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-
ELS.JEBL.B.CÍMOSJAik
NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
GOSTA, RUA
NOVA N.°
j
3
E.
sxaB^^zrtancnMv^íjn
6.°
ANNO
PREÇO DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
1&G00
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
.........................
• •
•
PUBLICA-SE
850
ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBWOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
.
2&000
.
1&050
3&600
to
Províncias,
12
mezes.
»
6
» .
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte. .
3&600
Folha
avulso
N.°
796
10
À
*
SWÕtSAkt£ÍaíK
*
®í
,
.mflKWMtl
BÍ4A®A—ÇJUMNT A-FEJU.SA
<S
ME
JUNHO BE 1898
RedaeçSo
si®
«CommeMio do
ninho».
Londres,
25 de
Maio,
1878.
(Conclusão)
SUMMARIO.
II. —
Reflexões
do
Times
sobre
a
dita
Allocução.
II._
Abril
30.
—
O
Times,
a
quem
não
escapou
a
importância
e valor
da
allocu
ção
do
Cardeal
ao
seu
clero,
e
da
qual,
para
se
não
desacreditar
a
si
proprio,
não
pôde
falar
sem
respeito;
dedicou-lhe
no
seu
papel
mesmo
em
que
a
inseriu,
um
de
seus
direclivos
caracteriscos.
Guar
da-se
de
tratar
de resto o
documento,
porque
sabe
bem
que
com
isso
não
fa
ria
mais
que desacreditar-se
a
si proprio;
mas
lá
encontrou
sua
pégazinha
onde mor
der,
e
mostrar
sua
boa
vontade
de ata-
cal
o
e
deprimil-o,
se
podesse
fazel-o
sem
prejuízo
proprio.
Vou
traduzir
do
artigo
o
que
delle
me
lhor
possa
dar
ideia,
não
tendo
tempo
(nem
valendo
a
pena)
de traduzil-o
todo
inteiro.
Começa
elle:
—
<0
Cardeal
Manning,
em
resposta
a
uma Adresse
ao
seu
clero,
deu
uma in
teressante
conta
de
suas
relações
com
o
ultimo
Papa,
e
apresentou
algumas
espe
culações
caracteristicas
sobre
o
futuro da
Igreja.
«E
’
bem
sabido,
que
ganhou
o
favor
do
Vaticano
logo
que
deixou
o
Estabeleci
mento
Inglez».
(Note-se
a
expressão
do
jornal,
tão
caracteristico
disto
que
cha
mam
Igreja
Anglicana,
que
é
na
verdade
um
estabelecimento
humano
Inglez como
qualquer
fabrica
de
algodões
ou
lanifícios),
«e
o seu
discurso,
que publicamos
noutra
columna mostra
quanto
era
grande
sua
in
timidade
pessoal
com
Pio
IX.
«Os
muitos
admiradores
do
Pontífice
altamente
respeitável,
estimarám
de
ouvir,
que
na
opinião
do
Cardeal
Manning,
não
era
elle
sómente
um
amavel
enthusiasta,
mas
um
homem
de
clara
e vigorosa intel-
ligencia.
«Igualmente
estimarám
saber
e os
sur-
prehenderá
talvez,
que
a
sua
inflexível
von
tade
não tomava
a
forma
de
obstinação,
mas
era
obediente
á
razão.
«Nunca
se
duvidou
de
suas
virtudes
pessoaes,
e
o
Cardeal
Manning
não
faz
mais
que
acrescentar
força
ao
lestimu-
nho
de muitos
quando diz,
que
o
Pontí
fice
falou
das
pessôas
que
o
tinham
offen-
dido
com
salira
jovial,
mas
nunca
com
es
pirito
de
vingança.
«Oíferece também
um
lisongeiro
tri-
buto
ao
seu
Successor.
Pensão
Cardeal,
que
aos
18
‘JO
annos
que
o Pontificado
tem
existido,
nunca
faltou um
homem
capaz
de
prehencher
os deveres
do
Pontificado.
Sobre
tal
ponto
seria
temerário
differir
de
semelhante
auctoridade.
O
Cardeal
deve
ser
bom
juiz
das
qualidades
requeridas
para
governar
a
sua
própria
Igreja.
Se
elle
pensa que
a
plena
elevação
do
Pa
pado
foi obtida
por
Leão
X, que
era
um
«Pagão
elegante», ou
por
Alexandre
NI,
que era uma
curiosidade
de
vicio,
e
de
via
ter
logar
entre
os
peiores
dos
Cesars,
nada
mais
ha
que
dizer».
A respeito
deste
caracter
dado
pe:o
Times
aos
dois Pontífices que menciona,
é
sabido
que
nem
todas
as
imputações
que
se
lhes
fazem tem
o
cunho
djinfal-
libilidades.
Alem
de
que,
os
Pontífices,
por
serem-n
’
o,
não
deixáram
de
ser
ho
Com
o
maior
cynismo
continúa
o
Ti
mes
reflexionando
sobre
o
caso, e
toman
do,
já se
entende,
Humberto
e os
Flibus
teiros
debaixo
da
sua protecção.
Traz
á
coliação
a
decisiva
auctoridade
do
Padre
Curei
que,
já
se
entende,
é uma
evangelista,
na
opinião
do
Times.
Falando
do
mesmo Curei,
lá
deixa
o
Times
perceber a
sua
verdadeira
tenção
e
objecto
política
Ingleza
em
relação
á
Italia
—
que
não
é
outra
senão
a
mesma
que
neste
ultimo
meio
século
tem
regulado
a
acção
do Liberalismo
Inglez,
de
accordo
e
mãos
dadas
com a
Maçonaria,
que é,
nos
paizes Catholicos
o
instrumento
e
al-
liado
fiel da
Inglaterra
Protestante.
Diz o
oráculo:
—
«O
movimento
em
que pereceu»
(o
Poder temporal do
Pontifice)
«não
foi,
percebeu
Curei,
um
mero
episodio
de mu
dança,
mas
parle
de
uma
revolução,
que
linha
principiado com a
Deformação
(Pro
testante)
e linha
Ho
adiantando
por estes
trezentos annos.
«A
Unidade
da
llalia
era um
annel
na
cadea de
acontecimentos
que
procederam
da
destruição
do
Christianismo
da
Idade
Media
»
.
Ponderem
os
leitores
Catholicos
nos
dois
precedentes
paragraphos,
e
vejam
onde
se
dirige
a pregação
do
falso
con-
slilutionalismo,
que
começa
por
destruir
as
verdadeiras
constituições
dos paizes
e
Estados,
para
substituir-lhes
outras de
pa
pel,
postiças, e theoreticas. E
note-se
to
davia,
que
quando
se
tratou
aqui
de
re
forma, ou
de
accommodar
a
Constituição
Ingleza,
ha
25
annos,
nem
uma
palavra
só
se
disse
em favor
de
imitar ou intro
duzir
aqui
mudanças
ou
imitações
de
fora;
mas
sómente
se
accommodar
ao
tempo
e
circumstancias
e
necessidades
actuaes,
as
instituições
verdadeiras
nacionaes.
O
Times dá
depois
uma descripção
do
escripto
de
Curei
guisada á
sua
moda
delle
Times;
e
com
efleito,
quanto
pode
julgar-
se
pela descripção
que
delia
dá
o jornal,
o
escripto
de
Curei
é
uma
mistura
de
verdades
e
falsidades,
próprias
para
tran
stornar
a
ordem
e
a
paz em
todos
os
Estados onde
se
adoptem
taes doutrinas
n
’
aquella
crua
expressão.
Eu,
porem,
não
me
proponho
analysar
agora
a
doutrina do
ex-Jesuita.
No
decurso
do
artigo,
o Times
men
ciona,
que
Leão
Xllljnandara
chamar
a
Jorna
o
Padre
Curei;
e
já
o
jornal
ima-
a
que
o
homem
é
convidado
a
vir en
sinar
política
ao
Vaticano.
No
lelegramma
rorem
onde
o
facto
se
menciona,
sómenle
se
diz,
que
o
Santo
Padre
o
mandara
vir,
rara
que
prestasse
á
Igreja
o
auxilio
de
sua
instrucção
ou
talento.
Não
se
diz com
tudo
que
seja
para
ensinar
a
sua
doutrina
política.
O
resto
do
artigo,
assás
longo
ainda
do
Tines,
é
todo no
sentido,
de
que
o
Papa
e a
Igreja
deW
n
transigir
com a revo
lução
e
submetter
se
a
ella.
Diz
afinal
o
papél
concordando,
como
declara,
com
a
opinião
do
Padre
Curei,
que
emquanlo
o
Papado
for hostil
ao
Reino
dTtalia,
tenderá
o
patriotismo
do povo
Ita
liano
ao
|alienar
da
Igreja.
Isto
é verdade
dada
a
definição
pri
meiro
do
que
é
que
o
Times
entende
por
«povo
Italiano».
Pela
minha
parle,
estou
persuadido,
que
no
verdadeiro
Povo
Ita
liano não
esiste
esse
amor
pelo
Reinado
revolucionário.
A.
R. SARAIVA.
mens,
em
sua
qualidade
particular
su-
geitos
a
erro
ou
defeito;
S.
Pedro tam
bém
errou.
Mas
o
que
na
verdade
admira
é,
que,
suppondo
mesmo que
fossem
ge
nuínas as
imputações
feitas
aos dois
Pa
pas, apezar disso
a
Igreja continuasse
obedecida
e venerada por
tão
numerosa
e
a melhor
parte
do genero
humano
Donde se
pode
bem
deduzir
a
conclusão,
quanto
á
Igreja:
—
Digilus
Dei
est hic.
No
que
depois
vai
seguir
porem,
é
que
vem
o
principal
veneno
e
hypocrisia
maçonico-Ingleza;
sabendo
o
Times me
lhor
que
ninguém, que
a
revolução
de
Italia,
e
sobre
tudo
a
occupação
de
Roma,
não foi
obra
Italiana, mas
muito
mais
foi
maquinação Ingleza
e
Protestante.
Cavour
aqui aprendeu,
d
’
aqui
foi
ins
pirado.
Mazzini
aqui
linha
seu
quartel-
general,
d
’
aqui
derivava
especialmente
seus
meios
pecuniários;
e
de
mãos
dadas
tra
balhava,
em
Turim,
para
a
revolução
na
Italia
com
o
Ministro Inglez,
Compton,
que
por
tantos
annos
esteve
á
lesta
da política
Anglo-Italiano
no
Piemonte.
Que me
deixem
ver
as
correspondên
cias
da
Legação
Ingleza,
em
Turim,
desde
1848
até
1870.
e
me
sujeitarei
á
impu
tação
de
calumniador,
se
as
minhas
so
breditas
asserções
lá
se
não
acharem
plena
e
exuberanietrente
provadas.
A
revolução
dTtalia,
a
occupação
de
Roma
principalmente,
é
muitíssimo
mais
obra
Ingleza,
do
que
Italiana
ou
Ptemon-
teza,
e
ninguém
sabe
isso melhor
que
o
Times;
lea-se,
pois
debaixo
desta
intelli-
gencia
a
seguinte
continuação destes
ex-
tractos
do
grande oráculo
das revoluções
anti-catholicas:
—
«Mas
o
Cardeal
Manning
entra
em
ter
reno
differente
quando
vem a
falar
da
posição
presente
do
Papado.
Parece delei
tado
com
os
triumphos do
Vaticano.
Ha
poucos
annos, diz,
os
escarnecedores
pen
savam
que
o
Papado
ia
ser fatalmente
damniíicado
pelo
transtorno revolucionário
nos
Estados
Civis;
mas
agora as
Grandes
Potências
aebam-se
em
perigo
de
guerra,
e
o Papado acha-se
mais
forte que
nunca
na
lealdade
e
odediencia
do
mundo
Ca-
tholico.
«Seria
muito
interessante
saber, se
acaso
está
mais
forte
no
paiz
que é
a
sede
do
proprio
Pontífice;
mas
o Cardeal
Manning
é
instructivamenle
silencioso
a
respeito
da
Italia.
Semelhante
reticência é
de sentir,
porque
as
presentes
relações
entre
o
Papado
e
o
Governo
Italiano
não
podem
durar
muito
tempo;
e~
porque
qualquer
mudança
em
suas
posições
res-
pectivas
pode
ler
considerável
efleito
nas
combinações
políticas
do
Continente.
«Se
o Rei
Humberto
e
Leão
XIII
vies
sem
a
um
accordo,
a
Italia
não
precisaria
já
estar-se
guardando
contra
tentativas
es
trangeiras
para
restauração
do
Poder
Tem
poral.
«Cessando
de
temer
o
triumpho
do
Go
verno
Clerical
em
Paris,
leria
muito
me
nos
precisão
de
fazer
a
côrte
á
Alliança
Germanica
e
poderia
ligar-se
mais
estreita
mente
com
a
França».
Segue
se
aqui
no
artigo
do
Times,
uma
verdadeira
insinuação
ou
conselho
a
Leão
XIII,
de
que
se
componha
com
Humber
to,
que
se
arrange
com
os
ladrões;
por
que
assim o quer o
Times
e
a
Inglaterra,
que
desejam
a
plena
liberdade
de
caibra
rem
a
Cidade
Eterna
com
a
bicharia
de
dúzias
de seitas
Protestantes, que
se,
não
entendem
umas ás
outras,
e
só
n
umi
cousa
combinam,
que
é,
em
abotrecerem
todas
a
Igreja
Calholica
—
nem
podia
ser
de
outra
maneira,
sendo
a
luz._
de
sua
natureza,
antagonista
da
confusão
e
das
trevas.
Uei
sobre
«a
instrucção prítnoria.
CAPITULO
II
Do
ensino
obrigatorio,
matriculas
e
fre
quência
[Conli
n
ti
içàoj
Art.
13.
As
multas
pecuniárias
são
im
postas
pelo
delegado
parcchial,
verificado
o
facto,
e
ouvido
o infractor.
Da
resolução
do delegado
ha
recurso,
com
efleito
suspensivo,
para
a
junta
esco
lar.
Art. 14.
O
delegado
parochial
que
não
intimar
ou
multar
os paes,
tutores
e
pes
soas
encarregadas
da
educação
das
crean-
ças,
nos
prasos
e
pelo
modo
estabelecido
nos
artigos
antecedentes, é responsável,
no
primeiro
caso,
pelo
pagamento das
mul
tas
em que
deviam incorrer
os
paes,
tu
tores
ou
pessoas
que
deixaram
de
ser
por
elle
admoestadas
e
intimadas;
e
no
segundo
caso,
pelo
pagamento
do
dobro
das
multas
que
devia impôr
pela
falta
de
cumprimento
da
obrigação
do
en
sino.
§
unico.
A
condemnação
nas
multas
de
que trata
este artigo
é
imposta
pela
jun
ta
escolar,
ouvido o infractor.
D’
esta
con
demnação
ha
recurso,
com efleito
suspen
sivo,
para
a
camara
municipal.
Art.
15.
As
multas
estabelecidas n
’
es-
te
capitulo
são
cobradas
peias
commis-
sões
promotoras
de beneficencia
e
en
sino.
§
1.
” Estas
multas
serão
cobradas
pe
la
mesmo
lórma
porque
o
forem
as
con
tribuições
do
estado;
a
certidão
da con
demnação
definitiva
tem
força
de
sen
tença.
§
2.°
As
multas
cobradas
em trabalho,
nos
termos
da
lei
de
6
de
junho
de
186i
’
são
pelas
camaras
municipaes pagas
em
dinheiro
ás
commissões
promotoras
para
o
mesmo
fim.
Art.
16.
A
obrigação
do ensino,
as
disposições
penaes,
e
os
nomes
das crean-
ças em
edade
e
circumstancias
de
esco
la
são
annunciados
em
cada
epoca
de
matriculas
pelos
meios
ordinários,
e
pe
los
parochos
á
hora da
missa
parochial.
Art.
17.
As
camaras
municipaes,
ou
vida a
junta
escolar, tomarão
as
provi
dencias
convenientes
para que
a
escolha
das
horas
dos
exercícios
escolares
seja
com
patível
com o
emprego
dos
alumnos
nos
trabalhos
da
profissão
a
que
se
applica-
rem.
•
§
l.°
Para este
fim
deverá
ser
publi
cada
era cada
concelho
uma
tabella
do
horário
da
escola
accommodado
ás
condi
ções
locaes.
§
2.°
Os
exercícios
escolares
diários
de
instrucção
primaria elementar
dnram
de
quatro
até
seis
horas,
divididos
em
aula
de manhã
e
aula
de
tarde,
excepto
para
as
creanças
até
oito annos,
que
não
se
rão
obrigadas
a
mais
de
duas
até
tres
ho
ras
de
aula
por
dia.
§
3.°
Pódem
ser
excepcionalmente
dis
pensadas
da frequência
de
uma
das au
las
diurnas,
pelo
delegado
parochial,
as
creanças
de
mais
de
nove
annos
que
es-
.
tiverem
empregadas
em
trabalhos agríco
las
ou
industriaes.
§
4.°
O
ensino
complementar
não
póde
durar
menos
de
duas
horas
por
dia. Ao
ensino
complementar
são
applicaveis
as
disposições que
se
referem
á
frequência
da
aula
e
justificação
das
faltas,
exce
pto
na
parte
que
diz
respeito
á
impo
sição
de penas e
multas.
3ocm«saw:!<Mri
CAPITULO
III
Da
escola
Art.
18. As
escolas primarias
para um
e
outro sexo dividem-se
em
duas
clas
ses: escoia
com
ensino
elementar,
e
es
cola
com
ensino
elementar
e
complemen
tar.
§
unico. O
ensino
complementar
é
fei
to
nas
escolas
de
ensino elementar,
em
curso
separado.
•
Em
todas
as
sédes
do
concelho
será
estabelecido
o
ensino
complementar
n
’
uma
das
escolas
de ensino
primário elementar
de
cada
ura
dos
sexos.
Art.
19.
Em
cada
parochia
haverá,
em
regra,
uma escola primaria
com
ensino
elementar
para
cada
sexo.
§
l.° A escola
primaria
para
cada
um
dos
sexos com
ensino
elementar
poderá
servir
para
duas ou
mais
parochias,
quan
do os alumnos
das
parochias
reunidas não
excedam
de sessenta,
e
possam
frequentar
regularmente
a
escola.
§
2
0
Se
na parochia ou
parochias
ad
juntas
não
poder
estabelecer-se
uma
esco
la para
cada
sexo,
haverá
uma
escola
mixta
em
dias alternados.
Art.
20.
Nas cidades
de
Lisboa
e Por
to
e
também
nas
outras capitaes
de
dis-
triclos
administrativos,
ou
onde
por
vir
tude
da
densidade da
população
haja
mais
de
uma
escola
complementar
ou
elementar,
as
camaras
municipaes,
com
auctorisação
do
governo,
pódetn
estabelecer
escolas
centraes
com
tres
ou
quatro
professo
res
ou
professoras.
Art.
21.
As
escolas
primarias
elemen
tares
para
o
sexo
masculino
são regidas
por
professores
ou
professoras;
as
com
plementares
para
o
sexo
masculino
por
professores;
as
escolas
elementares
e
com
plementares
para
o
sexo
feminino
por
professoras.
As
escolas
mixtas
devem
ser
regidas
por
professoras.
§
J.°
Não
havendo
professora,
a esco
la
mixta
é
dirigida
por professor
casado,
ou
que
tenha
na
sua
familia
alguma
se
nhora
a
quem
se
entregue a educação
das
meninas
e
o
ensino
dos
trabalhos
de
agu
lha,
sendo
considerada
para
todos
os
ef-
feitos
como
ajudante
da
escola.
§•2.°
Na
escola
primaria
com
ensino
elementar,
como
na
escoia
primaria
com
ensino
c
niplementar
de
qualquer
dos
se
xos,
haverá
um
ajudante
para
cada grupo
de
sessenta
alumnos
com frequência
re
gular,
além do
primeiro
grupo.
§
3.°
Nas
escolas
mixtas,
bem
como
nas escolas elementares regidas
por
pro
fessoras,
não
são admittidos
alumnos de
edade
superior
a
doze
annos.
Art. 22.
O
ensino
nas escolas prima
rias
de que
trata
esta
lei
é
gratuito
para
os
alumnos.
Art.
23.
As camaras municipaes
que
subsidiarem
escolas
ou
collegios
livres,
on
de se
ministre gratuitamente o
ensino
pri
mário
elementar
aos
alumnos
pobres,
são
dispensadas da
obrigação
de
estabelecer
a
correspondente
cadeira
na
parochia
respe-
ctiva.
O mesmo
se
observará
com relação
ao
ensino
primário
complementar.
§
unico. Estas escolas ficarão
para to
dos
os effeitos
sujeitas
á
inspecção
das
aucloridades escolares.
Arl.
24.
As camaras
municipaes de
vem
promover,
nos
silios que
julgarem
conveniente,
cursos
nocturnos
e
domini-
caes para
adultos.
§
unico
Estes
cursos
podem
ser:
de
ensino
elementar,
de
aperfeiçoamento
de
ensino elementar
ou
de
ensino
comple
mentar.
Poderão
ser
regidos
pelos
pro
fessores de
ensino
elementar
ou
comple
mentar,
mediante
a
gratificação
que
fôr
estipulada.
Art.
25.
As camaras
municipaes
de
vem estabelecer
cursos
temporários
de
duração
nunca
inferior
a
seis
mezes,
nas
localidades
onde
circumstancias especiaes
se
opponham
á
creação
immediata
das
es
colas,
segundo
as
regras
estabelecidas
no
artigo
19.
Art.
26.
As
escolas
de
que tratam
os
artigos
24
e
23
são
consideradas
publicas
para
os
effeitos
da
presente
lei,
e
sujei
tas
ao
horário que
em
cada
localidade
fôr
estabelecido
pela
commissão
de
bene-
ticencia
e
ensino.
Art.
27. E’
livre
o ensino
primário
ele
mentar
e
complementar
nos
lermos
da
lei
vigente.
[Continua)
Coimbra,
3 de junho de ISIS.
fDo
nosso
correspondente).
Começo
por
lhe
dar
noticias
univer
sitárias,
que me
merecem
especial
alten-
ção.
Os
actos
de
Direito
começaram
na
segunda-feira
passada e
tem
continuado
sem
interrupção.
No
primeiro
anno
ju
rídico
tem
corrido parelhas
os RR.
com
os
AA.
Dias tem
havido
em
que
tem
ficado tudo
reprovado.
Hoje
ficaram
tres
reprovados
e
um só
approvado.
Conse
quência
das
troças,
dos
distúrbios
noctur-
nos,
da vida
airada,
extravagante
d
’esla
mocidade, que
se
definha
n
’
uma
completa
esterilidade!
<E’
a
unica
desforra,
que
ti
ramos
d’
elles
pelas
noules,
que
nos
ti
zeram
perder,
pelos
frios
e
chuvas,
que
rapamos
por
essas
ruas
fazendo
a poli
cia»
dizem
os
archeiros
com
ares
de
sa
tisfação;
«e nós,
podiam
dizer
os
paca
tos cidadãos,
pelos
sustos
qne
nos
cau
saram,
pelos
desteraperos
que
presencea-
mos,
pelos
insultos
que
recebemos».
No 2.° e
3.° anno
tem
havido apenas
algum
R
inoffensivo.
No
5
°,
porora,
na
da.
E
todavia
já
passaram
alguns
estrói
nas,
que
n’
uma
universidade
séria,
e
er
guida á
devida
altura
scientifica,
nunca
poleriam
obter
umas
cartas.
Que
excedentes
magistrados,
que
aba-
lisados
jurisconsultos
não
vae
ter
a na
ção
n
’estes
sábios!..,
—
Foram riscados
mais
dois
estudan
tes
da
Universidade
por
seis
mezes,
o
que
n
’
esta
epoca
corresponde
á
perda
de
dois
annos.
E
’
um
quintanista
de
Direito
e um
secundanisia
de
Medicina,
cujos
nomes
oc-
cultamos
por deferencia para
com
ura
d
’
el-
les.
Esta
pena
foi
imposta
pelo
crime
de
espancamento
n
’um
cidadão
da
Couraça
dos
Apostolos,
em
sua própria
casa,
cuja
noticia já
dei
em
tempo
competente. Ti
nham
sido
condetnnados
mais
cinco
a
pena
de
prisão
por
cinco
dias. Ao
todo
teem
sido
con
letnnados
durante este
an
no
leclivo,
a
diversas
penas,
cerca
de
trinta estudantes.
Tiveram
ponto
no
sabbado
os
estudan
tes
de
medicina.
Os do 1.°
anno
com-
memoraram-n
’
o
com
uma
merenda
em
San
to
Antonio
dos
Olivaes,
aros d’
esla
ci
dade.
Também
já
começaram
os actos
de
theologia.
Os
do 5.°
anno começaram
no
sabbado.
São
apenas
uns
seis,
que
vão
ao
5.°
anno.
Foi
o
primeiro
a
fazer
acto
o
dislincto
academi
‘
co
padre
Manuel
d
’AI-
buquerque.
Argumentaram-lhe
o
drs.
Pai
va
Pitta,
Lino,
Bettencourt,
e
Valente.
O
snr.
Albuquerque
respondeu
cabal
mente
a
todos
os
argumentos,
o
qne não
admira,
porque
foi
sempre
um estudante
muito
applicado,
revelando
sempre
muito
talento;
porisso
tem
elle
sido
classificado
em todos
os
annos.
E
’ uma
excellente
aequisição,
que
acaba
de
fazer
o
Seminá
rio
de
Braga,
para
onde
parte
breve
mente
o
snr.
dr.
Albuquerque.
Além
de
ser
ura
talentoso
estudante,
é
um
padre
d
’
uma
conducia
illibada
e
exemplar,
o
que
hoje
é,
desgraçadamente,
tão
raro.
—Na
quarta-feira
faz
lambem
acto
de
formatura o
snr. padre
José
Dias,
que
nos
dizem
ir
também exercer
o professorado
d
’
esse
Seminário.
--Celebra-se
hoje
no
Collegio
das Ur-
sulinas
o
encerramento
do mez de
Ma
ria,
que
deve
ser
muito concorrido, se
gundo
o costume, por
causa
das excel-
lentes
vozes
das
educandas,
que
níquel-
lã
casa
desempenham
a
musica
das fes
tividades.-
Hontem
celebrou
se
em
Santa
Thereza.
Em
todos
os
domingos
de
maio,
houve
n
’este
adoravel
sanctuacio, além
dos
exer
cícios,
praticas
religiosas,
feitas
pelo
snr.
dr.
Luiz
Maria da
Silva Ramos.
Mas
onde
esta
solemnidade
foi
pom
posa,
foi
na
real
capella da
Misericór
dia, onde
se
realison,
no
mesnrá dia,
a
primeira
communhão
dos
orfãos
e
órfãs.
Foi
uma
das
festas
mais
esplendidas,
que
alli
se
tem
feito.
Prégou
nesta
festividade,
de
manhã
o
snr.
Eduardo
Nunes,
o
estudante
de
mais
robusto
talento
da
faculdade
de
Theolo
gia da
nossa
Universidade,
e orador
van
tajosamente
conhecido;
e
de
tarde
o revd.
0
dr.
Manoel
d
’Albuquerque,
de
que
acima
fallei.
Foi a
primeira
vez
que
nesta
cidade
ouvimos
este
orador,
embora
nos
conste
que
não
foi
este o
primeiro
sermão
que
aqui
prégou;
mas
o snr.
Albuquerque
ra
ras
vezes
sobe
ao
púlpito,
porque,
como
nós,
é
d
’
opinião que mais
vale pouco
e
bom,
e
ou
bom
ou
nada.
Mas
é
pena,
porque
o
snr. Albuquerque
reveliou-se-nos
como
um
orador
distincto,
valente,
ener
gico,
d
’
imagens
brilhantes e
d
’
uma
argu
mentação
clara
e
frisante.
Lamentamos
que
s.
exc.a
se
não
tivesse
apresentado
mais vezes
no
púlpito
conimbricense,
que
vae
estando
deserto
de
bons
oradores.
Mas
o
snr.
Albuquerque,
nimiamente
mo
desto, retraiu-se
sempre,
privando
nos
de
o ouvirmos
mais
vezes nos
nossos
púl
pitos.
GAZETILHA
Jtoeienugeni
devifttíi.—
A
conrnis-
são administrativa da
Misericórdia acaba
de
pagar
urna
divida
sagrada
á
memória
do
benemerilo
cidadão,
ha
pouco falleci
do,
Lourenço
de
Magalhães
Araújo Pimen-
tel.
Para
este
fim
mandou celebrar
uma
missa
por
sua
alma,
—
acto que
teve
logar
na
segunda-feira, no
templo
do
Hospita.1
de
S.
Marcos,
e
a
que
assistiram
o
exm.°
governador
civil,
muitos
irmãos
da
Mise
ricórdia,
e
crescido
numera
de
cavalhei
ros
de
todas
as
cores
políticas.
Finda
a
missa,
dita
pelo
presidente
da
commissão, abbade
de
S.
Pedro
de
Maxi-
minos,
dirigiratn-se
os
assistentes
para
a
galeria
dos
bemfeitores
díquella
casa,
onde
se
via,
ao
lado
do
santo
arcebispo
D.
Fr.
Caetano
Brandão,
o
retraio
de
Lourenço
de
Magalhães,
velado.
Corrida
a cortina,
o
snr.
presidente
leu
um pequeno
mas
eloquente
discurso,
exal
çando
as
sublimes
qualidades
de
Louren
ço
de
Magalhães,
benemerito
que
por
qua
si
meio
século
administrou
com provado
zêlo
e
extremada
caridade
aquelle
piedoso
estabelecimento,
venerando
anceão
que
foi
na
vida
inteira
um
modelo
d
’
honradez
e
um
exemplar
de
virtudes.
Depois
o snr.
conego
Figueiredo
pro
nunciou
commovido
algumas
palavras,
e
offereceu
uma
corôa
de
saudades,
que
ficou
sobre
o
retrato.
O
retrato,
que
está
primoroso,
é tra
balho
do
conhecido
artista
o
snr.
Peixo
to,
e
foi
mandado
tirar a expensas
dos
membros
da
commissão.
Kevistn «le
iíireíío Adminintra-
íiwo.
—
Agradecemos
o
n.°
5
da
«Revis
ta
de
Direito
Administrativo»,
de
que
é
redactor
o
snr. dr. José
Caetano
Preto
Pacheco.
Contém
os
seguintes
artigos:
Codigo
administrativo.
—
O
principio
da
não
retroactividade
applicado ás
leis
de
direito
publico
e
administrativo.
Edade
legal
para
o
exercicio
do
suf-
fragio—Parecer
da
commissão
de
admini
stração publica
da
camara
dos
pares
ácer
ca
do
projeclo
do
codigo
administrativo,
approvado
pela
camara
dos
deputados.
—
■
Questões
diversas
—
recrutamento—
Consul
tas
e
respostas
sobre
questões
eleitoraes
—
Recurso
extraordinário
em
matéria de
contribuições—
A
presuoipção
em
matéria
fiscal—
Portarias
—
Recenseamento
supple-
menlar
—
Procuradores
á
junta
geral—Im
posto
do
sêllo
sobre
as
operações
da
bol
sa
em
fundos
estrangeiros—
Subdelegados
de
saude
—
Monte-pio
official—
Secção
de
jurisprudência
—
Accordãos
—
Extractos
do
Diário.
Bibliographia.
A
codificação
con
tém
a
nova
lei
eleitoral
e
a
instrucção
primaria.
CSuards»
civis.—
A
Junta
geral
dis
cutiu
ante-hontem
o
parecer
sobre
a
ex-
lincção
da
guarda
civil,
e
resolveu,
por
8
votos
contra
4,
que
ella
seja
extincta
Não concordamos nem
com
o
parecer
que
se
discutira,
nem
com
a
deliberação
tomada
pela
Junta.
A
guarda
civil
é
não
só util,
mas
até
necessária
para
esta
cidade;
e louvável
se
ria
sim que
se
tractasse
de
a
melhorar
para
ella
poder
corresponder
inteiramente
aos
fins
para
que foi
creada.
N’
aquella resolução
não
entrou
a
mais
leve
indicação
d
’
economia;
mas
o
espirito
de
partido,
e
a
influencia
da
nossa
ama-
vel Guimarães.
Honra
aos
quatro
cavalheiros
que
vo
taram
pela
conservação
da
guarda
civil.
Votaram
a
favor
da
extineção:
Rodrigo
de
Menezes,
procurador
por
Guimarães,
presidente
da
Junta
e
auctor
da
proposta
para
a
extineção;
Visconde
de
Moreira
de
Rey,
procu
rador
por
Fafe,
e
relator
do parecer fa
vorável
á
mesma
extineção;
Barão
de
Pombeiro,
procurador
por
Guimarães;
Avelino
de
Sousa,
procurador por
Ce-
lorico
de
Basto;
Padre
Bento
José
Barroso,
procurador
por
Cabeceiras
e
Terras
de
Bouro;
Dr.
Segismundo
Rebello
d
’
Andrade
e
Castro,
procurador
pela Povoa
de
Lanhozo
e
Vieira;
Dr.
José
da Silva
Lopes Cardoso,
ad
ministrador
do
concelho
e
procurador
por
Espozende;
Dr.
Adriano
Acacio
de
Moraes
Carva
lho,
administrador
e
procurador
por
Villa
Nova de
Famalicão.
Votaram
contra
a
extineção:
Dr.
Adolpho
Pimentel,
procurador
por
Braga,
Villa
Verde
e Amares;
Dr.
Antonio
Roberto
d
’
Araujo
Queiroz,
procurador
pelos
mesmos
concelhos;
Antonio
de
Campos
d’
Azevedo
Soares,
idem;
Commendador
Faria
Machado, procura
dor
por Barcellos.
O
corpo
commercial
vae
reunir
ama
nhã
em
assembleia
geral
extraordinária,
pa-
ra resolver
ácêrca
dos
meios
legaes
a
em
pregar
contra
a
deliberação da Junta.
Volta
«1® fjonirdeis.—
Acaba
de
che
gar
a
Lisboa
a
caravana
dos
doentes
que
foram
em
peregrinação
a
Lourdes, com
parte
da
digna
commissão
e
Irmãs Hos
pitaleiras
que
os
acompanharam.
Presentemente
só
tres
dos
enfermos
é
que
instantanea
e
milagrosamente
foram
curados;
os
restantes
aguardam
resignados
e
contentes
os
destinos
da
Providencia.
A peregrinação
foi
em
Lourdes
visita
da
pela
snr.a
duqueza
viuva
do
Cadaval,
seu
sympathico
filho
o
snr.
duque
e
seus
irmãos,
os quaes
deram
uma
generosa
esmola
a
cada
um
dos
peregrinos
pobres;
e
diz-se
que
lambem
a
estes
fóra
dada
outra
em nome
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança, que
mesmo
no
exilio
se
não
esquece
dos
seus
amados
portuguezes
que
soffrem.
Provideneiat ! gurovidcneías! —
Chamamos
a
attenção
de quem
compele
para
o seguinte:
Tem-se
vendido e
continua
a
vender-
se
na nossa
alfandega
peixe quasi
em
putrefaeção,
sem
que
se
tenham tomado
as
providencias
instantes
e
imprescindíveis,
que
o
caso
exige.
E’
geral
a queixa
contra
os cortadores
de
carnes verdes, por
cansa
da
falta
do
pezo,
que
algumas
vezes
é
bem
conside
rável.
Como
nos
parece
que
este
negocio
não
deve
passar
pela
malha
grossa
da
política,
esperamos
que
se porá
côbro
a
estas
patifarias.
—
Falleceu ha
dias
na
cidade
de
Guimarães
a ex.
ma
snr.
a
D.
Joanna
de
Sousa
Guedes
Aguiar,
viuva
do
antigo sargenlo-mór
de
Fafe
e
irmã
dos
snrs.
mestre-escola
e
conego
magistral da
Collegiada d’
aquella
cidade.
Era
senhora
de
elevadas
virtudes
e
muita
caridade.
Enviamos
comprimentos
de pezames
a
toda
a
illustre
familia anojada.
Toilette
de
Paris.—
Recebe
mos
o
n.°
correspondente
a
junho,
deste
magnifico
jornal
de
modas,
que
se
pu
blica
em
Paris.
Recororaendamol-o
ás
nossas
elegantes.
IVíigierâcoríSãa.—Consta
que
a
com
missão
que
tem gerido
os
negocios da
R.
Casa da Misericórdia
faz
hoje
entrega
da
respectiva
administração
á
nova
Meza,
ha
dias
eleita.
Que
ííb
®
preste.—
Com
qne
então
o
collegasinho
honra-se
muito,
muitíssimo,
sempre
que
a
fórma
por
que
tracla
quaes-
quer
assumptos
nos
cause
dó
e
asco!
Pois
olhe
que
tem
bom
gosto.
E’
pena
que
o
collega
se
não
possa multiplicar
em
varias
edições ad
usum
papalvorum.
Elle
sempre
ha
cada......
collega
!
Hevistn de
THeologia. — O
n.°
H,
agora
distribuído,
contém:
Aponlammentos biograplticos
do
Smn-
mo
Pontífice
Leao
XIII
—conclusão
—
Dr.
Menezes.
Necessidade
das
missões
religiosas
nas
colonias
portuguezas—continuação
—
Eduar
do
Augusto
Nunes.
O
centro
da
unidade na
Egreja
christa
—
Manuel
d
’
Azevedo
Araújo e
Gama.
São
correspondentes
d
’
esta publicação
importante
nesta
cidade
os
revd.I110S
snrs.
conegos
Martins, e
Vieira
de
Sá.
Thewtro.—
Subiu
na
segunda-feira
á
scena
o
drama
em
5
actos
intitulado
0
obstáculo,
traduzido
elegantemente
pe®
snr.
Borges
d
’
Avellar,
e
representado pela
companhia
do
Baquet.
Não agradou
geralmente
nem
o
drama,
nem
o
desempenho,
que
foi,
quando
mui
to,
regular
mesmo
da
parle
dos artistas
de
que
havia
a
esperar
muito
e
muito
mais.
Uma
parte
da
plateia
desengonçou-se
em
applausos...
ao
que
e
porque
sabe-o
ella.
A
comedia
As
nossas alisadas,
eâ
zarzueila
Boas
noites,
snr,
D.
Siniao,
levadas
á
scena
na terça-feira,
allrairam
ao
theatro
uma
boa
concorrência.
Uma
e
outra
já
são
conhecidas
da
nossa
plateia,
que gosta
muito
d
’
estes
acepipes--
de
maravalhas.
Foram
sempre
intelligentemente
desem
penhada®-
‘
Candidato
*
a deputado
*
.
—
Sao
o
j
seguintes
os candidatos
a
deputados
oelos
círculos
d
’
este
districto,
segundo
relação
que
temos
á
vista:
Espozende,
dr.
Bernardino
Machado,
governamental,
e
dr.
Antonio Lopes
de
figueiredo,
opposição;
Barcellos,
dr.
Adol-
pho
Pimenlel,
g.,
e
João
Antonio
Gomes
de
Castro,
op.;
Villa
Nova
de
Famalicão,
jf^uel
Máximo
da
Cunha
Monteiro,
g
,
e
Antonio
Alves
Cimeiro,
op.;
Guima
rães,
barão
de
Pombeiro,
g.;
Braga,
dr.
jeronymo Pimenlel,
g.,
e
dr.
Manoel Joa
quim
Penha Fortuna,
op.;
Villa
Verde
e
Ajnares,
Manoel
Joaquim
Alves
Passos,
g,;
Povoa
de
Lanhozo,
Guilherme
Augusto
Pereira
de
Carvalho
e
Abreu,
g.;
Fafe,
visconde
de
Moreira de Rey, g.
Pelos
círculos do
de
Vianna
do
Cas-
tello:
Valença,
Luiz
de
Freitas
Branco,
g.;
Arcos
de
Val-de-Vez,
Alfredo
Felgueiras
da
Piocha
Peixoto,
g.;
Ponte
do
Lima,
Manoel
Bento
da
Rocha
Peixoto,
g.;
Vianna
do
Caslello,
visconde
de
Azaruji-
nha,
g.,
e Antonio
Alberto
da
Rocha
Pá-
ris,
op.
&
«Jceideiíte. —
Recebemos o
n.°
11
do
Occidente,
revista
illustrada
de
Portu
gal e do estrangeiro.
As
gravuras,
todas
primorosissimas,
d
’
este n.°
são:
A
embaixada
marroquina
a
Portugal
—
O
vice-almiranle
visconde
de
Sérgio
de
Castro—
O
geral Schwalbach
—A
canhoneira
«Quanza»
—
A
estação
de
Pe
dras
Rubras,
no caminho
de
ferro
do
Porto
á
Povoa
—
llluslração
ao
conto
de
Alberto
Braga,
por
Manoel
de Macedo—Enigma.
0
escriptorio d
’
este
periodico
é
na
rua
do
Lo
reto,
43, Lisboa.
Exeqtiia
*
a I»io IX.—
No
dia 20
de
maio
celebraram-se
solemnes
exequias
por
alma
do
nunca
assás
chorado
Pio
IX
na
freguezia
de
Monsul,
arcyprestado
da
Povoa
de
Lanhoso.
Pelas
dez
horas
da
manhã
reunidos
uns
30 sacerdotes
das
freguesias, que
compunham
o extincto
concelho
de
S.
João
de
Rei
e
d’outros
concelhos limitrophes,
deram
principio
a este
acto
de
gratidão
para
com
o
immortal
Pio
IX
de
saudosa
memória.
Foi
celebrante
o
revd.
0
José
André,
rei
tor
da
mesma
freguesia;
diácono
o revd.
0
abbade
de
Novegilde
e
subdiacono
o
revd.0
abbade
de
Santa
Marlha
de
Bouro:
mes
tre
de
cerimonias
o
revd.0
arcypreste
d’
es-
le
districto.
No
tim
das
Landes
subiu
á
cadeira
da ver
dade
o
bem
conhecido
snr.
padre João
Rebfclio,
que
n’
um
bei
lo
discurso traçou os
factos
mais
notáveis
da
vida
do
chorado
Pio
IX.
Tiveram
depois
logar
as absolvições
do
estylo,
e
foram
absolventes: o
snr.
abba
de de
Rendufinho,
o
de
Gerás,
o
de Car
valheira
e
o
de
S.
João
de
Rei,
sendo
a
quinta
feita
pelo
celebrante.
A musica,
dos
snrs.
padres Argainhas,
desempenhou
realmente
ifom
modo
ma
gistral,
pelo
que não podemos deixar
de
Ibe
tecermos
os
devidos louvores.
No
meio
da
egreja
estava
um
lindo
catafalco,
formado
por
4
columnas,
enci
madas
por
uma
figura,
que
representava
a
Fé.
Tinha
na frente
as
armas
do
falleci-
do
Pontífice,
e
nas
columnas
vários
dísti
cos
relativos
aos
actos
mais
notáveis
do
seu
longo
pontificado.
Assistiram
muitos
cavalheiros
que
de
boa
vontade
acceitaram
o
convite,
que
lhes
foi
dirigido,
e
entre
elles se achava
o
sor.
administrador
do
concelho e
presiden
te
da
camara.
Estava
muitíssimo
povo
de
todas
as
classes e
condições,
desde
a
al
ta
aristocracia
até
o humilde
jornaleiro,
que
todos
concorreram
a
tributar
esta
pro
va
de
respeito
e
amor
a
Pio
IX
São
dignos
do
maior
louvor
os
revd.
mos
arcyprestes
d
’
este
districto
e
d’Amares,
que
com
sua
presença
vieram
abrilhantar
es
b
solemnidade.
Também
são
dignos de
menção
al
guns
parochos,
que
não se
pouparam
a
trabalhos
e
fadigas
para
assistir,
como
fo
ram
o
snr.
abbade
de NevogilJe, o de
Carvalheira, o
de
Oliveira
e
outros
que
agora
não
menciono,
por
não
ser
demasia
do
extenso.
lambem
é
digno
de louvor
o
snr.
pa
dre
Manoel
Argamha,
que
se
prestou
gra-
tuilamente
com
a sus
musica
não
só
pa-
ra
o
solemne
Te
Doum,
que
teve
logar
n
aquella
freguezia
no
dia
3
de
março
pe
ta
eleição de
Leão
XIII,
mas
também
Para as exequias
de
Pio
IX.
Acções
d
’eslas
ailana
bem alto e fazem
honra
a
quem as
Pratica.
Deve
notar-se
que
estas
exequias
foram
feitas
á
custa
do
clero
do
extincto
con
celho
de
S.
João
de
Rei,
e
d
’
alguns
ca
valheiros.
que
para
isso
se
oífertaram
vo
luntariamente,
não
permittindo
que
os
de
fóra pagassem
como
alguns
queriam e
se
offereceram.
Parabéns
pois
á
digna
commissão
que
tão
bem
desempenhou
os
seus
trabalhos.
Uvrinho.—
Recommendamos
encare-
cidarnente
aos leitores,
pelo
seu
valor
in
trínseco
e
mais
ainda
pelo
fim
a
que
se
destina
o
produclo
da
sua
venda,
o
opús
culo
que
com
o
titulo
de
O
Santo
Pa
dre
Leão
Xlll,
—
A
primeira Encyclica
—
etc, annunciâmos
hoje
no
logar
proprio.
A
traducção
portugueza d’uma
poesia
de
Leão
XIII,
feita
pelo
erudiclo traduclor
dos
Palavrões
de
Longhaye,
é
uma
ines
timável
chave
de
oiro
com
que
fecha
este
opusculo.
Gomprem-no,
porque
alem
de
tudo
o
preço
é
insigniíicantissimo,
— 100
reis,
apenas
!
Hegíeidio.
—
Refere
o
«Jornal
da
Noites que
no
dia
2,
á
noite, foi
rece
bido
em Lisboa
um telegramma
official
annunciando que
um malvado
tinha
at-
tentado
de
novo
contra
a
vida
de
Sua
Magestade
o
Imperador
d
’
Allemanha.
O
imperador
passava
em
carruagem
pela
rua
que
se
denomina
Unlen
den
Linden, quan
do
de uma
das
casas
atiraram sobre
elle
um
tiro
que
lhe acertou
na
face
e
em
um
dos
braços,
A
espwigarda
era
de
caça.
A
carga
de chumbo grosso.
Por
ora
as
feridas
não
parecem de
nenhum
modo perigosas.
O
regicida
charna-se
Nobeling.
Foi
prezo depois
de
ler
ferido
gravemente
a
pessoa
que
o
perseguia.
Berlim
3
—
O
imperador
Guilherme pe
diu
um caldo
e
vinho
e
conversou
com
os
mé
dicos.
O
boletim
de
saude do
imperador
diz
que
foram
disparados
dous
tiros
con
tra
Sua
Magestade, que
foi
ferido
por
uns
30
grãos
de chumbo
no
rosto, na ca
beça,
em
ambos
os
braços
e
nas
costas.
Nenhum
ferimento
indica
perigo
imme-
diato.
S.
M.
ainda
que
soffreu
muito,
não
perdeu
o
conhecimento
um
só
instante.
O
seu
estado
geral
vai-se
reanimando
de
um
modo
satisfactorio. Este
documento
é
assignado
por
Von Lunrer.
No
interroga
tório
de
Vobiling,
este
confessou
que
prestou
juramento de
fidelidade
ás
ideias
socialistas;
que
assistira
ás
suas
reuniões
e
que
ha
8
dias
que tencionava
matar
o
imperador
porque
julgava
a
sua
supressão
necessária
ao
bem
do
Estado.
Paris
3
—
Segundo
um
despacho
de Ber
lim,
hontem
á
noule
já
haviam
sido
ex-
trahidos
18
grãos
de
chumbo
da face e
pescoço
do
imperador.
O assassino era
empregado
do
ministério
da
agricultura.
Foi
sómente
o
segundo
tiro de
espingarda
que
alcançou
o
imperador.
O
«Journal
des Debals»
publica
um
despacho
de
Berlim,
dizendo
que se
re
ceia
sejam
funestas
ao
imperador
Gui
lherme
as
consequências
da emoção
que
soffreu.
Questão do Oriente.—
Os últimos
lelegrammas
relativos
á questão do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres 2
—
Andrassy
declarou
á
dele
gação
húngara
que
se
considerava
feliz
por
annunciar
o
ler
recebido
uma com-
municação
de
que
o
congresso
está
con
vocado para
II
do
corrente.
Os convites,
sob
a
proposta
da
Áustria,
foram
envia
dos
pela
Allemanha;
não
se
póde,
porém,
fazer nenhuma outra
declaração
relativa
ás
bases
em
que
foi
convocado
o
congres
so,
pois,
sómente
depois
de
acceiles
pe
las
grandes
potências,
estará
authorisado a
referil-as.
Os
indícios
são
todos
favoráveis tanto
que
a
Inglaterra
e a
Rússia
excitaram
essas
bases.
Andrassy
acrescentou
que
póde francamente
declarar
que
os
pontos
publicados
pelo
«Globo»
não
devem
ser
considerados
authenlicos.
Londres
2
—
0
«Observer»
crê
que
os
convites
do
congresso
foram
enviados
peia
Allemanha,
mas
os
embaixados allemães
sómenle
farão
communicação
official,
de
pois
da declaração
que
os ministros in-
glezes
hão
de
fazer
no
parlamento,
pro
vavelmente
ámanhã.
O
congresso
abre-se
em
1
1
do
corrente.
Londres
2
—Schouvalofll partiu
hoje
para
S. Petersburgo.
Beaconsíield,
Salisbury
e
Oddo
Russell,
representantes
da
Inglaterra,
partirão
na
quarta-feira
para
Berlim.
Segundo
o
«Morning-Post»,
o
aecordo
das
potências é
tão
completo
que
se
suppõe
que
o
congresso
concluirá
os
seus trabalhos
em
8
dias.
Berlim
3
—
0
congresso
reune-se
em 13
do
corrente.
S.
Petersburgo
1
—
A
Agencia
Russa
diz
que
o
congresso
terá
uma
unica
ses
são,
na
qual
estabelecerá
as
bases
do
tra-
ctado
e
assignal-as-ha.
Em
seguida,
uma
conferencia
de
embaixadores
em
Constan
tinopla
regulará
as
questões
secundarias.
A
mesma
agencia
publica um
artigo
ácerca
da
má
administração
do
khediva, acre
scentando
que
o
Egypto
estaria
mais
pros
pero
se
a
sua
administração,
fosse
confiada
á
Europa.
Vienna
1
—Existia
certa
inquietação
em
Vienna relativamenle
ao accordo
entre
a
Rússia e
a Inglaterra;
mas
o
governo
acaba
de
receber
do
gabinete
inglez
a cer
teza
de
que
o
referido
accordo
não
é
prejudicial
aos interesses austríacos.
A
Áustria
tencionava concentrar
tropas
sobre
o
rio
Save.
Londres
3
—
Os
embaixadores
da
Alle
manha
entregaram
hoje ás
grandes
potên
cias
os
convites
para
a
reunião
do
con
gresso
a
13
do
corrente.
Londres
4
—
Beaconsfield
partirá
para
o
congresso
em 8 do
corrente,
e
o mar-
quez
de
Salisbury
no
dia
10.
A
escolha
de
Beaconsfield
foi
bem
aco
lhida
em
S.
Petersburgo.
Rota
*
falsa
*
.
—
Foram
presos
em
Lisboa
os
snrs. conde
de
Penamacor,
Hen
rique
Cesar
de Sousa,
procurador, e
José
Celestino
Nini,
capislalista,
como
fabri-
cadores
e
passadores
de
notas
falsas
do
Banco
de Portugal.
A
noticia
da
descuberta
d’
este
crime,
em
que
parece
estarem
involvidos
ainda
vários
indivíduos,
causou
muita
sensação
na
capital e
no
Porto.
Eis
alguns promenores:
Ha
bastantes
dias
que
corria
a
noti
cia
da
existência
de
notas
falsas.
Um
em
pregado
do
Banco
de
Portugal,
estando
a
passar
as
notas
trocadas
n
’
um
dia,
notou
ao
passar
pelo
numero 22:000
e
tantos
que
lhe
parecera
ter já
encontrado esse
numero.
Poz
a
nota
de parte,
e
tornou
a
folhear os
massos.
O
outro
22:000
e
tantos
não
tardou
a
apparecer. Preveniu
immediataraente
o
director
de semana.
O
snr.
Leipold
foi
chamado,
e,
pedindo-se-
lhe
que
dissesse qual
era
a
nota
falsa,
in
dicou
logo
uma
que
se
differençava
da
ou
tra,
porque
estão
bem
feitas,
mas
que
tinha
no
pescoço da
figura feminina, que
leem as
notas,
a
falta
de
uns
pontos
que
indicam
um
collar.
Além
d
’
isso
são
um
pouco
mais pequenas
que
as
verdadeiras,
e
a
tinta
preta
do numero
é
mais
car
regada.
Guardou
se
o
mais
profundo
si
lencio
e
tractou-se
das
necessárias
pes-
quizas.
Na
quarta
feira appareceu um
offi
cial
no
banco para
trocar
uma
porção gran
de
de notas
de
20^000
réis. Examina
das,
reconheceu-se
que
uma
porção
era
falsa.
Pediu-se-lhe
que
fosse fallar
ao
di
rector de
semana,
e
a
surpreza
do
offi
cial,
ao
saber
que
trazia
notas
falsas,
re
velou
immediatamente
ao
director
que
ti
nha
na
sua
presença
uma
victima
e
não
um
cúmplice. Declarou
que acabara
de
receber as
notas
n
’
um
cambista
da
rua
dos
Capellistas,
o
snr. Neves,
em
troca
de um
papel
de credito.
O
snr.
Neves
foi
chamado,
e,
manifestando
igual
sur
preza,
revelou
que
recebera
as notas
n
’
uma
transacção
que
fizera
na
vespera
com um
procurador
do
snr.
conde
de
Penamacor,
o snr. Celestino Nini,
que
lhe
comprara
umas
inseripções,
no valor
de
4:300^01)0
réis.
Este
disse
que
o
dinheiro lhe
fôra
dado
peio
snr.
Sousa, morador
na
rua
do
Telhai,
e
procurador
também
do
snr.
con
de
de
Penamacor.
A direcção
do
banco
avisou
a
policia
e
passou
lambem aviso
a
differenles ca
sas
bancarias
e
de
cambio,
segundo
in
formou
depois
um cambista
dos
mais
!
importantes
da capital,
para
que
trocassem
as
notas
que
lhes
fossem
apresentadas
a
desconto
ou
dadas
em
pagamento,
deven
do os
agentes
de
policia, que
foram
pos
tos á
sua
disposição,
seguir
os
indivíduos
que apresentassem
as
notas
e tomar
a
respeito
d
’
elles todos os esclarecimentos
possíveis.
Em
resultado
d’
isto, parece
que
é bastante
extensa
a relação
de
nomes
que
existe
no
governo
civil.
E
’
de
crer
que
muitos
d’elles
estejam
innocentes
e
se
achem
envolvidos
de
boa
fé
n
’
este
la
mentável
acontecimento.
Na
sexta-feira,
depois
das
3 horas
da
tarde,
foram en
carregadas
os
snrs.
commissario
da
2.
a
divisão,
interino
da
l.
a divisão,
Quares
ma
de
dar
busca
á
casa
de Henrique
Ce
sar
Alves
de
Soosa,
procurador
do
snr.
conde
de
Penamacor e commissario
da
2.a
divisão,
Fernandes
Coelho, á
de José Ce
leslino
Nini,
na
praça
da
Alegria.
Alves
de
Sousa
e
Nini,
foram presos,
conduzi
dos
ao governo
civil, e
remettidos
para
o 2.° dislriclo
criminal,
sendo
ordenada
immediata
entrada
na
cadeia.
Nasbuscas
que
se
effectuaram
em
casa
d
’
esles
indivíduos
nada
se
encontrou; e
parece que
as
de
clarações
que
elles
fizeram
não
denotam
cumplicidade
no
crime. N
’
essa
mesma
tar
de
foi
preso
na
rua
pelos
policias
Antu
nes
e
Ferreira,
o snr.
conde
de
Penama
cor.
Depois
d
’isso
o
snr.
commissario
ge
ral
de policia, Christovão
de
Moraes
Sar
mento,
procedeu
á busca
no
palacio
do
mesmo conde,
apprehendendo
ahi
grandes
bocados
de
pedra lylhographica
que
se
encontram
enterrados
no quintal
e
que
parece
terem
servido
para
estampar
as
notas;
e
27
notas
que
se
encontraram
em
casa.
As
revelações
do
preso
foram
ex
plicitas
e
cabaes. Confessou
o crime
e
indicou
como
envolvido
n
’
elle o
súbdito
allemão
Luiz Gruder,
lylhographo,
grava
dor
e
desenhador,
que
utlimamente vivia
no
seu
palacio
e
que
o
acompanhara
a
J
ans
onde
ainda está.
A’s
sete
horas
da
manhã
de
3
do
corrente,
pirliram
para
Cintra,
acompanhados
do
conde,
os
snrs.
commissario
geral, seu
escrivão
D. Diogo
Sousa,
e
chefe
Ribeiro,
para
passarem
revista
ao
palacio
da
Penha
Verde,
onde
estão
depositadas
as
cinzas
do
heroe
D.
João
de
Castro
ascendente
do
preso,
e
onde
agora
se
supunha
que
existiam
os
principaes
instrumentos
da
fabricação
das
notas!
Essa diligencia,
de
que
regressa
ram
ás
4
da
tarde,
deu
em
resultado
a
apprehensão
de 7:960^000
réis,
em
notas
encontradas,
por
indicação
do conde,
en
tre
uns
pedregulhos
na quinta.
Também
oram
apprehendidos
muitos
frascos
de
differenles
tamanhos
contendo
preparados
chimicos,
dos
quaes
uns
líquidos
e
outros
em
pó: chapas
de
vidro,
differenles
uten
sílios
em
que
se
desfizera
tinta;
e alguns
apparelhos
que
se
tornaram suspeitos.
O
que
está
indiciado
como
auclor
das
notas,
é o conhecido lylhographo e
de
senhador
Gruder,
homem
moço,
e
auda
cioso
emprehendedor.
Gruder
tem
figura
do,
em
diversas
emprezas,
e
ahi
o
vimos
ainda
não
ha
muito,
a
promover
uns
con
certos
de
guitarras,
que
lhe
deram
po
pularidade.
Na
arte
lylhographica
revelou
muita
habilidade.
Fez
algumas
tentativas
de rotulos em
chromo-lythographia,
e
pre
tendia
compelir
com
os
que
importamos
do
estrangeiro
para
as
garrafas
de
licores
e
vinhos
finos,
e
caixas
de
conservas;
o
chomo
lylhographico,
foi
o
que,
segundo
a
declaração
do
snr.
conde,
empregou
ao
fabrico
das
notas.
Conta-se
que,
ames
de
sair
para
Fraça, Gruder foi
a
um
cambis
ta,
trocarem
moeda
ingleza
e
hespanhola,
oiro
e
prata, o
que conseguiu
com
faci-,
idade; o
que
não snccedera
com
o
agente
Nini,
a
quem,
na
occasião
de
fazer
uma
transacção
em
inscripçÕes,
lhe
regeitaram
uma
porção
de
notas,
com
o
que
eile
se
mostrou
desgostoso,
alfirmando
que
as
re
cebera
de boa
mão, e
dizem
que
andou
a
mostrar
as
notas
pelos
cambistas,
para
que,
elles
vissem
que não
havia
falsifica
ção
Parece
que
por
emquanlo
no
Banco
de
Portugal
não
foram
trocados
mais do
que
os
8:000^000
réis
que
alli
levara
o
cambista
Neves;
mas
snppôe
se
queé
muito
mais
importante
o numero d
’
ellas
em
cir
culação.
As
notas,
que
estão
muito bem
imitadas,
são de
2Ô$l)00
réis,
ouro,
como
as
do
penúltimo
padrão.
Teem
a
allego-
ria
da
Justiça
em
oval, faltando
uns
tra
ços
que
nas verdadeiras
fazem
destacar
o
seio
das
duas
figuras
que
representam
crè-
mos
nós
o
Commercio
e a
Induslria,
na
assignatura
do director do
Banco,
o
snr.
Antonio
José
Pereira
Serzedello Júnior,
no
Júnior
o
u
mais
parece
um
m
O gra
vador
da
casa
da Moeda
que fez
as
cha
pas
para
as
notas
do
Banco,
logo
que
lhes
foram
apresentadas
as
notas falsas,
reco
nhecendo
que
estavam
muito
bem
feitas,
declarou
que eram
fabricadas
por
proces
so lythographico.
Õ
governo,
que
reuniu
no
dia
2
em
conselho,
para
tomar
as
providencias
so
bre
o
caso,
não consentiu
que
até
ás
duas
horas
da
tarde
do
dia
3
fossem
transmit-
lidos
para
as
províncias
telegrammas
no
ticiando
este
acontecimento,
e
egualmen-
te
impediu
os
despachos
particulares
para
Paris,
onde estão
a
snr.
a
condessa
de
Pe-
namacôr
e
seus
filhos, e
o
lylhographo
allemão
de
que
acima
falíamos.
Pelo
te-
legrapho,
segundo
dizem foram
expedidas
depois
as
ordens
para
serem
presos
tan
to
a
snr.
a
condessa
como
o
lylhographo.
Fs-eço
eereaes.—
Na
terça-feira
ultima,
n
’
esta
cidade,
o
preço dos
cereaes
foi :
Trigo................................................
900
Centeio
........................................
330
Cevada
..............................................
560
Painço..............................................
300
Milho
branco
.
430
»
amarello.
420
Milho
alvo.
540
Feijão
branco
.
800
»
vermelho.
900
»
amarello.
700
»
rajado .
640
»
fradinho.
600
Batata..............................
600
Azeite.
..."
•
5$000
gos, afim
de
que
classificados
por
e.l'es,
como
viciosos,
se
fórme
corpo
de
delicio
para
ser
com
o transgressor
remettido
ao
poder
judicial
para lhe applicar a pena
legal,
sendo
expulso da
comarca,
inuti-
lisados
os livros condeinuados.
E.
R. M.»
(Seguem
42
assignaturas).
José
de Freitas
Amorim
Barbosa.
MBffl
MS
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de repoiso nem regimen)
por
Mad.
Lachapetle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das
mulheres,
inllammações,
ulceras,
consequ
en’
cias
do
parto,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es-
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—
Os
meios
de
cura
que emprega
Mad.
La.
chapelle,
simples
e
infalliveis,
são o
resultado de
assíduos
estudos
e
observações p
rj
.
ticas.
Cônsul
ações
das
3
ás
5—
Ruc
Monlbebor,
27,
perlo
Tulherias,
Paris.
(40-^-)
Pede-se
aos
assignantes
d’
este
jornal
o
obséquio
de
mandarem
pagar
a
impor
tância de suas
assignaturas
em
debito,
para
não
soffrerem
interrupção
na
remessa.
SECÇÃO
D£
COMMUMCANS
Santarém 30 de maio de 1898.
Passo-lhe
ás
mãos
para
ser
publicada
no
nosso
jornal
a copia
fiel
de úma
re
presentação
dirigida
ao
administrador d
’es-
te
concelho,
e assignada
por
muitos
ec
clesiaslicos,
e seculares d
’
esta
cidade,
que
se
honram
com
o
titulo
de
christãos
ca
tholicos
romanos,
e
que tem
a
coragem
e
firmeza
necessárias
para
se
apresenta
rem
com
a
cara descoberta
a
combater
as legiões
do
homem
do
sepulchro,
que
anda
entre
nós
fazendo
diligencia
por
nos
transformar
em
porcos,
e
nos
arrojar
para
os
abysmos.
Bem
hajam
estes
valentes, que são
os
primeiros
que
se
apresentam
em
campo
armados da
cruz,
e
da
lei,
para dar o
«xemplo
no
combate,
para
encorajar
os
timidos,
para
despertar
os indifferentistas,
e
para
fazer
sentir
aos
agentes
da pro
paganda
irreligiosa
que
em
Portugal
ainda
ha
quem
se
prése
do
nome
de christão,
e
se
opponha
aos
que
o insultam.
E
’ o principio
da
nova cruzada:
al
guém a devia começar,
e
cabe
a
esta
terra essa gloria!
Corramos
ás
armas,
porque
o inimigo
está
entre
nós,
e
se
não ceder
ás
intimações,
cederá
á
força.
Unamos-nos
e
batalhemos sem
descanço
até
que
os
inimigos
fiquem
reduzidos
a
pó.
Como membro da
nossa
Associação
Catholica,
marcho
na
frente,
embora
mor
ra
marlyr,
porque
se
assim
acontecer
(e
oxalá
que
aconteça)
morrerei
por
Quem
morreu por
mim.
Copia.
«111.,n
° snr.
Os
abaixo
assigna-
dos,
moradores
nesta
cidade
de
Santarém,
christãos
catholicos
romanos, trazem
ao
conhecimento
de
v.
s.
a
que
está
ha
mui
tos mezes nesta
terra,
e
que
todos
os
dias
percorre
continuadamente
as
ruas,
travessas,
praças,
e
largos,
um
vadio
hes-
panhol,
tido
e
havido
como
emissário
do
lulheranisroo,
sem
outro
emprego
mais,
do
que
vender
biblias
lutheranas,
e
livros
dtsta
seita,
que
actualmente
se
exforça
por
se
introduzir
no
nosso
paiz.
«Este
facto é um
insulto
a Deus,
á
religião,
que
os
porluguezes,
e
os
santa-
renos
professam,
que
a
lei
fundamental
do paiz
garante
e
abona:
é
um
insulto
á
*
corporação
docente
e
theologica
do
Se
minário
patriarcbal
desta
terra
dos
mila
gres:
é
um
insulto aos
parochos,
e
a
todo
o
corpo
ecclesiaslico,
e
a
todos
os
fieis,
e
é
uma
provocação
infame
e
atre
vida
de guerra
contra
a
primeira
e
a
mais
veneranda
das
instituições
sociaes,
e
um
crime
punivel
pelo
art.
130
n.°
2.°
do Cod. pen.;
e
é
um
escandalo
pu
blico
contra
a
moral,
e
honestidade
pu
blica.
«Que
lariam
os
magistrados
civis
se
apparecesse
quem
apregoasse,
vendesse,
désse,
ou
espalhasse
proclamações
cha
mando
o
povo
á
revolta
contra
o
chefe
do
Estado,
ou
contra
as
instituições
po
líticas
?
Pois
acima
dos
reis
da
terra
está
Deus
do éo;
e
acima
das
leis
civis
estão
as
da
Egreja
dos
christãos,
do
respeito das
quaes
depende
essencialmente
a
obediên
cia
dos
súbditos
para
com
os superiores,
e
para
com
os
mandamentos
da lei civil,
e
a paz
publica,
e
a ordem
social.
«Certos
de
que v.
s.
a
reconhece
a
verdade
da
doutrina,
e
dos
princípios
ex
postos,
os
abaixo
assignados,
trazendo
os
factos
ao
conhecimento
da
auctoridade,
a
quem
a
lei encarrega
a
manutenção
da
ordem
publica,
do
culto
religioso,
e
a
protecção
devida
aos
cidadãos
de
Santa
rém,
que
professam
a
religião
do
Estado,
e
q.
não
querem
outra,
recorrem
a
v.
s.
1
.
a
que
mande
aprehender
o
vende
dor
'••'3
biblias,
e
escriptos
lutheranos,
assim
como os
que
lhe
forem achados,
submf
ttendo-os
ao
exame
de
dois
theolo-
Os devotos e
mais
pessoas
que
pro
movem
os
cultos
prestados
a
Nossa
Se
nhora
das
Graças,
cuja
Imagem
se
vene
ra
na
capella
de
N
Senhora
Branca,
fal
tariam
a
um
dever
de
gratidão
deixando
de
agradecer
publicarnente a
todas
aquel-
las
pessoas
que
os
auxiliaram,
e
muito
se
empenharam
para que,
os
objectos
roubados
á
mesma
Senhora
no dia
26
do
proximo
passado
mez,
apparecessem:
es-
pecialisando
n
’estes
serviços,
para
tal
fim
prestados
não só
o
muito
digno
commis-
sario
de
policia,
mas
também
os
seus
su
balternos
n.
os
16,
39
e
40.
aos
quaes
tributão
um
voto
de
cordeal
reconheci
mento.
Braga
5
de
maio
de
1878.
(919)
Licor
e pihdas do dr. Laville
Esta medicina anti-gottosa
e
anti-rheumatica
é de
justo titulo
o
reputada
infaUF
vel
desde 30 annos,
contra
os
ataques,
e
as
recaídas. Sua
ellicacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
tres
pequenas colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais agudas.
E
’
a
unica
scienlifica
e
officialmente
reconhecida
e que
offerece
todas
as
garantias.
Veja-
se
o
livrinho,
que
se dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000 rs.
Para
evitar-se os
graves
perigos
da
falsificação,
a
qu
il,
em
vista
da
alta
repu
tação
de
nossos productos
augmenta
cada
dia,
deve-se
exigir
a assignatura
do
dr.
Laville
e
o
seilo
de
garantia (estampado
em
tinta
azul)
do
Governo
Francez.
—
Venda
por maior,
F.
COMAR.
28
rue
St.
Claude
—Deposito no
Porto Ferreira
& Irmão,
rua
da
Banharia
77
e
79.
44)
COMPANHIA
GERAL BRACA-
RENSE
Tendo
o revd.
0
José
Alves
Vicente
Corrêa
do
Lago,
parocho
de
Victorino
dos
Peães,
concelíao
de
Ponte
do Lima,
re
querido
a
esta
direcção
para
que
se
lhe
pas
se
segunda
via
da
acção
n 0
752,
uma
das
quatro
(752
a
755)
que
lhe foram
en
cabeçadas
na
herança
do
fallecido
bacha
rel
Francisco
José
Alves
Vicente,
d
’esta
cidade,
assim
se
faz
publico,
para
que,
se
alguém se
julgar
cora direito
a ella,
o
venha
declarar
n
’
estô
escriplorio,
no
prazo
de
30
dias,
contados
da
data
d
’
este
annun-
cio.
Depois d’
este
prazo,
e
não
havendo
re
clamação,
tem
de
passar-se a
segunda
via
requerida
e
proceder-se ao
averbamen
to
difinitivo
de
todas.
Braga
5
de
Junho
de
1878.
Os
Directores.
João
Fernandes
Valença
(917)
José
Ferreira de
Magalhães.
Os
socios
da
associação
Commercial
são
convidados
a
reunir-se
em assembleia
ge
ral
extraordinária,
no
dia 7
do
corrente
pelas
6
horas
da
tarde,
para
rezolverem,
conforme
o requerimento
assignado
por
13
socios,
ácêrca
dos
meios
legaes
a em
pregar
contra
a deliberação
da
Junta
Ge
ral
de
Districto,
que
retirou
os
meios
para
acontinuacão
do
corpo
de
Policia Ci
vil
d
’esta cidade.
Braga
4
de
Junho
de
1878.
0
secretario
da
assembleia geral
(918)
José Antonio
Rodrigues
Braga.
A
MULHEH
ATOm
DOS
SÉCULOS
Estudo
histórica
sobre
a
condição
política,
civil,
moral
e
religiosa
da
mulher
POR
Marques Goinea.
l.a
parte
—Preço
500
rs.
A
’
venda
em
Braga,
na
livraria
Moré.
O
SANTO PADRE LEÃO XIII
A
primeira Eneyeliea
SUA
BIOGRAPH1A
Por
um
redaclor da
tCivillá
Catholica»
E
Uma
poesia !í»4iaa-a «9» mesmo
Santa
Padre
Traduzida
pelo
nosso
poeta
Argellino Araducano
A
’
venda
nas
livrarias de
Lisboa,
em
beneficio
total
do
Dinheiro
de
S.
Pedro.
Preço
.....................
100
rs.
za
S
h
A
o
s
®
s
VENDA DE CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
Êiiâ
30
entrar
na
rua
do
Paemante
(la-
fi&ã
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
deS.
Marcos
com
Anlonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar superior
da casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de Paiva, em frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
AHREnATAÇAe.
No
dia
23
de
junho
proximo
futuro,
pelas
onze
horas
da manhã
no Collegio
dos
Orphãos
de S.
Caetano
e
perante
a
Commissão
Administradora
ou
seu
dele
gado
se
tem
de
pôr
em
hasta
publica
e
entregar
a
quem
mais
dér,
os
arrenda
mentos das quintas e azenhas,
que
o
di-
cto
Collegio
possue
nas
freguezias
de
San
ta
Christina
de
Longos,
concelho
de
Gui
marães,
sendo
esta denominada
quinta
do
Loureiro,
azenhas
em
Carrazedo, concelho
de
Amares,
e
quintas
de
Dadim,
Nogueira
e
campos
de
Lomar,
concelho
de
Braga.
As
condições
serão
patentes
no
acto
da
arrematação.
Braga
e
Collegio dos Órfãos de
S.
Caetano,
29
de
maio
de 1878.
O
secretario
Antonio
Francisco Pereira
de
Almeida
Coulinho.
(910)
Fallencia
da Caixa Economica
Penhorista
KIIASESÍCIAS BIIASIAS
Manoel
Santa
Marinha, Antonio
do
Couto
e
Torquato,
lazem
publico, que
continuam com
as
suas
diligencias
que
tem
diariamente
para
Guimarães,
Caídas
de
Viselli,
Fafe,
Gandarella,
Arco
e
Ama-
rante,
a
sahir
de
Braga
da
casa do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga
ás 4
ele
meia
horas
da
manhã e
2
da
tarde,
e
da
casa
do
Arranjadinho
o
carro
que
sahia
ás
4
e
meia
horas
da
manhã, fica
sahindo
des
de
o dia 4
em
diante
ás
5 e
conlinúa
a
sahir
da mesma
casa
o
carro ao meio
dia.
Preço
para
Visella
400 reis e
o
das
mais
carreiras
acima
indicadas
os
mesmos
já
publicados.
(915)
mE.WMOíio
Quem
perlender
Apostolos, sita na
ros,
póde
dirigir-se
na
mesma
quinta.
arrendar
a
Quinta
dos
freguezia
de Ferrei-
a
seu
dono,
morador
(914)
Vende-se
uma
morada
de
casas
■
L
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas, solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7, contígua áquella.
(862)
Sociedade
anonyma de
responsabilidade
limitada
Filiai! em Craga
Continua
até
o
dia
6
do
proximo
mez
de
junho,
a
entregar-se
os
penhores
exis
tentes
n
’esta Filial, nos
dias
não
santifi
cados,
desde
as
9
e
meia
horas
da
ma
nhã
até
ás
2
da
tarde,
mediante
o
pa
gamento
do
debito,
e
apresentação
das
cédulas.
O
representante
da
curadoria
fiscal,
(904)
Antonio
José
Gomes
Martins.
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da rua
da
Boa-Visla.
Quem
qutzer arrendar
a
casa
n.°
7,
no
ca:npo
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes Alves,
na
rna
do
Cam
po, d’
esla cidade,
que
está
auclorisado
para
este
fim.
(713)
Vende-se
a
casa
n.°
5
da
rua
. da
Sé.
p
ara
t
rat
ar
na
rua
dos
Capei-
listas,
n.°
15.
(901)
LÍNGUA
franceza
.
Ensina-se
na
rua
de S.
Víctor
n.°
L
em
Braga.
(828)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
lusitaka
—
4878.
Parte de Comércio do Minho (O)
