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-
BKliLMilONA.
Kí
BB TS •£>?■«.-VK-
REDÃCTORES
—D. Miguel Solto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pinienlel.
BBA6A-QLIXTA-FGIRA
5 I>E
DKZKH BRU
l>F.
1878
PREÇO
DA ASS1GNATURA
6.° ANNO
Braga,
12
mezes...............................
1^600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição
....................................
10
E’
curioso
ouvir
discorrer
alguns
or-
gãos da
imprensa
liberal ácerca
dos
pro
gressos
assustadores,
que
vae
fazendo
por
toda
a
parte
o
socialismo.
Elles
assustam-se
também
diante
de
esses
progressos,
indignam-se
contra
as
tentativas
de
regicídio
occorridas
n’
estes
últimos
tempos,
confessam
que
a socie
dade
parece
estar
fóra
dos
seus eixos,
e
aconselham
os
governos
a
que
se não
descuidem
de
obstar ao
mal,
que
amea
ça
alluir
pela
base
as instituições
exis
tentes.
Elles
fazem
mais.
Lembram
alguns
meios,
que
lhes
parecem proprios
para
curar
o
mal,
de
que
a
sociedade
está
soílrendo.
N
’
este
ponto
porém
são
pouco
explícitos,
faliam a
medo,
como
quem
se
arreceia
de
denunciar
a
própria
cumpli
cidade,
e
como
quem
tem
a
consciência
da improficuidade
dos
remedios,
que
acon
selha.
Examinemos
hoje
uma
d’
essas
receitas,
que
o
empyrismo
liberal prescreve
contra
o
socialismo.
E
’
a
instrucção
primaria
e
a
moralisação
do
povo.
Muito
bem.
Mas
que instrucção
é essa?
Que
moralisação
é
essa?
E’
a
que
sae
dos vossos
livros?
das
vossas
escolas?
do
vosso
systema
go-
vernativo?
dos
vossos
homens,
que
go
vernam?
Não
podemos
acredital-o;
a
não
ser
que
queiraes
curar
a
sociedade
homeopa-
tbicamente,
isto
é,
combaler
a
doença com
os
proprios
medicamentos,
que a
produ-
siram.
Pois esta
geração,
que
ahi
está
dando
tão
palpaveis
documentos da mais
pro
funda
corrupção,
e
que
vae preparando
outra
geração
ainda
talvez
peior
que
ella,
por
quem foi educada,
por
quem
foi
instruída
senão
pelos
vossos
livros
e
pelas
vossas
escolas?
D’
onde
aprenderam
os
socialistas
a
não
crêr
em
Deus,
nem
na
justiça eterna,
nem
na outra
vida,
senão
de
vós
mes
mos,
para
quem
todas
estas
cousas
não
passam
de
contos
de velha,
de
crendices
de
beatas,
de
invenções
interesseiras
dos
padres
?
Quem
corrompeu
os
povos
com
o
exemplo
da
mais
descarada
immoralida-
de,
quem
os
opprimiu
com os
mais ve
xatórios
impostos,
quem
os
redusiu
a
vi-
ctimas
indeiezas
da
plutocracia
e
da
agio
tagem,
quem
os
materialisou
com
o en
carecimento
dos
gosos e
dos
cominodos
da
vida,
senão
os
vossos
governos,
o»
vossos
parlamentos,
as
vossas
leis
e
os
vossos
publicistas
?
Quem
desprestigiou
o
principio
da
au-
ctoridade,
cercando-o
de
lheorias
contra-
dictorias,
desconhecendo-o
na
sua
fonte
primitiva,
que é
Deus,
e desacatando-o
na pessoa
do
seu
mais
genuino
repre
sentante
sobre
a
terra,
queé
o
Papa,
senão a vossa
imprensa,
os
vossos
escri-
plos
e
a
palavra
attrevida
e
impune
dos
vossos oradores
e
tribunos?
Vós
tendes
dado
uma
ideia
falsissima
da soberania
popular,
tendes
lisongeado
as
paixões mais
brutaes das
turbas,
len
des
proclamado
o
direito
d
’
insurreição,
tendes
transtornado
todas
as
noções
do
justo
e
do
injusto,
e
hoje queixaes-vos
de
que
o
povo, rompendo
os
já
tão
de-
beis
laços
de
obediência,
que
o
prendem,
sacuda
lodo o jugo d’
auctoridade,
desco
nheça
todos
os
deveres,
ese
precipite
n
’
uma
completa
anarchia?
Não vos
espanteis
pois;
não tendes
direito
d
’
espantar-vos
diante
da
vossa
pró
pria
obra.
O
que
hoje
se
vê.
estava
pre
visto
desde
muito
tempo
pelos
esciipto-
res
da
escola
catholica.
Ainda
mais:
Os
proprios socialistas
reconhecem
a vossa
paternidade;
e
se
de alguma
cousa
se
es
pantam
é de
que,
sendo
vossos
filhos,
os trateis
com
tanto
desamor, e,
novos
Saturnos,
queiraes
extinguir
n
’
elles
a
vossa
própria
prole.
«Senhores
(dizia
ha
pouco o deputado
«socialista
Bebei),
combatem-se
os
nos-
«sos
princípios
religiosos,
as
nossas
opi
«niões
alheas e materialistas,
e repete-se
«ahi que a
democracia social
nos
levará
«direitos
ao
atheismo.
Mas
dizei-nos
por
«vida
vossa,
quem
ha
ensinado sirnilhan-
«tes
doutrinas,
que
leem
por
base
a
scien-
«cia
e
a
philosophia?
Foram
por
ventura
«os
democratas
socialistas?
Não,
senho-
«res:
Foram Edgard
Bruno, Bauer,
Fener-
«bach,
David
Strauss,
Ernesto
Renan.
Às
«quatro
edições,
que se tiraram
do
livro
«de
Strauss,
intitulado A
Nova
Crença,
«não
foram
compradas
por
socialistas;
era
«muito
subido
o seu custo.
O
livro
foi
«comprado
por
aquelles
mesmos
que
«hoje
se
insurgem
contra
a
democracia
«social».
Eis
ahi
o que
é
a
vossa
instrucção.
Não
mala,
cria
e
aviventa
o
socialismo.
Quereis
que o
povo
todo
aprenda
a
lêr?
Tanto melhor
para a
democracia
social.
Fará
chegar
a
sua
doutrina
a
todos
os
pontos,
desde
a
officina
até
á
choupana,
desde
o
artista
da
cidade
até
ao
jornaleiro
d’
aldeia.
A
Allemanha,
onde
mais
diffundida
está
a
instrucção
publica,
tal
qual
vós
sabeis
e
podeis
ministral-a,
é hoje
o
paiz
mais
trabalhado
pelo
socialismo. Portugal,
involvido
ainda
na
ignorância,
precisa de
mais
alguns
annos
de
educação liberal
para
que
o
monstro aqui
tome
pé,
e
possa
exetcer
a sua acção
destruidora.
Fallaes
também
em
raoralisar
o
povo
?
E
’
possível
O
conto
popular
lá
diz
que o
diabo
se
fizera
um
dia
pregador
Mas
qual
seria
o
resultado
dos
seus
ser
mões?
Podemos
bem
imaginai o.
O
que
vos
aílirmamos
porém
é que
o
socialismo
não
se
assusta
nada
com
a
propaganda
da
moral
liberal
O
que
elle
leme
é
a
moral
de
Jesus
Christo,
a
mo
rai
do
Catholicismo.
a
moral
da
Egreja
—
isso
a
que
vós
chamaes
fanatismo,
su
perstição,
beatice,
e outros
nomes
feios.
O
que
elle
teme
é
a
moral
baseada
no
decálogo,
cujos
preceitos
contradizem
for
malmente
os
princípios
socialistas.
O
grande
adversário
da
internacional
é
o
Catholicismo;
porisso
os
socialistas
vos
tem
testimunhado
publicamenle
a
sua
gra
tidão
pelos
exforços,
que
haveis
empre
gado,
para
derribar-lhes
essa
barreira
in
superável.
Se
pois
a
moral,
que
boje
recommen-
daes, é
esse
liquido
corrosivo
e
ascoroso,
que
ahi
escorre
diariamente
dos
vossos
prelos,
dos vossos palcos,
do
mechanis-
mo
avariado das
vossas
instituições
polí
ticas,
especialmente
das vossas
pelejas
eleitoraes, então
haveis de
permittir
que
neguemos
redondamente
a
sua
efficacia,
e
que
digamos
ainda
da
vossa
moral
o
que
já
acima
dissemos
da
vossa
inslruc-
ção:
—Não
mala;
cria
e
aviventa
o socia
lismo.
Taes
são
os remedios,
que
aconselha
uma
parte
da imprensa
liberal;
e
tal é
o
conceito,
que
fazemos,
da
sua impro
ficuidade
contra
a
invasão
da
epidemia
internacionalista.
A
lei
dos
similhantes,
de
um
valor
problemático
na
therapeu-
tica
humana,
é
complelamente inadmissí
vel
na
cura
das
moléstias
sociaes.
Se
o
tratamento
da
sociedade
inferma
ficar
en
tregue
só
aos charlatães do
liberalismo,
HMWCMKMBtE-OTI
PREÇO DA
ASSIGNATURA
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇÃS,
QUIETAS
E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
............
2$000
»
6
»............
l$05()
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3$600
Folha
avulso...................
10
í
N.
*
870
ai
d
’
ella
!
Póde uma
mão
piedosa
ir-se
desde
já
dispondo
para lhe
gravar
sobre
a campa
os conhecidos
versos
do
nosso
Bocage:
Escapava
da
moléstia
Se
não
morresse
da cura.
D.
M.
S.
VISÕES
DO
FCTlfíO
Publicadas
no jornal «Partido
do Povo».
2.3
PARODIA
OlFerecida
ao ex.mo snr. D. Miguel
Sotlo-Mayor.
(
Com as
mesmas palavras
finaes].
Estendido
em
sujo
esquife,
Servindo
de
palanquim,
Vae
enterrar-se
um
patife,
Sem
orações
em
latim.
Uma
corja
de tratantes
Com
carranca
de
tristeza,
Vão
cantando,
delirantes,
A
nojenta
Marsel/iesa.
O
som
não
se
ouve
nos
ares,
Dos
sinos
das
Cathedraes,
P
’
ra
filhos
dos
lupanares
Que
morrem
como
os chacaes.
O
immundo
liberalismo.
Até
ao
Demo põe
medo,
Pois,
cahindo no
Abysmo,
Vae
alli
urdir
enrêdo.
Inimigos
de Loyola,
E
amigos
de Pantheon,
Aprenderam
em
negra
escola
-As
doutrinas
de
Abaddon.
E os pedreiros,
nas
cavernas,
Com
ridículas
roupagens,
A
’ luz
de
porcas
lanternas,
Vão sumir-se
nas
voragens.
Inimiga
da roupêta.
Como
inimiga
dos
Ceos,
A
maçonaria
abjecta
Néga
a
patria
e
nega
a
Deus.
E
uns
pandilhas
legendários,
Com
as
lestas
coroadas.
São
reis,
e
são
operários
N
’eslas
farças
e
touradas.
Fêcha
a
torpe
mascarada,
Um farrapo
branco
e
azul,
E
a
corja
agaloada,
E
as
damas
......
trajandp
lul.
Dorme
o
somno
derradeiro,
No
monturo,
o
bruto inérme,
Que
a
enchada
do
coveiro
Esmaga
o nojento
vérme.
Fingindo
rosto
tristonho,
Faz
discurso,
rouca
voz
De
um
histrião
medonho,
Em
stylo
cyuico
e
atroz.
Mas,
dissipa-se
a
neblina,
E
fóge
a
corja
farçante,
Inimiga
da
batina.
Com
um
ronco
agonisante.
Terminou
a desventura,
Exultam
bons corações;
Vem do ceo
a
formosura
Que
afugenta
os
histriões.
O
peccado
os
tnvohêra
Em
sua
immunda
peçonha;
Negros
filhos
de Megera,
Teem
medo,
mas
não
vergonha.
E
a
maldicla liberdade
Foi
um
triste desengano,
Pois
só
ha
realidade
No
que
ordena
o
Vaticano.
E
a
cruz
,
o
lábaro
invicto,
Rompe
as
trevas da
mentira;
E
nos
antros
do
Cocylo
Fréme
a
corja e
se
remira.
Soílrendo
tormento
acerbo,
Causa
asco
e
irrisão.
Empregando
ainda
o verbo
Liberdade
e
illustração!
Soltam
pragas
e
lamentos,
Impotentes
para
o
ataque;
E
seus
sujos
paramentos
Dão
ás
operas
de
Ofíenbach.
Sôa
um
rápido
estampido.
E
um
rugido
sepulchral;
E
’ derradeiro
gemido
Do
nefando
tribuna).
Ouve-se
a
voz
retumbante
De
um
deus
,
e
tremem
os
mundos:
Da
fé a
luz
deslumbrante
Reanima
os moribundos.
Brilhou
a
cruz
refulgente.
Com
o
seu
santo
fulgor;
E
o mundo,
já
florescente,
Tem
um
rei
e
paz
e
amor
.
O
bom
padre, dá
o
exemplo;
Respeitam
se
as batinas;
O
povo
já
corre
ao
templo,
E
óra
nas
oflicinas.
A
seita
se
aniquilara;
Brilha,
resplandece
a
cruz
,
Pois
no
Abysmo
arrojára
O
inimigo
da
Luz.
Satanaz
fiême
caplivo;
Já
os
homens não governa:
Surge
o
novo
distinctivo,
Para
a
gloria
sempiterna.
Dissipou-se
a
vau
chimera;
Já
o
justo póde
rir:
Luz
da
Esperança
reverbéra,
Prenuncio
d
’almo
provir.
Pinho Leal.
Explicações
á
replica
«9» «nr. :
*
«««•
mh
Vlonteiro,
pithlicndn
no
«tom-
mercio
4o
Minho»,
n.°
8G-1.
Primeiro
que
tudo
declaro:
que
não
achei
no
artigo
de
s.
ex.\
a
que
fiz
as
minhas
observações,
matéria
de
escanda-
lo
para
que
eu
podesse
dar-me
por
es-
candalisado.
Se
o
illustre escriplor
pres-
crutasse
mais
conscienciosamente
a
minha
intenção,
descobriria
que
teve
parte
n
’ella
o
meu
desejo
de
vêr
reunidos
em
um
só
pensamento', e
caminhando para
um
só,
e
mesmo
fim,
os
que
professam
a
mesma
doutrina, e
a
mesma
communhão.
0
snr.
Sousa
Monteiro
é
filho
da
Egreja
Catholica,
e
eu
lambem
o
sou:
tem
sido
um dos
athletas
seus
defensores,
porque
Deus
lhe
deu
forças
para isso;
e
eu
ape
nas
um
soldado
de
fileira;
mas
susten
tando
o
meu
posto
não
deixo
de
con
correr
para
o
triunfo
dos
generaes.
Esteja portanto
certo
o
snr.
Sousa
Monteiro
que
não
foi
o
escandalo
que
me
ouiou
a
pe:ma;
e
sim
o
interesse
geral
3e
todo
o
corpo
da
sociedade
christã
pa
ra
evitar
a
desunião
entre
os
seus
mem
bros,
e
sobretudo,
que
se
dê
occasiào
a
que
entre
elles
haja
uns,
que
condem-
nem
o
que
fazem outros,
pois
que
si-
milhante conducta
seria fatal,
e
urna es
pada
de
dois gumes
nas
mãos
dos
inimi
gos
da
Egreja.
Seja,
ou
não
seja
o
snr.
padre
bea-
hra
um
homem
virtuoso,
ou
um pecca-
dor.
basta
que
para
o
nosso
caso
seja
um
sacerdote,
e um ungido
do
Senhor;
e
seja
o snr.
Sousa
Monteiro
tudo
o
que
quize.r,
o que
eu
lhe
não
concedo
é
que
tenha
competência
para
censurar
um
acto,
que
elle
praticou
como
sacerdote. Lá
es
tá
o
Diocesano
para
o
instruir
e
adver
tir
se
andou
em
êrro:
expor-lhe
o
no
me
no
pelourinho
da
imprensa
em um
tempo
de tantos odios, e
de
tanta
guer
ra
ao
clero,
pareceu-me,
quando
menos,
uma
imprudência!
As
imagens
dos
santos
expostos
nos
aliares
á
veneração
dos
fieis,
não diminuem
de valor
por serem,
umas
de
barro,
e
outras
de
prata;
e
desacatar
qualquer
d
*
e!las
pela matéria
de
que
é
formada
não
deixa porisso
de ser
crime
da
mesma
classe.
Creio
que
o
snr.
Sousa
Monteiro
me
entende,
e
que
convirá
cominigo.
Mas
além d’
islo
o
meu
replicador
de
via lembrar-se
do
conselho
(que
é
pre
ceito)
do
Divino
Mestre,
que
nos
diz:
que
mando
tivermos
de
reprehender
as
faltas
dos nossos
irmãos,
o
não
façamos
em
pu
blico,
e
só
entre
nós
e
elles.
Eu só
vi
na
minha
vida
A.
Hercula-
H10j
duas,
ou
tres
vezes;
li
algumas
das
suas
obras; admirava-lhe
o talento,
e
la
mentava
que
se
não
empregasse
melhor,
e se deixasse
dominar
por
alguns
erros,
ene
lhe
combati,
e
que
elle
não
poude
sitistentar.
Não me
admirei de
vêl-o
im
pugnar
os
dois
dogmas
da
Conceição,
e
da
Infallibilidade,
porque
sobre
o
primei
ro,
divergiram
por muito
tempo
os
Do-
minicos.
e
os Franciscanos,
os
Scotlos,
e
os
Thomazinos,
divergência
a
que
o
Grande
Pio
IX
pôz
fim;
e
sobre
o
se
gundo,
referindo
a
ao
homem,
em
vêz
dç
referil-a
á
doutrina;
mas no
meio de
tudo,
e
apesar
de
tudo
nunca
pude,
nem
posso
julgar
dos
graus
de
virtude,
nem
dos
vicios de Herculano,
nem
de
pessoa
slguma:
é
uma questão
exclusivamente
rezervada
ao
Juiz Supremo,
que
nos
pro-
hibe
de
julgar
para
não
sermos
julgados.
E
foi
por
isto que
vi correr
com
in-
difterenç.a o
que
a
imprensa
cantou,
e
chorou
depois
da
morte
do
historiador;
índiilerença,
que
não
devia
guardar
ven
do
o
nome de
um
sacerdote
envolvido
em
um juiso
critico
de
um
vulto tal,
como
o
snr.
Sousa
Monteiro.
E
não
foi
o
seu
artigo
que
me
le
vou
a
tomar
as
informações do
viver do
mestico
dos
últimos dias
de Alexandre
Herculano.
Não,
snr.;
porque
eu
também
não
sou
dos taes
curiosos,
que
andam
a
farejar
a
conducta
domestica
das
fami
lias.
Essas
imformações
tomei-as com pes
soas.
que
assistiram
e
presencearam
os
acontecimentos,
e
que
tiveram
parte
em
alguns
delles,
e
que
não
tinham interes
se
em
os
occultarem,
e
me
enganarem;
e
tomei-as
porque
um personagem
illus-
tre,
que
vive
em relições
intimas
com
o
snr.
Cardeal Patriarcha,
mas
pediu
pou
cos
dias
antes
das
exequias
a
que
assis
tiu
o snr.
padre
Seabra.
Talvez
que des
sas
informações
resultasse
a licença
para
a celebração
d
’
essas
exequias.
Aqui
tem
o snr.
Sousa
Monteiro
as
razões,
de
toda
a
minha conducta
n’
este
negocio;
razões,
de
que
não
dou mais
ra-
sões
porque
nem
quero
demorar
a
minha
justificação,
nem
dar-me
maior
importân
cia, do
que
a
que
lenho.
Quanto
ao
resio,
e
em
lodo
o
caso,
creia
o snr.
Sousa
Monteiro
que
me não
tirou
a
convicção
do
que
escrevi;
que
o
respeito
pelo
que
é,
e
pelo
que
vai;
que
me
não
dou por
oífendido,
e
sim
por
honrado
com
vêl-o
face
a
face
sem
que
a
minha
obscuridade
lhe
diminua
o
bri
lhantismo
das suas
luzes:
que
me não
deixo
levar
por
hypotheses
arbitrarias;
e
que
a
Theologia
chrislã,
é
a
minha
Theo
logia;
e
finaltnenle
que
os
segredos
d
’
aléin
tumulo
só
Deus
os
conhece,
e
áquelles,
a
quem
Elle
quer
revelal-os.
De
por
mim
nunca
poderei
dizer,
nem
Eoesmo prezumir
que
Alexandre
Hercu-
fano
morreu
incontricto.
A minha
fé
de
cliristão,
e
de
esperança
no Sangue
do
Salvador
induzem-me
a
crer
que
a
Mãe
de
Deus
quiz
que
elle
morresse
sem
os
Sacramentos
para
pagar
no
Purgatório
pelo
tempo
que
merece
a
oílensa que
lhe
fez negando-lhe
a
Sanctidade
Immacu-
lada.
Permitia
Deus
que
assim seja.
23
de
novembro.
José
de
Freitas
Amorim Barbosa.
Ceremonlal
a
«4ise
altiade
a
Paata-
ral
d»
exs.
ÍIW
e
rev«i.
mo
tmr.
ar-
eebispo
Primaz,
publicado
nn
ai.
0
«88
«Io
tCosnmereio
de
Mi-
Se
a
bênção
for
separada da
missa
ou
officio
do dia, o
sacerdote
deverá
tomar
alva
ou
sobrepelliz,
eslola e
pluvial
ou
capa
d
’
àsperges
de
cor branca;
sendo
po
rém
em
seguida
á
missa
ou oflicio
do
dia,
será
a
estola
e
pluvial
da
côr
do
of
ficio
ou
da
missa,
e
poderá
ainda,
sen
do
em
seguida
á
missa,
dar
a
bênção
com a
casula, mas sem
manipulo.
Estarão
accesas
pelo
menos seis
ve
las
(15
de março
de
1698j.
Sendo
a
bênção
mais solemne,
pode
rão
ir
paramentados
com
dalmaticas
diáco
no
e
subdiacono.
Aberto que
seja
o
sacrario,
o
sacer
dote
genuflecte, e logo
tomando
o
sagra
do
vaso o
collocará
á
porta
do
sacrario.
do
lado de
dentro,
mas
por
fórma
que
possa ser
visto,
e
fazendo
nova genufle
xão
descerá
ao
plano,
e
ahi pondo
in
censo
no
thuribulo
e depois
ajoelhando
incensará
o
SS. Sacramento
com
tres
du
etos,
fazendo antes
e depois
profunda
inclinação.
Logo
se
cantará
ou entoará
a
Ladainha
de
N.
Senhora, ou
vulgarmente
chamada
a
ladainha
Lauretana,
e
dito
o
verso=
Ora
pro
nobis,
saneia
Dei
geni-
trix,
e
a
rêsposta==
Ut
digni
efficiamur
promissionibus
C/iristi=,
a que
no
tem
po
paschal
se
deve
acrescentar
alleluia,
o
sacerdote
se
levantará
e
cantará
ou
en
toará
a
oração=í?raíiam
tuam
etc.
De
pois
cantar-se-ha (e se não houver quem
cante,
entoar-se-ha)
o
Tanlum
ergo,
etc.,
devendo
todos
inclinar-se
profundamente
ás
palavras=wneremur
cernui=e ao Ge-
nitori
porá
incenso no
thuribulo,
e
de
joelhos
incensará o
Sacramento
com
tres
duetos,
fazendo
as
competentes
inclinações;
no
fim
cantará
ou
entoará
o
verso
—pa
nem
de
ccelo
preslilisti
eis,
e
a
resposta
omne
delectamenlum
in
se
habentem,
a
que
no
lempo
paschal
e
na
oitava
de
Corpus
se
deve
acrescentar alleluia,
(5
de
julho
de
1698);
depois
o
sacerdote
levantando-
se
cantará,
ou entoará, a
oração
Deus
qui
nobis
sub
Sacramento
mirabili
etc.
com a
conclusão
breve=7tti
vivis
et re-
gnas
in
soecula sceculorum^Amen.
(De
creto
de
29
de março
de
1851).
Concluída
a
oração,
irá
ao
altar
e
tomando
o
véo
humeral
pegará
no
sagra
do
vaso, que
cobrirá
completamente
com
a
extremidade
do véo
d
’
hombros
(decre
to
de
22
de
fevereiro
de
1839),
e
vol
tando-se
depois
para
o
povo
o
abençoa
rá, fazendo
vagarosamente
sobre
elle
uma
cruz
com
o
sagrado
vaso.
Dada
a
bênção,
collocará
o
ciborio
sobre
um
corporal,
que
deve
estar
previamente
posto
sobre
o
altar,
e tornando
a
ajoelhar-se
deposto
o
véo
humeral
cantar-se-ha
tres
vezes o
=Bemdito
e
louvado
seja
o
SS.
Sacra
mento
da
Eucharistia
etc.,
e a
Gloria
Pa-
tri
na
fórma
do
costume
dos
povos,
e
depois collocará
o sagrado
vaso
no
sa
crario,
que
fechará
fazendo
as competen
tes
e
costumadas
genuflexões.
Se
porém
a
egreja
for
tão
pobre,
que
não
possa haver
capa
d
’asperges,
ou
plu
vial,
e
thuribulo,
poderá n
’
este
caso
ir
o
sacerdote
só.uenle
com
sobrepelliz
e
es
tola,
e
ommilir-se
a
incensação
(decreto
de
11
de fevereiro
de
1857;.
O
que
porém
nunca se
póde
dispen
sar,
é
a
sobrepelliz,
estola
e
véo
d'hom-
bros
branco.
(*
)
A
Pastoral
de
s.
ex
a
rev.
ma
pu
blica
la
em
o
n.°
868
devia
ser
seguida
d
’
este
ceremonial,
que involuntariamente
foi ommittido,
do
que
pedimos
desculpa
ao
inclyto
Prelado
e
aos
leitores.
GAZETILHA
Festividade
de
Nossa
Senhora
do
Saaneiro.
—
No
domingo
festeja-se
com
todo
esplendor,
no templo
do
Po-
pulo,
a
Virgem Immaculada,
do
Sameiro.
No
sabbado,
por
4
horas
da
tarde,
começarão
as
Matinas
a
grande instru
mental,
sendo
a
musica
de Marcos
An
tonio Portugal, pela
capella
dos
snrs.
Paivas.
No domingo haverá
missa
solemne
de
manhã,
e
de
tarde
vesperas cantadas,
e
sermão
prégado
pelo
snr.
conego
dr.
An
tonio
Lopes
de
Figueiredo.
S
XJ
TC Z A. O.
—
Devia
terhontem
logar
uma
gran
de
reunião
da maioria
do
respeitá
vel
corpo commercial
d
’
esta cidade,
como
preparatória
d
’um
meeting
po
pular
para
se
representar
contra
as
arbitrariedades
e
illegalidades
flagrantes
do
snr.
da
fazenda.
Brevemente
conhecerá
este
snr.
da
fazenda que
o
povo
de
Braga
não é
o
de
Paio
Pires.
Daremos
noticia
mais
circum-
stanciada d’esta
reunião.
manifestação
ninguém
deve
deixar
de
as
sociar-se, nem deixará,
aflfiançamol-o.
As
columnas
d
’
esie
jornal
estão
fran
queadas
a
todos os
que
queiram
se
cundar
esla
cruzada,
que
ha
de
ir
a
bom
caminho,
fiquem certos.
Cavalheiros,
de
cuja
seriedade
não
é
licito
duvidar, asseveram-nos que
o
snr.
da
fazenda costuma
dizer
amiudadas
vezes:
—
«VI.VI
PXHA
3X38
P4RA
A
.«€-
RASNÍAM
DIXHIS1RO,
53 Nî
P.-l-
!&.<
Eis
0
homem
.
Vinhos
feitos.
—
A
junta
de
saude
tem
andado
a
inspeccionar as
vendas
de
vinhos,
d
’
esta cidade,
e
já
está
compe
netrada
da
verdade
com
que
todos se
queixam
de
vários
taberneiros,
pois tem
encontrado
muito
veneno
que
por ahi
se
está vendendo
por
vinho.
Honra
lhe
seja.
Te-lleuiu.—
Teve
logar
no
domingo
passado
o solemne
Te-Deum,
em
acção
de
graças ao
Deus
das victorias, manda
do
cantar
na Sé Calhedral pela briosa
classe
académica
d
’
esta
cidade,
conme-
morando
a
nossa
paciíica
revolução
de
1640,
—
uma
das maiores
glorias,
que
a
historia
moderna
refere
em
suis
brilhantes
paginas.
Assistiu
a
este
religioso
acto
o exc.
mu
e revd.m
°
snr.
Arcebispo
Primaz,
a
rogos
da
commissão
promotora
dos
festejos;
as
sim
como
lambem
o cabido,
a
camara
municipal,
as
auctoridades,
etc.
Foi
orador
n
’
esta
solemnidade
o
revd.®
Porphyrio
Antonio
da
Silva,
fâmulo
de
s.
exc.
a
revd.ma,
como
já
havíamos
no
ticiado.
E
’
absolutamenle
impossível
descrever
aqui
as
gratíssimas
impressões,
que
nos
deixou
profundamenle
gravadas
em nossos
corações
de
pomiguezes
e
de
christãos
a
eloquentíssima
oração,
recitada
por
aquelle
tão
joven corno
talentoso
ecclesiastico.
A
sua
palavra
fluente
e
cheia
de
fo
gosa
vivacidade
ora
nos
commovia,
nar
rando
as
misérias
e
as
abjecções,
a
que
havia
descido
Portugal
no
reinado
dos
Philippes,
ora
nos
arrebatava
com delirante
enthusiasmo, pintando
a
dedicação ardente
e
a animosa
intrepidez
dos
iliustres
pa
triotas,
que
se
arrojaram
a
cortar
as
gar
ras
ferozes
do
leão
de
Casteila,
que
la
ceravam
as
entranhas
d
’
esta nobre vi-
ctima
de
suas desnaturadas cruezas!
O
brado
ingente
e
famoso
de
alegria,
que
se
repercutiu
freneticamente
em
1640
em
lodos
os
cantos
de
Portugal,
ao
gri
to
de
«viva a nossa
independências;
esse
brado
o joven orador
em seu
discurso
fez echoar
com
vivo
enthusiasmo
em
nos
sos
corações
de
verdadeiros
patriotas!
Ha
muito
tempo, que
não
presencea-
mos
uma
estreia
oratoria,
nem
tão
aus
piciosa,
nem
tão
brilhante
!
Se a
tribuna
sagrada,
entre
nós,
conta
brilhantes
talentos,
famosas
inlelligençias,
ínclitos
oradores,
a este
por
certo
caberá
em
breve um
logar
dislinctissimo.
Auguramos-lhe,
pois,
um
futuro
rico
de
assignaladas
victorias
e
de
gratíssi
mas
consolações
para
o seu
bondoso
co
ração;
e
estamos
certos
de que,
d
’aqui
a
mais
algum
lempo,
o seu eloquente
verbo,
como
que
inspirado,
deixará
no
púlpito
porluguez
um
fulgurante
rasto
de
luz
intensissima,
que
illuminará
as
escu
ridões
do
erro, e
de
fogo ardentíssimo,
que
calcinará
as fezes
do
vicio
e
purifi
cará
as
impurezas
do
mal,
que
corroe
e
arruina
a
sociedade
dos
nossos
dias.
Embora
a
modéstia
do
novel
orador
proteste contra
a
nossa opinião,
não
po
demos
comtudo
deixar
de
consignar
aqui
esta
intima
convicção: de
que
não
é
sem
fundamento
a
nossa
acalentadora espe
rança
no
futuro
brilhante,
que
o
espera.
O
sermão
do
Collegi».
—
No
l.°
domingo
do
Advento,
depois
de
tercia
e
missa
cantada
conventual
do
Seminário,
subiu ao
púlpito
o
collegial
Manoel
An
tonio
Borges,
da
freguezia
d
’
Alhei,
o
qual
tomando
para
lhema
as
palavras
do
Evan
gelho
do
dia:
nTunc
videbunt
Filium
ho-
mvnis...
cum
polestate
magna
et mageslale»,
orou
magislralmente.
Dividiu
o
seu discurso
em
tres
pon
tos:
no
primeiro
mostrou
que
a
resurrei-
ção
da
carne
era
um
dogma
de
fé; no
segundo,
que
o era igualmente
o
juiso
universal;
e
no terceiro, que
os prémios
e
penas
ahi
dados
seriam
eternos.
Os
argumentos
pelo
novel
orador
ad-
duzidos
eram
d
’
utna força
Lresislivel, tan
to os lheologicos,
como
os
da ra-zão, os
quaes
soube
vestir
de
lindos
ornatos
ora-
torios,
dando
ao
mesmo
tempo
vida
e
força
ás
palavras
com
um
magesloso
e
bello
accionado.
Ha um n.°
apenas
que
interrompemos
os
nossos
brados
contra
os
excessos
e
vexames inqualificáveis
com que o
snr.
da
fazenda tem opprimido
os
contribuin
tes
d
’
esle
concelho.
Para
que
ningnem
podesse
ver
nas
nossas
palavras,
sombras
sequer
de vin
ganças
mesquinhas,
paixões
partidarias
ou
falta
de
razão e
fundamento
no
que
es
crevia
mos,
procedemos
com
a maior
mo
deração,
fineza
e
cavalheirismo
para
com
quem,
por
ululo
algum,
tinha
direito a
esse
preito
de
homenagem,
devido
tãosó-
menle.
ao
cidadão que
se
presa,
e
ao
funccionario
reclo
e
probo; e
sobretudo
argumentamos desde
então
alé
hoje
com
a
lógica
inexorável
dos
factos,
contra os
quaes
não
ha
argumentos,
nem
sofismas
possíveis.
A
estas
provas de
que
só
espirito
de
ustiça
e
rectidão
e
a
consciência
da
nos
sa
missão
de
jornalista
nos inspirava
a
penna,
vem
agora juntar-se uma
outra
lirrefragavel,
que
põe
em
evidencia a ple
na
razão
com que
lemos
apontado
aos
funccionario®
superiores um
empregado
subalterno, que
parecia
comprazer-se
em
fazer
gala de
esmagar
o
contribuinte, pa
ra
servir
á
sua
ambição
insaciável
e
aos
seus
ruins
instinctos.
Vem
igualmente
mostrar
que
as
sym-
pathias
que
o
nosso
jornal desde
logo
adquiriu,
sympathias
que se traduziram
por
factos
de
que
podêmos
dar
testimu-
nho,
tinham
a
sua razão
de
ser
no
sen
timento natural
de
satisfação
que
se
apos
sou
de
todos
os
contribuintes
lesados
na
sua
dignidade
e
nos
seus
direitos,
ao
ve
rem
um
jornal
d'esta cidade
tomar
sobre
si
a
defeza
do
fraco
contra o
forte,
do
opprimido
contra
o
oppressor,
da
viclima
contra
o
algoz.
Essa
prova
é
a
que os
leitores
verão
condensada
em
a
notícia
que
precede
es
tas
linhas.
Pois
esta
mesma
noticia
que
damos
com
indefinível satisfação,
mormenle
ás
victimas
do despotismo do snr. da
fazenda.
também
a
damos
com sentimento
ao
mesmo
tempo.
E
sabem
porque?
Porque
nós,
que
nos
orgulhamos
de
ler
amarrado
o
snr. da
fazenda
ao
pelou
rinho
da
imprensa,
e
de
o
trazermos
pe
rante as
auctoridades
competentes
e
a
opinião
publica
para
o julgarem
inexora
velmente,
como
o
merece,
e é de
justiça,
aquelle
que
de
funccionario
publico
se
arvorou,
na
terceira
capita!
do
reino,
em
cynico
espesinhador
dos
contribuintes,
cal
cando
a
lei,
deshonrando
o
governo
que
o
nomeou,
aflrontando
impudentemente
os
brios,
a
honra;
a
dignidade,
o respei
to
e
os
direitos
d
’
uma
cidade
inteira;
nós
queríamos
também
ufanar-nos
de
com
pletar
a
nossa
tarefa,
realisando
practica-
mente
um pensamento
que
sempre
tive
mos
desde
o
principio:
—conduzir
o
snr.
da
fazenda
ao
tribunal
da opinião
publica,
expressamente
convocado para
esse
fim,
e
levar
a
sentença
de
condemnação
dada
por
esse
tribunal,
—
n
’
este
e em
muitos
outros
ponclos
e
n
’
estas
cir-
curnstancias
inteiramente
justo
e
incor
ruptível—,
perante
o
snr.
delegado
do
Thezouro
e
o ministro
respeetivo,
para
lhe
darem a execução condigna,
imperio
samente
reclamada
pela lei
e
peia
justiça.
Hoje,
porém, vemos
que
a
justa in
dignação pública
não
póde
consentir
que
n
’esta matéria
procedessemos
com
aquelle
vagar, lentidão,
segurança
e
circumspecção
que
nem
a evidencia
dos
factos
já apre
sentados
e
muitos
outros
auctorisa,
nem
o proceder
do snr. da
fazenda
me
rece.
Concordamos
com
os
iniciadores
do
meeling,
que
assim
prestam
um
relevan-
tissimo
serviço
a
todo
o
concelho.
A
essa
Era
sublime
e
poético
vêr
este
joven
no
meio
de
seus
companheiros
n
’aquelle
amplo
templo
erguer
sua
voz,
e
com
toda
a
força
e
eloquência
que
dá
a
convicção,
prégar-lhes
as
verdades
da
!i
í.e,
e
os com
panheiros
ouvirem
pendentes
<íos
seus lá
bios,
no
meio
da
pompa
do
culto
catho
lico,
as
considerações
que
um
collega
lhes
fazia.
Ninguém
que
assistisse
a
este
acto
deixaria
de
louvar
a
Deus,
vendo
como
o
novo
clero
vae
educado,
e
ao
mesmo
tempo
d'abençoar
o
exímio Prelado
que
tanto
a peito
toma
a
causa
da salvação
de
seus
diocesanos,
preparando
assim
aquel
les
que
devem
ser
os
obreiros
Evangé
licos e
seus
coopei
adores
no
santo
mi
nistério.
Sfto
vomm
festos.,.—
O
nosso
mui
to
estimável
coliega
de
Vizeu,
a «Cari
dade»,
de
1
do
corrente,
transcreve
d
’um
periodico
revolucionário
francez,
o
«Gau-
lois»,
sob
a
apparencia
d'um
caso
engra
çado,
a
parodia
que
uma dama
franceza,
jogadora
da
loteria,
fez
do Padre
Nosso,
da
oração
D-minical.
Achamos
qne
uma
cousa
digna
da
abominação
de
toda
a pessoa
catholica
e
sensata,
não
merece
occupar
espaço
nas
colutnnas
d
’
um
jornal
que
defende
a
Re
ligião
e
a
Legitimidade.
Hoje
mais
que
nunca,
cumpre
que
nos
não
deixemos
ressentir
do
pestífero
ambiente
que
nos
cerca.
Se
foi
sempre
dever
do
campeão
da
fé
e
da
moral
an-
nunciar
doutrina
sã,
pura, e
irreprehen-
sivel,
nos
tempos
actuaes
esse
dever
é
•absolutamente
mais rigoroso
e
indecliná
vel.
Saneia,
saneie
tractanda
sunl.
Desculpe-nos
o
nosso
collega,
que
está
acima
das
nossas
forças
o
ficar
silencio
sos,
quando
vêmos
esse
principio
con-
culcado
por
quem
não
é
de
esperar.
E
quando
depare
no
nosso
periodico
com
coisa
analoga,
o
que
póde
igualmente
succeder,
agradeceremos
igual
advertên
cia.
I®eal»8?«isiçsto
importante.
—
Distri-
buiu-se
no
Porto,
em
1
de dezembro,
uma
raridade
bibliographica
de
1642,
reedi
tada
com
escrupulosa
fidelidade.
Fórma
um volume
em 4.°,
com
o
titulo—
T/iealro da
maior
façanha
e
glo
ria
portugueza,
decantando
a
restauração
patria
contra
o
jugo
castelhano.
E
’
um
poema
épico.
em
seis
cantos
em
oitava
ruina,
coordenado
por
Diogo
Ferreira
Figueiroa,
cantor
da
capella
Real
em
Lisboa, e
domestico
predilecto
dos
duques
de
Bragança
em Villa
Viçosa.
E
’
trabalho
a
que
precede
um
pream
bulo
biblíographico.
com
muitas
noticias
históricas,
desenvolvido
com
patriótico
enthusiasmo:
e
é
offerecido
aos
membros
da
Commissão
Central
lisbonense
P
rimeiro
de
D
ezembro
de
I640.
Julgamento.—
Na
segunda-feira
fo
ram
julgados
em
audiência
geral.
Albano
José
Machado
1
e
João
Antunes,
accusados
do roubo
sacrílego
feito
em
maio,
no
templo
de
Nossa
Senhora
Branca.
O
primeiro
foi
condem
nado em
dez
annos
de
degredo
para
uma
das
nossas
possessões
de
1
“
classe, ou
na
alternativa
de prisão cellu-
lar por
cinco
annos.
O
segundo
em oito
annos
de
degredo,
na
alternativa
de
quatro
annos
de
prisão
cellular.
BespwctíoB.
—
O
«Diário»
de 30 pu
blica
os
seguintes:
O
presbytero
Antonio
Francisco
Cou-
tmho
-apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
da
Ramella,
no
concelho
e
bis
pado
da Guarda.
O
presbytero
Caetano
de
Sousa
Pinto
Montenegro
—
apresentado
na
egreja
paro
chial
de
S.
Pedro
do
Paraizo,
no con
celho
de
Castello
de Paiva,
bispado
de
Lainego.
O
presbytero
João
Manoel
Pires,
pa
rodio
collado
na
egreja
de Nossa
Senho
ra
da
Conceição
de
Arnas,
bispado
de
Lamego—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa Senhora
do
Arnial
da
Villa
da
Ponte,
no
concelho de
Sernancelhe,
do
mesmo bispado.
O
presbytero
José
Antonio
Vieira
de
Mello
—provido
na
serventia
vitalícia
da
thezouraria
da
egreja
parochial
de
Santa
Maria Magdalena
de
Lisboa.
Acceila
a
Antonio
dos
Santos
Martins
Villas Boas,
a
desistência
da
egreja
paro
chial
de
S.
Mamede
de
Sendiães,
dioce
se
primaz de
Braga.
Acceila
a João Ribeiro
da
Cunha
a
desistência
da
egreja
parochial
de
Santo
André
de Sanhoane,
diocese
do
Porta.
O 3»s-nte
*
ta«itiare»i»
na
Porta.
—
Escreve-nos
um
nosso
amigo
e
bom
eccle-
siastico
do
Porto
o
seguinte:
<Fui
chamado
para
confessar
uma
po
bre
mulher
velha
qne
estava
em
perigo
de
vida,
chamada Maria
Mata,,
que
mora
va
em
uma
Ilha
na
Travessa
de Cadou-
ços
na
Foz,
e
em
seguida o
revd.
0
coadju
tor
d’
esla
freguezia
lhe ministrou o
sa
grado
Viatico
e
a
Extrema-Unção.
Depois
de
receber
estes
sacramentos
retirei-me,
porisso
que estava
mais
soce-
gada,
e
julgando
ainda
teria
algumas
ho
ras
de
vida,
e
na
intenção
de voltar
depois
para
a ajudar
a
bem
morrer.
Começou
a
correr
pela
visinhança a
no
ticia
de
que
esta
pobre
velha
estava
ago-
nisante,
e
logo
um
protestante
que
des
graçadamente
habita
por
áquelles
sitios,
e
que
tem
espalhado
por
alli
péssimos
livros,
e
prégado pnblicamente
a heresia, apro
veitando
a
minha
ausência corre
a
casa
da
moribunda
velha
e
se lhe
offerece
para
ler-lhe
na sua
bíblia,
a
que
a
doente
res
pondeu
que
não,
e
depois
uma
sua
irmã
o
mandou
sair
de
sua casa,
mas
o
pro
testante
insistiu e
receiando
que o
tempo
lhe
faltasse para
a
execução de
seu
dam-
nado
intento,
começou
a
prégar
á
pobre
moribunda
dizendo
lhe qne
não
tivesse
medo
de
ir
para
o
purgatório porque
é
coisa
que
não
existia,
e
que
se
tinba
peccados,
que escusava
dizel-os
ao
padre
pois
era um homem
como
os
outros!...
e
olhando
depois
para
um quadro
de
Nossa
Senhora,
lhe
perguntou
para
que
servia
aquillo
alli,
pois de
nada
servia,
nem
Nossa
Senhora
linha
existido!!...
A
po
bre
moribunda
ouvindo taes
blasfémias
fez
ura
exforço
levantou
um
pouco
a voz
quasi
extinta
e
mandou-o sahir,
e
a
irmã
acudindo
obrigou
o
malvado
a
sair
de
casa
onde
vinha roubar
á
pobre
velha
a
unica
consolação
que
lhe
adoçava
a agonia
a re
ligião
calholica».
—
(«S.
R.
B.»)
Preço
«Io#
eereesea.
—Na
terça-feira
ultima,
n
’
esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo................................................ 780
Centeio
........................................
510
Cevada
.............................................
560
Painço..............................................
500
Milhojbranco
................................
530
»
amarello
...............................
520
Milho
alvo.......................................
620
Fei
jão
branco................................
800
»
vermelho
.............................
800
»
amarello
....
620
»
rajado................................ 500
»
fradinho...............................
500
Balata.............................................. 560
Azeite.
...*..
65200
SECÇÃO D£
CÔMOTCAOOS
Aos
ssussígos
c
n
quem
interessar.
Tendo
chegado ao
conhecimento
do
abaixo
assignado
que
alguns
indivíduos
se
leem
occupado
da
stia
pessoa,
e
qne
an
dam
propalando
noticias
menos
verdadei
ras,
e
que
muito
gravemente
pódem re-
tlectir
sobre
o
seu
crédito,
que
preza ain
da
mais
que
a
própria
vida,
vem
sem
perda
de
tempo,
e
por
este
meio,
deçia-
rar
muilo
solemnetnente
que
os compro
missos
em que está
envolvido
para
com
seu
primo
0
snr.
Manoel
Joaquim
da
Cu
nha
Vieira de
Carvalho,
apenas
montam
a
um
conto
e
tanto.
Braga 28
de
novembro
de
1878.
Francisco
José Vieira
de
Carvalho.
TELEGRAMMAS.
Lahore
1
—
Honlem
pela manhã, ao
en
irar no desfiladeiro
de
Kiber
um
comboio
de
viveres
e
munições,
os afredis
ataca
ram-no,
mas
foram
repellidos.
Crê
se
que
o
comboio
chegou
a Ali-
Monsdjid.
Corre
o
boato
de
que o
erair reforçou
com vários
regimentos
a
guarnição
de
Jellahabad.
Os
montanhezes
atacaram
vivamente
os
fortes
do
desfiladeiro
de Kiber.
Londres
1
—
Gladstone
pronunciou
um
discurso
em
Greenwich,
combatendo
a
po
lítica
do
gabinete
actual.
Disse
que
as
despezas
feitas
com
a
guerra
do
Afghanislan
o
são
para
a
des-
honra
da
Inglaterra.
Que uma
guerra
injusta
póde
acarretar
injustiças
que
tra
gam
em resultado
a
queda
do
império
das
In
lias.
Constantinopla
30—
Crê-se
que
uma
nova
convenção
anglo-turca
dará
a
Inglaterra
o
protectoraJo
na
Asia.
Chypre tornar-se-ha
propriedade
in-
gleza.
Londres
2
-O
general
Robert
começou
NOVO HORÁRIO.
Francisco
Mesquita,
d
’
esta cidade,
e
Joaquim
Alves
Vinagreiro,
da
Povoa
de
Lanhoso,
fazem
publico,
que
as
suas
di
ligencias
que
saem
da
casa
do
snr.
Ri
beiro
Braga
em
direitura
á
Senhora
do
Porto
ás 6
e
12
horas
da
manhã, che
gando
ás
9
e
meia
horas
da
manhã
e
4
e
meia
da
'.arde,
e
a Braga
ás
9
e
meia
da
manhã
e 5
horas
da tarde,
ficam
saindo
desde
o
dia
5
do
corrente
in-
clusivè,
as
6
e
meia
da
manhã
e 1
da
tarde.
Preços:
De
Braga
ao
Pinheiro
160
De
»
á
Povoa
200
De
»
á
3nr.
a
do Porto 300
Braga 4
de
dezembro
de
1878.
Pelos
annuncianles
(2139)
Ribeiro Braga.
sabbado
a
atacar
o
desfiladeiro
Pelwar,
mas
não
conseguiu
desalojar
o
inimigo.
Tendo-se
malogrado
o
movimento
do
flan
co,
o
general
ordenou
a
retirada
para
o
acampamento
de
Khurum.
Deve
recomeçar
hoje
o ataque.
E
’
provável
que
seja
adiada
para
a pri
mavera
a
marcha
da
columna
Kuettial
so
bre
o
Condhaar,
em
consequência
da
con
siderável
perda
de
camellos.
Dizem
de
Labore
ao
«Times
*
que
facilmente
foram
dispersados
os mon-
lanhezes
que bloquearam
o desfiladeiro
Kiber.
Constantinopla
1
—
0
embaixador
russo
declarou
que
as
tropas
russas
evacuaram
a
Bulgaria
e
a
Romelia,
mas
que Andrino-
pla e
a
Thracia
sómente
serão evacuadas
depois
do
tractado
definitivo.
Londres
2—Os
periódicos
inglezes
en
contraram
nos
documentos
publicados
no
Livro
Azul
a
prova
da
perfídia
da
Rússia
e
a
justificação da
guerra
contra
o
Afgha-
nistan.
Paris
2
—
Crê-se
que
será assignada
hoje
a
convenção
entre
a
Áustria
e
a
Turquia.
.
Constantinopla
2—
Suleyman-Pachá
foi
condemnado
a
15
annos
de
reclusão
em
uma
fortaleza
e
degradação.
MO
Os abaixo
assignados,
julgam
ler
agra
decido
a lodos
os
illum.
os
e
exm.
os
snrs.
que
lhes
fizeram
a
honra
de
os cum
primentar
por occasião
do
fallecimento
de
seu
muno
presado
avô
e
sogro,
João
Pedro
Pereira
Pinto
Barreto,
e
se
digna
ram
assistir
ao
oflicio
de
sepultura
na
real
capella
da
Misericórdia
d
’
esta
cida
de;
mas
podendo
ter-se
dado
alguma
fal
ta
involuntária
no
cumprimento
d
’
esle
de
ver,
vem
por
este
meio
protestar
a
lodos
o
seu profundo
e
indelevel reconheci
mento.
Joaquim
Augusto Barreto
Phnentel
Joaquim
Manoel
Dias
Pinheiro
(2137)
Joaquim
José
Leite
Pereira
e
suas
ir
mãs,
não
lhe
sendo
possível
agradecer
pessoalmente
a
todas
as pessoas
que
os
cumprimentaram
e
prestaram
seus
ser
viços
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
presado
pae
o
bacharel
Pedro
Leite
Pe
reira,
da
freguezia
de
Panoias, fazem-no
por
este
meio
protestando
a
todas
o seu
reconhecimento
e
gratidão.
(2138)
ANNUNCIOS
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo
São
convidados
todos
os
membros
da
Conferencia de
S.
Vicente
de
Paulo
para
assistirem,
segundo o
Estatuto,
á
missa
qne
tem
de
celebrar-se
no dia
8
do
cor
rente,
na
egreja
do Salvador,
pelas
8
horas da manhã.
DECLARAÇÃO
O
abaixo
assignado
constando-lhe
qne
alguém
mal
intencionado
anda
propalan
do
que
elle
fizera
escriptura
de
divida,
vem por
este
meio
protestar
contra
si
milhante
calumnia,
desafiando
o
calumnia-
dor
a
tirar
da
conservatória
qualquer
cer
tidão
que
possa
desmentir
a
sua
aflirma-
tiva.
Braga
4
de
dezembro
de
1878.
Antonio José
Cerqueira
da
Silva
Braga.
(2140)
Carreiras
diarias
Francisco
José
de
Barros
&
Narciso
José
Marques, annunciam
ao
publico
que
abrem
duas
carreiras
diarias
entre
Braga
e
Senhora
do
Porto
a
principiar
no
dia
6
do
corrente
inclusive,
a
sair
de
Braga
ás
6
horas
da manhã
e
2
da
tarde, chega
á Senhora do
Porto
ás 9
da
manhã
e
5
da
tarde,
sae
da
Senhora
do
Porto
para
Braga ás 6
horas
da manhã
e
1 da
tar
de,
e
chega
a
Braga
ás
9
da
manhã
e
4
da
tarde.
Preçws:
De
Braga ao
Pinheiro
160
De
» á
Povoa
200
De
»
a
Siinães
240
De
>
á
Snr.
il
do
Porto
300
Escriplorios
em
Braga,
em
casa
de
Domingos
Alves
Pereira,
Praça do
Barão
de
S.
Marlinho;
na
Senhora do
Porto,
em
casa
de
Antonio
Joaquim
Gomes
Bar
roso.
Braga
3
de
dezembro
de
1878.
Francisco
José
de Barros
(2142)
Narciso
José
Marques.
ÉDITOS
Sító
10
Pelo juizo
de
direito
d
’
esta
comarca
de Braga,
e
carlotio
do
escrivão
Gon
çalves
se
passam
editaes
pelo
praso
de
dez
dias,
a
contar
da
publicação
do
se
gundo
annuncio,
citando,
requerendo
e
chamando todas
as
pessoas
que
se
con
siderem
com
algum
direito
ao credito
activo
da
quantia
de
cento e
vinte
mil
reis
resto
da
de
cento
e
ciucoenla
mil
reis,
que
a
requerimento dos
exequentes
José
Antonio
Ferreira e
mulher
Maria
Jo-
sefa,
da
mesma
cidade,
foi
penhorada
em
mã
>
e
poder de
.Manoel
Antonio da
Silva
Chaves,
e
mulher
Anua
Joaquina
Corrêa,
moradores
no
logar
do Carreiro,
freguezia
de
Palmeira,
desta
mesmaj
co
marca,
na
execução
que
áquelles
exequen
tes
movem
a
José
Antonio
da
Cunha
Mo
reira, d’
esta
cidade, e
outros,
e
que
os
ditos
Manoel
Antonio
da
Silva Chaves
e
mulher,
devem
a
este
executado
na
qua
lidade
de cessionário
de
Anna Correia
e
marido
Antonio
Gomes
Alves
da dita
fre
guezia,
para que
a
venham
deduzir
a
es
te
juizo,
sob
pena
de
serem
lançadas,
e
de
ser
a mesma
quantia
levantada pelos
sobreditos
exequentes.
Braga
28
de
novembro
de 1878.
Verifiquei
A. Carneiro
Sampaio
O
escrivão
(2132)
Antonio
José
Gonçalves.
ak
»
e
?
iataç
A
o
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
escrivão
do
6.°
oflicio—
Pessa,
no
dia
22
do
futuro mez de
dezembr®
por
10
horas
da manhã, na praça
pu
blica
das
arrematações
á
porta
do
Tribu
nal
d
’este
juizo,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
esla
cidade,
se
tem de
pro
ceder
á arremal.ição
dos
prédios
abaixo
declarados,
penhorados
aos
executados
Domingos
Jo
é
Alves
Braga e
mulher,
negociantes, moradores na
rua
dos
Chãos,
d
’
esta
mesma,
na
execução
que
contra
elles
e
o
curador
da
massa
fallida
dos
mesmos,
Antonio
Mendes
Ribeiro,
da
ci
dade
de
Guimarães,
lhes
move
n
’esle
juizo
a
Gerencia
do
Banco
do
Minho,
com
séde
n
’
esla
mesma cidade,
cujos
prédios
a
arrematar
são os seguintes:
Uma
morada
de
casas
sobradadas
sita
na
rua
dos
Chãos,
d’
esta
cidade,
desi
gnada
com
os
n.
9
*
13, 13
A,
e
13
B,
com
suas
pertenças,
de
natureza
alíudial,
avaliada
livre
de
reparos
no
valor
de
reis.
3:0005000.
Outra
morada
de
casas
sobradada
e
situada
na
mesma
rua
dos
Chãos,
de
natureza
de
prazo, designada
pelo
nume
ro 14,
avaliada
livre,
de
foro
e
laudemio
no liquido
valor
de 2:0476500
reis.
Outra
morada
de
casas
d
’um
andar
situadas
na
roa
de
Guadelupe,
d’
esta
mes
ma,
que
se
acha
devidida
em
duas
e ha
bitadas
por
dois
inquilinos,
com os
n.°
s
16
e
17,
com
seu
pequeno
quintal, ava
liada
livre
do
foro no liquido
valor
de
4396600
reis.
Uma
morada
de
casas
terreas
com seu
-quintal
designadas
pelo
numero
7
situada
na
roa
do
Charqueiro,
d
’esla
mesma,
cidade
de
Braga,
e
uma
outra
morada
de
casas
terreas
com
seu
quintal
situa
da na
mesma
rua
designada
pelo
n.°
7,
de
natureza
de
prazo,
avaliada
livre
do
foro
e
laudemio
no
liquido valor
de
reis
S176413.
Outra
morada
de casas
situada
na
dita
rua
do
Charqueiro,
com
seu
quintal,
designaria
pelo n.°
4,
avaliada
livre
do
4bro
e
laudemio,
por
ser
de
natureza
de
prazo,
no liquido valor
de
4316145
reis.
E
finalmente outra
morada
de
casas
situada
na
rua
das
Aguas,
d’
esta
mesma
cidade,
com
um
andar
para
a
rua
e
dois
para
as
trazeiras,
designadas
pelos n.
os
91,
92 e 93
B,
de
natureza
de
prazo,
com
seu
chaguão
e
poço,
avaliadas
pelos
louvados,
e
com
o
abatimento
do
foro
e
laudemio
no
liquido
valor de
2:8456300
reis.
Valores
estes
porque
têein
a
entrar
em
praça.
Todas
as pessoas
que
quizerem
arre
matar os
ditos
prédios podem
comparecer
no indicado
dia,
hora
e
local.
Por
este
mesmo annuncio
e
pelos
editaes
que
se
passarão
são
citados
e
cha
mados
todos
os
credores
incertos
dos
di
tos
executados,
afim
de
assistirem,
que
rendo.
a
esta
praça
e
allegarem
o
di
reito
que
tiverem.
Braga
30
de
novembro
tle
1878.
EDITAL
Devendo
no
dia
31
de
dezembro
corrente verificar-se
nos
Cofres
Centraes
dos
Districtos
do
continent
e
do
reino,
e
nas
Caixas Centraes do
Ministério
da
Fazenda,
o
pagamento
dos
juros
do
segundo
semestre
d
e
1878
das
obrigações
das
primeiras
cinco
series
emiltidas
do
empréstimo
para
os
caminhos de
ferro
do
Minho
e
Douro:
são prevenidos
os
possuidores
das
mencionadas obrigações,
quer de
assentamento,
quer de
cou
pons,
que
pretendam
receber
o
dividendo
n
’
este
districto,
que
devem
apresentar
neste Cofre
Central
relações,
em
duplicado,
das
obrigações
que
possuírem,
onde se descrevam
pela
sua
ordem
os
numeros
d’
essas
obrigações.
Ambas
as
relações
serão
cheias,
segundo
as
indicações
n’
ellas
impressas
á
margem,
e
assignadas
pelos
indivíduos
possuidores
de
coupons,
ou
a
favor
de
quem
tiver
sido feito
o
ultimo
averbamento
das
obriga
ções,
ou por seus
legítimos
procuradores; juntando-se
a
respectiva
procuração,
sendo
as
assignaturas
reco
nhecidas
por
tabellião,
em
qualquer
dos
casos.
Um
dos
recibos
deve
ser
devidamente
sellado,
com
estampi
lha
do imposto
do
sêilo,
nos
mesmos
termos
que
os
recibos
de
juros
pagos pela
Junta
do
Credito
Publico.
As
relações
estão desde
já
á
venda no
Cofre Central
deste
districto.
Juntamente
com
as
relações
serão
apresentados
os
coupons
das
obrigações,
relativos
ao
segundo
se’
mestre de
1878,
ou
as
próprias
obrigações,
se
forem
de
assentamento.
A
apresentação
das
relações
e
titulos,
nos
termos
antecedentes,
n’este
Cofre Central, será feita
desde
as
dez horas
da
manhã
até
ás
tres
horas
da
tarde
da
maneira
seguinte:
Obrigações
n.
1
”
1
a
14:000
inclusive
no
dia
18
de
dezembro
corrente
’
»
14:001
»
28:000
»
19
»
»
28:001
»
42:000
»
20
»
»
42:001
>
56:000
»
21
»
»
50:001
»
70:000
»
23
»
Obrigrçòes
n
.'•70:001
a
84:000
inclusivè
no
dia
24
de
dezembro
corrente
»
84:001
»
98:000
»
26
»
98:001
»
112:000
»
27
))
112:001
»
126:000
»
28
))
»
120:001
146:320
»
30
Verifiquei.
A.
Garneiro
de
Sampaio.
O
escrivão
(213o)
José
Luiz
d’
Oliveira
Pessa.
ÉDITOS
DE 50 DIAS
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
cartorio do
escrivão
Ribeiro,
correm
éditos
de 30
dias
a
citar
todos
-os
credores
e
legatários
desconhecidos
ou
residentes
fóra
da
comarca,
que
porven
tura
tenham
algum
direito
ao
espolio
e
herança
da
fallecida
Anna
Joaquina
de
Barros.
moradora
que
foi
no
logar
de
Lobreu,
freguezia
de
Santa Maria
de
Fer
reiros,
d
’esta
comarca,
para
que
no
predito
praso
o
venham
deduzir
e
allegar
todo
e
tal
direito,
no
inventario
orphanologico
a
que
pelo dito fallecimento
se anda pro
cedendo
por
este
mesmo juizo
e
carto
no
do
predito
escrivão,
sob
pena
de,
á
sua
revelia
se
seguirem
todos os
termos,
e
ser
afinal
julgado
por
sentença.
Braga
25
de
novembro
de 1878.
O escrivão
João
Marcos d
’
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
(2131)
.4.
Carneiro
de
Sampaio.
MONTE
PIO DE
S. JOSÈ
Por
ordem
do
snr.
Presidente da
as
sembleia
geral, são
convidados
todos
os
socios
que
estejam
no goso dos
seus
di
reitos
a
reunirem-se
em
assembleia
ge
ral extraordinária,
na
casa
da
Assiciação,
no
largo
de
Santo
Agostinho,
no
dia
8
do
corrente
mez
á
I
hora
da
tarde,
para
a
discussão
e
approvaçào
dos
novos
estatu
tos.
Braga
1
de
dezembro
de 1878.
O
2.° secretario
(2134) José
Antonio
Peixoto
Braga.
ATTENÇÃO
Uma
senhora
de
boa familia e fina
educação,
achando-se
completamente
ha
bilitada
para
leccionar
pianno,
resolveu
dar
lições
fóra,
e
em
sua própria
casa;
igualmente
ensina bordados: a
branco,
a
cabello.
matiz, eseomilha,
ouro,
etc.
A
quem
convier,
dirija se
á
loja
do
snr.
Lomar,
na
rua
do
Souto.
(2130)
Podem,
no
entanto,
os
possuidores
de
obrigações, cuja
verificação,
nos
termos
da
tabella
acima,
deves
se realisar-se
em
mais
de
um
dia,
apresental-as
todas
no
mesmo
dia
e por
meio
de
uma só
relação
(com
o
competente
duplicado),
comtanto
que
alguma ou
algumas das
obrigações
a
apresentar
no
grupo
d
’
ellas maior
com
numeração
seguida,
tenham
numeros
correspondentes
á
verificação
ordinaria
d'esse dia.
Em
todo
o
caso,
faz-se
saber
que,
para
cada
semestre
e
para
cada
classe
de
obrigações
—assentamento
ou
coupons
—
é
necessária
apresentação
de
relações
especiaes.
Não
é admittida
em
cada
relação
descripção
promíscua
de
obrigações
de
coupons
e
de
assentamento,
nem
de
juros
de
mais
de
um
semestre.
Depois de verificadas
e notadas
as relações,
serão
juntamente
comas
obrigações
de
assentamento,
devida
mente
carimbadas,
restituídas
aos
apresentantes
para,
no
dia
31
do
corrente
mez,
mediante
a apresentação
d
’
essas
relações,
ser-lhes
pago o
juro
respectivo
ao
segundo
semestre
de
1878,
eífetuando-se
o
pagamento
das dez
horas
da
manhã
ás
tres
horas
da
tarde.
Os
possuidores
de
obrigações
das
primeiras
cinco
series
emittidas
do
empréstimo dos caminhos
de
ferro
do Minho
e
Douro,
que
não se apresentarem
para
a verificação
dos seus
titulos
nos
dias
respectiva-
menle
marcados acima,
só poderão
receber
esses
juros
ou
quaesquer
outros
em
divida,
na
sexta
feira,
3
de
janeiro
de
1879,
e
primeiras
sextas
feiras de
cada
mez,
não
sendo
dia
feriado,
porque então
o
pagamento
será
na
vespera.
Outro
tanto
acontecerá relativamente
aos portadores de relações
verificadas e carimbadas,
que
se
não
apresentarem
para
receber
os
juros
respectivos
no
dia
31
de dezembro
corrente.
Repartição
de
fazenda
do districto de Braga,
aos
4
de dezembro
de
1878.
0
Delegado do
Thesonro,
(2141)
Eduardo
Tavares.
OLEO
Farmaoia de HOGG, 2, rue de Castiglione, Paria
(Unico
proprietário}.
HOGG
HIGADOnRESCOS
Dl
BAGALAO
de
Prescripto por
todos os
médicos e empregado com o mayor succeso
Jl
contra:
as
enfermidades
do
peito,
afleiçóes escrefu-
*
o<ins
'
tosses
ciironicas,
rheumatismos,
^J
*
1
**
^
magreza
crianças,
das
impigemes
,
JcZ
s* q
brancos,
debilidade geral, etc., etc.
tf
r
Agradavel e facilde tomar.
—Desconfiar das falsificações.
í
fc
Exigir-se-ha
a marca
da Fabrica juntó que
encobro
a
capsulo de
cada frasco de feitio triangular, e
a firma
HOGG
e Cia, que devera
achar-se sobre o rotulo.
Depositos
nas
principaes Pharmacias
e em
Lisboa,
nas casas de B
arreto
,
rua
do
Lorefo,
28
eSO.
A
zevedo
e
Filhos, B
arral
e I
rmão
; em
Porto,
nasecasas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador F
erraz
. _______
MAGASIN DES DEMO1SELLES
Publica-se
a
10
e
25
de
c
uia
mez, por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras
de
modas
e modelos
de
tapeçaria
coloridos;
a
oyua;
gravados
a
preto;
novidades
para
piano
e
cante;
álbuns
de lavores
folhas
de eonfeeções;
croehet
e
rendi»»;
riscos,
etc.
O
magusin
de»
iiemoiseiles,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá mensalmenle
uni
trecho
de
musica,
e
retine
o
duplo
attractivo
de
um
veriodico
lillerorio
interessante
e
um
periodtco
de
modas completo,
inleiramente
independentes
um
do
outro.
Preço
para
Portugal
(as assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
1.°
de
janeiro)
4$!
i
00
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,—2^800
reis;
edição
do
dia
25,
—
46700
rs.
Subscreve-se
na administração
d
’
èste
periódico.
COFRE
DE FERRO
Quem
o
tenha
para vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
Quem
perdesse
um
botão
de
ouro,
de
camisa,
dirija-se
á
rua
de
S
Vicente,
n.°
5.
Dando-se
os
signaes
certos
e
pagando
o
importe
d
’
este
annuncio,
se
entregará.
BRAGA, TYPOGRAPUIA
LUSJT
a
^A—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
