi
possível
seguir
com
at-
lenção
todos
os
principaes
delictos
que
se
commetteram
em
Italia
n’
esta
ultima
semana,
e
por
isso
notaremos sómente
alguns
mais
notáveis
que
achamos
nar
rados
nos
jornaes
d
’
estes
últimos
dias.
—Em
Marcallo,
aldeia
junto
de
Milão,
rapaz
da
14
annos matou
com
diver-
um
sas
facadas
um
seu
companheiro
de
jogo
por
cinco
cenlesimos
(menos
de
10
reis).
—
Em Palermo uma
pobre
viuva
foi
assaltada
na
própria
casa
e assassinada
com
doze
largas
feridas
de
punhal.
—
Em
Nápoles
um
irmão
crivou
de
ba
las
de
rewolver o proprio
irmão.
—
Em
Palermo
foi
raptado
por
Ires
bandidos
um
proprietário
chamado
Vicen
te
Cattolico.
—
Uma
banda
de malfeitores,
armados
d
’
arcabuz
e
mascarados,
tomaram
d
’
assal-
to
a
povoação de
Serravallena
província
de Ferrara,
e depois
de pôr
senlinellas
nas
estradas
começaram
a
dar
saque
a to
das
as
casas.
--O
marqnez
Dragouetti,
pagador
dos
caminhos
de
ferro romanos,
irmão
do aju
dante
de campo
do
principe
Amadeu,
percorrendo
a
linha
de Roccasecca
a
Aqui-
no
foi
aggredido
por
oito
salteadores,
ar
mados
d
’espingarda, os
quaes
lhe
roubaram
28:090
liras.
—
Perlo
de
Turim
um
pobre
medico
foi assaltado
por
alguns
malfeitores,
que
o
roubaram
e
assassinaram
barbaramente,
crivando-o
de
facadas.
—
Em
Milão
um
joven
de
28
annos
foi
assassinado
por
ires
seus
companhei
ros.
—
Em
Nápoles
um
infeliz foi
estrangu
lado
na
sua
própria
casa.
Os
ladrões
de
pois
de
lhe
terem
despejado
a
casa
le
varam
a
sua
brutalidade a
ponto
de
lhe
tirarem
a
roupa
que
linha
vestida,
deixaram
o
cadaver
estendido
por
lerr
inteiraraente
nu.
— Em
Aticona
o
publico
deu
uma
grau
de
pateada
no
lheatro
a
algumas
phra-
ses
d
’
um
drama,
nas quaes
se
elogiava
o
failecido
rei
Viclor Manoel.
—
Diversos
horrendos
homicídios
fuues-
taram
n
’estes
últimos
dias
a
província
de
Caserta.
Em
Nola
foi
morto
um
pobre
len-
deiro
por
brutal
vingança. Perto
de
Capua
dois
malfeitores
assassinaram
bar-
baramenle
um
pobre
lavrador.
Em
S.
Mar
cos
um
cunhado
matou
á
traição o
pro-
prio
cunhado.
Em Nápoles
a
associação
internaciona-
lisla
espalhou
um
prograinma incend
ario,
que
foi
mandado
francamente
pelo
correio
não só
aos
jornaes
de
Nápoles,
mas
aos
de
Roma
e d’
outras
partes dTtalia.
N’
este
programma,
impresso em
papel vermelho,
os
inlernacionalistas
atacam
violentamente
os
processos
e
as condemnações
contra
as
associações anti
sociaes, e
insultam
es
candalosamente
os
tribunaes
e
os juízes.
Os
inlernacionalistas
proclamam
aberta
mente
a
necessidade
de
derribar todo
e
qualquer
governo
monarchico,
ou
republi
cano,
e
ioda
e
qualquer
aucloridade
eco
nómica, polilica
e
religiosa;
e
de destruir
qualquer dominio
de
classe
e
todos
os
irivilegios;
e
terminam
declarando
que
a
meta
da humanidade
não
é
senão
o
so
cialismo
revolucionário
e a
anarchia.
Este
irogramma
que
termina
com
um Viva
a
í.narchia,
é
assigndo
por
127
pessoas,
entre
as
quaes
algumas
mulheres.
Desgraçadamente
a
senda
trilhada
pelo
governo italiano
e
por
quasi
tolos
os
go
vernos
da
Europa
conduz
á
realisação
de
esta
feroz
e
tremenda
aspiração
da
revo
lução.
Ilrninrniiilum
^Soniaico.
—
Os jor
naes
francezes
publicam
o
léxto
original
do
memorandum,
apresentado
no
congresso
de
es-
do
at-
da
de
Berlim
pelos
plenipotenciários
sua
alteza
o
príncipe
da
Roumania,
creve
o
«Jornal
da
Noite».
Em
primeiro
logar
faz
a
historia
paiz
ronmaico;
depois
refere-se á
sua
lilude
durante
a
guerra
da
Rússia
e
”
urquia,
em
que
aquelle
paiz
se
conser
vou
fiel
aos
seus
deveres
e ficou
comple-
tamente
extranho
aos
tumultos
que agita
vam
as
margens direitas
do
Danúbio.
Em seguida refere-se
á
situação de-
icada
e
diíficil
em
que
ficou
collocada a
loumania,
quando
a
Rússia
pediu
pas
sagem
para
as
suas
tropas,
atravez
o ter
ritório
ronmaico;
que
foi
quando
se
estabeleceu
a
convenção
de
4
de
abril de
1877,
em que a
Rússia
ficou
obrigada a manter
a
integridade
da
Rou
mania,
que
só
tomou
o
papel
defen-ávo
quando
os
turcos
começaram
a bombardear
os seus
portos
e
termina
dizendo:
Hoje
que
o
tratado
de
S.
Slefanio
é
objeclo
das
deliberações
da
Europa
e
Rou
mania
toma
a liberdade
de
sujmietler
aos
plenipotenciários
das
grandes
potências,
os
seguintes
pontos,
cuja
adopção
ao
mes
mo
tempo
que
responderiam
ás
nece
si-
dades
e
aos
votos
legítimos
do
paiz,
seria
a
confirmação
dos
seus
direitos e
a
ga
rantia dos
interesses
europeus,
taes
como
esses
direitos
e
esses
interesses
foram re
conhecidos peio
tratado
de
Paris.
1.
°
A Roumania
nao
será
expoliada de
parte
alguma
do
seu
território
aclual.
2.
°
O
paiz
ronmaico
não
será
sujeito
a
um
direito
de
passagem,
em
proveito
dos
exercitos
russos.
3. °
O
principado, em
virtude
dos
seus
litulos seculares,
entrará
em
possessão
das
ilhas
e
boccas
do
Danúbio,
comprehendendo
a
ilha
das Serpentes.
4
0
Receberá,
em
proporção
com
as
for
ças
militares
que
poz
em
pé
de guerra,
uma
indemnisação
da
fórma
que
fôr julgada
mais
expediente.
5.°
A
sua
independeucia
receberá
uma
consecração
definitiva,
e
o
seu
teriitorio
será
neulralisado.
Estes
pedidos
não
sabem
do
dominio
do
direito
e
da
equidade.
O congresso,
concedendo-os,
dará
á
Roumania
reconhe
cida,
a
posição
proseguir
a
sua
.
e
progresso.
O
interesse
maica
está
em
interesse
geral
situação
geographica,
a sua causa
é
a
repouso
e
da
paz
do
Oriente.
Este
documento
está
assignado
por
C.
Bratiano.
presidente
do
conselho
■
ministros,
e
de
Cogalniceano
ministro
dos
•
negocios
estrangeiros.
d
’um
Estado
em
via
de
obra
de
ordem,
civilisação
particular
da
nação
rou-
completa
harmonia
com
o
da
Europa.
Em Cace
da
do
J.
de
e
a
jVBnvimesita»
do
IKoapitnl
«te
viarco»
—
Doentes existentes
em
23
junho:
67
homens
e
98
mulheres.
Entraram
durante
a
semana íin
la:
homens
e 22
mulheres.
Sahiram:
22
homens
e
19 mulheres.
Falleceram:
3
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
29
de
junho
GO
homens
e
98 mulheres.
S.
de
15
ACRADECIfflEXTO
nar
os
livros
a
casa
do
thesoureiro
devoção
o
snr.
João
Dias
Júnior,
na
rua
d
e
S. João
n.°
14,
pelo
tempo
de
oito
dias
a
principiar
no
dia
8
do
corrente
mezdè
julho.
(968)
iwíio
MS. WWW
Já proveniente
de
algum
defeito de constituição,
já
de
accidente,
curada
com-
plelamente
pelo
tratamento
de
Mad. Lachapelle.
Consultas das'3
ás
3.27,
rue Mon-
thabor,
perlo
Tolherias,
Paris.
(39
-£)
A
direcção
do
collegio de
Regenera
ção
d
’
esta
cidade,
faltaria
a
um
dever
sa
grado de
rrconhecimento
e
gratidão,
se
não
viesse
publicamenté,
como
agora faz,
agradecer
ás
exc.raas
snr.
as
D.
Thereza
6e
Bertiandos,
D.
Maria
Angélica
Bertian
dos,
D.
Maria da Conceição
Bertiandos,
D.
Eugenia
Telles
de
Menezes,
D.
Maria
Candida
Falcão,
D.
Anna Borges Falcão,
D. Maria
dos
Prazeres
Lobo,
D.
Francisca
Cazemira
da
Cruz Teixeira,
D.
Amalia
Pi
nheiro,
D. Maria
Antonia
da
Cunha
da Gama
Lobo,
D.
Thereza
Eça,
D.
Carolina
Eça;
e
aos
exc."‘
os
snrs. dr.
Anlonio
Maria
Pi
nheiro,
Eduardo
Carvalho,
João
Carvalho,
dr.
Adolpho
Pimentel,
Francisco
de
Araújo,
Francisco
de
Moura
Eça,
Arlhur
Eça,
Ma
noel
Ignacio,
os
bons
serviços, zelo
e
de
dicação,
com
que
a coadjuvaram
no
bazar
em
beneficio
do
collegio,
que
teve
logar
n
’esta
cidade
nos dias
22
e
seguintes
do
mez
passado.
Agradece
egualmente,
á
exc.ma
camara
haver-lhe
concedido
o
centro
do
jardim
para
local
do
bazar;
ao
exc.
mo
coronel
de
infanteria
8,
que do
melhor
grado
consen
tiu
que
a
banda
regimental
tocasse
no
jardim
publico;
aos
membros
da
mesma
banda,
que
por
tudo
se tornaram dignos
dos
maiores
louvores;
ás
senhores
e
ca
valheiros que
concorreram
com
snas
pren
das,
ao
exc
mo
snr.
José
Magalhães,
dire-
ctor
da
companhia
do
Gaz, e
ás
redacções
dosjornaes
«Commercio
do
Minho»,
«Amigo
do
Povo»,
e
«Opinião
Publica»,
que
advoga
ram
esta obra de
caridade.
A
direcção
sabe
muito
bem
que a
tão
valioza
cooperação se
deve
o
bom
resul
tado
do
bazar,
cujo
producto
veio
salvar
o
collegio
da
crise
que
atravessava.
Em
nome
pois
da
caridade
christã,
em
nome d’aquellas
infelizes
existentes
no
collegio, e
em
nosso
nome, aqui
consi
gnamos
um
voto
de agradecimento,
pe
dindo
ao
céu
copiozas
bênçãos
para
aqoel-
les
generosos bemfeitores
do
collegio,
já
que
este singelo
testimunho
de
gratidão
não
pode
compensar-lhes
tão
relevantes
ser
viços.
Braga
3
de
julho
de
1878.
Presidente
—Viscondessa
de
Pindella.
Vice-presidente
—
D.
Maria
Gracinda Ma
rinho
de
Vasconcellos.
Secretaria—
D.
Rita
de
Cassia
Barboza
Solo-Maior.
Thesoureira—
D.
Margarida
Angélica
de
Aguiar.
Directoras
—D.
Francisca
Barbara
de
Souza
Machado.
D.
Maria
Brigida
Bressane
Leite Perry.
D.
Anna
Emilia
de
Jesus
Vieira.
D.
Maria
Clara Dias
da
Costa.
D.
Anna
Benedicta
da
Conceição
Mello.
D.
Carolina
da
Silva
Lobo.
Direclor—
O
padre
João
Pedro
Ferreira
Airoza.
VE»PKUllt9A
5-'.
ASBADECIJIGOO
Joaquim
Maria
Alves,
chefe
da
estação
do
caminho
de.ferro
em
Braga,
tendo
sido
transferido
para idêntico
logar
em
Vianna do
Castello,
para
onde
marcha
sem
demora,
e
não
podendo,
como
desejára,
despedir-se
de
todas
aquellas
pessoas
a
quem
deve
attençôes
e
gratidão,
vem
por
este
meio
cumprir
aquelle
dever,
agrade
cendo
tantas
e
repelidas
distincções,
e
oflerecer-lhes
os
seus
insignificantes
servi
ços
11
’
aquella
cidade.
(963)
TYRMJRÃPHIA
Vende-se
a lypographia
UNIÃO,
que
se
compõe
de
prelo
e
tinteiro
de
ferro,
20
caixas
com
typos de
diflerentes
cor
pos—
8,
10,
12,
18
e
outros,
alguns
em
muito
bom
uso,
lettras
de
phantasia,
vi
nhetas
e
alguns emblemas,
íinalmente
do
necessário
para
poder
funccionar.
Tractá-se
no
largo
de
Santo
Agosti
nho,
com
o
seu
dono,
e
alli
póde
ser
vista,
desde
as
9
da manhã
ao
meio
dia,
e
das
3
da
tarde
á
noite.
ARRENDA-SE
Desde
o
proximo
S.
Miguel
una morada
de
casas no
campo
de
Santa
Anna,
lado
de
baixo
do
jardim,
n.°
64.
Pata
tractar
com
José
Anlonio
Marques,
largo
do
Barão
de
S.
Martinho.
(97»')
Nova carreira netre
Braga
e
Povoa
do
Varzim
(INCORPORADA POR
CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
ÍJK.AXSJK
Jit-tíffÇÃO
»E
PREÇOS
V4
3.
a
CLASSE.
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayres
Acceitando
lambem
passageiros
de
3.
a
classe,
com
trasbordo
no
Rio de Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL
PORTO
I
ALEGRE,
CAMPIN
AS,
S. PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PELO
MESS3® PREÇO
QUE
1
’
í.iiA
©
HIO
»E
JANEIRO
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
NEVA
...................................
13
de
Julho
!
ELBE
....................................
13
de Agosto
MONDEGO.......................... 28 de
Julho
j
MINHO................................
28
de
Agosto
PREÇOS
COMMODOS
Cwdra
paquete
«i
’
esta
companhia
leva
a
bordo
ersadoa
e
cosinheiroB
portuguezea
para
commodidade dos
passageiros
de
todas os classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
dá
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante a demora
precisa
para
obter trasbordo.
A
horda os
passageiros
teem
grátis cama,
x-oupa
de
cama,
co
mida
feita
por
cosinheiros portuguezes,
vinho
duns
vezes
por
dia,
assistência
medica,
serviço
de
criados
e
outras
despezas.
A
EXPERIENCIA de mais
de
ura
quarto
de
século tem
feito
com
que
os
paquetes
d’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além d
’isso
pela limpesa,
boa
ordem, bom
tratamento
e accomodações
a bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygiene como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que
teem
de passageiros
e pelos
innu-
meros
^agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção das
suas
ma'as do correio, e
por
este
serviço
recebe a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas Magestades
o
Imperador e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S. A.
o
Infante
D. Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TAIT.
Para esclarecimentos
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva Guimarães, rua do Souto.
Arrematação voluntaria
Pelo
juizo
de
direito d’esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
2.° oílicio,
de
que
é
escrivão
João
Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro,
no
dia
14
do
mez corrente,
pelas
10
ho
ras
da manhã,
á porta
do
tribunal
judi
cial sito
no largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
esta
mesma,
aonde
se costumam
fazer
as
arrematações,
se
tem
de vender em
hasta
publico-voluntaria
os
bens
perten-
cenlas
ao
casal
de
Manoel
Gomes da
Sil
va Mattos, d
’
esta
mesma cidade,
a
reque
rimento dos exm?
s Henrique
Freire
d
’
An-
drade,
Anlonio
dos
Santos
Azevedo
Ma
galhães,
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga,
d
’
es
ta
mesma,
na qualidade de
membros
da
commissão
liqnidataria de
todo
o
passivo
que
onera o
casal
e
bens
do
dito
Ma
noel
Gomes
da
Silva
Mattos, creada
por
escriptura
publica
de 7 de
dezembro
de
1877,
celebrada nas
notas
do
predicto
escrivão,
cujos
bens a
arrematar
são os
seguintes:
A
quinta
da
Pia,
toda
ella,
ou
em-
grupos;
a
quinta
da
Bouça; a
quinta
de
Villar,
todas
sitas
na
freguezia
de
Gual-
tar,
d
’
esla comarca;
a
casa nobre
do
cam
po
de
SanUAnna,
com
o n.°
7;
e
bem
as
sim
diversos
foros
situados
no concelho
de
Villa
Verde:
indo
o primeiro prédio
no
valor
de 5:689^80(1
reis,
que
são
a
somma
dos
diversos
grupos
que
a
consti
tuem:
o
segundo
prédio
no
valor
de
reis
4:612$173
reis:
o
terceiro prédio
no
va
lor
de 2:108^630
reis:
e
o
quarto prédio
no
valor
de
12:000^000
reis;
e os foros
no valor de
2:000^000
reis;
tudo
liquido
de
encargos,
foros
e
de
contribuições
de
registro,
e
mais
despezas.
Declarando
se
que
os
predictos
prédios
serão
entregues
a
quem
mais
der, ou
a
quem
os
accei-
tar
pelos
valores supra
declarados
porque
vão entrar em praça,
e
pagar
á dita
coin-
|
missão, no
prazo de
quinze
dias
depois
do
jdia d’
arrematação; declarando-se
mais
que
o
arrematante que
ficar
com
a
parte
da
quinta
da
Pia,
denominada
—O
Assento
da
Pia
—
que
se
compõe
de
diversos
prédios
fechada
com
muros
e unida
á
casa
nobre,
fica
com
o
encargo
de
pagar
annualmente
um
legado
de 106$320
reis,
ficando
em
seu
poder
com a
quantia
de
2:126^400
reis,
que entregará,
á morte
da
legata-
ria,
a
Dona
Maria
do
Livramento
Gomes
de Mattos,
mãe,
curadora,
e
crédora
do
dito
Maneei
Gomes
da
Silva
Mattos;
e
aquelle arrematante
que
ficar
com a quin
ta
da
Bouça,
tem
de
ficar
com
o
encar
go
de
pagar
outro
legado
de vinte
mil
reis,
lambem
annual e vitalício,
ficando
em
seu
poder
com a
quantia
de
400^000
reis,
que
á
morte
da
respectiva
legataria
entregará
á
mesma
mãe,
curadora
e
cré
dora
do
devedor.
Todas
as
pessoas
que pretenderem
lan
çar
comparecerão
no
dito dia,
hora
e
local
designado.
Braga,
1
de
junho
de
1878.
O
escrivão
João
Marcos
d
’Araújo Ribeiro.
Verifiquei
a
exaclidão.
(969) A.
Carneiro de
Sampaio.
CONTAS
Os
devotos
do
SS.
Rosto
do
Senhor,
erecto
atraz da Sé,
fazem
publico
a
toda
a
pessoa
que quizer
examinar
as
contas
da
receita
e
despeza
desde
1877
a
1878
das
esmolas
que
receberam
e
a applica-
ção
d’
el!as;
póde
quem quizer ir
exami
José
Antonio
Duarte
Pregoeiro
&
]r.
mão.
annunciam
ao
publico
que
desde
o
dia
12
do
corrente
inclusivè,
principiam
com
a
sua
nova
carreira,
como
nos
an-
nos
anteriores,
a
sair
d’
esla
cidade
ás
5
horas
da manhã,
chegando
a
Barcellos
ás
7
e
meia
horas,
e
á
Povoa
ás
1
S
da
manhã;
da
Povoa
sae
ás
4
horas
da
ma
nhã,
chegando
a Barcellos
ás 6
e
meia,
demorando-se
alli
meia
hora
tanto
na
ida
como
na
volta,
e
chega
a
Braga
ás
10
horas.
Os
bilhetes
acham-se á
venda
nos
seus
antigos escriptorios;
na
Povoa
em
casa
do
snr.
Manoel
Pereira
Barbosa,
rua
do
Rego,
e
em
Braga
em
casa
do
snr.
An
tonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
de
Sou
sa
n.°
2.
Preço
300
rs. fóra
e
dentro.
Os
mesmos
continuam
coro
as
suas
antigas
carreiras
entre
Braga
e
Barcellos.
Braga
3
de
julho
de
1878.
O
alquilador,
José
Anlonio
Duarte
Pregueíro & Irmão.
(966)
Banco
Commercial Agrícola
e In
dustrial de Villa Real
(Sociedade
niuinjiiia
de
responsa
bilidade limitada)
*
A
Gerencia
annuncia
que
no
proximo
dia
8,
segunda-feira,
começa
o
pagamen
to
do
dividendo
do
primeiro
semestre
do
corrente
anno,
na razão
de
3
0/0,
ou
reis
1$500
por
acção,
na
séde
do Banco
e
nas
agencias
do
costume.
Banco
de
Villa
Real, 3
de
julho
de
1878.
Os
Gerentes
Joaquim
José
d
’
Oliveira
Guimarães
Agostinho
José
da
Costa.
(967)
r-nnnnum-
-
i---------
rrr
n
----------- - --------
,l..-.rifw»rwr«r»«w
i»wr-.«-a
—
VENDA
DE PROPRIEDADES
Vende-se
uma morada
de
casas,
situa
das
no
logar
da
Cavalgada.
Outra, no
logar
da
Ponte
Nova
do
Bico,
ambas,
sobradadas
de
novo
e
com
bons
commodos,
Uma
propriedade
de
terra
lavradia, que
dá
pão,
vinho
e
fruta
e
tem
casa
para
cazei-
ro,
situada
no
logar
da
Bouça,
esta
avalua-
da
em
1:400^000
réis;
tudo
na
freguezia
de
Palmeira.
Trata-se
na
mesma,
com
João Dias
Corrêa
Braga.
(953)
ARREMATAÇÃO
Por
se não
ter
verificado
a
arrematação,
annunciada
para
o
dia
23
do
corrente,
vão
de
novo
á
praça,
pelas
11
horas
da
manhã
do
dia
7
de julho
no
edifício
d
’
esle
collegio,
os
arrendamentos
das
quintas, sitas
nas
fre-
guezias
de
Dadim,
Nogueiró
e
Nogueira,
d
’
este
concelho,
e da
do
Loureiro,
da
fre
guezia
de
Santa
Chrislina
de Longos,
con
celho
de
Guimarães,
todas
pertencentes
a
este
collegio.
As
condições
serão
patentes
no
acto
da
arrematação.
Braga
e
Collegio dos
Órfãos
de
S.
Caeta
no,
28
de
junho
de
1878
‘
O
secretario,
Anlonio
Francisco
Pereira
de
A.
Coutinho.
(957)
AGUA
DO GEREZ
Vende-se
na Drogaria
de
’
Domingos
José
Vieira Machado, praça
Municipal
n.°
17—
a 69 reis
—
com
garrafa
100
reis.
Quem
comprar
de
20
garras
para
sima
tem
o
diseonto
de
10 por
cento,
garante-se
a
qualidade.
(962)
BRAGA,
TYPOGRÀPRIA
LUSITAMA
—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
