comerciominho_06041878_771.xml
- conteúdo
-
FOUHA.
COMME».CflAIl<#
S5
^'01'E'S
E
OS
A..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.
3
E.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. l£>600
»
6
................................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.....................
Repetição....................................
UIIAGA-8ABSABO
tt
BE
ABRIL BE 1898
Uma
parle
da
imprensa
periódica
por-
t
tugueza
está
usando
para
com
o
chefe
do
I
Estado
de uma
linguagem
demasiadamente
:
solta.
Essa
imprensa
não
se
limita
só
a
censurar
os actos
do
rei.
que
a
ficção
i
constitucional
declara
irresponsável.
Vae
mais
longe.
Traz
de
rôjo
pelo
lodaçal
do
insulto
o manto
da
realeza,
e
arreméssa
ás
faces
do
monarcha
injurias
tão
desbra
gadas, apódos tão
irritantes,
que
qualquer
particular,
presador
da
sua
dignidade,
vêr-se-hia
forçado,
se
assim
o tratassem,
a
repellir
a
aílronla
com
a
vara
da justi
ça,
ou
com
a
ponla
de
um
chicote.
Não nos
cabe
a
nós,
escriptores
legi-
mistas,
zelar
a
honra
do
idolo
liberal,
que
uma
parle
dos
seus fieis deitou
agora
abaixo
da
peanha
para
o
enxovalhar
no
tremedal
do
insulto.
Bem
sabemos
que
esses
fieis
de
hontem,
adversários
hoje,
tornarão
a
ser
fieis
e
amigos ámanhã.
quando
o
chefe
do
Estado
se
resolver
a
admitlil-os
a
um
intimo
convívio
em
volta
da
meza
do orçamento.
E
também
não
ignoramos
que
isto
de
dignidade
e
pun
donor
andam
tão
afastados
das
altas
re
giões
do
poder,
que
nenhum
espanto
nos
causará
o
vermos
d
’
aqui
a
pouco
assen
tados
regaladamente
nos
degraus do
throno
do
snr/D.
Luiz
I
os
que
agora
estão
arrojando
contra
esse
throno
mãos
cheias
de
lama;
assim
como
temos visto
admit-
tido
aos
conselhos
do
mesmo
senhor,
e
honrado
com
a
sua amisade
um
homem,
que
oulr
’
ora não
duvidára
chamar tolerada
e bacchante
a
sua
augusta
mãe
!
Mas
este
desbragamento
da
imprensa
liberal suggére-nos
algumas
reflexões,
que
não
podemos
guardar
no
silencio.
Primeiramente
elle
nos
prova que
tudo
no
syslema
liberal
é
mentira
e trapaça.
Dizem-nos que
a
pessoa
do
rei
é
in
violável;
e
o rei está
ahi
sendo
aggredido
e
insultado
como
se
fosse
o
mais
despie-
sivel
cidadão.
Dizem
nos que a
livre
escolha
dos
seus
ministros
é
uma
das
prerogalivas
do
chefe
do
Estado;
e
se
essa
escolha
se
faz
a
descontento
de
uma
facção anciosa
por
empolgar
as
redeas
do
governo,
ai
do
monarcha e
da sua
fantaslica
preiogativa,
que
tudo
é
atacado,
injuriado,
e
arrastado
ás
gemonias
pelos
orgãos do
partido
des
contente
!
Depois, estas
impaciências
da opposi
ção,
estes
ataques
nervosos
do
partido
denominado
progressista,
que
o
fazem
es
pumar de
raiva
e
estrebuchar
como
um
possesso,
são
acaso
determinados
pelo as
pecto
desconsolador
dos
negocios
e
pelo
periclilante
estado
da
causa
publica?
E’
licito
duvidal-o
depois
que
uma
experiencia
de
40
annos
nos
mostra
que
não
é
sobre
o
altar
da
patria
que
estas
fracções liberaes
costumam
fazer
as
suas
offerendas,
mas
sim
sobre
a
ara
impura
do
interesse
de
corrilho
e
das
conveniên
cias
iudividuaes. Isto
o
confessava
ainda
ha
pouco
um
jornal
insuspeito,
cujas
pa
lavras,
repassadas
de
verdade,
archivamos
nas
columas
do
«Commercio
do
Minho».
O
que
nos
custa,
porém,
a
nós
é
ver
desprestigiada
a
realeza,
desautorado
*o
lhto.no
e
enlameada
a
cotôa.
Esta insti
tuição
veneranda
da
monarchia,
que
os
nossos
maiores
preferiram
com
razão
a
qualquer
outra
fórma
de
governo,
e
que
zelaram,
respeitaram
e
defenderam
sem
pre
com inquebrantável
empenho,
não
póde
deixar
de
sair
mal-feri
la
d
’
estas
pu
gnas
de regaleira,
d’
estas
rusgas
de soa
lheiro,
d
’
esta comedia
indecente,
em
que
a
corôa
e
o
manto
real
só
figuram
para
PUBLICA-SE
850
40
20
10
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
ÍZEk.
receberem
apupadas
dos comparsas
e
pa-
teada
dos
espectadores.
Com
notável
sos
antigos aos
reis
quando
era
preciso
lembrar
lhes
os
a
sua
altenção
Nunca
porém
elles
desceram
ao
insulto
suêz,
ao
apódo
grosseiro
e
mal-creado,
porque
também
os
reis,
que
toleravam a
nobre
franqueza
dos
súbditos,
saberiam
comtudo
reprimir
e
punir
o
atrevido,
que
se
abalançasse
a
affrontal os.
Eram
reis
ás direitas, e não manequim
coroados.
Dôe
nos
pois,
e
dôe-nos
muito
vermos
assim
desvirtuado
o
principio
monarchico.
E
na
qualidade
de
escriptor legitimista
e
de respeitador
d
’
esse
sagrado
principio,
não podfemos
deixar
de protestar
alta
mente,
menos
contra
quem
o
desacata
e
injuria,
do
que
contra
quem,
cingindo
uma
corôa,
que
lhe
não
pertence,
consen
te
que
ella sn
va
de
joguete
ás
facçôes,
que
seja amolgada
pelas
dentadas
de
le-
breus
esfaimados,
e polluida
pelo
lixo
d
’
esse
prostíbulo,
que se
chama
política
liberal.
Contra
esta
indecência
inaudita
é
nos
insurgimos
com
todas
as
nossas
ças;
contra
ella
bradamos,
e
contra
deixamos aqui
lavrado
este
solemne
testo.
hombridade
faltavam nos-
seus
deveres,
para
o
bem
ou chamar
da
patria.
D.
M.
Alijó
3
il’abril de 1818.
fDu
nosso correspondente).
que
for-
ella
pro-
S.
tre-
Uin
dos
vicios
mais damnosos,
reais
metidos,
um
abymo,
onde
n
’
um
momento
desapparecem
fortunas
inteiras, onde
nem
escapa
a
honra
e
o
credito,
a
vergonha
e
o
caracter,
é,
sem duvida,
o
viçjo
do
jogo.
Esta
terra
era,
ha
muitos
annos,
in
festada
por hordas de
jogadores,
queappa-
reciam
em
dias
de
mercado,
de
feira,
de
i
festas,
finalmente, em dias
em
que
a con
corrência
publica
fosse maior. Armado o
laço,
alli
cahia
o obreiro
a
expôr
o
suor
d
’oilo
dias
de
pesado
trabalho;
o
artista,
o
producto
dos
seus
labores;
o empregado,
o
parco
vencimento
mensal.
Desordens,
ferimentos
graves, prantos
e
lagrimas
deixava após de si
essa
mal
ta
de
bandidos,
quando retirava
assenho
reada do
pão
de
muitas famílias. A
aucto-
ridade parecia
comprazer-se
em
adorme
cer sobre
este
montão
de
horrores,
dei
xando
campear
infrene
o
vicio
por todo
concelho.
A
hora
da
extirpação
tinha
de
soar,
e,
louvado
Deus,
não
se
fez
demorar
muito.
No
dia 10
de
dezembro de
1877
tomou
posse
da
administração
d
’
este
concelh
>
o
snr.
doutor
José
Pinto
de
Mesquita
Gou-
vea.
Tres
dias depois,
foram
expedidas
or
dens
aos
regedores,
para
que mandassem
fechar
as
casas
de
jogo,
e
para
que
ve
lassem
como
tal
escrupulo
que
um
vicio
tão
prejudicial
á
sociedade,
como
é
o
do
jogo,
fosse
complelamenle
extirpado.
As
ordens
foram immediatamente
cum
pridas,
como
são
sempre,
quando
quem
manda
se
sabe
fazer obedecer.
O
snr.
Pinto
de
Mesquita não
con
fiando
ainda
assim
que
a
medida
adoptada
fosse o bastante
a
pôr cobro
a
um
abuso
tão
damnoso,
e
demais
prohibido
por
lei,
rondou
muitas vezes
de
noite,
não só es
ta
villa, mas
até
algumas
freguesias
do
■
concelho, fazendo
applicar
a
correcção
de
vida
a
todo
aquelle
que
transgredir
este
preceito.
Honra
seja
feita
ao snr. administrador
d
’A!ijó.
Cumpriu
o
seu
dever,
é
verdade,
mas
na
epocha,
que
atravessamos,
é
di-
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3$600
10
PREÇO
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda forte. .
Folha
avulso................................
N.° 771
gno
de
elogio
mesmo
quem
cumpre o
seu
<
dever.
O
jogo
desappareceu
complelamenle,
e
hoje,
graças
á
actividade
do
snr
Pinto
de
Mesquita,
este concelho
vive,
no seio da
maior
tranquilidade.
—
Os
secretários
da
administração
d
es
te
concelho
representaram
á
camara,
pe
dindo
augmento
de ordenado.
A
pretensão
é
justíssima,
já
attendendo
ás
razões
por
elles
expostas,
já
attendendo
ao
trabalho
e
responsabilidade
de
que
estão
sobrecar
regados,
já
e
mui
principalmente
atten
dendo
a que
o
vencimento
aclual
é
insuf-
liciente
para
a
sustentação
com alguma
decencia
d’
uma só
pessoa, quanto
mais de
quem
tem familia. Acceder
á
sollicitação
dos
requerentes
é,
sem
duvida,
um acto
de
justiça
da
parte
da
camara.
A
representação
alludida
é
a
que
se
segue:
Os
secretários
da
administração
do
con
celho d
’
Alijó
pedem
á
ex.ma
camara
sei
digne
elevar-lhes
o
ordenado,
que
é
actual-
mente
de
I4íS000
réis annual á
quantia
de
201)^000
réis.
Não
póde
eslranhar-se-
Ihes
este
pedido,
que
tem
por
incentivo
o
exemplo
e a
justiça.
O
exemplo;
porque
é
bem
sabido
que
empregados
de
diversas
repartições,
classes
e
categorias e
muitos
até
mais
retribuí
dos
que
os
supplicantes,
e
talvez
com
menos
trabalho
e
responsabilidade,
ullima-
menle
requerendo
aos
poderes
competen
tes
a
elevação dos
seus ordenados,
lun-
dando-se
no principio ou
antes
adioma
de
funccionalismo,
sem
ser
devidamente
re
tribuído,
e
que
os
ordenados
que,
have
rá
oito ou
dez
annos, poderião
parecer
suflicientes,
são
hoje
iusuíficientissimos,
attendendo
á
elevação
dos
preços
de
tudo
quanto
é
necessário
á
vida,
e
ouiras
mais
razões
de que a ex.
ma camara
deve ter
conhecimento,
as
quaes
adoplain como
suas
com quanto
se
dispensem
de
as
re
produzir
para
se não
tornarem
enfadonhos.
A justiça;
porque
todas
as razões
apon
tadas
por
aquelles,
que
leem
requerido
augmento
de ordenado,
são
tão
verdadei
ras,
que apezar
das circumstancias
dilfi-
ceis
do
thez
oiro
publico, todas
as
repre
sentações,
n’esse
sentido,
teem
sido
to
madas
na
devida
consideração,
tendo
sido
algumas já
attendidas,
e
outras
esperan
do
em
breve
solução
favoravel.
E
se
is
to
assim acontece
com
relação
áquelles
empregados,
que
se
teem
dirigido
ao
po
der
central,
por
d’
esle
defender
a
melho
ria
dos
seus
vencimentos,
com
muita
mais razão
devem
ser
attendidos
aquelles
que
na
posição
dos
supplicantes,
sendo
pagos
pelo município
a
elle
se
dirigem,
não
só
porque a
sua retribuição
não
es
tá em
harmonia
com
o
trabalho
e
em-
poraneia
do
cargo,
que
exercem,
e
que
se
acham
publicadas
no
«Direito»,
W.°
anno,
n.°
9
A
’ vista
do
allcgado:
Pedern
etc.
—Um
amigo
oflereceu-nos
alguns
es-
criptos
inéditos
de
fr.
Francisco
dos
Pra-
zeres
Maranhão,
sacerdote
sabio
e
virtuo
so.
natural
da
Granja d
’
Alijó.
O
illustre
levita
do
Senhor
viveu
e
morreu
obscuro,
sendo,
todavia,
seu
nome
hem
digno da
immorlalidade
nas
paginas da
historia.
Es
creveremos
para
outra
correspondência
al
gumas
linhas
sobre
a
sua
hiographia
— Falleceu
no
dia
29 do
mez
findo
na
sua
quinta
de
Esvedosa
do
Douro,
o
ex.
m,i
snr.
Sebastião
Pinto
de
Mesquita
Gouvêa,
victima
d
’uma
pneumonia
aguda.
O
illustre
finado
era
pae
do
snr.
admis-
trador
d
’
este
concelho
e
cunhado
do
snr.
visconde
da
Ribeira
d’
Alijó.
O
seu cadaver
foi
dado
á
sepultura,
no
dia
30
pelas
10
horas
da
manhã;
na
egreja
de
Esvedosa,
indo d’
essa
villa
ex
pressamente
alguns
cavalheiros
e amigos
do
finado acompanhai o
ásua
ultima
morada.
Damos os
nossos sentidos
pezamos
a
sua
ex.
ina
farnilia.
Até
breve
C.
M.
JfrmniiMtrações
de
Hentiment» pe
la
morte do S8. Padre
Pio IX.
Arcos
de
Val-de-
Vez
30
de
Março
de
1878.
A
dôr
profunda
em
que a morte
de
Pio
IX
o
Grande
immergiu lodo o
orbe
catholico,
lambem
aqui
fez
sentir-se
de
um
modo assaz pronunciado.
A
pungenlissima saudade,
que,
como
um
grande
astro
luminoso
deixou
após
de si,
ao
sumir-se
no
occaso
da
vida,
aquelle
vulto
gigante,
acaba
de
manifestar-
se
bem
claramente
por
um acto
digno
da
fé
viva
que
anima
este
povo.
Assim
devia
ser.
Esta
villa
que
por
vezetf
e
com
ruido
sas
festas
celebrára
os
anniversarios
do
immortal
Pontífice,
que
generosamente
concorrera
para
o dinheiro
de
S.
Pedro,
e
que
na
ultima
peregrinação
enviara
dois
representantes
seus
aos
pés
de
Pio
IX,
n
’
um
poraneia
do
cargo,
que
exercem,
mas
porque
o
angtnenlo,
que
pretendem,
não
será
de
certo
o
que irá onerar
o
muni
cípio
d’um
concelho
como
este,
impor
tante
pela
sua
extensão,
população e
riqueza..
Alem
d
’tsto
teem
os
supplicantes
a
seu
favor
a
justiça
relativa,
que
não deve
con
sentir
que
empregados
de
egual
catego
ria
tenham
desegual
ordenado.
O
secreta
rio da
camara
d
’
este
concelho
vence
actual-
rnente
o
ordenado
de
20'^000 réis
e
pe
dindo
os
supplicantes
um
augmento de
vencimento,
de
forma
que
fiquem a
este
equiparados,
alem
de pedirem
um
acto
de
justiça, sustentam
a
doutrina,
que dima
na
de
duas
resoluções
inéditas
do
minis
tério
do
reino,
firmadas
pelo
ex.
m
‘
?
mar
quez
d
’Avilla e
Bolatna,
uma
de
12
de
julho
de
1877,
dirigido ao
governador
ri
vil
de
Faro,
e
outra
de
10
de julho
de
1877,
dirigida
ao
governador
civil
de
Beja
precisava
dar expansão á
que
seus
affeclos
vão
tumulo.
A
expensas
do
clero
concelho,
celebraram-se
matriz
pomposas
exequias
em
homenagem
á
memória
de
Pio
IX.
O
crepe funerário
que
cobria liiteral-
mente
todo
o
templo
;
a
perspectiva
de
um
elevado
calafalco, rodeado
de
centena
res
de
lumes;
o
psalmodear
compassado
e
grave
de
90
ecclesiaslicos,
intercalado
pe
las
tristes
melodias
da
capella do
snr.
Pai
va
;
o
recolhimento
emlim
da
multidão
que
se
apinhava
no
sanctuario,
tudo
isto
era
por
certo
bastante
a
tornar
o
acto
ma-
gestoso
e grande,
se
o
não
fizera
sublime
a
palavra
inspirada
de
um
dos
reais
bellos
ornamentos
do
nosso
púlpito.
O
revd.mo
snr. Senna
Freitas
foi
o
Bos-
suet
d
’
esta
fúnebre
solemnidade.
A
vida
do
chorado
Pontífice
fez
o
as
sumpto
do
discurso,
no qual
sobresaíam
como
em
variado
relevo
■
s feições
caracle-
rislicas
d
’esse
grande
coração
que
assom
brou
o
mundo
com
a
sua
generosidade.
Mas,
que
nobreza
de p.
insamt
ntos
1
que
fidalguia
de
linguagem
!
que
mages-
tade
nos
conceitos
1
que
pureza
na
dic
ção
!
O
orador
era
verdadeira
mente digno
Ao
assumpto.
sua
magoa,
hoje,
quebrar-se
parochi a 1
hoje
na
egreja
d
’este
Nunca
os
meus
ouvidos
escutaram
ora
ção
fúnebre
que
tanto
me
enlevasse
o
espirito.
Nunca
senti
n’
alma
uma tão
suave
melancholia,
como
a
que
produzia
nos
co
rações
o
doce
orvalho
d’
aqnelle
discurso,
todo
repassado
pelo
mais
fino
e delicado
sentimento.
Não
encareço
; admiro
apenas,
como
admirado
foi
o
snr.
Senna
Freitas
pelo
selecto
e
numeroso
audilorio
que,
por
mais
de
uma
hora,
lhe
esteve
suspenso
dos lábios;
além de
que,
quando
o
talento
e
o
genio
se
revelam
por
tal
fórma,
o
verdadeiro
elogio
encerram-no elles
em
si
mesmo.
Mas
se
alguém,
que
por ventura
não
conheça
ainda
intelligencia
tão
fecunda,
pensar
que
ultrapasso
os
limites da ver
dade,
que
espere
um pouco, e me
fará
justiça,
pois
me
consta,
que
vae
ser
pu
blicado
tão
monumental
discurso,
pelo que
faço
votos.
—
Já
que
me
occupo
com estas coisas,
não
devo
esquecer
uma
bella composição
fúnebre
dedicada
á memória
de
Pio
IX
por
um homem,
que
aqui
vive
quasi
igno
rado,
apesar
do
seu
reconhecidissimo
mé
rito.
O
insigne
pianista,
o
snr.
Silva, teve
o
feliz pensamento
de
converter
n’
uma
marcha
fúnebre
o
hymno
enlhusasta do
chorado
Pontífice; e foi
tão
feliz
na
sua
tentativa, que
sem lhe
alterar um
só
compasso,
obteve
o
que
desejava
com
um
resultado
maravilhoso.
Asseveram-me
que
fôra inslrumentada
pelo
auclor
para
se executar
nas
pro
cissões.
que
aqui hão
de
ter
logar
na
pioxima
Semana
Santa
;
e
deve
produzir
um eífeito
magnifico,
a
julgar
pelo
que
é,
desempenhada
em
piano.
M.
Marinho.
Cabeceiras
de Basto.—No dia
2
de
Março
celebraram-se
no
amplo
e
magestoso
templo
de
S.
Miguel
de
Refoios
de
Basto
aparatozas
exequias.
Oíliciou
o
revd.0
arcypreste
ao
oflicio
e
missa, um
e
outra
executada
a instru
mental
da
orchestra
do sor. J.
B.
M
Pereira
Camello.
Orou
o
revd.
0
Manoel
Duarte
de
Macedo, digno
reitor
de
Pedraça,
que
espontaneamente se
encarregou
d
’
esta
missão
desempenhada
perfeitamente
A
egreja
eslava
convenientemente
decorada,
e
no centro
da
capella-mór
erguia-se
um
calafalco, onde
se
via o
retrato
do
finado
pontífice,
rodeado de
luzes.
Assistiram
mais de
40
clérigos
e
grande numero de
fieis
e
pessoas
gradas.
As
despezas
d’esle
acto
fôram
feitas
pelo
clero
do
concelho,
que
a
isso
se
prestou
da
melhor vontade.
OZITILí
A
Lutuqicreiin*. —
Expõe-se
ámatihã
ua
egreja
do
Hospital
de S. Marcos,
e
terça-feira
na de
Nossa
Senhora
Branca.
.viíaerere.
—
Hoje
á
noite,
depois
de
recolhida
a
Imagem
do
Senhor
Bom
Jesus
dos
Passos
ao
templo do
Collegio,
haverá
Mtserere.
a
instrumental
no
Passo
da
Porta
Nova,
promovido
pelo
snr.
José
Maria
Pernau
da
Costa,
filho
do
proprietário
do
Hotel
Particular,
no
mesmo
largo
onde
está
ereclo
aquelle
Passo
FntSceioien
to.
-Deu-se
hontetn
á
sepultura
o
cadaver
da
sur.
a
D.
Juaqui-
na
Emilia Peixoto Faria
Azevedo,
viuva,
moradora no campo
de
D.
Luiz
I.
«ísítro.
—
Anle-honlem
lambem
foi
se
pultado
o
snr.
Antonio
Lopes
da
Con
ceição,
morador
que
foi
na
rua
de
S. Se
bastião.
Ofíleioai «ie justiça.—
Nas
classifi
cações,
que
tiveram logar
no
dia
2
no
tribunal
da
Relação
do
Porto,
dos
can
didatos
aos
iogares d
’escrivães
e
tabelliàes,
ficaram
ap
provados
os
seguintes
snrs.
d
’
esla
cidade.
Em
primeira
classe:
Antonio
José da
Cunha
Vianna, An-
toniu
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior
e
Antonio Maria
Ferreira
Sarmento.
Em
segunda
classe
os
snrs:
Antonio
Joaquim
Vieira,
e
Francisco
Xavier
Antunes
d
’Oliveira.
llovimento 8So»pital de
ffltareoiti.
—
Doentes
existentes
em
24
de
março;
102
homens
e
08
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
19
homens
e 15
mulheres.
Sahiram: 12
homens
e
9
mulheres.
Falleceram: 4
homens
e
2
mulheres.
Ficaram
em tratamento
era
30
de
março
105
homens
e 102 mulheres.
IPreç®
dom eereaes.—
Na
terça-feira
ultima,
n
’esta cidade,
o
preço dos
cereaes
foi
:
Trigo
................................................
850
Milho alvo
.......................................
550
Centeio
........................................
560
Milho
branco................................
430
»
amarello...............................
410
Painço
..............................................
440
Cevada.............................................
560
Batata..............................................
600
Feijão
vermelho
.............................
900
»
amarello
....
680
»
branco.................................
800
»
rajado
.................................
600
»
fradinho................................ 500
Azeite.
.
.
....
5$0(’0
Ã-íwíis
canhões.
—
O
governo
inglez
encarregou
a
casa
de
Armstrong
da
cons
lrucção,
em
praso
mui
curto,
de
quatro
canhões
de 100
tonelladas,
de
egual
mo-
delb
dos
oito
encomendados
pelo
gover
no
italiano.
No
anno
passado
procedeu-se
a
experiencias
com
duas
d
’
essas
peças
ex
periências
que se
repetiram
utlimamente,
modificando
o
canhão
com
o
augmento
do
calibre
e
com
o alargamento
da
parle
da
j
camara
onde
se
aloja
o
cartuxo,
dando
em
resultado
estas
modificações
um
augmento
de
15
(l|Q
no
poder
do
canhão.
Em
uma
carga de
485
libras
de
pol-
vora
prismática e
projectilde
2:600
libras
de
pezo
obteve
se
uma
velocidade
inicial
de
496
metros
por
segundo,
equivalendo
a
um
poder
de
penetração
de
37:000 pés-
toneladas,
ou
o
esforço
necessário
para
ele
var
37:000
toneladas
a
um pé
d
’
altura
Este
canhão
é o
maior até
hoje
co
nhecido,
carregando
peia
bocca.
O
servi
ço
d’
estas
peças
faz-se
por
meio
de
ap-
parelhos
hydraulicos,
com
os
quaes
3
ou
4
homens
executam
o trabalho
de
20
ou
30,
com
muita
mais
rapidez
e facilidade.
IVIorte
«Se
um earrftes»!
—
Falleceu
o
cardeal Amai,
decano
do
sacro collegio.
Bous ordetiailns.—
Victor
Manoel
recebia
14:250:000
liras;
Mac-Mahon rece
be 1.000:000
francos;
o imperador
iNa-
poleão
recebia
26
000;
000;
a
rainha
Victo-
ria
recebe
406.710
libras
esterlinas;
o im
perador
d
’Austria
11.485.500
francos;
o
sultão 267.551
bolsas
ou
20.099.486,50
francos;
o
imperador
d
’
Alleinanha
4.500.000
francos,
além
das
rendas
dos
bens
de
pa
trimónio
que
somtnam
9.433,330
fran
cos;
e
o
imperador
da
R
ussí
j
45.892.000.
'®
Paire Seechí.—O
Padre
Secchi
deixou,
no
seu
testamento, a
cruz
de
Legião
de
honra
ao altar de
S.
Luiz Gon-
saga,
e
a
da
ordem
da
Rosa,
do
Brazil,
ao altar de Jesus., na
egreja
de Santo
Ignaeio.
O
illustre
astronomo,
apezar
de
ser
um
dos
primeiros
sábios
do
mundo,
não
possuia
bens
da
fortuna,
por
isso
não
podia
fazer
maiores
legados
áquelles al
tares.
Híwtovseo.—
Costumavam
antigamen
te
os arcebispos
de
Braga
mandar
ás
rai
nhas
as
primeiras
lamprêas
que
appareciam
no
anno,
e
que
por
isso
eram
de
mui
ta
estima
na còrle,
e
para
que
chegassem
bem
frescas
se buscava
nm
bom
caminhei
ro,
que
bem
pago as
levava
a
toda
a
pressa.
Fez-se
esta
advertência
ao
venerável
arcebispo
D.
Fr.
Bartholomeu
dos
Mar-
tyres
no
primeiro
do
janeiro,
que
este
ve
em Braga, o
qual,
como
que
aceei-
tava
o
conselho, mmdou
procurar
cami
nheiro
e
indagar
quanto
levaria
e qual se
ria o
custo
das
lamprêas.
Sabendo
a
importância
chamou
o
seu
esmoler
e
deu-lhe
ordem
que
repartisse
essa
quantia pelos
pobres;
dizendo
que a
senhora
rainha tinha
rendas
para
mandar
comprar
lamprêas,
e
tinha
virtude
para
não
achar
sabor
nas
que
lhe
fossem
de
Braga
á
custa
dos pobres.
Jvrnaes
«te
IPt&rÊs.
—O
«Petit-Jour-
nal»
tem
agora
uma tiragem
de
500:000
exemplares
diários,
segundo
se
annuncia
em
Paris.
Dá
aos
assignanles
25:000
e
vende
avulsamenle
475:000.
O
«Figaro»
tira
72:000
exemplares
por
dia e tem
26
000
assignanles
e vende
46:000
exem
plares.
A
«France»
lira
52:000
exempla
res,
dá
aos
assignanles
12:000
e
40:000
avulsamente.
O «Temps» tem
a
tiragem
de
24:00'1,
sendo
17:000
para
os
assignan
les
e 7:000
para
a
venda.
Publicações.
—
Temos
recebido as
se
guintes:
nhecido
como
escriplor
consciencioso,
e
como
orador
eloquente.
Este
ultimo
trabalho
do
esclarecido
sacerdote
confirma
o
seu
justo
renome.
—
O
Chrysostomo
portuguez
—
Ou
o
Padre
Antonio
Vieira
—
Da
Companhia de
Jesus—
N’um
ensaio
de
eloquência
com
pilado
dos
seus
sermões segundo
os
prin
cípios
da
oratoria
sagrada—Pelo
Padre
Antonio Honorati—
Da
mesma Companhia.
E’
um
volume
de
mais
de
600
pagi
nas.
editado
pela
infatigável
casa
edi
tora
dos snrs.
Mattos
Moreira
&
C.a
Para
o
leitor
fazer
uma pequena
ideia
da
altíssima
importância
d
’
esle
trabalho
monumental,
vamos copiar
alguns
paragrafos
do
extenso
e
bellissimo
prologo
do
com
pilador:
«Mostrar na eloquência de
Vieira a de
Chrysostomo
e
indicar
praiicamente
quaes
os
princípios
e
qual
a
fórma mais
própria
da
prégação
evangélica,
eis o fim
da
pre
sente
compilação.
«Digo
compilação:
pois
não
é
meu
in
tento
dar uma
nova
edição
dos
sermões
d<>
grande
orador
portuguez,
mas sim
oílerecer
ao
publico amante
das
lellras
e
principalmente
aos oradores
principiantes
um
largo trabalho que
sobre
os
mesmos
sermões
emprehendi,
coordenando-os
e
deixando de
parte
tudo
o
que
n
’
elles
introduziu
o
mau
gosto do
século
XVII.
«As interpretações forçadas,
inconve
nientes
e talvez
falsas
da Escriplura
sa
grada,
as
largas
citações de auctores
pro
fanos,
as
subtilesas
de
conceitos
abstru
sos
ou
requentados,
os
equívocos
e
tro
cadilhos
(lastimoso
tributo
que
o
subido
engenho
de Vieira
pagou ao
seu
século
tão
dado
ao
gongorismo);
quem
não
sabe
quanto
escurecem
a
belleza,
afrouxam o
impelo,
diminuem
a
auctoridade
e
rebai
xam
a nobresa
da sua
eloquência?
«A
’
vista
d
’
um
facto
tão prejudicial
para
a
oratoria
portugueza,
fui indagando
se
era possível
tirar
dos sermões
de
Vieira
tudo
o
que
é defeituoso,
sem
alterar
a
elegancia
da
linguagem
e
a
força
do
ra
ciocínio:
se era possível
redusir
este
clás
sico
portuguez
ás regras
da
esthetica,
pouco
mais
ou menos como
Jouvency
re
duziu
os clássicos
latinos ás
regras
da
moralidade».
E
consegue-o
d’
um
modo
admiravel,
como
facilmente
se
conhecerá
cotejando
com
este
novo
e
ímprobo
trabalho
as
duas
edições
que
existem
dos
sermões
do
grande
Vieira.
Contém
este
volume
os sermões
«la
quaresma,
e
seguir-se
hão
outros
com os
da
paschoa. advento,
natal,
infra
annum;
os
panegyricos
de
Nossa
Senhora
e
dos
sanctos;
os
gratulalorios, eucharisticos,
funebies
g
políticos;
os
sermões
popula
res.
praticas,
exhortações domesticas e
os
quinze
de
S.
Francisco Xavier;
e
li-
nalmente
os
trinta
do
Rosário.
O
erudiclo compilador
avisadamente
seguiu
esta
ordem
como
a
mais
própria
para o
seu (im.
Cada
matéria
quer
o seu
estylo:
as
sim,
para
que
se
distinga
o
de
cada uma,
importa
extremar
o
que
é
homogeneo.
Véem
no
volume
que
temos
presente,
e
cuja
maior
parle
lêmos,
os
seguintes
sermões:
um
da
Sexagésima,
tres
na
Quar
ta-feira
de
cinza,
tres na
primeira
sexta-
feira,
tres da
primeira
dominga,
um
da
segunda
quarta-feira,
dois
da
segunda
do
minga,
um
da
segunda
feira
depois
da
segunda dominga,
dois da
terceira
quarta-
feira,
um
da
terceira
dominga,
dois
do
quarto
sabbado,
tres
da quarta
dominga,
um
da
quinta
quarta-feira,
dois
da
quinta
dominga,
um da
quinta
terça-feira,
um
da
sexta sexta
feira,
um
do
sabbado
an
tes
da
dominga
de Ramos, e
cinco
do
Mandato.
Com
este
valiosissimo
e
grandioso
tra
balho,
assignalado
serviço
presta
ás
let-
tras
e
aos
novos
oradores
sagrados
o snr.
padre
Antonio
Honorati,
e
os
benemeri-
los
editores,
a
quem
lodos,
os
que
não
lemos
horror
á leltra
redonda,
devemos
a maior protecção
e
reconhecimento.
No
logar proprío
vae annuncio
d
’
esta
obra.
—
Diccionario
Popular—historico,
geo-
graphico,
etc.
—
Sermão
prégado
pelo
reverendo
pa
dre
João
Miguel
Moreira
de Seabra,
nas
exequias
celebradas pelo
Santíssimo Pa
dre
Pi) IX na
egreja
parochial
de
S.
Ju-
liào,
no
dia
23
de
março
de
1878.
O
snr.
padre Seabra é
já
muito
’
co-
—
Historia
de
Portuga!
illustrada.
Também
continuamos
a
receber
com
igual
regularidade
os
fascículos
da
//is-
toria de Portugal
illustrada,
óptima
pu
blicação
da
Empreza
lilteraria
de
Lis
boa.
As
gravuras
condizem
justamente
com
a
redacção d'aque!la ob-a: são
primoro
sas.
—Diccionario
de
geographia
universal.
E
’
este
importantíssimo
diccionario,
a
obra
mais
completa
e
mais
valiosa
que
no genero
se
tem
publicado,
edição da
acreditadissima
empreza
Horas
Homanticas,
e
bem
apregoa
a
superior
intelligencia
que
tem
presidido
á
escolha das
publicações
d
’esta
empreza.
E
’
publicado
com a
maxima
regulari
dade.
—O
Occidente,
—
periodico
illustrado.
Está
publicado
o
n.°
7
do
Occidente,
magnifica
revista
illustrada
de
Portugal
e
do
estrangeiro,
que
sae
em
Lisboa.
Contém
artigos
muito
bem
escriptos
d
’alguns
escriptores
distinctos
e
as
se
guintes
gravuras:
Sua
Alteza R.
o
prin-
cipe
D.
Carlos
Fernando
—Eça
de Quei
roz
—
Sala
dos
Cisnes
no
palacio
real
de
Cintra —
Paisagem
da
serra
da Estrella
—
Pelourinho
de
Campo-Maior.
Ws-ietiíB.—
Os
últimos
telegrarnmas
relativos
á
questão
do Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
2
—
O
conde
do Benet,
em
baixador
da
Áustria e
Hungria
em
Lon
dres.
paniu
repentinamente
para
Vienna.
Paris
—
Um
despacho
de
Vienna
publi-
cado
pelo
«Jornal
des
Debats»
diz
que
em
presença
da altitude
da
Inglaterra
e
Áustria
paiece
que
a Russia
volta
á
ideia
do
congresso.
Londres
3—
\
folha
ofíicial publica
uma proclamação
da
rainha
chamando
as
reservas
para
reunirem-se
no
dia
19
do
corrente.
Chegam
todos os
dias
a
S.
Stefano
vapores
russos
carregados
com
provi
sões.
O
«Standart»
insere
um
telegramma de
Constantinopla
dizendo que
os
russos
com
receio
que
os
turcos
queiram
conservar-
se
nentraes exigem
formalmente
que a
Porta
lhes
entregue os
pontos
que
domi
nam
o
Bosphoro,
Boulair
e
Gallipóli
e
que
os
turcos
evacuem
Mastak
e
Gbzikeni
e
cedam
aos
russos
varias
casernas
e
hos-
pitaes.
Esta
exigeneia foi
submeltida
a
conselho.
O
sultão
e
Reouf-Pachá
são-lhe
op-
postos.
O
embaixador
austríaco
em
Constan
tinopla recebeu
aviso
de
que
a
Áustria
appoiirá
as
reclamações
inglezas.
Vienna 3
—
IgnalieíT
voltou
aqui
depois
de
consultar
Gortschakoíl
sobre
as
objec-
ções
da
Áustria.
Diz a
«Correspondência
Política»
que
as noticias de
Constantino
pla annunciam os movimentos
dos
russos
para
as
bandas
de Gallipóli apesar
das
frequentes
entrevistas
do gran-duque
Nieo-
lau
com
o
sultão
e ministros
E
’
grande
a
desconfiança
dos russos
con
tra
a
Porta.
Os
russes
fazem
grandes
concentrações
ao
norte
e sul dos Balkans
e levantara
inlriíi-
cbeiramenlos.
Londres
4
—Recebendo
hoje
uma de
putação
de 120
associações
libe
aes
qtie
protestam
contra
o
chamamento
das
re
servas,
ls
snrs.
Pranvill
e
Hartington
de
clararam
que
empregariam
os
seus esforços
para
evitar
a
guerra
e
que a
opposição
deve obstar
a
qualquer
acto
que
possa
condusir
á
coalisaçào
immediata.
O
«Times»
diz que
a
Áustria
e
a
França
partilham
das
ideias
da Inglaterra
<J’
onde
conclue que
é
a
ítussia
e
não
a Inglaterra
que
se
acha
isolada.
Um
telegramma
de
S.
Petersburgf.
di
rigido
ao mesmo
jornal,
julga
que
o
prín
cipe
Gortscbakoff
considerando
as
criticas
negativas
ácerca
da
circular
do marquei
de
Salisbury.
pensa
sugerir
na
sua
resposta
que
a
Inglaterra
proponha
uma solução
positiva.
K
O
«Daiy Te'egraph»
crê
que
ante*
prespacliva
immediata
da
acção
da In
-
glalerra,
a
Russia
insistirá
pelo
p3g
â
*
mento
immediato
da
indemnisação
de
guerra.
Felicitação.
—
Os
eslu
lantes
da
Ej
”
cóla de
S.
Cyr
(França),
dirigem
a
Leão
XHI
a
seguinte
felicitação:
Santíssimo
Padre,
Temos
recebido
com
muita
regulari
dade
os
fascículos
que
vão
saindo
d
’este
diccionario
publicado
pelo
nosso
estima
díssimo
collega
do
«Diário
Illustrado
»,
osnr.
Pedro
Correia.
Agradecemos.
No
momento
em
qua Vossa
Santida^
acaba
de
ser
elevado
ao
soberano
Po»"
WKT.'. iX~>
tificado, nós nos
apressamos
a
<
vossos
pés
a
homenagem
do
nosso
tilial
aífecto
e
a
certeza
da
nossa
submissão
a
vosso
ensino
infallivel.
0
nosso
amor
pela
França,
ao
ser
viço
da
qual
consagramos
nossa
vida,
é
inseparável
do nosso
amor
pela
santa
Egreja-
Soldados francez.es
,
também
sômos s<4-
dados
de
Christo
na
lucla
contra
a
revo
loção,
e
os
nossos
sentimentos
religiosos'
estão estreitamenle
ligados
ao
nosso
pa
triotismo.
Humildemente
prostrados
aos pés de
¥0S
sa Santidade,
Santíssimo
Padre.
vimos
pedir-vos
a
vossa
bênção
para
nós.
pira
nossas
famílias,
(tara
a
Escola
de
Saint-
Çyr,
e
pira
o exercito
francez,
qne será
n
õ
futuro,
pelo
menos
é
e<ta
a
nossa
maior esperança,
o
braço
direilo
da
filha
mais
velha
da
Egreja.
Mentpre
w
e»peráiu<>«.
—
A
visita
de
S.
A.
o
Senhor
Duque
de Chartres ao
Senhor
Conde
Chambord
irritoií
egual-
mente
os
republicanos
e
os
bonapartistas:
Ambo
canta)e
pares.
Uns
e
outros
acham
inaudito
que
o
príncipe
fosse
visitar o
representante
dos Reis
de França;
uns
e
outros
pedem
que
o
Príncipe
seja
admo
estado,
e
se
isso
for p
mco
seja
demit-
tido de
oílicial
do
exercito
francez.
O
Senhor
Duque
de Chartres
ganhou
a
patente,
que
lem,
combatendo
contra
os
prussianos;
não
a
deve
conservar;
por
que
visita
o
Senhor
Conde
de
Chambord,
em
logar de
mark.
O
Senhor
demitiido
e
o
henehido por
neraes
Lecomte e
Tomás
ou
por
qualquer
dos
benemeritos,
qne
fusilaram
os
reféns
e
lançaram
togo
á
cidade
ite
Paris.
E
’
necessário
coherencia,
depende
disso
honra
e
a
salvação
da republica,
escreve
«Esperança».
6
’ítritay«Bcze-a
fiíS.leeidos.
—
Desde
7
13 de
março falleceram
no Rio de
os
seguintes
seguintes
súbditos
a
a
se
rojar
aos
depôr
a|
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
>o
tilial
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debili-
Bis
Duque
Chartres
deve
ser
seu logar
será
melhor
pre-
Garcia,
o
fusilador
dos
ge-
a
Janeiro
porlnguezes:
Albino
Alves,
35
annos
solteiro;
An
tonto
Ferreira
da
Cosia.
36.
c.;
Cândido
da
Rocha,
22,
s.;
Antonio
Mentes
de
Bessa
Ribeiro
Leal,
27,
c.;
Sofia
Coi
li la
da
Fonseca
Camarate,
42,
c.; Isabel
Ma
ria
Raposo,
47,
s.;
Helena
Constança
Ma-
ch)
lo,
42,
c.;
Antonio
Pereira
de
Car
valho,
34, s.;
Agostinho
Teixeira de
Quei
roz,
37, c.;
José
Muniz da
Silva,
56. c.;
Antonio
Bernardino
Suares,
36.
c.;
José
dos
Reis
Gomes,
23,
s
;
Francisco
Fer-
nandes,
39,
s.;
José
Dutro Ferreira,
28,
s.;
Joaquim
José
dos
Passos.
5),
s..;
Ma
noel
de
Oliveira
Reis,
34,
s.; Anna
Soa
res
de
Souza,
30,
v
;
Bernardo
da
Moita
Guedes,
28,
c.;
José
da
Custa
Patrão,
3lá,
c.;
Pedro
José
Rodrigues,
23,
s
;
Domingos
Ferreira
da
Silva,
3
tonio
da
Muita,
45,
Gaspar,
22,
s.;
Antonio
José
Luiz
Fer
nandes, 36,
s.;
Justo
José
Pereira
de
Azurara,
34.
s.;
José
da
Cruz.
22,
s,;
Joaquim
Ferreira
Soares,
19,
s
;
Joaquim
Teixeiru,
36,
c..;
Francisco
de
Oliveira,
62, c.;
Maria
Correia
dos
Anjos,
40,
v.;
Francisco da
Costa
Avanlro,
47,
c.;
José
Joaquim
Duarte
Souza,
71,
v.;
Pedro
Antunes,
60;
Joaquim
Vieira,
30. c.;
Antonio
Gonçalves
Vianna.
38,
s.;
Julio
Perreira
Náv,
li;
Maria
Carolina
Serpa
6
1,
s.;
Luiza
Maria
do
Cibo
e Costa,
67,
c.;
José
Pmto
de
Araújo, 38,
s
;
Anto
nio
Duarte
Gonçalves, 33;
José
Roque
Correia
Monteiro, 28,
s.;
Francisco
Lo
pes,
43,
v.;
Manoel Machado
Gerqueira,
23,
s.;
José
da Costa
Azevedo,
José
Machado
Veraz,
23,
s.;
Joaquim,
25,
s.;
Luiz
Pereira
Francisco
Luiz
Aílotiso, 28,
s.
Aqnino,
21,
s
;
Luiz
Pinto,
1
Marques
de
Carvalho
Alvlm,
48,
c
Maria
de
Jesus
Barbosa,
66,
c.
rma
Campos,
49,
v.;
José
47,
c.
An-
Antonio
José
Se
ver
mo
21,
s.;
José
de
;
Manoel
;
Rosa
Catha-
Furlaclo,
MÓi A TGBôS
sem
medicina
púr
■gautes,
nem
uespezas,
com
o
uso
da
delicio
sa farinha
de
saúde,
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
i
gania,
do
alilo,
dos
bronchios.da
bexiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
,
do
cerebro
e
do
sangue,
85:000
curas
en-
.
ire
as quaes
cootam-se
a
do
duque de
Pluskow,
da
ex.'
na
snr.*
marqueza
de
.
Biítlun,
Lord Stuart
de
Dicies, par
d
’
Io-
.
glaltora,
o
doutor
e
professor Wurzer,
etc. 'tc.
Cura
n."
65:811.—
Vervant,
28 de
mar
ço,
1866
—
Senhor.
—
Bemdito
seja
Deus!
I
V
sua
ECeva!esc<èa*e
salvou
me
a
vida,
i
O
meu
l
aparamento,
naturalmente
fraco,
>
estava
arruinado
em
consequência
de
uma
i
horrível
dispepsia
que
dmava
In
oito
an
I
nos,
tratado
sem
resultado
algum lavora-
i
vel
pdos
médicos, que
declaravam
que
al
guns
mezes
de
vida
me
restariam,
quan-
i
do
a eminente
virtude
da
sua
Mevalea-
eéè«-e
me;resiituiu a
saude.
—
A.
B
rune
-
LIÉRE,
cura
Cura
n.°
78:364.—
Mr. e
m.
me
Leger,
de doença
do
ligado,
diarrhea,
tumor
e
vo
mito*.
Cura
n.n
68:471.
—Mr.
Pierre
Castel-
ti.
ablndrt,
de
prostração
completa
na
edade
de
83
annos;
a
KevMleweière
re-
moçou-o.
«
Prégo,
confesso,
visito
os
doen
tes,
deu
grandes
passeios
a
pé,
e
sinto
o
espirit
>
lúcido
e
a
memória
Pesca.»
E
’
s
j
i-:
v.«es
mais
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisa
ctucoenla
I
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
cu.-
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe-
niitsiihi
:
Lm caixas
de
folha
de
lata,
de
l
l
i
kilo,
500
;
de
.kilo
800
rs
;
de um
kilo.
10400
■
;
de
2‘
/j
kilos,
30200
reis;
de
6
ki
los,
604-30;«
de 12
kilos, 120000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciêre
qne
se
po
dem comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em crsixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
efe®e®l»t»«8a
j
ella
res-
tHiic
o
appettile,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as mais fracas,
e
sustenta
dez.
vezes
maú
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário
.•
0'0 esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de folha
dt
lau
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
10400;
de
120 chavenas, 30200
reis,
ou
25
reis
cada
chavenr.
iSJ.lESÍ&lí
<Ã €!.
’
Eja.TJÍITE».
-
Piuce
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cteiios,
etc.,
das
províncias
deveri
diri
gir os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
:
s
ir.
Serzedello
&
G.
a
Largo
do
Corpc
.-•mito
16,
Siã.sb®»,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro, 31,
32,
õonai
ôc
Irmãos,
rua
Atirea,
12
—
8®,
J.
iie
Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NilO.
=
Aveis-o,
F. E.
da
Luz
e
Costa,
phirm,
—
«Sas-eelítís,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos, pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Krssga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
Irmão, rua
do
Souto.
—Vi®siiaa
«s«j
Ca»-
teito,
Aflouso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
A.
.1.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1; José, J. da
silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.—
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
Óc
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J. R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36; Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160; Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a 108;
Antonio
J.
SaÇado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a 227.
—
5»owit<e
«lo ia-
eau*.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
£*os,'oa
«2o
Vtórzáun,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
ValeMçft
âoíliníio,
Fiancisco
José de
Sousa, pharm.
—
Víllo
•i«>
Coemiâ*
1
,
a
.
L.
Maia
lorres.
pharm.
testamos
o nosso
reconhecimento,
especia-
lisando,
como nos
cumpre,
o
rev.
m0
eccle-
siastico
que
acompanhou
o
cadaver.
João
da
Costa
e
Silva
Anna
Joaquina
de
Carvalho
Theresa
Philomena
das
Dores
Antonio
José
da
Conceição
da
Costa
[ausente)
Maria
da
Guia
da
Costa
Nobre
(auseule)
Leonardo Pinto
(1
’
Oliveira.
Maria
das
Dores da
Rocha
Veiga, Amé
lia
Augusta
da Rocha
Veiga
e
Anna
do
Carmo
da
Rocha
Veiga,
intimamente
pe
nhoradas
com
todas
as pessoas
que
se
dignaram
comprimental-as
por occasião
do
fallecimento
de
seu
muito chorado e
pre-
sadissimo
pae
e irmão,
José
da
Rocha
Veiga,
e
que
tiveram
a
bondade
de
as
sistir
aos
responsos,
que
tiveram
lugar
no
cemiterio
em
22
do
mez
passado
pelo
eterno
descanço
de
sua
alma,
a
lodos
protestam
cordealmente
a
sua sincera
gra
tidão.
(832
a)
r<,. :> i
«
'V
RETRATOS DE PIO IX.
Na
administração
d
’
este jornal
ven
dem-se
bellos
retratos
oleograficos,
em
ponto grande, do
faliecido
Pontifice
Pio
IX.
Com
caixilho
em
preto
com
friso
doi
rado—
700
reis.
Só
o
retrato—
200 reis.
amais
À&ao^umnos
---- ------- ----
■
pão
»
e
ró.
Na rua
das
Aguas
n.°—
70,
fazem-se
roscas
de pão
de
ló
da
mais
superior
qualidade,
e
de
todos
os
tamanho;
e
em-
feiladas
á
vontade
do
freguez.
Também
se emfeitarão
roscas
ainda
que
tenham
sido
feitas
em
outra
parte.
(835)
O CHHYSO>TOMO PORTU-
ou
O PADRE ANTONIO VIEIRA
Da Companhia
de
Jesus
N’
um
ensaio
d
’
eloquencia
compilado
dos
seus
sermões
segundo
os
princípios
da
oratoria
sagrada
PELO
I
’
.4i)15E AMTCKVIO
BSO3S©aATI
Da
mesma
Companhia
RETRATOS DE S. SANTIDADE
LEAO XIII.
No
jornal
grafias
escriptorio da
administração
d
’
este
vendem-se
duas
magnificas
foto-
de S.
Santidade
Leão
XIII.
Própria
para
quadro—
209
reis.
Miniatura—
140
reis.
1
‘KEVEtVÇÃO.
José
Antonio
de
Faria
d
’esta cidade
Braga,
faz
publico
que,
pelo
cartorio
snr.
Freitas
promove
acção
commer-
de
do
ciai
contra
Anna
Valente
e
marido
da
freguezia
de
Tivães,
e
Custodia
Valentfr
e
Francisca
Valente
estas
da
freguezia
de
Turiz,
co-herdeiros
por
inventario
que
cor
reu
pelo
cartorio
do
snr.
Machado
de
Villa
Verde,
para que, ninguém
contrate
nem
compre
aos
sobreditos
co-herdeiros,
as
ditas
heranças
sem
que,
a
acção
pen
dente.
se
julgue,
sob pena
de nulidade.
(827)
1
s
11
Ul
ESTRADA DISCTRITALN*
10
DE
PAÇOS DE
FERREIRA
POR
LOVZADA A FAFE.
Lanço de S. ivKartititu» «is Silva
res lio» limites «lo districto «le
ESraga.
Na
extensão
de
4,791,m41
SERMÕES
DE
QUARESMA.
Um
volume
de
667
paginas
10800.
Vende-se
em
Lisboa,
na
Livraria Edi
tora
de Mattos
Moreira ã'
C.
‘—Praça
de D
.
Pedro,
n
0
68.
s
Ninguém
arremate
ou
contrate,
as
ca
zas
do
inventario,
por fallecimento
de
Domingos José d’Azevedd,
morador,
que
foi,
na roa da Ponte,
freguezia
de
S.
La-
zaro,
sob
pena
de
nullidade;
visto
estarem
as
ditas
cazas
doadas
a
um
seu
filho
sente,
conforme
se
pode
verificar,
escriptorio
do
snr.
Tabellião,
Bento
Luz
Pereira da
Silva: nota
1.223,
11.
v.,
em
31
de
janeiro
de
1867.
Pela Repartição
Districtal das
Obras
Publicas
de
Braga,
faz-se
publico
que
serão
novamenle
praceadas
em
hasta
pu
blica
parte
das
tarefas descriplas
no
edi
tal de cinco
de
fevereiro
do
corrente
anno,
sob
as
condições consignadas
no
referido
edital.
A
nova
praça
terá
logar no
dia
11 de
abril
do
corrente
anno
pelas II
horas
da
manhã
na
administração
do
concelho
de
Fafe,
presidindo
a
este
acto
o
respectivo
administrador
do
concelho
e
um
empre
gado
da
repartição
supra
mencionada.
As
condições da
arrematação
e
exe
cução
das obras,
assim
orno
a
respe-
ctiva
planta,
perfil
longitudinal, perfis
transversaes,
desenhos
de
obras
de
arte,
e
cadernos
de
encargos acham-se paten
tes
na
Repartição
Districtal
de
Obras
Publicas
de
Braga,
to
los
os
dias
não
im
pedidos
desde
as
9 horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde,
para
quem
os
quizer
exa
minar.
an
uo
da
98
Repartição
Districtal de
Obras
Publicas
de
Braga, 30
de
Março
de 1878.
O
1.®
engenheiro
Antonio
Plácido
de
Vascellos
Peixota.
(830)
Lí
B
a
R
ií
Y
tiô LiOiitit'('S.
80 aassassa dPáravasriíaweil
2
Co-jibatendo as
indigestões
(despepsia)
gastiica,
gastralgia,
lleg.na,
arroios,
amargor
na
bocca,
pituitas.
nauseas,
vomitos,
irrita-
■õesinteAinaes,
bexigas,
dizenteria,
cólicas,
ARREMATAÇÃO.
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
d
’infanleria
8,
faz
publico,
que
no
dia
17
do
corrente
mez,
pelas
11
horas
da
manhã,
na
salla
das
sessões
do
mesmo
conseilio,
ha
de proceder
á
arrematação,
em
basta
publica, do
fornecimento
de
carne
de
vacca para
consummo
no
rancho
do
regimento
e
dietas
dos
doentes
em
tra
tamento
no
hospital
militar.
As
condições
para
a
dita
arrematação
acham-se
patentes
no
mencionado
conse
lho
lodos os
dias
não
santificados
desde
as 9
horas
da
manhã
até
ás 2
da
tarde,
onde
poderam ser examinadas
pelas
pessoas
que
se
acharem
nas
circumstancias
de
con
correr
a referida arrematação.
LIARUS SSE Mim E 8EMA.WA
Grande
e
variado
sortimento
com
ca
pas
de marfim,
madre-perola,
tartaruga,
ébano,
massa,
veludo
e
couro
da
Rússia,
de
700,
10000,
10200-1040)
10800
—
20000.
20500,
20800,
30000—40003
50)00
—
60000,
60500,
70200,
80)00
—
93000
120000,
140000
e
1600)0
reis
ca
la
um.
27—
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho
—
27
(831)
Quartel
em
Braga,
1
de
abril
de
1878.
O
secretario
do
conselho
Vende-se uma
porção
de traves de
castanho.
Quem
pertender
dirija-se
á
rua
da
Boa-Vista
n.°
24.
Penhorados
profundamente pelas
altas
provas
d’
eslima
com
que
nos
honraram
as
pessoas
das
nossas
relações,
por
occa
sião
do fallecimento
do
nosso
saudoso filho,
irmão
e
cunhado,
Thomaz
Agostinho
da
Costa
Braga, cujos
despojos
morlaes
fo
ram
dados
á
sepultura
no
dia
18
do
pas
sado
março;
por
este
meio
a
todas
pro-
Bernardo
Osorio.
(832)
Alferes
dinfanteria
8.
PIANO
A
3 CORDAS.
Vende-se
ou aluga-se
um
em
muito
bom
estado,
no
Hotel Particular no Largo
da
Praça
d
’esta
cidade.
(833)
LARGO
DE
N. S, A BRANCA
N.°
4
e 5.—BRAGA
A’
venda
Novo
Epitome
de Historia de
Portu
gal,
adplado
pelo
conselho
geral
de
instruc-
ção
publica
para
uzo das
escolas.
Pelo
conselheiro
Viálc.
(829j
SOTMIMMH
IMS
MM:
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle. Consultas
das 3
ás
5.
27,
rue
Mon-
thabor,
perto
Tolherias, Paris.
(39
-H-)
DA
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17,
RUA
DE
S. VIGENTE, 17
BRAGA
Graude
redueção <ie preços em todas as machinas de eoatiara da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
Os
únicos
fabricantes
de
machinas,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal,
para
fornecer
directamentea
ao
publico,
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia.
GRANDE
FACILIDADE
DE PAGAMENTOS
PARA
ADQUIRIR
AS
MELHORES
MACHINAS
CONHECIDAS
MAIS
DE UM
AHNO
DE Pí?
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DA
17,
RUA
DE S. VICENTE, 17
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES
A
VAPOR
GRANDE
REDIJCÇÃO
DE
PREÇOS NA 3.a CEASSE.
Para
S. Vicente, Pernambuco,
Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
á.
3
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA.
RIO
GRANDE
DO SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS, S. PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do litoral e interior do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PECO MESMO PREÇO QUE PARA O RIO DE JANEIRO
PAQUETES
A
SA!R
PE
LISBOA
TAGUS
.....................
13
de Marco
|
NEVA.............................. 13 de
Abril
GUADIANA
.
...
29
de
Março
| MONDEGO.
.
.
28 de
Abril
PREÇOS
COMMODOS
Cada paquete d’
e»ta eerapaahia
leva
a
bordo
eriadoa
e eosinheiroa
portsiguezea para
commodidade
dos
passageiros
de
todas as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Cvnpanhia.
Os
passageiros com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter trasbordo.
A
bardo
o»
passageiros teem grátis cama, roupa de eama,
co
mida
feita
por cosis»Sseiros portuguezes, vinlao duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade, velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a bordo,
e'
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do Brazil, como
também
S. A. o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos no PORTO
na
rua
dos
Inglezes, 23,
de
GUILHERME
C.
TA1T.
Para
esclarecimentos
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva Guimarães,
rua
do
Souto.
BlAí»
A
697
PKEVEXÇÁO
GANDAHELEA db C.a
Com
loja
de fato
feito
e
por
medida
no
campo
de
Sanl
’Anna.
0 annunciante
previne
o
respeitável
publico
de
que
continua
com
o
seu
es
tabelecimento,
e
que
nada
tem
com
uma
nova
loja de
alfaiate
aberta
na
rua
de
S.
Marccs
pelo snr.
Manoel
José
de Lima,
seu
ex-official.
(826)
VENDE-SE
Uma
morado
de casas
de
um
pri-
noeiro
andar
com
muitos
commodos
para
familia,
boas
lojas,
poço
com
muito
boa
agua,
e
grande
quintal,
já
bem
plantado
e
muito
a
vinhado,
na
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra
n.°
55.
Para
tratar
no
n.°
57
C.
VENDE-SE
Uma
pia
de
pedra,
que
leva
uma
pipa
d
’agoa,
na
rua
Direita
da Cruz
de
Pe
dra
n.°
57
C.
(818)
PIANO DE MEZA
Vende-se
um de 7
oitavas
de
muito
bom
auctor.
Trata-se
com
Antonio
Fernandes
Gomes
de Campos, no
campo
de
SanfAnna
d
’
esta
cidade.
(824)
dinheiro
a
juro
.
A Itmandade
de
Santa
Maria
Magda-
lena,
da
Falperra,
tem
para dar
a
juro
1:350^000
reis.
Braga 2
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario
—
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(735)
NOVA
LOJA
DE
ALFAIATE
Manoel
José
de
Lima
(vulgo,
Ganda-
relia),
annuncía
ao respeitável
publico,
e
aos
seus
amigos, que
acaba
de
se
esta
belecer
na
rua
de
S. Marcos,
n.°
11.
Pede, pois,
a
lodos,
para
irern alii
uiilisar-se
dos
seus serviços.
As
suas
obras
serão
feitas
com
esme
ro,
e
rasoaveis
em preço.
JOSÊ
antonio
ferreira
gomes
.
&,
Kua Nova, ií
BRAGA
Com
estabelecimento
de
pregagem
de
todas
as
qualidades,
mercearia,
papel e
chá
—
cartonagem
para
dezenho,
floragem
e
aprestes
para
ílôres—
stearina,
pós
tinos
para
gomma,
etc.,
etc.
N
’este
antigo
e
acreditado
estabeleci
mento
se
encontra
um completo
sortimen
to
de
livros
em
branco,
proprios
para
escripluração
mercantil,
bem
como
papeis
e
artigos
para
escriptorio.
Também
se
encontra
um sortido
de
chá
byson
desde
800 a
l$400
rs.
459
grana.,
e
muitos ou
tros
artigos
proprios
de
seu
negocio
que
tudo
vende
por
preços
commodos.
(725)
Vendem-se
trez
moradas
de
ca
sas, coniiguas
umas
ás
outras,
na
rua Direita
da
Cruz
de
Pedra
com
os
n.
os
22, 23,
e
23
A.,
tendo
um
bom
e grande
quintal
poço,
e
ontras
casas
no
fundo
do
referido
quintal
com
frentes
para o
Beco.
Quem
pertender
dirija-se
ao
vendedor,
nas
casas
n.°
23
A.
(816)
A
BELLEZA DAS
SENHORAS
Pomada
sympalhica,
para destruir,
de
momento, o
pelio
da
cara
e
mesmo
cabei-
lo
em
quantidade,
sem causar
o
menor
damno
á
pelle.
Xarope
peitoral de Rei
Empregado
com os
melhores
resulta
dos
nas
moléstias
pulmonares,
tosses
an
tigas
e modernas, bronchites
agudas
e
chronicas,
broncorrhea,
calharro
pulmonar
seja qual
fôr o
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
resia,
tisica,
calharro
suflocante,
angina
nervosa,
tosse
asthmatica,
escarros
de
san
gue,
etc.
etc.
Os
eíleitos
d
’
este
verdadeiro
especifico
são
seguros
e
rápidos
e é
considerado
na
opinião
publica o
melhor
medicamento
pa
ra
taes
padecimentos. A’ venda
em
Braga'
nas pharmacias
Ripa
&
Irmão,
Orphãos
e
Alvim.
Em
Guimarães
na
pharmacia
de
Pereira
Martins.
Deposito
principal na
phar
macia Lisbonense, Largo
do
Corpo
Santo
-LISBOA.
(762)
©IBURGÍî BEKTISTA
DA
Escola
Americana
Consultorio a
ioda
a
hora,
tanto de
dia
como de noite
Rua
de
Campo
(antiga
Porta de
S.
Francisco)
n.°
22.
(800)
VENDE-SE
.
Em
uma
das
melhores
ruas
d’es-
ta
cidade
urna
morada
de
casas,
em
muito
bom
estado.
No
escri
ptorio
da administração
d
’este
jornal,
se
diz
com quem
se
trata,
(787)
CAIXA
PIRA AZEITE
No largo de S.
Miguel-O-Anjo,
n,°
14,
ha para
vender uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva
cinco pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
(700)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rna
do
Cam
po,
d
’
esta cidade,
que
está
auctorisad»
para
este
fim.
(713)
MUITA ATTENÇÃO.
A
Meza
de
Nossa
Senhora
do
Carmo,
d
’
esta
cidade
tendo
de
mandar
solhar
o
pavimento
da
sua
egreja,
convida
por
esta
fôrma a todas
as
pessoas
que
tenham
alii
ossadas
de parentes
e as
queiram
remo
ver, o
façam
no prazo
de
20
dias
da
data
deste.
Braga
1
de
abril
de
1878.
O
Secretario
da
Irmandade
.
(825) Padre
José Silverio da
Silva.
DINHEIRO A JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(706)
LÍNGUA
FRANGEZA.
Ensin.a-se
na
rua
de
S.
Victor
n.°
1>
em
Braga.
(828)
Tr
-m»win
r.urir
i
"
,-m—1.--11
ir ■
r ■■■■
i
m
i
m
min
—
Pio IX em Miniatura ou BeswM
da
Historia
de Ho
IX.
Pelo
Padre
Luiz
B.
C.
Pacheco.
A’ venda no
escriptorio d’este
jornal-
Preço
300 reis.
Parte de Comércio do Minho (O)
